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8º ano - Unidade 3

História

O Antigo Regime Europeu


regra e exceção

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10 – Conhecer e compreender o Antigo Regime europeu a
nível político e social.

1. Definir Antigo Regime.


2. Reconhecer o absolutismo régio como o ponto de chegada de
um processo de centralização do poder régio iniciado na Idade
Média.
3. Identificar os pressupostos fundamentais do absolutismo
régio, nomeadamente a teoria da origem divina do poder e as
suas implicações.
4. Reconhecer a corte régia e os cerimoniais públicos como
instrumentos do poder absoluto.
5. Caracterizar a sociedade de ordens de Antigo Regime,
salientando as permanências e as mudanças relativamente à
Idade Média.
6. Destacar a relevância alcançada por segmentos da burguesia
mercantil e financeira nas estruturas sociais da época.
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11 – Conhecer os elementos fundamentais da caracterização
da economia do Antigo Regime Europeu.

1. Reconhecer o peso da economia rural no Antigo Regime,


sublinhando o atraso da agricultura devido à permanência do
Regime Senhorial.
2. Salientar a importância do comércio internacional na economia
de Antigo Regime.
3. Explicar os objetivos e medidas da política mercantilista.
4. Relacionar o mercantilismo com a grande competição
económica e política entre os estados europeus no século XVII.
5. Explicar a adoção de políticas económicas não protecionistas,
por parte da Inglaterra, num contexto de predomínio de teorias
mercantilistas.

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12 – Conhecer e compreender os elementos fundamentais
da arte e da cultura no Antigo Regime.

1. Caracterizar a arte barroca nas suas principais expressões.


2. Reconhecer a importância do método experimental e da
dúvida metódica cartesiana para o progresso científico ocorrido.
3. Reconhecer a consolidação, nestes séculos, do
desenvolvimento da ciência e da técnica, referindo os principais
avanços científicos e os seus autores.

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13 – Conhecer e compreender a afirmação política da
Holanda e de Inglaterra, nos séculos XVII e XVIII.
1. Apontar as características da organização política das
Províncias Unidas (República com um governo federal).
2. Referir a recusa da sociedade inglesa em aceitar a
instauração do absolutismo.
3. Reconhecer, nas Províncias Unidas e na Inglaterra, no século
XVII, a existência de uma burguesia urbana, protestante, com
capacidade de intervenção política e de pôr o seu poder
económico ao serviço do Estado.
4. Relacionar o dinamismo e os valores dessa burguesia com a
criação de instrumentos comerciais, financeiros e políticos
inovadores e eficazes.
5. Reconhecer a capacidade que ingleses e holandeses
demonstraram ao nível da acumulação de capital e do seu
reinvestimento no comércio internacional (capitalismo
comercial).
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14 – Conhecer as diferentes etapas da evolução de Portugal, em termos
políticos, sociais e económicos, no século XVII e na primeira metade do
século XVIII.
1. Reconhecer o reinado de D. João V como um momento de afirmação da
monarquia absoluta de direito divino em Portugal, mas limitado pela necessidade
de respeitar os costumes, a justiça e as leis fundamentais do reino.
2. Caracterizar a sociedade portuguesa como uma sociedade de ordens,
salientando o predomínio das ordens privilegiadas na apropriação dos recursos
económicos e da existência de uma burguesia sem grande aptidão pelo
investimento nas atividades produtivas e com aspirações de ascender à nobreza e
ao seu modo de vida.
3. Caracterizar da economia portuguesa na primeira metade do século XVII,
salientando a prosperidade dos tráfegos atlânticos (especialmente a rota do
comércio triangular).
4. Identificar as dificuldades da economia portuguesa no final do século XVII.
5. Relacionar as dificuldades vividas pela economia portuguesa no final do século
XVII com a implementação de medidas mercantilistas.
6. Avaliar o impacto das medidas mercantilistas no sector manufatureiro e na
balança comercial portuguesa.
7. Explicar o impacto do Tratado de Methuen e do afluxo do ouro brasileiro no
sector manufatureiro e na balança comercial portuguesa.
8. Avaliar as consequências internas e externas do afluxo do ouro do Brasil a
Portugal. Portugal na Europa do Antigo Regime 6
Antigo Regime é nome dado ao período situado entre os
séculos XVII e XVIII.
Caracteriza-se por:

Economia: predominância da
atividade agrícola,
desenvolvimento das atividades
comerciais;
Sociedade: de ordens (nobreza,
clero, povo);
Político: Poder absoluto do rei.

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O peso da agricultura na economia

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A maior parte da população europeia (pelo menos 80%) vivia
da agricultura;
As melhores terras pertenciam à nobreza e ao clero. Os
camponeses pagavam pesados impostos aos donos da terra.
A agricultura era pouco produtiva, as fomes, as pestes eram
frequentes, a mortalidade elevada;
Algumas cidades europeias desenvolviam atividade
comercial;

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Sociedade dividida em ordens

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A sociedade estava dividida em
ordens ou estados:
Nobreza e clero eram as ordens
privilegiadas;
Clero não paga impostos e recebe a
dízima. Têm tribunais próprios;
Nobreza não paga impostos,
ocupavam os principais cargos nas
cortes, do exército e da Igreja,
Povo (Terceiro Estado) era
constituído por diversos grupos:
burguesia (comerciantes, letrados)
artificies e camponeses. Pagavam
impostos ao Rei e ao Clero e
Nobreza.
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Na sociedade do Antigo Regime a mobilidade era muito
pequena;

Era uma sociedade baseada no nascimento;


Poucos conseguiam ascender na sociedade. Alguns
burgueses letrados eram recompensados com um titulo
nobiliárquico;
Esta situação de grandes injustiças provocava tensões sociais
que levavam, por vezes, a desencadearem-se motins e
revoltas;

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A monarquia absoluta

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Os monarcas concentraram todo o poder;

O que significa todo o poder?

Os reis absolutos detêm os três poderes do Estado:


Legislativo: elaborar leis
Executivo: governar
Judicial: julgar o cumprimento das leis.

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O rei francês, Luís XIV, (1661-1715)
foi o modelo de monarca absoluto;
Os reis governavam por direito
divino;
O poder tinha-lhes sido entregue
diretamente por Deus, por isso, só
a Deus os monarcas tinham de
prestar contas;

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A ostentação do luxo fazia parte da encenação do poder dos
monarcas;
Luís XIV, mandou construir o palácio de Versalhes, onde a
corte vivia rodeada de luxo.

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O mercantilismo

As rivalidades entre os países europeus levaram-nos a adotar


politicas económicas mercantilistas;
Esta política económica foi criada por Colbert, que foi ministro
de Luís XIV;

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Portugal na Europa do Antigo Regime 18
O reforço das economias nacionais: o mercantilismo
Mercantilismo

A riqueza do estado depende dos metais preciosos entesourados

Aumento das exportações Redução das


importações
Balança comercial
favorável

Criação e Taxas alfandegárias e


desenvolvimento proibição de importações
de manufaturas

Apoio do Contratação de técnicos SANCHES, Mário,


Estado História A, Edições ASA,
2006, (adaptado)
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O mercantilismo é uma teoria económica que defende que a
riqueza de um país reside na quantidade de metais preciosos
que nele existissem;
Defende as seguintes ideias:
O país devia exportar o mais do que importava para ter uma
balança comercial positiva;
Desenvolver as manufaturas (produzir no país os produtos);
Diminuir as importações aumentando os impostos pagos na
fronteira (taxas alfandegárias) ou criando leis que proibissem
a importação de terminados produtos;

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Arte Barroca

Muitos palcos, um espetáculo

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O palácio de Versalhes passou de 700 habitantes (1644) para
10 000 em 1774;

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Versalhes

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Versalhes é como um espetáculo num palco, onde tudo
converge para a glória do rei: arquitetura, pintura, escultura,
ornamentação, mobiliário, jardins, etc.

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Foi uma época de contradições;
O Barroco traduziu um mundo abalado por conflitos sociais
e religiosos, guerras, etc.;
A arte tinha uma função dupla: fascinar pelos sentidos e
transmitir uma forte mensagem ideológica;

Nazoni, Bom Jesus de


Matosinhos

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Basílica de São Pedro (interior)

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O Barroco destinava-se a persuadir e estimular emoções;
Pelo movimento curvilíneo, real ou aparente;
Pela assimetria;
Pelos jogos de luz e sombra;
Pela procura do infinito, teatral, do fantástico, do cenográfico;
Dirigia-se ao grande público;

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O Barroco é uma arte comandada pela emoção, afetividade e
misticismo e não pela razão;
Procura alcançar o público pelos sentidos;

Talha dourada,
Igreja de S. Francisco,
Porto

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Caravaggio, A morte da Virgem, 1605-06, óleo

A luz, é a personagem central


da pintura barroca;
Luz rasante (focal), que chama
atenção para determinadas
zonas do quadro;

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Caravaggio, A morte da Virgem, 1605-06, óleo

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A pintura barroca nasceu em Itália e foi a aplicação dos
princípios saídos do Concílio de Trento;
Tentou captar a fé das multidões através dos sentidos;
Tem como objetivos o deslumbramento, a surpresa, a
encenação e a luz (claro/escuro);

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Caravaggio, S. Jerónimo

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O jogo da luz/sombra;
Luz rasante (focal), que chama atenção para determinadas
zonas do quadro;
Cores puras e fortes, procura captar os espectadores
através dos sentidos;

Rembrandt,
Descida da Cruz

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O método experimental e o progresso no conhecimento do
Homem e da Natureza – A revolução científica

Ao longo dos séculos XVII e XVIII vão-se dar progressos nas


ciências e no conhecimento humano que vão mudar a forma
como o Mundo era entendido;
A intervenção divina, ou do Diabo, ou mesmo a conjugação de
determinados astros era a explicação para determinados
fenómenos físicos e naturais;
A Ciência assentava nos conhecimentos dos Antigos como
Aristóteles, Ptolomeu, Santo Agostinho e outros cujas
afirmações eram consideradas inquestionáveis;

A cultura e o Iluminismo em Portugal


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face à Europa
Durante o Renascimento nasceu o espírito crítico, embora
limitado a um pequeno grupo de intelectuais;
Os Descobrimentos trouxeram novos conhecimentos sobre o
Mundo, as culturas, fauna, flora e povos existentes;
Na Europa surgem associações científicas onde se
organizam debates e conferências, algumas tornam-se
instituições nacionais;

A cultura e o Iluminismo em Portugal


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face à Europa
Surge o gosto pela observação dos fenómenos naturais e
físicos;
Desenvolvem-se as ideais que:
Só a observação direta torna possível o conhecimento;
O conhecimento aumenta constantemente;
O progresso científico contribui para melhorar as condições
da Humanidade;
Dá-se início a uma revolução científica;

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face à Europa
A partir do século XVI desenvolve-se o método do
experiencialismo;
Francis Bacon (1561-1626) foi um dos percursores afirmou
que para conhecer a verdade era preciso:
Observar os factos;
Formular hipóteses;
Repetir a experiência;
Formular a lei.

A cultura e o Iluminismo em Portugal


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face à Europa
René Descartes (1596-1651)
Elaborou o princípio da dúvida metódica, isto é, não admitir
qualquer coisa como verdadeira sem existirem evidências
nesse sentido;
Baruch Spinoza (1632-1677) afirmou a superioridade da
razão;
Wilhelm Leibniz (1646-1716) defende o princípio da Razão,
A ciência começava a desvendar os segredos da
Natureza, e o Homem aumenta o conhecimento que tem de
si e da Natureza.

A cultura e o Iluminismo em Portugal


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face à Europa
O conhecimento do Homem

A ciência médica desenvolve-se lentamente;


Em 1628, William Harvey publica as suas descobertas sobre a
circulação sanguínea;
A medicina progride ao longo do século XVIII e vai ser uma
das responsáveis pelo crescimento demográfico que se
verifica no século;

A cultura e o Iluminismo em Portugal


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face à Europa
No século XVII, com Galileu começa a revolução da
conceção do Universo;
Foi o primeiro a olhar para o Universo através de um
telescópio;
Galileu vai corroborar as teses heliocêntricas de Nicolau
Copérnico;
Apesar da perseguição, por parte da Inquisição às ideias
divulgadas por Galileu, o conhecimento divulga-se e vai
aumentado;
Isaac Newton (1642-1727) descobre as leis da gravidade e
formula a hipótese de um universo infinito ;

A cultura e o Iluminismo em Portugal


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face à Europa
No século XVIII as academias científicas tornam-se vulgares
e aparecem em quase todas as capitais europeias;
Os jornais e boletins científicos proliferam;
As Universidades criam laboratórios modernos;
As ideias científicas discutem-se e divulgam-se com uma
rapidez nunca antes vista na História;
Surgem novos instrumentos científicos: telescópico,
microscópio, barómetro, termómetro, relógio de pêndulo, etc.;

A cultura e o Iluminismo em Portugal


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face à Europa
Toda esta evolução cientifica e cultural é limitada a um
grupo de intelectuais:
Todas estas inovações eram ignoradas pela maior parte da
população europeia, sobretudo nos países do Sul, onde o
analfabetismo predominava;
As mentalidades continuavam sem grande evolução;
A Igreja oferecia grande resistência à mudança;
Os cientistas e filósofos eram vistos com grande desconfiança
e muitas vezes perseguidos pela Inquisição;
A Igreja receava que as novas ideias levassem os católicos a
duvidarem da fé e, por isso, contestassem a autoridade do
clero;

A cultura e o Iluminismo em Portugal


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face à Europa
O federalismo holandês

Uma nova potência


marítima: a Holanda

O Império Português e a concorrência


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internacional
Os países do Norte da Europa (Províncias Unidas (Holanda),
Inglaterra e França entram em luta contra a hegemonia da
Espanha;

As Províncias Unidas tornaram-se independentes do Império


Espanhol e formaram uma República independente em 1581,
a cidade mais importante era Amesterdão, existia uma
grande tolerância política e religiosa;

Dedicavam-se ao comércio e construção naval;

A burguesia era ativa e empreendedora e fundaram grandes


companhias de comércio;

O Império Português e a concorrência


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internacional
As companhias desalojaram os portugueses de muitas locais
estratégicos;

A Companhia das Índias Orientais dominou as principais


feitorais no Orientem e tornou-se a principal fornecedora de
especiarias, chã e seda;

A Companhia das Índias Ocidentais dominou o comércio


Atlântico;

Durante quase todo o século XVII, os Holandeses detiveram


a hegemonia dos mares;

O Império Português e a concorrência


50
internacional
O Império Inglês

O Império Português e a concorrência


51
internacional
Em 1642 o Parlamento inglês recusou novos impostos como
pretendia o rei Carlos I;
Seguiu-se uma guerra civil entre os seguidores do rei e do
Parlamento;
Vencedores, as forças do Parlamento, condenaram o rei à
morte e elegeram Oliver Cromwell, como Lorde Protetor;
A monarquia foi definitivamente restaurada em 1688 por
Guilherme de Orange;
Foi aprovada a Declaração dos Direitos que estabelece a
partilha do poder entre o rei e o Parlamento;

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Durante o reinado de Isabel I (1558-1603), os corsários
ingleses atacam os barcos portugueses e espanhóis,
provocando muitos prejuízos ao comércio ibérico, nessas
ações notabilizou-se o corsário, Francis Drake;

O Império Português e a concorrência


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internacional
Os ingleses fundaram as suas próprias companhias de
comércio, como a Companhia do Comércio Oriental, que
atacou o comércio das especiarias de Portugal e da Holanda;
No Atlântico dominam o comércio de escravos;

O Império Português e a concorrência


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internacional
Os ingleses colonizaram a América do Norte, e aí fundaram
as 13 colónias;

O Império Português e a concorrência


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internacional
Nos séculos XVII e XVIII, a expansão inglesa entrou em
confronto com os Holandeses e Franceses;
Após várias guerras e confrontos, os ingleses saíram
vitoriosos, nomeadamente na Guerra dos Sete Anos (1756-
1763);

O Império Português e a concorrência


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internacional
Após essas vitórias a Inglaterra alcançou a hegemonia
marítima e colonial;

O Império Português e a concorrência


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internacional
O capitalismo comercial

O Império Português e a concorrência


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internacional
Aumentam as mercadorias transportadas pela Rota do Cabo:
especiarias, seda, porcelanas, chã, tecidos de algodão, etc.;

No Atlântico desenvolve-se o comércio triangular: Em África


capturavam escravos para vender na América. Da América
traziam metais preciosos, açúcar, algodão e tabaco para
vender na Europa;

Este comércio é muito lucrativo, e permite uma constante


acumulação de dinheiro;

A burguesia do Norte da Europa domina este comercio que é


a base de um novo sistema económico: o capitalismo
comercial;

O Império Português e a concorrência


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internacional
O capitalismo comercial levou ao desenvolvimento de
instituições financeiras: bancos e bolsas de valores;

O Império Português e a concorrência


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internacional
Bolsa de valores é o mercado organizado onde se negociam
ações de empresas (públicas ou privadas);

Ação é documento que representa a posse uma


percentagem de uma empresa;

Banco é uma instituição cuja principal atividade é receber


depósitos e efetuar empréstimos (crédito);

Os primeiros bancos e bolsas de valores nasceram em


Amesterdão e Londres;

O Império Português e a concorrência


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internacional
Em Portugal vive-se numa sociedade típica do Antigo
Regime;
A agricultura é a principal atividade económica, a maior parte
das terras pertencem ao clero e à nobreza;
As técnica rudimentares e os impostos que recaem sobre os
camponeses determinam uma produtividade fraca;

Esquema em
http://aprenderhistoria8.blogspot.pt/20
08/04/economia-do-antigo-
regime.html

Portugal na Europa do Antigo Regime 62


A economia portuguesa dependia do comércio colonial;
Os portugueses traziam das colónias especiarias, açúcar,
tabaco e outros produtos;
Os países europeus, entre os quais Portugal, obrigavam as
suas colónias ao exclusivo colonial;

Exclusivo colonial – obrigação das colónias comerciarem


unicamente com a metrópole;

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Os produtos coloniais eram depois reexportados para outros
países europeus conjuntamente com o sal, azeite e vinho;
Portugal importava trigo, têxteis e produtos manufaturados;
No último quartel do século XVII, surge uma crise comercial, o
preço do açúcar baixou nos mercados, fruto da concorrência
do açúcar produzido noutras regiões (Antilhas);

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O défice da balança comercial portuguesa aumenta e muitos
portugueses, como Duarte Ribeiro de Macedo preconizam a
adoção de medidas mercantilistas;
Em 1675, o regente D. Pedro (futuro D. Pedro II) nomeou
como Vedor da Fazenda (ministro da Economia e Finanças),
o conde da Ericeira, defensor das ideias mercantilistas;

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Medidas tomadas pelo Conde de Ericeira:
Desenvolve a industrialização (fomenta a criação de
manufaturas têxteis na Covilhã, Fundão e Portalegre);
Mandou vir técnicos do estrangeiro;
Concedeu à manufatura da Covilhã o monopólio do fabrico
de tecidos de uso corrente;
Impulsionou a criação de outras manufaturas;
Publicou as Leis Pragmáticas que proibiam o uso de tecidos
de lã e outros artigos de origem estrangeira;

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Os ingleses que eram os grandes exportadores de têxteis,
passaram a importar menos vinhos a Portugal;
Os grandes produtores vinhateiros portugueses, como o
Marquês do Cadaval, protestam;
Em 1703, Portugal assina com a Inglaterra o Tratado de
Methuen:
Os têxteis ingleses deixam de pagar taxas alfandegárias ao
passarem nas fronteiras portuguesas;
A Inglaterra reduz as taxas pagas pelos vinhos portugueses
ao entrarem no seu país.

Este tratado vai prejudicar a indústria portuguesa e leva ao


desenvolvimento da produção de vinho. Surge na região do
Douro, o vinho do Porto;

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No finais do século XVII, chegam a Lisboa as primeiras
remessas de ouro, provenientes do Brasil (Minas Gerais);
Os bandeirantes tinham, finalmente descoberto ouro;
Pouco depois descobrem-se minas de diamantes;

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A produção de ouro brasileiro aumentou até meados do
século XVIII;
Com abundância de ouro as leis que impediam as
importações foram abandonadas, nomeadamente durante o
reinado de D. João V;
As políticas mercantilistas iniciadas pelo conde de Ericeira
foram abandonadas;
Portugal aumentou a sua dependência da produção industrial
inglesa;

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D. João V, que cobrava um quinto de toda a produção de
ouro pode rodear-se de um luxo magnificente,
nomeadamente mandou construir o palácio-convento de
Mafra;

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A influência das ordens privilegiadas

Em Portugal, como nos restantes países europeus, as


ordens privilegiadas (clero e nobreza) detinham um
grande poder económico;
O Clero possuía cerca de um terço das terras e recebia a
dízima;

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A nobreza detinha numerosas propriedades agrícolas,
recebia impostos e ocupava cargos importantes na Corte e
no exército;
A nobreza dividia-se em vários escalões:
Nobreza de corte – a elite que vivia na corte (duques,
marqueses, condes), ocupavam os principais cargos;
Nobreza de província – pequena nobreza que vivia nos
seus solares na província;
Nobreza de serviços ou nobreza de toga – burgueses que
tinham sido nobilitados pelo rei por serviços prestados,

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Desde o século XVII, foi-se afirmando uma camada da
burguesia portuguesa (magistrados, juízes, etc.;
Estavam abaixo da nobreza mas acima dos outros membros
do Terceiro Estado, por isso, muitas vezes eram chamados
de “estado do meio”, algumas vezes eram “promovidos” à
nobreza;
A possibilidade de ascensão social estava bloqueada
para a burguesia mercantil (comerciantes);

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Os reis portugueses entendiam o poder absoluto de uma
forma paternalista;
Com D. João V (1689-1750) o rei, imitando Luís XIV, passou a
dirigir pessoalmente o governo;
Desenvolve a uma política de ostentação do luxo;
No entanto o seu poder foi sempre influenciada pelo
privilegiados (Clero e Nobreza).

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Em 1755, Lisboa foi quase completamente destruída por um
terramoto, nessa altura destacou-se a personalidade do
Marquês de Pombal que tomou medidas para socorrer as
vítimas e iniciar a reconstrução da cidade;
Depois desse episódio, o rei deu-lhe plenos poderes;

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Bibliografia:

Apresentação construída com base nos livros

Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M.,


História 8, Raiz Editora, 2012

Neto, Helena e outros, História 8, Santillana,2014

Portugal na Europa do Antigo Regime 76

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