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Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Manoel da Paixão de Jesus

UM MAPA DA QUESTÃO NACIONAL

Salvador- BA

2021

Universidade Federal da Bahia (UFBA)


UM MAPA DA QUESTÃO NACIONAL

Orientador: Luís Paulo Batista da Silva

Aluno: Manoel da Paixão de Jesus

Trabalho apresentado ao curso de


graduação da Universidade Federal
da Bahia (UFBA)H como parte das
exigências para a obtenção de nota.

Salvador- BA

2021

UM MAPA DA QUESTÃO NACIONAL


Na verdade, ele não teria existido se não fosse por causa do estado e da discussão
sobre a eficácia da intervenção estatal para acelerar o crescimento econômico, por
cima das “leis do mercado”.

Em primeiro lugar ele rompia com a visão neoclássica de equilíbrio reintroduzida a


ideias marxistas, e depois também Schumpeteriana, do capitalismo como sistema
instável, ciclos, com crises, sem plano de emprego e começava, portanto, a legitimar
a possibilidade e a necessidade das políticas públicas anticíclicas.

De Certa maneira essa questão era respondida com ideia de que a desigualdade do
mundo é superável, porque não é inevitável que todos os países do mundo cresçam
na mesma velocidade em que cresceram as economias capitalistas que se
desenvolveram anteriormente, na base de no máximo 2%. Ou seja, de que era
possível recuperar o atraso e, portanto, vencer desigualdades diminuindo as
intoleráveis distâncias econômicas e sociais.

Para seus primeiros formuladores, era uma extraordinária heterodoxia devia afirmar
que não é só o estado devia intervir no curto prazo para controlar o ciclo de
negócios, mas também podia coordenar intervenções de longo prazo visando não
apenas manter o pleno emprego, mas crescer, desenvolvendo-se.

Ele destaca três elementos que na Inglaterra não tiveram tanta importância, mas na
Alemanha vieram a ter: um estado intervencionista e protecionista, um sistema
financeiro articulado e uma ideologia.

Nesse espaço foi possível, durante 20 ou 30 anos, funcionar um sistema de livre


empresa com Fortes e programáticas limitações ao livre comércio, como moedas
estáveis e autonomia das políticas nacionais de crescimento. Essa experiência
absolutamente original fez com que muitos acreditassem que sempre fui assim e,
depois da crise dos anos 1970, Deixo de ser. Mas, isso é uma Inverdade histórica.

Primeiro, a ideia de que o comércio mundial livre, ao contrário do que diz a teoria
Ricardiana, Não aloca os recursos de maneira equânime E favorável ao crescimento
de todos. Segundo, a de que não há um sistema de estado Nacionais equivalentes.
Terceiro, a noção de centro e periferia que não cabe no raciocínio ideológico
Ricardiano clássico.

Foi nesse clima de estagnação e pessimismo que nasceram a “teorias de


dependência”, Cujas raízes remontam o debate do marxismo clássico e da teoria do
imperialismo sobre a viabilidade do capitalismo nos países coloniais ou
dependentes.

As ideias de baran casaram como luva com pessimismo Latino americano dos anos
1960, e suas teses se transformaram numa referência teórica fundamental das 2
principais vertentes marxistas da “ escola da dependência” Dependência: a teoria
do “ desenvolvimento do subdesenvolvimento” Do economista americano André
gunder Frank que exerceu pessoalmente uma forte influência no Brasil e no Chile, e
a teoria do “desenvolvimento Dependente e associado” formulada por Fernando
Henrique Cardoso com um suporte intelectual de um importante grupo de
professores marxista da USP.

A tese central de Gunder Frank vem diretamente de Paul Baran Segundo Frank
serialismo seria um bloqueio insuperável, mesmo com a intervenção do estado
movimento da maioria dos países atrasados só poderia se dar por meio de uma
ruptura revolucionária e socialista. Essa tese de Frank foi sendo matizada por seus
discípulos, mas Verdadeira Marca académica Internacional da teoria da
dependência. Por outro lado, a tese central de Cardoso nasceu menos radical
segundo ele, o desenvolvimento capitalista das nações atrasadas seria possível
Mesmo quanto não seguisse as previsões Mas seria quase sempre um
desenvolvimento dependente e associado aos países imperialistas

Seu ponto de partida foi uma crítica à teoria do comércio Internacional da economia
política clássica, ou, mas precisamente, da leitura neoclássica da teoria do comércio
Internacional de Ricardo.

Segundo os meses estruturalistas, são esses “centros clínicos” que impõem os


padrões de comércio e desenvolvimento desiguais e hierarquizados que dão origem
à “periferia” do sistema.

Já dissemos que a grande novidade e a virtude da escola inaugurada por Raul


Prebish e Celso Furtado Foram sua visão sistêmica do desenvolvimento desigual do
capitalismo à escala global e sua crítica da teoria do comércio Internacional a
economia neoclássica e, junto com isso, sua visão hierárquica das relações
comerciais entre o centro e a periferia do sistema econômico mundial.

Na análise do comércio, a Cepal criticou corretamente a economia política clássica


e vincou pé na diferença entre a periferia e o Centro europeu; mas, na discussão do
problema da distribuição desigual da renda e da pobreza, não incorporou a visão
clássica do conflito essencial entre o capital e o trabalho. E assumiu como um dado
que a “Convergência” da renda dos indivíduos, na Europa e nos Estados Unidos,
depois da Segunda Guerra Mundial, era regra e não uma enorme exceção na
história de um capitalismo cuja tendência, sem intervenção do estado, fui sempre a
da “Pauperização relativa”

O debate sobre estado e desenvolvimento na América Latina foi mais programático


do que teórico, e respondeu a problemas e desafios imediatos, mais do que uma
estratégia de pesquisa sistemática e de longo prazo.

Mesma pesquisa acadêmica dessa época foi policy oriented e voltada muito mais
para o estudo comparativo dos padrões de intervenção dos estados ou para
discussão normativa do planejamento e das políticas públicas, em particular da
política econômica. E considera os espaços e limites dos desenvolvimentos
regionais e nacionais do sistema capitalista a partir de suas posições conquistadas
historicamente dentro das hierarquias geopolíticas e geoeconômicas do próprio
sistema.

Referencias bibliográficas

 ARRIGHI, G ( 1996). O longo século XX Rio de janeiro: contraponto/São


Paulo: Editora da UNESP
 BARAN, Paul [1957]. A economia política do desenvolvimento ponto São
Paulo: abril cultura, 1982.
 BELLUZZO, L.G; COUTINHO, R. (org.) (1982) Desenvolvimento capitalista
Brasil, v. 1 e 2. São Paulo: brasiliense
 BIELSCHOWSKY, R. (org.) (2000).50 anos de pensamentos na cepal. Rio de
Janeiro: Record.
 BRAUDEL, F. (1982). A dinâmica do capitalismo. Rio de Janeiro: Rocco
(1897). O jogo das trocas. São Paulo: Martins Fontes.

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