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Segundo BERBARD LONERGAN, quando fazemos a síntese, apresentamos uma ideia geral e, paulatinamente,

vamos interiorizando o projeto ao apontar as representações sumárias fundamentais das operações: o vir, o
ouvir, o tocar, o cheirar, o degustar, o investigar, o imaginar, o conceber, o formular, o refletir, o organizar e
o ponderar a evidência, o julgar, o deliberar, o avaluar o decidir, o falar e o escrever, nessa luta estamos
habituados, no mínimo, com as citadas operações para elucidarmos o âmago das mesmas.

Ele afirma que estas sensações, por materializarem o objeto em cada presença, constituem-se o efeito
psicológico. Com efeito, ao termos o objeto presente na nossa mente, sentimos reações diversas conforme
essa presença se manifesta.

Declara que essas operações são efetuadas por um sujeito, em todos os sentidos, o operador atua
conscientemente e sente o que faz e suas afirmações são esclarecedoras quanto à consciência do sujeito no
âmbito das operações.

O autor revela que essas operações vão além do objeto, existindo sobre eles estudos psicólogos. São
conscientes e intencionais, tirando tudo de perceptível ao sujeito operador perante si próprio, essa
afirmação torna-se conclusiva quanto à presença do objeto e difere da presença do sujeito.

Bernard Lonergan diz que o objeto é o que avistamos, o sujeito é meditativo, podendo simultaneamente
examinar e orientar toda aplicação do objeto sendo examinado, não significa outra operação. Nesse caso, a
mesma está ligada à pessoa intencionalmente e conscientemente.

Afirma que "introspecção" não passa de um relato, engano que haja semelhança nesses acontecimentos,
que devem ter sua concepção de acordo com a visão ocular: consciência é uma percepção do
acontecimento, nada acontece externamente, sua observação deve ser interna. Partindo das informações
dos sentidos, através da intelectualidade, meditação e julgamento, declara que temos as confirmações sobre
a realidade sensíveis; as afirmações sobre o sujeito consciente e suas operações podem ter como fator inicial
a meditação, a compreensão e o julgamento.

Indica o caminho ao leitor que faça os sujeitos conscientes, mas admitindo em suas expressões a adjetivação
da sua experiência subjetiva.

Declara, em quarto lugar, a necessidade de se diferenciar os níveis de consciência e intencionalidade, em


estados de sonhador; o nível que prove a experiência, a inteligência, da razão e que responderam por nós
mesmos.

Mesmo expondo que todos os níveis são intencionais e consistentes, eles se diferem apresentando novas
classificações.

Uma simples experiência nova desenvolve em nossa consciência a busca da compreensão ou nova
experiência; as dimensões das perspectivas distinguem-se ao tentarmos definir o ocorrido.

O julgamento dos fatos nos incita a decidir sobre qual a nossa posição. É fato que em todos os níveis temos o
autoconhecimento cada vez mais avançado, e de um eu mais completo que temos conhecimento. No mais, a
ciência se difere em si.

A consciência e a intencionalidade são essenciais para outras diligências e segue uma corrente, chegando à
conclusão que sem dados, nada teríamos a investigar e compreender. Todavia, pesquisamos a organização
dos dados na sua íntegra. Em esforço e tentativas que oferecem ocasiões de julgamento, existem recursos e
o ápice da intelectualidade experimental aparece com racionalidade observadora e julgadora. Repetimos a
tomada da ciência de um eu pleno. É novamente a ciência que diverge.