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___________________________________________________Módulo 1 – Rede Nacional de Cuidados de Saúde

Política de Saúde

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SANTA MARIA DA FEIRA


Ano letivo de 2015/2016
CPTAS - Curso Profissional Técnico Auxiliar de Saúde - 10º ano Bom
GOSCS - Ficha de trabalho n.º 3 – Módulo A1 Trabalho!

Nome______________________________________________ Nº:____ Turma:____ Data ___/____/____


A Professora,
A interculturalidade na saúde
Madalena
Grupo I Tavares
1. Analise, atentamente, o seguinte documento.

Número de imigrantes em Portugal continua a diminuir

O número de imigrantes em Portugal continua a diminuir, tanto devido à crise


económica, como à naturalização da população estrangeira, indica um relatório da
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado
esta segunda-feira. O único indicador a subir em termos de imigração no país é o
número de vistos de estudante pedidos maioritariamente por angolanos e
brasileiros – um fenómeno que a organização explica através do esforço das
universidades portuguesas em captar novos alunos e desenvolver protocolos com
entidades externas à UE.
No relatório onde a OCDE traça as perspetivas anuais sobre migrações, esta organização compara ainda a emigração
portuguesa, com mais de 120 mil portugueses a saírem do país em 2012, à vaga dos anos 60 e 70. O perfil do emigrante
português traçado neste relatório, e de acordo com dados de 2012, é de alguém entre os 15-29 aos e do sexo masculino –
70% dos emigrantes portugueses que deixaram o país nesse ano são homens. Os principais destinos da emigração portuguesa
são União Europeia, Suíça e Angola.

“A saída crescente dos imigrantes de longo prazo, que começou com a recessão, prossegue”, observa a OCDE, destacando,
porém, que, de um total de 121.500 pessoas que deixaram o país em 2012, 96% eram portuguesas e apenas 4% eram
estrangeiras.

No que diz respeito à imigração, para além dos estudantes, indianos e chineses receberam o maior número de vistos de longa
duração em 2012. Em 2013, a população imigrante diminuiu para 401 mil pessoas, quando em 2012 contava com 417 mil,
refere o documento. Apesar de a população brasileira continuar a diminuir — 13.500 pessoas em 2013 –, quase um em quatro
imigrantes é brasileiro.

Em 2013, 30.100 estrangeiros pediram nacionalidade portuguesa, um pouco mais do que em 2012, e a maioria teve resposta
positiva, segundo o relatório. Ainda no ano passado, o número de pedidos de asilo aumentou para 500, dos quais 39% foram
provenientes de cidadãos sírios.
http://observador.pt/1/12/2014 (consultado em 12 novembro 20015)

1.1. Refira as principais razões que explicam a diminuição dos imigrantes em Portugal.

1.2. Refira a nacionalidade predominante nos imigrantes que chegam a Portugal.

1.3. Indique o indicador de imigração em Portugal no qual se verificou um aumento.

As questões que seguem devem ser respondidas com base no caderno de apoio.

2. Indique as duas vertentes onde se evidencia o impacto dos migrantes na população de acolhimento.

3. A população estrangeira não é um todo homogéneo quanto à sua inserção económica . Indique as três formas de
incorporação no mercado de trabalho.

4. Refira as vantagens da imigração em termos da evolução da população portuguesa.

5. Com base nos dados de 2014 do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, representados na figura 8, refira as 5 principais
nacionalidades de imigrantes em Portugal.

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Política de Saúde
Grupo II
1. Analise, atentamente, o seguinte documento.

Portugal é o segundo melhor do Mundo a integrar imigrantes

Portugal continua a ser o segundo melhor país do mundo a receber e integrar imigrantes, segundo o MIPEX IV (2015), a quarta
edição do Índice de Políticas de Integração de Migrantes.
Na 4ª edição do MIPEX (Migrant Integration Policy Index), que avaliou as políticas e medidas de integração de migrantes,
implementadas em 38 países da Europa, da América do Norte, da Ásia e da Oceânia, Portugal manteve a 2ª posição, já
conquistada no MIPEX III, em 2011, e registou uma subida na pontuação.
O melhor país a integrar migrantes, de acordo com o último “ranking”, de 2011, é a Suécia.

Ainda não foi divulgado o líder desta quarta edição do índice. Ainda assim, a
avaliação de Portugal na quarta edição do MIPEX foi devidamente apresentada esta
sexta-feira à tarde na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O acesso à saúde, educação e habitação permanente ressaltam no estudo como os


menos positivos, enquanto emprego, luta contra a discriminação, acesso à
nacionalidade e reunião de famílias conseguem as pontuações mais altas.

Portugal atinge uma pontuação de 75, subindo um ponto em relação ao último


estudo, realizado em 2010, graças a melhorias como sistemas de proteção a vítimas
de violência doméstica e programas de emprego.

Portugal é considerado no estudo como o país da Europa do Sul que mais bem
combate a discriminação e promove a igualdade, mas refere que o baixo número de
queixas (a rondar os 2,8 por cento da população) não significa que esteja tudo feito
no que respeita a educar os imigrantes sobre os seus direitos e as leis existentes
para os proteger.

No estudo, a Saúde é identificada como uma das áreas em


que os imigrantes em Portugal têm mais dificuldades, por
culpa da crise económica, que fez com que “encontrem
mais obstáculos administrativos” e “serviços de saúde que
dão menos respostas”.

Em Portugal, a igualdade no acesso à saúde para os


imigrantes “não é uma prioridade das políticas de saúde ou
uma obrigação específica” dos prestadores de cuidados,
fatores que colocam o país na 22.ª posição entre 38 países.

Uma das áreas em que Portugal consegue mais pontos na análise do MIPEX é a integração dos imigrantes no mercado de
trabalho: segundo números de 2011 e 2012, cerca de 28 por cento dos cidadãos não oriundos da União Europeia estavam
desempregados , abaixo dos cerca de 33 por cento da média dos países analisados.

No MIPEX aponta-se Portugal como um dos melhores países no acesso dos imigrantes a emprego com igualdade de
oportunidades e direitos, mas ressalva-se que é mais frequente haver imigrantes a trabalhar abaixo das suas qualificações e
que não é tão fácil acederem a apoios sociais como subsídio de desemprego.

Na educação, destaca-se a facilidade do acesso dos filhos de imigrantes ao sistema de ensino, mas que este não dá saída às
“novas oportunidades e necessidades” que esses alunos representam.
“O desafio é chegar a todos os alunos que precisam em todo o tipo de escolas”, ajudando-os a ultrapassar os obstáculos que
encontrem e usando a escola como forma de integrar estudantes e pais, defende-se.

Em 2013, mais de 7.800 novos imigrantes chegaram a Portugal para se juntarem a familiares que já estavam no país, um
número inferior a anos anteriores mas que mantem o país como um dos mais favoráveis à reunião de famílias.

Dos dados já revelados do novo índice, sabe-se que o Canadá desceu para o sexto lugar; que a Finlândia e a Noruega dividem
o quarto lugar; a Bélgica é 7.ª; os Estados Unidos são nonos; a Alemanha fecha o top-10; e a Itália, que está no centro das
atenções na questão da migração clandestina no Mediterrâneo, caiu para 13.º melhor país a integrar imigrantes.

http://pt.euronews.com/ 12 de junho de 2015 ( adaptado) (consultado em 12 de novembro 2015)

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1.1. Com base nos dados apresentados refira:


a) a posição de Portugal no ranking analisado.
b) os pontos mais positivos em termos de acolhimento de imigrantes.
c) os pontos mais negativos em termos de acolhimento de imigrantes.

1.2. Com base nos dados do gráfico refira as 4 áreas em que Portugal atinge a melhor pontuação.

1.3. Portugal atinge uma pontuação de 75, subindo um ponto em relação ao último estudo, realizado em 2010. Indique as
razões desta evolução.

1.4. A Saúde é a área que mais dificuldades apresenta aos imigrantes. Refira os pontos críticos a este nível.

1.4.1. Em termos da igualdade no acesso à saúde para os imigrantes refira a posição que Portugal ocupa. Justifique a razão
dessa posição.

1.5. A nível da Educação refira os pontos positivos e os constrangimentos registados.

As questões que seguem devem ser respondidas com base no caderno de apoio.

2. Mencione as consequências que podem surgir do encontro com a diferença cultural nos cuidados de saúde.

3. Sendo o acesso à saúde um direito fundamental, constata-se ainda a existência de muitas das dificuldades. Enumere-as.

4. Os estudos sobre a saúde dos migrantes apresentam os problemas mais frequentes na origem da doença, no acesso e
continuidade aos cuidados de saúde desta população. Indique os problemas detetados nestas áreas.

5. No seio dos imigrantes existem grupos particularmente vulneráveis ao nível da saúde. Refira-os.

5.1. Indique as principais doenças ou a outros problemas de saúde a que estão mais vulneráveis.

6. Explique a que níveis deve ocorrer a intervenção e os serviços de saúde para nacionais, migrantes ou minorias.

7. Relativamente à ética de prestação de cuidados na população de migrantes refira:


a) o que deve ser levado em conta pelos prestadores de cuidados.
b) os constrangimentos que podem surgir.

8. Mencione as principais imitações ao acesso de cuidados de saúde por parte dos imigrantes.

9. Tendo em vista a promoção do acesso dos imigrantes aos serviços de saúde e a resposta às suas necessidades, bem como
dos profissionais que cuidam destes grupos, o Alto Comissariado Para a Imigração e Diálogo Intercultural – ACIDI integrou no
Plano para a Integração dos Imigrantes (PCM /ACIDI IP, 2010) várias medidas. Indique-as.

10. Refira a importância dos Centros Nacionais de Apoio ao Imigrante (CNAI).

11. O Gabinete de Saúde do Centro Nacional de Apoio ao Imigrante constituiu uma estratégia de acesso dos imigrantes aos
cuidados de saúde. Indique os seus objetivos.

12. Refira no que consiste a Rede CLAII.

FIM

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