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INSS

TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL


LÍNGUA PORTUGUESA
RACIOCÍNIO LÓGICO
INFORMÁTICA
MATEMÁTICA
ATUALIDADES
ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO
REGIME JURÍDICO ÚNICO
PREVIDÊNCIA - CONJUNTURA E ESTRUTURA
CONHECIMENTOS COMPLEMENTARES

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Sumário
005 Língua Portuguesa
073 Raciocínio Lógico
087 Informática
193 Matemática
233 Atualidades
263 Ética no Serviço Público
271 Regime Jurídico Único (Lei 8.112/90)
295 Previdência - Conjuntura e Estrutura
317 Conhecimentos Complementares
337 Exercícios

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Língua Portuguesa

Língua
Portuguesa
07 Interpretação de textos e Tipologia textual
18 Fonética, ortografia e acentuação gráfica
24 Emprego das classes de palavras
34 Crase
35 Sintaxe da oração e do período
39 Pontuação
42 Concordância verbal e nominal
46 Regência verbal e nominal
48 Significação das palavras
51 Redação de correspondência oficial
65 Novo Acordo Ortográfico

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Língua Portuguesa

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
TIPOLOGIA TEXTUAL
I. Tipologia Textual

Obs.: Às vezes, um fragmento pode apresentar características que o assemelham a uma descrição e também a uma
narração. Nesse caso, é interessante observar que em um fragmento narrativo a relação entre os fatos
relacionados é de anterioridade e posterioridade, ou seja, existe o fato que ocorre antes e aquele que ocorre
depois. Em uma narração ocorre a progressão temporal. Já na descrição a relação entre os fatos é de
simultaneidade, ou seja, os fatos relacionados são concomitantes, não ocorrendo progressão temporal.

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Língua Portuguesa

Classifique os trechos abaixo. Marque: Texto para a questão 07.


(A) Narração
(B) Descrição 1 (...) em volta das bicas era um zunzum cres-
(C) Dissertação cente; uma aglomeração tumultuosa de machos e
fêmeas. Uns após outros, lavavam a cara, incomo-
01. Ocorreu um pequeno incêndio na noite de ontem,
damente, debaixo do fio de água que escorria da
em um apartamento de propriedade do Sr. Marcos
5 altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As
da Fonseca. No local habitavam o proprietário, sua
esposa e seus dois filhos. O fogo despontou em mulheres precisavam já prender as saias entre as
um dos quartos que, por sorte, ficava na frente do coxas para não as molhar, via-se-lhes a tostada
prédio. nudez dos braços e do pescoço que elas despiam
suspendendo o cabelo todo para o alto do casco;
02. O mundo moderno caminha atualmente para sua 10 os homens, esses não se preocupavam em não
própria destruição, pois tem havido inúmeros con- molhar o pêlo, ao contrário metiam a cabeça bem
flitos internacionais, o meio ambiente encontra-se debaixo da água e esfregavam com força as ventas
ameaçado por sério desequilíbrio ecológico e, e as barbas, fossando e fungando contra as pal-
além do mais, permanece o perigo de uma catás- mas das mãos. As portas das latrinas não descan-
trofe nuclear. 15 savam, era um abrir e fechar de cada instante, um
entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá
03. Qualquer pessoa que o visse, quer pessoalmente
dentro e vinham ainda amarrando as calças ou sai-
ou através dos meios de comunicação, era logo
levada a sentir que dele emanava uma serenida- as; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir,
de e autoconfiança próprias daqueles que vivem despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fun-
com sabedoria e dignidade. 20 dos, por detrás da estalagem ou no recanto das
hortas. (Aluísio Azevedo, O Cortiço)
04. De baixa estatura, magro, calvo, tinha a idade de
um pai que cada pessoa gostaria de ter e de quem 07. O fragmento acima pode ser considerado:
a nação tanto precisava naquele momento de de- a) narrativo, pois ocorre entre seus enunciados uma
samparo. progressão temporal de modo que um pode ser
considerado anterior ao outro.
05. Em virtude dos fatos mencionados, somos leva- b) um típico fragmento dissertativo em que se obser-
dos a acreditar na possibilidade de estarmos a vam muitos argumentos.
caminho do nosso próprio extermínio. É desejo de c) descritivo, pois não ocorre entre os enunciados
todos nós que algo possa ser feito no sentido de uma progressão temporal: um enunciado não pode
conter essas diversas forças destrutivas, para po- ser considerado anterior ao outro.
dermos sobreviver às adversidades e construir um d) descritivo, pois os argumentos apresentados são
mundo que, por ser pacífico, será mais facilmente objetivos e subjetivos.
habitado pelas gerações vindouras.
08. Filosofia dos Epitáfios
06. O homem, dono da barraca de tomates, tentava,
em vão, acalmar a nervosa senhora. Não sei por 1 Saí, afastando-me dos grupos e fingindo ler
que brigavam, mas sei o que vi: a mulher imensa- os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são,
mente gorda, mais do que gorda, monstruosa, er- entre a gente civilizada, uma expressão daquele
guia os enormes braços e, com os punhos cerra- pio e secreto egoísmo que induz o homem a ar-
dos, gritava contra o feirante. Comecei a me as- 5 rancar à morte um farrapo ao menos da sombra
sustar, com medo de que ela destruísse a barraca que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolá-
— e talvez o próprio homem — devido à sua fúria vel dos que sabem os seus mortos na vala co-
incontrolável. Ela ia gritando e se empolgando com mum; parece-lhes que a podridão anônima os al-
sua raiva crescente e ficando cada vez mais ver- cança a eles mesmos.
melha, assim como os tomates, ou até mais. (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)

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Língua Portuguesa

Do ponto de vista da composição, é correto afir- miniatura, a visão prefigurada do paraíso que san-
mar que o capítulo “Filosofia dos Epitáfios” tos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e,
embora pudesse parecer bom demais para a vida
a) é predominantemente dissertativo, servindo os 20 humana, foi o que encontrei.
dados do enredo do ambiente como fundo para a Com igual paixão busquei o conhecimento.
digressão. Desejei compreender os corações dos homens.
b) é predominantemente descritivo, com a suspen- Desejei saber por que as estrelas brilham. E ten-
são do curso da história dando lugar à construção tei apreender a força pitagórica pela qual o núme-
do cenário. 25 ro se mantém acima do fluxo. Um pouco disso,
c) equilibra em harmonia narração e descrição, à não muito, encontrei.
medida que faz avançar a história e cria o cenário Amor e conhecimento, até onde foram possí-
de sua ambientação. veis, conduziram-me aos caminhos do paraíso.
d) é predominantemente narrativo, visto que o narrador Mas a compaixão sempre me trouxe de volta à Ter-
evoca os acontecimentos que marcaram sua saída. 30 ra. Ecos de gritos de dor reverberam em meu co-
ração. Crianças famintas, vítimas torturadas por
II. ROTEIRO PARA LEITURA DE TEXTOS opressores, velhos desprotegidos – odiosa carga
para seus filhos – e o mundo inteiro de solidão,
• ler atentamente o texto, tendo noção do conjunto pobreza e dor transformaram em arremedo o que
• compreender as relações entre as partes do texto 35 a vida humana poderia ser. Anseio ardentemente
• sublinhar momentos mais significativos aliviar o mal, mas não posso, e também sofro.
• fazer anotações à margem Isso foi a minha vida. Achei-a digna de ser vivi-
da e vivê-la-ia de novo com a maior alegria se a
III. ENTENDIMENTO DO TEXTO oportunidade me fosse oferecida.

O que deve ser observado para chegar à melhor (RUSSEL, Bertrand, Revista Mensal de Cultura,
compreensão do texto? Enciclopédia Bloch, n. 53, set.1971, p.83)

1. PALAVRAS-CHAVE O texto é constituído de cinco parágrafos que se


encadeiam de forma coerente, a partir das pala-
Palavras mais importantes de cada parágrafo, vras-chave vida e paixões do primeiro parágrafo:
em torno das quais outras se organizam, criando
uma ligação para produzirem sentido. As palavras- palavras-chave
chave aparecem, muitas vezes, ao longo do texto • 1º parágrafo – vida / paixões
de diversas formas: repetidas, modificadas ou re- • 2º parágrafo - amor
tomadas por sinônimos. As palavras-chave formam • 3º parágrafo - conhecimento
o alicerce do texto, são a base de sua sustentação, • 4º parágrafo - compaixão
levam o leitor ao entendimento da totalidade do tex- • 5º parágrafo – vida
to, dando condições para reconstruí-lo.
As palavras-chave vida e paixões prolongam-se em:
• atenção especial para verbos e substantivos; amor, conhecimento e compaixão. Cada parágrafo irá
• o título é uma boa dica de palavra-chave. ater-se a cada uma dessas paixões.

Observe o texto de Bertrand Russel, “Minha Vida”, Leia o texto abaixo para responder às questões 9 e 10.
a fim de compreender a forma como ele está cons-
truído: 1 É universalmente aceito o fato de que sai mais
cara a reparação das perdas por acidentes de tra-
1 Três paixões, simples mas irresistivelmente balho que o investimento em sua prevenção. Mas,
fortes, governaram minha vida: o desejo imenso então, por que eles ocorrem com tanta freqüência?
do amor, a procura do conhecimento e a insupor- 5 Falta, evidentemente, fiscalização. Constatar tal
tável compaixão pelo sofrimento da humanidade. fato exige apenas o trabalho de observar obras de
5 Essas paixões, como os fortes ventos, levaram- engenharia civil, ao longo de qualquer trajeto por
me de um lado para outro, em caminhos capricho- ônibus ou por carro na cidade. E quem poderia
sos, para além de um profundo oceano de angús- suprir as deficiências da fiscalização oficial – os
tias, chegando à beira do verdadeiro desespero. 10 sindicatos patronais ou de empregados – não o
Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase – faz; se não for por um conformismo cruel, a tomar
10 êxtase tão grande que sacrificaria o resto de mi- por fatalidade o que é perfeitamente possível de
nha vida por umas poucas horas dessa alegria. prevenir, terá sido por nosso baixo nível de organi-
Procurei-o, também, porque abranda a solidão – zação e escasso interesse pela filiação a entida-
aquela terrível solidão em que uma consciência 15 des de classe, ou por desvio dessas de seus inte-
horrorizada observa, da margem do mundo, o in- resses primordiais.
15 sondável e frio abismo sem vida. Procurei-o, final- Falta também a educação básica, prévia a
mente, porque na união do amor vi, em mística qualquer treinamento: com a baixíssima escola-
ridade do trabalhador brasileiro, não há compre-

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Língua Portuguesa

20 ensão suficiente da necessidade e benefício dos porte torna precários os programas governa-
equipamentos de segurança, assim como da mentais para atendimento à demanda por saú-
mais simples mensagem ou de um manual de de, educação, habitação, assistência previden-
instruções. ciária e segurança pública.
E há, enfim, o fenômeno recente da terceiriza- Quanto aos trabalhadores sem anotação em
ção, que pode estar funcionando às avessas, ao carteira, formam um colossal conjunto de excluí-
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propiciar o surgimento e a multiplicação de em- dos. Estão à margem dos benefícios sociais ga-
presas fantasmas de serviços, que contratam a rantidos pelos direitos de cidadania, entre os
primeira mão-de-obra disponível, em vez de sele- quais vale citar o acesso à aposentadoria, ao
cionar e de oferecer mão-de-obra especializada. seguro-desemprego e às indenizações repara-
(O Estado de S.Paulo – 22 de fevereiro de 1998 – doras pela despedida sem justa causa. De outro
adaptado) lado, não recolhem a contribuição previdenciária,
mas exercem fortes pressões sobre os serviços
09. Assinale a opção que apresenta as palavras-cha- públicos de assistência médico-hospitalar.
ve do texto. A reforma tributária poderá converter a expres-
a) aceitação universal – constatação – benefício – sões toleráveis a economia informal. A redução
escolaridade. fiscal incidente sobre as micro e pequenas em-
b) investimento em prevenção – deficiências – enti- presas provocará, com certeza, a regularização
dades – equipamentos. de grande parte das unidades produtivas em ação
c) falta de fiscalização – organização – benefício – clandestina. E a adoção de uma política consis-
mão-de-obra. tente para permitir o aumento do emprego e da
d) prevenção de acidentes – fiscalização – educa- renda trará de volta ao mercado formal os milhões
ção – terceirização. de empregados sem carteira assinada. É preci-
e) crescimento – conformismo – treinamento – em- so entender que o esforço em favor da inserção
presas. da economia no sistema mundial não pode pa-
gar tributo ao desemprego e à marginalização
10. Assinale a opção INCORRETA em relação aos ele- social de milhões de pessoas.
mentos do texto. (Correio Braziliense – 13.7.97)
a) O pronome “eles” (l.4) refere-se a “acidentes de
trabalho” (l.2 e 3). 1º parágrafo:
b) A expressão “tal fato” (l.5-6) retoma a idéia antece-
palavras-chave: economia informal e trabalha-
dente de “falta de fiscalização” (l.5).
dores admitidos sem carteira assinada
c) Para compreender corretamente a expressão “não
o último período do primeiro parágrafo apresenta
o faz” (l.10 e 11), é necessário retomar a idéia de
uma informação que vai nortear todo o texto: “Am-
“suprir as deficiências da fiscalização oficial” (l.9).
bas são portadoras de efeitos econômicos e soci-
d) A palavra “primordiais” vincula-se à idéia de “bási-
ais catastróficos.”
cos, principais”. (l.17)
e) “dessas” refere-se a “deficiências da fiscalização Idéia-chave: Economia informal e trabalhadores
oficial” (l.9). admitidos sem carteira assinada trazem prejuí-
zos econômicos e sociais.
2. IDÉIAS-CHAVE
2° parágrafo:
Se houver dificuldade para chegar à síntese do palavra-chave: economia informal
texto só pelas palavras-chave, deve-se buscar a efeitos econômicos - perda de receitas tributárias
idéia-chave, que deve refletir o assunto principal efeitos sociais - precariedade dos programas
de cada parágrafo, de forma sintetizada. sociais do governo
• A partir da síntese de cada parágrafo, chega-se à Idéia-chave: A perda de receitas tributárias cau-
idéia central do texto. sada pela economia informal prejudica os pro-
gramas sociais do governo.
Observe o texto:
3° parágrafo:
Existem duas formas de operação marginal: a palavra-chave: trabalhadores admitidos sem car-
que toma a classificação genérica de economia teira assinada
informal, correspondente a mais de 50% do Pro- efeitos econômicos - não recolhem contribuição
duto Interno Bruto (PIB), e a representada pelos previdenciária
trabalhadores admitidos sem carteira assinada. efeitos sociais – não têm garantia de direitos
Ambas são portadoras de efeitos econômicos e sociais
sociais catastróficos.
A atividade econômica exercida ao largo dos Idéia-chave: Trabalhadores admitidos sem car-
registros oficiais frustra a arrecadação de re- teira assinada causam prejuízos econômicos por
ceitas tributárias nunca inferiores a R$ 50 bi- não recolherem contribuição previdenciária e so-
lhões ao ano. A perda de receita fiscal de tal frem os efeitos sociais, por não terem seus direi-
tos assegurados.

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4º parágrafo: ( ) A culminação desse processo evolutivo encontra-


há uma proposta de solução para cada um dos se no conceito de risco social e na idéia correlata
problemas apresentados no texto: de responsabilidade social.
para a economia informal: reforma tributária – ( ) Daí as restrições da jornada normal e ao trabalho
redução fiscal para micro e pequenas empresas noturno.
para os trabalhadores sem carteira assinada: ( ) A necessidade de trabalhar não deve prejudicar o
política consistente para aumento do emprego e normal desenvolvimento de seu organismo.
da renda ( ) Enquanto esta é inerente a determinados ramos
Idéia-chave: A reforma tributária poderá minimi- de atividade, os primeiros são aqueles que ocor-
zar os efeitos da economia informal e uma política rem pelo exercício do trabalho, provocando lesão
consistente para aumento do emprego e da renda corporal.
pode provocar a formalização de contratos legais ( ) Constitui aquela o conjunto de princípios e regras
para milhões de empregados. destinados a preservar a saúde do trabalhador.
Idéia-central do texto:
A seqüência numérica correta é:
A economia informal tem efeitos econômicos e so-
a) 1, 3, 4, 5, 2.
ciais prejudiciais ao indivíduo e ao sistema, mas
b) 3, 2, 1, 5, 4.
ações políticas, como a reforma tributária, pode-
c) 2, 5, 3, 1, 4.
rão estimular a regularização de empresas, bene-
d) 5, 1, 4, 3, 2.
ficiado, também, os trabalhadores.
e) 2, 4, 5, 3, 1.
3. COERÊNCIA
12. As propostas abaixo dão seguimento coerente e ló-
Coerência é perfeita relação de sentido entre as
gico ao trecho citado, EXCETO uma delas. Aponte-a:
diversas palavras e/ou partes do texto. Haverá co-
“Provavelmente devido à proximidade com os
erência se for mantido um elo conceitual entre os
perigos e a morte, os marinheiros dos séculos XV
diversos segmentos do texto.
e XVI eram muito religiosos. Praticavam um tipo
de religião popular em que os conhecimentos teo-
4. COESÃO
lógicos eram mínimos e as superstições muitas.”
Quando lemos com atenção um texto bem cons-
(Janaína Amado, com cortes e adaptações)
truído, percebemos que existe uma ligação entre
os diversos segmentos que o constituem. Cada
a) Entre essas, figuravam o medo de zarpar numa
frase enunciada deve manter um vínculo com a
sexta-feira e o de olhar fixamente para o mar à
anterior ou anteriores para não perder o fio do pen-
meia-noite.
samento. Cada enunciado do texto deve estabele-
b) Cristóvão Colombo, talvez o mais religioso entre
cer relações estreitas com os outros a fim de tor-
todos os navegantes, costumava antepor a cada
nar sólida sua estrutura. A essa conexão interna
coisa que faria os dizeres: “Em nome da Santíssi-
entre os vários enunciados presentes no texto dá-
ma Trindade farei isto”.
se o nome de coesão. Diz-se, pois, que um texto
c) Apesar disso, os instrumentos náuticos represen-
tem coesão quando seus vários enunciados es-
taram progressos para a navegação oceânica, fa-
tão organicamente articulados entre si, quando há
cilitando a tarefa de pilotos e aumentando a segu-
concatenação entre eles.
rança e confiabilidade das rotas e viagens.
d) Nos navios, que não raro transportavam padres,
11. Numere o conjunto de sentenças de acordo com o
promoviam-se rezas coletivas várias vezes ao
primeiro, de modo que cada par forme uma se-
dia e, nos fins de semana, serviços religiosos
qüência coesa e lógica. Identifique, em seguida, a
especiais.
letra da seqüência numérica correta (Baseado em
e) Constituíam expressão de religiosidade dos ma-
Délio Maranhão).
rinheiros constantes promessas aos santos, indi-
viduais ou coletivas.
(1) Cumpre, inicialmente, distinguir a higiene do tra-
balho da segurança do trabalho.
Leia o texto para solucionar as questões 13 e 14.
(2) Na evolução por que passou a teoria do risco pro-
fissional, abandonou-se o trabalho profissional
1 Cientistas de diversos países decidiram abra-
como ponto de referência para colocar-se, em seu
çar, em 1990, um projeto ambicioso: identificar todo
lugar, a atividade empresarial.
o código genético contido nas células humanas
(3) Há que se fazer a distinção entre acidentes do tra-
(cerca de três bilhões de caracteres). O objetivo
balho e doença do trabalho.
5 principal de tal iniciativa é compreender melhor o
(4) O Direito do Trabalho reconhece a importância da
funcionamento da vida, e, conseqüentemente, a
função da mulher no lar.
forma mais eficaz de curar as doenças que nos
(5) Motivos de ordem biológica, moral, social e eco-
ameaçam. Como é esse código que define como
nômica encontram-se na base da regulamenta-
somos, desde a cor dos cabelos até o tamanho
ção legal do trabalho do menor.
10 dos pés, o trabalho com amostras genéticas co-
lhidas em várias partes do mundo está ajudando

Degrau Cultural 11

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Língua Portuguesa

também a entender as diferenças entre as etnias d) As amostras para a pesquisa do Projeto Genoma
humanas. Chamado de Projeto Genoma Huma- Humano estão sendo colhidas em diversas par-
no, desde o seu início ele não parou de produzir tes do mundo.
15 novidades científicas. A mais importante delas é a e) O racismo não tem fundamento científico; é um
confirmação de que o homem surgiu realmente fenômeno que se forma apoiado em estruturas
sociais e culturais.
na África e se espalhou pelo resto do planeta. A
pesquisa contribuiu também para derrubar velhas
15. Indique a ordem em que as questões devem se
teorias sobre a superioridade racial e está provan- organizar no texto, de modo a preservar-lhe a coe-
20 do que o racismo não tem nenhuma base científi- são e coerência (Baseado no texto de José Onofre).
ca. É mais uma construção social e cultural. O que
( ) O País não é um velho senhor desencantado com
percebemos como diferenças raciais são apenas a vida que trata de acomodar-se.
adaptações biológicas às condições geográficas. ( ) O Brasil tem memória curta.
Originalmente o ser humano é um só. ( ) É mais como um desses milhões de jovens mal
(ISTO É – 15.1.97) nascidos cujo único dote é um ego dominante e
predador, que o impele para a frente e para cima,
13. Assinale o item em que não há correspondência impedindo que a miséria onde nasceu e cresceu
entre os dois elementos. lhe sirva de freio.
a) “tal iniciativa” (l.5) refere-se a “projeto ambicioso”. ( ) “Não lembro”, responde, “faz muito tempo”.
b) “ele” (l.14) refere-se a “Projeto Genoma Humano”. ( ) Lembra o personagem de Humphrey Bogart em
c) “delas” (l.15) refere-se a “novidades científicas”. Casablanca, quando lhe perguntaram o que fizera
d) “A pesquisa” (l.18) refere-se a “Projeto Genoma na noite anterior.
Humano”. ( ) Mas esta memória curta, de que políticos e jornalis-
e) “É mais” (l.21) refere-se a “Pesquisa”. tas reclamam tanto, não é, como no caso de Bo-
gart, uma tentativa de esquecer os lances mais
14. Marque o item que NÃO está de acordo com as penosos de seu passado, um conjunto de desilu-
idéias do texto. sões e perdas que leva ao cinismo e à indiferença.
a) O Projeto Genoma Humano tem como objetivo pri-
mordial reconhecer as diferenças entre as várias a) 1, 2, 6, 5, 4, 3.
raças do mundo. b) 2, 5, 4, 6, 3, 1.
b) O ser humano tem uma estrutura única independen- c) 2, 6, 1, 3, 5, 4.
te de etnia e as diferenças raciais provêm da neces- d) 1, 5, 4, 6, 3, 2.
sidade de adaptação às condições geográficas. e) 2, 5, 4, 1, 6, 3.
c) O código genético determina as características de
cada ser humano, e conhecer esse código levará
os cientistas a controlarem doenças.

5. CONEXÕES

Os conectivos também são elementos de coesão. Uma leitura eficiente do texto pressupõe, entre outros cuida-
dos, o de depreender as conexões estabelecidas pelos conectivos.
5.1. PRINCIPAIS CONECTIVOS

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

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CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

PRONOMES RELATIVOS

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16. A alternativa que substitui, correta e respectiva- c) Mesmo que os deputados que deponham na CPI
ente, as conjunções ou locuções grifadas nos e ajudem a elucidar os episódios obscuros do caso
períodos abaixo é: dos precatórios, a confiança na instituição não foi
I. Visto que pretende deixar-nos, preparamos uma abalada.
festa de despedida. d) O ministro reafirmou que é preciso manter a todo
II. Terá sucesso, contanto que tenha amigos influ- custo o plano de estabilização econômica, sob
entes. pena de termos a volta da inflação.
III. Casaram-se e viveram felizes, tudo como estava e) Antes de fazer ilações irresponsáveis acerca das
escrito nas estrelas. medidas econômicas, deve-se procurar conhecer
IV. Foi transferido, portanto não nos veremos com as razões que, por isso as motivaram.
muita freqüência.
a) porque, mesmo que, segundo, ainda que. As questões 20 e 21 referem-se ao texto que segue.
b) como, desde que, conforme, logo.
c) quando, caso, segundo, tão logo. Imposto
d) salvo se, a menos que, conforme, pois.
e) pois, mesmo que, segundo, entretanto. A insistência das secretarias estaduais de
Fazenda em cobrar 25% de ICMS dos provedores
17. Assinale a alternativa em que o pronome relativo de acesso à Internet deve acabar na Justiça. A paz
“onde” obedece aos princípios da língua culta atual entre os dois lados é apenas para celebrar o
escrita. fim do ano. Os provedores argumentam que não
a) Os fonemas de uma língua costumam ser repre- têm de pagar o imposto porque não são, por lei,
sentados por uma série de sinais gráficos deno- considerados empresas de telecomunicação, mas
minados letras, onde o conjunto delas forma a apenas prestadores de serviços. Com o caixa que-
palavra. brado, os Estados permanecem irredutíveis. O Mi-
b) Todos ficam aflitos no momento da apuração, onde nistério da Ciência e Tecnologia alertou formal-
será conhecida a escola campeã. mente ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, que
c) Foi discutida a pequena carga horária de aulas de a imposição da cobrança será repassada para o
Cálculo e Física, onde todos concordaram e dese- consumidor e pode prejudicar o avanço da Inter-
jam mais aulas. net no Brasil. Hoje, pagam-se em média 40 reais
d) Não se pode ferir um direito constitucional onde visa para se ligar à rede.
a garantir a educação pública e gratuita para todos. (Veja – 8/1/97, p. 17)
e) Não se descobriu o esconderijo onde os seqües-
tradores o deixaram durante esses meses todos. 20. Infere-se do texto que
a) as empresas caracterizadas como prestadoras de
18. Nos períodos abaixo, as orações sublinhadas es- serviço estão isentas do ICMS.
tabelecem relações sintáticas e de sentido com b) todas as pessoas que desejam ligar-se à Internet
outras orações. devem pagar 40 reais de ICMS.
I. Eles compunham uma grande coleção, que foi se c) os provedores de acesso à Internet estão proces-
dispersando à medida que seus filhos se casa- sando os consumidores que não pagam o ICMS.
vam, levando cada qual um lote de herança. (PRO- d) os Estados precisam cobrar mais impostos dos
PORCIONALIDADE) provedores para não serem punidos pelo Ministé-
II. Mal se sentou na cadeira presidencial, Itamar Fran- rio da Ciência e Tecnologia.
co passou a ver conspirações. (MODO) a) o desenvolvimento da Internet no Brasil está sen-
III. Nunca foi professor da UnB, mas por ela se apo- do prejudicado pela cobrança do ICMS.
sentou. (CONTRARIEDADE)
IV. Mesmo que tenham sido só esses dois, (...) já não 21. A conjunção mas no texto estabelece uma relação de
se configuraria a roubalheira (...) ? (CONCESSÃO) a) tempo.
A classificação dessas relações está correta so- b) adição.
mente nos períodos c) conseqüência.
a) I, II e III. d) causa.
b) II e IV. e) oposição.
c) I e III.
d) II, III e IV. 22. Assinale a única conjunção incorreta para com-
e) I, III e IV. pletar a lacuna do texto.
A partir do ofício enviado pelo fisco, começou-se a
19. Os princípios da coerência e da coesão não foram levantar informações sobre a sonegação de im-
violados em: posto de renda no mundo do esporte no Brasil. “O
a) O Santos foi o time que fez a melhor campanha do futebol já é o quarto maior mercado de capitais do
campeonato. Teria, no entanto, que ser o campeão mundo”, diz Ives Gandra Martins, advogado tribu-
este ano. tarista e conselheiro do São Paulo Futebol Clube,
b) Apesar da Sabesp estar tratando a água da Re- ______________ só agora a Receita começa a
presa de Guarapiranga, portanto o gosto da água prestar atenção nos jogadores.
nas regiões sul e oeste da cidade melhorou.

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Em outros países não é assim. Nos Estados Os professores sardenhos sabem que os adultos tam-
Unidos, ano passado, a contribuição fiscal do bém apresentam sintomas semelhantes e que, na re-
astro do basquete Michael Jordan chegou a 20,8 alidade, alguns chegam a morrer após urinarem uma
milhões de dólares. grande quantidade de sangue. Por vezes, aproximada-
(Exame – 27 de agosto de 1997) mente 35% dos habitantes da ilha chegam a ser aco-
a) todavia. metidos por este mal.
b) conquanto. O Dr. Marcelo Siniscalco, do Centro de Cancerologia
c) entretanto. Sloan-Kedttering, em Nova Iorque, e o Dr. Arno G. Motul-
d) não obstante. sky, da Universidade de Washington, depararam pela
e) no entanto. primeira vez com a doença em 1959, enquanto desen-
volviam um estudo sobre padrões de hereditariedade e
IV. PARÁFRASE determinaram que os sardenhos eram vítimas de ane-
Paráfrase é a reprodução explicativa de um texto ou de mia hemolítica, uma doença hereditária que faz com
que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem
unidade de um texto, por meio de uma linguagem mais
no interior dos veios sangüíneos. Os pacientes urina-
longa. Na paráfrase sempre se conservam basicamen- vam sangue porque os rins filtram e expelem a hemo-
te as idéias do texto original. O que se inclui são comen- globina não aproveitada. Se o volume de destruição for
tários, idéias e impressões de quem faz a paráfrase. Na mínimo, o resultado será a letargia; se for aguda, a
escola, quando o professor, ao comentar um texto, inclui doença poderá acarretar a morte do paciente.
outras idéias, alongando-se em função do propósito de A anemia hemolítica pode ter diversas origens. Mas na
ser mais didático, faz uma paráfrase. Sardenha, as experiências indicam que praticamente
Parafrasear consiste em transcrever, com novas pala- todas as pessoas acometidas por este mal têm defici-
vras, as idéias centrais de um texto. O leitor deverá ência de uma única enzima, chamada deidrogenase
fazer uma leitura cuidadosa e atenta e, a partir daí, rea- fosfo-glucosada-6 (ou G-6-PD), que forma um elo de
firmar e/ou esclarecer o tema central do texto apresen- suma importância na corrente de produção de energia
tado, acrescentando aspectos relevantes de uma opi- para as células vermelhas do sangue.
nião pessoal ou acercando-se de críticas bem funda- Mas os sardenhos ficam doentes apenas durante a
primavera, o que indica que a falta de G-6-PD da vítima
mentadas. Portanto, a paráfrase repousa sobre o tex-
não aciona por si só a doença - que há algo no meio
to-base, condensando-o de maneira direta e imperati- ambiente que tira proveito da deficiência. A deficiência
va. Consiste em um excelente exercício de redação, genética pode ser a arma, mas um fator ambiental é
uma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza e quem a dispara.
precisão vocabular. Acrescenta-se o fato de possibilitar Entre as plantas que desabrocham durante a primave-
um diálogo intertextual, recurso muito utilizado para efei- ra na Sardenha encontra-se a fava ou feijão italiano -
to estético na literatura moderna. observou o Dr. Siniscalco. Esta planta não tem uma
Como ler um texto boa reputação desde ao ano 500 a.C. , quando o filóso-
Recomendam-se duas leituras. A primeira chamaremos fo grego e reformador político Pitágoras proibiu que seus
de leitura vertical e a segunda, de leitura horizontal. seguidores a comessem, ou mesmo andassem por
Leitura horizontal é a leitura rápida que tem como finalida- entre os campos onde floresciam. Agora, o motivo de
de o contato inicial com o assunto do texto. De posse desta tal proibição tornou-se claro; apenas aquelas pessoas
que carregam o gene defeituoso e comiam favas cruas
visão geral, podemos passar para o próximo passo.
ou parcialmente cozidas (ou inspiravam o pólen de uma
Leitura vertical consiste em uma leitura mais atenta; é planta em flor) apresentavam problemas. todos os de-
o levantamento dos referenciais do texto-base para a mais eram imunes.
perfeita compreensão. É importante grifar, em cada Em dois anos, o Dr. Motusky desenvolveu um teste de
parágrafo lido, as idéias principais. Após escrever à sangue simples para medir a presença ou ausência de
parte as idéias recolhidas nos grifos, procurando dar G-6-PD. Atualmente, os cientistas têm um modo de de-
uma redação própria, independente das palavras utili- terminar com exatidão quem está predisposto à doença
zadas pelo autor do texto. A esta etapa, chamaremos e quem não está; a enzima hemolítica, os geneticistas
de levantamento textual dos referenciais. A redação fi- começaram a fazer a triagem da população da ilha. Lo-
nal é a união destes referenciais, tendo o redator o calizaram aqueles em perigo e advertiram-lhes para evi-
cuidado especial de unir idéias afins, de acordo com a tar favas de feijão durante a estação de floração. Como
identidade e evolução do texto-base. resultado, a incidência de anemia hemolítica e de estu-
dantes apáticos começou a declinar. O uso de marcado-
res genéticos como instrumento de previsão da reação
Exemplo de paráfrase
dos sardenhos à fava de feijão há 20 anos foi uma das
primeiras vezes em que os marcadores genéticos eram
Profecias de uma Revolução na Medicina empregados deste modo; foi um avanço que poderá
Há séculos, os professores de segundo grau da Sar- mudar o aspecto da medicina moderna. Os marcadores
denha vêm testemunhando um fenômenos curioso. genéticos podem prever agora a possível eclosão de
Com a chegada da primavera, em fevereiro, alguns de outras doenças e, tal como a anemia hemolítica, podem
seus alunos tornam-se apáticos. Nos três meses sub- auxiliar os médicos a prevenirem totalmente os ataques
seqüentes, sofrem uma baixa em seu rendimento es- em diversos casos. (Zsolt Harsanyi e Richard Hutton,
colar, sentem-se tontos e nauseados, e adormecem publicado no jornal O Globo).
na sala de aula. Depois, repentinamente, suas energi-
as retornam. E ficam ativos e saudáveis até o próximo
mês de fevereiro.

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Língua Portuguesa

23. Assinale a opção que mantém o mesmo sentido c) Os interesses capitalistas que buscavam ampliar
do trecho sublinhado a seguir: o mercado para seus produtos industriais tiveram
peso considerável na formulação da política anti-
Uma das grandes dificuldades operacionais en- negreira inglesa, mas teve-o também a consciên-
contradas em planos de estabilização é o conflito cia liberal antiescravista.
entre perdedores e ganhadores. Às vezes reais, d) Teve peso considerável na política antinegreira
outras fictícios, estes conflitos geram confrontos e britânica, o abolicionismo. Mas as forças de mer-
polêmicas que, com freqüência, podem pressio- cado tiveram também peso, pois precisavam dis-
nar os formuladores da política de estabilização a por de consumidores para seus produtos.
tomar decisões erradas e, com isto, comprometer e) Ocorreu uma combinação de idealismo e interes-
o sucesso das estratégias antiinflacionárias. ses materiais, na primeira metade do século XIX,
(Folha de S.Paulo, 7/5/94) na formulação da política britânica de oposição à
escravidão negreira.
a) Estes conflitos, reais ou fictícios, geram confron-
tos e polêmicas que, freqüentemente, podem pres- V. Perífrase
sionar os formuladores da política de estabiliza-
ção a tomar decisões erradas, sem, com isso, Observe:
comprometer o sucesso das estratégias antiinfla- O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente.
cionárias.
b) O sucesso das estratégias antiinflacionárias pode Utilizou-se a expressão “povo lusitano” para substituir
ficar comprometido se, pressionados por confli- “os portugueses”. Esse rodeio de palavras que substi-
tos, reais ou fictícios, os formuladores da política tuiu um nome comum ou próprio chama-se perífrase.
de estabilização tomarem decisões erradas. Perífrase é a substituição de um nome comum ou pró-
c) Os conflitos, às vezes reais, outras fictícios, que prio por um expressão que a caracterize. Nada mais é
podem pressionar os formuladores da política de do que um circunlóquio, isto é, um rodeio de palavras.
estabilização a confrontos e polêmicas, compro-
metem o sucesso das antiinflacionárias. Outros exemplos:
d) O sucesso das estratégias antiinflacionárias pode astro rei (Sol) | última flor do Lácio (língua portuguesa)
ficar comprometido se os formuladores da política Cidade-Luz (Paris)
de estabilização, pressionados por confrontos e Rainha da Borborema (Campina Grande) | Cidade Ma-
polêmicas decorrentes de conflitos, tomarem de- ravilhosa (Rio de Janeiro)
cisões erradas.
e) Os formuladores da política de estabilização po- Observação: existe também um tipo especial de perí-
dem tomar decisões erradas se os conflitos, ge- frase que se refere somente a pessoas. Tal figura de
rados por confrontos e polêmicas os pressiona- estilo é chamada de antonomásia e baseia-se nas
rem; o sucesso das estratégias antiinflacionárias qualidades ou ações notórias do indivíduo ou da enti-
fica, com isto comprometido. dade a que a expressão se refere.
Exemplos:
24. Marque a opção que não constitui paráfrase do A rainha do mar (Iemanjá)
segmento abaixo: O poeta dos escravos (Castro Alves)
O criador do teatro português (Gil Vicente)
“O abolicionismo, que logrou pôr fim à escravidão
nas Antilhas Britânicas, teve peso ponderável na VI. SÍNTESE
política antinegreira dos governos britânicos du- A síntese de texto é um tipo especial de composição
rante a primeira metade do século passado. Mas que consiste em reproduzir, em poucas palavras, o que
tiveram peso também os interesses capitalistas, o autor expressou amplamente. Desse modo, só de-
comerciais e industriais, que desejavam expandir vem ser aproveitadas as idéias essenciais, dispensan-
o mercado ultramarino, de produtos industriais e do-se tudo o que for secundário.
viam na inevitável miséria do trabalhador escravo
um obstáculo para este desiderato.” Procedimentos:
(P. Singer, A formação da classe operária, São Paulo, 1. Leia atentamente o texto, a fim de conhecer o assun-
Atual, 1988, p.44) to e assimilar as idéias principais;
2. Leia novamente o texto, sublinhando as partes mais
a) Na primeira metade do século passado, a despeito importantes, ou anotando à parte os pontos que devem
da forte pressão do mercado ultramarino em criar ser conservados;
consumidores potenciais para seus produtos in- 3. Resuma cada parágrafo separadamente, mantendo
dustriais, foi o movimento abolicionista o motor que a seqüência de idéias do texto original;
pôs cobro à miséria do trabalhador escravo. 4. Agora, faça seu próprio resumo, unindo os parágrafos,
b) A política antinegreira da Grã-Bretanha na primei- ou fazendo quaisquer adaptações conforme desejar;
ra metade do século passado foi fortemente influ- 5. Evite copiar partes do texto original. Procure exercitar
enciada não só pelo ideário abolicionista como seu vocabulário. Mantenha, porém, o nível de lingua-
também pela pressão das necessidades comer- gem do autor;
ciais e industriais emergentes.

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6. Não se envolva nem participe do texto. Limite-se a MODELO


sintetizá-lo. Arranchados sob um juazeiro, em meio àquela desola-
ção, um bando de retirantes tentava aproveitar uma vaca
Sem copiar frases, RESUMIR, o texto abaixo: já em estado de putrefação, para combater-lhe a fome
de dois dias. Quando Chico Bento, com o seu bando,
O QUINZE aproxima-se também em busca de abrigo e, compade-
Debaixo de um juazeiro grande, todo um bando de reti- cendo-se daquela situação, divide com os miseráveis
rantes se arranchara: uma velha, dois homens, uma o resto de alimento que trazia, deixando o animal para
mulher nova, algumas crianças. os urubus.
O sol, no céu, marcava onze horas. Quando Chico Ben-
to, com seu grupo, apontou na estrada, os homens VII. COMO RESUMIR UM TEXTO
esfolavam uma rês e as mulheres faziam ferver uma Ler não é apenas passar os olhos no texto. É preciso
lata de querosene cheia de água, abanando o fogo com saber tirar dele o que é mais importante, facilitando o
um chapéu de palha muito sujo e remendado. trabalho da memória. Saber resumir as idéias expres-
Em toda a extensão da vista, nenhuma outra árvore sas em um texto não é difícil. Resumir um texto é repro-
surgia. Só aquele juazeiro, devastado e espinhento, duzir com poucas palavras aquilo que o autor disse.
verdejava a copa hospitaleira na desolação cor de cin-
za da paisagem. Para se realizar um bom resumo, são necessárias al-
Cordulina ofegava de cansaço. A Limpa-Trilho gania e gumas recomendações:
parava, lambendo os pés queimados. 1. Ler todo o texto para descobrir do que se trata.
Os meninos choramingavam, pedindo de comer. 2. Reler uma ou mais vezes, sublinhando frases ou
E Chico Bento pensava: palavras importantes. Isto ajuda a identificar.
– Por que, em menino, a inquietação, o calor, o cansa- 3. Distinguir os exemplos ou detalhes das idéias prin-
ço, sempre aparecem com o nome de fome? cipais.
– Mãe, eu queria comer... me dá um taquinho de rapa- 4. Observar as palavras que fazem a ligação entre as
dura! diferentes idéias do texto, também chamadas de co-
– Ai, pedra do diabo! Topada desgraçada! Papai, vamos nectivos: “por causa de”, “assim sendo”, “além do mais”,
comer mais aquele povo, debaixo desse pé de pau? “pois”, “em decorrência de”, “por outro lado”, “da mes-
O juazeiro era um só. O vaqueiro também se achou no ma forma”.
direito de tomar seu quinhão de abrigo e de frescura. 5. Fazer o resumo de cada parágrafo, porque cada um
E depois de arriar as trouxas e aliviar a burra, reparou encerra uma idéia diferente.
nos vizinhos. A rês estava quase esfolada. A cabeça 6. Ler os parágrafos resumidos e observar se há uma
inchada não tinha chifres. Só dois ocos podres, mal estrutura coerente, isto é, se todas as partes estão bem
cheirosos, donde escorria uma água purulenta. encadeadas e se formam um todo.
Encostando-se ao tronco, Chico Bento se dirigiu aos 7. Num resumo, não se devem comentar as idéias do
esfoladores: autor. Deve-se registrar apenas o que ele escreveu, sem
– De que morreu essa novilha, se não é da minha usar expressões como “segundo o autor”, “o autor afir-
conta? mou que”.
Um dos homens levantou-se, com a faca escorrendo 8. O tamanho do resumo pode variar conforme o tipo de
sangue, as mãos tintas de vermelho, um fartum san- assunto abordado. É recomendável que nunca ultra-
grento envolvendo-o todo: passe vinte por cento da extensão do texto original.
– De mal-dos-chifres. Nós já achamos ela doente. E 9. Nos resumos de livros, não devem aparecer diálo-
vamos aproveitar, mode não dar para os urubus. gos, descrições detalhadas, cenas ou personagens
Chico Bento cuspiu longe, enojado: secundárias. Somente as personagens, os ambientes
– E vosmecês têm coragem de comer isso? Me ripuna e as ações mais importantes devem ser registrados.
só de olhar...
O outro explicou calmamente:
– Faz dois dias que a gente não bota um de-comer de
panela na boca...
Chico Bento alargou os braços, num grande gesto de
fraternidade:
– Por isso não! Aí nas cargas eu tenho um resto de
criação salgada que dá para nós. Rebolem essa por-
queira pros urubus, que já é deles! Eu vou lá deixar um
cristão comer bicho podre de mal, tenho um bocado no
meu surrão!
Realmente a vaca já fedia, por causa da doença. GABARITO
Toda descarnada, formando um grande bloco sangren-
to, era uma festa para os urubus vê-la, lá de cima, lá da 01. A 02. C 03. B 04. B 05. C
frieza mesquinha das nuvens. E para comemorar o 06. A 07. C 08. A 09. D 10. E
achado executavam no ar grandes rondas festivas, ne- 11. E 12. C 13. E 14. A 15. B
grejando as asas pretas em espirais descendentes. 16. B 17. E 18. E 19. D 20. A
Rachel de Queiroz 21. E 22. B 23. D 24. A

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Língua Portuguesa

FONÉTICA, ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO GRÁFICA

É a parte da lingüística que estuda os sons da fala Ditongo: é a junção de uma vogal + uma semivogal
(fones). (ditongo decrescente), ou vice-versa (ditongo cres-
cente), na mesma sílaba.
Fonemas Ex.: noite (ditongo decrescente), quase (ditongo cres-
São as entidades capazes de estabelecer distinção cente).
entre as palavras.
Exemplos: casa/capa, muro/mudo, dia/tia Tritongo: é a junção de semivogal + vogal + semivogal,
formando uma só sílaba.
A troca de um único fonema determina o surgimen- Ex.: Paraguai, argüiu.
to de outra palavra ou um som sem sentido. O fonema
se manifesta no som produzido e é registrado pela le- Hiato: é junção de duas vogais pronunciadas separa-
tra, é representado graficamente por ela. O fonema /z/, damente formando sílabas distintas.
por exemplo, pode ser representado por várias letras: z Ex.: saída, coelho
(fazenda), x (exagerado), s (mesa).
Atenção: Não se esqueça que só as vogais /i/ e
Atenção: Os fonemas são representados entre /u/ podem funcionar como semivogais. Quando
barras. Exemplos: /m/, /o/. semivogais, serão representadas por /y/ e /w/
respectivamente.
Classificação dos fonemas
Os fonemas da língua portuguesa classificam-se Dígrafos
em vogais, semivogais e consoantes. É a união de duas letras representando um só fone-
ma. Observe que no caso dos dígrafos não há corres-
Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo à pondência direta entre o número de letras e o número
passagem de ar, chegando livremente ao exterior. Exem- de fonemas.
plos: pato, bota Dígrafos que desempenham a função de consoan-
tes: ch (chuva), lh (molho), nh (unha), rr (carro) e outros.
Semivogais: são os fonemas que se juntam a uma vo- Dígrafos que desempenham a função de vogais na-
gal, formando com esta uma só sílaba. Exemplos: cou- sais: am (campo), en (bento), om (tombo) e outros.
ro, baile. Observe que só os fonemas /i/ e /u/ átonos
funcionam como semivogais. Para que não sejam con- Encontros consonantais
fundidos com as vogais i e u serão representados por Quando existe uma seqüência de duas ou mais con-
[y] e [w] e chamados respectivamente de iode e vau. soantes em uma mesma palavra, denominamos essa
seqüência de encontro consonantal.
Consoantes: são fonemas produzidos mediante a re- O encontro pode acorrer:
sistência que os órgãos bucais (língua, dentes, lábi- – na mesma sílaba: cla-ri-da-de, fri-tu-ra, am-plo.
os) opõem à passagem de ar. Exemplos: caderno, – em sílabas diferentes: af-ta, com-pul-só-rio
lâmpada.
Atenção: Nos encontros consonantais somos
Dica: Em nossa língua, a vogal é o elemento capazes de perceber o som de todas as conso-
básico, suficiente e indispensável para a forma- antes.
ção da sílaba. Você encontrará sílabas constitu-
ídas só de vogais, mas nunca formadas somen- Sílaba
te com consoantes. Exemplos: viúva, abelha. É a unidade ou grupo de fonemas emitidos num só
impulso da voz.
Classificação das vogais
1- Quanto à intensidade Classificação das palavras quanto ao número de
A intensidade está relacionada com a tonicidade da sílabas
vogal. Monossílabas - aquelas que possuem uma só sílaba:
a- tônicas: café, cama dó, mão, cruz, etc.
b- átonas: massa, bote Dissílabas - aquelas que possuem duas sílabas: sa/
pé, fo/lha, te/la, etc.
2- Quanto ao timbre Trissílabas - aquelas que possuem três sílabas: fun/
O timbre está relacionado com a abertura da boca da/ção, mé/di/co, etc.
a- abertas: (sapo), (neve), (bola) Polissílabas - aquelas que possuem mais de três síla-
b- fechadas: ê (mesa), ô (domador), i (bico), u (útero) e bas: ve/te/ra/no, na/tu/re/za, pa/la/ci/a/no, etc.
todas as nasais
Divisão silábica
Encontros vocálicos A fala é o primeiro e mais importante recurso usado
Há três tipos de encontros vocálicos: ditongo, hiato para a divisão silábica na escrita.
e tritongo.

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Língua Portuguesa

Regra geral:
Atenção: Não confunda acento tônico com acento
Toda sílaba, obrigatoriamente, possui uma vogal.
gráfico. O acento tônico está relacionado com
intensidade de som e existe em todas as pala-
Regras práticas:
vras com duas ou mais sílabas. O acento gráfico
Não se separam ditongos e tritongos. Exemplos:
existirá em apenas algumas palavras e será
mau, averigüei
usado de acordo com regras de acentuação.
Separam-se as letras que representam os hiatos.
Exemplos: sa-í-da, vô-o...
Classificação das palavras quanto ao acento tônico
Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc.
As palavras com mais de uma sílaba, conforme a
Exemplos: pas-se-a-ta, car-ro, ex-ce-to...
tonicidade, classificam-se em:
Separam-se os encontros consonantais pronunci-
ados separadamente. Exemplo: car-ta
Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última - coração,
Os elementos mórficos das palavras (prefixos, radi-
São Tomé, etc.
cais, sufixos), quando incorporados à palavra, obede-
cem às regras gerais. Exemplos: de-sa-ten-to, bi-sa-
Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima -
vô, tran-sa-tlân-ti-co...
cadeira, linha, régua, etc.
Consoante não seguida de vogal permanece na sí-
laba anterior. Quando isso ocorrer em início de palavra,
Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúl-
a consoante se anexa à sílaba seguinte. Exemplos: ad-
tima - ibérica, América, etc.
je-ti-vo, tungs-tê-nio, psi-có-lo-go, gno-mo...
Os monossílabos podem ser tônicos ou átonos:
Acento tônico / gráfico
Tônicos: são autônomos, emitidos fortemente, como
1 - Sílaba tônica - A sílaba proferida com mais intensi-
se fossem sílabas tônicas. Exemplos: ré, teu, lá, etc.
dade que as outras é a sílaba tônica. Esta possui o
Átonos: apóiam-se em outras palavras, pois não são
acento tônico, também chamado acento de intensi-
autônomos, são emitidos fracamente, como se fos-
dade ou prosódico:
sem sílabas átonas.São palavras sem sentido quando
Exemplos: cajá, caderno, lâmpada
estão isoladas: artigos, pronomes oblíquos, preposi-
2 - Sílaba subtônica - Algumas palavras geralmente
ções, junções de preposições e artigos, conjunções,
derivadas e polissílabas, além do acento tônico,
pronome relativo que. Exemplos: o, lhe, nem, etc.
possuem um acento secundário. A sílaba com acento
secundário é chamada de subtônica.
Acentuação gráfica
Exemplos: terrinha, sozinho
As palavras em Língua Portuguesa são acentuadas
3 - Sílaba átona - As sílabas que não são tônicas nem
de acordo com regras. Para que você saiba aplicá-las é
subtônicas chamam-se átonas.
preciso que tenha claros alguns conceitos como tonici-
Podem ser pretônicas (antes da tônica) ou postôni-
dade, encontros consonantais e vocálicos...
cas (depois da tônica),
Exemplos: barata (átona pretônica, tônica, átona
postônica); máquina (tônica, átona postônica, áto-
na postônica).

Para você acentuar uma palavra:

1º Divida-a em sílabas;
2º Classifique-a quanto à tonicidade (oxítona, paroxítona...);
3º De acordo com sua terminação, encaixe-a nos quadros abaixo.

Você deve acentuar as vogais tônicas das:

Atenção: não se acentuam as paroxítonas terminadas em -ens. Exemplo: itens, nuvens...

Degrau Cultural 19

02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 19 30/9/2010, 09:45


THATYML
Língua Portuguesa

Acentuam-se:

Grupos gu, qu antes de e/i Atenção: O verbo TER, VIR e seus derivados não
Quando o u é proferido e tônico, receberá acento possuem dois EE na 3ª pessoa do plural no pre-
agudo: averigúe, apazigúe, argúis, etc. sente do indicativo: ele tem, eles têm; ele vem,
Quando o referido u é proferido e átono, receberá eles vêm; ele contém, eles contêm...
trema: freqüente, tranqüilo, etc.
Quando o u não for pronunciado, formará com q e g Sinais Gráficos
dígrafos, ou seja, duas letras representando um único Sinais gráficos ou diacríticos são certos sinais que
fonema /k/ e /g /. Não apresenta nenhum tipo de acento. se juntam às letras, geralmente para lhes dar um valor
fonético especial e permitir a correta pronúncia das
Acento diferencial palavras.
O acento diferencial (que pode ser circunflexo ou
agudo) é usado como sinal distintivo de vocábulos ho- 1. Til
mógrafos (palavras que apresentam a mesma escri- Indica nasalidade.
ta). Alguns exemplos: Exemplos: maçã, Irã, órgão...
• ás (carta de baralho, piloto exímio) - as (artigo femini- 2. Trema
no plural) Indica que o u dos grupos gue, gui, que, qui é profe-
• côa, côas (verbo coar) - coa, coas (contrações com + rido e átono.
a, com + as) Exemplos: lingüiça, tranqüilo...
• pára (verbo) - para (preposição) 3. Apóstrofo
• péla, pélas (substantivo e verbo) - pela, pelas (contra- Indica a supressão de uma vogal. Pode existir em
ções de per + a, per + as) palavras compostas, expressões e poesias.
• pêlo (substantivo) - pelo (per + o) Exemplos: caixa-d’água, pau-d’água etc.
• pólo, pólos (extremidade, jogo) - pôlo, pôlos (falcão) 4. Hífen
• pêra (fruta) - péra ou péra-fita (grande pedra antiga, Emprega-se o hífen nos seguintes casos:
fincada no chão) – em palavras compostas. Exemplos: beija-flor,
• pôr (verbo) - por (preposição) amor-perfeito...
• porquê (substantivo) - porque (conjunção) – para ligar pronomes átonos às formas verbais.
• quê (substantivo, pronome em fim de frase) - que (con- Exemplos: dar-lhe, amar-te-ia...
junção) – para separar palavras em fim de linha.
– para ligar algumas palavras precedidas de prefi-
xos. Exemplos: auto-educação, pré-escolar...

20 Degrau Cultural

02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 20 30/9/2010, 09:45


THATYML
Língua Portuguesa

Observação: o uso do hífen é regulamentado pelo Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portugue-
sa. Por se tratar de um item extremamente complexo, com regras confusas e extensas, os autores são
contraditórios quando tratam do assunto. Procuramos sintetizar em um quadro o uso do hífen com os
prefixos mais comuns.

5. Acento agudo Emprego de letras


Indica vogal tônica aberta: pó, ré;
6. Acento circunflexo Letra H
Indica vogal tônica fechada: astrônomo, três; Por que usar a letra H se ela não representa nenhum
7. Acento grave som? Realmente ela não possui valor fonético, mas
Sinal indicador de crase: à, àquele; continua sendo usada em nossa língua por força da
8. Cedilha etimologia e da tradição escrita.
Indica que o c tem som de ss: pança, muçulmano,
moço... Etimologia: estudo da origem e da evolução das pala-
vras; disciplina que trata da descrição de uma palavra
Atenção: O cedilha só é acompanhado pelas em diferentes estados de língua anteriores por que
vogais a, o, u. passou, até remontar ao étimo; origem de um termo,
quer na forma mais antiga conhecida, quer em alguma
Ortografia etapa de sua evolução; étimo.
Palavra constituída das partes: Ex: fidalgo é a locução filho de algo (Dicionário Houaiss)
orto (correta) +grafia (escrita).
A ortografia é a parte da gramática que trata da correta Emprega-se o H:
escrita das palavras. – Inicial, quando etimológico: horizonte, hulha, etc.
– Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh: cha-
Nosso alfabeto é composto de 23 letras: mada, molha, sonho, etc.
a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z – Em algumas interjeições: oh!, hum!, etc.
– Em palavras compostas unidos por hífen, se algum
Observação: Você deve estar se perguntando elemento começa com H: hispano-americano, super-
pelas letras W, Y e K.Elas não pertencem mais homem, etc.
ao nosso alfabeto.São usadas apenas em ca- – Palavras compostas ligadas sem hífen não são es-
sos especiais: critas com H. Exemplo: reaver
Nomes próprios estrangeiros – No substantivo próprio Bahia (Estado do Brasil), por
(Wellington,Willian...), tradição. As palavras derivadas dessa são escritas sem
Abreviaturas e símbolos de uso internacional H. Exemplo: baiano...
(K- potássio,Y-ítrio...),
Palavras estrangeiras (show, play...) Atenção: Algumas palavras anteriormente es-
critas com H “perderam” essa letra ao longo
do tempo. Exemplos: herba-erva, hibernum-in-
verno, etc.

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THATYML
Língua Portuguesa

Letras E / I

Letras G / J

Letras S / Z

Atenção: O verbo catequizar é derivado da palavra catequese deveria ser escrito com “s”, mas, como é deriva-
do do grego, já veio formado para nosso vernáculo (língua do país).
MAIZENA é um substantivo próprio, marca registrada.

Letras X / CH

22 Degrau Cultural

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THATYML
Língua Portuguesa

Letras SS / Ç

Uso dos porquês

Porque
• Em frases afirmativas ou negativas, quando pode
ser substituído por pois. Ex: Venha porque precisamos
de você.
• Para introduzir justificativas ou causas em frases
declarativas, no início ou no meio de respostas. Ex: Ela
não veio porque não quis.

Porquê
• Em qualquer tipo de frase, desde que antecedido
de artigo ou pronome. Ex: Não me interessa o porquê
de sua ausência.

Por que
• Quando equivale a pelo qual (e suas flexões). Ex:
Essa é a rua por que passamos.
• Quando equivale a “por que razão”. Ex: Eis por que
não te amo mais.
• No início de perguntas. Ex: Por que ela não veio?

Por quê
• No final de frases interrogativas. Ex: Ela não veio por
quê?
• Quando a expressão estiver isolada. Ex: Nunca mais
volto aqui. Por quê?

Uso do Onde e do Aonde

Onde é o lugar em que se está. Usados com verbos


que não indicam movimento.
Observe: Onde você estava no sábado? Onde eu pode-
ria estar, estava na casa de vovó.

Aonde é o lugar a que se vai. Usado com verbos que


indicam movimento.
Observe: Aonde você vai esta noite? Eu vou ao restau-
rante mexicano, jantar com meu marido.

Degrau Cultural 23

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THATYML
Língua Portuguesa

EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS


Estudo da constituição das palavras e dos proces- Tema
sos pelos quais elas são construídas a partir de suas Tema = radical + vogal temática
partes componentes, os morfemas; parte da gramática Exemplo: cantar = cant + a, mala = mal + a, rosa = ros + a
que estuda as classes de palavras, seus paradigmas
de flexões com suas exceções. Afixos
São partículas que se anexam ao radical para for-
Estrutura das palavras mar outras palavras. Existem dois tipos de afixos:
– Prefixos: colocados antes do radical.
As palavras são constituídas de morfemas. São eles: Exemplo: desleal, ilegal.
– Sufixos: colocados depois do radical.
Radical Exemplo: folhagem, legalmente.
É o elemento comum de palavras cognatas também
chamadas de palavras da mesma família. É responsá- Desinências
vel pelo significado básico da palavra. São morfemas colocados no final das palavras para
Exemplo: terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, ter- indicar flexões verbais ou nominais.
restre...
Podem ser:
Atenção: Nominais: indicam gênero e número de nomes (subs-
Às vezes, ele sofre pequenas alterações. tantivos, adjetivos, pronomes, numerais).
Ex.: dormir, durmo; querer, quis Exemplo: casa - casas, gato - gata
As palavras que possuem mais de um radical
são chamadas de compostas. Verbais: indicam número, pessoa, tempo e modo dos
Ex.: passatempo verbos. Existem dois tipos de desinências verbais: de-
sinências modo-temporal (DMT) e desinências núme-
Vogal Temática ro-pessoal (DNP).
Vogal Temática (VT) se junta ao radical para receber Exemplo: Nós corremos, se eles corressem (DNP); se
outros elementos. Fica entre dois morfemas. Existe nós corrêssemos, tu correras (DMT)
vogal temática em verbos e nomes.
Exemplo: beber, rosa, sala Atenção: A divisão verbal em morfemas será melhor
explicada em: classes de palavras/ verbos. Algumas
Nos verbos, a VT indica a conjugação a que pertencem formas verbais não têm desinências como: trouxe,
(1ª, 2ª ou 3ª ). Exemplo: partir- verbo de 3ª conjugação bebe...

Há formas verbais e nomes sem VT. Verbo-nominais: indicam as formas nominais dos ver-
Exemplo: rapaz, mato(verbo) bos (infinitivo, gerúndio e particípio).
Exemplo: beber, correndo, partido

24 Degrau Cultural

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THATYML
Língua Portuguesa

Processos de formação de palavras Exemplo: fidalgo (filho + de + algo), aguardente (água +


ardente)
Maneira como os morfemas se organizam para formar
as palavras. NEOLOGISMO
Beijo pouco, falo menos ainda.
DERIVAÇÃO Mas invento palavras
• Prefixal: A derivação prefixal é um processo de for- Que traduzem a ternura mais funda
mar palavras no qual um prefixo ou mais são acres- E mais cotidiana.
centados à palavra primitiva. Inventei, por exemplo, a verbo teadorar.
Exemplo: re/com/por (dois prefixos), desfazer, impa- Intransitivo:
ciente. Teadoro, Teodora.
• Sufixal: A derivação sufixal é um processo de formar (BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira.
palavras no qual um sufixo ou mais são acrescen- Rio de Janeiro: José Olympio, 1970)
tados à palavra primitiva.
Exemplo: realmente, folhagem. HIBRIDISMO
• Prefixal e Sufixal: A derivação prefixal e sufixal exis- Consiste na formação de palavras pela junção de radi-
te quando um prefixo e um sufixo são acrescenta- cais de línguas diferentes.
dos à palavra primitiva de forma independente, ou Exemplo: auto/móvel (grego + latim); bio/dança (grego
seja, sem a presença de um dos afixos a palavra + português)
continua tendo significado.
Exemplo: deslealmente (des- prefixo e -mente sufixo). ONOMATOPÉIA
Você pode observar que os dois afixos são indepen- Consiste na formação de palavras pela imitação de
dentes: existem as palavras desleal e lealmente. sons e ruídos.
• Parassintética: A derivação parassintética ocorre Exemplo: triiim, chuá, bué, pingue-pongue, miau, tique-
quando um prefixo e um sufixo são acrescentados taque, zunzum
à palavra primitiva de forma dependente, ou seja,
os dois afixos não podem se separar, devem ser SIGLA
usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a Consiste na redução de nomes ou expressões empre-
palavra não se reveste de nenhum significado. gando a primeira letra ou sílaba de cada palavra.
Exemplo: anoitecer ( a- prefixo e -ecer sufixo), neste Exemplo: UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais,
caso, não existem as palavras anoite e noitecer, pois IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
os afixos não podem se separar.
• Regressiva: A derivação regressiva existe quando ABREVIAÇÃO
morfemas da palavra primitiva desaparecem. Consiste na redução de parte de palavras com objetivo
Exemplo: mengo (flamengo), dança (dançar), portu- de simplificação.
ga (português). Exemplo: moto (motocicleta), gel (gelatina), cine (cinema).
• Imprópria: A derivação imprópria, mudança de clas-
se ou conversão ocorre quando palavra comumen- CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
te usada como pertencente a uma classe é usada As palavras costumam ser agrupadas em classes, de
como fazendo parte de outra. acordo com suas funções e formas.
Exemplo: coelho (substantivo comum) usado como
substantivo próprio em Daniel Coelho da Silva; ver-
de geralmente como adjetivo (Comprei uma cami-
sa verde.) usado como substantivo (O verde do par-
que comoveu a todos.)

COMPOSIÇÃO
Processo de formação de palavras através do qual
novas palavras são formadas pela junção de duas ou
mais palavras já existentes.
Existem duas formas de composição:
• Justaposição
• Aglutinação

A justaposição ocorre quando duas ou mais pala-


vras se unem sem que ocorra alteração de suas for-
mas ou acentuação primitivas.
Exemplo: guarda-chuva, segunda-feira, passatempo.

A aglutinação ocorre quando duas ou mais pala-


vras se unem para formar uma nova palavra ocorrendo
alteração na forma ou na acentuação.

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THATYML
Língua Portuguesa

Substantivo b) DIMINUTIVO:
É a palavra que dá nome aos seres, coisas e senti- ANALÍTICO: corpo minúsculo
mentos. Classificam-se em: SINTÉTICO – usando sufixos. Ex.: corpúsculo

Adjetivo
VILA VELHA

“Do lado oposto às verdes colinas que se perdem


no horizonte, gigantescas rochas formam paredões e
desenham uma paisagem árida e silenciosa, num ce-
nário de terra vermelha e vegetação rasteira. Os índi-
os chegaram, olharam, batizaram de Itacueretaba – “ci-
dade extinta de pedras” – e trataram de se mandar
para paragens mais animadas. Até hoje, os únicos ha-
bitantes destes vastos campos são lobos-guarás, ja-
guatiricas, perdizes e tamanduás-bandeiras.
A principal atração do Parque Estadual de Vila Velha
são 22 enormes blocos areníticos esculpidos pela
chuva, pelo vento e movimentos de terra, ao longo de
350 milhões de anos.
Neles, o tempo imitou a arte nas figuras de um ca-
melo, um leão, uma bota, um rinoceronte, a proa de um
navio, a cabeça de um índio, uma taça, cogumelos.”
(Guia Turístico da Folha de S. Paulo)

O texto acima é descritivo. O autor tem como objetivo


fundamental caracterizar Vila Velha, um dos pontos tu-
rísticos do Brasil. Para isso, citou alguns seres que com-
põem a paisagem, identificou características de alguns
deles e atribuiu características a outros. As característi-
cas foram expressas pelos então chamados adjetivos.

Adjetivo é uma palavra variável que modifica substanti-


vos, atribuindo uma característica aos seres nomea-
Os substantivos flexionam-se para indicar gênero, dos por eles: Paisagem silenciosa.
número e grau.
LOCUÇÃO ADJETIVA
I – Gênero: É o grupo formado de preposição mais substantivo,
É a categoria gramatical que, no português, distribui os com valor e emprego de adjetivo: A água da chuva.
nomes masculinos e femininos, não existindo corres- Os adjetivos se classificam quanto:
pondência nenhuma entre gênero masculino e sexo
masculino, ou gênero feminino e sexo feminino. I – À FORMA
a) BIFORMES – MASCULINOS, FEMININOS – regula- • PRIMITIVO → não provém de outra palavra da lín-
res (menino e menina, gato e gata) e irregulares (bode gua: bonito, feio, alto, loiro etc.
e cabra, pai e mãe). • DERIVADO → provém de outra palavra da língua:
b) UNIFORMES – EPICENOS (não aceitam a flexão do bondoso, amoroso, maldoso etc.
determinante, referem-se somente a animais, vegetais, • SIMPLES → possui apenas um radical: povo japo-
aves e insetos – macho e fêmea), SOBRECOMUNS (não nês, preocupações políticas, árvore nova etc.
aceitam nem a flexão do elemento determinante – a • COMPOSTO → possui mais de um radical: estudos
testemunha, o cônjuge), COMUM DE DOIS GÊNEROS luso-ítalo-brasileiros, temas políticos-sociais, in-
(caracterizam-se pela flexão do elemento determinante divíduo rubro-negro.
– o/a jovem, o/a poeta).
II – AO GÊNERO
• Uniformes → apresentam forma única para ambos
II – Número
os gêneros: homem interessante, vinho quente.
a) SINGULAR – indica um só ser. Ex.: menino
• Biformes → apresentam duas formas, uma para o
b) PLURAL – indica mais de um ser ou mais de um
masculino, outra para o feminino: ator famoso/atriz
conjunto de seres. Ex.: meninos
famosa.
III – Grau III – AO NÚMERO
a) AUMENTATIVO: Os adjetivos simples fazem o plural seguindo as mes-
SINTÉTICO – usando sufixos. Ex.: poetastro mas regras dos substantivos simples: livros utéis, car-
ANALÍTICO: poeta grande tões iguais.

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Língua Portuguesa

Os adjetivos compostos fazem o plural com flexão


Importante:
do último elemento: castanho-escuros.
• Embora o artigo sempre anteceda a um subs-
Se o último elemento for um substantivo, não have-
tantivo, não é necessário que ele esteja ime-
rá flexão, ou seja, ficará invariável: tapetes verde-es-
diatamente antes deste. Às vezes, aparece
meralda.
outra palavra, pertencente a outra classe gra-
matical, entre ambos: O novo carro.
IV – AO GRAU
• Os artigos podem combinar-se com prepo-
Comparativo → pelo qual se indica se o ser é superior,
sições: de + o = do, em + o = no, etc.
inferior ou igual na qualificação.
• Superior: Pedro é mais inteligente que Paulo.
Numeral
• Inferior: Paulo é menos inteligente que Pedro.
É a palavra que exprime quantidade, ordem, fração e
• Igualdade: Pedro é tão inteligente quanto Paulo.
multiplicação.
Superlativo → pelo qual uma qualidade é levada ao
CLASSIFICAÇÃO
mais alto grau de intensidade.
• CARDINAIS: quantidade – um, dois, três...
• Analítico: Pedro é muito inteligente.
• ORDINAIS: ordem – primeiro, segundo...
• Sintético: Pedro é inteligentíssimo.
• FRACIONÁRIOS: fração – meio, terço...
• MULTIPLICATIVOS: multiplicação – duplo, triplo...
Exercício
Lembre-se: a grafia correta do numeral 50 é cin-
01. Retire, do texto abaixo, os substantivos e os adjetivos:
qüenta.
“A infância é generosa e tem sentimentos de digni-
Pronome
dade que os interesses da vida adulta muitas vezes
“Nicolau Fagundes Varela entregou-se a todos os te-
obscurecem. A infância aprende por símbolos. Colom-
mas e aos versos de todas as medidas. Não é fácil,
bo não era só um grande navegador, mas um símbolo.
portanto, classificá-lo- nesta ou naquela modalidade
Não aprendemos com ele a arte de navegar: mas a de
poética. Qualquer rótulo para marcá-lo seria sempre
cumprir um desatino grandioso e amargo. E isso ainda
incompleto. Sertanista, bucólico, lírico, paisagista, mís-
é maior que descobrir a América.” (Cecília Meireles)
tico, épico, descritivo, patriótico, de tudo ele foi, um pou-
co de cada vez.
______________________________________________________________________________________________________________________________________
(CAVALHEIRA, E. Fagundes Varela. Ed. Rio de Janeiro, Agir,
______________________________________________________________________________________________________________________________________ 1975. P. 6 [Nossos Clássicos]).
______________________________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________________________ Observe as palavras em destaque no texto: todos,
______________________________________________________________________________________________________________________________________ todas, lo, esta, aquela, qualquer, ele, cada. As palavras
______________________________________________________________________________________________________________________________________ lo e ele substituem o substantivo Fagundes Varela; as
demais acompanham o nome. Todas essas palavras
Gabarito: são pronomes.
Substantivos: infância, sentimentos, dignidade, interes-
ses, vida, vezes, símbolos, Colombo, navegador, arte, Os nomes são palavras com conteúdo significativo,
desatino e América. que simbolizam seres que temos em mente. Os prono-
Adjetivos ou locuções adjetivas: generosa, de dignida- mes têm pouco conteúdo significativo, exercendo no
de, adulta, grande, de navegar, grandioso, amargo e texto as seguintes funções:
maior. • Representar as pessoas do discurso:
No texto acima, o jornalista se refere a Fagundes Vare-
Artigo la, emprega o pronome ele, que alude à 3a pessoa do
É a palavra variável que antecede o substantivo, indi- discurso, aquela de quem se fala.
cando seu gênero e número, além de defini-lo ou não. • Remeter a termos já enunciados no texto:
• DEFINIDO: que se trata de um ser já conhecido do “Qualquer rótulo para marcá-lo”, este pronome lo está
leitor ou do ouvinte, seja por ter sido mencionado substituindo o nome de Fagundes Varela para não tor-
antes, seja por ser objeto de um conhecimento de nar o texto repetitivo.
experiência. São eles: O, A, OS, AS.
O rapaz saiu de casa cedo. Pronome é a palavra que substitui o substantivo (pro-
A mulher queria muito ter filhos. nome substantivo) ou acompanha o substantivo (pro-
• INDEFINIDO: que se trata de um simples represen- nome adjetivo). Quando acompanha o substantivo, de-
tante de uma dada espécie ao qual não se fez men- termina-o no espaço ou no contexto.
ção anteriormente. São eles: UM, UMA, UNS, UMAS.
Um cachorro atravessou na frente do carro.
Uma mulher libertou-se do algoz.

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THATYML
Língua Portuguesa

Os pronomes classificam-se em:

1. PESSOAIS

OBSERVAÇÕES Os pronomes possessivos indicam aquilo que perten-


• o pronome você, embora seja pronome de trata- ce ou cabe a cada uma das pessoas gramaticais.
mento, tem substituído o pronome tu no português
do Brasil.
• na norma culta, os pronomes pessoais retos funci-
onam como sujeito.
• os pronomes oblíquos podem ser:
a) átonos – empregados sem preposição – objeto di-
reto ou objeto indireto, sendo que, o, a, os, as serão
sempre objetos diretos e, lhe, lhes sempre serão
objetos indiretos;
Emprego ambíguo do possessivo de 3a pessoa
b) tônicos – sempre precedidos de preposição;
As formas seu, sua, seus, suas aplicam-se indiferen-
• os pronomes oblíquos o, a, os, as podem assumir
temente ao possuidor da 3a pessoa do singular ou da
as seguintes formas:
3a pessoa do plural, seja este possuidor masculino ou
a) lo, la, los, las → depois de verbos terminados em r, s,
feminino. O fato de concordar o possessivo unicamen-
z; quando vierem posposto ao designativo eis ou aos
te provoca dúvida a respeito do possuidor.
pronomes nos e vos: Vou recebê-lo como amigo.
b) no, na, nos, nas → depois de verbos terminados
Para evitar qualquer ambigüidade, o português nos ofe-
em ditongo nasal (am, em, ão, õe): O lápis caiu.
rece o recurso de precisar a pessoa do possuidor com
Peguem-no.
a substituição de seu (s), sua (s), pelas formas dele
(s), dela (s), de você, do senhor, da senhora e outras
Pronomes Pessoais de Tratamento
expressões de tratamento.
São palavras ou expressões utilizadas para as pesso-
as com quem se fala. São, portanto, pronomes de 2a
Substantivação dos possessivos
pessoa, embora sejam empregados com verbo na 3a
No singular, o que pertence a uma pessoa: A moça não
pessoa.
tinha um minuto de seu.
Esses pronomes, que aparecem apenas na linguagem
formal, expressam uma atitude cerimoniosa do emissor
No plural, os parentes de alguém, seus companhei-
em relação ao interlocutor ou à pessoa de quem se fala.
ros, compatriotas ou correligionários: Saudades a to-
Ex.: Sua Santidade volta ao Brasil 17 anos mais velho
dos os teus.
desde que esteve aqui pela primeira vez...(O Estado de
S Paulo)
Emprego do possessivo pelo pronome oblíquo tônico
Em certas locuções prepositivas, o pronome oblíquo
Lembre-se que referindo-se à 2ª pessoa são
tônico, que deve seguir a preposição e com ela formar
acompanhados pela forma VOSSA, referindo-se
um complemento nominal do substantivo anterior, é
à 3ª pessoa são acompanhados pela forma SUA
normalmente substituído pelo pronome possessivo
correspondente. Assim:
São eles: você, Vossa Alteza, Vossa Eminên-
cia, Vossa Excelência, Vossa Magnificência,
Em frente de ti = em tua frente
Vossa Majestade, Vossa Meritíssima, Vossa
Ao lado de mim = ao meu lado
Reverendíssima, Vossa Senhoria e Vossa San-
Em favor de nós = em nosso favor
tidade.
Por causa de você = por sua causa
2. PRONOMES POSSESSIVOS
3. PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Estreitamente relacionados com os pronomes pesso-
São palavras que situam a pessoa ou a coisa designa-
ais estão os pronomes possessivos e os demonstrati-
da relativamente às pessoas gramaticais. Podem si-
vos. Os pronomes pessoais, como já vimos, denotam
tuá-los no espaço ou no tempo.
as pessoas gramaticais; os outros indicam algo deter-
Ex.: Lia coisas incríveis para aquele lugar e aquele tempo.
minados por elas.

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THATYML
Língua Portuguesa

Mas os demonstrativos empregam-se também para


lembrar ao ouvinte ou ao leitor o que já foi mencionado
ou o que vai mencionar.
Ex.: A ternura não embarga a discrição nem esta dimi-
nui aquela.

5. PRONOMES INTERROGATIVOS
As palavras que, quem, qual e quanto empregadas
na formulação de perguntas são chamadas de prono-
As formas variáveis podem funcionar como pronomes mes interrogativos.
adjetivos e como pronomes substantivos: Este (PA) li- Ex.: Quem seria ele?
vro é meu. Meu livro é este (PS).

O que distingue os interrogativos dos demais prono-


mes é sua função básica: a de inquirir algum interlocu-
Valores Gerais: tor. O interrogativo aponta para a pessoa ou coisa a que
• este, esta, isto indicam o que está perto da pessoa se refere mediante uma pergunta, direta ou indireta.
que fala e o tempo presente em relação à pessoa Sua significação, assim como nos indefinidos é in-
que fala; determinada. Por isso, após seu uso o interlocutor es-
• esse, essa, isso designam o que está perto da pes- pera uma resposta que esclareça o que se perguntou.
soa a quem se fala e o tempo passado ou futuro
com relação à época em que se coloca a pessoa 6. PRONOMES INDEFINIDOS
que fala; É aquele que se refere à 3a pessoa gramatical, tornan-
• aquele, aquela, aquilo denotam o que está afasta- do-a vaga, indefinida, imprecisa.
do tanto da pessoa que fala como da pessoa a quem
se fala, e ainda um afastamento no tempo de modo
vago, ou uma época remota. Veja:

LOCUÇÕES PRONOMINAIS
4. PRONOMES RELATIVOS São grupo de palavras cujo sentido equivale ao dos
É aquele que se refere a termos já expressos e, ao pronomes indefinidos: cada um, cada qual, quem quer
mesmo tempo, introduz uma oração dependente. que, todo aquele, seja quem for, seja qual for, um ou
Ex.: Esta carta que recebi. outro, tal qual, tal e qual, etc.

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Língua Portuguesa

Verbo falado (forma composta)


• Futuro do pretérito → expressa um fato posterior
“A Antigüidade greco-romana conheceu o amor quase com relação a outro fato já passado; freqüentemen-
sempre como uma paixão dolorosa e, apesar disso, te, o outro fato já passado é dependente do primeiro
digna de ser vivida e em si mesma desejável. Esta e inclui uma condição: eu falaria (forma simples) eu
verdade, legada pelos poetas de Alexandria e Roma, teria/haveria falado (forma composta)
não perdeu nem um pouco de sua vigência: o amor é
desejo de completude e assim responde a uma ne- Do Subjuntivo:
cessidade profunda dos homens.” • Presente → traduz um fato subordinado a outro e
(PAZ, O. A dupla chama: amor e erotismo. que se desenvolve no momento atual; expressa dú-
São Paulo, Siciliano, 1994. p. 69.) vida, possibilidade, suposição; pode ainda formar
orações optativas: que eu fale
As palavras em destaque em destaque no texto expri- • Pretérito perfeito → refere-se ao fato passado su-
mem fatos, situando-os no tempo. postamente concluído: que eu tenha/ haja falado (for-
• Verbo é a palavra que exprime ação, estado, mu- ma composta)
dança de estado, fenômeno natural e outros pro- • Pretérito mais-que-perfeito → indica uma ação
cessos, flexionando-se em pessoa, número, modo, anterior a outra, dentro do sentido eventual típico do
tempo e voz. subjuntivo: se eu tivesse/houvesse falado (forma
• Flexão é o acidente gramatical que muda a forma composta)
do verbo para que este expresse mudança de voz, • Pretérito imperfeito → refere-se a um fato passa-
modo, tempo, número e pessoa. do, mas posterior e dependente de outro fato pas-
sado: se eu falasse (forma simples)
• Futuro → expressa fato vindouro – condicional, tem-
poral ou conformativo – dependente de outro fato
também futuro: quando eu falar (forma simples)
quando eu tiver/houver falado (forma composta)

Do Imperativo:
Só aparece no discurso direto.

Tempos primitivos e derivados


Tempos priitivos são os que dão origem a outros tem-
TEMPOS VERBAIS pos, chamados derivados. Existem dois tempos e uma
O tempo verbal indica o momento em que se dá o fato forma nominal que dão origem a todos os tempos e
expresso pelo verbo. formas nominais, inclusive a um modo, o imperativo.
Os três tempos básicos são o presente, o passado e o Tomemos por exemplo o verbo caber.
futuro.

Do Indicativo:
• Presente → enuncia um fato como atual: eu falo
• Pretérito imperfeito → apresenta o fato como ante-
rior ao momento atual, mas ainda não concluído no
momento passado a que nos referimos: eu falava
• Pretérito perfeito → refere-se a um fato já concluí-
do em época passada: eu falei (forma simples) eu
tenho/hei falado (forma composta)
• Pretérito mais-que-perfeito → expressa um fato
anterior a outro fato que também é passado: eu fa-
lara (forma simples) eu tinha/havia falado (forma
composta)
• Futuro do presente → enuncia um fato que deve
realizar-se num tem vindouro em relação ao pre-
sente: eu falarei (forma simples) eu terei/haverei

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THATYML
Língua Portuguesa

A voz passiva pode ser analítica (formada com os ver-


bos SER, ESTAR e FICAR, seguidos de particípio) ou
sintética, também chamada pronominal (formada com
um verbo transitivo direto acompanhado do pronome
SE, que se diz pronome apassivador).
Ex.: Um livro foi comprado por Pedro. (analítica)
Comprou-se um livro. (sintética)

Tanto na transformação da ativa para a passiva, como


vice-versa, os termos indicado abaixo se correspondem.
Suj. passiva = OD ativa
Suj. ativa = Ag. pass.

Quando o verbo ativo vem precedido de um verbo auxi-


liar, este não sofre transformação na passagem para a
voz passiva (exceto a exigida pela concordância):
a) coloca-se o último verbo (o principal) no particípio;
b) conjuga-se o verbo ser na forma em que estava o
verbo principal;
c) repete-se o auxiliar, procedendo a concordância.

V. A.: Os técnicos estão procurando uma solução.

V. P.: Uma solução está sendo procurada pelos técnicos.

Formas nominais do verbo


• Infinitivo Impessoal → terminado em r para qual-
quer pessoa, é o nome do verbo: falar, vender, partir
• Infinitivo Pessoal → além da desinência r, vem
marcado com desinência de pessoa e número:
Falar - ∅
Falar - es
Falar - ∅
Falar - mos
Falar – des
Falar – em
As desinências de pessoa e número são um recur-
so para indicar, sem ambigüidade, ou para enfatizar, o
sujeito do processo expresso pelo infinitivo.
• Gerúndio → funciona como adjetivo ou como advér-
bio: Vi a menina chorando.
• Particípio → é empregado na formação dos tem-
pos compostos. Fora disso, é um verdadeiro adjeti-
vo (chamado adjetivo adverbial), devendo ser flexio-
nado, como adjetivo, em gênero, número e grau:
Tínhamos estudado a lição.

Lembre-se:
a) Verbo auxiliar + particípio do verbo principal = forma
composta
Vozes verbais Verbo auxiliar + gerúndio ou infinitivo = locução ver-
As vozes verbais indicam o relacionamento do su- bal os particípios regulares são empregados com
jeito com o processo verbal. São elas: os verbos auxiliares TER e HAVER: O rapaz tinha
• ATIVA → quando o sujeito é agente da ação: Ber- entregado a pizza.
nardo feriu o colega. b) os particípios irregulares são empregados com os
• PASSIVA → quando o sujeito é o paciente da ação verbos auxiliares SER e ESTAR: A pizza foi entregue
verbal: O colega foi ferido por Bernardo. pelo rapaz.
• REFLEXIVA → quando o sujeito é agente e paciente c) GANHAR, GASTAR e PAGAR são abundantes: ga-
da ação verbal: Bernardo feriu-se. nhado e ganho.
d) Obs: as formas irregulares podem ser usadas com
Formação da voz passiva os verbos SER, ESTAR, TER e HAVER.
Vimos que na voz passiva o verbo indica a ação recebida CHEGAR apresenta apenas a forma regular: CHE-
pelo sujeito, sendo este denominado, então, paciente. GADO (chego NÃO existe).

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Advérbio

“Os homens do cortiço quase sempre trabalham


fora (serventes, carregadores, funcionários públicos hu-
mildes), salvo os adolescentes malandros e os doen-
tes. E, durante o dia, o cortiço é das crianças, inúmeras,
que povoam o pátrio comum, e das mulheres, sempre
às voltas com as tinas de roupas.”
Classificação dos verbos (A capital federal no início do século. Nosso século...
São Paulo, Abril Cultural, 1980. V. 1.)
• REGULAR: é aquele cujo o radical não se altera e
cujas terminações seguem o modelo da conjuga- Observe as palavras em destaque no texto, todas
ção a que pertence. Cantar, vender, partir. elas são advérbios.
• IRREGULAR: é aquele cujo radical se altera ou cujas Estes são palavras que modificam um verbo, um
terminações não seguem o modelo da conjugação adjetivo, outro advérbio ou uma oração inteira.
a que pertence. Estar, ouvir. Advérbio modifica um verbo, quando ao verbo é
• ANÔMALO: é aquele que cuja conjugação inclui mais acrescentado uma circunstância: Pedro constrói um
de um radical. Apresenta transformações profundas muro ali.
no radical: ser e ir. Advérbio modifica um adjetivo, quando o advérbio
• DEFECTIVO: é aquele que não é conjugado em to- está intensificando o significado do adjetivo: Estradas
das as formas; tem, pois, conjugação incompleta: muito ruins.
abolir, falir. Advérbio modifica outro advérbio, quando o advér-
• AUXILIAR: é aquele que, desprovido total ou parcial- bio está intensificando outro advérbio: As meninas vão
mente de sentido próprio, junta-se a outro verbo, muito bem.
formando uma unidade de significado e constituin- Advérbio modifica uma oração inteira, quando este
do a chamada locução verbal: ser, estar, ter, haver. indica uma circunstância para todos os elementos da
oração: Lamentavelmente eu não te amo mais.

Locução adverbial
É um conjunto de palavras podendo exercer a fun-
ção de advérbio.
Ex.: Nesse final de tarde todos saímos para passear.

Classificação do advérbio

Preposição CONFORME, SALVO, TIRANTE, CONSOANTE, MEDI-


ANTE, EXCETO.
“Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor Obs.: QUE é preposição quando der para substituir por
Com que ele, em ouro, o alto-relevo DE. Ex.: tenho que passar./ tenho de passar.
Faz de uma flor.”
(Olavo Bilac) LOCUÇÕES PREPOSITIVAS
São expressões que equivalem a verdadeiras preposi-
Preposição é a palavra invariável que relaciona dois ções: abaixo de, acerca de, através de, em cima de, fora
termos. Nessa relação, um termo completa ou explica de, juntamente com, etc.
o sentido do outro.
São essenciais as preposições propriamente ditas: Conjunção
A, ANTE, ATÉ, APÓS COM, CONTRA, DE, DESDE,
EM ENTRE, PARA, PER, PERANTE, POR, SEM, SOB, “Sagitário – A lua volta você para as coisas práticas,
SOBRE E TRÁS. mas evite desatenções para que tudo se resolva.
Dica: restrinja seus gastos e perceba que despesas
São acidentais as preposições que provierem de desnecessárias só servem para aquecer o consumo.”
outras classes:

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Conjunção é a palavra invariável que estabelece relação entre duas orações ou entre dois termos que exercem a
mesma função sintática.

Classificação

• Coordenativas – são classificadas de acordo com as relações que estabelecem entre termos ou orações.
• Subordinativas – ligam orações dependentes, isto é, subordinam uma oração à outra.

Interjeição

É a palavra que expressa estados emotivos. Como tem


sentido completo, trata-se de uma palavra-frase. Cum-
prem, basicamente, duas funções:
• sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria,
tristeza, dor, animação, etc.
Ex.: Oh! Onde estou?
• sintetizar uma frase apelativa.
Ex.: Cuidado, Senhor Augusto!

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CRASE
É fusão da preposição a com o artigo a ou com o a
inicial dos pronomes demonstrativos aquele, aquela, preposição e artigo, existirá crase.
aquilo...etc. Exemplo: Voltei da Espanha./ Fui à Espanha.
Na escrita é indicada por meio do acento grave (`). Para Voltei de Tiradentes./ Fui a Tiradentes.
que ela ocorra, é necessário que haja:
a) um termo regente que exija a preposição a; b) Se o nome da cidade estiver determinado, a
b) um termo regido que seja modificado pelo artigo a crase será obrigatória.
ou por um dos pronomes demonstrativos de 3ª pessoa Exemplo: Fui à histórica Tiradentes.
mencionados acima.
c) Em expressões formadas por palavras re-
REGRA GERAL petidas (uma a uma, frente a frente, etc.)
A crase ocorrerá sempre que o termo anterior exigir a Exemplo: Olhamo-nos cara a cara.
preposição a e o termo posterior admitir o artigo a ou as.
5) Quando o a estiver no singular diante de uma pala-
Vou a a praia.= Vou à praia. vra no plural.
Exemplo: Como posso resistir a pessoas tão en-
Dicas: Para se certificar, substitua o termo femi- cantadoras?
nino por um masculino, se a contração ao for
necessária, a crase será necessária. 6) Diante do artigo indefinido uma.
Exemplo: Vou à praia./ Vou ao clube. Exemplo: Isto me levou a uma decisão drástica.

EMPREGO OBRIGATÓRIO DA CRASE 7) Diante de Nossa Senhora e de nomes de santos.


Sempre ocorrerá crase: Exemplo: Entregarei a Nossa Senhora da Concei-
1) Nos casos em que a regra geral puder ser aplicada. ção minha oferenda.
Exemplo: Dirigiu-se à professora.
8) Diante da palavra terra, quando esta significar ter-
2) Nas locuções conjuntivas, adverbiais e prepositi- ra firme, tomada em oposição a mar ou ar.
vas (formadas por a + palavra feminina). Exemplo: Os pilotos já voltaram a terra.
Exemplo: À medida que passa tempo a violência
aumenta. 9) Diante da palavra casa (no sentido de lar, moradia)
O povo brasileiro vive à mercê de políticos muitas quando esta não estiver determinada por adjunto
das vezes corruptos. adnominal.
Gosto muito de sair à noite. Exemplo: Não voltarei a casa esta semana.

3) Na indicação do número de horas, quando ao tro- Dica: Caso a palavra casa venha determinada
car o número de horas pela palavra meio-dia, obti- por adjunto adnominal, ocorrerá a crase.
vermos a expressão ao meio-dia. Exemplo: Não voltarei à casa de meus pais esta
Exemplo: Retornou às oito horas em ponto./ (Retor- semana.
nou ao meio-dia em ponto.)
10)Diante de pronomes que não admitem artigo: rela-
4) Nas expressões à moda de, à maneira de mesmo tivos, indefinidos, pessoais, tratamento e demons-
quando essas estiverem implícitas. trativos.
Exemplo: Farei para o jantar uma bacalhoada (à Exemplo: Dei a ela oportunidade de se redimir./ So-
moda de Portugal) à portuguesa. licito a V.Sª. a confirmação do pedido./ Convidei a
várias pessoas para a reunião.
Emprego facultativo da crase
1) Diante de pronomes possessivos femininos. 11) Diante de numerais cardinais quando estes se refe-
Vou a sua casa./ Vou à sua casa. rem a substantivos não determinados pelo artigo.
2) Diante de nomes próprios femininos. Exemplo: Daqui a duas semanas retornarei ao tra-
Não me referia a Eliana./ Não me referia à Eliana. balho.
3) Depois da preposição até.
Foi até a porta./ Foi até à porta. CRASE DA PREPOSIÇÃO A COM OS PRONOMES DE-
MONSTRATIVOS
Casos em que nunca ocorre a crase Preposição a + pronomes = à, àquilo, àquele(s),
1) Diante de palavras masculinas. àquela (s)
Exemplo: Saiu a cavalo e sofreu uma queda. Exemplo: Assistimos àquela peça teatral.
2) Diante de verbos.
Exemplo: Ele está apto a concorrer ao cargo.
3) Diante de nome de cidade (topônimo) que re- Dicas: A crase da preposição a com o pronome
pudie o artigo. demonstrativo a ocorrerá sempre antes do prono-
Exemplo: Turistas vão freqüentemente a Tiradentes. me relativo que (à que) ou da preposição de (à de).
Exemplo: Esta não é a pessoa à que me referia.
Dicas:
a) Descubra se o nome da cidade aceita artigo:
use o verbo VOLTAR . Se houver contração de

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SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO


Parte da gramática que estuda as palavras enquan- Sujeito Composto
to elementos de uma frase, as suas relações de con- Aquele que possui mais de um núcleo.
cordância, de subordinação e de ordem; componente Exemplo: Jogadores e torcedores reclamaram da arbi-
do sistema lingüístico que determina as relações for- tragem.
mais que interligam os constituintes da sentença, atri- núcleos: jogadores, torcedores
buindo-lhe uma estrutura.
Sujeito oculto, elíptico ou desinencial
Em uma análise sintática podemos ter: Aquele que não vem expresso na oração, mas pode
ser facilmente identificado pela desinência do verbo.
1- Frase Exemplo: “Onde estou, o que quero da vida?”
É a reunião de palavras que expressam uma idéia Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identifi-
completa, constitui o elemento fundamental da lingua- cado nas duas orações: eu.
gem, não precisa necessariamente conter verbos.
Exemplo:”Hum! Que delícia esse bolo”. Sujeito indeterminado
Aquele que não se quer ou não se pode identificar.
2- Oração Exemplo: Vive-se melhor em Paris do que em Londres.
É idéia que se organiza em torno de um verbo. Roubaram o carro.
Exemplo: “Todos estavam a sua espera para o jantar.”
Atenção: O sujeito pode ser indeterminado em
Dica: O verbo pode estar elíptico (não aparece, duas situações:
mas existe) • verbo na terceira pessoa do plural sem su-
Exemplo: “Ana Carolina faz tanto sucesso quanto jeito expresso: Telefonaram por engano para
(faz) Ivete Sangalo.” casa de vovó.
• verbo na terceira pessoa do singular acompa-
3- Período nhado do pronome SE (índice de indetermina-
É o conjunto de orações. Ele pode ser constituído ção do sujeito): Precisa-se de secretária.
por uma ou mais orações.
O período pode ser: Sujeito inexistente ou oração sem sujeito
• simples - constituído por apenas uma oração. A informação contida no predicado não se refere a
Exemplo: “Machado de Assis é um dos maiores es- sujeito algum. Ocorre oração sem sujeito quando temos
critores da literatura brasileira”. um verbo impessoal. O verbo é impessoal quando:
• composto - constituído por mais de uma oração. • Indica fenômenos da natureza (chover, nevar, ama-
Exemplo: “Não podemos esquecer que todos esta- nhecer, etc.). Exemplo: Chovia muito naquela noite
vam aguardando a vaga”. do acidente. Choveu muito em São Paulo este mês.
• Fazer, ser, estar indicarem tempo cronológico. Exem-
SUJEITO plo: Faz anos que ela não aparece. Já é uma hora
Elemento da oração a respeito do qual damos algu- da tarde. Está quente em Minas Gerais.
ma informação. Seu núcleo (palavra mais importante) • Haver tiver sentido de existir.
pode ser um substantivo, pronome ou palavra substan- Exemplo: Havia soldados por toda parte.
tivada.
Exemplo: “Ana Carolina faz tanto sucesso quanto (faz) Atenção: Os verbos impessoais sempre ficarão
Ivete Sangalo”. na 3ª pessoa do singular (havia, faz...)
Sujeito da 1ª oração: Ana Carolina
Núcleo do sujeito: Ana Carolina (substantivo) Termos ligados ao nome
Existem alguns termos que se ligam aos nomes.
Tipos de sujeito: São eles:
• Simples • Adjunto adnominal
• Composto • Complemento nominal
• Oculto, elíptico ou desinencial • Predicativo
• Indeterminado • Aposto
• Inexistente ou oração sem sujeito
ADJUNTO ADNOMINAL
Sujeito Simples É o termo que se liga a um nome ou palavra subs-
Aquele que possui apenas um núcleo. tantivada para qualificá-lo ou determiná-lo. É expresso
Exemplo: “Autores consagrados ganham as pratelei- geralmente por um adjetivo, locução adjetiva, artigo,
ras dos supermercados.” pronome ou numeral.
núcleo: autores Exemplo: “Neste ano, estimule a inteligência de seus
alunos”.

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ADJUNTO ADVERBIAL Predicação verbal


Toda palavra (ou expressão) pertencente à classe gra-
matical dos advérbios tem, na oração, a função sintáti- A - Que é verbo transitivo?
ca de adjunto adverbial. É o verbo de sentido incompleto que pede algum obje-
to, ao qual passa a ação.
Exemplo:
Há dois tipos:
1) Transitivo direto - pede objeto direto.
As impressões foram feitas rapidamente.
classe gramatical: adv de modo Os meninos da classe compraram pipocas.
rapidamente 2) Transitivo indireto - pede objeto indireto
função sintática: adj. adv. de modo As meninas gostam de paçoca.

Os adjuntos adverbiais podem ser classificados em: Observações:


1. Há verbos transitivos que pedem dois objetos: um
• Afirmação: Estamos realmente felizes. direto e outro, indireto.
• Assunto: Discutiram sobre religião. Exemplos: Dar, mostrar, pedir, devolver, entregar, oferecer.
• Causa: As crianças morrem de fome. O namorado deu a Célia (indireto) um buquê (direto).
• Companhia: Fui ao teatro com meu irmão. 2. Pode haver objetos diretos preposicionados. Reflita-
• Concessão: Voltamos apesar do escuro. se para distinguir.
• Condição: Não dirija sem minha permissão.
Exemplos: Deus ama aos homens. Aos homens é ob-
• Direção: Apontou para todos.
• Dúvida: Talvez ele me deixe ir. jeto direto porque indica os seres a quem se dirige o
• Efeito: Sua atitude redundou em prejuízos. sentimento do amor de Deus.
• Exclusão: Todos saíram, menos Maria.
• Finalidade: Saí à caça. B - Que é verbo intransitivo?
• Instrumento: Cortou-se com o alicate. É intransitivo o verbo que não pede objeto.
• Intensidade: Dançou muito. A ação que ele exprime, não passa necessariamente a
• Lugar: Estive na casa de Paulo. outro elemento.
• Matéria: Bolo se faz com trigo. Exemplo: A criança dorme.
• Meio: Passei a tentar levar o barco pelo leme. O verbo intransitivo poderá vir acompanhado de adjun-
• Modo: Correu incansavelmente. tos adverbiais, mas continua sendo intransitivo.
• Negação: Não vá à escola. Exemplos: A criança dorme bem. (bem: adjunto adver-
• Oposição: Voltou contra o próprio partido.
bial de modo)
• Ordem: Classificou-se em primeiro lugar.
A criança dorme em sua caminha. (em sua caminha:
• Preço: Comprei tudo por cem reais.
• Tempo: Você chegou ontem? adjunto adverbial de lugar)

COMPLEMENTO NOMINAL C - Que é verbo de ligação?


É o termo da oração exigido como complementação São os verbos que servem somente para ligar o sujeito
de alguns nomes (substantivos, adjetivos ou advérbi- ao seu predicativo. Não apresentam significação.
os). Geralmente é regido de preposição. São eles: ser, estar, parecer, permanecer, continuar, tor-
Exemplo: “A criança tinha necessidade de mais leitura”. nar-se e ficar.
Os turistas tinham disposição para os passeios. Exemplos: Ficamos emocionados. Permanecerá sol-
teira. Todos estavam tristes com a notícia.
PREDICATIVO
É o termo da oração que qualifica, classifica ou ex- PREDICADO
pressa um estado do núcleo do sujeito ou do núcleo do É tudo aquilo que se informa sobre o sujeito e é
objeto. estruturado em torno de um verbo. Ele sempre concor-
Exemplo: Os torcedores saíram alegres. (predicativo da em número e pessoa com o sujeito.
do sujeito) Quando é um caso de oração sem sujeito, o verbo
Os torcedores consideraram o jogo fraco. (predicativo do predicado fica na forma impessoal, 3ª pessoa do
do objeto) singular. O núcleo do predicado pode ser um verbo sig-
nificativo, um nome ou ambos.
APOSTO Exemplo: “Seu trabalho tem uma ligação muito forte com
É o termo da oração que resume, explica ou especi- a psicanálise”.
(Revista Nova Escola, 11/00)
fica um nome.
Exemplo: “Maria Alice, filha de João e Maria, era uma
Tipos de predicado:
moça muito recatada e bonita.”
• Verbal
• Nominal
Dicas: O aposto geralmente vem marcado por
• Verbo-nominal
algum tipo de pontuação: vírgula, travessão, pa-
rênteses ou dois-pontos.
PREDICADO VERBAL
Exemplo: Algumas frutas - maçã, pêra e melan-
Aquele que tem como núcleo (palavra mais impor-
cia - foram escolhidas para a exposição.
tante) um verbo significativo.

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Exemplo: Ministro anuncia reajuste de impostos. As orações coordenadas de subdividem em:


Núcleo: anuncia (verbo significativo) • Assindéticas- Não são introduzidas por conjunção.
Exemplo: Trabalhou, sempre irá trabalhar.
Dica: O verbo significativo pode ser: transitivo di- • Sindéticas - São introduzidas por conjunção. Esse
reto (VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo dire- tipo de oração se subdivide em:
to e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI).
Exemplo: O técnico comprou várias bolas. VTD 1 - Aditiva: idéia de adição, acréscimo. Principais con-
O técnico gosta de bolas novas. VTI junções usadas: e, nem, (não somente) ... como
O técnico prefere melhores condições de traba- também.
lho a aumento de salário. VTDI Exemplo: O professor não somente elaborou exer-
O técnico viajou. VI cícios como também uma extensa prova.
2 - Adversativa: idéia de contraste, oposição. Princi-
Que é objeto direto? pais conjunções usadas: mas, contudo, entretanto,
Consiste em fazer ao verbo uma das perguntas: - QUEM? porém...
ou O QUÊ? A resposta será objeto direto. Exemplo: O professor elaborou um exercício sim-
Exemplo: João pegou a chave. (Pergunta-se: João pe- ples, mas a prova foi bastante complexa.
gou o quê? Resposta - a chave. Objeto direto: a chave.) 3 - Alternativa: idéia de alternativa, exclusão. Principais
O cão pegou o menino. (Pergunta-se: - O cão pegou conjunções usadas: quer...quer, ora...ora, ou...ou.
quem? Resposta: - o menino. Objeto direto: o menino.) Exemplo: Ou o professor elabora o exercício ou de-
siste de aplicar a prova.
Que é objeto indireto? 4 - Conclusiva: idéia de dedução, conclusão. Principais
Acha-se o objeto indireto, fazendo ao verbo, uma das conjunções usadas: portanto, pois, logo...
seguintes perguntas: Exemplo: O professor não elaborou a prova, logo
A QUÊ? DE QUÊ? PARA QUÊ? não poderá aplicá-la na data planejada.
A QUEM? DE QUEM? PARA QUEM? 5 - Explicativa: idéia de explicação, motivo. Principais
Exemplo: André obedece aos pais. Obedece a quem? - conjunções usadas: pois, porque.
aos pais. Este é o objeto indireto, está indiretamente Exemplo: O professor não elaborou a prova, porque
ligado ao verbo, isto é, por meio de uma preposição. ficou doente.

PREDICADO NOMINAL Dica: A conjunção pois pode introduzir orações


Aquele cujo núcleo é um nome (predicativo). Nesse tipo conclusivas ou explicativas.Quando tiver dúvidas,
de predicado, o verbo não é significativo e sim de procure substituí-la por outras conjunções.
ligação.Serve de elo entre o sujeito e o predicativo.
Exemplo: Todos estavam apressados. Período composto por subordinação
Núcleo: apressados (predicativo) No período subordinado, existem pelo menos uma ora-
ção principal e uma subordinada. A oração principal é
PREDICADO VERBO-NOMINAL sempre incompleta, ou seja, alguma função sintática
Aquele que possui dois núcleos: um verbo significativo está faltando. As orações subordinadas desempenham
e um predicativo do sujeito ou do objeto. a função sintática que falta na principal: objeto direto,
Exemplo: O juiz julgou o réu culpado. indireto, sujeito, predicativo, complemento nominal...
Núcleos: Exemplo: O rapaz gostava / de que todos olhassem
julgou - verbo significativo para ele.
culpado - predicativo do objeto (o réu)
Oração principal: O rapaz gostava
VOCATIVO Oração subordinada: de que todos olhassem para ele.
É o único termo isolado dentro da oração, pois não se A oração principal está incompleta, falta objeto indireto
liga ao verbo nem ao nome. Não faz parte do sujeito para o verbo gostar, o oração subordinada desempe-
nem do predicado. A função do vocativo é chamar ou nha a função de objeto indireto da principal.
interpelar o elemento a que se está dirigindo. É marca- As orações subordinadas se subdividem em:
do por sinal de pontuação e admite anteposição de
interjeição de chamamento. Substantivas
Exemplo: Pai, perdoai nossos pecados. As orações subordinadas substantivas exercem fun-
Querida, obrigado pela surpresa. ções específicas do substantivo: sujeito, objeto, predi-
cativo...
PERÍODO COMPOSTO
Conjunto de orações constituído por mais de uma Dicas: As orações subordinadas substantivas
oração. desenvolvidas são introduzidas pelas conjun-
ções integrantes se ou que e possuem verbos
Período composto por coordenação conjugados. As orações subordinadas substan-
No período composto por coordenação, as orações tivas reduzidas não são introduzidas por conjun-
se ligam pelo sentido, mas não existe dependência ções e possuem verbos na formas nominais
sintática entre elas. (particípio, gerúndio ou infinitivo).

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Adverbiais
Exemplo: É possível que eu fracasse. (oração
desenvolvida)
Orações subordinadas adverbiais:
É possível fracassar. (oração reduzida de infinitivo)
1 - Causais
Expressam a causa da conseqüência expressa na
As orações subordinadas substantivas podem ser:
oração principal.
1 - Orações subordinadas substantivas objetivas di-
Principais conjunções: porque, pois, como (= por-
retas
que), porquanto, já que, uma vez que, visto que etc.
Exercem a função de objeto direto do verbo da ora-
Exemplo: Chegou atrasado ao encontro, porque es-
ção principal.
tava em uma reunião.
Exemplo: “O professor observava que os alunos
2 - Consecutivas
eram muito dedicados.
Expressam a conseqüência, o resultado da causa
2 - Orações subordinadas substantivas objetivas in-
expressa na oração principal.
diretas
Principais conjunções: que (precedido de tal, tanto,
Exercem a função de objeto indireto do verbo da ora-
tão ou tamanho), de modo que, de forma que, de
ção principal.
sorte que etc.
Exemplo: A nova máquina necessitava de que os
Exemplo: A reunião atrasou tanto que ele se atrasou
funcionários supervisionassem mais o trabalho.
para o encontro.
3 - Orações subordinadas substantivas predicativas
3 - Proporcionais
Exercem a função de predicativo do sujeito da ora-
Expressam proporção.
ção principal.
Principais conjunções: à medida que, à proporção
Exemplo: Meu consolo era que o trabalho estava
que, ao passo que, quanto mais... mais, quanto
no fim.
mais... menos etc.
4 - Orações subordinadas substantivas subjetivas
Exemplo: À medida que a reunião avançava, ele se
Exercem a função de sujeito da oração principal.
atrasava para o encontro.
Exemplo: É difícil que ele venha.
4 - Temporais
Expressam tempo.
Dicas: O verbo da oração principal sempre esta-
Principais conjunções: quando, mal, apenas, logo
rá na 3ª pessoa do singular quando a oração
que, assim que, antes que, depois que, até que,
subordinada for subjetiva.
desde que, cada vez que, sempre que etc.
Exemplo: Logo que ele chegou, arrumou os trabalhos.
5 - Orações subordinadas substantivas completivas
5 - Finais
nominais
Expressam finalidade, objetivo.
Exercem a função de complemento nominal da ora-
Principais conjunções: porque (= para que), que (=
ção principal.
para que), para que, a fim de que etc.
Exemplo: Sua falha trágica é a dificuldade de ser
Exemplo: Professores, tenham mais argumentos
maleável em relação à realidade.
para pedir aumento salarial.
6 - Orações subordinadas substantivas apositivas
6 - Condicionais
Exercem a função de aposto de algum nome da ora-
Expressam condição, obstáculo.
ção principal.
Principais conjunções: se, caso, contanto que, desde
Exemplo: Há nas escolas uma norma: que os alu-
que, salvo se, a menos que, dado que, a não ser
nos são respeitados.
que, sem que etc.
Exemplo: Se ele partir, o projeto será cancelado.
Dicas: A oração apositiva sempre estará pontua-
7 - Comparativas
da, ou entre vírgulas ou depois de dois pontos.
Expressam comparação.
Principais conjunções: como, qual, que, do que, que
Adjetivas
(depois de mais, menos, maior, melhor, pior), bem
Podem ser:
como, assim como, que nem etc.
1 - Restritivas
Exemplo: Sua família é tão importante quanto seu
Exercem a função de adjunto adnominal da oração
trabalho.
principal, restringem o nome ao qual se referem,
8 - Concessivas
não são separadas por vírgulas.
Expressam uma concessão.
Exemplo: O trabalho que realizei ontem foi produtivo.
Principais conjunções: embora, conquanto, ainda
2 - Explicativas
que, mesmo que, posto que, se bem que, por mais
Exercem a função de aposto da oração principal,
que, apesar de que etc.
explicam o nome ao qual se referem, são sempre
Exemplo: Mesmo que trabalhe muito, não será re-
separadas por vírgulas.
compensada.
Exemplo: O computador, que é um meio rápido de
9 - Conformativas
comunicação, está conquistando todas as famílias.
Expressa um acordo, uma conformidade.
Principais conjunções: conforme, como (= confor-
Dicas: As orações subordinadas adjetivas sem-
me), segundo, consoante etc.
pre serão introduzidas por pronomes relativos.
Exemplo: Segundo havíamos combinado, a viagem
será cancelada.

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PONTUAÇÃO
Os sinais de pontuação são sinais gráficos empre- 5 - PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )
gados na língua escrita para tentar recuperar recursos a) Após vocativo
específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo Exemplo: “Parte, Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.
de silêncio, pausas, etc... - Humberto de Campos)
Divisão e emprego dos sinais de pontuação: b) Após imperativo
Exemplo: Cale-se!
1 - PONTO ( . ) c) Após interjeição
a) indicar o final de uma frase declarativa. Exemplo: Ufa! Ai!
Exemplo: Lembro-me muito bem dele. d) Após palavras ou frases que denotem caráter emo-
b) separar períodos entre si. cional
Exemplo: Fica comigo. Não vá embora. Exemplo: Que pena!
c) nas abreviaturas
Exemplo: Av.; V. Ex.ª 6 - PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )
a) Em perguntas diretas
2 - DOIS-PONTOS ( : ) Exemplo: Como você se chama?
a) iniciar a fala dos personagens: b) Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação
Exemplo: Então o padre respondeu: Exemplo: - Quem ganhou na loteria?
- Parta agora. - Você.
b) antes de apostos ou orações apositivas, enumera- - Eu?!
ções ou seqüência de palavras que explicam, resu-
mem idéias anteriores. 7 - VÍRGULA ( , )
Exemplo: Meus amigos são poucos: Fátima, Rodri- É usada para marcar uma pausa do enunciado com a
go e Gilberto. finalidade de nos indicar que os termos por ela separa-
c) antes de citação dos, apesar de participarem da mesma frase ou ora-
Exemplo: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o ção, não formam uma unidade sintática.
amor não seja eterno posto que é chama, mas que Exemplo: Lúcia, esposa de João, foi a ganhadora única
seja infinito enquanto dure.” da Sena.

3 - RETICÊNCIAS ( ... ) Dica: Podemos concluir que, quando há uma re-


a) indicar dúvidas ou hesitação do falante. lação sintática entre termos da oração, não se
Exemplo: Sabe...eu queria te dizer que...esquece. pode separá-los por meio de vírgula.
b) interrupção de uma frase deixada gramaticalmente
incompleta Não se separam por vírgula:
Exemplo: - Alô! João está? a) predicado de sujeito;
- Agora não se encontra. Quem sabe se ligar mais b) objeto de verbo;
tarde... c) adjunto adnominal de nome;
c) ao fim de uma frase gramaticalmente completa com d) complemento nominal de nome;
a intenção de sugerir prolongamento de idéia. e) predicativo do objeto do objeto;
Exemplo: “Sua tez, alva e pura como um foco de f) oração principal da subordinada substantiva
algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de- (desde que esta não seja apositiva nem apare-
rosa...” (Cecília- José de Alencar) ça na ordem inversa)
d) indicar supressão de palavra (s) numa frase trans-
crita. A vírgula no interior da oração
Exemplo: “Quando penso em você (...) menos a feli- É utilizada nas seguintes situações:
cidade.” (Canteiros- Raimundo Fagner) a) separar o vocativo.
Exemplo: Maria, traga-me uma xícara de café.
4 - PARÊNTESES (()) A educação, meus amigos, é fundamental para o
a) isolar palavras, frases intercaladas de caráter expli- progresso do país.
cativo e datas. b) separar alguns apostos.
Exemplo: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), ocorreu Exemplo: Valdete, minha antiga empregada, esteve
inúmeras perdas humanas. aqui ontem.
“Uma manhã lá no Cajapió (Joca lembrava-se como se c) separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado.
fora na véspera), acordara depois duma grande tormenta Exemplo: Chegando de viagem, procurarei por você.
no fim do verão. “ (O milagre das chuvas no nordeste - As pessoas, muitas vezes, são falsas.
Graça Aranha) d) separar elementos de uma enumeração.
Exemplo: Precisa-se de pedreiros, serventes, mes-
Dica: Os parênteses também podem substituir tre-de-obras.
a vírgula ou o travessão. e) isolar expressões de caráter explicativo ou corretivo.
Exemplo: Amanhã, ou melhor, depois de amanhã
podemos nos encontrar para acertar a viagem.

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f) separar conjunções intercaladas.


Exemplo: Não havia, porém, motivo para tanta raiva. Dica: Essas orações poderão ter suas vírgulas
g) separar o complemento pleonástico antecipado. substituídas por duplo travessão.
Exemplo: A mim, nada me importa. Exemplo: “Senhor - disse o velho - tenho gran-
h) isolar o nome de lugar na indicação de datas. des contentamentos em a estar plantando...”
Exemplo: Belo Horizonte, 26 de janeiro de 2001.
i) separar termos coordenados assindéticos. e) separar as orações substantivas antepostas à
Exemplo: “Lua, lua, lua, lua, por um momento meu principal.
canto contigo compactua...” (Caetano Veloso) Exemplo:Quanto custa viver, realmente não sei
j) marcar a omissão de um termo (normalmente o
verbo). O poder da vírgula
Exemplo: Ela prefere ler jornais e eu, revistas. Na Inglaterra, certa vez, um oficial foi condenado à
(omissão do verbo preferir) morte. Seu pedido de perdão recebeu a seguinte sen-
tença do rei:
Dica: Termos coordenados ligados pelas conjun- Perdoar impossível, mandar para a forca!
ções e, ou, nem dispensam o uso da vírgula. Antes de a mensagem ser enviada ao verdugo, pas-
Exemplo: Conversaram sobre futebol, religião e sou pelas mãos da generosa rainha, que, compadeci-
política. da da sorte do oficial, tomou de uma caneta e alterando
Não se falavam nem se olhavam./ Ainda não me a posição da vírgula, simplesmente mudou o significa-
decidi se viajarei para Bahia ou Ceará. do da mensagem:
Entretanto, se essas conjunções aparecerem re- Perdoar, impossível mandar para forca!
petidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso Na antigüidade, um imperador estava indignado com
da vírgula passa a ser obrigatório. a população de uma cidade, sem dúvida, por motivos
Exemplo: Não fui nem ao velório, nem ao enter- políticos. O governador, então, passa-lhe um telegrama:
ro, nem à missa de sétimo dia. Devo fazer fogo ou poupar a cidade?
A resposta do monarca foi:
A vírgula entre orações Fogo, não poupe a cidade!
É utilizada nas seguintes situações: O telegrafista, por questões humanitárias ou por-
a) separar as orações subordinadas adjetivas expli- que qualquer outro motivo, trocou a posição da vírgula.
cativas. E a resposta ficou assim:
Exemplo: Meu pai, de quem guardo amargas lem- Fogo não, poupe a cidade!
branças, mora no Rio de Janeiro. (Autor desconhecido)
b) separar as orações coordenadas sindéticas e as-
sindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção e ). 8 - PONTO-E-VÍRGULA ( ; )
Exemplo: Acordei, tomei meu banho, comi algo e a) separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma
saí para o trabalho. Estudou muito, mas não foi apro- petição, de uma seqüência, etc.
vado no exame. Exemplo: Art. 127 – São penalidades disciplinares:
I - advertência;
Atenção: Há três casos em que se usa a vírgula II - suspensão;
antes da conjunção e: III - demissão;
1) quando as orações coordenadas tiverem su- IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
jeitos diferentes. V - destituição de cargo em comissão;
Exemplo: Os ricos estão cada vez mais ricos, e VI - destituição de função comissionada. (cap. V das
os pobres, cada vez mais pobres. penalidades Direito Administrativo)
2) quando a conjunção e vier repetida com a fi- b) separar orações coordenadas muito extensas ou
nalidade de dar ênfase (polissíndeto). orações coordenadas nas quais já tenham tido uti-
Exemplo: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria. lizado a vírgula.
3) quando a conjunção e assumir valores distin- Exemplo: “O rosto de tez amarelenta e feições inex-
tos que não seja da adição (adversidade, con- pressivas, numa quietude apática, era pronunciada-
seqüência, por exemplo) mente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da
Exemplo: Coitada! Estudou muito, e ainda assim vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde
não foi aprovada. moço se foi transformando em opressora asma car-
díaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso (...)
c) separar orações subordinadas adverbiais (desen- “ (O visconde de Inhomerim - Visconde de Taunay)
volvidas ou reduzidas), principalmente se estiverem
antepostas à oração principal. 9- TRAVESSÃO ( - )
Exemplo: “No momento em que o tigre se lançava, a) dar início à fala de um personagem
curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apre- Exemplo: O filho perguntou:
sentou o gancho.”(O selvagem - José de Alencar) – Pai, quando começarão as aulas?
d) separar as orações intercaladas. b) indicar mudança do interlocutor nos diálogos
Exemplo: “-Senhor, disse o velho, tenho grandes con- – Doutor, o que tenho é grave?
tentamentos em a estar plantando...” – Não se preocupe, é uma simples infecção. É só
tomar um antibiótico e estará bom.

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c) unir grupos de palavras que indicam itinerário


Exemplo: A rodovia Belém-Brasília está em péssimo
estado.

Dica: Também pode ser usado em substituição


à virgula em expressões ou frases explicativas
Exemplo: Xuxa – a rainha dos baixinhos – será
mãe.

10- ASPAS ( “” )
a) isolar palavras ou expressões que fogem à norma
culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, ne-
ologismos, arcaísmos e expressões populares.
Exemplo: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do
seu admirador.
A festa na casa de Lúcio estava “chocante”.
Conversando com meu superior, dei a ele um “fee-
dback” do serviço a mim requerido.
b) indicar uma citação textual
Exemplo: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às
pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz
e refiz a mala”. (O prazer de viajar - Eça de Queirós)

Dica: Se, dentro de um trecho já destacado por


aspas, se fizer necessário a utilização de novas
aspas, estas serão simples. ( ‘ )

Perceba através do texto abaixo, como se faz impor-


tante o uso da pontuação adequada.

Um homem rico estava muito mal.


Pediu papel e pena.
Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho
jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos
pobres.
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele
a fortuna? Eram quatro concorrentes:

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação: “Deixo meus


bens à minha irmã?
Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do
padeiro. Nada dou aos pobres.”
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
“Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobri-
nho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada
dou aos pobres.”
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa
pra sardinha dele:
“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho?
Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou
aos pobres.”
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um de-
les, sabido, fez esta interpretação:
“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobri-
nho? Jamais! Será paga a conta do padeiro?
Nada! Dou aos pobres.”

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CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL


É o mecanismo pelo qual as palavras alteram sua
Atenção: Se o coletivo vier especificado, o verbo
terminação para se adequarem harmonicamente na
pode ficar no singular ou ir para o plural.
frase.
Exemplo: A multidão de fãs gritou. / A multidão de
A concordância pode ser feita de três formas:
fãs gritaram.
1 - Lógica ou gramatical – é a mais comum no portu-
b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria,
guês e consiste em adequar o determinante (acom-
etc.) – o verbo fica no singular ou vai para o plural.
panhante) à forma gramatical do determinado (acom-
Exemplo: A maioria dos alunos foi à excursão./ A mai-
panhado) a que se refere.
oria dos alunos foram à excursão.
Exemplo: A maioria dos professores faltou.
c) O sujeito é um pronome de tratamento – o verbo
O verbo (faltou) concordou com o núcleo do sujeito
fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).
(maioria)
Exemplo: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Alte-
Exemplo: Escolheram a hora adequada.
zas pediram silêncio.
O adjetivo (adequada) e o artigo (a) concordaram com o
d) O sujeito é o pronome relativo que – o verbo con-
substantivo (hora).
corda com o antecedente do pronome.
Exemplo: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós
2 - Atrativa – é a adequação do determinante:
que derramamos o café.
a) a apenas um dos vários elementos determinados,
e) O sujeito é o pronome relativo quem – o verbo pode
escolhendo-se aquele que está mais próximo:
ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o
Escolheram a hora e o local adequado.
antecedente do pronome.
O adjetivo (adequado) está concordando com o subs-
Exemplo: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem
tantivo mais próximo (local)
derramei o café.
b) a uma parte do termo determinado que não consti-
f) O sujeito é formado pelas expressões – alguns
tui gramaticalmente seu núcleo:
de nós, poucos de vós, quais de ..., quantos de ...,
A maioria dos professores faltaram.
etc.- o verbo poderá concordar com o pronome in-
O verbo (faltaram) concordou com o substantivo (pro-
terrogativo ou indefinido ou com o pronome pesso-
fessores) que não é o núcleo do sujeito.
al (nós ou vós).
c) a outro termo da oração que não é o determinado:
Exemplo: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós
Tudo são flores.
me punireis?
O verbo (são) concorda com o predicativo do sujeito
(flores).
Dicas: Com os pronomes interrogativos ou in-
definidos no singular o verbo concorda com eles
3 - Ideológica ou silepse – consiste em adequar o vo-
em pessoa e número.
cábulo determinante ao sentido do vocábulo determi-
Ex.: Qual de vós me punirá.
nado e não à forma como se apresenta:
O povo, extasiado com sua fala, aplaudiram.
g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem
O verbo (aplaudiram) concorda com a idéia da palavra
no plural – se o sujeito não vier precedido de artigo,
povo (plural) e não com sua forma (singular).
o verbo ficará no singular. Caso venha antecipado
Existem dois tipos de concordância:
de artigo, o verbo concordará com o artigo.
Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com
Exemplo: Estados Unidos é uma nação poderosa./
o seu sujeito.
Os Estados Unidos são a maior potência mundial.
Exemplo: Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de
h) O sujeito é formado pelas expressões mais de um,
ser./ Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.
menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo concorda
com o numeral.
Casos de concordância verbal:
Exemplo: Mais de um aluno não compareceu à aula./
Mais de cinco alunos não compareceram à aula.
1) SUJEITO SIMPLES
i) O sujeito é constituído pelas expressões a maio-
Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do sujeito
ria, a maior parte, grande parte, etc. – o verbo po-
em número e pessoa.
derá ser usado no singular ( concordância lógica)
Exemplo: Nós vamos ao cinema.
ou no plural (concordância atrativa).
O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para
Exemplo: A maioria dos candidatos desistiu./ A mai-
concordar com o sujeito (nós).
oria dos candidatos desistiram.
j) O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido
Casos especiais:
coletivo) – o verbo poderá ser usado no singular ou
plural se este vier afastado do substantivo.
a) O sujeito é um coletivo-o verbo fica no singular.
Exemplo: A gente da cidade, temendo a violência da
Exemplo: A multidão gritou pelo rádio.
rua, permanece em casa./ A gente da cidade, temen-
do a violência da rua, permanecem em casa.

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2) SUJEITO COMPOSTO A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas


Regra geral: o verbo vai para o plural. ao homem. (adição, inclusão)
Exemplo: João e Maria foram passear no bosque. h) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séri-
es correlativas (tanto...como/ assim...como/ não
Casos especiais: só...mas também, etc.) – o mais comum é o verbo ir
para o plural, embora o singular seja aceitável se
a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas os núcleos estiverem no singular.
gramaticais diferentes – o verbo ficará no plural se- Exemplo: Tanto Erundina quanto Collor perderam
guindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa. as eleições municipais em São Paulo./ Tanto Erun-
Exemplo: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tor- dina quanto Collor perdeu as eleições municipais
naremos (1ª pessoa plural) amigos. em São Paulo.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem priori-
dade sob a 3ª. Outros casos:
Exemplo: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tor-
nareis ( 2ª pessoa do plural) amigos. 1) Partícula SE:
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem priori- a) Partícula apassivadora: o verbo (transitivo direto)
dade sob a 3ª. concordará com o sujeito passivo.
Exemplo: Vende-se carro./ Vendem-se carros.
Atenção: No caso acima, também é comum a b) Índice de indeterminação do sujeito: o verbo (transi-
concordância do verbo com a terceira pessoa. tivo indireto) ficará obrigatoriamente no singular.
Exemplo: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pes- Exemplo: Precisa-se de secretárias.
soa do plural) Confia-se em pessoas honestas.
Se o sujeito estiver posposto, permite-se tam-
bém a concordância por atração com o núcleo 2) Verbos impessoais
mais próximo do verbo. São aqueles que não possuem sujeito, ficarão sem-
Exemplo: Irei eu e minhas amigas. pre na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Havia sérios problemas na cidade.
b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assin- Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.
deticamente ou ligados por e – o verbo concordará Deve haver sérios problemas na cidade.
com os dois núcleos. Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.
Exemplo: A jovem e a sua amiga seguiram a pé.
Dicas: Os verbos auxiliares (deve, vai) acompa-
Atenção: Se o sujeito estiver posposto, permite- nham os verbos principais.
se a concordância por atração com o núcleo mais O verbo existir não é impessoal. Veja:
próximo do verbo. Existem sérios problemas na cidade.
Exemplo: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga. Devem existir sérios problemas na cidade

c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e 3) Verbos dar, bater e soar
estão no singular – o verbo poderá ficar no plural Quando usados na indicação de horas, têm sujeito
(concordância lógica) ou no singular (concordância (relógio, hora, horas, badaladas...) e com ele de-
atrativa). vem concordar.
Exemplo: A angústia e ansiedade não o ajudavam a Exemplo: O relógio deu duas horas.
se concentrar./ A angústia e ansiedade não o ajuda- Deram duas horas no relógio da estação.
va a se concentrar. Deu uma hora no relógio da estação.
d) Quando há gradação entre os núcleos – o verbo O sino da igreja bateu cinco badaladas.
pode concordar com todos os núcleos (lógica) ou Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
apenas com o núcleo mais próximo. Soaram dez badaladas no relógio da escola.
Exemplo: Uma palavra, um gesto, um olhar basta-
vam./ Uma palavra, um gesto, um olhar bastava. 4) Sujeito oracional
e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada, Quando o sujeito é uma oração subordinada, o ver-
tudo, ninguém... – o verbo concorda com o aposto bo da oração principal fica na 3ª pessoa do singular.
resumidor. Exemplo: Ainda falta/ dar os últimos retoques na
Exemplo: Os pedidos, as súplicas, o desespero, pintura.
nada o comoveu.
f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões 5) Concordância com o infinitivo
um e outro, nem um nem outro... – o verbo poderá a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração:
ficar no singular ou no plural. • Não se flexiona o infinitivo se o sujeito for represen-
Exemplo: Um e outro já veio./ Um e outro já vieram. tado por pronome pessoal oblíquo átono.
g) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados Exemplo: Esperei-as chegar.
por ou – o verbo irá para o singular quando a idéia • É facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for
for de exclusão e plural quando for de inclusão. representado por pronome átono e se o verbo da
Exemplo: Pedro ou Antônio ganhará o amor de oração determinada pelo infinitivo for causativo
Maria. (exclusão)

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(mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir


Dicas: Em indicações de datas, são aceitas
e sinônimos).
as duas concordâncias pois se subentende a
Exemplo: Mandei sair os alunos./Mandei saírem os
palavra dia.
alunos.
Exemplo: Hoje são 24 de outubro./ Hoje é (dia)
• Flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujei-
24 de outubro.
to for diferente de pronome átono e determinante de
verbo não causativo nem sensitivo.
d) Quando o sujeito ou predicativo da oração for pro-
Exemplo: Esperei saírem todos.
nome pessoal, a concordância se dará com o pro-
nome.
b) Infinitivo pessoal e sujeito oculto
Exemplo: Aqui o presidente sou eu.
• Não se flexiona o infinitivo precedido de preposição
com valor de gerúndio.
Dicas: Se os dois termos (sujeito e predicativo)
Exemplo: Passamos horas a comentar o filme. (co-
forem pronomes, a concordância será com o
mentando)
que aparece primeiro, considerando o sujeito
• É facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito
da oração.
for idêntico ao da oração principal.
Exemplo: Eu não sou tu
Exemplo: Antes de (tu)responder, (tu) lerás o texto./
Antes de (tu)responderes, (tu) lerás o texto.
e) Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se
• É facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito
fará com o predicativo.
diferente do sujeito da oração principal e está indi-
Exemplo: O menino era as esperanças da família.
cado por algum termo do contexto.
f) Nas locuções é pouco, é muito, é mais de, é menos
Exemplo: Ele nos deu o direito de contestar./Ele nos
de junto a especificações de preço, peso, quantida-
deu o direito de contestarmos.
de, distância e etc, o verbo fica sempre no singular.
• É obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujei-
Exemplo: Cento e cinqüenta é pouco./ Cem metros
to diferente do sujeito da oração principal e não está
é muito.
indicado por nenhum termo no contexto.
g) Nas expressões do tipo ser preciso, ser necessá-
Exemplo: Não sei como saiu sem notarem o fato.
rio, ser bom o verbo e o adjetivo podem ficar invari-
áveis, (verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo
c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução
no masculino singular) ou concordar com o sujeito
verbal
posposto.
• Não se flexiona o infinitivo sendo este o verbo princi-
Exemplo: É necessário aqueles materiais./ São ne-
pal da locução verbal quando devida à ordem dos
cessários aqueles materiais.
termos da oração sua ligação com o verbo auxiliar
h) Na expressão é que, usada como expletivo, se o
for nítida.
sujeito da oração não aparecer entre o verbo ser e o
Exemplo: Acabamos de fazer os exercícios.
que, ficará invariável.Se aparecer, o verbo concorda-
• É facultativa a flexão do infinitivo sendo este o verbo
rá com o sujeito.
principal da locução verbal, quando o verbo auxiliar
Exemplo: Eles é que sempre chegam atrasados./
estiver afastado ou oculto.
São eles que sempre chegam atrasados.
Exemplo: Não devemos, depois de tantas provas
de honestidade, duvidar e reclamar dela./
Concordância nominal
• Não devemos, depois de tantas provas de honesti-
dade, duvidarmos e reclamarmos dela.
Regra geral: o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome
adjetivo concordam com o substantivo a que se refe-
6) Concordância com o verbo ser:
rem em gênero e número.
a) Quando, em predicados nominais, o sujeito for re-
Exemplo: Dois pequenos goles de vinho e um calçado
presentado por um dos pronomes TUDO, NADA,
certo deixam qualquer mulher irresistivelmente alta.
ISTO, ISSO, AQUILO: o verbo ser ou parecer concor-
darão com o predicativo.
Concordâncias especiais:
Exemplo: Tudo são flores./Aquilo parecem ilusões.
Ocorrem quando algumas palavras variam sua classe
gramatical, ora se comportando como um adjetivo (va-
Dicas: Poderá ser feita a concordância com o
riável) ora como um advérbio (invariável).
sujeito quando se quer enfatizá-lo.
Exemplo: Aquilo é sonhos vãos.
Mais de um vocábulo determinado
1. Pode ser feita a concordância gramatical ou a
b) O verbo ser concordará com o predicativo quando o
atrativa.
sujeito for os pronomes interrogativos QUE ou QUEM.
Exemplo: Comprei um sapato e um vestido pretos.
Exemplo: Que são gametas?/ Quem foram os esco-
(gramatical, o adjetivo concorda com os dois subs-
lhidos?
tantivos)
c) Em indicações de horas, datas, tempo, distância: a
Comprei um sapato e um vestido preto. (atrativa, ape-
concordância será com a expressão numérica
sar do adjetivo se referir aos dois substantivos ele
Exemplo: São nove horas./ É uma hora.
concordará apenas com o núcleo mais próximo)

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Um só vocábulo determinado O aluno ficou alerta./ Os alunos ficaram alerta.


1 - Um substantivo acompanhado (determinado) por Era um pseudomédico./ Era uma pseudomédica.
mais de um adjetivo: os adjetivos concordam com o
substantivo 7 - Só, sós
Exemplo: Seus lábios eram doces e macios. Quando adjetivos, serão variáveis, quando advérbi-
2 - Bastante, bastantes os serão invariáveis.
Quando adjetivo, será variável e quando advérbio, Exemplo: A criança ficou só./ As crianças ficaram sós.
será invariável (adjetivo)
Exemplo: Há bastantes motivos para sua ausência. Depois da briga, só restaram copos e garrafas que-
(bastantes será adjetivo de motivos) brados. (advérbio)
Os alunos falam bastante. (bastante será advérbio
de intensidade referindo-se ao verbo) Dicas: Alocução adverbial a sós é invariável.
Exemplo: Preciso falar a sós com ele.
3 - Anexo, incluso, obrigado, mesmo, próprio
São adjetivos que devem concordar com o substan- 8 - Concordância dos particípios
tivo a que se referem. Os particípios concordarão com o substantivo a que
Exemplo: A fotografia vai anexa ao curriculum. se referem.
Os documentos irão anexos ao relatório. Exemplo: Os livros foram comprados a prazo./ As
mercadorias foram compradas a prazo.
Dica: Quando precedido da preposição em, fica
invariável. Dicas: Se o particípio pertencer a um tempo com-
posto será invariável.
Exemplo: A fotografia vai em anexo.
Envio-lhes, inclusas, as certidões./ Incluso segue o Exemplo: O juiz tinha iniciado o jogo de vôlei./ A juíza
documento. tinha iniciado o jogo de vôlei.
A professora disse: muito obrigada./ O professor dis-
se: muito obrigado.
Ele mesmo fará o trabalho./ Ela mesma fará o
trabalho.

Dica: Mesmo pode ser advérbio quando signifi-


ca realmente, de fato. Será portanto invariável.
Exemplo: Maria viajará mesmo para os EUA.
Ele próprio fará o pedido ao diretor./ Ela própria
fará o pedido ao diretor.

4 - Muito, pouco, caro, barato, longe, meio, sério, alto


São palavras que variam seu comportamento funci-
onando ora como advérbios (sendo assim invariá-
veis) ora como adjetivos (variáveis).
Exemplo: Os homens eram altos./ Os homens fala-
vam alto.
Poucas pessoas acreditavam nele./ Eu ganho pou-
co pelo meu trabalho.
Os sapatos custam caro./ Os sapatos estão caros.
A água é barata./ A água custa barato.
Viajaram por longes terras./ Eles vivem longe.
Eles são homens sérios./ Eles falavam sério.
Muitos homens morreram na guerra./ João fala muito.
Ele não usa meias palavras./ Estou meio gorda.

5 - É bom, é necessário, é proibido


Só variam se o sujeito vier precedido de artigo ou
outro determinante.
Exemplo: É proibido entrada de estranhos./ É proi-
bida a entrada de estranhos.
É necessário chegar cedo./ É necessária sua chegada.

6 - Menos, alerta, pseudo


São sempre invariáveis.
Exemplo: Havia menos professores na reunião./
Havia menos professoras na reunião.

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REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL


Regência verbal d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a
É a parte da Gramática Normativa que estuda a re- preposição em.
lação entre dois termos, verificando se um termo serve Exemplo: Assistiu em Maceió por muito tempo.
de complemento a outro. A palavra ou oração que go- 3 - Esquecer/lembrar
verna ou rege as outras se chama regente ou subordi- a) Quando não forem pronominais: são usados sem
nante; os termos ou oração que dela dependem são os preposição.
regidos ou subordinados. Exemplo: Esqueci o nome dela.
Exemplo: Aspiro o perfume da flor. (cheirar)/ Aspiro a b) Quando forem pronominais: são regidos pela pre-
uma vida melhor. (desejar) posição de.
Exemplo: Lembrei-me do nome de todos.
1 - Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a 4 - Visar
e não pela preposição em. a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição.
Exemplo: Vou ao dentista./ Cheguei a Belo Horizonte. Exemplo: Disparou o tiro visando o alvo.
2 - Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.
preposição em. Exemplo: Visaram os documentos.
Exemplo: Ele mora em São Paulo./ Maria reside em c) no sentido de ter em vista, objetivar: é regido pela
Santa Catarina. preposição a.
3 - Namorar – não se usa com preposição. Exemplo: Viso a uma situação melhor.
Exemplo: Joana namora Antônio. 5 - Querer
4 - Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a. a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição.
Exemplo: As crianças obedecem aos pais./ O aluno Exemplo: Quero viajar hoje.
desobedeceu ao professor. b) no sentido de estimar, ter afeto: usa-se com a pre-
5 - Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com. posição a.
Exemplo: Simpatizo com Lúcio./ Antipatizo com meu Exemplo: Quero muito aos meus amigos.
professor de História. 6 - Proceder
a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem prepo-
Dicas: Estes verbos não são pronominais, por- sição.
tanto, são considerados construções erradas Exemplo: Suas queixas não procedem.
quando aparecem acompanhados de pronome b) no sentido de originar-se, vir de algum lugar: exige a
oblíquo: Simpatizo-me com Lúcio./ Antipatizo-me preposição de.
com meu professor de História. Exemplo: Muitos males da humanidade procedem
da falta de respeito ao próximo.
6 - Preferir – este verbo exige dois complementos sen- c) no sentido de dar início, executar: usa-se a prepo-
do que um usa-se sem preposição e o outro com a sição a.
preposição a. Exemplo: Os detetives procederam a uma investi-
Exemplo: Prefiro dançar a fazer ginástica. gação criteriosa.
7 - Pagar/ perdoar
Dicas: Segundo a linguagem formal, é errado a) se tem por complemento palavra que denote coisa:
usar este verbo reforçado pelas expressões ou não exigem preposição.
palavras: antes, mais, muito mais, mil vezes Exemplo: Ela pagou a conta do restaurante.
mais, etc. b) se tem por complemento palavra que denote pes-
Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica. soa: são regidos pela preposição a.
Exemplo: Perdoou a todos.
8 - Informar
Verbos que apresentam mais de uma regência No sentido de comunicar, avisar, dar informação:
admite duas construções:
1 - Aspirar 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido
a) no sentido de cheirar, sorver: usa-se sem preposição. pelas preposições de ou sobre).
Exemplo: Aspirou o ar puro da manhã. Exemplo: Informou todos do ocorrido.
b) no sentido de almejar, pretender: exige a prepo- 2) objeto indireto de pessoa (regido pela preposição
sição a. a) e direto de coisa.
Exemplo: Esta era a vida a que aspirava. Exemplo: Informou a todos o ocorrido.
2 - Assistir 9 - Implicar
a) no sentido de prestar assistência, ajudar, socorrer: a) no sentido de causar, acarretar: usa-se sem prepo-
usa-se sem preposição. sição.
Exemplo: O técnico assistia os jogadores novatos. Exemplo: Esta decisão implicará sérias conse-
b) no sentido de ver, presenciar: exige a preposição a. qüências.
Exemplo: Não assistimos ao show. b) no sentido de envolver, comprometer: usa-se com
c) no sentido de caber, pertencer: exige a preposição a. dois complementos, um direto e um indireto com a
Exemplo: Assiste ao homem tal direito. preposição em.

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Exemplo: Implicou o negociante no crime. b) no sentido de acarretar, exigir, obter por meio de:
c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição usa-se sem preposição.
com. Exemplo: O carro custou-me todas as economias.
Exemplo: Implica com ela todo o tempo. c) no sentido de ter valor de, ter o preço: usa-se sem
10 - Custar preposição.
a) no sentido de ser custoso, ser difícil: é regido pela Exemplo: Imóveis custam caro.
preposição a.
Exemplo: Custou ao aluno entender o problema.

Regência nominal

Alguns nomes também exigem complementos preposicionados. Conheça alguns:

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SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS


Ramo da lingüística que se ocupa do estudo da sig- Da felicidade
nificação como parte dos sistemas das línguas natu- Que você me deu.
rais; num sistema lingüístico, o componente do senti- Índia, a sua imagem,
do das palavras e da interpretação das sentenças e Sempre comigo vai;
dos enunciados. (Dicionário Houaiss) Dentro do meu coração,
flor do meu Paraguai!
Vocabulário (J. A. Flores, M. O. Guerrero e J. Fortuna. Sucessos
Uma das estratégias importantes para compreen- inesquecíveis de Cascatinha e Inhana. Phonodisc, 1987.)
der bem um texto está ligada ao conhecimento e reco-
nhecimento do vocabulário. Sem conhecer o significa- TEXTO II
do das palavras, fica difícil entender o que está sendo
dito. Todo leitor deve preocupar-se em melhorar cons- Além, muito além daquela serra, que ainda azula no
tantemente sua capacidade de identificar palavras-cha- horizonte, nasceu Iracema.
ves e palavras-incidentais. As palavras-chaves podem Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os
impedir a compreensão do sentido geral do texto, com- cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais
prometendo a interpretação. Já as palavras-incidentais longos que seu talhe de palmeira.
são as de complementação periférica do texto, tornam O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem
a percepção mais aguda e profunda, mas não chegam a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfu-
a comprometer o resultado geral da leitura. Nos dois mado.
casos, é necessário atentar para as pistas contextuais. Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem
corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua
Paráfrase guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e
É a reescritura de um texto sem alteração de senti- nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que
do. É uma reafirmação em palavras diferentes da idéia vestia a terra com as primeiras águas.
central de uma passagem. Na paráfrase, recontamos Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro
o texto com as próprias palavras. Em geral, a paráfrase da floresta. [...]
se aproxima do original em extensão. Rumor suspeito quebra a harmonia da sesta. Er-
O autor da paráfrase deve demonstrar que entendeu gue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua
claramente a idéia do texto. Além disso, são exigências vista perturba-se.
de uma boa paráfrase: Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro
• Utilizar a mesma ordem de idéias que aparece no estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da
texto original. floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam
• Não omitir nenhuma informação essencial. o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Igno-
• Não fazer qualquer comentário acerca do que se diz tas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.
no texto original. (Alencar. J. Iracema. São Paulo: Moderna, 1984. p. 11-2.)
· Utilizar construções que não sejam uma simples
repetição daquelas que estão no original e, sempre O texto 1 (Índia) é uma paráfrase do texto 2, de José
que possível, um vocabulário também diferente. de Alencar, produzido anteriormente àquele (no século
XIX), uma vez que repete a história de amor de uma
Exemplo: índia meiga, bela e pura, comparando suas caracterís-
ticas físicas aos elementos da natureza. A diferença está
TEXTO I na linguagem empregada — menos elaborada, na can-
ção — e no foco narrativo (1ª e 3ª pessoas, respectiva-
Índia mente). Mantém-se, além da veneração pela mulher
Índia, seus cabelos nos ombros caídos, indígena, o amor poético daquele que vem de fora e lhe
Negros como a noite que não tem luar; rouba o coração, partindo em seguida.
Seus lábios de rosa para mim sorrindo http://www.portrasdasletras.com.br
E a doce meiguice desse seu olhar
Índia da pele morena, Alguns recursos utilizados na paráfrase
Sua boca pequena
Eu quero beijar. ⇒ Substituição de locuções por palavras e vice-versa
Índia, sangue tupi, Exemplo: Os animais não entendem o comportamento
Tem o cheiro da flor do homem.
Vem, que eu quero lhe dar Os animais não entendem o comportamento humano.
Todo meu grande amor.
Quando eu for embora para bem distante, ⇒ Substituição de discurso
E chegar a hora de dizer-lhe adeus, Exemplo: Os alunos disseram ao professor: - Seja bem
Fica nos meus braços só mais um instante, vindo! (discurso direto)
Deixa os meus lábios se unirem aos seus. Os alunos disseram ao professor que fosse bem vin-
Índia, levarei saudade do. (discurso indireto)

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⇒ Substituição de termo verbal por termo nominal, e Observe outros exemplos:


vice-versa ⇒ revista, jornal, biblioteca, livro
Exemplo: É preciso que você volte. ⇒ casaco, paletó, roupa, blusa, camisa, jaqueta
É preciso a sua volta. ⇒ serra, rio, montanha, lago, ilha, riacho, planalto
⇒ telefonista, motorista, costureira, escriturário, pro-
⇒ Emprego de sinônimos fessor
Exemplo: Todos confiavam no professor.
Todos confiavam no educador. O seu lar é muito bonito.
A sua moradia está muito bem localizada.
⇒ Utilização de termos anafóricos
Exemplo: O Brasil e os EUA sofrem muito com a imi- IV) Antônimos
gração. É o emprego de palavras de sentidos contrários,
Este mais do que aquele. opostos.
Exemplos:
⇒ Mudança de voz verbal ⇒ É um rapaz corajoso.
Exemplo: O presidente resolveu o problema econômi- ⇒ É um rapaz medroso.
co do Brasil.
O problema econômico do Brasil foi resolvido pelo pre- VI) Homônimos
sidente. São quando duas ou mais palavras possuem a
mesma escrita, ou a mesma pronúncia, ou a mesma
⇒ Mudança de ordem dos termos do período escrita e mesma pronúncia ao mesmo tempo.
Exemplo: Ela estudava muito ontem.
Ontem ela estudava muito. As homônimas podem ser:
• Homógrafas heterofônicas (ou homógrafas) - são
⇒ Troca de palavras por expressões perifrásicas e vice- as palavras iguais na escrita e diferentes na pro-
versa núncia.
Exemplo: Estive no zoológico e vi o rei dos animais. Exemplos:
Rei dos animais = leão ⇒ gosto (substantivo) - gosto (1ª pess.sing. pres. ind.
- verbo gostar)
⇒ conserto (substantivo) - conserto (1ª pess.sing. pres.
A seguir, veremos situações importantes sobre a ind. - verbo consertar)
significação de palavras e expressões, que podem in-
fluenciar, direta ou indiretamente, na interpretação de • Homófonas heterográficas (ou homófonas) - são as
um texto. As palavras podem associar-se de várias palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
maneiras. Exemplos:
⇒ cela (substantivo) - sela (verbo)
I) Associação de significados ⇒ cessão (substantivo) - sessão (substantivo)
Palavras que se relacionam pelo mesmo sentido, ⇒ cerrar (verbo) - serrar (verbo)
aproximam seu sentido numa dada situação.
Exemplos: • Homófonas homográficas (ou homônimos perfeitos)
⇒ perna, braço, cabeça, nariz – membros do corpo; - são as palavras iguais na pronúncia e na escrita.
⇒ Azul, verde, amarelo, preto, branco – cores; Exemplos:
⇒ Martelo, prego, alicate, enxada – ferramentas; ⇒ cura (verbo) - cura (substantivo)
⇒ Batata, cebola, abóbora, aipim – vegetais. ⇒ verão (verbo) - verão (substantivo)
⇒ cedo (verbo) - cedo (advérbio)
II) Mesmo significado (Polissemia)
É a capacidade que as palavras têm de assumir Palavras homógrafas: mesma grafia, mas com signifi-
significados variados de acordo com o contexto. cações diferentes.
Exemplos: Ela anda muito. Maria anda doente. Aquele
senhor só anda de avião. Meu relógio não anda mais. A relação abaixo mostra palavras escritas de forma
idêntica, mas possuem a sílaba tônica em posição di-
III) Sinônimos ferente (proparoxítonas e paroxítonas):
São aqueles em que duas ou mais palavras têm o
mesmo significado em determinado contexto. crédito (substantivo)- credito (verbo)
Exemplos: crítica (substantivo) - critica (verbo)
⇒ casa, moradia, lar, abrigo cópia (substantivo) - copia (verbo)
⇒ residência, sobrado, apartamento, cabana filósofo (substantivo) - filosofo (verbo)

Todas essas palavras representam a mesma idéia: VII)Parônimos


lugar onde se mora. Logo, trata-se de uma família de É a relação que se estabelece entre duas ou mais
idéias. palavras que possuem significados diferentes, mas
são muito parecidas na pronúncia e na escrita.

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Exemplos:
⇒ descrição (ato de descrever), discrição (ser discreto);
⇒ docente (professor), discente (aluno).

Algumas palavras homônimas e


parônimas mais usadas:

Polissemia
É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados.
Exemplos:
⇒ Ele ocupa um alto posto na empresa.
⇒ Abasteci meu carro no posto da esquina.
⇒ Os convites eram de graça.
⇒ Os fiéis agradecem a graça recebida.

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REDAÇÃO OFICIAL
Correspondência • requisição
• termo
Correspondência é qualquer forma de comunica-
ção escrita entre duas pessoas ou entidades. Isso inclui O que é o
um simples bilhete informal, despreocupado e íntimo, Manual de Redação da Presidência da República
até o ofício com suas formalidades e seu tom grave.
Em 1991, criou-se uma comissão para simplifi-
São inúmeros os tipos de correspondência, mas car, uniformizar e atualizar as normas da redação dos
podemos citar três como os mais importantes: oficial, atos e comunicações oficiais, pois eram utilizados os
comercial e particular. mesmos critérios desde de 1937. A obra, denominada
Manual de Redação da Presidência da República, divi-
Nos concursos públicos, temos questões referen- diu-se em duas partes: a primeira trata das comunica-
tes à correspondência oficial. Por isso trataremos dela ções oficiais, a segunda cuida dos atos normativos no
nesta apostila. âmbito Executivo. Os responsáveis pelas duas partes
foram, respectivamente, o diplomata Nestor Forster Jr.
Correspondência Oficial e o, então, Ministro Gilmar Mendes.

Muito freqüente entre órgãos públicos e entre pes- Em 2002, uma revisão adequou o manual aos avan-
soas ou empresas e órgãos públicos, a correspondên- ços da informática.
cia oficial tem um aspecto para o qual poucos atentam:
ela inclui textos que têm caráter documental e jurídico Esta apostila é uma síntese dos fatos mais im-
mesmo que tramitem apenas entre pessoas. É o caso portantes desse manual. É nessa obra revista que se
da declaração, da ata, do atestado, do parecer etc. baseiam os comentários aqui feitos.

Existem as mais variadas divisões sobre os tipos Caso o leitor se interesse pelo texto na íntegra,
de correspondência oficial, que podem ser vistas em deve acessar o site www.presidenciadarepublica.gov.br.
vários livros que tratam do assunto. A divisão mais didá-
tica e completa foi dada pelo Prof. Cauby de Souza em Redação Oficial
Normas sobre Correspondência, Comunicação e
Atos Oficiais (MEC-1972): Impessoalidade, uso de padrão culto da linguagem,
clareza, concisão, formalidade e uniformidade, essas são
• abaixo-assinado as características de toda redação oficial. Elas estão no
• acórdão Artigo 37 da Constituição “A administração pública direta,
• alvará indireta, ou fundacional, de qualquer dos Poderes da
• ato União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
• auto obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalida-
• boletim de, moralidade, publicidade e eficiência (...)”.
• certificado
• citação É inconcebível que uma comunicação oficial não
• comunicação: apostila, ata, aviso, certidão, circu- possa ser entendida por qualquer cidadão, assim sen-
lar, contrato, convênio, curriculum-vitae, declaração, do a publicidade citada na Constituição implica neces-
decreto, edital, ementa, exposição de motivos, informa- sariamente clareza e concisão.
ção, instrução, lei, memorando, mensagem, ofício, or-
dem de serviço ou instrução, parecer, petição, portaria, Outro aspecto importante é a interpretação do tex-
regulamento, relatório, requerimento, resolução, tele- to oficial. Ela deve ser sempre impessoal e uniforme,
grama, telex, voto. para que possa ser única; isso pressupõe o uso de
• consulta certo nível de linguagem: o padrão culto.
• convenção
• decisão A uniformidade da redação oficial é imprescindí-
• diploma vel, pois há sempre um único emissor (o Serviço Públi-
• ementa co) e dois possíveis receptores (o próprio Serviço Pú-
• estatuto blico ou os cidadãos).
• fórmula
• guia Isso não quer dizer que a redação oficial deva ser
• indicação árida e infensa à evolução da língua. A sua finalidade
• manifesto básica – comunicar com impessoalidade e máxima
• memorial clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz
• moção da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do
• norma texto jornalístico, da correspondência particular etc.
• notificação
• procuração Características da Redação Oficial
• proposição
• protocolo Impessoalidade
• provisão
• recomendação A comunicação se efetiva pela presença de três
• registro pessoas:

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Língua Portuguesa

a) alguém que comunique – emissor; Ressalte-se ainda que o jargão burocrático, como
b) algo a ser comunicado – mensagem; todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua com-
c) alguém que receba essa comunicação – receptor. preensão limitada.

Na redação oficial, o emissor é sempre o Serviço Formalidade e Padronização


Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departa-
mento, Divisão, Serviço, Seção). As comunicações oficiais devem ser sempre for-
mais: são necessárias certas formalidades de trata-
A mensagem é sempre algum assunto relativo às mento. Isso diz respeito:
atribuições do órgão que comunica.
a) ao correto emprego do pronome de tratamento
O receptor dessa comunicação ou é o público, o para uma autoridade de certo nível;
conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Exe- b) à polidez;
cutivo, do Legislativo ou do Judiciário. c) à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto
do qual cuida a comunicação.
A impessoalidade que deve ser característica da
redação oficial decorre: A formalidade de tratamento vincula-se à idéia de
a administração federal ser una, portanto as comunica-
a) da ausência de impressões individuais de quem ções devem seguir um determinado padrão.
comunica: obtém-se, assim, uma desejável padroniza-
ção, que permite que comunicações elaboradas em A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes
diferentes setores da Administração guardem entre si para o texto definitivo e a correta diagramação do texto
certa uniformidade; são indispensáveis para a padronização.
b) da impessoalidade de quem recebe a comuni-
cação: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre con- Concisão e Clareza
cebido como público, ou a outro órgão público – em um
e outro casos temos um destinatário concebido de for- Uma das qualidades de um texto é a concisão.
ma homogênea e impessoal; Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo
c) do caráter impessoal do próprio assunto trata- de informações com um mínimo de palavras.
do: o tema das comunicações oficiais se restringe a
questões que dizem respeito ao interesse público. Existe um princípio de economia lingüística, e a
concisão atende a esse princípio. Não se deve de for-
Na redação oficial não há lugar para impressões ma alguma entendê-la como economia de pensamen-
pessoais, ela deve ser isenta da interferência da indivi- to. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis,
dualidade de quem a elabora. redundâncias, passagens que nada acrescentem ao
que já foi dito.
Linguagem das Comunicações Oficiais
A clareza deve ser a qualidade básica de todo tex-
Deve empregar linguagem padrão nos expedientes to oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que
oficiais, cuja finalidade primeira é a de informar com cla- possibilita imediata compreensão pelo leitor. Ela de-
reza e objetividade. Os atos oficiais ou estabelecem re- pende estritamente das demais características da re-
gras para a conduta dos cidadãos ou regulam o funciona- dação oficial.
mento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em
sua elaboração for empregada a linguagem adequada. Para que haja clareza é necessário:

As gírias, os regionalismos vocabulares, os jar- a) a impessoalidade;


gões técnicos, ou qualquer outro tipo de linguagem de b) o uso do padrão culto de linguagem;
um grupo específico são proibidos, pois as comunica- c) a formalidade e a padronização;
ções que partem dos órgãos públicos devem ser com- d) a concisão.
preendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Não
há dúvida de que qualquer texto que apresente tais lin- As Comunicações Oficiais
guagens terá sua compreensão dificultada.
Além de seguir os preceitos de impessoalidade,
A língua escrita compreende diferentes níveis, de formalidade, padronização, clareza, concisão e uso do
acordo com o uso que dela se faça. Não podemos nos padrão culto de linguagem, a Redação Oficial tem ca-
esquecer de que o texto oficial deve ser claro e objetivo racterísticas específicas para cada tipo de expediente.
e por seu caráter impessoal, por sua finalidade de in- Outros aspectos comuns a quase todas as modalida-
formar com o máximo de clareza e concisão, ele requer des de comunicação oficial são o emprego dos prono-
o uso do padrão culto da língua. mes de tratamento, a forma dos fechos e a identifica-
ção do signatário.
O padrão culto é aquele em que:
Pronomes de Tratamento
a) se observam as regras da gramática formal;
b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto O uso de pronomes de tratamento é a forma res-
dos usuários do idioma. peitosa de nos dirigirmos às autoridades civis, milita-
res e eclesiásticas.

52 Degrau Cultural

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Língua Portuguesa

Concordância com os Pronomes de Tratamento Senhor Senador;


Senhor Juiz;
Os pronomes de tratamento apresentam certas Senhor Ministro;
peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal Senhor Governador.
e pronominal: No envelope, o endereçamento das comunicações
dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelên-
a) referem-se à segunda pessoa gramatical (à cia, obedecerá à seguinte forma:
pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a co-
municação); A Sua Excelência o Senhor
b) concordam com a terceira pessoa (aquele de Fulano de Tal
quem se fala). Ministro de Estado da Justiça
70.064-900 – Brasília. DF
Assim sendo, os pronomes possessivos referi-
dos a pronomes de tratamento são sempre os da ter- A Sua Excelência o Senhor
ceira pessoa: “Vossa Senhoria levará seu secretário” Senador Fulano de Tal
(e não “vosso”). Senado Federal
70.165-900 – Brasília. DF
Os adjetivos que se referem a esses pronomes
concordam com o sexo da pessoa a quem se dirigem, A Sua Excelência o Senhor
e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, Fulano de Tal
se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa Juiz de Direito da 10a Vara Cível
Excelência está preocupado”, “Vossa Senhoria será elei- Rua ABC, no 123
01.010-000 – São Paulo. SP
to”; se for mulher, “Vossa Excelência está preocupada”,
“Vossa Senhoria será eleita”.
Fica abolido o uso do tratamento digníssimo (DD)
às autoridades arroladas acima. A dignidade é pressu-
Emprego dos Pronomes de Tratamento posto para que se ocupe qualquer cargo público, sen-
do desnecessária sua repetida evocação.
Vossa Excelência, em comunicações dirigidas
às seguintes autoridades: Vossa Senhoria é empregado para as demais
autoridades e para particulares. O vocativo adequado é
a) do Poder Executivo: Senhor seguido do cargo do destinatário:
Presidente da República;
Vice-Presidente da República; Senhor Chefe da Divisão de Serviços Gerais.
Ministros de Estado;
Governadores (e Vice) de Estado e do Distrito Federal; No envelope, deve constar do endereçamento:
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores; Ao Senhor
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupan- Childerico Namor
tes de cargos de natureza especial; Rua Embaixador Cavalcante Lacerda, no 386
Secretários de Estado dos Governos Estaduais; 05591-010 – São Paulo – SP
Prefeitos Municipais.
Como se depreende do exemplo acima, fica dis-
b) do Poder Legislativo: pensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as
Deputados Federais e Senadores; autoridades que recebem o tratamento de Vossa Se-
Ministro do Tribunal de Contas da União; nhoria e para particulares. É suficiente o uso do prono-
Deputados Estaduais e Distritais; me de tratamento Senhor.
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. Acrescente-se que doutor não é forma de trata-
mento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscrimi-
c) do Poder Judiciário: nadamente. Seu emprego deve ser restrito apenas a
Ministros dos Tribunais Superiores; comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau
Membros de Tribunais; por terem concluído curso universitário de doutorado.
Juízes; Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a de-
Auditores da Justiça Militar. sejada formalidade às comunicações.

Mencionemos ainda a forma Vossa Magnificên-


O vocativo a ser empregado em comunicações di-
cia, empregada, por força da tradição, em comunica-
rigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor,
ções dirigidas a reitores de universidade. Correspon-
seguido do cargo respectivo: de-lhe o vocativo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República; Magnífico Reitor,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
Nacional; Para a hierarquia eclesiástica, os pronomes de
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribu- tratamento são:
nal Federal.
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao
As demais autoridades serão tratadas com o Papa. O vocativo correspondente é:
vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Santíssimo Padre,

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Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reveren- República busca-se racionalizar e padronizar a reda-
díssima, em comunicações aos Cardeais. Correspon- ção das comunicações oficiais, pela atualização da lin-
de-lhe o vocativo: guagem nela empregada e uniformização das diver-
sas modalidades de expedientes; e tendo em vista que
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou é meta do Governo Federal modernizar a Administra-
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, ção, permitindo acelerar o andamento de comunica-
ções e processos e reduzir despesas.
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em
comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa RESOLVE:
Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima
para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. baixar esta Instrução Normativa com a finalidade
Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clé- de consolidar as regras constantes no Manual de Re-
rigos e demais religiosos. dação da Presidência da República, tornando obrigató-
ria sua observação para todas aquelas modalidades
Fechos para Comunicações de comunicação oficial comuns que compõem a Admi-
nistração Federal.
O fecho das comunicações oficiais possui, além
da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o Padrão Ofício
destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo
utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministé- Há três tipos de expedientes que se diferenciam
rio da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o avi-
Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, a Instrução so e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-
Normativa nº 4, de 6 de março de 1992, estabelece o se adotar uma diagramação única, que siga o que cha-
emprego de somente dois fechos diferentes para todas mamos de padrão ofício. As peculiaridades de cada
as modalidades de comunicação oficial: um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas
semelhanças.
a) para autoridades superiores, inclusive o Presi-
dente da República: Partes do documento no Padrão Ofício

Respeitosamente, O aviso, o ofício e o memorando devem conter as


seguintes partes:
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de
hierarquia inferior: a) tipo e número do expediente, seguido da sigla
do órgão que o expede:
Atenciosamente,
Exemplos:
Identificação do Signatário
Mem. 123/MF
Excluídas as comunicações assinadas pelo Pre- Aviso 123/SG
sidente da República, todas as demais comunicações Of. 123/DP
oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade
que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A b) local e data em que foi assinado, por extenso,
forma da identificação deve ser a seguinte: com alinhamento à direita:

(espaço para assinatura) Exemplo:


AUSTRAGÉSILO DE OLIVEIRA Brasília, 15 de março de 1991.
Ministro da Fazenda
c) assunto: resumo do teor do documento
Instrução Normativa 4/92 Exemplos:

O Diário Oficial da União publicou, em 9 de março Assunto: Produtividade do órgão em 2002.


de 1992, Decreto nº 486, de 6 de março de 1992, em Assunto: Necessidade de aquisição de novos
que o Presidente estabeleceu regras para a redação computadores.
de atos normativos do Poder Executivo. No mesmo dia,
a Secretaria de Administração Federal baixou a Instru- d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a
ção Normativa nº 4, tornando obrigatória, nos órgãos quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve
da administração federal, a observação das modalida- ser incluído também o endereço.
des de comunicação oficial, constantes no Manual de
Redação da Presidência da República. Eis a instrução e) texto: nos casos em que não for de mero enca-
Normativa. minhamento de documentos, o expediente deve conter
a seguinte estrutura:
Instrução Normativa nº 4, de 6 de março de 1992.
– introdução, que se confunde com o parágrafo de
O SECRETÁRIO DA ADMINSITRAÇÃO FEDERAL no abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva
uso da atribuição (que lhe confere o art. 10 da Lei nº a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra
8.057, de 29 de junho de 1990), e considerando que de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”,
com a edição do Manual de Redação da Presidência da empregue a forma direta;

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Língua Portuguesa

– desenvolvimento, no qual o assunto é detalha- Exemplos:


do; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o as-
sunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distin- Excelentíssimo Senhor Presidente da República
tos, o que confere maior clareza à exposição; Senhora Ministra
– conclusão, em que é reafirmada ou simples- Senhor Chefe de Gabinete
mente reapresentada a posição recomendada sobre
o assunto. Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofí-
cio as seguintes informações do remetente:
Os parágrafos do texto devem ser numerados,
exceto nos casos em que estes estejam organizados – nome do órgão ou setor;
em itens ou títulos e subtítulos. – endereço postal;
– telefone e endereço de correio eletrônico.
Já quando se tratar de mero encaminhamento de
documentos a estrutura é a seguinte: Memorando

– introdução: deve iniciar com referência ao expe- O memorando é a modalidade de comunicação


diente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa entre unidades administrativas de um mesmo órgão,
do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com que podem estar hierarquicamente em mesmo nível
a informação do motivo da comunicação, que é enca- ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma
minhar, indicando a seguir os dados completos do do- de comunicação eminentemente interna.
cumento encaminhado (tipo, data, origem ou signatá-
rio, e assunto de que trata), e a razão pela qual está Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser
sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: empregado para a exposição de projetos, idéias, dire-
trizes, etc. a serem adotados por determinado setor do
“Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, serviço público.
encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril
de 1990, do Departamento Geral de Administração, que Sua característica principal é a agilidade. A trami-
trata da requisição do servidor Fulano de Tal.” tação do memorando em qualquer órgão deve pautar-
se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos
ou burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do
número de comunicações, os despachos ao memo-
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa rando devem ser dados no próprio documento e, no
cópia do telegrama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse
do Presidente da Confederação Nacional de Agricul- procedimento permite formar uma espécie de proces-
tura, a respeito de projeto de modernização de so simplificado, assegurando maior transparência à
técnicas agrícolas na região Nordeste.”
tomada de decisões, e permitindo que se historie o
andamento da matéria tratada no memorando.
– desenvolvimento: se o autor da comunicação
desejar fazer algum comentário a respeito do documento
que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de de- Quanto a sua forma, o memorando segue o mode-
senvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos lo do padrão ofício, com a diferença de que o seu desti-
de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero enca- natário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.
minhamento.
Exemplos:
f) fecho (ver pág. 54);
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
g) assinatura do autor da comunicação; e
Exposição de Motivos
h) identificação do signatário (ver pág. 54).
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao
Aviso e Ofício Presidente da República ou ao Vice-Presidente para:

Aviso e ofício são modalidades de comunicação a) informá-lo de determinado assunto;


oficial praticamente idênticas. A única diferença entre
eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Mi- b) propor alguma medida; ou
nistros de Estado, Secretário-Geral da Presidência da
República, Consultor-Geral da República, Chefe do c) submeter a sua consideração projeto de ato
Estado-Maior das Forças Armadas, Chefe do Gabinete normativo.
Militar da Presidência da República e pelos Secretários
da Presidência da República, para autoridades de Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao
mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido Presidente da República por um Ministro de Estado ou
para e pelas demais autoridades. Ambos têm como Secretário da Presidência da República. Nos casos em
finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos ór- que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a
gãos da Administração Pública entre si e, no caso do exposição de motivos deverá ser assinada por todos
ofício, também com particulares. os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, cha-
mada de interministerial ou conjunta.
Quanto à sua forma, aviso e ofício seguem o mo-
delo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que Formalmente, a exposição de motivos tem a apre-
invoca o destinatário, seguido de vírgula. sentação do padrão ofício. O anexo que acompanha a

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Língua Portuguesa

exposição de motivos que proponha alguma medida 5. Razões que justificam a urgência (a ser preenchido
ou apresente projeto de ato normativo, segue o modelo somente se o ato proposto for medida provisória ou
descrito adiante. projeto de lei que deva tramitar em regime de urgência)

A exposição de motivos, de acordo com sua finali- Mencionar:


dade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma
para aquela que tenha caráter exclusivamente informa- • se o problema configura calamidade pública;
tivo e outra para a que proponha alguma medida ou • por que é indispensável a vigência imediata;
submeta projeto de ato normativo. • se se trata de problema cuja causa ou agrava-
mento não tenham sido previstos;
No primeiro caso, o da exposição de motivos que • se se trata de desenvolvimento extraordinário de
simplesmente leva algum assunto ao conhecimento situação já prevista.
do Presidente da República, sua estrutura segue o
modelo antes referido para o padrão ofício. 6. Impacto sobre o meio ambiente (sempre que o ato
ou medida proposta possa vir a tê-lo)
Já a exposição de motivos que submeta à consi-
deração do Presidente da República a sugestão de al- 7. Alterações propostas
guma medida a ser adotada ou a que lhe apresente
projeto de ato normativo – embora sigam também a Texto atual Texto proposto
estrutura do padrão ofício –, além de outros comentári-
os julgados pertinentes por seu autor, devem, obrigato- 8. Síntese do parecer do órgão jurídico
riamente, apontar:
A falta ou insuficiência das informações prestadas
a) na introdução: o problema que está a reclamar pode acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos
a adoção da medida ou do ato normativo proposto; Jurídicos da Casa Civil, a devolução do projeto de ato
normativo para que se complete o exame ou se refor-
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela mule a proposta.
medida ou aquele ato normativo o ideal para se soluci-
onar o problema, e eventuais alternativas existentes para O preenchimento obrigatório do anexo para as ex-
equacioná-lo; posições de motivos que proponham a adoção de al-
guma medida ou a edição de ato normativo tem como
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser finalidade:
tomada, ou qual ato normativo deve ser editado para
solucionar o problema. a) permitir a adequada reflexão sobre o problema
que se busca resolver;
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à b) ensejar mais profunda avaliação das diversas
exposição de motivos, devidamente preenchido, de causas do problema e dos efeitos que pode ter a ado-
acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do ção da medida ou a edição do ato, em consonância
Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002. com as questões que devem ser analisadas na elabo-
ração de proposições normativas no âmbito do Poder
Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Executivo.
Ministério ou órgão equivalente) no , de de de 200. c) conferir perfeita transparência aos atos propostos.

1. Síntese do problema ou da situação que reclama Dessa forma, ao atender às questões que devem
providências ser analisadas na elaboração de atos normativos no
âmbito do Poder Executivo, o texto da exposição de
2. Soluções e providências contidas no ato normativo motivos e seu anexo complementam-se e formam um
ou na medida proposta
todo coeso: no anexo, encontramos uma avaliação pro-
3. Alternativas existentes às medidas propostas funda e direta de toda a situação que está a reclamar a
adoção de certa providência ou a edição de um ato nor-
Mencionar: mativo; o problema a ser enfrentado e suas causas; a
solução que se propõe, seus efeitos e seus custos; e
• se há outro projeto do Executivo sobre a matéria; as alternativas existentes. O texto da exposição de mo-
• se há projetos sobre a matéria no Legislativo; tivos fica, assim, reservado à demonstração da neces-
• outras possibilidades de resolução do problema. sidade da providência proposta: por que deve ser ado-
tada e como resolverá o problema.
4. Custos
Nos casos em que o ato proposto for questão de
Mencionar:· pessoal (nomeação, promoção, ascensão, transferên-
cia, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegra-
• se a despesa decorrente da medida está prevista na ção, recondução, remoção, exoneração, demissão, dis-
lei orçamentária anual; se não, quais as alternativas pensa, disponibilidade, aposentadoria), não é neces-
para custeá-la; sário o encaminhamento do formulário de anexo à ex-
• se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extra- posição de motivos.
ordinário, especial ou suplementar;
• valor a ser despendido em moeda corrente; Ressalte-se que:

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Língua Portuguesa

– o anexo à exposição de motivos deve ter todas conjunta, mais precisamente, “na forma do regimento
as páginas rubricadas pelo(s) Ministro(s) da(s) Pasta(s) comum”. E à frente da Mesa do Congresso Nacional
proponente(s); está o Presidente do Senado Federal (Constituição, art.
– a síntese do parecer do órgão de assessora- 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas.
mento jurídico não dispensa o encaminhamento do
parecer completo; As mensagens aqui tratadas coroam o processo
– o tamanho dos campos do anexo à exposição desenvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abran-
de motivos pode ser alterado de acordo com a mai- ge minucioso exame técnico, jurídico e econômico-fi-
or ou menor extensão dos comentários a serem ali nanceiro das matérias objeto das proposições por elas
incluídos. encaminhadas.

Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha pre- Tais exames materializam-se em pareceres dos
sente que a atenção aos requisitos básicos da reda- diversos órgãos interessados no assunto das proposi-
ção oficial (clareza, concisão, impessoalidade, formali- ções, entre eles o da Advocacia-Geral da União. Mas,
dade, padronização e uso do padrão culto de lingua- na origem das propostas, as análises necessárias
gem) deve ser redobrada. A exposição de motivos é a constam da exposição de motivos do órgão onde se
principal modalidade de comunicação dirigida ao Pre- geraram – exposição que acompanhará, por cópia, a
sidente da República pelos Ministros. Além disso, pode, mensagem de encaminhamento ao Congresso.
em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congres-
so Nacional ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publi- b) encaminhamento de medida provisória.
cada no Diário Oficial da União, no todo ou em parte.
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da
Mensagem Constituição, o Presidente da República encaminha
mensagem ao Congresso, dirigida a seus membros,
É o instrumento de comunicação oficial entre os com aviso para o Primeiro Secretário do Senado Fede-
Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as men- ral, juntando cópia da medida provisória, autenticada
sagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao pela Coordenação de Documentação da Presidência
Poder Legislativo para informar sobre fato da Adminis- da República.
tração Pública; expor o plano de governo por ocasião
da abertura de sessão legislativa; submeter ao Con- c) indicação de autoridades.
gresso Nacional matérias que dependem de delibera-
ção de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agra- As mensagens que submetem ao Senado Fede-
decer comunicações de tudo quanto seja de interesse ral a indicação de pessoas para ocuparem determina-
dos poderes públicos e da Nação. dos cargos (magistrados dos Tribunais Superiores,
Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do Banco
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pe- Central, Procurador-Geral da República, Chefes de Mis-
los Ministérios à Presidência da República, a cujas são Diplomática etc.) têm em vista que a Constituição,
assessorias caberá a redação final. no seu art. 52, incisos III e IV, atribui àquela Casa do
Congresso Nacional competência privativa para apro-
As mensagens mais usuais do Poder Executivo var a indicação.
ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:
O curriculum vitae do indicado, devidamente assi-
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, nado, acompanha a mensagem.
complementar ou financeira.
d) pedido de autorização para o Presidente ou o
Vice-Presidente da República se ausentarem do País
Os projetos de lei ordinária ou complementar são
por mais de 15 dias.
enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou
de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). Cabe lem-
Trata-se de exigência constitucional (Constituição,
brar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime
art. 49, III, e 83), e a autorização é da competência priva-
normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, tiva do Congresso Nacional.
com solicitação de urgência.
O Presidente da República, tradicionalmente, por
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos cortesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15
Membros do Congresso Nacional, mas é encaminha- dias, faz uma comunicação a cada Casa do Congres-
da com aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da so, enviando-lhes mensagens idênticas.
República ao Primeiro Secretário da Câmara dos De-
putados, para que tenha início sua tramitação (Consti- e) encaminhamento de atos de concessão e reno-
tuição, art. 64, caput). vação de concessão de emissoras de rádio e TV.
Quanto aos projetos de lei financeira (que com- A obrigação de submeter tais atos à apreciação do
preendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49
orçamentos anuais e créditos adicionais), as mensa- da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a
gens de encaminhamento dirigem-se aos Membros do outorga ou renovação da concessão após deliberação
Congresso Nacional, e os respectivos avisos são en- do Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3o).
dereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. A Descabe pedir na mensagem a urgência prevista no
razão é que o art. 166 da Constituição impõe a delibera- art. 64 da Constituição, porquanto o § 1o do art. 223 já
ção congressual sobre as leis financeiras em sessão define o prazo da tramitação.

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Língua Portuguesa

Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a – pedido de autorização para declarar guerra e
mensagem o correspondente processo administrativo. decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
– pedido de autorização ou referendo para cele-
f) encaminhamento das contas referentes ao exer- brar a paz (Constituição, art. 84, XX);
cício anterior. – justificativa para decretação do estado de defesa
ou de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4o);
O Presidente da República tem o prazo de ses- – pedido de autorização para decretar o estado de
senta dias após a abertura da sessão legislativa para sítio (Constituição, art. 137);
enviar ao Congresso Nacional as contas referentes ao – relato das medidas praticadas na vigência do
exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exa- estado de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141,
me e parecer da Comissão Mista permanente (Consti- parágrafo único);
tuição, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos Depu- – proposta de modificação de projetos de leis fi-
tados realizar a tomada de contas (Constituição, art. 51, nanceiras (Constituição, art. 166, § 5o);
II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu – pedido de autorização para utilizar recursos que
Regimento Interno. ficarem sem despesas correspondentes, em decorrên-
cia de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orça-
g) mensagem de abertura da sessão legislativa. mentária anual (Constituição, art. 166, § 8o);
– pedido de autorização para alienar ou conceder
Ela deve conter o plano de governo, exposição terras públicas com área superior a 2.500 ha (Consti-
sobre a situação do País e solicitação de providências tuição, art. 188, § 1o); etc.
que julgar necessárias (Constituição, art. 84, XI).
As mensagens contêm:
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil
da Presidência da República. Esta mensagem difere a) a indicação do tipo de expediente e de seu núme-
das demais porque vai encadernada e é distribuída a ro, horizontalmente, no início da margem esquerda:
todos os Congressistas em forma de livro.
Mensagem no
h) comunicação de sanção (com restituição de
autógrafos). b) vocativo, de acordo com o pronome de trata-
mento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Con- início da margem esquerda;
gresso Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro
Secretário da Casa onde se originaram os autógrafos. Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado
Nela se informa o número que tomou a lei e se restitu- Federal,
em dois exemplares dos três autógrafos recebidos, nos
quais o Presidente da República terá aposto o despa- c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
cho de sanção.
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do
i) comunicação de veto. texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com
a margem direita.
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Cons-
tituição, art. 66, § 1o), a mensagem informa sobre a A mensagem, como os demais atos assinados
decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposi- pelo Presidente da República, não traz identificação de
ções vetadas e as razões do veto. Seu texto vai publica- seu signatário.
do na íntegra no Diário Oficial da União, ao contrário
das demais mensagens, cuja publicação se restringe Fax
à notícia do seu envio ao Poder Legislativo.
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simi-
j) outras mensagens. le) é uma forma de comunicação que está sendo me-
nos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É
Também são remetidas ao Legislativo com regu- utilizado para a transmissão de mensagens urgentes
lar freqüência mensagens com: e para o envio antecipado de documentos, de cujo co-
– encaminhamento de atos internacionais que nhecimento há premência, quando não há condições
acarretam encargos ou compromissos gravosos de envio do documento por meio eletrônico. Quando
(Constituição, art. 49, I); necessário o original, ele segue posteriormente pela
– pedido de estabelecimento de alíquotas aplicá- via e na forma de praxe.
veis às operações e prestações interestaduais e de
exportação (Constituição, art. 155, § 2o, IV); Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo
– proposta de fixação de limites globais para o mon- com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo
tante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI); papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente.
– pedido de autorização para operações financei-
ras externas (Constituição, art. 52, V); e outros. Os documentos enviados por fax mantêm a forma
e a estrutura que lhes são inerentes.
Entre as mensagens menos comuns estão as de:
É conveniente o envio, juntamente com o docu-
– convocação extraordinária do Congresso Nacio- mento principal, de folha de rosto, isto é, de pequeno
nal (Constituição, art. 57, § 6o); formulário com os dados de identificação da mensa-
– pedido de autorização para exonerar o Procura- gem a ser enviada, conforme exemplo a seguir:
dor-Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2o);

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Língua Portuguesa

Telegrama Ata

Com o fito de uniformizar a terminologia e sim- Documento de valor jurídico, em que se re-
plificar os procedimentos burocráticos, passa a rece- gistram ocorrências, resoluções e decisões de um
ber o título de telegrama toda comunicação oficial ex- assembléia, sessão ou reunião.
pedida por meio de telegrafia, telex, etc.
Sua estrutura se compõe de:
Por tratar-se de forma de comunicação dispen-
diosa aos cofres públicos e tecnologicamente supera- a) título;
b) data (por extenso) e local da reunião;
da, deve restringir-se o uso do telegrama apenas àque-
c) finalidade da reunião;
las situações que não seja possível o uso de correio d) dirigentes: presidente e secretário;
eletrônico ou fax e que a urgência justifique sua utiliza- e) texto: narração cronológica dos assuntos trata-
ção e, também em razão de seu custo elevado, esta dos e suas decisões. A escrita é seguida, sem
forma de comunicação deve pautar-se pela concisão. rasuras, emendas ou entrelinhas. As abreviatu-
ras devem ser evitadas e os números são escri-
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a tos por extenso;
forma e a estrutura dos formulários disponíveis nas f) encerramento e assinaturas.
agências dos Correios e em seu sítio na Internet.
Atestado
Correio Eletrônico
Documento assinado por uma ou mais pesso-
O correio eletrônico (e-mail), por seu baixo custo as a favor de outra, declarando a veracidade de um fato
e celeridade, transformou-se na principal forma de co- do qual tenha conhecimento ou quando requerido. Este
municação para transmissão de documentos. fato pode afirmar a existência ou inexistência de uma
situação de direito.
Um dos atrativos de comunicação por correio
eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa de- Sua estrutura se compõe de:
finir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-
a) título: Atestado (ou Atestado de ...);
se evitar o uso de linguagem incompatível com uma
b) texto: identificação do emissor – essa identifica-
comunicação oficial. ção pode ser dispensada no texto se for feita na
assinatura –, finalidade, o fato que se atesta e a
O campo assunto do formulário de correio ele- respeito de quem, e algumas vezes o período de
trônico mensagem deve ser preenchido de modo a fa- validade;
cilitar a organização documental tanto do destinatário c) local e data;
quanto do remetente. d) assinatura (e identificação do signatário).

Para os arquivos anexados à mensagem deve Circular


ser utilizado, preferencialmente, o formato Rich Text. A
mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer Circular é um meio de correspondência oficial,
informações mínimas sobre seu conteúdo. através do qual uma autoridade dirige-se a várias pes-
soas ou a departamentos ou a um órgão, simultanea-
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso mente. Normalmente, as circulares são de caráter ge-
de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, ral, contendo instruções emitidas por superiores hie-
deve constar da mensagem pedido de confirmação de rárquicos na instituição, e destinadas a pessoal su-
recebimento. bordinado. Por caráter geral, subentende-se que as

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Língua Portuguesa

circulares têm objetivos básicos de emissão de al- O texto do requerimento é sempre escrito em 3a
gum esclarecimento sobre um assunto ou tópico (por pessoa.
exemplo, uma lei), divulgação de matéria de interesse
geral, recomendações, informações e esclarecimen- Relatório
tos sobre atos e fatos administrativos.
É a modalidade de comunicação pela qual se
A circular pode, pelo assunto e pela forma, apre- faz a narração ou descrição, ordenada e mais ou me-
sentar o caráter de aviso, de ofício, ou de comunicação nos minuciosa, daquilo que se viu, ouviu ou observou.
interna, não se fazendo, assim, muita distinção quanto
à estrutura entre estas correspondências, em geral uni- Sua estrutura se compõe de:
direcionais, e as circulares (multidirecionais).
a) local e data;
Portanto, as circulares visam à emissão de or- b) vocativo;
dens de serviço e são uma correspondência multidireci- c) introdução – apresentação do observador e do
onal – são redigidas a vários destinatários. Podem ser fato observado;
impressas, datilografadas, mimeografadas ou digitadas d) texto – exposição cronológica do fato observado;
e transmitidas através de telegramas ou e-mail. e) fecho;
f) assinatura (e identificação do signatário).
A circular é composta pelas seguintes partes:
Parecer
a) numeração: número do Ato e data de expedição.
b) ementa: assunto da circular. Não é obrigatória. É a forma de comunicação pela qual um especi-
c) vocativo: destinatários da circular, geralmente con- alista emite uma opinião fundamentada sobre determi-
tendo o tratamento e o cargo dos mesmos. Não é nado assunto.
parte obrigatória.
d) texto: é o conteúdo da circular, propriamente dito. Sua estrutura se compõe de:
O texto, se composto por mais de um parágrafo,
deve ser numerado com algarismos arábicos no a) vocativo;
início de cada parágrafo, exceto no primeiro. O b) identificação do especialista;
segundo parágrafo tem sua numeração valendo c) introdução – apresentação do assunto;
dois, o terceiro valendo três, e assim por diante. d) texto – exposição de opinião e seu fundamento;
e) fecho: fechamento do texto na forma de uma corte- e) local e data;
sia. Por exemplo, “Atenciosamente,”. f) assinatura (e identificação do signatário).
f) assinatura: é o nome de quem emite a circular
(normalmente uma autoridade), seguido pelo car-
go ocupado e pela função exercida.

Declaração

Muito semelhante ao atestado, a declaração di-


fere dele apenas quanto ao objeto: enquanto aquele é
expedido em relação a alguém, esta é sempre feita em
relação a alguém quanto a um fato ou direito; pode ser
um depoimento, explicação em que se manifeste opi-
nião, conceito, resolução ou observação.

Sua estrutura se compõe de:

a) título: DECLARAÇÃO;
b) texto: nome do declarante – identificação pesso-
al ou profissional (ou ambas), residência, domi-
cílio, finalidade e exposição do assunto;
c) local e data;
d) assinatura (e identificação do signatário).

Requerimento

Petição escrita, feita por pessoa física ou jurídi-


ca, na qual se solicita a uma autoridade um direito de
concessão de algo sob o amparo da lei.

Sua estrutura se compõe de:

a) vocativo: cargo da autoridade a que se dirige (omi-


te-se o seu nome);
b) texto: preâmbulo (identificação do requerente),
teor (solicitação em si e disposição legal em que
se baseia o pedido);
c) fecho: “Nestes termos, pede deferimento.” ou
“Termos em que pede deferimento.”;
d) local e data;
e) assinatura.
60 Degrau Cultural

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Língua Portuguesa

MODELOS Modelo de Aviso

Modelo de Ofício
Aviso no 35/SSP-PR
[remetente: nome do órgão ou setor, endereço postal, Brasília, 17 de fevereiro de 2000.
telefone e endereço de
correio eletrônico]
A Sua Excelência o Senhor
[Nome e cargo]
Ofício no 435/2000 - SG-PR
Brasília, 30 de abril de 2000.
Assunto: Seminário sobre uso de energia no setor
público.
A Sua Excelência o Senhor
Deputado [Nome] Senhor Ministro,
Câmara dos Deputados
70.160-900 – Brasília – DF Convido Vossa Excelência a participar da sessão de
abertura do Primeiro Seminário Regional sobre o Uso
Eficiente de Energia no Setor Público, a ser realizado em
Assunto: Demarcação de terras indígenas 5 de março próximo, às 9 horas, no auditório da Escola
Nacional de Administração Pública – ENAP, localizada no
Senhor Deputado, Setor de Áreas Isoladas Sul, nesta capital.

1. Em complemento às observações transmitidas pelo O Seminário mencionado inclui-se nas atividades do


telegrama no 154, de 24 de abril último, informo Vossa Programa Nacional das Comissões Internas de Conser-
Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta vação de Energia em Órgão Públicos, instituído pelo De-
no 6708, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão creto no 99.656, de 26 de outubro de 1990.
amparadas pelo procedimento administrativo de demarca-
ção de terras indígenas instituído pelo Decreto no 22, de 4
de fevereiro de 1991 (cópia anexa). Atenciosamente,

2. Em sua comunicação, Vossa Excelência ressalva a


necessidade de que – na definição e demarcação das
terras indígenas – fossem levadas em consideração as [nome do signatário]
características sócio-econômicas regionais. [cargo do signatário]

3. Nos termos do Decreto no 22, a demarcação de ter-


ras indígenas deverá ser precedida de estudos e levanta- Modelo de Memorando
mentos técnicos que atendam ao disposto no art. 231, §
1o, da Constituição Federal. Os estudos deverão incluir os Mem. 119/DJ Em 21 de maio de 2000.
aspectos etno-históricos, sociológicos, cartográficos e
fundiários. O exame deste último aspecto deverá ser feito Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
conjuntamente com o órgão federal ou estadual compe-
tente. Assunto: Administração. Instalação de microcom-
putadores
4. Os órgãos públicos federais, estaduais e municipais
deverão encaminhar as informações que julgarem perti- 1. Nos termos do Plano Geral de informatização, solici-
nentes sobre a área em estudo. É igualmente assegurada to a Vossa Senhoria verificar a possibilidade de que sejam
a manifestação de entidades representativas da socieda- instalados três microcomputadores neste Departamento.
de civil.
2 Sem descer a maiores detalhes técnicos, acrescen-
5. Como Vossa Excelência pode verificar, o procedi- to, apenas, que o ideal seria que o equipamento fosse do-
mento estabelecido assegura que a decisão a ser baixa- tado de disco rígido e de monitor padrão VGA. Quanto a
da pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a programas, haveria necessidade de dois tipos: um proces-
demarcação de terras indígenas seja informada de todos sador de textos, e outro gerenciador de banco de dados.
os elementos necessários, inclusive daqueles assinala-
dos em sua carta, com a necessária transparência e agi- 3. O treinamento de pessoal para operação dos micros
lidade. poderia ficar a cargo da Seção de Treinamento do Depar-
tamento de Modernização, cuja chefia já manifestou seu
Atenciosamente, acordo a respeito.

[Nome] 4. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos


[cargo] trabalhos deste Departamento ensejará racional distribui-
ção de tarefas entre os servidores e, sobretudo, uma
melhoria na qualidade dos serviços prestados.

Atenciosamente,

[nome do signatário]
[cargo do signatário]

Degrau Cultural 61

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THATYML
Língua Portuguesa

Modelo de Exposição de Motivos de Modelo de Ata


caráter informativo

Paredex – Indústria Têxtil S.A.


EM no 23495/2000-MIP Brasília, 30 de maio de 2000. CGC-MF nº 51.000.009/0001-51 – Companhia Aberta
Ata da Reunião Extraordinária do Conselho
de Administração.

Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Aos cinco de junho de dois mil e três, às nove horas, na
sede social da empresa na Rua das Flores nº 328, Jardim
das Rosas, em São Paulo – Capital, com a presença da
O Presidente George Bush anunciou, no último dia totalidade dos membros do Conselho Administrativo da
13, significativa mudança da posição norte-americana nas Sociedade, regularmente convocados na forma do pará-
negociações que se realizam – na Conferência do Desar- grafo 1o do Art. 19 do Estatuto Social, presidida por Sr.
mamento, em Genebra – de uma convenção multilateral de Fernando Jorge Bento Pires, secretário: Carlos Alberto
proscrição total das armas químicas. Ao renunciar à ma- Libertti, de acordo com a ordem do dia, apreciou-se o
nutenção de cerca de dois por cento de seu arsenal quí- pedido de renúncia de membro do conselho, solicitado
mico até a adesão à convenção de todos os países em pelo Sr. António Neves e designou-se seu substituto, nos
condições de produzir armas químicas, os Estados Uni- termos do parágrafo 4o do Estatuto Social, o Sr. Paulo
dos reaproximaram sua postura da maioria dos quarenta Peres. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a ses-
países participantes do processo negociador, inclusive o são com a lavratura da presente ATA que, após lida e
Brasil, abrindo possibilidades concretas de que o tratado achada de acordo, segue assinada pelos presentes.
venha a ser concluído e assinado em prazo de cerca de
um ano. (...) Fernando Jorge Bento Pires Carlos Alberto Libertti
António Neves Paulo Peres
Fernando Lima Sobrinho Derci Sousa
Respeitosamente,

[Nome] Modelo de Atestado


[cargo]

ATESTADO
Modelo de Mensagem

Atesto, para fins de prova junto ao Fórum da cidade


Mensagem no 298 de Cabreúva-PR, que o Sr. Armando Montes, ocupante do
cargo de diretor de comunicação do Sindicato dos Profes-
sores de Cabreúva-PR, para o qual foi nomeado por De-
creto nº 10 de 1o de abril de 2004, não reponde a proces-
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, so administrativo.

Comunico a Vossa Excelência o recebimento das Men-


sagens SM no 106 a 110, de 1991, nas quais informo a
promulgação dos Decretos Legislativos nos 93 a 97, de
1991, relativos à exploração de serviços de radiodifusão.
Crabreúva, 30 de maio de 2004.

______________________________
Brasília, 1o de abril de 2000. António Guedes
Presidente do Sindicato dos Professores
Cabreúva-PR

62 Degrau Cultural

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Língua Portuguesa

Modelo de Circular - 1 Modelo de Requerimento

CIRCULAR NÚMERO 55, DE 29 DE JUNHO DE 1973 Magnífico Reitor da Universidade de São Paulo

Prorroga o prazo para recolhimento, sem multa, da Taxa


de Cooperação incidente sobre bovinos. Dolores Matos, brasileira, solteira, estudante de enge-
nharia, matrícula nº 098.765-4, residente na Rua das Flo-
O DIRETOR-GERAL DO TESOURO DO ESTADO, no uso res nº 386, Jardim das Rosas, São Paulo, solicita a Vossa
de suas atribuições, comunica aos Senhores Cobradores Magnificência atestado de que freqüenta o 3o ano do Cur-
de Impostos e Contribuições que, de conformidade com o so de Engenharia Civil, para fim de pedido de Bolsa-Uni-
Decreto número 22.500, de 29 de junho de 1973, publica- versidade, como previsto pela Portaria 1002, de 13 de
do no Diário Oficial da mesma data, fica prorrogado, até 30 julho de 1966, do Ministério da Educação.
de setembro do corrente exercício, o prazo fixado na Lei
número 4.948, de 28 de maio de 1965, para o recolhimen- Nestes termos,
to, sem a multa moratória prevista no artigo 71 da Lei Pede deferimento
número 6.537, de 27 de fevereiro de 1973, da Taxa de
Cooperação incidente sobre bovinos. São Paulo, 30 de maio de 2004.

Lotário L. Skolaude,
Diretor-Geral. —————————————

Modelo de Circular - 2 Modelo de Relatório

CIRCULAR NÚMERO 4, DE 21 DE MAIO DE 1968 São Paulo, 13 de abril de 2004.

De ordem do Excelentíssimo Senhor Presidente da Re- Senhor Professor,


pública, recomendo aos Senhores Ministros de Estado
que determinem providências no sentido de serem presta- Na qualidade de aluno do curso preparatório para o
das, rigorosamente dentro do prazo estabelecido, as in- concurso de Auditor-Fiscal do INSS, fui designado para a
formações solicitadas para defesa da União em manda- escritura do relatório da 1a aula de Redação Oficial, minis-
dos de segurança impetrados contra ato presidencial. trada em 1o de abril de 2004, período noturno, na Central
de Concursos – unidade Barão de Itapetininga SP, sala D.
2. Recomenda-se, outrossim, que a coleta das infor-
mações seja coordenada pelo Gabinete do Ministro em Regida pelo Professor Diógenes de Ataíde, a aula co-
Brasília, que se responsabilizará pela observância do meçou às 19h00. O professor apresentou-se ao grupo e
prazo legal. em seguida fez uma explanação a respeito do que será a
prova de Redação Oficial. Distribuiu material impresso aos
3. O texto original das informações, nas quais cons- alunos. Falou do estilo de questão e esclareceu que não
tará, sempre que possível, pronunciamento do órgão se- se escreverá um texto, os candidatos apenas haverão de
torial de assessoria jurídica, deverá ser imediatamente reconhecer modalidades de comunicação oficial em lín-
transmitido à Presidência da República para o devido en- gua portuguesa.
caminhamento ao Excelentíssimo Senhor Presidente do
Supremo Tribunal Federal. Na seqüência, o mestre apresentou aos alunos as qua-
lidades das comunicações oficiais (impessoalidade, cor-
Rondon Pacheco, reção gramatical, clareza e concisão), mostrou vários
Ministro Extraordinário para os Assuntos do Gabinete exemplos, solicitando a participação de todos em afirma-
Civil. rem se as frases na lousa estavam certas ou erradas,
corrigiu-as e chamou-nos à atenção para o fato de que
isso aparece sempre nas provas.
Modelo de Declaração
Houve um intervalo para café.

DECLARAÇÃO Após o intervalo de 15 minutos, a aula prosseguiu com


a apresentação dos pronomes de tratamento e seus usos
na correspondência oficial. Os alunos participaram com
Eu, Agamenom Soares, CPF nº 098.765.432-10, brasi- perguntas.
leiro, solteiro, professor, residente e domiciliado na Rua
das Flores nº 386, Jardim das Rosas – São Paulo, declaro, Como último assunto do dia, o professor apresentou
sob as penas da lei, ter entregado à Secretaria da Receita cinco comunicações oficiais: ofício, aviso, memorando,
Federal em 20 de maio de 2004 os documentos compraba- mensagem e exposição de motivos. Falou-se das particu-
tórios de rendimentos tributáveis na fonte, conforme soli- laridades de cada uma e qual a sua finalidade.
citação 328-2004 expedida pelo Ministério da Fazenda em
1o de abril de 2004. Encerrou-se a aula às 21h57, com recomendações para
estudos em casa.

São Paulo, 30 de maio de 2004.


Respeitosamente,
_______________________
Agamenom Soares ——————————————

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Língua Portuguesa

Modelo de Parecer

Senhor diretor do CESPE – UnB

Austregésilo de Hollanda,
professor de Língua Portuguesa,
registrado no MEC sob nº 13.209

O Sr. Aldo Baccarat, candidato à vaga de Auditor-Fis-


cal da Previdência Social, inscrito no concurso realizado
em 1o de abril de 2004, sob nº 098.765, afirma que a ques-
tão doze da prova azul apresenta problema no gabarito
(opção A, oficialmente).

Na opção D, há a seguinte frase: “Os atletas america-


nos tem se saído melhor que brasileiros, nos Jogos Olím-
picos.” (sic), que está errada. Vejam-se a seguir os pro-
blemas do período em questão.

• têm – esse verbo se refere ao sujeito “os atletas ame-


ricanos”, assim sendo deveria estar no plural – com acen-
to circunflexo, como recomendam as regras de acentua-
ção gráfica para os diferenciais dos verbo TER e VIR (ele
tem – eles têm, ele vem – eles vêm).
• melhor – essa palavra, na frase acima, representa um
advérbio, pois liga-se ao termo saído (particípio do verbo
sair); e, como recomenda a norma culta, advérbio é inva-
riável.
• que os brasileiros – na frase percebe-se a ausência
do pronome demonstrativo OS, que representa na segun-
da oração do período o termo ATLETAS, sem o qual a
frase torna-se ambígua.

Visto que a frase está realmente com problemas, solicita-


se a revisão da nota do candidato.

São Paulo, 26 de abril e 2004.

————————————

64 Degrau Cultural

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Língua Portuguesa
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
assinou em sessão solene na Academia Bra-
Lisboa, 14, 15 e 16 de Dezembro de 1990
sileira de Letras, o decreto que estabelece o
cronograma para a vigência do Acordo Or-
tográfico entre os países de Língua Portu- Considerando que o projecto de texto de ortografia
guesa e orienta a sua adoção. unificada de língua portuguesa aprovado em Lisboa,
em 12 de outubro de 1990, pela Academia das Ciênci-
O acordo entrará em vigor a partir de
janeiro de 2009, mas a norma atual e a pre- as de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delega-
vista poderão ser usadas e aceitas oficial- ções de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambi-
mente até dezembro de 2012. que e São Tomé e Príncipe, com a adesão da delega-
ção de observadores da Galiza, constitui um passo
A reforma ortográfica foi aprovada em
importante para a defesa da unidade essencial da lín-
dezembro de 1990 por representantes de
sete países que falam Português – Brasil, gua portuguesa e para o seu prestígio internacional,
Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde,
Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Em Considerando que o texto do acordo que ora se
2004, o Timor-Leste aderiu ao projeto dois aprova resulta de um aprofundado debate nos Países
anos após obter sua independência da Indo- signatários,
nésia.
Para entrar em vigor, o acordo precisava a República Popular de Angola,
da ratificação de no mínimo três países, o que a República Federativa do Brasil,
foi conseguido em 2006 com Brasil, Cabo Ver- a República de Cabo Verde,
de e São Tomé e Príncipe, enquanto o Parla-
mento de Portugal aprovou em maio deste ano. a República da Guiné-Bissau,
a República de Moçambique,
Segundo o Ministério da Educação, o
acordo ampliará a cooperação internacio- a República Portuguesa,
nal entre os oito países ao estabelecer uma a República Democrática de São Tomé e Príncipe,
grafia oficial única do idioma. A medida tam- acordam no seguinte:
bém deve facilitar o processo de intercâm-
bio cultural e científico entre as nações e a Artigo 1º - É aprovado o Acordo Ortográfico da língua
divulgação mais abrangente da língua e da
portuguesa, que consta como anexo I ao presente ins-
literatura.
trumento de aprovação, sob a designação de Acordo
Ortográfico da língua portuguesa (1990) e vai acompa-
Texto integral do Acordo nhado da respectiva, nota explicativa, que consta como
anexo II ao mesmo instrumento de aprovação, sob a
CONGRESSO NACIONAL designação de Nota Explicativa do Acordo Ortográfico
da língua portuguesa (1990).
Faço saber que o Congresso Nacional aprovou, e
eu, José Sarney, Presidente do Senado Federal, nos
termos do art.48, item 28, do Regime Interno, promulgo Artigo 2º - Os Estados signatários tomarão, através
o seguinte das instituições e órgãos competentes, as providênci-
as necessárias com vista à elaboração, até 1º de ja-
DECRETO LEGISLATIVO Nº 54, DE 1995 neiro de 1993, de um vocabulário ortográfico comum
da língua portuguesa, tão completo quanto desejável
Aprova o texto do Acordo Ortográfico da língua Por- e tão normalizador quanto possível, no que se refere
tuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de às terminologias científicas e técnicas.
1990.

O Congresso Nacional decreta: Artigo 3º - O Acordo Ortográfico da língua portuguesa


entrará em vigor em 1º de janeiro de 1994, após depo-
Art. 1º. É aprovado o texto do Acordo Ortográfico da Lín- sitados os instrumentos de ratificação de todos os Es-
gua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de de- tados junto do Governo da República Portuguesa.
zembro de 1990.
Parágrafo único. São sujeitos à apreciação do Con- Artigo 4º - Os Estados signatários adoptarão as medi-
gresso Nacional quaisquer atos que impliquem revi- das que entenderem adequadas ao efectivo respeito
são do referido Acordo, bem como quaisquer atos que, da data da entrada em vigor estabelecida no artigo 3º.
nos termos do art. 49, I, da Constituição Federal, acar-
retem encargos ou compromissos gravosos ao patri-
mônio nacional. Em fé do que, os abaixo-assinados, devidamente
Art. 2º. Este Decreto Legislativo entra em vigor na data credenciados para o efeito, aprovam o presente acor-
de sua publicação. do, redigido em língua portuguesa, em sete exempla-
res, todos igualmente autênticos.
Senado Federal, 18 de abril de 1995
Senador José Sarney, Presidente.

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Língua Portuguesa

Assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atri-


buições que lhe confere o art. 84, incisos II, VII e VIII, da
PELA REPÚBLICA POPULAR DE ANGOLA, Constituição, e em observância ao Decreto Legislativo
José Mateus de Adelino Peixoto, nº 54, de 18 de abril de 1995 e ao Decreto de Promulga-
Secretário de Estado da Cultura ção nº....,

PELA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, DECRETA:


Carlos Alberto Gomes Chiarelli, Art. 1º - O Acordo Ortográfico da Língua Portugue-
Ministro da Educação sa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990,
ratificado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril
de 1995, e promulgado pelo Decreto nº........ , entrará
PELA REPÚBLICA DE CABO VERDE,
em vigor no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2009.
David Hopffer Almada,
Parágrafo único - No período de transição entre
Ministro da Informação Cultura e Desportos
1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012 haverá
a convivência da norma ortográfica atualmente em vi-
PELA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU, gor com a nova norma estabelecida pelo Acordo, e
Alexandre Brito Ribeiro Furtado, ambas serão aceitas como corretas nos exames esco-
Secretário de Estado da Cultura lares, provas de vestibulares e concursos públicos, bem
como nos meios escritos em geral.
PELA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE, Art. 2º - O Ministério da Educação, o Ministério da
Luis Bernardo Honwana, Cultura e o Ministério das Relações Exteriores, em aten-
Ministro da Cultura dimento ao artigo 2º do Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, com a colaboração da Academia Brasilei-
PELA REPÚBLICA PORTUGUESA, ra de Letras e entidades afins dos países signatários
Pedro Miguel de Santana Lopes, do Acordo, tomarão as providências necessárias com
Secretário de Estado da Cultura vistas à elaboração de um vocabulário ortográfico co-
mum da língua portuguesa.
PELA REPÜBLICA DEMOCRATICA DE SÃO TOMÉ E Art. 3º - Os livros escolares distribuídos pelo Mi-
PRÍNCIPE, nistério da Educação à rede pública de ensino de todo
Lígia Silva Graça do Espírito Santo Costa, o país serão autorizados a circular, em 2009, tanto na
atual quanto na nova ortografia, e deverão ser editados,
Ministra da Educação e Cultura
a partir de 2010, somente na nova ortografia, excetua-
das as reposições e complementações de programas
em curso, conforme especificação definida e regula-
MINUTA DE DECRETO mentada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação – FNDE.
Estabelece cronograma para a vigência do Acor- Art. 4º - Este Decreto entra em vigor na data de
do Ortográfico da Língua Portuguesa e orienta a sua sua publicação.
implementação.
Brasília,____de_________de 2008; 187º
da Independência e 120º da República.

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Língua Portuguesa

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Língua Portuguesa

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Língua Portuguesa

Observações Importantes → São mantidos os acentos das palavras oxítonas ter-


minadas em a, e, o seguidas ou não de S.
→ As letras K, W e Y serão usadas nos seguintes casos
especiais: → São mantidos os acentos das paroxítonas termina-
das em ditongo crescente.
a) EM antropônimos, antropônimos originários de
outras línguas e seus derivados. → São mantidos os acentos das paroxítonas termina-
Ex.: Franklin, frankliniano, Taylor, taylorista; das em LNRX, UM,UNS, PS, ÂO, Ã, US, I(+S)
b) Em topônimos, topônimos originários de ou-
tras línguas e seus derivados. → mantido o hífen em palavras cujos prefixos são de
Ex.: Kuanza, Kuwait. valor tipi-guarani.
c) Em siglas, símbolos e mesmo em palavras Ex.: Ceará-Mirim.
adotadas como unidade de medida de curso internaci-
onal. → Mantêm-se os acentos nas formas da 3ª pessoa do
Ex.: K – potássio (de kalium); W – oeste (West); kg
plural dos verbos ter, manter, reter etc., que conservam
– quilograma; km (quilômetro); kW – kilowatt; yd – jarda
(yard) o acento:
EX.: (eles) têm, mantêm, retêm etc.
MANTIDO
→ Estão mantidos os acentos graves indicativos de
→ Fica mantido o acento agudo nas vogais tônicas I e U crase.
das palavras oxítonas e paroxítonas que constituem o
2º elemento de um hiato e não seguidas de l,m,n,nh,r,z. MUDANÇAS
Ex.: país, saúde, balaústre. Nessa mesma regra
estão incluídas as formas verbais atraí-las, possuí- → Os verbos como aguar (ou derivados), delinquir
lo-ás.
possuem dupla grafia: com o u tônico em formas ri-
→ São mantidos os acentos em todas as proparoxíto- zotônicas sem acento gráfico: averiguo, águe; e com
nas. Toda paroxítona terminada em ditongo é também a a ou o i dos radicais tônicos acentuados grafica-
uma proparoxítona eventual. mente: averiguo, ágüe.

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Língua Portuguesa

→ As palavras proparoxítonas cuja vogal tônica admite → Não se emprega o acento circunflexo nas 3ª pesso-
variantes (ê, é, ô, ó) admitem dupla grafia. as do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo
Ex.: cômodo ou cómodo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados: creem,
deem, leem, veem, releem.
→ Oscilação do acento gráfico em fêmur, femur, onix
ou ônix. → Não se emprega o acento circunflexo nas paroxí-
tonas terminadas em oo (hiato): enjoo, voo (subs-
→ Não são acentuadas as palavras paroxítonas cujas tantivo e verbo).
vogais tônicas i e u são precedidas de ditongo crescente.
Ex.: baiuca, feiura → Emprega-se o hífen quando o primeiro elemento da
palavra composta for bem ou mal e o segundo elemen-
→ Emprega-se o hífen nos seguintes topônimos: to começar por vogal ou h: bem-apanhado, bem-humo-
a) iniciados por grã e grão. Ex.: Grão-Pará; rado, mal-habituado, mal-estar.
b) iniciados por verbos: Ex.: Passa-Quatro;
c) cujos elementos estejam ligados por artigo: → Na translineação, ato de passar de uma linha para
outra, na escrita ou na impressão, ficando parte da pa-
Ex.: Bahia de Todos-os-Santos;
lavra na linha superior e o resto na de baixo, se a parti-
ção coincide com o fim de um dos elementos, deve-se
repetir o hífen na linha seguinte. Ex.: vice- -almirante.
Observação: Os demais topônimos compos-
tos são escritos separados e sem hífen: Ex.: → Os nomes próprios hebraicos de tradição bíblica
Cabo Verde - Exceção Guiné-Bissau podem conservar os finais ch, ph e th ou simplificá-
los: Loth ou Lot.

→ prefixos terminados em vogal e segundo elemento → Se o dígrafo for mudo, deverá ser eliminado: Joseph,
iniciado por r ou s, a consoante será duplicada. José; se, pelo uso, permitir adaptação, adiciona-se uma
vogal: Judith, Judite.
Ex.: cosseno, contrarregra.
→ Em antropônimos e topônimos de tradição bíblica,
→ prefixo terminado em vogal e segundo elemento ini- podem conservar-se ou não ser mantidas as consoan-
ciado por vogal diferente daquela em que termina o tes finais b, c, d, g e t, consagradas pelo uso, quer se-
primeiro elemento. jam pronunciadas, quer não: David, Davi.
Ex.: antiaéreo, hidroelétrico.
No mesmo caso, incluem-se: Madrid, Calecut ou Cali-
→ Facultativamente em dêmos (1ª pessoa do plural cut. Com grafia única, destaca-se a palavra Cid, em
do presente do subjuntivo), para se distinguir de de- que o d sempre é pronunciado.
mos (1ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indi-
cativo) e em fôrma (substantivo) para se distinguir de → Sempre que possível, devem-se substituir os topôni-
forma (substantivo ou verbo no presente do indicativo mos de línguas estrangeiras por formas próprias da lín-
ou no imperativo). gua nacional (formas vernáculas), quando estas sejam
antigas e ainda vivas em português: Zurique por Zürich.

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Língua Portuguesa

Para fixar melhor observe o quadro demonstrativo


na prática do uso do hífen.

Bibliografia
Instituto Antonio Houaiss – Escrevendo pela nova ortografia – Como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua Portuguesa
Ed. PubliFolha – Houaiss – 1ª edição/ 2008

Degrau Cultural 71

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Língua Portuguesa

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Raciocínio Lógico

Raciocínio
Lógico

75 Conjuntos
76 Proposição simples ou proposição atômica
77 Conectivos
78 Número de linhas de uma tabela-verdade
79 Tautologias
86 Sentenças Abertas
86 Cálculos com porcentagem

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Raciocínio Lógico

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Raciocínio Lógico
RACIOCÍNIO LÓGICO
1. CONJUNTOS 1.7 - Conjunto unitário
É o conjunto formado por um só elemento.
1.1 - Introdução Ex: Conjunto dos números primos pares e positivos:
A noção de conjuntos é intuitiva. Primitivamente, enten- A={2}
de-se por conjunto todo agrupamento bem determina-
do de coisas, objetos, pessoas etc. 1.8 - Conjunto Vazio
Ex: Conjunto das vogais. É o conjunto que não possui elementos.
Ex: Conjunto dos números inteiros entre 5 e 6.
1.2 - Elementos
B = { } ou B = ∅
São os objetos que formam o conjunto.
Ex: Nos conjuntos das vogais, os elementos são: a, e,
1.9 - Conjunto Universo
i, o, u.
É o conjunto que admitimos existir para o desenvolvi-
mento de certo assunto em matemática. É representa-
1.3 - Representação
do por U.
Podemos representar um conjunto de dois modos: en-
Ex: {Segunda-feira, Sexta-feira, sábado} é o conjunto
tre chaves ou através de uma linha poligonal fechada.
dos dias da semana que começam com a letra “s” .Nes-
Ex: Conjunto das vogais:
te caso o conjunto universo é: U ={x / x é dia da semana}.
V = {a, e, i, o, u }
1.10 - Subconjunto
O conjunto A é subconjunto de um conjunto B se, e so-
mente se, todo elemento de A pertence a B.
Ex: A = {1, 2, 3 } e B = {1, 2, 3, 4, 5}
A é subconjunto de B.

No diagrama:

1.4 - Caracterização
Podemos caracterizar um conjunto por:

a) Extensão: através da designação de todos os ele-


mentos que compõe o conjunto.
Ex: A = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}

b) Compreensão: através da indicação de uma propri-


edade de comum a todos os elementos.
Para relacionar subconjuntos, conjuntos, usaremos
Ex: {x / x é algarismo indo-arábico}
os símbolos:
⊂ (está contido)
Obs: / (lê-se assim: tal que).
⊄ (não está contido)
1.5 - Relação de Pertinência ⊃ (contém)
Para indicar que um elemento x pertence ou não a um (não contém)
conjunto A qualquer, escrevemos simbolicamente:
x ∈ A (x pertence ao conjunto A) Se A é subconjunto de B, então: A ⊂ B; B ⊃ A
x ∉ A (x não pertence ao conjunto A)
Ex: Dado o conjunto A = { 0, 1, 2, 3, 4, 5,}, podemos dizer Obs:
que: 1) A ordem dos elementos não altera o conjunto.
3∈A Ex: A = {3, 7, 8} é o mesmo que A = {7, 8, 3}
1∈A 2) Os elementos dos conjuntos não devem ser repetidos.
7∉A Ex: B = {1, 4, 4, 5, 4, 9} é o mesmo que B = {1, 4, 5, 9}

1.6 - Tipos de conjuntos 3) Representamos os conjuntos por letras maiúsculas:


a) Finito: quando possui um número limitado de ele- A, B, C, ...
mentos:
Ex: {a, e, i, o, u } 4) Os elementos são indicados por letras minúsculas:
{0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} a, b, c, ...

b) Infinito: quando possui um número ilimitado de ele- 1.11 - Igualdade de conjuntos


mentos. Dois conjuntos A e B são iguais, se e somente se, simul-
Ex: {1, 3, 5,... } → {x ∈ IN / x é ímpar} taneamente A é subconjunto de B é subconjunto de A.
{0, 1, 2, 3,... } → {x / x é natural }

Degrau Cultural 75

01_Raciocinio Logico.pmd 75 30/9/2010, 09:45


THATYML
Raciocínio Lógico

Ou seja, dois conjuntos são iguais quando possuem C) Diferença


os mesmos elementos.
Ex: A = {3, 2, 1} e B = {1, 2, 3} Dados dois conjuntos A e B, chama-se diferença entre A
A=B e B e indica-se por A - B, ao conjunto formado pelos que
pertencem a A e não pertencem a B.
1.12 - Conjuntos Numéricos
a) IN = {0, 1, 2, 3, 4,...} é o conjunto dos números Ex: A – B = {x / x ∈ A e x ∉ B}
naturais. Se: A = {1, 2, 3} e B = { 3, 4} então:
b) Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ...} é conjunto dos números A – B = {1,2} B – A = {4}
inteiros. Obs: A – B ≠ B - A
c) Q = {x / x = , a ∈ z, b ∈ z, b ≠ 0} é o conjunto dos
No diagrama temos:
números racionais.
d) I = {x / x não é quociente de dois números inteiros}
e) IR é o conjunto formado pelos conjuntos dos núme-
ros racionais mais irracionais, chamados de reais.

Em diagramas temos:

No diagrama temos:

D) Complementar
Então: IN ⊂ Z ⊂ Q ⊂ IR
Dados dois conjuntos A e B tais que A é subconjunto de
B, chama-se complementar de A em relação a B e indi-
1.13 - União (U)
Dados dois conjuntos A e B, chama-se união de A com ca-se por , ao conjunto dos elementos que perten-
B, o conjunto formado pelos elementos que pertencem cem a B e não pertencem a A.
a A ou a B.
A U B = {x / x ∈ A ou x ∈ B} =B –A
Ex: A = {1, 2, 3} , B = {3, 4, 5} Ex: A = { 1, 2, 3 } e B = { 1, 2, 3, 4, 5 }
A U B = {1, 2, 3, 4, 5}
= B – A = { 4, 5 }
No diagrama temos:
Estruturas Lógicas e Diagramas
Proposição é todo o conjunto de palavras, símbolos
que representam um pensamento completo.

Princípios
A lógica matemática se fundamenta em dois princípi-
os básicos:

B) Intersecção ( ) I) Princípio da não contradição:


Uma proposição não poderá ser ao mesmo tempo fal-
Dados dois conjuntos A e B, chama-se intersecção de sa e verdadeira.
A com B o conjunto formado pelos elementos que II) Princípio do terceiro excluído:
pertencem a A e a B. Toda proposição ou é verdadeira ou é falsa, não existe
A B = {x / x ∈ A e x ∈ B} um terceiro caso.
Ex: A = {1, 2, 3} e B = {3, 4,}
A B = {3} Valor lógico de uma proposição
Uma proposição poderá ter valor lógico verdade ou
No diagrama temos: falsidade.
Toda proposição tem um e, um só dos valores V ou F.

Proposição simples ou proposição atômica


É aquela que não tem nenhuma outra proposição como
parte integrante.
Representaremos pelas letras latinas minúsculas p, q,
r, s...
p: Antonio é alto.
q: 2 é um número ímpar.

76 Degrau Cultural

01_Raciocinio Logico.pmd 76 30/9/2010, 09:45


THATYML
Raciocínio Lógico

Proposição composta ou proposição molecular. d) Disjunção Exclusiva ( )


É aquela formada pela combinação de duas ou mais Representa a disjunção de duas proposições ligadas
proposições. através do conectivo ou...ou.. (p q). Seus valores lógi-
Representaremos pelas letras latinas maiúsculas P, cos são:
Q, R, S...
P: Antonio é alto ou 2 é um número ímpar.

Conectivos
São palavras usadas para ligar proposições, assim
criando novas proposições.
Os Conetivos são:
p q: lê-se ou p ou q, mas não ambos
ou Carlos é engenheiro ou 5 é primo.

e) Condicional ( )
Representa a conjunção de duas proposições ligadas
através do conectivo se... então (p q). Seus valores
lógicos são:

TABELA-VERDADE
Dispositivo prático na qual figuram todos os possíveis
valores lógicos da proposição composta corresponden-
tes das proposições simples.

p q: lê-se: se p então q; q se p; p somente se q.


Poderemos também, interpretar da seguinte forma:
(a) p é condição suficiente para q
(b) q é condição necessária para p
Se Carlos é engenheiro, então 5 é primo.
Operações Lógicas sobre proposições
Quando analisamos proposições realizamos uma sé- f) Bicondicional (↔)
rie de operações, vamos conhecê-las e também as suas Representa a conjunção de duas proposições ligadas
tabelas-verdade. através do conectivo se...então (p↔q). Seus valores ló-
gicos são:
a) Negação (~)
Representa a negação de uma proposição. Seus valo-
res lógicos são:

p ↔ q: lê-se: p se, e somente se, q; p é equivalente a q.


~p , lê-se: não p; não é verdade que p; não sucede p Poderemos também, interpretar da seguinte forma:
p: Antonio é professor p é condição necessária e suficiente para q
~p: Antonio não é professor. Carlos é engenheiro se e somente se 5 é primo.
b) Conjunção (∧∧) ER1. (FT_98) De três irmãos – José, Adriano e Caio –,
Representa a conjunção de duas proposições ligadas sabe-se que ou José é o mais velho, ou Adriano é o
através do conectivo e (p ∧q) . Seus valores lógicos são: mais moço. Sabe-se, também, que ou Adriano é o mais
velho, ou Caio é o mais velho. Então, o mais velho e o
mais moço dos três irmãos são, respectivamente:
a) Caio e José
b) Caio e Adriano
c) Adriano e Caio
d) Adriano e José
p ∧ q: lê-se: p e q; p mais q. e) José e Adriano
Carlos é engenheiro e 5 é primo.

c) Disjunção (∨) Resolução:


Representa a disjunção de duas proposições ligadas Temos as seguintes proposições:
através do conectivo ou (p ∨ q). Seus valores lógicos são: Ou José é o mais velho, ou Adriano é o mais moço. (I)
Ou Adriano é o mais velho, ou Caio é o mais velho. (II)
Considerando a proposição:
Ou Adriano é o mais velho, ou Caio é o mais velho.
Essa proposição será verdadeira se somente uma das
proposições for verdadeira.
Considerando que Caio é o mais velho, então Adriano
p ∨ q: lê-se: p ou q. não é o mais velho.
Carlos é engenheiro ou 5 é primo. Considerando a proposição:
Ou José é o mais velho, ou Adriano é o mais moço.

Degrau Cultural 77

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THATYML
Raciocínio Lógico

Essa proposição será verdadeira se pelo menos uma Para a primeira proposição simples (p):
das proposições for verdadeira. Para valores Vs (verdadeiros), temos: p = 2n – 1,
José é o mais velho é falso pela (II), então Adriano é o como n = 2, fica: 22 – 1 = 21 = 2 (significa que na primeira
mais moço. coluna, teremos dois valores Vs).
Usando o mesmo raciocínio, para valores Fs (fal-
Alternativa: B sos), concluímos que, teremos, também, dois valores
Fs (falsos), na primeira coluna.
ER2. (FT_98) A negação da afirmação condicional “se Nota: os valores Vs (verdadeiros) e Fs (falsos)
estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva” é: vão se alternando de dois em dois, pois o resultado
a) se não estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva
de 2n – 1 foi 2.
b) não está chovendo e eu levo o guarda-chuva
c) não está chovendo e eu não levo o guarda-chuva Façamos, agora, para a segunda proposição (q):
d) se estiver chovendo, eu não levo o guarda-chuva Para valores Vs (verdadeiros), temos: q = 2n – 2,
e) está chovendo e eu não levo o guarda-chuva como n = 2, fica: 22 – 2 = 20 = 1 (significa que na segunda
coluna, teremos um valor V).
Resolução: Pela mesma linha de raciocínio, para valores Fs
A negação da de uma proposição do tipo (falsos), concluímos que teremos, também, um valor F.
“Se A então B” (A → B), Nota: os valores V (verdadeiro) e F (falso) vão se
é a afirmação da primeira e negação da segunda. alternando de um em um, pois o resultado de 2n – 2 foi 1.
~ (A → B) ⇔ A ∧ → B O candidato pode perguntar por que em relação
Logo, a negação de: à primeira premissa a potência foi n – 1 e em relação à
“Se estiver chovendo, (então) eu levo o guarda-chuva”. segunda premissa a potência foi n – 2.
“Está chovendo, eu não levo o guarda-chuva”. A resposta é: fundamenta-se na fórmula 2n / 2k =
2n - k onde n são os valores lógicos e k são as premissas.
Alternativa: E Então, no nosso caso, ficamos assim:
Para a primeira premissa: 22 / 21 = 22 - 1, o 2 (po-
ER3. (FT_98_ESAF) Dizer que “Pedro não é pedreiro ou tência) é porque os valores lógicos são V e F e o 1
Paulo é paulista” é, do ponto de vista lógico, o mesmo (potência), porque é em relação à 1ª premissa.
que dizer que: Para a segunda premissa: 22 / 22 = 22 – 2, o primei-
a) se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista ro 2 (potência) é porque os valores lógicos são V e F e o
b) se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro segundo 2 (potência) é porque a premissa é a segunda.
c) se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista Agora, vamos montar a tabela-verdade:
d) se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista
e) se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista

Resolução:
Do ponto de vista da lógica, a negação da primeira ou
afirmação da segunda (~A ∨ B), é equivalente a dizer
que a afirmação da primeira implica na afirmação da
segunda (A →B). Pela tabela-verdade, vemos que na primeira coluna
~A ∨ B ⇔ A → B
existem dois Vs e dois Fs, enquanto na segunda
Logo: existe um V e um F, alternando-se, como foi compro-
“Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista” ⇔ vado no cálculo acima.
“se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista”

Alternativa: A 2º) Exemplo:


Vamos aproveitar este exemplo para mostrar a
validade de um argumento.
Número de linhas de uma tabela-verdade

O número de linhas da tabela-verdade de uma Testar a validade do seguinte argumento:


proposição composta depende do número de proposi- Se trabalho, não posso estudar
ções simples que a integram, sendo dado pelo seguin-
te teorema: Trabalho ou serei aprovado em Matemática
“A tabela-verdade de uma proposição compos- Tabalhei______________________________
ta com n proposições simples componentes contém Logo, fui reprovado em Matemática
2n linhas”.
Vamos primeiro ver um exemplo construindo a tabe- Inicialmente, vamos separar as proposições:
la-verdade por uma proposição, depois, um exemplo cons- P = “Trabalho”
truindo a tabela-verdade através de argumento. Q = “Posso estudar”
R = “Serei aprovado em Matemática”
1º) Exemplo:
Dada a proposição P(p,q) = ~ (p ^ ~ q)
Primeiramente, calculamos o nº de linhas por Padronizando, sendo:
2n: 22 = 4 (o 2 da potência é porque só temos duas P→~Q
variáveis, ou seja, p e q). PvR
Após sabermos o número de linhas que terá a
tabela-verdade, vamos, agora, construí-la, através dos P______
valores lógicos V e F. \~ R

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Raciocínio Lógico

Fazendo o mesmo tipo de cálculo para o pri- Lógica de Argumentação


meiro exemplo, temos: 2n = 23 = 8 linhas. (lembre-se, Chama-se de argumento toda afirmação de que uma
dada seqüência finita de proposições tem como con-
agora, k vale 1, depois, 2, depois, 3, porque são 3 seqüência uma proposição final.
premissas). Então, nas colunas, teremos: As proposições iniciais são as premissas do argumen-
1ª coluna = da premissa P = 4 Vs e 4 Fs; to, e a proposição final é a conclusão do argumento.
2ª coluna = da premissa Q = 2 Vs e 2 Fs, alternada- Poderemos usar os termos hipótese no lugar de pre-
mente; missa e tese no lugar de conclusão.
P1: Todos os diplomatas são gordos.
3ª coluna = da premissa R = 1 V e 1 F, alternada- P2: Nenhum gordo sabe nadar.
mente.
C: Logo, os diplomatas não sabem nadar.
A montagem da tabela, fica:
Um argumento que consiste em duas premissas e uma
conclusão chama-se silogismo.

Validade de um argumento
Um argumento P1, P2,...,Pn |----- C diz-se válido, se e
somente se a conclusão C é verdadeira todas as vezes
que premissas P1, P2,...,Pn são verdadeiras.
Um argumento não-válido recebe o nome de sofisma.

Critério de validade de um argumento


Um argumento P1, P2,...,Pn |------ C é válido, se e somen-
te se a condicional:
(P1 ∧ P2, ∧....∧Pn) ⇒ C é tautológica.

ER5. (ICMS_SP_02)
Todos os diplomatas são gordos.
p = premissas Nenhum gordo sabe nadar.
c = conclusão Segue-se que:
A explicação para a validade de um argumento é: a) Algum diplomata não é gordo
após a construção da tabela-verdade, verifica-se na b) Algum diplomata sabe nadar
coluna das premissas as linhas em que os valores c) Nenhum diplomata sabe nadar
lógicos são todos V. Se em todas essas linhas o valor d) Nenhum diplomata é gordo
lógico relativo à coluna da conclusão for, também, V, o e) Algum gordo sabe nadar
argumento é válido. Se ao menos em uma das linhas
em que os valores lógicos das premissas são Vs, se Resolução:
nessa mesma linha o valor lógico relativo à coluna da Poderemos usar a teoria dos conjuntos para a resolu-
ção do exercício.
conclusão for F, então, o argumento é não-válido.
Vamos representar cada frase por diagramas de con-
No nosso 2º exemplo, temos nas 3ª e 4ª linhas
juntos
as premissas verdadeiras, mas na terceira linha a con-
clusão é falsa, logo o argumento é não-válido.

TAUTOLOGIAS

Sentenças moleculares que são sempre verdadeiras,


independentemente do valor lógico das proposições
que a constituem, são chamadas tautologias.

ER4. (FT_98) Chama-se tautologia a toda proposição


que é sempre verdadeira, independentemente da ver-
dade dos termos que a compõem. Um exemplo de tau-
tologia é:
a) se João é alto, então João é alto ou Guilherme é
gordo
b) se João é alto, então João é alto e Guilherme é
gordo
c) se João é alto ou Guilherme é gordo, então Gui- Como não há intersecção entre o conjunto dos Gordos
lherme é gordo e o dos Nadadores, então não existe a possibilidade
d) se João é alto ou Guilherme é gordo, então João é de algum diplomata saber nadar, logo nenhum diplo-
alto e Guilherme é gordo mata sabe nadar.
e) se João é alto ou não é alto, então Guilherme é
gordo Alternativa: C
Resolução: REGRAS DE INFERÊNCIA
Analisando a proposição se João é alto, então João é
alto ou Guilherme é gordo As tabelas que se seguem contém alguns dos argu-
Logo, essa proposição representa uma tautologia. mentos válidos mais importantes da lógica. O conheci-
Alternativa: A mento da validade destes dez argumentos permite-nos
Degrau Cultural 79

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THATYML
Raciocínio Lógico

inferir a validade de muitos outros argumentos. Por esse deiro que:


motivo eles são chamados de a) algum A não é G d) algum G é A
b) algum A é G e) nenhum G é A
Regras de Inferência. c) nenhum A é G

02. (TTN) Considere dois conjuntos, A e B, tais que A =


{4, 8, x, 9, 6} e B = {1 , 3, x, 1 0, y, 6}. Sabendo que a
interseção dos conjuntos A e B é dada pelo con-
junto {2, 9, 6}, o valor da expressão y - (3x + 3) é
igual a
a) -28 d) 6
b) -19 e) 0
c) 32

03. (Fiscal do Trabalho/98) De um grupo de 200 estu-


dantes, 80 estão matriculados em francês, 110 em
inglês e 40 não estão matriculados nem em in-
glês, nem em francês. Seleciona-se, ao acaso, um
dos 200 estudantes. A probabilidade de que o es-
tudante selecionado esteja matriculado, em pelo
menos uma dessas disciplinas (isto e, em inglês
ou em francês) é igual a:
a) d)

b) e)

c)

04. (AFC/96) Se Beto briga com Glória, então Glória vai


ao cinema. Se Glória vai ao cinema, então Carla
fica em casa. Se Carla fica em casa, então Raul
briga com Carla. Ora, Raul não briga com Carla.
Logo,
a) Carla não fica em casa e Beto não briga com Gló-
ria.
b) Carla fica em casa e Glória vai ao cinema.
c) Carla não fica em casa e Glória vai ao cinema.
Exemplo: d) Glória vai ao cinema e Beto briga com Glória.
1) Vamos usar a regra modus ponens para verificar a e) Glória não vai ao cinema e Beto briga com Glória.
validade do argumento:
Se Maria é francesa, então Guilherme é italiano. 05. (AFC/96) Três irmãs – Ana, Maria e Cláudia – fo-
Se Guilherme é italiano, então Orlando é chinês. ram a uma festa com vestidos de cores diferentes.
Mas Maria é francesa. Uma vestiu azul, a outra branco, e a terceira preto.
------------------------------------------------------------------------- Chegando à festa, o anfitrião perguntou quem era
Logo Orlando é chinês. cada uma delas. A de azul respondeu: “Ana é a que
está de branco”. A de branco falou: “Eu sou Maria”.
Representando simbolicamente as proposições por A: E a de preto disse: “Cláudia é quem está de bran-
Maria é francesa, B: Guilherme é italiano e C: Orlando é co”. Como o anfitrião sabia que Ana sempre diz a
chinês, o argumento dado é da forma: verdade, que Maria às vezes diz a verdade, e que
(1) Se A, então B Cláudia nunca diz a verdade, ele foi capaz de iden-
(2) Se B, então C tificar corretamente quem era cada pessoa. As
(3) A cores dos vestidos de Ana, Maria e Cláudia eram,
------------------------ respectivamente,
(4) C a) Preto, branco, azul.
b) Preto, azul, branco.
onde (1), (2) e (3) são as premissas e (4) é a conclusão; c) Azul, preto, branco.
das premissas (1) e (3) podemos concluir, via “modus d) Azul, branco, preto
ponens”, que a proposição B é verdadeira e assim, no e) Branco, azul, preto.
nosso argumento, podemos usar a proposição
proposição B como uma nova premissa. Temos então 06. (AFC/96) Se Carlos é mais velho do que Pedro,
verdadeira as seguintes proposições (1), (2), (3) e (4), então Maria e Júlia têm a mesma idade. Se Maria
mostrando que o argumento é válido. e Júlia têm a mesma idade, então João é mais
moço do que Pedro. Se João é mais moço do que
EXERCÍCIOS Pedro, então Carlos é mais velho do que Maria.
Ora, Carlos não é mais velho do que Maria. Então,
01. (TTN) Se é verdade que “Alguns A são R” e que a) Carlos não é mais velho do que Júlia, e João é
“Nenhum G é R”, então é necessariamente verda- mais moço do que Pedro.

80 Degrau Cultural

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THATYML
Raciocínio Lógico

b) Carlos é mais velho do que Pedro, e Maria e Júlia ocínio por meio de proposições que são avalia-
têm a mesma idade. das (valoradas) como verdadeiras (V) ou falsas
c) Carlos e João são mais moços do que Pedro. (F), mas nunca ambos, esses operadores estão
d) Carlos é mais velho do que Pedro, e João é mais definidos, para cada valoração atribuída às letras
moço do que Pedro. proposicionais, na tabela abaixo.
e) Carlos não é mais velho do que Pedro, e Maria e
Júlia não têm a mesma idade.

07. (AFC/96) Os dois círculos abaixo representam, res-


pectivamente, o conjunto S dos amigos de Sara e
o conjunto P dos amigos de Paula.

11. Suponha que P represente a proposição Hoje cho-


veu, Q represente a proposição José foi à praia e
R represente a proposição Maria foi ao comércio.
Com base nessas informações e no texto, julgue
os itens seguintes.
a) A sentença Hoje não choveu então Maria não foi
Sabendo que a parte sombreada do diagrama não ao comércio e José não foi à praia pode ser corre-
possui elemento algum, então:
tamente representada por ¬ P→ (¬ R ^¬ Q).
a) Todo amigo de Paula é também amigo de Sara.
b) Todo amigo de Sara é também amigo de Paula. b) A sentença Hoje choveu e José não foi à praia pode
c) Algum amigo de Paula não é amigo de Sara. ser corretamente representada por P ^ ¬ Q.
d) Nenhum amigo de Sara é amigo de Paula. c) Se a proposição Hoje não choveu for valorada como
e) Nenhum amigo de Paula é amigo de Sara. F e a proposição José foi à praia for valorada como V,
então a sentença representada por ¬ P → Q é falsa.
08. (AFC/96) Com relação a dois conjuntos quaisquer,
Z e P, é correto afirmar que: d) O número de valorações possíveis para (Q ^ ¬ R) → P
a) Se (Z ∩ P) = P, então P ⊂ Z é inferior a 9.
b) Se (Z ∪ P) = Z, então Z⊂ P
c) Se (Z ∩ P) = φ , então (Z ∪ P) = φ 12.
d) Se (Z ∩ P) = φ, então Z = ou P = φ
e) Se (Z ∪ P) = P, então Z = φ

09. (ICMS_2002) Indique a alternativa em que as pro-


posições formam um conjunto inconsistente.
a) Se o avião tem problema de motor, então pousa
em Campinas. Se o avião tem problema de motor, As letras P, Q e R representam proposições, e os
então pousa em Bauru. O avião não pousa em esquemas acima representam quatro formas de de-
Campinas. dução, nas quais, a partir das duas premissas (pro-
b) Se o avião tem problema de motor, então pousa posições acima da linha tracejada), deduz-se a con-
em Campinas. Se o avião não tem problema de clusão (proposição abaixo da linha tracejada). Os sím-
motor, então pousa em Bauru. O avião não pousa bolos ¬ e → são operadores lógicos que significam,
em Bauru. respectivamente, não e então, e a definição de V é
c) Se o avião tem problema de motor, então não pou- dada na seguinte tabela verdade.
sa em Campinas. Se o avião não tem problema de
motor, então pousa em Bauru. O avião não pousa
em Campinas.
d) Se o avião tem problema de motor, então pousa
em Campinas. Se o avião não tem problema de
motor, então pousa em Bauru. O avião não pousa
em Campinas nem em Bauru.
e) Se o avião tem problema de motor, então não pou- Considerando as informações acima e as do texto,
sa em Campinas. Se o avião não tem problema de julgue os itens que se seguem, quanto à forma de
motor, então não pousa em Bauru. O avião pousa dedução.
em Campinas. a) Considere a seguinte argumentação. Se juízes fos-
sem deuses, então juízes não cometeriam erros.
10. De quantas maneiras cinco pessoas: A, B, C, D e Juízes cometem erros. Portanto, juízes não são
E, podem ser dispostas em fila indiana começan- deuses. Essa é uma dedução da forma IV.
do por A ou B? b) Considere a seguinte dedução. De acordo com a
a) 120. d) 60. acusação, o réu roubou um carro ou roubou uma
b) 24. e) 42. motocicleta. O réu roubou um carro. Portanto, o
c) 48. réu não roubou uma motocicleta. Essa é uma de-
dução da forma II.
Texto para os itens de 11 e 12 (TCU/2004) c) Dadas as premissas P → Q;¬ Q; R → P, é possível
Considere que as letras P, Q e R representam pro- fazer uma dedução de ¬ R usando-se a forma de
posições e os símbolos , e são operado- dedução IV.
res lógicos que constroem novas proposições e d) Na forma de dedução I, tem-se que a conclusão
significam não, e e então, respectivamente. Na ló- será verdadeira sempre que as duas premissas
gica proposicional que trata da expressão do raci- forem verdadeiras.

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Raciocínio Lógico

13. (TCU/2004) A seguinte forma de argumentação é C) se Helena não é uma boa amiga, Patrícia é uma
considerada válida. Para cada x, se P(x) é verdade, boa amiga.
então Q(x) é verdade e, para x = c, se P(c) é verda-
de, então conclui-se que Q(c) é verdade. Com base A análise do encadeamento lógico dessas três afir-
nessas informações, julgue os itens a seguir. mações permite concluir que elas:
a) Considere o argumento seguinte. a) são equivalentes a dizer que Patrícia é uma boa
Toda prestação de contas submetida ao TCU que amiga.
expresse, de forma clara e objetiva, a exatidão dos b) implicam necessariamente que Patrícia é uma boa
demonstrativos contábeis, a legalidade, a legiti- amiga.
midade e a economicidade dos atos de gestão do s) implicam necessariamente que Vítor diz a verda-
responsável é julgada regular. A prestação de con- de e que Helena não é uma boa amiga.
tas da Presidência da República expressou, de d) são consistentes entre si, quer Patrícia seja uma
forma clara e objetiva, a exatidão dos demonstrati- boa amiga, quer Patrícia não seja uma boa
vos contábeis, a legalidade, a legitimidade e a eco- amiga.
nomicidade dos atos de gestão do responsável. e) são inconsistentes entre si.
Conclui-se que a prestação de contas da Presi-
dência da República foi julgada regular. 17. (MPOG/2002) M = 2x + 3y, então M = 4p + 3r. Se M
Nesse caso, o argumento não é válido. = 4p + 3r, então M = 2w - 3r. Por outro lado, M = 2x
b) Considere o seguinte argumento. + 3y, ou M = 0. Se M = 0, então M + H = 1. Ora, M +
Cada prestação de contas submetida ao TCU que H 1. Logo,
apresentar ato antieconômico é considerada irre- a) 2w -3r = 0 d) 2x + 3y 2w - 3r
gular. A prestação de contas da prefeitura de uma b) 4p + 3r 2w - 3r e) M = 2w - 3r
cidade foi considerada irregular. Conclui-se que a c) M2x + 3y
prestação de contas da prefeitura dessa cidade
apresentou ato antieconômico. 18. (MPOG/2002) Em um grupo de amigas, todas as
Nessa situação, esse argumento é válido. meninas loiras são, também, altas e magras, mas
nenhuma menina alta e magra tem olhos azuis. To-
das as meninas alegres possuem cabelos crespos,
14. (TCU/2004) Em geral, empresas públicas ou pri-
e algumas meninas de cabelos crespos têm tam-
vadas utilizam códigos para protocolar a entrada e
bém olhos azuis. Como nenhuma menina de cabe-
a saída de documentos e processos. Considere los crespos é alta e magra, e como neste grupo de
que se deseja gerar códigos cujos caracteres per- amigas não existe nenhuma menina que tenha ca-
tencem ao conjunto das 26 letras de um alfabeto, belos crespos, olhos azuis e seja alegre, então:
que possui apenas 5 vogais. Com base nessas a) pelo menos uma menina alegre tem olhos azuis.
informações, julgue os itens que se seguem. b) pelo menos uma menina loira tem olhos azuis.
a) Se os protocolos de uma empresa devem conter 4 c) todas as meninas que possuem cabelos crespos
letras, sendo permitida a repetição de caracteres, são loiras.
então podem ser gerados menos de 400.000 pro- d) todas as meninas de cabelos crespos são alegres.
tocolos distintos. e) nenhuma menina alegre é loira.
b) Se uma empresa decide não usar as 5 vogais em
seus códigos, que poderão ter 1, 2 ou 3 letras, 19. (MPOG/2002) Na formatura de Hélcio, todos os que
sendo permitida a repetição de caracteres, então foram à solenidade de colação de grau estiveram,
é possível obter mais de 11.000 códigos distintos. antes, no casamento de Hélio.- Como nem todos
c) O número total de códigos diferentes formados por os amigos de Hélcio estiveram no casamento de
3 letras distintas é superior a 15.000.
Hélio, conclui-se que, dos amigos de Hélcio:
a) todos foram à solenidade de colação de grau de
15. (TCU/2004) 20. Um baralho comum contém 52
cartas de 4 tipos (naipes) diferentes: paus (♣), Hélcio e alguns não foram ao casamento de Hélio.
espadas (♠), copas (♥) e ouros (♦). Em cada nai- b) pelo menos um não foi à solenidade de colação
pe, que consiste de 13 cartas, 3 dessas cartas de grau de Hélcio.
contêm as figuras do rei, da dama e do valete, res- c) alguns foram à solenidade de colação de grau de
pectivamente. Com base nessas informações, jul- Hélcio, mas não foram ao casamento de Hélio.
gue os itens subseqüentes. d) alguns foram à solenidade de colação de grau de
a) A probabilidade de se extrair aleatoriamente uma Hélcio e nenhum foi ao casamento de Hélio.
carta de um baralho e ela conter uma das figuras e) todos foram à solenidade de colação de grau de
Hélcio e nenhum foi ao casamento de Hélio.
citadas no texto é igual a .
20. (MPOG/2002) Um juiz de futebol possui três car-
b) Sabendo que há 4 ases em um baralho comum, tões no bolso. Um é todo amarelo, o outro é todo
sendo um de cada naipe, conclui-se que a proba- vermelho e o terceiro é vermelho de um lado e
bilidade de se extrair uma carta e ela não ser um amarelo do outro. Num determinado jogo, o juiz
retira, ao acaso, um cartão do bolso e mostra, tam-
ás de ouros é igual a . bém ao acaso, uma face do cartão a um jogador.
c) A probabilidade de se extrair uma carta e ela conter Assim, a probabilidade de a face que o juiz vê ser
vermelha e de a outra face, mostrada ao jogador,
uma figura ou ser uma carta de paus é igual a . ser amarela é igual a:
a) 1/6. d) 4/5.
b) 1/3. e) 5/6.
16. (AFTN/98) Considere as afirmações: c) 2/3.
A) se Patrícia é uma boa amiga, Vítor diz a verdade;
B) se Vítor diz a verdade, Helena não é uma boa amiga;

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Raciocínio Lógico

21. (MPOG/2002) Cinco amigas, Ana, Bia, Cati, Dida e 27. Se é verdade que “Alguns escritores são poetas” e
Elisa, são tias ou irmãs de Zilda. As tias de Zilda que “Nenhum Músico é poeta’’, então, também e
sempre contam a verdade e as irmãs de Zilda sem- necessariamente ver que:
pre mentem. Ana diz que Bia é tia de Zilda. Bia diz a) nenhum músico é escritar.
que Cati é irmã de Zilda. Cati diz que Dida é irmã b) algum escritor é músico.
de Zilda. Dida diz que Bia e Elisa têm diferentes c) algum músico é escritor.
graus de parentesco com Zilda, isto é: se uma é d) algum escritor não é músico.
tia a outra é irmã. Elisa diz que Ana é tia de Zilda. e) nenhum escritor é músico.
Assim, o número de irmãs de Zilda neste conjunto
de cinco amigas é dado por: 28. Se Beraldo briga com Beatriz, então Beatriz briga
a) 1. d) 4. com Bia. Se Beatriz briga com Bia, então Bia vai ao
b) 2. e) 5. bar. Se Bia vai ao bar, então Beto briga com Bia.
c) 3. Ora. Beto não briga com Bia. Logo,
a) Bia não vai ao bar e Beatriz briga com Bia.
22. Seis pessoas - A, B, C, D, E, F - devem sentar-se b) Boa vai ao bar e Beatriz ouga com Bia.
em tomo de uma mesa redonda para discutir um c) Beatriz não briga com Bia e Beraldo não briga com
contrato. Há exatamente seis cadeiras em tomo Beatriz.
da mesa, e cada pessoa senta-se de frente para o d) Beatriz briga com Bia e Beraldo briga com Beatriz.
centro da mesa e numa posição diametralmente e) Beatriz não briga com Bia e Beraldo briga com Beatriz.
oposta à pessoa que está do outro lado da mesa.
A disposição das pessoas à mesa deve satisfazer 29. Se Flávia é filha de Fernanda, então Ana não é filha
às seguintes restrições: de Alice. Ou Ana é filha de Alice, ou Ênia é filha de
F não pode sentar-se ao lado de C Elisa. Se Paula não é filha de Paulete, então Flávia
E não pode sentar-se ao lado de A é filha de Fernanda. Ora, nem Ênia é filha de Elisa
D deve sentar-se ao lado de A nem Inês é filha de Isa.
Então uma distribuição aceitável das pessoas em a) Paula é filha de Paulete e Flávia é filha de Fernanda.
tomo da mesa é: b) Paula é filha de Paulete e Ana é filha de Alice.
a) F, B, C, E, A, D. d) F, D, A, C, E, B. c) Paula não é fllna de Paulete e Ana é filha de Alice.
b) A, E, D, F, C, B. e) F, E, D, A, B, C. d) Ênia é filha de Elisa ou Flávia é filha de Fernanda.
c) A, E, F, C, D, E. e) Se Ana é filha de Alice, Flávia é filha de Fernanda.

23. Ou Celso compra um carro, ou Ana vai à Africa, ou 30. A partir das seguintes premissas:
Rui vai a Roma. Se Ana vai à África, então, Luís Premissa 1: “X é A e B, ou X é C”
compra um Livro. Se Luís compra um livro, então Premissa 2: “Se Y não é C, então X não é C”
Rui vai a Roma. Ora, Rui não vai a Roma, logo: Premissa 3: “Y não é C”
a) Celso compra um carro e Ana não vai à África. Conclui-se corretamente que X é:
b) Celso não compra um carro e Luís não compra o a) A e B.
livro. b) não A ou não C.
c) Ana não vai à África e Luís compra um livro. c) A ou B.
d) Ana vai à África ou Luís compra um livro. d) A e não B.
e) Ana vai à África e Rui não vai a Roma. e) não A e não B.

24. Dizer que é verdade que para todo x, se x é uma rã 31. Maria é magra ou Bemardo é barrigudo. Se Lúcia
e se x é verde, então x está saltando é logicamente é linda, então César não é careca. Se Bernardo é
equivalente a dizer que não é verdade que: barrigudo, então César é careca. Ora, Lúcia é lin-
a) “algumas rãs que não são verdes estão saltando”. da. Logo:
b) “algumas rãs verdes estão saltando”. a) Maria é magra e Bernardo não é barrigudo.
c) “nennuma rã verde não esta saltando”. b) Bernardo é barrigudo ou César é careca.
d) “existe uma rã verde que não está saltando”. c) César é careca e Maria é magra.
e) “algo que não seja uma rã verde está saltando”. d) Maria não é magra e Bernardo é barrigudo.
e) Lúcia é linda e César é careca.
25. Dizer que “André é artista ou Bemardo não é enge-
nheiro” é logicamente eqüivalente a dizer que: 32. As seguintes afirmações, todas elas verdadeiras,
a) André é artista se e somente se Bernardo não é foram feitas sobre a ordem de chegada dos convi-
engenheiro. dados a uma festa:
b) Se André é artista, então Bemardo não é enge- A) Gustavo chegou antes de Alberto e depois de Danilo.
nheiro. B) Gustavo chegou antes de Beto e Beto chegou an-
c) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro tes de Alberto se e somente se Alberto chegou
d) Se Bemardo é engenheiro, então André é artista. depois de Danilo.
e) André não é artista e Bemardo é engenheiro. C) Carlos não chegou junto com Beto se e so-mente
se Alberto chegou junto com Gustavo. Logo.
26. Em uma comunidade, todo trabalhador é respon- a) Carlos chegou antes de Alberto e depois de Danilo.
sável. Todo artista, se não for filósofo, ou é traba- b) Gustavo chegou junto com Carlos.
lhador ou é poeta. Ora, não há filósofo e não há c) Alberto chegou junto com Carlos e depois de Beto.
poeta que não seja responsável. Portanto, tem-se d) Alberto chegou depois de Beto e junto com Gustavo.
que, necessariamente, e) Beto chegou antes de Alberto e junto com Danilo.
a) todo responsável é artista.
b) tudo responsável é filósofo ou poeta. 33. Se Vera viajou, nem Camite nem Carla foram ao
c) todo artista é responsável. casamento. Se Carla não foi ao casamento, Van-
d) algum filósofo é poeta. derléia viajou. Se Vandertéia viajou, o navio afun-
e) algum trabalhador é filósofo. dou. Ora, o navio não afundou. Logo.

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Raciocínio Lógico

a) Vera não viajou e Carla não foi ao casamento. 39. Num país há apenas dois tipos de habitantes: os
b) Camile e Carla não foram ao casamento. verds; que sempre dizem a verdade e os falcs, que
c) Carla não foi ao casamento e Vanderléia não viajou. sempre mentem. Um professor de Lógica, recém
d) Carla não foi ao casamento ou Vanderléia viajou. chegado a este país, é informado por um nativo
e) Vera e Vanderléia não viajaram. que glup e plug, na língua local, significam sim e
não mas o professor não sabe se o nativo que o
34. Em uma pequena comunidade, sabe-se que “ne- informou é verd ou falc. Então ele se aproxima de
nhum filósofo é rico” e que “alguns professores três outros nativos que estavam conversando jun-
são ricos”. Assim, pode-se afirmar, corretamente, tos e faz cada um deles duas perguntas:
que nesta comunidade: 1º Os outros dois são verds?
a) alguns filósofos são professores. 2º Os outros dois são falcs?
b) alguns professores são filósofos. A primeira pergunta é respondida com glup pelos
c) nenhum filósofo é professor. três mas à segunda pergunta os dois primeiros
d) alguns professores não são filósofos. responderam glup e o terceiro respondeu plug.
e) nenhum professor é filósofo.
Assim, o professor pode concluir que:
a) todos são verds.
35. Uma escola de arte oferece aulas de canto, dan-
ça, teatro, violão e piano. Todos os professores de b) todos são falcs.
canto são, também, professores de dança, mas c) somente um dos três últimos é falc e glup, signifi-
nenhum professor de dança é professor de teatro. ca não.
Todos os professores de violão são, também, pro- d) somente um dos três últimos é verd e glup signifi-
fessores de piano e alguns professores de piano ca sim.
são, também, professores de teatro. Sabe-se que e) há dois verds e glup significa sim.
nenhum professor de piano é professor de dança
e como as aulas de piano, violão e teatro não têm 40. (Adaptação do texto da revista seleções) Cada um
nenhum professor em comum então: dos membros dessa família tem um carro de cor
a) nennum professor de violão é professor de canto. diferente. As pessoas são Adão, Ângela, George,
b) pelo menos um professor de violão é professor de Júlia, Mila, Ronaldo e Stela. As cores dos carros
teatro. são (não necessariamente nessa ordem): preto,
c) pelo menos um professor de canto é professor de azul, marrom, verde, cinza, rosa e vermelho. Quem
teatro. é quem na árvore genealógica e qual a cor do car-
d) todos os professores de piano são professores ro de cada um?
de canto.
e) todos os professores de piano são professores
de violão.

36. Ou Anais será professora, ou Anelise será canto-ra,


ou Anamélia será pianista. Se Ana for atleta, então
Anamélia será pianista. Se Anelise for cantora,
então Ana será atleta. Ora, Anamélia não será pia-
nista. Então:
a) Anais será professora e Anelise não será cantora.
b) Anais não será professora e Ana não será atleta.
c) Anelise não será cantora e Ana será atleta.
d) Anelise será cantora ou Ana será atleta.
e) Anelise será cantora e Anamélia não será pianista. a) A irmã de Ronaldo tem um carro azul.
b) Ângela tem um carro cinza, e seu pai, um carro
37. Se é verdade que “Nenhum artista é atleta”, então preto.
também será verdade que:
c) A filha de Mila tem um carro rosa. O marido de Mila
a) todos não-artistas são não-atletas.
(cujo carro não é marrom) não é George.
b) nenhum atleta é não-artista.
c) nenhum artista é não-atleta. d) Júlia às vezes pede emprestado o carro de sua
d) pelo menos um não-atleta é artista prima, quando o dela está no conserto.
e) nenhum não-atleta é artista. e) Stela não é da mesma geração (de pais ou de
filhos) que Adão (cujo carro não é nem marrom
38. Em uma cidade há dois irmãos gêmeos, Pedro e nem vermelho).
Paulo. Pedro sempre mente e Paulo sempre diz a Com base nas afirmações acima (todas verdadei-
verdade. Uma pessoa fez duas perguntas a eles; ras), julgue os itens que se seguem:
um dos irmãos respondeu à primeira, e o outro, à I– A pessoa A é Ronaldo e tem o carro azul.
segunda. As perguntas foram: II – A pessoa B é Mila e tem o carro marrom se, e so-
I) seu nome é Pedro? mente se, a pessoa C for George e tiver o carro
II) como seu irmão responderia à primeira pergun- cinza.
ta? Pode-se afirmar que: III – A pessoa D é Júlia e tem o carro rosa.
a) As respostas obtidas foram sim e sim. IV – Se a pessoa F é Adão e tem o carro verde, então a
b) As respostas obtidas foram sim e não. pessoa G é Ângela e tem o carro cinza.
c) Se a segunda resposta for sim, o interpelado é V– A pessoa E é Mila e a pessoa D é Stela.
Pedro.
d) As respostas obtidas foram não e não.
e) As respostas obtidas foram não e sim.

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Raciocínio Lógico

(Papiloscopista/2004) Texto para os itens 41 e 44. b) Considere que, em um pequeno grupo de pesso-
as — G — envolvidas em um acidente, haja ape-
Sejam P e Q variáveis proposicionais que podem nas dois tipos de indivíduos: aqueles que sempre
ter valorações, ou serem julgadas verdadeiras falam a verdade e os que sempre mentem. Se, do
(V) ou falsas (F). A partir dessas variáveis, podem conjunto G, o indivíduo P afirmar que o indivíduo Q
ser obtidas novas proposições, tais como: a pro- fala a verdade, e Q afirmar que P e ele são tipos
posição condicional, denotada por P  Q, que será opostos de indivíduos, então, nesse caso, é corre-
F quando P for V e Q for F, ou V, nos outros casos; to concluir que P e Q mentem.
a disjunção de P e Q, denotada por P ∨ Q, que será
F somente quando P e Q forem F, ou V nas outras 43. Considere as quatro sentenças enumeradas a
situações; a conjunção de P e Q, denotada por P∧ ∧ seguir.
Q, que será V somente quando P e Q forem V, e, I - Para cada y, existe algum x, tal que x < y.
em outros casos, será F; e a negação de P, deno- II - Para cada x e para cada y, se x < y então existe
tada por ¬P, que será F se P for V e será V se P for algum z, tal que x < z e z < y.
F. Uma tabela de valorações para uma dada pro- III - Para cada x, se 0 < x, então existe algum y tal que x
posição é um conjunto de possibilidades V ou F = y × y.
associadas a essa proposição. IV - Existe algum x tal que, para cada y, x < y.
Suponha que, nessas sentenças, x, y e z sejam
41. A partir das informações do texto acima, julgue os variáveis que podem assumir valores no conjunto
itens subseqüentes. dos números naturais (IN), no dos números intei-
a) As tabelas de valorações das proposições P ∨ Q e ros (Z), no dos números racionais (Q) ou no con-
Q  ¬ P são iguais. junto dos números reais (IR).
b) As proposições (P v Q) S e (PS) (QS) pos- Em cada linha da tabela a seguir, são atribuídas
suem tabelas de valorações iguais. valorações V e F, para cada uma das quatro senten-
c) O número de tabelas de valorações distintas que ças enumeradas acima, de acordo com o conjunto
podem ser obtidas para proposições com exata- no qual as variáveis x, y e z assumem valores.
mente duas variáveis proposicionais é igual a 24.

42. Denomina-se contradição uma proposição que é


sempre falsa. Uma forma de argumentação lógica
considerada válida é embasada na regra da con-
tradição, ou seja, no caso de uma proposição ¬R
verdadeira (ou R verdadeira), caso se obtenha uma
contradição, então conclui-se que R é verdadeira Julgue os itens subseqüentes, a respeito dessas
(ou ¬R é verdadeira). Considerando essas infor- sentenças.
mações e o texto de referência, e sabendo que a) As avaliações dadas para as sentenças I e III es-
duas proposições são equivalentes quando pos- tão corretas.
suem as mesmas valorações, julgue os itens que b) As avaliações dadas para as sentenças II e IV es-
se seguem. tão corretas.
a) De acordo com a regra da contradição, PQ é
verdadeira quando ao supor P ∧ ¬ Q verdadeira,
obtém-se uma contradição.

44. Dadas as proposições: p: Pedro é pedreiro; q: Paulo é paulista. E as tabelas verdades:

Julgue os itens a seguir:


I– “Se Pedro é pedreiro então Paulo é paulista” é equivalente a dizer “Se Paulo não é paulista então Pedro não é
pedreiro”.
II – p ⇔ ~p é uma contradição.
III – (p q) → (p q) é tautologia.
IV – p q é equivalente a p ^ q.
V– Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista tem como negação Pedro é pedreiro e Paulo não é paulista.

GABARITO

01. A 02. E 03. B 04. A 05. B 06. E 07. A 08. A 09. D 10. C
11. C, C, E, C 12. C, E, C, C 13. E, E 14. E, E, C 15. C, E, C
16. D 17. E 18. E 19. B 20. A 21. D 22. D 23. A 24. D 25. D
26. C 27. D 28. C 29. B 30. A 31. A 32. A 33. E 34. D 35. A
36. A 37. D 38. C 39. C 40. E, E, E, C, E 41. E, E, C 42. C, C
43. E, E 44. C, C, C, E, C

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Raciocínio Lógico

SENTENÇAS ABERTAS CÁLCULOS COM PORCENTAGEM

Em lógica e em Matemática, são chamadas pro- Exercícios Incluindo Porcentagem


(padrão CESPE / UnB)
posições somente as sentenças declarativas, às
quais se pode associar um e, somente um, dos valo- 01. Num exame de seleção, ao qual se apresentam
res lógicos, V ou F. 2.500 candidatos, se 20% são reprovados, é correto
afirmar que esse número é superior a 400 candidatos.
Então, vamos tomar como exemplo x + 4 = 9. O
número procurado x pode assumir valores em um con- 02. Numa cidade “A”, de 45.000 habitantes, sabe-se
junto numérico, como, por exemplo, o conjunto dos nú- que 8% são analfabetos. Sendo assim, podemos
meros naturais que representamos por N. Dizemos que afirmar que o número de analfabetos desta cidade é
inferior a 3.600 pessoas.
x é uma variável em N.
03. Admitindo que a quota de previdência social no
A sentença x + 4 = 9, onde x é uma variável em N, País, que incide sobre os juros ganhos, é de 4% e
é uma sentença aberta. tendo o depositante João ganho R$ 1.245,00 de juros,
podemos afirmar que a sua quota devida é um valor
Dependendo do valor associado a x, a sentença abaixo de R$ 50,00.
aberta pode se tornar uma proposição verdadeira ou
04. Se um comerciante deu, por conta de uma duplicata,
uma proposição falsa.
3/7 de seu valor e, posteriormente, liquidou-a com o
desconto de 3% sobre o saldo, ou seja, com o desconto
De um modo geral, uma sentença envolvendo de R$ 316,80, então, o valor nominal dessa duplicata é
uma variável x é uma sentença aberta. Portanto, p(x): x exatamente R$ 18.480,00.
+ 4 = 9 é uma sentença aberta.
05. Se para 210 candidatos inscritos em um concurso,
Definição: p(x) é uma sentença aberta em um registraram-se 120 ausências às provas e 27
dado conjunto se, e somente se, p(x) torna-se uma pro- reprovações, então a porcentagem das aprovações
sobre o número de candidatos e sobre o número de
posição (verdadeira ou falsa) sempre que se substitui a participantes foram valores acima de 25% e 60%,
variável x por um elemento do dado conjunto. respectivamente.

Uma sentença aberta pode conter uma ou mais 06. Se num concurso feito por certo número de
variáveis. A saber: candidatos, houve 18% de aproveitamento, ou seja, 117
aproveitados e noutro, feito por 350 candidatos, houve
1º) Com uma variável: é o conjunto de todos os 22% de aproveitamento, então, o número de candidatos
que se submeteram ao primeiro concurso e o número
elementos tais que tornem a proposição verdadeira.
de aprovados no segundo foram superiores a 600 e a
70, respectivamente.
Exemplo: Seja a sentença aberta “x + 1 > 8” em
N (conjunto dos números naturais). Então, o conjunto 07. Se a um estabelecimento bancário foram dados
verdade para esta sentença é: recursos para efetuar empréstimos iguais a 15
V = {x | x ∈ N ^ x + 1 > 8} = {8, 9, 10, ...} ⊂ N. solicitantes e se a lista sofreu um acréscimo de 5
elementos, então é correto afirmar que em razão deste
2º) Com duas variáveis: dados dois conjuntos A acréscimo o auxílio sofreu uma redução de uma
porcentagem acima de 20%.
e B, chama-se sentença aberta com duas variáveis
em A x B ou apenas sentença aberta em A x B, uma 08. Admitindo-se que João pagou na caixa do Banco “X”
expressão p(x, y) tal que p(a, b) é falsa (F) ou verdadeira R$ 8.018,80 por uma ordem de pagamento a ser
(V) para todo o par ordenado (a, b) Î A x B. expedida por telegrama para a cidade “A” e que a
Exemplo: Sejam os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {1, 3, 5}. comissão do Banco, é de 1/8%, os selos são de R$
O conjunto-verdade da sentença aberta “x <y” em A x B é: 1,80 e o custo do telegrama é de R$ 7,00, então,
V = {(x, y) ⎢x ∈ A ^ y ∈ B ^ x < y} ={(1, 3), (1, 5), (2, 3), (2, 5), podemos concluir que o valor da ordem de pagamento
é superior a R$ 7.500,00.
(3, 5), (4, 5)}⊂ A x B.
09. Se um cobrador de um clube arrecada R$ 4.800,00
Temos, ainda, sentenças abertas com N variá- e entrega à diretoria do mesmo apenas R$ 4.560,00,
veis, mas que dificilmente são cobradas em concur- então a sua taxa de comissão é superior a 5%.
sos, devido ao grau de dificuldade.
10. Se certo comerciante recebeu R$ 3.515,00 por
mercadorias vendidas com desconto de R$ 185,00,
então a taxa do referido desconto foi acima de 4,5%.

GABARITO
01. certo. 02. errado. 03. certo.
04. certo. 05. certo. 06. errado.
07. certo. 08. certo. 09. errado.
10. certo.

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THATYML

Informática

089 Internet e Intranet


108 Hardware e Software
119 Processador de Texto
119 Writer
124 Word 0
132 Planilha Eletrônica
132 Calc
137 Excel
145 Power Point
159 Windows XP
187 Linux

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Informática

INTERNET
A INTERNET E O CORREIO ELETRÔNICO Tal tipo de conexão alcança baixas velocidades
devido às restrições impostas pela linha telefônica con-
A Internet é a expressão daquilo que retrata a in- vencional. Assim, esta conexão caracteriza um acesso
serção da informática na vida das pessoas, constituin- via banda estreita. Cabe ressaltar que a medida de
do hoje um fenômeno de informação e de quantidade velocidade de transmissão de dados em redes é dada
de computadores interligados. A expressão “aldeia glo- em bits por segundo (bps). Uma conexão via linha dis-
bal” resume todo o cabedal de conhecimentos dispo- cada normalmente atinge taxas da ordem de até 56
níveis através da grande rede. kbps. Importa ressaltar que a conexão via linha discada
se utiliza da Rede Dial-up, acessório do Windows des-
Um computador que trabalhe desconectado da
tinado a permitir o estabelecimento de conexão à Inter-
Internet está fadado a se comportar como mera máqui-
net pela linha telefônica convencional.
na de escrever aprimorada, pois estará distante das
informações mais ricas e atualizadas do mundo em
que vivemos. Banda larga

Através da Internet podemos pesquisar toda sorte O acesso à Internet por meio de conexão de banda
de assuntos, bem como acessarmos as últimas notíci- larga tem como grande vantagem as elevadas taxas de
as, realizarmos compras “on-line”, dentre um universo transmissão de dados, bem acima das taxas obtidas
de outras possibilidades. As salas de “chat” (bate-papo) com a linha discada. Velocidades da ordem de 256 Kbps
estão sempre repletas de pessoas das mais variadas (kilobits por segundo) a até mais de 2Mbps (Megabites
faixas etárias e níveis de conhecimento. Muitos profis- por segundo) vêm sendo disponibilizadas para o mer-
sionais se utilizam da Internet para divulgar e vender cado domiciliar. Apresenta, ainda, como diferencial o fato
seus produtos, as probabilidades de uso são infindas. de o usuário permanecer conectado por longos perío-
dos sem a preocupação com as tarifas telefônicas.
Como tudo começou
tudo começou As conexões por banda larga, usualmente empre-
Em 1969, com o nome de ARPANET, o governo gadas em ambientes domésticos e de pequenos es-
norte-americano experimentou a possibilidade de se critórios, envolvem a utilização de “cable modem” para
construir uma rede de computadores que teriam como as conexões por meio de cabos das TV por assinatura,
meta principal a demonstração da potencialidade de “modems ADSL” para as conexões de alta velocidade
se estabelecer comunicação entre computadores que
utilizando-se a linha telefônica e, ainda, conexões por
estariam espaçados fisicamente entre si numa larga
meio de ondas de rádio.
área geográfica. A experiência foi bem sucedida e em
1973, cerca de 50 universidades e instituições mili-
tares possuíam conexões através daquela novidade Acesso sem fio – conexões “wireless”
tecnológica.
O acesso à Internet sem fio não é mais um projeto
Nos dias atuais a Internet ganhou terreno através do futuro. Ao contrário, a cada dia a chamada computa-
da mola de estímulo comercial e espargiu-se pelo ção móvel chega mais perto do ambiente doméstico.
mundo em tamanha grandeza que não se pode preci- Existem diversas tecnologias que utilizam as ondas de
sar a quantidade de computadores que lhe estão liga- rádio para acesso à Internet. Umas com pequeno al-
dos. É uma organização sem proprietários mantida por cance; outras com alcances bem maiores.
alguns grupos autônomos. E, como resultante da tec-
nologia da Internet, passamos a contar com o desen-  Bluetooth - é uma tecnologia de transmissão de
volvimento e amplo uso das Intranets. Estas, são re- dados via sinais de rádio de alta freqüência, entre
des que em tudo se assemelham à Internet. De varia- dispositivos eletrônicos próximos (PC e seus pe-
dos tamanhos, diferem da Internet basicamente por riféricos por exemplo). A distância ideal é de no
serem organizações privadas e não públicas. Bancos, máximo 10 metros e a distância máxima é de 100
órgãos governamentais, etc., dispõe de suas Intranets. metros.
s dá a conexão
Como se dá a conexão  Wi-Fi - é a abreviatura de “Wireless Fidelity” (fideli-
dade sem fios) e é utilizado para descrever produ-
Linha Discada tos que respeitam o conjunto de normas 802.11 cri-
ado pelo Institute of Electrical and Electronic Engi-
Através de uma linha telefônica e um dispositivo neers (IEEE). As mais conhecidas são as 802.11b
conhecido como modem, qualquer pessoa que pos- por utilizarem banda de 2,4 Ghz (próxima da freqüên-
sua um computador pode se interligar à Internet usan- cia usada por um microondas ou por um telefone
do para isso um provedor de acesso. Este provedor, sem fios) e porque podem transferir dados a uma
geralmente de caráter comercial, estabelece uma liga- velocidade de 11 megabits por segundo (mbps). O
ção semelhante à companhia telefônica e nos faculta o novo standard 802.11a trabalha na banda de 5 Ghz
acesso. Este tipo de conexão também é conhecido como e consegue transferir dados a até 54 Mbps. A tecno-
conexão por meio de linha discada, numa alusão aos logia Wi-FI também tem restrições de alcance e di-
aparelhos telefônicos antigos que se utilizavam de um ficuldades de transmissão devido a obstáculos in-
disco para efetuar a chamada. terpostos entre as antenas.

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Informática

Um conjunto de equipamentos adequadamente  POP (Post Office Protocol): controla o recebimento


instalado passa a constituir o hotspot, que é um ponto de mensagens de e-mail.
de acesso sem fios onde os utilizadores podem se
ligar à rede ou à Internet. Os hotspots podem existir em  SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): controla o
vários locais públicos. Gratuitos ou não, eles permitem envio de mensagens de e-mail.
o acesso à Internet de banda larga a utilizadores de
aparelhos (laptops ou PDAs) que possuem o chipset INTRANETS
Wi-Fi. Muitos hotéis e aeroportos já têm hotspots. E até
mesmo cidades inteiras já permitem o acesso à Inter- Uma Intranet é uma rede de computadores que
net por meio desta tecnologia.
se utiliza das mesmas tecnologias da Internet, porém é
caracterizada por ser uma rede privada, ao passo que a
A evolução desta tecnologia, que permitirá alcan-
Internet é uma rede pública e mundial.
ces bem superiores, já está em desenvolvimento e até
está sendo testada no Brasil. É denominada “pré-Wi-
Max” , ou apenas Wi-Max. Além do alcance, terá como Uma Intranet atende aos interesses de uma insti-
uma das vantagens a inexistência das restrições de tuição ou empresa tendo seu tamanho definido pelas
visibilidade entre as antenas. suas necessidades. Assim, ela utiliza os protocolos da
Internet, permite troca de e-mails entre seus integran-
O que é preciso para se conectar tes, videoconferência, mensagens instantâneas e tudo
mais que encontramos na WEB.
Teoricamente qualquer computador que possua
uma placa de fax-modem ou uma placa de rede Ether- Recursos de uma Intranet
net pode se conectar à Internet, mas é evidente que
quanto mais recursos de hardware dispusermos, me-  Programas de e-mail: os atuais browsers (navega-
lhor será a performance. dores) incluem programas de e-mail em suas ver-
sões básicas. Entre esses destacam-se o Internet
Além dos dispositivos de hardware, precisaremos Explorer, Mozzila Firefox, Netscape e Opera.
de pelo menos dois softwares: um navegador (brow-
ser) e um gerenciador de mensagens eletrônicas (Ou-  Transferência de Arquivos: os programas de FTP
tlook Express, por exemplo). O primeiro permite “nave- como WS-FTP e Get right são muito utilizados e
gar” pelos sites e o segundo, enviar e receber e-mails permitem transferência de arquivos com maior ve-
(correio eletrônico) de forma rápida e eficiente. Porém,
locidade do que com o protocolo http.
se usuário não dispuser de um gerenciador de correio
eletrônico, ainda poderá se valer do recurso do Web-
 Reuniões Virtuais: o Netmeeting, IRCs, ICQ, Lotus
mail, que se constitui numa facilidade disponibilizada
pelos provedores para que o usuário visualize, respon- e outros permitem desde simples bate-papo, até
da e gerencie seus e-mails. Ex.: YahooMail, Gmail, etc. vídeo conferência e trabalho conjunto on line. Pro-
gramas que permitem conversação via telefônica
Protocolos utilizando-se os protocolos da Internet. Interessan-
te para empresas que possuem atuação Nacional
Um protocolo é um código criado para que os com- ou Internacional.
putadores “conversem” entre si. Assim como pessoas
precisam de um idioma único para se comunicarem,  Contato Remoto com a Rede: estes transformam a
um protocolo permite que as informações trafeguem relação de trabalho, possibilitando que qualquer
pela Internet ou Intranet até à máquina de destino. O funcionário devidamente autorizado, possa entrar
protocolo da Internet é o TCP/IP (Transfer Control Proto- na rede interna a partir de qualquer lugar onde haja
col/Internet Protocol). um computador.

Na realidade são dois tipos de protocolo que tra-  Listas de Discussão: permite a troca de opiniões
balham em conjunto. O TCP divide a informação em e conhecimentos através de um fórum público de
pacotes e os reúne quando chegam ao destino. O IP é discussão. Esta modalidade de comunicação in-
responsável pelo endereçamento dessas informações. tensifica o padrão cognitivo de seus participan-
tes, sendo cada vez mais adotado pelas empre-
Outros protocolos importantes sas preocupadas com o desenvolvimento de seus
recursos humanos.
 FTP (File Transfer Protocol): protocolo utilizado para
transferência de arquivos. (Download e Upload) Principais vantagens na utilização
de redes internas Intranet
 HTTP (Hyper Text Transfer Protocol): protocolo para
transferência de hipertextos.  Compartilhar, de maneira mais eficiente, os dados
entre diversos computadores de uma mesma em-
 WAP (Wireless Application Protocol): protocolo para presa ou até na casa do usuário.
aplicações sem fio.

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Informática

 Otimizar recursos, diminuindo a quantidade de har- Intranet com conexão à Internet


dware necessário (menos impressoras, fax, CD-
rom, HDs, modems) uma vez que há a possibilida- Redes Intranet viabilizam uma grande variedade
de de serem compartilhados recursos. de aplicações de Acesso Remoto, entre elas o caso de
vendedores externos que utilizam notebooks para visi-
 Otimizar recursos humanos - Os setores de supor- tar seus clientes. Em muitos casos estes vendedores
te, assistência técnica, especificação, compras, não retornam à suas empresas. Conectam-se remota-
transporte, inspeção, armazenamento, acompanha- mente às suas empresas a partir de suas residências
mento de fabricação, acompanhamento de projetos e acessam o banco de dados de suas corporações.
ou obras, gerência de contratos, jurídico, pessoal, Normalmente atualizam informações de estoque, po-
normas, comunicação social, auditoria, financeiro, sição de vendas e troca de mensagens (e-mails). Este
contas a pagar, contas a receber, tesouraria, ven- tipo de tecnologia é também conhecida como SOHO
das, gerência e diretoria são os principais benefici- (Small Office Home Office).
ados pela rapidez e facilidade de consulta e res-
posta ao cliente. Todos os setores da empresa se
beneficiam com estas novas ferramentas e devem
saber utilizá-las.

 Redução do tempo de busca de uma informação - A


utilização de sites internos de cada setor da empre-
sa, na Intranet, possibilita a resposta instantânea
as perguntas efetuadas pelo gerentes, diretores e
clientes. A atualização das mesmas “par e passo”
passa a ser fundamental para a correta utilização
desta ferramenta.

 As FAQ (Perguntas mais freqüentes) fazem com que


o conhecimento da empresa cresça e com ele o
nível de atendimento. Uma dúvida esclarecida pas-
sa a ser de conhecimento de todos e com isto ga-
nha-se tempo.

 As ferramentas que possibilitam ao administrador


saber onde o documento está e qual ação está sen-
do executada neste instante transforma a cobrança
de soluções. Passa-se a saber com muito maior
precisão o tempo que cada setor ou funcionário exe-
cuta a tarefa que lhe foi designada.

 A possibilidade de comunicação remota à rede in-


terna, além de descentralizar o trabalho faz com que
algumas tarefas sejam extremamente agilizadas.
Neste caso estão os seguros e vistorias de veícu-
los, as reportagens, a transmissão de pedidos, os
relatórios de visita e viagem, as inspeções.

Por que usar a Intranet?

Sua integração com a Internet permite o acesso


de dados internos ou externos com a mesma presteza
de resultados. Uma empresa não precisa mais enviar
correspondências específicas, tais como catálogos de
produtos, listas de preços, etc; pois todas as informa-
ções estarão em apenas um único lugar, disponível
para acesso por qualquer utilizador.

A interface com o usuário é agradável, fácil de usar.


Se você já usou a internet, não achará difícil navegar
por uma intranet.

A tecnologia empregada é estável.

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FERRAMENTAS DE NAVEGAÇÃO

Microsoft Internet Explorer (6)

Este browser (ou navegador) é fornecido pela Microsoft e integra-se naturalmente ao Windows, mais utilizado
sistema operacional da atualidade. Além das identificações usuais das janelas, como barra de títulos, de ferramen-
tas e menus, ele apresenta uma caixa de diálogo de endereços, a partir da qual deveremos digitar diretamente a
localização dos sites desejados. A navegação é intuitiva e realizada totalmente com o uso do mouse.

A Barra de Endereços do Microsoft Internet Explorer

Um endereço completo digitado na caixa de diálogo, conduzirá o navegador para aquela página. Convém obser-
var que a parte iniciada por http:// pode ser omitida na digitação, pois o Explorer já a subentende; neste caso, por
exemplo, bastaria digitarmos www.degraucultural.com.br. Um endereço é também designado pela sigla URL, que
significa Uniform Resource Locator - Localizador Uniforme de Recursos. Quando a URL apresenta a letra “s” e a barra
de status do IE apresenta um cadeado estamos navegando em um site seguro. Observe nas figuras a seguir:

A barra de endereços e a barra de status do IE navegando em um site seguro.

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Informática

Depois de aberta a página o usuário poderá navegar através da barra de ferramentas do IE usando algumas
funções que podem ser úteis, no momento em que se estiver visitando determinado endereço, como pode ser
observado abaixo:

A BARRA DE FERRAMENTAS DO MICROSOFT INTERNET EXPLORER 6

- Voltar – Volta à página anterior que você visitou. Enviar página - abre a caixa de envio de mensagens do
Outlook Express, com a página que está na tela do
2 - Avançar – Somente após voltar, você poderá avançar Internet Explorer, para que você possa enviar esta pági-
na por e-mail.
3 - Parar – Pára o carregamento da página.
10 - Imprimir – O botão Imprimir permite imprimir pági-
4 - Atualizar – Atualiza (dá um Refresh) na tela. Recar- nas da Web. Ele imprimirá todo o conteúdo da pági-
rega a página. na. Para imprimir somente uma parte da página,
uma imagem ou uma parte do texto, selecione o
5 - Página Inicial – Carrega a página que foi configura- que você quer imprimir e clique no Menu Arquivo /
da como inicial no Internet Explorer Imprimir, clique na opção Seleção. Clique ok.

6 - Pesquisar – permite pesquisar assuntos na Internet. 11 - Editar – permite editar a página que está sendo
visualizada com um programa qualquer. A seta ao
7 - Favoritos - Abre do lado esquerdo da tela uma lista lado do botão indica que desce um menu com ou-
dos sites que foram escolhidos pelo usuário como tras opções de programas. Este ícone está indican-
favoritos. do o programa Word, mas poderia estar indicando
por exemplo o bloco de notas. Permitirá fazer altera-
8 - Histórico – Lista os locais que o usuário visitou. ções no arquivo da página Web e criar uma nova
página com base na que você editou.
9 - Correio – abre a caixa de mensagem do Outlook
Express diretamente no navegador Internet Explo- 12 - Discussão – permite configurar um grupo de
rer. Permite enviar uma página da Internet. discussão.

Ferramentas – Opções da Internet


No Menu Ferramentas encontra-se a opção Op-
ções da Internet. Na tela de opções é possível contro-
lar as configurações de Segurança, controle de conteú-
do das páginas visitadas dentre outras.

Aqui se destacam três itens:


 Página inicial - é a página que o usuário deseja
que seja a primeira que se apresenta quando o
navegador – Internet Explorer – é aberto.
Ler email - abre a caixa de entrada do Outlook Express
para que você possa ler suas mensagens.  Arquivos de Internet temporários – sempre que
Nova mensagem - permite abrir a caixa de envio de visitamos uma página esta é armazenada de forma
mensagens do Outlook Express. temporária no HD, o que permite que, em um próxi-
Enviar link - abre a caixa de envio de mensagens do mo acesso, tenhamos maior velocidade. A quanti-
dade destes arquivos temporários é definida pelo
Outlook Express, já com o link da página que está na
usuário no botão Configurações. Desejando-se ex-
tela do Internet Explorer, para que você possa enviar cluir todos os arquivos temporários, clica-se em Ex-
este link por e-mail. cluir arquivos.

Degrau Cultural 93

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Informática

 Histórico - Esta pasta armazena apenas os links A guia Privacidade - permite bloquear cookies e
para as páginas visitadas recentemente. O número pop-up´s.
de dias de armazenamento também é configurado
pelo usuário no item Número de dias das páginas
no Histórico. E, para Limpar o Histórico, é suficiente
clicar no botão Limpar Histórico.

Cookies são tipos de temporários da Internet que


são gravados na máquina do usuário em uma pasta
Além da guia Geral do quadro Opções da Internet, específica. Esses cookies armazenam informações
também temos as seguintes guias: pessoais do usuário, geralmente formulários preen-
chidos para compra de algum produto na Internet. Por
A guia Segurança - permite configurar opções de essa razão são considerados invasão de privacidade.
segurança para o Internet Explorer em várias de suas
zonas (Internet, Intranet local, Sites confiáveis e Sites
restritos). Há vários níveis (Baixo, Médio, Alto, Persona- Pop-up´s são janelas indesejadas que aparecem
lizado, etc.). na tela do Internet Explorer quando você está navegan-
do. Geralmente seu conteúdo é propaganda. Ao ativar o
bloqueador de pop-up´s, o ícone aparecerá na barra de
status do Internet Explorer. É possível, clicando com o
botão direito do mouse sobre o ícone que aparece na
barra de status, desbloquear as pop-up´s temporaria-
mente para qualquer site ou marcar a opção sempre
permitir pop-up´s nesta página.

A guia Conteúdo - Supervisor de conteúdo - permi-


te configurar opções de conteúdo seguro principalmente
para crianças não acessarem sites proibidos. Ao ativar
um conteúdo de segurança será pedida uma senha.
Certificados - Você pode controlar o uso de sua própria
identidade tendo uma chave particular que só você co-
nhece no computador. Quando usados com programas
de email, os certificados de segurança com chaves
particulares também são conhecidos como “identifica-
ções digitais”. Um “certificado de site da Web” informa
que um determinado site da Web é seguro e legítimo.
Ele garante que nenhum outro site pode assumir a iden-
tidade do site seguro original. Um certificado de segu-
rança, associa uma identidade a uma “chave pública”.

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Informática

Apenas o proprietário do certificado conhece a “chave


particular” correspondente. A “chave particular” permite
que o proprietário faça uma “assinatura digital” ou des-
criptografe informações criptografadas com a “chave
pública” correspondente. Ao enviar o seu certificado para
outra pessoa, você está dando a essa pessoa a sua
chave pública para que ela possa lhe enviar informa-
ções criptografadas que só você pode descriptografar
e ler com a sua chave particular. O componente assi-
natura digital de um certificado de segurança é sua iden-
tidade eletrônica que diz que as informações vieram
realmente de você. Antes de começar a enviar informa-
ções criptografadas ou assinadas digitalmente, você
precisa obter um certificado e configurar o Internet Ex-
plorer para usá-lo. Quando você visita um site da Web
seguro (cujo endereço comece com “https”), ele lhe
envia automaticamente o certificado dele. Os certifica-
dos de segurança são emitidos por autoridades de
certificação independentes. Informações pessoais -
use o recurso Autocompletar, caso queira armazenar
entradas de dados pessoais. O computador, assim
que você começar a digitar seu nome, por exemplo,
completa as informações para você, sem a necessi-
dade de digitar o nome todo.

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Informática

MICROSOFT OUTLOOK EXPRESS

Correio Eletrônico via Internet

O serviço de correio eletrônico talvez seja a mais poderosa ferramenta utilizada pelos usuários da Internet, no
que diz respeito à comunicação à distância. O Outlook Express é o mais utilizado gerenciador de e-mails por estar
incorporado ao Windows. Entretanto existem outros mecanismos de igual eficiência, como o Netscape, o Eudora, o
Mozzila e outros; mas tudo acaba sendo uma questão de gosto pessoal pois, em essência, todos permitem o tráfego
de mensagens eletrônicas com igual teor de velocidade e precisão.

OBSERVE UMA TELA DO OUTLOOK EXPRESS

O ambiente de navegação é intuitivo e fácil de ser compreendido. À esquerda encontramos uma lista de pastas,
algumas já existentes por padrão e outras criadas pelo próprio usuário. Estas pastas funcionam de maneira seme-
lhante ao Windows Explorer, onde na tela da direita teremos os seus conteúdos mostrados de forma organizada.
Para escrevermos uma nova mensagem basta clicar no item correspondente na barra de ferramentas ou diretamente
no link apresentado na página de boas-vindas (acima). É conveniente ressaltar que os procedimentos com o Outlook
independem do usuário estar conectado à Internet. Diferentemente da utilização dos Webmails, disponibilizados
pela maioria dos provedores, o Out-look permite que os e-mails sejam lidos e terem suas respostas preparadas no
modo “off-line”.

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Explorando a caixa de entrada

Na barra de ferramentas encontramos os botões:

 Criar email - escreve uma nova mensagem.

 Responder - responde com um email para o remetente.

 Responder a todos - responde ao remetente e a todos os destinatários da mensagem original.

 Encaminhar - encaminha a mensagem para outro(s) destinatário(s).

 Excluir - exclui a mensagem selecionada. Ela irá para a pasta Itens Excluídos.

 Enviar e receber - envia e recebe automaticamente emails. Se houver mais de uma conta cadastrada para a atual
identidade, pode-se selecionar a conta que se deseja baixar os emails.

 Endereços - abre o Catálogo de endereços, onde o usuário atual armazena os dados de seus contatos.

 Localizar - permite localizar, por diversos critérios, uma mensagem nas pastas do Outlook ou localiza um contato
armazenado no catálogo de endereços.

Na pasta Pastas Locais encontramos as pastas:

 Caixa de entrada - local onde são armazenadas as mensagens recebidas. O número à direita indica as mensa-
gens ainda não lidas. A mesma informação pode ser obtida na Barra de status (abaixo da janela)

 Caixa de saída - armazena as mensagens até seu efetivo envio pelo Outlook.

 Itens enviados - armazenam cópias destes itens.

 Itens e excluídos - é a lixeira do Outlook Express.

 Rascunhos - armazena cópias de mensagens a serem enviadas posteriormente.

Convém ressaltar que o usuário poderá criar novas pastas de modo a facilitar o gerenciamento de mensagens
armazenadas.

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Informática

Redigindo uma nova mensagem

Os endereços eletrônicos No nosso exemplo, o endereço da Degrau Cultu-


ral, denota o seu caráter comercial pela extensão .com.
O endereço eletrônico é uma espécie de CEP utilizado
na Internet para guiar com precisão o internauta atra- Note que as partes do endereço identificam vários de
vés da grande teia mundial, além de propiciar a correta seus caracteres, tais como protocolo, país de origem,
entrega de correspondência ao destinatário. O endere- etc. Estas informações garantem a individualidade da-
ço de um site tem a seguinte forma:
quele site na grande rede.

É importante ressaltar que a partir de 2005, um


endereço no Brasil já pode contar com acentos e “ç” da
língua portuguesa. Assim, a partir de agora, não se as-
suste quando encontrar um endereço do tipo:
www.sambacanção.com.br

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http:// (HyperText Transfer Protocol) Protocolo de trans-  edu: indica que o Website é de uma organização
ferência de Hipertexto. O protocolo é uma espécie de educacional
linguagem utilizada pelo computador para estabelecer
comunicação com outras máquinas através da rede.  gov: indica que o Website é de uma organização
Na maioria das vezes que navegamos, estamos nos governamental.
utilizando deste protocolo. Basta observar que todos
os endereços da Internet o mostram no início.  com: indica que o Website é de uma organização
comercial.
 www: A parte gráfica da Internet, ou seja, onde navega-
mos através de imagens e cliques do mouse. A www  mil: indica que o Website é de uma organização mi-
hoje propicia inúmeros recursos multimídia a seus litar.
usuários, tais como sons imagens e animações que
interagem com o visitante daquele site.  br: indica que o Website está hospedado em um
provedor no Brasil, assim como na França é “.fr” e
 org: indica que o Website é de uma organização EUA “.us”, ou simplesmente “.com”, sem termina-
não governamental. ção de país.

Endereços de E-mail

Os endereços de e-mail também seguem um padrão que assegura a sua unidade dentro da internet. Devido a
esta estrutura, jamais existirão dois endereços iguais em todo o mundo.

Microsoft Outllok 2000


Sua janela Outlook hoje disponibiliza uma visão
O Outlook é um recurso do MS Office que se destina a consolidada do dia de hoje, com os compromissos do
inúmeras tarefas, individuais e em grupos de trabalho. Calendário, Tarefas e Mensagens.

Dentre outras tarefas permite: O atalho para Calendário permite gerenciar as ativida-
des assinaladas como compromissos do usuário.
 Enviar e ler mensagens do usuário de diversas con-
tas ou provedores. O atalho para Tarefas permite agendar e gerenciar
tarefas individuais ou em grupo no ambiente de uma
 Gerenciar os contatos do usuário. Intranet de uma empresa.
 Organizar e agendar tarefas com o Calendário dis-
ponível. O atalho para Mensagens permite o acesso às
mensagens na Caixa de Entrada.
 Agendar reuniões on-line no ambiente da rede
interna.

Difere do Outlook Express pelo acréscimo de inúme-


ras funções apresentadas em sua Barra de Atalhos (à
esquerda da janela).

Degrau Cultural 99

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Informática

O atalho para Contatos na barra de atalhos do Outlook gerencia os contatos do usuário.

Endereços de E-mail

Os endereços de e-mail também seguem um padrão que assegura a sua unidade dentro da internet. Devido
a esta estrutura, jamais existirão dois endereços iguais em todo o mundo.

Contatos do usuário: lista os contatos do usuário, com seus dados cadastrados.

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Informática

Anotações: assemelha-se a um bloco de lembre- Este último é também um software que previne a
tes para o usuário. invasão de um cracker e, ainda, impede que um “es-
pião” plantado na máquina possa acessar a Internet
sem conhecimento e permissão do usuário. Em am-
bos os casos, é essencial a periódica atualização dos
softwares e, no caso do anti-vírus, varreduras periódi-
cas dos drives de armazenamento.

AS AMEAÇAS NA INTERNET

As ameaças ao mundo dos computadores não


são uma novidade dos dias atuais. Ao contrário, pode-
mos considerar como algo de longa data. Quem não
se lembra de vírus famosos como “Michelangelo”,
“Chernobyl” , “Ping-Pong” e tantos outros?

A expansão da Internet, no entanto, propiciou uma


 Spam - é o grande problema da atualidade na Inter-
maior velocidade (e quantidade) na disseminação das
net. São mensagens indesejadas, normalmente de
“pragas” da Grande Rede.
propaganda de organizações comerciais. O imen-
so tráfego gerado na WEB por essa prática pode
VIRUS e WORMS
comprometer seriamente a atividade da Internet.
Embora para o usuário não faça diferença, já que
 Cookies - são pequenos arquivos (1KB) coloca-
qualquer “praga” é maléfica, há uma diferença entre
dos pelos sites que são visitados no computador
Vírus e Worms. Um vírus, por definição, não funciona
visitante. Servem para identificar o visitante em uma
por si só. Deve infectar um arquivo executável ou arqui-
próxima visita àquele site. Não são vírus. São con-
vos que utilizam macros, ou seja , em geral fica escon-
siderados Invasão de Privacidade, por isso é pos-
dido dentro da série de comandos de um programa
sível controlar suas entradas, através de configu-
maior. Já os worms são entidades autônomas, não
rações no browser.
necessitando se anexar a um programa ou arquivo “hos-
pedeiro”, ao contrário dos vírus. Um Trojan ou Cavalo
GLOSSÁRIO
de Tróia é um verme que normalmente se disfarça de
um programa inofensivo permanecendo dentro da má-
A seguir, uma série de termos usados na informática
quina indefinidamente ou até cumprir sua tarefa. A pre- da atualidade.
venção contra tais pragas compreende a utilização de
softwares anti-vírus e “Firewall”.  Acesso dedicado
O acesso dedicado é normalmente usado por em-
O Firewall pode ser definido como uma barreira presas que vendem o acesso aos usuários finais.O
de proteção, que controla o tráfego de dados entre seu acesso dedicado faz com que o computador fique
computador e a Internet (ou entre a rede onde seu com- conectado permanentemente com a rede.
putador está instalado e a Internet). Seu objetivo é per-
mitir somente a transmissão e a recepção de dados  ADSL
autorizados. Existem firewalls baseados na combina- Sigla para Assimetrical Digital Subscriber Line.
ção de hardware e software e firewalls baseados so- ADSL é uma forma de conexão à Internet que re-
mente em software. Este último é o tipo recomendado serva um espaço da linha telefônica para o tráfego
ao uso doméstico e também é o mais comum. Em ou- de informações e outro para a voz. Com essa mo-
tras palavras, o firewall é um mecanismo que atua como dalidade de conexão banda larga o usuário pode
“defesa” de um computador ou de uma rede, controlan- permanecer 24 horas online.
do o acesso ao sistema por meio de regras e a filtra-
gem de dados. A vantagem do uso de firewalls em re-  Backbone
des, é que somente um computador pode atuar como A tradução literal é “espinha dorsal”. O backbone é a
fração da rede que suporta o maior tráfego de da-
firewall, não sendo necessário instalá-lo em cada má-
dos. A função do backbone é conectar várias redes
quina conectada.
locais.

Degrau Cultural 101

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Informática

 Baud rate  HTTP


O baud rate é normalmente usado como um sinônimo Significa “HyperText Transfer Protocol”. Protocolo
de bps (bits por segundo). utilizado pelo serviço WWW que significa World Wide
Web. É um sistema baseado em hipertextos que
 Bit permite a procura e a utilização dos recursos dispo-
Binary digit (dígito binário), é a menor entre as uni- níveis na INTERNET.
dades de informação. Um agrupamento de 8 bits
forma um byte. Este protocolo de comunicação conecta usuários a
sites. A sigla HTTP antecede os endereços de pági-
 Bluetooth nas Web. Ela informa ao servidor de que forma deve
A tecnologia Bluetooh é, basicamente, um padrão ser atendido o pedido do cliente.
para comunicação sem-fio de baixo custo e de curto
alcance. Através dele permite-se a comunicação  Intranet
sem fio entre aparelhos eletrônicos que podem ser É uma rede privada e interna, normalmente usada
telefones celulares, Palmtops, computadores, scan- por empresas.
ners, impressoras, equipamentos de escritório,
enfim, qualquer aparelho que possua um chip Blu-  IP
etooth. Esta comunicação realiza-se através de on- Endereço numérico que identifica de forma única
das de rádio na freqüência de 2.4 GHz, que não ne- um computador na rede INTERNET. Quando seu
cessita licença e está disponível em quase todo o PC entra na WEB recebe um endereço IP. O formato
mundo. do IP é 255.255.255.255. (4 grupos de números que
atingem o máximo de 255)
 bps Um endereço IP pode ser fixo ou dinâmico. Quando
bps (bits por segundo) é uma medida da velocida- é fixo ele nunca muda; quando é dinâmico ele pode
de de transmissão de dados. se alterar (e normalmente se altera) a cada cone-
xão sua à Internet.
 Browser
É o software utilizado para a navegação na Internet.  ISDN (RDSI)
A sigla significa Integrated Services Digital Network.
 Cookie (Rede Digital de Serviços Integrados) ISDN é uma
São informações que as páginas da Internet guar- rede digital que fornece serviços de voz, imagens,
dam no seu computador. Os cookies servem para dados, etc.
ativar páginas customizadas na web, ou para infor-
mar aos servidores quantas vezes você passou por  Java
determinado site. Java é uma linguagem de programação. Ela foi ori-
ginalmente desenvolvida pela Sun Microsystems
 Dial-Up para ser utilizada na web.
É uma outra denominação para acesso discado. O
Acessório de comunicações do Windows que pos-  Kbps – kilobits por segundo
sibilita a conexão entre computadores através de Medida de velocidade de transmissão de dados.
uma linha telefônica comum. Sua equivalência é de mil bits por segundo.

 Ethernet  LAN (Rede Local)


Um padrão de redes de computadores desenvolvi- A sigla significa Local Area Network. Lan é uma rede
do pela Xerox, DEC e Intel em meados de 1972, geralmente limitada a um prédio ou instituição.
com uma largura de banda de 2,94 Mbps, sendo
posteriormente padronizado a 10 Mbps pelo IEEE  Largura de Banda - Banda larga
(Institute of Electrical and Electronic Engineers). As É a capacidade de enviar informação por um de-
evoluções do padrão Ethernet são o Fast Ethernet terminado canal ( um fio de cobre, um radioes-
com taxas de 100 Mbps, já utilizando a fibra ótica e o pectro, ou uma fibra ótica), ou seja, o número de
Gigabit Ethernet com taxas de 1Gbps. bits por segundo que se pode transmitir através
de um canal qualquer.
 Host
É um computador que está sempre ligado à rede. A banda larga é sempre mais rápida que uma trans-
Ele armazena arquivos e permite o acesso de missão via linha discada, independente do proces-
usuários. sador ou da memória da máquina

 Hotspot  Linha dedicada


Um hotspot é um ponto de acesso sem fios onde Ligação permanente entre dois computadores.
os utilizadores se podem ligar à rede ou à Internet. (sempre conectados)
Os hotspots podem existir em vários locais públi-
cos. Gratuitos ou não, eles permitem o acesso à  Megahertz (MHz)
Internet de banda larga a utilizadores de aparelhos O hertz (Hz) e o Megahertz (MHz) são unidades que
(laptops ou PDAs) que possuem o chipset de Wi-Fi. medem freqüência. Na informática são usadas para
Muitos hotéis e aeroportos já têm hotspots. indicar a velocidade dos processadores.

102 Degrau Cultural

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Informática

 Modem  Plug-in
É o equipamento que conecta o computador à Inter- Um “Plug-in” é um pequeno programa que você car-
net. Ele transforma sinais digitas em sinais sonoros rega e instala para adicionar uma característica es-
e vice-versa. pecífica ao seu navegador. Essas características
podem incluir capacidade multimídia como vídeo e
 Net som. Ou seja, certos sites para se apresentarem
A tradução literal do inglês é “rede”. Na informática o adequadamente solicitam que você autorize a ins-
termo é usado como sinônimo de Internet. talação de um plug-in.

 PPP  Upload
A sigla significa Point-to-Point Protocol. É Um dos Fazer um upload é transmitir um arquivo do seu micro
protocolos usados para fazer a conexão IP por via para a rede. A operação inversa é o download.
de uma linha telefônica. O PPP é muito útil para
navegadores gráficos.
 USB
USB é a sigla para Universal Serial Bus, barramen-
 Programa-cliente
O funcionamento da Internet se baseia em relações to com um tipo único de combinação porta/conector,
cliente/servidor. Os programas clientes são os na- usado para ligar ao computador sem nenhum gran-
vegadores e os servidores verificam autorizações e de esforço várias categorias de dispositivos como
armazenam dados. teclados, mouses, acessórios para games, moni-
tores, scanner, câmeras e outros. O USB obedece
 Protocolo ao padrão Plug and Play e visa diminuir drastica-
Um padrão de comunicação a ser usado na Inter- mente o transtorno na instalação e configuração dos
net, o mais básico é o TCP/IP. mais diversos periféricos ao computador. Além da
facilidade de uso proporcionada pelo padrão Plug
 Roteador and Play, o USB é “hot swappable”, ou seja, é possí-
Um roteador distribui pacotes de informação dentro vel conectar ou desconectar um novo dispositivo no
de uma rede ou entre várias redes. computador com ele ligado e usá-lo imediatamen-
te. O USB também permite a conexão de periféricos
 RFID (Identificação por radiofreqüência) em cascata. Por exemplo: o Internet Keyboard Pro,
Tecnologia de Identificação que utiliza a radiofre- teclado da Microsoft, vem com duas entradas USB
qüência para capturar os dados e não a luz como é extras e se o teclado estiver ligado ao computador
utilizado na leitura de códigos de barra. São utiliza- pelo USB, essas duas portas podem ser usadas
dos, basicamente, dois componentes: o transpon- para conectar um mouse e um game pad.
der ou RF Tag (ou simplesmente Tag) e um leitor
com antena. Quando aproximamos um Tag do lei-
 WAP
tor, o campo do leitor alimenta o Tag e este transmi-
te dados da sua memória para o leitor. Pense no Wireless Application Protocol ou, em português, pro-
pedágio quando você passa pela via expressa. Seu tocolo para aplicações sem fio. É um protocolo (lin-
carro tem um TAG. É aquela caixinha de PVC fixada guagem comum) mundial que torna possível o aces-
no vidro. so à Internet por meio de dispositivos móveis sem
fio - como micros de mão e celulares. Com WAP, é
 Shareware / Freeware possível acessar páginas no padrão WML (Wireless
Shareware é um software disponível em muitos lo- Markup Language, uma espécie de linguagem
cais da INTERNET. Inicialmente, o software é grátis, HTML) criadas para a tela do celular ou de um com-
mas os autores esperam que o pagamento seja putador de mão. Essas páginas trazem links que
enviado depois de um período inicial de testes. Nor- levam a outras, igualzinho aos sites da Internet, só
malmente, os preços são baixos. É uma espécie de que com menos recursos, devido às limitações das
“teste antes e pague depois”. Já o Freeware é grátis telas dos aparelhos.
mesmo.
 Wi-Fi e Wi-Max
 Servidor É a abreviatura de “Wireless Fidelity” (fidelidade sem
É o programa que atende ao cliente e provê a ele os fios) e é utilizado para descrever produtos que res-
serviços solicitados. O servidor oferece vários recur- peitam o conjunto de normas 802.11 criado pelo Ins-
sos, entre eles: armazenamento de dados, acesso à titute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE).
Internet, etc.
As mais conhecidas são as 802.11b por utilizarem
banda de 2,4 Ghz (próxima da freqüência usada por
 TCP/IP
Transmission Control Protocol/Internet Protocol. Con- um microondas ou por um telefone sem fios) e por-
junto de protocolos utilizado pela INTERNET a fim de que podem transferir dados a uma velocidade de 11
permitir que os computadores se comuniquem. megabits por segundo (mbps). O novo standard
802.11a trabalha na banda de 5 Ghz e consegue
 URL transferir dados a até 54 Mbps. A tecnologia Wi-Fi
Uniform Resource Locator. É o sistema de endereça- apresenta um curto alcance. No entanto já temos a
mento utilizado pelo WWW e um padrão de endere- tecnologia WiMax em desenvolvimento. Esta alcan-
çamento proposto para toda a INTERNET. Trocando çará distâncias bem maiores que a Wi-Fi.
em miúdos: aquele endereço que você digita na bar-
ra de endereços do tipo www.qualquercoisa.com.br

Degrau Cultural 103

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Informática

O INTERNET EXPLORER 7

NOVIDADES DO INTERNET EXPLORER 7 O item Segurança possui novos recursos de segu-


rança que auxiliam na proteção contra softwares mali-
O IE-7 vem com nova interface, buscando a simpli- ciosos, e protegem contra websites fraudulentos, atra-
cidade. A interface foi redesenhada para conter itens vés de um filtro de phishing.
úteis e eliminar o que só ocupava espaço.

O recurso de Guias ou Abas (Tabs) permite abrir BOTÕES DA BARRA DE FERRAMENTAS


vários websites em apenas uma janela usando a nave-
gação por abas.

Além disso, a Impressão no Internet Explorer 7 per-


mite que o conteúdo caiba sem problemas na página Permite voltar / avançar nas páginas visitadas.
final impressa. As opções de impressão ainda incluem
o ajuste de margens, remoção de cabeçalhos e roda-
pés, além da alteração do espaço de impressão.

Há a opção de se manter atualizado sobre as últi-


mas novidades, diretamente dos seus sites favoritos Permite carregar novamente o conteúdo das páginas.
através dos Feeds RSS: O termo Feed vem do verbo em
inglês “alimentar”. Na internet, os “RSS feeds” são lis-
tas de atualização de conteúdo dos sites. A tecnologia
RSS (Rich Site Summary) permite aos usuários da in-
ternet se inscreverem em sites que fornecem “feeds”
(fontes) RSS. Estes sites mudam ou atualizam o seu Pára o carregamento da página.
conteúdo regularmente. Os Feeds RSS recebem estas
atualizações, e, desta maneira o usuário pode perma-
necer informado de diversas atualizações em diversos
sites sem precisar visitá-los um a um. Os feeds RSS OPÇÕES DE PESQUISA
oferecem conteúdo Web ou resumos de conteúdo jun-
tamente com os links para as versões completas deste
conteúdo. Esta informação é entregue como um arqui-
vo XML chamado “RSS feed”.

O item Pesquisar também foi atualizado, permitin-


do que você faça buscas dentro do navegador usando
seus mecanismos de procura favoritos.

104 Degrau Cultural

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Informática

Permite fazer buscas, localizar na página, alterar pa- HOME (PÁGINA INICIAL) - permite adicionar páginas para
drões de pesquisa, etc. que sejam as iniciais do Browser.

FEEDS - permite visualizar atualizações do conteúdo


dos sites.

IMPRIMIR - permite imprimir a página ou escolher op-


çoes de impressão.

CENTRAL DE FAVORITOS E ADICIONAR A FAVORITOS

O botão da estrela é o Favoritos e permite exibir os


Favoritos, Feeds e Histórico.
O botão Adicionar a favoritos possui um menu com vá-
rias opções.
PÁGINA - abre um menu com várias opções.

GUIAS - mostra a lista de guias

NOVA GUIA - permite adicionar guias

Degrau Cultural 105

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Informática

FERRAMENTAS - o botão ferramentas contém opções do menu Ferramentas do IE-7.

FERRAMENTAS / OPÇÕES DA INTERNET / GERAL

Configurações de Página Inicial, Histórico, permite alterar padrões de pesquisa, configurações de guias e Aparência.

106 Degrau Cultural

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Informática

FERRAMENTAS / OPÇÕES DA INTERNET FERRAMENTAS / OPÇÕES DA INTERNET


PRIVACIDADE PROGRAMAS

Configurações de Cookies e Bloqueador de Pop-up´s. Permite gerenciar os complementos do navegador


(plug-in) e fazer configurações de programas usados
nos serviços de Internet.

FERRAMENTAS / OPÇÕES DA INTERNET


CONTEÚDO

Supervisor de Conteúdo, Certificados, Preenchimento


Automático e Feeds.

Degrau Cultural 107

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Informática

HARDWARE E SOFTWARE
1. Origem do Computador¹ Os melhoramentos significativos alcançados na progra-
mação facilitaram a utilização do computador e o tornou
Tudo se inicia com a criação das máquinas de cartões mais acessível às necessidades específicas.
perfurados que foram desenvolvidas originalmente por Her- Em 1973, a unidade de disco IBM 3340, apresentou a
man Hollerith e que foram inicialmente usadas no recense- indústria uma avançada tecnologia de discos conheci-
amento dos Estados Unidos em 1980 e mais tarde utiliza- da como Winchester, nome do projeto interno da IBM.
das em diferentes outros setores no mundo dos negócios.
Estes cartões eram o meio de armaze-namento de dados. 2. Conceituando Hardware e Software
O surgimento das impressoras rotativas é decorrente da
crescente necessidade do fornecimento destes cartões. Hardware: É um termo coletivo e não inclui apenas o
computador propriamente dito, mas também cabos, co-
Em resposta às necessidades da indústria radiofôni- nectores, unidades de força e periféricos como o tecla-
ca surgem as válvulas e nasce o computador. do, mouse, auto-falantes e impressoras. Este termo pode
referir-se aos aspectos físicos da infra-estrutura de rede
O invento do transistor nos laboratórios Bell em 1947 de telefonia e telecomunicações.
iniciaria uma nova geração de tecnologia de computado-
res. Substituindo a válvula, o pequeno transistor reduziu o Software: É a parte lógica do computador que é cons-
tempo que era necessário para que um impulso elétrico tituída por programas, linguagens, sistemas, ou seja,
fechasse um circuito. Gerava menos calor, era de maior são as instruções entendidas pelo hardware.
confiabilidade e diminuía os custos de produção. A fun-
ção básica do transistor num computador é a de um inter- 3. Tipos de Arquiteturas de Construção
ruptor eletrônico para executar operações lógicas.
Arquitetura CISC (Complex Instruction Set Computer) -
O armazenamento magnético surge como uma evo- Computador com Conjunto de Instrução Complexa.
lução para arquivar grandes volumes de dados. Com o
disco magnético o acesso poderia ser obtido em me- Refere-se a computadores projetados com um con-
nos de um segundo. junto completo de instruções computacionais com a fi-
nalidade de prover capacidades necessárias da forma
Em 1957 surge o primeiro computador com sistema mais eficiente. Posteriormente descobriu-se que redu-
de armazenamento em disco, o IBM 305 RAMAC. Com zindo o conjunto completo a apenas as instruções mais
um braço de acesso aleatório ele era capaz de acessar freqüentemente usadas, o computador realizaria mais
em menos de um segundo dados armazenados em trabalho em um tempo menor para a maioria das aplica-
qualquer um de seus 50 discos. A mesma IBM lança em ções. Com isso foi chamado de conjunto reduzido de
1962 a primeira unidade de armazenamento equipada instruções (RISC); havia agora a necessidade de algo
com disco removível. Agora, facilmente, os usuários po- pelo qual chamar computadores com conjunto comple-
diam trocar informações para diferentes finalidades. to de instruções – daí o termo CISC. Usada nos mode-
los de chip da empresa Intel e garantem um ótimo de-
Os programadores IBM foram os primeiros a criar, para sempenho na resolução de problemas complicados,
fornecer aos usuários, programas previamente elabora- apesar de reduzirem a velocidade de execução.
dos. Estes Softwares incluíam instruções para separar e
intercalar dados, o controle das operações de entrada e Arquitetura RISC (Reduced Instruction Set Computer) -
saída de dados e a facilidade de criação de listagens. Computador com Conjunto Reduzido de Instruções.
Durante os anos 60, o poder de armazenamento dos É um microprocessador planejado para realizar um me-
computadores aumentou em capacidade e velocidade. As nor número de tipos de instruções para o computador, de
atenções incidiram principalmente sobre os sistemas de modo que ele possa operar em uma velocidade maior
software. Ainda em busca de melhores soluções, foi intro- (realizar mais instruções por segundo ou milhões de ins-
duzido o uso intensivo da tecnologia de circuitos integra- truções por segundo). Uma vez que cada tipo de instru-
dos monolíticos nos anos 70. Esta tecnologia condensa ção que um computador precisa realizar requer transisto-
muitos circuitos em pequeníssimos chips de silício. res adicionais e circuitos, uma grande lista ou grupo de
instruções para o computador, tende a deixar o micropro-
A utilização de uma tecnologia com grande integração cessador mais complicado e lento na operação. Inventa-
e densidade de memória e de lógica melhorou conside- da na década de 70 pelo pesquisador da IBM John Coke,
ravelmente a sua velocidade, capacidade e eficiência. O esta arquitetura provê o chip com uma “inteligência” bem
primeiro disco magnético flexível, ou disquete, da in- mais limitada, porém com uma rapidez sem preceden-
dústria, foi apresentado pela IBM em 1971. Estes discos tes. Enquanto o chip CISC leva vários ciclos de máquina2
flexíveis (floppy disk) melhoravam consideravelmente o para executar uma única instrução, o chip RISC faz várias
manuseamento dos dados. delas em apenas um ciclo (conceito de chip superesca-
lar - que executa mais do que uma instrução por ciclo).
Memórias de silício e circuitos lógicos foram cada vez
mais miniaturizados em todos os tipos de computadores.
2
Ciclo de máquina: tempo gasto pelo computador para pro-
cessar cada instrução; é medido por um circuito chamado clock
¹ Origem do Computador: Os concursos, em geral, não têm (relógio), que emite pulsos a uma freqüência constante. Se o
mais se ocupado com questões relativas à história da informática, clock “pulsa” 58 milhões de vezes por segundo, por exemplo, a
entretanto, convém ir às provas lembrando-se pelo menos do freqüência de processamento dessa máquina é de 58 Mhz
ENIAC, pois ele já se figurou em algumas delas como represen- (MegaHertz). É o espaço de tempo entre um pulso e outro, ou
tante legítimo daquele que seria o primeiro computador da histó- seja, o ciclo de máquina.

108 Degrau Cultural

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Informática

4. Componentes de um Computador Pessoal Alguns componentes adicionais podem ser acresci-


dos à placa-mãe por meio de seus slots de expansão. A
A anatomia do computador se compõe de dispositi- interface eletrônica entre a placa-mãe e as placas nos
vos externos para captar e emitir informações (teclado, slots de expansão são chamadas de barramento4 (Bus).
monitor etc.); e internos para calcular, comparar e con- Muitas placas-mãe possuem a capacidade de atualiza-
trolar (processador, memórias etc.) A seguir, veremos, ção (Upgrade), muitas vezes trocando-se apenas o pro-
especificamente, os componentes que constituem um cessador e a memória nela acoplados.
computador pessoal. Na placa-mãe são “encaixados”, além de cabos de dis-
positivos externos, outros componentes como placa de
Gabinete vídeo, som, modem etc.

É a caixa que abriga toda a es- Existem as placas-mãe Onboard, também chamadas de
trutura física interna de um com- superintegradas, que agregam em seus circuitos, além das
putador. É normalmente dividido interfaces já tradicionalmente incorporadas, outros recur-
em baias onde serão instalados sos como áudio, vídeo, modem e rede – quando não as
os dispositivos. Exige boas con- memórias e até o processador. E, as placas-mãe Offboard
dições de ventilação interna con- que vêm “peladas” ou seja, fica a cargo de quem se propõe
siderando que muitos dos com- a montar o computador decidir quais funções irá implemen-
ponentes que serão ali instalados tar, a marca e o modelo dos dispositivos que as proverão.
trabalham em elevadas freqüên-
cias e por isso geram grande quantidade de calor. Processador

Existem os modelos desktop ou torre, como são res- Nas provas, os examinadores, po-
pectivamente conhecidos os gabinetes horizontais e ver- dem referir-se ao processador como
ticais. É possível que o examinador refira-se ao compu- o microprocessador ou como unida-
tador apenas como máquina ou PC. de central de processamento (CPU –
Nota: É comum chamarmos o gabinete de CPU, porém Central Processing Unit) e até como
o gabinete, como já vimos, é apenas um “armário” onde processor.
são guardados o HD, as placas, a memória, os drives e
outros componentes. Como o próprio nome sugere, é a parte do computa-
dor que controla o processamento de dados, desde a
Fonte de Alimentação sua entrada até a saída. Quando um processamento
começa, é a CPU que busca a instrução no disco; faz a
A fonte de alimentação se encon- decodificação desta instrução; associa a instrução de-
tra, normalmente, na traseira do codificada ao dado que será processado e, por fim, exe-
gabinete e serve para fornecer as cuta cada instrução do programa. Ele também controla
tensões para alimentar os diver- os periféricos de entrada e saída, faz os cálculos e mo-
sos circuitos e componentes do vimentações exigidas pelo programa e gerencia todas
PC. Todas as fontes de alimenta- as unidades para que trabalhem em harmonia. Eles são
ção partem do princípio básico de montados em um único chip ou circuito integrado.
transformar a tensão alternada elétrica (110V ou 220V)
em tensões contínuas (5V ou 12V). A CPU é a única responsável pela interpretação dos
O ventilador interno (cooler) da fonte serve para esfriar a programas, tomando decisões lógicas, fazendo contas
própria fonte e também retirar o ar de dentro do gabinete. e encaminhando ordens, tudo isso muito rapidamente.
Para se ter uma idéia, um processador como um Pen-
Placa-mãe tium 4 ou Athlon é capaz de fazer mais de um bilhão de
multiplicações por segundo.
A Motherboard (placa-mãe)
é um arranjo físico que con- A velocidade de processamento é fruto da criatividade
e experiência dos engenheiros que projetam as Unida-
tém os circuitos e compo-
des de Execução. Devemos mencionar 4 importantes
nentes básicos de um com-
unidades: A lógica e aritmética (ULA), a de ponto flutuan-
putador. Em uma placa-mãe
te (FPU), a de instruções (SIMD – Single Instruction Mul-
comum, os circuitos são im-
tiple Data – Instrução única, múltiplos dados) e uma uti-
pressos ou afixados a uma
lizada somente para fazer cálculos de endereços de
superfície plana firme e nor-
memória. Cada unidade é especializada em determina-
malmente produzida em um
dos tipos de operações lógicas e matemáticas.
único passo. O planejamento mais comum de placas-
mãe em computadores desktop de hoje em dia é o AT,
O performance das aplicações está diretamente ligado
baseado nas placas mãe AT da IBM. Uma especificação com o das unidades de execução. Por exemplo, editores
mais recente de placa-mãe ATX melhora o estilo AT. Tan- de texto usam mais a ULA do que qualquer das outras,
to nos modos AT, como no ATX, os componentes no com-
putador incluídos na placa-mãe são os seguintes: 3
Slot: Nome que se dá às “tomadas” ou soquetes que, no com-
putador, permitem a conexão dos periféricos. Os slots de ex-
• Microprocessador (CPU);
pansão estão preparados para receber as placas de expansão
• Memória;
de memória ou de disco rígido.
• Sistema básico de Input/output (BIOS); 4
Barramento: O barramento é a via de informação entre a CPU e
• Slot3 de Expansão; demais dispositivos de I/O; é como se fossem estradas com várias
• Circuitos de interconexão. pistas, quanto mais pistas, maior o fluxo de automóveis.

Degrau Cultural 109

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THATYML
Informática

enquanto que jogos e decodificadores de DVD-video mos- agrega diversos circuitos destinados a dar funcionabili-
tram dependência muito maior da FPU e das unidades SIMD. dade ao PC e determina, entre outras coisas:
• Quais processadores poderão ser utilizados;
Qual seria o critério para classificar uma CPU como • O tipo e a quantidade máxima de memória que poderá
sendo de 32 ou 64 bits? O tamanho dos registradores5 e ser instalada;
consequentemente o tamanho dos dutos de entrada das • As freqüências de barramento suportadas;
unidades de execução são cruciais para determinar se • A quantidade de slots de expansão disponíveis, de HD’s;
uma CPU é de 32, 64 ou 128 bits. Quanto maior o tama- de periféricos, como leitora e gravadores de CD e a taxa
nho dos registradores, mais viável é o aumento da preci- máxima de transferência de dados entre eles e as contro-
são de operações matemáticas (principalmente finan- ladoras IDE.7
ceiras e científicas), maior o módulo dos números que
podem ser armazenados e maior a quantidade de com- O chipset é ultraintegrado quando constituído por única
binações lógicas que podem ser avaliadas. peça, mas normalmente é dividido em duas, fisicamente
distintas, conquanto interdependentes: Ponte Norte (Nor-
As instruções em linguagem de máquina são muito pri- thbridge) e Ponte Sul (Southbridge).
mitivas. Por exemplo: Ler (copiar) conteúdo de um endereço
de memória no registrador do processador central; compa- Cabe a Ponte Norte gerenciar a comunicação entre os
rar duas informações; adicionar, subtrair dois números; es- mais diversos elementos, especialmente conectar o pro-
crever palavra na memória ou dispositivo de saída. Estas cessador ao barramento de memória e de vídeo.
etapas compõem o que se denomina Cabe a Ponte Sul responsabilidades pelas atividades
ciclo de instrução. Este ciclo se repete menos nobres como comandar a controladora de dis-
indefinidamente até que o sistema cos, interfaces de entrada e saída (portas seriais, parale-
seja desligado, ou ocorra algum tipo las e USB), além da comunicação com outras interfaces
de erro, ou seja, encontrada uma ins- como som, rede etc.
trução de parada.
Compete ao chipset definir o Clock8 – freqüência de
Antes de finalizar este tópico, con- barramento – sinal responsável pela transmissão dos
vém chamar a atenção para um per- dados entre os periféricos. Dependendo de sua freqüên-
sonagem muitas vezes negligenciado pelo aluno, porém cia, um certo processador poderá ou não ser suportado
de grande relevância, a refrigeração do processador. Essa por uma determinada placa.
refrigeração é um papel desempenhado pelo Cooler6
Memórias

Chipset Memória é o lugar eletrônico no qual ficam armazena-


das instruções e os dados para que o processador pos-
Costuma-se dizer que, se o sa acessá-los. As memórias podem ser divididas em
processador é o cérebro, a pla- dois grupos diferentes:
ca-mãe é o corpo de um com-
putador, o chipset, por sua vez, • Voláteis
é o coração da placa-mãe. • Não Voláteis

Para explicar de uma forma As memórias são classificadas como voláteis, quando
simples, o chipset é o conjunto os dados que estão armazenando internamente são per-
de componentes que estabele- didos devido à interrupção do fornecimento de energia
cem a interface entre o processador (mais propriamente para a memória. Toda vez que o computador é desligado,
o seu barramento local) e os barramentos/componentes, os dados armazenados na memória principal são perdi-
desde as memórias aos controladores de periféricos. dos. Já as memórias do tipo não volátil não perdem os
Como se pode concluir, a função do chipset é bastante seus dados, mesmo quando a alimentação de energia é
importante no desempenho do sistema, portanto é acon- interrompida.
selhável conhecer alguns dos detalhes associados à
definição da respectiva arquitetura. Para comparar: se os
7
grandes componentes como o processador, a memória, Integrated Drive Eletronics: É uma interface eletrônica padrão
e os controladores de I/O fossem representados por edi- utilizada entre os caminhos de dados ou barramentos de uma placa-
fícios, o chipset representaria toda a infra-estrutura rodo- mãe e os dispositivos de armazenagem em disco de um computador.
8
viária necessária para interligar aqueles edifícios. Ele O clock tem como finalidade gerar “pulsos de clock”. É um
dispositivo gerador de pulsos cuja duração é chamada de ciclo. A
quantidade de vezes em que este pulso básico se repete em um
5
Registradores: Nome dado a alguns conjuntos de bits de alta segundo define a unidade de medida do relógio, denominada fre-
velocidade que existem dentro da CPU. A função primordial dos qüência, a qual também usamos para definir velocidade na CPU. A
registradores é o endereçamento de memória, ou seja, é nos regis- unidade de medida usual para a freqüência dos relógios de CPU é
tradores que fica armazenado o endereço fornecido que está o Hertz (Hz), que significa 1 ciclo por segundo. Como se tratam de
sendo tratado na memória naquele momento. O resultado de uma freqüências elevadas abreviam-se os valores usando-se milhões
operação aritmética ou lógica realizada na ULA deve ser armaze- de Hertz, ou de ciclos por segundo (MegaHertz ou simplesmente,
nado temporariamente, de modo que possa ser utilizado mais adi- MHz). Assim, por exemplo, se um determinado processador fun-
ante ou apenas para ser, em seguida, transferido para a memória. ciona como seu relógio oscilando 25 milhões de vezes por segun-
6
Cooler: Popularmente conhecida por ventoinha. Responsável do, sua freqüência de operação é de 25 MHz. E como a duração
pelo zumbido característico do computador. É um pequeno venti- de um ciclo, seu período, é o inverso da freqüência, então cada
lador que, embutido no gabinete ou diretamente no processador ciclo, neste exemplo, será igual ao inverso de 25.000.000 ou 1/
tem a função de resfriá-lo. 25.000.000 = 0,00000004 ou 40 nanossegundos.

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armazena dados em uma superfície magnética como


uma espécie de registro “fotográfico”.
A capacidade desta memória aumenta em múltiplos
de 8 megabytes. A maioria dos computadores são pla-
nejados de modo que você possa adicionar módulos de
RAM até certos limites (por exemplo 128 ou 256 mega-
bytes). Ter mais RAM no computador reduz o número de
vezes que o processador tem que ler dados por meio do
disco rígido, uma operação que leva muito mais tempo
do que ler dados por meio da RAM.

RAM (Random Access Memory – Memória de Acesso O acesso é randômico porque qualquer local de ar-
Aleatório) – Memória Principal/ Primária mazenamento pode ser acessado diretamente. Talvez
ela devesse ser chamada de memória não seqüencial,
É o local onde o sistema operacional, os programas pois o acesso à RAM é altamente randômico. RAM é
aplicativos e os dados em uso são colocados, de modo organizada e controlada de um modo que permite que
que possam ser rapidamente acessados pelo proces- os dados sejam armazenados e atualizados diretamen-
sador. Porém, os dados da RAM ficam lá somente en- te em locais específicos. Outras formas de armazena-
quanto o computador está funcionando. Quando se des- mento como o disco rígido e o CD-ROM também são
liga o computador perde-se todo conteúdo. Deste modo, acessados diretamente (ou randomicamente), mas o
quando se liga novamente o computador, o sistema ope- termo acesso randômico não pode ser aplicado a es-
racional e outros arquivos mais uma vez terão que ser sas formas de armazenamento.
carregados pela RAM, o que é feito normalmente a partir
do Disco Rígido. Tipos de Memória RAM

A RAM pode ser comparada à memória de curto prazo DRAM (Dinamic RAM): Memória dinâmica de acesso
de uma pessoa, e o disco rígido à memória de longo aleatório. É o tipo mais comum de memória de acesso
prazo. A memória de curto prazo dá destaque ao trabalho aleatório (RAM). É dinâmica no sentido que precisa ter
das mãos, mas pode recorrer a fatos da memória de suas células de armazenamento renovadas ou recebe-
longo prazo. Um computador, também funciona deste rem uma nova carga eletrônica a cada poucos milisse-
modo. Se a RAM ficar cheia, o computador precisará ir gundos. Formada por circuitos que armazenam os bits
continuamente ao disco rígido para cobrir velhos dados de informações através de pequenos capacitores. Quan-
da RAM com novos. Isso diminui a velocidade do compu- do tem algum dado representa “1” e, quando não, repre-
tador. A não ser que o disco rígido fique completamente senta “0”. Não se trata de uma memória rápida. O gran-
cheio de dados de modo que ele não possa aceitar ne- de problema desta memória é que ela perde sua carga,
nhum mais, a RAM transbordará da memória. Ela conti- por isso precisa continuamente da renovação de carga
nua funcionando, mas muito mais lentamente. O que (refresh). Características:
ocorre é que o processador transfere o conteúdo atual da • barata;
memória RAM para um arquivo do disco rígido, chamado • fácil integração;
arquivo de troca, liberando espaço na memória RAM. O • baixo consumo;
conteúdo do arquivo de troca é colocado de volta na me- • lenta (em função do refresh).
mória RAM quando for solicitado algum dado que lá este-
ja armazenado. Este processo é conhecido como Memó- SRAM (Static RAM): Memória estática de acesso alea-
ria Virtual. Quanto mais memória RAM o micro tiver, me- tório. Bem mais rápida e em vez de capacitores, utilizam
nor a probabilidade de a me- circuitos digitais chamados de flip-flop para armazena-
mória RAM acabar e, com mento de cada “0” ou “1”, ou seja, este tipo de circuito
isso, menos trocas com o não necessita do círculo de refresh. Tem como caracte-
arquivo de troca do disco rí- rística principal o sincronismo com o processador nos
gido serão necessárias. acessos de leitura e gravação. Sua velocidade trabalha
Toda vez que uma troca é na ordem de 20 nanossegundos (20 x 10-9 segundos).
feita o usuário percebe a Normalmente, este tipo de chip de memória é aplicado
lentidão no micro, pois o nas memórias do tipo cache. Características:
acesso ao disco rígido é bem mais lento do que o acesso • cara;
direto à memória RAM, por ser um sistema mecânico e • difícil integração (pouca capacidade em muito espaço);
não eletrônico. • alto consumo;
• rápida.
A RAM é pequena, tanto no espaço físico (ela é arma-
zenada em microchips) quanto na quantidade de dados ROM (Read Only Memory – Memória Somente para
que ela pode armazenar. Ela é muito menor do que o Leitura)
disco rígido. Um computador típico costuma vir com 128
milhões de bytes em RAM e com disco rígido que pode Trata-se de um termo genérico utilizado para desig-
armazenar 40 bilhões de bytes. RAM vem na forma de nar os circuitos de memória ROM. Só permitem a leitu-
microchips discretos (no sentido de separados) e tam- ra, mas em compensação, não perdem o conteúdo
bém na forma de módulos e ligam-se em buracos na quando são desligados. São mais lentas que a memó-
placa-mãe do computador. Estes buracos se conectam ria RAM.
ao processador por meio de um barramento ou grupo
de condutores elétricos. O disco rígido, por outro lado,

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Para o processador, não há passa o controle para o BIOS. Ele determina se todos os
diferença entre acessar uma anexos estão instalados e operantes; em seguida, carre-
memória RAM ou ROM – a não ga o sistema operacional na memória de acesso aleató-
ser a velocidade. Quando o mi- rio (RAM) a partir do disco rígido ou unidade de disquete.
cro é ligado, um programa gra- Com o BIOS o sistema operacional e aplicações são li-
vado na memória ROM da pla- berados de terem que compreender detalhes exatos
ca-mãe, chamado POST en- (como endereços de hardware) sobre os dispositivos
tra em ação inicializando os circuitos da placa-mãe, o ví- anexos de entrada/saída. Quando detalhes do dispositi-
deo e executando testes, como o teste de memória. O vo mudam, apenas o programa BIOS precisa ser altera-
último passo do POST é carregar o sistema operacional do. Às vezes, essa mudança pode ser feita durante a con-
de algum disco para a memória RAM. figuração do sistema. Embora o BIOS seja, teoricamente,
sempre o intermediário entre o processador e as infor-
Estes tipos de circuito podem ser construídos utilizan- mações de controle do dispositivo de entrada/saída e o
do uma das seguintes tecnologias básicas: fluxo de dados, em alguns casos, o BIOS pode dar um
jeito para que os dados fluam diretamente para a memó-
Mask-ROM: Gravado na fábrica do circuito integrado e ria a partir de dispositivos que exigem um fluxo de dados
não há como apagar ou regravar o seu conteúdo, ou mais rápido para serem eficazes.
seja, fabricado com o conteúdo predefinido.
2. POST (Power On-Self Test – Auto Teste ao Ligar):
PROM (Programable ROM): É uma memória que pode Teste de diagnóstico que o Sistema Básico de Entrada e
ser modificada uma vez pelo usuário. Essa memória é Saída (BIOS) roda para determinar se o teclado, Memó-
vendida virgem e o fabricante do dispositivo que utilizará ria RAM, discos e outros itens de hardware estão funcio-
este circuito se encarrega de fazer a gravação de seu con- nando corretamente. Se tudo é encontrado e está funci-
teúdo. No entanto, uma vez gravada, não há como apagar onando corretamente, o computador começa o boot.9
ou reprogramar o seu conteúdo. A diferença entre este cir- Se o hardware não for encontrado ou estiver com proble-
cuito e o Mask-ROM é o local da gravação. Enquanto a mas, o BIOS mostra uma mensagem de erro que pode
Mask-ROM é fabricada já com um conteúdo predefinido, a ser um texto na tela ou uma série de bipes, dependen-
PROM é gravada pelo fabricante do periférico que utilizará do da natureza do problema. Como o POST roda antes
o circuito. da ativação da placa de vídeo, não é possível ver o pro-
gresso na tela. Um erro encontrado no POST é geral-
EPROM (Erasable Programable ROM): Trata-se de uma mente fatal (isto é, causa o travamento do programa
memória exclusiva de leitura que pode ser apagada e que está rodando) e vai parar o processo de boot, pois
reaproveitada. Da mesma forma que a PROM, a EPROM o hardware checado é essencial para as funções do
é vendida virgem e deve ser gravada pelo fabricante do computador. Executa as seguintes rotinas sempre que
dispositivo que a utilizará. Ao contrário dos outros dois o micro é ligado:
tipos, o seu conteúdo pode ser apagado, o que é feito
colocando-se o circuito integrado exposto à luz ultraviole- • Identifica a configuração instalada
ta (ele tem uma janela transparente para que o apaga- • Inicializa todos os circuitos periféricos de apoio (chip-
mento possa ser feito). Deste modo o circuito pode ser set) da placa-mãe
regravado. • Inicializa o vídeo
• Testa a memória
EEPROM (Electric Erasable Programable ROM): O apa- • Testa o teclado
gamento não é feito através de luz, mas sim através de • Carrega o sistema operacional para a memória (RAM)
impulsos elétricos. Os chips de EEPROM, ao contrário • Entrega o controle do processador ao sistema ope-
do que ocorre com os chips EPROM, não precisam ser racional
removidos do computador para serem modificados.
3. SETUP (Configuração): Programa de configuração
Flash-ROM: É uma EEPROM que utiliza baixas ten- de hardware do computador; normalmente chamamos
sões de apagamento e este é feito em um tempo bem esse programa apertando um conjunto de teclas duran-
menor. Hoje em dia, a memória ROM da maioria das te o POST (geralmente basta pressionar a tecla DEL
placas-mãe é formada por um circuito de Flash-ROM, durante a contagem da memória; esse procedimento,
permitindo a reprogramação do seu conteúdo via sof- contudo, pode variar de acordo com o fabricante da pla-
tware. Diferença entre uma EEPROM e uma Flash-ROM? ca-mãe – Esc, Ctrl-Esc, Ctrl-Alt-Esc ou F1)
O apagamento da Flash-ROM é extremamente rápido e
não é possível reprogramar um único endereço, isto é, Estes três programas são completamente diferentes,
quando a memória é apagada, todos os seus endere- embora fisicamente armazenados dentro do mesmo cir-
ços são zerados. Às vezes chamado de RAM-Flash. cuito integrado. Muita gente confunde estes conceitos, cha-
mando o SETUP de BIOS. Alguns técnicos, sem o devido
Programas Contidos na ROM: conhecimento, dizem que alteram o conteúdo do BIOS ou

A placa-mãe de um computador tem um único circuito 9


Boot é um programa que, após a conclusão do POST, procura
de memória ROM, contendo os seguintes programas: numa determinada posição de um disquete ou de um disco um
bloco de “informação” com um determinado formato, que se pres-
1. BIOS (Basic Input/Output System – Sistema Básico supõe conter o programa de inicialização de um sistema
de Entrada/Saída): Gerencia o fluxo de dados entre o operacional.
sistema operacional e dispositivos anexados como o 10
CMOS (Complementary Metal-Oxide Semicondutor) Tem os
disco rígido, adaptador de vídeo, teclado, mouse e im- dados de tipo de disco rígido, número e tipos de drives, data e
pressora. Quando o computador é ligado o processador hora, configurações gerais, velocidade de memória etc. Estes

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configuram o BIOS quando, na verdade, entram no SETUP uma cópia dos dados mais recentemente acessados e
da Placa-mãe. Como o BIOS está em uma memória do prováveis de serem acessados que ficam ali armazena-
tipo ROM, seu conteúdo não pode ser alterado ( a não ser dos para acesso rápido.
que fosse um circuito do tipo FLASH-ROM.
O cache de disco é um mecanismo para melhorar o
Quando se entra no SETUP, as alterações são arma- tempo de leitura ou gravação no disco rígido. Hoje em
zenadas na memória de configuração da placa-mãe, tam- dia o cache de disco é normalmente incluído como parte
bém chamada de CMOS10. A memória de configuração é do disco rígido ou pode também ser uma porção espe-
uma memória do tipo RAM e, por isso, seu conteúdo é cífica da memória de acesso aleatório (RAM). O cache
apagado quando sua alimentação é cortada. Para que de disco guarda dados lidos recentemente e, em al-
isso não ocorra as placas-mãe têm uma bateria que guns casos, áreas adjacentes de dados prováveis de
alimenta essa memória, para que as informações não serem acessadas em seguida.
sejam perdidas quando o computador é desligado.
Assim, quando é pressionada a tecla DEL durante a Memória de Massa - (Memória Secundária)
contagem de memória (ou seja, durante a execução do
POST), acessamos o SETUP (e não a BIOS). As altera- Na memória RAM temos um conteúdo que se perde
ções efetuadas no SETUP são armazenadas na memó- quando desligamos o computador. A ROM mantém o
ria de configuração (CMOS). O conteúdo da memória de conteúdo mesmo na falta de energia porém, é uma
configuração é usado pelo BIOS para saber qual é a con- memória somente para leitura e não permite guardar
figuração da máquina e, durante o POST, para programar nossos dados e/ou programas. Esses dados e progra-
os circuitos da placa-mãe. Atualmente a memória de con- mas devem ser armazenados em outro meio que não o
figuração está embutida no chipset da placa-mãe, mais elétrico. Neste caso o que normalmente se usa é um
especificamente em um circuito chamado Ponte Sul. meio magnético: disquetes e discos rígidos. Uma outra
alternativa seria a mídia óptica disponível em CD-R, CD-
Cache RW ou DVD-R... Nestas condições o meio utilizado é
não volátil o que permite acessar a informação quando
Podemos entender memória cache como um lugar for necessário.
para armazenar alguma coisa mais ou menos tempora-
riamente. Páginas web solicitadas, por exemplo, são Disquete (disco flexível ou floppy disk)
armazenadas no diretório cache do navegador no disco
rígido. Assim quando retornamos a uma página exami- O disquete é um meio removível de arma-
nada recentemente, o browser pode obtê-la a partir do zenamento de dados de acesso aleatório que
cache em vez de a partir do servidor original, poupando pode ser utilizado em computadores pesso-
tempo e a rede do trabalho de tráfego adicional. ais. O termo disquete normalmente refere-se
a um meio magnético acondicionado em um
A memória cache é memória de acesso aleatório que cartucho de plástico rígido medindo 3,5 polegadas de
pode ser mais rapidamente acessada pelo processa- diâmetro e 2 milímetros de espessura que pode armaze-
dor do que a RAM normal. À medida que o processador nar até 1,44 MB de dados. Embora, hoje em dia, a maioria
processa dados, ele primeira- dos computadores pessoais venha com uma unidade de
mente verifica a memória cache disquete11 (drive) de 3,5 polegadas pré-instalada, alguns
e, se encontrar os dados ali (de computadores não as fornecem mais. Eles são conveni-
uma leitura de dados anterior), entes para armazenamento individual de arquivos e pro-
não precisará mais fazer uma ou- gramas pequenos. Quem lê e grava as informações no
tra leitura de dados consumidora disquete é a cabeça da unidade de disquete. Essa cabe-
de tempo na memória. ça12 é formada por duas bobinas e as informações são
lidas, escritas e apagadas como em uma fita cassete
Memória cache é às vezes es- dentro de um toca-fitas, através de magnetização e des-
crita em níveis de proximidade e de acessibilidade ao magnetização da camada magnética do disco. São gra-
processador. Um cache L1 está no mesmo chip do pro- vadas magneticamente, ou seja, se o bit 0 é representa-
cessador. ( Por exemplo, o processador PowerPC 601 do pela magnetização positiva, o bit 1 será a negativa, e
possui um cache de nível 1 de 32KB embutido em seu vice-versa.
chip) L2 é geralmente um chip de RAM estático (SRAM)
separado. O RAM principal é geralmente um chip de RAM Na formatação, o disco magnético é dividido em tri-
dinâmico (DRAM). lhas e setores. As trilhas são regiões circulares concên-
tricas e os setores são regiões do disco delimitadas por
Além da memória cache, pode-se pensar na própria raios. Em um disquete de 31/2”, por exemplo, existem
RAM como um cache de memória para armazenamento 80 trilhas de cada lado, divididas em nove setores cada.
em disco rígido, pois todo o conteúdo da RAM vem inici-
almente do disco rígido ao ligarmos o computador e Uma pequena janela em um dos cantos superiores
carregarmos o sistema operacional e, mais tarde, ao pode ser aberta ou fechada. Quando aberta não é per-
iniciarmos novas aplicações e acessarmos novos da- mitida a gravação.
dos. A RAM também pode conter uma área especial de-
nominada disk cache que possui todos os dados mais
11
recentemente lidos a partir do disco rígido. A unidade de disquete: é o elemento responsável pela
leitura/gravação em um disquete. Como existem diversos tipos
de disquete com capacidades de formatação diferentes, haverá
O Disk Cache (cache de disco), ou uma área reserva- unidades de disquetes diferentes para cada tipo.
da do RAM ou um cache especial de disco rígido, tem 12
Algo como um braço do “pré-histórico” toca-discos de vinil,
porém em posição relativamente fixa.

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Zip Disk Tipos de DVDs

São disquetes especiais que necessitam, portanto, DVD-R: É equivalente ao CD-R. Sua
de drives compatíveis. Estes disquetes possu- capacidade depende da mídia em
em a capacidade de armazena- uso. As primeiras mídias de uma face
mento para 100MB, cerca de 70 armazenavam até 3,68 GB, as mídi-
vezes mais dados que os seus ir- as atuais já possuem 4,7 GB. As de
mãos de 1.44MB. Existem outros dupla antiga armazenavam 7,38 GB,
modelos de ZIP-DRIVE que traba- e as atuais, 9,4 GB.
lham com disquetes de 250MB e DVD-RW ou DVD-ER (DVD enable):
750MB. criado pela Pionner, tem capacidade de 4,7 GB. Pode
ser lido em praticamente qualquer unidade de DVD.
Disco Rígido DVD+W: é concorrente do anterior, desenvolvido pela Phi-
lips, Sony, HP e outros. Por causa de sua taxa de refle-
O disco rígido faz parte de uma unidade, normalmente xão, este disco não pode ser lido por todas unidades de
chamada de disk drive, hard drive ou hard disk drive, que DVDs. Armazena de 2,8 GB a 4,7 GB.
armazena e oferece acesso relativamente rápido a gran- DVD-RAM: Este tipo de mídia é encontrado em quatro
de quantidade de dados em uma superfície carregada capacidades: 2,6 GB, 4,7 GB, 5,2 GB e 9,4 GB. Esta mí-
eletromagneticamente ou em um conjunto de superfícies dia é regravável, isto é, funciona de maneira similar a
e tudo isso vem acondicionado um CD-RW. Estima-se que o DVD-RAM pode ser regra-
dentro de uma caixa blindada. vado 100.000 vezes, enquanto estima-se que o DVD-
Nas provas podem referir-se a RW só pode ser regravado 1.000 vezes.O disco DVD-
ele como Hard Disk, Winches- RAM necessita de um gravador de DVD-RAM tanto para
ter ou simplesmente HD. Os ser gravado quanto para ser lido. O disco DVD-RAM nor-
computadores atuais vêm malmente está acondicionado dentro de uma caixa cha-
acompanhados, normalmente mada caddy. Esta mídia não é compatível com unidades
de disco rígido com capacida- de DVD-ROM nem com DVD players comerciais.
de de armazenamento na or-
dem dos GB. Barramentos
Ele pode ser composto de conjunto de discos empi- Um barramento (bus) é uma rota de transmissão na
lhados, apresentando cada um em círculos concêntri- qual os sinais são emitidos ou captados em cada dis-
cos ou faixas de disco. Uma cabeça grava ou lê as infor- positivo anexado à linha. Apenas os dispositivos que
mações nas faixas. Para cada leitura ou gravação é ne- forem dirigidos pelos sinais prestam atenção a eles; os
cessário que os dados sejam localizados, que é uma outros desconsideram os sinais. O termo deriva-se de
operação chamada de busca. sua semelhança com um ônibus que pára em toda qua-
dra para deixar e pegar passageiros. Trata-se da rota
Convém mencionarmos os thin clients, que oferecem dos dados no computador que interconecta o processa-
aos usuários uma solução de estação de trabalho, que dor com os anexos à placa-mãe em slots de expansão,
reduz os custos operacionais, de manutenção e de atu- como unidades de disco rígido, unidades de CD-ROM e
alização tecnológica, em comparação com os ambien- adaptadores gráficos.
tes tradicionais com PC’s “fat” client. Os thin clients são
pequenos dispositivos de computação que não contam Genericamente falando é um caminho para a troca de
com disco rígido, nem necessitam de gerenciamento
dados entre dois ou mais circuitos. Em geral podem ser
complexo. Essa característica permite que os equipa-
divididos em três grupos:
mentos sejam implantados rapidamente - responden-
do por baixíssimos gastos com Tecnologia da Informa-
ção - com mais confiabilidade e segurança do que os • Dados (Data Bus) – Todos os dados, tais como instru-
PCs convencionais. ções e dados, que serão manipulados internamente pelo
processador, utilizam o barramento de dados para se-
CD e DVD rem transferidos dos periféricos do sistema para o pro-
cessador. Quando as informações já foram processa-
CD-ROM (Compact-Disk - das e os resultados estão disponíveis, eles retornam
Read - Only Memory): apenas para os periféricos do sistema, utilizando-se do mesmo
leitura. barramento de dados que foi utilizado para a entrada
CD-R: permite a gravação ape- das informações. Em um determinado instante estas
nas uma vez. vias são usadas como barramento de entrada e em ou-
CD-RW: é regravável, ou seja, tro instante opera como saída de dados e assim suces-
permite a gravação mais de sivamente.
uma vez. Isto é feito por causa
da tintura especial índio antimônio e telúrio. Quando o Fisicamente é formado por vias, ou seja, um conjunto
feixe laser eleva temperatura de 500º C a 700º C sua de vias forma o barramento de dados. Cada via transmi-
superfície perde sua reflexão que em seguida será en- te um bit, portanto um barramento de 16 vias possui 16
tendido como informação pelos leitores. Quando o mes- bits de largura. Essa largura varia de acordo com o pro-
mo ponto for utilizado por outro feixe de laser com uma cessador utilizado no sistema.
temperatura mais baixa a tintura recupera sua caracte-
rística reflexiva que poderá ser gravada novamente. • Endereços (Address Bus) – É utilizado pelo processa-
dor para fazer o endereçamento de todos os periféricos
do sistema, tais como: Memória RAM, controladores de
vídeo, disco, rede, entre outros.

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Esse barramento é do tipo unidirecional, pois o processa- Detalhadamente podemos citar alguns movimentos bá-
dor utiliza-o para apontar um determinado endereço em sicos deste periférico de entrada:
um determinado instante. No próximo instante, esse bar-
ramento será utilizado, novamente, para apontar um ende- • Apontar – Mover o ponteiro do mouse para que seja
reço e assim sucessivamente. Portanto, o tráfego de bits posicionado sobre alguma parte específica da tela. Exem-
no barramento de endereços será sempre do processa- plo: Caso o examinador afirme: “aponte para o botão inici-
dor para os periféricos do sistema, ou seja, unidirecional. ar”, isso significa que o ponteiro do mouse deve ser mo-
vido sobre o botão iniciar da barra de tarefas no Windows.
Todos os dados e instruções que entram ou saem • Clicar – Pressionar e imediatamente liberar o botão
do processador utilizam o barramento de dados. Po- esquerdo do mouse para iniciar algum tipo de ação.
rém, é por meio do barramento de endereços que o Nas provas, normalmente, estará especificado que o
processador fornece endereços em que os dados e as mouse usado estará com a configuração padrão, ou
instruções, que serão utilizados para o processamen- seja, o botão esquerdo é o responsável por iniciar uma
to, estão armazenados. Este procedimento é conheci- ação. Este botão também pode ser chamado de botão
do como leitura, ou seja, o processador determina por principal.
meio do barramento de endereços quais endereços • Clique Duplo – Pressionar e liberar o botão principal
devem ser lidos para que os dados e as instruções do mouse duas vezes, um pressionamento após o ou-
possam ser transferidos para o processador, por meio tro (deve haver pouco espaço de tempo entre cada pres-
do barramento de dados. sionamento). Vamos perceber que algumas coisas exi-
Após o processamento das informações, o resultado gem um simples clique para iniciar algum tipo de ação e
deverá ser armazenado em alguma posição de memó- outras exigem um duplo clique.
ria ou transferido para algum dispositivo de I/O (entrada • Clique Triplo – Pressionar e liberar o botão principal
ou saída), portanto o processador fornece, por meio do do mouse três vezes (deve haver pouco espaço de tem-
barramento de endereços, o endereço da memória ou po entre cada pressionamento). Com este tipo de ação
dispositivo de I/O, em que o resultado será armazenado. pode-se selecionar todo um parágrafo no Word, quando
Este procedimento é conhecido como escrita. clicamos sobre ele, ou todo o arquivo, quando clicamos
à margem do texto.
Assim como o barramento de dados, o barramento de • Clicar com o Botão Direito – Pressionar e imediata-
endereços também é composto por vias. Um barramen- mente soltar o botão direito do mouse é usado para
to com 16 vias é o mesmo que dizer que a largura do exibir o menu de atalhos ou , em algumas provas, menu
barramento de endereços é de 16 bits. Essa largura de contexto. Este menu vai variar de acordo com a posi-
depende exclusivamente do processador. ção na qual estiver posicionado o ponteiro do mouse.
• Arrastar – Apontar para algum objeto, pressionar e
• Controle (Control Bus) – Por meio do barramento de manter pressionado o botão principal do mouse, mover
controle o processador recebe ou envia sinais de con- o que se pretende e então soltar o botão.
trole para todos os dispositivos do sistema. Como nes- • Paginar – Girar a pequena roda (Roda de Scroll)13 que
te barramento trafegam sinais de controle nos dois sen- fica entre o botão principal e o direito do mouse, nos
tidos, ele é do tipo bidirecional. Entretanto, existem vias programas que suportam a rolagem permite mover para
desse barramento que só enviam sinais, como, por cima e para baixo um documento. A roda é uma inovação
exemplo, a via de R/W (Leitura/Escrita), e outras vias que relativamente recente.
só recebem, por exemplo, a via CLK (clock – relógio). O ponteiro do mouse fica, na maior parte do tempo,
Mas como o conceito se refere ao conjunto de vias, ou com a aparência de uma seta. Porém, ele pode mudar
seja, ao barramento, este é considerado bidirecional. de forma dependendo de sua posição na tela ou aplica-
tivo no qual estiver sendo utilizado. Ele também pode
Ao contrário dos barramentos de dados e endereços mudar a partir de certos comandos a sua escolha. Cada
que executam apenas um tipo de evento, a transferência um dos formatos indica o que o Windows está proces-
de dados ou de endereços, o barramento de controle sando naquele momento; neste caso o chamamos de
possui vários eventos distintos de controle. apontador de mouse. O padrão básico para os aponta-
dores de mouse é o seguinte:
Mouse

O mouse consiste de uma capa de metal Seleção Normal – Indica um objeto na tela.
ou plástico, uma esfera de borracha na par-
te de baixo da capa e que rola deslizando Ajuda – Seleção de ajuda.
em uma superfície (mouse pad), um ou mais
bastões na parte de cima da capa e um cabo que conecta Ampulheta – Ocupado (processando).
o mouse ao computador. Como a bola desliza em qual-
quer direção, um sensor envia impulsos ao computador Processamento – Trabalhando em segundo plano.
que faz com que o programa de resposta do mouse repo-
sicione um indicador visível (cursor) na tela. O posiciona- Seleção Gráfica – Precisão.
mento é relativo ao local inicial. Visualizando a posição
presente do cursor, o usuário pode reajustar a posição Viga – Seleção de texto.
movendo o ponteiro do mouse.
Proibido – Indica impossibilidade de realizar operação.
O Mouse Óptico não requer o uso da esfera de borra-
cha, pois ele utiliza um sensor óptico (que é muito mais 13
Alguns mouses possuem uma pequena roda entre os dois
preciso) em seu lugar. Esse tipo de mouse tem vanta- botões principais que é usada para deslizar para cima ou para
gens de maior precisão e agilidade no seu manuseio. baixo em documentos ou páginas na web muito longos.

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É abastecida por uma fita semelhante à fita de uma


Seta Dupla Vertical – Usado para redimensionamen- máquina de escrever.
to na vertical. Jato de tinta
Seta Dupla Horizontal – Usado para redimensiona- São impressoras comuns
cuja impressão é realizada
mento na horizontal. através de diversos jatos mi-
croscópicos da tinta. Apresen-
Seta Dupla Diagonal Esquerda – Usado para redi- tam uma boa qualidade de im-
pressão e são usadas em
mensionamento diagonal. editoração gráfica.

Seta Dupla Diagonal Direita – Usado para redimen- A tecnologia de jato de tinta
tem evoluído continuamente. Cada novo modelo que che-
sionamento diagonal. ga ao mercado produz imagens um pouco mais próximo
da qualidade fotográfica e com rapidez cada vez maior. E
Seta em Cruz – Move objeto selecionado. o melhor é que não se paga mais por isso – o preço
dessas máquinas até se reduziu ao longo desses anos.
Seta para Cima – Seleção alternativa. Ao mesmo tempo, a cor, que era um item opcional ou
inexistente em muitos modelos, tornou-se uma caracte-
Seleção de Link - Informa que uma ligação pode rística básica dessas impressoras.
ser clicada. Velocidade de impressora se mede em PPM (páginas
por minuto) e CPS (caracteres por segundos).
Resolução (qualidade) se mede em DPI (pontos por
Modems polegadas).

O modem é um periférico, um acessório do computa- Laser


dor que serve para a conexão
do computador à linha telefô- Trabalham com um “toner” especial, a exemplo das
nica para transmissão de da- máquinas copiadoras. Sua qualidade de impressão é
dos. Como periféricos, os mo- insuperável.
dems são instalados nas por-
tas de expansão dos compu- Cera
tadores. O acesso a essas Impressora térmica, com alta resolução, podendo atin-
portas de expansão pode ser interno (uma placa é en- gir 16.000 DPI (pontos por polegada), trabalha com car-
caixada no interior do computador) ou externo (o modem tuchos individuais sua impressão tem qualidade de uma
é ligado ao computador através de um cabo). Portanto, capa de revista.
os modems podem ser internos ou externos. Essa ca- Este tipo de impressora geralmente é utilizado em
racterística não influi no desempenho do computador impressões que dependam de uma excelente definição
ou do acesso à Internet. (gráficas, revistas e outros).

O que determina a velocidade de Impressoras de Rede


acesso é a taxa de transmissão. Os
modems podem ter taxas de 14.440 As impressoras de rede podem ser conectadas dire-
bps, 28.800 bps, 33.600 bps ou 54 tamente a uma rede de computadores e atendem aos
kbps. Quanto maior esse número mais rápido a trans- pedidos de impressão enviados pelo usuário ligado (co-
missão de dados. nectado) à rede, dispensando o computador que atua
como servidor de impressão, o que normalmente é ne-
Impressoras cessário. Os trabalhos de impressão são enviados via
rede para o servidor de impressão, que repassa para a
Principais tipos de impressoras impressora a ele ligada.
As impressoras de rede dispõem de hardware e sof-
Matriciais
twares capazes de receber e atender diretamente aos
pedidos de impressão enviados via rede, reduzindo o
São aquelas em que o componente responsável pela
custo e aumentando a velocidade e a eficiência dos tra-
impressão propriamente dita é uma cabeça de agulhas.
balhos de impressão.
Quanto mais agulhas possuir a cabeça, maior a quali-
dade final. Atualmente encontramos impressoras de 9,
Scanners
18 ou 24 agulhas. Prestam-se para impressões de rela-
tórios extensos onde a preocupação com estética perde
Funcionamento do Scanner
terreno para o conteúdo dos dados, listagens nominais,
relatórios de material em estoque, cupons fiscais etc.
1. Uma fonte de luz ilumina o pedaço de papel colocado
com a face voltada para a janela de vidro situada acima
Esta impressora monta os caracteres a partir de uma
do mecanismo de varredura. Os espaços vazios ou bran-
série de pequenos pontos que são impressos muito
cos refletem mais luz que as partes que possuem letras
próximos uns dos outros.
ou imagens, coloridas ou não.

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Informática

2. Um motor move a cabe- Telas de Cristal Líquido (Liquid Crystal Display - LCD):
ça de varredura situada Mais finos e leves, os LCDs gastam cerca de quatro
abaixo da página. O movi- vezes menos energia do que o monitor de tubo, não
mento permite que a ca- cintilam, não geram radiações perigosas. Mas, tudo isso
beça de varredura capture tem um preço, e ainda muito alto. Aplicados em situa-
a luz que rebate de áreas ções onde a disponibilidade de espaço seja limitada,
da página com cerca de proporciona maior contraste e têm visível a área efetiva-
milhares de polegadas mente declarada em polegadas.
quadradas de cada uma. Pixel: É uma unidade básica de programação de cor
3. A luz proveniente da página é refletida através de um em uma imagem. É uma unidade lógica e não física,
sistema de espelhos constantemente ajustados para depende da resolução da tela. Para a resolução máxi-
que os feixes de luz fiquem alinhados com lentes. ma, o tamanho físico do pixel é igual ao tamanho do
4. As lentes focalizam os feixes de luz diodos fotossen- dot-pitch do monitor. A cor específica de um pixel des-
síveis que convertem as intensidades da luz em cor- creve a mistura dos três componentes do espectro de
rente. Quanto maior for a luz refletida, maior a tensão cores (RGB). A definição da imagem na tela é às vezes
da corrente. expressada por pontos por polegada (Dots per inch –
5. Um conversor analógico digital (A-D) armazena cada dpi). Uma imagem vai ter menos definição em um mo-
leitura analógica da tensão com um pixel digital, repre- nitor maior, pois a mesma quantidade de dados é mos-
sentado por uma área preta ou branca numa linha que trada em uma área física maior. Em uma tela do mes-
contém cerca de 300 pixeis por polegadas. Se os Scan- mo tamanho, uma imagem vai ter menor resolução se
ners trabalharem com imagens coloridas, a cabeça de a definição é configurada para baixo, por exemplo de
varredura passa três vezes pela imagem, em cada pas- 800X600 para 640X480 pixels.
sagem a luz é direcionada para um filtro vermelho, verde
e azul, antes de atingir a imagem original. Monitores de vídeo Touch Screen são tipos de monito-
6. A informação digital é enviada ao programa instalado res que têm um gerador de campo eletromagnético que
no computador, no qual os dados são armazenados num são sensíveis ao toque sobre tela. Normalmente, são
formato compatível com o programa gráfico ou progra- utilizados nos caixas eletrônicos de alguns bancos ou
ma de reconhecimento óptico de caractere (ORC ou ICR). terminais dos shoppings.

Monitores Teclado

Os monitores convencionais utili- Existem os teclados comuns e os ergonômicos que


zam a tecnologia CRT – Tubos de rai- foram concebidos com o propósito de proporcionar con-
os de catódicos (Cathode Ray Tube) forto para o usuário. As placas de CPU padrão AT utili-
que é basicamente a mesma dos zam conectores DIN para o
aparelhos de televisão. A medida em teclado, e as placas de CPU
polegada é a medida diagonal des- padrão ATX, o padrão PS/2.
tas telas. Este tipo de monitor gera Portanto, encontramos tecla-
campos magnéticos, radiações peri- dos à venda com conectores
gosas e são vorazes consumidores DIN e com conectores PS/2.
de energia. Eles não geram imagens
apenas as exibem. A qualidade da • O teclado pode, funcionalmente, ser dividido em:
imagem é determinada pelo conjunto da qualidade do • teclado Alfanumérico, que contém as letras, os nú-
monitor e da placa de vídeo. Estes dispositivos trabalham meros e a maioria dos símbolos, além de algumas te-
de modo interdependente. Uma excelente placa acelera- clas especiais;
dora de vídeo somente alcança bons resultados se em • teclado Numérico, que traz os operadores matemáti-
contrapartida você tiver um bom monitor.
cos; a resposta que será obtida ao pressioná-las de-
Efeito Flicker: Também conhecido como cintilação é penderá da tecla
um efeito visual de percepção subjetiva que costuma Num Lock estar
manifestar-se quando a tela (redesenhada por canhões ativada ou não.
de elétrons, linha por linha, várias vezes por segundo) é
recomposta menos de 70/75 a cada segundo. Em ou- Teclas:
tras palavras quando o refresh rate é inferior a 70/75 Hz.
Os bons monitores trabalham com taxas de 85Hz (Isso Enter: Utilizada
depende da resolução escolhida pelo usuário). para dar entrada nos comandos desejados. Aparece tan-
Dot-Pitch: Representa a distância em milímetros entre to no teclado numérico quanto alfanumérico.
dois pontos da mesma cor em tríades RGB14 adjacen-
Backspace: Retorna à posição anterior (depende do
tes. Influencia diretamente na resolução máxima supor-
tada pelo monitor. Quanto menor o dot-pitch, maior a aplicativo em que é utilizada: no Word remove o caracte-
resolução e melhor a qualidade da imagem. re que antecede o cursor e no Internet Explorer retorna à
página anterior.)
Del ou Delete: Também aparece no teclado numérico e
no alfanumérico. É utilizada para apagar. Em editores de
14
O padrão RGB: é formado de 3 cores: vermelho, azul e verde. textos serve para apagar o que foi selecionado.

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Setas do Cursor: Usadas para deslocar o cursor para NoBreak


cima, para baixo, para a direita e para a esquerda.
CapsLock ou fixa: Fixa em caixa alta. Permite escrever A principal função do NoBreak é
com letras maiúsculas. fornecer energia ininterrupta aos
Shift: É uma das teclas modificadoras e serve, por exem- equipamentos, mesmo na ausên-
plo, para habilitar a segunda função da tecla. É uma cia total de energia proveniente da
tecla que quando utilizada isoladamente não tem fun- rede elétrica. Isto é possível gra-
ção específica, como é o caso das teclas Ctrl e Alt. ças à utilização de baterias, que
Teclas de Função (F1, F2....F12): Estas funções de- podem gerar até várias horas de
pendem do aplicativo que estiver sendo utilizado. Nor- autonomia, dependendo da confi-
malmente a tecla F1 é utilizada para acessar o pro- guração do nobreak. Existem No-
Break de baixa, média e alta po-
grama de ajuda.
tência. Os NoBreaks de baixa potência, por exemplo,
Ins ou Insert: Sobrescreve. fornecem autonomia de aproximadamente 15 minutos,
Esc ou Escape: Utilizada para cancelar a necessidade suficiente para permitir ao usuário fechar todos os ar-
de optar por algo em caixas de diálogo. quivos com segurança.
Tab ou tabulador: Normalmente, utilizada em editores
de texto, onde poderemos avançar o cursor em uma Qual a diferença entre estabilizador e nobreak?
marca na tabulação. Se acionada, concomitantemente
com a tecla Shift, retrocede uma tabulação. Ambos os equipamentos têm a função de estabilizar a
Print Screen: No ambiente Windows, captura a imagem tensão da rede, ou seja, manter a amplitude dentro dos
no monitor e a envia para a área de transferência. valores aceitáveis pelos equipamentos, porém, a diferen-
Num Lock: Permite que o teclado numérico seja utiliza- ça primordial é que o nobreak possui uma ou mais bate-
do para se digitar números e sinais matemáticos (quan- rias que fornecem energia, mesmo durante o período em
do estiver LIGADA) ou apenas funcione como setas e que a rede elétrica não está presente, o estabilizador não.
direcionadores (se DESLIGADA). Assim, o nobreak não deixa parar o equipamento que
Scroll Lock: Causa o travamento do teclado permitindo está ligado a ele quando houver a falha da rede.
ao usuário mover todo o conteúdo da tela, em bloco,
com as setas direcionadoras. Sua utilização no ambien-
te Windows é praticamente nula, ficando mais restrita a
algumas ações dentro do Excel. Era usada apenas por
alguns antigos softwares gráficos do ambiente DOS (Ven-
tura for DOS e versões simplificadas de software de de-
senho técnico). Só funciona se algum software específi-
co, caso contrário, fica inoperante, não importando o seu
estado de ligada ou desligada.
Pause/Break: Pode gerar uma interrupção na listagem
rolada pela tela (DOS) como por exemplo, quando se
digita o comando DIR em um diretório que contém mui-
tos arquivos; neste caso, basta pressionar a tecla pau-
se/break para que a listagem pare sua rolagem, sendo
reassumida através do pressionamento de qualquer
outra tecla. A mesma tecla funciona para substituir o co-
mando de teclado Ctrl C, utilizado para interromper a
execução de alguns programas. Note, que nem todos
os programas executáveis podem ser interrompidos,
mas aqueles que puderem, bastará digitar a combina-
ção acima ou apenas a tecla pause/break.
Sobre o teclado, ainda podemos falar sobre opções de
acessibilidade, item que é encontrado na opção painel
de controle no Windows:
Teclas de aderência: Utilizadas quando desejamos usar
as teclas Shift, Ctrl, Alt ou a tecla de logotipo do Windo-
ws pressionando uma tecla de cada vez.
Teclas de Filtragem: Utilizada para que o Windows igno-
re teclas pressionadas rápida ou repetidamente ou para
que ele diminua a taxa de repetição.
Teclas de Alternância: Utilizada para se ouvir sons quan-
do se pressiona as teclas Caps Lock, Num Lock e Scroll
Lock.

118 Degrau Cultural

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Informática

PROCESSADOR DE TEXTO

Os primeiros programas que surgiram para ela- - Writer - Procesador de texto


boração de textos e que permitiam a inserção e altera- - Calc - Planilha eletrônica
ção dos mesmos, eram chamados de Editores de Tex- - Impress - Apresentações multimídia
tos. Com a evolução da linguagem de programação e, - Draw - Editor vetorial
conseqüentemente, o surgimento de recursos capa- - Math - Editor de fórmulas matemáticas
zes de modificar a forma e o design dos textos, surgi- - Base - Gerenciador de Bancos de dados
ram os Processadores de Textos.
Neste capítulo serão abordadas as características - Conceitos básicos
e funções dos principais editores de texto. A começar O Writer é um processador de textos moderno e
pelo BrOffice Writer. completo, incluindo até mesmo recursos típicos de
programas de editoração eletrônica. Simples o bas-
BrOffice Writer tante para se digitar um pequeno texto e, ao mesmo
tempo, poderoso o suficiente para se criar livros intei-
O Open Office 1.0 foi o primeiro produto a trazer ros, incluindo diagramas, tabelas, índices, referênci-
os benefícios do software de código aberto, distribuído as cruzadas, esquemas complexos de numeração de
de forma completamente gratuita. Disponibilizando a parágrafos e páginas, etc.
todos, um suíte de aplicativos para escritório, essencial Uma das grandes vantagens de utilizar o BrOffice,
para o dia-a-dia. Traduzido em mais de 30 idiomas, e é a compatibilidade com o pacote Microsoft Office.
compatível com os principais sistemas operacionais. Assim você poderá abrir e editar documentos criados
(Microsoft Windows, Mac OS X X11, GNU/Linux, Solaris). no MSOffice.
Após o grande sucesso do Open Office 1.0, o Quando iniciamos o WRITER, é apresentada a ja-
software evoluiu muito, e foi criado o BrOffice 2.0, que nela abaixo contendo um novo documento em branco,
atualmente está na versão 2.3.1. Seu suíte de e os elementos a seguir:
aplicativos inclui:

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Informática

– Barra de Títulos: contem o nome do arquivo que - Salvar/Salvar Como


está sendo editado, o nome do aplicativo e sua
versão
– Botões de Controle de Janela: botões para mini-
mizar, maximizar/restaurar e encerrar o aplicativo;
– Barra de Menus: contem os nomes dos menus
para acesso às listas de comandos e funções do
BrOffice.Org
– Barra de Ferramentas Padrão: Apresenta os bo-
tões para acessar os comandos básicos do
BrOffice.Org, [abrir, salvar, cortar, copiar, colar, etc];
– Barra de Ferramenta Formatação: contem os bo-
tões para acesso rápido aos comandos de edição
de texto, [tipo e tamanho de letras, estilos de pará-
grafos, etc];
– Barra de Status: Apresenta informações para ori-
entação do usuário tais como o número da pági-
na, zoom, tipo de texto etc;
– Régua: facilidade utilizada para efetuar medições Um processo semelhante é aplicado quando se
e configurar tabulações e recuos;
salva um documento. Também nos dirigimos ao menu
– Barras de Rolagem: utilizadas para mover e visu-
alizar trechos do seu texto. Arquivo, só que na opção Salvar (Ctrl + S), onde é salvo
as alterações do arquivo previamente salvo e a Salva
- Novo documento Como (Ctrl + Shift + S) se o arquivo é totalmente novo,
Para criar um novo documento utiliza-se o menu Arqui- nessa opção abrirá uma janela onde deverá se definir
vo, na opção Novo. Esta opção permite a criação de um nome e extensão do arquivo:
novo documento, cujo tipo (texto, planilha, apresentação,
desenho, base de dados) deverá ser selecionado a partir
de um sub-menu. Como é ilustrado na imagem abaixo:

O Writer nos permite salvar documentos com as princi-


pais extensões, possibilitando compatibilidade com
outros editores de textos:

Como desejamos trabalhar com textos abriremos a op-


ção “Documento de Texto”.
Outra forma de se criar uma arquivo novo é através da a

tecla de atalho Ctrl + N ou pelo ícone na Barra


de Ferramentas Padrão.
Salvar Tudo onde é permitido salvar todos os docu-
mentos em edição no momento.

120 Degrau Cultural

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Informática

Pode-se ser impresso também pelo ícone na Bar-


Exportando seu documento como PDF : Esta
ra de Ferramentas Padrão, por este caminho ele impri-
opção permite que o arquivo em edição seja salvo no me com a ultima formatação escolhida pelo usuário.
formato .PDF, padronizado pela ADOBE e largamente
utilizado por Empresas, Universidades e profissionais - Digitação – Editando o texto
de uma maneira em geral para distribuição de cartas, A personalização do texto é facilmente feita pelos íco-
memorandos, documentos internos, relatórios e ou- nes dispostos na Barra de Ferramentas Formatação
tros documentos já que ele possui uma melhor segu-
discriminada abaixo:
rança contra alteração desses documentos que aquela
apresentada por outros Editores de Texto comercial-
mente disponíveis.

- Abrir documentos (Ctrl + O)


Permite recortar (Ctrl + X), copiar (Ctrl + C), colar (Ctrl +
Para abrir documentos é necessário abrir o Menu arqui-
V) e copiar formatação do trecho selecionado.

vo selecionando a opção novo ou pelo ícone na

Barra de Ferramentas Padrão. Quando ser selecionada


abrirá a Caixa de Diálogo abaixo pra a seleção do arqui- Desfazer (Ctrl + Z) e restaurar (Ctrl + Y) ultimas ações.
vo a ser aberto:

Estilo de Formatação: habilita a janela de estilos e ao


lado o exibe o estilo que esta aplicado ao documento
selecionado.

Altera Fonte, tamanho e/ou coloca em negrito (Ctrl +


B), itálico (Ctrl +I) ou sublinhado (Ctrl + U) os itens
selecionados.

Alinha o texto a esquerda, centralizado, direita ou justifi-


cado.
- Imprimir Documento (Ctrl + P)
Esta opção permite a impressão do documento que
está sendo editado, em qualquer impressora associa-
da ao micro. Como na maioria dos Editores de Texto, Ativa ou desativa numeração ou marcadores e diminui
pode-se selecionar a quantidade de páginas que será ou aumenta recuo do texto selecionado.
impressa, a impressora onde será feita a impressão, a
quantidade de cópias, etc. Quando ser selecionada abri-
rá a Caixa de Diálogo para sua configuração:
Altera cor da fonte, realce (estilo caneta marca texto) e
cor do plano de fundo.

A formatação do arquivo também pode ser feita através


do Menu Formatar e suas opções:

Degrau Cultural 121

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Informática

4 - Orientação: a folha pode estar em formato retrato


[vertical] ou paisagem [horizontal];
5 - Margens: altera margens esquerda, direita, superior
e inferior;

- Corretor ortográfico (F7)


No Menu Ferramentas está a opção permite que o usu-
ário verifique se há erros de grafia no documento ou em
parte do documento que está selecionado. Ao ser feita
a verificação, a começar do ponto onde se encontra o
cursor no momento, serão incluídos os cabeçalhos,
rodapés, entradas de índice e notas de rodapé. Pode

ser acessado também pelos ícones na

No menu Menu Caractere - Altera o tipo de Fonte (negri- Barra de Ferramentas Padrão.
to e itálico), tamanho da letra, Efeitos de fonte (subli-
nhado - estilo e cor, tachado, tachado duplo, cor da - Tabelas e tabulação
fonte, piscante, sombra, contorno, relevo - alto e baixo Neste Menu foram reunidas todas as opções que per-
relevo, maiúsculas, minúsculas, título, Caixa alta (VER- mitirão ao usuário trabalhar com Tabelas inseridas no
SALETE), texto oculto (o texto desaparece), permite alte- documento.
rar a Posição do texto (sobrescrito sobrescrito), rotação (per- Para criar uma tabela nova utiliza-se o Menu Tabela /Inse-
mite rotacionar o texto), espaçamento, criar Hiperlink rir / tabela. Desta forma é habilitada a caixa de diálogo
no texto, Plano de fundo; “inserir tabela” como exemplificado na imagem a seguir:

No Menu Parágrafo, alinha e recua os parágrafos, con-


trola o espaçamento entre linhas e parágrafos, evita
quebra de página dentro e entre os parágrafos, impe-
de que uma linha de texto seja exibida isoladamente
na parte superior ou inferior da página (controle de
linha órfãs e viúvas);

- Configurar página
Em Página pode-se alterar o nome e estilo do arquivo;
Formato do papel e margens; Cor do plano de fundo;
Criar e editar cabeçalhos e Rodapés; Bordas e Colunas.

Ao selecionar a tabela é habilitada a janela de formata-


ção de tabela:

- Cabeçalho e rodapé
Esta opção permite que seja definido o cabeçalho que será
adicionado a todas as páginas do documento que está sen-
do editado. A partir da versão 2.0 o BrOffice.Org permite que
sejam definidos diferentes tipos de cabeçalhos:

1 - Tipo de Papel: Carta, A4, Ofício, etc; – Padrão: Tipo de Cabeçalho que será incluído em TO-
2 - Largura: aplicado quando o tamanho do papel é DAS AS PÁGINAS do documento.
personalizado; – Primeira Página: Tipo de Cabeçalho que será incluí-
3 - Altura: aplicado quando o tamanho do papel é perso- do apenas na PRIMEIRA página do documento possi-
nalizado; bilitando que seja definida uma melhor formatação e
apresentação para esse documentos

122 Degrau Cultural

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THATYML
Informática

– Página Inicial: Utilizado em conjunto com a opção de


Cabeçalho Padrão permite que o Cabeçalho definido
seja ou não incluído na página inicial do documento.
Para excluir um Cabeçalho que foi inserido no do-
cumento basta retirar a seleção efetuada (desmarcar a
seleção de Cabeçalho Padrão, por exemplo). O
BrOffice.Org ainda perguntará se o usuário deseja real-
mente excluir o Cabeçalho.

- Assistente de Mala direta


Esta opção permite que seja iniciado um Assistente
para a confecção de cartas ou e-mails padronizados a
serem enviados para uma grande quantidade de pes-
soas ou Empresas. Ao ser selecionada esta opção será
apresentada uma Caixa de Diálogo com as escolhas
iniciais que deverão ser feitas. Pressionando o botão
Continuar o Assistente apresentará as sucessivas op-
ções e aguardará as escolhas efetuadas pelo usuário,
até a geração final das cartas ou e-mails.
Normalmente cria-se um documento contendo o texto
básico para a Mala Direta que contenha os campos a
serem preenchidos de forma automática pelo
BrOffice.Org para geração da Mala Direta, retirados de
um Banco de Dados contendo as informações neces-
sárias, ou inseridos manualmente pelo usuário.

Degrau Cultural 123

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THATYML
Informática

Word 2002/XP e 2003 Permissão: permite configurar restrições atribuídas ao


documento [menu arquivo]
- Conceitos básicos Salvar com o formato XML: Linguagem desenvolvi-
da para superar as limitações do HTML, que é o pa-
O Microsoft Word 2002, também conhecido como drão das páginas web
Word XP e o Microsoft Word 2003 são processadores Comparar Documento lado a lado: Permite que se
de textos integrantes do pacote de aplicativos para es- veja dois documentos lado a lado [menu janela / com-
critório Microsoft Office, que permite a criação, edição e parar lado a lado com]
manipulação de diversos tipos de textos. Modo de exibição de Layout de Leitura: Ocultar as bar-
ras de ferramentas desnecessárias, dimensionar au-
Estas versões são, em geral, muito semelhantes, por tomaticamente o conteúdo do documento a páginas que
isso, serão abordadas juntas. Dentro dos aperfeiçoa- se ajustam na tela. [menu exibir / layout de leitura]
mentos que o Word 2003 recebeu podemos destacar Tradução: Dicionário para tradução desejada [menu fer-
os recursos de acesso à Internet e os novos assisten- ramentas / idioma]
tes de tarefas, além de manter os recursos existentes
das versões anteriores. Quando iniciamos o Word, é apresentada a janela
abaixo contendo um novo documento em branco, e os
As principais diferenças são: elementos a seguir:

Barra de
ferramentas
desenho

124 Degrau Cultural

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THATYML
Informática

– Barra de Títulos - Exibe Microsoft Word e o nome Também é possível salvar todos os documentos
do documento ativo abertos ao mesmo tempo. E, ainda, salvar uma cópia
– Botões de Controle da Janela: Minimizar, Maximi- do documento ativo com um nome diferente ou em um
zar, Restaurar e Fechar; local diferente.
– Barra de Menus de Comando - Também conhecido Se desejar reutilizar um texto ou formatação em
como Barra de Menu. É onde iremos solicitar ações outros documentos criados, você poderá salvar um do-
tais como: imprimir, gravar, copiar, visualizar etc. cumento como um modelo do Word.
– Barra de Ferramentas Padrão: Apresenta os bo-
tões para acessar os comandos básicos do Word, Para acelerar o salvamento de um arquivo:
[abrir, salvar, cortar, copiar, colar, etc]; 1. No menu Ferramentas, clique em Opções e, em se-
– Barra de Ferramenta Formatação: contem os bo- guida, clique na guia Salvar.
tões para acesso rápido aos comandos de edição 2. Para salvar apenas as alterações em um arquivo,
de texto, [tipo e tamanho de letras, estilos de pará- marque a caixa de seleção Permitir salvamentos rápi-
grafos, etc]; dos e continue a salvar enquanto trabalha no arquivo.
– Barra de Status: Apresenta informações para ori- 3. Para salvar um arquivo completo, desmarque a caixa
entação do usuário tais como o número da pági- de seleção Permitir salvamentos rápidos quando ter-
na, zoom, tipo de texto etc; minar de trabalhar em um arquivo e depois salve-o uma
– Botões de Visualização de Documento: Apresen- última vez. Ocorre um salvamento total quando esta caixa
ta as formas que o documento pode ser exibido de seleção não está marcada.
[layout da web, layout de impressão,rascunho e
estrutura de tópicos] - Abrir (Ctrl + A)
– Régua: facilidade utilizada para efetuar medições Tanto clicando no comando Abrir... , como no bo-
e configurar tabulações e recuos;
tão na barra de ferramentas , permite localizar e
– Barras de Rolagem: utilizadas para mover e visu-
alizar trechos do seu texto. abrir um arquivo. Determina onde se quer examinar um
possível arquivo para ser aberto, clique sobre ele e pres-
– Novo documento (Ctrl + N) sione o botão abrir. Com um duplo clique sobre o arqui-
Para obter um novo documento vá até o Menu Ar- vo iremos obter o mesmo resultado.
quivo ao clicar sobre a opção Novo abrirá um painel de
tarefas que permite abrir um novo modelos ou um novo
documentos.
O ícone barra de ferramentas, abre um novo
documento em branco.

Tanto o Word XP como o 2003 abrem e salvam nas


principais extensões como .doc, .html, txt, rtf entre outros.

- Salvar (Ctrl + B)
Há diversas maneiras de salvar documentos no
Word. Você pode salvar o documento ativo no qual está
trabalhando, seja ele novo ou não.
Para o documento novo utiliza-se a opção salvar
Mostra o que estava sendo visualizado anterior-
como ou o ícone na barra de ferramentas. Neste mente.
caso ele abrirá a caixa de diálogo para que seja espe-
Mostra um nível acima do que está sendo visua-
cificado nome local que será salvo e tipo e extensão:
lizado.

Possibilita a pesquisa na Web.

Exclui o que for selecionado.

Cria uma nova pasta.


Modos de visualização do que está sendo acessado.

Degrau Cultural 125

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THATYML
Informática

- Impressão (Ctrl + P)
A opção de impressão de arquivo localiza-se no menu
arquivo, onde abre a caixa de diálogo para altera-
ções como número de cópias, papel, como na figura
a seguir:

Caso não precise mudar nenhuma configuração na cai-


xa de diálogo imprimir, é possível ganhar tempo clican-
do no botão na barra de ferramentas.

- Digitação – Editando o texto


A diagramação do documento pode ser feita facilmente
operada pelo Barra de Ferramentas Padão com os íco-
nes relacionados abaixo:

- Corretor ortográfico (F7)


No Menu Ferramentas está a opção permite que o usu-
ário verifique se há erros de ortografia e de gram’atica
do documento ou em parte do documento que está
selecionado. Pode ser acessado também pelo ícone
na Barra de Ferramentas Padrão.

Verificação Ortográfica Automática - Identifica a exis-


tência de erros de ortografia à medida que o texto é digi-
tado, destacando a palavra do restante do texto;
Auto-Correção - Um complemento à Verificação Ortográ-
fica Automática, este recurso permite a correção automá-
tica de palavras à medida que são digitadas;
Auto-Formatação - Formata o texto automaticamente à
medida que você digita;

- Menu Tabelas
Oferece recursos para operações com tabelas:
E também pelos ícones da Barra de Ferrameta Formatar:

126 Degrau Cultural

03_Processador de Texto.pmd 126 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

Classificar - Organiza as informações nas linhas, lis-


tas ou seqüências de parágrafos selecionados em or-
dem alfabética, numérica ou pela data;
Fórmula - permite criar fórmulas nas tabelas do Word,
sem a necessidade de utilizar o Excel, pa realização de
alguns cálculos com os dados da tabela. As funções do
Word são todas em inglês. Então, a fórmula
=SUM(ABOVE) significa somar acima, isto é, serão so-
madas as células numéricas acima. Também pode ser
abaixo (BELOW), à esquerda (LEFT), à direita (RIGHT).

Seus principais comandos são:


Desenhar Tabela – Abre a Barra de Ferramentas Ta-
belas e Bordas permitindo a criação e configuração
de tabelas; Linhas de Grade - Visualiza ou oculta as linhas de grade;
Inserir – Permite inserir uma tabela com quantidade de
colunas e linhas definidas no documento e, na tabela, - Cabeçalho e rodapé
permite inserir colunas, linhas ou células;
Para inserir ou altera texto de cabeçalho e rodapé de
uma seção ou página, selecione a opção tabela no
Menu Inserir; habilitando assim as marcas para serem
digitados o cabeçalho e rodapé.

- Configurar página
Altera as margens, a origem e o tamanho do papel, além
Excluir – Permite excluir células, linhas ou colunas se-
da orientação da página para o documento inteiro ou para
lecionadas ou a própria tabela;
as seções selecionadas;
Mesclar Células - Juntar células adjacentes em uma
única célula; - Mala direta
Auto Formatação da Tabela – Permite formatar a tabe- Produz cartas modelos, etiquetas de endereçamento,
la, através de uma caixa de diálogo com formatos pré- envelopes, catálogos e outros tipos de documentos
definidos; mesclados. Um documento de mala direta é compos-
Auto Ajuste – Permite ajustar a tabela conforme o con- to pela mesclagem de dois arquivos (um modelo a se-
teúdo, a largura da janela, determina uma largura fixa guir e um banco de dados).
da coluna e distribui linhas e colunas uniformemente; A Mala Direta é o recurso do Word que permite a
Converter - Transforma um texto em uma tabela ou composição de cartas modelo, etiquetas, envelopes ou
uma tabela em texto; e-mails para diversos destinatários. O Documento Prin-
cipal é o documento propriamente dito.

Degrau Cultural 127

03_Processador de Texto.pmd 127 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

Uma carta, por exemplo, endereçada a inúmeros clien- É ali que vamos inserir um campo para receber os
tes de uma empresa. A Origem de dados é o arquivo nomes dos destinatários. (atenção: a cor cinza é ape-
que contém os diversos destinatários. Pode ser uma nas uma ilustração. Ela não aparece durante esta
relação digitada no próprio Word, uma planilha do MS operação)
Excel , uma tabela em um Banco de dados e, até mes-
mo um arquivo texto.

Mala direta – 1ª etapa

Abra um documento novo no Word, vá ao Menu Ferra-


mentas e selecione Mala Direta.

Clique na opção Campo do Menu Inserir. Na tela a


seguir Selecione Mala Direta em Categorias e Merge
Field em Nomes de Campos.

Selecione Criar - Cartas Modelo. Surgirá a janela abaixo.

Selecione Novo doc. principal


(Se você estiver com um documento já aberto - uma
carta já pronta, por exemplo - selecione Janela Ativa)

Digite um nome para o campo à frente da palavra Mer-


gefield. No exemplo, utilizamos Cliente.
Veja o resultado à frente da palavra Para:
Para: <<cliente>> é o campo que vai se transformar
nos vários nomes das pessoas.

Selecione Editar O Documento Principal está pronto.


Clique em Carta Modelo Salve-o como Carta para Clientes.doc

O Word se apresentará com a tela em branco. Nes- Mala direta – 2ª etapa


ta fase você vai criar o Documento Principal. Faça um Criação ou utilização da Origem dos Dados
documento semelhante ao da próxima figura.
No Documento principal vamos reservar um lugar A origem dos dados normalmente já está pronta
onde desejamos que o nome do destinatário apareça. quando pensamos em uma mala direta. E, como já
Esse lugar chama-se Campo. Observe, na figura a se- vimos, há mais de uma possibilidade de trabalharmos
guir, a área ressaltada em cinza. com Origem de dados. As principais são:

128 Degrau Cultural

03_Processador de Texto.pmd 128 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

Uma tabela no Word Normalmente ela já está pronta quando iniciamos


Uma planilha no Excel o trabalho.

Criação usando uma tabela no Word como Origem No nosso estudo vamos criá-la agora. Quando
dos dados pronta, salve-a como Origem.doc. Observe que nossa
Cria uma tabela no Word semelhante a esta. tabela tem cabeçalho, ou seja, Cliente e Endereço. Você
se lembra que, quando inserimos o campo, demos a
ele o nome de Cliente? Foi por causa disso. O nome do
campo corresponde ao nome do cabeçalho na origem
dos dados.

Mala direta – 3ª etapa


Mesclar os dados da Origem dos dados
com o Documento Principal.
- Diferenças do Word XP em Relação ao Word 2003

Visualizando e Identificando a Janela do Word XP

Barra de Ferramentas Padrão

Obs.: A barra de ferramentas padrão do Word XP, não consta a opção como no Word 2003.

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Informática

Menu Arquivo - O menu Arquivo do Word XP, não consta a opção “Permissão”.

Menu Exibir - O menu Exibir do Word XP não consta as opções “Layout de Leitura” e “Miniaturas” do Word 2003

130 Degrau Cultural

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THATYML
Informática

Menu Formatar - O menu Formatar do Word XP, se dife- Menu Ferramentas - O Word XP, no menu Ferramen-
rencia pelas opções “Direção do texto...”, “Molduras” e tas, as opções “Pesquisar”, “Espaço de Trabalho Com-
“Figura...”. partilhado...” e “ Ferramentas personalizar adicionar ata-
lho menu Alt + Ctrl + =” estão ausentes em relação ao
Word 2003.

Menu Ajuda - O Menu Ajuda do Word XP é mais simpli-


ficado em relação ao Word 2003.

Degrau Cultural 131

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Informática

PLANILHA ELETRÔNICA
Planilha eletrônica, ou folha de cálculo, é um tipo de programa que utiliza tabelas para realização de cálculos
ou apresentação de dados de forma organizada. Cada tabela é formada por uma grade composta de linhas e
colunas.
As planilhas são utilizadas principalmente para aplicações financeiras e pequenos bancos de dados.
Neste capítulo iremos evidenciar os principais aplicativos de planilha eletrônica, iniciando com o BrOffice Calç.

BrOffice Calc
O Calc é um editor de planilhas eletrônicas, com um visual claro que possibilita ao usuário criar cálculos
simples e complexos, e apresentar seus dados de maneira simplificada em tabelas e gráficos.
Quando iniciamos o Calc, é apresentada a janela abaixo contendo uma nova Pasta de Trabalho com uma de
suas planilhas aberta para edição, como podemos observar abaixo:

A planilha eletrônica é um conjunto de células organizadas em linhas e colunas. Atualmente o Calc 2.3.1
disponibiliza ao usuário um total de 256 colunas identificadas por letras, e 65.536 linhas identificadas por números.

Sua unidade básica, a Célula, é identificada pela junção de sua coluna e linha.

132 Degrau Cultural

04A_Planilha Eletronica.pmd 132 30/9/2010, 09:46


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Informática

- Nova Planilha
Para criar uma nova planilha utiliza-se o menu Ar-
quivo, na opção Novo. Está opção permite a criação de
um novo documento, cujo tipo (texto, planilha, apresen-
tação, desenho, base de dados) deverá ser seleciona-
do a partir de um sub-menu. Como é ilustrado na ima-
gem abaixo:

No nosso caso iremos salvar como planilha ele-


trônica do BrOffice, escolhendo a opção Planilha do
OpenDocument (*.odt). Depois de salvarmos a plani-
lha pela primeira vez, poderemos continuar a edição
da planilha. Quando escolher a opção Salvar o Calc
irá guardar as novas informações adicionadas. Outra
forma de salvar a planilha, é através da tecla de atalho

Ctrl + S, ou pelo ícone na Barra de Ferramentas


Padrão.

O Calc nos permite salvar planilhas com as princi-


pais extensões, possibilitando compatibilidade com
outros editores de planilhas eletronicas:

Como desejamos criar uma planilha eletrônica,


devemos escolher a opção Planilha.
Outra forma de se criar uma nova planilha, é atra-

vés da a tecla de atalho Ctrl + N, ou pelo ícone


na Barra de Ferramentas Padrão.
Salvar Tudo - Onde é permitido salvar todos os docu-
mentos em edição no momento.
- Salvar / Salvar Como
Para salvar uma planilha, utilizaremos o menu ar-
Exportando seu documento como PDF - No menu ar-
quivo, e escolheremos a opção Salvar. Se for a primei-
quivo, na opção exportar, nos permite que a planilha em
ra vez que escolhemos está opção, ele abrirá a caixa de
edição seja salva no formato .PDF, padronizado pela
diálogo Salvar como onde deveremos escolher a pas-
ADOBE e largamente utilizado por Empresas, Universi-
ta onde gostaríamos de salvar a planilha, seu nome e
dades e profissionais de uma maneira em geral para
escolher a extensão desejada.
distribuição de cartas, memorandos, documentos in-
A opção Salvar Como, encontra-se no menu arquivo, e
ternos, relatórios e outros documentos já que ele pos-
nos possibilita também salvar a planilha, alterando seu
sui uma melhor segurança contra alteração desses
nome, pasta ou extensão sem alterar a planilha origi-
documentos que aquela apresentada por outros edito-
nal. Outra forma é pela tecla de atalho Ctrl+Shift+S.
res de planilhas comercialmente disponíveis.

- Abrir
Para abrir planilhas eletrônicas, utilizaremos o
menu arquivo, e escolheremos a opção Abrir. Quando
selecionada ira abrir uma caixa de diálogo onde deve-
remos localizar o caminho onde o arquivo se encontra.
Tambem podemos utilizar a tecla de atalho Ctrl+O ou
pelo ícone na Barra de Ferramentas Padrão.

Degrau Cultural 133

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Informática

Altera o estilo da Fonte, tamanho e/ou coloca em


negrito (Ctrl+B), itálico (ctrl+I) ou sublinhado (Ctlr+U)
das células selecionadas.

Alinha o texto ou número na célula da seguinte


maneira:

1 - à esquerda (Ctrl+L): Alinha o texto ou o número à


esquerda da(s) célula(s) selecionada(s).
2 - centralizado (Ctrl+E): Alinha o texto ou o número de
forma centralizada na célula(s) selecionada(s).
3 - à direita (Ctrl+R): Alinha o texto ou o número à direita
da(s) célula(s) selecionada(s).
O diferencial do Calc é a possibilidade de abrir 4 - justificado (Ctrl+J): Alinha o texto ou número da(s)
planilhas de outros editores, como Microsoft Excel e célula(s) às bordas esquerda e direita.
OpenOffice. 5 - mescla as células - Mesclar células permite unir em
uma única célula, varias células selecionadas pelo
Imprimir Planilha (Ctrl + P) usuário, conforme imagem abaixo:
Esta opção permite a impressão da planilha que
está sendo editada, em qualquer impressora associa-
da ao micro. Como na maioria dos Editores de plani-
lha, pode-se selecionar a quantidade de páginas que
será impressa, a impressora onde será feita a impres-
são, a quantidade de cópias, etc. Quando ser selecio-
nada abrirá a caixa de diálogo para sua configuração:

- Formatando Números
Formata o número na célula da seguinte forma:

1 - Moeda: Converte o(s) número(s) da(s) célula(s)


selecionada(s) no padrão monetário brasileiro. Ex: (R$
1.525,30)
2 - Porcentagem: Aplica o formato de porcentagem a(s)
célula(s) selecionada(s). Ex: (65%)
3 - Padrão: Aplica o formato numérico padrão à(s)
Pode-se ser impresso também pelo ícone na Bar- célula(s) selecionada(s). Ex: Se o número estiver for-
ra de Ferramentas Padrão, por este caminho ele impri- matado das maneiras citadas anteriormente, ele volta-
me com a ultima formatação escolhida pelo usuário. rá a sua forma original.
4 - Adicionar Casa decimal: Adiciona uma casa decimal
- Digitação – Editando o conteúdo da célula ao número selecionado após a virgula. Ex: 12,0000
Na planilha eletrônica digitamos textos ou núme- 5 - Excluir Casa Adicional:Exclui uma casa decimal ao
ros nas células. A personalização da célula é facilmen- número selecionado. Ex: 12,000
te feita pelos ícones dispostos na Barra de Ferramen- 6 - Diminuir recuo: Diminui o recuo para à esquerda do
tas Formatação discriminada abaixo: conteúdo da célula.

Estilos e Formatação - permite selecionar estilos


e formatação para as células ou para toda a planilha.

7 - Aumentar recuo: Aumenta o recuo para à direita do


conteúdo das células selecionadas.

134 Degrau Cultural

04A_Planilha Eletronica.pmd 134 30/9/2010, 09:46


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Informática

Bordas: Inclui ou exclui bordas as células da seguinte


forma

Cor do plano de fundo: Altera a cor do plano de fundo


da(s) célula(s) selecionada(s). Podendo escolher en-
tre várias opções de cores oferecidas pelo Calc.
Cor da Fonte: Altera a cor da fonte da(s) células(s) 1 - Recortar (Ctrl+X): Recorta a o conteúdo da célula,
selecionada(s). Podendo escolher entre várias opções retirando por completo seus valores e colocá-lo na área
de cores oferecidas pelo Calc. de transferência.
2 - Copiar (Ctrl+C): Copia o conteúdo da célula e colo-
Outra maneira de alterar a formatação da célula com cá-lo na área de transferência.
todas as funcionalidades citadas anteriormente, é clicar 3 - Colar (Ctrl+V): Cola o conteúdo da área de transfe-
com o botão direito do mouse sobre a célula e escolher rência na célula selecionada.
a opção formatar células. Ou com a tecla de atalho Ctrl+1, 4 - Pincel de estilo: Copia a formatação de uma célula e
ou acessando o menu Formatar, e escolher a opção aplicá-la a outra célula.
Células... que abrirá a seguinte tela de diálogo. Recurso encontrado no menu editar.

- Barra de Fórmulas

A barra de fórmulas, é utilizada para visualizar, edi-


tar ou inserir fórmulas ou funções. Para exibir ou ocultar
a barra de fórmulas, ir no menu Exibir opção barra de
fórmulas.

Mostra a localização da célula selecionada, onde


a letra corresponde a coluna e o número a linha. Para ir
até uma célula específica, basta digitar sua localização
seguido de enter. Ex: Z562
Ou até mesmo selecionar um conjunto de células
digitando seu intervalo. Ex: C3:G5

Categoria: Lista todas as diferentes categorias de fun-


Assistente de funções: Ao clicar neste botão, o ções existentes. Ex: Banco de dados, Data e hora, mate-
mático, lógico, financeiro, matriz, estatístico, planilha e texto.
Calc abrirá uma caixa de diálogo contento todas as fun-
No campo Funções é listada todas as funções re-
ções existe no pacote, que nos auxiliarão na constru-
lacionadas à categoria escolhida. Clique duas vezes
ção de uma fórmula.
sobre a função desejada, e ao lado aparecerá a funcio-
nalidade da função e o campo para digitar o valor a ser
aplicado na fórmula.

Degrau Cultural 135

04A_Planilha Eletronica.pmd 135 30/9/2010, 09:46


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Informática

Soma: Insere a soma de um intervalo de células na célula atual, ou insere valores somados nas células
selecionadas. Clique numa célula, clique neste ícone e opcionalmente ajuste o intervalo de células. Ou selecione
algumas células nas quais os valores somados serão inseridos, e clique no ícone. Ex: =SOMA(B2:B5), a célula com
está fórmula irá mostrar a soma das células B2+B3+B4+B5.
Função: Permite ao usuário, a criar sua própria fórmula sem a ajuda de um assistente, conforme visto anterior-
mente na opção Assistente de funções.

- Gráfico
Para inserir um gáfico basta selecionar as células com dados, acessar o menu Inserir e escolher a opção Gráficos,
ou utilizar o ícone na barra de ferramentas. Ira abrir a caixa de diálogo do assistente de gráfico

Tipo de Gráfico: Lista vários modelos de gráficos. Pos- Ao encontrar uma palavra escrita errada ou não
sibilitando ainda a opção de aparência 3D. identificada, o corretor ortográfico irá sugerir a correção
Intervalo de dados: Valores selecionados para elabo- adequada, cabendo ao usuário alterar ou ignorar.
ração do gráfico.
Série de Dados: Lista de todas as séries de dados
no gráfico atual. Podendo adicionar ou excluir célu-
las da serie.
Elementos do Gráfico: Permite inserir titulo ao gráfico,
nomear o eixo X e Y, e a opção de exibir ou não a legen-
da do gráfico.

- Corretor ortográfico
No Menu Ferramentas está opção permite que o
usuário verifique se há erros de grafia na planilha ou
em parte das células selecionadas. A verificação é feita
a partir da célula selecionada. Pode ser acessado tam-

bém pelos ícones na Barra de Ferramentas


Padrão, ou pelo atalho F7.

136 Degrau Cultural

04A_Planilha Eletronica.pmd 136 30/9/2010, 09:46


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Informática

Excel 2002/XP e 2003


O Excel integra as funções de Planilha Eletrônica, Gráficos e Banco de Dados, por isso é o aplicativo mais
utilizado na área de negócios. Suas planilhas são indispensáveis nas atividades de Administração de Empresas que
se referem a Planejamento Financeiro, Fluxo de Caixa, Orçamento, Estatística, Compras, Custos, Planejamento e
Análise de Vendas, Folha de Pagamento etc.

No momento que o Excel é carregado, é exibida a sua janela contendo uma Pasta de Trabalho com uma de suas
planilhas aberta para edição.

COMPONENTES DA JANELA DO EXCEL


As versões 2002 / XP e 2003 possuem os seguintes componentes em sua janela:

Barra de Títulos - Contém o nome do Aplicativo e do documento ativo, ícone de Controle e botões de Controle da
Janela do Excel.
Barra de Menus de Comando - Localizada abaixo da Barra de Título, contém as opções de menu de controle do
documento ativo. Cada menu contém uma série de comandos que também podem ser acionados através dos botões
nas Barras de Ferramentas, teclas de atalho e com o botão direito do mouse.
Barra de Status - Exibe informações sobre comandos selecionados ou procedimentos.
A barra de status, que é uma área horizontal na parte inferior da janela da pasta no Microsoft Excel, fornece infor-
mações sobre o estado atual do que está sendo exibido na janela e quaisquer outras informações contextuais.
Guia de Planilhas - Cada pasta contém uma guia de planilhas que deve ser clicada quando se pretende mover-se de
uma planilha para outra. Atalho: Ctrl + Page + Up ou Ctrl + Page + Down. Pode-se renomear as planilhas para lembrar
mais facilmente o que cada uma delas contém, clicando com o botão direito do mouse e escolhendo a opção
renomear.
Caixa de Nome/Barra de Fórmula - O endereço da célula selecionada no momento (ou ativa) aparece na caixa de
nome da célula. Cada célula tem um endereço único determinado pela letra da coluna e pelo número da linha. Por
exemplo, a célula B2 é a interseção da coluna B com a linha 2. Poderíamos selecionar a caixa de nome, clicando
sobre ela e adotarmos outro nome para a célula ou uma região (área retangular na planilha). Esse nome não poderia
ser maior que 256 caracteres ou iniciar com um número e ainda, sem espaço entre palavras.

Degrau Cultural 137

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Informática

- Abrir (Ctrl + A)
Tanto clicando no comando Abrir... , como no

botão na barra de ferramentas , permite localizar e


abrir um arquivo. Determina onde se quer examinar um
possível arquivo para ser aberto, clique sobre ele e pres-
sione o botão abrir. Com um duplo clique sobre o arqui-
vo iremos obter o mesmo resultado.

Métodos para Inserir e Editar dados

Inserir números e texto


Clique na célula onde você deseja inserir os da-
dos. Digite os dados e pressione Enter ou Tab.

- Insira dados em uma célula na primeira coluna e


pressione Tab para mover-se para a próxima célula.
- No final da linha, pressione Enter para mover para
o início da próxima linha.
- Se a célula no início da linha seguinte não ficar
ativa, clique em Opções no menu Ferramentas e, em
seguida, clique na guia Editar. Em Configurações, mar- Mostra o que estava sendo visualizado anterior-
que a caixa de seleção Mover seleção após Enter e mente.
clique em Para baixo na caixa Direção.
Mostra um nível acima do que está sendo visuali-
Dica: Para inserir data use o atalho: (Ctrl;) e para inserir zado.
horas (Ctrl Shift:)
Possibilita a pesquisa na Web.
Editando o conteúdo de uma célula
1. Clique duas vezes na célula contendo os dados que Exclui o que for selecionado.
você deseja editar.
2. Edite o conteúdo da célula Cria uma nova pasta.
3. Para inserir ou cancelar suas alterações, pressione
Enter ou Esc. Modos de visualização do que está sendo acessado.

Para ativar ou desativar a edição diretamente nas


Fechar – Fecha a planilha (Ctrl + F4)
células, clique em Opções no menu Ferramentas, cli-
que na guia Editar e marque ou desmarque a caixa de
- Salvar Documento (Ctrl + B)
seleção Editar diretamente na célula. Você pode editar
Salva (grava) as alterações feitas em uma pasta de tra-
na barra de fórmulas quando a caixa de seleção Editar
balho. Esse comando executado pela primeira vez em
diretamente na célula está desmarcada. Para mover o
uma pasta, abre a caixa de diálogo Salvar Como
cursor para o final do conteúdo da célula, selecione a
célula e pressione F2.

- Novo documento (Ctrl + O)


Pelo Menu Arquivo podesse acessar habilitar uma nova
Pasta de Trabalho.

Abre um painel de tarefas que permite algumas opções


de novas pastas a serem utilizadas. Na barra de ferra-

mentas o ícone abre um nova pasta em branco.


Observe que trata-se de uma pasta e não de uma nova Salvar como – Salva uma pasta pela primeira vez, ou sal-
planilha. va uma pasta já existente com outro nome, em outro lugar.
Salvar como página da Web – Cria uma página da
Web a partir de dados da planilha ou de um gráfico.

138 Degrau Cultural

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Informática

Salvar área de trabalho – Um arquivo do espaço de Formatar, na opção formatar célula como exposto na
trabalho salva a exibição de informações sobre pastas caixa de diálogo abaixo:
de trabalho abertas, para que posteriormente você pos-
sa retomar o trabalho com os mesmos tamanhos de
janela, áreas de impressão, ampliação de tela e confi-
gurações de exibição. O arquivo de espaço de trabalho
não contém as pastas de trabalho propriamente ditas.

Na barra de ferramentas o ícone salva o arquivo.

- Digitação – Editando
Algumas das principais ferramentas de edição es-
tão na Barra de Ferramentas Formatação:

Altera Fonte do texto e o tamanho

Coloca em negrito (Ctrl + B), itálico (Ctrl +I) ou subli-


nhado (Ctrl + U) os itens selecionados. AutoFormatação - Aplica uma combinação pré-defini-
das de formatos a um intervalo de células seleciona-
do ou a uma tabela dinâmica.

Alinha o texto a esquerda, centralizado, direita e/ou Agru-


pa células selecionadas.

Converte o número da celula selecionada no padão


monetário brasileiro, aplica o formato de porcenta-
gem, separador de milhar e aumenta casas deci-
mais ou diminui.

Diminuir ou aumentar recuo

Insere ou retira linhas de borda das células, altera cor


do plano de fundo e da fonte.
Formatação Condicional - Aplica formatos a células
selecionadas que atendem a critérios específicos ba-
seados em valores ou fórmulas que você especificar.
Permite recortar (Ctrl + X), copiar (Ctrl + C), colar (Ctrl +
V) e copiar formatação do trecho selecionado.

Desfazer(Ctrl + Z) e restaurar(Ctrl + Y) ultimas ações.

Comandos podem ser acessados também pelo Menu

Degrau Cultural 139

04B_Planilha Eletronica.pmd 139 30/9/2010, 09:46


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Informática

Estilo - Define ou aplica na seleção uma combinação Ignorar em branco - Evita substituir valores na sua área
de formatos. de colagem quando houver células em branco na área
de cópia.
Transpor - Altera colunas de dados copiados para li-
nhas e vice-versa.
Colar Vínculo - Vincula os dados colados à planilha ativa.

Alterando Dados Digitados - A alteração dos dados di-


gitados pode ser feita de duas maneiras:
Por sobreposição - Onde selecionamos a célula que
será alterada e digitamos os novos dados e depois
confirmamos a alteração através do botão confirmar na
Barra de Fórmulas ou através da tecla Enter.
Por Correção parcial - Onde selecionamos a célula a
ser corrigida posicionando o cursor dentro da célula
Colar Especial - Você pode usar a caixa de diálogo Colar
com um duplo clique ou usando a tecla F2.
Especial para copiar itens complexos de uma planilha
do Excel e colá-los na mesma planilha do Excel ou em
Excluindo Dados Digitados - A exclusão de dados digi-
outra.
tados é feita através da seleção da célula ou do interva-
lo de células que terá seu conteúdo excluído e:
Através do Menu Editar, comando Limpar;
Através do botão direito do mouse;
Através da tecla Del ou Delete no Teclado.

Verificar Ortografia – Verifica a ortografia do texto em


planilhas e gráficos selecionados, bem como, o texto
em caixas de texto, botões, cabeçalhos e rodapés, no-
tas de células e na barra de fórmulas. (F7)

Auto-Correção – Define as opções usadas para corrigir o


texto automaticamente à medida que for sendo digitado.

EDITANDO UMA PLANILHA NO EXCEL XP E EXCEL 2003


A edição de uma planilha consiste em inserir copi-
ar, excluir e alterar dados nas células que servirão para
Colar - Clique no atributo dos dados copiados que você
a apresentação de resultados.
deseja colar.
Tudo - Cola todo o conteúdo e a formatação das células.
Tipos de Dados
Fórmulas - Cola somente as fórmulas conforme inseri-
Uma célula pode conter:
das na barra de fórmulas.
Texto - Toda e qualquer letra, palavra inserida na
Valores - Cola somente os valores conforme exibidos
célula, como nomes de pessoas, títulos de colunas,
nas células.
descrição de itens etc.
Formatos - Cola somente a formatação das células.
Número - Todo e qualquer tipo de número, poden-
Comentários - Cola somente os comentários anexa-
do ter o valor negativo ou positivo.
dos à célula.
Fórmula - É uma expressão aritmética envolvendo
Validação - Cola regras de validação de dados das cé-
números, operadores, funções e endereços de células.
lulas copiadas para a área de colagem.
Para iniciar uma fórmula no Excel, deve-se colocar
Tudo, exceto bordas - Cola todo o conteúdo e a forma-
primeiramente o sinal de =. Uma fórmula também pode
tação das células aplicados à célula copiada, exceto
iniciar com os sinais de + ou -
bordas.
Ex.: =A4+C5 +A4+C5 -F12+B1
Larguras da coluna - Cola a largura de uma coluna ou
intervalo de colunas em outra coluna ou intervalo de
Inserindo Dados
colunas.
Toda informação digitada deve ser depositada
Fórmulas e formatos de número - Cola somente fór-
dentro de uma célula. Quando o conteúdo de uma cé-
mulas e todas as opções de formatação de número
lula for numérico e não for possível mostrá-lo total-
das células selecionadas.
mente, serão mostrados os símbolos #### na célula
Valores e formatos de número - Cola somente valores
ou o número será apresentado em notação científica;
e todas as opções de formatação de número das célu-
porém o conteúdo da célula ainda será aquele que foi
las selecionadas.
digitado. Basta aumentar a largura da célula para vi-
Operação - Especifica qual operação matemática, se
sualizar o número todo.
houver, você deseja aplicar aos dados copiados.
Quando o conteúdo de uma célula for texto e não
couber em sua largura aparente, o texto invadirá o espa-
ço da célula ou células adjacentes, porém, continuará

140 Degrau Cultural

04B_Planilha Eletronica.pmd 140 30/9/2010, 09:46


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Informática

pertencendo à célula em que foi digitado. Caso a célula = Igual


ou células adjacentes possuam algum conteúdo, o texto <> Diferente
será mostrado somente na sua célula de origem. >= Maior Igual
Quando selecionamos uma célula, esta fica dis- <= Menor Igual
ponível para receber os dados que serão digitados. À
medida que os dados vão sendo inseridos, eles são Operadores de Referência
mostrados na Barra de Fórmulas. : Intervalo
Para apagar o conteúdo da célula, selecione a cé- ; União
lula e pressione a tecla Backspace. (espaço) Interseção
Para confirmação dos dados digitados usa-se a
tecla Enter, as setas de direção ç, è, é, ê ou o botão Inserindo Funções
São procedimentos de cálculos previamente defini-
Confirmar da Barra de Fórmulas.
dos, determinando um resultado com significado único.
Para cancelar a digitação dos dados, Tecle Esc ou
Normalmente são seguidas de um ou mais parâmetros
o botão Cancelar da Barra de Fórmulas. dependo da função.

- Formulas e funções Categorias das Funções


No Excel XP/2002 e no Excel 2003, a barra de fór- Financeira
mulas contém o indicador da célula ativa, o botão de Data e Hora
confirmação e o botão de cancelamento de inserção Matemática e Trigonométrica
de dados, além de exibir o conteúdo da célula. Estatística
Procura e Referência
Banco de Dados
Texto
Lógica
Informação

Tipos de funções mais utilizadas


ARRED - Arredondamento
CONT.NUM - Calcula quantos números estão na lista
de argumentos
Inserindo Fórmulas ESCOLHER - Escolhe um valor a partir de uma lista de
As fórmulas são o meio mais prático de obtenção valores
e manutenção de dados nas planilhas, pois são atuali- MÁXIMO - Retorna o valor máximo de uma lista de ar-
zadas a cada nova alteração de dados. gumentos
MÉDIA - Calcula a média dos argumentos
Para que as fórmulas funcionem no Excel, deve- MÍNIMO - Retorna o valor mínimo de uma lista de argu-
mos seguir as seguintes regras básicas: mentos
Iniciar a digitação de uma fórmula com: + - = PROCV - Procura a partir da primeira coluna e linha de
Devemos usar o endereço das células para que o uma matriz para retornar o valor de uma célula
resultado da fórmula seja atualizado a cada alteração SOMA - Retorna a soma de todos os números na lista
nas células envolvidas na fórmula. Os endereços das de argumentos.
células podem ser digitados ou apontados com a tecla MOD - Retorna o resto da divisão.
Shift mais setas de direção ou com o mouse, clicando
e arrastando a seleção. Funções Lógicas
Se iniciarmos a fórmula com parênteses deve-se Executam um teste lógico para retornar um resultado
fechar os parênteses no final. O uso dos parênteses é Falso ou verdadeiro.
importante para as fórmulas que envolvam vários cál- E - Retorna VERDADEIRO se todos os argumentos fo-
culos ou procedimentos. rem verdadeiros; retorna FALSO se um ou mais argu-
mentos forem falsos
Operadores usados para a definição das fórmulas FALSO - Retorna valor lógico FALSO
NÃO - Inverte a lógica do argumento
Operadores Matemáticos: OU - Retorna VERDADEIRO se qualquer argumento for
+ Adição VERDADEIRO
- Subtração SE - Especifica um teste lógico a ser executado
* Multiplicação VERDADEIRO - Retorna o valor lógico VERDADEIRO
/ Divisão - Gráficos
^ Exponenciação Para inserir um gráfico devemos, selecionar as fai-
% Porcentagem xas de dados que serão representadas graficamente.
Através do menu Inserir, comando Gráfico, ou do
Operadores de Relacionamentos botão Assistente de gráfico da Barra de ferramentas,
> Maior abrimos a caixa de diálogo Assistente de Gráfico con-
< Menor tendo 4 etapas:

Degrau Cultural 141

04B_Planilha Eletronica.pmd 141 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

1ª Etapa - Tipo de Gráfico 2ª etapa - Dados de origem do Gráfico.

Observe que no campo intervalo de dados aparece


os intervalos de dados selecionados. As opções de
Esta etapa contém 2 Guias: seqüência em Linha / Colunas, modificam a visuali-
zação do gráfico de acordo com a distribuição dos
- Tipos Padrão - Contém vários tipos de gráficos pa- dados escolhida. O Excel já faz uma escolha ade-
drão para seleção. quada mas podemos alterar manualmente clicando
- Tipos Personalizados - Permite personalizar um tipo na opção desejada.
de gráfico.

142 Degrau Cultural

04B_Planilha Eletronica.pmd 142 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

3ª etapa - Opções de Gráfico - Configuração de página


Página - Permite alterar a orientação do papel Retrato
ou Paisagem; Dimensionar o ajuste da planilha para
caber dentro de uma única folha e/ou alterar o tamanho
do papel utilizado pela impressora.

4ª etapa - Local do gráfico

Margens - Permite configurar as margens da planilha


para melhor ajuste ou mesmo centralizar a planilha na
página.

A configuração de página é importante para uma


boa impressão. Para configurar uma página, acesse
o Menu Arquivo - Configurar Página e será aberta a
caixa de diálogo Configurar Página contendo 4 guias
de opção:

Degrau Cultural 143

04B_Planilha Eletronica.pmd 143 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

Cabeçalho e rodapé - Permite configurar e editar o ca-


beçalho e o rodapé da planilha.

Pode-se ser impresso também pelo ícone na Bar-


ra de Ferramentas Padrão, por este caminho ele impri-
me com a ultima formatação escolhida pelo usuário.

Planilha - Configurar a área de impressão, imprimir títulos


da planilha em todas as páginas, alterar a ordem da pági-
nas etc.

- Impressão
A impressão é o modo de dar saída ao nosso traba-
lho com o computador. O processo de impressão é sim-
ples e eficiente.
O Excel permite tratar a impressão com toda a sua
versatilidade característica, colocando-nos opções fá-
ceis e simples de serem executadas.
Ao acessar o menu arquivo, comando imprimir, abre
a caixa de diálogo Imprimir.

144 Degrau Cultural

04B_Planilha Eletronica.pmd 144 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

POWER POINT
A TELA DO POWER POINT 2003

Quando iniciamos o PowerPoint, é apresentada a janela abaixo contendo um novo documento em branco, e os
elementos a seguir:

O Microsoft PowerPoint possui três modos de de Tópicos (você vê o texto dos slides) e a guia Slides
exibição: normal, classificação de slides e apresenta- (os slides são exibidos como miniaturas); ao centro, o
ção de slides, representados por ícones de atalho na painel de slides exibe a apresentação e é onde você
tela acima. São eles: trabalha a apresentação (permite adicionar texto, inse-
rir imagens, tabelas, gráficos, objetos de desenho, au-
toformas, caixas de texto, filmes, sons, criar e inserir
hiperlinks no texto e animações, etc.); e na parte inferi-
or, o painel de anotações (onde você pode fazer anota-
ções relativas ao conteúdo de cada slide e imprimir
Na seqüência: normal, classificação de slides para usar como referência durante a apresentação, ou
e apresentação de slides. para distribuir ao público na forma impressa, como re-
ferência à sua apresentação).À direita temos o Painel
Modo de exibição normal de Tarefas.

O modo de exibição normal é o que está sendo


apresentado na tela acima. É o modo principal de edi-
ção, que você usa para criar apresentações. O modo
de exibição normal apresenta os seguintes elementos:
à esquerda, guias que alternam entre a guia Estrutura

Degrau Cultural 145

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THATYML
Informática

Modo de exibição classificação de slides

Apresenta os slides em forma de miniaturas. Permite uma visão geral da apresentação, facilitando a visualização
dos efeitos de transição e animação.

Analisando os detalhes deste modo de exibição na figura abaixo, você observa que foram criados intervalos
para a transição dos slides, assim como a numeração dos slides (como se fosse numeração de página no Word), e
que há um slide marcado como oculto (slide 2 - com um risco sobre o número).

146 Degrau Cultural

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Informática

Slides Ocultos Criando uma apresentação

Pode ser que quando você for fazer a exibição de Você pode começar a criar a partir de uma apre-
sua apresentação, você perceba que o tempo disponí- sentação pré-definida, ou pode criar a partir de uma
vel não é suficiente para apresentar todos os slides. apresentação em branco. A figura mostra também que
Assim, você tem a opção de ocultar alguns slides, já você pode criar uma apresentação com base em
que passá-los na tela rapidamente em uma palestra, Modelos.
por exemplo, sem explicá-los pode não ser muito agra-
dável, nem para quem está assistindo, nem pra você.

• Como ocultar slides

No modo de apresentação Normal, estando com


o slide que você deseja ocultar sendo apresentado na
tela, ou no modo de exibição classificação de slides,
estando com o slide selecionado, clique no Menu Apre-
sentações e clique em Ocultar Slide. Automaticamen-
te ele apresentará a marcação de oculto.

Modo de exibição apresentação de slides

A apresentação de slides ocupa a tela inteira do


computador, onde é possível ver a sua apresentação
toda. Nesse modo, você poderá verificar os intervalos
de tempo que os textos dos slides levam para serem
apresentados, e também o intervalo de tempo de um
slide para outro; verifica os sons inseridos, disposi-
ção das imagens, enfim, é um teste para ver se está
tudo OK.
As maneiras de se iniciar a criação de uma Nova
Atalho: tecla F5. apresentação no Power Point são:

Apresentação em branco - Você criará sua apresenta-


ção livremente.

Ao clicar nesta opção, o Painel de Tarefas mostra


a guia Layout do Slide, para que você possa escolher o
formato para os slides.

São diversos formatos (Layouts de texto, com tí-


tulo, título e caixa de texto com marcadores, título e duas
caixas de textos com marcadores, etc.), (Layouts de
conteúdo, com título e conteúdo, que pode ser ima-
gem, gráfico, vídeo, etc.) e Layout de texto e conteúdo,
além de outros formatos.

Degrau Cultural 147

05_Power_Point_2003.pmd 147 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

Modelos de design Esquemas de cores

Com base no modelo de design

Apresenta uma lista de modelos, onde você esco- Esquemas de animação


lhe um. A partir dele, seus slides seguirão a mesma
estrutura.

Ao escolher esta forma de iniciar a criação de sua


apresentação, o Painel de tarefas apresentará a guia
Design do slide, para que você possa escolher Mode-
los de design (onde você pode escolher um modelo
pré-existente para iniciar a sua apresentação), Esque-
mas de cores (permite escolher esquemas de cores
para seus slides), Esquemas de animação (esquemas
pré-definidos, que você pode escolher e aplicar).

148 Degrau Cultural

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THATYML
Informática

Apresentamos um exemplo de efeito aplicado (Efeito


Rotação):

Agora, coloque um título e um rodapé, data e nú-


mero do slide se desejar e clique em Avançar.
Com base no assistente de AutoConteúdo

Ajuda você a familiarizar-se com o programa, ofe-


recendo sugesstões para criar sua apresentação pas-
so a passo.

Aparecerá a seguinte tela do assistente.

Na próxima tela, clique em Concluir.

Clique em Avançar. Na tela seguinte, selecione o


tipo de apresentação desejado (Genérico, Treinamen-
to, etc). Clique em Avançar.
Aparecerá então na tela a apresentação com
conteúdo pré-definido, escolhido no Assistente de
Autoconteúdo.

Agora, você vai escolher o tipo de material que


deseja usar (Apresentação em tela, Apresentação
na Web, Transparências em preto-e-branco, Trans-
parências coloridas ou slides de 35mm). Clique em
Avançar.

Degrau Cultural 149

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Informática

Com base em apresentação existente

Permite criar outra apresentação a partir de uma apresentação existente.

AS BARRAS DE FERRAMENTAS DO POWER POINT 2003

BARRA DE FERRAMENTAS PADRÃO

Na barra de ferramentas padrão, encontramos os se- O modo expandido do botão Expandir Tudo
guintes botões exclusivos do Power Point:

1 - Expandir Tudo - Expande todo o conteúdo dos sli-


des, na estrutura de tópicos no modo normal. Clicando
novamente no botão, passará a exibir somente os títu-
los dos slides.

2 - Mostrar a Formatação - Mostra o conteúdo dos sli-


des, na estrutura de tópicos no modo normal, com a
sua formatação original. O ideal é visualizar com a fonte
padrão, pois fica mais fácil a leitura.

3 - Mostrar / Ocultar Grades - Exibe e oculta as grades


que servem para fazer marcações no slide. Essas gra-
des não são impressas, mesmo quando estão sendo
viaualizadas.

4 - Cor / Escala de cinza - Abre um menu com as op-


ções Cor, Escala de Cinza e Preto e Branco Puro.

150 Degrau Cultural

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Informática

BARRA DE FERRAMENTAS FORMATAÇÃO

BOTÕES EXCLUSIVOS DA BARRA DE FERRAMENTAS FORMATAÇÃO DO POWER POINT:

Comandos do Menu Arquivo


Aumentar / Diminuir Fonte
 Novo - Cria uma nova apresentação ou um novo
modelo;
Design do Slide - Mostra esta guia no
 Abrir - Abre uma apresentação já existente;
Painel de Tarefas.

 Fechar - Fecha a apresentação;

Novo Slide - Insere novo slide na


 Salvar - Salva as alterações em uma apresentação
apresentação. já existente. Este comando, quando executado em
MENUS DE COMANDO um novo arquivo, abre “Salvar Como”;

Menu Arquivo  Salvar Como - Salva uma apresentação pela pri-


meira vez, ou uma apresentação já existente em outro
local com outro nome;

 Salvar Como Página da Web - Salva o arquivo con-


vertendo as formatações para HTML;

 Pesquisar Arquivo - Permite pesquisar por pala-


vras dentro dos arquivos.

 Permissão - permite configurar permissões de


acesso aos arquivo.

 Pacote para CD - Permite salvar a apresentação


com um visualizador de apresentações do Power
Point (o PowerPoint Viewer) no mesmo CD, para
execução de sua apresentação em outro computa-
dor que possua ou não o PowerPoint instalado. Tam-
bém chamado de Assistente para viagens;

 Visualização de Página da Web – Exibe a apresen-


tação como se fosse uma página da Web;

Degrau Cultural 151

05_Power_Point_2003.pmd 151 30/9/2010, 09:46


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Informática

 Configurar Página - Permite configurar a largura, al-


Comandos do Menu Editar
tura, orientação da página, além de numerar slides;
 Desfazer - Desfaz uma ação efetuada;
 Visualizar Impressão - Mostra como o arquivo será
impresso;
 Refazer - Refaz uma operação desfeita;

 Imprimir - Ao contrário do botão imprimir da barra


 Repetir - Repete a última ação;
de ferramentas padrão, esta opção do menu abre
um quadro para você escolher opções de impres-
 Recortar - Remove uma palavra ou um texto seleci-
são antes de imprimir;
onado, colocando-o na área de transferência, para
ser colado em outro local;
 Enviar Para – Permite enviar o arquivo diretamente
para destinatário da mensagem, do fax, participan-
 Copiar - Copia uma palavra ou um texto seleciona-
te da reunião, para Word, etc;
do para a área de transferência para ser colado em
outro local;
 Propriedades - Exibe informações sobre a apresen-
tação ativa para que você possa rever ou editar as
 Área de Transferência do Office - Abre o conteúdo
informações;
da área de transferência no Painel de Tarefas do
Power Point, permitindo colar seu conteúdo. A Área
 Lista dos Últimos Arquivos Utilizados - Permite abrir
de Transferência do Office 2003 permite armazenar
um arquivo existente na lista, através de um único
até 24 itens.
clique do mouse.
 Colar - Cola o conteúdo da área de transferência na
 Sair - Fecha o Power Point;
posição onde se encontra o cursor;
MENU EDITAR
 Colar Especial - Cola ou incorpora o conteúdo da
Neste menu encontramos recursos para edição. área de transferência em um documento do Power
Point com um formato específico, ou cria um vínculo
às informações que podem ser atualizadas em ou-
tro aplicativo. Cola o texto com ou sem a formata-
ção, assumindo então a formatação do seu arquivo
(muito útil para aqueles textos copiados da Internet
e que vêm com formatação html. Permite também
colar o texto como uma imatgem, formando um blo-
co fechado.

 Colar como Hyperlink – Cola o conteúdo da área de


transferência como hyperlink para a área copiada. É
necessário que os documentos de origem e desti-
no estejam salvos;

 Limpar - Apaga o texto selecionado;

 Selecionar Tudo - Seleciona todo o texto do slide;

 Duplicar - Permite duplicar o slide fazendo uma có-


pia;

 Excluir slide - Apaga o slide selecionado;

 Localizar - Procura por texto, formatação, notas de


rodapé, notas de fim ou marcas de anotações es-
pecificadas no documento ativo;

 Substituir - Localiza e substitui texto, formatação,


notas de rodapé, notas de fim ou marcas de anota-
ções especificadas no documento ativo;

152 Degrau Cultural

05_Power_Point_2003.pmd 152 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

 Ir Para propriedade - Permite ir para as proprieda-  Classificação de Slides – Exibe os slides em minia-
des do arquivo; turas na tela, permitindo uma visão geral da apre-
sentação;
 Vínculos - Exibe e modifica os vínculos em um do-
 Apresentação de Slides - Permite executar a apre-
cumento do Power Point;
sentação na tela, slide por slide; Atalho: F5;
 Objeto - Abre o aplicativo no qual o objeto incorpora-  Anotações - Permite fazer anotações dos slides.
do ou vinculado selecionado foi criado e exibe o ob-
jeto para que seja possível editá-lo no Power Point.  Mestre - Permite exibir o Slide Mestre, Folheto Mes-
Menu Exibir tre ou Anotações Mestras. Os slides aplicados ao
MENU EXIBIR slide mestre serão seguidos por todos os slides da
apresentação;
Além de habilitar ou desabilitar a exibição das
barras de ferramentas, este menu oferece os seguin-  Cor / escala de cinza - Abre um menu com as
tes recursos: opções de exibição dos slides em Cor, Escala de
Cinza e Preto e Branco Puro;

 Painel de Tarefas - O painel de tarefas é uma área que


fica disponibilizada do lado direito da tela do Power
Point, permitindo acesso rápido a várias opções.

 Barra de Ferramentas - Visualiza, oculta, persona-


liza ou cria barras de ferramentas;

 Régua - Exibe ou oculta as réguas horizontal e


vertical;

 Grades e guias – Mostra / Oculta as grades e guias


de páginas que são linhas para fazer marcações nos
slides. Essas linhas não são impressas;

 Cabeçalho e Rodapé - Para inserir cabeçalho e ro-


dapé na apresentação;

 Marcação - Exibe / Oculta as marcações de comen-


tários e alterações controladas do texto;

 Zoom - Controla as dimensões de visualização dos


Comandos do Menu Exibir Slides.
Menu Inserir
 Normal - Modo de Exibição normal, onde é possí-
vel ver as Guias (Estrutura do Tópico ou Slide), o
Painel de Slides, o Painel de Anotações e o Painel
de Tarefas.

Degrau Cultural 153

05_Power_Point_2003.pmd 153 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

MENU INSERIR  Comentário - Insere as marcas de um comentário


(que contém as iniciais do revisor e o número de
Permite inserções. referência) no documento e abre o painel de co-
mentários, no qual se pode digitar a anotação. A
marca de anotação é exibida no documento em
formato de texto oculto; Pode ser mostrada através
da opção Exibir / Marcação.

 Slides de Arquivos - permite criar slides, a partir de


arquivos salvos, como por exemplo, se você tem
um arquivo de texto do Word, pode importá-lo para o
Power Point e serão criados slides com este arqui-
vo do Word;

 Slides da Estrutura de tópicos - permite criar slides


a partir de estruturas de tópicos criadas em edito-
res de textos;

 Imagem - Insere desenhos (Clip-art) já prontos que


acompanham o Office 2003, como também, os de-
senhos de um arquivo externo (Do arquivo), do scan-
ner ou câmera, WordArt, gráficos, AutoFormas, Or-
ganogramas, etc;

 Diagrama - Para criar diagramas no slide (Organogra-


ma, Diagrama de ciclo, Diagrama de Venn, etc);

 Caixa de Texto - Insere um retângulo para começar


a digitar um texto;

 Filmes e sons - Permite inserir arquivos de vídeo e


sons nos slides;

 Gráfico - Permite inserir gráficos nos slides;

 Tabela - Permite inserir tabelas nos slides;

 Objeto - Insere um objeto (arquivo, alheio ao docu-


mento, em qualquer formato) no slide como: clipe
Comandos do Menu Inserir de mídia, imagens, planilhas do Excel etc;

 Novo Slide - Permite inserir um novo slide à apre-  Hyperlink - Como em um documento HTML na web,
sentação. O painel de tarefas se apresenta com a um hyperlink no Power Point localiza e transporta a
guia Layout do Slide; tela para um indicador no próprio documento, para
outro documento do Word, do Excel, ou um arquivo,
 Duplicar Slide - Permite fazer uma cópia do slide para um endereço de e-mail, ou para uma página
selecionado; de Web na Internet, desde que haja uma conexão à
Internet disponível.
 Número do Slide - Permite inserir números de sli-
des, como se fossem números de páginas no Word.

 Data e Hora - Insere data e hora do sistema.

 Símbolo - Insere símbolos especiais que podem ser


impressos, mesmo que não se encontrem no tecla-
do. É como o mapa de caracteres.

154 Degrau Cultural

05_Power_Point_2003.pmd 154 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

MENU FORMATAR  Espaçamento entre linhas - permite configurar o


Menu Formatar espaço entre as linhas do texto selecionado;
Este recurso define o formato do documento.
 Maiúsculas e Minúsculas - Altera os caracteres se-
lecionados para a combinação de letras maiúscu-
las/minúsculas; Atalho: SHIFT + F3;

 Substituir fonte - Permite substituir a fonte do texto


do espaço reservado;

 Design do slide - abre esta guia no Painel de


tarefas;

 Layout do slide - abre esta guia no Painel de


tarefas;

 Plano de fundo - Conjunto de elementos de design


usados como imagens de plano de fundo. Permite
escolher e aplicar um plano de fundo ao slide ativo;

 Espaço reservado - permite configurar os espaços


onde os textos dos slides são digitados. Esses es-
paços são caixas de textos, e é possível, por exem-
plo, atribuir cor de fundo.
Comandos do Menu Formatar
MENU FERRAMENTAS
 Fonte - Altera o tipo de fonte (letra), estilo (negrito e U FERRAMENTAS
itálico), tamanho da letra, cor. Permite criar efeitos Apresenta as seguintes ferramentas:
no texto, como: sublinhado, sobrescrito sobrescrito ,
subscrito subscrito, sombra e em relevo.

 Marcadores e Numeração - Cria uma lista com


marcadores ou numeração a partir de uma seqüên-
cia de itens no texto ou de uma seqüência de célu-
las em uma tabela;

 Alinhamento - Abre um menu que permite escolher


alinhamentos dos textos dos slides (à esquerda,
centralizar, à direita e justificar);

Degrau Cultural 155

05_Power_Point_2003.pmd 155 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

 Opções - Modifica as configurações do PowerPoint


Comandos do Menu Ferramentas
que controlam a aparência da tela, impressão, edi-
ção, ortografia, segurança, e outras opções. Segu-
 Verificar Ortografia - Verifica a ortografia e gramáti-
rança - (através desta guia pode-se criar senha de
ca do texto;
proteção e/ou de gravação para o documento. A se-
 Pesquisar - permite pesquisar palavras no dicioná- nha de proteção não deixa abrir o documento. A se-
rio de sinônimos, em português, inglês e espanhol. nha de gravação deixa abrir, digitar, mas não permi-
Permite também traduzir nessas línguas. te gravar. Pode-se ainda marcar Somente Leitura);

 Dicionário de Sinônimos - permite pesquisar por MENU APRESENTAÇÕES


sinônimos das palavras em português, inclusive em
espanhol e inglês. Permite configurar as apresentações.

 Idioma - permite escolher o idioma para verificação


ortográfica do texto.

 Espaço de Trabalho Compartilhado - permite com-


partilhar o documento em um ambiente de rede.

 Comparar e Mesclar apresentações - Compara e


mescla uma apresentação com a apresentação atual;

 Colaboração on-line - Permite reuniões on-line atra-


vés do NetMeeting (opção Reunir Agora), agendar uma
discussão ou acessar um grupo de discussão;

 Macro - Grava ou cria uma macro, executa qualquer


macro ou comando padrão do Power Point ou abre
uma macro para edição. Macro é uma seqüência de
ações nomeadas e armazenadas. Quando você
executa uma macro, executa todas as ações atribu-
ídas em seqüência;
As macros podem ser criadas através do Menu Fer-
rametas / Macro / Macros (onde aparece a lista das  Exibir apresentação - Exibe a apresentação em tela
macros já criadas). Menu Ferrametas / Macro / Gra- inteira. É o modo de Apresentação de Slides;
var nova macro permite iniciar a gravação de tudo
que você executa no documento, criando uma se-  Configurar apresentação - Abre uma janela com
qüência de ações. opções de configuração da apresentação;
Se você sabe programar em Visual Basic (lingua-
gem de programação usada para criar macros nos  Testar intervalos - permite testar intervalos do tem-
programas), também pode-se criar macros através po de transição entre os slides;
do Editor de Visual Basic, que pode ser aberto pelo
menu Ferramentas / Macro / Editor de Visual Basic  Gravar narração - permite gravar uma narração para
(Atalho: Alt + F11); ser apresentada junto à apresentação;

 Suplementos - abre uma caixa de diálogo com a  Botões de ação - permite inserir botões nos slides e
lista de suplementos disponíveis para acrescentar configurar uma ação para eles, criando links;
à apresentação;
 Configuraração - permite configurar ação para os
 Opções de Autocorreção - Abre um quadro com botões;
opções de Autocorreção, Autoformatação ao Digitar
e Marcas Inteligentes, etc.  Esquemas de animação - permite criar animações
para os slides. Abre a guia Design do slide no Pai-
 Personalizar - Personaliza os botões da Barra de nel de Tarefas;
Ferramentas, Comando de menu e as atribuições
de teclas de atalho;

156 Degrau Cultural

05_Power_Point_2003.pmd 156 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

 Personalizar animação – permite personalizar a ani-


mação adiciionando efeitos.

MENU EXIBIR

 Ocultar slide – permite ocultar slides para que não


sejam mostrados na apresentação;

 Transição de slides – abre uma guia no Painel de  Personalizar apresentações – para criar apresenta-
Tarefas que permite criar efeitos de transição entre ções personalizadas.
os slides, permite alterar a velocidade da transição,
MENU JANELA
escolher um som para a transição. Permite tam-
bém que a transição seja manual ou automática, Permite controlar a exibição das apresentações no
definindo-se um tempo para transição automática monitor:
de um slide para outro;
Comandos do Menu Janela

 Nova Janela – Abre uma nova janela com o mesmo


conteúdo da janela ativa;

 Organizar Todas – Exibe todas as janelas das apre-


sentações abertas lado a lado;

Degrau Cultural 157

05_Power_Point_2003.pmd 157 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

 Em Cascata
MENU INSERIR
– Exibe as janelas das apresentações
em formato de cascata;

 Lista das Apresentações Abertas – Exibe uma lista


de todos os arquivos que estão abertos;

Este menu exibe itens de ajuda do Microsoft Po-


wer Point.

Comandos do Menu Ajuda

 Ajuda do Microsoft Power Point – Abre a Ajuda do


Power Point, exibindo Conteúdo e Índice;

 Mostrar Assistente do Office – Abre o Assistente


de Ajuda, que auxilia o usuário a encontrar o item
desejado, através de perguntas completas;

 Microsoft Office Online – Conecta-se à página do


Office no site da Microsoft permitindo fazer atualiza-
ções, baixar modelos e recursos adicionais;

 Fale Conosco – permite enviar email para a Micro-


soft;

 Verificar se há atualizações – para fazer update


(atualizar) o programa;

 Detectar e Reparar – Detecta e corrige erros na ins-


talação do Power Point;

 Ativar Produto – para ativar o software para uso;

 Sobre o Microsoft Power Point – Exibe informa-


ções legais e identifica o programa.

158 Degrau Cultural

05_Power_Point_2003.pmd 158 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

WINDOWS
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS
Meu Computador
Sistema Operacional (SO) é um software que ge-
Acessado com um duplo clique em seu ícone, per-
rencia os recursos da máquina, seu hardware e todos
mite que se navegue pelos drives (A:, C:, etc.). Por ele um
os programas instalados, através de comandos espe-
drive, uma pasta um programa ou arquivo (documento)
cíficos. A função principal de um Sistema Operacional é
podem ser abertos, clicando-se duas vezes sobre eles.
servir de interface entre o usuário e a máquina.
Lixeira
Dentre as várias versões do Sistema Operacional
Windows, temos: Windows 98, Me (Millenium), 2000, NT, Armazena arquivos excluídos, dando a chance de
XP e Vista. Falaremos aqui sobre o Windows 2000 e XP. recuperar um arquivo que foi excluído por engano. Esta
operação é denominada Restaurar.
O Windows (que significa janelas, em inglês) em
suas várias versões, possui características como a A capacidade padrão da Lixeira é de 10% do HD,
Multitarefa, que permite abrir várias janelas de aplica- mas você pode alterá-la, clicando-se na área da janela
tivos e intercalar entre o uso deles, através do comando da Lixeira com o botão direito do mouse e clicando-se
de teclado Alt + Tab, por exemplo; e a função Plug-and- em Propriedades.
Play, que permite ao Sistema Operacional reconhecer
automaticamente e instalar um novo hardware conec- Ícones
tado à máquina. Isso é possível porque o S.O. possui
uma lista de drivers (programa específico que faz com São atalhos para abrir programas, pastas e arqui-
que o hardware possa funcionar). Caso o S.O. tenha o vos. Se o ícone já se apresenta automaticamente na
driver para o hardware conectado, ele será instalado Desktop após a instalação do Windows, dizemos que
automaticamente. ele é um ícone nativo (Ex.: ícone da Lixeira, Meus Docu-
mentos, Meus Locais de Rede, Internet Explorer, etc.).
Se o ícone é colocado na Desktop pelo usuário para
ATENÇÃO: Não confunda facilitar o seu acesso ao programa, dizemos que este é
DRIVER com DRIVE. um ícone de atalho. Estes ícones geralmente apresen-
tam uma setinha.

DRIVER é Software. Programa que reconhece e faz fun-


Barra de Tarefas
cionar um hardware. Sem a instalação do driver de um
determinado modelo de impressora, por exemplo, ela Localizada na parte inferior da Área de Trabalho,
não funcionará. Este software possui todas as instru- contém o botão Iniciar, e os ícones dos aplicativos aber-
ções de funcionamento do hardware). tos, que estão sendo executados, bem como o relógio,
com a hora do sistema. Para alternar entre os aplicati-
DRIVE como já vimos anteriormente, é hardware, como vos abertos clicamos sobre o botão do aplicativo dese-
por exemplo, drive de disquete, drive de CD-RW, etc. jado ou usamos a combinação de teclas Alt+Tab, ou
Alt + Esc.
Os vários elementos utilizados nas janelas do
Windows, costumam ser padrões, como por exemplo,
ícones, barra de título, barra de rolagem, barra de me- Botão Iniciar
nus, barra de status, caixas de diálogos (janelas com
perguntas que o Sistema faz a você para executar de- Localizado na Barra de Tarefas, abre o menu inici-
terminada tarefa), etc. ar. O botão Iniciar é a porta de entrada para a utilização
dos programas e aplicativos no Windows.
A ÁREA DE TRABALHO OU DESKTOP

Quando ligamos o computador o Windows é trans-


ferido do disco rígido para a memória RAM. Surge, en-
tão, a tela inicial do Windows chamada de Área de Tra-
balho ou Desktop.

A princípio a Área de Trabalho apresenta alguns


objetos gráficos como: Meu computador, Meus Docu-
mentos, Lixeira, Internet Explorer; mas podemos per-
sonalizá-la, inserindo itens (ícones de Atalhos) para pro-
gramas, pastas e arquivos. Podemos também alterar
as propriedades da Área de Trabalho personalizando
sua configuração.
Componentes da Área de Trabalho

Degrau Cultural 159

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THATYML
Informática

ÁREA DE TRABALHO OU DESKTOP

160 Degrau Cultural

06A_windows 2000 e XP.pmd 160 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

Menu iniciar

É através do Menu iniciar que abrimos os progra-


mas que iremos trabalhar, bem como abrimos o Painel
de controle, o gerenciador de impressão e obtemos
ajuda do Windows. Apresentaremos o Menu Iniciar do
Windows 2000. Esta é a chamada visualização clássi-
ca, também exibida pelo XP.

Ao Clicar no botão Iniciar, abre-se


uma lista de opções do Menu ini-
ciar. Também podemos ter aces-
so ao Menu Iniciar pressionando
a combinação de teclas Ctrl+Esc.

 Configurações − Permite alterar configurações dos


recursos de hardware e software no Painel de Con-
trole, Impressoras, Barra de Tarefas e Conexões
Dial-up e de rede.

 Pesquisar − Permite a pesquisa de arquivos ou pas-


tas armazenados, pesquisa de páginas na Internet,
e até mesmo a localização de pessoas no Catálogo
de endereços. Tecla de Atalho: F3.

 Ajuda − Acessa ajuda do Windows. Tecla de Atalho:


F1.

 Executar − Abre uma janela que possui uma linha


de comando, onde o usuário digita o nome de um
programa, arquivo ou comando para executá-lo.

 Desligar − Apresenta as opções através de uma


caixa de diálogo (no XP apresenta-se diferente,
como veremos mais adiante).

1ª. Efetuar logoff de Administrador – Para sair do am-


biente do usuário atual.
2ª. Desligar – Desliga o computador
Observe que algumas opções contém setas. Isso signi-
3ª. Reiniciar - Finaliza o Windows e reinicia o computa-
fica que esta opção abre outra lista de opções.
dor. Desliga e liga automaticamente, efetuando o que
Outras contém (...), e abrem uma caixa de diálogo.
chamamos em Informática de “boot quente”. Funciona
como o botão Reset do computador. O “boot frio” é quan-
 Programas − Mostra os grupos de programas exis-
do liga a máquina.
tentes no computador (gravados no HD). Quando ins-
talamos um novo programa, este é adicionado à lista 4ª. Colocar o computador em modo de espera –
de programas. É através da lista de programas que O computador permanece disponível para uso imedia-
acessamos os programas que iremos trabalhar. to, com menor consumo de energia.

 Documentos − Lista os 15 últimos documentos Podemos também sair do Win-


acessados. Desta forma podemos abrir diretamen- dows através do teclado, usan-
te um documento listado sem a necessidade de do a combinação das teclas
abrir previamente o aplicativo ao qual ele está as- ALT+F4.
sociado.

Degrau Cultural 161

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THATYML
Informática

Selecionando itens na Área de Trabalho  Sempre Visível - Faz com que a Barra de Tarefas
seja mostrada na frente das outras janelas
Para selecionar um item na Área de Trabalho exe-
cutamos um clique sobre seu ícone.  Ocultar automaticamente - Faz com que a Barra de
Tarefas se transforme numa linha fina na base da
Organizando a Área de Trabalho tela. Quando você passar o cursor sobre ela, a Bar-
ra de Tarefas ficará visível.
A Área de Trabalho ocupa toda a tela, e é nela que
trabalhamos todo o tempo. Quando abrimos um apli-  Usar menus personalizados – Faz com que os me-
cativo, sua janela pode ocupar toda a área de trabalho nus dos aplicativos apresentem apenas os itens
(Maximizar), ou ficar sobre a área de trabalho, deixan- mais período de tempo ou clicando-se na seta du-
do-a visível (Restaurar). pla na parte inferior do menu, este se apresentará
de forma completa
Mudando a Posição dos Itens
Como Fechar um Programa
e da Barra de Tarefas
Há várias maneiras de fechar um programa.
Podemos levar um ícone de Atalho ou a Barra de
Tarefas de um local para outro qualquer dentro da Área 1ª. Através do botão fechar da janela.
de Trabalho. 2ª. Através do comando do teclado Alt + F4.
Para isso devemos clicar no ícone ou na Barra de
Tarefas e arrastá-lo para outro local.

Não esquecer que o mouse deve


permanecer pressionado duran-
te o arrasto.

Configurando a Barra de Tarefas

Há duas maneiras de configurar a Barra de Tarefas:


1ª. Através do Menu Iniciar Configurações / Barra
de Tarefas...,
2ª. Usando o botão direito do mouse sobre a Barra
de Tarefas, abrirá um menu, clique em Propriedades,
isso abrirá a Janela Propriedades da Barra de Tarefas.

A caixa Propriedades da Barra de Tarefas contém


duas Guias – Geral e Avançado (Windows 2000)

162 Degrau Cultural

06A_windows 2000 e XP.pmd 162 30/9/2010, 09:46


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Informática

Alterando a Aparência das Janelas e Áreas de Trabalho (Windows 2000)

PRINCIPAIS OPÇÕES DO
Configurações do monitor de vídeo (no 2000) ITEM FERRAMENTAS DE SISTEMA

O Windows nos oferece diversos acessórios para


A Guia Configurações altera a configuração do mo- sua utilização e manutenção dos dados armazenados.
nitor de vídeo e o tipo de monitor.
1ª opção - Por meio do Menu Iniciar - Programas –
Esta opção altera a configuração do seu monitor. Acessórios – Ferramentas de Sistema.
Caso você coloque uma configuração que não corres-
ponde ao tipo de monitor que você possui, poderá ha- 2ª opção - Em Meu Computador ou Windows Ex-
ver conflito e a imagem não aparecer no Windows. Para plorer, clicar com o botão da direita sobre o drive dese-
alterar as configurações do monitor você deve conhe- jado, selecionar Propriedades e, na caixa de diálogo,
cer o tipo de monitor utilizado. selecionar Ferramentas.

Configuração Configuração
das cores da área de tela

Degrau Cultural 163

06A_windows 2000 e XP.pmd 163 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

Desfragmentador de Disco

Quando se utiliza um disco rígido ou um disquete


pela primeira vez, os arquivos gravados vão ocupando
setores contínuos, um após o outro. O uso continuado
desses discos, ou o ato de apagar e regravar do dia-a-
dia faz com que os novos arquivos gravados fiquem
fragmentados, ou seja, venham ocupar setores não ad-
jacentes do disco. Esta fragmentação faz com que a
recuperação desses arquivos se torne mais lenta, pois
esses têm que ser recuperados de diferentes endere-
ços do disco. O desfragmentador de disco verifica os
arquivos quebrados e grava-os em setores contínuos
tornando o acesso a disco mais rápido e eficiente. No
antigo Windows 98 tínhamos a opção de desfragmen- Backup
tar todos os discos rígidos. No Windows 2000 e XP,
realizamos a operação disco por disco. A realização do backup nos permite realizar cópias
de segurança dos arquivos armazenados. No entanto,
não se trata de uma cópia comum, onde os arquivos
Se não houver necessidade de originais são apenas duplicados na cópia. Um backup
desfragmentar o disco, o Windo- reúne diversos arquivos em um único arquivo que pode
ws avisará na caixa de diálogo que ser compactado.
será mostrada.
A criação pode ser também protegida por senha.
Esse arquivo é, então, armazenado em uma outra mí-
dia que pode ser uma unidade de fita ou discos
(CD,DVD, HD). No Windows 98 o aplicativo de Backup
produz arquivos com a extensão .qic ; no Windows 2000
e XP a extensão do arquivo é .bkf. Outra importante ca-
racterística é que o backup é o resultado da seleção de
todo o computador, de pastas completas ou arquivos
ou de dados do estado do sistema.

Os trabalhos de backup se iniciam clicando-se


com o botão da direita do mouse sobre o drive deseja-
do. A seguir, seleciona-se a opção Propriedades no
menu resultante dessa operação. Na tela que se abre,
seleciona-se a aba Ferramentas e, finalmente a opção
Backup agora. O Assistente de backup será acionado
mas pode-se optar por fazer o backup sem a sua aju-
da, clicando-se na aba Backup. Teremos, assim a tela
a seguir.

A Verificação de erros (nas versões 98 e ME do


Windows, chamava-se Scandisk)

A Verificação de erros (Windows 2000 e XP), deno-


minada Scandisk no Windows 98 é um aplicativo volta-
do para verificação e correção de erros em discos rígi-
dos e flexíveis. Quando executado, “varre” a unidade de
disco à procura de falhas. Quando corrige um erro, a
Verificação de erros tenta recuperar os dados armaze-
nados na área danificada movendo-os para uma área
livre e não danificada.

 Criando um backup
O primeiro passo é selecionar os arquivos ou pas-
tas que se deseja criar como backup, clicando-se
nas caixas de seleção correspondentes (ao lado do
drive ou pasta). Selecionando-se Meu computador
todos os dados serão armazenados.

164 Degrau Cultural

06A_windows 2000 e XP.pmd 164 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

O campo Destino do backup só fica disponível se a O backup dos dados que utiliza uma combinação
máquina dispuser de uma unidade de armazena- de backups normal e incremental exige menos es-
mento tipo fita. Nesse caso os dados podem ser paço de armazenamento e é o método mais rápido.
salvos na unidade de fita. No entanto, a recuperação de arquivos pode ser di-
fícil e lenta, porque o conjunto de backup pode ser
A seguir, no campo Mídia de backup ou nome do armazenado em vários discos ou fitas.
arquivo, digitamos o nome que atribuiremos ao ar-
quivo de backup. O backup dos dados que utiliza uma combinação
dos backups normal e diferencial é mais longo, prin-
Pode-se, ainda, selecionar o tipo de backup dese-
jado. Para isto selecionamos, no Menu Ferramen- cipalmente se os dados forem alterados com fre-
tas, Opções, na aba Tipo de Backup uma das op- qüência, mas facilita a restauração de dados, por-
ções a seguir: que o conjunto de backup geralmente é armazena-
do apenas em alguns discos ou fitas.
 Tipos de Backup Finalmente, clicamos no botão Iniciar Backup. O apli-
O utilitário de backup oferece suporte a cinco méto- cativo solicitará um nome para esta operação e ofe-
dos para backup de dados no computador ou na recerá as opções de Acrescentar ou Substituir os
rede. dados de backup existentes. É possível, ainda, Agen-
dar a tarefa para outro horário ou torná-la periódica
 Backup de cópia (diariamente, semanalmente, mensalmente, na ini-
Um backup de cópia copia todos os arquivos sele- cialização ou quando a máquina estiver ociosa).
cionados, mas não os marca como arquivos que
passaram por backup (o atributo de arquivo não é
 Restaurando um backup
desmarcado). A cópia é útil caso você queira fazer
A opção de Restauração equivale a abrir o arquivo
backup de arquivos entre os backups normal e in-
único criado como backup nos diversos arquivos
cremental, pois ela não afeta essas outras opera-
que lhe deram origem.
ções de backup.
Na janela do utilitário de backup, seleciona-se a aba
 Backup diário
Restaurar.
Um backup diário copia todos os arquivos selecio-
A seguir localiza-se a pasta ou a mídia onde o arqui-
nados que foram alterados no dia de execução do
vo de Backup foi armazenado.
backup diário. Os arquivos não são marcados como
arquivos que passaram por backup (o atributo de
Finalmente, marca-se os itens que se deseja res-
arquivo não é desmarcado).
taurar, caso não se queira restaurar tudo, e clica-se
sobre o botão Iniciar restauração.
 Backup diferencial
Um backup diferencial copia arquivos criados ou al-
Informações sobre o sistema
terados desde o último backup normal ou incremen-
tal. Não marca os arquivos como arquivos que pas-
Essa opção apresenta as configurações do com-
saram por backup (o atributo de arquivo não é des-
putador, dentre elas, o Sistema Operacional usado, o
marcado). Se você estiver executando uma combi-
tipo do processador e o tamanho da memória RAM dis-
nação dos backups normal e diferencial, a restau-
ponível.
ração de arquivos e pastas exigirá o último backup
normal e o último backup diferencial.

 Backup incremental
Um backup incremental copia somente os arquivos
criados ou alterados desde o último backup normal
ou incremental e os marca como arquivos que pas-
saram por backup (o atributo de arquivo é desmar-
cado). Se você utilizar uma combinação dos ba-
ckups normal e incremental, precisará do último
conjunto de backup normal e de todos os conjuntos
de backups incrementais para restaurar os dados.

 Backup normal
Um backup normal copia todos os arquivos seleci-
onados e os marca como arquivos que passaram
por backup (o atributo de arquivo é desmarcado).
Com backups normais, você só precisa da cópia
mais recente do arquivo ou da fita de backup para Mapa de caracteres
restaurar todos os arquivos. Geralmente, o backup
A finalidade do mapa de caracteres é permitir a
normal é executado quando você cria um conjunto
utilização de símbolos gráficos não disponíveis no te-
de backup pela primeira vez. clado.

Degrau Cultural 165

06A_windows 2000 e XP.pmd 165 30/9/2010, 09:46


THATYML
Informática

Para usar um ou mais caractere especial, deve-


mos selecionar o mesmo no botão selecionar e depois
copiar usando o botão copiar, que irá levar o caractere
para a Área de Transferência.

Para colocar o caractere no arquivo desejado, de-


vemos posicionar o cursor no local onde queremos que
ele seja inserido e no Menu Editar clicar em Colar.

Limpeza de disco

A Limpeza de disco ajuda a liberar espaço na sua


unidade de disco rígido (HD). Esta ferramenta pesqui-
sa a sua unidade e mostra arquivos temporários, ar-
quivos em cache de Internet e arquivos de programa
desnecessários que você pode excluir com segurança.
É possível fazer com que a Limpeza de disco exclua
alguns ou todos esses arquivos.

166 Degrau Cultural

06A_windows 2000 e XP.pmd 166 30/9/2010, 09:46


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Informática

O GERENCIADOR DE ARQUIVOS WINDOWS EXPLORER

O Windows Explorer é uma ferramenta para gerenciar e organizar arquivos e pastas, basicamente. Através do
Explorer podemos navegar e acessar, as unidades de disco, pastas e arquivos, assim como navegar na Internet,
através de sua barra de Endereços, desde que conectado. Copiar, colar, criar um atalho, mover, excluir, alterar
propriedades, renomear e abrir pastas e arquivos, são tarefas fáceis de serem executadas dentro do Windows
Explorer.

Para compreender melhor o Windows Explorer, de-


vemos entender seus componentes, assim como os Unidade de CD e DVD (I: e J: ) – Acessa o drive
conceitos de arquivo, pasta, e unidade de disco. CD e DVD, onde são colocados os CD’s e DVD’s para
leitura e/ou gravação.
Drive (C: ) - Acesso ao HD (Disco Rígido) e
todos os programas e documentos gravados em seu
disco. É no Drive (C: ) que está gravado o Windows. Unidade de rede – Quando o computador está
Podemos ter mais de um HD fisicamente instalado na conectado a uma rede, os drives de outras máquinas
mesma máquina. E ainda podemos dividir um HD em que a ele estejam conectados aparecerão no Windows
partes, chamadas Partições. O particionamento cria di- Explorer com o símbolo de um cabo de rede.
visões “virtuais”, representadas por letras, na seqüên-
cia, E:, F:, etc., embora o HD seja, fisicamente, um só.

Unidade de rede compartilhada – Uma unida-


Disquete de 3 ½ (A:) – Acesso à unidade de de compartilhada apresenta o símbolo da “mãozinha”.
O compartilhamento permite que uma unidade seja
disquete. acessada por diversos usuários.

Degrau Cultural 167

06A_windows 2000 e XP.pmd 167 30/9/2010, 09:47


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Informática

Para selecionar uma pasta e ver seu conteúdo cli-


Pastas ou Diretórios - Existem para armazenar camos sobre ela.
e organizar os arquivos. São como compartimentos que
contém arquivos, ou mesmo outras pastas (Subpas-
Arquivos – São elementos que compõem os pro-
tas ou Subdiretórios).
gramas, e que também são gerados por eles. Ex.: O
As regras dos arquivos também se aplicam para Word (processador de textos da Microsoft) é um progra-
as pastas. A organização das pastas se parece com ma e, para que ele exista, são necessários vários ar-
uma árvore, representando níveis em suas ramifica- quivos em sua composição (arquivos de imagens, de
ções. Assim, temos diversos níveis que se inicia no ajuda, bibliotecas de informações, etc.). Assim também,
topo da árvore, ou seja, na Área de Trabalho (Observe a quando você salva um arquivo digitado no Word, dando
figura abaixo). Quando desejamos percorrer os vários
níveis, partindo dos mais inferiores, sem a utilização do um nome a ele, você está criando um arquivo. O Word
dará ao seu arquivo o seu sobrenome, ou seja, a sua
mouse, podemos clicar sucessivamente no botão ,
extensão, que é um código no arquivo, usado pela CPU
denominado Acima, que se encontra na Barra de ferra- para reconhecer a em que programa ele foi gerado, a
mentas do Explorer. Este botão, ao ser clicado, sobe
níveis de pastas. fim de abrir o programa e o arquivo do usuário.
Os arquivos, portanto, possuem um nome e uma
extensão, separados por um ponto. No exemplo te-
mos um ícone de um arquivo do Word, Prova.doc, sen-
do Prova, o nome e .doc, a extensão. Cada arquivo é
associado ao aplicativo que o gerou. Assim, pelo ícone
ou pela extensão, a CPU e nós podemos saber qual o
aplicativo que deu origem àquele arquivo.
Existem inúmeras extensões de arquivos. Algu-
mas delas são mais propensas ao risco de serem con-
taminadas por um vírus ou por um verme “worm”. As
extensões com maior facilidade de infecção são as de
arquivos executáveis e de arquivos de sistema, como
por exemplo: .exe, .com (extensão do arquivo de siste-
ma command.com, responsável pela execução de co-
mandos), .bat (extensão do arquivo de sistema
autoexec.bat, responsável pela execução de scripts do
sistema operacional). Os arquivos do Word, Excel e
PowerPoint também estão propensos à infecções, de-
vido às macros.
As extensões com menor probabilidade de infec-
ção são os arquivos de imagens, como por exemplo:
.jpg, .gif, .tif, etc., de música: .mp3, .mid, etc e de vídeo:
.mpeg, .avi, etc.

O símbolo significa que no drive ou pasta exis-


tem mais pastas. Clicando-se uma vez com o botão
esquerdo do mouse sobre ele, as pastas existentes
serão desdobradas no painel da esquerda.
O símbolo se transformará, então, em . É im-
portante observar que o ato de clicar nos símbolos
e , não altera a exploração, ou seja, o conteúdo do
painel da direita da janela do Explorer não será altera-
do, somente serão exibidas as pastas.

168 Degrau Cultural

06A_windows 2000 e XP.pmd 168 30/9/2010, 09:47


THATYML
Informática

 Recortar - Permite mover pastas, arquivos ou ata-


PRINCIPAIS TIPOS DE ARQUIVOS lhos de um local ou de uma unidade de disco para
outra. Teclas de atalho: Ctrl+X.

 Copiar - Permite criar cópias de arquivos, pastas ou


atalhos. Teclas de atalho: Ctrl+C.

 Colar - Coloca os arquivos, pastas recortados ou


copiados no novo local. Teclas de atalho: Ctrl+V.

 Colar Atalho - Cola um atalho de um item seleciona-


do em novo local.

 Selecionar tudo - Seleciona todos os documentos


contidos em uma pasta selecionada. Teclas de ata-
lho: Ctrl+A.

 Inverter seleção – Inverte a seleção feita com a op-


ção Selecionar tudo.

Menu Exibir

 Barra de Ferramentas - Exibe ou não a Barra de


Ferramentas, localizada abaixo da Barra de Menus.

 Barra de Status - Exibe ou não a Barra de Status.

 Barra do Explorer - Exibe ou não as Barras do Inter-


net Explorer.

 Ícones Grandes - Aumenta o tamanho dos ícones na


janela do Explorer.

 Ícones Pequenos - Diminui o tamanho dos ícones


na janela do Explorer.

 Lista - Mostra apenas os ícones e o nome dos ar-


quivos.

 Detalhes - Mostra os ícones, o nome e todos os


detalhes dos arquivos.
A BARRA DE MENUS DO WINDOWS EXPLORES
 Organizar Ícones - Organiza os ícones classifican-
Menu Arquivo
do-os por nome, data ou tipo, dependendo da visu-
alização escolhida.
 Novo - Cria uma nova pasta ou atalho.

 Criar Atalho - Cria atalho para itens selecionados  Miniaturas – Apresenta os arquivos sob a forma de
miniaturas.
 Excluir - Exclui pastas arquivos ou atalhos selecio-
nados  Escolher colunas – Seleciona quais os tipos de co-
lunas serão apresentados no painel esquerdo.
 Renomear - Muda os nomes das pastas arquivos
ou atalhos selecionados. Pode-se utilizar a tecla F2  Personalizar esta pasta – Configura as formas de
para isso. apresentação das pastas.

 Propriedades - Mostra as características dos arqui-  Ir Para... – Abre a pasta desejada.


vos ou pastas (tamanho, data e hora da criação e
modificação, e última vez que foi acessado). Permite  Atualizar – Atualiza o conteúdo da pasta atual.
mudar os atributos dos arquivos ou pastas (Somen-
te leitura, arquivo, oculto e sistema). Menu Ferramentas

 Fechar - Sai do Windows Explorer.  Mapear unidade de rede – Conecta seu computa-
dor a uma pasta ou drive da rede atribuindo-lhe uma
Menu Editar nova letra.

 Desfazer - Desfaz a última ação realizada pelo usu-  Desconectar unidade de rede – Desconecta a uni-
ário. Teclas de atalho: Ctrl+Z. dade que tenha sido mapeada.

Degrau Cultural 169

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THATYML
Informática

 Sincronizar – Em um ambiente de rede, arquivos Mover para / Copiar para


de máquinas diferentes podem ser sincronizados
de forma a mantê-los sempre atualizados. Move ou cpia pastas ou arquivos para endereços
escolhidos. Respectivamente, têm como teclas de ata-
 Opções de pasta – Altera as configurações de como lho: Ctrl+X, seguido de Ctrl+V e Ctrl+C seguido de Ctrl+V
o Desktop e as pastas serão apresentadas, tipos
de cliques de mouse a serem utilizados, formas de
exibição dos arquivos e pastas e outras opções avan-
çadas.

A janela do Explorer exibe uma Barra de Ferramen-


tas com atalhos para determinadas opções dos Excluir
Menus.
O mesmo que “deletar” . O arquivo vai para a Lixeira
BARRA DE FERRAMENTAS

Endereços

Desfazer
Voltar e Avançar
Desfaz uma a uma as últimas ações realizadas
Volta ou Avança a um local anteriormente explorado.

Modos de exibição
Um nível acima
Define a forma de apresentação dos ícones
Sobe um nível de pasta a cada clique.

Pesquisar
Pesquisa arquivos ou pastas no computador,
pessoas, computadores, palavras e endereços na In-
ternet.

Pastas
Apresenta o painel da esquerda com os drives e Podemos também usar o mouse para acessar
pastas. menus referentes aos arquivos e pastas selecionadas.

Para isso é só clicar com o botão direito do mouse


sobre o arquivo ou pasta desejada que abrirá uma lista
de Atalho de menus da Barra de Menus.

Criando Uma Nova Pasta


Histórico
Lista os locais visitados recentemente  Selecionar o local onde será criada a nova pasta.
 No menu Arquivo escolher Novo - Pasta.
 Uma pasta nova será inserida no final da lista do
segundo painel, onde você deverá digitar um nome
para ela.

170 Degrau Cultural

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THATYML
Informática

 Com um clique no mouse você confirma o novo


nome. A pasta está criada. Alterar Atributos de um Arquivo ou Pasta

Renomear Uma Pasta ou Documento

 Selecionar a pasta ou documento a ser renomeado


 No menu arquivo escolher Renomear, ou use o Menu
Rápido com o botão da direita do mouse ou, ainda,
tecle F2.
 Digitar o novo nome da pasta ou documento.

Criando Atalho no Explorer

 Selecione o arquivo que terá o atalho.


 No Menu Arquivo escolha a opção Novo / Atalho ou
utilize o botão da direita do mouse para abertura do
menu rápido.

Copiar e Colar Documentos e Pastas

 Selecionar o documento ou pasta a ser copiado


 No menu Editar escolher Copiar.
 Selecionar o novo local onde será colada a cópia
 No menu Editar escolher Colar.

Você pode copiar um documento  Selecionar o arquivo ou pasta.


ou pasta simplesmente arrastan-  No menu Arquivo selecionar Propriedades.
do o item selecionado para o novo
 Na janela Propriedades do Arquivo - Atributos, mar-
local, mas deverá manter a tecla
car o atributo desejado.
Ctrl apertada durante o arrasto.
Tipos de Atributos

Movendo Arquivos ou Pastas  Somente Leitura - Não permite alterar o arquivo.


Este fica disponível somente para leitura e impres-
 Selecionar o documento ou pasta a ser movido são.
 No menu editar escolher Mover.
 Oculto - Torna o arquivo oculto, ou seja não fica visí-
 Selecionar o novo local onde será colado vel no Explorer.
 No menu editar escolher Colar.
A Guia Compartilhamento se apresenta pois esta-
mos alterando as propriedades de uma pasta.
O mesmo processo pode ser fei-
to simplesmente arrastando o do-
cumento selecionado para o novo A LIXEIRA DO WINDOWS
local, só que desta vez pressio-
nando a tecla SHIFT.

Excluindo Pastas e Documentos

• Selecionar a pasta ou documento a ser excluído.


• No menu Arquivo escolher Excluir ou pressionar a
tecla Delete.

A Lixeira do Windows na realidade é mais uma


pasta do Sistema que é instalada juntamente com o
programa. Sua principal finalidade é armazenar os ar-
quivos excluídos, que por qualquer razão ainda pos-
sam vir a ser necessários.

Degrau Cultural 171

06A_windows 2000 e XP.pmd 171 30/9/2010, 09:47


THATYML
Informática

Quando excluímos um arquivo ou pasta pressio-


nando a tecla Delete, o arquivo, nas configurações pa- Adicionar ou remover programas
drão do Windows, será armazenado na Lixeira.
Permite adicionar recursos do Windows que não
sejam instalados durante a instalação padrão. Per-
mite, ainda, remover programas instalados do com-
putador.

Atualizações automáticas

Permite que as atualizações mais recentes do


Windows sejam enviadas diretamente para o seu com-
putador.

Conexões dial-up e de rede

Desejando-se Restaurar o arquivo ou pasta, cli- Apresenta o status das conexões da rede em que
camos com o botão da direita sobre o ícone da Lixeira, o computador esteja integrado e das conexões por meio
selecionamos Abrir, e na tela que se apresenta, seleci- de linha discada (banda estreita). Aqui também se cri-
onamos o arquivo desejado. A seguir, no menu Arquivo, am novas conexões.
selecionamos Restaurar. Isso fará com que o arquivo
volte ao seu local de origem. Fontes
É importante saber que ao selecionarmos um ar-
Lista as fontes instaladas e permite a instalação e
quivo e pressionarmos a combinação de teclas
Shift+Delete o arquivo não irá para a Lixeira e, portanto, remoção de fontes no seu computador.
não poderá ser restaurado. E qualquer arquivo excluído
de um disquete não vai para a Lixeira. Impressoras

O PAINEL DE CONTROLE Lista as impressoras instaladas e permite insta-


lar, remover, definir impressora padrão e compartilhar
com a rede.

Mouse

Configura as propriedades do mouse.

Opões da Internet

Permite controlar as configurações de Seguran-


ça, controle de conteúdo das páginas visitadas dentre
outras.

Aqui se destacam três itens:

 Opções regionais - Configura propriedades como


Hora, Data, Números, Unidade monetária e Idioma.

 Sistema – Apresenta as configurações de sua má-


quina, tais como a Versão do Windows, tipo de pro-
cessador e quantidade de memória RAM. Na sua
O Painel de controle do Windows reúne várias fun- guia interna, denominada Hardware, encontramos
ções de configuração do Sistema Operacional.
a opção Gerenciador de dispositivos. Esta opção
permite visualizar os dispositivos instalados e seu
PRINCIPAIS FUNÇÕES funcionamento. Situações de conflito de hardware
DO PAINEL DE CONTROLE ou mau funcionamento são identificadas aqui. E tam-
bém podemos ativar ou desativar um determinado
IS LE tipo de hardware.
Adicionar ou remover hardware
 Teclado - Configura as propriedades do teclado.
Permite a instalação de novo hardware quando o
mesmo não tem sua instalação automaticamente exe- No Brasil, utilizamos os teclados ABNT ou ABNT2
cutada pelo Windows (função plug-and-play). (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Os te-
clados ABNT apresentam a cedilha (“ç”).

172 Degrau Cultural

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Informática

Usuários  Copiar somente janela ativa para a área de trans-


ferência – ALT + PRINT SCREEN
Define os níveis de acesso dos usuários do com-
putador.  Selecionar todos os arquivos de uma pasta no Win-
dows Explorer – Ctrl+A

 Renomear um arquivo selecionado – F2

Basicamente temos três tipos de usuários:

 Administradores: possuem controle total sobre a


máquina.

 Usuários: com controle limitado.

 Convidados: possuem controle ainda mais restrito


que os usuários.

TECLAS DE ATALHO DO WINDOWS

PRINCIPAIS

 Copiar – CTRL+C

 Recortar – CTRL+X

 Colar – CTRL+V

 Excluir – DELETE

 Exibir o menu Iniciar – CTRL+ESC

 Alternar para outra janela – ALT+TAB ou ALT + ESC

 Desfazer – CTRL+Z

 Executar o comando de menu – ALT+ letra sublinha-


da no menu

 Fechar a janela atual ou encerrar um programa –


ALT+F4

 Ativar a barra de menu nos programas – F10

 Exibir ‘Ajuda’ no item da caixa de diálogo selecio-


nado – F1

 Copiar toda a tela para a área de transferência –


TECLA PRINT SCREEN

Degrau Cultural 173

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WINDOWS XP

BOTÃO INICIAR BARRA DE TAREFAS

O Windows XP veio com um layout novo, mas a Administrador


estrutura do sistema é basicamente a mesma, se com-
parada à versão anterior, o Windows 2000. A Microsoft Instala programas e hardware, faz alterações no
apresenta três versões do sistema operacional do Win- sistema, cria, altera e exclui contas e senhas.
dows XP:
Limitada
Windows XP Home Edition
Instala determinados programas em sua área, al-
Ideal para a maioria dos usuários caseiros. tera sua senha e imagem.

Windows XP Professional Convidado

Apresenta mais recursos, níveis mais altos de A conta Convidado é usada por pessoas que não
performance, produtividade e segurança. É a melhor possuem uma. Um usuário cuja conta está desabilita-
escolha para usuários empresariais e para usuários da (mas não excluída) também pode usar a conta Convi-
caseiros que exigem o máximo de seu sistema. dado. Não é necessário ter senha para essa conta. O
Administrador pode definir direitos e permissões para a
Windows XP 64-Bits Edition conta Convidado, exatamente como para qualquer conta
de usuário. A conta Convidado é desabilitada por padrão
Desenvolvido para usuários de estações de tra- e é recomendável que permaneça desabilitada.
balho e técnicos.
Recurso da troca rápida de usuário
PRINCIPAIS RECURSOS DO WINDOWS XP
Quando um mesmo computador é dividido por mais
Contas de usuário de um usuário, é possível cada um acessar sua conta
sem fechar os aplicativos dos outros usuários e nem
São três tipos de contas de usuário no XP. Essas mesmo reinicializar o computador. Esta opção deve ser
devem ser configuradas no Painel de Controle, no íco- ativada pelo Administrador no Painel de Controle – Con-
ne Contas de Usuário. tas de Usuário – Alterar a maneira como os usuários
fazem logon ou logoff.

174 Degrau Cultural

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Informática

Restauração do Sistema

Se ocorrer algo de errado com seu computador, é


possível reverter o estado anterior de funcionamento
do sistema.

O Windows periodicamente cria Pontos de res-


tauração. Mas você mesmo pode criá-los, quando de-
sejável. Uma restauração não implica em perder tra-
balhos recentes ou salvos, e-mails, listas de histórico
e favoritos.

Para acessar a Restauração do sistema acione a


opção Desempenho e manutenção no Painel de Con-
trole e, a seguir, clique na opção Restauração de Siste-
ma (no alto da janela, à esquerda). Serão apresenta-
das janelas que orientam o usuário na criação ou res-
tauração.

CONFIGURAÇÕES DO AMBIENTE DE TRABALHO

O Windows XP permite que o Menu Iniciar e o Painel de


Controle assumam uma aparência semelhante à do
Windows 98 ou 2000.

Alterando o Menu Iniciar para o padrão 98/2000

Clique com o botão da direita do mouse na barra


de título do Menu Iniciar e, então, clique no item Propri-
edades que surgirá. Na tela que se seguirá selecione a
opção Menu Iniciar Clássico.

Para retornar ao modo de exibição do Windows


Conexões de rede e de Internet XP, clique em Configurações, Barra de tarefas e Menu
Iniciar e, na aba Menu Iniciar, selecione Menu Iniciar,
O Windows XP oferece Assistentes para configu- clicando, a seguir, no botão OK.
ração de Redes Locais no ambiente de uma empresa,
de redes domésticas e, é claro, com a Internet. Para Alterando o Painel de Controle
acessar esse recurso, selecione Conexões de rede e para o padrão 98/2000
de Internet no Painel de Controle.

Degrau Cultural 175

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Informática

No alto da janela, à esquerda, no menu Painel de Meus Documentos - pasta nativa do Windows que su-
Controle, selecione Alternar para o modo de exibição gere ao usuário que ele deve gravar seus documentos
clássico. nela.

Documentos recentes - Lista os 15 arquivos recente-


mente acessados.

Minhas imagens - pasta nativa do Windows que sugere


ao usuário que ele deve gravar seus arquivos de ima-
gens nela.

Minhas músicas - pasta nativa do Windows que sugere


ao usuário que ele deve gravar seus arquivos de som
nela.

Meu Computador - Exibe as unidades de disco do com-


putador e permite navegar nas pastas e arquivos.
Para retornar ao modo de exibição por categorias
do Windows XP, clique, na mesma posição em Alternar Painel de Controle - Permite controlar as configurações
para o modo de exibição por categoria. de todo o hardware e todo o software instalado na má-
quina.

Opções do Menu Iniciar

176 Degrau Cultural

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Informática

Adicionar hardware - permite instalar placas ou perifé- Fontes – arquivos de fontes do Windows, permite re-
ricos novos conectados ao computador. mover ou incluir fontes, através do menu Arquivo / Insta-
lar nova fonte.
Adicionar ou remover programas - através do ícone
“Adicionar ou Remover Programas” Vê-se quais aplica- Impressoras e aparelhos de Fax – propriedades do
tivos foram instalados, podendo-se instalar outros ou fax, folha de rosto, informações do usuário. Mostra im-
removê-los. pressoras instaladas, permite instalação, desinstala-
ção, configuração de impressoras.
Atualizações automáticas - permite atualizar o Windo-
Mouse – permite configurar o mouse, botões (destro/
ws através do site da Microsoft.
canhoto, velocidade do duplo clique), ponteiros, movi-
mentação, etc.
Conexões de rede - configurações, identificação e con-
trole de acesso. Opções da Internet – Permite configurar a Página Inici-
al, Arquivos Temporários, Histórico, Segurança (de da-
Contas de usuário – permite criar logon e personalizar dos); Conteúdo (Supervisor de Conteúdo e Certificação),
o sistema para vários usuários. Conexão e Programas (Correio, News e Meeting), etc.

Controladores de Jogo – para configurar Joystick que é Opções de Acessibilidade – configuração do teclado
um periférico usado para jogar no computador. para pessoas com alguma deficiência, como por exem-
plo, controle motor. As teclas de filtragem fazem com que
Correio – configura perfis para o correio eletrônico no o Windows ignore teclas pressionadas repetidamente.
programa Outlook Express. Avisos visuais quando o sistema emite um som. Con-
Data e Hora – configura data e hora do sistema. traste maior para facilitar a leitura na tela, etc. Teclas de
alternância (emitem som quando as teclas Caps Lock e
Fala – permite digitar um texto e o computador o repro- Num Lock são pressionadas).
duz em voz. Utilizado para fazer um teste de áudio.
Opções de Energia – recursos para economizar ener-
Ferramentas Administrativas – define configurações de gia. Existem esquemas de energia que podem ser es-
administração do computador (segurança, serviços, etc). colhidos. A opção Em espera desliga o monitor e o HD
para economia de energia. Essas configurações de-
pendem do padrão de hardware dos periféricos, como
placa mãe, HD, Monitor etc.

Degrau Cultural 177

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Informática

Opções de Pasta – personaliza as opções de exibição Tarefas Agendadas – agenda tarefas no computador
das pastas no Windows Explorer. para execução automática. Você configura um progra-
ma para que ele abra em determinada data e hora agen-
Opções de Telefone e de Modem – configura as propri- dadas.
edades de discagem e do modem.
Teclado – permite alterar configurações como veloci-
Opções Regionais e de Idioma – Configurações para o
País, Número, Moeda, Hora e Data e Idioma (este influ- dade da taxa de repetição do cursor e dos caracteres
enciará na configuração do teclado, que se possuir o ç digitados. Mostra o perfil do hardware.
deverá ser configurado como Português ABNT-2.).
Vídeo – Temas (plano de fundo, grupos de sons, íco-
Scanners e Câmeras – para instalação de scanners e nes e outros elementos), Área de Trabalho para definir
câmeras. o plano de fundo ou papel de parede da Desktop

Sistema – informações gerais, gerenciador de dispo- Proteção de tela (animação que roda quando seu com-
sitivos, perfil de hardware, tais como quantidade de putador está ocioso), Aparência (esquema de cores
memória e desempenho.
das janelas do Windows – cor da barra de título, do
Sons e Dispositivos de Audio – áudio e vídeo. Esque- fundo, etc.), Configurações (exibe o padrão de vídeo
mas de sons associados à eventos do Windows (abrir instalado, número de cores, resolução de tela, placa de
e fechar janela, executar programas, parada crítica, etc.). vídeo e monitor).
Controle dos dispositivos de multimídia instalados.

O Grupo Acessórios

Ao clicar no Menu Iniciar, clicar em Programas e em Acessórios, aparecerá uma lista com vários programas que
vêm com o Windows em sua instalação. São os listados a seguir:

178 Degrau Cultural

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Bloco de Notas - Editor de textos simples. Permite a Paint - Programa para desenhar e trabalhar com
edição de texto puro. Não possui recursos de imagens. Extensão padrão é .bmp.
formatação. Sua extensão padrão é .txt. Usado também
para criar páginas da internet, pois permite salvar em
.html.

WordPad - Processador de textos com recursos de


formatação, porém, não tem a opção de justificar o texto,
como o Word. Isso torna este programa restrito, tendo o
usuário muitas vezes que optar pelo Word que é um
programa muito mais completo.

Win