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ProEpi - Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo

2ª Edição

Agosto de 2018
Copyright © 2018, Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de
Campo.

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Sobre a ProEpi

Fundada em 2014, a Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de


Campo une pessoas comprometidas com a saúde pública e estimula a troca de
ideias e o aperfeiçoamento profissional entre elas. Ofertando dezenas de horas
de conteúdo profissionalizante em nossa plataforma de ensino a distância,
curadoria de notícias, treinamentos presenciais e a mediação de oportunidades
de trabalho nacionais e internacionais, a ProEpi busca contribuir para o
aprimoramento da saúde pública no Brasil e no mundo.

Apenas nos últimos dois anos, 5 materiais de ensino a distância já alcançaram


mais de 3.000 pessoas pelo Brasil e países parceiros, como Moçambique,
Paraguai e Chile, e mais de 30 treinamentos levaram os temas mais relevantes
para profissionais de saúde pública, como comunicação de risco e investigação
de surtos. Além do público capacitado com nossos conteúdos educacionais,
unimos 10.000 seguidores no Facebook e impactamos semanalmente cerca de
30.000 com nossa curadoria de notícias.

A ProEpi também atua na resposta a emergências de saúde pública ao redor do


mundo. Foram mais de duas dezenas de profissionais de saúde enviados para
missões em Angola, Bangladesh e África do Sul que contribuíram para o bem
estar da população local e vivenciaram experiências de trabalho
transformadoras.

Você pode fazer parte dessa evolução ao tornar-se membro de nossa rede: converse conosco
escrevendo para contato@proepi.org.br
Sobre o curso online de Geoprocessamento em Saúde

Em um cenário com financiamento e profissionais de saúde escassos, é


importante tomar medidas para otimizar o uso desses recursos. Prioridades
precisam ser definidas e as informações para a tomada de decisão devem ser
tão precisas quanto possível.

Considerando que a tríade epidemiológica - um conceito amplamente utilizado


em epidemiologia - explica a ocorrência de doenças relacionando tempo, pessoa
e lugar, desde 2017 a ProEpi oferece à comunidade uma capacitação que trata
deste terceiro fenômeno: o lugar.

Atentos às opiniões que recebemos dos nossos mais de 1.400 alunos,


reformulamos o curso para deixá-lo mais acessível, completo e ilustrado. O que
não mudou foi o nosso objetivo: preparar profissionais de saúde para gerar e
analisar informações espaciais e utilizá-las no aprimoramento dos serviços
prestados à população.

Partindo de conceitos básicos de geografia e cobrindo até indicadores de saúde,


as aulas têm convites para que o aluno reflita sobre sua realidade local e interaja
com seus colegas, além de exercícios que destacam os principais temas
abordados e deixam o estudante mais preparado para as aplicações práticas.

Bons estudos!
Sumário

AULA 1 – INTRODUÇÃO A CARTOGRAFIA ................................................................. 1


1- História da Cartografia ..................................................................................... 1
2- Forma da Terra ................................................................................................ 2
3- Projeções Cartográficas ................................................................................... 6
4- Sistemas de Coordenadas ............................................................................... 9
5- Orientação ...................................................................................................... 12
6- Escalas ........................................................................................................... 13
7- Cartografia e Saúde ....................................................................................... 18
8- Usando softwares para representações geográficas: O QGISTM ................... 22
INSTALANDO O QGIS ............................................................................................. 22
FUNÇÕES INICIAIS.................................................................................................. 25
Perguntas sobre o exercício prático.......................................................................... 35
REVISÂO .................................................................................................................. 35
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÀFICAS ............................................................................. 38
AULA 1 – INTRODUÇÃO A CARTOGRAFIA

1 - História da Cartografia

A história dos mapas é tão antiga que se confunde com a própria história da
humanidade (IBGE,2018)

Antes mesmo de saber escrever, o homem já buscava formas de representar o


espaço onde vivia. Ainda na antiguidade surgiram as primeiras preocupações
com a distribuição de fenômenos e a pergunta básica deixou de ser “onde
estamos?” para se tornar “quais relações espaciais acontecem aqui?”

Os gregos foram os precursores da cartografia


sistemática e planejada, motivados principalmente
por estratégias militares. Aristóteles, conhecido
filósofo grego, foi um dos primeiros a ir contra a
visão da época e argumentar que a Terra é redonda.
Erastóstenes, algumas centenas de anos depois, foi
o primeiro a calcular suas dimensões, elaborar as
noções de esfericidade da Terra, desenvolver o
sistema de coordenadas geográficas e desenhar as
primeiras projeções cartográficas (ROSA, 2004). Busto de Aristóteles

A Cartografia, portanto, é a ciência e a arte de expressar informações a partir


de mapas ou cartas. É ciência por depender basicamente de conceitos da
astronomia, geodesia e matemática e é arte por se utilizar de elementos como
linhas, símbolos e cores seguindo as leis da estética para se obter mapas
informativos e harmoniosos (IBGE ,2018).

Atualmente, bastam alguns toques no celular para acessar um mapa, mas como eles
eram feitos antigamente? Acesse o link abaixo e descubra a história da cartografia.

Clique aqui

bit.ly/HistoriadaCartografia

1
Veja também um breve vídeo sobre a “HISTÓRIA DOS MAPAS” clicando no link
abaixo.
Clique aqui
bit.ly/video_HISTORIADOSMAPAS

Como a cartografia pode ajudar na


área da saúde?

O artigo CARTOGRAFIA, TERRITÓRIO E PODER: DIMENSÃO TÉCNICA E


POLÍTICA NA UTILIZAÇÃO DE MAPAS, de Antônio Teixeira Neto (2006), apresenta
razões para além do contexto da saúde, de se incorporar a utilização de mapas em
estudos cotidianos, discutindo principalmente os aspectos políticos e técnicos
intrínsecos à análises espaciais.Leia artigo acessando o link abaixo.

Clique aqui

bit.ly/artigo_cartografia

2 - Forma da Terra

Por muito tempo, estudiosos e cientistas acreditaram em distintas visões da


forma da Terra. Por algum tempo, por exemplo, acreditou-se que a Terra era
plana (De Carvalho, 1997). Durante a Idade Média, a Igreja era o centro máximo
de poder e os mapas eram desenhados conforme as crenças do catolicismo, de
acordo com sua visão das escrituras sagradas cristãs, e destacavam os símbolos
mais importantes para a religião.

Com o Renascimento, a cartografia, assim como a ciência de forma geral, voltou


a ser impulsionada e o conceito de esfericidade foi retomado. Durante a época,
a produção de mapas cresceu muito por causa das Cruzadas e das Grandes
2
Navegações - explorações que levaram ao descobrimento de novos espaços e
fizeram necessários novos mapeamentos (GURGEL, 2015a).

Nos séculos XVII ao XIX, a cartografia incorporou técnicas da astronomia,


agrimensura e geometria que possibilitaram cartografar com cálculos mais
complexos e rigorosos. Foi nesse período em que as nações efetuaram o
primeiro “mapeamento sistemático oficial” de seus territórios. Também no
período, surgiram novos modelos para representações mais próximas da
realidade como os modelos de Isaac Newton.

Quando pensamos no formato da Terra, muitas vezes acreditamos que ela seja
simplesmente uma esfera, principalmente porque grande parte de sua superfície
está coberta por água e dá a impressão de ser um planeta regular. Além disso,
desde os anos 1960 a Terra é representada de forma esférica, graças às
imagens concebidas durante a corrida espacial, com a chegada do homem ao
espaço.

Entretanto, a imagem de esfera perfeita está mais relacionada com conceitos da


física, como a ótica, do que com a forma real da Terra. Hoje sabemos que a
Terra possui relevo bastante acidentado e irregular, com grandes cadeias de
montanhas como a Cordilheira dos Andes e a Cordilheira do Himalaia e grandes
depressões como a Fossa das Marianas.

Newton e Huygens afirmaram que a força gravitacional e a força de rotação


achatavam levemente os polos da Terra, e ela não teria um formato
especificamente esferoidal, mas sim de um elipsoide.

Modelo de um elipsoide. O eixo a é mais prolongado, enquanto o eixo b é achatado.

3
Pouco depois, no século XIX, Gauss e Listing introduziram um modelo
aperfeiçoado da Terra mostrando que além do achatamento dos polos, a
diferença altimétrica dos relevos resultavam em um formato de geoide, como
pode-se ver na imagem abaixo.

Esses modelos não se anulam, mas se complementam. Ou seja, são utilizados


de forma conjunta para se obter a abstração do espaço mais próxima da
realidade do local que se deseja mapear. Quando se relaciona a medida do
geóide com a do elipsóide, obtém-se um elipsóide de revolução que irá originar
as coordenadas dos pontos usados nos mapas e que permitirão o
georreferenciamento no espaço (GURGEL, 2015b).

Os sistemas geodésicos buscam o elipsóide de revolução que melhor se ajuste


ao geóide local. Em geral, cada país ou grupo de países adotou um elipsóide de
referência para ser utilizado em trabalhos geodésicos e topográficos.

Em 2006, o IBGE adotou como projeção cartográfica oficial para o Brasil o SIRGAS
2000. Outra projeção bastante utilizada é o WGS 84, pois sua projeção causa poucas
distorções no continente americano (GURGEL, 2015b).

4
Cada país ou grupo de países
adotou um elipsóide de referência
para ser utilizado em trabalhos
geodésicos e topográficos.

O Sistema de Referenciamento Geocêntrico das Américas (SIRGAS) é um sistema


de referência geodésico para as américas e é o sistema de referência para a
cartografia no Brasil, desde 2005. Entre 2005 e 2015 era permitido o uso de dois
desses sistemas: além o SIRGAS 2000, o SAD 69 (South American Datum 1969)
também era permitido. Desde de 2015, apenas o SIRGAS 2000 no Brasil.

Quando um mapa é elaborado em um sistema de referência diferente do SIRGAS,


seu uso não é compatível com outros dados, cartográficos ou não, usados em
sistemas de informação geográficas no Brasil (ou no país que utilizar o sistema).

Se o mapa não estiver no SIRGAS 2000 pode ser rejeitado por órgãos oficiais, além
de não conseguirmos uni-los ou processá-los com outros dados cartográficos que
utilizam o sistema. O uso de outros sistemas pode gerar inconsistências, por isso o
uso do SIRGAS 2000 é respaldado por lei.

Em 2017, a Companhia de
Desenvolvimento Habitacional do
Distrito Federal (CODHAB)
enfrentou esse problema,
rejeitando um mapa que não
possuía a codificação SIRGAS
2000. É importante ressaltar que o
QGIS permite a conversão de
projeções cartográficas para o
SIRGAS 2000. Isso será ensinado
nesse curso!

5
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mantém uma página com as questões
mais frequentes sobre os sistemas geodésicos! Lá você encontra algumas perguntas
sobre o SIRGAS 2000. Acesse o link abaixo e saiba mais.

Clique aqui
bit.ly/IBGE_SIRGAS2000

Essa especificação fica mais clara na imagem a seguir. Observe que a forma e
a posição do Canadá se alteram conforme se aproxima ou se distancia do
Equador e se adequa à projeção. O tamanho do país é o mesmo em todas as
posições, porém, a forma de representação distorce suas dimensões na escala
de representação.

Antigamente, as pessoas pensavam que a terra era redonda, depois de vários


estudos, aprendemos que a terra tem outro formato. Como é chamada a forma que
mais se assemelha ao formato da superfície terrestre? Marque a alternativa correta.

a. ( ) Esférica

b. ( ) Geoidal
c. ( ) Plana
d. ( ) Elipsoidal

3 - Projeções Cartográficas

6
Para representar as formas terrestres usamos projeções, que podem ser de
diversos tipos. As projeções cartográficas de Erastóstenes são representações
da superfície terrestre em um plano. Essas representações são a base para a
construção de um mapa, trazendo adequações e distorções para cada porção
do espaço. Existem três principais projeções (Mundo Educação, 2018). São elas:

Projeção cilíndrica: esta projeção representa os meridianos e paralelos da


Terra em um plano aberto. O mapa-múndi é um exemplo da projeção cilíndrica.

Projeção cônica: representa os paralelos em círculos concêntricos e os


meridianos retos convergem em direção a um polo.

7
Projeção plana ou azimutal: representa os paralelos em círculos concêntricos
e os meridianos irradiam do polo em linha reta. Um exemplo bastante conhecido
é o símbolo da Organização das Nações Unidas (ONU).

Você conheceu as principais projeções cartográficas! Para conhecer um pouco mais


sobre o assunto veja o texto “Projeções cartográficas: cilíndrica, cônica e azimutal”,
de Cláudio Mendonça, do UOL Educação que você pode acessar no link abaixo.

Clique aqui
bit.ly/Projecoescartograficas

Cada projeção tem uma finalidade distinta e a escolha de uma depende do objeto
de estudo. Para a confecção de cartas náuticas e aeronáuticas, por exemplo, se
utiliza a projeção plana. Para representar países ou regiões de latitudes médias
(30° a 60° de latitude norte ou sul) a melhor projeção é a cônica. E para
representar a Terra como um todo a ideal é a cilíndrica.

De acordo com o que você estudou sobre as projeções cartográficas, marque


verdadeiro ou falso.

a. ( ) A melhor projeção para confeccionar cartas náuticas é a projeção


cônica.

b. ( ) A projeção cônica converge em direção aos polos.

8
c. ( ) Para representar países ou regiões de latitudes médias (30° a 60° de
latitude norte ou sul) a melhor projeção é a cilíndrica.

d. ( ) Cada projeção tem uma finalidade distinta e a escolha de uma depende


do objeto de estudo.

Fonte: Estudos Kids (UOL)

4 - Sistemas de Coordenadas

O Sistema de Coordenadas aponta a localização precisa de pontos sobre a


superfície da Terra. Quando os meridianos e paralelos são interpolados, geram
uma rede quadriculada de linhas imaginárias, verticais e horizontais, que cortam
todo o globo terrestre, dando as medidas de longitude e latitude.

O Sistema de Coordenadas usado atualmente baseia-se na rede de


coordenadas cartesianas. O de maior utilização é o sistema cartesiano, em que

Fonte: Centeias, 2018


9
a posição de um ponto é definida através de um par de coordenadas x e y, e, em
alguns casos, por uma tríade sendo x (longitude), y (latitude) e z (altitude)
(GURGEL, 2015b)

. Sistema de Coordenadas Geográficas é o mais antigo sistema de coordenadas


e traz a localização de pontos a partir da intersecção de um meridiano a um
paralelo. Seu par de coordenadas se constitui da longitude (x) e latitude (y),
definidos a partir de uma rede geográfica.

A latitude é a distância em graus, minutos e segundos Norte ou Sul da linha do


Equador. A longitude é distância em graus, minutos e segundos Leste ou Oeste
do meridiano de Greenwich.

Fonte: Centeias , 2018

Outra forma de se localizar é utilizando coordenadas plano-retangulares


relacionadas à Projeção Universal Transversa de Mercator (UTM). A UTM foi
criada para delimitar as coordenadas retangulares em cartas militares, em
grande escala, em todo o mundo. O sistema UTM divide a superfície terrestre
em 60 fusos, com 6° cada, numerados a partir do antimeridiano de Greenwich.
Para cada fuso existe uma zona, que como pode ser observado na imagem, são
os quadrados entre as linhas (DOMINGUES).

10
Grade de coordenadas UTM- fonte: Compilado por Alan Morton

É importante diferenciar fusos UTM de fusos horários. Embora a ideia de ambos


seja dividir o planeta em raios, enquanto o fuso horário tem como função a
adequação das horas do dia em cada país, região ou conjunto de países, o fuso UTM
é uma forma de localizar de forma sistemática uma porção do espaço na Terra.

Representação dos Fusos horários no Mundo - fonte: desconhecida

Desde 1951 a União Geodésica e Geofísica Internacional tem proposto que o


sistema seja adotado universalmente e, em 1955, o IBGE o adotou em uma
tentativa de unificação dos trabalhos cartográficos para o mapeamento
sistemático do país.

11
Você acabou de estudar sobre os paralelos e meridianos. Para fixar esses
conceitos de maneira bem visual, clique no link abaixo e assista a um vídeo sobre o
tema.
Clique aqui

bit.ly/video_ParaleloseMeridianos

Entender o que são os paralelos e meridianos é essencial para localizar pontos no


planeta. Marque a alternativa que melhor explica o que são meridianos e paralelos.

a. ( ) São linhas imaginárias que dividem a Terra longitudinal e


latitudinalmente e possibilitam a orientação e localização de algo na superfície
terrestre.

b. ( ) São a interpolação de um par de coordenadas x e y em um plano


cartesiano.

c. ( ) São linhas imaginárias utilizadas para sistematizar as horas em


diferentes países, regiões ou conjunto de países.

d. ( ) São abstrações matemáticas para representar de forma adequada a


forma da Terra.

5 - Orientação

Uma das concepções cartográficas mais básicas é a representação dos pontos


cardeais em Leste (L), Oeste (O), Norte (N) e Sul (S). Esses indicadores apontam
a direção e a perspectiva do material. Todo mapa deve conter, no mínimo, a
indicação de norte geográfico para auxiliar na orientação do usuário
(DOMINGUES).

12
Rosa dos Ventos

Rosas dos ventos é uma representação gráfica dos 32 sentidos do ventos, que serve
de referência para a navegação geográfica. Em sua forma simplificada, a rosa dos
ventos pode apresentar somente os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste.
Uma forma bem popular também pode apresentar, além dos quatro pontos cardeais,
seus quatro principais pontos intermediários: noroeste, nordeste, sudeste e
sudoeste.

Sempre que elaborar um mapa,


indique a direção NORTE em sua
representação! Isso é importante
para conseguir referenciar e
comparar seu mapa com outros.

6 - Escalas

As formas de localização no espaço são associadas às escalas. A escala é uma


medida que apresenta a quantidade de vezes que uma área real foi reduzida para

13
ser representada em um estudo ou em um mapa. Ainda, segundo FABRIKANT
(2001), escala está relacionada ao tamanho dos objetos estudados e ao nível de
detalhe exigido para aquela finalidade.

Existem duas formas de apresentação da escala: numérica e gráfica.

A escala numérica é apresentada por uma fração onde o numerador é a


representação no mapa e o denominador é a extensão correspondente na
realidade. Por exemplo, cada unidade do mapa corresponde a 10.000 unidades
da área real, ou seja, um centímetro no mapa corresponde a dez mil centímetros
na realidade (GURGEL, 2015c).

Fonte: Brasil Escola, 2017

1
1:10.000 ou
10.000

Ao se trabalhar com escala numérica, deve-se representar os valores sempre


em centímetros, tanto no numerador que corresponde ao mapa, quanto no
denominador que corresponde à realidade espacial do evento especializado.

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A escala gráfica é apresentada como uma barra delimitada por subdivisões que
trazem a correspondência com o comprimento da realidade. Esse tipo de escala
é mais recomendado em mapas elaborados em Sistema de Informação
Geográfica, pois a distorção na reprodução dos materiais é comum e as
unidades podem ser alteradas. Ao usar uma escala gráfica, esse não se torna
um grande problema.

Fonte: Centeias, 2018

Fonte: Centeias, 2018

Outro ponto positivo no uso de escalas gráficas é a transformação das


dimensões gráficas no mapa em dimensões sem a necessidade de efetuação de
cálculos. Por exemplo:

Observe que cada subdivisão tem um tamanho proporcional à medida


correspondente ao terreno exposto no mapa. Desta forma, quando se utilizar
dessa medida representada na escala gráfica, será necessário apenas o uso de
uma régua ou compasso para transferi-la do mapa.

Na cartografia, quanto maior é o denominador da fração na escala, menores são


os detalhes apresentados no mapa. Ou seja, quando temos uma escala
pequena, representamos uma grande área, porém temos menor nível de
detalhamento. Na ordem inversa, quando temos uma escala grande,
representamos uma área muito menor, porém temos maior nível de detalhe.

15
Fonte: DATASUS, IBGE E CENTEIAS, 2018

As análises multiescalares, ou seja, análises que relacionam mais de uma escala,


permitem apontar particularidades locais e relacioná-las com os fatores que atuam
em demais níveis de determinação. A alteração da escala de análise pode, por
exemplo, evidenciar com antecedência processos epidêmicos nas cidades e orientar
o serviço de saúde em busca de intervenções mais direcionadas (XAVIER et al.,
2017).

Em estudos ecológicos, ou seja, que buscam relacionar fatores ambientais às


condições de saúde de uma região, devemos lembrar que as cidades são conectadas
em redes hierárquicas e áreas de influência. A posição hierárquica tem efeitos diretos
no processo saúde-doença das populações de cada cidade, bem como de sua área
de influência. A compreensão da rede urbana é fundamental para as análises de
difusão de doenças em diversas escalas, sejam a nível federal, global, municipal ou
distrital (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).

Redes hierárquicas é um conceito que define como cidades estão organizadas em


uma forma político-administrativa categorizada pelo seu poder de influência. Uma

16
cidade com grande poder econômico vai exercer uma influência sobre outra, com
menor poder econômico.

Por exemplo, São Paulo (capital) exerce certa influência em seus municípios
vizinhos, que possuem uma economia menor. Com isso esses influencia das grandes
cidades vão exercer uma influência sobre as outras formando redes

Áreas de influência é um conceito que define quais são as áreas que recebem
influência de um determinado centro de poder, seja político, econômico ou
administrativo.

Por exemplo, as 32 cidades que são consideradas regiões administrativas de Brasília


tem a mão de obra que abastece o Plano Piloto, ou seja, essas cidades são a área
de influência de Brasília.

Uma diferença de escala pode


interferir na sua análise do seu
objeto de estudo?

A cartografia, portanto, é a ciência e a arte de expressar informações a partir de


mapas ou cartas. É ciência por depender basicamente de conceitos da astronomia,
geodesia e matemática e é arte por se utilizar de elementos como linhas, símbolos
e cores seguindo as leis da estética para se obter mapas informativos e harmoniosos
(BRASIL, 2018).

De acordo com o que você viu sobre as escalas, marque verdadeiro ou falso.

17
a. ( ) Cartografia é a ciência e a arte de expressar informações a partir de mapas
ou cartas.

b. ( ) A escala pequena é a representação de uma grande área, porém temos maior


nível de detalhamento.

c. ( ) A escala é uma medida que apresenta a quantidade de vezes que uma área
real

d. ( ) A escala grande é a representação de uma menor área , porém temos maior


nível de detalhe representado

7 - Cartografia e Saúde

Atualmente, a cartografia tem incorporado tecnologias sofisticadas para construir


mapas interativos, precisos e que possibilitam novas formas de representação
do espaço. Se utiliza de técnicas de Sensoriamento Remoto (fotografias aéreas,
imagens de satélite), Sistemas Computacionais (programas de cartografia digital
e geoprocessamento de dados), Sistemas de GPS (Sistema de Posicionamento
Global) e Sistemas de Informações Geográficas (SIGs).

Entendemos, portanto, que mapas são essenciais para compreender distâncias,


fluxos, localizações, áreas com concentração de fenômenos (“hotspots”) ou
áreas de influência e/ou abrangência em estudos de diversas ciências. Na saúde
não é diferente!

A incorporação de mapas a estudos que buscam compreender os impactos de


fenômenos ou estruturas, ou mesmo a distribuição destes, à saúde das
populações inseridas nos contextos tem aumentado exponencialmente ao longo
do tempo. Os mapas são especialmente usados em ambientes de Vigilância em
Saúde, sendo muito úteis na aplicação de conceitos da Epidemiologia no
cotidiano dos serviços de saúde.

Até a segunda metade do século XIX, as causas das doenças não eram
conhecidas e por este motivo não era possível preveni-las de forma adequada.
Até então acreditava-se que as epidemias surgiam a partir de impurezas
presentes no ar e para preveni-las bastava impedir a propagação dos maus

18
odores vindos de pântanos, dejetos e substâncias em decomposição, bem como
a exalação de pessoas e animais doentes, os chamados miasmas. John Snow,
médico epidemiologista do século XIX, foi um dos opositores desta teoria.

Em 1854, em Soho, um bairro de Londres, ocorria o surto de cólera mais grave


da história da cidade. Os especialistas da época associavam a doença aos
miasmas e acreditavam que a doença se instalava nas pessoas pela boca. John
Snow coletou dados sobre os casos da doença e marcou em um mapa da cidade
a localização das residências das pessoas adoecidas (“BBC - History - Historic
Figures”).

O mapa que John Snow usou para especializar os casos de cólera, Londres, 1854

Observando a distribuição dos casos, Snow percebeu que havia concentração


de casos próximos a uma determinada bomba de água usada pelos moradores
atribuiu a ela a origem da doença. Quando a bomba foi interditada e removida,
os casos foram diminuindo até que a doença deixou de se manifestar na
população.

19
John Snow desenvolveu um
raciocínio sofisticado para a época,
não é mesmo? Você consegue
imaginar alguma aplicação da
cartografia aos seus estudos em
saúde?

Como vimos, a cartografia é uma ciência antiga, que integra diversas áreas do
conhecimento e que, com o passar do tempo, foi incorporando diversas técnicas
cuja compreensão é fundamental para atingir a excelência.

Uma forma de aplicarmos os conceitos estudados na aula é compreendendo a


forma de distribuição de dengue no Brasil. Devido a sua morbidade e
mortalidade, a dengue é considerada uma das arboviroses (doenças
transmitidas ao homem por insetos) mais importantes do mundo. Segundo o
Ministério da Saúde, nos últimos 50 anos a incidência de dengue aumentou 30
vezes e se expandiu geograficamente para novos países, pequenas cidade e
áreas rurais.

Nas Américas, o Brasil é o país com a maior quantidade de casos notificados e


óbitos causados pela doença e, desde a reinfestação do mosquito Aedes aegypti
em 1977, o país tem enfrentado diversas epidemias.

Buscando observar como a dengue tem se manifestado no Brasil, podemos


perceber com o mapa abaixo que, no ano de 2008, os estados com maior taxa
de incidência da doença foram Roraima, Sergipe e Rio de Janeiro.

Note que nosso estudo está partindo da escala global para uma escala nacional.
Embora seja uma escala pequena, nos permite identificar os estados que
apresentam as maiores taxas de incidência de doenças e agravos e, então,
priorizar locais para ações de contingência.

O estado do Rio de Janeiro possui 92 municípios e é considerado a porta de


entrada para a disseminação de novos sorotipos dengue, o que se deve ao fato

20
de ser uma das principais rotas turísticas do país e do mundo, principalmente na
estação do verão – mesmo período em que se verifica a maior quantidade de
casos da doença.

Fonte: Centeias, 2018

A análise agora deve partir para uma escala média ou grande, a fim de perceber
como a doença tem se distribuído entre os municípios, entre os bairros e, se
possível, entre os menores níveis de agregação disponíveis (quadras, conjuntos
habitacionais, etc).

Ao se produzir mapas, é essencial compreender como o formato da Terra


interfere diretamente nas representações do espaço cartografado e nas medidas
de representação.

No exercício desta aula teremos o primeiro contato com a cartografia digital. Na


próxima, aprofundaremos seus conceitos e apresentaremos as vantagens do
software QGIS e o porquê de se integrar técnicas de georreferenciamento e
geoprocessamento a estudos de saúde.

21
O uso de mapas pela saúde é
essencial para demonstrar a
espacialização de algum fenômeno,
organização do território e a gestão
das políticas em saúde.

8 - Usando softwares para representações geográficas: O QGIS TM

Existem diversos softwares que nos permitem realizar


georreferenciamento e geoprocessamento em saúde,
mas para o nosso curso usaremos o QGIS . O QGIS
TM TM

é um sistema de informação geográfica livre e aberto


que permite a cooperação de colaboradores ao redor
do mundo no aprimoramento das funções do
software. Nas próximas aulas, nos aprofundaremos
nessa ferramenta, por isso nosso primeiro exercício é
o download e instalação do programa.

INSTALANDO O QGIS

Para instalar o QGIS em seu computador, acesse o seguinte endereço eletrônico:


https://qgis.org/en/site/forusers/download.html. Observe que existe a disponibilidade
do programa para diferentes sistemas operacionais. Neste curso demonstraremos
como instalar a versão para Windows, por sua maior popularidade.

Clique aqui
bit.ly/DownloadQGIS

22
O primeiro passo é clicar no botão “Baixar para Windows”. A versão mais recente do
QGIS é a 3.0 e está disponível para processadores de 32 ou 64 bits. Para encontrar
o tipo de sistema operacional do seu computador, utilize o caminho: Menu iniciar >
Configurações > Sistema > Sobre > Tipo de sistema. Será aberta uma janela com
as informações do seu sistema e você saberá se seu computador é 32 ou 64 bits.

Como a maioria dos computadores atuais são do tipo 64 bits, vamos baixar a versão

QGIS Standalone Installer Version 3.0 (64 bit).

23
Ao fim do download, clique com o botão direito sobre o arquivo que baixou e
selecione a opção “Executar como administrador”. Na janela que se abrir, clique
em “Sim”. Na janela de instalação do QGIS, clique em “Próximo >”.

Em “Acordos da licença” clique em “Eu Concordo”. Clique em “Próximo >” e


“Instalar”.

Na última janela, clique em “Terminar”.

24
Na área de trabalho será criada uma pasta chamada QGIS 3.0. Clique duas vezes
sobre o atalho QGIS Desktop 3.0.1 para abrir o software.

FUNÇÕES INICIAIS

O arquivo mais utilizado em softwares GIS é o shapefile, arquivo que vem


acompanhado por pelo menos mais dois subarquivos. Esses arquivos podem ser
baixados nos diretórios de diversas unidades governamentais que fornecem dados
cartográficos. Nas próximas aulas visitaremos algumas dessas fontes de dados.

Com o QGIS aberto, vamos importar camadas para trabalharmos...

Na pasta de arquivos da plataforma EAD, você encontrará duas camadas: a camada


com as Unidades Básicas de Saúde da cidade de São Paulo no ano de 2007
(UBS_2007.shp) e a camada com os municípios do estado de São Paulo
(Municipios_SP.shp).

1. Na guia Camada da barra de ferramentas, você encontrará o Gerenciador de


Banco de Dados. Importaremos através dele os arquivos que utilizaremos no

QGIS. Para abrí-lo, você pode pressionar Ctrl + L ou clicar no ícone .

2. Selecione a aba Vetor, deixe o Tipo de Fonte como File (ou arquivo) e a
codificação em UTF-8. Em Fonte, localize a pasta com os arquivos do exercício

clicando no botão .

3. Selecione os dois arquivos com formato .SHP (ou shapefile), que são o
“UBS_2007.shp” e o “Municípios_SP.shp”. O QGIS identificará
automaticamente os demais arquivos necessários.

25
4. As camadas serão adicionadas à sua área do projeto (tela em branco do QGIS).

5. No painel Camadas, do lado esquerdo da tela, você tem as camadas carregadas


no projeto. Lembre-se que as camadas seguem uma ordem de visualização,
portanto, arraste a camada de pontos UBS_2007 para cima da camada de
polígonos Municipios_SP.

Caso tenha adicionado algum arquivo extra, você pode removê-lo clicando

com o botão direito sobre a camada e usando a opção Remover.

26
6. Nessa interface inicial, visualizamos somente as feições gráficas, mas devemos
ter em mente que os dados em SIG são integrados a partir de feições gráficas e
não gráficas.

7. Para visualizarmos as feições não gráficas, ou seja, a tabela de atributos por trás
da nossa camada de trabalho, vamos clicar com o botão direito sobre a camada

de interesse e selecionar a opção Abrir tabela de atributos.

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8. Uma nova janela será aberta contendo a tabela de atributos, ou seja, as
informações que caracterizam as feições gráficas. Na tabela dos municípios
temos as colunas com os nomes e os códigos dos municípios.

9. Clicando no clique no ícone Alternar modo de edição (Ctrl + E), podemos


fazer diversas modificações em nossa camada. Com esse modo ativado,
podemos editar o conteúdo das células, excluir linhas, copiar e colar feições
em/de outras camadas, editar a feição gráfica e adicionar ou excluir colunas.

10. Para adicionar uma nova coluna, clique no ícone Novo campo (Ctrl + W). Na
janela Add Field, preencha as informações da coluna que deseja criar e clique
em OK.

28
11. Para excluir uma coluna, basta clicar no ícone Excluir campo (Ctrl + L) e
marcar a coluna que deseja excluir. Para salvar as alterações na camada, lembre-

se de clicar em Salvar alterações (Ctrl + S).

12. Nossos pontos estão todos agrupados na cidade de São Paulo. Para melhor
visualização, vamos filtrar os municípios para que só o município de São Paulo
apareça. Para isso, clique com o botão direito sobre a camada Municipios_SP e
selecione a opção Filter (Filtrar).

Na janela Ferramenta de consulta existem três quadros:

1. Campos: apresenta os nomes das colunas presentes na camada.


2. Valores: apresenta as linhas presentes em cada coluna. Clicando em
“Amostra” você pode visualizar as primeiras linhas da coluna selecionada em
“Campos”. Clicando em “Tudo”, você pode visualizar todas as linhas da coluna
selecionada.
3. Operadores: apresenta botões dos principais operadores para consultas e/ou
seleções.

29
13. Para filtrar apenas o município de São Paulo, selecione em Campos a coluna
NM_MUNICIP. Em Operadores, clique em =, ou seja, só queremos que apareça
um município. Em Valores, clique em Tudo. Procure entre os municípios a linha
São Paulo e clique duas vezes. Clique em OK.

14. Para ver a camada que vamos trabalhar, clique com o botão direito sobre a

camada e selecione a opção Aproximar para a camada.

15. Quando carregamos uma camada no QGIS, serão geradas cores aleatórias para
representá-las. Vamos aprender a estilizar as camadas para uma apresentação
de dados mais adequada.

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Vamos deixar nossa camada do município com preenchimento transparente,
mostrando somente a linha que delimita o município. Para isso, clique com o botão
direito sobre a camada Municipios_SP e selecione a opção Propriedades.

16. Selecione a terceira guia, chamada Simbologia. Na área Preenchimento, clique


em Simple fill (preenchimento simples). Em Estilo do preenchimento, troque a
opção de Sólido para Sem pincel. Em Largura do traço, coloque 0,3 milímetros.
Clique em Apply (aplicar) e OK.

17. Agora vamos estilizar nossa camada de pontos. Abra a janela de Propriedades
da camada como fez no último passo clicando com o botão direito sobre a

31
camada UBS_2007. Desta vez, em Símbolo simples clique na opção topo
hospital e clique em Apply e OK.

Você terá um projeto parecido com o da imagem abaixo:

18. Dessa forma, é possível observar de forma bastante simples a distribuição


espacial das Unidades Básicas de Atendimento na cidade de São Paulo. Porém,
dependendo da nossa pergunta de estudo, esse mapa não é suficiente.

19. Vamos supor que precisamos descobrir o nome da UBS isolada na parte sul do
município. Para descobrir existem três formas:

32
Identificar feições (Ctrl + Shift + I): ao clicar sobre a feição de interesse,
retorna suas informações presentes na tabela.

20. Na barra de ferramentas, clique no ícone . Clique agora sobre o ponto da UBS
de interesse. Uma borda vermelha será adicionada ao ponto escolhido e um
painel no canto direito da Dashboard apresentará as informações da feição
selecionada.

Selecionar Feição: selecionar uma ou mais feições e observar as


informações na tabela de atributos.

21. Na barra de ferramentas, localize o ícone Selecionar feições por área ou


por simples clique. Marque a opção Feição(s). Clique ou arraste o cursor do
mouse sobre as feições que deseja informações. Elas ficarão amarelas.

22. Agora abra a tabela de atributos da camada. As camadas selecionadas estão

marcadas em azul. Você pode clicar no ícone Mover a seleção para o topo
para que todas as linhas selecionadas fiquem em evidência ou clicar no ícone

Aproximar o mapa para as linhas selecionadas (Ctrl + J) para que você


possa localizar no mapa com maior facilidade a feição selecionada.

33
Rotular: apresenta as informações da tabela associadas às feições gráficas.

23. Na janela de Propriedades da camada, selecione o quarto ícone das guias


intitulado Rótulos. Troque a opção Não rotular para Mostrar rótulos para as
camadas. Em Rotular com selecione a coluna NOME_DO_ES. A janela
apresenta diversas formas de estilizar o texto, mas no momento vamos focar
apenas na apresentação dos rótulos. Clique em Apply e OK. Agora cada feição
do nosso mapa terá uma identificação.

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Perguntas sobre o exercício prático.

O mapa realizado nesse exercício prático conseguiu especializar as Unidades


Básicas de Saúde da cidade de São Paulo no ano de 2007?

1. ( ) Sim
2. ( ) Não

O ícone tem o objetivo de renomear as camadas?

1. ( ) Sim
2. ( ) Não

A camada NM_MUNICIP é composta pelos municípios do Estado de São Paulo?

1. ( ) Sim
2. ( ) Não

REVISÂO

Nesta aula introdutória, aprendemos vários conceitos


essenciais para análises espaciais em saúde.

Vimos que a cartografia é uma ciência muito antiga que


ao longo dos milênios foi se aperfeiçoando ao integrar
e aprimorar suas técnicas e conceitos à demais
ciências e áreas do conhecimento. Vimos também que
há diversas formas de se representar a superfície
terrestre, haja vista sua desuniforme geomorfológica e
que existem diversas formas de se localizar no espaço,
seja utilizando pontos cardeais, sistemas de
coordenadas geográficas ou de coordenadas UTM.
Além disso, vimos a importância da escala para a
cartografia numa forma geral e sua aplicação em

35
estudos em saúde e apresentamos o QGIS, um
sistema de informação geográfica aberto e gratuito.

Em nosso exercício prático, cujos conceitos serão


discutidos na próxima aula, aprendemos a:
1. Baixar e instalar o QGIS 3.0 em abiente
Windows;
2. Adicionar e remover shapefiles;
3. Abrir a tabela de atributos com as informações
de uma camada gráfica;
4. Adicionar e excluir colunas;
5. Estilizar os símbolos;
6. Identificar feições.

Esperamos que tenha gostado! Aguardamos você em


nossa próxima aula onde aprofundaremos nossos
conhecimentos em Geoprocessamento de dados!

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÀFICAS

BBC - History - Historic Figures: John Snow (1813 - 1858). Disponível em:
<http://www.bbc.co.uk/history/historic_figures/snow_john.shtml>. Acesso em: 11
jun. 2018.

DOMINGUES, M. S. Orientação, Coordenadas Geográficas, Projeção UTM


(Universal Transversa de Mercator). Slides apresentado em Disciplina:
Fundamentos de Cartografia. Escola de Artes, Ciências e Humanidades.
Universidade de São Paulo, [s.d.].

FABRIKANT, S. I. Evaluating the Usability of the Scale Metaphor for Querying


Semantic Spaces. In: MONTELLO, D. R. (Ed.)... Spatial Information Theory.
Berlin, Heidelberg: Springer Berlin Heidelberg, 2001. v. 2205p. 156–172.

GURGEL, H. ELEMENTOS DE CARTOGRAFIA. Slides apresentado em


Disciplina: Cartografia 1. Universidade de Brasília, 2015a.

GURGEL, H. A FORMA DA TERRA & SISTEMAS DE COORDENADAS. Slides


apresentado em Disciplina: Cartografia 1. Universidade de Brasília, 2015b.

GURGEL, H. ESCALA. Slides apresentado em Disciplina: Cartografia 1.


Universidade de Brasília, 2015c.

IBGE | Atlas Escolar | conceitos gerais | história da cartografia. Disponível


em: <https://atlasescolar.ibge.gov.br/conceitos-gerais/historia-da-
cartografia.html>. Acesso em: 29 maio. 2018.

IBGE | Atlas Escolar | conceitos gerais | o que é cartografia? Disponível em:


<https://atlasescolar.ibge.gov.br/conceitos-gerais/o-que-e-cartografia>. Acesso
em: 29 maio. 2018.

MINISTÉRIO DA SAÚDE; FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Abordagens


espaciais na saúde pública. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

38
PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS. MUNDO EDUCAÇÃO. Disponível em: <
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/projecoes-cartograficas.htm>.
Acesso em: 11 jun. 2018.

ROSA, R. Cartografia Básica, 2004. Disponível em:


<https://app.luminpdf.com/viewer/2L7EHcGbz4ohQ4oFd>. Acesso em: 29 maio.
2018

XAVIER, D. R. et al. Difusão espaço-tempo do dengue no Município do Rio de


Janeiro, Brasil, no período de 2000-2013. Cadernos de Saúde Pública, v. 33, n.
2, 2017.

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