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ano

o
3
Novo

GEOGRAFIA
Pitanguá
GEOGRAFIA
Rogério Martinez
Wanessa Garcia

3 o
ano
ano

Ensino Fundamental
Anos Iniciais

Componente curricular:
Geografia

Componente curricular: Geografia

ISBN 978-85-16-11085-7

9 788516 110857

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Rogério Martinez
Licenciado e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Mestre em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-SP) - campus Marília.
Professor da rede pública de ensino básico.
Autor de livros didáticos para o ensino básico.

Wanessa Garcia
Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Mestra em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Autora de livros didáticos para o ensino básico.

GEOGRAFIA
3
o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais

Componente curricular:
Geografia

MANUAL DO PROFESSOR
1a edição

São Paulo, 2017

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Produção editorial: Scriba Soluções Editoriais
Gerência editorial: Milena Clementin Silva
Edição: Bruna Migotto Barbieri, Erica Mantovani Martins, Érika Fernanda Rodrigues
Gerência de produção: Camila Rumiko Minaki
Projeto gráfico: Marcela Pialarissi, Camila Carmona
Capa: Marcela Pialarissi
Ilustração: Edson Farias
Gerência de arte: André Leandro Silva
Edição de arte: Ana Elisa Carneiro, Camila Carmona, Rogério Casagrande, Ingridhi Borges
Editoração eletrônica: Luiz Roberto Lúcio Correa
Coordenação de revisão: Ana Lúcia Carvalho e Pereira
Preparação de texto: Ana Paula Felippe
Revisão: Fernanda Rizzo Sanchez
Coordenação de pesquisa iconográfica: Alaíde Stein
Pesquisa iconográfica: Tulio Sanches Esteves Pinto
Tratamento de imagens: José Vitor E. Costa

Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira,


Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Martinez, Rogério
Novo Pitanguá : geografia : manual do professor /
Rogério Martinez, Wanessa Garcia. -- 1. ed. --
São Paulo : Moderna, 2017.

Obra em 5 v. do 1o ao 5o ano.
Componente curricular: Geografia.

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Garcia,


Wanessa. II. Título

17-11213 CDD-372.891

Índices para catálogo sistemático:


1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho
São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
Fax (0_ _11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2017
Impresso no Brasil

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APRESENTAÇÃO

O conhecimento de Geografia é essencial para a formação de


cidadãos com uma postura participativa na sociedade, capazes de
interagir de forma crítica e consciente.
Diante disso, elaboramos esta coleção procurando confeccionar um
material de apoio que fornece aos professores e aos alunos uma
abordagem abrangente e integrada dos conteúdos, na qual os alunos
são agentes participativos do processo de aprendizagem.
Durante o desenvolvimento dos assuntos, procurou-se estabelecer
relações entre os conteúdos e as situações cotidianas dos alunos,
respeitando os conhecimentos trazidos por eles, a partir de suas
vivências. Com isso, os assuntos são desenvolvidos de maneira que o
aluno seja agente na construção de seu conhecimento e estabeleça
relações entre esses conhecimentos e seu papel na sociedade.
Diante dessas perspectivas do ensino de Geografia, o professor deixa
de ser apenas um transmissor de informações e assume um papel ativo,
orientando os alunos na construção de seus conhecimentos.
Apoiados nessas ideias e com o objetivo de auxiliar os professores em
seu trabalho em sala de aula, propomos este manual do professor. Nele,
encontram-se pressupostos teóricos, comentários, sugestões e
atividades complementares que visam auxiliar o desenvolvimento dos
conteúdos e atividades propostas em cada volume desta coleção.

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SUMÁRIO
Conhecendo a coleção ............... V A tecnologia como ferramenta
pedagógica ............................................................................... XXV
Estrutura da coleção ........................................................ V
Estrutura do livro do aluno ............................................. V Competência leitora .......................................... XXVI
Estrutura do manual do professor ................... IX Avaliação ............................. XXVIII
A Base Nacional Três etapas avaliativas ............................XXVIII
Comum Curricular (BNCC) ....... XI Avaliação inicial ou diagnóstica .......... XXVIII
A estrutura da BNCC....................................................... XI Avaliação formativa ............................................... XXVIII
Competências da BNCC ....................................................XII Avaliação somatória .............................................. XXVIII
Competências gerais.......................................................... XIII Fichas de avaliação
Competências específicas e autoavaliação.............................................................. XXIX
de área....................................................................................................... XIV
Competências específicas Proposta teórico-metodológica
de Ciências Humanas ........................................................ XIV da coleção ............................... XXX
Competências específicas
O ensino de Geografia
de Geografia...................................................................................... XV
escolar na atualidade.......................................... XXX
Os objetos de conhecimento e as
habilidades da BNCC.......................................................... XVI Os conceitos básicos
Tipos de atividades que e os conteúdos no ensino
favorecem o trabalho com de Geografia ..................................................................... XXXII
as competências da BNCC ............................ XVI Os conceitos e conteúdos
O trabalho com os Temas geográficos na coleção.............................. XXXV
contemporâneos ............................................................... XIX Geografia e Cartografia...................................XXXVI
O raciocínio geográfico............................... XXXVIII
Relações entre
as disciplinas ............................. XX Os objetivos do ensino de
Geografia nos anos iniciais ..............XXXIX
A prática docente ................... XXI
Os conteúdos e suas categorias ........... XL
Procedimentos de pesquisa ................... XXII
Conteúdos conceituais ................................................... XLI
Definição do tema................................................................XXII
Conteúdos procedimentais..................................... XLI
Objetivo da pesquisa.......................................................XXII
Conteúdos atitudinais.................................................... XLII
Cronograma................................................................................. XXIII
Coleta de informações .............................................. XXIII O trabalho com os conteúdos ............XLIII
Análise das informações ........................................ XXIII As atividades e o desenvolvimento
de habilidades........................................................................... XLIII
Produção .......................................................................................... XXIII
Divulgação.................................................................................... XXIV Distribuição dos
Espaços não formais conteúdos de Geografia .....XLIV
de aprendizagem....................................................... XXIV Material para reprodução .. XLVI
Procedimentos para visitas a espaços
não formais de aprendizagem ....................... XXV Bibliografia .......................... XLVIII

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Conhecendo a coleção
Esta coleção destina-se a alunos e professores dos anos iniciais do Ensino Funda-
mental. Ela é formada por um conjunto de cinco volumes (1o ao 5o ano), sendo cada um
deles subdividido em quatro unidades temáticas. As unidades são formadas por duas
páginas de abertura, nas quais uma imagem e algumas questões têm o objetivo de
levar os alunos a realizarem reflexões iniciais sobre o tema abordado. As páginas
de conteúdos, as seções especiais e as atividades apresentam imagens, tabelas, qua-
dros e outros tipos de recursos que favorecem a compreensão dos assuntos estudados
e instigam o desenvolvimento de um olhar crítico para os temas.

Estrutura da coleção
Estrutura do livro do aluno

ANDRE DIB/PULSAR IMAGENS


Páginas de abertura
O trabalho e
seus produtos CONECTANDO IDEIAS As duas páginas espelhadas de
1. Qual trabalho a obra de arte
está representando?
abertura apresentam uma imagem,
2. Qual produto é obtido por
esse tipo de trabalho? um pequeno texto e questões no
3. Pense em outros tipos de
trabalho que fazem parte do boxe Conectando ideias, que
seu dia a dia.
abrem espaço para que se inicie a
abordagem dos conteúdos da
Nosso dia a dia está repleto de unidade. As questões têm como
muitos produtos feitos por meio do
trabalho de muitas pessoas. Você já
havia pensado sobre isso?
objetivo levar o aluno a refletir sobre
a situação apresentada na imagem,
explorar seus conhecimentos
prévios acerca dos conteúdos e
aproximar o assunto da realidade
Arrastão, de Cordeiro do Maranhão.
Monumento em homenagem aos
pescadores, em São Luís, Maranhão,
da criança.
em 2015.

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1 Os lugares do nosso dia a dia


As pessoas costumam ir a lugares diferentes a todo momento. Assim
como elas, você também frequenta outros lugares além da sua moradia?
Vamos conhecer os lugares que o personagem da história em quadrinhos
frequenta.
Conteúdo
Nos cinco volumes (1o ao 5o ano) os
conteúdos serão iniciados por
temas e subtemas que exploram e
aprofundam os conteúdos
geográficos. Esses conteúdos são
iniciados preferencialmente por
© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.

situações contextualizadas e com


recursos editoriais diversificados.
Chico Bento em: Cenas de domingo, de Mauricio de Sousa. Chico Bento.
São Paulo, Globo, n. 407, p. 31-32, ago. 2002. (Turma da Mônica.) Ao longo deles, são propostas
1. Onde Chico Bento estava quando acordou? questões a fim de tornar a aula
dinâmica e estimular a participação
©MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.

2. O que ele fez depois de tomar café?


dos alunos.
3. Você já esteve em lugares semelhantes ao lugar que Chico Bento
foi? Se sim, faça um desenho sobre um deles em uma folha de
papel e mostre aos colegas.
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V
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CIDADÃO
DO MUNDO
Os povos indígenas e a natureza Na floresta que cobre a terra tem
caça, remédios, frutas.
Os povos indígenas também fazem uso da natureza e dela exploram
os recursos necessários para obter seus alimentos, construir suas moradias Tem madeira para construir a casa.
e realizar suas atividades. E madeira para construir a canoa.
Porém, de acordo com seu modo de vida, eles sabem que a Tem materiais para fabricar
sobrevivência do seu povo depende diretamente da natureza e, por isso,
os objetos da casa,
fazem uso de seus recursos, procurando conservá-la.
O texto a seguir descreve como alguns povos indígenas aproveitam os brinquedos e os enfeites,
os recursos da natureza. as tintas para pintar.
Tem materiais para fazer a festa,
as máscaras e os instrumentos musicais,

GUSTAVO RAMOS
Vida junto com a floresta para fazer música.
A nossa riqueza está na terra. Da floresta vêm as histórias para contar
Na terra podemos formar nossas aldeias. e os espíritos que ajudam a curar.
Podemos cultivar nossas roças. Nossa vida anda junto com a floresta.
Nos rios, igarapés e lagos podemos pescar. [...]
O livro das árvores, organizado por Jussara Gomes Gruber.
2. ed. Amazonas: Organização Geral dos Professores
Ticuna Bilíngues, 1997. p. 70.

• Com a madeira das árvores alguns povos


indígenas constroem casas, canoas, arcos,
flechas e utensílios domésticos.
• Com os cipós retirados das árvores, os
indígenas fazem redes de dormir, esteiras,
1. De acordo com o texto, a natureza é importante para
cestos e adornos, como pulseiras e colares.
os povos indígenas? Por quê?
• Das plantas, os indígenas também extraem
as tintas naturais usadas para pintar o 2. Para você, a natureza também é importante? Por quê?
corpo e decorar objetos.

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Cidadão do mundo
Essa seção explora os temas contemporâneos com base em situações do
cotidiano. Nela, são propostas questões que exploram a problemática
levantada, estimulando reflexões em relação ao assunto.
No decorrer dos volumes da coleção são trabalhados os 14 temas
contemporâneos elencados na BNCC: preservação do meio ambiente;
educação para o consumo; educação financeira e fiscal; trabalho; ciência e
tecnologia; direitos das crianças e dos adolescentes; educação em direitos
humanos; diversidade cultural; educação para o trânsito; sexualidade; saúde;
educação alimentar e nutricional; processo de envelhecimento e valorização do
idoso; e vida familiar e social. O nome do tema contemporâneo abordado é
destacado nos comentários do manual do professor.

PARA SABER FAZER Fazendo um bilboquê


Para saber fazer
MATERIAIS
Vamos reutilizar! • garrafa PET
• tampa de garrafa PET
São apresentadas atividades
Existem várias maneiras de reutilizar os materiais que seriam
descartados, dando a eles uma nova utilidade. Usando a criatividade
podemos fazer brinquedos, porta-lápis, vasos, objetos decorativos, etc.
• barbante (cerca de 40 centímetros)
• tesoura com pontas arredondadas
práticas, lúdicas, jogos
Veja a seguir. • tinta, canetas ou adesivos coloridos
• restos de papéis coloridos
individuais ou em grupo, que
Fazendo um porta-lápis
ANDRÉ L. SILVA/
ASC IMAGENS

MATERIAIS
permitem a interação entre os
PASSO A PASSO
• recipiente para fazer o porta-lápis (latinha de alimento,
pote de plástico, caixa de leite, garrafa PET, etc.)
alunos, com o objetivo de
1
• cartolinas, restos de papéis coloridos e barbantes ou
fitas de cetim
Cortar a parte
superior da garrafa.
problematizar ou despertar o
• canetas coloridas
• cola branca
2
Bilboquê feito
de garrafa PET. interesse para o estudo sobre
• tesoura com pontas arredondadas
Amarrar uma ponta
do barbante no
3
Embrulhar a tampa da
um tema. Nessa proposta, o
PASSO A PASSO gargalo da garrafa.
aluno é orientado, passo a
garrafa PET e amarrar
a outra ponta do
1 barbante nela.
Cortar o papel na medida
para encapar o recipiente. 4 passo, a realizar uma
determinada atividade,
Pintar o bilboquê com
tinta, canetas ou
adesivos coloridos.
2
ONLY ZOIA/SHUTTERSTOCK

Colar o papel na superfície


do recipiente, encapando-o.
contribuindo para a ampliação
AGORA É COM VOCÊ!
eficaz de seu conhecimento.
Siga os passos anteriores e construa um porta-lápis para guardar
3
seus lápis, canetas e outros materiais escolares, e depois um bilboquê
Decorar o porta-lápis com
Porta-lápis para você brincar.
laços de barbantes, fitas de
feito de latinha
cetim ou desenhos. • Agora observe os materiais que você construiu. O que eles têm em
de alimento.
O porta-lápis já está pronto! comum?
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VI

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Artesanato
O artesanato é a arte e a técnica de produzir objetos
manualmente, em alguns casos, com o auxílio de ferramentas simples.
A atividade do artesanato é muito praticada no Brasil. Existem
vários tipos de produtos artesanais feitos com as mais diferentes
matérias-primas, como argila, madeira, fibras e couro. Veja.

Argila
ISMAR INGBER/PULSAR IMAGENS

A argila, geralmente retirada da margem


dos rios, é utilizada na arte de

Boxe complementar
confeccionar cerâmica para compor
esculturas, como estátuas e bonecos em
miniatura, e outros objetos, como vasos e
utensílios domésticos.
Na foto, vasos de argila em Manaus,
Amazonas, em 2015.
Apresenta informações
Fibras complementares e curiosidades a

TALES AZZI/PULSAR IMAGENS


Plantas como o cipó e fibras extraídas de
palmeiras e do agave (sisal) são utilizadas respeito dos assuntos tratados no
como matéria-prima por diversos
artesãos. Com essas fibras são
produzidos cestos, tapetes, cordas, conteúdo, despertando o interesse
peças de vestuário, entre outros objetos.
Na foto, artesanato com capim dourado
em Mateiros, Tocantins, em 2015.
do aluno e contribuindo para a
contextualização dos conteúdos.
Rendas e bordados
RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS

As rendas e os bordados são feitos


com o entrelaçamento de fios em um
fundo de tecido. Para realizar esse
trabalho, o artesão utiliza instrumentos,
como agulhas.
Na foto, artesanato de rendas em
Caruaru, Pernambuco, em 2015.

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2. O texto abaixo se refere ao que os moradores de uma cidade


ATIVIDADES viram do alto de uma montanha.
1. Observe as paisagens das fotos abaixo. Leia-o.
[...] lá do alto, viram um riacho
A
de águas cristalinas, árvores cheias de
frutos, pássaros que não paravam de
cantar e uma cidade pequena e muito Atividades
linda, cheia de casinhas coloridas,
RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS

com uma casa maior no meio que era


Paisagem de parte onde trabalhava o prefeito. Essa seção explora e aprofunda os
do município de
Ouro Preto, Minas
Gerais, em 2017. conteúdos, buscando conexões
com outras disciplinas, sempre que
GUSTAVO RAMOS

possível. As atividades são


apresentadas em níveis gradativos,
ANDRE DIB/PULSAR IMAGENS

Depois da montanha azul, de Christiane Gribel. Ilustrações de Bebel


Paisagem de parte Callage. Rio de Janeiro: Salamandra, 2001. p. 40
do município de
• Agora, anote as palavras do texto de acordo com o quadro abaixo.
Cavalcante, Goiás,
em 2017.
Elementos criados Elementos construídos
do mais básico ao mais complexo,
a. Escreva o nome de dois elementos que se destacam: pela natureza pelo ser humano
e são exploradas situações
• na paisagem A:

• na paisagem B:
contextualizadas e diferentes
b. Marque um X na foto que mostra:
recursos editoriais.
• uma paisagem cultural. • uma paisagem natural. 3. Marque a letra C para os elementos culturais e a letra N para os
elementos naturais dos quadros abaixo.
Foto A. Foto B. Foto A. Foto B.
Vegetação. Estrada. Ponte.

c. Na paisagem do lugar onde você vive, predominam elementos Lavoura. Oceano. Rio.
naturais ou elementos culturais? Dê exemplos.
Indústria. Montanha. Cidade.

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Cuidando do nosso patrimônio


No Brasil, o órgão responsável pela conservação e divulgação do
O que você estudou sobre...
nosso patrimônio é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan).
É muito importante que todas as pessoas colaborem com a
Essa seção tem como objetivo o fechamento
conservação dos patrimônios que existem em nosso país, pois eles
pertencem a todas as pessoas.
da unidade, uma oportunidade para o aluno
Em muitas cidades, no entanto, podemos encontrar exemplos de
patrimônios históricos, culturais e também bens públicos, como praças,
realizar uma autoavaliação de sua
monumentos, etc., depredados e malcuidados, ou sem a devida manutenção.
Veja a foto abaixo. aprendizagem e retomar os conhecimentos
aprendidos. Nela, são apresentadas
ALEX COUTINHO RIBEIRO/FOTOARENA

questões com os principais temas, noções e


conceitos trabalhados.
Para isso, nesse manual são propostas
dinâmicas para o trabalho com essa seção,
de modo que o professor avalie a
aprendizagem dos alunos, além de
Após vários roubos dos óculos da estátua de Carlos Drummond de Andrade, um famoso
estimulá-los a construir colaborativamente
uma síntese dela.
escritor brasileiro, a população colocou esse cartaz ao lado da estátua, em protesto a
essas atitudes de depredação do bem público, na cidade do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro, em 2015.

• No lugar onde você mora, os patrimônios da nossa cultura e também


os bens públicos estão bem conservados? Em sua opinião, de que
maneira esses patrimônios podem ser mais bem cuidados?
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VII
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Para saber mais
Apresenta sugestões de livros, filmes e sites que podem ser
explorados pelos alunos. Cada sugestão é acompanhada por
sua sinopse.

Bibliografia
Apresenta ao final de cada volume as principais obras utilizadas
para consulta e como referência na produção das unidades
do livro do aluno.

Ícones
No decorrer das unidades diversos ícones auxiliam a organização e a condução do
trabalho. Veja o significado de cada um deles.

Resposta oral: indica que Resposta no caderno:


a atividade ou o item da indica que a atividade ou
atividade deve ser o item da atividade deve
respondido oralmente. ser respondido no
caderno.

Tecnologia: indica que a realização da atividade envolve o


uso de algum recurso tecnológico digital, como o
computador, o celular ou outras ferramentas.

Atitude legal: indica um breve momento de reflexão a


respeito de atitudes que envolvem valores ou competências
socioemocionais relacionados ao assunto tratado.

Ideias para compartilhar: indica uma oportunidade para os


alunos compartilharem uma ideia ou experiência a respeito de
determinado assunto. Um espaço para que o aluno expresse
soluções para problemas individuais ou coletivos, propiciando
a socialização de hipóteses, conhecimentos, habilidades e
vivências.

Cartografia: indica Cor: indica que as cores


conceitos, noções ou utilizadas na imagem
habilidades relacionadas à não são reais.
aprendizagem de
Cartografia.

Proporção: indica que as Em grupo: indica que a


imagens não estão atividade deverá ser
proporcionais entre si. realizada em duplas ou
grupos.

VIII

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Estrutura do manual do professor
O manual do professor impresso é organizado em duas partes. A primeira delas é
composta pelos pressupostos teóricos e metodológicos que fundamentam a coleção,
pela descrição e pelas orientações acerca das seções e da estrutura de conteúdos,
bem como suas relações com a BNCC, pelos quadros de distribuição dos conteúdos
de Geografia, pelo material para reprodução e pela bibliografia.
A segunda parte é composta pelas orientações ao professor página a página. Para
isso, o manual traz a reprodução de cada página do livro do aluno em tamanho redu-
zido. Nelas, além do texto do livro do aluno na íntegra, estão as respostas de quase
todas as atividades. As respostas que não estão nessas páginas, assim como os de-
mais comentários e sugestões ao professor, estão nas laterais e nos rodapés.
Além dos volumes impressos, é disponibilizado um material digital que oferece sub-
sídios ao professor para o trabalho em sala de aula. Esse material possui sequências
didáticas, avaliações, projetos integradores e planos de desenvolvimento compostos
por sugestões para a organização de conteúdos, práticas pedagógicas e atividades
recorrentes na sala de aula, entre outras sugestões.
Conheça a seguir as características das orientações página a página do manual
impresso.

As informações complementares para o


No início de cada unidade são trabalho com as atividades, teorias ou
apresentados os principais seções, assim como sugestões de condução
conceitos e conteúdos que e curiosidades, são organizadas e
serão trabalhados. apresentadas em tópicos em toda a unidade.

A unidade aborda o estudo do lugar, • Comente com os alunos que os luga-


destacando as relações das pessoas res que frequentamos no nosso dia a
em seus lugares de vivência, assim dia não estão relacionados somente
como as características naturais e com os lugares públicos, mas tam-
culturais que dão identidade e distin- bém com os particulares, ou seja,
guem os diferentes lugares. que pertencem a alguém.
O lugar é um dos principais conceitos
de estudo da Geografia, representan-
O nosso lugar e • Cite exemplos como a casa onde
cada um vive, os estabelecimentos
do uma porção do espaço geográfico
onde as pessoas desenvolvem rela-
os outros lugares comerciais, as propriedades rurais,
os clubes recreativos, etc.
ções de afeto e estabelecem vínculos.
A presente unidade também estuda
Conectando ideias
semelhanças e diferenças entre os
lugares. 1. O lugar mostrado na foto é no

Resposta da seção
litoral. Espera-se que os alunos
• Inicie o estudo pedindo que os alunos
ZUPPANI/
IMAGENS
ZÉZUPPANI/
PULSARIMAGENS

comentem que é uma praia com


observem a imagem de abertura e
base na leitura da legenda da
PULSAR

descrevam a cena mostrada.

Conectando ideias
imagem, o que também pode
• Estimule a participação de todos os
ser observado nas característi-
alunos para que seja possível explorar cas do lugar.
o conhecimento prévio sobre o tema.
2. Resposta pessoal. Espera-se
que os alunos respondam que,
Mais atividades
• Realize um momento de diálogo com
ao frequentar lugares semelhan-
tes ao da foto, eles brincam na Respostas das
água, brincam na areia, etc.

perguntas propostas na
os alunos como abordagem inicial do
estudo desta unidade. 3. Resposta pessoal. Incentive os
• Pergunte quais lugares de convivên- alunos a citarem os lugares que
frequentam no dia a dia.

seção.
cia pública existem próximo à escola
ou no município. Escreva na lousa
os possíveis lugares conforme a re-
alidade do município, como parque,
campo de futebol, quadra de espor-
tes, lago, praia, etc. Você já
Você já observou
observou que
que todos
todos os
os dias
dias
• Após escrever a lista de exemplos, frequentamos diferentes
frequentamos diferentes lugares?
lugares? Nossa
Nossa casa,
casa,
questione quais alunos frequentam aa escola,
escola, parques
parques ee praias
praias são
são alguns
alguns exemplos.
exemplos.
tais lugares. Investigue o conheci-
mento deles em relação ao assunto CONECTANDO IDEIAS
e, consequentemente, à frequência
1. Que
1. Que lugar
lugar está
está sendo
sendo mostrado
mostrado na
na foto?
foto?
deles nos referidos lugares.
2. Você
2. Você costuma
costuma frequentar
frequentar lugares
lugares como
como
• Por fim, solicite que façam um de-
senho do lugar que mais gostam de
esse? Nesse
esse? Nesse caso,
caso, oo que
que você
você costuma
costuma
frequentar diariamente ou eventual- fazer quando
fazer quando os
os visita?
visita?
mente. Relacione este desenho com 3. Conte
3. Conte aos
aos colegas
colegas sobre
sobre outros
outros lugares
lugares
a atividade 3 da página 9. Crianças brincando
Crianças brincando nas
nas águas
águas do
do mar,
mar, no
no que você
você frequenta
frequenta emem seu
seu dia
dia aa dia.
dia.
litoral de
de Guarujá,
Guarujá, São
São Paulo,
Paulo, em
em 2014.
2014.
que
litoral
88 99

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PM
• O texto a seguir explica a importância de estudar o conceito de lugar na ciência geográfica.

[...] local. A globalização e a localização, frag- externos para se compreender o que aconte- situadas num tempo e num espaço, que pode
Na literatura geográfica, o lugar está pre- mentando o espaço, exigem que se pense ce em cada lugar. ser recorte de um espaço maior, mas por hi-
sente de diversas formas. Estudá-lo é funda- dialeticamente esta relação [...]. [...] pótese alguma é isolado, independente. [...]
mental, pois ao mesmo tempo que o mundo Estudar e compreender o lugar, em Geo- Compreender o lugar em que vive permite CALLAI, Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender
é global, as coisas da vida, as relações so- grafia, significa entender o que acontece no ao sujeito conhecer a sua história e conseguir o mundo. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.) e
ciais se concretizam nos lugares específi- espaço onde se vive para além das suas con- entender as coisas que ali acontecem. Ne- outros. Ensino de Geografia: práticas e textualizações no
cos. E como tal a compreensão da realidade dições naturais ou humanas. Muitas vezes as nhum lugar é neutro, pelo contrário, é reple- cotidiano. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2002. p. 84-85.
do mundo atual se dá a partir dos novos sig- explicações podem estar fora, sendo neces- to de história e com pessoas historicamente
nificados que assume a dimensão do espaço sário buscar motivos tanto internos quanto

8 9

g19_3pmg_mp_u01_p008a041.indd 8 04/01/18 7:16 PM g19_3pmg_mp_u01_p008a041.indd 9 04/01/18 7:16 PM

Mais atividades No decorrer das unidades, sempre


que oportuno, são apresentadas
Além das atividades presentes no livro do aluno, novas
citações que enriquecem e
propostas são feitas nessa seção. Para a realização de
fundamentam o trabalho proposto.
algumas dessas atividades, é necessário que sejam
organizados alguns materiais com antecedência.

IX

1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmg_001a013.indd 9 04/01/18 8:59 PM


Objetivo do tema Destaques da BNCC
No início de cada tema são No decorrer das unidades são destacadas e comentadas
apresentados os objetivos de algumas relações entre o que está sendo abordado no
aprendizagem. livro do aluno e o que é proposto na BNCC.

Objetivos
• Compreender que a paisagem é
Destaques da BNCC
• O trabalho de análise do texto pro- Acompanhando a
plástico, latas,
latas, restos
restos dede alimentos,
alimentos, caixa
caixa dede papelão.
papelão. Tinha
Tinha dede tudo!
tudo!
aprendizagem
transformada ao longo do tempo, plástico, move a consciência socioambiental,
seja de maneira rápida, seja de
maneira lenta. 1 A transformação da paisagem
2 [...]
[...]
Vendo tudotudo isso
isso acontecer,
acontecer, umum vizinho
vizinho pediu
pediu ajuda
ajuda para
para osos outros
outros
mobilizando a Competência espe-
cífica de Geografia para o ensino
Vendo fundamental 6, da BNCC.
• Identificar as ações humanas
O ser
ser humano
humano modifica
modifica oo lugar
lugar onde
onde vive.
vive. ee começaram
começaram aa tirar tirar oo lixo.
lixo. Primeiro
Primeiro oo lixo
lixo miúdo,
miúdo, depois,
depois, oo entulho
entulho
como transformadoras das O
Sugere estratégias para
De que
De que maneira
maneira você
você das margens.
margens.
Muitas vezes,
vezes, essas
essas transformações
transformações são são realizadas
realizadas das
paisagens. Muitas transforma oo lugar
transforma lugar
com aa finalidade
finalidade de
de melhorar
melhorar esse
esse lugar.
lugar. onde você
onde você vive?
vive? Tiraram tanto
Tiraram tanto lixo
lixo que
que foi
foi preciso
preciso umum caminhão
caminhão para
para fazer
fazer oo
com Acompanhando a aprendizagem
serviço todo.
serviço todo.

que o professor realize a


O texto
O texto aa seguir
seguir relata
relata como
como alguns
alguns moradores
moradores que
que viviam
viviam perto
perto de
de [...]
• Distribua folhas de papel sulfite para
Destaques da BNCC [...]
um rio
um rio modificaram
modificaram aa paisagem
paisagem do
do lugar.
lugar. Leia-o.
Leia-o. os alunos.
• A análise do texto trata da questão Durante aa leitura
Durante leitura do
do texto,
texto, oriente
oriente os
os alunos
alunos aa procurarem
procurarem no
no dicionário
dicionário as
as palavras
palavras que
que Agora sim!
Agora sim! As
As ruas
ruas estão
estão limpas,
limpas, asas pessoas
pessoas com
com saúde
saúde ee oo nosso
nosso
• Peça que dividam a folha em três
do lixo e da maneira como muitas desconhecerem.
desconhecerem. O rio
O rio que
que nasceu
nasceu de de novo
novo rio voltou
rio voltou aa ser
ser como
como antes,
antes, ou
ou até
até mais
mais bonito.
bonito.

avaliação da
partes.
pessoas descartam o que não utili- Era uma
Era uma vezvez um
um rio
rio muito
muito bonito
bonito de
de água
água tãotão clara
clara que
que Olhe em
Olhe em volta
volta dodo rio,
rio, parece
parece umum jardim!
jardim!
• Oriente-os para realizar três dese-
zam mais, permitindo um trabalho dava para
dava para ver
ver asas pedrinhas
pedrinhas lá lá no
no fundo.
fundo. As borboletas coloridas parece que estão
As borboletas coloridas parece que estão dançando. dançando. nhos sobre o texto lido: o rio como
com parte da habilidade EF03GE08,

aprendizagem dos
Era gostoso
Era gostoso brincar
brincar dede barquinho,
barquinho, de de bola,
bola, de
de boiar
boiar em
em Fizeram até
Fizeram até uma
uma ponte!
ponte! era no começo, como ficou com o
da BNCC.
câmara de
câmara de pneus.
pneus. Que legal!
Que legal! lixo e como ficou após as pessoas
Mas alguém
alguém queque não
não queria
queria mais
mais um
um velho
velho sofá
sofá ee não
não terem feito a sua limpeza.
Mas O rio
O rio que
que nasceu
nasceu de
de novo,
novo, de
de Vera
Vera M.
M. C.
C. Casarini.
Casarini. São
São Paulo:
Paulo: Cetesb,
Cetesb, 1998.
1998. p.
p. 1-9.
1-9.

alunos em momentos
• Introduza o assunto com uma con- tinha onde
tinha onde colocar,
colocar, jogou-o
jogou-o no no rio.
rio. Nesse
Nesse rio
rio tão
tão lindo!
lindo! Numere aa sequência
3. Numere
3. sequência correta
correta das
das frases
frases aa seguir,
seguir, de
de acordo
acordo com
com • Avalie se os alunos compreenderam
versa. Explique que temos estudado E aos
aos poucos,
poucos, oo rio
rio foi
foi ficando
ficando cheio
cheio de
de lixo
lixo de
de bem o processo de poluição e des-
E aa ordem
ordem dos
dos acontecimentos
acontecimentos descritos
descritos no
no texto.
texto.
poluição do rio.
as paisagens e vimos que existem todo oo tipo
todo tipo ee tamanho:
tamanho: garrafas
garrafas de de vidro
vidro ee de
de

oportunos.
muitos tipos de paisagens. Questio- 11 O rio
O rio era
era muito
muito bonito,
bonito, de
de águas
águas claras.
claras.

RAMOS
ne os alunos:

GUSTAVORAMOS
Alguns moradores
Alguns moradores sese uniram
uniram ee retiraram
retiraram oo lixo
lixo
A. Uma paisagem é sempre igual as 33 Saberes integrados

GUSTAVO
que havia
que havia sido
sido jogado
jogado no
no rio.
rio.
outras? Será que ela muda com o
• O lixo espalhado pelas ruas e rios,
tempo? Ele ficou
Ele ficou sujo,
sujo, pois
pois as
as pessoas
pessoas passaram
passaram aa além de contaminar o solo e poluir as
22
R: Espera-se que os alunos res- jogar lixo
jogar lixo nele.
nele. águas, também atrai insetos e roedo-
pondam que uma paisagem é res, que podem passar diversas do-
diferente da outra e que uma O rio
O rio voltou
voltou aa ficar
ficar bonito,
bonito, ganhou
ganhou até
até
44 enças, como a dengue, a chikun-
mesma paisagem muda com uma ponte.
uma ponte. gunya e a zika. Esse assunto permite
o passar do tempo. uma articulação com a disciplina de
B. E existe algum tipo de passagem
que não muda nunca?
Ciências.
• Para mais informações sobre essas
doenças, acesse o site Prevenção e
Saberes integrados
R: Não, pois mesmo as paisa-
gens naturais são alteradas combate: Dengue, chikungunya e zika.
pelas ações da natureza, como
estudaremos mais adiante.
• Explore o texto, auxiliando-os com
Disponível em: <http://combateaedes.
saude.gov.br/pt/sintomas>. Acesso
em: 19 dez. 2017.
São apresentadas
o significado de alguma palavra que
desconheçam. Incentive-os a recor-
rer ao dicionário.
relações do conteúdo
• Conduza a exploração do texto de
modo que eles concluam que as
pessoas que jogam lixo nas ruas não
60
60 61
61
abordado com outras
disciplinas e áreas do
medem as graves consequências
que isso pode causar, com danos so-
bre o meio ambiente e ao próprio ser g19_3pmg_lt_u2_p058a063.indd 60
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12/29/17 7:52PM
PM

conhecimento, assim
humano. O lixo jogado indevidamen- • Competência específica de Geografia para o ensino fundamental 6: Construir argumen-
te nas ruas e nas vias públicas atrai Ideias para compartilhar tos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que
animais transmissores de doenças • Permita aos alunos que exemplifiquem e debatam sobre como eles têm sido agentes transfor- respeitem e promovam a consciência socioambiental e respeito à biodiversidade e ao outro,
(baratas e ratos, por exemplo), além madores do lugar onde vivem. Oriente para que reconheçam tanto ações positivas, que devem sem preconceitos de origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/necessidade,
de ser carregado pelas águas das
chuvas até rios, córregos e lagos.
ser mantidas, como as negativas, que precisam ser corrigidas, como o exemplo dado no texto. convicção religiosa ou de qualquer outro tipo.
como sugestões de
• EF03GE08: Relacionar a produção de lixo doméstico ou da escola aos problemas causados
pelo consumo excessivo e construir propostas para o consumo consciente, considerando a
ampliação de hábitos de redução, reúso e reciclagem/descarte de materiais consumidos em
trabalho com esses
casa, na escola e/ou no entorno.

60 61 conteúdos.

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Ideias para compartilhar A primeira vez que uma


Orientações e sugestões para o competência ou habilidade da
trabalho com o boxe Ideias BNCC é citada na unidade, seu
para compartilhar. texto é apresentado na íntegra.

Atitude legal: Orientações e Respostas


sugestões para o trabalho com o
Respostas das atividades e questões que não
boxe Atitude legal.
estão nas páginas reduzidas do livro do aluno.

O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE...

Apresenta sugestões de condução para a seção, levando em


consideração as peculiaridades de cada conteúdo.

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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Desde as publicações da atual Constituição brasileira (1988) e da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (1996), tem sido recorrente no Brasil a ideia de se estabelecer um
documento normativo como referencial curricular para orientar os processos de ensi-
no e aprendizagem no país e delimitar as aprendizagens consideradas essenciais da
Educação Básica.
Nesse sentido, nas últimas décadas, algumas publicações e legislações contribuí-
ram para consolidar no país uma proposta de educação que valorizasse a formação
cidadã.
Sendo assim, foram de extrema importância as publicações das Leis no 10.639
(2003) e no 11.645 (2008), que complementaram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,
tornando obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e dos povos indíge-
nas. Essas iniciativas fazem parte do processo de luta e mobilização por uma educação
voltada para combater o racismo e valorizar a diversidade cultural.

[...] A escola tem papel preponderante para eliminação das discriminações e


para emancipação dos grupos discriminados, ao proporcionar acesso aos conhe-
cimentos científicos, a registros culturais diferenciados, à conquista de racionali-
dade que rege as relações sociais e raciais, a conhecimentos avançados,
indispensáveis para consolidação e concerto das nações como espaços democrá-
ticos e igualitários.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e
para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: MEC, 2004. p. 15. Disponível em: <http://www.
acaoeducativa.org.br/fdh/wp-content/uploads/2012/10/DCN-s-Educacao-das-Relacoes-Etnico-Raciais.pdf>.
Acesso em: 17 nov. 2017.

Outro marco foi a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educa-
ção Básica (2013), destacando a relevância de temas como Educação do Campo,
Educação Especial, Educação Escolar Indígena, Educação Escolar Quilombola, Rela-
ções Étnico-Raciais, Educação em Direitos Humanos e Educação Ambiental.
Nesse contexto, em 2017, após o diálogo entre especialistas, professores e a socie-
dade em geral, foi enviada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a terceira versão
da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Esse documento tem o objetivo de defi-
nir “o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alu-
nos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica”
(BRASIL, 2017).
Como proposta fundamental, a BNCC destaca que a prioridade da Educação Bási-
ca é a “formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, demo-
crática e inclusiva” (BRASIL, 2017).

A estrutura da BNCC
A BNCC está estruturada em dez Competências gerais. Com base nelas, para o
Ensino Fundamental, cada área do conhecimento apresenta Competências específi-
cas de área e de componentes curriculares.
Esses elementos são articulados de modo a se constituírem em unidades temáti-
cas, objetos de conhecimento e habilidades.

XI

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Competências da BNCC
Os debates em torno de currículos referenciados no desenvolvimento de competên-
cias têm sido recorrentes nos últimos anos no Brasil. De modo geral, uma aprendiza-
gem voltada à formação de competências tem como objetivo a construção de relações
cognitivas para que o aluno possa mobilizá-las e refletir acerca da realidade, levantar
hipóteses e solucionar problemas do seu dia a dia.

[...]
Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos
(saberes, capacidades, informações, etc.) para solucionar com pertinência e eficá-
cia uma série de situações. Três exemplos:
• Saber orientar-se em uma cidade desconhecida mobiliza as capacidades de
ler um mapa, localizar-se, pedir informações ou conselhos; e os seguintes sa-
beres: ter noção de escala, elementos da topografia ou referências
geográficas.
• Saber curar uma criança doente mobiliza as capacidades de observar sinais
fisiológicos, medir a temperatura, administrar um medicamento; e os se-
guintes saberes: identificar patologias e sintomas, primeiros socorros, tera-
pias, os riscos, os remédios, os serviços médicos e farmacêuticos.
• Saber votar de acordo com seus interesses mobiliza as capacidades de saber
se informar, preencher a cédula; e os seguintes saberes: instituições políti-
cas, processo de eleição, candidatos, partidos, programas políticos, políticas
democráticas, etc.
[...]
GENTILE, Paola; BENCINI, Roberta. Construindo competências: entrevista com Philippe Perrenoud, Universidade de
Genebra. Revista Nova Escola, set. 2000, p. 19-31. Disponível em: <https://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/
perrenoud/php_main/php_2000/2000_31.html>. Acesso em: 15 nov. 2017.

Com o desenvolvimento de competências, os alunos são instigados a formar um


repertório cognitivo que possibilita a eles atuar de forma autônoma, responsável e
justa. Os conhecimentos escolares passam a ser mobilizados em prol da resolução de
conflitos e de problemas.
De acordo com a BNCC, as competências auxiliam os alunos na tomada de deci-
sões pertinentes ao longo de sua vida, auxiliando-os em situações e experiências vi-
vidas diariamente.

Segundo a LDB (Artigos 32 e 35), na educação formal, os resultados das


aprendizagens precisam se expressar e se apresentar como sendo a possibilida-
de de utilizar o conhecimento em situações que requerem aplicá-lo para tomar
decisões pertinentes. A esse conhecimento mobilizado, operado e aplicado em si-
tuação se dá o nome de competência.
[...]
No âmbito da BNCC, a noção de competência é utilizada no sentido da mobili-
zação e aplicação dos conhecimentos escolares, entendidos de forma ampla (con-
ceitos, procedimentos, valores e atitudes). Assim, ser competente significa ser
capaz de, ao se defrontar com um problema, ativar e utilizar o conhecimento
construído.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 17 nov. 2017.

XII

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Competências gerais
A BNCC reconhece como princípio fundamental a formação integral dos estudan-
tes. O documento propõe o desenvolvimento global dos alunos, aliando perspectivas
cognitivas e afetivas, além da formação de cidadãos plenos, com pensamento autôno-
mo e preocupados com os desafios contemporâneos.
Assim, adotando como base as discussões éticas apresentadas nas Diretrizes Cur-
riculares Nacionais Gerais da Educação Básica, o documento apresenta dez Compe-
tências gerais que se articulam ao longo de todos os componentes curriculares.

Competências gerais da BNCC

1 Valorizar e utilizar os conhecimentos 6 Valorizar a diversidade de saberes e vivências


historicamente construídos sobre o mundo culturais e apropriar-se de conhecimentos e
físico, social e cultural para entender e explicar a experiências que lhe possibilitem entender as
realidade (fatos, informações, fenômenos e relações próprias do mundo do trabalho e fazer
processos linguísticos, culturais, sociais, escolhas alinhadas ao seu projeto de vida
econômicos, científicos, tecnológicos e pessoal, profissional e social, com liberdade,
naturais), colaborando para a construção de autonomia, consciência crítica e
uma sociedade solidária. responsabilidade.

2 Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à 7 Argumentar com base em fatos, dados e


abordagem própria das ciências, incluindo a informações confiáveis, para formular, negociar
investigação, a reflexão, a análise crítica, a e defender ideias, pontos de vista e decisões
imaginação e a criatividade, para investigar comuns que respeitem e promovam os direitos
causas, elaborar e testar hipóteses, formular e humanos e a consciência socioambiental em
resolver problemas e inventar soluções com âmbito local, regional e global, com
base nos conhecimentos das diferentes áreas. posicionamento ético em relação ao cuidado de
si mesmo, dos outros e do planeta.

3 Desenvolver o senso estético para reconhecer, 8 Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde
valorizar e fruir as diversas manifestações física e emocional, reconhecendo suas
artísticas e culturais, das locais às mundiais, e emoções e as dos outros, com autocrítica e
também para participar de práticas capacidade para lidar com elas e com a
diversificadas da produção artístico-cultural. pressão do grupo.

4 Utilizar conhecimentos das linguagens verbal 9 Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de


(oral e escrita) e/ou verbo-visual (como Libras), conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar
corporal, multimodal, artística, matemática, e promovendo o respeito ao outro, com
científica, tecnológica e digital para expressar- acolhimento e valorização da diversidade de
-se e partilhar informações, experiências, ideias indivíduos e de grupos sociais, seus saberes,
e sentimentos em diferentes contextos e, com identidades, culturas e potencialidades, sem
eles, produzir sentidos que levem ao preconceitos de origem, etnia, gênero, idade,
entendimento mútuo. habilidade/necessidade, convicção religiosa ou
de qualquer outra natureza, reconhecendo-se
como parte de uma coletividade com a qual
deve se comprometer.

5 Utilizar tecnologias digitais de comunicação e 10 Agir pessoal e coletivamente com autonomia,


informação de forma crítica, significativa, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e
reflexiva e ética nas diversas práticas do determinação, tomando decisões, com base
cotidiano (incluindo as escolares) ao se nos conhecimentos construídos na escola,
comunicar, acessar e disseminar informações, segundo princípios éticos democráticos,
produzir conhecimentos e resolver problemas. inclusivos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 17 nov. 2017.

Esta coleção visa o desenvolvimento dessas competências por meio do trabalho


com o texto-base e do desenvolvimento das seções especiais e das atividades.
XIII

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Competências específicas de área
Segundo a BNCC, as Competências gerais podem ser abordadas de forma variada
de acordo com cada área de conhecimento. Assim, o documento apresenta também,
de maneira mais específica, as competências referentes a cada uma dessas áreas.

Área do conhecimento Componentes curriculares

• Língua Portuguesa

• Arte
Linguagens
• Educação Física

• Língua Inglesa

Matemática • Matemática

Ciências da Natureza • Ciências

• Geografia
Ciências Humanas
• História

Competências específicas de Ciências Humanas


A área de Ciências Humanas na BNCC apresenta como objetivo principal desenvol-
ver nos alunos as capacidades de interpretar o mundo, compreendendo sua realidade
e engajando-se para atuar de forma responsável e ética diante de problemas. É pos-
sível observar essas competências no quadro a seguir.

1 Reconhecer a si e ao outro como identidades 5 Comparar eventos ocorridos, simultaneamente,


diferentes, de forma a exercitar o respeito à no mesmo espaço e em espaços variados e
diferença em uma sociedade plural. eventos ocorridos em tempos diferentes no
mesmo espaço e em espaços variados.

2 Compreender eventos cotidianos e suas 6 Compreender os conceitos históricos e


variações de significado no tempo e no espaço. geográficos para explicar e analisar situações
do cotidiano e problemas mais complexos do
mundo contemporâneo e propor soluções.

3 Identificar, comparar e explicar a intervenção do 7 Reconhecer e fazer uso das linguagens


ser humano na natureza e na sociedade, cartográfica, gráfica e iconográfica e de
propondo ideias e ações que contribuam para a diferentes gêneros textuais no desenvolvimento
transformação espacial, social e cultural. do raciocínio espaço-temporal relacionado a
localização, distância, direção, duração,
simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão.

4 Interpretar e expressar sentimentos, crenças e


dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e
às diferentes culturas, com base nos
instrumentos de investigação das Ciências
Humanas.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

XIV

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Competências específicas de Geografia
Algumas áreas do conhecimento apresentam mais de um componente curricular,
como as áreas das Linguagens e das Ciências Humanas. Sendo assim, a BNCC esta-
belece também as Competências específicas a serem atingidas pelos alunos.

Competências específicas de Geografia

1 Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o


interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.

2 Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico e entre distintas áreas do
currículo escolar, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas
como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.

3 Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na


análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão,
diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.

4 Desenvolver o pensamento espacial, exercitando a leitura e produção de representações diversas


(mapas temáticos, mapas mentais, croquis e percursos) e a utilização de geotecnologias para a
resolução de problemas que envolvam informações geográficas.

5 Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o


mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e
propor perguntas e soluções para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.

6 Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de
vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e respeito à biodiversidade e ao outro,
sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de
qualquer outro tipo.

7 Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e


determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos
democráticos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília:
MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

XV

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Os objetos de conhecimento e as habilidades da BNCC
Além das competências, a BNCC apresenta os objetos de conhecimento a serem
desenvolvidos pelos componentes curriculares. Os objetos de conhecimento são for-
mados pelo conjunto de conteúdos, conceitos e processos que envolvem a aprendi-
zagem dos alunos. Esses elementos estão ligados também às habilidades.

[...]
Para garantir o desenvolvimento das competências específicas, cada compo-
nente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Essas habilidades estão
relacionadas a diferentes objetos de conhecimento — aqui entendidos como con-
teúdos, conceitos e processos —, que, por sua vez, são organizados em unidades
temáticas.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

As habilidades representam um guia importante, sendo possível aproveitá-las para


verificar os processos de aprendizagem dos alunos. Esta coleção contempla em diver-
sos momentos o trabalho com as habilidades da BNCC.

Tipos de atividades que favorecem o trabalho


com as competências da BNCC
Ativação de conhecimento prévio
São atividades constituídas principalmente de questionamentos, em sua maioria, orais.
Elas resgatam e exploram os conhecimentos prévios dos alunos, estimulando sua
participação e despertando seu interesse pelos assuntos que estão sendo estudados.
Principais habilidades desenvolvidas: recordar, refletir, reconhecer, relatar, respeitar
opiniões divergentes e valorizar o conhecimento do outro.

Debate
Atividade que visa à discussão de diferentes pontos de vista, com base em
conhecimentos e opiniões pessoais. Necessita da mobilização de argumentos e
desenvolve a oralidade, levando o aluno a expressar suas ideias. Além disso, motiva o
respeito a opiniões diferentes.
Principais habilidades desenvolvidas: oralidade, argumentação e respeito a opiniões
distintas.

Interpretação
Atividade que, por meio da exploração de imagens, textos, tabelas, gráficos, mapas, etc.,
estimula o aluno a buscar informações, assim como analisar e emitir opiniões. As princi-
pais habilidades desenvolvidas são: leitura, observação, interpretação.

XVI

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Pesquisa
Sob orientação adequada, esse tipo de atividade exige que os alunos mobilizem seus
conhecimentos prévios para obter novas informações em diferentes fontes. Necessita de
leituras, cujas informações devem ser selecionadas e registradas. Também possibilita a
troca de ideias entre os alunos.
Principais habilidades desenvolvidas: leitura, escrita, interpretação, seleção, síntese e
registro.

Realidade próxima
Atividades que envolvem a exploração e a contextualização da realidade próxima levam
o aluno a buscar respostas e soluções em sua vivência e nos seus conhecimentos
prévios.
Principais habilidades desenvolvidas: reconhecimento, exemplificação e expressão de
opinião.

Desenho
Esse tipo de atividade permite o registro de conhecimentos prévios e permite que o
aluno expresse suas ideias sobre os conteúdos abordados. Trata-se de uma estratégia
útil, sobretudo nos anos iniciais, durante o processo de letramento e alfabetização.
Principais habilidades desenvolvidas: representação, colorização, análise e expressão de
ideias.

Entrevista
Atividade que pode auxiliar na ampliação do conhecimento, buscando respostas fora do
ambiente da sala de aula. Visa à elaboração de questionamentos pertinentes
relacionados aos conteúdos estudados. Permite a integração com a comunidade e o
desenvolvimento da oralidade. O registro da atividade pode ser escrito ou gravado e
posteriormente transcrito.
Principais habilidades desenvolvidas: oralidade, análise, expressão de ideias e respeito a
opiniões.

Atividade de associação
Nesse tipo de atividade, o aluno compara diferentes elementos, textuais e/ou imagéticos.
Trata-se de atividade de contextualização entre texto e imagens, mobilizando os
conhecimentos dos alunos para responder questões ou buscar soluções para
problemas.
Principais habilidades desenvolvidas: comparação, classificação e interpretação.

Atividade de ordenação
Esse tipo de atividade é fundamental para a compreensão dos conteúdos, por meio de
noções temporais de anterioridade, simultaneidade e posterioridade.
Principais habilidades desenvolvidas: interpretação e inferência.

XVII

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Atividade em grupo
Esse tipo de atividade pode ser escrita e/ou oral, contemplando elementos gráficos, e
pode ser realizada coletivamente. Com base em orientações, os alunos devem colaborar
entre si, buscando informações.
Principais habilidades desenvolvidas: pesquisa, análise, interpretação, associação,
comparação e trabalho em equipe.

Observação
Esse tipo de atividade pode estar presente em atividades práticas ou teóricas e envolve o
olhar atento do aluno sobre uma imagem e/ou situação, antecedendo a análise e auxiliando
na comparação de resultados.
Principais habilidades desenvolvidas: utilização de conhecimentos prévios e observação.

Atividade de reflexão
São atividades sugeridas para que o aluno reflita individualmente ou em grupo. Nesse tipo
de atividade, são apresentadas questões sobre sociedade, cultura, cidadania, etc. O pa-
pel do professor como mediador nas atividades de reflexão é fundamental.
Principais habilidades desenvolvidas: debate, reflexão, expressão de opinião e respeito às
diferentes opiniões.

Atividade prática
Atividade que visa à utilização de diferentes procedimentos relacionados ao saber
científico. Pode ser experimental, envolvendo procedimentos científicos, ou pode ser de
construção, quando diferentes materiais são utilizados na elaboração de objetos
distintos e outros produtos, como cartazes e panfletos.
Principais habilidades desenvolvidas: manipulação de materiais, análise, associação,
comparação e expressão de opiniões.

Levantamento de hipóteses
Atividade que coloca o aluno em contato com um importante procedimento utilizado na
construção do saber científico, o levantamento de hipóteses. Por meio desse tipo de ati-
vidade, o aluno terá condições de avaliar a importância da hipótese na construção do
saber geográfico.
Principais habilidades desenvolvidas: reflexão, uso dos conhecimentos anteriores, análise
crítica e expressão de opinião.

XVIII

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O trabalho com os Temas contemporâneos
A BNCC recomenda que todas as disciplinas escolares trabalhem conteúdos rela-
cionados aos Temas contemporâneos. Esses temas estão ligados aos desafios do
mundo atual, entre eles a preservação do meio ambiente e a educação em direitos
humanos.
Os temas contemporâneos têm o amparo da legislação brasileira. A seguir, é possí-
vel observar quais são os temas contemporâneos sugeridos pela BNCC e quais leis
eles representam.

Preservação do meio ambiente


Educação em direitos humanos Educação para o
Lei no 9.795/1999 trânsito
Lei no 7.037/2009
Dispõe sobre a educação Lei no 9.503/1997
Aprova o Programa Nacional de
ambiental, institui a Política
Direitos Humanos – PNDH-3 e dá Institui o Código de
Nacional de Educação Ambiental
outras providências. Trânsito Brasileiro.
e dá outras providências.

Educação alimentar e nutricional Direitos das crianças


Lei n 11.947/2009
o Processo de envelhecimento, e dos adolescentes
respeito e valorização do idoso Lei no 8.069/1990
Dispõe sobre o atendimento da
alimentação escolar e do Programa Lei no 10.741/2003 Dispõe sobre o
Dinheiro Direto na Escola aos alunos Dispõe sobre o Estatuto do Idoso Estatuto da Criança e
da Educação Básica e dá outras e dá outras providências. do Adolescente e dá
providências. outras providências.

Saúde, Sexualidade, Vida familiar e social, Educação para o consumo, Educação


financeira e fiscal, Trabalho, Ciência e Tecnologia, Diversidade cultural
Resolução no 7/2010
Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos.

Esta coleção privilegia o trabalho com os temas contemporâneos de diferentes ma-


neiras. Eles podem aparecer ao longo do desenvolvimento dos conteúdos, nas seções
especiais e nas atividades. Por se tratarem de temas globais que podem ser aborda-
dos em âmbito local, é interessante que o trabalho com esses temas aconteça de
maneira contextualizada às diferentes realidades escolares.

[...] cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas res-
pectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às pro-
postas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida
humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transver-
sal e integradora. [...] Na BNCC, essas temáticas são contempladas em habilidades
de todos os componentes curriculares, cabendo aos sistemas de ensino e escolas,
de acordo com suas possibilidades e especificidades, tratá-las de forma
contextualizada.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

XIX

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Relações entre as disciplinas
Em consonância com os princípios da BNCC, é importante que as escolas busquem
contemplar em seus currículos o ensino interdisciplinar. Ele pode acontecer, principal-
mente, por meio de atividades que promovam o diálogo entre conhecimentos de dife-
rentes áreas, envolvendo os professores, os alunos e também outras pessoas da
comunidade escolar e da comunidade local. O objetivo principal dessas atividades
deve ser sempre o de proporcionar aos estudantes uma formação cidadã, que favore-
ça seu crescimento intelectual, social, físico, moral, ético, simbólico e afetivo.
Por isso, é esperado que as escolas adequem as proposições da BNCC à realidade
local, buscando, entre outras ações:

[...]
• contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando
estratégias para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los
e torná-los significativos, com base na realidade do lugar e do tempo nos
quais as aprendizagens estão situadas;
• decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curri-
culares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para
adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à
gestão do ensino e da aprendizagem;
• selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas diversi-
ficadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos complementares, se
necessário, para trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alu-
nos, suas famílias e cultura de origem, suas comunidades, seus grupos de
socialização etc.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

A busca pela aproximação dos conhecimentos escolares com a realidade dos estu-
dantes é uma atribuição da escola, mas também deve ser uma responsabilidade do
professor.

A análise do contexto sociocultural oferece as chaves para o diagnóstico do ní-


vel cultural dos estudantes, do seu nível real de desenvolvimento, assim como
das suas expectativas diante da instituição escolar, dos seus preconceitos, etc.
Conhecer as respostas a estas interrogações é requisito essencial para que a
proposta planejada possa se ligar diretamente a esses meninos e meninas reais,
à sua autêntica vida cotidiana.
[...]
Outro requisito prévio importante é conhecer e localizar os recursos que exis-
tem na comunidade, no meio natural e social, que possam sugerir a realização de
tarefas concretas, bem como facilitar e enriquecer outras que podem ser desen-
volvidas através da unidade didática.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Trad. Cláudia Shilling.
Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 225-226.

Trabalhar a interdisciplinaridade não é algo tão complicado e algumas dicas podem


ajudar a tornar sua prática mais acessível. O texto a seguir apresenta dicas de como
trabalhar os conteúdos escolares de maneira interdisciplinar.
XX

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A realidade é um banco de ideias
O caminho mais seguro para fazer a relação entre as disciplinas é se basear
em uma situação real. Os transportes ou as condições sanitárias do bairro, por
exemplo, são temas que rendem desdobramentos em várias áreas. Isso não signifi-
ca carga de trabalho além da prevista no currículo. A abordagem interdisciplinar
permite que conteúdos que você daria de forma convencional, seguindo o livro
didático, sejam ensinados e aplicados na prática — o que dá sentido ao estudo. Para
que a dinâmica dê certo, planejamento e sistematização são fundamentais.
[...] Quando as disciplinas são usadas para a compreensão dos detalhes, os alu-
nos percebem sua natureza e utilidade.
[Atividades que promovam o diálogo entre conhecimentos] também pedem te-
mas bem delimitados. Em vez de estudar a poluição, é preferível enfocar o rio
que corta o bairro e recebe esgoto. A questão possibilita enfocar aspectos histó-
ricos, analisar a água e descobrir a verba municipal destinada ao saneamento.
Quantas disciplinas podem ser exploradas? É possível que um caso assim seja
trazido pela garotada. Convém não desperdiçar a oportunidade mesmo que você
não se sinta à vontade para tratar do assunto. Não precisa se envergonhar por
não saber muito sobre o tema. Mostre à classe como é interessante buscar o co-
nhecimento. “A formação continuada do professor não se resume a realizar um
curso atrás do outro, mas também [a] ler diariamente sobre assuntos gerais” [...].
Dessa maneira, ele aprende a aproveitar motes que surgem em sala e que ten-
dem a ser produtivos se abordados de forma ampla.
[...]
Como ensinar relacionando disciplinas
• Parta de um problema de interesse geral e utilize as disciplinas como ferra-
mentas para compreender detalhes.
[...]
• Inclua no planejamento ideias e sugestões dos alunos.
• Se você é especialista, não se intimide por entrar em área alheia.
• Pesquise com os estudantes.
• Faça um planejamento que leve em consideração quais conceitos podem ser
explorados por outras disciplinas.
• Levante a discussão nas reuniões pedagógicas e apresente seu planejamento
anual para quem quiser fazer parcerias.
• Recorra ao coordenador. Ele é peça-chave e percebe possibilidades de trabalho.
• Lembre-se de que a interdisciplinaridade não ocorre apenas em grandes
projetos. É possível praticá-la entre dois professores ou até mesmo sozinho.
CAVALCANTE, Meire. Interdisciplinaridade: um avanço na educação. Revista Nova Escola. n. 174, ago. 2004. p. 52-54.

Além de atividades que promovam o diálogo com os conhecimentos de diferentes


áreas, o professor deve criar, no dia a dia da sala de aula, momentos de interação entre
eles. Ao longo desta coleção, são apresentados vários exemplos de atividades que
favorecem o trabalho interdisciplinar. Elas são destacadas na seção Saberes integra-
dos, cujas características foram apresentadas na página X.

A prática docente
As atuais propostas de ensino sugerem uma metodologia que tenha como objetivo
levar o aluno a organizar e a estruturar seu pensamento lógico e a analisar de forma
crítica e dinâmica o ambiente que o cerca.
XXI

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Para que essa metodologia seja posta em prática, é necessário redimensionar o
papel do professor. É preciso deixar de ser apenas transmissor de conhecimentos e
passar a ser mediador da relação entre o aluno e a aprendizagem.
Como mediador, é preciso promover debates sobre as propostas dos alunos, indi-
car os caminhos que podem levar à resolução dos problemas, orientar as reformula-
ções das hipóteses e valorizar as soluções mais adequadas.

Ser “mediador” não pode ser entendido apenas como sendo um aplicador de
pacotes educacionais ou um mero constatador do que o aluno faz ou deixa de fa-
zer. Ser mediador deve significar, antes de mais nada, estar entre o conhecimen-
to e o aprendiz e estabelecer um canal de comunicação entre esses dois pontos.
MASSINI-CAGLIARI, Gladis; CAGLIARI, Luiz Carlos. Diante das letras: a escrita na alfabetização.
Campinas: Mercado de Letras, 1999. p. 255.

Sendo assim, é papel do professor:


• tornar os conceitos e os conteúdos possíveis de serem aprendidos pelos alunos,
fornecendo as informações necessárias que eles não têm condições de obter
sozinhos;
• conduzir e organizar o trabalho em sala de aula, buscando desenvolver a autono-
mia dos alunos;
• estimular continuamente os alunos, motivando-os a refletir, investigar, levantar
questões e trocar ideias com os colegas.
É importante conhecer as condições socioculturais, as expectativas e as competên-
cias cognitivas dos alunos, pois, dessa maneira, terão condições de selecionar situa-
ções-problema relacionadas ao cotidiano deles. É relevante também o trabalho de um
mesmo conteúdo em diversos contextos, a fim de incentivar a capacidade de genera-
lização nos alunos.

Procedimentos de pesquisa
As atividades de pesquisa são fundamentais para desenvolver autonomia, capaci-
dade de análise e síntese, práticas de leitura, além de estimular o trabalho em grupo e
a socialização, entre diversas outras habilidades, dependendo de como a pesquisa é
orientada e de qual será o seu produto final.
Para que a pesquisa escolar obtenha resultados satisfatórios, existem algumas
orientações possíveis de serem transmitidas aos alunos antes de sua realização. Os
pontos principais a serem considerados são: a definição do tema, o objetivo da pes-
quisa, o cronograma, o produto final e a socialização desse produto.

Definição do tema
É importante definir claramente o tema da pesquisa, estabelecendo um objeto de
estudo que desperte o interesse dos alunos.

Objetivo da pesquisa
Para definir o objetivo da pesquisa, cria-se uma problemática inicial sobre o tema
escolhido. Com os alunos, deve-se formular perguntas norteadoras e estabelecer tó-
picos secundários dentro do tema geral.

Igualmente importante é definir um produto final: pode ser um seminário,


um vídeo, uma publicação coletiva, um texto escrito para ser lido na classe...
Seja qual for a escolha, o fundamental é ampliar o público. Por dois motivos:

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primeiro, como forma de incentivar a preocupação com os propósitos da pesqui-
sa e a forma como ela será comunicada. Segundo, para que a pesquisa cumpra
verdadeiramente sua função. Se na sociedade a meta de uma investigação é dis-
seminar informações, não faz sentido que na escola ela se transforme em um
contato restrito entre aluno e professor.
MARTINS, Ana Rita. Busca certeira: como selecionar sites confiáveis. Revista Nova Escola. Disponível em: <https://
novaescola.org.br/conteudo/2563/busca-certeira-como-selecionar-sites-confiaveis>. Acesso em: 23 nov. 2017.

Com o objetivo definido, o passo seguinte é escolher quais serão as fontes de pes-
quisa. Deve ser explicada aos alunos a importância da seleção de fontes confiáveis,
que tenham informações sobre suas origens e os respectivos autores. Além disso,
deve ser destacado que a pesquisa pode ser realizada em diversas fontes, como li-
vros, jornais, revistas, internet, dicionários, enciclopédias, fotos, documentários, fil-
mes, ou até por meio de entrevistas e pesquisas de campo.

Cronograma
Caso o trabalho seja em grupo, os alunos devem estabelecer quem ficará responsá-
vel pela elaboração de cada tópico. Por fim, prazos devem ser definidos para a entrega
desse material. Esse prazo pode conter apenas a data final de apresentação do traba-
lho ou incluir as datas em que cada um terá de entregar a parte que lhe cabe.

Coleta de informações
Nessa fase, cada aluno deverá seguir com a pesquisa do tópico que lhe foi proposto
na etapa anterior. A pesquisa pode ser realizada em diversas fontes, e os alunos deve-
rão selecionar as informações com maior utilidade para a produção final. É trabalho do
professor orientá-los a selecionar fontes confiáveis, bem como imagens para ilustrar e
enriquecer o trabalho, como fotos, desenhos, mapas, tabelas e gráficos. Nessa etapa,
a interação e a troca de experiências entre os alunos são muito importantes, pois des-
sa forma é possível verificar se o trabalho deles está sendo produtivo para o restante
do grupo.

Análise das informações


É importante orientar os alunos a analisarem e a interpretarem as informações cole-
tadas, verificando se elas realmente estão relacionadas com os conteúdos estudados
naquele momento e com as problemáticas propostas no início da pesquisa.
Vale ressaltar que coletar dados, imagens e textos não caracteriza de fato uma pes-
quisa. É preciso que essas informações sejam interpretadas e selecionadas de manei-
ra crítica, tendo em mente sempre o contexto em que serão utilizadas. Nos trabalhos
em grupo, é interessante que essa etapa seja realizada em conjunto, a fim de que cada
um tome conhecimento sobre as informações coletadas pelos colegas.

Produção
Essa etapa pode variar de acordo com o produto final da pesquisa. Se for um traba-
lho escrito, é nesse momento que deve acontecer a produção escrita e, por fim, a
centralização de todos os textos produzidos. Caso a apresentação final seja um semi-
nário, nessa etapa também precisam ser planejados e escritos os cartazes ou slides
que acompanharão a apresentação. Por outro lado, se a apresentação for uma roda
de leitura, nessa etapa é importante treiná-la.
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De qualquer maneira, é essencial que os alunos percebam a importância de elabo-
rar uma primeira versão, que deverá ser conferida por todos os envolvidos, até mesmo
o professor. Após a leitura de todos, o texto final pode ser escrito.

Divulgação
Com o texto pronto, os cartazes produzidos ou a leitura ensaiada, chegou o mo-
mento de divulgar a pesquisa. Cada evento ou formato de trabalho possui caracterís-
ticas diferentes e é importante ressaltar isso aos alunos. Uma apresentação oral exige
postura, entonação de voz e até o uso de fichas organizadoras para que os alunos não
se percam durante a fala. Já em um trabalho escrito, pode ser necessário criar uma
capa com o nome de cada participante, o nome da escola e a turma em que
estudam.

Espaços não formais de aprendizagem


A escola e suas dependências constituem um espaço formal de ensino-aprendiza-
gem. Mas não é somente no ambiente escolar que a aprendizagem acontece.
Os espaços não formais de ensino-aprendizagem têm se destacado por oportunizar
a aprendizagem de maneira interativa. Por apresentar diferentes recursos e realizar
exposições, esses locais podem contribuir significativamente para a aprendizagem,
pois o público participa ativamente desse processo. Entre as vantagens dos espaços
não formais de ensino-aprendizagem está a de levar a cultura científica a todos, con-
tribuindo para a divulgação científica e o envolvimento da sociedade nos conceitos
científicos.
Na definição de espaços não formais de educação são sugeridas as categorias Ins-
tituições e não Instituições.

[...] Na categoria Instituições, podem ser incluídos os espaços que são regula-
mentados e que possuem equipe técnica responsável pelas atividades executa-
das, sendo o caso dos Museus, Centros de Ciências, Parques Ecológicos, Parques
Zoobotânicos, Jardins Botânicos, Planetários, Institutos de Pesquisa, Aquários,
Zoológicos, entre outros. Já os ambientes naturais ou urbanos que não dispõem
de estruturação institucional, mas onde é possível adotar práticas educativas, en-
globam a categoria não Instituições. Nessa categoria podem ser incluídos teatro,
parque, casa, rua, praça, terreno, cinema, praia, caverna, rio, lagoa, campo de fu-
tebol, entre outros inúmeros espaços. [...]
JACOBUCCI, Daniela Franco Carvalho. Contribuições dos espaços não formais de educação para a formação da
cultura científica. Revista Em extensão, v. 7, 2008. p. 56-57. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/
revextensao%20/article/viewFile/20390/10860>. Acesso em: 20 nov. 2017.

É possível perceber que a aprendizagem pode ocorrer em diferentes espaços e não


depende somente de instituições de pesquisa. É fundamental expor os objetivos da
realização de visitas a espaços não formais de aprendizagem antecipadamente, orien-
tar os alunos durante a visitação e ressaltar a importância de um relatório para regis-
trar o que foi observado, juntamente com as impressões dos alunos sobre a visitação
e a troca de ideias entre eles, a fim de socializar suas observações e compartilhar suas
opiniões.
Os espaços não formais de educação são fundamentais na disseminação da cultura
humana e da cultura científica, tornando-se instrumentos relevantes na educação e na
formação cidadã.
XXIV

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Procedimentos para visitas a
espaços não formais de aprendizagem
A visita a espaços não formais pode contribuir para a aprendizagem e garantir mo-
mentos de interação com o objeto de estudo, experiência enriquecedora para a apren-
dizagem. Para que tal experiência seja relevante, é necessária a programação prévia.
É essencial agendar a visita antecipadamente, garantir que haja acompanhamento
específico, indicar o nome da escola, a série, a faixa etária e a quantidade de alunos
que será levada. Além disso, é indispensável providenciar autorizações que devem ser
entregues aos pais ou responsáveis e assinadas por eles. Caso seja necessário pagar
algum valor para a entrada, deve ser identificado na autorização, bem como o local a
ser visitado, o endereço, a data e o horário. É necessário orientar os responsáveis so-
bre os possíveis gastos no dia da visita e sobre o meio de transporte utilizado.
O transporte deve ser contratado antecipadamente e devem ser verificadas as con-
dições de segurança do veículo. O itinerário e os horários previstos devem ser combi-
nados com o motorista.
Caso a visita seja feita em campo, em locais com solo ou rochas, os alunos devem
ser orientados a utilizarem roupas e calçados apropriados, bem como óculos de sol,
boné, protetor solar e repelente de insetos.
Os alunos devem levar um caderno de campo para fazerem suas anotações e, se
possível, aparelhos celulares ou câmeras para registrarem imagens. Se forem conduzir
entrevistas, devem preparar as questões previamente e gravar as respostas para anali-
sá-las e transcrevê-las posteriormente. Esses registros serão essenciais na avaliação
da aprendizagem.

A tecnologia como ferramenta pedagógica


O uso das novas tecnologias da informação e da comunicação já é uma realidade
no cotidiano de crianças e adolescentes. Diante disso, as políticas educacionais e as
práticas pedagógicas em nosso país caminham no sentido de incorporar essas tecno-
logias ao trabalho escolar.
Incluir os recursos tecnológicos nas aulas parece uma tendência inevitável e, ao
mesmo tempo, capaz de contribuir para o desenvolvimento de metodologias inovado-
ras no processo de ensino-aprendizagem. Porém, cabe salientar que, para que o uso
dessas tecnologias como ferramenta de ensino-aprendizagem realmente se justifique
e de fato contribua para esse processo, faz-se necessário um planejamento prévio
considerando sua relação com o conteúdo, os objetivos pretendidos, a aplicação em
sala de aula e a capacitação dos profissionais que delas vão se utilizar. Portanto, deve-
-se adotar o seguinte critério:

[...] Só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a serviço dos conteú-
dos. Isso exclui, por exemplo, as apresentações em Power Point que apenas tor-
nam as aulas mais divertidas (ou não!), os jogos de computador que só entretêm
as crianças ou aqueles vídeos que simplesmente cobrem buracos de um planeja-
mento malfeito. “Do ponto de vista do aprendizado, essas ferramentas devem co-
laborar para trabalhar conteúdos que muitas vezes nem poderiam ser ensinados
sem elas”, afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de Nova Escola. [...]
POLATO, Amanda. Tecnologia + conteúdos = oportunidades. Revista Nova Escola. São Paulo: Fundação Victor Civita,
ano 24, n. 223, jun. 2009. p. 51.

XXV

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Com a presença cada vez maior de computadores nas escolas, bem como de alu-
nos que dispõem de aparelhos celulares, a internet passou a ser cada vez mais utiliza-
da na realização de pesquisas e também como recurso didático. Por meio dela,
professores e alunos têm acesso a um universo de informações as quais podem, se
bem exploradas, ser muito úteis e enriquecer o processo de ensino-aprendizagem.
[...]
Não há dúvida de que novas tecnologias de comunicação e informação trouxe-
ram mudanças consideráveis e positivas para a educação. Vídeos, programas
educativos na televisão e no computador, sites educacionais, softwares diferen-
ciados transformam a realidade da aula tradicional, dinamizam o espaço de ensi-
no-aprendizagem, onde, anteriormente, predominavam a lousa, o giz, o livro e a
voz do professor. Para que as [Tecnologias de Informação e Comunicação] TICs
possam trazer alterações no processo educativo, no entanto, elas precisam ser
compreendidas e incorporadas pedagogicamente. Isso significa que é preciso
respeitar as especificidades do ensino e da própria tecnologia para poder garan-
tir que seu uso, realmente, faça diferença.
[...]
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. São Paulo: Papirus, 2007. p. 46.

É necessário, no entanto, tomar certos cuidados para fazer uma boa utilização des-
se recurso, garantindo que os alunos possam usufruir plenamente dos benefícios
desse instrumento e evitando que se desviem dos objetivos pretendidos. A seguir,
são apresentadas algumas sugestões e orientações para incluir essa ferramenta na
prática pedagógica.

• Preparação: mantenha-se informado, converse com os colegas e os gestores


que já tiveram experiências no uso da tecnologia. [...]
• Planejamento: estabeleça quais os conteúdos a serem trabalhados e só de-
pois avalie quais recursos tecnológicos podem colaborar com o aprendizado
deles. A tecnologia deve servir ao ensino e não o contrário. [...]
• Tempo: calcule o tempo necessário para executar, acompanhar e avaliar as
atividades que você irá realizar. [...]
• Teste: antes de utilizar um equipamento ou um programa, teste-o o máximo
que puder. [...]
• Limites: as regras de convivência são importantes em qual- quer aula e tam-
bém devem ser feitas para as que utilizam as TIC. Combine com os alunos
quais programas e equipamentos podem ser usados. [...]
• Avaliação: os prazos foram cumpridos? Os objetivos foram alcançados? A
tecnologia colaborou para a evolução do aprendizado da turma? [...]
COMO o professor pode usar a internet a seu favor. Nova Escola,
São Paulo: Fundação Victor Civita, edição especial n. 42, jul. 2012. p. 32-33.

Competência leitora
Cada vez mais sou tomado pela certeza de que ser leitor faz a diferença, [de]
que ser leitor é a possibilidade de construção de um ser humano melhor, mais
crítico, mais sensível; alguém capaz de se colocar no lugar do outro; alguém mais
imaginativo e sonhador; alguém um pouco mais liberto dos tantos preconceitos
que a sociedade vai impondo-nos a cada dia, a cada situação enfrentada. Ser lei-
tor, acredito, qualifica a vida de qualquer pessoa. [...]
RITER, Caio. A formação do leitor literário em casa e na escola. São Paulo: Biruta, 2009. p. 35.

XXVI

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Atualmente, a rapidez com que se tem acesso à informação faz com que o contato
com a leitura em contextos reais de informação seja cada vez mais fragmentado. Des-
se modo, é importante que a escola possibilite ao aluno desenvolver estratégias de
leitura que o auxiliem a compreender e explorar mensagens, verbais ou não verbais,
em diversos níveis de cognição.

Promover atividades em que os alunos tenham que perguntar, prever, recapi-


tular para os colegas, opinar, resumir, comparar suas opiniões com relação ao
que leram, tudo isso fomenta uma leitura inteligente e crítica, na qual o leitor vê
a si mesmo como protagonista do processo de construção de significados. Estas
atividades podem ser propostas desde o início da escolaridade, a partir da leitura
realizada pelo professor e da ajuda que proporciona.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Trad. Cláudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 173.

Vale ressaltar que a interpretação de um texto acontece de forma progressiva, con-


siderando não apenas a mensagem que o autor pretendia transmitir, mas também os
objetivos do leitor ao ler esse texto, assim como seus conhecimentos prévios e o pro-
cesso de leitura em si. Nesse sentido, é importante a criação de estratégias de leitura,
que permitirão ao aluno:

• Extrair o significado do texto, de maneira global, ou dos diferentes itens in-


cluídos nele.
• Saber reconduzir sua leitura, avançando ou retrocedendo no texto, para se
adequar ao ritmo e às capacidades necessárias para ler de forma correta.
• Conectar novos conceitos com os conceitos prévios que lhe permitirão incor-
porá-los a seu conhecimento.
SERRA, Joan; OLLER, Carles. Estratégias de leitura e compreensão de texto no ensino fundamental e médio. In:
TEBEROSKY, Ana et al. Compreensão da leitura: a língua como procedimento. Trad. Fátima Murad. Porto Alegre:
Artmed, 2003. p. 36-37.

Por fim, se o objetivo principal é formar leitores autônomos a partir da leitura de tex-
tos e imagens apresentadas a esses alunos, é preciso favorecer esse processo, tendo
o cuidado de:
• escolher temas relevantes e interessantes à sua faixa etária;
• selecionar textos verbais com vocabulário e extensão adequados;
• preocupar-se com a gradação da leitura e a complexidade dos textos;
• garantir que sejam propostas leituras de imagens e de gêneros multimodais, aten-
tando-se para a diversidade de gêneros textuais, de modo que não sejam estuda-
dos sempre os mesmos;
• apresentar ao aluno o objetivo das leituras, a fim de que ele perceba que em al-
guns momentos lemos para estudar e buscar informações e, em outros, a leitura é
realizada por diversão, por exemplo;
• orientar como a leitura deverá ser realizada: silenciosamente, guiada, em grupo, etc.
Ao longo desta coleção, a competência leitora é estimulada por meio da utilização
de recursos textuais e imagéticos diversificados. Para favorecer a análise desses re-
cursos, são propostas questões de interpretação no livro do aluno, além de sugestões
de questões de análise nas orientações ao professor.
XXVII

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Avaliação
A avaliação deve ser compreendida como um meio de orientação do processo de
ensino-aprendizagem. Isso porque é uma das principais formas pela qual se pode
reconhecer a validade do método didático-pedagógico adotado pelo professor. Além
disso, é possível acompanhar o processo de aprendizagem do aluno, procurando
identificar seus avanços e suas dificuldades.
Para que o processo de ensino-aprendizagem seja bem-sucedido, é necessária
uma avaliação contínua e diversificada. Para tanto, devem ser levados em considera-
ção os conhecimentos prévios dos alunos para que se possa traçar objetivos em rela-
ção aos conteúdos.
A avaliação pode ser realizada individualmente ou em grupo, por meio das expres-
sões oral, textual e pictórica e da realização de diferentes atividades, como entrevistas
e análises de imagens, permitindo a percepção das diferentes habilidades e do desen-
volvimento dos alunos.
A ação avaliativa pode ser realizada de diferentes maneiras e em momentos distin-
tos no decorrer do estudo dos conteúdos, como apresentado a seguir.

Três etapas avaliativas


Avaliação inicial ou diagnóstica
Tem como objetivo perceber o conhecimento prévio dos alunos, identificando inte-
resses, atitudes, comportamentos, etc. Essa avaliação deve ser procedida no início de
um novo conteúdo para que possa haver melhor integração entre os objetivos e os
conhecimentos que os alunos já possuem. Nesse sentido, a coleção apresenta situa-
ções que propiciam conhecer a realidade do aluno, como a sua convivência social, as
relações familiares, etc.

Avaliação formativa
Essa etapa avaliativa consiste na orientação e na formação do conhecimento por
meio da retomada dos conteúdos abordados e da percepção dos professores e dos
alunos sobre os progressos e as dificuldades no desenvolvimento do ensino. Esse
processo requer uma avaliação pontual, ou seja, o acompanhamento constante das
atividades realizadas pelo aluno. Assim, análises de pesquisas, entrevistas, trabalhos
em grupos e discussões em sala de aula devem ser armazenados e utilizados para,
além de acompanhar a aprendizagem dos alunos, avaliar os próprios métodos de
ensino.

Avaliação somatória
Essa avaliação tem como prioridade realizar uma síntese dos conteúdos trabalha-
dos. Assim, deve-se valorizar trabalhos que permitam avaliar a capacidade de organi-
zação e de construção do conhecimento do aluno. Esse método permite um diagnóstico
do aprendizado em um período mais longo, como o final de uma temática, determi-
nando sua relação de domínio com os objetivos propostos. Atividades como produção
e análise de textos, a emissão de opinião e as variadas formas de registro do que foi
estudado são maneiras de verificar o que foi apreendido e como se deu a formação do
conhecimento nos alunos.

XXVIII

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Fichas de avaliação e autoavaliação
Para facilitar o trabalho, é possível fazer uso de fichas para avaliar o desempenho da
turma. A seguir, apresentamos um exemplo de ficha de avaliação.

Nome: Sim Às vezes Não

Participa de debates e discussões em sala de aula?

Realiza as tarefas propostas?

Demonstra interesse pela disciplina?

Tem bom relacionamento com os colegas de sala?

Expressa suas opiniões por meio de trabalhos orais


ou escritos?
Consegue organizar o aprendizado?

É organizado com o material didático?

Tem facilidade para compreender os textos?

Respeita outras opiniões sem ser passivo?

O processo de avaliação do ensino-aprendizagem é uma responsabilidade do pro-


fessor, porém os alunos também devem participar desse processo para que identifi-
quem seus avanços e seus limites, colaborando assim para que o professor tenha
condições de avaliar sua metodologia de ensino. Uma das sugestões para esse pro-
cesso é o uso de fichas de autoavaliação, por meio das quais os alunos são estimula-
dos a refletir sobre o seu desenvolvimento em sala de aula e sobre seu processo de
aprendizagem. A seguir, apresentamos um modelo de ficha de autoavaliação.

Nome: Sim Às vezes Não

Compreendo os assuntos abordados pelo professor?

Faço os exercícios em sala e as tarefas da casa?

Falo com o professor sobre minhas dúvidas?

Expresso minha opinião durante os trabalhos em


sala de aula?

Participo das atividades em grupo?

Mantenho um bom relacionamento com meus


colegas de sala?
Organizo meu material escolar?

XXIX

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Proposta teórico-metodológica da coleção

O ensino de Geografia escolar na atualidade


Ao longo das últimas décadas, a Geografia escolar tem sido marcada por um
processo de renovação que busca, em especial, romper com o caráter tradicional
e essencialmente descritivo de seu ensino que, por muito tempo, foi calcado ape-
nas na memorização dos conteúdos.
Esse processo de renovação vem sendo impulsionado pelo surgimento de pro-
postas e abordagens inovadoras, mediante concepções pedagógicas contemporâ-
neas e avanços ocorridos nos campos da didática e da metodologia de ensino.
Como exemplo, podemos destacar o ensino voltado para o domínio de conceitos,
procedimentos, habilidades e competências, a ênfase no desenvolvimento de atitu-
des visando a formação integral dos alunos, a busca pela abordagem interdisciplinar
e a diversificação e a valorização dos processos avaliativos colocados a serviço da
aprendizagem e não como mera classificação dos alunos.
Parte desse processo de renovação também se insere no conjunto de reformas
educacionais promovidas pelas políticas do Ministério da Educação. Entre elas, po-
demos destacar a instituição do Ensino Fundamental de 9 anos, com a inclusão da
criança de 6 anos de idade no Ensino Fundamental (Lei no 11.274, de 2006), a insti-
tuição do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), que, desde
2012, constitui um compromisso assumido em conjunto com os governos federal,
estadual e municipal, de assegurar que todas as crianças sejam alfabetizadas até os
oito anos de idade, ao final do 3o ano do Ensino Fundamental.
No conjunto dessas reformas, várias mudanças também estão sendo promovi-
das no campo dos currículos, como as orientações lançadas nas Diretrizes Curri-
culares Nacionais da Educação Básica (2013) e, mais recentemente, a instituição
de uma Base Nacional Curricular Comum, a BNCC (2017), ainda que em fase de
finalização.
O conjunto de todas essas mudanças, tanto no campo acadêmico quanto nas
políticas educacionais, tem contribuído para se repensar as práticas metodológi-
cas no ensino de Geografia, ancoradas na valorização do aluno e no papel do
professor como mediador do processo de ensino-aprendizagem e voltada também
para um processo formativo, em que o aluno seja capaz de compreender e inter-
pretar o mundo em que vive em seu permanente processo de transformação. Nes-
se sentido:

Estudar Geografia é uma oportunidade para compreender o mundo em


que se vive, na medida em que esse componente curricular aborda as ações
humanas construídas nas distintas sociedades existentes nas diversas regi-
ões do planeta. Ao mesmo tempo, a educação geográfica contribui para a
formação do conceito de identidade, expresso de diferentes formas: na com-
preensão perceptiva da paisagem que ganha significado, à medida que, ao
observá-la, nota-se a vivência dos indivíduos e da coletividade; nas relações
com os lugares vividos; nos costumes que resgatam a nossa memória social;

XXX

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na identidade cultural; e na consciência de que somos sujeitos da história,
distintos uns dos outros e, por isso, convictos das nossas diferenças.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Proposta preliminar.
Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. p. 311.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>.
Acesso em: 7 dez. 2017.

Nesse sentido, a Geografia escolar busca o desenvolvimento do pensamento


espacial necessário para a análise e a interpretação dos fenômenos geográficos.
Isso significa, por exemplo: promover o domínio de noções espaciais e topológi-
cas; desenvolver a alfabetização cartográfica; e compreender as interações entre
a sociedade e o meio físico-natural, assim como, o papel do trabalho e das ativi-
dades econômicas na produção do espaço geográfico e os impactos provocados
pelas atividades humanas no meio natural. Sendo assim, podemos identificar três
razões fundamentais para ensinar Geografia na escola:

[...] Primeiro: para conhecer o mundo e obter informações, que há muito


tempo é o motivo principal para estudar Geografia. Segundo: podemos
acrescer que a Geografia é a ciência que estuda, analisa e tenta explicar (co-
nhecer) o espaço produzido pelo homem. Ao estudar certos tipos de organi-
zação do espaço, procura-se compreender as causas que deram origem às
formas resultantes das relações entre sociedade e natureza. Para entendê-las,
faz-se necessário compreender como os homens se relacionam entre si. Ter-
ceira razão: não é no conteúdo em si, mas num objetivo maior que dá conta de
tudo o mais, qual seja a formação do cidadão. Instrumentalizar o aluno, for-
necer-lhe as condições para que seja realmente construída a sua cidadania é
objetivo da escola, mas à Geografia cabe um papel significativo nesse proces-
so, pelos temas, pelos assuntos que trata.
CALLAI, Helena Copetti. O ensino de Geografia: recortes espaciais para análise.
In: CASTROGIOVANNI, Antônio Carlos et al. (Orgs.). Geografia em sala de aula: práticas e reflexões.
Porto Alegre: Editora da UFRGS/AGB, 1999. p. 57.

Diante disso, a proposta de trabalho desta coleção visa proporcionar aos edu-
candos um estudo mais significativo da ciência geográfica, de forma que eles re-
conheçam a presença dos conhecimentos geográficos em seu dia a dia e percebam
de que maneira esses conhecimentos podem ser aplicados em suas vivências,
com o propósito de transformar a realidade e o mundo em que vivem.
Assim, essa proposta de estudo busca a formação de cidadãos críticos e cons-
cientes, que sejam capazes de compreender, entre outros aspectos, as relações
entre os seres humanos na construção do espaço geográfico, sentindo-se assim,
atuantes e integrantes desse processo. Dessa forma, os educandos poderão com-
preender que eles e as pessoas com quem convivem são sujeitos que “fazem e
refazem o mundo”. Para Kaercher (2001):

[...]
Essa é uma ideia de fundamental importância para a Geografia, pois esta
ciência trata do espaço, e este é carregado de [...] intencionalidade. Por onde
andamos vemos nossa criação: casas, ruas, plantações, máquinas. Nossa es-
pécie, capaz de criar a riqueza e a pobreza, pode lutar por um espaço

XXXI

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geográfico com menos contrastes sociais. Isso implica em considerar a reali-
dade mutável por obra nossa, dos homens, que não estão, assim, condenados
por forças alienígenas a permanecerem nesta ou naquela situação.
Mas por que conscientizar é importante? Porque a conscientização implica
em utopia. Qual? Comprometermos com um processo radical de transforma-
ção do mundo para que os homens possam realizar sua vocação ontológica,
qual seja, serem mais. É aqui mais uma vez que se reafirma o caráter político
da educação pois ela é uma tomada de decisão e, como tal, pode ser uma prá-
tica para a domesticação dos homens ou uma prática para a sua libertação.
[...]
KAERCHER, Nestor André. Desafios e utopias no ensino de Geografia. 3. ed.
Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2001. p. 56.

Os conceitos básicos e os conteúdos


no ensino de Geografia
Entre os especialistas e estudiosos em ensino de Geografia existe certo con-
senso de que os conteúdos dessa disciplina escolar devam ser norteados com
base nos conceitos essenciais dessa ciência. Entre esses conceitos, destacam-
-se: lugar, paisagem, território, região e o próprio conceito de espaço geográfico.

Como toda ciência, a Geografia possui alguns conceitos-chave, capazes de


sintetizarem a sua objetivação, isto é, o ângulo específico com que a socieda-
de é analisada, ângulo que confere à Geografia a sua identidade e a sua auto-
nomia relativa no âmbito das ciências sociais. Como ciência social, a
Geografia tem como objeto de estudo a sociedade que, no entanto, é objetiva-
da via cinco conceitos-chave que guardam entre si forte grau de parentesco,
pois todos se referem à ação humana modelando a superfície terrestre: paisa-
gem, região, espaço, lugar e território.
[...]
CORRÊA, Roberto Lobato. Espaço, um conceito-chave da Geografia.
In: CASTRO, Iná Elias de. et al. (Orgs.). Geografia: conceitos e temas. 2. ed.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000. p. 16.

Esses mesmos conceitos também são essenciais para o desenvolvimento das


competências gerais de aprendizagem previstas na Base Nacional Curricular Co-
mum, que destaca:

[...] a BNCC está organizada com base nos principais conceitos da Geogra-
fia contemporânea, diferenciados por níveis de complexidade. Embora o es-
paço seja o conceito mais amplo e complexo da Geografia, é necessário que
os alunos dominem outros conceitos mais operacionais e que expressam as-
pectos diferentes do espaço geográfico: território, lugar, região, natureza e
paisagem.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular:
Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. p. 313.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>.
Acesso em: 7 dez. 2017.

XXXII

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A seguir, é apresentado um resumo explicativo sobre o significado de alguns dos
principais conceitos da ciência geográfica.

Conceitos Elementos de aprofundamento


O espaço é perceptível e sensível, porém, é
extremamente difícil de ser delimitado, quer por
Espaço geográfico
dinâmica, quer pela vivência de elementos novos e
É o conjunto indissociável de sistemas de objetos elementos de permanência. Apesar de sua
(redes técnicas, prédios, ruas) e de sistemas de complexidade, ele apresenta elementos de
ações (organização do trabalho, produção, unicidade. Estes interferem nos mesmos valores
circulação, consumo de mercadorias, relações que são atribuídos pelo próprio ser humano e que
familiares e cotidianas) que procura revelar as resultam numa distinção entre o espaço absoluto –
práticas sociais dos diferentes grupos que nele cartesiano –, uma coisa em si mesma,
produzem, lutam, sonham, vivem e fazem a vida independente; e um espaço relacional, que
caminhar. (Milton Santos) apresenta sentido (e valor) quando confrontado
com outros espaços e outros objetos.

Contém elementos impostos pelo homem por


meio de seu trabalho, de sua cultura e de sua
emoção. Nela se desenvolve a vida social e, dessa
Paisagem forma, ela pode ser identificada de maneira
É a unidade visível do arranjo espacial, alcançada informal, mediante a percepção, e também de
por nossa visão. maneira formal, de modo seletivo e organizado.
É neste último sentido que a paisagem se compõe
como um elemento conceitual de interesse da
Geografia.

O lugar guarda em si mesmo as noções de


densidade técnica, comunicacional, informacional
e normativa, além da dimensão da vida como
Lugar
tempo passado e presente. É nele que ocorrem as
É a porção do espaço apropriável para a vida, que
relações de consenso, conflito, dominação e
é vivido, reconhecido e produtor de identidades.
resistência. É nele que se dá a recuperação da
vida. É o espaço com o qual o indivíduo se
identifica mais diretamente.

Território
A delimitação do território é a delimitação das
É a porção do espaço definida pelas relações de
relações de poder, domínio e apropriação nele
poder, passando, assim, da delimitação natural e
instaladas. É, portanto, uma porção concreta. O
econômica para a de divisa social.
território pode, assim, transcender uma unidade
O grupo que se apropria de um território ou se política, e o mesmo acontece com o processo de
organiza sobre ele cria relação de territorialidade, territorialidade, sendo que este não se traduz por
que se constitui em outro importante conceito da uma simples expressão cartográfica, mas se
Geografia. Essa relação de territorialidade se define manifesta sob as relações variadas, desde as mais
como a relação entre os agentes sociais, políticos e simples até as mais complexas.
econômicos, interferindo na gestão do espaço.

Região
A região se articula com território, natureza e
Geralmente, este conceito está associado à
sociedade quando essas dimensões são
localização e à extensão de certo fato ou
consideradas em diferentes escalas de análise. Ela
fenômeno. É um conjunto de áreas que apresenta
permite a apreensão das diferenças e
o domínio de determinadas características em
particularidades no espaço geográfico.
comum, que as distinguem das demais áreas.

Fontes de pesquisa: BRASIL. Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília: MEC/Semtec, 1999. p. 56.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasHumanas.pdf>. Acesso em: 7 dez. 2017.

GOMES, Paulo Cesar da Costa. O conceito de região e sua discussão. In: CASTRO, Iná Elias de.
et al. Geografia: conceitos e temas. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000. p. 53.

BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Orientações curriculares para o Ensino Médio:


Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília: MEC, 2006, p. 53. v. 3.

XXXIII

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Com base no domínio de tais conceitos, os alunos têm condições de se apropriar de
maneira mais efetiva dos conhecimentos geográficos, elaborando novas formas de ver
o mundo e de compreender, de maneira mais crítica e autônoma, suas complexas e
múltiplas relações. Nos dizeres de Kaercher (2004):

[...]
Nosso desejo é de a partir do espaço e suas categorias, tais como região,
paisagem, lugar, território, ambiente, etc., discutir nossa ontologia, nosso ser/
estar no mundo. Através das construções espaciais (o urbano, o rural, a rela-
ção entre nações, os conflitos entre os grupos sociais) podemos almejar a dis-
cussão/reflexão dos valores éticos, estéticos e políticos das sociedades e
espaços a que pertencemos.
[...]
NESTOR, André Kaercher. Quando a Geografia Crítica pode ser um pastel de vento.
Mercator - Revista de Geografia UFC, ano 3, número 06, 2004, p. 56.

Sendo assim, nessa fase da escolarização, é fundamental que os alunos consigam


responder a algumas questões a respeito de si e do mundo em que vivem: Onde ocorre
ou se localiza certo fenômeno? Por que se localiza? Como se distribui? Como se
manifesta?
Ao utilizar corretamente os conceitos geográficos para responder a tais ques-
tões, os alunos são estimulados a pensar, refletir e propor soluções para os pro-
blemas gerados na vida cotidiana, o que se coloca como condição fundamental
para o desenvolvimento das competências e habilidades previstas na BNCC. Tais
competências podem ser lidas no tópico Competências específicas de Geogra-
fia, citado anteriormente.
Ao promover o desenvolvimento dessas competências, o ensino de Geografia
permite aos alunos a apropriação de um conjunto de habilidades para construir
novas formas de ver, pensar e agir no mundo em que vivem. É com esse desafio
que a BNCC propõe a organização do componente curricular Geografia em cinco
grandes unidades temáticas comuns, estabelecidas ao longo de todo o Ensino
Fundamental. Conheça, a seguir, essas unidades temáticas e o que elas propõem
para os anos iniciais do Ensino Fundamental:

O sujeito e seu lugar no mundo Conexões e escalas


Abrange as noções de pertencimento e de Voltada para a articulação de diferentes
identidade, aprofundando o conhecimento sobre si escalas de análise geográfica, por meio da
mesmo e sua comunidade, valorizando, desse modo, qual os alunos possam compreender as
as relações sociais dos alunos no lugar em que vivem relações entre o local e o global. O
e em diferentes contextos sociais. Busca-se então princípio da conexão, por sua vez,
ampliar as experiências com o espaço e tempo estimula a compreensão do que ocorre
vivenciadas pelas crianças. Para essa etapa de entre a sociedade e os elementos do meio
escolarização, o conceito de espaço está voltado físico natural. Tomados em conjunto,
para o desenvolvimento das relações espaciais conexões e escalas ajudam a explicar os
topológicas, projetivas e euclidianas. Essas noções arranjos das paisagens, assim como a
espaciais são importantes para o processo de localização e a distribuição espacial de
alfabetização cartográfica. diferentes fenômenos geográficos.

XXXIV

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Mundo do trabalho Formas de representação e pensamento
Destaca os processos técnicos espacial
produzidos ao longo do tempo pela Voltada para o desenvolvimento do pensamento
sociedade e seus impactos nas formas espacial e da leitura cartográfica. Para isso, nela é
e na organização do trabalho. Por meio enfatizado o processo de criação de representações
dessa temática, busca-se, portanto, espaciais, como da sala de aula, da escola e do
conhecer as diferentes atividades bairro, a utilização de mapas, croquis, entre outras
econômicas, comparar as representações bidimensionais e tridimensionais,
características do trabalho no campo e como as maquetes. Como ferramentas da análise
analisar as mudanças que o espacial, o ensino dessas representações espaciais
desenvolvimento tecnológico promove serve de suporte para o desenvolvimento do
nas formas de trabalho e nas atividades raciocínio geográfico, fugindo do ensino do mapa
econômicas. pelo mapa, como fim em si mesmo.

Natureza, ambientes e qualidade de vida


Aborda questões relacionadas aos processos físico-naturais do planeta, assim como aos impactos
ambientais decorrentes das atividades humanas. Por meio dessa temática, os alunos podem reconhecer
a importância da natureza para a vida, adotar atitudes visando à preservação dos recursos naturais,
identificar a ocorrência de problemas ambientais diversos, além de buscar a solução de tais problemas.

Fonte de pesquisa: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Proposta
preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. p. 314-318. Disponível em: <http://
basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 7 dez. 2017.

Os conceitos e conteúdos geográficos na coleção


Esta coleção apresenta uma proposta de ensino organizada com base em cate-
gorias e conceitos geográficos básicos de lugar, paisagem, território, região e
espaço geográfico, abordados de maneira acessível aos alunos que cursam os
anos iniciais do Ensino Fundamental. Tais conceitos são apresentados, sempre que
possível, com conteúdos e temas que fazem parte do cotidiano e do lugar em que os
alunos vivem.
De maneira direta ou indireta, outras temáticas relevantes à compreensão e ao en-
tendimento dos fenômenos geográficos são paulatinamente incorporadas. Entre elas,
são privilegiadas questões ligadas à natureza, ao meio ambiente, ao trabalho, à cultu-
ra, à cidadania e às relações econômicas e sociais.
Com esse trabalho, procura-se desenvolver nos alunos o entendimento das
ações do ser humano e suas relações com o espaço, de modo que eles tenham
subsídios para analisar e compreender, criticamente, a sociedade em que vivem,
tornando-se cidadãos atuantes. A fim de que a aprendizagem desses conceitos e
temas seja significativa, procura-se abordá-los respeitando o nível de desenvolvi-
mento cognitivo e afetivo dos alunos e ampliando, de maneira gradativa, a escala
de análise geográfica.
Os conteúdos estão organizados na forma de espiral, ou seja, as temáticas apresen-
tadas vão se articulando com as categorias e conceitos geográficos, que vão sendo
retomados no decorrer dos volumes.
No volume do 1o ano, são propostos estudos sobre o sujeito e seu lugar no mundo,
com destaque para o desenvolvimento das noções espaciais e topológicas, sobre os
XXXV

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lugares de vivência, como a moradia, a escola e seus respectivos espaços, e também
sobre os caminhos do dia a dia , como foco no percurso casa-escola.
No volume do 2o ano, essas mesmas categorias são abordadas, com destaque para
o lugar de vivência, o espaço da escola, as ruas e o trânsito, o bairro e suas histórias,
a natureza e seus recursos.
No volume do 3o ano, os conteúdos privilegiam a análise do lugar, como espaço
vivido, o estudo da paisagem e seus elementos, a construção da paisagem pelo tra-
balho humano e a exploração dos recursos naturais e os impactos ambientais decor-
rentes das atividades humanas.
No volume do 4o ano, os conteúdos tratam do estudo sobre o território brasileiro,
incluindo sua divisão política e regional, as paisagens naturais e humanizadas do país
e o estudo sobre as origens e a diversidade do nosso povo, das paisagens rurais e
urbanas e das interações entre campo e cidade.
No volume do 5o ano, é importante que os alunos desenvolvam estudos sobre essas
categorias (lugar, paisagem, território, região e espaço geográfico) articulados aos
conteúdos que abordam temas sobre a população brasileira e os movimentos desta
no território, as regiões brasileiras e as características naturais e socioeconômicas do
nosso país.
Do ponto de vista didático-pedagógico, a elaboração desses conceitos e categorias
depende do papel que professores e alunos assumem no processo de ensino-apren-
dizagem. De um lado, os professores têm a tarefa de atuar como sujeitos norteadores
e motivadores, criando as condições necessárias para os alunos se apropriarem de
maneira efetiva de novos conhecimentos. Os alunos, por sua vez, devem ser conside-
rados sujeitos criativos e autônomos, capazes de reelaborar novos conhecimentos
com base nas diversas informações que já dispõem sobre o mundo em que vivem e
nas trocas de experiências e conhecimentos realizadas mediante processos de socia-
lização e interação.
Nesse sentido, a tarefa de ensinar deve privilegiar as dimensões subjetivas e, por-
tanto, singulares dos alunos, valorizando os conhecimentos que já possuem e as ex-
periências individuais adquiridas em sua vivência.

Geografia e Cartografia
A Cartografia é um dos mais importantes instrumentos que auxiliam nos estudos
geográficos. Essa ferramenta adquire relevância por desenvolver nos alunos um con-
junto de habilidades e competências necessárias à leitura e à análise da organização
do espaço geográfico, condição muito importante para entender melhor o mundo em
que vivemos. Desse modo, a linguagem cartográfica deve ser explorada desde o início
da escolaridade, desenvolvendo nos alunos noções de orientação e localização no
espaço terrestre, de distribuição e ordenamento dos fenômenos na ocupação do es-
paço, de interpretação de símbolos (codificação e decodificação), entre outras.
A tarefa de ensinar Cartografia envolve do manuseio e elaboração de mapas e
outras representações espaciais à compreensão das informações representadas
(entender o traçado de rios e estradas; compreender o significado das cores e dos
símbolos utilizados na representação de cidades, regiões de cultivo; analisar as
áreas de influência dos climas, etc.). Assim, a construção de conhecimentos sobre

XXXVI

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a linguagem cartográfica deve desempenhar uma dupla missão: a de formar alunos
capazes de representar e codificar o espaço geográfico e, ao mesmo tempo, for-
mar leitores capazes de interpretar as informações expressas em diferentes tipos
de representações.

[...]
A educação para a leitura de mapas deve ser entendida como o processo de
aquisição, pelos alunos, de um conjunto de conhecimentos e habilidades para
que consigam efetuar a leitura do espaço, representá-lo, e desta forma construir
os conceitos das relações espaciais. Neste processo, a função simbólica desem-
penha um importante papel para o preparo de leitores eficazes de mapas.
[...]
PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e o livro didático: uma análise crítica. 2. ed.
Belo Horizonte: Lê, 1998. p. 9.

Alguns recursos didáticos são importantes no trabalho com o desenvolvimento das


noções cartográficas com os alunos. Seguem alguns exemplos:

Globo geográfico Mapas em tamanho grande


Representação da Terra, como se Os mapas devem fazer parte das aulas de
fosse uma miniatura do nosso Geografia sempre que possível, a fim de que
planeta, porém estilizado e os alunos se familiarizem e manuseiem esse
generalizado. O manuseio dessa tipo de representação, mesmo que ainda não
representação pelas crianças permite estejam alfabetizados, de modo que esses
que elas se familiarizem com o globo recursos estimulem sua curiosidade e suas
e com as noções de redução. indagações.

Maquete
A maquete pode ser tanto uma prática, tratando-se de sua
construção, quanto um recurso, que fique disponível e acessível aos
alunos para consultas e explorações nesse objeto tridimensional.

[...] O trabalho com a maquete corresponde a uma fase do aprendizado em que o


aluno opera a mudança de ponto de vista do próprio corpo para outro corpo ou ob-
jeto e corresponde à fase intermediária entre a percepção egocêntrica do mundo e a
representação projetada no plano de uma folha de papel. Assim, quando o aluno
apresenta dificuldades para lidar com uma determinada noção, no papel, é necessá-
rio retomar o trabalho com a maquete. Na escola, a fase da construção da maquete,
raramente é explorada na extensão de seu potencial didático.
[...]
LESANN, Janine. Geografia no Ensino Fundamental I. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2009. p. 139.

Portanto, o desenvolvimento das noções cartográficas também tem por objetivo


fazer com que os alunos compreendam mais facilmente a dinâmica do espaço geo-
gráfico, contribuindo para a formação de indivíduos capazes de agirem, localizarem-se
e deslocarem-se com autonomia.

XXXVII

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[...] Espera-se que no decorrer do Ensino Fundamental, os alunos tenham do-
mínio da leitura e elaboração de mapas e gráficos, iniciando-se na alfabetização
cartográfica. Fotografias, mapas, esquemas, desenhos, imagens de satélites, au-
diovisuais, gráficos, entre outras alternativas, são frequentemente utilizados no
componente curricular. Quanto mais diversificado for o trabalho com lingua-
gens, maior o repertório construído pelos alunos, ampliando a produção de sen-
tidos na leitura de mundo. Compreender as particularidades de cada linguagem,
em suas potencialidades e em suas limitações, conduz ao reconhecimento dos
produtos dessas linguagens não como verdades, mas como possibilidades.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. p. 315. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 7 dez. 2017.

O raciocínio geográfico
Nos estudos de Geografia, os alunos são estimulados a compreender melhor o
mundo em que vivem. Para facilitar essa compreensão, os estudos devem propor-
cionar oportunidades de pensar o espaço, de modo a desenvolver o raciocínio
geográfico.
Esse raciocínio acontece à medida que determinados princípios são exercitados, a
fim de que o pensamento espacial seja compreendido em sua realidade. Veja o quadro
a seguir.

Princípio Descrição

Um fenômeno geográfico sempre é comparável a


outros. A identificação das semelhanças entre
Analogia
fenômenos geográficos é o início da compreensão
da unidade terrestre.

Um fenômeno geográfico nunca acontece


Conexão isoladamente, mas sempre em interação com
outros fenômenos próximos ou distantes.

É a variação dos fenômenos de interesse da


Diferenciação Geografia pela superfície terrestre (por exemplo, o
clima), resultando na diferença entre áreas.

Exprime como os objetos se repartem pelo


Distribuição
espaço.

XXXVIII

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Espaço finito e contínuo delimitado pela
Extensão
ocorrência do fenômeno geográfico.

Posição particular de um objeto na superfície


terrestre. A localização pode ser absoluta (definida
Localização por um sistema de coordenadas geográficas) ou
relativa (expressa por meio de relações espaciais
topológicas ou por interações espaciais).

Ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico


de maior complexidade. Refere-se ao modo de
Ordem
estruturação do espaço de acordo com as regras
da própria sociedade que o produziu.

Fontes de pesquisa: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Proposta preliminar.
Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. p. 312. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>.
Acesso em: 7 dez. 2017.

FERNANDES, José Alberto Rio; TRIGAL, Lourenzo López; SPÓSITO, Eliseu Savério (Orgs.). Dicionário de Geografia
aplicada. Porto: Porto Editora, 2016.

MOREIRA, Ruy. A diferença e a geografia: o ardil da identidade e a representação da diferença na geografia.


GEOgraphia, Rio de Janeiro, ano 1, n. 1, p. 41-58, 1999.

MOREIRA, Ruy. Repensando a Geografia. In: SANTOS, Milton (Org.). Novos rumos da Geografia brasileira.
São Paulo: Hucitec, 1982. p. 35-49.

Objetivos do ensino de Geografia


nos anos iniciais
No decorrer dos anos iniciais do Ensino Fundamental, existem alguns objetivos im-
portantes que, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais, compõem um rol
de conhecimentos que fazem parte da base nacional comum a que todos devem ter
acesso, e que devem estar muito claros para a formação no ensino de Geografia. Veja
a seguir alguns desses objetivos:

Desenvolver interesse e curiosidade pelo Valorizar a importância das relações entre


meio natural e social, buscando o meio ambiente e as formas de vida, para
informações como forma de melhor a preservação das espécies e para a
compreendê-los. qualidade da vida humana.

Conhecer e utilizar corretamente os


Reconhecer e utilizar as informações
elementos da linguagem cartográfica, além
contidas em imagens e representações
dos referenciais de localização, orientação
gráficas.
e distância.

XXXIX

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Compreender que suas ações possuem
Registrar, comparar e sintetizar
grande importância para a sociedade da
informações, observando, descrevendo e
qual fazem parte, assim como para a
analisando as paisagens.
preservação da natureza.

Identificar e compreender as diferenças


Observar a diversidade cultural existente
existentes entre as paisagens e os
entre os grupos sociais, verificando sua
elementos dos espaços urbano e rural e
influência no modo como a natureza é
entre o modo de vida dos habitantes
transformada.
desses espaços.

Reconhecer os elementos existentes nas


Compreender as diferenças existentes
paisagens do lugar onde vivem e em
entre as atividades desenvolvidas nos
outras paisagens, além de identificar nelas
espaços urbano e rural, além das relações
as diferentes formas da natureza e as
mantidas entre eles.
transformações causadas pela sociedade.

Reconhecer a existência das técnicas e das


tecnologias utilizadas pela sociedade na
transformação do espaço e observar as
consequências trazidas por muitas das interferências
humanas na natureza.

Os conteúdos e suas categorias


Os conteúdos definidos para o ensino de Geografia e de qualquer outro componen-
te curricular devem levar em conta que:

[...] a história da escola está indissoluvelmente ligada ao exercício da cidadania;


a ciência que a escola ensina está impregnada de valores que buscam promover
determinadas condutas, atitudes e determinados interesses, como, por exemplo,
a valorização e preservação do meio ambiente, os cuidados com a saúde, entre
outros. [...] O acesso ao conhecimento escolar tem, portanto, dupla função: de-
senvolver habilidades intelectuais e criar atitudes e comportamentos necessários
para a vida em sociedade.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto; Secretaria de Educação Fundamental. Diretrizes Curriculares
Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC/SEB. 2013. p. 112.

Nesse sentido, os conteúdos propostos na coleção estão organizados na forma


de textos, atividades e vasta variedade de recursos didáticos, como textos literários,
histórias em quadrinhos, letras de músicas, charges, ilustrações, mapas, tabelas,
gráficos, obras de arte, pinturas, entre outros. Com a exploração desses recursos, o
processo de ensino e aprendizagem, orientado pelo professor, tende a se tornar
mais dinâmico e atrativo para os alunos, além de serem mobilizados para o desen-
volvimento de conteúdos, atitudes e procedimentos. Veja a seguir.

XL

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Conteúdos conceituais
Vários conteúdos trabalhados nesta coleção privilegiam os conceitos fundamen-
tais da disciplina de Geografia, que devem ser contemplados no decorrer dos anos
iniciais do Ensino Fundamental. Nessa disciplina é possível citar o trabalho com os
conceitos de natureza, lugar, paisagem, território, região e espaço geográfico, além
das noções espaciais e cartográficas.
Alguns conceitos são apresentados em várias etapas, a fim de respeitar as dife-
rentes fases do desenvolvimento cognitivo dos alunos. A obra também promove
um trabalho com esses conceitos por meio da troca de experiências e procura
sistematizá-los de maneira que os alunos alcancem uma aprendizagem mais
significativa.

Conteúdos procedimentais
O trabalho com os conteúdos procedimentais visa desenvolver nos alunos diver-
sas habilidades, as quais podem ser utilizadas em diferentes momentos da apren-
dizagem escolar. Entre esses procedimentos, destacam-se a observação, que
consiste em examinar atentamente o que está à sua volta; a leitura de diferentes
fontes de informações; a descrição detalhada dos elementos observados; a com-
paração entre as informações obtidas; e a explicação das relações existentes entre
o que foi observado, lido, descrito e comparado.
É fundamental também que o educando desenvolva habilidades de registro, in-
terpretação, análise crítica, reflexão e síntese. É importante destacar que essas
habilidades podem ser utilizadas pelos alunos, não somente em Geografia, mas
também nas outras disciplinas. Além disso, eles podem utilizar essas habilidades
em várias situações de sua vivência diária. Essas habilidades estão contempladas
no decorrer de todos os volumes, à medida que são propostos os trabalhos a seguir.

Observação
Olhar intencionalmente a fim de obter informações relevantes e
buscar respostas para questionamentos propostos.

Descrição
Selecionar informações que possam caracterizar ou explicar o
fenômeno ou a paisagem observados.

Classificação
Relacionar e agrupar conjuntos de elementos com características
comuns.

XLI

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Pesquisa, registro e documentação
Buscar informações novas em fontes diferentes, com base na
reflexão, em questionamentos e pesquisas, organizando-as,
sintetizando-as e registrando-as na forma de textos, gráficos,
esquemas, desenhos, etc.

Representação
Construir desenhos, maquetes, plantas ou mapas de lugares
diferentes.

Análise e comparação
Interpretar e comparar informações em contextos diversos, a fim
de emitir opiniões com base na leitura de textos, imagens e
representações gráficas.

Síntese
Reunir informações a fim de construir explicações estabelecendo
comparações entre fatos e fenômenos.

Conteúdos atitudinais
Também são trabalhados, nesta coleção, conteúdos que visam propiciar ao alu-
no o aperfeiçoamento de suas interações com o meio, a partir do desenvolvimento
de atitudes como responsabilidade, solidariedade e socialização. Esses conteúdos
colaboram também para o desenvolvimento das noções de identidade e de
cidadania.
Nesse sentido, são propostas atividades — individuais e/ou coletivas — que es-
timulam nos alunos atitudes como a troca de ideias e opiniões, o respeito às dife-
renças e a convivência social. Para contemplar esses conteúdos, são propostos
questionamentos e atividades que visam proporcionar aos educandos as atitudes
a seguir.

A socialização, com o estímulo ao diálogo, de


modo que os alunos desenvolvam atitudes de
respeito mútuo, convivência em grupo e
valorização das diferenças, muitas vezes expressas
pelas ideias e opiniões dos membros do grupo.

O desenvolvimento da autonomia e da autoestima.

XLII

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O exercício da tomada de decisões, por meio do
diálogo e do consenso.

A interatividade na construção do conhecimento,


conscientizando os educandos de que são
indivíduos que interagem a todo momento com
a sociedade e com a natureza.

A adoção de atitudes responsáveis em relação


às pessoas e ao ambiente.

A valorização de diferentes grupos étnico-sociais


e de suas manifestações culturais.

O trabalho com os conteúdos

As atividades e o desenvolvimento de habilidades


Ao longo da coleção, os alunos terão muitas oportunidades de desenvolver os
conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, seja por meio do trabalho
com o texto principal, seja nos momentos de realização de atividades. Nesta cole-
ção, as atividades são bem diversificadas e procuram desenvolver nos alunos im-
portantes habilidades. Algumas dessas habilidades foram listadas no tópico Tipos
de atividades que favorecem o trabalho com as competências da BNCC.

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Distribuição dos conteúdos de Geografia
Esta coleção foi estruturada levando em consideração as propostas da Base Nacio-
nal Comum Curricular (BNCC) e tomando como princípio a importância da formação
cidadã e integral dos estudantes.
Os quadros a seguir apresentam uma visão geral sobre como as habilidades, com-
petências e temas contemporâneos foram desenvolvidos nos diferentes objetos de
conhecimentos. Além disso, apresentamos também relações entre alguns temas, no-
ções e conceitos trabalhados neste ano com objetos de conhecimento de anos ante-
riores ou posteriores, apresentados após o quadro de cada unidade, por meio de uma
indicação numérica.

UNIDADE 1 O nosso lugar e os outros lugares


Objetos de Temas
Habilidades Temas, noções e conceitos Competências gerais
conhecimento contemporâneos
• A cidade e o • EF03GE01 • Os lugares são diferentes. 1 , 2 • Competência geral 3. • Diversidade
campo: • EF03GE02 • Frequentamos diferentes lugares de acordo • Competência geral 4. Cultural.
aproximações e com o lugar onde vivemos. 1 , 2
diferenças. • EF03GE03 • Competência geral 6.
• Estabelecemos relações de afetividade com os
• Competência geral 9.
lugares de vivência (espaço percebido). 3
• As pessoas vivem em diferentes lugares do
Brasil e do mundo e têm modos de vida
diferentes. 3 , 4
• Características de diferentes modos de vida
(ribeirinhos, quilombolas, indígenas). 3 , 4
• Patrimônio histórico, cultural e artístico
(valorização e conservação). 3 , 4

1 Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes (2o ano). 3 Experiências da comunidade no tempo e no espaço (2o ano).
2 Convivência e interações entre pessoas na comunidade (2o ano). 4 Território e diversidade cultural (4o ano).

UNIDADE 2 Lugares e paisagens


Objetos de Temas
Habilidades Temas, noções e conceitos Competências gerais
conhecimento contemporâneos
• Paisagens • EF03GE04 • Identificação dos elementos que a constituem • Competência • Preservação do
naturais e • EF03GE06 diferentes paisagens. 1 Específica de meio ambiente.
antrópicas em • Percepção da paisagem a partir dos diferentes
Geografia para o • Educação em
transformação. • EF03GE07 Ensino Fundamental 1.
sentidos do corpo: visão, audição, olfato e tato. 1 direitos humanos.
Representações • EF03GE08 • Competência
cartográficas. • Diferentes paisagens naturais e paisagens
• EF03GE11 Específica de
humanizadas. 1 Geografia para o
• Produção,
circulação e • Registro da paisagem por meio de croqui. 3 4 Ensino Fundamental 3.
consumo. • Codificação e decodificação, uso de símbolos • Competência
• Impactos das (legenda). 3 4 Específica de
Geografia para o
atividades • Compreensão de que a paisagem se
Ensino Fundamental 4.
humanas. transforma ao longo do tempo, em processos
• Competência
rápidos ou mais lentos. 1 2
Específica de
• Agentes transformadores das paisagens, Geografia para o
diferenciando a ação da natureza e a ação Ensino Fundamental 6.
humana na transformação das paisagens.
• Competência Geral 3.

1 – Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes (2o ano). 2 – Mudanças e permanências (2o ano). 3 – Localização, orientação e representação
espacial (2o ano). 4 – Elementos constitutivos dos mapas (4o ano). 5 – Trabalho no campo e na cidade (4 o ano).

XLIV

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UNIDADE 3 O trabalho e seus produtos
Objetos de Competências Temas
Habilidades Temas, noções e conceitos
conhecimento gerais contemporâneos
• Matéria-prima • EF03GE05 • Diferentes tipos de profissionais e as atividades que • Competência • Trabalho.
e indústria. realizam. 1 , 2 geral 3. • Direitos das
• Importância do trabalho e o problema do desemprego. • Competência crianças e dos
• Reflexão e valorização do trabalho voluntário. geral 4. adolescentes.
• Competência • Educação em
• Os direitos das crianças.
geral 8. direitos humanos
• Reflexão sobre o problema da exploração do trabalho
• Competência • Educação
de crianças.
geral 10. alimentar e
• Características de algumas atividades econômicas do
nutricional.
campo (agricultura, pecuária e extrativismo) e a
• Diversidade
importância de cada uma delas. 1 , 2 , 4
Cultural
• Identificação dos produtos que consumimos ao natural,
• Direitos Humanos.
beneficiados e transformados ou industrializados. 3
• Características de algumas atividades econômicas da
cidade: indústria, comércio e prestação de serviços, e a
importância de cada uma delas. 1 , 2 , 4
• As matérias-primas utilizadas na produção de diferentes
produtos. 3
• Principais produtos do nosso dia a dia e o trabalho das
pessoas. 1 , 2 , 3
• O artesanato, a expressão cultural e o uso de diferentes
matérias-primas. 3

1 – Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes (2o ano). 2 – Trabalho no campo e na cidade (4o ano). 3 – Produção, circulação e consumo (4o ano).
4 – Relação campo e cidade (4o ano).

UNIDADE 4 A natureza e seus recursos


Objetos de Competências Temas
Habilidades Temas, noções e conceitos
conhecimento gerais contemporâneos

• Paisagens • EF03GE04 • Atividades humanas atuam na exploração dos recursos • Competência • Diversidade
naturais e • EF03GE08 naturais e, consequentemente, na transformação das geral 7. cultural.
antrópicas em paisagens. 1 , 4 , 5 • Preservação do
• EF03GE09
transformação. • Alguns dos principais problemas ambientais meio ambiente.
• EF03GE10
• Produção, provocados atualmente pelo ser humano (campo/ • Educação para o
circulação e • EF03GE11 cidade). 3 , 4 , 5 , 7 consumo.
consumo. • Reflexão sobre problemas ambientais da atualidade.
3, 6, 7
• Impactos das
• Os indígenas e sua relação com a natureza.
atividades
2, 6, 7
humanas.
• Reflexão sobre consumo e uso dos recursos naturais.
3, 6, 7
• Reflexão sobre geração de lixo, reuso de materiais e
reciclagem. 4 , 7
• Atitudes que devemos adotar em nosso dia a dia para
contribuir com a preservação da natureza. 3 , 5

1 – Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes (2o ano). 2 – Experiências da comunidade no tempo e no espaço. (2o ano). 3 – Os usos dos recursos
naturais: solo e água no campo e na cidade (2o ano). 4 – Relação campo e cidade (4o ano). 5 – Trabalho no campo e na cidade (4o ano). 6 – Produção,
circulação e consumo (4o ano). 7 – Preservação e degradação da natureza (4o ano).

XLV

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Material para reprodução
Brasil: divisão política

VENEZUELA GUIANA GUIANA FRANCESA


(FRANÇA)
SURINAME
COLÔMBIA Boa Vista
Amapá
(AP)
Roraima
(RR) Macapá
EQUADOR

Belém
São Luís
Manaus
Fortaleza
Maranhão
Amazonas Ceará Rio Grande
Pará (MA)
(AM) (CE) do Norte (RN)
(PA) Teresina Natal
Paraíba João
Piauí (PB) Pessoa
Acre (PI) Pernambuco (PE) Recife
(AC) Porto Velho Palmas
Maceió
Rio Branco Alagoas (AL)
Rondônia Tocantins
(RO) Aracaju
(TO)
Mato Grosso Bahia Sergipe (SE)
PERU (MT) Distrito (BA) Salvador
Federal
Cuiabá
(DF)

BOLÍVIA Goiânia Brasília OCEANO


Goiás Minas Gerais ATLÂNTICO
(GO) (MG)
Campo
Grande Belo Horizonte Espírito
Santo (ES)
OCEANO Mato Grosso Vitória
do Sul São Paulo
PACÍFICO (SP) Rio de Janeiro (RJ)
(MS)
PARAGUAI São Paulo Rio De Janeiro
CHILE
Paraná TRÓPICO
(PR) DE CA
Curitiba P RICÓR
NIO
Santa
Catarina Florianópolis
ARGENTINA (SC)
Rio Grande
do Sul Porto Alegre
(RS) Limite internacional
Limite estadual
URUGUAI Capital estadual
PAULA RADI

0 250 km Capital do país


50° O
Fonte de pesquisa: Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 41.

XLVI

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OCEANO GLACIAL ÁRTICO
Groenlândia Mar da Mar da
Mar de
Baía de (Dinamarca) Groenlândia Sibéria
Barents
Baffin
Círculo Polar Ártico
Alasca Islândia
(Estados Unidos) Federação Russa
Baía de
Hudson Mar de Mar
C an a d á Mar do Mar do de Bering
Golfo do Norte Okhotsk 1 - Andorra
Labrador 2 - Luxemburgo
Alasca
3 - República Tcheca
C as aq u i s t ão
4 - Eslováquia

1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmg_030a048.indd 47
Mar Mar de Mo n g ó l i a
Cáspio 5 - Eslovênia
Mar Negro Geórgia Aral
Uzbequistão Quirguistão Mar do 6 - Croácia
Coreia
13 14 Japão 7 - Bósnia-Herzegóvina
Estados Unidos Turcomenistão do Norte
Tadjiquistão 8 - Sérvia
da América Mar
China Coreia Japão 9 - Montenegro
OCEANO Mediterrâneo Chipre Síria Irã Afeganistão
Tunísia Líbano do Sul
Iraque 10 - Macedônia
Marrocos Israel Kuait
Jordânia 11 - Albânia
ATLÂNTICO Argélia Golfo Paquistão
Butão
Saara Barein Nepal 12 - Moldávia
Golfo do Ocidental Líbia Pérsico
TRÓPICO DE CÂNCER Bahamas Egito 13 - Armênia
México (Espanha/marrocos) Arábia 15 16 Bangladesh
Saudita Taiwan 14 - Azerbaijão
Cuba República Mar Mianmar
México Omã Índia 15 - Catar
Dominicana Mauritânia Mar da Laos
Jamaica Haiti Mali Vermelho 16 - Emirados
Belize Porto Rico Arábia
Níger Chade
Planisfério político

Guatemala Honduras MAR DO (Estados Unidos) Senegal Eritreia Baía de Tailândia Árabes Unidos
Gâmbia Burkina Iêmen Vietnã
El Salvador CARIBE Bengala Mar das
Nicarágua Trinidad Fasso Sudão Camboja Filipinas
Guiné- Nigéria Djibuti
Costa Rica e Tobago Guiné Filipinas
-Bissau Benin Etiópia
OCEANO Panamá Venezuela Serra Leoa Gana Rep. Centro- OCEANO
Suriname -Africana Sudão Sri Lanka Brunei
Guiana Libéria
Guiana Francesa (França) Togo Camarões do Sul
Colômbia Costa Somália M a l á s i a PACÍFICO
PACÍFICO do Rep. Uganda Maldivas
EQUADOR Guiné Cingapura
Marfim Equatorial Democrática
Gabão do Congo Quênia 0°
Equador
Congo Ruanda
I n d
Burundi Tanzânia
o n é s i a Papua-Nova Guiné

Brasil Seychelles Timor Leste


Peru
Malauí
Angola Comores
Zâmbia
Bolívia OCEANO
Zimbábue Madagascar
Namíbia Moçambique ÍNDICO
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO Paraguai Botsuana

Chile Suazilândia
Austrália

Argentina África Lesoto


do Sul
Uruguai
Mar da
Tasmânia
Ilhas Turks
e Caicos Anguilla
(Reino Unido)
Nova
(Reino Unido) Ilhas Virgens
Britânicas Zelândia
(Reino Unido) S. Martin
Ilhas Virgens (França /
Americanas Holanda)
(Estados Unidos)
Is. Falkland/Malvinas
(Reino Unido)
Antígua e Barbuda
Saba
(Holanda) Guadalupe
(França)
Saint Eustatius
(Holanda)

MERIDIANO DE GREENWICH
Dominica
Mar do Martinica
São Cristóvão
Caribe e Nevis (França) CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
Montserrat Suécia
Curaçao Santa Lúcia
(Holanda) (Reino Unido) Finlândia
Aruba Barbados
(Holanda) São Vicente Noruega
e Granadinas Granada
Mar de Estônia

Fonte de pesquisa: Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 32.
Bonaire Weddell 0 1 390 km Reino Letônia
(Holanda) Antártida Dinamarca
Unido Lituânia

PAULA RADI
0° Irlanda Polônia Belarus
Holanda
0 500 km Bélgica Alemanha
2 3 Ucrânia
4
França Áustria
Hungria 12
Suíça 5
6 Romênia
7 8
1
Itália 9 Bulgária
Espanha
11 10
Portugal Turquia
Grécia

0 960 km

XLVII

1/4/18 8:59 PM
Bibliografia
ANDRÉ, Marli (Org.). Pedagogia das diferenças na sala de aula. Campinas: Papirus, 1999.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto; Secretaria de Educação Fundamental.
Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB,
DICEI, 2013.
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basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.
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E. de et al. (Orgs.) Geografia: conceitos e temas. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
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FERNANDES, José Alberto Rio; TRIGAL, Lourenzo López; SPÓSITO, Eliseu Savério
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KAERCHER, Nestor André. Desafios e utopias no ensino de Geografia. 3. ed. Santa
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KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura: teoria e prática. 15. ed. Campinas: Pontes, 2013.
LESANN, Janine. Geografia no Ensino Fundamental I. Belo Horizonte: Argvmentvm,
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LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposi-
ções. São Paulo: Cortez, 1996.
MACHADO, Nilson José. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimentos
e inteligência e a prática docente. São Paulo: Cortez, 1995.
MORAN, José M.; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda A. Novas tecnologias e
mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000.
MOREIRA, Ruy. A diferença e a geografia: o ardil da identidade e a representação da
diferença na geografia. GEOgraphia, Rio de Janeiro, ano 1, n. 1, p. 41-58, 1999.
MOREIRA, Ruy. Repensando a Geografia. In: SANTOS, Milton (Org.). Novos rumos da
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PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e o livro didático. Belo Horizonte: Lê,
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VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

XLVIII

1_g19_mdn_mp_parte_geral_3pmg_030a048.indd 48 1/4/18 8:59 PM


Rogério Martinez
Licenciado e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Mestre em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-SP) - campus Marília.
Professor da rede pública de ensino básico.
Autor de livros didáticos para o ensino básico.

Wanessa Garcia
Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Mestra em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Autora de livros didáticos para o ensino básico.

GEOGRAFIA
3
o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais

Componente curricular:
Geografia

1a edição

São Paulo, 2017

g19_3pmg_lt_frontis_p001.indd 1 12/29/17 7:43 PM

g19_3pmg_mp_u01_p001a007.indd 1 04/01/18 7:12 PM


Produção editorial: Scriba Soluções Editoriais
Gerência editorial: Milena Clementin Silva
Edição: Bruna Migotto Barbieri, Erica Mantovani Martins, Érika Fernanda Rodrigues
Gerência de produção: Camila Rumiko Minaki
Projeto gráfico: Marcela Pialarissi, Camila Carmona
Capa: Marcela Pialarissi
Ilustração: Edson Farias
Gerência de arte: André Leandro Silva
Edição de arte: Ana Elisa Carneiro, Camila Carmona, Rogério Casagrande, Ingridhi Borges
Editoração eletrônica: Luiz Roberto Lúcio Correa
Coordenação de revisão: Ana Lúcia Carvalho e Pereira
Preparação de texto: Ana Paula Felippe
Revisão: Fernanda Rizzo Sanchez
Coordenação de pesquisa iconográfica: Alaíde Stein
Pesquisa iconográfica: Tulio Sanches Esteves Pinto
Tratamento de imagens: José Vitor E. Costa

Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira,


Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Martinez, Rogério
Novo Pitanguá : geografia / Rogério Martinez,
Wanessa Garcia. -- 1. ed. -- São Paulo : Moderna,
2017.

Obra em 5 v. para alunos do 1 ao 5o ano.


Componente curricular: Geografia.

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Garcia,


Wanessa. II. Título

17-11212 CDD-372.891

Índices para catálogo sistemático:


1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho
São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
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www.moderna.com.br
2017
Impresso no Brasil

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VOCÊ ,
CIDADÃO
DO MUNDO!

O que você pode fazer para melhorar o


mundo em que vive?
Plantar uma árvore, não desperdiçar
água, cuidar bem dos lugares públicos e
respeitar opiniões diferentes da sua são
apenas algumas das ações que todos
podemos praticar no dia a dia.
Ao estudar Geografia, você perceberá
que é possível aplicar seus conhecimentos em
situações do cotidiano, enfrentando e
solucionando problemas de maneira autônoma
e responsável.
Este livro ajudará você a compreender a
importância da cidadania para a construção
de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva.

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SUMÁRIO

O nosso lugar
e os outros lugares ............... 8

1 Os lugares do 3 Lugares diferentes,


nosso dia a dia .................................................. 10 modos de vida diferentes ........ 28
Os lugares Atividades................................................................... 30
que frequentamos......................................12
As comunidades
Atividades.................................................................... 13 quilombolas........................................................... 31
Gostar do lugar Atividades.................................................................... 35
onde vivemos ......................................................15
As comunidades
Gostar do lugar indígenas .................................................................... 36
é cuidar dele ........................................................ 16
Atividades.................................................................... 17 Cidadão do Mundo
Patrimônio histórico, cultural e
2 As pessoas e os lugares ............... 18 artístico ................................................................ 38
Cuidando do
Cidadão do mundo
nosso patrimônio ........................................ 40
Lugares pelo mundo........................... 20
O que você
Atividades....................................................................22
estudou sobre... ............................................... 41
Os lugares e o dia
a dia das pessoas ......................................... 24
Atividades.................................................................... 26
PULSAR IMAGENS

ANDRE DIB/PULSAR IMAGENS


LEO CALDAS/

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Lugares e paisagens.......... 42

1 Diferentes lugares,
diferentes paisagens.......................... 44
As paisagens........................................................ 46
Atividades.................................................................... 47
Como percebemos
os elementos
da paisagem .......................................................... 48
Os elementos 3 Natureza e paisagem ......................... 68
da paisagem .......................................................... 50 A ação da natureza
na transformação
Atividades....................................................................52
da paisagem .......................................................... 70
O registro da paisagem ................... 54
Atividades....................................................................73
Desenhando a paisagem ................ 56
Atividades.................................................................... 57 Cidadão do mundo
Criando uma legenda ........................... 58 Ocupação de morros e
deslizamentos de terra................... 74
2 A transformação
O que você
da paisagem .......................................................... 60 estudou sobre... ............................................... 75
O ser humano transforma
as paisagens ......................................................... 62
As paisagens ao longo do
tempo ............................................................................... 64
Atividades................................................................... 66
GUSTAVO RAMOS

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O trabalho e
seus produtos........................ 76

1 Trabalho e trabalhadores ......... 78 3 As atividades da cidade ............... 98


Por que as pessoas Indústria ...................................................................... 98
trabalham.................................................................. 80 Matéria-prima
Atividades.................................................................... 81 e produtos................................................................ 99
Atividades............................................................... 100
Cidadão do mundo
Comércio................................................................. 102
O trabalho voluntário ....................... 82
Prestação de serviços .................... 102
Atividades................................................................... 84
Atividades............................................................... 103
O trabalho infantil e os direitos
O trabalho e os produtos
das crianças ........................................................... 85
do nosso dia a dia ................................. 105
Cidadão do mundo Atividades............................................................... 106
Combatendo o
Para saber fazer
trabalho infantil........................................86
Produzindo um
Atividades....................................................................87 artesanato ......................................................... 108

2 As atividades e os produtos O que você


do campo ..................................................................... 88 estudou sobre... .......................................... 109
Atividades................................................................... 90
Os produtos

RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS


da agricultura .................................................... 92
Atividades.................................................................... 93
Os produtos da pecuária ............... 94
Os produtos do extrativismo 95
Atividades................................................................... 96
TOMAS WORKS/SHUTTERSTOCK

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A natureza e O que podemos fazer
para conservar os
seus recursos ...................... 110 recursos naturais? ................................. 129
A água no nosso
1 Os recursos naturais ........................112 dia a dia..................................................................... 130
Atividades................................................................ 114 Atividades............................................................... 132
O lixo tem solução ................................ 134
2 Os problemas
Para saber fazer
ambientais ............................................................ 116
Vamos reutilizar! ...................................... 136
Os problemas
ambientais no campo........................ 117 Coleta seletiva
e reciclagem ..................................................... 138
Atividades............................................................... 120
Atividades............................................................... 139
Problemas ambientais
nas cidades ......................................................... 122 Para saber fazer
Atividades............................................................... 124 Vamos fazer a
coleta seletiva.............................................. 140
Cidadão do mundo O que você
Os povos indígenas estudou sobre... .......................................... 143
e a natureza ................................................ 126
BIBLIOGRAFIA ................... 144
3

PULSAR IMAGENS
JOÃO PRUDENTE/
Consumo e
meio ambiente ............................................. 128

ÍCONES DA COLEÇÃO
NESTA COLEÇÃO, VOCÊ ENCONTRARÁ ALGUNS ÍCONES.
VEJA A SEGUIR O QUE CADA UM DELES SIGNIFICA.

A ATIVIDADE A ATIVIDADE A ATIVIDADE A ATIVIDADE ESTÁ


DEVERÁ SER DEVERÁ SER DEVERÁ SER RELACIONADA AO USO DE
RESPONDIDA RESPONDIDA REALIZADA EM TECNOLOGIAS, COMO O
ORALMENTE. NO CADERNO. DUPLAS OU COMPUTADOR, O CELULAR
GRUPOS. OU OUTRAS FERRAMENTAS.

INDICA QUE PODERÁ INDICA QUE AS INDICA QUE AS O ÍCONE DA BÚSSOLA REMETE A INDICA UMA
COMPARTILHAR COM IMAGENS NÃO ESTÃO CORES UTILIZADAS UM INSTRUMENTO DE ATITUDE QUE SE
SEUS COLEGAS UMA PROPORCIONAIS NAS IMAGENS NÃO ORIENTAÇÃO. NESTA COLEÇÃO, PODE TER PARA
IDEIA OU ALGUMA ENTRE SI. SÃO REAIS. UTILIZAMOS ESSE ÍCONE PARA VIVER MELHOR
EXPERIÊNCIA INDICAR CONCEITOS, NOÇÕES OU EM SOCIEDADE.
INTERESSANTE. HABILIDADES DE CARTOGRAFIA.

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A unidade aborda o estudo do lugar,
destacando as relações das pessoas
em seus lugares de vivência, assim
como as características naturais e
culturais que dão identidade e distin-
guem os diferentes lugares.
O lugar é um dos principais conceitos O nosso lugar e
de estudo da Geografia, representan-
do uma porção do espaço geográfico
onde as pessoas desenvolvem rela-
os outros lugares
ções de afeto e estabelecem vínculos.
A presente unidade também estuda
semelhanças e diferenças entre os
lugares.
• Inicie o estudo pedindo que os alunos
observem a imagem de abertura e
descrevam a cena mostrada.
• Estimule a participação de todos os
alunos para que seja possível explorar
o conhecimento prévio sobre o tema.

Mais atividades
• Realize um momento de diálogo com
os alunos como abordagem inicial do
estudo desta unidade.
• Pergunte quais lugares de convivên-
cia pública existem próximo à escola
ou no município. Escreva na lousa
os possíveis lugares conforme a re-
alidade do município, como parque,
campo de futebol, quadra de espor-
tes, lago, praia, etc.
• Após escrever a lista de exemplos,
questione quais alunos frequentam
tais lugares. Investigue o conheci-
mento deles em relação ao assunto
e, consequentemente, à frequência
deles nos referidos lugares.
• Por fim, solicite que façam um de-
senho do lugar que mais gostam de
frequentar diariamente ou eventual-
mente. Relacione este desenho com
a atividade 3 da página 9. Crianças brincando nas águas do mar, no
litoral de Guarujá, São Paulo, em 2014.
8

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• O texto a seguir explica a importância de estudar o conceito de lugar na ciência geográfica.

[...] local. A globalização e a localização, frag-


Na literatura geográfica, o lugar está pre- mentando o espaço, exigem que se pense
sente de diversas formas. Estudá-lo é funda- dialeticamente esta relação [...].
mental, pois ao mesmo tempo que o mundo Estudar e compreender o lugar, em Geo-
é global, as coisas da vida, as relações so- grafia, significa entender o que acontece no
ciais se concretizam nos lugares específi- espaço onde se vive para além das suas con-
cos. E como tal a compreensão da realidade dições naturais ou humanas. Muitas vezes as
do mundo atual se dá a partir dos novos sig- explicações podem estar fora, sendo neces-
nificados que assume a dimensão do espaço sário buscar motivos tanto internos quanto

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• Comente com os alunos que os luga-
res que frequentamos no nosso dia a
dia não estão relacionados somente
com os lugares públicos, mas tam-
bém com os particulares, ou seja,
que pertencem a alguém.
• Cite exemplos como a casa onde
cada um vive, os estabelecimentos
comerciais, as propriedades rurais,
os clubes recreativos, etc.

Conectando ideias
1. O lugar mostrado na foto é no
litoral. Espera-se que os alunos

ZÉ ZUPPANI/
PULSAR IMAGENS
comentem que é uma praia com
base na leitura da legenda da
imagem, o que também pode
ser observado nas característi-
cas do lugar.
2. Resposta pessoal. Espera-se
que os alunos respondam que,
ao frequentar lugares semelhan-
tes ao da foto, eles brincam na
água, brincam na areia, etc.
3. Resposta pessoal. Incentive os
alunos a citarem os lugares que
frequentam no dia a dia.

Você já observou que todos os dias


frequentamos diferentes lugares? Nossa casa,
a escola, parques e praias são alguns exemplos.

CONECTANDO IDEIAS
1. Que lugar está sendo mostrado na foto?
2. Você costuma frequentar lugares como
esse? Nesse caso, o que você costuma
fazer quando os visita?
3. Conte aos colegas sobre outros lugares
que você frequenta em seu dia a dia.

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externos para se compreender o que aconte- situadas num tempo e num espaço, que pode
ce em cada lugar. ser recorte de um espaço maior, mas por hi-
[...] pótese alguma é isolado, independente. [...]
Compreender o lugar em que vive permite CALLAI, Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender
ao sujeito conhecer a sua história e conseguir o mundo. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.) e
entender as coisas que ali acontecem. Ne- outros. Ensino de Geografia: práticas e textualizações no
cotidiano. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2002. p. 84-85.
nhum lugar é neutro, pelo contrário, é reple-
to de história e com pessoas historicamente

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Objetivos
• Identificar os lugares frequenta-
dos no dia a dia.
• Associar o conceito de lugar de
convivência com a afetividade em
1 Os lugares do nosso dia a dia
relação ao espaço vivido. As pessoas costumam ir a lugares diferentes a todo momento. Assim
• Conscientizar os alunos quanto como elas, você também frequenta outros lugares além da sua moradia?
à importância de cuidar do meio Vamos conhecer os lugares que o personagem da história em quadrinhos
onde vivem. frequenta.

• Leia a história em quadrinhos das pá-


ginas 10 e 11 com os alunos. Explore
a interpretação da história com o se-
guinte questionamento:
.O título “Cenas de domingo” sugere
que ideia?
R: Conduza a discussão para que
eles percebam que a expressão
alude a algo habitual, a uma rotina.
• Pergunte a eles se têm uma rotina no
fim de semana.
• Converse com eles sobre os aspec-
tos positivos e negativos de se ter
uma rotina.
• Explique que rotinas, especialmente
aquelas dos fins de semana, alte-
ram-se com frequência, pois são os
dias que a família costuma reservar
para resolver o que não foi possível
durante a semana e para os momen-
tos de lazer.
• Atente para destacar que os alunos
podem ter rotinas muito diferentes,
inclusive no que costumam fazer nos
finais de semana.

©MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.


• Incentive os alunos à leitura de histó-
rias em quadrinhos. Uma alternativa
é promover momentos de leitura pre-
viamente organizados (hora do conto,
sala de leitura, etc.) a fim de que os
alunos possam utilizar o repertório de
gibis disponíveis no acervo da escola.

10

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• O texto a seguir complementa o estudo sobre a importância dos quadrinhos na formação da
competência leitora.

[...] bilita que muitos estudantes se abram para


Os quadrinhos auxiliam no desenvolvi- os benefícios da leitura, encontrando menor
mento do hábito de leitura [...]. Hoje em dia dificuldade para concentrar-se nas leituras
sabe-se que, em geral, os leitores de histórias com finalidade de estudo.
em quadrinhos são também leitores de ou- [...]
tros tipos de revistas, de jornais e de livros.
RAMA, Angela; VERGUEIRO, Waldomiro (Orgs.). Como usar
Assim, a ampliação da familiaridade com a as histórias em quadrinhos na sala de aula. São Paulo:
leitura de histórias em quadrinhos, propicia- Contexto, 2004. p. 23. (Como usar na sala de aula).
da por sua aplicação em sala de aula, possi-

10

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Destaques da BNCC
• A interpretação das expressões
como a da história em quadrinhos
desenvolve o conhecimento da lin-
guagem corporal, conforme sugere
a Competência geral 4 da BNCC.

• Explore o conteúdo das páginas 10


e 11 pedindo que os alunos analisem
os quadrinhos. Faça as seguintes
questões:
A. O que costuma acordar Chico
Bento?
R: O cocoricar do galo.
B. E você? Quem costuma acordá-lo?
R: Resposta pessoal. Os alunos
podem responder que seus pais
ou responsáveis os acordam,
que acordam com o desperta-
dor tocando, acordam com o
som de algum animal, etc.
• Destaque que a história se passa em
um domingo. Converse com os alu-
nos questionando-os se costumam
acordar cedo ou dormir até mais tar-
© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.
de aos domingos. Sobre isso, peça
que digam os pontos positivos e ne-
gativos, o que a capacidade de argu-
mentação.
• Peça aos alunos que analisem o res-
tante da história em quadrinhos.
Chico Bento em: Cenas de domingo, de Mauricio de Sousa. Chico Bento.
São Paulo, Globo, n. 407, p. 31-32, ago. 2002. (Turma da Mônica.)
.Após acordar, como está a expres-
são do Chico Bento nos quadrinhos
seguintes?
1. Onde Chico Bento estava quando acordou?
R: Espera-se que os alunos perce-
No quarto, na casa dele. bam que Chico Bento fica com
expressão de animado, com
2. O que ele fez depois de tomar café? pressa e, depois, de relaxamen-
to, uma vez que está cochilando.
Foi até o riacho pescar.
• Esta é uma oportunidade de desen-
volver com os alunos a habilidade de
3. Você já esteve em lugares semelhantes ao lugar que Chico Bento
interpretação das expressões.
foi? Se sim, faça um desenho sobre um deles em uma folha de
papel e mostre aos colegas. Resposta pessoal. Incentive os alunos a
mostrarem seus desenhos aos colegas e comentarem o que desenharam. Mais atividades
11
• Com base na história em quadrinhos,
peça aos alunos que criem suas pró-
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prias histórias.
• Competência geral 4: Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo- • Oriente-os a contar, por meio de uma
-visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e história em quadrinhos, como é a ro-
digital para expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em dife- tina deles em um domingo.
rentes contextos e, com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. • Auxilie-os na produção desta histó-
ria sugerindo que criem quadros se-
melhantes ao da história do persona-
gem Chico Bento.
• Ao término da produção, peça a cada
aluno que conte sua história para os
demais colegas.

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• Explore a primeira imagem pergun-
tando aos alunos:
A. O que a família está fazendo?
R: A família está preparando o Os lugares que frequentamos
almoço juntos.
Como o personagem Chico Bento da história em quadrinhos, nós
B. Vocês ajudam seus familiares em também vamos a diferentes lugares durante o nosso dia a dia. Nesses
alguma atividade cotidiana?
lugares podemos fazer ou encontrar algo de que necessitamos. Veja
R: Resposta pessoal. Permita que alguns exemplos.
eles se expressem à vontade.
• Investigue junto aos alunos atividades A moradia é um lugar muito

RAWPIXEL.COM/SHUTTERSTOCK
prazerosas que eles realizam em casa. especial. Ela serve de abrigo e
• Destaque que os lugares que fre- proteção, sendo o lugar onde
quentamos, especialmente a nossa
nos alimentamos, descansamos,
dormimos e nos reunimos com
moradia, são espaços com os quais
as pessoas com quem vivemos.
temos vínculos de afeto. A imagem
que temos da nossa moradia sempre
será diferente da que os outros têm.

Mais atividades Família preparando


almoço na cozinha.
• Aproveite a sugestão de atividade a
seguir para complementar o estudo Para comprar alimentos e outros

IAKOV FILIMONOV/SHUTTERSTOCK
do tema que aborda os lugares que produtos de que precisamos
frequentamos em nosso dia a dia. temos que ir aos supermercados,
• Para isso, reflita com os alunos sobre padarias, farmácias, etc.
as atividades que eles mais gostam
de fazer em casa e peça a eles que
desenhem essa atividade.
• Solicite a eles que representem o
cômodo da casa onde fazem esta
atividade. Família fazendo compras
• Para finalizar, peça aos alunos que no supermercado.
apresentem seus desenhos e co-
Praças e parques públicos são
2P2PLAY/SHUTTERSTOCK

mentem a respeito.
lugares destinados ao lazer e
• Analise com os alunos a segunda à recreação das pessoas.
imagem da página 12. Pergunte se Nesses lugares, elas podem
eles costumam acompanhar os fa- descansar, brincar, praticar
miliares nas compras do dia a dia. atividades físicas, etc.
A. Onde vocês costumam fazer as
compras de alimentos e produtos
para o dia a dia?
B. Você gosta de ir a essas com-
Crianças brincando
pras? em um parque.
C. Além de mercados e supermer- 12
cados, sua família tem o hábito
de comprar alimentos em outros
lugares?
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R: Respostas pessoais. Investi- • Analise com os alunos a terceira imagem desta página. Questione-os se costumam ir a lugares
gue se os alunos conhecem destinados ao lazer. Diferencie a função principal de cada lugar. Explique que é possível se divertir
o ambiente das feiras livres e em um centro de compras ou em um supermercado, mas há lugares que existem exclusivamente
dos mercados a céu aberto. para o lazer.
Discuta com eles as diferen- • Pergunte a eles que outros lugares conhecem destinados ao lazer. Liste na lousa os lugares que
ças entre esses locais e os forem citando e explique a finalidade dos lugares citados que nem todos conheçam.
mercados fechados.

12

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• Aproveite a realização desta primeira
atividade e comente com os alunos
que os lugares possuem funções di-

ATIVIDADES ferentes. Explique outros exemplos,


questionando-os da seguinte ma-
1. Ligue as atividades da coluna da esquerda aos lugares mostrados na neira:
coluna da direita. A. Onde podemos comprar medica-

SORBIS/SHUTTERSTOCK
mentos?
R: Na farmácia.
B. Onde podemos comprar pães?
Comprar calçados. R: Na padaria ou no mercado.
C. Onde podemos comprar livros?
R: Na livraria ou na papelaria.
Praça de alimentação. • Peça aos alunos que observem as
imagens da página 13 e leiam as le-

BRANISLAV NENIN/SHUTTERSTOCK
gendas. Questione sobre quais ativi-
dades as pessoas praticam em cada
um dos lugares representados na
Fazer refeições. imagem. Com a identificação, peça
que liguem as imagens às descri-
ções corretas de cada uma das ati-
vidades dos lugares representados,
Consultório. conforme solicita a atividade 1.
• A atividade 2 desta página estimula

FIPHOTO/SHUTTERSTOCK
os alunos a refletirem sobre os lu-
gares que frequentam no dia a dia
e sobre as atividades que realizam
Cuidar da saúde. nesses diferentes lugares.

Loja.

2. Escreva o nome de dois lugares que você frequenta em seu dia a dia.
Resposta pessoal. Estimule os alunos a pensarem nos lugares que costumam

frequentar.

3. O que você costuma fazer em cada um desses lugares?


Resposta pessoal. Os alunos podem responder que costumam brincar, comer algo

de que gostam ou praticar algum esporte.

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• A atividade 4 desta página destaca a
apresentação de dois selos postais
que estampam lugares com paisa-
gens bem distintas.
• Aproveite essas imagens e expli-
que aos alunos que selos postais
são adesivos que comprovam o
pagamento de um serviço postal.
Explique que as imagens dos selos
representam os mais variados te-
mas, como personalidades e fatos
históricos, lugares que se destacam
por sua beleza natural, cultural e ar-
tística, datas comemorativas, ma-
nifestações da cultura popular, etc.
Comente que alguns são muito raros
e, por isso, valiosos. Isso acontece
porque existem pessoas que gostam
muito de selos e os colecionam.
• Se possível, providencie alguns se-
los para levar para a aula e mostrar
aos alunos. Os selos podem ser obti-
dos em correspondências recebidas
pela própria escola. Os selos tam-
bém podem ser pesquisados no site
dos Correios no endereço eletrônico
disponível em: <http://www.correios.
com.br/para-voce/compra/selos-e-
colecoes>. Acesso em: 12 dez. 2017.
• Oriente os alunos na elaboração da
pesquisa proposta na atividade 5.
Explique a eles que podem pedir a
ajuda de seus familiares para pro-
curarem selos em correspondên-
cias recebidas.
• Auxilie os alunos na colagem dos se-
los. Caso não consigam adquiri-los,
oriente-os a pesquisar imagens de
selos na internet ou desenhá-los.

Mais atividades
• Distribua folhas de sulfite aos alunos.
• Peça que explorem a imaginação e
criem um selo, desenhando-o.
• Depois, organize uma roda de con-
versa em que os alunos vão explicar
o que os inspirou a fazer aquele de-
terminado selo. g19

14

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Destaques da BNCC
• O assunto desta página reforça a va-
lorização do lugar de vivência como
produto da cultura local, como tra-
Gostar do lugar onde vivemos balhado na habilidade EF03GE02 da
BNCC.
Nos lugares que frequentamos em nosso dia a dia,
como a escola ou a moradia, convivemos com pessoas
diferentes. Conviver com essas pessoas nos faz sentir • Aproveite o texto desta página e faça

parte desse lugar. uma dinâmica de leitura com os alu-


nos. Peça a alguns alunos que leiam
Leia o relato de uma pessoa sobre o lugar onde ela vive. os parágrafos do texto enquanto os
Durante a leitura do texto, oriente os alunos a procurarem no
dicionário as palavras que desconhecem. demais acompanham a leitura.
Eu nasci em uma cidade bem • Sugira aos alunos que questionem o
pequena que fica no Cariri paraibano, significado das palavras do texto que
chamada Gurjão. não conhecem. Anote as palavras na
lousa, escrevendo os seus significa-
O Cariri é um lugar que fica tão dos, o que pode ser feito com base
seco durante o ano que racha o chão, mas na consulta do dicionário.
quando chove, as árvores ficam todas • Auxilie-os durante a consulta do
bem verdinhas. dicionário.
A gente ficava esperando a chuva • Se possível, pesquise imagens do
todo mês de janeiro. Minha avó falava que Cariri paraibano para mostrar aos
se chovesse em janeiro, podia plantar que a alunos as características paisagís-
ticas dessa região. Apresente as
chuva ajudava as plantas nascerem.
imagens e leve um mapa político do
Enquanto a chuva não chegava, eu brincava no Brasil para mostrar aos alunos a lo-
mato, correndo atrás de sariema, uma ave que tem calização dessa área.
as pernas compridas, e desviando dos espinhos das • Aproveite a oportunidade para ex-
palmas e dos chique-chiques. plicar as dificuldades que a falta de
água provoca no cotidiano das pes-
O melhor era brincar na água do açude quando soas que vivem no semiárido.
enchia com a chuva, e depois chegar em casa
sentindo o cheiro da lenha queimando pra assar o
bolo e o pão de queijo que minha avó fazia.
Foi muito bom ser menino no Cariri!
Relato de Inácio Adalberto
Meira Faustino Júnior, 25 anos, dez. 2017.
GUSTAVO RAMOS

15

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• EF03GE02: Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econô-


mica de grupos de diferentes origens.

15

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Destaques da BNCC
• O relato dos problemas enfrentados
em espaços públicos, proposto a
seguir, exercita a oralidade, confor-
Gostar do lugar é cuidar dele
me prevê a Competência geral 4 da Cuidar dos lugares que frequentamos é uma maneira de demonstrar
BNCC, citada anteriormente. que gostamos deles.
Alguns desses lugares enfrentam problemas, Como você
• Aproveite o estudo do tema para pro- como ruas esburacadas e sem iluminação, calçadas demonstra seu
mover uma conversa sobre o lugar carinho pelos
e praças malconservadas. lugares que
onde os alunos vivem.
• Permita que eles falem sobre os
Podemos cuidar desses lugares buscando frequenta?
Como cuida
problemas enfrentados nos lugares
soluções para esses problemas com atitudes desses lugares?
públicos de sua vivência, como ruas, simples, que podemos adotar no dia a dia. Veja
praças, parques, etc. alguns exemplos.
• É preciso que esteja bem clara, para
essa faixa etária, a diferença entre Ajudar a manter ruas e
espaço público e privado. Se ain- praças limpas, depositando
da houver dúvidas a respeito, pare o lixo no local correto.
a discussão e retome as definições
dos conceitos.

Acompanhando a aprendizagem
• Divida a classe em grupos e peça a

ILUSTRAÇÕES:HELOÍSA
PINTARELLI
eles que conversem sobre os pro-
blemas dos lugares públicos que
frequentam.
• Peça aos grupos que elejam o(s)
problema(s) que mais os inco mo-
da(m).
• Abra a roda com toda a classe e peça
que cada grupo exponha os proble-
mas que escolheram. Plantar e cuidar
de árvores e
• A exposição dos alunos não se limita
outros tipos de
a citar o problema escolhido. O gru- vegetação em
po deve expor o problema, fornecen- praças e calçadas.
do exemplos de situações em que tal
Reivindicar
problema os incomodou. melhorias aos
• Ao final das apresentações, indague governantes.
os alunos sobre a seguinte questão:
agora que já levantamos os proble-
mas dos nossos espaços públicos
• Pense no lugar onde você vive. Em sua opinião, o que é preciso
de vivência, que atitudes poderíamos
tomar para resolvê-los? fazer para melhorá-lo? Resposta pessoal. Os alunos podem responder
que o lugar onde moram precisa de mais árvores, asfaltamento, energia elétrica,
R: Resposta pessoal. Permita que os 16 ou opções de lazer.
alunos proponham todas as solu-
ções que imaginarem. Oriente a
conversa com as seguintes ques- g19_3pmg_lt_u1_p008a017.indd 16 12/29/17 7:45 PM g19

tões: É possível fazer isso? O que Ideias para compartilhar


vocês acham? • Convide os alunos para um momento de reflexão sobre os devidos cuidados com os lugares
frequentados por eles.
• Estimule-os a refletir sobre como seriam esses lugares se as pessoas não os conservassem e
não os utilizassem corretamente.
• Peça que relatem quais atitudes eles tomam para colaborar com a manutenção dos lugares
com os quais se familiarizam.

16

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Destaques da BNCC
• A atividade a seguir visa promo-
ver um ambiente mais harmônico e
ATIVIDADES de diálogo, conforme orientado na
Competência geral 9 da BNCC.
1. Proponha uma solução para cada problema mostrado nas fotos.
• Organize novamente os alunos em
LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS

grupos e peça que discutam as ati-


Resposta pessoal. Os alunos podem responder
vidades da página 17.
que o córrego precisa passar por tratamento de • Para cada imagem, o grupo deverá:
.Identificar o problema;
despoluição e que as pessoas precisam parar
.Pensar em soluções;
de jogar lixo e despejar esgoto nele. .Listar no caderno as soluções apre-
sentadas;
.Debater as soluções fornecidas pelo
grupo;
.Selecionar as melhores sugestões;
Trecho do rio Brandoas poluído por lixo e esgoto, no
município de São Gonçalo, Rio de Janeiro, em 2017.
.Elaborar um texto-resposta.
• Aproveite a atividade proposta na
Resposta pessoal. Os alunos podem responder página para explicar que, além dos
lugares públicos de convivência, ou-
que as pessoas devem jogar o lixo no local tros lugares, como a nossa moradia,
precisam de cuidados.
adequado, que a coleta de lixo deve ser feita e
• Peça a eles que relatem problemas
LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS

que as ruas deviam ter mais lixeiras. na moradia deles que poderiam re-
solver. Oriente a conversa propondo
as seguintes questões:
A. Eu cuido sempre das minhas coi-
Lixo jogado na calçada na cidade
de São Paulo, São Paulo, em 2017. sas, como meus brinquedos, meu
material escolar?
B. Arrumo o meu quarto?

Resposta pessoal. Os alunos podem responder C. Deixo a casa organizada para fi-
car mais agradável para as outras
que a rua precisa de melhorias no asfalto e que pessoas que moram comigo?
D. Procuro ajudar as pessoas com
os governantes precisam melhorar a manutenção
quem moro nas atividades do dia
SERGEY KAMSHYLIN/SHUTTERSTOCK

a dia?
da rua.
E. Falo de uma forma respeitosa e
simpática com as pessoas da mi-
Asfalto deteriorado em Dianópolis, nha casa?
Tocantins, em 2017. R: Resposta pessoal. Ao final,
peça a eles que façam uma
17 produção de texto sobre o as-
sunto, apontando as medidas
que vão tomar para resolver os
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problemas no lugar privado de
• Competência geral 9: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, vivência.
fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da
diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencia-
lidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/ne-
cessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte
de uma coletividade com a qual deve se comprometer.

17

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Objetivos
• Conhecer diferentes modos de vida.
• Reconhecer a importância de cada
lugar e valorizar as culturas locais.
2
1 As pessoas e os lugares
• Compreender as diferenças nos
Cidades, sítios, fazendas, perto do mar ou em florestas... as pessoas
costumes e tradições nos mais
vivem em lugares diferentes.
variados lugares do Brasil.
Em cada lugar, as pessoas também são
diferentes em seu modo de vida, costumes e Valorize os costumes
Destaques da BNCC
tradições. dos diferentes
• O tema desta e das próximas pági- lugares que você
Conheça o cotidiano de algumas crianças frequenta ou visita.
nas busca desenvolver o respeito
que vivem em diferentes lugares do Brasil.
aos valores culturais dos diferentes
espaços de vivência, conforme re-
Fátima mora em Belém, capital do Pará.
comenda a habilidade EF03GE01 da
BNCC.
[...] Durante a leitura dos textos, oriente os alunos a procurarem
no dicionário as palavras que desconhecem.
A rua onde ela mora é cheia de árvores, de mangueiras,
• Para iniciar o estudo do tema, sugeri-
algumas com mais de cem anos!
mos que o professor explore o conhe-
cimento prévio dos alunos. Para isso, Você gosta de manga?
promova uma roda de conversa, per-
Em Belém, de dezembro a maio, costuma chover quase todos os
guntando aos alunos se eles conhe-
dias, por volta das duas horas da tarde.
cem pessoas que vivem em um lugar
muito diferente do local da escola. Por isso as pessoas podem marcar encontros antes ou depois da
• Se sua escola se localiza em uma ci- chuva.
dade grande, pergunte a eles sobre [...]
cidades pequenas, zonas rurais, ci- Todo O Brasil: parte III, de Cristina Von. São Paulo: Callis, 1999. p. 8-11.
dades litorâneas, etc. Questione os
alunos a respeito de espaços mais Vista de parte da cidade
distintos do que os que eles estão de Belém, capital do Pará,
acostumados a viver. em 2015.
• Essa conversa pode ser complemen-
SHUTTERSTOCK

tada com algumas questões, como:


FILIPE FRAZAO/

A. Você já visitou uma pessoa que


vive em um lugar muito diferente
de onde você mora?
B. Como era esse lugar? Como as
pessoas viviam nesse lugar? Em
que elas trabalhavam? Como as
crianças brincavam?
R: Respostas pessoais. Estimule
os alunos a exporem suas res-
postas. Aproveite o momento
para comparar as diferenças e 18
semelhanças entre os modos
de vida citados pelos alunos.
g19_3pmg_lt_u1_p018a027.indd 18 12/29/17 7:45 PM g19
• EF03GE01: Identificar e comparar
Mais atividades
aspectos culturais dos grupos so-
ciais de seus lugares de vivência, • Organize a turma em grupos e distribua uma nos vão localizar o município que estão pes-
seja na cidade, seja no campo. cópia do mapa político do Brasil para cada quisando.
equipe. Peça a cada grupo que escolha um • Peça a eles que localizem o município no mapa
dos lugares descritos nos textos das páginas político que receberam. Essa localização será
18 e 19: (Belém, no estado do Pará; São Miguel aproximada.
das Missões, no estado do Rio Grande do Sul,
• Posteriormente, os alunos vão pintar o estado
ou Mucajaí, no estado de Roraima).
do qual o município que estão estudando faz
• Com auxílio de um atlas ou da internet, os alu- parte.

18

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• Faça a leitura dos textos e peça que
os alunos interpretem a que os textos
estão se referindo.
Frederico mora em São Miguel das • Questione-os sobre as diferenças
Missões, no Rio Grande do Sul. apresentadas entre os textos. Inves-
[...] tigue se os alunos compreenderam
os diferentes modos de vida, princi-
Frederico, ou melhor, Fred, é loirinho como seu bisavô alemão,
palmente pelos costumes e identida-
que se casou com uma italiana quando chegou ao Rio Grande do des culturais.
Sul. [...] Fred mora em São Miguel das Missões.
• Após o diálogo, peça aos alunos
Seu pai tem uma pequena

DUDU CONTURSI/TYBA
que descrevam o lugar onde moram,
fazenda onde cria gado. destacando aspectos semelhantes
Ele gosta de se vestir como aos mencionados nos exemplos das
um gaúcho tradicional. crianças citadas, como as caracte-
Fred sabe andar a cavalo. rísticas físicas e culturais do lugar, as
[...] atividades realizadas pelos pais ou
responsáveis, entre outros aspectos.
Todo O Brasil: parte IV, de Cristina Von.
São Paulo: Callis, 1999. p. 5-10. • Se possível, providencie o livro Todo
Ruínas de uma igreja na área rural o Brasil, do qual foram retirados os
de São Miguel das Missões, Rio textos citados nesta página. Com
Grande do Sul, em 2017. esse livro é possível ter acesso a ou-
tros relatos de crianças que vivem
Cauê mora em uma aldeia indígena, no em outros lugares do Brasil. Esses
relatos poderão ser apresentados
estado de Roraima.
aos alunos para, assim, ampliar o
[...] conhecimento deles em relação aos
Cauê gosta de comer mandioca, milho, batata-doce e muitas diferentes modos de vida conforme
frutas. Ele tem um arco e muitas flechas pequenas, e já sabe pescar. os lugares.

Mas quando pesca um peixe, não come sozinho.


Divide com os outros, EDSON SATO/PULSAR IMAGENS

porque para os índios é


importante dividir.
[...]
Todo O Brasil: parte III, de Cristina Von.
São Paulo: Callis, 1999. p. 11-12.

Crianças do povo Yanomami,


brincando com arco e flecha em
Mucajaí, Roraima, em 2010.

• Qual dos lugares retratados nos textos das páginas 18 e 19 você


achou mais interessante? O que existe nesse lugar que chamou
sua atenção? Resposta pessoal. Os alunos podem destacar os elementos
do lugar ou o modo de vida das pessoas que moram nele.
19

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• Oriente-os a pesquisar mais imagens que mostrem o modo de vida • Conclua a atividade com uma roda de avaliação.
relatado no texto. Nas imagens, podem aparecer paisagem, pesso- .Foi difícil localizar o município que vocês receberam no mapa?
as, trabalho, construções, etc.
• Depois, peça aos alunos que pesquisem imagens do município
.Vocês encontraram imagens que comprovam o modo de vida rela-
tado no texto?
trabalhado que sejam contrastantes com o que foi exposto no
texto. Por exemplo, em Mucajaí eles devem procurar imagens de
.O município que vocês trabalharam apresenta apenas esse modo
outras comunidades que não indígenas ou da paisagem urbana. de viver? Que outras formas de viver e paisagens vocês encontra-
ram lá?
• Oriente-os a selecionar as melhores imagens, que mostrem o con-
traste, e a colá-las no mapa.

19

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• Na seção das páginas 20 e 21 são
apresentados alguns exemplos de di-
ferentes modos de vida pelo mundo,
o que propicia o desenvolvimento do
Tema contemporâneo Diversidade
CIDADÃO
cultural da BNCC. DO MUNDO
• Leia o texto com os alunos e peça
que observem as imagens. Em se-
guida, discuta com eles sobre o que
Lugares pelo mundo
observaram. Questione-os sobre Você conheceu diferentes lugares do nosso país. Veja, agora,
como são as paisagens e o modo de
exemplos de diferentes lugares do mundo e conheça também alguns
vida das pessoas que moram nesses
lugares. Peça que detalhem as prin-
costumes de seus moradores.
cipais características das imagens.
A região dos Andes, no Peru, é
• Explique aos alunos que a região dos formada por montanhas muito altas.
Andes está localizada na porção oes- Nessas áreas, as pessoas cultivam as
te da América do Sul, estendendo-se lavouras em terraços, que são
pelo território de vários países, entre terrenos muito inclinados, onde são
preparados grandes canteiros em
eles o Peru, onde o clima nas altas
forma de degraus. Nessa região, as
altitudes é frio. Já o país africano do mulheres costumam tecer roupas
Quênia, que também é citado nesta coloridas de lã para proteger as

GINA POWER/SHUTTERSTOCK
página, possui um clima quente, com pessoas do frio, que é intenso.
temperaturas elevadas o ano todo.
• Comente que os fatores climáticos Paisagem de terraços
no Peru, em 2016.
dos lugares influenciam no modo
de vida, nos costumes e na cultura
das pessoas.
• Se considerar oportuno, apresente
um planisfério político para os alu- Paisagem de vegetação de
nos localizarem os países citados savana no Quênia, país
africano, em 2016.
nesta página.

Nas savanas africanas


CK

vivem muitos animais, como girafas,


SINGH/SHUTTERSTO

zebras e leões. As crianças que


vivem nas aldeias dessa região
gostam de brincar com barro

PHOTO/GETTY IMAGES
fazendo seus animais de
DR AJAY KUMAR

NAEBLYS/ISTOCK
brinquedo.

20

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20

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• Dê sequência ao estudo solicitan-
do aos alunos que observem as
demais imagens e façam a leitura
Na região do Oriente Médio, algumas
dos textos que apresentam outros
pessoas, que vivem em meio ao
deserto, costumam morar em tendas lugares do mundo, assim como di-
próximas aos oásis. Os oásis são áreas ferentes modos de vida.
de vegetação que crescem em torno de • Nesta ocasião são apresentados
pequenas nascentes. Essas pessoas
exemplos da região do Oriente Mé-

/GETTY IMAGES
cuidam da criação de camelos e
ovelhas, levando esses animais onde dio e da região europeia.
eles podem pastar e beber água. • Assim como na página anterior,

EFESENKO/ISTOCK PHOTO
peça aos alunos que comparem as
Paisagem de oásis em Israel, as paisagens e o modo de vida das
no Oriente Médio, em 2016. pessoas que moram nesses luga-
res, comentando as principais di-
ferenças, citando as características
Em certas regiões da Europa faz
de ambas as imagens.
muito frio. No inverno há precipitação
K
/SHUTTERSTOC

de neve e muitas crianças que vivem • Explique que a região do Oriente Mé-
em áreas montanhosas, por exemplo, dio é marcada pelo clima desértico
aproveitam para esquiar, patinar e e por populações que apresentam
DENIS LININE

andar de trenó na neve. Para se


grande contraste econômico e so-
proteger do frio intenso, as pessoas
precisam usar roupas muito grossas, cial. Alguns países sofrem com guer-
botas, luvas e toucas. ras civis, além do acentuado nível
de pobreza e miséria da população,
Paisagem com neve na Suíça, como é o caso da Síria, enquanto ou-
um país europeu, em 2017. tros países possuem enormes rique-
zas e excelente infraestrutura, como
os Emirados Árabes Unidos. Comen-
Fonte de pesquisa: Adivinhe o que estou fazendo!. Livro infantil te também que nos países dessa re-
ilustrado publicado por ocasião do Ano Internacional da
Alfabetização. Tradução de Rachel Holzhacker. gião existe grande influência religio-
São Paulo: Textonovo, 1994. sa, com a maioria de muçulmanos
que praticam a religião islâmica.
• Em relação à Europa, explique aos
alunos que grande parte dela é
cercada por montanhas, apresen-
1. Com os colegas, comparem e apontem semelhanças tando regiões muito frias, como a
Suíça e a Rússia, exemplos citados
ou diferenças entre os lugares mostrados e algumas
nesta página.
características específicas do lugar onde vivem.
• Comente que a Rússia possui enor-
2. Converse com os colegas sobre a importância de me extensão territorial e, devido a
valorizar os diferentes tipos de culturas existentes em isso, algumas pessoas vivem em
lugares isolados, longe das gran-
outros lugares do mundo.
des cidades.

Paisagem do Iêmen, país do Oriente Médio, em 2013.

21

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Respostas
1. Resposta pessoal. Os alunos podem citar semelhanças e diferenças em relação ao modo de se
vestir, às construções das moradias, aos modo de brincar, etc.
2. Resposta pessoal. Estimule os alunos a refletirem que o respeito e a valorização cultural dos
diferentes povos contribuem para um mundo melhor, com paz e acolhimento ao próximo, além
do fato de preservar raízes históricas que contribuíram com o processo de civilização.

21

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Destaques da BNCC
• O trabalho de reconhecimento das
demais culturas mobiliza as habilida-
des EF03GE01, EF03GE02, descri- ATIVIDADES
tas anteriormente, e EF03GE03, da
BNCC, e a Competência geral 6, do 1. O modo de vida, os costumes e as tradições também variam de um
mesmo documento. lugar para outro. Substitua os códigos pelas letras correspondentes e
complete as frases a seguir.
• Explique aos alunos que um dos as-
pectos culturais importante dos po-
vos é a culinária.
• Diga a eles que às vezes é possível a b c d e f h i n r s t u v
reconhecer um país apenas pela sua
culinária típica.

DRON G/
SHUTTERSTOCK
• Faça uma brincadeira com a classe: a. Omar Guerrero Salazar tem oito anos e mora com a
A. Mostre a foto de uma pizza ou de família perto da cidade de Cancun, no sudeste do
uma macarronada e pergunte: México. [...]
que país costuma ter essas co-
midas?
Omar e sua família costumam comer tacos que são tortilhas com
R: Itália.
B. Mostre a foto de um prato com
sushi e sashimi e pergunte: que
país costuma ter essas comidas? c a r n e e v e r d u r a
.
R: Japão. Também consomem muita fruta, especialmente melão.[...]
C. Mostre a foto de cheeseburguer e
batatas fritas e pergunte: que país Crianças como você, de Barnabas e Anabel Kindersley.
6. ed. Tradução de Mário Vilela Filho. São Paulo: Ática, 2004. p. 16-17.
costuma ter essas comidas?
R: Estados Unidos.
b. Meena tem sete anos e vive em Nova Delhi, a
• É possível que os alunos questionem
capital da Índia. [...]

NORIKKO/
SHUTTERSTOCK
dizendo que esses alimentos também
existem no Brasil. Explique que o Bra- O prato predileto de Meena é grão-de-bico,
sil incorporou hábitos alimentares de
povos vindos de vários outros países.
• Pergunte a eles qual seria o prato
tipicamente brasileiro por meio do b a t a t a e couve-flor com roti, um pão
qual todo mundo reconheceria o
Brasil. Permita que eles conversem
a respeito.
ILUSTRAÇÕES: CLAUDIA SOUZA

indiano feito de f a r i n h a de trigo. [...]


Crianças como você, de Barnabas e Anabel Kindersley. 6. ed.
Tradução de Mário Vilela Filho. São Paulo: Ática, 2004. p. 56-57.

22

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• EF03GE03: Reconhecer os diferentes modos de vida das populações tradicionais em distintos


lugares.
• Competência geral 6: Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se
de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mun-
do do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social,
com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

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• As atividades desta página levam
os alunos a responderem sobre os
tipos de alimentos que consomem
2. Escreva o nome de alguns alimentos que você costuma consumir em diariamente.
seu dia a dia. • Aproveite a oportunidade para res-

Resposta pessoal. Os alunos podem responder alimentos como frutas ou saltar a importância de uma alimen-
tação saudável. Questione-os se
verduras, ou ainda sanduíches de frango ou de carne bovina. possuem o hábito de comer frutas,
verduras e legumes. Destaque a ne-
cessidade de consumirmos esses
alimentos para evitarmos doenças e
3. Qual o tipo de comida que você mais gosta? Conte aos colegas. demais problemas de saúde.
Resposta pessoal. Os alunos podem responder que gostam de carnes, ou legumes,
Mais atividades
ou um tipo de comida regional, como comida italiana ou japonesa.
• Sugira aos alunos uma pesquisa sobre
pratos típicos das regiões brasileiras.
• Escolha alguns pratos da culinária
4. Nas páginas 20 e 21 você conheceu a rotina de algumas pessoas de brasileira e solicite a pesquisa em li-
diferentes lugares do mundo. Agora é você quem vai contar como é o vros ou na internet. Peça que colham
lugar onde você vive! Para isso, escreva um pequeno texto com as informações como os principais in-
gredientes e qual o lugar de origem.
principais características desse lugar.
• Peça que, se possível, pesquisem
imagens do prato típico junto às in-
formações. Caso não seja viável to-
Resposta pessoal. Os alunos podem descrever características das paisagens, dos os alunos obterem as imagens,
providencie algumas e leve à sala de
dos hábitos e costumes dos moradores ou ainda afetivas sobre o lugar onde aula para exibição no dia em que os
alunos retornarem a pesquisa.
moram.
• Organize um momento de apresen-
tação da atividade, relacionando as
imagens com as informações colhi-
das, incentivando os alunos a expo-
rem seus comentários sobre o que
aprenderam e o que mais acharam
curioso.

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• Leia com os alunos as legendas das
imagens da página 24. Faça pergun-
tas de interpretação:
.A história que foi narrada é de um Os lugares e o dia a dia das pessoas
dia especial ou de um dia comum na
vida de Carolina? No lugar em que vivemos realizamos diferentes atividades
R: Explique aos alunos que as pes- durante o nosso dia a dia.
soas têm hábitos que se repetem Conheça o cotidiano de duas crianças que vivem em
na maioria dos dias. Explique lugares diferentes.
que os termos “cotidianas”, “dia
a dia”, “habituais” são emprega-
Carolina tem sete anos e vive em
das como sinônimos.
uma grande cidade com a família.
• Pergunte aos alunos:
A. Sua rotina é parecida com a de
Carolina?
B. O que você faz de parecido com
ela?
C. O que no seu dia a dia é diferente
do cotidiano de Carolina?
R: Respostas pessoais. É impor-
tante que os alunos façam as
relações entre o que está sen-
do aprendido e as suas vivên-
cias para tornar o novo saber
mais significativo.
Pela manhã, Carolina faz as lições da Quando precisam comprar alimentos, elas
escola com a ajuda de sua avó Nina, vão até a feira, que fica perto de sua casa.
Acompanhando a aprendizagem enquanto seus pais estão no trabalho.

• Mostre novamente a história narrada


na página 24 e chame a atenção dos
alunos para o fato de que um dia típi-
co na vida da personagem foi narra-
do em quatro cenas.
• Peça a eles que escrevam no cader-
no as atividades que fazem durante
um dia normal da semana.
• Oriente que eles selecionem quatro

DANILO SANTOS
cenas significativas.

ILUSTRAÇÕES:
• Explique que o conjunto dessas qua-
tro cenas precisa ser suficiente para Depois do jantar, ela e os pais brincam, se
No período da tarde, Carolina vai para a
contar para alguém que não os co- escola de carro, com seus pais. reúnem na sala e conversam sobre o que
nhece como é a sua rotina. aconteceu durante o dia de cada um.
• Distribua folhas de papel sulfite. Antes de dormir, ela gosta de ouvir
histórias infantis.
• Peça que os alunos dividam a folha
em quatro partes.
24
• Em cada quadrículo que se formou
eles deverão desenhar uma cena da
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sua rotina.
• Ao final, exponha os desenhos
no mural.
• É interessante os alunos observarem
essa “exposição” de modo a compa-
rar as rotinas dos colegas.

24

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• Leia com os alunos a história da pági-
na 25. Faça perguntas simples sobre
o texto para ter certeza de que eles
o compreenderam bem. Questione:
A. Pedro e Carolina têm a mesma
idade e moram em lugares dife-
rentes. Sendo assim, de acordo
Pedro também tem sete
com o texto, você acha que os
anos e vive em um sítio
dois possuem rotinas parecidas?
com a família.
B. Por que eles têm rotinas tão dife-
rentes?
R: Espera-se que os alunos iden-
tifiquem as diferenças entre os
meios em que eles vivem para
que se introduzam os concei-
tos de rural e urbano.
C. Seu dia a dia parece mais com o
de Carolina ou com o de Pedro?
Por quê?
R: Resposta pessoal. Os alunos
podem responder o modo
como acordam ou vão para a
escola, quando e como brin-
cam, etc.
Pedro acorda bem cedo e, depois de tomar Pedro vai caminhando para a escola, que
café da manhã, gosta de acompanhar seu fica próxima de sua casa. • Em seguida, com base na última ima-
pai para cuidar dos animais do sítio. Depois gem, peça aos alunos que descre-
ele se prepara para ir à escola. vam como é a rotina em família quan-
do todos estão reunidos. Instigue-os
a falar sobre o que eles costumam
fazer nesses momentos de confra-
ternização familiar.
ILUSTRAÇÕES: DANILO SANTOS

No período da tarde, depois de fazer as Após o jantar, Pedro se reúne com a


lições da escola, ele vai ao pomar pegar família no quintal próximo de sua casa.
frutas e brincar de pião com seus irmãos. Antes de dormir, ele gosta de admirar a
lua e as estrelas ouvindo sua mãe cantar.

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• A atividade desta página está rela-
cionada com os textos estudados
nas páginas 24 e 25.
• Os alunos vão assinalar as respostas
ATIVIDADES
conforme a interpretação dos textos,
assimilando as atividades do dia a 1. Nas páginas 24 e 25, você conheceu a rotina de Carolina e Pedro,
dia realizadas por cada personagem. crianças que moram em lugares diferentes. Agora, marque um X nas
• Auxilie-os a assinalar corretamente alternativas, de acordo com o dia a dia de cada criança.
as alternativas. Em seguida, leia em
voz alta as questões com suas res-
a. Lugar onde Carolina vai com sua avó, quando precisam comprar
pectivas respostas. alimentos.
• A cada resposta, converse com os
Mercado. X Feira.
alunos perguntando se eles fazem
atividades parecidas com as que fo-
ram realizadas por Pedro e Carolina.
b. Lugar onde Pedro vai para brincar com seus irmãos.
Exemplo: Vocês também vão à feira
Rio. X Pomar.
com a avó? Vocês também vêm à
escola caminhando? Vocês também
brincam na sala de casa? Reserve c. Modo como Carolina vai para a escola.
este momento de descontração com
os alunos deixando-os livres para co- X De carro. De ônibus escolar.
mentar sobre suas rotinas.
d. Modo como Pedro vai para a escola.

De bicicleta. X Caminhando.

e. Período do dia em que Carolina estuda.

Manhã. X Tarde. Noite.

f. Período do dia em que Pedro estuda.

X Manhã. Tarde. Noite.

g. Lugar onde Carolina se reúne com os pais para brincar e conversar.

Quarto. X Sala.

h. Lugar onde Pedro se reúne com a família para admirar as estrelas e


ouvir a mãe cantar.

Perto do pomar. X No quintal.

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• Tomar alguns cuidados no dia a dia contribui para uma rotina de vida saudável. Veja o texto a
seguir, que tem como objetivo orientar os alunos sobre alguns desses cuidados.

1. Incentive as crianças a se preocupar 3. Experimentem fazer bolhas de sabão. Co-


com a saúde. Converse com elas sobre loquem água morna numa vasilha, acres-
a importância de lavar as mãos, princi- centem um pouco de detergente e agitem
palmente antes das refeições e depois até formar espuma. Mergulhem a ponta
de ir ao banheiro. de um canudinho ou caneta vazia na água
2. Torne a higiene mais interessante escolhen- com sabão e assoprem para ver quem
do sabonetes de diferentes cores, formatos consegue fazer a bolha maior!
e perfumes. Produtos que fazem espuma 4. Incentive as crianças a cuidar da higiene
também deixam o banho mais divertido. dos alimentos. Mostre a elas como sepa-

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• Nesta página são sugeridas novas
atividades nas quais os alunos po-
dem apresentar um pouco de si.
2. Na página 23 você escreveu um texto sobre o lugar onde mora. Dessa • Na primeira atividade os alunos vão
vez escolha um lugar que você costuma frequentar no dia a dia e compor uma espécie de história pes-
escreva um pequeno texto sobre como ele é. Depois, faça um desenho soal, escrevendo um pouco sobre os
para representar o que você escreveu. lugares que costumam frequentar no
dia a dia.
• Auxilie-os na produção do texto, pois
às vezes os alunos podem se lembrar
Resposta pessoal. Os alunos podem escrever sobre a escola ou outro lugar que
de um determinado lugar, mas não
costumam frequentar diariamente, como parque, praça, clube, shopping, escola de saber exatamente seu nome ou loca-
lização. Ajude-os também a escrever
idiomas ou música, ou a casa de algum familiar. palavras que apresentam maior difi-
culdade, como shopping center, se
porventura algum deles frequentar
este lugar.
• Após produzirem seus textos, peça
que façam a atividade seguinte, que
consiste na produção de um dese-
nho que represente exatamente o
que foi descrito no texto anterior.
• Ao término das atividades, organi-
Resposta pessoal. Incentive os alunos a mostrarem seus desenhos aos colegas e ze um momento de apresentações,
comentarem o que desenharam. solicitando a cada aluno que leia sua
história e mostre seu desenho para
os demais colegas. Com isso, torna-
-se possível a comparação de dife-
renças e semelhanças de rotina entre
os alunos.

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45 PM g19_3pmg_lt_u1_p018a027.indd 27 12/29/17 7:45 PM

rar um pedaço de carne crua, por exem- 6. Fale sobre os germes e como eles são
plo, dos outros alimentos que estão na pequenos. Se vocês forem a algum pi-
geladeira. Ensine as crianças a conferir quenique ou outro lugar onde não seja
a data de validade dos alimentos, como possível lavar as mãos antes de comer,
iogurtes e sucos industrializados, antes usem álcool em gel.
de consumi-los.
HEWITT, Sally; ROYSTON, Angela. Meu primeiro livro sobre
5. Lave ou descasque frutas e legumes, como o corpo humano. Tradução de Valéria Ramiro. Barueri:
maçãs e cenouras, antes de dar às crian- Girassol, 2010. p. 146.
ças. Peça ajuda a elas para lavar uvas,
ameixas, morangos e outras frutas.

27

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Objetivos
• Conhecer o modo de vida de
povos tradicionais, como ribeiri-
nhos, indígenas e quilombolas.
3
1 Lugares diferentes, modos
• Valorizar e respeitar os diferentes
modos de vida. de vida diferentes
• Compreender a importância da
As pessoas vivem de maneiras diferentes de acordo com o lugar
valorização do patrimônio histó-
onde moram. O dia a dia de quem vive no campo, por exemplo, costuma
rico, cultural e artístico.
ser bem diferente daqueles que vivem nas cidades.
• Conscientizar sobre a conserva-
ção dos patrimônios de nosso país.
Veja como é o modo de vida de Ivaneide, ribeirinha: pessoa que vive
uma menina ribeirinha, que vive em uma nas margens ou proximidades
área da Floresta Amazônica, na porção norte de rios, de onde retira boa par-
• Faça uma abordagem inicial do es- te de seu sustento
do estado de Rondônia.
tudo, explicando aos alunos que, no
Brasil, existem comunidades com
diferentes modos de vida. [...] passamos a morar na
• Pergunte aos alunos: beira do rio Jaci, perto da terra
A. Vocês já ouviram falar em comu-
dos índios Uru-Eu-Wau-Wau,
nidades ribeirinhas? aqui mesmo, em Rondônia.
B. O que são ribeirinhos?
Agora já tenho 11 anos.
C. Em que lugar eles vivem?
R: Faça a leitura introdutória des-
ta página e oriente os alunos a
encontrarem as respostas.
• Após o diálogo, leia com os alunos o
texto das páginas 28 e 29, onde a per-
sonagem Ivaneide conta como é a sua
O meu pai virou seringueiro,
vida em uma comunidade ribeirinha. fica no mato trabalhando, e
• Em meio ao texto é citado que o pai
minha mãe cuida da gente, de
da personagem exerce a atividade mim e de minha irmã.
profissional de seringueiro. Portanto,
vale apresentar aos alunos o que é
essa atividade e como ela é exercida.
LHO

Se possível, pesquise na internet ima-


ER MAURÍCIO COE

gens, além de informações, que pos-


sam ser apresentadas para que eles A gente mora em uma casa
ILUSTRAÇÕES: KLEB

conheçam essa importante atividade chamada tapiri. Tapiri é assim:


praticada na Região Norte do Brasil.
são quatro pedaços de madeira
comprida cobertos com palha.

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Mais atividades
• Aproveite a temática e monte uma exposi- • Para a organização dos trabalhos, sugeri- .uma imagem da capital de Rondônia, Por-
.imagens da área de floresta onde Ivaneide
ção chamada “O mundo dos ribeirinhos”. mos os seguintes temas para cada grupo: to Velho;
• Para essa atividade, serão necessárias • Grupo 1: Deverá pesquisar sobre o estado
pesquisas em internet, livros, revistas, etc. de Rondônia, elaborando o cartaz com as mora.
• Grupo 2: Deverá pesquisar sobre a casa
.
• Divida a classe em quatro grupos. Cada seguintes informações:
grupo ficará responsável por um elemento uma imagem do mapa do Brasil com a lo- chamada tapiri, elaborando o cartaz com

.
as seguintes informações:
.
relacionado ao modo de vida dos ribeirinhos. calização do estado;

.
• O resultado final do trabalho será uma informações básicas que o grupo conside- imagens de tapiri por fora;

.
exposição de cartazes no mural da escola. rar relevantes; imagens de tapiri por dentro;
informações básicas sobre essa construção.
28

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Destaques da BNCC
• A proposta do trabalho reconhece os
diferentes modos de vida das popu-
lações tradicionais em distintos luga-
res, conforme orienta a EF03GE03,
Dentro do tapiri só tem as da BNCC, citada anteriormente.
redes e as panelas. Não tem
móvel, não tem coisa nenhuma. • Dê continuidade à leitura do texto e
peça aos alunos que prestem atenção
nos nomes de animais e aves citados.
• Explique que a fauna e a flora da
região Amazônica possuem uma
enorme biodiversidade, ou seja, são
muito ricas em espécies de animais
e vegetação.
No mato a gente não tem • As espécies citadas no texto farão
brinquedo, tem bichos para parte do trabalho de pesquisa soli-
brincar. Os brinquedos da gente citado na seção Mais atividades das
são a paca, a cotia, o macaco. páginas 28 e 29 deste manual do pro-
fessor.
• Se possível, apresente em um mapa
do Brasil a região da floresta Amazô-
nica para que os alunos observem a
sua localização em nosso país.
E aparecem muitas aves
como o maracanã, o periquito, o
gavião, a arara. Os animais vêm
no quintal de casa. Eles não têm
medo nenhum.

ILUSTR
AÇ ÕES: KL
EBER M
AURÍCI
O COEL
HO

Morar aqui é ótimo: a gente


come bacuri e cacau no mato,
brinca com os bichos. [...]

Crianças do Brasil – Suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos, de José Santos.
Ilustrações de Cláudio Martins. São Paulo: Peirópolis: Museu da Pessoa, 2008. p. 67.

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46 PM g19_3pmg_lt_u1_p028a041.indd 29 12/29/17 7:46 PM

• Grupo 3: Deverá pesquisar sobre os mamífe- • Grupo 4: Deverá pesquisar sobre as aves da
ros que vivem na região da floresta Amazô- região, elaborando o cartaz com as seguintes
nica, elaborando o cartaz com as seguintes informações:
informações:
.imagens de paca; .imagens de maracanã;
.imagens de cutia; .imagens de arara;
.imagens de macacos da região. .imagens de periquito;
.imagens de gavião.
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• As atividades desta página têm como
proposta uma análise comparativa
do modo de vida dos alunos com a
vida apresentada pela personagem
Ivaneide no texto das páginas 28 e 29.
ATIVIDADES
• Incentive os alunos a responderem às
questões b, d e f com o maior núme- 1. Leia novamente o texto das páginas 28 e 29 que descreve o modo de
ro de detalhes possível que possam vida da menina Ivaneide e responda às questões a seguir.
enriquecer as informações descritas a. Sublinhe o trecho do texto que descreve como é a moradia de
por eles. Se for preciso, auxilie-os na
Ivaneide e o que tem dentro dela. A resposta está indicada no texto.
descrição das informações que pre-
tendem inserir em suas respostas. b. Sua moradia se parece com a de Ivaneide? Escreva como é o lugar
• Esta é outra oportunidade de os alunos onde você mora.
da turma trocarem informações pesso-
Resposta pessoal. Para descrever as características de sua moradia, os alunos
ais, desenvolvendo o respeito e a em-
patia pelo modo de vida dos colegas. podem citar materiais utilizados na construção, os cômodos e os móveis,
• Aproveite essa troca de informações
pessoais para explicitar que cada ou sensações e sentimentos que têm em relação ao lugar onde moram.
pessoa possui um jeito diferente de
c. Com que Ivaneide costuma brincar?
viver. Leve-os a um novo momento
de reflexão sobre as diferenças e a Ivaneide brinca com os animais.
importância da tolerância no com-
bate às formas de discriminação e
preconceito que podem se manifes-
d. Você costuma brincar com animais como Ivaneide? Se não, com o
tar em relação a costumes, hábitos,
tradições e/ou crenças das pessoas. que você brinca?
Resposta pessoal. Caso os alunos respondam positivamente, peça que contem

aos colegas com quais animais costumam brincar e em que lugar.

e. Por que Ivaneide gosta de morar na floresta, próxima ao rio?


Porque ela gosta de comer bacuri e cacau do mato, e brincar com os animais.

f. Você gosta do lugar onde mora? Justifique sua resposta.


Resposta pessoal. Os alunos podem responder positiva ou negativamente,

justificando sensações e sentimentos que possuem sobre o lugar onde vivem.

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• Inicie o estudo do tema explorando
o conhecimento prévio dos alunos.
Para isso, pergunte a eles:
As comunidades quilombolas A. Vocês já ouviram falar ou conhe-
cem alguma comunidade quilom-
Em várias partes do nosso país existem pessoas que vivem em bola?
comunidades quilombolas. Nessas comunidades, seus integrantes
B. Qual a origem dessas comunida-
mantêm diversas tradições e costumes herdados de seus antepassados. des?
Essas comunidades tiveram origem nos chamados quilombos, C. Como as pessoas vivem nessas
antigos povoados formados por africanos e seus descendentes que comunidades?
fugiam das fazendas onde eram escravizados, na época em que havia R: Respostas pessoais. Caso os
escravidão no Brasil. alunos não conheçam comuni-
Com o fim da escravidão, essas comunidades também passaram a dades quilombolas, pesquise
abrigar escravos recém-libertos e pessoas pobres que não encontravam em livros ou na internet outros
meios para sobreviver nas cidades. exemplos de quilombos e mos-
tre a eles, comparando os mo-
As fotos a seguir mostram exemplos de comunidades quilombolas dos de vida de cada uma delas.
existentes atualmente em nosso país. • Faça a leitura do texto e oriente os
alunos a observarem as imagens
herdados: recebem algo que pertenceu a outras pessoas, geralmente antepassados
mostradas nesta página.
• Pergunte a eles quais são as carac-
ANDRE DIB/PULSAR IMAGENS

terísticas apresentadas em ambas


as imagens. Peça que notem os ma-
teriais utilizados na construção das
Comunidade casas dessas comunidades.
quilombola • Investigue se na turma ou na escola
Kalunga de Vão
de Almas, em há algum aluno que vive em uma co-
Cavalcante, munidade quilombola ou que tenha
Goiás, em 2016. ascendência, ainda que não more
em uma comunidade. Caso tenha
algum aluno, peça a ele que relate
como é a sua comunidade ou então
RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS

explique o que são os quilombolas


para os demais alunos conhecerem
melhor a sua cultura.
• Aproveite o tema sobre as comuni-
Comunidade dades quilombolas para falar sobre
quilombola Dendê, as condições de vida dos africanos
em Cachoeira, que foram escravizados no Brasil.
Bahia, em 2016.
• Explique que os africanos trazidos
ao Brasil eram capturados por tribos
inimigas e enviados para o trabalho
escravo nas fazendas.
• Se possível, utilize as imagens da
31 matéria disponível em: <https://
mundoestranho.abril.com.br/historia/
como-era-um-navio-negreiro-da-
46 PM g19_3pmg_lt_u1_p028a041.indd 31 12/29/17 7:46 PM
epoca-da-escravidao/#>. Acesso em:
Mais atividades 26 nov. 2017. Essas imagens podem
ser utilizadas para mostrar como era a
• Pesquise informações sobre comunidades quilombolas no município da escola. Em caso de ine-
terrível viagem dos escravos a bordo
xistência, faça uma pesquisa sobre as comunidades quilombolas existentes no estado. dos navios negreiros.
• Providencie imagens dessas comunidades e colha informações como localização, número de
moradores, atividades econômicas de seus habitantes, manifestações culturais e artísticas, etc.
• Apresente o resultado desta pesquisa para os alunos e aprofunde o conhecimento deles sobre
este conteúdo auxiliando-os no que diz respeito ao reconhecimento de comunidades próximas
ao lugar onde vivem.

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• Faça a leitura do texto e explique que
nessas comunidades os moradores
praticam atividades de subsistência,
como o artesanato, o cultivo de ali- A cultura quilombola
mentos, a criação de animais para o
sustento da comunidade, entre ou- Nos antigos quilombos a vida era diferente. De acordo com os seus
tras atividades. costumes, seus moradores caçavam, pescavam, criavam animais e
• Comente as dificuldades enfrenta- cultivavam lavouras para garantir o sustento. Assim, conseguiram se
das por essas comunidades para manter nessas terras mesmo após o fim da escravidão.
permanecerem em suas terras, uma
Hoje, os descendentes desses africanos escravizados que conquistaram
vez que muitos defendem a sua utili-
zação para outros fins. a liberdade, chamados quilombolas, ainda vivem nessas áreas e lutam
• Ressalte que essa é uma importan-
pelo direito de continuar morando nelas.
te resistência para a conservação Em todo o Brasil existem mais de 2 mil comunidades quilombolas,
do patrimônio histórico e cultural de sendo que algumas já garantiram seus direitos sobre as terras onde
nosso país. vivem. Essas comunidades preservam seus costumes e tradições,
mantendo a riqueza de sua cultura, como danças, músicas, manifestações
artísticas e religiosas.
Veja alguns exemplos.

NS
E
AG
IM
R
SA
UL
/P
IB
ED
DR
AN
RICARDO TELES/
PULSAR IMAGENS

Moradora de comunidade
quilombola de Engenho 2,
coletando ervas medicinais,
em Alto Paraíso de Goiás,
Goiás, em 2016.

32

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Amplie seus conhecimentos


• Para obter informações históricas e atuais sobre a formação e o dia a dia dos povos quilombolas
no Brasil, acesse o site a seguir.
Fundação Cultural Palmares. Disponível em: <http://www.palmares.gov.br/>. Acesso em: 18 dez.
2017.

32

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• Oriente os alunos a observarem as
imagens desta página. Questione-os
sobre o que está sendo apresentado.
• Explique que nas comunidades qui-
Festa quilombola na
Comunidade Negra lombolas são realizadas festas tradi-
dos Arturos, em cionais da cultura africana e também
Contagem, Minas são produzidos objetos artesanais.
Gerais, em 2017.
• Pergunte quem já brincou de capoeira.
Após as respostas, comente que essa
AG
E NS é uma atividade de origem africana
E NS IM

R
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AG
PU
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muito praticada por crianças e adultos
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nas comunidades quilombolas.
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SA CA
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SO • Ressalte que todas essas ações
possuem raízes culturais africanas
que são conservadas em nossa cul-
tura.

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• Comente que essas são maneiras de

EN
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manter viva a cultura desses povos
AR
LS
U
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IZ
que, apesar da enorme contribuição
N
DI
AR
ES

para a formação da cultura brasileira,


C

nem sempre têm recebido a devida


valorização.
Cestas feitas de artesanato em
palha na comunidade quilombola
da Fazenda Picinguaba, em
Ubatuba, São Paulo, em 2016.

Crianças jogando capoeira em


comunidade quilombola de
Sobara, em Araruama, Rio de
Janeiro, em 2016.

Comunidade quilombola
Chacrinha dos Pretos, em Belo
Vale, Minas Gerais, em 2016.

33

44 PM g19_3pmg_lt_u1_p028a041.indd 33 12/29/17 7:46 PM

Mais atividades
• Se possível, convide um mestre de capoeira para um momento de interação com os alunos.
• Organize um momento para que os alunos pratiquem com ele esta atividade.
• Antes de jogarem, peça ao convidado que comente sobre a história da capoeira, destacando sua
origem, chegada ao Brasil, etc.

33

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• Com a apresentação de um texto,
esta página possibilita que os alu-
nos percebam os diferentes modos
de vida dos moradores quilombolas A vida em uma comunidade quilombola
e das pessoas que vivem nas áreas
urbanas das cidades. O dia a dia das pessoas que vivem em comunidades quilombolas pode
• Leia com os alunos a história con- ser bem diferente do cotidiano de muitas pessoas que vivem nas cidades.
tada por uma pessoa moradora de Leia o texto e conheça o cotidiano de uma pessoa que vive no Quilombo
uma comunidade quilombola no es- de Frechal, localizado no município de Mirinzal, Maranhão.
tado do Maranhão. [...] Durante a leitura do texto, oriente os alunos a procurarem no
dicionário as palavras que desconhecerem.
• Explique o significado de algumas
Somos homens livres e donos de uma terra
palavras que são citadas no texto,
preciosa: a terra de Frechal. Preciosa porque
como babaçu. Explique que babaçu
tudo aqui é de todos.
é uma espécie de palmeira comum
da Mata dos Cocais, que se estende Nossa gente trabalha livre, sem patrão, para
por áreas dos estados do Maranhão, benefício de toda a comunidade. As mulheres
Piauí e Ceará. extraem o coco-babaçu do babaçuzal que é
• Saliente que a palmeira de babaçu nativo daqui da região. Os campos são cheios
é fundamental para a região, sendo dessas palmeiras. Tem também o açaí, que é
chamada de “árvore da providên-
outra palmeira que dá fruto e também o
cia”, pois dela tudo se aproveita, e a
palmito do tronco.
população da região a utiliza como
matéria-prima para a fabricação de Mas é quebrando o coco do babaçu e
vários produtos. vendendo no mercado que as mulheres
• Comente que da frutose é extraído conseguem um bom dinheiro pras famílias
o óleo para consumo, e da árvore, comprarem as coisas que faltam. As roças
palhas e fibras que são utilizadas na são individuais, de cada família, feitas em
produção de artesanato. áreas rotativas de plantio, mas a terra é de
• Se considerar oportuno, providencie uso comum – de toda a comunidade.
imagens do babaçu e de áreas de
várzea que também são citadas no Os homens trabalham nas lavouras de
texto para serem apresentadas aos arroz (que ficam nas várzeas inundadas),
alunos em sala de aula. feijão, milho e mandioca.
[...]
Quilombo de Frechal, de Paula Saldanha. Ilustrações de Regina
Yolanda e Paula Saldanha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. p. 16.

KLEBER MAURÍCIO COELHO


várzea: área com terreno pla-
no próximo às margens de um
rio, que fica inundada por água
na época das cheias

34

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• As atividades da página 35 têm como
objetivo a investigação do conheci-
mento obtido em relação aos povos
ATIVIDADES quilombolas e sua maneira de con-
viver com as raízes culturais de seus
1. De acordo com o que você estudou nas páginas anteriores, responda antepassados.
às questões a seguir. • A página apresenta questões que os
a. Quem foram os formadores dos primeiros quilombos? alunos deverão responder com base
na leitura dos textos e nas ilustrações
Foram os africanos escravizados que conquistaram a liberdade e seus apresentadas anteriormente.
• Auxilie os alunos na interpretação do
descendentes.
texto de onde vão retirar as respostas
b. Por que essas pessoas formaram os quilombos? das questões propostas nesta página.
Para se abrigarem distantes das fazendas onde eram escravizados e de onde • Destaque as questões que ressaltam
o papel das mulheres na organização
fugiram. da comunidade. Comente que elas
são tão importantes quanto os ho-
c. Como viviam os quilombolas no passado?
mens na execução de suas tarefas e
Os quilombolas caçavam, pescavam, criavam animais e cultivavam lavouras para que contribuem diretamente para o
andamento da comunidade e a so-
garantir o sustento. brevivência dos moradores.
• Aproveite a oportunidade para valo-
2. Responda às questões a seguir de acordo com o texto da página 34.
rizar a importância da participação
a. Que atividade as mulheres do quilombo de Frechal costumam realizar? da mulher na sociedade.
Extração de coco-babaçu. • Outro ponto que vale destaque é a
maneira que os quilombolas traba-
b. Que atividades os homens dessa comunidade costumam realizar? lham, sem a existência de patrões,
com o trabalho livre, ao contrário de
Os homens trabalham nas lavouras de arroz, feijão, milho e mandioca.
todo o sofrimento vivido por seus an-
tepassados escravizados.

c. Como as mulheres conseguem dinheiro para comprarem as coisas


que faltam?
Quebrando coco-babaçu e vendendo no mercado.

d. As mulheres e os homens do lugar onde você vive têm atribuições


diferentes no dia a dia? Converse com os colegas sobre isso.
Resposta pessoal. Oriente-os a descreverem a divisão do trabalho entre homens e

mulheres no lugar onde vivem. Solicite que analisem e reflitam sobre essa divisão

de tarefas.

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• Para iniciar o estudo sobre as co-
munidades indígenas, sugerimos ao
professor que organize com os alunos
uma roda de conversa sobre o tema. As comunidades indígenas
• Pergunte à classe o que conhece
sobre o modo de vida dos povos in- Atualmente, no Brasil, existem cerca de 200 povos indígenas vivendo
dígenas. Conforme os alunos forem em diferentes estados.
citando, liste o que eles disserem na Os povos indígenas que vivem no Brasil apresentam muitas
lousa, como forma de registrar o co- diferenças entre si, por exemplo, na língua que falam, nas atividades que
nhecimento prévio que possuem so-
praticam, festas que realizam e também em suas crenças.
bre o tema.
• Na sequência, peça que acompa- Muitos desses povos vivem em aldeias, localizadas nas florestas, e
nhem a leitura do texto e, em seguida, retiram da natureza grande parte do que necessitam para viver.
pergunte a eles: Em geral, os povos indígenas que vivem atualmente no Brasil
.Falamos sempre em “indígenas”, conservam vários costumes que herdaram de seus antepassados. Entre
como se fossem todos iguais. Será esses costumes estão a maneira de construir as moradias e organizar a
que vivem do mesmo jeito, perten- aldeia, de preparar os alimentos, realizar festas, plantar e colher, caçar,
cem todos à mesma cultura, ao
pescar, coletar os frutos e as raízes, extraindo da natureza somente aquilo
mesmo povo?
de que necessitam para viver. Observe as imagens a seguir.
R: Espera-se que os alunos relatem
que não. Para encontrar as res- Nesta foto, podemos observar homens e mulheres do
postas, ofereça meios (internet, povo LKpeng, participando da pescaria com timbó, feita timbó: planta jogada na água
livros) para que os alunos pes- na lagoa da Ariranha. Os homens são encarregados de dos rios para deixar os peixes
bater o timbó na água e as mulheres encarregadas da atordoados, mais fáceis de
quisem as características dos
coleta, no município de Feliz Natal, Mato Grosso, em 2016. serem pescados com as mãos
povos indígenas presentes em
nosso país atualmente.

RENATO SOARES/
PULSAR IMAGENS
• Conduza a discussão para os pon-
tos que os povos indígenas têm em
comum quanto à sua forma de viver.
• Após o levantamento das informa-
ções, peça a eles que apresentem os
resultados obtidos na pesquisa. Eles
vão perceber que existem muitos
povos de origens, línguas e culturas
distintas.
• Aproveite a oportunidade para co-
mentar que a maior concentração de
povos indígenas encontra-se loca-
lizada na região da floresta Amazô-
nica, embora existam comunidades
indígenas espalhadas por todos os
estados brasileiros.

36

g19_3pmg_lt_u1_p028a041.indd 36 12/29/17 7:46 PM g19


• Para auxiliá-lo, segue um texto com informações sobre a atual distribuição indígena no território
brasileiro.

A atual população indígena brasileira, segundo dados do Censo Demográfico realizado


pelo IBGE em 2010, é de 896,9 mil indígenas. De acordo com a pesquisa, foram identificadas
305 etnias [...].
Também foram reconhecidas 274 línguas. Dos indígenas com 5 anos ou mais de idade, 37,4%
falavam uma língua indígena e 76,9% falavam português.

36

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• Oriente os alunos a primeiramente
observarem as imagens desta pági-
na. Questione-os sobre o que iden-
O trabalho em comunidade tificam nelas. Conclua dizendo que
em ambas as imagens são mostra-
Por meio do trabalho, os dos indígenas exercendo atividades

ANDRE DIB/PULSAR IMAGENS


povos indígenas constroem de trabalho.
suas casas, obtêm os • Oriente os alunos a perceberem
alimentos e vários materiais que, assim como nas comunidades
que utilizam no dia a dia. quilombolas, as mulheres também
têm importante papel na sociedade
O trabalho nas aldeias
indígena. Aproveite o diálogo para
indígenas é dividido entre os destacar que ambas as comunida-
homens e as mulheres. Em des possuem suas organizações
algumas aldeias, os homens nas atividades de trabalho, o que
são encarregados da caça e garante a sobrevivência de todos os
da pesca. membros.
• Peça aos alunos que comparem o
Também são eles que
modo de trabalho das pessoas do
retiram as árvores das matas,
lugar onde vivem com o modo de tra-
abrindo clareiras onde,
balho das comunidades indígenas.
geralmente, constroem
• Auxilie-os nessa comparação, ressal-
moradias ou formam roças.
tando que nas comunidades indíge-
Com a madeira das árvores, nas tanto os homens quanto as mu-
Homem do povo indígena Paresí, caçando
eles fazem canoas, arcos, animais em meio à floresta, na aldeia Wazare, em lheres exercem suas atividades em
flechas e outros instrumentos. Campo Novo do Parecis, Mato Grosso, em 2017. meio a florestas, extraindo produtos
As mulheres são e também plantando alimentos em
pequenas roças, como é o caso de
encarregadas do preparo dos
algumas aldeias.

DELFIM MARTINS/PULSAR IMAGENS


alimentos, do cuidado com
os filhos pequenos e da
criação de alguns animais.
Em algumas aldeias,
também são elas que cultivam
a roça e fazem a colheita.

clareiras: área no interior de uma flo-


resta ou bosque, que apresenta poucas
árvores

Mulher indígena do povo Kayapó, da


Aldeia Moikarakô, transportando
lenha para cozinhar alimentos, em
São Felix do Xingu, Pará, em 2016.
37

46 PM g19_3pmg_lt_u1_p028a041.indd 37 12/29/17 7:46 PM

Os Povos Indígenas estão presentes nas cinco regiões do Brasil, sendo que a região Norte
é aquela que concentra o maior número de indivíduos, 342,8 mil, e o menor no Sul, 78,8 mil.
Do total de indígenas no País, 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam as zonas urbanas
brasileiras.
Segundo o censo, 36,2% dos indígenas vivem em área urbana e 63,8% na área rural. [...]
BRASIL. No Brasil, população indígena é de 896,9 mil. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/governo/2015/04/populacao-
indigena-no-brasil-e-de-896-9-mil>. Acesso em: 16 dez. 2017.

37

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Destaques da BNCC
• O estudo sobre patrimônio cultural
valoriza as manifestações culturais,
conforme determina a Competência CIDADÃO
geral 3 da BNCC.
DO MUNDO
• A seção Cidadão do mundo desta
Patrimônio histórico, cultural e artístico
página tem como principal objetivo a
valorização dos patrimônios históri- O povo brasileiro apresenta uma enorme diversidade cultural. A
co, cultural e artístico do nosso país, riqueza de nossa cultura pode ser observada de várias maneiras: em
desenvolvendo o tema comtemporâ- nossas manifestações artísticas (danças e ritmos musicais), nas
neo Diversidade cultural, da BNCC.
construções históricas de nossas cidades, nos pratos típicos da nossa
• Comente com os alunos que no
culinária, em nossas festas populares, etc.
Brasil há uma enorme diversidade
cultural, ou seja, nos mais diversos Para proteger essa riqueza cultural e assegurar que ela seja
lugares existem peculiaridades da conservada para as próximas gerações, passamos a considerar muitas
cultura. dessas manifestações culturais do nosso povo como parte do patrimônio
• Explique que essas peculiaridades cultural.
estão representadas por elemen- Veja exemplos de alguns desses
tos como danças, ritmos musicais, patrimônios.
comidas típicas, festas populares,
construções históricas, manifesta- Nesta foto, podemos observar uma parte do
ções religiosas, etc. centro histórico da cidade de Salvador, capital do
• Pergunte aos alunos se existe algu- estado da Bahia, em 2016, que conserva
construções portuguesas do período colonial,
ma manifestação cultural no muni- com destaque para igrejas e os sobrados em
cípio ou no estado onde eles vivem. cores vivas, ruas estreitas e ladeiras de
Anote na lousa os exemplos citados chão de pedra.

EN /
AG IR A
para posterior explicação sobre

S
R IM DRE
Nesta foto de 2014, podemos observar o Conjunto

LSA PE
cada um desses exemplos.

PU RGIO
Arquitetônico da Pampulha, na cidade de Belo

SE
• Aproveite o estudo para investigar a Horizonte, capital do estado de Minas Gerais. Esse
opinião dos alunos em relação aos conjunto faz parte do patrimônio cultural brasileiro.
patrimônios brasileiros. Construído na década de 1940, o conjunto se destaca
pelos prédios do arquiteto Oscar Niemeyer, os
• Ajude-os a opinar, questionando-os
jardins de Burle Max, e o painel da
se consideram necessário que as fachada da igreja em azulejos,
tradições e a conservação do patri- de Cândido Portinari.
mônio sejam passadas de geração
para geração.
SAR IMAGENS

• Conclua o questionamento enfati-


zando que a diversidade cultural que
MARCOS AMEND/PUL

observamos em nosso país é uma


enorme riqueza do povo brasileiro.

• Competência geral 3: Desenvol-


ver o senso estético para reco- 38
nhecer, valorizar e fruir as diver-
sas manifestações artísticas e
culturais, das locais às mundiais,
g19_3pmg_lt_u1_p028a041.indd 38 12/29/17 7:46 PM g19
e também para participar de prá-
Saberes integrados
ticas diversificadas da produção
artístico‐cultural. • O estudo desta seção possibilita a realização de uma atividade integrada com a disciplina de
Educação Física.
• A proposta é organizar e executar um momento de interação entre professores e alunos com a
dança do frevo.
• Será necessário planejamento para providenciar materiais e organizar o espaço onde será rea-
lizada a atividade.
• Providencie minissombrinhas coloridas, que são características dessa dança pernambucana.
• Pesquise em canais de vídeos da internet algum passo a passo da dança para os alunos apren-
derem como segui-la.

38

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Respostas
1. Resposta pessoal. Estimule os alu-
1. Em sua opinião, como as pessoas devem cuidar do patrimônio nos a responderem que é necessá-
histórico, cultural e artístico? ria a conservação das construções
históricas, para evitar que sejam
2. O que você faz para cuidar do patrimônio da sua cidade? danificadas ou demolidas. Também
é necessário manter as tradições
culturais e artísticas, passando-as
de
A roda de capoeira é uma mistura de geração em geração e apresen-
dança e luta criada no Brasil por tando-as para as pessoas que as
I
BIN

icada
africanos escravizados. Ela é prat
M
LO

desconhecem, sempre valorizando


ao som da música cantada pelos
CO
IO

as e enaltecendo os elementos que en-


capoeiristas, acompanhada de palm
FAB

de instr ume ntos musicais, entre eles riquem o lugar e o país.


e
, roda
o berimbau e o atabaque. Na foto 2. Resposta pessoal. Estimule a parti-
oeir a em Ruy Barb osa, Bah ia,
de cap cipação dos alunos e oriente o res-
em 2014.
peito por opiniões divergentes.

• Comente que, na primeira imagem,


uma indígena se pinta conforme as
tradições de seu povo, os Wajapis,
na Wajãpi faz
CESAR DINIZ/PULSAR IMAGENS

do povo indíge que vive na Região Norte do Brasil.


A ar te gráfica ltura brasileira.
pa trimônio da cu
pa rte do o ancestral em • A segunda imagem mostra uma
é uma tradiçã
Essa pintura rpo e outros
i pintam o co roda de capoeira. Comente que ela
que os Wajãp os ge om étricos feitos
desenh é praticada em todo o Brasil, como
objetos com o vemos nesta
ra s ve getais, com no estado da Bahia, que é o exemplo
com tintu , em 2015.
s, Amazonas
foto em Manau mostrado nesta página.
• Explique que as pessoas da terceira
O frevo é uma manifestação artística da cultura popular imagem estão dançando frevo e que
brasileira composta por dança e música original dos essa é uma importante manifestação
municípios de Olinda e Recife, no estado de Pernambuco. do estado de Pernambuco. É comum
Surgiu há mais de cem anos e é atualmente o principal as pessoas desse estado, principal-
ritmo do carnaval pernambucano.
mente da capital Recife e dos muni-
Na foto, pessoas dançando frevo em Recife,
Pernambuco, em 2016. cípios do entorno, dançarem frevo
durante todo o ano, mas é na época
do carnaval que a dança ganha ainda
mais destaque, sendo reconhecida
até mesmo internacionalmente, fato
que valoriza a cultura local.
PULSAR IMAGENS
LEO CALDAS/

39

46 PM g19_3pmg_lt_u1_p028a041.indd 39 12/29/17 7:46 PM

• Este vídeo deverá ser exibido para os alunos com antecedência, para, assim, ensaiarem o ritmo.
• Verifique um espaço amplo na escola onde se possa realizar a atividade. Sugerimos realizá-la na
quadra de esportes ou no pátio da escola.
• O professor de Educação Física pode ser escolhido para ser o passista principal. Os alunos
deverão seguir os passos do frevo no dia da atividade e acompanhar o ritmo tendo como guia o
professor.
• Estimule a participação de todos no dia da dança, inclusive dos demais profissionais da escola,
para que possam interagir nesse momento de aprendizagem e descontração dos alunos.

39

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• No estudo desta página há a exibi-
ção da imagem da estátua de Carlos
Drummond de Andrade.
• Explique aos alunos que a estátua do Cuidando do nosso patrimônio
poeta Carlos Drummond de Andra-
de foi idealizada pelo artista plástico No Brasil, o órgão responsável pela conservação e divulgação do
Leo Santana para ser posicionada nosso patrimônio é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
em um banco no calçadão da famosa (Iphan).
praia de Copacabana, na cidade do É muito importante que todas as pessoas colaborem com a
Rio de Janeiro (RJ), em homenagem
conservação dos patrimônios que existem em nosso país, pois eles
ao poeta. Comente que Drummond
costumava se sentar nesses bancos.
pertencem a todas as pessoas.
• Explore a mensagem colocada junto Em muitas cidades, no entanto, podemos encontrar exemplos de
à estatua, onde se lê “não roubem patrimônios históricos, culturais e também bens públicos, como praças,
meus óculos, leiam meus livros!”. monumentos, etc., depredados e malcuidados, ou sem a devida manutenção.
• Pergunte aos alunos: Veja a foto abaixo.
A. Qual o significado dessa mensa-
ALEX COUTINHO RIBEIRO/FOTOARENA

gem?
B. Com qual objetivo ela foi escrita?
R: Verifique se os alunos com-
preenderam que a mensagem
foi escrita com o objetivo de
impedir a depredação do patri-
mônio público.
• Oriente-os na resposta da atividade
desta página que questiona a situ-
ação da conservação dos patrimô-
nios públicos no município onde os
alunos moram. Este é um novo mo-
mento de reflexão para que os alunos
possam compreender a importância
do patrimônio para a memória de um
determinado lugar.
• Aproveite a oportunidade para apre-
sentar aos alunos algumas obras
de Carlos Drummond de Andrade.
Drummond não escrevia poesia es- Após vários roubos dos óculos da estátua de Carlos Drummond de Andrade, um famoso
pecificamente para crianças, mas escritor brasileiro, a população colocou esse cartaz ao lado da estátua, em protesto a
alguns poemas podem ser trabalha- essas atitudes de depredação do bem público, na cidade do Rio de Janeiro, Rio de
dos nas séries iniciais, como “Brin- Janeiro, em 2015.
car na Rua”, pertencente ao livro Boi-
tempo – menino antigo. • No lugar onde você mora, os patrimônios da nossa cultura e também
os bens públicos estão bem conservados? Em sua opinião, de que
maneira esses patrimônios podem ser mais bem cuidados?
Espera-se que os alunos comentem que ajudar com atitudes de cuidado para preservar
40 os patrimônios e também participar de campanhas que valorizem o patrimônio.

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40

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O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE
• Finalize esta unidade realizando
uma conversa com os alunos, a
fim de investigar o que aprende-
ram ao longo dos estudos.
• Inicie questionando a diferença
entre os lugares que frequentam.
Peça que relembrem suas rotinas
diárias, comentando as principais
diferenças e semelhanças entre
os lugares que frequentam, como
a escola ou algum outro lugar do
dia a dia do aluno.
• Incentive-os a lembrar do modo
de vida das crianças da região do
Oriente Médio e peça que citem as
principais diferenças entre eles e
essas crianças.
• Investigue o que aprenderam em
relação ao modo de vida dos qui-
lombolas e dos povos indígenas,
suas principais características:
modo de vida, costumes e tradi-
ções, atividades que praticam, etc.
• Por fim, estimule os alunos a re-
fletirem sobre a conservação dos
patrimônios histórico e público.
Peça que apresentem ideias de
como evitar a depredação desses
patrimônios.

Amplie seus conhecimentos


• UNESCO. Lista do Patrimônio Mun-
dial no Brasil. Disponível em: <http://
www.unesco.org/new/pt/brasilia/
culture/world-heritage/>. Acesso
em: 18 dez. 2017.
• BRASIL. Ministério Público Federal.
Territórios de povos tradicionais e as
Unidades de Conservação de Prote-
ção Integral. 2014.
• NASCIMENTO, Lisângela K. O lugar
do Lugar no ensino de Geografia.
São Paulo: USP, 2012.
• OLIVEIRA, Lívia de. O sentido do lu-
46 PM
gar. In: MARANDOLA JR., Eduardo;
HOLZER, Werther; OLIVEIRA, Lívia
de (Orgs.). Qual o espaço do lugar.
São Paulo: Perspectiva, 2012.

41

g19_3pmg_mp_u01_p008a041.indd 41 04/01/18 7:16 PM


O estudo desta unidade tem por ob-
jetivo desenvolver o conceito de pai-
sagem, dos elementos que a com-
põem, compreendendo que está em
constante transformação, tanto pela
ação da natureza quanto pela inter-
venção humana.
Lugares e paisagens
• Escreva na lousa o título da unidade:
“Lugares e paisagens”.
• Peça aos alunos que observem a
imagem de abertura e questione-os:
a imagem que vocês estão vendo é
um lugar ou uma paisagem? Qual é
a diferença entre lugar e paisagem?
• Com essas questões, espera-se que
os alunos iniciem um levantamento
de hipóteses para explicar as dife-
renças entre os conceitos de lugar e
paisagem.
• Como esta unidade trata de concei-
tos fundamentais do saber geográfi-
co, é importante esse tipo de reflexão
com os alunos. O domínio desses
conceitos faz parte dos estudos
geográficos com os quais o aluno vai
se deparar até o final do Ensino Fun-
damental e também no Ensino Médio.

Conectando ideias
1. Espera-se que os alunos respon- Existem diversos tipos de
dam que existem prédios, casas, paisagens em diferentes lugares pelo
árvores, gramado, pessoas, céu, mundo. Vamos conhecer algumas delas?
nuvens, etc. Analise junto com
os alunos a imagem de abertura. CONECTANDO IDEIAS
Peça que eles descrevam tudo o
1. Que elementos você observa na
que veem, escrevendo na lousa
cada item que for citado.
paisagem da foto?
2. Resposta pessoal. Estimule os 2. No lugar onde você vive existem
alunos a citarem paisagens que paisagens semelhantes a esta?
possam ser semelhantes à ima- 3. Conte para os colegas sobre
gem da página, como parques, outras paisagens que você observa
praças ou área urbana. nos lugares que frequenta.
3. Resposta pessoal. A intenção
é que os alunos troquem expe- 42
riências relacionadas às dife-
rentes paisagens, distinguindo
inicialmente paisagens naturais,
g19_3pmg_lt_u2_p042a049.indd 42 12/29/17 7:47 PM g19
rurais e urbanas, por exemplo. • O texto a seguir trata da importância do estudo do lugar.

[...] conteúdos em si são mais do que simples in-


O estudo do lugar pode se estender para formações a serem aprendidas, eles devem
muito além do texto. E podem-se utilizar significar a possibilidade de se aprender a
outros recursos como a observação de uma pensar. [...]
paisagem ao vivo ou uma figura desta mes-
CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.) e outros. Ensino
ma paisagem, fotografias, vídeos, filmes etc. de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 2. ed.
[...]. É sempre conveniente reafirmar que os Porto Alegre: Mediação, 2002. p. 89.

42

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• É importante retomar o conceito de
lugar, trabalhado na unidade 1, como
o que necessariamente envolve a re-
lação afetiva entre o ser humano e o
espaço de vivência.
• Pergunte aos alunos:
.Será que nessa paisagem há ele-

ZÉ ZUPPANI/PULSAR IMAGENS
mentos que não podemos ver?
R: Resposta pessoal. Alguns alunos
poderão responder negativa-
mente. Neste caso, instigue-os
a pensar nos sons e nos cheiros
que as pessoas da foto podem
ouvir e sentir no lugar onde estão,
como o barulho dos automóveis
e o cheiro das árvores.
• Deixe que os alunos respondam li-
vremente. A detecção desse conhe-
cimento prévio será muito importan-
te para o estudo da unidade.

Pessoas observando uma


paisagem do município de
Belém, no Pará, em 2017.

43

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43

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Objetivos
• Compreender o conceito de
paisagem.
• Identificar os elementos que
1 Diferentes lugares,
diferentes paisagens
constituem as paisagens.
• Perceber a paisagem pelos dife-
rentes sentidos do corpo: visão, No lugar onde vivemos podemos observar paisagens com
audição, olfato, tato e paladar.
características bem diferentes. Você já observou com atenção como é a
• Distinguir paisagens naturais e
paisagem do lugar onde vive? Você sabia que essa paisagem é única, ou
paisagens culturais.
seja, ela não se repete em outros lugares?
• Analisar registros históricos de
paisagens.
As fotos a seguir mostram paisagens de diferentes lugares.
• Representar paisagens por meio
de croquis.

Destaques da BNCC
Árvores, postes de iluminação,
• O estudo da paisagem utiliza os co- asfalto e automóveis estão
nhecimentos geográficos em rela- presentes na paisagem desta
avenida em Londres, capital
ção à interação sociedade-natureza,
da Inglaterra, em 2017.
TERSTOCK

conforme orienta a Competência es-


pecífica de Geografia para o ensino
JAROSLAW KILIAN/SHUT

fundamental 1, da BNCC.

• Peça que os alunos analisem a ima-


gem de Londres, listando os elemen-
Árvores, bancos, brinquedos e
tos presentes nela.
aparelhos de ginástica fazem parte
• Escreva na lousa: “Paisagem de Lon- da paisagem desta praça, na cidade

S
de Holambra, São Paulo, em 2017.

JOÃO PRUDENTE/PULSAR IMAGEN


dres” e, em seguida, escreva os ele-
mentos citados pelos alunos.
• É importante que os elementos
da paisagem e sua classificação
estejam registrados para facili-
tar a compreensão.
• Explore também as demais imagens,
analisando os diferentes elementos
Rio, casas e árvores fazem parte
S

que as compõem.
LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGEN

da paisagem desta comunidade


ribeirinha localizada no município
de Almeririm, Pará, em 2017.

44

g19_3pmg_lt_u2_p042a049.indd 44 12/29/17 7:47 PM g19

• Competência específica de Geografia para o ensino fundamental 1: Utilizar os conheci-


mentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o
espírito de investigação e de resolução de problemas.

44

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• Peça que os alunos analisem a ima-
gem de São Roque de Minas.
• Realize o mesmo procedimento fei-
to para a primeira imagem da página
anterior. Nesse momento, escreva na
lousa os elementos presentes nela
citados pelos alunos.
• Estimule os alunos a conversarem
Areia da praia, mar, sobre a diversidade de paisagens.
moradias e vegetação Explique que as cidades têm mui-
fazem parte desta tos elementos diferentes e que cada
paisagem da cidade de parte da cidade compõe uma paisa-
Florianópolis, Santa
gem diferente.
TOCK

Catarina, em 2017.
PAULO VILEL A/SHUTTERS

• Peça que os alunos analisem a ima-


gem de Uiramutã.
• Repita o procedimento feito com as
imagens anteriores, levantando os
elementos presentes na imagem ci-
tados pelos alunos e escrevendo-os
na lousa.
Cercado com criação de • Analise a imagem, realizando as
animais, moradias e
questões a seguir.
vegetação fazem parte desta
área rural, no município de A. Por que essa paisagem é tão dife-
São Roque de Minas, Minas rente das anteriores?

R IMAGENS
Gerais, em 2017.
R: Espera-se que a turma perceba

DELFIM MARTINS/PULSA
que há predomínio de elemen-
tos da natureza nessa imagem
em relação às demais.
B. Comparem a imagem de Uiramutã
com a de Holambra, na página an-
terior. Qual das duas imagens apre-
senta mais elementos da natureza?
Rio, rochas e vegetação
fazem parte desta paisagem R: Auxilie os alunos a concluírem
das proximidades do Monte que na imagem de Uiramutã
Roraima, localizado no há mais elementos da nature-
município de Uiramutã,
ULSAR IMAGENS

za não transformados pelo ser


Roraima, em 2017.
humano, enquanto na praça de
Holambra a vegetação é planta-
ADRIANO KIRIHARA/P

da (jardinagem e paisagismo).
• Repita a atividade com outras ima-
gens das páginas 44 e 45.

1. Descreva para os colegas como é a paisagem que você observa


no lugar onde vive. Resposta pessoal. Incentive os alunos a dialogarem sobre
o assunto e contarem detalhes dos elementos que podem ser observados.
45

47 PM g19_3pmg_lt_u2_p042a049.indd 45 12/29/17 7:47 PM

Mais atividades
• Peça que os alunos tragam fotos de paisagens • Mantenha esse painel na classe para poste-
recortadas de revistas, da internet ou do acer- riormente aproveitá-lo para dar exemplos dos
vo disponibilizado pela escola. tipos de paisagens existentes.
• Organize a montagem de um painel com a • Estimule os alunos a conversarem sobre a di-
turma. versidade de paisagens dos municípios. Ex-
• Classifique as paisagens de acordo com os plique que no campo e na cidade têm muitos
seus tipos: rurais, urbanas, litorâneas, monta- elementos diferentes e que cada parte do muni-
nhosas, desérticas, etc. cípio compõe uma paisagem também diferente.

45

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Destaques da BNCC
• O trabalho com o conceito de paisa-
gem, que propõe a análise de dife-
renciadas imagens e o estudo dos
As paisagens
elementos, contempla a habilidade A paisagem é tudo o que podemos ver em um lugar. Além disso, os
EF03GE04, da BNCC.
cheiros, o frio ou o calor que sentimos e os sons que ouvimos também
nos auxiliam a perceber a paisagem de um lugar.
• Escreva na lousa Paisagem. Peça Observe a paisagem retratada na foto desta página.
aos alunos que digam o que vem à
2. Esta paisagem se parece com alguma paisagem que você
cabeça quando pensam no significa-
conhece? Conte aos colegas. Resposta pessoal. Incentive os alunos a

POLIFOTO/SHUTTERSTOCK
do dessa palavra. contarem sobre as paisagens que já observaram.
• Permita que os alunos falem à von- 3. O que mais lhe chama a atenção na paisagem desta foto?
tade e sistematize na lousa todas as Procure saber o que mais chamou a atenção dos colegas.
menções ao conceito de paisagem Resposta pessoal. Incentive os alunos a comentarem os diferentes elementos
que fizerem. presentes na paisagem da foto.

• Ao final, selecione os trechos que Grupo de pessoas observando uma


podem fazer parte da definição do paisagem na Itália, em 2017.
conceito de paisagem e comparem
com o texto apresentado no livro.
• É importante complementar com os
alunos o que eventualmente ficou fal-
tando à definição do termo.

• EF03GE04: Explicar como os


processos naturais e históricos
atuam na produção e na mudança
das paisagens naturais e antrópi-
cas nos seus lugares de vivência,
comparando-os a outros lugares.

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Acompanhando a aprendizagem
• Proponha aos alunos que imaginem
uma paisagem.
ATIVIDADES • Peça que listem os elementos pre-
sentes na paisagem que eles imagi-
1. Imagine que você é uma das pessoas da foto da página 46 e responda
naram.
às perguntas a seguir.
• Distribua folhas de papel sulfite para
a. O que você poderia observar nessa paisagem? os alunos.
Os alunos podem citar a vegetação, as montanhas, o céu, etc. • Peça que eles desenhem essa paisa-
gem imaginária.
• Estimule-os a pensar no que seria
possível sentir caso estivessem pre-
b. Que cheiros você poderia sentir?
sentes nessa paisagem, como sons
Espera-se que os alunos respondam que podem sentir o cheiro da vegetação ou cheiros.
• Exponha as produções dos alunos
(flores, mato, árvores).
no mural da classe.
c. Que sons você poderia ouvir?
Espera-se que os alunos respondam que podem ouvir o som de algum animal

vindo da vegetação, como pássaros, e da vegetação agitada pelo vento (se houver).

2. Escolha uma paisagem do lugar onde você vive. Perceba os elementos


pela observação e também os cheiros, sons e sensações. Depois,
desenhe a paisagem no espaço abaixo.
Resposta pessoal. Incentive os alunos a comentarem o que desenharam.

47

47 PM g19_3pmg_lt_u2_p042a049.indd 47 12/29/17 7:47 PM


• O texto a seguir trata da importância do desenho na construção da representação pelas crianças.

[...]
A partir do momento em que a criança [...] Desde bem pequenas, as crianças perce-
percebe que seus rabiscos servem para bem que desenho e escrita são formas de di-
representar objetos, e que é ela quem es- zer coisas. Por esses meios elas podem “dizer”
tabelece a relação entre ambos, inicia-se a algo, podem representar elementos da reali-
construção de um amplo sistema gráfico de dade que observam e, com isso, ampliar seu
representação, no qual se engendram a es- domínio e influência sobre o ambiente. [...]
crita e outras formas de representação grá-
ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa:
fica, como os mapas. iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2001.
p. 27 (Caminhos da Geografia).

47

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• Introduza o assunto perguntando
aos alunos quais são os cinco senti-
dos dos seres humanos.
• Reforce com a turma que a paisagem Como percebemos os elementos da paisagem
deve ser analisada utilizando nossos
cinco sentidos. Além disso, na paisa- A paisagem é algo visível e que se destaca aos nossos olhos. No
gem estão presentes a história e os entanto, a paisagem também pode ser percebida por outros sentidos do
afetos relacionados a ela. corpo, como o olfato, o tato e a audição.
• Pergunte à turma se eles conhecem Leia a história em quadrinhos a seguir, que mostra como a
algum deficiente físico (visual ou com personagem Dorinha, que é deficiente visual, consegue perceber a
outro tipo de deficiência).
paisagem do lugar por onde passeia, guiada pelo seu cão-guia.
• Questione: Você já percebeu se a
deficiência dessa pessoa que você
conhece faz com que os demais
sentidos dela sejam mais apurados
do que em pessoas sem deficiências

© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.


físicas?
R: Resposta pessoal. Explique que
isso ocorre pois, na falta de um
dos sentidos, os outros se desen-
volvem mais pelo maior uso que o
indivíduo faz de cada um deles.
• Permita que os alunos relatem os ca-
sos que quiserem. Os relatos da tur-
ma serão muito necessários para a
consolidação da interpretação com-
pleta das paisagens.

cão-guia: cachorro treinado para guiar pessoas cegas em diversos ambientes, aumentando a
segurança de seu deslocamento
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Mais atividades
• Peça que os alunos produzam fotos de uma • No dia marcado para a realização da ati- • Depois de produzidos os textos, organize
paisagem com uma câmera fotográfica vidade, organize a turma em roda e peça os alunos em roda. Cada aluno deverá pas-
(pode ser a de um aparelho celular). a cada aluno que observe a própria foto e sar a própria foto para o colega à esquerda.
• Essa atividade pode sugerir o auxílio e a parti- produza um texto em que constem os ele- • Oriente os alunos a fazerem a mesma ativi-
cipação de pais ou responsáveis pelos alunos. mentos presentes naquela paisagem e a dade com a foto que receberam.
identificação de elementos naturais e cul-
• Explique que eles poderão fotografar a pai- • Ao final da segunda produção de texto, cole
turais. Peça também que descrevam ou-
sagem que quiserem. Reforce que eles já a foto e os dois textos produzidos em uma
tras sensações que tiveram ao tirar a foto,
conhecem a definição de paisagem. cartolina.
como cheiros e sons.

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Destaques da BNCC
• A atividade envolve análise da ocu-
pação humana e produção do espa-
ço, presentes na Competência Es-
pecífica de Geografia para o Ensino
Fundamental 3, da BNCC.

© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.


• Competência Específica de
Geografia para o Ensino Funda-
mental 3: Desenvolver autonomia
e senso crítico para compreensão
e aplicação do raciocínio geo-
gráfico na análise da ocupação
humana e produção do espaço,
envolvendo os princípios de ana-
logia, conexão, diferenciação,
distribuição, extensão, localiza-
ção e ordem.

Dorinha em: Cheiro de quê?, de Mauricio de Sousa. Mônica.


São Paulo, Globo, n. 232, p. 60-1. out. 2005. (Turma da Mônica).

1. Dorinha e seu cão estão passeando em que lugar? Em um parque.

2. Marque um X no sentido que Dorinha usou para perceber a paisagem.

Visão. Tato. X Olfato. Audição.

3. Quais elementos Dorinha identificou no parque?


Colmeia, pé de laranjeira, rosas, grama, hortelã, manjerona, salame, cachorro-
-quente, queijo, chocolate, bolo de limão. 49

47 PM g19_3pmg_lt_u2_p042a049.indd 49 12/29/17 7:47 PM


• Exponha todos os trabalhos no mural da sala B. Mas por que são diferentes se a imagem é
de aula. a mesma e os alunos estudaram juntos
• Converse com os alunos sobre o resultado. como analisá-la?
A. As duas análises da imagem são iguais? R: Espera-se que os alunos percebam que
a observação da paisagem é subjetiva;
R: Provavelmente não.
cada pessoa se volta para aspectos que
mais lhe chamam a atenção ou devido
aos conhecimentos prévios de cada um,
que são diferentes.

49

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• Investigue com os alunos o que eles
imaginam que constitui as paisagens
naturais, antes de lerem o texto. Ano-
te na lousa os comentários. Os elementos da paisagem
• Explore com os alunos os elemen-
tos que compõem as paisagens
A paisagem de cada lugar se diferencia pelos elementos que a
mostradas. compõem. Esses elementos podem ser naturais ou podem ser criados
• Permita que eles citem o máximo de
pelos seres humanos. Por isso, podemos dizer que existem paisagens
elementos e registre as informações naturais e paisagens culturais.
na lousa.
Paisagens naturais
• Leia com os alunos as legendas das
imagens e, se possível, realize a lo- As paisagens naturais são compostas apenas por elementos que
calização do estado onde se situam foram criados pela natureza, como rios, lagos, cachoeiras, florestas,
os municípios. montanhas e praias.
Observe exemplos de paisagens naturais nas fotos abaixo.

GLOBAL_PICS/ISTOCK PHOTO/GETTY IMAGES

Paisagem
natural de uma
das ilhas de
Fernando de
Noronha,
Pernambuco,
em 2017.
B

Paisagem
RICARDO TELES/PULSAR IMAGENS

natural da
Floresta
Amazônica, no
município de
Parauapebas,
Pará, em 2017.
50

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• Sobre paisagens culturais ou humanizadas, leia o texto a seguir.

[...]
Inicialmente o embate acerca da conceituação da Paisagem deu-se na dicotomia estabele-
cida pelos geógrafos que diferenciavam entre paisagem natural e paisagem cultural. A pai-
sagem natural refere-se aos elementos combinados de geologia, geomorfologia, vegetação,
rios e lagos, enquanto a paisagem cultural, humanizada, inclui todas as modificações feitas
pelo homem, como nos espaços urbano e rural. Esses conceitos se atrelam a abordagens filo-
sóficas e a uma questão de método de análise. [...] Os estudos de paisagem inicialmente foram

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• Pergunte aos alunos: o que é cultura?
R: Provavelmente os alunos respon-
derão com exemplos de produ-
Paisagens culturais ção artística.
• Esse é o momento em que você
Nas paisagens culturais há a presença de elementos que foram criados
deve explicar que cultura engloba
ou construídos pelo ser humano. As construções, as ruas e as avenidas de
variados aspectos da produção
uma cidade, as lavouras, as indústrias e as estradas são exemplos de humana, concebida pelos diferen-
elementos culturais. Nas fotos a seguir estão retratados alguns desses tes povos, grupos, comunidades,
exemplos. etc., como vestimentas, código de
conduta, cumprimentos, demons-
C tração de afeto, culinária, compor-
tamento à mesa, crenças, danças,
músicas, e que todos esses aspec-
tos devem ser respeitados.
• Então, oriente os alunos a relaciona-
rem as paisagens culturais às produ-
ções humanas.
Paisagem A. Pergunte: que elementos estão
RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS

cultural em presentes na paisagem da foto c?


uma área
urbana do R: Ponte, prédios, casas, ruas,
município de céu e árvores.
Osasco, São
B. Continue, então: essa é uma pai-
Paulo, em 2017.
sagem cultural?
D R: Espera-se que respondam
que sim.
C. Questione nesse momento que,
se eles citaram a presença de
elementos naturais, como céu e
árvores, que não são elementos
criados pelo homem, como pode
Paisagem ser uma paisagem cultural?
JOÃO PRUDENTE/PULSAR IMAGENS

cultural em uma R: Auxilie os alunos a compreen-


área rural no
município de derem que paisagem cultural
Santa Rita do é aquela em que há elementos
Sapucaí, Minas criados pelo ser humano, não
Gerais, em 2017. precisando haver predomínio
desses elementos.
4. Observe as fotos das páginas 50 e 51 e pinte os quadrinhos a
• Desenvolva a mesma dinâmica em
seguir com a cor verde para os elementos das paisagens A e B e relação à segunda imagem da página.
com a cor azul para os elementos das paisagens C e D.
• Atente que é provável que haja mais
Verde. Verde. Azul. Verde. Azul. Azul. dificuldade em os alunos aceitarem
Mar. Praia. Ruas. Floresta. Lavoura. Construções. que essa é uma paisagem cultural
pelo fato de haver muitas plantas.
51 Explique que essas plantas são áre-
as de cultivo, portanto plantadas
pelo ser humano, por isso se trata de
47 PM g19_3pmg_lt_u2_p050a057.indd 51 12/29/17 7:48 PM uma paisagem cultural. Ainda assim,
mesmo que houvesse apenas uma
casa em meio à floresta, a paisagem
focados na descrição das formas físicas da superfície terrestre, sendo que progressivamente
seria cultural.
foram sendo incorporadas as ações do homem no transcurso do tempo, com a individualiza-
ção das paisagens culturais frente às naturais.
[...]
SILVEIRA, Emerson L. D. Paisagem: um conceito chave na Geografia. In: 12º Encontro de Geógrafos da América Latina,
Montevidéu, 2009. Disponível em: <http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal12/Teoriaymetodo/
Conceptuales/23.pdf>. Acesso em: 13 dez. 2017.

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• Em relação à resposta da questão 1
do item c, caso os alunos sintam di-
ficuldade em responder, peça que
citem os elementos que observam na
paisagem do lugar onde vivem, e de- ATIVIDADES
pois conduza uma reflexão para que
1. Observe as paisagens das fotos abaixo.
eles concluam se a maioria desses
elementos é natural ou cultural. A

RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS


Paisagem de parte
do município de
Ouro Preto, Minas
Gerais, em 2017.
B
ANDRE DIB/PULSAR IMAGENS

Paisagem de parte
do município de
Cavalcante, Goiás,
em 2017.

a. Escreva o nome de dois elementos que se destacam:

• na paisagem A: Vegetação e casas.

• na paisagem B: Rio e vegetação.


b. Marque um X na foto que mostra:

• uma paisagem cultural. • uma paisagem natural.

X Foto A. Foto B. Foto A. X Foto B.

c. Na paisagem do lugar onde você vive, predominam elementos


naturais ou elementos culturais? Dê exemplos.
Resposta pessoal. Caso os alunos sintam dificuldade para responder a essa
questão, peça que citem os elementos que observam na paisagem do lugar onde
vivem, e depois conduza uma reflexão para que eles concluam se a maioria desses
52 elementos é natural ou cultural.

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• O texto destaca a importância da leitura da paisagem na análise geográfica. As informações apre-
sentadas orientam sobre os procedimentos que podem ser tomados no estudo das paisagens.

A análise das paisagens


Aceitando-se a ideia de que a Geografia estuda a realidade, o mundo, através da leitura da
paisagem, deve-se reconhecer que a paisagem é a imagem, a representação do espaço em um
determinado momento. Não é o espaço em si, é a fotografia do espaço, e como tal expressa
tudo o que existe por detrás dela, quer dizer, sua história, seu movimento, que é resultado
do jogo de forças dos homens entre si e desses com a natureza. Dependendo do modo que é
olhada, percebe-se tudo o que existe por detrás dela. A paisagem é tudo aquilo que se vê, que
a nossa visão alcança, e a nossa visão depende da localização em que se está. Daí decorre que

52

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• Leia o texto literário com os alunos e
auxilie-os com a explicação de algu-
ma palavra que porventura não co-
2. O texto abaixo se refere ao que os moradores de uma cidade nheçam o significado.
viram do alto de uma montanha. • Peça que grifem os elementos da
Leia-o. paisagem no texto e depois os clas-
sifiquem nos quadros.
[...] lá do alto, viram um riacho
• Utilize outros trechos de livros infan-
de águas cristalinas, árvores cheias de
to-juvenis para realizar trabalhos de
frutos, pássaros que não paravam de
análise de descrição de paisagens
cantar e uma cidade pequena e muito como o apresentado nesta página.
linda, cheia de casinhas coloridas, Além de treinar o olhar para a com-
com uma casa maior no meio que era posição das paisagens e a interpre-
onde trabalhava o prefeito. tação de textos, é possível estimular
e conduzir os alunos para o mundo
da leitura.
GUSTAVO RAMOS

2. Durante a
leitura do texto,
oriente os alunos a procurarem no Depois da montanha azul, de Christiane Gribel. Ilustrações de Bebel
dicionário as palavras que desconhecerem. Callage. Rio de Janeiro: Salamandra, 2001. p. 40

• Agora, anote as palavras do texto de acordo com o quadro abaixo.

Elementos criados Elementos construídos


pela natureza pelo ser humano

Riacho. Cidade.

Árvores. Casinhas coloridas.

Pássaros. Casa maior.

3. Marque a letra C para os elementos culturais e a letra N para os


elementos naturais dos quadros abaixo.
N Vegetação. C Estrada. C Ponte.

C Lavoura. N Oceano. N Rio.

C Indústria. N Montanha. C Cidade.

53

48 PM g19_3pmg_lt_u2_p050a057.indd 53 12/29/17 7:48 PM

ela pode ser observada de escalas diferentes e que se apreende o que ela expressa de formas
diferenciadas, dependendo da perspectiva do olhar. É fundamental que se ultrapasse a visu-
alização da paisagem para encontrar o seu significado, as suas histórias. É preciso entender
que a paisagem não se cria por acaso, mas que é resultado da vida dos homens, dos processos
de produção, dos movimentos da natureza.
[...]
CALLAI, Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender o mundo. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.). Ensino
de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2000. p. 110-111.

53

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Destaques da BNCC
• O estudo proposto pela análise das
representações artísticas de paisa-
gens desenvolve o senso estético
O registro da paisagem
por meio de diversas manifestações
artísticas, conforme orienta a Com- Você comumente observa paisagens pessoalmente ou por fotos. Mas
petência geral 3, da BNCC. muitas paisagens também são registradas por pinturas em telas.
Artistas que viveram em diferentes épocas retrataram em suas telas
paisagens do Brasil. Veja as obras de dois desses artistas.
• Explore as obras de arte apresenta-
das nas páginas 54 e 55. • Paisagem natural, pintada por Johan Moritz Rugendas, um artista
• Pergunte aos alunos que lugar está alemão que viajou pelo Brasil no começo do século 19.
sendo retratado.
• Peça que eles comparem as duas

COLEÇÃO PARTICULAR
obras artísticas:
A. Em que época foram feitas?
R: Paisagem natural, começo do
século XIX; avenida Paulista,
2009.
B. Quem as produziu?
R: Johan Moritz Rugendas e Erico
Santos, respectivamente.
C. O que cada uma delas mostra?
R: Uma floresta com um peque-
no grupo de indígenas e uma
avenida de uma grande cidade,
respectivamente.
D. O que elas têm em comum? E em
que elas são diferentes?
R: Permita que os alunos debatam
livremente sobre as obras es-
tudadas e citem os elementos
semelhantes e os diferentes.

Paisagem na mata virgem do Brasil, com figuras, de Johann


Moritz Rugendas. Óleo sobre tela, 62,5 cm ≥ 49,5 cm. 1830.
54

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• Competência geral 3: Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diver-
sas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para participar de
práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

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Saberes integrados
• Proponha uma atividade aos alunos.
• Paisagem cultural, pintada por Erico Santos, um dos importantes Peça que eles se imaginem como
artistas da pintura brasileira atualmente. um pintor e que vão representar
uma paisagem que conhecem e de
que gostem.

ACERVO DO ARTISTA – COLEÇÃO PARTICULAR


• Leve para a sala de aula algumas
imagens de pinturas que tenham
paisagens retratadas. Ou então,
convide os alunos a visitarem uma
exposição de pinturas pessoalmen-
te (caso haja museus ou galerias no
município onde vivem) ou virtual-
mente (visita virtual por meio de um
site da internet).
• Peça ajuda ao professor de Arte para
definir os materiais e técnicas mais
adequados.
• Distribua folhas de papel sulfite ou
cartolinas. Se possível, use telas.
• Leve os alunos a alguma área exter-
na, para que eles possam observar
e rascunhar as características das
plantas, do solo e dos animais mais
detalhadamente.
• Explique a eles que a intenção desse
tipo de obra é fazer o retrato mais fiel
possível da paisagem.
• O importante nessa atividade não é a
avaliação da qualidade artística das
produções, e, sim, verificar o grau de
compreensão da importância do re-
gistro da paisagem nesses desenhos
e a valorização da expressão artísti-
Avenida Paulista, de Erico Santos. Acrílica sobre tela, ca pelos alunos.
70 cm ≥ 50 cm. 2009.

• Agora, escolha uma paisagem de que você goste e registre-a com


um desenho no caderno ou em uma folha de papel.
No seu desenho, procure registrar as principais características da
paisagem escolhida, como plantas, rochas, rio, animais, ruas,
casas, prédios e praça.
Depois de pronto, apresente seu desenho aos colegas.
Resposta pessoal. Incentive os alunos a mostrarem seus desenhos aos
colegas e comentarem o que desenharam.
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Destaques da BNCC
• O estudo sobre croquis desenvolve
o pensamento espacial e exercita a
Desenhando a paisagem
leitura e a produção de representa-
ções cartográficas, conforme orienta Os elementos que observamos em uma paisagem também podem
a Competência específica de Geo- ser representados com desenhos ou esboços feitos à mão livre. Esse tipo
grafia para o ensino fundamental 4, de representação é chamado croqui.
e auxilia no desenvolvimento da ha-
Observe os elementos que existem na paisagem da foto abaixo.
bilidade EF03GE06, da BNCC.

JOSE ROBERTO COUTO/TYBA


• Pergunte aos alunos: a imagem da
página 56 representa uma paisagem
natural ou cultural?
R: Explique que se trata de uma pai-
sagem cultural, pois apresenta
elementos produzidos pelos se-
res humanos (moradias), ainda
que seja marcada pela forte pre-
sença de elementos naturais (rio
e floresta).
• Explique aos alunos que paisagens
como essas são comuns na região
dominada pela presença da flores-
ta Amazônica. Explique a eles que o Paisagem de comunidade ribeirinha localizada próxima ao município de Manaus,
transporte de um lugar para o outro, Amazonas, em 2017.
nessa região, é feito basicamente por
barcos pelos rios, pois a floresta é
Veja como os elementos dessa paisagem foram representados
muito fechada e há poucas estradas.
no croqui a seguir.
• Peça que os alunos analisem a for-
ma como o croqui foi produzido,
com traços simples, destacando os
elementos principais.

• Competência específica de
Geografia para o ensino funda-
mental 4: Desenvolver o pensa-
mento espacial, exercitando a lei-
tura e produção de representações
diversas (mapas temáticos, mapas
mentais, croquis e percursos) e a
utilização de geotecnologias para
ERIK MALAGRINO

a resolução de problemas que en-


volvam informações geográficas.
• EF03GE06: Identificar e interpre-
tar imagens bidimensionais e tridi- 56
mensionais em diferentes tipos de
representação cartográfica.
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Saberes integrados
• Peça auxílio do professor de Arte
para o desenvolvimento da técnica
ATIVIDADES do croqui junto aos alunos.

1. Observe a paisagem da foto abaixo.

JOÃO PRUDENTE/PULSAR IMAGENS


Paisagem do município de São Joaquim, Santa Catarina, em 2017.

• Agora, faça um croqui dessa paisagem, como o exemplo da página


anterior.

Resposta pessoal. Incentive os alunos a mostrarem seus desenhos aos colegas e


comentarem o que desenharam.

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• O texto a seguir fundamenta o trabalho com a produção do croqui.

[...]
Croqui é uma representação esquemática dos fatos geográficos. Não é um mapa, não se
destina a ser publicado, tem um valor interpretativo de expor questões, não sendo obra de
um especialista em cartografia. Não é uma acumulação de signos, mas a escolha amadure-
cida dos elementos essenciais que se articulam na questão tratada. A dificuldade está em se
conseguir chegar a uma representação que dê clareza de conjunto, complexidade e número
de fatos legíveis. É uma arte simples e de difícil expressão figurativa.
[...]
SIMIELLI, Maria Elena Ramos. Cartografia no ensino fundamental e médio. In: CARLOS, Ana Fani A. (Org.). A Geografia em
sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999. p. 105. (Repensando o ensino).

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Destaques da BNCC
• O estudo sobre representação es-
pacial por meio de uma planta de-
senvolve o pensamento espacial e
Criando uma legenda
exercita a leitura e a produção de A legenda é uma parte importante das representações,
representações cartográficas, con-
principalmente de croquis, plantas e mapas. Ela traz o significado dos
forme orienta a Competência espe-
elementos de uma representação, auxiliando o leitor na compreensão e
cífica de Geografia para o ensino
fundamental 4, da BNCC, já citada interpretação.
anteriormente. Observe a imagem de parte de um bairro visto de frente e do alto, ou
seja, em uma visão oblíqua.
• Peça que os alunos observem a re-
presentação da página 58 e respon-
dam à questão com base na análise
da imagem.
• Conduza o trabalho de modo que os
alunos façam uma leitura compara-
tiva e em conjunto entre as imagens
das páginas 58 e 59. Peça que es-
tabeleçam a relação entre os ele-
mentos vistos pela visão oblíqua (de
frente e do alto) e os elementos vistos
pela visão vertical (do alto e de cima
para baixo).
• Solicite que eles reconheçam cada
um deles entre as plantas e, depois,
peça que imaginem como seria ob-
servar essa imagem da página 59
sozinha, sem a imagem anterior.
Seria possível reconhecer todos os
elementos facilmente? O que pode-
ria ajudar na leitura dessa imagem?
R: Espera-se que depois de alguma
discussão os alunos concluam
que eles necessitariam de uma
legenda.
• É importante que eles percebam como

DANILO SANTOS
a legenda é um elemento fundamental
em uma representação cartográfica.
• Mostre outro mapa e peça que eles
analisem a legenda. 1. Escreva o nome de cinco elementos que você pode observar
nessa imagem.
Praça, escola, casas, prédios e quadra de esportes.

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Destaques da BNCC
• O estudo do tema trabalha as visões
Veja a seguir o mesmo lugar visto do alto e de cima para baixo, isto é, oblíqua e vertical na representação
em uma visão vertical. espacial e promove o trabalho com o
uso de símbolos e legendas nas repre-
sentações, contemplando a habilidade

DANILO SANTOS
EF03GE07, da BNCC.

• Relembre aos alunos que a legen-


da apresenta o significado de cores
e símbolos, como figuras e letras
presentes nas representações. Elas
servem para auxiliar na identificação
de desenhos, plantas, mapas, etc. A
legenda é uma importante parte da
representação que auxilia em sua
interpretação. Realize outras ativi-
dades de representação e leitura de
legendas com os alunos.

Mais atividades
• Organize uma saída com os alunos
pelo entorno da escola.
• Peça que eles observem toda a paisa-
gem ao redor e que façam um esboço
para a elaboração de um croqui.
• De volta à sala de aula, oriente-os a
2. Agora, observando as imagens das páginas 58 e 59 elabore uma
elaborar um croqui da paisagem do
legenda com desenhos que representem os principais elementos
entorno, com base nos registros fei-
desse lugar. Veja o exemplo de dois elementos já representados.
tos durante o estudo de meio.
Escola. Árvores. Quadra de esportes. • Depois do croqui pronto, peça para
que eles transformem o croqui de
uma visão horizontal para uma visão
vertical. Essa etapa é complexa, e
eles necessitarão da sua ajuda. A
transposição não tem necessidade
de ser precisa. A ideia é que haja
Rua. Praça. Casas. uma representação vertical do en-
ILUSTRAÇÕES: DANILO SANTOS

torno da escola.
• Depois de realizado o mapa, oriente
os alunos a elaborarem uma legenda
para ele.
• Avalie a adequação da legenda e
59 corrija possíveis erros.

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• EF03GE07: Reconhecer e elaborar legendas com símbolos de diversos tipos de representa-


ções em diferentes escalas cartográficas.

Resposta
2. Espera-se que o aluno elabore uma legenda com desenho para representar cada um dos ele-
mentos a seguir: árvores, quadra de esportes, praça e casas. A resposta é pessoal. Incentive
os alunos a mostrarem seus desenhos aos colegas e comentarem o que desenharam.

59

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Objetivos
• Compreender que a paisagem é
transformada ao longo do tempo,
seja de maneira rápida, seja de
maneira lenta.
2
1 A transformação da paisagem
• Identificar as ações humanas
como transformadoras das O ser humano modifica o lugar onde vive. De que maneira você
paisagens. Muitas vezes, essas transformações são realizadas transforma o lugar
com a finalidade de melhorar esse lugar. onde você vive?

Destaques da BNCC
O texto a seguir relata como alguns moradores que viviam perto de
um rio modificaram a paisagem do lugar. Leia-o.
• A análise do texto trata da questão Durante a leitura do texto, oriente os alunos a procurarem no dicionário as palavras que
do lixo e da maneira como muitas desconhecerem. O rio que nasceu de novo
pessoas descartam o que não utili- Era uma vez um rio muito bonito de água tão clara que
zam mais, permitindo um trabalho dava para ver as pedrinhas lá no fundo.
com parte da habilidade EF03GE08,
Era gostoso brincar de barquinho, de bola, de boiar em
da BNCC.
câmara de pneus.
Mas alguém que não queria mais um velho sofá e não
• Introduza o assunto com uma con- tinha onde colocar, jogou-o no rio. Nesse rio tão lindo!
versa. Explique que temos estudado E aos poucos, o rio foi ficando cheio de lixo de
as paisagens e vimos que existem todo o tipo e tamanho: garrafas de vidro e de
muitos tipos de paisagens. Questio-
ne os alunos:
A. Uma paisagem é sempre igual as
outras? Será que ela muda com o
tempo?
R: Espera-se que os alunos res-
pondam que uma paisagem é
diferente da outra e que uma
mesma paisagem muda com
o passar do tempo.
B. E existe algum tipo de passagem
que não muda nunca?
R: Não, pois mesmo as paisa-
gens naturais são alteradas
pelas ações da natureza, como
estudaremos mais adiante.
• Explore o texto, auxiliando-os com
o significado de alguma palavra que
desconheçam. Incentive-os a recor-
rer ao dicionário.
• Conduza a exploração do texto de
modo que eles concluam que as
60
pessoas que jogam lixo nas ruas não
medem as graves consequências
que isso pode causar, com danos so-
bre o meio ambiente e ao próprio ser g19_3pmg_lt_u2_p058a063.indd 60 12/29/17 7:52 PM g19

humano. O lixo jogado indevidamen-


te nas ruas e nas vias públicas atrai Ideias para compartilhar
animais transmissores de doenças • Permita aos alunos que exemplifiquem e debatam sobre como eles têm sido agentes transfor-
(baratas e ratos, por exemplo), além madores do lugar onde vivem. Oriente para que reconheçam tanto ações positivas, que devem
de ser carregado pelas águas das ser mantidas, como as negativas, que precisam ser corrigidas, como o exemplo dado no texto.
chuvas até rios, córregos e lagos.
• EF03GE08: Relacionar a produção de lixo doméstico ou da escola aos problemas causados
pelo consumo excessivo e construir propostas para o consumo consciente, considerando a
ampliação de hábitos de redução, reúso e reciclagem/descarte de materiais consumidos em
casa, na escola e/ou no entorno.

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Destaques da BNCC
• O trabalho de análise do texto pro-
plástico, latas, restos de alimentos, caixa de papelão. Tinha de tudo! move a consciência socioambiental,
[...] mobilizando a Competência espe-
cífica de Geografia para o ensino
Vendo tudo isso acontecer, um vizinho pediu ajuda para os outros fundamental 6, da BNCC.
e começaram a tirar o lixo. Primeiro o lixo miúdo, depois, o entulho
das margens.
Tiraram tanto lixo que foi preciso um caminhão para fazer o Acompanhando a aprendizagem
serviço todo.
• Distribua folhas de papel sulfite para
[...]
os alunos.
Agora sim! As ruas estão limpas, as pessoas com saúde e o nosso • Peça que dividam a folha em três
rio voltou a ser como antes, ou até mais bonito. partes.
Olhe em volta do rio, parece um jardim! • Oriente-os para realizar três dese-
As borboletas coloridas parece que estão dançando. nhos sobre o texto lido: o rio como
Fizeram até uma ponte! era no começo, como ficou com o
lixo e como ficou após as pessoas
Que legal!
terem feito a sua limpeza.
O rio que nasceu de novo, de Vera M. C. Casarini. São Paulo: Cetesb, 1998. p. 1-9.
• Avalie se os alunos compreenderam
3. Numere a sequência correta das frases a seguir, de acordo com
bem o processo de poluição e des-
a ordem dos acontecimentos descritos no texto. poluição do rio.
1 O rio era muito bonito, de águas claras.

GUSTAVO RAMOS
Alguns moradores se uniram e retiraram o lixo
3 Saberes integrados
que havia sido jogado no rio.
• O lixo espalhado pelas ruas e rios,
Ele ficou sujo, pois as pessoas passaram a além de contaminar o solo e poluir as
2
jogar lixo nele. águas, também atrai insetos e roedo-
res, que podem passar diversas do-
O rio voltou a ficar bonito, ganhou até enças, como a dengue, a chikun-
4
uma ponte. gunya e a zika. Esse assunto permite
uma articulação com a disciplina de
Ciências.
• Para mais informações sobre essas
doenças, acesse o site Prevenção e
combate: Dengue, chikungunya e zika.
Disponível em: <http://combateaedes.
saude.gov.br/pt/sintomas>. Acesso
em: 19 dez. 2017.

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• Competência específica de Geografia para o ensino fundamental 6: Construir argumen-


tos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que
respeitem e promovam a consciência socioambiental e respeito à biodiversidade e ao outro,
sem preconceitos de origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/necessidade,
convicção religiosa ou de qualquer outro tipo.

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Mais atividades
• Peça que os alunos entrevistem al-
gum familiar ou amigo mais velho da
família e que more há muito tempo
O ser humano transforma as paisagens
no município do aluno. O ideal é que O ser humano modifica as paisagens do lugar onde vive para atender
a pessoa tenha, no mínimo, 50 anos.
às suas necessidades e interesses. Essas modificações podem ser
• Oriente com o roteiro:
observadas tanto no campo quanto nas cidades.
A. Como é seu nome?
B. Quantos anos tem? Transformações nas paisagens das cidades
C. Há quantos anos mora nesse lugar? O ser humano transforma as paisagens das cidades quando:
D. Quais foram as principais mudan-
ças que você viu nesse lugar?
E. Algumas mudanças melhoraram
substitui construções
esse lugar? Quais? airros constrói, revitaliz
a
abre novos b antigas por outras
F. Algumas mudanças pioraram esse ção
lugar? Quais?
para a constru novas; ou amplia ruas e
s o u
de moradia avenidas para
• Os alunos deverão trazer os registros ito.
para a sala no dia previamente mar-
indústrias; melhorar o trâns
cado pelo professor.
• Peça que eles discutam e comparem
as respostas.
• Ao final, peça que eles elejam e ano- Manutenção de
tem as principais mudanças positiva avenida na cidade
de Campinas, São
JOÃO PRUDENTE/PULSAR IMAGENS

e negativa ocorridas no lugar.


Paulo, em 2015.
• Ao final, organize a turma em grupos
e distribua cartolinas . Peça que eles
representem, de um lado, a mudan-
ça positiva e, de outro, a mudança
negativa em seu município.
• Explique que as fotos ou desenhos
deverão ter legendas para facilitar a
comunicação com quem observá-los.
• Exponha os cartazes em algum es-
paço movimentado da escola.

PULSAR IMAGENS
LUIS SALVATORE/
• Pergunte aos alunos se eles identi-
ficam alguma semelhança entre as
mudanças apresentadas no livro e
aquelas relatadas por seus entrevis-
tados. Deixe que eles reflitam e esta- Construção de
área industrial, no
beleçam essas relações. município de
Ubajara, Ceará,
em 2017.
62

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Destaques da BNCC
• O assunto desta página trata da pro-

Transformações nas paisagens do campo dução do espaço, contemplando a


Competência específica de Geo-
O ser humano modifica as paisagens do campo quando: grafia para o ensino fundamental
3, da BNCC, já citada anteriormente.

ara
ira f lor estas p
ret s ou • Pergunte aos alunos:
lavoura

PHIL CLARKE HILL/PICTURES


LTD./CORBIS/GETTY IMAGES
plantar stagens; A. Estudamos que os ambientes ur-
pa
formar banos passam por muitas mudan-
ças (se a escola se localizar no
espaço rural, inverta as questões).
explora re
cursos Será que as áreas de campo tam-
minerais,
como me bém sofrem mudanças?
ou pedras tais
preciosas B. Que tipo de mudanças?
abaixo do
solo; R: Respostas pessoais. Permita
que os alunos exponham todas
as suas hipóteses. Anote as
respostas deles na lousa.
constrói usinas • Verifique com os alunos se as hipóte-
hidrelétricas no ses que eles levantaram, e que estão
curso dos rios. anotadas na lousa, coincidem com
os textos da página 63.

Vista do canteiro de obras da barragem


da hidrelétrica de Belo Monte, próximo
ao município de Altamira, Pará, em 2014.
VR STUDIO/SHUTTERSTOCK

Vista de área agrícola, em


Varna, Bulgária, em 2016.

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Destaques da BNCC
• A atividade de comparação de
imagens de um mesmo lugar ana-
lisa mudanças e permanências,
As paisagens ao longo do tempo
contemplando o estudo das paisa- As transformações que o ser humano promove nas paisagens podem
gens conforme sugere a habilidade
acontecer em ritmos diferentes, ou seja, podem ocorrer em pouco tempo
EF03GE04, da BNCC, já citada an-
ou ao longo de muitos anos.
teriormente.
Transformações rápidas
• Peça que os alunos explorem as fo- Algumas paisagens passam por transformações rápidas, são
tos da página 64. modificadas em pouco tempo. Observe as imagens a seguir, de diferentes
• Investigue se eles já viram pessoalmen- paisagens de um mesmo lugar, na área rural do município de Pardinho,
te alguma lavoura de trigo. Deixe que estado de São Paulo, obtidas entre os anos de 2016 e 2017.
eles exponham as suas experiências.
• Pergunte se eles sabem para que ser-
ve o trigo. Peça que deem exemplos
de alimentos que usam o trigo como
matéria-prima. Se eles não consegui-
rem, auxilie-os dando dicas.
• Peça que eles observem a segunda
Lavoura de trigo
imagem e respondam o que ela retrata.
em ponto de
• Pergunte se eles já viram alguma colheita, em
plantação de soja e para que serve outubro de 2016,
a soja. no município de
Pardinho, São
• Destaque a importância da soja Paulo.
nas exportações brasileiras, espe-
cialmente para a produção de óleo Na imagem acima, você observou uma plantação de trigo pronta para
vegetal e ração para animais, como ser colhida. Poucos meses depois, o agricultor já havia realizado uma nova
bovinos, aves e suínos. plantação, dessa vez, de soja. Observe abaixo como a paisagem foi
• Surpreenda os alunos dizendo que transformada.
as duas imagens são do mesmo lu-
gar, e que o intervalo entre as duas
fotos é de apenas poucos meses.
• Conclua perguntando se essa paisa-
gem mudou de uma foto para outra e
se essa mudança foi rápida.
• Pergunte a eles se a rua onde moram
ou alguma rua da vizinhança já pas-
sou por uma mudança de paisagem Lavoura de soja
FOTOS: FABIO COLOMBINI

que eles tenham observado ou per- em janeiro de


cebido. Considere várias alterações 2017, no município
como: no