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As amostras de solos colectadas durante a fase do/de trabalho de campo passaram por

uma serie de ensaios geotécnicos, que foram realizados no laboratório da empresa Pron
´gila Vias de Comunicação, com início no dia 06 de setembro de 2021 e termino xxx.

Na tabela x são apresentados os ensaios que foram realizados bem como as normas
utilizadas para a sua execução.

Na tabela 3.7 são apresentados os ensaios geotécnicos realizados assim como as normas
usadas para a execução dos mesmos.

Amostras Ensaios Geotécnicos Normas


Teor de humidade ASTM D 2216
Densidade Relativa ASTM D 854
Todas as amostras Análise granulométrica
Att: se der para realizar todos por peneiração
ASTM D 422
os ensaios com todas as Análise granulométrica
amostras não há necessidade por sedimentação
de ter está coluna. Limite de Liquidez
ASTM D 4318
Limite de Plasticidade
Limite de Retracção -
Todas as amostras Matéria orgânica J.A.E.:S.9-53
Permeabilidade
P1.2 e P2.1 Proctor
Corte Directo

Preparação das amostras

A preparação das amostras é a etapa que antecede a realização dos ensaios


laboratoriais. Após a colecta, os solos foram transportados para o laboratório onde
foram preparados para os ensaios de caracterização de acordo com a norma ASTM
D2217 – Método A. Este método consiste em deixar secar a amostra de solo em estufa,
a uma temperatura não superior a 60ºC durante aproximadamente 24 h, até perder toda a
humidade natural. Posteriormente o solo é destorroado com um martelo de borracha
para desfazer os torrões e armazenado em sacos plásticos para posterior realização dos
ensaios (figura 1).
Figura 1-Preparação das amostras - A) Retirada da amostra de solo em estufa após a secagem durante
aproximadamente 24 h e B) Destorroamento da amostra.

 Teor de humidade
O ensaio de teor de humidade natural dos solos foi realizado baseando-se na norma
ASTM D2216 que consiste em secar a amostra em estufa, a uma temperatura de 105ºC
durante 24h para que se possa determinar a diferença do peso total da amostra em
relação ao peso total da amostra seca.
Para tal foram realizados os seguintes passos (Fig. X):
 Pesar uma cápsula devidamente seca e limpa, anotando-se o valor obtido como a
massa da cápsula;
 Colocar dentro da cápsula a amostra húmida, pesando o seu conjunto e anotando
o valor obtido como a massa bruta húmida;
 Colocar o conjunto na estufa à uma temperatura constante de 105ºC durante 24h;
 Retirar o conjunto da estufa, tapando o mesmo de imediato para que não absorva
a humidade do ar e deixar resfriar a uma temperatura ambiente antes da última
pesagem.

A B
Figura 2 Determinação do Teor de Humidade: A) Inserção do solo húmido na cápsula de
peso conhecido; B) Inserção do solo húmido na cápsula de peso conhecido; C) Pesagem da
cápsula com solo húmido; D) Retirada do solo seco em estufa.

Densidade das partículas sólidas

Para a determinação da densidade das partículas sólidas dos solos utilizou-se o método
do picnómetro, tendo em conta os seguintes passos:
I. Passou-se no peneiro de 4,75mm (Nº 4) de abertura uma amostra de solo que foi
previamente secada e destorroada. Do material passado no peneiro retirou-se uma toma
de 25 g de solo;
II. Com o auxílio de um funil colocou-se a toma de 25 g de solo em um picnómetro
de vidro de 100 ml (figura X), tapou-se o mesmo e pesou-se o conjunto (picnómetro
com tampa mais solo seco). Posteriormente encheu-se o picnómetro com água destilada
até ¾ do seu volume fazendo-se movimentos rotativos (horários e anti-horários) para
molhar o solo e deixou-se repousar por 12 h;
III. Após o tempo de repouso, colocou-se o picnómetro na placa de aquecimento
(figura X) e quando a solução começou a ferver cronometrou-se 10 min. Findo este
tempo retirou-se o picnómetro da placa e deixou-se arrefecer. Depois de arrefecido,
encheu-se o picnómetro com água destilada até a marca de referência (que perfaz 100
ml de volume), pesou-se o conjunto (picnómetro mais solo mais água destilada) e
mediu-se a temperatura da solução com termómetro de mercúrio (figura X);
IV. Por último, lavou-se o picnómetro retirando-se toda a solução contida no
mesmo. Depois de limpo, fez-se a calibração do picnómetro colocando-se água
destilada até ao limite de 100 ml, pesou-se o picnómetro com a água destilada (figura X)
e mediu-se a temperatura da água.
A determinação da composição e distribuição granulométrica dos solos foi feita através
dos ensaios de análise granulométrica por peneiração e por sedimentação de acordo a
norma ASTM D422. A análise granulométrica por peneiração foi realizada nos
materiais grosseiros ao passo que a análise granulométrica por sedimentação nos
materiais mais finos.

Peneiração
Para a realização deste ensaio retirou-se uma amostra do solo representativa (da amostra
preparada conforme descrito no ponto 3.3.2 deste capítulo) e pesou-se a amostra total.
Posteriormente colocou-se a amostra no peneiro nº 10 (de abertura de 2,0mm),
analisando-se a massa da amostra retida e passada.
As amostras analisadas passaram por completo pelo peneiro, logo o ensaio foi dado por
concluído e avançou-se para a analise granulométrica por sedimentação.

Sedimentação

A análise granulométrica por sedimentação foi feita com o auxílio de um densímetro


graduado ASTM E100/151H.
O procedimento usado neste ensaio é o mesmo descrito na peneiração, mas com a
diferença de que a fracção passada no peneiro de 2,00 mm (Nº 10) de abertura é dada
um outro tratamento que consistiu no seguinte:
I. Retirou-se uma toma de mais ou menos 50 g, da fracção de solo passada (figura 3.41
A), que foi colocada em um copo de vidro graduado contendo 125 ml de solução de
hexametafosfato de sódio. Misturou-se o solo com o defloculante até o solo estar
completamente molhado e deixou-se de molho por 16 horas (figura 3.41 B);
II. Passadas as 16 horas retirou-se, com o auxílio de um esguicho contendo água destilada,
todo o solo dos copos graduados e colocou-se no copo da misturadora. Levou-se o copo
da misturadora para a misturadora e fez-se a dispersão do solo durante 1 minuto (figura
3.41 C);
III. Apôs a dispersão, tirou-se o solo do copo da misturadora com água destilada,
cuidadosamente para que não ocorresse perda de solo, e colocou-se em uma proveta
graduada (figura 3.41 D). Posteriormente foi adicionada água destilada na proveta
contendo o solo até perfazer 1000 ml e colocou-se a proveta em um aquário de vidro
contendo água destilada, situado em local com temperatura controlada. Deixou-se a
proveta no aquário durante 1 hora (figura 4.41 E) para que a solução e o solo ganhassem
a mesma temperatura da água do aquário para desta forma não ocorrer muitas mudanças
de temperatura na hora da sedimentação;
IV. Após 1 h, retirou-se a proveta do aquário colocou-se uma tampa de borracha e agitou-se
a proveta durante 1 minuto. Findo este tempo colocou-se novamente a proveta no
aquário, introduziu-se o densímetro na solução com o solo e a partir daí começou-se a
fazer as leituras correspondentes aos intervalos de tempo estabelecidos. A leitura foi
feita através do densímetro em cada fim de intervalo de tempo e apôs cada leitura foi
tirada, com o auxílio de um termómetro de mercúrio, a temperatura da solução com o
solo (figura4.41 F);

A analise granulométrica por sedimentação foi realizada através dos seguintes passos:

Para a realização da análise granulométrica por sedimentação inicialmente foram


seguidos os mesmos passos descritos na peneiração
exceptuando-se que o material que foi usado para está analise foi a fracção passada pelo
peneiro nº 10 (2,00mm de abertura).

O procedimento usado neste ensaio é o mesmo descrito na peneiração, mas com a


diferença de que a fracção passada no peneiro de 2,00 mm (Nº 10) de abertura é dada
um outro tratamento que consistiu no seguinte:
I. Retirou-se uma toma de mais ou menos 50 g, da fracção de solo passada (figura 3.41
A), que foi colocada em um copo de vidro graduado contendo 125 ml de solução de
hexametafosfato de sódio. Misturou-se o solo com o defloculante até o solo estar
completamente molhado e deixou-se de molho por 16 horas (figura 3.41 B);
II. Passadas as 16 horas retirou-se, com o auxílio de um esguicho contendo água
destilada, todo o solo dos copos graduados e colocou-se no copo da misturadora. Levou-
se o copo da misturadora para a misturadora e fez-se a dispersão do solo durante 1
minuto (figura 3.41 C);
III. Apôs a dispersão, tirou-se o solo do copo da misturadora com água destilada,
cuidadosamente para que não ocorresse perda de solo, e colocou-se em uma proveta
graduada (figura 3.41 D). Posteriormente foi adicionada água destilada na proveta
contendo o solo até perfazer 1000 ml e colocou-se a proveta em um aquário de vidro
contendo água destilada, situado em local com temperatura controlada. Deixou-se a
proveta no aquário durante 1 hora (figura 4.41 E) para que a solução e o solo ganhassem
a mesma temperatura da água do aquário para desta forma não ocorrer muitas mudanças
de temperatura na hora da sedimentação;
IV. Após 1 h, retirou-se a proveta do aquário colocou-se uma tampa de borracha e
agitou-se a proveta durante 1 minuto. Findo este tempo colocou-se novamente a proveta
no aquário, introduziu-se o densímetro na solução com o solo e a partir daí começou-se
a fazer as leituras correspondentes aos intervalos de tempo estabelecidos. A leitura foi
feita através do densímetro em cada fim de intervalo de tempo e apôs cada leitura foi
tirada, com o auxílio de um termómetro de mercúrio, a temperatura da solução com o
solo (figura 4.41 F);
V. Depois da última leitura, retirou-se a proveta do aquário e colocou-se toda a solução no
peneiro de 0,075 mm (Nº 200) de abertura e procedeu-se a lavagem da amostra de solo
em água corrente. Depois da lavagem a amostra de solo limpa foi colocada em uma
cápsula que foi levada a estufa a uma temperatura constante de 105ºC até completa
secagem do material;
VI. Depois de seco o material foi peneirado numa série de peneiros ASTM. Fez-se a
pesagem e o registo do material retido em cada peneiro da série.

Ensaio de Permeabilidade do Solo - Ensaio de Carga Constante

A permeabilidade de um determinado tipo de solo é a propriedade que esse solo


apresenta ao permitir o escoamento da água através de seus poros (facilidade que a água
possui de atravessar o solo).
Para a definição da permeabilidade de um determinado solo, comumente são realizados
ensaios em amostra com compacidade variando entre 0 a 100% em um permeâmetro de
parede rígida. O método de ensaio consiste em manter a vazão constante para variação
de incrementos de gradiente hidráulico.
O Ensaio de Carga Constante é indicado para solos granulares de alta permeabilidade.

O ensaio consiste em preencher o permeâmetro de carga constante na condição de


compacidade desejada. Em seguida é realizada a saturação do corpo de prova e após a
saturação são ajustadas as válvulas manométricas para validação do equilíbrio do
sistema. O sistema apresentando equilíbrio é aplicada variação de gradiente e realizada
as medições de vazão, temperatura e o delta da altura manométrica entre base e topo do
corpo de prova.

Incialmente pesou-se a amostra de solo de 2,5kg e com o valor obtido do teor optimo no
ensaio de proctor, calculou-se a quantidade de água necessária para a
compactação/mistura da mesma.
Em seguida tirou-se/ colheu-se duas amostras de solo para calcular o teor de humidade,
colocando-se resto do material no molde e compactou-se

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