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ESTADO, GOVERNO E ADM PUBLICA

ESTADO - SOCIEDADE POLÍTICA E JURIDICAMENTE ORGANIZADA EM DETERMINADO


TERRITORIO;

FORMA DE ESTADO: FEDERAÇÃO (UNIÃO art. 21 CF, ESTADOS art. 26 CF gás canalizado, DF E
MUNICIPIOS);

FORMA DE GOVERNO - REPÚBLICA

Obs: territórios são autarquias territoriais não são considerados entes da federação!!

DIVISÃO DO PODER POLÍTICO DO ESTADO: CAPACIDADE FAP (FINANCEIRA, ADM E POLITICA);

PODERES DE ESTADO E GOVERNO

PODER JUDICIARIO – exerce a jurisdição(poder do Estado de substituir a vontade das partes e


dizer quem tem o direito diante do caso concreto) e assegura a supremacia da Constituição
Federal para que uma lei da CF não seja uma lei morta. Não é possível alegar reservas
impossíveis diante dos direitos fundamentais ou inerentes ao ser humano. Tem função
legislativa quando o tribunal faz seu regimento interno (função legislativa atípica). Tem função
adm (fazer concurso, limitação, contratar servidores).

LEGISLATIVO - legislar (art. 5, II CF), Lei de efeito concreto (feito pelo parlamento para atingir
um grupo para determinada situação e não tem generalidade, ato adm.) e fiscalizar CPI art. 59
da CF,fiscalização financeira art. 70 a 75 CF com auxilio do tribunal de contas (tem vinculação
ao legislativo e auxilia mas não é subordinado ao legislativo); poderá julgar (ex.: crime de
irresponsabilidade, Color e Dilma.); tem função adm atribuída atipicamente ao legislativo.

EXECUTIVO – exercer a função administrativa e política para o ESTADO; pode legislar através
de Medida Provisória; tem função de julgar nas situações de CARF;

GOVERNO - núcleo decisório do Estado que vai definir as suas diretrizes, metas e políticas
publicas que o estado deve alcançar.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – SENTIDOS

- Conjunto de órgãos, agentes públicos e entidades que executam as políticas públicas do


Estado.

OBS! No Brasil, o Presidente da Republica é o Chefe de Estado(República Federativa do Brasil),


do Governo Federal e da Administração Pública Federal.

SENTIDOS:

- SUBJETIVO/ORGANICO FORMAL: conjunto de órgãos, agentes e entidades.

- OBJETIVO/MATERIAL FUNCIONAL: conjunto de atividades desenvolvidas, função. Função de


fomento, poder de polícia (Estado controlar uma atividade particular, ex.: patinete, lei que
controla o patinete, limitando a atividade.), de prestar serviços públicos a sociedade e função
de intervenção econômica art. 174 CF.

OBS! A criação de empresas estatais para a prestação de serviços empresariais é forma de


intervenção direta na atividade econômica, pq o Estado está concorrendo com o particular em
atividade comercial.

OBS! O Estado exerce intervenção indireta através do papel normativo e regulador da


atividade econômica art. 174 CF.

OBS! Para Maria Silva de Pietro a intervenção direta não é atividade estatal, para ela a
intervenção indireta é uma atividade administrativa. Para ela a intervenção direta é atividade
nitidamente empresarial que está regulada por normas de direito privado.

DIREITO ADMINISTRATIVO

- art. 37 ao 41 CF

- Não é codificado

- Taxonomia do Direito Administrativo: RAMO DO DIREITO PÚBLICO

PRINCIPIOS EXPLÍCITOS - ADMINISTRATIVOS

INTRODUÇÃO:

- AMBITO DE APLICAÇÃO: ler art. 37 CF (DIRETA E INDIRETA)

- SÃO DE OBSERVANCIA OBRIGATORIA, não é facultativo

- NÃO SÃO ABSOLUTAS, são relativos

- APLICAÇÃO IMEDIATA, lei formal para sua aplicação

- NÃO HÁ HIERARQUIA, Bandeira de Melo: para ele não há hierarquia nos princípios, mas há
duas pedras de toque, o PRINCIPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO E A
INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO

PRINCIPIOS:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

- LEGALIDADE: para o agente público - só pode fazer aquilo que a lei autoriza ou determina; e
para o cidadão – pode fazer tudo que a lei não proíbe. Reserva legal – determinados assuntos
devem ser tratados por lei em sentido formal vedando qualquer outro instrumento legislativo.

. JURISCIDICIDADE: lei + CF + ordenamento jurídico inclusive tratados internacionais

OBS: Celso A B. M. entende como exceção do Princípio da Legalidade a Edição de Medida


Provisória, Estado de Sítio, Estado de Defesa
- IMPESSOALIDADE: veda interesses próprios ou de terceiros; § 1° do art. 37 da CF veda
promoção pessoal c/c a publicidade.

- MORALIDADE: moralidade administrativa - ética administrativa, boa fé e honestidade; Súmula


13 STF nomeação de parentes em linha reta ou colateral por afinidade até 3° grau viola a CF. –
para cargos ou funções técnicas.

. OBS: O STF está entendendo que a Sumula 13 STF não se aplica aos cargos ou funções
políticas;

. OBS: o STF entende que o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas é um cargo técnico
não é político;

. OBS: a moralidade é questão de validade do ato administrativo;

. OBS: um ato pode ser legal e imoral sendo assim ilegítimo;

- PUBLICIDADE: divulgação oficial dos atos, para que eles produzam efeitos no mundo jurídico;
transparência na adm pública.

- EFICIÊNCIA: o gestor público deve oferecer o melhor serviço possível a população, além de
otimizar os recursos públicos.

PRINCIPIOS IMPLICITOS – ADMINISTRATIVOS

- MOTIVAÇÃO (apresentação dos motivos, o pq): indicação/apresentação dos fatos e


fundamentos jurídicos que autorizaram a prática do Ato Administrativo. Ex.: multa de trânsito
(o motivo, ex.: andar acima da velocidade).

1.i – Teoria dos Motivos Determinante: quando o ato for motivado só será valido se os motivos
forem verdadeiros.

1.ii – Momento: motivação deverá ser prévia ou concomitante a prática do ato, não poderá ser
motivado depois.

OBS: informativo 529 STJ admitiu, de maneira excepcional, motivação posterior nas
informações do MS.

1.iii – Regra: art. 50 da lei 9784/99

OBS: exoneração de servidor não exige motivação.

1.iv – Aliunde/ per relacione (motivação por referência): art. 50 § 1° da lei 9784/99, motivação
com referencia em outro ato.

- RAZOABILIDADE: bom senso das condutas administrativas, estão implícitos na CF, mas
expressos na lei 9784/99 art. 2°.

- PROPORCIONALIDADE: equilíbrio entre os meios e o fim, estão implícitos na CF, mas


expressos na lei 9784/99 art. 2°.

OBS: Juiz e judiciário não faz controle de mérito.

Para alcançar a proporcionalidade, uma conduta deve ser:


a) adequada: o meio deve ser apto a atingir o fim a que se destina.

b) necessária/exigibilidade: a conduta deve ser a menos gravosa em relação aos bens


envolvidos;

c) proporcionalidade em sentido estrito: as vantagens devem superar as desvantagens;


deverá haver compatibilidade e equilíbrio entre os danos e as vantagens da conduta a ser
praticada. Proporcionalidade entre o grau de restrição a um direito e o grau de realização do
direito contraposto.

- SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PRIVADO: o interesse público prevalece.

1.i – interesse público primário: é o interesse do Estado, da coletividade

- Pode ser indisponível;

1.ii – interesse público secundário: do Estado como pessoa jurídica

- Pode ser disponível;

OBS: o interesse público secundário só terá validade se coincidir com o interesse primário, da
coletividade.

OBS: Ministério Público interesse público primário da coletividade, ele não atua em causas
tributarias, ou em desapropriação, a não ser que seja para reforma agrária.

- AUTOTUTELA/SINDIBICALIDADE: O princípio da autotutela estabelece que a


Administração Pública possui o poder de controlar os próprios atos, anulando-os
quando ilegais ou revogando-os quando inconvenientes ou inoportunos. Assim, a
Administração não precisa recorrer ao Poder Judiciário para corrigir os seus atos,
podendo fazê-lo diretamente. Súmula 346 e 473.

ORGANIÇÃO ADMINISTRATIVA DO ESTADO


- FORMAS DE PRESTAÇÃO DAS ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS: DL 200/67
art. 21 da CF – serviços da união

1.1 – Centralizada/Direta: pessoa política desempenha funções por seus próprios


órgãos (acumulo de competência);
1.2 – Descentralizada: pessoa política desempenha função por meio de pessoas
diversas (distribui competências - externa);
. Desconcentração: distribuição interna de competências que irá resultar na criação
de órgãos públicos (não tem personalidade jurídica). Tem hierarquia. Tem controle de
AUTOTUTELA.
. Descentralização/Indireta: distribuição de competências que resultará na criação de
entidades administrativas ex.: INSS, Caixa Federal, Banco Central (tem personalidade
jurídica própria), surgem novas entidades públicas a partir da desconcentração. Não
tem hierarquia e sim vinculação, não é subordinado a um superior. Tem controle de
TUTELA Administrativa que pode ser chamado de Controle Finalístico ou Supervisão
Ministerial, controle mais restrito pra entidade atuar na sua área.
- CONCENTRAÇÃO:  Ocorre o inverso da desconcentração. Há
uma transferência das atividades dos órgãos periféricos para os centrais.  trata-se
de uma técnica administrativa que visa transferir para os órgãos centrais as
atividades exercidas pelos órgãos periféricos, de forma que estes sejam eliminados
e haja um menor número de unidades administrativas.

O processo de concentração também acontece quando certa pessoa jurídica


elimina de sua estrutura órgãos ou unidades a ela pertencentes. Isso faz com
que os órgãos ou unidades restantes absorvam os serviços que eram de
competência dos que foram extintos.

3° SETOR/PARAESTATAIS:

- Sistema “S”: SESC, SENAI, SENAC etc.

- OS’s (Organizações Sociais);

- OSCIP’s (Organizações Sociais Civis de Interesses Públicos);

- FUNDAÇÕES DE APOIO.

FORMAS DE DESCENTRALIZAÇÃO:
- OUTORGA – LEI – ADM INDIRETA: Outorga feito mediante lei e vai surgir uma
entidade da adm indireta(autarquias, fundações, empresas públicas, siciedade e
economia mista).
- DELEGAÇÃO – ATO/CONTRATO: delegação é feito mediante ato de autorização ou
contrato de concessão de serviço público.
- TERRITORIAL/GEOGRÁFICA: é quando é criado um território federal pq os autores
equiparam os territórios federais como se fossem autarquias territoriais.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA(entidades):


- possuem capacidade jurídica própria;

- art. 37, XIX, CF: somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a
instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à
lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação.

- Tem que ter uma lei para extinguir.

- LEI ESPECÍFICA (lei ordinária):

. Criada: autarquia; não precisa de nenhum registro local. São criadas por Lei;
. Autorizada (precisa de registro nos órgãos competentes para ser efetivamente criadas.
Ex:. junta comercial): fundação – lei complementar; empresa pública e sociedade
economia mista. São autorizadas por lei.

A) AUTARQUIAS:

a.1 – Pratica atividade TÍPICA de Estado (não poderá praticar atividade econômica pois
não é própria do Estado.) ex.de atividade típica de Estado: atividade típica de Estado,
DETRAN, PROCON, CONSELHO DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL, (OAB*) – RESSALVA,
ADI 3026, declara que a OAB não é uma autarquia como as demais, tem natureza de
identidade “sui generis”.

- Antes da CF 88, não existia concurso público, os contratos eram feitos por meio de
regime Estatutário conforme a (lei 1711/52) na época e tinha relação pelo regime da CLT;
Concurso público só passou a existir após a CF 88. Foi instituído um regime jurídico único,
o mesmo regime nas autarquias direta será nas autarquias e fundações públicas de direito
público, ADCT art. 19 que trata da Estabilidade do concurso a quem estava a pelo menos 5
anos no cargo somente para as autarquias direta, autarquias e fundações públicas de
direito público, lei 8112/90 deu a efetividade. Porém em 1998 no Gov. FHC ele revogou o
art. 39 da CF e extinguiu o regime jurídico único, admitindo contratação pelo regime da CLT
pela lei 9986/2000. Após isso foi deposta a ADI 2135/07 que foi julgada somente em 2007,
a qual fez voltar o art. 39 da CF, pois foi extinguida de forma inconstitucional

a.2 – Personalidade de Direito Público

a.3 – Pessoal: Estatutário – regime da LEI – é tanto para o presidente da entidade que
ocupa o cargo em comissão (que é de livre nomeação e exoneração - CNE); e Servidores
que ocupa cargo efetivo (por meio de concurso público).

a.4 - Patrimônio

a.5 – Responsabilidade objetiva do Estado na Forma do art. 37, § 6° da CF

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou
culpa.

- PRERROGATIVAS AUTÁRQUICAS:

a) imunidade tributária: o art. 150 §2° da CF, veda a instituição de impostos sobre patrimônio,
renda e os serviços das autarquias, desde que vinculados às suas finalidades essenciais que
delas decorram.

b) impenhorabilidade de seus bens e suas rendas: os pagamentos devem ser feitos por
precatórios judiciais (art. 100 CF) e a execução obedece a regras próprias da lei processual.
c) imprescritibilidade de seus bens: não estão sujeitos à usucapião.

d) Prescrição quinquenal: dívidas e direitos em favor de terceiros contra autarquias


prescrevem em 5 anos. Decreto n° 20.910/32.

PODERES ADMINISTRATIVO

- Conceito: instrumento para que possa atender os interesses da coletividade;


poder-dever, deve executar suas atividade no dia-a-dia;
- Abuso de poder: pode acontecer pelo excesso(autoridade vai além de suas
atribuições) de poder ou pelo desvio de poder (fim diverso do previsto na lei ou
visando fim pessoal)

Deveres Dos Agentes Públicos


Probidade

Eficiência

Prestar contas

Agiro

1. Poder disciplinar: é o poder de punir os servidores públicos ou suas infrações funcionais e


punir também particulares desde que tenham vínculo/supremacia especial com a ADM
pública.

. característica: ser discricionário (discricionariedade). Liberdade estará na escolha da sanção a


ser aplicada; atipicidade (significa que nem toda infração ou conduta ilegal estará previsto em
lei)

OBS.: CUIDADO!! Para o STJ o poder disciplinar é vinculado!!

OBS.: Súmula 343 STJ (sem aplicação) e Súmula Vinculante 5 do STF


Súmula Vinculante 5
A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar
não ofende a Constituição.
OBS.: art. 126 da lei 8112/90 – absolvição por negativa do fato ou de autoria.

Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de


absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.

2. Poder hierárquico: hierarquia entre os órgãos públicos e servidores públicos;

. Consequências: poder de comando, dar ordens; poder de fiscalização (pode fazer revogação
ou anulação de atos dos subordinados); poder de revisão; poder de delegar (transferir
atribuição ao subordinado) e avocar(avocação, substituir o ato do subordinado, deverá ser
temporária e subordinada); poder de punir; não há hierarquia entre a adm publica direta e
indireta, entre os poderes do estado, entre os entes federativos (União, Estados, DF e
Municípios), nas funções típica do poder legislativo e judiciário.

3. Poder normativo-regulamentar: poder da adm publica de modo geral, de editar atos


normativos para a complementação das leis.

3.i - Poder regulamentar: competência dos chefes do Poder Executivo para fazer decretos
visando a fiel execução das leis;

3.ii – Decreto (Chefe do PE):

ii.a – Decreto regulamentar/execução: art. 84, IV da CF, feito para fiel execução de uma lei, ele
não pode alterar a lei, ampliar o que a lei falou e nem restringir o alcance da lei pois so outra
lei pode alterá-la;

ii.b – Decreto autônomo/independente: art. 44, VI da CF, (EC 32/2001), para fazer organização
interna da adm publica desde que não provoque aumento das despesas e nem criação ou
extinção de órgãos. Pode Decreto Autônomo para extinção de cargos/funções desde que
estejam vagos!!

ii.c – Deslegalização/deslegificação: retirar do tratamento de um assunto que deveria ser feito


mediante lei e admiti-lo tratando mediante Ato Administrativo.

4. Poder de polícia:

. Conceito: É o poder do Estado de restringir, condicionar ou limitar o exercício de bens,


direitos e atividades em benefício da coletividade. Ex.: Atua na área de construções, meio
ambiente, transito, consumo, saúde, profissões (exceto músico, ou atividade que não exige
licença para atuar), segurança pública.

4.1 – Formas de Expressão: por meio de leis e atos normativos: cod. Florestal; resoluções do
COTRAN; código transito brasileiro; resoluções do código ambiental;

4.1 - atos de consentimento: o Estado pode exigir

4.1.i - autorização (ato discricionário) ou licenças (ato vinculado) do particular para que exerça
aquela atividade.

4.1.ii - atos de fiscalização: fiscalização de transito por exemplo

4.1.iii - atos de sanção: multa, interdição...

4.2 – PODER DE POLÍCIA EM SENTIDO AMPLO E ESTRITO: São todos os atos que expressam
poder de polícia de todos os órgãos, tanto do Poder Legislativo quanto do Poder Executivo. Em
sentido estrito, são apenas os Atos do Poder Executivo, excluindo os Atos do Poder Legislativo.

4.3 – PODER DE POLÍCIA ORIGINÁRIO E DERIVADO: O originário é aquele que exerce de forma
direta pelo Estado, por meio da sua ADM direta. O Derivado é o poder exercido por uma
entidade da ADM indireta, por exemplo autarquias ex.: DETRAN.

5. PODER EXTROVERSO

5.1 – Características:
5.2 – Discricionário: com margem de liberdade, mas nem sempre sera discricionário, pois o
poder discricionário poderá ser vinculado e discricionario

5.2.a – atividades “policiadas”: tem que ter algum potencial danoso. Ex.: caçar licença de quem
não tem requisitos para exercer certa atividade como por exemplo engenheiro e médico.

5.2.b – Momento/sanção: escolher o momento de fazer a fiscalização, escolher a sanção


diante do caso concreto

5.2.c – Autorização: autorização por exemplo de porte de arma, pois é um ato discricionário;
para usar a calçada

OBS.: CUIDADO!! Poder de polícia poderá ser vinculado quando o Estado exigir licença para
realização de atividades, como licença para construir, dirigir...

5.3 – Autoexecutório: permite execução direta pela própria administração pública, não
precisando de ordem judicial previa

* CUIDADO!! Exceção: cobrança de multas não tem autoexecutoriedade.

5.4 – Coercitivo: cabe a sua imposição aos particulares inclusive pelo uso da força
pública/policial se necessário.

DELEGAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA E ESPÉCIE TRIBUTÁRIA

- O poder de polícia não pode ser delegado para particulares, o Estado não pode pegar o poder
de polícia e transferir para um particular. Pois o Estado tem que estar em sua posição de
supremacia perante o particular.

OBS.: é possível que atos materiais e preparatórios ou de execução possam ser atribuídos a
pessoa de direito privado. Porém para o STF poderá ser delegado para o privado que exerça
atividade publica sem concorrência, atos de consentimento, atos de sanção, fiscalização; para
o STJ poderá somente ato de consentimento e fiscalização.

- Espécie tributária: art. 145, II, CF e art. 98 CNT, o Estado pode instituir TAXAS para exercer o
Poder de Polícia.

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