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Redes Sociais e Inovação Digital

“Não use velhos mapas para descobrir novas terras”

Um projeto
Gaia Creative + CIC ESPM
Copyright © 2011 Gaia Criative – www.gaiacreative.com.br (fund. 2009) / São Paulo; 83 páginas

Título: Redes Socias e Inovação Digital

Expediente

Conselho Editorial:
Cibele Silva, Gil Giardelli

Responsável:
Gil Giardelli

Realização:
Gaia Creative e CIC/ESPM

Edição e Revisão:
Cibele Silva

Pr odução de gráfica
Bruna Ramon

Diagramação:
Camila Carrano

ORGANIZAÇÃO E EXECUÇÃO

+
A Gaia Creative é uma Empresa de Tendências, O Centro de Inovação e Criatividade (CIC)
que visa à inovação na Gestão do Conhecimento, ESPM proporciona o ambiente adequado
a Gestão da Inovação e é especializada em para pessoas interessadas em se tornarem
soluções tecnológicas para Relacionamento profissionais atuantes em um cenário
Digital, Redes Sociais, Campanhas de Email extremamente dinâmico onde inovação e
Marketing e Campanhas de Mobile Marketing. criatividade caracterizam cada vez mais as
atividades das marcas líderes. No CIC são
realizados os cursos do professor Gil Giardelli,
o #InovadoresESPM

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www.gaiacreative.com.br/site/
@ _gaiacreative
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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.


Atribuição – Uso não-comercial – Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Brasil.
Para ver esta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br/
Inovadores
André Nogueira
Andrezza Leite
Brunno Ferreira
Caio C. O. Ribeiro
Christiane Vila Nova Camargo
Diego E. Mattera
Ederaildo Fontes
Edna Gomes Pereira
Eduardo Ponce
Elaine Rodrigues
Fabio Antunes
Fabio Gobbo
Fatima de Oliveira Carvalho
Fernanda Quintão
Gisele Arana
Gloria Pereira
Israel Ribeiro
Juliano Akira Kimura
Julio Cesar da Cruz
Karina Bradley
Kathia Morini
Ligia Chemin Le Talludec
Marcelo Abrantes
Marcio Traguetta Alaminos
Maria Sannini
Mariana Anselmo
Mariana Nassif
Marina Narciso
Monise dos Reis Martins da Silva
Natasha Torlay
Nayane Monteiro
Paula Regina Subires Garcia
Renata Bonadia
Ricardo Karam
Rosi Benini
Sérgio Porcari
Suzie Clavery Caldas
Thiago Moura
Vinícius Sacramento
PREFÁCIO
O Livro Colaborativo de Redes Sociais nasceu de uma idéia de juntar todas as opiniões
dos meus alunos que passaram pelo Inovadores ESPM. Esses artigos são uma junção
da gestão do conhecimento, inovação e mídias sociais.

Tenho orgulho de lançar esse livro colaborativo – volume I. É uma forma de humanizar
e aproximar uma parte dos alunos que passaram em tantas e distintas turmas que
tive a honra de lecionar e ampliar a visão do mundo digital.

Por mais paradoxal que possa parecer, para o estudioso do mundo digital, como
eu, o fato da “digitalização” do mundo, o que, naturalmente, gera grandes dúvidas,
para mim antes de abranger o surgimento delas, é importante entender por que elas
existem.

Hoje, se alguém passar dez minutos na frente de um computador, será o suficiente


para que apareça uma série de perguntas como “por que a Rainha da Inglaterra tem
um perfil oficial no Twitter?”, “qual o motivo para as pessoas passarem 100 milhões
de horas editando a Wikipédia?” ou “o que levou os usuários a ficarem mais de um
trilhão de horas em redes sociais?”.

O porquê é complexo e encontrar raízes em relações sociais amplificadas pela internet.


Para ele, questões como: engajar-se, sentir-se incluído, ver-se como socialmente útil
e pôr em prática a alma empreendedora, são algumas das causas que levam a este
novo comportamento virtual.

Tudo isso, no entanto, leva para um mesmo caminho, é o que chamo de “generosidade
coletiva”. Em redes sociais, por exemplo, é possível enxergar exemplos desta
afirmação, como quando pessoas recorrem ao Twitter para pedir socorro ou para
saber informações de familiares e amigos envolvidos em uma tragédia, como foi o
caso do último terremoto no Japão.

A criação colaborativa de conhecimento também pode ser vista em sites como o “Eu
Lembro” – em que se pode acompanhar se as propostas de determinado candidato

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eleito estão sendo cumpridas – , ou do “Just Made Love”, em que, por algum motivo
estranho, pessoas compartilham com o mundo como foi sua última relação sexual.

Para além da impressão de que a internet é a solução para todos os problemas


do mundo, o cenário vislumbrado pelo palestrante realmente impressiona. Neste
contexto, geram-se novos valores sociais e novas responsabilidades, como o
nascimento do”indivíduo coletivo”. No século XXI, as moedas que movimentam o
planeta são a da reputação e a da credibilidade. Há um novo tipo de civilização mais
engajada nascendo e a rede social se tornou o lugar da verdade. “Há uma nova música
embalando a humanidade”.

Preciso humanizar a internet, gerar conteúdo de qualidade, socializar mais, utilizar a


inteligência coletiva para criar soluções criativas para os problemas da humanidade.
É preciso entender o significado de “o todo é maior que a soma das partes”. Isso é que
ensino na sala de aula e por esses motivos é que reuni textos de meus alunos nesse
livro para partilhar conhecimento. Agradeço a todos pela colaboração e dedicação.

Gil Giardelli é especialista no Mundo.com, com 12 anos


de experiência na era digital. Seu trabalho acadêmico é
baseado na Sociedade Imediatista, Economia Criativa
e na era da democracia das mídias sociais. Professor
nos cursos de Pós-Graduação e MBA na ESPM e
CEO da Gaia Creative, empresa em que implementa
inteligência de mídias sociais, economia colaborativa
e gestão do conhecimento para empresas como BMW,
Fundação Roberto Marinho, Grupo CCR, SEBRAE, MINI,
Grupo Cruzeiro do Sul, entre outras.
No CIC (Centro de Inovação e Criatividade) da ESPM
coordena quatro cursos:
• Ações Inovadoras em Comunicação Digital
• Redes Sociais e Inovação Digital
• Startups, Economia Criativa e Empreendedorismo
na Era Digital
• CyberArte

Texto baseado na cobertura do portal Terra da palestra no TEDxPorto Alegre

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AGRADECIMENTOS
A ideia do e-book nasceu em 2010, dentro do curso Redes Sociais e Inovação Digital
e se estendeu para o curso de Ações Inovadoras e Comunicação Digital. Esses cursos
realizados pelo Centro de Inovação e Criatividade/ESPM e ministrados pelo professor
Gil Giardelli.

Os alunos abraçaram a ideia e encaminharam seus textos colaborativamente,


mostrando que podemos colocar bom conteúdo na rede, com boas fontes e que o
importante é partilhar o que acontece de bom.

Esse e-book é uma maneira de demonstrar o quanto os alunos são ricos em conteúdo
e que tem a capacidade de produzirem conteúdo. Também contamos com textos de
participantes do #Interminas 2010, realizado pelo Imasters.

É com muita alegria que agradeço primeiro a Deus, que me deu força para cultivar
esse projeto, depois ao professor Gil Giardelli que me deu a honra de editar e cuidar
de todos os detalhes do projeto e por último, e não menos importante, aos alunos
que participaram colaborativamente com seus textos, suas ideias, sem vocês não
estaríamos aqui. Aproveito para destacar a pro atividade da Camila Carrano ao
diagramar o livro e fazê-lo com dedicação e amor, assim como todos os envolvidos
no projeto.

Agradeço a todos os propagadores desta ideia e já antecipo, meu muito obrigado, aos
próximos alunos do Gil Giardelli que participarão dos próximos e-books.

Abraços,
Cibele Silva
Analista de Mídias Sociais da Gaia Creative

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SUMÁRIO
Branding online e engajamento do consumidor
1 Rosi Benini
14

Redes Sociais dos anos 80 e o que elas não podem fazer pela sua
2 empresa hoje! 16
Eduardo Ponce

Inteligência Competitiva Aplicada às Micro e Pequenas Empresas


3 Israel Ribeiro 18
A Lei da Selva 2.0: Entrar nas mídias sociais era opção: hoje é
4 obrigação. Qual é a sua arroba? 21
Vinícius Sacramento

5 Colaborativismo e a nova era da comunicação


Thiago Moura
23

6 #Interminas 2010 - relacionamentos além das tecnologias


Mariana Anselmo
25

7 As mídias sociais ‘estão dando onda’. Vamos surfar?


Vinícius Sacramento 27

8 To infinity and beyond


Fernanda Quintão
29

9 Redes Sociais: Não complique, comunique-se


Elaine Rodrigues
31

10 O jogo como desafio do lúdico nas redes sociais


Gloria Pereira
33

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11 RT por favor!
Monise dos Reis Martins da Silva
38

12 A simplicidade da Inovação
Fabio Gobbo 39

13 Nós quânticos
André Nogueira 40

14 Itinerário da Inovação
Andrezza Leite 41

15 A inovação digital
Brunno Ferreira 42

16 Uma boa conversa


Caio C. O. Ribeiro 43

17 Um momento de inovação... E porque não, de reflexão


Diego E. Mattera 45

18 O espaço para inovar


Ederaildo Fontes 48

Redes Sociais e Inovação


19 Edna Gomes Pereira 49

Inovação Digital
20 Fabio Antunes 50

21 Redes Sociais: contatos imediatos de todos os graus


Fatima de Oliveira Carvalho 52

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22 A inovação e seus impactos na sociedade atual
Gisele Arana
54

23 Tornado tangível uma rede social


Juliano Akira Kimura 56
O que é inovação na comunicação digital?
24 Kathia Morini 58

25 Jogos e redes sociais, uma relação de mutualismo


Marcelo Abrantes 60

26 Inovar é Viver
Marcio Traguetta Alaminos 61

27 De geração em geração
Maria Sannini 62
As sensações da inovação
28 Mariana Nassif 64

29 Inovando na Comunicação do Evangelho


Marina Narciso 66

30 O comportamento igualitário nas redes sociais


Natasha Torlay 68

31 Você já nasceu nas redes sociais?


Paula Regina Subires Garcia 69

32 2.500 caracteres sobre inovação


Renata Bonadia 70

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33 O Boom do momento: as Redes Sociais
Ricardo Karam
72

34 A tecnologia a favor da humanidade


Sérgio Porcari 73

35 Redes sociais virtuais: o meio do começo


Suzie Clavery Caldas 75

36 Uma Nova Versão para a História das Organizações


Christiane Vila Nova Camargo 77

37 Compartilhamento Social
Julio Cesar Da Cruz 79

38 Melhor amigo
Karina Bradley 80

39 Falando de novo
Ligia Chemin Le Talludec 82

40 Pensamentos sobre Redes Sociais


Nayane Monteiro 84

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Branding online e
1. engajamento do consumidor

Rosi Benini

A construção de uma marca é mais abrangente do que a criação de uma identidade visual
que a represente; construir uma marca é posicioná-la ideologicamente no mercado,
criando valores com os quais os consumidores se identifiquem emocionalmente.
A internet surge como um novo ambiente em que a marca deve se posicionar
estrategicamente para alcançar seu público: é o branding online.

A comunicação online permite uma interação com o público inexistente em outras


mídias. É possível analisar imediatamente os resultados de uma ação, identificar e
modificar estratégias que não estão funcionando, enviar respostas em tempo real,
além de compartilhar e expor materiais facilmente. Sites, comunidades, blogs e redes
sociais em geral são canais de comunicação da marca com o consumidor (e vice-versa).
Porém, é importante lembrar que não são canais exclusivos: uma informação publicada
na web está sujeita a ser encontrada e replicada por qualquer pessoa, independente se
positiva ou negativamente. O perfil do consumidor mudou e com ele acabou muito do
misticismo que existia em torno da publicidade; a chance de pessoas acreditarem em
opiniões de pessoas iguais a elas é muito maior do que acreditarem em representantes
de marcas ávidos por vendas. O crescimento do acesso a esse tipo de serviço, onde
pessoas podem publicar suas visões sobre qualquer assunto para qualquer um,
demandou a necessidade de monitorar o que é falado sobre a marca online, além de
criar artífices para um posicionamento que atenda aos consumidores desse ambiente
específico. O branding entra, então, para planejar esse comportamento.

Primeiramente, o branding, em qualquer mídia, deve se preocupar com o valor sentimental


transmitido pela marca. A qualidade do produto, a experiência proporcionada pelo uso
e a sensação de pertencer a uma comunidade com os mesmos ideais é o que faz uma
marca perdurar no gosto de um consumidor. Marcas que contam histórias e engajam
pessoas em causas criam um vínculo emocional e extrapolam a relação compra e venda.
Especificamente na comunicação online, essa relação cliente/marca foi infinitamente
ampliada e intensificada devido aos recursos do meio. O canal de comunicação não é

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Redes Sociais e Inovação Digital

unilateral, permitindo que os próprios consumidores produzam conteúdo sobre a marca


e divulguem para outros; o meio é democrático, portanto não há uma censura sobre
opiniões sinceras divulgadas; o fluxo informacional é alto, o que exige respostas rápidas
por parte das marcas. Tais particularidades explicam a demanda de um planejamento
de posicionamento para a marca no meio digital, incluindo como lidar com um público
que ganha voz e poder de decisão.

Apesar do foco no branding online, é importante frisar que a presença da marca


não se limita a uma mídia; normalmente, planejamentos de gestão incluem ações
em impresso, rádio e TV. O fato deve ser levado em conta no planejamento online:
a comunicação deve ser integrada, ou seja, cada peça e posicionamento devem ser
coerentes com o todo. Uma oportunidade de proporcionar experiências diferentes é
criar histórias transmidiáticas: são criados conteúdos específicos para cada suporte,
atendendo às suas particularidades de interação, e o objetivo é que o próprio
consumidor busque e complemente esse conteúdo. Além de experiências de interação
diferentes, essas “histórias” envolvem pessoas, que comentam com outras pessoas
sobre a experiência, gerando um buzz espontâneo de interesse. A presença em várias
mídias também garante um maior número de pontos de contato com o consumidor,
o que demonstra interesse da marca em estar presente onde seus clientes (mesmo
que nichos deles) estão – mas não se deve confundir “pontos de contatos” com “fazer
spam” e sobrecarregá-los de informação.

O branding deve incluir também um planejamento de comunicação interna para


aqueles que estão em contato direto com a marca. Todos os funcionários são agentes
que representam e transmitem para o público os valores ou características de uma
campanha; é uma experiência frustrante para o consumidor ter a intenção de participar
de uma atividade promovida pela marca, porém não obter informações necessárias
com os próprios envolvidos. Até mesmo a credibilidade das ações pode ser perdida se
todos não estiverem cientes de qual proposta a marca representa.

Uma boa estratégia de “branding online” é resultado de uma estratégia pensada


homogeneamente como “branding da marca”. É um conjunto que leva em conta os
suportes midiáticos, planejadores, funcionários e, principalmente, consumidores. O uso
da internet não deve ser feito por ser uma tendência, mas sim por permitir aproximação
e cultivo de emoções da marca para com o consumidor. São os tais jardineiros
alimentando e cuidando de seus jardins. ■

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Redes Sociais dos anos 80 e o que elas
2. não podem fazer pela sua empresa hoje!

Eduardo Ponce

Que diferença existe entre uma rede social dos anos 80 e das atuais aplicações via
Facebook e cia? Simples: a tecnologia.

Lá íamos brincar de comandos em ação, playmobil, falcon, andar de bicicross, fechar


a rua para uma pelada em pleno anos 80, e como primeiro passo, convidávamos os
melhores amigos da região para participar da empreitada. Um dos amigos sempre
chamava o outro e a notícia se espalhava, o POKE era gerado!

Qual o melhor brinquedo, equipamento, acessório ou último lançamento? Sempre tinha


aquele cara que sabia de todas as novidades e era o Master. Nada como seguir o mais
“antenado” de todos (mera coincidência digital, não?)

O grupo era homogêneo! Moleques sem ter nada o que fazer em casa, iam para as ruas
procurar as mais diversas formas de entretenimento, geralmente da mesma região, é
a mesma COMUNIDADE.

Quando surgia algo novo e algum de nossos colegas aprovassem, era tiro certo! Dois
dias depois tava todo mundo com um igual, LEAD POR INDICAÇÃO!

Impressionante como as redes sociais sempre existiram. Por que todo mundo fala isso
como se fosse a última novidade? Algo de outro planeta e que nunca existiu? Claro que
a tecnologia veio a incrementar a coisa elevada ao duodécimo. No último Interminas,
Edney Souza lembrou bem que já na época das cavernas, vários homens se juntavam
em bando e a métrica utilizada era quantos homens daquela tribo seriam alimentados
através da caça abatida. Ataque planejado em grupo para sustentar um grupo ou
comunidade com características semelhantes.

Três C´s da comunicação atual: Comunidade, Conversar e Compatilhar. Isso é novidade?


Compartilhamento de brinquedos, de discos como The Cure, Sex Pistols, Cabeça

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Redes Sociais e Inovação Digital

Dinossauro ou uma conversa sobre as tendências da época, brincadeiras e os mais


diversos assuntos sem nenhum compromisso e a união da galerinha da rua, sempre
junta nas bagunças. Saudade dessa época!

Agora pare! Faça uma reflexão de quantas situações referentes a uma rede social você
já esteve inserido antes da chegada de redes como Twitter, Orkut e Facebook?

Mudando de assunto! Dicas para reflexão.

O uso inteligente das redes sociais pode trazer resultados extraordinários para sua
empresa, mas por si só, NÃO FAZ MILAGRE!

O que as Redes Sociais não podem fazer pela sua empresa:

- redes sociais como Facebook ou Orkut não podem fazer você vender produtos de
qualidade inferior ou medíocres (aqui não há milagres, cuide da sua produção);
- uma rede social não irá revitalizar sua empresa falida (saiba como ser um bom
administrador e estrategista eficaz, tenha visão e faça rápidas implementações na sua
empresa);
- não irá melhorar seu site que tem uma péssima identidade visual;
- não irá fazer com que pessoas parem de falar mal de seus serviços e produtos, pode
até piorar a situação;
- uma rede social inevitavelmente irá estender seu canal de atendimento ao cliente.
Prepare-se para isso;
- uma rede social não irá transformar uma péssima estratégia de marketing para uma
eficiente;
- ela não é sobre empurrar e sim sobre como puxar (você tem uma excelente oportunidade
de conhecer seus clientes e prospects);
- não irá trabalhar em seu lugar: mãos à obra e cuide da sua empresa e dos seus
clientes;
- não necessariamente irá reter seus clientes (tente deixar sua página da rede social
com conteúdo relevante, seja inteligente, seja diferente).

Portanto faça bons produtos, foque no atendimento, personalize seus canais, conheça
seus clientes, hábitos, atitudes. Foque no mundo real e depois vá para o mundo digital
e aí quem sabe faça uma estratégia digital através de uma de suas ferramentas que é
a rede social.

Misturando tudo! Reflexão e dicas, ta aí! ■

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Inteligência Competitiva Aplicada
3. às Micro e Pequenas Empresas

Israel Ribeiro

“Saber aonde se quer chegar é que torna


possível traçar caminhos e hipóteses” (Termo
de Referência Inteligência Competitiva –
SEBRAE, 2008).

A Incerteza na ambiência, a imprecisão e ambigüidade em relação a fatores


externos, tanto no ambiente nacional e ambiente internacional e a necessidade de
monitoramento ambiental, seja das mudanças culturais, demográficas, tecnológicas
e político-institucionais, exigem das organizações e empresas, de qualquer porte
e segmento da atividade, o uso de informações de maneira inteligente para a
sobrevivência em uma economia capitalista altamente competitiva.

Diante disso, até mesmo empreendimentos de micro e pequeno porte se deparam


com atual desafio de criar, utilizar, compartilhar informações e conhecimento baseada
em tecnologias da informação e do conhecimento. Esse processo é denominado
Inteligência Competitiva (IC).

A IC se caracteriza como um processo de aprendizagem definido pela competição,


fundado sobre a informação, que permite a otimização da estratégia corporativa
em curto e longo prazo, definindo-se assim como conhecimento adquirido sobre os
competidores e o ambiente competitivo. Esse conhecimento permite as organizações
habilidade em lidar com a complexidade e sinais da ambiência externa. Torna-se
importante dar relevância à necessidade da IC incorporar um programa sistemático
e ético de reunir e gerenciar informação externa que pode afetar os planos e decisões
das organizações.

O pequeno negócio é considerado uma entidade específica, com problemas


administrativos substancialmente distintos dos da grande empresa, com destaque
para a estrutura administrativa centralizada, estratégias intuitivas e de curto prazo,

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Redes Sociais e Inovação Digital

baixa especialização, simplicidade e informalidade do sistema de informação e


atuação em mercados locais.

Essa entidade especifica, diferentemente dos empreendimentos de médio e grande


porte, tem dificuldades para acessar Informações sobre o ambiente competitivo, uma
vez que o dispêndio de recursos necessários para obter tais informações concorrem
com os recursos direcionados às outras atividades dentro dessas organizações. Além
disso, em virtude da fragmentação das informações, as Micro e Pequenas Empresas
(MPE) nunca terão perfeito conhecimento de todas as variáveis ambientais que
podem influenciar determinada decisão.

Nas MPE os indicadores do dia-a-dia prevalecem sobre os de longo prazo, logo essas
organizações tendem a olhar para os impactos na hora de tomar uma decisão. Também
não dispõem nos seus quadros de profissionais que tenham condições de analisar
alternativas possíveis na hora de tomada de decisões importantes e estratégicas.
Assim, a grande maioria as MPE não conseguem organizar e sistematizar informações
sobre as influências das variáveis ambientais que afetam os segmentos nos quais
estão inseridas.

As MPE precisam da IC para auxiliá-las a diagnosticar sua posição competitiva,


identificar as necessidades de informação para oferecer suporte aos processos
decisórios e dar suporte ao planejamento estratégico, de forma a mantê-las sempre
atualizadas acerca das mudanças ambientais, da posição competitiva e de qualquer
mudança que afete os seus fatores críticos de sucesso.

Instituído constitucionalmente para dar suporte às MPE, o Sistema SEBRAE também


apoiará esse segmento na implantação da IC. Essa forma de apoio está contida nos
planos de ações estabelecidos no Direcionamento Estratégico da instituição para o
período 2009-2015.

O SEBRAE tem um projeto especifico para implantação de Sistemas de Inteligência


Competitiva Setoriais (SICS) para grupos estruturados, organizados e assistidos
por Carteiras de Projetos. Para atendimentos individualizados espontâneos, cabe
ao Sistema SEBRAE capacitar empresários para fazer interpretações de dados e
informações, visto que um produto de inteligência competitiva se caracteriza por
valores agregados de contextualização, associação e interpretação que vão além
dos produtos informativos convencionais. Além disso, diversos estudos setoriais e
pesquisas de mercado, bem como informações tecnológicas e mercadológicas, estão
disponibilizados no site do SEBRAE, facilitando o seu acesso pelas MPE.

Com o advento da Internet numerosas fontes de informações são colocadas à


disposição dos usuários, facilitando pesquisa e disseminação de informações e
alterando transações financeiras. A Internet trouxe benefício para IC para aquisição

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Redes Sociais e Inovação Digital

de informações e intercâmbio de informações entre organizações no tocante ao


ambiente externo e sua estrutura.

Nesse contexto de troca de informações entre as organizações, as redes sociais podem


contribuir de forma efetiva para a compreensão e elaboração de melhores estratégias
para o processo de inteligência competitiva. Isso implica em compartilhamento,
socialização e transferência de conhecimento, bem como em criação de ambientes
para transferência desse conhecimento. Isso também se caracteriza como uma
grande oportunidade para as organizações inserirem a IC no espaço das redes,
visando a interatividade com os fatores internos e externos.

O planejamento das relações na rede é um recurso expressivo para a inteligência


competitiva, uma vez que é capaz de direcionar ou redirecionar o fluxo da informação
para que determinadas informações alcancem destinatários que delas precisam
para adequarem os processos empresariais e competirem com maior propriedade no
mercado que pretendem atingir. Consideradas como complementares do processo
de inteligência competitiva, as redes sociais podem ser utilizadas como estratégia
para planejar ligações que permitam o rápido acesso à informação.

Há uma crença que pessoas que têm maior predisposição para participar de redes
caracterizam-se por assumir uma atitude de confiança e otimismo visto terem
consciência de que pertencem a algo maior e que suas ações repercutem em outras
pessoas e podem influenciá-las e até transformá-las.

As redes possibilitam a identificação de especialistas de diferentes áreas e de


experiências inovadoras bem sucedidas. Acrescenta-se a essa possibilidade o uso
e aplicação das ferramentas da web 2.0 para os processos de IC. O Twitter é uma
ferramenta poderosa de troca de informações e formação de redes que permite
inclusive a formação grupos de usuários, chamados Twibes. Profissionais de IC podem
formar Twibes dentro de suas empresas para montar uma rede de especialistas
internos e externos usando de pequenos textos para trocar informações relevantes
sobre o negócio da empresa. Em combinação com outras fontes de informação
primária e secundária, o Linkedin pode contribuir para a localização e comunicação
com profissionais de empresas que têm os conhecimentos e competências para
atender às necessidades das empresas relacionadas à inteligência competitiva.
Analistas de inteligência podem usar wikis para criar e manter colaboração com
outros profissionais da empresa para definir os requisitos de inteligência, partes de
informações, e testes e hipóteses de análise e, finalmente debater as conclusões. Ou
seja, realiza o ciclo completo de IC. ■

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A Lei da Selva 2.0
Entrar nas mídias sociais era opção:
4. hoje é obrigação. Qual é a sua arroba?

Vinícius Sacramento

Talvez em 2006 você nunca tenha ouvido falar em mídias sociais, ou social media.
Dificilmente nunca tenha ouvido falar em uma hoje. Em três anos, o mundo evoluiu
muito mais do que nos últimos 300: falamos em tempo real com amigos no Japão,
consultamos o mapa daquela viagem - inclusive com o transporte coletivo a ser usado
para chegar lá - pagamos contas, compramos comida pela internet e até o seu próximo
emprego pode estar a um clique. Com a difusão da informática e da internet, quem
hoje não tem um perfil no Orkut? Ou ainda que não tenha repassado um e-mail com
aquelas correntes que supostamente dariam alguns centavos a alguma criança malaia
com disfunção cardíaca congênita psicológica? Atire o primeiro emoticon quem nunca
entrou no MSN!

Pois é, a lei da selva chegou aos mouses sem fio e monitores de LCD de nossas casas. Ou
lan houses. O crescimento exponencial dos estabelecimentos que alugam computadores
em troca de quantias módicas assusta, não só pela voracidade em que acontece, mas
pela quantidade de serviços oferecidos. Você, com certeza, conhece mais lan houses
do que hospitais, escolas, museus... E nesses tempos em que o consumidor está em
qualquer lugar, a qualquer hora, procurando as suas ideias, ignorar as reclamações
dele é quase como dizer: “vai e compra no meu concorrente ali da esquina”.

Não dá mais pra não entrar nas mídias sociais. Entre agências de sapos, leões e
abelhas, algumas se especializaram no chamado marketing de guerrilha, tão agressivo
e invasivo quanto o próprio nome diz. Hoje em dia, uma das frases que mais se ouve
entre os aficionados por redes sociais é “qual é a sua arroba?” A explicação é simples:
os usuários do Twitter são identificados pelo apelido precedido do sinal gráfico. Ou seja:
você pode ser simplesmente @fulanodetal. Ou, se tiver um tempinho disponível, pode
bancar @OCriador e brincar um pouco de ser Deus. Mas e a sua empresa? Alguns cases
só comprovam a decadência de certas marcas: a Lojas Cem é a única das grandes redes
do varejo brasileiro que nem perfil no microblog do passarinho azul tem. A empresa

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Redes Sociais e Inovação Digital

tem lojas no Rio, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, mas ignora o resto do mundo ao
não oferecer comércio pela internet, nem um telefone como SAC.

Vale lembrar que a americana Dell faturou entre 2007 e 2009 mais de US$ 2 milhões
(mais de R$ 3,5 milhões) só com o Twitter. Tudo bem, o que é 1 milhão de dólares por
ano para a gigante dos computadores? Pouco. Mas a sua empresa pode faturar ótimas
quantias estabelecendo as estratégias certas de cativar um consumidor cada vez mais
exigente. Basta um fio de cabelo mal penteado no seu comercial para que 2 mil geeks
digam que a sua empresa deu um “#fail”. E aquele barraco que você armou na porta
da casa do seu ex-namorado pode ser um dos vídeos mais acessados no mundo em
poucas horas. E aí? Como você interage com o seu cliente? Será que o valoriza da
forma certa? Manda-me um toque no @vinnysacramento. E não se esqueça: em 140
caracteres, tudo pode mudar. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 20


Colaborativismo e a nova era
5. da comunicação

Thiago Moura

Vamos falar de colaborativismo, palavra que não encontramos em dicionários impressos,


mas que representa bem o espírito da comunicação nessa nova era. Na teoria, temos
um conceito de fácil compreensão: é o ato de colaborar, ajudar a construir algum tipo
de conteúdo.

Na prática, contudo, essa palavrinha simples tem provocado um verdadeiro tsunami.


O colaborativismo veio para ficar. Num mundo em que tudo e todos se conectam e
onde as mídias são construídas coletivamente, colaborar é mais do que um ato de
solidariedade. Consiste no processo de criação de inteligência coletiva com o objetivo de
transformar uma massa de informações em conteúdos significativos para as pessoas.

Estamos vivenciando uma revolução sem precedentes. Se a revolução industrial abriu


caminhos para a produção em massa, essa revolução na comunicação possibilita a
disseminação de pensamentos e idéias em larga escala. É um avanço e tanto. A forma
pela qual nos comunicávamos cerca de quatro anos atrás não é a mesma de hoje, e
com certeza, será diferente nos próximos seis meses. O próprio e-mail, símbolo de
inovação há pouco tempo, agora já está ultrapassado.

Nesse exato momento diversas pessoas rompem barreiras geográficas, culturais e


políticas, produzindo conteúdos e interagindo por meio de mídias sociais como o Orkut,
Twitter, Facebook, MySpace, dentre muitas outras.

Estima-se que, no próximo ano, a chamada geração Y, geração da internet que surge
a partir da década de 80 até meados da década de 90, representará a maior fatia
na composição populacional mundial. Adicionalmente, cerca de 96% dessa geração
utiliza alguma mídia social. Outro dado que demonstra a grandeza desse raciocínio é
que se o Facebook – site de relacionamentos social - fosse um país, ele seria o quarto
maior do mundo.

Gaia Creative + CIC ESPM 21


Redes Sociais e Inovação Digital

Assim, a internet é hoje uma ferramenta de propagação da comunicação ‘boca a boca’,


só que no ambiente virtual. Como sabemos, esse tipo de comunicação está entre os
mais eficientes, uma vez que as opiniões das pessoas são compartilhadas e ajudam no
processo de escolha de consumo. Pesquisas mostram que a decisão de compra de um
consumidor não está na propaganda que ele assiste na TV ou lê nos jornais e revistas,
mas sim na opinião que ele coleta entre amigos, familiares e conhecidos. As redes
sociais não reinventam a antiga técnica da comunicação humana; elas a amplificam,
dando voz a pessoas em diferentes pontos do planeta, com histórias de vida e contextos
sociais divergentes. No ciberespaço a única barreira possível é a mente humana.

A conclusão que chegamos é que as pessoas nunca puderam falar e ser ouvidas
como nos dias de hoje. Pessoas comuns, que nunca teriam a chance de ver seu rosto
estampado na “grande mídia”, ocupam um lugar nas mídias sociais, mostrando as
diferentes realidades coexistentes. Quem nunca ouviu falar da Stefhany do Cross Fox?
Exemplo de uma iniciativa popular, feita de maneira amadora que, na contramão dos
modelos tradicionais de produção e divulgação de conteúdo, ganhou repercussão
nacional e espaço em emissoras do porte da Rede Globo.

Mídias sociais, portanto, não é um mero modismo. O Google é muito mais do que uma
simples ferramenta de buscas. O Orkut não é uma bobagem de adolescentes. O Twitter
não é um bicho de sete cabeças. O LinkedIn é a nova ferramenta de contratação no
mundo corporativo. E talvez a ‘banda de garagem’ do seu vizinho seja a sensação do
momento no MySpace. Mas se você nunca ouviu falar de tudo isso, é melhor correr pra
web, e não correr dela. Lá sempre terá um wiki, um post, uma comunidade ou algum
internauta engajado que ajudará você a compreender toda essa nossa conversa. ■

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#Interminas 2010 - relacionamentos
6. além das tecnologias

Mariana Anselmo

O Interminas 2010 reuniu mais uma vez alguns dos mais influentes profissionais
atuantes no Brasil, na área da internet e mídias digitais. As discussões foram diversas.

Em quase todas, porém, havia uma preocupação em dizer que o potencial das mídias
digitais (e não virtuais, como afirmou @interney) está na promoção de relacionamentos.
O que faz da internet o novo fenômeno de comunicação é justamente o fato de ela
proporcionar uma comunicação de mão dupla, como disse Pablo Ibarrolaza. O que
se sabe é que as interações devem ser o foco de todos os planejamentos e todas
as ações definidas que façam uso de mídias digitais. As interações só acontecem
verdadeiramente quando mensagens e informações fazem sentido para o grupo que
dialoga. Aliás, o ponto auge da palestra do @renedepaula foi justamente a discussão
de que não existe mágica. De acordo com ele, “quanto mais a tecnologia faz parte das
pessoas, mais importante é entender as pessoas, e não a tecnologia”. Isso significa que
pesquisas sociológicas e culturais se tornam fundamentais para um bom resultado.

Foi por aí também que caminhou a palestra de @kenfujioka. De acordo com ele, os
planejadores digitais precisam ser jardineiros. Precisam estar atentos às relações que
são formadas durante o processo da campanha e a tudo que acontece. Tendo os usuários
o controle nas mãos, é imprescindível que exista um monitoramento constante e que as
estratégias possam ser construídas e reconstruídas. Enquanto os palestrantes falavam
sobre a força de entender os relacionamentos acima das tecnologias, as ideias acima
das mensagens, o público presente confirmava as afirmações. O Twitter promovia muito
além de perguntas aos palestrantes, como foi proposto pelos organizadores do evento.

A hashtag #Interminas conseguiu virar trendtopic brasileiro nas primeiras horas. Não
por menos, através da ferramenta social, o público transmitia as palestras para aqueles
que não estavam presentes, aumentavam seu networking, expressavam sentimentos
que iam da veneração às apresentações ao “por favor, alguém aperta a tecla sap”.
Eram pessoas, acima de tudo, produzindo e replicando conteúdo e, principalmente,

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Redes Sociais e Inovação Digital

conversando. Construíam relacionamentos, e como disse Matias Feldman, as


plataformas interativas devem ser feitas para que as pessoas se relacionem e
dialoguem. Agora é procurar colocar na prática tudo que foi discutido e aguardar por
mais eventos, para que as ideias sejam compartilhadas e construídas. ■

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As mídias sociais ‘estão dando onda’.
7. Vamos surfar?

Vinícius Sacramento

Desde que o mundo é mundo, novidades fazem sucesso. E grandes sucessos inspiram
negócios maiores ainda. Há cerca de 5 anos, as empresas despertaram para o potencial
das mídias sociais, que crescem a cada dia. Tanto em quantidade de redes, quanto
em acessos. Em 2006, o Twitter tinha apenas 21 usuários, a maioria do seu próprio
staff. Hoje, são mais de 100 milhões de usuários em todo o mundo, sendo a terceira
maior rede social do planeta. A maior delas hoje é o Facebook, com mais de 400
milhões perfis. Se fosse um país, o Facebook seria o terceiro mais populoso do mundo,
perdendo apenas para China e Índia. O site, que já passa de seis anos de atividade, é o
segundo mais visitado do mundo - perde apenas para o Google.

Não raro, há empresas com suas próprias redes sociais, ou que criaram redes de nicho,
direcionadas especialmente ao seu público. No Brasil, a companhia aérea Azul criou
a “Viajamos”, onde os usuários trocam informações sobre destinos, dicas de viagem
e concorrem a passagens aéreas, dependendo de sua participação. No esporte não
é diferente: o Flamengo – time de maior torcida do país – possui duas redes para
torcedores: a “Flagol” e a “Cidadão Rubro-negro” – esta última, oficial e gerida pelo
marketing do clube.

A Coca-Cola recrutou a seguradora Allianz para fazer uma rede social dentro de outra:
no aplicativo “Bola Social Soccer”, os jogadores podem construir seu estádio e gerir
seu próprio clube de futebol, dentro do Facebook. A inspiração foi o brasileiríssimo
“JogaCraque”, que roda no Orkut. E como não falar do “Farmville”? O jogo onde se cria
uma fazenda inspirou vários outros, até nos concorrentes do Facebook. Já são mais de
90 milhões de usuários em menos de um ano.

E há quem use as redes sociais para o bem e para o mal. No Twitter, para ajudar usuários
a escapar das blitzes da Lei Seca, foi criado o @LeiSecaRJ. Os criadores se definem
como “um serviço de utilidade pública”, tendo auxiliado milhares de motoristas durante
as enchentes que atingiram o Rio de Janeiro em abril de 2010. A polêmica se dá pelo

Gaia Creative + CIC ESPM 25


Redes Sociais e Inovação Digital

fato de que informar localização de blitzes é crime, e o perfil já foi alvo de representação
do Ministério Público.

Como diria Hélio Basso, diretor operacional da agência de mídias sociais Ideia S/A,
“2010 é ‘O’ ano das redes sociais. Quem souber pegar essa onda, vai se dar bem, e
quem não souber vai ficar para trás”. A frase não poderia estar mais correta: as novas
redes criaram um mercado, e surgiu um novo profissional: o analista de mídias sociais,
responsável por monitorar marcas nas redes e gerir os perfis das empresas. Saber
se relacionar virtualmente com o cliente é importante e, em alguns casos, critério de
escolha do consumidor. E é fundamental aprender a surfar para não ser engolido pelo
“tubo” dessa onda. ■

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To infinity
8. and beyond

Fernanda Quintão

Uma das coisas mais legais de um evento como o Interminas, é que a gente acaba se
deparando com visões (de mundo, de negócios) diversas das nossas. E como não é
possível – ainda – fechar os ouvidos, mesmo que você fique tuitando sobre o sapato
do palestrante, ALGUMA coisa do que ele falou vai acabar entrando na sua cabeça. E
então, depois de 7 ou 8h de palestras, o que ficou? Valeu à pena?

Pensando em tudo que eu vi/ouvi/percebi, tenho vontade de fazer algumas perguntas


a cada um que esteve lá: “Por que você está nessa de internet? Por que você quer
fazer diferença? É uma questão de ego ou você quer tornar o mundo um lugar mais
gostoso?”.

Não é novidade nenhuma falar que qualidade vale mais que quantidade. Desde muito
novinha eu escuto isso e acredito que não seja muito diferente com a maioria das
pessoas. Só que em nosso cotidiano, só nos cobram números: na faculdade, você só se
forma se tiver uma nota acima de X e pelo menos Y% de freqüência. No trabalho, você
tem que cumprir 8h diárias. E o cliente quer saber quantas pessoas falaram dele no
Twitter, quantas clicaram em tal link e por aí vai. Sabemos que não são esses números
que vão medir a satisfação das pessoas. O que importa de verdade é O QUE elas dizem,
mas parece que nem todo mundo percebeu isso. Temos que educar nossos clientes,
mostrar que aquele monte de números não significa nada: “Falem mal, mas falem de
mim” é uma coisa TÃO século XX.

Mas é tão fácil a gente se deixar levar pelo caminho mais curto, óbvio e superficial. O
Homem-Aranha é muito mais divertido que a Princesa Leia – você realmente levou em
consideração todos os aspectos de cada personagem que o Simon mostrou? Como já
foi dito em outro evento, “Cuidado com o hype”! Não vai ser fácil apresentar esse novo
mundo aos nossos clientes e mostrar a eles que o melhor caminho é também o mais
difícil. Vamos precisar de profundidade, de ir além do que se vê.

Gaia Creative + CIC ESPM 27


Redes Sociais e Inovação Digital

No segundo semestre nós vamos participar das movimentações das eleições. Muitos
dos que estavam no Interminas vão estar ligados diretamente às campanhas e terão
a faca e o queijo nas mãos, para colocar em prática o discurso da qualidade, mesmo
sabendo que a eleição é um processo quantitativo. Por mais que a legislação brasileira
esteja confusa e atrasada diante dos recursos tecnológicos, não é legal (sem trocadilho!)
procurar brechas ou tirar vantagem da lentidão dos julgamentos e dos valores baixos,
se comparados ao orçamento de uma campanha das multas previstas. É claro que
é possível alcançar bons resultados agindo com ética e fazendo um trabalho que
realmente valha à pena. Não é moralismo, é papo sério: Vamos deixar os barracos e o
jogo sujo para o BBB.

Não é uma eleição que vai resolver todos os problemas dos Estados ou do país. Mas a
mudança na forma de agir dos envolvidos pode se refletir, aos poucos, em cada pessoa.
Nós somos animais e aprendemos pela imitação. Que tal mudarmos nossa atitude nas
eleições, com os nossos clientes, e mesmo no nosso dia a dia, ao invés de ficarmos
esperando os outros mudarem? Pode parecer utópico, mas se cada um que fizer isso
estimular outras [nem que sejam seus seguidores no Twitter] a fazerem o mesmo, aos
poucos tudo pode melhorar. Quem tem consciência desse poder tem a obrigação
de tentar mudar as coisas. E isso não tem nada a ver com a internet. Como dizia
o @dpadua, “Tecnologia é mato, o importante são as pessoas”. ■

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Redes Sociais:
9. Não complique, comunique-se

Elaine Rodrigues

Com o boom da era digital e suas ferramentas como o Twitter, Facebook, Orkut,
MySpace entre outras, a vida pessoal torna-se ainda mais exposta em toda a rede.
Contudo, se as informações descritas lá forem bem gerenciadas isso pode até trazer
benefícios, mas também pode gerar graves conseqüências, principalmente no
ambiente profissional.

Alguns casos ganharam notoriedade pela falta de cuidados de profissionais ao emitir


opiniões sobre as companhias em que trabalhavam. Um exemplo disso é o caso de um
jornalista de uma revista, de um grande grupo editorial, que foi demitido ao escrever
no Twitter o que pensava de modo hostil sobre uma outra revista do mesmo grupo.

Há também a do Diretor Comercial de uma empresa de internet, que foi demitido


ao escrever no microblog ofensas aos torcedores de um time de futebol patrocinado
pela organização.

Bom senso é a palavra de ordem. Porque é preciso ter mente que as informações
disponibilizadas na internet estão em um espaço público e, que podem, sim, ser
acessadas por qualquer pessoa, incluindo o seu superior.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Manpower, contou com a participação de


quase mil empregadores, sendo que 55% das empresas brasileiras controlam o uso
das mídias sociais e dentre elas, 32% diz que o motivo é a segurança da informação
que visa proteger dados confidenciais da companhia e 19% que é preciso proteger a
reputação.

Tudo isso trouxe à tona o questionamento sobre a relação existente entre as esferas
pública e privada da vida de um cidadão. Seria correto que uma empresa dispensasse
um funcionário apenas pelo fato de discordar de alguma de suas ações? Eu creio
que não. Mas, desabafos em ambientes virtuais que digam respeito à organização,
onde trabalha ou aos seus parceiros, denegrindo a imagem de ambos, podem gerar
demissão por justa causa. Isso, inclusive, está de acordo com a lei brasileira, desde
que o colaborador tenha infringido regras apresentadas anteriormente ou que a

Gaia Creative + CIC ESPM 29


Redes Sociais e Inovação Digital

empresa comprove que determinada atitude tenha sido prejudicial.

Entretanto, a discussão aqui não deve ser sobre o que é certo ou errado quanto ao
monitoramento realizado por parte das empresas. A questão é que mesmo sem a
intenção da companhia de controlar o conteúdo, as informações geradas na internet
são disseminadas e podem chegar aos ouvidos de um profissional que tenha o poder
de decidir sobre sua permanência ou não no cargo que ocupa.

Por isso, a dica é pensar em maneiras de evitar situações prejudiciais, tanto para
as empresas quanto para os profissionais. Alguns cuidados básicos que podem ser
tomados para que isso não ocorra:

Para os gestores ou líderes

- Reconheça que a presença das mídias sociais na rotina da maioria dos funcionários
é uma realidade. Por essa razão, busque elaborar um código de conduta explicativo
quanto às informações que podem ser ou não divulgadas;

- Oriente sua equipe quanto aos cuidados que devem tomar, pois os colaboradores
devem entender que carregam consigo a imagem corporativa;

- Esteja sempre aberto para dúvidas relacionadas a esse tema e não trate o assunto
como algo que não pode ser discutido dentro da empresa.

Para os profissionais

- Avalie o peso da sua opinião e possíveis conseqüências que podem ocorrer


principalmente se ocupa um cargo gerencial ou de confiança;

- Não esqueça que o mundo inteiro pode ter acesso ao que escreve e que sua imagem
está em jogo;

- Cuidado com a divulgação de questões internas da empresa, mesmo que pareçam


simples ao seu julgamento. Muitas vezes, estamos tão imersos em uma realidade
que não damos conta de como um pequeno detalhe pode revelar muitas coisas;

- Evite falar mal de concorrentes! Essa é uma prática considerada antiética;

- Tenha uma conversa com seus superiores sobre o que pode ou não ser divulgado na
internet. Nada melhor do que ter o aval da companhia para evitar possíveis problemas
por falta de alinhamento. ■

Fontes pesquisadas: Manpower Recursos Humanos e Renato Grinberg – Diretor Comercial do Portal Trabalhando

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O jogo como desafio do
10. lúdico nas redes sociais

Gloria Pereira

> Na sua essência, o jogo é social e interativo, e funciona em rede.

> Eu sabia “o quê” mas não sabia “o como” utilizar as redes sociais para
negócios

> Uma ferramenta lúdica para disseminar a cultura de negócios e


empreendedorismo.

O jogo é um instrumento milenar de diversão, que pode envolver estratégia,


informação, desenvolvimento de habilidades de raciocínio, inteligência
espacial, memória, coordenação motora, entre outras competências. Povos de
culturas antigas, por exemplo, como africanos, indianos e judeus também têm
utilizado os jogos na transmissão de conhecimentos de uma geração à outra.

O Xadrez é um jogo de estratégia entre dois territórios em disputa, importante


para desenvolver o raciocínio, porém o objetivo é o “cheque mate”, ou seja,
apenas um Rei fica com o tabuleiro todo. Este jogo é milenar e expressa que
riqueza é coisa de rei e que para ser ampliada tem que disputar o território do
outro rei. O resultado é que há lugar apenas para um rei, o outro cai fora.

O War, como o próprio nome diz, guerra é guerra. A finalidade de qualquer


guerra é a disputa por territórios e riquezas. O vencedor da guerra mata os
adversários ou os transforma em súditos/ escravos, ficando com todas suas
riquezas. Pela sua natureza, é uma relação ganha-perde.

O Monopoly ou no Brasil - Banco Imobiliário - é um jogo criado em 1934 pelo


americano Charles Darow, em plena crise da Grande Depressão Econômica
dos Estados Unidos que afetou o mundo todo. Este jogo expressa bem a

Gaia Creative + CIC ESPM 31


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cultura americana do “to make money” com imóveis. Fica mais rico aquele
que consegue comprar mais imóveis e cobrar aluguéis dos outros jogadores,
enquanto os endividados pelas perdas dos seus bens e sem ter como pagar vão
saindo do jogo. O Monopoly®, o mais famoso jogo do mundo, ao completar 70
anos em 2005, já tinha vendido mais de 250 milhões de tabuleiros, segundo
Philip E. Orbanes, Da Capo Press.

Não há nada de errado com estes maravilhosos jogos. Apenas foram criados
em outro momento histórico, antes do século 21.

Jogos são poderosos instrumentos de cultura. O epicentro da falência do


sistema financeiro do século 20 teve início nos Estados Unidos a partir do
subprime no setor imobiliário. Exatamente como em um grande jogo, a partir
de setembro de 2008 foram caindo todos os jogadores do sistema econômico:
os compradores de imóveis deixaram de pagar as prestações de suas casas,
os bancos perderam liquidez e não puderam honrar seus compromissos, os
investidores do sistema não puderam receber seus lucros, o governo precisou
aportar bilhões de dólares, bancos e instituições financeiras foram a falência,
entre eles, o famoso Leman Brothers.

Todas as corporações e instituições do século 20 tiveram que se reinventar


com novos conceitos de sustentabilidade. E as que não conseguiram, faliram.
O motivo é simples: as regras do jogo mudaram. As regras do século 20 não
funcionam mais no século 21.

A essência da mudança: agora, riqueza se faz com inclusão, e não exclusão;


para ganhar não tem que ter perdedores; a multiplicação da riqueza se faz
com negócios; não interessa mais territórios ou pessoas pobres porque não
têm dinheiro para realizar negócios. O Planeta Terra é uma só casa para todos
nós, 7 bilhões de pessoas, e estamos todos conectados pela web online.

Nosso cérebro não tem registros de como viver e criar riqueza dessa nova
forma, o avesso do Xadrez, do War e do Monopoly. É neste contexto que nasce
o Jogo Negócio Sustentável®. Negócio é negar o ócio, tornar-se ativo nas
relações humanas. Como jogo, mostra que qualquer pessoa pode se divertir
realizando negócios lucrativos, simultaneamente, para si mesmo, para todos
os envolvidos (amigos, clientes, parceiros, investidores) e para o Planeta Terra.
Ninguém precisa sair do jogo !

Quando vi o diagrama de Baran, explicado por Augusto de Franco, compreendi


melhor toda essa mudança, ou seja, os pontos ou nodos nos três desenhos
estão nas mesmas posições, o que muda são as ligações entre eles. Se
imaginarmos pessoas em cada um dos pontos, a mudança de ligações exige
novas estruturas de comportamentos sociais.

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Redes Sociais e Inovação Digital

O próprio desenvolvimento do ser humano em sociedade veio de uma base


centralizada, na pessoa do “rei” ou “o pai de todos” ou o “guru”, depois,
experimentou a descentralização, com vários núcleos de poder, decisão e
influência em todos os campos, quer seja na política, na economia, na ciência,
nas organizações; e agora, num processo sem volta, estamos aprendendo a
funcionar em rede, com inteligência e poder não em um ponto, mas distribuído
em toda a malha.

Mudou tudo: o marketing não é mais de guerra, o planejamento não é mais de


longo prazo, a informação atinge toda a rede na velocidade do clique, chegando
por texto, imagem e som, sem hierarquia e, praticamente, sem limites de
qualquer natureza, física, geo-espacial, política ou econômica. Todos aprendem
juntos, em rede: pais e filhos, professores e alunos, fornecedores e seus clientes,
patrões e empregados, seguidos e seguidores, com a possibilidade iminente
do “unfollow”, ou seja, deixar de seguir a qualquer momento. As relações
humanas se dão por interesses e afinidades do momento. A inteligência está
na rede e não mais no centro de um nó.

As diferenças entre as gerações ficam cada vez mais evidentes: os nativos da

Gaia Creative + CIC ESPM 33


Redes Sociais e Inovação Digital

tecnologia web conhecem somente o mundo das suas relações e interesses


em rede, são naturalmente multi-tarefas, difícil para eles aceitar as velhas
hierarquias pré-estabelecidas; os imigrantes da tecnologia são de dois tipos,
os que se esforçam para aprender e viver em rede, acompanhar as mudanças
tecnológicas e os que apresentam bloqueios à nova realidade, sofrem e têm
dificuldade de se adaptar à nova realidade.

Como imigrante do tipo que está sempre se atualizando e aprendendo com


imenso prazer, estou vivendo um momento histórico desafiador: tornar
conhecido nas redes sociais um instrumento de mudança de modelo mental,
através de um jogo de tabuleiro, o Jogo Negócio Sustentável, para dois públicos:

> Mundo corporativo: empresários de corporações e empreendedores de


pequenas e médias empresas

> Jovens a partir de 15 anos, nível universitário e médio.

Os games são cada vez mais utilizados pelas empresas em suas estratégias
de marketing e comunicação, como parte de produtos e serviços, porque o
lúdico dispara hormônios do prazer na corrente sanguínea, as endorfinas, e
por tabela, a marca ou produto passa a fazer parte integrante deste “momento
de felicidade”.

Cada vez mais o virtual e o “real” estão se aproximando, outras vezes se


complementando ou até competindo entre si. Para o cérebro tudo é real.
Amplia-se a possibilidade do marketing associado a jogos, com anunciantes
de verdade!!!

“O Banco Imobiliário ganhou uma nova versão, chamada Super Banco


Imobiliário. O brinquedo traz anunciantes de verdade como as empresas
Mastercard, Vivo, Itaú, Ipiranga, entre outras, informa o Correio do Povo.”

A educação cada vez mais se dá em rede, ao invés da antiga hierarquia.


Tenho recebido muitos alunos de pós graduação nas oficinas com jogos de
sustentabilidade, indicando a experiência para seus mestres, orientadores e
catedráticos. É uma relação nova, você é mestre em tal tema e aluno em
outro, sem problemas. Um instituto americano estudou e aferiu o índice de
aprendizagem por diferentes métodos, veja que, discussão em grupo é muito
mais eficiente que demonstrações, leituras ou palestras, e que jogos alcançaram
75% de eficiência. Fico imaginando quanto pode ainda ser potencializado
quando em redes sociais, quer sejam físicas ou virtuais.

Gaia Creative + CIC ESPM 34


Redes Sociais e Inovação Digital

O Jogo Negócio Sustentável é uma ferramenta que serve para múltiplos usos e
diferentes públicos. Além disso, o jogo é instrutivo, divertido e inovador:

Uma nova forma de pensar, agir e gerar riqueza através de negócios


sustentáveis

Uma experiência inesquecível... um jogo que rompe com os paradigmas


tradicionais e estimula os participantes à riqueza dos negócios sustentáveis.
Abre o espaço para reflexão, integração e desenvolvimento de habilidades em
negócios, através da gestão dos 5 recursos básicos que funcionam como 5
moedas: Pessoas, Conhecimento, Tecnologia, Finanças e Meio-ambiente. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 35


RT
11. por favor!

Monise dos Reis Martins da Silva

Somos seres humanos. E como humanos somos curiosos por natureza. E como
curiosos gostamos de descobrir coisas novas. Há tempos que me questionava
o que em si significa inovação em sua essência. Desde então decidi procurar
no dicionário qual o seu real significado e se eu encontraria a resposta que
procurava. Deparei-me com uma informação intrigante, de que “os velhos
desconfiam das inovações” e que inovação significa também renovar.

Não encontrei a resposta que esperava. Não tem problema. Compartilharei


assim mesmo.

Hoje por coincidência, abri a última página de uma revista que tinha um artigo
muito interessante sobre o Prêmio Jabuti, criado pela CBL (Câmara Brasileira
do Livro). Para situar os que não conhecem essa premiação, ela é considerada
a mais abrangente em relação a outras, por destacar todas as áreas envolvidas
na criação e produção de um livro.

Com relação ao artigo, me chamou muita atenção o fato das novas obras
invadirem o mundo digital, proporcionando a muitos leitores, possibilidades
de ter uma biblioteca extremamente rica com apenas um clique. Além da
disponibilização das obras, o Jabuti fornece ao grande público, a oportunidade
de participação através do voto popular e de disseminar as obras do autor
nacional através das mídias sociais.

Caros amigos, o que quero dizer simplesmente, é que por vezes falamos em
inovação, e sequer nos damos conta de que ações simples podem mudar a vida
de muitas pessoas. Renovem- se. Não pensem como velhos. Acredite em novas
ideias. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 36


A simplicidade
12. da Inovação

Fabio Gobbo

Acredito que a vida é feita de pequenas coisas, de simplicidade, de momentos


inesquecíveis. A inovação é a essência. Um sorriso despretensioso, o raio de
sol, o jeito de ser. Sem a inovação estaríamos andando de cavalos em estradas
de terra, sem a inovação eu não começaria essa dissertação aqui, em meu
computador.

Hoje a inovação só parte de determinadas necessidades: suprir um problema,


ultrapassar um concorrente, alcançar um objetivo. Porém, isso deveria mudar,
porque não inovar quando estamos no auge? A inovação digital para mim não
começa no digital e sim na maneira como nos relacionamos com as pessoas,
na sinceridade, na atenção, na humanização. Isso gera o envolvimento e o
engajamento em uma grande ideia.

A inovação está sendo gerada por pessoas comuns, por pessoas desconhecidas,
pelo amador. Nós, empreendedores, percebemos isso há tempos e por isso
lutamos pela inovação, a mesmice é fácil demais. A internet nos ofereceu isso
porque não precisamos subir em cima de um palco e falar para milhões de
pessoas, postamos como anônimos e inovamos como intelectuais.

Vamos compartilhar, vamos falar o que todos querem falar mas não tem
coragem, vamos inovar! ■

Gaia Creative + CIC ESPM 37


Nós
13. quânticos

André Nogueira

- Impulsos transgressores! Rebeldes anarquistas! O que pensam que são? Onde


pensam que vão? Por que pensam? Vocês não podem ir por aqui! Nem por ali! E
se quiserem vir para cá tem que ser assim, autorizado assim, carimbado assim.
Tudo já tem um jeito, o meu jeito. Ouçam bem, é a lei.

O impulso que era surdo e não deu bolas para o que não ouvia. Descobriu
que havia outros tantos @iguais, @diferentes, @diversos, @anônimos buscando,
cavando trincheiras. Um clique e são muitos, milhares, bilhões. A @norma ficou
sozinha sem o quê para normatizar. Pequenos desiguais de estrutura caótica.
Fractais categorizados por sua falta de categoria. Nuvem, teia, rede, nós. Nós
somos nós? A referência morreu de velha e a verdade absoluta relativou-se
desfilando em carros abertos, sem blindagens. O acesso é absoluto. O ruído
virou mensagem e as portas se foram pela janela.

- Isso me soa agressivo!

O conforto é agressivo, a guerra é agressiva e a fome é agressiva. E você, o


que compartilha? O acesso é transgressor, é ousado. Anarquistas, comunistas,
berram outros do alto de suas pernas. Liberdade, fraternidade e desigualdade,
corrigem os pseudo-cultos. Sofrem todos com a revolução. Não sabia que era
impossível e fez. Nunca fomos tão nós. Nem tivemos tanta força para produzir
mudanças. Não grite tanto, bata para entrar, licença, por favor e agradeça. O
tempo é o senhor da @reputação. Beba uma taça de vinho. Envelheça!
Veja, somos nós na rede! ■

Gaia Creative + CIC ESPM 38


Itinerário
14. da Inovação

Andrezza Leite

Terça-feira. O texto ainda não foi entregue. Feriado, compromissos, trabalho,


tudo isso impediu. Confesso que ontem, segunda-feira, existiu tempo, mas
preferi escrever hoje, para saber exatamente a sensação de não ter mais as
aulas com os inovadores.

Terças e quintas-feiras intensas, com três ou quatro palestrantes, correndo contra


o tempo, driblando o trânsito, o clima, os equipamentos para a apresentação,
passando informações sobre o mundo digital, apresentando cases e novos
aplicativos e, principalmente, contando suas experiências profissionais e até
pessoais. Ufa! Uma intensidade ótima.

Do outro lado os ouvintes, que no final serão a mesma rede, com muitas ideias
fervilhantes ao final de cada palestra, uma mistura de transtorno e alegria,
uma confusão saudável. Trocas de e-mails com diversos assuntos, discussões,
colaboração, dúvidas como: o que fazer com tantas ideias, como aplicar de
forma diferente, inovadora.

Ah! Querida palavra inovadora. Citada a todo o momento, a estrela da noite.


Uma palavra que significa a novidade, a renovação, mas ultrapassa isso com
as experiências trocadas, os relacionamentos, os sentimentos. E observando
com atenção, vivemos esses momentos o tempo todo, que nada mais é do que
o princípio de muitas ações inovadoras.

E agora vem o vazio. O vazio do término, de não estar junto fisicamente, da


conversa olho no olho. Que esse sentimento seja minimizado pela rede e que
possa se tornar uma inspiração do recomeço de uma próxima etapa.
Da necessidade, do vazio, do micro tédio que a inovação chega, como disseram.

Até breve inovadores! ■

Gaia Creative + CIC ESPM 39


A inovação
15. digital

Brunno Ferreira

Em nosso dia a dia buscamos objetos, ferramentas ou coisas que facilitem nossas vidas
dos mais diversos modos, seja no trabalho, em casa, na vida pessoal ou profissional etc.

Foram criados mecanismos que facilitam a vida das pessoas e, hoje, a tecnologia está
bem avançada, tanto que a cada mês, semanas, dias, horas e minutos surgem inovações
digitais, que têm um papel importante na vida de cada uma de nós. Por vezes reclamamos
de que não temos ferramentas para fazer isso ou aquilo, entretanto a tecnologia nos
ajuda bastante em determinadas situações, otimizando tempo e até dinheiro.

Existem vários tipos de ações inovadoras disponíveis e que passam a fazer parte de
nossas rotinas, dos processos no trabalho, das famílias, entre outros. Por esses e outros
motivos, aumenta a necessidade de mais inovação, do novo, do diferente, aquilo que
ainda não foi inventado e implementado, que poderá melhorar e facilitar as tarefas.

Algo inovador não é somente falar ao celular, mas também poder fazer um pedido
online e receber em sua casa dentro de poucos instantes, ou mesmo fazer transações
bancárias ou falar e ver uma pessoa que está do outro lado do mundo. Essa é outra
vantagem da inovação digital, permitindo uma alta interação entre as pessoas e empresas.

Então, acredito que a inovação digital é e será sempre importante, haverá sempre algo
novo a fim de melhor e gerar facilidade aos outros, economizando tempo e dinheiro;
possibilitando, enfim, as melhores opções de escolhas. Porém, penso que é necessário
agir com cautela para que as inovações não isolem os indivíduos do mundo, pois desde
os nossos primórdios, temos o costume de nos relacionarmos com os outros indivíduos,
e não há tecnologia que consiga superar esse tipo de situação. Não há nada melhor do
que conversar com as pessoas observando suas expressões, vendo seus sentimentos
e reações. A inovação digital auxilia muito as nossas vidas, contudo, não se pode ser
totalmente dependente dela. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 40


Uma boa
16. conversa

Caio C. O. Ribeiro

Uma boa conversa. Ou diversas excelentes conversas. Em um mundo de


relacionamentos rápidos e ritmo frenético, nada melhor do que uma boa
prosa com amigos antigos ou colegas recentes, que nos trazem boas novas e
aprendizados.

Com esse espírito, mesmo que em 140 caracteres, é que eu encaro atualmente
as famosas redes sociais.

Em um artigo recente, o jornalista Nicholas Carr questiona os efeitos nocivos da


comunicação superficial e multitarefa que as redes sociais e a Internet criam.
Em minha opinião, e como já dizia minha avó, tudo em excesso prejudica. Prefiro
realmente olhar o copo meio cheio e me entusiasmar com as possibilidades
que a Rede nos traz, aproximando entes queridos, amigos distantes e pessoas
desconhecidas que antes nunca se encontrariam.

Na linha dos manuais de uso consciente do crédito, da água e tudo mais, acho
que um guia de boas maneiras para as novas mídias seria de extrema valia,
em especial para as novas gerações. Como um iceberg, posicionaria as mídias
sociais em seu topo, visíveis e alertas, sinalizando que algo muito maior está
abaixo. Encarando como o início e não o fim. Acredito que esses novos canais
de comunicação nos apresentam muitas oportunidades de criação e inovação,
funcionando ainda como ferramenta de inclusão intelectual e digital.

Se pelo lado do usuário um novo mar de conhecimento e alcance se abre, pelo


lado das empresas, toda uma gama de ferramentas e ações de marketing e
relacionamento com seu cliente se apresentam. Essa oportunidade só tem
um elemento mágico para funcionar de forma eficiente: a transparência e
autenticidade de suas mensagens e interlocutores. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 41


Redes Sociais e Inovação Digital

Não há mais espaço para mensagens vazias e relacionamentos superficiais.


Seja em qual mídia ou canal for exibida, a estratégia vencedora será aquela que
trouxer ao indivíduo uma proposta verdadeira e relevante para sua audiência e
comunidade.

O mais bacana disso tudo será a vitória mais uma vez do Darwinismo: em
um mundo onde não existe mais on e off, a seleção natural fará seu papel,
reservando-nos em um futuro próximo melhores empresas, indivíduos e o mais
importante: a velha e boa conversa.

Gaia Creative + CIC ESPM 42


Um momento de inovação...
17. E porque não, de reflexão

Diego E. Mattera

Estamos vivenciando um momento de renovação, talvez essa frase seja um clichê


em todos os momentos que a sociedade passa, porém acredito que desta vez
a revolução se concentre na forma pela qual podemos adquirir informações, e
mais que isso, a porta que se abre é: a maneira como transmitimos informação.

Os canais digitais quebram fronteiras sólidas de cultura, como gosto musical,


habilidades profissionais, moda e muito mais. Afirmo isso, pois hoje não é mais
possível encaixar uma pessoa em uma determinada faixa etária, classe social,
país de origem, esperando que isso resulte em um perfil exato de consumo.
No meu caso, por exemplo, sou uma pessoa do sexo masculino, entre 20 e 25
anos, residente em São Paulo, de classe B. Musicalmente sou fã de maracatu
pernambucano, Bethoven e Claude Debussy, Cartola, Nelson Sargento; isso faz
algum sentido para você?

Mas inserido num contexto digital tive acesso a todos esses músicos de forma
que pude optar. O conteúdo que você quiser passa a existir no seu quarto, no seu
trabalho, no ônibus, no aeroporto ou até mesmo no seu bolso, é só se conectar.
O que quero dizer é que cada vez mais precisamos tratar os consumidores
como indivíduos e não como massa. Mas, “como fazer isso?” Talvez seja nosso
maior desafio. Comunidades Sociais me parecem uma boa ferramenta, pois
através de uma comunidade, um aplicativo, uma banda preferida, você pode
encontrar seu público.

Entramos em uma nova forma de atingi-los, agora não aceitam com naturalidade
uma invasão de sua marca num contexto qualquer. É preciso conquistá-los, é
preciso dar algo ao futuro consumidor. Ele quer conteúdo? Damos conteúdo e
o impactamos através disso. Ele quer interagir? Jogar? Divulgar sua banda?

Gaia Creative + CIC ESPM 43


Redes Sociais e Inovação Digital

Fazemos isso, e em troca desse serviço ele aceita ser impactado, como fez a
Operadora de celular de Londres, que não cobrava mensalidade no celular em
troca de ter acesso livre, para enviar publicidade aos seus usuários.

Uma forma de ação que me atrai muito e acredito que ganhará força cada
vez mais, são as ações de “crossmedia”. O impulso de fazer seu consumidor
explorar diversos equipamentos já é algo genial, pois por cada canal que ele
passar, ele estará divulgando sua marca. E nessa ação, o cliente se envolve
produzindo e enviando conteúdo, participando ativamente, dedicando parte do
seu dia a sua campanha. Mas lógico, o impulso não surge do nada, é preciso
seduzi-lo a participar, mais uma vez precisamos motivá-lo, dando algo em troca.

Quem sabe até a TV Digital não entrará em campanhas de mídia cruzada? É


uma alternativa, pois com ferramentas de interatividade no controle remoto e
a TV sendo conectada à rede, podemos interagir nosso celular com a TV? Ou
nosso Twitter? Bom, o futuro da TV ainda é um grande mistério, uns dizem que
ela vai se unificar de vez ao computador e vão se tornar um aparelho doméstico
único, outros falam que cada um terá seu espaço. Eu não sei o que vai acontecer,
mas acredito que uma nova revolução vem por aí, a revolução do e-commerce.

Você consegue imaginar assistir a um programa ou filme e poder comprar


qualquer coisa que aparece em sua tela? Por exemplo, assistindo um jogo
de futebol, você decide adquirir a nova camisa do seu time, e com o controle
remoto em poucos dias ela está na sua casa. Bom, como será um e-commerce
na maior mídia de massa do país? A meu ver, trará excelentes resultados,
ainda mais contando com o impulso do controle remoto. Porém acredito que
toda publicidade televisiva terá de ser repensada, será que os vídeos de 30
segundos serão tão importantes como são hoje? Será que informar mais sobre
seu produto não aumentaria as vendas por controle remoto? Já que a TV passa a
ser um PDV, você tem que convencer o “cara” de comprar ali, no ato. Bom tenho
medo que essa entrada do e-commerce na TV piore ainda mais a qualidade
de seu conteúdo, tenho medo que a TV vire um grande “Saldão de Ofertas”. E,
como um recém graduado em Rádio e TV, quero participar disso e lutar para
que o e-commerce entre de maneira natural no meio da programação, sem
comprometer seu conteúdo.

De qualquer forma, todo dia surge uma nova plataforma para nossos
consumidores se conectarem, são equipamentos que tornam a comunicação
mais prática e viável em qualquer lugar e momento do seu dia. Com o

Gaia Creative + CIC ESPM 44


Redes Sociais e Inovação Digital

lançamento do iPad, temos mais uma revolução, a capacidade de adquirir uma


música, um vídeo, um livro, uma revista ou até mesmo um jornal a qualquer
momento, sem precisar se locomover. No meu modo de ver, transformar o
conteúdo dos meios impressos em digital ira torná-los mais frágeis, com maior
visibilidade inicial, porém com pouco aprofundamento. Você se interessa por
um título, adquire com grande facilidade e em minha opinião, o descartará
com a mesma facilidade, salvo exceções. Conteúdo impresso é feito para ser
consumido impresso, não pela mídia, mas pela forma de consumir.

São muitas as inovações, e a tendência é que elas não parem de acelerar


seu surgimento. Acredito que, para a chegada de tudo isso, vários pontos de
vista estão e serão que ser repensados, como os direitos autorais. Mas uma
dessas mudanças me agrada e me empolga muito como ser humano, como
participante de uma sociedade.

Hoje começamos a produzir nosso próprio conteúdo, temos capacidade total


de sozinhos sem depender de uma empresa ou meio, produzir e divulgar a
grande maioria das coisas que temos vontade. O conteúdo está sendo feito por
cada um de nós, basta querer, basta compartilhar. É muito bom perceber que
a humanidade descobriu uma forma de adquirir informação um a um, não um
a um bilhão como ainda é feito por alguns meios de comunicação. Hoje você
não depende do Jornal Nacional ou do Datena para se informar, dependendo
do caso, a notícia vem mais rápida de uma pessoa que presenciou o fato e o
postou no youtube, sem nenhum interesse financeiro, sindical, partidário...

Mas se, por outro lado, você tiver esse tipo de interesse determinado, pode
correr atrás dele: entre no site de seu partido, por exemplo, consuma aquilo,
mas você sabe como e onde encontrar isso tudo... Basta usar o que está no seu
bolso, basta usar uma ferramenta para disseminar o que está na sua cabeça. ■

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O espaço
18. para inovar

Ederaildo Fontes

Com toda essa velocidade em que vivemos com o consumo de informação,


seja ela apresentada em vários formatos e meios, talvez uma pergunta que
possa surgir é: ainda temos espaço para inovar?

Analisando as coisas novas que surgem em todo momento, talvez a pergunta


seja diferente, deveríamos nos questionar se há espaço para a inovação com
qualidade. A resposta é sim. Sempre que o ser humano é estimulado e o desejo
por novas sensações desponta, a inovação renasce. Portanto, podemos dizer
que o estímulo, a provocação e a incitação são insumos para inovar.

Para a comunicação digital e consequentemente para a tecnologia não poderia


ser diferente. Objetos e conceitos novos podem surgir a todo instante, podem
surgir em sequências, sem parada, porém nem tudo que é novo pode ser
considerado inovador. Podem ser releituras ou melhoramentos do mesmo ou
de uma inovação maior deixada para trás.

Podemos dizer ainda que a inovação, em qualquer área, é algo maior que gera
grandes ondas de novos processos, novas visões e sempre mais do mesmo,
tudo isso girando em uma ideia inovadora maior. Pensando dessa maneira
a inovação só é necessária quando a própria necessidade humana assim o
determina, o momento correto.

Portando, penso que o espaço para a inovação sempre existirá, sempre que
o ser humano se sentir no ápice da parábola ou houver a necessidade de
novas sensações, a inovação virá, planejada ou não. A inovação com qualidade
dependerá sempre da qualidade do estímulo aplicado e, às vezes, textos como
esse que tentam explicar o processo de inovação ficam um tanto quanto obscuros
e quando são compreendidos e desenrolados então é aí que a inovação surge. ■

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Redes Sociais
19. e Inovação

Edna Gomes Pereira

No período do curso do InovadoresESPM, formamos um grupo de pessoas – “Rede”


nos mais diversos segmentos, opiniões, formação acadêmica, personagens, enfim,
define um outro conceito de “Rede Social”. Porém fomos tomadores de teorias.

O nosso papel na “Rede Social” é interagir, compartilhar, monitorar, inovar e


empreender.

As redes sociais não são as ferramentas de relacionamento ou assemelhados, que


permitem interatividade e compartilhamento de conteúdos no mundo virtual de
pessoas com pessoas por meios digitais. Rede Social é o valor da diversidade entre
pessoas, ou seja, é uma conexão entre pessoas no mundo virtual, e a “Marca” é mais
uma pessoa que se insere no mundo virtual.

O assunto mais tratado hoje nas redes sociais é o uso do Twitter, como as pessoas
criam notícias vinculam a estes sites e conseguem, assim, milhares de seguidores. A
mídia, na verdade, se tornou escrava destes conteúdos e não de seus consumidores
como eram antigamente.

Para se fazer uso destes mecanismos é preciso autenticidade, originalidade, opinião


e posicionamento. Ou seja, é preciso defender seu conteúdo, independente de suas
fontes ou da veracidade da informação.

Hoje, as notícias em tempo real, em sites Frees como são chamadas, veio para ficar
e agregar o maior número de seguidores com suas variadas idéias. Independente do
conteúdo é uma forma do consumidor interagir e se antenar com o resto do mundo. ■

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Inovação
20. Digital

Fabio Antunes

É interessante pensar em Inovação Digital, pois num primeiro momento, o universo


digital nos parece algo que está constantemente sendo inovado, ou pelo menos, é setor
da qual sempre temos notícias de novidades e muitas que ainda estão por vir.
Quando penso em Inovação Digital, já não penso em web ou qualquer outro aplicativo
ou aparelho ultramoderno, creio que estamos vivendo uma era de “pensamento digital”,
onde a inovação está inserida como uma necessidade de sobrevivência e de destaque.
É mais competente quem inova mais.

Mas, o mais importante, é que esse “pensamento digital” gerou uma necessidade de
inovar, na medida em que precisamos se destacar num mundo onde temos a impressão
de que tudo está criado. Mas essa inovação transcendeu o próprio universo digital,
retornou para o dia a dia, para as necessidades cotidianas de um mundo carente de
soluções.

Sinto que ainda é tímido, perto de toda a demanda inovadora a respeito da tecnologia,
mas o fundamental é o pensamento, a forma inovadora como o homem está buscando
soluções. Uma forma diferente de pensar. E só se inova quando mudamos a forma de
pensar.

Essa é a grande inovação: o pensamento. Já não existem fórmulas, regras, religiões


para aqueles que buscam um lugar ao sol, ao invés de dividir a sombra com milhões de
pessoas que se acomodam com medo de arriscar.

Na era digital, as inovações tomam conta do planeta em questão de minutos e se, na


idade média supunha-se que uma pessoa estava pensando a mesma ideia do outro
lado do mundo, hoje isso é fato.

O inconsciente coletivo passou a ser consciente, atualizado a cada segundo. Mas o


grande desafio é determinar pra onde vai essa consciência mundial. Já não basta só

Gaia Creative + CIC ESPM 48


Redes Sociais e Inovação Digital

inovar, precisamos responder a uma nova consciência. A humanidade já percorreu uma


história recheada de fatos e consequências que nos dá uma responsabilidade pelo
futuro.

Nesse sentido, a inovação já não se valoriza pelo simples fato inovador, mas sim, pelo
próprio valor que nela se insere, como um compromisso com a humanidade. Creio
que isso é o maior legado desse movimento de Inovação Digital, transpor o digital
e distribuir novos pensamentos em velhos departamentos. É olhar diferente. Buscar
soluções não só em como se comunicar com o seu cliente, mas como se relacionar
com ele e com tudo que está a sua volta, ou seja, o mundo todo trazendo um jeito novo
de questionar para encontrar novas soluções. ■

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Redes Sociais: contatos imediatos
21. de todos os graus

Fatima de Oliveira Carvalho

Em todas as épocas e em todos os tempos elas estão presentes. Todos sempre usavam
sem perceber e sem grandes ferramentas tecnológicas. Quer ver?

Na escola pertencíamos a uma rede de alunos da sala tal, na igreja pertencíamos à


rede do grupo tal, no clube ao esporte x. E quando íamos para algum lugar diferente
nas férias, sempre conhecíamos pessoas e nova rede se formava.

Nas brincadeiras tinha a rede dos que jogavam bola, dos que soltavam pipas, dos que
jogavam vôlei, dos que andavam de bicicleta, e a rede dos contra tudo isso. Mas, sempre
tinha um que pertencia a todas elas e era o “bam-bam-bam”, o tal, o nó principal das
redes.

Crescemos um pouco e lá vem nova rede, a do matrimônio, que para aumentar ainda
mais seus participantes vêm os sogros, as sogras, os cunhados. Ah, os cunhados,
verdadeiros animadores de redes: não tem um assunto sobre o qual eles não palpitem.

Logo chegam os filhos e novas redes formam-se, desta vez com noras, genros. Quer
rede mais complexa e cheia de “nós” que a família? Enquanto está no virtual (cada um
na sua) é lindo, mas quando se junta para uma rede presencial, sai de baixo.

E isso tudo está dentro de uma rede ainda maior chamada sociedade, que contempla
várias outras redes, que não vai dar para citar, porque este texto só pode ter 500
palavras. Agora me diz como classificar tudo isso em: descentralizada, centralizada e
distribuída? Como explicar sua auto-organização sem ferramentas? Hum, vamos deixar
esta parte para depois.

E hoje, como está tudo isso? Bem, se eu quero saber onde estão meus amigos das
redes mencionadas anteriormente vou ao Orkut, facebook, twitter, flickr, etc, etc e tal.
Tudo como manda a tecnologia e o que se tem de mais moderno, conectado, interligado

Gaia Creative + CIC ESPM 50


Redes Sociais e Inovação Digital

e rotulado, quer ver: baby bommers, geração X, geração Y, geração Z.

Mas se redes são pessoas conectadas, o mais importante então são as pessoas. Ufa!
Ainda bem, já imaginou alguém perguntar para uma criança: o que você quer ser
quando crescer? E ela responder: “Não sei ainda, acho que quero ser web 4.0, porque
a 3.0 já está ultrapassada”.

Agora, vocês vão concordar comigo que, toda esta experiência que adquirimos ao
longo de nossas vidas, mais a experiência de alguns especialistas em redes, mais a
experiência de alguns em ferramentas colaborativas, mais benchmarking em mais sei
lá o que, dá um samba, não dá?

E este samba pode ainda fazer você ganhar dinheiro, fazer sua empresa crescer, ter
visibilidade, fixar a marca, e por aí vai. Olha que lindo!

Mas não pense que é fácil como uma receita de bolo de fubá não!

Quem quer entrar neste mundo tem que ser criativo, inovador, antenado, ousado,
receptivo, reativo, ter conteúdo, usar bem as ferramentas e um toque final que é a
“sacada” particular de cada um.

Por isso é que eu digo, está nervoso? “Se joga na rede!” ■

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A inovação e seus impactos
22. na sociedade atual

Gisele Arana

O dicionário define inovação como novidade, situação rara ou ato de introduzir uma
novidade. Mas, será que é só isso? O que, de fato, podemos considerar como inovação
no mundo e na sociedade em que vivemos atualmente?

Pode-se observar, hoje, na Comunicação a quebra de velhos paradigmas e regras.


Aposenta-se o padrão de “um fala e o outro escuta” e cria-se o “um fala, o outro
escuta, responde e repassa”. Essa interação é a inovação que vivemos em termos
de comunicação. Isso se deve ao surgimento de novas mídias e ferramentas que
permitem às pessoas o acesso aos mais diferentes assuntos. Ao contato com as mais
diversas pessoas e a criação de um relacionamento de igual para igual, independente
de status social dos envolvidos. Ou seja, qualquer um pode falar diretamente com uma
celebridade, um político ou uma pessoa totalmente desconhecida e saber o que esta
pessoa faz, o que ela pensa sobre um determinado assunto e até mesmo questioná-la
e discutir sobre um tópico qualquer.

Apesar de não estarem ainda ao alcance de todos, esses novos meios de comunicação
vem alterando toda uma cultura e a rotina de muitas pessoas. Sendo assim, em termos
coorporativos, é nesse fato que as empresas devem prestar atenção. O consumidor de
hoje tem um poder muito maior do que antigamente. Ele tem a capacidade de colocar
uma marca no topo e, a partir de uma insatisfação, destruí-la no segundo seguinte.

Então, é importante que as empresas tratem bem esse consumidor e saibam usar
todas as novas mídias para estar em contato com ele, saber suas insatisfações e
necessidades, mostrar que ele é importante para a empresa e que esta se preocupa
em bem atendê-lo e satisfazê-lo. Manter um relacionamento direto e saudável com
o cliente resulta em uma publicidade gratuita da marca feita pelos próprios clientes
através das mídias sociais, além da descoberta de oportunidades antes não possíveis
de serem vistas.

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Redes Sociais e Inovação Digital

Dessa forma, inovação não se trata de criar algo totalmente novo ou de ter uma
ideia nunca pensada por ninguém antes. A novidade não está em um insight raro de
criatividade. Inovar significa enxergar oportunidades onde ninguém vê, valorizar o que
os outros ignoram, mudar a rotina e os hábitos. É sair do óbvio. ■

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Tornado tangível
23. uma rede social

Juliano Akira Kimura

O uso da internet é apenas o MEIO, não é o objeto.


Orkut , facebook, twitter e Cia NÃO são redes sociais.

O ser humano tem a necessidade de se relacionar.

As três frases que marcaram meu aprendizado sobre redes sociais. Falando assim por
falar parece um pouco simples demais, mas não é. A internet hoje é confundida com
lugar ou espaço físico. O que explica as duas primeiras frases.

Redes sociais reais viram virtuais, mas como acontece o processo contrário? Existem
infinitos cenários no trabalho com redes sociais. Em algumas ações podemos notar que
são mais passivas e outras mais ativas com a comunidade. O método de como atuar
nas redes quem define é a própria rede. Quem vai ditar o tempo, o ritmo das postagens,
a abordagem, o tipo de conteúdo, a linguagem apropriada e todas as nuances que
tanto estudamos e discutimos.

Pensamos tanto olhando para o computador que esquecemos que tem pessoas do
outro lado. Mesmo com tanta interatividade não substitui o toque. Você olhar para a
outra pessoa nos olhos, um aperto de mão ou um abraço. Quem sabe levar as pessoas
para o próximo nível seja uma grande oportunidade em meio a tantas ações online.
Convidar os seus iguais a saírem da frente do computador e participar de um encontro
no espaço físico.

Trabalhando em 2004 na primeira empresa a trazer um jogo online no Brasil, eu tive


algumas experiências interessantes. Naquela época ainda um gamemaster (uma
espécie de juíz do jogo), participei da evolução do zero da gestão de uma comunidade
online, que se juntava por causa de uma experiência diferenciada. O trabalho era tímido e
pouco transparente como todo o começo, mas foi tomando forma. Era necessário cuidar
com carinho dos jogadores que nem sempre tinham. Nesse contexto eu já defendia

Gaia Creative + CIC ESPM 54


Redes Sociais e Inovação Digital

dois pontos: a necessidade de criar uma interação saudável entre os jogadores (que
muitas vezes ofendiam gratuitamente ou enganavam outros usuários mais ingênuos) e
o incentivo e o reconhecimento do que os fãs faziam com a marca.

Não era raro os jogadores editarem vídeos, imagens, escreverem estórias e criarem
fansites sobre o jogo. Além de promoções e concursos envolvendo esse conteúdo,
uma revista da empresa foi criada. Nela além de contar um pouco sobre as novidades
e lançamentos, a comunidade era o foco. Entrevistas e muito conteúdo gerado pelo
consumidor, gerando o reconhecimento tanto almejado pelos membros dessa rede
social.

Já em um estágio mais avançado, criei um encontro que era realizado nas Lan
houses. A proposta era simples, “desvirtualizar” as amizades e experiências que o
jogo proporcionava. Tamanho foi o sucesso que passei a viajar pelo Brasil promovendo
esse espaço. E finalmente cheguei onde queria chegar. Em todo esse ciclo, hoje, mais
maduro e experiente, eu percebo que realmente fazia parte da rede social, que girava
em torno do jogo. Sem saber, estava criando coisas que eu gostaria de usar e com isso
eu satisfazia o desejo dos meus iguais. Os amigos que cultivei nesse caminho estão
comigo até hoje. Não existe nada mais tangível que você fazer amigos reais por causa
de interesse em comum. ■

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O que é inovação na
24. comunicação digital?

Kathia Morini

Antes de começar a escrever, fiquei pensando no quanto a palavra “inovação” vem


sendo usada atualmente, e também por qual motivo.

Penso que a crescente oferta de produtos e serviços gera uma grande a necessidade
de diferenciação, e que o caminho para se destacar entre as marcas existentes está
nas possibilidades que as novas tecnologias e principalmente a internet trouxeram.
Elas abrem portas para produtos e serviços inovadores e, por consequência,
diferenciadores. É por isso que a tecnologia tem sido, e será cada vez mais, uma
ferramenta valiosa para o marketing. Como pudemos ver no curso, há inúmeras
possibilidades de integração de on e offline em novas mídias, onde a diferenciação
causa impacto, recall, contribui para a conexão emocional com as marcas que, por
sua vez, gera compra e fidelização.

Porém, o que mais chama a atenção é a mudança do foco da mídia tradicional para as
chamadas novas mídias, e nas diferentes formas de se relacionar com o consumidor.
Apenas alguns anos atrás, as marcas e a mídia trabalhavam com mensagens de mão
única, vendo o consumidor como um receptor. Havia uma hierarquia da comunicação
onde grandes veículos e marcas determinavam o que dizer, como e quando. A internet
causou uma reviravolta na comunicação. O consumidor/leitor é também produtor,
escolhe quais mensagens consumir, é produtor, quer dialogar e não ser apenas um
receptor passivo da comunicação.

Recentemente, a mídia social tem se tornado foco das discussões e a grande inovação
na forma de se relacionar com o consumidor. As redes sociais chegaram para ampliar
as possibilidades do relacionamento, possibilitando a segmentação das interações
por grupos de interesse. Além disso, também começaram a ser percebidas como um
novo canal de comunicação e relacionamento de marcas com seus consumidores.

Vivemos em tempos de transformação e de aprendizado. Para dialogar com este

Gaia Creative + CIC ESPM 56


Redes Sociais e Inovação Digital

novo consumidor/leitor, cada marca ou veículo de comunicação terá que ser um


observador atento do que se passa ao seu redor: as mudanças na cultura local e global,
as diferentes linguagens e valores das tribos, as novas necessidades do consumidor,
para criar suas próprias soluções inovadoras em comunicação. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 57


Jogos e redes sociais, uma relação
25. de mutualismo

Marcelo Abrantes

Foi-se o tempo onde os jogos eram uma experiência solitária. O que antes isolava
jogadores do mundo todo, agora os colocam em “novos ambientes” e estão expostos
a contatos com pessoas, culturas e modo de viver diferente.

Muito antes de qualquer rede social aparecer, os games já inauguravam algo que
seria um divisor de águas na indústria: Os jogos multiplayer online. Em 1998 surgiu
o primeiro grande jogo totalmente online. O jogo, chamado Ultima Online, convidava
o jogador a fazer parte de um mundo de fantasia que era escrito pelos próprios
jogadores, onde a liberdade era regra, não exceção. Jogadores criaram clãs, guildas,
jogavam em grupos com pessoas que não conheciam.

Havia interação, troca de informações, conhecimento e muito aprendizado. Hoje


existem milhares de jogos semelhantes, conhecidos pela sigla MMORPGS (Massive
Multiplayer Online Role Playing Game) e o fato principal de seu sucesso é a rede
de jogadores que os compõe. Jogadores migram de jogo em jogo dependendo de
seu sucesso, qualidade ou a que público é destinado, o que nos faz lembrar o que
acontece com o Orkut e o Facebook no Brasil.

Muito antes do Foursquare se popularizar com as “badges”, como uma forma de


prêmio por certa conquista, os jogos já tinham seus desafios particulares. Redes
online como a PSN e a Live! Premiam jogadores com “Troféus” ou “Achievements”
pelos seus feitos nos jogos.

Enfim, os jogos online vieram pra ficar. Invadiram as redes online tradicionais e são
responsáveis pelo crescimento das mesmas. Desde o pai de família que passa horas
no poker online, a dona de casa que cultiva sua fazenda e pede cabritos para seus
amigos em seu perfil, até o garoto que joga por horas seu jogo favorito no videogame
e compartilhar suas conquistas no facebook, o mundo dos jogos online está mesclado
com as redes sociais e mudou, a forma como as pessoas interagem, geram conteúdo
e se divirtam. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 58


Inovar
26. é Viver

Marcio Traguetta Alaminos

Inovação, algo que nos remete a sempre estar na frente, sempre chegar primeiro,
inventar aquilo que não foi inventado. Isso me deixa em colapso às vezes, fico
pensando: será que existe algo no mundo com tantas cabeças pensantes que ainda
não foi inventado? Que ainda ninguém tentou? Eu acho que não.

Mas o grande incentivo do mundo está diretamente nisso, o básico já foi criado.
Precisamos adequar as coisas para funcionarem melhor, perceber as falhas, identificar
os erros, e a partir do que já existia não se acomodar, fazer melhor. Inovar!

Aprendemos que devemos olhar sempre para frente, mas nunca esquecer os
ensinamentos básicos de cada lição aprendida, voltar a analisar melhor e perceber
que algo mais pode ser contato em um mesmo conceito. A relação do bicho homem
com ele mesmo, já é uma grande lição de vida, basta parar e pensar.

Um produto ou serviço inovador pode ser criado pelo simples momento de reflexão de
nós mesmos em querer saber, “eu sou bem atendido”? Eu preciso de tudo que tenho?
Tenho certeza que novas ideias ou novas inovações vão surgir na mente. E se você
conseguir captar tudo o que o seu cliente sente, algo inovador irá surgir.

Depois de tudo, eu acredito que inovar é viver! Mas viver no sentido mais amplo, de
nunca estacionar, nunca se acomodar e sempre melhorar. Aprendendo com os erros,
aceitando principalmente que errou. Viver, evoluir, aprender e inovar sempre. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 59


De geração
27. em geração

Maria Sannini

Eu sou uma típica mulher da minha geração: independente, liberal e com muita
atitude.

Exatamente por isso que decidi que eu pediria a mão do meu namorado em casamento.

O meu maior problema era que ele estava do outro lado do mundo, numa viagem a
trabalho. E por que eu deveria esperar? Já que eu decidi tomar iniciativa, por que não
inovar?

O exclui de todas as minhas redes sociais, pra dar mais emoção. Preparei um slide
com fotos nossas, coloquei nossa música como trilha, fiz o pedido e espalhei pelo
facebook e twitter.

Em poucos segundos, meu vídeo tinha 8 reetweets, 10 comentários e 6 dedos positivo


de pessoas que curtiram isso.
Esses 8 reetweets tiveram mais reetweets,mais comentários e mais pessoas curtiram.
No dia seguinte, logo pela manha, tive minha resposta. Mais de 100 SIM, vindos de
vários lugares, espalhados por diversas pessoas, preenchiam toda minha página.

Essa é somente uma ilustração – que poderia muito bem ser verdadeira – que como
as mídias sociais funcionam.

As mídias sociais ainda são novidades, e como toda novidade, está em fase de teste.
Ainda não se sabe a fórmula certa de melhor utilizar esse meio de comunicação que
tem um alcance imensurável.

E eu acredito que a proposta das mídias sociais não seja dar forma ou limitar. Pelo
contrário.

Gaia Creative + CIC ESPM 60


Redes Sociais e Inovação Digital

Elas fazem parte da web 2.0, que é um ambiente onde pessoas interagem de inúmeras
linguagens, modos e motivações.

O que as empresas precisam saber é que os usuários das redes sociais anseiam por
novidades, querem participar de coisas inovadoras, criativas.
Isso gera a mídia espontânea, que é a resposta à sua proposta. Além de criar fidelidade,
admiração, contato direto e imediato com aqueles que possivelmente são ou serão
seus consumidores e parceiros, já que a tendência da web 2.0 é a colaboração vinda
de todos os lados.

Enfim, esperar pra ver aonde a coisa vai dar. Dar tempo e espaço entre os concorrentes.
Dê o seu ponta pé inicial. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 61


As sensações
28. da inovação

Mariana Nassif

Inovação, segundo o dicionário, é o ato ou efeito de inovar, provocar mudanças.


Mudança, por definição, é tudo aquilo que gera movimento, que transforma, tira do
lugar. Como um leve sopro de conhecimento ou um tufão de informação, quando algo
é deslocado existe um momento de lacuna. Mesmo que exista tão somente por um
milésimo de segundo, a lacuna é um espaço aberto, pronto para receber o novo. E o
novo, como quase todas as pessoas devem saber, paira entre o soturno e o desejado,
e as infinitas nuances entre estes opostos.

Por aqui, o novo provoca. Medo, angústia, necessidade, curiosidade e expectativa,


algumas dicotomias da vida moderna. E mesmo que a soma destas sensações e
os temores que elas podem trazer sejam secretos, mesmo que se fuja dele com
afinco, levando a vida tal e qual uma planejada planilha de afazeres, o novo sempre
acontece. Em toda e qualquer área da vida de toda e qualquer pessoa, o novo sempre
acontece.

Um novo filho, por exemplo, transporta para um mundo com rotinas e afazeres
diferentes – que seja o terceiro, quarto filho, não necessariamente o primeiro, o fator
“novidade” movimenta. Obriga a adaptar. Obrigação é palavra chata por definição,
é aquela coisa de lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes no mínimo três
vezes ao dia, saudar desconhecidos com palavras de gentileza no elevador. Regras.
Quando vem o novo, entretanto, as regras são obrigatoriamente modificadas, e a
própria palavra obrigação abre um sorriso e se transforma imediatamente, mesmo
sem saber o que esperar. Por isso há de se fazer esta espera pelo novo sempre de
maneira prazerosa, com o peito aberto e a cabeça com espaço suficiente para o que
virá.

Há de estar cercado de segurança interna, pelo menos, pois transformações que


acontecem pontuais geram consequências a tanto prazo que nem a mais perfeita
calculadora consegue determinar. Há de ser flexível como um iogue, a fim de moldar

Gaia Creative + CIC ESPM 62


Redes Sociais e Inovação Digital

o corpo, porque a inovação mexe nas nuvens do cérebro, mas especialmente na


maneira como se interage com o vasto exterior que, diga-se, quase nunca está pronto
para receber esta ferramenta chamada mudança. Há de continuar sólido para não
perder o que se construiu no caminho - cada qual sabe o que lhe cabe, mas jogar fora
a experiência pode levar à dor da repetição do erro.

Sobretudo, acerca das observações que a inovação quer deixar, é mais sábio, correto
e não costuma falhar: não se apegue no conhecimento pleno, absoluto e lógico – e já
que tudo o que é sólido desmancha no ar, porque não, levanto a bola enquanto brinco
de rima, ao benefício da dúvida se entregar? ■

Gaia Creative + CIC ESPM 63


Inovando na Comunicação
29. do Evangelho

Marina Narciso

A sociedade pós-moderna passou por diversas transformações econômicas,


tecnológicas e científicas. Atualmente, não existem mais barreiras físicas ou
geográficas. O mundo está cada vez mais próximo e os indivíduos cada vez mais
individualizados. Apesar dos reflexos da pós-modernidade, o indivíduo continua com
a necessidade primária de pertencer a algum lugar, grupo ou comunidade. Afinal, as
identidades culturais estão mais descentradas, fragmentas e plurais.

Neste contexto, a experiência religiosa torna-se mais complexa na vida dos indivíduos.
Entretanto, a instituição Igreja está em decadência. A comunicação e o uso de
ferramentas tecnológicas podem ser fatores decisivos para a criação de comunidades
participativas que transformarão a igreja em associações que dialogam, criam laços
e se preocupam com o próximo. Afinal, não é fazer as coisas de forma diferente, mas
fazer coisas diferentes.

Atualmente, muitos líderes religiosos são usuários de smartphones, possuem perfil


no Facebook, fazem “twittam” com suas “ovelhas” e realizam ligações via Skype. O
uso de tecnologia e novas mídias para a divulgação do Evangelho apresentam dois
cenários distintos: O primeiro é que o mundo utiliza a tecnologia para se comunicar,
portanto se a igreja continuar com meios ultrapassados criará uma barreira para a
mensagem ser transmitida. Do outro lado, a comunicação do Evangelho não depende
da tecnologia e dos meios. Ela é sempre a obra de Deus no coração das pessoas.
Usando tanto a tecnologia de vanguarda quanto a passada. O risco de utilizar a
tecnologia de comunicação no contexto de igreja é transformar a tecnologia em
mensagem.

Se a igreja não estiver na Internet, ela ficará de fora da história e recusando, assim,
sua missão de comunicar o evangelho e estar em comunhão universal. É relevante
ressaltar que as tecnologias eletrônicas de comunicação quebraram as barreiras
geográficas, políticas e físicas criando uma “aldeia global” onde cada indivíduo é

Gaia Creative + CIC ESPM 64


Redes Sociais e Inovação Digital

convidado a deixar seu país permanecendo em sua terra. As mensagens transmitidas


por essas tecnologias ultrapassam as fronteiras do mundo. Precisamos enfrentar o
desafio deste novo contexto cultural e utilizar os novos meios de comunicação como
um campo de trocas de ideias e fé. A Igreja no cenário contemporâneo precisa assumir
a identidade de Igreja Eletrônica para continuar dialogando com o próximo.

A internet tem sido a ferramenta de comunicação do futuro. A Web 2.0 proporciona


ao internauta gerar o próprio conteúdo no site, interagir com outros usuários por
meio das mídias sociais e estar em constante conectividade com a rede. Com a igreja
conectada virtualmente aos fiéis, a comunicação será mais rápida e assertiva.

A comunicação pode ser um fator decisivo para a criação de comunidades participativas


que transformarão a igreja em associações que dialogam, criam laços e se preocupam
com o próximo. Assim, não é a mensagem que está fora de forma e sim a modo
de comunicá-la. Primeiro é preciso definir o foco e o público que se quer alcançar.
Um profissional da área de comunicação poderá ajudar no planejamento de ações
para tornar a igreja mais próxima do público virtual. A internet exige atualizações
constantes, tanto de informações quanto de tecnologias, por isso é importante o auxilio
de um profissional. Devemos utilizar os novos meios para comunicar o evangelho,
mas também integrar o evangelho na nova cultura contemporânea colocando-se a
serviço das grandes carências da sociedade. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 65


O comportamento igualitário nas
30. redes sociais

Natasha Torlay

Ao mesmo tempo em que somos conectados a muitos amigos, familiares, conhecidos,


simpatizantes que gostaríamos (ou não) de encontrar e as redes realizam esse nosso
desejo. Até que ponto podemos chamar esse encontro de aproximação? Até que
ponto esse encontro virtual é real?

Digo isso porque no meu aniversário recebi um monte de posts de pessoas


relativamente próximas e algumas que falo periodicamente. Mas uma das pessoas
que é próxima, não me ligou, apenas deixou um recado no facebook.
De repente percebi que fiquei chateada, porque se somos tão próximas, não deveria
ter me ligado ou passado na minha casa?
Será que teria ficado mais chateada se ela tivesse esquecido ou se lembrado, deixando
um recado lá?
Nesse instante a amizade balançou, porque achei falta de consideração, escrever
apenas rapidinho uma frase apressada.

Em paralelo vejo que as pessoas conseguem expressar sentimentos que normalmente


não fariam, mas se é virtual, elas conseguem. Surgem sentimentos de coragem para
se declararem.

O ser humano acaba mostrando o seu melhor e o seu pior na internet e nas redes
sociais, onde também vale o livre arbítrio.

Mas ainda estamos conhecendo o território de “etiqueta virtual”, respeito e


relacionamento. A dosagem exata para sabermos até onde podemos nos dar mal e
nos dar bem, ainda está indefinida.

Enfim, sou muito fã das redes sociais, adoro estar conectada com o mundo, com as
novidades. Mas também adoro uma conversa olho no olho e um abraço forte no meu
aniversário. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 66


Você já nasceu
31. nas redes sociais?

Paula Regina Subires Garcia

O mais novo fenômeno da web são as famosas redes sociais, quem não faz parte
delas pelo menos já ouviu falar, mesmo que seja por outros canais.

Mas o que realmente são as redes sociais? Redes sociais não são mídias sociais.
Associamos redes com o Orkut, Twitter e Facebook, na verdade estas são as mídias,
são as ferramentas para possibilitar as redes. As redes sociais são feitas por pessoas
e não por ferramentas.

E isso significa que qualquer pessoa, indiferente de geração, cultura, classe social
pode pertencer às mídias sociais, e não como é vista por muitas pessoas como uma
ferramenta para adolescentes. As redes são de pessoas e não um difusor de gerações.

Então por que participar das mídias sociais? As mídias são democráticas, elas apontam
negócios, amizades, reforça e estimula a caridade, trocam conhecimento, expandem
educação, informam sobre políticas e muito mais. A web veio para conectar pessoas,
documentos e computadores e tudo isso não foge do que todos nós somos. As redes
somos nós e as mídias nos unem para realizarmos grandes mudanças.

Muitas pessoas dizem que nunca entrarão no Orkut, Twitter e outras ferramentas.
Realmente é possível não fazer parte disso tudo, mas pode ser que você se sinta
isolado de todas estas milhares de pessoas conectadas.

Todos já estamos nas redes sociais, agora vai querer nascer nas mídias sociais? Pode
acreditar que você será bem-vindo e algo de importante na sua vida acontecerá. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 67


2.500 caracteres
32. sobre inovação

Renata Bonádio

Na primeira aula de um curso sobre ações inovadoras, o professor Gil Giardelli nos
colocou a atordoante afirmação: “não podemos usar velhos mapas para descobrir
novas terras”. Em primeiro momento, não consegui refletir muito sobre a frase,
passado algumas palestras marcadas pela presença de pessoas super inovadoras.
A frase continua a me perseguir, mas agora como parte de meus conceitos e de
projetos de vida.

Há inovações, como bem disse Gil, que nascem em um momento de crise. E o


conteúdo comanda as diretrizes. Em uma sociedade onde as raridades são tempo,
espaço e autonomia – é incrível como a inovação se tornou mais praticada no dia a
dia. A riqueza está em quem sabe aproveitar os avanços tecnológicos para criar ou
reinventar processos.

Cesar Pallares começou sua palestra com um pensamento que define de outra
maneira a inovação, disse não ser o dono da verdade, que não veio trazer o fim e sim o
começo, disse que iria colocar pimenta em nossos olhos para abrirmos nosso campo
de visão ao inexplorado. Fez um exercício para nos instigar a pensar em inovação
para os novos consumos de mídia, na rapidez do “quero para já”, na comodidade do
querer ficar em casa, na segurança do querer o que confia, na individualidade de não
ser o todo mundo e na simplicidade de não querer complicações. Sair do invisível.

Muito bem lembrado por Amyris Fernandez, para inovar não podemos esquecer o
princípio básico da comunicação: “o meio é a mensagem”. Já a Valéria Brandini nos
ensinou que não usamos internet, consumimos internet - que internet é comunicação.
Disse uma frase fabulosa, não há inovação frente à “amplitude do oceano e a
profundidade de um pires.”

Na aula que se sucedeu ao Webexpoforum, Gil nos trouxe três palestrantes muito
especiais. Mostraram-nos que apesar de toda tecnologia e novas técnicas, não

Gaia Creative + CIC ESPM 68


Redes Sociais e Inovação Digital

devemos esquecer o be-a-bá inicial, ou seja, não devemos usar velhos mapas para
descobrir novas terras, porém não podemos esquecer que sem os velhos mapas não
chegaríamos até aqui. As teorias antigas são importantes, algumas até fundamentais,
e complica quando as esquecemos e começamos a criar um novo caminho sem elas.
Pensando e exemplificando pela pequena empresa, quando o processo produtivo não
é iniciado pelo Business Plan, a tendência é uma falência rápida. De nada serve a
inovação em matéria-prima, maquinário, se a estrutura da empresa não tiver calçada.

Na incrível experiência que Algarra nos promoveu, descobrimos que as trocas de


experiência provocam a inovação. É que, às vezes inovamos baseados em sentimentos
de experiências do passado. Em um mês, uma avalanche de informação sobre
inovação, entendi que ela é um processo iniciado por pesquisas ou atividades técnicas
que geram conteúdo. A concepção de algo novo, seguido pelo desenvolvimento
com colaboração das informações, as mesmas são gerenciadas em comunidades
resultando na melhora em comercialização de novos produtos ou utilização de novos
processos. Mudam uma visão de mundo, fazem ele girar diferentemente. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 69


O Boom do momento:
33. as Redes Sociais

Ricardo Karam

As redes sociais existem desde os tempos mais remotos, começaram por vários
motivos tendo sempre um objetivo comum, o relacionamento. Com a era da internet e
globalização, as redes sociais foram se popularizando e se aperfeiçoando onde, hoje,
redes como Orkut , Facebook, Twitter, entre tantas outras se tornaram um ponto de
encontro comum entre amigos ou pessoas de mesmo interesse.

Após isso, o meio coorporativo descobriu que pessoas estavam se relacionando por
diversos motivos e não só mais para encontrar velhos amigos. Perceberam então que
poderiam usar essas ferramentas como meio de divulgação de produtos ou serviços.

Mas atuar em Redes Sociais é bem mais complexo do que acham muitos empresários,
e não perceberam ainda a força de uma palavra chamada compartilhamento. Não
basta apenas divulgar um produto ou serviço, disparar flyers eletrônicos, ou algum tipo
de promoção, tem que existir um verdadeiro relacionamento ou compartilhamento
entre ambas as pontas para que as campanhas realmente se tornem cases de
sucesso. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 70


A tecnologia a favor
34. da humanidade

Sérgio Porcari

É engraçado como determinadas coisas parecem acontecer do nada, você está em


uma mesmice e de repente surge algo que te impressiona e te faz pensar se aquilo
tudo é real. Outras vezes se criam expectativas em torno de algo que nunca chega a
vingar, mas sempre existem em uma classe, pessoas que acreditam em algum projeto
e que se unem para mobilizar recursos, criar estratégias, estudar oportunidades, etc.
O futuro chegou, o que antes se via nos filmes e parecia uma realidade tão distante
se faz cada vez mais presente.

Para os mais velhos chega a ser assustador e quase impossível de se compreender,


porém ao mesmo tempo, todos se tornam reféns de algo que parece não ter como
escapar.

Lembro-me de outro dia conversar com um senhor de sessenta anos sobre o que
chamamos de mídias socais. O simples fato de postar uma foto no Orkut já o
incomodava muito e fazia com que ele abominasse tal ferramenta, não entendia
o porquê de tamanha exposição, porém esse mesmo senhor utilizou essa mesma
ferramenta para localizar antigos colegas da época em que jogava bola.

Parece complexo, ao mesmo tempo em que se critica o excesso de informação e a


falta de privacidade, como os satélites que mapeiam as ruas e detalham até mesmo os
nossos quintais, o uso de ferramentas modernas se mostra extremamente essencial.

É difícil acompanhar tamanha revolução na forma de se comunicar e de gerar


conteúdos, mas cada dia que passa, fica mais claro que a tecnologia surgiu com o
objetivo de se chegar naquilo que acreditam ser o mundo ideal.

Eu também sempre fui um defensor de que a tecnologia era necessária, mas que
as mídias digitais estavam estragando o universo da internet. Via algumas coisas
interessantes, mas não aceitava outras. Até o momento em que resolvi abrir minha

Gaia Creative + CIC ESPM 71


Redes Sociais e Inovação Digital

cabeça e perceber que o que se parecia uma ameaça ao modo de se viver em


sociedade, era sim a oportunidade de revolucioná-la.

Porque estou dizendo tudo isso?

Sempre entendi redes sociais como pessoas que se juntavam para defender um
mesmo ideal, pessoas que gostavam de assuntos incomuns e se uniam em função
daquilo. Pensava que a internet e suas ferramentas buscavam uma reclusão daqueles
que não tinham facilidade para se relacionar e se “escondiam” por traz das telas.
Sempre fui muito tímido, e confesso que a internet poderia ser uma grande aliada,
porém ainda era um sonhador que acreditava no olho a olho.

Mas percebi que o mundo esta mudando e não apenas no modo de se comunicar, mas
sim na busca por aquilo que acredito ser o ideal, estamos em uma era de criatividade
e generosidade coletiva e que a tecnologia veio para somar, ajudar e principalmente
para aproximar as pessoas.

Se seguirmos o caminho proposto por aquilo que chamamos de mídias sociais,


estaremos apenas utilizando a tecnologia para nos ajudar a ser uma sociedade onde
todos tenham o mesmo direito de se comunicar com outra em qualquer parte do mundo
e ajudá-la a viver de maneira harmoniosa. Enxerguei nas mídias uma esperança de
poder fazer algo útil para que um dia o mundo seja como sempre sonhei, onde todos
tenham o mesmo direito à informação, a educação, a saúde e ao lazer.

Acredito que só quem teve acesso as informações que tive, pode entender porque
criei toda essa esperança, mas tenho certeza que a mesmice que comentei no início
do texto deu espaço aos projetos que podem não vingar, mas que com certeza vem
para somar e nos mostrar a direção.

Essas são as palavras de uma pessoa que mudou completamente seu modo de
pensar e que se tornou um apaixonado pelo universo das redes sociais e por tudo que
inovação digital contribui para isso. ■

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Redes sociais virtuais:
35. o meio do começo

Suzie Clavery Caldas

Não dá para dizer que redes sociais são uma tendência. Elas na verdade são uma
realidade que sempre existiu. Redes sociais virtuais são o MEIO que permitem o
COMEÇO. Ficou confuso? Eu explico.

Redes sociais nada mais são do que PESSOAS ligadas umas as outras, através do
RELACIONAMENTO. A verdade é que nunca fomos só eu, só você, só ele, mas sempre
fomos NÓS. A necessidade de se relacionar é o COMEÇO e a base da humanidade,
porque o ser humano é um ser social por natureza. O que seria do Adão se Deus não
tivesse criado a Eva? E de D. Quixote sem Sancho Pança?

Antigamente outros meios, que não os virtuais, eram usados para mantermos
contato uns com os outros, transmitirmos informações e criarmos relacionamentos.
Os desenhos nas cavernas, os sinais de fumaça, as cartas, o telefone, o fax, todos
eram os meios pelos quais se transmitia a informação e permitiam que as pessoas
com interesses em comum se conectassem e se relacionassem.

Hoje o meio pelo qual os relacionamentos se fortificam são as redes sociais virtuais,
como o Orkut, o Twitter, o Facebook e todos os seus similares. Essas redes sociais
virtuais nada mais são do que ferramentas tecnológicas que facilitam as conexões
entre pessoas, ou seja, elas são os MEIOS que ligam você aos seus amigos, com
grande vantagem em relação aos meios do passado, pois a tecnologia e a internet
aproximaram as pessoas, quebrando barreiras de tempo e espaço e, com isso,
modificam as relações humanas, ampliando os relacionamentos e possibilitando a
criação de redes sociais ilimitadas.

A informação que antes demorava dias, semanas, meses para chegar através de
uma carta, hoje chega em milésimos de segundos pelo Twitter e para um universo
de milhares de pessoas. A saudade de um parente distante diminui ao ver uma foto
ou um scrap no Orkut. Você pode compartilhar cada passo seu, cada lugar visitado

Gaia Creative + CIC ESPM 73


Redes Sociais e Inovação Digital

com seus amigos e para o mundo pelo Foursquare. Com o Facebook você pode fazer
amigos na Austrália, mesmo estando no Brasil, sem sair do seu quarto. As ferramentas
facilitam a interação.

Essas ferramentas ou redes sociais virtuais, como prefiro chamar, são o MEIO para
que cheguemos novamente ao COMEÇO de tudo: o RELACIONAMENTO.

E então, me add? ■

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Uma Nova Versão para a História
36. das Organizações

Christiane Vila Nova Camargo

A presença nas mídias sociais deixou de ser uma questão de escolha para as
Organizações. Através da opção voluntária da empresa ou da motivação dos usuários
presentes nessas redes, uma busca simples em qualquer ferramenta poderá atestar
a presença digital das marcas nas redes.

Na tentativa de desenhar esta nova realidade social, a Deloitte realizou no primeiro


semestre deste ano a pesquisa “Mídias Sociais nas Empresas” com 302 empresas
atuantes no Brasil. Os dados refletem que 70% da amostra utiliza ou monitora mídias
sociais e quase 60% das empresas tem intenção de aumentar o valor investido na
área no próximo ano.

Entre as empresas que utilizam, 57% tem negócios relacionados às áreas de serviços,
varejo, tecnologia, mídias e telecomunicações. Justamente onde já observamos
cases de sucesso transformados em referência na área. O setor de manufatura é o
quarto maior em número de empresas que já utilizam ou monitoram mídias sociais,
representando 7% na fatia do bolo. Neste setor as iniciativas ainda são tímidas,
com a utilização das mídias sociais apenas como canal adicional no composto de
divulgação do produto.

Pessoalmente acredito que a área de atuação da empresa define a gama de ações


a serem realizadas nas mídias sociais, afinal de contas é muito mais fácil pensar em
ações interativas e formas para engajar públicos quando a relação entre empresa e
consumidor é direta.

Onde eu quero chegar com tudo isso? Muito simples: as mídias sociais precisam
fazer parte do composto estratégico de comunicação das organizações. Mais do que
nunca é dado à empresa a oportunidade de trabalhar em comunicação de mão dupla
com uma série inimaginável de públicos. Por que tanto medo? Por que o único preço
a ser pago é a transparência na atitude, adequação do discurso e adaptação do prazo

Gaia Creative + CIC ESPM 75


Redes Sociais e Inovação Digital

de resposta, já que os usuários conectados esperam soluções rápidas.

Não é apenas a oportunidade de sustentar a reputação e identificar os advogados


da marca (muitos já presentes nas mídias muito antes de qualquer empresa pensar
em estar lá). É a oportunidade de inventar uma nova maneira de construir a história
das Organizações, a 1 milhão (ou mais) de mãos, de forma intensa, colaborativa e
certamente muito especial. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 76


Compartilhamento
37. Social

Julio Cesar Da Cruz

Compartilhamento. Talvez essa seja a palavra que mais me atraiu no curso de Redes
Sociais e Inovação Digital da ESPM.

Você tem uma idéia e uma opinião sobre um determinado tema. Porque não
compartilhar com alguém?

Comece compartilhando com sua família, com seus amigos, colha opiniões e faça
uma análise de como eles reagem mediante suas idéias. Depois as compartilhe com
mais pessoas, desconhecidas ou não, jogue suas idéias num lugar onde as pessoas
possam acessá-las. E, se de alguma maneira sua idéia ajudar a resolver algum
problema de apenas uma pessoa que seja, você já pode se sentir uma pessoa melhor.
Rede Social é isso. Você compartilhar ideias que para você é um hobby, mas para
outras pessoas pode ser a informação que faltava para um projeto importante, ou
uma decisão de compra, até mesmo uma decisão que de fato irá fazer diferença na
vida de alguém.

Uma sociedade que está cada vez mais diversificada não dá pra viver condicionado a
poucas opções. É essa transformação que o mundo vive hoje, com pessoas cada vez
mais singulares, com opiniões ímpares, mas que gostam de encontrar seus similares
em idéias. Formando assim uma rede social de assuntos específicos, gerando um
desenvolvimento cada vez mais específico sobre o tema, em vários aspectos e
várias maneiras. Gastam a cabeça ao máximo em conversas específicas de temas
específicos. E a consequência é a exigência quase beirando a perfeição para um
mundo melhor.

Pra mim, o conceito de Rede Social é o compartilhamento de ideias a fim de detalhar


o específico, gerando conteúdos e descobertas que vão ajudar a sociedade. Algo
singular e mágico. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 77


Melhor
38. amigo

Karina Bradley

Ter alguém para compartilhar idéias, desabafar quando algo está apertando o peito,
chorar as lágrimas que nem você entende direito, rir de algo inesperado, rir de algo
muito esperado, acompanhar sua rotina, dar um “oi”sem pedir licença.

Você e seu amigo com certeza já passaram por muitas coisas juntos. Ter um grande
amigo é muito bom, e necessário muitas vezes.

Há alguns anos, quando as pessoas mudavam de cidade, ou de país, e o grande


amigo do peito ficava longe, a comunicação diária ia sendo substituída por cartas e
telefonemas que a cada dia se reduziam até permanecerem num número onde cada
um sabia o “básico” da vida do outro.

Até que você começa a frequentar uma Universidade, mais conhecida por “vida na
web”, onde você começa a aprender diversos valores da vida que nunca tinham
passado pela sua cabeça. Você aprende que pode ter grandes amigos sem nunca ter
visto a cara deles; que você pode falar diretamente com aquele jornalista que tanto
admira e criticar um artigo dele, e ele te responder o porquê de ter escrito daquela
forma.

Você descobre que é preciso que as empresas tenham, acima de tudo, transparência,
para permanecerem no mercado; que você pode se comunicar diretamente com a
pessoa que você mais admira no mundo, e essa pessoa trocar uma ideia com você.
Você aprende que mesmo estando sozinho em casa, você pode conversar com várias
pessoas; e você percebe que aquele teu amigo que ficou pra trás na infância pode
voltar a ser teu melhor amigo e participar de todos os momentos de sua vida.

Será que estamos cientes de que as distâncias geográficas se anularam? E


que podemos ser ouvidos nos quatro cantos do mundo? Enfim, é chegada a real
democracia, a tal esperada “liberdade de imprensa”.

Gaia Creative + CIC ESPM 78


Redes Sociais e Inovação Digital

Agora, é cada um olhar pro seu umbigo e ter consciência daquilo que digita, pois
qualquer frase escrita não é mais nossa, e sim do mundo, porém que paga o passagem
dela somos nós!

E o melhor amigo? Está mais perto do que nunca! ■

Gaia Creative + CIC ESPM 79


Falando
39. de novo
Ligia Chemin Le Talludec

Vivemos em um momento de transição intensa. Um momento de explosão de


informações, rapidez na troca e aquisição de novos conhecimentos. É tanta coisa
que não sabemos ao certo ainda como lidar com tudo o que temos disponível num
mundo de mudanças frenéticas. Obsoleto é o próximo adjetivo de novo, ultrapassado
é a novidade de seis meses atrás.

Criam-se novas maneiras de comunicar, passamos nossa vida para o universo


virtual. Buscamos amigos, nos unimos por afinidade, participamos, colaboramos.
Voluntariamente nos expomos, e buscamos a exposição do outro, a fim de nos
sentirmos mais próximos, preenchendo um vazio real que existe em nós. As redes
facilitaram a busca, e de alguma maneira acalmou a sensação de nos sentirmos
sozinhos e incompreendidos. Deu voz a quem antes não falava, superou (muitas
vezes) preconceitos, democratizou a participação das pessoas no mundo, em tudo
quanto é assunto que se possa imaginar.

Como seres sociais é necessário agirmos em conjunto com os novos adventos


tecnológicos, sem esquecer, no entanto, nossa necessidade de contato, de calor, de
toque, de troca real, de brainstorming, em momentos nos quais todo o nosso mundo
é colocado à prova, falado, contestado, desconstruído, reconstruído, e aplicado.
Verdades absolutas não mais! Vivemos a era de verdades mutáveis, adequadas a um
determinado momento de uma situação específica.

O compartilhamento de conhecimento, de causas, de crenças é tamanho que já não


podem mais ser ignorados ou simplesmente proibidos. É preciso encarar!
Abraçar o novo, nos desvencilhar de velhos dogmas, interagir com o presente, projetar
o futuro. O olhar certo nos leva ao caminho de lá. Lugar de ‘novos mapas e novos
mundos’.

Recicla-se o velho, repagina-se, reestrutura-se, reinventa-se. Aceitar e abraçar as

Gaia Creative + CIC ESPM 80


Redes Sociais e Inovação Digital

mudanças é ansiar e aceitar o que ainda vem por aí.

O desconhecido é alarrmante tanto quanto excitante. É hora de deixar velhos


pensamentos em velhos mundos. Viva o novo. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 81


Pensamentos sobre
40. Redes Sociais

Nayane Monteiro

Pessoas conectadas a fim de trocar e gerar conteúdo. Computadores, smartphones e


o que mais surgir – não importa o meio, o que interessa é estar em rede. As pessoas,
por si só, já participam de redes sociais desde seu nascimento. Sim, a família é a
primeira rede social a qual você se conecta. A partir daí, as conexões só aumentam:
vizinhança, escola, faculdade, trabalho são só alguns exemplos das redes as quais
participamos sem percebermos.

E com a Internet, o que mudou? Bem, o conceito de redes obviamente ainda


permanece o mesmo. As pessoas continuam buscando a conexão através das mais
diversas afinidades. A maneira e a velocidade que isso ocorre é que modificaram.
Vivemos numa sociedade imediatista, na era onde nada pode demorar mais que
um segundo para demonstrar resultado. Constantemente somos alimentados por
pílulas das mais diversas informações, às vezes não dando tempo de ingerir todas. É
tudo muito rápido, quase instantâneo. Uma mensagem lançada em uma rede social
precisa apenas de alguns minutos para tomar proporções mundiais.

Conteúdo colaborativo, compartilhamento de informação, manutenção de contatos,


pesquisa profissional. Vivemos o processo de humanização da Internet, onde as
fontes de conhecimento são cada usuário da rede. Atravessamos a era da sabedoria
das multidões na qual as redes sociais têm vida própria. Temos que dar atenção ao
conteúdo que é gerado, e não o meio que ele é transmitido. Nossa era é da valorização
do: “o que”, “como”, “quem”, “quando” e “onde”. Para cada pergunta, encontramos
pelo menos uma mídia social onde as pessoas podem respondê-las e mostrar suas
respostas ao maior número possível de amigos (ou “amigos”) - seja através de textos,
fotos ou vídeos.

Dicotomicamente, as conexões diminuem distâncias ao mesmo tempo em que


podem criar abismos enormes entre pessoas. Não é raro você conversar com uma
pessoa que está ao seu lado pela Internet ao invés de simplesmente virar-se e trocar

Gaia Creative + CIC ESPM 82


Redes Sociais e Inovação Digital

ideias. As redes podem sim lhe auxiliar a propagar informações numa velocidade e
em uma dimensão antes inimagináveis. Mas não deixe as oportunidades de contato
humano passar. Lembre-se: as redes são feitas de pessoas. Seja um indivíduo ou
uma marca, humanize-se. ■

Gaia Creative + CIC ESPM 83