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ENGENHARIA XXXXXX

NOME

MANUTENÇÃO EM UM ELEVADOR

Cidade
2021
NOME

MANUTENÇÃO EM UM ELEVADOR

Trabalho apresentado à Universidade UNOPAR, como


requisito parcial para a obtenção de média semestral nas
disciplinas de Cálculo Diferencial e Integral III; • Física
Geral e Experimental: Energia; • Desenho Técnico;
• Desenho Auxiliado por Computador; • Princípios de
Eletricidade e Magnetismo.

Professor:
• Alessandra Negrini Dalla Barba;
• Fernando Gargantini Graton;
• Rennan Otavio Kanashiro;
• Katielly Tavares dos Santos;
• Jenai Oliveira Cazetta

Tutor (a): XXXXXXXXX

Cidade
2021

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................4
2 DESENVOLVIMENTO...........................................................................................5
TAREFA: DESENHO DO ELEVADOR......................................................................5
TAREFA: ESTUDO DO MOMENTO DE INÉRCIA...................................................7
TAREFA: ANÁLISE DO MOVIMENTO DO ELEVADOR..........................................9
3 CONCLUSÃO......................................................................................................12
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................13

3
1 INTRODUÇÃO

Os elevadores brasileiros começaram a ser fabricados em 1918. Era o


cabineiro, girando uma manivela, que fazia com que o elevador subisse ou
descesse. As portas eram abertas e fechadas manualmente. [4]
Com a construção de edifícios mais altos, o transporte movido à manivela foi
substituído por sistemas elétricos mais complexos que dispensavam o serviço dos
cabineiros. [4]
Com a evolução tecnológica e a construção de edifícios cada vez mais
sofisticados, a saída para os prédios antigos foi a modernização. Na Europa, a
indústria de elevadores é um dos termômetros que mede o volume de negócios
gerados pela recuperação de imóveis. Cerca de 30% dos contratos firmados pelos
fabricantes referem-se à modernização do transporte vertical em prédios antigos.
Nos Estados Unidos, o processo iniciou-se nos anos 70 e, no Brasil, nos anos 80.[4]
O principal objetivo desse trabalho é solucionar situações do dia a dia de um
engenheiro, aplicando conhecimentos relacionados as disciplinas do quarto
semestre do curso.
Os integrantes desse trabalho integram o grupo denominado “Engenheiros da
WL Elevadores”, os quais foram designados responsáveis por solucionar o problema
de uma falha mecânica em um determinado elevador ao qual será necessário alterar
o sistema e verificar os ajustes que devem ser realizados em um edifício comercial.

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2 DESENVOLVIMENTO

TAREFA: DESENHO DO ELEVADOR


Dentro deste tema abordado podemos obter uma vasta aprendizagem nas
disciplinas estudadas desse semestre, englobando diversos temas assim como;
elementos da Física Geral e Experimental: Energia, Princípios de Eletricidade e
Magnetismo, Desenho Técnico e Cálculo Diferencial e Integral III.
Esta temática escolhida trata-se de uma situação cotidiana de um engenheiro,
na busca de uma solução de um problema.

Para o desenvolvimento do desenho técnico do projeto, algumas


características devem ser consideradas:
• O elevador deverá ter capacidade máxima para 13 pessoas;
• Deverá possuir as medidas mínimas previstas pelo fornecedor (ver Tabela 1);
• Para paredes da caixa de corrida, considerar largura de 15 cm;
• Para a espessura da cabina, considerar 30mm;
• Considerar a altura útil (AU) da cabina de 2400mm;
• O projeto deve possuir ao menos um tipo de hachura;
• O desenho deve ter medidas expressas em milímetros;

Tabela 1 - Dimensionamento: Elevador com máquinas sem engrenagem | contrapeso lateral

Fonte: Cabina Amazon - TK Elevator, 2021

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A seguir é apresentado o croqui do elevador desenvolvido seguindo as
características solicitadas no projeto:
Figura 1 - Croqui do Elevador

NOMES

Fonte: Autoria Própria


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Assim como foi solicitado, a Figura 1 foi desenvolvida à mão, mas destaca-se
que se fosse utilizado um software CAD, o projeto certamente seria desenvolvido
com um tempo menor, aumentando a produtividade e garantindo a qualidade do
projeto. Além de possibilitar a realização de simulações e fornecer um visual mais
moderno.

TAREFA: ESTUDO DO MOMENTO DE INÉRCIA


A seguir, é determine o momento de inércia de área associado ao elevador,
considerando que a caixa retangular (cabina) corresponde ao sólido, no espaço
cartesiano, delimitado pelos planos 𝑥 = 0, 𝑦 = 0 e 𝑧 = 0 e pelas medidas da cabina,
conforme a tabela de dimensionamento (Tabela 1), com uma altura de 2400 mm, em
conformidade com o desenho construído na Figura 1. E assumindo que a densidade
do material do elevador é constante (𝑘).

Figura 2 – Representação da cabina do elevador


b=1500mm
h=2400mm

CG


Fonte: Autoria Própria

• Integral do momento de inercia:


Ix= ∫ y 2 dA ( 1 ) ; Iy= ∫ x 2 dA (2);
• Considerando o centro gravitacional de um retângulo, resolvendo a integral tem-
se que:
h3 . b ( ) h . b3
Ix= 3 ; Iy= (4 );
12 12
Utilizando os dados ilustrados na Figura 2 para aplicação nas equações 3 e 4,
obtém-se os resultados apresentados a seguir:
h3 . b 2,43∗1,5 4
Ix= = =1,728 m ;
12 12
h . b3 2,4∗1,53 4
Iy= = =0,675 m ;
12 12

7
• Considerando o ponto de y’ e x’ destacado na Figura 2, tem-se que:
h3 .b h 2 h3 .b
I x ' =Ix + A . d 2=
12 ()+h∗b∗
2
=
3
(5);

3 2 3
h.b b h.b
+ h∗b∗( ) =
' 2
I y =Iy+ A . d = (6) ;
12 2 3
Aplicando os valores ilustrados na Figura 2 nas equações 5 e 6, obtém-se os
resultados apresentados a seguir:
h3 . b 2,43∗1,5 4
Ix '= = =6,912 m ;
3 3
h . b3 2,4∗1,53 4
Iy '= = =2,700 m ;
3 3

Levando em consideração o movimento de rotação, temos o conceito de


inércia rotacional: um objeto que roda em torno de um eixo tende a permanecer
rodando em torno desse mesmo eixo, a menos que sofra algum tipo de interferência
externa. Que é representada pelo eixo que sai do motor. Já o movimento de
translação de acordo com a primeira lei de Newton só é dado em relação ao eixo de
rotação e depende da distribuição de massa em relação a esse eixo, para que
comece ou termine sua translação. Ou seja, consideração um motor, só terá
movimento de translação se houve movimento de rotação no eixo do motor.
Ao contrário da massa inercial (escalar), o momento de inércia ou tensor de
inércia também depende da distribuição da massa em torno de um eixo de rotação
escolhido arbitrariamente.
Quanto maior o momento de inércia de um objeto, mais difícil é girar ou
mudar sua rotação. A parte da massa mais afastada do eixo de rotação tem uma
contribuição maior para o aumento do momento de inércia.
Um eixo rotativo alongado tem a mesma massa de um disco girando em
relação ao seu centro e seu momento de inércia é menor que esse valor. Sua
unidade de medida é SI, e a unidade é o quilograma multiplicado pela unidade metro
ao quadrado (kg • m²). Na mecânica clássica, o momento de inércia também pode
ser chamado de inércia rotacional, ou seja, o momento polar de inércia.
Para o movimento plano de um objeto, as trajetórias de todos os pontos
ocorrem em um plano paralelo, e a rotação ocorre apenas em torno de um eixo

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perpendicular ao plano. Nesse caso, o objeto tem um único momento de inércia
medido em torno desse eixo.
Em mecânica, o momento de inércia, ou momento de inércia de massa,
expressa o grau de dificuldade em se alterar o estado de movimento de um corpo
em rotação. O momento de inércia desempenha na rotação um papel equivalente ao
da massa no movimento linear. "Um corpo em repouso tende a permanecer em
repouso, e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento." Ou seja,
Força inicial nula.
No caso em estudo, se o CG (centro de gravidade) for alterado (diferente de
quando o elevador está vazio), também ocorrerá alteração no momento de inércia. A
massa também sofrerá alterações, dependendo da distribuição de massa total dos
indivíduos presentes no elevador.

TAREFA: ANÁLISE DO MOVIMENTO DO ELEVADOR

A seguir na Figura 3 é ilustrado o diagrama representativo do indutor


solenoide estudado nesse trabalho:
Figura 3 - Diagrama indutor solenoide

Fonte: Trabalho em estudo

Dados:
• Espiras (N) total de 4500
• Espira com diâmetro (d) de 5 cm
• Comprimento (L) de 45 cm
• O ferromagnético com µr = 500
• Corrente (I) de 32 A
• Permeabilidade vácuo µ0
• Fluxo magnético (φ) de 0,5 Wb mínimo de torque para movimentar o elevador

Considerando que:

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• φ = B · A (5), Onde: φ = Fluxo Magnético que passa no solenoide dado em
Weber (Wb).
• N= Número de espiras circulares
• B= Campo magnético que passa em cada espira circular dado em Tesla (T).
• A = Área da seção transversal de cada espira que é um círculo dado em m².
• Θ é o ângulo entre o vetor campo magnético e o vetor normal a superfície
considerada que é um círculo e nesse caso aqui o ângulo é 0 e então o cosseno
é1. Temos calculado por leis da física como lei de Biot-Savart ou lei de Ampere
que o campo magnético que passa em uma espira circular é:
µ ·∗i∗N
• B= (6), onde B = Campo magnético que passa em cada espira circular
L
dado em Tesla (T)
• µ = µ0 · µr é a permeabilidade magnética do meio, µ0 é a permeabilidade
magnética do vácuo e µr é a permeabilidade relativa que relaciona a do vácuo e
a do meio.
• Sendo que i é a corrente que passa em cada espira dado em Ampere (A) R é o
raio da espira. L é o comprimento do indutor.
A seguir é apresentando todos os cálculos realizados para obter-se o fluxo
magnético sobre o indutor da Figura 3:

−7
µ 0∗µr∗i∗N ( 4 π∗10 )∗500∗32∗4500
B= = =201,061 T ;
L 0,45

φ=B∗A=B∗π∗r 2=201,061∗π∗0,0252=0,394 Wb ;

No problema em questão foi especificado que o fluxo magnético (φ) mínimo


de torque para movimentar o elevador é de 0,5 Wb, sendo assim o fluxo magnético
encontrado acima não atende as necessidades do motor elétrico. Tendo em vista
que as medidas do eixo são fixas, assim como a corrente e a permeabilidade
magnética, então para se obter o fluxo magnético de 0,5 Wb é necessário aumentar
a quantidade de espiras.

A seguir são apresentados os cálculos da quantidade espiras necessárias


para se obter o fluxo magnético de 0,5 Wb:

φ=B∗A ; 0,5=B∗π∗0,0252 ;

10
0,5
B= =254,647 T ;
π∗0,025 2

B∗L 254,647∗0,45
N= = =5699,316 espiras ;
µ 0∗µr∗i ( 4 π∗10−7 )∗500∗32

N ≈ 5700 espiras

Dessa forma, conclui-se que para que o indutor obtenha torque necessário
para movimentar o elevador, levando em condição as condições apresentadas
anteriormente, serão necessárias no mínimo 5.700 espiras.

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3 CONCLUSÃO
Com o projeto desenvolvido um conhecimento técnico de mercado de
trabalho, na área de elevadores, a operação de equipamentos e peças, e termos
comuns usados em tais máquinas e equipamentos.
Além disso, foi necessário aplicar os conteúdos relacionados ao cálculo, a
física geral e dos princípios de eletricidade e magnetismo e desenvolver e interpretar
desenhos, projeções e projetos mecânicos e arquitetônicos dentro dos padrões
normativos para solucionar esse problema. Dessa forma se aprofundando em
conhecimento sobre motores CA, que envolveu a teoria da máquina e o processo de
dimensionamento para cada tipo de aplicação e requisitos.
Fazendo-se uma análise geral dos resultados, observa-se que é possível
solucionar a falha mecânica do elevador de um edifício comercial estudado, sendo
necessário aumentar a quantidade de espiras do indutor, de 4500 espiras para 5700
espiras, que fornecerá o fluxo magnético (φ) mínimo de torque para movimentar o
elevador de 0,5 Wb.
Conclui-se que para a elaboração desse trabalho foi de fundamental a
importância para o crescimento intelectual e profissional de cada integrante do
grupo, pois, impulsionou a cada um, a procurar e solucionar o problema enfrentado,
de uma falha mecânica de um determinado elevador de um edifício comercial.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] ABNT NBR 16858-1:2020 Versão Corrigida:2020. Elevadores – Requisitos de


segurança para construção e instalação Parte 1: Elevadores de passageiros e
elevadores de passageiros e cargas. Associação Brasileira de Normas Técnicas.
2020.

[2] Cabina Amazon. TK Elevator. Disponível em: <https://www.tkelevator.com/br-pt/pr


odutos-e-solu%C3%A7%C3%B5es/elevadores/amazon/>. Acesso em xxxxxx

[3] DINÂMICA. Fabiana Dias. <https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/fisica/


dinamica>. Acesso em xxxxx

[4] A HISTÓRIA DO ELEVADOR. Rays Elevadores.


<https://www.rayselevadores.com.br/noticias/a-historia-do-elevador> Acesso em
xxxxx

[5] O que é um indutor. Henrique Mattede. <https://www.mundodaeletrica.com.br/o-


que-e-um-indutor/>. Acesso em xxxxx

[6] Tabela para cálculo de momentos de inércia. Ezequiel Borges.


<https://www.tudoengcivil.com.br/2018/07/momento-de-inercia.html>. Acesso em
xxxxx

[7] História do Elevador. DANTAS, Tiago. <https://brasilescola.uol.com.br/historia/hi


storia-elevador.htm> Acesso em xxxxx

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