Você está na página 1de 6

13/05/2021 SEI/GDF - 61288668 - Termo de Referência

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL
Superintendência de Licenciamento Ambiental
Diretoria de Licenciamento VI
Termo de Referência - IBRAM/PRESI/SULAM/DILAM-VI

TERMO DE REFERÊNCIA PARA LEVANTAMENTO DE FAUNA

1. ORIENTAÇÕES GERAIS

O estudo deverá se basear em informações primárias a partir de levantamento in loco, com metodologia a ser
definida e apresentada pelo responsável técnico (havendo pelo menos uma incursão em campo no período chuvoso
e outra no período seco), e informações secundárias advindas de estudos ambientais de empreendimentos
localizados nas proximidades da Área Diretamente Afetada (ADA);

As informações advindas de estudos ambientais de empreendimentos localizados nas proximidades da Área


Diretamente Afetada deverão ser apresentadas atualizadas e em formato espacial padronizado;

Deve ser realizada a solicitação de autorização específica para o BRASÍLIA AMBIENTAL, para a coleta e
captura dos táxons necessários (mastofauna, herpetofauna, ictiofauna e entomofauna) com a apresentação
dos documentos:

Plano de Trabalho contendo os itens I, II, VI, VII e VIII descritos no item 2 deste documento

Documentos dos técnicos especialistas (ART, CTF, registro no IBRAM e Currículo Vitae);

Comprovante de pagamento do preço público de análise;

Carta de aceite de instituição científica, para os espécimes coletados.

O Cronograma do levantamento de fauna, em campo, deve ser encaminhado ao BRASÍLIA AMBIENTAL com
antecedência mínima de 15 dias, para acompanhamento dos procedimentos pela área técnica do BRASÍLIA
AMBIENTAL, caso esta entenda como necessário;

Os documentos necessários para cada membro da equipe são: currículo, certificado de regularidade junto ao
Cadastro Técnico Federal, ART e cadastro de profissionais do BRASÍLIA AMBIENTAL.

Para elaboração do delineamento amostral e sugestões de técnicas recomenda-se que seja utilizado como
parâmetro o livro da conservação internacional intitulado Core Standardized methods for rapid biological field
assessment. o handbook é gratuito e está disponível on line no
link https://www.conservation.org/publications/Documents/CI_Biodiversity-Handbook.pdf

Deve-se informar de forma clara o tamanho, em hectares, das áreas de influência do empreendimento: ADA (área
diretamente fetada), AID (área de influência direta) e AII (área de influência indireta).

O estudo também deverá apresentar uma tabela com o esforço que foi empregado para cada táxon, conforme
exemplo abaixo:

Metodologia Esforço por ponto nº pontos Cálculo Esforço total por campanha

Busca a va 12horas/homem 4 12 h x 4 pontos x 2 pessoas 96 horas.homem ou 72 km

A fim de padronizar a apresentação de dados e medida de esforços amostrais entre os estudos no DF, foi elaborado
uma tabela de unidade de esforço por método de captura.

Tabela de Unidade de esforço por método de captura

https://sei.df.gov.br/sei/documento_consulta_externa.php?id_acesso_externo=433842&id_documento=70048434&id_orgao_acesso_externo=12… 1/6
13/05/2021 SEI/GDF - 61288668 - Termo de Referência

Tabela de Unidade de esforço por método de captura

Método de captura Variáveis consideradas Unidade de esforço

Número de observadores (identificação dos mesmos), horários de início e km percorrido e


Busca ativa
término, distância percorrida e área amostrada, quilometragem percorrida hora.homem

Contagem
Número de observadores, horários de início e término, distância km percorrido e
(transectos, por
percorrida e área amostrada, velocidade média hora.homem
exemplo)

número de estações
Número de observadores, horários de início e término, distância entre os
Censo Pontual de contagem e hora.
pontos, tempo em cada ponto, total de estações
homem

Armadilhas de Número de baldes, dimensões, alinhamento, altura da cerca guia, isca


nº balde.dia
interceptação e queda quando pertinente, horários de abertura e fechamento

Armadilhas número de armadilhas, horários de inicio e término, distância entre as


horas.armadilhas
Fotográficas armadilhas

Sherman e
número de armadilhas, dias em operação, iscas armadilhas.noite
Tomahamk

área da rede em metros, o número de horas em que a rede permaneceu


Redes de neblina aberta, horário de abertura das redes, quantidade de dias em operação, m².h
número de redes abertas

Armadilhas do tipo
nº de armadilhas, horas em que as armadilhas permaneceram armadas,
Van Someren-Rydon armadilhas.hora
iscas
(VSR)

Armadilhas de
retenção/atração para armadilhas, dias de operação nº armadilhas.dia
entomofauna

Os dados secundários devem ser provenientes de estudos realizados a uma distância máxima de 10 km do
empreendimento.

Considerando a localização do empreendimento, devem ser realizadas ao menos três campanhas amostrais de
7 dias cada, contemplando a sazonalidade, com pelo menos uma das campanhas no período inicial das
chuvas. É importante ressaltar que a depender dos resultados do Estudo apresentado, podem ser solicitadas
campanhas amostrais extras.

Poderão ser utilizadas câmeras-trap ou parcelas de areia para o registro de médios e grandes mamíferos durante o
levantamento de dados primários.

Deverá ser apresentado um quadro das espécies registradas que conste a seguinte classificação: ameaçada de
acordo com a lista MMA; Classificação na IUCN; Distribuição restrita (habitat específico); se consta nos anexos
CITES; espécies de importância econômica, bioindicadoras e migratórias.

https://sei.df.gov.br/sei/documento_consulta_externa.php?id_acesso_externo=433842&id_documento=70048434&id_orgao_acesso_externo=12… 2/6
13/05/2021 SEI/GDF - 61288668 - Termo de Referência

Para classificação das espécies migratórias o estudo deverá ater-se a Portaria nº 12, de 23 de janeiro de 2018/MMA
que torna pública a lista das espécies migratórias de animais silvestres.

Para classificação das espécies exóticas invasoras do DF o estudo deverá ater-se a Instrução Normativa SEI-GDF
n.º 409/2018 - IBRAM/PRESI que reconhece a lista oficial de espécies exóticas invasoras do Distrito Federal e dá
outras providências.

Para classificação das espécies ameaçadas o estudo deverá observar as Portaria MMA nº 444, de 17 de dezembro
de 2014 e a lista da International Union for Conservation of Nature (IUCN).

A tabela de atributos que apresenta os pontos de encontro dos espécimes deve ser preenchida em letra minúscula,
com "_" no lugar do espaço, seguindo o modelo abaixo:

X Y Data Hora Espécie Nome Popul Grau de ameaça Registro

199752,04 8264873,96 31/12/2047 14:36 puma_concolor onca_parda VU rastro

197979,24 8200000,52 21/02/2025 09:26 euphractus_sexcinctus tatu_peba NC visual

Os resultados deverão ser apresentados com a subdivisão dos itens: "espécies ameaçadas de extinção', "espécies
endêmicas", "espécies de importância econômica" e "espécies de importância ecológica/vetores de doenças"

Deve ser apresentado um mapa com os pontos das espécies endêmicas, exóticas e ameaçadas identificadas para
cada grupo, quando for o caso.

2. APRESENTAÇÃO DOS PRODUTOS

A versão final do Estudo deverá ser entregue em formato digital, após revisão de português, e inserido no processo de
Levantamento de fauna relacionado ao processo de licenciamento ambiental de origem.

Deve ser apresentar arquivo georreferenciado contendo todos os pontos, transectos, trilhas e áreas de amostragem; pontos
de localização das espécies registradas; corredores ecológicos e Áreas prioritárias de Conservação; poligonal do
empreendimento e outras informações geoespaciais solicitadas ou necessárias para a compreensão do estudo. Cabe
observar que o SEI permite o upload das extensões de arquivos de georreferenciamento: geotiff; .shp; .shx; .dbf; .gml;
.geojson; .gqs; .kml.

Na apresentação dos arquivos geoespaciais com os pontos de localização das espécies registradas, deve ser incluída no
arquivo shapefile (ou em PDF ocerizado) a tabela de atributos contendo as colunas abaixo, informações em letra
minuscula e "_" no lugar de espaço, ou entre nomes compostos:

Coordenada X (projeção UTM, Datum SIRGAS 2000, 23S)

Coordenada Y (projeção UTM, Datum SIRGAS 2000, 23S)

Espécie

Nome popular

Data

Hora (usar marcação em 24h)

Tipo de registro (indivíduo, toca, rastro, pegada, restos, fezes, etc)

Imagem (incluir a foto do registro)

Vocalização (incluir o arquivo da gravação da vocalização, se este for o tipo de registro realizado, ou encaminhar
para o link do site "wikiaves", onde foi salvo o registro específico)

Deverá ser elaborado um mapa de área prioritárias para conservação.

https://sei.df.gov.br/sei/documento_consulta_externa.php?id_acesso_externo=433842&id_documento=70048434&id_orgao_acesso_externo=12… 3/6
13/05/2021 SEI/GDF - 61288668 - Termo de Referência

3. INFORMAÇÕES MÍNIMAS DO ESTUDO


I- INFORMAÇÕES GERAIS

1. Apresentação do empreendimento, responsáveis e contatos

2. Contextualização do processo

3. Objetivos

4. Localização do empreendimento em relação à Unidades de Conservação, Corredores Ecológicos e outras áreas


restritas nas proximidades (pode ser um mapa);

5. Áreas de Influência: ADA (área diretamente Afetada), AID (área de influência direta) e AII (área de influência
indireta) - (pode ser um mapa).

6. Detalhamento da paisagem das áreas de influência

7. Justificativa e definição da área de estudo e pontos de amostragem.

II - METODOLOGIAS DO DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA FAUNA

1. Levantamento de Dados Secundários:

1. Justificativa e relevância da fonte dos dados secundários;

2. Taxons: Mastofauna, avifauna, herpetofauna, ictiofauna e entomofauna (abelhas).

2. Levantamento de Dados Primários, apresentar as metodologias para:

1. Mastofauna;

2. Herpetofauna;

3. Ornitofauna;

4. Ictiofauna

5. Entomofauna, com enfase em Apoideas;

3. Justificativa da escolha dos pontos e áreas de amostragem;

4. Justificativa da escolha da técnica

5. Justificativa e tabela do esforço amostral

6. Se houver marcação dos animais capturados, informar a técnica de marcação planejada;

III - RESULTADOS

1. Caracterização dos pontos amostrais

2. Lista de Espécies encontradas, com fotos;

3. Esforço amostral;

4. Quantidade e espécie dos animais coletados e encaminhados para coleção;

5. Tabela de Classificação (status de conservação, endemismo, valor econômico e ecológico - bioindicadoras,


invasoras e migratórias); - pode ser colocada nos anexos;

6. Ajustes da metodologia necessários na execução e justificativa;

7. Análise de dados dos grupos de fauna

1. Índices de Diversidade
https://sei.df.gov.br/sei/documento_consulta_externa.php?id_acesso_externo=433842&id_documento=70048434&id_orgao_acesso_externo=12… 4/6
13/05/2021 SEI/GDF - 61288668 - Termo de Referência

2. Curva de Acumulação de espécies

3. Curva de Rarefação e estimador de riqueza com intervalo de confiança.

4. Abundância Relativa

5. Discussão quanto às espécies encontradas;

6. Áreas prioritários para conservação

7. Índice Pontual de Abundância (apenas para ornitofauna)

8. Mapas georreferenciado;

9. Geolocalização, Imagens e Gravações;

IV - DISCUSSÃO

1. Descrição geral dos resultados;

2. Impactos previsto do empreendimento sobre a fauna;

3. Análise dos possíveis cenários, com enfoque no mais provável

4. Discussão dos especialistas, contemplando a viabilidade, inviabilidade e ou necessidade de replanejamento do


empreendimento

5. Propostas de Mitigação

6. Estratégias para manejo/ações das espécies exóticas registradas.

7. Propostas de monitoramento;

V- PROTOCOLO PARA SUPRESSÃO

1. Direcionamento da Supressão;

2. Metodologia de Afugentamento/resgate;

3. Procedimento para tocas e ninhos

4. Equipe envolvida

VI - CRONOGRAMA EXECUTIVO

1. Cronograma do levantamento;

2. Cronograma da intervenção

VII - EQUIPE TÉCNICA

VIII - REFERÊNCIAS BILBIOGRÁFICAS

IX - ANEXOS

1. Mapa com os pontos das espécies encontradas para cada táxons

2. Mapa de áreas prioritárias para conservação

https://sei.df.gov.br/sei/documento_consulta_externa.php?id_acesso_externo=433842&id_documento=70048434&id_orgao_acesso_externo=12… 5/6
13/05/2021 SEI/GDF - 61288668 - Termo de Referência

3. Arquivos geoespaciais, com tabelas de atributos, apresentando os shapes de:

1. pontos, transectos e áreas amostrais;

2. pontos dos espécimes encontrados (dados brutos) para cada táxon, contendo tabela de atributos

4. Fotos dos animais registrados durante a coleta

5. outros anexos

Documento assinado eletronicamente por FERNANDA ZANINI MINEIRO SCHEINER -


Matr.0183968-3, Analista de A vidades do Meio Ambiente, em 12/05/2021, às 14:44,
conforme art. 6º do Decreto n° 36.756, de 16 de setembro de 2015, publicado no Diário Oficial
do Distrito Federal nº 180, quinta-feira, 17 de setembro de 2015.

A auten cidade do documento pode ser conferida no site:


h p://sei.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?
acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
verificador= 61288668 código CRC= 374819F5.

"Brasília - Patrimônio Cultural da Humanidade"

SEPN 511, BLOCO C - Bairro Asa Norte - CEP 70750-543 - DF

00391-00009195/2020-12 Doc. SEI/GDF 61288668

https://sei.df.gov.br/sei/documento_consulta_externa.php?id_acesso_externo=433842&id_documento=70048434&id_orgao_acesso_externo=12… 6/6

Você também pode gostar