Você está na página 1de 11

Aluna: Steffany Soares Ortega

Teoria Macroeconomia II

Quinta Lista de Exercícios

1. Por que a curva BP tem inclinação positiva? Que fatores causarão


um deslocamento da curva BP? Explique!
Resposta: O modelo IS-LM-BP nos mostra os efeitos de curto prazo das
políticas fiscal e monetária sobre as principais variáveis macroeconômicas,
com economia aberta. Também podemos representar o efeito de choques
sobre a economia (aumento da renda mundial, aumento da confiança do
consumidor,...). Para representar o modelo IS-LM-BP precisamos entender
com o funciona o equilíbrio no mercado de bens (curva IS), o equilíbrio no
mercado monetário (curva LM) e o equilíbrio no balanço de pagamentos (curva
BP). Adicionalmente, são de fundamental importância os conceitos de taxa de
câmbio e paridade descoberta de juros.
2. Explique o que significa dizer que temos mobilidade perfeita de
capitais. Por que a curva BP é horizontal no caso de mobilidade perfeita
de capitais?
Resposta: A forma como a política fiscal e monetária afeta os objetivos de
equilíbrio internos ou externos depende consideravelmente da extensão da
mobilidade de capital.  Mobilidade de capital = extensão pela qual os recursos
(ativos financeiras) podem ser transferidos entre nações. Além do efeito de
reduzir a mobilidade de capital muitos países menos desenvolvidos não
apresentam um sistema bancário bem desenvolvido ou os mercados
financeiros bem desenvolvidos, o que frequentemente contribui para manter a
mobilidade de capital baixa.  O grau de mobilidade afeta a inclinação da curva
BP.
3. O que é uma crise cambial? Por que são, por vezes, denominadas
ataques especulativos?

Resposta: crises cambiais diziam respeito a fortes desvalorizações das


moedas locais em razão da total incapacidade de honrar compromissos
externos. Traduzindo, havia menos dólares nas contas dos países do que
aqueles necessários para o pagamento dos credores externos.

Esta situação comprometia até mesmo as importações de produtos essenciais.


Sem dólares na conta, ficava difícil obter os produtos necessários que, no caso
do Brasil, poderíamos destacar o petróleo e alguns itens necessários à
produção de medicamentos.
A ausência de dólares em caixa, após a crise de 1999 levou o País a mudar de
comportamento com relação aos produtos importados, levando-nos a voltar a
adotar as políticas de “substituição de importações”, igualmente implementada
no Brasil nos anos 80, quando, novamente, havíamos sido vítimas da falta da
moeda estrangeira (que nos levou até mesmo a decretar uma moratória no
governo do presidente Sarney).

4. O que significa esterilização dos efeitos da intervenção no mercado


de moeda estrangeira?
Resposta: Intervenções cambiais esterilizadas são compras ou vendas de
divisas estrangeiras pelo BC sem que ocorra alteração no estoque de moeda
(nem na taxa de juros). Na sua forma mais simples, uma operação esterilizada
de compra de divisas envolve duas operações das mesas do BC. Inicialmente,
o BC compra dólares e paga em reais, assim acumulando reservas
internacionais e aumentando a base monetária. Simultaneamente, o BC
conduz operações de mercado aberto que visam o enxugamento da liquidez
adicional gerada pela operação de compra de câmbio: o BC vende títulos
públicos de sua carteira, assim fazendo retornar a seu valor inicial a base
monetária (e também a taxa de juros). Intervenções esterilizadas podem afetar
a taxa de câmbio via dois canais teóricos: o canal de sinalização e o canal de
equilíbrio de portfólio. No canal de sinalização, o pretenso efeito sobre a taxa
de câmbio adviria de sinais implícitos de futuras mudanças em políticas
governamentais. Este canal não parece relevante quando se adota o sistema
de metas para inflação, no qual há muitas formas de o BC passar ao mercado
informações que julgue conveniente divulgar.
5. Suponha que, em vez de uma recessão externa, o choque que atinja
a economia seja uma expansão externa. Explique os efeitos que esse
choque teria sobre a economia doméstica sob um regime (1) de taxas de
câmbio fixas e sob regime (II) de taxas de câmbio flexíveis, pressupondo
mobilidade imperfeita de capitais.
6. Descreva a trindade impossível.
Resposta: A Trindade Impossível é uma regra simples com implicações
importantíssimas. Ela foi descoberta pelo vencedor do Nobel, Robert Mundell,
no início da década de 1960.

A regra é que um país não pode ter uma política monetária independente,
conta de capital aberta e uma taxa de câmbio fixa ao mesmo tempo. É isso.
Você pode ter qualquer combinação de duas dessas três condições mas nunca
as três ao mesmo tempo.
Há países como a China e a Suíça que possuíam taxa de cambio fixa ou que
pudessem oscilar apenas na banda permitida pelo governo. Quando a situação
se torna insustentável o governo tem de abrir mão do controle do cambio
provocando fortes oscilações conforme ocorreu nos paises supracitados.
7. O que é taxa de câmbio real?
Resposta: Câmbio Real, também chamado de Taxa de Câmbio Real, é um
indicador de câmbio que leva em consideração a inflação interna e externa.
Embora não seja tão utilizado quanto a taxa de câmbio nominal, ele é
considerado a melhor referência para o valor de uma moeda em relação a
outra. Na prática, ele indica o poder de compra da moeda de um país em
relação à moeda de outro.

A taxa de câmbio real é mais útil e mais completa, porque ela expressa a
relação do poder de compra entre duas moedas. Ou seja, por meio desse
indicador, é possível saber qual a correspondência entre Dólar e Real para
comprar as mesmas coisas nos EUA e no Brasil.
8. O que é taxa de câmbio nominal?
Resposta: Câmbio Nominal, ou taxa de câmbio nominal (TCN), é a taxa que
expressa a relação de valor entre duas moedas de países diferentes. Outra
forma de defini-la é como o custo de uma moeda em relação a outra. Com a
tendência de eliminação das fronteiras entre países e a circulação cada vez
mais livre de capitais, bens, serviços e pessoas, surge uma necessidade
importante: estabelecer uma relação entre a moeda nacional e as moedas
estrangeiras. Desde que não haja intervenção do Banco Central, a variação da
taxa de câmbio nominal funciona de maneira parecida com a variação de preço
de qualquer bem ou serviço: influenciada pela oferta e demanda.

Suponha que a oferta de dólar na economia brasileira é baixa e a demanda é


alta. Nesse caso, o "preço" do dólar sobe. Em outras palavras, ocorre uma
desvalorização do real em relação ao dólar.

9. Se o Brasil apresenta uma inflação baixa e o México apresenta uma


inflação alta, o que acontecerá com a taxa de câmbio entre o real
brasileiro e o peso mexicano?
10. Suponha que há algum tempo atrás o preço de um Big Mac fosse
de $2,42 nos EUA e 17,5 reais no Brasil. Além disso, suponha que a taxa
de câmbio nominal fosse 5,76 reais por dólar.
a) Calcule a taxa de câmbio real. Resposta:  ε = eP*/P 5,76*(2,42/17,5) =
0,796526
b) Se os preços nominais dos Big Mac’s continuarem os mesmos nos
dois países, o que, segundo a teoria da paridade do poder de compra,
ocorreria com a taxa de câmbio real? Explique. Resposta: A paridade do
poder de compra é a lei do preço único aplicado ao mercado mundial. Nesse
caso o Big Mac nos EUA é relativamente mais barato do que na suíça. De
acordo com a paridade do poder de compra, a taxa de câmbio real será,
passado algum tempo, 1,0. A qualquer outra taxa de câmbio real, o comércio
iria, teoricamente, somente em uma direção.
11. Explique em detalhes como a taxa de câmbio nominal afeta a
competitividade do país no exterior?
Resposta: Como a taxa nominal de cambio pode ser expressa em função da
taxa real, que no caso representa a taxa a qual o produto de um país pode ser
trocado pelo produto de outro, uma depreciação no cambio nominal é também
uma depreciação no cambio real o que significa um ganho nos termos de troca.
Já uma valorização do cambio nominal, é também uma valorização do cambio
real o que acarreta uma perda nos termo de troca de um país
12. Explique a teoria da paridade do poder de compra. Qual a sua
principal implicação? Quais as limitações desta teoria?
Resposta: A Paridade do Poder de Compra (PPC) é um indicador utilizado
para comparar as diferentes moedas ao redor do mundo, de modo a medir
quanto cada uma delas verdadeiramente vale a partir do seu objeto-fim: a
compra.

Ou seja, o que o PPC faz é utilizar o poder de compra de uma moeda em


comparação com a outra. Em geral ela é, de forma convencionada, comparada
com o dólar e pode valer mais ou menos do que ele.

Com isso, o que se promete é tornar as análises cambiais mais precisas. Isso
porque, para entender a relevância de uma moeda não basta cotá-las e dizer
que valem x ou y dólares.

É necessário, antes, entender se o que se compra com esse mesmo valor em


um país se compra em outro. Do contrário, pode-se ter até a ideia de equilíbrio,
mas ela estará equivocada.

Contudo, como poucas coisas são alvo de consenso nessa área, há ainda
economistas que discordam do uso do PPC. Segundo eles, a disparidade na
flutuação dos preços em cada setor, nos padrões de compra e no modelo de
produção de bens e serviços são suficientes para tornar essa uniformidade
trazida pelo método, ineficaz.

13. Verdadeiro ou falso.


Em uma economia aberta, as exportações líquidas são sempre iguais ao
investimento externo líquido.
Resposta: Falso, E e r – se ajustão simultaneamente – Para equilibrar a oferta
e a demanda • Nos dois mercados – De fundos de empréstimo – De câmbio de
moeda estrangeira
14. Avalie a escolha de regimes cambiais. Explique as desvantagens do
câmbio fixo em relação ao flutuante. Explique por que, dadas estas
desvantagens, ainda há países que adotam regimes de câmbio fixo?
Resposta: O câmbio fixo é aquele que o valor da moeda estrangeira
(geralmente o dólar) é fixado pelo governo. Assim, a moeda nacional passa
a ter um valor fixo em relação a essa moeda-lastro. “A vantagem é que
possibilita melhor controle sobre a inflação”, afirma Prof. Hélvio Tadeu Cury
Prazeres, do Curso CPT Fundamentos da Economia.
A desvantagem do câmbio fixo é que pode ocasionar a valorização
excessiva da moeda nacional, causando diminuição das exportações e
aumento de importações (no caso da moeda estrangeira mantida
desvalorizada).
O sistema de câmbio flutuante, por sua vez, é quando o mercado estabelece
os valores das taxas de câmbio. Esse processo ocorre através da lei de
oferta e procura. Nesse sistema, podem ocorrer grandes variações das taxas
de câmbio em intervalos curtos de tempo. A vantagem é que o próprio mercado
regula as taxas de câmbio, não causando distorções cambiais na
economia.
A desvantagem do câmbio flutuante é que a valorização excessiva das moedas
estrangeiras pode causar inflação, enquanto a desvalorização dessas moedas
podem ocasionar diminuição das exportações.

15. Descreva com o auxílio de gráficos o equilíbrio de uma economia


aberta. (Dica: mostre o equilíbrio no mercado de fundos emprestáveis e
de câmbio).
16. Qual é o efeito de uma redução nos gastos do Governo em uma
economia fechada? E em uma economia aberta?
Resposta: Para representarmos o modelo IS-LM com economia fechada
precisamos entender o comportamento de dois mercados: o mercado de bens
e serviços e o mercado monetário. A curva IS nos mostra o equilíbrio no
mercado de bens e serviços, ou seja, igualdade entre a demanda agregada e a
oferta agregada. A curva LM nos mostra o equilíbrio no mercado monetário, ou
seja, a igualdade entre a oferta monetária e a demanda por moeda. Um
aumento nos gastos do governo (maior demanda agregada) eleva a produção
(renda). Com isso, temos um aumento da demanda por moeda e a
consequente elevação da taxa de juros.
17. Explique o que são os déficits gêmeos.
Resposta: De acordo com a teoria dos déficits gêmeos existe uma relação de
causalidade entre o déficit orçamentário fiscal e o déficit em transações
corrente. Essa vinculação é objeto de desacordos entre os economistas e,
apesar da existência de inúmeros estudos empíricos e teóricos sobre o
assunto, os resultados ainda permanecem inconclusivos e polêmicos. Nem
sempre é possível encontrar associações diretas entre déficit público e déficit
externo, ou seja, nem sempre o que se observa sobre o equilíbrio externo de
um país pode ser explicado pelo que acontece com suas contas públicas.
18. Discuta os efeitos da política fiscal em uma economia aberta.
Tendo em vista essa discussão, como ministro da Fazenda proponha uma
solução para a Presidente para o problema recente Brasileiro em relação
à conta corrente.
Resposta: O papel a ser desempenhado pela política fiscal, segundo Keynes,
justifica-se pelo fato de a economia não trabalhar a pleno emprego (ou no
ponto do produto natural). Caso esteja no pleno emprego ou em ponto próximo
ao do pleno emprego, possivelmente aumentos dos gastos públicos vão gerar
pressões inflacionárias. Ou seja, caso o multiplicador 30 seja muito elevado, um
aumento do gasto público, mesmo em um quadro de existência de alguma
capacidade ociosa, pode fazer com que os efeitos sobre os preços sejam
sentidos em maior intensidade que os efeitos sobre a produção.
19. Considere uma pequena economia aberta IS-LM com taxa de
câmbio fixa onde o produto está em seu nível natural, mas onde há um
déficit comercial. Qual é a combinação adequada de políticas fiscais e
monetárias.
Resposta: Sob regime de cambio flutuante, a politica economica ideal
combinaria uma polıtica monetaria expansionista (o que leva a uma
depreciacao, mas a um aumento do produto tambem) com uma polıtica fiscal
contracionista (o que diminuiria o impacto expansionista da polıtica monetaria
sobre o produto). Sob regime de cambio fixo, a politica monetaria nao tem
efeito sobre o produto. Mas uma desvalorizacao combinada com uma polıtica
fiscal contracionista pode melhorar a balanca comercial sem afetar o produto
21. Considere uma expansão monetária numa economia que opera com
taxas de câmbio flexíveis. Comente os efeitos sobre o consumo, o
investimento e as exportações líquidas.
22. Comente a seguinte prescrição de política econômica: “Se um país
tem elevado déficit em conta corrente, a solução é cortar os gastos
públicos.” Tal prescrição é sempre correta?
Resposta: A consequência imediata do déficit público é um aumento da dívida
pública – pois o governo terá que tomar dinheiro emprestado para saldar suas
contas. Com a necessidade de aumentar a arrecadação, uma elevação
na carga tributária também pode acontecer posteriormente. Ou seja,
indiretamente, a existência de um déficit público também impacta a atividade
econômica do país. Seus efeitos geram uma queda na capacidade de
investimento das empresas – afetando negativamente o nível geral de
produção, emprego, renda e limitando o crescimento econômico do país.
24. O que é overshooting?
Resposta: Overshooting é uma reação exagerada, irracional, dos mercados de
levar preços de um ativo a valores extremos e fora das expectativas mais
otimistas (ou pessimistas, dependendo da direção do movimento -- e em que
lado você está). Normalmente, overshootings ocorrem em momentos aonde a
carga emocional dos participantes do mercado é alta, o que ajuda a acentuar o
movimento.

Um exemplo de overshooting foi o movimento em 27 de outubro de 2008, auge


da crise internacional moderna, que levou o Ibovespa a fechar em menos dos
30 mil pontos. No dia seguinte o índice fechou em +13,4%, com investidores
chegando a conclusão que o movimento do dia anterior fora sem fundamento e
exagerado -- portanto, overshoot.

25. Supomos que o gasto agregado dos residentes domésticos seja:


A=Ā+cY-bi , onde c é a propensão marginal a consumir e i a taxa de juros.
A balança comercial, NX, é dada por NX= X – Q, sendo X as exportações e
Q as importações. Os gastos com importação são dados por Q = Q + mY ,
onde Q é o gasto autônomo com importações. As exportações são dadas
e iguais a X = X. Pede-se: a) Qual é o efeito de um aumento nas
exportações sobre o nível de equilíbrio da renda? b) Qual é o efeito do
aumento nas exportações sobre a balança comercial?

26. Verdadeiro ou Falso? Justifique.


a. Uma desvalorização do câmbio real sempre eleva as exportações e
as exportações líquidas. Resposta: Verdadeira. Uma desvalorização da
moeda faz com que as exportações nacionais fiquem mais baratas em moeda
estrangeira. Com US$ 1,00 você comprava antes cerca de R$ 3,00 em
produtos brasileiros; agora, com a mesma quantia em dólar você pode comprar
um valor maior de bens, em reais. Com isso, haverá um aumento das
exportações nacionais. No caso de mercadorias cujos preços são fixados, no
mercado internacional, em dólar, a desvalorização induz os exportadores a dar
descontos nos preços em dólar, já que recebem agora mais reais por cada
dólar.
b. Plíticas fiscais expansionistas que deterioram o superávit
orçamentário, fazem com que os títulos domésticos fiquem relativamente
menos atrativos que os títulos estrangeiros e, então, deprecia a moeda.
Resposta: Falsa.Uma polıtica fiscal expansionista desloca a curva IS para a
direita, uma vez que o aumento nos gastos do governo eleva a demanda e,
portanto, o produto. A medida que o produto aumenta, tambem aumenta a
demanda por moeda, pressionando a taxa de juros a fim de que a mesma se
eleve. Esse aumento na taxa de juros torna os titulos da divida domestica mais
atraentes, provocando uma apreciacao da moeda nacional
c. Regimes de taxas de câmbio fixas são bons, pois
independentemente de quanto o governo despende o valor real da moeda
nunca se altera. Logo, o governo não tem incentivo a gastar. Resposta:
Falso. Num regime de câmbio fixo o Banco Central vende divisas (reduz suas
reservas) quando há excesso de demanda, e compra (aumenta suas reservas)
quando há excesso de oferta. Um aumento nos gastos dos turistas
estrangeiros, tudo o mais constante, provoca um aumento na oferta de divisas
e, portanto, contribui para um aumento das reservas, tudo o mais constante.
d. Sabendo que NX = S - I + (T - G) e como uma depreciação não reduz
a poupança nem o investimento, ela não afeta o déficit comercial.
Resposta: Falso. Há depreciação do câmbio.
27. Por que se diz às vezes que o medo da desvalorização pode se
tornar uma profecia autorrealizável? Se efetivamente a desvalorização da
moeda ocorre, qual a trajetória esperada para a taxa e câmbio. Relacione
sua resposta com a desvalorização da moeda brasileira em janeiro de
1999, com o nível de reservas internacionais e com a taxa de juros interna
e com o “overshooting” do câmbio brasileiro.
28. Consumo e investimento aumentam. O efeito sobre exportações
líquidas é ambíguo: um produto maior acarreta exportações líquidas
menores, mas uma depreciação cambial eleva as exportações líquidas.
Resposta: É importante ressaltar que estamos assumindo válida a condição de
Marshall-Lerner, garantindo que uma desvalorização cambial melhora as
exportações líquidas. Tal condição diz respeito às elasticidades dos produtos
exportados e importados. A observação é importante, pois existe a
possibilidade de uma desvalorização cambial deteriorar as exportações
líquidas. Basta imaginar que tanto os produtos exportados como os importados
por uma determinada nação sejam bastante inelásticos. Neste caso, as
quantidades exportada e importada seriam pouco afetadas com a
desvalorização, enquanto o preço dos importados teria aumentado e o preço
dos exportados teria diminuído. Desta forma a receita líquida em moeda
estrangeira poderia diminuir.
29. A adoção de um sistema de taxas de câmbio flexíveis liberaria as
políticas fiscal e monetária para voltarem-se a metas internas de pleno
emprego e estabilidade de preços. Você concorda ou discorda dessa
afirmação? Explique.

Resposta: Dentre os pontos positivos está o fato de que o governo não precisa
gastar reservas para manter as cotações. Isto é, ele não precisa artificializar a
diferença cambial. Como neste tipo de regime cambial as moedas mudam de
valor diariamente, o câmbio flutuante traz um certo elemento de incerteza no
comércio, o que pode ser um aspecto negativo. Além disso, como
desvantagem temos ainda que taxas de câmbio flutuantes são altamente
voláteis.

30. Explique como e por que a política monetária mantem sua


eficiência quando há perfeita mobilidade de capital.
Resposta: No cambio fixo com perfeita mobilidade de capital a politica
monetária e ineficaz para alterar o produto. Uma politica monetária
expansionista, em um modelo ISLMBP com perfeita mobilidade de capital e
com regime de cambio fixo provoca redução das reservas internacionais.
31. Mostre graficamente como a política fiscal trabalha com mobilidade
de capital e taxas de câmbio fixas.
Resposta:
32. A política econômica brasileira de 1980 a 1983 foi consistente com
o modelo de “empobrecer a vizinhança” no que diz respeito à política
comercial?
Resposta: A cooperação deixou de existir nos períodos de guerra, quando os
países deixaram de coordenar suas políticas monetárias tendo em vista a
estabilidade global, e passaram a comportar-se, senão competitivamente com
práticas agressivas de desvalorizações cambiais e políticas de “empobrecer a
vizinhança”, pelo menos com medidas reativas para se defender de tais
práticas predatórias. O sistema de Bretton Woods foi uma tentativa de retorno à
cooperação internacional que perdurou até 1971, quando o pêndulo,
novamente, voltou-se para um SMI sem incentivos à cooperação, reconduzindo
a economia mundial à um mecanismo que estimula a não cooperação e à
competição, especialmente quando de um lado um dos países é o detentor do
“privilégio exorbitante”.
33. Assuma que o capital é perfeitamente móvel, o nível de preços é
fixo e a taxa de câmbio é flexível. Agora deixe o governo aumentar as
compras. Explique primeiro por que os níveis de equilíbrio da produção e
a taxa de juros não são afetados. Mostre então se a conta corrente
melhora ou piora como resultado do aumento nas compras de bens e
serviços do governo.
34. No modelo de Mundell-Fleming com taxas de câmbio flutuantes,
explique o que acontece com a renda agregada, a taxa de câmbio e a
balança comercial quando existe aumento nos impostos. O que
aconteceria se as taxas de câmbio fossem fixas, em vez de flutuantes?
Resposta: O modelo Mundell Fleming é um conjunto de teorias que prevê uma
configuração de economia aberta. Nesse cenário, os mercados de capital e
bens são internacionalmente integrados. O modelo se baseia em uma curva de
Balança de Pagamentos (BP), que escreve a relação, a curto prazo, entre
produto Y e câmbio real. O principal argumento do modelo Mundell Fleming é
supôr que o comportamento de uma economia depende crucialmente do
sistema de câmbio existente. Quer dizer, se opera um sistema de taxa de
câmbio flutuante ou um sistema de taxa de câmbio fixa.
35. Descreva a trindade impossível. (Ver no livro do Mankiw)
Resposta. A trindade impossível, um resultado extraído do modelo Mundell-
Fleming, afrma que a conjugação das três condições seguintes: a mobilidade
de capitais, o câmbio fxo e a autonomia para realizar política monetária
independente não representa uma combinação teórica consistente. No caso,
uma dessas condições deve ser abandonada para que as outras duas possam
vigorar. Um banco central só pode operar uma verdadeira política monetária
independente quando a taxa de câmbio é futuante. Se a taxa de câmbio está
fxa de forma alguma, o banco central terá de comprar ou vender moeda
estrangeira. Essas transações em moeda estrangeira terão um efeito sobre a
base monetária análogo às transações no mercado aberto de dívida pública: se
o banco central compra divisas, a base monetária se expande, e vice-versa.
Mas, mesmo no caso de um câmbio futuante puro, os bancos centrais e
autoridades monetárias podem na melhor das hipóteses “remar contra a maré”,
em um mundo onde há mobilidade de capital. Assim, a gestão da taxa de
câmbio irá infuenciar as condições monetárias domésticas. Para manter sua
meta de política monetária, o banco central terá de “esterilizar”, ou seja,
compensar as suas operações cambiais. Por exemplo, se um banco central
compra divisas (para compensar a apreciação da taxa de câmbio), a base
monetária aumentará. Portanto, para esterilizar esse aumento, o banco central
também deve vender títulos públicos para contrair a base monetária em igual
montante. Dessa forma, a intervenção do banco central no mercado de câmbio
pode levá-lo a perder o controle da política monetária doméstica, quando
necessita também administrar a taxa de câmbio.
36. Considere uma economia aberta, descrita pelas funções consumo
(C), investimento (I) e exportações líquidas (NX):
C = 100 + 0,6Y;
I = 50 - 4i;
NX = 10 + 0,1Y*- 0,1Y + 10
Em que Y é o produto doméstico, Y* = 1.000 é o produto externo, i = 5 é a
taxa de juros doméstica e  é a taxa de câmbio real. Os gastos do
governo são iguais a 100, os níveis dos preços interno e externo são
iguais a 1 e a taxa de juros externa é 5. O governo deste país adota um
regime de câmbio fixo (com taxa de câmbio nominal igual a 1) e
não há expectativa de que o regime de câmbio fixo será alterado no
futuro. Calcule o nível da poupança nacional.
Resposta: Sdom = Spriv + S gov Sdom + Sext = I Por hipótese, RLEE = 0, de
modo que TC = NX = –Sext. Logo: Sext = –NX = –130 Note que: I = 50 – 4(5) =
50 – 20 = 30 Logo: Sdom = I – Sext = 30 – (–130) = 160
37. A partir de 2008, com a crise econômica mundial nos Estados
Unidos da América, diversos países apresentaram queda no crescimento
econômico e aumento na taxa de desemprego devido às incertezas que
se alastravam para o resto do mundo. Atento ao problema, o governo
brasileiro adotou políticas que visavam amenizar os impactos nestas
variáveis para que a crise não se alastrasse da forma como ocorreu, pois,
segundo o governo, a economia brasileira ainda não havia sofrido os
impactos tão fortes como os demais países. Como base nesse contexto e
considerando as políticas fiscal e monetária em um modelo
macroeconômico de uma pequena economia aberta que leva em
consideração comercio e fluxo de capitais entre nações, bem como a
análise pelo Modelo Mundell-Fleming, com mobilidade imperfeita de
capitais, uma curva LM mais inclinada que a curva BP e a adoção do
regime de taxa de câmbio flexível, avalie as afirmações a seguir.
I. Uma política fiscal expansionista desestimula as exportações em médio
prazo.
II. Uma política fiscal expansionista temporária desestimula a entrada de
capitais no país.
III O aumento do estoque de moeda inicialmente possibilita a redução da
taxa de juros e o aumento da renda, gerando déficit no balanço de
pagamentos.
É correto que se afirmar em
A. I, apenas.
B. II, apenas.
C. I e III, apenas.
D. II e III, apenas.
E. I,II e III.

38. Considerando o Modelo de Mundell-Fleming com mobilidade


perfeita de capitais para uma pequena economia aberta, classifique as
seguintes afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):
a) A política fiscal tem efeito maior sobre o produto sob taxas de
câmbio fixas do que sob taxas de câmbio flexíveis. Isso porque a política
fiscal desencadeia uma acomodação monetária. VERDADEIRO
b) Uma expansão fiscal tende a aumentar as exportações. FALSO
c) Sob taxas de câmbio fixas, o estoque de moeda deve ser constante.
VERDADEIRO
d) Sob taxas de câmbio flexíveis, uma política monetária
contracionista leva a uma diminuição do produto, um aumento da taxa de
juros e uma apreciação cambial. VERDADEIRO
e) Sob taxas de câmbio fixas, o Banco Central não pode mais utilizar a
política monetária como um instrumento de política econômica, dado que
o país deverá manter a taxa de juros doméstica igual à taxa de juros
externa. VERDADEIRO

Você também pode gostar