Você está na página 1de 7

Ética Cósmica e o Sentido da Vida

O que são Éticas?

Éticas são um conjunto de princípios morais: um conjunto de regras que


nos guia em nossas vidas. Estas regras definem o que é bom, e o que é
mal, e desta forma elas expressam o propósito, o significado, o
objetivo, de nossas vidas.

As Éticas do Passado

1) Ética Primitiva: Força é Direito

Força é Direito é a ética do bárbaro, o ser humano primitivo, e é


exatamente o equivalente humano das leis que governam o comportamento
animal. Estas éticas afirmam que o direito está no lado do mais
poderoso, o mais forte: aquilo que decide um assunto é força. Tais
éticas são primeiramente do indivíduo em isolamento.

2) Ética Utilitária

Esta é essencialmente a crença de que o que é direito é a felicidade, e


especialmente a "felicidade da maioria": isto é, o que é direito é o que
faz a maioria das pessoas feliz, ou segura, ou confortável.

3) Ética Religiosa Tradicional

A base de muitas éticas religiosas tradicionais (Cristãs, Islâmicas e


Judaicas) é a revelação de Deus, através de um Profeta ou Profetas, que
revelam leis dadas por Deus que eles devem seguir.

Nós devemos seguir estas leis em ordem de evitar sermos punidos por
Deus, nesta vida e na próxima, e ganhar um lugar no Céu, ou Paraíso.

A base para a ética religiosa de religiões não-reveladas (como Budismo)


é alcançar algo próximo ao "nirvana"/ acabar o ciclo de nascimento-
renascimento da alma de alguém, e assim atingir felicidade e glória
eternas.

O raciocínio atrás de todas as éticas religiosas é então algo pessoal:


faça o que Deus/o Buda/o Mestre diz para então você ganhar vida eterna,
não ser punido, e assim por diante. Você pode também ganhar sucesso
pessoal/boa sorte nesta vida.

Éticas religiosas tradicionais também deram origem ao conceito de


"Direito Divino" onde um Monarca (usualmente um Rei) foi considerado
como um representante de Deus, e então derivava sua autoridade de Deus e
que então tinha o direito de criar e forçar leis porque ele estava
fazendo a vontade de Deus na Terra. Na Europa, este conceito
desenvolveu-se, a medidade em que a religião tradicional declinava, num
tipo de "direiro divino dos governantes do Estado" que governam em nome
do Povo, e que derivam sua autoridade do Poovo. Assim nasceu a Ética do
Estado.
4) Ética do Estado

Esta é basicamente a ética que sustenta todas as nações modernas do


Ocidente: o Estado, na forma de algum "governo eleito" decide o que é
certo, e o que é errado, e cria leis baseadas nestas crenças e posições
políticas.

Ética do Estadoé um tipo de síntese entre a Ética Utilitária (a


felicidade do maior número) e a ética de Platão. Para Platão, o que é
bom é definido como o que contribui para a harmonia (nós poderíamos
dizer o que contribui para a "paz") e felicidade.

Em adição, de acordo com as éticas de Platão, a razão fundamental para


se fazer o que é moral é ainda algo pessoa, individual: para ganhar
recompensa, nesta vida e na próxima, desde que os indivíduos possuam uma
alma imortal.

Da ética Utilitária a ética do Estado deriva seu conceito de felicidade


para a maioria; de Platão, ela deriva o conceito de um ideal - ou pelo
menos útil más sempre poderoso, sobre-pessoal - Estado, governado por
leis feitas por legisladores que não apenas decidem como a prosperidade,
felicidade e coisas semelhantes, podem ser alcançados, más quem também
possui o poder, a autoridade, para tornar aquelas leis aplicáveis.

Essencialmente, ética do Estado significa que o que é errado - o que é


ilegal - é o que o Estado diz que é ilegal, e o Estado baseia seu
julgamento num dos dois ou em ambos do seguinte:

a) em idéias políticas ou sociais que formam a base do Partido Político,


ou movimento, que é eleito no poder político, ou que toma o poder.

b) num "mandato" do "povo" que é dito ter dado sua aprovação, ou


consentimento, para as posições do Governo ao votar neles. Isto é "ética
utiliária" onde o que é considerado certo é o que uma maioria de pessoas
concorda ser certo, ou sente ser certo.

Ética do Estado pode também ser baseada, em parte, na ética religiosa


prevalecida que é aceita, ou acredita-se ser aceita, pela maioria das
pessoas de uma certa nação, Estado, ou país.

A quintessência da ética do Estado é que um Estado, um governo, pode e


deve introduzir leis - que são aplicadas pelos oficiais apontados pelo
Estado como a Polícia - para criar uma "boa" sociedade para seus
cidadãos, sendo punidos aqueles que infringirem as leis que o Estado e
seus oficiais decidem ser "bom" ou "certo", ou do benefício para "as
pessoas".

Assim ética do Estado depende sobre noções abstratas como O Estado, "O
Povo", a "vontade do povo", e sobre conceitos como a "democracia" onde a
"vontade do povo" é dita ser feita conhecida e que dá ao Estado o
mandato, e sua autoridade. Em muitas formas, Marxismo e similar teorias
políticas, são apenas versões destes conceitos do Estado, e do Povo.

A Nova Ética Cósmica: Moralidade do Futuro


Éticas Cósmicas são revolucionárias porque elas não são baseadas sobre o
indivíduo, não são baseadas sobre a felicidade do maior número, e não
são baseadas sobre alguma revelação dada por Deus.

A expressão consciente da Ética Cósmica começa com Aristóteles, para o


qual arete (frequentemente mal-traduzida como virtude, más a qual
propriamente é excelência) era uma balança entre extremos: isto é, a
anulação do excesso em emoção, ação, pensamento, comportamento e proeza.

Isto é, excelência individual, e excelência para a comunidade, pode ser


atingida ao seguir-se um razoável, equilibrado, caminho médio. Este
conceito é em si uma expresão consciente da atitude básica que sustenta
a sociedade clássica Grega, manifestada como esta atitude era nos dramas
de Ésquilo e Sófocles.

Entretanto, para Aristóteles, a razão para aspirar por excelência é para


atingir uma boa e prosperosa vida: tanto na vida mortal quanto na
próxima. Isto é, o objetivo, ou significado, da vida é ainda entendido
em termos do indivíduo: em termos de sua prosperidade, sua sorte (por
bem ou mal) e em termos de suas esperanças, nesta vida, e na próxima.
Isto está em contraste para a ética Cósmica.

A base para a ética Cósmica são os conceitos de honra pessoal, de dever


para a Natureza e de dever para o cosmos do qual a Natureza é uma parte.
Assim, de acordo com a ética Cósmica nós devemos fazer algo não porque
nós esperamos alguma recompensa, nesta vida ou na próxima, más porque é
o nosso dever humano.

Nosso dever é uma expressão de nossa humanidade. Isto é, ao fazer nosso


dever, nós estamos sendo humanos; nós estamos agindo em acordo com nossa
natureza que é ser leal, justo, e racional.

A razão pela qual a ética Cósmica dá para estes conceitos de honra e


dever é que eles expressam o que nós conhecemos através de razão: eles
expressam nossa relação natural com seres humanos (definida como esta
relação é por honra, por lealdade) e nossa relação natural para a
Natureza (manifesto como esta relação é em comunidades do povo, que são
elas mesmas definidas por nossa raça, nossa cultura). Isto é, honra, e
raça, expressa nossa identidade humana: nós, como indivíduos, neste
planeta chamado Terra, somos nada além de um nexus vivo entre o passado
da Natureza, e o futuro da Natureza, manifesta comoa a Natureza é para
nós em nossa cultura, nosso povo.

De acordo com a ética Cósmica, nós somos Natureza sendo manifesta: o que
nós fazemos, ou o que não fazemos, afeta a Natureza e os seres vivos da
Natureza. Nós podemos tanto ajudar a Natureza, quanto ferir a Natureza.

A Razão nos informa que a Natureza vive e muda, e produz diversidade e


diferença. Isto é, que ali há uma evolução de seres vivos da Natureza.
Nosso objetivo, nosso propósito, é contribuir, ajudar, a mudança, a
evolução, da Natureza, ao aspirar por excelência (por honra) por nós
mesmos, e por aspirar por excelência de nossa própria cultura, nosso
próprio povo, que se expressa por si mesmo a diferença e diversidade da
Natureza. Pois tal aspiração é uma evolução de nós mesmos, como seres
humanos, assim como uma mudança positiva mais adiante, uma evolução, da
Natureza.

Basicamente, honra pessoal é uma manifestação de nossa evolução humana:


como nós podemos respeitar a dignidade, os direitos, a liberdade, de
outros, e como nós podemos cumprir nosso dever para a Natureza. Honra
nos permite aspirar por excelência: nos permite, e à nossas comunidades,
para desenvolver-se adiante.

Embora a ética Cósmica e a ética Kantiana tem algumas coisas em comum -


como o uso da razão, o respeito pela dignidade e pelos direitos dos
outros - eles são muito diferentes não apenas devido à importância na
ética Cósmica do ideal civilizador de honra más também porque do como a
ética Cósmica compreende o indivíduo. Para a ética Cósmica, o indivíduo
não é mais que um nexus vivo, uma manifestação consciente da Natureza,
ligado ao seu próprio coletivo (seus ancestrais e cultura ancestral),
ligado à Natureza, e por isso ao cosmos além. Para a ética Kantiana, o
indivíduo relata à uma pura Razão transcendente (basicamente, uma
concepção mística de Deus), de quem o propósito e significado da vida é
negado, assim como é com a ética religiosa.

De acordo com a ética Cósmica, o que é bom é o que é honrado, o que


ajuda a Natureza e os seres vivos da Natureza, e o que ajuda a evolução
do próprio cosmos. Nosso dever é fazer o que é honrado e o que ajuda a
Natureza, os seres vivos da Natureza, e o cosmos, mesmo se ao praticar
este dever faz de nós, como indivíduos, infelizes, ou mesmo se significa
nossa própria morte. Além disto, a felicidade da maioria, das outras
pessoas, vem em segundo lugar após este dever.

A perspectiva da ética Cósmica é aquela da Natureza - e realmente do


próprio cosmos do qual a Natureza é apenas uma parte. A perspectiva de
todas as outras éticas é a perspectiva do indivíduo, de sua felicidade,
sua conquista de alguma recompensa nesta vida e na próxima.

Assim, de acordo com a ética Cósmica nossa motivação é o idealismo, não


a expectativa de recompensa, pessoal ou de outra forma, nesta vida ou na
próxima.

De acordo com a ética Cósmica, o Estado ou governo existe apenas para


encorajar a honra pessoal e nos encorajar a cumprir nosso dever para a
Natureza, para os seres vivos da Natureza e o cosmos, com tal Estado ou
governo respeitando nosso direito de honra e nosso direito de cumprir
nosso dever para com a Natureza.

Julgado por este padrão, todos os outros tipos de Estado e governo, são
tirânicos porque eles tomam longe, através de leis, nossos direitos mais
básicos (o direito de honra) e porque eles nos impedem de cumprir nosso
dever para com a Natureza e os seres vivos da Natureza.

David Myatt
JD2451948.068
Traduzido por Fabius Maximus Sanguinus

Adendo: Breve Crítica de Kant e Hegel

Ética Kantiana e Hegeliana: Éticas Religiosas Disfarçadas

As éticas de Kant são basicamente um desenvolvimento do conceito de


éticas religiosas tradicionais, onde a revelação de Deus - as leis
reveladas por Deus - são repostas pela "razão". Isto é, nosso dever
moral deriva do entendimento do mundo em volta de nós e agindo de tal
forma que nós respeitamos a dignidade, os direitos, de outro. Porque? A
resposta Kantiana depende da noção de dever. De acordo com Kant, a única
motivação humana válida é o dever; um indivíduo tem um dever de
respeitar a lei moral, que por si mesma é conhecida através da Razão.
Más o que é a Razão - isto é, como este dever aparece? Kant, desejando
evitar derivar o dever de Deus, estabelece o conceito da norma: dever é
esse que não toma a autonomia (liberdade) dos outros e o qual permite ao
indivíduo ser autonômo. A Ética Kantiana é a moralidade do imperativo
categórico.

Em consequência, Kant repõe o objetivo da felicidade (do indivíduo; a


maioria) assim como o objetivo de Deus com o conceito da Norma, mesmo
que esta ética é uma pura expressão da ética religiosa. Troque esta
Razão por Deus, e sua ética funciona perfeitamente.

Assim, de muitas formas, a ética Kantiana é uma ética mística,


trancendental; ética Cristã sem o conceito de Deus do Velho Testamento:
isto é, a ética da religião Protestante, em particular do tipo Luterano.

Para Hegel, moralidade, o bem, deriva da Vontade transcendental, a


Vontade Universal, que é conhecida através da Dialética, o conflito
entre Espírito e Matéria. O Estado é Espírito objetivizado, más não
Espírito em si; o ser do indivíduo é definido através do Estado, e assim
por interação com a dialética pois o Estado revela as éticas para os
indivíduos, e obediência ao Estado - de acordo com Hegel - permite a
liberdade.

Em consequência, o Estado é entendido como uma revelação do Espírito


Puro, uma revelação da Vontade Universal, e numa análise final, o Puro
Espírito de Hegel não é nada mais que o Deus da religião monoteísta.

Objeções à Kant:

1) A idéia da autonomia Kantiana é contra a realidade da Natureza e o


cosmos. Para Kant, o indivíduo está em isolamento, e definido apenas de
acordo com uma Pura Razão transcendental.

Para a Ética Cósmica, o indivíduo é definido como um nexus vivo entre


seu povo, sua cultura, e assim entre a Natureza e o cosmos.

Para Ética Cósmica, dever é o que é honrado e o que ajuda o povo e a


Natureza; isto é, dever é o balanço entre a honra pessoal, e o bem do
povo, o bem da Natureza e o bem do cosmos, descoberto como este dever é
através da razão prática.

Razão prática é o pensamento racional baseado em a) princípios de


lógica; b) observação prática do mundo externo; c) experimentos
científicos; d) o método científico que afirma que observações devem ser
repetidas e verificáveis, com observações explicadas e conexões feitas
entre observações pelas únicas, mais simples, mais lógicas, explicações.

De acordo com a Ética Cósmica, o dever do indivíduo aparece porque o


indivíduo é um nexus: uma ligação viva, e tem um Destino, isto é, tem
potencial para desenvolver a si próprios, seu povo, a Natureza e o
cosmos. E também o potencial para ferir estas coisas.

2) A norma Kantiana não considera a evolução, e quem decide qual é a


Norma? A Norma nunca é propriamente definida (por exemplo em sua relação
com a lei real que governa a comunidade, sociedade ou Estado). Além
disto, enquanto esta Norma é conhecida, ou descoberta, por um Filósofo
ou Filósofos, que podem comunicar tal conhecimento para pessoas
ordinárias e que podem (como contemplado por Platão) agir como
"legisladores" na base deste conhecimento, devem as pessoas ordinárias,
que não tem este conhecimento "místico", ter um dever, aplicável por
lei, de obedecer estes "legisladores"? E o que acontece se o
conhecimento de um ou mais destes legisladores é errado, ou falso? Há um
dever, pelos outros, de se rebelar contra suas leis?

De acordo com a Ética Cósmica, honra é a base para a liberdade, definida


como honra é através de um Código de Honra prático que se expressa por
si mesmo os resultados do raciocínio nobre.

Objeções à Hegel:

O que é a Vontade Universal Hegeliana e como ela é tornada conhecida?


Hegel responde que ela é conhecida através do Estado. Más isto, de
acordo com a Ética Cósmica, é uma negação, uma recusa, da honra
individual e assim uma negação da liberdade porque o indivíduo é
esperado a, e pode ser compelido a, obedecer o Estado que assume o
direito de criar leis, e punir indivíduos, porque este Estado vê a si
próprio como um reflexo da Vontade Universal, ou no mínimo a Vontade
como um envolver-se-no-ser.

Como Kant, Hegel reduz tais coisas como justiça à uma idéia impessoal
fundamentalmente abstrata que é dita existir externa aos indivíduos em
alguma forma "pura" ou "ideal" que pode ser alcançada, ou feita
manifesta de alguma forma, através de alguma outra coisa abstrata como a
lei, ou alguma Instituição, ou mesmo por algum Estado, ou algum profeta,
sábio, Monarca ou "líder" que está em contato com Deus, ou o
representante de Deus, ou quem é dito incorporar ou manifestar o
Espírito da Época, ou algo similar, e cuja palavra é lei ou pode ser
incorporada como lei em qual outras pessoas são ligadas pelo dever para
seguir e obedecer.

Esta abstração, em essência, é também o que a religião - e a ética do


Estado - faz. Em completo contraste, a Ética Cósmica afirma que tais
coisas como justiça existem apenas em indivíduos nobres e não em alguma
forma abstrata, sobre-pessoal, como a lei, uma Instituição ou um Estado,
e também não em alguma pessoa que assume o governo, moral ou de outra
forma, de outrso indivíduos. Para a Ética Cósmica, justiça e liberdade
são manifesta, e apenas podem ser manifestas, em leais, nobres
indivíduos que sustentam e que aspiram ao viver por um Código de Honra,
e quem assim concede a todos os indivíduos a liberdade, o direito, de
viver de acordo com a honra, sem levar em consideração a cultura, o
status social, a raça, a educação, o passado, daqueles outros
indivíduos. Ética Cósmica mais adiante afirma que qualquer outro tipo de
noção de "justiça" é tirânica porque, sendo abstrata, ela nega e toma
longe a soberania fundamental do indivíduo.

Tais conceitos abstratos - com a consequente negação inumana de


liberdade - são adiante desenvolvidas nas idéias de Marx e outros que
reduzem o indivíduo à uma virtual máquina mecanicista governada por
fatores econômicos e uma dialética material que assume e a qual requere
para a criação de alguma "sociedade ideal" na melhor das hipóteses uma
suspensão da moralidade e liberdade individual e na pior a abolição da
moralidade em favor de uma "minoria iluminada" governando a maioria
através de tirânia política.

Hegel não fornece nenhuma resposta satisfatória para a natureza desta


Vontade Universal, afirmando apenas que ela é transcendente. No final
das contas, ela só pode ser definida como Deus, que é transcendente,
monoteísta.

Além disto, o conceito Hegeliano do indivíduo não está de acordo com o


indivíduo como um nexus vivo: uma ligação entre seu próprio coletivo, e
o coletivo que é a Natureza. Em vez disso, ali há os mecanicistas,
abstratos, conceitos Hegelianos de Estado e de tais coisas como
"história humana" onde Estados, e Impérios, são considerados por Hegel
por manifestar a dialética enquanto que o que eles manifestam é um
desrespeito à Natureza, um desrespeito para a honra e liberdade dos
seres humanos, e um desrespeito geral à todos os vivos.

Assim há em Hegel (como em Marx e outros) nenhuma consideração de nós


mesmos como parte da Natureza, como dependendo da Natureza, e em tendo
um dever para a Natureza: um dever ignorado por muitos se não todos os
Estados e Impérios históricos que tem pilhado, poluído e destruído a
Natureza numa busca por lucro, indulgência, prazer e poder, e os quais
de uma forma ou de outra atropelaram a honra e dignidade de seres
humanos camaradas, assim como contribuíram em todo ou em parte para a
destruição da grande diversidade da cultura humana.
1

Você também pode gostar