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Material Básico

Curso de Direito
Disciplina “Direito da Seguridade Social”
(10º Semestre) – Curso de Direito
AULA 05

Profº Mestre Felipe Stribe da Silva


Contato: <felipe.silva@unifra.br>
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Fone/WhatsApp nº (55) 99944-0701, (55) 3220-1315

Esse material foi realizado pelo Prof. Ms. Felipe Stribe da Silva deve servir exclusivamente para o acompanhamento da disciplina de
“Direito da Seguridade Social”, do 10º semestre do Curso de Direito da Universidade Franciscana (UFN) pelos alunos regularmente
matriculado na disciplina, não sendo autorizada a sua cópia ou envio para terceiros, sob pena de responsabilização daquele que
desvirtuar essa finalidade.

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a) Segurados: a.1) Obrigatórios:
LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991. LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.
Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as Art. 11. São segurados obrigatórios da Previdência
seguintes pessoas físicas: Social as seguintes pessoas físicas:
II - como empregado doméstico: aquele que presta serviço II - como empregado doméstico - aquele que presta
de natureza contínua a pessoa ou família, no âmbito residencial serviço de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal a
desta, em atividades sem fins lucrativos; pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade
sem fins lucrativos, por mais de dois dias por semana;;
a.1.3) Empregado Doméstico
Requisitos:
A)

B)

C)

D)

LEI COMPLEMENTAR Nº 150, DE 01 DE JULHO DE 2015.


Art. 1o Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta serviços
de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à
pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana,
aplica-se o disposto nesta Lei.
Art. 20. O empregado doméstico é segurado obrigatório da Previdência Social, sendo-lhe devidas, na forma
da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, as prestações nela arroladas, atendido o disposto nesta Lei e observadas
as características especiais do trabalho doméstico.
DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
Art. 12. Consideram-se:
I - empresa - a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural,
com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração pública direta, indireta e
fundacional; e
II - empregador doméstico - aquele que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade
lucrativa, empregado doméstico.
Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos deste Regulamento:
I - O contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço;
II - A cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a
repartição consular de carreiras estrangeiras;
III - O operador portuário e o órgão gestor de mão de obra de que trata a Lei nº 12.815, de 2013; e
IV - O proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço.
Conceitos Importantes
Empresa

Empregador Doméstico

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a) Segurados: a.1) Obrigatórios:
a.1.4) Segurado Especial

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991. LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


Capítulo I - DOS BENEFICIÁRIOS
CAPÍTULO I - DOS CONTRIBUINTES Seção I - Dos Segurados
Art. 11. São segurados obrigatórios da
Seção I - Dos Segurados Previdência Social as seguintes pessoas
físicas:
Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas VII – como segurado especial: a
pessoa física residente no imóvel rural ou
físicas: [...] em aglomerado urbano ou rural próximo a
ele que, individualmente ou em regime de
VII – como segurado especial: a pessoa física residente no imóvel rural ou em economia familiar, ainda que com o auxílio
aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de eventual de terceiros, na condição de:
a) produtor, seja proprietário,
economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua usufrutuário,
parceiro ou
possuidor,
meeiro
assentado,
outorgados,
colaboração, na condição de: comodatário ou arrendatário rurais, que
explore atividade:
a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou 1. agropecuária em área de até 4
(quatro) módulos fiscais;
meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 2. de seringueiro ou extrativista vegetal
que exerça suas atividades nos termos do
1. agropecuária em área de até 4 (quatro) módulos fiscais; ou inciso XII do caput do art. 2o da Lei no 9.985,
2. de seringueiro ou extrativista vegetal que exerça suas atividades nos termos de 18 de julho de 2000, e faça dessas
atividades o principal meio de vida;
do inciso XII do caput do art. 2o da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000, e faça dessas b) pescador artesanal ou a este
assemelhado que faça da pesca profissão
atividades o principal meio de vida; habitual ou principal meio de vida; e
c) cônjuge ou companheiro, bem como
b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão filho maior de 16 (dezesseis) anos de idade
ou a este equiparado, do segurado de que
habitual ou principal meio de vida; e tratam as alíneas a e b deste inciso, que,
comprovadamente, trabalhem com o grupo
c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 (dezesseis) anos de familiar respectivo.
§ 1o Entende-se como regime de
idade ou a este equiparado, do segurado de que tratam as alíneas a e b deste inciso, economia familiar a atividade em que o
que, comprovadamente, trabalhem com o grupo familiar respectivo. trabalho dos membros da família é
indispensável à própria subsistência e ao
§ 1o Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o desenvolvimento socioeconômico
núcleo familiar e é exercido em condições
do

trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao de mútua dependência e colaboração, sem
a utilização de empregados
desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exercido em condições de permanentes.

mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados


permanentes.
Condições:
a)

b)

c)

d)

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LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991. LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.
Art. 11. [...] § 2º Todo aquele que exercer,
Art. 12.: [...] § 2º Todo aquele que exercer, concomitantemente, mais de uma atividade concomitantemente, mais de uma atividade
remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência
remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social é obrigatoriamente filiado em relação Social é obrigatoriamente filiado em relação a cada
uma delas.
a cada uma delas. § 3º O aposentado pelo Regime Geral de
§ 4º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social-RGPS que estiver Previdência Social–RGPS que estiver exercendo ou
que voltar a exercer atividade abrangida por este
exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado Regime é segurado obrigatório em relação a essa
obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata atividade, ficando sujeito às contribuições de que
trata a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, para fins
esta Lei, para fins de custeio da Seguridade Social. de custeio da Seguridade Social.
§ 4º O dirigente sindical mantém, durante o
§ 5º O dirigente sindical mantém, durante o exercício do mandato eletivo, o mesmo exercício do mandato eletivo, o mesmo
enquadramento no Regime Geral de Previdência Social-RGPS de antes da enquadramento no Regime Geral de Previdência
Social-RGPS de antes da investidura.
investidura. § 5o Aplica-se o disposto na alínea g do inciso I
do caput ao ocupante de cargo de Ministro de
§ 6o Aplica-se o disposto na alínea g do inciso I do caput ao ocupante de cargo de Estado, de Secretário Estadual, Distrital ou
Ministro de Estado, de Secretário Estadual, Distrital ou Municipal, sem vínculo efetivo Municipal, sem vínculo efetivo com a União,
Estados, Distrito Federal e Municípios, suas
com a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, ainda que em autarquias, ainda que em regime especial, e
fundações.
regime especial, e fundações. § 6o Para serem considerados segurados
especiais, o cônjuge ou companheiro e os filhos
§ 7o Para serem considerados segurados especiais, o cônjuge ou companheiro e os maiores de 16 (dezesseis) anos ou os a estes
filhos maiores de 16 (dezesseis) anos ou os a estes equiparados deverão ter participação equiparados deverão ter participação ativa nas
atividades rurais do grupo familiar
ativa nas atividades rurais do grupo familiar § 7o O grupo familiar poderá utilizar-se de
§ 8o O grupo familiar poderá utilizar-se de empregados contratados por prazo empregados contratados por prazo determinado ou
de trabalhador de que trata a alínea g do inciso V do
determinado ou trabalhador de que trata a alínea g do inciso V do caput deste artigo, à caput, à razão de no máximo 120 (cento e vinte)
pessoas por dia no ano civil, em períodos corridos
razão de no máximo 120 (cento e vinte) pessoas por dia no ano civil, em períodos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente
corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho, não em horas de trabalho, não sendo computado nesse
prazo o período de afastamento em decorrência da
sendo computado nesse prazo o período de afastamento em decorrência da percepção percepção de auxílio-doença.

de auxílio-doença.
Entendendo a Regra: 120/dia/ano

PODE EXERCER NÃO PODE


§ 9o Não descaracteriza a condição de segurado especial: § 10. Não é segurado especial o membro de
grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento.
I – a outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou § 11. O segurado especial fica excluído dessa
comodato, de até 50% (cinquenta por cento) de imóvel rural cuja área total categoria:
I – a contar do primeiro dia do mês em
não seja superior a 4 (quatro) módulos fiscais, desde que outorgante e que:
outorgado continuem a exercer a respectiva atividade, individualmente ou a) deixar de satisfazer as condições
em regime de economia familiar; estabelecidas no inciso VII do caput deste artigo, sem
prejuízo do disposto no art. 15 da Lei no 8.213, de 24
II – a exploração da atividade turística da propriedade rural, inclusive com de julho de 1991, ou exceder qualquer dos limites
hospedagem, por não mais de 120 (cento e vinte) dias ao ano; estabelecidos no inciso I do § 9o deste artigo;
III – a participação em plano de previdência complementar instituído por entidade b) enquadrar-se em qualquer outra categoria
de segurado obrigatório do Regime Geral de
classista a que seja associado, em razão da condição de trabalhador rural ou de produtor Previdência Social, ressalvado o disposto nos incisos
rural em regime de economia familiar; III, V, VII e VIII do § 10 e no § 14 deste artigo, sem
IV – ser beneficiário ou fazer parte de grupo familiar que tem algum componente que prejuízo do disposto no art. 15 da Lei no 8.213, de 24
seja beneficiário de programa assistencial oficial de governo; de julho de 1991;
c) tornar-se segurado obrigatório de outro
V – a utilização pelo próprio grupo familiar, na exploração da atividade, de processo regime previdenciário; e
de beneficiamento ou industrialização artesanal, na forma do § 11 do art. 25 desta Lei; e d) participar de sociedade empresária, de
VI - a associação em cooperativa agropecuária ou de crédito rural; sociedade simples, como empresário individual ou
como titular de empresa individual de
VII - a incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados - IPI sobre o produto responsabilidade limitada em desacordo com as
das atividades desenvolvidas nos termos do § 14 deste artigo limitações impostas pelo § 14 deste artigo;
II – a contar do primeiro dia do mês
subseqüente ao da ocorrência, quando o grupo
familiar a que pertence exceder o limite de:
a) utilização de trabalhadores nos termos do §
8o deste artigo;
b) dias em atividade remunerada
estabelecidos no inciso III do § 10 deste artigo; e
c) dias de hospedagem a que se refere o inciso
II do § 9o deste artigo.

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a) Segurados: a.1) Obrigatórios:
a.1.5) Contribuinte Individual

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991.


LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991.
Art. 11. São segurados

Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
obrigatórios da Previdência
Social as seguintes pessoas
físicas:

V - como contribuinte individual:


V - como contribuinte
individual:
a) a pessoa física, proprietária

a) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em caráter
ou não, que explora atividade
agropecuária, a qualquer título,
em caráter permanente ou

permanente ou temporário, em área superior a 4 (quatro) módulos fiscais; ou, quando em área igual ou temporário, em área superior a 4
(quatro) módulos fiscais; ou,
quando em área igual ou inferior a
inferior a 4 (quatro) módulos fiscais ou atividade pesqueira, com auxílio de empregados ou por intermédio 4 (quatro) módulos fiscais ou
atividade pesqueira, com auxílio

de prepostos; ou ainda nas hipóteses dos §§ 10 e 11 deste artigo; de empregados ou por intermédio
de prepostos; ou ainda nas
hipóteses dos §§ 9o e 10 deste

_____________________________________________________________________________________________________ artigo;
b) a pessoa física, proprietária
ou não, que explora atividade de

_____________________________________________________________________________________________________ extração mineral - garimpo, em


caráter permanente
temporário, diretamente ou por
ou

b) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral - intermédio de prepostos, com ou
sem o auxílio de empregados,
utilizados a qualquer título, ainda

garimpo, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de que de forma não contínua;
c) o ministro de confissão
religiosa e o membro de instituto

prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de vida consagrada,
congregação ou de ordem
religiosa;
de

de forma não contínua; e) o brasileiro civil que


trabalha no exterior para
organismo oficial internacional do

____________________________________________________________________________________________________ qual o Brasil é membro efetivo,


ainda que lá domiciliado e
contratado, salvo quando coberto

_____________________________________________________________________________________________________ por regime


previdência social;
próprio de

f) o titular de firma individual

c) o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de urbana ou rural, o diretor não
empregado e o membro de
conselho de administração de

congregação ou de ordem religiosa; sociedade anônima, o sócio


solidário, o sócio de indústria, o
sócio gerente e o sócio cotista que

_____________________________________________________________________________________________________ recebam remuneração decorrente


de seu trabalho em empresa
urbana ou rural, e o associado

_____________________________________________________________________________________________________ eleito para cargo de direção em


cooperativa, associação
entidade de qualquer natureza ou
ou

e) o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual finalidade, bem como o síndico ou
administrador eleito para exercer
atividade de direção condominial,

o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto desde
remuneração;
que recebam

g) quem presta serviço de

por regime próprio de previdência social; natureza urbana ou rural, em


caráter eventual, a uma ou mais
empresas, sem relação de

_____________________________________________________________________________________________________ emprego;
h) a pessoa física que exerce,
por conta própria, atividade

_____________________________________________________________________________________________________ econômica de natureza urbana,


com fins lucrativos ou não;

g) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais
empresas, sem relação de emprego;
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
h) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de
natureza urbana, com fins lucrativos ou não
Categoria REGRA
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________
DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.:
Art. 9º São segurados obrigatórios da previdência social as seguintes pessoas físicas:
V - como contribuinte individual:)[...]
e) desde que receba remuneração decorrente de trabalho na empresa
1. o empresário individual e o titular de empresa individual de responsabilidade limitada, urbana ou rural;
2. o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima;
3. o sócio de sociedade em nome coletivo; e
4. o sócio solidário, o sócio gerente, o sócio cotista e o administrador, quanto a este último, quando não for empregado em
sociedade limitada, urbana ou rural;

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a) Segurados: a.2) Facultativos:

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991. LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


Art. 14. É segurado facultativo o maior de 14 Art. 13. É segurado facultativo o maior de 14
(quatorze) anos de idade que se filiar ao Regime Geral de (quatorze) anos que se filiar ao Regime Geral de
Previdência Social, mediante contribuição, na forma do art. Previdência Social, mediante contribuição, desde que não
21, desde que não incluído nas disposições do art. 12. incluído nas disposições do art. 11.

DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.


Art. 11. É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social,
mediante contribuição, na forma do art. 199, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como
segurado obrigatório da previdência social.
§ 1º Podem filiar-se facultativamente, entre outros: I - a dona-de-casa; II - o síndico de condomínio, quando não remunerado; III - o
estudante; IV - o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior; V - aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência
social; VI - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando não esteja vinculado a qualquer regime
de previdência social; VII - o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa de acordo com a Lei nº 6.494, de 1977; VIII - o bolsista que se dedique
em tempo integral a pesquisa, curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado
a qualquer regime de previdência social; IX - o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência
social; (Redação dada pelo Decreto nº 7.054, de 2009) X - o brasileiro residente ou domiciliado no exterior, salvo se filiado a regime previdenciário de
país com o qual o Brasil mantenha acordo internacional; e (Redação dada pelo Decreto nº 7.054, de 2009) XI - o segurado recolhido à prisão sob regime
fechado ou semi-aberto, que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, com ou sem intermediação da
organização carcerária ou entidade afim, ou que exerce atividade artesanal por conta própria. (Incluído pelo Decreto nº 7.054, de 2009)
§ 2º É vedada a filiação ao Regime Geral de Previdência Social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de
regime próprio de previdência social, salvo na hipótese de afastamento sem vencimento e desde que não permitida, nesta condição,
contribuição ao respectivo regime próprio.
§ 3º A filiação na qualidade de segurado facultativo representa ato volitivo, gerando efeito somente a partir da inscrição e do
primeiro recolhimento, não podendo retroagir e não permitindo o pagamento de contribuições relativas a competências anteriores à
data da inscrição, ressalvado o § 3º do art. 28.
§ 4º Após a inscrição, o segurado facultativo somente poderá recolher contribuições em atraso quando não tiver ocorrido perda da
qualidade de segurado, conforme o disposto no inciso VI do art. 13.

a.2.1) Servidor Público

LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991. LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


Art. 12. O servidor civil ocupante de cargo
Art. 13. O servidor civil ocupante de cargo efetivo ou o militar da União, dos efetivo ou o militar da União, dos Estados, do
Distrito Federal ou dos Municípios, bem como o das
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, bem como o das respectivas autarquias respectivas autarquias e fundações, são excluídos
e fundações, são excluídos do Regime Geral de Previdência Social consubstanciado do Regime Geral de Previdência Social
consubstanciado nesta Lei, desde que amparados
nesta Lei, desde que amparados por regime próprio de previdência social. por regime próprio de previdência social.
§ 1o Caso o servidor ou o militar venham a
§ 1o Caso o servidor ou o militar venham a exercer, concomitantemente, uma ou exercer, concomitantemente, uma ou mais
mais atividades abrangidas pelo Regime Geral de Previdência Social, tornar-se-ão atividades abrangidas pelo Regime Geral de
Previdência Social, tornar-se-ão segurados
segurados obrigatórios em relação a essas atividades. obrigatórios em relação a essas atividades.
§ 2o Caso o servidor ou o militar, amparados
§ 2o Caso o servidor ou o militar, amparados por regime próprio de previdência por regime próprio de previdência social, sejam
social, sejam requisitados para outro órgão ou entidade cujo regime previdenciário requisitados para outro órgão ou entidade cujo
regime previdenciário não permita a filiação, nessa
não permita a filiação nessa condição, permanecerão vinculados ao regime de origem, condição, permanecerão vinculados ao regime de
origem, obedecidas as regras que cada ente
obedecidas as regras que cada ente estabeleça acerca de sua contribuição. estabeleça acerca de sua contribuição

DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.


Art. 10. O servidor civil ocupante de cargo efetivo ou o militar da União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das
respectivas autarquias e fundações, são excluídos do Regime Geral de Previdência Social consubstanciado neste Regulamento, desde que
amparados por regime próprio de previdência social. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
§ 1º Caso o servidor ou o militar, amparados por regime próprio de previdência social, sejam requisitados para outro órgão ou entidade cujo regime previdenciário não permita a filiação nessa condição,
permanecerão vinculados ao regime de origem, obedecidas às regras que cada ente estabeleça acerca de sua contribuição. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
§ 2º Caso o servidor ou o militar venham a exercer, concomitantemente, uma ou mais atividades abrangidas pelo Regime Geral de Previdência Social, tornar-se-ão segurados obrigatórios em relação
a essas atividades. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)

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b) Dependentes: 1ª Classe
(b.1) Cônjuge/Companheiro
Obs. 01: renúncia a alimentos!

Obs. 02: diversidade de gênero!

Obs. 03: concubinato!

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes
do segurado: [...] I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de
qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência
intelectual ou mental ou DEFICIÊNCIA GRAVE;
O que é “deficiência grave”? Art. 2º da Lei nº 13.146/2015. Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento
de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua
participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. [...] § 1º A avaliação da deficiência, quando
necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará: I - os impedimentos nas funções
e nas estruturas do corpo; II - os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais; III - a limitação no desempenho de atividades; e IV - a
restrição de participação. [...]

(b.2) Filhos

§ 2º .O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a
dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento.
§ 3º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou
com a segurada, de acordo com o § 3º do art. 226 da Constituição Federal.
DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
Art. 16. [...] § 3º Equiparam-se aos filhos, nas condições do inciso I, mediante declaração escrita do segurado, comprovada a
dependência econômica na forma estabelecida no § 3º do art. 22, o enteado e o menor que esteja sob sua tutela e desde que não possua
bens suficientes para o próprio sustento e educação. (Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
§ 4º O menor sob tutela somente poderá ser equiparado aos filhos do segurado mediante apresentação de termo de tutela.
§ 5º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que mantenha união estável com o segurado ou segurada.
§ 6o Considera-se união estável aquela configurada na convivência pública, contínua e duradoura entre o homem e a mulher,
estabelecida com intenção de constituição de família, observado o § 1o do art. 1.723 do Código Civil, instituído pela Lei no 10.406, de 10
de janeiro de 2002. (Redação dada pelo Decreto nº 6.384, de 2008).

b) Dependentes: 2ª Classe

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes
do segurado: [...] II - os pais;
DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado: II - os pais;
ou

58
b) Dependentes: 3ª Classe

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes
do segurado: [...] III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um)
anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou DEFICIÊNCIA GRAVE;
§ 1º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das classes
seguintes.
§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.
DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
Seção II - Dos Dependentes
Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:
III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de vinte e um anos ou inválido.
§ 1º Os dependentes de uma mesma classe concorrem em igualdade de condições.
§ 2º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das classes seguintes.
§ 7º A dependência econômica das pessoas de que trata o inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

Concorrência entre dependentes

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do
segurado: § 1º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às
prestações os das classes seguintes.
DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do
segurado: § 1º Os dependentes de uma mesma classe concorrem em igualdade de condições.
§ 2º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das
classes seguintes.
Presunção de dependência econômica

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do
segurado: [...] § 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das
demais deve ser comprovada.
§ 7º Será excluído definitivamente da condição de dependente quem tiver sido condenado criminalmente por
sentença com trânsito em julgado, como autor, coautor ou partícipe de homicídio doloso, ou de tentativa desse
crime, cometido contra a pessoa do segurado, ressalvados os absolutamente incapazes e os inimputáveis.
DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do
segurado: [...] § 7º A dependência econômica das pessoas de que trata o inciso I é presumida e a das demais
deve ser comprovada.

59
Relação Jurídica Previdenciária
3 4 3
4
1 3 2

$$ 5

Elementos
3. Vínculo Jurídico (Filiação)

Conceitos essenciais:
Filiação

DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.


REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
TÍTULO II - DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL
CAPÍTULO I - DOS BENEFICIÁRIOS
Art. 20. Filiação é o vínculo que se estabelece entre pessoas que
contribuem para a previdência social e esta, do qual decorrem direitos e
obrigações.

a) Surgimento

§ 1o A filiação à previdência social decorre automaticamente do exercício de


atividade remunerada para os segurados obrigatórios, observado
o disposto no § 2o, e da inscrição formalizada com o pagamento da primeira
contribuição para o segurado facultativo.
§ 2o A filiação do trabalhador rural contratado por produtor rural pessoa física por prazo de até
dois meses dentro do período de um ano, para o exercício de atividades de natureza temporária,
decorre automaticamente de sua inclusão na GFIP, mediante identificação específica. (Incluído pelo
Decreto nº 6.722, de 2008).
Art. 21. Para fins do disposto nesta Seção, a anotação de dado pessoal deve ser feita na Carteira
Profissional e/ou na Carteira de Trabalho e Previdência Social à vista do documento comprobatório
do fato.
b) Manutenção
REGRA:

60
EXCEÇÃO
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991. DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
TÍTULO III - DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL Art. 13. Mantém a qualidade de segurado,
Capítulo I - DOS BENEFICIÁRIOS independentemente de contribuições:
Seção I - Dos Segurados I - sem limite de prazo, quem está em gozo de benefício;
II - até doze meses após a cessação de benefício por
Art. 15. Mantém a qualidade de segurado, incapacidade ou após a cessação das contribuições, o
independentemente de contribuições: segurado que deixar de exercer atividade remunerada
abrangida pela previdência social ou estiver suspenso ou
I - Sem limite de prazo, quem está em gozo de benefício, exceto licenciado sem remuneração;
III - até doze meses após cessar a segregação, o segurado
do auxílio-acidente; acometido de doença de segregação compulsória;

II - Até 12 (doze) meses após a cessação das


IV - até doze meses após o livramento, o segurado detido
ou recluso;
V - até três meses após o licenciamento, o segurado
contribuições, o segurado que deixar de exercer atividade incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar;
remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver e
VI - até seis meses após a cessação das contribuições, o
suspenso ou licenciado sem remuneração; segurado facultativo.
§ 1º O prazo do inciso II será prorrogado para até vinte
III - Até 12 (doze) meses após cessar a segregação, o e quatro meses, se o segurado já tiver pago mais de cento e
vinte contribuições mensais sem interrupção que acarrete a
segurado acometido de doença de segregação compulsória; perda da qualidade de segurado.
IV - Até 12 (doze) meses após o livramento, o segurado § 2º O prazo do inciso II ou do § 1º será acrescido de
doze meses para o segurado desempregado, desde que
retido ou recluso; comprovada essa situação por registro no órgão próprio do
Ministério do Trabalho e Emprego.
V - Até 3 (três) meses após o licenciamento, o segurado § 3º Durante os prazos deste artigo, o segurado conserva
todos os seus direitos perante a previdência social.
incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar; § 4º Aplica-se o disposto no inciso II do caput e no § 1º
ao segurado que se desvincular de regime próprio de
VI - Até 6 (seis) meses após a cessação das contribuições, previdência social. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
§ 5º A perda da qualidade de segurado não será
o segurado facultativo. considerada para a concessão das aposentadorias por tempo
§ 1º O prazo do inciso II será prorrogado para até 24 (vinte e quatro) meses se de contribuição e especial. (Incluído pelo Decreto nº 4.729,
de 2003)
o segurado já tiver pago mais de 120 (cento e vinte) contribuições mensais sem § 6º Aplica-se o disposto no § 5º à aposentadoria por
interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado. idade, desde que o segurado conte com, no mínimo, o número
§ 2º Os prazos do inciso II ou do § 1º serão acrescidos de 12 (doze) meses para de contribuições mensais exigido para efeito de carência na
o segurado desempregado, desde que comprovada essa situação pelo registro no data do requerimento do benefício.
órgão próprio do Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
§ 3º Durante os prazos deste artigo, o segurado conserva todos os seus direitos
perante a Previdência Social.
§ 4º A perda da qualidade de segurado ocorrerá no dia seguinte ao do término
do prazo fixado no Plano de Custeio da Seguridade Social para recolhimento da
contribuição referente ao mês imediatamente posterior ao do final dos prazos
fixados neste artigo e seus parágrafos.

Exemplos práticos: Perdeu a qualidade de Segurado?


1º) Maria, empregada, trabalhou por 96 meses, foi dispensada e retornou a sua
atividade após 13 meses trabalhou por mais 12 meses e foi dispensada, sendo que
está a 26 meses sem trabalhar.

2º) Joana, autônoma, trabalhou por 72 meses, foi dispensada e retornou a sua
atividade após 25 meses trabalhou por mais 36 meses e foi dispensada, sendo que
está a 14 meses sem trabalhar.

61
3º) Pedro, empregado, trabalhou por 72 meses, foi dispensada e retornou a sua
atividade após 23 meses trabalhou por mais 52 meses e foi dispensada, sendo que
está a 14 meses sem trabalhar.

4º) João, autônomo, trabalhou por 72 meses, foi dispensada e retornou a sua
atividade após 23 meses trabalhou por mais 52 meses e foi dispensada, sendo que
está a 25 meses sem trabalhar.

DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.


REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
Art. 14. O reconhecimento da perda da qualidade de segurado no termo final dos prazos fixados no art. 13 ocorrerá no
dia seguinte ao do vencimento da contribuição do contribuinte individual relativa ao mês imediatamente posterior ao
término daqueles prazos. (Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
Art. 15. (Revogado pelo Decreto nº 4.032, de 2001)

c) Extinção (Perda da Qualidade de segurado)

Inscrição

LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.


TÍTULO III - DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL
Capítulo I - DOS BENEFICIÁRIOS
Seção III - Das Inscrições
Art. 17. O Regulamento disciplinará a forma de inscrição do segurado e dos dependentes.
§ 1o Incumbe ao dependente promover a sua inscrição quando do requerimento do benefício a que estiver
habilitado. (Redação dada pela Lei nº 10.403, de 8.1.2002)
DECRETO No 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999.
Inscrição do Segurado Inscrição do Dependente
Art. 18. Considera-se inscrição de segurado para os Art. 22. A inscrição do dependente do
efeitos da previdência social o ato pelo qual o segurado é segurado será promovida quando do
cadastrado no Regime Geral de Previdência Social, mediante requerimento do benefício a que tiver direito,
comprovação dos dados pessoais e de outros elementos mediante a apresentação dos seguintes
necessários e úteis a sua caracterização, observado o documentos[....]
disposto no art. 330 e seu parágrafo único, na seguinte
forma: [...]

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4º BLOCO - QUESTÕES
(1) Sobre as espécies de segurados da Relação Jurídica previdenciária, (2) Quanto à categoria de segurado empregado da previdência social,
marque a alternativa correta: julgue a alternativa correta:
(a) Somente são sujeitos da relação jurídica previdenciária os segurados, (a) A categoria de segurado empregado da previdência social se
que poderão ser obrigatórios ou facultativos, sendo que aqueles poderão confunde com a categoria empregado para o direito do trabalho (art. 3º
ser: empregados, contribuintes individuais ou trabalhadores avulsos, da CLT), pois somente será segurado da previdência social nesta
apenas. categoria quem também for empregado nos termos da CLT.
(b) Os segurados facultativos e os segurados obrigatórios restaram (b) o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial
vinculados ao sistema da mesma forma, pelo exercício da atividade internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado
econômica remunerada. e contratado será considerado segurado empregado da previdência
(c) Os dependentes não são considerados sujeitos da relação jurídica social.
previdenciária, somente os segurados ostentam esta categoria. (c) O fato de o trabalhador ser contratado por empresa de trabalho
(d) Os segurados facultativos poderão ser empregados, contribuintes temporário (Lei nº 6.019/74) exclui este trabalhador da categoria de
individuais, empregados domésticos, trabalhadores avulsos ou segurados segurado empregado da previdência social, tornando ele contribuinte
especiais. individual.
(e) Os sujeitos da relação jurídica previdenciária serão os dependentes e (d) Será segurado empregado, para a previdência social, o trabalhador
os segurados, que por sua vez poderão ser facultativos ou obrigatórios, que for contratado no Brasil para trabalhar como empregado em
sendo que nesta segunda hipótese poderão ser: empregados, empregados sucursal ou agência de empresa nacional no exterior.
domésticos, trabalhadores avulsos, contribuintes individuais ou (e) Aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a
segurados especiais. repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela
subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, será sempre
segurado da previdência social na condição de empregado, amparado
pelo Regime Geral de Previdência Social brasileiro, mesmo que ele seja
estrangeiro sem residência permanente no Brasil.

(3) Julgue as seguintes situações concretas: (4) Quanto à categoria de segurado empregado doméstico, marque a
I – Luiz foi contratado pela União para trabalhar no exterior junto à alternativa correta:
Organização Internacional do Trabalho (OIT), entidade cujo Brasil é (a) O segurado empregado doméstico tem os mesmos direitos do
membro e não está coberto por outro regime previdenciário. segurado empregado, portanto para a legislação previdenciária não há
II – Pedro foi contratado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha diferença entre estas categorias.
(CICV) que passou a funcionar no Brasil e não está coberto por regime (b) Para ser considerado empregado doméstico o trabalhador deverá
próprio de previdência. prestar serviço a pessoa ou família, no âmbito residencial com
III – Ana, acadêmica de nutrição, é estagiária de uma instituição financeira continuidade e em atividades com finalidade lucrativa para quem recebe
onde cumpre funções de caixa e atendente de público. o serviço.
IV – José é aluno do curso de Direito e faz estágio em um escritório de (c) Caso seja descaracterizada a condição do empregado doméstico ele
advocacia cumprindo efetivamente funções pertinentes a sua formação se tornará segurado contribuinte individual para fins previdenciários.
tais como produção de peças processuais, participação em atos como (d) Joana trabalha em uma casa de família como empregada doméstica e
audiências e reuniões, acompanhamento de entrevistas com clientes, cozinheira, anexo a esta casa a família mantém uma lanchonete, cujos
sendo supervisionado por profissional habilitado e registrado para ofertar alimentos também são produzidos por Joana, neste caso ela não será
o estágio. considerada empregada doméstica, mas sim segurada empregada.
Quais destes serão considerados segurados empregados nos termos da (e) O Segurado Empregado doméstico não terá direito a aposentadoria
lei previdenciária: especial, salário família, auxílio-acidente e auxílio-doença.
(a) Todos eles. (b) Nenhum deles.
(c) José, Ana e Pedro. (d) Luiz, Pedro e Ana.
(e) Somente Luiz e Pedro.

(5) Referente à categoria segurado contribuinte individual, julgue a (6) Julgue as seguintes situações concretas:
alternativa correta: I – Omar é diretor do conselho de administração, empregado da ALS
(a) Na realidade não se trata da “categoria regra”, pois se determinado Empresa de desenvolvimento de Software, uma sociedade anônima que
individuo tiver a sua condição como segurado contribuinte individual atua no Brasil.
desconfigurada passará a ser considerado segurado empregado. II – Bruno é eletricista que presta serviço em caráter eventual, a diversas
(b) A categoria de segurado contribuinte individual une diferentes empresas e não tem vínculo empregatício com nenhuma delas.
atividades econômicas em uma mesma categoria previdenciária devido a III – Fábio é cooperado de uma cooperativa rural do Município de Santo
uma característica de que os profissionais que as exercem não são Antonio da Patrulha, caracterizada como “Cooperativa de Produção” na
responsáveis pelas suas próprias contribuições. forma da Lei nº 10.666/2003.
(c) O extrativista, vegetal e mineral, será sempre considerado um VI – José é pastor da Igreja Universal do Sétimo Dia, sendo que nesta
segurado especial, pois esta é a “categoria regra”. religião ele recebe confissões.
(d) O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial Quais destes serão considerados segurados contribuintes individuais
internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado nos termos da lei previdenciária:
e contratado será considerado segurado contribuinte individual, quando (a) Omar, Bruno e José. (b) Bruno, Fábio e Omar.
não coberto por outro regime previdenciário. (c) Bruno, Fábio e José. (d) Todos eles.
(e) O síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção (e) Nenhum deles.
condominial, sem receber qualquer remuneração será considerado
segurado contribuinte individual para fins previdenciários.

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(7) Quanto à categoria segurado especial, marque o item correto: (8) Julgue as seguintes situações concretas:
(a) Esta categoria de segurado terá a vantagem de ter os mesmos I – Isaias é contratado para trabalhar como empregado em uma pequena
benefícios dos demais segurados e a desvantagem de ter uma forma propriedade rural que funciona prioritariamente em regime de
especial de contribuição sobre a sua produção. econômica familiar e onde os seus proprietários são segurados especiais.
(b) O segurado especial não precisa morar no imóvel rural, nem em II – Antonio é extrativista vegetal (Seringueiro) em uma propriedade
qualquer localidade próxima a ele. rural com dimensões de 08 (oito) módulos fiscais, onde ele atua na coleta
(c) Se o segurado contar com o auxílio de terceiros estará imediatamente e extração, de modo sustentável, de recursos naturais renováveis.
excluído da categoria segurado especial, passando a ser considerado III – Marcio é pescador artesanal que faz da pesca a sua profissão
segurado contribuinte individual. habitual e utiliza-se de embarcação, de médio porte.
(d) O segurado especial deve trabalhar em “regime economia familiar”, Quais destes serão considerados segurados especiais nos termos da lei
assim entendida aquela em que o trabalho dos membros da família é previdenciária:
indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento (a) Isaias e Marcio. (b) Isaias.
socioeconômico do núcleo familiar. (c) Marcio. (d) Antonio.
(e) O “regime de econômica familiar” pode ser exercido sem condições de (e) Nenhum deles.
mútua dependência e colaboração, e com a utilização de empregados
permanentes.

(9) Sobre a categoria de segurado facultativo e sobre a possibilidade de (10) Quanto aos dependentes para fins do Regime Geral da Previdência
dupla filiação, marque a alternativa correta: Social, marque a alternativa correta:
(a) O segurado facultativo somente poderá inscrever-se a partir dos 18 (a) Não há qualquer escalonamento no pagamento dos benefícios
(dezoito) anos de idade. previdenciários aos dependentes, ou seja, irão concorrer cônjuge e filhos
(b) A filiação do segurado facultativo ocorre pelo exercício de atividade com os pais do segurado falecido.
remunerada. (b) Os filhos são considerados dependentes de segunda classe e,
(c) Somente poderão inscrever-se como segurados facultativos portanto não irão ter direito a benefícios previdenciários, caso exista
taxativamente os previstos no § 1º do art. 11 do Decreto Lei nº 3.048/99, cônjuge sobrevivente.
e todos eles necessariamente não poderão perceber qualquer (c) O companheiro terá os mesmos direitos previdenciários na condição
remuneração em suas atividades. de dependente do cônjuge, porém este companheiro necessariamente,
(d) O segurado obrigatório da previdência social poderá filiar-se como para o STF (ADI 4.277), deverá ser necessariamente de sexo diferente do
segurado facultativo para complementar a sua renda, situação em que segurado.
passará a ter direito a dois benefícios previdenciários. (d) Os filhos serão considerados dependentes para fins da Lei Orgânica
(e) É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade da Previdência Social (Lei nº 8.213/91) se forem: não emancipado, de
de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que
previdência, ressalvada a situação do afastamento sem vencimento e tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou
desde que não permitida, nesta condição, contribuição ao respectivo relativamente incapaz, assim declarado judicialmente.
regime próprio. (e) Serão dependentes da previdência social os ascendentes naturais, ou
seja, excluem-se os pais adotivos e estende-se esta condição aos avós.

(11) Sobre os atos de filiação e inscrição conforme previsto na Lei nº (12) Quanto à qualidade de segurado, conforme estudado, julgue a
8.213/91 e no Decreto nº 3.048/99, marque a alternativa correta: alternativa correta:
(a) A inscrição é o vínculo jurídico que se estabelece entre pessoas que (a) A aquisição da qualidade de segurado dar-se-á da mesma forma tanto
contribuem para a previdência social e esta, do qual decorrem direitos e para o segurado obrigatório quando para o segurado facultativo.
obrigações. (b) Para o segurado obrigatório a filiação é um ato volitivo, onde a
(b) A filiação significa o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime iniciativa de filiar-se cabe ao segurado, e o vínculo com o sistema surge
Geral de Previdência Social, mediante comprovação dos dados pessoais e quando o sujeito realiza a sua inscrição e recolhe a primeira
de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização. contribuição.
(c) O ato de filiação do segurado facultativo ocorre após a sua inscrição (c) A manutenção da qualidade de segurado dar-se-á prioritariamente
formalizada e com o pagamento da primeira contribuição. pelo chamado “período de graça”, sendo que nestas situações o indivíduo
(d) Para o segurado obrigatório a filiação não decorre automaticamente continua pagando as contribuições.
do exercício de atividade remunerada, mas sim efetivamente do seu ato de (d) A manutenção da qualidade de segurado ocorrerá de forma
inscrição junto à previdência social. primordial pelo recolhimento, dentro dos prazos estabelecidos, das
(e) Para o segurado empregado doméstico a inscrição será formalizada contribuições previdenciárias, porém caso não haja este recolhimento
pela apresentação de documento que caracterize a sua condição ou o surge a figura do período de graça, onde o indivíduo não paga
exercício de atividade profissional liberal ou não. contribuições, mas mantém tal qualidade.
(e) Nas situações quando o segurado estiver detido ou recluso, ou ainda,
estiver prestando serviço militar, ele terá direito a, respectivamente, 12
(doze) e 03 (três) meses de período de graça, prazos que irão iniciar do
momento da reclusão ou da incorporação.

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