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Verbo

De acordo com o dicionário Aurélio, verbo é a palavra que designa ação,


estado, qualidade ou existência. Pode indicar ainda um fenômeno
meteorológico.

O verbo apresenta flexões de:

• modo (indicativo, subjuntivo e imperativo),


• tempo (presente, pretérito e futuro),
• número e pessoa (singular e plural) e (1ª, 2ª e 3ª),
• voz (ativa, passiva e reflexiva).

Vejamos cada uma das flexões separadamente:

Modo

Indicativo: Ação a ser consumada com certeza.

Exemplo: Trabalho neste sábado.

Subjuntivo: Ação duvidosa, incerta.

Exemplo: É provável que trabalhe neste sábado.

Imperativo: Indica ordem, pedido ou conselho.

Exemplo: Trabalhe neste sábado para descansar no outro.

Tempo

Presente: Ação que ocorre no momento em que se fala.

Exemplo: O carro passa correndo na rua.

Pretérito: Ação ocorrida em um momento anterior ao presente.

Exemplo: O carro passou correndo na rua.

Futuro: Ação que irá ocorrer posteriormente ao tempo presente.


Exemplo: O carro passará correndo na rua.

Número e pessoa

Número: corresponde ao verbo no singular ou no plural.


Pessoa: relação do verbo com a 1ª, 2ª, 3ª pessoa do singular ou do plural.

Exemplo: Vocês são bons amigos. (Sujeito está na 2ª pessoa do plural, logo,
o verbo estará concordando em número, ou seja, está no plural).

Voz:

Ativa: o sujeito é o agente da ação.

O rapaz consolou o irmão.

Passiva: o sujeito sofre a ação.

O irmão foi consolado pelo rapaz.

Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação.

O rapaz consolou-se assistindo um vídeo. (O rapaz consolou a si mesmo.)


https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/verbo-1.htm

A disciplina do amor – Lygia Fagundes Telles


Disponível em
http://4.bp.blogspot.com/__cJzBT_GbRo/SZnqk8DlT0I/AAAAAAAAAss/fNQY0y4gz9s/s1600-
h/cachorro_gd.jpg 
Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os
dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da
tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu
passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam
faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos, para
logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou
de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em
pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia,
ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então,
disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem
morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram
prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o
compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se
esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um  primo. Os familiares
voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era
jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno)
ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.

Disponível em:http://desmontandotexto.blogspot.com/2009/09/disciplina-do-amor.html 

Disponível em: http://www.releituras.com/lftelles_bio.asp 


Quarta filha do casal Durval de Azevedo Fagundes e Maria do Rosário Silva Jardim de Moura, nasce
na capital paulista, em 19 de abril de 1923, Lygia de Azevedo Fagundes, na rua Barão de Tatuí. Seu
pai, advogado, exerceu os cargos de delegado e promotor público em diversas cidades do interior
paulista (Sertãozinho, Apiaí, Descalvado, Areias e Itatinga), razão porque a escritora passa seus
primeiros anos da infância mudando-se constantemente. Acostuma-se a ouvir histórias contadas pelas
pajens e por outras crianças. Em pouco tempo, começa a criar seus próprios contos e, em 1931, já
alfabetizada, escreve nas últimas páginas de seus cadernos escolares as histórias que irá contar nas
rodas domésticas. Como ocorreu com todos nós, as primeiras narrativas que ouviu falavam de temas
aterrorizantes, com mulas-sem-cabeça, lobisomens e tempestades. [...]  
Disponível em:
http://www.releituras.com/lftelles_bio.asp 
1. Como se caracteriza o narrador desse conto? Comprove sua resposta com palavras do texto.
Narrador Testemunha “Mas eu avisei que o tempo era de guerra”
2. Explique o título do conto: Disciplina do amor.
Como se fosse regras do amor
3. Um fato passado pode ser referido de três maneiras distintas:
Pretérito perfeito: expressa uma ação ou um fato concluído no passado.
Pretérito imperfeito: expressa um fato ou uma ação habitual ou que  acontecia com frequência no
passado; pode também indicar uma ação que teve continuidade no passado.
Pretérito mais que perfeito: indica um fato que ocorreu no passado antes de outro fato também no
passado.
a. Releia o texto e responda: qual o tempo verbal predominante?
Pretérito imperfeito
4. Releia o primeiro parágrafo do texto:
Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias,
pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da
tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu
passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam
faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos.
Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá
longe.
Justifique a predominância dos verbos no pretérito imperfeito do indicativo neste trecho.
Foi morto na guerra, por um bombardeio.
O fato mudou drasticamente a rotina do animal, mas ficar todo dia à espera dele, isso não
mudou.
4. Justifique o emprego do pretérito perfeito na passagem seguinte:
O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança.
O emprego do verbo " morreu " no passado, foi usado pois o jovem já havia morrido em algum
bombardeio que ocorreu e o cachorro segui em frente
5. Em uma narrativa  empregam-se verbos no pretérito perfeito  para representar situações
passadas concluídas  e o pretérito imperfeito para se fazer descrições de ambientes e
personagens, bem como de suas ações habituais.
Responda:
Qual desses tempos verbais é responsável pela progressão do texto? Justifique sua resposta.
O "pretérito perfeito", indica a ação momentânea, determinada no tempo.
O "pretérito imperfeito "exprime a ação durativa, e PROGRESSIVA ,não limitada no tempo.
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=28506

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