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Auditoria Ambiental e Conformidade Le-

gal na Gestão Ambiental em Refinarias


de Petróleo

Leonardo Masseli Dutra


Mestrando em Ciências Ambientais pela Universidade de Taubaté - UNITAU.

RESUMO applicable to petroleum refinery on the Brazilian


O presente trabalho apresenta uma proposta para regulation during the audit, aiming to improve the
utilização de auditorias de conformidade legal como company’s environmental management.
um instrumento de gestão em refinarias de petróleo.
A partir do levantamento da legislação brasileira sobre
auditoria ambiental em níveis federal, estadual e
KEYWORDS
Environmental Audit. Environmental Management.
municipal, aplicável a refinarias de petróleo, foi feita a
análise dos parâmetros legais que norteiam esta
atividade. Além de uma vantagem enorme oferecida
INTRODUÇÃO
Os administradores empresariais, a partir de 1998,
em relação à prevenção, a auditoria de conformidade
com a vigência da Lei de Crimes Ambientais, foram
legal dá a uma refinaria uma margem razoável de se-
forçados a uma corrida pela conformidade legal em
gurança em relação aos riscos ao meio ambiente, já
relação ao Meio Ambiente, já que à partir de então,
que a lei nada mais é do que uma padronização de
além de gerar multa, as agressões ao Meio Ambiente
poderes e deveres. O que se propõe é que sejam
podem leva-los à cadeia. A conformidade legal
seguidos vários itens da legislação brasileira, aplicável
ambiental, reforçada por várias outras legislações
às refinarias, durante a auditoria, de modo que a
publicadas após 1998, tornou-se uma questão de so-
unidade a ser auditada possa fazer do processo de
brevivência para a atividade industrial.
auditoria, e muitas vezes estas auditorias são
Nas atividades com petróleo, mais especificamen-
compulsórias, uma oportunidade de melhorar sua
te em refinarias, tem-se atualmente um universo muito
gestão ambiental, através do conceito da melhoria
complexo de leis e normas sem as quais uma unidade
contínua.
de refino de petróleo simplesmente não funciona, como
se verá adiante. Devido ao histórico ambiental desta
PALAVRA CHAVE
atividade e ao seu grande potencial poluidor, as
Auditoria Ambiental. Gestão Ambiental.
atividades de refino de petróleo tem sido alvo de leis
cada vez mais rígidas, obrigando seus gestores a se
ABSTRACT
adaptarem aos mecanismos de controle do setor. Neste
This study presents a proposal of using Legal
contexto, a auditoria surge como uma lupa para os
Conformity Audits as a Management Tool at petroleum
órgãos de fiscalização.
refinery facilities. All federal, state and city’s brazilian
Forçados pela lei e vigiados pelos entes públicos,
regulations regarding to Environmental Audit, applicable
incluindo-se aqui o Ministério Publico e a sociedade, a
to Petroleum Refinery facilities have being studied,
auditoria ambiental, tanto voluntária quanto compulsó-
analyzed and cross checked. Besides the advantage
ria, tornou-se instrumento imprescindível de gestão
regarding to prevention, the Legal Conformity Audit
ambiental em refinarias.
provides to Petroleum Refinery Facilities a good safety
Pelas dificuldades encontradas por estes órgãos para
margin related to environmental risks, since the law is
exercer as rotinas de fiscalização e controle que seriam
no more than a standardization of power and
inerentes a sua atividade de órgão regulador, justificada
responsibility. The proposal is to follow several items
pela falta de recursos humanos e financeiros da maioria

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destes órgãos, e baseados na experiência internacional, sistemas de gestão ambiental como sendo a estrutura,
alguns governos estaduais e municipais brasileiros responsabilidades, práticas, procedimentos, processos
passaram a exigir a realização de Auditorias Ambientais e recursos para implementar e manter a gestão
em indústrias potencialmente poluidoras como uma ambiental e, gestão ambiental, é definida como sendo
forma de autofiscalização. parte de toda a função gerencial de uma organização
Assim, sob a ótica desta tendência do controle legal que desenvolve implementa, executa, revê e mantém
pelas auditorias, o presente trabalho realiza estudo a sua política ambiental. (ABNT, 2002).
abordando a auditoria ambiental em refinarias de Com os Sistemas de Gestão Ambiental a prática da
petróleo, baseado em conformidade legal com as nor- Auditoria Ambiental consolidou-se, já que é procedi-
mas ambientais vigentes, legislação aplicável e mento exigido pelo próprio sistema.
parâmetros por ela impostos, verificando os riscos A auditoria ambiental foi adotada na década de 70,
ambientais envolvidos, as principais fontes de não-con- como uma ferramenta da gestão ambiental, impulsio-
formidade, as oportunidades de melhoria dentre ou- nada pela pressão sofrida pelas empresas face aos aci-
tros aspectos pertinentes à questão ambiental. dentes ambientais e o rigor crescente da legislação.
Em 1977 a Allied Chemical Corporation, pressionada
palas agências reguladoras, logo após um acidente em
REVISÃO DE LITERATURA sua unidade na Virgínia, E.U.A., foi uma das primeiras a
A ocorrência de acidentes ambientais, juntamente adotar esta ferramenta como instrumento de controle
com a pressão de companhias seguradoras, investido- ambiental. A unidade foi fechada após o processo de
res, leis mais rígidas, levaram certos setores da indús- auditoria. (AMARAL, 1993).
tria a adotarem medidas de controle com o objetivo Em geral, a literatura sobre auditoria ambiental
de evitar a degradação ambiental. (BARATA, 1995) aponta os Estados Unidos como o país pioneiro no seu
Estes setores da indústria, tidos como potencialmen- desenvolvimento. Apesar da existência de alguma con-
te poluidores e com a imagem notadamente abalada, trovérsia na literatura norte-americana a respeito do
começaram a implantar em suas atividades a gestão inicio dos primeiros programas de auditoria ambiental,
ambiental. Desta forma, em algumas empresas a alguns trabalhos indicam que a auditoria ambiental já
questão ambiental deixou de ser custo para se tornar estava sendo praticada voluntariamente naquele país
uma estratégia de negócio, agregando valor ao produto por algumas grandes corporações no início e meados
ou serviço fornecido pela empresa. da década de 70. De acordo com estas fontes, a audi-
Diante desta crescente necessidade da adoção de toria ambiental foi desenvolvida por essas empresas
mecanismos de gestão ambiental, também surgiu a como uma das iniciativas destinadas a auxiliá-las na
necessidade da adoção de critérios homogêneos para avaliação e aprimoramento do cumprimento do cres-
atender a todos os setores e regiões, já que o fator cente numero de leis ambientais promulgadas nos
tornou-se global. Surge então a norma BS 7750 emiti- Estados Unidos desde o final da década de 60. (SALES,
da pela British Standard Institution, cujo programa pi- 2001)
loto terminou em 1993. Em 1995, com a participação Por vezes a auditoria ambiental é confundida com
de cerca de quarenta países, foram discutidas as nor- diagnóstico, revisão ou consultoria ambiental.
mas ISO 14000. Ambas as normas tratam de sistemas Entretanto, a auditoria ambiental não se confunde com
de gestão ambiental e criaram um padrão de gestão os estudos de impacto ambiental, os estudos de risco,
mundial. (GILBERT, 1995) ou qualquer outro instrumento de gestão ambiental
Em 1995 a “American Society for Testing Materials”, (LEPAGE-JESSUA, 1992).
ASTM, publicou três guias para avaliação de passivos A auditoria ambiental é uma investigação documen-
ambientais, diagnósticos da extensão destes passivos tada, independente e sistemática de fatos, procedi-
e critérios para medidas corretivas, chamados de “Phase mentos, documentos e registros relacionados com
I, II and III – Environmental Site Assessment”, meio ambiente, tendo o instrumento uma metodologia
respectivamente para avaliações de primeira fase (au- específica (GREENO, et alii, 1987).
ditorias), investigação do nível de contaminação (diag- A Organização das Nações Unidas (ONU) também
nósticos) e remediação dos passivos e danos. (ASTM, patrocinou algumas iniciativas de promoção da auditoria
2005). ambiental. Em 1989, o Escritório para Meio Ambiente
A ISO (International Standard Organization) define
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e Indústria do Programa de Meio Ambiente das Nações verifica o cumprimento das metas, objetivos e políti-
Unidas (UN Environmental Programme/Industry and cas ambientais da organização, bem como dos proce-
Environment Office – UNEP/IEO) realizou uma reunião dimentos do SGA e sua eficácia.
em Paris para a discussão do conceito e prática da - Auditoria de Conformidade Legal: verifica a ade-
auditoria ambiental com grandes corporações, quação da organização aos padrões legais e/ou
associações industriais e agências públicas. O relatório normativos.
publicado sobre esta conferência apresenta um resumo - Auditoria de certificação: tal qual a de conformi-
de suas principais discussões e alguns estudos de caso dade legal, verifica a adequação do Sistema de Gestão
de programas de auditoria ambiental conduzidos por Ambiental da organização, porém, segundo o padrão
grandes corporações. (UNEP/IEO, 1997) normativo ISO.
Historicamente, a auditoria esteve associada à - Auditoria de Responsabilidade (due dilligence):
demonstração dos resultados financeiros das empre- destinada a constatar passivos ambientais, indicando
sas, sendo mais difundida a auditoria contábil. Posteri- os riscos decorrentes daquela atividade ao longo do
ormente, seu escopo aumentou, sendo realizadas au- tempo no local onde a mesma se deu. Dentre outras
ditorias de qualidade do produto, do processo, de meio coisas, avalia custos e possíveis multas decorrentes dos
ambiente, de saúde, de segurança do processo, den- passivos constatados.
tre outras. Assim como a auditoria contábil é a ferra- - Auditoria de descomissionamento: avalia as con-
menta básica para a indicação da saúde financeira de seqüências ambientais, inclusive do entorno, em caso
uma empresa, a auditoria ambiental tem se tornado de desativação de uma determinada atividade.
ferramenta básica na avaliação da saúde ambiental da O sucesso de uma auditoria depende de três fato-
empresa (BARATA, 1995) res básicos: 1- atendimento ao escopo, que nada mais
A auditoria ambiental surge, num segundo é do que o foco no que se propõe a auditoria; 2- equi-
momento, como instrumento de controle do poder pe de auditores independentes, para que possam ser
público sobre atividades industriais potencialmente imparciais na verificação e 3- atendimento às
poluidoras, como é o caso das refinarias de petróleo, e constatações da auditoria (LA ROVERE, 2001).
também com instrumento de avaliação pela própria No presente artigo aborda-se somente a auditoria
comunidade empresarial, ou seja, as empresas passam de conformidade legal.
a avaliar umas às outras através de auditorias. Dentre No âmbito legal a Constituição Federal do Brasil,
seus benefícios pode-se citar: promulgada em 1988, é a primeira a tratar do tema
• prevenção da poluição, redução da Meio Ambiente diretamente, em seu artigo 225 e se-
potencialidade de causar dano ambiental (risco guintes, dando ensejo para o surgimento de outras
ambiental); disposições legais nas várias esferas de competência.
• precaução da conseqüente responsabilidade Atualmente, pelo elevado potencial poluidor que
ambiental, com incidência de penalidades administra- apresentam as atividades relacionadas com exploração
tivas, civis e penais, prevenção de transgressões e e refino de petróleo, existe legislação específica sobre
descumprimento da legislação ambiental; realização de auditorias compulsórias em vários esta-
• prevenção de problemas com órgãos de fis- dos e municípios do Brasil. Dentre elas, por
calização ambiental, conhecimento do passivo serem as mais restritivas, destacam-se: 1) a resolução
ambiental da empresa; CONAMA no 265, de 27 de janeiro de 2000, e a
• preservação e melhoria da imagem da em- resolução no 306, de 5 de junho de 2002, que a
presa (credibilidade/marketing); complementa (criada por força da lei federal 9.966 de
• criação de vantagens competitivas de mercado 28 de abril de 2000); 2) a Resolução nº 007/2001, de
(prevenção de restrições mercadológicas/barreiras não 2 de agosto de 2001 do Conselho Estadual do Meio
tarifárias), obtenção de retorno financeiro, entre ou- Ambiente - CEMA, do Estado do Paraná; 3) a lei nº
tras. (MALHEIROS, 1995). 1898 de 26 de novembro de 1991, do Estado Rio de
As auditorias podem prestar-se a várias finalidades, Janeiro, que é regulamentada pela diretriz DZ 56.
sendo, quanto a esta finalidade, classificadas da seguinte A seguir estuda-se o quadro legal acima menciona-
forma: do.
- Auditoria de Sistema de Gestão Ambiental (SGA): A Lei Federal 9.966 de 28 de abril de 2000, que

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dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização ta mudança.
da poluição causada por lançamento de óleo e outras A resolução CONAMA no 265, de 27 de janeiro de
substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdi- 2000, assim dispõe:
ção nacional e dá outras providências, prevê, em seu “Considerando a necessidade de colher lições do
artigo nono que “As entidades exploradoras de portos grave derramamento de óleo ocorrido na Baía de
organizados e instalações portuárias e os proprietários Guanabara nos últimos dias, assim como de contribuir
ou operadores de plataformas e suas instalações de para a eficácia das medidas de recuperação adotadas
apoio deverão realizar auditorias ambientais bienais, por entidades governamentais e não-governamentais;
independentes, com o objetivo de avaliar os sistemas Considerando que o Conselho Nacional do Meio
de gestão e controle ambiental em suas unidades” Ambiente – CONAMA é o órgão competente para pro-
(BRASIL, 2000). por estratégias e diretrizes de políticas governamen-
Antes da legislação federal citada já havia a Consti- tais para a gestão do meio ambiente e dos recursos
tuição Estadual do Rio de Janeiro, no seu art. 258, § 1º, naturais, resolve:
item XI, determinava a realização periódica de audito- Art. 1º Determinar ao Instituto Brasileiro do Meio
rias, incluindo a avaliação detalhada dos efeitos de sua Ambiente-IBAMA e aos órgãos estaduais de meio am-
operação sobre a qualidade física, química e biológica biente, com o acompanhamento dos órgãos munici-
dos recursos ambientais”. pais de meio ambiente e entidades ambientalistas não
Também no Rio de Janeiro a Lei nº 1.898, de 26 de governamentais, a avaliação, no prazo de 240 dias, sob
novembro de 1991, que trata especificamente sobre a supervisão do Ministério do Meio Ambiente, das ações
auditoria ambiental e é o primeiro dispositivo legal a de controle e prevenção e do processo de
tratar especificamente o assunto, ou seja, auditoria licenciamento ambiental das instalações industriais de
ambiental em refinarias de petróleo. Dentre outros petróleo e derivados localizadas no território nacional.
aspectos, abrange a avaliação das condições de opera- Art. 2º Determinar à Petrobrás a realização, no pra-
ção e de manutenção dos equipamentos e sistemas zo de 6 meses, de auditoria ambiental independente
de controle de poluição; das medidas a serem toma- em todas as suas instalações industriais, marítimas e
das para restaurar o meio ambiente e proteger a saú- terrestres, de petróleo e derivados, localizadas no Es-
de humana e da capacitação dos responsáveis pela tado do Rio de Janeiro.
operação e manutenção dos sistemas, rotinas, instala- Art. 3º A -Petrobrás e as demais empresas com ati-
ções e equipamentos de proteção do meio ambiente vidades na área de petróleo e derivados deverão apre-
e da saúde dos trabalhadores. (RIO DE JANEIRO, 1991). sentar para análise e deliberação do CONAMA, no pra-
É a primeira lei a fixar auditorias ambientais anuais zo máximo de 180 dias, programa de trabalho e res-
para as refinarias. Estabelece, de maneira abrangente pectivo cronograma para a realização de auditorias
as diretrizes para a realização de auditorias ambientais, ambientais independentes em suas instalações indus-
determinado a avaliação dos impactos, planos de emer- triais de petróleo e derivados localizadas no território
gência, atendimento às normas e saúde dos trabalha- nacional” (CONAMA, 2000).
dores e população vizinha. (RIO DE JANEIRO, 1991). Ressalte-se aqui a importância que a auditoria
Note-se que aqui, antes mesmo da vigência da Lei ambiental como instrumento de gestão e diagnóstico
Federal 9.966 de 28 de abril de 2000, que obriga ambiental ganha, notadamente pelo grave derrama-
auditorias bienais, as refinarias de petróleo no estado mento de óleo ocorrido na Baía de Guanabara. Não foi
do Rio de Janeiro já estavam obrigadas à auditorias só por isso, mas sem dúvida este foi elemento bastan-
ambientais anuais e, mesmo com a vigência posterior te importante. Então, a partir do ano de 2000, a
da Lei federal, a Lei estadual não foi revogada, pois é auditoria ambiental começa a ganhar grande impor-
mais restritiva. tância como instrumento de controle, atuando como
Neste cenário da legislação no país, outras leis, em um diagnóstico fiscalizador da “situação ambiental” em
âmbito federal e estadual, começaram a surgir regu- que se encontra o empreendimento auditado. Especi-
lando a freqüência e os requisitos de uma auditoria ficamente no setor de petróleo ligado a dispositivos
ambiental. O que desencadeou este processo foi a legais, a indústria do petróleo é pioneira no uso deste
Resolução CONAMA 265. O acidente na Baía de instrumento em razão de ser uma atividade econômi-
Guanabara em janeiro de 2000 foi o grande vetor des- ca de alto risco.

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Em 2002 o CONAMA, considerando a necessidade portanto, em tese, não seria aplicável ao processo de
de disciplinar o art. 9º, da Lei nº 9.966, de 28 de abril refino. No entanto, com a edição da resolução CONAMA
de 2000, que trata sobre a realização de auditorias 306\02, ficou expresso que a norma destina-se às refi-
ambientais bienais no âmbito das entidades explora- narias, portanto, esta norma aplica-se às refinarias, ou
doras das atividades petrolíferas, edita a resolução 306, seja, as refinarias no território nacional estão obrigadas
e estabelece os requisitos mínimos e o termo de a realizar auditorias compulsórias bienais.
referência para realização de auditorias ambientais, Já a resolução CEMA 007\01, do Estado do Paraná,
objetivando avaliar os sistemas de gestão e controle é expressa quanto à aplicação em refinarias, já que
ambiental nos portos organizados e instalações portu- assim preconiza:
árias, plataformas e suas instalações de apoio e refina- “... aplica-se a plataformas e suas instalações de
rias, tendo em vista o cumprimento da legislação vi- apoio, campos de exploração, produção e refino,
gente e do licenciamento ambiental. (CONAMA, 2002). oleodutos e terminais (para armazenagem acima de
Da análise da legislação com interface em auditori- 1000m3)”.
as ambientais, verifica-se que as mais restritivas, ou Portanto não resta dúvida quanto à aplicação desta
seja, as que impõe critérios mais rígidos, são a resolu- norma em atividades de refino de petróleo.
ção CONAMA 306/02 e a DZ 56-R2 do Estado do Rio Já a DZ56.R2, do estado do Rio de Janeiro, é a mais
de Janeiro, de maneira que esta legislação aplicada a ampla delas, abarcando um leque bem maior de ativi-
uma refinaria de petróleo em qualquer lugar do terri- dades. Em seu texto abrange portos organizados e ins-
tório nacional, respeitada a freqüência e metodologia talações portuárias, refino, oleodutos e terminais,
de cada uma delas, atender-se-á às demais legislações estocagem, disposição de resíduos tóxicos, geração de
listadas no tópico anterior. (BASTOS, 2004) energia térmica ou radioativa, petroquímica e siderur-
A seguir é realizada uma comparação entre estas gia, indústrias químicas e metalúrgicas, instalações de
duas normas citadas incluindo-se os parâmetros da ISO tratamento de esgoto doméstico, processamento, re-
14001 e da resolução CEMA 07/01 do estado Paraná, cuperação e destinação final de lixo urbano atividades
já que ambas possuem parâmetros ambientais que de extração mineral.
podem complementar as comparações entre as outras
duas normas citadas no parágrafo anterior. QUANTO AOS ASPECTOS GERAIS
QUANTO À APLICAÇÃO 1) DIVULGAÇÃO
A resolução CONAMA 306\02, que disciplina o As normas do Estado do Paraná e Rio de Janeiro,
atendimento ao art. 9º, da Lei nº 9.966, de 28 de abril resolução CEMA 007\01 e DZ56.R2 respectivamente
de 2000, que trata da obrigatoriedade da realização prevêem a divulgação ao público dos resultados da
de auditorias ambientais independentes, em seu arti- auditoria. A norma paranaense preconiza a apresenta-
go 1o estabelece os requisitos mínimos e o termo de ção dos resultados ao público através de edição de
referência para realização de auditorias ambientais, cartilha de linguagem acessível.
objetivando avaliar os sistemas de gestão e controle Já a norma carioca prevê a publicação em jornal de
ambiental nos portos organizados e instalações portu- grande circulação da disponibilidade do relatório de
árias, plataformas e suas instalações de apoio e refina- auditoria na biblioteca da FEEMA (Fundação Estadual
rias, tendo em vista o cumprimento da legislação vi- de Engenharia e Meio Ambiente), órgão estadual de
gente e do licenciamento ambiental, porém, a lei por Meio Ambiente.
ela disciplinada, acima citada, não menciona a ativida- No que compete à resolução CONAMA 365\02, não
de de refino, sendo que assim dispõe: há previsão de divulgação de seus resultados ao públi-
Art 9º As entidades exploradoras de portos organi- co, sendo os resultados fornecidos aos órgãos federais
zados e instalações portuárias e os proprietários ou ope- de controle ambiental.
radores de plataformas e suas instalações de apoio O sistema ISO não prevê divulgação dos resulta-
deverão realizar auditorias ambientais bienais, indepen- dos, ficando a critério do auditado.
dentes, com o objetivo de avaliar os sistemas de ges-
tão e controle ambiental em suas unidades. 2) OBJETIVOS
Nota-se que a referida lei não menciona refinaria, A resolução CONAMA 365\02 tem o objetivo de

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verificar o cumprimento da legislação ambiental apli- tos:
cável e avaliar o desempenho da gestão ambiental das Conformidade Legal: todas prevêem a avaliação do
atividades, conforme preconiza o anexo II da norma. atendimento aos requisitos legais, ou seja, a conformi-
A DZ56.R2 objetiva estabelecer a abrangência, res- dade com as leis ambientais federais, estaduais e
ponsabilidades, procedimento e critérios técnicos para municipais aplicáveis à atividade da auditada, bem como
a realização de auditorias ambientais, bem como fisca- do atendimento às condicionantes das licenças
lizar. ambientais. No que tange à resolução CONAMA 306/
A resolução CEMA 007\01 prescreve como objeti- 02 há uma peculiaridade que é o registro das não-
vo o controle das atividades de petróleo. conformidades e das ações corretivas implementadas
O sistema ISO objetiva certificar o sistema de ges- para cada uma delas. O padrão ISO também tem um
tão ambiental de qualquer unidade, inclusive refinari- requisito específico para ações corretivas e preventi-
as, dentro de padrões pré-estabelecidos pela norma. vas para atendimento à não-conformidades, porém,
estas não-conformidades são em relação à norma ISO
3) RESPONSABILIDADE e não em relação à legislação.
Todas as normas prevêem que as ações corretivas Acesso à Legislação: a norma ISO e a CONAMA
decorrentes do processo de auditoria são da empresa 306/02 determinam que a organização deve possuir
auditada. um sistema ou procedimento que permita o acesso à
A responsabilidade pela auditoria é da equipe de legislação aplicável. As demais normas não especifi-
auditoria, segundo a resolução CONAMA 306\02 e cam esta questão.
DZ56.R2, já a resolução CEMA 007\01 atribui a respon- Aspectos Ambientais: todas as demais normas abor-
sabilidade à empresa auditada. dadas prevêem a utilização de um procedimento para
a identificação de aspectos ligados à questão ambiental.
4) PERIODICIDADE A norma ISO, em sua versão 2004, ressalta a impor-
A norma mais restritiva neste caso, novamente, á a tância dos aspectos significativos, e no corpo do texto,
DZ56.R2 que prevê a realização de auditorias anual- estes aspectos considerados significativos norteiam os
mente. Já a CONAMA 306/02 prevê freqüência bienal. procedimentos e os objetivos e metas da organiza-
A resolução CEMA 007/01 prevê que as empresas ção. Embora algumas leis não especifiquem a questão
abrangidas pela lei deveriam ter realizado as auditorias dos aspectos ambientais, o termo impacto é muito
até a data de 31 de dezembro de 2001, omitindo-se utilizado, sendo que não há como se dissociar aspecto
quanto à periodicidade de realização das auditorias. de impacto, já que é uma relação de causa e efeito.
O padrão ISO valida o certificado por três anos após Manutenção e Operação: aqui as normas têm o
a emissão do certificado, mas algumas certificadoras objetivo de avaliar se os equipamentos passam por
fazem auditorias de manutenção semestralmente. manutenção, de maneira a prevenir que qualquer equi-
pamento que esteja associado a um aspecto ambiental
5) INDEPENDÊNCIA possa causar impacto ao meio ambiente.
Todas as normas prevêem que a auditoria deverá Monitoramento: o monitoramento é outro ponto
ser realizada por equipe independente, porém, a comum nas legislações. Emissões atmosféricas, de
DZ56.R2 faculta a designação de equipe da própria efluentes e geração de resíduos sólidos devem ser
organização, obrigando à designação de equipe inde- monitorados de maneira que a organização possa con-
pendente em caso de sonegação de informação ou trolar estes aspectos. À exceção da ISO, todas as de-
acidentes. mais normas sob estudo focam os registros do
monitoramento, enquanto a ISO trata o registro como
· Os Critérios de Avaliação um requisito à parte.
O principal foco das auditorias compulsórias Risco: neste ponto, a resolução CONAMA 306/02
estabelecidas pelos diplomas legais aqui abordados são e resolução CEMA 007/01 são muito parecidas, ambas
fornecer ao órgão de controle ambiental informações direcionadas para a avaliação da existência de um pla-
que permitam avaliar o desempenho e a conduta no de gerenciamento de risco. Porém, a diretriz
ambiental da organização auditada. DZ56.R2 e a norma ISO são mais amplas neste aspec-
As normas são semelhantes nos seguintes aspec- to, prevendo a existência de um procedimento para a

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avaliação de riscos, o que pressupõe o gerenciamento, midade legal, ou seja, o cumprimento de todos os
mencionado nas outras duas normas citadas. critérios legais aplicáveis ao negócio. A intenção é que
Emergência: novamente a resolução CONAMA 306/ ao final da verificação dos pontos elaborados é que a
02 e resolução CEMA 007/01 são muito parecidas, li- organização tenha uma margem segura em relação à
mitadas à avaliação da existência de um plano de aten- sua conformidade ambiental legal. A seguir apresen-
dimento a emergências. Porém, novamente, a diretriz tam-se os principais pontos da legislação analisada, não
DZ56.R2 e a norma ISO são mais amplas neste aspec- se pretendendo com esta análise esgotar todos os
to, prevendo a existência de um procedimento, o que pontos legais a serem verificados, mas tão somente
pressupõe o gerenciamento, mencionado nas outras esboçar a linha de investigação durante a auditoria de
duas normas citadas. conformidade legal. Os pontos levantados são:
Treinamento: a capacitação de pessoal cujo traba- • Se a empresa tem conhecimento da
lho ou atividade possam causar impactos ambientais legislação ambiental federal, estadual e municipal
também são considerados pela legislação. À exceção aplicáveis ao negócio e mantém acesso a ela.
da ISO, as leis são muito restritas à verificação da exis- • Se os Termos de Ajustamento de Conduta e/
tência de registros de treinamento. O padrão ISO trata ou Termos de Compromisso Ambiental estão sendo
a questão do treinamento em um requisito específico, cumpridos e o cronograma seguido.
abordando questões como competência e • Política ambiental documentada,
conscientização, de maneira que a questão do treina- implementada, mantida e difundida a todas as pessoas
mento é muito mais profunda do que o simples regis- que estejam trabalhando na instalação auditada.
tro exigido pelas outras normas. • Procedimento que propicie a identificação e
Em relação aos pontos específicos de cada norma, o acesso à legislação ambiental e outros requisitos apli-
podemos destacar a avaliação do cumprimento dos cáveis.
termos de compromisso ambiental mencionada pela • Procedimentos para identificar os aspectos
resolução CONAMA 306/02, bem como a maneira ambientais significativos das atividades, produtos e
ampla com que trata questões como a política ambiental serviços, bem como a adequação dos mesmos.
e o controle da legislação da organização. • Procedimentos e registros da operação e ma-
No que concerne à DZ56.R2, é a única delas que nutenção das atividades/equipamentos relacionados
aborda questões específicas ligadas a resíduos, como com os aspectos ambientais significativos.
redução, reuso, reciclagem, tratamento, transporte e • Planos de inspeções técnicas para avaliação
disposição adequada. das condições de operação e manutenção das
Em relação à resolução CEMA 007/01 não há nada instalações e equipamentos relacionados com os
muito específico, sendo que a resolução CONAMA 306/ aspectos ambientais significativos.
02 e a DZ56.R2 cobrem todo os aspectos abordados • Comunicação interna e externa com as partes
por ela. interessadas.
Já o padrão ISO é bem amplo e aborda questões • Registros de monitoramento e medições das
como melhoria contínua, disponibilização de recursos fontes de emissões para o meio ambiente ou para os
e controle de documentos, que as demais normas não sistemas de coleta (sólidos, líquidos e gasosos). Verifi-
aborda, porém, o padrão ISO é voltado para gestão car a freqüência dos relatórios.
ambiental, ou seja, o que a norma prevê é uma • Análise de riscos e planos de gerenciamento
ferramenta gerencial para assegurar a gestão ambiental. desses riscos.
• Registro das ocorrências de acidentes e me-
DISCUSSÃO didas tomadas para mitigação.
Como visto, as atividades de refino envolvem uma • Definição das responsabilidades que estejam
série de especificações legais relativas a meio ambi- ligadas a aspectos ambientais significativos.
ente em função da complexidade do processo produ- • Registros da capacitação do pessoal cujas ta-
tivo e do grau de risco do negócio. refas possam resultar em impacto significativo sobre o
Da análise de toda essa legislação extrai-se pontos meio ambiente.
comuns entre elas, de modo que podemos lista-los • Validade das licenças ambientais e cumpri-
em um só documento de maneira a atingir a confor- mento das condicionantes.

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• Treinamento do pessoal da planta em relação de auditoria e os riscos eminentes e potenciais, tendo
aos riscos ambientais. em vista as probabilidades de ocorrências. A partir da
• Sinalização de segurança e equipamentos de avaliação da eficácia da implementação de um siste-
proteção contra vazamentos. ma de gerenciamento personalizado e eficaz, a em-
• Condições de armazenamento de produtos presa pode conseguir inverter o processo de instala-
químicos, hidrocarbonetos e resíduos. ção ou aumento do passivo e até contabilizar ganhos
• Condições de transporte dos produtos e pro- com diminuição de perdas.
cedimentos de segurança. A conformidade legal na indústria petrolífera é, além
• Plano de Contingência de Derramamento e de uma necessidade, uma opção estratégica. A modi-
Ação de Emergência. ficação nos conceitos de gestão ambiental, dentro de
• Reclamações do público ou ações judiciais. um contexto globalizado, traz à tona a utilização de
• Disseminação dos planos de contingência jun- auditorias ambientais cada vez mais freqüentes. Nota-
to ao pessoal da planta. se que grande número das normas abordadas durante
• Sistemas de aviso de vazamentos. o estudo, relativas à realização de auditorias, ressalva-
Com base no estudo realizado em relação aos da a ISO 14001, todas são compulsórias, o que de-
critérios legais e às auditorias compulsórias, realizou- monstra a força que a auditoria vem ganhando dentro
se estudo de caso tomando-se por base um relatório das políticas públicas de proteção ambiental. Na histó-
de auditoria ambiental realizada em uma refinaria. ria mais recente das auditorias ambientais, a adoção
Considerando as não-conformidades apresentadas, o de políticas públicas que adotam auditorias compulsó-
resultado que se obteve foi um passivo ambiental re- rias tem se mostrado eficaz, suprindo as deficiências
ferente a possíveis multas que chegavam a R$ da fiscalização.
1.000.000,00 (um milhão de reais), ou seja, decorren- O aumento da pressão legal em relação às ques-
tes de infrações previstas na lei. tões ambientais forma também uma consciência
ambiental que norteia a sociedade, já que o ambiente
CONCLUSÃO que se vive é comum e a agressão ao meio passa a ser
Como benefício de uma auditoria ambiental de uma agressão à própria sociedade.
conformidade legal, além da correção dos fatores que No estudo realizado sobre a ferramenta auditoria
levariam aos prejuízos gerados pelas multas, concluí- como um instrumento de gestão ambiental, verifica-
mos que uma unidade em conformidade com a lei se que um sistema de gestão concebido sem auditori-
não agride, em tese, o meio ambiente, já que a legis- as sistemáticas é um sistema falho. O próprio conceito
lação é o fruto de uma necessidade de limitação ou de melhoria contínua embutido no sistema é
padronização. inviabilizado sem a aplicação da auditoria.
Tal qual outras áreas da atividade empresarial, o Por fim, notamos que a grande parte da legislação
meio ambiente passou a ser uma opção estratégica e, é uma ramificação muito parecida com as principais
com isto, a auditoria ambiental também. legislações sobre o tema, de modo que podemos
As auditorias ambientais, além de servirem para escolher dentre o conjunto delas as mais restritivas
avaliar as não conformidades com a legislação, ou ava- que também atenderemos às demais. Já existe forte
liar a eficácia do sistema de gestão adotado para os tendência em se compilar a legislação ambiental, para
controles ambientais, podem ser utilizadas para avaliar que tivéssemos uma consolidação das leis, ou um có-
riscos e oportunidades. Parâmetros estipulados em digo ambiental.
normas e legislação são componentes importantes na
avaliação de riscos aos negócios ou à atividade. Todos REFERÊNCIA
os dados da gestão e do controle ambientais aplicados
na atividade, somados aos dados coletados em entre- ABNT. Normas NBR ISO série 14.000. Rio de Janeiro: ABNT:
vistas e principalmente somados às constatações de 1996-2002
auditores ambientais experientes e independentes,
resultam num relatório onde são demonstrados, além AMARAL, S. Auditoria Ambiental. Apostila de curso da ABES.
das características da unidade avaliada, as não confor- Rio de Janeiro , 1993.
midades encontradas, com as respectivas evidências

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