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Aluna: Steffany Soares Ortega

Teoria Macroeconomia II

Segunda Lista de Exercícios

1. Explique como e por que o multiplicador e a sensibilidade aos


juros afetam a inclinação da curva IS.
Resposta: A curva IS representa o equilíbrio do mercado de bens e serviços.
Se a sua inclinação depende de dois fatores, sendo eles: a sensibilidade de
investimento em relação a taxa de juros; e da propensão marginal a
consumir. Então, quanto maior a elasticidade do investimento em relação a
taxa de juros, mais horizontal será a curva IS, isto é, menor sua inclinação.
Quanto maior o multiplicador, maior será o impacto sobre a renda de
variações nas taxas de juros, ou seja, menor será a inclinação da IS e mais
horizontal será sua curva.

2. Explique por que a inclinação da curva IS é um fator na


determinação do funcionamento da política monetária.
Resposta: A curva IS é a responsável por imprimir o mercado de produtos e
serviços. Em suma, ela combina a taxa de juros e o produto de modo a
igualar Investimento e Poupança. Na verdade, ele é especialmente usado
para medir a eficácia das políticas fiscais e monetárias. Afinal, o que as
medidas adotadas fazem é manipular a oferta e a demanda (em ambos os
mercados, visto que estão interligados).

Elevações ou quedas nas taxas de juros, por alterações na oferta de moeda


ou nos gastos do governo, geram distorções específicas nas curvas. Sendo:
I) Na curva IS, entende-se que representações gráficas muito inclinadas
indicam políticas monetárias ineficazes, mas políticas fiscais eficazes; e II) na
curva LM, pelo contrário, quando a curva se encontra muito inclinada é um
indicativo de políticas monetárias eficazes, mas políticas fiscais ineficazes.

3. Explique como e por que a sensibilidade à renda e aos juros da


demanda por saldos real afeta a inclinação da curva LM.
Resposta: A curva LM representa o equilíbrio do mercado de ativos e sua
inclinação depende basicamente da elasticidade da demanda por moeda em
relação à renda e a taxa de juros. Quanto maior a elasticidade da demanda
por moeda em relação à renda maior a inflação da curva LM, uma pequena
variação na renda leva a uma expansão na demanda agregada, exigindo
maior elevação da taxa de juros. E quanto maior elasticidade da demanda
por moeda em relação à taxa de juros, menor será a inclinação da curva LM.

4. Em quais circunstâncias a curva LM pode ser horizontal?


Resposta: Corresponde à hipótese da armadilha da liquidez, quando a
elasticidade da quantidade demandada de moeda em relação à taxa de juros
é infinita. Nestas circunstâncias os indivíduos são indiferentes entre reter
moeda e títulos à taxa de juros. Assim, qualquer quantidade adicional de
moeda injetada pelas autoridades monetárias na economia é absorvida nos
portfólios dos agentes econômicos sem que haja necessidade de nenhuma
modificação na taxa de juros. Um outro caso particular em que a curva LM é
horizontal ocorre quando o Banco Central resolve fixar a taxa de juros num
valor constante. Obviamente, nestas circunstâncias as autoridades
monetárias perdem o controle da oferta monetária, pois elas não podem fixar
ao mesmo tempo a taxa de juros e a quantidade de moeda.

5. É possível que a taxa de juros afete o gasto com consumo. Um


aumento na taxa de juros poderia, a princípio, levar a aumentos na
poupança e, assim, a uma redução no consumo, dado o nível de renda.
Suponha que o consumo é, de fato, reduzido por um aumento na taxa
de juros. Como a curva IS será afetada?
Resposta: O aumento no gasto autônomo tende a elevar o nível de renda.
Porem, um aumento na renda eleva a demanda por moeda. Como a oferta
de moeda esta dada, a taxa de juros deve subir para garantir que a demanda
por moeda permaneça igual à oferta. Quando a taxa de juros sobe, o gasto
com investimento reduza, pois estão negativamente relacionados à taxa de
juros. Consequentemente, a mudança do equilíbrio na renda é menor do que
o deslocamento horizontal da curva IS.
6. Entre janeiro e dezembro de 1991, enquanto a economia dos
Estados Unidos entrava ainda mais em recessão, a taxa de juros das
letras do Tesouro caiu de 6,3% para 4,1%. Use o modelo IS LM para
explicar esse padrão de declínio de produto e taxas de juros. Qual curva
deve ter se deslocado? Você consegue pensar em uma razão —
historicamente válida ou simplesmente imaginada — pela qual esse
deslocamento pode ter ocorrido?

7. As equações a seguir descrevem uma economia (pense em C, I, G


etc., como medidos em bilhões e i como percentual; uma taxa de juros
de 5% implica que i = 5.) C = 0,8(1 – t)Y ; t = 0,25 ; I = 900 – 50i ; G = 800 ;
a)Qual é a equação que descreve a curva IS?

Y=0,8(1-0,25)Y+900-50i+800

Y=0,6Y+900-50i+800

0,4Y=1700-50i

Y=4250-125i

b) Qual é a definição geral da curva IS?


A curva IS é a responsável por imprimir o mercado de produtos e serviços. Em
suma, ela combina a taxa de juros e o produto de modo a igualar Investimento
e Poupança.

c) Qual é a equação que descreve a curva LM?

L = 0,25Y – 62,5i ; M/P = 500.

L=0,25Y-62,5i; M/P=500

500=0,25Y-62,5i

Y=2000+250i

d) Qual é a definição geral da curva LM?

A curva LM é responsável por descrever o comportamento do mercado


monetário. Ela combina a taxa de juros e o produto de modo a igualar liquidez
e a oferta de moeda em circulação para encontrar equilíbrio.

e) Quais são os níveis de equilíbrio da renda e da taxa de juros?

4250-12i=2000+250i

i=6%

IS=4250-135(6)=3500

f) Qual é o valor do multiplicador?

8. Como um aumento na alíquota de impostos afeta a curva IS?

Resposta: A curva IS se deslocara para a esquerda sempre que houver uma


redução nos gastos do governo e um aumento no nível dos impostos. Pelo
mesmo raciocínio, a curva IS se deslocara para a direita sempre que o
governo aumentar seus gastos ou reduzir os impostos.

9. Como a resposta da taxa de juros a uma variação no estoque


monetário depende da sensibilidade da demanda por moeda em relação
aos juros?

Resposta: Quanto maior a sensibilidade da demanda por moeda em relação


a taxa de juros, menos inclinada é a curva LM. A politica monetária sera mais
eficaz quanto menor a sensibilidade da demanda por moeda em relação aos
juros (ou seja, quanto mais vertical a LM, mais eficaz é a politica monetária).

10. Utilizando as curvas IS e LM, mostre por que a moeda não possui
efeito sobre o produto no caso da oferta clássica.
Resposta: A oferta de moeda não é condição para obter o produto real (pleno emprego) da
economia. Oferta de M determina nível de P, mas não de Y. Este é determinado pelo (W/P)^e
e pela função de produção.

11. Suponha que haja um declínio na demanda por moeda. Em cada


nível de produto e taxa de juros, o público agora deseja reter saldos
reais menores. a) No caso keynesiano, o que acontece ao produto de
equilíbrio e aos preços?

Resposta: Um aumento na taxa de juros precipita um declínio na demanda


por moeda. Este resultado é fácil de explicar intuitivamente: a taxa de juros
maior eleva o custo de oportunidade de manter o dinheiro, e isso faz com
que as famílias reduzam o valor mantido em seu poder. É fácil ver que,
quando este custo aumenta, a família vai querer ir com menos frequência ao
banco e, portanto, o valor de cada retirada será maior, assim como o valor
médio de dinheiro mantido num determinado período.

12. No caso clássico, qual é o efeito sobre produto e preços?

Resposta: Segundo os economistas clássicos, os preços em uma economia


se ajustam às forças da demanda e da oferta de forma a se estabelecer no
nível de renda do pleno emprego dos fatores de produção. Quando o preço
de um produto está abaixo do preço em que a quantidade demandada é igual
à quantidade oferecida do produto, a escassez de oferta frente a demanda
elevaria o preço até o equilíbrio. Quando o preço do produto estivesse acima
do preço de equilíbrio, o excesso de oferta reduziria o preço até o equilíbrio.
A oferta e a demanda agiriam de forma análoga sobre os salários, que
representam o preço do fator de produção trabalho. Em uma situação de
recessão, esses preços se ajustariam a uma nova renda de equilíbrio inferior
à renda de equilíbrio anterior.

13. O que é uma armadilha de liquidez? Se a economia estava presa


em uma, você aconselharia o uso da política monetária ou fiscal?

Resposta: Armadilha de Liquidez é processo identificado por Keynes que


consiste na situação em que o aumento da oferta de dinheiro, por exemplo,
via resgate dos títulos de dívida pública (“quantitative easing”) não tem por
consequência a queda da taxa de juros, mas sim a elevação das reservas
dos bancos, aplicadas em Tesouraria, e do público não bancário em saldos
monetários.

14. O que é o efeito deslocamento e quando você espera que isso


ocorra? Diante de um deslocamento substancial, o que será mais bem
-sucedida: a política fiscal ou a monetária?

15. Como seria a curva LM em um mundo clássico? Se fosse, de fato,


a curva LM que achássemos que melhor caracteriza a economia,
poderíamos tender para o uso da política fiscal ou monetária? (Você
pode considerar que o seu objetivo é afetar o produto.)

Resposta: A expansão fiscal, como leva a taxas de juros maiores, gera


deslocamento nos investimentos privados. A extensão do deslocamento é
uma questão sensível na avaliação da utilidade e conveniência da politica
fiscal como um instrumento de politica de estabilização.

16. “Podemos ter a trajetória do PIB que desejarmos tanto com uma
política fiscal apertada e uma política monetária frouxa ou o contrário,
dentro de limites bastante amplos. A base real para a escolha está nas
várias metas secundárias, além do PIB real e da inflação, que são
afetados de forma diferente pelas políticas fiscal e monetária.” Quais
são alguns dos objetivos secundários remetidos na citação? Como eles
seriam afetados por combinações de políticas alternativas?

Resposta: A questão da combinação das politicas monetárias e fiscal surge


porque a politica monetária expansionista reduz a taxa de juros, enquanto a
politica fical expansionista aumenta. Assim, a politica fiscal expansionista
aumenta o produto, reduzindo o nível de investimento; já a politica monetária
expansionista aumento o produto e o nível de investimento. Os governos
devem escolher combinações de politicas econômicas de acordo com seus
objetivos de crescimento econômico ou aumento do consumo, a partir do
ponto de vista de suas crenças em relação ao tamanho desejável do
governo.

17. A economia está em pleno emprego. Agora, o governo quer


alterar a composição da demanda em direção ao investimento e
diminuir o consumo, sem, no entanto, permitir que a demanda agregada
fique além do pleno emprego. Primeiros modelos combinação de
políticas necessária? Use um gráfico IS LM para mostrar a sua proposta
de política econômica.

Resposta: O modelo de oferta e demanda agregadas é um modelo que


mostra o que determina a oferta total ou a demanda total da economia e
como a demanda e oferta totais interagem a nível macroeconômico.

Apenas alguns setores em pleno emprego: Com a elevação da demanda agregada alguns
setores que estão no pleno emprego elevam seus preços e outros que não estão elevam sua
produção. Assim, tanto preços quanto quantidade produzida se elevam – parte positivamente
inclinada da curva de oferta agregada; iii) No pleno emprego: Com a elevação da demanda e
não havendo mais recursos disponíveis para elevar a produção a reação será a elevação dos
preços (inflação); esta representação da Oferta agregada é também denominada de Oferta
Agregada de Longo Prazo – parte vertical da curva de oferta agregada.

18. Suponha que o governo faça reduções no imposto de renda.


Mostre, no modelo IS LM, o impacto da redução de impostos sob duas
premissas: a) O governo mantém as taxas de juros constantes por meio
de uma política monetária acomodativa. b) O estoque monetário
mantém -se inalterado. Explique a diferença nos resultados.

19. Considere dois programas alternativos para uma contração da


atividade econômica. Uma é a remoção de um subsídio ao investimento;
a outra é um aumento nas alíquotas de imposto de renda. Use o modelo
IS LM e a curva de investimento para discutir o impacto destas políticas
alternativas sobre a renda, as taxas de juros e o investimento.

20. Aplique o modelo IS-LM para antever os efeitos decorrentes de


cada um dos seguintes choques sobre a renda, a taxa de juros, o
consumo e o investimento. Em cada um dos casos, explique o que o
banco central deve fazer para manter a renda em seu nível inicial.

a. Depois da invenção de um novo circuito integrado de computador


de alta velocidade, muitas empresas decidem atualizar seus sistemas
de informática;

Respota: Enquanto existisse uma relaçãode “um para um” entre esses
papéis e o metal depositado, não haveria criação de moeda. Isso passa a
ocorrer quando o banqueiro emissor dos recibos, percebendo tanto sua
circulação quanto sua aceitação como meio de pagamento, decide manter
em caixa apenas uma fração dos depósitos em moeda metálica,
emprestando o restante.

b. Uma onda de fraudes com cartões de crédito aumenta a


frequência com que as pessoas realizam as transações com o uso de
papel-moeda.

Resposta: Os governos podem obter volumes significativos de recursos por


meio da emissão de moeda, isto é, do aumento da base monetária: quando
gasta a partir da emissão de moeda, o governo praticamente não tem custo
(a não ser o da impressão de notas novas, se for o caso). A essa renda
derivada da capacidade de criar moeda dá-se o nome de senhoriagem. Mas
é claro que alguém paga por isso: o aumento da quantidade de moeda
provoca elevação do nível de preços, o que faz decrescer a renda de quem
detém moeda. Essa perda de renda, que de fato é transferida ao governo,
equivale a um imposto: é o chamado imposto inflacionário. Esse á um
imposto que não é votado pelo Congresso, não é objeto de cobrança direta,
e recai principalmente sobre as camadas mais pobres da população.

c. Um livro de grande sucesso, intitulado Aposente-se Rico,


convence o público a aumentar o percentual de sua renda destinada à
poupança.
Resposta: A redução da taxa de juros básica aumenta a demanda agregada
ao agir sobre o investimento (torna-o mais barato, ao baratear os
empréstimos) e sobre o consumo (ao desestimular a poupança)

21. Descreva os efeitos possíveis de preços decrescentes sobre a


renda de equilíbrio.

Resposta: A renda de equilíbrio ou renda efetiva é determinada quando a


oferta agregada iguala a demanda agregada de bens e serviços. Isso pode
ocorrer abaixo do pleno emprego, significando que a produção agregada,
apesar de abaixo de sua capacidade potencial, atende às necessidades da
demanda. Situação tipicamente keynesiana, com o equilíbrio
macroeconômico com desemprego, ou equilíbrio abaixo do pleno emprego.

Desse modo, o objetivo keynesianista é fazer o equilíbrio entre oferta e


demanda agregadas coincidir com a renda ou produto de pleno emprego.

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