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Mobilização Articular (Gabrielly Luz)

No âmbito hospitalar a mobilização articularvem sendo utilizada para manter a


integridade articular, prevenindo contraturas e deformidades articulares. Existem
cinco graus, porém, mais comumente utilizados são os graus I, II, III e IV, não sendo
utilizada o grau V. E são geralmente utilizadas nas principais articulações como: art.
Glenoumeral, art. Umerorradial, art. Metacarpo, art, coxofemoral, art. Patelar, art.
Talocrural e art. Metatarso. O grau I e II são utilizados para promover o líquido
sinovial das articulações, e aliviar a dor. O grau III e IV são utilizados para ganhar do
arco de movimento.

A mobilização articular é uma técnica que consiste em movimentos passivos


oscilatórios de pequena amplitude, que visam à restauração das disfunções de
movimentos artrocinemáticos. Os efeitos terapêuticos da mobilização articular
compreendem na melhora da congruência articular, diminuição do atrito mecânico
na articulação, diminuição da dor e restauração da função biomecânica.

Mobilização articular, também conhecida como manipulação, refere-se às técnicas


de terapia manual usadas para modular a dor e tratar as disfunções articulares que
limitam a amplitude de movimento (ADM).

Quando uma alavanca óssea se move em torno de um eixo de movimento, ocorre


também movimento na superfície óssea do osso oposto na articulação. O
movimento da alavanca é chamado balanço e é classicamente descrito como flexão,
extensão, abdução, adução e rotação. A quantidade de movimento pode ser medida
em graus com um goniômetro e é chamada ADM. São utilizadas o rolamento,
deslizamento, rolamento, giro, compressão, tração.

A mobilização articular estimula a atividade biológica pelo movimento do líquido


sinovial, que traz nutrientes para a cartilagem articular avascular das superfícies
articulares e para a fibrocartilagem intra-articular dos meniscos. A atrofia da
cartilagem articular começa logo após a imobilização ser imposta às articulações. A
extensibilidade e a força tensiva dos tecidos articulares e periarticulares são
mantidas com o movimento articular. Com a imobilização ocorre proliferação
fibroadiposa, que causa aderências intra-articulares, assim como alterações
biomecânicas nos tecidos do tendão, do ligamento e da cápsula articular, o que, por
sua vez, causa encurtamentos articulares e enfraquecimento ligamentar. Impulsos
nervosos aferentes dos receptores articulares transmitem informações para o
sistema nervoso central e, portanto, fornecem a percepção de posição e de
movimento. Com lesão ou degeneração articular, ocorre a diminuição potencial de
fonte importante de feedback proprioceptivo que pode afetar a resposta de equilíbrio
de uma pessoa.

Mobilizações suaves podem ser usadas para tratar dor e defesa muscular, enquanto
as técnicas de alongamento são usadas para tratar limitações nos movimentos. A
hipomobilidade articular reversível pode ser tratada com técnicas de alongamento
intra-articular progressivamente vigoroso para alongar tecido conjuntivo capsular e
ligamentar hipomóvel. São usadas forças de alongamento sustentado ou oscilatório
para distender mecanicamente o tecido encurtado. Falhas de posicionamento,
subluxações, limitação progressiva, imobilidade funcional. As contraindicações e
precauções são: hipermobilidade, derrame articular, inflamação.

Foram popularizados dois sistemas de graduação das dosagens (ou velocidade de


aplicação) e sua aplicação na amplitude de movimento disponível. Técnicas
oscilatórias suaves: as oscilações podem ser feitas usando-se movimentos
fisiológicos (osteocinemáticos) ou técnicas intra-articulares (artrocinemáticas).

Dosagens e velocidade de aplicação:

(Grau I): são feitas oscilações rítmicas de pequena amplitude no início da ADM. Em
geral são oscilações rápidas, semelhantes a vibrações manuais.
(Grau II): são feitas oscilações rítmicas de grande amplitude dentro da ADM, sem
alcançar o limite. Costumam ser feitas 2 ou 3 por segundo durante 1 a 2 minutos.
(Grau III): são feitas oscilações rítmicas de grande amplitude até o limite da
mobilidade disponível, forçando a resistência do tecido. Em geral são feitas 2 ou 3
por segundo durante 1 ou 2 minutos.
(Grau IV): são feitas oscilações rítmicas de pequena amplitude no limite da
mobilidade disponível, forçando a resistência do tecido. São normalmente oscilações
rápidas, como vibrações manuais.

Indicações:
• Os graus I e II são usados primariamente para tratar articulações limitadas pela dor
ou mecanismo de defesa muscular. As oscilações podem ter um efeito inibidor na
percepção dos estímulos dolorosos por estimular repetidamente os
mecanorreceptores que bloqueiam as vias nociceptivas no nível da medula espinal e
tronco encefálico. Esses movimentos, que não usam alongamento, ajudam a mover
o líquido sinovial para melhorar a nutrição da cartilagem.
• Os graus III e IV são usados primariamente como manobras de alongamento.
• Variar a velocidade das oscilações para obter efeitos diferentes, por exemplo, baixa
amplitude e alta velocidade para inibir a dor ou velocidade baixa para relaxar uma
defesa muscular.

Técnicas de mobilização articular periférica:

Articulação Glenoumeral: a cavidade glenoidal côncava recebe a cabeça do úmero


convexa.

Posição de repouso: O ombro é abduzido 55°, aduzido horizontalmente 30° e rodado


de modo que o antebraço fique no plano horizontal em relação ao corpo
(denominado plano escapular).
Plano de tratamento: O plano de tratamento é na cavidade glenoidal e move-se com
a escápula.
Estabilização: Fixe a escápula com uma cinta ou obtenha ajuda de um assistente.

o Separação glenoumeral

Indicações: Como teste; tratamento inicial (grau II sustentado); controle da dor


(oscilações grau I ou II); mobilidade geral (grau III sustentado).
Posição do paciente: Decúbito dorsal, com braço na posição de repouso. Apoie o
antebraço entre seu tronco e cotovelo.
Posicionamento das mãos: Use a mão mais próxima da parte a ser tratada (p. ex.,
mão esquerda se estiver tratando o ombro esquerdo do paciente) e coloque-a na
axila do paciente com seu polegar anteriormente, logo distal à margem articular, e os
dedos posteriormente. A outra mão apoia o úmero a partir da superfície lateral.
Força de mobilização: Com a mão que está na axila, mova o úmero lateralmente.
Observação: o braço inteiro se move fazendo um movimento de translação,
afastando-se do plano da cavidade glenoidal. As separações podem ser feitas com o
úmero com qualquer posição. Você precisa estar ciente da quantidade de rotação
escapular e ajustar a força de separação contra o úmero de modo que fique
perpendicular ao plano da cavidade glenoidal.
úmero

Referencias

Coimbra, G. G. B. Eficácia da mobilização articular no tratamento da osteoartrite de


joelho em idosos: revisão da literatura. Monografia. Belo Horizonte, 2019.

Kisner, C. e Colby, L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6 ed.


Barueri, SP: Manole, 2016.

2. Alongamento Muscular (Gabrielly Luz)


3. Fortalecimento Muscular (Gabrielly Luz)

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