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UNIVERSIDADE SAVE

Grupo 2

Felícia Eulália Francisco

Gabriel Raúl Rafael

Ginésio Raúl Damião

Hérica Feliz Herculano

José Virgínia Herculano

 Importância da planificação de estudos


 Condições ambientais e psicológicas de estudo;

 Gestão de tempo/horário de estudo.

Licenciatura em Física

Universidade Save

Extensão da Massinga

2020
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Grupo 4

Felícia Eulália Francisco

Gabriel Raúl Rafael

Ginésio Raúl Damião

Hérica Feliz Herculano

José Virgínia Herculano

 Importância da planificação de estudos


 Condições ambientais e psicológicas de estudo;

 Gestão de tempo/horário de estudo.

Trabalho de pesquisa para efeitos de avaliação


na cadeira de Métodos de Estudo a ser
apresentado no departamento de Ciências
Naturais e Matemática.

Docente: MSc. Osvaldo Gouveia

Universidade Save

Extensão de Massinga

2020
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Índice
1. Introdução.................................................................................................................................3
1.1. Objectivo Geral.................................................................................................................3

1.2. Objectives Específicos......................................................................................................3

1.3. Metodologias.....................................................................................................................3

2. Importância da planificação de estudos....................................................................................4


3. Condições Ambientais e Psicológicas para o estudo................................................................5
4. Gestão de tempo/horário de estudo..........................................................................................6
5. Conlusão...................................................................................................................................8
6. Bibliografia.............................................................................................................................10
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1. Introdução

Sendo que, no ensino superior o estudante se depara com uma quantidade de matéria muito mais
extensa e torna-se necessário uma maior autonomia na forma como organiza a sua aprendizagem,
pois as situações de estudo sob pressão, apenas levam a um estado excessivo de fadiga,
confusões, receios, dificuldade de concentração e de retenção da matéria. No entanto o sucesso
académico é algo que o estudante poderá controlar e que depende sobretudo do empenho e
dedicação que o aluno está disposto a dar.

Numa perspectiva de deixar mais evidente e clara a importância da planificação de estudas pelo
estudante, pensou-se na necessidade de elaboração do presente trabalho, de modo a despertar nos
estudantes a relevância da planificação dos seus estudos para o sucesso da sua formação.

De modo geral, o presente trabalho foi elaborado na perspectiva de responder ao seguinte


conjunto de objectivos, desde o geral até os específicos:

1.1. Objectivo Geral

 Conhecer a importância da planificação dos estudos.


1.2. Objectives Específicos

 Definir planificação;
 Explicar a importância da planificação;
 Identificar as condições psicológicas e ambientais para o estudo;
 Elaborar um plano de estudos.
1.3. Metodologias

Para tornar possível a realização deste presente trabalho, recorreu-se às seguintes metodologias:
pesquisas e leituras bibliográficas de várias obras que abordam sobre o conteúdo em estudo, de
acordo com as referências apresentadas na bibliografia.
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2. Importância da planificação de estudos

MENDEZ (1999, cit. in Ramalho, 2001), afirma que planificar é um processo pré-activo que
está orientado para a acção, em que se reflecte a prática antes de se passar à concretização,
o n d e se traçam as estratégias, recursos e actividades.
Planificar o estudo não consiste somente em estabelecer um horário, aprender a planificar é
aprender a estabelecer um horário regular dedicado exclusivamente a actividades concretas e
bem programadas, que respondam a objectivos precisos (Mendez, 1999, cit. in Ramalho, 2001).
A planificação é um processo através do qual um estudante faz a preparação, previsão e
organização do desenvolvimento das suas actividades, em conformidade com as normas,
procedimentos e/ou legislação que orientam a área a planificar, estabelecendo para o efeito, as
respectivas metas e prazos.

Para que haja um bom rendimento escolar, é fundamental que o aluno interiorize a necessidade
de gerir o seu tempo, planificando-o de acordo com a actividade que desenvolve ao longo do dia,
quer elas seja de lazer, ou relacionadas com a escola.

Para que os estudantes apresentem melhores resultados escolares, devem organizar o seu tempo
tendo em conta as características, dificuldades e relevância das tarefas, investindo horas
suficientes para a realização das mesmas e excluir elementos de possível distracção.

A planificação dos estudos é muito fundamental, pois ajuda o estudante na:

 Organização do trabalho em função do papel educativo e normativo da disciplina;


 Reflexão dos conteúdos e métodos de trabalho e materiais mais adequados à
 Aprendizagem;
 Controlo e ajustes de acordo com as necessidades e interessem;
 Divisão do tempo de acordo com as metas de aprendizagem que se pretende atingir.
Portanto, para que essas vantagens sejam observadas, é necessário que as elaborações de
horários, acompanhadas da planificação das actividades de estudo (aulas, trabalhos, estudo
privado), assumem-se como ferramentas poderosas para o desenvolvimento de competências
autorregulatórias.
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3. Condições Ambientais e Psicológicas para o estudo

É importante primeiro referir que os estudantes precisam consciencializar-se de que as suas


condições de trabalho influenciam a sua capacidade de concentração e de organização do
trabalho e, consequentemente o seu rendimento escolar.

GIORDAN (1998) defende que o Trabalho Individual requer um ambiente pessoal que
estimule a curiosidade, desejo de aprender, persistência e perseverança e para o qual deve
contribuir toda a comunidade escolar promovendo a aprendizagem.

Apesar de não existir uma regra universal quanto à melhor forma de organizar o local de
trabalho, contudo, existe unanimidade relativamente à necessidade de um:

 Espaço tranquilo, sem ruídos nem interrupções, de forma a promover concentração nas
tarefas;

 Ter iluminação adequada;

 Temperatura agradável;

 Ventilação;

 Mobiliário adequado;

 Deverá em regra ser o mesmo, dado que a mudança de locais de trabalho implica novos
estímulos geradores de distracção e consequentemente novas adaptações.

O local de estudo deve ser um espaço tranquilo, sem ruídos, de modo a que seja fácil para o
estudante concentrar-se nas suas tarefas. Por outro lado, este espaço deve ser sempre o
mesmo, de modo a que o estudante não seja sujeito a novos estímulos que poderiam levar a
sua distracção na tarefa.
É então importante que o estudante consiga controlar os estímulos ambientais que
impedem a sua concentração e atenção, aprendendo a preparar um espaço de trabalho de acordo
com as suas necessidades pessoais e que o incentive a estudar.
Por outro lado, existem ainda outros aspectos essenciais para criar um ambiente mais
favorável possível ao trabalho escolar como por exemplo: ter um local apenas destinado ao
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estudo, ter todo o material necessário nesse local (livros, dicionários, canetas, etc. antes de
começar a estudar com o objectivo de se evitar a interrupção do estudo e, assim como a
concentração no estudo. Pôr fora do local de trabalho tudo que poderá servir de distracção para
o estudante (rádio, televisão, etc.) deve ser evitado e também evitar ser interrompido por outras
pessoas.
Para além da necessidade de o estudante preparar um local de trabalho adequado as suas
exigências, ele também deverá ter consciência que factores psicológicos internos que podem
influenciar o seu sucesso escolar, tais como: A frustração, o desinteresse, o desânimo, a
preocupação com problemas pessoais, são factores que, normalmente estão associados a uma
influência negativa no rendimento escolar do aluno. Em contrapartida, factores como uma
elevada auto-estima, um espírito crítico e curioso, uma atitude sociável e espírito de grupo,
ajuda a promover o sucesso escolar.
Para além das condições físicas ou ambientais, as condições psicológicas também podem
condicionar o rendimento escolar do estudante.

Os factores que podem afectar negativamente o rendimento escolar do estudante são: a


frustração, o desinteresse, o desânimo, a preocupação com problemas pessoais. Em
contrapartida, um bom nível de auto-estima, espírito entusiasta e curioso, atitude sociável,
espírito de grupo e entreajuda, podem ajudar positivamente o aluno a alcançar o sucesso escolar
(Carita et al, 1997).

4. Gestão de tempo/horário de estudo

O primeiro passo para quem quer estudar consiste em organizar a vida de maneira a abrir espaço
para estudar e planejar melhor o aproveitamento possível do seu tempo (CHIAVENATO, 2004).

Todavia, as elaborações de horários, acompanhadas da planificação das actividades de estudo


(aulas, trabalhos, estudo privado), assumem-se como ferramentas poderosas para o
desenvolvimento de competências autorregulatórias, uma vez que evitam:

 O estudo intensivo nas vésperas dos momentos de avaliação;

 As dificuldades de concentração e memorização, devido à falta de tempo para organizar a


informação estudada;
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 Sentimentos de ansiedade e insegurança.

Para a planificação adequada dos estudos, devem ser tidas em conta questões como:

 O ritmo pessoal de trabalho;

 As dificuldades de cada disciplina;

 As horas apropriadas para o estudo e os tempos dedicadas ao lazer.

Para além disso, alguns princípios como: fazer um plano semanal e um plano diário, não gastar o
tempo todo de estudo numa só disciplina, certificando que todas sejam contempladas no plano,
bem como as tarefas dentro de cada disciplina (trabalhos de casa, pesquisa, etc.) criar o hábito de
utilizar uma agenda, que será de grande utilidade para ir registando a data das avaliações.

Cada pessoa tem os seus próprios hábitos e como tal terá de elaborar o seu próprio horário. No
entanto terá que ter em conta as dificuldades que inicialmente poderá enfrentar, tais como:

Esquecimento - é importante que tenhas um registo que possas facilmente consultar com todas
as actividades e compromissos que terás que realizar. Deves registar, enquadrar e modificar
rigorosamente todas as actividades de modo a prevenir o esquecimento.

Tarefas numerosas - as idas ao cinema, as visitas dos amigos, as aulas, os estudos e os trabalhos
sobrecarregam-nos e exige a tendência de deixar de fazer o que se considera menos importante.
No entanto tudo isso será evitado se planearmos e organizarmos bem o nosso tempo.

Carência da produtividade com um horário apertado para a realização de tarefas, é provável


que a qualidade do trabalho saía prejudicado. O importante é dedicar se altura do dia em que se
possui maior facilidade na concentração para a execução de uma tarefa.

Cansaço - é importante que organizes o seu tempo para que maximizes os seus resultados com o
mínimo de fadiga possível. Portanto terás que ter cuidado na forma como fazes e aplicas o seu
plano, pois se este for mal elaborado poderá perder as suas virtudes.

Indecisão - para que não percas tempo com actividades inúteis, é importante ter um plano com o
seu dia esquematizado com alguma antecedência, pois assim evitarás ser confrontado com mas
escolhas.
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Há quem imagina que deve fazer um curso superior sem dispor de tempo para estudar, ou mesmo
para frequentar as aulas do curso, esse é um curioso aluno que pretende concluir os estudos com
a impossibilidade de estudar. O aluno deve descobrir o tempo para frequentar as aulas do curso e
para estudos particulares.

A maneira mais fácil e prático de descobrir o tempo consiste em tomar folha de papel, anotar os
diversos dias da semana e os deveres a fazer registados a cada dia.

O aproveitamento do tempo de estudo entra também em coordenação com as capacidades do


aluno na técnica de leitura eficientemente de revisão e de fechamento, certamente que se o aluno
tiver essas técnicas em pouco tempo ele poderá ser capaz de ler boas páginas, descobrir e
assinalar a ideia principal ou central, as palavras chaves ou pormenores importantes no contexto.

Entende-se que não basta descobrir o tempo é necessário desenvolver técnicas para tornar
qualquer tempo produtivo, isto é, é feito mediante a revisão da nossa jornada, com o propósito de
descobrir ou de fazer aparecer qualquer porção de tempo que possa ser reservado a nossos planos
de estudos. Quanto menos tempo tiver, mais motivado deve estar para aproveita-lo ao máximo,
isso irá ajudar a aproveitar intensamente, porque quem nas horas de lazer se preocupa em tarefas
não cumpridas nas horas de trabalho não descansa nunca.

A programação do que fazer a cada horário evita indecisões, adiamento, evita exactamente perda
de tempo reservado ao estudo ou seja má utilização e se não haver uma prévia determinação
pragmática não aproveitamos o tempo, simplesmente ou estudaremos só o que nos agrada.
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5. Conclusão

Terminado o trabalho chegamos a conclusão de que não basta somente decidir estudar de uma
forma desorganizado, mas sim, é preciso que os estudos sejam planificados, para que se posso
obter um melhor rendimento.

É extremamente importante que os estudantes arranjem as devidas condições do ambiente em


desejam trabalhar/estudar para melhor aproveitamento na leitura assim como na realização de
tarefas.

No que tange a gestão do tempo temos a dizer que o aproveitamento do tempo de estudo entra
também em coordenação com as capacidades do aluno na técnica de leitura eficientemente de
revisão e de fechamento, certamente que se o aluno tiver essas técnicas em pouco tempo ele
poderá ser capaz de ler e compreender boas páginas, descobrir e assinalar a ideia principal ou
central, as palavras-chaves ou pormenores importantes no contexto.
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6. Bibliografia

BERBEL, Neusi, Aparecida Navas. As metodologias activas e a promoção da autonomia de


estudantes. Seminário: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n. 1, p. 25-40, 2012.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos Novos Tempos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004

TEXEIRA,Dina. Condições ambientais e psicológicas para ensino. Vila Real.1ª edição, 2016

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