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SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA, SAÚDE


OCUPACIONAL E MEIO AMBIENTE
PP 15-006
Segurança, Saúde e Meio Ambiente
Procedimento para entrada e trabalhos em espaços confinados

1.OBJETIVO:

Estabelecer conceitos e definir os procedimentos a serem seguidos, antes, durante e depois de


trabalhos realizados em espaços confinados, adequando as medidas necessárias para a proteção da
saúde e segurança dos trabalhadores que executam tarefas nesses locais.

2. APLICAÇÃO:

À todos funcionários, visitantes, contratados, em todas as áreas da empresa em que seja realizado
trabalhos em espaços confinados.

3. DEFINIÇÕES E ABREVIATURAS

3.1 Abreviaturas:

PT - Check-list de Permissão de Trabalhos


L.I.E. - Limite inferior de explosividade
L.S.E - Limite superior de explosividade
O2 - Oxigênio
EHS - Segurança, Saúde e Meio Ambiente
CO – Monóxido de Carbono
ppm – partícula por milhão
VOC – Compostos Orgânicos Voláteis
PA – Pressão Arterial

3.2 Definições:

3.2.1 ESPAÇO CONFINADO


É todo lugar que é suficientemente largo ou confinado de modo que nele, uma ou mais pessoas possam
entrar com o corpo todo e fazer o trabalho, e que:

a) seja de tamanho e configuração adequada para entrada de uma pessoa;

b) possua entradas ou saídas limitadas ou restritas: vasos, colunas, caldeiras, aquecedores, galerias,
dutos de ventilação ou exaustão, tanques fixos, tanques para transporte, containers, silos, diques,
armazém ou áreas de estocagem, etc.;

c) não esteja designado para o uso ou ocupação continua de pessoas.

d) contenha ou conteve potencial de risco na atmosfera:

e) possua atmosfera com deficiência de O2 (menos de 19,5 % ) ou excesso de O2 ( mais de 21,5% );

f) possua configuração interna que possa provocar asfixia, claustrofobia, pânico, medo e insegurança;

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g) possua agentes contaminantes agressivos à segurança e a saúde.

3.2.2 CONDIÇÃO AMBIENTAL ACEITÁVEL

É o ambiente confinado onde não existam riscos atmosféricos e onde critérios técnicos de proteção
permitem a entrada e permanência para trabalho em seu interior.

3.2.3 OBSERVADOR DE SEGURANÇA

É qualquer indivíduo treinado, capacitado, certificado pelo EHS, equipado corretamente, que permanece
o tempo de duração do trabalho, do lado de fora do ambiente confinado, monitorando os executantes
autorizados, bem como o ambiente, de forma a acionar a equipe de emergência para o socorro dos
executantes do trabalho, caso seja preciso.

3.2.4 EMERGÊNCIA

É qualquer tipo de ocorrência anormal que gera danos pessoais ao meio ambiente e as propriedades,
incluindo as falhas dos equipamentos de controle ou monitoramento dos riscos.

3.2.5 GERENTE OU SUPERVISOR DA PRODUÇÃO/LOGÍSTICA/ENGª MANUTENÇÃO OU


COLABORADORES CREDENCIADOS

a) é o responsável pela emissão da PT;

b) é responsável pela determinação das condições de entrada;

c) é o responsável pela entrada nos espaços confinados;

d) é o responsável pela supervisão da operação e encerramento dos trabalhos no espaço confinado;

3.2.6 EXECUTANTE DOS TRABALHOS

É qualquer funcionário da empresa ou contratada, devidamente autorizado pelo supervisor/gerente


executante e supervisor/gerente produção e ou gerente do local, a adentrar no espaço confinado para a
execução dos trabalhos

3.2.7 PERMISSÃO PARA TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS (PT)

É um check-list realizado com formulário próprio, antes de iniciar qualquer trabalho em espaço
confinado.
Este documento define as condições para a entrada e lista os riscos da mesma, bem como estabelece a
validade, não podendo ser superior a uma jornada de trabalho.

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3.2.8 RISCOS AMBIENTAIS

É a atmosfera a que estão expostos os trabalhadores, com risco à vida, gerando incapacitação física ou
psicológica ao meio ambiente e as propriedades, por uma ou mais das seguintes causas:

a) misturas inflamáveis, isto é, aquela cujas concentrações estejam entre o L.I.E e o L.S.E;

b) fumaça que obstrua a visão a uma distância de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) ou
menos;

c) concentração de O2 abaixo de 19,5% ou acima de 21,9%;

d) concentração de qualquer substância acima do Limite de Tolerância;

e) qualquer condição reconhecida como " IMINENTEMENTE PERIGOSA À SAÚDE OU À VIDA " .

f) Pó combustível em suspensão na concentração que excede o limite inferior de explosividade (esta


concentração pode ser estimada como uma condição na qual o pó escurece a uma distância de 1,5
metros ou menos).

3.2.9 CINTO DE SEGURANÇA TIPO PARAQUEDISTA

Deve ser utilizado pelo executante, em qualquer entrada em espaço confinado, independentemente do
tempo exposto e atividade a ser executada. O mesmo tem que estar em perfeitas condições e equipado
com todos os seus componentes. O cinto deve estar conjugado a uma corda de nylon (presa ao cinto)
com capacidade de içamento de no mínimo 500 kg. A outra extremidade da corda ficará fora do espaço
confinado, e durante todo o trabalho, segura e de posse do observador de segurança.

3.2.10 DISPOSITIVO DE IÇAMENTO

Deve ser previsto e colocado nos locais de trabalhos em espaços confinados, algum dispositivo de
içamento (talha, suporte, tripé, roldana, etc), para casos de emergências, para resgatar possíveis
acidentados.

3.2.11 EQUIPE DE RESGATE

Grupo de pessoas treinadas e designadas para atender qualquer emergência de resgate, dentro de um
espaço confinado.

4. DESCRIÇÃO

4.1 PREPARAÇÃO PARA A ENTRADA EM LOCAIS CONFINADOS

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O supervisor/executante dos trabalhos implementará as seguintes medidas para prevenir entrada sem
autorização durante o trabalho:

4.1.1 Deve colocar uma placa com os dizeres "ATENÇÃO: ESPAÇO CONFINADO - ENTRE
SOMENTE COM PERMISSÃO ".

4.1.2 Isolar o local por meios disponíveis (cordas, fitas zebradas, cavaletes, etc)

4.1.3 Identificar, avaliar, discutir e determinar medidas de controle adequadas para o espaço confinado
antes da entrada.

4.1.4 Proteger completamente contra liberação de energia e materiais dentro do espaço confinado por
meio de: raqueteamento, flangeamento ou desconecção física, bloqueio elétrico.

4.1.5 Seguir e obedecer os procedimentos de bloqueio, sinalização de segurança e teste, abertura de


linhas, trabalho a quente, e outros procedimentos, quando exigido.

4.1.6 Purgar, degasar, inertizar, lavar ou ventilar o espaço confinado para eliminar ou controlar os
perigos atmosféricos. Se o espaço confinado for inertizado para descontaminar a atmosfera, o gás
inerte deve ser retirado com ar, esta operação deve permanecer por 30’ (minutos).

4.1.7 Quando a tampa de entrada for removida e houver risco de queda de pessoas ou objetos dentro
do espaço confinado, deve-se colocar uma proteção temporária sobre a abertura (sinalização).

4.1.8 O líder/gerente da produção deve solicitar à Manutenção, à retirada de fusíveis, desativação de


motores de acionamento, partida, bombas, painéis energizados, e todo equipamento relacionado com o
espaço confinado, bem como a montagem de andaimes e ou plataformas necessárias para os
trabalhos;

4.1.9 Os seguintes equipamentos devem estar disponíveis, inspecionados e testados antes do início da
entrada:

a) equipamentos de teste e monitoramento atmosférico;

b) sistema de ventilação/exaustão deve estar direcionado na região onde os trabalhadores estiverem


dentro do espaço confinado e permanecer ligado até os trabalhadores saírem do espaço;

c) o suprimento de ar forçado deve vir de uma fonte limpa e não deve aumentar os riscos dentro do
espaço confinado;

d) equipamentos de proteção individual;

e) a iluminação deve estar de acordo com as normas vigentes para iluminância em interiores;

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f) barreiras devem ser providenciadas para proteger os executantes dos riscos externos, se necessário
(cones, fitas zebradas, pedestais, etc);

g) Em se tratando de vaso(reator) que contenha dispositivo de agitação(agitador) o mesmo


deverá estar bloqueado por meio de travamentos mecânicos e elétricos (vide PP 15-008 Bloqueio
Etiquetagem e Teste). Quando na impossibilidade de retirada das pás do agitador, estas deverão
estar devidamente providas de capas protetoras.

h) Dispositivos elétricos, mecânicos e hidráulicos (linhas de produtos químicos e N 2) deverão


estar desconectados e bloqueados.

i) meios de entrada e saída apropriados devem estar permanentemente disponíveis no local durante a
execução da tarefa (ex: escadas, sistema de resgate);

j) onde necessário o sistema de resgate deve estar instalado e testado no local antes de entrada no
espaço confinado para facilitar o resgate sem precisar entrar no local;

k) equipamentos de emergência (extintores, arcofil, proteção respiratória, cinto de segurança extra);

l) qualquer outro equipamento necessário para uma entrada segura e resgate do espaço confinado;

m) os dispositivos de ventilação ou exaustão, quando necessário, devem estar instalados no local e


operando antes da entrada no espaço confinado.

4.1.10 O liberador da PT da área envolvida deve testar a atmosfera para confirmar que ela não é
perigosa.

4.1.11 O supervisor/liberador de PT da produção deve confirmar que todos os procedimentos,


práticas e equipamentos para a entrada segura em espaços confinados estão disponíveis no local. Isto
inclui meios apropriados de acionar a equipe de resgate e de que pelo menos um observador externo,
treinado e equipado está designado.

4.1.12 O supervisor/liberador de PT da produção deve confirmar o preenchimento da PT, assiná-la


e deixá-la disponível na abertura do espaço confinado, antes da entrada no espaço e do serviço ser
iniciado.

4.1.13 O EHS deve ser chamado toda vez que houver dúvidas, a fim de analisar e dar a sua
orientação;

4.1.14 O liberador da PT da área envolvida deve efeturar verificação da PA e registrar na PT;

4.1.15 O liberador da área envolvida deve garantir que a proteção das pás do agitador sejam
devidamente colocadas cumprindo todas as etapas anteriores deste procedimento, bem como as
tábuas que servem de plataformas para os executantes.

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4.2 DURANTE A OCUPAÇÃO DO ESPAÇO CONFINADO

4.2.1 O observador deve:

a) Efetuar testes atmosféricos continuamente, quando especificados na PT, para monitoramento dos
riscos;

b) conhecer os riscos existentes e potenciais durante a entrada;

c) nunca abandonar a entrada do espaço confinado e observar as atividades dentro e fora do espaço
confinado;

d) não executar nenhuma atividade que possa interferir com a proteção dos executantes dos trabalhos;

e) manter contato permanente com os executantes;

f) manter a PT de entrada e saída dos executantes atualizadas;

g) permitir somente executantes autorizados a entrar no espaço confinado, conforme lista atualizada de
executantes capacitantes;

h) quando necessário, seja por qualquer problema de ordem pessoal e de ordem emergencial, como
alarmes, vazamentos, emergências, situações de risco às pessoas que estão trabalhando em espaço
confinado, ordenar a evacuação imediata do espaço confinado e acionar o serviço de resgate;

4.2.2 Os executantes devem seguir a s práticas seguras tais como: utilizar todos os EPI’s identificados
na PT.
NOTA: Os EPI.s utilizados pelos executantes referentes a sua função para realização da tarefa deve ser
determinado pelo liberador da PT da área envolvida.

4.2.3 O liberador da área envolvida deve confirmar que as exigências da PT estão sendo mantidas
durante a entrada no espaço confinado.

4.2.4 O liberador deverá providenciar placa de sinalização para empilhadores de empilhadeiras


desligarem os motores das mesmas quando estiver dentro dos setores A e B, salvo quando haver a
necessidade de efetuar um carregamento;
4.2.5 O operador de empilhadeira deverá manter a empilhadeira desligada de modo a não emanar
gases como CO e CO2;

4.2.6 Quando houver necessidade da empilhadeira efetuar um carregamento em reatores e precisar


ficar ligada, deverá ser seguido o seguinte procedimento:

4.2.6.1 Providenciar a retirada de funcionário que estiver no espaço confinado;

4.2.6.2 Caso a medida anterior não seja efetuada, manter monitoramento ambiental (O2, CO, limite de

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explosividade) através do observador de segurança, durante o tempo todo que a empilhadeira


permanecer no local.

4.3 RETORNO A OPERAÇÃO NORMAL

4.3.1 Quando os trabalhos terminarem, ou caso ultrapasse a validade (ver procedimento PT), o
supervisor da produção deverá revalidar a PT, anotando hora do término e assinando junto com líder
da manutenção, confirmando que os trabalhos foram executados, os equipamentos reparados, as
desconexões refeitas e revisadas e o local foi liberado, estando tudo em ordem, podendo entrar em
operação.

4.4 PT PARA ENTRADA EM ESPAÇOS CONFINADOS

4.4.1 Nenhuma pessoa deve entrar no espaço confinado até que a PT seja autorizada pelo líder/
supervisor da produção. A PT não pode ser emitida sem que todas as exigências do procedimento da
fábrica sejam atendidas.
OBS.: Não é necessário emitir a PT quando a entrada é limitada aos braços. Entretanto é necessário a
utilização de EPIs adequados para atender outros procedimentos, tais como, interrupção de sistemas.

4.4.2 Somente os supervisores executantes e dos setores devidamente treinados e credenciados


podem emitir, autorizar e assinar a PT.

4.4.3 A PT deverá estar afixada na entrada do espaço confinado até o término do serviço ou seu
cancelamento, e em seguida enviada a EHS para controle e arquivo.

4.4.4 A PT só é válida para a data e condições nela especificadas. Nos trabalhos exigindo mais de um
turno é necessário fazer uma rechecagem, bem como a assinatura dos supervisores da produção do
turno que entra.

4.4.5 O supervisor que liberou o espaço confinado, deve terminar a entrada e cancelar a PT quando:

a) operações cobertas pela PT forem encerradas e todos os executantes estiverem fora do espaço
confinado;
b) os trabalhos forem interrompidos e todo o pessoal envolvido ausentar-se do espaço confinado por
mais de seis horas;

c) um período de 01 (um) dia passou desde a emissão da PT;

d) uma condição de risco ocorrer no espaço confinado;

e) ocorrer qualquer emergência na área que possa prejudicar os executantes ou diminuir as


possibilidades de resgate.

4.4.6 Uma completa rechecagem dos itens da PT deve ser conduzida se:

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a) o trabalho for interrompido e todo o pessoal envolvido (executantes, supervisores executantes dos
setores e monitores) deixarem o local do espaço por um período maior que uma hora (ex.: almoço, troca
de turno, treinamento, etc);

b) mudança no turno de trabalhos executantes e do setor.

4.5 TESTES DA ATMOSFERA DENTRO DO ESPAÇO CONFINADO

4.5.1 Testes de riscos atmosféricos devem ser feitos antes da entrada no espaço confinado.

4.5.2 Ao testar riscos atmosféricos, testar primeiro oxigênio, depois os gases e vapores inflamáveis.

4.5.3 Quando existir o risco de deficiência de O2 ou atmosfera inflamável, o teste para inflamabilidade e
conteúdo de O2 deve ser monitorado continuamente durante a tarefa no espaço confinado.
Em outras condições , o monitoramento periódico deve ser feito conforme especificado pelo supervisor.

4.5.4 O conteúdo de O2 deve estar entre 19,5 e 21,9%, antes da entrada no espaço confinado.

4.5.5 O espaço confinado só pode ser ocupado se o teste de gases e vapores inflamáveis indicar zero
de explosividade.

4.5.6 Deve ser feito teste em vários locais e níveis dentro do espaço confinado para caracterizar com
precisão a sua atmosfera.

4.5.7 Os resultados dos testes iniciais e periódicos devem ser requisitados e assinados pelo
responsável do teste.

4.5.8 Os aparelhos de medição devem ser testados antes de casa uso, ou quando constatada qualquer
irregularidade no teste diário.

4.6. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

4.6.1 Equipamentos de Proteção Respiratória com máscara de ar mandado devem ser usados por
todas as pessoas que irão entrar no espaço confinado quando existir risco respiratório.

4.6.2 Não deve ser utilizado máscara com filtro contra gases, se a ventilação ou exaustão não forem
adequadas.

4.7 ILUMINAÇÃO

4.7.1 A iluminação temporária usada dentro dos espaços confinados deve ser designada para serviços
pesados ou para emergências.

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4.7.2 A iluminação fornecida internamente com tensão de 24 volts ou menos pode ser usada sem a
necessidade do uso de interruptor de circuito. O lado primário dessa baixa tensão deve permanecer fora
do espaço confinado.

4.7.3 A iluminação temporária portátil deve ser de no máximo 12 volts e à prova de explosão.

4.7.4 A iluminação portátil deve ser mantida de prontidão fora do espaço confinado com capacidade de
uso de no mínimo uma hora se houver falha no sistema principal de iluminação.

4.8 PROTETOR PESSOAL DO INTERRUPTOR DE CIRCUITO


Alimentadores fornecendo 15 a 20 A, 110/120 volts podem ser usados dentro do espaço confinado
desde que protegidos por um interruptor de circuito localizado fora do espaço confinado.

4.9 DISPONIBILIDADE E EQUIPAMENTOS NO ACESSO AO ESPAÇO CONFINADO

4.9.1 Meios de chamar ou acionar a equipe de resgate e emergência ou seja alarme capaz de ser
ouvido a 20 metros de distância, mesmo em áreas ruidosas.

4.9.2 Iluminação portátil a prova de explosão

4.9.3 Outros equipamentos para resgate sem a necessidade de entrada no espaço confinado, tais
como:

a) para resgate em espaço confinado com abertura superior e cuja profundidade for maior que 1,5
metros deve ser instalado um dispositivo mecânico de tirada para efetuar o resgate sem entrar no
espaço confinado desde que este equipamento não aumente o risco e entrada ou não contribua no
resgate do executante.
OBS. Linhas de vida (retirada) não precisam ser amarradas no executante e, circunstâncias onde:
agitadores, chicanas, serpentinas, andaimes, etc, tornarem o resgate inefetivo.
b) cada executante usará cinto de segurança completo com linha de retirada devidamente amarrada,
tendo a outra ponta ter que ser amarrada ao dispositivo mecânico ou outro ponto fixo do espaço
confinado;

c) equipamento de resgate a ser usado pela equipe deve ser adequado para o tipo de resgate a ser
executado e estar prontamente disponível para uso. Estes equipamentos incluem proteção respiratória
adequada, para conduzir as operações de resgate. Devem ser usados respiradores de linha com
pressão positiva ou com cilindro autônomo.

4.9.4 Se houver necessidade de um resgate de emergência de um espaço confinado, todos os outros


trabalhos e permissões devem ser cancelados.

4.9.5 No caso de contaminação com produtos, deve ser enviado informações ao serviço médico, a
Folha de Dados de Segurança de Matéria Prima (PP-8). Se o tratamento for externo a Folha de Dados
acompanha o acidentado.

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4.10 EQUIPE DE RESGATE E EMERGÊNCIA

4.10.1 A equipe de resgate deve estar disponível para uma operação de resgate em tempo, no espaço
confinado e deve estar familiarizado com os espaços confinados existentes na empresa.

4.10.2 Cada membro da equipe de resgate deve estar treinado em métodos, EPIs, e equipamentos de
resgate necessários para executar resgate em ESPAÇOS CONFINADOS.

4.10.3 Cada membro da equipe de resgate deve receber treinamento prático de resgate em espaços
confinado real ou simulado. O espaço confinado simulado deve representar um espaço confinado real
da fábrica com respeito a tamanho da boca de visita, configurações e acesso ao espaço.

4.10.4 Cada membro da equipe de resgate deve estar treinado em primeiros socorros e reanimação
cardiopulmonar (RCP). Pelo menos um membro da equipe deve ser credenciado e certificado em
primeiros socorros.

4.10.5 Antes de emitir a PT, planos de resgate devem ser conduzidos e implementados:

a) acionamento de serviços de resgate e emergência;

b) resgate de executantes do espaço confinado;

c) providenciar serviços de emergência necessários;

d) prevenir que pessoas não autorizadas tentem resgate.

4.10.6 O supervisor executante garantirá que:

a) os riscos a serem enfrentados devem ser comunicados a equipe de resgate;

b) haja acesso a todos os espaços confinados nos quais um resgate possa vir a ser necessário, para a
que equipe de resgate possa desenvolver pré-planos e práticas em operações de resgate.

4.11 PROCEDIMENTO DE ENTRADA EM ESPAÇO CONFINADO PARA EMPREITEIRAS

4.11.1 Quando houver empreiteiras trabalhando na fábrica, elas devem ser informadas da existência de
espaço confinado e que a entrada somente será autorizada após a emissão da PT, e total cumprimento
do procedimento para entrada em espaços confinados.

5. MATRIZ DE ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES

RESPONSABILIDADES

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Gerente/ Equipe
Item Descrição Usuário Supervisor SI Engª e
da Produção Manut.
1 Zelar pelo cumprimento deste PP R
2 Emissão da PT R R1
3 Preenchimento da PT R R1
Purgar, degasar, inertizar, lavar espaços
4 C R
confinados
Desligar/desativar equipamentos de
5 R
transmissão de força e ou correlatos
6 Efetuar testes atmosféricos R C
7 Providenciar observador R R1
8 Providenciar EPIs C R R1
9 Providenciar equip. auxiliares R R1
10 Providenciar equipe de resgate R R1
11 Condições da área R C
Identificar, avaliar, discutir e determinar
12 R R1
medidas de controle
Providenciar sistemas de bloqueios elétricos,
13 R C
como retirada de fusíveis
14 Utilizar todos os EPIs determinados R

Legendas: R - Responsável R1 - Co-responsável C - Coopera/Colabora


5.1 REGISTROS E DOCUMENTOS CORRELATOS

Anexo:

PP 15-005 - PROCEDIMENTOS PARA TRABALHOS A QUENTE


PP 15-008 - BLOQUEIO ETIQUETAGEM E TESTE
PP 15-009 - ABERTURA DE LINHAS
PP 15-013 - PERMISSÃO PARA TRABALHOS

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