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Diálogos

Fernanda Costa  |  Olga Magalhães  |  Vera Magalhães


9
Portug
uês 9. o
ano

Caderno
do Professor

Oo
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ISBN 978-972-0-87795-6

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Índice

■ A planificação anual – considerações gerais…………………………………………………………………… 4

■ Proposta de planificação anual …………………………………………………………………………… 7

■ Índice de recursos multimédia………………………………………………………………………………… 13

■ Planos de aula (exemplo) ………………………………………………………………………………… 16

■ Testes de compreensão escrita


6 testes……………………………………………………………………………………………………… 18
Soluções……………………………………………………………………………………………………… 30

■ Testes de avaliação / Modelos de Prova Final


6 testes e cotações………………………………………………………………………………………… 31
Soluções……………………………………………………………………………………………………… 69

■ Grelhas de registo de avaliação e Modelo de plano de aula ………………………………………… 72


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■ Propostas de resolução
de atividades do manual ……………………………………………………………………………… 73
de atividades do caderno Chegar a bom porto… Preparar a Prova Final ………………………… 76

Nota: Os materiais deste caderno estão disponíveis, para o Professor, no CD de Recursos e no e-Manual que
acompanham este projeto, podendo ser modificados e reproduzidos, na totalidade ou parcialmente.

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A planificação anual – considerações gerais
A proposta de planificação anual que apresentamos tem como documentos de referência o Programa
de Português do Ensino Básico (PPEB) e as Metas Curriculares de Português (MC). Sobre este último docu-
mento, leia-se o seguinte excerto:
“As Metas Curriculares de Português apresentam quatro características essenciais:
→ tendo como texto de referência o Programa de Português do Ensino Básico, homologado em março
de 2009, centram-se no que desse programa é considerado essencial que os alunos aprendam
[…];
→ estão definidas por ano de escolaridade;
→ contêm quatro domínios de referência no 1.º e no 2.º ciclos (Oralidade, Leitura e Escrita, Educação
Literária, Gramática) e cinco no 3.º (os mesmos, mas com separação dos domínios da Leitura e da
Escrita);
→ em cada domínio, são indicados os objetivos pretendidos e respetivos descritores de desempenho
dos alunos.” (MC, pág. 4)

Relativamente às obras e textos a trabalhar obrigatoriamente no âmbito da Educação Literária, é indi-


cada a lista abaixo. Nela, destacámos as nossas escolhas e as páginas do manual onde se encontram os
textos e as respetivas propostas de atividades.

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Lista de obras e textos para Educação Literária – 9.º ano Manual

Passos de Os Lusíadas, de Luís de Camões, com incidência nos seguintes episódios


e estâncias
Canto I – est. 1-3, 19-41; Canto III – est. 118-135; Canto IV – est. 84-93; Canto V – est. 158-233 (Unidade 3) –
37-60; Canto VI – est. 70-94; Canto IX – est. 18-29 e 75-84; Canto X – est. 142-144, todos os episódios e
145-146 e 154-156. estâncias indicados

1 PEÇA TEATRAL DE GIL VICENTE


• Farsa chamada Auto da Índia
• Auto da Barca do Inferno 82-157 (Unidade 2) –
texto integral

2 NARRATIVAS DE AUTORES PORTUGUESES


• Pero Vaz de Caminha, Carta a El-Rei D. Manuel sobre o Achamento do Brasil
• Eça de Queirós, “A aia” ou “O suave milagre” ou “Civilização” in Contos 33 – texto integral
• Camilo Castelo Branco, “Maria Moisés” in Novelas do Minho
• Vergílio Ferreira, “A galinha” ou “A palavra mágica” in Contos 40 – texto integral

2 CRÓNICAS
• Maria Judite de Carvalho, “História sem palavras”, “Os bárbaros”, “Castanhas assadas”, 22 – texto integral
“As marchas” in Este Tempo
• António Lobo Antunes, “Elogio do subúrbio”, “A consequência dos semáforos” in Livro 28 – texto integral
de Crónicas; “Subsídios para a biografia de António Lobo Antunes”, “Um silêncio
refulgente” in Segundo Livro de Crónicas
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Lista de obras e textos para Educação Literária – 9.º ano Manual

1 CONTO DE AUTOR DE PAÍS DE LÍNGUA OFICIAL PORTUGUESA


• Machado de Assis, “História comum” ou “O alienista”
• Clarice Lispector, “Felicidade clandestina” 50 – texto integral

1 TEXTO DE AUTOR ESTRANGEIRO


• Oscar Wilde, “O Fantasma de Canterville”
• Gabriel García Márquez, “A sesta de 3.ª feira” ou “Um dia destes” in Contos Completos 56 – texto integral
• John Steinbeck, A Pérola

1 TEXTO DE LITERATURA JUVENIL


• Peregrinação de Fernão Mendes Pinto (adapt. Aquilino Ribeiro)
• José Gomes Ferreira, Aventuras de João sem Medo
• José Mauro de Vasconcelos, Meu Pé de Laranja Lima* 70-76 – excerto* + guião
de leitura*

ESCOLHER 4 POEMAS
• Fernando Pessoa, “O menino da sua mãe”; “Se estou só, quero não estar”, “Ó sino da 244, 248, 202 e 193
minha aldeia”; in Obra Poética; “O Mostrengo”, “Mar Português”, in Mensagem

ESCOLHER 12 POEMAS DE PELO MENOS 10 AUTORES DIFERENTES


• Camilo Pessanha, “Floriram por engano as rosas bravas”; “Quando voltei encontrei
meus passos”; in Clepsidra
• Mário de Sá-Carneiro, “Quasi” in Dispersão; “Recreio” in Indícios de Oiro 249
• Irene Lisboa, “Monotonia”, “Escrever” in Um Dia e outro Dia… Outono Havias de Vir 252
Latente, Triste
• Almada Negreiros, “Luís, o poeta, salva a nado o poema” in Obras Completas – Poesia 166
• José Gomes Ferreira, “V (Nunca encontrei um pássaro morto na floresta)” in Poeta 236
Militante I; “XXV (Aquela nuvem parece um cavalo…)” in Poeta Militante II; “III (O tempo
parou)”, “XIX (Errei as contas no quadro)” in Poeta Militante III
• Jorge de Sena, “Uma pequenina luz”, “Camões dirige-se aos seus contemporâneos”, 254 e 226
“Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya” in Poesia II
• Sophia de M. B. Andresen, “As pessoas sensíveis”, “Meditação do Duque de Gandia 258 e 259
sobre a morte de Isabel de Portugal”, “Porque”, “Camões e a tença” in Obra Poética
• Carlos de Oliveira, “Vilancete castelhano de Gil Vicente”, “Quando a harmonia chega” in 261
Terra da Harmonia
• Ruy Belo, “Os estivadores”; “E tudo era possível”; “Algumas proposições com pássaros 240
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e árvores…” in Obra Poética


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• Herberto Helder, “Não sei como dizer-te que minha voz te procura” in A Colher na Boca

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Lista de obras e textos para Educação Literária – 9.º ano Manual

• Gastão Cruz, “Ode soneto à coragem” in A Doença; “A cotovia é”, “Tinha deixado a torpe
arte dos versos” in Teoria da Fala
• Nuno Júdice, “Escola”, “Fragmentos” in Meditação sobre Ruínas; “O conceito de 262
metáfora com citações de Camões e Florbela”, “Contas”, in Rimas e Contas
• Federico García Lorca, “Romance sonâmbulo” (trad. José Bento) in Obra Poética
• Carlos Drummond de Andrade, “Receita de Ano Novo” in Discurso da Primavera e 264
Algumas Sombras
(MC, páginas 82-84)

* Em relação a este texto, o professor poderá optar por trabalhar apenas o excerto da obra Meu Pé de Laranja Lima, sem
prejuízo de cumprir a determinação das Metas Curriculares de analisar “1 texto de literatura juvenil”, considerando
o esclarecimento do Ministério da Educação e Ciência a seguir reproduzido relativamente ao entendimento da palavra
“texto”:

“Pergunta
Qual o sentido do termo “textos”, usado nos Programas para se referirem algumas leituras?

Resposta
Dado os Programas não elucidarem de forma definitiva qual o entendimento deste termo, considerou-se que com ele se
designam “excertos das obras que tenham unidade, algum tipo de autonomia temática e uma extensão de, pelo menos, duas
páginas”. É neste sentido que ele é utilizado no âmbito das Metas Curriculares.”
Perguntas frequentes: Metas Curriculares de Português – Ensino Básico,
in http://www.dgidc.min-edu.pt

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Observação: Nesta planificação, indicamos apenas os “conteúdos fundamentais que devem ser ensinados aos alunos”, de acordo com as Metas Curriculares (MC, pág. 4).

1.º período

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Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos Avaliação
(modalidades e instrumentos)

Unidade 0 Educação Literária Leitura  aderno Chegar


C – Avaliação de diagnóstico
Cais de embarque a bom porto… (págs. 15-19 do manual)
Texto literário. Crónica. Conto. Texto narrativo, texto expositivo, texto
Preparar a Prova
Romance. de opinião, recensão de livro, – Avaliação da compreensão oral
Final
Texto dramático (ato, cena, fala e indicação descrição, retrato. (págs. 39, 47, 68, 76, 84 e 90 do
cénica). Texto argumentativo (crítica, cartoon). manual e CD de Recursos)
Unidade 1 Tema. Ideias principais. Leitura expressiva. Caderno de
Primeira etapa Pontos de vista. Universos de Tema. Ideias principais. Atividades – Produção de textos e resolução
referência. Pontos de vista. de questionários de natureza
– História sem palavras (pág. 22) Narrativa: elementos constitutivos Deduções e inferências. diversa (manual, caderno Chegar a
– Artigo de imprensa (pág. 25) (estrutura, ação, personagens, narrador, bom porto… Preparar a Prova Final e
contextos espacial e temporal). Estruturação do texto.
– Elogio do subúrbio (pág. 28) Caderno de Atividades)
Ponto de vista das personagens. Coerência e coesão textual.
– A aia (pág. 33)
Processos de construção ficcional Título.
– A galinha (pág. 40) – Autoavaliação
(organização das sequências narrativas). Paratexto. (pág. 77 do manual)
– Felicidade clandestina (pág. 50)
Recursos expressivos (metáfora, Sentido global.
– Recensão (pág. 54) comparação, hipérbole, antítese, ironia,
alegoria, eufemismo).
Expressão idiomática. – Testes de compreensão escrita
– Um dia destes (pág. 56)
(1 e 2 – págs. 18 e 20 do Caderno
– Um cartão misterioso (pág. 61) Sentido figurado.
Escrita do Professor e CD de Recursos)
– A algaravia (pág. 64) Sinais de pontuação – valores
– Meu pé de laranja lima (pág. 70) discursivos. Texto narrativo (crónica).
Texto argumentativo: comentário – Testes de avaliação
(Guião de leitura – pág. 74) Valores culturais, éticos e políticos (1 e 2 – págs. 31 e 37 do Caderno
manifestados. crítico. do Professor e CD de Recursos)
Contexto social, histórico, cultural e Coerência e coesão. Conectores
discursivos. Consultar Índice
geográfico.
Sinais de pontuação. de recursos
Recriação de obra literária.
Guião para uma dramatização. multimédia nas
Escrita para fruição estética.
Planificação do texto. páginas 13-15
Revisão do texto. deste Caderno.
Citação.

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1.º período

Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos Avaliação


(modalidades e instrumentos)

Unidade 2 Oralidade Pronome pessoal em adjacência  aderno Chegar


C – Grelhas de registo de avaliação:

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À barca, à barca! verbal. a bom porto… – expressão oral
Registo e tratamento de informação:
Discurso direto e indireto. Preparar a Prova – leitura em voz alta
– Textos expositivos (págs. 85, 87) ideias-chave; tomar notas.
Funções sintáticas (revisão): Final – escrita
Tema e assunto. (CD de Recursos)
Auto da Barca do Inferno Sujeito.
Intencionalidade comunicativa.
•Introdução (pág. 89) Predicado.  aderno de
C
Manifestação de ideias e pontos de
•O Arrais do Inferno e o Fidalgo (pág. 92) Complemento direto. Atividades
vista.
Complemento indireto.
Apreciação crítica.
– Cartoon (pág. 87) Complemento oblíquo.
Debate.
– Carta (pág. 100) Complemento agente da passiva.
Planificação do texto oral (tópicos).
Predicativo do sujeito.
Argumentar.
Modificador.
Variedades do português (contexto
geográfico). Vocativo.
Utilização de ferramentas tecnológicas Frase ativa e frase passiva.
como suporte de intervenção oral. Arcaísmo.
Processos fonológicos.
Palavras divergentes e convergentes.
Gramática
Registos de língua.
Formação de palavras. Variedade brasileira do português.
Palavras polissémicas. Conectores.
Relações semânticas: hiperonímia e
holonímia.
Classes de palavras (revisão):
Adjetivo. Consultar Índice
Advérbio. de recursos
Pronome. multimédia nas
Determinante. páginas 13-15
Nome. deste Caderno.
Verbo (flexão).
Preposição.
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2.º período

Avaliação

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Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos (modalidades e instrumentos)

Unidade 2 Educação Literária Sentido global. Caderno Chegar – Avaliação da compreensão oral
(págs. 108, 164, 174 e 188 do manual
À barca, à barca! Expressão idiomática. a bom porto… e CD de Recursos)
(continuação)
Texto literário.
Preparar a Prova
Texto dramático (estrutura).
Oralidade Final – Produção de textos e resolução
Auto da Barca do Inferno Epopeia (estrutura).
•O Onzeneiro (pág. 103) Valores culturais, éticos e políticos Registo e tratamento de informação: de questionários de natureza
•O Parvo (pág. 108) manifestados. Caderno de diversa (manual, Caderno Chegar a
ideias-chave; tomar notas.
Atividades bom porto… Preparar a Prova Final e
•Cenas V a X – trabalho de grupo Contexto social, histórico, cultural e Exposição oral. Caderno de Atividades)
(págs. 113-137) geográfico. Reconto.
•Os Quatro Cavaleiros (pág. 138) Tema. Ideias principais. Planificação do texto oral. – Autoavaliação
Pontos de vista. Universos de Utilização de ferramentas tecnológicas (pág. 149 do manual)
– Levando um velho avarento (pág. 103) referência. como suporte de intervenção oral.
– Uma viagem atribulada (pág. 143) Recursos expressivos (alegoria, ironia, Manifestação de ideias e pontos – Testes de compreensão escrita
– Graça e desgraça de Mestre Gil (pág. 147) eufemismo, antítese, personificação,
de vista. (3 e 4 – págs. 22 e 24 do Caderno do
– Cartoons (págs. 140, 145, 146, 147) hipérbato, perífrase, apóstrofe, símbolo, Professor e CD de Recursos)
comparação). Argumentar.
Sentido figurado. Variedades do português (contexto
Relações de intertextualidade. geográfico). – Testes de avaliação (3 e 4 – págs.
43 e 50 do Caderno do Professor e CD
Recriação de obra literária. de Recursos)
Escrita para fruição estética (carta,
notícia, entrevista, prefácio).
– Teste de verificação de leitura
do Auto da Barca do Inferno
Leitura (CD de Recursos)

Texto expositivo, texto de dicionário,


Consultar Índice
cartoon, letra de canção.
de recursos
Tema. Ideias principais.
multimédia nas
Pontos de vista.
páginas 13-15
Deduções e inferências.
deste Caderno.
Estruturação do texto.
Coerência e coesão textual.
Título.

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2.º período

Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos Avaliação


(modalidades e instrumentos)

Unidade 3 Escrita Oração subordinada adverbial Caderno Chegar – Grelhas de registo de avaliação:

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Miradouro do Restelo consecutiva. a bom porto… – expressão oral
Texto expositivo – planos, resumos – leitura em voz alta
Oração subordinada adjetiva Preparar a Prova
– Sabemos muito pouco de Camões e sínteses. – escrita
relativa. Final
(pág. 160) Texto argumentativo. (CD de Recursos)
Classes de palavras:
– Má fortuna (pág. 165) Comentário crítico.
Conjunção coordenativa e Caderno de
– Luís, o poeta, salva a nado o poema Paráfrase.
(pág. 166) subordinativa. Atividades
Planificação do texto.
Locução conjuncional.
– Textos expositivos (págs. 167, 169) Guião para uma dramatização.
Pronome.
Pontuação e sinais auxiliares
Os Lusíadas Arcaísmo.
de escrita.
•Proposição (pág. 171) Palavras divergentes e convergentes.
•Consílio dos deuses (pág. 174) Discurso direto e indireto.
•Inês de Castro (pág. 182) Gramática Conectores.
•Despedidas em Belém (pág. 190) Funções sintáticas:
•O Adamastor (pág. 195) Modificador do nome restritivo
e apositivo.
– Mar Português (pág. 193) Processos fonológicos.
– Letra de canção (pág. 194) Evolução semântica.
– O Mostrengo (pág. 202) Formação de palavras.
Palavras polissémicas.
Campo semântico.
Registos de língua.
Frase simples e complexa.
Consultar Índice
Divisão e classificação de orações.
de recursos
Coordenação (revisão).
multimédia nas
Subordinação:
páginas 13-15
Orações subordinadas adverbiais
deste Caderno.
(revisão).
Oração subordinada adverbial
concessiva.
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3.º período

Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos Avaliação

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(modalidades e instrumentos)

Unidade 3 Educação Literária Estruturação do texto. Caderno Chegar – Avaliação da compreensão oral
(págs. 240, 244, 255 e 257 do manual
Miradouro do Restelo Título. a bom porto… e CD de Recursos)
Texto literário.
(continuação) Organização da informação em Preparar a Prova
Epopeia.
tópicos. Final – Produção de textos e resolução
Os Lusíadas Poesia lírica (elementos constitutivos).
Sentido global. de questionários de natureza
•Tempestade e chegada à Índia (pág. 204) Soneto (características).
Paráfrase. Caderno de diversa (manual, caderno Chegar a
•A Ilha dos Amores – preparativos Valores culturais, éticos e políticos
(pág. 212) Atividades bom porto… Preparar a Prova Final e
manifestados. Caderno de Atividades)
•A Ilha dos Amores – a (a)ventura de Contexto social, histórico e cultural. Oralidade
Lionardo (pág. 219) Tema. Ideias principais. Debate. – Autoavaliação
•Despedida de Tétis e regresso a Portugal Pontos de vista. Universos de Descrição. (págs. 228 e 267 do manual)
(pág. 222) referência. Exposição de ideias e opiniões.
Recursos expressivos (comparação, Apreciação crítica. – Testes de compreensão escrita
– Elogio da couve portuguesa (pág. 216) hipérbole, perífrase, enumeração, apóstrofe,
Argumentar. (5 e 6 – págs. 26 e 28 do Caderno do
– Camões dirige-se aos seus metáfora, antítese, símbolo, ironia, anáfora, Professor e CD de Recursos)
sinédoque, pleonasmo). Registo e tratamento de informação:
contemporâneos (pág. 226)
– Depoimento (pág. 227) Relações de intertextualidade. ideias-chave; tomar notas.
Intencionalidade comunicativa. – Testes de avaliação (5 e 6 – págs.
Sinais de pontuação – valores 57 e 63 do Caderno do Professor e CD
discursivos. de Recursos)
Escrita para fruição estética.
– Teste de verificação de leitura
Leitura de Os Lusíadas (CD de Recursos)
Texto de opinião (crónica).
Texto expositivo, texto científico, Consultar Índice
cartoon, letra de canção, de recursos
comentário, entrevista. multimédia nas
Leitura expressiva. páginas 13-15
Tema. Ideias principais. deste Caderno.
Pontos de vista.
Deduções e inferências.
Coerência e coesão textual.

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3.º período

Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos Avaliação


(modalidades e instrumentos)

Unidade 4 Gramática Caderno Chegar – Grelhas de registo de avaliação:


Escrita

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Praça dos poetas Formação de palavras (derivação não a bom porto… – expressão oral
Texto expositivo. – leitura em voz alta
afixal). Preparar a Prova
12 poemas (págs. 236-266) Síntese. – escrita
Valores de prefixos. Final
Texto de opinião. (CD de Recursos)
– Texto científico (pág. 238) Família de palavras.
Texto argumentativo (opinião).
– Entrevista (pág. 242) Expressão idiomática.  aderno de
C
– Comentário (pág. 246) Palavras polissémicas. Atividades
– Cartoons (págs. 246, 260) Campo semântico.
Relações semânticas entre palavras.
Funções sintáticas (consolidação).
Divisão e classificação de orações.
Subordinação (consolidação).
Oração subordinada substantiva Consultar Índice
relativa. de recursos
Classes de palavras (consolidação). multimédia nas
Processos fonológicos. páginas 13-15
Conectores. deste Caderno.

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Índice de recursos multimédia

Tipo de recurso Título Página do


Manual
Unidade 1
Vídeo O dia em que um sorriso parou São Paulo (Brastemp) 23
BRIP Animação sobre a crónica 24
Áudio “A aia”, de Eça de Queirós 33
Vídeo Eça de Queiroz, Episódios da vida romântica (RTP) 39
Áudio “A galinha”, de Vergílio Ferreira 40
Vídeo A Neve no Teatro das Beiras (Beira TV) 47
Áudio “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector 50
Áudio Comentário à obra Casos do Beco das Sardinheiras 68
PDF e Word Proposta de resolução do Guião de Leitura – Meu Pé de Laranja Lima 74
Vídeo Ler + Ler Melhor (RTP) 76
Unidade 2
Vídeo Grandes Livros, Auto da Barca do Inferno – excerto 1 84
Vídeo Grandes Livros, Auto da Barca do Inferno – excerto 2 90
Áudio “O Arrais do Inferno e o Fidalgo”, cenas I e II do Auto da Barca do Inferno 92
PDF e Word Quadro geral de análise – Auto da Barca do Inferno 102
Áudio “O Onzeneiro”, cena III do Auto da Barca do Inferno 103
BRIP Representações da cena do “Onzeneiro” 103
Vídeo Parvo: os significados para lá da palavra (Sapo Notícias) 108
Áudio “O Parvo”, cena IV do Auto da Barca do Inferno 108
BRIP Sequência didática sobre a cena do “Parvo” 108
Áudio “Os Quatro Cavaleiros”, cena XI do Auto da Barca do Inferno 138
Sequência didática sobre as orações subordinadas relativas restritivas e
BRIP 141
explicativas
PDF e Word Propostas de redação de textos 146
PPT e Flipchart Teste de verificação de leitura do Auto da Barca do Inferno 152
BRIP Animação sobre a estrutura do Auto da Barca do Inferno 152
BRIP Animação sobre os tipos de cómico no Auto da Barca do Inferno 153
BRIP Animação sobre os tipos sociais no Auto da Barca do Inferno 154
Unidade 3

Vídeo Grandes Livros, Os Lusíadas – excerto 1 164


Áudio Canção “Má fortuna”, Auto da Pimenta, Rui Veloso 165
PPT Soneto “Erros meus, má fortuna, amor ardente”, de Luís de Camões 165
PPT e Flipchart “Luís, o poeta, salva a nado o poema”, de Almada Negreiros 166
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Vídeo Grandes Livros, Os Lusíadas – excerto 2 174


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Áudio “Inês de Castro”, episódio de Os Lusíadas 182


Vídeo Filme “Inês de Portugal”, de José Carlos de Oliveira (excerto) 188

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Tipo de recurso Título Página do
Manual
Áudio “Mar Português”, de Fernando Pessoa 193
PPT e Flipchart “Mar Português”, de Fernando Pessoa 193
Áudio Canção “Mulheres d’Armas”, Auto da Pimenta, Rui Veloso 194
Áudio “O Adamastor”, episódio de Os Lusíadas 195
Áudio “O Mostrengo”, de Fernando Pessoa 202
PPT e Flipchart “O Mostrengo”, de Fernando Pessoa 202
Áudio “A Ilha dos Amores – preparativos”, episódio de Os Lusíadas 212
Áudio “Camões dirige-se aos seus contemporâneos”, de Jorge de Sena 226
PPT e Flipchart “Camões dirige-se aos seus contemporâneos”, de Jorge de Sena 226
PPT e Flipchart Teste de verificação de leitura de Os Lusíadas 228
Unidade 4
Áudio “Aquela nuvem parece um cavalo…”, de José Gomes Ferreira 236
PPT e Flipchart “Aquela nuvem parece um cavalo…”, de José Gomes Ferreira 236
PDF Esquematização do texto da página 238 239
Vídeo “E tudo era possível” – Voz – vídeo-poemas em língua portuguesa (RTP) 240
PPT e Flipchart “E tudo era possível”, de Ruy Belo 240
BRIP Sequência didática sobre Ruy Belo – vida e obra; análise de um poema 240
PDF “Meus dias de rapaz, de adolescente”, de António Nobre 241
PPT e Flipchart “Meus dias de rapaz, de adolescente”, de António Nobre 241
BRIP Animação sobre o soneto 241
PPT e Flipchart Poemas de Fernando Pessoa 244
Áudio Canção “O menino da sua mãe”, Mafalda Veiga 244
PDF Cartoons 246
Áudio Canção “Estou além”, António Variações 248
Áudio “Quási”, de Mário de Sá-Carneiro 249
PPT e Flipchart “Quási”, de Mário de Sá-Carneiro 249
Áudio “Escrever”, de Irene Lisboa 252
PPT e Flipchart “Escrever”, de Irene Lisboa 252
Áudio “Uma pequenina luz”, de Jorge de Sena 254
PPT e Flipchart “Uma pequenina luz”, de Jorge de Sena 254
Áudio “Quem a tem”, de Jorge de Sena 255
Vídeo Um Poema por Semana (RTP) 256
Vídeo Grandes Livros, Navegações 257
PPT e Flipchart Poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen 258
Vídeo “Quando a harmonia chega” – Câmara Clara (RTP) 261
PPT e Flipchart “Quando a harmonia chega”, de Carlos de Oliveira 261
PDF Imagens para escrita de um texto 261
PPT e Flipchart “Contas”, de Nuno Júdice 262
Áudio “Receita de Ano Novo”, de Carlos Drummond de Andrade 264
PPT e Flipchart “Receita de Ano Novo”, de Carlos Drummond de Andrade 264
fotocopiável

PPT e Flipchart “Receita para fazer um herói”, de Reinaldo Ferreira 266

14

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Tipo de recurso Título Página

Chegar a bom porto… Preparar a Prova Final


Auto da Barca do Inferno… cena a cena
PDF e Word Resposta à atividade 1. (Fidalgo) 2
PDF e Word Resposta à atividade 2. (Onzeneiro) 4
PDF e Word Resposta à atividade 3. (Parvo) 6
PDF e Word Resposta à atividade 4. (Sapateiro) 7
PDF e Word Resposta à atividade 5. (Frade) 9
PDF e Word Resposta à atividade 6. (Alcoviteira) 10
PDF e Word Resposta à atividade 7. (Judeu) 11
PDF e Word Resposta à atividade 8. (Corregedor e Procurador) 12
PDF e Word Resposta à atividade 9. (Enforcado) 13
PDF e Word Resposta à atividade 10. (Os Quatro Cavaleiros) 14
Os Lusíadas… episódio a episódio
PDF e Word Resposta à atividade 1. (Proposição) 15
PDF e Word Resposta à atividade 2. (Consílio dos Deuses) 16
PDF e Word Resposta à atividade 3. (Inês de Castro) 18
PDF e Word Resposta à atividade 4. (Despedidas em Belém) 20
PDF e Word Resposta à atividade 5. (O Adamastor) 21
PDF e Word Resposta à atividade 6. (Tempestade e chegada à Índia) 23
PDF e Word Resposta à atividade 7. (A Ilha dos Amores – preparativos) 24
PDF e Word Resposta à atividade 8. (A Ilha dos Amores – a (a)ventura de Lionardo) 25
PDF e Word Resposta à atividade 9. (Despedida de Tétis e regresso a Portugal) 26
Redigir… vários tipos de texto
PDF e Word Texto narrativo 27
PDF e Word Texto expositivo 29
PDF e Word Texto argumentativo 31
Caderno do Professor
PDF Lista de obras e textos para Educação Literária – 9.º ano (Metas Curriculares) 4
PDF e Word Planificação anual 7
PDF e Word Planos de aula para todas as unidades 16
PDF e Word 6 testes de compreensão escrita 18
PDF e Word 6 testes de avaliação / Modelos de Prova Final 31
PDF e Word Grelha de avaliação dos testes de compreensão escrita 72
PDF e Word Grelha de registo de avaliação da leitura em voz alta 72
DIAL9CP © Porto Editora

PDF e Word Grelha de registo de avaliação da expressão oral 72


PDF e Word Grelha de registo de avaliação da escrita 72
PDF e Word Modelo de plano de aula 72

Observação: Para além destes recursos, selecionámos várias animações e sequências didáticas do BRIP
fotocopiável

sobre obras abordadas no 9.º ano, seus autores, contextualizações históricas e conteúdos gramaticais. A lista
destes recursos será enviada antes do início do ano letivo de 2013-2014.

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Plano de aula
Unidade Didática: Primeira etapa (Texto narrativo em prosa) Ano / Turma: 9.º Ano letivo:
Aulas n.º 1 e 2 Sumário:

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Data: - - Crónica: características. Tema. Recursos expressivos: metáfora; adjetivo. Artigo de imprensa.
Atividade de oralidade a partir de vídeo. Redação de crónica.
Tempo: 4 + [1] tempos letivos
Formação de palavras. Palavras polissémicas. Relações semânticas: hiperonímia e hiponímia.

Avaliação
Domínio /
Objetivos / Descritores de desempenho Desenvolvimento da aula Recursos (modalidades e
Conteúdos
instrumentos)

Educação EL9 – 20. Ler e interpretar textos literários. 1. Leitura em voz alta do texto “História sem palavras” Manual, Resolução de
Literária – Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e resolução individual dos exercícios 2. e 3. pp. 22-27, questionários.
Texto literário. e universos de referência, justificando. 2. Resolução oral dos exercícios 4. e 5., com 278-282
Crónica. Tema. registo, no caderno diário, das metáforas Observação
– Identificar e reconhecer o valor expressivo dos
Ideias principais. identificadas. direta.
recursos expressivos já estudados.
Recursos
– Reconhecer e caracterizar textos de diferentes 3. Sistematização das características da crónica a CD Recursos /
expressivos
géneros ([…] crónica […]). partir da visualização da animação “Crónica”. e-Manual:
(metáfora,
4. Visualização do vídeo “O dia em que um sorriso – animação
adjetivo) O9 – 3. Participar oportuna e construtivamente em parou São Paulo”, seguida de troca de opiniões, “Crónica”
Oralidade situações de interação oral. de acordo com os passos indicados na Fase 1 da – vídeo “O dia em
Tema e assunto. – Debater e justificar ideias e opiniões. rubrica Oralidade e Escrita (p. 23). Esta atividade que um sorriso
Intencionalidade – Considerar pontos de vista contrários e reformular servirá de preparação para a atividade parou São Paulo”
comunicativa. posições. apresentada na Fase 2 da mesma rubrica:
Manifestação de redação de uma breve crónica a partir de
ideias e pontos O7 – 2. Registar, tratar e reter a informação. indicações dadas.
de vista. Registo
– Tomar notas. 5. Apresentação dos trabalhos de grupo à turma,
e tratamento de
sendo avaliado o cumprimento das indicações
informação: E9 – 14. Redigir textos com coerência e correção
previamente definidas.
tomar notas. linguística.
6. Leitura silenciosa do artigo de imprensa
– Dar ao texto a estrutura e o formato adequados,
Escrita “Aconchego”.
respeitando convenções tipológicas e (orto)gráficas
Texto narrativo 7. Resolução, individual ou em pares, dos exercícios
estabelecidas.
(crónica) 2. e 3. (p. 26)
DIAL9CP © Porto Editora
>>

fotocopiável

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Avaliação
Domínio /

DIAL9CP-02
Objetivos / Descritores de desempenho Desenvolvimento da aula Recursos (modalidades e
Conteúdos
instrumentos)

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Leitura L9 – 9. Interpretar textos de diferentes tipologias 8. Correção coletiva dos exercícios.
Ideias principais. e graus de complexidade. 9. Revisão dos seguintes conteúdos gramaticais: Manual – A minha
Deduções e – Explicitar temas e ideias principais […]. processos de formação de palavras, polissemia e gramática,
inferências. relações semânticas de hiperonímia e hiponímia. pp. 278-288.
Coesão e L7 – 8. Interpretar textos de diferentes tipologias Estes conteúdos podem ser revistos a partir da
coerência. e graus de complexidade. consulta da ficha informativa Formação de
Gramática – Fazer deduções e inferências. palavras e relações semânticas de A minha
Formação de – Detetar elementos do texto que contribuem para a gramática, pp. 278-288.
palavras. construção da continuidade e da progressão 10. Resolução individual dos exercícios 1. a 4. da
Polissemia. temática e que conferem coerência e coesão ao rubrica Gramática (p. 27).
Relações texto: b) substituições por pronomes (pessoais,
semânticas demonstrativos e possessivos); c) substituições por Observações:
(hiperonímia e sinónimos e expressões equivalentes; d) referência
a. Os processos irregulares de palavras (exercício
holonímia). por possessivos.
1.2.1., p. 27) não integram as Metas
Curriculares, não sendo, pois, um conteúdo
G7 – 21. Explicitar aspetos fundamentais da
considerado essencial.
morfologia.
b. Poderão ser marcados, para trabalho de casa e/ Caderno de
– Sistematizar padrões de formação de palavras
ou para treino na sala de aula, alguns exercícios Atividades:
complexas: derivação (afixal e não afixal) e
do Caderno de Atividades sobre os conteúdos exercícios das
composição (por palavras e por radicais).
gramaticais revistos: fichas 2, 3 e 4 – pp. 6 a 16. pp. 6 a 16.
G8 – 25. Reconhecer propriedades das palavras
e formas de organização do léxico.
– Identificar palavras polissémicas e seus
significados.
Este e os restantes planos de aula
– Reconhecer e estabelecer as seguintes relações para todas as unidades estarão
semânticas: sinonímia, antonímia, hiperonímia e
disponíveis em setembro de 2013.
holonímia.

Nota: Sendo, atualmente, variável a duração de cada aula (45 ou 50 minutos), optámos por indicar apenas o total de tempos letivos. Em cada caso, terá de ser feito
o ajuste necessário.

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Teste de compreensão escrita 1

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Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Um livro por semana


As pessoas que trabalham e tiram uma semana de férias voltam com o cérebro descansado mas
intacto no que diz respeito às ligações ao trabalho. Quando as férias são mais longas, pode haver
uma queda acentuada de sinapses1 cerebrais associadas às atividades do trabalho. Daí aquela sensa-
ção de preguiça que nos invade após umas férias mais prolongadas.
5 Ao retomar o trabalho, o cérebro precisa de ser reeducado e exercitado para recuperar o empe-
nho que, de alguma forma, perdeu. É justamente por precisar de ser permanentemente estimulado
que o cérebro das pessoas que se reformam e não se dedicam a nenhuma atividade, muitas vezes,
acaba por envelhecer mais precocemente.
Especialistas em Neurociência recentemente citados pela revista brasileira Veja garantem que a
10 melhor maneira de exercitar o cérebro é dedicar todos os dias algum tempo à leitura. Para quem não
gosta particularmente de ler sugerem jogos de xadrez, viajar ou aprender a falar línguas.
Jogar xadrez é um excelente exercício mental porque exige concentração e capacidade de inven-
tar saídas para novas situações. E quem diz xadrez, diz bridge ou um jogo de cartas mais complexo
do que a clássica bisca ou o burro em pé.
15 Aprender uma nova língua é, por outro lado, um desafio permanente para o cérebro e, por isso,
um dos mais estimulantes. Conforme dizem os especialistas citados, “esta atividade provoca uma
espécie de reação em cadeia no cérebro que se vê obrigado a criar novas combinações para decifrar
e armazenar palavras até então desconhecidas”.
Viajar e ler são alternativas possíveis para manter as nossas capacidades cerebrais despertas e
20 ativas.
“Quando alguém lê está a criar novas imagens, a aprender novos conceitos e, até, a exercitar
a fala. Enquanto lemos os músculos da língua mexem quase impercetivelmente”.
Posto isto, ler um livro por semana é uma das melhores apostas que podemos fazer nos dias que
correm. Embora todos se queixem da falta de tempo, todos temos a secreta certeza de que, organi-
25 zado de outra maneira, o nosso pouco tempo pode render muito mais. Basta fazer as coisas de outra
maneira e, em vez de ficarmos esquecidos à frente da televisão noites a fio, programar aquilo que
queremos mesmo ver e, nos outros dias, desligar o aparelho e pegar num livro, num jornal ou numa
revista.
Tudo a pensar no prazer mas, também, na nossa saúde mental!

Laurinda Alves, XIS ideias para pensar, 20.ª ed., Oficina do Livro, 2009
fotocopiável

1. s inapse: termo que designa a região de contacto entre dois neurónios, onde se efetua a transmissão da atividade ner-
vosa propagada.

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Teste de comprensão escrita 1

1. Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).


V F

a. A cronista defende a leitura de um livro por semana para ampliar a cultura


dos por­­­­­­tugueses.
b. As férias mais prolongadas são benéficas para as atividades de trabalho,
pois acentuam as sinapses cerebrais.
O cérebro das pessoas que se reformam, mas mantêm outra atividade,
c.
envelhece precocemente.
A autora cita especialistas em Neurociência para dar força à sua opinião.
d.
O cérebro pode ser exercitado lendo, viajando, jogando damas e aprendendo
e.
línguas.
f. Jogar bridge, a bisca ou o burro em pé apresenta as mesmas vantagens que
jogar xadrez.
A expressão “Posto isto”
g. (linha 23) introduz uma conclusão.
Uma melhor organização do tempo permitirá ler mais.
h.

2. Assinala, em cada item (2.1. a 2.4.), a opção correta, de acordo com o sentido do texto.
2.1. A palavra “que” (linha 6) tem como antecedente
a. “o trabalho”.
b. “o cérebro”.
c. “o empenho”.

2.2. A palavra “precocemente” (linha 8) pode ser substituída por


a. prematuramente.
b. lentamente.
c. prudentemente.

2.3. A palavra “impercetivelmente” (linha 22) pode ser substituída por


a. rapidamente.
b. subtilmente.
c. calmamente.

2.4. A palavra “Embora” (linha 24) pode ser substituída por


a. Ainda que.
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b. Conforme.
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c. A menos que.

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Teste de compreensão escrita 2

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Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

SMS de Natal – um caso a estudar


SILÊNCIO, por favor. Calem-se todos por um minuto e ouçam, deixem soar
o triunfo da tecnologia sobre a gramática. Hoje é antevéspera de Natal e um cântico
polifónico1 ecoa pelo país. Refiro-me à melodia dos avisos de mensagens dos nossos
telemóveis debitando os melhores votos de um “f. natl na comp. de tds” e de “mt paz e
5 mts bjs” e “q o men. Jes. ponha no v. spatnho td o q + desejarem”. Os portugueses falam
mau português, queixam-se os especialistas. A escrever ainda somos piores, lamenta o
Ministério da Educação. O serviço de sms disponibilizado pelas operadoras de telemó-
veis veio resolver os dois assuntos de uma penada. E em época de festas, o frenesi atinge
níveis mundialmente inauditos2. No Natal do ano passado, de acordo com os dados
10 oficiais, os portugueses passaram dez séculos a mandar sms uns aos outros. O próprio
Einstein ficaria aturdido com esta relação espaço/tempo. São estas coisas que nos fazem
diferentes dos outros povos. Escrevemos pouco e mal e lemos mal e pouco? Mentira.
Nos teclados dos nossos pequenos aparelhos celulares, somos os maiores escritores e os
maiores leitores do mundo. E inventámos códigos, neologismos e associações curtas de
15 consoantes, fulminantes de significados. Espertos como somos, substituímos longos
enunciados de perguntas óbvias pelo simples sinal de interrogação, num processo de
economia narrativa de fazer inveja a catedráticos. Talentosos como somos, estabelece-
mos uma rara cumplicidade no entendimento do texto entre o emissor e o recetor, efeito
somente ao alcance dos grandes inovadores. Ao contrário dos telegramas, os sms são
20 rápidos e dispensam intermediários. Ora, num país em que tudo é lento e não se dispen-
sam os intermediários, as virtualidades deste serviço merecem uma apologia3. Atribuo
esta febre de comunicar em cifras ao facto de o país ter vivido centenas de anos sob o
domínio da Inquisição e metade do século XX sob o domínio da polícia secreta do
Estado Novo, traumas históricos que nos moldaram o código genético de forma a ser-
25 mos cautelosos, quase impercetíveis, nas nossas mensagens pessoais. Cautelosos, imper-
cetíveis e, sobretudo, económicos. “Manda um toque quando chegares, ok?” Não lhes
daremos dinheiro a ganhar!

Leonor Pinhão, Expresso, Única, 23 de dezembro de 2006

1. polifónico: com multiplicidade de sons. 2. inauditos: que nunca se ouviu dizer; incríveis. 3. apologia:
elogio; louvor.
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Teste de comprensão escrita 2

1. Seleciona, em cada item (1.1. a 1.6.), a opção correta relativamente ao sentido do texto.

1.1. A autora da crónica pede silêncio para


a. escutar os cânticos de Natal.
b. destacar o número de mensagens enviadas.
c. chamar a atenção de todos para a sua crónica.

A expressão “o triunfo da tecnologia sobre a gramática” (linha 2) significa que


1.2.
a.  cronista considera mais importante aprender a trabalhar com tecnologias do que
a
aprender a falar e escrever corretamente.
b. as novas tecnologias colocam em segundo plano os restantes saberes.
c.  s mensagens de telemóveis, apesar de não respeitarem as normas gramaticais,
a
são muito utilizadas.

1.3. A palavra “debitando” (linha 4) pode ser substituída por


a. retirando.
b. registando.
c. cantando.

1.4. A cronista diz que é mentira que escrevemos e lemos pouco porque
a. escrevemos e lemos, constantemente, sms.
b. existem grandes escritores e declamadores portugueses.
c. todas as crianças portuguesas sabem ler e escrever.

1.5. A autora considera, ironicamente, que as sms vieram resolver dois problemas:
a. a distância entre entes queridos e a necessidade de comunicar rapidamente.
b.  incapacidade de interação com as tecnologias e o desconhecimento da gramá-
a
tica.
c. as deficiências na comunicação oral e as dificuldades na escrita dos portugueses.

1.6. Leonor Pinhão sugere, com ironia, que utilizamos cifras nas sms devido
a. aos regimes repressivos que dominaram o país durante séculos.
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b. ao desejo de pertencer a um grupo com um código secreto.


c. à complexidade da gramática portuguesa.
fotocopiável

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Teste de compreensão escrita 3

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Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Pontapé de saída
Costumo dizer aos meus alunos de Escrita Criativa que o título é o cartão de visita de uma obra
– para o bem e para o mal. Muitas vezes, quem passeia por entre as estantes de uma livraria detém-se
num romance porque o seu nome suscita curiosidade ou causa estranheza. Há pouco tempo, adquiri
o segundo volume da saga Millenium, de Stieg Larsson, precisamente por causa do título provo-
5 cante: A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo. Tanto os escritores como
as editoras prestam atenção à escolha do título de uma obra, porque um nome apelativo vende. No
entanto, batizar um livro nem sempre constitui uma tarefa fácil ou consensual. Certos textos que
hoje fazem parte da biblioteca da maioria dos leitores apresentaram, provisoriamente, títulos banais
ou disparatados. O célebre romance de aventuras A Ilha do Tesouro, de Robert Lewis Stevenson,
10 esteve quase para ser chamado O Cozinheiro Marítimo. Talvez um pirata gourmet o comprasse,
sem hesitação, mas duvido seriamente do êxito de um livro com tal nome. Lev Tolstoi, o mestre da
literatura russa, rejeitou o horrendo lugar-comum Tudo está Bem quando Termina em Bem a favor
de um título lapidar: Guerra e Paz. Charles Dickens foi outro autor que magicou constantemente no
batismo dos seus romances. Para Tempos Difíceis, uma obra-prima que espelha as dificuldades do
15 povo durante a Revolução Industrial, listou catorze títulos possíveis, entre os quais o risível Dois e
Dois São Quatro! Qual o segredo de um bom título? Usando uma metáfora futebolística, o nome de
um livro deve ser como o pontapé de saída de um jogo: curto e bem apontado. Um título breve,
como Tubarão, de Peter Benchley, é mais facilmente memorizável do que um longo. Uma exceção de
cinco estrelas é o nome do romance histórico de Mário de Carvalho, Um Deus Passeando pela Brisa
20 da Tarde. É extenso, mas a sua beleza quase lírica torna-o irresistível.
Outros títulos apelam diretamente à curiosidade do leitor: O Diário Secreto de Adrian Mole, o
célebre romance de Sue Townsend, inclui palavras-chave cruciais, que convidam à coscuvilhice. Afi-
nal, quem não tentou espreitar o diário de uma irmã mais nova, para conhecer os esqueletos que
guarda no armário? Contudo, por vezes, a simplicidade funciona brilhantemente. De longe, a esco-
25 lha mais prática de um título cabe ao meu ex-professor Helder Macedo, que chamou Sem Nome ao
seu romance mais satírico. O motivo foi simples: era esta a designação do ficheiro Word em que
estava a trabalhar e acabou por se habituar a ela.
Sugiro-lhe que elabore sempre uma lista de títulos possíveis para as suas narrativas ou poemas,
e que a discuta com colegas e amigos. Qual é o nome mais original? Será adequado ao assunto e
30 conteúdo do texto, focando um aspeto relevante deste? É facilmente memorizável pelo leitor? Não se
confunde com outros títulos já existentes no mercado? Se a resposta a estas quatro questões for afir-
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mativa, o escritor aprendiz terá dado um bom pontapé de saída.


João de Mancelos, in Os meus livros, julho de 2010

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Teste de comprensão escrita 3

1. Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V), falsas (F) ou indeterminadas (I).

V F I

a. O título da crónica remete para as características de um bom título.


Os títulos das obras são decididos pelas editoras.
b.
c. A venda de uma obra é influenciada pelo seu título.
A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo
d. 
foi o livro mais vendido de Stieg Larsson.
e. Existem obras famosas cujos títulos provisórios eram pouco apelativos.
f. Os escritores listam títulos possíveis, discutindo-os depois com os que
lhes são próximos.
Os títulos longos são irresistíveis.
g.
O cronista não apresenta estratégias para escolher um bom título.
h.

2. Assinala, em cada item (2.1. a 2.5.), a opção correta, de acordo com o sentido do texto.

2.1. A palavra “lapidar” (linha 13) pode ser substituída por


a. antagónico. b. perfeito. c. conflituoso.

2.2. A palavra “magicou” (linha 13) pode ser substituída por


a. cismou. b. inovou. c. fracassou.

A expressão “os esqueletos que guarda no armário” (linhas 23-24) significa


2.3.
a. “as suas ideias”.
b. “os seus objetos mais preciosos”.
c. “os seus segredos”.

2.4. A palavra “que” (linha 22) tem como antecedente


a. “palavras-chave cruciais”.
b. “Outros títulos”.
c. “O Diário Secreto de Adrian Mole”.

A palavra “para” (linha 23) pode ser substituída por


2.5.
DIAL9CP © Porto Editora

a. apesar de.
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b. não obstante.
c. a fim de.
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Teste de compreensão escrita 4

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Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Cinema, literatura e cultura geral


O grande sucesso de maus produtos culturais e nomeadamente de algum cinema
que têm chegado às salas passa muito pela falta de exigência do público e dos especta-
dores. A sociedade global tende cada vez mais para a banalização e, infelizmente, cada
vez mais para uma certa pobreza cultural. As duas guerras mundiais que assolaram a
5 Europa no século passado criaram, entre outras coisas, uma necessidade de liberdade
e maior poder de escolha nas pessoas. No entanto, algo que foi muito positivo acabou
por criar igualmente nas sociedades ocidentais, distintas e diferenciadas, muitas dúvi-
das e carências culturais que se refletem cada vez mais nos dias de hoje, sob o efeito da
televisão e da Internet. Se pensarmos, por exemplo, apenas na sociedade portuguesa
10 pós-25 de Abril, reconhecemos que mudaram muitas coisas, para melhor obviamente,
mas a cultura perdeu terreno e as pessoas leem e vão cada vez menos ao cinema. É
neste contexto que igualmente o cinema português, além da falta de grandes estímulos
à criação, financiamento, relação com o seu público, sofre de um mal interno geral que
diz respeito aos próprios argumentos e à necessidade de contar boas histórias. É ver-
15 dade que somos um país de poetas e que a nossa literatura não é muito rica. É certo
igualmente que não temos J. K. Rowling nem um universo mitológico como o da cul-
tura anglo-saxónica. Mas temos muito melhor, um Lobo Antunes ou um José Sara-
mago (que Fernando Meirelles1 adaptou), que têm uma grande relevância internacio-
nal e cultural e que dariam, entre outros, muito boas adaptações ao cinema. O
20 desinteresse do público em geral por determinados filmes mais complexos passa, em
primeiro lugar, pela falta de hábitos de leitura, por outro porque efetivamente a estru-
tura de um filme passa sempre pelo argumento, que, no fundo, pode vir ou não da
literatura. E como as pessoas não estão habituadas a ler, torna-se mais difícil interpre-
tar. As gerações mais velhas, pouco influenciadas pelo efeito massivo da televisão e da
25 Internet, encontraram na leitura de romances uma grande fonte de conhecimento,
entretenimento, enriquecimento cultural. A literatura foi o ponto de partida para
aprender a ler o cinema e obviamente a sua primeira arma para combater o empobre-
cimento cultural. Desta vez, apeteceu-me falar de livros. Boas férias, com muitos filmes
e boas leituras!

José Vieira Mendes, in Premiere, agosto de 2009


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1. Fernando Meirelles: cineasta brasileiro.

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Teste de comprensão escrita 4

1. Seleciona, em cada item (1.1. a 1.7.), a opção correta relativamente ao sentido do texto.

1.1. Ao longo do texto, o autor defende que


a.  sucesso de produtos culturais de má qualidade deve-se às características do
o
público.
b. os maus produtos culturais são criados por um público pouco exigente.
c. a qualidade dos produtos culturais é independente da sociedade em que surgem.

1.2. Após os conflitos mundiais do século XX, na Europa, as pessoas


a. começaram a ir mais ao cinema e a ler mais livros.
b. sentiram necessidade de ter uma maior liberdade de escolha.
c. tornaram-se mais exigentes relativamente aos produtos culturais.

1.3. A expressão “a cultura perdeu terreno” (linha 11) significa que


a. a importância da cultura tem vindo a diminuir.
b. as culturas agrícolas diminuíram após o 25 de Abril.
c. os resultados escolares pioraram nos últimos anos.

1.4. São indicados diversos problemas do cinema português, nomeadamente


a. falta de financiamento e equipamento cinematográfico.
b. má relação com o público e argumentos demasiado complexos.
c. inexistência de incentivos à criação e relacionamento com os espectadores.

1.5. De acordo com José Vieira Mendes,


a. não existem obras literárias portuguesas que possam ser adaptadas ao cinema.
b. algumas obras literárias portuguesas são relevantes e poderiam originar filmes.
c.  literatura portuguesa não possui relevância internacional suficiente para ser adap-
a
tada ao cinema.

1.6. O desinteresse do público em geral por filmes mais complexos deve-se


a. ao facto de estes serem aborrecidos.
b. à preferência por obras literárias.
c. à sua dificuldade de interpretação.

A conjunção “como” (linha 22) pode ser substituída por


1.7.
DIAL9CP © Porto Editora

a. uma vez que.


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b. se.
c. quando.
25

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Teste de compreensão escrita 5

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Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Compromisso geracional
A questão ambiental surge como problema significativo a nível mundial por volta dos anos 70,
evidenciando um conjunto de contradições entre o modelo dominante de desenvolvimento econó-
mico e industrial, baseado no crescimento sem regras, e a realidade social e ambiental. Essas contra-
dições revelaram-se na degradação dos ecossistemas e da qualidade de vida das populações levan-
5 tando ameaças à continuidade da vida, primeiro de algumas espécies e por fim dos seres humanos, a
longo prazo. O problema dos resíduos nucleares, a contaminação de linhas de água e o desapareci-
mento da floresta tropical foram os primeiros sinais sérios de aviso.
[…]
A questão ambiental veio agregar à realidade contemporânea uma faceta inovadora pela sua
capacidade de relacionar problemas até então aparentemente desligados, por mostrar a universali-
10 dade – embora com variações regionais – dos temas ambientais contemporâneos e por alertar para a
necessidade de se promoverem mudanças efetivas que garantam a continuidade e a qualidade da
vida a longo prazo.
O nosso tempo colocou o problema de um compromisso geracional, da necessidade de um pacto
de preservação das gerações futuras e o princípio da utilização prudente e racional dos recursos
15 naturais, bem como a noção da sua finitude e universalidade. Em suma, o conceito de desenvolvi-
mento sustentável. Tudo isto significa que, às ameaças sociais, políticas e económicas de sempre,
acrescem agora os imperativos ambientais de como administrar e garantir recursos vitais e finitos
como o ar, o solo, a água e os recursos energéticos – para citar os mais óbvios.
O crescimento ininterrupto da população e a globalização (que levou a cultura do consumo ao
20 mundo todo) levaram a um aumento fenomenal do uso de energia. A procura de petróleo e gás con-
tinua a crescer. Concomitantemente, cresce exponencialmente a poluição do ar e dos solos.
[…]
No leque de escolhas que se nos apresentam, algumas realidades quotidianas clamam que não
haja leviandade na resposta aos apelos de reintrodução de hábitos de frugalidade e de procura de
soluções energéticas de longo prazo. O aumento de doenças relacionadas com a alimentação, com os
25 níveis de ruído e com a poluição do ar, bem como as alterações climáticas são apenas exemplos.
Podemos reinventar a escrita, a arte, o design, a moda e a arquitetura. Podemos reinventar a
economia, o direito, a sociologia e todas as outras criações humanas. O mesmo não acontece ao ar, à
água e ao solo. Esses não são nossos, sempre lá estiveram e lá continuarão, se os deixarem. É uma
decisão coletiva e muito, muito urgente.
fotocopiável

Manuel Tavares, in Notícias Sábado, 26 de abril de 2008

26

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Teste de comprensão escrita 5

1. Seleciona, em cada item (1.1. a 1.7.), a opção correta relativamente ao sentido do texto.

1.1. Na década de 70, tornaram-se evidentes


a. os confrontos sociais devido a questões ambientais e económicas.
b. as contradições entre o modelo de desenvolvimento económico e a indústria.
c. a
 s contradições entre a realidade ambiental e o desenvolvimento económico.

Os primeiros indícios de que o modelo vigente poderá contribuir para o fim da espécie
1.2. 
humana foram
a.  existência de resíduos nucleares, a contaminação das águas e o desapareci-
a
mento da floresta tropical.
b.  fim de algumas espécies, a construção de mais indústrias e o crescimento desre-
o
grado da população.
c.  consumo cada vez maior de energias não renováveis, a alteração genética de
o
plantas e a preservação da diversidade das espécies.

1.3. A tese defendida pelo autor ao longo do texto é a seguinte:


a. a questão ambiental é um problema de todos nós.
b. os problemas ambientais derivam da industrialização.
c. a responsabilidade de resolução das questões ambientais é das gerações futuras.

1.4. O compromisso geracional é


a. um acordo entre pais e filhos para preservar a Natureza, plantando uma árvore.
b. a necessidade de preservar os recursos naturais para as gerações futuras.
c. a ideia de que os recursos naturais são infinitos e devem ser geridos localmente.

O cronista refere uma série de criações humanas que podem ser reinventadas para
1.5. 
demonstrar que
a. a Terra possui recursos finitos que não podemos recriar.
b. o ser humano é uma espécie extremamente criativa.
c. as artes e outras criações humanas serão eternas.

A locução “bem como” (linha 25) pode ser substituída por


1.6.
a. nomeadamente. b. por outras palavras. c. e ainda.

O maior consumo de energia a nível global deveu-se


1.7.
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a. à existência de mais eletrodomésticos e ao consumismo.


fotocopiável

b. ao aumento da população e à globalização.


c. ao crescente número de automóveis e indústrias.
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Teste de compreensão escrita 6

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Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Persistência da poesia
A poesia é um mistério incompreensível. Porque escrevem as pessoas poesia? E porque a leem ou
ouvem outras pessoas? Eu sei que pode escrever-se poesia (o que quer que “poesia” signifique) por
muitos motivos, nem todos respeitáveis. Ao longo da História, a poesia tem servido um pouco para
tudo, seja ut doceat, ut moveat aut delectet, que é como quem diz “para ensinar, comover ou delei-
5 tar” (a fórmula tem 500 anos e é de Rudolfo Agrícola) seja para enaltecer e louvar ou, se não para
ganhar a vida, ao menos para fazer por ela.
[…] Já ninguém encomenda um poema para eternizar os seus feitos (a verdade é que também
faltam feitos que mereçam ser eternizados) nem nenhuma dama se deixa seduzir com protestos de
amor decassilábicos e metáforas. Quanto a ganhar a vida estamos falados; com raras exceções, os
10 livros de versos vendem umas poucas centenas de exemplares e só editores suicidas se metem em tal
negócio. Há tempos, um editor punha a uma seleta audiência de poetas a seguinte pergunta: como se
edita poesia e se tem uma pequena fortuna ao fim de uns anos? A resposta é: começando com uma
grande fortuna. No entanto, continua a haver gente a escrever poesia e gente a editá-la. E gente a ler
ou a ouvir poesia.
15 Na semana passada realizou-se em Maiorca o Festival de Poesia do Mediterrâneo (outro misté-
rio: por todo o lado continuam a realizar-se festivais de poesia). Havia poetas catalães, castelhanos,
asturianos, árabes, portugueses. Na última noite, 500 ou 600 pessoas ouviram ler poemas em línguas
que não conheciam. Muitas vezes (pelo menos no caso do árabe e do português) não faziam a
mínima ideia do que falavam os poetas. Mas escutavam como se participassem numa celebração
20 cujo significado estivesse além (ou aquém) das palavras.
Que procuravam ali aquelas pessoas? Só a “música das palavras”? Mas a poesia não é música, é
um pouco menos e um pouco mais que música. É certo que também não é apenas sentido mas algo
entre uma coisa e outra ou ambas ao mesmo tempo, “música do sentido”, como diz Castoriadis, e
talvez, quem sabe?, alguma forma de sentido que a música possa fazer. Como os outros, também eu
25 escutava. Às vezes julgava reconhecer uma palavra e agarrava-me a ela como um náufrago até a per-
der algures fora e dentro de mim, ou percebia uma sonoridade dolorosa, uma inflexão irónica, uma
invetiva (em árabe, meu Deus!, que mais podia eu perceber?), e isso me bastava para, por um
momento, me sentir absurdamente feliz.
Talvez, quem sabe?, a poesia seja alguma espécie obscura de religião, talvez ela própria seja uma
30 língua estrangeira falada em regiões distantes e interiores, talvez escrevendo poesia e lendo e ouvindo
poesia estejamos perto de algo maior do que nós ou do nosso exato tamanho. Porque alguma razão
fotocopiável

há de haver para a persistência da poesia mesmo em tempos tão pouco gloriosos como os nossos.
Manuel António Pina, in Visão, 7 de junho de 2007

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Teste de comprensão escrita 6

1. Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V), falsas (F) ou indeterminadas (I).

V F I

a. Ao longo do texto, o autor recorre a interrogações retóricas para expor


ao leitor as suas dúvidas.
b A poesia nasceu há 500 anos.
.
c. A função da poesia já foi ensinar, enaltecer e sustentar o poeta.
d. Frequentemente, encomendam-se poemas para enaltecer algum feito
ou encantar damas.
e. Os editores são classificados de suicidas porque a publicação de poesia
é trabalhosa.
f. O cronista refere um festival de poesia para provar que este género
literário não desperta o interesse do público.
No festival, o público não compreendeu nenhum poema dito noutra língua.
g.
h. A compreensão de alguns sentimentos expressos nos poemas
estrangeiros, através da entoação, fazia o poeta feliz.

2. Assinala, em cada item (2.1. a 2.5.), a opção correta, de acordo com o sentido do texto.
2.1. Nas linhas 4-5, as aspas
a. indicam o uso irónico de uma expressão.
b. destacam a expressividade de uma expressão.
c. assinalam uma citação.

2.2. A palavra “ela” (linha 6) substitui


a. “poesia”. b. “vida”. c. “História”.

2.3. A expressão “agarrava-me a ela como um náufrago” (linha 25) significa agarrar-se
a. desesperadamente.
b. custosamente.
c. sentidamente.

2.4. A palavra “inflexão” (linha 26) pode ser substituída por


a. atitude. b. tom. c. rigidez.
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2.5. A palavra “Porque” (linha 31) pode ser substituída por


fotocopiável

a. No entanto. b. Porém. c. Pois que.

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Soluções dos testes de compreensão escrita

Soluções dos testes de compreensão escrita


Teste 1 (pág. 18) Teste 2 (pág. 20) Teste 3 (pág. 22) Teste 4 (pág. 24) Teste 5 (pág. 26) Teste 6 (pág. 28)

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1. a. F 1.1. b. a. V. 1.1. a. 1.1. c. 1.
b. F 1.2. c. b. I. 1.2. b. 1.2. a. a. V.
c. F 1.3. b. c. V. 1.3. a. 1.3. a. b. I.
d. V 1.4. a. d. I. 1.4. b. 1.4. b. c. V.
e. V 1.5. c. e. V. 1.5. b. 1.5. a. d. F.
f. F 1.6. a. f. I. 1.6. c. 1.6. c. e. F.
g. V g. F. 1.7. a. 1.7. b. f. F.
h. V h. F. g. F.
h. V.
2.1. c. 2.
2.2. a. 2.1. b.
2.1. c.
2.3. b. 2.2. a.
2.2. b.
2.4. a. 2.3. c.
2.3. a.
2.4. a.
2.4. b.
2.5. c.
2.5. c.

Observação: Os seis testes seguintes (páginas 31-68) têm dois objetivos fundamentais:
• preparar os alunos para a Prova Final de 9.º ano;
• permitir avaliar os conhecimentos dos alunos sobre os conteúdos trabalhados ao longo do ano.

Na elaboração destes testes, seguimos o modelo da Prova Final, que apresenta a seguinte estrutura:
 rupo I – Partes A e B – análise de dois textos (literário e não literário) – e Parte C – redação de um texto
•G
expositivo;
• Grupo II – exercícios gramaticais;
• Grupo III – redação de texto de tipologia diversa.

Nos seis testes, o texto literário do Grupo I foi selecionado tendo em consideração o momento do ano letivo
em que, de acordo com a planificação apresentada, serão trabalhadas as diferentes obras determinadas
pelas Metas Curriculares.

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Teste de avaliação 1

Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Grupo I

PARTE A

Lê o texto seguinte. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário e as notas apresentados.

As pessoas crescidas
As pessoas crescidas fui-as conhecendo de baixo para cima à medida que a minha idade ia
subindo em centímetros, marcados na parede pelo lápis da mãe. Primeiro eram apenas sapatos,
por vezes descobertos sob a cama, enormes, sem pé dentro, e logo calçados por mim para cami-
nhar pela casa, erguendo as pernas como um escafandrista1, num estrondo imenso de solas.
5 Depois tomei conhecimento dos joelhos cobertos de fazenda ou de meias de vidro, formando ao
redor da mesa debaixo da qual eu gatinhava uma paliçada que me impedia de fugir. A seguir
vieram as barrigas de onde a voz, a tosse e a autoridade saíam apesar do esforço inútil de suspen-
sórios e de cintos.
Ao chegar à altura da toalha aprendi a distinguir os adultos uns dos outros pelos remédios
10 entre o guardanapo e o copo: as gotas da avó, os xaropes do avô, as várias cores dos comprimi-
dos das tias, as caixinhas de prata das pastilhas dos primos, o vaporizador da asma do padrinho
que ele recebia abrindo as mandíbulas numa ansiedade de cherne2. Compreendi por essa época
que tinham o riso desmontável: tiravam as piadas da boca e lavavam-nas, a seguir ao almoço,
com uma escovinha especial. Aconteceu-me encontrá-las sob a forma de gargantilhas3 de dentes
15 num estojo de gengivas cor-de-rosa escondidas por trás do despertador nas manhãs de domingo,
a troçarem dos rostos que sem elas envelheciam mil anos de rugas murchas como flores de her-
bário devorando os lábios com as suas pregas concêntricas4.
Já capaz pelo meu tamanho de lhes olhar a cara, o que mais me surpreendia neles era a sua
estranha indiferença perante as duas únicas coisas verdadeiramente importantes do mundo: os
20 bichos-da-seda e os guarda-chuvas de chocolate. Também não gostavam de colecionar gafanho-
tos, de mastigar estearina5 nem de dar tesouradas no cabelo, mas em contrapartida possuíam a
mania incompreensível dos banhos e das pastas dentífricas e quando se referiam diante de mim a
uma parente loira, muito simpática, muito pintada, muito bem cheirosa e mais bonita que eles
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todos, desatavam a falar francês olhando-me de banda com desconfiança e apreensão.


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25 Nunca percebi quando se deixa de ser pequeno para se passar a ser crescido. Provavelmente
quando a parente loira passa a ser referida, em português, como a desavergonhada da Luísa.

31

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Teste de avaliação 1

Provavelmente quando substituímos os guarda-chuvas de chocolate por bifes tártaros. Provavel-

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mente quando começamos a gostar de tomar duche. Provavelmente quando cessamos de ter
medo do escuro. Provavelmente quando nos tornamos tristes. Mas não tenho a certeza: não sei
30 se sou crescido.

António Lobo Antunes, Livro de Crónicas, 6.ª ed., Dom Quixote, 2006

1. escafandrista: mergulhador. 2. cherne: peixe muito comum em Portugal. 3. gargantilhas: colares. 4. concêntri-
cas: em forma de círculo. 5. estearina: gordura sólida.

Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.

1. Explica o sentido das seguintes expressões:


a. “abrindo as mandíbulas numa ansiedade de cherne” (linha 12)
b. “tinham o riso desmontável” (linha 13)

2. O cronista recorre a várias expressões para indicar diferentes fases do seu crescimento.
Transcreve-as.

3. Justifica porque falavam noutra língua os parentes do cronista.

4. Ao longo do texto, são colocadas em oposição duas faixas etárias – a infância e a idade
adulta. Copia a frase que revela que o cronista associa à primeira a alegria e à segunda a
tristeza.

5. Identifica o recurso expressivo presente nas linhas 25 a 30 e comenta a sua expressividade.

PARTE B

Lê o texto seguinte.

A idade da crise
Os neurologistas descobriram que o cérebro começa a reorganizar-se na puberdade e
provoca um tremendo alvoroço que é responsável, em grande medida, pelas atitudes dos
mais jovens. […]
Psicólogos e sociólogos tentam descobrir se o comportamento adolescente obedece a um
5 rito social, se é provocado por uma acumulação de fatores biológicos ou uma combinação de
ambos. Procurámos dar resposta a algumas das questões fundamentais que se colocam entre
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os onze e os dezanove anos de idade. […]

32

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Teste de avaliação 1

Porque têm mudanças de humor?


As alterações fisiológicas explicam, em grande parte, a razão pela qual os adolescentes
10 costumam estar de mau humor mais vezes do que parece normal. As descargas de hormonas
no organismo podem produzir transições rápidas da tristeza para a alegria ou da afabilidade
para a fúria. Porém, há outro fator que se revela fundamental, segundo um estudo recente da
organização Sleep Scotland (Edimburgo, Escócia): a falta de sono. A investigação detetou
que as alterações no estado de humor coincidem com épocas em que dormimos poucas horas.
15 No caso de jovens na fase da puberdade, deve-se sobretudo à grande quantidade de tempo
que dedicam, todas as noites, aos videojogos, à TV ou à Internet: muitos apenas dormem
entre quatro e cinco horas por noite, o que influi de forma determinante nas suas drásticas
alterações emocionais. […]

Porque gostam tanto de SMS?


20 Um estudo recente da Universidade do Michigan e do Projeto Pew Internet & American
Life revelou que os adolescentes comunicam sobretudo através de mensagens de texto, ape-
sar da utilização em massa do correio eletrónico e do êxito de redes sociais como o Facebook
ou o Twitter. O volume é impressionante: uma média de 30 SMS por dia, no caso deles, e de
80, no delas. As razões estão relacionadas com um formato que impõe a brevidade (o que
25 lhes agrada) e a transmissão quase universal, pois praticamente toda a gente possui um tele-
móvel. Além disso, o estudo descobriu outro fator para explicar a preferência juvenil: o sen-
tido de privacidade. Os SMS parecem bilhetinhos secretos, o que os transforma no meio ideal
para trocar mensagens íntimas. Todavia, há um dado curioso que nos faz refletir sobre o tipo
de comunicação que se estabelece com os pais: na maior parte dos casos, os miúdos recorrem
30 a chamadas de voz quando querem falar com os progenitores. Talvez porque não lhes con-
tam todos os seus segredos? […]

L.M., in SuperInteressante n.º 152 – dezembro 2010

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

As afirmações apresentadas de (A) a (G) correspondem a ideias-chave do texto. Escreve a


6. 
sequência de letras que corresponde à ordem pela qual essas ideias aparecem no texto.
Começa a sequência pela letra (F).
(A) Os jovens preferem utilizar SMS, pois possibilitam a troca de mensagens íntimas.
(B) Ao comunicar com os seus pais, os adolescentes preferem as chamadas de voz.
As alterações fisiológicas condicionam o humor dos adolescentes.
(C)
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(D) Os investigadores procuram descobrir se o comportamento dos adolescentes se deve a


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fatores biológicos, sociais ou a ambos.


(E) A falta de sono também pode condicionar as alterações do humor.
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Teste de avaliação 1

(F) A reorganização do cérebro, na puberdade, é responsável pelas atitudes dos mais jovens.

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(G) A comunicação entre adolescentes efetua-se, principalmente, através de SMS.

Seleciona, em cada item (7.1. a 7.3.), a opção correta relativamente ao sentido do texto.
7. 
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

7.1. Os estudos referidos no texto procuravam


(A) explicações biológicas para o comportamento dos adolescentes.
(B) razões sociais que justificassem o comportamento dos jovens entre os onze e os
dezanove anos.
(C) verificar se os comportamentos dos adolescentes se deviam a fatores biológicos,
sociais ou a ambos.
(D) descobrir como controlar o comportamento dos adolescentes.

7.2. Os jovens dormem poucas horas devido


(A) ao uso excessivo de determinados meios tecnológicos.
(B) às alterações hormonais.
(C) à sua instabilidade emocional.
(D) ao envio constante de SMS.

7.3. A pergunta “Talvez porque não lhes contam todos os seus segredos?” (linhas 30-31)
(A) pretende criticar o comportamento dos jovens.
(B) formula uma hipótese para as diferentes formas de comunicação.
(C) defende que os adolescentes contem todos os seus segredos aos pais.
(D) apresenta a principal preocupação dos pais de adolescentes.

8. Seleciona a única afirmação falsa, de acordo com o sentido do texto.


Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
(A) “que” (linha 2) substitui “tremendo alvoroço”.
(B) “que” (linha 6) substitui “questões fundamentais”.
(C) “que” (linha 16) substitui “jovens”.
(D) “que” (linha 28) substitui “dado curioso”.
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Teste de avaliação 1

PARTE C

Escreve um texto expositivo, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, no qual


9. 
explicites o conteúdo do texto da Parte B.

 O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de
conclusão.

Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os tópicos apre-
sentados a seguir.
• Justificação do título do texto.
• Indicação de duas alterações comportamentais verificadas em adolescentes.
• Explicação dos motivos que contribuem para essas alterações.
• Referência às relações dos adolescentes com os outros.

Grupo II

1. Indica a alínea que apresenta apenas palavras derivadas por prefixação.


Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
(A) impróprio • desprezo • biológico • assimétrico.
(B) irracional • amover • antepor • subdiretor.
(C) intelectual • desfolhar • opor • perfurar.
(D) desconfiar • repelente • lavagem • desobedecer.

2. “Os neurologistas descobriram que o cérebro começa a reorganizar-se na puberdade […].”


2.1. Classifica a palavra “neurologistas” quanto ao processo de formação.
2.2. Comprova que a palavra “cérebro” é uma palavra polissémica, integrando-a em três frases.

3. A frase em que a palavra “meio” é um advérbio é:


(A) Os SMS são o meio ideal para trocar mensagens íntimas.
(B) Arranja meio de te livrares dessa confusão.
(C) Ele apenas bebeu meio copo de sumo.
(D) Ele anda meio distraído nos últimos dias.
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Classifica a forma verbal sublinhada na frase seguinte, indicando pessoa, número, tempo e
4. 
fotocopiável

modo.
Ele tinha passado a noite a enviar mensagens aos amigos.

35

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Teste de avaliação 1

5. Reescreve em discurso indireto a fala do Rui.


– Hoje recebi apenas esta mensagem dos meus avós – disse o Rui.

Reescreve as frases seguintes, substituindo os elementos sublinhados pelo pronome pes-


6. 
soal adequado.
a. Eu enviaria mensagens se tivesse saldo no telemóvel.
b. Alguém viu a mensagem que te enviei?

Grupo III

No texto da Parte A, o cronista recorda alguns episódios dos seus tempos de menino.
Relata um acontecimento da tua infância. No teu texto, deves:
• indicar a idade que tinhas;
• descrever o espaço onde te encontravas;
• narrar o que sucedeu.
O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Não te identifiques.

Cotações
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Grupo I................................................................................... 50 pontos Grupo II.................................................................................. 20 pontos


1. a. ................. 4 pontos 1. &………………… 2 pontos
1. b. ................. 4 pontos 2.1. .................... 2 pontos
2. ..................... 6 pontos 2.2. .................... 3 pontos
3. ..................... 5 pontos 3. &………………… 3 pontos
4. ..................... 3 pontos 4. &………………… 3 pontos
5. ..................... 5 pontos 5. &………………… 3 pontos
6. ..................... 5 pontos 6. a. &……………… 2 pontos
7.1. .................. 2 pontos 6. b. &……………… 2 pontos
7.2. .................. 2 pontos Grupo III................................................................................. 30 pontos
7.3. .................. 2 pontos
Total...................................... 100 pontos
8. ..................... 2 pontos
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9. ................... 10 pontos

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Teste de avaliação 2

Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Grupo I

PARTE A

Lê o texto seguinte.

Mas, de súbito, a rua animou-se. Um rapazelho saiu da mercearia como uma flecha e, logo a
seguir, a correr também e a gritar, o próprio Soares. Que homenzinho ridículo, o Soares, assim a
correr e a gritar. Porque ele gritava! A rapariga loura reconheceu no rapazelho um dos garotos
que acabavam de subir a rua com as cautelas. E o Soares devia gritar com muita energia porque,
5 através do vidro, ela percebeu perfeitamente que dizia: “Agarra! Agarra!”
Donde surgiu tanta gente? Tanta gente a correr e a gritar: “Agarra! Agarra!”? Mesmo sem
abrir a janela, a rapariga acompanhava a cena toda. Pessoas acudiam às portas, juntavam-se em
grupos na esquina, a perguntar, a comentar, muito excitadas, enquanto na mercearia um empre-
gado novito, de guarda-pó, gesticulava, repetindo a quem ia chegando o que se tinha passado.
10 Apanhariam o garoto? A rapariga começou a desejar que não. Achava ridícula a figura do
Soares, muito gordo e muito baixo, a correr desajeitadamente, congestionado, aos gritos. E
aquela fúria toda contra uma criança punha-a, sem saber porquê, do lado dela.
Mas já as cabeças se voltavam para o começo da rua. Um polícia trazia o garoto bem seguro
por um braço. E, um pouco atrás, rubro de indignação e de cansaço, o Soares mostrava para a
15 direita e para a esquerda um pequeno objeto que explicava tudo. Era uma lata de conserva.
O garoto roubara. Como arranjara coragem para fazer aquilo? Entrar numa loja, estender a
mão, roubar. Quando vira o Soares, de cabeça perdida, aos berros, não lhe ocorrera que poderia
ir atrás dum ladrão. Porque o garoto roubara. Aquele sujeitinho roubara, era um ladrão.
Faziam agora à porta da mercearia uma pequena reconstituição do crime. Percebia que o
20 rapaz queria dar qualquer explicação que ninguém aceitava. Chorava, protestava, desfazia-se em
lágrimas. Mas que queria o pobre explicar? E, de repente, deu um sacão, tentou fugir. Então o
guarda assentou-lhe a mão no pescoço, sacudiu-o e, afastando os curiosos, levou-o pela rua
acima.
Vai levá-lo, meu Deus!, disse para consigo a rapariga loura. Para que fez ele aquilo?
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25 Os grupos dispersaram-se. Cada um voltou à sua vida. Os passeios ficaram novamente tran-
quilos. Novamente o silêncio, as árvores imóveis, a mercearia do Soares na esquina com o aspeto
de sempre, a tabacaria mesmo em frente.
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Mário Dionísio, Dias Cinzentos e Outros Contos, 3.ª ed., Publicações Europa-América, 1977

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Teste de avaliação 2

Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.

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1. Identifica o incidente que captou a atenção da rapariga.

2. Compara o ambiente na rua durante e após o incidente.

3. Justifica o recurso a frases interrogativas ao longo do texto.

4. Comenta a evolução dos sentimentos da rapariga.

5. Caracteriza o comportamento da multidão, relativamente a este episódio.

6. Explicita o recurso expressivo presente na frase seguinte e comenta o seu valor expressivo:
“Um rapazelho saiu da mercearia como uma flecha” (linha 1)

PARTE B

Lê o texto seguinte. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.

Mercearia Liberdade
A loja terá, no mínimo, um século, mas não se sabe ao certo a data da fundação. “O
alvará é verbal, a minha tia ainda o procurou na câmara, mas nunca encontrou. Quando as
coisas são antigas é assim, não existe documentação”, explica Fernando Coluna Gonçalves,
proprietário da Mercearia Liberdade.
5 Situada na mais emblemática artéria lisboeta, a loja mantém todo o “décor” centenário
– a faca do bacalhau e a bomba de azeite no balcão de atendimento, as medidas dos cereais
nos expositores dos postais ilustrados –, mas dedica-se essencialmente à venda de artesanato.
Nas prateleiras onde ao longo de sucessivas décadas se acomodaram pacotes de açúcar, arroz
e outros víveres, são hoje exibidos barros de Estremoz, cerâmicas de Valadares ou azulejos de
10 Sintra.
Foram os avós do atual proprietário que deram início ao negócio, ainda no século pas-
sado. Na época, a loja era “uma mercearia a cem por cento” e Fernando Gonçalves ainda
conserva da infância as memórias de um espaço “com muitos marçanos1 e até um encarre-
gado”. A Avenida da Liberdade era então uma zona residencial nobre, “com bastante vegeta-
15 ção, árvores frondosas e edifícios lindíssimos”, conforme recorda. “Era aqui que a minha
mãe colocava os anúncios para arranjar criadas, porque a zona era muito boa, as casas eram
de famílias antigas e conceituadas”. A Mercearia Liberdade usufruía dessa clientela selecio-
nada que habitava na avenida. […]
Da época dos avós, chegaram-lhe alguns relatos nebulosos. “Sei que em 1910, com a
fotocopiável

20 implantação da República, houve aqui na avenida lutas enormes, e até soaram canhões no

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Teste de avaliação 2

Parque Eduardo VII. O meu avô era revolucionário e chegou a estar preso. Mas são histórias
que ouvi contar em miúdo, não sou desse tempo.”
Por morte dos avós, nos anos 50, foi uma tia de Fernando Coluna Gonçalves quem
tomou conta da loja. “Nessa altura, começou a notar-se uma alteração significativa na ave-
25 nida”. Paulatinamente2, os bancos foram tomando o lugar das casas de família. A nova pro-
prietária, que Fernando Gonçalves descreve como “uma mulher com uma visão extraordiná-
ria para o comércio”, apercebeu-se das tendências que se desenhavam e começou a alterar a
face da velha mercearia, introduzindo a venda de peças de artesanato, como louças de Alco-
baça, bonecas da Nazaré e galos de Barcelos. Os marçanos, que no tempo dos avós carrega-
30 vam enormes cestas de víveres, desapareceram. “Este espaço mudou completamente com a
minha tia. É a ela que se deve a grande viragem da loja”, sublinha.

Conceição Antunes, “50 lojas com histórias”, Expresso, 2001

1. marçanos: aprendizes de caixeiro. 2. Paulatinamente: Lentamente, Pouco a pouco.

Para cada uma das afirmações que se seguem (7.1. a 7.8.), escreve a letra correspondente a
7. 
verdadeira (V) ou falsa (F), de acordo com o sentido do texto.

7.1. O proprietário acha que a loja foi fundada há menos de um século.

7.2. Os objetos colocados no balcão de atendimento remetem para a atividade atual da loja.

7.3. O negócio alterou-se ao longo dos anos.

7.4. A loja mudou de local ao longo da sua existência.

7.5. O dono da loja relembra as lutas na Avenida, a que assistiu em criança.

7.6. A tia do atual proprietário encarregou-se da loja, devido à morte dos pais dela.

7.7.  Devido ao aumento do número de turistas, a tia do proprietário começou a vender arte-
sanato.

7.8.  negócio decaiu, quando a tia do proprietário assumiu o negócio, o que levou ao
O
despedimento dos marçanos.

Seleciona, em cada item (8.1. a 8.5.), a opção correta relativamente ao sentido do texto.
8. 
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
8.1. Atualmente, a Mercearia Liberdade vende essencialmente
(A) açúcar, arroz e outros víveres.
(B) bacalhau, azeite e cereais.
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(C) artesanato e postais.


fotocopiável

(D) árvores de fruto e outras plantas.

39

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Teste de avaliação 2

8.2. Com a expressão “uma mercearia a cem por cento” (linha 12), o dono da loja pretende

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(A) referir os tipos de produtos vendidos.
(B) classificar a qualidade da mercearia.
(C) indicar que atualmente já só detém uma parte da loja.
(D) referir que era a loja preferida por toda a gente.

8.3. A palavra “nebulosos” (linha 19) pode ser substituída por


(A) esquecidos.
(B) longínquos.
(C) curiosos.
(D) violentos.

8.4. A “visão extraordinária” (linhas 26-27) da tia do atual proprietário permitiu-lhe


(A) nunca precisar de utilizar óculos para ler e permanecer ativa.
(B) criar peças de artesanato e vendê-las na sua loja.
(C) conceber e desenvolver várias lojas e administrá-las com sucesso.
(D) prever as alterações da área e modificar o negócio em função disso.

8.5. A conjunção “Mas” (linha 21) pode ser substituída por


(A) Logo.
(B) Também.
(C) Porém.
(D) Portanto.

PARTE C

Imagina que o garoto de que fala o texto da Parte A roubou a lata porque tinha fome. Neste
9. 
caso, parece-te que se justifica a sua atitude?
Num texto argumentativo, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras:
• expõe a tua opinião;
• apresenta pelo menos um argumento que justifique a tua opinião;
• prevê um contra-argumento e a respetiva resposta.
O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de
fotocopiável

conclusão.
Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente.
40

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Teste de avaliação 2

Grupo II

1. Associa cada elemento da coluna A ao único elemento da coluna B que lhe corresponde, de
modo a identificares a função sintática desempenhada pela expressão sublinhada em cada
frase.
Escreve as letras e os números correspondentes. Utiliza cada letra e cada número apenas
uma vez.

Coluna A Coluna B

(1) sujeito
(a) Um rapazinho roubou uma lata de conservas. (2) predicado
(b) O merceeiro gritava ao garoto colericamente. (3) complemento direto
(c) Um polícia conduziu o rapaz à esquadra. (4) complemento indireto

(d) Fazia-se agora à porta da mercearia uma pequena reconstituição (5) complemento oblíquo
do crime. (6) predicativo do sujeito
(e) Os passeios ficaram novamente tranquilos. (7) modificador
(8) vocativo

2. Reescreve as frases seguintes, substituindo os complementos indicados nas alíneas pelas


formas adequadas dos pronomes pessoais. Procede às alterações necessárias.
a. Complemento direto
Algumas pessoas observavam, tranquilamente, a cena.

b. Complemento direto e complemento indireto


Ninguém perguntou ao rapaz o motivo do roubo.

3. Explicita a regra que torna obrigatório o uso da vírgula na frase seguinte, indicando a função
sintática da expressão “Ó miúdo”.
Ó miúdo, por que razão roubaste esta lata de conserva?

4. Reescreve na passiva as frases seguintes:


a. O garoto terá roubado a lata por necessidade.
b. Energicamente, o guarda afastou os curiosos.

5. Indica a subclasse dos verbos sublinhados nas frases seguintes:


a. O rapaz foi apanhado pela polícia.
b. Ele chorava aflitivamente.
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c. A rapariga loira estava incomodada.


fotocopiável

d. Ela não tinha visto a cena desde o início.

41

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Teste de avaliação 2

Grupo III

Às vezes, no nosso quotidiano, deparamo-nos com situações imprevistas, curiosas, diverti-


das, trágicas…
Partindo de uma experiência passada ou recorrendo à tua imaginação, cria um texto narrativo
bem estruturado, com um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras, relatando uma dessas
situações.
Na tua narrativa, deves descrever, pelo menos, um dos intervenientes e incluir um momento
de diálogo.

Não te identifiques.

Cotações
DIAL9CP © Porto Editora

Grupo I................................................................................... 50 pontos Grupo II.................................................................................. 20 pontos


1. ..................... 3 pontos 1.…………………… 5 pontos
2. ..................... 5 pontos 2. a.………………… 2 pontos
3. ..................... 4 pontos 2. b.………………… 2 pontos
4. ..................... 6 pontos 3.…………………… 3 pontos
5. ..................... 5 pontos 4. a.……………… 2 pontos
6. ..................... 3 pontos 4. b.……………… 2 pontos
7. (8 × 0,5)......... 4 pontos 5.…………………… 4 pontos
8. (5 × 2)........ 10 pontos Grupo III................................................................................. 30 pontos
fotocopiável

9. ................... 10 pontos
Total...................................... 100 pontos

42

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Teste de avaliação 3

Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Grupo I

PARTE A

Lê o excerto seguinte do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, consultando as notas apresen-
tadas.

Cena II
DIA. Ó precioso Dom Anrique!
Cá vindes vós? Que cousa é esta?!

Vem o Fidalgo e, chegando ao batel infernal, diz:

FID. Esta barca onde vai ora,1 1. agora.


que assi está apercebida?2 2. aparelhada, pronta para a partida.
DIA.
5 Vai pera a Ilha Perdida
e há de partir logo essora.3 3. sem demora.
FID. Pera lá vai a senhora?4 4. tendo sido tomado por “senhora”,
DIA. Senhor, a vosso serviço. o Diabo retifica, no verso seguinte.

FID. Parece-me isso cortiço.5 5. c oisa sem valor, embarcação


DIA.
10 Porque a vedes lá de fora. pobre.

FID. Porém, a que terra passais?


DIA. Pera o Inferno, senhor.
FID. Terra é bem sem-sabor.
DIA. Quê?! E também cá zombais?!
FID.
15 E passageiros achais
pera tal habitação?
DIA. Vejo-vos eu em feição
pera ir ao nosso cais…6 6. o Inferno.
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FID. Parece-te a ti assi!


DIA. Em que esperas ter guarida?7 7. defesa, proteção.
fotocopiável

20

FID. Que leixo8 na outra vida 8. deixo.

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Teste de avaliação 3

quem reze sempre por mi.

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DIA. Quem reze sempre por ti?!
Hi hi hi hi hi hi hi!…

25 E tu viveste a teu prazer,
cuidando cá guarecer,9 9. salvar-te.
porque rezam lá por ti?!

Embarca ou embarcai,
que haveis de ir à derradeira.10 10. por fim.

30 Mandai meter a cadeira,
que assi passou vosso pai.
FID. Quê, quê, quê?… Assi lhe vai?!11 11. É mesmo verdade?
DIA. Vai ou vem! Embarcai prestes!12 12. de imediato.
Segundo lá escolhestes,

35 assi cá vos contentai.

Pois que já a morte passastes,


haveis de passar o rio.13 13. segundo a mitologia, os mortos
FID. Não há aqui outro navio? tinham de atravessar o rio Letes,
numa barca conduzida por Caronte,
DIA. Não, senhor, que este fretastes, e pagavam a viagem com uma moeda

40 e primeiro que espirastes,14 (óbulo).
me destes logo sinal. 14. no momento em que morreste.
FID. Que sinal foi esse tal?
DIA. Do que vós vos contentastes.15 15. os pecados que lhe tinham dado
prazer, de que gozara em vida.
FID. A estoutra barca me vou.

45 Hou da barca!… Pera onde is?…
Ah, barqueiros! Não me ouvis?

Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno,


edição de Mário Fiúza, Porto Editora

Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem, com base no excerto
acima reproduzido e no teu conhecimento da obra.

1. Identifica o local onde decorre a ação.


2. Indica os símbolos caracterizadores do Fidalgo e o seu significado.
3. Aponta o critério indicado pelo Diabo para que as almas se salvem ou sejam condenadas.
4. Indica a acusação feita pelo Diabo ao Fidalgo.
5. Explicita a intenção crítica desta cena.
6. Refere o recurso expressivo presente na segunda fala do Diabo e comenta o seu valor expres-
sivo:
fotocopiável

“Vai pera a Ilha Perdida


e há de partir logo essora.” (vv. 5-6)

44

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Teste de avaliação 3

PARTE B

Lê o texto seguinte. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.

CARONTE Filho imortal de Érebo e da Noite, este ancião mal vestido, de figura
sombria e sinistra, tem por função passar as almas dos mortos nos rios que os sepa-
ram do mundo dos Infernos. Duro e inflexível, o barqueiro infernal não permite a
nenhum vivente subir para a sua barca e realizar a menor travessia. Avaro acima de
5 tudo, ele exige aos passageiros um óbulo. É por isso que sempre se coloca uma
pequena moeda na boca do morto, antes de o entregar à pira1. Mas, para os que,
defuntos, permanecem sobre a terra sem sepultura, Caronte mostra-se impiedoso.
Afastadas brutalmente, as suas almas são obrigadas a errar, durante cem anos, até
que se decida sobre o seu destino. Segundo Homero e Hesíodo2, as almas atraves-
10 sam, elas mesmas, os rios lamacentos e pantanosos dos Infernos, guiadas por Her-
mes. Mas é essencialmente a especulação3 romana que, inspirando-se no espírito
alado4, condutor dos mortos na religião etrusca, forjou a personagem Caronte, um
pouco incerta na mitologia grega. Eneias, por exemplo, conseguiu convencê-lo, ao
apresentar-lhe um ramo de ouro, que lhe oferecera previamente a Sibila de Cumas,
15 ramo consagrado a Proserpina. Pôde, sem dificuldade, atravessar o primeiro rio
infernal. Quanto a Héracles, que descera aos Infernos ainda vivo, encheu Caronte
de socos e forçou-o a aceitá-lo na sua barca. O velho devia ser punido por esta
infração à lei dos Infernos: foi, durante um ano, banido da morada dos mortos.

Joël Schmidt, Dicionário de Mitologia Grega e Romana, Edições 70, 1994

1. pira: fogueira onde se queimavam os cadáveres. 2. Homero e Hesíodo: escritores gregos, autores,
respetivamente, de A Odisseia e Teogonia. 3. especulação: suposição, conjetura. 4. alado: com asas.

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

As afirmações apresentadas de (A) a (G) correspondem a ideias-chave do texto. Escreve a


7. 
sequência de letras que corresponde à ordem pela qual essas ideias aparecem no texto.
Começa a sequência pela letra (E).
(A) Estratégia utilizada por Eneias para ultrapassar o primeiro rio infernal.
(B) Outra versão do que sucederia às almas, de acordo com dois famosos escritores.
(C) Castigo de Caronte ao permitir a entrada de um vivente nos Infernos.
(D) Indicação do que sucedia aos mortos que não eram sepultados.
(E) Caracterização de Caronte.
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(F) Motivo por que o barqueiro consentiu a entrada de Herácles na sua barca.
fotocopiável

(G) Requisito exigido aos que pretendiam efetuar a passagem.

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Teste de avaliação 3

Seleciona, em cada item (8.1. a 8.4.), a opção correta relativamente ao sentido do texto.
8. 

DIAL9CP © Porto Editora


Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

8.1. Caronte só permite a passagem às almas se


(A) não tiverem cometido nenhum pecado.
(B) não tiverem sido enterradas.
(C) lhe derem uma compensação.
(D) estas tiverem sido cremadas numa pira.

8.2. A palavra “errar” (linha 8) pode ser substituída por


(A) vaguear.
(B) enganar-se.
(C) pecar.
(D) perder-se.

8.3. Para os escritores gregos referidos, a travessia das almas


(A) fazia-se em duas barcas: a do Inferno e a da Glória.
(B) era guiada por Hermes.
(C) era orientada por Caronte.
(D) só dependia delas mesmas.

8.4. Os dois heróis referidos no texto (Eneias e Héracles) convenceram Caronte a deixá-los
passar o primeiro rio infernal,
(A) oferecendo-lhe presentes: um ramo de ouro e um par de socos.
(B) dando-lhe uma prenda ou através da força física.
(C) seguindo os conselhos da Sibila de Cumas.
(D) adorando Proserpina.

9. Seleciona a única afirmação falsa, de acordo com o sentido do texto.


Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
(A) “os” (linha 2) substitui “mortos”.
(B) “ele” (linha 5) substitui “o barqueiro infernal”.
(C) “o” (linha 6) substitui “óbulo”.
(D) “lhe” em “que lhe oferecera” (linha 14) substitui “Eneias”.
fotocopiável

46

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Teste de avaliação 3

PARTE C

Lê o excerto do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, e responde, de forma completa e bem
estruturada, ao item 10.

[Vai-se à barca do Anjo, e diz:]


ONZ. Hou da barca, oulá, hou!…


Haveis logo de partir?
ANJO E onde queres tu ir?
ONZ. Eu pera o Paraíso vou.
5 ANJO Pois cant’eu mui fora estou
de te levar pera lá.
Essoutra te levará:
vai pera quem te enganou!
ONZ. Porquê?

ANJO Porque esse bolsão



10 tomará todo o navio.
ONZ. Juro a Deus que vai vazio!
1. de roldão, precipitadamente, em
ANJO Não já no teu coração. confusão.
ONZ. Lá me ficam, de rondão,1 2. juro excessivo (de onze por cento).
vinte e seis milhões n’ũa arca. 3. arrecada, amealha.

15 Pois que onzena2 tanto abarca,3 4. jogo de palavras entre “abarca” e
não lhe dais embarcação?4 “embarcação”.

Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno,


edição de Mário Fiúza, Porto Editora

10. Escreve um texto expositivo, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, no qual
apresentes linhas fundamentais de leitura do excerto da cena do Onzeneiro acima reprodu-
zido.

O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte
de conclusão.

Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os tópicos apre-
sentados a seguir.

• Apresentação das personagens intervenientes.



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• Referência ao local onde as personagens se encontram.



fotocopiável

• Indicação de um argumento utilizado pelo Onzeneiro para entrar na barca da Glória.


• Explicitação de a quem se refere o Anjo ao dizer: “vai pera quem te enganou!” (linha 8).

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Teste de avaliação 3

• Referência à acusação efetuada pelo Anjo a esta personagem.


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• Indicação da simbologia do bolsão.

• Explicação da intenção de crítica social, feita através do Onzeneiro.


Grupo II

Observa a evolução das palavras seguintes e indica os processos fonológicos que ocorreram
1. 
em cada caso.
a. ante > antes
b. et > e
c. nostru > nostu > nosso

2. Observa a palavra destacada nas frases seguintes:


a. Neste auto, as personagens são julgadas pelo Diabo e pelo Anjo.
b. O Fidalgo não teve um comportamento são, por isso é condenado ao Inferno.
Nos dois casos, a origem da palavra “são” é diferente:
– a forma verbal “são” deriva do étimo latino sunt;
– o adjetivo “são” tem origem no étimo latino sanu.

2.1. Como se designam as palavras que apresentam a mesma forma, mas têm origem em éti-
mos diferentes?

3. Indica a função sintática dos elementos sublinhados nas frases seguintes.


a. O Fidalgo, personagem vicentina, surge acompanhado de um pajem.
b. Esta personagem é o representante da nobreza.
c. A cadeira do Fidalgo simboliza o seu estatuto social.

4. Transcreve e classifica a oração subordinada que integra a frase complexa que se segue.
Geralmente, os alunos que leem o Auto da Barca do Inferno acham graça ao Parvo.

5. Transforma cada par de frases simples numa frase complexa, substituindo o elemento subli-
nhado pelo pronome relativo que.
Faz as alterações necessárias.
a. Os alunos gostaram muito da representação da peça. Eles foram ver a peça.
b. A peça está a ter muito público. A peça estreou em janeiro.
fotocopiável

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Teste de avaliação 3

Grupo III

Herácles recorreu à violência física para persuadir Caronte a deixá-lo transpor o rio dos Infer-
nos.
Escreve um texto de opinião, que pudesse ser publicado num jornal escolar, no qual conde-
nes o recurso à violência, tentando convencer outros jovens da importância de respeitar os
outros.
O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Não te identifiques.

Cotações

Grupo I................................................................................... 50 pontos Grupo II.................................................................................. 20 pontos


1. ..................... 2 pontos 1. …………………… 4 pontos
2. ..................... 6 pontos 2.1. ………………… 3 pontos
3. ..................... 4 pontos 3. (3 × 2) ………… 6 pontos
4. ..................... 3 pontos 4. …………………… 3 pontos
5. ..................... 6 pontos 5. (2 × 2)………… 4 pontos
6. ..................... 4 pontos Grupo III................................................................................. 30 pontos
7. ..................... 5 pontos
DIAL9CP © Porto Editora

Total...................................... 100 pontos


8. (4 × 2)........... 8 pontos
9. ..................... 2 pontos
fotocopiável

10. ................. 10 pontos

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Teste de avaliação 4

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Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Grupo I

PARTE A

Lê o texto seguinte.

Passagem para a Índia


No século XV, os Portugueses lideraram a corrida em busca de uma rota para o Oriente. O
Infante D. Henrique, o Navegador, fundou uma escola de navegação e os primeiros marinheiros
exploraram a costa ocidental de África em pequenos barcos chamados caravelas. De início, não
seguiam longe da costa. Naquele tempo imaginava-se que monstros tenebrosos e águas fervilhantes
5 os esperavam nas terras quentes do Sul.
Em 1485, Diogo Cão dobrou o Cabo da Cruz (atual Cabo da Serra) onde ergueu um padrão
(marco de pedra para assinalar a presença portuguesa). Dois anos mais tarde, Bartolomeu Dias
ultrapassou o padrão de Diogo Cão, dobrou o Cabo das Tormentas, depois batizado de Boa Espe-
rança, e navegou até ao oceano Índico. Mas a sua tripulação, receosa, implorou-lhe o regresso.
10 Ficou assim aberto caminho para Vasco da Gama empreender outra expedição marítima que atingi-
ria o porto de Calecut na Índia, em 1498. Vasco da Gama pretendeu estabelecer relações comerciais
com os príncipes indianos, mas como eles não se impressionaram com os bens que ele lhes oferecia,
os portugueses recorreram ao uso da força dos exércitos e das armas para estabelecer entrepostos
comerciais em África e na Índia. Portugal em breve seria um poderoso império.

ESPECIARIAS PARA VENDA


Pepe d’India. Gravura do séc. XVII

15 No século XV, as especiarias eram um bem precioso. Não havia


frigoríficos, por isso eram as especiarias que disfarçavam o sabor da
carne velha. A pimenta era tão rara que foi utilizada em vez de dinheiro.
Os exploradores portugueses descobriram que muitas das especiarias
à venda na Índia vinham de outras terras. O cravinho e a noz-mos-
20 cada, especiarias muito valiosas, eram cultivados nas ilhas Molucas,
também conhecidas como as ilhas das Especiarias, mais a oriente.
fotocopiável

Enciclopédia à Descoberta, Grandes Exploradores, Anne Millard (consultora), Planeta DeAgostini, 2008 (adaptado)

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Teste de avaliação 4

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. Associa cada elemento da coluna A ao único elemento da coluna B que lhe corresponde, de
acordo com o sentido do texto.
Escreve as letras e os números correspondentes. Utiliza cada letra e cada número apenas
uma vez.

Coluna A Coluna B

(1) Cabo das Tormentas


(2) D. Henrique
(a) Destino da expedição de Vasco da Gama.
(3) África
(b) Fundador de uma escola de navegação.
(4) Cabo da Serra
(c) Cabo transposto por Bartolomeu Dias.
(5) Índia
(d) Primeiro navegador a ultrapassar o Cabo da Cruz. (6) Vasco da Gama
(e) Procurou estabelecer acordos comerciais com os príncipes indianos. (7) Diogo Cão
(8) Ilhas Molucas

2. Escolhe, em cada item (2.1. a 2.4.), a opção que está de acordo com o sentido do texto.
2.1. Os portugueses navegavam junto à costa
(A) devido à fragilidade dos seus barcos.
(B) pois ainda estavam a aprender a navegar.
(C) porque temiam o desconhecido.
(D) uma vez que não possuíam mapas detalhados.

2.2. Os padrões
(A) assinalavam o local onde decorriam as trocas comerciais.
(B) indicavam a presença portuguesa.
(C) eram erigidos em momentos relevantes.
(D) sinalizavam a existência de um cabo.

2.3. Para obter os produtos desejados da Índia, os portugueses


(A) roubaram-nos.
(B) recorreram às armas.
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(C) compraram sementes e cultivaram-nos.


(D) estabeleceram relações comerciais.
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Teste de avaliação 4

2.4. As especiarias eram um bem precioso,

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(A) pois disfarçavam o sabor dos alimentos estragados.
(B) porque só podiam ser cultivadas em poucos locais.
(C) uma vez que permitiam conservar os alimentos.
(D) visto que eram utilizadas na confeção da maioria dos pratos.

3. Indica a expressão que o pronome “lhe” substitui em “implorou-lhe” (linha 9).

PARTE B

Lê as três primeiras estâncias de Os Lusíadas, de Luís de Camões. Em caso de necessidade, con-


sulta o vocabulário apresentado.

As armas e os barões assinalados1 1. os guerreiros e os homens ilustres (barões =


Que, da Ocidental praia Lusitana2, varões). 2. Portugal.

Por mares nunca dantes navegados


Passaram ainda além da Taprobana3, 3. antigo nome da ilha de Ceilão, no oceano
Índico; metaforicamente, representa o limite do
5 Em perigos e guerras esforçados
mundo conhecido até então.
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram4; 4. tornaram ilustre.

E também as memórias gloriosas


10 Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas5 5. terras privadas da religião cristã.
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando:
15 Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho6 e arte7. 6. talento. 7. arte de dizer (eloquência).

Cessem do sábio Grego8 e do Troiano9 8. Ulisses (cantado por Homero, na Odisseia).


As navegações grandes que fizeram; 9. Eneias (cantado por Virgílio, na Eneida).

Cale-se de Alexandro10 e de Trajano11 10. Alexandre Magno, rei da Macedónia


(séc. VI a. C.), que conquistou muitos
20 A fama das vitórias que tiveram;
territórios. 11. imperador romano, graças a
Que eu canto o peito ilustre Lusitano, quem o Império Romano iniciou uma época
A quem Neptuno12 e Marte13 obedeceram. de prosperidade e alcançou a sua máxima
expansão. 12. deus dos mares. 13. deus da
Cesse tudo o que a Musa antiga14 canta,
guerra. 14. poesia da Antiguidade
Que outro valor mais alto se alevanta. greco-romana.
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Luís de Camões, Os Lusíadas, edição de


Emanuel Paulo Ramos, 9.ª ed., Porto Editora, 2011

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Teste de avaliação 4

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

4. Indica o nome pelo qual são conhecidas estas três estâncias.

5. Identifica a tarefa que o Poeta se propõe realizar.


5.1. Indica de que depende a concretização dessa tarefa.

6. Explicita o sentido destes versos.


“E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando:” (est. 2, vv. 13-14)

7. Refere o herói d’Os Lusíadas, transcrevendo a expressão que o indica.

8. Identifica os dois recursos expressivos presentes no seguinte verso e comenta o seu valor
expressivo: “Que, da Ocidental praia Lusitana” (est. 1, v. 2)

9. Observa as estâncias e indica:


• o número de versos;
• o seu esquema rimático;
• o tipo de rima.

9.1. Divide o primeiro verso da primeira estância em sílabas métricas.

PARTE C

Lê as estâncias 28 a 30 do Canto I de Os Lusíadas, a seguir transcritas, e responde, de forma


completa e bem estruturada, ao item 10.

[“]Prometido lhe está do Fado eterno,


Cuja alta lei não pode ser quebrada,
Que tenham longos tempos o governo
Do mar que vê do Sol a roxa entrada.1 1. o mar que assiste ao nascer do
5 Nas águas tem passado o duro Inverno; sol, o oceano Índico.

A gente vem perdida e trabalhada.2 2. sem saber o caminho e cansada


Já parece bem feito que lhe seja da longa viagem.

Mostrada a nova terra que deseja.3 3. a Índia.

E, porque, como vistes, tem passados


10 Na viagem tão ásperos perigos,
Tantos climas e céus exprimentados,
Tanto furor de ventos inimigos,
Que sejam, determino, agasalhados
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Nesta costa Africana como amigos,


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15 E, tendo guarnecida a lassa frota,4 4. reabastecidas as naus e as


Tornarão a seguir sua longa rota.” cansadas tripulações.

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Teste de avaliação 4

Estas palavras Júpiter dezia,


Quando os Deuses, por ordem respondendo,
Na sentença5 um do outro difiria, 5. opinião.
20 Razões diversas dando e recebendo.
O padre Baco ali não consentia
No que Júpiter disse, conhecendo
Que esquecerão seus feitos no Oriente,
Se lá passar a Lusitana gente.

Luís de Camões, Os Lusíadas, edição de


Emanuel Paulo Ramos, 9.ª ed., Porto Editora, 2011

10. Escreve um texto expositivo, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, no qual

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explicites o conteúdo das estâncias apresentadas.
 O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte
de conclusão.
Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os tópicos apre-
sentados a seguir.

• Identificação do episódio a que pertencem estas estrofes e as personagens intervenientes.


• Identificação de “A gente” sobre quem se gera a discussão, justificando com a transcrição
de um excerto.

• Referência à decisão de Júpiter e às três razões que utiliza para a justificar.


• Justificação do motivo que leva Baco a discordar de Júpiter.
• Importância deste episódio para a glorificação do herói d’Os Lusíadas.

Grupo II

1. Completa cada uma das frases seguintes com as formas adequadas dos verbos apresenta-
dos entre parênteses, usando apenas tempos simples.

As expedições marítimas realizaram-se, embora o povo a) (pensar) que b) (haver)
monstros tenebrosos nos mares desconhecidos.
Os navegadores c) (poder) alcançar terras longínquas, mas muitos morreram nessas via-
gens.
Todos d) (crer) que as viagens do tempo dos Descobrimentos foram um grande feito dos
Portugueses.
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Teste de avaliação 4

2. Reescreve as frases, substituindo os elementos sublinhados pelos pronomes pessoais ade-


quados. Faz apenas as alterações necessárias.
a. Embora a linguagem d’Os Lusíadas não seja fácil, lemos esta obra com prazer.
b. O Pedro traz um vídeo sobre Camões para mostrar à turma.

3. Seleciona a única opção que permite obter uma afirmação correta.


A frase em que a palavra que é um pronome relativo é
(A) Os Portugueses que se destacaram dos demais são exaltados por Camões.
(B) Camões deseja que os feitos daqueles portugueses sejam divulgados.
(C) Os Portugueses eram tão especiais que até os deuses lhes obedeceram.
(D) Neste poema, Camões defende que os Portugueses são um povo ilustre.

Transforma cada par de frases simples numa frase complexa, utilizando conjunções das sub-
4. 
classes indicadas entre parênteses. Faz as alterações necessárias.
a. Procuras um livro emocionante?
Lê esta obra.
(conjunção subordinativa condicional)

b. A Isabel não leu o episódio do Consílio dos Deuses.


A Isabel não escreveu o texto pedido pelo professor.
(conjunção coordenativa copulativa)
c. O Rui estava doente.
Ele foi fazer o teste.
(conjunção subordinativa concessiva)

5. Indica a função sintática de cada um dos elementos sublinhados nas seguintes frases.
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a. A deusa Vénus simpatizava com os Portugueses.


b. No consílio dos deuses, ela defendeu-os.
c. Os navegadores portugueses foram igualmente apoiados por Marte.
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Teste de avaliação 4

Grupo III

No texto da Parte B, o Poeta fala sobre o carácter aventureiro do povo português e sobre as
viagens que estes empreenderam.
Imagina que inicias uma viagem à volta do Mundo e, após um mês, resolves escrever uma
carta a um amigo ou familiar.
Ao redigi-la, deverás:
• respeitar os aspetos formais da carta;
• apresentar o teu itinerário;
• descrever os locais que visitaste, mencionando o teu preferido;
• referir as pessoas com quem te cruzaste – novos amigos, novos povos;
• narrar um episódio ocorrido.
A carta deve ter entre 180 e 240 palavras.
Assina-a com a expressão “Um aventureiro” ou “Uma aventureira”.

Não escrevas o teu nome nem identifiques a tua localidade.

Cotações
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Grupo I................................................................................... 50 pontos Grupo II.................................................................................. 20 pontos


1. ..................... 5 pontos 1. ………… ………………… 4 pontos
2. (4 × 2)........... 8 pontos 2. a. …………………………… 2 pontos
3. ..................... 2 pontos 2. b. …………………………… 2 pontos
4. ..................... 3 pontos 3. ………………………… 3 pontos
5. ..................... 2 pontos 4. (3 × 1,5)…………… 4,5 pontos
5.1. .................. 3 pontos 5. (3 × 1,5)…………… 4,5 pontos
6. ..................... 5 pontos Grupo III................................................................................. 30 pontos
7. ..................... 3 pontos
Total...................................... 100 pontos
8. ..................... 4 pontos
9. ..................... 3 pontos
9.1. .................. 2 pontos
fotocopiável

10. ................. 10 pontos

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Teste de avaliação 5

Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Grupo I

PARTE A

Lê as estâncias 40 a 44 de Os Lusíadas, de Luís de Camões, e o vocabulário e notas apresentados.

Tão grande era de membros, que bem posso


Certificar-te que este era o segundo
De Rodes estranhíssimo Colosso1, 1. um segundo Colosso de Rodes. Entre as
Que um dos sete milagres2 foi do mundo. chamadas sete maravilhas do mundo
antigo, incluía-se o Colosso de Rodes,
5 Cum tom de voz nos fala, horrendo e grosso, enorme estátua erguida à entrada do porto
Que pareceu sair do mar profundo. de Rodes, ilha do mar Egeu.
Arrepiam-se as carnes e o cabelo, 2. maravilhas.
A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo!

E disse: “Ó gente ousada, mais que quantas


10 No mundo cometeram grandes cousas,
Tu, que por guerras cruas, tais e tantas,
E por trabalhos vãos nunca repousas,
Pois os vedados términos quebrantas3 3. ultrapassas os limites proibidos.
E navegar meus longos4 mares ousas, 4. remotos.
15 Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho,
Nunca arados de estranho ou próprio lenho5: 5. nunca antes navegados por quaisquer
embarcações.
Pois vens ver os segredos escondidos
Da natureza e do húmido elemento6, 6. o mar.
A nenhum grande humano concedidos
20 De nobre ou de imortal merecimento,
Ouve os danos de mi que apercebidos
DIAL9CP © Porto Editora

Estão a teu sobejo atrevimento7, 7. ouve os prejuízos que tenho preparados


Por todo o largo mar e pola terra para a tua temerária aventura.

Que inda hás de sojugar com dura guerra.


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Teste de avaliação 5

25 Sabe que quantas naus esta viagem Aqui espero tomar, se não me engano,

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Que tu fazes, fizerem, de atrevidas, De quem me descobriu10 suma vingança.
Inimiga terão esta paragem8, 35 E não se acabará só nisto o dano
Com ventos e tormentas desmedidas! De vossa pertinace confiança:
E da primeira armada, que passagem Antes, em vossas naus vereis, cada ano,
30 Fizer por estas ondas insofridas9, Se é verdade o que meu juízo11 alcança,
Eu farei de improviso tal castigo, Naufrágios, perdições de toda sorte,
Que seja mor o dano que o perigo! 40 Que o menor mal de todos seja a morte![”]
Luís de Camões, Os Lusíadas, edição de Emanuel Paulo Ramos, 9.ª ed., Porto Editora, 2011

8. a passagem do cabo da Boa Esperança. 9. indomadas. 10. Bartolomeu Dias. 11. pensamento.

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

Localiza estas estâncias na obra e indica o nome deste episódio.


1. 

2. Indica como reagiram os marinheiros ao aparecimento do gigante.


2.1. Caracteriza-o.

3. Refere duas características dos Portugueses referidas pelo gigante.

4. O gigante prevê uma série de calamidades. Aponta duas delas.

5. Identifica os recursos expressivos presentes nos seguintes versos e comenta o seu objetivo.
“E disse: “Ó gente ousada, mais que quantas
No mundo cometeram grandes cousas”. (est. 41, vv. 1-2)

6. Comenta a simbologia deste episódio.

PARTE B

Lê o texto seguinte. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.

Naufrágio dos diamantes


A história raramente se desenrola como uma fábula. Mas pense nisto: um navio
mercante português do século XVI, carregando uma fortuna em ouro e marfim a cami-
nho de um famoso porto de especiarias na costa da Índia, é desviado para longe da sua
rota por uma terrível tempestade ao tentar contornar a extremidade austral de África.
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5 Dias mais tarde, castigado e quebrado, o navio afunda-se numa misteriosa costa envolta

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Teste de avaliação 5

em nevoeiro, salpicada com mais de cem milhões de quilates em diamantes, uma ironia
cruel para os sonhos de riqueza dos marinheiros. Nenhum dos náufragos regressou a
casa.
Este conto improvável ter-se-ia perdido para sempre sem a descoberta dos destroços
10 de um navio numa praia a sul de Sperrgebiet em abril de 2008. Trata-se da rica mina de
diamantes, famosa pela sua inacessibilidade, explorada pela empresa NAMDEB, um con-
sórcio do Estado e da empresa, De Beers, junto à foz do rio Orange, na costa meridional
da Namíbia. Um geólogo trabalhava na área de mineração U-60 quando encontrou
aquilo que, à primeira vista, pensou ser metade de uma esfera de rocha perfeitamente
15 redonda. Curioso, pegou-lhe e percebeu de imediato tratar-se de um lingote de cobre.
Uma estranha marca em forma de tridente gravada sobre a superfície desgastada foi reco-
nhecida mais tarde como a marca de Anton Fugger, um dos homens de finanças mais
ricos da Europa renascentista. O lingote era do tipo utilizado para comprar especiarias na
Índia durante a primeira metade do século XVI.
20 Mais tarde, os arqueólogos descobririam 22 toneladas destes lingotes sob a areia,
bem como canhões e espadas, marfim e astrolábios, mosquetes e cotas de malha. E ouro,
evidentemente. Mãos-cheias de ouro: nas escavações, encontraram-se mais de duas mil
belas e pesadas moedas, sobretudo excelentes1 espanhóis, com as efígies de Fernando e
Isabel, mas também requintados portugueses com as armas de Dom João III, algumas
25 moedas venezianas, islâmicas, florentinas e de outras nacionalidades.
São de longe os mais antigos e os mais ricos destroços de um navio naufragado des-
coberto na costa da África subsariana. Nenhum dos tesouros inflamou tanto a imagina-
ção dos arqueólogos como o próprio naufrágio: um navio português da armada das
Índias da década de 1530, o pico dos Descobrimentos, com a sua carga de tesouros e
30 bens comerciais intactos, jazendo, insuspeito, nestas areias durante quase 500 anos.
“É uma oportunidade única”, diz Francisco Alves, veterano arqueólogo subaquá-
tico português, chefe da Divisão de Arqueologia Náutica e Subaquática do Instituto de
Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico do Ministério da Cultura e consul-
tor da edição portuguesa da National Geographic. “Sabemos tão pouco sobre estes
35 navios antigos. Esta é apenas a segunda nau escavada por arqueólogos. Todas as outras
foram pilhadas por caçadores de tesouros.”
Neste caso, os caçadores de tesouros nunca serão um problema – não aqui, no cora-
ção de uma das minas de diamantes mais bem guardadas do mundo, numa costa cujo
próprio nome, Sperrgebiet, significa “zona proibida” em alemão. Os funcionários do
40 consórcio suspenderam as operações em redor do local do naufrágio, contrataram uma
equipa de arqueólogos e, durante algumas semanas de esplêndida distração, escavaram
história em vez de diamantes.
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Roff Smith, in National Geographic, outubro de 2009


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1. excelentes: moeda espanhola do século XVI.

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Teste de avaliação 5

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

Associa cada elemento da coluna A ao único elemento da coluna B que lhe corresponde, de
7. 
acordo com o sentido do texto.
Escreve as letras e os números correspondentes. Utiliza cada letra e cada número apenas
uma vez.

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Coluna A Coluna B

(1) Zona da costa da Namíbia.


(2) Moedas utilizada na extremidade austral de África.
(a) portugueses (linha 24)
(3) Homem europeu rico que viveu no Renascimento.
(b) Sperrgebiet (linha 10)
(4) Arqueólogo subaquático português.
(c) lingotes (linha 20)
(5) Moedas com as armas de D. João III.
(d) Anton Fugger (linha 17) (6) Navegador que comandou uma das armadas das Índias.
(e) Francisco Alves (linha 31) (7) Utilizados em trocas comerciais para adquirir especiarias.
(8) Mina de diamantes, conhecida por ser de difícil acesso.

Escolhe, em cada item (8.1. a 8.5.), a opção que está de acordo com o sentido do texto.
8. 
8.1. O navio descoberto na Namíbia
(A) regressava de uma viagem à Índia, carregado de especiarias.
(B) carregava cem milhões de quilates em diamantes.
(C) levava moedas e outros valores para efetuar trocas comerciais.
(D) pertencia a Anton Fugger, um rico mercador.

8.2. A palavra “excelentes” (linha 23)


(A) classifica o desempenho de Fernando e Isabel, reis espanhóis.
(B) refere-se a moedas espanholas.
(C) avalia a qualidade das moedas espanholas.
(D) qualifica o grau de preservação do tesouro.

8.3. O arqueólogo considera esta uma “oportunidade única” (linha 31)


(A) devido ao grau de conservação da nau e do seu conteúdo.
(B) porque, até hoje, só foram encontradas duas naus.
(C) visto que nunca estivera na Namíbia.
(D) por causa do valor económico do tesouro.

8.4. A expressão “escavaram história em vez de diamantes” (linhas 41-42) significa que
(A) o consórcio pondera dedicar-se à arqueologia subaquática, abandonando a prospe-
ção de diamantes.
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(B) os arqueólogos resolveram escavar toda a área da mina, em busca de outros vestí-
gios de naus.
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Teste de avaliação 5

(C) os funcionários do consórcio dedicaram-se, temporariamente, à descoberta de arte-


factos históricos.
(D) a descoberta de factos históricos, do nosso passado, é mais importante do que o
lucro económico.

8.5. A expressão “de longe” (linha 26) pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
(A) longinquamente. (C) de épocas afastadas.
(B) mais do que quaisquer outros. (D) vistos à distância.

PARTE C

Agora que já analisaste vários episódios d’Os Lusíadas, propomos-te que escrevas um texto
9. 
de opinião, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, no qual:
• indiques o teu episódio preferido;
• refiras duas razões que justifiquem essa preferência;
• apresentes as personagens intervenientes e o seu papel;
• comentes a importância desse episódio na estrutura geral da obra.
O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de
conclusão.
Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente.

Grupo II

1. Completa cada uma das frases seguintes, usando, nos tempos indicados, a forma correta do
verbo apresentado entre parênteses.
a. Pretérito imperfeito do conjuntivo
Vasco da Gama esperou que o Adamastor (acabar) a sua história.

b. Pretérito perfeito simples do indicativo


Ao longo do relato do Adamastor, os marinheiros não (intervir).

2. Observa as palavras sublinhadas no verso 38, da estância 44, da Parte A:


“Se é verdade o que meu juízo alcança”
a. Indica uma palavra derivada por sufixação da família de “verdade”.
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b. Forma uma palavra derivada por parassíntese da palavra “juízo”.


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c. Indica um nome da família do verbo alcançar, formado por derivação não afixal.
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Teste de avaliação 5

3. Indica a função sintática dos elementos sublinhados nas frases seguintes:


a. Os marinheiros portugueses depararam com uma figura enorme.
b. Perante a visão do gigante, ficaram todos receosos.
c. Vasco da Gama, o narrador deste episódio, enfrentou o Adamastor.

4. Classifica as orações sublinhadas em cada uma das seguintes frases complexas:


a. A figura do Adamastor era tão assustadora que encheu de medo os marinheiros.
b. Ainda que estivesse receoso, Vasco da Gama fala-lhe de cabeça erguida.
c. Quem via aquele monstro não o imaginava apaixonado.

5. Identifica a alínea que reproduz corretamente em discurso indireto a frase seguinte:


– Vou visitar-vos na próxima semana – prometeu o Rui aos avós.
(A) O Rui prometeu aos avós que os vai visitar na semana seguinte.
(B) O Rui prometeu aos avós que os visitaria na próxima semana.
(C) O Rui prometeu aos avós que os ia visitar na semana seguinte.
(D) O Rui prometeu aos avós que os ia visitar na próxima semana.

Grupo III

A História de Portugal está associada ao mar. No entanto, alguns não respeitam este patri­
mónio.
Escreve um texto, entre 180 e 240 palavras, que pudesse ser publicado no jornal da tua
escola, onde comentes as causas e consequências da poluição marítima e indiques o que cada
um de nós pode fazer para combater este problema. Incentiva os teus colegas a participarem
em ações de limpeza e prevenção.

Não assines o teu texto!

Cotações
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Grupo I................................................................................... 50 pontos Grupo II.................................................................................. 20 pontos


1. ..................... 2 pontos 1. ………………… 2 pontos
2. ..................... 2 pontos 2. …………………… 3 pontos
2.1. .................. 3 pontos 3. (3 × 2)………… 6 pontos
3. ..................... 4 pontos 4. (3 × 2)………… 6 pontos
4. ..................... 4 pontos 5. ………………… 3 pontos
5. ..................... 4 pontos Grupo III................................................................................. 30 pontos
6. ..................... 6 pontos
Total...................................... 100 pontos
7. ..................... 5 pontos
fotocopiável

8. (5 × 2)......... 10 pontos
9. ................... 10 pontos

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Teste de avaliação 6

Nome   N.°   Turma   Data

Avaliação   Professor(a)

Grupo I

PARTE A

Lê o poema seguinte.

Cidade
Cidade, rumor e vaivém sem paz nas ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
5 Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.

Saber que tomas em ti a minha vida


10 E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.

Sophia de Mello Breyner Andresen,


Obra Poética I, 2.ª ed., Ed. Caminho, 1991

Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.

1. Transcreve as palavras do poema que demonstram a presença do sujeito poético.

2. Ao longo do poema, são contrapostos dois espaços que correspondem a modos de vida dife-
rentes. Identifica-os e caracteriza-os.
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3. Identifica a quem se dirige o sujeito poético, justificando com excertos textuais.


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4. Indica o desejo manifestado pelo sujeito poético.


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Teste de avaliação 6

5. Aponta os recursos expressivos presentes no seguinte verso e comenta a sua expressivi-


dade: “Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,” (v. 2)

6. Relativamente a este poema:


a. indica quantas estrofes o compõem, classificando-as de acordo com o seu número de
versos;
b. indica um exemplo de rima toante na segunda estrofe;
c. faz o esquema rimático da segunda estrofe, classificando a rima;
d. divide em sílabas métricas o primeiro verso do poema.

PARTE B

Lê o texto seguinte.

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Os que vão
Há, em torno de Os Ciganos, uma curiosa história familiar. Este livro começou por ser
um fragmento inédito descoberto, na primavera de 2009, entre os “milhares de papéis” do
espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen. O manuscrito não estava datado, mas a aná-
lise da caligrafia permitiu situá-lo “em meados dos anos 60”. Numa nota introdutória a esta
5 primeira edição, Maria Andresen, também poeta, além de professora universitária, compara
o arranque desta história (não mais do que sete páginas de texto) com outros livros infantis
de sua mãe: Noite de Natal, A Fada Oriana e A Menina do Mar. O que lhe parece singular
em Os Ciganos é o facto de o protagonista, Ruy, sentir “o desejo de um lugar onde a norma
familiar e protetora não chegue”, arriscando uma fuga em que se coloca à prova e se expõe
10 a “situações de alto risco”. É justamente quando o rapaz salta um muro – a barreira que
separa o vigiado conforto doméstico da incerteza do mundo exterior – que o esboço narra-
tivo de Sophia se detém.
Maria Andresen desafiou o irmão, Miguel Sousa Tavares (M.S.T.), a concluir a história,
valendo-se da sua experiência enquanto autor de livros infantis. Com dúvidas sobre a legiti-
15 midade do projeto, M.S.T. sondou os filhos. E foi então que Pedro Sousa Tavares, mais na
qualidade de neto do que na de escriba (formatado pelos espaços reduzidos dos jornais), se
chegou à frente e pôs mãos à obra.
“Peço desculpa pela ousadia de não ter hesitado mais do que alguns segundos antes de
dizer que sim”, explica. “Imaginem um mecânico da NASA a quem subitamente é dada a
20 oportunidade de acompanhar o Neil Armstrong na missão Apolo XI. Seguramente não lhe
faltarão razões, todas elas atendíveis, para se escusar à tarefa. Mas não é todos os dias que
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alguém nos convida para ir à Lua.” O principal mérito do “mecânico da NASA” está no

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Teste de avaliação 6

respeito pela escrita inimitável de Sophia (“imitá-la seria caricaturá-la”). O texto da avó, a
azul, é uma coisa; o do neto, a negro, é outra completamente distinta. Este nunca alcança os
25 requintes poéticos daquela, nem se atreve a frases tão altas, nem tão nítidas […].
No início há um rapaz “muito desarrumado”, Ruy, que foge de casa para seguir os ciga-
nos, atraído por esses homens que “jogam com a morte” e “não conhecem laços”, mas a
história prossegue depois de forma desenvolta e sem cesura. Ruy é um “gadjó” que aprende
a liberdade, a cultura cigana e a arte de atravessar ribeiros a pisar pedras escorregadias, mas
30 também ensina aos novos amigos “coisas do seu próprio mundo” (como ler e escrever), das
quais, para seu espanto, eles se mostram invejosos.
Se a parte de Sophia nos apresenta um rapaz fascinado pelo “ruído de festa”, mas inde-
ciso em segui-lo, a continuação de Pedro mostra como ele descobre depois a sabedoria ances-
tral dos Rom, a sua vida e a raiz do nomadismo: “Nós não moramos, nós vamos.” Numa
35 história sobre encontros, a imagem final no circo – com os dois amigos caminhando um para
o outro no arame – é particularmente feliz.

★★★★ OS CIGANOS
Sophia de Mello Breyner Andresen e Pedro Sousa Tavares, ilustra-
ções de Danuta Wojciechowska, Porto Editora, 2012, 64 págs.,
€18,80

José Mário Silva, in Atual, Expresso, 20-10-2012

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

7. Seleciona, em cada item (7.1. a 7.5.), a opção correta relativamente ao sentido do texto.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

7.1. O livro Os Ciganos foi


(A) escrito na década de 60.
(B) descoberto na primavera de 2009.
DIAL9CP © Porto Editora

(C) publicado em 2012.


(D) reeditado em 2012.
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Teste de avaliação 6

7.2. Os autores

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(A) desenvolveram o livro em colaboração.
(B) são filho e mãe.
(C) escreveram partes diferentes da obra.
(D) criaram um conto sobre as viagens espaciais.

7.3. Pedro Sousa Tavares compara-se a um “mecânico da NASA” para


(A) mostrar o seu interesse pela exploração espacial.
(B) indicar o motivo que o levou a aceitar continuar a história.
(C) comparar a importância da obra de Sophia a uma viagem à Lua.
(D) apontar os motivos por que não aceitou a tarefa.

7.4. A escrita de Sophia e de Pedro Sousa Tavares


(A) distingue-se pela cor e estilo.
(B) é indistinta.
(C) reconhece-se apenas pela cor.
(D) é muito semelhante.

7.5. A obra
(A) mostra as relações entre uma criança e os seus pais.
(B) tem como personagem principal um rapaz que foge de casa.
(C) narra uma viagem à Lua.
(D) desenvolve-se em torno de uma família circense.

8. Seleciona a única afirmação falsa, de acordo com o sentido do texto.


Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
(A) “que” (linha 10) substitui “a barreira”.
(B) “lhe” (linha 20) substitui “Neil Armstrong”.
(C) “seu” (linha 31) substitui “Ruy”.
(D) o pronome “o” em “segui-lo” (linha 33) substitui “ruído de festa”.
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Teste de avaliação 6

PARTE C

Após a leitura do poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (Parte A), dois dos teus cole-
9. 
gas expressaram as seguintes opiniões.
Ana: “As cidades são prisões que nos aprisionam, não nos deixam viver em liberdade.”
Carlos: “Para mim, mesmo vivendo na cidade, podemos ser livres.”
Escreve um texto de opinião, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, no qual:
• tomes o partido de uma destas opiniões;
• apresentes duas razões que justifiquem essa posição;
• refiras o que entendes por “liberdade”.
 teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de
O
conclusão.
Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente.

Grupo II

1. De qual dos conjuntos de palavras está ausente uma relação entre hiperónimo e hipónimos?
(A) camião • autocarro • automóvel • veículo
(B) euro • dólar • moeda • libra
(C) chinês • língua • latim • árabe
(D) café • chá • leite • chávena

2. Reescreve a frase seguinte, colocando o adjetivo no grau superlativo absoluto sintético.


Na minha cidade, há gente pobre.

3. Classifica os verbos sublinhados na frase como transitivos ou intransitivos.


Sophia escreveu o início do livro Os Ciganos. Alguns anos mais tarde, o seu neto Pedro não
hesitou e aceitou terminar a obra.

4. Explicita a regra que torna obrigatório o uso de vírgulas na frase seguinte:


Miguel Sousa Tavares, que é jornalista e escritor, foi desafiado a acabar o livro de Sophia.

5. Completa cada uma das frases seguintes com um dos elementos do quadro abaixo apresen-
tado.
A obra de Sophia a) me falaste está esgotada.
Foram os familiares de Sophia b) descobriu o fragmento da história inédita.
Pedro Sousa Tavares, c) estilo é diferente do da avó, completou a história.
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O protagonista, Ruy, é uma personagem d) me identifico.


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cujo de que do qual com quem quem que

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Teste de avaliação 6

Associa cada elemento da coluna A ao único elemento da coluna B que lhe corresponde, de
6. 
modo a identificares a oração sublinhada em cada frase.

Coluna A Coluna B

(a) O livro é tão interessante que o li duas vezes. (1) oração subordinada completiva
(b) Recomendo a todos que leiam esta história. (2) oração subordinada relativa explicativa
(c) De Sophia, a primeira obra que li foi A menina do mar. (3) oração subordinada relativa restritiva
(d) Gostei mais desta história do que da outra. (4) oração subordinada consecutiva
(e) Sophia de Mello, que também foi poetisa, é admirada por (5) oração subordinada comparativa
muitas crianças.

Grupo III

Num texto cuidado e bem estruturado, que pudesse integrar uma revista de viagens, apre-
senta a tua opinião sobre o local onde moras.
No teu texto, deverás:
• descrever brevemente o local;
• indicar, no mínimo, três aspetos que justificam uma visita;
• referir os sentimentos que este espaço desperta em ti.
O teu texto deverá ter entre 180 e 240 palavras.

Não assines o teu texto!

Cotações
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Grupo I................................................................................... 50 pontos Grupo II.................................................................................. 20 pontos


1. ..................... 2 pontos 1. &………………… 2 pontos
2. ..................... 6 pontos 2. ....................... 3 pontos
3. ..................... 4 pontos 3. &………………… 3 pontos
4. ..................... 3 pontos 4. &………………… 3 pontos
5. ..................... 5 pontos 5. &………………… 4 pontos
6. ..................... 8 pontos 6. & ……………… 5 pontos
7. (5 × 2)......... 10 pontos Grupo III................................................................................. 30 pontos
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8. ..................... 2 pontos
Total...................................... 100 pontos
9. ................... 10 pontos

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Soluções dos testes de avaliação

Soluções dos testes de avaliação


Teste 1 4. Terceira pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito com-
posto do indicativo.
Grupo I
5. O Rui disse que, naquele dia, tinha recebido / recebera apenas
1. (A) abrindo a boca, respirando com dificuldade. (B) utilizavam aquela mensagem dos seus avós.
dentadura.
6. a. Eu enviá-las-ia…
2. “Primeiro eram apenas sapatos” (l. 2); “Depois tomei conheci-
mento dos joelhos cobertos de fazenda ou de meias de vidro” b. Alguém a viu?
(l. 5), “A seguir vieram as barrigas” (ll. 6-7), “Ao chegar à altura da
toalha” (l. 9), “Já capaz pelo meu tamanho de lhes olhar a cara”
Teste 2
(l. 18).
3. Os parentes falavam noutra língua para que o cronista não com- Grupo I
preendesse o que diziam sobre a “parente loira”. 1. Os gritos e a correria do merceeiro atrás de um rapaz que rou-
4. “Provavelmente quando nos tornamos tristes.” (l. 29) bara uma lata de conserva.
5. Anáfora – repetição das palavras “Provavelmente quando” no 2. Durante o incidente, a rua estava agitada, com várias pessoas a
início de quatro frases seguidas. Esta repetição reforça as dúvidas correr e a gritar. Depois de o polícia levar o rapaz, as pessoas
do cronista relativamente ao momento em que nos tornarmos afastaram-se, os passeios ficaram tranquilos, a rua ficou nova-
adultos. mente silenciosa.
6. F, D, C, E, G, A, B. 3. As frases interrogativas são utilizadas para demonstrar as dúvi-
das e as inquietações da “rapariga loura”.
7.1. (C).
7.2. (A). 4. Inicialmente, a rapariga fica atenta e apreensiva, tentando com-
preender o que sucedeu; em seguida, vendo tanta fúria contra o
7.3. (B).
rapaz, deseja que este não seja apanhado. Depois que compre-
8. (C). ende que a criança roubara, condena o seu ato; mas, quando o
9. Resposta possível: rapaz é levado pelo polícia, sente-se inquieta.
A adolescência é, frequentemente, associada a momentos 5. Algumas pessoas correram atrás do rapaz e gritaram; outras
complicados e conflituosos. observavam o incidente e comentavam o sucedido. Ninguém pro-
O título do texto, “A idade da crise” remete para um momento curou compreender o que levou o rapaz a cometer esse ato (“o
de mudanças físicas e psicológicas, que pode gerar crises de iden- rapaz queria dar qualquer explicação que ninguém aceitava”,
tidade e socioafetivas. ll. 19-20). Assim que o polícia o levou, todos se afastaram.
Neste período, o comportamento dos jovens pode sofrer altera- 6. O recurso expressivo presente é a comparação. Ao comparar o
ções, nomeadamente transições rápidas de disposição e uma rapaz a uma flecha, destaca-se a velocidade a que ele seguia.
maior tendência para o mau humor, que estão relacionadas com
7.1. F; 7.2. F; 7.3. V; 7.4. F; 7.5. F; 7.6. V; 7.7. F; 7.8. F.
alterações fisiológicas e com a falta de sono. Estas mudanças
poderão gerar problemas relacionais. 8.1. (C); 8.2. (A); 8.3. (B); 8.4. (D); 8.5. (C).
A forma como comunicam com os outros depende do destina- 9. Resposta possível:
tário: sobretudo SMS com os pares; com os pais, preferem as cha- Considero que determinados atos, mesmo que drásticos, são
madas de voz. justificáveis, em função das circunstâncias.
Estas explicações da ciência para algumas atitudes juvenis Na minha opinião, o ato do rapaz merece compreensão, uma
poderão contribuir para um melhor conhecimento daqueles que se vez que foi a fome, uma necessidade básica do ser humano, que o
encontram na “idade da crise”. compeliu a agir dessa forma.
(120 palavras) Outros argumentarão que o roubo é um crime. No entanto, não
será um crime maior deixar uma criança passar fome? As leis que
Grupo II
criamos para a nossa sociedade ajudam a estabelecer regras para
1. (B). uma convivência saudável; contudo, para que possam ser respei-
2.1. Palavra composta (composição morfológica). tadas, é necessário garantir condições de vida dignas a todos os
2.2. Por exemplo: a. Ele foi o cérebro [= líder, responsável] da cidadãos.
organização. Concluindo, embora não defenda o roubo, acredito que uma
sociedade indiferente ao ser humano gerará, inevitável e compre-
b. Os colegas e os professores consideram-no um cérebro [= muito
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ensivelmente, fenómenos como aquele.


inteligente].
(115 palavras)
c. Quando te vi, vieram-me ao cérebro [= pensamento] imagens
da nossa infância. Grupo II
3. (D). 1. (a) – (2); (b) – (4); (c) – (5); (d) – (3); (e) – (6).

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Soluções dos testes de avaliação

2. a. Algumas pessoas observavam-na tranquilamente. b. Nin- 3. a. modificador do nome apositivo. b. predicativo do sujeito.

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guém lho perguntou. c. modificador do nome restritivo.
3. A vírgula usa-se obrigatoriamente para isolar o vocativo, função 4. “que leem o Auto da Barca do Inferno” → oração subordinada
sintática desempenhada pela expressão “Ó miúdo”. (adjetiva) relativa restritiva.
4. a. A lata terá sido roubada pelo garoto por necessidade. 5. a. Os alunos gostaram muito da representação da peça que
b. Energicamente, os curiosos foram afastados pelo guarda. foram ver. b. A peça que estreou em janeiro está a ter muito
5. a. verbo auxiliar da passiva; b. verbo intransitivo; c. verbo copu- público.
lativo; d. verbo auxiliar dos tempos compostos.
Teste 4
Teste 3 Grupo I
Grupo I 1. (a) – (5); (b) – (2); (c) – (1); (d) – (7); (e) – (6).
1. Esta cena decorre num cais onde se encontram duas barcas – a 2.1. (C). 2.2. (B). 2.3. (B). 2.4. (A).
barca do Inferno (“batel infernal”) e a barca do Paraíso. 3. Bartolomeu Dias.
2. Os símbolos caracterizadores do Fidalgo são o pajem, o manto 4. Estas três primeiras estâncias do Canto I d’Os Lusíadas consti-
e a cadeira de espaldas. O pajem simboliza a tirania e a explora- tuem a “Proposição”.
ção; o manto, a sua vaidade; a cadeira de espaldas, o seu esta-
5. O Poeta propõe-se cantar os feitos dos Portugueses.
tuto social.
5.1. O Poeta só o conseguirá fazer se o talento e a eloquência lho
3. A forma como cada um viveu na Terra determina o seu destino:
permitirem.
“Segundo lá escolhestes,/assi cá vos contentai.” Assim, se cum-
priu as regras morais, embarcará na barca do Paraíso; se não o 6. Os versos referem-se àqueles que serão recordados devido aos
fez, na barca infernal. seus feitos, não caindo, pois, no esquecimento (“lei da Morte”).
4. O Diabo acusa o Fidalgo de ter vivido “a seu prazer”, de acordo 7. O herói d’Os Lusíadas é o povo português – “o peito ilustre Lusi-
com as suas vontades. tano” (v. 21).
5. Gil Vicente pretende criticar não apenas este Fidalgo, mas toda 8. Neste verso temos uma perífrase e uma sinédoque, que realçam
a nobreza. Assim, critica a presunção, a tirania e imoralidade da o facto de Portugal ser um país com uma extensa costa (o que
nobreza, que explora o povo. justifica a importância dada ao mar pelo povo português).
6. O recurso expressivo presente é o eufemismo (“Ilha Perdida”), 9. • oito versos (oitavas); • esquema rimático: abababcc; • rima cru-
utilizado para atenuar o destino da barca, o Inferno, não o refe- zada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos.
rindo diretamente. 9.1. As| ar | mas |e os | ba | rões | a | ssi | na | la | (dos) –
7. E, G, D, B, A, F, C. dez sílabas métricas.
8.1. (C); 8.2. (A); 8.3. (B); 8.4. (B). 10. Resposta possível:
Estas estrofes integram o episódio do “Consílio dos deuses”.
9. (C).
Neste episódio, os deuses do Olimpo “esgrimem” argumentos a
10. Resposta possível: favor e contra a chegada dos Portugueses à Índia. Referindo-se à
Esta cena decorre num cais, onde se encontram duas barcas – “Lusitana gente” (última estrofe), Júpiter defende que lhes deve
a barca do Inferno e a barca do Paraíso. ser permitido chegar à Índia, pois os Fados assim o ordenavam e,
Neste excerto, intervêm o Anjo e o Onzeneiro, que procura além disso, os tripulantes encontravam-se perdidos e cansados e
entrar na barca da Glória. No entanto, o Anjo manda-o dirigir-se já tinham passado por muitos perigos na viagem.
“pera quem te enganou!”, ou seja, para o Diabo, acusando-o de No entanto, Baco discorda de Júpiter, porque teme que, quando
ter o coração cheio de pecados – “Porque esse bolsão / tomará os Portugueses chegarem ao Oriente, os seus feitos sejam es­­­­
todo o navio.”. quecidos.
Procurando defender-se, o Onzeneiro afirma que o seu “bolsão” O facto de até os deuses considerarem esta viagem relevante e
está vazio, pois deixou na terra todo o seu dinheiro, o que demons- se reunirem para decidir a sua sorte contribui para a glorificação
tra que não compreendeu que o bolsão que carrega simboliza o do povo português, enquanto herói d’Os Lusíadas.
seu amor ao dinheiro, a cobiça que enche o seu coração.
(116 palavras)
Com esta cena, o autor critica a cobiça e a avareza.
(118 palavras) Grupo II
Grupo II 1. a. pensasse. b. havia. c. puderam. d. creem.
1. a. Inserção de som no fim da palavra – paragoge. b. Supressão 2. a. Embora a linguagem d’Os Lusíadas não seja fácil, lemo-la
de som no fim da palavra – apócope. c. Supressão de som no com prazer. b. O Pedro trá-lo para mostrar à turma.
meio da palavra – síncope; alteração: dois sons contíguos tornam- 3. (A).
-se iguais – assimilação. 4. Por exemplo: a. Se procuras um livro emocionante, lê esta
2.1. Palavras convergentes. obra. b. A Isabel não leu o episódio do Consílio dos Deuses nem

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Soluções dos testes de avaliação

escreveu o texto pedido pelo professor. c. Embora o Rui estivesse 4. a. oração subordinada (adverbial) consecutiva. b. oração subor-
doente, foi fazer o teste. dinada (adverbial) concessiva. c. oração subordinada (substan-
5. a. complemento oblíquo. b. modificador (do GV). c. comple- tiva) relativa (sem antecedente).
mento agente da passiva. 5. (C).

Teste 5 Teste 6
Grupo I Grupo I
1. Estas estâncias pertencem ao Canto V, integrando o episódio do 1. “eu” (v. 6), “estou” (v. 6), “vejo” (vv. 6 e 7), “minha” (vv. 9 e
Adamastor. 11).
2. Os marinheiros ficaram assustados com o aparecimento do 2. A cidade e a Natureza. A vida na cidade é agitada, conturbada,
gigante, tendo ficado com “as carnes e o cabelo” (v. 7) arrepiados. “suja, hostil, inutilmente gasta”, enclausurada e sombria.
A Natureza é pura, “vasta[s]”, livre, cíclica.
2.1. O Adamastor tinha os membros enormes e disformes e um
tom de voz “horrendo e grosso”. Era uma personagem assustadora 3. O sujeito poético dirige-se à cidade e à vida nela: “Cidade”, “Ó
e ameaçadora. vida suja”, “estou em ti fechada” e “tomas em ti”.
3. Por exemplo: mais ousados e destemidos do que outros povos 4. Evadir-se/Sair da cidade e viver mais próximo da Natureza.
autores de grandes feitos (est. 41); infatigáveis em inúmeras guer- 5. Estão presentes dois recursos expressivos: a apóstrofe – o
ras e trabalhos inglórios (“vãos”, est. 41); atrevidos (“teu sobejo sujeito poético interpela a “vida” – e a adjetivação expressiva, que
atrevimento”; “de atrevidas”, est. 42 e 43); teimosos / persisten- destaca as características da vida citadina.
tes (“vossa pertinace confiança”, est. 44). 6. a. duas estrofes: uma oitava (oito versos) e uma quadra (quatro
4. Por exemplo: dificuldades na passagem do Cabo, em viagens versos).
futuras, e desastre repentino da primeira armada que por ali pas- b. “paredes” / “verdes” – há apenas correspondência de sons
sar (est. 43); vingança sobre Bartolomeu Dias, aquele que o des- entre as vogais.
cobriu (est. 44); todos os anos haverá naufrágios e perdições
c. O esquema rimático da segunda estrofe é abab – rima cruzada.
naquele local (est. 44).
d. Ci|da|de,| ru|mo|r e| vai|vém| sem| paz| nas| ru|(as) –
5. Nestes versos, a apóstrofe e a adjetivação são utilizadas para
doze sílabas métricas.
destacar o interlocutor de Adamastor, ou seja, os Portugueses e as
suas características. 7.1. (C). 7.2. (C). 7.3. (B). 7.4. (A). 7.5. (B).
6. Este episódio simboliza os perigos ignorados do mar, os obstá- 8. (B).
culos que os Portugueses tiveram de ultrapassar para atingir o seu 9. Resposta possível:
objetivo. Para mim, ser livre é poder exprimir a minha opinião sem cen-
7. (a) – (5). (b) – (1). (c) – (7). (d) – (3). (e) – (4). sura, debater com os outros as ideias, ir aos locais que desejo sem
proibições, não ter os meus atos limitados pelas escolhas que
8.1. (C). 8.2. (B). 8.3. (A). 8.4. (C). 8.5. (B).
outros fizeram por mim…
9. Resposta possível: Por isso, concordo com o Carlos, pois acho que, também na
O meu episódio preferido d’Os Lusíadas é aquele que aborda cidade, podemos ter liberdade de expressão e ação. Aliás, consi-
os amores de D. Inês de Castro e D. Pedro. dero que o ambiente citadino fomenta o debate, pois o grande
Aprecio, particularmente, este episódio, pois adoro histórias de número de habitantes, as associações, agrupamentos, tertúlias
amor, apesar do final trágico desta. Além disso, esta é uma histó- favorecem, naturalmente, a discussão dos acontecimentos e
ria verídica. ideias. Além disso, a cidade apresenta uma grande variedade de
Nesse episódio, depois de uma breve descrição da relação ofertas, o que amplia a liberdade de escolha de cada um.
entre os enamorados, D. Inês é levada à presença de D. Afonso IV, Em suma, e de acordo com a minha conceção de liberdade,
pai de D. Pedro, que pretende condená-la à morte. Apesar de Inês não considero as cidades prisões.
utilizar diversos argumentos que quase convencem o rei, este
(120 palavras)
acaba por ordenar a sua morte.
Este episódio, narrado por Vasco da Gama ao rei de Calecute, Grupo II
demonstra a importância e a beleza da História do povo português,
1. (D).
contribuindo para a sua valorização.
2. Na minha cidade, há gente paupérrima.
(117 palavras)
3. Verbos transitivos: escreveu; terminar. Verbo intransitivo: he­­
Grupo II sitou.
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1. a. acabasse. b. intervieram. 4. As vírgulas isolam a oração subordinada relativa explicativa


2. Por exemplo: a. verdadeiro. b. ajuizar / ajuizado. c. alcance. “que é jornalista e escritor”.
3. a. complemento oblíquo. b. sujeito. c. modificador do nome 5. a) de que. b) quem. c) cujo. d) com quem.
apositivo. 6. (a) – (4); (b) – (1); (c) – (3); (d) – (5); (e) – (2).

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Propostas de resolução – atividades do manual

Grelhas de registo de avaliação e Modelo de plano de aula

Os documentos seguintes estão disponíveis, em formato editável, no CD de Recursos e e-Manual do projeto.

Grelha de registo de avaliação dos testes de compreensão escrita Grelha de registo de avaliação da leitura em voz alta

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Grelha de registo de avaliação da expressão oral Grelha de registo de avaliação da escrita

Modelo de plano de aula

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Propostas de resolução – atividades do manual

Propostas de resolução – atividades do manual


Guião de Leitura – Meu Pé de Laranja Lima Cap. 4.º: a. A primeira surra foi-lhe dada pela irmã Jandira, e
Páginas 74-75 posteriormente por Totoca, porque ele a insultou, revoltado com a
violência dela quando o arrastou para jantar, impedindo-o de ter-
Durante a leitura minar o balão que ele estava a fazer. A segunda surra foi-lhe dada
2. pelo pai, porque ele, ingenuamente, cantou uma canção com uma
Primeira parte letra que lhe desagradou. b. As saudades do Portuga.

Cap. 1.º: a. A atravessar a estrada, porque, em breve, Zezé ia ini- Cap. 5.º: a. Zezé sentia um grande desânimo e desinteresse por
ciar a escola e teria de ir sozinho. b. O pai está desempregado e tudo, incluindo o pé de Laranja Lima. Dentro dele acontecia uma
não paga a renda de casa há oito meses. Vão, pois, ter de mudar “revolução”. b. Ele revelou ao Portuga que ia atirar-se para debaixo
de casa. c. Refere-se ao facto de Zezé saber ler. do comboio. c. Pediu-lhe que ficasse com ele, como se ele fosse
seu filho.
Cap. 2.º: a. Pelo irmão mais novo, Luís. b. O quintal. Zezé tinha
uma grande imaginação e era muito paciente e cuidadoso com o Cap. 6.º: a. A ternura. b. Sonha ter muitos filhos, a quem vai
irmão. c. Quando a família vai visitar a casa nova para onde irão apoiar incondicionalmente; ser rico, ganhar na lotaria; viver para
viver, Zezé descobre um grande amigo: um pé de laranja lima, que sempre em Bangu ou em Trás-os-Montes, a terra natal do
“fala” com ele. Portuga.
Cap. 3.º: a. Zezé consegue convencê-la a deixá-lo ir com Luís a Cap. 7.º: a. Zezé soube por um colega que o comboio tinha emba-
uma distribuição de brinquedos. Quando as duas crianças lá chega- tido contra o carro do Portuga e percebeu que ele morrera. Zezé
ram, já tudo terminara. b. Zezé ambicionava ter um Natal em que adoeceu gravemente. b. Pensavam que ele tinha ficado assim por
pudesse receber presentes como outras crianças, julgando que tal pensar que iam cortar o pé de Laranja Lima. c. Os vizinhos e
não acontecia por ser “malvado”. c. Quando Zezé verifica que não conhecidos começaram a visitá-lo, interessando-se pela sua sorte.
recebeu qualquer presente, desabafou que era “ruim […] ter pai d. Prometeu que não permitiria que mais alguém lhe batesse.
pobre”, sem se aperceber de que o pai o escutava. Desesperado, e. Glória traz-lhe a primeira flor que o pé de Laranja Lima deu. Zezé
resolve ir para a rua engraxar sapatos para conseguir comprar um interpreta essa flor como uma despedida.
presente ao pai. Após algumas peripécias, consegue o seu objetivo. Cap. 8.º: a. O pai de Zezé conseguiu emprego. b. Ele pensa no
De regresso a casa, encontra o pai e revela-lhe tudo o que sente. Portuga, que ele considera o seu verdadeiro pai; e quando o pai
Cap. 4.º: a. Porque ele vai para a casa nova, para junto do pé de fala de árvores, não é no pé de Laranja Lima que ele pensa, mas
Laranja Lima, de carroça, porque viu o carro do Português e ouviu sim na Rainha Carlota, a árvore batizada pelo Portuga. c. Zezé
o apito do comboio Mangaratiba. b. Por exemplo: A cobra e a refere o episódio da flor do pé de Laranja Lima ocorrido há uma
roupa de poeta. semana e que simbolizou um corte com o passado, uma entrada
na realidade.
Cap. 5.º: a. É um verso de uma canção que Zezé gostava de ouvir
cantar a um vendedor de “folhetos” (Ariovaldo). b. Zezé gostava de Cap. 9.º: a. A Manuel Valadares, o Portuga. b. Resposta possível:
ouvir Ariovaldo apregoar letras de canções (que vendia em folhe- o narrador lamenta que a realidade dura da vida lhe tenha sido
tos) e cantá-las. Um dia, abordou-o e propôs-lhe um negócio: ele dada a conhecer demasiado cedo.
acompanhá-lo-ia e, depois de Ariovaldo ter cantado, Zezé venderia
os folhetos. Aceite a proposta, passaram a “atuar” em conjunto.

Segunda parte
Cap. 1.º: a. Os garotos gostavam de brincar de “morcego”, isto é, Propostas de textos
pendurar-se na parte de trás dos automóveis. Um dia, Zezé tentou Página 146
fazê-lo no carro do Português, mas este apanhou-o e deu-lhe uma
5. Proposta de carta:
palmada. Este é o primeiro de vários encontros entre Zezé e o Por-
tuguês, que vai ter uma importância muito grande na vida do nar- Cais de Embarque, 1 de novembro de 1517
rador. b. Zezé briga com um rapaz maior do que ele em vez do
irmão, o que revela a sua coragem. Excelentíssimo Arrais da Barca da Glória,
Eminência,
Cap. 2.º: a. O momento em que ele ouve Glória a defendê-lo
perante o resto da família e o momento em que o Português trata Em dia de fiéis defuntos, vimos, por este meio, dirigir-nos a
dele, tornando-se “agora a pessoa que eu queria mais bem no Vossa Excelência no sentido de apelar à resolução de uma ques-
mundo”. O título refere à conquista de uma grande amizade. tão com que acabámos de nos deparar, confiando que a justiça
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Cap. 3.º: a. O Português, Minguinho e Luís. b. Pergunta-lhe se o divina é superior à justiça humana.
pode tratar por “você” e chamar-lhe “Portuga”. Zezé fazia menos Acreditamos ter havido um grande equívoco no nosso julga-
travessuras, dizia menos palavrões e incomodava menos a vizi- mento, pois nada fizemos em vida para merecer o destino que nos
nhança. querem dar depois de mortos. Não é de regulae juris.

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Propostas de resolução – atividades do manual

Acusam-nos os nossos digníssimos colegas de não termos sido – E não é verdade? Na terra sempre assim me governei… e tudo

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imparciais nas nossas sentenças, tendo-nos deixado corromper o que desejei foi meu. Porque haveria de ser diferente, aqui? Pena
por dádivas recebidas. Ora, nada disto vem a ser verdade. Se o é que não me tenham deixado regressar, para trazer comigo os vin­­
fizeram outros por nós, não podemos ser por isso responsabiliza- te e seis milhões que guardei na arca. Se o tivesse conseguido, não
dos. Acresce em nossa defesa o facto de sermos bacharéis douto- estaríamos a ter esta conversa, pois já estaria de viagem a caminho
res e de os processos e os livros de que nos fazemos acompanhar do céu…
mostrarem bem o quanto nos esforçámos para implementar a – Considera, então, que foi enganado?
justiça. – Claro. Nunca me passou pela cabeça que acabaria às mãos
Crendo, caríssimo Anjo, ser a Vossa embarcação muito mais daquele que se diz meu parente. Mas, infelizmente, nem o facto de
digna para receber gente de tão alto nível como nós, reiteramos o o bolsão estar vazio convenceu o Anjo a deixar-me entrar na sua
apelo à Vossa suprema clemência. barca.
Quia esperamus in Deo. Domine, memento mei! – Resta-lhe a consolação de ter um lugar garantido… no
Inferno…
O Corregedor e o Procurador
– Pois, pois… e por falar nisso, tenho que ir andando, que a
barca está de partida. Não vá o Diabo enganar-me outra vez. Ainda
6. Proposta de notícia: arranjo maneira de ficar aqui à toa…
Frade arde no Inferno – Boa viagem.
Apresentou-se hoje a julgamento, no Cais de Embarque, onde – Obrigado. Acho eu…
se encontram ancoradas as barcas da Glória e do Inferno, capita-
neadas, respetivamente, pelo Anjo e pelo Diabo, Frei Babriel.
Cortesão, dançarino e esgrimista, o Frade compareceu no cais
com a sua amante pela mão. De imediato, o Diabo convidou-o a
entrar na sua barca, por ter vivido amancebado, tendo desprezado,
assim, os votos de castidade que formulara. Disso o Frade não se
Tópicos de análise de poema
Página 165
convenceu, pois acreditava que a sua condição lhe garantiria o
céu. Erros meus, má fortuna, amor ardente
A pedido do Diabo, o Frade fez, então, uma demonstração de
Erros meus, má fortuna, amor ardente
esgrima e, de seguida, dirigiu-se à barca do Anjo. Este, indignado
em minha perdição se conjuraram;
com a falta de cumprimento dos votos sacerdotais, nem sequer lhe
os erros e a fortuna sobejaram,
dirigiu a palavra, recusando-lhe, com o seu silêncio, a entrada na
que para mim bastava o amor somente.
barca da Glória.
Finalmente resignado, o Frade acabou por entrar, juntamente Tudo passei; mas tenho tão presente
com Florença, na barca da Perdição. a grande dor das cousas que passaram,
que as magoadas iras me ensinaram
7. Proposta de entrevista:
a não querer já nunca ser contente.
– Bom dia, senhor Onzeneiro.
– Bom dia? Só se for para si… Errei todo o discurso de meus anos;
– Parece zangado. Quer começar por nos explicar por que razão dei causa a que a Fortuna castigasse
está tão aborrecido? as minhas mal fundadas esperanças.
– Ora… que lhe parece? Passa um homem a vida a trabalhar,
ajudando os outros a levarem a sua vida para a frente, para acabar De amor não vi senão breves enganos.
no Inferno, acusado de os roubar. Oh! quem tanto pudesse que fartasse
– Na sua opinião, os juros tão elevados que cobrava não seriam este meu duro génio de vinganças!
uma forma de roubo? Luís de Camões, Rimas, Coimbra: Almedina, 1994
– Pelo menos, impedi que muita gente morresse de fome. E o
trabalho deve ser remunerado, não lhe parece? Ou queria que eu
· o sujeito poético apresenta-se como vítima de seus “erros”, sua
“má fortuna” e do “amor”;
pusesse o meu rico dinheirinho ao serviço dos outros e não rece-
besse nada em troca? · o presente e o futuro são condicionados pelo passado, pois o
– Pois… mas o facto de ter amealhado tanto dinheiro não impe- sofrimento pelo qual passou ensinou-o a não ter ilusões nem
diu que o seu destino final fosse o Inferno… esperanças (o maior “erro” que cometeu na sua vida foi o de ter
– Bem me enganei eu, que pensava que traria comigo tudo o tido esperanças infundadas (v. 11), dando, assim, à má sorte
que amealhei… mas não me deixaram trazer nem uma moeda para (“fortuna”) ocasião de o castigar);
comprar a passagem. E por isso me vejo nesta triste condição. · nos dois últimos versos, o sujeito poético mostra-se revoltado e
– Quer dizer com essas palavras que o dinheiro compra tudo? deseja vingar-se.

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Propostas de resolução – atividades do manual

Texto “Nuvem” (esquematização) Características:


Página 239 – finos cristais de gelo
Proposta 1 – deixam passar a luz do Sol
– aspeto pregueado e sedoso
Como se formam as nuvens:
➔ nuvens de estádio médio – 2 a 8 Km de altitude ➔ altos-cú­
· o ar atmosférico transporta vapor de água
mulos e altos-estratos
– mais frio ➔ menos vapor de água
Características:
– mais quente ➔ mais vapor de água
– mais espessas
· saturação ➔ o vapor de água condensa-se em gotículas
– nem sempre escondem o Sol
· existência de um núcleo de condensação microscópica – exem-
plos: poeiras e cristais de sal ➔ nuvens do estádio inferior – menos de 2 Km de altitude ➔
estratos-cúmulos e estratos
· arrefecimento significativo ➔ formação da nuvem
· inexistência de núcleos de condensação ➔ sobressaturação ➔ Características:
choque produz condensação – muito baixas e cinzentas
Tipos de nuvens: – portadoras de mau tempo
· 10 géneros ➔ nuvens de grande extensão vertical ➔ nimbos-estratos, cú­­­
mu­­los e cúmulos-nimbos
– fisionomia
– evolução de altitude Características:
➔ nuvens de estádio superior – 3 a 18 Km de altitude ➔ cirros, – surgem nas baixas camadas da atmosfera
cirros-estratos e cirros-cúmulos – desenvolvem-se para atingir o estádio superior
– geradoras de tempestade

Proposta 2

Como se formam
as nuvens

• o ar atmosférico transporta • existência de um núcleo


vapor de água • saturação
– o vapor de água de condensação
– mais frio → menos vapor microscópica arrefecimento formação
➔ condensa-se em ➔ ➔ ➔
de água significativo da nuvem
gotículas Exemplos: poeiras e
– mais quente → mais vapor
de água cristais de sal

inexistência de núcleos de condensação → sobressaturação → choque produz condensação

Tipos de nuvens

10 géneros

– fisionomia
– evolução de altitude

nuvens de estádio superior – nuvens de estádio médio – nuvens do estádio inferior – nuvens de grande extensão
3 a 18 Km de altitude → cirros, 2 a 8 Km de altitude → menos de 2 Km de altitude vertical → nimbos-estratos,
cirros-estratos e cirros-cúmulos altos-cúmulos e altos-estratos → estratos-cúmulos e estratos cúmulos e cúmulos-nimbos
– finos cristais de gelo – mais espessas – muito baixas e cinzentas – surgem nas baixas camadas
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– deixam passar a luz do Sol – nem sempre escondem o Sol – portadoras de mau tempo da atmosfera
– aspeto pregueado e sedoso – desenvolvem-se para atingir
o estádio superior
– geradoras de tempestade

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Propostas de resolução – atividades do caderno Chegar a bom porto… Preparar a Prova Final

Propostas de resolução – atividades do caderno


Chegar a bom porto… Preparar a Prova Final

Auto da Barca do Inferno… cena a cena

1. Fidalgo pecados cometidos em vida. Quando o Sapateiro fica a saber o

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destino da “viagem” – o Inferno –, diz que aquela não é a sua
1.1. Texto C.
barca por se ter confessado e comungado antes de morrer. Porém,
O texto A não respeita o número de palavras; o texto B só apre- o Diabo argumenta que o Sapateiro roubou o povo.
senta um argumento do Anjo (e não dois como era solicitado). Nesta cena, através do Sapateiro, é feita uma crítica à corrup-
ção de costumes na sociedade. (99 palavras)

2. Onzeneiro
1.1. a. Introdução → primeiro parágrafo; desenvolvimento → 5. Frade
segundo parágrafo; conclusão → terceiro parágrafo. b. Um Frade entra em cena, trazendo a sua amante, Florença, pela
b. (1) “num cais”; (2) “teria ficado mais tempo “lá”, isto é, não mão.
teria deixado a vida terrena”; (3) “sugerindo que, entre os dois, g. Com um broquel, uma espada e um casco, cantando e dan-
existe uma relação de proximidade”; (4) “Fingindo-se surpreen- çando, o Frade apresenta-se ao Diabo dizendo que é “cortesão”.
dido com a demora do passageiro, o Diabo pergunta-lhe por que j. O Diabo elogia a formosura da dama e pergunta-lhe se não teve
razão ele tardou”; (5) “Troçando, o barqueiro diz-se admirado pelo problemas no convento por causa da Moça.
facto de o dinheiro não ter livrado o Onzeneiro da situação em que c. O Frade responde que, no convento, todos tinham amantes.
se encontra.”; (7) “através da personagem do Onzeneiro, é feita e. O Diabo convida o Frade a embarcar, pois viveu sem temer o
uma crítica à cobiça e avareza.” castigo divino.
c. Não foi tratado o tópico (6). a. O Frade acredita que o hábito que veste e os salmos que rezou
d. Resposta possível (a introduzir no final do segundo parágrafo): em vida o livrarão do Inferno.
Então, este queixa-se de ter morrido sem ter conseguido trazer h. O Diabo insiste na condenação do Frade, mas este argumenta
dinheiro para pagar a passagem. (15 palavras) que rezou muito salmo em vida.
f. O Diabo convida o Frade a dar uma lição de esgrima.
l. No fim da “aula”, o Frade dirige-se com Florença à barca da
3. Parvo Glória, perguntando ao Anjo se há lugar para ele e para a amante.
1.1. Por exemplo: i. O Anjo não responde ao Frade, sendo Joane, o Parvo, quem o
O Parvo entra em cena, sem quaisquer símbolos cénicos, diri- manda embora, ridicularizando-o por se fazer acompanhar da
gindo-se, primeiro, à barca do Diabo. Este convida-o a entrar, mas, Moça.
quando lhe diz para onde irá a barca, o Parvo insulta-o. k. O Frade compreende que não terá entrada no batel do Anjo e
Seguidamente, dirige-se ao Anjo, perguntando-lhe se ele o quer dirige-se, novamente, ao batel infernal.
“passar além”. O Anjo autoriza-o a embarcar, pois considera que d. O Frade entra na barca do Diabo juntamente com Florença.
ele não errou por “malícia”, mas sim por ser um pobre de espírito, 2. Resposta possível:
sem responsabilidade pelos seus atos. O Parvo não entra, porém,
Com um broquel, uma espada e um casco, cantando e dan-
imediatamente na barca, pois o Anjo convida-o a aguardar, no
çando, entra em cena um Frade, acompanhado da sua amante,
cais, os outros passageiros.
Florença, e apresenta-se ao Diabo, dizendo ser “cortesão”. O
O Parvo não representa nenhuma classe social, grupo profissio-
Arrais do Inferno elogia a formosura da dama e pergunta-lhe se ele
nal ou vício. Contudo, ele desempenha duas funções importantes
não teve problemas por causa dela, tendo-lhe o Frade replicado
na peça: denunciar os “pecados” alheios e provocar o riso com a
que, no convento, todos tinham amantes. Convidado a embarcar,
sua linguagem desbocada. (119 palavras)
já que viveu sem temer o castigo divino, o Frade recusa, convicto
de que o hábito que veste e os salmos que rezou o livrarão do
Inferno. O Diabo convida, então, o Frade a dar uma lição de
4. Sapateiro
esgrima. Acabada esta, o esgrimista e Florença dirigem-se à barca
1.1. Por exemplo: da Glória. No entanto, quando o Frade interroga o Anjo, este não
O Diabo encontra-se num cais, quando chega o Sapateiro. lhe responde. É Joane, o Parvo, quem o manda embora, ridiculari-
Mal o vê, o Diabo troça dele, chamando-lhe “Santo sapateiro zando-o por se fazer acompanhar da Moça. Assim, o Frade com-
honrado” e comenta que ele vem “carregado”, uma referência não preende que não terá entrada no batel do Anjo, dirigindo-se nova-
só ao peso dos objetos que transporta, mas também ao peso dos mente ao batel infernal, onde embarca com Florença.

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Propostas de resolução – atividades do caderno Chegar a bom porto… Preparar a Prova Final

6. Alcoviteira 8. Corregedor e Procurador


1.1. O texto B. 1.1. Palavras/expressões originais:
Incorreções: (a) humana; (b) processos (feitos); (c) vara; (d) livros; (e) latim;
(f) cómica; (g) imparcial nas suas sentenças; (h) corromper; (i)
Texto A → A Alcoviteira começou por se dirigir à barca do Diabo e
perdiz; (j) a mulher; (k) ocultou todos os seus roubos; (l) nem
não à do Anjo; o argumento de que “sofreu açoites e tormentos
sequer se confessou; (m) Alcoviteira.
vários” foi apresentado ao Diabo e não ao Anjo.
Texto C → O argumento da Alcoviteira de que merece o céu por-
que se considera “tão perfeita como os apóstolos, os anjos e os 9. Enforcado
mártires” não foi apresentado ao Diabo, mas sim ao Anjo; Brízida
1. Resposta possível:
Vaz não pede ao Diabo que interceda por ela junto do Anjo; “Bar-
queiro mano” é a expressão que ela usa para falar ao Anjo. O Enforcado surge em cena com uma corda ao pescoço, visto
que foi condenado à forca, em vida.
Ele é um homem ingénuo e confiante, pois acredita que lhe
7. Judeu está reservado o Céu. Com efeito, antes de morrer, Garcia Moniz
convenceu-o da sua salvação, dizendo-lhe que ele se poderia con-
1. Resposta possível: siderar um “santo canonizado” com o muito que sofrera em vida e
O Judeu, carregando um bode às costas, dirige-se diretamente que, além disso, a prisão do Limoeiro já lhe servira de Purgatório.
ao batel dos danados, pedindo ao Diabo autorização para embar- Porém, o Diabo “desengana-o” e o Enforcado percebe que não
car, a troco de dinheiro. [percurso C] lhe resta senão embarcar no batel infernal, sem tão-pouco tentar
Como o arrais do Inferno levanta objeções à entrada do animal, dirigir-se ao Anjo. (97 palavras)
o Judeu tenta suborná-lo com mais dinheiro, pois não quer largar o
seu bode. O Diabo, porém, mantém-se inflexível. Então, o Judeu
dirige-se ao Fidalgo apelando à sua intervenção, ao mesmo tempo 10. Os Quatro Cavaleiros
que insulta o Diabo. É, então, que o Parvo intervém, acusando-o
1.
de ter profanado sepulturas na igreja de São Gião e de não ter
cumprido os preceitos religiosos ao comer carne em dia de jejum. · “pola vida transitória”
Finalmente, o Diabo determina que o Judeu e o bode sigam a · “morremos nas partes de além, / e não queirais saber mais”
reboque da barca do Inferno. (118 palavras) · “quem morre em tal peleja / merece paz eternal”

Os Lusíadas… episódio a episódio

1. Proposição Vénus defende que os navegadores portugueses devem ser


apoiados na sua viagem até à Índia, pois admira-os pelas suas
2.1. A título de exemplo, reproduzimos as sínteses elaboradas
semelhanças com os romanos, quer em qualidades quer na própria
pelos Profs. António José Saraiva (a.) e José Hermano Saraiva (b.):
língua. Para além disso, a deusa acredita que será ela própria cele-
a. “Que não se fale mais de navegações do sagaz Ulisses e de brada em todas as novas terras onde os portugueses chegarem.
Eneias, das vitórias de Alexandre Magno e do Imperador Trajano. Pelo contrário, Baco, temendo ser esquecido nesses mesmos terri-
Acima dos feitos celebrados pela literatura da Antiguidade levanta- tórios, é de opinião que esta viagem não deve chegar a bom porto.
-se um valor maior: o ânimo dos Portugueses a quem obedeceram Este episódio é fundamental para a glorificação do povo portu-
o deus dos mares e o da guerra.” (in Os Lusíadas, 2.ª ed., Ed. Figuei- guês, já que os próprios deuses se reúnem para decidirem da sua
rinhas, 1999) sorte. (114 palavras)
b. “Cesse a fama dos heróis antigos, que outro mais alto valor 2. Canal de Moçambique; Júpiter; devia; da frente; atrás; Júpiter; a
surge no mundo: os feitos dos Portugueses, triunfantes na guerra Índia; bom; facilitando-lhe; não foi; Baco; deus dos baixos instintos
e no mar.” (in Os Lusíadas, Ed. Expresso, 2003) e do vinho; bela; gostava; discussão; tumulto; temido; mau; inveja;
defender; filho; não voltar; ajudar; não volta atrás; favorável.

2. Consílio dos deuses


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1.1. Resposta possível:


3. Inês de Castro
As duas estrofes apresentadas fazem parte do episódio do 1.1. Resposta possível:
“Consílio dos deuses”, estando, aqui, em confronto, os deuses As duas estrofes apresentadas pertencem ao episódio de Inês
Vénus e Baco. de Castro, que está inserido no Plano da História de Portugal. As

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Propostas de resolução – atividades do caderno Chegar a bom porto… Preparar a Prova Final

personagens aqui referidas – D. Inês de Castro e o príncipe quer pela sua simbologia, quer pelo entrecruzar de vários planos –

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D. Pedro – protagonizaram uma das mais conhecidas histórias de o da Viagem, o do Maravilhoso e o da História de Portugal.
amor em Portugal. Assim, o narrador começa por apresentar o gigante, descre-
Inês, uma “linda” jovem de olhos “fermosos”, vive, nos campos vendo a sua figura aterradora. Seguidamente, o Adamastor inter-
do Mondego, momentos de saudade provocados pela ausência do vém, elogiando a coragem dos Portugueses, mas profetizando as
seu Príncipe que, noite e dia, não lhe sai do pensamento, mas não grandes dificuldades que várias figuras da nossa História irão
deixa de estar alegre, já que tudo à sua volta lhe traz lembranças enfrentar ao ultrapassar o Cabo das Tormentas. Interpelado por
do seu amado. Vasco da Gama, Adamastor conta a trágica história que o transfor-
Porém, embora o amor que sente por D. Pedro seja correspon- mou naquele enorme rochedo e, comovido com a sua triste sorte,
dido, a fatalidade pende sobre a sua cabeça, pois a “Fortuna” não desaparece, chorando.
vai permitir que aquela felicidade dure muito. (120 palavras) Em síntese, através deste episódio, Camões exalta os Portugue-
2.1. A ordem é: (C) – (B) – (E) – (A) – (D) – (H) – (I) – (F) – (G). ses que, assemelhando-se pela grandeza ao próprio gigante,
enfrentaram e ultrapassaram os perigos do mar. (120 palavras)
2.2. Proposta de texto final:
Inês vivia tranquilamente nos campos do Mondego, recordando a 2.1. Resposta possível:
felicidade vivida com D. Pedro, quando D. Afonso IV, vendo que não As estrofes apresentadas situam-se no final do episódio do
conseguia casar o filho conforme as necessidades do reino, decide Adamastor, no momento em que este acaba de contar a sua histó-
mandar matá-la. Então, os algozes levam-na à presença do rei. ria ao Gama.
Perante o monarca, a donzela faz um discurso, apresentando Neste momento da ação, o gigante (primeiro narrador) acaba
um conjunto de argumentos que visam suscitar a sua piedade. de explicar por que razão é, agora, aquele “remoto Cabo”: tendo-
D. Afonso IV mostra-se sensibilizado. Porém, mais uma vez, impe- -se apaixonado por Tétis, que o rejeitou, foi castigado e convertido
lido pelas razões do reino e pelos murmúrios do povo, [o pai de num imenso rochedo que a ninfa, transformada em onda, anda
D. Pedro] mantém a sua determinação. Assim, Inês é executada. cercando. Comovido com a sua própria história, o gigante chora e
De seguida, o narrador repudia a atitude do rei, comparando-a a desaparece, terminando, assim, a ameaça que pairava sobre os
outras atrocidades conhecidas. Portugueses.
Por fim, a Natureza chora a morte de Inês e são estas lágrimas No final do episódio, Vasco da Gama (o segundo narrador), ali-
que fazem nascer a Fonte dos Amores. (125 palavras) viado por ver o perigo afastado, mas temendo ainda pelas profe-
cias de desgraça feitas pelo Adamastor, pediu a Deus que estas
3. 1. g. (Trágico); 2. f. (desafio); 3. d. (punição); 4. c. (catás- não se cumprissem. (118 palavras)
trofe); 5. b. (piedade); 6. h. (Lírico); 7. a. (Amor); 8. i. (responsá-
vel); 9. e. (Natureza). 3.
1. d. (dois); 2. b. (ameaças); 3. c. (profecias); 4. h. (infelicidade);
5. a. (gigante); 6. f. (central); 7. e. (confluem); 8. g. (epopeia).
4. Despedidas em Belém
1.1. Resposta possível: 6. Tempestade e chegada à Índia
A estrofe apresentada insere-se no episódio das “Despedidas
1.1. Resposta possível:
em Belém”. Narrado por Vasco da Gama, este episódio refere-se
Estas estrofes encontram-se no final do episódio da Tempes-
aos dois grandes grupos que constituem a expedição: marinheiros
tade, no momento em que já se avista a Índia.
e soldados.
Relativamente aos sentimentos expressos e à evolução do
A ação tem lugar em Lisboa, concretamente na foz do Tejo, na
estado de espírito das personagens, saliente-se que o “temor” dos
praia de Belém, de onde vão partir as naus para a Índia. Aí se
marinheiros, durante a tempestade, é substituído pela alegria,
junta a tripulação e aqueles que dela se vieram despedir, prepa-
quando esta termina e as naus se encontram perto do seu destino.
rando a sua alma para a arriscada viagem que os espera e invo-
O próprio Gama, que até ali se apresentara temeroso, expressa a
cando a proteção divina.
sua alegria, ajoelhando-se e agradecendo a Deus que salvara os
Tal como vai acontecer no episódio do Adamastor, já aqui se
Portugueses da tragédia que estivera iminente e os tinha ajudado
evidencia a coragem dos nossos navegadores, que não mostram
a cumprir o seu objetivo.
temor perante o desconhecido, sendo apresentados como jovens
Este episódio aproxima-se do das “Despedidas em Belém”,
ousados, entusiasmados e prontos para tudo. (115 palavras)
pois aqui se concretizam os temores dos perigos da viagem, mas
2. Resposta possível: também a coragem dos Portugueses anunciada no episódio refe-
(1) Vasco da Gama; (2) partida; (3) dificuldade; (4) lágrimas; (5) rido. (120 palavras)
povo; (6) Lisboa; (7) praia; (8) naus; (9) despedir; (10) viagem;
(11) perigosa; (12) homens; (13) mulheres; (14) medo; (15)
despedidas; (16) diminui; (17) partem. 7. A Ilha dos Amores – preparativos
1. A ordem é a seguinte: d.; a.; f.; g.; c.; e.; b.; i.; h.
5. O Adamastor 2. Organização do texto em parágrafos:
1.1. Resposta possível: Quando os Portugueses iniciam a viagem de regresso a Portu-
O episódio referido é dos mais significativos d’Os Lusíadas, gal, Vénus decide pôr em prática um plano para recompensar os

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Propostas de resolução – atividades do caderno Chegar a bom porto… Preparar a Prova Final

seus protegidos – uma ilha onde pudessem recuperar as forças. Explicitando melhor a sua ideia, Vénus acrescenta que preci-
Assim, pensou em pedir ajuda a seu filho Cupido, deus do sava da ajuda do seu filho e das Nereidas, para dar corpo a uma
amor. Este preparava uma expedição militar contra os humanos, ilha em que os Portugueses pudessem ser recebidos condigna-
porque eles amavam mal e, por isso, queria vê-los destruídos. De mente e onde lhes fosse proporcionado descanso e prazer. E desta
facto, Cupido tinha-se apercebido de que os humanos se amavam forma, concretizando os navegadores o ato amoroso com as nin-
mais a si mesmos do que aos outros: os cortesãos e nobres, que fas, viria a nascer uma nova geração de humanos, forte e bela,
deviam amar a Deus e ao povo, vendiam adulação no paço, acon- que, para sempre, glorificaria a deusa do amor.
selhando mal o novo rei, amando o poder e a riqueza e simulando
hipocritamente justiça e integridade. Para além disso, faziam leis
em favor do rei, mas não em favor do povo. Por isso, parecia a 8. A Ilha dos Amores – a (a)ventura de Lionardo
Cupido que ninguém amava o que devia amar, mas apenas o que
servia os seus interesses egoístas. 1.1. O texto A.
É então que a deusa se põe a caminho e, chegada junto do seu 1.2. A localização proposta é a seguinte:
filho, lhe explica o que pretende: preparar uma boa receção aos Porém – início do 3.º período do 1.º parágrafo; Assim – início do
Portugueses, que, depois de terem passado grandes trabalhos e 2.º parágrafo; Então – início do 2.º período do 2.º parágrafo.
vencido muitos perigos, regressavam, já muito cansados, à sua
terra. De seguida, salienta que estes homens corajosos amavam
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mais a sua missão do que os seus interesses individuais, servindo


9. Despedida de Tétis e regresso a Portugal
de exemplo aos mortais que contrariavam os ensinamentos do
deus do amor e que, portanto, mereciam ver reconhecida a sua 1.1. b.; 1.2. a.; 1.3. b.; 1.4. a.; 1.5. b.; 1.6. a.
dedicação.

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