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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ- campus Presidente Vargas – AV1

PROVA DE DIREITO PENAL- LEGISLAÇÃO PENAL EXTRAVAGANTE


Profa. Gisela França Data: 07/10/2021
Nome:
Matrícula:
OBS: As respostas das questões discursivas deverão ser fundamentadas e possuir entre
3 linhas, mínimo, e 10 linhas, máximo.
Postagem no Teams, em tarefas Trabalhos-Prova AV1, letra times new roman, tamanho
12.
Postar o arquivo em Word e enviar pelo teams. Preencher o cabeçalho.
Prazo para postagem das respostas-07/10/21 às 22h

Questão 1) Carlos Roberto é servidor da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e


ao realizar uma atividade ostensiva fez a apreensão da quantia de R$ 9 mil reais,
advinda da prática do crime de tráfico de drogas, mas não a repassou à administração
pública para os devidos fins, vindo a apropriar-se dessa quantia, sob a alegação de que
estava precisando de referida soma para quitar uma dívida no banco. Acerca da infração
penal praticada pelo servidor, marque a alternativa CORRETA.
A) Trata-se de conduta atípica.
B) Apropriação indébita
C) Peculato.
D) Furto.

Questão 2) O último Título da Parte Especial do Código Penal é dedicado à


tutela_________________________ Objetiva, fundamentalmente, o CP, a proteger a
qualidade e a probidade do serviço público, protegendo, ainda, o patrimônio público e,
mediatamente, o próprio patrimônio particular. O bem jurídico protegido ao longo do
Título é, basicamente, a moralidade administrativa, sem a qual resta comprometida a
qualidade e a regularidade da prestação de serviços públicos essenciais à vida em
sociedade. Assinale alternativa que completa a lacuna acima:
a) Da administração pública.
b) Da fé pública.
c) Do patrimônio público.
d) Do patrimônio particular.

Questão 3) Posteriormente ao recebimento de uma intimação para a realização do


pagamento decorrente de condenação judicial, o réu, João Pedro, pessoa de baixa
instrução, entrega o valor pertinente, indevidamentw, ao oficial de justiça Rodrigo, que
o utiliza para o pagamento de uma dívida própria.
Sobre a conduta praticada por Rodrigo, é correto afirmar que:
A) O fato é atípico porque o Código Penal não pune o chamado peculato de uso;
B) Foi cometido o crime de peculato mediante erro de outrem, já que o oficial de
justiça, Rodrigo, não colaborou para o erro do sujeito passivo;
C) Rodrigo deve responder pelo crime de peculato na modalidade apropriação,
definido no art. 312 do Código Penal;
D) Rodrigo cometeu o crime de corrupção passiva porque recebeu vantagem
indevida em razão do cargo;
Questão 4) Assinale a alternativa incorreta:

A) O Título XI, que trata dos crimes contra a Administração Pública, é dividido em
quatro capítulos: I – Dos crimes praticados por funcionário público contra a
Administração em geral; II – Dos crimes praticados por particular contra a
Administração Pública; III – Dos crimes contra a Administração da Justiça; e IV
– Dos crimes contra as finanças públicas.
B) Os crimes funcionais se dividem em próprios e impróprios. No primeiro caso,
exige-se a presença da elementar “funcionário público”, sem a qual o fato se
torna atípico (ex: prevaricação). No segundo, tratar-se-ia de um ilícito tipificado,
a priori, como crime comum, tornando-se, todavia, delito funcional em razão da
elementar especializante “funcionário público” (ex. peculato que, a princípio,
seria uma hipótese de apropriação indébita).
C) O art. 327 do Código Penal, em uma verdadeira interpretação autêntica, dá a
definição de funcionário público para o Direito Penal, devendo-se, desde logo,
antecipar que o seu conceito prioriza a função pública sobre os aspectos formais
da inserção, permanente ou eventual, nos quadros da Administração Pública, ou
o caráter gracioso ou oneroso da atividade prestada pelo sujeito ativo.

D) A condição de funcionário público (intraneus), por ser elementar dos tipos do


Capítulo I, não é comunicável aos particulares (extraneus) que com ele
concorrem para a ação criminosa, nos termos do art. 30, pois trata-se de
condição de caráter pessoal ou subjetiva.

Questão 5) No que tange ao crime de peculato, é correto afirmar que:

A) por ser delito de mão própria, não admite coautoria ou participação para sua
prática.
B) a reparação do dano pelo funcionário público, nas modalidades de peculato-
desvio e peculato-apropriação, se preceder ao trânsito em julgado de sentença
penal condenatória, extingue a punibilidade do acusado; sendo-lhe posterior,
reduz a pena em até 1/3 (um terço).
C) para o Superior Tribunal de Justiça, peculato-desvio é crime material para cuja
consumação se exige que o agente público ou terceiro obtenha vantagem
indevida mediante prática criminosa.
D) embora seja crime próprio, admite-se coautoria e/ou participação com agente
que não tenha a qualidade de funcionário público, desde que o agente saiba da
condição de funcionário público do autor.
E) o prefeito de determinada cidade do interior do Rio Grande do Sul desviou,
dolosamente, mão de obra pública para efetuar reparos na propriedade de seu
amigo. Nesse caso hipotético, pode-se afirmar que o prefeito cometeu crime
previsto com o nomen iuris “peculato-desvio”.
Questão 6) Pedro Paulo, agente policial federal lotado no estado do Rio de Janeiro, e
seu primo Afonso, desempregado, subtraíram da delegacia na qual o primeiro exercia
suas funções, computadores e cadeiras que haviam sido substituídos por equipamentos
novos e que se encontravam guardados, tendo a dupla se aproveitado das facilidades
decorrentes do cargo exercido por Pedro Paulo.

Ao tomar conhecimento dos fatos, a autoridade policial deverá reconhecer que Pedro
Paulo praticou:

A) crime de peculato, devendo Afonso responder pelo mesmo delito;


B) crime de furto qualificado, assim como Afonso;
C) crime de peculato, enquanto Afonso responderá por peculato culposo;
D) crime de peculato, enquanto Afonso responderá por furto qualificado;
E) crime de peculato, enquanto Afonso responderá por furto simples.

Questão 7) Assinale a pena prevista para o crime de peculato culposo, no Código Penal
como um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em
geral.

A) Reclusão, de dois a doze anos, e multa.


B) Detenção, de dois a doze anos, e multa.
C) Detenção, de três meses a um ano.
D) Reclusão, de três meses a um ano.

Questão 8) O _________________________ se dá quando o funcionário, embora não


dispondo da posse do dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, pertencente à
Administração Pública ou ao particular, o subtrai, ou concorre para a subtração de
outrem, valendo-se, para tanto, da facilidade propiciada pela sua condição. Que
alternativa completa a lacuna?
a) Peculato-furto.
b) Peculato-desvio.
c) Peculato-apropriação.
d) Peculato-culposo.

Questão 9) Marco Antônio, médico de hospital conveniado ao Sistema Único de Saúde,


praticou conduta delituosa em razão da sua função, configurando-se, a princípio, o tipo
penal do peculato-furto, por ter subtraído diversos medicamentos, no valor de R$ 30 mil
reais, que não detinha a posse, mas aproveitando-se da facilidade de acesso ao
almoxarifado do hospital, entretanto como não detém a qualidade de servidor público, o
agente responderá, segundo o magistrado, pelo crime de furto em sua forma qualificada.
Considerando a doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores acerca dos crimes
contra a administração pública, julgue o entendimento do magistrado, no caso em tela,
como certo ou errado, justifique sua resposta e mencione a capitulação jurídico penal da
conduta, os sujeitos do delito e mencione a possibilidade de concurso de pessoas em
crimes dessa natureza.
R: Errada, tendo em vista que conforme preconiza o art. 327, §1º do Código Penal, o
médico Marco Antônio é equiparado a funcionário público, uma vez que o hospital que
ele trabalho é conveniado com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Questão 10) José Ricardo, delegado de polícia, em razão de seu cargo, apropriou-se de
joias e metais preciosos que estavam apreendidos no depósito da delegacia. Haverá
conduta criminosa no caso em tela? E se houver pronta restituição? Explique:

R: O delegado, José Ricardo, responderá pela conduta criminosa tipificado, no art. 312,
1ª parte do Código Penal – Peculato Apropriação, uma vez que devido o seu cargo, o
mesmo apropriou-se de joias e metais que estavam na tutela do Estado. Caso houver
arrependimento posterior como se enquadra no art. 12 do CP, o José poderá ter sua pena
reduzida de 1/3 a 2/3, pelo fato de ter restituído a coisa por ato voluntario do próprio.

EXCELENTE PROVA!!!!!!

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