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A geração parva e a geração espoliadora

por Pedro Costa, segunda, 7 de fevereiro de 2011 às 21:06

@ José Manuel Fernandes,

V. Exª. defende com frequência pontos de vista que são habitualmente sustentados ainda
que nem sempre sustentáveis. É o que acontece neste caso. A única declaração acertada
que faz - na nota abaixo reproduzida - acerca do pouco que sobra para a "geração
parva", chamemos-lhe assim em honra ao novo "hino" dos Deolinda, é aquela que refere
o facto de serem tão discrepantes as reformas que hoje se recebem daquelas que o
Estado - provavelmente (sim, porque daqui até lá muita coisa pode e deve mudar,
espero que para melhor ainda que tenha dúvidas) - virá a atribuir aos futuros velhos
deste país. Afirmação correcta, ainda que incompleta: faltou clarificar que desde a época
em que foram atribuídas as pensões generalizadas o problema era já de todos conhecido
mas que nenhum político até ao presente foi capaz de alterar.

Na minha modesta opinião, o problema não reside, ao que parece fundamentalmente,


nas ditas "conquistas" da geração de Abril, que em Portugal corresponde à geração
sixties do restante mundo ocidental, conquistas essas que, contrariamente ao quase
sempre propalado pouco têm a ver com a influência do comunismo nos modos de vida
nacionais, antes se relacionam com a chegada tardia da social-democracia a Portugal -
convém não esquecer que a social-democracia é um regime político capitalista.

Aceito e concordo que na actual situação o Governo deveria mesmo ter diminuído os
rendimentos dos reformados dos mais altos escalões mas também estou em crer que a
diminuição salarial aplicada aos funcionários públicos é profundamente injusta devendo
esta ser antes aplicada a todos os portugueses - a dívida do país é tanto do médico que
trabalha no centro de saúde quanto da rapariguinha do shopping.

Contudo, o problema verdadeiro reside da situação actual, e desta geração,reside, de


facto, no modo de vida criado pela actual sociedade de consumo em que vivemos, uma
sociedade desregulada a todos os níveis em que o prazer e a satisfação imediata de
quaisquer necessidades se encontram acima de quaisquer outros valores.

É vê-los por aí, sem dinheiro, mas a falar ao telemóvel que obtiveram sem esforço e que
é pago pelos pais. É vê-los por aí a circular de automóvel, sem dinheiro, mas a passear
uns e outros com a viatura, a gasolina e a manutenção pagas pelos pais, é vê-los por aí
nas lojas de marca a comprar vestuário, calçado, acessórios e outros mais, sem dinheiro,
mas a comprar os itens que obtiveram sem esforço e que são pagos pelos pais...

Há, na verdade, que mudar.

Não para voltar atrás, nem isso seria possível, mas para melhorar as condições em que
as pessoas vivem. E isso, estou em crer, só se conseguirá se e quando os Estados
voltarem a ter força e poder - ainda que seja só um, como no caso da Europa.

Não faz sentido continuarmos a falar destes problemas como se apenas acontecessem
em Portugal, como se apenas se aplicassem aos jovens portugueses ou que vivem no
nosso país. Essa é uma mentira, redonda, das grandes, que se lhes vende.
Nota de José Manuel Fernandes publicada no Facebook:

http://www.facebook.com/note.php?note_id=10150104369774208&id=246899992587

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Tudo o que espoliámos à “geração sem remuneração”


por José Manuel Fernandes, sexta, 4 de fevereiro de 2011 às 20:32

Para uns terem “direitos adquiridos” para sempre, outros ficaram sem direitos nenhuns:
os mais novos, os nossos filhos
Quando o FMI chegou pela segunda vez a Portugal, em 1983, eu tinha 26 anos. Num
daqueles dias de ambiente pesado, quando havia bandeiras pretas hasteadas nos portões
das fábricas da periferia de Lisboa, quando nos admirávamos com ser possível continuar
a viver e a trabalhar com meses e meses de salários em atraso, almocei com um
incorrigível optimista no Martinho da Arcada. Nunca mais me esqueci de uma sua
observação singela: “Já reparaste como, apesar de todos os actuais problemas, a nossa
geração vive melhor do que as dos nossos pais? Tenta lembrar-te de como era quando
eras miúdo…”
Era verdade: a minha geração viveu e vive muito melhor do que a dos seus pais. E eles
já viveram melhor do que os pais deles. Mas quando olho para a geração dos meus
filhos, e dos que são mais novos do que eles, sinto, sei, que já não vai ser assim. E não
vai ser assim porque nós estragámos tudo – ou ajudámos a estragar tudo. Talvez aqueles
que são um bocadinho mais velhos do que eu, os verdadeiros herdeiros da “geração de
60”, os que ocuparam o grosso dos lugares do poder nas últimas três décadas, tenham
um bocado mais de responsabilidade. Mas ninguém duvide que o futuro que estamos a
deixar aos mais novos é muito pouco apetecível. E que o seu presente já é, em muitos
aspectos, insuportável.

Começámos por lhes chamar a “geração 500 euros”, pois eram licenciados e muitos não
conseguiam empregos senão no limiar do salário mínimo. Agora é ainda pior. Quase um
em cada quatro pura e simplesmente não encontram emprego (mais de 30 por cento se
tiverem um curso superior). Dos que encontram, muitos estão em “call centers”, em
caixas de supermercados, ao volante de táxis, até com uma esfregona e um balde nas
mãos apesar de terem andado pela Universidade e terem um “canudo”. Pagam-lhes
contra recibos verdes e, agora, o Estado ainda lhes vai aplicar uma taxa maior sobre esse
muito pouco que recebem. Vão ficando por casa dos pais, adiando vidas, saltitando por
aqui e por ali com medo de compromissos.

Há 30 anos, quando Rui Veloso fixou um estereótipo da minha geração em “A


rapariguinha do Shopping”, a letra do Carlos Tê glosava a vaidade de gente humilde em
ascensão social, fosse lá isso o que fosse: “Bem vestida e petulante/Desce pela escada
rolante/Com uma revista de bordados/Com um olhar rutilante/E os sovacos perfumados/
…/Nos lábios um bom batom/Sempre muito bem penteada/Cheia de rimel e crayon…”

Hoje, quando os Deolinda entusiasmam os Coliseus de Lisboa e do Porto, o registo não


podia ser mais diferente: “Sou da geração sem remuneração/E não me incomoda esta
condição/Que parva que eu sou/Porque isto está mal e vai continuar/Já é uma sorte eu
poder estagiar…” Exacto: “Já é uma sorte eu poder estagiar”, ou mesmo trabalhar só
pelo subsídio de refeição, ou tentar a bolsa para o pós-doc depois de ter tido bolsa para
o doutoramento e para o mestrado e nenhuma hipótese de emprego. Sim, “Que mundo
tão parvo/Onde para ser escravo é preciso estudar…”

É a geração espoliada. A geração que espoliámos.

Sem pieguices, sejamos honestos: na loucura revolucionária do pós-25 de Abril,


primeiro, depois na euforia da adesão à CEE, por fim na corrida suicida ao consumo
desencadeada pela adesão à moeda única e pelos juros baixos, desbaratámos numa
geração o rendimento de duas gerações. Talvez mais. As nossas dívidas, a pública e a
privada, já correspondem a três vezes o produto nacional – e não vamos ser nós a pagá-
las, vamos deixá-las de herança.

Quisemos tudo: bons salários, sempre a subir, e segurança no emprego; casa própria e
casa de férias; um automóvel para todos os membros da família; o telemóvel e o
plasma; menos horas de trabalho e a reforma o mais cedo possível. Pensámos que tudo
isso era possível e, quando nos avisaram que não era, fizemos como as lapas numa
rocha batida pelas ondas: enquistámos nas posições que tínhamos alcançado.
Começámos a falar de “direitos adquiridos”. Exigimos cada vez mais o impossível sem
muita disposição para darmos qualquer contrapartida. Eram as “conquistas de Abril”.

Veja-se agora o país que deixamos aos mais novos. Se quiserem casa, têm de comprá-la,
pois passaram-se décadas sem sermos capazes de ter uma lei das rendas decente:
continuamos com os centros das cidades cheios de velhos e atiramos os mais novos para
as periferias. Se quiserem emprego, mesmo quando são mais capazes, mesmo quando
têm muito mais formação, ficam à porta porque há demasiada gente instalada em
empregos que tomaram para a vida. Andaram pelas Universidades mas sabem que,
nelas, os quadros estão praticamente fechados. Quando têm oportunidade num instituto
de investigação, dão logo nas vistas, mas são poucas as oportunidades para tanta
procura. Pensaram ser professores mas foram traídos pela dinâmica demográfica e pela
diminuição do número de alunos. Sonharam com um carreira na advocacia, mas agora
até a sua Ordem se lhes fecha. Que lhes sobra? As noites de sexta-feira e pensarem que
amanhã é outro dia…

E observe-se como lhes roubámos as pensões a que, teoricamente, um dia teriam direito:
a reforma Vieira da Silva manteve com poucas alterações o valor das reformas para os
que estão quase a reformar-se ao mesmo tempo que estabelecia fórmulas de cálculo que
darão aos jovens de hoje reformas que corresponderão, na melhor das hipóteses, a
metade daquelas a que a geração mais velha ainda tem direito. Eles nem deram por isso.
Afinal como poderia a “geração ‘casinha dos pais’” pensar hoje no que lhe acontecerá
daqui a 30 ou 40 anos?

Esta geração nunca se revoltará, como a geração de 60, por estar “aborrecida”, ou
“entediada”, com o progresso “burguês”. Esta geração também não se mobilizará
porque… “talvez foder”. Mas esta geração, que foi perdendo as ilusões no Estado
protector – ela sabe muito bem como está desprotegida no desemprego, por exemplo…
–, habituou-se também a mudar, a testar, a arriscar e, sobretudo, a desconfiar dos
“instalados”.

Esta geração talvez já tenha percebido que não terá uma vida melhor do que a dos seus
pais, pelo menos na escala que eles tiveram relativamente aos seus avós. Por isso esta
geração não segue discursos políticos gastos, nem se deixa encantar com retóricas
repetitivas, nem acredita nos que há muito prometem o paraíso.

Por isso esta geração pode ser mobilizada para o gigantesco processo de mudança por
que Portugal tem de passar – mais do que um processo de mudança, um processo de
reinvenção. Portugal tem de deixar de ser uma sociedade fechada e espartilhada por
interesses e capelinhas, tem de se abrir aos seus e, entre estes, aos que têm mais
ambição, mais imaginação e mais vontade. E esses são os da geração “qualquer coisa”
que só quer ser “alguma coisa”. Até porque parvoíce verdadeira é não mudar, e isso eles
também já perceberam…

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Fernando Silva Ok. Concordo com praticamente tudo e o seu estilo


literário é fantástico. Mas explique-nos porque apoiou o Cavaco, sabendo
que ele foi um dos elementos mais evidentes no despesismo de Portugal.
Algo não bate certo... não se pode queixar de algo que se apoia.

06 de fevereiro às 23:31 · CurtirCurtir (desfazer) · 4 pessoasCarregando...


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·

Tiago Ferreira

Caro Fernando Silva Discordo com a sua opinião quanto ao Cavaco ter
sido o mais despesista...O Engº Guterres(PS), (quem não se lembra da
famosa frase do Durão Barroso(Deixaram o País de Tanga) é que não
soube aproveitar a contração do nosso... juro com a entrada na EU e
engordou o Estado fazendo com que o País ficasse sem margem para um
aumento do Juro...E aí está o resultado...Um Estado que em vez de
fomentar a economia está a anordaça-la e os cidadões pensam que andam
a trabalhar para pagar as mordomias de uma elite...parabéns Por este
texto que faz o retrato exacto daquilo que estamos a viver...Ver mais

07 de fevereiro às 00:44 · CurtirCurtir (desfazer) · 2 pessoasCarregando...


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·

Alípio Pereira É uma verdade. Recordando o passado dos meus pais,


posso afirmar que com a minha idade (34), eles tinham terrenos, um
apartamento e uma casa, tudo pago com o trabalho que desenvolveram. E
eu? Nada... Sou licenciado com trabalho.

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07 de fevereiro às 09:08 · CurtirCurtir (desfazer) ·
o

Luis Miguel Enfim...mas o que é facto é que estamos sempre a tempo de


mudar o curso da indiferença, é hora de acção de atitude!
Como sempre muito bem, Jose Manuel Fernandes.

07 de fevereiro às 11:21 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando...


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·

Francisco Domingues Excelente! Simplesmente brilhante o seu texto.


Vou partilhar.

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07 de fevereiro às 11:27 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Miguel Brito Um texto importante, porque toca os pontos criticos


actuais.

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07 de fevereiro às 12:28 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Ana Catarina Alberto Como parte integrante da geração sem


remuneração, e como pessoa que trabalhou gratuitamente durante alguns
bons meses, agradeço a sensibilidade e a sinceridade do seu texto, de
pessoa que pertence à geração "culpada". Obrigada. Vou partilhar.

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07 de fevereiro às 15:05 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Sara Silva parabéns ... pelo texto... :$


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07 de fevereiro às 17:04 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Diogo Breda Pq sou produto de uma geração que conseguiu viver até aos
23 à custa dos pais e a partir daí à custa dos filhos e das gerações
seguintes.

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07 de fevereiro às 17:36 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Vanessa Da Silva Miranda um texto fantástico, sem dúvida! mas a minha


geração devia era unir-se e ir para a porta da AR depositar os canudos!!!

07 de fevereiro às 20:16 · CurtirCurtir (desfazer) · 2 pessoasCarregando...


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·

Jorge Monteiro

Na minha opinião, nos meus 34 anos, a culpa não é das gerações


anteriores ou futuras. A realidade pura e dura é que vivemos num pais de
"chulos e ladrões", que mandam na pseudo politica do país, e que só
serve para sustentar incompetentes q...ue apenas têm uma coisa em
mente, ajudar a todo o custo os seus partidos politicos.

As obras publicas têm derrapagens de 3, 4 ou 5 vezes o preço inicial


previsto porque esse dinheiro a mais vai para os partido, para pagar as
campanhas politicas para convencer os palermas , "NÓS", para que eles
lá continuem a sustentar as suas proles.

A lista de incompetentes é vastissima incluindo o proprio Cavaco Silva


um senhor cheio de credibilidade mas que tem um historial de negociatas
à "chico esperto" e ainda por cima é eleito, tal como o Islatino de Morais,
que segundo os seus eleitores "é corrupto mas faz obra!"

É caso para dizer que assim eu também me quero candidatar à camara de


Oeiras. O meu slogan será "Roubarei tanto como o Isaltino mas farei o
mesmo ou melhor que ele!"
É triste viver num país assim.

A realidade é que os partidos politicos e os seus representantes só ali


estão para defender o seu partido. Parece que em 90% dos casos nem
sabem que leis votam na AR.

Temos também exemplos de dirigentes politicos que têm curso de


universidades com o"independente", Socrates e " Lusiada"; Passos
Coelho, que para mim nem de universidades podem ser chamadas.

Com sumidades destas é dificil levar alguma coisa para a frente.

O problema é que nós acreditamos que o estado resolve tudo, o problema


do emprego, do desemprego, da renda, da taxa de juro, etc, etc. mas isso
não acontece.

Neste país quem tenta ser empreendedor é visto como louco, como
alguem que não está bom do juizo e que todos deitam abaixo e a quem
dizem: "tu devias era arranjar um emprego!", mas não há empregos.

E quando alguem tem sucesso a ser empreendedor logo aparecem os


velhos do restelo novamente e os invejosos a dizer mal.

Somo um país de invejosos que passam mais tempo a olhar para a


galinha da vizinha do que a cuidar da nossa propria galinha!

Já dizia o Luis Figo: "quando quiser ter problemas volto para Portugal!"

Toda a gente grita contra as empresas, contra os impostos que deveriam


ser mais altos para as empresas, por exemplo o Partido Comunista, mas
na verdade se não houver empreendedores e empresas não há trabalho,
como podem ver.

Portanto os impostos para as empresas deveriam ser muito mais baixos


para que as empresas aparecessem como cogumelos e nos dessem
empregos.

Mas empregos justos, sem patrões incompetentes que muitas das vezes
humilham os empregados e os tratam como escravos ou objectos que
movem a seu belo prazer. Como costumo dizer muitos patrões nem para
tirar a 4ª classe têm aptidão quanto mais para gerir pessoas e empresas.

Mas também falta, termos brio no nosso trabalho, fazermos as coisas


com gosto e sem ser por frete. Fazer bem e não fazer por fazer. Falta
sermos realmente profissionais e não profissionais da treta!

Não queremos empregos de empresas que apenas querem é ganhar os


subsidios prometendo 300, 500 e 1000 empregos do dia para a noite, pois
quando acaba o subsidio eles vão para o o pais que lhes oferece mais.
A justiça e os tribunais destroem o resto da pseudo credibilidade deste
país. Aqui ninguem vai preso, é o paraiso da pena suspensa, é o paraiso
dos corruptores que compram ministerios publicos, juizes, e mais quem
houver para comprar.

Se houvesse pena de morte ou trabalhos forçados na prisão ninguem


quereria ir para lá!

É uma justiça onde os pedófilos têm leis feitas à medida, onde depois de
serem condenados passeiam-se e pavoneiam-se como inocentes
impolutos. São convidados para a televisão para as revistas onde choram
e se fazem de santinhos e se queixam da justiça que não os mete lá
dentro.

Onde ministros têm 7 motoristas e ninguem diz nada, e que levam meses
negociar submarinos ,gastando mais 300 milhoes de euros pela demora,
ou que nem um helicoptero para uma fragata sabem comprar.

Isto é apenas uma pequena imagem do "????País???'" que somos e que


gostamos de ser!!!!

As revoluções não se fazem com cravos, fazem-se com balas!

Os que antes eram maus, passaram a ser bons por decretos leis e
absolvições.

Não é apenas esta geração que é uma geração inanimada.

Já em 1974 se dizia: "O povo é sereno!"

Tão sereno e subserviente que há seculos que sustenta parasitas.

Primeiro foram os reis e as cortes e agora são os politicos, os sindicatos


os autarcas, os funcionários publicos,etc, etc.

Somos o sul da europa, chicos espertos e subservientes.

Basta pegar num carro e ver como respeitamos regras e normas, há


sempre alguem mais esperto que os outros!

É assim que somos, não temos educação para a liberdade que nos deram.

Temos nós proprios a mudar primeiro para que depois possamos mudar o
qVer mais

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07 de fevereiro às 21:27 · CurtirCurtir (desfazer) ·
o

Jorge Monteiro Temos nós proprios a mudar primeiro para que depois
possamos mudar o que nos rodeia de forma justa e humana!

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07 de fevereiro às 21:28 · CurtirCurtir (desfazer) ·

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o

Pedro Costa

@ José Manuel Fernandes,


V. Exª. defende com frequência pontos de vista que são habitualmente
sustentados ainda que nem sempre sustentáveis. É o que acontece neste
caso. A única declaração acertada que faz - na nota abaixo reproduzida -
ace...rca do pouco que sobra para a "geração parva", chamemos-lhe
assim em honra ao novo "hino" dos Deolinda, é aquela que refere o facto
de serem tão discrepantes as reformas que hoje se recebem daquelas que
o Estado - provavelmente (sim, porque daqui até lá muita coisa pode e
deve mudar, espero que para melhor ainda que tenha dúvidas) - virá a
atribuir aos futuros velhos deste país. Afirmação correcta, ainda que
incompleta: faltou clarificar que desde a época em que foram atribuídas
as pensões generalizadas o problema era já de todos conhecido mas que
nenhum político até ao presente foi capaz de alterar.
Na minha modesta opinião, o problema não reside, ao que parece
fundamentalmente, nas ditas "conquistas" da geração de Abril, que em
Portugal corresponde à geração sixties do restante mundo ocidental,
conquistas essas que, contrariamente ao quase sempre propalado pouco
têm a ver com a influência do comunismo nos modos de vida nacionais,
antes se relacionam com a chegada tardia da social-democracia a
Portugal - convém não esquecer que a social-democracia é um regime
político capitalista.
Aceito e concordo que na actual situação o Governo deveria mesmo ter
diminuído os rendimentos dos reformados dos mais altos escalões mas
também estou em crer que a diminuição salarial aplicada aos
funcionários públicos é profundamente injusta devendo esta ser antes
aplicada a todos os portugueses - a dívida do país é tanto do médico que
trabalha no centro de saúde quanto da rapariguinha do shopping.
Contudo, o problema verdadeiro reside da situação actual, e desta
geração,reside, de facto, no modo de vida criado pela actual sociedade de
consumo em que vivemos, uma sociedade desregulada a todos os níveis
em que o prazer e a satisfação imediata de quaisquer necessidades se
encontram acima de quaisquer outros valores.
É vê-los por aí, sem dinheiro, mas a falar ao telemóvel que obtiveram
sem esforço e que é pago pelos pais. É vê-los por aí a circular de
automóvel, sem dinheiro, mas a passear uns e outros com a viatura, a
gasolina e a manutenção pagas pelos pais, é vê-los por aí nas lojas de
marca a comprar vestuário, calçado, acessórios e outros mais, sem
dinheiro, mas a comprar os itens que obtiveram sem esforço e que são
pagos pelos pais...
Há, na verdade, que mudar.
Não para voltar atrás, nem isso seria possível, mas para melhorar as
condições em que as pessoas vivem. E isso, estou em crer, só se
conseguirá se e quando os Estados voltarem a ter força e poder - ainda
que seja só um, como no caso da Europa.
Não faz sentido continuarmos a falar destes problemas como se apenas
acontecessem em Portugal, como se apenas se aplicassem aos jovens
portugueses ou que vivem no nosso país. Essa é uma mentira, redonda,
das grandes, que se lhes vende. http://www.facebook.com/note.php?
note_id=10150104369774208&id=246899992587Ver mais

07 de fevereiro às 21:35 · CurtirCurtir (desfazer)

Eduardo Cachim

O grande problema de Portugal é que já de há algum tempo (+ ou 15


anos) a esta parte, o governo deixou de ter os verdadeiros interesses do
Povo trabalhador de enxada e de fato-de-macaco, como prioridade.
Quis modernizar as infra-estruturas... e formar superiormente a
população... o que interessa se formamos poucos técnicos profissionais, o
que interessa o pouco dinheiro que recebem e o muito que pagam
(comparando com preços praticados noutros países da UE)? O que
interessa aquela grande fatia que nem sequer se especializa? O que fazer
à geração nem-nem? Para quê investir na renovação do tecido social,
vamos é desinvestir e depois logo se vê!...
Vamos saltar fora a meio dos mandatos para proveito pessoal e que se
dane o País e o seu Povo. Vamos fazer de conta que a Educação e a
Saúde são de grátis acesso para a população...a Justiça?! A Justiça nem
pensar, quem tiver rendimentos que a pague!!!
O grande problema de Portugal é que este é seguramente o País mais
fácil de governar dos menos abastados da UE. Como tal, contando com o
conformismo e imobilismo de 99.99% da sua população, os governos
têm feito aquilo que lhes apeteceu, perdendo completamente, aos poucos
e poucos, o respeito total por aqueles que são suposto representar.Ver
mais

07 de fevereiro às 22:39 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando...


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·
o

Teresa Azevedo Porque raramente vejo uma análise tão lúcida, vou
partilhar pois devemos pensar todos na nossa quota parte de
responsabilidade!

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07 de fevereiro às 23:46 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Rui Colaço

Estes artigos são bons pra putos porque os desresponsabilizam: podem


pensar "fomos espoliados, a culpa não é nossa" e continuar de braços
cruzados.
Prós cotas que os escrevem tb são bons, pq os faz sentir que estão do
lado dos putos. Jovens ...e tal.
De resto, retórica, retórica, retórica... e ideias?Ver mais

07 de fevereiro às 23:57 · CurtirCurtir (desfazer) · 3 pessoasCarregando...


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·

Catarina Caldeira Baguinho

Quando entrei para a faculdade, ainda a viver no mundo utópico dos 17


anos, achava que podia mudar o mundo. Ao longo destes últimos 3 anos,
fui saindo desse mundinho mas sempre com uma pontinha de esperança.
Esperança de que, com mais habil...itações literárias do que os meus
pais, podia ter a minha casa, o meu carro, o(s) meu(s) emprego(s), os
meus filhos.

Hoje a frustração é ainda maior. Um curso feito, o trabalhinho com a


remuneração dos tais 500 euros a recibos verdes e quando quero andar
com a minha vida para a frente, que é como quem diz, ser independente
financeiramente, vejo que 200 euros vão para um quarto, numa casa
dividida por 3 pessoas que, para ser mais barata, nem sala tem, fora
despesas para transportes, contas, e visitas a casa.

E eu pergunto: posso avançar com uma vida assim? Posso trazer ao


mundo uma criança à qual nem dinheiro para um boneco terei para lhe
dar, quanto mais um curso?
Os meus pais têm uma casa, um carro, duas filhas licenciadas e às quais
ajudam, enquanto eles têm o secundário incompleto. Ou seja, com menos
habilitações conseguiram dar às filhas aquilo que estas muito
provavelmente não vão conseguir dar aos seus, se algum dia vierem a ter.

Ainda querem que a natalidade do país aumente?

Obrigada pela sincera análise e reconhecimento. Ainda vai servindo de


consolo saber que, para além dos nossos pais, ainda há alguém que pense
no nosso estado, que reconheça os exageros do passado.

Obrigada!Ver mais

08 de fevereiro às 00:08 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando...


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·

Rui Colaço

e mais: ainda bem que alguém espoliou o que pode, porque senão agora,
pra onde se virava a geração espoliada?
pra onde se vão virar os filhos deles, que já vão ter avós sem reforma?
e a alternativa aos direitos adquiridos é qual: abrir mão d...o emprego aos
50? despedirem-se profes catedráticos pra dar lugar a investigadores? mt
bem, é boa ideia: e pra onde vão os 50tões?
mas por essa ordem de ideias, pra onde vão os putos espoliados de agora
daqui a 30 anos, a manter-se a situação actual?
...
vejo discursos inflamatórios.
continuo a não ver ideias.
"vamos fechar os cursos que não têm saída profissional".
"vamos investir nos cursos técnicos".
"vamos voltar a apostar no sectores primário e secundário".
"vamos mudar os centros de investigação - e os tais ladrões dos
professores ... - de dentro das univs pra dentro das unidades fabris".
etc etc etc.
vejo 0 disto.
já demagogia barata, é a potes...Ver mais

08 de fevereiro às 00:10 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando...


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·

o
Jorge Monteiro

Caro Rui Colaço, ideias dessas também as há a paletes de potes e são


ideias válidas. O grande problema é que tal como muitos outros milhões
de ideias que são sugeridos todos os anos aos governos e partidos
politicos, eles só aproveitam as q...ue lhes convém e acima de tudo as
que não prejudicam o seu partido e a sua prole, mas acima de tudo as que
dão mais ganho com menos trabalho.

Os partidos politicos são familias que vivem à nossa custa, isto é a


verdade sobre a politica e mais nenhuma!!!!

Enquanto não metermos isto na cabeça e escorraçar-mos esses pseudo


politicos da treta todos todos e acabarmos com eles e criarmos um
projecto para este país com gente capaz de governar e que governe por
convicção e não por interesse não vamos a lado nenhum!

Eu há muito tempo que não acredito neste país!Ver mais

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08 de fevereiro às 07:53 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Reimenino Martir

Eu penso que neste artigo transferiu-se a culpa para a geração, quando


quem destruiu um país foram os politícos. Foram eles que, com a entrada
na União Europeia e no Euro, um erro dramático, deram cabo do país. Os
politícos são tão culpados... que até impediram o povo de votar se
queriam ou não entrar, por exemplo, no Euro. Foi apenas opcção de
alguns a decidir o destino de uma geração inteira, ou melhor, dum povo.
Eles destruiram, em nome da União Europeia, o nosso tecido industrial, a
marinha mercante, as pescas, a agricultura, etc, etc. Quem esbanjou o
dinheiro foram os politicos e, como ainda hoje vemos, esbanjam. A
República gerou uma partidocracia mafiosa e corrupta. Devia haver um
julgamento da classe politica e não da geração. Um julgamento que não
fosse dos votos, mas judicial, tipo, assassinos de guerra. Por tudo o que
foi dito, urge pensar novamente a monarquia. Cavaco, ou qualquer outro
presidente, será sempre de uma facção, de um partido, nunca de um
povo. Por isso, urge pensar novamente na monarquia.Ver mais

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08 de fevereiro às 09:34 · CurtirCurtir (desfazer) ·

o
Jorge Monteiro

Na minha opinião a monarquia é tão boa e gastadora como os politicos


que hoje temos!

A monarquia está cheia de historia de monarquicos com deficiências e


monarquicos loucos, devido aos casamentos entre familias para manter o
poder (consangui...nidade). Pelos vistos a Monarquia é tão boa como a
situação que temos agora, só lhes interessa o poder.

Não precisamos de monarquicos ou politicos!!!!!

Precisamos de gente trabalhadora e acima de tudo competente!!!!!!!!

Precisamos de evoluir!Ver mais

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08 de fevereiro às 10:14 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Pedro Winter Rodrigues

"Afinal como poderia a “geração ‘casinha dos pais’” pensar hoje no que
lhe acontecerá daqui a 30 ou 40 anos?"
Tenho 30 e dependo dos meus país. Após 10 anos em trabalhos
temporarios e recibos verdes,e nunca ter tido nada que durasse mais de...
1 ano seguido, identifico me com isto e sinto me triste com como o meu
pais me trataVer mais

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08 de fevereiro às 12:12 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Rui Barreiros

Gostava de acrescentar que o problema não é político, isto é, o problema


não se resume ao político (pessoa) ou à política (vertente) mas sim à
mentalidade dos Portugueses que tiveram o poder de decisão e/ou foram
uma forte influência no mol...dar da nova sociedade Portuguesa aquando
o 25 de Abril, desde legislação demasiado complicada e obscura que
facilmente qualquer inteligente arranja buracos para justificar falcatruas
até código de trabalho que apenas penaliza o desenvolvimento
económico do país (note-se sou empregado não patrão).

A mentalidade das cunhas, e arranjos, a mentalidade da fuga as nossas


responsabilidades como cidadãos (p. ex. irs), o abuso de poder durante
muito tempo de empregados da função pública que se esqueceram que
estão a fazer serviço público, as costas quentes nos empregos, quantos de
nós não conhecemos aquele amigo, que finalmente arranjara emprego em
tal sítio, com muito gosto trabalhava imenso mas os colegas de trabalho
rapidamente lhe lembraram que 'as coisas são para se ir fazendo', eu
pessoalmente, apesar de não ter vivido nessa época, culpo o 25 de Abril,
e o excesso de libertinagem (libertinagem não é o mesmo que liberdade)
que muitas deste 'povinho' teve, que muitos com poder de decisão
tiveram, e em grande parte, a falta de visão causada pelo fecho do nosso
país em relação ao mundo exterior causado pela ditadura.

Votar contra o poder estabelecido, ou não votar, ou melhor, qualquer


acto político reivindicador não mudará nada, pois pessoas vão continuar
a ter as 'costas quentes' no poleiro que têm em cargos decisivos tanto em
empresas privadas como na função pública, não é o gestor que vai mudar
mentalidades ou o código de trabalho para melhorar a produtividade
daquilo que gere, gestores em Portugal apenas servem para receber
prémios de produtividade que apenas existe nas contas escondidas da
empresa pois usam outras que declaram prejuízos para enganar o IRC,
mas sim o chefe, essa pessoa com mais de 50 anos, sem qualquer tipo de
formação que ainda trabalha com metodologias pré 25 de Abril e que não
muda porque não sabe, mas não admite que não sabe pois seria
desprestigiante logo inventa uma desculpa qualquer para não a
implementar, e o patrão não lhe convém despedir pois a indemnização
que tem para dar vai-lhe dar um rombo na carteira, fruto do nosso
magnifico código de trabalho, e no entanto, continuamos a ter
mentalidades de imediatamente após 25 de Abril em cargos importantes
de poder no país e empresas (privadas e públicas) que
independentemente do poder político actual não mudam quer queiram
quer não.

É preciso é mudar as mentalidades, mandar os retrógados para a reforma,


que diga-se de passagem não é muito diferente daquilo que fazem agora,
e é preciso haver uma reestruturação a fundo na função pública para
acabar com tachos e cunhas, burocracias inúteis implementadas para dar
trabalho ao vizinho ou o primo que na altura estava sem trabalho, olhar
para países exemplo e copiar, qual é o mal de os copiar ? toda a gente
copiou a roda, não deixa de ser uma roda, e uma magnificia invenção!
É preciso mudar as leis, fazer uma constituição simples, pequena, fácil
de perceber e sem 7746587360156 adendas para tentar tapar buracos das
originais, aumentar a celeridade da justiça também passa por isso, é
preciso mudar o código de trabalho, muito bem que trabalhadores têm
direitos, mas também devem ter deveres, e esses em nada ajudam o
desenvolvimento das empresas em Portugal, a competitividade não é
apenas necessária entre empresas, mas deve existir sim também entre
pessoas que querem trabalhar, quem é bom no trabalho trabalha, quem
não é ou se faz ou vai pegar no balde e na esfregona.
É preciso acabar com a necessidade de filiações políticas seja para o que
for, as pessoas é que importam, não a vertente política, chega guerras
inúteis entre partidos políticos que de nada servem o país, são apenas
debates da escolinha de uma disciplina qualquer numa aula prática, inutil
para o nosso país, quero lá saber se o partido X é contra Y se Y agora
neste momento é o melhor para o país?

Estou cansado de ouvir função pública a queixar-se destas medidas,


andamos nós, Portugueses que pagamos o vosso salário (sim vocês
também descontam, mas nós produzimos para vos pagar, no entanto
muitos de vós pouco ou nada fazem para nos servir minimamente em
condições), a apertar o cinto já há vários anos, muitos ainda
desempregados, outros a recibos verdes e a salário mínimo, e andam
vocês a queixarem-se que vão ter cortes de 100 euros em 1500 euros de
ordenado ? Estão apenas a gozar com a cara dos Portuguese, deviam era
ter vergonha na cara, tal como o senhor deputado a queixar-se da cantida
do parlamento pois nao teria dinheiro para almoçar, andamos nós a
apertar o cinto há tantos anos, a viver humildemente com tostões
contadinhos, com dificuldades incríveis em ter crédito sem ser em
ladrões de empresas de crédito porque bancos não nos dão, com seguros
exorbitantes, com assistência médica da treta, e andam vocês a viver á
grande e á francesa, com benefícios que são inerentes a trabalhar para o
estado, fazem a barulheira que fazem por 100 euros em 1500 de
ordenado ? Deviam ser despedidos, postos na rua, ou melhor, a ganhar o
salário mínimo de balde e esfregona na mão.

É preciso mais um lento e planeado 25 de Abril, daqueles que se ensina


as pessoas a pensar, que se incute mentalidades de ajuda ao próximo e
responsabilidade civil, é preciso acabar com os incompetentes em cargos
de responsabilidade, é preciso nivelar salários entre publico e privado, é
preciso a promoção de competitividade no trabalho, é preciso políticos
com eles no sitio, que não cedam a pressões, e que realmente tenham
interesse em fazer um futuro melhor para os nossos filhos.

(Peço desculpa por erros ortográficos, não gosto de os dar, mas foi
escrito durante o almoço com alguma pressa para voltar ao trabalho)Ver
mais

08 de fevereiro às 13:58 · CurtirCurtir (desfazer) · 2 pessoasCarregando...


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Daniel Martins A triste realidade deste país que todos, de uma forma ou
de outra já vamos sentindo. A ideia de esta geração ser uma geração de
mudança seria uma boa ideia, não fossemos nós jovens, fartos de
sistemas instalados e ricos e políticos omnipotentes, fugir do país nos
próximos anos. Preparem-se para a debandada gente. Vão os bons, ficam
os assim-assim ;)
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08 de fevereiro às 14:22 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Filipa Ferro Brutal! Vou partilhar! :)

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08 de fevereiro às 16:36 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Luis Saraiva Muito bem e realista. Sinto pena do País que vou deixar aos
meus filhos e netos. A classe política é uma autêntica desgraça. Falta
gente com um projecto e sério para endireitar este País. Mas já eramos
assim no fim do 1800, principio de 1900. Conhecidos por indisciplinados
e desorganizados. Somos um País de pobres recursos mas com hábitos de
ricos. Isto anda a precisar de uma grande vassourada.

08 de fevereiro às 17:15 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando...


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Rui Simões

Concordo com a parte de termos sido e continuarmos a ser espoliados


pelas gerações mais antigas. Mas não concordo com o péssimismo que
tem em relação a esta geração, pelo menos na generalização que faz. Se
temos 30% de licenciados no desemp...rego, é porque agora há muito
mais licenciados que antigamente, ou seja, estamos mais preparados.
Parte desta geração ainda tem os mesmos vicios, fomos educados dessa
maneira. Mas penso que estamos a mudar, pelo menos já conseguimos
dizer mal (e dizemos mal de tudo) abertamente e sem preocupações.
Espero sinceramente que comecemos rápidamente a falarmos bem e a
encontrarmos soluções, só assim conseguimos evoluir! Fico é
surpreendido (cada vez menos) é que quem fale mal sejam os que nos
espoliaram e continuam a espoliar.Ver mais

08 de fevereiro às 18:01 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando...


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o

Isabel Outeiro Concordo, mas completamente...e vou partilhar!!!


Obrigada!!!

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08 de fevereiro às 19:18 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Inês Valentim

Caro JMF, há cerca de doze anos, fui sua aluna na ESCS. Nunca tive
grandes ilusões relativamente ao percurso sinuoso do mundo laboral.
Sabia que não teria emprego de mão beijada, mas nunca pensei que teria
de pagar para trabalhar como acont...eceu durante os anos em que tive a
recibos verdes, sem horários (como é normal no mundo jornalístico) e
sem direitos. Passado quase dez anos, num emprego "estável" na área das
RP continuo a pertencer à geração dos 500 euros, aquela mesma geração
a quem prometerem emprego, boas remunerações e estabilidade. E não
há plano B. É lutar e seguir em frente... Grata pela excelente crónica.
InêsVer mais

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08 de fevereiro às 21:47 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Manuel Correia de Sousa Parabéns pelo Artigo...


pode ser que estes jovens nas próximas eleições votem em BRANCO
para ajudar acorrer com esta Classe política que só olha para o seu
umbigo.

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08 de fevereiro às 21:56 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Nuno Afonso

...de facto os tempos são outros, os da geração dos anos 60 - os que


governam e governaram, e a minha geração, a geração dos espolíados e
dos sem oportunidades, os que se sentem enganados pelos da geração
dos anos 60, essa geração das revo...ltas sociais e culturais, porque os
tempos eram outros, porque o mundo estava em mudança, em mudança
social, politica e cultural.
Se a geração dos anos 60 foi uma geração activa e que lutou para a sua
libertação a todos os níveis, esta minha geração, é uma geração que tem
vontade de mudar o "mundo", mas que está amarrada, amarrada às
complexidades das organizações sociais e politicas.
Vontade não nos falta, mas se olharmos para uma possivel manifestação,
para uma possivel alteração, para uma possivel mundaça social e
politica, olhamos à nossa volta e deparamo-nos com um mundo já
desenhado e imposto como a única alternativa de sucesso.
Essa geração dos que governam ou governaram nos últimos 30 anos,
deixou-nos isto:
Um Estado em que as manifestações sociais, só servem para vender
jornais e encher o telejornais de peritos em fazer analises politicas e
socias, pois o resultado prático dessas manisfestações é práticamente
nulo, estas já não tem o mesmo impacto e eficácia que tinham noutras
gerações. Hoje temos as pressões dos mercados financeiros, e muito
pouco opoio da nossa?!?!? União Europeia.
Estamos amarrados a um desenho politico e social que caminha para o
oposto no que está na génese do que é uma União.
Fazemos uma revolução, deitamos um governo abaixo, e?
Á minha geração vontade e razão não nos falta, mas e depois, estamos a
imaginar o que seria um glope de estado num país membro da UE (se
calhar tinha uma efeito dóminó, como o que está acontecer na maioria
dos países mulçumanos!!)??
Imaginado que tinhamos sucesso, que alternativa tinhamos?
Continuariamos com as mesmas politicas impostas pelo o Banco Central
Europeu? ou sairiamos do Euro? ou da União? que futuro para esta e
outras gerações seria com estas rupturas, que preço pagariamos?
De facto estamos descrentes!!!
Descrentes com o que nos prometeram mas que não fizeram e não estão
a fazer!
A geração dos anos 60, deslumbrou-se com o poder e esqueceu-se de
nós, é uma geração na grande maioria de politicos corruptos,
incompetentes e egoístas.
Mas de facto a minha geração tem e deve fazer algo, e que já deveriamos
ter feito à algum tempo, podemos ser mais novos, mas todos sabemos
que estas situações de crises sucessivas só nos tem afectado a nós, os que
estão prontos a dar a sua força de trabalho e que nos é negada, ou então
podiamos também ser chamados pelos da geração - Tens cunha?
Mas sim, devemos estar atentos, vigilantes, e ao contrario do que está
acontecer (afastamento pelas questões politicas e pelos nossos politicos),
devemos cada vez mais nos agregarmos a uma força politica seja ela de
esquerda ou de direita e de impormos as nossas ideias e lutas, para para
que sejamos ouvidos, para mudarmos esta geração de politicos corruptos
e incompetentes.
Devemos nos fazer ouvir sim, nas eleições, devemos sim apostarmos
cada vez mais em boa informação do que intoxicação ou propaganda
política.
Devemos ter sentido de responsabilidade, que os outros não tiveram.Ver
mais

08 de fevereiro às 23:22 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando...


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Ricardo Campelo de Magalhaes Vejo muitos CONCORDO, mas não


vejo nenhum FAÇO.

Há uma revolução que urge fazer!

09 de fevereiro às 01:40 · CurtirCurtir (desfazer) · 2 pessoasCarregando...


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Carlos Afonso vendo o lado positivo: Afinal nós, a nossa geração, tem
aqui uma bela oportunidade para fazer a sua revolução, uma revolução
diferente, nossa, das nossas condições, do nosso tempo, uma revolução
da/na democracia que herdamos e a da/na sociedade que agora somos!
Portanto bem hajam (até é de agradecer a herança que nos deixaram) e
mãos à obra!:)

09 de fevereiro às 03:53 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando...


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Carlos Afonso

... e para aqueles que também acham que já está finalmente na hora de
ARREBITAR e meter as mãos à obra para mudar isto, aqui fica o link
para a melhor ideia que conheço actualmente para mudar Portugal:
http://www.facebook.com/group.php?gid=...246936858817Ver mais

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09 de fevereiro às 03:59 · CurtirCurtir (desfazer) ·
o

Sónia Teixeira Este artigo sem dúvida materializa o que eu e muitos


outros pensam sobre esta situação
http://www.a23online.com/2011/02/07/a-hipocrisia-dos-cotas-que-se-
comovem-com-a-musica-dos-deolinda/

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09 de fevereiro às 10:54 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Pinheiro Luis

Que revolução se pode fazer quando o povo é entretido??


E não concordo minimanente com a visão de que esta geração já não se
iludi com a politica faz de conta, nem com falsas promessas...Esta é a
geração do "deixa andar", do "tá-se bem", e d...a "abstenção" porque nem
preocupados com o futuro estão...Se estivessem não permitiriam que o
Governo Socrátes e os seus amigos do PSD governassem o país à mais
de 30 anos!! REVOLUÇÂO DE MENTALIDADE!!Ver mais

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09 de fevereiro às 14:18 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Caetano Moreira

Segundo a minha estimativa, desde o ano 2000 que o gráfico do “Deve e


do Haver” se começou a inverter tendo-se cruzado por volta de 2005.
Perante este cruzamento evidente nos gráficos, reagimos com uma
necessidade primária de sono. Agora pr...ecisamos de oxigénio para
entrar na “REAL”. Como é que se pode empreender algo quando os
ordenados descem, por diferentes contingências, e os produtos (bens e
serviços) sobem, desenfreadamente. Só nos levantamos se despertarmos
para as características universais do homem no universo, que é, a todos
dar cultura: material, social, arte e ciência, que englobam toda a panóplia
de formações com objectivos pragmáticos de realização pessoal e
colectiva. Gostei deste TOOK!!! Actualizado do país. Vou partilhar
porque está muito bom! Parabéns!Ver mais

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09 de fevereiro às 16:48 · CurtirCurtir (desfazer) ·
o

Luis Leitão Triste verdade esta que vivemos... Ver 2 Coliseus a


Ovacionar uma música ao primeiro verso e depois sair à rua e ver que
nada muda, nunca muda e continuamos neste adiar de vida onde os ricos
ficam mais ricos, e nós que até nem éramos pobres, para lá caminhamos
a passos largos...

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09 de fevereiro às 18:54 · CurtirCurtir (desfazer) ·

José Pedro Sousa

Caro José Manuel Fernandes, quando ambos participávamos no


politicamente.org, via-se aquilo às moscas porque era política... Porque
envolvia participação. É muito mais fácil saudar uma música dos
Deolinda do que efectivamente pensar nisso.

E... queremos o quê desta geração?

(fico contente de o ter encontrado por aqui, creio que se lembra das
discussões que tivemos naquele belo fórum)Ver mais

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09 de fevereiro às 19:35 · CurtirCurtir (desfazer) ·

José Pedro Sousa (bem, só agora é que vi a dimensão desta sua página,
certamente que não vai ler este post, e visto que o politicamente.org
fechou, ficará para outra altura, a discussão)

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09 de fevereiro às 19:39 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Andreia Amaral Parabéns! Um texto soberbo, mas de uma veracidade


brutal!
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09 de fevereiro às 21:28 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Helena Maria Marques

SEmpre a disparatar, frase sim, frase não.


Então e o professores, que há 30 anos que são colocados ora aqui ora
acolá, então os eternos do trabalho precáriio, chega o contrato ao fim, vai
para casa. O Zé Manel Fernandes mete muitas vezes a p...ata na poça, e
já se esqueceu que quem ganhou com a UE foram os patos bravos e os
governantes no poleiro há mais de trinta anos.Ver mais

quinta às 05:31 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando... ·


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Helena Maria Marques Aliás, para a geração mais nova que tenha um
apelido sonante, uma cunha aqui ou acolá há sempre um emprego à
espera e bem remunerado.

quinta às 05:32 · CurtirCurtir (desfazer) · 1 pessoaCarregando... ·


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Miguel Ribeiro Como é possível escrever-se assim com esta


clarividência e ao mesmo tempo apoiar a continuidade sim CAVACO
SILVA atormentado o futuro deste pais! Se quisesse fazer algo pelo pais
já tinha tido oportunidades.

quinta às 09:38 · CurtirCurtir (desfazer) · 2 pessoasCarregando... ·


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Helena Maria Marques


ONtem estava brava lol, mas culparem-nos de tudo.

Os jovens não têm trabalho, e eu tenho dois filhos um que faz 23 anos
para o mês que vem e uma menina com 17 que vai entrar na faculdade
em Outubro. Mas vejo-os a eles e à maioria da juventud...e muito
conformada e queixinhas. A revolução podia ser feita por eles.
Que ainda têm saude e não têm encargos, mas os bens materiais ocupam
o lugar cimeiro.

Creio que não o ofendi, se o fiz peço desculpa, passo noites sem dormir.

Um abraçoVer mais

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quinta às 12:10 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Helena Maria Marques E sou pouco politicamente correcta.

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quinta às 12:11 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Maria Nazaré Esta é a geração "sem vida". Trabalham poucos e apenas


para pagar despesas e comer... pouco! :(

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quinta às 22:28 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Abel Cunha Gostei, muito clara a sua visão... vou partilhar

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sexta às 16:38 · CurtirCurtir (desfazer) ·

Clarisse Geraldes SÓ HÁ UMA ALTERNATIVA O PAIS INTEIRO


BOICOTAR QUALQUER TIPO DE ELEIÇÕES,O PAIS INTEIRO
VOTAR EM BRANCO.
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Ontem às 22:04 · CurtirCurtir (desfazer) ·

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