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UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO – UPF

FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS, ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS - (FEAC)


ECONOMIA MONETÁRIA PROF. Ms. Luís A. S. Bertussi PROVA: 02 – 18/06/2020.

Aluno: Adelqui Luca Possamai Nota:

1 – No que se refere ao modelo de Baumol-Tobin, assinale a alternativa incorreta: (Peso: 1,00)

a) Em termos técnicos, dizemos que a elasticidade da renda real da demanda por moeda é ½, ou
seja, um aumento de  por cento na renda real causará um aumento de /2 no valor que se
deseja manter em moeda. Isto tem uma consequência importante.
b) A expressão Md/P = (2bY/i)1/2 indica que a elasticidade da demanda por moeda com relação ao
custo fixo b é (1/2).
c) A demanda por moeda é simplesmente uma função f da taxa de juros nominal e do nível de
renda, como vemos na equação seguinte: Md/P = f(i,Y).
d) A elasticidade dos juros da demanda por moeda é de (-1/2), portanto um aumento de 10% na
taxa de juros gera uma redução da demanda por moeda de cerca de 8%.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.

2 – Os pressupostos, da existência de preços flexíveis que é garantia do pleno emprego sem qualquer
intervenção do governo e, de que a moeda não é utilizada para entesouramento fazem parte de qual teoria
de demanda por moeda: (Peso: 1,00)

a) Teoria Keynesiana.
b) Teoria do Portfólio.
c) Teoria Clássica.
d) Teoria Friedmaniana.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.

3 - Quais são os principais fatores, segundo os economistas clássicos, que levam as pessoas a manterem
(demandarem) ativos monetários, assinale a alternativa correta. (Peso: 1,00)

a) Motivo de entesouramento e precaucional.


b) Motivo especulativo e precaucional.
c) Motivo especulativo e transacional.
d) Motivo transacional e não existência de entesouramento.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.

4 – As equações a seguir expressam as três formas de cálculo para a senhoriagem. (Peso: 1,00)

1
Aluno: Nota:
i) se a velocidade de circulação da base monetária for constante (v = 0), os conceitos de
senhoriagem monetária e de custo de oportunidade serão diferentes apenas quando r = y; V
i) o imposto inflacionário será igual à senhoriagem custo de oportunidade se a taxa de juros
real for zero (r = 0); V
ii) o imposto inflacionário e a senhoriagem monetária serão iguais apenas se a taxa de
crescimento real do PIB for igual à taxa de variação da velocidade de circulação da base
monetária (y = v); v
iv) os três conceitos serão iguais apenas se a taxa de crescimento real do PIB, a taxa de
variação da velocidade de circulação da base monetária e a taxa de juros real forem nulas (y = v
= r = 0).

Neste sentido assinale a alternativa correta em relação às afirmações acima:


a) As afirmações i, ii e iii estão corretas.
b) A única afirmação incorreta é a iii.
c) As afirmações ii, iii e iv estão corretas.
d) Todas as afirmações estão corretas.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.

5 – Interprete os conceitos de senhoriagem monetária, do custo de oportunidade e do imposto inflacionário.


(Peso: 1,00)

A senhoriagem é um conceito muito antigo, que provem desde do feudalismo, quando o senhor feudal tinha o
monopolio da cunhagem da moeda. Porem, modernamente, podemos definar a senhoriagem como sendo o
lucro do estado/governo por ter o monopolio da emissão da moeda.

Imposto inflacionário é o ganho obtido pelo governo ao emitir mais dinheiro para financiar seus gastos. Esse
aumento no volume de moeda em circulação no país pressiona a inflação. E, quanto maior a inflação, maior é
a queda no poder aquisitivo da população. o Prejuizo causado às pessoas pela alta da inflação é proporcional
à receita obtida pelo governo ao emitir mais dinheiro. Por isso ele é comparado a um imposto

A senhoriagem custo de oportunidade é quando o meio circulante é um passivo do governo, ou seja, da


autoridade monetária. É o meio que o setor publico financia o seu deficit emitindo moeda. Fazendo isso, o
estado aumenta o endividamento, porem não paga juros e nem resgata.
6 – Dada a equação de troca clássica MV=PT, tendo M = 300, V = 4, P = 5 e T = 240, um aumento de 20%
na oferta de moeda gerará uma variação nos preços de: (Peso: 1,00)

a) 20%.
b) 10%.
c) 25%.
d) 35%.
e) 22%.
Aluno: Nota:

7 - Quais são, segundo Keynes (1936), os motivos que levam os indivíduos a demandarem moeda,
descreva sobre dois deles. (Peso: 1,00)

Transacional, de precaução e de especulação.

A falta de sincronia entre o recebimento e os pagamentos torna o motivo transacional


primordial da demanda pela moeda, que por sua vez significa que o individuo irá demandar
moeda para garantir os recebimentos e os desembolsos. O individuo demandará mais moeda
quanto maior for a sua renda e maior for o tempo entre um recebimento e outro. E vice-versa.
Essa teoria vale tanto para as pessoas fisicas quanto para as empresa, só que para a empresa
é entre a compra dos insumos e a venda dos produtos.

O motivo precaução se refere a imprevisibilidade. É a demanda pela moeda causada pela


necessidade de despesas não planejadas, ou seja, despesas extraordinarias. Portanto, quanto
mais dificil e mais caro for para ter liquidez, qual seja, transformar em moeda rapidamente,
maior sera a demanda por precaução. Para Keynes, as pessoas se precavem para despesas
extradiornarias, e por isso o motivo precaução. A relaçao com a renda tambem é valida, pois
quanto maior a renda maior será a demanda por precaução.

8 – Na versão de Friedman, ao final, a demanda de moeda (L) é função direta: (Peso: 1,00)

a) Da renda permanente (L=f(Y)), um retorno às origens do modelo Clássico da Teoria Quantitativa


da Moeda.
b) Apenas de fatores institucionais, do tipo expectativas quanto à ocorrência de manifestações
anormais, como guerras e crises econômicas agudas.
c) Da riqueza total e da proporção da riqueza humana sobre a não humana.
d) Da taxa de juros e das expectativas de alteração para mais ou para menos da taxa de inflação.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.

9 - QUESTÃO XX (ENADE-201X) O Regime de Metas para a Inflação foi adotado no Brasil, em junho de
1999, com o objetivo de ancorar e orientar as expectativas inflacionárias. Com isso, o Banco Central do
Brasil (BCB) adotou, como referencial teórico, a Regra de Taylor como uma função de reação para conduzir
sua decisões de política monetária. A função de reação em questão pode ser representada pela equação a
seguir.
Aluno: Nota:

TAYLOR, J. B. Discretion versus policy rules in practice. Carnegie-Rochester Conference Series on Public
Policy, v. 39, n. 1, 1993 (adaptado).
Nesse contexto, avalie as afirmações a seguir. (Peso: 1,00)
I. Se a inflação esperada for maior do que a meta e, ao mesmo tempo, o hiato do produto for positivo,
então a Regra de Taylor indicará que a autoridade monetária deve reduzir a taxa de juros.
II. Se a inflação esperada for maior do que a meta, ceteris paribus, então a Regra de Taylor indicará
que a autoridade monetária deve aumentar a taxa de juros.
III. A Regra de Taylor tornou-se popular em economias que operam em regime de câmbio flexível, em
virtude da dificuldade que têm de controlar o processo inflacionário a partir de uma regra de
metas para agregados monetários.
IV. A referência teórica da Regra de Taylor pressupõe que a velocidade de circulação da moeda seja
constante, gerando uma relação estável entre moeda e preços.

É correto apenas o que se afirma em: (Peso: 1,00)


a) I e II.
b) III e IV.
c) I, II e IV
d) I, III e IV.
e) II e III.

10 - QUESTÃO XX (ENADE-20XX) - A taxa de juros seria o fator de equilíbrio que estabelece a igualdade
entre, de um lado, a demanda de poupança resultante do investimento novo que pode ser realizado a
determinada taxa de juros e, de outro lado, a oferta de poupança suprida essa taxa pela propensão
psicológica da comunidade a poupar. Todavia, essa teoria vem abaixo tão logo se perceba ser impossível
deduzir a taxa de juros do conhecimento desses dois fatores.
KEYNES, J. M. A teoria geral do emprego do juro e da moeda. São Paulo: Atlas, 1982, p. 143 (adaptado).

No texto acima, Keynes discorda da teoria clássica sobre a taxa de juros. Com base na teoria desse autor
sobre o tema, avalie as afirmações abaixo.

I. A taxa de juros, para Keynes, depende das condições prevalecentes no mercado monetário
e não da disponibilidade de fundos para empréstimos.
II. A preferência pela liquidez, para Keynes, pode ser definida pelos motivos da demanda por
moeda, isto é, o motivo-transação, motivo-precaução e o motivo-especulação.
III. Para determinar a taxa de juros de equilíbrio, é necessário considerar, além da propensão
marginal da comunidade a poupar, também a eficiência marginal do capital.

É correto o que se afirma em: (Peso: 1,00)


a) I e II, apenas.
b) I, apenas.
c) III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

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