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CENTRO UNIVERSITÁRIO TOCANTINENSE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS S/A

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Disciplina: Psicologia Ambiental


Curso: Psicologia Turma: 17037 Data de Entrega: 03/11/2020
Professor: Grazielly dos Santos Germano
Acadêmica: Edinalva Barrense da Silva Ferreira

Há subjetividade humana é oriunda de uma construção social, estando


intimamente ligada com as mudanças e com os modos de organização de uma
determinada de um determinado território e com a forma pela a qual este território atua,
por meio da experiência que é construída pela objetivação, e pela ação humana na
natureza (no “espaço“), e sua participação no processo sócio-histórico e nas suas
múltiplas relações.
Os modos de existir e a formação de subjetividade de uma determinada
sociedade são percebidos à partir das diferentes maneiras de se relacionar com o meio,
como por exemplo, a sua relação com o outro, com a cultura, com a política, com as
instituições sociais e no espaço urbano como um todo, e pela forma com a qual o sujeito
se apropria desse espaço.
O espaço e o sujeito se unem Em um processo contínuo de produção de
subjetividade e construção de histórias que são agregadas ao sujeito com um grande
valor simbólico. É a partir das relações intersubjetivas e da apropriação deste espaço e
como a sociedade, o espaço e a natureza se articulam, que é formada a singularidade de
cada indivíduo.
Em Araguaína, cidade que eu vivo, o processo de expansão urbana se deu de
forma muito rápida, mas com uma urbanização periférica desigual, pois a infraestrutura
econômica é prioridade, enquanto os bens e serviços básicos para a maioria da
população trabalhadora são deixados de lado.
A cidade conta com intensa mobilidade espacial da classe trabalhadora que tem
como finalidade a reprodução da força de trabalho, e ao mesmo tempo, condição para
acumulação capitalista. A pobreza e a riqueza coexistem, a cidade tem claras
contradições arquitetônicas, com bairros periféricos apresentando frágeis construções,
com uma população carente de serviços de infraestrutura social, que se diferenciam da
força econômica regional e se misturam na paisagem urbana com bairros elitizados e
populares.
Toda essa contradição e conflitos vivenciados no espaço urbano nas ocupações e
invasões, e consequentemente, uma carência generalizada de equipamentos,
infraestrutura e serviços públicos, contribuem para a segregação dos mais pobres.

Referência
CAMINHOS DE GEOGRAFIA - revista online. Disponível em:
http://www.seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/ISSN 1678-6343. Acesso em
03/11/2020

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