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Resumo Técnico – Fruteiras Tropicais

Disciplina: Culturas Perenes


Professor: Althiéris de Souza Saraiva
Abacax Exigências da Cultura:
i A fruta abacaxi é bastante exigente quando o quesito radiação solar,
necessitando de 6,5 horas exporta a insolação direta, sem a presença de
barreiras como nuvens ou arvores. A melhor alternativa suprimento do
umidade do solo é a irrigação, na qual deve ser planejada dentre dos
fundamentos técnicos. Segundo alguns pesquisadores, a maioria das
plantações da cultura do abacaxi é cultivada em quantidades restritas de
agua, levando a planta a manifestar sintomas de déficit hídrico, não
podendo alcançar um bom desenvolvimento de produção.
É fundamental que a instalação da irrigação deve ser adaptável a
localização em que a plantação da cultura, principalmente devido as
condições climáticas de cada região.

Sistema de Plantio:
Plantio: Após a escolha das mudas, deve-se realizar uma separação das
mudas sadias com o mínimo o vestígio de goma ou podridão na sua
estrutura. Em, seguida, aduzir ao sol por um período aproximado a duas
semanas, na tentativa de abster o apodrecimento posteriormente a época do
plantio.

Época do plantio: A prioridade é iniciar a transferência das mudas para o


solo no começo do período chuvoso, para que facilite a adaptação destas.
Contudo esse processo pode ser efetuado ao longo de qualquer período do
ano, dependente da umidade e data desejada para colheita.

Método de plantio: Pode ser efetuado em sulcos, covas ou fendas. Usando


ferramentas como enxadas, sulcador, pá de plantio ou cavadeira mecânica
em casos onde a plantação é mais extensa.

Espaçamento e densidade: O distanciamento de uma planta a outra pode


diversificar em conformidade com o rumo da produção, o nível de
mecanização e outras razões.
Plantações com destino a produção in natura ou sucos, o espaçamento deve
ser estreito - frutos com peso variando de 1,1-1,5kg. Já as que possuem
destino industrial, o espaçamentos costuma ser mais largo (menos plantas
por área) - frutos acima de 1,5kg.
Manejo e Tratos Culturais:
Nos primeiros dois meses de crescimento do abacaxi, as plantas invasoras
podem ser controladas por capina manual ou mecânica. Neste exercício,
você deve ficar atento aos espinhos das folhas para evitar que o solo caia
no centro da planta, pois isso retardará o seu crescimento e promoverá o
desenvolvimento de doenças. Outra forma de combater as plantas
invasoras é usar palha, bagaço, folhas, feno e outras coberturas que não
produzam substâncias tóxicas.
Outro método cultural muito importante é o controle da floração, para
conseguir uma maior unidade na floração e na colheita, de forma que a
mão-de-obra seja racionalizada e a área de colheita escalonada. Por outro
lado, a indução artificial altera o ciclo natural das plantas por meio do uso
de agentes químicos (como as auxinas sintéticas) ou produtos que
estimulam a produção de etileno em contato com as plantas.
A dosagem utilizada é adicionar 1 a 2 gramas de carboneto de cálcio à
roseta em dias de chuva, ou borrifar o produto na forma líquida nas plantas
com o auxílio de um pulverizador. Pode ser controlado com o uso de
mudas sadias 60, 150 e 240 dias após o plantio, retirando os resíduos da
cultura e aplicando defensivos preventivamente.
Pragas:
As pestes mais comuns nesta cultura são a broca do fruto (Thecla
basalides) e a cochonilha Dysmicoccus brevipes) na qual causa a doença da
"murcha do abacaxi".
 A broca do fruto é uma larva derivada de uma borboleta, que na qual
ataca a inflorescência do abacaxi, abrindo canais na estrutura da planta
levando ao surgimento de uma goma como uma espécie de secreção. O
tratamento pode ser feito com carbaril (260 gramas em
100 litros d'água); paration metílico, diazinon (90 ml/100 1 de água), na
base de 30 a 50 ml da solução por planta.
 Cochonilha é um minúsculo inseto que não possui do assas, apenas
uma aparência de estar coberto por uma farinha branca espalhada pelo
seu corpo. Para a realizaçao do tratamento desta praga, utiliza-se
paration metílico (90 ml/100 1 de água) dimetoato (60 ml/100 1 água) e
vamidotion (30 ml/100 1 de água). Em casos de infestação das pragas,
é recomendado o tratamento de mudas.

Doenças:
Considerada a principal doença do abacaxizeiro, a fusariose pode ser
controlada utilizando mudas sadias, escolhendo aquelas mais saldáveis
para eliminação de qualquer vestígio da doença, deve-se também
acompanhar diretamente a plantação, caso haja o surgimento desta.
A podridão negra é uma doença comum após o período de pós-colheita.
Sendo possível eliminá-la colhendo os frutos com uma parte do pedúnculo
(de aproximadamente 2 cm), evitando ferimentos na superfície dos frutos.
Colheita e Comercialização:
O processo da colheita pode ser feito com a ajuda de um facão como
ferramenta. É necessário cortar a haste a cerca de 5
Centímetros m abaixo do fruto. Os frutos destinados a indústria são
colhidos maduros. Já em outros casos a colheita é feita quando a aparecia
do fruto for de verde escuro para amarelo bronzeado.
Potencialidades e Tendências:
O cultivo do abacaxi é importante para o crescimento da diversidade da
fruticultura no país, devido possuir um clima propício para sua produção,
destacando-se neste ramo devido a cultura ser bastante apreciado pelos
consumidores principalmente pela alta rentabilidade.
Resumo Técnico – Fruteiras Tropicais
Disciplina: Culturas Perenes
Professor: Althiéris de Souza Saraiva

Acerol Exigências da Cultura:


a Quando há presença de período chuvoso, variantes entre 1200 há 1600 mm
anuais, esta cultura se desenvolve e produz de maneira satisfatória. Não
possui exigências cruciais quanto ao tipo desolo, pois é de caráter rústico.

Sistema de Plantio:

Procede-se o plantio quando a muda atinge a altura de 30 a 40 cm. Cada


planta é amarrada a um tutor para orientar seu crescimento. A amarração
não deve ser feita com barbante ou cordão e sim com uma fita que tenha
uma área de contato larga, para evitar o estrangulamento da planta. Logo
após o plantio, caso não chova, recomenda-se regas leves e frequentes, de
acordo com o tipo de solo e o sistema de irrigação.

Manejo e Tratos Culturais:


Tutoramento: Após o plantio a planta necessita de um tutor, geralmente de
madeira firme com 80cm de comprimento, usado para sua sustentação, esse
processe serve para deixar a planta ereta prevenindo que o vento a
danifique, assim que adultas, pode-se utilizar o sistema de tutoramento com
a presença de arames nas ramas das plantas, com o objetivo de impedir os
frutos de encostarem no chão e se contaminarem.

Podas: Esta cultura é bem exigente no quesito poda, levando em


consideração que esse processo se inicia desde os primeiros ramos. Este
procedimento é rigoroso pois tem a finalidade promover a formação da
copa com três a quatro galhos mestres, distribuídos simetricamente. Estes
são incumbidos pela composição da estrutura básica da copa.
Posteriormente outro tipo de poda imprescindível é a poda corretiva\poda
de limpeza, que é também a mais conhecida, que visa à eliminação das
brotações que surgem nos três a quatro ramos principais. Esta pratica é
muito importante pois dá o direito à livre acesso a planta a insolação e a
ventilação das plantas e impede que esses ramos cubram o solo na campo
de irradiação da copa e dificultem o tarefa de adubação e irrigação.
Quebra-ventos:
São considerados um grande prejuízo para quem produz comercialmente,
pois devastam flores e frutos, espantam insetos polinizadores e entre outros.
A tática mais precisa para impedir este acaso, são a fixação de barreiras v
vegetais nomeadas de quebra-ventos. Estas evitam que a força do vento
chegue com a mesma velocidade e impacto na planta.

Capina: Para pequenas plantações, a capina pode ser feita com enxadas ou,
quimicamente, com herbicidas. Em grandes plantações, a prática tem sido
remover as ervas daninhas na fileira de plantio, usando herbicidas ou
capina manual e, entre as fileiras, o cortador. Este procedimento é aplicado
para evitar a concorrência das plantas comerciais com as daninhas por agua,
luz solar e nutrientes.

Pragas:
 Pulgões – causam muitos prejuízos a cultura, provocam o crescimento
de brotos, sugam e provocam o muchamento seguido de morte.
 Controle - pulverizações de óleo mineral emulsionável, na concentração
de 1 a 1,5% em água.
 Bicudo - Oviposição é encontrada nos ovários das flores e nos frutos
em desenvolvimento, dos quais se alimentam nos primeiros estágios de
crescimento. Frutas infestadas de gorgulhos geralmente são
deformadas.
 Controle: Recolher e enterrar todas as frutas que caíram ao solo e
destruir outras espécies do gênero Malpighia que existem perto do
pomar. Também deve-se pulverizar paration na época do florescimento,
repetindo-se a pulverização após dez dias;
 Nematóides – É o mais importante economicamente. A árvore Acerola
é muito sensível à infestação de nematóides, especialmente por aqueles
do gênero Meloidogyne. As plantas infestadas enfraquecem e
apresentam menor desenvolvimento, tanto na parte aérea quanto nas
raízes, que encurtam e engrossam.
 Controle - Obtenha mudas saudáveis produzidas em solos não
infestados com fitonematódeos e use leguminosas como Crotalaria
spectabilis e Crotalaria paulinea para posterior incorporação ao solo.
Além disso também utilizasse paration ou óleo mineral para o controle
das cochonilhas e de enxofre para o controle dos ácaros, produtos à
base de fenthion, como isca ou em pulverização, contra a mosca-das
frutas.

Doenças:
 Cercosporiose - caracterizada pela presença de tecido morto em forma
de caroço com diâmetro de 1 a 5 mm, arredondado e às vezes irregular,
em ambos os lados das folhas, que amarelam e caem. Produtos
químicos à base de cobre suprimem a doença.
No entanto, existem duas doenças que podem eventualmente atacar os
pomares de acerola: verrugose e antracnose se as plantações de acerola
forem entrelaçadas com mamão e maracujá. Consórcios devem ser
evitados com base neste registro.
Colheita e Comercialização:
A colheita da acerola para consumo in natura ou para o processamento de
suco para exportação deve ser realizada com muito cuidado. As
colheitadeiras devem ser devidamente treinadas para o trabalho de colheita.
A acerola destinada a mercados consumidores distantes deve ser colhida
ainda meia verde. Durante a colheita, seleção e embalagem, é necessário
evitar que a fruta bata ou se machuque, o que acelera seu estrago.
Frutas, principalmente frutas maduras, devem ser acondicionadas em caixas
de colheita em várias camadas, pois o peso das camadas superiores pode
causar rachaduras na casca das camadas inferiores.

Potencialidades e Tendências:

O conhecimento da acerola oferece grandes possibilidades de êxito,


conveniente às condições climáticas favoráveis, particularmente na fração
tropical do região nacional e pelo perspectiva nutricional para a saúde
pública, particularmente das populações economicamente mais
desfavorecidas.

Resumo Técnico – Fruteiras Tropicais


Disciplina: Culturas Perenes
Professor: Althiéris de Souza Saraiva
Pinha Exigências da Cultura:
Atemóia
Graviol
a Sistema de Plantio:
Para o plantio, podem-se usar sulcos ou covas. A abertura do sulco, no O
solo pode ser completado por uma máquina sulcadora de cana-de-açúcar, e
as covas são utilizadas para O plantio de mudas deve ser aberto, as
dimensões são as seguintes: 40 x 40 x 40 Centímetros (Kavati & Piza Jr.,
1997). De acordo com a preparação do terreno, o seguinte Você também
pode usar o tamanho: 30 x 30 x 30 cm, 50 x 50 x 50 cm ou 60 x 60 x 60
cm (Schwarz e Manica, 1994; Bezera e Lederman, 1997). De modogeral, o
plantio das mudas com 70 cm de altura da haste principal tem a obrigação
de ser executado no início da estação chuvosa, contudo, se o pomar for
irrigado, poderá acontecer em qualquer estação do ano
Manejo e Tratos Culturais:
Há fabricantes de pinhas que não utilizam nenhuma tecnologia que lhes
permita melhorar a sua produção. No entanto, nutrição adequada, poda,
manejo de pragas, polinização artificial e irrigação, por exemplo, são
fontes comprovadas para aumentar a produção de pinhas, bem como de
cultivares, para que a cultura seja usada de forma mais eficaz para
aumentar a produção e depois comercializar. Todavia, as tecnologias de
polinização artificial e irrigação para pinus ainda não são totalmente
estudadas em território nacional.

Pragas:
 Broca-dos-ramos ou serrador (coleópteros): são besouros cortantes de
folhas e galhos. A fêmea efetua oviposição durante vários dias na
ponta dos ramos verdes de onde se alimenta.
 Broca-dos-frutos (Cerconota anonella): As fêmeas atacam
principalmente os frutos, mas também ramos novos e flores. Como
controle, pode-se citar a retirada e incineração do material infestado,
podas dos ramos que estão com as folhas murchas.
 Cochonilha-de-cera (Ceroplastes spp.): Instalam-se em ramos, caules
ou folhas novas. Como controle devem-se cortar, enterrar ou queimar
os ramos atacados e fazer controle químico com óleo mineral
emulsionável, exceto, no período de florescimento e com a menor dose
durante o verão.
 Broca-do-coleto ou da raiz pivotante (Heilipus velamen, Heilipus
catagraphus): danificam a ligação do galho com o tronco, formando
canais que podem chegar até a raiz. Como combate, utiliza-se a
pulverização com inseticidas fosforados com a frequência indicada por
especialistas consultados previamente.

Doenças:
Podridão-das-raízes: Pythium é considerado um patógeno "fraco", o que
significa que geralmente só pode afetar plantas que estão em condições
abaixo do ideal ou que estão sofrendo de estresse, por exemplo, causado
por excesso de água, altas temperaturas, muito alta ou muito baixa ou
repentina flutuações de temperatura.
Pythium ultimum ocorre principalmente em baixas temperaturas do solo
ou da água e causa, entre outras coisas, doenças nos cereais.

Pinta-preta: A pinta preta, também conhecida como mancha preta, é


considerada uma das doenças mais importantes da citricultura no Brasil e
no mundo. é causada pelo fungo Phyllosticta citricarpa. O principal dano
causado pela mancha preta dos citros em São Paulo é a queda prematura
dos frutos, que pode reduzir a produção em até 85%.

Podridão-seca ou Podridão-seca-das-hastes: Doença causada pelo fungo


Lasiodiplodia theobromae Griffon & Maubl. Os focos de infecção podem
estar localizados no tronco da planta como micose. O estresse hídrico
facilita o aparecimento da doença, bem como a presença de feridas no
tronco. O controle é feito apenas nas fases iniciais da doença, por meio da
excisão das áreas necróticas com faca, seguida da proteção da área com
pasta de bordeaux. Como medidas de controle, evitar qualquer tipo de
estresse à cultura, manter adubação e tratos culturais adequados, controlar
pragas, fazer podas limpas e pulverizar calda bordalesa 2%.

Podridão-seca-dos-frutos: É uma doença causada pelo fungo


Botryodiplodia theobromae Pat. Agride flores, botões e frutos de qualquer
idade. É uma doença favorecida por estresse hídrico, fertilização
desequilibrada, desnutrição severa, fitotoxicidade por agrotóxicos, alta
pressão de pulverizadores devido ao fato de que o fungo precisa agredir
tecidos vegetais e infectar pragas com insetos.
Causa manchas pretas nos frutos desenvolvidos e provoca ressecamento,
queda de flores e frutos jovens. Nos frutos desenvolvidos, toda a superfície
escurece, a polpa escurece, é dura e tem um sabor desagradável. Durante a
colheita em manchas escuras, a polpa logo abaixo escurece e também tem
um sabor desagradável.

Cancrose: O agente causador desta doença é o fungo Albonectria


ganisdiuscula. Entre eles, está a formação de cânceres nos órgãos lenhosos
das plantas que podem estar em qualquer idade. Causa fissuras
longitudinais e deformidades nos ramos. Inicialmente, as dilatações
aparecem nos ramos axilares e evoluem para fissuras, resultando em
escurecimento e necrose dos tecidos expostos. Deve-se evitar podar
durante os períodos de chuva. Mantenha o controle as ervas daninhas e
evite ferir o tronco, principalmente no período chuvoso. Nos casos em que
o caule não tem sino, a parte pode ser raspada e colada conforme descrito
para podridão do caule. Se os produtores não puderem obter caulim, eles
podem usar trincheira branca ou solo de formiga. Os produtores nunca
devem usar cal para substituir o caulim. A cal neutraliza o efeito dos
fungicidas e só pode ser usada em misturas com fungicidas à base de cobre
ou enxofre. Se o tronco estiver machucado, é melhor cortar as partes
infectadas e queimá-las. Em áreas de alta incidência, como o Cerrado de
Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, deve-se escovar o casaco uma vez
por ano.

Colheita e Comercialização:
O ponto de colheita é um dos parâmetros mais importantes de sua
comercialização, pois quanto mais tempo o fruto permanece na árvore,
melhor é sua qualidade. As pinhas devem ser colhidas logo após a
remoção dos carpelos, quando o fruto é verde-amarelado no tecido
intersticial.
As frutas devem ser colhidas à mão, pois são muito propensas a rachar.
Deve-se evitar torções na colheita, utilizando escadas, bolsas, tesouras e
caixas para embalagem. A colheita deve ser feita, por um período de 3 a 6
meses. Ao fazer, o pedúnculo do fruto deve ser deixado de 0,5 a 1 cm para
não perder peso ou não ser infectado por patógenos.
O manuseio pós-colheita, o acondicionamento e a estocagem das frutas
podem ser feitos no depósito próximo à área de produção. A embalagem
valoriza o produto. Os frutos maiores e mais pesados são os de maior valor
comercial. A separação dos frutos por tamanho mantém a uniformidade de
maturação, evita atritos que podem desvalorizar o mercado e cria maior
uniformidade, tornando-os mais chamativos ao consumidor. Portanto, uma
camada de plástico porosa também é usada ao redor da fruta para evitar
possível deterioração.

Potencialidades e Tendências:
O cultivo da pinha tem uma importância socioeconômica relativamente
importante, visto que é praticado principalmente por produtores rurais em
pequenas propriedades agrícolas típicas da agricultura familiar.
Além de complemento alimentar da população rural de baixa renda, a
pinha representa, na época da colheita, uma alternativa de geração de
emprego e renda para milhares de agricultores que vivem nas principais
regiões produtoras do Agreste, Sertão e Alto. Microclimas de altitude do
nordeste do Brasil, notadamente os estados da Bahia, Alagoas,
Pernambuco e Ceará. Segundo dados da Companhia de Desenvolvimento
Agropecuário da Bahia, o município possui uma área de 2.200 hectares de
pinhal, incluindo 1.200 hectares de lavouras irrigadas, com produção de
50.000 toneladas de frutas / ano.
Embora os volumes vendidos e a origem da produção nestes Centros sejam
bastante relevantes, por outro lado, toda a produção significativa de pinhas
vendida e consumida nas próprias regiões produtoras, nas feiras livres, nos
mercados públicos e nas redes de supermercados, é não calculado.

Resumo Técnico – Fruteiras Tropicais


Disciplina: Culturas Perenes
Professor: Althiéris de Souza Saraiva
Banana Exigências da Cultura:
As bananeiras têm maior necessidade de solo profundo, rico em matéria
orgânica e não encharcado. Solos muito arenosos, pobres em matéria
orgânica e com baixa capacidade de retenção de água devem ser evitados.
Sistema de Plantio:
O plantio ocorre durante todo o ano em áreas com boa pluviosidade e no
início da estação chuvosa em climas áridos. O solo deve ser fértil, bem
drenado e rico em matéria orgânica. O terreno deve ser plano e não muito
acidentado.
Manejo e Tratos Culturais:

Eliminação do coração ou mangará: A técnica deve ser feita num


período de 15 dias após a abertura da última penca logo abaixo do cacho
final. Trata-se de retirar, preferencialmente sem ferramentas, a parte da
planta deixando uma extensão de 10 a 20 cm, que auxiliará no tratamento
na época da colheita. A retirada da polpa deve ser realizada, sempre que
possível, juntamente com outras operações, principalmente aquelas
consideradas sequenciais, como retirada dos cachos, destilação dos frutos
e ensacamento dos cachos.

Retirada das pencas: Consiste na retirada dos frutos no último cacho,


deixando apenas um fruto no centro, o que permite cachos mais
uniformes, com frutos mais longos e grossos, evitando torrões de
touceiras, ou cortes, têm menor valor de mercado. As facas utilizadas para
este fim devem ser desinfetadas após o uso em cada fábrica, em solução
alvejante, conforme explicado acima. O exercício deve coincidir com o
tempo de eliminação do coração.

Eliminação dos restos florais (Despistilagem): Tem como objetivo o


controle de uma doença conhecida como ponta do charuto. Consiste na
remoção dos resíduos florais, enquanto as flores ainda são tempestuosas,
numa fase em que são mais fáceis de soltar. Devido ao facto de os feixes
serem organizados por etapas, é necessário efectuar duas ou três
transferências para o mesmo grupo em dias diferentes. Esta prática
também dá ao fruto uma melhor aparência e também deve coincidir com o
período de eliminação do coração.

Os tratos culturais são essenciais para que a produção consiga evidenciar


o sua competência de rendimento, produtividade e rentabilidade. Visto
que é uma de forma de conter esforços e aperfeiçoar os resultados,
necessitamos, todavia que possível, realizar o maior número de práticas
simultaneamente. Sendo eles os fundamentais: Manejo de plantas
infestantes; Controle cultural; Desbaste; Desfolha; Escoramento da
planta; Eliminação do coração e da última penca; Ensacamento do cacho;
Colheita; Corte do pseudocaule após a colheita.

Pragas:
Moleque-da-bananeira: Considerada um tormento para os fruticultores e
é uma das principais pragas que ataca a bananeira, pois atinge todos os
tipos de plantações de banana, de forma rápida e esmagadora. Além deste
nome, Coleoptera é popularmente conhecido como Rhizome Borer. Na
verdade, é um besouro preto, com cerca de 11 mm de comprimento e 5
mm de largura. Por ter longa vida útil, pode ficar em uma plantação de
banana por até oito meses.
Broca piloto: Praga conhecida pelos produtores de banana como Broca-
do-pseudocaule, lagarta Castnia sp. tem cerca de 9 cm de comprimento,
cabeça marrom-avermelhada e corpo branco leitoso em estágio inicial. Na
idade adulta, sofre metamorfose e se transforma em borboleta com asas de
10 cm. Nesta fase, seu hábito é diário, voar pelas plantações de banana, de
preferência nas horas mais quentes do dia.

Tripes-da-ferrugem-dos-frutos: Esta praga é dividida em duas espécies,


Caliothrips bicinctus e Tryphactothrips lineatus Hood, popularmente
conhecida como Fruit Rust Tripes. É um inseto de até 1,2 mm de
comprimento e cor acastanhada, que se instala nas inflorescências entre as
brácteas do coração e entre os frutos. Com o ataque, as bananas adquirem
uma coloração marrom-avermelhada, lembrando ferrugem, daí o nome.

Tripes-da-erupção-dos-frutos: Nome científico Frankniliella ssp. Esta


praga é branca ou amarela clara na juventude, mas adquire uma coloração
marrom escura na idade adulta. Pode ser encontrada em flores jovens de
bananeira, que estão abertas, mas também alojadas nas folhas e frutos
jovens. As erupções de frutas variam entre 13 e 29 dias. Quando pupa, é
preferencialmente armazenada no solo, sob um cacho de bananas.

Traça-da-bananeira (Opogona sacchari): Possui um ciclo de 55 dias.


Na fase adulta, é uma lagarta com cerca de 25 mm de comprimento, que
penetra nos frutos para comer, fazendo com que apodreçam e amarelem -
principalmente devido às câmaras larvais. Uma das maneiras de detectar
um ataque de lagarta é procurar um acúmulo de resíduos na parte superior
de uma banana.

Doenças:
Mal-do-panamá: Similarmente conhecido como murcha de Fusarium e
murcha de Fusarium, seu agente causador é Fusarium oxysporum f. sp.
Cubense, Smith, encontrada pela primeira vez em Honolulu, Havaí, em
1904. Essa doença se espalhou por todas as áreas de cultivo de banana ao
redor do mundo, certamente por meio de mudas infectadas e material de
propagação.

Podridão-da-coroa: A podridão da coroa ou do travesseiro geralmente se


origina de um ferimento deixado durante a prática da queda. A superfície
de corte é invadida por uma série de fungos, causando enegrecimento e
necrose dos tecidos, com aparecimento de sinais patogênicos na superfície
afetada.

Antracnose: A antracnose é uma doença caracterizada pela formação de


lesões escuras e deprimidas, nas quais, em condições de alta umidade,
aparecem corpos frutíferos rosados do fungo.

Colheita e Comercialização: Na maioria dos casos, em áreas de clima


tropical e em áreas irrigadas, é possível colher a primeiro cacho em 11 a
13 meses; em clima subtropical e sem irrigação, a primeira colheita ocorre
após 15 a 18 meses; e em áreas mais frias de 21 a 24 meses após o plantio
das mudas no campo.
Mediante a Sociedade Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o Brasil
produz cerca de 6,9 milhões de toneladas de banana, sendo o Nordeste o
maior produtor com quase 2,5 milhões de toneladas por ano.
As bananas são consumidas principalmente frescas no Brasil. A
industrialização é opcional para evitar desperdícios. Frutas descartadas
para consumo também são usadas frescas, se a polpa estiver em bom
estado.

Potencialidades e Tendências: A cultura da banana é a segunda em


volume de frutas produzidas no Brasil e a terceira em área colhida. Entre
as laranjas, fruta mais consumida nos domicílios das principais regiões
metropolitanas do país, apenas as laranjas são superadas. O peso do custo
da banana em relação ao gasto com alimentação das famílias é muito
pequeno, mesmo nas classes de renda mais baixas e nas regiões
metropolitanas mais pobres. A parcela da renda das famílias brasileiras
residentes nas principais regiões metropolitanas do país que é gasta com
banana corresponde a 0,87% do total dos gastos com alimentação.
Embora a região Norte tenha excelentes condições de clima e solo para a
produção de bananas de alta qualidade, mesmo sendo a região com maior
crescimento plantado no Brasil, ainda há uma necessidade considerável de
superar a baixa eficiência produtiva e o manejo pós-colheita.

Resumo Técnico – Fruteiras Tropicais


Disciplina: Culturas Perenes
Professor: Althiéris de Souza Saraiva
Coco Exigências da Cultura:
Anão O cultivo de coco requer solo aerado com boa profundidade e fácil
drenagem. O solo deve ter, preferencialmente, topografia plana ou
levemente ondulada e, se estiver localizado em áreas com declividade
superior a 3%, procedimentos de proteção devem ser adotados para reduzir
as perdas de solo e água por erosão hídrica.
Solos arenosos geralmente apresentam baixa fertilidade natural, baixa
capacidade de retenção e alto fluxo de água, maiores diferenças de
temperatura em comparação com outros tipos, alta decomposição de
matéria orgânica, alta porosidade e baixa agregação.
Todas essas características são essenciais para o desenvolvimento da planta
e devem ser levadas em consideração na escolha das práticas culturais e de
solo a serem utilizadas no terreno.
Quando o nível do lençol freático é profundo ou muito distante das raízes,
no caso de solos de áreas distantes da costa, é necessário usar
procedimentos de irrigação ou manejo da umidade do solo, especialmente
para coqueiros anões.
Ao fornecer um alto nível de compactação quando o solo está seco, as
camadas coesivas reduzem a profundidade efetiva do solo, evitam a
circulação normal de água e ar e deixam as plantas sujeitas a tombar se
forem muito rasas.a camada coesiva impediu a penetração das raízes do
coco e concluiu que quase todas as raízes das plantas irrigadas com 50 l de
água / dia, contra 100 e 150 l de água / dia, estavam concentradas nos
primeiros 30 cm de profundidade, logo acima do topo da camada coesiva,
que é muito limitante para o aprofundamento das raízes.
Em áreas onde as camadas são compactadas, decorrentes de intensa
mecanização, o efeito sobre o coqueiro é semelhante ao das camadas
coesivas e pode ter consequências ainda mais graves dependendo da
intensidade do uso do solo, espessura da camada e posição do perfil e nível
de compactação.

Sistema de Plantio:
É aconselhável fazer a área de plantio exatamente no sentido norte-sul para
criar uma orla e dar à planta mais exposição ao sol. O melhor plantio das
mudas deve ser feito no início do período chuvoso para que os coqueiros
tenham abastecimento de água suficiente. Quando realizado em clima
chuvoso e em áreas com muita escassez hídrica, é aconselhável utilizar
mudas jovens com 3 a 4 folhas vivas com menor área foliar e maior reserva
de endosperma, portanto menos suscetíveis a danos. Atualmente, a maior
parte do plantio é feito com mudas devido às vantagens acima mencionadas.
O cultivo de mudas de alto teor, produzidas em sacolas plásticas, pode ser
incentivado em áreas onde não há falta de água ou em plantações irrigadas,
como já é feito no início da produção. A maior desvantagem deste sistema é
Seu uso é restrito a grandes plantações comerciais onde as mudas são
produzidas próximo à área de cultivo.
Manejo e Tratos Culturais:
O controle da cobertura vegetal entre fileiras, fileiras e copa dos coqueiros é
de fundamental importância para diminuir a competição por água e
nutrientes, para ajudar as árvores a crescer e produzir bem. O controle de
ervas daninhas deve ser focado nos períodos de seca, quando a competição
pela umidade do solo é crítica, especialmente em regiões com grande
escassez de água. Os principais sistemas de gestão e métodos de tratamento
cultural utilizados são descritos a seguir.
Coroamento: Usado para retirar a vegetação natural da área da coroação,
pode-se optar pela capina manual com enxada, ou ainda, utilizar cobertura
morta com casca de coco, folhas e sobras de árvores.

Capina: A utilização da roçagem mecânica da vegetação espontânea


estimula o desenvolvimento de gramíneas entre as plantas de cobertura,
aumentando consequentemente a competição por água e nutrientes com os
coqueiros. Em áreas não irrigadas poderá ocorrer também
comprometimento no desenvolvimento das plantas em função da
competição por umidade do solo.

Cobertura do solo com leguminosas: Em regiões com estação seca


definida, como o Nordeste do Brasil, recomenda-se o plantio de espécies de
ciclo curto, como por exemplo o feijão-de-porco (Canavalia ensiformis),
realizado no início do período chuvoso, procedendo-se ao manejo da massa
verde no final das chuvas com a ajuda de roçadeira mecânica ou rolo faca.
O feijão-caupi (Vigna unguiculata), também conhecido como feijão-de-
corda, constitui alternativa bastante viável, uma vez que, além de planta
melhoradora, pode ser utilizada na alimentação ou como fonte de receita.
Em regiões chuvosas ou em plantios irrigados, podem ser utilizadas
leguminosas perenes tais como Puerária phaseoloides,

Pragas:
Broca-do-olho-do-coqueiro ou bicudo Rhynchophorus palmarum
Linnaeus, (Coleoptera:Curculionidae): O adulto é preto opaco, com um
bico forte e curvo. Os machos diferem das fêmeas por terem pêlos duros em
forma de escova na parte superior do rostro. Tem um comportamento
gregário, uma atividade diurna, é atraída pelo cheiro da fermentação
exalado pelas palmas feridas / doentes, e encontra-se na plantação em
qualquer época do ano. As larvas se desenvolvem na região apical da
planta. O dano é causado tanto pelas larvas, que se alimentam dos tecidos
sensíveis da planta, quanto pelos adultos, que transmitem o nematóide
patogênico conhecido como anel vermelho e o fungo causador da resinose.
O coqueiro fica sensível ao ataque dessa praga a partir do terceiro ano de
plantio.

Broca-do-estipe, broca-do-tronco ou rhina Rhinostomus barbirostris


Fabricius,(Coleoptera:Curculionidae): Os besouros são pretos e têm 1,5 a
5,0 cm de comprimento; Os machos têm telhados mais longos do que as
fêmeas e são cobertos com penas vermelhas. É noturno, abrigando-se
durante o dia nas axilas das folhas inferiores.
Esta praga ataca principalmente coqueiros adultos. A infestação foi
verificada pela presença de serragem no orifício de entrada das larvas e no
solo ao redor do caule. As larvas formam muitas cavidades dentro do caule,
o que interfere no fluxo normal da seiva. Um forte ataque ao caule quebra
as folhas ainda verdes ao redor do caule ou a planta morre quando as pragas
atacam o caule próximo ao topo da árvore. As galerias presentes nesta área
tornam o tronco fraco, a árvore facilmente se quebra quando há vento forte.
.
Doenças:
Lixa-pequena: causada pelo fungo ascomiceto Camarotella torrendiella.
Caracteriza-se por pequenos pontos negros, também conhecidos como
verrugas, que se agrupam em formade diamante e distribuem-se nos
folíolos, na ráquis e frutos do coqueiro.

Queima-das-folhas: causada pelo fungo ascomiceto Botryosphaeria


cocogena Subileau. Caracteriza-se por uma lesão em forma de “V”, que se
desenvolve a partir da extremidade da folha e é sempre precedida pelo
ataque das lixas, pequena e grande. As lixas têm habilidade de parasitar o
tecido vegetal sem ferimento e, em seguida, proporcionar uma abertura nos
tecidos vegetais para a invasão posterior do B. cocogena.

Podridão seca: Uma doença muito comum em viveiros e plantas jovens. A


podridão seca, também registrada em plantas adultas no Brasil, é uma
doença fatal de etiologia indefinida, mas com sintomas semelhantes aos
causados por um grupo de fitoplasma. Seus sintomas externos são paralisia
do crescimento e ressecamento da folha do meio, ressecamento de novas
folhas, e os sintomas internos são lesões marrons semelhantes a fungos,
observadas quando um corte longitudinal é feito no caule da planta. A
doença é transmitida por homópteros da família Delphacidae: Sogatella
cubana e S. colophon vivem em várias espécies de gramíneas.

Colheita e Comercialização:
Na maioria dos países produtores de coco, a fruta é usada para produzir
albumina sólida desidratada com 6% de umidade, que é usada para extrair
óleo. No Brasil, os cocos são tradicionalmente cultivados para a produção
de coco dessecado, utilizando a variedade do coco gigante para a produção
de albumina sólida, muitas vezes vendida como natura e / ou produtos
industrializados como leite de coco, ralado, farinha de coco, etc. A água de
coco, é obtida a partir do caule do coco da variedade do coco anão,
consumida na forma de fruta in natura ou engarrafada manualmente em
indústrias ou pequenos estabelecimentos. Os frutos verdes destinados ao
mercado de água de coco devem ser colhidos por volta dos seis a sete meses
de idade, quando começa a se formar a resina dura.
No mercado do coco desidratado, a albumina sólida é utilizada para fins
culinários, frescos ou industriais, como coco ralado, leite de coco e outros
derivados. No mercado do coco verde siamês, a água de coco é vendida
principalmente na forma natural ou engarrafada.

Potencialidades e Tendências: Supõe-seque 35% da produção de coco


seco do Brasil é destinada às agroindústrias do Nordeste que produzem coco
ralado e leite de coco para atender a demanda de grandes empresas do Sul /
Sul. Leste; 35% são vendidos diretamente para pequenas e médias
indústrias, como confeitarias, padarias, sorveterias, e os 30% restantes estão
no mercado do Nordeste para atender ao consumo de produtos in natura.
Resumo Técnico – Fruteiras Tropicais
Disciplina: Culturas Perenes
Professor: Althiéris de Souza Saraiva
Goiaba Exigências da Cultura:
A goiaba se adapta melhor a solos franco-arenosos, profundos e bem
drenados, ricos em matéria orgânica e com pH entre 5,5 e 6,0. É dada
preferência ao solo protegido do vento, especialmente dos ventos frios do
sul. A planta não cresce em pântanos, solo encharcado ou úmido, dando
origem a arbustos raquíticos e doentes. Embora nativa dos trópicos, a
goiaba cresce e produz bem desde o nível do mar até uma altitude de 700 m.
A espécie está distribuída de IUo Grande do Sul ao Nordeste. No sertão
paulista, com invernos amenos, pouca chuva e verões longos e úmidos, a
goiaba cresce muito bem.

Sistema de Plantio:
A goiaba se adapta melhor a solos argilosos arenosos, profundos e bem
drenados, ricos em matéria orgânica e com pH entre 5,5 e 7,0. A planta não
se desenvolve apenas em solo pantanoso, alagado ou úmido, o que causa o
aparecimento de arbustos anões e doentes.

Manejo e Tratos Culturais:


Práticas de poda da goiaba Para atender a algumas regras de mercado em
relação à qualidade da goiaba, como padronização, aparência e regularidade
na produção, são necessárias práticas de poda. As operações de poda que
devem ocorrer durante a sacha do plano de produção para atender à
demanda do mercado são realizadas nas diferentes fases da cultura. Poda
modeladora: deve ser feita imediatamente após as mudas irem para o
campo, ou seja, quando os galhos são selecionados para formar galhos e
orientar as copas na direção e direção da árvore. Nesta fase, nenhuma
produção é esperada e pode durar os primeiros três anos. Poda de produção:
deve ser feita em tempo real O que vai ditar quando essa poda será feita será
o mercado e o clima. As plantas de goiaba brotam de novos brotos e esses
brotos só aparecem naturalmente no início da primavera. A germinação
espontânea durante todo o ano não é suficiente para uma boa floração e
produção representativa. Para que isso aconteça, é necessário realizar podas
que podem ser normais, contínuas ou drásticas. Apoda contém sua
arquitetura. No método de poda contínua e drástica, que não pode ser
dispersada, em seguida, proceda aos brotos, faça a seleção dos botões. ante
todo o ano, obs e todo o ano. A casca pode ser feita em um galho que já
esteja dando frutos e tenha pelo menos três pares de folhas na frente da
última fruta. A poda agressiva é usada quando você deseja renovar ramos
ou ramos de uma planta e alterar a germinação espontânea durante todo o
ano não é suficiente para uma boa floração e produção representativa. Para
que isso aconteça, é necessário realizar podas que podem ser normais,
contínuas ou drásticas. Apoda contém sua arquitetura. No método de poda
contínua e drástica, que não pode ser dispersada, em seguida, avance para
disparar botões, execute a seleção de botões. ante todo o ano, obs e todo o
ano. A casca pode ser feita em um galho que já esteja dando frutos e tenha
pelo menos três pares de folhas na frente da última fruta. A poda agressiva é
usada quando você deseja renovar ramos ou ramos de uma planta e alterar a
germinação espontânea durante todo o ano não é suficiente para uma boa
floração e produção representativa. Para que isso aconteça, é necessário
realizar podas que podem ser normais, contínuas ou drásticas. Apoda
contém sua arquitetura. No método de poda contínua e drástica, que não
pode ser dispersada, em seguida, proceda aos brotos, faça a seleção dos
botões. ante todo o ano, obs e todo o ano. A casca pode ser feita em um
galho que já esteja dando frutos e tenha pelo menos três pares de folhas na
frente da última fruta. A poda agressiva é utilizada quando se pretende
renovar ramos ou ramos de uma árvore e, para a mudança, é necessário
efectuar uma poda normal, contínua ou drástica. Apoda contém sua
arquitetura. No método de poda contínua e drástica, que não pode ser
dispersada, em seguida, proceda aos brotos, faça a seleção dos botões. ante
todo o ano, obs e todo o ano. A casca pode ser feita em um galho que já
esteja dando frutos e tenha pelo menos três pares de folhas na frente da
última fruta. A poda vigorosa é usada quando se deseja renovar galhos ou
galhos de uma árvore, e as alterações precisam ser feitas com uma poda
normal, contínua ou drástica. Apoda contém sua arquitetura. No método de
poda contínua e drástica, que não pode ser dispersada, em seguida, proceda
aos brotos, faça a seleção dos botões. ante todo o ano, obs e todo o ano. A
casca pode ser feita em um galho que já esteja dando frutos e tenha pelo
menos três pares de folhas na frente da última fruta. A poda agressiva é
usada quando você deseja renovar os galhos ou galhos de uma árvore, e
mudar e ter pelo menos três pares de folhas na frente do fruto final. A poda
agressiva é usada quando você deseja renovar galhos ou galhos de uma
árvore e mudar e ter pelo menos três pares de folhas na frente do fruto final.
A poda feroz é usada quando você deseja renovar galhos ou galhos de uma
árvore e mudar.
Pragas:
A larva conhecida como bicho da goiaba,mcom formato de verme e cabeça
escura, é a principal praga da cultura, podendo afetar até cem por cento da
produção. Trinta dias após a floração, a fruta é desbastada e ensacada como
método cultural de controle de pragas.
Doenças:
Ferrugem da Goiabeira:
Uma das principais doenças da goiabeira é a ferrugem da goiabeira. Pode
causar uma grande redução na quantidade de flores e frutos. Os sintomas da
doença são manchas necróticas circulares e o aparecimento de pequenas
manchas amareladas que se assemelham a um pó amarelo denso. O combate
pode ser feito com aplicações da mistura bordalesa, ou em grandes
plantações, produtos químicos à base de fungicidas de cobre, que devem ser
adquiridos com receita médica em lojas especializadas.

Verrugose: A doença é comum em todas as regiões de cultivo de citros do


país. Sua importância é grande em pomares que produzem frutos destinados
ao consumo "in natura", pois os frutos afetados são fortemente
desvalorizados pela doença. Também é importante porque contribui para o
aumento da gravidade da hanseníase, pois o ácaro que transmite esse vírus
se protege em frutas com alto teor de verrugas e lesões de corticosteroides.
Portanto, o bom controle das verrugas é uma medida obrigatória no controle
da hanseníase. O controle é por pulverização de fungicidas, sempre com o
objetivo de proteger tecidos jovens sensíveis. A eficácia dos tratamentos
depende não apenas do fungicida utilizado e sua dosagem, mas também do
tempo.

Antracnose: Provocada pelo fungo Sphcelona psidii bit, a antracnose ataca


novas folhas e ramos, mas pode afetar os frutos em qualquer estágio de
desenvolvimento. Seu controle, quando necessário, pode ser feito por meio
de podas de limpeza. Você também deve evitar deixar frutas maduras
demais na árvore.

Colheita e Comercialização:
A goiaba deve ser colhida em épocas de temperaturas mais amenas. Como a
goiaba cresce intermitentemente, ela precisa ser colhida 2 a 3 vezes por
semana. A época da colheita da goiaba é quando ainda está verde. Porém, se
a goiaba for para processamento industrial, a fruta madura deve ser
selecionada, mas não passada a ferro.
Os responsáveis pela colheita da fruta devem ser devidamente treinados
para não danificar a goiaba, o que inevitavelmente acelera o processo de
deterioração da fruta. Da mesma forma, qualquer hematoma na goiaba não é
elegível para comercializar o produto.
A goiaba colhida é colocada em uma cesta tecida à mão, forrada com folhas
de goiaba para proteger bem a fruta, até que seja separada e limpa.
Após o beneficiamento da goiaba, são embaladas em papel próprio para
esse fim e acondicionadas em caixas de madeira ou papelão, em uma única
camada, para não danificar a fruta.
Potencialidades e Tendências:
A produção de goiaba no Brasil está aumentando significativa e
gradativamente, o que é suportado pelo aumento da área plantada e pelo
aumento da produtividade das lavouras. Grande parte do crescimento do
consumo de goiaba no país se deve ao alto teor de vitaminas dessa fruta.
A goiaba, além de ser baixa em calorias, tem 58 calorias por 100 gramas de
fruta, também contém entre 200 e 300 miligramas de vitamina C, o que a
coloca em segundo lugar no ranking das frutas com maior teor dessa
vitamina. Tão importante para a saúde humana, logo atrás da acerola e antes
da laranja.
A importância econômica desta cultura se dá pelas diversas formas de
aproveitamento de seus frutos. No caso da polpa de frutas, o mercado
interno está em expansão e, além dos produtores de laticínios, inclui
confeitaria, sorvetes e confeitos nacionais. A goiaba também é muito
utilizada em néctares, sucos, refrigerantes, geléias, biscoitos e muitas outras
indústrias, além de ser amplamente consumida na forma de frutas secas.
Resumo Técnico – Fruteiras Tropicais
Disciplina: Culturas Perenes
Professor: Althiéris de Souza Saraiva
Mamão Exigências da Cultura:
O mamão, planta tipicamente tropical, vegeta bem em áreas com muita luz
solar, com temperaturas de 22 ° C a 26 ° C, chuvas entre 1 ° C e O0 mm a
2.000 mm por ano bem distribuído e em altitudes de até 200 m acima nível
do mar junto ao mar. No entanto, pode crescer e produzir em altitudes mais
elevadas, onde a temperatura é mais baixa, mas em geral a qualidade da
fruta é afetada. Evite plantar em locais onde ocorrem temperaturas abaixo
de 15 ° C, pois o mamoeiro paralisa seu desenvolvimento vegetativo,
restringe a floração, retarda o amadurecimento e produz frutos de baixa
qualidade.

Sistema de Plantio: Os sistemas de plantio comercial podem ser fossos,


sulcos e cumes. Com o solo preparado e com sistema de irrigação, o mamão
pode ser plantado em qualquer época do ano. Sem irrigação, as mudas
devem ser trazidas para o campo no início das chuvas e plantadas em dias
nublados ou chuvosos.

Manejo e Tratos Culturais:


Adubação: Adicionar os adubos dentro dos sulcos e, depois, cobrir com
terra. Para essa adubação básica, pe adequado utilizar 5 a 10kg de esterco
ou composto, 1kg de termofosfato e 150g de adubo NPK 4-12-8, por cova
feita no sulco, mas misturando bem e, depois, cobrindo o sulco.
Transplante: As mudas são transplantadas com o torrão, mas o saco deve
ser retirado com cuidado. Com a cobertura morta, reduzimos a evaporação,
mantemos o solo fresco e até controlamos o crescimento de ervas daninhas.
Desbaste: No quarto ou quinto meses após o plantio, os mamoeiros entram
em floração sendo, então, possível distinguir o seu sexo. É nessa época que
devemos fazer o desbaste, deixando uma só planta, hermafrodita, por cova,
sendo todas as outras arrancadas, para que não haja competição e a
produção seja melhor e maior. Nessa mesma fase, fazemos uma nova
cobertura morta com capim seco picado, palha de arroz ou mesmo um
plástico preto, sacos vazios, etc., com a largura de 2m, seguindo a linha de
plantio.
Desbrote e raleio: Devemos eliminar todos os brotos do tronco,
principalmente para não se transformarem em focos de pragas e de doenças.
A frutificação é feita em grupos de 3 mamões. É feito o mais cedo possível
e durante todo o ano.

Pragas:
As principais são: cochonilhas, percevejo-verde, lagartas, formigas, os
ácaros brancos, rajado e vermelho, o pulgão e também os nematóides. O
combate às doenças e pragas é feito com produtos químicos ou com
produtos naturais, sendo necessário, sempre, consultar um técnico.
Doenças:
As principais, todas causadas por fungos, são: antracnose, oídio, varíola,
podridão-mole, podridão-do-pé, podridão-de-inserção-penduncular e o
tombamento (damping off). Outra doença é o mosaico, causada por vírus

Colheita e Comercialização:
O mamão amadurece na planta 4 a 6 meses após a floração, dependendo da
variedade. Para comercialização e consumo, os frutos devem ser colhidos
quando apresentarem 50% de listras ou faixas amarelas.
Potencialidades e Tendências: A polpa da fruta madura é utilizada na
indústria de alimentos para a produção de conservantes, geleias, sucos e
néctares, combinados ou não com outras frutas tropicais, exceto puré, por
processo asséptico ou congelados. A papaína, uma enzima que degrada
proteínas, é extraída do látex de frutas verdes e é usada para diversos fins
nas indústrias têxtil, farmacêutica, alimentícia e cosmética. De toda a fruta
“riscada”, após a extração do látex, extrai-se a pectina, utilizada na indústria
alimentícia e como granulado para ração animal. O óleo é extraído das
sementes para uso industrial e bolos de forragem.

Resumo Técnico – Fruteiras Tropicais


Disciplina: Culturas Perenes
Professor: Althiéris de Souza Saraiva
Manga Exigências da Cultura:
Temperaturas entre 23 °C e 26 °C e se adapta bem em solos profundos
como Latossolos ;

Sistema de Plantio:
O sistema de plantio a ser empregado deverá ser estudado para cada
talhão e está em função da característica de cada um, como declividade,
uniformidade, etc. existem basicamente dois tipos de plantio: em linha reta
ou em nível. O plantio em linha reta é utilizado em terrenos planos ou com
desnível uniforme em um único sentido e pode ser feito de duas maneiras:
Plantio em linhas retas paralelas ao carreador, utilizado quando o terreno
é plano, ou cujo desnível é perpendicular aos carreadores superior e
inferior do talhão. Plantio em linhas retas paralelas às linhas de desnível
(cortando as águas) utilizado em terrenos com declive uniforme em um
único sentido, porém não paralelo aos carreadores.

Manejo e Tratos Culturais: A obtenção de mudas saudáveis e bem


formadas, a retirada das plantas nativas, a limpeza do solo e a irrigação são
feitas manualmente em intervalos regulares. Os tempos de floração e
produção de mangueiras podem ser previstos artificialmente usando vários
produtos químicos.
O produto mais utilizado para esse fim é o nitrato de potássio em doses que
variam de 1% a 8%.
Os mais utilizados são de 2% a 4%. O produto é dissolvido em água e um
ligante é adicionado à solução. O nitrato de amônio também foi utilizado na
dose de 1,5%, que, além de prevenir a queima das folhas, obteve bons
resultados na indução floral. Ethephon tem sido usado em concentrações
entre 200 e 2.000 ppm e doses mais altas podem causar desfolhamento. A
dose mais comumente utilizada é de 200 ppm e a aplicação pode ser
repetida uma ou duas vezes com intervalo de uma a duas semanas. No caso
de culturas irrigadas, a floração pode ser usada para forçar a floração, ou
seja, para suspender a rega um a dois meses antes da época de floração
necessária.

Pragas:
Mosca da fruta: As espécies de moscas-das-frutas de importância
econômica no Brasil pertencem a quatro gêneros. Os gêneros Bractocera e
Ceratitis estão representados por uma única espécie no Brasil, a mosca-da-
carambola, B. carambolae Drew & Hancock, e a mosca-domediterrâneo, C.
capitata (Wied.). Os danos das mosca-das-frutas são causados pela fêmea
adulta e pela larva, unicamente nos frutos. A fêmea através da oviposição e
mesmo sem depositar os ovos, causa um dano irreversível em alguns frutos,
os quais podem causar manchas escuras na epiderme. O dano principal é
produzido pela ação das larvas, que se alimentam da polpa e pelos agentes
patogênicos que atuam em conseqüência da lesão nos tecidos dos frutos. O
controle é realizado com o monitoramento, controle biológico, controle
químico, resistência varietal, técnica do inseto estéril, tratamento
póscolheita e tratamento hidrotérmico.

Cochonilhas: Pequenos insetos pertencentes à superfamília Coccoidea.


Eles são muito diferentes de outros insetos e são muito importantes devido
às grandes perdas agrícolas que causam. No entanto, embora muitas pragas
sejam consideradas pragas, algumas espécies ganham destaque na produção
de vernizes, lacas, ceras, medicamentos e tintas carmim. Muitos também
produzem uma secreção doce que, quando coletada e processada pelas
abelhas, dá origem ao néctar, um mel muito valioso e especial.
Os tipos de cochonilhas podem ser muito diferentes uns dos outros. Eles
podem ser felpudos, brancos e granulados ou cerosos em cores diferentes.
Os tratamentos antigos e eficazes para o oxicoco são baseados em sabão,
óleo mineral e fumaça de tabaco suavizada. Esses são os métodos mais
eficazes porque, quando pulverizados em plantas doentes, eles obstruem os
poros dos insetos, causando sua morte. No entanto, se já estiverem
ocorrendo ataques de fungos ou vírus, é importante remover as partes
infectadas das plantas.

Lagarta: A espécie mais comumente encontrada é chamada de lagarta,


suçuarana ou taturana. O monitoramento funciona de forma onde os galhos
e folhas devem ser observados periodicamente. Já o controle químico em
condições normais não é necessário; porém quando infestado com doenças
graves, pulverize com produtos específicos para a cultura.
Doenças:
Antracnose: Os sintomas surgem nas folhas jovens, a doença provoca uma
pequena mancha arredondada de coloração marrom, que provoca
deformação da folha, que se torce, necroticamente e com rupturas na área
lesada. Manchas profundas, secas, marrom-escuras aparecem na
inflorescência do ráquis e suas sequelas.
Os frutos menores ficam manchados e caem antes que a maturidade
fisiológica seja completada. Nos frutos maiores, as manchas são pretas,
deprimentes, às vezes com pequenas fissuras.
Seca da mangueira: O sintoma típico da doença da manga é um
ressecamento gradual da árvore, que pode morrer lentamente ou morrer,
dependendo se a infecção se origina na parte superior ou nas raízes,
respectivamente. O fungo atinge os ramos pelo besouro Hypocryphalus
mangiferae, exibindo folhas amareladas, murchas e murchas; a infecção
segue em direção ao tronco e infecta todo o galho, matando-o e se
espalhando para os galhos vizinhos. A casca do galho fica escura e escorre
pus pelos buracos abertos pela broca. Quando a doença atinge o tronco, ela
se espalha para todos os galhos, causando a morte de todos os galhos e por
fim da árvore inteira. Ao fazer um corte horizontal ou vertical no ramo,
observam-se manchas azuladas ou acastanhadas no tecido da madeira. A
infecção se origina de patógenos presentes no solo, que penetram no
sistema radicular e progridem lentamente para a parte aérea, isso ocorre sem
que nenhum sintoma externo seja observado e pode levar vários anos para
atingir os ramos. Desde então, a doença progrediu rapidamente, com
observação de galhos secos e morte de árvores. A madeira do tronco
apresenta sintomas semelhantes aos de um galho e também produz secreção
de goma.

Oídio: A doença pode afetar folhas, flores e frutos, causando perda de


produção. Infecções foliares graves causam danos à folha, uma taxa
reduzida de fotossíntese, necrose ou mesmo desfolha. Nas folhas
manifestam-se sintomas de uma mancha branca formada por micélios e
esporos, de aspecto pulverulento, na parte inferior das folhas, podendo
eventualmente surgir na parte superior. As bordas da folha são onduladas
para revelar o crescimento micelial branco pulverulento do fungo. Manchas
roxas a avermelhadas também podem aparecer na parte inferior das folhas.
Pecíolos de folhas, caules de flores, flores e frutos também podem
apresentar crescimento de fungos brancos pulverulentos.
O míldio é uma doença que tem se tornado cada vez mais importante nos
últimos anos graças ao uso de culturas protegidas e à produção de morangos
ao longo do ano. O manejo ideal desse patógeno seria a utilização de
cultivares resistentes, entretanto, a maioria das cultivares atualmente
cultivadas no Brasil são suscetíveis a esta doença. Portanto, é necessário
monitorar doenças e condições climáticas, que são muito importantes em
maior ou menor intensidade, e possivelmente aplicar fungicidas. Os
fungicidas recomendados são triazóis, estrobirulinas, benzimidazóis,
anilinopirimidinas e enxofre, que tentam alternar para prevenir a formação
de fungos resistentes a fungos.
Colheita e Comercialização:
Quando as mangas são enxertadas e atendem às exigências técnicas dos
agricultores, só no segundo ano após o plantio é que os frutos começam a
aparecer. Mas a produção econômica ocorre apenas a partir do quarto ano.
É importante evitar ferimentos na pele e saliências de frutas, guardando-os
cuidadosamente na caixa. Eles devem ser mantidos longe de insolação.

Potencialidades e Tendências:
A cultura da manga reveste-se de particular importância econômica e social
por conter um grande giro anual dos mercados interno e externo e se
destacar entre as lavouras irrigadas da região, embora não ofereça grande
oferta. O coeficiente de criação de empregos diretos oferece oportunidades
para ocupações que se transformam em empregos indiretos, em comparação
com outras árvores frutíferas. Manga e uva são as principais frutas da pauta
de exportação da região. O volume de exportação proporcionado pela
cultura da manga nesta região em 2008 foi de 117.517 toneladas, com
aproximadamente 101,1 milhões de dólares, correspondendo a 87% e 85%
do volume e valor das exportações para o Brasil.

Resumo Técnico – Fruteiras Tropicais


Disciplina: Culturas Perenes
Professor: Althiéris de Souza Saraiva
Exigências da Cultura:
Uva Exige regiões de clima temperado, com temperatura entre 11 °C e 18 °C. O
solo indicado é aquele que possui textura média e com médios teores
de matéria orgânica. Deve-se evitar locais sujeitos a encharcamentos, solos
compactados e terrenos em declive.
Sistema de Plantio: Depois de preparar o solo, abra o buraco, o tamanho é
60 x 60 x 60 cm, tentando separar a camada superior do solo da camada
superior do solo Um nível mais profundo. Ao encher o poço, coloque Na
parte inferior, o solo superior e o restante do solo misturado Com
fertilizante e matéria orgânica no topo da cava. poço Pode ser substituído
por valas, a profundidade é 40 cm na mesma direção da linha de plantio,
instale Irrigação e sistema de acionamento. O plantio pode ser feito em
qualquer lugar A época do ano em condições irrigadas, mas plantando
durante este período A secura reduz a ocorrência de doenças e a
necessidade de tratamento Fitossanitário permanente.
Mudas para plantio, sejam elas o porta-enxerto ou já enxertado deve passar
fornecer um certificado fitossanitário de origem (CFO), eles não devem ter
alguma doença ou outros sintomas anormais e desenvolvimento vigoroso e
unificado.

Manejo e Tratos Culturais:


Poda de formação: É realizada com o objetivo de promover uma forma
adequada à planta, de acordo com o sistema de condução utilizado.
Poda de produção: Em condições tropicais, a poda pode ser feita em
qualquer época do ano após a colheita dos frutos da safra anterior, quando a
maioria dos ramos da planta já está madura. No entanto, é muito importante
que haja um intervalo de tempo entre a colheita de um ciclo e o tamanho do
próximo. De cada esporão restante no tamanho da formação, selecionamos
o galho localizado mais próximo à base do braço principal que será cortado
em um esporão e o galho imediatamente após este galho, que será cortado
em um poste de produção. Em cada saída lateral da fábrica existe uma
unidade de produção composta por um ramal e um poste. Estes, por sua vez,
variam dependendo da variedade usada,
A poda mista com palitos e esporas permite a produção de frutos em todos
os ciclos, obtendo em condições tropicais duas colheitas por ano. Esta
prática de poda, tradicionalmente praticada para uvas pomóideas como
'Itália', 'Benitaka', 'Brasil', etc., é substituída por uma prática que visa a
obtenção de uma única colheita por ano, na variedade sem sementes
'Superior Seedless'.

Desbrota: A eliminação do excesso de brotos promove uma melhor


distribuição dos mesmos, evitando-se a sobreposição de brotos supérfluos,
proporcionando uma melhor distribuição da seiva. Os brotos são eliminados
quando apresentam-se com 10-15 cm de comprimento, deixando-se em
torno de 2 a 3 brotações bem distribuídas em cada vara e, sempre que
possível, uma na extremidade e outra na base.

Desponta: A desponta é a remoção da extremidade dos brotos visando a


redução da dominância apical, favorecendo a maturação das gemas basais,
equilibrando a vegetação, aumentando o peso médio dos cachos e a
qualidade da uva. Com este objetivo, a desponta deve ser o mais precoce
possível e antes da floração. A desponta realizada nos ramos no estádio de
início de maturação direciona o fluxo da seiva para os cachos, evitando-se
que seja consumida apenas em crescimento vegetativo.

Desfolha: Essa operação deve ser realizada com muito cuidado, pois uma
desfolha exagerada poderá trazer muitos prejuízos, pela menor acumulação
de açúcares nos frutos e maturação incompleta dos ramos, bem como, a
ocorrência de escaldaduras ou «golpes de sol» nas bagas. Em parreirais
onde existe sobreposição de folhas, é necessário a realização de desfolha
mais intensa, eliminando-se todas as folhas que não se encontram expostas
à luz solar.
Pragas e Doenças:
As pragas e doenças existentes mais comuns cultura da uva são a
Antracnose; Míldio; Oídio; Ferrugem; Mofo-cinzento; Cancro-bacteriano;
Ácaro-branco e Ácaro-rajado; Mosca-branca; Mosca-das-frutas; Tripes e
Traça-dos-cachos.
Colheita e Comercialização:
A colheita das uvas é melhor realizada durante as horas mais frescas do dia.
Os cachos devem ser agarrados pelo caule e não pelo fruto, pois estes frutos
perdem facilmente o revestimento ceroso natural que os protege, as
ameixas, responsáveis pela frescura do fruto. Nesta fase, geralmente é
realizada a primeira limpeza dos cachos, que envolve a remoção de folhas,
ramos, borlas e frutos defeituosos e danificados.
A produção nacional de uvas comestíveis destina-se ao mercado nacional e
internacional. A produção de vinho, suco de uva e derivados do mercado
está concentrada no Rio Grande do Sul, onde 300 milhões de litros de vinho
e deve ser produzido em média anual, representam 95% da produção
nacional. Isso faz com que os preços das safras caiam significativamente,
afetando os consumidores.
Como a oferta interna é menor que o consumo, essa redução de preços
aumenta a demanda entre as populações de baixa renda, sem que nenhuma
oferta dos países concorrentes seja muito menor.
O mercado brasileiro, apesar de nossas exportações, é importador de uvas e
seus derivados.

Potencialidades e Tendências:
As uvas são muito valorizadas para consumo "in natura" e são utilizadas na
fabricação de diversos produtos, como passas, sucos, geleias,vinhos e
vinagre. Também fornece outros subprodutos, como corantes naturais, ácido
tartárico, óleo de semente e taninos.
As uvas são ricas em carboidratos e vitaminas, como tiamina, riboflavina e
vitamina C. Os minerais presentes são cálcio, fósforo, magnésio, cobre e,
em maiores quantidades, potássio.

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