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WELL CONTROL COURSE

EQUIPMENT
BOP SYSTEM: SURFACE AND SUBSEA
SUPERVISOR, DRILLER AND INTRODUCTORY LEVELS
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IADC WELSHARP - BOP SYSTEM: SURFACE AND SUBSEA
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APRESENTAÇÃO SQC GROUP TRAINING & CONSULTING


Prezado treinando, seja bem-vindo ao CENTRO DE TREINAMENTO da SQC!

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Agradecemos sua preferência por nossa empresa para este treinamento e em retribuição à sua confiança,
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A SQC Group Training & Consulting, como empresa de Consultoria e Treinamento em Operações de Sonda,
Operações em Poços de Petróleo e em Prevenção de Blowouts, busca continuamente a excelência na prestação
de seus serviços, cujo foco é atender todas as suas expectativas, garantindo completa satisfação. Para isso,
buscamos nos basear nos princípios da qualidade total e nos principais valores do relacionamento humano:
RESPEITO, LEALDADE, CORDIALIDADE, SINCERIDADE, TRANSPARÊNCIA e HONESTIDADE.

Não leve dúvidas para casa e muito menos para a sonda, com certeza operar sondas e/ou poços de petróleo não
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reunião.

Coloco-me a sua disposição para ouvir e tratar de qualquer assunto. Terei o maior prazer em conversar com você.

Atenciosamente,
Francisco Stênio Bezerra Martins
Diretor Presidente da SQC Group Treinamento e Consultoria
Celular: +55 21 97273-5422 | E-mail: stenio@sqcgroup.com.br

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Tel: +55 (22) 2765-4149 / +55 (22) 3051-2626 / +55 (22) 2773-4150 / WhatsApp +55 (22)
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POLÍTICAS DA SQC GROUP TRAINING & CONSULTING


SQC GROUP TRAINING AND CONSULTING POLICIES

MISSÃO
MISSION

Contribuir para o desenvolvimento humano e para o crescimento sustentável da atividade de exploração e


produção de petróleo oferecendo serviços de consultoria e treinamento de alto valor agregado para a elevação
do nível de capacitação das pessoas e dos padrões de segurança nas operações de sonda e poço.

Contribute to human development and sustainable growth of the exploration and production oil activity offering consulting services and training
of high aggregated value for the rise of people capacity level and safety standards in rig and oil well operations.

VISÃO
VISION

Ser a melhor e a mais lembrada e reconhecida pelos clientes como uma empresa cidadã e um referencial de
excelência em consultoria e treinamento em operação de sonda e poço, prevenção de blowout e QSMS.

Be the best and the most remembered and recognized by customers as a corporate citizen and a benchmark of excellence in consulting and
training in rig and oil well operations, blowout preventio and QHSE.

NEGÓCIO
CORE BUSINESS

Consultoria e treinamento em operações de sonda e poço de petróleo, prevenção de blowout e QSMS.

Consulting and training in rig and oil well operations, blowout prevention e QHSE.

Atenciosamente,
Francisco Stênio Bezerra Martins
Diretor Presidente da SQC Group Treinamento e Consultoria
Celular: +55 21 97273-5422 | E-mail: stenio@sqcgroup.com.br

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Sumário

1 CAPÍTULO - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA BOP.................................................................................1

1.1 COMPONENTES PRINCIPAIS DO SISTEMA DE EQUIPAMENTOS DE CONTROLE DE POÇO ................................. 1


1.2 BARREIRAS DE SEGURANÇA DO POÇO ............................................................................................ 1
1.3 FUNÇÕES DO SISTEMA DE EQUIPAMENTOS DE CONTROLE DE POÇO ........................................................ 1
1.4 EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS, AUXILIARES E BACK-UPS ........................................................................ 2

2 CAPÍTULO - BOP DE SUPERFÍCIE E EQUIPAMENTOS DE CABEÇA DE POÇO ........................................................3

2.1 ARRANJOS DE BOP STACK DE SUPERFÍCIE: API E PETROBRAS .............................................................. 3


2.2 DENOMINAÇÕES DA PRESSÃO DE BOP STACK DE SUPERFÍCIE ............................................................... 5
2.3 CLASSIFICAÇÃO DO BOP STACK .................................................................................................... 5
2.4 CARRETÉIS USADOS NA MONTAGEM DO CONJUNTO BOP E CABEÇA DE POÇO ........................................... 6
2.4.1 CARRETEL ESPAÇADOR ..................................................................................................................... 6
2.4.2 CARRETEL DE PERFURAÇÃO ............................................................................................................... 7
2.5 CABEÇA DE REVESTIMENTO ......................................................................................................... 7
2.5.1 CABEÇA TIPO C 22 E C 22-BP ........................................................................................................... 7
2.5.2 CABEÇA TIPO CR............................................................................................................................. 8
2.5.3 CABEÇA TIPO C 29 E C 29L............................................................................................................... 8
2.6 PARAFUSOS DE TRAVA (LOCKDOWN SCREWS) .................................................................................. 9
2.6.1 TIPO STANDARD ............................................................................................................................. 9
2.6.2 TIPO IP ......................................................................................................................................... 9
2.6.3 TIPO ET ...................................................................................................................................... 10
2.7 CARRETÉIS DE ANCORAGEM (CASING HEAD SPOOL) ........................................................................ 12
2.8 SUSPENSORES DE REVESTIMENTO (CASING HANGER) ....................................................................... 13
2.8.1 PROCEDIMENTO PARA INSTALAÇÃO DE SUSPENSORES DE REVESTIMENTO................................................. 14
2.9 ADAPTADORES DE FLANGES....................................................................................................... 14
2.9.1 ADAPTADOR A3 ........................................................................................................................... 14
2.9.2 ADAPTADOR A4 ........................................................................................................................... 14
2.9.3 ADAPTADOR DE FLANGES IGUAIS...................................................................................................... 14
2.10 EQUIPAMENTO OBS DE SUPERFÍCIE........................................................................................... 14
2.11 ALINHAMENTOS EM CONDIÇÃO NORMAL DE OPERAÇÃO ................................................................ 15

3 CAPÍTULO - BOP STACK SUBMARINO ............................................................................................................ 17

3.1 DENOMINAÇÕES DE PRESSÃO DE BOP STACK SUBMARINO ................................................................ 17


3.2 CLASSE DE BOP STACK ............................................................................................................. 17
3.3 ARRANJOS DE BOP STACK SUBMARINO ....................................................................................... 17
3.3.1 ARRANJOS DE BOP SUBMARINO E LINHAS ......................................................................................... 18
3.4 ALINHAMENTOS EM CONDIÇÃO NORMAL DE OPERAÇÃO ................................................................... 21

4 CAPÍTULO - CONECTORES HIDRÁULICOS, CONEXÕES E ANÉIS DE VEDAÇÃO ................................................... 22

4.1 CONECTORES HIDRÁULICOS DO CONJUNTO BOP SUBMARINO ............................................................ 22


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4.2 TIPOS DE CONECTORES HIDRÁULICOS ........................................................................................... 22


4.2.1 CONECTOR HIDRÁULICO VETCO H-4 STANDARD ................................................................................. 23
4.2.2 CONECTOR VETCO HIGH ANGLE RELEASE .......................................................................................... 25
4.2.3 CONECTORES HD, SHD E DHD H-4 (HEAVY DUTY) ......................................................................... 26
4.2.4 CONECTORES CAMERON ................................................................................................................ 26
4.3 ANÉIS DE VEDAÇÃO USADOS EM BOP DE SUPERFÍCIE ....................................................................... 28
4.3.1 ANEL TIPO R ................................................................................................................................ 28
4.3.2 ANEL TIPO RX .............................................................................................................................. 28
4.3.3 ANEL TIPO BX .............................................................................................................................. 28
4.4 ANÉIS DE VEDAÇÃO USADOS EM BOP SUBMARINO ......................................................................... 30
4.5 CONEXÕES ............................................................................................................................ 30
4.5.1 FLANGES ..................................................................................................................................... 30
4.5.2 CLAMPS ...................................................................................................................................... 31
4.6 REQUISITOS DE SEGURANÇA DO CONECTOR DA CABEÇA DO POÇO ....................................................... 31
4.6.1 SISTEMA DE PRESSURIZAÇÃO DAS CÂMERAS DE TRAVAMENTO (BACK PRESSURE) ...................................... 31

5 CAPÍTULO - BOP TIPO GAVETA...................................................................................................................... 33

5.1 FUNCIONAMENTO .................................................................................................................. 33


5.2 VEDAÇÕES DO BOP DE GAVETAS ................................................................................................ 33
5.2.1 VEDAÇÕES DA GAVETA ................................................................................................................... 33
5.2.2 VEDAÇÃO DA PORTA DO "BONNET" .................................................................................................. 34
5.2.3 VEDAÇÃO DA HASTE DA GAVETA (ENGAXETAMENTO) ........................................................................... 34
5.3 TIPOS DE GAVETAS .................................................................................................................. 35
5.3.1 GAVETA DE TUBOS DE DIÂMETRO FIXO ("PIPE RAMS" OU PR) ............................................................... 35
5.3.2 GAVETAS DE TUBOS DE DIÂMETRO VARIÁVEL ("VARIABLE BORE RAMS" OU VBR) ..................................... 35
5.3.3 GAVETA CEGA-CISALHANTE ("BLIND SHEAR RAMS" OU BSR) ................................................................ 36
5.3.4 GAVETA SUPER-CISALHANTE (CASING SHEAR RAMS - CSR OU SUPER SHEAR RAMS - SSR) ......................... 37
5.3.5 OPERAÇÃO DE “HANG OFF”............................................................................................................ 38
5.3.6 SISTEMA DE TRAVA DAS GAVETAS..................................................................................................... 39
5.4 RAZÕES DE OPERAÇÃO ............................................................................................................. 44
5.4.1 RAZÃO DE FECHAMENTO ................................................................................................................ 44
5.4.2 RAZÃO DE ABERTURA ..................................................................................................................... 45
5.5 CUIDADOS NO TRANSPORTE DE BOP DE GAVETA ............................................................................ 46

6 CAPÍTULO - BOP TIPO ANULAR ..................................................................................................................... 47

6.1 FUNÇÃO DO BOP ANULAR ........................................................................................................ 47


6.2 FUNCIONAMENTO .................................................................................................................. 47
6.3 MATERIAL DO ELEMENTO DE VEDAÇÃO ........................................................................................ 48
6.4 BOP ANULAR SHAFFER ............................................................................................................ 48
6.4.1 MODELOS DE BOP ANULAR SHAFFER ............................................................................................... 48
6.4.2 PRESSÃO DE ACIONAMENTO ........................................................................................................... 49
6.4.3 COMPONENTES DE UM BOP ANULAR SHAFFER................................................................................... 50
6.4.4 BOP ANULAR ROTATIVO SHAFFER .................................................................................................... 51
6.5 BOP ANULAR HYDRIL.............................................................................................................. 53
6.5.1 MODELOS DE BOP ANULAR HYDRIL ................................................................................................. 53
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6.5.2 COMPONENTES DOS BOPS HYDRIL MODELOS GL E GX ........................................................................ 53


6.5.3 FUNCIONAMENTO DO BOP ANULAR HYDRIL ...................................................................................... 54
6.5.4 GENERALIDADES SOBRE O BOP ANULAR GL ...................................................................................... 55
6.5.5 TIPOS DE BORRACHAS DE BOP ANULAR HYDRILL................................................................................. 57
6.6 BOP ANULAR CAMERON .......................................................................................................... 60
6.6.1 MODELOS DE BOP CAMERON......................................................................................................... 60
6.6.2 FUNCIONAMENTO DO BOP ANULAR CAMERON .................................................................................. 61
6.6.3 COMPONENTES DO BOP ANULAR CAMERON ..................................................................................... 61
6.7 OPERAÇÕES DE STRIPPING COM BOP ANULAR ............................................................................... 62

7 CAPÍTULO - CHOKE MANIFOLD E VÁLVULAS .................................................................................................. 65

7.1 FUNÇÕES DO CHOKE MANIFOLD EM SISTEMA BOP SUBMARINO ....................................................... 65


7.1.1 ARRANJO DO CHOKE MANIFOLD BOP SUBMARINO ............................................................................. 65
7.1.2 DESCRIÇÃO DE SEUS COMPONENTES ................................................................................................. 66
7.2 CHOKE MANIFOLD E VÁLVULAS DE BOP DE SUPERFÍCIE ................................................................... 68
7.2.1 OPERAÇÃO .................................................................................................................................. 68
7.2.2 RECOMENDAÇÕES......................................................................................................................... 69
7.2.3 IDENTIFICAÇÃO DO FLUXO E ÁREAS DE ALTA E BAIXA PRESSÃO................................................................ 70
7.2.4 VÁLVULAS E CHOKES ..................................................................................................................... 70

8 CAPÍTULO - SISTEMA DE CONTROLE DE BOP ................................................................................................. 82

8.1 SISTEMA DE CONTROLE DE BOP DE SUPERFÍCIE ............................................................................. 82


8.1.1 UNIDADE HIDRÁULICA DE ACIONAMENTO DO BOP ............................................................................. 82
8.1.2 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ..................................................................................................... 83
8.1.3 DIMENSIONAMENTO DOS ACUMULADORES........................................................................................ 84
8.1.4 PAINEL REMOTO DE ACIONAMENTO DO BOP (PAINEL DO SONDADOR) .................................................. 85
8.2 SISTEMA DE CONTROLE DE BOP SUBMARINO ................................................................................ 87
8.2.1 CONTROLE POR PILOTO HIDRÁULICO ................................................................................................. 87
8.2.2 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ...................................................................................................... 88
8.2.3 VÁLVULAS MANIPULADORAS E SELETORAS ......................................................................................... 89
8.2.4 CONTROLE MULTIPLEXADO ............................................................................................................. 94
8.2.5 UNIDADE HIDRÁULICA DO BOP ....................................................................................................... 95
8.2.6 ACUMULADORES .......................................................................................................................... 95
8.2.7 SEQUÊNCIA DE DESCONEXÃO DE EMERGÊNCIA (EDS)........................................................................... 98
8.2.8 BACK-UPS DO SISTEMA DE CONTROLE DO BOP .................................................................................. 99
8.2.9 RECOMENDAÇÕES GERAIS ............................................................................................................ 101

9 CAPÍTULO - EQUIPAMENTOS AUXILIARES .................................................................................................... 104

9.1 VÁLVULAS DE PREVENÇÃO INTERNA .......................................................................................... 104


9.1.1 INSIDE BOP ............................................................................................................................... 104
9.1.2 VÁLVULA DE SEGURANÇA DE COLUNA DE PERFURAÇÃO ...................................................................... 104
9.1.3 VÁLVULAS DO KELLY E DO TOP DRIVE ............................................................................................. 105
9.1.4 DROPP-IN CHECK VALVE .............................................................................................................. 105

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9.1.5 FLOAT VALVE ............................................................................................................................. 106


9.1.6 DRILLING STAND E KILL ASSEMBLY ................................................................................................. 107
9.2 SEPARADOR ATMOSFÉRICO ..................................................................................................... 107
9.2.1 DEFINIÇÃO ................................................................................................................................ 107
9.2.2 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO .................................................................................................... 108
9.2.3 REQUISITOS DO SEPARADOR ATMOSFÉRICO ..................................................................................... 108
9.2.4 EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DA ALTURA DO SELO HIDRÁULICO..................................................... 109
9.3 TRIP TANK .......................................................................................................................... 110
9.4 DESGASEIFICADOR A VÁCUO ................................................................................................... 111
9.5 STRIPPING TANK (TANQUE DE STRIPPING) ................................................................................... 111
9.6 TANQUES DE LAMA ............................................................................................................... 112
9.6.1 TANQUE DE SUCÇÃO.................................................................................................................... 112
9.6.2 TANQUE DE RETORNO .................................................................................................................. 112
9.6.3 EQUIPAMENTOS DE MISTURA ........................................................................................................ 112
9.7 SISTEMA DE TRATAMENTO DOS FLUIDOS .................................................................................... 113

10 CAPÍTULO - INSTRUMENTAÇÃO DE DETECÇÃO DE KICK ............................................................................... 114

10.1 MEDIDOR DA VARIAÇÃO DA VAZÃO DE RETORNO (MUD FLOW FILL SENSOR)..................................... 114
10.2 MEDIDOR DE VOLUME E TOTALIZADOR (MVT = MUD VOLUME TOTALIZER) ..................................... 114
10.3 SISTEMA EKD DE DETECÇÃO DE KICK ....................................................................................... 115

11 CAPÍTULO - SISTEMA DIVERTER .................................................................................................................. 117

11.1 FUNÇÃO DO DIVERTER ......................................................................................................... 117


11.2 DIVERTER EM JACK-UPS, PLATAFORMAS FIXAS E/OU SONDAS TERRESTRES ....................................... 117
11.3 DIVERTER EM FLUTUANTES ................................................................................................... 118
11.4 PARTES PRINCIPAIS DO DIVERTER ........................................................................................... 119
11.4.1 ELEMENTO ANULAR ................................................................................................................... 119
11.4.2 VÁLVULAS DO SISTEMA DIVERTER ................................................................................................ 119
11.4.3 LINHAS DE VENTILAÇÃO DO DIVERTER ........................................................................................... 120
11.4.4 SISTEMA DE CONTROLE DO DIVERTER ........................................................................................... 121
11.5 TEMPO DE RESPOSTA DO DIVERTER......................................................................................... 122

12 CAPÍTULO - TESTE DOS EQUIPAMENTOS DO SISTEMA BOP .......................................................................... 123

12.1 PROCEDIMENTOS GERAIS DE TESTES DE BOP SUBMARINO............................................................. 123


12.1.1 FREQUÊNCIA DOS TESTES ............................................................................................................ 123
12.1.2 PRESSÕES DE TESTE ................................................................................................................... 123
12.1.3 FLUIDO DE TESTE ...................................................................................................................... 124
12.1.4 TESTES DE FUNÇÃO ................................................................................................................... 124
12.2 TESTES DA UNIDADE HIDRÁULICA DO BOP (HPU-BOP SUBMARINO) .............................................. 124
12.3 TESTE DO DESGASEIFICADOR A VÁCUO..................................................................................... 125
12.3.1 PROCEDIMENTO DO TESTE DE FUNCIONAMENTO ............................................................................. 125
12.3.2 PROCEDIMENTO DO TESTE DE EFICIÊNCIA DE VAZÃO ........................................................................ 125

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12.4 TESTE DO SISTEMA DE MONITORAMENTO DE PRESSÃO DO SEPARADOR ATMOSFÉRICO DE SONDA MARÍTIMA


125
12.4.1 MONITORAMENTO DO SELO HIDRÁULICO ...................................................................................... 125
12.5 TESTE DE FUNCIONAMENTO DOS CHOKES .................................................................................. 125
12.6 TESTE DO SISTEMA DE DETECÇÃO DE KICK DA SONDA ................................................................... 126
12.6.1 PROCEDIMENTO PARA TESTAR O SISTEMA DE DETECÇÃO DE GANHO DE VOLUME ................................... 126
12.6.2 PROCEDIMENTO PARA TESTAR O MEDIDOR DA VARIAÇÃO DE VAZÃO DE RETORNO ................................. 127
12.7 TESTE DE AFERIÇÃO DOS SISTEMAS DE MEDIÇÃO DE VOLUME ......................................................... 127
12.8 TESTE DO DIVERTER ............................................................................................................ 127
12.9 TESTES DA AUTOSHEAR E EHBS ............................................................................................. 127
12.9.1 TESTE DA AUTOSHEAR................................................................................................................ 127
12.9.2 TESTE DO EHBS (ELECTRO HIDRÁULIC BACK-UP SYSTEM) ................................................................ 127
12.10 TESTE DO SISTEMA ROV X HOT-STAB .................................................................................. 128
12.10.1 TESTES NA SUPERFÍCIE ............................................................................................................. 128
12.10.2 TESTES NO FUNDO DO MAR ...................................................................................................... 128
12.11 TESTES E CUIDADOS ESPECÍFICOS DE BOP DE SUPERFÍCIE............................................................. 128
12.11.1 COMENTÁRIOS SOBRE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO ...................................................................... 128
12.11.2 CUIDADOS COM OS FLANGES ..................................................................................................... 128
12.11.3 CUIDADOS COM OS ANÉIS ......................................................................................................... 129
12.11.4 TESTES DOS PREVENTORES ........................................................................................................ 129
12.11.5 UNIDADE DE TESTE .................................................................................................................. 130
12.11.6 ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS ANTES DA REALIZAÇÃO DO TESTE .................................................. 130
12.11.7 SEGURANÇA DO PESSOAL.......................................................................................................... 131
12.11.8 MANÔMETROS ....................................................................................................................... 131
12.11.9 ALÍVIO DE PRESSÃO ................................................................................................................. 131
12.11.10 OUTROS PROCEDIMENTOS GERAIS ............................................................................................ 131
12.11.11 TESTES DA UNIDADE HIDRÁULICA DE ACIONAMENTO DO BOP ...................................................... 131
12.11.12 PAINEL REMOTO DE CONTROLE DO BOP (PAINEL DO SONDADOR)................................................. 132
12.11.13 TESTE DA VEDAÇÃO DO ENGAXETAMENTO DO CARRETEL DE ANCORAGEM ........................................ 132
12.12 SENTIDO DA PRESSÃO DE TESTE OU SENTIDO ÚTIL DE BLOQUEIO .................................................. 132
12.12.1 BOP DE SUPERFÍCIE COM SENTIDO DA PRESSÃO DE TESTE .............................................................. 133
12.12.2 SISTEMA BOP SUBMARINO COM SENTIDO DA PRESSÃO DE TESTE.................................................... 133

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1 CAPÍTULO - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA BOP

principais, permitir de forma segura, as seguintes


1.1 Componentes principais do sistema de
operações:
equipamentos de controle de poço  Fechar o poço em qualquer operação;
 Aplicação de métodos convencionais de
Um sistema de equipamentos de controle de poço controle de poço: Sondador, Engenheiro,
de superfície ou submarino é constituído por Simultâneo e Volumétrico;
equipamentos ou sistemas principais, equipamentos  Aplicação de métodos não convencionais de
auxiliares e equipamentos ou sistemas back-ups ou controle de poço: Bullheading, Mud Cupping,
de emergência conforme o API STD 53 - edição 2012. Dynamic Kill (amortecimento dinâmico) e
O Diverter é um sistema de equipamentos de baixa Capeamento para controle de Blowouts;
pressão de trabalho utilizado para as operações de  Realização de operação de stripping;
início de poço “top hole” em sondas de perfuração  Monitoramento das pressões do poço pelo
terrestre e/ou sondas de perfuração marítimas para interior da coluna e pelo anular;
operação em lâmina d’água rasa quando há previsão  Controlar as pressões aplicadas no poço com
de existência de reservatórios de água ou gás rasos. ajustes no choke;
O Diverter em unidades flutuantes é utilizado para  Monitoramento do volume do poço;
operação de circulação de gás de riser.  A separação da mistura bifásica de gás livre e
fluidos de perfuração ou de completação e
1.2 Barreiras de segurança do poço sólidos retornados do poço;
 Retirada de pequenas bolhas de gás do fluido de
perfuração;
Conforme a ANP (agência nacional do petróleo)
 A conexão da unidade de cimentação com o
Portaria ANP-25 barreira de segurança é a separação
poço pelo interior da coluna ou pelo anular;
física apta a conter ou isolar os fluidos dos diferentes
 Cisalhamento de colunas de drill pipes;
intervalos permeáveis, podendo ser: Líquida, sólida
 A detecção de kicks;
consolidada ou sólida mecânica e conforme a Norma
NORSOK-010 de Integridade de Poço de Petróleo as  Medição de volumes de deslocamentos de
barreiras de segurança são divididas em primária e colunas no poço;
secundária.  Realização de flow check com auxílio do trip
tank;
 Medição de volumes drenados do poço com
BARREIRA PRIMÁRIA é a primeira separação física
auxílio do trip tank e/ou stripping tank;
apta a conter ou isolar os fluidos de um intervalo
 Acionamento de funções do BOP com sistemas
permeável.
back-ups de emergência.
BARREIRA SECUNDÁRIA é a separação física apta a
conter ou isolar os fluidos de um intervalo
Além das operações acima, um sistema de BOP
permeável como redundância da barreira primária.
submarino permite ainda realizar as seguintes
“O BOP É UM DOS ELEMENTOS DA BARREIRA
operações:
SECUNDÁRIA DO POÇO”
 Desconexão de emergência do LMRP deixando
o poço fechado;
1.3 Funções do sistema de equipamentos  Reconexão do LMRP e reentrada no poço;
de controle de poço  Circular gás de riser direcionando para fora da
embarcação (Diverter);
O BOP juntamente com os equipamentos de cabeça  O monitoramento do volume do riser;
de poço e o revestimento cimentado constituem a  Monitoramento das posições do topo e base da
Barreira Secundária do poço e tem como funções bolha de gás em relação ao BOP durante a
circulação de um influxo;
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 Acionamento de algumas funções do BOP Stack


quando se perde o sistema principal de controle
do BOP (POD amarelo e POD azul), utilizando Exemplos de equipamentos principais:
sistemas acústico ou hot-stab com auxílio de  BOP de gavetas, BOP anular, Conector
ROV; hidráulico da cabeça do poço, Sistema de
 Cisalhamento de colunas de drill pipes e controle do BOP e Choke manifold;
revestimentos;
 Monitoramento de pressão e temperatura no Exemplos de equipamentos auxiliares:
BOP.  Stripping tank, Inside BOP, Trip tank, Válvula de
segurança de coluna de perfuração DPSV e
1.4 Equipamentos principais, auxiliares e Válvulas de prevenção interna do Top Drive I-
back-ups BOP

A divisão em equipamentos auxiliares e principais é


Exemplos de back-ups ou sistemas de
de caráter didático, porém, consagrada na indústria
do petróleo, sendo inclusive adotada pelo API. Os
emergências:
equipamentos principais são por definição aqueles  Sistema acústico do BOP, Auto-shear,
vitais para o controle do poço, pois sem um deles no Sistema de Hot-stab operado com auxílio
sistema não será possível a realização da operação de ROV e EHBS (Electro Hydraulic Back-
de controle, sendo necessário recorrer a um sistema Up System) = Dead man conforme o API.
de emergência, tais como: volantes de acionamento
e travamento das gavetas em BOP de superfície,
sistema acústico e/ou Hot-stab com auxílio de ROV Quando um influxo é circulado e a bolha chega no
em BOP submarino. BOP o normal é que o gás seja conduzido pela
Back-ups ou sistemas de emergências são “choke line” até chegar no choke manifold e daí ser
equipamentos que proporcionam redundância direcionado para o separador atmosférico onde o
parcial para um equipamento ou um sistema de gás livre será separado das fases líquidas e sólidas e
controle principal, podendo essa redundância ser de descartado para a atmosfera pela linha de ventilação
algumas funções ou de apenas uma função como é principal ou para o queimador em sondas de
o caso típico da Auto-shear ou do Deadman. perfuração terrestres. Se parte ou todo o volume de
Estão descritos, ao lado, alguns equipamentos gás em vez de seguir pela choke line, ultrapassar o
principais, auxiliares e back-ups: BOP e entrar no riser, estaremos diante de uma
situação de gás de riser, onde não será mais possível
a utilização do sistema BOP para controlar esse gás
e descartá-lo para a atmosfera. Para a circulação do
gás de riser deve ser utilizado o sistema DIVERTER o
qual será objeto de estudo neste manual.

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2 CAPÍTULO - BOP DE SUPERFÍCIE E EQUIPAMENTOS DE CABEÇA DE POÇO

FIGURA 2-2-1 UNIDADE DE SUPERFÍCIE

2.1 Arranjos de BOP stack de superfície: API e Petrobras

FIGURA 2-2 ARRANJO CLASSE 4-A1-R3

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FIGURA 2-3 ARRANJO CLASSE 3-A1-R5 5K

FIGURA 2-4 ARRANJO CLASSE 5-A1-R4 15K

A sofisticação ou a simplicidade do sistema de Como é o caso da gaveta inferior e da linha


prevenção de uma sonda é função das condições secundária de estrangulamento e de matar.
peculiares das áreas onde a mesma vai operar e da Durante um Kick o primeiro elemento a ser fechado
consideração de ordem econômica. deve ser o preventor anular. Caso no decorrer da
A montagem do cabeçal varia em função do tipo de operação de controle de poço este preventor
poço a ser perfurado e da fase de perfuração, assim comece a vazar ou a pressão atingir 70% de sua
como da pressão a que estarão submetidos da pressão de trabalho, a gaveta de tubo
altura da subestrutura da sonda e de vários outros imediatamente abaixo deve ser fechada, o que vai
fatores. O arranjo escolhido deve manter sempre permitir não só dar continuidade ao combate ao
um elemento inferior como reserva para ser usado cabeceio, como também a substituição do
em caso de falha de outro elemento do conjunto. elemento de vedação do preventor anular se este

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estiver danificado. O API define um arranjo em função da classe de


A gaveta inferior e as linhas secundárias somente pressão de trabalho conforme o exemplo abaixo:
devem ser usadas em situações de emergência e
apenas o tempo suficiente para reparar os Arranjo 10K Classe 4-A1-R3 (pressão de trabalho
equipamentos situados acima delas. 10.000psi deve ter um BOP Anular (A1) e três BOP
A gaveta cega, que é posicionada acima de uma tipo gaveta (R3)).
gaveta de tubo, também poderá ser substituída por
outra gaveta de tubo, quando em Kick com a coluna
2.2 Denominações da pressão de BOP
no interior caso seja necessário.
stack de superfície
Para a identificação dos elementos que compõem
um cabeçal deve-se utilizar a seguinte
Cada BOP tipo gaveta instalado em um poço deve
nomenclatura conforme o API STD 53 traduzido
ter, no mínimo, uma pressão de trabalho igual à
para português:
pressão máxima prevista na superfície (MASP).
 A: preventor anular; Equipamento preventor de erupção é baseado em
 G: preventor de gaveta simples; classes de pressões de trabalho (RWP) e designado
 GD: preventor de gaveta dupla; como descrito na Tabela 1 do API STD 53ª edição
 GT: preventor de gaveta tripla; 2012:
 CP: carretel de perfuração;
 C: cabeça de revestimento; DENOMINAÇÃO DA CLASSE DA PRESSÃO DE
 CA: carretel de ancoragem; PRESSÃO TRABALHO
 A3: carretel adaptador A3; 2K 2.000 psi (13,79 Mpa)
 A4: adaptador estojado A4; 3K 3.000 psi (20,68 Mpa)
 CE: carretel espaçador; 5K 5.000 psi (34,47 Mpa)
 K: classe de pressão de trabalho expressa em 10K 10.000 psi (68,95 Mpa)
1.000 psi. 15K 15.000 psi (103,42 Mpa)
20K 20.000 psi (137,90 Mpa)
Os componentes do cabeçal do poço devem ser 25K 25.000 psi (172,37 Mpa)
listados obedecendo a sequência de baixo para 30K 30.000 psi (206,84 Mpa)
cima especificando os topos dos elementos, TABELA 1 DENOMINAÇÃO DE PRESSÃO DE BOP DE SUPERFÍCIE
acrescentando entre parênteses, o tipo de cabeça
utilizada e o arranjo das gavetas. Exemplo: 2.3 Classificação do BOP stack

Conforme o API STD 53ª edição 2012 a classificação


3K - 13 5/8 (Flange) - C (C22) - 5K - 11 - CA (C22) -
ou simplesmente "classe" de um BOP é o número
3K - 13 5/8 (Flange) - A4 - CP - GD (5, cega) - A
total de preventores, gavetas e anulares, instalados
no BOP stack.
Onde:
As posições dos preventores de gaveta e anular e as
 3K: pressão de trabalho 3000 psi;
saídas no BOP stack devem fornecer os meios
 13 5/8": diâmetro nominal; confiáveis para lidar com eventos potenciais de
 C(C22): cabeça de revestimento C22; controle de poço. O sistema deve fornecer um meio
 CA: carretel de ancoragem C22; de:
 5M: pressão de trabalho de 5.000 psi;  Fechar e vedar em torno do tubo de
 11: diâmetro nominal; perfuração, tubos de revestimento, ou liner e
 A4: adaptador estojado; permitir circulação;
 CP: carretel de perfuração;  Fechar e vedar o poço aberto e permitir as
 GD: preventor de gaveta dupla; operações de controle de poço por métodos
 (5.cega): indica que a gaveta inferior é de tubos volumétricos;
de 5" e a superior é a cega;  Descida "stripping" da coluna de perfuração
 A: preventor anular. com o BOP fechado e o poço pressurizado.
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cegas-cisalhantes e um conjunto de gavetas de tubo


A quantidade de preventores vedantes para deve ser instalado para um sistema de pressão
contenção de pressão em um BOP stack deve ser nominal 5K. O terceiro dispositivo pode ser um
usada para identificar a classe do sistema BOP preventor do tipo gaveta ou do tipo anular ou o que
instalado. Por exemplo, a designação da classe 6 for desejado.
representa uma combinação de um total de seis O arranjo mínimo para Classe 4 de BOP stack deve
gavetas e/ou preventor anular instalados no incluir um anular, uma gaveta cega ou BSR, e uma
arranjo, podendo ser dois preventores anulares e gaveta de tubo. O quarto dispositivo pode ser do
quatro preventores de gaveta, ou um preventor tipo gaveta ou do tipo anular ou o que for desejado.
anular e cinco preventores de gaveta. Um arranjo mínimo para Classe 4 de BOP stack
Após identificada a classe do BOP stack, a deverá ser instalado para a classe de pressão de
nomenclatura seguinte identifica a quantidade do trabalho 10K, com um mínimo de uma gaveta cega
tipo de preventor anular instalado e é designada ou uma BSR capaz de cisalhar e vedar o tubo de
por uma identificação alfanumérica, por exemplo, a perfuração em uso.
identificação de dois preventores anulares Um BOP com arranjo Classe 5 ou superior deve ser
instalados é A2. instalado para 15K e sistemas de classe de pressão
A designação alfanumérica final deve ser atribuída maiores. Os requisitos mínimos para arranjo classe
à quantidade de gavetas ou cavidades para gavetas, 5 de BOP stack deve incluir um anular, uma BSR, e
independentemente da sua utilização, instaladas no duas gavetas de tubo. O quinto dispositivo pode ser
BOP stack. As gavetas ou cavidades serão uma gaveta ou preventor anular, o que for
designadas com um "R" (Ram = gaveta em inglês), desejado. Uma avaliação de risco será realizada
seguido pela quantidade numérica de gavetas ou para identificar posicionamentos de gavetas e
cavidades, por exemplo, R4 designando que quatro configurações e tendo em conta o anular e
preventores tipo gaveta estão instalados ou o tubulações de grandes diâmetros para a gestão de
arranjo tem cavidades para 4 gavetas. controle de poço.
O arranjo mínimo para Classe 6 de BOPs deve incluir
EXEMPLO: Um sistema BOP classe 6 instalado com um anular, uma gaveta cega-cisalhante e duas
dois preventores anulares e quatro preventores gavetas de tubo no arranjo. Os dispositivos
tipo gaveta é designado como "Classe 6-A2-R4." restantes podem ser uma gaveta de tubo, cega,
cega- cisalhante, cisalhante de revestimento, para
Preventores anulares podem ter classe de pressão teste ou diâmetro variável, ou do tipo preventor
de trabalho inferior à classe de pressão de trabalho anular, ou uma combinação dos mesmos, conforme
dos preventores de gaveta. determinado por uma avaliação de risco.
Uma avaliação de risco documentada deve ser Uma nomenclatura identificando o stack específico
realizada pelo operador para todas as classes de para uma Plataforma (linha de choke, linha de kill,
arranjos do BOP para identificar posicionamentos gavetas e anulares, etc.) deve fazer parte do
de gavetas e configurações a serem instaladas. Esta programa de perfuração.
avaliação deve incluir colunas cônicas, Todo preventor tipo gaveta com gaveta vedante
revestimentos, equipamentos de completação, deve ser equipado com dispositivos de trava.
ferramentas de teste, etc.
Um mínimo de um conjunto de gavetas cegas ou 2.4 Carretéis usados na montagem do
gavetas cegas-cisalhantes (BSR) deve ser instalado conjunto BOP e cabeça de poço
quando o tipo de preventor a ser instalado for do
tipo gaveta. Esta exigência aplica-se igualmente aos 2.4.1 Carretel espaçador
sistemas de pressão de trabalho de 3K ou classe Carretéis espaçadores são usados para fornecer a
menor e no mínimo a um sistema de arranjo Classe separação entre dois componentes com mesmos
2 do BOP stack. diâmetros e conexões iguais (designação da
Um arranjo mínimo para Classe 3 de um BOP stack dimensão nominal e de classificação de pressão).
com um conjunto de gavetas cegas ou de gavetas Carretéis espaçadores podem ser usados para
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permitir espaço adicional entre preventores para (para localizar possíveis erosão no carretel
facilitar “stripping” usando as gavetas, hang off dispensável) e permitir espaço adicional entre
e/ou operações de cisalhamento, mas pode servir preventores para facilitar stripping, hang off, e / ou
também para outras finalidades em um BOP stack. operações de cisalhamento.
Carretéis espaçadores para BOP stack devem Carretéis de perfuração para BOP stack devem
satisfazer os seguintes requisitos mínimos: cumprir os seguintes requisitos mínimos:
 Ter o diâmetro interno igual ao diâmetro  Arranjos de classe de pressão 3K e 5K devem
interno dos equipamentos que serão ter duas saídas laterais com diâmetro nominal
acoplados; mínimo de 2 polegadas (5,08 cm) e ser
 Ter uma pressão de trabalho igual ou maior do flangeadas, studded ou hubbed;
que a pressão de trabalho dos equipamentos  Arranjos de classe de pressão de 10K e maiores
que serão acoplados; devem ter duas saídas laterais, uma com 3
 Não deve ter quaisquer penetrações capazes polegadas (7.62 cm) e uma com 2 polegadas
de expor o poço para o meio ambiente. (5.08 cm) de diâmetro nominal mínimo, e ser
flangeadas studded ou hubbed;
 Carretéis de perfuração devem ter um
diâmetro do furo vertical, igual ao diâmetro
interno dos BOP de acoplamento e pelo menos
igual ao diâmetro interno máximo da cabeça do
poço superior ou do conjunto de cabeça do
poço;
 Carreteis de perfuração devem ter a pressão de
trabalho igual à do BOP de gaveta instalado.
FIGURA 2-5 ESPAÇADOR

Para operações de perfuração, as saídas das


cabeças de poço e das montagens das cabeças de
poços não devem ser empregadas para linha de
choke e kill.

2.5 Cabeça de revestimento

É instalada no revestimento de superfície e tem


ainda como funções sustentar os revestimentos
intermediários e de produção e permitir a vedação
e o acesso ao anular formado pelo revestimento de
superfície e o primeiro revestimento intermediário
Deverá ser instalada cuidadosamente para que
FIGURA 2-6 DRILLING SPOOLS & SPACER SPOOLS fique completamente nivelada e alinhada com a
mesa rotativa, evitando-se assim esforços laterais
no cabeçal e na coluna de perfuração
2.4.2 Carretel de perfuração
As cabeças mais utilizadas no Brasil são as
Linhas de choke e kill podem ser conectadas ambas
seguintes:
às tomadas laterais dos BOPs ou para um carretel
de perfuração instalado abaixo de pelo menos um
BOP capaz de fechar em tubo. 2.5.1 Cabeça tipo C 22 e C 22-BP
Possui alojamento interno cilíndrico para instalação
Utilização das saídas laterais de um BOP tipo gaveta
de tampões de testes (test-plug) e suspensores de
reduz o número de conexões do stack e a altura
revestimentos (casing hangers). As saídas laterais
total do BOP stack. No entanto, um carretel de
quando com roscas são de 2” LP, onde devem ser
perfuração é usado para fornecer saídas do stack
instaladas válvulas gavetas de 2 1/16”. São
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fornecidas também com saídas flangeadas ou completamente limpo e seco. Não se deve usar
estojadas. Instalar, após a perfuração da fase e graxa.
ancoragem do revestimento, em uma das saídas O flange é sempre recuperado após a ancoragem
laterais uma válvula de esfera de 2” e na outra do revestimento de produção e a vedação do
adaptar uma válvula agulha (kero test) de ½”. Em espaço anular é feita através de um anel de
válvulas laterais rosqueadas usar niples novos de borracha, que é colocado após a retirada do flange,
pressão de trabalho compatível com a válvula que o qual é pressionado por uma tampa rosqueada. As
vai ser conectada, verificando as condições das saídas laterais são em rosca de 2” LP. Instalar
roscas de ambas as partes. válvulas gavetas para a perfuração e após a
ancoragem do revestimento instalar em uma delas
válvula esférica de 2 1/16” e 2.000 psi e na outra
adaptar uma válvula ½” NPT por 2 000 psi (kero
test). No anexo 2 estão as especificações e
dimensões.

FIGURA 2-7 CABEÇA DE REVESTIMENTO TIPO C22

As cabeças tipo C22-BP tem dois parafusos no


flange para travamento do bowl-protector. FIGURA 2-9 CABEÇA DE REVESTIMENTO TIPO CR

2.5.3 Cabeça tipo C 29 e C 29L


Essas cabeças possuem comprimento maior que a
C22 para aceitar o suspensor de revestimento tipo
C29 que é projetado para um mínimo de deflexão
do revestimento suportando cargas maiores. As
características de operação e instalação são
idênticas às da cabeça C22.
A cabeça de 21 ¼ ", é soldada. Essa cabeça possui,
em sua parte inferior, um encaixe para o
revestimento, onde deve receber cordões de solda
nos pontos 1 e 2 e após essa soldagem, a mesma
deve ser testada pelo ponto 3 com uma pressão
compatível com a de colapso do revestimento.
Algumas dessas cabeças possuem uma base de
FIGURA 2-8 CABEÇA DE REVESTIMENTO TIPO C22-BP
assentamento para nivelar com o condutor de 30",
conforme é mostrado na Fig. 2-12.
2.5.2 Cabeça tipo CR A cabeça C 29 pode possuir os parafusos de trava
Possui pressão de trabalho de 2000psi alojamento no flange, neste caso é C 29L esta cabeça pode ser
cônico para suspensor, e o flange é enroscado com com solda, rosca e com base de assentamento ou
rosca ANSI ACME pino. A rosca inferior é Buttres. A sem (ver Fig.2-10, 2-11 e 2-12).
vedação com o flange é feita através de um o-ring
na parte inferior do flange. Verificar sempre as
condições desse o-ring que deve estar

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 Prevenir possíveis movimentos do suspensor


de revestimento, que possam ser causados
por expansão térmica ou pressão no anular;
 Auxiliar na compressão do elemento de
vedação no suspensor de revestimento.

Existem 3 tipos de parafuso de trava, são eles:

2.6.1 Tipo standard


É composto por duas partes: a parte externa onde
FIGURA 2-10 CASING HEAD C-29 WITH SLIP-WELD BOTTOM está localizado o engaxetamento, o qual é
energizado pela porca de vedação, e a parte
interna com a porca de acionamento que é usada
para enroscar o parafuso. O engaxetamento é em
asbesto impregnado com grafite.

FIGURA 2-11 CASING HEAD C-29

FIGURA 2-13 PARAFUSO DE TRAVA TIPO STANDARD.

2.6.2 Tipo IP
É desenhado para aplicação onde se requer
frequentes operações de travamento dos
elementos na cabeça do poço. Ele possui uma
vedação dupla no corpo, a qual pode ser
energizada pela injeção de plástico (TEFLON).
A porca de enroscamento é usada tanto para
FIGURA 2-12 CABEÇA DE REVESTIMENTO TIPO C29L COM BASE DE
ASSENTAMENTO. enroscar o parafuso como para comprimir o
engaxetamento.
2.6 Parafusos de trava (Lockdown screws)
Localizados nos flanges de cabeças de poços (TIPO
L), cabeça de revestimento e nos flanges
superiores dos carretéis de ancoragem. Tem as
seguintes funções:
 Travar o suspensor de revestimento e a
bucha de proteção (bowl protector), por seus
topos;

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FIGURA 2-15 PARAFUSO DE TRAVA TIPO ET

FIGURA 2-14 PARAFUSO DE TRAVA TIPO IP II. Certificar-se de que todo o parafuso está
2.6.3 Tipo ET contraído antes da instalação de qualquer
É usado em cabeças e carretéis de alta pressão. elemento na cabeça do poço ou no carretel;
Algumas de suas características são as seguintes:
 Grande diâmetro na extremidade de contato NOTA: A extremidade do parafuso de trava deverá
com o elemento a ser travado para um maior estar no mesmo plano com o ID da parte superior
esforço quando for parafusado; do elemento do cabeçal.
 Um anel plástico na extremidade e um anel
"O" no engaxetamento isolam as roscas da III. Todos os parafusos de trava devem ser
ação de fluidos corrosivos; acionados aos pares em 180º.
 A haste, com a porca de enroscar, sai da parte
com engaxetamento 1½" quando o parafuso ATENÇÃO: Acionar o primeiro parafuso até
é todo desenroscado e apertado. contactá-lo com o equipamento na cabeça do
poço. Não apertá-lo. Agora acionar o parafuso de
A maioria dos problemas existem com a utilização trava localizado no meio entre os dois originais já
desses parafusos de trava e podem ser eliminados acionados. Então acionar o oposto a esse.
tomando-se os cuidados mencionados nos itens I,
II e III. Continuar com os demais da mesma maneira,
mantendo o equipamento alinhado na cabeça do
I. Antes da instalação da cabeça ou do carretel poço. Apertar os parafusos de trava usando a
que possui o parafuso standard, lubrificar a sequência mostrada na Fig.2-16
rosca da extremidade com graxa;

IMPORTANTE: Os parafusos de trava standard não


possuem um anel de vedação na extremidade. As
roscas nessa extremidade devem ser engraxadas
para prevenir a formação de lama em torno delas
durante a perfuração.

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(Stand off) que permite a visibilidade do anel.


Para os flanges 6B. (Anexo 01) Para os flanges
6BX, existem espaçamento de 1/4" após suas
faces se unirem, devido um rebaixo de 1/8" em
cada uma delas. Neste caso o anel BX não é
visível.

OBSERVAÇÃO: Nos flanges estojados 6BX, esse


rebaixo de 1/8" pode ser omitido, assim o
FIGURA 2-16 SEQUÊNCIA DE APERTO DOS PARAFUSOS DE TRAVA. espaçamento, nesse caso será de 1/8".
Conexão entre os elementos do cabeçal

a) Flanges
É um sistema de ligação entre dois
equipamentos que retém pressão, em forma
de anel, fundido externamente a esses
equipamentos, com orifícios para parafusos e
com um mecanismo de vedação. Para cada
diâmetro de passagem e pressão de trabalho
existe um flange normalizado pelo API (ver
Anexo 01). Essas conexões devem ser FIGURA 2-17 CONFIGURAÇÃO DE APERTO DAS PORCAS DO FLANGE
executadas da seguinte maneira:
b) Cubos com grampos (Clamp hub)
 Limpar e verificar as sedes dos anéis (groove),
O cubo (hub) é um sistema de ligação entre
sem a colocação de graxa. Não usar escova de
dois equipamentos que retém pressão, em
aço;
forma de anel, forjado externamente a esses
 Instalar o anel de vedação, que deve ser
equipamentos, com um mecanismo de
sempre novo;
vedação que é energizado pelo aperto de
 Instalar o outro flange correspondente;
grampos (clamp). O anel a ser utilizado deve
 Lubrificar as roscas dos prisioneiros e as faces
ser o especificado nas tabelas dos
das porcas com a graxa apropriada;
fabricantes. As pressões de trabalho dessas
 Instalar os prisioneiros e/ou porcas.
conexões acompanham a normalização do
API. O grampo (Fig 2-18), consiste em duas
ATENÇÃO: Deve-se ter um cuidado especial partes iguais que podem ser unidas por
durante a remoção e instalação de prisioneiros e parafusos com porcas dos dois lados ou com
porcas. Inspecionar as roscas dos prisioneiros e os porca de um lado e fixo do outro por um pino
orifícios dos mesmos quanto a danos tais como onde gira.
deformação, espanamento ou abrasamento. Não
aplicar torque demasiado aos prisioneiros. Não
engraxar nem encher furos rosqueados com
lubrificantes de roscas. Esta prática resultará em
apertos inexatos nos prisioneiros.

 Apertar todas as porcas uniformemente em


uma configuração conforme figura 2-17. Ver
Anexo 06 a especificação do torque FIGURA 2-18 CUBOS COM GRAMPO
recomendado;
 Após a aplicação do torque recomendado
haverá um espaçamento entre os flanges

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Essas conexões devem ser executadas da seguinte  Conectar primeiro o parafuso de um lado, o
maneira: que facilitará a conexão do parafuso do outro
 Limpar e verificar as sedes dos anéis (groove), lado;
sem a colocação de graxa;  Apertar o grampo deixando o espaço entre as
 Instalar o anel de vedação, que deve ser suas extremidades de igual tamanho, cuidando
sempre novo; para que uma parte não fique mais apertada
 Instalar o outro cubo (hub) correspondente; que a outra.
 Instalar o grampo (clamp).
c) Estojo
OBSERVAÇÕES: Também é um sistema de ligação entre dois
 Lubrificar sua parte interna com pouca graxa; equipamentos que retêm pressão, semelhante
 Para facilidade de aperto, instalar o grampo à do flange, mais forjado no próprio
com as porcas no sentido de “apertar para equipamento. Todas as suas características de
cima”, o que facilita o uso do cat-line, se instalação são idênticas às descritas para os
necessário; flanges.

2.7 Carretéis de ancoragem (Casing Head Spool)

Os carretéis distinguem-se da cabeça de superior possui um ressalto para apoiar o suspensor


revestimento por possuírem dois flanges, superior de revestimento, o test-plug ou o bowl protector
e inferior, que são de características diferentes (bucha de desgaste utilizada para evitar danos ao
(diâmetro e/ou pressão de trabalho). carretel na movimentação da ferramenta de
São utilizados para sustentação de revestimentos perfuração e que deve ser retirada antes da descida
intermediários ou de produção através de do revestimento seguinte).
suspensores de revestimento idênticos aos usados Possui alojamento cilíndrico para suspensor de
nas cabeças de revestimento. Também fornece revestimento, saídas laterais flangeadas, com
vedação e permite acesso ao anular dos dois roscas ou estojadas nas quais devem ser instaladas
últimos revestimentos descidos. Em seu interior, na válvulas de gaveta.
parte inferior, possui engaxetamentos (pack-offs) No final do poço uma delas deverá ser substituída
que irão fornecer a vedação secundária, e na parte por um flange companheiro e uma válvula agulha.

FIGURA 2-19 CARRETEL DE ANCORAGEM C- FIGURA 2-20 CARRETEL DE ANCORAGEM C- FIGURA 2-21 CARRETEL DE ANCORAGEM C-
22 29 29L

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Atenção deve ser dada à instalação do No C-22 o engaxetamento se expande e veda contra
engaxetamento interno que não deve ter nenhum o tubo de revestimento e contra a cabeça de
de seus elementos danificados, o que poderá revestimento quando o peso da coluna de
provocar vazamentos pelo mesmo durante os revestimento é transferido para as cunhas, obtendo-
testes do cabeçal. se assim a vedação do espaço anular entre os
Cuidado especial se deve ter ao cortar o revestimentos.
revestimento após seu ancoramento. A superfície
cortada deverá ser biselada e as rebarbas
removidas para que não venham a cortar os
elementos do engaxetamento. A principal função
desse engaxetamento é proteger a ponta do
revestimento cortado e promover isolamento da
parte inferior do carretel. Quando for o caso
permitindo que se trabalhe a uma pressão superior
ao do flange inferior. Sua montagem, na parte
inferior do carretel, deve ser conforme a figura 2-
22.

FIGURA 2-23 SUSPENSOR DE REVESTIMENTO C-22

No C-29 o peso do revestimento é transferido


primeiramente para as garras superiores que se
movem para baixo energizando o engaxetamento e
transferindo o esforço para as garras inferiores, de
parede paralelas, até que essas se ajustam ao
revestimento e passam a absorver o restante da
carga, evitando assim compressão excessiva no
elemento de vedação. O Anexo 05 apresenta
informações sobre as cunhas.

FIGURA 2-22 MONTAGEM DO ENGAXETAMENTO NO CARRETEL DE


ANCORAGEM

É recomendado, antes do corte do revestimento,


medir a altura necessária para que o engaxetamento
no interior do carretel seja coberto pelo
revestimento. Essa medida normalmente é da
ordem de 6,5 polegadas. Anexo 03 e 04.

2.8 Suspensores de revestimento (Casing


hanger) FIGURA 2-24 SUSPENSOR DE REVESTIMENTO C-29.

São cunhas com engaxetamento para vedação, que


ancoram os revestimentos nas cabeças ou nos O suspensor utilizado nas cabeças tipo CR Fig.2-25
carretéis de ancoragem. não veda o espaço anular. É necessário o emprego
Nas cabeças C-22 utiliza-se o suspensor C-22 e na C- de um anel superior de borracha, colocado após a
29, o suspensor C29. São do tipo envolvente, isto é, recuperação do flange superior da cabeça.
que podem ser descidos através do BOP.

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FIGURA 2-26 CARRETEL ADAPTADOR A3

FIGURA 2-25 SUSPENSOR DA CABEÇA TIPO “CR“


2.9.2 Adaptador A4
Tem a mesma função do A3. Devido sua altura ser
2.8.1 Procedimento para instalação de reduzida não serve para se utilizar quando se deseja
suspensores de revestimento maior espaçamento entre os equipamentos. É
(1) Soltar o ferrolho abrindo o suspensor em estojado, não tem o formato de um carretel. Fig. 2-
duas partes; 27
(2) Colocar duas tábuas na cabeça de
revestimento, em torno do revestimento;
(3) Posicionar o suspensor sobre as tábuas,
fechando-o ao redor do tubo;
(4) Prender o ferrolho e engraxar o lado
externo do suspensor;
(5) Aplicar a tração especificada ao
revestimento. Mínimo de 40.000 lbs;
(6) Centralizar o revestimento;
(7) Remover os parafusos retentores no FIGURA 2-27 ADAPTADOR A4
suspensor;
(8) Remover as tábuas, deixando o suspensor 2.9.3 Adaptador de flanges iguais
cair para dentro da cabeça do É um carretel espaçador o que indica que serve
revestimento; apenas para se ganhar altura no cabeçal. Não
permite a conexão de equipamentos com flanges
(9) Verificar se está devidamente assentado
com leves pancadas na sua parte superior e diferentes. Assim como o A3 não tem saída laterais.
nas cunhas, de maneira a assentá-las Comumente chamado de cego por isso.
uniformemente em torno do revestimento;
(10) Transferir lentamente a tração do 2.10 Equipamento OBS de superfície
revestimento para o suspensor.
É o equipamento de superfície usado com o sistema
OBS de suspensão de revestimento usado por
2.9 Adaptadores de flanges
plataformas fixas, apoiado no fundo do mar.
Utilizado para conectar dois equipamentos com O sistema OBS sustenta o peso do revestimento no
flanges diferentes e/ou para incrementar a altura na nível do fundo do mar para melhorar a estabilidade
instalação do E.S.C.P. Não possuem saídas laterais. da sonda permitindo o abandono ou a reentrada em
um poço temporariamente abandonado.
O equipamento de superfície do sistema OBS é
2.9.1 Adaptador A3
É um carretel sem saídas laterais cuja função é constituído por carretéis de passagem plena. Depois
permitir a conexão de flanges de dimensões que a primeira cabeça for montada no revestimento,
uma bucha suporte é instalada para proporcionar a
diferentes, diâmetro ou pressão ou ambas. Neste
vedação secundária do espaço anular, e receber o
caso o flange inferior é obrigatoriamente diferente
do flange superior. Serve também para dar altura no próximo suspensor de revestimento. Então o
cabeçal, se for o caso. Fig. 2-26 carretel é colocado sobre essa bucha, encostando-a

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contra a cabeça de revestimento. Assim


sucessivamente até o engajamento com o conjunto
de preventores. Ver Fig.2-28
No abandono do poço, todos os suspensores acima
da cabeça de revestimento são liberados com a
remoção dos carretéis, permitindo assim sucessivos
acessos aos suspensores, buchas suporte e
revestimentos internos.
O suspensor de revestimento utilizado nos carretéis
é o C-29. O formato da bucha suporte é mostrada na
Fig. 2-28.

FIGURA 2-28 FORMATO DA BUCHA SUPORTE

FIGURA 2-29 EQUIPAMENTO OBS DE SUPERFÍCIE

2.11 Alinhamentos em Condição Normal de Operação

FIGURA 2-30 CONDIÇÃO DE OPERAÇÃO HARD SHUT-IN METHOD

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FIGURA 2-31 CONDIÇÃO DE OPERAÇÃO SOFT SHUT-IN METHOD

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3 CAPÍTULO - BOP STACK SUBMARINO


A designação alfanumérica final deve ser atribuída à
quantidade de gavetas ou cavidades para gavetas,
3.1 Denominações de pressão de BOP independentemente da sua utilização do BOP stack.
stack submarino As gavetas ou cavidades serão designadas com um
"R" (Ram gaveta em inglês), seguido pela quantidade
Equipamento preventor de erupção é baseado em de gavetas ou cavidades (por exemplo, R4 designa
classes de pressões de trabalho (WP) e designado que quatro preventores tipo gaveta estão
como 5K, 10K, 15K, 20K, 25K, e 30K como descrito na instalados).
Tabela 5 do API STD 53ª edição 2012.
EXEMPLO: Um sistema BOP classe 6 com dois
DENOMINAÇÃO DE CLASSE DA PRESSÃO DE preventores anulares e quatro preventores tipo
PRESSÃO TRABALHO gaveta é designado como "Classe 6-A2-R4."
5K 5.000 (34,47 MPa)
10K 10.000 (68,95 Mpa) 3.3 Arranjos de BOP Stack Submarino
15K 15.000 (103,425 MPa)
20K 20.000 (137,90 MPa) As posições dos preventores anular e de gavetas e as
25K 25.000 (172,37 MPa) saídas no BOP stack submarino devem fornecer os
30K 30.000 (209,84 MPa) meios confiáveis para lidar com eventos potenciais
TABELA 2 DENOMINAÇÕES DE PRESSÃO DE BOP SUBMARINO de controle poço. Especificamente para as
operações em flutuantes, o sistema deve fornecer
Cada BOP de gaveta deve ter no mínimo, uma
um meio de:
pressão de trabalho WP igual ao valor máximo
 Fechar e vedar no tubo de perfuração, tubing,
previsto de pressão na cabeça do poço (MAWHP).
revestimento ou liner e permitir a circulação;
 Fechar e vedar nos poços abertos e permitir as
3.2 Classe de BOP stack operações de controle de poço por métodos
volumétricos;
A classificação ou "classe" de um BOP stack é o
 Tripping com a coluna de perfuração;
número total de gavetas e preventores anular no
 Hang-off do tubo de perfuração em uma gaveta
BOP Stack.
de BOP e controlar o poço;
A quantidade de componentes vedantes para
 Cisalhar o tubo de perfuração ou tubing e vedar
contenção de pressão em um BOP stack deve ser
o poço;
usada para identificar a classe do sistema BOP
submarino. A designação da classe 6 representa uma  Desconectar o riser do BOP stack;
combinação de um total de seis gavetas e/ou  Circular no poço após a desconexão do tubo de
preventor anular instalado (por exemplo, dois perfuração;
preventores anular e quatro preventores de gaveta,  Circular através do BOP stack para remover
ou um preventor anular e cinco preventores de gases aprisionados.
gaveta, no caso da classe 6 descrita).
Após a classe do BOP ser identificada, a Preventores anular que têm uma pressão de
nomenclatura seguinte identifica a quantidade de trabalho WP inferior ao preventor de gaveta são
preventor anular instalado e é designada por uma aceitáveis.
identificação alfanumérica (por exemplo, a Conforme o API STD 53ª edição 2012 a linha mais
identificação de dois preventores anulares é A2). inferior conectada ao BOP Stack deve ser
identificada como kill line. Para BOP que tem linhas
instaladas em cada lado com saída da última gaveta
de controle de poço, ambas podem ser designadas
como linha de choke ou linha de kill.

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NOTA: No início dos anos 90, com a criação do O arranjo do conjunto BOP submarino de sonda DP
programa de segurança em operações de sondas para perfuração de poços com pelo menos uma fase
posicionadas dinamicamente (DPPS) pela Petrobras, sem margem de segurança de riser deve ser
foi implementado um estudo de Engenharia de composto por 2 BOP anulares e 5 ou 6 cavidades no
Confiabilidade aplicada aos arranjos de BOP BOP Stack para possibilitar a instalação de duas
submarinos. Este estudo concluiu que a choke line gavetas cega-cisalhantes ou uma cega-cisalhante e
deve ser a linha conectada imediatamente abaixo da uma super-cisalhante, mantendo a mesma
gaveta de hang-off por proporcionar maior quantidade de gavetas de tubos visando aumentar a
confiabilidade ao arranjo do BOP no isolamento do confiabilidade no isolamento do poço após uma
poço durante operações de controle de poço. desconexão de emergência do LMRP. Pode ser
utilizado um dos seguintes arranjos de gavetas:
Nomenclatura para identificar equipamentos Arranjo 1: 2 BOP anulares + 2 gavetas cegas-
específicos do stack (linha de choke, linha de kill, cisalhantes + 3 gavetas de tubo;
etc.) devem fazer parte do programa de perfuração.
Uma avaliação de risco documentada deve ser Arranjo 2: 2 BOP anulares + 1 gaveta cega-cisalhante
realizada pelo usuário do equipamento e pelo + 1 gaveta super-cisalhante + 3 gavetas de tubo;
proprietário do equipamento para todas as classes
de arranjos do BOP para identificar posicionamentos Arranjo 3: 2 BOP anulares + 2 gavetas cegas-
e configurações de gavetas, e ter em conta o espaço cisalhantes + 1 gaveta super-cisalhante + 3 gavetas
anular e tubulações larga(s) para o gerenciamento de tubo;
de controle de poço.
O BOP stack submarino deve ser Classe 5 ou superior Arranjo 4: 2 BOP anulares + 2 gavetas cegas-
o que consiste no seguinte: cisalhantes + 1 gaveta super-cisalhante + 3 gavetas
 Um mínimo de um preventor anular; de tubo + 1 gaveta de tubo invertida para teste do
BOP.
 Um mínimo de duas gavetas de tubo (excluindo
a gaveta de teste);
Abaixo, figuras dos arranjos para perfuração, sem
 Um mínimo de dois conjuntos de gavetas
margem de segurança de riser, sendo o primeiro
cisalhantes para cisalhar o tubo de perfuração e
arranjo com 5 cavidades e o segundo com 6
tubing em uso, dos quais pelo menos um
cavidades.
conjunto de gavetas deve ser capaz de vedar.
Para as plataformas ancoradas, um mínimo de
um conjunto de BSR (capaz de vedação) para o
cisalhamento do tubo de perfuração e tubing
em uso pode ser efetuado após a realização de
uma avaliação de risco.

3.3.1 Arranjos de BOP submarino e linhas

O arranjo do BOP submarino é denominado


convencional quando é composto por 2 BOP
anulares e 4 cavidades no BOP Stack conforme
mostrado na figura abaixo. Na cavidade do topo do
conjunto tem instalada uma gaveta cega-cisalhante
e nas outras 3 cavidades tem instaladas gavetas de
tubo.
Este conjunto BOP quando instalado em sonda DP é
utilizado para a perfuração de poços com margem
de segurança de riser.

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FIGURA 3-1 ARRANJO BOP DE 5 CAVIDADES

FIGURA 3-2 ARRANJO BOP DE 6 CAVIDADES

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A gaveta de hang-off em um conjunto BOP manifold das bombas de lama e sem passar pelo
submarino é a gaveta na qual deve ser apoiada a stand pipe manifold, conecta-se às juntas de riser e
coluna de trabalho sempre que o BOP for fechado. tem conexão com o interior do riser no riser adapter
Em sonda ancorada a gaveta de hang-off será através de uma válvula gaveta “fail safe closed”.
sempre a gaveta superior, porque sonda ancorada Deve ter diâmetro mínimo de 3 polegadas e pressão
não faz desconexão de emergência, mas deve ser de trabalho de 3000psi para lâmina d’água de até
definido em procedimento de fechamento do poço 2000m e de 5000psi para lâminas d’água maiores,
se será possível cisalhar a coluna quando a mesma dimensionada para operar com vazão mínima de
estiver apoiada nesta gaveta sem interferência com 1000gpm e deve ser utilizada para circulação de gás
o up-set ou com o tool joint. Não sendo possível, a de riser.
coluna deverá ser apoiada na gaveta intermediária A bleed line é a linha conectada abaixo do BOP
antes de ser acionada a cisalhante para o corte da anular inferior utilizada para melhorar a eficiência da
coluna. retirada de gás aprisionado no BOP após a circulação
Em sonda DP a gaveta de hang-off depende da de um kick. As sondas de sexta geração já têm uma
distância do topo desta gaveta até a base da lâmina bleed line conectada embaixo de cada BOP anular.
da gaveta cega-cisalhante ou da super-cisalhante. A Outra aplicação importante da bleed line é permitir
gaveta superior somente poderá ser a gaveta de o teste do anel de vedação do conector após uma
hang-off se a distância entre o topo desta e a base reconexão do LMRP.
da lâmina da gaveta cega-cisalhante ou da super- A linha de monitoramento é a linha na qual o fluido
cisalhante for pelo menos igual ao somatório de 2 do poço se mantém em condição estática durante a
tool joints + 1 up-set. Abaixo, coluna em hang-off: circulação de um kick. A comparação entre as
pressões desenvolvidas no manômetro da choke line
(condição dinâmica) e no manômetro da linha de
monitoramento (condição estática), permite
monitorar as posições do topo e da base da bolha de
gás em relação ao BOP durante uma circulação de
kick.
Na figura abaixo, uma junta de riser mostrando a
choke line, kill line, booster line e conduites lines.

As linhas do sistema BOP são: choke line, kill line,


booster line, bleed line e linha de monitoramento.
No Brasil em lâmina dágua profunda a choke line é a
linha com uma conexão imediatamente abaixo da
gaveta de hang-off. Em algumas partes do mundo a
indústria ainda considera como choke line a linha
com uma conexão imediatamente abaixo da gaveta FIGURA 3-3 JUNTA DE RISER, CHOKE LINE, KILL LINE E BOOSTER LINE.
intermediária pelo fato de considerar como kill line,
a linha com conexão abaixo da gaveta inferior, mas
o API RP 53 2012 já contempla a definição de choke
line conforme utilizada no Brasil pela Petrobras.
A booster line é uma linha do sistema de circulação
da sonda, portanto de baixa pressão quando
comparada com o sistema BOP, esta linha inicia no

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3.4 Alinhamentos em condição normal de operação

FIGURA 3-4 CONDIÇÃO NORMAL DE OPERAÇÃO HARD SHUT-IN METHOD

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4 CAPÍTULO - CONECTORES HIDRÁULICOS, CONEXÕES E ANÉIS DE VEDAÇÃO

4.1 Conectores hidráulicos do conjunto mandril e o ângulo máximo de desconexão. O


BOP submarino conector Vetco H-4 Standard permite desconectar
Com até 10º de deflexão, o HAR permite
O conjunto BOP submarino tem um conector no desconectar com até 15º e o conector Cameron
LMRP e outro na conexão do BOP Stack com a (Collet Connector) com até 30º.
cabeça do poço. O conector da cabeça do poço As principais diferenças entre os WHC Standard
'WHC’ (Well Head Connector) tem finalidade de H-4 e os WHC HD H-4 são:
possibilitar a conexão remota do BOP na cabeça do  Pressão de trabalho do WHC Standard é
poço e promover a vedação do BOP com o poço. 10.000psi e do WHC HD é 15.000psi;
Deve ter o mesmo perfil da cabeça do poço definido  Ângulo máximo de desconexão do WHC
pela companhia operadora do campo de petróleo Standard 10º e do WHC HD 3º.
sendo muito utilizado o perfil H-4. O conector do Devem estar perfeitamente alinhados para aplicar
LMRP é de escolha do operador da sonda. O 100% da força de travamento. Foram projetados
conector da cabeça do poço “WHC” deve ter o para permanecerem travados mesmo com perda
diâmetro da cabeça do poço, 16 ¾” ou 18 ¾”, e a total da pressão e do fluido de acionamento.
pressão de trabalho compatível com o BOP de Apresentam a vantagem do destravamento
gavetas e com a cabeça do poço. O conector do hidráulico sobre o travamento, de forma a minimizar
“Lower Marine Riser Packet” deve ser compatível a dificuldade de liberação, ou seja, todos eles têm
com a classe de pressão dos preventores anulares. dois sistemas hidráulicos distintos para efetuar o
Após o assentamento do BOP, a conexão com a destravamento, o conector Cameron (Collet
cabeça do poço deve ser submetida aos testes de Connector) além dos sistemas hidráulicos, possui um
overpool de 50.000 libras-força e de vedação com sistema mecânico para destravamento. Possuem
pressão máxima limitada a 80% da resistência a indicador de posição que podem ser monitorados
pressão interna (RPI) do revestimento com a gaveta por ROV para determinar se o conector se encontra
cega-cisalhante fechada. Após o teste de overpool a travado ou não.
linha neutra deve ser posicionada no BOP Stack
abaixo da conexão com o LMRP com tração
suficiente para permitir o desacoplamento vertical
do LMRP porém sem permitir o retorno do mesmo
com colisão sobre o stack. Testes de desconexão do
LMRP são aplicados nos recebimentos de sondas DP
novas para definir o valor ótimo dessa tração.

4.2 Tipos de conectores hidráulicos


FIGURA 4-1 CONECTOR HIDRÁULICO
 Vetco H-4 Standard;
 Vetco HAR (High Angle Release);
 Cameron Collet Connector;
 HD H-4 (Heavy Duty);
 SHD H-4 (Super Heavy Duty);
 DHD H-4 (Heavy Duty).

As diferenças básicas entre os conectores de perfil


H-4 e os conectores HAR e Cameron, são o perfil do

FIGURA 4-2 CONECTOR VETCO H4


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4.2.1 Conector Hidráulico Vetco H-4 Standard

O conector hidráulico VETCO H-4 é projetado para


permitir a conexão e a desconexão e vedação do
BOP STACK à cabeça do poço. Também é utilizado no
LMRP de sondas ancoradas.

4.2.1.1 Componentes e funcionamento do Conector


Vetco H-4 Standard

O Corpo inferior (seção hidráulica) e o


FIGURA 4-4 SISTEMA HIDRÁULICO DO CONECTOR VETCO H-4
corpo superior (Top adpter) constituem as duas STANDARD
partes principais de um conector H-4. A seção
4.2.1.2 Sistema Hidráulico do Conector Vetco H-4
inferior aloja os componentes hidráulicos e
Standard
mecânicos do conector. A operação mecânica
O sistema de operação hidráulica emprega dois
envolve o movimento dos mordentes (DOG's) de
sistemas separados e distintos. Um sistema primário
travamento, deslocamento do anel CAM RING e
e outro secundário e é através do manifold
finalmente a energização de um anel de vedação. O
hidráulico primário que o fluido entra no conector e
anel CAM é movido para a posição de travamento
é dirigido aos pistões hidráulicos primários, que é a
pelos pistões acionados hidraulicamente. O CAM
metade do número total de pistões existentes no
RING força os segmentos dos mordentes (DOG's)
conector. Do mesmo modo, o manifold hidráulico
radialmente de encontro ao perfil pino H-4.
secundário, conduz o fluido a outra metade dos
O perfil pino H-4 é usado no teste STUMP,
pistões hidráulicos, os pistões secundários.
na cabeça do poço e no mandril do LMRP em sondas
ancoradas. A face entre o anel CAM RING e os
segmentos dos mordentes (DOG's) tem dois
chanfros que provêm a vantagem mecânica de
mover os segmentos dos mordentes (DOG's)
radialmente para dentro. O chanfro inicial é de 20º
e serve como guia, o final é de 4º que influencia no
atrito final entre o Cam Ring e os DOG’s. Conectores
mais antigos possuem diferentes valores para esses
ângulos o que deve ser investigado, pois influem no
resultado operacional desses conectores. Abaixo
figuras mostrando a vista explodida e o princípio de
funcionamento de um conector Vetco standard H-4.
FIGURA 4-5 ESQUEMA HIDRÁULICO DO CONECTOR H-4 STANDARD

O sistema hidráulico foi projetado para que com


uma mesma pressão de operação seja capaz de
gerar 23% mais força de destravamento do que de
travamento, isso é devido a diferença de áreas onde
a pressão de acionamento atua. Assim sendo,
usando ambos os sistemas de destravamento,
primário e secundário, juntos a força real de
destravamento é de aproximadamente 1 ¼” vezes a
força de travamento para a mesma pressão aplicada.
Dentro do corpo da seção hidráulica estão um
número de pistões alojados nas camisas. Esses
FIGURA 4-3 CONECTOR VETCO STANDARD H-4
pistões estão conectados ao anel CAM RING por

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meio de hastes, provocando ambas as forças de provê uma ação de destravamento para fora quando
travamento e destravamento, quando a pressão o conector é puxado.
hidráulica é aplicada.
Quando os pistões primários recebem fluido
pressurizado na sua parte superior, desce trazendo
juntamente o anel CAM RING que empurra os
mordentes (DOG's) travando o conector, e ao
receberem o fluido pressurizado na sua parte
inferior, sobem empurrando o anel Cam Ring e,
conseguintemente destravam o conector. Os pistões
hidráulicos secundários são a outra metade do total
dos pistões do conector e nos conectores fabricados
até 1981 não eram conectados ao anel Cam Ring,
portanto somente tinham a função de destravar.

4.2.1.3 Princípio de Operação do Conector Vetco H-4


Standard

Os mordentes (DOG's) são feitos a partir de um anel


usinado com perfil H-4 em um dos lados e com
conicidade do outro. Este anel é segmentado e são
colocadas molas entre os segmentos de tal forma
que na posição travado as molas são comprimidas e
FIGURA 4-7 DOG RING
os mordentes (DOG's) tomam a forma de um anel de
diâmetro próximo ao de sua usinagem.
4.2.1.4 Procedimento para análise da pressão de
destravamento

Os conectores VETCO H-4 podem apresentar


dificuldade no destravamento devido a desgaste,
falta de lubrificação, corrosão no mecanismo de
travamento ou obstrução do circuito hidráulico. Para
determinar se a pressão necessária para destravar o
conector mantém-se dentro dos limites aceitáveis, a
VETCO publicou a carta de valores aceitáveis (o
gráfico de barras deve ser usado para travamento
FIGURA 4-6 CAM RING COM PERFIL H-4
primário e secundário com 1500psi e 3000psi).
Sempre que for retirar o BOP do “test stump” o
Quando o anel CAM RING é movido para cima, conector deve ser destravado com o circuito
posição destravar, as molas expandem-se e forçam primário e com o circuito secundário,
os mordentes (DOG's) radialmente para fora ou seja, individualmente, e as pressões de destravamento de
os mordentes (DOG's) tomam a forma de um anel de cada circuito, devem ser analisadas com auxílio do
diâmetro maior possibilitando o desacoplamento do gráfico abaixo. Caso seja detectada qualquer
conector do mandril. Uma interface de 45º entre os anormalidade, deve-se proceder conforme as
mordentes (DOG's) e as ranhuras na face do mandril recomendações da VETCO.

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FIGURA 4-8 CARTA DE VALORES ACEITÁVEIS PARA PRESSÃO DE DESTRAVAMENTO

4.2.2 Conector Vetco High Angle Release através do sistema de POD’s ou sistemas back-up. O
sistema secundário com 06 pistões é suprido
Utilizado no LMRP de sondas DP pelo fato de hidrostaticamente. O sistema de destravamento
penetrar apenas 13” no mandril do STACK e permitir possui, cada um, 05 pistões e são abastecidos
desconexão com deflexão do riser até de 15 graus. hidraulicamente através do sistema de principal de
O sistema hidráulico primário de travamento é controle ou sistemas back-ups.
constituído de 04 pistões e supridos hidraulicamente

FIGURA 4-9 ESQUEMA HIDRÁULICO CONECTOR VETCO H

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4.2.3 Conectores HD, SHD e DHD H-4 (HEAVY 4.2.4 Conectores Cameron
DUTY)
Esses conectores para 15.000psi foram 4.2.4.1 Conector Cameron - Modelo HC
originalmente projetados com ângulo final de 3º, ver
exemplos na figura abaixo. O modelo HC surgiu do aperfeiçoamento do projeto
dos conectores COLLET, é atuado hidraulicamente
por um cilindro anular. Este tipo fornece pré-carga
de conexão muito maior que a disponível em
atuadores tipo pistão. O CONECTOR COLLET HC é
travado ao cubo do mandril através de segmentos
de travamento com a forma de garras.

FIGURA 4-10 SGD H-4 CONNECTOR

FIGURA 4-13 CONECTOR CAMERON TIPO HC

Estes segmentos formam um funil que guiam o


conector para o cubo do mandril e garantem a
conexão. Ao aplicar-se pressão de destravamento,
os segmentos giram na posição totalmente abertos
antes de sua liberação do cubo do mandril, para
FIGURA 4-11 H-4 CONNECTOR permitir que se desconecte mesmo com ângulos de
30 graus. Todos os conectores COLLET HC possuem
um reforço em aço inoxidável na superfície de
vedação que fica exposta à água do mar, e um
retentor hidráulico do anel AX para simplificar a
substituição do anel. Os anéis AX são encontrados
com ou sem anéis resilientes de hycar.
Todos os conectores COLLET têm um rasgo de
orientação usinado em seu interior para auxiliar na
orientação de suspensores de tubulação da
produção e seus componentes. Desta forma o
mesmo conector pode ser usado tanto em
operações de perfuração quanto de produção.
Os conectores COLLET HC podem ainda ser
equipados com um pistão de destravamento
FIGURA 4-12 H-4 CONNECTOR secundário.
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Os conectores COLLET CAMERON possuem uma dano se o conector não puder ser desconectado.
distribuição de pré-carga envolvendo somente três Outras características de projeto estão listadas
partes: A seção central do corpo, os segmentos de abaixo:
travamento e o cubo de travamento. Com uma dada  Ao assentar o conector, seus segmentos de
pré-carga aplicada conforme mostra a figura abaixo, travamento formam um funil que auxiliam a
o conector CAMERON pode suportar forças de centralizá-lo sobre o pino de conexão;
tração substancialmente maiores que nos outros  Na posição destravado os segmentos de
tipos de conectores. travamento são recolhidos com o propósito de
prevenir danos durante o assentamento do
4.2.4.2 Conector Cameron - Modelo 70 conector;
 Quando travado o conector, os segmentos de
Este conector possui muitas das características do travamento são apoiados por detrás em 360º
conector modelo HC, exceto seu acionamento por pela superfície cônica interna do anel atuador;
um conjunto de pistões hidráulicos de 5” em lugar  O cubo interno do conector e o cubo do pino
do cilindro anular. Estes pistões foram projetados mandril apoiam-se face a face, o que faz com
para receber 3.000 psi, no entanto, sua operação que o anel de vedação não seja submetido a
normal requer somente 1.500 psi de pressão de esforços com o travamento do conector;
acionamento.  As linhas de acionamento dos cilindros correm
internamente ao conector, protegendo o
funcionamento de todo o conjunto;
 De forma a assegurar que o conector pode ser
destravado sob qualquer circunstância,
somente seis cilindros hidráulicos atuam sobre
os segmentos de travamento no sentido de
travá-los, enquanto nove cilindros são usados
para destravar o conector. Para tornar isto
possível, todos os nove cilindros são fixados ao
anel atuador dos segmentos de travamento,
porém somente seis dos nove cilindros são
fixados ao prato inferior do conector. Assim, no
travamento, somente, estes seis cilindros
exercerão um esforço no sentido de puxar o
anel atuador para baixo. Contudo, no
destravamento, todos os nove cilindros,
FIGURA 4-14 CONECTOR COLLET - MODELO 70 contribuirão para empurrar o anel atuador. Isto
proporciona uma relação do travamento para o
destravamento de 1:1,8;
O conector CAMERON COLLET - MODELO 70 foi  Seis pinos guia se estendem, do prato superior
projetado para assegurar máxima confiabilidade e ao prato inferior, através de orifícios usinados
robustez. Uma característica muito importante no anel atuador, assegurando ao anel atuador
deste conector é que, ao contrário da maioria dos mover-se com precisão;
outros conectores, quando liberado de sua pressão  A saia externa do conector pode ser removida
hidráulica de travamento, ele pode ser pela retirada de seis parafusos sextavados,
desconectado mesmo com 30º ou mais de deflexão. permitindo um fácil acesso para limpeza e ou
Esta característica é especialmente desejável manutenção dos cilindros e do anel atuador;
quando a unidade de perfuração perde o  O conector pode ser destravado
posicionamento, ou precisa abandonar a locação. mecanicamente.
Sob estas condições, é possível que ocorra grande

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energiza, também contra o groove. Ver Fig. 4-


4.3 Anéis de vedação usados em BOP de 16;
superfície
 Sempre haverá um espaço (S-Standoff) entre os
São elementos de vedação utilizados entre as partes flanges fazendo com que o anel atue como
do cabeçal. São feitos de material mais mole do que elemento estrutural do conjunto (C). Ver o valor
o dos equipamentos a serem conectados para, do standoff no anexo 1;
quando apertados, se deformarem o necessário
para vedar.  Conforme a recomendação do API existe um
Pelo fato de sempre haver deformação resiliente no orifício (D), nos anéis RX-82 a RX-91, com função
anel é que não se deve reutilizar anéis. de equalizar as pressões, superior e inferior
A vedação é do tipo metal-metal, por isso não se agindo no anel, durante o aperto do mesmo, e
deve fazer a montagem do anel na sede utilizando que serve também como rota de escoamento
graxa, que devido a vibração do equipamento de graxa ou qualquer elemento sólido que possa
durante as operações, pode se deslocar provocando ter ficado no groove, durante o aperto.
folga da vedação.
O anel deve ser assentado a seco e limpo. Deve-se 4.3.3 Anel tipo BX
evitar pancadas na montagem do equipamento o
que poderá amassá-lo e comprometer a vedação. Do  Usado em flanges API tipo 6BX, com pressão de
mesmo modo não se deve usar "teflon" para auxílio trabalho de 5.000, 10.000, 15.000 e 20.000 psi
da vedação. e flanges especiais de 2.000 e 3.000 de 26 ½” e
Existem tabelas para a especificação do anel 30”;
conforme o flange utilizado (ver Anexo 01).
OBSERVAÇÃO: 5.000 psi a partir do tamanho nominal
4.3.1 Anel tipo R de 13 5/8".

 Usado em flanges API tipo 6B, ou seja, com  A vedação é realizada pela deformação do anel
pressão de trabalho de 2.000, 3.000, e 5.000 psi; contra grooves dos flanges, em suas faces
externas (A), e pela pressão do poço (B), que o
OBSERVAÇÃO: 5.000 psi até o tamanho nominal de energiza, também contra o groove. Ver Fig.4-
11". 17;
 Não possui standoff (S) entre os flanges. Assim
 A vedação é realizada pela deformação do anel o anel não atua como um elemento estrutural
contra os grooves dos flanges nos quatro do conjunto. A continuidade estrutural é
flancos do anel (A). Ver Fig. 4-15; conseguida pelo contato entre os flanges (C).
 Sempre haverá um espaço (S-Standoff), entre os o Após este contato existe um
flanges fazendo com que o anel atue como espaçamento entre os flanges de 1/8”
elemento estrutural do conjunto. Ver o valor do a ¼”, dependendo de qual seja o
standoff no Anexo 01. elemento estrutural. (No tipo estojado
pode não haver rebaixo de 1/8”).
4.3.2 Anel tipo RX
 Possui um orifício (D), com a função de equalizar
 Usado em flanges API tipo 6B, ou seja, com as pressões, superior e inferior, agindo no anel
pressão de trabalho de 2.000, 3.000 e 5.000 psi; durante o aperto caso a superfície do mesmo
venha a vedar contra o lado interno do groove,
 A vedação é realizada pela deformação do anel devido a extrusão do anel neste sentido.
contra os grooves dos flanges, em suas faces
externas (A), e pela pressão do poço (B) que o

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FIGURA 4-15 ANEL TIPO R

FIGURA 4-16 ANEL TIPO RX

FIGURA 4-17 ANEL TIPO BX

O anel de vedação VX, é capacitado para O anel de vedação do conector do Stack deve ser
10.000/15.000psi. Se a superfície de vedação sofrer pintado internamente com faixas pretas para criar
danos, é possível o uso de um anel especial com contraste facilitando sua verificação com ROV. Deve-
HYCAR (material resiliente). Esse material resiliente se pintar setas na parte interna do anel e o mesmo
especial (plástico) tende a escoar para as estrias e deve ser instalado no conector de forma que as setas
ranhuras da superfície de vedação danificada. apontem para o fundo do mar para identificação da

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face do anel que ficará em contato com a cabeça do


poço.

4.4 Anéis de vedação usados em BOP


submarino

 STANDARD (inox - cádimo);


 VX / VT;
 Simples HYCAR;
 Duplo HYCAR.
FIGURA 4-19 ANEL DE VADAÇÃO VGX GASKET
Em casos extremos, poderá ser utilizado chumbo ao
invés de hycar. O anel de vedação é preso ao
adaptador superior (TOP ADAPTER) do conector H-4
por quatro parafusos retentores que podem ser de
acionamento mecânico ou hidráulico. A substituição
do anel é feita desatarraxando os quatro parafusos
com sextavado interno (ALLEN) ou operando a
função release gasket (acionamento hidráulico).

OBSERVAÇÃO: Esta substituição também poderá ser


realizada no fundo do mar, com auxílio de ROV.
FIGURA 4-20 ANEL DE VEDAÇÃO VT GASKET
Um orifício indicador de vazamentos localizado no
adaptador superior (TOP ADAPTER) do conector
pode ser monitorado visualmente na superfície por 4.5 Conexões
uma câmera submersa.
4.5.1 Flanges

Para cada diâmetro de passagem e pressão de


trabalho existe um flange normalizado pela API onde
são especificados: anel de vedação, parafusos,
alturas e etc.
Existem tabelas e réguas apropriadas para a
determinação de qualquer elemento do flange.
O lubrificante utilizado nos parafusos é muito
importante uma vez que a maior parcela de torque
de aperto aplicado num parafuso é para vencer o
FIGURA 4-18 ANEL DE VEDAÇÃO VX GASKET atrito da rosca.
Como boa prática,
recomenda-se que antes da
montagem do equipamento,
as roscas dos parafusos
sejam limpas e lubrificadas
convenientemente com
graxa à base de zinco.
A sequência de aperto dos parafusos também é
muito importante, observando-se o aperto em
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“cruz” e o ajuste uniforme na montagem do flange cabeça do poço “WHC” precisa ter os seguintes
para melhor eficiência na vedação do anel. requisitos de segurança:
O flange não deve ser montado faltando parafusos  Sistema de pressurização das câmeras de
ou com parafusos de diâmetro menor que o travamento (back pressure);
especificado que implica na redução da pressão de  Sistema de destravamento remoto do anel de
trabalho. vedação da cabeça do poço (release gasket);
 Pintura da face interna do anel de vedação para
4.5.2 Clamps facilitar a visualização do mesmo com auxílio de
ROV e indicação com seta da face que ficará em
Constam de duas partes idênticas, semicirculares, contato com a cabeça do poço para facilitar a
instaladas uma de cada lado do ponto de conexão e identificação da face em situação de vazamento
conectadas entre si. conforme mostrado na figura abaixo.
As mesmas observações quanto à lubrificação dos
parafusos dos flanges se aplica aos parafusos do
clamp.
Existem tabelas de dimensões dos clamps conforme
o diâmetro e pressão de trabalho dos equipamentos.
Uma observação muito importante quando
conectando um clamp, é notar se as aberturas ficam
iguais dos dois lados e também com relação à parte
superior e a inferior da abertura, o que permite uma
vedação mais eficiente.
Os anéis usados neste tipo de conexão são do tipo
RX e BX.
FIGURA 4-22 PINTURA NA FACE DO ANEL

4.6.1 Sistema de pressurização das câmeras de


travamento (Back Pressure)

É mandatório em sonda DP que o conector da


cabeça do poço WHC (wellhead connector) possua
uma válvula de retenção pilotada (Pilot Operated
Check Valve - POCV) na linha de travamento do
conector ou outra forma alternativa que garanta a
manutenção de pressão na câmara de travamento
após uma desconexão de emergência do LMRP. O
sistema deve incorporar um acumulador para
manter a pressurização mesmo na ocorrência de
pequenos vazamentos após o EDS. Por outro lado o
sistema deverá também possuir como "back up"
FIGURA 4-21 CLAMP facilidades que possibilitem a despressurização do
"lock" com ROV permitindo o destravamento do
conector e a retirada do BOP "Stack" em caso de
4.6 Requisitos de segurança do conector falha da POCV. Para isso basta utilizar um "loop" de
da cabeça do poço linha hidráulica que possa ser facilmente cortado
com o ROV possibilitando ventilar a câmera de
travamento para o mar. A figura abaixo mostra o
Além da exigência da haste indicadora das posições circuito de operação da POCV.
travado (lock) e destravado (unlock) o conector da

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FIGURA 4-23 CIRCUITO DE OPERAÇÃO DA POCV

A figura abaixo mostra os requisitos de segurança do componente da válvula que promove esse
WHC. Após o travamento do conector ocorrendo trapeamento.
uma desconexão de emergência do LMRP (EDS) a
válvula trapeia o fluido mantendo o conector
travado com pressão de 1500psi. A "ball seal" é o

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5 CAPÍTULO - BOP TIPO GAVETA


5.2 Vedações do BOP de gavetas
5.1 Funcionamento
Um BOP de gaveta tem quatro áreas de vedação ou
Um BOP de gavetas tem duas partes principais: a) o selos para cada gaveta, responsáveis pela
corpo com conexões para as linhas kill e choke, as estanqueidade do poço após o fechamento. Essas
cavidades para as gavetas se movimentarem em seu vedações são: 02(duas) na gaveta (selo de topo e
interior; b) os bonnets que alojam o sistema selo frontal), 01(uma) na haste da gaveta
hidráulico. Os principais componentes "móveis" de (engaxetamento) e 01(uma) na superfície de contato
um BOP de gavetas são: as próprias gavetas, os entre a porta do “bonnet” e o corpo do BOP, as quais
pistões e as hastes dos pistões. O fluído hidráulico é serão descritas e mostradas a seguir.
injetado sob pressão na câmera de fechamento,
enquanto a câmara de abertura é despressurizada, 5.2.1 Vedações da gaveta
ventilada para o mar ou para a atmosfera,
permitindo o movimento do conjunto móvel e Uma gaveta tem duas vedações, uma frontal provida
direcionando as gavetas para a posição de pela gaveta contra a tubulação no poço e outra
fechamento. As gavetas trabalham dentro de um vedação superior contra a superfície superior da
bloco e quando fechadas isolam o poço. Devido à cavidade conforme a figura abaixo.
própria geometria de construção a pressão do poço
ajuda na vedação da gaveta, contra o corpo do tubo
e contra a parte superior da cavidade.
As gavetas possuem dispositivos de travamento que
atuam após o fechamento e por mecanismo
mecânico mantêm a gaveta fechada e vedando o
poço, mesmo após a remoção da pressão hidráulica
da câmara de fechamento. Este sistema deve ser
destravado preliminarmente à abertura da gaveta.
Como sabemos, sempre que uma câmara é
pressurizada a outra câmera automaticamente é
ventilada, descarregando o fluido hidráulico para o
fundo do mar. Os mecanismos de trava ("locks") das
gavetas podem ser acionados de forma automática
tanto para travar no fechamento quanto para
destravar, na abertura, ou de forma independente,
por acionamento manual através de volantes como
é comum nos BOP`s de superfície. No caso de BOP
de superfície com trava atuada por volante de
acionamento manual, não esquecer que para abrir a
gaveta, primeiro é preciso destravá-la girando o
volante em sentido ante-horário e somente depois
dessa operação é que a gaveta deverá ser acionada
para abrir com o sistema hidráulico.
Os preventores de gavetas são projetados para
suportar pressão de baixo para cima, é o sentido útil
de bloqueio para o controle do poço. No entanto FIGURA 5-1 SELO FRONTAL DA GAVETA
eles também podem vedar de cima para baixo, com
restrições, em situações especiais, devendo ser
consultado o manual do operador.

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5.2.2 Vedação da porta do "bonnet"

É conseguida através do uso de um selo (anel)


especialmente configurado para o alojamento
existente na face da porta. Esse anel previne que
fluidos do poço vazem entre o corpo do BOP e a
porta da gaveta, para o fundo do mar. A integridade
deste selo é tão importante quanto a vedação da
própria gaveta para a segurança das operações de
controle de poço e portanto deve ser substituído
toda vez que o "bonnet" for aberto. FIGURA 5-2 SELO DA PORTA DO "BONNET"

5.2.3 Vedação da haste da gaveta (engaxetamento) conforme mostrado na figura. O anel espaçador é
colocado próximo ao anel de vedação e a seguir o
É conseguida através do uso de um anel tipo "lip anel de retenção que se expande para dentro de seu
seal" ou "chevron" (formato de vários "V" alojamento. O selo da haste pode ser substituído
superpostos), localizado interiormente na porta da sem a remoção do conjunto do cilindro.
gaveta, entre o cilindro e a superfície da porta em Em BOP submarino não pode ser feita a "vedação de
contato com a parte interna do corpo do BOP. Sua emergência" ou "secundária" da haste (injeção de
função é prevenir que fluidos do poço entrem na massa vedante). Portanto ao ser detectado
câmara de abertura do cilindro ou que o fluido de vazamento de fluido hidráulico através do "orifício
acionamento hidráulico seja perdido para o poço. A chorão ou weep hole" ("port" de verificação da
substituição é realizada removendo a gaveta, os haste) ou perda de fluido para dentro do poço o BOP
anéis de retenção e o espaçador que retêm o anel deve ser retirado para substituição do selo. Daí a
de vedação ou selo da haste. O novo selo deve ser importância de uma boa manutenção.
colocado com os "lábios" no sentido do poço,

FIGURA 5-3 VEDAÇÃO DA HASTE DA GAVETA (ENGAXETAMENTO)

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5.3 Tipos de gavetas

5.3.1 Gaveta de tubos de diâmetro fixo ("Pipe


Rams" ou PR)

A gaveta de tubos do tipo fixa ("size" fixo) possui


uma abertura semicircular com um diâmetro
interno específico, projetada para fechar contra
tubulação com determinado diâmetro externo
(uma gaveta de tubo de 5” só veda em tubulação
FIGURA 5-6 GAVETA DE DIÂMETRO FIXO CAMERON
de 5”, por exemplo). Não se recomenda fechar
uma gaveta fixa sem tubulação no poço, pois
pode danificar o elemento vedante devido à sua 5.3.2 Gavetas de tubos de diâmetro variável
expansão excessiva. Quando utilizadas para a ("Variable Bore Rams" ou VBR)
operação de "hang-off" o "tool joint" do drill pipe
sempre fica apoiado na estrutura metálica da Possibilitam vedação em determinada faixa
gaveta. Existem tabelas que especificam a ("range") de diâmetros de tubulação. Exemplo:
capacidade máxima de "hang off" de uma gaveta "range" de gaveta 3 ½” x 5 ½” da figura. Deve-se
(carga suportada em libras), a depender do ressaltar contudo que quanto maior o "range"
fabricante, do modelo e do diâmetro da mesma. operacional de uma gaveta variável, embora
A figura seguinte mostra gavetas fixas dos teoricamente vantajoso com relação à
principais fabricantes. versatilidade do equipamento, maiores as
limitações de uso, principalmente no que se
refere à redução da capacidade de carga para
"hang off" e na incerteza de vedar com a pressão
de trabalho do BOP. Por exemplo uma gaveta
com "range" de 3 1/2" a 7" ou 7 5/8", embora
atenda a praticamente qualquer escopo
operacional na perfuração ou na completação,
terá dificuldade para resistir a um teste de
estanqueidade com 10.000psi ou 15.000psi
quando fechada contra um tubo de 3 1/2", ou de
forma análoga suportar elevada carga de "hang
FIGURA 5-4 GAVETA DE DIÂMETRO FIXO SHAFFER
off" com coluna de diâmetro pequeno. Isso
ocorre pelo fato de uma grande área de
"borracha" ficar exposta, com a coluna ou "tool
joint" afastados das partes metálicas da gaveta,
e agrava-se com o tempo de uso devido ao
desgaste e perda de resiliência do elastômero.
Por essas razões, recomenda-se os ranges 3½” x
5” ou 5½” para operações de perfuração,
completação ou intervenções (workover) e o
FIGURA 5-5 GAVETA DE DIÂMETRO FIXO HYDRILL range 5” x 6 5/8” ou 7” para perfuração de poços
de longo afastamento (extended reach) com drill
pipes de diâmetro 5 ½” ou 6 5/8”. As gavetas
variáveis de gerações mais recentes apresentam
maior capacidade de carga de hang-off devido a
mudanças de concepção no projeto o ombro do

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tooljoint se apoia diretamente sobre os incertos fechando o poço tanto sem coluna quanto
de aço em vez de apoiar sobre a borracha, eventualmente cortando a coluna de perfuração
conforme pode ser visto na VBR da Hydrill em situações de emergência tais como a perda
mostrada abaixo. de posição de uma sonda de posicionamento
dinâmico “DP”. Além disso deve garantir a
estanqueidade do poço não apenas para impedir
o fluxo de fluidos da formação para o fundo do
mar (situação crítica em perfuração sem margem
de segurança de riser, podendo resultar em
"blow out") quanto em zonas depletadas impedir
a invasão do poço pela água do mar após a
desconexão do LMRP ocasionando severos
danos às formações produtoras.
Devem entretanto serem observadas as
limitações da gaveta cega-cisalhante no
FIGURA 5-7 GAVETA VARIÁVEL SHAFFER
planejamento das operações. Elas são projetadas
para cisalhar a parte central de um tubo de
perfuração, o corpo, ou seja, não devem ser
acionadas com interferência no reforço do tubo
“up-set” ou no "tool joint".
Além disso, embora todas as gavetas cegas-
cisalhantes devam ser capazes de cisalhar
revestimentos de 5 1/2" e 7", nem todas
conseguem cisalhar revestimento de 9 5/8". Em
um BOP de "size" 18 3/4" isso deve ser exigido no
FIGURA 5-8 GAVETA VARIÁVEL HYDRILL mínimo para revestimentos 9 5/8" - 47 lb/ft -
P.110, porém em um BOP de 16 3/4" não é
possível cortar 9 5/8" com gaveta cega-
cisalhante em testes na superfície, sem tração.
Isso ocorre porque o amassamento do
revestimento ultrapassa a largura da face
cortante da gaveta nesse BOP de pequeno
diâmetro interno, fazendo com a gaveta penetre
no revestimento. Não significa contudo dizer que
seja impossível efetuar "EDS" com corte de
revestimento 9 5/8" em BOP de 16 3/4", já que
no fundo os esforços de tração e flexão tende a
FIGURA 5-9 GAVETA VBR CAMERON quebrar um tubo já parcialmente cortado.
Entretanto nessas situações recomenda-se a
5.3.3 Gaveta cega-cisalhante ("Blind Shear utilização de um EDS sem fechamento de gavetas
Rams" ou BSR) ou seguir o procedimento de desconexão
existente para cada tipo de sonda. As figuras
É a gaveta mais importante do conjunto BOP abaixo mostram uma gaveta cega-cisalhante.
responsável por fechar o poço, principalmente
em situações críticas, isolando-o do meio
exterior e constituindo-se em um importante
componente da barreira de segurança. A gaveta
cega-cisalhante deve exercer sua função

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lâminas de material e geometria especiais.


Entretanto não proporcionam estanqueidade,
ou seja, não são gavetas cegas. Na prática são
instaladas em BOP´s de pelo menos 5 cavidades,
imediatamente abaixo da gaveta cega-cisalhante
convencional, atualmente obrigatórios em
sondas com escopo exploratório tendo em vista
a possibilidade de perfuração de poços sem
margem de segurança de riser. O objetivo é
preservar esta última de possíveis danos
FIGURA 5-10 GAVETA CEGA CISALHANTE "HYDRILL"
oriundos do corte de tubulação e ao mesmo
tempo garantir que qualquer revestimento até
13 3/8" além de "drill pípes" até 6 5/8", HW
"heavy wall" possam ser cortados. A seqüência
de "EDS" é programada de tal modo que ocorre
primeiro o fechamento da "Super Shear", a qual
se encarrega de cortar a tubulação, e logo após
um retardo "delay time" adequadamente
projetado ocorre o fechamento da BSR,
fechando e selando o poço e garantindo a
efetividade da barreira de segurança. Este
FIGURA 5-11 GAVETA CEGA-CISALHANTE "SHAFFER V-SHEAR" processo confere redundância e aumento
apreciável de confiabilidade.
A Agência Americana “BOEMER” que substituiu o
“MMS’ após o blowout no campo de Macondo,
está exigindo para operação marítima BOP
submarino com 6 cavidades sendo 2 gavetas
cegas-cisalhantes e 1 super-cisalhante.
O único inconveniente da utilização dessas
gavetas é o aumento no tempo da seqüência de
EDS em função do grande volume de fluido
hidráulico necessário para atuar completamente
os pistões da "Super Shear", tornando
praticamente inviável uma operação de
desconexão de emergência do LMRP em lâminas
dáguas menores que1000m. O API recomenda
tempo máximo para completar a sequência do
EDS de até 90 segundos. Essa limitação pode ser
FIGURA 5-12 GAVETA CEGA-CISALHANTE "CAMERON"
contornada instalando "boosters" hidráulicos
Gavetas Cega (Blind) e Cegas-Cisalhantes (Blind para reduzir o tempo de atuação ou quando isto
Shear Rams) não for possível retirar a SSR da seqüência em
poços abaixo de certa lâmina d´água, calculada
5.3.4 Gaveta super-cisalhante (Casing Shear em função do máximo ângulo para desconexão
Rams - CSR ou Super Shear Rams - SSR) segura do LMRP em uma sonda DP em deriva
causada por "black out" ocorrido quando a
São gavetas cisalhantes de grande capacidade de unidade encontra-se no limiar do "offset"
corte o que se consegue com sistema hidráulico máximo para alarme vermelho, sob
dimensionado para alta razão de fechamento e

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efeito da resultante de determinadas condições


oceano-meteorológicas. Todavia nesse caso a
SSR pode continuar disponível, com atuação
independente ("manual"), para aplicações
específicas (descida de revestimento, por
exemplo).
A gaveta supercisalhante de fabricação Shaffer é
denominada "Casing Shear Rams" e as da
FIGURA 5-13 GAVETA SUPER CISALHANTE HYDRILL
Cameron e da Hydrill são denominadas de "Super
Shear Rams". É importante observar certas
limitações: a CSR da Shaffer só garante o corte de
tubos de perfuração com diâmetro externo
acima de 4 1/2" (ao fechar permanece um
orifício central por onde passa o corpo de um
tubo de 3 1/2", por exemplo), ao passo em que
as gavetas da Hydril e Cameron (CSR e SSR) não
têm essa limitação. Porém nenhuma "Super
Shear" é capaz de cortar "tool joint" de "drill
pipe" ou BHA, e isso precisa ser levado em conta
no planejamento das operações em sondas DP. A
figura a seguir mostra duas gavetas super
FIGURA 5-14 GAVETA CSR SHAFFER
cisalhantes, uma Hydrill e uma Shaffer.

5.3.5 Operação de “Hang off”


parte das colunas de dril pipes ou tubings
Tanto as gavetas de diâmetro fixo como as de quando em determinadas operações ou em
diâmetro variável, permitem operação de “Hang situações de emergência, onde se faz necessário
off” que consiste na sustentação do peso de o corte das mesmas.

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5.3.6 Sistema de trava das gavetas sistema hidráulico em seus pistões.


Normalmente, isso acontece em situações de
Todo BOP submarino tipo gaveta deve ter um desconexão de emergência do LMRP em sondas
sistema de trava automático das gavetas com ou navios de posicionamento dinâmico. Cada
finalidades de manter a gaveta fechada e fabricante tem seu tipo e modelo de sistemas de
vedando o poço e ainda sustentar a coluna de trava de gavetas conforme será descrito e
perfuração (hang off), mesmo sem atuação do mostrado a seguir.

5.3.6.1 Travas de BOP SHAFFER

Os BOP´s de gaveta Shaffer mais utilizados em pressões de 5.000 psi, 10.000 psi e 15.000 psi. O
unidades flutuantes são os tipos SL e SLX. O SL NXT lançamento mais recente da Shaffer está
está disponível na classe de pressão de 3000psi a disponível no diâmetro de 18 3/4" x 15.000 psi.
15.000psi e diâmetro de 7 1/16" a 21 1/4". O fabricante SHAFFER tem os seguintes sistemas
O modelo SLX está disponível nos diâmetros de de trava: Pos-lock, Multilock e Ultra-lock e suas
13 5/8" x 15.000psi e diâmetro de 18 3/4" nas versões.

FIGURA 5-15 BOP DE GAVETAS SHAFFER COM TRAVA POS-LOCK E PRINCIPAIS PARTES

5.3.6.1.1 TRAVA POS-LOCK aplicação de uma pressão de fechamento que


desloca o pistão até que as borrachas das
No sistema pos-lock a trava é atuada próximo ao gavetas se encontrem ocorrendo um aumento
final do curso do pistão quando os selos frontais na pressão de fechamento para o valor regulado.
das gavetas se encostam. O princípio de Neste ponto os segmentos “trava” (locking
funcionamento consiste basicamente na segment) se encontram perto da sede de
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travamento (locking shoulder) localizada na lock. O projeto original do Pos-lock trabalha com
parede interna do cilindro e com a aplicação de 4 segmentos de trava defasados de 90º, dois
uma pressão maior (normalmente uma pressão desses segmentos foram modificados para o
hidráulica de fechamento de 1.500psi ou sistema multilock, aumentando-se o chanfro do
2.100psi para os BOP`s de 15.000psi x 11” e de diâmetro externo. Esses dois segmentos travam
15.000psi x 13 3/8”), a borracha da gaveta é primeiro no tubo de maior diâmetro. O cone
comprimida e os segmentos “trava” (locking trava foi modificado introduzindo um rebaixo de
segment) se movimentam em direção radial forma que os outros dois segmentos “trava”
para fora do pistão e se encaixam na sede de fiquem aí alojados quando os dois primeiros
travamento (locking shoulder) devido a força estão travados.
exercida pelo deslocamento do cone de
travamento (locking cone) dentro do próprio 5.3.6.1.3 TRAVA ULTRA-LOCK
pistão. Após os segmentos “trava” se moverem o
cone de travamento avança bloqueando A trava ultra-lock da Shaffer foi projetada para
qualquer retração dos segmentos travando as travar a gaveta em qualquer diâmetro de tubo
gavetas na posição fechada. A mola (spring) atrás dentro de um determinado range, similar às
do cone de travamento evita que o mesmo possa travas dos fabricantes Cameron e Hydrill. Neste
vibrar e sair da posição travada. sistema não existe anel de trava, mas um pistão-
Na abertura das gavetas com aplicação de trava que se desloca internamente ao pistão que
pressão na câmera de abertura a operação é está preso à haste da gaveta. Quando a gaveta
inversa à operação de fechamento. A pressão de atinge seu curso final no fechamento este pistão-
abertura força o cone de travamento retroceder trava se desloca promovendo o travamento.
comprimindo a mola o qual permite por sua vez Compõem também o sistema o locking segment
que os segmentos de travamento se e o locking rod.
movimentem radialmente para dentro,
destravando a gaveta e permitindo o
deslocamento do pistão no sentido de abrir a
mesma.

FIGURA 5-17 SISTEMA DE TRAVA ULTRA-LOCK


FIGURA 5-16 SISTEMA DE TRAVA POS-LOCK

5.3.6.2 Trava do BOP Hydrill


5.3.6.1.2 TRAVA MULTILOCK
O sistema de trava do BOP de gavetas de
Este sistema foi desenvolvido para permitir o fabrificação Hydrill utilizado em unidades
travamento do pistão em dois diâmetros de flutuantes é o tipo MPL (Multiple Position Lock)
gavetas ou duas posições. Isto foi conseguido possuindo um sistema automático cujo
com modificações no projeto original do Pos- travamento e destravamento são controlados

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por um mecanismo de engrenagem unidirecional


e uma porca de trava.
A engrenagem unidirecional mantém a porca e a
gaveta na posição travada até que o mecanismo
seja desacoplado pela aplicação de pressão
hidráulica de abertura da gaveta. Essa pressão
desacopla as placas frontal e posterior e a
engrenagem, para permitir que a porca de trava
gire e a gaveta abra. Como a gaveta e o pistão
movem-se para a posição de abrir a gaveta, a
porca de trava e a placa frontal da engrenagem
giram livremente.
A haste do conjunto do pistão possui dois tipos
de roscas: em uma extremidade da haste, rosca
ACME a esquerda, é usada para enroscar a haste
no pistão; na outra extremidade uma rosca FIGURA 5-19 COMPONENTES DA TRAVA MPL
helicoidal que possibilita um deslocamento de
um pé a cada 3 voltas.
5.3.6.3 Travas de BOP Cameron

A Cameron tem três tipos de travas usadas nos


“BOP`s de gaveta” submarinos modelos “U”, “U-
II”, TL e Ram Lock. Essas travas são:

 A trava wedge lock com acionamento


independente do acionamento da gaveta,
utilizada nos modelos de BOP U e U-II;
 A trava wedge lock com acionamento
automático conjugado com o acionamento
da gaveta utilizada no modelo de BOP TL;
 A trava Ram Lock utilizada no modelo de
BOP de última geração que recebe o mesmo
nome da trava “BOP Ram Lock”.

5.3.6.3.1 TRAVAS DOS BOPS U E UII

Esses modelos de BOP Cameron utilizam o


sistema de trava wedge lock, o qual consiste em
uma haste em forma de cunha transversal a
haste da gaveta, porém com sistema de
acionamento independente da gaveta, ou seja,
primeiro aciona-se a gaveta para fechar e
somente após o fechamento da mesma é que se
aciona a trava. É um sistema muito simples e com
a vantagem de travar a gaveta em qualquer
diâmetro de tubo, dentro de um determinado
range.
FIGURA 5-18 SISTEMA DA TRAVA DO BOP HYDRILL

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FIGURA 5-20 BOP DE GAVETA CAMERON TIPO U OU UII COM TRAVA WEDGE LOCK

5.3.6.3.2 TRAVA DO BOP TL deslocamento de uma haste menor cujo fluido


de acionamento atua concomitantemente.
Neste modelo de BOP o sistema de trava é o O modelo TL é uma versão melhorada dos
wedge lock, porém com acionamento modelos U e UII e está disponível nos diâmetros
automático e conjugado com a gaveta, ou seja, de 13 3/8" x 10.000psi e 18 3/4" nas pressões de
quando se aciona a gaveta, automaticamente a 5000psi, 10.000psi e 15.000psi mostrado na
trava é atuada após o seu fechamento. Logo que figura abaixo. Quanto aos blocos de gavetas
o pistão alcança o seu curso final a haste na sua pode ser: simples, duplo ou triplo.
parte anterior do pistão é travada pelo

FIGURA 5-21 SISTEMA DE TRAVA WEDGE LOCK COM ACIONAMENTO AUTOMÁTICO

5.3.6.3.3 TRAVA DO BOP RAM LOCK internamente como ocorre com os dos
fabricantes Shaffer e Hydrill e recebe a mesma
Este modelo de BOP não utiliza o sistema de denominação da trava “BOP de gaveta Ram
trava wedge lock. É um lançamento de última Lock”.
geração da Cameron cujo travamento é feito

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FIGURA 5-22 BOP DE GAVETA COM TRAVA RAM LOCK

5.3.6.3.4 TRAVAMENTO MANUAL BOP DE


SUPERFÍCIE

Após o acionamento hidráulico, usar os volantes


de acionamento manual girando-os a direita para
que as hastes recuem até que o ressalto ou
ombro tope na cabeça do cilindro. Cada haste de
trava possui um ombro interno e a cabeça do
cilindro possui um encaixe para esse ombro. O
travamento se completa quando o ombro
penetra e topa nesse encaixe.
No caso do BOP de gaveta da Cameron, após o
acionamento hidráulico, o travamento consiste FIGURA 5-24 TRAVAMENTO MANUAL BOP HYDRIL
no avanço da haste de travar até topar no pistão
a frente. Após o travamento a gaveta não abre
em caso de pane no sistema hidráulico. Fig. 5-23

FIGURA 5-23 TRAVAMENTO MANUAL BOP CAMERON FIGURA 5-25 TRAVAMENTO MANUAL BOP SHAFFER

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a) Fechamento manual b) Abertura da gaveta quando fechada


(1) Colocar a válvula de acionamento manualmente
hidráulico na posição fechada ou (1) Colocar a válvula de fechamento
quebrar as duas linhas de acionamento hidráulico na posição aberta ou quebrar
(a de fechar e a de abrir). É necessário a linha de fechar;
que câmara de abertura esteja (2) Girar a haste de trava para a esquerda
despressurizada ou ventilada; até ela topar (retornar 1/8 de volta após
(2) Girar a haste de trava para a direita ela topar);
enquanto se mover. Com isso estará (3) Aplicar pressão hidráulica para abrir.
deslocando a gaveta para a posição de Essa é a única maneira da gaveta ser
fechar e ao fim do deslocamento a aberta.
gaveta estará travada.

OBSERVAÇÃO: O fechamento manual não é um


sistema confiável em virtude da demora. A
principal função deste sistema é o travamento.

5.4 Razões de operação essa pressão atuando no interior do corpo do


BOP.
Um BOP de gaveta é projetado para fechar Chamam-se razões de operação,
qualquer gaveta de tubo contra a pressão denominadas de razão de fechamento ou razão
nominal atuando no seu interior. Seja por de abertura, as razões entre as áreas de atuação
exemplo um BOP de gaveta 18 ¾” x15000psi no da pressão de acionamento sobre o pistão e a
test stump com a gaveta cega-cisalhante fechada resultante das áreas de atuação da pressão do
e sendo testada com uma pressão de 15 000psi. interior do BOP sobre a gaveta, na direção
Qualquer outra gaveta abaixo da gaveta cega- transversal à haste da mesma.
cisalhante, ao ser acionada deverá fechar com

FIGURA 5-26 RAZÃO DE OPERAÇÃO SOBRE O PISTÃO

5.4.1 Razão de fechamento Á𝐫𝐞𝐚 𝐝𝐨 𝐩𝐢𝐬𝐭ã𝐨


𝐑𝐅𝐂 =
Á𝐫𝐞𝐚 𝐝𝐚 𝐡𝐚𝐬𝐭𝐞
A razão de fechamento de um BOP de gavetas
(RFC) é a razão entre a área de operação do As razões de fechamento “RFC”, variam,
pistão onde a pressão hidráulica de fechamento geralmente, entre 6:1 e 10:1, dependendo do
pode ser aplicada (área do pistão) e a área da fabricante e do modelo do BOP e podem ser
seção transversal da haste do pistão (área da usadas, por exemplo, para a determinação da
haste). pressão hidráulica requerida para fechar uma
gaveta contra uma pressão conhecida do poço.
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As perdas friccionais não serão consideradas 5.4.2 Razão de abertura


nesses cálculos.
Para o dimensionamento do volume de Quando o BOP de gaveta está fechado a pressão
acumuladores do sistema de controle do BOP do poço atua somente em uma pequena área em
conforme o API RP 16E a pressão mínima frente aos blocos de gavetas que mudam o efeito
necessária para fechar um BOP de gavetas contra resultante da força de abertura comparada com
a pressão nominal de trabalho no interior do BOP a força de fechamento. Para abrir a gaveta com a
stack, excluindo-se a gaveta cisalhante, é máxima pressão do poço atuando no BOP stack a
definida em função da razão de fechamento do pressão hidráulica de abertura requerida deve
BOP, conforme a fórmula abaixo. gerar uma força que supere a força de
fechamento, bem como algumas perdas por
𝐌á𝐱𝐢𝐦𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬ã𝐨 𝐝𝐨 𝐩𝐨ç𝐨 𝐧𝐨 𝐁𝐎𝐏 𝐬𝐭𝐚𝐜𝐤 fricção. A razão de abertura de um BOP de gaveta
𝐏𝐌𝐅 =
𝐑𝐅𝐂 é a razão entre a área de atuação da pressão no
pistão e a resultante do diferencial de área do
 PMF: Pressão mínima de fechamento bloco de gavetas após o fechamento, ou seja, a
área exposta à pressão do poço.
EXEMPLOS: Determinar a pressão mínima
necessária para fechar uma gaveta de tubo dos Área de atuação da pressão do pistão
BOPs de gavetas abaixo, contra a máxima RAB =
Área exposta à pressão do poço
pressão atuando em seus interiores.
Máxima pressão do poço no BOP stack
1) BOP de gaveta Cameron 18 3/4" x 10.000 psi, PMA =
RAB
modelo U-II:
Tem-se:  PMA: Pressão mínima para de conseguir
Razão de Fechamento (RFC) tabelada = 7,4:1 abrir o BOP.
Máxima pressão esperada no BOP stack = 10.000
psi
Então:
PMF = 10.000 / 7,4 = 1.531 psi

2) BOP de gaveta Cameron 18 3/4" x 10.000psi,


modelo TL:
Tem-se:
Razão de Fechamento (RFC) tabelada = 10,3:1 FIGURA 5-27 ESQUEMA DE PRESSÕES NO PISTÃO
Máxima pressão do poço no BOP stack = 10.000
psi
Então: Após o fechamento das gavetas a pressão do
PMF = 10.000 / 10,3 = 970 psi poço atua para manter a gaveta fechada.

3) BOP de gavetas Hydrill 18 3/4" x 15.000psi, EXEMPLOS: Determinar a pressão mínima


com trava MPL: necessária para abrir uma gaveta de tubo dos
Tem-se: BOPs de gavetas abaixo, contra a máxima
Razão de Fechamento (RFC) tabelada = 7,27:1 pressão atuando em seus interiores.
Máxima pressão do poço no BOP stack = 15.000
psi 1) BOP de gavetas Cameron 18 3/4" x 10.000 psi,
Então: modelo U:
PMF = 15.000 / 7,27 = 2.063 psi

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Durante o manuseio ou transporte dos E.S.C.P’s,


os flanges devem ficar devidamente protegidos
EXEMPLOS (CONTINUAÇÃO): por uma chapa de aço ou madeira. Essa proteção
Tem-se: evita danos na sede do anel de vedação. Ver Fig.
Razão de Abertura (RAB) tabelada = 3,7:1 5-28.
Máxima pressão do poço no BOP stack, após o
fechamento = 10.000 psi
Então:
PMA = 10.000 / 3,7 = 2.702 psi

2) BOP de gavetas Hydrill 18 3/4" x 15.000psi,


com MPL:
Tem-se:
Razão de Abertura (RAB) tabelada = 2,15: 1
Máxima pressão do poço no BOP stack = 15.000
psi
Então: FIGURA 5-28 TRANSPORTE DO BOP DE GAVETA
PMA = 15.000 / 2,15 = 6.976 psi

Se a pressão de abertura deste BOP é de 1.500


psi, a máxima pressão do poço com a qual se
poderia abrir este BOP seria: 1.500 x 2,15 = 3.225
psi

OBSERVAÇÃO: Não se deve abrir uma gaveta


submetida a diferencial de pressão. Deve-se
drenar primeiro a pressão para zerar o
diferencial e somente depois abrir a gaveta.

5.5 Cuidados no transporte de BOP de


gaveta

Os preventores com orelhas de içamento


fundidas no corpo devem ser içados enrolando-
se uma corrente ou um cabo, de resistência
suficiente, ao redor da orelha.
Nos preventores sem orelha de içamento,
colocar uma correia ou corrente ao redor da
porta plana tão próximo do corpo quanto
possível. Elevar o preventor fixando essa
corrente ao cabo de içamento.
Nunca levantar o preventor pelos cilindros. Estes
não foram projetados para suportar os esforços
na suspensão do BOP.
Isso danificará os cilindros, o conjunto pistão
e/ou haste de gaveta e impedirá sua operação
correta.

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6 CAPÍTULO - BOP TIPO ANULAR


6.1 Função do BOP anular

O BOP Anular tem como função principal fechar


o poço em qualquer situação, independente da
coluna que esteja sendo usada, isto é, todos os
formatos e dimensões de haste de perfuração FIGURA 6-3 ANULAR CAMERON
(Kelly), comandos, drill pipes, tool joint,
Tipo de BOP’s anulares
revestimento e cabos de aço, exceto contra
estabilizadores, reamers e hole openners, como
também, permitir a realização de operações de 6.2 Funcionamento
stripping (movimento de coluna com o BOP
O elemento de vedação é posicionado sobre o
fechado e o poço pressurizado).
pistão contrativo topando no alojamento
Pela sua versatilidade deve ser o primeiro
superior ou no cabeçote. A pressão de
preventor do conjunto BOP a ser acionado para
acionamento aplicada na câmera de fechamento
o fechamento do poço em kick. Os principais
desloca o pistão para cima e este força o
fabricantes são: Shaffer, Cameron e Hydrill. As
fechamento radial do elemento de vedação ao
figuras mostram os tipos de BOP anular desses
redor do tubo comprimindo a borracha. Com a
fabricantes. Os fabricantes não garantem
pressurização da câmera de abertura e alívio da
vedação contra comando espiralado, embora na
pressão da câmera de fechamento o pistão é
prática, não se tenha conhecimento desse tipo
deslocado para baixo e o elemento de vedação
de falha.
naturalmente retorna à posição original pela
descompressão da borracha. Um elemento de
vedação tem até 45 minutos para a retração
total, conforme o API.
A pressão do poço auxilia na vedação sendo que
em alguns modelos de BOP anular fabricados
pela Hydrill, este auxílio é relevante se
comparado com os demais fabricantes. O BOP
anular pode trabalhar imerso não possui sistema
de trava e por esta razão não confere ao controle
do poço a mesma segurança de um BOP de
FIGURA 6-1 ANULAR SHAFFER gaveta, que, como sabemos, tem sistema de
trava que garante a vedação do poço caso ocorra
uma perda total do sistema de controle.
A pressão de acionamento varia em função dos
dois seguintes parâmetros: diâmetro do tubo
posicionado em seu interior e da pressão do
poço. Os anulares de fabricação Shaffer e
Cameron trabalham com pressão de fechamento
de 1.500 psi, variando para menos quando se
trata de revestimento. Como vimos no parágrafo
anterior, o BOP Hydrill tira bastante proveito da
pressão do poço para auxílio na manutenção da
FIGURA 6-2 ANULAR HYDRIL vedação.

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Se operado corretamente e com pressões de usada quando a borracha natural e a nitrila


acionamento adequadas, o BOP anular é um não atenderem as condições de operação. É
componente muito importante do conjunto BOP, identificada por uma faixa verde e número
devido a sua grande versatilidade de aplicação e de série com sufixo “CR” se for do fabricante
simplicidade funcional. Dispõe basicamente de Hydril;
apenas duas partes móveis: o pistão e o  Natural: É um composto natural para uso em
elemento de vedação, este, conhecido como lama base água e temperatura entre -35ºC
unidade vedadora ou borracha do BOP. As partes e +107ºC. Em cor preta é identificada por
fixas são: a parte superior (tampa, alojamento um número de série com uma letra de
superior ou cabeçote), a parte inferior (corpo) e código “R” ou “NR”, se for do fabricante
o sistema de anéis de vedação internos (o-rings). Hydril.
Existe um desgaste normal do elemento de
vedação, devido ao seu esmagamento contra a 6.4 BOP anular Shaffer
coluna de perfuração, embora esteja em
condição estática, e em operações de stripping Devido ao formato interior da tampa superior ser
ou ainda devido à deterioração provocada pelos em forma de uma calota esférica, esses BOP´s
fluidos do poço. Embora o BOP anular seja são conhecidos também como esféricos. O
projetado para fechar o poço sem coluna em seu pistão em forma de "S" empurra a borracha para
interior, deve-se evitar essa operação tendo em cima e o formato esférico da tampa ou
vista o alto desgaste provocado. alojamento superior força a borracha a fechar
radialmente. Os insertos de aço têm como
função controlar a extrusão da borracha e fazer
6.3 Material do elemento de vedação
o contato “metal x metal” com a superfície da
tampa em forma de calota esférica reduzindo o
Existem três tipos de elementos de vedação atrito e desgaste da borracha.
quanto ao material utilizado na sua fabricação:
borracha natural, borracha de nitrila e de 6.4.1 Modelos de BOP anular Shaffer
neoprene. As duas últimas são compostos
sintéticos. Cada um desses elementos têm Em função da fixação da tampa ao corpo
características diferentes quanto ao fluido de principal, podem ser:
perfuração utilizado e as temperaturas do
ambiente e do fluido.  Wedge-cover spherical BOP: quando a
tampa ou alojamento superior é preso no
 Nitrila ou Buna-n: É um composto sintético corpo principal através de acunhamento;
para uso em lama base óleo, para ponto de
anilina entre 74OC e 1180C e temperatura
entre -7oC e 880C. Identificada por uma
faixa vermelha, com número de série e
sufixo “NBR” (é menos atacada pelo H2S).
Esse código de cores é do fabricante Hydrill;
 Neoprene: Para baixas temperaturas e lama
base óleo. Temperaturas entre -35oC e
770C. É melhor que a borracha natural para
lama base óleo. Tem melhor elasticidade
que a nitrila para baixas temperaturas, mas
é afetada por alta temperatura. Pode ser FIGURA 6-4 WEDGE SPHERICAL BOP

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 Dual Wedge-cover Spherical BOP: quando


tem dois elementos de vedação.

FIGURA 6-5 BOLTED COVER SPHERICAL BOP

 Bolted-cover spherical BOP: quando a tampa


ou alojamento é preso por parafusos,
conhecido também por cabeçote travado; FIGURA 6-6 DUAL-COVER SPHERICAL BOP

6.4.2 Pressão de acionamento função do diâmetro do revestimento conforme


mostra a tabela abaixo. Este ajuste da pressão
A pressão de acionamento deve ser de 1.500psi além diminuir o desgaste prematuro da
quando para fechar ao redor de um tubo de até borracha, previne quanto ao colapso do
7” de diâmetro. Para descida de revestimentos a revestimento.
pressão de acionamento deve ser ajustada em

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6.4.3 Componentes de um BOP anular Shaffer

As figuras seguintes mostram em vista explodida, os componentes dos BOP´s anulares Bolted Cover, Wedge
Cover e Wedge Dual Cover.

FIGURA 6-7 BOLTED COVER FIGURA 6-8 WEDGE COVER

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FIGURA 6-9 WEDGE DUAL COVER

6.4.4 BOP anular rotativo Shaffer todos os componentes que são requeridos
quando em perfuração sub-balaceada. A
O BOP rotativo tipo 79 da Shaffer é uma cabeça convencional perfuração overbalanced
rotativa que veda firmemente ao redor do kelly, geralmente tem um efeito negativo sobre a
drill pipe, drill colar, tubbing ou revestimento. produtividade e custo do poço, devido a danos
Pode ser usado em áreas susceptíveis de Kicks ou na formação. Em face disto a indústria de
Blowouts ou quando se circula com gás ou ar. O petróleo está agora voltando-se para métodos
PCWD é o mais recente lançamento da Shaffer. tais como a perfuração Underbalanced para
É um BOP rotativo para aplicação em perfuração incrementar a produtividade e reduzir o custo
sub balanceada. Este sistema modular inclui global do poço. Fig.6-10

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 Benefícios do PCWD:  Elemento de vedação:


o Pressão de teste: 10.000 psi; o Durabilidade no stripping;
o Pressão de trabalho: 5.000 psi; o Inserto: Metálico reforçado.
o Rotação: 200 rpm.

FIGURA 6-10 PCWD

FIGURA 6-11 BOP ROTATIVO SHAFFER

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6.5 BOP Anular Hydril

6.5.1 Modelos de BOP Anular Hydril

 Preventor anular modelo “MSP”, não é


utilizado em sondas flutuantes;
 Preventor anular modelo “GK”, não é
utilizado em sondas flutuantes;
 Preventor anular modelo “GX”, utilizado em
sondas flutuantes;
 Preventor anular modelo “GL”, utilizado em
sondas flutuantes.

As figuras seguintes mostram os modelos mais


utilizados. A Hydril fabrica também o BOP anular
duplo e o BOP anular com a flex joint acoplada.

FIGURA 6-14 BOPS ANULARES COM DUPLO ELEMENTO DE


VEDAÇÃO E COM FLEX JOINT ACOPLADA

6.5.2 Componentes dos BOPs Hydril modelos


GL e GX
FIGURA 6-12 BOP MODELO GL

As figuras mostram os componentes dos BOP´s


GL e GX. Observa-se que a conicidade do
elemento de vedação é invertida em relação aos
BOP´s da Shaffer. O elemento de vedação topa
no cabeçote travado numa placa denominada
placa de desgaste.

FIGURA 6-13 BOP MODELO GX

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FIGURA 6-15 COMPONENTES DOS BOPS ANULARES GL E GX

6.5.3 Funcionamento do BOP anular Hydril função de impedir a extrusão excessiva da


borracha. No fechamento ocorre primeiramente
Quando a câmera de fechamento é pressurizada a formação de um seio na borracha. As figuras
o deslocamento do pistão para a posição seguintes mostram o elemento de vedação nas
superior força o elemento de vedação fechar. posições aberta e fechada.
Os insertos de aço exercem uma importante

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BOP anular na posição:


(A) Aberta (B) Fechando (C) Fechado

6.5.4 Generalidades sobre o BOP Anular GL até 800 pés reduz a pressão de fechamento
da câmera principal para 67% do valor
O BOP Hydril GL foi projetado e desenvolvido requerido.
tanto para operações de superfície quanto para
operações submarinas. A unidade vedadora
oferece fechamento completo à pressão máxima
de serviço contra poço aberto ou contra o que
estiver no interior do BOP, tais como a tubulação
de perfuração e revestimentos. Não ocorre
vedação se fechada ao redor de estabilizadores,
reamer etc. As características do GL são
especialmente vantajosas para perfuração de
poços submarinos profundos.
As câmeras secundárias, uma exclusividade do
BOP GL, proporcionam a esta unidade uma
grande flexibilidade na sua ligação de controle e
b) Este arranjo de instalação do BOP anular
funciona como câmera de fechamento de
Hydril GL recomendado para lâmina d’água
reforço aumentando os fatores de segurança em
maior que 800 pés reduz a pressão de
situações críticas, tais como altas pressões e
fechamento da câmera principal para 33%
back-up de outros equipamentos. Esta câmera
do valor requerido. Aumenta o volume e o
pode ser ligada de maneiras diferentes
tempo de fechamento.
apresentando as seguintes vantagens:
 Volumes mínimos de fluidos de abertura e
fechamento;
 Redução da pressão de fechamento;
 Compensação automática para efeitos de
pressão hidrostática em água profunda;
 Operação como segunda câmera de
fechamento.

6.5.4.1 Arranjos de interligação das câmaras

a) Este arranjo de instalação do BOP anular


Hydril GL recomendado para lâmina d’água

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6.5.4.2 Análise gráfica tipo GL que possui uma câmera secundária


conectada à câmera de abertura. As figuras
Nos BOPs de fabricação Hydril a pressão do poço seguintes mostram os gráficos para fechamento
incrementa a força na unidade de vedação. O do BOP anular GL 18 3/4"x5000 psi e o gráfico de
fabricante fornece os gráficos para cada tipo de ajuste de pressão considerando-se a
BOP anular que dão os valores para os quais profundidade d´água e peso do fluido de
serão reduzidas as pressões de fechamento em perfuração e gráfico das pressões de fechamento
função da pressão do poço. No caso dos BOPs do anular GX 18 3/4" x 5000psi e 10.000 psi.

GRÁFICO DO BOP ANULAR HYDRIL GL 18 3/4" x 5000 psi

Incremento de pressão devido a lâmina d´água


GRÁFICO DO BOP ANULAR HYDRIL GX 18 3/4" x 10000psi

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6.5.5 Tipos de borrachas de BOP anular Hydrill  Borracha de nitrilo (composto sintético):
Para ser usada em lama base óleo. Para
 Borracha natural: Para ser usada em lama operar em temperatura entre -1ºC e 82ºC.
base água. Para operar em temperaturas Em cor vermelha é identificada por um
entre - 35ºC e 107ºC. Em cor preta é número de série com uma letra de código
identificada por um número de série com "NBR";
uma letra de código "R" ou "NR";
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 Borracha de neoprene: Para ser usada em OBSERVAÇÃO: A presença de H2S e CO2 não afeta
lama base óleo. Para operar em a seleção do elemento de vedação a ser utilizado.
temperaturas entre -35ºC e77ºC. Em cor O H2S e o CO2, normalmente, reduzem a vida útil
verde é identificada por um número de série dos elementos de borracha, porém, a maneira de
com uma letra de código "N" ou "CR". selecionar o elemento de vedação Hydril deve
ser em função do tipo de fluido de perfuração
utilizado. Ver o manual do fabricante.

FIGURA 6-16 BORRACHA NATURAL FIGURA 6-17 BORRACHA NITRILO FIGURA 6-18 BORRACHA NEOPRENE

6.5.6) Pressões de acionamento de BOP anular de superfície

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FIGURA 6-19 GRÁFICOS DAS PRESSÕES DE FECHAMENTO

6.6 BOP anular Cameron Comparando-se os elementos de vedação dos


BOP´s Hydril, Shaffer e Cameron, nota-se que o
6.6.1 Modelos de BOP Cameron elemento de vedação do BOP Cameron não tem
conicidade como acontece com os outros
Podem ser do tipo DL e D, sendo que o mais fabricantes. Os insertos de aço que controlam a
utilizado em unidade flutuante é o modelo DL extrusão da borracha também são de formato e
que pode ser simples, com um só elemento de posicionamento diferentes.
vedação ou duplo, com dois elementos de
vedação.

FIGURA 6-20 BOPS ANULARES MODELOS DL SIMPLES E DUPLO

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6.6.2 Funcionamento do BOP anular Cameron O fluído hidráulico é direcionado para a câmara
de fechamento e força o pistão e a placa de
No BOP anular Cameron a pressão de arraste para cima contra o Donut. A placa de
fechamento é de 1500psi independente do arraste comprime o Donut fazendo com que o
diâmetro da tubulação no qual fechará. A Donut se expanda para dentro. O deslocamento
pressão do poço não afeta a pressão de para dentro do Donut força o Packer em direção
fechamento assim sendo não existe redução da do centro do furo.
pressão de fechamento em função da pressão do Na abertura, o fluido hidráulico é direcionado
poço. A pressão de fechamento deve ser para a câmera dentro de abertura para forçar o
aplicada continuamente no sistema operacional pistão e a placa para baixo. Quando a placa de
para segurar o packer na posição fechada. Esta arraste é afastada, o Donut retorna à sua forma
independência da pressão do poço permite ao natural, permitindo que o packer retorne
operador o controle do esforço da borracha na também à sua posição natural completamente
tubulação e pode aumentar consideravelmente aberta, conforme a figura abaixo.
a vida útil do packer quando BOP é usado em
“Stripping”.

A) Elemento de vedação
completamente aberto;

B) Elemento de vedação fechado


numa tubulação;

C) Elemento de vedação fechado


sem tubulação (C.S.O).

6.6.3 Componentes do BOP anular Cameron

Na figura abaixo observa-se os componentes de um BOP anular da Cameron com as principais partes
nominadas.

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6.7 Operações de stripping com BOP deve ser dimensionada levando-se em


anular consideração a pressão hidrostática da água do
mar, geralmente a pressão na superfície fica na
A operação de stripping é a operação mais severa faixa de 500psi a 600psi. Deve-se consultar o
a que se pode submeter um BOP anular. Trata-se manual do operador.
da movimentação da coluna com o BOP anular
fechado e o poço pressurizado, podendo ser EXEMPLO: Calcular a pressão de pré-carga de
descendo a coluna, stripping in ou retirando a nitrogênio para um acumulador de stripping de
coluna, stripping out. um BOP anular cuja lâmina d`água de operação
Em BOP submarino faz-se necessário a instalação será 2000m e o fabricante recomenda 600psi
de um acumulador na linha de fechamento do como pressão de pré-carga inicial.
preventor anular para evitar aumentos Ppc = Pi + 1,45 psi/m x LA = 600 + 1,45 x 2000 =
excessivos de pressão durante uma operação de 3500 psi
STRIPPING devido a passagem dos tool joints
pelo BOP. A pressão de pré-carga de nitrogênio

FIGURA 6-21 OPERAÇÃO DE STRIPPING COM UM BOP ANULAR SHAFFER

A vida mais longa da unidade vedadora é obtida de pressão prolongando assim, a vida da unidade
ajustando a pressão na câmera de fechamento vedadora. A válvula reguladora de pressão deve
ao nível suficientemente baixo para manter a ser ajustada para prover e manter a pressão
vedação na tubulação com um pequeno apropriada na câmera de fechamento. Caso a
vazamento de fluido de perfuração ao passar o válvula reguladora de pressão não reaja com
tool joint pela unidade vedadora. Este suficiente rapidez para permitir controle efetivo,
vazamento de fluido de perfuração indica a mais deve-se instalar um acumulador (amortecedor
baixa pressão de fechamento possível para um de pulsos de pressão) na linha de controle da
mínimo de desgaste da unidade vedadora e câmera de fechamento ao lado do BOP. Pré
fornece lubrificação para a movimentação da carrega-se o acumulador até 50% da pressão de
tubulação de perfuração pela unidade vedadora. fechamento necessária. A figura abaixo mostra
O stripping lento do tool joint’s reduz os golpes este esquema para um BOP da Shaffer.

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FIGURA 6-22 ACUMULADOR DE STRIPPING

O gráfico da figura abaixo aplica-se aos diversos reduzida conforme o gráfico para valores
BOP´s da Shaffer mostrando a pressão inicial de compatíveis com a pressão do poço em que
fechamento para a operação de stripping. ocorrerá a operação de stripping e o diâmetro
Lembrando que a pressão de fechamento em dos tubos que serão utilizados na operação.
operação normal é de 1500 psi devendo ser

FIGURA 6-23 GRÁFICO PARA OPERAÇÃO DE STRIPPING PARA O BOP ANULAR SHAFFER

Na operação submarina de qualquer BOP anular Consequentemente, a pressão de fechamento é


a pressão hidrostática da coluna de fluido de igual à pressão de fechamento de instalações de
perfuração no “riser” exerce uma força de superfície mais uma pressão compensadora (∆P)
abertura sobre a unidade vedadora. para contrabalançar a força de abertura causada
pela coluna de fluido de perfuração.
A câmara secundária do BOP anular GL deve ser aproveitamento das vantagens do BOP GL. As
ligada por três métodos diferentes para o melhor superfícies das câmeras de abertura e
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fechamento são iguais e portanto, a pressão câmera de abertura. O amortecedor de picos de


hidrostática não produz efeito diferencial. Duas pressão pode ser eliminado na câmera de
dessas maneiras de ligação necessitam ajuste da abertura, caso o circuito de controle de fluido de
pressão de fechamento por pressão adicional (∆ descarga opere sem queda excessiva de pressão.
P) para compensar a pressão hidrostática da Este amortecedor de picos de pressão evita esses
coluna de fluido de perfuração no “riser” (função picos repentinos de pressão dentro do BOP
da lâmina da água e da densidade do fluido de durante o stripping de tool joint’s da coluna de
perfuração). perfuração, enquanto o BOP está vedando com a
Uma técnica de ligação de contrabalanço pressão do poço. A pressão ideal de fechamento
compensa automaticamente o efeito das que resulta na maior vida da unidade vedadora
operações submarinas. A superfície da câmera permite um pequeno vazamento de fluido de
secundária é igual à superfície sobre a qual atua perfuração durante a passagem da tubulação
a pressão hidrostática da coluna de fluido de pela unidade vedadora, para garantir que haja
perfuração. Assim quando a câmera secundária lubrificação enquanto a tubulação passa pela
se acha ligada ao “riser” a força de abertura unidade vedadora e que está operando a um
exercida pela coluna e fluido de perfuração se nível mínimo de tensão. A menor pressão de
acha automaticamente contrabalançada. fechamento efetiva resultará na mais longa vida
Um amortecedor de picos de pressão (um da unidade vedadora. A figura abaixo mostra os
acumulador de aproximadamente 10 galões) arranjos de instalação do acumulador de
deve ser ligado à câmara de fechamento e à stripping.

Quando operando com o anular


Cameron o mesmo cuidado é
requerido quanto a passagem dos tool
joints pelo elemento de vedação sendo
necessário ajuste na pressão de
fechamento conforme o gráfico da
figura seguinte. Como ocorre com o
BOP Shaffer a pressão inicial de
fechamento em operação normal é de
1500 psi.

FIGURA 6-24GRÁFICO PARA OPERAÇÃO DE STRIPPING


PARA O BOP ANULAR CAMERON

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7 CAPÍTULO - CHOKE MANIFOLD E VÁLVULAS


 10.000 psi ou 15.000 psi, a depender da
7.1 Funções do Choke Manifold em pressão de trabalho do BOP tipo gaveta;
Sistema BOP Submarino  Ter entradas laterais de 2” para conexões
externas com a unidade de cimentação ou
A principal função do choke manifold é permitir outras operações;
o controle do poço, localmente ou remotamente  Ter conexão com o stand pipe manifold;
criando perdas de cargas localizadas nos chokes  Ter a câmera de expansão dividida em duas
para pressurizar ou despressurizar o poço e seções;
direcionar os fluidos efluentes do poço para o  Ter saídas em cada seção da câmera de
separador atmosférico, ou para o queimador, ou expansão para o trip tank e stripping tank,
para o trip tank/stripp tank ou ainda para uma para o separador atmosférico e para uma
das linhas de ventilação do diverter. Se a linha de das linhas de ventilação do diverter;
ventilação do diverter tiver separador  Todas as válvulas instaladas antes dos
atmosférico, a conexão da linha proveniente do chokes (a montante) e inclusive os chokes,
choke manifold com esta linha, deve ser a pertencem ao “up-stream” do choke
montante do separador. manifold e devem ter a mesma pressão de
trabalho do BOP de gavetas;
7.1.1 Arranjo do Choke Manifold BOP  As válvulas instaladas depois dos chokes (a
submarino jusante) pertencem ao “down-stream” e
devem ter pressão de trabalho pelo menos
O choke manifold para águas profundas e/ou
igual a 50% da pressão do BOP de gavetas;
ultra-profundas deve atender os seguintes
 As linhas devem ser redundantes para
requisitos:
funcionarem indistintamente como: “choke
line”, “kill line” ou como linha de
 As linhas de kill ou choke devem permitir
monitoramento de pressão;
circulação nos sentidos de retorno do poço
o Choke line quando utilizada para
ou no sentido de injeção no poço, ou seja,
circular retornando do poço para a
projetadas para serem utilizadas como kill
sonda;
line ou como choke line;
o Kill line quando utilizada para circular
 Ter pelo menos dois chokes em cada lado e
bombeando da sonda para o poço;
pelo menos um dos chokes, de cada lado,
o Linha de monitoramento quando
deve ser de acionamento remoto;
utilizada para monitorar as perdas de
 Ter redundâncias de barreiras nas interfaces
carga na choke line durante a circulação
de alta pressão com baixa pressão. de kicks.
Exemplos: Nas interfaces com o Stand Pipe
Manifold, com a atmosfera e com a câmera
 Cada linha, “choke line” ou “kill line”, deve
de expansão;
dispor de um choke ajustável hidráulico e
 Ter pelo menos um sensor de pressão
um choke ajustável de acionamento manual;
isolado por válvula tipo gaveta, na chegada
 Deve dispor de manômetros locais para
de cada linha, kill e choke, para
permitirem o monitoramento de pressão do
monitoramento das pressões da cabine do
anular do poço pelas linhas “kill line”, “choke
Sondador;
line” e pressão do interior da coluna no
 Ter um painel com três manômetros para
“stand pipe manifold”;
leitura local de pressão da kill, da choke line
 O choke manifold HPHT (WP = 15 Kpsi) deve
e do stand pipe manifold, preferencialmente
atender os seguintes requisitos:
com fundos de escala de: 1000psi, 5000psi e
o Pontos de injeção de inibidor de hidrato
(MEG ou monoetilenoglicol) a
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montante dos chokes na kill line e choke chokes para permitir a manutenção durante
line; a circulação de um kick e por essa razão têm
o Pelo menos uma válvula gaveta a sentido útil de bloqueio de pressão contrário
montante de cada choke deve ser de ao sentido do fluxo do poço.
acionamento remoto;
o Nipple de erosão a jusante dos chokes. 7.1.2 Descrição de seus componentes

 O “down-stream” do choke manifold deve Os principais componentes de um choke


permitir alinhamento do poço pelo menos manifold serão descritos a seguir:
para os seguintes locais:
o Separador atmosférico;
o Trip tank;
o Stripping tank;
o Linhas de ventilação do diverter.

 O choke manifold deve permitir interligação


com o “stand pipe manifold” e o “cement
manifold” para permitir a realização das
seguintes operações:
o Realização de teste de absorção (leak
off test);
o Aplicação do método volumétrico
dinâmico.

 Na condição normal de operação para o


fechamento do poço pelo método brusco
(“hard shut-in method”) o BOP deve
permanecer alinhado com a “choke line”,
“choke manifold” e separador atmosférico;
 Todas as válvulas do alinhamento do BOP
até o separador atmosférico na condição
normal de operação para o fechamento do
poço pelo brusco (“hard shut-in method”)
devem permanecer abertas, exceto as
válvulas submarinas (“fail safe close”) e os
FIGURA 7-1 CAMERON GATE VALVE
“chokes”;
 Todas as válvulas do alinhamento para o 7.1.2.1 Válvula gaveta
fechamento do poço pelo método brusco
(“hard shut-in method”), que devem É um dos principais componentes onde se
permanecer abertas na condição normal de permite fazer todas as opções de arranjos
operação, seus volantes devem ser pintados possíveis, tais válvulas devem ter classe de
na cor verde; pressão compatível com o ESCP, e permitir
 Não devem ser usados vedação nos dois sentidos de bloqueio,
“sensores/transmissores” de pressão que tradicionalmente o diâmetro da válvula não deve
transmitam o valor real da pressão para os ser jamais inferior a 3” para evitar restrição e,
painéis de controle nos postos de trabalho; consequentemente, uma maior perda de carga
 As válvulas instaladas imediatamente após na superfície.
cada choke, tem a finalidade de isolar os
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de ser operado manualmente sendo que para


7.1.2.2 Choke de acionamento remoto controle de kick manualmente se faz necessário
um mini painel instalado no choke manifold com
É uma válvula que permite a variação de sua leitura das pressões das linhas de kill, choke e
abertura por acionamento local ou pressão do stand pipe.
remotamente controlada através de uma
unidade de controle (painel de controle de kick)
localizada na cabine do sondador. Seu diâmetro
de passagem quando totalmente aberta não
deve ser inferior a 1 1/2” para não gerar perda
de carga excessiva na vazão reduzida de
circulação do kick. É importante que toda saída
de chokes seja protegida por um nipple de
erosão, evitando assim o desgaste prematuro de
válvulas que instaladas imediatamente após a
saída dos chokes. Todo choke remoto deve ter
redundância em sua operação, inclusive FIGURA 7-2 CHOOKE MANUAL INSTALADO
podendo ser operado manualmente em caso de
rompimento das mangueiras do sistema de
controle.

FIGURA 7-3 MINI PAINEL

7.1.2.4 Sensores de pressão

São os elementos que fazem as tomadas para as


leituras de pressão, constituindo-se assim em
elementos de grande importância do conjunto
choke manifold. Os manômetros devem ser
localizados em cada lado do choke manifold, ou
seja, nas linhas de kill e choke, como também nas
câmaras de expansão em poços HPHT.
Tradicionalmente os sensores de pressão são do
tipo pistão e hidráulicos ou conjugado com
transdutores, praticamente o tipo com
7.1.2.3 Choke de acionamento manual diafragma não deve mais ser usado devido a
indução de erros e baixa confiabilidade
É uma válvula com as mesmas características do operacional.
choke de acionamento remoto com a diferença

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São instrumentos que medem pressão


manométrica que é o diferencial de pressão
entre a pressão absoluta e a pressão
atmosférica. Servem para monitorar
diretamente as pressões na superfície em todas
as operações do poço: perfuração completação,
intervenções e testes, dentre outras, tais como
controle de poço em kick, etc. Os manômetros
locais devem ser especificados para serviço
pesado e anti vibratórios, localizados um em
cada lado das linhas de kill e choke e na câmera
ou câmeras de expansão em poço HPHT. As
conexões dos manômetros têm que ser do tipo
integral não sendo recomendas conexões
rosqueadas. A escala dos manômetros locais não
deverá exceder a 100 psi por divisão. O ideal é o
uso de sistemas de manômetros analógicos em
cascata com precisão de leitura de 10 psi.

7.1.2.5 Manômetros

Nipple de erosão é um tubo de paredes


reforçadas instalado imediatamente após a saída
dos chokes com o objetivo de prevenir desgaste
das peças imediatamente após os chokes, por
erosão devido as altas velocidades dos fluidos.

7.2 Choke Manifold e Válvulas de BOP


de Superfície

7.2.1 Operação

Tem como função dirigir e controlar o fluxo para


o caminho desejado. Sua operação deve ser
perfeitamente entendida. Deve-se efetuar uma
inspeção diária pois o mesmo deve estar
preparado para uso a qualquer momento. Sua
operação consiste em passar o fluido vindo do
poço por um dos estranguladores de fluxo,
controlando assim a contra-pressão (perda de
carga) que se quer dar ao fluido, aumentando-a

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ou diminuindo-a conforme se desejar,  O conjunto deve ser mantido preparado


direcionando-o após isso para o tanque de lama para uma operação de emergência. A
(desgaseificador), queimador ou tanque de sequência de válvulas, na qual deve estar o
surgência. estrangulador hidráulico, devem ser
mantidas abertas e seus volantes pintados
7.2.2 Recomendações de verde para sua fácil identificação. No caso
do fechamento do poço em situação de
Para um bom desempenho, o conjunto de emergência basta abrir a válvula HCR da
válvulas de estrangulamento deve atender às linha de estrangulamento, e dessa maneira
seguintes recomendações: evita-se um possível bloqueio instantâneo
da pressão. No caso de se adotar o
 Para conjuntos com pressão de trabalho de procedimento soft de fechamento;
5.000 psi ou mais, deve possuir um mínimo
de 3 válvulas de estrangulamento ajustáveis, OBSERVAÇÃO: No procedimento hard os
sendo uma delas de acionamento chokes ajustáveis permanecem fechados.
hidráulico, e para pressões menores, no
mínimo duas válvulas de estrangulamento  Deve ser posicionado em local de fácil
ajustáveis; acesso e fora da subestrutura;
 Deve ter um manômetro instalado em uma
OBSERVAÇÃO: Algumas unidades com posição tal que permita registrar as pressões
pressão de trabalho de 5.000 psi ou mais do fluido antes que passe em um dos
possuem choke simétrico, com dois choke estranguladores e possa ser substituído sem
ajustáveis e dois hidráulicos. interrupção do fluxo;
 A pressão de trabalho das válvulas a
 Toda linha do conjunto deve ter duas montante dos estranguladores deve ser
válvulas de bloqueio, isto é, para que se compatível com a dos preventores de
possa reparar um elemento qualquer do gavetas, enquanto aquelas à jusante dos
conjunto. Sempre se tem uma válvula de estranguladores podem ser de pressão -
serviço a ser fechada antes do elemento e a menor. Na Fig.7-4 tem-se os tipos
outra de segurança/reserva caso haja recomendados para 3.000 psi.
alguma falha na primeira;

FIGURA 7-4 CONJUNTO DE VÁLVULAS DE ESTRANGULAMENTO - 3000 PSI

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7.2.3 Identificação do fluxo e áreas de alta e


baixa pressão 7.2.4.2 Válvula Tipo M-20 - 3000/5000 psi

7.2.3.1 Em condições normais Suas características principais estão mostradas


na Fig.7-5
A injeção de lama é feita pelo interior da coluna
e retorna pelo anular, saindo pela flow line. A a) Funcionamento:
pressão do fluido na injeção é aquela que lemos A Vedação é proporcionada pela
no bengala. Isto significa que os equipamentos compressão da sede, que possui um
de superfície estão pressurizados. Na flow line elemento plástico de vedação (KY-NAR),
temos fluido que retorna à pressão atmosférica; contra a gaveta, pela utilização da pressão
da linha.
7.2.3.2 Em condições de controle de poço Uma mola “belleville” situada atrás da sede,
à montante da gaveta, projeta-a contra a
Neste caso o fluxo é feito pela linha do choke ou gaveta dando início a vedação. Quando a
linha de estrangulamento, visto que o BOP está gaveta está fechada a pressão da linha força-
fechado. A linha de estrangulamento está sob a contra a sede à jusante, vedando-a. Ao
pressão, conforme a indicação no manômetro do mesmo tempo a sede à montante da gaveta,
choke. Em condições dinâmicas, a jusante do atua como um pistão, forçando, pela ação da
choke ajustável, temos o fluido com baixa pressão da linha, o elemento plástico de
pressão porém superior à atmosférica. vedação contra esse lado da gaveta.
O aumento de pressão sempre aumenta a
7.2.4 Válvulas e Chokes vedação entre as sedes e a gaveta, estando
essa aberta ou fechada. Se houver
7.2.4.1 Válvulas de gaveta tipo-FMC vazamento por essas vedações é possível
energizar a sede a jusante da gaveta, como
São válvulas cuja abertura e fechamento são será mostrada adiante.
realizados pelo o movimento de uma gaveta de
aço no sentido perpendicular ao fluxo. A gaveta
possui uma abertura central que permite o fluxo
com a abertura plena. Em algumas válvulas deve
ser observada a direção de bloqueio de pressão
para que sua correta instalação possa realizar a
vedação.

a) Recomendações:
 Nunca usar uma válvula de gaveta para
regular um fluxo. Utilizá-la sempre
totalmente aberta ou totalmente fechada.
Para regulagem de fluxo deve ser usado um
estrangulador;
 Quando abrir ou fechar uma válvula de
gaveta, sempre retorne o volante ¼ de volta FIGURA 7-5 VÁLVULA DE GAVETA - M 20 5.000 PSI
das posições totalmente aberta ou fechada; b) Direção de bloqueio:
 Nunca usar “mão de força” ou outro artifício Observar, sempre na instalação, a direção
para aplicar uma força excessiva ao volante. de bloqueio de pressão. Existe uma seta
Se a válvula não abrir ou fechar com externa, gravada no corpo da válvula,
facilidade é porque existe algum problema. indicando essa direção.
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A diferença primária entre uma válvula M20- Observar sempre na instalação a direção de
5.000 psi para uma válvula de 2.000 e 3.000 bloqueio de pressão. Existe uma seta
psi consiste na existência de um alojamento externa, gravada no corpo da válvula,
da haste de balanceamento que as de indicando essa direção.
menores pressões não possuem. Podem
também ser fornecidas com rosca até o
diâmetro de 3 1/8” Fig.7-5 e 7-6

FIGURA 7-7 VÁLVULA DE GAVETA - M 30 - 10.000, 15.000


PSI

7.2.4.4 Tipo M-40 - 20.000 psi

FIGURA 7-6 VÁLVULA DE GAVETA M 20 - 3.000 PSI Está disponível nas dimensões de 1” a 3 1/16”. A
vedação é metal-metal. Fig.7-8
7.2.4.3 Tipo M-30 - 10.000 / 15.000 psi
.

Suas características principais estão mostradas


na Fig.7-7.

a) Funcionamento:
É idêntico à válvula M-20, porém a vedação
é metal-metal da sede contra a gaveta pela
utilização da pressão da linha. Possui duas
molas “belleville” atuando na sede a
montante da gaveta.
Sendo a vedação de tipo metal-metal não
existe elemento plástico (KYNAR) para ser
energizado por injeção de plástico (TEFLON).
Os orifícios de acesso às sedes são para
injeção de graxa para a lubrificação das
mesmas o que irá diminuir o torque de
abertura ou fechamento de válvula.
FIGURA 7-8 VÁLVULA DE GAVETA TIPO M-40 - 20.000 PSI

b) Direção de bloqueio:

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7.2.4.5 Válvulas da série 100

a) Válvula M-120 - 2.000 / 3.000 e 5.000 psi:


É uma válvula simétrica que veda o fluxo em
ambas as direções. O movimento da gaveta
se processa sem o deslocamento da haste,
somente com sua rotação, visto que a rosca
encontra-se na própria gaveta.
A vedação é do tipo metal-metal entre sedes
e gaveta, sem insertos resilientes,
lubrificantes ou injeção de vedantes. Uma
mola “belleville” situada atrás de cada sede
projeta-as contra a gaveta de modo a dar
início a vedação que é aumentada com o
acréscimo da pressão.
Cada sede possui um perfil duplo de vedação
FIGURA 7-9 VÁLVULA DE GAVETA M-120 - 2.000 / 3.000 E
metal-metal na face posterior. Quando a
5.000 PSI
válvula é fechada, a pressão atuante sobre a
gaveta força a sede contra o alojamento b) Válvula M-130 - 10.000 / 15.000 psi:
gerando a vedação por pressão. A vedação Como antes, a M-30, a vedação desta
da haste é proporcionada por um conjunto válvula é metal-metal com a diferença de
de gaxetas, e além dessa vedação ela possui que veda em ambos os sentidos. Está
outra secundária, tipo metal-metal que é disponível nas pressões de 10.000 e 15.000
realizada da seguinte maneira: após a psi. No movimento para abrir ou fechar a
válvula ser fechada, deve-se afrouxar válvula, a haste não se desloca
ligeiramente a capa do bonnet e em seguida verticalmente e sim a gaveta. As válvulas de
girar o volante no sentido de fechar até que 10.000 psi estão disponíveis nos diâmetros
o ressalto existente na haste tope no de 1 13/16” a 6 3/8”. As de 15.000 psi nos
bonnet, proporcionando assim a vedação diâmetros de 1 13/16” a 3 1/16”.
secundária nesse ponto. Com a gaveta baixa
ao máximo, a haste é mecanicamente
travada nessa posição. A estanqueidade da
vedação é verificada através do bujão de
dreno do bonnet.
A Fig. 7-9 mostra uma válvula M-120. Pode
se observar que a haste gira com o volante
ao passo que a rosca do parafuso é na
posição invertida comparada com a válvula
M-20. Quando o volante gira a haste gira
sem movimento na vertical ao passo que a
gaveta é que se movimenta verticalmente,
no sentido de abrir ou fechar conforme o
giro do volante.
FIGURA 7-10 VÁLVULA M-130

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c) Válvula M-140 - 20.000 psi: rotação da mesma sempre que a válvula


A diferença para a válvula M-40 é que não é operada. Essa rotação sempre coloca
tem sentido de bloqueio e a rosca na haste nova parte da sede nos pontos de maior
de acionamento, como acontece com as desgaste prolongando sua vida útil. O
válvulas M-120 e M-130, fica na parte movimento é provocado por um
inferior da válvula. No acionamento a haste sobressalto na parte inferior da gaveta;
não se move e sim a gaveta. Está disponível (2) Conjunto de gaveta, sede e placa
nos diâmetros de 1” a 3 3/16”. retentora. Que podem ser rapidamente
e facilmente substituída sem precisar
d) Válvula Cameron Tipo - F: de ferramentas especiais;
Na Fig. 7-11 estão suas principais (3) Gaveta;
características. (4) Mancais de escora axiais, que absorvem
as cargas na abertura e fechamento da
gaveta, reduzindo os esforços para essa
movimentação;
(5) Sistema de vedação da Haste. Permite
que a capa superior possa ser removida
mesmo com pressão na cavidade da
válvula, se houver necessidade de
trocar os rolamentos ou substituição do
sistema de atuação da haste;
(6) A haste é dotada de uma saliência que
se encaixa em um apoio no bonnet,
fornecendo uma vedação secundária da
haste e permitindo a troca da vedação
da haste sob pressão;
(7) Pino de segurança, que não permite
torques inadvertidamente elevados na
haste. Ele se rompe antes de qualquer
outro elemento interno;
(8) Bujão sangrador;
(9) Corpo.

FIGURA 7-11 VÁLVULA CAMERON TIPO - F 7.2.4.6 Válvula de gaveta - Shaffer


 Funcionamento:
É uma válvula com sede dupla, isto é, a A válvula de gaveta tipo B é uma válvula
vedação se dá em ambos os sentidos e é do disponível nas pressões de 5.000 / 10.000 e
tipo metal-metal. Quando a válvula é 15.000 psi, de acionamento manual, tanto na
fechada, a pressão atuante sobre a gaveta posição aberta como fechada deve se retornar o
força-a contra a sede gerando a vedação volante cerca de ¼ de volta. A haste fica presa ao
metal-metal por pressão sem inserto volante com rosca na extremidade inferior, para
resiliente, lubrificantes ou injeção de as válvulas de pressão 5.000 e 10.000. Nas
vedantes. válvulas de 15.000 psi, a rosca da haste fica na
parte superior indicando que a haste se desloca
 Descrição: verticalmente. Possui a haste de balanceamento
(1) Uma engrenagem semelhante a na parte inferior da gaveta. Fig. 7-12.
linguetas de catraca, no diâmetro
interno da sede, permite uma fração de
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Troque os elementos de vedação e


corrija qualquer dano na haste que
possa vir a danificar a vedação;
o Vazamento no pistão: Se houver queda
de pressão na linha de controle
hidráulico do atuador verificar se há
vazamento na unidade. Caso negativo,
testar o atuador, verificando se há
vazamentos através do bujão na parte
inferior da camisa. Constatando o
vazamento substituir as gaxetas do
pistão;
o O atuador não retorna: Verificar se o
atuador foi despressurizado e depois
verificar se a mola está em boas
FIGURA 7-12 VÁLVULA DE GAVETA SHAFFER
condições e se não está quebrada. Caso
positivo substituí-la.
7.2.4.7 Válvula de gaveta com atuador
hidráulico A Fig. 7-13 mostra um atuador hidráulico do
sistema fabricado pela FMC.
a) Válvula - FMC:
É um sistema aplicado em uma válvula de
gaveta que permite seu acionamento
hidráulico a distância. É montado
diretamente na válvula, adaptando-se o
cilindro ao bonnet da válvula.
A pressão atuando na parte superior do
pistão promove o deslocamento da haste da
gaveta para baixo e esse movimento
descendente promove a abertura da válvula.
Observar que nesse caso a gaveta está
posicionada com o furo para cima. Quando
a câmara superior do cilindro é
despressurizada a válvula fecha pela ação da
mola. A projeção da haste para fora do
cilíndro é uma indicação visual clara de que
a válvula se encontra na posição fechada.
Para a operação hidráulica o cilindro é
dimensionado para atuar com 1.500 psi de
pressão máxima de trabalho (o
deslocamento da mola deve se iniciar com
800 psi).

 Problemas que podem ocorrer:


o Vazamento pela haste superior: FIGURA 7-13 ATUADOR HIDRÁULICO
Normalmente, esta vedação é
conseguida por meio de anéis
montados em uma luva guia.

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b) Válvula Cameron: impacto do fundo do pistão contra o


Tem um sistema que permite seu stuffing-box da haste;
acionamento hidráulico a distância. Esse o A haste de acionamento e a contra-
acionamento pode também ser haste inferior, são equipadas com uma
pneumático. saliência que se encaixam em apoios no
Para a operação hidráulica o cilindro é corpo da válvula, fornecendo vedação,
dimensionado para atuar com 1.500 psi. que permite a troca do engaxetamento
Para a operação pneumática muda-se o da haste estando a válvula sobre
cilindro para operar a uma pressão de 125 pressão;
psi de ar. o Utiliza um corpo especial, havendo um
stuffing-box na parte inferior da
 Características: mesma, através do qual passa a contra-
o Ambos os modelos podem ser haste da gaveta. Essa contra-haste tem
adaptados para operação de as seguintes finalidades:
fechamento manual. A abertura só 1) Atua para balanceamento da haste
pode ser feita com pressão, e nesse de acionamento da gaveta;
caso a haste de acionamento manual 2) É um compensador para o volume
deve ser mantida totalmente aberta; deslocado pela haste de
o Sobrecargas e pressões de testes acionamento;
aplicadas para abertura são absorvidas 3) Serve para indicador da posição da
pelo parafuso de ajuste na cabeça do gaveta. Se ela estiver para fora, a
cilindro blindado e assim não são válvula está fechada, e se ela
transmitidas para a haste; estiver recolhida para o interior do
o Sobrecargas e pressões de testes para corpo, a válvula está aberta.
fechamento são absorvidas pelo

FIGURA 7-14 VÁLVULAS DE ACIONAMENTO HIDRÁULICO CAMERON


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7.2.4.8 Válvulas Shaffer Pode possuir uma ou duas linhas de


acionamento, a depender da situação a
É o tipo DB que também pode ser acionada conversão de um sistema em outro pode ser
manualmente quando ocorre pane no sistema necessário quando o BOP STACK é modificado e
hidráulico ou quando se deseja travar a válvula um maior ou menor número de funções torna-se
na posição fechada. necessário.
O sistema manual não pode ser usado para abrir Quando tem apenas uma linha de acionamento
a válvula. O tipo DB também pode ser fornecido é porque a ação de uma mola a válvula é mantida
sem o sistema manual de acionamento Fig.7-15. fechada quando a pressão hidráulica de
O tipo HB é largamente utilizado em BOP operação é perdida. (Mais informações ver
submarino nas linhas do kill e choke. Fig.7-16. manual do fabricante).

FIGURA 7-15 VÁLVULA DE ACIONAMENTO HIDRÁULICO


SHAFFER TIPO DB FIGURA 7-16 VÁLVULA DE ACIONAMENTO HIDRÁULICO
SHAFFER TIPO H

7.2.4.9 Válvula de retenção como está indicado no corpo da mesma, através


de uma seta.
Posicionada na linha de matar sua função é reter Suas dimensões no comprimento e flanges, são
automaticamente o fluxo proveniente do poço, idênticas às válvulas de gaveta API e podem
permitindo passagem de fluxo somente no trabalhar em um range de temperatura de -20ºF
sentido bomba de lama para o poço. a 650ºF.
A válvula de retenção Cameron-MS pode ser A vedação é do tipo metal-metal, aumentando
usada com óleo, gás ou fluídos de perfuração a sua vida útil quando do ataque de agentes
base de água mas deve ser especificada se for químicos dos fluidos utilizados ou produzidos
trabalhar na presença de H2S. pelo poço. Fig.7-17
Como é uma válvula de fluxo unidirecional, deve
ser instalada na direção apropriada de fluxo

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(1) Corpo do bonnet;

(2) Engaxetamento da haste;

(3) Anel de junção;

(4) Anel de retenção;

(5) O-ring do corpo do bonnet;


FIGURA 7-17 VÁLVULA DE RETENÇÃO
(6) Haste com agulha;
7.2.4.10 Estranguladores de fluxo
(7) Corpo;
a) Manual:
São válvulas utilizadas para criar resistência
(8) Bean;
ao fluxo mediante a restrição da área de
fluxo. Essa restrição causa uma contra-
(9) Porca;
pressão no poço, que é utilizada para o
controle das erupções.
(10) Indicador de posição;
Essa contra-pressão é registrada no
manômetro instalado na entrada do
(11) Anel de retenção;
conjunto de válvulas de estrangulamento e
mede a perda de carga quando da passagem
(12) Parafuso de fixação;
do fluido pelo estrangulador, a qual
depende das características do fluido, da
(13) Volante;
vazão e da abertura do mesmo. Os
estranguladores de fluxo não são fabricados
(14) Porca sextavada;
para serem utilizados como válvulas de
bloqueio, podendo, no entanto,
(15) Parafuso para travamento da haste.
proporcionar vedação.
A válvula de estrangulamento fixa, também
denominada positiva, possui um orifício de
restrição ao fluxo de diâmetro fixo, que pode ser
substituído por outros orifícios de diâmetros
diversos. Esses orifícios são feitos de material
resistente à abrasão como o tungstênio.
A válvula de estrangulamento ajustável tem a
capacidade de variar rapidamente a restrição ao
fluxo dos fluidos do poço por meio da variação
do diâmetro do seu orifício, que pode ser feita
manualmente ou com acionamento hidráulico a
distância. Permite assim obter contrapressões
variáveis no poço, adequadas à situação do
FIGURA 7-18 ESTRANGULADORES DE FLUXO FMC TIPO JW
momento.

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b) Hidráulico: atuador, diminuindo ou aumentando a área


É uma válvula de estrangulamento ajustável para o fluxo. A luva, que é uma gaveta
com acionamento hidráulico à distância, cilíndrica e a grande cavidade do corpo,
controlada remotamente a partir de um permite à válvula alta capacidade de fluxo.
painel que registra os valores de pressão no O indicador de posição da luva está no painel
interior da coluna de perfuração, da pressão de controle remoto. Uma bomba hidráulica
anular e o volume injetado no poço. de acionamento pneumático fornece
energia hidráulica para o acionamento.
 Cameron: Pressão hidráulica de 300 psi, aplicada no
O estrangulador Cameron possui um orifício atuador, resulta em uma força de abertura
de passagem de 2”. A luva de vedação e a ou de fechamento, na luva, de 21.500 lbs.
sede são fabricadas em carbureto de O projeto desse estrangulador não permite
tungstênio e são reversíveis para uma dupla um fechamento completo e por isso ele não
duração. veda totalmente quando em testes com
A operação consiste em aproximar ou água. No entanto, geralmente ele vedará
afastar a luva da sede, através de pressão quando o fluído utilizado for o fluído de
hidráulica que movimenta a haste do perfuração. Fig 7-19

FIGURA 7-19 CHOKE HIDRÁULICO CAMERON

No painel remoto existe um sistema para manualmente regulando o botão de


regulagem da máxima pressão permissível ajustagem da pressão máxima permissível
no choke, regulando automaticamente. para a máxima pressão desejado no poço.
Trata-se de um importante dispositivo de O interruptor liga-desliga da pressão
segurança que prevê o crescimento da máxima permissível tem uma luz verde
pressão no revestimento dentro de limites indicando que está ligado, e uma luz
operacionais seguros. Ajustando-se a vermelha indicando desligado.
pressão máxima permissível para uma Quando o interruptor está desligado todas
pressão de 40 a 50 psi abaixo da máxima as funções do sistema estrangulador são
pressão calculada, no sistema de controle. controladas manualmente.
O manômetro da pressão máxima Quando o interruptor está na posição ligado
permissível indica apenas a máxima pressão e se a pressão do poço excede a pressão pré-
que for definida e para a qual o estabelecida o console ignorará o controle
estrangulador está regulado. Não lê pressão manual abrindo automaticamente o
de flutuação no conjunto de válvulas de estrangulador, com isso reduzindo a
estrangulamento. É estabelecida contrapressão para um valor menor que a

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máxima permissível. O sistema então, original e retorna o painel ao controle


através de um circuito de memória, faz manual.
retornar o estrangulador para a posição

 Swaco:
Permite uma abertura máxima de 1,92
po12, equivalente a um diâmetro de 1
9/16”. Sua dimensão nominal é de 2 9/16” e
sua pressão de trabalho é de 10.000 psi.
Sua operação consiste no movimento
relativo de dois discos de tungstênio, cada
um com uma abertura semicircular (ver Fig.
7-20), fornecendo o estrangulamento.
A variação da abertura é obtida pela rotação
do disco, a montante, contra o disco fixo, a FIGURA 7-20 CHOKE SWACO
jusante do fluxo. O disco móvel pode girar
O painel de acionamento do Super choke
até 180º pela ação de rotação hidráulica da
Swaco possui uma alavanca marcada com
haste atuadora.
“OPEN, HOLD ou CLOSE” que controla o
O disco de estrangulamento, situado a
movimento de fluido pelo conduto principal
jusante do fluxo, é assentado em um
para acionar o movimento do disco a
condutor especial protegido por uma camisa
montante do fluxo para abrir ou fechar (Fig.
de desgaste de 1/2” de espessura. Essa
7-21, item 6). A velocidade de operação é
camisa absorve o impacto da pressão e
controlada pela válvula “HYDRAULIC
abrasividade do fluido assim que ele passa
através dos discos de estrangulamento, e se
o Descrição das partes da Fig. 7-21 (Painel
excede 1/8” além da face do flange de
remoto do Choke Swaco)
descarga do corpo do estrangulador para
proteger os anéis de vedação de erosão. A
(1) Reservatório de Óleo Hidráulico;
substituição dessa camisa é feita com
(2) Bomba Manual;
facilidade sem necessidade de ferramentas
(3) Interruptor do Contador de Cursos
especiais.
da Bomba de Lama;
A ação de rotação do disco de tungstênio
(4) Regulador de Ar;
corta pedaços de folhetos desmoronados,
(5) Válvula de Suprimento de Ar;
facilitando dessa maneira possíveis
desentupimentos do mesmo.
(6) Alavanca de Controle;
Uma sobreposição dos dois discos
(7) Manômetros de Pressão;
desenvolve uma eficiente vedação mesmo
(8) Contador de Cursos e Velocidade
após essas partes haverem sido expostas a
da Bomba de Lama;
um desgaste considerável. A diferença entre
(9) Alavanca da Bomba Manual;
as pressões agindo em cada lado dos discos
(10) Indicador de Posição;
atua auxiliando a vedação disco-disco.
(11) Regulador Hidráulico;
O movimento dos disco para a abertura ou
(12) Manômetro da Pressão Hidráulica;
fechamento não é afetado pela queda de
(13) Válvula de Alívio;
pressão através dos mesmos ou pelas
(14) Lubrificador de Ar.
oscilações de pressão na coluna de lama
durante as operações de combate a influxos.

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FIGURA 7-21 PAINEL REMOTO DO CHOKE SWACO

o Em situação de emergência:
1) Falha do ar comprimido ou o da
bomba pneumática:
a) Instalar a alavanca (9) e usar a
bomba manual (2). Fig. 7-23;
b) Para mudar a abertura do choke,
manter a alavanca de controle na
posição desejada enquanto aciona
a bomba manual.

2) Ruptura na linha hidráulica ou


conexão: FIGURA 7-22 FECHAMENTO MECÂNICO
a) Se a linha de abrir partir, cortar a oBomba manual:
linha de fechar. Se a linha se fechar Sua operação deve ser da seguinte
partir, cortar a de abrir; maneira:
b) Instalar a alavanca de 5/8” em um 1) Conectar a linha de suprimento de
dos furos do indicador do choke (no fluido no orifício de entrada da
choke hidráulico) e movimentar bomba. Checar o nível de óleo
manualmente o choke até a hidráulico no reservatório (deve ser
posição desejada. (Fig. 7-22). de aproximadamente 2/3 do
volume total). Abrir o orifício de
OBSERVAÇÃO: A barra de 5/8” deve ser ventilação do reservatório;
mantida armazenada dentro da 2) Conectar a linha de pressão do
alavanca de acionamento da bomba sistema no orifício da saída da
manual. bomba;
3) Drenar o ar do sistema abrindo a
linha de retorno e operando
totalmente a alavanca
aproximadamente 12 vezes. Fechar
a linha de retorno;
4) Movimentar o cilindro da bomba
no mínimo a metade de seu
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deslocamento. Então abrir a linha


de retorno e retrair
completamente o cilindro,
expelindo assim., todo ar trapeado
entre a linha de conexão e o
cilindro. Fechar a linha de retorno;
5) Abrir a linha de pressão para o
sistema e atuar a bomba o
necessário para obter a posição
desejada do estrangulador,
dirigindo o fluxo através da
alavanca de controle no painel;
6) Para a liberação da pressão do
sistema hidráulico abrir a linha de
retorno permitindo que o óleo
retorne para o reservatório. Fig.7-
23.

FIGURA 7-24 CIRCUITO DE SUPRIMENTO DE FLUIDO DO SUPER


CHOKE SWACO

FIGURA 7-23 BOMBA MANUAL

O diagrama da figura 7-24 representa o


circuito de suprimento de fluído para operar
o Super Choke Swaco.
Como observado pelo circuito, sempre que
houver necessidade de utilização da bomba
manual, a linha de pressão deve ser
desconectada da bomba pneumática e
conectada na saída da bomba manual, a
menos que o circuito já esteja preparado
para ambas as bombas. Fig.7-24

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8 CAPÍTULO - SISTEMA DE CONTROLE DE BOP

8.1 Sistema de Controle de BOP de acionamento do BOP. Os fabricantes mais


Superfície conhecidos são Shaffer Fig.8-1 e Koomey fig.8-2.
As partes que compõem a unidade são
8.1.1 Unidade Hidráulica de Acionamento do mostradas na Figura
BOP

É uma unidade acumuladora e acionadora do


BOP e das válvulas HCR´s, utilizando fluido
hidráulico pressurizado.
Nos primórdios da perfuração o fechamento do
BOP era apenas manual o que não era uma via
confiável em face da lentidão envolvida. Um
passo a frente quanto ao fechamento manual foi
a utilização das bombas de lama no fechamento
do BOP, mas logo se verificou que este
procedimento não era adequado.
Nos anos 50 deu-se um passo importante com a FIGURA 8-1ACCUMULATOR PUMP UNIT
invenção de uma unidade de fechamento que
consistia de uma bomba e um tanque para (1) Filtro de ar;
armazenar fluido hidráulico. (2) Lubrificador do ar;
O fluido era bombeado para o BOP e não (3) Manômetro indicando pressão de
acumulava fluido pressurizado. Apresentava suas alimentação de ar;
desvantagens como risco de pane na bomba (4) Válvula by-pass de ar e de isolamento;
quando na sua utilização. (5) Válvulas de isolamento do suprimento
Posteriormente chegou-se a um sistema mais de ar para as bombas;
confiável, cujo princípio é o que é utilizado até (6) Pressostato hidropneumático;
hoje, a bomba não envia fluido hidráulico para o (7) Tanque de fluido hidráulico;
BOP e sim o sistema acumula fluido hidráulico (8) Bombas hidráulicas de acionamento
pressurizado que é utilizado na operação de abrir pneumático;
e fechar o BOP. Consegue-se isto acumulando (9) Válvulas de retenção das linhas de
pressão de nitrogênio, o gás utilizado na pré- descarga das bombas de acionamento
carga. É injetado num diafragma num pneumático;
acumulador que posteriormente será (10) Filtros de sucção das bombas de
pressurizado pela injeção do óleo pela bomba ou acionamento pneumático;
bombas não fazendo contato com o gás. Quando (11) Válvulas de sucção das bombas de
aciona-se o BOP cria-se um diferencial de acionamento pneumático;
pressão responsável pelo fluxo de óleo (12) Motor elétrico da bomba triplex;
pressurizado que acionará o BOP ou válvulas de (13) Pressostato hidroelétrico;
gaveta de acionamento hidráulico. (14) Bomba triplex;
O acumulador atinge a pressão de trabalho a (15) Filtro de sucção da bomba de
3.000 psi, embora nenhum elemento do BOP acionamento elétrico;
stak necessite desta pressão no acionamento, (16) Válvula de sucção da bomba de
(exceto o acionamento da gaveta cisalhante) acionamento elétrico;
portanto a unidade possui válvulas que reduzem (17) Partida do motor elétrico;
esta pressão para um valor necessário para

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(18) Válvula de retenção da linha de (30) Válvula de segurança dos


descarga da bomba de acionamento acumuladores;
elétrico; (31) Manômetro do manifold;
(19) Válvula da linha de recalque da bomba (32) Regulador de ar;
triplex; (33) Seletor unidade/painel remoto do
(20) Filtro; sondador da válvula reguladora do
(21) Válvula de segurança dos anular;
acumuladores; (34) Seletor unidade/painel remoto do
(22) Linha base de abastecimento do banco sondador da válvula reguladora do
de acumuladores; anular;
(23) Válvulas de isolamento dos (35) Manômetro do acumulador;
acumuladores; (36) Válvula de dreno do manifold;
(24) Garrafas acumuladoras; (37) Regulador pneumático de pressão do
(25) Válvula reguladora de pressão do preventor anular;
manifold (1.500psi); (38) Manômetro do preventor anular;
(26) Válvula By-pass do regulador de pressão (39) Transmissor pneumático de pressão do
do manifold; preventor anular;
(27) Manifold; (40) Regulador de ar;
(28) Válvula de acionamento de função do (41) Transmissor pneumático de pressão do
BOP; manifold;
(29) Cilindro para atuação remota da válvula (42) Transmissor pneumático de pressão do
de 4 vias; acumulador;
(43) Caixa de junção de dutos pneumáticos.

FIGURA 8-2 UNIDADE ACUMULADORA / ACIONADORA KOOMEY

8.1.2 Procedimentos operacionais 3.000 psi em 1.500 psi, alimentando a linha na


qual estão instaladas as válvulas de 4 vias que vão
As bombas succionam o óleo hidráulico do acionar essas funções.
tanque e o armazenam nos acumuladores a Como o preventor anular dever ser atuado por
3.000 psi. Os preventores de gaveta e as válvulas uma pressão que varia em função do diâmetro
de acionamento hidráulico da linha de do tubo que está em seu interior e da pressão do
estrangulamento são atuados a mesma pressão, poço, existe outra válvula que regula a pressão
normalmente 1.500 psi. Por essa razão existe de 3.000 psi para a pressão desejada.
uma válvula reguladora que regula a pressão de
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Em situações de emergência, caso algum são armazenados fluido sob pressão que será
preventor de gaveta não vedar normalmente, utilizado para operar o BOP.
deve-se acionar a válvula “by pass” que isola a
válvula reguladora, e assim pressurizar o 8.1.2.2 Válvula de 4-vias
manifold e as linhas de acionamento com 3.000
psi. É uma válvula seletora da linha em que se quer
A koomey recomenda que as bombas colocar pressão. Ela possui uma entrada de fluido
pneumáticas e elétricas entrem em sobre pressão e pode direcioná-lo para uma das
funcionamento igualmente quando houver duas linhas de acionamento. Possui também
queda de pressão no sistema. Outros mais uma saída para descarregar pressão.
argumentam que a bomba elétrica deve entrar Existem dois modelos, uma delas é apenas
primeiro e posteriormente, caso a pressão seletora, isto é, quando se retorna para a posição
continue a cair, entre as pneumáticas. Em face da neutra, a linha que estava pressurizada continua
manutenção de menor custo das bombas com pressão, que será descarregada quando se
pneumáticas outros argumentam que elas pressurizar a outra linha. Nesse caso recomenda-
devem entrar em funcionamento primeiro. se deixar a linha de trabalho acionada porque
Algumas unidades da Petrobras adotam este devido ao pequeno volume da mesma, qualquer
procedimento. Se durante a operação de vazamento irá despressurizá-la.
controle de poço ocorrer pane nos pressostatos A outra é uma válvula manipuladora, isto é,
as bombas podem ser ligadas manualmente. quando se retorna para a posição neutra as duas
A unidade de acionamento deve ser protegida linhas de pressão entram em contato com a saída
contra impactos de objetos pesados. Deve ser de descarga. Fig 8-3
posicionada em lugar seguro entre 100 e 150 pés
distante da boca do poço. Mantenha legíveis as
inscrições das plaquetas de identificação das
respectivas alavancas de acionamento.
Todas as alavancas de atuação das funções
devem ser mantidas, quando em operação, nas
posições ABERTA ou FECHADA, conforme o caso,
nunca na posição NEUTRA.
Para evitar o acionamento acidental da gaveta
cega:
 Usar uma gaiola de proteção;
 Não usar garra pois assim estará impedindo
o acionamento através do painel remoto;
 Manter a válvula “by pass” fechada. Acionar
essa válvula apenas em condições
excepcionais;
 Verificar a pré-carga de nitrogênio dos
acumuladores a cada poço ou pelo menos FIGURA 8-3 VÁLVULA DE 4-VIAS
uma vez por mês. 8.1.3 Dimensionamento dos acumuladores

8.1.2.1 Acumuladores Uma unidade acumuladora/acionadora, para


BOP de superfície, deve ter capacidade de
Pode ser com sistema de garrafas ou esfera. armazenar um volume de fluido útil capaz de
Possui, no seu interior, um diafragma onde é fechar todos os preventores do conjunto do BOP
colocado o nitrogênio para a pré-carga, na e abrir a válvula de acionamento hidráulico da
linha de estrangulamento, mais 50% como fator
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de segurança. Fluido útil é definido como fluido Portanto a 3.000 psi o volume ocupado pelo óleo
armazenado a 200 psi acima da pressão de pré- hidráulico será:
carga dos acumuladores, até a pressão máxima
de trabalho dos mesmos. 10 − 3,37 = 6,63 gal
O fator de segurança de 50% é recomendado
para prover um completo reenchimento de O volume ocupado pelo gás a 1.200 psi é:
fluido nas linhas de fechamento quando o
preventor é acionado. Esse fator também V3 = (1.015 × 10)/1.215
compensa alguma perda de fluido pela válvula V3 = 8,35 gal
quatro vias, quando da mudança de posição,
assim como alguma perda através das vedações Assim o volume de óleo, quando o sistema
dos preventores. estiver pressurizado a 1.200 psi será:
Para uma unidade 3.000 psi de pressão de
trabalho deve-se ter nos acumuladores, uma 10 − 8,35 = 1,65 gal
pré-carga de nitrogênio de 1.000 psi e, portanto,
o volume útil de fluido será armazenado entre Portanto o volume útil de óleo no sistema é
1.200 e 3.000 psi. (entre 3.000 e 1.200 psi):
Então com a utilização de garrafas com um
volume total de 11 galões (volume útil de 10 6,63 − 1,65 = 4,98 gal (5 gal)
galões - 1 galão é ocupado pelo elemento interno
de borracha), temos para o gás utilizado: Para se determinar o número de garrafas de 11
galões necessárias em uma unidade de 3000 psi,
P×V =n×Z×R×T basta dividir o volume necessário a ser
armazenado por 5.
Onde:
 P: pressão a que o gás está submetido 8.1.4 Painel Remoto de Acionamento do BOP
(pressão absoluta); (Painel do Sondador)
 V: volume ocupado pelo gás;
É um painel pneumático localizado na plataforma
 n: número de moles;
de perfuração onde se tem registradas todas as
 Z: Fator de compressibilidade (1 para
pressões que se tem na unidade
gazes ideais);
acumuladora/acionadora e do qual também é
 R: constante dos gases;
possível atuar todos os preventores, as HCR’s,
 T: temperatura a que o gás está
regular a pressão de fechamento do preventor
submetido anular e atuar o by-pass da válvula reguladora do
manifold. Fig 8-4.
Como durante a compressão do gás não haverá
mudanças em n, Z, R e T temos a lei de Boyle: 8.1.4.1 Recomendações

P1 × V1 = P2 × V2 a) Diariamente verificar a pressão de ar que


deve ser mantida em aproximadamente 120
P1 = 1.015 psi (absoluta); psi;
V1 = 10 gal; b) O acesso ao painel deve permanecer
P2 = 3.015 psi (absoluta); desimpedido;
V2 = ? c) Quando for acionada qualquer das válvulas
do painel remoto lembrar que a válvula
V2 = (1.015 × 10)/3.015
mestra de entrada de ar tem que ser
V2 = 3,37 gal
acionada por 5 segundo simultaneamente
com a válvula desejada;
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d) A válvula de entrada de ar deve ser mantida f) Manômetro indicando a pressão no


sistematicamente aberta; manifold de acionamento dos preventores
e) Verificar se as pressões indicadas nos na unidade;
manômetros coincidem com as da unidade. g) Manômetro indicando a pressão nas
Se não coincidirem, regular os transmissores garrafas da unidade.
de pressão ou aferir os manômetros. Fig8-4;

8.1.4.2 Componentes

FIGURA 8-5 PAINEL DE ACIONAMENTO FIGURA 8-4 PAINEL REMOTO DO SONDADOR

(1) Alavanca acionadora do preventor (8) Manômetro indicando a pressão no


anular; manifold de acionamento do preventor
(2) Alavanca acionadora da válvula by-pass; anular;
(3) Válvula mestra de entrada de ar; (9) Placas indicadoras dos BOPs;
(4) Válvula de ajuste da válvula reguladora (10) ?
da pressão de acionamento do (11) Placa indicadoras dos BOP´S;
preventor anular; (12) Alavanca acionadora da válvula by-pass;
(5) Manômetro indicando a pressão de ar; (13) Alavanca acionadora da HCR;
(6) Manômetro indicando a pressão no (14) Placa indicadora do carretel de
manifold de acionamento dos perfuração;
preventores na unidade; (15) Alavanca acionadora da HCR;
(7) Manômetro indicando a pressão nas (16) Filtro de ar;
garrafas da unidade; (17) Lubrificador;
(18) Placas da mangueira de ar.

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8.2 Sistema de controle de BOP 8.2.1 Controle por piloto hidráulico


submarino
Tipo de sistema de controle de BOP submarino,
cujos acionamentos e monitoramentos são
É o sistema de monitoramento e acionamento de processados e transmitidos por sinal elétrico e
todas as funções do BOP a partir de painéis de hidráulico com utilização de umbilicais “hose
controle remotos instalados na cabine do bundle” para permitir a transmissão de pulsos de
Sondador e no escritório do Toolpusher. É um pressão de 1500psi ou 3000psi através de linhas
sistema aberto quando projetado para operar piloto até as válvulas SPM nos PODs hidráulicos e
em águas tropicais, não possibilitando o retorno destes direcionados para as funções do BOP. O
do fluido hidráulico de acionamento das funções comando entre o painel de controle remoto e a
do BOP para a superfície, utilizando água potável caixa de soleinóides na unidade hoidráulica é
aditivada com concentrado solúvel e efetuado por sinal elétrico. A figura 8-6 abaixo
biodegradável. Com relação ao tipo de mostra um sistema tipo piloto hidráulico de
acionamento e monitoramento, pode ser de controle do BOP:
controle por piloto hidráulico ou multiplexado.

FIGURA 8-6 LAYOUT EQUIPAMENTOS CONTROLE DE POÇOS

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8.2.2 Princípio de funcionamento

O princípio de funcionamento do sistema de acionar o cilindro pneumático que abre a válvula


piloto hidráulico partindo do painel de controle piloto da função selecionada que comunica com
até a função selecionada pode ser descrito da os acumuladores do sistema piloto (3.000 psi) a
seguinte forma: linha piloto que irá abrir a SPM no POD
selecionado, permitindo a comunicação da
Ao se acionar a botoeira em um dos painéis de
pressão regulada com a câmara de acionamento
controle, fecha-se o circuito elétrico que
da função selecionada. A pressão de operação,
energiza uma solenóide na caixa de solenoides
(3.000 psi ou 5.000 psi), a depender da UH (HPU)
da unidade hidráulica, esse solenóide abre uma
é reduzida para a pressão regulada desejada.
válvula que permite a passagem de ar para

diverter

TRIPLEX produção
TANQUE DE ÓLEO
PNEUMÁTICAS

1 2
1 2 PRESSOSTATO

LINHA/AR
SELETORA DO POD

PILOTO ANULAR

PILOTO
GAVETA
SUPERFÍCIE

PILOTO GAVETA
ACUMULADO SPM
FUNDO DO MAR
RES FUNDO
HOSE
BUNDLE
1500PSI

SPM ANULAR
REGULADORA
ANULAR

REGULADORA
3000psi POD
MANIFOLD
Apresentação 1500PSI

FIGURA 8-7 SISTEMA DE CONTROLE TIPO PILOTO HIDRAULICO

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8.2.3 Válvulas manipuladoras e seletoras

Válvulas localizadas no painel da HPU são do tipo são diferentes. As manipuladoras ventilam as
MANIPULADORAS e válvulas localizadas no duas linhas piloto quando na posição “CENTRO”
painel dos carreteis são do tipo SELETORAS. A enquanto as seletoras isolam quando na posição
diferença entre essas válvulas não veremos “CENTRO”.
externamente, mas os componentes internos

FIGURA 8-8 VÁLVULA MANIPULADORA

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FIGURA 8-9 VÁLVULA SELETORA

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FIGURA 8-10 FUNÇÃO TRÊS POSIÇÕES, GAVETA NA POSIÇÃO “OPEN”

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FIGURA 8-11 FUNÇÃO TRÊS POSIÇÕES, GAVETA NA POSIÇÃO “BLOCK”

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FIGURA 8-12 FUNÇÃO TRÊS POSIÇÕES, GAVETA NA POSIÇÃO “CLOSE”

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FIGURA 8-13 SISTEMA DE


PILOTAGEM HIDRAULICO

8.2.4 Controle multiplexado

Tipo de sistema de controle de BOP cujo


processamento é realizado por sistemas
eletrônicos computadorizados e a transmissão
dos sinais digitais de controle e monitoramento
entre a superfície e o BOP submarino é efetuada
através de fibra ótica. No BOP os sinais de
controle e monitoramento são processados nos
módulos eletrônicos submersos, dois em cada
POD (SEM-A e SEM-B), sendo convertidos em FIGURA 8-14 SPM VALVE
sinais elétricos e hidráulicos, passando pelas SPM
até o acionamento das funções do BOP. Os painéis de controle remoto do BOP devem
dispor de dispositivo de segurança para prevenir
acionamento acidental de funções do BOP e
devem atender a convenção “Green Mode” do
API 16D conforme abaixo:
 As funções que devem permanecer abertas
na condição normal de operação devem ter
a cor verde;

 As funções que devem permanecer


fechadas na condição normal de operação
devem ter a cor vermelha;
 As funções ventiladas devem ter a cor
FIGURA 8-15 SHUTTLE VALVE âmbar.

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FIGURE 8-1 SISTEMA MULTIPLEXADO DE ACIONAMENTO E CONTROLE DO BOP

8.2.5 Unidade hidráulica do BOP 8.2.6 Acumuladores

A unidade hidráulica do BOP (HPU-BOP) tem O volume dos acumuladores deve ser
como função pressurizar os acumuladores do dimensionado atendendo os requisitos do API
sistema de controle do BOP e mantê-los 16D edição 2004 conforme os seguintes
pressurizados na pressão nominal de trabalho, métodos:
na superfície e no fundo do mar, constando do  Método A: Aplicado no cálculo de volume de
sistema principal e dos back-ups: acústico e acumuladores de superfície, considerando a
autoshear ou deadman (EHBS = electro hydraulic pré-carga com gás ideal, transformação
back-up system). isotérmica e pressão de trabalho menor que
O sistema automático de recuperação da 5015psia;
pressão dos acumuladores deve ser regulado  Método B: Aplicado no cálculo de volume de
para ligar as bombas sempre que a pressão cair acumuladores de superfície ou
10% e desligar quando a pressão atingir o valor acumuladores de fundo do sistema principal
da pressão de trabalho. Para HPU de WP 5000psi, instalados no BOP, considerando a pré-carga
deve operar na faixa de 4500psi a 5000psi; com gás real, transformação isotérmica e
A válvula de alívio de pressão deve ser regulada pressão de trabalho maior que 5015 psia;
para abrir quando a pressão dos acumuladores  Método C: Aplicado no cálculo de volume de
atingir a faixa de pressão de 5300psi a 5500psi; acumuladores de fundo dos sistemas que
O sistema reserva de suprimento de energia requerem descarga rápida para o
elétrica (UPS) deve ter capacidade para manter o acionamento das funções, acumuladores da
sistema de controle do BOP energizado por um autoshear ou deadman (EHBS), sistema
período de pelo menos 2h; acústico e sistemas dedicados de gavetas
As bombas devem ter capacidade para cisalhantes, considerando a pré-carga com
pressurizar todos os acumuladores até a pressão gás real e transformação adiabática.
de trabalho (5000psi) em até 15 minutos.

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A pressão de pré-carga de nitrogênio dos sonda e o fundo do mar. Gradiente de pressão da


acumuladores de superfície, deve ser de água do mar 1,45psi/m.
aproximadamente 1/3 da pressão de trabalho da As figuras seguintes mostram de forma
HPU com uma tolerância de +/- 100psi. A pré- esquemática os três métodos de
carga dos acumuladores de fundo deve ser dimensionamento de volume de acumuladores
estimada em função da lâmina dágua de de sistemas de controle de BOP submarino e um
operação e da variação de temperatura entre a exemplo de dimensionamento pelo método A:

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8.2.7 Sequência de desconexão de as válvulas “fail safes” da choke line e da kill line,
emergência (EDS) para isolar o poço antes de deconectar o LMRP.
Antes do acionamento do EDS, deve ser
O sistema de desconexão de emergência do verificado se a gaveta cega-cisalhante faz parte
LMRP deve permitir a atuação do EDS tanto pelo da sequência a ser utilizada para a desconexão
POD azul como pelo POD amarelo e desconectá- do LMRP, para ser armada ou desarmada a
lo em um tempo máximo de 45 segundos. A autoshear ou o EHBS. A figura abaixo mostra uma
sequência de desconexão do EDS deve ser foto de parte do painel de controle do BOP onde
completada em um tempo máximo de 90 pode ser vista a botoeira da desconexão de
segundos. emrgencia (EDS) e em seguida um relatório de
O primeiro passo do EDS deve fechar a gaveta uma sequência de uma de desconexão do LMRP
cisalhante que cortará a coluna, o segundo passo de um navio DP, observar que no instante inicial
deve ventilar (função block) todas as funções do do EDS a gaveta super-shear foi fechada
BOP stack para garantir o fechamento de todas (cavidade-2). O passo-1 do EDS é sempre cisalhar
a coluna.
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FIGURA 8-16 PROTEÇÂO BOTEIRA OPERAÇÔES CRITICAS

8.2.8 Back-ups do Sistema de Controle do  Abrir as duas válvulas da choke line


BOP imediatemente abaixo da gaveta de “hang-
off”;
8.2.8.1 Hot-Stab operado com auxílio de ROV  Acionar as funções necessárias para
desconectar o LMRP;
O ROV deve dispor de bomba de alta pressão,  Destravar o conector da cabeça do poço
mínimo 3000psi na vazão máxima, com (WHC).
reservatório de fluido hidráulico de volume
mínimo suficiente para fechar a gaveta cega- A figura abaixo mostra um sistema hot-stab
cisalhante durante os testes de fundo do mar e operado com auxílio de ROV e um sistema
ter opção de comutação da sucção da bomba acústico portátil de acionamento de funções
para succionar água do mar para acionar todas do BOP submarino:
as funções críticas em uma situação de
emergência e dispor de plug compatível com o
sistema “hot-stab” do painel instalado no BOP.
Funções do BOP consideradas críticas e que
devem constar no sistema “hot-stab” para
acionamento com ROV:
 Fechar e travar a gaveta cega-cisalhante
(cavidade do topo do stack);
 Fechar a gaveta de “hang-off”
(preferencialmente a superior);
 Abrir as duas válvulas da kill line FIGURA 8-17 SISTEME HOT-STAB
imediatemente abaixo da gaveta de “hang-
off”;

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braços mecânicos acionados remotamente por


sistema hidráulico para retrair e distendê-los.
O sistema de controle submarino do acústico
deve dispor de baterias capaz de manter o
sistema operacional pelo menos por 180 dias
considerando pelo menos 100 acionamentos
nesse período.
Funções do BOP consideradas críticas e que
devem ser acionadas pelo acústico:
 Fechar e travar a gaveta cega-cisalhante
(cavidade do topo do stack);
 Fechar a gaveta definida para “hang-off”
(preferencialmente a gaveta superior);
 Abrir as duas válvulas da kill line
imediatemente abaixo da gaveta de “hang-
off”;
 Abrir as duas válvulas da choke line
imediatemente abaixo da gaveta de “hang-
off”;
 Acionar as funções necessárias para
desconectar o LMRP.

8.2.8.3 Autoshear

Autoshear é um sistema mecânico e hidráulico


que fecha automaticamente a gaveta cega-
cisalhante após ser desconectado o LMRP. É
considerado como um sistema que demanda
discarga rápida por parte dos acumuladores e
deve dispor de um banco de acumuladores
dedicados e dimensionados pelo método-C (API
16D edição 2004) e ter dispositivo para ser
armado e desarmado “funções: ARM e DISARM”.

8.2.8.4 Deadman

Deadman é um sistema electrohidráulico que


fecha automaticamente a gaveta cega-cisalhante
se faltar simultaneamente pressão hidráulica e
sinal elétrico no BOP STACK pelos dois PODs (Y e
FIGURA 8-18 SISTEMA ACÚSTICO DO BOP E SISTEMA HOT-STAB B) amarelo e azul. É considerado como um
COM ROV
sistema que demanda discarga rápida por parte
8.2.8.2 Acústico de acionamento do BOP dos acumuladores e deve dispor de um banco de
acumuladores dedicados e dimensionados pelo
O sistema acústico de acionamento de funções método-C (API 16D edição 2004) e ter dispositivo
críticas do BOP deve dispor de pelo menos dois para armado e desarmado “funções: ARM e
receptores de fundo do mar instalados em DISARM. O EHBS é um deadman system.

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FIGURA 8-19 SISTEMA ACUSTICO

a) Acumuladores dos backups:


Os acumuladores dos backups (acústico e
autoshear ou EHBS), são dedicados e devem
ser dimensionados pelo método-C do API
16D versão 2004. Durante as operações
normais de poço os bancos de
acumuladores dos back-ups podem operar
interconectados, desde que exista uma
válvula de bloqueio entre os mesmos para
permitir o isolamento desses bancos com
intervenção de ROV ou por acionamento
remoto pelo sistema de controle do BOP
com objetivo de eliminar o ponto de simples
falha em uma situação de vazamento em um
deles.
Devem ser instalados no BOP STACK e
devem dispor de um sistema de
monitoramento de pressão por ROV ou pelo 8.2.9 Recomendações gerais
sistema de controle do BOP. A figura abaixo
mostra os bancos de acumuladores dos  A pressão nominal dos equipamentos do
back-ups do sistema de controle do BOP sistema de controle de poço deve atender a
submarino de uma sonda DP: pressão máxima estimada no BOP calculada

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em função da pressão de poros máxima  Deve ser evitado uso de anéis de unitização
prevista para o objetivo mais profundo dos componentes do bloco do BOP e linhas,
considerando o poço cheio de gás com dos tipos: AX, CX ou VX, por apresentarem
gradiente de pressão igual a 0,34psi/m; baixa resistência ao colapso;
 O arranjo do conjunto BOP para perfuração  Conforme o API RP 53, este arranjo é
sem margem de segurança de riser deve ter classificado como CLASSE 7 A2-R5 (sete
pelos menos 01(uma) gaveta cega- preventores, sendo dois BOP’s anulares (A)
cisalhante na cavidade número “1” (topo do e cinco BOP’s gavetas (R)).
stack) e 01(uma) gaveta cega-cisalhante ou
super-cisalhante na cavidade número “2” e  A gaveta de “hang-off” deve ser a gaveta de
03 (três) gavetas de tubo, dispostas do topo tubo superior. Em sonda DP somente será a
para a base conforme abaixo: gaveta intermediária se a distância entre o
o BOP anular superior (UA); topo da gaveta superior e a base da gaveta
o BOP anular inferior (LA);
cisalhante for menor que o comprimento
o Cavidade 1: gaveta cega-cisalhante
equivalente a soma dos comprimentos de 2
(BSR); tooljoints (caixa + pino) + 1 up-set;
o Cavidade 2: gaveta super-
cisalhante (SS) ou cega-cisalhante
NOTA: Não deve ser usada a gaveta inferior como
(BSR);
gaveta de hang-off em operações de controle de
o Cavidade 3 (superior): gaveta de
poço e nem para desconexão de emergência do
tubo de diâmetro fixo ou variável
LMRP.
(UPR);
o Cavidade 4 (intermediária): gaveta
de tubo de diâmetro fixo ou  Com objetivo de conferir maior
variável (MPR); confiabilidade ao conjunto BOP durante a
o Cavidade 5 (inferior): gaveta de circulação de kicks, a “choke line” deve ser a
tubo de diâmetro fixo (LPR). linha com conexão imediatamente abaixo da
gaveta de “hang-off”;
 O ângulo de inclinação da cabeça do poço
NOTAS SOBRE ARRANJOS DE BOP:
para continuação das operações de
 As gavetas variáveis apresentam limitação
perfuração não deverá ser maior que 1,5
de temperatura de trabalho (WP=180 graus
graus;
F) podendo ser menor que a temperatura
 Conector hidráulico da cabeça do poço
máxima na coluna de TFR no interior do BOP
“WHC” deve atender os seguintes
durante o período de fluxo;
requisitos:
 Quando a sonda operar com compensador
o Haste indicadora das posições travado e
ativo de heave instalado no “guincho”, deve
destravado (“lock” e “unlock”);
ser verificado se na desconexão do LMRP a
o Sistema release gasket no anel de
coluna de perfuração será cisalhada pelas 2
vedação acionado pelo sistema MUX;
gavetas cisalhantes. Neste caso deverá ser
o Sistema com POCV para manter as
prevista a redundância de selo para
câmaras de travamento pressurizadas
isolamento do poço em uma situação de
após uma desconexão de emergência
desconexão de emergência do LMRP em
do LMRP;
sonda DP;
o Face interna do anel de vedação deve
 Os sensores de pressão instalados no BOP
ser pintada com faixas em cores
podem ser utilizados para auxiliar no
alternadas para facilitar sua visualização
controle das seguintes operações:
com ROV e ter indicação da face em
perfuração com retorno de gás, gás de riser,
contato com a cabeça do poço;
perda de circulação total;
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NOTA: Quando o WHC não dispor de sistema


“release gasket” ou o se mesmo não estiver
operacional, o anel de vedação da cabeça do
poço deve ser descido com auxílio do ROV e
assentado na cabeça do poço, para evitar
manobra do BOP para troca do anel.

o Pelo menos 02 (dois) dias antes da


descida do BOP, deve ser efetuado um
teste de destravamento do mandril do
“test stamp” com apenas um circuito
(primário ou secundário) para
verificação do funcionamento e
identificação de possíveis falhas,
observando os limites de pressão
(inferior e superior) recomendados pelo
fabricante.

 Todas as válvulas submarinas devem ser do


tipo “fail safe close” exceto as válvulas
isoladoras que devem ser do tipo “fail safe
open”;
 Em baixo de cada BOP anular deve ter uma
linha conectada a choke line (“bleed off
 line”), para circulação e retirada de gás
aprisionado no interior do BOP após a
circulação de kicks ou reconexão do LMRP
após desconexão de emergência. Figura
abaixo mostra um conjunto BOP submarino
com todos os componentes identificados.

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9 CAPÍTULO - EQUIPAMENTOS AUXILIARES

9.1 Válvulas de prevenção interna

São denominadas como válvulas de prevenção


interna as válvulas que constituem barreiras de
segurança pelo interior da coluna e por essa
razão todas devem ter a mesma pressão de
trabalho do BOP de gavetas: Inside BOP,
Dropping Check Valve, Válvula de Segurança de
Coluna, Válvulas do Kelly e Válvulas do Top Drive.
Embora a float valve não seja considerada uma
barreira de segurança ela será abordada neste
capítulo como uma válvula de prevenção interna
pois com certeza essa válvula na pior das
hipóteses minimizará a entrada de gás para o
interior da coluna em um kick principalmente se
este for causado por pistoneio mecânico. O inside BOP não deve ser utilizado para o
fechamento do interior de coluna de drill pipes
9.1.1 Inside BOP quando no fechamento de um poço em
manobras por apresentar restrição ao fluxo
O inside BOP constitui-se em um componente da
mesmo estando aberto o que torna sua
coluna (SUB) com uma válvula de Retenção
instalação muito difícil quando existe fluxo pelo
(check valve) em seu interior quando instalado
interior da coluna. Lembre-se que um kick em
na coluna de drill pipes permitindo fluxo apenas
manobra é causado ou por falta de ataque ao
no sentido da superfície para o poço. Tem como
poço ou por pistoneio mecânico e neste último
função auxiliar na realização das operações de
caso o kick gera um fluxo pelo interior da coluna.
stripping e deve permanecer no piso de
perfuração na posição aberto e travado e pronto
9.1.2 Válvula de segurança de coluna de
para a instalação. perfuração
O inside BOP deve ser instalado sobre a válvula
de segurança de coluna (VSC) para a realização A válvula de segurança de coluna é uma válvula
do stripping e neste caso não esquecer de abrir a esférica operada com auxílio de uma chave alen
VSC. Veja a figura abaixo. e funciona totalmente fechada ou totalmente
aberta é similar as válvulas inferiores do Kelly e
do Top Drive. No API é denominada Drill Pipe
Safety Valve (DPSV) na sonda é conhecida
também como TIW sigla do fabricante (Texas
Iron Work) ou Full Opening Safety Valve (FOSV) e
tem como função fechar o interior da coluna de
drill pipes quando por ocasião do fechamento de
um poço em manobras e deve permanecer no
piso de perfuração em posição aberta e pronta
para a instalação conforme mostrada na figura
abaixo.

FIGURA 9-1 INSIDE BOP

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FIGURA 9-2 VÁLVULA DE SEGURANÇA DE COLUNA (VSC,


DPSV, FOSV OU TIW)

9.1.3 Válvulas do Kelly e do Top Drive

As válvulas tanto do Kelly como do top drive têm


como função proteger os equipamentos de baixa
pressão do sistema de circulação da sonda e em
condições normais operam sempre abertas e no FIGURA 9-3 I-BOP
caso do top drive a válvula superior é de
acionamento remoto denominada de I-BOP 9.1.4 Dropp-in Check Valve
(Internal BOP). Tanto no sistema de Kelly como
A dropp-in check é um tipo de inside BOP
com Top Drive, deve-se prevê uma situação em
constituída de uma válvula de retenção instalada
que a pressão pelo interior da coluna venha
internamente em um substituto de espera da
atingir a pressão de trabalho dos equipamentos
coluna de drill pipes instalado no topo do BHA
de circulação da sonda e neste caso a circulação
denominado “dripp-in sub”, permitindo fluxo
somente poderá ser feita com a unidade de
somente no sentido de cima para baixo, tendo
cimentação.
como função auxiliar nas operações de stripp-in.
Ao contrário do inside BOP que faz a retenção na
parte superior da coluna e por isso
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impossibilitando qualquer operação a cabo pelo retirada do “dart” bastando para isso descer a
interior da coluna, a dropping check valve cria a ferramenta de pescaria do dart com arame
retenção no topo do BHA deixando o interior da conforme mostrado na figura da sequência de
coluna livre para essas operações. operações. A dropping check valve como válvula
A dropping check valve somente cria a retenção de prevenção interna fica limitada ao uso em
após o lançamento de um “dart” a partir da poços verticais não sendo possível sua instalação
superfície para se alojar no dropping sub no topo do BHA em poços direcionais. O uso da
previamente instalado na coluna no topo do BHA dropping check valve instalada no topo de
e acima de bumper ou jar se existirem. Após a barriletes de testemunhagem em campos de gás
realização da operação de stripping a retenção previni o retorno de gás pelo interior da coluna
poderá ser desfeita com auxílio de arame sem durante a manobra de retirada.
que seja preciso manobrar a coluna para a

FIGURA 9-4 SEQUÊNCIA DE OPERAÇÕES COM A DROPPING


CHECK VALVE NA INSTALAÇÃO E PESCARIA DO DART

9.1.5 Float Valve vazadas “port” ou cegas “no port”. Na fase dos
objetivos a float valve deve ser vazada para
A float valve não é considerada uma barreira de permitir o monitoramento de pressão pelo
segurança porque não tem confiabilidade em interior da coluna durante as operações de
virtude do seu uso contínuo em fluxo o que a controle de poço.
torna susceptível ao desgaste e em contrapartida
apresenta a impossibilidade de ser submetida a
teste de pressão quando em poço aberto.
Mesmo com essas restrições a float valve
embora desgastada cria restrição ao fluxo de gás
pelo interior da coluna quando com o poço em
kick.
O uso de float valve na perfuração das fases de
grandes diâmetros impede o retorno de fluido do
anular para o interior da coluna nas conexões
evitando entupimento dos jatos da broca por
cascalhos e nas fases dos objetivos do poço
protege contra sólidos os equipamentos de
perfilagem de coluna. Existem dois tipos de float FIGURA 9-5 FLOAT VALVE
valves: tipo flaper e tipo pistão que podem ser

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topo da coluna funcionando como um falso kelly.


E a kill assembly será usada em uma situação de
kick e prisão da coluna caso a pressão pelo
interior da coluna apresente risco de atingir a
pressão de trabalho do sistema de circulação da
sonda. Abaixo a figura mostrando uma drilling
standard e uma kill assembly.

9.1.6 Drilling Stand e Kill Assembly

São arranjos de válvulas usados na perfuração de


poços HPHT em virtude da alta incidência de
kicks e prisão por diferencial de pressão neste
tipo de poço.
Os intervalos dos objetivos devem ser perfurados
com a drilling standard, sempre instalada no

9.2 Separador atmosférico separação da mistura das fases: “gás livre e


líquido” efluentes do poço, via “choke manifold”
9.2.1 Definição ou via “diverter”. São denominados em inglês
como “poor boy degasser” podem ser verticais
São separadores bifásicos abertos para a ou horizontais. Na figura abaixo fotos de
atmosfera projetados para processar a separadores atmosféricos de sonda flutuante.

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9.2.2 Princípio de funcionamento de gás de volume mínimo de 30bbl no


modelo da bolha única na profundidade
 As placas defletoras de entrada são placas vertical que maximize a vazão de gás na
perpendiculares ao fluxo de entrada que entrada do separador e em fluido base água,
causam mudanças bruscas de direção no circulado com vazão reduzida de 150gpm,
fluxo de entrada efluente do poço em kick, operando na capacidade máxima de lâmina
baseando-se na lei da inércia, para d’água da sonda no caso de sonda de
pulverizar a mistura no interior do corpo do perfuração marítima;
separador;  O separador deve ter capacidade para
 A mistura pulverizada no interior do corpo processar a separação da mistura bifásica de
do separador propicia a separação das gás livre e líquido com massa específica de 7
bolhas de gás e das gotas de líquido pela lb/gal na vazão de 10 MMSCF/D (dez
ação da gravidade durante a queda dessa milhões de pés cúbicos de gás por dia) e
mistura entre a entrada do separador e o fluido do selo hidráulico com massa
nível do selo hidráulico. Por essa razão deve específica de 5 lb/gal (API SPEC 12J);
ser estimado um tempo de residência não  O separador atmosférico deve dispor de
inferior a 1,0 minuto para se processar a sistema de medição de pressão que permita
separação considerando uma velocidade de o monitoramento simultâneo da condição
queda da fase líquida não superior a 8,4 de fluxo do tubo “U” ou “dip tube” (0-50psi)
pés/minuto; e monitoramento do selo hidráulico (0-
 O selo hidráulico na parte inferior do 15psi) a partir da cabine do Sondador e ter
separador deve prover o isolamento entre o alarme de perda do selo hidráulico;
interior do separador e o tanque das  Deve ter válvula de dreno para limpeza e
peneiras, criando uma pressão hidrostática desobstrução do separador instalada na
não inferior as pressões de fricção base do tubo em “U” ou do “dip tube”,
desenvolvidas pela vazão de gás ao longo da descarregando para o sistema de fluidos;
linha de ventilação principal do separador  Deve ter linha de ventilação secundária a
que deve se prolongar até 4,0m acima do jusante do tubo “U” ou “dip tube” com
bloco de coroamento em sondas marítimas extremidade 3,0m acima do topo do
e em sondas de terra pode-se encontrar a separador, para eliminar o efeito sifão que
linha de ventilação principal fixada no atua sobre o selo hidráulico devido as perdas
mastro da sonda com extremidade acima do de cargas na linha de descarga no trecho
bloco de coroamento ou fixada no chão entre o separador e o tanque das peneiras
direcionada para o queimador. ou “Gumble Box”;
 Deve ter pressão de trabalho para suportar
9.2.3 Requisitos do Separador Atmosférico uma pressão equivalente a pressão
hidrostática de uma coluna de fluido de
 O separador atmosférico do choke manifold perfuração de altura igual a distância do
pode ser compartilhado para processar a separador a extremidade da linha de
mistura bifásica de gás livre e líquido ventilação principal, com o maior peso
efluente do poço via “diverter”, desde que específico permitido pela sonda conforme
tenha sido dimensionado para essa situação; estudo de análise de esforços no riser “riser
 O separador atmosférico deve ter analysis” ou fluido de densidade 2,2
dimensões (diâmetro, distância da entrada aproximadamente 18 lb/gal conforme a
ao nível do selo hidráulico, linha de norma NORSOK D-010;
ventilação e tubo em “U” ou “dip tube”)
capaz de processar a máxima vazão da
mistura de gás e líquido estimada para kicks

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NOTA: Não é recomendada a utilização de entrada e na parte inferior para permitir


dispositivos de alívio de pressão em limpeza e desobstrução da base;
separadores atmosféricos, com pressão de  Podem ser do tipo vertical ou horizontal e
alívio menor que a pressão hidrostática embora o tipo horizontal tenha uma
máxima que poderá ser gerada no interior superfície maior de contato gás-liquido e
da linha de ventilação principal. sentidos ortogonais dos fluxos de gás e de
líquido que contribuem para melhorar a
 Recomenda-se ter na parte superior uma eficiência da vazão de processo o tipo
conexão de uma linha com origem no vertical é o mais usado em sonda de
tanque de mistura para limpeza e perfuração por questão de lay-out e
desobstrução do tubo “U” ou “dip tube” e simplicidade funcional.
para permitir recirculação de fluido de
perfuração retornado do poço com grande Na figura abaixo o desenho esquemático do
quantidade de gás livre; sistema de separador atmosférico e
 Deve ter portas de visitas na parte superior desgaseificador de sonda de perfuração
para permitir inspeção da placa defletora de marítima com as linhas de ventilação:

FIGURA 9-6 ESQUEMA SEPARAÇÂO DO GAS

9.2.4 Exemplo de dimensionamento da altura  Qg (Vazão de gás) = 7,25 MMSCF/D =


do selo hidráulico 7.250.000 scf/d;
 DN (diâmetro nominal da linha) = 8 pol;
9.2.4.1 Cálculo das perdas de carga na linha  ID (diâmetro interno da linha) = 7,25 pol;
de ventilação principal
𝟓. 𝟏𝟎−𝟏𝟐 . 𝐋𝐞 . 𝐐𝟐𝐠
 Le (comprimento da linha de ventilação 𝐏𝐟 =
𝐃𝟓
principal) = 200 pés;
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𝟓. 𝟏𝟎−𝟏𝟐 . 𝟐𝟎𝟎. 𝟕𝟐𝟓𝟎𝟎𝟎𝟎𝟐


𝐏𝐟 = 𝐏𝐟
𝟕, 𝟐𝟓𝟓
𝐇𝟐 =
𝟎, 𝟏𝟕. 𝛒𝐚𝐪
𝐏𝐟 = 𝟐, 𝟔𝟐 𝐩𝐬𝐢
𝟐, 𝟔𝟐
𝐇𝟐 =
9.2.4.2) Cálculo da altura mínima do selo 𝟎, 𝟏𝟕. 𝟓, 𝟎
hidráulico para essa vazão
𝐇𝟐 = 𝟑, 𝟎𝟖 𝐦
 Massa específica do fluido do tubo em “U”
= 5 lb/gal (API SPEC 12J)

9.3 Trip tank  Deve dispor de válvula de retenção ou


válvula de acionamento remoto na linha de
É um tanque de pequeno volume que pode abastecimento do poço, posicionada
receber retorno de fluido do poço via choke próxima ao “diverter” em sonda flutuante;
manifold (downstream) para permitir medição  Deve dispor de sensores de gás combustível
de volumes de fluidos e monitoramento do poço (CH4) e gás sulfídrico (H2S) em sonda
via choke line com o BOP fechado ou pela flow flutuante;
line em situação de poço aberto.  Linha de abastecimento deve ter
 Deve ter precisão para medir variação de extremidade mergulhada e posicionada a
volume de meio barril; 0,50m do fundo para evitar formação de
 Deve permitir monitoramento remoto na espuma;
cabine do sondador;  Volume suficiente para manobra de pelo
 Deve dispor de régua com escala de precisão menos 50 seções de dril pipes;
para medir variação de volume de 1/2 barril,  Deve ter sistema de alarme de tanque vazio
posicionada no deck de perfuração em local instalado na cabine do sondador;
visível ao sondador;  A linha de dreno e limpeza deve ser
conectada ao sistema de fluidos.

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9.4 Desgaseificador a Vácuo NOTA: Para permitir o reprocessamento do


fluido de perfução e em consequência melhorar
 Funciona com pressão negativa (vácuo a eficiência na extração do gás trapeado,
parcial) na faixa de 5psi a 10psi negativos recomenda-se a instalação com a sucção no
equivalentes a faixa de: -10inHg a -20inHg segundo tanque decantador e a descarga para o
(inHg = polegadas de mercúrio) baseando-se primeiro tanque decantador.
na lei da solubilidade dos gases para
extração das pequenas bolhas de gás  Deve ter vazão de processo de pelo menos
trapeadas nas forças géis do fluido de 1000gpm, ter manômetro para medida da
perfuração. O vácuo parcial no interior do perda de carga localizada no ejetor,
desgaseificador pode ser gerado por efeito vacuômetro para medida do vácuo parcial
venturi ou por conjunto moto-bomba de do interior do tanque de processo e sistema
vácuo; de controle do nível de líquido no interior do
 Deve ser instalado após o tanque das desgaseificador. Na figura abaixo, os dois
peneiras com a sucção no segundo tanque tipos de desgaseificadores a vácuo em
decantador e descarregando no terceiro função da geração do vácuo: (a) por bomba
tanque decantador; de vácuo e (b) por efeito venturi.

9.5 Stripping tank (tanque de durante operação de stripping e deve atender os


stripping) seguintes requisitos:
 Precisão para medir variação de volume de
É um tanque de pequeno volume utilizado em ¼ de barril;
sonda flutuante que recebe retorno de fluido do  Permitir monitoramento remoto na cabine
poço via choke manifold (downstream), utilizado do sondador;
para medir volumes de fluido drenado do poço
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 Dispor de sensores de gás combustível (CH4) mesmas, o fluido de perfuração, neste tanque,
e gás sulfídrico (H2S); deve ter uma temperatura adequada e um teor
 A linha de abastecimento deve ter de sólido dentro de um range aceitável o que
extremidade mergulhada e posicionada requer que os extratores de sólidos estejam
próxima ao fundo para evitar formação de funcionando corretamente.
espuma; No caso de um controle de kick, a lama a ser
 Volume mínimo de 8bbl; succionada pelas bombas deve está isenta de
 A linha de limpeza e de dreno deve ter contaminação com gás o que vai facilitar o
retorno direto para o sistema de fluidos. controle. Torna-se necessário, portanto, que os
desgaseificadores estejam funcionando
OBSERVAÇÃO: O tanque de stripping não requer corretamente. Como o separador atmosférico
grande volume porque não há necessidade de vertical não retira o gás em solução, a lama, para
acumular os volumes de fluidos drenados do chegar ao tanque de sução, deve passar por um
poço. desgaseificador a vácuo. Algumas unidades
utilizam apenas o desgaseificador centrífugo
rotativo, mas vale lembrar que este é apenas um
desgaseificador atmosférico.

9.6.2 Tanque de retorno

É o tanque no qual estão posicionadas as


peneiras de lama. Neste tanque é posicionado o
detector de gás e no caso de um kick a lama que
chega a este tanque deve já está praticamente
isenta de gás livre. O fluido de perfuração que
chega no tanque da peneira, proveniente do
choke manifold, deve ter passado pelo separador
atmosférico vertical.
9.6 Tanques de lama
9.6.3 Equipamentos de mistura
São importantes para se manter o volume
necessário de fluido de perfuração na superfície,
Quando se usa material pesado na lama, existe a
permitindo o correto desempenho do sistema de
conveniência de evitar sua breve decantação no
circulação.
fundo dos tanques, pois parando a circulação, a
Mesmo em perfurações rasas o número de
tendência do material pesado é decantar em
tanques não deve ser inferior a dois. O número
parte ou todo. Para se evitar isto deve-se ligar os
de tanques vai depender da perfuração a ser
misturadores que podem ser agitadores e
realizada que também depende da capacidade
pistolas. Servem para homogeneizar a lama nos
da sonda. Quando se tem perfuração mais
tanques e assim assegura a uniformidade da
profunda, cuja lama no retorno tem temperatura
massa específica do fluido a ser injetado.
elevada, a tancagem é importante para o
O funil de mistura é ligado a um compartimento
resfriamento da mesma e assim, preservar os
do tanque de sucção, nominado tanque de
sobressalentes das bombas de lama.
mistura, utilizado quando se adiciona aditivo ao
fluido de perfuração, é o caso da adição de
9.6.1 Tanque de sucção
baritina, quando em controle de kick, para
aumentar a massa específica do fluido de
A este tanque estão conectadas as bombas de
perfuração.
lama. Para o correto funcionamento das

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9.7 Sistema de tratamento dos fluidos sólidos ou de gás que se incorporam a ele
durante a perfuração e, quando necessário, na
A fase de tratamento ou de condicionamento do adição de produtos químicos para ajustes de
fluido de perfuração consiste na eliminação de suas propriedades.

FIGURA 9-7 ETAPAS TRATAMENTO DE FLUIDOS

O primeiro equipamento é a peneira vibratória, Parte desse material é descartado e parte


cuja função é separar do fluido de perfuração os retorna ao fluido, reduzindo os gastos com
sólidos mais grosseiros, tais como cascalhos e aditivos. Algumas sondas utilizam ainda uma
grãos maiores que a areia. Em seguida, o fluido centrífuga, que retira partículas ainda menores
passa por um conjunto de dois a quatro que não tenham sido descartadas pelos
hidrociclones, conhecidos como desareiadores, hidrociclones.
que são responsáveis pela retirada da areia do Um equipamento sempre presente na sonda é o
fluido. desgaseificador, que elimina o gás do fluido de
Saindo do desareiador, o fluido passa pelo perfuração. Durante a perfuração de uma
dessiltador, um conjunto de hidrociclones, cuja formação com gás, ou quando da ocorrência de
função descartar partículas de dimensões um influxo de gás, contido na formação para
equivalentes ao silte. O equipamento seguinte, o dentro do poço, as partículas de gás se
mud cleanner, nada mais é que um dessiltador incorporam ao fluido de perfuração e a sua
com uma peneira que permite recuperar recirculação no poço é perigosa.
partículas.

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10 CAPÍTULO - INSTRUMENTAÇÃO DE DETECÇÃO DE KICK


Os instrumentos de detecção de kick são
projetados para medir os indícios primários de
kicks: aumento da vazão de retorno e aumento
de volume no tanque ativo.

10.1 Medidor da variação da vazão de


retorno (Mud Flow Fill Sensor)

Usa um sensor tipo flapper instalado na flow line


e o princípio de funcionamento é baseado no
percentual da seção transversal molhada da flow
line em função do ângulo formado com a vertical.
FIGURA 10-1 MEDIDOR VARIAÇÂO DE RETORNO

10.2 Medidor de Volume e Totalizador os indícios primários de “kick” nas seguintes


(MVT = Mud Volume Totalizer) situações: aumento de até 20% na vazão de
retorno e ganho de até 10bbl no tanque ativo.
Com sistema de boias ou sensores sônicos O sistema de detecção de “kick” de sondas
instalados em todos os tanques mede o volume flutuantes deve medir o ganho ou perda de
dos tanques e a variação de volume em função volume no tanque ativo baseado na média de
do nível de fluido dos tanques. pelo menos 2 (dois) sensores para conferir
Periodicamente conforme os procedimentos de melhor confiabilidade ao sistema de detecção.
teste deste manual são calibrados para detectar

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A capacidade do tanque ativo não deve ser maior dos parâmetros. Quando operando com pelo
que 60 bbl/pé = 2 bbl/cm para operação em menos 02 (dois) sensores acústicos por tanque
poços convencionais e nem maior que 30bbl/pé ativo, desde que aprovado por teste, a
= 1 bbl/cm para operação em poço HPHT para capacidade do tanque ativo pode ser maior que
conferir sensibilidade ao sistema nas medidas 60bbl/pé = 2 bbl/cm.

10.3 Sistema EKD de detecção de kick água ou base óleo. O EKD mede a vazão de
retorno e em uma situação de aumento na vazão
O sistema EKD (earlier kick detection) funciona de retorno o EKD integra a curva de vazão em
com flowmeter eletromagnético ou coriolis função do tempo e calcula o volume ganho a
instalado na parte vertical do by-pass da flow line cada instante. A figura abaixo mostra o desenho
para operar com fluido a base de água ou esquemático e uma foto de uma instalação de
flowmeter coriolis para operar com fluido base um sistema EKD.

Na figura abaixo flowmeters dos tipos


eletromagnético e coriolis.

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Na figura abaixo está mostrado o resultado de de volume em função do tempo igual a 5bbl,
um teste de sistema de detecção de kick enquanto o sistema da sonda detectou o ganho
comparando o EKD com o sistema da sonda. somente 135s depois do início da transferência
Observar que com 25s o EKD detectou o do trip tank para o sistema ativo quando o ganho
aumento de vazão de retorno e calculou o ganho já estava em 27bbl.

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11 CAPÍTULO - SISTEMA DIVERTER


Enquanto um sistema BOP tem como filosofia O método de controle de kick com diverter é o
operacional permitir que as operações de amortecimento dinâmico “dynamic Kill”. Este
controle do poço sejam realizadas com o poço procedimento de controle consiste na circulação
fechado e pressurizado, um sistema Diverter tem direta da kill mud com vazão máxima,
como filosofia operacional permitir que as preferencialmente duas bombas em paralelo,
operações sejam feitas com o poço aberto ou o para completar o poço no menor tempo possível.
RISER, ventilados para a atmosfera.
Especialmente no caso de BOP Submarino o 11.2 Diverter em Jack-ups, Plataformas
diverter é utilizado apenas para circulação de gás Fixas e/ou Sondas Terrestres
de riser.
Nesses tipos de sondas de perfuração, o sistema
11.1 Função do Diverter diverter é utilizado para perfuração da fase inicial
de poços em áreas com possibilidade de
A função de um diverter é prover a sonda de um existência de gás raso ou água pressurizada. Nas
sistema de controle de baixa pressão e alta vazão plataformas de perfuração marítimas devem
para com objetivo de impedir que fluidos existir duas linhas de ventilação com diâmetros
efluentes do poço ou do riser cheguem ao piso mínimos de 12 polegadas posicionadas de forma
de perfuração, direcionando esses fluidos para a divergir o gás no sentido do vento para fora da
um local seguro e a favor dos ventos para fora da embarcação.
embarcação ou da locação em sondas de Em sonda de perfuração terrestre o diverter
perfuração terrestres, garantindo a integridade necessita apenas de uma linha de ventilação com
física das pessoas e dos equipamentos. diâmetro mínimo de 6 polegadas direcionada
Conforme o API RP 64 um local seguro deve estar para a área do queimador e deve ter
fora da embarcação ou da locação e a jusante extremidade livre e dentro de uma área de
dos ventos com relação ao poço. contenção dos fluidos efluentes do poço em uma
Um sistema diverter não é projetado para fechar situação de controle do poço. Como boa prática
o poço ou conter o fluxo do mesmo. A pressão da indústria a área do anular do poço não deve
máxima de operação do sistema diverter em ser maior que a área da seção transversal da
sondas de terra e em plataformas fixas ou linha de ventilação do diverter.
apoiadas no fundo do mar é definida pela A taxa de falha de sistema diverter em operações
pressão de fratura das formações, enquanto que de controle de poço em situação de gás raso,
em plataforma flutuante a pressão máxima de historicamente é muito alta, implicando na baixa
operação é definida pela pressão de trabalho dos confiabilidade desses sistemas para essa
packers da junta telescópica. aplicação. Em virtude dessa baixa confiabilidade
O procedimento de teste de um sistema diverter deixou de ser utilizado em unidades flutuantes
deve constar das seguintes etapas: para controle de poço em situação de gás raso,
 Teste de funcionamento, e neste caso, deve- sendo substituído pela perfuração de poços de
se observar o funcionamento das válvulas pesquisa (poços pilotos) auxiliado por estudo de
“in-loco”; sísmica rasa. Se na interpretação da sísmica rasa
 Teste de circulação com água pelas linhas. não for constadada a presença de estruturas
No caso de diverter de flutuante essa capazes de formar reservatórios rasos, pode-se
circulação deve ser efetuada pela “booster iniciar o poço sem a necessidade de perfurar
line”; poço piloto.
 O API RP 64 define o teste de estanqueidade Em função da baixa confiabilidade, devem ser
limitado a 200psi. tomadas as seguintes medidas preventivas,
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quando na perfuração de zonas de gás raso com  Volume mínimo de kill mud deve ser pelo
Jack-ups: menos uma vez e meia o volume final do
 Estudo prévio de análise de risco; poço;
 Treinamento das equipes no procedimento  Procedimento em plataformas marítimas,
de controle e amortecimento do poço em fixa e/ou jack-ups, em caso de kick a
caso de kick; plataforma deverá ser evacuada;
 Kill mud com peso igual a pelo menos 1,0  Teste de funcionamento de todas as funções
ppg acima do fluido de perfuração utilizado, e circulação com água antes de iniciar a
mas limitado ao valor da pressão de fratura perfuração do poço. O funcionamento das
da formação mais frágil exposta abaixo da válvulas deve ser observado “in loco”;
sapata do revestimento de superfície;

11.3 Diverter em Flutuantes  Em águas profundas quando operando com


fluido sintético cujo ponto de bolha esteja
Em unidades flutuantes o sistema diverter é acima do BOP;
utilizado somente para circulação de gás de riser  Na perda do controle do poço “blowout”.
com a “booster line”. Se a sonda não tiver Neste caso o diverter deve permanecer
“booster line” a circulação deve ser feita por uma fechado mesmo após a desconexão do
linha que permita circulação no sentido de LMRP com objetivo de evitar que os gases
bombeio para o poço, kill line ou choke line, que tenham entrado no interior do riser
através da conexão mais superior dessa linha cheguem ao deck de perfuração, mas não
com o conjunto BOP. deve ser alinhado para o separador
Gás de riser pode ser proveniente das seguintes atmosférico devido ao risco de explosão;
situações:  Gás residual embaixo de “tubing hanger” em
 Vazamento no BOP durante a circulação de uma operação de reentrada de poço e
um kick; desassentamento do TH caso não tenha sido
 Abertura do BOP após a circulação de um aplicado o procedimento de retirada do gás;
kick sem que antes seja aplicado o  Reentrada de poço após o corte do tampão
procedimento de retirada do gás trapeado de superfície.
no BOP;
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Em unidades flutuantes, como procedimento,


sempre que o BOP for fechado o RISER deve ser
alinhado para o tanque de manobras (trip tank),
para monitoramento do volume de fluido do seu
interior e isolamento do poço pelo BOP.

11.4 Partes Principais do Diverter

Os componentes principais de um sistema


diverter são:
 Elemento Anular;
 Linhas de ventilação;
 Válvulas das linhas de ventilação, flowline e
trip tank;
 Sistema de controle.

11.4.1 Elemento anular

O elemento anular é o componente do diverter


que tem como função principal, impedir que o
gás proveniente do poço ou do riser, atinja o
deck de perfuração.
O diverter com o elemento de vedação tipo
anular é projetado para fechar e vedar sobre
qualquer diâmetro e forma de tubos que estejam
no seu interior, inclusive o kelly. O elemento de 11.4.2 Válvulas do sistema Diverter
vedação tipo anular deve ter um diâmetro
interno suficiente que permita a passagem de As válvulas utilizadas nas linhas de ventilação ou
equipamentos requeridos para todas as nas linhas de fluxo do diverter para as peneiras
operações no poço, por exemplo: dril pipes, devem ser de abertura plena, tendo pelo menos
revestimentos de 9 5/8” OD e 13 3/8” OD, Riser abertura igual ao diâmetro interno das linhas nas
de Completação, etc. O diverter quais serão instaladas e serem capazes de abrir
com elemento de vedação tipo introduzido antecipadamente ao fechamento do elemento
utiliza unidades vedadoras ou selantes (insert anular quando submetidas a pressão de trabalho
packer) que são projetadas para fechar e vedar do sistema.
contra vários diâmetros de tubos (drill collars, A figura seguinte mostra uma válvula seletora
drill pipes, revestimentos 9 5/8” e 13 3/8”, riser das linhas de ventilação, com a instalação de um
de completação, etc.). A função hidráulica separador horizontal atmosférico bifásico. A
(lockdown dogs) tem como função prender o existência de um separador atmosférico bifásico
insert packer. O diâmetro do insert packer na linha de ventilação possibilita a circulação
instalado deve ser compatível com os diâmetros direta de gás do riser com a booster line sem
dos tubos a serem utilizados nas diversas descarte de fluido para o mar, com vantagem
operações. O modelo KFDS do fabricante Vetco, econômica e sem danos ao meio ambiente. Após
utiliza insert packers de ID=10” para diâmetros a separação nas fases líquida e gasosa, pelo
de tubos até 8” e ID=15” para diâmetros de tubos separador, o líquido com microbolhas de gás e
até 13 3/8”. Este tipo de elemento de vedação é gás em solução e direcionado para o tanque das
facilmente substituível. peneiras onde será processado pelo

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desgaseificador a vácuo, enquanto o gás é


direcionado para a linha de ventilação principal.

11.4.3 Linhas de ventilação do Diverter A figura abaixo mostra um sistema de linha de


ventilação de diverter com um separador
As linhas de ventilação devem ser atmosférico bifásico instalado. Neste sistema a
preferencialmente ausentes de curvas e circulação de gás de riser pode ser feita com
possuírem diâmetro que permita liberdade de circulação contínua de todo o volume do riser
fluxo interno possibilitando a redução das perdas sem descarte de fluido de perfuração ou de
de carga e das velocidades de fluxo ao longo das completação para o mar, além da vantagem
mesmas e como consequência minimizando os econômica a operação será realizada sem causar
efeitos da erosão e das contrapressões sobre o dano ao meio ambiente e sem o risco de
sistema “diverter – riser”. As mudanças de incêndios por criação de atmosfera explosiva na
direção devem ter raio em curvatura de pelo área da flowline e tanque das peneiras.
menos 20 (vinte) vezes o diâmetro interno ID da
linha conforme o API RP 64.

FIGURA 11-1 SISTEMA DE LINHAS DE VENTILAÇÃO DE DIVERTER COM SEPARADOR ATMOSFÉRICO

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11.4.4 Sistema de controle do Diverter O sistema de controle do diverter pode ser auto-
suficiente ou pode ser uma parte do sistema de
O sistema de controle do diverter é usualmente controle do BOP. A sequência de acionamento
hidráulico ou pneumático, ou uma combinação deve ser projetada para não permitir o
de ambos os tipos, que podem ser controlados fechamento do sistema, deixando-o sempre
eletricamente e capazes de operar o sistema ventilado. Ver o circuito hidráulico da figura
diverter por duas ou mais unidades de controle. abaixo.

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11.5 Tempo de Resposta do Diverter

O tempo de fechamento do sistema diverter


deve ser capaz de atuar as válvulas da linha de
ventilação e da linha fluxo, quando necessário, e
fechar o elemento do anular packing no tubo em
uso dentro de 30 (trinta) segundos de atuação se
o elemento tiver um diâmetro nominal de 20
(vinte) polegadas ou menos. Para um elemento
de 20 (vinte) polegadas ou mais de diâmetro
nominal, o sistema de controle do diverter deve
ser capaz de atuar as válvulas das linhas de
ventilação e da linha de fluxo, quando
necessário, e fechar no tubo em uso dentro de
45 (quarenta e cinco) segundos. As condições do
poço podem exigir um tempo de fechamento
mais rápido que o recomendado. Esta
possibilidade deve ser considerada durante o
projeto ou seleção de um novo sistema de
fechamento do diverter.

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12 CAPÍTULO - TESTE DOS EQUIPAMENTOS DO SISTEMA BOP

12.1 Procedimentos gerais de testes de valor dessa pressão deve ficar na faixa de 250 psi
BOP submarino a 350 psi com tempo de observação de 5
minutos, não sendo recomendado retornar a
12.1.1 Frequência dos testes essa faixa quando a pressão ultrapassar o valor
de 500 psi, devendo nessa situação, a pressão ser
Os equipamentos do Sistema de Controle de drenada até 0 psi (zero psi) e ser reiniciada uma
Poço devem ser submetidos periodicamente a nova pressurização.
testes de funcionamento e a testes de pressão
nas situações abaixo: 12.1.2.2 Teste de alta pressão
 Na superfície antes da descida do BOP;
 Na instalação do BOP; O teste de alta pressão tem como finalidade
 Antes de iniciar uma nova fase do poço; testar a estanqueidade dos equipamentos para
 Antes de teste de formação de poço garantir o fechamento e o isolamento do poço na
exploratório; situação de máxima pressão esperada no BOP e
 Após manutenção do sistema BOP; deve ter tempo de observação de 5 minutos.
 A cada 21 dias, conforme o API STD 53, se
não ocorrer nenhuma das situações acima. NOTAS:
 Os testes de pressão devem ser aplicados
NOTAS: conforme o sentido útil de bloqueio de cada
 A autoshear e o deadman (EHBS) devem ser componente e devem ser registrados em
submetidos a testes funcionais por ocasião carta de pressão;
dos testes de superfície do BOP;  O teste de pressão do BOP anular deve ser
 A gaveta cega-cisalhante, além dos testes de limitado a 70% da sua pressão nominal.
superfície e testes de instalação, pode ser Situações em que a pressão de teste do BOP
testada somente antes do início de cada anular precise ser testada com 100% da
nova fase do poço, a critério do cliente; pressão nominal deve ser submetida a
 Embora o API STD 53 recomende o teste de estudo de gestão de mudança;
funcionamento do sistema de controle do  O BOP anular deve ser testado com a coluna
BOP a cada 7 (sete) dias, algumas de menor diâmetro prevista para ser usada
Companhias Operadoras não adotam essa no poço. A pressão de acionamento deve ser
diretriz. compatível com o diâmetro da coluna em
teste conforme recomendação do
fabricante;
12.1.2 Pressões de teste
 As gavetas de tubo devem ser testadas com
a câmera de fechamento ventilada (posição
Os equipamentos do sistema de controle de
block) para permitir o teste do sistema de
poço devem ser submetidos a testes de baixa
travamento somente nos testes de
pressão e de alta pressão, exatamente nesta
superfície e de instalação; As gavetas
ordem, na freqüência definida pelo API STD 53 e
variáveis devem ser testadas no menor e no
a pressão deve ser aplicada no sentido útil de
maior diâmetro somente no teste de
bloqueio do preventor.
superfície, nos testes subsequentes devem
ser testadas no menor diâmetro.
12.1.2.1 Teste de baixa pressão

O teste de baixa pressão tem como finalidade


verificar o funcionamento dos elastômeros e o
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12.1.3 Fluido de teste a conformidade com os requisitos do API 16D


para garantir a confiabilidade requerida nas
O teste de superfície e o teste de instalação operações de controle de poço.
devem ser efetuados com água. Os testes Todas as funções principais do sistema de
subsequentes, a critério da companhia controle de poço devem ser acionadas
operadora (contratante), podem ser com o individualmente pelo POD amarelo e pelo POD
próprio fluido do poço. azul. Um teste deve ser efetuado com o
acionamento a partir do painel principal de
12.1.4 Testes de função controle do BOP instalado na cabine do sondador
e o outro teste deve ser efetuado com o
Os testes de função têm como finalidade acionamento a partir do painel de controle
verificar individualmente o funcionamento de auxiliar instalado no escritório do Toolpusher.
cada componente integrado ao sistema de O relatório de teste deve constar os tempos e os
controle do BOP e medir seus tempos e volumes volumes de acionamento de todas as funções do
de acionamento para verificar a estanqueidade e BOP pelo POD amarelo e pelo POD azul.

TEMPOS DE ACIONAMENTO DE FUNÇÕES DO BOP (API 16D 2005)


SUB 18 3/4" deve fechar em 45s
BOP de gavetas
SUP 13 5/8” deve fechar em 30s
SUB 18 3/4" deve fechar em 60s
BOP anular
SUP 13 5/8” deve fechar em 45s
Devem abrir ou fechar em até 45s ou menor que o
Válvulas submarinas
tempo de fechamento das gavetas de tubo
LMRP Desconectar em 45s
EDS Deve completar a sequência em até 90s

12.2 Testes da unidade hidráulica do 5500psi HPU 3000psi deve abrir entre
BOP (HPU-BOP submarino) 3300psi e 3500psi.

12.2.1.1 Testes de funcionamento 12.2.1.2 Testes de capacidade

(1) Verificação da pré-carga de nitrogênio a) Testes de Capacidade das Bombas:


de cada acumulador = 1500psi +/- Com todos os acumuladores
100psi; despressurizados, ligar as bombas e medir o
(2) Registro das pressões de operação: tempo para pressurizá-los até a pressão de
acumuladores = 5000psi; manifold = trabalho (5000psi), o tempo não deve
1500psi; exceder 15 minutos.
(3) Anular = depende do fabricante do BOP,
modelo e diâmetro do tubo no seu b) Testes de Capacidade dos Acumuladores:
interior; Com os acumuladores pressurizados na
(4) Verificação dos sistemas automáticos pressão de trabalho (5000psi) e o BOP na
de recuperação da pressão dos base de teste, seguir os seguintes passos:
acumuladores. Pressostato elétrico: (1) Posicionar a chave do painel elétrico
Entrada = 4500psi / Saída = 5000psi; das bombas na posição desligado;
(5) Teste da válvula de alívio de pressão. (2) Posicionar um tubo no BOP;
HPU 5000psi deve abrir entre 5300psi e (3) Fechar e abrir o BOP anular de maior
volume de acionamento;
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(4) Fechar e abrir 3 gavetas de tubo, uma (4) Eficiência (%) = vazão real dividida pela
de cada vez; vazão nominal multiplicado por 100.
(5) Retirar o tubo do BOP;
(6) Fechar e abrir a gaveta cega-cisalhante; OBSERVAÇÃO: A vazão real não deve ser menor
(7) Registrar a pressão dos acumuladores. que 600gpm para perfurar a fase de 12 ¼” se for
Esta não deve ser menor que o valor da a fase intermediária ou a fase dos objetivos. Para
pressão de trabalho do BOP dividido
a fase de 8 ½” deve ser pelo menos 400 gpm.
pela razão de fechamento da gaveta de
tubo.
12.4 Teste do sistema de
12.3 Teste do Desgaseificador a Vácuo monitoramento de pressão do
separador atmosférico de sonda
O desgaseificador a vácuo deve ser testado na marítima
mesma frequência de testes do BOP.
O sistema de monitoramento de pressão do selo
12.3.1 Procedimento do teste de hidráulico do separador atmosférico deve ser
funcionamento testado na mesma frequência de teste do
sistema BOP a partir do teste de instalação.
(1) Abrir as válvulas da sucção e da
descarga;
12.4.1 Monitoramento do selo hidráulico
(2) Ligar o conjunto moto-bomba de vácuo;
(3) Ler e registrar o valor do vácuo parcial (1) Encher o tubo “U” ou “deep tube” com
do interior do tanque de processo. Deve água ou próprio fluido do poço;
ser pelo menos 8 inHg (inHg = (2) Registrar a pressão indicada no
polegadas de mercúrio); manômetro da cabine do sondador;
(4) Ler e registrar o valor da perda de carga (3) Conferir com o valor calculado;
no ejetor. Deve ser 4 (quatro) vezes o (4) Abrir a válvula de dreno do selo
peso do fluido de perfuração e não deve hidráulico e registrar a pressão em que
ser menor que 30 psi; o sistema vai alarmar (deve ser em
(5) Verificar se o sistema de controle do torno de 80% da pressão hidrostática).
nível interno do tanque de processo
está funcionando. O sistema externo
OBSERVAÇÃO: Manômetro do corpo do
deve se movimentar alternadamente.
separador deve ser aferido semestralmente.

OBSERVAÇÃO: Não deve ser fechada a válvula da


linha de descarga com o conjunto moto-bomba
12.5 Teste de funcionamento dos
ligado. chokes

Antes de cada início de um novo contrato, deve


12.3.2 Procedimento do teste de eficiência de ser realizado um teste de funcionamento dos
vazão
chokes, circulando com água com a bomba de
lama da sonda na vazão reduzida de circulação
(1) Antes de colocar o desgaseificador em
de 4 bbm.
funcionamento, registrar o volume do
(1) Abrir totalmente cada choke;
tanque de sucção;
(2) Alinhar a bomba da sonda para o choke
(2) Ligar o desgaseificador e registrar o
a ser testado;
volume succionado durante 30
(3) Circular com água na vazão reduzida de
segundos;
circulação igual a 4 bpm;
(3) Calcular a vazão real em GPM dividindo
o volume succionado pelo tempo;
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(4) Registrar a perda de carga localizada no (9) Fechar o choke até ¾” da sua abertura
choke (deve ser próximo de zero); total ou até atingir 50% da pressão de
(5) Fechar o choke até ¼ da sua abertura trabalho;
total; (10) Registrar a perda de carga localizada no
(6) Registrar a perda de carga localizada no choke;
choke; (11) Circular com a vazão reduzida por 2h.
(7) Fechar o choke até ½ da sua abertura
total; A figura abaixo mostra o resultado dos testes de
(8) Registrar a perda de carga localizada no funcionamento dos chokes feitos em um navio
choke; DP:

12.6 Teste do sistema de detecção de  Registrar o volume do tanque de manobras;


kick da sonda  Ligar a bomba da sonda na vazão de
200gpm;
Antes de cada início de poço deve ser testado o  Registrar o nível dinâmico do tanque ativo
sistema de detecção de kick da sonda. (bbl);
Medidores de volume dos tanques e medidor  Ligar a bomba do tanque de manobras e
diferencial da vazão de retorno.
transferir 5bbl para o sistema;
 Aguardar o sistema acusar o ganho de 5bbl.
12.6.1 Procedimento para testar o sistema de
detecção de ganho de volume
NOTAS:
 Ajustar o sistema de detecção para medir  Se o sistema não acusar este ganho em até
ganho de até 10 bbl; 10 minutos, repetir o teste com incrementos
 Encher o tanque de manobras (trip tank); de volumes de 5bbl até que o sistema acuse
 Alinhar o tanque de manobra para o sistema e registrar o volume total transferido;
de circulação da sonda;  Caso o sistema de detecção de kick da sonda
 Ligar a bomba centrífuga do tanque de não tenha acusado o ganho de 10bbl, deve
manobras até retornar lama no sistema para ser considerado como uma não
retirar o ar da linha de abastecimento; conformidade. Providenciar reparo.

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12.6.2 Procedimento para testar o medidor da flowline, trip tank, gumble box e peneiras
variação de vazão de retorno por ocasião do teste do diverter.

 Ajustar o medidor para detectar o aumento


12.9 Testes da Autoshear e EHBS
de 10% na vazão de retorno;
 Ligar a bomba na vazão de 200 gpm;
12.9.1 Teste da autoshear
 Aumentar a vazão para 220gpm (10%);
 Verificar se o sistema acusa o aumento de A autoshear deve ser testada na superfície com
vazão de retorno. Se não acusar, aumentar o BOP na base de teste “test stump”, por ocasião
a vazão da bomba gradativamente até que o dos testes de superfície do sistema BOP
sistema acuse o aumento de vazão; conforme os seguintes passos:
 Registrar o valor da vazão de retorno (1) Verificar se a gaveta cega-cisalhante
detectada pelo sistema. Se for maior que está aberta;
240 gpm (20%), deve ser considerado como (2) Colocar a auto-shear na posição
não conformidade e deverá ser “DISARM”;
providenciado reparo. (3) Destravar o conector do LMRP;
(4) Destravar os mini conectores das linhas
12.7 Teste de aferição dos sistemas de “kill line e choke line” ou retrair os
medição de volume stabs;
(5) Retrair os stabs dos POD amarelo e POD
 Transferir 10 bbl do trip tank para o sistema azul;
ativo com o mesmo em circulação com (6) Colocar a auto-shear na posição “ARM”;
vazão de 200gpm e registrar os volumes dos (7) Suspender o LMRP com o guindaste;
sistemas abaixo, os quais não devem (8) Verificar se a gaveta cega-cisalhante
apresentar discrepância de mais de 10% em fechou;
relação ao trip tank. (9) Reconectar o LMRP;
o Tanque ativo (medida local); (10) Abrir a gaveta cega-cisalhante com um
o Instrumentação da cabine do POD e registrar o volume para abrir
sondador; (galonagem).
o Mudlogging.
NOTA:
12.8 Teste do Diverter  Os acumuladores da auto-shear devem ser
isolados do sistema de controle por check-
O Diverter deve ser submetido a testes de valve e dimensionados para cisalhar as
funcionamento e de circulação na instalação. mesmas colunas que devem ser cisalhadas
 Durante os testes de função deve ser pela gaveta cega-cisalhante;
verificado "in loco" o acionamento de cada  Os bancos de acumuladores da auto-shear e
válvula; do acústico podem operar interconectados
 Deve ser efetuado teste de circulação com para aumentar o volume de fluido usável,
água utilizando a booster line na vazão de isolados por válvula de bloqueio, acionada
1000gpm pelas linhas de ventilação de BB e por ROV ou remotamente.
BE;
 Se for necessário efetuar teste de 12.9.2 Teste do EHBS (Electro Hidráulic Back-
estanqueidade, a pressão de teste deve ser up System)
limitada a 200psi conforme o API RP 64;
 Verificar a data de aferição dos sensores de O EHBS deve ser testado na superfície com o BOP
gases combustíveis e de gases tóxicos da na base de teste por ocasião dos testes de
superfície do sistema BOP, pelo sistema de
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controle do BOP a partir da cabine do sondador


e a partir do escritório do toolpusher e 12.10 Teste do Sistema ROV x HOT-STAB
desconectando o LMRP, conforme abaixo:
12.10.1 Testes na superfície
a) Teste com o sistema de controle do BOP a
partir da cabine do sondador e a partir do Com o BOP na superfície, devem ser testadas
escritório do Toolpusher: todas as funções do sistema back-up ROV x Hot-
(1) Verificar se a gaveta cega-cisalhante Stab com registro dos volumes e tempos de
está aberta; acionamento das funções em planilha de teste e
(2) Colocar o EHBS na posição “ARM”; a pressão de teste em carta de pressão.
(3) Acionar o EHBS do painel de controle do
BOP; 12.10.2 Testes no fundo do mar
(4) Verificar se a gaveta cega-cisalhante
fechou; No fundo do mar deve ser testado pelo menos o
(5) Abrir a gaveta cega-cisalhante com um fechamento da gaveta cega-cisalhante do
POD e registrar o volume para abrir sistema back-up ROV x Hot-Stab com registro de
(galonagem). volume e tempo de acionamento na planilha de
testes do BOP.
b) Teste desconectando o LMRP
(1) Verificar se a gaveta cega-cisalhante 12.11 Testes e cuidados específicos de
está aberta; BOP de superfície
(2) Colocar o EHBS na posição “DISARM”;
(3) Destravar o conector do LMRP; 12.11.1 Comentários sobre instalação e
(4) Destravar os mini-conectores das linhas manutenção
“kill line e choke line” ou retrair stabs;
(5) Retrair os stabs dos POD amarelo e POD A falha de um equipamento pode ser devida a
azul; danos no transporte, instalação incorreta ou
(6) Colocar a auto-shear na posição “ARM”; falta de manutenção adequada. Assim
(7) Suspender o LMRP com o guindaste; determinados cuidados são necessários para que
(8) Verificar se a gaveta cega-cisalhante eles sejam confiáveis. Deve-se, portanto, ter um
fechou; plano de manutenção com base nas
(9) Reconectar o LMRP; recomendações do fabricante.
(10) Abrir a gaveta cega-cisalhante com um
POD e registrar o volume para abrir 12.11.2 Cuidados com os flanges
(galonagem).
 Durante o transporte e armazenamento,
NOTA: manter os flanges protegidos com madeira
 Os acumuladores do EHBS devem ser para evitar que pancadas possam danificar a
isolados do sistema de controle por check- sede do anel;
valve e dimensionados para cisalhar as  Verificar a condição dos parafusos e porcas;
mesmas colunas que devem ser cisalhadas  Deve-se estabelecer uma rotina de
pela gaveta cega-cisalhante; verificação do aperto dos parafusos,
 Os bancos de acumuladores do EHBS e do durante a perfuração, que devido a vibração
acústico podem operar interconectados do equipamento pode folgar;
para aumentar o volume de fluido usável,  Não usar escova de aço para limpar a sede
isolados por válvula de bloqueio, acionada dos anéis;
por ROV ou pelo sistema de controle do  Lubrificar as roscas dos parafusos e porcas a
BOP. serem utilizados na conexão dos flanges;

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 Não encher com graxa os furos para os corrigido imediatamente e o teste das funções é
prisioneiros, isto resulta num torque o meio de se detectá-lo antecipadamente.
inexato;
 O aperto dos parafusos dos flanges deve ser 12.11.4.2 Teste de pressão
em forma diametralmente oposta.
a) Teste de baixa pressão: 250psi a 350psi;
12.11.3 Cuidados com os anéis b) Teste de alta pressão: conforme definido no
programa do poço.
 Nunca reutilizar anéis;
 Durante a armazenagem protegê-los contra 12.11.4.3 Máxima pressão de trabalho
amassamento, arranhões;
 Os anéis novos no almoxarifado devem ser Deve-se ter um registro da pressão de trabalho
guardados na posição horizontal, de todos os equipamentos do sistema de
isoladamente e apoiados. Nunca segurança de cabeça de poço. Isto é importante
pendurados para evitar ovalização; para se saber o limite de pressão permitida em
 Durante a instalação do equipamento limpar caso de teste do equipamento e controle de kick.
os anéis observando qualquer ranhura ou O elemento mais fraco é o que limita esta
mossa nos mesmos e limpar as suas sedes, pressão. É necessário também saber determinar
certificando-se de que as mesmas estejam as áreas que estão sujeitas a alta e a baixa
isentas de graxa, óleo, areia e perfeitamente pressão durante o fechamento e as operações de
secas. bombeamento.

12.11.4 Testes dos preventores 12.11.4.4 Frequência dos testes

Os equipamentos do sistema de segurança de A frequência com que serão realizados os testes


cabeça de poço devem ser testados com a é estabelecida na API STD 53, por equipamento.
finalidade de assegurar perfeitas condições de Após a realização de qualquer reparo ou
funcionamento. Se esses testes indicarem substituição de componentes, o equipamento
qualquer irregularidade, por mínima que seja, as deve ser novamente testado.
operações não devem prosseguir até que sejam
sanadas todas as falhas existentes e os testes 12.11.4.5 Fluido utilizado nos testes
repetidos.
Todos os testes de vedação devem ser
12.11.4.1 Teste das funções executados utilizando-se água ou água
aditividade com óleo solúvel. Em operações de
Após a montagem do equipamento produção, o fluido utilizado pode ser o próprio
primeiramente deve-se testar as funções. Isto fluido de completação. Quando o fluido de
permite a correção de uma possível conexão perfuração for à base óleo, utilizar o próprio
incorreta das linhas de acionamento na como fluido de teste.
montagem, assegurando um funcionamento
confiável. 12.11.4.6 Registro de teste
Devido a este tipo de erro nas conexões das
linhas pode ocorrer uma operação não Todos os testes devem ser registrados na folha
condizente com a mensagem enviada, por de acompanhamento de testes. Devem também
exemplo, quando se aciona para fechar o BOP a ser registrado no boletim do sondador e no
linha de abrir é que fica pressurizada em vez da boletim diário de perfuração.
linha de fechamento. Este tipo de erro deve ser

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12.11.4.7 Uso da ferramenta de teste tração e por essa razão a coluna de


assentamento e teste do cup-test deve estar
Quando as pressões de teste forem superiores a com seu interior VENTILADO PARA A
80% da máxima resistência a pressão interna do ATMOSFERA. Algumas empresas têm restrição
revestimento ou quando da execução de teste ao uso do cup-test e com este equipamento não
em poço aberto o teste só deve ser realizado se consegue testar a gaveta cega. Fig.12-2
com o “test-plug”. O test plug, tampão de teste,
tem rosca caixa pino a mesma da coluna de
perfuração. Assenta numa cabeça de
revestimento ou num carretel de revestimento
se na cabeça já estiver ancorado um
revestimento. As válvulas laterais da cabeça
abaixo de onde estiver assentado devem ficar
abertas para, caso haja vazamento, o
revestimento ou poço aberto não seja
pressurizado.
Com ele testa-se a cega, as gavetas, BOP anular
e válvulas da coluna e kelly, mas não se testa a
rosca ou solda da cabeça. Fig.12-1

FIGURA 12-2 CUP TEST

12.11.5 Unidade de teste

Deve ser utilizada uma unidade de pressurização


que seja capaz de atingir as pressões
programadas deslocando pequenos volumes de
fluido.

FIGURA 12-1 TEST PLUG 12.11.6 Aspectos a serem observados antes da


Além do test plug, existe o cup test é um realização do teste
equipamento que não assenta em nenhum
 Existência da bucha de desgaste (bowl
elemento do cabeçal. Posicionado na coluna de
protector);
perfuração, ficando logo abaixo da rosca ou solda
da cabeça de revestimento. Com a injeção de  Sequência do teste;
fluído, pelo anular, após o fechamento do BOP, a  Disponibilidade de ferramentas e materiais
borracha se expande colando no revestimento. A e equipamentos necessários para evitar
coluna está presa com o elevador, assim à perda de tempo;
medida em que aumenta a pressão de teste a  Circulação das linhas com água para
coluna será submetida a um maior esforço de limpeza, adotando uma sequência tal que
permita o sistema fique todo cheio de água;
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existir válvulas ligadas à câmara de expansão


 Tipo, dimensões, pressão de trabalho e com pressão de trabalho inferior à pressão
disposição dos equipamentos. de teste.

12.11.7 Segurança do pessoal  Abrir a válvula do componente onde foi


assentado o tampão de teste, em função da
Todas as pessoas que não estiverem fase do poço que está sendo perfurada.
participando diretamente dos testes devem
permanecer afastadas dos equipamentos, com a 12.11.11 Testes da Unidade Hidráulica de
finalidade de facilitar a observação, avaliação e acionamento do BOP
evitar riscos de acidentes pessoais devido as altas 12.11.11.1 Teste de pré-carga dos acumuladores
pressões. Não permitir a presença de qualquer
pessoa da sonda junto a “boca do poço”, área do  Proceder como descrito na instalação e
E.S.C.P ou próximo das linhas pressurizadas. operação da unidade acumuladora /
acionadora, recomendado no manual de
12.11.8 Manômetros teste.

A observação da pressão de teste deve ser feita


12.11.11.2 Teste da capacidade das bombas
sempre baseada em dois manômetros para hidráulicas
checagem da aferição. Devem apresentar
sensibilidade de 100 psi. (1) Isolar as garrafas do restante do
conjunto e descarregar a pressão do
12.11.9 Alívio de pressão manifold;
(2) Para o teste da bomba hidráulica de
Deve ser feito por um estrangulador ajustável
acionamento elétrico, isole a bomba
evitando-se assim o “corte” de válvulas.
hidráulica de acionamento pneumático
e vice-versa;
12.11.10 Outros procedimentos gerais
(3) Em cada caso, acionar,
simultaneamente, a válvula 4 vias de
 Circular água pelo sistema para sua limpeza
controle de preventor anular para a
e encher todas as linhas. Sempre que
posição de fechar e a da HCR para a
desassentar o tampão de teste encher
posição de abrir;
novamente o sistema.
(4) Registrar o tempo requerido para
concluir a operação de fechar o
 Começar os testes pelas válvulas mais
preventor anular, abrir a HCR e
afastadas para manter o sistema sempre
acumular 1200 psi de pressão no
cheio de água.
manifold de conjunto de válvulas de
controle (200 psi acima da pressão de
 Despressurizar o sistema sempre pela
pré-carga dos acumuladores). Limitar o
válvula de descarga da unidade de teste.
teste a um tempo máximo de 2 minutos
e registrar a pressão acumulada;
 Pressurizar com a pressão indicada no
programa do poço. Lembrar que podem
(5) Resultado necessário: Fechar o (1) Desligar as bombas hidráulicas da
preventor anular abrir a HCR e acumular unidade;
1200 psi em até 2 minutos. (2) Registrar a pressão inicial da unidade;
12.11.11.3 Teste dos acumuladores (3) Posicionar um tubo de perfuração no
interior do preventor anular e do
preventor de gaveta vazada;
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(4) Acionar simultaneamente, a válvula 4 teste pelo furo no flange inferior do carretel uma
vias de controle de um preventor de das válvulas abaixo do isolamento da cunha deve
gaveta vazada e do preventor anular permanecer aberta. Quando se fizer o teste do
para a posição de fechar e da HCR para revestimento o parafuso do furo no flange
a posição de abrir; inferior do carretel deve estar removido para se
(5) Registrar a pressão final da unidade; constatar a vedação do Pack off. Fig.12-3
(6) Resultado necessário: A pressão final
mínima deverá ser de 1200 psi (200 psi
acima da pressão de pré-carga dos
acumuladores), e o tempo de
fechamento dos componentes
acionados, menos de que 30 segundos.

12.11.12 Painel Remoto de Controle do BOP


(Painel do Sondador)

Deve-se realizar, semanalmente, um teste de


acionamento de todos os elementos
componentes do conjunto do cabeçal,
acionando-os dessa unidade para tanto basta FIGURA 12-3 104: TESTE DO PACK OFF
verificar o movimento das alavancas das válvulas
4 vias da unidade acumuladora/acionadora, Os separadores de gás podem ser testados para
tendo-se o cuidado de antes despressurizá-las e verificação de vazamento, com baixa pressão. Se
isolar as bombas e os acumuladores. o Bernardão possuir válvula na saída para o
tanque da peneira, fecha-se esta válvula e a linha
de retorno de gás e testa-se. Com isto se checa
12.11.13 Teste da vedação do engaxetamento do
carretel de ancoragem se há algum vazamento no corpo do separador.

No flange inferior do carretel de ancoragem tem 12.12 Sentido da Pressão de Teste ou


um furo e um parafuso, cujo furo é utilizado para Sentido Útil de Bloqueio
testar a vedação da cunha, o anel e Pack off da
vedação secundaria de fora para dentro. O teste No planejamento do teste de um sistema BOP
da vedação secundaria de dentro para fora será antes da elaboração da sequência de passos dos
feito na ocasião do teste do revestimento, para testes, deve ser procedida a análise para
se assegurar o correto isolamento dos flanges definição do sentido da pressão de teste em
inferiores de pressões superiores à pressão de função do sentido útil de bloqueio de cada
trabalho dos mesmos. Quando se for efetuar o componente do sistema.

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12.12.1 BOP de Superfície com Sentido da Pressão de Teste

12.12.2 Sistema BOP Submarino com Sentido da Pressão de Teste

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BIBLIOGRAFIA
1. Projetos de Poços de Petróleo – Geopressões e Assentamento de coluna de revestimento – Luiz
Alberto Santo Rocha, Cecília Toledo de Azevedo, 2008.

2. II Encontro técnico de poços HPHT - Históricos de falsos kicks na Petrobras em 2007 identificados e
combatidos com aplicação do procedimento SGP - Francisco Stênio Bezerra Martins.

3. Análise dos Kicks Reportados 2002/2003 - Luiz Alberto Santo Rocha, Cecília Toledo de Azevedo.

4. Engenharia de Reservatórios de Petróleo - Adalberto José Rosa, Renato de Souza Carvalho, José
Augusto Daniel Xavier, 2006.

5. PETROBRAS DPPS (Programa de Segurança em Posicionamento Dinâmico)

6. Projetos de Poços de Petróleo. Autores: Luiz Alberto Santos Rocha e Cecília Toledo de Azevedo

7. Norma Petrobras de Controle de Poço N-2755

8. Norma Petrobras de Segurança no Projeto de Poços Marítimos N-2752

9. Norma Petrobras de Segurança na Perfuração de Poços Marítimos N-2768

10. Portaria de Abandono de Poço ANP-25

11. “Considerações Sobre Segurança de Poço Durante a Perfuração de Poços Delgados”; Santos, O.L.A.; II
SEP; 19-23 de outubro de 1998; Rio, Brasil

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ANEXOS

TABELA 2 - TESTE DE PRESSÃO, SISTEMAS DE BOP DE SUPERFÍCIE, TESTES INICIAIS

COMPONENTE A SER TESTE DE PRESSÃO - BAIXA PRESSÃO a psi TESTE DE PRESSÃO - ALTA PRESSÃO b c
TESTADO (MPa) psi (Mpa)
Menor valor entre 70% da RWP (Pressão de Trabalho) do anular, RWP da
PREVENTOR ANULAR 250 a 350 (1,72 a 2,41)
cabeça de poço ou pressão de teste do preventor de gaveta.

Câmaras de operação Não aplicável. Máxima pressão de operação recomendada pelo fabricante do BOP anular.

PREVENTORES DE GAVETA
Gaveta de tubos de
diâmetro fixo
Gaveta de tubos de RWP (Pressão de Trabalho) dos BOPs de gaveta ou RWP do sistema de cabeça
250 a 350 (1,72 a 2,41)
diâmetro variável de poço, o que for menor.
Gaveta cega / cega-
cisalhante

Câmara de operação Não aplicável. Máxima pressão de operação recomendada pelo fabricante do BOP de gaveta.

LINHAS DE CHOKE E KILL E RWP (Pressão de Trabalho) dos BOPs de gaveta ou RWP do sistema de cabeça
250 a 350 (1,72 a 2,41)
VÁLVULAS de poço, o que for menor.

Câmara de operação Não aplicável. Máxima pressão de operação recomendada pelo fabricante da válvula.

CHOKE MANIFOLD
A montante (upstream) RWP (Pressão de Trabalho) dos BOPs de gaveta, RWP do sistema de cabeça de
250 a 350 (1,72 a 2,41)
do(s) choke(s) poço ou RWP da entrada do(s) choke(s), o que for menor.
A jusante (downstream) RWP (Pressão de Trabalho) da saída do(s) choke(s), válvula(s) ou linha(s), o que
250 a 350 (1,72 a 2,41)
do(s) choke(s) for menor.
Somente teste de função; verificação do
Chokes ajustáveis
sistema backup.
SISTEMA DE CONTROLE DO
BOP

Manifold e linhas do BOP Não aplicável. Máxima pressão de operação do sistema de controle.

Pressão do acumulador Verificar a pré-carga. Não aplicável.


Tempo de fechamento
Capacidade da bomba Teste de função. Não aplicável.
Painéis de controle
VÁLVULAS DE SEGURANÇA

Kelly, válvulas do kelly e


válvulas de segurança
250 a 350 (1,72 a 2,41) RWP (Pressão de Trabalho) dos componentes.
(DPSV, I-BOP, Inside
BOP)

EQUIPAMENTOS AUXILIARES
Separador atmosférico
Em conformidade com o equipamento. Teste de vazão.
(MGS) d

Trip tank,
instrumentação de Verificação visual e manual. Teste de vazão.
detecção de kick, etc.
a
O teste de baixa pressão deve permanecer estável por, pelo menos, 5 minutos sem vazamentos visíveis. O teste de vazão (flow-type test) deve ter duração
suficiente para possibilitar a detecção de vazamentos significativos.
b O teste de alta pressão deve permanecer estável por, pelo menos, 5 minutos sem vazamentos visíveis.
c
Equipamentos de controle de poço podem ter uma pressão de trabalho maior do que aquela requerida para o poço a ser perfurado. Nestas situações, os
requisitos de testes para o poço a ser perfurado devem ser utilizados.
d O separador atmosférico requer um teste hidrostático único durante a fabricação ou após a instalação. A subsequente soldagem no vaso do separador
atmosférico exigirá a realização de um teste hidrostático adicional.

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TABELA 3 - TESTE DE PRESSÃO, SISTEMAS DE BOP DE SUPERFÍCIE, TESTES SUBSEQUENTES

COMPONENTE A SER TESTE DE PRESSÃO - BAIXA PRESSÃO a psi TESTE DE PRESSÃO - ALTA PRESSÃO b c
TESTADO (MPa) psi (Mpa)
Menor valor entre a MASP (Pressão Máxima Prevista na Superfície) para
PREVENTOR ANULAR 250 a 350 (1,72 a 2,41)
a seção do poço e 70% da RWP (Pressão de Trabalho) do anular.
PREVENTORES DE GAVETA
Gaveta de tubos de
diâmetro fixo
Gaveta de tubos de
diâmetro variável
Gaveta cega / cega- 250 a 350 (1,72 a 2,41) MASP (Pressão Máxima Prevista na Superfície) da seção do poço.
cisalhante
Gaveta super-
cisalhante
Linhas de choke e kill e
válvulas
CHOKE MANIFOLD
A montante
(upstream) do(s) 250 a 350 (1,72 a 2,41) O mesmo que o do preventor de gaveta.
choke(s)
A jusante
RWP (Pressão de Trabalho) da(s) saída(s) do(s) choke(s), válvula(s) ou
(downstream) do(s) 250 a 350 (1,72 a 2,41)
linha(s), o que for menor.
choke(s)
Chokes ajustáveis Somente teste de função. Verificação do sistema de controle backup.
SISTEMA DE CONTROLE DO
BOP
Manifold e linhas do
Teste de função em conformidade com o
BOP
programa de Manutenção Preventiva (PM)
Pressão do do proprietário do equipamento.
acumulador Em conformidade com o programa de Manutenção Preventiva (PM) do
proprietário do equipamento.
Tempo de fechamento
Verificar a funcionalidade dos sistemas de
Capacidade da bomba
backup.
Painéis de controle
VÁLVULAS DE SEGURANÇA
Kelly, válvulas do kelly
e válvulas de
250 a 350 (1,72 a 2,41) MASP (Pressão Máxima Prevista na Superfície) da seção do poço.
segurança (DPSV, I-
BOP, Inside BOP)
EQUIPAMENTOS
AUXILIARES
Separador atmosférico
Teste de vazão opcional. Não aplicável.
(MGS) d
Trip tank,
instrumentação de Verificação visual e manual. Diariamente.
detecção de kick, etc.
a
O teste de baixa pressão deve permanecer estável por, pelo menos, 5 minutos sem vazamentos visíveis. O teste de vazão (flow-type test) deve
ter duração suficiente para possibilitar a detecção de vazamentos significativos.
b
O teste de alta pressão deve permanecer estável por, pelo menos, 5 minutos sem vazamentos visíveis.
c
Equipamentos de controle de poço podem ter uma pressão de trabalho maior do que aquela requerida para o poço a ser perfurado. Nestas
situações, os requisitos de testes para o poço a ser perfurado devem ser utilizados.
d
O separador atmosférico (MGS) requer um teste hidrostático único durante a fabricação ou após a instalação. A subsequente soldagem no vaso
do separador atmosférico exigirá a realização de um teste hidrostático adicional.

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TABELA 6 - TESTES DE SUPERFÍCIE DOS SISTEMAS SECUNDÁRIOS, DE EMERGÊNCIA E DE OUTROS SISTEMAS

TESTE DOS SISTEMAS SECUNDÁRIOS


TIPO DE SISTEMA FUNÇÃO TESTADA DOS CRITÉRIO DE ACEITAÇÃO
FREQUÊNCIA
COMPONENTES
Antes da descida do BOP; todos os
Todas as funções associadas.
Acústico componentes associados respondem.
Para segurança do poço. Antes da descida do BOP. Em 90 segundos ou menos. c

ROV - funções críticas


(fechamento da gaveta Gavetas em 45 segundos ou
cisalhante, fechamento da Todas as funções críticas do ROV. Antes da descida do BOP. menos, conector(es) em 45
gaveta de tubos e desbloqueio / segundos ou menos. c
destravamento do LMRP)

TESTE DOS SISTEMAS DE EMERGÊNCIA


Antes da descida do BOP; todos os
componentes associados respondem.
Todos os componentes associados. Testados por meio da interrupção da
Teste do circuito do Deadman
força elétrica e do suprimento
(EHBS ou equivalente) a d
hidráulico.
Componentes para segurança do
Antes da descida do BOP. Em 90 segundos ou menos. c
poço.
Antes da descida do BOP; todos os
Todos os componentes associados.
componentes associados respondem.
Teste do circuito do autoshear Antes da descida do BOP. Testados
(ou equivalente) a d por meio da ativação da autoshear,
Para segurança do poço. Em 90 segundos ou menos. c
onde aplicável (desconexão do
LMRP).
Sequência de desconexão de
Todos os componentes associados. Antes da descida do BOP. Em 90 segundos ou menos. c
emergência
a
Garantir a segurança do poço compreende o fechamento de gavetas, válvulas e travas, não incluindo desconexões e outras funções que podem
ser, subsequentemente, empregas depois que o poço estiver em segurança.
b
EDS (Sequência de Desconexão de Emergência) não requerida para sondas ancorados.
c
O tempo mínimo requerido para colocar o poço em segurança não compreende o tempo requerido para o acionamento de funções depois que
o poço estiver em segurança.
d
O fluido de acionamento pode ser fornecido a partir dos acumuladores de superfície ou de uma fonte alternativa.

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TABELA 7 - TESTES SUBMARINOS DOS SISTEMAS SECUNDÁRIOS, DE EMERGÊNCIA E DE OUTROS SISTEMAS

TIPO DE SISTEMA
TIPO DE SISTEMA FUNÇÃO TESTADA DOS CRITÉRIO DE ACEITAÇÃO
FREQUÊNCIA
COMPONENTES
Comunicações. Não exceder 21 dias entre os testes. Não aplicável.
Acústico Uma vez durante o teste submarino
Uma das funções. Não aplicável.
inicial do BOP.

Uma gaveta cega-cisalhante ou uma


Uma vez por ano. Em 45 segundos ou menos. c
ROV - funções críticas gaveta de tubos de diâmetro fixo.
(fechamento da gaveta
cisalhante, fechamento da
gaveta de tubos e desbloqueio /
destravamento do LMRP) Não requerido - considerar o
funcionamento durante desconexão
Conector do LMRP. Em 45 segundos ou menos. c
de emergência, reparo, manutenção
e final de poço ou programa.
TESTE DOS SISTEMAS DE EMERGÊNCIA
Comissionamento ou no prazo de 5
anos, a contar do teste anterior. d
Deadman (EHBS ou equivalente)
a Todos os componentes associados. Testado por meio da interrupção do Em 90 segundos ou menos. c
controle e do suprimento hidráulico
do dispositivo de ativação.
Comissionamento ou no prazo de 5
anos, a contar do teste anterior.
Autoshear (ou equivalente) a Todos os componentes associados. Testados por meio da ativação da Em 90 segundos ou menos. c
autoshear, onde aplicável
(desconexão do LMRP).
Sequência de desconexão de Comissionamento ou no prazo de 5
Todos os componentes associados. Em 90 segundos ou menos. c
emergência anos, a contar do teste anterior.
Acumuladores de emergência Na instalação inicial e,
Volume do acumulador. Ver item 7.6.8.3 do API STD 53.
dedicados subsequentemente, a cada 6 meses.
a
Incapaz de verificar critérios quando instalado subsea em alguns sistemas.
b
EDS (Sequência de Desconexão de Emergência) não requerida para sondas ancoradas.
c
O tempo mínimo requerido para colocar o poço em segurança não compreende o tempo requerido para o acionamento de funções depois que
o poço estiver em segurança.
d
Teste de capacidade (drawdown test) deve ser realizado em conformidade com o item 7.6.8.3 para verificar a capacidade do acumulador
disponível no stack.

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TABELA 8 - OUTROS TESTES DE SISTEMA

TIPO DE SISTEMA TIPO DE TESTE FREQUÊNCIA CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO


Um teste do riser recoil system
durante o comissionamento, por
Teste do riser recoil system com BOP meio de aprovação da sonda (como
Em 120 segundos ou menos. C
instalado. a por acordo contratual), alteração no
Riser recoil system projeto do sistema ou alterações de
software para o riser recoil system.
Teste de função simulado em
Anualmente. Em 120 segundos ou menos. C
superfície. b
a
O teste deve ser realizado com o BOP instalado em subsea (não realizar acima ou próximo à infraestrutra de produção subsea).
b
Um teste simulado não requer a instalação do BOP.
c
O tempo mínimo requerido para colocar o poço em segurança não compreende o tempo requerido para o acionamento de funções depois que
o poço estiver em segurança.

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TABELA 9 - TESTE DE PRESSÃO, PLATAFORMAS FLUTUANTES COM BOP STACK SUBMARINO, TESTES DE PRÉ-IMPLANTAÇÃO

COMPONENTE A SER TESTE DE PRESSÃO - BAIXA PRESSÃO a psi TESTE DE PRESSÃO - ALTA PRESSÃO b c
TESTADO (MPa) psi (Mpa)
PREVENTOR ANULAR 250 a 350 (1,72 a 2,41) Mínimo de 70% da RWP (Pressão de Trabalho) do anular.
PREVENTORES DE GAVETA

Gaveta de tubos de RWP (Pressão de Trabalho) dos preventores de gaveta ou do sistema de


250 a 350 (1,72 a 2,41)
diâmetro fixo / variável cabeça de poço, o que for menor.

Gaveta cega / cega- RWP (Pressão de Trabalho) dos preventores de gaveta ou do sistema de
250 a 350 (1,72 a 2,41)
cisalhante cabeça de poço, o que for menor.
Gaveta super-
Teste de função. Não aplicável.
cisalhante
CONECTORES RWP (Pressão de Trabalho) do equipamento acima do conector ou do
250 a 350 (1,72 a 2,41)
HIDRÁULICOS sistema de cabeça de poço, o que for menor.
LINHAS DE CHOKE, KILL E
RWP (Pressão de Trabalho) dos preventores de gaveta ou do sistema de
DRENAGEM DE GÁS (GAS 250 a 350 (1,72 a 2,41)
cabeça de poço, o que for menor.
BLEED LINE) E VÁLVULAS
SISTEMA DE CONTROLE DO
BOP
Manifold e linhas do
Não aplicável. Pressão de operação do sistema de controle.
BOP
Pressão do
Verificar a pré-carga.
acumulador
Tempo de fechamento Não aplicável.
Capacidade da bomba Teste de função.
Painéis de controle
SISTEMAS SECUNDÁRIOS E
Ver as Tabelas 6 e 8. Ver as Tabelas 6 e 8.
DE EMERGÊNCIA
Testes e inspeções de pré-implantação devem ser realizados em conformidade com o programa de manutenção preventiva (PM) do proprietário do
equipamento.
a
O teste de baixa pressão deve permanecer estável por, pelo menos, 5 minutos sem vazamentos visíveis.
b
O teste de alta pressão deve permanecer estável por, pelo menos, 5 minutos sem vazamentos visíveis.
c
Equipamentos de controle de poço podem ter uma pressão de trabalho maior do que aquela requerida para o poço a ser perfurado. Nestas
situações, os requisitos de testes para o poço a ser perfurado devem ser utilizados.

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TABELA 10 - TESTE DE PRESSÃO, PLATAFORMAS FLUTUANTES COM BOP STACK SUBMARINO, TESTES SUBMARINOS

COMPONENTE A SER TESTE DE PRESSÃO - BAIXA PRESSÃO a psi TESTE DE PRESSÃO - ALTA PRESSÃO b c
TESTADO (MPa) psi (Mpa)
PREVENTOR ANULAR,
Mínimo da MAWHP (Valor Máximo Previsto de Pressão na Cabeça de
LINHA DE DRENAGEM DE
250 a 350 (1,72 a 2,41) Poço) para a seção do poço ou 70% da RWP (Pressão de Trabalho) do
GÁS (GAS BLEED LINE) E
anular, o que for menor.
VÁLVULAS e
PREVENTORES DE GAVETA
Teste de pressão inicial, após assentamento do BOP, a pressão de teste
Gaveta de tubos de será a MAWHP (Valor Máximo Previsto de Pressão na Cabeça de Poço)
250 a 350 (1,72 a 2,41)
diâmetro fixo / variável para o programa de poço para o stack instalado. Testes subsequentes,
pressão testada para a MAWHP para a seção do poço seguinte.
Gaveta cega-
cisalhante e aquelas
válvulas
Pressão testada em pontos do revestimento para o teste de pressão do
imediatamente abaixo
250 a 350 (1,72 a 2,41) revestimento.
das gavetas
Intervalo entre os testes de função não deve exceder 21 dias.
cisalhantes e acima da
gaveta de tubos de
diâmetro fixo superior.
GAVETAS SUPER-
Somente teste de função. Intervalo entre os testes de função não deve exceder 21 dias.
CISALHANTES

Teste de pressão inicial, após assentamento do BOP, a pressão de teste


CONECTOR DA CABEÇA DE será a MAWHP (Valor Máximo Previsto de Pressão na Cabeça de Poço)
POÇO OU O CONECTOR DO 250 a 350 (1,72 a 2,41) para o programa de poço.
STACK Testes subsequentes, pressão testada para o teste de pressão do
revestimento.

Teste de pressão inicial, após assentamento do BOP, a pressão de teste


LINHAS DE CHOKE, KILL E
será a MAWHP (Valor Máximo Previsto de Pressão na Cabeça de Poço)
DRENAGEM DE GÁS (GAS 250 a 350 (1,72 a 2,41)
para o programa de poço. Testes subsequentes, pressão testada para a
BLEED LINE) E VÁLVULAS
MAWHP para a seção do poço seguinte.

LINHA DE KILL E VÁLVULAS


ABAIXO DE UMA GAVETA 250 a 350 (1,72 a 2,41) O mesmo que o do preventor de gaveta.
DE TESTES
CHOKE MANIFOLD
A montante
(upstream) do(s) 250 a 350 (1,72 a 2,41) O mesmo que o do preventor de gaveta.
choke(s)
A jusante
(downstream) do(s) 250 a 350 (1,72 a 2,41) RWP da saída do(s) choke(s), válvula(s) ou linha(s), o que for menor.
choke(s)
Chokes ajustáveis Somente teste de função. Verificação do sistema de controle backup.
SISTEMA DE CONTROLE DO
Opcional.
BOP
Manifold e linhas do
Não aplicável. Não aplicável.
BOP
Pressão do
Não aplicável. Não aplicável.
acumulador

Tempo de fechamento Teste de função. Não aplicável.

Painéis de controle Teste de função. Não aplicável.

VÁLVULAS DE SEGURANÇA

Kelly, válvulas do kelly, O mesmo que o do preventor de gaveta.


válvulas de segurança
250 a 350 (1,72 a 2,41)
da coluna de
perfuração, IBOPs, etc.

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TABELA 10 - TESTE DE PRESSÃO, PLATAFORMAS FLUTUANTES COM BOP STACK SUBMARINO, TESTES SUBMARINOS (CONTINUAÇÃO)

EQUIPAMENTOS
Não aplicável.
AUXILIARES

Junta telescópica do riser Teste de vazão.

Separador atmosférico Não aplicável.


Opcional.
(MGS) d
Trip tank,
instrumentação de Teste de vazão.
detecção de kick, etc
Sistemas de
emergência e Ver as Tabelas 7 e 8. Ver as Tabelas 7 e 8.
secundários
Testes subsea devem ser realizados após a instalação inicial, em intervalos que não excedam 21 dias (para teste de poço) e/ou em conformida de
como programa de manutenção preventiva (PM) do proprietário.
a
O teste de baixa pressão deve permanecer estável por, pelo menos, 5 minutos.
b
O teste de alta pressão deve permanecer estável por, pelo menos, 5 minutos. O teste de vazão (flow-type test) deve ter duração suficiente para
possibilitar a detecção de vazamentos significativos.
c
Equipamentos de controle de poço podem ter uma pressão de trabalho maior do que aquela requerida para o poço a ser perfurado. Nestas
situações, os requisitos de testes para o poço a ser perfurado devem ser utilizados.
d
O separador atmosférico (MGS) requer um teste hidrostático único durante a fabricação ou após a instalação. A subsequente soldagem no vaso
do separador atmosférico exigirá a realização de um teste hidrostático adicional.
e
As válvulas de drenagem (bleed valves) devem ser testadas com a pressão do anular no lado do poço e com a MAWHP (Valor Máximo Previsto
de Pressão na Cabeça de Poço) no lado das linhas de choke / kill.

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