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Diretoria de Ciências Exatas Laboratório de Física Roteiro 02 Física Geral e Experimental IV 2011/01

Diretoria de Ciências Exatas

Laboratório de Física

Roteiro 02

Física Geral e Experimental IV

2011/01

Experimento: Mapeamento de Campo Elétrico

1.

Mapeamento de Campo Elétrico

Nesta tarefa serão abordados os seguintes assuntos:

a. Características Geométricas do Campo Elétrico de uma distribuição de cargas;

b. Medidas do Potencial Elétrico em um meio dielétrico;

c. Representação das Linhas de Campo Elétrico;

d. Determinação da relação do Campo Elétrico com a distância;

2. Objetivos:

a. Determinar qualitativamente e quantitativamente as linhas de campo em todo espaço de uma distribuição de cargas em equilíbrio eletrostático a partir de medidas das suas superfícies eqüipotenciais.

b. O experimento permite, também, determinar a constante dielétrica da água utilizada como meio.

3. Equipamentos e Materiais Utilizados:

a. Cuba eletrolítica;

b. Água de torneira;

c. Papel milimetrado;

d. Condutores metálicos de geometria distinta;

e Voltímetro;

f. Fonte de 16V;

g. Cabos tipo jacaré.

4. Mapeamento de Campo Elétrico

O conceito de Campo Elétrico pode ser obtido a partir da Lei de Coulomb:

F

elétrica

0

q

1

q

2

r

2

r

No referencial da carga

q

1

Coulomb.

No

vácuo

e

no

SI,

0

temos:

8,9874

F

E lim

q

2

0

q

2

10

9 N

2

m

C

2

.

, onde

k

Ou

seja,

é a constante de

para

uma

carga

puntiforme, a expressão para o campo elétrico obtém a forma:

Também é possível calcular o campo elétrico a partir da diferença de

potencial:

A expressão acima diz que o campo elétrico tem sentido da direção de maior potencial para menor potencial A Figura 1 representa a expressão acima para uma carga positiva e uma

carga negativa.

E

q

1

0

r

2

r

V

E  

r

.

Figura 1: Representação vetorial do campo de uma carga puntiforme positiva e negativa. 4.1. Características

Figura 1: Representação vetorial do campo de uma carga puntiforme positiva e negativa.

4.1. Características das Linhas de Campo Elétrico.

Define-se campo elétrico como uma alteração introduzida no espaço pela presença de um corpo com carga elétrica, de modo que qualquer outra carga de prova localizada ao redor indicará sua presença. Por meio de curvas imaginárias, conhecidas pelo nome de linhas de campo, visualiza-se a direção da força gerada pelo corpo carregado. As características do campo elétrico são determinadas pela distribuição de energias ao longo do espaço afetado. Se a carga de origem do campo for positiva, uma carga negativa introduzida nele se moverá, espontaneamente, pela aparição de uma atração eletrostática. Pode-se imaginar o campo como um armazém de energia causadora de possíveis movimentos. É usual medir essa energia por referência à unidade de carga, com o que se chega à definição de potencial elétrico, cuja magnitude aumenta em relação direta com a quantidade da carga geradora e inversa com a distância dessa mesma carga. A unidade de potencial elétrico é o volt, equivalente a um Coulomb por metro. A diferença de potenciais elétricos entre pontos situados a diferentes distâncias da fonte do campo origina forças de atração ou repulsão orientadas em direções radiais dessa mesma fonte. A intensidade do campo elétrico se define como a força que esse campo

exerce sobre uma carga contida nele. Dessa forma, se a carga de origem for positiva, as linhas de força vão repelir a carga de prova, e ocorrerá o contrário se a carga de origem for negativa. Algumas características do Campo Elétrico são:

a. Tem natureza vetorial;

b. Tem, num dado ponto do espaço, direção da linha que une a carga ao ponto, e

sentido divergente (para cargas positivas) e convergente (para cargas negativas); c. Tem módulo proporcional ao valor da carga e, inversamente proporcional ao

quadrado da distância do ponto à carga (para cargas pontuais);

d. É medido, no SI, em Newton por Coulomb.

A Figura 2 mostra a evidência das linhas de campo elétrico para duas distribuições distintas de carga.

elétrico para duas distribuições distintas de carga. Figura 2: Evidência das linhas de campo elétrico de
elétrico para duas distribuições distintas de carga. Figura 2: Evidência das linhas de campo elétrico de

Figura 2: Evidência das linhas de campo elétrico de duas superfícies condutoras através de fragmentos de vidro suspenso sob óleo e submetidos a uma ddp.

5. Procedimento Experimental

5.1. Os conceitos de linhas de força e superfícies equipotenciais serão introduzidos

para representar qualitativa e quantitativamente o campo elétrico de duas superfícies condutoras submetidas a uma ddp. A tangente a uma linha de força deve fornecer a direção do campo elétrico no ponto considerado, e o módulo do mesmo é dado pela densidade local de linhas de força (número de linhas de força que atravessam perpendicularmente uma unidade de área).

5.2. Pontos do espaço que possuem a mesma diferença de potencial são ditas

superfícies eqüipotenciais. Podemos traçar linhas de campo a partir de superfícies equipotenciais conhecidas, uma vez que o campo elétrico é sempre perpendicular a essas superfícies.

5.3. Utilizaremos nesta experiência uma cuba eletrolítica, de forma retangular, na

qual se coloca um eletrólito (água de torneira). Um transformador estabelece uma diferença de potencial entre dois condutores imersos no eletrólito. Veja Figura 3.

Figura 3: Aparato experimental usado para mapeamento de um campo elétrico. 5.4. Medir com a

Figura 3: Aparato experimental usado para mapeamento de um campo elétrico.

5.4. Medir com a ponta de prova do multímetro a d.d.p. em pontos eqüidistantes da

carga positiva e de acordo com o referencial indicado no papel milimetrado, marcar as coordenadas dos pontos na tabela 1.

Tabela 1: Coordenadas das medidas da diferença de potencial entre duas superfícies condutoras.

Coordenadas

Medidas V (V)

(x,y)

(x,y)

(x,y)

(x,y)

(x,y)

10ª

5.5. Representar as coordenadas da tabela 1 em um referencial cartesiano no papel

milimetrado e esboçar as superfícies equipotenciais.

5.6. Medir as distâncias de cada um dos pontos até a carga positiva, representar os raios das curvas na tabela 2.

Tabela 2: Medidas da diferença de potencial entre duas superfícies condutoras.

Distâncias (cm) Raio Desvio Medidas V (V) Médio Padrão 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª
Distâncias (cm)
Raio
Desvio
Medidas V (V)
Médio
Padrão
10ª

5.7.Utilizar as medidas da Tabela 2 tensão (V) e raio (m) para preencher a Tabela 3.

Tabela 3: Ajuste de curva dos dados experimentais.

Medidas

V (V)

r (m)

Ln (V)

Ln (r)

       

       

       

       

       

       

       

       

       

10ª

       

5.8.

Utilizar as medidas da Tabela 3 para esboçar um gráfico das grandezas

ln V ln r . Faça, em seguida, um ajuste de uma reta do tipo y ax b sobre os

pontos experimentais. Discutir o significado físico dos valores obtidos para os coeficientes linear e angular.

6. Análise dos dados

6.1. O cálculo dos coeficientes linear e angular de uma curva do tipo y ax b é

dado através das seguintes fórmulas:

e

1

2

x

i

i

 

x

i

y

i

a

n

x

i

x y

i

2

.

1

b

x

2

i

 

x

i

i

i

. Onde,

y

i

x y

 n

6.2. Compar o resultado obtido com a expressão teórica para a configuração de

cargas (geometria dos condutores) utilizada. Em seguida, faça um esboço das linhas de campo elétrico. Complete a Tabela 4 com a intensidade das linhas de campo.

Tabela 4: Cálculo da intensidade das linhas de campo elétrico.

Medidas

E (N/m)

r (m)

Incerteza

     

     

     

     

     

     

     

     

     

10ª

     

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Nove

de

Julho

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Física

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