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FICHAMENTO O QUE É IDEOLOGIA MARILENA CHAUÍ

COMEÇANDO NOSSA CONVERSA


Ideário– conjunto sistemático e encadeado de ideias
Ideologia – ideário histórico, social e politico que pcilta a realidade, o ocultamento
tem, por fim, assegurarbe manter a exploração econômica, a desigualdade social e a
dominação política
PARTINDO DE ALGUNS EXEMPLOS
Grecia Antiga – Movimento: toda a mudança qualitativa de um corpo qualquer, toda
mudança quantitativa de um corpo qualquer, toda a mudança de lugar ou locomoção
de um corpo qualquer, toda geração e corrupção de corpo (nascimento e perecimento
das coisas e dos homens) – TODA E QUALQUER ALTERAÇÃO DE UMA REALIDADE
Aristotelis – para haver conhecimento deve haver um conhecimento da causa – teoria
das quatro causas
CAUSA – aquilo que responde ou se responsabiliza por algum aspecto da realidade
A 4 causas são responsáveis por todos os aspectos de um ser:
1. Causa material ( responsável pela matéria de alguma coisa) – o material que foi
utilizado para a sua fabricação
2. Causa formal ( responsável pela essencia ou natureza de alguma coisa) – as
propriedades e caracteristas de um objeto
3. Causa motriz ou efeiciente ( responsável pela presença de uma forma em uma
matéria) – quem deu forma ou vida ao objeto em questão
4. Causa final (responsável pelo motivo e pelo sentido da existência da coisa) –
funcionalidade

As quatros causas permitem explicar a permanência e o movimento das coisas. Uma


coisa permanece enquanto permanecer a sua forma e a sua finalidade. Uma coisa
muda poris a materia esta sujeita a mudança e quando a sua causa eficiente aletra a
materia mudando a sua forma
As 4 causas estão hierarquizadas, sendo a menos valiosa a causa eficiente e as mais
valiosas a causa formal e a causa final
Causa material e eficiente – causas externas formal/ de mudança e movimento e final
– causas internas/ de permanência
Leva a uma distinção entre as atividades técnicas, considerada uma rotina mecânica
em que um trab é a causa eficiente e transforma a matéria em um objeto útil para
alguém, esse alguém é o usuário e a causa final da fabricação, (poiésis) e a atividade
ética e política (práxis) . Praxis como a atividade própria dos homens livres, dotados de
razão e de vontade para deliberar e escolher uma ação. O agente, a acao e a
finalidade, na práxis, são os mesmos e dependem apenas da força interior ou mental
daquele que age. Praxis ( ética e política) considerada superior ao trabalho (poésis)
Sociedade da grecia antiga – escravos e cidadão (homens livres da cidade)
Sociedade medieval – senhores feudais e servos da gleba
O cidadão e o senhor correspondem à causa final, o fim ou motivo pelo qual uma coisa
é feita, o usuário da coisa que ordenou a sua fabricação
O escravo e o servo tem como causa correspondente a motriz ou eficiente, trabalho
que permite que uma coisa atinja uma determinada forma para servir ao uso ou desejo
do senhor
A causa eficiente se encontra inteiramente subordinada a causa final e isso, portanto,
se traduz na divisão social hierárquica presente da grecia antiga e na idade media
Trabalho como elemento secundário ou inferior
Causa eficiente como um meio de satisfação da vontade ou do desejo do outo
Teoria – exprime, por meio de ideias, uma realidade social e histórica determinada, e o
pensador pode ou não estar consciente disso. Suas ideias estão enraizadas na historia
e podem auxiliar na compreensão da sociedade de onde surgiram ]
Ideologia – corre o risco de ser produczida quando não se percebe a sua raiz histórica e
imagina que elas são verdadeiras em todos os tempos e lugares, toma as ideias como
independentes da realidade histórica e social
A sociedade/ pensamento moderno reduz as quatros causas a duas: a final e a
eficiente. A causa torna-se uma operação oi acao que produz necessariamente um
efeito determinado – ocorre um laço necessário entre uma causa em um efeito, a
causa não so responde, mas produz um efeito
Para a física moderna, a natureza age de modo inteiramente mecânico, um sistema
necessário de relações de causa e efeito, tomando a causa exclusivamente como causa
motriz e eficiente – não existem causas finais na natureza – natureza como o reino da
necessidade racional
Causa final – causa voluntaria e livre que age tendo em vista fins e objetivos a serem
alcançados ( deus e os homens) – reino da fidelidade e da liberdade
A eliminação das outras duas causas permitiu avanços no campo da ciência – estudo
do corpo humano – um corpo natural movido apenas pela ação da causalidade
eficiente – uma maquina que opera sem a intervenção da vontade e da liberdade,
governados por leis mecânicas
Homem como uma estrutura que mistura a causa eficiente ( seu corpo anatômico)
com a causa final (seu espírito). Pode utilizar o seu corpo para atingir os limites de seu
espírito/ vontade – presença de uma hierarquia já que a causa final é superior a
eficiente ( corpo mecânico + vontade finalista)
Filosofia e ciência encaradas não mais como contemplação da realidade mas como
poder humano para transformar e dominar a realidade
A manifestação por excelência do homem livre é seu poder transformador e
dominador – sua vontade subordina o seu corpo para a obtenção de um certo fim
Valorização do trabalho – nova formação social que desponta a imagem do homem
que valoriza a si não mais por seu sangue ou familia, mas sim por ter adquirido poder
econômico e começar a adquirir poder politico e prestigio social como recompensa de
seu esforço pessoal, da sua capacidade de trabalho e de poupança – burguês,
proprietário dos meios de produção ou do trab, e ética protestante, onde o homem
vale pelo seu esforço pessoal perante Deus – formação de um novo homem moderno.
A ética protestante ordena que a riqueza se transforme em capital. Sociedade
constituída, ainda, pelo moderno trabalhador livre com um processo de separação
entre o trabalhador e a propriedade das condições de realização de seu trabalho com
conversão dos produtores diretos em assalariados e do meios sociais de vida e
produção em capital (base do capitalismo). Este não detem os meios de produção e
não pode trabalhar livremente, mas apenas como assalariado
Lado livre e espiritual do trabalho, trab como expressão de uma vontade livre e dotada
de fins próprios, liberdade, constituem a sociedade– burguês
Lado mecânico e corpóreo do trabalho, relacao de maquina corporal com as maquinas
sem vida, necessidade, fazem parte da natureza– trabalhador
Empirismo – o real como fatos ou coisas observáveis e que o conhecimento da
realidade se reduz ao conhecimento sensorial que temos dos objetos, cujas as
sensações se associam e formam ideias em nosso cérebro. Dado dos sentidos

Idealista – o real são ideias ou representações e o conhecimento da realidade se reduz


ao exame dos dados e das operações de nossa consciência ou do intelecto como
atividade produtora de ideias que dão sentido ao real e o fazem existir para nós. Dados
da consciência

A realidade é considerada um puro dado imediato. O real é um movimento incessante


pelo qual os homens, em condições que nem sempre foram escolhifas por eles,
instauram um modo de sociabilidade e procuram fixa-lo em instituições determinadas

O real na verdade é um processo, um movimento temporal de constituição dos seres e


de suas significações, dependendo fundamentalmente do modo como os homens se
relacionam entre si e com a natureza
Necessidade de compreensão da origem das relações sociais e de suas diferenças
temporais. Encara-las como processos históricos
Historia – modo como os homens determinados em condições determinadas criam os
meios e as formas de sua existência social, reproduzem ou transformam esse
existência social que é econômica, politica e cultural. A história é práxis ( um modo de
agir no qual o agente, sua ação e o produto de sua ação são termos intrinsicamente
ligados e dependentes uns dos outros, não sendo possível separá-los.

Producao de ideias ou de representações por parte do homem para melhor


compreender e explicar sua própria vida individual, social, sua relações com a natureza
e com o sobrenatural – em sociedade de classes, a de maior poder ira produzir essas
ideias a serem difundidas para a sua garantia de legitimidade em relação ao seu poder
econômico, social e político – escondem os reais motivos de exploração econômica e
de dominação politica – O ocultamento da realidade social denomina-se IDEOLOGIA,
fazem parecer as condições de exploração e dominação como verdadeiras e justas
A ideologia, no entanto, não possui um poder absoluto que não possa ser quebrado ou
destruído. Reformas e revoluções são capazes de transformar a realidade social, a
partir do momento que uma classe social passa a compreender a sua própria realidade
: burguês destrói a ideologia aristocrática e proletário pode destruir a ideologia
burguesa (proposta de marx)

HISTÓRICO DO TERMO
Surge após a revolução francesa no livro Detrutt de Tracy, “Elementos de Ideologia” –
elaborar uma ciência de gênese das ideias, tratando-as como fenômenos naturais que
exprimem a relação do corpo humano com o meio ambiente. Faculdades sensíveis
responsáveis pela formação de todas as nossas ideias ( querer, julgar, sentir, recordar)
antimonárquico, antimetafísico e antiteológico. Críticos a toda explicação invisível e
espiritual sobre as coisas – materialistas ( admitiam apenas causas naturais físicas para
as ideias e as ações humanas, conhecimentos físicos baseados na observação de fatos
e na experimentação)
Monarquia como uma maquinação entre o poder politico e o poder religioso
Moral – o campo de acoes nascidas de necessidades, interesses e desejos que podem
ser cientificamente conhecidos e controlados pelos próprios homens
Os efeitos de nossas acoes voluntarias concernem à nossa aptidão para prover nossas
necessidades materiais.
Cabanis – livro influencias do moral sobre o físico : a natureza tem em si as condições
necessárias e suficientes para o progresso, e que so graças a ela nossas inclinações e
nossa inteligência adquirem uma direção e sentido

O ideólogo assume uma condição de termo pejorativo a partir das declarações de


napoleão e tem , por sua vez, seu valores invertidos. Embora se considerem
materialistas, realistas e antimetafisicos, são colocados pelo chefe de Estado francês
como “tenebrosos metafísicos”, ignorantes do realismo politico que adaptam as leis ao
coração humano e às lições da historia. Essa visão napoleônica será adotada por Marx
na sua análise em relação à ideologia e aos ideólogos (como aquele, portanto, que
inverte as relações entre as ideias e o real)

Ideologia empregada por auguste conte com o mesmo sentido atribuído pelos
ideólogos franceses: Curso de Filosofia positiva – ideologia continua sendo composta
por uma relacao filosófico-cientifica que estuda a formação das ideias a partir da
observação das relações entre o corpo humano e o meio ambiente e, ainda, passa a
significar o conjunto de ideias de uma época tanto como opinião geral quanto no
sentido de elaboração teórica dos pensadores da época
Pensamento de auguste comte: positivismo. Transformação do espírito humano que
passa por 3 estágios: 1) a fase fetichista ou ideológica- os homens explicam a realidade
através das lições divinas, 2) fase metafísica – explicam a realidade a partir de
princípios gerais e abstatros 3) fase positiva ou cientifica – os homens observam
efetivamente a realidade, analisam os fatos, encontram as leis gerais e necessárias dos
fenômenos naturais e humanos e elaboram uma ciência da sociedade, que serve de
fundamento positivo e cientifico para a acao individual (moral) e a ação coletiva
(política) – etapa final no progresso humano
Cada fase do espirito humano leva-o a crer em um conjunto de ideias para explicar a
totalidade dos fenômenos naturais humanos – essas explicações constituem ideologia
de cada fase (ideologia = teoria) – ideologia é produzida pelos sábios que recolhem as
opiniões correntes, organizam e sistematizam tais opiniões e na ultima etapa retiram
tudo aquilo que é de caráter religioso ou metafísico
A ideologia enquanto teoria passa a ter um comando sobre a pratica dos homens, que
devemser submetidas aos criterios e mandamentos do teórico ou do cientista antes de
agir
Consequencias da concepção positivista de ideologia como um conjunto de
conhecimentos teóricos:
1) Reduz a teoria a simplesmente um conjunto sistemático e hierárquico de ideias,
sem levar em conta a teoria como um processo de explicar e interpretar a
realidade dos fenômenos naturais e humanos a partir de sua origem no real,
isso teria haver, para o positivista, com as fases atrasadas (teológica e
metafisica)
2) Uma relacao na qual a teoria manda por possuir as ideias e a pratica obedece
pq é ignorante
3) Pratica como simples meio de aplicação da regras, normas e princípios da
teoria
So há progresso em um local que possui ordem, so há ordem em um local em
que a pratica esta completamente dominada pela teoria, onde há o
conhecimento cientifico da realidade, o resto sera levado como desordem ou
perigo à sociedade
O poder pertence a quem possui o saber – tecnocracia – o poder deve
pertencer a aqueles que detem o conhecimento cientifico
DURKEIM – em a intenção de criar a sociologia como ciência, conhecimento
racional, observacional e necessário da sociedade. Necessidade de tratamento
do fato social como uma coisa, assim como os objetos são tratados nas ciências
naturais, desprovidos de interioridade, de significações e interpretações
subjetivas – separação entre sujeito do conhecimento e objeto do
conhecimento, permitindo uma neutralidade do sociólogo perante o fato
social.
Ideologia (para durkeim) – todo o conhecimento da sociedade que não respeite
tais criterios de objetividade
Atitude ideológica : subjetiva e tradicional ( o pensador não tomou distancia
em relacao a sociedade que ira analisar), o ideólogo vai das ideias aos fatos,
quando na verdade deve-se ir dos fatos as ideias, utiliza palavras vazias para
explicar fenômenos que não tem conhecimento ao invés de observar os
fenômenos ainda não conhecido primeiramente de modo empírico
Fato social – dado previamente isolado, classificado e relacionado com outros
por meio da semelhança ou constância das caracteristicas externas. O objeto é
conhecido quando é submetido a leis da frequência e da constância (visão
imobilizada e exteriorizada do objeto social é um positivismo ideológico)

CAP IV a concepção marxista de ideologia


“A IDEOLOGIA ALEMÔ
Pensamento histórico determinado
Não realiza uma separação entre a produção de ideias e o contecto social e
histórico em que foram produzidas
Criticos hegelianos substituíram a a dialética hegeliana por uma fraseologia
sem sentido e sem consistência, tb pegaram um aspecto da realidade humana,
converteram esse aspecto em uma ideia universal e passou a deduzir todo o
real a partir desse aspecto idealizado
Consideracoes gerais a respeito da ideologia: tem como solo a sociedade
capitalista do século XIX e como pano de fundo o conhecimento histórico ou
ciência histórica. A historia pode ser analisada a partir da historia da natureza e
da historia dos homens, dois campos interligados
Quase todo ideologia se reduz a uma concepção distorcida da historia ou a uma
abstração completa dela
Historia como um conhecimento dialético e materialista da realidade social
A filosogia de Hegel foi criticada por marx, porem teve seus aspectos essenciais
conservador por ele
Obra de Hegel:
1) Um trabalho filosófico para compreender a origem e o sentido da realidade
como cultura ( a relacao dos homens com a natureza pelo desejo, pelo trab,
pela linguagem). O espirito é a cultura
2) O real é a historia
3) Um trab filosófico que revoluciona o conceito de historia pois: não concebe
a historia como um conjunto de fatos sucessivos no tempo, a historia é um
movimento dotado de forca interna que cria os acontecimentos (os
acontecimentos não estão no tempo, mas são o tempo), historia possui um
motor interno que produz acontecimentos e não relações de causa e efeito,
o motor interno é o processo de contradição marcado por uma negação
interna, essas contradições não são fatos dados no mundo, mas sim
produzidas
“A produção e a superação das contradições são o movimento da história”
A historia como um processo histórico contraditório unificado em si mesmo
A historia como historia do espirito
Historia como reflexão
Trabalho filosófico que procura da conta da alienação
Trabalho filosófico que diferencia imediato e mediato, aparência e ser,
abstrato e concreto.
“ O idealismo hegeliano consiste em afirmar que a história é movimento de
posição, negação e conservação de ideias, e essas são a unidade do objeto e
do sujeito da historia, que é Espirito.

Marx critica radicalmente o idealismo hegeliano, conservando, porem , que


a dialética é um movimento interno de produção de realidade cujo motor é
a contradição. Essa contradição, contudo, para marx se estabelece em
condições históricas e sociais reais e chama-se luta de classe
A historia é historia do modo real como os homens reais produzem suas
condições reais de existência do modo como produzem e reproduzem suas
relações com a natureza e suas relações sociais ( pela divisão social do
trabalho, pela forma de propriedade, do modo como os homens
interpretam essas relações ( interpretação imaginaria – ideologia ou
interpretação real – conhecimento histórico que produziu ou produz tais
relações)
Marx conserva ainda as diferenças entre abstrato e concreto, mediato e
imediato, aparecer e ser
Metodo histórico-dialetico deve partir do que é mais abstrato, mais simples
ou mais imediato (aquilo que se oferece à observação), percorrer o seu
processo contraditório de sua constituição real e atingir o concreto com um
sistema de mediações e de relações cada vez mais complexas e que nunca
estão dadas à observação.
Iniciar pelo aparecer social e chegar por meio de mediações ao ser social
Mercadoria como a forma mais simples e mais abstrata de produção
capitalista. Esta nos aparece como produção, acumulcao, distribuição e
consumo de mercadorias
O trabalhador vende no mercado a sua forca de trab
A mercadoria é ao mesmo tempo valor de uso (inteiramente determinado
pelas condições de mercado) e valor de troca ( comanda o valor de uso)
O valor da mercadoria é determinado pela quantidade de tempo necessária
para produzi-la, tempo de produção das maquinas, de transporte da
mercadoria ... OS TEMPOS DE TRAB DA SOC
Alem disso tb entra no valor do produto o salario dos trabalhadores que
utilizaram do seu tempo para a produção da mercadoria
A equivalência em relação ao preço dos produtos é definido pelo tempo de
trabalho social necessário para produzi-los
Mais valia – lucro obtido pelo proprietário pelas horas de trabalho não
pagas – graças a mais valia, a mercadoria não é um valor de uso ou u valor
de troca qualquer, mas um valor capitalista
A mercadoria oculta o fato de que há uma exploração econômica, a
mercadoria não é uma coisa mais um trabalho social
Marx tb conserva de Hegel a ideal de que a realidade é historia e por isso é
reflexiva, um movimento de contradições. A dialética marxista é
materialista. A materia é constituída por relações mecânicas de causa e
efeito – não possui interioridade naquilo que é material. Marx fala de uma
materia social – as relações sociais são entendidas como relações de
produção – modo sengundo o qual os homens produzem e reproduzem
suas condições materiais de existência
Classes sócias são as relações sociais determinadas pelo modo como os
homens se dividem no trabalho, na prod de suas condições materiais de
existência, instauram as formas determinadas de propriedade, reproduzem
e legitimam aquela divisão e aquelas formas por meios das intituicoes
sociais e politicas que exprimem e escondem seus significados reais de suas
relações
A dialética é materialista porque seu motor é o trabalho material
propriamente dito
A divisão do trab que separa proprietários de não proprietários determina a
formação de classes sociais e a separação entre sociedade e politica, isto é,
entre instituições sociais e Estado
O motor da dialética materialista é determinado pela contradição/
antagonismo interno presete entre proprietários das condições de trabalho
e não proprietários – lutas de classe
Marx tb conserva o conceito de alienação . Feurbach – alienação religiosa –
a religião como alienação suprema da alienação humana, é a projeção da
essencia humana num ser superior, estranho e separado dos homens.
Porem, para marx a aliencacao não vem dos espirito, mas sim dos homens
reais em condições reais
Alienacao do trab – o produtor na se reconhece no seu próprio produto,
pois as suas condições de trab, seu valor e sua finalidade não dependem
dele, mas sim do proprietário das condições de trab, o produto como um
poder que domina e ameaça
A mercadoria é o trab humano concentrado e não pago, porem os trab e o
resto da sociedade a percebem como algo que possui simplesmente um
valor de troca e de uso, aparece como um bem que se compra e se
consome. Enquanto isso, some cada vez mais a sua característica real
Os homens-mercadorias aparecem como coisas e as coisas-mercadorias
começam a aparecer como sujeitos sociais dotados de vida própria
A mercadoria como fetiche. O fetiche religioso tem poder sobre seus
crentes e adoradores dominando-os como uma forca estranha
O trabalhador é visto como uma forca de trabalho que recebe um salario. O
produto-trab é chamado de mercadoria que, por sua vez, possui um preço.
O proprietário da condições de trabalho passa a ser chamado de capital,
que, por sua vez, possui a capacidade de gerar lucros. Os seres humanos
passam a existir na forma de coisas, enquanto as coisas produzidas e as
relações entre elas (produção, distribuição, circulação, consumo)
humanizam-se e passam a ter relações sociais.
A alienação, reificacao e fetichismo passam a dirigir e comandar a vida dos
homens
O fato de homem aceitar as relações de exploração presentes dentro da
logica capitalista vem justamente do fenômeno de ideologia
O surgimento da ideologia, segundo marx e Engels encontra-se no
momento de divisão entre trab intelectual e trab material
Os homens diferenciam-se dos animais pois produzem suas próprias
condições de existência material e espiritual, isso depende, no entanto, das
condições naturais do meio ambiente e do corpo humano e da procriação
Divisao social do trabalho – divisão entre pastoreio e agricultura, entre
ambos e a indústria e entre os três e o comercio – essas separações
conduzem a separação entre cidade e campo. Determina a existência de
diferentes formas de propriedade – divisão entre condições e instrumentos
ou meios do trabalho e o próprio trabalho, incidindo na desigual
distribuição do produto do trabalho
Formas de propriedade : propriedade tribal: hierarquizada e família
ampliada por tarefas, funções, poderes e consumo. Propriedade comunal
ou estatal: privada coletiva dos cidadãos ativos do Estado, divida entre
senhores (cidadãos com distanciamento da terra e dos ofícios e passam a
viver nas cidades) e escravos, separação entre cidade e campo. Propriedade
feudal ou estamental: propriedade privada territorial trabalhada por servos
da gleba e como propriedade dos instrumentos de trabalho, pelos artesãos
livres ou oficiais das corporações que vivem nos burgos, além da figura
social intermediaria denominada comerciante. Dão origem à propriedade
privada capitalista, divisão social do trab atinge seu ápice: de um lado os
proprietários do produto do trab e do outro lado a massa do assalariados
Todas essas transformações se constituem no solo real da historia real
A consciência estará inteiramente ligada as condições materiais de
produção da existência. As ideias tendem a ser uma representação
invertida do processo real, colocand como origem ou como causa aquilo
que é feito
A natureza como um poder separado que comanda por fora as acoes
humanas
As relações sociais são tb inteiramente representadas pelas ideias de modo
invertido
As acoes humanas são apresentadas como decorrentes da sociedade, que é
vista com existindo por si mesma e dominando os homens
A sociedade aparece como um dado natural, eterno e necessário e não
como resultado da práxis humana
A forma inicial da consciência é a alienação – os homens não se percebe
como produtores da sociedade, mas sim que existe um outro superior que
definiu o modo social em que vivem, submetem-se ao poder que conferem
a esse outro e não se reconhecem como criadores dele
Outro (natureza, chefe ou deus)
A divisão social do trab torna-se completa quando o trab material e
espiritual separam-se – MOMENTO DE NASCIMENTO DA IDEOLOGIA
PROPRIAMENTE DITA
Ideologia – sistema ordenado de ideias ou respresentações e das normas e
regras como algo separado e independentedas condições materiais
As ideias aparecem como apenas produzidas pelo seu pensamento já que
os seus pensadores estão distanciados da produção material.
As ideias podem parecer estar em contradição com as relações sociais
existentes – consequência de um mundo social contraditório
Tres as pectos que são condições para que haja historia: forca de produção,
relações sociais e consciência. Entram em contradição como resultado da
divisão social do trabalho material e intelectual. Instaura-se uma percepção
desigualdade social onde homens na podem usufruir do próprio produto de
seu trab
Contradicao dos interesses de um indiv. ou uma familia em particular e os
interesses coletivos. Os trab, os produtor do trab e as codicoes de trab
estão desigualmente distribuídos. Onde há propriedade privada não poder
haver interesse social comum
O interesse geral ou comum encarna na figura do Estado. Na verdade este
atende exclusivamente aos interesses da classe dom de proprietários e
ganham a aparência de interesse de toda a sociedade. Perpetua os
interesses particulares da classe que domina a sociedade e expressa na
esfera politica as relações de exploração presentes no campo econômico
Estado como uma comunidade ilusória
Pra Hegel o estado era uma superação das contradições, já pra marx o
estado era uma vitória de uma parte da sociedade sobre as outras
Dominacao do Estado como impessoal e anônima – as leis e o direito civil
Sua origem e sua finalidade parecem secretos e seu poder dirige os homens
Ideologia politica – explicará a soc atraves das formas de regime politico e
de sua passagem histórica de uma para o outr (monarquia, tirania,
democracia, aristocracia, anarquia)
Necessidade do surgimento de uma massa da humanidade como massa
inteiramente destituída de propriedade e em contradição com um mundo
da cultura e da riqueza produzido por essa massa, enquanto as forcas
produtivas capitalistas encontram-se em total desenvolvimento
Necessidade da divisão entre proprietários dos meios de produção e massa
destituída seja uma divisão universal, tornar o modo de produção
capitalista mundial para que uma revolução plena possa ser efetuada
O capitalismo como mercado mundial é o pressuposto pratico do
comunismo como soc na qual os indivs exercerão o controle consciente dos
poderes que parecem domina-los de foa (mercado, estado e natureza)
Assim, a massa compreenderá que os poderes presentes na soc são fruto
da práxis humana (produtos da atividade histórica dos homens em codicoes
históricas determinadas) e que podem ser destruídas por eles da mesma
forma
É inútil a realização de uma revolução sem as condições materiais
desejadas
A hist. Não é o desenv de ideias ou a ação do Estado ou dos governantes,
mais sim das forcas produtivas e da luta de classes
Uma hist. Que se constrói não pela mudança de regimes políticos mas a
mudança de formas de divisão social e dos meios de prod
A soc civil é o palco onde se desenvolvea hist. Um sistema de relações
sociais que se organizam na produção econômica, nas intituicoes pol e
sociais, e que são representadas e interpretadas por um conjunto
sistemático de ideias jurídicas, religiosas, politicas...
Um processo de produção e de reconstituição das condições materiais de
existência, ou seja, da prod
Contradicao: para que as condições necessárias e suficientes sejam
estabelecidas para a perpetuação dos proprietários privados, é necessária a
existência dos não proprietários, estes últimos são pelos primeiros
reduzidos a condição de assalariados
A realidade do capital é a negação do trabalho. Mais valia/ capital é o trab
não pago
As instituições sociais estão encarregadas de permitir a reprodução ou a
reposição das relações sociais
Luta de classes é para além do confronto armado entre classes, é o
cotidiano da sociedade civil, esta presente na politica salarial, sanitária e
educacional, nas greves, nas eleições, nas relações entre chefes e
empregados
A historia são os indiv. fazendo-se uns aos outros tanto física quanto
espiritualmente – isso define a práxis social
As classes sociais não estão feitas e acabadas pela sociedade mas estão se
fazendo aos poucos e esta acao produz o movimento da sociedade civil
O sujeito da historia são as classes sociais, compreendidas como formas
diferenciadas de existência social determinada pelas relações econômicas,
pelas instituições sociopolíticas e pelas ideias ou representações
As relações do indiv. com sua classe são relações alienadas, uma relação
com algo que lhes parece determinado, que devem agir, pensar de uma
forma fixa – a classe aparecer como causadora das acoes e não como
consequência de uma construção efetuada pelo idiv
Tal fenômeno não pode ser suprimido se não se supera a propriedade
privada e o próprio trabalho
A ideologia burguesa estuda as classes sociais como um fato, algo natural, e
não um fruto de uma construção dos homens que se dá ao longo da hist,
faz os homens creem que são desiguais por natureza e por talento ou por
desejo próprio
Marx entende a alienação como um fenômeno objetivo (algo que é
produzido pelas condições reais de existência dos homens). É um processo
que resulta da própria acao social dos homens
A transformação deve ser simultaneamente subjetiva e objetiva: os homens
devem alterar suas praticas para que possam alterar as suas ideias
A teoria está encarregada de desvendar os processos reais e históricos
enquanto resultados e enquanto condições da pratica humana em
situações determinadas, pratica que da existência a dominação de poucos
sobre os outros. Encarregada de apontar os processos pbjetivos que
conduzem à exploração e à dominação
A relação entre teoria e pratica é revolucionaria pq é dialética
A teoria nega a pratica com um fato dado e como práxis social e a pratica
nega a teoria como uma saber separado e autônomo
A historia é colocada como uma entidade autônoma que possui seu próprio
sentido e caminha por sua própria conta, fruto de motivações religiosas,
politicas e culturais sem considerar as condições reais dos acontecimentos
Os homens se tornam meios para que a historia consiga realizar seus fins
próprios
O modo invertido que a historia é apresentada tb permite que a classe
dominante explique suas acoes – a historia como legitimação dos
dominantes e de dominação de uma parte da sociedade sobre todas as
outras
A ideologia é um dos meios usados pelos dominantes para exercer a
dominação, fazendo com que esta não seja percebida como tal pelos
dominados
Enquanto o trabalhador permanecer como aquele que não pensa e o
pensador como aquele que não trabalha, enquanto essa divisão do trabalho
existir, a ideologia não irá acabar
A ideologia se conserva pela alienação, que faz os homens acreditarem que
não são criadores das etsruturas presentes na sociedade, mas sim que
existe uma entidade superior que as criou e as controla (natureza, deus,
estado)
A ideologia tb se torna possível pela luta de classes ( a dominação de uma
classe sobre a outra)
A ideologia simplesmente cristaliza em verdades a visão invertida do real,
seu papel é fazer com que no lugar dos dominantes apareçam as “ideias
verdadeiras”, fazer com que tais ideias parecam representar efetivamente a
realidade, além de parecerem realidades autônomas (não doram feitas por
ninguém e não dependem de ninguém)
A uma ideia de algo e não a realidade socio histórica desse algo
A ideologia é resultado da luta de classes e que tem por função esconder a
existência dessa luta
Os instrumentos utilizados pela classe dominante para exercer seu poder
concentram-se no estado e na ideologia
Estado – aparelho de coerção e repressão social – ouso do direito e das leis
para que o estado não passe ao seu povo a ideia de um caráter violento e,
assim, seja mais bem aceita
A ideologia impede a revolta – a ideologia substitui a realidade do Estado
pela ideia de Estado
Gramsci – hegemonia ou poder espiritual da classe dominante – a
necessidade de ao lutar utilizando a bandeira do nacionalismo contrapor a
ideia dominante de nação e construir uma popular que nege a primeira
No mundo capitalista as relações entre os indivs são determinadas pela
compra e venda de forca de trab no mercado estabelecendo um contrato
de trab, as relações econômicas, pol e soc baseadas na ideia de contrato
leva a universalização da ideia abstrata de igualdade e liberdade
A ideologia se baseia em ideias que atendem a interesses particulares que
já tiveram um interesse de fato universal anteriormente. Enquanto classes
ascendentes, tem interesses que condizem com todos aqueles que não são
dominantes, enquanto classe dominante, atendem seus próprios interesses
e masacara-os com uma roupagem universal
As principais determinações que constituem o fenômeno da ideologia
1) Ideolog como resultado da divisão social do trab, principalmente coma
divisão entre trab intelectual e manual
2) A divisão estabelece uma aparente autonomia do trab intelectual frente
ao trab material
3) Autonomia intelectual dos pensadores
4) A autonomia dos produtores do trab intelectual aparece como
autonomia dos produtos deste trab, isto é, as ideias
5) As ideias aparecem como autônomas e aparentam dominar a todos,
quando na vdd são ideias da classe dominante, Tal autonomia é
produzida no momento em que se faz uma separação entre os indivs
que dominam as ideias e os que são dominados por elas
6) A ideologia é um instrumento de dominação de classe, sua origem é a
existência de uma divisão de classes contraditória e em luta
7) A ideologia é um instrumento de dominação de classe. A divisão se da
entre proprietários e não proprietários
8) Impede que a dominação e a exploração sejam percebidas como
violência. Ela esconde que nasceu da luta de classes para servir a uma
classe dominante
9) Transformação das ideias particulares dominantes em ideias universais
10) A universalidade das ideias é abstrata
11) A ideologia é uma ilusão necessária a dominação de classe
12) Ideologia é abstração e inversão da realidade
13) A ideologia é o modo ilusório pelo qual se apresenta o aparecer social. A
ideologia é uma as formas de práxis social: aquela que, partindo da
experiência imediata dos dados da vida social, constrói abstratamente
um sistema de ideias e representações sobre a realidade
14) A ideologia é produzida em 3 momentos fundamentais: em um primeiro
momento a ideologia encarrega-se de produzir uma universalidade com
base real para legitimar a luta da nova classe pelo poder, depois ocorre
o momento social de consolidação oficial da ideologia: quando as ideias
e valores de classe emergente são interiorizados pela consciência de
todos os membros naodominantes da sociedade, por ultimo, a ideologia
tem com função separar as ideias dominantes das classes dominantes e
faz parecer que aquelas antendem ao interesse de todos
Gramsci – hegemonia – uma classe é hegemônica não só pq detem a
propriedade e os meios de produção do estado, mas é hegemônica pq
suas ideias e seus valores são dominantes e mantidos pelos dominados
ate mesmo quando lutam contra essa dominação
Crise de hegemonia – para além de uma crise econômica que afeta os
dirigentes, a tb um crise de ideias de valores dominantes, fazendo com
que toda a sociedade na qualidade de não dirigente recuse a totalidade
da forma de dominação existente
CAP 5 – A IDEOLOGIA DA COMPETÊNCIA
Sec XX – mudança no processo social do trabalho -inicio do fordismo
com empresas que comandam desde a extração da materia prima ate a
distribuição do produto -introducao da pratica social da organização :
onde não é necessário definir os fins de uma pratica, mas
simestabelecer meios eficazes para a obtenção de um objetivo, a
contribuição à organização permite a subida de cargo na hierarquia das
relações de produção, a organização possui o conhecimento das acoes a
serem realizadas e quais são as pessoas competentes para realiza-las
Introducao da linha de montagem e da gerencia cientifica, onde a
aqueles que possuem conhecimento a respeito de todo o processo de
produção, gerentes e administradores, e aqueles que só conhecem uma
etapa do processo , trabalhadores especializados
Ideologia invisível – parece não haver mais agentes que produxem
ideias, mas sim a emanação direta do funcionamento daorganizacao e
das chamadas “leis do mercado”
As ciências passam a fazer parte do processo produtivo de modo direto
– relacao de dependência entre as tecnologias e o processo produtivo
Divisao entre os que possuem poder porque possuem saber e os que
não possuem poder pq não possuem saber
Ideologia de competência – a divisão social se realiza em função dos
competentes e incompetentes (não possuem conhecimento cientifico e
tecnológico de maneira especializada, executando as tarefas
comandadas pelos especialistas). Da prestigio as ideias cientificas e
tecnológicas
So a competência no trabalho assegura felicidade e realização. A rande
quantidade de maquinas, no entanto, diminui a necessidade do
trabalho humano e gerou desemprego. A necessidade do diploma
universitário, exigido pela organização com forma de provar-se
especialista, a função de pesquisa e formação critica da faculdade passa
a ser colocada em segundo plano

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