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OS SETE SELOS DO

APOCALÍPSE

Edição
Revisada e Ampliada

Ribamar Cantanhede
Mestre e Doutor
em Teologia
1
Direto ao assunto

Para que serviam os selos no Antigo testamento?

No Antigo testamento os selos eram usados para autenticar e dar validade a


documentos.

“Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o
esquadrinharão, e o saber se multiplicará.” Daniel:12:4.

"Toda visão já se vos tornou como as palavras de um livro selado, que se dá ao que
sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele responde: Não posso, porque está selado."
Isaias: 29:11

"Por causa de tudo isso, estabelecemos aliança fiel e o escrevemos; e selaram-na


os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes."Neemias? 9:38

"Então, escreveu cartas em nome de Acabe, selou-as com o sinete dele e as enviou
aos anciãos e aos nobres que havia na sua cidade e habitavam com Nabote." I Reis:
21:8

"Chamaram, pois, os secretários do rei, no dia treze do primeiro mês, e, segundo


ordenou Hamã, tudo se escreveu aos sátrapas do rei, aos governadores de todas as
províncias e aos príncipes de cada povo; a cada província no seu próprio modo de
escrever e a cada povo na sua própria língua. Em nome do rei Assuero se escreveu,
e com o anel do rei se selou." Ester: 3:12

"Escrevei, pois, aos judeus, como bem vos parecer, em nome do rei, e selai-o com o
anel do rei; porque os decretos feitos em nome do rei e que com o seu anel se
selam não se podem revogar." Ester: 8:8

Como eram os formatos dos livros usados no Antigo testamento?:

"Os livros usados pelos antigos não eram como os nossos, mas eram
volumes ou longos pedaços de pergaminho, enrolados num comprido
pau, como frequentemente enrolamos as sedas. Tal era o livro aqui
representado, selado com sete selos. Não que o apóstolo visse todos os
selos de uma vez, porque havia sete selos enrolados um dentro do outro,
cada um deles selado, de maneira que ao abrir e desenrolar o primeiro,
aparecia o segundo selado até ser aberto, e assim sucessivamente até o
sétimo." WESLEY, John - Explanatory Notes Upon the New Testament
(Notas Explicativas do Novo Testamento), Pág. 697 - Comentário Sobre
Apocalipse. 5:1.

"Livro. Do gr. biblion, "rolo", “livro". Nos tempos do NT, o tipo mais
comum de livro eram os rolos de papiro, e, sem dúvida, é um “livro”
como esse que João vê aqui. O códice, ou livro de folhas unidas em uma
das extremidades, só passou a ser usado por livreiros a partir do 2o
século d.C." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista do, Vol. 7, Pág.
852

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Quem abriu o livro selado?

"Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a
Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.” Apocalipse::5:5.

"A vitória de Cristo na cruz possibilita nossa vitória, habilita-O a romper


os selos e revelar o eterno veredicto de salvação para Seu povo. Essa
vitória também torna possível a destruição de Satanás e seus seguidores.
O rolo na mão do Pai é muito importante para os habitantes da Terra
porque anuncia quem está salvo e por quê, e quem está perdido e por
quê.” SABATINA, Lição da Escola 2º Trimestre de 1989, Pág.74.

“Em virtude da vitória que alcançou por Seu sofrimento e morte, Cristo é
a única pessoa digna de abrir o rolo do destino e os seus sete selos. Ele é
o Leão de Judá e o Cordeiro de Deus, e Sua majestade, ternura, sabedoria,
poder, misericórdia e amor são insuperáveis.” SABATINA, Lição da Escola
2º Trimestre de 1989, Pág.79

"Venceu. Do gr. nikaõ, “conquistar”, "ser vitorioso". O termo aponta


diretamente para a vitória de Cristo no grande conflito contra Satanás,
que é a base para Seu direito de abrir o livro. Uma vez que ninguém mais
em todo o universo podia fazer isso (v. 3), Sua vitória é única. Um anjo
não poderia tomar o lugar de Cristo, pois a questão básica do grande
conflito é a integridade do caráter de Deus, expressa em Sua lei. Nenhum
anjo ou ser humano seria capaz de realizar essa vindicação, pois eles são
sujeitos à lei (ver PP, 66). Somente Cristo, que é o Deus cujo caráter é
expresso pela lei, poderia realizar tal vindicação do caráter divino. Esse é
o fato central da visão de Apocalipse 5 (ver com. dos v. 9-13)." SÉTIMO
DIA, Comentário Bíblico Adventista do, Vol. 7, Pág. 853

Leão da tribo de Judá:

"Leão da tribo de Judá. E provável que este título se baseie em Gênesis


49:9. Cristo nasceu na tribo de Judá (ver com. de Mt 1:2). A imagem do
leão significa força (Ap 9:8, 17; 10:3; 13:2, 5), e Cristo foi vitorioso no
grande conflito contra o mal. E isso que Lhe dá direito de abrir o livro
(ver com. de Ap 5:7). Além disso, é evidente que, no papel de “Leão da
tribo de Judá”, Cristo aparece como Aquele que “venceu", o Triunfante,
Aquele que defende a causa de Seu povo." SÉTIMO DIA, Comentário
Bíblico Adventista do, Vol. 7, Pág. 853

"Jesus Cristo e representado tanto como um Leão (simbolizando seu


poder e autoridade) quanto como um Cordeiro (simbolizando sua
submissão a vontade de Deus). Um dos anciãos convida João a olhar pata
o Leão, mas. ao olhar, ele vê um Cordeiro. Cristo, o Cordeiro, representa o
perfeito sacrifício pelos pecados de todos; portanto, somente Ele pode
nos salvar dos terríveis acontecimentos revelados no livro. Cristo, o
Cordeiro, venceu a maior de todas as batalhas. Ele derrotou todas as
forcas do mal ao morrer na cruz. O pape! de Crislo, o Leão. será liderar a
batalha onde Satanás será finalmente derrotado (19.19-21). Cristo, o
Leão. será vitorioso por causa daquilo que Cristo, o Cordeiro, já havia
feito. Nos participaremos dessa vitóna. não por causa de nossos próprios
esforços ou bondade, mas porque Ele prometeu a vida eterna a todos
aqueles que crerem nEle." PESSOAL, Bíblia de Estudo Aplicação, Pág.
1812

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O Leão representa Jesus como aquele que possui a "Soberania, o Poder e a
Força"

Força:

“O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás;”-
Provérbios:30:30.

“Disseram, pois, a Sansão os homens daquela cidade, ao sétimo dia, antes de se pôr
o sol: Que coisa há mais doce do que o mel e mais forte do que o leão? E ele lhes
citou o provérbio: Se vós não lavrásseis com a minha novilha, nunca teríeis
descoberto o meu enigma.”Juízes:14:18.

Poder:

“Andarão após o SENHOR; este bramará como leão, e, bramando, os filhos,


tremendo, virão do Ocidente.” Oséias:11:10.
Soberania:

“Porque assim me disse o SENHOR: Como o leão e o cachorro do leão rugem sobre
a sua presa, ainda que se convoque contra eles grande número de pastores, e não
se espantam das suas vozes, nem se abatem pela sua multidão, assim o SENHOR
dos Exércitos descerá, para pelejar sobre o monte Sião e sobre o seu outeiro.”
Isaias:31:4.

“Eis que, como sobe o leãozinho da floresta jordânica contra o rebanho em pasto
verde, assim, num momento, arrojarei dali a Edom e lá estabelecerei a quem eu
escolher. Pois quem é semelhante a mim? Quem me pedirá contas? E quem é o
pastor que me poderá resistir?” Jeremias:49:19.

“Rugiu o leão, quem não temerá? Falou o SENHOR Deus, quem não profetizará?”
Amós:3:8.

“Ele disse: O SENHOR rugirá de Sião e de Jerusalém fará ouvir a sua voz; os
prados dos pastores estarão de luto, e secar-se-á o cimo do Carmelo.” Amós:1:2.

“Tu, pois, lhes profetizarás todas estas palavras e lhes dirás: O SENHOR lá do alto
rugirá e da sua santa morada fará ouvir a sua voz; rugirá fortemente contra a
sua malhada, com brados contra todos os moradores da terra, como o eia! dos que
pisam as uvas.”Jeremias:25:30.

O leão simboliza Cristo como Rei (a sua realeza):

“Como o bramido do leão, assim é a indignação do rei; mas seu favor é como o
orvalho sobre a erva” Provérbios:19:12.

Cristo é “Soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores”

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“A qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único
Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores;” I Timóteo:6:15.

“E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o


Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou
dos nossos pecados,” Apocalipse:1:5.

“Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS
SENHORES.” Apocalipse:19:16.

“O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar


à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e
poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século,
mas também no vindouro.” Efésios:1:20-21

“A forma de seus rostos era como o de homem; à direita, os quatro tinham rosto de
leão; à esquerda, rosto de boi; e também rosto de águia, todos os quatro.”
Ezequiel:1:10. 6

“Cada um dos seres viventes tinha quatro rostos: o rosto do primeiro era rosto de
querubim, o do segundo, rosto de homem, o do terceiro, rosto de leão, e o do
quarto, rosto de águia.”Ezequiel:10:14

“O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o


terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia
quando está voando.” Apocalipse:4:7.

Raiz de Davi:

"Raiz de Davi. Título extraído de Isaías 11:1 e 10, que fala, literalmente,
do “renovo" “das suas raízes" e da “raiz de Jessé”, o pai de Davi. Paulo
aplica a última figura a Cristo, indicando que Ele é o segundo Davi (Rm
15:12). Davi foi o maior rei e herói militar de Israel. O conceito davídico
do Messias era essencialmente o de um conquistador que restauraria o
reino a Israel (Mt 21:9; cf. At 1:6). Embora Cristo não tenha restaurado
um reino literal aos judeus, Sua vitória no grande conflito contra Satanás
restaurou o reino em um sentido infinitamente mais elevado. Portanto,
do ponto de vista da presente passagem, este título é o mais adequado."
SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista do, Vol. 7, Pág. 853

"Cristo é aqui chamado o "Leão da tribo de Judá". Por que é chamado


Leão e da tribo de Judá? Quanto ao primeiro título, é provável que
signifique a Sua força. Como o leão é o rei dos animais, o monarca da
floresta, torna-se um emblema apropriado de autoridade e poder reais. E
o qualificativo "da tribo de Judá", é derivado, sem dúvida, da profecia de
Gênesis 49:9, 10.
“A raiz de Davi” – Cristo era o sustentáculo de Davi em sua posição e
poder. Não pode haver dúvida de que a posição de Davi foi
especialmente ordenada por Cristo e especialmente sustentada por Ele.
Davi era o tipo; Cristo o antítipo. O trono e o reino de Davi sobre Israel
eram um tipo do reino de Cristo sobre o Seu povo. Ele reinará sobre o
“trono de Davi, Seu pai” (Lucas 1:32, 33). Como Cristo apareceu na
descendência de Davi ao tomar sobre Si a nossa natureza, é também

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chamado "a geração de Davi", e "um rebento do tronco de Jessé". (Apoc.
22:16; Isaías 11:1, 10) Em vista de Sua relação com o trono de Davi e o
Seu direito de governar sobre o povo de Deus, havia razão para se Lhe
confiar a abertura dos selos." SMITH, Urias, Las Profecias de Daniel y del
Apocalipsis (As Profecias de Daniel e do Apocalipse), Vol. 2, Pág. 31

A Raiz de Davi - “ Este título provém de Isaías 11:1 e 10, que falam do
‘tronco’ e da ‘raiz de Jessé’. Davi era filho ou ‘rebento’ de Jessé. Jesus
Cristo era o ‘Filho de Davi’ e a fonte de sua vitória, por isso Jesus recebe o
título de ‘a Raiz de Davi’. Os títulos ‘Leão da Tribo de Judá’ e ‘a Raiz de
Davi’ representam a função de Jesus como Ungido de Deus ou Messias, e
apontam para a grande obra de redenção que Ele realizou por nós. Só
Jesus é digno de abrir o rolo e revelar o seu conteúdo, pois só Ele é
Senhor dos senhores e Rei dos reis. (Ver Apoc. 19:16).” SABATINA, Lição
da Escola 2º Trimestre de 1989, Pág. 76.

“Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a
Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos”.Apocalipse; 5:5

Um dos Anciãos:

“Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e
quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.”
Apocalipse:4:4.

Ao que está associado o número 24?

o Sacerdócio do Antigo testamento estava dividido em “24” Turnos.

“Quanto aos filhos de Arão, foram eles divididos por seus turnos. Filhos de Arão:
Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Nadabe e Abiú morreram antes de seu pai e não
tiveram filhos; Eleazar e Itamar oficiavam como sacerdotes. Davi, com Zadoque,
dos filhos de Eleazar, e com Aimeleque, dos filhos de Itamar, os dividiu segundo
os seus deveres no seu ministério... Saiu a primeira sorte a Jeoiaribe; a
segunda, a Jedaías; A terceira, a Harim; a quarta, a Seorim; A quinta, a Malquias;
a sexta, a Miamim; Sétima, a Hacoz; a oitava, a Abias; A nona, a Jesua; a décima,
a Secanias; A undécima, a Eliasibe; a duodécima, a Jaquim; A décima terceira, a
Hupá; a décima quarta, a Jesebeabe; A décima quinta, a Bilga; a décima sexta, a
Imer; A décima sétima, a Hezir; a décima oitava, a Hapises; A décima nona, a
Petaías; a vigésima, a Jeezquel; A vigésima primeira, a Jaquim; a vigésima
segunda, a Gamul; A vigésima terceira, a Delaías; a vigésima quarta, a Maazias.
“O ofício destes no seu ministério era entrar na Casa do SENHOR, segundo a
maneira estabelecida por Arão, seu pai, como o SENHOR, Deus de Israel, lhe
ordenara.” I Crônicas: 24:1-19.

Os cantores do Templo estavam divididos em “24 Seções”

“Davi, juntamente com os chefes do serviço, separou para o ministério os filhos


de Asafe, de Hemã e de Jedutum, para profetizarem com harpas, alaúdes e
címbalos. O rol dos encarregados neste ministério foi: Dos filhos de Asafe: Zacur,
José, Netanias e Asarela, filhos de Asafe, sob a direção deste, que exercia o seu
ministério debaixo das ordens do rei... A primeira sorte tocou à família de Asafe e

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saiu a José; a segunda, a Gedalias, que, com seus irmãos e seus filhos, eram doze ao
todo. A terceira, a Zacur, seus filhos e seus irmãos, doze. A quarta, a Izri, seus
filhos e seus irmãos, doze. A quinta, a Netanias, seus filhos e seus irmãos, doze. A
sexta, a Buquias, seus filhos e seus irmãos, doze. A sétima, a Jesarela, seus filhos e
seus irmãos, doze. A oitava, a Jesaías, seus filhos e seus irmãos, doze. A nona, a
Matanias, seus filhos e seus irmãos, doze. A décima, a Simei, seus filhos e seus
irmãos, doze.
A undécima, a Azarel, seus filhos e seus irmãos, doze. A duodécima, a Hasabias,
seus filhos e seus irmãos, doze. A décima terceira, a Subael, seus filhos e seus
irmãos, doze. A décima quarta, a Matitias, seus filhos e seus irmãos, doze. A
décima quinta, a Jerimote, seus filhos e seus irmãos, doze. A décima sexta, a
Hananias, seus filhos e seus irmãos, doze. A décima sétima, a Josbecasa, seus
filhos e seus irmãos, doze. • A décima oitava, a Hanani, seus filhos e seus irmãos,
doze. A décima nona, a Maloti, seus filhos e seus irmãos, doze. A vigésima, a
Eliata, seus filhos e seus irmãos, doze. A vigésima primeira, a Hotir, seus filhos e
seus irmãos, doze. A vigésima segunda, a Gidalti, seus filhos e seus irmãos, doze.
A vigésima terceira, a Maaziote, seus filhos e seus irmãos, doze. “A vigésima
quarta, a Romanti-Ézer, seus filhos e seus irmãos, doze.” I Crônicas: 25:1-31.

“24” mil homens como superintendentes na obra da casa do senhor.

“Destes, havia vinte e quatro mil para superintenderem a obra da Casa do


SENHOR...” I Crônicas: 23:4

Observe que o número “24” aparece associado ao Senhor e ao seu Santo Templo
(Santuário).

Entendemos que o número “24” em apocalipse: 4:4 é “simbólico representativo”


e não literal.

"Vinte e quatro anciãos. Esta cena lembra a LXX, de Isaías 24:23: “O


Senhor reinará [...] e perante os anciãos será glorificado.” Os anciãos são
retratados vestidos de branco, o que pode simbolizar justiça (ver com. de
Ap 3:4), e com “coroas” na cabeça (stephanoi, emblemas de vitória; ver
com. de Ap 2:10). Esses elementos levaram alguns a sugerir que eles
representam os remidos. Uma das interpretações defende que a
descrição do trono celestial (Ap 4 e 5) deve ocorrer antes do início dos
eventos dos sete selos. Assim, se os 24 anciãos eram seres humanos,
conclui-se que são pessoas que já estavam no Céu nos dias de João. Com
frequência, eles são identificados com os santos que saíram das
sepulturas por ocasião da ressurreição de Cristo (Mt 27:52, 53; cf. Ef
4:8), uma vez que se trata de um grupo que já ressurgiu. A ressurreição
principal ainda é futura (lTess. 4:16)." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico
Adventista do, Vol. 7, Pág. 849

"Quando Jesus, suspenso na cruz, clamou: "Está consumado" (João


19:30), as pedras se partiram, a terra tremeu e algumas das sepulturas
se abriram. Quando Ele surgiu, vitorioso sobre a morte e o túmulo,
enquanto a terra vacilava e a glória do Céu resplandecia em redor do
local sagrado, muitos dos justos mortos, obedientes à Sua chamada,
saíram como testemunhas de que Ele ressurgira. Aqueles favorecidos
santos ressurgidos saíram glorificados. Eram escolhidos e santos de
todos os tempos, desde a criação até os dias de Cristo. Assim, enquanto

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os líderes judeus procuravam esconder o fato da ressurreição de Cristo,
Deus preferiu suscitar do túmulo, um grupo a fim de testificar que Jesus
ressuscitara e declarar Sua glória.
Aqueles ressuscitados diferiam na estatura e formas, tendo, alguns,
aspecto mais nobre do que outros. Fui informada de que os habitantes da
Terra têm estado a degenerar-se, a perder sua força e beleza. Satanás
tem o poder da enfermidade e da morte, e em cada era os efeitos da
maldição têm sido mais visíveis, e o poder de Satanás mais claramente
visto. Os que viveram nos dias de Noé e Abraão pareciam-se com os
anjos na forma, beleza e força. Mas cada geração subseqüente tem estado
a ficar mais fraca e mais sujeita à doença, e sua vida tem sido de mais
curta duração. Satanás tem estado a aprender como prejudicar e
enfraquecer a raça.
Aqueles que saíram após a ressurreição de Jesus, apareceram a muitos,
contando-lhes que o sacrifício pelo homem estava completo, e que Jesus,
a quem os judeus crucificaram, ressuscitara dos mortos; e, em prova de
suas palavras, declaravam: "Ressuscitamos com Ele." Davam testemunho
de que fora pelo Seu grande poder que tinham sido chamados de suas
sepulturas. Apesar dos boatos mentirosos que circularam, a ressurreição
de Cristo não pôde ser escondida por Satanás, seus anjos, ou pelos
principais dos sacerdotes; pois aquele grupo santo, retirado de seus
túmulos, espalhou a maravilhosa e alegre nova; Jesus também Se
mostrou aos discípulos tristes e com coração despedaçado, afugentando-
lhes os temores e dando-lhes satisfação e alegria." WHITE, Ellen G.,
Primeiros Escritos, Págs. 184-185

"Os vinte e quatro anciãos – Quem são estes seres que rodeiam o trono de
glória? Observe-se que estão vestidos de branco e têm na cabeça coroas
de ouro, que são sinais tanto de um conflito terminado como de uma
vitória ganha. Daqui concluímos que participaram anteriormente na luta
cristã, trilharam outrora, com todos os santos, esta peregrinação terrena,
mas venceram, e, com antecipação à grande multidão dos remidos, estão
com suas coroas de vitória no mundo celeste. Com efeito, nos dizem isso
claramente no cântico de louvor que tributam ao Cordeiro: "E entoavam
novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos,
parque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que
procedem de toda tribo, língua, povo e nação." (Apoc. 5:9) Este cântico é
cantado antes de se realizar qualquer dos acontecimentos preditos na
profecia dos sete selos, porque é cantado para estabelecer que o
Cordeiro é digno de tomar o livro e de abrir os selos, visto Ele próprio já
ter operado a redenção deles. Não é algo colocado aqui por antecipação,
com aplicação apenas no futuro, mas expressa um fato absoluto e
consumado na história dos que o cantam. Esta, pois, era uma classe de
pessoas remidas desta Terra, como todos devem de ser remidos: pelo
precioso sangue de Cristo. Encontraremos alguma outra parte outra
referência a esta classe de remidos? Cremos que Paulo se refira ao
mesmo grupo, quando escreve assim aos efésios: "Pelo que diz: Subindo
ao alto levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens." O original diz:
levou "uma multidão de cativos." Efésios 4:8. Retrocedendo aos
acontecimentos relacionados com a crucifixão e ressurreição de Cristo,
lemos: "Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que
dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição
de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos." Mateus
27:52, 53. A página sagrada dá, pois, a resposta à nossa pergunta. Estes
são alguns dos que saíram dos sepulcros quando Cristo ressuscitou, e
foram contados entre a ilustre multidão que Ele tirou do cativeiro do
sombrio domínio da morte quando subiu em triunfo ao Céu. Mateus fala
de a Sua ressurreição, Paulo de Sua ascensão, e João os contempla no
Céu, fazendo os sagrados deveres para o cumprimento dos quais foram

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ressuscitados.Não estamos sozinhos nesta interpretação. João Wesley
fala dos vinte e quatro anciãos nos seguintes termos: ‘Vestidos com
vestes brancas’. Isto e as suas coroas de ouro mostram-nos que já
terminaram a sua carreira e ocuparam seus lugares entre os cidadãos do
Céu. Não são chamados almas, e por isso é provável que já tenham
corpos glorificados. Compare-se com Mateus 27:52” – John Wesley,
Explanatory Notes Upon the New Testament, pág. 695, Comment on
Revelation 4:4." SMITH, Urias, Las Profecias de Daniel y del Apocalipsis
(As Profecias de Daniel e do Apocalipse), Vol. 2, Págs. 28-29

"Ninguém mais do que êles mesmos poderá dizer quem êles são. No
capítulo seguinte temos o testemunho deles próprios assegurando terem
sido comprados pelo sangue do Salvador. Com isto testificam que
viveram nesta terra. No nosso texto, aparecem com vestes brancas e
coroas de ouro, insígnias de vitória em tremendo conflito que só
poderiam ter travado na terra, e vitória que só aqui poderiam ter
alcançado. Êstes vinte e quatro anciãos ressuscitaram com Cristo do
sepulcro. “Quando Cristo ressurgiu, trouxe do sepulcro uma multidão de
cativos. O terremoto, por ocasião de Sua morte, abrira-lhes o sepulcro e,
ao ressuscitar Êle, ressurgiram juntamente. Eram os que haviam
colaborado com Deus, e que à custa da própria vida tinham dado
testemunho da verdade. Agora deviam ser testemunhas dAquele que os
ressuscitara dos mortos”. “Aqueles, porém, que ressurgiram por ocasião
da ressurreição de Cristo, saíram para a vida eterna. Ascenderam com
Êle, como troféus de Sua vitória sobre a morte e o sepulcro.1) Êstes,
disse Cristo, não mais são cativos de Satanás. Eu os redimi. Trouxe-os da
sepultura como as primícias de Meu poder, para estarem comigo onde
Eu estiver, para nunca mais verem a morte nem experimentarem a dor."
MELLO, Araceli S. - A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág.
123 (São Paulo 1 9 5 9).

O ministério de Cristo no Santuário Celestial é “Superior” ao ministério sacerdotal


levítico.

“Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele
também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores
promessas”. Hebreus 8:6

Se o sacerdócio levítico estava dividido em “24” turnos de sacerdotes, imagine a


dimensão do ministério sacerdotal de Jesus Cristo no Santuário Celestial.

Os “24” Anciãos aparecem auxiliando no Julgamento Divino.

“Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como
também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe
para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.
Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no
trono, alguém sentado; E esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a
pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no
aspecto, a esmeralda. Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e
assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas
cabeças estão coroas de ouro. Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e,
diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus. Há
diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no

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meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e
por detrás. O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a
novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é
semelhante à águia quando está voando” Apocalipse: 4:1-7

Arco Íris:
“O arco-íris rodeia o trono como uma segurança de que Deus é
verdadeiro, que nÊle não há mudança nem sombra de variação. Temos
pecado contra Êle, e somos indignos de Seu favor; contudo, Êle mesmo
pôs em nossos lábios a mais maravilhosa das súplicas: ‘Não nos rejeites
por amor de Teu nome; nem abatas o trono da Tua glória: lembra-Te, e
não anules o Teu concerto conosco’3) Quando viemos a Êle confessando
nossa indignidade e pecado, Êle se tem comprometido a atender nosso
clamor. A honra de Seu trono está empenhada no cumprimento da
salvação que nos tem dado”.4) “Pela fé olhemos sobre o arco-íris em
torno do trono, a nuvem de pecados confessados atrás dele. O arco-íris
da promessa é uma segurança a toda alma humilde, contrita e crente, de
que sua vida é uma com Cristo, e de que Cristo é um com Deus. A ira de
Deus não cairá sobre a alma que procura refúgio nÊle. Deus mesmo
declarou: ‘Quando Eu vir o sangue, passarei sobre vós’. ‘O arco estará na
nuvem; e Eu olharei a ele, para que Me lembre do concerto eterno”’
MELLO, Araceli S. - A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág.
122 (São Paulo 1 9 5 9).

"Por cima do firmamento que estava sobre a sua cabeça, havia algo semelhante a
um trono, como uma safira; sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura
semelhante a um homem. 27 Vi-a como metal brilhante, como fogo ao redor dela,
desde os seus lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí para baixo, vi-a
como fogo e um resplendor ao redor dela. 28 Como o aspecto do arco que
aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor. Esta era a
aparência da glória do SENHOR; vendo isto, caí com o rosto em terra e ouvi a voz
de quem falava." Ezequiel: 1:26-28

“Ezequiel [Ezeq. 1:26-28] e João falam de uma arco-íris ao redor do trono


de Deus. Ellen White faz estes comentários: ‘No Céu, uma semelhança de
arco-íris rodeia o trono, e estende-se como uma abóbada por sobre a
cabeça de Cristo Quando o homem pela sua grande impiedade convida os
juízos divinos, o Salvador, intercedendo junto ao Pai em seu favor,
aponta para o arco das nuvens, para o arco celeste em redor do trono e
acima de sua cabeça, como sinal da misericórdia de Deus para com o
pecador arrependido.” - Patriarcas e Profetas, pág. 105.” SABATINA, Lição
da Escola 2º Trimestre de 1989, Pág. 53.

Os quatro animais representam aspectos de Jesus destacados por Mateus, Marcos,


Lucas e João, nos evangelhos.

“O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o


terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia
quando está voando.” Apocalipse:4:7.

"A forma de seus rostos era como o de homem; à direita, os quatro tinham rosto
de leão; à esquerda, rosto de boi; e também rosto de águia, todos os quatro."
Ezequiel: 1:10

10
"os comentaristas têm sugerido várias ideias, como: (1) O rosto humano
é o mais elevado símbolo do Eterno; o leão, um símbolo de soberania; o
boi, também um símbolo de soberania, juntamente com um símbolo
natural de força subserviente aos propósitos humanos; e a águia, um
emblema do poder real. (2) Os rostos são símbolos dos quatro
evangelistas.Este ponto de vista foi proposto pelos pais da igreja, sendo
que lrineu foi o primeiro a apresentar a teoria. O leão é, às vezes,
identificado com Mateus, e o homem, com Lucas; o boi, com Marcos; e a
águia, com João.... (3) Segundo a tradição judaica posterior, as quatro
formas, seguindo a ordem apresentada em Ezequiel, são os estandartes
geralmente usados pelas tribos de Rúben, Judá, Efraim e Dã, quando
acampadas no deserto (Nm 2:2). Não há como verificar se esses eram
realmente os estandartes usados naquela época. Ainda que isso fosse
possível, é difícil ver qualquer ligação entre os estandartes e o que a
visão pretendia comunicar." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista
do, Vol. 4, Pág. 629

"Semelhante simbolismo é usado no primeiro capítulo de Ezequiel. As


qualidades que parecem significar os símbolos são a força, a
perseverança, a razão e a rapidez – a força da afeição, a perseverança em
levar avante os requerimentos do dever, a razão para compreender a
vontade divina, e a rapidez para obedecer. Estes seres vivos estão ainda
mais intimamente relacionados com o trono do que os vinte e quatro
anciãos, pois são representados como estando no meio dele." SMITH,
Urias, Las Profecias de Daniel y del Apocalipsis (As Profecias de Daniel e
do Apocalipse), Vol. 2, Pág. 29

"Os quatro rostos das criaturas viventes prendem acima de tudo a nossa
atenção. Rostos de leão, de novilho, (ou de boi) de homem e de águia. No
leão, temos a figura da majestade e poderio incomparáveis; no novilho
(ou boi), temos o emblema do serviço e sacrifício; no homem, a imagem
da sapiência e retidão; na águia, a insígnia da contemplação panorâmica,
da perspicácia e das atenções imediatas.Também encontramos vestígios
dos emblemas das quatro criaturas nas quatro divisões das tribos do
antigo Israel. Cada uma destas quatro divisões tinha uma tribo líder e sua
bandeira.1) Judá era a tribo líder da primeira divisão, cuja insígnia de sua
bandeira era um leão,2) sendo de Jesus dito que Êle é o “Leão da tribo de
Judá”. Sendo assim, Rubem, que era a segunda tribo na liderança, devia
ter em sua bandeira um bezerro (ou boi); Efraim, que era a terceira,
devia ter um homem; e, Dan, que era a quarta, a de uma águia voando. As
quatro criaturas demonstram estarem também ligadas aos quatro
característicos de Jesus, apresentados nos quatro evangelhos que
relatam a sua vida pública terrena. Mateus começa seu evangelho com a
genealogia, demonstrando os direitos de Jesus ao trono de Davi, e,
portanto, O apresenta como Rei ou o Leão. Marcos O apresenta como
Servo ou o novilho (ou boi). Lucas vê em Cristo o lado que mais fala ao
espírito do homem, e O apresenta, portanto, como homem. Para João
Jesus é o Filho de Deus e igual a Deus, apresentando-O assim como uma
águia nas supremas alturas." MELLO, Araceli S. - A Verdade Sobre as
Profecias do Apocalipse, Pág. 127 (São Paulo 1 9 5 9).

"Os quatro seres viventes representam tudo o que é nobre, forte, sábio e
rápido da natureza. Cada um deles tem a preeminência em sua própria
esfera e mundo. O leão é supremo entre os animais selvagens; o boi entre
os animais domésticos; a águia é a rainha das aves; o homem é supremo
entre todos os seres viventes. O leão é o rei das feras, o mais nobre entre
todos os animais selvagens. O boi é a mais resistente e forte dos animais
que ajudam o homem. A águia é a mais veloz de todas as aves. O homem
é o mais sábio de toda a criação. Quer dizer, as quatro seres viventes

11
representam toda a grandeza, poder e beleza da natureza. Aqui vemos o
mundo natural que eleva seu louvor a Deus... Não transcorreu muito
tempo antes da Igreja Primitiva encontrar um simbolismo bem definido
para os quatro seres viventes. Em particular, os quatro seres foram, para
ela, símbolo dos quatro evangelhos. Esta concepção encontra-se
representada, muito frequentemente, nos vitrais das Igrejas mais
antigas. A mais anterior das identificações foi a que fez Irineu no ano
170.
Disse que as quatro criaturas representavam quatro aspectos da obra de
Cristo, os quais, por sua vez, estão representados nos quatro evangelhos.
O leão simboliza a poderosa e efetiva obra do Filho de Deus, sua
liderança e seu poder soberano. O bezerro significa o aspecto sacrificial e
sacerdotal de sua obra, porque é um animal que se usava para oferecer
sacrifícios. O homem simboliza a encarnação, sua vinda como humano.
A águia representa o dom do Espírito Santo, que sobrevoa a Igreja com
suas asas. Por outro lado, João representa "a original, efetiva e gloriosa
geração do Filho a partir do Pai", e diz como todas as coisas foram feitas
por Ele. João, portanto, está representado pelo leão. Lucas começa com a
imagem de Zacarias, o sacerdote, e conta como se matou o bezerro
engordado para festejar o retorno do filho mais novo (na parábola do
filho pródigo). Lucas representa o aspecto sacerdotal da obra de Cristo e,
portanto, está representado pelo cordeiro. Mateus começa dando-nos a
genealogia, a ascendência humana de Jesus. "Ao longo de todo o
evangelho se mantém a imagem de um homem manso e humilde."
Mateus é o evangelho da humanidade de Cristo, e portanto está
simbolizado pelo homem. Marcos começa com uma referência ao Espírito
da profecia que desce do alto sobre os homens, quando cita o profeta
Isaías. "Isto assinala o aspecto alado do Evangelho.'' Mostra a Cristo feito
homem, que envia seu Espírito divino à Terra, para nos proteger com
suas asas; portanto, Marcos está simbolizado pela águia.
Irineu segue dizendo que a forma quádrupla dos seres viventes
representa também as quatro principais alianças que Deus tem feito com
a raça humana. A primeira aliança foi feita com Adão, antes da Terra ser
inundada pelo Dilúvio. A segunda aliança foi feita com Noé, depois do
Dilúvio. A terceiro consistiu na entrega da Lei a Moisés. A quarta é aquela
que renova no nome em Cristo, "elevando e sustentando o homem em
suas asas, para que alcance o Reino Celestial".
De maneira que as identificações em Irineu são:
Mateus: o homem Lucas: o boi
Marcos: a águia João: o leão.
Mas, conforme o dissemos, há uma grande variedade de identificações,
algumas das quais copiamos a seguir:
O esquema do Atanásio era:
Mateus: o homem Marcos: o bezerro
Lucas: o leão João: a águia
O esquema do Atanásio era:
Mateus: o homem Marcos: o leão
Lucas: o boi João: a águia
O esquema de Agostinho era:
Mateus: o leão Marcos: o bezerro
Lucas: o boi João: a águia
Deve destacar-se que em geral a identificação de Agostinho é a mais
frequentemente usada, pois é a que mais se ajusta aos fatos. Mateus está
muito bem representado pelo leão, porque nele Jesus é o Leão de Judá,
aquele em quem se tornam realidade todas as esperanças e sonhos dos
profetas. Marcos corresponde à fome, porque é o Evangelho que mais se
aproxima de uma descrição puramente humana da vida de Jesus.
Lucas se identifica com o boi, porque representa a Jesus como a oferta
sacrificial por toda classe e condição de homem e mulher, em qualquer

12
lugar e época. João está representado na águia, porque entre todas as
aves é a que voa mais alto e a única coisa que pode fixar seu olhar no Sol;
e João, entre os quatro evangelhos, é aquele que se eleva às zonas mais
altas do pensamento humano." BARCLAY, Willian, Comentário do Novo
Testamento (Apocalipse), Pág. 187, 189-191

Os quatro aspectos dos animais representam os cabeças de quatro reinos da


criação:

"Os quatro rostos, provavelmente, representem os cabeças de quatro


reinos da criação. O homem é supremo e olha para o lado de fora O boi é
o cabeça dos animais domésticos; o leão, dos animais selvagens; e a
águia, dos pássaros. Aparentemente, as cnatu1as fo1mavam um
quadrado, com os rostos humanos olhando para o lado de fora, para os
quatro pontos cardeais, tornando os outros rostos visíveis lateralmente."
GENEBRA, Bíblia de Estudo de, Pág. 931

Os “24” Anciãos que aparecem auxiliando no Julgamento Divino.


Veja que o apocalipse fala de 24 tronos. Agora observe Daniel abaixo:

“Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se
assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura
lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio
de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e
miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os
livros” Daniel: 7:9-10..

"Vinte e quatro tronos ... Vinte e quatro anciãos: Qual o significado do


número 24? Duas explicações diferentes chegam à mesma conclusão.
Alguns entendem 12 tribos, representando o povo de Deus no Velho
Testamento, mais 12 apóstolos, representando o povo dele no Novo
Testamento, dando um total de 24. Outros sugerem 24 como o número
de turnos de sacerdotes no Velho Testamento (veja I Crônicas 24:1,7-
19). Assim entendemos o reino de sacerdotes (1:6) ou sacerdócio real (I
Pedro 2:9) composto de pessoas que entram “na Casa do Senhor” (I
Crônicas 24:19). No final, estas duas interpretações do significado dos 24
anciãos chegam ao mesmo entendimento prático – representam o povo
de Deus. São nobres nos seus tronos sujeitos ao Soberano Rei no trono
principal." ARCANJO, Lucas de, Deus não Joga Dados, Joga Xadrez com o
Diabo, Págs. 65,66,67

Jesus quando ascendeu aos céus, levou homens como troféus ao seu Deus e Pai.

"Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons
aos homens.” Efésios: 4:8

os que subiram com Cristo como troféus de vitória, foram aqueles que
ressuscitaram por ocasião da sua ressurreição
.
“Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a
terra, fenderam-se as rochas Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos,
que dormiam, ressuscitaram; “E, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de
Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.”- MATEUS:27:51-53.

13
Trata-se de “uma multidão” de salvos.

“Quando Cristo ressurgiu, trouxe do sepulcro uma multidão de cativos. O


terremoto, por ocasião de Sua morte, abrira-lhes o sepulcro e, ao
ressuscitar Ele, ressurgiram juntamente. Eram os que haviam colaborado
com Deus, e que à custa da própria vida tinham dado testemunho da
verdade. Agora deviam ser testemunhas dAquele que os ressuscitara dos
mortos.
Durante Seu ministério, Jesus ressuscitara mortos. Fizera reviver o filho
da viúva de Naim, a filha do principal, e Lázaro. Estes não foram
revestidos de imortalidade. Ressurgidos, estavam ainda sujeitos à morte.
Aqueles, porém, que ressurgiram por ocasião da ressurreição de Cristo,
saíram para a vida eterna. Ascenderam com Ele, como troféus de Sua
vitória sobre a morte e o sepulcro. Estes, disse Cristo, não mais são
cativos de Satanás. Eu os redimi. Trouxe-os da sepultura como as
primícias de Meu poder, para estarem comigo onde Eu estiver, para
nunca mais verem a morte nem experimentarem a dor.
Esses entraram na cidade e apareceram a muitos, declarando: Cristo
ressurgiu dos mortos, e nós ressurgimos com Ele. Assim foi imortalizada
a sagrada verdade da ressurreição. Os ressurgidos santos deram
testemunho da veracidade das palavras: "Os Teus falecidos viverão;
juntamente com o Meu cadáver eles se levantarão." Sua ressurreição era
um símile do cumprimento da profecia: "Acordai, e gritai jubilando, vós
que habitais no pó; porque o teu orvalho é um orvalho de ervas; e a
Terra dará de si os defuntos." Isa. 26:19, Versão Trinitariana.” WHITE,
Ellen G., O Desejado de Todas as Nações, Pág:786.

"Quando Jesus, suspenso na cruz, clamou: "Está consumado" (João


19:30), as pedras se partiram, a terra tremeu e algumas das sepulturas
se abriram. Quando Ele surgiu, vitorioso sobre a morte e o túmulo,
enquanto a terra vacilava e a glória do Céu resplandecia em redor do
local sagrado, muitos dos justos mortos, obedientes à Sua chamada,
saíram como testemunhas de que Ele ressurgira. Aqueles favorecidos
santos ressurgidos saíram glorificados. Eram escolhidos e santos de
todos os tempos, desde a criação até os dias de Cristo. Assim, enquanto
os líderes judeus procuravam esconder o fato da ressurreição de Cristo,
Deus preferiu suscitar do túmulo, um grupo a fim de testificar que Jesus
ressuscitara e declarar Sua glória.
Aqueles ressuscitados diferiam na estatura e formas, tendo, alguns,
aspecto mais nobre do que outros. Fui informada de que os habitantes da
Terra têm estado a degenerar-se, a perder sua força e beleza. Satanás
tem o poder da enfermidade e da morte, e em cada era os efeitos da
maldição têm sido mais visíveis, e o poder de Satanás mais claramente
visto. Os que viveram nos dias de Noé e Abraão pareciam-se com os
anjos na forma, beleza e força. Mas cada geração subseqüente tem estado
a ficar mais fraca e mais sujeita à doença, e sua vida tem sido de mais
curta duração. Satanás tem estado a aprender como prejudicar e
enfraquecer a raça.
Aqueles que saíram após a ressurreição de Jesus, apareceram a muitos,
contando-lhes que o sacrifício pelo homem estava completo, e que Jesus,
a quem os judeus crucificaram, ressuscitara dos mortos; e, em prova de
suas palavras, declaravam: "Ressuscitamos com Ele." Davam testemunho
de que fora pelo Seu grande poder que tinham sido chamados de suas
sepulturas. Apesar dos boatos mentirosos que circularam, a ressurreição
de Cristo não pôde ser escondida por Satanás, seus anjos, ou pelos
principais dos sacerdotes; pois aquele grupo santo, retirado de seus
túmulos, espalhou a maravilhosa e alegre nova; Jesus também Se
mostrou aos discípulos tristes e com coração despedaçado, afugentando-

14
lhes os temores e dando-lhes satisfação e alegria. ..." WHITE, Ellen G.,
História da Redenção, Págs. 233-234

Vinte e quatro anciãos – “Quando Cristo morreu na cruz, ‘abriram-se


os sepulcros e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram;
e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na
cidade morrerem pela segunda vez. Foram levados para o Céu com
Jesus, como as primícias de Seu sacrifício.” - LES892, p.60.
“... aqueles que ressuscitaram com Cristo [S. Mat. 25:52 e 53] e são hoje
os vinte e quatro anciãos no Céu foram mártires para Deus, desde o
tempo da criação até o tempo de Cristo. Pode ser que Abel e João
Batista estejam incluídos entre eles.” - LES892, p. 61.
“Aqui e em outros lugares do livro eles são retratados prostrando-se
diante de Deus em adoração e louvor (Apoc. 4:10; 5:14; 7:11; 11:16;
19:4). Duas vezes é declarado que um dos anciãos conversou com João
(Apoc. 5:5; 7:13), e numa ocasião os anciãos aparecem com os quatro
seres viventes apresentando a Deus as orações de Seu povo (Apoc.
5:8). De dia e de noite eles prestam contínua adoração a Deus. -
LES892, p.59.
O número 24 - “Em Apocalipse 4 o número 24 é usado
simbolicamente. A cena toda é uma representação simbólica da
realidade. Não devemos deduzir que há um número literal de 24
anciãos no Céu. Esse número chama nossa atenção para as funções dos
anciãos. Como havia 24 divisões ou classes de sacerdotes que
labutavam no santuário antigo, assim a obra dos anciãos é auxiliar a
Cristo, nosso Sumo Sacerdote, em Seu ministério celestial.” - LES892, p.
59.
“Além de seus deveres sacerdotais no santuário, que outra função era
exercida pelos sacerdotes israelitas? Deut. 17:8-12; comparar com
19:17; II Crôn. 19:8-10; Ezeq. 44:24.
“Os antigos sacerdotes israelitas eram juízes adjuntos. Assim também,
os anciãos celestiais ajudam a Cristo em Sua obra de julgamento.”
SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre de 1989, Págs. 59 e 60.

Se somarmos as 12 tridos de Israel mais os doze apóstolos teremos o número “24”.

“Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre
elas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.
Três portas se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e três, a oeste. “A
muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes
dos doze apóstolos do Cordeiro”. Apocalipse: 21: 12-14.

Eles podem estar representando a Igreja de Deus em suas duas fases – a fase
Patriarcal e a fase Apostólica – ou a Igreja em sua totalidade.

“Os 24 anciãos representam o povo fiel de Deus, a igreja do Velho e do


Novo Testamento. A igreja dos Patriarcas e dos Apóstolos. A totalidade
da igreja de Deus na história. Esses vinte e quatro anciãos são
identificados por suas roupas (brancas), incumbência (assentam-se em
tronos para reinar e julgar) e posição (coroas de vencedores)”.LOPES,
Hernandes Dias, Estudos no Livro de Apocalipse, Pág. 61

“Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé,
um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete
olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.” Apocalipse:
5:6.

15
Observando os símbolos:

1) no meio
2) de pé
3) cordeiro
4) sete chifres
5) sete olhos
6) sete espíritos.

"A posição do Leão já demonstra a sua superioridade. Ele está no meio


do trono, no meio dos seres viventes, junto ao Pai, entre os anciãos.
Assim os anciãos estariam entre João e o Leão, explicando por que um
deles lhe falou. Agora, João olha para ver o Leão e vê um Cordeiro! Esta é
a primeira de 30 vezes no Apocalipse que Jesus é chamado de Cordeiro.
Numa visão em que Deus revela os seus mistérios, ele tem todo direito
de misturar símbolos para comunicar fatos importantes sobre Jesus e
sua missão. Jesus é, ao mesmo tempo, o Leão de Judá e “o Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Cordeiros foram usados
em rituais de alianças e nos sacrifícios a Deus desde a época dos
Patriarcas (Gênesis 15:9; 22:7-8). O significado mais importante do
Velho Testamento vem do cordeiro pascal que serviu para livrar os
israelitas da morte e permitir a saída deles do Egito (Êxodo 12:1-28). No
Novo Testamento, Jesus se tornou nosso Cordeiro pascal (1 Coríntios
5:7), pois seu sangue nos salvou da morte e nos livrou da escravidão no
pecado (1 Pedro 1:19). Enquanto o Leão ruge e despedaça os seus
inimigos, o Cordeiro foi levado mudo ao matadouro (Atos 8.32; Isaias.
53.7). Mas, como veremos no resto do livro, este Cordeiro é o Principal
Vencedor!" ABREU, Antonio Afonso de, O Leão da Tribo de Judá, Págs.
17-18

“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos


senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se
acham com ele” Apocalipse: 17:14.

Na qualidade de um “Cordeiro” Ele é Manso em tratar com os seus filhos, mas como
o Leão, Ele usa o seu poder irresistível para executar juízo contra os ímpios.

“No Meio”

Podemos entender o trabalho de “mediação” do Filho de Deus por nós e que Ele é o
Personagem Central da visão. Paulo diz que Jesus é o “Único Mediador” entre Deus
e os homens.

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus,


homem,” I Timóteo: 2:5.

A Palavra Grega “μεςιτησ” (mesitês) (Mediador) Identifica Cristo como:


“Patrocinador, Avalista, Fiador, aquele que está no meio unindo duas partes que
estão alienadas.”

Observe estas passagens:

16
“Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da
multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes?” Marcos: 5:30

“Onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.”
João 19:18

“Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro
E, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e
cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro” Apocalipse:1:12-13.

De Pé

Cristo quando é mencionado “de pé” ele é o nosso “Sumo Sacerdote (intercessor) e
Advogado”.

“E disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de


Deus.”Atos: 7:56.

“Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro,
porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” Hebreus:
9:24.

“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém
pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;” I João: 2:1.

“Ele é nosso sacrifício, nosso Advogado, nosso Irmão, apresentando


nossa forma humana perante o trono do Pai, achando-Se, através dos
séculos eternos, unido à raça que Ele - o Filho do homem - redimiu. E
tudo isto para que o homem pudesse ser erguido da ruína e degradação
do pecado, a fim de que refletisse o amor de Deus e participasse da
alegria da santidade.” WHITE, Ellen G., Caminho a Cristo, Pág:14.

Cristo é o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram
escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do
mundo.” Apocalipse 13:8

“Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue
de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém
manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” I Pedro: 1:19-20.

Cristo é o cordeiro morto no “monte Moriá”

“Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o
holocausto; e seguiam ambos juntos.” Gênesis: 22:8 16

Cristo é o cordeiro batizado no rio Jordão.

17
“No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo!” João: 1:29.

É o cordeiro no Gólgota:

“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao
matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a
boca.” Isaias: 53:7.(compare com. Mateus: 27:45-50.

É o cordeiro vindo sobre as nuvens dos céus:

“E disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face
daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia
da ira deles; e quem é que pode suster-se?” Apocalipse: 6:16-17.

É o cordeiro iluminando a cidade santa:

“A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a
glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.”Apocalipse: 21:23.

A palavra grega para cordeiro é “αρνιον” (Arnion) e significa que ele é: “gentil,
compassivo, dedicado, nobre, generoso, delicado, gracioso, agradável, amável e
aprazível”

“O Salvador é apresentado perante João sob os símbolos do "Leão da


tribo de Judá", e de um "Cordeiro, como havendo sido morto". Apoc. 5:5 e
6. Esses símbolos representam a união do onipotente poder e do amor
que se sacrifica. O Leão de Judá, tão terrível para os que rejeitam Sua
graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis. A coluna de
fogo que fala de terrores e indignação para o transgressor da lei de Deus,
é um sinal de luz, misericórdia e livramento para os que guardaram os
Seus mandamentos. O braço forte que aniquila o rebelde será forte para
libertar os fiéis. Todo o que for fiel será salvo” WHITE, Ellen G., Atos dos
Apóstolos, Pág. 589.

“Sete Chifres”

A Palavra Hebráica para “Chifre” é (Qeren) da raiz (Qaran) e significa: “poder,


força, vitória, brilho, glória, resplendor”

“força e glória” (Chifre) – é símbolo da Poderosa Presença de Deus.

A palavra é usada para representar: “totalidade de perfeição naquilo que


empreende”.

“Naquele dia farei brotar um chifre para a casa de Israel; e te concederei que abras
a boca no meio deles; e saberão que eu sou o Senhor.”Ezequiel:29:21

“Naquele dia farei brotar o poder na casa de Israel, e abrirei a tua boca no meio
deles; e saberão que eu sou o SENHOR.” Ezequiel: 29:21 (Almeida Corrigida e
Revisada)

18
"Naquele dia farei crescer o poder da nação de Israel, e abrirei a minha boca no
meio deles. Então eles saberão que eu sou o Senhor." Ezequiel: 29:21 (NVI)

"Nesse dia, farei brotar uma força em Israel e farei que você abra a boca no meio
deles. E assim ficarão sabendo que eu sou Javé"." Ezequiel: 29:21 (Versão Católica
sem Apócrifos)

“Os filhos de Arão trouxeram-lhe o sangue; e ele molhou o dedo no sangue, e o pôs
sobre as pontas do altar, e derramou o sangue à base do altar;” Levítico:9:9.

Agora observe o Salmos 18.2:

"O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o
meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu
baluarte." Salmos: 18:2

"Jeová é meu rochedo, e minha fortaleza, e Aquele que me põe a salvo. Meu Deus é
minha rocha. Nele me refugiarei, meu escudo e meu chifre de salvação, minha
altura protetora." Salmos: 18:2 (TNM)

"O Senhor é a fortaleza onde me escondo e fico em segurança. Ele é o meu


Libertador. Ele é aquela grande pedra sobre a qual me apóio; ali nenhum dos meus
inimigos pode me alcançar. O meu Deus é o meu escudo, Ele é uma torre alta e bem
firme para me proteger; o seu poder é a garantia, da minha salvação." Salmos:18:2
(Bíblia Viva)

"O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o
meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo e o poder que me salva, a
minha torre alta." Salmos:18:2 (NVI)

"qeren"... 1) chifre 1a) chifre 1b) referindo-se à força (fig.)... 1e) chifre
(pontas do altar em forma de chifre) 1f) raios de luz 1g) monte..."
STRONG Dicionário Bíblico - Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de
Strong, Pág. 938

"Força. Literalmente, "chifre" ou "ponta", símbolo de poder (ver Dt 33:


17)." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista, Vol. 3, Pág. 755

O número “Sete” simboliza “totalidade, perfeição e plenitude”

"Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade."


Colossenses: 2:9

"Em Cristo está reunida toda a glória do Pai. Nele está toda a plenitude
da divindade corporal. Ele é o brilho da glória do Pai e a imagem
expressa de Sua pessoa. A glória dos atributos de Deus é expressa em Seu
caráter...{7BC 907.3}" WHITE, Ellen G., SDA Bible Commentary, Vol. 7,
Pág. 907, Parágrafo. 3

19
Os “sete chifres” do cordeiro em apocalipse 5.6, simbolizam a totalidade e
perfeição (da autoridade, do poder, da glória, do ministério e do caráter de cristo.)
Ver: Salmos:18.2; Colossenses: 2.9; Efésios: 1.21

Simboliza a “totalidade e perfeição” do seu sacrifício no seu sangue.

“Molhará o dedo no sangue e o aspergirá sete vezes perante o SENHOR, diante do


véu.” Levítico: 4:17(compare com 4:6,34).

“Tomará do sangue do novilho e, com o dedo, o aspergirá sobre a frente do


propiciatório; e, diante do propiciatório, aspergirá sete vezes do sangue, com o
dedo.” Levítico:16:14.

Simboliza a “totalidade e perfeição” do seu louvor.

“proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o


poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”
Apocalipse:5:12 (compare com Salmos:119:164).

Simboliza a “totalidade e perfeição” da missão de Cristo como salvador da


humanidade.

“O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para
pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de
coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os
algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do
nosso Deus; a consolar todos os que choram” Isaias: 61:1-2.

Observe os “sete” sinais feitos por Cristo no evangelho de João:

a) água em vinho – João: 2:1-11


b) a cura do filho do nobre – João: 4:46-54.
c) o homem junto a betesda – João: 5:1-47
d) 5.000 – João: 6:1-14
e) andando sobre as águas – João: 6:15-21
f) a cura do cego – João:9:1-41
g) a ressurreição de lázaro – João:11:1-57.

A expressão “EU SOU” foi usada por cristo “sete vezes” no evangelho de João:

a) eu sou o pão da vida - João: 6:35


b) eu sou a luz do mundo – João: 8:12
c) antes de Abraão, eu sou – João: 8:58
d) eu sou o bom pastor João: 10:11
e) eu sou a ressurreição e a vida – João:11:25
f) eu sou o caminho – João:14:6
g) eu sou a videira verdadeira João:15:1

O apocalipse 5.6 diz que os “sete olhos” são os “Sete Espíritos de Deus”.

20
Em Zacarias 4.10, o profeta esclarece que “aqueles sete olhos são os olhos do
senhor, que percorrem toda a terra”.

Eles constituem um símbolo da “onisciência” ou sabedoria infinita de Deus


manifestada por intermédio da obra do Espírito Santo. Nada lhe é oculto. Sua
eterna vigilância pelo espírito santo traz conforto, força e proteção a seu povo.

Observe esse comentário:

“A descrição do espírito santo como “os sete espírito de Deus ( apoc.1.4;


3.1; 4.5; 5.6 ) é distinta no a. T. O número ‘sete’ é um número simbólico,
qualitativo, comunicando a idéia de algo completo e, quando relacionado
a deus, a idéia de perfeição. Portanto, o espírito santo é manifestado em
têrmos de perfeição de sua atividade dinâmica, completa. As lâmpadas
de fogo (apoc.4.5) sugerem seu ministério iluminador, purificador e
energizador” PLENITUDE, Bíblia de Estudo, Pág. 1344.

"Sete olhos. A presente expressão encontra seu paralelo na passagem de


Zc 4.10b. De acordo com o Dr. H. G. Michell, a palavra “ayon” (olho) é
muito versátil no hebraico. Além de significar o olho físico, ela aparece
em contextos de metáforas conhecidas para nós, como “...na menina do
seu olho” (Zc 2.8), “...foram abertos olhos de ambos” (Gn 3.7), “...o seu
olho será mesquinho para com...” (Dt 28.54, RIB). Em outros termos
temos de ser mais literais na tradução, ou mudar a metáfora: o olho
(face) da terra (Êx 10.5), olho (aparência) do maná (Nm 11.7), olho
(brilho) do vinho (Pv 23.31), e o olho (resplendor) do bronze (Ez 1.4). No
texto em foco, “os sete olhos” do Cordeiro estão associados com os “Sete
Espíritos”. Isso pode apontar para a “onisciência em plenitude”,
discernimento: visão circundante." SILVA, Severino Pedro da, Apocalipse
Versículo por Versículo, Pág. 41

“Cristo está como Mediador entre Deus e os ministros e o povo. é


chamado de Leão, porém aparecem como Cordeiro imolado. Aparece
com as marcas de seus sofrimentos, para mostrar que intercede por nós
no céu em virtude da satisfação que fez. Aparece como Cordeiro, com
sete chifres e sete olhos: o poder perfeito para executar toda a vontade
de Deus, e a sabedoria perfeita para entendê-la e executá-la da forma
mais eficaz.” HENRY, Matthew, Comentário Bíblico do Novo Testamento,
Pág. 316.

"O Leão da tribo do Judá: imagem tirada do Gn 49.9-10, passagem


tradicionalmente entendida como alusão ao Messías. Na literatura
judaica da época, o leão aparece como figura do Messías, vencedor do
mal. [3] 5.5 A raiz do Davi: alusão a Is 11.1,10; cf. Ap 22.16. [4] 5.5
venceu: Ap 3.21; cf. Jo 16.33. [5] 5.5 Solo Jesus Cristo, o Cordeiro, pode
abrir o livro, porque ele é quem revela o sentido da história da
humanidade e a leva a seu pleno cumprimento. [6] 5.6 Cordeiro: Cf. Is
53.7,10-12, e veja-se Jo 1.29 N. Em Apocalipse não é estranho que se
combinem diversos símbolos, inclusive alguns opostos entre si (leão-
cordeiro). O Cordeiro sacrificado permanece em pé como símbolo do
Cristo que saiu vitorioso mediante seu sofrimento e sua morte. Cf. Lc
24.26; At 8.32-35; 1 Pe 1.18-19. [7] 5.6 O corno é símbolo freqüente de
força e de poder (Dn 7.7--8.25; Ap 17.3,7). Os sete chifres representam a
plenitude do poder de Cristo, o Cordeiro (cf. MT 28.18; 1 CO 1.24). Em
relação à imagem dos sete olhos, cf. Zc 4.10. [8] 5.6 Os sete espíritos
simbolizam a plenitude do Espírito de Deus (veja-se Ap 1.4 nota k ; cf.

21
4.5; também Is 11.2). [9] 5.8 Ap 8.3-4; cf. Sl 141.2, e também Lc 1.10. [10]
5.9 Sl 33.3; 98.1; Is 42.10. Enquanto que no Ap 4.11 Sme trata de um
canto a Deus Pai como Criador, aqui este cântico novo se dirige a Cristo
Redentor. A ele lhe rende a mesma adoração que a Deus Pai (veja-se Ap
5.13). [11] 5.9 Redimido: ou comprado ; vejam-se Rm 3.24 nota s e 1 Pe
1.18 nota W. [12] 5.10 Ap 1.5-6; 20.6; cf. Ex 19.6; Is 61.6. [13] 5.10 Ap
20.6; 22.5. [14] 5.11 Cf. Dn 7.10. [15] 5.12 O Cordeiro que foi imolado:
Veja-se Jo 1.29 N.; cf. 1 CO 5.7. [16] 5.13 Toda a criação se une ao cântico
de louvor; cf. Fp 2.10-11; Cl 1.20; cf. também Rm 8.20-21. [17] 5.14
Amém.". Notas RV 1995 - Comentário da Versão Reina Valera sobre
Apocalipse 5

"5.6 O chifre é um símbolo freqüente de força e poder (Dn 7.7—8.24; Ap


17.3,7). Os sete chifres representam a plenitude do poder de Cristo, o
Cordeiro (cf. Mt 28.18; 1Co 1.24)” – BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA, PÁG.
2676. “No meio do trono. 4.4-6 um cordeiro. Uma representação
simbólica do sumo sacerdócio do nosso salvador. 9,12; 6.16; 7.9-17;
12.11; 13.8; 17.14; 21.23; 22.1,3; is 53.7,8; jo 1.29,36; at 8.32; 1pe
1.19,20 sete chifres. Como o chifre é símbolo de poder, e sete é o número
da perfeição, os sete chifres podem representar Jesus cristo como o todo-
poderoso. 1sm 2.10; dn 7.14; mq 4.13; hc 3.4; lc 1.69; fp 2.9-11 sete
olhos. Seu conhecimento e sabedoria infinitos, e especialmente, “os
tesouros da sabedoria” colocados nele para serem comunicados à igreja
pelos “sete espíritos de Deus”, i.e., o espírito santo. 2cr 16.9; zc 3.9; zc
4.10” BÍBLICO, Concordância exaustiva do Conhecimento, Pág. 1818
(SBB).

“Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de


entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de
conhecimento e de temor do SENHOR.” Isaias:11:2.

“Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo
aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;
se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, Ainda lá me
haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá. Se eu digo: as trevas, com
efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, Até as próprias trevas
não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa. “Pois tu formaste o meu
interior tu me teceste no seio de minha mãe.” Salmos: 139:7-12

“Sete” são as coisas que não podem nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus:

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou


perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” Romanos: 8:35.

Observe: “Sete outras montanhas – Sete espécies de árvores – Sete colunas”

“Quando os saudamos, perguntei a Jesus quem eram eles. Disse que eram
mártires que por Ele haviam sido mortos. Com eles estava uma
inumerável multidão de crianças que tinham também uma orla vermelha
em suas vestes. O Monte Sião estava exatamente diante de nós, e sobre o
monte um belo templo, em cujo redor havia sete outras montanhas,
sobre as quais cresciam rosas e lírios. E vi as crianças subirem, ou, se o
preferiam, fazer uso de suas pequenas asas e voar ao cimo das
montanhas e apanhar flores que nunca murcharão. Para embelezar o

22
lugar, havia em redor do templo todas as espécies de árvores; o buxo, o
pinheiro, o cipreste, a oliveira, a murta, a romãzeira e a figueira, curvada
ao peso de seus figos maduros, embelezavam aquele local. E quando
estávamos para entrar no santo templo, Jesus levantou Sua bela voz e
disse: "Somente os 144.000 entram neste lugar", e nós exclamamos:
"Aleluia"!
Esse templo era apoiado por sete colunas, todas de ouro transparente,
engastadas de pérolas belíssimas. As maravilhosas coisas que ali vi, não
as posso descrever. Oh! se me fosse dado falar a língua de Canaã, poderia
então contar um pouco das glórias do mundo melhor.” WHITE, Ellen G.,
Primeiros Escritos, Pág. 19.

“Sete” coroas sobre a cabeça de Cristo:

“Agrupamo-nos em torno de Jesus, e tão logo Ele fechou as portas da


cidade, foi pronunciada a maldição sobre os ímpios. As portas foram
fechadas. Então os santos usaram as suas asas e subiram ao alto do muro
da cidade. Jesus estava também com eles; Sua coroa parecia brilhante e
gloriosa. Era uma coroa dentro de outra, num total de sete.” WHITE,
Ellen G., Primeiros Escritos,. Págs. 53-54.

Vejamos agora o que “qualificou” Jesus para abrir o livro selado com sete selos:

“E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os


selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que
procedem de toda tribo, língua, povo e nação” Apocalipse: 5:9.

“Segundo Apocalipse 5, somente Jesus sabe quem será salvo e quem irá
perder-se. Ele, somente Ele, pode ler os corações e compreender quem
em verdade é Seu. É necessário que entreguemos a vida a Ele. Só Jesus
pode limpar-nos do pecado (I São João 1:9). Somente Ele é ‘poderoso
para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação,
imaculados diante da glória de Deus’ (São Judas 24). Na verdade, ‘abaixo
do Céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual
importa que sejamos salvos’ (Atos 4:12). Por isso é que João em
Apocalipse 5 chorava sem consolo e sem nenhuma esperança até que
apareceu Jesus. E também é explicado por que os 24 anciãos exclamaram
com regozijo: ‘Digno és’, quando Jesus interveio em favor daqueles pelos
quais morreu.” BELVEDERE, Daniel - Seminário As Revelações do
Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,
2ª ed., 1987, Pág. 20.

”No capítulo 4, os vinte e quatro anciãos louvaram a Deus por Sua obra
de criação (verso 11). No capítulo 5 eles dirigem louvores a Jesus por
Sua obra de redenção.” Lição da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,
Págs. 77 e 78.

“Em cada um dos textos mais abaixo, somos exortados a entoar ‘novo
cântico’ ao Senhor e é apresentada uma razão para isso. [...]
“Sal. 33:3-5
“Sal. 40:1-3
“Sal. 96:1-6
“Sal. 98:1-3
“Isa. 42:5-17” Lição da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, Pág. 78.

“...[Os ritos do Antigo Testamento, como em Lev. 4:27-30] não tinham


valor por si mesmos. O sangue de Cristo, representado pelo dos animais,
é o único que tem poder redentor (Hebreus 9:9-14).” BELVEDERE,

23
Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor,
Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Pág. 78.

Nós pertencemos a Deus por “Criação e por Redenção”

Criação:

“De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo
fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação.”
Atos:17:26. (Compare com: Gênesis:1:26-27; Isaias:42:5.

Redenção:

“Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”
I Coríntios: 6:20.

“e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão


procedentes da verdade.” Efésios: 4:24. (Compare com Romanos: 5:8; 3:24-25.

"E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram;
eis que se fizeram novas." iII Coríntios: 5:17

Abrindo o Primeiro Selo

“Jesus nos dá, em Sua revelação do Apocalipse, uma visão profética


tridimensional do que finalmente chegaria a ser a história desde os dias
apostólicos até o tempo do fim: 1) as sete igrejas, 2) os sete selos, e 3) as
sete trombetas. A profecia das sete igrejas nos revela a história religiosa
da era cristã, salientando suas faltas e prometendo o galardão aos
vencedores. Nessa profecia Deu destaca Seu interesse e amor por Seu
povo. Os sete selos profetizam a história social da era cristã, expondo
principalmente o triste processo da apostasia. Também se apresenta a
Deus controlando a História e dando fim à dor e ao sofrimento. As sete
trombetas pintam a história militar que ocorreria na era cristã em
relação com a igreja.” BELVEDERE, Daniel - Seminário As Revelações do
Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,
2ª ed., 1987, Pág. 134

“Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes
dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem! “Vi, então, e eis um cavalo branco e o
seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e
para vencer.” Apocalipse: 6:1-2.

“...só o Cordeiro é digno de abrir o rolo em virtude de Seu triunfo sobre


Satanás. Quando Ele abre o rolo, são transmitidas à Terra mensagens de
Deus. Essas mensagens destinam-se a suprir as necessidades espirituais
da Igreja e da humanidade em geral. Acontecimentos na Igreja e no
mundo ameaçam desviar almas de Cristo. Deus envia mensagens de luz e
de advertência para enfrentar a situação.” SABATINA, Lição da Escola 2º
Trimestre de 1989, Pág. 84.

Selos – “Do mesmo modo que algum historiador poderia decidir


escrever a história da igreja em 7 volumes (cada um abordando uma
época) Deus nos revelou por antecipação as características básicas de
cada período ou época pelos quais a igreja passaria. Cada selo seria

24
equivalente a um volume. Ao abrir cada um dos selos, São João viu como
que um impressionante audiovisual profético através do qual Deus lhe
indicava o que haveria de suceder desde seus dias até o fim. ... O primeiro
selo revela as características básicas do século apostólico, e o sexto selo
termina falando da segunda vinda de Cristo, chegando à culminação com
o sétimo que é a vinda do Senhor.” BELVEDERE, Daniel - Seminário As
Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Pág. 53.

“A abertura do rolo na mão do Pai revela o apelo de Deus à humanidade


devido aos acontecimentos terrestres. Com o rompimento de cada um
dos selos, podemos ver os eventos e ouvir as mensagens do Céu que
precedem a Segunda Vinda de Cristo.” .” SABATINA, Lição da Escola 2º
Trimestre de 1989, Págs. 92 e 93.

“A profecia dos sete selos (Apoc. 6:1 a 8:1) não somente delineia o
declínio espiritual da Igreja no decorrer da História, mas também a
atitude de Deus para com isso. ... Os selos de Apocalipse 6 não são
meramente uma lição de História. Eles provêem mensagens para hoje, ao
enfrentarmos os desafios de viver no tempo do fim.” SABATINA, Lição da
Escola 2º Trimestre de 1989, Pág 84.

“Muitos copistas dos manuscritos gregos entendiam que isso era um


convite para que João viesse contemplar a seqüência da abertura do selo,
e acrescentaram portanto as palavras: ‘e vê’. A Versão Autorizada [em
inglês] segue essa tradução incorreta. No entanto, os melhores textos
gregos só contém o convite: ‘Vem’.” - George Eldon Ladd, Commentary on
the Revelation of John (Grand Rapids, Mich.: Wm. B. Eerdmans, 1972), p.
96, citado em Lição da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, Pág. 86.

Observando os símbolos:

Cavalo
Branco
Arco
Coroa
Vencendo e para vencer.

Cavalo:

Cavalos - “...os cavalos e cavaleiros retratados nos quatro primeiros


selos representam a Igreja em suas várias etapas de desenvolvimento e
declínio.” SABATINA, Lição da Escola 2º Trimestre de 1989, Pág. 85.

Cavalo branco – “O cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco e uma


coroa saem ‘vencendo e para vencer’. Simbolicamente, isto descreve a
Igreja em sua condição inicial de pureza quando, sob a liderança do
Senhor ressurreto, ela levou o evangelho avante, a despeito da oposição
dos poderes pagãos.” SABATINA, Lição da Escola 2º Trimestre de 1989,
Pág. 85.

O cavalo na bíblia e na profecia é símbolo de “guerra, batalha, combate, peleja,


velocidade e rapidez”.

“O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do SENHOR.”


Provérbios: 21:31.

25
“A sua aparência é como a de cavalos; e, como cavaleiros, assim correm.
“Estrondeando como carros, vêm, saltando pelos cimos dos montes, crepitando
como chamas de fogo que devoram o restolho, como um povo poderoso posto em
ordem de combate.” Joel: 2:4-5.

“Então, as unhas dos cavalos socavam pelo galopar, o galopar dos seus
guerreiros.” Juízes: 5:22.

“Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes-guias; mas o


SENHOR dos Exércitos tomará a seu cuidado o rebanho, a casa de Judá, e fará desta
o seu cavalo de glória na batalha.” Zacarias: 10:3

“E sucederá, naquele dia, diz o SENHOR, que eu eliminarei do meio de ti os teus


cavalos e destruirei os teus carros de guerra.” Miquéias: 5:10

“Eu escutei e ouvi; não falam o que é reto, ninguém há que se arrependa da sua
maldade, dizendo: Que fiz eu? Cada um corre a sua carreira como um cavalo que
arremete com ímpeto na batalha.” Jeremias: 8:6

“Trazem arco e dardo; eles são cruéis e não usam de misericórdia; a sua voz ruge
como o mar, e em cavalos vêm montados, como guerreiros em ordem de batalha
contra ti, ó filha de Sião.” Jeremias: 6:23

“O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na


sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto
de homem.” Apocalipse: 9:7

“Tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era
como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja.” Apocalipse:
9:9 (ver mais: Êxodo: 14:9; II Reis: 6:17; Salmos: 20:7; 33:17)
.
“Antes, dizeis: Não, sobre cavalos fugiremos; portanto, fugireis; e: Sobre cavalos
ligeiros cavalgaremos; sim, ligeiros serão os vossos perseguidores”. Isaías: 30:16

Branco:

Branco - “pureza; justiça.” SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre de


1989, Pág. 87.

Arco - “Símbolo de guerra ou peleja.” SABATINA, Lição da Escola, 2º


Trimestre de 1989, Pág. 85.

Coroa - “Símbolo de recompensa.” - Lição da Escola SABATINA, 2º


Trimestre de 1989, Pág. 85.

Vencendo e para vencer - “Contínua vitória espiritual.” SABATINA,


Lição da Escola, 2º Trimestre de 1989, Pág. 85.

Mensagem do cavalo branco - “A mensagem do primeiro anjo (Apoc.


14:6 e 7).” SABATINA, Lição da Escola, 2] T Trimestre de 1989, Pág.
87.

26
O branco é símbolo de “Justiça e de Salvação”.

“Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus; porque


me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça, como
noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas jóias.”
Isaias: 61:10.

“Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a
minha equidade.” Jó: 29:14.

“Pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho
finíssimo são os atos de justiça dos santos.” Apocalipse: 19:8.

O branco também é símbolo de “regeneração, de renovação, de purificação.”

“Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve.”
Salmos: 51:7.

“Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam
como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos
como o carmesim, se tornarão como a lã.” Isaias: 1:18.

Deus está vestido de “Justiça”

“Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se
assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã;
o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente.” Daniel: 7:9.

a Justiça é a base do trono de Deus:

“Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram
a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.” Apocalipse: 20:11.

“Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem”.


Salmos: 89:14.

“Nuvens e escuridão o rodeiam, justiça e juízo são a base do seu trono.” Salmos:
97:2.

Cristo está vestido de “Justiça”

“E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas
vestes tornaram-se brancas como a luz.” Mateus: 17:2.

“Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com
que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa.”Jeremias: 23:6.

Os anjos também estão vestidos de “branco” (justiça)

27
“E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu,
chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. “O seu aspecto era como um
relâmpago, e a sua veste, alva como a neve.” Mateus: 28:2-3.

“E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois
varões vestidos de branco se puseram ao lado deles” Atos: 1:10.

“E viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde o corpo de Jesus fora posto, um
à cabeceira e outro aos pés.” João: 20:12.

O branco também é símbolo de “liberdade e vitória”

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do
maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha
escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.”
Apocalipse: 2:17.

“Pedras brancas foram dadas a escravos libertados para mostrar sua


cidadania; os fiéis não são mais escravos do pecado, pois se tornaram
cidadãos da pátria celestial (Filipenses 3:20). Elas foram usadas pelos
romanos como um tipo de ingresso para alguns eventos; Jesus permite
os fiéis a entrarem na presença dele para o seu banquete (veja 19:6-9).
Também foram dadas aos vencedores de corridas e aos vitoriosos em
batalha. Os fiéis são vencedores que receberão” ALLAN. Dennis, Um
Estudo do Apocalipse de Jesus Cristo, Pág. 27.

"Pedrinha branca. Vários costumes antigos foram sugeridos a fim de


explicar o motivo para esta alusão ao presente de uma pedrinha branca,
mas nenhuma delas é satisfatória. Um dos costumes antigos mais
comuns era que os membros de um júri usassem uma pedra preta e
outra branca para determinar absolvição ou condenação. Tudo que pode
ser dito com certeza é que João, sem dúvida, se refere a alguma
cerimônia que envolve a entrega de um presente ou de uma honra
especial." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista do, Vol. 7, Pág. 829

O branco será a cor das vestes dos salvos, indicando “liberdade e salvação”

“Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas
vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas. “O vencedor será
assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do
Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos
seus anjos.” Apocalipse: 3:4-5.

“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras
brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. “Ele,
então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas
vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro,” Apocalipse: 7:13-14.

A justiça divina (branco) é encontrada no “evangelho:”

28
“visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O
justo viverá por fé.” Romanos: 1:17.

A justiça divina (branco) se revela na “lei de Deus”

“A minha língua celebre a tua lei, pois todos os teus mandamentos são justiça.”
Salmos: 119:172

A justiça (branco) é “a base do julgamento divino”

“Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio
de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os
mortos.” Atos: 17:31.

“Na presença do SENHOR, porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com
justiça e os povos, consoante a sua fidelidade.” Salmos: 96:13.

O cavaleiro montando o cavalo branco representa o Salvador Jesus Cristo a frente


da sua Igreja, usando os apóstolos como instrumentos na pregação e propagação
do evangelho eterno de justiça a todas as nações.

O cavalo branco simboliza a Igreja primitiva, a igreja apostólica. Os apóstolos


receberam o poder do Espírito santo e saíram anunciando com poder e ousadia o
evangelho do reino que “lava,purifica, transforma e guia na justiça.”

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas
testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos
confins da terra.” Atos: 1:8.

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu


e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome
do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que
vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do
século.” Mateus: 28:18-20.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. “Quem
crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Marcos:
16:15-16.

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas
as nações. Então, virá o fim.” Mateus: 24:14.

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos
que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, Dizendo, em
grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e
adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apocalipse:
14:6-7.

29
Cristo estava vivendo nos apóstolos ao anunciarem o evangelho:

“logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim...” Gálatas: 2:20

“... E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Mateus:
28:20

“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro
e julga e peleja com justiça” Apocalipse: 19:11..

“William Hendriksen interpretou o Cavalo branco e seu cavaleiro como


sendo Jesus Cristo.
1) Sempre que Cristo aparece, Satanás se agita e assim as provas para os
filhos de Deus são iminentes (os cavalos vermelho, preto e amarelo).
2) As palavras só podem aplicar-se a Cristo: BRANCO + COROA + SAIU
VENCENDO E PARA VENCER. Cabelos brancos (1:14), pedrinha branca
(2:17), roupas brancas (3:4,5,18), nuvem branca (14:14), cavalos brancos
(19:11,14), trono branco (20:11). Branco não pode ser usado nem para o
diabo nem para o anticristo. Esse primeiro selo não traz nenhuma
maldição.
3) Este texto está de acordo com o texto paralelo de Apocalipse 19:11-16,
onde a descrição é incontroversa.
4) Este texto está de acordo com o tema geral do livro que a vitória de
Cristo. Ele é o Leão da Tribo de Judá que venceu (5:5).
5) A espada do cavaleiro do Cavalo branco está de acordo com Mateus
10:34. Cristo vence com a Palavra. Vence com o evangelho”. LOPES.
Hernandes Dias, Estudos no Livro de Apocalipse, Pág. 69

O “arco” também é símbolo de ‘batalha, combate e guerra’

“Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do


combate.” Salmos: 78:9.

“Dos filhos de Rúben, dos gaditas e da meia tribo de Manassés, homens valentes,
que traziam escudo e espada, entesavam o arco e eram destros na guerra, houve
quarenta e quatro mil setecentos e sessenta, capazes de sair a combate.” I Crônicas
5:18

“Ele adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços
vergaram um arco de bronze.” Salmos 18:34

“Ali, despedaçou ele os relâmpagos do arco, o escudo, a espada e a batalha.” Salmos


76:3

“Porque fogem de diante das espadas, de diante da espada nua, de diante do arco
armado e de diante do furor da guerra.” Isaías: 21:15 (ver mais: II Samuel: 1:22; I
Samuel: 18:4; Salmos: 44:6; Gênesis: 49:24; Jeremias: 6:23

A “coroa” é símbolo de ‘vitoria e realeza’

Vitória:

30
“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque,
depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos
que o amam.” Tiago 1:12

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. “Já agora a coroa da
justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não
somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” II Timóteo: 4:7-8.

“Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da


glória.” I Pedro: 5:4.

“Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós,
porém, a incorruptível.” I Coríntios: 9:25

Realeza:

“Então, Joiada fez sair o filho do rei, pôs-lhe a coroa e lhe deu o Livro do
Testemunho; eles o constituíram rei, e o ungiram, e bateram palmas, e gritaram:
Viva o rei!” II Reis: 11:12. 31

“O rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele
favor e benevolência mais do que todas as virgens; o rei pôs-lhe na cabeça a coroa
real e a fez rainha em lugar de Vasti.” Ester: 2:17.

“Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de
homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada.” Apocalipse:
14:14.(ver mais: I Crônicas: 20:2; Ester: 1:11; II Samuel: 2:10; Êxodo: 29:6).

O povo de Deus é chamado de “sacerdócio real”

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade
exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das
trevas para a sua maravilhosa luz;” I Pedro: 2:9.

"E nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio
pelos séculos dos séculos. Amém!" Apocalipse: 1:6

"vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás
aos filhos de Israel." Êxodo; 19:6

"Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre


esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de
Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos." Apocalipse: 20:6

“As nações verão a tua justiça, e todos os reis, a tua glória; e serás chamada por um
nome novo, que a boca do SENHOR designará. Serás uma coroa de glória na mão do
SENHOR, um diadema real na mão do teu Deus.” Isaias: 62:2-3.

31
“Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na
presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós? Sim, vós sois
realmente a nossa glória e a nossa alegria!” I Tessalonicenses: 2:19-20.

Vencendo e para vencer:

A vitória é alcançada por meio de Cristo:

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que
nos amou.” Romanos: 8:37.

“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos


senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se
acham com ele.” Apocalipse: 17:14. 32

“Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” I
Coríntios: 15:57

A vitória é alcançada por meio do novo nascimento e por meio da fé:

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o
mundo: a nossa fé.” I João: 5:4.

“Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios,
foram tragados de todo. Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas
por sete dias. E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para
referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de
Samuel e dos profetas, “Os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a
justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões.” Hebreus: 11:29-30,32-33

Como já vimos, o cavalo branco do primeiro selo, representa a igreja primitiva em


sua condição inicial de pureza quando, sob a liderança do senhor ressurreto, ela
levou o evangelho avante, a despeito da oposição dos poderes pagãos.

A igreja primitiva cobre o período que vai do ano 31 d.C. (ano da morte de cristo)
até o ano 100 d.C.

Cavalo Branco
31D.C----------------------------------------------------------------------------------------100DC

Igreja primitiva era dos apóstolos

Os apóstolos conseguiram grandes vitórias para Cristo por meio da pregação do


evangelho.

Enfrentaram lutas, fome, tribulação,algemas e prisões, mas deixaram bem claro ao


mundo de seu tempo a mensagem salvadora do evangelho de justiça, do evangelho

32
do reino, do evangelho eterno de nosso senhor Jesus cristo. As conquistas eram
espirituais:

“Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo
ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um
só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;” Filipenses: 1:27.

Os discípulos travavam grandes “lutas espirituais” por amor a Igreja:

“Gostaria, pois, que soubésseis quão grande luta venho mantendo por vós, pelos
laodicenses e por quantos não me viram face a face;” Colossenses: 2:1.

Cristo lhes concedia a vitória – ver Romanos: 8:37.

A cada dia a palavra do evangelho produzia frutos e crescia, alcançando o mundo


todo:

“Por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes
pela palavra da verdade do evangelho, “Que chegou até vós; como também, em todo
o mundo, está produzindo fruto e crescendo, tal acontece entre vós, desde o dia em
que ouvistes e entendestes a graça de Deus na verdade;” Colossenses: 1:5-6.

Após o derramamento do espírito santo no dia de pentecostes, a pregação do


evangelho começou a expandir-se de modo extraordinário. Tanto assim que se
espalhou pelo mundo.

Os triunfos do evangelho foram simbolizados por um cavaleiro com uma coroa,


montando um cavalo branco e que saiu vitorioso e para vencer.

Após o sermão explicativo e expositivo de são Pedro no pentecostes, foram


conquistadas quase três mil almas para cristo.

“Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo


naquele dia de quase três mil pessoas.” Atos: 2:41.

As conquistas continuaram, elevando o número de almas para quase cinco mil

“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de


homens a quase cinco mil” Atos: 4:4.

Deus acrescentava dia a dia os que iam sendo salvos:

“louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso,


acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” Atos: 2:47

Vejamos porque a igreja primitiva conseguiu sair vitoriosa:

A Igreja saiu vitoriosa porque “estava unida”

33
“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;”
Atos: 2:1.

“Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” Atos: 2:44. 35

“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e


tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,” – ATOS: 2:46.

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas


orações” Atos: 2:42.

Venceram porque “oravam com fervor e união”

“Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor,
que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há;” Atos: 4.24.

Venceram porque “estavam unidos e davam testemunho da ressurreição do senhor e


abundavam em graça”

“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava
exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum.
“Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor
Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” Atos: 4:32-33.

Deus respondia fazendo a igreja crescer mais e mais:

“E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres,


agregados ao Senhor,” Atos: 5:14.

Quanto mais eram perseguidos, mais anunciavam o evangelho:

“Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra.
Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões
atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele
operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta
voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela
cidade.” Atos: 8:4-8.

Vejamos o que nos diz a pena inspirada:

“Nos dias dos apóstolos os crentes cristãos estavam cheios de fervor e


entusiasmo. Tão incansavelmente trabalhavam eles para o Mestre que
em tempo comparativamente curto, não obstante a feroz perseguição, o
evangelho do reino soou em todas as partes do mundo habitado. O zelo
manifestado nesse tempo pelos seguidores de Jesus foi relatado pela
pena da inspiração para encorajamento dos crentes em todos os
séculos.”WHITE, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Pág. 578.

Esse é o mesmo período representado pela igreja de Éfeso. Nesse período a igreja
foi “firme, forte e perseverante”

34
“Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes
suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram
apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança, e suportaste
provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer... Tens, contudo, a teu
favor que odeias as obras dos Nicolaítas, as quais eu também odeio.” Apocalipse:
2:2-3,6.

Homens Maus

"Ainda em vida dos apóstolos, além dos “maus” oponentes de fora da


igreja, começaram a manifestar-se “maus” dentro da igreja. Ananias e sua
esposa Safira, foram os primeiros “maus” que surgiram bem cedo e
receberam o justo galardão.3) O “mau” Simão, mago de Samaria, também
foi desmascarado e recebeu o seu justo quinhão.4) Hymeneo, Alexandre
e Phileto são outros “maus” mencionados por Paulo, que a igreja não
pôde sofrer.5) S. João cita um outro chamado Diotrefes ao qual teve de
enfrentar.6) Êstes “maus” são apenas alguns da igreja mencionados pelos
apóstolos. Se todos êles fossem mencionados por nome, certamente a
lista seria elevada. As epístolas do Novo Testamento não deixam dúvidas
de que o número deles era realmente grande.
Falsos apóstolos foram também desmascarados. Paulo alude a
“falsificadores da palavra de Deus”.7) “Porque tais falsos apóstolos”, diz
ele “são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de
Cristo”.8) Nas igrejas dos gálatas havia alguns que “querem transtornar o
evangelho de Cristo”.9) Aos efésios escreveu que havia alguns “que com
astúcia enganam fraudulosamente” com “todo o vento de doutrina”.
Muitos, muitos falsos apóstolos surgiram, e até mesmo o primeiro
concílio apostólico foi motivado por causa deles. Todavia foram todos
postos à prova e desmascarados como mentirosos, pelo que a igreja fez
jus ao elogio de seu Senhor." MELLO, Araceli, S., A Verdade Sobre as
Profecias do Apocalipse, Pág. 51

"A igreja apostólica muito sofreu no desempenho de sua missão. Foi


duramente perseguida pelos judeus por onde quer que fosse içado o
pavilhão do evangelho da cruz. Os romanos também perseguiram a
igreja, sendo todos os apóstolos, com exceção de João, martirizados. Nero
foi o primeiro a lançar mão da espada contra a igreja vitoriosa. Este
famigerado monstro da história, “para gozar do espetáculo pavoroso do
incêndio da antiga cidade dos Dardânios, espalhou pelas ruas de Roma as
suas cortes de escravos armados de archotes e encarregados de
lançarem fogo a todos os bairros da cidade. Durante o incêndio, Nero
enfeitado de flores, cercado de cortesãs, cantava, acompanhando-se à
lira, os versos de Virgílio sobre a destruição de Tróia! As chamas
devoraram dez bairros daquela capital do mundo, e deixaram tão
somente nos arrabaldes algumas casas meio queimadas. Este incêndio
teve lugar a 19 de julho do ano de 64 da nossa era. “Para descarregar
sobre inocentes o ódio público que sobre ele pesava, Nero acusou
daquele incêndio os cristãos, que eram odiosos como fazendo profissão
de uma religião nova. Em primeiro lugar mandou prender alguns fiéis
que eram acusados confusamente de muitos crimes, sem examinar a
verdade, e os juízes condenavam-nos à morte não como incendiários,
mas como inimigos do gênero humano. Ao seu suplício juntavam insultos
cruéis; cobriam-nos de peles de animais para os fazer dilacerar pelos
cães; eram pregados em cruzes, ou cravados no chão em estacas que lhes
furavam a garganta; e nesta posição, vestiam-nos com túnicas untadas de
pez ou de outras matérias combustíveis, às quais lançavam fogo, de

35
modo que os pacientes serviam de archotes para iluminarem a noite.
Nero fez disso um espetáculo público no seu jardim onde ele próprio
guiava seu carro à luz daqueles archotes humanos!
“Os historiadores falam com indignação da crueldade daquele príncipe
que sacrificava milhares de homens à sua execrável tirania”.1) Multidões
foram sacrificados pelo tirano em suplícios inauditos. Durante quatro
anos durou a terrível perseguição. Os mártires mais ilustres foram S.
Pedro e S. Paulo, em Roma, e S. Marcos em Alexandria. A morte de Nero
deu à igreja uma paz que só foi perturbada 30 anos mais tarde por
Domiciano." MELLO, Araceli, S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Págs. 51-52

"Domiciano ordenou a perseguição contra os cristãos principalmente


fora de Roma. Embora sua perseguição sanguinária fosse de pouca
duração, mesmo assim numerosos mártires selaram sua fé com sangue,
entre os quais Dionísio, o areopagita e o apóstolo S. André. Muitos foram
desterrados para as ilhas do mar Egeu. S. João também foi alvo de
Domiciano, de cujos ataques já tratamos na introdução. A história diz-
nos que Domiciano era orgulhoso, vão, presunçoso, avaro, pródigo e
cruel, e
que tinha o diabólico prazer de dar homens a comer aos cães. Todos os
dias mandava degolar alguns senadores, e por ordens suas cortavam as
mãos a gente honrada que nas guerras civis recusara tomar o seu partido
ou o seguira de má vontade; finalmente, inventando uma nova tortura,
mandava queimar os seus amigos nessa parte que oferecera a Pollion, e
que emprestara a Nerva. Patrônio Segundo e Parthenio, chefes da milícia,
assassinaram Domiciano e declararam imperador a Marco Nerva.
Embora perseguidos os cristãos e obrigados a abandonar tudo e todos,
eram, não obstante, pacientes, conformados e regozijavam-se em toda a
tribulação, pois sabiam êles em quem criam.1)" MELLO, Araceli, S., A
Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Págs. 52-53

"A primeira igreja é chamada Éfeso. Segundo a interpretação feita aqui,


abrangeria o primeiro período, ou seja, o período apostólico. A definição
da palavra Éfeso é “desejável”, palavra que descreve fielmente o caráter e
condição da igreja durante seu primeiro estado. Os cristãos primitivos
receberam a doutrina de Cristo em toda a sua pureza. Desfrutaram os
benefícios e bênçãos dos dons do Espírito Santo. Distinguiam-se por suas
obras, trabalho e paciência. Fiéis aos puros princípios ensinados por
Cristo, não podiam suportar os que praticavam o mal e punham à prova
os falsos apóstolos, examinavam os seus verdadeiros caracteres e
achavam-nos mentirosos." SMITH, Urias, Las Profecias de Daniel y del
Apocalipsis, Tomo 2, el Libro del Apocalipsis, Edición Revisada, Pág. 13

Igreja de Éfeso - “Alguns definem o nome Éfeso como ‘desejável’. No


tempo de João, Éfeso era a principal cidade da província romana da Ásia,
e mais tarde foi sua capital. O cristianismo parece ter sido pregado ali
pela primeira vez por volta de 52 A.D., quando Paulo se deteve ali
durante algum tempo ao retornar a Jerusalém e Antioquia, de sua
Segunda Viagem Missionária. Ao ser escrito o Apocalipse, Éfeso deve ter
sido um dos principais centros do cristianismo.” - SDABC, vol. 7, Pág. 821
742 e 743, citado em Lição d Escola Sabatina, 2º Trimewstre de 1989,
Pág.. 32.

“Éfeso representa a Igreja doutrinária e espiritualmente pura. Esta foi a


Igreja de Cristo e dos apóstolos. No entanto, mesmo na Igreja apostólica
houve diminuição do primeiro amor.” SABATINA, Lição d Escola 2º
Trimewstre de 1989, Pág. 43.

36
"ÉFESO. O nome significa “desejado”. Situação Geográfica: a cidade de
Éfeso se encravava no pequeno
Continente da Ásia Menor. “Esta era a capital da província romana da
Ásia. Com Antioquia da Síria e Alexandria no Egito, formavam o grupo
das três maiores cidades do litoral leste do Mar Mediterrâneo. O seu
tempo da “Diana dos efésios” (At 19.28) foi considerado uma das sete
maravilhas do mundo antigo”. Pelo menos duas vezes, Paulo esteve nessa
cidade (At 18.19 e 19.1). Em sua terceira viagem por aquela região, ele
não chegou até lá, mas estando em Mileto “mandou a Éfeso, a chamar os
anciãos da Igreja”. Essa igreja recebeu duas cartas: uma de Paulo
(epístola aos efésios), e outra de Cristo (à que está em foco). A primeira
em 64 d. C., a segunda em 96 d. C." MOURA, Josias, Curso de Análise no
Livro do Apocalipse, Pág. 10

“Éfeso é hoje mera desolação, inteiramente destruída, sem habitante


algum. A grande praça do mercado, onde se faziam os negócios de uma
metrópole renomada, vi-a com plantas de tabaco, sem cercas,
descuidada, cheia de mato e abandonada. Os grandes lagartos, ao
passarmos por lá saltavam surpreendidos à vista do homem, por sobre
colunas caídas de mármore e pórfiro, e esplêndidas cornijas e capitólios
que uma vez foram a admiração do mundo. O silêncio, malária e morte
pairam sobre aquela que uma vez foi orgulhosamente chamada „a
primeira das cidades‟. ... Restos de paredes ciclópicas, aterros, templos,
ruas e casas alinham-se nos planos, colinas e encostas da vasta área que
uma vez esteve coberta com a sua glória; mas, a área toda está em
completa desolação, envolvida numa atmosfera venenosa e coberta
somente de coisas sujas e vis.” J. A Seiss, The Apocalypse, Vol. I, Págs. 121,
122

“É a época dos apóstolos, durante o século I. Foi um tempo de grande


crescimento. O historiador Gibbons diz que os cristãos chegaram a ser
nessa época uns 6.000.000. Os apóstolos deixaram bem claro, na Santa
Bíblia, a doutrina pura de Cristo.” BELVEDERE, Daniel - Seminário As
Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Pág. 34.

AquEle que Segura as sete estrelas - “A palavra traduzida por ‘segura’


ou ‘conserva’ denota o completo controle de Cristo sobre toda a Igreja.
Provê proteção e segurança quando Seu povo mantém a união com Ele.”
SABATINA, Lição d Escola 2º Trimewstre de 1989, Pág. 31.

“Cristo anda no meio de Suas igrejas por toda a extensão da Terra.


Observa com intenso interesse, para ver se o Seu povo está
espiritualmente em tal condição que possam promover o Seu reino. Está
presente em toda assembléia da Igreja. Conhece aqueles cujo coração
pode encher do azeite sagrado, para que possam transmiti-lo a outros.
Aqueles que fielmente levam avante a obra de Cristo, representando o
caráter de Deus em palavras e ações, cumprem o propósito do Senhor
para eles, e Cristo Se agrada deles.” - Comentários de Ellen G. White,
SDABC, vol. 7, p. 956, citado em Lição da Escola Sabatina, 2º Trimestre de
1989, Pág. 31.

“Dirigentes espirituais amparados por Cristo. [ ] Estas palavras [Apoc.


2:1] são ditas aos que ensinam na igreja - aqueles a quem Deus confiou
pesadas responsabilidades. As suaves influências que devem abundar na
igreja têm muito que ver com os ministros de Deus, os quais devem
revelar o amor de Cristo.” SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre de
1989, Pág. 25.

“Qual é a função da liderança humana na Igreja, segundo o desígnio de


Cristo? (S. Mat. 23:11) As pessoas escolhidas para ocupar posições de

37
liderança na Igreja não devem encarar suas funções do mesmo modo que
o fazem os personagens revestidos de autoridade no mundo secular. O
‘servo’ dirigente também é membro do corpo de que Cristo é a cabeça, e
não deve procurar exercer a função que só pertence a Cristo. Sua
autoridade deve ser mais de índole moral. Não é fácil de exercer tal
espécie de liderança. Ela precisa inspirar, incentivar e conduzir pelo
exemplo, não pela imposição.” SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre
de 1989, Pág 26

“Labor, perseverança e provações” era o ‘slogan’ da igreja primitiva.

"Fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e


mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de
Deus." Atos: 14:22

"Porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia
labutando para não vivermos à custa de nenhum de vós, vos proclamamos o
evangelho de Deus." I Tessalonicenses: 2:9 (ver Atos 2.42-47; 8.1-8).

Obras, ... trabalho, ... paciência ( deixaste o primeiro amor) - “A igreja


em Éfeso simbolizava a Igreja apostólica, que era conhecida por seu
intenso labor e paciência. Os cristãos primitivos procuraram
incansavelmente purificar a Igreja da contaminação moral e falsas
doutrinas. Tendiam, porém, a se tornar dogmáticos e intolerantes. Seu
raciocínio ficou confuso, e seus sentimentos se endureceram. Eles
perderam aquele grande amor pelo Senhor e Seu evangelho que os
impelira a princípio.” SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre de 1989,
Pág. 31.

Conheço as tuas obras - Repetido para todas as igrejas. Puseste à


prova os que se dizem apóstolos – “Inúmeros versículos dos Atos e das
Epístolas mostram a luta que tiveram os cristãos da era apostólica a fim
de impedir que fossem introduzidas doutrinas pagãs na igreja (Por
exemplo: I S. João 4:1-3; Atos 20:29 e 30; II S. Pedro 2:2). Entre outras
coisas, são mencionados casos, evidentemente muito conhecidos da
irmandade, como por exemplo Himeneu e Alexandre (I Tim. 1:20; II Tim.
4:14-15) e Diótrefes (III S. João 9). Os nicolaítas provavelmente tenham
sido tenham sido seguidores de Nicolau de Antioquia com idéias
gnósticas. O gnosticismo, o docetismo e outras idéias não bíblicas
constituíam ameaça à pureza doutrinária, mas eles retiveram a doutrina
pura. Em Apoc. 2:5, admoesta-se a arrepender e voltar às origens (a
doutrina bíblica e a piedade cristã) ou do contrário Ele tirará ‘do seu
lugar o castiçal’. À luz de Apoc. 1:20, poderíamos entender que deixaria
de ser igreja de Cristo, pois o Senhor não aceita a apostasia. Aqui temos
uma forte evidência de que é a doutrina verdadeira. Devíamos voltar à
mensagem bíblica dos dias apostólicos.” BELVEDERE, Daniel - Seminário
As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Pág. 35.

“A princípio, o que distinguia a igreja de Éfeso eram a sua simplicidade e


fervor como de uma criança. ... Cheios de amor ao Redentor, buscavam
como seu mais elevado objetivo, ganhar almas para Ele. ... Os membros
da igreja estavam unidos em sentimento e ação. O amor de Cristo era a
corrente áurea que os vinculava entre si. Prosseguiam conhecendo o
Senhor sempre e sempre com maior perfeição, e revelavam em sua vida
alegria, conforto e paz. Visitavam os órfãos e as viúvas em suas
tribulações e mantinham-se incontaminados do mundo. ...
“Em toda cidade era a obra levada avante. Almas eram convertidas, as
quais, por sua vez, sentiam o dever de transmitir a outrem o inestimável

38
tesouro. Não tinham sossego sem que os raios de luz que lhes haviam
iluminado a mente resplandecessem sobre outros. Multidões de
incrédulos familiarizavam-se com a razão da esperança do cristão.”
WHITE, Ellen G., Testemunhos Seletos, Vol. 3, Págs. 55, 56

“...os que dizem ser apóstolos”. Está em foco neste versículo, os chefes
Gnósticos, que tinham arrogado para si o título de apóstolos de Cristo.
Paulo diz que tais “...falsos apóstolos são obreiros fraudulentos,
transfigurando-se em apóstolos de Cristo” (2Co 11.13b). Diante dos
“anciãos de Éfeso”, Paulo os chamou de “...lobos cruéis, que não
perdoarão ao rebanho” (Al 20.29a). Oito livros do Novo Testamento
foram escritos contra formas diversas dessa heresia, a saber:
(Colossenses, as três epístolas pastorais, as três epístolas Joaninas e
Judas). A Epístolas aos Efésios, o evangelho de João e o livro do
Apocalipse, em alguns trechos esparsos, também refletem oposição a
essa heresia. A igreja de Éfeso não suportava os tais gnósticos e por isso
foi louvada pelo Senhor: “puseste à prova”. Esta expressão é o equivale
dizer no grego: “Reprovaste-Os”." MOURA, Josias, Curso de Análise no
Livro do Apocalipse, Pag. 11

Deixaste o teu primeiro amor - “Os cristãos tornaram-se egoístas.


“SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre de 1989, Pág. 32.

"A gloriosa igreja, fundada sob a poderosa manifestação do Espírito


Santo de Deus e maravilhas jamais vistas; a igreja que em poucas
décadas evangelizou o mundo e levou multidões a se decidirem pela
palavra da cruz e pelo amoroso Salvador, é, por fim, acusada da perda do
primeiro amor. Não é o caso que a igreja não amasse mais a Deus, a Jesus
e a Sua verdade. E’ certo que havia nela ainda amor, mas já não era
aquele primitivo amor que a tudo excedia em seu meio. As cartas
apostólicas evidenciam que em vida dos apóstolos aquele glorioso e
primitivo amor já manifestava sintomas de fraqueza, até que, afinal,
desapareceu." MELLO, Araceli, S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Pág. 53

"A princípio, a igreja de Éfeso se distinguia por sua simplicidade e fervor.


Os crentes tratavam sèriamente de obedecer a cada palavra de Deus, e
suas vidas revelavam um firme e sincero amor a Cristo. Regozijavam-se
em fazer a vontade de Deus porque o Salvador morava constantemente
em seus corações. Cheios de amor para com seu Redentor, seu mais alto
propósito era ganhar almas para Êle. Não pensaram em entesourar para
si o precioso tesouro da graça de Cristo. Sentiam a importância de sua
vocação e, responsabilizados pela mensagem: “Paz na terra; entre os
homens de boa vontade”, ardiam no desejo de levar as boas novas da
salvação aos recantos mais remotos da terra. E o mundo conheceu que
êles haviam estado com Jesus. Pecadores arrependidos, perdoados,
limpos e santificados se achegaram a Deus por meio de Seu Filho.
“Os membros da igreja estavam unidos em sentimento e ação. O amor a
Cristo era a cadeia de ouro que os unia. Prosseguiam em conhecer ao
Senhor cada vez mais perfeitamente, e em suas vidas se revelavam o
gôzo e a paz de Cristo. Visitavam os órfãos e as viúvas em sua aflição, e se
guardavam, sem mácula, do mundo; sentiam que se não fizessem assim,
contradiriam sua profissão e negariam a seu Redentor.
“A obra era levada avante em cada cidade. As almas convertiam-se e por
sua vez estas sentiam que era seu dever falar a outros do inestimável
tesouro que haviam recebido. Não podiam descansar até que a luz que
havia iluminado suas mentes brilhasse sobre outros. Multidões de
incrédulos aceitaram as razões da esperança cristã. Faziam ferventes e
inspiradas súplicas pessoais aos errantes, aos perdidos e aos que, ainda

39
que professassem conhecer a verdade, eram mais amantes dos prazeres
que de Deus.
“Depois de certo tempo, porém, o zelo dos crentes começou a diminuir, e
seu amor para com Deus e seu amor mútuo decresceu. A frialdade
começou a sentir-se na igreja. Alguns se olvidaram da maneira
maravilhosa como receberam a verdade. Um após outro, os velhos porta
estandartes caíram em seu posto. Alguns dos obreiros mais jovens, que
podiam haver levado as cargas dos soldados da vanguarda, e assim
haver--se preparado para dirigir sàbiamente a obra, se haviam
enfastiado das verdades tão a miúdo repetidas. Em seu desejo de algo
novo e surpreendente, intentaram introduzir novas fases de doutrina,
mais prazenteiras para muitas mentes, porém em desarmonia com os
princípios fundamentais do Evangelho. Por causa de sua confiança em si
mesmo e
sua cegueira espiritual não podiam discernir que esses sofismas seriam
causa de que muitos pusessem em dúvida as experiências anteriores,
produzindo assim confusão e incredulidade.
“Ao insistir-se nessas doutrinas falsas e aparecerem diferenças, os olhos
de muitos foram desviados de Jesus, como o autor e consumador de sua
fé. A discussão de assuntos de doutrina sem importância, e a
contemplação de agradáveis fábulas de invenção humana, ocuparam o
tempo que devia ser usado para pregar o Evangelho. As multidões que
deviam convencer-se e converter-se pela fiel apresentação da verdade,
ficaram desprevenidas. A piedade minguou ràpidamente e Satanás
pareceu ter ascendência sobre os que pretendiam ser seguidores de
Cristo.
“Foi nessa hora crítica da história da igreja quando João foi sentenciado
ao destêrro. Nunca antes a igreja havia necessitado de sua voz como
agora. Quase todos os seus anteriores companheiros no ministério
haviam sofrido o martírio. O remanescente dos crentes sofria uma
terrível oposição. Segundo todas as aparências, não estava distante o dia
quando os inimigos da igreja de Cristo triunfariam”.1)" MELLO, Araceli,
S., A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Págs. 53-55

"A perda do primeiro amor foi tão gravíssima que pôs em risco toda a
estrutura da igreja. O precioso castiçal de ouro fino corrompeu-se
perigosamente. Aos olhos do amante Salvador era uma falta dolorosa,
pois a igreja assim privava o mundo das bênçãos da salvação cujo infinito
preço a tudo sobrepujou. Sim, a perda do primeiro amor trouxe o maior
desastre para a igreja — o abandono dos princípios morais do evangelho
do Senhor Jesus. E, até aos nossos dias, o cristianismo está com falta do
primeiro amor — do primeiro zelo, da primeira, dedicação, do primeiro
fervor, do primeiro entusiasmo. A história ainda se repete. Quantos
cristãos, aceitam o evangelho com fervor e entusiasmo ilimitados, para
depois, com o correr do tempo, esfriarem, descurarem a vida cristã e
menosprezarem o sagrado compromisso assumido perante o céu e a
igreja de Cristo na terra.
O entusiasmo se estingue e as idéias humanas começam a tomar o lugar
das idéias divinas. Oh, como é grave a perda do primeiro amor! Tão
grave é ela que o Senhor escreveu: “Tenho contra ti que deixaste a tua
primeira caridade”. A Caridade é o amor prático, e o Senhor não podia
suportar tal falta em Sua igreja. A grave ocorrência pesa no coração dum
Deus amante e dum amante Salvador. Sua “desejável” Éfeso maculara
desastrosamente a sua reputação no mundo. Sabiam ambos, o Pai e o
Filho, que a atitude da igreja era um atentado contra a sua própria
prosperidade espiritual e o bem do mundo perdido. Todo o céu jazia
prostrado em doloroso pesar e ansiava pela mudança da situação da
igreja." MELLO, Araceli, S., A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse,
Pág. 55

40
"Perda de amor, queda moral - A perda do primeiro amor é
especificada como queda moral. A perda desse amor é representada
como algo que afetará toda a vida religiosa. Dos que perderam esse
amor, Deus diz que, a menos que se arrependam, Ele virá a eles e
removerá o castiçal de seu lugar ( Manuscrito 1, 1906 ). {7BC 957.4}"
WHITE, Ellen G., SDA Bible Commentary, Vol. 7, Pág. 957, Parágrafo 4

“Numa só geração foi o evangelho levado a toda nação debaixo do Céu.


Pouco a pouco, ocorreu, porém, uma mudança. A Igreja perdeu seu
primeiro amor. Ela tornou-se egoísta e amante da comodidade. Foi
acalentado o espírito de mundanismo. O inimigo lançou o seu fascínio
sobre aqueles a quem Deus dera luz para um mundo em trevas.” -
Testimonies, vol. 8, p. 26, citado em Lição da Escola Sabatina, 2º Trimestre
de 1989, Pág. 32.

“Estou instruída a dizer que estas palavras [Apoc. 2:4 e 5] se aplicam às


igrejas ... em sua condição atual. O amor de Deus desapareceu, e isto
significa a ausência de amor uns pelos outros. É acalentado o próprio eu,
o próprio eu, o qual está lutando pela supremacia. Até quando isto irá
continuar?” – Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902, citada em
Lição da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, Pág. 20.

“...A primeira caridade”. (O primeiro amor). A presente expressão, não


significa “declínio da fé” como alguns,
mas, antes, sugere um esfriamento no amor (Mt 24.12). Cerca de 30 anos
antes desta carta, a igreja de Éfeso, tinha ardente caridade para com
“todos os santos” (cf. Ef 3.18). Paulo chegou até a convidá-los a
participarem da “...largura, e a altura e a profundidade” do amor de Deus,
“...que excede todo o entendimento” (Ef 3.18-19). O desaparecimento
gradual do amor fraternal no coração do salvo (Mt 24.12). Tem como
resultado, o abandono da “primeira caridade”.
Pedro disse aos seus leitores: “...sobretudo, tende ardente caridade...”
(1Pd 4.8).
1. Cristo mencionou não menos que 9 características destacadas e
louváveis que achou na igreja do Éfeso. Mas por isso podia desculpá-la da
falta de amor. Apesar de qualquer esforço, ou de qualquer grau de
sinceridade,
gravíssimo é o nosso estado espiritual se nos faltar o amor: “...ainda que
tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a
ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os
montes, e não tivesse caridade, nada seria”. “...ainda que distribuísse toda
a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu
corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me
aproveitaria”. Esta é a grande declaração do Apóstolo Paulo, em 1Co
13.3-4. Se o cristão não tem amor, a vida espiritual também não tem
sentido. “Nada Seria!”.Disse ele!." MOURA, Josias, Curso de Análise no
Livro do Apocalipse, Pág. 11

"Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras;
e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te
arrependas." Apocalipse: 2:5

Moverei do seu lugar o teu candeeiro

"A amorosa admoestação do Salvador foi acompanhada duma mui séria


advertência. Se a igreja não atendesse à admoestação — não volvesse
arrependida às “primeiras obras” — “brevemente a ti virei”, advertira-a
o Senhor, “e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”. A

41
tirada do castiçal significa que Jesus privaria a igreja da luz e das bênçãos
do evangelho, que até ali estavam ao seu alcance, para confiá-las a outras
mãos. Não sabemos que percentagem da igreja, naquela época, havia
rechassado “o primeiro amor”; mas, pela denúncia, admoestação e
advertência contidas na carta, deveria ser elevada. Seja como fôr, a
advertência fôra lançada e, se não atendida, a outrora Éfeso “desejável”
perderia o seu lugar no plano da salvação de Deus.
A grave advertência à primitiva igreja é hoje ainda uma solene
advertência. Repugna às vistas de Deus e do Salvador, aparentar ser ouro
puro e não o ser; ser portador de luz e não conduzi-la. Como cristãos
devemos examinarmo-nos a nós mesmos se estamos ou não sob a doce
influência do “primeiro amor”. Se dêle caímos como a Éfeso de outrora,
atendamos à exortação de nosso Mestre — arrepende-te e pratica as
primeiras obras. Em atendermos ao conselho do Senhor está a nossa
segurança. Voltemos, pois, ao nosso primitivo estado de gôzo na verdade.
A indiferença é a pior coisa na vida espiritual. Só aceitar a verdade
meramente, não salva. E’ necessário viver a verdade com zêlo e fervor.
Pesemos bem a advertência de Cristo antes que, sem que mesmo
saibamos, tenha sido removido o nosso castiçal e percamos o nosso lugar
no plano divino." MELLO, Araceli, S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Pág. 56

Pratica as primeiras obras – “...voltar às origens (doutrina bíblica e


piedade cristã)...” BELVEDERE, Daniel - Seminário As Revelações do
Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,
2ª ed., 1987, Pág. 35

Tirarei do seu lugar o teu castiçal - “À luz de Apoc. 1:20, poderíamos


entender que deixaria de ser igreja de Cristo, pois o Senhor não aceita a
apostasia.” BELVEDERE, Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse,
Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987,
Pág. 35

“...Tirarei do seu lugar o teu castiçal”. Esta profecia do Senhor Jesus sobre
a “remoção” do castiçal de Éfeso, não se cumpriu na igreja mas também
na cidade. Alguém já disse com sabedoria: “Há tempo para perdão e
tempo para juízo”. Cf. Ec 3.1. Por muito tempo o “castiçal” de Éfeso se
manteve em pé; Deus estava-lhe dando uma oportunidade para
arrependimento. Segundo o testemunho da História, ela isso não fez, e o
juízo de Deus atingiu não somente o “castiçal” (igreja, mas também a
cidade, e no quinto século sua glória declinou. “Hoje não resta nem
opulência, nem mesmo templos pagãos suntuosos, nem o porto, que o
próprio Mar destruiu e aterrou”. Éfeso era a igreja autêntica; ensinava a
verdadeira doutrina de Cristo, e punha a prova os homens que se
desviaram da fé uma vez para sempre entregue aos santos. Mas devia
arrepender-se de uma falta grave: “Deixou 0 primeiro amor”. No
contexto vivido; a melhor maneira de o cristão restaura a “primeira
caridade”, é sem dúvida alguma: praticar “as primeiras obras”. Ambos
exigências, foram exigidas na igreja de Éfeso." MOURA, Josias, Curso de
Análise no Livro do Apocalipse, Pág. 12

"Lembra-te, arrepende-te, pratica - “Três palavras resumem a


mensagem: Lembrar, arrepender, praticar. O Mestre está dizendo:
‘Lembra-te do teu gozo anterior, quando o verdadeiro amor enchia o teu
coração. Arrepende-te de teus pecados; compreende o perigo de tua
condição. Pratica as obras do teu primeiro estado, ou então Eu te
removerei.’ Obras não produzem amor, nem podem tomar o lugar do
amor. As obras são apenas a evidência do amor.” ANDERSON, Roy Allan,
O Apocalipse Revelado, Págs. 26 e 27.

42
Arrepende-te – “Na linguagem bíblica, arrepender-se significa mudar
de opinião. Da mesma maneira, converter-se significa dar meia-volta e
caminhar em sentido contrário. Arrependimento significa uma mudança
genuína da mente e atitude para com Deus e para si mesmo e também
para com os demais. A pessoa arrependida por meio do Espírito Santo
começa a ver as coisas como Deus as vê. Conversão, portanto, significa
dar uma volta e retroceder no caminho da vida de pecado, avançando
para Deus.” BELVEDERE, Daniel - Seminário As Revelações do
Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,
2ª ed., 1987, Pág. 31,

"Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados."


Atos: 3:19

"Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também
odeio." Apocalipse: 2:6

“...os nicolaítas”. Não podemos determinar com certeza serem estes


“nicolaítas” discípulos de “Nicolau”, o
sétimo diácono (At 6.5). O texto divino escrito por São Lucas, afirma ser
Nicolau, um homem de “boa reputação, cheio do Espírito Santo e de
sabedoria” (At 6.3). O Apóstolo João, conhecia bem pessoalmente a
Nicolau, e sem dúvida, no dia de sua separação para o diaconato (o texto
em si não diz que aqueles sete foram separados para diáconos; mas o
grego ali existente favorece o significado do pensamento: diáconos, três
vezes, ministros, sete vezes e servos, vinte vezes), pôs suas mãos sobre
ele (At 6.2, 6), é esta razão, além de muitas outras, motivo para não
infligirmos na conduta deste servo de Deus, aquilo que ele não foi. Se
assim o tivesse sido, João teria citado seu nome como fez com os outros
inimigos da igreja. De acordo com C. I. Scofield, a palavra “Nicolau” quer
dizer “Vencedor do Povo”, e o termo “nicolaítas” que vem no superlativo
tem quase o mesmo sentido: Nico é um termo grego que significa
conquistar ou subjulgar. Laitanes é a palavra grega de onde se deriva
nosso vocábulo “leigo”. Nas cartas do Apocalipse,
quando é mencionada uma doutrina ou ato de uma pessoa, comumente
se usa mencionar seu nome, por exemplo: “doutrina de Balaão” (2.14);
“os trono de Satanás” (2.13); “sinagoga de Satanás” (2.9 e 3.9); “as
profundezas de Satanás” (2.24); “toleras Jezabel”, etc. (2.20). Quanto aos
nicolaítas”, o estilo muda completamente como pode muito bem ser
observado: a frase “as obras dos nicolaítas” (2.6), e “doutrina dos
nicolaítas” (2.15). O presente texto, diz: “As obras de Nicolau” (a pessoa);
nem a “doutrina de Nicolau” (um dos sete). O leitor deve observar a frase
pluralizada: “As obras (dos) nicolaítas” e “doutrina (dos) nicolaítas”.
Estas expressões referem-se a um grupo e não a uma pessoa. 1. Outro
ponto de vista sobre o assunto que deve ser observado é que Nicolau
“era prosélito de Antioquia” (At 6.5); separado para o diaconato, servia
na igreja de Jerusalém. O livro de Atos dos Apóstolos não fala de Nicolau
como tendo-se destacado como missionário itinerante, a exemplo de
Estevão e Filipe (At 6.8 e 21.8). É evidente que sua esfera de trabalho foi
local; ele não alcançou lugares distantes como Éfeso e Pérgamo. Pelo que
sabemos, não é mencionado mesmo ante ou depois de Cristo, um homem
chamado Nicolau que tenha fundado uma seita, a não ser aquilo
depreendido e focalizado do texto em foco. Se essa palavra é simbólica,
vemos, neste vocábulo, “nicolaítas”, o começo do controle sacerdotal ou
eclesiástico sobre as congregações (igrejas) cristãs individuais. O Sr. A. E.
Bloomfield declara o que segue: “Os movimentos das igrejas, visando
poder político e prestígio social mediante uniões, federações e alianças
mundanas, são ‘doutrinas e obras” dos nicolaítas. Trata-se do esforço de

43
restaurar, por métodos humanos, aquilo que se perdeu (o primeiro
amor)”. Observemos dois pontos focais ainda sobre o presente assunto:
(a) Tudo indica que “nicolaítas”, refere-se ao começo da noção de uma
ordem sacerdotal na igreja: “clero” e “leigos”. Tudo nos faz crer, que esta
seita denominada de “nicolaítas” faz parte de um “sistema” gnóstico
existente naqueles dias; pode ser isso o sentido real do que temos aqui.
(b) Como já ficou estabelecido acima: “...Em época posterior a Cristo,
houve uma seita gnóstica conhecida pro “os nicolaítas”, a qual é
mencionada por Tertuliano de Cartago. Que também era de índole
gnóstica”." MOURA, Josias, Curso de Análise no Livro do Apocalipse, Pág.
12

Nicolaítas - “Os nicolaítas provavelmente tenham sido seguidores de


Nicolau de Antioquia, com idéias gnósticas.” BELVEDERE, Daniel -
Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Pág. 35.

“A primeira epístola de João foi escrita a uma coletividade que tinha de


enfrentar a heresia gnóstica do primeiro século.” FISHER, Fred L. Síntese
das epístolas de João, Bíblia Vida, Pág. 340

"Os nicolaítas constituíam uma antiga seita gnóstica que erradamente


traçava sua origem de Nicolau (Atos 6:5), um dos sete diáconos. Eles
mantinham certas doutrinas impuras e viviam vidas impuras. No dizer
de Clemente de Alexandria eles mantinham o princípio pernicioso de que
as paixões baixas devem ser permitidas." THIELE, Edwin R., Apocalipse,
Esboços de Estudos, Pág. 52

"Segundo tudo indica nas cartas dirigidas a Éfeso e Pérgamo, os


nicolaitas eram cristãos que seguiam certas doutrinas e práticas
contrárias à revelação e tão destestáveis aos olhos de Deus que o Senhor
mesmo diz: — as quais Eu também aborreço. Segundo diversos autores,
admitiam os nicolaitas, como os gnósticos, a existências de seres
imanados de Deus, que serviam de intermediários entre o mundo
material e o espiritual; e, segundo Irineu, Tertuliano e Clemente de
Alexandria, os nicolaitas ensinavam que a sensualidade não contaminava
o espírito e não constituía pecado, reinando daí, entre êles, a
libertinagem sensual, a exaltação do adultério, a fornicação, a permissão
de comer coisas sacrificadas aos ídolos e outros erros que contrariavam
os sãos ensinos apostólicos. Diz! William Mitchell Ramsay que “um dos
requisitos de membros” da seita dos nicolaitas “era que ao menos uma
vez ao ano prestasse culto de adoração ao imperador”. Em resumo,
impurezas morais e espirituais, ligadas ao culto, constituíam as práticas
deletérias dos nicolaitas. Além disso negavam a divindade de Cristo
como fazia o gnosticismo do segundo século.
A verdadeira origem dos nicolaitas não é perfeitamente definida na
história. Dizem alguns que o fundador da seita foi Nicolau, prosélito de
Antioquia, eleito um dos sete diáconos da igreja apostólica. Esta versão,
porém, carece de fundamento verídico. Entretanto, que êles tinham
muita semelhança aos gnósticos é evidente de idéias e crenças destes
que professavam. Mas, o que é notável nesta carta à igreja de Éfeso, é que
Cristo não só se dispôs a exaltar as suas boas obras e o seu excelente
trabalho, como suas atitudes em aborrecer as más obras de falsos
cristãos.
Êste deve ser o alvo e a vida de todo o crente verdadeiro. Praticar as boas
obras e aborrecer as más." MELLO, Araceli, S., A Verdade Sobre as
Profecias do Apocalipse, Págs. 56-57

Aborreces as obras dos nicolaítas - “As obras dos nicolaítas foram


rejeitadas pela Igreja apostólica, mas toleradas no período posterior

44
representado por Pérgamo. Alguns dos escritores cristãos no período
pós- apostólico identificaram os nicolaítas com os gnósticos cristãos, que
atribuíam idéias filosóficas gregas à Bíblia. [...] Os nicolaítas praticavam
os pecados de Balaão. Os versos 14 e 15 de Apocalipse 2 identificam os
pecados de Balaão com o dos nicolaítas. [...] Quais eram os pecados de
Balaão? O estudo das passagens que falam de Balaão revela que os seus
pecados eram avareza, hipocrisia, idolatria e imoralidade. (Ver Núm. 22 a
24; 25:1 e 2; 31:8 e 16; II S. Ped. 2:15; S. Jud. 11.) [...] Os nicolaítas
ensinavam que as obras da carne não afetam a pureza da alma, não
tendo, portanto, nenhuma influência sobre a nossa salvação.” SABATINA,
Lição da Escola, 2º Trimestre de 1989, Págs. 32, 33

Os Nicolaítas diziam-se cristãos, mas consideravam não ter importância a “prática


do adultério” e o comer das ‘coisas sacrificadas aos ídolos’

"Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das
relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue." Atos: 15:20

"Nicolaítas. Uma das seitas hereges que assolava as igrejas de Efeso e


Pérgamo (ver v. 15) e talvez de outros lugares. Irineu identifica os
nicolaítas como uma seita gnós- tica: “João, o discípulo do Senhor, prega
esta fé [a divindade de Cristo] e procura, mediante a proclamação do
evangelho, remover o erro que foi disseminado por Cerinto entre os
homens e muito tempo antes por aqueles denominados nicolaítas, que
são um desdobramento daquele conhecimento’ que pode confundir, e os
persuadir de que só há um Deus, que fez todas as coisas por meio de Sua
Palavra” (op. cit., iii.11.1; ANF, vol. 1, p. 426). Também há evidências
históricas de uma seita gnóstica cujos membros eram chamados de
nicolaítas mais ou menos um século depois. Alguns pais da igreja que
expressaram sua preocupação a esse respeito (Irineu, op. cit., i.26.3;
Hipólito, Refutação de todas as Heresias, vii.24) identificam que seu
fundador foi Nicolau de Antioquia, um dos sete diáconos (ver At 6:5).
Não há como saber se essa tradição acerca do diácono Nicolau é
verdadeira, mas a seita pode ser a mesma mencionada por João. Pelo
menos no 2o século parece que os adeptos desta seita ensinavam que os
atos da carne não afetavam a pureza da alma e, por isso, não tinham
consequência alguma para a salvação." SETIMO DIA, Comentário Bíblico
Adventista do, Vol. 7, Págs. 823-824

“NICOLAÍTAS nome d uma facção da Igreja de Éfeso e de Pérgamo, cuja


prática e doutrina são severamente censuradas. Os partidários desta
seita seguiam as doutrinas de Balaão que ensinava a Balaque a pôr
tropeços diante dos filhos de Israel, e ensinavam que os cristão podiam
comer até as cousas sacrificadas aos ídolos e praticar os excessos do
paganismo, Ap 2. 6,14,15. Presume-se que estes nicolaítas sejam os
seguidores de algum heresiárca chamado Nicolau. Não existem provas
que nos levem a julgar que ele seja o mesmo homem que foi eleito para
exercer as funções de diácono. Diz uma tradição que este homem s
desviou da pureza cristã e se fez chefe de uma seita imoral. Dizem
outros que ele usava de uma linguagem que, sendo em si mesma
inocente, adaptava-se a maus fins, e deste modo, deu origem a uma seita
imoral que ele próprio reprovava. Existia uma seita de nicolaítas
incorporada aos gnósticos que poderia bem ser o germe da corrupção da
idade apostólica." DAVIS, John D., Dicionário da Bíblia, Pág. 420

"Os nicolaítas. – Quão pronto está Cristo a elogiar o Seu povo pelas boas
qualidades que possua! Se há alguma coisa que Ele aprova, logo a
menciona. E nesta mensagem à igreja de Éfeso, tendo mencionado

45
primeiro as suas boas qualidades e depois os fracassos, como se não
quisesse passar por alto nenhuma das suas boas qualidades, menciona
que eles aborreciam as obras dos nicolaítas, que Ele também aborrecia. A
doutrina dos mesmos é condenada no versículo 15. Parece que eram
pessoas cujas ações e doutrinas eram abominação para o Céu. Sua
origem é de certa maneira duvidosa. Alguns dizem que procediam de
Nicolau de Antioquia, um dos sete diáconos (Atos 6:5); outros, que a sua
origem era atribuída a ele, só para se apoiar com o prestígio do seu
nome; enquanto que uma terceira opinião é que a seita tomou o nome de
um Nicolau de data posterior. A última teoria é provavelmente a opinião
mais correta. Acerca das suas doutrinas e práticas, parece ser opinião
geral que defendiam a poligamia, considerando o adultério e a fornicação
como coisas indiferentes, e permitiam o comer coisas oferecidas aos
ídolos. (Ver Clarke, Kitto e outras
comentaristas)." ." SMITH, Urias, Las Profecias de Daniel y del
Apocalipsis, Tomo 2, el Libro del Apocalipsis, Edición Revisada, Pág. 14

“Os Nicolaítas (destruidores do povo) pregavam uma nova versão do


Cristianismo. Eles pregavam um evangelho sem exigências, liberal, sem
proibições. Eles queriam gozar o melhor da igreja e o melhor do mundo.
Eles incentivavam os crentes a comer comidas sacrificadas aos ídolos.
Eles ensinavam que o sexo antes e fora do casamento não era pecado.
Eles acabavam estimulando a imoralidade. Mas a igreja de Éfeso não
tolerou a heresia e odiou as obras dos Nicolaítas”. LOPES, Hernandes
Dias, Estudos no Livro de Apocalipse, Pág. 21

"Artigo: Os Nicolaítas, os Balaamitas e os Jezabelitas (2.6) Assim


como as igrejas de hoje, as primeiras igrejas também tinham problemas
internos e externos. Em Pérgamo, os adversários do verdadeiro
cristianismo são descritos como seguidores de Balaão e/ ou Nicolaítas,
que comiam do alimento oferecido aos ídolos e praticavam imoralidades
(2.14,15). Em Tiatira, os profetas de Jezabel estavam ensinando seus
adeptos a fazerem as mesmas coisas (w.20-22), intituladas pelo autor
como “as profundezas de Satanás” (v.24). Quer fossem ou não
formalmente participantes do mesmo sectarismo, devido à semelhança
de seus atos parece-nos melhor reunir essas pessoas dentro de um único
grupo." PENTECOSTAL, Comentário Bíblico (Novo
Testamento),Pág.1846

"NICOLAÍTAS. Essa "seita" era de natureza libertina, que procurava


solapar o imperativo moral do evangelho... há aqueles que supõem que
não devemos imaginar que "Nicolau" fosse o nome de alguma pessoa real
e viva, mas que tudo não passa de um título "dominador do povo" ou
"destruidor do povo" escolhido para representar a heresia que havia em
Éfeso e que ameaçava a Igreja cristã dali. Até mesmo nesse caso, é quase
certo que alguma forma de gnosticismo esteja sobre consideração...
Odeias as obras dos nicolaítas. Essas «obras» eram suas ações
pervertidas e imorais. (Ver Apo. 2:14,20), Provavelmente, também
devemos compreender aqui o fato de que procuravam solapar a unidade
da Igreja, sendo essa uma das obras abominadas. A verdade é que essa
heresia continuou solapando à igreja por cento e cinqüenta anos. Eles
semearam a contenda e a confusão na igreja. (Quanto a evidências
acerca disso, na era apostólica, ver I João 2:18 ss)... Dizem alguns que os
nicolaítas eram idênticos aos seguidores de Balaão, porque Nicolau seria
a tradução de Balaão, para o grego. Vários eruditos têm mantido esse
ponto de vista, mas a maioria dos estudiosos modernos rejeita o mesmo.
Contudo, não pode haver dúvidas razoáveis que tanto os seguidores

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de Balaão como os nicolaítas eram ramos representativos do
gnosticismo." CHAMPLIN, Russel .Norman, Enciclopédia de Bíblia,
Teologia e Filosofia, Vol. 4, Págs. 497-498 -

Doutrina dos Nicolaítas - “Agora é amplamente ensinada a doutrina de


que o evangelho de Cristo invalidou a lei de Deus; de que ‘crendo’ somos
desobrigados da necessidade de ser praticantes da Palavra. Esta é,
porém, a doutrina dos nicolaítas, que Cristo condenou tão severamente.”
- Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol.7, p. 957, citado em Lição da
Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, Pág. 33

Doutrina de Balaão - “A analogia com Balaão denota que havia em


Pérgamo alguns cujo objetivo era dividir e arruinar a igreja
incentivando práticas que eram proibidas aos cristãos. Balaão
influenciou Israel a ‘comerem coisas sacrificadas a ídolos e praticarem a
prostituição’ (ver Num. 25:1 e 2; 31:16). Esses dois pecados conduziram
à mistura do paganismo com a religião verdadeira. Ao ser aplicada à
história da Igreja Cristã, essa representação é especialmente apropriada
à situação da Igreja no período que se seguiu à legalização do
cristianismo por Constantino em 313 A.D. e à sua conversão nominal dez
anos mais tarde. Esse imperador adotou um plano de ação que consistia
em misturar o paganismo com o cristianismo em tantos pontos quantos
fosse possível, na premeditada tentativa de unir os diversos elementos
dentro do império e fortalecê-lo desta maneira. A posição favorável, e até
dominante, que ele concedeu à Igreja, tornou-a vítima das tentações que
sempre acompanham a prosperidade e a popularidade. Sob o reinado
de Constantino e seus sucessores, a Igreja tornou-se rapidamente
uma instituição político-eclesiástica e perdeu grande parte de sua
espiritualidade anterior.” - SDABC, vol. 7, p. 749, citado em Lição da
Escola Sabatina, 2º Trimestre de 19892, Pág. 37.

“...A doutrina de Balaão”. Na Epístola de Judas (versículo 11): há


referência a três homens caídos do Antigo Testamento: “Caim... Balaão...
e Core” (cf. Gênesis capítulos 16, 22, 23, 24). Nos dias neotestamentários
seus nomes são tomados como figuras expressivas dos falsos
ensinadores que, segundo se diz, entrariam no “seio” da Igreja Cristã (cf.
2 Pd 2.15). No texto em foco, é-nos apresentado: “a doutrina de Balaão”.
1. As características dos seguidores desta “doutrina” são: (a) Olho mau:
malícia. (b) Espírito orgulhoso: egoísmo.
(c) Alma sensual: imoralidade. Em Apocalipse 2.14 encontramos a
expressão “doutrina de Balaão”. Por conseguinte, existem; (aa) O
caminho de Balaão. 2Pd 2.15. (bb) O erro de Balaão. 2Pd 2.15a. E, (ccc) O
prêmio de Balaão. Judas v. 11.
A doutrina de Balaão, que também se transformou no seu erro, era que,
raciocinando segundo a moralidade natural, e assim vendo erro em
Israel, ele supôs que Deus, justo teria de amaldiçoá-lo. Era cego para com
a moralidade da cruz de Cristo, mediante a qual Deus mantém e reforça a
autoridade, de tal modo que vem ser justo e o justificador do pecador
que olha para Cristo. No tocante, ao “caminho de Balaão”, diz Scofield:
“Balaão (Nm capítulo 22 a 24), foi o típico e profeta de aluguel, ansioso
apenas por mercadejar com o dom de Deus. Este é “o caminho de Balaão”
(2 Pd 2.15)”. No tocante a “doutrina de Balaão”, continua Dr. C. I. Scofield:
“A doutrina de Balaão” era o seu ensino a Balaque, rei dos moabitas a
corromper o povo (israelita), o qual não podia ser maldito (cf. Nm 22.5;
23.8; 31.16), tentando-se a se casarem com mulheres moabitas,
contaminando assim seu estado de separação e abandonando seu caráter
de peregrinos. É tal união entre a Igreja e o mundo que se torna em falta
de castidade espiritual (cf. Tg 4.4), e o resultado de tudo isso é a Igreja
ficar contaminada”.

47
2. As características dos seguidores de Balaão, são: Todos aquele que a
muitos torna virtuosos, o pecado não vem por seu intermédio; e todo
aquele que leva muitos a pecar, não lhes dá oportunidade de
arrependimento. Todo aquele que tem três coisas é um dos discípulos de
Balaão, o ímpio. Se alguém tem olho bom, alma humilde, espírito manso,
então é discípulo de Abraão, nosso Pai. Mas se alguém tem olho mau,
uma alma jactanciosa e um espírito altivo, é dos discípulos de Balaão, seu
Pai. E todo aquele que as três coisas possue é um discípulo de Balaão, o
ímpio. Qual é a diferença; (pergunta Pirke Abotk) entre os discípulos de
Abraão e os discípulos de Balaão? Os discípulos de Balaão herdarão o
que ele herdou – a morte, o preço de seu salário (Rm 6.23), e os
discípulos de Abraão herdarão o que ele herdou – o preço do sangue de
Cristo, a vida eterna. Balaão “amou o prêmio da injustiça” (2 Jd 2.15; Jd
v.11), e teve como recompensa o mesmo. Os embaixadores moabitas
essa recompensa nas mãos, para dá-la. Balaão tombou morto
entre aqueles que o honraram. Esta é a lei da compensação (Gl 6.7)”.
3. A se prostituíssem. No grego moderno: “ponêro”, o que dificulta a ação
de ser (haplous) “perfeito”. Balaão não
só foi profeta merecadejante e mercenário; mas além de tudo lançou dois
“tropeços” mortais contra o povo de Deus (cf. v. 14). Um desses tropeços
consistia em seu mau ‘caminho” (o da rebelião). Cf. Nm 22.32. O próprio
Deus disse dele o que segue: “...o teu caminho é perverso diante de mim”.
O segundo tropeço por Balaão diante dos filhos de Israel no deserto foi, o
da “prostituição” (cf. Nm capítulo 25). A palavra grega aqui usada,
“pornéia”, ela alcança todas as formas de imoralidades, porquanto é
usada tanto nos ensinos dos profetas, como dos Apóstolos, e de um modo
especial nos ensinos de Jesus, para indicar as “formas” dessa prática de
infidelidade contra a santidade e a moral." MOURA, Josias, Curso de
Análise no Livro do apocalipse, Pág. 16

BALAÃO é símbolo de Ciladas, Idolatria, Prostituição, Avareza, Perversidade,


Apostasia, etc.

"Então, o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a jumenta?
Eis que eu saí como teu adversário, porque o teu caminho é perverso diante de
mim." Números: 22:32

"Balaão já havia sido um bom homem e profeta de Deus; mas apostatara


e entregara-se à cobiça; todavia professava ainda ser servo do
Altíssimo... As seduções de valiosas dádivas e a exaltação em perspectiva
provocaram-lhe a cobiça. Avidamente aceitou os tesouros oferecidos, e
então, ao mesmo tempo em que professava obediência estrita à vontade
de Deus, procurou satisfazer os desejos de Balaque." WHITE, Ellen G.,
Patriarcas e Profetas, Pág. 439

"Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá
entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias
destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou,
trazendo sobre si mesmos repentina destruição. 2 E muitos seguirão as suas
práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; 3
também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para
eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme... 10
especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e
menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar
autoridades superiores... 12 Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente
feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua

48
destruição também hão de ser destruídos, 13 recebendo injustiça por salário da
injustiça que praticam. Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno
dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações,
enquanto banqueteiam junto convosco; 14 tendo os olhos cheios de adultério e
insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na
avareza, filhos malditos; 15 abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo
pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça... 17 Esses
tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está
reservada a negridão das trevas; 18 porquanto, proferindo palavras jactanciosas
de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que
estavam prestes a fugir dos que andam no erro. 19 prometendo-lhes liberdade,
quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica
escravo do vencedor. 20 Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações
do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam
enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro.
21 Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que,
após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes
fora dado. 22 Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou
ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal." II Pedro:
2:1-3, 10,12-15,17-22

"Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele. 18


Vestiu-se de maldição como de uma túnica: penetre, como água, no seu
interior e nos seus ossos, como azeite." Salmos: 109:17-18

"O pecado da cobiça, que Deus declara ser idolatria, dele fizera um servo
de ocasião, e, mediante esta única falta, Satanás obteve inteiro domínio
sobre ele. Foi isto que causou a sua ruína. O tentador está sempre a
apresentar lucros e honras mundanas para aliciar os homens do serviço de
Deus." WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas, Págs. 439-440

" Muitos se lisonjeiam com a ideia de que podem afastar-se da


integridade estrita durante algum tempo, por amor a alguma vantagem
mundana, e que, tendo conseguido seu objetivo, podem mudar sua
conduta quando lhes aprouver. Esses tais se acham a enredar-se na cilada
de Satanás, e raramente escapam." WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas,
Pág. 440

"Os moabitas eram um povo degradado, idólatra; todavia, conforme a luz


que haviam recebido, sua culpa não era tão grande à vista do Céu como
era a de Balaão. Entretanto, como este professava ser profeta de Deus,
tudo o que dissesse supor-se-ia proferido por autoridade divina... Mas
Balaão estava decidido a obter a recompensa; e, tomando o animal em
que estava habituado a viajar, pôs-se a caminho. Temia que mesmo agora
a permissão divina fosse retirada, e avançou ansiosamente, inquieto e
receoso de que de alguma maneira deixasse de ganhar a cobiçada
recompensa. Mas "o anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho por
adversário". Núm. 22:22.O animal viu o mensageiro divino, que não era
percebido pelo homem, e desviou-se da estrada para o campo. Com
pancadas cruéis Balaão o trouxe novamente para o caminho; mas, outra
vez, em um lugar estreito entre duas paredes apareceu o anjo, e o animal,
procurando evitar a figura ameaçadora, apertou o pé do seu dono contra
a parede. Balaão estava cego à intervenção celestial, e não sabia que Deus

49
lhe estava obstruindo o caminho." WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas,
Págs. 441-442

"A raiva de Balaão não teve limites, e com o bordão espancou mais
cruelmente do que antes o animal. Deus abriu então a boca deste, e, pelo
"mudo jumento, falando com voz humana", "impediu a loucura do
profeta". II Ped. 2:16. "Que te fiz eu", disse o animal, "que me espancaste
estas três vezes? Núm. 22:28.... Abrem-se agora os olhos de Balaão, e ele
vê em pé o anjo de Deus com a espada desembainhada pronto para o
matar. Aterrorizado, "inclinou a cabeça, e prostrou-se sobre a sua face".
O anjo lhe disse: "Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que
eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante
de mim. Porém a jumenta me viu, e já três vezes se desviou de diante de
mim; se ela se não desviara de diante de mim, na verdade que eu agora te
tivera matado, e a ela deixara com vida." Núm. 22:29-33." WHITE, Ellen
G., Patriarcas e Profetas, Pág. 442

"Balaão devia a conservação de sua vida ao pobre animal que tratara tão
cruelmente. O homem que pretendia ser profeta do Senhor, que declarou
estar "de olhos abertos", e ver "a visão do Todo-poderoso" (Núm. 24:3 e
4), estava tão cego pela cobiça e ambição que não pôde divisar o anjo de
Deus, visível para seu animal. "O deus deste século cegou os
entendimentos dos incrédulos." II Cor. 4:4. Quantos não se acham assim
cegos! Arremessam-se em trilhas vedadas, transgredindo a lei divina, e
não podem discernir que Deus e Seus anjos estão contra eles. Semelhantes
a Balaão zangam-se com aqueles que querem impedir sua ruína." WHITE,
Ellen G., Patriarcas e Profetas, Pág. 442

"Balaão tinha algum conhecimento das ofertas sacrificais dos hebreus, e


esperava que, sobrepujando-os em custosas dádivas, pudesse conseguir
a bênção de Deus, e conseguir a realização de seus projetos pecaminosos.
Assim, os sentimentos dos moabitas idólatras estavam a obter domínio
sobre sua mente. Sua sabedoria se tornara em loucura; nublara-se-lhe a
visão espiritual; trouxera sobre si a cegueira, rendendo-se ao poder de
Satanás.“ WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas, Pág. 444

"Balaão confessou que viera com o propósito de amaldiçoar Israel; mas


as palavras que proferiu foram diretamente contrárias aos sentimentos
de seu coração. Foi constrangido a pronunciar bênçãos, enquanto sua
alma estava cheia de maldições. Olhando Balaão para o acampamento de
Israel, viu com espanto as provas de sua prosperidade. A ele haviam sido
representados como uma multidão rude, desorganizada, que infestava o
país em bandos errantes, os quais eram uma peste e terror às nações
circunvizinhas; mas sua aparência era o inverso de tudo isto. Viu a grande
extensão e o perfeito arranjo de seu acampamento, apresentando tudo os
indícios de uma disciplina e ordem completas. Foi-lhe mostrado o favor
com que Deus olhava a Israel, e o caráter distintivo de povo escolhido Seu...
Assim o povo de Deus - o verdadeiro Israel - embora disperso por todas as
nações, não são na Terra senão peregrinos, cuja cidadania está nos Céus.
Não somente foi mostrada a Balaão a história do povo hebreu como
nação, mas ele viu o crescimento e prosperidade do verdadeiro Israel de
Deus até o final do tempo. Viu o favor especial do Altíssimo
acompanhando aqueles que O amam e temem. Viu-os amparados pelo
Seu braço, ao entrarem no escuro vale da sombra da morte. E viu-os
saírem de seus túmulos, coroados de glória, honra e imortalidade.
Contemplou os resgatados regozijando-se nas glórias imarcescíveis da
Terra renovada. Olhando para esta cena, exclamou: "Quem contará o pó
de Jacó, e o número da quarta parte de Israel?"... Mas Balaão amava o

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salário da injustiça, e estava decidido a consegui-lo." WHITE, Ellen G.,
Patriarcas e Profetas, Págs. 447-448

"Os próprios moabitas estavam convencidos de que, enquanto Israel


permanecesse fiel a Deus, Ele seria o seu escudo. O plano proposto por
Balaão era separá-los de Deus, induzindo-os à idolatria.“ WHITE, Ellen G.,
Patriarcas e Profetas, Pág. 451

"Na guerra de Israel contra os midianitas, Balaão foi morto. Tivera um


pressentimento de que seu fim estivesse perto, quando exclamou: "A
minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu."
Núm. 23:10. Mas não preferira viver a vida dos justos, e seu destino fixou-
se com os inimigos de Deus.
A sorte de Balaão foi semelhante à de Judas, e o caráter deles tem
pronunciada semelhança entre si. Ambos estes homens experimentaram
unir-se ao serviço de Deus e de Mamom, e defrontaram com malogro
completo. Balaão reconhecia o verdadeiro Deus, e professava servi-Lo;
Judas cria em Jesus como o Messias, e uniu-se com Seus seguidores. Mas
Balaão esperava fazer do serviço de Jeová a escada pela qual adquirisse
riquezas e honras mundanas; e, fracassando nisto, tropeçou, caiu, e foi
quebrado. Judas esperava pela sua ligação com Cristo conseguir riqueza e
posição naquele reino terrestre que, como acreditava, o Messias estava
prestes a estabelecer. O malogro de suas esperanças impeliu-o à
apostasia e ruína. Tanto Balaão como Judas haviam recebido grande luz e
desfrutado privilégios especiais; mas um simples pecado que era
acalentado lhes envenenou todo o caráter, e ocasionou a destruição de
ambos." WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas, Págs. 451-452

"A remoção de uma única salvaguarda da consciência, a condescendência


com um mau hábito sequer, o descuido das elevadas exigências do dever,
derribam as defesas da alma, e abrem o caminho para entrar Satanás e
transviar-nos. O único meio seguro é fazer nossas orações subirem
diariamente, de um coração sincero, como fazia Davi: "Dirige os meus
passos nos Teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem." Sal.
17:5." WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas, Pág. 452

"Os que estão trocando o peso eterno de glória por um pouco do brilho e
dos ouropéis da Terra, as eternas habitações por um lar que na melhor das
hipóteses poderá ser seu apenas por alguns anos, fazem insensata escolha.
Essa foi a troca feita por Esaú, quando vendeu seu direito de
primogenitura por um prato de guisado; por Balaão, quando trocou o
direito ao favor de Deus pelas recompensas do rei de Midiã; por Judas,
quando traiu o Senhor da glória por trinta moedas de prata.
É o amor do dinheiro que a Palavra de Deus denuncia como sendo a raiz
de todos os males. O dinheiro, em si, é o dom de Deus aos homens, para ser
usado com fidelidade em Seu serviço. Deus abençoou a Abraão, e o tornou
rico em gado, prata e ouro. E a Bíblia declara, como evidência do favor
divino, que Deus deu a Davi, Salomão, Josafá e Ezequias, muita riqueza e
honras. Como os outros dons de Deus, a posse de riqueza traz o seu
quinhão de responsabilidade, e suas peculiares tentações. Quantos que,
na adversidade, permaneceram fiéis a Deus, têm caído ante as cintilantes
seduções da prosperidade. Na posse de riquezas, revela-se a paixão
dominante de uma natureza egoísta. O mundo é hoje amaldiçoado pela
ávida avareza e pelos vícios de condescendência própria dos adoradores de
Mamom. Review and Herald, 16 de maio de 1882." WHITE, Ellen G.,
Conselhos Sobre Mordomia, Págs. 138-139

"Se uma mulher vos apertar a mão demoradamente, retirai-a


prontamente, salvando-a do pecado. Se ela vos manifestar uma afeição

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indevida, queixando-se de que seu marido não a ama nem simpatiza com
ela, não tenteis suprir essa falta. A única maneira sábia e segura de agir
em tal hipótese é guardar para vós a vossa simpatia. Tais casos são muito
frequentes... A Bíblia apresenta muitas ilustrações frisantes da poderosa
influência exercida pela mulher mal-intencionada. Quando Balaão foi
chamado para amaldiçoar a Israel, isto não lhe foi permitido, porquanto
o Senhor "não viu iniquidade em Israel, nem contemplou maldade em
Jacó". Núm. 23:21. Mas Balaão, que já se havia rendido à tentação, se
constituiu totalmente um instrumento de Satanás, e determinou conseguir
indiretamente o que diretamente não lhe foi possível. Ideou imediatamente
uma cilada que consistiu em seduzir os israelitas pelo encanto das
formosas moabitas a transgredirem os mandamentos divinos.
Deste modo neles seria achada iniquidade, e a bênção divina lhes seria
retirada. Suas forças seriam notavelmente reduzidas e os inimigos não
teriam mais a temer o seu poder, porque a presença do Senhor não
continuaria com os seus exércitos.
Constitui isto um aviso para o povo de Deus nos últimos dias. Se ele
seguir a inteira justiça e a santidade, guardando os mandamentos de
Deus, Satanás e seus agentes não poderão vencê-lo. Toda oposição de
seus mais ferrenhos inimigos será impotente para arrancar ou destruir a
vinha que o Senhor plantou. Satanás compreende o que Balaão teve de
aprender por uma triste experiência, a saber, que contra Jacó não há
encantamento nem adivinhação possível enquanto a iniquidade nele não
tiver acolhida. Por tal motivo seu poder e influência se empregam
constantemente no sentido de destruir a união do crente com Deus e
macular a pureza de seu caráter. Suas ciladas são armadas de mil modos
diferentes, a fim de debilitar a eficácia do crente para o bem." WHITE,
Ellen G., Testemunhos Seletos, Vol. 2, Págs. 239-241

Observe mais uma vez e entenda a mensagem final do concílio em Jerusalém


enviada aos cristãos gentios:

“Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das
relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue.” Atos: 15:20.

"Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus
sobre os filhos da desobediência.7 Portanto, não sejais participantes com eles."
Efésios: 5:6-7 (ver Atos 19.23-41).

Essa mensagem combatia claramente a doutrina dos nicolaítas. Satanás é o agente


da idolatria:

“Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo
tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as
sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios.
Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser
participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” I Coríntios: 10:19-21
.
“Antes, se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras; deram culto a
seus ídolos, os quais se lhes converteram em laço; pois imolaram seus filhos e suas
filhas aos demônios e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e filhas,
que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi contaminada com sangue.”
Salmos: 106:35-38.

52
Em apocalipse: 2:2 os nicolaítas são chamados de “mentirosos”

A “mentira” está associada a ‘transgressão da lei de Deus’

“Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e


nele não está a verdade”I João: 2:4.

“Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do
SENHOR.” Isaias: 30:9

Membros da Igreja, hoje em dia, são culpados dos pecados dos nicolaítas:

"O pecado dos nicolaítas - é [nosso pecado] o pecado dos nicolaítas,


transformando a graça de Deus em lascívia ( The Review and Herald, 7
de junho de 1887 )? {7BC 957.5}" WHITE, Ellen G., SDA Bible
Commentary, Vol.7, Pág. 957, Parágrafo. 5

"Doutrina dos nicolaítas - A doutrina agora é amplamente ensinada


que o evangelho de Cristo tornou a lei de Deus sem efeito; que, ao “crer”,
somos liberados da necessidade de ser praticantes da Palavra. Mas essa é
a doutrina dos nicolaítas, que Cristo condenou de maneira tão imparcial
( The Signs of the Times, 2 de janeiro de 1912 , reimpresso de The Signs
of the Times, 25 de fevereiro de 1897 ). {7BC 957.6}" WHITE, Ellen G.,
SDA Bible Commentary, Vol. 7, Pág. 957, Parágrafo. 6

“Compete-nos conhecer nossas deficiências e pecados específicos, que


causam trevas e debilidade espiritual, e apagaram nosso primeiro amor.
É o mundanismo? É o egoísmo? É o amor à vaidade pessoal? É a luta pela
primazia? É o pecado da sensualidade que está intensamente ativo? É o
pecado dos nicolaítas transformando a graça de Deus em lascívia? É o
uso incorreto e abuso de grande luz, oportunidades e privilégios, fazendo
afirmações jactanciosas de sabedoria e conhecimento religioso, ao passo
que a vida e o caráter são incoerentes e imorais? Seja o que for que tenha
sido acariciado e cultivado até tornar-se forte e dominante, fazei
decididos esforços para vencer, do contrário estareis perdidos. Review
and Herald, 7 de junho de 1887" "WHITE, Ellen G., E Recebereis Poder -
Meditação Matinal, Pag. 361

Em apocalipse: 2:4 – Jesus diz que a Igreja de Éfeso “abandonou o primeiro amor”.
Agora veja porque a Igreja de Éfeso, perdeu deu primeiro amor:

"Era a tarefa dos discípulos disseminar o conhecimento do evangelho.


Foi-lhes confiada a obra da proclamação, a todo o mundo, das boas novas
que Cristo trouxe aos homens. Essa obra, eles a realizaram pelo povo de
seu tempo. A toda nação debaixo do céu foi levado o evangelho, numa
única geração."WHITE, Ellen G., A Ciência do Bom Viver, Pág. 141

“Numa só geração foi o evangelho levado a toda nação debaixo do céu.


Pouco a pouco, ocorreu, porém, uma mudança. A igreja perdeu seu
primeiro amor. Ela tornou-se egoísta e amante da comodidade. Foi
acalentado o espírito de mundanismo. O inimigo lançou o seu fascínio
sobre aqueles a quem deus dera luz para um mundo em trevas”. WHITE,
Ellen G., Testimonies, Vol. 8, Pág. 26,.

“A discussão sobre insignificantes pontos de doutrina, e o gosto por


fábulas de invenção humana, ocupavam o tempo que deveria ser gasto na

53
proclamação do evangelho. As massas que poderiam ter sido convencidas
e convertidas pela fiel apresentação da verdade, eram deixadas sem
advertência. A piedade decaía rapidamente e parecia estar Satanás para
alcançar ascendência sobre os” WHITE, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Pág.
580.

“Depois de algum tempo, porém, começou a minguar o zelo dos crentes,


bem assim o seu amor a Deus e de uns para com os outros. A frieza
invadiu a igreja. ... “A piedade decaía rapidamente e parecia estar Satanás
para alcançar a ascendência sobre os que se declaravam seguidores de
Cristo. Foi neste tempo crítico da história da igreja que João foi
sentenciado ao desterro. Jamais fora a sua voz tão necessária à igreja
como agora.” WHITE, Ellen G., Atos dos Apóstolos,Pags. 580, 581

“Fui instruída a dizer que estas palavras (Apoc. 2:4, 5) são aplicáveis às
igrejas Adventistas do Sétimo Dia na condição em que se encontram
atualmente. O amor de Deus foi perdido, e isto significa ausência de amor
de uns para com os outros. Egoísmo, egoísmo, egoísmo é nutrido e se
bate por conseguir supremacia. ...
“Deve haver uma reforma e uma reavivamento, sob a ação do Espírito
Santo. ...
“Deus repreende Seu povo de seus pecados, a fim de torná-lo humilde e
levá-lo a buscar-Lhe a face. Ao se reformarem, e o amor de Deus
reavivar-se em seus corações, serão amoravelmente atendidos nas
petições que Lhe faz. Ele lhe fortificará na obra de reforma e arvorará
por ele um estandarte contra o inimigo. Suas ricas bênçãos repousarão
sobre ele e refletirá os brilhantes raios da luz do céu. Então u‟a multidão,
não de sua fé, vendo que Deus está com Seu povo, unir-se-á a ele em
servir ao Senhor.” WHITE, Ellen . G., R & H, 25-2-1902.

"Um motivo de censura. – "Tenho, porém, contra ti", diz Cristo, "que
abandonaste o teu primeiro amor". "O abandono do primeiro amor é tão
digno de censura como o afastamento de uma doutrina fundamental ou
da moralidade bíblica. Aqui a igreja não é acusada de cair da graça, nem
de ter permitido a extinção do amor, mas à sua diminuição. Não há zelo
nem sofrimento que possam expiar a falta do primeiro amor." SMITH,
Urias, Las Profecias de Daniel y del Apocalipsis, Tomo 2, el Libro del
Apocalipsis, Pág. 13 - Edición Revisada

Os apóstolos já haviam advertido acerca das “fábulas”

“E não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens


desviados da verdade.” Tito: 1:14.

“Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo
seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós esmos fomos testemunhas
oculares da sua majestade,” II Pedro: 1:16.

“E se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” II Timóteo: 4:4.


(ver: I Timóteo 1:4; 4:7).

A Igreja primitiva saiu vitoriosa porque abandonou as “divergência” e ‘humilhou o


coração diante de Deus’

“Ao esperarem os discípulos pelo cumprimento da promessa,


humilharam o coração em verdadeiro arrependimento e confessaram sua

54
incredulidade. Ao trazerem à lembrança as palavras que Cristo lhes havia
dito antes de Sua morte, entenderam mais amplamente seu significado.
Verdades que lhes tinham escapado à lembrança lhes voltavam à mente,
e eles as repetiam uns aos outros. Reprovavam-se a si mesmos por não
haverem compreendido o Salvador. Como numa procissão, cena após
cena de Sua maravilhosa vida passou perante eles. Meditando sobre Sua
vida pura, santa, sentiram que nenhum trabalho seria árduo demais,
nenhum sacrifício demasiado grande, contanto que pudessem testemunhar
na própria vida, da amabilidade do caráter de Cristo. Oh! se pudessem
viver de novo os passados três anos, pensavam, quão diferentemente
agiriam! Se pudessem somente ver o Mestre outra vez, com que ardor
procurariam mostrar quão profundamente O amavam, e quanto se
haviam entristecido por terem-nO ferido com uma palavra ou um ato de
incredulidade! Mas estavam confortados com o pensamento de que
haviam sido perdoados. E determinaram que, tanto quanto possível,
expiariam sua incredulidade confessando-O corajosamente perante o
mundo.” WHITE, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Pág. 36.

“Os discípulos oraram com intenso fervor para serem habilitados a se


aproximar dos homens, e em seu trato diário, falar palavras que levassem
os pecadores a Cristo. Pondo de parte todas as divergências, todo o desejo
de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã. Aproximaram-se
mais e mais de Deus, e fazendo isto sentiram que era um privilégio o ser-
lhes dado associar-se tão intimamente com Cristo. A tristeza lhes
inundava o coração ao se lembrarem de quantas vezes O haviam
mortificado por terem sido tardos de compreensão, falhos em entender
as lições que, para seu bem, estivera buscando ensinar-lhes.” WHITE,
Ellen G., Atos dos Apóstolos, Pág.. 37

"Notai que só depois de haverem os discípulos entrado em união


perfeita, quando não mais contendiam pelas posições mais elevadas, foi o
Espírito derramado. Estavam unânimes. Todas as divergências haviam
sido postas de lado. E o testemunho dado a seu respeito depois de
derramado o Espírito, é o mesmo. Notai a expressão: "Era um o coração e
a alma da multidão dos que criam." Atos 4:32. O Espírito dAquele que
morreu para que os pecadores vivessem, animava toda a congregação de
crentes... Notai que só depois de haverem os discípulos entrado em união
perfeita, quando não mais contendiam pelas posições mais elevadas, foi o
Espírito derramado. Estavam de comum acordo. Todas as divergências
haviam sido postas de lado. E o testemunho dado a seu respeito depois
de derramado o Espírito, era o mesmo. Review and Herald, 30 de abril de
1908." WHITE, Ellen G., E Recebereis Poder, MM de 1995/1999, Págs.
287, 314

Dê uma olhada nesse verso:

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” Salmos: 133:1.

“Ao se submeterem em humildade à modeladora influência do Espírito


Santo, recebiam a plenitude da Divindade e eram modelados à semelhança
do divino.” WHITE, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Pág. 50.

Meditando na Palavra:

“Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” João: 13.17.

55
Promessa ao vencedor:

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei
que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.” Apocalipse:
2.7

"Conheço as tuas obras (v.2) ... ao vencedor ... ouça o Espírito –


“Dessas três declarações surgem nitidamente três mensagens de Deus
para toda pessoa de nosso século: (1) Deus me conhece totalmente,
não posso enganá-Lo. (2) É imperativo vencer; São Paulo dá a chave:
‘Tudo posso nAquele que me fortalece’ (Filipenses 4:13). (3) Devo
obedecer à voz do Espírito Santo sempre.” BELVEDERE, Daniel -
Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Pág. 33

"A promessa feita ao vencedor é bem clara e bem definida: Participação


“da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus”. Duas pessoas,
apenas, da família humana — Adão e Eva — provaram da árvore da vida,
quando ainda em estado de inocência e pureza. Agora, a promessa
apocalíptica estende-se a todos os vencedores da família de Adão, o que
será uma experiência facinadora e sempiterna. A árvore da vida está “no
meio do paraíso de Deus”. E onde está o paraíso de Deus? São Paulo dá
uma precisa resposta a esta pergunta. Em uma de suas cartas à igreja de
Corinto, refere um arrebatamento de sua própria pessoa ao paraíso e diz
que êste está no terceiro céu.1) Apenas seis vêzes é a árvore da vida
mencionada em tôda a Bíblia — três no Gênesis e três no Apocalipse —
sempre, porém, no singular, dando a entender que há, no que respeita à
família humana, uma só árvore da vida, aliás, a
mesma da qual nossos primitivos pais eram participantes. E, se aos
remidos vencedores é prometido comer dela, esta deve ser
indiscutivelmente a mesma do paraíso de Adão, pois esta é a árvore da
vida dêles, e deverão dela unicamente participar porque para êles fôra
criada antes do pecado. Mas, como está então no paraíso de Deus a
árvore da vida do paraíso de Adão? A única resposta a ser dada é que ela
deve ter sido trasladada por Deus ao Seu paraíso no terceiro céu. O que
segue ilucidar-nos-á com mais clareza tal questão." MELLO, Araceli, S., A
Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 58

"O jardim do Éden permaneceu sobre a Terra muito tempo depois que o
homem fora expulso de suas deleitáveis veredas. Gên. 4:16. Foi
permitido à raça decaída por muito tempo contemplar o lar da inocência,
estando a sua entrada vedada apenas pelos anjos vigilantes. À porta do
Paraíso, guardada pelos querubins, revelava-se a glória divina. Para ali
iam Adão e seus filhos a fim de adorarem a Deus. Ali renovaram seus
votos de obediência àquela lei cuja transgressão os havia banido do
Éden.
Quando a onda de iniqüidade se propagou pelo mundo, e a impiedade
dos homens determinou sua destruição por meio de um dilúvio de água,
a mão que plantara o Éden o retirou da Terra. Mas, na restauração final
de todas as coisas, quando houver "um novo céu e uma nova Terra", será
restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio."
WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas, Pág. 62

"Em transportes de alegria, contempla as árvores que já foram o seu


deleite - as mesmas árvores cujo fruto ele próprio colhera nos dias de
sua inocência e alegria. Vê as videiras que sua própria mão tratara, as

56
mesmas flores que com tanto prazer cuidara. Seu espírito apreende a
realidade daquela cena; ele compreende que isso é na verdade o Éden
restaurado, mais lindo agora do que quando fora dele banido. O Salvador
o leva à árvore da vida, apanha o fruto glorioso e manda-o comer. Olha
em redor de si e contempla uma multidão de sua família resgatada, no
Paraíso de Deus. Lança então sua brilhante coroa aos pés de Jesus e,
caindo a Seu peito abraça o Redentor. Dedilha a harpa de ouro e pelas
abóbadas do Céu ecoa o cântico triunfante: Digno, digno, "digno é o
Cordeiro" (Apoc. 5:12) "que foi morto e reviveu!" Apoc. 2:8. A família de
Adão associa-se ao cântico e lança as suas coroas aos pés do Salvador,
inclinando-se perante Ele em adoração." WHITE, Ellen G., O Lar
Adventista, Pág. 541

Árvore da vida – “Aquele que tem as chaves da morte, que esteve


morto mas vive pelos séculos dos séculos (Apocalipse 1:18), que ‘Abre
e ninguém fecha’ (Apocalipse 3:5) promete restabelecer a vida eterna
perdida quando entrou o pecado. A árvore da Vida é mencionada 6
vezes na Bíblia. Três vezes em Gênesis e três em Apocalipse. Para que o
homem não vivesse eternamente como pecador, Deus não permitiu
que comesse desta árvore (Gênesis 3:22-25), mas agora, redimido
pelo sangue de Jesus, é prometido que os vencedores comerão da dita
árvore: receberão a vida eterna. Por isso diz que eles não sofrerão
dano da segunda morte (Apocalipse 2:11; 20:6). O paraíso está no
terceiro Céu do qual fala São Paulo em II Coríntios 12:2, 41. As
promessas aos vencedores que aparecem no fim das mensagens às
igrejas restantes, também estão relacionadas com a vida eterna
(Apocalipse 2:10, 11, 17, 3:5, 12, 21).” BELVEDERE, Daniel - Seminário
As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Págs. 48 e 49.

"As folhas da árvore da vida - [ Apocalipse 2: 7citado.] Devemos


esperar até que sejam traduzidos antes de comermos das folhas da
árvore da vida? Quem recebe em seu coração as palavras de Cristo sabe o
que significa comer as folhas da árvore da vida. [ João 6: 33-
63citado.] {7BC 957.7}" WHITE, Ellen G., SDA Bible Commentary, Vol. 7,
Pág. 957, Parágrafo 7

"Quando o crente, na comunhão do Espírito, pode pôr a mão sobre a


própria verdade e apropriá-la, ele come o pão que desce do céu. Ele entra
na vida de Cristo e aprecia o grande sacrifício feito em favor da raça
pecaminosa. {7BC 957.8}" WHITE, Ellen G., SDA Bible Commentary, Vol.
7, Pág. 957, Parágrafo 8

"O conhecimento que vem de Deus é o pão da vida. São as folhas da


árvore da vida que são para a cura das nações. A corrente da vida
espiritual emociona a alma à medida que as palavras de Cristo são cridas
e praticadas. Assim é que somos feitos um com Cristo. A experiência que
era fraca e fraca se torna forte. É vida eterna para nós se mantivermos
firme o princípio de nossa confiança até o fim. {7BC 957.9}"}" WHITE,
Ellen G., SDA Bible Commentary, Vol. 7, Pág. 957, Parágrafo 9

"Orelhas fechadas à loucura e ao absurdo - "Quem tem ouvidos, ouça


o que o Espírito diz às igrejas." Se você “ouvir o que o Espírito diz às
igrejas”, e meditar sobre as instruções dadas a elas, seus ouvidos estarão
fechados à loucura e ao absurdo que o cercam. Você não ouvirá nem
repetirá essas coisas, nem jamais as desejará. Quando Cristo satisfaz a
fome da alma, essas trivialidades são para você desagradáveis e
repugnantes. Você não deseja banquetear-se com eles, mas escolha o pão
do céu ( Manuscrito 92, 1901 ). {7BC 957.11}" WHITE, Ellen G., SDA Bible
Commentary, Vol. 7, Pág. 957, Parágrafo 11

57
Abrindo o Segundo Selo

“Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: Vem! “E saiu
outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da terra para que
os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada.”
Apocalipse: 6:3-4
.
“Esse cavalo vermelho descreve um espírito de guerra”. LOPES,
Hernandes Dias, Estudos no Livro de Apocalipse, Pág. 70

“O segundo período, desde a morte do apóstolo João até o fim das


perseguições, ou até a ascensão de Constantino, o primeiro imperador
cristão, é a era clássica ... da perseguição pagã, e do martírio e heroísmo
cristãos. . . . Proporciona um comentário contínuo das palavras do
Salvador: ‘Eis que vos envio no meio de lobos.’” SCHAFF, Philip, History
of the christian Church (História da Igreja Cristã), Vol. 2, Pág. 8.

“A era anterior ao concílio de Nicéia . . . é . . . a raiz comum da qual ambos


[catolicismo e protestantismo] brotaram, o catolicismo (grego e romano)
primeiro, e o protestantismo mais tarde.
É a transição natural da era apostólica à de Nicéia, embora se efetuou
deixando atrás muitas verdades importantes da primeira (especialmente
as doutrinas paulinas) que seriam estabelecidas e exploradas nos séculos
futuros. “Podemos encontrar nela as formas elementares do credo
católico, a organização e o culto da igreja católica, e também as sementes
de quase todas as corrupções do cristianismo grego e romano.” SCHAFF,
Philip, History of the christian Church (História da Igreja Cristã), Vol. 2,
Pág. 11

Observando os símbolos do segundo selo:

a) Cavalo
b) Vermelho
c) Matassem
d) Tirar a paz
e) Grande espada.

Trabalhando os símbolos

Já vimos que “cavalo” é símbolo de ‘batalha, lutas e pelejas’ (provérbios 21:31; Joel
2:4-5; juízes 5:22)

Vermelho

O “vermelho” é símbolo do ‘pecado’


“Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam
como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos
como o carmesim, se tornarão como a lã.” Isaias: 1:18.

O “vermelho” é a cor que identifica “satanás”

58
“Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete
cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas” Apocalipse: 12:2

“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o
sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.”
Apocalipse: 12:9

Satanás é o originador do “pecado”

“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou
iniqüidade em ti. “Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de
violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te
farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.” Ezequiel:
28:15-16.

A palavra grega para "Violência" em Ezequiel 28.16 é ἀνομίας.


iniquidade, transgressão da lei, negação da lei, contrário a lei,
aquilo que está fora da lei, violação da lei, maldade, pecado, perversidade. falta de
conformidade com a lei. (ver: Mt 7.23; 13.41; 23.28; 24.12; Rm 6.19, duas vezes; 2
Co 6.14; 2 Ts 2.3)

Satanás foi o primeiro ser a se rebelar contra a lei de Deus

"Rebelar-se contra o governo de Deus foi o maior crime. Todo o Céu


parecia estar em comoção. Os anjos foram dispostos em ordem por
companhias, cada divisão com o mais categorizado anjo à sua frente.
Satanás estava guerreando contra a lei de Deus, por causa da ambição de
exaltar-se a si mesmo, e por não desejar submeter-se à autoridade do
Filho de Deus, o grande comandante celestial... Aqui deve ser a morada
de Satanás com seus anjos maus, durante mil anos. Aqui estará ele
circunscrito, para errar para cá e acolá, sobre a revolvida superfície da
Terra, e para ver os efeitos de sua rebelião contra a lei de Deus. Durante
mil anos, ele poderá consumir o fruto da maldição, que ele determinou."
WHITE, Ellen G., História da Redenção, Págs. 17,18, 415

“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno,
os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;” II Pedro: 2:4.

Satanás como o originador do pecado faz o seu esconderijo em Babilônia.


“Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se
tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo
de todo gênero de ave imunda e detestável” Apocalipse: 18:2.

É por essa razão que deus convida o seu povo para sair de Babilônia:

“Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes
cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” Apocalipse:
18:4.

O vermelho é símbolo de “guerra e morte”

59
"O cavalo do texto em foco, é “vermelho”. O vermelho é também símbolo
de guerra. Esta cor, como veremos, no Apocalipse, tem quase sempre
sentido desfavorável; “um grande dragão vermelho” (Ap 12.3); “uma
besta de cor de escarlata”. (Ver Ap 17.3); a grande meretriz ou “...a
mulher estava vestida de púrpura e de escarlata” (Ap 17.4a); as
mercadorias da grande Babilônia: “...de púrpura, e de escarlata” (Ap
18.12); a seguir, a grande Babilônia está vestida de púrpura, de
escarlata...”, etc. (Ap 18.16). As guerras serão tremendas, seguidas pela
vingança, peste, etc. O cavaleiro em foco, nada disse. Apenas cavalgou, e
permitiu que a cor do seu cavalo o identificasse. Cavalo vermelho era o
seu, e foi-lhe concedido “...que tirasse a paz da terra” e levar os homens a
se matarem uns aos outros." SILVA, Severino Pedro da, Apocalipse
Versículo por Versiculo, Pág. 45

“Levantando-se de madrugada, em saindo o sol sobre as águas, viram os moabitas


defronte deles as águas vermelhas como sangue. E disseram: Isto é sangue;
certamente, os reis se destruíram e se mataram um ao outro! Agora, pois, à presa, ó
Moabe! “Porém, chegando eles ao arraial de Israel, os israelitas se levantaram e
feriram aos moabitas, os quais fugiram diante deles; entraram os israelitas na terra
e também aí feriram aos moabitas.” II Reis: 3:22-24.

"Os escudos dos seus heróis são vermelhos, os homens valentes vestem escarlata,
cintila o aço dos carros no dia do seu aparelhamento, e vibram as lanças." Naum:
2:3.

O vermelho é símbolo de “vingança”

“Por que está vermelho o traje, e as tuas vestes, como as daquele que pisa uvas no
lagar? O lagar, eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achava comigo;
pisei as uvas na minha ira; no meu furor, as esmaguei, e o seu sangue me salpicou
as vestes e me manchou o traje todo. Porque o dia da vingança me estava no
coração, e o ano dos meus redimidos é chegado.” Isaias: 63:2-4.

“Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em
sangue. Então, ouvi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, tu que és e que eras, o
Santo, pois julgaste estas coisas; Porquanto derramaram sangue de santos e de
profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso.” Apocalipse: 16:4-
6.

“Porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande meretriz
que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos
seus servos... Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o
Verbo de Deus; E seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos
brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro.
“Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as
regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do
Deus Todo-Poderoso.” Apocalipse: 19:2,13-15.

“Também tu sabes o que me fez Joabe, filho de Zeruia, e o que fez aos dois
comandantes do exército de Israel, a Abner, filho de Ner, e a Amasa, filho de Jéter,
os quais matou, e, em tempo de paz, vingou o sangue derramado em guerra,

60
manchando com ele o cinto que trazia nos lombos e as sandálias nos pés” I Reis:
2:5

O vermelho é símbolo da “idolatria”

“Aumentou as suas impudicícias, porque viu homens pintados na parede, imagens


dos caldeus, pintados de vermelho:” Ezequiel: 23:14

Matassem e grande espada

O próprio contexto de apocalipse: 6:3 e 4 já deixa claro que espada é símbolo de


“guerra e morte.”

Agora observe essas passagens:

“Dize à terra de Israel: Assim diz o SENHOR: Eis que sou contra ti, e tirarei a minha
espada da bainha, e eliminarei do meio de ti tanto o justo como o perverso.” Ezequiel:
21:3

“Sobre todos os altos desnudos do deserto vieram destruidores; porque a espada


do SENHOR devora de um a outro extremo da terra; não há paz para ninguém.”
Jeremias: 12:12.

“E tu, ó filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o SENHOR Deus acerca dos
filhos de Amom e acerca dos seus insultos; dize, pois: A espada, a espada está
desembainhada, polida para a matança, para consumir, para reluzir como
relâmpago;” Ezequiel: 21:28.

“Porque a minha espada se embriagou nos céus; eis que, para exercer juízo, desce
sobre Edom e sobre o povo que destinei para a destruição. A espada do SENHOR está
cheia de sangue... “Porque o SENHOR tem sacrifício em Bozra e grande matança na
terra de Edom.” Isaias: 34:5-6.

“Fora está a espada; dentro, a peste e a fome; o que está no campo morre à espada, e
o que está na cidade, a fome e a peste o consomem.” Ezequiel: 7:15.

“Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada;


andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados,
afligidos, maltratados” Hebreus: 11:37.

“Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para
vergonha no meio dos seus inimigos, Pôs-se em pé à entrada do arraial e disse:
Quem é do SENHOR venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de
Levi, Aos quais disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Cada um cinja a
espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate
cada um a seu irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho. E fizeram os
filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três
mil homens.Êxodo: 32:25-28 48

61
“Mas a vós outros, os que vos apartais do SENHOR, os que vos esqueceis do meu
santo monte, os que preparais mesa para a deusa Fortuna e misturais vinho para o
deus Destino, Também vos destinarei à espada, e todos vos encurvareis à matança;
porquanto chamei, e não respondestes, falei, e não atendestes; mas fizestes o que é
mau perante mim e escolhestes aquilo em que eu não tinha prazer.” Isaias: 65:11-
12.

Tirar a paz da terra – também é símbolo de “conflito”

“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim
causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua
sogra.” Mateus: 10:34-35.

Este cavaleiro montado em um cavalo vermelho com uma espada na mão e uma
ordem para matar e tirar a paz da terra representa o Diabo usando o “império
romano” na pessoa de seus imperadores que se levantaram para ‘perseguir e
matar’ o povo de Deus. Milhares de cristãos foram mortos nesse período por causa
da palavra de Deus e por causa de sua fé no testemunho de Jesus. Este cavaleiro
simboliza a perda da pureza espiritual e da Justiça do Evangelho na igreja do período
pós-apostólico. Cristãos apóstatas procuraram impor suas idéias aos outros pela
conquista militar e perseguição religiosa, e não pela persuasão pacífica.

“A Igreja de Esmirna era pura, mas foi perseguida. No período pós-


apostólico Satanás procurou manter as pessoas longe de Cristo
destruindo aqueles que O seguiam.” SABATINA, Lição da Escola, 2º
Trimestre de 1989, Pág. 43.

“Pobreza, perseguição, encarceramento e martírio afligiram a Igreja


Cristã no período de 100 a 313 A.D.” SABATINA, Lição da Escola, 2º
Trimestre de 1989, Pág. 33.

“Durante o período de Esmirna, os imperadores romanos ajudaram e


favoreceram a perseguição dos cristãos. Houve ataques aos cristãos
durante os reinados de Trajano (98-117), Adriano (117-138), Tito
Antonino Pio (138-161), Marco Aurélio (161-180), Sétimo Severo (193-
211), Décio Trajano (249-251) e Valeriano (253-260) ” SABATINA, Lição
da Escola, 2º Trimestre de 1989, Pág. 34.

Falando dos “erros” (pecados) que começaram a entrar na Igreja neste período, diz
essa fonte:

“O cristianismo começou então a vestir-se das roupagens do paganismo.


As sementes de muitos erros que posteriormente invadiram a igreja tão
completamente, marearam-lhe a beleza, desvaneceram-lhe a glória,
tomavam já raízes” WHAREY, História da Igreja, Pág. 39,

Esse segundo selo representa a Igreja de Cristo passando por um período de


“perseguição e morte”. É o mesmo período representado pela ‘igreja de Esmirna’.
Nesse período Jesus advertiu a sua igreja dizendo que ela passaria por uma
tribulação de “dez dias” (anos).

“Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si
mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás. Não

62
temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns
dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à
morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Apocalipse: 2:10-11.

Tribulação e pobreza (mas tu és rico)

"Tribulação. Ou, “angústia”, “problema”, “aflição”. A perseguição


intermitente nas mãos de vários imperadores romanos caracterizou a
experiência da igreja durante esse período. Durante os reinados de
Trajano (98-117), Adriano (117-138) e Marco Aurélio (161-180), a
perseguição era esporádica e localizada. A primeira perseguição geral e
sistemática aos cristãos foi realizada por Décio (249-251) e Valeriano
(253-259). A opressão política chegou ao auge sangrento sob o governo
de Diocleciano (284-304) e de seus sucessores imediatos (305-313).
Historicamente, o período representado pela igreja de Esmirna pode
muito bem ser chamado de era do martírio. Os séculos desde então
sentem o aroma (ver com. do v. 8) do amor e da devoção dos milhares de
mártires anônimos, desse período, que foram fiéis “até à morte”."SÉTIMO
DIA, Comentário Bíblico Adventista do, Vol. 7, Pág. 825

"Tribulação e pobreza - “Na maioria dos casos, os que aceitavam o


evangelho eram economicamente pobres e estavam em condição social
desfavorável. Os pagãos perseguiam-nos à vontade. Mas o tratamento
mais severo proveio dos círculos judaicos. Muitos cristãos tinham vindo
do judaísmo.” SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre de 1989, Pág 33.

Sinagoga de Satanás - “Cristo refere-se à igreja presidida por Satanás


chamando-a de sinagoga de Satanás. Seus membros são os filhos da
desobediência. São aqueles que preferem pecar, que se esforçam por
invalidar a santa lei de Deus. A obra de Satanás é misturar o mal com o
bem, e remover a distinção entre o bem e o mal. Cristo quer ter uma
igreja que se esforce por separar o mal do bem, e cujos membros não
tolerem voluntariamente a prática do mal, mas a expelirão do coração e
vida.” - Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 958, citado em
Lição da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, Pág. 34.

Se dizem Judeus - “...essa expressão sem dúvida se refere aos que


afirmavam servir a Deus, mas na realidade serviam a Satanás.”
SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre de 1989, Pág. 35.

“A figura tem sua base na História. O livro de Atos revela que muitas das
dificuldades da Igreja primitiva resultaram de acusações caluniosas
lançadas contra ela pelos judeus (ver Atos 13:45; 14:2 e 19; 17:5 e 13;
18:5, 6 e 12; 21:27). Evidentemente, esta era também a situação em
Esmirna. Consta que, no segundo século, judeus ocasionaram o martírio
de Policarpo, bispo de Esmirna. Durante esse tempo, Tertuliano fala das
sinagogas como ‘fontes de perseguição’.” SDABC, vol. 7, p. 746, citado em
Lição da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, Pág.. 35.

Dos que a si mesmos se declaram judeus e não são.

"A si mesmos se declaram judeus e não são." – É evidente que o termo


"judeu" não é aqui usado no sentido literal. Denota um caráter que foi
aprovado pelas normas evangélicas. A linguagem de Paulo esclarece este
ponto. Diz ele: "Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é
circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no
interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra: cujo
louvor não provém dos homens, mas de Deus." (Rom. 2:28, 29) E, noutro

63
lugar, diz: "Porque nem todos os que são de Israel, são israelitas; nem
por serem descendência de Abraão são todos filhos." (Rom. 9:6, 7) Em
Gálatas 3:28, 29 Paulo diz-nos ainda que em Cristo não há distinção
exterior entre judeu e grego, mas se somos de Cristo, então somos
descendência de Abraão (no verdadeiro sentido) e herdeiros segundo a
promessa. Dizer, como alguns, que o termo "judeu" nunca é aplicado a
cristãos, é contradizer
todas estas declarações inspiradas de Paulo e o testemunho da
Testemunha fiel e verdadeira à igreja de Esmirna. Alguns hipocritamente
pretendiam ser judeus neste sentido cristão, quando nada possuíam no
respectivo caráter. Esses tais eram da sinagoga de Satanás." SMITH,
Urias, Las Profecias de Daniel y del Apocalipsis, Tomo 2 (El Libro del
Apocalipsis), Edición Revisada, Pág. 15

Observe que a igreja representada pelo segundo selo passaria por uma
“tribulação”. de Dez dias

Alguns seriam ‘presos’; outros seriam ‘mortos’ e haveria “sofrimento”.

Observe que quem estava agindo nos bastidores da tribulação (perseguição) era o
próprio Satanás.

Jesus disse que isso iria acontecer para que eles fossem “provados”

A tribulação, segundo o apocalipse, duraria “dez dias”.

“Neste caso, era o diabo que era responsável pela prisão, João cria que
satanás era o grande inimigo de deus e do homem, e que estava por detrás
da perseguição romana”. BROADMAN, Comentário Bíblico, Vol. 12, Págs.
312-313 – JUERP (Junta de Educação Religiosa e Publicações da
Convenção Batista Brasileira).

"Tribulação de dez dias – “Durante o segundo e terceiro séculos os


imperadores romanos procuraram apagar a igreja mediante perseguição.
Eles temiam o cristianismo porque este estava penetrando o pensamento
popular. Consideravam-no com um rival. Certo número de perseguições -
dez ao todo - foram instigadas mas a de Diocleciano foi a pior. Esta durou
dez anos, de 303-313 A. D., ou até a subida de Constantino ao trono. Se
avaliarmos isto como tempo profético - um dia como um ano literal (Eze.
4:6; Núm. 14:34), então os ‘dez dias’ da perseguição foram literalmente
cumpridos.” - O Apocalipse Revelado, p. 31 e 32.

“...refere-se aos dez períodos de perseguições gerais. “Durante o segundo


e o terceiro século os imperadores romanos procuraram exterminar a
igreja cristã com perseguições, mas o exemplo dos mártires movia o
coração dos sinceros, os quais se convertiam, aumentando assim o
número de crentes. “Há quem considere os 10 dias proféticos como o
período de 303-313, da época da terrível perseguição de Diocleciano e
seu sucessor, Galério. Um exemplo disso é Policarpo. Ele foi pastor ou
bispo de Esmirna. O Estado exigia que ele adorasse a César como se fosse
um Deus, mas ele não o fez e lhe custou a vida. Quando exigiram que
renunciasse a Cristo, se quisesse salvar a vida, respondeu: ‘Servi a meu
Jesus por 50 anos e Ele não falhou para comigo um só dia. Como poderia
traí-Lo agora?’ Foi queimado vivo, atado a um poste na encosta do Monte
Pagus, no ano de 168. Como ele, milhões se tornaram mártires.”
BELVEDERE, Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do

64
Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Págs. 35.

“Iniciados por Diocleciano em 303 A.D., os ataques aos cristãos


continuaram até o cristianismo ser reconhecido como religião legal do
Império pelo famoso Edito de Milão, promulgado por Constantino em
313 A.D.” SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre de 1989, Pág. 34.

"Tereis uma tribulação de dez dias. Os “dez dias” do presente texto, tem
referência “histórica”, no primeiro caso, e profética no segundo. A Igreja
sofreu “dez perseguições” distintas, desde o reinado do imperador Nero
até ao de Diocleciano. “As dez grandes perseguições podem ser
relacionadas desta forma: (a) Sob Nero: 64-68 d. C. (b) Sob Dominiciano:
68-96 d. C. (c) Sob Trajano: 104-117 d. C. (d) Sob Aurélio: 161-180 d. C.
(e) Sob Severo: 200-211 d. C. (f) Sob Máximo: 235-237 d. C. (g) Sob
Décio: 250-253 d. C. (h) Sob Valeriano: 257-260 d. C. (i) Sob Aureliano:
270-275 d. C. (j) Sob Diocleciano: 303-312 d. C. Durante esse tempo, a
matança de cristãos foi tremenda. No campo profético as perseguições
desencadeadas por Diocleciano perduraram dez anos (cf. Nm 14.34 e Ez
4.6)."SILVA, Severino Pedro da, Apocalipse Versiculo por Versículo, Pág.
17

"O amor de Deus à Sua igreja é infinito. Incessante é Seu cuidado de Sua
herança. Ele não permite que aflição alguma sobrevenha à igreja senão
unicamente a que é necessária para sua purificação, seu bem presente e
eterno. Purificará Sua igreja assim como purificou o templo no princípio
e no fim de Seu ministério na Terra. Tudo que Ele traz sobre a igreja em
forma de provações e aflições, fá-lo para que Seu povo adquira mais
profunda piedade e mais força para levar a todas as partes do mundo as
vitórias da cruz. Para todos tem Ele uma obra para fazer. Tem que haver
constante aumento e progresso. A obra tem que estender-se de cidade a
cidade, de país a país, de nação a nação, movendo-se constantemente
para frente e para cima, estabelecida, fortalecida e firmada." WHITE,
Ellen G., Testemunhos Seletos, Vol. 3, Pág. 392

“Nulos foram os esforços de Satanás para destruir pela violência a igreja


de Cristo. O grande conflito em que os discípulos de Jesus rendiam a vida,
não cessava quando estes fiéis porta-estandartes tombavam em seus
postos. Com a derrota, venciam. Os obreiros de Deus eram mortos, mas a
Sua obra ia avante com firmeza. O evangelho continuava a espalhar-se, e
o número de seus aderentes a aumentar. Penetrou em regiões que eram
inacessíveis, mesmo às águias romanas. ... "Milhares eram aprisionados e
mortos, mas outros surgiam para ocupar as vagas. E os que eram
martirizados por sua fé tornavam-se aquisição de Cristo, por Ele tidos na
conta de vencedores. Haviam pelejado o bom combate, e deveriam
receber a coroa de glória quando Cristo viesse. Os sofrimentos que
suportavam, levavam os cristãos mais perto uns dos outros e de seu
Redentor. Seu exemplo em vida, e seu testemunho ao morrerem, eram
constante atestado à verdade; e, onde menos se esperava, os súditos de
Satanás estavam deixando o seu serviço e alistando-se sob a bandeira de
Cristo.” WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Págs. 41-42

Observando a mensagem de Deus para o seu povo ao enfrentar as


tribulações:

“Fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e


mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.”
Atos: 14:22.

65
“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão
perseguidos.”II Timóteo: 3:12.

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo
que a tribulação produz perseverança;” Romanos: 5:3.

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou


perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” Romanos: 8:35.

“Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração,


perseverantes;” Romanos: 12:12.
“É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que
estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos
contemplados por Deus.” II Coríntios: 1:4.

“Mui grande é a minha franqueza para convosco, e muito me glorio por vossa
causa; sinto-me grandemente confortado e transbordante de júbilo em toda a nossa
tribulação.” II Corintios: 7:4.

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão
que ruge procurando alguém para devorar; “Resisti-lhe firmes na fé, certos de que
sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada
pelo mundo.” I Pedro: 5:8-9.

“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a
provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo;
Pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos
de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. “Se,
pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós
repousa o Espírito da glória e de Deus.” I Pedro: 4:12-14.

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá
que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a
tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” I Corintios: 10:13.

“Dez dias” de Tribulação:

Em profecia, um dia é igual a “um ano”

“Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia
representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e
tereis experiência do meu desagrado.”Números: 14:34. 52

“Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das
sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.” Levitico: 25:8.

“Quarenta dias te dei, cada dia por um ano. Voltarás, pois, o rosto para o cerco de
Jerusalém, com o teu braço descoberto, e profetizarás contra ela.” Ezequiel: 4:7.

66
Como esta mensagem é profética, o tempo mencionado nela deve também ser
considerado como profético. Em vista de que um dia profético representa um ano
literal, os dez dias representam dez anos. E é um fato notável que a última e mais
sangrenta das perseguições durou justamente dez anos, de 303 a 313.

A Igreja representada pelo segundo selo seria perseguida e atribulada por satanás
durante “dez anos”.

Nesse período, muitos cristãos foram presos e mortos por causa da palavra de
Deus.

Observe essas fontes:

“Nero foi um terrível perseguidor, levando milhares de cristãos à morte


através da crucificação, de torturas, fogueiras e, principalmente, no circo,
onde o público se divertia vendo-os serem devorados por animais
ferozes. “No entanto, foi Diocleciano quem realizou a maior e mais
violenta perseguição contra os cristãos” MORAES, José Geraldo Vinci de,
Caminhos das Civilizações, Pág. 80, (Atual Editora).

“A mais cruel das assim chamadas “dez perseguições” sob Roma pagã,
começou sob o imperador Diocleciano, e estendeu-se de 303 a 313 d.C., um
período de dez dias proféticos” SAGRADAS, Estudos Bíblicos e Doutrinas
Fundamentais das Escrituras, Pág. 194 (Casa Publicadora Brasileira).

Durante esse período Roma atacou o povo de Deus com “severa perseguição”.

O imperador Diocleciano, como já vimos, moveu uma grande perseguição contra a


Igreja de Deus nesse período.

Em fevereiro de 313 d.C., ele (Diocleciano) assinou o edito da Nicomédia


mandando ‘matar os cristãos’:

“Esse (Diocleciano) realizou a última e mais violenta das perseguições


entre 303 e 305. Nesta oportunidade, as igrejas foram destruídas,
milhares de cristãos assassinados, livros sagrados recolhidos e os cristãos
obrigados a oferecer sacrifícios aos deuses” ARRUDA, José Jobbson de
Almeida, História Antiga e Medieval, Pág. 273.

Diocleciano fechou os templos e confiscou os bens dos cristãos:

“Em 303 (Diocleciano) moveu contra os cristãos a última das perseguições


iniciadas por Nero e que cessariam no governo seguinte do imperador
Constantino. Ordenou o fechamento dos templos e o confisco dos bens dos
cristãos.” EDUCACIONAL, Biblioteca de Auxilio ao Sistema (B.A.S.E), Vol.
IV, Pág. 1.190.

“As perseguições que moveu aos cristãos foi a mais cruel que houve na
história da cristandade.” JUVENTUDE, Tesouro da, Vol. VI, Pág. 139. (ver
mais em: História Geral, Vol. I, Pág. 242, - Delgado de Carvalho).

Nesta perseguição de Diocleciano aos cristãos, foram mortos cerca de 50 000 fiéis
servos de Deus:

67
“Prontamente segue a perseguição geral realizada mediante quatro
editos sucessivos. Pelo primeiro (23/11/303) se estabeleceu que todas as
igrejas sejam destruídas e queimados os livros sagrados. ... Os mártires
desta perseguição podem calcular-se em cerca de 50 000.” BÍBLIA,
Enciclopédia De La, Vol. II, Pág. 944.

Quanto mais eram perseguidos, torturados e mortos, mais davam testemunho de


“coragem, resignação e inabalável fé”

“Os castigos só serviram, aliás, para maior propaganda em virtude da


admirável coragem e extraordinária resignação de que seus adeptos
davam mostras ante à morte e os sofrimentos. Nas grandes arenas dos
circos, ante colossais assistências, eram os cristãos submetidos as mais
terríveis torturas, dilacerados pelas feras, expostos, dentro de redes, à fúria
de touros selvagens, crucificados ou queimados vivos. Em meio a tudo isso,
muitos deles davam provas, até os últimos momentos, da mais inabalável
fé, de uma invencível crença nas palavras de cristo. “Eram estes chamados
os mártires (testemunhas), pois que, com seu comportamento,
testemunhavam da doutrina cristã e a força que ela proporcionava aos
seus crentes.” LOBO, Haddock, História Universal, Vol. I, Pág. 193.

"A admoestação. – "Sê fiel até a morte." Alguns pretendem fazer desta
expressão um argumento em favor da recepção da imortalidade no
momento da morte. É um argumento sem peso, pois não se afirma aqui
que a coroa da vida seja concedida imediatamente depois da morte. Por
isso, devemos estudar outras passagens da Escritura para saber quando
será dada a coroa da vida; e essas passagens nos dão plena informação.
Paulo declara que esta coroa há de ser dada no dia do aparecimento de
Cristo (2 Tim. 4:8), ao soar da última trombeta (1 Cor. 15:51-54), quando
o Senhor descer do Céu (1 Tess. 4:16, 17); quando aparecer o Sumo
Pastor (1 Ped. 5:4). Cristo diz que será na ressurreição dos justos (Luc.
14:14), quando Ele voltar, a fim de levar os Seus para a morada que lhes
foi preparar, para que estejam com Ele para sempre (João 14:3). "Sê fiel
até a morte" e depois de ter sido assim fiel, quando chegar o tempo de
serem recompensados os santos de Deus, receberás a coroa da vida."
SMITH, Urias, Las Profecias de Daniel y del Apocalipsis, Tomo 2 (El Libro
del Apocalipsis), Edición Revisada, Págs. 15-16

“Os “dez anos” de perseguição também representam o número de imperadores que


perseguiram o povo de Deus e também as ‘dez” grandes perseguições aos cristãos.

“Contam-se dez grandes perseguições, verificadas, sucessivamente nos


governos dos seguintes imperadores: Nero, Domiciano, Trajano, Marco
Aurélio, Sétimo Severo, Maximínio, Décio, Aureliano, Diocleciano e
Valeriano.” LOBO, Haddock, História Universal, Vol. I, Pág. 193.

Agora observe as palavras de Cristo a sua Igreja:

“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por
causa do meu nome.” Mateus: 24:9.

Os cristãos eram devorados por cães.

68
“No martírio, os cristãos eram vestidos com peles de animais e jogados
para serem destruídos pelos cães.” MAXWEL, Mervyn, Uma Nova Era
Segundo as Profecias do Apocalipse, Pág. 53.

“Esse período se estende do fim do primeiro século ao tempo de


Constantino, quando se efetuou completa união entre a igreja e o estado”.
SAGRADAS, Estudos Bíblicos e Doutrinas Fundamentais das Escrituras,
Pág. 197 (Casa Publicadora Brasileira).

Esta perseguição terminou quando Constantino assumiu o controle do império e


decretou tolerância para com os cristãos através de um edito promulgado em
Milão.

Veja o que diz essa fonte:

“Constantino desejava a pacificação. Logo após a vitória sobre Mexêncio,


de acordo com o pagão Licínio, promulgou em Milão o celebre edito de
tolerância que concedia a igualdade a todos os cultos e, como garantia
dessa pacificação, devolveu aos cristãos seu bens.” LAROUSSE, Delta, Vol.
II, Pág. 771.

Observe essa outra fonte:

"EDITO DE MILÃO – Ato baixado por Constantino e licínio, em fevereiro


de 313, que concedeu liberdade de culto aos cristãos, determinando ainda,
a restituição dos bens confiscados aos mesmos durante as perseguições
movidas a partir de 302, por Diocleciano e ampliadas mais tarde por
Galério. ... O edito de Milão inaugura uma nova fase na história da igreja,
que não só deixa de ser perseguida como passa a integrar-se no estado
romano.” CIVILIZAÇÃO, Dicionário de História da, Pág. 250.
"O espírito deste período atinge o seu auge quando chegamos ao tempo
de Constantino, o primeiro imperador chamado cristão, cuja conversão
ao cristianismo em 323 produziu uma transigência entre a Igreja e o
Império Romano. O Edito de Milão em 313, concedia tolerância aos
cristãos e permitia ao povo que se convertesse ao cristianismo. Kenneth
S. Latourette declara que os atos que precederam imediatamente antes
do Edito de Milão e culminaram sua promulgação em 313 “continuam
sendo a mais significativa das muitas
pedras do caminho pelo qual a Igreja e o Estado avançaram rumo à
cooperação.” – Kenneth Scott Latourette, A History of the Expansion of
Christianity, vol. I, pág. 159." SMITH, Urias, Las Profecias de Daniel y del
Apocalipsis, Tomo 2 (El Libro del Apocalipsis), Edición Revisada, Págs.
15-16

“Nero mandou queimar cristãos vivos, cujos corpos foram untados com
óleo de peixe. ... O sacrifício de cristãos nos circos transformou-se em
espetáculos sádicos. Os carrascos que inventassem novas formas de
martírio recebiam prêmios. Os mais cruéis eram o azorrague, um chicote
que fazia sangrar até a morte, a exposição às feras que despedaçavam as
vítimas; o ferro em brasa nos lugares mais sensíveis do corpo; a cadeira de
ferro incandescente em que eram obrigados a sentar-se.” ARRUDA, José
Jobbson de Almeida, História Antiga e Medieval, Págs. 272-273, 18°
Edição (Editora Ática)

Comentando apocalipse: 2:9 – sobre a “sinagoga de satanás”, diz Ellen White:

69
"A Sinagoga de Satanás - Cristo fala da igreja sobre a qual Satanás
preside como sinagoga de Satanás. Seus membros são filhos da
desobediência. São aqueles que escolhem pecar, que trabalham para
anular a santa lei de Deus. O trabalho de Satanás é misturar o mal com o
bem e remover a distinção entre bem e mal. Cristo teria uma igreja que
trabalhe para separar o mal do bem, cujos membros não tolerarão
voluntariamente o mal, mas o expulsarão do coração e da vida ( The
Review and Herald, 4 de dezembro de 1900 ). {7BC 958.1}" WHITE, Ellen
G., SDA Bible Commentary, Vol. 7, Pág. 958, Parágrafo 1

Falando dos “filhos da desobediência”, são Paulo diz que realmente eles são
guiados pelo diabo.

“Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da
potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;”Efésios: 2:2.

Os filhos da desobediência “serão alcançados pela ira de Deus”.

“Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus
sobre os filhos da desobediência.” Efésios: 5:6.

“Ira de Deus”

Veja porque os filhos da desobediência serão alcançados pela ira Divina:

“A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que
detêm a verdade pela injustiça; Porquanto o que de Deus se pode conhecer é
manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis
de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade,
claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por
meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;
Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe
deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-
se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos E
mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem
corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais
homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para
desonrarem o seu corpo entre si; Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira,
adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente.
Amém!
Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres
mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;
“Semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se
inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com
homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.” Romanos:
1:18-27.

Serão alcançados pelas “pragas” do apocalipse:

“Vi no céu outro sinal grande e admirável: sete anjos tendo os sete últimos flagelos,
pois com estes se consumou a cólera de Deus.” Apocalipse: 15:1

70
“Então, um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias
da cólera de Deus, que vive pelos séculos dos séculos.” Apocalipse: 15:7.

A “ira do Senhor” é para aqueles ‘que abandonam a sua Aliança’

“Quando violardes a aliança que o SENHOR, vosso Deus, vos ordenou, e fordes, e
servirdes a outros deuses, e os adorardes, então, a ira do SENHOR se acenderá sobre
vós, e logo perecereis na boa terra que vos deu.” Josué: 23:16.

“Visto que me deixaram e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem


à ira com todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar e
não se apagará.” II Reis: 22:17.

Para os “duros de coração”


“Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira
para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus,” Romanos: 2:5,

Conselho:

“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva,
desejo maligno e a avareza, que é idolatria; “Por estas coisas é que vem a ira de Deus
sobre os filhos da desobediência.” Colossenses: 3:5-6.

"O simbolismo do segundo cavaleiro retrata as condições nas quais a


igreja se encontrava em cerca de 100 a 313 d.C. (ver com. de Ap 2:10). As
perseguições violentas que sofreu nas mãos dos césares são bem
caracterizadas por um cavaleiro que carrega uma “grande espada" e tem
poder para “tirar a paz da terra". Se o branco representa pureza de fé
(ver com. de Ap 6:2), então o vermelho pode ser interpretado como uma
corrupção da fé por meio da introdução de heresias." SÉTIMO DIA,
Comentário Bíblico Adventista do, Vol. 7, Pág. 859

"Esmirna. Durante muito tempo, pensava-se que este nome deriva de


muron, uma goma aromática extraída da árvore árabe Balsamodendron
myrrha. Essa goma era usada para embalsamar mortos e de modo
medicinal como unguento ou bálsamo, e também era queimada como
incenso (ver com. de Mt 2:11). Depois, os eruditos passaram a favorecer
a hipótese de que deriva do nome da deusa da Anatólia Samorna, que era
adorada na cidade (ver p. 77; sobre a antiga cidade de Esmina, ver p. 76;
mapa, p. 684). ◄g Não há registro de quando a igreja foi fundada ali nem
de quem realizou esse trabalho. Ela não é mencionada em nenhuma
outra parte das Escrituras.
Historicamente, o período da igreja de Esmirna pode ter se iniciado por
volta do fim do primeiro século (c. 100 d.C.), estendendo-se até cerca de
313 d.C., quando Constantino passou a apoiar a causa da igreja (ver Nota
Adicional a Apocalipse 2; ver com. do v. 10). Na verdade, as profecias dos
cap. 2 e 3 não são, estritamente falando, temporais. As datas são
sugeridas apenas para facilitar uma correlação aproximada da profecia
com a história." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista do, Vol. 7,
Págs.824-825

Promessa para a Igreja de Esmirna (cavalo vermelho)

71
"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum
modo sofrerá dano da segunda morte." Apocalipse: 2:11

"Segunda morte - “A primeira morte é o ‘sono’ que ocorre até o


julgamento e da qual haverá ressurreição. A segunda morte é o contrário
da vida eterna. Constitui o ‘salário do pecado’ - a perda permanente da
existência. (Ver Rom. 6:23.)” SABATINA, Lição da Escola, 2º Trimestre de
1989, Pág. 35.

"A promessa ao vencedor. – "De nenhum modo sofrerá dano da segunda


morte." Não é a linguagem usada aqui por Cristo um comentário do que
Ele ensinou aos Seus discípulos, quando disse: "Não temais os que
matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes Aquele que pode
fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo" (Mat. 10:28)? Os
membros da igreja de Esmirna podiam ser mortos aqui, mas a vida
futura, que se lhes daria, nenhum homem lhe poderia tirar, nem Deus o
permitiria. Assim não deviam temer os que podiam matar o corpo, nem
temer coisa alguma das que haveriam de sofrer, pois a sua existência
eterna estava assegurada." SMITH, Urias, Las Profecias de Daniel y del
Apocalipsis, Tomo 2 (El Libro del Apocalipsis), Edición Revisada, Págs.
16

Observe agora o gráfico do Segundo selo:


Era de perseguição e martírio
100 DC -------------------------------------------------------------------------------------313 DC
Cavalo vermelho = Igreja de Esmirna

72
Abrindo O Terceiro Selo:

“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e
eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. “E ouvi uma como
que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um
denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.”
Apocalipse: 6:5-6.

Observando os Símbolos:

a) Cavalo Preto
b) Balança
c) Trigo
d) Cevada
e) Azeite
f) Vinho.

Trabalhando os Símbolos:

O “preto” é a cor das ‘trevas’, a cor que identifica o reino e império de satanás.

“O preto, símbolo do mal, do erro, da derrota, de trevas morais e


espirituais, substituiu a pureza com que a igreja começara suas
conquistas. A medida que ia jorrando cada vez mais de sua fonte, o
cristianismo ia-se tornando mais corrompido em sua corrente, e com o
passar dos séculos a superstição avançava também; e... Fantasias de
purgatório, e fraudes piedosas, e o culto às imagens, santos e relíquias,
tomavam o lugar do cristianismo puro e simples: e afinal o livro de Deus é
posto de lado e substituído por histórias lendárias e ‘tradição dos homens’,
sendo todas essas corrupções coletadas e organizadas num regular sistema
de superstição e opressão”. ANDERSON, Roy Allan, O Apocalipse
Revelado, Págs. 76-77

“O cavalo preto com o cavaleiro que tem na mão uma balança representa
a Igreja do começo da Idade Média, a qual se afastou da revelada vontade
de Deus. A Igreja adotou os métodos do mundo para levar adiante sua
missão, e ocasionou um período de intensa fome espiritual.” -
BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,
nº 374, Pág. 85 (Casa Publicadora Brasileira),

O “preto” é o oposto do ‘branco’. O “branco” simboliza a ‘justiça de Cristo, a luz do


seu reino’ - ver apocalipse: 19:7-8; Isaias: 61.10; Mateus: 17:2-3; Jeremias: 23:6.

Por outro lado, o “preto” simboliza, ‘injustiça, iniquidade, incredulidade, idolatria,


pecado, violência, orgulho, corrupção, profanação’.

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade
pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?
Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?
Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? “Porque nós somos santuário
do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu
Deus, e eles serão o meu povo.” II Corintios: 6.14-16.

73
“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou
iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de
violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te
farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu
coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu
resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.
“Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os
teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi
a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam.” Ezequiel: 28.15-
18.

São Paulo chama o reino de satanás de “império das trevas”

“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do
seu amor,” Colossenses: 1:13.

“Para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de
Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre
os que são santificados pela fé em mim.” Atos: 26.18.

"O terceiro selo. Com que rapidez progride a obra da corrupção! Que
contraste entre a cor deste símbolo e a do primeiro! Um cavalo preto
precisamente a oposição do branco! Deve ser representado por este
símbolo um período de grandes trevas e corrupção moral na igreja. Os
acontecimentos do segundo selo prepararam o terreno para o estado de
coisas aqui apresentado. O tempo que ocorreu entre o reinado de
Constantino e o estabelecimento do papado em 538 pode ser com razão
considerado o tempo em que se levantaram na igreja os mais obscuros
erros e as mais grosseiras superstições." SMITH, Urias - Las Profecias de
Daniel y del Apocalipsis (El Libro del Apocalipsis) Edición Revisada,
Tomo. 2, Pág. 36

Veja abaixo como John L. Mosheim descreve a situação da Igreja no período do Terceiro
selo (cavalo preto):

"Aquelas vãs ficções que antes de Constantino a maior parte dos


doutores cristãos, apegados à filosofia platônica e às opiniões populares,
tinham abraçado, eram agora confirmadas, ampliadas e embelezadas de
várias maneiras. Daqui se originou a extravagante veneração pelos
santos mortos e as absurdas noções, que agora prevaleciam, e que se
veriam representadas por toda parte, de certo fogo destinado a purificar
as almas desincorporadas. Daqui também o celibato dos padres, a
adoração de imagens e relíquias, que com o passar do tempo destruiu
quase por completo a religião cristã, ou pelo menos eclipsou o seu brilho,
e corrompeu, da maneira mais deplorável, a sua própria essência. Um
enorme cortejo de superstições foi substituindo gradualmente a
verdadeira religião e a genuína piedade. Esta odiosa revolução procedeu
de uma variedade de causas. Uma precipitação ridícula em receber novas
opiniões, um absurdo desejo de imitar os ritos pagãos, e de misturá-los
com o culto cristão, e a frívola propensão que a humanidade em geral
tem para uma religião de pomposa, tudo isto contribuiu para estabelecer
o reino da superstição sobre as ruínas do cristianismo... Seria necessário
um volume inteiro para conter a enumeração das variadas fraudes que
astutos velhacos praticaram com sucesso para enganar os ignorantes,

74
quando foi quase inteiramente substituída a religião verdadeira por
horrenda superstição” MOSHEIM, John L. - An Ecclesiastical History, vol. I,
págs. 364, 365, 368

"Foi neste período do terceiro selo que Constantino promulgou a sua


célebre lei dominical, no ano 321, segundo a qual cristãos e pagãos
deviam venerar, como dia de repouso, o dia do Sol do culto pagão. Sobre
esta lei dominical falaremos mais adiante." MELLO, Araceli S., A Verdade
Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 153

As ‘trevas’ estão associadas a “mentira”

“Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos
e não praticamos a verdade.” I João: 1.6. 61

A ‘mentira’ por sua vez está associada a “transgressão da lei de Deus”.

“Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e


nele não está a verdade.” I João: 2:4.

“Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei
do SENHOR.” Isaias: 30:9.

“A igreja que enfrentou lutas para manter a pureza de suas doutrinas e


que viu ser derramado o sangue de seus membros por não renunciar a
fidelidade, agora é representada pelo preto, antítese do branco. A
negrura muitas vezes representa na Santa Bíblia as trevas, o pecado, a
apostasia, ou o erro. Corresponde ao período que vai desde 313 a 538.
São Paulo profetizou acerca do tempo em que se mudariam as doutrinas
por um processo de paganização (Atos 20:27-31; II Tessalonicenses 2:3-
6; II Timóteo 4:1-4). São Pedro também profetizou como um dia a igreja
haveria de se corromper (II São Pedro 2:1-3).” BELVEDERE, Daniel -
Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Pág. 54
(Casa Publicadora Brasileira), 2ª edição de 1987.

"Um cavalo preto. Se o cavalo branco sugere vitória, e sua cor, pureza
(ver com. do v. 2), pode-se pensar no cavalo preto como um indício de
derrota, e sua cor, de mais corrupção da fé." SÉTIMO DIA, Comentário
Bíblico Adventista do< Vol. 7, Pág. 859

A bíblia diz que satanas é o originador da mentira. Confira:

“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi
homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há
verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso
e pai da mentira” João: 8.44.

A ‘mentira’ está também associada aos “falsos milagres, as falsas curas, a “satanas,
a injustiça, ao erro e ao engano”

“Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e


sinais, e prodígios da mentira, E com todo engano de injustiça aos que perecem,
porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo,
pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, “A fim

75
de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo
contrário, deleitaram-se com a injustiça.” II Tessalonicenses: 2:9-12.

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios
para enganar, se possíveis, os próprios eleitos.” Mateus: 24.24

agora observe esses versos:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele
que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-
me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu
nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então,
lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a
iniqüidade.” Mateus: 7:21-23.

A palavra “iniquidade” aqui em Mattos: 7.23 é a tradução da palavra grega


‘anomia’.

"ά-νομία anomia (como mentalidade); ato contrário à lei;


έργαζόμενοι τήν ανομίαν vós, que praticais a anomia/o que é contrário à
lei (cf. B 2) = vós, transgressores da lei... GREGO, Nova Chave Linguística
Novo Testamento - Mateus - Apocalipse, Pág. 83 - Wilfrid Haubeck -
Heinrich von Siebenthal

"aquilo que esta fora da lei, ilegal, ilegalidade, rebeldia." GREGO, Chave
Linguística do Novo Testamento, Pág. 587

"O termo anomia é fazer pouco caso ou desafiar as leis de Deus...VINE,


Dicionário, Pág. 704

"O termo anomia, “ ilegalidade", é a rejeição da lei divina ou o mal


cometido contra ela." VINE, Dicionário, Pág. 713

"O pecado tem, primariamente, um apelo de violação da Lei e, logo, a sua


palavra para iniquidade é ανομία (anomia: iniquidade ou ausência de
lei)." VINCENT, Marvin R. - Estudo no Vocabulário Grego do Novo
Testamento, Vol. 1, Pág. 3

Isso se encaixa perfeitamente naqueles que se dizem cristão, mas por outro lado,
“rejeitam a lei de Deus.”

As ‘trevas’ estão associadas ao “ódio e a cegueira espiritual”

“Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe
para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.” I João: 2.11.

Já vimos que as trevas são o oposto da luz, logo compreendemos que satanás é o
responsável pela ‘cegueira espiritual e moral’ e faz de um tudo para que as pessoas
não consigam andar na luz e nem que a luz do evangelho brilhe sobre elas.

“Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes
não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”
II Corintios: 4:4 (ver Isaias 42.7)
76
As ‘trevas’ estão associadas aos “perversos”

“O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam.”
Provérbios: 4.19.

As ‘trevas’ estão associadas a “maldade”

“Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto,
caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” Mateus: 6:23.

“O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas
do que a luz; porque as suas obras eram más.” João: 3.19.

O cavaleiro do Primeiro Selo simboliza “Cristo através da sua Igreja levando a Luz
do Evangelho ao mundo.”

O cavaleiro do Terceiro Selo simboliza “Satanás a frente do Império Romano


levando as trevas da idolatria e do paganismo ao mundo”

O SIMBOLISMO DA “BALANÇA”

Balança - “União da Igreja e do Estado; a Igreja volveu-se para o


materialismo.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 85 (Casa Publicadora Brasileira),

“A balança, o espírito de comercialização e materialismo que penetraria


na igreja.” BELVEDERE, Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse,
Edição do Professor, Pág. 54 (Casa Publicadora Brasileira), 2ª edição de
1987.

Balança é símbolo de “medida e avaliação espiritual”

“Pese-me Deus em balanças fiéis e conhecerá a minha integridade;” Jó: 31:6.

“Não multipliqueis palavras de orgulho, nem saiam coisas arrogantes da vossa


boca; porque o SENHOR é o Deus da sabedoria e pesa todos os feitos na balança.” I
Samuel: 2:3

“Oh! Se a minha queixa, de fato, se pesasse, e contra ela, numa balança, se pusesse a
minha miséria.” Jó: 6:2

Aqui a balança espiritual pesa a integridade dos justos.

A balança tem, respectivamente, “dois pratos” – num prato está a integridade dos
justos e no outro, a vaidade e falsidade dos ímpios, isto é, a mesma balança que
pesa a integridade dos justos, pesa também a vaidade e falsidade dos ímpios.

77
“Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em
balança, eles juntos são mais leves que a vaidade.” Salmos: 62:9.

“TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta.” Daniel: 5:27.

A balança com os seus dois pratos representam o “cristianismo e o paganismo” que


nesse período estavam vivendo juntos sob a mesma condição. Trata-se da “união
da igreja com o estado” ocasionando um período de ‘apostasia’ nessa época.

Uma Balança.

A balança. – "A balança indicava que a religião e o poder civil se haviam de


unir na pessoa que administraria o poder executivo do governo, e que
pretenderia ter autoridade judicial tanto sobre a Igreja como sobre o
Estado. Assim sucedeu com os imperadores romanos desde Constantino
até Justiniano, que deu o mesmo poder judicial ao bispo de Roma."
MILLER, William, Evidence From Scripture and History of the Second
Coming of Christ (Evidência da Escritura e História da Segunda Vinda de
Cristo), Pág. 176

"Uma balança. Do gr. zugos, "um jugo", usado aqui para se referir à trave
de uma balança. Pode-se entender que este símbolo caracteriza a
condição espiritual da igreja após a legalização do cristianismo no 4o
século, ◄ quando igreja e estado se uniram. Após essa união, grande
parte da preocupação da igreja se voltou para questões seculares e, em
muitos casos, seguiu-se uma carência de espiritualidade (sobre a história
desse período, ver p. 4-11)." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico
Adventista do, Vol. 7, Pág. 859

“Há duas taças, a taça do Senhor e a taça de Babilônia. O vinho na taça do


Senhor representa a verdade viva, “Como a verdade é em Jesus;” o vinho
na taça de Babilônia representa suas falsas doutrinas, a SUBSTITUIÇÃO da
palavra viva e lei de Deus pela TRADIÇÃO HUMANA...” a citação seguinte e
estabelece a posição da igreja de Roma no tocante à tradição: “Embora
essas duas correntes *a bíblia e a tradição+ sejam em si mesmas, em
virtude de sua origem divina, igualmente santas, e estejam ambas
repletas de verdades, mesmo assim, entre as duas, a tradição é para nós
mais clara e mais segura” BRUNO, , Rev. José Faa di, Fé Católica (Católico
Romano) Pág. 45. Estudos BÍBLICOS, Artigo – A Queda da Moderna
Babilônia, Pág. 213.

“Quando as professas igrejas repudiam o princípio fundamental do


protestantismo pondo de parte a autoridade da palavra de Deus,
aceitando em seu lugar especulações humanas, adotaram o princípio
fundamental da moderna Babilônia, e podem ser chamadas filhas de
Babilônia. Sua queda está então incluída na de Babilônia, e exige uma
proclamação da queda da moderna Babilônia”. ESTUDOS, Bíblicos, Págs.
213, 214, A Queda da Moderna Babilônia ( Casa Publicadora Brasileira)

Deus está pesando (avaliando, medindo) o seu povo na balança celestial:

"Deus provará Seu povo. Jesus lida com eles pacientemente, e não os
vomita da boca em um momento. Disse o anjo: "Deus está pesando o Seu
povo" WHITE, Ellen G., Testemunhos Seletos, Vol. 1, Pág. 64

"Jovens e idosos, Deus os está provando agora. Vocês estão decidindo seu
destino eterno. Seu orgulho e amor às modas do mundo, sua conversação

78
vazia e insensata, seu egoísmo, estão todos postos [190] na balança, e o
peso do mal está temerariamente contra vocês." WHITE, Ellen G.,
Testemunhos para a Igreja, Vol. 1, Págs. 189-190

"A igreja será pesada nas balanças do santuário. Se seu


caráter moral e estado espiritual não corresponderem aos benefícios
[84] e bênçãos que o Senhor lhe conferiu, será achada em falta. A luz que
tem brilhado clara e definida sobre seu caminho e a luz de 1882 cobram
uma posição da igreja. Se seus talentos não estiverem sendo de proveito;
se seu fruto não for perfeito diante de Deus; se sua luz se tem tornado em
trevas, ela será realmente achada em falta." WHITE, Ellen G.,
Testemunhos para a Igreja, Vol. 5, Págs. 83-84

"Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas


vestes estava escrito em grandes letras: "Pesado foste na balança, e foste
achado em falta." Dan. 5:27. Perguntei quem era aquela multidão. O anjo
disse: "Estes são os que já guardaram o sábado e o abandonaram." Ouvi-
os clamar com grande voz: "Acreditamos em Tua vinda e a ensinamos
com ardor." E
enquanto falavam, seus olhares caíam sobre suas vestes, viam a escrita e
então choravam em alta voz. Vi que eles haviam bebido de águas
profundas, e enlameado o resto com os pés - pisando o sábado a pés; e
por isso foram pesados na balança e achados em falta." WHITE, Ellen G.,
Vida e Ensinos, Pág. 101

'A cor "preta" do terceiro cavalo apocalíptico é o contrário exato do


primeiro cavalo. Isto sugere que agora se rechaça ou se desconhece a
justiça de Cristo. Uma situação assim resulta em fome espiritual, o que
nos recorda do juízo predito por Amós (8:11). A palavra de Deus e o
testemunho de Jesus chegaram a ser tão escassos que podem simbolizar-
se pelo fato de pesar o principal alimento do homem em uma balança
(Apoc. 6:5, 6). Este símbolo está tomado de Levítico 26:26, onde
primeiro se refere ao juízo de Deus sobre um povo rebelde que sofreria
uma fome literal (ver também Ezeq. 4:16). A Escritura também usa a
balança para simbolizar um veredicto celestial (Dan. 5:27). O terceiro
cavaleiro apocalíptico anuncia uma fome da Palavra e o Espírito de Deus
na igreja pós-apostólica, sugerindo que chegará a ser fraco na ortodoxia.
Mas as doutrinas e cerimônias não podem alimentar a alma, tal como
Cristo admoestou em sua carta à igreja de Pérgamo (Apoc. 2:14-16). O
terceiro selo se aplica especialmente a esse período da história da igreja
quando a Igreja e o Estado se uniram e começaram a impor a ortodoxia
sobre a consciência humana. A ordem: "Não danifiques o azeite e o
vinho" (6:6), sugere um juízo limitado de Deus, que Deus protege seu
evangelho em um tempo de escassez espiritual. Revela que Deus cuida
ternamente de seu povo.verdade do evangelho, substituindo-a por um
sistema de crenças doutrinais chamado" LARONDELLE, Hans K., As
Profecias do Tempo do Fim, Págs. 106-107

O simbolismo do “TRIGO”

“Durante o período de escassez espiritual, um baixo nível de alimento


espiritual fora oferecido ao povo, e eles podiam receber apenas a menor
quantidade da palavra de deus. Eram antes ministrados os ensinos e
tradições dos pais católicos do que as puras doutrinas de cristo”.
ANDERSON, Roy Allan, O Apocalipse Revelado, Pág. 78 (Casa Publicadora
Brasileira).

79
O cristianismo deixou de ser puro e cristalino nesse período, tornando-se
corrompidos por doutrinas de origem pagã. O cristianismo tornou-se tão
corrompido que foi representado por um cavalo preto. As doutrinas e supertições
pagãs tomaram o lugar das puras e verdadeiras doutrinas da igreja primitiva.

O ‘TRIGO’ é símbolo da “Palavra de Deus” que estaria em escassês no período do


Terceiro Selo.

“Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem
que semeou boa semente no seu campo; “Mas, enquanto os homens dormiam, veio
o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se.” Mateus: 13.24-25.

Semente e trigo é símbolo da “Palavra de Deus”

“Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus.” Lucas: 8.11.

“O semeador semeia a palavra.” Marcos: 4.14.

Cevada:

A cevada e a sua facilidade para ser adquirida nesse período simbolizavam as


‘doutrinas satânicas’ que se infiltraram no cristianismo no período do terceiro selo. A
princípio elas vêm parecendo boas mensagens, mas ao serem recebidas, fazem
uma ‘obra maligna’ no homem, levando o mesmo a se rebelar contra deus, rejeitando
a sua palavra (trigo) pelas tradições humanas (cevada.).
Quando a bíblia diz que uma medida de trigo era vendida pelo mesmo valor de três
medidas de cevada, ela está realmente nos informando quão difícil era, no período
do terceiro selo para as pessoas sinceras que ainda restavam, adquirir o
conhecimento necessário e completo da salvação, ao passo que havia grande
fartura de doutrinas pagãs, tais como: ‘idolatria, prostituição, etc.’, que eram
continuamente colocadas nos braços do povo.

Cumpriu-se parcialmente a profecia do profeta Amós:

“Eis que vêm dias, diz o SENHOR Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de
pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. “Andarão de mar a
mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do
SENHOR, e não a acharão.” Amós: 8.11-12.

Observe que a cevada e o trigo sempre cresceram juntos.

“terra de trigo e cevada, de vides, figueiras e romeiras; terra de oliveiras, de azeite


e mel;” Deuteronômio: 8:8.

“Assim, passou ela à companhia das servas de Boaz, para colher, até que a sega da
cevada e do trigo se acabou; e ficou com a sua sogra.” Rute: 2.23.

Apesar de crescerem juntos, o trigo sempre foi mais valorizado do que a cevada.

80
“Então, saiu o povo e saqueou o arraial dos siros; e, assim, se vendia um alqueire de
flor de farinha por um siclo, e dois de cevada, por um siclo, segundo a palavra do
SENHOR” II Reis: 7.16 (ver II Reis: 7:1; 7.18).

“Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros:
ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no
meu celeiro.” Mateus: 13.30

A cevada é símbolo de “morte”

“Chegando, pois, Gideão, eis que certo homem estava contando um sonho ao seu
companheiro e disse: Tive um sonho. Eis que um pão de cevada rodava contra o
arraial dos midianitas e deu de encontro à tenda do comandante, de maneira que
esta caiu, e se virou de cima para baixo, e ficou assim estendida...
Não é isto outra coisa, senão a espada de Gideão, filho de Joás, homem israelita.
Nas mãos dele entregou Deus os midianitas e todo este arraial. Tendo ouvido
Gideão contar este sonho e o seu significado, adorou; e tornou ao arraial de Israel e
disse: Levantai-vos, porque o SENHOR entregou o arraial dos midianitas nas
vossas mãos. Então, repartiu os trezentos homens em três companhias e deu-lhes,
a cada um nas suas mãos, trombetas e cântaros vazios, com tochas neles... Assim,
tocaram as três companhias as trombetas e despedaçaram os cântaros; e
seguravam na mão esquerda as tochas e na mão direita, as trombetas que tocavam;
e exclamaram: Espada pelo SENHOR e por Gideão! E permaneceu cada um no seu
lugar ao redor do arraial, que todo deitou a correr, e a gritar, e a fugir. Ao soar das
trezentas trombetas, o SENHOR tornou a espada de um contra o outro, e isto em
todo o arraial, que fugiu rumo de Zererá, até Bete-Sita, até ao limite de Abel-Meolá,
acima de Tabate. Então, os homens de Israel, de Naftali e de Aser e de todo o
Manassés foram convocados e perseguiram os midianitas. Gideão enviou
mensageiros a todas as montanhas de Efraim, dizendo: Descei de encontro aos
midianitas e impedi-lhes a passagem pelas águas do Jordão até Bete-Bara.
Convocados, pois, todos os homens de Efraim, cortaram-lhes a passagem pelo
Jordão, até Bete-Bara. E prenderam a dois príncipes dos midianitas, Orebe e Zeebe;
mataram Orebe na penha de Orebe e Zeebe mataram no lagar de Zeebe.
“Perseguiram aos midianitas e trouxeram as cabeças de Orebe e de Zeebe a
Gideão, dalém do Jordão.” Juízes: 7.13-25.

O trigo (palavra de Deus) é “vida”.

“O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos
tenho dito são espírito e são vida” João: 6:63..

“Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal.” Salmos:
107:20

“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz...” Hebreus: 4.12

Medida - “Porção diária de alimento para o trabalhador comum.”


BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,

81
nº 374, Pág. 86 (Casa Publicadora Brasileira),.

inheiro ou denário - “A remuneração de um dia de trabalho. O amor


ao dinheiro tornou-se o espírito predominante.” BATTISTONE, Joseph
J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 86
(Casa Publicadora Brasileira),.

“Um dinheiro era o salário de um dia de trabalho, com o qual


comprariam apenas 654 g de trigo ou menos de 2 quilos (1.962 g) de
cevada. “Isto é o símbolo da tremenda escassez da Palavra de Deus,
proibida nesse tempo (Amós 8:11, 12), que produziu fome de ouvir a
Palavra. Muitas doutrinas começam a morrer e entram crenças pagãs
(Ex.: Em 7 de março de 321, Constantino emite a lei dominical mais
antiga que se conhece). A maioria acompanha o processo de deterioração
doutrinal. Uns poucos fiéis (remanescentes) seguem respeitando a
verdade bíblica.” BELVEDERE, Daniel - Seminário As Revelações do
Apocalipse, Edição do Professor, Pág. 54 (Casa Publicadora Brasileira), 2ª
edição de 1987.

“É declarado o preço do trigo e da cevada em Apocalipse 6:6, mas não a


renda média das pessoas. Essa informação é suficiente para deduzir
que estava havendo fome ou carestia? Um denário foi o pagamento por
um dia de trabalho na parábola contada por Jesus (S. Mat. 20:2, 9, 10 e
13).” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre
de 1989, nº 374, Pág. 87 (Casa Publicadora Brasileira),.

"Um denário. Do gr. dênarios, moeda de pouco valor (ver vol. 5, p. 37). O
denário romano representava o salário de um dia do trabalhador comum
(ver Mt 20:2). Logo, a porção diária de trigo por um dia de trabalho mal
representava o alimento suficiente para um trabalhador e sua família.
Menos do que isso seria fome certa. De acordo com os preços de cereais
na Sicília, citados por Cícero (Against Verres, iii.81), os valores
mencionados por João eram de oito a dezesseis vezes mais altos do que o
normal. No entanto, a despeito da fome, a sobrevivência é possível. Deus
sempre preserva Seus filhos em momentos de necessidade. Quando
aplicadas ao período da história cristã, posterior à legalização do
cristianismo, por volta de 313-538 d.C. (cf. p. 832, 833), as palavras do
interlocutor anônimo podem ser interpretadas como um indicativo da
preocupação geral com as coisas materiais.
Cevada. Este cereal era mais barato do que o trigo, conforme indicam
aqui os preços relativos (ver 2Rs 7:18). A cevada era a comida comum
dos pobres e era também usada para alimentar animais (ver com. de Jo
6:9)." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista do< Vol. 7, Págs. 859-
860

"O trigo e a cevada. – "As medidas de trigo e cevada por um dinheiro


significam que os membros da igreja procurariam avidamente os bens
mundanos, e que o amor do dinheiro seria o espírito predominante
desses tempos, a ponto de se desfazerem de qualquer coisa por
dinheiro." SMITH, Urias, Las Profecias de Daniel y del Apocalipsis (El
Libro del Apocalipsis), Tomo 2, Pág. 36

"Trigo: O principal alimento do povo da Palestina. Cevada: Um alimento


mais barato. “Ele era e ainda é um cereal destinado especialmente a
cavalos e asnos (I Reis 4:28), a aveia é praticamente desconhecida mas
era, como ainda é, num certo grau a alimentação dos pobres em certos
distritos do país.” (Rute 2:17; II Reis 4:42; João 6:9,13). E.W.G.

82
Masterman, Barley, International Standard Bible Encyclopedia." THIELE,
Edwin R., Apocalipse – Esboços de Estudos, Pág. 160

"O significado desta frase tem sido discutido a muito. O fato de que o
preço das três medidas de cevada é igual para uma de trigo parece
estabelecer que há uma escolha a ser feita entre o trigo e a cevada. O
indivíduo está com o salário do dia e está em condições de comprar seu
alimento para aquele dia; ele pode se quiser, ter uma medida de trigo, ou
se assim decidir, pode ter três medidas de cevada. Qual será a sua
escolha, trigo ou cevada? Que escolherá a igreja e o mundo? Uma medida
de alimento para gente ou três medidas de alimentos de cavalos e mulas?
Não há dúvidas de que aqui se faz referência aos quatro cavaleiros e suas
mensagens, – há uma escolha a ser feita entre a vitória certa do primeiro
e as experiências amargas dos outros três. Quer queira ou não todo
homem tem que escolher; a decisão é para a vida ou para a morte."
THIELE, Edwin R., Apocalipse – Esboços de Estudos Págs. 160-161

"Trigo e cevada são cereais alimentícios muito parecidos. Ambos são


produzidos em espigas. Porém, um não é o outro. Diferem um tanto na
conformação da espiga, na aparência, na côr e até no alimento intrínseco.
Como figuras do período do terceiro selo, o trigo representa a pura
verdade do evangelho de Cristo, enquanto a cevada, as tradições e os
erros que penetraram na igreja. O valor do trigo e da cevada — uma
medida de trigo por um dinheiro e três de cevada pelo mesmo preço —
indica que de fato havia escassez de trigo, pelo que era de mais valor,
enquanto havia abundância de cevada, sendo esta três vezes mais barata.
O vocábulo grego “medida” é “choinix”, indicativo do “sextário”, “medida
romana para os líquidos e secos, equivalente a dezesseis onças e meia de
água”.1) Tal fôra o estado de degradação a que levaram a igreja de Cristo
os cristãos apóstatas. E até hoje, para vitupério de Cristo, este estado de
coisas perdura no seio do cristianismo nominal, que só tem a aparência
de cristianismo, e apresenta ao mundo evidentemente mais “cevada” do
que “trigo” ou mais erros tradicionais do que verdades fundamentais."
MELLO, Araceli S., A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 154

O destino da cevada (doutrinas falsas, idolatria e ímpios) é o fogo.

“Então, disse aos seus servos: Vede ali o pedaço de campo de Joabe pegado ao meu,
e tem cevada nele; ide e metei-lhe fogo. E os servos de Absalão meteram fogo nesse
pedaço de campo.” II Samuel: 14.30.

"Os ídolos serão de todo destruídos. 19 Então, os homens se meterão nas cavernas
das rochas e nos buracos da terra, ante o terror do SENHOR e a glória da sua
majestade, quando ele se levantar para espantar a terra. 20 Naquele dia, os
homens lançarão às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata e os seus
ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se prostrarem, 21 e meter-se-ão pelas
fendas das rochas e pelas cavernas das penhas, ante o terror do SENHOR e a glória
da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra." Isaias: 2:18-21

“As imagens de escultura de seus deuses queimarás; a prata e o ouro que estão sobre
elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que te não enlaces neles; pois são
abominação ao SENHOR, teu Deus.” Deuteronômio: 7:25.

“Os ímpios, no entanto, perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como o viço das
pastagens; serão aniquilados e se desfarão em fumaça.” Salmos: 37.20. 70

83
O trigo, no entanto, será recolhido no celeiro celestial.
“A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o
trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível.” Lucas: 3.17.

“E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os
seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” Mateus:
24.31.

No período do Terceiro Selo, satanás conseguiu na pessoa do Imperador


Constantino, levar para dentro da igreja a “idolatria, a santificação do domingo. A
Trindade também entrou no seio da Igreja nesse período e muitas outras
tradições”. A igreja se corrompeu com essas doutrinas pagãs.

A Doutrina da TRINDADE foi criada exatamente dentro do TRONO (Reino) de Satanás


no período do Terceiro Selo. Esse período vai do ano 313 a 538 de nossa era.

Observe o que diz o pastor Alejandro Bullón sobre esse período:

"Muitos gregos, romanos e gentios, começaram a pertencer à igreja sem


ter abandonado seus velhos costumes e doutrinas, e
imperceptivelmente começaram a contaminar a pureza da doutrina
bíblica que se mantivera branca durante o primeiro século... Assim, o
imperador "convertido" ao cristianismo, trouxe para a igreja o domingo
como dia especial de adoração. Os cristãos nunca se atreveriam a adorar
o sol, no entanto, fizeram uma pequena concessão ao adorar a Deus no dia
dedicado ao sol... E o inimigo conseguiu o que queria: corromper a
pureza da doutrina cristã. Naquele período, a igreja cristã passou a ter
conflitos internos por causa de doutrinas estranhas que pretendiam
misturar-se às verdades bíblicas.Entre as doutrinas em conflito,
podemos mencionar: o pecado original, a trindade, a natureza de cristo,
o papel da virgem Maria, o celibato e a autoridade da igreja." BULLÓN,
Alejandro- O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, Págs.
41-42.

O Pastor Bullón deixa bem claro nos textos abaixo que a TRINDADE é uma
doutrina PAGÃ e que a mesma não tem Fundamento Bíblico

"O diabo perseguiu a igreja de Deus através de Herodes e dos


imperadores romanos e, quando viu que esse método não dava certo,
mudou de estratégia: começou a misturar as verdades bíblicas com as
tradições pagãs. Foi desse modo que entraram no seio da igreja cristã
doutrinas que nunca tiveram fundamento bíblico." BULLÓN, Alejandro- O
Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, Págs. 42.

"A igreja não foi capaz de manter pura a adoração ao único e verdadeiro
Deus, nem prestou obediência fiel à sagrada escritura. Contaminou-se
com uma montanha de tradições e costumes pagãos." BULLÓN,
Alejandro, O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, Pág. 42.

Observe nos textos acima que o Pastor Bullón afirma categoricamente que a
Doutrina da Trindade não tem fundamento bíblico e que por isso o povo não
conseguiu manter a adoração ao verdadeiro Deus. E porque não conseguiram?
Porque trocaram a adoração ao Deus verdadeiro pela adoração a uma

84
Trindade de origem pagã. Bullón afirma no texto abaixo que a Trindade é um
costume pagão e que é condenada pela palavra de Deus.

"A Igreja e o Estado se uniram e, consequentemente, começaram a entrar


no seio da igreja costumes pagãos que a palavra de Deus condenava."
BULLÓN, Alejandro- O Terceiro Milênio e as Profecias do
Apocalipse, Págs. 51.

Observe que o próprio pastor EDWIN LEROY FROMM - chama esse período de
"época do florescimento das apostasias"

"No terceiro século, época do florescimento das apostasias." FROOM,


Leroy Edwin- A Vinda do Consolador, Pág. 56.

Agora veja o Comentário Bíblico Adventista sobre "Pérgamo" (o período do


Terceiro Selo)

"Trono de Satanás. Pérgamo... Tinha muitos templos pagãos; por isso, sua
designação como o trono de Satanás era bastante apropriada ... Satanás
estabeleceu seu “trono” dentro da igreja. O papado era uma mistura
habilidosa de paganismo e cristianismo. Esse período pode ser chamado
de era da popularidade... Balaão influenciou Israel a “prostituir-se com as
filhas dos moabitas”, a sacrificar aos deuses moabitas e, possivelmente, a
comer das carnes sacrificadas a esses deuses (Nm 25:1, 2; 31:16)...
Constantino, em 313 d.C... Ele se dedicou à política de misturar
paganismo e cristianismo... Pode-se pensar no cavalo preto como um
indício de derrota, e sua cor, de mais corrupção da fé... SÉTIMO DIA,
Comentário Bíblico Adventista do, Vol. 7, Págs. 828-829,859

Observe mais essas duas fontes Adventistas:

"Não era mais branco. Era tão corrupto que foi representado por um
cavalo preto. As doutrinas pagãs tomaram o lugar das brancas e puras
doutrinas da igreja primitiva. Infelizmente, ao longo do tempo, em vez de
a igreja virar o mundo de cabeça para baixo, foi o mundo que virou a
igreja de cabeça para baixo." FEYERABEND, Henry - Apocalipse Verso
por Verso, Págs. 53/54

"Dêste período da igreja de Pérgamo, de 313 a 538, ou de Constantino a


Justiniano, em que ela foi considerada Igreja Imperial, é dito que ela
habitava no trono de Satanás. Daí concluirmos que o trono de Satanás
devia ser um trono mundial, sede dum governo mundial, naqueles dias
de seu período. E onde poderia estar o trono de Satanás senão em Roma?
Na terra, onde o trono de Deus devia estar, Satanás colocou o seu trono,
pois ele mesmo disse uma vez que ia estabelecer o seu trono... Estava aí
para a igreja o resultado direto da aceitação das idéias humanas, das
discussões e das polêmicas do período anterior, em vez do apego
irrestrito ao puro evangelho de Cristo e à sua alta missão no mundo. “O
paganismo, conquanto parecesse suplantado, tomou-se o vencedor. Seu
espírito dominava a igreja. Suas doutrinas, cerimônias e superstições
incorporaram-se à fé e culto dos professos seguidores de Cristo... O preto é
figura de luto, pranto, dor, fome, e, em se tratando de espiritualidade,
designa erro, trevas e apostasia da fé e dos princípios da moral cristã...
abriram por fim a porta para confirmar estas e estabelecer uma
avalanche de erros, tais, que a apostasia lavrou e carcomeu a vida
espiritual da igreja, enegrecendo-a fatalmente... Foi neste período do
terceiro selo que Constantino promulgou a sua célebre lei dominical, no

85
ano 321, segundo a qual cristãos e pagãos deviam venerar, como dia de
repouso, o dia do Sol do culto pagão." MELLO, Araceli. S. - A Verdade
Sobre as Profecias do Apocalipse, Págs. 72, 75, 150,153

A História confirma que o decreto Dominical de Constantino foi


promulgado exatamente no período do terceiro e que todas as igrejas
cristãs (o mundo evangélico apostatado) sancionaram as prescrições da
Igreja de Roma (Católica) sobre a santificação do domingo.

“Foi o imperador Constantino o primeiro que, no ano 321(d c) proibiu,


por lei, qualquer exercício da justiça e qualquer ocupação manual no
domingo. Depois dele, todas as legislações cristãs sancionaram as
prescrições da igreja, quanto ao descanso dominical”. FASE, Nova
Enciclopédia de Pesquisas, Vol. IV Pág. 1 262.

Todas as legislações cristãs as filhas de Babilônia = as meretrizes (Igrejas que


guardam o domingo e adoram a trindade Pagã da Igreja Católica, a Igreja Mãe)

“Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A


MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA.” Apocalipse: 17.5

"No Apocalipse, “Babilônia, a Grande," designa, de maneira especial, as


religiões apóstata- «3j das unidas no fim dos tempos (ver com. de Ap
14:8; 16:13, 14; 18:24). Em Apocalipse 17:18, a Babilônia mística é
chamada de “a grande cidade” (cf. Ap 16:19; 18:18). Sem dúvida, aqui, a
Babilônia é denominada “grande" porque o capítulo aborda mais
especificamente o grande esforço final de Satanás para garantir a
lealdade da raça humana por meio da religião. “Babilônia, a Grande,” é o
nome escolhido pela Inspiração para dar nome à grande união religiosa
tríplice do papado, protestantismo apostatado e espiritismo (ver com. de
Ap 16:13, 18, 19; cf. com. de Ap 14:8; 18:2; cf. GC, 588; Dn 4:30; Zc 10:2,
3; 11:3-9). O termo “Babilônia" se refere às organizações em si e a seus
líderes, não aos membros do movimento. Estes são chamados de “muitas
águas” e "os que habitam na terra” (v. 2; cf. v. 8).
Mãe das Meretrizes. Conforme já observado, “Babilônia, a Grande,”
inclui o protestantismo apostatado na época em questão. As filhas desta
‘‘mãe" representam os vários grupos religiosos que constituem o
protestantismo apostatado." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista
do,Vol.. 7, Págs. 944-945

Foi nesse mesmo período que a mesma Igreja de Roma (Católica) Criou a doutrina
da Trindade e o mundo evangélico aceitou, ensina e defende esse entulho do
paganismo.

"A doutrina da trindade recebeu declaração formal na carta sinodal do


concílio realizado em Constantinopla, em 382 d.C." CHAMPLIN, Russell
Norman - Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Volume 6, Pag. 497

"Os capadácios, Gregório de Nissa e Gregório Nazianzeno trabalharam em


fórmulas ortodoxas da Trindade, e a declaração resultante foi oficializada
pelo concílio de Constantinopla, em 381 d.C. Essa declaração asseverava
que os membros da Trindade são três hipôstases (vide) de uma só e de
uma mesma essência divina." CHAMPLIN, Russell Norman - Enciclopédia
de Bíblia, Teologia e Filosofia, Volume 6, Pag. 499

Observe essas fontes abaixo:


86
“Os bispos cristãos introduziram, com leves modificações, no culto cristão,
aqueles ritos e instituições pelos quais, anteriormente, gregos, romanos e
outros tinham manifestado sua piedade e veneração as suas deidades
imaginárias, supondo que o povo abraçaria o cristianismo mais
prontamente, se percebessem que os ritos lhes eram estendidos pelos
próprios pais, sem haver alterações entre os cristãos, e vissem que, cristo
e os mártires eram adorados da mesma forma que os deuses
anteriormente. Houve, naturalmente, pouca diferença entre o culto
público dos cristãos e dos gregos e romanos nessa época. Tanto num
como no outro havia vestes esplêndidas, mitras, tiaras, purificações,
imagens, vasos de ouro e prata, velas, báculos pastorais, confissões e um
sem número de outras coisas semelhantes. Constantino não renunciou a
religião dos seus ancestrais antes de se erigirem aqui e acolá templos
magníficos, os quais, adornados de gravuras e imagens, tanto na sua forma
exterior como interior, se”. “Assemelhava muito às igrejas e templos dos
deuses.” MOSHEIN, J. L., . Ecclesiastical History (História Eclesiastca), Vol.
I, Pág. 369. Ver: Daniel e Apocalipse, Pags. 44 E 45 de Vilmar Gonzalez.

“Um enorme séquito de diferentes superstições veio gradualmente a


ocupar o lugar da verdadeira religião e genuína piedade. Essa odiosa
situação deveu-se a uma variedade de causas... Um absurdo desejo de
imitar os ritos pagãos e misturá-los com o culto cristão, e essa frívola
propensão que tem a humanidade em geral para religiões sedutoras e
ostentadoras de exteriorismos, tudo contribuiu para o estabelecimento
do reinado da superstição sobre as ruínas do cristianismo... Terra e pó
trazidos em quantidades da palestina e de outros lugares notáveis por
sua suposta santidade, eram tidos na conta de maravilhosos remédios
contra a violência de espíritos malignos, sendo vendidos e comprados
por toda parte a preços exorbitantes. As procissões públicas e as súplicas
com que os pagãos procuravam apaziguar os seus deuses foram
adotados agora no culto cristão e celebrados em muitos lugares com
grande pompa e magnificência”. ANDERSON, Roy Allan, O Apocalípse
Revelado, Pág. 77

Do período que imediatamente se seguiu aos dias de Constantino, diz Mosheim:

"Aquelas vãs ficções que antes de Constantino a maior parte dos


doutores cristãos, apegados à filosofia platônica e às opiniões populares,
tinham abraçado, eram agora confirmadas, ampliadas e embelezadas de
várias maneiras. Daqui se originou a extravagante veneração pelos santos
mortos e as absurdas noções, que agora prevaleciam, e que se veriam
representadas por toda parte, de certo fogo destinado a purificar as
almas desincorporadas. Daqui também o celibato dos padres, a adoração
de imagens e relíquias, que com o passar do tempo destruiu quase por
completo a religião cristã, ou pelo menos eclipsou o seu brilho, e
corrompeu, da maneira mais deplorável, a sua própria essência. Um
enorme cortejo de superstições foi substituindo gradualmente a verdadeira
religião e a genuína piedade. Esta odiosa revolução procedeu de uma
variedade de causas. Uma precipitação ridícula em receber novas
opiniões, um absurdo desejo de imitar os ritos pagãos, e de misturá-los
com o culto cristão, e a frívola propensão que a humanidade em geral
tem para uma religião de pomposa, tudo isto contribuiu para estabelecer
o reino da superstição sobre as ruínas do cristianismo... Seria necessário
um volume inteiro para conter a enumeração das variadas fraudes que
astutos velhacos praticaram com sucesso para enganar os ignorantes,
quando foi quase inteiramente substituída a religião verdadeira por
horrenda superstição.” MOSHEIM, John L., An Ecclesiastical History (Uma
História Eclesiástica), Vol. I, Págs. 364 - 365, 368

87
O que se vê no período do Terceiro Selo é que o paganismo foi incorporado ao
cristianismo, um falso sistema de ensinamentos satânicos que resultou no
estabelecimento do papado e atingia toda a sua deplorável perfeição de vigor e
estatura.

"Templos, incenso, lamparinas, oferendas de agradecimento, água benta,


dias santos e períodos de devoção, procissões, benção campal, vestimentas
sacerdotais, o corte circular do cabelo (de padres, monges e freiras),
imagens... são coisas oriundas de origem pagã..." NEWMAN,. CardinaL, O
Desenvolvimento da Religião Cristã, Pág. 359

“Ordena-se a todos os juízes, moradores de cidades e operários a


repousarem no venerável dia do sol” BOTELHO; R., História Universal,
Pág. 163. Ver: Segue-ME, Pág. 200; Biblioteca de Auxilio ao Sistema
Educacional (BASE), Vol. 3, Pág. 999.
-
"O Nome da Prostituta. As prostitutas romanas usavam diademas ou
fitas, sobre as suas testas, com os seus nomes escritos. A grande
prostituta usava uma fita semelhante, que a identificava como Babilônia
e mãe das prostituições. O mistério e que João a chama de Babilônia,
mas a identifica como Roma, de forma que os seus leitores entendem o
mistério. Prostituição e idolatria eram abomináveis para Deus e para o
seu povo (e alnda são): (Roma) é a mãe "desses males." BROADMAN,
Comentário Bíblico, Vol. 12, Pág. 385, JUERP (Junta de Educação
Religiosa e Publicações da Convenção Batista Brasileira).

“A cor preta fala por si mesma. É a antítese do branco. E se cavalo branco


simboliza o período da pureza da igreja, você já pode imaginar o grau de
degradação representado por este terceiro cavaleiro. Essa é a igreja que
vai até o início da Idade Média. Nesse período da história, a Igreja não foi
capaz de manter pura a adoração ao único e verdadeiro Deus, nem prestou
obediência fiel à Sagrada Escritura. Contaminou-se com uma montanha de
tradições humanas e costumes pagãos... Naquele período da igreja, os
filhos de Deus, guiados por seus líderes se afastaram completamente dos
Ensinos da Bíblia. Por isso foi um período escuro. À medida que crescia o
poder do líder da Igreja cristã de Roma, as trevas se tornavam mais
densas. A Fé e a obediência passaram de Cristo, o verdadeiro fundamento,
para o líder humano da igreja.” BULLÓN, Alejandro, O Terceiro Milênio e
as Profecias do Apocalípse, Págs. 42, 43.

“Foi a Igreja Católica que, por autoridade de Jesus Cristo transferiu esse
descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor
Jesus Cristo; de modo que a observância do domingo pelos protestantes é
uma homenagem que prestam, independentemente de sua vontade, à
autoridade da Igreja”. O Monitor Paroquial de 26 de agosto de 1926,
Socorro, Estado de São Paulo. Citado no Livro, Estudos Bíblicos, (Casa
Publicadora Brasileira), Edição de 1987, Página 383

"O ‘cavalo peto’ muito bem representa a escuridão que caracterizou a


igreja do tempo de Constantino até ao estabelecimento da supremacia
papal, em 538 d. C”. BÍBLICOS, Estudos, Pág. 197 (Casa Publicadora
Brasileira).

Espiritualmente falando, nesse período, as pessoas eram cristãos apena de nome,


conformavam-se com o erro e a corrupção que assolava e destruía a igreja.

88
“O cristianismo tornara-se popular, e uma larga proporção, talvez a
grande maioria, dos que o aceitavam, apenas tomavam o nome, recebiam
o rito do batismo, conformava-se com algumas cerimônias externas da
igreja, enquanto no coração e no caráter moral eram tão pagãos quanto
antes. Como um dilúvio, o erro e a corrupção invadiram a igreja”. História
da Igreja, Pág. 54, de Wharey.

A bíblia sempre condenou o formalismo religioso. Não é a aparência externa que


diz que realmente um homem é cristão e sim o espírito (caráter) de obediência a
Deus. Nunca, em hipótese alguma ele deve conformar-se com aquilo que é
contrário a vontade Divina.

Veja porque Jesus repreendeu os fariseus de sua época:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do


prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança!”. Fariseu cego,
limpo primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! Ai
de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros
caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de
mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos
homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade “Mateus: 23.25-
28”.

A palavra “iniqüidade” em Mateus: 23.28 é a tradução da palavra grega ‘anomia’.


Já vimos que “anomia” é (aquilo que está fora da lei, aquilo que é contrário a lei,
negação da lei, transgressão da lei.)
Isto se encaixa perfeitamente naqueles que se diziam cristãos, mas que por outro
lado estavam “negando a lei de Deus” e aceitando, de contra partida, todo tipo de
erro, corrupção e idolatria que eram oferecidos no período do terceiro selo (cavalo
preto).

Nos dias de hoje, são as religiões que oferecem "curas, milagres e expelimento d
demônios, mas que por outro lado, estão ensinando a humanidade a "negar a Lei de
Deus".

Agora qual será a resposta de Jesus para eles por ocasião da sua segunda vinda:

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele
que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos, naquele dia, hão de
dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome,
e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos
milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de
mim, os que praticais a iniqüidade." Mateus: 7:21-23

Observe no texto acima que eles se dirigirão a Jesus numa forma TRINA:

a) em teu nome
b) em teu nome
c) em teu nome

89
eles estavam sobre o comando do TRIO do mal

a) nós profetizamos
b) nós expelimos demônios
c) nós fizemos muitos milagres

Esse é o TRIO de satanás

"Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta


três espíritos imundos semelhantes a rãs; 14 porque eles são espíritos de
demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o
fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso." Apocalipse:
16:13-14

Observe que a palavra Iniquidade em Mateus 7.23 é ANOMIA


A (elemento de negação) e NOMOS (Lei) = "Negação da lei, transgressão da Lei"

Agora observe como Jesus se diigiu aos escribas e fariseus que estavam vivendo
uma religião apenas de nome, de formalísmo, de aparência:
“Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” – Mateus:
23.33.

A “serpente” é um símbolo de satanas.

“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o
sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos”.
Apocalipse: 12:9 (ver: II Corintios: 11:3).

Tanto os ’fariseus’ do tempo de Cristo como os cristãos que viveram no período do


Terceiro Selo (cavalo preto), estavam fazendo as obras do diabo.

“... Apropriadamente representa o período cristão que começa com o


reinado do imperador Constantino, em 313 d.C., quando o poder que
condenara à morte os cristãos esposou a causa da igreja, e mediante
recompensa, editos e promessas de cargos, no governo, procurou induzir
o povo a tornarem-se cristãos, trazendo assim para a igreja um dilúvio
de mundanismo e corrupção. Muitos dos ritos e cerimônias pagãos
previamente introduzidos na religião, incluindo a festividade pagã, o
domingo (dia do sol), foram então estabelecidos por lei, resultando daí o
primeiro dia da semana tomar o lugar do sábado bíblico”. BÍBLICOS,
Estudos, Pág. 194, (Casa Publicadora Brasileira).

“Quando no ano 313, Constantino assinou o edito de tolerância, em


Milão, dando liberdade de culto aos cristãos, e pouco depois se disse
convertido, despertou a natural gratidão e admiração da igreja
perseguida. O imperador, porém, continuou sendo o pontífice máximo do
paganismo, ao mesmo tempo em que assistia aos cultos cristãos e
convocava em 325 o Concílio de Nicéia”. BELVEDERE, Daniel, Seminário
as Revelações do Apocalipse, Edição de Professor, Pág. 36 (Casa
Publicadora Brasileira)

90
Foi exatamente nesse período do Terceiro Selo (cavalo preto), no Edito de Milão
emitido por Constantino em 313 d.c., que nasceu a Igreja Católica já vinculada ao
Estado.

“Era o nascimento da Igreja Católica com fortes vínculos com o Estado”


PEDRO, Antonio, História Antiga e Medieval, Pág. 216,

“Assim surgia a Igreja Católica Apostólica Romana, comandada pelo


Papa”. MORAES, José Geraldo Vinci de, Caminhos das Civilizações, Pág.
61, (Atual Editora).

Os historiadores nos afiançam: “Das ruínas de Roma política, surge o


grande império moral na “forma agigantada” da Igreja Romana.” FLICK,
A. C., O Surgimento da Igreja Medieval, (1900), Pág. 150.

Esse é o mesmo período representado pela “Igreja de Pérgamo”

“Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Estas coisas diz aquele que tem a espada
afiada de dois gumes: Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás,
e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas,
minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. Tenho,
todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de
Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para
comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição. Outrossim,
também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas.
Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei
com a espada da minha boca. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às
igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma
pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém
conhece, exceto aquele que o recebe”. Apocalipse: 2:12-17.

Pérgamo - “Pérgamo foi fundada por colonizadores gregos. Já era


importante no quinto século A.C. [...] Era considerada a mais rica cidade
do mundo, devido ao grande número de templos, teatros, ginásios e
monumentais edifícios públicos.” ).” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da
Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 37 (Casa Publicadora
Brasileira).

"Os magos caldeus tiveram um longo período de prosperidade em


Babilônia. Um pontífice designado pelo soberano presidia um colégio de 72
hierofantes. [depois da ocupação medo persa] os caldeus derrotados
fugiram para a Ásia Menor, e estabeleceram seus colégio central em
Pérgamo, onde tinham levado consigo o Paladião de Babilônia, ou pedra
cúbica. Ali, livres do controle do Estado, perpetuaram os ritos de sua
religião, e intrigando com os gregos, maquinaram contra a paz do
Império Persa” GUILHERME, B. Barker, Lares and Penates (Casas e o
Castigo), Págs. 232, 233.

“Mais que qualquer outro lugar da Ásia Menor, ela dá ao viajante a


impressão de uma cidade real, a sede da autoridade: o rochoso monte em
que se localiza é tão vasto que domina altiva e audazmente a planície
costeira do rio Caico. ... “A história a aponta como cidade real, e nada
menos, claramente, o fez a natureza. Nenhuma cidade de toda a Ásia
Menor - tanto quanto eu tenha visto, e há algumas de certa importância
que não vi – possui um aspecto tão imponente e dominante. Foi a única

91
cidade que forçou a exclamar Uma cidade real. Cheguei a ela depois de
Ter visto as outras, mas essa foi a impressão que ela produziu. Há um
quê de singularidade e predominância neste efeito, situada como está
sobre a magnificente colina que se sobressai desafiadoramente do nível
da planície, e que domina o vale e as montanhas do sul. Outras cidades da
região possuem esplêndidas colinas que fizeram delas poderosas
fortalezas da antiguidade; mas nas quais a colina é como se fosse o
governo e a acrópole com a cidade estendida embaixo na frente e ao
redor. Mas aqui a colina era a própria cidade, e os edifícios,
especialmente romanos, localizados abaixo da cidade, eram ornamentos
externos que lhe emprestavam beleza e majestade.” RAMSEY, W. M., The
Letters to the Seven Churches of Ásia (As Cartas às Sete Igrejas da Ásia),
Págs. 281, 295.

Período histórico – “313 A.D. a 538 A.D.” BATTISTONE, Joseph J. -


Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 30 (Casa
Publicadora Brasileira)..

“Pérgamo cobre os séculos IV, V e a primeira metade do VI. Como


Satanás não pôde destruir a igreja com as perseguições, tratou de
corrompê-la e colocá-la em compromisso com o Estado, introduzindo na
igreja pagãos não-convertidos e que conservaram parte de suas idéias.
Esse paganismo introduzido na igreja foi tirando sua força espiritual.
“Quando, no ano 313, Constantino assinou o edito de tolerância, em
Milão, dando liberdade de culto aos cristãos, e pouco depois se disse
convertido, despertou a natural gratidão e admiração da igreja
convertida. O imperador, porém, continuou sendo o pontífice máximo do
paganismo, ao mesmo tempo que assistia aos cultos cristãos e convocava
em 325 o Concílio de Nicéia. O imperador intrometeu-se em assuntos
eclesiásticos, exercendo sua influência apaziguadora. Por exemplo, a 7 de
março de 321, ditou a primeira lei tornando obrigatória a observância do
dia em que os pagãos adoravam o Sol, prática que se infiltrou na igreja.”
BELVEDERE, Daniel, Seminário as Revelações do Apocalipse, Edição de
Professor, Pág. 36 (Casa Publicadora Brasileira)

“Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram ingresso


na Igreja Cristã. O espírito de transigência e conformidade fora
restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a
Igreja suportou sob o paganismo. Mas em cessando a perseguição e
entrando o cristianismo nas cortes e palácios dos reis, pôs ela de lado a
humilde simplicidade de Cristo e Seus apóstolos, em troca da pompa e
orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e em lugar das
ordenanças de Deus colocou teorias e tradições humanas. A conversão
nominal de Constantino, na primeira parte do século quarto, causou
grande regozijo; e o mundo, sob o manto de justiça aparente, introduziu-
se na Igreja.” WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Págs. 47 e 48.

”Teorias e tradições humanas tomaram o lugar da verdade cristã.”


BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,
nº 374, Pág. 36 (Casa Publicadora Brasileira).

"A Igreja de Pérgamo tolerou a deturpação da doutrina e o afrouxamento


das normas cristãs.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina,
2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 43 (Casa Publicadora Brasileira).

“Pérgamo tornou-se ... um elo entre a antiga Babilônia e Roma.”


ANDERSON, Roy Allan, O Apocalípse Revelado, Pág. 34

Espada de dois fios - “A ‘espada do Espírito’ torna-se a espada da


punição para os que rejeitam o amor de Cristo, deturpam a verdade e se

92
opõem a Seu povo.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina,
2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 35 (Casa Publicadora Brasileira).

Onde está o trono de Satanás


Onde está o trono de Satanás - “Visto que o período representado por
Pérgamo foi o do desenvolvimento do papado (313 a 538 A.D.), parece
ser evidente que ‘o trono de Satanás’ é uma referência ao centro de
adoração papal: Roma.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola
Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Págs. 35-36 (Casa Publicadora
Brasileira

Reténs o Meu nome...fé - “É interessante notar que mesmo numa igreja


com tantos problemas como os que caracterizaram o período de
Pérgamo, o Senhor encontrou muita coisa a ser elogiada.” BATTISTONE,
Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág.
37 (Casa Publicadora Brasileira

Os que seguem a doutrina de Balaão

Doutrina de Balaão - “A analogia com Balaão denota que havia em


Pérgamo alguns cujo objetivo era dividir e arruinar a igreja
incentivando práticas que eram proibidas aos cristãos. Balaão
influenciou Israel a ‘comerem coisas sacrificadas a ídolos e praticarem a
prostituição’ (ver Num. 25:1 e 2; 31:16). Esses dois pecados conduziram
à mistura do paganismo com a religião verdadeira. Ao ser aplicada à
história da Igreja Cristã, essa representação é especialmente apropriada
à situação da Igreja no período que se seguiu à legalização do
cristianismo por Constantino em 313 A.D. e à sua conversão nominal dez
anos mais tarde. Esse imperador adotou um plano de ação que consistia
em misturar o paganismo com o cristianismo em tantos pontos quantos
fosse possível, na premeditada tentativa de unir os diversos elementos
dentro do império e fortalecê-lo desta maneira. A posição favorável, e até
dominante, que ele concedeu à Igreja, tornou-a vítima das tentações que
sempre acompanham a prosperidade e a popularidade. Sob o reinado
de Constantino e seus sucessores, a Igreja tornou-se rapidamente
uma instituição político-eclesiástica e perdeu grande parte de sua
espiritualidade anterior.” - SDABC, vol. 7, p. 749 - citado em
BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,
nº 374, Pág. 37 (Casa Publicadora Brasileira)

Seguem a doutrina dos nicolaítas

Doutrina dos Nicolaítas - “Agora é amplamente ensinada a doutrina de


que o evangelho de Cristo invalidou a lei de Deus; de que ‘crendo’ somos
desobrigados da necessidade de ser praticantes da Palavra. Esta é,
porém, a doutrina dos nicolaítas, que Cristo condenou tão severamente.”
- Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol.7, p. 957 - citado em
BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,
nº 374, Pág. 33 (Casa Publicadora Brasileira)

Arrepende-te

Arrepende-te – “Até as promessas de castigo do Apocalipse, que alguns


poderiam considerar negativas, revelam o amor de Deus que nos quer

93
conduzir ao arrependimento. (Ex.: Apocalipse 2:5, 16; 3:3). As
repreensões e castigos prometidos por Deus têm como objetivo corrigir
e curar; porque Ele nos ama (Apocalipse 3:18 e 19) e sabe que sem
arrependimento não pode haver perdão. ... “A bondosa paciência de Deus
tem limite. Se não há conversão terá que haver punição. (Ex.: Apocalipse
2:21-23; 3:3). Apocalipse 9:20, 21 fala de pessoas que nem mesmo sob as
pragas descritas na sexta trombeta se arrependeram. Apocalipse 11:18
diz que Deus finalmente destruirá ‘os que destroem a Terra’. O pior será
a segunda morte (Apocalipse 21:8; 22:15).” BELVEDERE, Daniel,
Seminário as Revelações do Apocalipse, Edição de Professor, Pág. 51
(Casa Publicadora Brasileira)
.
Darei do maná escondido

Maná escondido: “Representa a vida espiritual em Cristo agora e a vida


eterna pela fé em Jesus. (Ver SDABC, vol. 7, pág. 750).” BATTISTONE,
Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág.
37

“Pérgamo significa “altura” ou “elevação”. A cidade ficava numa elevação


de cerca de 300 metros de altitude, e foi construída por gregos eólios
cerca do 1.150 A.C. A elevação era uma defesa natural, sendo a cidade
considerada inexpugnável.” ANDERSON, Roy A. As Revelações do
Apocalipse, (Casa Publicadora Brasileira), Pág. 34.

OBSERVANDO OS SÍMBOLOS:

a) trono de satanas
b) conservas o meu nome
c) satanas habita
d) doutrina de balaão
e) ciladas
f) coisas sacrificadas aos ídolos
g) prostituição
h) doutrina dos nicolaítas.
i) maná escondido
j) pedrinha branca
l) um nome novo.
ogio — “Onde está o trono de Satanás.” Cristo reconhece a situação desfavorável do Seu povo durante este período. a)
trono de satanas
alquer localidade. Satanás opera onde quer que habitem cristãos. Mas

“Onde está o trono de Satanás.” Cristo reconhece a situação desfavorável


do Seu povo durante este período. A linguagem não se refere a qualquer
localidade. Satanás opera onde quer que habitem cristãos. Mas
certamente há momentos em que opera com especial poder, e o período
abrangido pela igreja de Pérgamo foi um deles. Durante esse período a
doutrina de Cristo corrompia-se, o mistério da iniquidade operava e
Satanás começava a lançar o próprio fundamento desse estupendo
sistema de iniquidade: o papado. Daí o desvio predito por Paulo em 2
Tessalonicenses 2:3. É interessante notar que a cidade de Pérgamo veio a
ser a sede do antigo culto babilônico do sol." SMITH, Urias, Daniel e
Apocalipse, Vol. 2, Pág, 16

"Os magos caldeus tiveram um longo período de prosperidade em

94
Babilônia. Um pontífice designado pelo soberano presidia um colégio de
72 hierofantes. . . . [depois da ocupação medopersa] os caldeus
derrotados fugiram para a Ásia Menor, e estabeleceram seus colégio
central em Pérgamo, onde tinham levado consigo o Paladião de
Babilônia, ou pedra cúbica. Ali, livres do controle do Estado,
perpetuaram os ritos de sua religião, e intrigando com os gregos,
maquinaram contra a paz do Império Persa." SMITH, Urias, Daniel e
Apocalipse, Vol. 2, Pág, 16

O trono de satanás é o mesmo trono que foi dado a besta em apocalipse 13.
Confira:

“... E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade”. Apocalipse:
13:2 (última parte)

O trono de satanás e o trono da besta são o mesmo, é uma mistura de “espiritismo


com catolicismo”, formando os dois um grande palco de ‘idolatria’ e de tudo aquilo
que é contrário a vontade divina.

“O trono de satanás é marcado pela pressão e pela sedução. Onde satanás


reina predomina a cegueira espiritual, floresce o misticismo, propaga-se
o paganismo, a mentira religiosa bem como a perseguição e a sedução ao
povo de Deus. Em Pérgamo estava um panteão onde vários deuses eram
adorados. Isso atentava contra o Deus criador. Em Pérgamo as pessoas
buscavam a cura através do poder da serpente. Isso atentava contra o
Espírito Santo, de onde emana todo o poder. Em Pérgamo estava o culto
ao Imperador, onde as pessoas queimavam incenso e o adoravam como
Senhor. E isso conspirava contra o Senhor Jesus, o Rei dos reis e Senhor
dos senhores”. LOPES, Hernandes Dias, Estudos no Livro de Apocalípse,
Págs. 32-33

Não se trata aqui de um trono ‘geográfico’ e sim de “um trono de natureza


espiritual” agindo e governando como príncipe em todo o mundo (João: 12.31).

Sentado em seu “TRONO” como príncipe deste mundo (João: 12.31) satanás
governa com:

a) Mentira (João: 8.44)


b) Engano e Astúcia (II Corintios: 11.30)
c) Iniquidade, Violência, Pecado, Profanação, Orgulho, Corrupção e Injustiça
(Ezequiel: 28.15-18)
d) Maldade e Assassinato (I João: 3.12)
e) Ira e Perseguição (Apocalipse: 12.17)

"Pérgamo era sede da religião de satanás...Pérgamo, pois, tornou-se a


“sede” do sistema satânico dos mistérios de babilônia." ANDERSON, Roy A.,
O Apocalipse Revelado, Pág. 33 (Casa Publicadora Brasileira).

“Pérgamo foi, por algum tempo, a sede deste misterioso culto. Mas
quando o rei de Pérgamo cedeu o seu reino aos romanos, este culto foi
transferido para Roma, que tem sido, a partir daí a sede deste falso
sistema. O “título”, as “chaves” e as “vestimentas”, tudo isto foi absorvido
pelo cristianismo apostatado. Pérgamo tornou-se assim o elo entre a

95
antiga Babilônia e Roma... Era uma cidade de templos, sendo o mais
importante deles o de Zeus. Este templo era dedicado a Esculápio, “o deus-
serpente” ou “deus da cura” ou ainda “a serpente instruidora do homem”,
que lhe deu o conhecimento do bem e do mal. Uma serpente viva era
sempre mantida no templo de Zeus como objeto de culto. Uma famosa
escola de medicina foi também localizada ali, cujo emblema era a
serpente ou caduceu geminado em torno de um poste. Isto chegou até
nós como emblema da profissão médica. ANDERSON, Roy A., O
Apocalipse Revelado, Págs. 34 E 35

Trono de Satanás. Pérgamo havia se destacado em 29 a.C. por ser o


local do primeiro culto a um imperador romano vivo. Um templo foi
construído e dedicado à adoração conjunta da deusa Roma (a
personificação do espírito do império) e do imperador Augusto. Na
época em que João escreveu estas palavras, os cristãos eram perseguidos
por se recusarem a adorar o imperador Domiciano (81-96 d.C.), que
insistia em ser chamado e adorado como “senhor e deus". Pérgamo era
também a capital religiosa da Ásia Menor. Era um centro do pensamento
helenista (greco-mesopotâmico) e da adoração ao imperador. Tinha
muitos templos pagãos; por isso, sua designação como o trono de
Satanás era bastante apropriada (ver p. 79).
A extensão do período de Pérgamo na história da igreja pode ser
considerada desde a época em que Constantino apoiou a causa cristã,
em 313 d.C., ou de sua suposta conversão, talvez em 323 ou 325, até 538
(ver Nota Adicional a Apocalipse 2). Foi durante essa época que o bispo
de Roma conquistou a liderança religiosa e, até certo ponto, política da
Europa Ocidental (ver Nota Adicional a Daniel 7), e quando Satanás
estabeleceu seu “trono” dentro da igreja. O papado era uma mistura
habilidosa de paganismo e cristianismo. Esse período pode ser chamado
de era da popularidade." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista,
Vol. 7, Págs. 827-828

"Dêste período da igreja de Pérgamo, de 313 a 538, ou de Constantino a


Justiniano, em que ela foi considerada Igreja Imperial, é dito que ela
habitava no trono de Satanás. Daí concluirmos que o trono de Satanás
devia ser um trono mundial, sede dum governo mundial, naqueles dias
de seu período. E onde poderia estar o trono de Satanás senão em Roma?
Na terra, onde o trono de Deus devia estar, Satanás colocou o seu trono,
pois êle mesmo disse uma vez que ia estabelecer o seu
trono. De Roma governava êle através dos cruéis imperadores romanos.
E é deveras lamentável que a igreja de Cristo escolhesse para sua sede a
mesma onde estava o trono de Satanás, a cidade dos Césares deificados.
E quem dirá que em Roma não está ainda o mesmo trono? Estava aí para
a igreja o resultado direto da aceitação das idéias humanas, das
discussões e das polêmicas do período anterior, em vez do apego
irrestrito ao puro evangelho de Cristo e à sua alta missão no mundo."
MELLO, Araceli S., A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 72

"Deve-se notar que os reis de Pérgamo eram todos também chefes


pontífices de sua religião, conforme o antigo costume babilônico. Atalo
III, o último destes reis-sacerdotes, entregou-se à Roma, com sua nação,
reinado e ofícios sacerdotais. Os imperadores de Roma, a começar de
Júlio e Augusto, tomaram também honras e títulos reais e se
consideraram divinos e nisto foram imitados mais tarde pelos papas."
THIELE, Edwin R., Apocalipse – Esboços de Estudos, Pág. 61

96
“Depois de tentar o homem a pecar, Satanás reclamou a Terra como sua,
e intitulou-se príncipe deste mundo. Havendo levado os pais de nossa
raça à semelhança com sua própria natureza, julgou estabelecer aqui seu
império. Declarou que os homens o haviam escolhido como seu
soberano. Através de seu domínio sobre os homens, adquiriu império
sobre o mundo. Cristo viera para desmentir a pretensão de Satanás”.
WHITE, Ellen G., O Desejado de Todas as Nações, Págs. 114-115.

"O demônio tornou-se o poder central do mundo. Onde estivera antes o


trono de Deus, estabeleceu Satanás o seu trono. O mundo depositou suas
homenagens, uma espécie de oferta voluntária, aos pés do inimigo."
WHITE, Ellen G., Testemunhos Para a Igreja, Vol. 6, Pág. 236

b) conservas o meu nome

"Contudo, habitando na sede imperial de Satanás, a igreja


retinha o nome de Cristo e a Sua fé. Todavia estava em
perigo de perdê-los em face do lugar que preferira como sua
habitação. As acusações apresentadas contra ela, são
evidências de que em parte já se havia corrompido no lugar
do trono de Satanás. A igreja estava arrostando um perigo
do qual não parecia dar-se conta." MELLO, Araceli S., A
Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 72

O nome de Cristo é símbolo de sua “Natureza Divino-humana”

O contexto nos informa que no período do terceiro selo (cavalo preto = igreja de
Pérgamo), mesmo em meio a tanta idolatria, ainda havia um remanescente que
mantinha e defendia a doutrina (ensino) do Cristo humano-divino.

Os apóstolos de cristo tiveram que enfrentar um grupo chamado “gnóstico”


(ecletismo filosófico religioso). Esse grupo negava a natureza (nome) divino-
humana do filho de Deus. Eles ensinavam que Cristo era apenas um dos
intermediários entre Deus e os homens.

“Na filosofia neoplatônica e na heresia gnóstica (II e III séculos d.C.), o


logos era visto como um dos muitos poderes intermediários entre Deus e o
mundo...” GENEBRA, Bíblia de Estudo de, Pág. 1 228.

Paulo escreveu dizendo que há “um só mediador entre Deus e os homens”

“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus,


homem” I Timóteo: 2:5.

“Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte
para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a
promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados”. Hebreus: 9.15.

“E a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas


superiores ao que fala o próprio Abel” Hebreus: 12.24.

97
Os gnósticos ensinavam que Cristo não tinha corpo, só tinha aparência humana,
isto é, que apenas pareceu tomar a forma humana.

“Os docéticos gnósticos... Pensavam que, visto que a matéria, ipso fácito,
é má, Deus, possivelmente, não poderia ter entrado em contato direto
com o mundo fenomenal em cristo. Logo, eles ou negavam a encarnação
em têrmos gerais ou ensinavam que o corpo de cristo era apenas uma
aparência (dokéo), e não real”. “o cristo celestial apenas pareceu tomar a
forma humana.” TESTAMENTO, Teologia do Novo, Pags. 563-564,
George e Ladd.

“O erro em especial desses heréticos era a negação da encarnação, que


criou um evangelho de misticismo e obstruiu uma verdadeira
compreensão paternal e pessoal com ele (João: 14:7-11)” PLENITUDE,
Bíblia de Estudo, Pág. 1 325.

Veja o que escreveu João:

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo,
o que nega o Pai e o Filho”. I João: 2:22.

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome
de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”. Mateus: 1:23

II CORÍNTIOS 5.19 “A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o


mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra
da reconciliação.”
Ao negarem a “encarnação”, negavam também a presença do pai com o filho, pois
Deus estava presente na humanidade através do filho.

João fala mais uma vez:

“Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo
veio em carne é de Deus”; I João: 4:2.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a
sua glória, glória como do unigênito do Pai”. João: 1.14.

"João afirmara a divindade de Cristo (ver com. do v. 1) e, então, afirma


Sua verdadeira humanidade. Cristo é divino no sentido absoluto e
irrestrito da palavra; também é humano no mesmo sentido, exceto pelo
fato de que “não conheceu pecado” (2Co 5:21). As Escrituras de forma
repetida e enfática proclamam esta verdade fundamental (ver Lc 1:35;
Hm 1:3; 8:3; Cl 4:4; Fp 2:6-8; Cl 2:9; iTm 3:16; Hb 1:2, 8; 2:14-18; 10:5;
ljo 1:2; etc.; ver com. de Fp 2:6-8; Cl 2:9). Embora Cristo existisse
originalmente “em lorma de Deus”, Ele não considerou a igualdade com
Deus algo a que devesse Se agarrar. Em vez disso, Ele “Se esvaziou” e,
“tornando-Se em semelhança de homens”, foi “reconhecido em figura
humana” (Fp 2:6, 7). NEle estava “corporalmente toda a plenitude da
Divindade” (Cl 2:9); porém, convinha que, em tudo, fosse semelhante aos
irmãos” b 2:17, ARC). “Desde os dias da eternidade o Senhor Jesus Cristo
era um com o Pai”, mas “preferiu entregar o cetro nas mãos de Seu Pai e
descer do trono do Universo para que “pudesse viver entre nós, e tornar-
nos familiares com Seu caráter e Sua vida divina” (DTN, 19, 22, 23).

98
As duas naturezas, a divina e a humana, foram misteriosa mente
mescladas em uma única pessoa. A divindade foi revestida da human
idade, não trocada por ela. Em nenhum sentido Cristo deixou de ser Deus
quando Se tornou homem. As duas naturezas se tornaram uma só de
forma íntima e inseparável, porém cada uma delas continuou distinta. A
natureza humana não foi transformada em divina, nem a divina, em
humana (ver Nota Adicional a João 1; ver com. de Mt 1:1; Lc 1:35; Fp 2:6-
8; Hb 2:14-17; ver Ellen White, Material Suplementar sobre Jo 1:1-3, 14;
Mc 16:6; Fp 2:6-8; Cl 2:9; Hb 2:14-17).
Cristo “assumiu as vulnerabilidades da natureza humana” (ME 1, 226);
contudo, Sua humanidade foi “perfeita” (DTN, 664). Embora, como
homem, pudesse haver pecado, não repousou sobre Ele nenhuma
mancha de corrupção ou inclinação para tal; não possuía propensões
para o pecado (Carta 8 de Ellen White, 1895; ver p. 1261). Foi “tentado...
à nossa semelhança, mas sem pecado” (ver com. de Hb 4:15; ver Nota
Adicional a João 1)."SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista, Vol. 5,
Pág. 994

No quarto século, período abrangido pelo terceiro selo (igreja de Pérgamo), o bispo
Ário de Alexandria, também ensinava que Cristo não era divino.

“Arianismo – heresia fermentada por um presbítero do 4° século


chamado Ário. Negando a divindade de cristo. Ensinava ele ser o filho de
Deus o mais elevado dos seres criados. Por este motivo, seria
impropriedade referir-se a ele como deus. Para fundamentar seus
devaneios doutrinários, desautorizar, por exemplo, o evangelho de João
pode ser o propósito deste, justamente, mostrar que o cristo é o filho de
deus, afinal, como negar estas assertivas do apostolo do amor: “no
princípio era o verbo; e, o verbo estava com Deus e o verbo era Deus.”
(João:1:1). ra, quanto a divindade de Jesus, não há o que se negar: ele era
e é o verdadeiro Deus, e o verdadeiro homem. “os ensinos de Ário foram
condenados no concílio de Nicéia em 325.” ANDRADE, CLAUDIONOR,
Corrêa de, Dicionário Teológico, Pág. 38, (CPAD).

Sobre o concílio de Nicéia em 325, confira essa outra fonte:

“O concílio de Nicéia convocado em 325... O verbo é o verdadeiro Deus...


Possuindo em comum com o pai a mesma natureza divina e as mesmas
perfeições.” SOUSA, Osvaldo Rodrigues de, Historia Antiga e Medieval,
Pág. 121

Apesar da heresia gnóstica e arianísta estarem perturbando o evangelho nesse


tempo, o nome (natureza divino-humana) de Cristo foi conservada nesse período
(apoc. 2.13; 2.3).

Os gnósticos negavam a encarnação de Jesus; negavam a ressurreição; acreditava


na imortalidade da alma; negava a segunda vinda do cristo .

"Se havia alguns que sacrificavam a divindade pela defesa da


humanidade de Cristo, havia outros que invertiam a ordem. Os gnósticos
foram profundamente influenciados pela concepção dualista dos gregos,
em que a matéria, entendida como inerentemente má, é descrita como
completamente oposta ao espírito; e por uma tendência mística para
considerar as coisas terrenas como representações alegóricas dos
grandes processos redentores cósmicos. Rejeitavam a ideia de uma
encarnação, de uma manifestação de Deus em forma visível, visto que

99
isto envolveria um contato direto do espírito com a matéria. Diz Harnack
que a maioria deles considerava Cristo como um Espírito consubstancial
com o Pai. Conforme alguns, Ele desceu sobre o homem Jesus quando do
Seu batismo, mas O deixou de novo antes da Sua crucificação; ao passo
que, segundo outros, Ele assumiu um corpo meramente fantasmagórico.
Os monarquistas modalistas também negavam a humanidade de Cristo,
em parte no interesse da Sua divindade, e em parte para preservar a
unidade do Ser Divino. Viam nele apenas um modo ou uma manifestação
do Deus único, em quem não reconheciam nenhuma distinção de
pessoas." Berkhof, Louis, Teologia Sistemática, Pág. 299

"No tempo de Jesus havia uma diferença de opiniões entre os judeus, a


respeito da ressurreição. Enquanto que os fariseus criam nela, os
saduceus não criam, Mt 22.23; At 23.8. Quando Paulo falou a seu respeito
em Atenas, enfrentou zombaria, At 17.32... e os gnósticos, que
consideravam a matéria como inerentemente má, naturalmente a
rejeitavam." Berkhof, Louis, Teologia Sistemática, Pág. 724

"A melhor solução parece ser que o evangelho de João foi escrito,
conforme sugere a tradição patrística, no final do primeiro século, para
refutar uma tendência gnóstica na Igreja. (uma indicação pode ser
encontrada na Primeira Epistola, que provavelmente teve a mesma
origem do Evangelho: a negação de que Jesus tivesse vindo em carne (1
Jo. 4:2). Havia falsos mestres na igreja, que incorporaram o espírito do
anticristo (1 Jo. 2:18-19) e negaram o verdadeiro messiado de Jesus. Se o
Evangelho, da mesma forma que a primeira Epistola, foi escrito
para refutar um gnosticismo incipiente, fica claro a razão para sua
mensagem e terminologia particular. João utiliza palavras e ideias
familiares aos círculos gnósticos para refutar essas próprias tendências
gnósticas. A base de sua terminologia remonta a Palestina, e, sem duvida,
ao próprio Jesus. Porem, João escolheu formular seu Evangelho, como
um todo, na linguagem que provavelmente tenha sido utilizada por
nosso Senhor somente em diálogos íntimos com seus discípulos, ou em
argumentações teológicas com os escribas mais doutos, com a finalidade
de mostrar o pleno significado do Verbo Eterno que se fez carne (Jo.
1:14) no evento histórico de Jesus Cristo." Ladd, George Eldon,
Teologia do Novo Testamento, Pág. 332

"Qual a utilidade do dualismo helenístico e do judaico na interpretação


do dualismo Joanino? A despeito do peso da erudição de Bultmann, e
difícil pensar que João tenha sido influenciado pelo dualismo gnóstico.
Ao contrario, João parece se opor a um dualismo do tipo gnóstico.
Quando João enfatiza que “o Verbo se fez carne e habitou entre nos”
(1:14), esta se opondo deliberadamente as ideias gnósticas, que
estabeleciam um abismo entre os mundos espiritual e material. Alem do
mais, embora João aparentemente “negligencie” a escatologia; a salvação,
para ele, não significa o voo da alma para libertar-se do mundo e da
historia, como ensinavam os gnósticos, mas uma comunhão viva com
Deus no mundo e na historia, que será consumada em seu caráter final
na ressurreição." Ladd, George Eldon, Teologia do Novo Testamento,
Pág. 349-350

"Em quarto lugar, temos a surpreendente declaração de que “O Verbo se


fez carne” (1:14). Tal afirmação surpreenderia e refutaria todos os
dualismos filosóficos helenistas e gnósticos que separavam Deus de seu
mundo." Ladd, George Eldon, Teologia do Novo Testamento, Pág. 361

"A fim de fazer uma apreciação da psicologia paulina, precisamos ter em


mente os principais elementos dos conceitos grego e hebraico de

100
humanidade, um dos pensadores mais influentes, para a historia
subsequente da filosofia grega, foi Platão. Platão defendia um
dualismo de dois mundos, o nominal e o fenomenal, e um dualismo
antropológico de corpo e alma. O corpo não e ipso facto mau, mas e um
peso e um empecilho para a alma. O sábio cultiva a alma de modo que
possa se elevar acima do corpo e, na morte, se libertar desse corpo e
escapar para o mundo superior.3 Nos tempos helenísticos, o corpo, que
pertence ao mundo da matéria, era considerado pelos gnósticos
como mau ipso facto. Stacey assinalou que a maioria dos filósofos da
Grécia seguia Platão nessa visão do corpo e da alma, e que isto estava tao
impresso no mundo civilizado que “ninguém pode discutir a relação do
corpo com a alma hoje sem se deparar ao menos com alguns pontos da
visão platônica”." Ladd, George Eldon, Teologia do Novo Testamento,
Pág. 626

"A ocasião para a escrita da carta determina seu conteúdo. A segunda


Epistola de Pedro foi escrita com um propósito inteiramente diferente de
1 Pedro; essa e a razão para a notável diferença na essência das duas
cartas. Se 1 Pedro foi escrita para encorajar seus leitores diante de
perseguições, 2 Pedro foi escrita para preveni-los contra falsos mestres
(2:1-2). Esses eram claramente mestres dentro da igreja, que se
apostataram da verdadeira Fe (2:21). Podemos concluir, a partir da forte
ênfase que 2 Pedro atribui ao “conhecimento”, por meio do qual ele se
opõe a esses falsos mestres gnósticos, que reivindicavam ter acesso
especial a verdade divina.2 Fica claro que esses falsos mestres
declaravam haver alcançado a verdadeira liberdade (2:19), mas fica
igualmente claro que sua liberdade consistia na exclusão da disciplina
crista e na liberdade para a satisfação de seus apetites carnais. Sabemos
que o gnosticismo antigo se movia em duas direções: ou para o
controle ascético dos apetites, ou para a liberdade antinômica; e os
oponentes de Pedro seguiam a segunda corrente, uma de suas
heresias doutrinarias básicas era a negação da parousia de Cristo; e
Pedro dedica grande parte do terceiro capitulo a essa questão" Ladd,
George Eldon, Teologia do Novo Testamento, Pág. 802

"Alem disso, não esta absolutamente claro que a fé consista na aceitação


da doutrina apostólica. A segunda epistola de Pedro,
inquestionavelmente, coloca uma forte ênfase sobre os apóstolos como
portadores e divulgadores da verdade (3:2; cf. 1:12), em refutação a
declaração dos gnósticos de que eles tinham um novo acesso a verdade
divina... Embora Pedro utilize o vocabulário gnóstico, seu propósito é
refutar as pretensões gnósticas. Desse modo, ele quer dizer o mesmo que
Paulo, quando se refere a união com Cristo." " Ladd, George Eldon,
Teologia do Novo Testamento, Pág. 803

"... pois para o verdadeiro “gnóstico”, a fuga da corrupção do mundo ja


ocorreu “pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2:20).
Os gnósticos ensinavam que a gnoses era o destino da humanidade após
a morte; nesta vida, o corpo não tem a menor importância, logo, cada um
esta livre para dar total expressão a todos os apetites do corpo. Em sua
segunda epistola Pedro diz, ao contrario, que essa conduta imoral
constitui a corrupção do mundo, da qual o cristão “gnóstico” foi liberto."
Ladd, George Eldon, Teologia do Novo Testamento, Pág. 803-804

"A segunda epistola de Pedro contem um dos clássicos enunciados a


respeito da inspiração da Bíblia Sagrada como um todo. “Nenhuma
profecia da Escritura e de particular interpretação; porque a profecia
nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens
santos de Deus falaram inspirados pelo Espirito Santo” (1:20-21). Pedro

101
esta se referindo basicamente ao Antigo Testamento. A primeira parte da
passagem e difícil. Ela pode estar refutando os entusiastas gnósticos que
reivindicavam ter uma nova palavra de Deus, que suplementava o
evangelho recebido. Isso significa, portanto, que a interpretação das
Escrituras não é uma questão particular, mas pertence a igreja como
um todo, que tem sob sua custodia a verdade apostólica. Contudo,
isto não explicaria por que Pedro coloca a inspiração e a interpretação
tão próximas, em que a segunda e a consequência lógica da primeira.
Pedro esta se referindo a autenticação da Escritura, e não a sua
interpretação.11 Para ser preciso, 2 Pedro esta comparando a verdade
da Escritura com as “fabulas” (1:16) dos gnósticos; mas ele o faz
autenticando as Escrituras, devido a inspiração de seus autores. “Os
verdadeiros profetas não profetizavam aquilo que pertencia a seus
próprios pensamentos, segundo os seus próprios caprichos”.12 Pedro
mostra que a única fonte da verdade divina e a Escritura, porque seus
autores foram inspirados e, logo, capacitados a escrever a verdade
divina." Ladd, George Eldon, Teologia do Novo Testamento, Pág. 804

"Sobre o conteúdo de 2 Pedro temos que concluir que um dos principais


erros doutrinários dos gnósticos era a negação da escatologia crista
fundamental e da vinda do Senhor. Essa pode ser a única razão pela qual
essa segunda epistola dedica tanta atenção a escatologia. Ao passo que 1
Pedro fala do apokalypsis de Cristo (1:7, 13), 2 Pedro fala de sua
parousia (3:4). Isso não deveria causar nenhum problema, pois Paulo usa
ambos os termos alternadamente. Os gnósticos negavam a doutrina do
retorno de Cristo. Fica obvio no versículo 4 que a segunda epistola de
Pedro foi escrita no final da era apostólica, quando a demora da parousia
já poderia ser sentida como um problema. Os gnósticos ridicularizavam a
ideia da parousia, provavelmente a favor da ideia da salvação na morte.
Eles zombavam: “Onde esta a promessa da sua vinda? Porque desde que
os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o principio
da criação” (3:4)." Ladd, George Eldon, Teologia do Novo Testamento,
Pág. 805-806

"Ha poucos ensinos de interesse teológico em Judas, que não se


encontram em 2 Pedro. Judas trata do mesmo problema em relação
aos gnósticos libertinos como faz 2 Pedro, e escreve para encorajar
seus leitores a lutarem por uma fé ortodoxa (v. 3). Chegaram a igreja
falsos mestres que “negam a Deus, único dominador e Senhor nosso,
Jesus Cristo” (v. 4), que rejeitam e ultrajaram as autoridades, os anjos (v.
8), que são escarnecedores (v. 18) do caminho cristão que havia sido
aceito. Judas não diz que eles escarnecem da ideia da parousia
de Cristo, como faz 2 Pedro (3:3-4). Reivindicam ter uma iluminação
especial do Espirito, mas são, na verdade, destituídos deste Espirito (v.
19). Seu erro se manifesta na licenciosidade sexual (v. 4 e 12). “Os falsos
mestres estavam declarando ser tão cheios do Espirito que não havia
espaço para a lei em suas vidas cristas”.21 Judas, como 2 Pedro, enfatiza
o juízo escatológico que será sofrido por estes apostatas (v. 14). Fica
claro, a partir da referencia as predições dos apóstolos, que a epistola de
Judas, como 2 Pedro, deve ter sido escrita tardiamente na era apostólica
(v. 17)." Ladd, George Eldon, Teologia do Novo Testamento, Pág.
807-808

Vejamos como Judas combateu a heresia gnóstica:

“Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito,


foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que
102
transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único
Soberano e Senhor, Jesus Cristo.” Judas: 4.

Judas os chama de:

a) Certos Indivíduos
b) Dissimulados
c) Homens Ímpios
d) Libertinos

Observe que Judas diz que eles “negavam o Filho de Deus”, isto é, negavam o
‘Cristo Divino-humano’

Paulo os chama de: “lobos vorazes, perversos”

“Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não
pouparão o rebanho”. “E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando
coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.” Atos: 20.29-30.

c) satanas habita

Satanás habita em “Babilônia espiritual”

“Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se
tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo
de todo gênero de ave imunda e detestável” Apocalipse: 18:2.

Babilônia (espiritual) é um termo usado no apocalipse para representar todas as


legislações e movimentos religiosos (evangélicos) que seguem os ensinamentos do
espiritismo (alma é imortal); do catolicismo (tradições, etc.) e do protestantismo
apostatado (igrejas que aceitam a troca do sábado bíblico pelo domingo pagão).

"BABILÔNIA SIMBÓLICA. Uma designação misteriosa no Apocalipse


(Cap. 14:8; 16:19; 17:5; 18: 2,10, 21) para as organizações religiosas
apóstatas em oposição a Cristo e a Seu povo na Terra, especialmente
durante a fase final do longo conflito entre o bem e o mal. *Babilônia é
variadamente identificada como a ―grande cidade‖, que governa sobre
os reis da Terra; como a ―grande meretriz‖ e ―mãe das prostitutas‖
(cap. 16; 17:1, 5 e 18). *Adultério é uma metáfora usual do *Antigo
Testamento para religião apóstata (por exemplo, Eze 16:15 pp.; 23:2, 3
pp.; Os. 4:15). O revelador declara que ―Babilônia caiu‖ (Apoc. 14:8;
18:2), seduziu os ―reis da terra‖ que com ela cometeram fornicação
(cap. 17:2); incitou os habitantes da terra a se ―embebedarem com o
vinho de sua prostituição‖ (cap. 17:2; 19:2) iludiu as nações com sua
―feitiçarias‖ (cap. 18:23). Veja Feiticeiros. Ele a representa como
―embriagada com o sangue dos santos, e com o sangue dos mártires de
Jesus‖ (cap. 17:5, 6; 18:24; 19:2). Seus pecados consistem de orgulho e
arrogância (cap. 17:4; 18:7, 16), desafio a *Deus e *Perseguição a seu
povo na Terra (cf. cap. 16:19; 17:6; 18:24) e aliança ilícita com os
poderes políticos da Terra (cap. 17:2, 3; 18:9). Ele nota que ―seus
pecados‖ eventualmente se acumularam até o *Céu e chegou o tempo de
Deus julgá-la (cap. 16:19; 18:5, 6; 19:2). Por esse motivo, Deus chama seu
povo para sair de Babilônia, a fim de evitar a cumplicidade em seus

103
―pecados‖ e as ―pragas‖. Ele está prestes a visitá-la (cap. 18:4).
Desiludidos, os reis da Terra voltam-se contra ela e a destroem (cap.
17:14, 16, 17; cf. 18:19, 21; 19:3). Desse modo, Deus vinga Seu povo com
relação à Babilônia (cap. 18:20; 19:2).
Babilônia é ―um nome de mistério‖ (cap. 17:5), isto é, um título
enigmático ou figurativo; por conseguinte, a designação ―Babilônia
mística‖, é usada com freqüência. Esse nome simbólico conota o fato
histórico de que nos tempos do Antigo Testamento a Babilônia literal era
o arquiinimigo do povo do *Concerto de Deus. A Babilônia mística deve
ser compreendida nos termos do papel desempenhado por seu
contraponto histórico nos tempos do Antigo Testamento (Veja SDABC,
7:866, 869). O nome babilônio Bâb-ilu (Babel ou Babilônia) significava
―portão de ouro‖. Nos tempos antigos, o portão da cidade era o lugar
onde visitantes oficiais conduziam negócios públicos. O nome Bâb-ilu
refletia a crença de que a Babilônia era o lugar escolhido pelos deuses
para se encontrarem com os homens e os reis babilônicos afirmam que
os deuses os haviam comissionado para governar o mundo. Em hebraico,
a palavra Bâb-ilu estava depreciativamente associada ao termo ―balal‖,
―confusão‖ — uma lembrança de que Deus havia confundido o discurso
dos construtores de Babel (Gên. 11:9).
Do tempo de sua fundação por Ninrode (Gên. 10:9,10; 11:1-9), Babilônia
caracterizava-se por sua descrença no verdadeiro Deus e desafio à Sua
vontade. Sua torre era um monumento à *Apostasia, e a cidadela de
rebelião contra Ele. Isaías identifica Lúcifer como o rei de Babilônia (Is.
14:4, 12-14) e sugere que Satanás tornou Babilônia o centro e agente de
seu plano principal para assegurar o controle da raça humana, assim
como Deus se propôs a trabalhar através de Jerusalém para realizar Seu
plano para esse mundo. Através dos tempos do Antigo Testamento, as
duas cidades tipificavam as forças do bem e do mal em ação no mundo.
No Apocalipse, a Babilônia mística apresenta-se em contraste com a
Nova Jerusalém, ―a noiva de Cristo, vestida com linho fino, branco e
puro: ... justiça dos santos, em contraste com o vestido sensual e
brilhante de Babilônia (cap. 19:8; cf. 17:4; 18:7, 16). Nabucodonosor II
fez de Babilônia uma das maravilhas do mundo antigo, intencionando
que seu reino fosse universal e eterno (Dan. 3:1, 4-30) através dos
séculos. Após sua destruição por Xerxes, a cidade, gradualmente, perdeu
seu brilho e importância, e no tempo em que João escreveu o Apocalipse,
era virtualmente uma ruína desolada e, desse modo, uma ilustração
gráfica do destino impendente da Babilônia mística. Nos primórdios do
primeiro século A.D., os cristãos referiam-se a Roma através do título
misterioso de Babilônia (Veja I Ped. 5:13). Os judeus estavam sofrendo
sob o governo de Roma tal qual haviam sofrido previamente sob
Babilônia, e os cristãos estavam sofrendo perseguições esporádicas
também. Para evitar retaliação, judeus e cristãos começaram a usar
―Babilônia‖ como um nome secreto para Roma imperial (Veja Sibyllines
Oracles — Oráculos Sibilinos) 5:155-161; II Baruque 11:1; Jewish
Midrash Rabbah on Canticles 1:6) (―Eles chamavam Roma de
Babilônia‖), Soncino ed., p. 60.
Os pais da Igreja dos primeiros séculos, como por exemplo Tertuliano
(Against Marcion iii, 13) e Irineu (Adversus Heresus [Contra Heresias], v.
26. 1), aplicaram o termo ―Babilônia‖, no Apocalipse, à cidade de Roma
ou ao império. Joaquim de Floris (d.1202) esteve entre os primeiros a
incluir a Igreja de Roma no termo ―Babilônia‖ (L. E. Froom, The
Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 1, p. 708). Outros da alta Idade Média
que também agiram do mesmo modo foram: Pierre Jean dÓlivi, um
religioso francês (d.1298) (ibid., pp. 764, 765; Michel de Cesena (ibid.,
vol. 2, p. 20); os Lolardos (ibid., pp. 78 e 79; João Huss (ibid., p.116); e
Savonarola (ibid., p. 152). Esta identificação divulgou-se entre os
protestantes. *Guilherme Miller identificava a Babilônia mística com

104
―Roma sob o poder papal‖ (Josué Himes, Views of the Prophecies and
Prophetic Chronology (Teorias das Profecias e Cronologia Profética, de
Guilherme Miller 1842, p. 200). Sylvester Bliss, editor *Milerita, defendia
que a Babilônia é ―tudo neste mundo que se desarmoniza e se opõe ao
Espírito de Cristo‖, ou seja, o ―reino de Satanás‖ e que ao império
romano dividir-se, ―a pontal papal sucederia a supremacia, como a
inteligência do poder de Satanás, e tornar-se-ia a Babilônia do mundo‖
(The Advent Shield and Review, 1844, pp. 112, 113, 115, 116). Quando as
igrejas protestantes rejeitaram a mensagem da breve vinda de Cristo, os
adventistas começaram a incluí-los no termo ―Babilônia‖, junto com
Roma papal, e interpretavam a queda de Babilônia como sendo a rejeição
das mensagens por essas igrejas. Por exemplo, *José Bates marcou a
queda de Babilônia para 1843-1844 e a atribuiu à total rejeição da
doutrina da vinda do Senhor dessas igrejas.
Quando esse assunto começou a ser introduzido em 1843, a maioria das
igrejas nominais fecharam suas portas para a doutrina do *Segundo
Advento e começaram a tratar a mensagem com desprezo e contumácia.
... Babilônia Mistério. ... representa as igrejas organizadas de todos os
tipos, divididas em partes, Apoc. 16:19 a saber: Romana, grega e
protestante. ... Nosso negócio então é com a igreja protestante, pois será
admitido por todos que as igrejas grega e romana são corruptas e
anticristãs (José Bates, em Advent Review, novembro, 1850).
Em 1851, *Tiago White escreveu: ―A mulher, que é a grande cidade,
chamada Babilônia, simboliza as igrejas apóstatas caídas‖ (Review and
Herald, 5 de agosto de 1851). *John Nevins Andrews semelhantemente
definiu Babilônia como sendo ―todas as corporações religiosas
corruptas que já existiram ou existem no tempo presente, unidas ao
mundo, e mantidas pelo poder civil incluindo a ―Igreja judaica
corrompida‖, as ―Igrejas papal e Grega corrompidas‖ e a ―grande
corporação das igrejas protestantes‖ que ―imita a igreja romana‖ (ibid.,
21 de fev. 1854). *Urias Smith, clássico comentarista Adventista sobre
Daniel e Apocalipse, compreendeu que ―esse símbolo (Babilônia)
significa a grande massa do cristianismo confuso e corrompido, ―e
acrescentou que sua queda foi uma queda moral causada pela rejeição
das verdades vivificantes da primeira mensagem, ou a grande
proclamação do *Advento. Por vinho da fúria de sua prostituição
compreendemos suas falsas doutrinas e erros perniciosos que ela deu a
beber a todas as nações (Thoughts on the Revelation 1865 (i.e. 1867), ed.
p. 233.
Ele identificou as partes componentes da moderna Babilônia como
―Paganismo, Catolicismo e Protestantismo‖, e a prostituta do capítulo 17
como a Igreja Romana. ―Outras organizações religiosas independentes‖
são suas filhas, escreveu ele, ―e todas pertencem à mesma grande
família‖. O segmento Romano de Babilônia, escreveu ele, ―chega ao fim
no capítulo 17 e as filhas protestantes no capítulo 18. Ele citou
comentaristas protestantes contemporâneos para o efeito de que as
igrejas populares protestantes haviam se tornado Babilônia (ibid., 1867
ed. pp. 233-275). A interpretação ASD da atualidade é essencialmente a
mesma de Urias Smith e outros comentaristas ASD pioneiros. Entende-se
por Babilônia moderna todas as igrejas cristãs que se separaram do
―Evangelho eterno‖ como é considerado nas Escrituras, incluindo tanto
a grande apostasia romana dos primeiros séculos do cristianismo e a
mais recente separação do protestantismo da Palavra de Deus,
começando, em particular, com a rejeição da mensagem de 1844.
Compreende-se que a queda deve ser progressiva; ainda não é completa,
mas será, quando as principais igrejas protestantes colaborarem com a
Igreja de Roma numa tentativa de coagir a consciência (Apoc. 13). A
*Segunda Mensagem angélica de Apoc. 14:8 é um aviso de que a
Babilônia caiu, e o cap. 18:1-4 é um chamado para o povo de Deus sair

105
dela para evitar cumplicidade em seus crimes e receber suas pragas."
SÉTIMO DIA, Enciclopédia Adventista do, Págs. 115-120

d) doutrina de balaão

A doutrina de Balaão consistia em:

a) Avareza
b) Hipocrisia
c) Idolatria
d) Imoralidade – ver Números: 22 A 24; 25:1, 7; 31:8,16.
e) Injustiça - II Pedro: 2:15
f) Ganância - Judas: 11
g) Prevaricação - Números: 31:16
h) Perversidade - Números: 22:32

“Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram ingresso


na igreja cristã. O espírito de transigência e conformidade fora
restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a
igreja suportou sob o paganismo. Mas, em cessando a perseguição e
entrando o cristianismo nas cortes e palácios dos reis, pôs ela de lado a
humilde simplicidade de Cristo e Seus apóstolos, em troca da pompa e
orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e em lugar das
ordenanças de Deus colocou teorias e tradições humanas. A conversão
nominal de Constantino, na primeira parte do século IV, causou grande
regozijo; e o mundo, sob o manto de justiça aparente, introduziu-se na
igreja. ... Esta mútua transigência entre o paganismo e o cristianismo
resultou no desenvolvimento do "homem do pecado", predito na profecia
como se opondo a Deus e exaltando-se sobre Ele. Aquele gigantesco
sistema de religião falsa é a obra-prima do poder de Satanás –
monumento de seus esforços para sentar-se sobre o trono e governar a
Terra segundo a sua vontade.
“Para conseguir proveitos e honras humanas, a igreja foi levada a buscar
o favor e apoio dos grandes homens da Terra; e, havendo assim rejeitado
a Cristo, foi induzida a prestar obediência ao representante de Satanás –
o bispo de Roma”.WHITE, Ellen G, O Grande Conflito, Págs.49-51.

"A doutrina de Balaão é bem definida nesta profecia: Idolatria e


prostituição. Balaão havia sido um bom homem e profeta de Deus. A
cobiça, porém, o separou de Deus e de sua alta missão. Procurado pelo
rei de Moab, Balac, para amaldiçoar Israel que avançava vitorioso, Balaão
acedeu ao pedido, embora contrariando visivelmente a vontade de Deus.
Três vezes, esforçou-se por amaldiçoar Israel; mas, em lugar de
maldição, proferiu três vêzes bênçãos, porque Deus o impedia de
amaldiçoar Seu povo. Ao chegar, entretanto, Israel à margem oriental do
Jordão, Balaão sugeriu um plano ao rei moabita para perder o povo de
Deus. Ali perto estavam os moabitas conjuntamente com os midianitas,
acampados." MELLO, Araceli S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Pág. 73

"Por sugestão de Balaão, foi pelo rei de Moabe designada uma grande
festa em honra a seus deuses, e arranjou-se secretamente que Balaão
induzisse os israelitas a assistirem à mesma. Ele era considerado por
estes como um profeta de Deus, e por isso teve pouca dificuldade em
realizar seu propósito. Grande número de pessoas uniram-se a ele,
testemunhando as festas.

106
Aventuraram-se a ir ao terreno proibido, e foram enredados na cilada de
Satanás. Iludidos pela música e dança, e seduzidos pela beleza das
vestais gentílicas, romperam sua fidelidade para com Jeová. Unindo-se-
lhes nos folguedos e festins, a condescendência com o vinho enuviou-
lhes os sentidos e derribou as barreiras do domínio próprio. A paixão
teve pleno domínio; e, havendo contaminado a consciência pela
depravação, foram persuadidos a curvar-se aos ídolos. Ofereceram
sacrifícios sobre os altares gentílicos, e participaram dos mais
degradantes ritos. Não demorou muito tempo para que o veneno se
espalhasse, como uma infecção mortal, pelo acampamento de Israel.
Aqueles que teriam conquistado seus inimigos na batalha, foram
vencidos pelos ardis das mulheres gentílicas. O povo parecia ter
endoidecido. Os príncipes e principais homens estavam entre os
primeiros a transgredir, e eram tantos os culpados dentre o povo, que a
apostasia se tornou nacional. Juntou-se pois "Israel a Baal-Peor". Núm.
25:3. Quando Moisés se apercebeu do mal, as tramas de seus inimigos
tinham sido tão bem-sucedidas que não somente se achavam os
israelitas a participar do culto licencioso do Monte Peor, mas os ritos
pagãos estavam vindo a ser observados no acampamento de Israel. O
idoso chefe encheu-se de indignação, e acendeu-se a ira de Deus.
As suas práticas iníquas fizeram para Israel aquilo que todos os
encantamentos de Balaão não poderiam fazer - separaram-nos de Deus.
Por meio de juízos que se não fizeram esperar, o povo foi despertado
para a enormidade de seu pecado. Uma pestilência terrível irrompeu no
arraial, da qual dezenas de milhares de pronto foram presa. Deus
ordenou que os líderes desta apostasia fossem mortos pelos
magistrados. Esta ordem foi prontamente obedecida. Os transgressores
foram mortos; então seus corpos foram suspensos à vista de todo o
Israel, para que a congregação, vendo os dirigentes tão severamente
tratados, pudesse ter uma intuição profunda da aversão de Deus ao seu
pecado, e do terror de Sua ira contra eles." WHITE, Ellen G., Patriarcas e
Profetas, Págs. 454-455
“Tal era a tendência dos tempos (IV século) no sentido de falsificar o
cristianismo com o espírito do paganismo, em parte para conciliar os
preconceitos dos conversos mundanos, em parte com a esperança de
conseguir sua mais rápida disseminação (cristianismo). Ha certa
solenidade na voraz acusação que Fausto faz a Agostinho: ‘Substituístes
pelo vosso ágape o sacrifício dos pagãos; os seus ídolos pelos vossos
mártires, que servis com as mesmíssimas honras. Apaziguais as sombras
dos mortos com vinho e banquetes; celebrais as festas solenes dos
gentios, suas calendas, e seus solistícios; e, quanto às suas maneiras, vós
as conservastes sem qualquer alteração. Nada vos distingue dos pagãos,
exceto que realizais vossas assembléias separados deles”. DRAPER, J. W.,
History of the Intelectual Development of Europa, Pág..104

“Os cristãos frequentavam os túmulos dos mártires, na esperança de


obter, por sua poderosa intercessão, toda a sorte de bênçãos espirituais,
porém, mais especialmente temporais... Quadros edificantes, que não
podiam, por muito tempo, escapar do abuso da devoção indiscreta ou
idolátrica, representavam a imagem, os atributos e os milagres do santo
tutelar... Os bispos mais respeitáveis haviam persuadido os ignorantes
rústicos a renunciarem mais alegremente as superstições do paganismo,
se encontrassem alguma semelhança, alguma compensação no seio do
cristianismo. A religião de Constantino conseguiu em menos de um
século a conquista final do Império Romano; mas os próprios vencedores
foram insensivelmente subjugados pelas artimanhas de seus vencidos
rivais”. The History of The Decline and Fall of the Roman Empire,
Gibbons-cap 28" MELLO, Araceli S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Pág. 74

107
“O paganismo não podia vencer a igreja como um inimigo; o perigo surge
agora de sua amizade. É então feita a experiência para ver se, mediante
aliança com o cristianismo, sob pretexto de ligar as doutrinas e práticas
cristãs e o desejo de conciliar o mundo gentílico, este novo Israel, que
não pode ser esmagado, viesse a corromper-se gradualmente. O êxito
desta tentativa pode ver-se até aos dias de hoje, no paganismo virtual de
grande maioria do professo mundo cristão, no qual toda abominação a
que a primitiva igreja resistiu até o sangue, pode ser encontrada sob o
disfarce de títulos cristãos... O culto aos mártires da igreja nicena foi em
todos os sentidos o correspondente às ‘ofertas aos mortos’, do culto de
Baal-Peor”. Seven Ages of the Church, Cotterill” MELLO, Araceli S., A
Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Págs. 74-75

"Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram ingresso


na igreja cristã. O espírito de transigência e conformidade fora
restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a
igreja suportou sob o paganismo. Mas, em cessando a perseguição e
entrando o cristianismo nas cortes e palácios dos reis, pôs ela de lado a
humilde simplicidade de Cristo e Seus apóstolos, em troca da pompa e
orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e em lugar das
ordenanças de Deus colocou teorias e tradições humanas. A conversão
nominal de Constantino, na primeira parte do século IV, causou grande
regozijo; e o mundo, sob o manto de justiça aparente, introduziu-se na
igreja. Progredia rapidamente a obra de corrupção. O paganismo,
conquanto parecesse suplantado, tornou-se o vencedor.
Seu espírito dominava a igreja. Suas doutrinas, cerimônias e superstições
incorporaram-se à fé e culto dos professos seguidores de Cristo.
Esta mútua transigência entre o paganismo e o cristianismo resultou no
desenvolvimento do "homem do pecado", predito na profecia como se
opondo a Deus e exaltando-se sobre Ele. Aquele gigantesco sistema de
religião falsa é a obra-prima do poder de Satanás - monumento de seus
esforços para sentar-se sobre o trono e governar a Terra segundo a sua
vontade." WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Págs. 49-50

“Os bispos cristãos introduziram, com leves modificações, no culto


cristão, aqueles ritos e instituições pelos quais, anteriormente, gregos,
romanos e outros tinham manifestado sua piedade e veneração às suas
deidades imaginárias, supondo que o povo abraçaria o cristianismo mais
prontamente, se percebessem que os ritos lhes eram estendidos pelos
próprios pais, sem haver alterações entre os cristãos, e vissem que,
Cristo e os mártires eram adorados da mesma forma que os seus deuses
anteriormente. Houve, naturalmente, pouca diferença entre o culto
público dos cristãos e o dos gregos e romanos nessa época. Tanto num
como no outro havia vestes esplendidas, mitras, tiaras, purificações,
imagens, vasos de ouro e prata, velas, báculos pastorais, confissões e um
sem número de outras coisas semelhantes. “Constantino não renunciou a
religião dos seus ancestrais antes de se erigirem aqui e acolá templos
magníficos, os quais, adornados de gravuras e imagens, tanto na sua
forma exterior como interior, se assemelhavam muito às igrejas e
templos dos deuses”. MOSHEIM, J. L Von, Ecclesiastical History, vol. I, 369.

"A causa da censura. – Uma situação desvantajosa não é desculpa para a


igreja cometer erros. Embora essa igreja vivesse num tempo em que
Satanás elaborava poderosas seduções, era dever dos membros
conservarem-se livres do fermento das suas más doutrinas. Assim, foram
censurados por albergarem no seu meio os que seguiam a doutrina de
Balaão e os nicolaítas. (Ver os comentários sobre os nicolaítas no v. 6).

108
Revela-se aqui em que consistia a doutrina de Balaão. Ele ensinou
Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel. (Ver o relato
completo de sua obra e seus resultados em Núm. 22:25 e 31:13-16).
Parece que Balaão queria amaldiçoar Israel para obter a rica recompensa
que Balaque lhe oferecera. Mas, não lhe sendo permitido pelo Senhor
amaldiçoá-lo, resolveu realizar essencialmente o mesmo, embora de
modo diferente.
Aconselhou Balaque a seduzir os israelitas, por meio das mulheres de
Moabe, a participarem na celebração dos ritos da idolatria, e em todas as
licenciosidades que os acompanhavam. O plano teve êxito. As
abominações da idolatria espalharam-se pelo acampamento de Israel,
caiu sobre eles a maldição de Deus, e morreram 24.000 pessoas.
As doutrinas censuradas na igreja de Pérgamo eram, sem dúvida,
semelhantes em suas tendências, pois levavam à idolatria espiritual e a
uma relação ilícita entre a igreja e o mundo. Este espírito produziu
finalmente a união entre os poderes civil e eclesiástico, que culminou na
formação do papado." SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág.
17

“A sorte de Balaão foi semelhante à de Judas, e o caráter deles tem


pronunciada semelhança entre si. Ambos estes homens experimentaram
unir-se ao serviço de Deus e de Mamom, e defrontaram com malogro
completo. Balaão reconhecia o verdadeiro Deus, e professava servi-Lo;
Judas cria em Jesus como o Messias, e uniu-se com Seus seguidores. Mas
Balaão esperava fazer do serviço de Jeová a escada pela qual adquirisse
riquezas e honras mundanas; e, fracassando nisto, tropeçou, caiu, e foi
quebrado. Judas esperava pela sua ligação com Cristo conseguir riqueza e
posição naquele reino terrestre que, como acreditava, o Messias estava
prestes a estabelecer. O malogro de suas esperanças impeliu-o à apostasia
e ruína. Tanto Balaão como Judas haviam recebido grande luz e
desfrutado privilégios especiais; mas um simples pecado que era
acalentado lhes envenenou todo o caráter, e ocasionou a destruição de
ambos.” WHITE, Ellen G., Patriarcas E Profetas, Pág. 452

“A palavra Balaão é introduzida da história contida no velho testamento,


para mostrar o erro da heresia Nicolaíta. Balaão era o proverbial exemplo
hebraico de falso mestre. Balaão (num. 22-25) havia aconselhado Balaque
acerca de como seduzir israel. O resultado foi que Israel cometeu idolatria
com Baal e fornicação com as mulheres Moabitas (núm. 25.1-5). Os falsos
mestres, os Nicolaítas, em Pérgamo, estavam fazendo a mesma coisa”.
BROADMAN, Comentário Bíblico, Vol. 12, Pág. 314 – JUERP (Junta de
Educação Religiosa e Publicações da Convenção Batista brasileira)
.
“Comerem das coisas sacrificadas aos ídolos e se prostituírem... comer
essa carne nos rituais religiosos de um templo pagão era a um só tempo
idolatria e fornicação. Além disso, em muitos dos templos pagãos,
verdadeira imoralidade sexual era também praticada em conexão com as
refeições idólatras”. BROADMAN, Comentário Bíblico, Vol. 12, Págs. 314-
315 – JUERP (Junta de Educação Religiosa e Publicações da Convenção
Batista brasileira)

O amor ao dinheiro leva o homem a ruína total.

“Ele, porém, entrou e se pôs diante de seu senhor. Perguntou-lhe Eliseu: Donde
vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte alguma. Porém ele lhe disse:
Porventura, não fui contigo em espírito quando aquele homem voltou do seu carro,
a encontrar-te? Era isto ocasião para tomares prata e para tomares vestes, olivais e
vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e
109
à tua descendência para sempre. “Então, saiu de diante dele leproso, branco como a
neve.” II Reis: 5.25-27

“Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas


concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e
perdição. “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa
cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” I
Timóteo: 6:9-10.

“Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma
propriedade, mas, em acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o
restante, depositou-o aos pés dos apóstolos. Então, disse Pedro: Ananias, por que
encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte
do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não
estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não
mentiste aos homens, mas a Deus. Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou,
sobrevindo grande temor a todos os ouvintes.” Atos: 5.1-5.

e) ciladas

A palavra “cilada” está associada a satanás.

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as


ciladas do diabo.” Efésios: 6.11.

“Cilada” – está associada ‘idolatria, aos deuses e ao pecado’

“Eles não habitarão na tua terra, para que te não façam pecar contra mim; se
servires aos seus deuses, isso te será cilada”. Êxodo: 23.33.

“cilada” está associada ao ‘engano, ao mau e a falsidade’

“Teimam no mau propósito; falam em secretamente armar ciladas; dizem: Quem


nos verá?” Salmos: 64:5.

“Flecha mortífera é a língua deles; falam engano; com a boca fala cada um de paz
com o seu companheiro, mas no seu interior lhe arma ciladas”. Jeremias: 9:8.

“Cilada” – está associada ao ‘assassinato’

“Pedindo como favor, em detrimento de Paulo, que o mandasse vir a Jerusalém,


armando eles cilada para o matarem na estrada.” Atos: 25:3. (compare com Êxodo:
20.13)

"Ciladas. Do gr. skandalon, o gatilho que faz a armadilha disparar. Por


isso, “armar ciladas" diante de alguém é fazer a pessoa tropeçar (ver
com. de Mt 5:29)." SÉTIMO DIA, Comentário Adventista do, Vol. 7, Pág.
828

f) coisas sacrificadas aos ídolos

110
"Coisas sacrificadas. As duas práticas mencionadas aqui haviam sido
proibidas no concílio de Jerusalém (ver com. de At 15:29; Rm 14:1;
1Co8:1). Balaão influenciou Israel a “prostituir-se com as filhas dos
moabitas”, a sacrificar aos deuses moabitas e, possivelmente, a comer
das carnes sacrificadas a esses deuses (Nm 25:1, 2; 31:16).
Esses pecados levaram a uma mistura de paganismo com religião
verdadeira. Aplicado à história cristã, esse retrato é particularmente
apropriado à situação da igreja no período posterior à legalização do
cristianismo por Constantino, em 313 d.C., e a sua conversão nominal
cerca de dez a doze anos depois. Ele se dedicou à política de misturar
paganismo e cristianismo tanto quanto possível, na tentativa de unir os
elementos divergentes dentro do império, e com isso se fortalecer. A
posição favorável e até mesmo dominante que concedeu à igreja a
transformou em presa das tentações que sempre acompanham a
prosperidade e a popularidade. Durante o governo de Constantino e de
seus sucessores, que deram continuidade a essa política favorável, a
igreja logo passou a ser uma instituição político-eclesiástica e perdeu
muito de sua espiritualidade." SÉTIMO DIA, Comentário Adventista do,
Vol. 7, Pág. 829

O mais grave tipo de sacrifício oferecido aos ídolos era o “sacrifício de crianças”

“Antes, se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras”; deram culto a


seus ídolos, os quais se lhes converteram em laço; Pois imolaram seus filhos e suas
filhas aos demônios E derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e filhas,
que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi contaminada com sangue. “Assim
se contaminaram com as suas obras e se prostituíram nos seus feitos” Salmos:
106:35-39.

Observe que o sacrifício era feito ao próprio satanás.

“Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo
tem algum valor?”. Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que
as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos
demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis
ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” I Corintios: 10:19-
21.

"Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das
relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue." Atos: 15:20

g) prostituição

A “prostituição” também está associada a ‘idolatria’ – ver salmos: 106:35-39;


Ezequiel: 16:1-63.

No sentido “literal” a palavra ‘prostituição’ aparece associada aos “frutos da carne”

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,”


Gálatas: 5:19.

Apocalipse 2.14 é tomado emprestado do Antigo Testamento por João (Ezequiel:


16:1-23; salmos: 106:35-39; Números: 22-24; 25:1, 7; 31:8,16).
111
A situação em que se encontrou Israel no passado, quando levados pela
desobediência a Deus, se envolveram com a licenciosidade, imoralidade,
prostituição e adoração de ídolos, tinha como objetivo nos levar a compreender o
período da igreja sobre o terceiro selo. É como se ele estivesse nos dizendo com
todas as letras que, a situação da igreja vista por ele na abertura do terceiro selo
era a mesma existente no tempo de Balaão.

h) doutrina dos nicolaítas.

"NICOLAÍTAS. Essa "seita" era de natureza libertina, que procurava


solapar o imperativo moral do evangelho... há aqueles que supõem que
não devemos imaginar que "Nicolau" fosse o nome de alguma pessoa real
e viva, mas que tudo não passa de um título "dominador do povo" ou
"destruidor do povo" escolhido para representar a heresia que havia em
Éfeso e que ameaçava a Igreja cristã dali. Até mesmo nesse caso, é quase
certo que alguma forma de gnosticismo esteja sobre consideração...
Odeias as obras dos nicolaítas. Essas «obras» eram suas ações
pervertidas e imorais. (Ver Apo. 2:14,20), Provavelmente, também
devemos compreender aqui o fato de que procuravam solapar a unidade
da Igreja, sendo essa uma das obras abominadas. A verdade é que essa
heresia continuou solapando à igreja por cento e cinqüenta anos. Eles
semearam a contenda e a confusão na igreja. (Quanto a evidências
acerca disso, na era apostólica, ver I João 2:18 ss)... Dizem alguns que os
nicolaítas eram idênticos aos seguidores de Balaão, porque Nicolau seria
a tradução de Balaão, para o grego. Vários eruditos têm mantido esse
ponto de vista, mas a maioria dos estudiosos modernos rejeita o mesmo.
Contudo, não pode haver dúvidas razoáveis que tanto os seguidores
de Balaão como os nicolaítas eram ramos representativos do
gnosticismo." CHAMPLIN, Russel .Normann, Enciclopédia de Bíblia,
Teologia e Filosofia, Vol. 4, Págs. 497-498

"O pecado dos nicolaítas - é [nosso pecado] o pecado dos nicolaítas,


transformando a graça de Deus em lascívia ( The Review and Herald, 7
de junho de 1887 )? {7BC 957.5}" WHITE, Ellen G., SDA Bible
Commentar, Vol. 7, Pág. 957, Parágrafo 5

"( Romanos 3:31.) Doutrina dos nicolaítas - A doutrina agora é


amplamente ensinada que o evangelho de Cristo tornou a lei de Deus
sem efeito; que, ao “crer”, somos liberados da necessidade de ser
praticantes da Palavra. Mas essa é a doutrina dos nicolaítas, que Cristo
condenou de maneira tão imparcial ( The Signs of the Times, 2 de janeiro
de 1912 , reimpresso de The Signs of the Times, 25 de fevereiro de
1897 ). {7BC 957.6}" WHITE, Ellen G., SDA Bible Commentar, Vol. 7, Pág.
957, Parágrafo 6

"Compete-nos conhecer nossas deficiências e pecados específicos, que


causam trevas e debilidade espiritual, e apagaram nosso primeiro
amor. É o mundanismo? É o egoísmo? É o amor à vaidade pessoal? É
a luta pela primazia? É o pecado da sensualidade que está
intensamente ativo? É o pecado dos nicolaítas transformando a
graça de Deus em lascívia? É o uso incorreto e abuso de grande luz,
oportunidades e privilégios, fazendo afirmações jactanciosas de
sabedoria e conhecimento religioso, ao passo que a vida e o caráter são
incoerentes e imorais? Seja o que for que tenha sido acariciado e
cultivado até tornar-se forte e dominante, fazei decididos esforços para
vencer, do contrário estareis perdidos. Review and Herald, 7 de junho

112
de 1887." WHITE, Ellen G., E Recebereis Poder - Meditação Matinal
de 1995/1999 Pag. 361
i) maná escondido

“Cristo oferece-nos aquilo que está oculto à maioria dos homens: o maná
escondido! Para a igreja de Pérgamo o Senhor faz, ao vencedor, uma
tríplice promessa: comer do maná escondido, receber uma pedra branca,
e um novo nome. O “maná” era um tipo de Cristo, o pão da vida (Jo 6.48),
ele caía no deserto, mas não era do deserto (Êx 16.35); Cristo estava no
mundo, mas não era do mundo (João. 17.16)”. SILVA, Severino Pedro da,
Apocalipse Versículo por Versículo, Pág. 29 (CPAD).

“O maná escondido refere-se ao banquete permanente que teremos no


céu. Aqueles que rejeitam o luxo das comidas idólatras nesta vida, terão
o banquete com as iguarias de Deus no céu. Bengel disse que diante
desse manjar o apetite pela carne sacrificada a ídolos deveria
desaparecer. O maná era o pão de Jeová (Ex 16:15), cereal do céu (SI
78:24). Era alimento celestial. Os crentes não devem participar dos
banquetes pagãos, pois vão participar dos banquetes do céu. Jesus, é o
pão do céu”. LOPES, Hernandes Dias, Estudos no Livro do Apocalipse,
Pág. 35

"A promessa ao vencedor. – Ao que vencer é prometido que há de comer


do maná escondido, e, como sinal de aprovação, há de receber do seu
Senhor uma pedra branca, com um novo e precioso nome gravado nela. A
maior parte dos comentadores aplicam o maná, a pedra branca e o novo
nome a bênçãos espirituais a desfrutar já nesta vida. Mas como todas as
outras promessas feitas ao vencedor, também esta se refere sem dúvida
ao futuro, e será dada quando chegar o tempo de os santos serem
recompensados. As seguintes palavras de são as mais satisfatórias."
SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 17

"Maná escondido. Ver Êx 16:14-36. Alguns acham que a alusão seja ao


maná que Arão colocou em um vaso e conservou na arca (Êx 16:33; Hb
9:4). Um antigo ensino judaico declara que, quando o Messias viesse, “o
tesouro do maná desceria de novo do céu, e o povo comeria dele
naqueles anos" (2 Baruque 29:8; R. H. Charles, Apocrypha and
Pseudepigrapha of the Old Testament, vol. 2, p. 498). Levando-se em
conta João 6:31 a 34, parece que o profeta, nesta passagem, tem a
intenção de transformar o maná em um símbolo da vida espiritual em
Cristo hoje, e da vida eterna no Céu (ver com. de Jo 6:32, 33)." SÉTIMO
DIA, Comentário Adventista do, Vol. 7, Pág. 829

"Na antiguidade, quando Israel recebeu no deserto, pela primeira vez em


sua história, o maná, como alimento, Deus ordenou a Moisés conservar
um pouco dêle — um gomer cheio — para memória às suas gerações
futuras.1) O gomer em que fôra guardado o maná, era de ouro, e foi
depositado dentro da arca do concerto.2) E onde está agora aquele maná
guardado, no gomer de ouro, na arca da lei? Não poderá estar na rca do
templo celestial que serviu de modelo à do templo terrestre. Na arca do
santuário terrenal é que deve estar o maná escondido, e ela não stá no
templo do céu que não poderá ter duas arcas. Mas, onde está então a arca
do santuário da terra ou de Israel? A resposta é simples e clara: Ela oi
escondida por ocasião do cativeiro babilônico de Judá." MELLO, Araceli
S., A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 76

"Entre os justos que ainda restavam em Jerusalém, a quem tinha sido


tornado claro o propósito divino, alguns havia que se determinaram
colocar além do alcance das mãos cruéis a sagrada arca que continha as

113
tábuas de pedra sobre a qual haviam sido traçados os preceitos do
decálogo. Isto eles fizeram. Com lamento e tristeza esconderam a arca
numa caverna, onde devia ficar oculta do povo de Israel e de Judá por
causa de seus pecados, não mais sendo-lhes restituída. Esta sagrada arca
ainda está oculta. Jamais foi perturbada desde que foi escondida."
WHIITE, Ellen G., Profetas e Reis, Pág. 453

"No segundo livro dos Macabeus, lemos que a arca foi depositada numa
caverna do monte “a que Moisés tinha subido, do qual ele viu a herança
de Deus” (2ºMacabeus,cap.2:1-10). O monte aqui referido foi o monte
Nebo, donde Moisés viu a “herança de Deus” ou a terra de Canaã que os
israelitas iriam receber por herança, o mesmo monte onde ele
morrera (Det.32:48-50,34:1).
Assim o maná escondido ainda se encontra na arca escondida, onde fora
depositado. Um dia aquela sagrada arca vai ser retirada do lugar onde a
depositaram aqueles santos homens de Jerusalém, e dela tomado o vaso
de ouro com o maná. Dele comerão todos os vitoriosos. Evidentemente
será multiplicado ao infinito para que toda a hoste dos remidos possa
dele participar. Quão glorioso será, sermos vencedores também, para
recebermos do SENHOR uma porção daquele precioso maná celestial
com que fora alimentado o povo de Deus durante tantos anos enquanto
demandava à terra prometida." MELLO, Araceli S., A Verdade Sobre as
Profecias do Apocalipse, Págs. 76-77

j) pedrinha branca

“Uma pedra branca. Relativamente a esta “pedra branca” do texto em


foco, há muitas opiniões e formas de interpretações:
(a) Conferia-se a pedra branca a um homem que sofrera processo e era
absolvido. E como prova, levava, então, consigo a pedra para provar que
não cometera o crime que se lhe imputara. “Assim, a “pedrinha branca”
alude a uma antiga prática judicial da época de João: quando o juiz
condenava a alguém, dava-lhe uma pedrinha preta, com o termo da
sentença nela escrito; e, quando absolvia alguém, dava-lhe uma pedrinha
branca, com o termo da justificação nela inscrito”. É evidente que a
aplicação em foco, e as que se seguem, deve haver alusão a uma delas! A
promessa deve referir-se a coisa que os cristãos de Pérgamo
compreendiam muito bem.
(b) Era também concedida ao escravo liberto e que agora se tornara
cidadão da província. Levava a pedra consigo para provar diante dos
anciãos sua cidadania.
(c) Era conferida também a vencedor de corridas e de lutas, como prova
de haver vencido seu opositor. Sempre que este competidor conseguia
ouvia-se dizer: “correu de tal maneira que o alcançou” (cf. 1Co 9.24b).
Isto podia significar tanto uma “coroa de ouro” ou uma pedrinha branca
... (e) Também era conferida ao guerreiro, quando de volta da batalha e
da vitória sobre o inimigo. Esta forma de interpretar o texto, se coaduna
bem a tese principal. Nesta passagem, a pedra branca será entregue ao
“Vencedor” do inimigo de Deus e dos homens: o diabo (12.11)”. SILVA,
Severino Pedro da, Apocalípse Versículo por Versículo, Pág. 29 (CPAD)

“Pedras brancas foram dadas a escravos libertados para mostrar sua


cidadania; os fiéis não são mais escravos do pecado, pois se tornaram
cidadãos da pátria celestial (Filipenses 3:20). Elas foram usadas pelos
romanos como um tipo de ingresso para alguns eventos; Jesus permite
os fiéis a entrarem na presença dele para o seu banquete (veja 19:6-9).
Também foram dadas aos vencedores de corridas e aos vitoriosos em
batalha. Os fiéis são vencedores que receberão” ALLAN, Dennis, Um
Estudo do Apocalípse de Jesus Cristo, Pág. 27.

114
"Pedrinha branca. Vários costumes antigos foram sugeridos a fim de
explicar o motivo para esta alusão ao presente de uma pedrinha branca,
mas nenhuma delas é satisfatória. Um dos costumes antigos mais
comuns era que os membros de um júri usassem uma pedra preta e
outra branca para determinar absolvição ou condenação. Tudo que pode
ser dito com certeza é que João, sem dúvida, se refere a alguma
cerimônia que envolve a entrega de um presente ou de uma honra
especial." SÉTIMO DIA, Comentário Adventista do, Vol. 7, Pág. 829

"Também aos vencedores é prometido uma lembrança que com êles


perdurará pelos séculos sem fim: Uma pedrinha branca com o nome do
vitorioso nela escrito, um nome que sòmente o que o recebe conhecerá.
“Nos tempos primitivos, quando era difícil viajar por falta de lugares de
hospedagem pública, a hospitalidade era exercida, mormente, por
articulares. Entre as pessoas que eram objeto dessa hospitalidade e as
que a praticavam, travavam-se, com frequência, relações de profunda
amizade e consideração mútua; e chegou a ser um costume bem
estabelecido entre os gregos e romanos facilitar aos hóspedes alguma
marca particular, que se transmitia de pais a filhos e assegurava a
hospitalidade e o bom trato quando quer que se apresentassem. Essa
marca era geralmente uma pedrinha branca, cortada pelo meio, sobre
cujas metades o dono da casa e seu hóspede escreviam mutuamente seus
nomes, para depois intercambiá-las. A apresentação desta pedra bastava
para assegurar, a êles e seus descendentes, amizade, quando quer que
voltassem a viajar pela mesma região. E’ evidente que estas pedras
tinham de ser guardadas privadamente, e ocultados, com cuidado, os
nomes escritos nelas, para que outras pessoas não obtivessem os
privilégios em vez de aquelas a quem estavam destinadas.
“Quão natural é, pois, a alusão a êste costume nas palavras: ‘Darlhe-ei a
comer do maná escondido’; e, havendo-lhe feito participar de minha
hospitalidade, havendo-o reconhecido como meu hóspede, meu amigo,
lhe regalarei a ‘pedrinha branca, e na pedrinha um nome novo escrito, o
qual ninguém conhece senão aquele que o recebe’. Dar-lhe-ei a garantia
de minha amizade, sagrada e inviolável, que êle sòmente conhecerá”.1)
Depois de sua vitória recebeu Jacó um novo nome, um nome relacionado
com sua vitória, o nome “Israel”. Será, diz o profeta Isaías, o nome que
hão de receber os vitoriosos, “um nome melhor do que o de filhos e
filhas: um nome eterno darei a cada um dêles, que nunca se apagará”.2)
Oh, sim, será um nome emblemático da inviolável e santa amizade eterna
com Jesus! E, caro leitor, a menos que vençamos, serão vãos todos os
nossos esforços por ganharmos o tão cobiçado nome novo prometido.
Entretanto, não é difícil a vitória. Um pouco de mais esforço e boa
vontade de nossa parte, assegurar-nos-á a vitória e o prêmio da
amizade." MELLO, Araceli S., A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse,
Pág. 77

"Os comentadores supõem geralmente que isto se refere a um antigo


costume judicial de lançar uma pedra negra numa urna quando se
pretendia condenar, e uma pedra branca quando se indultava o preso.
Mas este é um ato tão distinto do "dar-lhe-ei uma pedra branca", que
estamos dispostos a concordar com os que pensam que se refere antes a
um costume muito diferente, e não desconhecido do leitor dos clássicos,
que concorda de modo belo com o caso que temos diante de nós. Nos
tempos primitivos, quando as viagens eram difíceis por falta de lugares
de alojamento público, os particulares exerciam em larga escala a
hospitalidade. Encontramos freqüentes vestígios em toda a História, e
em particular na do Antigo Testamento. As pessoas que se beneficiavam
desta hospitalidade, e as que a praticavam, frequentemente contraíam

115
relações de profunda amizade e consideração mútua; e tornou-se
costume arraigado entre os gregos e os romanos dar ao hóspede algum
sinal particular, que passava de pais a filhos e garantia hospitalidade e
bom tratamento sempre que era apresentado. Este sinal era geralmente
uma pequena pedra ou seixo, cortado ao meio, em cujas metades tanto o
hospedeiro como o hóspede inscreviam os seus nomes, trocando-as
depois entre si. A apresentação desta pedra era o suficiente para
assegurar a amizade para si e para os descendentes sempre que de novo
viajassem na mesma direção. É evidente que estas pedras deviam ser
bem guardadas, e os nomes escritos nelas cuidadosamente ocultos, para
que outros não obtivessem os privilégios em vez de as pessoas a quem
eram destinadas. "Quão natural, pois, a alusão a este costume nas
palavras do texto: 'Darei a comer do maná escondido!', e depois disso,
tendo-o feito participante da Minha hospitalidade, tendo-o como Meu
hóspede e amigo, ‘lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha
escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o
recebe’. Dar-lhe-ei um penhor da Minha amizade, sagrada e inviolável,
conhecido só por ele."
Sobre o novo nome diz Wesley muito a propósito: "Jacó, depois da sua
vitória, ganhou o nome de Israel. Queres tu saber qual será o teu novo
nome? É simples, vence. Até então toda a tua curiosidade é vã. Depois o
lerás escrito na pedra branca." SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol.
2, Págs. 17-18

l) um nome novo

“A verdade é que a pedra branca com o novo nome não era qualquer
reprodução exata de algum costume ou objeto de uso social daquele
tempo. Era uma nova concepção, inventada para este novo objetivo;
imaginada unicamente para que, por coisas e formas já familiares, ficasse
perfeitamente entendível a todos os leitores das igrejas asiáticas.
Continha analogias com muitas coisas embora não fosse reprodução
exata de nenhuma delas”. RAMSAY, W.M., The Letters to the Seven
Churches of Asia, 304.

O novo nome: Isa. 62:2; 19:12; 22:4; I João 3:2.

"Nome novo. Na Bíblia, o nome de uma pessoa geral mente representa


seu caráter, e um novo nome indica um caráter novo. O padrão do novo
não segue o antigo, mas o substitui e é diferente dele. Este versículo
promete um "nome novo" para o cristão, isto é, um caráter novo e
diferente, modelado com base no de Deus (cf. Is 62:2; 65:15; Ap 3:12).
Ninguém conhece. O renascimento espiritual e a transformação do
caráter são experiências pessoais. Explicar essa experiência a alguém
que não nasceu de novo não é totalmente possível (cf. Jo 3:5-8). 18. Anjo.
Ver com. de Ap 1:20." SÉTIMO DIA, Comentário Adventista do, Vol. 7,
Pág. 829

Trabalhando sobre “o azeite” citado no 3° selo em apocalipse 6:5-6.

Em apocalipse: 6:6 é dito que o azeite “não poderia ser danificado”

Na bíblia o “azeite” é símbolo do ‘poder do Espírito Santo’

“Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o
candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente” Êxodo: 27:20.

116
“As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo” Mateus:
25:3.

“Junto a este, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua
esquerda...”. Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel:
Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos...
Tornando a falar-lhe, perguntei: que são aqueles dois raminhos de oliveira que
estão junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si azeite dourado?”Zacarias: 4.3,6
12.

"Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o
óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros." Salmos: 45:7

"Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha
cabeça, a qual não há de rejeitá-lo. Continuarei a orar enquanto os perversos
praticam maldade." Salmos: 141:5 (ver Isaias 61:1-3; Êxodo 29:7; 30:25; 37:29; I
Samuel 10:11; Salmos 133:2; Atos 10:38; Gênesis 25:18; I Samuel 16:13; Mateus
25:4)

"Não danifiques. A voz que anuncia o alto preço do trigo e da cevada


também ordena que o azeite e o vinho não sejam destruídos inutilmente.
O azeite e o vinho. Estes eram os dois líquidos comuns usados como
alimento no mundo antigo. Alguns os interpretam como símbolos de fé e
de amor, que deveriam ser preservados diante do materialismo que
dominou a igreja após sua legalização no 4o século." SÉTIMO DIA,
Comentário Adventista do, Vol. 7, Pág. 860

"O azeite e o vinho. – Isto "representa as graças do Espírito, a fé e o amor.


Havia grande perigo de serem danificados, sob a influência de tão grande
espírito mundano. E está bem comprovado por todos os historiadores
que a prosperidade da igreja neste tempo produziu as corrupções que
finalmente terminaram com a apostasia e o estabelecimento de
abominações anticristãs." – Ibidem. Deve observar-se que a voz que
atribui à medida de trigo o preço de um dinheiro e diz: "Não danifiques o
azeite e o vinho", não é proferida por alguém na Terra, mas vem do meio
dos quatro seres viventes, significando que, apesar de os subpastores, os
professos ministros de Cristo não cuidarem do rebanho, o Senhor não Se
esquece dele neste período de trevas. Vem uma voz do Céu. Toma o
cuidado de que o espírito de mundanismo não prevaleça de tal modo que
o cristianismo se perca inteiramente, e que o óleo e o vinho – as graças
da genuína piedade – desapareçam da Terra." SMITH, Urias, Daniel e
Apocalipse, Vol. 2, Págs. 36-37

"A voz do trono que anunciava a condição da igreja em se tratando do


alimento espiritual, ordenava aos cristãos a não danifica rem “o azeite e
o vinho”. Nas Escrituras Sagradas o azeite é simbólico do Espírito
Santo1) e o vinho é emblema do sangue purificador de Cristo.2) A
expressão: “Não danifiques o azeite e o vinho”, é uma declaração figurada
de que o Espírito Santo e o sangue de Cristo não deviam ser invocados
como graças purificadoras e santificadoras enquanto a igreja
permanecesse naquele estado deliberado de corrupção da fé e dos
princípios do são cristianismo." MELLO, Araceli S., A Verdade Sobre as
Profecias do Apocalipse, Págs. 154-155

117
“À vista do preço infinito que pagou com seu resgate, como usará alguém
, que professa o nome de Cristo, tratar com indiferença ao mais humilde
de seus discípulos? Quão circunspetos devem ser na igreja os irmãos e
irmãs, tanto nas palavras como nas ações, a fim de não prejudicar o
azeite e o vinho! Com que paciência, bondade e carinho devem tratar os
que foram remidos com o sangue de Cristo! Com que diligência e
solicitude devem esforçar-se por reanimar os abatidos e desanimados!
Com que ternura devem tratar os que se esforçam por obedecer à
verdade!” WHITE, Ellen G., Testemunhos Seletos, Vol. 2, Pág. 258

"As ordens do céu – O povo de Deus não deve ser danificado. O fato de
Deus dar aqui, através de Seus mensageiros, a ordem de que o azeite e o
vinho, – Seu povo – não deve ser danificado, é uma indicação de que
alguém está para receber sérios danos, mas que este não será Seu povo.
Os ímpios serão danificados, mas não o povo de Deus. A instrução aqui é
paralela àquela que foi dada aos mensageiros de Ezequiel que tinham as
armas de destruição nas mãos: “Matai, velhos, mancebos e virgens, e
meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o
sinal não chegueis.” Ezeq. 9:6" THIELE, Edwin R., Apocalipse – Esboços
de Estudos, Pág. 161

“Jesus veio ao nosso mundo para disputar a autoridade de Satanás... Mas


os homens têm falhado em cooperar com Jesus em sua missão divina, e
se puseram sob a bandeira negra do príncipe das trevas... O campo de
batalha em que as potestades da luz e das trevas estão em controvérsia
sobre as almas humanas pelas quais Cristo morreu, é esta terra.” E.G.
White, R & H., 8-5-1894.

“Com exatidão infalível, Aquele ser infinito conserva um acerto de contas


com as nações. Enquanto sua misericórdia é seguida de apelos ao
arrependimento, esta conta permanecerá em aberto; mas quando atingir
um certo limite prefixado por Deus, começa o ministério da Sua ira. A
conta é encerrada. A paciência divina se esgota. Não há mais intercessão
por misericórdia a seu favor.
“A crise se aproxima rapidamente. Os sinais que se avolumam
salientemente mostram que o tempo das visitações de Deus está
próximo. Conquanto relutante para punir, não obstante punirá, e presto
o fará.
“Já o poder refreador do Espírito de Deus está sendo retirado da terra.
Furacões, tormentas, tempestades, fogo e enchentes, desastres em terra
e mar, seguem um ao outro em rápida sucessão... Os homens são
incapazes de discernir os anjos sentinelas que seguram os quatro ventos
a fim de que não soprem até que os servos de Deus estejam selados; mas
quando Deus ordenar aos anjos que soltem os ventos, haverá uma cena
tal da sua ira vingadora, que pena alguma pode descrever. ... “Nas visões
dadas a Isaías, a Ezequiel e a João, vemos quão intimamente o céu está
ligado com os acontecimentos que ocorrem sobre a terra. ... O programa
dos eventos futuros está nas mãos do Senhor. ...
“Se as advertências dadas por Deus são negligenciadas ou tratadas com
indiferença, se vos permitirdes acalentar o pecado, estais selando o
destino de vossas almas; sereis pesados na balança e achados em falta.
...Enquanto ainda a misericórdia permanece, enquanto ainda Jesus
intercede por nós, façamos uma obra completa para a eternidade.” – E.G.
White, R. & H., 11-1-1887

O Espírito Santo (azeite) não pode ser danificado porque ele é indispensável para
salvação.

118
O Espírito Santo “nos transforma em filhos de Deus”

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. Romanos:
8.14.

O Espírito Santo ”muda a nossa natureza”

“O Espírito do SENHOR se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado


em outro homem.”I Samuel: 10:6.

“A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não


nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Perguntou-lhe Nicodemos: Como
pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno
e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem
não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido
da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. “Não te admires de eu te
dizer: importa-vos nascer de novo” João: 3.3-7.

“Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele
nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,
Que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, A
fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a
esperança da vida eterna.” Tito: 3:5-7

O Espírito Santo ”purifica a nossa vida”

“Quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião e limpar Jerusalém da culpa
do sangue do meio dela, com o Espírito de justiça e com o Espírito purificador”
Isaias: 4:4.

O Espírito Santo “nos ajuda quando estamos em oração”

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não


sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira,
com gemidos inexprimíveis”. “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do
Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.”
Romanos: 8:26-27.

O Espírito Santo nos “guia em toda a verdade”

“Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque
não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas
que hão de vir.”João: 16.13.

O Espírito Santo nos “ensina todas as coisas e nos faz lembrar de tudo o que
aprendemos”

“Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos
ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” João:
119
14:26.

O Espírito Santo nos “convence do pecado, da justiça e do juízo”

“Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: Do pecado,


porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis
mais; “Do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” João: 16:8-11.

Quem não tem o Espírito Santo (azeite) “não pertence a Cristo”.

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus
habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”.
Romanos: 8:9.

Trabalhando o “vinho” que também não poderia ser danificado.

O vinho não poderia ser danificado por que é o símbolo do “sangue” (sacrifício) de
Cristo, derramado em favor do homem.

“Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos


discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo”. A seguir, tomou um cálice
e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; Porque isto é
o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para
remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto
da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu
Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras “ Mateus: 26.26-
30”.

“Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes
resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram”, Mas pelo
precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,
Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim
dos tempos, por amor de vós “ I Pedro: 1.18-20”

“E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o


Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos
nossos pecados”, Apocalipse: 1:5.

“Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o
ressuscitarei no último dia”. Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu
sangue é verdadeira bebida. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue
permanece em mim, e eu, nele. ”João: 6:54-56”.

O sangue (vinho) de Cristo é o único antídoto capaz de “purificar” o homem de seus


pecados, por isso não pode ser danificado.

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com
os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” I João: 1:7.

120
HEBREUS 9.22 “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com
sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.”

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro,


para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”.
Apocalipse: 22.14.

APOCALIPSE 12:11 “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por
causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não
amaram a própria vida”.

APOCALIPSE 7.14 “Respondeu-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse:


São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram
no sangue do Cordeiro”,

I JOÃO 5:8 “E três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue, e os
três são unânimes num só propósito”.

Observe essa fonte:

“Para reaver para Si o homem e assegurar-lhe a eterna salvação, Cristo


abandonou a corte celestial e veio à Terra, onde por ele padeceu
ignomínia, morrendo para libertá-lo. À vista do preço infinito que pagou
pelo seu resgate, como ousará alguém, que professa o nome de Cristo,
tratar com indiferença ao mais humilde de Seus discípulos? Quão
circunspectos devem ser na igreja os irmãos e irmãs, tanto nas palavras
como nas ações, a fim de não prejudicar o azeite e o vinho!” WHITE, Ellen
G., Testemunhos Seletos, Vol. II, Pág. 258.

Cavalo preto = terceiro selo


313 DC--------------------------------------------------------------------------------------538 DC
Era da apostasia = Igreja de Pérgamo

121
Mergulhando no “quarto selo”

“Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo:
Vem!”. E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado
Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta
parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio
das feras da terra.” Apocalipse: 6:7-8.

Observando os símbolos:

a) Amarelo
b) Morte
c) Inferno
d) Autoridade
e) Matar a Espada
f) Fome
g) Mortandade
h) Feras da terra.

"Amarelo. A cor do medo e da morte. Com o cavalo amarelo, o tempo de


aflição chega a um terrível clímax (ver com. dos v. 2, 4, 5).
Inferno. Do gr. hadês, “a morada dos mortos” (ver com. de Mt 11:23). A
morte e o inferno são, nesta passagem, personificados e representados,
uma como condutora de um cavalo, seguida pelo outro.
Quarta parte da terra. Deve simbolizar uma parte significativa da
Terra.
Espada. Do gr. rhomphaia (ver com. de Ap 1:16). A série - espada, fome,
morte (ou peste) e bestas — pode ser interpretada como a
representação da deterioração progressiva da civilização que se segue à
guerra.
A devastação da espada, matando pessoas e destruindo plantações,
produz fome; a fome resulta no colapso da saúde, causando peste; e,
quando a peste cobra seu preço, a sociedade humana se enfraquece tanto
que não consegue se proteger dos ataques de bestas selvagens.
Quando aplicado a um período específico da história cristã, o quarto
cavaleiro parece representar uma situação característica do período de
538 a 1517, o período de domínio de Roma papal (cf. p. 832-834; ver
com. de Ap 2:18).
Mortandade. A expressão "matar [...] com a mortandade” não parece
fazer sentido. Mas a palavra traduzida por “mortandade”, thanatos, nesta
passagem, significa "peste”. Diversas vezes, a LXX traduz a palavra heb.
deber, “peste”, por thanatos (ver Lv 26:25; Jr 21:6; Ez 5:12). Parece que
João, para quem o pensamento semita era mais natural do que o grego,
seguiu o uso da LXX aqui, em vez de se ater à definição estritamente
grega da palavra." SETIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista do, Vol. 7,
Pág. 860

“O cavalo amarelo, cujo cavaleiro de chama ‘Morte e Hades’, representa a


Igreja da Idade Média. A fome espiritual resultou em morte espiritual. A
Igreja se afastara tanto do amor e humildade de Jesus, que deixou de ser
a Sua Igreja. Cristãos apóstatas perseguiram os cristãos fiéis. A morte e o
inferno representam a sentença divina sobre a Igreja apóstata.”
BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,
nº 374, Pág. 85 - Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

122
Amarelo - “Morte e destruição para os que rejeitaram as advertências de
Deus.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre
de 1989, nº 374, Pág. 86 - Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Inferno – “A sepultura personificada.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da


Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 86 - Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP.

A quarta parte da Terra - “A grande parte do mundo sobre a qual


dominava a Igreja.” BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 86 - Casa Publicadora Brasileira, Tatuí,
SP.

Espada - “Devastações causadas pela guerra; o martírio de cristãos.”


BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,
nº 374, Pág. 86 - Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Mortandade - “A peste (neste contexto).” BATTISTONE, Joseph J. Lições


da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 86 - Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“A simbologia expressa a aflição espantosa da época da inquisição


predita por Jesus (São Mateus 24:21), também profetizada por Daniel
(Daniel 7:21, 25; 12:7) e que será estudada em Apocalipse 13:5.
Corresponde ao período que vai de 538, quando entra em vigência o
decreto de Justiniano, até 1517, o começo da reforma. As doutrinas puras
são pisoteadas cada vez mais e os cristãos paganizados perseguem
implacavelmente o pequeno remanescente fiel à doutrina bíblica.”
BELVEDERE, Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do
Professor, , Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987. p. 55.

O “amarelo” ou ‘pálido’, representa o estado desfigurado e sem vida da Igreja


durante esse período.

As palavras “amarelo (ausência de sangue), morte, matar a espada e mortandade”


nos revelam que novamente satanás usaria os seus instrumentos para perseguir e
matar o povo de Deus. Satanás atacaria novamente a Igreja de Cristo no período do
quarto selo.

“O quarto selo. É notável a cor deste cavalo. A palavra original denota a


"cor pálida ou amarelada" que se vê em plantas murchas ou doentes.
Este símbolo deve representar um estranho estado de coisas na professa
igreja de Deus. O que está sentado neste cavalo tem por nome Morte, e o
Inferno (hades, sepultura) o segue. A mortalidade é tão grande durante
este período que pareceria como se "as pálidas nações dos mortos"
teriam vindo sobre a Terra e continuaram na esteira deste poder
desolador. Dificilmente poderemos enganar-nos acerca do período a que
se aplica este selo. Deve referir-se ao tempo em que o papado exerceu,
sem restrição, o seu domínio perseguidor, desde 538 até o tempo em que
os reformadores começaram a expor as corrupções do sistema papal.”
SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 37

“Quando uma planta está fora do alcance do sol, perde sua cor; deste
modo, tendo-se a igreja afastado da fé apostólica, tornou-se praticamente
impossível aos raios do sol da justiça penetrar as trevas espirituais
daqueles dias. Aqueles que deveriam ter sidos ministros da vida se

123
tornaram então os ministros da morte. Esses ministros da morte
mataram homens por meio da fome, espada e as feras da terra”.
ANDERSON, Roy Allan, O Apocalipse Revelado, Pág. 79 (CPB).

“Porque assim diz o SENHOR Deus: Quanto mais, se eu enviar os meus quatro maus
juízos, a espada, a fome, as bestas-feras e a peste, contra Jerusalém, para eliminar
dela homens e animais?” Ezequiel: 14.21.

“Depois disto, diz o SENHOR, entregarei Zedequias, rei de Judá, e seus servos, e o
povo, e quantos desta cidade restarem da pestilência, da espada e da fome na mão
de Nabucodonosor, rei da Babilônia, na de seus inimigos e na dos que procuram
tirar-lhes a vida; feri-los-á a fio de espada; não os poupará, não se compadecerá,
nem terá misericórdia” Jeremias: 21:7

Amarelo – “essa cor não é natural num animal. O original dá o sentido da


cor pálida ou amarela que se vê nas flores crestadas. O símbolo
evidentemente se refere à obra de perseguição e matança efetuada pala
Igreja romana contra o povo de Deus no tempo decorrido entre o começo
da supremacia papal, em 538 d.C. E o tempo em que os reformadores
começaram a expor o verdadeiro caráter do papado, sendo detida a obra
de destruição” SAGRADAS, Estudos Bíblicos e Doutrinas Fundamentais
das, Pág. 198 (CPB).

Veja o que diz esse Dicionário e essa Enciclopédia sobre o “amarelo”

“Amarelo – chlôros ‘verde claro’, é traduzido” amarelo “(acerca de um


cavalo) em apoc. 6.8, simbolizando a morte”. VINE, Dicionário, Pág. 393,
(CPAD).

“Amarelo que tem a cor de ouro ou de enxofre...” BOYER, Orlando S.,


Pequena Enciclopédia Bíblica, Pág. 45,

“A cor pálida, lívida, esverdeada deste cavalo é emblemática de um


estado de coisas mais terríveis ainda do que o que o procedeu. O caráter
de seu cavaleiro corresponde com esta idéia; seu nome é morte – o
máximo em terrores.
E ele é seguido pelo inferno. ... Todo o conjunto de figuras constitui uma
representação hieroglífica, da mais terrível, da mais tétrica natureza, e
exibe-nos um período em que os dirigentes da igreja visível pareciam haver
perdido o caráter de homens e assumido o de demônios malignos e bestas
selvagens, e mesmo o da própria morte; e extirpariam , pelo fogo e pela
espada, a todos que ousassem preferir a morte ao sacrifício de uma boa
consciência. “Este selo evidentemente represente o estado da Igreja
durante aqueles séculos, quando as chamas da perseguição foram acesas
pelo poder papal”. ANDERSON, Roy Allan, O Apocalipse Revelado,
Pág.100 (CPB).

“Milhões foram martirizados por sua fé durante esses séculos escuros”.


ANDERSON, Roy Allan, O Apocalipse Revelado, Pág.100 (CPB).

As duas fontes citadas acima definem o amarelo como sendo “morte e enxofre”.

O “enxofre” está realmente associado a ‘morte’


.

124
“Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos
impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes
cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”.
Apocalipse: 21:8.

O enxofre está associado a “destruição”.

“Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a
todos.” Lucas: 17:29.

“E toda a sua terra abrasada com enxofre e sal, de sorte que não será semeada, e
nada produzirá, nem crescerá nela erva alguma, assim como foi a destruição de
Sodoma e de Gomorra, de Admá e de Zeboim, que o SENHOR destruiu na sua ira e
no seu furor,” Deuteronômio: 29:23.

“Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a
parte do seu cálice.” Salmo: 11:6

Trabalhando o termo “Autoridade”

A “Autoridade” descrita em apocalipse 6.8 é a mesma ‘autoridade’ de apocalipse


13.2 que o papado recebeu de Roma Pagã (dragão) para perseguir e matar o povo
de Deus.

“... E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade”. Apocalipse:
13:2 (última parte)

Em apocalipse 13.1-3 o dragão (Roma Pagã) dá a sua ‘Autoridade’ para a besta


(Roma Papal, catolicismo) para perseguir e matar o povo de Deus.

“E foi-lhes dada autoridade” – quer dizer, ao poder personificado pela


Morte sobre o cavalo pálido – o papado. Pela quarta parte da Terra é sem
dúvida representado o território sobre o qual este poder teve jurisdição.
As palavras “espada”, “fome”, “mortandade” (ou quaisquer tormentos
causadores da morte), e “feras da Terra”, são figuras que representam os
meios pelos quais levou à morte milhões de mártires." SMITH, Urias,
Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 37

"Um cavalo amarelo: Este cavalo tem a cor da morte. Quando você
machuca o dedo e ele fica preto, e possível que vá sentir muita dor. Mas
ele ainda esta vivo. Será muito pior se ele perder a cor e a sensibilidade.
Chegamos ao tempo de uma igreja morta. Não ha mais vida na religião. O
que poderia ser pior? Muitas igrejas estão completamente mortas hoje.
Elas tornaram-se clubes sem nada para oferecer ao mundo. Nem Biblia,
nem mensagem, nem missão! Foi durante os 1.260 anos de perseguição
que os templos pagãos viraram igrejas cristas. Mas a povo verdadeiro de
Deus teve que fugir para as montanhas a fim de adorar o seu Deus... Nao
eram mais pagãos perseguindo cristãos. Nao eram mais cristãos
perseguindo pagãos. Agora eram cristãos perseguindo e matando outros
cristãos. A Roma crista não crucificava as pessoas como a Roma paga
fazia. A Roma crista as queimava vivas. A Roma paga torturava
criminosos por roubarem, mas a Roma crista torturava cristãos por

125
lerem a Biblia do seu próprio jeito." FEYRABEND, Henry, O Apocalipse
Verso por Verso, Págs. 54-55

Um cavalo amarelo

"Este é o último cavalo da visão dos sete selos. O vocábulo grego que
designa a cor deste cavalo é “chloros”, que em si mesmo é um corpo
simples, gasoso, de cor esverdeada pálida. “Em dissolução ou em estado
gasoso, cloro destrói a parte corante das substâncias vegetais e animais”,
razão por que “a indústria emprega-o em branquear tecidos”. Neste
símbolo a igreja aparece com sua côr mudada. Sua côr é agora a pálida
cor esverdeada do cloro, a cor da morte. Que esta côr do quarto cavalo
indica seguramente morte na igreja, é confirmado pelo nome do
cavaleiro que em verdade é chamado “morte”." MELLO, Araceli S. A
Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 155

O cavaleiro do cavalo amarelo

"O cavaleiro que agora monta o cavalo ou tem as rédeas da igreja em


suas mãos, não mais é o imperador romano do Ocidente cujo império
ruiu com as invasões dos bárbaros; não é nem mais o imperador romano
do Oriente. E muito menos poderá ser Cristo. O cavaleiro que, no período
do quarto selo, correspondente aos séculos sexto a dezesseis ou que
desde o ano 538 a 1517 desempenhou seu funesto papel na igreja, é
aquele a quem o imperador Justiniano transferiu as insígnias do poder
sôbre a igreja, isto é, o papado.
Seu nome de “Morte” é representativo de sua obra nefasta realizada na
igreja ou contra a igreja de Cristo, durante os chamados séculos escuros
da Idade Média. Como uma prova inconteste de que êste hediondo
cavaleiro ia efetuar uma obra de carnificina real na igreja, é referido que
o Hades o seguia. Hades é o termo grego que designa o “lugar dos
mortos” ou a “sepultura”.1), O papado, pois, ia efetuar uma obra de
chacina na igreja e
levar multidões de seus membros à sepultura; ia desembainhar a espada
contra os que, na igreja, ainda mantinham sua sinceridade a Cristo e ao
evangelho apostólico. Os homens, que pretendiam ser os ministros da
palavra da vida, são acusados na profecia como ministros da “morte”.
Dezenas de milhões de santos inocentes e verdadeiros seguidores do
Filho de Deus, pagaram com a vida a sua fidelidade à verdadeira fé. O que
segue é a voz inextinguível da história em confirmação dos hediondos
crimes de Roma contra a igreja do Senhor Jesus.
“Ouvi-me, se bem que em verdade eu mal saiba como falar sôbre êste
assunto. Sinto-me quase mudo de horror ao pensar nêle. Visitei na
Espanha, na França, na Itália, os lugares mais profundamente manchados
e tintos com o sangue dos mártires. Visitei os vales de Piemonte. Estive à
sombra da grande catedral de Sevilha, no lugar em que queimaram os
mártires, ou os despedaçaram membro a membro.
Tenho pesquisado muitos volumes de história e martirológio. Tenho
visitado, seja em viagem, seja em pensamento, cenários demasiado
numerosos para os poder enumerar, nos quais os santos de Deus foram
mortos por Roma papal, por esse grande carniceiro de corpos e almas.
Não vos posso dizer o que tenho visto, o que tenho lido, o que tenho
pensado.
Não vos posso exprimir o que sinto. Oh! é uma sangrenta história! “Estive
naquele vale de Lucema, onde habitavam os fiéis Valdenses, aqueles
antigos protestantes que se apegaram ao evangelho puro através de
todos os séculos Escuros, aquele aprazível vale com suas encostas

126
cobertas de pinheiros, que Roma transformou num matadouro. Que
horríveis massacres de homens mansos, inofensivos, de espírito nobre!
Que horríveis massacres de delicadas mulheres e indefesas crianças!
Sim, vós os odiastes, caçastes, armastes-lhes ciladas, os torturastes; os
apunhalastes, os atravessastes com lanças, os empalastes, os enforcastes,
os assastes, os esfolastes, os cortastes em pedaços, os violastes,
desrespeitastes as mulheres, as crianças; enterrastes pedras e paus,
entulhaste-os de pólvora e depois os fazíeis explodir; vós os rasgastes de
meio a meio, membro a membro, os arremessastes em precipícios, os
despedaçastes de encontro às rochas; vós os torturastes, os mutilastes,
os queimastes, os despedaçastes, os massacrastes homens santos,
santificadas mulheres, mães, filhas, tenros meninos, inocentes
criancinhas, às centenas, milhares, milhares de milhares. Vós os
sacrificastes em montes, hecatombes, transformando toda a Espanha,
Itália, França, a Europa cristã, num matadouro, num ossário, num
Aceldama. Que horrível! E’ demasiado horrível para se demorar nisso o
pensamento. A vista se obscurece, desmaia o coração, a alma fica
aturdida em presença do espantoso espetáculo.
“O’ sicário, dourado sicário, de fronte e coração de aço! vermelhas são as
tuas vestes, tuas mãos são vermelhas. Teu nome está escrito neste livro.
Deus o escreveu. O mundo tem lido. És uma assassina, ó Roma. És a
Babilônia assassina — “a Grande Babilônia”, embriagada,
repugnantemente embriagada; sim embriagada com o sangue sagrado
que derramaste em rios, em torrentes, o sangue dos santos, o sangue dos
mártires de Jesus”.1) Não só na profecia do quarto sêlo é o papado
apontado como o exterminador da igreja nos Séculos Medievais. As
profecias de Daniel falam bem claro sôbre suas impiedosas perseguições
dos santos.2) O Apocalipse ainda refere noutras narrativas proféticas a
esses horríveis crimes dos pretensos sucessores do humilde S. Pedro.3)
E parece incrível, que em pleno século XX, a igreja papal ainda arrogue as
mesmas pretensões de matar os por ela considerados heréticos. Numa
obra católica, publicada em 1911, é audazmente pretendido que a igreja
tem o divino direito de "confiscar a propriedade dos heréticos, aprisioná-
los, e condená-los às chamas”. “Em nosso século o direito de infligir as
mais severas penalidades, mesmo a morte, pertence à igreja porque a
experiência nos ensina que não há nenhum outro remédio”, pois, “o
último recurso é a pena de morte”. E o mesmo autor continua: “Não há
ofensa mais grave do que a heresia..., e portanto ela deve ser
desarraigada com fogo e espada. E’ um dogma católico o que deve ser
fielmente crido, que a pena extrema não somente pode, mas deve ser
infligida sôbre os obstinados heréticos”.4) Esta confissão evidencia o
totalitarismo da igreja católica nos séculos passados e suas pretensões
ao mesmo poder no século atual." nome do cavaleiro que em verdade é
chamado “morte”." MELLO, Araceli S. A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Págs. 155-157

Os instrumentos dos crimes do papado

"Espada, fome, peste e feras da terra são as armas destruidoras usadas


pelo papado contra as testemunhas de Jesus. A espada das cruzadas
contra os Valdenses, Albigenses, Huguenotes e outras vívidas
testemunhas do Senhor Jesus, tem muito a dizer nas páginas da história
de Roma. Os satânicos cárceres dos tribunais da inquisição papal têm
também muito a dizer sôbre a terrível fome e as assoladoras epidemias
que levaram multidões de santos encarcerados à morte. Homens quais
“feras da terra” ou piores que elas, — prelados, bispos, cardiais, papas, —
não se saciavam nunca de carnagens e do sangue dos seguidores do Filho
de Deus. Os maiores crimes da história contra os santos encontram-se na

127
história do papado romano. Se os pecados de Sodoma haviam atingido os
céus, os crimes da Sé romana não deixaram de lá chegar, para que como
aquela receba esta um dia a sua justa retribuição.
A quarta parte da terra foi ensanguentada de sangue inocente e santo. As
profecias das trombetas fazem referência apenas à terça parte da terra
conhecida, que eram a Europa, a Ásia e a África. Nos dias, porém, em que
a espada papal fazia as suas vítimas na igreja de Cristo, Colombo
descobriu mais uma parte da terra, até então desconhecida — a América.
Assim as carnificinas daqueles homens-feras eram efetuadas na quarta
parte da terra — a Europa.
Se tôda a história das chacinas do papado contra as verdadeiras
testemunhas de Cristo fosse coletada, certamente que não poucos
volumes poderiam ser editados. O que neste sentido, porém, foi dito
nesta dissertação do quarto sêlo, é o bastante para certificarmo-nos do
cumprimento da profecia." MELLO, Araceli S. A Verdade Sobre as
Profecias do Apocalipse, Págs. 157-158

"O cavaleiro do cavalo amarelo é chamado Morte, seguido pelo Hades (a


tumba).
Os quatro juízos foram enviados antes pelo Deus de Israel a seu povo do
antigo pacto (ver Ezeq. 14:21). A cor de um pálido mortal sugere um
estado contínuo de decadência espiritual e de um endurecimento maior
do coração. O resultado é a apostasia da alma. Podemos pensar nas
heresias e enganos como uma consequência de rechaçar a verdade do
evangelho (ver Apoc. 2:20-23). É o caminho à morte eterna.
Então, as "feras da terra" são uma antecipação simbólica das bestas
perseguidoras de Apocalipse 13, as quais também receberam permissão
de "fazer guerra contra os
santos e vencê-los" (vs. 7, 14, 15). O quarto cavaleiro concentra os
resultados do trabalho dos cavaleiros anteriores: morte e condenação.
Representa a situação prolongada da igreja medieval." LARONDELLE,
Hans K. As Profecias do Tempo do Fim, Pág. 107

"Hoje se vê o mesmo espírito que o que está representado em Apocalipse


6:6-8. A história se repetirá. O que foi, voltará a ser. Este espírito
trabalha para confundir e desconcertar. Ver-se-á dissensão em cada
nação, tribo, língua, e povo; e os que não tiveram um espírito para seguir
a luz que Deus deu por meio de seus oráculos viventes, através de suas
agências assinaladas, chegarão a confundir-se. Seu juízo revelará
debilidade. Na igreja se verão a desordem, a luta e a confusão".
WHITE,Ellen G., Carta 65 de 23 de agosto de 1898, Pág. 30

"6.8 Amarelo (gr chlõros, "verde claro", "amarelento", "pálido"). Uma cor
doentia e repulsiva, simbolizando a pestilência e a morte. Morte. É
personificada (cf 1 Co 15.26; Rm 5.14,17; 6.9). Inferno (gr hadês), o
sepulcro ou habitação dos mortos (cf sheol no AT). No NT, é companheiro
da morte (cf 1 Co 15.55; Ap 6.8; 20.13-14). Autoridade. Poder ou
capacidade para matar; 1) Com a espada de guerra (gr hrom- faia), veja
também 2.16 e 19.21; 2) Pela fome, provocada pela guerra; 3) Com a
mortandade, talvez a pestilência que acompanha a guerra, e pela fome;
4) Por meio das feras {cf 2 Rs 17.25). Os romanos lançavam os cristãos e
pessoas consideradas como criminosas às feras na arena, em espetáculo
público." SHEDD, Bíblia, Págs. 1765-1766

"6.7-8 Amarela, uma cor amarelo-esverdeada, representa a doença e a


morte. Inferno: 0 túmulo." PLENITUDE, Bíblia de Estudo, Pág. 1353

128
"...um cavalo amarelo...» O adjetivo «chloros» é termo grego
variegadamente traduzido. Homero aplicou essa palavra ao «mel», e
Sófocles à «areia». Tucídides utilizou-se da mesma para indicar pessoas
atacadas de certa praga (ii.49); e Homero também a usou para indicar a
«palidez» do rosto de uma pessoa atemorizada. Parece que Homero
queria indicar a «ausência de cor», e não a presença de qualquer cor
particular. No N.T., a cor tencionada é usualmente o «verde». (Ver Marc.
6:39; Apo. 8:7 e 9:14). A tradução de Goodspeed diz aqui «cor de cinzas».
Talvez a tradução de Moffatt, «lívido», seja a melhor, porquanto trata-se
de uma palavra que era utilizada para indicar a «cor exangue» dos
cadáveres; e esse cavalo representa a morte." CHAMPLIN, Russell
Norman, O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, Pág.
467

Trabalhando a palavra “Inferno”

Como já vimos, a palavra “inferno” em apocalipse 6.8 é a tradução da palavra grega


‘hades’ e significa: “mundo subterrâneo, lugar dos mortos e sepultura”.

A “morte” tem como parceira a ‘sepultura’ (inferno).

O inferno de apocalipse 6.8 estava relacionado a ‘morte’

“Lugar dos mortos. É uma das traduções da palavra hebraica Sheol e da


grega HADES, SL 16: 10; At. 2: A versão revista da Bíblia inglesa do
Antigo Testamento, tanto no texto como à margem, usa a palavra Sheol
nos livros proféticos, emprega-se a palavra Sheol nas margens e a
palavra inferno no texto, e em Deut. 32: 22; Sal. 55: 15; 86: 13, emprega
Sheol nas margens e abismo no texto. Em o Novo Testamento usa a
palavra Hadas, no texto. Ambos os vocábulos também se traduzem por
sepultura, Gn 37: 35; Is 38: 10, 18; Os 13: 14.” DAVIS, John, Dicionário da
Bíblia, Pág. 286

“A palavra hades aparece em muitos túmulos antigos da Ásia Menor


referindo-se à tumba da pessoa ali enterrada.” SÉTIMO DIA, Enciclopédia
Bíblica Adventista do, Pág. 70.

Observe estas passagens:

“A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua
fidelidade os que descem à cova”.Isaias: 38:18.

“Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?” -


Salmos: 6:5.

“Meu pai me fez jurar, declarando: Eis que eu morro; no meu sepulcro que abri para
mim na terra de Canaã, ali me sepultarás. Agora, pois, desejo subir e sepultar meu
pai, depois voltarei”. Gênesis: 50:5.
“O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir.” I Samuel:
2:6

Durante o período do Quarto Selo, a palavra de Deus e o povo de Deus foram


condenados a morte e a total extinção.

129
A Igreja Cristã apostatada usou todos os meios para extinguir a verdade e
exterminar os seus defensores.

Começava aqui a se cumprir a profecia de Daniel. Confira:

“O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e
deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou”. Daniel: 8:12.

O que é a “Verdade”?

A “Verdade” é a ‘Palavra de Deus’

“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. João: 17.17.

A “Verdade” é a ‘Lei de Deus’

“A tua justiça é justiça eterna, e a tua lei é a própria verdade”. Salmos: 119:142.

A “Verdade” é a ‘Igreja de Deus’

“Para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus,
que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.” I Timóteo: 3:15.

A ‘Igreja’ é símbolo do “povo de Deus”.ver: isaias: 54:5-6; oséias: 2.19-20; efésios:


5.25-27.

"Porque o teu Criador é o teu marido; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome; e o
Santo de Israel é o teu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra. 6 Porque o
SENHOR te chamou como a mulher desamparada e de espírito abatido; como a
mulher da mocidade, que fora repudiada, diz o teu Deus." Isaias: 54:5-6

"Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo,


e em benignidade, e em misericórdias; 20 desposar-te-ei comigo em fidelidade, e
conhecerás ao SENHOR." Oséias: 2:19-20

"Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se
entregou por ela, 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da
lavagem de água pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa,
sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito." Efésios:
5:25-27

A Igreja de Deus não é uma instituição legalmente instituída e sim "um povo que o
ama e guarda os seus mandamentos"

"Deus tem uma igreja. Não é a grande catedral, nem o estabelecimento


nacional, nem as várias denominações; são as pessoas que amam a Deus
e guardam Seus mandamentos. “Onde dois ou três sãoreunidos em Meu
nome, estou eu no meio deles. ” Onde Cristo está, mesmo entre os poucos
humildes, esta é a igreja de Cristo, pois a presença do Alto e Santo que

130
habita a eternidade só pode constituir uma igreja. Onde dois ou três
estão presentes, que amam e obedecem aos mandamentos de Deus, Jesus
preside ali, seja no lugar desolado da terra, no deserto, na cidade, [ou]
cercado nos muros da prisão. A glória de Deus penetrou nas paredes da
prisão, inundando com raios gloriosos de luz celestial a masmorra mais
escura. Seus santos podem sofrer, mas os sofrimentos deles, como os
antigos apóstolos, espalharão sua fé e ganharão almas para Cristo e
glorificarão Seu santo nome. {17MR 81.4}" WHITE, Ellen G., Manuscript
Releases, Vol. 17, Pág. 81, Parágrafo 4

"Ele avalia a Sua igreja, não pelas vantagens externas, mas pela sincera
piedade que a distingue do mundo. Ele a estima de acordo com o
crescimento dos seus membros no conhecimento de Cristo, segundo o
seu progresso na experiência espiritual. Ele olha para os princípios de
amor e bondade. Nem toda a beleza da arte pode ser comparada com a
beleza da têmpera e do caráter que devem ser revelados naqueles que
são representantes de Cristo.
Uma congregação pode ser a mais pobre da Terra. Pode não ter as
atrações de exibição exterior; mas se os seus membros possuem os
princípios do caráter de Cristo, os anjos se unirão com eles em seu culto.
O louvor e ações de graças do coração agradecido ascenderão a Deus
como suave oferenda." WHITE, Ellen G., Profetas e Reis, Págs. 565-566

"Deus deseja ter nesta terra representantes justos, através dos quais Ele
possa comunicar ao Seu povo Seu favor peculiar. Esses representantes
devem ser homens que honrem a Deus cumprindo Seus mandamentos -
homens verdadeiros, que podem agir como líderes, caminhando
circunspectamente, mostrando ao mundo o significado da verdadeira
lealdade a Deus ( Manuscrito 1, 1912 ). {2BC 1032.4}" WHITE, Ellen G.,
SDA Bíble Commentary, Vol. 2, Pág 1032, Parágrafo. 4

Foi exatamente isso que a Igreja de Roma fez com a “verdade”, isto é, com a Lei e
com a Igreja (povo) de Deus nesse período. Esse é o mesmo período representado
pela “Igreja de TIATIRA”

"Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os
olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido: 19 Conheço as
tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas
últimas obras, mais numerosas do que as primeiras. 20 Tenho, porém, contra ti o
tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não
somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a
comerem coisas sacrificadas aos ídolos. 21 Dei-lhe tempo para que se
arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição. 22 Eis que
a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram,
caso não se arrependam das obras que ela incita. 23 Matarei os seus filhos, e
todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos
darei a cada um segundo as vossas obras. 24 Digo, todavia, a vós outros, os demais
de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como
eles dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; 25
tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha. 26 Ao vencedor, que
guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 27

131
e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos
de barro; 28 assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela
da manhã. 29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.“ Apocalipse:
2:18-29

Observando os símbolos:

a) Amor, Fé e Perseverança
b) Jezabel
c) Ensina e Seduz
d) Prostituição
e) Coisas sacrificadas aos ídolos
f) Prostro de cama
g) Grande tribulação
h) Matarei a seus filhos
i) Os que não tem essa doutrina
j) As coisas profundas de satanás
l) Conservas o que tens.
m) Autoridade sobre as nações,
n) Cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços
o) A estrela da manhã

Dos “14” têrmos citados acima, dois já foram explicados.


Os dois que já foram explicados são: “prostituição e coisas sacrificadas aos
ídolos”

Trabalhando os símbolos.

b) Jezabel
Jezabel foi uma princesa pagã que se casou com acabe, rei de Israel, e foi usada por
satanás para desviar à atenção e obediência do povo de Israel ao verdadeiro Deus.

“Jezabel. Hb. Casta: filha de etbal, rei dos sidônios, e mulher de acabe, rei
de israel. Ireis. 16.31”. Em volta de sua mesa reunia ela 450 profetas de
baal, e 400 sacerdotes de astarote, I Reis. 18.19. Exterminava os profetas
do senhor, I Reis. 18.4, planejou a morte de Elias, I Reis. 19.2. Ocasionou a
morte de nabote, ireis. 21.14. ... Era a mais perversa das rainhas de Israel,
sendo também a mais inteligente e notável... “BOYER. Orlando S., Pequena
Enciclopédia Bíblica, Pág. 355.

“JEZABEL = Casta. Nome de uma das filhas de Etbaal, rei dos sidônios,
que antes havia sido sacerdote de Astarte, 1Rs 16: 31. Casou-se com
Acabe, rei de Israel. Possuía temperamento masculino, e exercia grande
império sobre o marido. Adorava fervorosamente a Baal; e era muito
intolerante. Para ser-lhe agradável, Acabe mandou erigir um templo a
Baal em Samaria e plantou um bosque, 1Rs 16: 32, 33. Como esposa do
rei não tinha parte no governo do país, assim mesmo mandou matar todos
os profetas de Jeová que lhe caíram nas mãos, 18: 4-13. Quando planejou a
morte de Elias, 19: 1, 2, e mais tarde realizou o assassínio judicial de
Nabote, sem audiência do rei, que sancionou o ato, 21: 16-22. Por causa
destes assassinatos e de outras violações da lei moral, o profeta anunciou
a Acabe que os cães comeriam as carnes de Jezabel no lugar onde

132
lamberam o sangue de Nabote.” DAVIS, John, Dicionário da Bíblia, Págs.
322-323

Jezabel era: “vingativa”

“Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses


como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a
cada um deles.” I Reis: 19:2.

Jezabel era: “assassina”

"Porém, vindo Jezabel, sua mulher, ter com ele, lhe disse: Que é isso que tens assim
desgostoso o teu espírito e não comes pão? 6 Ele lhe respondeu: Porque falei a
Nabote, o jezreelita, e lhe disse: Dá-me a tua vinha por dinheiro; ou, se te apraz,
dar-te-ei outra em seu lugar. Porém ele disse: Não te darei a minha vinha. 7 Então,
Jezabel, sua mulher, lhe disse: Governas tu, com efeito, sobre Israel? Levanta-te,
come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jezreelita. 8 Então,
escreveu cartas em nome de Acabe, selou-as com o sinete dele e as enviou aos
anciãos e aos nobres que havia na sua cidade e habitavam com Nabote. 9 E
escreveu nas cartas, dizendo: Apregoai um jejum e trazei Nabote para a frente do
povo. 10 Fazei sentar defronte dele dois homens malignos, que testemunhem
contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois, levai-o para
fora e apedrejai-o, para que morra. 11 Os homens da sua cidade, os anciãos e os
nobres que nela habitavam fizeram como Jezabel lhes ordenara, segundo estava
escrito nas cartas que lhes havia mandado. 12 Apregoaram um jejum e trouxeram
Nabote para a frente do povo. 13 Então, vieram dois homens malignos, sentaram-
se defronte dele e testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo,
dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da
cidade e o apedrejaram, e morreu." I Reis: 21:5-13

Jezabel “incitava o marido para o mal”

“Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau perante
o SENHOR, porque Jezabel, sua mulher, o instigava” I Reis: 21:25.

O mal exemplo de Salomão

“Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras:


moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, Mulheres das nações de que
havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas
convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses... e suas
mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe
perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo
fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai. Salomão seguiu a
Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas... edificou
Salomão um santuário a Quemos, abominação de Moabe, sobre o monte fronteiro a
Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom.” I Reis: 11:1-7

“A união íntima com os idólatras no lar não somente afetaria ao


indivíduo, senão também à nação (Exo. 34: 15, 16). Salomão violou este

133
princípio, e o resultado foi uma incalculável perda pessoal e nacional (1
Rei. 11: 1). Não pode ter felicidade nem segurança nas alianças feitas
com os que não amam nem servem a Deus (1 Cor. 6: 14-17). As trágicas
experiências de Esaú (Gén. 26: 34, 35), de Sansão (Juízes. 14: 1 e de
outros são depoimento eloqüente em favor da advertência divina de
manter-se separados dos incrédulos.” SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico
Adventista do, Vol. 1, Pág. 1070.

Jezabel “era uma mulher vã e sem caráter”

“Tendo Jeú chegado a Jezreel, Jezabel o soube; então, se pintou em volta dos olhos,
enfeitou a cabeça e olhou pela janela”. II Reis: 9:30.

"Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços
de ouro, aparato de vestuário; 4 seja, porém, o homem interior do coração, unido
ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor
diante de Deus. 5 Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora,
as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio
marido, 6 como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual
vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma." I
Pedro: 3:3-6

Jezabel seria: “devorada por Cães”

“Também de Jezabel falou o SENHOR: Os cães devorarão Jezabel dentro dos muros
de Jezreel” I Reis: 21:23.

Seria “jogada de cima de uma janela”

“Então, disse ele: Lançai-a daí abaixo. Lançaram-na abaixo; e foram salpicados com
o seu sangue a parede e os cavalos, e Jeú a atropelou”.II Reis: 9:33.

O corpo de Jezabel ficou todo despedaçado.

“Entrando ele e havendo comido e bebido, disse: Olhai por aquela maldita e
sepultai-a, porque é filha de rei”.
Foram para a sepultar; porém não acharam dela senão a caveira, os pés e as palmas
das mãos “II Reis: 9:34-35”.

"Senão a caveira. Os cachorros de Jezreel fizeram um túmulo vivo para


Jezabel. O corpo da rainha se tornou alimento para os famintos cachorros
da cidade. A profecia de Elias foi cumprida (lRs 21:23), a justiça foi
satisfeita e Nabote foi vingado pelo crime que Jezabel cometeu contra
ele... Jezabel se tornou um símbolo da iniqüidade que o professo povo de
Deus permitiria entrar em suas fileiras para rebaixar e contaminar, e
solenes advertências foram dadas a respeito dos julgamentos que
adviriam (Ap 2:20-23)." SÉTIMO DIA, Comentário Bíblico Adventista do,
Vol. 2, Pág. 1004

Porque os Cães não comeram o crânio, as mão e os pés de Jezabel

134
Crânio - o cérebro (mente) é o local onde são processadas as idéias (ideologia) de
uma pessoas. Isto significa dizer que Jezabel seria morta, mas as suas idéias
permaneceriam vivas na mente daqueles que se opões a Deus e aos seus
ensinamentos no decorrer de todos os tempos. Os ensinamentos de Jezabel
(Idolatria, prostituição, Vingança, etc) ressuscitaria a mente daqueles q são
inimigos de Deus e de seu povo.

"Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas
recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. 13 Têm estes um
só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem. 14
Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos
senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se
acham com ele." Apocalipse: 17:12-14

"A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens
que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode
conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os
atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria
divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo
percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso,
indesculpáveis; 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram
como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios
raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. 22 Inculcando-se por
sábios, tornaram-se loucos 23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em
semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e
répteis. 24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas
concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;
25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a
criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! 26 Por causa
disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o
modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 27
semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher,
se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens
com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. 28 E,
por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a
uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, 29
cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja,
homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, 30 caluniadores,
aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males,
desobedientes aos pais, 31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem
misericórdia. 32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de
morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os
que assim procedem." Romanos: 1:18-32

O povo de Deus traz na mente (caráter, pensamento) a ideologia (cérebro) so Pai e


do Filho.

135
"Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e
quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai" Apocalipse:
14:1

"Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o


amará, e viremos para ele e faremos nele morada." João: 14:23

Os defensores dos ensinamentos de Jezabel espiritual, moderna (Babilônia a


Grande meretriz) trazem na mente (fronte, cérebro) as idéias e a filosofia que era
defendida pela Jezabel do Antigo Testamento (Idolatria, Prostituição, abuso de
Poder, Vingança, etc).

"Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de


pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de
abominações e com as imundícias da sua prostituição. 5 Na sua fronte,
achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS
MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA." Apocalipse: 17:4-5

Agora veja na fonte abaixo qual é de fato o "Mistério" de fé da Grande Babilônia


(Espiritismo, Catolicismo e Protestantismo apostatado):

“(237) A Trindade é um mistério de fé no sentido estrito, um dos


mistérios escondidos em Deus que não podem ser conhecidos se não
forem revelados do alto [fca8]”. Sem dúvida, Deus deixou vestígios de
seu ser trinitário em sua obra de Criação e em sua Revelação ao longo do
Antigo Testamento. Mas a intimidade de seu Ser como Santíssima
Trindade constitui um mistério inacessível à pura razão e até mesmo à
fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito
Santo.” CATÓLICA, Catecismo da Igreja, Pág. 27.

“251) Para a formulação do dogma da Trindade, a Igreja teve de


desenvolver uma terminologia própria, recorrendo a noções de origem
filosófica: "substância", "pessoa" ou "hipóstase", "relação" etc. Ao fazer
isso, não submeteu a fé a uma sabedoria humana, mas imprimiu um
sentido novo, inaudito, a esses termos, chamados a significar a partir daí
também um Mistério inefável, que "supera infinitamente tudo o que nó
podemos compreender dentro do limite humano".” CATÓLICA,
Catecismo da Igreja, Pág. 29.

O apóstolo São Paulo chama esse "mistério" de MISTÉRIO DA INIQUIDADE e que


esse mistério é um sistema de apostasia e oposição a Deus e aos seus
ensinamentos.

"Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que
primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da
perdição, 4 o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é
objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como
se fosse o próprio Deus. 5 Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava
dizer-vos estas coisas? 6 E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado
somente em ocasião própria. 7 Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e
aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém." II Tessalonicenses:
2:3-7

136
Agora observe esse comentário de Ellen G. White:

“Sinto um terror de alma quando vejo a que ponto chegou nossa casa
publicadora. As impressoras na instituição de Deus estão imprimindo as
teorias destruidoras da alma, apresentadas pelo romanismo e outros
mistérios da iniquidade. O escritório deve ser purificado desse
objetável assunto. Tenho um testemunho de Deus para os que colocaram
tal assunto nas mãos dos obreiros. Deus os considera responsáveis por
apresentarem a homens e mulheres o fruto da árvore proibida do
conhecimento.” WHITE, ELLEN G. – Testemunhos para a Igreja, Vol.
8, Pág. 91.

O mistério Divino é Cristo e o Pai Agindo EM nós

"Aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério
entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória." Colossenses: 1:27

A Presença de Cristo "EM nós também constitui a Presença do Pai:

"O grande Criador convocou os exércitos celestiais para, na presença de


todos os anjos, conferir honra especial a Seu Filho. O Filho estava
assentado no trono com o Pai, e a multidão celestial de santos anjos
reunida ao redor. O Pai então fez saber que, por Sua própria decisão,
Cristo, Seu Filho, devia ser considerado igual a Ele, assim que em
qualquer lugar que estivesse presente Seu Filho, isto valeria pela Sua
própria presença. A palavra do Filho devia ser obedecida tão
prontamente como a palavra do Pai. Seu Filho foi por Ele investido com
autoridade para comandar os exércitos celestiais. Especialmente devia
Seu Filho trabalhar em união com Ele na projetada criação da Terra e de
cada ser vivente que devia existir sobre ela. O Filho levaria a cabo Sua
vontade e Seus propósitos, mas nada faria por Si mesmo. A vontade do
Pai seria realizada nEle." WHITE, Ellen G. - História da Redenção,
Págs. 13-14 (Ver Apocalipse 14.1; João. 14.23, Provérbios. 30.4)

Observe no texto abaixo que o "mistério" de Deus em carne é a revelação do Pai


através da humanidade no Filho, duas Pessoas e não três.

"É o mistério de Deus em carne, Deus em Cristo, a divindade na


humanidade. Cristo prostrado em humildade sem paralelo, para que em
Sua exaltação ao trono de Deus Ele pudesse também exaltar os que nEle
crêem, para com Ele se assentarem em Seu trono. ..." WHITE, Ellen G., -
Nossa Alta Vocação MM 1961/1962, Págs. 324-325.

"Toda e qualquer linguagem é inadequada para descrever esse amor. Ele


é o mistério de Deus na carne, Deus em Cristo e a divindade na
humanidade. Cristo curvou-Se em inigualável humildade a fim de que,
em Sua elevação ao trono de Deus, pudesse elevar os que nEle crêem a
um lugar com Ele em Seu trono." WHITE, Ellen G., Fundamentos da
Educação Cristã, Pág. 180.

Agora observem qual é o conselho de Deus para o seu povo:

"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso


corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da
137
vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade
de Deus." Romanos: 12:1-2

A predileção de Jezabel era “exterminar” os profetas do senhor (I Reis: 18:4) para


que não houvesse profecia e o povo se entregasse à idolatria, apostatando-se do
senhor.

“Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é
feliz”.Provérbios: 29:18.

Mãos - representam as ações malignas da prostituição, da idolatria e de tudo


aquilo que é abominável praticada por Jezabel e que acompanharia os inimigos de
Deus no decorrer dos séculos. Veja Ezequiel 16:1-63

"As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige
condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e,
assim, todos eles juntamente urdem a trama." Miquéias: 7:3

"Do meio de ti eliminarei as tuas imagens de escultura e as tuas colunas, e tu já


não te inclinarás diante da obra das tuas mãos." Miquéias: 5:13

"Eliminarei as feitiçarias das tuas mãos, e não terás adivinhadores." Miquéias:


5:12

"Porque adulteraram, e nas suas mãos há culpa de sangue; com seus ídolos
adulteraram, e até os seus filhos, que me geraram, ofereceram a eles para
serem consumidos pelo fogo." Ezequiel: 23:37

"Por que me irritais com as obras de vossas mãos, queimando incenso a outros
deuses na terra do Egito, aonde viestes para morar, para que a vós mesmos vos
elimineis e para que vos torneis objeto de desprezo e de opróbrio entre todas as
nações da terra?" Jeremias: 44:8

"E lançaram no fogo os deuses deles, porque deuses não eram, senão obra de
mãos de homens, madeira e pedra; por isso, os destruíram." Isaías: 37:19

"Pois, naquele dia, cada um lançará fora os seus ídolos de prata e os seus ídolos
de ouro, que as vossas mãos fabricaram para pecardes." Isaias: 31:7

"E não olhará para os altares, obra das suas mãos, nem atentará para o que
fizeram seus dedos, nem para os postes-ídolos, nem para os altares do incenso."
Isaías: 17:8

"Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo
tem algum valor? 20 Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios
que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos
demônios. 21 Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não
podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios." I Corintios:
10:19-21

138
Pés - os pés representam "os passos e o caminho" que trilham os defensores das
idéias e da filosofia de Jezabel.

"Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e vêem todos os seus
passos." Jó" 34:21

"Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos
pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça... Os seus pés correm
para o mal, são velozes para derramar o sangue inocente; os seus pensamentos são
pensamentos de iniqüidade; nos seus caminhos há desolação e abatimento. 8
Desconhecem o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si
veredas tortuosas; quem anda por elas não conhece a paz." Isaias: 59:2,7-8

"Deveras, como a mulher se aparta perfidamente do seu marido, assim com


perfídia te houveste comigo, ó casa de Israel, diz o SENHOR. 21 Nos lugares altos,
se ouviu uma voz, pranto e súplicas dos filhos de Israel; porquanto perverteram
o seu caminho e se esqueceram do SENHOR, seu Deus." Jeremias: 3:20-21

Conselho divino para os que andam(pés) por caminhos (passos) tortuosos:

"Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte
do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva.
Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de
morrer, ó casa de Israel? Ezequiel: 33:11

"Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao


SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em
perdoar." Isaías: 55:7

Então, Jezabel foi:

a) Inimiga do povo de Deus


b) Defensora de toda sorte de idolatria
c) Protetora de falsos profetas
d) Instigadora da feitiçaria e idolatria
e) Perseguidora dos fiéis filhos de Deus.

Jezabel é tomada por João no apocalipse, como um tipo da igreja do período de


tiatira. Jezabel aqui é símbolo do paganismo que se casou com o cristianismo,
colhendo, como resultado o povo de deus nesse período, idolatria, prostituição e a
grande perseguição aos cristãos que permaneceram fiéis ao evangelho.

Falando da perseguição desencadeada contra o povo de Deus nesse período, diz


Lourenço Gonzalez:

“Esta simbologia revela a espantosa aflição imposta ás pessoas durante


os séculos escuros da idade média, pela igreja romana... A negra obra de
extermínio preconizada neste selo seria imposta pelo bispo de Roma, o
cabeça-mor da igreja cristã, contra milhares de fiéis que mantiveram a
postura de fidelidade a cristo e a pureza da doutrina apostólica. Taxados

139
de hereges, eram-lhe confiscados os bens, aprisionados e condenados as
chamas”. GONZALEZ, Lourenço, Babilônia e suas Filhas, Pág. 18.
.
Essa perseguição aos cristãos começou com a “autoridade” que o Papado (Besta)
recebeu do Paganismo (Dragão) em 538 d.C. – ver apocalipse. 13.2.

“No ano 538 d.C., foi expulso de Roma o último poder opositor do papado
– os ostrogodos”. Com sua queda desenvolveu-se notadamente a
supremacia papal. Virgílio, bispo de Roma, torna-se o 1° papa com
jurisdição temporal. A verdade que, paulatinamente já vinha sendo
modificada, sob este poder seria definitivamente lançada por terra, como
disse o profeta: “e deitou a verdade por terra, e o que fez, prosperou”. –
Daniel. 8.12. Abriu-se a porta para entrar a enxurrada de heresias.
GONZALEZ, Lourenço, Babilônia e suas Filhas, Pág. 18.

Vejamos agora a “enxurrada de doutrinas e heresias” que a Jezabel moderna


(Babilônia e suas filhas) tem lançada no seio da humanidade:

“A adoração do sol, comprovada por Justino, o mártir, o culto aos mortos, o


batismo falsificado (aspersão) e o batismo de crianças, a presença viva de
cristo na eucaristia, o perdão dos pecados, as penitências, o celibato
clerical e um dilúvio de práticas contrárias ao santo evangelho, inundaram
a igreja e afogavam a fé apostólica cristã verdadeira”. MELLO, Araceli S.,
A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 147

“O grande pecado imputado a Babilônia é que "a todas as nações deu a


beber do vinho da ira da sua prostituição". Esta taça de veneno que ela
oferece ao mundo representa as falsas doutrinas que aceitou,
resultantes da união ilícita com os poderosos da Terra. A amizade
mundana corrompe-lhe a fé, e por seu turno a igreja exerce uma
influência corruptora sobre o mundo, ensinando doutrinas que se
opõem às mais claras instruções das Sagradas Escrituras.” WHITE,
Ellen G., O Grande Conflito, Pág. 388.

“Esse vinho do erro é composto de doutrinas falsas, tais como a


imortalidade natural da alma, o tormento eterno dos ímpios, a negação
da existência de Cristo antes de Seu nascimento em Belém, a defesa e
exaltação do primeiro dia da semana acima do santo e santificado dia de
Deus. Estes erros e outros semelhantes são apresentados ao mundo
pelas várias igrejas, e assim se cumprem as Escrituras que dizem:
'Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição.' É
uma ira criada por doutrinas falsas, e quando reis e presidentes sorvem
esse vinho da ira da sua prostituição, enchem-se de ódio contra os que
não concordam com as heresias falsas e satânicas que exaltam o sábado
falso, e levam os homens a pisarem a pés o monumento de Deus.”
WHITE, Ellen G., Testemunhos Para Ministros, Pags. 61-62.

Destacamos aqui os dois pilares de Babilônia e de suas Filhas: "a SANTIFICAÇÃO


DO DOMINGO e a Doutrina da TRINDADE"

SANTIFICAÇÃO DO DOMINGO
“Foi o imperador Constantino o primeiro que, no ano 321(d c) proibiu,
por lei, qualquer exercício da justiça e qualquer ocupação manual no
domingo. Depois dele, todas as legislações cristãs sancionaram as
prescrições da igreja, quanto ao descanso dominical”. PESQUISAS,
Nova Enciclopédia de, Vol. IV Pág. 1 262. (Editora Fase)

140
“Ordena-se a todos os juízes, moradores de cidades e operários a
repousarem no venerável dia do sol”. FERRAZ, Itanel, Segue-me, pág.
200 (ver: História Universal, Pág. 163, de R. Botelho; BASE (Biblioteca de
Auxilio ao Sistema Educacional), Vol. 3, Pág. 999.

"Nós católicos romanos, guardamos o domingo, em lembrança da


ressurreição de Cristo, e por ordem do chefe de nossa Igreja, que
preceituou tal ordem de o Sábado ser do Antigo Testamento, e não
obrigar mais no Novo Testamento." PADRE, Júlio Maria, Ataques
Protestantes, Pág. 81

“Se devemos repelir a tradição, e aceitar somente o que está na Bíblia,


como dizem os protestantes, por que aceitam eles a santificação do
domingo, o batismo de crianças e outras práticas que não constam na
Escritura Sagrada?” Arcebispo D. Duarte Leopoldo, Concordância dos
Santos Evangelhos, Pág. 146.

A TRINDADE

"Muitos gregos, romanos e gentios, começaram a pertencer à igreja sem


ter abandonado seus velhos costumes e doutrinas, e
imperceptivelmente começaram a contaminar a pureza da doutrina
bíblica que se mantivera branca durante o primeiro século... Assim, o
imperador "convertido" ao cristianismo, trouxe para a igreja o domingo
como dia especial de adoração. Os cristãos nunca se atreveriam a adorar
o sol, no entanto, fizeram uma pequena concessão ao adorar a Deus no dia
dedicado ao sol... E o inimigo conseguiu o que queria: corromper a
pureza da doutrina cristã. Naquele período, a igreja cristã passou a ter
conflitos internos por causa de doutrinas estranhas que pretendiam
misturar-se às verdades bíblicas.Entre as doutrinas em conflito,
podemos mencionar: o pecado original, a trindade, a natureza de cristo,
o papel da virgem Maria, o celibato e a autoridade da igreja."BULLÓN,
Alejandro- O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, Págs.
41-42

"Os capadácios, Gregório de Nissa e Gregório Nazianzeno trabalharam em


fórmulas ortodoxas da Trindade, e a declaração resultante foi
oficializada pelo concílio de Constantinopla, em 381 d.C. Essa
declaração asseverava que os membros da Trindade são três hipôstases
(vide) de uma só e de uma mesma essência divina." CHAMPLIN, Russell
Norman - Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Volume 6, Pag. 499

“... A emenda pneumatológica da fé de Nicéia seguiu o exemplo de Basílio,


limitando- se a palavras e frases bíblicas. É confessado que o Espírito é o
"Senhor" e o "Doador da Vida", aquele que "com o Pai e o Filho é adorado e
glorificado"... a carta do Sínodo de 382 resume a doutrina do concílio
como fé na Trindade incriada, consubstancial e coeterna. Além da
reafirmação da ortodoxia nicena, esta pneumatologia desenvolvida, que
tornou possível ao Oriente uma doutrina trinitariana completa, foi a
contribuição mais importante do Concílio de Constantinopla.”
ELWELL, Walter A. - Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã,
Vol. 1, Págs. 307/308

Agora o Papa Bento XVI (Joseph Ratzinger):

“A forma básica da nossa profissão de fé trinitariana (Mateus 28:19)


tomou forma durante o curso dos séculos segundo e terceiro em conexão

141
com a cerimônia de batismo. Medida em que o seu lugar de origem está
em causa, o texto (Mateus 28:19) veio da cidade de Roma.” O batismo
da Trindade e o texto de Mateus 28:19, portanto, não se originou a
partir da Igreja original, que começou em Jerusalém por volta do ano
33. Era um pouco como a evidência demonstra uma invenção
posterior do catolicismo romano completamente inventada. Muito
poucos sabem sobre estes fatos históricos.” RATZINGER, Joseph -
Introdução ao Cristianismo, Págs. 82-83

Agora observem quais são as duas grandes doutrinas de Satanás:

“Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a


santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas.
Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último
cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados
Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para
apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para
dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este
país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da
consciência”.WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Pág. 588.

Quando juntamos as doutrinas da Babilônia com as de Satanás chegamos ao


incrível número "3"

1) Imortalidade da alma
2) Santificação do domingo
3) A Trindade

Agora observe:

"Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta


três espíritos imundos semelhantes a rãs; 14 porque eles são espíritos de
demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim
de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso." Apocalipse:
16:13-14

Observe que o que sai da boca são "palavras, ensinamentos e doutrinas"

A Doutrina da Imortalidade da alma saiu da "boca do Dragão" no jardim do


Éden junto da árvore da ciência do Bem e do Mal.

"Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis." Gênesis: 3:4

"A experiência do passado há de repetir-se. No futuro, as superstições de


Satanás assumirão novas formas. Erros serão apresentados de maneira
agradável e lisonjeira. Falsas teorias, revestidas de trajes de luz,
apresentar-se-ão ao povo de Deus. Assim procurará Satanás enganar, se
possível, até os escolhidos. As mais sedutoras influências serão
exercidas; mentes serão hipnotizadas.
Corrupções de toda sorte, semelhantes às que prevaleciam entre os
antediluvianos, serão introduzidas para levar cativo o entendimento dos
homens. A exaltação da natureza em lugar de Deus, a irrestrita
licenciosidade da vontade humana, o conselho dos ímpios — desses se
serve Satanás para conseguir certos fins. Ele empregará o poder de uma
mente sobre outra para realizar os seus desígnios.

142
O pensamento mais triste de todos é o de que, sob a sua enganosa
influência, os homens terão uma forma de piedade, sem ter verdadeira
ligação com Deus. Como Adão e Eva, que comeram o fruto da árvore da
ciência do bem e do mal, muitos estão agora mesmo se alimentando com
os enganosos bocados do erro.
Agentes satânicos estão vestindo teorias de roupagens atraentes, do
mesmo modo que Satanás, no jardim do Éden, ocultou de nossos
primeiros pais a sua identidade por intermédio da serpente. Esses
agentes estão incutindo no espírito do homem isso que na realidade é
erro mortífero. A influência hipnótica de Satanás repousará sobre os que
se volvem da clara Palavra de Deus para fábulas agradáveis.
Satanás busca mais assiduamente apanhar os que receberam mais luz.
Ele sabe que, se conseguir enganá-los, sob o seu domínio, eles revestirão
o pecado com trajes de justiça, levando muitos a se desviarem."WHITE,
Ellen G., Testemunhos Para a Igreja, Vol. 8, Págs. 293-294

c) seduza

Trabalhando o termo “seduza”

A palavra grega πλαναw (planáô) “seduzir” tem o sentido de: “Enganar


ardilosamente, desonrar, inclinar para o mal, para o erro, desencaminhar, iludir,
enganar, levar a rebelião e revoltar, induzir em erro, cair em erro, não acertar”. Ver:
- Êxodo: 22.16; Provérbios 7.21; Tiago: 1.14; Apocalipse: 2.20; 18.23; II Reis: 21:9;
Provérbios.: 1.10; Marcos: 13.22; II Timóteo: 3:13.

Satanás é o originador da "sedução"

“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o
sedutor de todo o mundo...” Apocalipse. 12.10.

Ele “seduz” através de ‘falsas curas, falsos milagres, falsos sinais, mentira', etc.

“Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva


jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque
todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria”. Apocalipse: 18.23.

“Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra,
diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe
foi dado executar diante da besta...” Apocalipse: 13:13-14.

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios
para enganar, se possível, os próprios eleitos.”Mateus: 24.24.

“Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e


sinais, e prodígios da mentira, E com todo engano de injustiça aos que perecem,
porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo,
pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, “A fim
de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo
contrário, deleitaram-se com a injustiça.” II Tessalonicenses: 2:9-12.
Observando os têrmos:

143
1) poder
2) sinais
3) prodígios da mentira
4) engano de injustiça
5) operação do erro
6) a mentira

Todos estes sinais são obra de demônios. Confira:

“Porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do
mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-
Poderoso”. Apocalipse: 16.14.

“Faraó, porém, mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os sábios do Egito,


fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas”. Pois lançaram eles cada um
o seu bordão, e eles se tornaram em serpentes; mas o bordão de Arão devorou os
bordões deles. ”Êxodo: 7.11-12”.

“Então, os magos fizeram o mesmo com suas ciências ocultas e fizeram aparecer rãs
sobre a terra do Egito” Êxodo: 8:7.

“E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à
verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé” II
Timóteo: 3:8.

Veja o que irão reclamar de Jesus aqueles que se entregaram aos “falsos milagres,
as falsas curas e a expulsão de demônios”:

Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós
profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome
não fizemos muitos milagres?” Mateus: 7.22”.

Observe no texto acima:

1) profetizado em teu nome


2) em teu nome não expelimos demônios
3) em teu nome não fizemos muitos milagres?

O nome aparece ai 3 vezes para identificar a Tríade do mal (compare com


Apocalipse 16.13-14)

“Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” Mateus: 22.14

“Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros.” Mateus:
24.10

144
“Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a
perdição, e são muitos os que entram por ela)” Mateus: 7.13.

“Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a


muitos.” Mateus: 24:5

E “Perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque
somos muitos." Marcos: 5:9

“Mas, relativamente a Israel, dele clama Isaías: Ainda que o número dos filhos de
Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.” Romanos: 9.27.

“Porque com fogo e com a sua espada entrará o SENHOR em juízo com toda a
carne; e serão muitos os mortos da parte do SENHOR... Os... que comem carne de
porco, coisas abomináveis e rato serão consumidos, diz o SENHOR.” Isaías: 66:16-17.

Veja qual será a resposta de Cristo para eles:

“Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que
praticais a iniqüidade.” Mateus: 7:23.

A palavra grega para “iniquidade” em Mateus 7.23 é " " (anomia). Anomia
( tem o sentido original de:

a) negação da lei
b) aquilo que está fora da lei
c) sem lei
d) ignorar a lei
e) o que está contra a lei
f) infração da lei
g) transgressão da lei

"anomia ( ), literalmente, “ilegalidade” (formado de a, elemento


de negação, e nomos, “lei”)... "O termo anomia, “ ilegalidade", e a rejeição
da lei divina ou o mal cometido contra ela." VINE, W. E., UNGER,
Merril F., JR. William White, Dicionario Vine, Págs. 712-713

"ά-νομία anomia (como mentalidade); ato contrário à lei; ΟΙ έργαζόμενοι


τήν ανομίαν váv, que praticais a anomia/o que é contrário à lei (cf. B 2) =
vós, transgressores da lei... ato contrário à lei... o menosprezo da lei de
Deus... um agir contrário ü lei/a uma vida sem lei " HAUBECK, Wilfrid,
SIEBENTHAL, Heinrich von, Nova Chave Linguística do Novo
Testamento Grego, Págs. 83, 203, 964

" [anomia] (Substantivo feminino). De s [anomos] (α [a] - como uma


partícula negativa- "sem", e s [nomos] "lei" = "sem lei"). Negação da lei. Ilegalidade,
falta de conformidade com a lei, violação da lei, desacato à lei, iniqüidade, impiedade."
FLORES, Daniel Alejandro, Léxico Grego - Português Dicionário e Concordância
Analítica do Grego do Novo Testamento, Págs. 98-99

145
A palavra "iniquidade" (Gr. ) aparece em: Mateus: 7.23; 13.41; 23.28;
24.12; Romanos: 4.7 6.19; II Corintios: 6.14; II Tessalonicenses: 2.7; Tito: 2.14;
Hebreus: 1.9; 10.17; I João: 3.4

Quem rejeita os mandamentos da lei de Deus com certeza se volverá para idolatria
como fez a igreja no período do 3° selo, simbolizado pela cruel idolatria de Jezabel.
VER: IREIS: 11:1-8,11; Deuteronômio: 20.16-18; I Reis: 12.25-33; Salmos: 106:24,
28,36-39; 78:5-7, 10, 17,40 e 58.

Os deuses de Jezabel ainda estão presentes nos dias atuais:

“O mundo hoje tem seus Acabes e suas Jezabéis. O presente século é tão
verdadeiramente um século de idolatria como aquele em que Elias viveu.
Pode não haver nenhum altar externamente visível; pode não haver
nenhuma imagem sobre que os olhos repousem, contudo, milhares estão
seguindo após os deuses deste mundo - riquezas, fama, prazeres e as
agradáveis fábulas que permitem ao homem seguir as inclinações do
coração não regenerado. Multidões têm uma errônea concepção de Deus
e Seus atributos, e estão servindo a um falso deus tão verdadeiramente
como o estavam os adoradores de Baal. Muitos, mesmo entre os que se
declaram cristãos, têm-se aliado com influências que são
inalteravelmente opostas a Deus” WHITE, Ellen G., Profetas e Reis, Pág.
177.

“O espírito predominante em nosso tempo é de infidelidade e apostasia -


espírito de professada iluminação por causa do conhecimento da
verdade, mas na realidade da mais cega presunção. Teorias humanas são
exaltadas, e postas onde deviam estar Deus e Sua lei. Satanás tenta
homens e mulheres a desobedecerem, com a promessa de que na
desobediência encontrarão liberdade e independência que os tornarão
deuses. Há um visível espírito de oposição à clara Palavra de Deus, de
idolátrica exaltação da sabedoria humana sobre a revelação divina. Os
homens têm permitido que suas mentes se tornem tão entenebrecidas e
confusas pela conformidade aos costumes e influências mundanos, que
parecem haver perdido todo o poder de discriminação entre a luz e as
trevas, a verdade e o erro. Tão longe têm-se afastado do caminho do
direito a ponto de sustentarem as opiniões de uns poucos filósofos, assim
chamados, como mais dignas de crédito do que as verdades da Bíblia. As
instâncias e promessas da Palavra de Deus, suas ameaças contra a
desobediência e a idolatria - tudo parece não ter poder para tocar-lhes o
coração. Uma fé como a que operou em Paulo, Pedro e João, eles a
consideram como coisa do passado, misticismo, e indigna da inteligência
dos modernos pensadores. No princípio Deus deu Sua lei à humanidade
como um meio de alcançar a felicidade e vida eterna. A única esperança
de Satanás de poder frustrar o propósito de Deus é levar homens e
mulheres à desobediência a essa lei; e seu constante esforço tem sido
falsear seus ensinos e diminuir sua importância. Seu principal ataque
tem sido a tentativa de mudar a própria lei, assim como levar os homens
a violar seus preceitos enquanto professam obedecê-la." WHITE, Ellen G.,
Profetas e Reis, Pág. 178.

A “nova era” – outro deus de Jezabel:

“A nova era é própria Jezabel tentando destruir a pessoa de cristo – o


criador e redentor, a instituição da igreja – núcleo de comunhão e
pregação; a bíblia – norma de fé e prática; e, finalmente, o homem. Ela
ensina que somos auto-suficientes e devemos adorar os” baals “que

146
criamos em nossa própria imaginação”. Ela insinua: “você mesmo pode
operar a sua salvação”.a serva do senhor diz que Jezabel quer levar as
pessoas “a se afastarem do divino, e a exaltarem o humano”. WHITE,
Ellen G., Profetas e Reis, Pág. 178. Ver: Revista Adventista, agosto de
1996, Pág 12”.

Os deuses de Jezabel são capazes de abrir “a crítica e as especulações


concernentes às escrituras, têm aberto o caminho ao espiritismo e à
teosofia - essas formas modernas do antigo paganismo- para conseguir
firmar-se mesmo nas professas igrejas de nosso senhor Jesus
cristo.”WHITE, Ellen G., Evangelismo, Pág. 592.

Teosofia

"O uso especializado do termo está associado à Sociedade Teosôfica,


fundada em 1875 pela madame russa Blavatsky. Tal como no caso de
várias seitas, essa sociedade afirma-se possuidora de uma "antiga
sabedoria", derivada de dimensões espirituais e dos avatares... salvação
humana pode ser adquirida mediante a disciplina, a resignação, a
purgação e a evolução, enquanto o homem vai subindo pelos vários
níveis da existência. O homem seria ajudado pelo mundo dos espíritos, e
pelos mensageiros divinos enviados da parte daquele mundo.
Mestres especiais reencarnam-se, porquanto a reencarnação (vide) é um
elemento essencial dos ensinamentos da Sociedade Teosófica... Todas as
almas estão identificadas com a Sobre-Alma Universal, que seria um
aspecto da Raiz Desconhecida. A alma seria uma fagulha da grande
Sobre-Alma, e acha-se em peregrinação.
A lei do karma governaria a peregrinação de todas as almas, as quais
passariam por muitas reencarnações, em sua inquirição pela verdade.
°homem é imortal, e o seu futuro não tem limites quanto ao seu
resplendor. Experiências alternadas de prazer e de dor são úteis para a
evolução espiritual. A sabedoria brilha através das experiências
humanas, conduzindo o indivíduo em sua ascensão para novas alturas. A
reencarnação e o karma garantiriam a obtenção da sabedoria, ainda que,
no caso de alguns, isso possa envolver um tempo muito longo.
Os adeptos ou mestres são indivíduos aperfeiçoados que atingiram um
elevado grau de sabedoria. Algumas vezes
reencamam-se a fim de serem líderes espirituais; e sobre
eles pesa a responsabilidade de ensinarem àqueles cujas
realizações não são tão altas. Esses mestres deixaram para trás o ciclo
das reencarnações, em seu desenvolvimento espiritual; mas
reencarnam-se a fim de ajudar a outras pessoas. Em espírito, formam
uma grande irmandade; e alguns poucos dentre eles reencarnam-se, mui
ocasionalmente, a fim de ajudar a outras pessoas, com missões especiais.
Os mestres (não reencarnados) também têm missões celestes, e podem
ser contatados mediante experiências místicas, por meio das quais
podem dar instruções, inteiramente à parte de sua aparição pessoal
entre os homens, mediante vidas encarnadas.
O Lagos em suas manifestações. Haveria três logos ou manifestações do
Logos: O Primeiro Lagos seria a raiz de todo o ser; o Segundo Lagos
manifesta-se mediante a aparente dualidade que conhecemos, formada
por espírito e matéria (esses são os dois pólos da existência que
governam nossa atual experiência de vida); e o Terceiro Logos é a Mente
Universal, a fonte do ser, conforme o conhecemos, e na qual existem
todas as coisas, arquetipamente falando... Madarne Blavatsky. Suas datas
foram 1831-1891. Seu nome original era Helena von Hahn. Nasceu em
Dnepropetrovsk, na Rússia. Por um tempo, foi espírita.
Esteve nos Estados Unidos da América em 1873. Fundou

147
a Sociedade Teosófica em 1875. Naturalizou-se cidadã norte-americana.
Foi à India e estudou com mestres do Hinduísmo. Naquele país, em
Madras, estabeleceu um centro teosófico, que foi muito influenciado
pelas doutrinas esotéricas do budismo e do hinduísmo, combatendo o
ceticismo e o materialismo. Tomou-se conhecida por causa dos
fenômenos paranormais que ocorriam em sua presença, mas assumia a
atitude budista diante dos mesmos, ou seja, que tais fenômenos não
devem ser enfatizados." CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de
Bíblia, Teologia e Filosofia, Vol. 6, Págs. 384-385

“Pela influência de Jezabel e de seus ímpios sacerdotes, o povo fora


ensinado que os ídolos que haviam sido erguidos eram divindades que
regiam por seu místico poder os elementos da terra, fogo e água. Todas
as dádivas do Céu - os regatos, as fontes de águas vivas, o suave orvalho,
os chuveiros de águas que refrigeravam a terra e faziam que os campos
produzissem com abundância - eram atribuídos ao favor de Baal e
Astarote, em vez de ao Doador de toda boa dádiva e todo dom
perfeito.”WHITE, Ellen G., Profetas e Reis, Págs. 114-115.

"Jezabel versus o Espírito de Deus - Poucos reconhecem o poder de


uma mulher não consagrada. Fui transportado de volta ao tempo de
Acabe. Deus teria estado com Acabe se ele tivesse seguido o conselho do
céu. Mas Acabe não fez isso. Ele se casou com uma mulher dada à
idolatria. Jezabel tinha mais poder sobre o rei do que Deus. Ela o
conduziu à idolatria, e com ele o povo ( Manuscrito 29, 1911 ). {2BC
1033,8}
A influência de Jezabel sobre Acabe foi maior do que a influência do
Espírito de Deus, por mais poderosa e convincente que fosse a evidência
do céu ( Manuscrito 19, 1906 ). {2BC 1033,9}" WHITE, Ellen G., SDA Bible
Commentary, Vol. 2, Pág. 1033, Parágrafos 8 e 9

Em apocalipse 2.21-23 – Jesus advertiu a Igreja do período do 4° selo que se ela


não se arrependesse e abandonasse a idolatria, a prostituição e tudo aquilo que era
contrário à vontade divina, eles seriam envolvidos em:

a) grande tribulação
b) grande epidemia
c) seriam postos de cama
d) seus filhos seriam mortos

Estas advertências se cumpriram entre os anos de 1 315, 1 317 e 1 348, quando


uma grande onda de “chuvas, fome e uma epidemia, chamada ‘peste negra ou peste
bubônica’” vinda do oriente atingiu o continente europeu.

“Entre 1 315 e 1 317, pesadas e constantes chuvas caíram sobre a Europa


ocidental, devastando os campos e prejudicando ainda mais as colheitas.
A fome se generalizou por todo o continente, atingindo os camponeses
pobres de maneira trágica”.
Os problemas produzidos pelas dificuldades com o clima, as péssimas
colheitas e a “grande fome” geraram uma série de conflitos sociais...
Assim, a vida do homem medieval passou a ser estreitamente difícil, pois
não havia alimentação satisfatória, higiene e saneamento nas cidades,
tornando a população (tanto os servos quanto os nobres) mais
vulnerável a qualquer tipo de doença e epidemia.
Em 1 348, a peste bubônica (assim chamada por produzir um bubão, isto
é, um inchaço) ou peste negra, vinda do oriente médio, atingiu a

148
população europeia, dizimando-a em torno de 30% e acentuando um
declínio populacional já em curso.” MORAIS, José Geraldo Vinci de,
Caminhos das Civilizações, Págs. 118 e 119, (Atual Editora)”.

Veja quem não seria atingido:

“Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa
doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as coisas profundas de Satanás:
Outra carga não jogarei sobre vós”; Tão-somente conservai o que tendes, até que eu
venha. ”Apocalipse: 2.24-25”.

a) Essa doutrina - “os ensinamentos de Jezabel”


b) Coisas profundas de satanás – “idolatria, feitiçaria, prostituição, imoralidade
sexual, adoração ao sol, etc”.

c) Conserva o que tendes (que haviam recebido) - “a palavra da verdade, do


evangelho, da justiça”

Os fiéis no período do 4° selo “preservaram as boas obras” - compare com: Efésios:


2.10; Tito: 2.14.

O “amor” – compare com: I Corintios: 13.1-13

A “fé” – compare com: I João: 5:4; apocalipse: 14.12.

O “serviço” – compare com: ICorintios: 15.58; 16:9; II Corintios: 6.5; Hebreus: 6.10;
II Corintios: 11.27.

A “perseverança” – compare com: Tiago: 1. 2; Mateus: 24.13; apocalipse: 14:12.

“Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade
sobre as nações, E com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se
fossem objetos de barro; “Assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei
ainda a estrela da manhã.” Apocalipse: 2.26-28.

Vencedor:

“Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, da sua
imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo
harpas de Deus.” Apocalipse: 15:2.

“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos


senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se
acham com ele.”Apocalipse: 17.14.
“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o
mundo: a nossa fé.” I João: 5:4.

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou


perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?... “Em todas estas coisas,

149
porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” Romanos:
8.35,37.

Minhas obras:

“Isto é, obras que refletem o caráter de Cristo. Estas obras se acham em agudo
contraste com as "obras" dos que se aliam com Jezabel.” SÉTIMO DIA, Comentário
Bíblico Adventista, Vol. 7, Pág. 832

“Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com
que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa.” Jeremias: 23:6

Autoridade

“O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao
povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o
servirão e lhe obedecerão.” Daniel: 7.27.

Estrela da manhã = o próprio Cristo

“Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz
e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã.” Apocalipse: 22.16

“E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há
a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos
profetas, Os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça,
obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, Extinguiram a violência do fogo,
escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em
guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Mulheres receberam, pela
ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate,
para obterem superior ressurreição; Outros, por sua vez, passaram pela prova de
escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados,
serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles
de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o
mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos
antros da terra. Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não
obtiveram, contudo, a concretização da promessa, “Por haver Deus provido coisa
superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.”
Hebreus: 11.32-40.

O quarto selo cobre o período que vai de 538 a 1.517 dc


Quarto selo = igreja de tiatira

"Nesse caso, a «morte» aqui referida seria a peste bubônica que teve
lugar já perto do fim da Idade das Trevas, e que deixou uma esteira de
destruição na Europa e na Ásia. Temos de admitir que a destruição de
vidas, naquela oportunidade, foi verdadeiramente grande." CHAMPLIN,
Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado Versículo por
Versículo, Vol. 6, Pág. 467

150
538 DC --------------------------------------------------------------------------------------------1.517 DC

Quarto selo = Cavalo amarelo = Igreja de Tiatira


Perseguição e Martírio

151
QUINTO SELO

Vamos agora abrir e estudar o quinto selo

“Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham
sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que
sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor,
santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a
terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que
repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos
seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles
foram.”Apocalipse: 6:9-11

Observando os símbolos:

a) almas debaixo do altar


b) palavra de Deus
c) testemunho
d) julgas
e) vingas
f) vestiduras brancas
g) repousassem
h) completasse

Observe que o ponto central nesse selo é a “justiça divina” e não uma exposição
sobre a natureza (mortal/imortal) do homem

Antes de trabalharmos os aspectos destacados do 5° selo, vamos observar o


seguinte:

Muitos evangélicos se estribam nesse texto (apoc. 6.9-11) para ensinarem que a
“alma humana é imortal”.

Veja por exemplo os pentecostais:

“Quando morre um justo, o homem interior (alma e espírito) vai para a


presença de Deus”. Lição Bíblica, 2° Trimestre de 1 997, Pág. 17,
Intitulada: ‘Seitas e Heresias’ (Assembleia de Deus).

"O justo ao morrer é conduzido pelos anjos até o Paraíso (v. 22). Que
privilégio, que honra têm os salvos ao morrer, e serem recepcionados
pelos anjos.Lições Bíblicas, 1º Trimestre de 2016, Pág. 94 (adultos),
intitulada: O Final de todas as coisas - Esperança e Gloria para os
Salvos (CPAD)

Agora observe os católicos:

"Seriam realmente sem sentido se a alma não fosse, por sua própria
natureza, imortal, e se não houvesse vida para além do túmulo. Por isso,

152
a Igreja Católica, no Concílio de Latrão, em 1513, condenou como
herética e inteiramente oposta à fé cristã qualquer negação da
imortalidade da alma humana. Um cristão, se quiser permanecer cristão,
deve crer na sobrevivência consciente da alma após a morte." RUMBLE,
PE. Dr. L., Vozes em Defesa da Fé, Caderno 1, A Imortalidade da
Alma, Pág. 17 (Editora Vozes Limitada - 1959)

"P. Haverá um juízo particular? R. Sim; pois a nossa alma, depois de


separada do corpo, comparece logo diante de Deus para ser julgada, e é
isto o que chamamos juízo particular." PRATMANS, Dr. D. Miguel,
Catecismo Exemplificado( Ou Doutrina Católica), Pág. 123 - Edição de
1878

“O justo ao morrer é imediatamente conduzido ao céu” CATÓLICA,


Enciclopédia, Vol. VIII, Pág. 550, Art. Justo. 1 913, Pág. 120

"Alma humana. Segundo a doutrina cristã, é o princípio espiritual e


imortal que informa e anima o corpo durante a vida temporal até à
separação da *morte; perdura depois da morte separada do corpo; e, na
*ressurreição, o corpo, tornado glorioso ou espiritual, de novo se une a
ela para todo o sempre” FALCÃO, D. Manuel Franco, Enciclopédia
Católica Popular.

“Expirou Abraão; morreu em ditosa velhice, avançado em anos; e foi reunido ao


seu povo.” Gênesis: 25:8.

Comentando gênesis 25.8, diz os pentecostais:

“Refere-se ao encontro do falecido com seus familiares, na outra vida após


a morte” PENTECOSTAL. Bíblia de Estudo

A crença na “imortalidade da alma” tem a sua origem na civilização egípcia.

OS EGÍPCIOS “acreditavam que o ser humano possuía uma alma ou duplo


corruptível, denominado kA, além de uma alma imortal (BA). ... A
mumificação, relacionada à crença da volta da alma ao mesmo
corpo,começou por volta de 4 000 a,c.” SOUSA, Osvaldo Rodrigues de,
História Antiga e Medieval, Pág. 17

“Para que o corpo pudesse voltar a abrigar a alma, desenvolveu-se o culto


aos mortos”. VICENTINO, Claudio, História – Memória Viva, Pág. 26
(Editora Scipione).

Os pentecostais defendem a mesma crença egípcia. Confira:

“Quando da ocorrência da morte, o espírito e a alma se separam do


corpo”. Lições Bíblicas, 2° Trimestre de 1 997, Pág. 16, Seitas e Heresias
(CPAD)

Agora observe os egípcios:

“Para os egípcios, a mote apenas separava a alma do corpo”. ARRUDA,


José Jobbson de Almeida, Toda a História, Pág. 22.

“os egípcios,... Agiam no sentido de preservar os corpos, pois acreditavam


que a alma, depois de julgada no tribunal de Osíris, retornaria ao seu corpo

153
para uma existência de repouso e paraíso para os justos”. VICENTINO,
Claudio, História Memória Viva, Pág. 26, - (Editora Scpione).

Os gnósticos seguiam a mesma crença. veja:

“Os gnósticos acreditavam... Que a alma do homem... Ao morrer voaria para o mundo
da luz”. LADD, George, Teologia do Novo Testamento, Pág. 565.

O islamismo também acredita na imortalidade da alma.

“Maomé começou a pregar a guerra santa... Todo aquele que morrer


lutando pela expansão do reino de ‘Alá’ irá direto para o paraíso”.
ARRUDA, José Jobbson de Almeida, História Integrada, Vol. II Pág. 13.

Agora observe a crença dos persas:

“Os persas... Acreditavam na vida após a morte, onde haveria paraíso


para os justos e purgatório e inferno para os pecadores”. VICENTINO,
Claudio, História Memória Viva, Pág. 50 (Editora Scipione).

Agora a crença de satanás:

“Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis”.Gênesis: 3:4. 122

Nesse versículo satanás afirma categoricamente que “o homem é imortal”

Portanto, a doutrina da “imortalidade da alma” é ‘satânica’.

Deus afirma que o homem é “mortal”

“Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em


que dela comeres, certamente morrerás”.Gênesis: 2:17.

A bíblia diz que o diabo é “mentiroso” (João: 8: 44)

A bíblia diz que Deus é “verdadeiro” (Jeremias: 10:10).

Deus proibiu o seu povo de “consultar os mortos”

“Nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos”;
Deuteronômio: 18:11.

A crença na “imortalidade da alma” foi tomada do paganismo.

“A teoria da imortalidade da alma foi uma das falsidades que Roma tomou
emprestadas do paganismo, incorporando-a a religião da cristandade.
Martinho Lutero classificou-a entre as” monstruosas fábulas que fazem
parte do monturo romano dos decretos”. WHITE, Ellen G., O Grande
Conflito, Pág. 549.

“Induzindo-os Satanás a crer que os mortos efetivamente voltam para


comunicar-se com eles, faz o maligno com que apareçam os que baixaram

154
ao túmulo sem estarem preparados. Pretendem estar feliz no Céu, e mesmo
ocupar ali elevadas posições; e assim é largamente ensinado o erro de que
nenhuma diferença se faz entre justos e ímpios. Os pretensos visitantes do
mundo dos espíritos algumas vezes proferem avisos e advertências que
se demonstram corretos. Então, estando ganha a confiança, apresentam
doutrinas que solapam diretamente a fé nas Escrituras” WHITE, Ellen G.,
O Grande Conflito, Pág. 552.

Quem se opõe ao espiritismo, enfrenta o próprio satanás.

“Os que se opõem aos ensinos do espiritismo, enfrentam não somente aos
homens, mas também a Satanás e a seus anjos. Entraram em luta contra
os principados, potestades e espíritos maus dos ares. Satanás não cederá
um centímetro de terreno sequer, a menos que seja rechaçado pelo poder
dos mensageiros celestiais. O povo de Deus deve ser capaz de o enfrentar,
como fez nosso Salvador, com as palavras:” Está escrito.”Satanás pode
citar a Escritura hoje, como o fez nos dias de Cristo, pervertendo-lhe os
ensinos para apoiar seus enganos. Os que quiserem estar em pé neste
tempo de perigo devem compreender por si mesmos o testemunho das
Escrituras”. WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Pág. 559.

A doutrina da ‘imortalidade da alma’ é o fundamento do espiritismo.

“Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade


do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o
primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de
simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os
primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do
espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder
romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as
pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência”. WHITE, Ellen
G., O Grande Conflito, Pág. 588.

Biblicamente falando, os mortos não sabem de nada.

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa
nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no
esquecimento”. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles
parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” Eclesiastes: 9:5-6”.

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no
além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem
sabedoria alguma”. Eclesiastes: 9:10

Os mortos não se comunicam mais com os vivos.

“Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a
subir”. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais.”
Jó: 7:9-10”.

“Almas debaixo do altar”

"Eu vi sob o altar – Uma visão simbólica foi mostrada, na qual ele viu um
altar; e sob ele, as almas daqueles que haviam sido assassinados, por

155
causa da Palavra de Deus – os martirizados pela sua adesão ao
Cristianismo são representados como recém assassinados como vítimas
da idolatria e superstição. O altar está na terra, e não, no céu." CLARKE,
Adam, Comentário Bíblico de (apocalipse), Vol. 5, Pág. 65

"As almas debaixo do altar: Será que isso ensina que as almas
desencarnadas dos mortos estão conscientes no Céu? Se não e assim, por
que não? 1. O altar do sacrifício no qual eles foram imolados e sob o qual
eles são vistos nao esta no Céu, mas na Terra. O único altar no Céu e o
altar do incenso. 2. Não podemos imaginar que o espirito de vingança
pudesse dominar de tal maneira as mentes das almas no Céu a ponto de
fazer com que, a despeito da alegria e da gloria do Ceu, elas não ficassem
satisfeitas e a vontade ate que vissem a vingança sendo infligida sobre
seus inimigos.
3. Se a ideia popular que coloca essas almas no Céu fosse verdade, seus
perseguidores estariam queimando no inferno. Por que essas almas
estariam clamando por vingança? Que vingança maior poderiam querer?
4. Alguns argumentam que elas devem estar conscientes, pois clamam a
Deus. Devemos entender que a personificação atribui vida, ação e
inteligência a objetos inanimados. O sangue de Abel clamava a Deus
desde a Terra (Genesis 4:9 e 10). A pedra clamava da parede e a
trave respondia do madeiramento (Habacuque 2:11). O salário dos
trabalhadores que fora diminuído clamava, c os clamores dos que
ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos (Tiago 5:4)."
FEYERABEND, Henry, Apocalipse Verso por Verso, Págs. 55-56

“O que estas passagens ensinam sobre o sangue e o sacrifício? Lev. 4:7;


17:11; Êxo. 29:12. No ritual do santuário, os sacerdotes derramavam o
sangue dos novilhos à base do altar do holocausto. A vida do animal era
considerada como estando no sangue. Quando derramava o sangue do
animal dessa maneira, o sacerdote estava devolvendo a vida a Deus por
meio do ritual do sacrifício.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola
Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 88, Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP.

"6.11 Vestidura Branca. Este símbolo da justiça e da pureza de Cristo é


dado aos santos martirizados, debaixo do altar (v 9), simbolizando a
morte sacrificial (mas não redentora) dos mártires (cf Fp 2.17; 2 Tm 4.6
com Lv 4.7). É o sangue dos mártires que reivindica o julgamento de
Deus sobre os injustos perseguidores. Há um número dos eleitos, que se
completará por conversão antes da Vinda de Cristo (Rm 11.12n). Assim,
também, o profeta prevê que haverá mais mártires antes da vinda de
Cristo." SHEDD, Bíblia, Pág. 1766

“No altar de bronze do santuário do Antigo Testamento se ofereciam os


sacrifícios de animais. O sacrifício era queimado e o sangue era
derramado na base do altar (Levítico 4:7). A vida ou a alma está no
sangue (Levítico 17:11; Deuteronômio 12:23). O símbolo é claro: O
sangue dos mártires do pequeno remanescente fiel que não aceitou a
paganização doutrinal é derramado como um sacrifício ao pé do altar.
Esse sangue simbolicamente clama a Deus, como o fez o sangue de Abel
que foi morto por seu irmão (Gênesis 4:10).” Belvedere, Daniel -
Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Pág. 55

O altar dos holocaustos no antigo Israel (usado como tipo em apocalipse 6.9-11)
ficava fora do santuário.

156
O santuário do antigo Israel era símbolo do santuário celestial, e lá no céu não se
oferecem sacrifícios.
João sabia que o sangue dos animais era derramado na base (debaixo) do altar do
holocausto.

“Também daquele sangue porá o sacerdote sobre os chifres do altar do incenso


aromático, perante o SENHOR, altar que está na tenda da congregação; e todo o
restante do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à
porta da tenda da congregação”. Levitico: 4:7 ( compare com: Levitico 4:18, 30,34).

“Alma” – João associa a palavra “alma” ao altar. O altar aqui, como já vimos, é o
‘altar dos holocaustos’ do antigo santuário levita, estando o mesmo na terra e não no
céu. – Leia: I reis: 1:50; Gênesis: 8:20; 12:7-8; 26:25; 33:20; Êxodo: 17:15;
Números: 23:1; Josué: 8:30; 22:10; juizes: 6:26, 27; I Samuel: 7:17; 4:38; II Samuel:
24:21, 25; I Reis: 18:30; 18:32; II Crônicas: 4:1; Êxodo: 27:1-8; 40:6.

No Céu não existe um altar para sacrifícios. Por isso, a declaração de João de que
viu “debaixo do altar as almas dos que foram mortos” no período da perseguição
papal deve ser entendida como uma afirmativa de que eles estão debaixo da terra,
ou em seus sepulcros.

observe esse versículo:

“Porque a alma de toda carne é o seu sangue, que é sua alma. Eis por que eu disse
aos israelitas: não comereis sangue de animal algum, porque a alma de toda carne é
o seu sangue; quem o comer será eliminado.” Levítico: 17:14 (Bíblia Ave Maria)

Aqui a bíblia deixa bem claro que a “alma” dos animais é o seu ‘sangue’.

No altar dos holocaustos do santuário do antigo Israel, a única coisa que estava
relacionada com a base do altar dos holocaustos era o “sangue” dos animais que ali
eram derramados e que é traduzido na versão (Almeida revista e corrigida) por
alma (Levitico 17.14)- compare com Levitico: 4:30.

Portanto, as “almas” vistas por João em visão, como estando ‘clamando’ debaixo do
altar, é simplesmente o sangue, dos reformadores e de muitos outros fiéis de Deus,
que foram mortos no período da inquisição papal e que, simbolicamente, clamavam a
deus por justiça.

Veja esse exemplo claro da palavra de Deus sobre o assunto em pauta:

“E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim”
Gênesis: 4:10.

No contexto geral da bíblia, Abel foi o primeiro mártir.

Observe essa fonte:

“... Na análise final, Abel foi aceito por fé na base do sangue de cristo; era
justo. Mat. 23.35; I João. 3.12”.

157
“pela fé Abel ofereceu melhor sacrifício do que Caim”. Heb. 11.4. Foi
assassinado por seu irmão Caim (gn. 4.8), tornando-se o primeiro mártir,
mat. 23.35; heb. 12.24. Deus disse a Caim: “a voz do sangue do teu
sangue do teu irmão clama a mim...”, GÊN: 4:10 (comp. Apoc. 6.9-10)
BOYER, Orlando S., Pequena Enciclopédia Bíblica, Pág. 10 (Editora Vida).

Observe que essa obra (pequena enciclopédia bíblica) reconhece que em


apocalipse 6.9-11, as almas clamando debaixo do altar, são a “voz do sangue” dos
fiéis filhos de Deus, isso ela reconhece claramente quando manda comparar gênesis
4.10 com Apoc 6.9-10.

Agora observe que não é Abel quem está clamando, e sim o seu sangue.

Observe também que o sangue está clamando da terra e não do céu.

No céu não existe clamor. Os salvos não clamarão na eternidade.

E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca mais se


ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor.” Isaias: 65:19..

“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto,
nem clamor, nem dor; porque as primeiras coisas são passadas” Apocalipse: 21:4.
(Almeida Revista e Corrigida)

“Os mártires receberão a vida eterna. Em simbolismo profético, João viu


os mártires que haviam dado a vida por causa da Palavra de Deus e do
testemunho de Jesus Cristo. Ele não viu almas desencarnadas no Céu, e,
sim, uma representação simbólica do fato de que Cristo reservara os
justos mortos para a vida eterna que será outorgada na manhã da
ressurreição. (Ver I Tim. 6:16; I Cor. 15:51-54.)” BATTISTONE, Joseph J. -
Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Págs. 88-89, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP

“Especialmente aqueles que foram martirizados nos períodos da pré-


Reforma e da Reforma; mas se aplica aos mártires de todas as épocas,
incluindo a nossa." BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 89, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP

6:10 E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo
e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a
terra?.

Até quando não julgas e vingas? - “O clamor dos mártires é na


realidade um pedido de justiça - não num sentido frio e legalista, mas
com genuína paixão pela justiça e paz. O clamor dos mártires não é um
desejo de vingança pessoal, mas um pedido de vindicação divina.”
BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,
nº 374, Pág. 89, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP

Vingas o nosso sangue - “Milhões baixaram ao túmulo carregados de


infâmia, porque recusaram render-se às enganosas pretensões de
Satanás. Por tribunais humanos os filhos de Deus foram condenados
como os mais vis criminosos. Mas próximo está o dia em que ‘Deus
mesmo é o juiz’. Sal. 50:6. Então as sentenças dadas na Terra serão
invertidas. Então ‘tirará o opróbrio do Seu povo de toda a Terra’. Isa.
25:8. Vestes brancas dar-se-ão a todos eles. Apoc. 6:11. E chamar-lhe-ão:
povo santo, remidos do Senhor.’ Isa. 62:12.” - Parábolas de Jesus, p. 179 e

158
180, citado em BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 89, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP

6:11 E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes


dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, até que se
completasse o número de seus conservos, que haviam de ser mortos, como
também eles o foram.

“Apocalipse 6:11 se cumpre quando é aberto o quinto selo do rolo que


Cristo tomou das mãos do Pai (Apoc. 5:6 e 7; 6:9). Os mortos são
vindicados no juízo pré-advento (Apoc. 6:11). Seus irmãos vivos são
‘completados’ ou ‘aperfeiçoados’, no sentido de obterem vitória sobre o
pecado, durante esse mesmo juízo pré- advento. Então, Cristo volta
(Apoc. 6:12-17).” Gulley, Norman R. - Lições da Escola Sabatina, 3º
Trimestre de 1996, Pág 6, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“As vestiduras brancas simbolizam a dignidade que lhes confere a


justiça de Cristo (Apocalipse 19:8; 3:5; 7:14). Mas, embora tivessem
ganho a vitória em Cristo, deviam descansar na tumba um pouco de
tempo até que Jesus venha e lhes dê a recompensa (Heb. 11:39, 40).”
Belvedere, Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do
Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987, Pág. 55

“As ‘vestes brancas’ simbolizam sua vindicação [dos mártires justos] no


julgamento celestial que precede o Segundo Advento. Visto que eles
morreram possuindo a justiça de Cristo, podem ser julgados dignos da
vida eterna.” Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre
de 1989, nº 374, Pág. 90, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“No trajeto encontramos uma multidão que também contemplava as


belezas do lugar [Nova Terra]. Notei a cor vermelha na borda de suas
vestes, o brilho das coroas e a alvura puríssima dos vestidos. Quando os
saudamos, perguntei a Jesus quem eram eles. Disse que eram mártires
que por Ele haviam mortos.” - Primeiros Escritos, p. 18 e 19, citado em
Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº
374, Pág. 90, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Por pouco tempo - “Até que o caráter de Deus seja vindicado no juízo e
os santos possam receber sua recompensa.” - Battistone, Joseph J. - Lições
da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 89, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Completasse o número dos seus conservos - “Apocalipse 6:11 pode


ser traduzido: ‘E foi dada a cada pessoa uma roupa branca, e dito que
deveria esperar um pouco mais, até que seus companheiros e irmãos,
que estavam para ser mortos como eles o foram, pudessem ser
completos (chegassem à perfeição).’ Os que morreram salvos serão
vindicados no juízo pré-advento. Seus irmãos vivos serão feitos
completos em Cristo antes de receberem o selo de Deus no tempo do fim
(Apoc. 7:1-3).” - Gulley, Norman R. - Lições da Escola Sabatina, 3º
Trimestre de 1996, Pág. 6, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“Como nos tornamos espiritualmente completos? Col. 2:10-13; Efés.


3:16-19. [...] ‘O forte poder do Espírito Santo efetua uma transformação
completa no caráter do instrumento humano, tornando-o nova criatura
em Cristo Jesus. Quando alguém está cheio do Espírito, quanto mais
severamente for provado e afligido, tanto mais claramente demonstrará
que é um representante de Cristo. ... Estamos buscando Sua plenitude
sempre prosseguindo para o alvo colocado diante de nós – a perfeição de
Seu caráter? Quando o povo do Senhor atingir esse alvo, eles serão
selados em suas frontes. Cheios do Espírito, estarão completos em Cristo,
e o anjo relator declarará: ‘Feito está!’” – Comentário de Ellen G. White,

159
SDABC, vol. 6, p. 1.117 e 1.118, citado em Battistone, Joseph J. - Lições da
Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 90, Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP.

“Pelo poder do Espírito Santo, o povo de Deus do tempo do fim será feito
completamente vitorioso em Cristo, durante ‘as bodas do Cordeiro’, o
juízo pré-advento (Apoc. 19:2, 7 e 8). Então, eles são selados em suas
frontes. Seus nomes serão conservados para sempre no livro da vida e
Satanás não terá mais poder sobre eles. (Ver Primeiros Escritos, págs. 270
e 271.)” Gulley, Norman R. - Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de
1996, Pág. 5, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“A maioria das traduções de Apocalipse 6:11 parecem indicar que os


mártires não poderão ser ressuscitados até que certo número de pessoas
tenham sido mortas por sua fé. O verbo grego para ‘sejam completados’
não denota necessariamente a completação de determinado número de
mártires.” Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de
1989, nº 374, Pág. 90, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Observe essa outra fonte sobre as "almas debaixo do altar"

"O quinto selo é uma sucessão inequívoca do quarto selo e estendesse


desde o ano 1517 até 1755. No quarto selo vimos os terríveis
extermínios do papado contra os santos do Altíssimo, sendo mencionado
que o Hades ou a sepultura, seguia a estas matanças, isto é, que os
mártires baixaram à sepultura, à medida que pereciam. Porém, o quinto
sêlo apresenta-nos o quadro das testemunhas de Deus e de Seu Filho
chacinadas exatamente no quarto selo pela espada papal às dezenas de
milhões.
Como pudera João ver as almas dos mártires debaixo do altar? Que
significam os têrmos “Alma” e “Altar”? O vocábulo “alma” de nosso texto,
vem do grego “psyche” e ocorre 103 vezes no Novo Testamento. Segundo
Young, em sua Analytical Concordance to the Bible, “psyche” tem o
significado de “alma animal”, o que equivale a “ser vivente”, ou, mais
pròpriamente, a uma “pessoa”. Inúmeras vezes no Novo Testamento
“psyche” é traduzido diretamente por "pessoa” enquanto nos demais em
que aparece tem outro significado. Por exemplo, é mencionado que
“psyche” “descansa”, come, bebe e folga”;1) e que é, pois, êste “psyche”
senão uma pessoa denominada de “alma”? Pode uma alma imaterial
descansar, comer, beber e folgar?
Referindo-se aos conversos do Pentecostes, a história os Atos dos
Apóstolos diz que “naquele dia agregaram-se quase 3.000 almas”
(psyche) à igreja, pelo batismo.2) Porventura estas almas pentecostais
batizadas eram incorpóreas? Não; eram pessoas, o que mais uma vez
confirma que “Psyche” tem o significado que Young lhe dá, isto é, “alma
animal” ou pessoa vivente. “E José mandou chamar”, ao Egito, “a seu pai
Jacó, e a toda a sua parentela, que era de setenta e cinco almas”.
Novamente “psyche” indica pessoas reais, a parentela de José.
Poderíamos continuar a referir todos os textos do Novo Testamento em
que “psyche” é usado, e a conclusão seria a mesma. Mas, apenas um texto
mais ainda. Salientando a ressurreição de Jesus, menciona S. Pedro a
profecia de Davi de que a Sua alma (psyche), não foi deixada no Hades
(sepultura), e torna claro que o profeta se referiu à ressurreição de
Cristo da sepultura. E todos sabemos que o “psyche” de Jesus que saiu da
sepultura, não foi uma alma incorpórea, mas o próprio Senhor em carne
e ossos. Esta é talvez a mais forte evidência de aue “psyche” tem apenas o
significado de “alma animal” ou simplesmente de “pessoa”. Diante destes
testemunhos da inspiração, o profeta vira em visão as próprias pessoas
dos mártires das perseguições papais do quarto selo, sob o altar, e não

160
suas almas desincorporadas. Resta, porém, sabermos agora, a que altar
se refere a revelação.
Os imortalistas crêem e ensinam que o altar, sob o qual foram vistas as
almas dos mártires, é um altar localizado no céu, e que, portanto, dizem
êles, as almas dos santos, sejam de que época fôr da história, ascendem
ao céu depois da morte de seus corpos. Mas, essa crença baseada no
quinto selo, está em plena desarmonia com a visão do profeta.
Em primeiro lugar, vimos já como o vocábulo “alma”, do grego “psyche”,
de modo algum designa almas desencorporadas. Em segundo lugar é
evidentemente claro que as almas dos santos mártires foram vistas
debaixo do altar onde foram sacrificadas, e, em nenhuma parte das
Sagradas Escrituras consta haver no céu um altar sacrifical e muito
menos de mártires humanos do cristianismo.
No céu existe um só altar, que é o altar do incenso, localizado no lugar
santo do santuário, denominado também de “altar das orações”, nada
tendo que ver com sacrifícios e muito menos humanos.5) Os mártires do
cristianismo não são mortos no céu; ali no império da luz e do bem,
ninguém é perseguido por sua fé cristã ao ponto de ter que selá-la com
seu sangue. Além disso, a visão dos sete selos compreende cenas que se
desenrolariam na terra, com referência à igreja de Cristo, e não no céu.
Sem nenhuma dúvida e nenhuma objeção eficaz, o altar, onde foram os
mártires do quarto sêlo sacrificados, é a própria terra onde os abatera a
espada do papado romano. Antecedentemente a êles, inúmeros cristãos
foram sacrificados no altar da terra. S. Paulo diz de si mesmo: “Porque eu
já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício”. Seu martírio tomou
lugar aqui na terra, onde o sacrificaram seus oponentes. Também o
Senhor Jesus foi sacrificado na terra, o altar de Seu martírio. A expressão
de S. João de que viu “debaixo do altar as almas dos que foram mortos”
no período da opressão despótica do papado, deve ser entendida como
uma afirmativa de que êles estão debaixo da terra, o altar em que os
sacrificaram ou que estão em seus sepulcros e não no céu onde não há
nenhum altar para tal.
A oração de alguns mártires era o verdadeiro clamor da profecia.
Alguns que deram suas vidas em testemunho de sua fé em Cristo
reconheceram o significado desta profecia do quinto sêlo. “O Espelho do
Mártir”, um velho livro Holandês, dá o seguinte colóquio entre Cornélio,
o monge, examinando Herman, que foi queimado no poste em 1569:
“Cornélio: “Ah! Você maldito, endurecido e teimoso anabatista! Como o
Diabo no inferno (onde você irá logo) incitará tua boca amaldiçoada com
pez ardente, alcatrão e enxofre; espere um pouco sòmente”. “Herman:
“Não inteiramente; só irei para debaixo do altar, que João viu em sua
revelação, às almas que foram mortas pela palavra de Deus, e pelo
testemunho que deram, e que clamam com grande voz, dizendo: Até
quando, ó Senhor, Santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue
dos que habitam na terra”?)
PORQUE O PAPADO MARTIRIZOU OS SANTOS
A resposta encontramos na profecia alusiva aos próprios mártires.
Em primeiro lugar, diz a revelação, sofreram êles o martírio por amarem
a “palavra de Deus”, as Escrituras Sagradas. Eis a razão primária por que
foram mortos às dezenas de milhões. E foi também “por amor do
testemunho que deram” que foram abatidos. E qual o “testemunho que
deram?” Oh, sim, êles honraram ao Criador e ao Salvador acima de tudo
no mundo entre os que não o faziam; tornaram manifesta em suas vidas
a gloriosa luz do puro evangelho do Senhor. Como filhos de Deus
viveram ante os inimigos da verdade divina a vida por ela recomendada.
O GRANDE CLAMOR DOS MÁRTIRES
Já vimos que o termo “alma” é sinônimo da pessoa dos mártires. Uma
outra grande evidência de que êles não estão nos céus em almas
desencorporadas, é que, primeiro, pedem vingança do “nosso sangue”,

161
clamam êles. Nenhum dos imortalistas crê que almas tenham “sangue”.
Mais uma vez é confirmado, pelo teor da profecia, tratar-se de pessoas e
jamais de almas sem corpos. Porém, a prova mais forte de não tratar-se
de almas que estejam no céu, é que elas pedem vingança contra seus
matadores. Porventura alguém é levado ao céu para pedir vingança
contra seus algozes? E’ o lugar de eterna glória e perpétua felicidade,
lugar para pedidos de vingança, que é ao mesmo tempo uma
manifestação de ódio? Há lugar para ódio no coração dos habitantes do
céu? Não; nunca, jamais. Descontantementos e intranquilidades são
inadmissíveis na eterna glória. Repugna a idéia de que as almas estejam
encerradas sob um altar celestial, pedindo vingança, enquanto todos os
demais habitantes celestiais se regozijam e tributam ao Todo-poderoso
os mais altos louvores e glórias, como expressam os capítulos quatro e
cinco do Apocalipse.
O clamor figurado dos milhões de milhões de mártires do quarto sêlo,
longe de encerrar quaisquer afirmativas de que êles estejam no céu, é
uma evidência de que o sangue que lhes derramaram seus inimigos será
vingado no tempo devido. “Minha é a vingança; Eu recompensarei, diz o
Senhor”.1) Seus chacinadores pagarão, um dia, o sangue que deles
derramaram injustamente. O sangue de seus assassinos será derramado
pelo sangue que dêles derramaram.2) Sôbre os judeus, dissera Jesus,
cairia o sangue dos justos que êles derramaram.3) O crime de Roma, de
extermínio dos santos, é tão aviltante à vista de Deus, que a revelação
representa as vítimas como clamando vingança ao Todo-poderoso. E’ um
clamor de justiça que será satisfeito. Mas, insistem os imortalistas que
estas almas devem estar conscientes porque clamam. Eles
voluntàriamente ignoram os simbolismos do Apocalipse, e que as
Escrituras Sagradas nalguns casos, personificam e atribuem vida até a
objetos inanimados. Uma parábola do
Velho Testamento atribui o dom da fala às árvores.4) O profeta Abacuc
diz que a pedra “clama” da parede e a trave responderá do
madeiramento. S. Tiago refere que o salário dos trabalhadores,
diminuído, clama a Deus. E Deus mesmo dissera a Caim: “A voz do
sangue do teu irmão clama a Mim desde a terra”.7) E este clamor
simbólico do sangue de Abel foi o clamor emblemático do primeiro
mártir, demonstrando a culpabilidade de Caim e a sua inexorável
vingança.
Do exposto acima, porém, não nos consta que as árvores, a pedra, a trave,
o salário e o sangue possam falar para clamar. Cada caso foi
demonstrado, como se as coisas inanimadas pudessem falar para que
soubéssemos que Deus não fica indiferente às injustiças
cometidas contra Seus filhos e Seus santos. O mesmo é evidente com os
crimes contra os santos mártires praticados pelo papado. À justiça de
Deus não estão encobertos; mas, o clamor simbólico das vítimas torna
claro que êles serão vingados com ampla vingança sôbre
seus assassinos.
Uma das vítimas de Roma, Leonardo Schoener, que foi decapitado em
Rottemburg, Bavária, a 14 de janeiro de 1528, escreveu a seguinte
oração, achada em seus papéis na cela de sua prisão: “Estamos dispersos
como ovelhas sem pastor. Fomos compelidos a abandonar casa e lar.
Somos como corvos noturnos que habitam nas rochas. Nossas moradas
estão nas cavernas e rochedos escarpados ... Não só os homens mas
também mulheres e donzelas têm dado testemunho à verdade que Jesus
Cristo é a verdade, e o Único Caminho para a eterna vida. O mundo ainda
rola, e não descansa: êle delira como se estivesse louco. Eles inventaram
mentiras contra nós. Não cessam seus fogos e homicídios. O’ Senhor, até
quando estarás em silêncio? Até quando não julgarás o sangue dos Teus
santos? Suba ele ante Teu trono. Quão precioso a Teus olhos é o sangue
dos Teus piedosos santos. Portanto temos conforto em toda a nossa

162
necessidade, um refúgio em Ti só, e em ninguém além de Ti; mas nenhum
conforto, nem repouso, nem paz nesta terra. Mas aquêle que espera em
Ti jamais será confundido. O’ Senhor, não há nenhum pesar tão grande,
capaz de separar-nos de Ti”. Este importante testemunho de uma dos
milhões de vítimas do despotismo e intolerância de Roma-papal, elucida
eloqüentemente o clamor profético dos mártires. Ainda em vida,
sabendo que a levariam ao suplício, pede vingança do sangue dos
escolhidos do Senhor, contra seus carrascos. Não, não; as almas por João
vistas sob o altar, clamando vingança, não estavam no céu, mas sob o
altar, sob seus sepulcros, a terra, debaixo da qual ainda permanecem.
“E FORAM DADAS A CADA UM COMPRIDAS VESTES BRANCAS"
Os mártires baixaram às suas sepulturas do modo mais ignominioso.
Seus inimigos falsearam os motivos de suas vidas; mancharam a
reputação e infamaram os nomes deles; e de vergonha e opróbrio foram
cobertas suas tumbas, como se contivessem o pó dos mais vis e
desprezíveis seres humanos. A igreja que os perseguiu e os matou, e que
moldava então os sentimentos das principais nações da terra, não
poupou esforços para fazer de suas vítimas um objeto de aborrecimento
para todos.
Mas, a Reforma Luterana instalada no século dezesseis, aliás em 1517, e
que ganhou terreno mais e mais, tirou a máscara de Roma e descobriu
seus crimes e sua corrupção. Nações ilustres olharam Roma como um
poder corrompido e corruptor, cuja reputação foi baixando
precipitadamente. Por fim foram plenamente expostas todas as
corrupções e abominações romanas, destacando-se o gigantesco sistema
da iniqüidade mundo. A Reforma deu ao povo a Bíblia na língua vulgar e
a sua pregação constatou que aqueles, contra os quais a Sé romana
desembainhara sua espada e os assassinara, como herejes, eram bons,
honestos, puros, fiéis e verdadeiros cristãos. Assim foi notório que
sofreram o martírio não por serem vis criminosos e herejes, mas pelo
único motivo de amarem a “palavra de Deus e darem um digno
“testemunho” do nome cristão e do nome do Salvador. Então suas
virtudes foram admiradas; aplaudida foi a grande fé que lhes dera valor
no martírio; seus nomes foram memorizados; e honrado foi o heroísmo
com que marcharam para o cadafalso em defesa dos direitos de Jesus
Cristo. Foi deste modo que receberam compridas vestes brancas. A
própria revelação vindica assim o santo caráter daquelas verídicas
testemunhas do Salvador, covardemente martirizadas pela tirania
diabolesca do papado. Em outros têrmos, a Reforma os vestiu com as
vestes da justiça de Cristo.
Quando a Europa, desperta pela Reforma, se viu diante da realidade da
natureza do papado, um clamor de vingança foi o resultado lógico da
mudança de atitudes para com aqueles que tinham sucumbido como
“heréticos” mas que eram agora olhados como “santos” e “mártires”.
Milton, o poeta cego, expressou em versos o clamor por justiça de ambos,
o sangue dos mártires e os lábios dos vivos que estavam enfim livres do
cativeiro que
tinha escravizado as almas de milhões durante os séculos medievais:
“Vinga, ó Senhor, a matança de teus santos cujos ossos
“Jazem espalhados sôbre as gélidas montanhas alpínicas; “Mesmo aqueles
que guardaram a Tua verdade tão pura como na antiguidade, “Quando
todos os nossos pais adoravam o pau e a pedra, “Não olvides: em Teu livro
lembra seus gemidos “Que foram Tuas ovelhas, e em seus antigos apriscos
“Mortas pelos sanguinolentos piemonteses que rolaram “Mãe com o filho
abaixo das rochas. Seus lamentos “Os vales ressoaram às montanhas, e elas
ao céu. Seu sangue mar[tirizado e suas cinzas espalhadas “Sôbre todos os
campos italianos, ainda agita o triplo tirano; que [dêstes possa crescer “Um
cêntuplo, que tendo aprendido o Teu caminho “Possa escapar
apressadamente da desgraça de Babilônia!”

163
"E FOI-LHES DITO QUE REPOUSASSEM AINDA UM POUCO DE TEMPO"
Os mártires perguntaram figurativamente “até quando” seriam vingados.
Mas, depois de o “verdadeiro e Santo Dominador” vindicar a justiça de
Suas fiéis testemunhas, mediante a obra da Reforma, responde-lhes à
súplica por vingança: Deviam repousar ainda um pouco mais. Isto é mais
uma concludente prova de que na sepulcros onde um pouco mais
deveriam permanecer. Permanecer ali até
que outros, não poucos de seus conservos, selassem também, com
sangue, sua fé, até que o número deles, como mártires sob o tacão
romano, fosse completado. O tacão de Roma continuou a pisar os “santos
do Altíssimo” e massacrá-los mesmo quando a Reforma se estendera e se
estabelecera firmemente, e centenas de milhares tombaram em terríveis
sortidas do ódio de Roma”! O punhal dos assassinos não se fartava de
sangue e de carnagens.
Uma multidão ainda de vítimas, foi agregar-se às que já estavam sob o
“altar”. E juntos esperam a vingança sôbre seus homicidas. Terrível
vingança há de ser aquela no tempo designado pelo Todo-poderoso. Mas
aquelas fiéis multidões que sucumbiram “por amor da palavra de Deus e
por amor do testemunho que deram”, receberão o reino e, com o seu
Senhor, que amaram mais que suas vidas, reinarão pelos séculos
intérminos da gloriosa eternidade. Também os mártires da era do Velho
Testamento, “tendo testemunho pela fé, não alcançaram a promessa:
provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que êles sem
nós não fossem aperfeiçoados”.1) Estão também guardados “debaixo do
altar” da terra que lhes sorveu o sangue, para que um dia, conjuntamente
com todos os mártires do Novo Testamento, recebam o imperecível
galardão." MELLO, Araceli S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, "Págs. 158-164

Almas de mártires sob o altar

“Este quinto selo é um quadro do martírio de perseguição. ... “Sob este


selo não há vozes de comando do céu, e mensageiro nenhum é enviado
do trono; indicando por esta razão que as sanguinolentas perseguições
aos servos de Deus vieram de baixo – não de cima. ... O Ser vivente não
diz, vai! Pois eles, nem direta nem indiretamente, estão incumbidos de
trazer sofrimentos aos servos de Deus por causa de sua fidelidade à
verdade. Nenhuns cavalos se precipitam na cena, pois nenhuns poderes
divinos são empregados no martírio dos santos.” – J. A. Seiss, The
Apocalypse, VI, 349, 350.

“Como o sangue das vítimas sacrificais do altar era derramado nas bases
do altar, também as almas daqueles que foram sacrificados pelo
testemunho de Jesus são simbolicamente representadas como „sob o
altar‟.” A. . Fausset, A Commentary, Critical, Experimental, and Practical, v.
VI, 678.

“O clamor dos fiéis perseguidos se elevará até o céu. E como o sangue de


Abel clamou a Deus desde o pó, assim haverá também vozes clamando
desde a sepultura dos mártires, das profundezas do oceano, das cavernas
dos montes e das masmorras dos conventos: „Até quando, ó Dominador,
e Santo verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam
sobre a Terra‟ “ WHITE, Ellen G., testemunhos Para a Igreja, Vol. 5, Pág.
451

(b) Nos dias de Davi - Sal. 6:1-4; 13:1-4; 35:17; 74:9, 10; 89:46; 94:1-6.
(c) Nos últimos dias de Judá - Hab. 1:2.
(d) No cativeiros babilônico - Zac. 1:12.

164
(e) No tempo de Cristo

“Chegará uma crise no domínio de Deus. A Terra enchera-se de


transgressão. As vozes daqueles que tinham sido odiados e sacrificados
pela inveja humana clamavam por retribuição debaixo do altar. Todo o
céu estava preparado para, mediante a palavra de Deus, agirem em favor
dos eleitos. A uma palavra Sua, as tochas do céu teriam caído sobre a
Terra, enchendo-a de chamas de fogo. Tivesse Deus ao menos falado, e
teria havido relâmpagos, e travões, e terremotos e destruição. ... Os anjos
esperavam por Deus para punir os habitantes da Terra. Mas „Deus amou
o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo
aqueles que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.‟ “ – E.G. White,
R & H, 17-7-1900.

Na última crise

“Quando a provocação à lei de Deus for quase universal, quando Seu


povo for esmagado em aflição pelos seus compatriotas, Deus Se
interporá. Então se ouvirá a voz das sepulturas dos mártires,
representadas pelas almas que João viu mortas pela palavra de Deus, e
pelo testemunho de Jesus Cristo.” – E.G. White, R & H., 21-12-1897.

“Ao se abrir o quinto selo, João o Revelador viu em visão debaixo do altar
a multidão que fora morta pela palavra de Deus e pelo testemunho de
Jesus Cristo. Depois disto veio a cena descrita em Apoc. 18, em que
aqueles que são fiéis e verdadeiros são chamados a sair de Babilônia.” –
E.G. White, Manuscrito 39, 1906.

“Como a aproximação dos exércitos romanos foi um sinal para os


discípulos da iminente destruição de Jerusalém, assim essa apostasia
será para nós um sinal de que o limite da paciência de Deus está atingido,
que as nações encheram a medida de sua iniqüidade, e o anjo da graça
está a ponto de dobrar as asas e partir desta Terra para não mais tornar.
O povo de Deus entrará então num período de aflição e angústia que o
profeta designa „o tempo da angústia em Jacó‟. O clamor dos fiéis
perseguidos se elevará até ao Céu. E como o sangue de Abel clamou a
Deus desde o pó, assim haverá também vozes clamando desde a
sepultura dos mártires, das profundezas do oceano, das cavernas dos
montes e das masmorras dos conventos: „Até quando, ó Dominador, e
santo verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam
sobre a Terra?‟ “O Senhor está fazendo Sua obra. Todo o Céu está em
atividade. O Juiz de toda a Terra Se levantará em breve para vindicar Sua
autoridade insultada.” – 2 TS., 151.

São-lhes conferidas vestes brancas

“De cortiços, de pobres choças, de prisões, de cadafalsos, das montanhas


e desertos, das cavernas da Terra e dos abismos do mar, Cristo recolherá
Seus filhos. Na Terra tinham sido destituídos, afligidos e atormentados.
Milhões baixaram ao túmulo carregados de infâmia, porque recusaram
render-se às enganosas pretensões de Satanás. Por tribunais humanos os
filhos de Deus foram condenados como os mais vis criminosos. Mas
próximo está o dia em que „Deus mesmo é o juiz‟. Sal. 50:6. Então as
sentenças dadas na Terra serão invertidas. Então „tirará o opróbrio do
Seu povo de toda a Terra‟. Isa. 25:8. Vestes brancas dar-se-ão a todos
eles. Apoc. 6:11. „E chamar-lhes-ão povo santo, os remidos do Senhor.‟
Isa. 62:12. Qualquer que tenha sido a cruz que suportaram, quaisquer as
perdas sofridas, qualquer a perseguição que padeceram, mesmo a perda

165
da vida temporal, os filhos de Deus serão amplamente recompensados.”
– PJ., pp. 179, 180.

"As almas debaixo do altar. – Esta representação é popularmente


considerada como uma prova de que há espíritos desincorporados e
conscientes após a morte. Pretende-se que aqui se trate de almas vistas
por João num estado desincorporado, conscientes, e com conhecimento
do que se estava passando, pois clamavam por vingança de seus
perseguidores. Esta interpretação é inadmissível por várias razões:
A teoria popular coloca estas almas no Céu, mas o altar do sacrifício
sobre o qual foram mortas, e debaixo do qual foram vistas, não pode
encontrar-se ali. O único altar que sabemos existir no Céu é o de incenso,
mas não seria correto representar, como estando debaixo do altar,
vítimas recentemente mortas, visto que esse altar nunca foi consagrado a
tal uso." SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Apocalipse, Pág.37

"Não devemos supor que isto sucedeu literalmente, e que João realmente
viu em realidade as almas dos mártires debaixo do altar, porque toda a
representação é simbólica. Nem devemos supor que os maltratados que
estejam agora no Céu oram pedindo vingança para os que os
maltrataram, ou que os remidos no Céu continuem a orar com referência
às coisas da Terra. Mas
desata passagem pode concluir-se que haverá uma lembrança tão real
dos sofrimentos dos perseguidos, injuriados e oprimidos, como se fosse
feita ali semelhante oração, e que os opressores têm tanto a temer da
vingança divina como se aqueles a quem prejudicaram
clamassem no Céu ao Deus que ouve as orações e que toma vingança." –
Albert Barnes, Notes on Revelation, págs. 190, 191, Comments on Rev.
6:9-11.

"Em passagens como esta o leitor pode ser induzido ao erro pela
definição popular da palavra alma. Por essa definição é levado a supor
que este texto fala de uma essência imaterial, invisível e imortal no
homem, que, logo que morre o corpo, voa para a sua cobiçada liberdade.
Nenhum exemplo do emprego desta palavra no original hebraico ou
grego apóia tal definição. A maior parte das vezes significa “vida”, e não
raras vezes é traduzida por “pessoa”. Aplica-se tanto aos mortos como
aos vivos, como pode ver-se em Gênesis 2:7, onde a palavra vivente não
necessitaria ser expressa se a vida fosse um atributo inseparável da
alma; e em Números 19:13, onde a Concordância Hebraica apresenta
"alma morta". Além disso, estas almas pedem que seja vingado o seu
sangue, substância que, segundo a teoria popular, não pode ter uma alma
imaterial. A palavra “almas” pode considerar-se como simples significado
de mártires, os que foram mortos, e a expressão “almas dos que foram
mortos” uma perífrase para referir-se à pessoa completa.
Estes seres humanos foram apresentados a João como tendo sido mortos
sobre o altar do sacrifício papal, nesta Terra, e estão mortos debaixo
dele. Certamente não estavam vivos quando João os viu durante o quinto
selo, porque mais tarde volta a apresentá-los, quase na mesma
linguagem, e nos assegura que a primeira vez que recobram a vida
depois do seu martírio é na ressurreição dos justos (Apocalipse 20:4-6).
Enquanto ali permanecem, vítimas da sede de sangue e opressão papal,
clamaram a Deus por vingança, da mesma forma que o sangue de Abel
clamou a Ele desde a Terra (Gênesis 4:10).
As vestes brancas. – Estas foram dadas como uma resposta parcial ao seu
clamor. "Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas,
nem vingas o nosso sangue?" Desceram à sepultura do modo mais
ignominioso. Os motivos de suas vidas foram falsificados, suas
reputações denegridas, difamados os seus nomes, e suas sepulturas

166
cobertas de vergonha e opróbrio, como se encerrassem as desonradas
cinzas nações da Terra, não poupava esforços para tornar as suas vítimas
um objeto de aversão para todos.
Mas a Reforma protestante começou a sua obra. Começou a ver-se que a
Igreja era corrupta e desprezível, e aqueles contra quem desabafara a
sua ira eram os bons, os puros e os verdadeiros. A obra continuou entre
as mais ilustradas nações da Terra, e a reputação da Igreja foi caindo
enquanto a fé dos mártires foi subindo, até que ficaram plenamente
expostas todas as corrupções e abominações papais. Então foi realçado
este gigantesco sistema de iniqüidade perante o mundo em toda a sua
deformidade, enquanto que os mártires foram vindicados de todas as
calúnias sob as quais a Igreja perseguidora procurou sepultá-los.
Viu-se então que sofreram, não por ser vis e criminosos, mas "por causa
da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentaram." Então
seus louvores foram cantados, admiradas suas virtudes, sua fortaleza
aplaudida, seus nomes honrados, e respeitadas suas memórias. Foram
assim dadas vestes brancas a cada um
deles.
Um pouco de tempo. – A cruel obra do catolicismo romano não cessou
completamente, mesmo depois de se espalhar e estabelecer bem a
Reforma. A igreja verdadeira experimentaria ainda não poucas explosões
terríveis do ódio e perseguição. Multidões seriam punidas ainda como
hereges e avolumariam o grande exército de mártires. A vingança
completa da sua causa seria retardada por um pouco de tempo. Roma
acrescentou centenas de milhares à vasta multidão cujo sangue já tinha
derramado. Mas o espírito de perseguição foi finalmente restringido, a
causa dos mártires vingada, e chegou ao fim o "pouco de tempo do
quinto selo" SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Apocalipse,
Págs.38-39

"O quinto selo estende a perseguição dos santos além da Roma imperial
até que termine a tribulação final (Apoc. 6:11; 7:14). A frase do anjo:
"Que descansassem ainda um pouco de tempo", corresponde ao "pouco
tempo" atribuído ao diabo em Apocalipse 12:12, e também se estende
até a segunda vinda de Cristo. Os selos ensinam que o discipulado de
Cristo inclui sofrer por Cristo (ver Apoc. 1:9). Leão Morris expressou
bem esta lição: "As palavras de João [em Apoc. 6:9] são um recordativo
de que através da história houve uma hostilidade persistente por parte
dos que exercem o poder para os cristãos profundamente
comprometidos. Manifesta-se hoje, como em outros períodos, e será
assim até o fim do tempo". LaRondelle, Hans K., As Profecias do
Tempo do Fim, Pág. 141

"O quinto selo consola os que se sacrificam a si mesmos por causa de


Cristo. O clamor dos mártires não é por uma vingança encarniçada mas
sim pela vindicação de sua fé em Deus e na causa de Cristo pela qual
foram mortos.
Os mártires esperam a execução da justiça sobre "os que moram na
terra". Os juízos descritos nos selos não devem entender-se como juízos
diretos de Deus, mas sim como as ações malvadas dos perseguidores, "os
moradores da terra", um termo usado no Apocalipse como um termo
técnico para designar a todos os que sucumbiram à adoração idolátrica
(Apoc. 13:8, 12; 17:2, 8). O clamor dos santos não se dirige a alguns
juízos preliminares a não ser ao pronunciamento final do juízo de Deus
em seu favor. Solicitam o cumprimento disposto da cena do juízo de
Daniel: "Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e
prevalecia contra eles, até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos
santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino"
(Dan. 7:21, 22; ver também Deut. 34:23).

167
Os mártires assassinados até estão clamando hoje a Deus para que
cumpra suas promessas. Tais orações persistentes reclamando justiça
dão por sentado a fidelidade de Deus, "o Senhor santo e verdadeiro"
(Apoc. 6:10). A mensagem dos selos denota que Cristo decide quem são
os herdeiros legítimos do reino de Deus, quais a sua vista constituem o
verdadeiro "povo dos santos do Altíssimo", e a quem "o reino e o
domínio e a majestade debaixo de todo o céu" será dado." LaRondelle,
Hans K., As Profecias do Tempo do Fim, Pág. 141

Trabalhando os aspectos “palavra de deus e o testemunho de Jesus”

Trata-se aqui das verdades contidas na própria palavra de deus que eles
ensinavam e viviam, dando bom testemunho em sua época.(apoc.1:9).

Apalavra grega para “testemunho” é "marturomai" ( ) e significa


originalmente:

a) testificar
b) afirmar
c) declarar
d) testemunhar
e) confirmar
f) comprovar
g) depoimento

“Por meio de Silvano, que para vós outros é fiel irmão, como também o considero,
vos escrevo resumidamente, exortando e testificando, de novo, que esta é a genuína
graça de Deus; nela estai firmes.” I Pedro: 5:12.

“Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que
complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para
testemunhar o evangelho da graça de Deus.” Atos: 20:24.
“Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à
palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus.” Atos: 18:5.

“Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos


desta geração perversa.” Atos: 2:40.

“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do
testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.”
Apocalipse: 12:11

“Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho... “Ora, todos estes que
obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da
promessa,” Hebreus: 11:2,39.

“Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o
que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho.” João: 3:11.

Trabalhando o termo “julgas”

168
O julgamento divino está dividido em três fases:

Em todo julgamento há três fases:

1º) a investigação;
2º) a sentença;
3º) a execução da sentença.

1) o juízo investigativo (pré-advento) – Daniel: 7:9-13; I Pedro: 4:17;


apocalipse11:1-2.

2) juízo confirmativo - I Coríntios: 6:2-3; apocalipse: 20:4-5.

3) juízo executivo – apocalipse: 20:7-12; 20:14-14.

A primeira fase do juízo (julgamento) começou em 1 844 no final dos 2 300 anos
(Daniel: 8:14; 7:9-11; apoc: 11:19; 3:7.

“Em 1844 nosso grande Sumo Sacerdote entrou no lugar santíssimo do


santuário celeste, para iniciar a obra do juízo investigativo. Os casos dos
justos mortos têm estado a passar em revista diante de Deus.” WHITE,
Ellen G., Mensagens Escolhidas, Vol. I, Pág. 125.

“Quando terminar a obra do juízo investigativo, o destino de todos estará


decidido para a vida ou a morte. O tempo da graça termina um pouco
antes do aparecimento do Senhor nas nuvens do céu.” WHITE, Ellen G.,
Review And Herald, 9 De novembro de 1905. – Maranata, O Senhor Vem
– MM 1.977, Pág. 261. 130

A segunda fase terá lugar durante o milênio no céu, onde cristo com o
seu povo julgarão os ímpios - apocalipse: 20:6; 20: 4-5; i coríntios: 6:2-3.

“Vi então tronos, e Jesus e os santos remidos sentarem-se sobre eles; e os


santos reinaram como reis e sacerdotes para Deus. Cristo, em união com
o Seu povo, julgou os ímpios mortos, comparando seus atos com o código
- a Palavra de Deus - e decidindo cada caso segundo as obras feitas no
corpo. Então designaram aos ímpios a parte que deverão sofrer, segundo
suas obras; e isto foi escrito defronte de seus nomes no livro da morte.
Satanás também e seus anjos, foi julgado por Jesus e os santos,
juntamente com seus anjos. O castigo de Satanás deveria ser muito maior
do que o daqueles a quem ele enganara. Seu sofrimento excederia ao
deles a ponto de não haver comparação. Depois que todos aqueles a
quem ele enganara houverem perecido, Satanás deverá ainda viver e
sofrer muito mais tempo.” WHITE, Ellen G., Primeiros Escritos, Pág. 291.

A terceira fase “juízo executivo” – se dará depois do milênio,onde os ímpios irão


ouvir o veredicto final e depois serem destruídos pelo fogo eterno – apocalipse:
21:8; 20:11-15; Salmos:11:6; 37:10,20.

“Satanás precipita-se para o meio de seus seguidores, e procura instigar


a multidão à atividade. Mas fogo de Deus, procedente do Céu, derrama-se
sobre eles e os grandes homens, e os homens poderosos, os nobres, e os
pobres e miseráveis, todos são juntamente consumidos. Vi que alguns
foram destruídos rapidamente, enquanto outros sofreram mais tempo.
Foram castigados segundo as ações feitas no corpo. Alguns ficaram

169
muitos dias a consumir-se e, precisamente enquanto houvesse uma parte
deles a ser consumida, permaneceu toda a sensação do sofrimento. Disse
o anjo: "O verme da vida não morrerá; seu fogo não se apagará enquanto
houver a mínima partícula para ele devorar."
Satanás e seus anjos sofreram muito tempo. Satanás não somente foi
afligido pelo peso e castigo de seus próprios pecados, mas também dos
pecados do exército dos remidos, os quais foram colocados sobre ele; e
também deve sofrer pela ruína de almas, por ele causada. Vi então que
Satanás e todo o exército ímpio foram consumidos, e foi satisfeita a justiça
de Deus; e todo o exército dos anjos e os santos remidos todos, com
grande voz, disseram: "Amém!" Disse o anjo: "Satanás é a raiz, seus filhos
são os ramos. Estão agora consumidos, raiz e ramos. Morreram morte
eterna. Jamais deverão ter ressurreição, e Deus terá um Universo puro."
Olhei então e vi o fogo que tinha consumido os ímpios, queimando o
resíduo e purificando a Terra. Olhei de novo, e vi a Terra purificada. Não
havia um único indício da maldição. A superfície quebrada e desigual da
Terra agora parecia como urna planície nivelada e extensa. Todo o
Universo de Deus estava puro, e o grande conflito para sempre
finalizado. Para onde quer que olhávamos, tudo em que repousava o
olhar era belo e santo. E todo o exército dos remidos, velhos e jovens,
grandes e pequenos, lançavam as brilhantes coroas aos pés de seu
Redentor, e prostravam-se em adoração perante Ele; e adoravam Aquele
que vive para todo o sempre. A linda Terra nova, com toda a sua glória,
era a herança eterna dos santos. O reino e o domínio, e a grandeza dos
reinos debaixo de todo o céu, foram então dados aos santos do Altíssimo,
os quais deveriam possuí-los para sempre, sim, para todo o sempre.”
WHITE, Ellen G., Primeiros Escritos, Págs. 294-295.

Trabalhando o aspecto “nem vingas o nosso sangue”

O povo de Deus não pode ter sentimento de vingança e ira, nem na terra, quanto
menos no céu depois de salvos.

“Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu
próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.” Levítico: 19:18.

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim
toda malícia.” Efésios: 4:31.

A vingança pertence unicamente a deus.

“A mim me pertence a vingança, a retribuição, a seu tempo, quando resvalar o seu


pé; porque o dia da sua calamidade está próximo, e o seu destino se apressa em
chegar.” Deuteronômio: 32:35.

“... pois julgou a grande meretriz que corrompia a terra com a sua prostituição e
das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.” Apocalipse: 19:2.

“Louvai, ó nações, o seu povo, porque o SENHOR vingará o sangue dos seus servos,
tomará vingança dos seus adversários...” Deuteronômio: 32:43.

“Porque será o dia da vingança do SENHOR, ano de retribuições pela causa de Sião.”
Isaias: 24:8.

170
Trabalhando o termo “vestiduras brancas”

As “vestes brancas” é símbolo da justiça de Cristo dada ao seu povo por meio do
evangelho

“Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O
justo viverá por fé.”Romanos:1:17.

É conquistada por meio de tribulações:


“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de
todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do
Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos;
E clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao
Cordeiro, pertence a salvação. Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os
anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto,
e adoraram a Deus, Dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações
de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos
séculos. Amém! Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de
vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o
sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas
vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro, Razão por que se acham diante do
trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se
assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca
mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, Pois o Cordeiro que
se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da
vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” Apocalipse: 7:9-17.

É dada ao vencedor:

“Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas
vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas”. “O vencedor será
assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do
Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante
dos seus anjos.” Apocalipse: 3:4-5.

“Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, da sua
imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo
harpas de Deus;” Apocalipse:15:2.

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o
mundo: a nossa fé.” I João: 5:4.

Ela deve ser o manto de justiça do cristão tanto na terra como no céu:

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do


Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou”, Pois lhe foi dado vestir-se de linho
finíssimo, resplandecente e puro. “Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos
santos.” Apocalipse: 19:7-8.

171
“Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que
não trazia veste nupcial”. E perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste
nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e
mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. “Porque
muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” Mateus: 22:11-14.

“Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus; porque


me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça, como noivo
que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas jóias.” Isaias:
61:10

"Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a
minha eqüidade." Jó: 29:14

"Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres,
vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da
tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas." Apocalipse: 3:18

A justiça deve ser o distintivo divino no nosso caráter:

“Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com
que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa.” Jeremias: 23:6.

“Nome” – simboliza o caráter

“Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a
mente de Cristo.” I Corintios: 2:16.

“Contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.” Apocalipse: 22:4.

“E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão


procedentes da verdade.” Efésios: 4:24.

Trabalhando o termo “repousassem”

A bíblia diz que os santos só irão para o céu quando ressuscitarem:

“Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei


com a tua semelhança.” Salmos: 17:15.

“Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus


sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; “Para, de algum modo,
alcançar a ressurreição dentre os mortos.” Filipenses: 3:10-11.

Os filhos de Deus estavam conscientes que só poderiam adentrar os céus mediante


a ressurreição e não logo após a morte.

A ressurreição só se dará quando cristo voltar, isto é, na sua segunda vinda:

172
“Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de
Cristo, na sua vinda.” I Corintios: 15:23.

A ressurreição se dará no “último dia”

“De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha
a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” João: 6:40.
Trabalhando o termo “completasse”

O verbo grego para “completar” é "pleroô" ( ) e significa: ‘encher,


aperfeiçoar, está aperfeiçoado’.

“Também, nele, estais aperfeiçoados....” Colossenses: 2:10.

A idéia de completar um número não é característica do uso desse verbo no antigo


ou novo testamento grego.

Os salvos não podem ser numerados, contados, etc.

“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de
todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do
Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos;” – Apocalipse: 7:9.

“Que nenhum homem procure numerar Israel hoje, mas cada um tenha um
coração de carne, um coração de branda simpatia, um coração que, à
semelhança do coração de Cristo, se expanda para a salvação de um
mundo perdido.” WHITE, Ellen G., profetas e Reis, Pág. 189.

No período do quinto selo Deus estava mostrando a João o sofrimento do seu povo
durante o período da reforma, período este em que muitos reformadores foram
mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam
a favor do evangelho.

“As perseguições movidas contra os verdadeiros cristãos, foram


terríveis”. Não há precedente na história da humanidade. A razão é dada:
‘por causa da palavra de deus e por causa do testemunho que
sustentavam’" GONZALEZ, Vilmar, Daniel e Apocalipse, Pág. 113

“Neste selo nota-se a descrição da chacina operada pelo papado contra os fiéis
remanescentes de Deus.

“Como mártires baixaram à sepultura dezenas de milhões de testemunhas


de cristo que não aceitaram a paganizarão doutrinal.” GONZALEZ,
Lourenço Babilônia e Suas Filhas, Pág. 19

Esse período coincide com o período da IGREJA DE SARDES (apocalipse. 3.1-6)

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete
Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e
estás morto. Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não
tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. Lembra-te, pois, do

173
que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares,
virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.
Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas
vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas. O vencedor será assim
vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da
Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus
anjos. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Apocalipse: 3.1-6.

Sardes - “Sardes significa: ‘cântico de alegria’, ou ‘a que permanece’,


ou ainda ‘o escape do remanescente’. ANDERSON, Roy A., O Apocalipse
Revelado, Pág. 43 (Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP)

“Sardes corresponde à igreja no século XVII e primeira parte do século


XVIII, quando a verdade bíblica começou a abrir caminho por meio da
pregação dos reformadores.” BELVEDERE, Daniel - Seminário As
Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Pág. 37 (Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.)

“Sardes, a Igreja da Reforma e do tempo posterior a ela, assim como


Pérgamo - falando de um modo geral - foi uma igreja espiritualmente
morta, mas com alguns membros cuja relação com o Senhor tornou suas
obras agradáveis a Cristo.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola
Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág 43 (Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP).

"Tens nome de que vives, e está morto - “Essa igreja era apática, sem
vida e sem amor. Tinha aparência, mas carecia de poder. Que é uma
igreja morta? Que é um cristão que ‘está morto’? Os membros da Igreja
em Sardes tinham a reputação de que estavam espiritualmente vivos,
mas não possuíam fé viva. Consequentemente, suas obras não podiam
ser aceitas por Deus.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola
Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág 44 (Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP).

“A Igreja de Sardes tornara-se indolente e letárgica, manifestando


alarmante satisfação consigo mesma - uma forma de morte espiritual.
Cristo não vivia mais no coração dos membros; sua fé era morta, e suas
obras eram obras mortas, que Cristo não podia aceitar. ” BATTISTONE,
Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374,
Pá g 45 (Casa PublicadoraBrasileira, Tatuí, SP).

“A hipocrisia caracterizou ... [a igreja de Sardes], que não era o que


pretendia ser. Declaradamente, as igrejas da Reforma haviam descoberto
o que significa viver pela fé em Jesus Cristo; mas, em grande parte, elas
acabaram caindo num estado que, nalguns aspectos, se assemelhava ao
da organização da qual se haviam retirado. Seu nome - protestante -
denotava oposição aos abusos, erros e formalismos da Igreja Católica
Romana, e o nome Reforma dava a entender que nenhuma dessas faltas
devia encontrar-se no rebanho protestante.” - SDABC, vol. 7, págs. 755 e
756, citado em BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Págs 48-49 (Casa Publicadora Brasileira,
Tatuí, SP).

3:2 Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer;


porque não tenho achado as tuas obrasperfeitas diante do meu Deus.

"Os restantes, que estavam para morrer - “Representa o que


merecia ser preservado no protestantismo em decadência.”
BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de
1989, nº 374, Pá g 46 (Casa PublicadoraBrasileira, Tatuí, SP).

174
“Apocalipse 3:2 profetiza a tragédia vivida pelas igrejas que, após a
morte de seus fundadores deixaram morrer parte das verdades
descobertas e pregadas pelos reformadores.” BELVEDERE, Daniel -
Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Pág. 37
(Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.)

Não achei as tuas obras perfeitas - “...haviam deixado de manter


comunhão com Ele. Estavam espiritualmente ‘mortos’, e não tinham,
portanto, o poder interior do Espírito Santo para realizar as obras que
Deus pudesse aceitar. O conceito bíblico de perfeição é semelhança
com Cristo (Efésios 4:13). ‘A medida da estatura da plenitude de
Cristo’ só é possível àquele que permite que Cristo habite
continuamente no seu coração.” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da
Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág 45 ( Casa
PublicadoraBrasileira, Tatuí, SP).

"Obras perfeitas são as que Deus aceita. Em I S.João 2:29, verificamos


que Deus considera justas as obras daquele que ‘é nascido dEle’. Tal
indivíduo ‘é justo, assim como Ele é justo’ (I. S.João 3:7), não
independentemente, mas porque o Cristo que é justo está vivendo no
seu coração (Rom. 8:9 e 10). O problema dos membros da igreja em
Sardes era haverem perdido a presença de Jesus no coração.”
BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de
1989, nº 374, Pá g 46 (Casa PublicadoraBrasileira, Tatuí, SP).

“Nem todas as imperfeições são consideradas como pecado por Deus.


... As obras imperfeitas das pessoas não eram consideradas pecado
enquanto elas não haviam recebido a luz de Jesus. Tudo o que fazemos
é imperfeito, porque somos seres humanos decaídos e defeituosos.
Mas nem tudo o que fazemos é pecado. Martinho Lutero estava certo
ao escrever: ‘As obras que resultam da Palavra e são efetuadas com fé,
são perfeitas aos olhos de Deus, não importa o que o mundo pensa
sobre elas...’ - Luther’s Works, pg. 318.“ - BATTISTONE, Joseph J. -
Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág 47
(Casa PublicadoraBrasileira, Tatuí, SP).

3:3 Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e


arrepende-te. Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a
que hora sobre ti virei.
3:4 Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram
as suas vestes e comigo andarão vestidas de branco, porquanto são dignas.
“Quando João escreveu, em 95 A.D., Sardes estava vivendo
principalmente de seu glorioso passado. As poucas coisas ainda vivas
pareciam prestes a morrer. Sua atividade externa não era corroborada
por espiritualidade interna. O que haviam recebido e ouvido não era
lembrado e conservado. Mesmo em Sardes, porém, havia uns poucos que
não tinham contaminado os seus vestidos.” ANDERSON, Roy A., O
Apocalipse Revelado, Pág. 44 (Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP)

“Os que lideraram a Reforma eram homens de vigorosa consagração,


mas seus seguidores, supondo que todas as batalhas já haviam sido
ganhas, acomodaram-se em religião organizada. Grandes movimentos
iniciados por homens como Lutero e Knox tornaram-se meras religiões
de Estado, sustentadas pelo erário público.” ANDERSON, Roy A., O
Apocalipse Revelado, Pág. 45 (Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP)

3:5 O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma
riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu

175
Pai e diante dos seus anjos.
Ao que vencer - “Só Cristo pode ajudar-nos e conceder-nos a vitória.
Cristo precisa ser tudo em todos para nós. Ele precisa habitar no coração,
Sua vida deve circular por nós, assim como o sangue circula pelas veias.
Seu Espírito tem de ser um poder vitalizador que nos leve a influenciar
outros a tornarem-se semelhantes a Cristo e santos.” - Comentário de
Ellen G. White, SDABC, vol. 5, p. 1144, citado em: BATTISTONE, Joseph J. -
Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág 48 (Casa
PublicadoraBrasileira, Tatuí, SP).

“Tentações e enganos serão suscitados pelo grande enganador para


prejudicar a obra do instrumento humano; mas, se ele confia em Deus,
se é manso e humilde de coração, guardando os caminhos do Senhor, o
Céu se alegrará, pois ele alcançará a vitória.” - Comentários de Ellen G.
White, SDABC, vol. 7, p. 960, citado em : BATTISTONE, Joseph J. - Lições
da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pá g 48 (Casa
PublicadoraBrasileira, Tatuí, SP).

De modo nenhum apagarei o seu nome do livro da vida - “Os nomes


de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus estão escritos no
livro da vida, e o seu caráter está sendo passado agora em revista diante
dEle. Anjos de Deus avaliam o valor moral. Eles observam o
desenvolvimento do caráter naqueles que vivem agora, para ver se os
seus nomes podem ser conservados no livro da vida. É-nos concedido um
tempo de graça para lavarmos e alvejarmos as veste do caráter no
sangue do Cordeiro. Quem está fazendo isso? Quem está se afastando do
pecado e egoísmo?” - Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p.
960, citado em: BATTISTONE, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Pá g 48 ( Casa Publicadora Brasileira, Tatuí,
SP).

“O Senhor não irá remover os nomes dos vencedores do livro da vida


(Apoc. 3:5). Já os nomes dos que não venceram serão apagados. O livro
da vida é revisado no juízo pré-advento (Dan. 7:10; 12:1). Durante esse
tempo de julgamento (de 1844 até a volta de Jesus), o Senhor nos está
convidando a depender inteiramente dEle. (Ver João 15:5-7.)” Gulley,
Norman R. - Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Lição 4,
Pág. 6 (Casa Publicadora Brasileira,Tatuí, SP).

“Em Sardes houve alguns cujas obras foram agradáveis a Deus (Apoc.
3:4). Eles permitiram que o Espírito Santo vivesse no seu coração. A
vontade de Cristo é que todos sejam como esses vencedores em Sardes:
‘O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo
nenhum apagarei o seu nome do livro da vida.’ Verso 5. Os nomes não
são apagados do livro da vida antes que sejam examinados no juízo
investigativo que precede o Segundo Advento (Ver Dan. 7:9 e 10; 12:1;
Comparar com S. Mat. 22:11-14).” BATTISTONE, Joseph J. - Lições da
Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pá gs. 47-48 (Casa
PublicadoraBrasileira, Tatuí, SP).

“Os nomes dos que perderam sua relação com Cristo como nascidos de
novo são apagados (Apoc. 3:5). O selo de Deus do tempo do fim é
colocado sobre os nomes mantidos no livro da vida (Apoc. 7:1-3; 14:1-
5).” Gulley, Norman R. - Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996,
Lição 4, Pág. 4 (Casa Publicadora Brasileira,Tatuí, SP). “Agora, enquanto
nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos
procurar tornar-nos perfeitos em Cristo.” - O Grande Conflito, p. 628.

176
"Significado e período Sardes significa “Cântico de alegria.” A igreja de
Sardes representa a história do cristianismo no período de transição
entre a verdadeira reforma e o protestantismo. Geralmente o ano 1517 é
considerado o início da Reforma, mas na realidade,1517 marcou o clímax
da Reforma. Como já foi estudado na carta de Tiatira, a Reforma
propriamente dita iniciou alguns séculos antes e culminou com Lutero.
Depois da morte de Lutero, o movimento perdeu muito da sua
vitalidade." RAMOS, Samuel, Revelações do Apocalipse, Vol. 1, Págs. 130-
131

“Aplicando esta mensagem ao período pós-Reforma, veremos que se


ajusta de modo cabal. Os que lideraram a Reforma eram homens de
vigorosa consagração, mas seus seguidores, supondo que todas as
batalhas já haviam sido ganhas, acomodaram-se em religião organizada.
Grandes movimentos iniciados por homens como Lutero e Knox
tornaram-se meras religiões de Estado, sustentadas pelo erário público.
Auto-suficientes e satisfeitos com conquistas passadas, essas pessoas
deixaram de sentir as necessidades do grande mundo pagão.”
ANDERSON, Roy Allan, O Apocalipse Revelado, Págs. 43-45.

"A data ideal para o término do período de Sardes é exatamente a data


em que iniciou o período do reavivamento e do despertamento do
protestantismo, em torno do tema do segundo advento de Jesus, que é
uma característica particular da igreja de Filadélfia. Vários fatores
indicam que a data ideal para o término do período de Sardes é o ano
1798, quando o papa foi preso, e a Bíblia começou a ser divulgada
mundialmente através das Sociedades Bíblicas, provocando o maior
despertamento espiritual já visto no protestantismo. Em 1804 surgiu a
primeira Sociedade Bíblica na Inglaterra, e em 1816 a segunda, a
Americana, e depois muitas outras, despertando o mundo para as
Missões Estrangeiras. O ano de 1798 também tem a vantagem de ser o
ano em que findou a supremacia papal de 1260 anos (538 1798)
mencionada em Daniel 7:25. Portanto, o período de Sardes deve ser
considerado de 1517 a 1798." RAMOS, Samuel, Revelações do
Apocalipse, Vol. 1, Págs. 131-132

"Uma comunidade cristã desenvolveu-se antigamente na


cidade de Sardes, e tornou-se a sede de um bispo da igreja, Bispo
Melito, que morreu em 170 d.C.¹ As paredes de uma igreja
construída antes do século quarto ainda estão de pé. Foi
descoberto nas escavações o trono de mármore do bispo de
Sardes.² A igreja de Sardes é a igreja da transição entre o
Movimento da Reforma e o protestantismo. O período da Reforma
começou no período de Tiatira com os Valdenses, os Lolardos,
seguidores de Wycliffe, a Igreja dos Irmãos na Boêmia e Morávia, João
Huss, Jerônimo e culminou com Lutero. Em 1530, com a formação do
primeiro credo protestante, iniciou o declínio da Reforma e o nascimento
de uma nova era chamada protestantismo, caracterizada pelas Igrejas
Nacionais recebendo sua força, não mais de Deus, mas dos governos.
Neste período, pós-Reforma a única coisa que se esperaria era vida e
vitalidade. Depois das trevas e da infâmia do período de Tiatira, seria
natural supor que o movimento da Reforma continuasse crescendo em
força e poder, tornando-se mais vivo, mais zeloso e vigoroso, mas não foi
assim." RAMOS, Samuel, Revelações do Apocalipse, Vol. 1, Pág. 132

177
"Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete
Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que
vives e estás morto." Apocalipse: 3:1

"Tens nome de que vives, e está morto - a hipocrisia foi uma


característica marcante nesta igreja. A igreja neste período tinha um bom
nome e uma boa reputação. O nome “protestante” indicava oposição aos
abusos, aos erros e ao formalismo da Igreja Católica Apostólica Romana;
indicava que nenhum desses erros seriam encontrados entre os
protestantes, porém, isso foi verdade somente entre os arautos da
Reforma, e perdurou enquanto Lutero ainda vivia." RAMOS, Samuel,
Revelações do Apocalipse, Vol. 1, Pág. 133

"Deus chama esta igreja para fazer uma mudança. Eles tinham um nome
para viver, mas suas obras eram destituídas do amor de Jesus. Oh,
quantos caíram porque confiaram em sua profissão para a
salvação! Quantos se perdem pelo esforço de manter um nome! Se
alguém tem a reputação de ser um evangelista de sucesso, um pregador
talentoso, um homem de oração, um homem de fé, um homem de
devoção especial, existe o perigo positivo de que ele naufrague na fé
quando for provado pelos pequenos testes de Deus sofre para
vir. Freqüentemente, seu grande esforço será manter sua
reputação. {7BC 958,3}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol.
7, Pág. 958, Parágrafo 3

"Aquele que vive com medo de que os outros não apreciem seu valor está
perdendo de vista Aquele que é o único que nos torna dignos de
glorificar a Deus. Sejamos mordomos fiéis de nós mesmos. Vamos
desviar o olhar de nós mesmos para Cristo. Então não haverá problema
algum. Todo o trabalho realizado, por excelente que pareça, é inútil se
não for feito no amor de Jesus. Pode-se passar por todo o ciclo de
atividade religiosa e, no entanto, a menos que Cristo esteja entrelaçado
em tudo o que diz e faz, trabalhará para sua própria glória ( Carta 48,
1903 ). {7BC 958,4}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7,
Pág. 958, Parágrafo 4

"1-3. Lembre-se de como você recebeu - É dada uma advertência


sobre uma época em que os erros viriam como um ladrão para roubar a
fé do povo de Deus, quando eles deveriam vigiar diligentemente e estar
constantemente guardados contra as ilusões do inimigo. {7BC 958,5}"
WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 958, Parágrafo 5

"Em Sardes, muitos se converteram por meio da pregação dos


apóstolos. A verdade foi recebida como uma luz brilhante e
resplandecente. Mas alguns haviam se esquecido da maneira
maravilhosa como haviam recebido a verdade, e Jesus achou necessário
enviar reprovação. {7BC 958,6}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble
Commentary, Vol. 7, Pág. 958, Parágrafo 6

"Um após o outro, os antigos porta-estandartes caíram e alguns se


cansaram das verdades freqüentemente repetidas. Eles desejavam uma
nova fase de doutrina, mais agradável para muitas mentes. Eles
pensaram que precisavam de uma mudança maravilhosa e em sua
cegueira espiritual não perceberam que seus sofismas destruiriam todas

178
as experiências do passado. {7BC 958,7}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble
Commentary, Vol. 7, Pág. 958, Parágrafo 7

"Mas o Senhor Jesus podia ver o fim desde o início. Por meio de João, Ele
lhes enviou a advertência: “Lembra-te, pois, do que tens recebido e
ouvido, e guarda-o e arrepende-te. Portanto, se não vigiares, irei sobre ti
como um ladrão ”( Manuscrito 34, 1905 ). {7BC 958,8}" WHAITE, Ellen
G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 958, Parágrafo 8

"( 2 Timóteo 2: 23-26.) - [ Apocalipse 3: 1-3citado.] Entre as pessoas a


quem esta mensagem foi enviada, havia aqueles que ouviram e foram
convencidos pela pregação de João Batista, mas que perderam a fé com a
qual antes se regozijavam. Houve outros que receberam a verdade dos
ensinamentos de Cristo, e que já foram crentes fervorosos, mas que
perderam seu primeiro amor e estavam sem força espiritual. Eles não
mantiveram o início de sua confiança firme até o fim. Eles tinham um
nome para viver, mas no que diz respeito a exercer uma influência
salvadora, eles estavam mortos. Eles tinham uma aparência de piedade
sem o poder. Eles discutiram sobre assuntos de nenhuma importância
especial, não dados pelo Senhor como testes, até que esses assuntos se
tornaram como montanhas, separando-os de Cristo e uns dos outros
... {7BC 958,9}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág.
958, Parágrafo 9

“Conheço as tuas obras, que tens um nome que vives e estás morto.” Com
Deus, a aparência exterior não pesa nada. As formas externas de religião,
sem o amor de Deus na alma, são totalmente inúteis. {7BC 958,10}"
WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 958, Parágrafo 10

“Esteja vigilante e fortaleça as coisas que permanecem, que estão para


morrer.” Este é o nosso trabalho. Muitos estão prontos para morrer
espiritualmente, e o Senhor nos chama para fortalecê-los. O povo de
Deus deve estar firmemente unido pelos laços da comunhão cristã, e
deve ser fortalecido na fé por falar freqüentemente uns com os outros
sobre as preciosas verdades que lhes foram confiadas. Jamais devem eles
perder seu tempo acusando e condenando uns aos outros ( The Review
and Herald, 10 de agosto de 1905 ). {7BC 959,1}" WHAITE, Ellen G., SDA
Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 959, Parágrafo 1

"1-4 ( Hebreus 4:13) Pesando o Caráter - [ Apocalipse 3: 1-3citado.] A


discriminação revelada por Cristo ao pesar o caráter daqueles que
tomaram para si o Seu nome, como cristãos, nos leva a compreender
mais plenamente que cada indivíduo está sob Sua supervisão. Ele está
familiarizado com os pensamentos e intenções do coração, bem como
com cada palavra e ato. Ele sabe tudo sobre nossa experiência
religiosa; Ele sabe a quem amamos e servimos ( Manuscrito 81,
1900 ). {7BC 959,2}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7,
Pág. 959, Parágrafo 2

"1-5 ( Mateus 22:14) Alguns fiéis em Sardes - A igreja de Sardes é


representada como tendo alguns fiéis entre os muitos que se tornaram,
por assim dizer, descuidados e insensíveis às suas obrigações para com
Deus. “Tu tens alguns nomes, mesmo em Sardes, que não contaminaram

179
suas vestes; e eles andarão comigo vestidos de branco, porque eles são
dignos. ” Quem é tão favorecido a ponto de ser contado entre esses
poucos em Sardes? Você está? Sou eu? Quem está entre este
número? Não é melhor para nós inquirir sobre este assunto, a fim de que
possamos aprender a quem o Senhor se refere quando diz
que alguns não mancharam suas vestes brancas de caráter ( Manuscrito
81, 1900 )? {7BC 959,3}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol.
7, Pág. 959, Parágrafo 3

"( Vs. 14-18.) Leia o Terceiro Capítulo do Apocalipse —Na mensagem


à igreja em Sardes são apresentadas duas partes — aqueles que têm um
nome para viver, mas estão mortos; e aqueles que estão se esforçando
para vencer. Estude esta mensagem, encontrada no terceiro capítulo do
Apocalipse. [ Apocalipse 3: 1, 2citado.] Quem se entende por aqueles que
estão prontos para morrer? e o que os tornou assim? A explicação é
dada: “Não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus”. [ Vs. 3-
5citado.] {7BC 959,4}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7,
Pág. 959, Parágrafo 4

"Para a igreja de hoje esta mensagem é enviada. Peço aos membros de


nossa igreja que leiam todo o terceiro capítulo do Apocalipse e façam
uma aplicação dele. A mensagem para a igreja dos laodicenses se aplica
especialmente ao povo de Deus hoje. É uma mensagem para os cristãos
professos que se tornaram tão parecidos com o mundo que nenhuma
diferença pode ser vista [ v. 14-18citado] ( The Review and Herald, 20 de
agosto de 1903 ). {7BC 959,5}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble
Commentary, Vol. 7, Pág. 959, Parágrafo 5

"3 ( Hebreus 3: 6; 4:14; 10:23) Apegue-se ao Juramento - “Lembra-te,


pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te”. Aqueles
que nasceram de novo lembram-se com que alegria e alegria receberam
a luz do céu, e como estavam ansiosos para contar todos de sua
felicidade .... {7BC 959.6}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol.
7, Pág. 959, Parágrafo 6

"Agarrar-se." Isso não significa: apegue-se aos seus pecados; mas,


mantenha-se firme no conforto, na fé e na esperança que Deus lhe deu
em Sua Palavra. Nunca desanime. Um homem desanimado nada pode
fazer. Satanás está tentando desanimá-lo, dizendo-lhe que não adianta
servir a Deus, que não compensa e que é bom ter prazer e alegria neste
mundo. Mas "que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder
a sua alma?" Você pode ter prazeres mundanos às custas do mundo
futuro; mas você pode pagar esse preço? {7BC 959,7}" WHAITE, Ellen G.,
SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 959, Parágrafo 7

"Devemos “apegar-nos” e viver de acordo com toda a luz que recebemos


do céu. Por quê? Porque Deus deseja que compreendamos a verdade
eterna e ajamos como Sua mão ajudadora, comunicando a luz àqueles
que não estão familiarizados com Seu amor por eles. Quando você se
entregou a Cristo, fez uma promessa na presença do Pai, do Filho e do
Espírito Santo - os três grandes Dignitários pessoais do céu. “Agarre-se”
a esta promessa. {7BC 959,8}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary,
Vol. 7, Pág. 959, Parágrafo 8

180
"E se arrependa." A vida que vivemos deve ser de arrependimento e
humildade contínuos. Precisamos nos arrepender constantemente, para
que possamos ser constantemente vitoriosos. Quando temos verdadeira
humildade, temos vitória. O inimigo nunca pode tirar da mão de Cristo
aquele que está simplesmente confiando em Suas promessas. Se a alma
está confiando e trabalhando obedientemente, a mente é suscetível às
impressões divinas, e a luz de Deus resplandece iluminando o
entendimento. Que privilégios temos em Cristo Jesus! {7BC 959,9}"
WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 959, Parágrafo 9

"Um verdadeiro sentimento de arrependimento diante de Deus não nos


mantém em cativeiro, fazendo com que nos sintamos como pessoas em
uma procissão fúnebre. Devemos ser alegres, não tristes. Mas, o tempo
todo, devemos lamentar que, depois que Cristo deu Sua vida preciosa por
nós, nós entregamos tantos anos de nossa vida aos poderes das
trevas. Devemos sentir tristeza no coração ao nos lembrarmos de que,
depois de Cristo ter dado tudo para nossa redenção, usamos no serviço
do inimigo parte do tempo e das capacidades que o Senhor nos confiou
como talentos para usar para a glória de Seu nome. Devemos nos
arrepender porque não nos esforçamos de todas as maneiras possíveis
para familiarizar-nos com a preciosa verdade, que nos habilita a exercer
aquela fé que atua por amor e purifica a alma. {7BC 960,1}" WHAITE,
Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 960, Parágrafo 1

"Ao vermos as almas fora de Cristo, devemos nos colocar em seu lugar e,
por eles, sentir arrependimento diante de Deus, não descansando até que
os levemos ao arrependimento. Se fizermos tudo o que podemos por
eles, e ainda assim eles não se arrependerem, o pecado estará às suas
portas; mas ainda devemos sentir tristeza de coração por causa de sua
condição, mostrando-lhes como se arrepender e tentando conduzi-los
passo a passo a Jesus Cristo ( Manuscrito 92, 1901 ). {7BC 960,2}"
WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 960, Parágrafo 2

"4, 5( Lucas 12: 8) Verdadeiro e Leal e Fiel - [ Apocalipse 3: 4,


5citado.] Esta é a recompensa a ser dada àqueles que obtiveram um
caráter puro e imaculado, que perante o mundo se apegaram firmemente
à fé. Jesus Cristo confessará seus nomes diante do Pai e de Seus
anjos. Eles têm sido verdadeiros, leais e fiéis. Por meio de más e boas
notícias, eles praticaram e ensinaram a verdade ( Manuscrito 26,
1905 ). {7BC 960,4}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7,
Pág. 960, Parágrafo 4

"( 2 Coríntios 4:17, 18.) Um Peso Eterno de Glória - “Tu tens alguns
nomes, mesmo em Sardes, que não contaminaram suas vestes; e eles
andarão comigo vestidos de branco, porque eles são dignos. ” Por causa
de sua fé, essa honra é concedida a eles. Nesta vida eles não se
vangloriaram, nem alçaram suas almas à vaidade. Com intensidade de
desejo, com uma fé pura e santa, eles agarraram a promessa de riquezas
eternas. Seu único desejo era ser como Cristo. Eles sempre mantiveram o
padrão de justiça elevado. A eles é dado um peso eterno de glória,
porque na terra eles caminharam com Deus, mantendo-se imaculados
das manchas do mundo, revelando aos seus semelhantes a justiça de
Cristo. Sobre eles, o Salvador declara: “Eles caminharão comigo vestidos

181
de branco no mundo que eu preparei para eles” [ Apocalipse 3: 5citado]
( The Review and Herald, 10 de agosto de 1905 ). {7BC 960,5}" WHAITE,
Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 960, Parágrafo 5

"4, 5, 10( 1 Coríntios 10:12, 13) A promessa de vitória - [ Apocalipse


3: 4, 5citado.] Estas palavras são dadas às pessoas enquanto estão em
conexão com o mundo, sujeitas a tentações e influências que enganam e
iludem. Enquanto eles mantêm sua mente nEle que é seu sol e seu
escudo, a escuridão e as trevas que os cercam não deixarão uma mancha
ou mancha em suas vestes. Eles caminharão com Cristo. Eles orarão,
acreditarão e trabalharão para salvar as almas que estão prestes a
perecer. Eles estão tentando romper as amarras que Satanás colocou
sobre eles, e não serão envergonhados se, pela fé, fizerem de Cristo seu
companheiro. Tentações e enganos serão constantemente levantados
pelo grande enganador para estragar a obra do instrumento humano,
mas se ele confiar em Deus, se for humilde e manso e humilde de
coração, guardando o caminho do Senhor, o céu se alegrará, pois ele
obterá a vitória. Deus diz: “Ele andará comigo vestido de branco, com
roupas imaculadas, pois é digno” (Manuscrito 97, 1898 ). {7BC 960,6}"
WHAITE, Ellen G., SDA Bíble Commentary, Vol. 7, Pág. 960, Parágrafo 6

"5( ch. 13: 8; veja EGW em chs. 7: 9 ; 20: 12-15 ). Anjos com valor
moral - Cristo diz sobre o vencedor: “Não apagarei seu nome do livro da
vida”. Os nomes de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus
estão escritos no livro da vida, e seu caráter está agora passando em
revista diante dEle. Os anjos de Deus estão avaliando o valor moral. Eles
estão observando o desenvolvimento do caráter dos que vivem agora,
para ver se seus nomes podem ser retidos no livro da vida. Uma
provação é concedida a nós para lavar nossas vestes de caráter e torná-
las brancas no sangue do Cordeiro. Quem está fazendo este
trabalho? Quem está separando de si mesmo o pecado e o egoísmo
( Historical Sketches of the Foreign Missions of the Seventh-day
Adventists, 138 )?{7BC 960,7}" WHAITE, Ellen G., SDA Bíble
Commentary, Vol. 7, Pág. 960, Parágrafo 7

"A cada uma das pessoas aqui mencionadas, deu o Senhor aptidões,
talentos a desenvolver. Cada um de vocês necessita de nova e viva
experiência na vida religiosa, a fim de fazer a vontade de Deus. Qualquer
que seja a experiência passada, isto não basta para o presente, nem nos
fortalece para vencer as dificuldades que encon tramos no caminho.
Precisamos diariamente nova graça e renovada resistência se queremos
ser vitoriosos." WHAITE, Ellen G., Testemunhos Para a Igreja, Vol. 3, Pág.
541

A Reforma dos séculos XIV, XV E XVI teve como propósito quebrar o poder da
supremacia espiritual de Roma.

"A Reforma iniciada com os Valdenses (séc. XII), Wycliffe


(séc. XIV), João Huss e Jerônimo (séc. XIV e XV), e Lutero no século XVI,
quebrou o poder da supremacia espiritual de Roma. A Europa foi
sacudida de ponta a ponta por um poder que nunca tinha sido conhecido
antes. Infelizmente o espírito da Reforma não durou muito tempo.
Dentro de poucos anos os seguidores dos reformadores estavam

182
divididos e começaram a se opor e a perseguirem-se uns aos outros."
RAMOS, Samuel, Revelações do Apocalipse, Vol. 1, Págs. 134-135

“Quando quer que a igreja tenha obtido o poder secular, empregou-o ela
para punir a discordância às suas doutrinas. As igrejas protestantes que
seguiram os passos de Roma, formando aliança com os poderes do
mundo, têm manifestado desejo semelhante de restringir a liberdade de
consciência. Dá-se um exemplo disto na prolongada perseguição aos
dissidentes, feita pela Igreja Anglicana. Durante os séculos dezesseis e
dezessete, milhares de ministros não-conformistas foram obrigados a
deixar as igrejas, e muitos, tanto pastores como o povo em geral, foram
submetidos a multa, prisão, tortura e martírio.” WHITE, Ellen G., O
Grande Conflito, Pág. 443

"Lutero denunciou Zuinglio como um herege, e os Calvinistas não


queriam saber dos Luteranos.² O primeiro credo protestante foi a
Confissão de Augsburg, 1530. Essa data é importante porque dessa data
em diante os protestantes começaram a perder de vista a Palavra de
Deus e o Espírito Santo como guias. Eles se organizaram em seitas,
criaram seus regulamentos, credos e disciplina. Foi assim que Calvino,
em Gênova, consentiu com a morte de Servetus por causa de diferenças
religiosas, Servetus foi queimado. Na Inglaterra, os protestantes
anglicanos empreenderam a mais cruel guerra não somente contra os
católicos, mas também contra todos os protestantes que se recusavam a
se conformar com a igreja estabelecida. Os protestantes colocaram seus
exércitos no campo e lutaram pelos seus credos, como aconteceu na
Guerra dos Trinta Anos (1618 1648) que começou com a revolta Boêmia
contra a Igreja de Roma, e o longo período de guerra dos Huguenotes na
França,¹ só que desta vez contra seus próprios irmãos. O estudo da
história da Reforma mostra que o protestantismo, a partir de 1530,
introduziu um outro período de apostasia, ou melhor, uma outra forma
de apostasia. Em menos de cem anos, o luteranismo, com o qual a
Reforma alcançara o seu clímax, cristalizou-se num formalístico e
dogmático movimento protestante. O historiador D'Aubigne considera
que o fim da verdadeira Reforma foi o “decisivo período de 1530 e
1531,” e que a partir dessa data, começou então uma outro capítulo, a
história do protestantismo." RAMOS, Samuel, Revelações do Apocalipse,
Vol. 1, Págs. 135-136

O período fala claramente de perseguição e morte contra os cristãos:

"O período de Sardes também recheou-se de perseguições e de mortes. O


que a Inquisição fez contra os cristãos no período de Tiatira, as igrejas
protestantes nacionais fizeram contra os grupos protestantes
minoritários no período de Sardes. O mesmo espírito satânico que
moveu o papado contra os Valdenses, contra os Lolardos (seguidores de
Wycliffe), e contra a Igreja dos Irmãos da Boêmia e Morávia, moveu
também as igrejas protestantes nacionais da Alemanha e da Inglaterra
contra seus irmãos no período de Sardes." RAMOS, Samuel, Revelações
do Apocalipse, Vol. 1, Pág. 137

"Os Quakers, na Inglaterra, foram presos às centenas, apedrejados,


surrados, chicoteados, e afogados. Em 1661 eles fizeram um pedido de
tolerância para com a religião deles, e pediram que fossem dispensados
de fazerem juramento ao governo, por motivo de consciência. Esse
pedido foi rejeitado, e, ao contrário do que esperavam, um decreto foi
feito (24/03/1661) contra eles, caso insistissem em não participar dos
juramentos, ou se tentassem persuadir alguém a não fazê-lo. George Fox,
em uma carta ao rei, diz que três mil e sessenta e oito dos seus amigos

183
tinham sido presos, e que as reuniões deles eram diariamente
interrompidas por homens armados que jogavam os Quakers na água e
eram afogados. Uma lista foi impressa e assinada por doze testemunhas,
que afirmavam que mais de quatro mil e duzentos Quakers foram presos,
e muitos deles foram mortos na prisão.¹ Nos Estados Unidos a
experiência dos Quakers não foi menos sofrida, muitos deles não foram
somente açoitados publicamente, como criminosos, mas alguns foram
marcados com ferro quente e outros tiveram
as orelhas cortadas." RAMOS, Samuel, Revelações do Apocalipse, Vol. 1,
Págs. 138-139

"O rei Henry VIII, fundador da Igreja Anglicana na Inglaterra, adotou as


mais rigorosas leis para impor as doutrinas da igreja.³ Foi rejeitada a
supremacia do papa, mas em seu lugar o monarca foi entronizado como
cabeça da igreja. O rei reformador perseguiu tanto católicos como
protestantes. Centenas e milhares de cristãos foram vítimas da
intolerância religiosa que persistiu por muito tempo na Inglaterra. Uma
dessas vítimas é bem conhecida, John Bunyan, pregador inglês (1628
1688), permaneceu preso por doze anos na cadeia de Bedford, período
em que escreveu O Peregrino, e mais de 50 outros livros. Em
nauseabundo calabouço, repleto de devassos e traidores, John Bunyan
respirava a própria atmosfera do céu. Na Escócia, a Igreja Episcopal fez
uma sucessão de mártires 4 presbiterianos." RAMOS, Samuel, Revelações
do Apocalipse, Vol. 1, Pág. 139

"No período de Sardes, em vez de a igreja se conservar sob a


dependência divina, procurou fazer aliança com os governos, formando
assim igrejas nacionais, com credos evangélicos com apoio dos governos.
A verdade foi popularizada, mas Cristo nunca foi popular e nunca será. A
verdade popularizada é a verdade que perdeu seu poder. A mesma
estratégia que Satanás usou no período de Pérgamo, popularizando o
cristianismo, fazendo dele uma religião nacional, voltou a usar de novo
no período de Sardes. O cristianismo que conseguiu permanecer puro e
fiel durante as incessantes perseguições imperiais do período de
Esmirna, foi pervertido no período de Pérgamo quando a Igreja e o
Estado se casaram. Da mesma forma o movimento da Reforma que
subsistiu firme e próspero no longo período da tirania papal (Tiatira
538-1517), quando Jezabel dominou a igreja, foi pervertido no período
de Sardes quando a Reforma se transformou em igrejas protestantes
nacionais." RAMOS, Samuel, Revelações do Apocalipse, Vol. 1, Pág. 143

“Sê vigilante, e confirma os restantes que estavam para morrer . . . lembra-te pois
do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te” (Apoc.3:2-3).

"Apoc. 3:2 demonstra que muitos, porém, não todos estavam mortos. O
verso 3 aconselha os cristãos de Sardes a fazerem uma retrospecção na
vida espiritual e lembrarem da mensagem e da experiência que haviam
tido. A Justificação pela Fé foi a doutrina forte dos reformadores, e ela fez
surgir o protestantismo; somente a justiça de Cristo recebida pela fé
poderia reavivá-los." RAMOS, Samuel, Revelações do Apocalipse, Vol. 1,
Pág. 145

“Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram seus
vestidos, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso. O que vencer
será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do Livro
da Vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos Seus anjos”
(Apoc. 3:4, 5).

184
"O remanescente de Deus sempre existiu, em todas as eras. Nos dias do
profeta Elias, Deus lhe mostrou um grupo de 7.000 que também não
tinha dobrado seus joelhos diante de Baal. Em meio à apostasia
antediluviana, houve Enoque e Noé, ambos tementes a Deus. Nos dias
dos emires da Arábia havia Jó, o melhor homem de Deus no Oriente. Nos
trágicos dias da idolatria universal, existiu Abraão, chamado de Ur dos
Caldeus. Houve um Ló, mesmo na perversa Sodoma. Nunca houve um
período tão escuro em que Deus não tivesse Suas estrelas. No período de
Sardes, Deus tinha “alguns que não contaminaram seus vestidos” (Apoc.
3:4): os reformadores Martinho Lutero, Ulrich Zwinglio, João Calvino, o
puritano João Bunyan, os pietistas Philipp Spenner, August Hermann
Francke, e o Conde Zinzendorf, e os metodistas João Wesley e
Whitefield." RAMOS, Samuel, Revelações do Apocalipse, Vol. 1, Págs. 145-
146

A Igreja de Sardes na visão e no entendimento de Urias Smith

"A Igreja de Sardes. – Se as datas das igrejas precedentes foram


corretamente fixadas, o período abrangido pela igreja de Sardes começa
no ano 1798. Sardes significa "príncipe ou cântico de alegria" ou "o que
permanece". Portanto, esta igreja é constituída pelas igrejas reformadas
desde a data acima mencionada até o grande movimento que marcou
outra era na história do povo de Deus.
O motivo da censura. – O grande defeito que o anjo desta igreja a
repreende é que tem nome de que vive e está morta. Que elevada
posição, do ponto de vista mundano, ocupou a igreja nominal durante
este período! Chamam a atenção os seus títulos altissonantes e a sua
aceitação pelo mundo. Mas depressa aumentaram nela o orgulho e a
popularidade que a espiritualidade ficou destruída, apagada a linha de
separação entre a igreja e o mundo, e as organizações populares eram
igrejas de Cristo apenas de nome!
Esta igreja devia ouvir a proclamação da doutrina do segundo advento.
"Se não vigiares, virei como ladrão." Isto implica que a doutrina do
advento seria proclamada, e a igreja seria posta sob o dever de vigiar.
A vinda de que se fala é incondicional; só o modo como se realizará para
cada membro é condicional. O fato de não vigiarem não impediria a
vinda do Senhor, mas, vigiando, podem evitar ser surpreendidos como
por um ladrão. O dia do Senhor surpreenderá só os que não vigiarem.
"Vós, irmãos", diz Paulo, "já não estais em trevas, para que aquele dia vos
surpreenda como um ladrão." l Tessalonicenses 5:4.
“... em Sardes umas poucas pessoas”, parece implicar um período de
mundanismo sem paralelo na igreja. Mas mesmo neste estado de coisas
há alguns cujas vestes não estão contaminadas, alguns que se
mantiveram livres desta influência contaminadora. Tiago diz: "A religião
pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as
viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." Tiago
1:27.
A promessa feita ao vencedor. – "Andarão de branco junto comigo". O
Senhor não passa por alto Seus filhos em qualquer lugar, por pequeno
que seja o seu número. Cristão isolado, sem poderes comunicar com
ninguém que professe a mesma preciosa fé, parece-te que as hostes dos
infiéis querem tragar-te? O Senhor não Se esqueceu de ti. A multidão dos
ímpios que te circunda não pode ser tão grande que te encubra da Sua
vista. Se te mantiveres sem mancha do mal que te rodeia, a Sua promessa
é segura. Andarás com o Senhor em glória. "Porque o Cordeiro que está
no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes
das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda lágrima."
(Apocalipse 7:17).

185
O ser vestido de vestes brancas é explicado noutras passagens como um
símbolo de mudar a iniqüidade em justiça. (Ver Zac. 3:4, 5). "Tirai-lhe
estes vestidos sujos", é explicado pela linguagem que se segue: "Eis que
tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade." "O linho fino", ou as
vestes brancas, "são as justiças dos santos." Apocalipse 19:8.
O livro da vida. – Eis um objeto de arrebatador interesse! Volumoso
livro, em que estão registrados os nomes de todos os candidatos à vida
eterna! Existe o perigo de, após nossos nomes terem entrado nesse
diário celeste, poderem ser riscados? Sim, caso contrário, nunca se daria
esta advertência. Até Paulo temia ser reprovado (1 Cor. 9:27). A única
maneira para os nossos nomes serem retidos nesse livro consiste em
mantermos vencedores até o fim. Mas nem todos vencerão. Seus nomes,
claro, serão riscados. Aqui se faz referência a um tempo determinado no
futuro, em que se fará esta obra. "De modo nenhum apagarei o nome"
dos vencedores, o que equivale que ao mesmo tempo apagará os nomes
dos que não vencerem. Não se tratará do tempo mencionado por Pedro?
"Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os
vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença
do Senhor" (Atos 3:19).
Dizer ao vencedor que o seu nome não será apagado do livro da vida é o
mesmo que dizer que os seus pecados serão apagados do livro onde
estão registrados, para não serem mais recordados contra ele (Heb.
8:12). Significa que, o seu nome ou seus pecados devem ser apagados
dos registros celestiais. Quão precioso é o pensamento de que agora
somos perdoados se confessamos nossas transgressões! Então, se
permanecemos fiéis a Deus, os pecados serão apagados ao vir Jesus.
Quando chegar essa hora decisiva, que não pode estar em futuro muito
distante, que sucederá no teu caso, leitor? Serão apagados os teus
pecados e o teu nome conservado no livro da vida? Ou será o teu nome
apagado do livro da vida, e deixados os teus pecados com o seu terrível
registro contra ti?
A apresentação na glória. – "Confessarei o seu nome diante de Meu Pai
e diante de Seus anjos."
Cristo ensinou que segundo os homens O confessarem ou negarem, O
desprezarem ou honrarem na Terra, assim serão confessados ou
negados por Ele diante de Seu Pai que está nos Céus e diante de Seus
anjos (Mat. 10:32, 33; Mar. 8:38; Luc. 12:8, 9). Quem pode medir a honra
de serem aprovados diante das hostes celestes! Quem poderá conceber a
ventura daquele momento em que hão de ser confessados pelo Senhor
da vida diante do Pai como tendo feito a Sua vontade, combatido o bom
combate, corrido a carreira, honrado o Seu nome diante dos homens e
vencido, e cujos nomes são dignos, pelos Seus méritos, de permanecer no
imperecível registro da vida para todo o sempre!" SMITH, Urias, Daniel e
Apocalipse, Vol. 2, Págs. 20-21

Agora observe Edwin R. Thiele

"A igreja de Sardes é a igreja do período da reforma. Neste período a


única coisa que se esperaria é vida e vitalidade. Depois das trevas e da
infâmia do período de Tiatira, só poderia ser natural supor que a igreja
há pouco fundada pelos reformadores devesse ser uma igreja viva com
zelo e vigor, pura na fé, e inteiramente devotada ao serviço de Deus.
Entretanto, em lugar do costumeiro elogio, a mensagem inicial a esta
igreja é de condenação. – Presumia-se que a igreja estava viva mas
estava morta. Sardes foi um período de frias formalidades religiosas que
tinham aparência de vida, uma igreja, entretanto, realmente morta."
THIELE, Edwin R., Apocalipse – Esboços de Estudos, Pág. 75

186
Observe essa outra fonte abaixo:

“Contudo, a vida nova não jactanciosa eram em muitos sentidos apenas


de nome, e não na realidade. Estes sardenses haviam ouvido e recebido o
que era reto e bom; mas eles não se apegaram ou não cresceram naquilo
que lhes foi dado, e tornaram-se mortos nas muitas formas e ornamentos
da nova vida. Embora tivessem desafiado e escapado dos feiticeiros, eles
permitiram que suas vestes fossem arrastadas por outros aviltamentos.
... Em grande parte, a igreja de Sardes nada mais era que uma planta
abatida e uma carcaça morta. Surgiu no frescor da novidade; tinha
ouvido e recebido daquilo que é próprio os verdadeiros santos terem na
vida; mas em pouco tempo tinha mais profissão do que vitalidade, e mais
jactância do que pureza ou frutos.” – J. A. Seis, The Apocalypse. Vol. I, 162.

“Nalguns respeitos o décimo oitavo século é o mais ilusório período da


história da Inglaterra. É a cincerela dos séculos. Ninguém tem uma boa
palavra com a qual se referir a ele. Carlyle resume-o numa frase amarga:
“alma extinta; estômago bem vivo. ... “O verdadeiro escândalo da
Inglaterra no décimo oitavo século, a lepra que envenenava seu sangue, a
mancha negra no disco luminoso de sua história, é a decadência da
religião que distinguiu os seus primeiros 50 anos. No que se refere à sua
fé, a Inglaterra estava morta. Os seus céus espirituais eram tão negros
como a meia-noite no Ártico, e enregelados como as suas geadas. ...
“Somente com um esforço de imaginação histórica é que podemos
reconhecer a condição da Inglaterra em 1703. ... Montesquieu que
estudou a Inglaterra daqueles tempos a sua maneira francesa e aguda,
diz grosseiramente: „Não existe tal coisa como religião na Inglaterra‟. ...
O cristianismo sob os céus da Inglaterra nunca esteve, nem no passado
nem agora, tão próximo do estado de morto. Quem não se lembra das
sentenças com as quais o bispo de Butler, tenebroso insinuante, intelecto
poderoso, prefixou a sua analogia? Ela tem vários meios para ser tomada
como idônea. Ele escreveu que „o cristianismo não mais tanto um objeto
de investigação, mas que, foi afinal agora manifesto que, como fictício. ...
Os homens o tratam como se, na época atual, ele fosse um ponto com o
qual todos os homens de discernimento concordem, e do qual nada sobra
a não ser como objeto principal de gaiatice e ridicularização‟. Entre
Montesquieu e Butler, o grande francês e o ainda maior inglês, que outro
cortejo de testemunhas poderiam ser citadas com prova de decadência
da fé na Grã-Bretanha no começo do décimo oitavo século? E quando a fé
morre, que é que sobrevive?... “O cristianismo não pode perecer; mas
chegou perto do desmaio mortal naquela era melancólica. „Houve”, diz
Green, o historiador, „revolta aberta contra a religião e contra as igrejas
em ambos os extremos da sociedade inglesa. Os pobres eram ignorantes
e brutais num grau impossível de ser agora reconhecido; os ricos, quase
totalmente descrentes da religião, ligados a uma baixeza de vida agora
felizmente quase inconcebível.‟...
“O verdadeiro despertamento da vida religiosa da raça de fala inglesa
data de Wesley. Dizer que ele reuniu os fragmentos da consciência
inglesa é verdade, mas é só meia verdade. Ele a criou de novo! Ela estava
morta – duplamente morta; e foi através de seus lábios que Deus soprou
de novo nela o fôlego de vida. ... “O fator decisivo na religião daquele
tempo foi ter ela deixado de ser vida, ou de comunicar vida. Ela foi
exaurida dos seus elementos dinâmicos – a visão de um Cristo Redentor;
a mensagem do perdão pessoal e imediato. Isto estava congelado na
teologia; desaparecera nas formalidades eclesiásticas; fora cristalizado
num sistema de éticas exteriores; tornara-se um mero acessório dos
políticos. Ninguém o imaginava, ninguém pensava nisto, nem procurava
reconhecê-lo, como uma libertação espiritual; uma libertação ao toque
dos dedos; uma libertação a ser reconhecido na experiência pessoal.

187
Religião traduzida em termos vivos da experiência humana, e habitando
na alma como energia divina, era coisa esquecida. Uma lâmpada elétrica
sem a corrente de eletricidade é um mero cordão de fibras calcinadas,
pretas e mortas. E o próprio cristianismo, na Inglaterra, no começo do
18.º século, foi exatamente um tal círculo de fibras mortas.” FITCHETT,
W. H., Wesley and His Century (Wesley e Seu Século), Págs.11-15.

Promessa ao vencedor no período representado pela Igreja de Sardes:

"O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei
o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu
Pai e diante dos seus anjos." Apocalipse: 3:5

“Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista


perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos
que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de
cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é
mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes,
e rejeitam-se nomes. Quando alguém tem pecados que permaneçam nos
livros de registro, para os quais não houve arrependimento nem perdão,
seu nome será omitido do livro da vida, e o relato de suas boas ações
apagado do livro memorial de Deus.” WHITE, Ellen G., O Grande Conflito,
Pág. 483.

“O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram ao serviço


de Deus. Se quaisquer destes se afastam dEle, e por uma obstinada
persistência no pecado se tornam finalmente endurecidos à influência do
Espírito Santo, seus nomes serão no juízo apagados do livro da vida, e
eles serão votados à destruição.” WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas,
Pág. 326.

“As analogias entre as cartas de Éfeso e Sardes são íntimas, e devem ser
estudadas juntamente. A história desenrolou-se em linhas semelhantes
nas duas igrejas. Ambas começaram entusiasticamente e esfriaram. A
degeneração existiu em ambas; embora, em Éfeso a degeneração não se
tinha tornado tão séria como em Sardes. Desta maneira o ponto-chave na
carta a Éfeso é apenas alteração, instabilidade e incerteza; na carta a
Sardes o ponto-chave é degradação, falsa pretensão e morte.” RAMSEY,
W., The Letters to the Seven Churches of Asia (As Cartas às Sete Igrejas da
Ásia), Pág. 369.

“As mensagens para a igreja de Éfeso e para a igreja de Sardes foram-me


freqüentemente repetidas por aquele que me dá a instrução para este
povo. ... A menos que estejamos constantemente em guarda, cairemos
presa fácil em seus inumeráveis enganos. ... Leiamos e estudemos
aquelas porções da Palavra de Deus que fazem referência especial a estes
últimos dias, e que apontam os perigos que ameaçarão o povo de Deus.”
WHITE, Ellen G., Testemunhos Para a Igreja, Vol. 8, Págs. 98-101

"A carta de Sardo liga-se ao quinto período da igreja cristã que mediou
entre os anos 1517 e 1821... Sardo deve, inquestionàvelmente, designar,
de acordo com o quinto selo, a Igreja da Reforma... Indubitàvelmente foi
a Reforma uma “Sardo” ou um “Cântico de Alegria” para a igreja que
gemia sob o tacão das perseguições impiedosas do papado. ou o
Protestantismo... O ministério de Sardo afastou-se de tal modo do
exemplo apostólico, que hoje não mais expõe nem vive o puro evangelho
de Cristo. Mesclou a divina revelação com as tradições humanas e

188
filosofias da falsa chamada ciência a ponto de pouco transparecer da
beleza da inspiração. Nenhuma carta enviada por Cristo à Sua igreja, nos
períodos anteriores, é tão acusatória como a de Sardo." MELLO, Araceli.
S., A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 91

"TENS NOME DE QUE VIVES E ESTÁS MORTO. A cidade de Sardo bem


podia ser chamada — a Cidade da Morte. Quão grandemente enganado
pelo inimigo estava e está o anjo da igreja de Sardo. Julga-se estar vivo
enquanto o Filho de Deus lhe diz que está morto, e com ele a sua igreja.
Não poderá haver pretensão mais enganosa do que esta. Um morto que
pensa estar vivo! Um ministério morto só poderá produzir uma igreja
morta, mas, quando é que uma igreja pode considerar-se morta? A
resposta é simples e categórica: Quando não tem mais a Cristo ou
quando já O perdeu de vistas. Disse S. João: “Quem tem o Filho de Deus
tem a vida: quem não tem o Filho de Deus não tem a vida”.1) E’ este o
estado profético e real do Protestantismo. Notemos os testemunhos do
próprio meio do Protestantismo:" MELLO, Araceli. S., A Verdade Sobre
as Profecias do Apocalipse, Pág. 92

"A linha de demarcação entre a igreja da Reforma e o mundo deixou de


existir. E, para apressar a sua desgraça, a igreja protestante uniu-se ao
Estado. Esta união profana com os poderes políticos foi o principal fator
de sua decadência espiritual. Amparado no braço secular, o
Protestantismo de Sardo enfrentou com a espada do aço a igreja de
Roma que lhe declarara guerra aberta, e rios de sangue ensanguentaram
o solo europeu." MELLO, Araceli. S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Pág. 93

"UM APÊLO E UMA ADVERTÊNCIA. Em primeiro lugar Sardo é exortada


a lembrar-se do que recebera e ouvira. Naqueles dias de trevas
emanantes de Roma, Sardo recebera no seu castiçal a pura luz do
evangelho de Cristo que lhe fôra entregue pelos primitivos baluartes
vigorosos da Reforma. Sardo ouvira maravilhas dos lábios daqueles
poderosos servos de Deus, guiados por Seu Espírito. E a igreja é exortada
a guardar, a viver em harmonia com aquele glorioso patrimônio do qual
já cedo se esquecera. Mas, volvendo-se aos padrões do mundo, perdera
de vista a cristalina verdade da inspiração para iluminá-la naqueles
caóticos séculos das trevas do romanismo. A igreja não levou em
consideração o apelo de Cristo, e sua condição prosseguiu em debacle até
que foi rejeitada como igreja de Deus." MELLO, Araceli. S., A Verdade
Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 95

"POUCOS FIÉIS NA IGREJA DE SARDO. De modo geral a igreja foi acusada


de imperfeição. Mas isto não implicava que não houvesse ao menos
alguns fiéis em seu meio. Por entre as trevas notava o Senhor algumas
luzes brilhantes, embora poucas. Alguns crentes de Sardo não se haviam
contaminado. Conservavam a pureza da fé e o zelo da vida cristã. E o
Senhor lhes garantiu a felicidade futura, que é a de todos os remidos
fiéis, de com Êle andarem de branco, no futuro reino, prêmio e emblema
recordativo da pureza cristã mantida em suas vidas terrenas em meio à
escuridão e apostasia da igreja. Os poucos fiéis de Sardo, não esquecidos
por Jesus, demonstram que Êle em verdade não olvida seus dedicados
filhos em qualquer lugar ou situação. Quão aprazíveis são êles a Seus
olhos bem o vemos por êste extrato da carta de Sardo.
A TRÍPLICE PROMESSA AOS VENCEDORES DE SARDO. A primeira
promessa é o fino vestido branco de que já falamos. A segunda é a
conservação de seus nomes no livro da vida, tema tratado no capítulo
vinte. Esta promessa implica que o vencedor viverá eternamente com
seu Mestre. A terceira promessa é a confissão do nome do vencedor

189
diante de Seu Pai e de Seus anjos. Esta confissão alude ao juízo tratado
também no capítulo vinte. Aquele que triunfar sôbre o reino da maldade,
terá seu nome confessado ou defendida sua integridade por seu
Salvador, precisamente ao ser o caso de sua vida anterior à sua
conversão apresentado no grande tribunal. Mas todo o que não se
esforçar para vencer, seu nome será negado por Cristo no augusto
tribunal." MELLO, Araceli. S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Págs. 95-96

Observe este versículo:

“Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas
vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.” Apocalipse: 3:4.

Trata-se do mesmo grupo citado em apocalipse: 6:9-11.


Essas “poucas pessoas” (apocalipse: 3:4) são o ‘remanescente’ que permaneceu fiel
a Deus durante o período da reforma.
Andarão de branco comigo (apocalipse: 3:4) – compare com apocalipse: 6:11 e 7:9-
17.

Agora observe apocalipse: 3:5.

“O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o


seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu
Pai e diante dos seus anjos.” Apocalipse: 3.5

a) vestido de vestiduras brancas - compare com: Apocalipse: 7:9-17; 19:8; Jó:


29:14; Isaias: 61:10
b) o seu nome do Livro da Vida - compare com: Isaias: 56:4-5; 4:3; Apocalipse:
21:27

Observe a expressão “diante de meu pai e diante de seus anjos”

Cristo tinha aqui em mente o “juízo pré-advento” (investigativo)

No juízo investigativo (pré-advento) Deus julga o seu povo e os anjos são as


testemunhas

“Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou;
sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu
trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente”. “Um rio de fogo
manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades
estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.” Daniel: 7:9-10.

Vejamos quem será absolvido nesse tribunal (julgamento):

“A boca do justo profere a sabedoria, e a sua língua fala o que é justo.” “No coração,
tem ele a lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão.” “Mas o SENHOR não o
deixará nas suas mãos, nem o condenará quando for julgado.” Salmos: 37:30-31,33.

O justo será absolvido porque tem a “lei de Deus no coração”

190
“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz
o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as
inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” Hebreus: 8:10

“Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu
coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei” Hebreus: 10:16.

Observe que em apocalipse: 3:5 – “Jesus prometeu confessar o nome deles diante
de Deus:”

Agora veja qual foi a condição imposta por Cristo para cumprir esta promessa:

“Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o


confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.” Mateus: 10:32

“Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem
igualmente o Pai.” I João: 2:23.

“Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo
veio em carne é de Deus;” I João: 4:2.

“Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em
Deus.” I João: 4:15

Exemplo de fiéis que confessaram o Cristo diante dos homens:

Pedro

“E nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus.” João: 6:69.

Natanael

“Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!”


João:1:49.

Marta

“Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que
devia vir ao mundo.” João:11:27.

Os apóstolos:

“Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do


que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes,
pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e
Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados.

191
“Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus
outorgou aos que lhe obedecem.” Atos: 5:29-32.

Estevão

“Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que
anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes
traidores e assassinos.” Atos: 7:52

“E apedrejavam Estevão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!”
Atos: 7:59.

Paulo

“Agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem
com toda a intrepidez a tua palavra, “Enquanto estendes a mão para fazer curas,
sinais e prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus.” Atos: 4:29-30.
Seguir a Cristo e a sua palavra é sinônimo de “perseguição e sofrimento”

“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão


perseguidos.” II Timóteo: 3:12.

“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a
provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; Pelo
contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de
Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. “Se,
pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós
repousa o Espírito da glória e de Deus.” I Pedro: 4:12-14.

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou


perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor
de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o
matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio
daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida,
nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os
poderes, “Nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá
separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos:
8:35-39.

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por
aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” João: 16.33.

Os reformadores sofreram “perseguição, torturas” e derramaram o seu próprio


sangue por amor a Cristo.

“... Os clamores simbólicos destes mártires não são evocados do céu, mas
da terra, precisamente debaixo do “altar” sob o qual foram mortos. O altar
de Abel, foi o campo (GÊN: 4:8; heb: 11:4); o de cristo foi a cruz (João:
19.:31); o de Estevão, a praça pública (atos: 7:57-60); o dos reformadores
e mártires foram fogueiras, arenas e guilhotinas. Deus ouvirá este clamor e

192
fará justiça quando do regresso do senhor Jesus.” GONZALEZ, Lourenço,
Babilônia e Suas Filhas, Págs. 19-20

A reforma protestante começou por causa da venda de indulgência:

“as indulgências eram uma forma que o ‘cristão pecador’ encontrava para
garantir seu lugar no paraíso. “a indulgência era dada pelo clero (igreja),
mas só depois que o pecador paga-se uma boa soma é que o pecador seria
perdoado” História Geral, Pág, 71, Antonio Pedro Tota e Ivo de Assis
Bastos.

“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos


pecados já perdoados, quando à culpa, que o fiel bem disposto obtém em
certas condições determinadas, pela intervenção da igreja que, como
dispensadora da redenção, distribuiu e aplica por sua autoridade o tesouro
das satisfações de cristo e dos santos... As indulgências podem aplicar-se
aos vivos e aos defuntos.” CATÓLICA, Catecismo da Igreja, Pág. 351, 8°
Edição, São Paulo (Editora Vozes, 1 998)

Observe esta outra fonte:

“... Desde que as moedas caíam no cofre, a alma daquele que tinha
comprado as ‘indulgências’ ia direto ao céu.” História Geral, Pág. 71,
Antonio Pedro Tota e Pedro Ivo de Assis Bastos.

Observando essas fontes, compreendemos quão arrogante e abusada foi a igreja de


Roma nesse período, quando vendia discarada e petulantemente a salvação para as
pessoas, como se ela fosse a dona da mesma. Observe que no seu próprio
“catecismo” ela diz ser a “dispensadora da redenção”.

A bíblia diz que a salvação é conseguida “gratuitamente” na pessoa de Cristo Jesus.

“Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em


Cristo Jesus.” Romanos: 3.24

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
Não de obras, para que ninguém se glorie. “Pois somos feitura dele, criados em
Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que
andássemos nelas.” Efésios; 2.8-10

Lutero e a Reforma

“Martinho Lutero era um monge agostiniano... Sua descrença na igreja


aumentou muito no ano de 1.517, quando o papa encarregou um padre de
arrecadar dinheiro na Alemanha com a venda de indulgências. Em
outubro de 1.517 afixou na porta da catedral onde era pregador as 95
proposições contra o papado.” História Geral, Pág. 72, Antonio Pedro
Tota e Ivo de Assis Bastos.

“Lutero fixou as 95 teses na porta da igreja do castelo de wittemberg em


31 de outubro de 1.517” PASSADO, Os Grandes Mistérios do, Pág. 225
(Editora Riaders Digest)

“Lutero achava que a única coisa capaz de salvar o homem do pecado era
a fé. O homem não precisava de intermediários para entrar em contato

193
com Deus e o clero podia ser dispensado” História Geral, Pág. 72, Antonio
Pedro Tota e Ivo de Assis Bastos.

Lutero estava certíssimo quando afirmou pela “voz e pela pena escrita” que o
homem alcança o céu unicamente pela fé.
“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação
de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; “Visto que a justiça de
Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.”
Romanos; 1.16-17

"Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor
Jesus Cristo." Romanos: 5:1

"Todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha
alma." Hebreus: 10:38

"Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé."
Habacuque: 2:4

Errada estava a Igreja Romana (católica) quando se dizia “intermediária” entre o


céu e a terra e quando vendia indulgência para garantir salvação aos defuntos.

A bíblia diz que só há um intermediário (mediador) entre Deus e os homens.

“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus,


homem.” I Timóteo: 2.5

“E a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas


superiores ao que fala o próprio Abel.” Hebreus: 12.24

Os “defuntos” (os mortos) não podem fazer mais nada no que diz respeito à
salvação

“Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?” Salmos:
6.5 ((ver: Hebreus. 9.27; Eclesiastes. 9.5-6; Isaias. 38.18).

Vejamos agora o que Lutero condenava:

“Lutero condenava: o celibato, a veneração de imagens, o culto aos


mortos, a transubstanciação, a infalibilidade do papa. As imagens eram
vistas por Lutero como “idolatria”. O papa estava sujeito ao erro como
qualquer outro ser humano”. História Moderna e Contemporânea, Vol. IV,
Pág. 35, Antonio Pedro e Lizâneas de Sousa Lima.

Vamos destacar as coisas que Lutero condenava do monturo de doutrinas


católicas:

1) celibato
2) veneração de imagens
3) culto aos mortos
4) transubstanciação
194
5) o papa como “infalível”
Vamos trabalhar essas “doutrinas católicas” para vermos se elas passam no teste
da bíblia:

1º Doutrina - “Celibato”

A bíblia diz que o casamento é uma instituição de origem divina

“Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma
auxiliadora que lhe seja idônea.” Gênesis: 2.18

“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma
só carne.” Gênesis: 2.24

“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula;
porque Deus julgará os impuros e adúlteros.” Hebreus: 13.4

“O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR.”


Provérbios: 18.22

2º Doutrina - "Veneração de Imagens"

O segundo mandamento proíbe categoricamente a “adoração de imagens”

“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em


cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as
adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso,
que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles
que me aborrecem “E faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e
guardam os meus mandamentos.” Êxodo: 20.4-6

Os ídolos e as imagens devem ser destruídos:

“Desapossareis de diante de vós todos os moradores da terra, destruireis todas as


pedras com figura e também todas as suas imagens fundidas e deitareis abaixo todos
os seus ídolos.” Números: 33.52

Adorar ídolos é provocar o Criador do universo:

“Pois o provocaram com os seus altos e o incitaram a zelos com as suas imagens de
escultura.” Salmos: 78.58

Adorar imagens (ídolos) é:

1) completa ignorância (falta de conhecimento)


2) falta de compreensão
3) engano
4) ilusão

195
5) abominação
6) loucura
“Nenhum deles cai em si, já não há conhecimento nem compreensão para dizer:
Metade queimei e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne e a comi; e
faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ia eu diante de um pedaço de
árvore? “Tal homem se apascenta de cinza; o seu coração enganado o iludiu, de
maneira.” Isaias: 44.19-20

“A espada virá sobre as suas águas, e estas secarão; porque a terra é de imagens de
escultura, e os seus moradores enlouquecem por estas coisas horríveis.” Jeremias:
50.38

“Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam;
têm olhos e não vêem; Têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas
mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.
“Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.” Salmos:
115.4-8.

3º Doutrina– Culto aos Mortos.

O culto aos mortos tem sua origem no Egito:

“Para que o corpo pudesse voltar a abrigar a alma, desenvolveu-se o culto


aos mortos.” VICENTINO, Cláudio História Memória Viva, Pág. 26
(Editora Scipione)

“Nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;
Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas
abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti.” Deuteronômio: 18.11-
12.

Satanás é quem estar por trás da “idolatria e do culto aos mortos”

“Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo
tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as
sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não
podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser
participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” I Coríntios: 10.19-21.

“Saul disfarçou-se, vestiu outras roupas e se foi, e com ele, dois homens, e, de noite,
chegaram à mulher; e lhe disse: Peço-te que me adivinhes pela necromancia e me
faças subir aquele que eu te disser. Respondeu-lhe a mulher: Bem sabes o que fez
Saul, como eliminou da terra os médiuns e adivinhos; por que, pois, me armas
cilada à minha vida, para me matares?
Então, Saul lhe jurou pelo SENHOR, dizendo: Tão certo como vive o SENHOR,
nenhum castigo te sobrevirá por isso. Então, lhe disse a mulher: Quem te farei
subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel. Vendo a mulher a Samuel, gritou em
alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul.
Respondeu-lhe o rei: Não temas; que vês? Então, a mulher respondeu a Saul: Vejo
um deus que sobe da terra. Perguntou ele: Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem

196
subindo um ancião e está envolto numa capa. “Entendendo Saul que era Samuel,
inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou.” I Samuel: 28.8-14

"28.12 VENDO, POIS, A MULHER A SAMUEL. Note os seguintes fatos: (1)


O espiritismo é rigorosamente condenado nas Escrituras (Dt 18.9-12; cf.
Êx 22.18; Lv 19.26,31). Os médiuns espíritas não entram, realmente, em
contato com os mortos, mas, com espíritos demoníacos enganadores. O
registro desta história não oferece justificativa alguma para a busca de
contato com os mortos. (2) A mulher ficou atônita e aterrorizada quando
um vulto personificando Samuel apareceu. Isso subentende que ela não
esperava ver Samuel mas, sim, um espírito demoníaco.” PENTECOSTAL,
Bíblia de Estudo

“28.12 – Samuel realmente retornou dos mortos para falar com Saul?
Afirmo que não. A feiticeira gritou diante do aparecimento do suposto
juiz, sacerdote e profeta – ela conhecia muito bem os demônios que
costumava contactar. De alguma forma aquela revelação mostrou a Saul
que a feiticeira lidava com um poder muito maior do que já conhecera.
Na verdade, ela não contemplou o homem de Deus mas o próprio
satanás. Deus permitiu que o diabo desse a Saul uma profecia relativa ao
seu destino, apesar de ser mentirosa, recheada de uma mensagem que o
rei já conhecia. Isto de forma alguma justifica os esforços para contactar
o diabo ou comunicar com os espíritos dos mortos, os quais não
aparecem. Deus condena tal prática (Gl 5.19-21).” PESSOAL, Bíblia de
Estudo Aplicação, Pág. 409

Me adivinhes pela necromancia e me faças subir.

“Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com


eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo.” Levítico: 20:6

“O homem ou mulher que sejam necromantes ou sejam feiticeiros serão mortos;


serão apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles.” Levítico: 20:27

“Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a
subir. “Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais.”
Jó: 7.9-10

um deus. – satanás era o deus visto pela feiticeira:

“Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes
não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de
Deus.”II Coríntios: 4.4.

“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.” II


Coríntios: 11.14

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa
nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no
esquecimento. “Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm
eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” Eclesiastes: 9.5-6.

4º Doutrina - Transubstanciação

197
“Transubstanciação – [do latim transubstantiones] doutrina
romanista, segundo a qual na celebração da santa ceia, o pão
e vinho transformam-se, respectivamente, na carne e no
sangue de cristo”. ANDRADE, Claudionor Corrêa de,
Dicionário Teológico, Pág. 239 (CPAD).

O pão e o vinho são apenas “um símbolo” do corpo e do sangue de Cristo, e não o
próprio corpo. (ver: i cor. 11.24; mat. 26.26-29).

Se o pão e o vinho se transformam no próprio corpo e sangue de Cristo – então,


nesse caso, pergunto eu: cristo comeu a si mesmo por ocasião da santa ceia?
Cristãos ou canibais?

5º Doutrina – o papa infalível.

A bíblia diz que todos os homens são pecadores.

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Romanos: 3.23.

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado,
a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.”
Romanos: 5.12.

“Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” Salmos: 51.5

Concluímos, portanto, que Lutero estava coberto de razão quando condenou essas
abominações da Igreja de Roma (catolicismo)

Veja qual era o “verso” que o padre dominicano Johan Tetzel usava para vender as
indulgências:

“Assim que no cofre uma moeda soa, do purgatório ao céu uma alma voa”
PASSADO, Os Grandes Mistérios do, Pág. 225 (Editora Riaders Digest)

Observe agora como essa fonte chama a venda de indulgências:

“Dois fatos colaboraram muito para agravar ainda mais a situação da


igreja ao longo dos séculos XV e XVI: A crescente onda de corrupção com
a venda de indulgências, relíquias religiosas e cargos eclesiásticos
importantes, bem como a concubinagem do clero.” MORAES, José
Geraldo Vinci deM, Caminhos das Civilizações, Pág. 144 (Atual Editora)

“1471. A doutrina e a pratica das indulgencias na Igreja estão


estreitamente ligadas aos efeitos do sacramento da Penitencia. A
indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos
pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto
obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como
dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o
tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos.” A
indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial totalmente da
pena devida pelos pecados.” Todos os fiéis podem adquirir indulgências (...)

198
para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos.” CATÓLICA, Catecismo da
Igreja Pág. 406 (Edição Revisada de Acordo com o texto Oficial em Latim)

“Em abril de 1.521, o imperador Carlos V convocou a dieta em wormes.


Lutero foi convidado para expor suas idéias. Condenado pela dieta,
escondeu-se no castelo de Frederico, duque da saxônia. “Lá, traduziu a
bíblia para o alemão moderno”. CIVILIZAÇÃO, História e, Pág. 36, Carlos
Guilherme Mota e Adriana Lopes (Editora Ática).

"A 16 de abril, Lutero apresentou-se diante da Dieta. Johann Eck,


assistente do Arcebispo de Trier, mostrou a Lutero uma mesa cheia de
cópias de seus escritos. Perguntou-lhe, então, se os livros eram seus e se
ele acreditava naquilo que as obras diziam. Lutero pediu um tempo para
pensar em sua resposta, o que lhe foi concedido. Este, então, isolou-se em
oração e depois consultou seus aliados e amigos, apresentando-se à
Dieta no dia seguinte. Quando a Dieta veio a tratar do assunto, o
conselheiro Eck pediu a Lutero que respondesse explicitamente à
seguinte questão:
"Lutero, repeles seus livros e os erros que eles contêm?"
Lutero, então, respondeu: "Que se me convençam mediante testemunho
das Escrituras e claros argumentos da razão - porque não acredito nem
no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão
errados, contradizendo-se a si mesmos - pelos textos da Sagrada
Escritura que citei, estou submetido a minha consciência e unido à
palavra de Deus. Por isto, não posso nem quero retratar-me de nada,
porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável... "Não
posso fazer outra coisa, esta é a minha posição. Que Deus me ajude!”
GUEDES, Maria Helena (Guedinha), Perdoe-me e Eu Errei !, Págs. 114-
115

Vamos descobrir agora como era feita a cerimônia da excomunhão e condenação


dos reformadores.
Os bispos e os padres pronunciavam essas maldições sobre os condenados
hereges:

“Que sejam malditos sempre e em toda parte; que sejam malditos dia e
noite e a toda hora; que sejam malditos quando dormem, quando
comem, e quando bebem; que sejam malditos quando se calam e quando
falam; que sejam malditos desde o alto da cabeça até a planta dos pés;
que seus olhos tornem-se cegos, que seus ouvidos tornem-se surdos, que
a sua boca torne-se muda. Que a sua língua fique pregada à abóbada
palatina. Que as suas mãos não toquem em nada, que seus pés não
andem mais, que todos os seus membros do seu corpo sejam malditos;
que sejam malditos quando de pé, deitados ou sentados; que sejam
enterrados com os cães e os asnos; que os lobos rapacez devorem os
seus cadáveres... E assim como se extinguem hoje estas tochas por
nossas mãos, que a luz da sua vida se extinga eternamente... O bispo e os
padres, que eumpunhavam tochas acesas, lançavam-nas por terra e
apagavam-nas sob os pés”. MEDIEVAL, História Antiga e, Pág. 260,
Leonel Itaussu A. Mello e Luis César A. Costa.

“Os condenados à morte eram queimados vivos numa grande fogueira.


Alguns poucos eram estrangulados antes de terem seus corpos lançados
à fogueira”. COTRIM, Gilberto, História e Consciência do Mundo, Vol. I,
Pág. 154 (Editora Saraiva)

199
A Igreja Romana (católica) lançava “maldições” contra aqueles que estavam
obedecendo as leis divinas, enquanto ela (igreja católica) é que deveria receber as
‘maldições’ da palavra de Deus, pois a mesma vivia e vive em desobediência aberta
contra mandamentos da lei de Deus.

Veja para quem são as maldições:

“Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, não cuidando
em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno,
então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão:” – Deuteronômio: 28.15

“Increpaste os soberbos, os malditos, que se desviam dos teus mandamentos.”


Salmos: 119:21

Os fiéis filhos de Deus eram “cruelmente” mortos pela inquisição movida pela
Igreja de Roma (católica)

“O cruel tratamento que haviam recebido clamava por vingança, assim


como o sangue de Abel clamava a deus deste a terra, gên. 4.10. Não
estavam no céu, mas debaixo do altar sob o qual haviam sido mortos”.
ESCRITURAS, Estudos Bíblicos e Doutrinas Fundamentais das, Pág. 198
(CPB)

A igreja de Roma mandou queimar vivo o reformador “Savonarola”

“Savonarola, reformador religioso morreu torturado e queimado vivo em


1.498 na cidade de Florença”. COTRIM, Gilberto, História e Consciência
do Mundo, Pág. 235

A Igreja de Roma (católica) mandou queimar vivos os reformadores “João Huss e


Jerônimo de Praga”

“João Huss e Jerônimo de praga foram condenados e queimados vivos em


1.415, por determinação do concílio de Constança. Participaram desse
concílio 33 cardeais, 900 bispos e 2.000 doutores da igreja”. SOUSA,
Osvaldo Rodrigues de, História Geral, Pág. 227

“Em 1.414 e 1.418 reuniu-se o famoso concílio de Constança, do qual


participaram 33 cardeais, 900 bispos e 2.000 doutores da igreja... O
concílio decidiu ainda mandar queimar vivo João Huss e Jerônimo de
praga, reformadores da boêmia que faziam severas críticas ao
mundanismo da igreja”. ARRUDA, José Jobbson de Almeida, História
Antiga e Medieval, Pág. 469

De acordo com essas duas fontes, a Igreja Católica é “assassina e mundana”


(compare com: Êxodo. 20.13; I João. 2.15-17; Tiago. 4.4)

Sentença de morte de João Huss:

"Pronunciada a sentença de morte, os bispos vestiram o preso de hábito


sacerdotal, e, enquanto recebia as vestes de padre, disse: "Nosso Senhor
Jesus Cristo estava, por escárnio, coberto com um manto branco quando
Herodes o mandou conduzir a Pilatos". Sendo de novo exortado a
retratar-se, replicou, voltando-se para o povo: "Com que cara, pois,

200
contemplaria os céus? Como olharia para as multidões de homens a
quem preguei o evangelho puro? não! Aprecio mais a salvação do que
esse pobre corpo, ora destinado à morte!”As vestes foram removidas
uma a uma, pronunciando cada bispo uma maldição ao realizar a sua
parte na cerimônia. Finalmente, puseram-lhe na cabeça uma carapuça ou
mitra de papel, em forma de pirâmide, em que estavam desenhadas
horrendas figuras de demônios com a palavra "Arqui-herege" bem
visível na frente. "Com muito prazer", disse Huss, levarei sobre a cabeça,
esta coroa de ignomínia, por teu amor, Jesus, que por mim levaste uma
coroa de espinhos". Quando ficou assim trajado, os prelados disseram:
"Agora, votamos tua alma ao Diabo". "E eu", disse João Huss, erguendo os
olhos aos céus, "entrego o meu espírito em Tuas mãos, ó Senhor Jesus,
pois tu me remiste".
Foi então entregue às autoridades seculares, e levado para fora, ao lugar
da execução. Imenso séqüito o acompanhou: centenas de homens
armados, padres e bispos em seus custosos trajes e os habitantes de
Constança. Quando estava atado ao poste, e tudo pronto para
acenderem-se o fogo, o mártir uma vez mais foi exortado a salvar-se,
renunciando aos seus erros. "A que erros ?", diz Huss. "Invoco a Deus
para testemunhar que tudo que escrevi e preguei, assim foi feito com o
fim de livrar almas do pecado e da perdição, e, portanto, muito
alegremente confirmarei, com meu sangue, a verdade que escrevi e
preguei". E quando as chamas começaram a envolvê-lo, pôs-se a cantar:
"Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim", e assim continuou até
que sua voz silenciou de uma vez para sempre". ALMEIDA, Natanael de
Barros, Tesouro das Ilustrações, Vol. II, Pág. 6, São Paulo: (Vida Nova -
1964)

"Chamado à decisão final, Huss declarou recusar-se a renunciar e,


fixando o olhar penetrante no imperador, cuja palavra empenhada fora
tão vergonhosamente violada, declarou: "Decidi-me, de minha
espontânea vontade, a comparecer perante este concílio, sob a pública
proteção e fé do imperador aqui presente." - Bonnechose. Intenso rubor
avermelhou o rosto de Sigismundo quando o olhar de todos na
assembleia para ele convergiu.
Pronunciada a sentença, iniciou-se a cerimônia de degradação. Os bispos
vestiram o preso em hábito sacerdotal, e, enquanto recebia as vestes de
padre, disse: "Nosso Senhor Jesus Cristo estava, por escárnio, coberto
com um manto branco, quando Herodes o mandou conduzir perante
Pilatos." - Bonnechose. Sendo de novo exortado a retratar-se, replicou,
voltando-se para o povo: "Com que cara, pois, contemplaria eu os Céus?
Como olharia para as multidões de homens a quem preguei o evangelho
puro? Não! aprecio sua salvação mais do que este pobre corpo, ora
destinado à morte." As vestes foram removidas uma a uma,
pronunciando cada bispo uma maldição ao realizar sua parte na
cerimônia. Finalmente "puseram-lhe sobre a cabeça uma carapuça, ou
mitra de papel em forma piramidal, em que estavam desenhadas
horrendas figuras de demônios, com a palavra 'Arqui-herege' bem visível
na frente. 'Com muito prazer', disse Huss, 'levarei sobre a cabeça esta
coroa de ignomínia por Teu amor, ó Jesus, que por mim levaste uma
coroa de espinhos.'"
Quando ficou assim trajado, "os prelados disseram: 'Agora votamos tua
alma ao diabo.' 'E eu', disse João Huss, erguendo os olhos ao Céu, 'entrego
meu espírito em Tuas mãos, ó Senhor Jesus, pois Tu me remiste'." -
Wylie.
Foi então entregue às autoridades seculares, e levado fora ao lugar de
execução. Imenso séquito o acompanhou: centenas de homens em armas,
padres e bispos em seus custosos trajes e os habitantes de Constança.
Quando estava atado ao poste, e tudo pronto para acender-se o fogo, o

201
mártir uma vez mais foi exortado a salvar-se renunciando aos seus erros.
"A que erros", diz Huss, "renunciarei eu? Não me julgo culpado de
nenhum. Invoco a Deus para testemunhar que tudo que escrevi e preguei
assim foi feito com o fim de livrar almas do pecado e perdição; e,
portanto muito alegremente confirmarei com meu sangue a verdade que
escrevi e preguei." - Wylie. Quando as chamas começaram a envolvê-lo,
põs-se a cantar: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim", e assim
continuou até que sua voz silenciou para sempre.
Mesmo os inimigos ficaram tocados com seu procedimento heroico. Um
zeloso adepto de Roma, descrevendo o martírio de uss, e de Jerônimo
que morreu logo depois, disse: "Ambos se portaram com firmeza de
ânimo quando se lhes aproximou a última hora. Prepararam-se para o
fogo como se fosse a uma festa de casamento. Não soltaram nenhum
grito de dor. Ao levantarem-se as chamas, começaram a cantar hinos, e
mal podia a veemência do fogo fazer silenciar o seu canto." - Wylie."
WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Págs. 108-110

“Estes haviam sidos mortos durante os séculos compreendidos no selo


anterior. Seus perseguidores, a maior parte, ao menos, haviam morridos,
e se haviam recebido castigo ao morrer, como alguns supõem, por que se
importunariam os mártires pela sua punição? Nesta, como noutras
partes da bíblia, é usada a figura da personificação, em que objetos
inanimados são representados viventes e falantes, e coisas que não são,
como se fossem. Ver. Jz. 9.8-15; heb. 2.11; rom. 4.17. Estes mártires
haviam sucumbidos como hereges debaixo da escuridão e superstição do
selo anterior, cobertos de ignomínia e vergonha. Agora, à luz da reforma,
seu verdadeiro caráter aparece, e são vistos como justos, e daí lhes
serem dadas “vestes brancas”. “o linho finíssimo são os atos de justiça
dos santos” - apoc. 19.8. Justiça lhes é atribuída, e após haverem
repousado por mais um pouco – debaixo do altar – até que outros que
deveriam perecer por causa da fé, os seguissem, juntos então haverão de
despertar para a vida e a imortalidade”. ESCRITURAS, Estudos Bíblicos e
Doutrinas Fundamentais das, Págs. 198-199 (CPB)

O papado persegue os “valdenses”

“Pedro Waldo ou Valdo, natural de Lyon, eminente por sua piedade e


erudição, deveio um enérgico oponente do papado; e desde aquele então,
os reformados receberam a apelação de valdenses. O Papa Alexandre III,
informado destes sucessos pelo bispo de Lyon, excomungou a Waldo e
seus seguidores, e ordenou ao bispo que os exterminasse, se possível, de
sobre a face da terra; assim começaram as perseguições papais contra os
valdenses.” FOX, John, O Livro dos Mártires, Págs. 55-56

“Nenhum advogado ousava defender a seu próprio irmão, e a malícia


perseguidora chegava inclusive além do túmulo; se exumavam os restos
dos já mortos, e eram queimados, como exemplo para os vivos. Se alguém
era acusado em seu leito de morte de ser seguidor de Waldo, suas
possessões eram confiscadas, e o herdeiro ficava privado de sua herança; e
alguns foram enviados à Terra Santa, enquanto os dominicanos se
apoderavam de suas casas e propriedades, e quando os donos voltavam,
amiúde pretendiam não reconhecê-los. Estas perseguições persistiram
durante vários séculos sob diferentes Papas e outros grandes dignitários
da Igreja Católica.” FOX, John, O Livro dos Mártires, Pág. 56

O papa Alexandre III persegue os “albigenses”

202
“Os albigenses eram pessoas de religião reformada que viviam no país de
Albi. Foram condenados por sua religião no Concílio de Luterano, por
ordem do Papa Alexandre III... O Papa... enviou mensageiros por toda a
Europa, para levantar forças para agir militarmente contra os albigenses,
prometendo o paraíso a todos os que acudissem a esta guerra, que
designou como Guerra Santa, e que portaram armas durante quarenta
dias. Também se ofereceram as mesmas indulgências que se ofereciam a
todos os que acudiam às cruzadas na Terra Santa... também no ano 1620
foi muito severa a perseguição contra os albigenses... A crueldade dos
cossacos foi tal que até os mesmos tártaros se envergonharas de suas
barbaridades. Entre outros que sofreram estava o reverendo Adrian
Chalinski, que foi assado a fogo lento, e cujos sofrimentos e forma de
morrer exibem os horrores que os aderentes ao cristianismo tem
suportado dos inimigos do Redentor.” FOX, John, O Livro dos Mártires,
Pág. 57

“A reforma do erro papista foi muito cedo projetada na França; porque


no século décimo terceiro um erudito chamado Almerico e seis de seus
discípulos, foram queimados em Paris por afirmarem que Deus não
estava mas presente no pão sacramental que em qualquer outro pão; que
era idolatria construir altares ou santuários aos santos, e que era ridículo
oferecer-lhes incenso.” FOX, John, O Livro dos Mártires, Pág. 58

Conheçamos agora as promessas de Deus para os seus filhos que deram suas vidas
nesse período por amor ao evangelho:

“... Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Apocalipse: 2.10

Coroa da vida – é símbolo de “Honra, de Glória, de Recompensa, de Conquista e de


Justiça”

“Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.”


Provérbios: 4.9

“Serás uma coroa de glória na mão do SENHOR, um diadema real na mão do teu
Deus.” Isaias: 62.3

“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque,


depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos
que o amam.” Tiago: 1.12

“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.”
Apocalipse: 3.11

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da


justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não
somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” II Timóteo: 4.7-8

“Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da


glória” I Pedro: 5.4

“Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós,
porém, a incorruptível.” I Corintios: 9.25

203
Fiel até a morte - só os fiéis habitarão na presença de Deus:

“Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda
em reto caminho, esse me servirá.” Salmos: 101:6

“Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito
te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mateus: 25.20

“Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja
encontrado fiel.” I Coríntios: 4.2

Apocalipse: 17:14 “Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é


o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis
que se acham com ele.”

“De cortiços, de pobres choças, de prisões, de cadafalsos, das montanhas


e desertos, das cavernas da Terra e dos abismos do mar, Cristo recolherá
Seus filhos. Na Terra tinham sido destituídos, afligidos e atormentados.
Milhões baixaram ao túmulo carregados de infâmia, porque recusaram
render-se às enganosas pretensões de Satanás. Por tribunais humanos os
filhos de Deus foram condenados como os mais vis criminosos. Mas
próximo está o dia em que "Deus mesmo é o juiz". Sal. 50:6. Então as
sentenças dadas na Terra serão invertidas. Então "tirará o opróbrio do
Seu povo de toda a Terra". Isa. 25:8. Vestes brancas dar-se-ão a todos
eles. Apoc. 6:11. "E chamar-lhes-ão povo santo, os remidos do Senhor."
Isa. 62:12. Qualquer que tenha sido a cruz que suportaram, quaisquer as
perdas sofridas, qualquer a perseguição que padeceram, mesmo a perda
da vida temporal, os filhos de Deus serão amplamente recompensados.
"Verão o Seu rosto, e na sua testa estará o Seu nome." Apoc. 22.4.”
WHITE, Ellen G., Parábolas de Jesus, Págs. 179-180.

Esse é o período que vai de 1.517 a 1755 dc

Quinto Selo = Almas debaixo do Altar


1.517 DC --------------------------------------------------------------------------------1.755 DC
Igreja de Sardes = Reforma

204
Sexto Selo - sinais da segunda vinda de Cristo.

“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se
tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, “As estrelas do céu caíram
pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos
verdes.” Apocalipse: 6.12-13

"Tais são as solenes e sublimes cenas que ocorrem sob o sexto selo. Deve
despertar em cada coração um interesse intenso pelas coisas divinas a
consideração de que estamos vivendo no meio dos momentosos
acontecimentos deste selo, como vamos provar. Entre o quinto e sexto
selos parece haver uma súbita e completa mudança de linguagem ao
passar de eminentemente figurada ao estritamente literal. Seja qual for a
causa, a mudança é inegável. Nenhum princípio de interpretação pode
tornar literal a linguagem dos selos anteriores, nem pode fazer que a
linguagem deste selo seja figurada. Temos, portanto, de aceitar a
mudança embora não possamos explicá-la.
Há um grande fato, porém, para o qual desejamos chamar aqui a atenção.
No período abrangido por este selo é que as porções proféticas da
Palavra de Deus deviam ser abertas, e muitos dariam cuidadosa atenção
ao conhecimento destas coisas, e, portanto assim aumentar muito o
conhecimento desta parte da Palavra de Deus. Sugerimos que talvez por
este motivo é que se dá a mudança na linguagem, e que os
acontecimentos deste selo, por ocorrer num tempo em que estas coisas
deviam ser plenamente compreendidas, já não estão em figuras, e sim
em linguagem clara e inequívoca." SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse,
Vol. 2, Pág. 39

“A abertura do sexto selo revela uma série de acontecimentos que


assinalam o começo do fim.” LES892 – Battistone, Joseph J. - Lições da
Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 91, Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP

“O sexto selo culmina com a segunda vinda de Cristo. Por isso podemos
adequadamente chamá-lo otempo do fim.” Belvedere, Daniel - Seminário
As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Pág. 55, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

“O sexto selo representa a Segunda Vinda de Cristo (Apoc. 6:15-17). O


sétimo selo só será rompido depois que Cristo vier...” Battistone, Joseph
J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 72, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP

Grande terremoto - “O terremoto de Lisboa, em 1º de novembro de


1755. Também o paralelo, nos últimos dias, com o terremoto de que
fala Apocalipse 16:18. (Ver o Grande Conflito, pág. 304.)” Battistone,
Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág.
92, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP

“O grande terremoto tem sido identificado por muitos teólogos como o


grande terremoto de Lisboa, de 1º de novembro de 1755.” Belvedere,
Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor,
Pág. 55, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

O Sol tornou-se negro - “O dia escuro de 19 de maio de 1780.”


Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº
374, Pág. 92, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP

205
“O escurecimento do Sol ocorreu em 19 de maio de novembro de
1780. E a Lua se tornou em sangue na noite do mesmo dia.” Belvedere,
Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor,
Pág. 55, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

6:13 e as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida
por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes.

A queda das estrelas – “A chuva de estrelas foi em 13 de novembro


de 1833.” Belvedere, Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse,
Edição do Professor, Pág. 55, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª
ed., 1987.

“A grande chuva de meteoros em 13 de novembro de 1833.”


Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº
374, Pág. 92, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP

“Essa profecia teve cumprimento surpreendente e impressionante na


grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833. Aquela foi a mais
extensa e maravilhosa exibição de estrelas cadentes que já se tem
registrado... Deste modo a atenção do povo foi dirigida para o
cumprimento da profecia, sendo muitos levados a dar atenção à
advertência do segundo advento.” WHITE, Ellen G., O Grande Conflito,
Págs. 333 e 334.

“O dia escuro e a queda das estrelas foram sinais notórios para essa
geração. Mas outras coisas estão acontecendo nesta geração. Faz
poucos anos a Ciência arremessou a humanidade para dentro da era
atômica. O poder do átomo conduziu um submarino por sob a calota
polar, e agora o homem se atirou para dentro do espaço exterior. O
fato de poder o homem agora viajar a aproximadamente 32 mil
quilômetros por hora, mais de 300 quilômetros acima da superfície
terrestre, tem qualquer significado para nós? O Senhor virá precedido
por sinais no céu e na Terra.” ANDERSON, Roy Allan, O Apocalipse
Revelado, Pág. 85.

“Embora só Deus conheça o dia e a hora (São Mateus 24:36), podemos


identificar a época. Entre outros muitos sinais para conhecer o tempo
do fim, identificaremos os seguintes: (São Mateus 24:7); grandes
calamidades e terremotos (São Mateus 24:7); luta entre o capital e o
trabalho (São Tiago 5:1-8); o comportamento social distorcido de
nossa época (II Timóteo 3:1-5). O último sinal a cumprir-se será a
pregação do evangelho em todo o mundo (São Mateus 24:14). Esses
sinais nos permitem conhecer a época em que virá Jesus. Em São Lucas
21:28 Jesus nos dá Seu sábio conselho para este tempo.” Belvedere,
Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor,
Pág. 56, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

6:14 E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas
foram removidos dos seus lugares.

O céu recolheu-se como um livro que se enrola - “Isto não pode


referir-se ao Céu onde está Deus, mas ao céu atmosférico, pois a
atmosfera ou firmamento é também chamado ‘céu’. Ver Gen. 1:8.
É significativo compreender que nossa geração se encontra bem entre
os versos 13 e 14.” ANDERSON, Roy Allan, O Apocalipse Revelado, Pág.
85.

206
6:15 E os reis da terra, e os grandes, e os chefes militares, e os ricos, e os
poderosos, e todo escravo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas
das montanhas 6:16 e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e
escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do
Cordeiro; 6:17 porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?

Grande dia - “O dia do juízo de Deus, especialmente a Segunda Vinda de


Cristo.” Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de
1989, nº 374, Pág. 92, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“‘O dia do Senhor’ nas profecias do Antigo Testamento é o dia em que


Deus vindicará o Seu nome na Terra. Será um dia de luz para os justos,
mas de trevas para os ímpios. (Ver Isa. 13:9 e 10; Joel 2:1 e 2; Amós 5:18-
20.)” Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de
1989, nº 374, Pág. 91, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Quem poderá subsistir? – “Qual será a reação dos infiéis e dos justos
diante da vinda de Jesus? Apocalipse 6:14-17; Isaías 25:8 e 9. Resp.: a.
Os infiéis: ‘...E disseram aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, e
escondei-nos da face dAquele que Se assenta no trono...’ b. Os fiéis.
‘...Naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem
esperávamos, e Ele nos salvará; ...na Sua salvação exultaremos e nos
alegraremos.’ ... “A diferença não obedece a discriminações. Está
determinada pela aceitação ou rejeição de Cristo. (Veja a importante
revelação feita por Jesus e registrada por João o autor do livro do
Apocalipse em São João 3:16-18.) A aceitação de Cristo é expressa pelo
respeito e fidelidade a Suas leis (São Mateus 7:21-23) e a Sua palavra
(São Mateus 7:24-27).” Belvedere, Daniel - Seminário As Revelações do
Apocalipse, Edição do Professor, Pág. 41, Casa Publicadora Brasileira,
Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

“Diante da segunda vinda de Cristo, aqueles que se amparam na graça


salvadora receberão a vida eterna, aqueles que recusaram a salvação em
Cristo terão de enfrentar as circunstâncias. Jesus disse: ‘Porquanto Deus
enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para
que o mundo fosse salvo por Ele. Quem nEle crê não é julgado; o que não
crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de
Deus’ (São João 3:17, 18).” Belvedere, Daniel - Seminário As Revelações do
Apocalipse, Edição do Professor, Pág. 56, Casa Publicadora Brasileira,
Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

“Com esta pergunta penetrante chega ao fim a cena... [da abertura do


sexto selo]. Cada um dos seis selos que foram abertos mostra um aspecto
diferente do grande conflito entre Cristo e Satanás, e cada um deles ajuda
a demonstrar a justiça de Deus perante o Universo espectador. Agora há
uma pausa na abertura dos selos, pois tem de ser respondida uma
pergunta. Até este ponto na descrição dos terríveis acontecimentos que
precedem o Segundo Advento não foi dada nenhuma indicação de que
alguém sobreviverá a eles. Daí a comovente pergunta: ’Quem poderá
subsistir?’ O capítulo 7 interrompe a seqüência dos selos, a fim de dar a
resposta.” - SDABC, vol. 7, p. 780, citado em: Battistone, Joseph J. - Lições
da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 97, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“A pergunta feita no verso 17 é respondida em Apocalipse 7:1-8. Quem


pode permanecer em pé sem temer a volta de Jesus são os selados antes
que os ventos sejam soltos e antes de terminar o tempo da graça.” Lição
9, Pág. 6, Gulley, Norman R. - Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de
1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP

207
“A obra de selamento dos crentes no fim do tempo é relatada depois da
descrição da Segunda Vinda de Jesus (Apoc. 6:12-17). Mas o selo de Deus
não é dado depois do Segundo Advento de Cristo. A razão para essa
seqüência nesta parte do Apocalipse é simplesmente que o capítulo 6:17
faz uma pergunta importante: ‘Quem poderá subsistir?’ A resposta a essa
pergunta é que aqueles que forem selados antes do Segundo Advento
poderão subsistir ou ficar de pé quando Jesus vier. Apocalipse 7:1-8
responde à pergunta de Apocalipse 6:17.” Battistone, Joseph J. - Lições da
Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 97, Casa Publicadora
Brasileira, Tatuí, SP.

O Grande Teremoto ocorreu precisamente em 1º de novembro de 1 755:

"O grande terremoto de 1° de novembro de 1755 abrangeu uma


extensão de, pelo menos, onze milhões de quilômetros quadrados. Seus
efeitos estenderam-se até às águas em muitos lugares onde o abalo não
foi perceptível. Fez-se sentir na maior parte da Europa, África e América,
mas sua maior violência exerceu-se na parte sudoeste da Europa.”
SEARS, Robert, Wonders of the World (Maravilhas do mundo), Pág. 50.

“Na África este terremoto foi sentido com quase tanta violência como na
Europa. Grande parte da Argélia foi destruída. Muitas casas ruíram em
Fez e Meknés, e multidões ficaram sepultadas sob suas ruínas. Efeitos
semelhantes se observaram em todo o Marrocos. Seus vestígios foram
igualmente deixados em Tanger, em Tetuan, e em Funchal, na Ilha da
Madeira. É possível que toda a África tenha sido abalada. Para o norte
estendeu-se até à Noruega e Suécia. A Alemanha, a Holanda, a França, a
Grã-Bretanha e a Irlanda foram mais ou menos agitadas pela mesma
grande comoção dos elementos.” SEARS, Robert, Wonders of the World
(Maravilhas do mundo), Pág. 58.

“Lisboa, antes do terremoto de 1755, tinha 150.000 habitantes. O Sr.


Barreti diz que ‘crê que 90.000 pessoas pereceram naquele dia. Fatal.’ ”
SEARS, Robert, Wonders of the World (Maravilhas do mundo), Pág. 381.

Sir Charles Lyell apresenta a seguinte descrição gráfica do notável fenômeno:

"Em nenhuma parte da região vulcânica do sul da Europa se fez sentir


nos tempos modernos tão tremendo terremoto como o que ocorreu em
1° de novembro de 1755, em Lisboa.
Um som de trovão foi ouvido por baixo da terra e logo em seguida um
violento abalo arruinou a maior parte daquela cidade. No decorrer de
uns seis minutos pereceram 60.000 pessoas. O mar retirou-se a
princípio, deixando seca a barra, mas precipitou-se em seguida,
levantando-se quinze metros acima de seu nível habitual. As serras de
Arrábida, Estrela, Júlio, Marvan e Cintra, as maiores de Portugal, foram
impetuosamente abaladas como nos próprios fundamentos. Algumas
delas se abriram em seus cumes, que se fenderam e romperam de
maneira assombrosa, sendo grandes massas dessas serras lançadas nos
vales abaixo. Relata-se haverem saído chamas que se supõe terem sido
elétricas. Também se diz que saiu fumaça, mas podem ter dado esta
impressão vastas nuvens de pó. ... "Muito notável é a grande área
abrangida pelo terremoto de Lisboa. O movimento foi violentíssimo na
Espanha, em Portugal e ao norte da África. Mas quase toda a Europa e até
as Índias Ocidentais sentiram o choque no mesmo dia. O porto marítimo
de Setúbal, a 30 quilômetros aproximadamente de Lisboa, afundou. Na
Argélia e em Fez, na África, a agitação da terra foi igualmente violenta; e

208
a 8 léguas de Marrocos, uma vila com oito a dez mil pessoas e todo o
gado foi engolida. Pouco depois a terra se fechou novamente sobre eles.
"O abalo foi sentido no mar, no convés de um navio que estava a oeste de
Lisboa, e produziu a mesma sensação que em terra seca. Em São Lucas o
capitão do navio 'Nancy' sentiu o seu barco ser sacudido tão
violentamente que pensou ter tocado no fundo, mas, suspendendo a
sonda, descobriu uma grande profundidade de água. O capitão Clark, de
Denia, na latitude de 36° 24' de latitude norte, entre as nove e as dez da
manhã, teve o seu barco abalado e contorcido
como se tivesse encalhado num rochedo. Outro barco, a 240 quilômetros
a oeste de São Vicente, experimentou uma concussão tão violenta que os
homens foram lançados perpendicularmente meio metro sobre o convés.
Em Antígua e Barbados, como também na Noruega, Suécia, Alemanha,
Holanda, Córsega, Suíça e Itália, notaram-se tremores e ligeiras
oscilações do terreno.
"Na Grã-Bretanha foi notável a agitação de lagos, rios e nascentes. Em
Loch Lomond, na Escócia, por exemplo, a água, sem a menor causa
aparente, levantou-se contra as suas margens, descendo depois abaixo
do seu nível normal. A maior altura perpendicular desta elevação foi de
70 centímetros. Diz-se que o movimento desse terremoto foi ondulante,
com uma velocidade média de 30 quilômetros por minuto. Uma grande
onda varreu a costa da Espanha, e se diz que atingiu 18 metros de altura
em Cadiz. Em Tanger, África, ergueu-se e desceu 18 vezes na costa.
Em Funchal, Madeira, levantou-se uns cinco metros acima do nível da
maré alta, ainda que a maré, cujo fluxo e refluxo era de dois metros,
estava então em meia vazante. Além de entrar na cidade e de causar
grande prejuízo, inundou outros portos de mar na ilha. Em Kinsale,
Irlanda, uma vaga precipitou-se no porto, fez remoinhar vários barcos e
chegou até a praça do mercado.” GIBBON, A. R. Spofford and Charles, The
Library of Choice Lit erature, vol. 7, págs. 162, 163, citado em: SMITH,
Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 40

O escurecimento do Sol em 19 de maio de 1780

"O dia escuro em 19 de maio de 1780 – assim chamado pela notável


escuridão que naquele dia se estendeu por toda a Nova Inglaterra. ... A
escuridão começou mais ou menos às dez da manhã e continuou até
meia-noite seguinte, porém com certa diferença de grau e duração em
diferentes. ... A verdadeira causa deste notável fenômeno não é
conhecida.” – Noah Webster, Vocabulary of Names of Noted ... Persons
and Places”, in An American Dictionary of the English Language, ed. de
1882., citado em: SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 41

"Em maio de 1780 houve um terrível dia escuro na Nova Inglaterra, em


que os rostos de todos eles empalideceram e o povo se encheu de terror.
Houve grande pânico na aldeia em que vivia Eduardo Lee, pois os
pensavam que o dia do juízo estava às portas. E a multidão apinhava-se
em torno do santo homem, que passou aquelas horas lúgubres em
ardentes preces a favor da multidão assustada." – “Some Memorials of
Edward Lee”, em American Tract Society, vol. 11, pág. 376, citado em:
SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 41

“O dia 19 de maio de 1780 foi um dia escuro notável. Em muitas casas


acenderam-se luzes. Os pássaros calaram-se e desapareceram. As
galinhas retiraram-se para os poleiros. Era opinião geral que estava às
portas o dia do juízo.” – Timothy Dwight, in Connecticut Historical
Collections, pág. 403, SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 41

209
“A data destas trevas extraordinárias foi o dia 19 de maio de 1780 – diz o
professor Williams. – Apresentaram-se entre as dez e as onze da manhã,
e continuaram até a meia-noite seguinte, mas com diferentes aspectos
em distintos lugares.... “ A intensidade que as trevas alcançaram foi
diferente nos diversos lugares. Na maioria das localidades era tão grande
que o povo não podia ler letra impressa, de terminar a hora pelos
relógios, nem comer ou realizar suas tarefas domésticas sem a luz de
velas. Em alguns lugares as trevas eram tão intensas que o povo não
podia ler letra de imprensa ao ar livre por horas seguidas, mas creio que
em geral este não foi o caso.
“A extensão desta escuridão foi notável. Nossa informação a respeito não
é tão completa como gostaríamos, mas pelos relatos recebidos, parece
ter alcançado todos os estados da Nova Inglaterra. Foi vista do leste até
Falmouth (Portland, Maine). Ao oeste entendemos que chegou até os
confins mais distantes de Connecticut e Albany. Ao sul foi observada ao
longo de toda a costa, a ao norte até onde há população. É provável que
se estendeu mais além destes termos, mas os limites exatos não se
podem determinar pelas observações que pude reunir.
“Acerca da duração, continuou nesse lugar pelo menos 14 horas; mas é
provável que não foi exatamente a mesma em diferentes partes do país.
“O aspecto e os efeitos foram tais que davam uma perspectiva
extremamente lúgubre e apagada. Acenderam-se velas nas casas; os
pássaros, tendo feito ouvir seus cantos vespertinos, desapareceram e se
calaram; as aves domésticas se retiraram aos galinheiros; os galos
cantaram ao redor, como ao amanhecer; não se podiam distinguir
objetos numa distância muito curta; e tudo tinha o aspecto e a escuridão
da noite.” – Samuel Williams, Memoiries of the American Academy of Arts
and Sciences, vol. 1, págs. 234, 235, citado em: SMITH, Urias, Daniel e
Apocalipse, Vol. 2, Pág. 41

"O poeta Whittier pintou assim a cena em uma poesia bem conhecida:
Num dia de maio daquele ano
Mil setecentos e oitenta, foi
Quando sobre as flores e louçania
Natureza da primavera,
Qual mortalha caiu densa treva
E estendeu terror pela terra e firmamento.
Calou o pássaro canoro, e a seus poleiros
Todas as aves domésticas se retiraram;
Em suas asas felpudas, os morcegos
Lançaram-se ao espaço; apagaram-se
Os ruídos habituais do trabalho;
Por todo lado ouviu-se pranto e oração,
E atentos os ouvidos se voltaram,
Para ouvir, rasgando o céu, o estrépito
Da trombeta do juízo final."
John Whittier, Complete Poetical Works, pág. 260, citado em: SMITH,
Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 41

A lua tornou-se como sangue na noite do mesmo dia (19 de maio de 1 780)

“A Lua tornou-se como sangue. – A escuridão da noite seguinte a 19 de


maio de 1780 foi tão invulgar como tinha sido a do dia. A escuridão foi
tão densa como talvez não se tenha ainda observado desde que a ordem
do Todo-Poderoso deu origem à luz. Não pude resistir à idéia de que se
todos os corpos luminosos do Universo estivessem envoltos em trevas
espessas ou tivessem desaparecido totalmente, a escuridão não podia ter
sido mais completa. Uma folha de papel branco a poucos centímetros dos
olhos era tão invisível como o mais negro veludo." Samuel Tenny, in

210
Collections of Massachusetts Historical Society for the Year 1792, vol. I,
págs. 97, 98, citado em: SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 42

“Aquela noite . . . não foi talvez mais escura desde que os filhos de Israel
saíram da casa da servidão. A escuridão permaneceu até a uma, embora
no dia anterior tinha começado a fase da Lua cheia.” – Gazette de Boston,
de 29 de maio de 1780, citado em: SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse,
Vol. 2, Pág. 42

A queda das Estrelas se deu em 13 de novembro de 1833

"Ao grito, ‘olhe para a janela’, acordei de um profundo sono e, com


espanto, vi o oriente iluminado com a aurora e meteoros. ... Chamei
minha mulher para presenciar o fato. Ela, enquanto se vestia, exclamava:
‘Veja como as estrelas caem!’ Respondi: ‘É maravilhoso!’ E sentimos em
nossos corações que se tratava de um sinal dos últimos dias, porque
verdadeiramente ‘as estrelas caíram sobre a Terra como quando a
figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.’
Apocalipse 6:13.
“E como caíram? Nem eu mesmo nem qualquer outra pessoa da família
ouvimos qualquer explosão; e se eu tivesse de procurar na Natureza um
símile, não encontraria outro que tão bem ilustrasse o aspecto do céu,
como o que João usa na profecia já citada. ‘Choveu fogo!’ diz alguém.
Outro: ‘Era como uma chuva de fogo.’ Ainda outro: ‘Era como dois
grandes flocos de neve que caem, antes de uma tempestade que se
aproxima, ou grandes gotas de chuva antes de um aguaceiro.’ Admito a
idoneidade destas comparações pela exatidão comum; mas estão muito
longe da exatidão da figura usada pelo profeta: ‘As estrelas do céu caíram
sobre a Terra.’ Não eram folhas, flocos ou gotas de fogo, mas eram o que
o mundo compreende por ‘estrelas cadentes’.
“Uma pessoa que quisesse chamar a atenção da outra, no meio da cena,
diria: 'Veja como as estrelas caem!' E aquele que ouvisse essa exclamação
não pensaria em corrigir o erro astronômico do seu interlocutor, da
mesma forma que ele não diria: ‘O Sol não se move’ àquele que lhe
dissesse: ‘Está nascendo o Sol’. As estrelas caíram ‘como quando a
figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.’ Eis
aqui a exatidão do profeta. Os meteoros cadentes não procediam de
várias árvores sacudidas, mas de uma só. As que apareciam ao
oriente, caíam para o oriente. As que apareciam ao norte, caíam para o
norte. As que apareciam ao ocidente, caíam para o ocidente. E as que
apareciam ao sul (pois que eu tinha saído da minha residência para o
parque), caíam para o sul e não caíam como frutos maduros. Longe disso,
antes voavam, eram arrojadas como os figos verdes, que ao princípio não
querem deixar o galho, mas finalmente se precipitam violentamente, e,
caindo em quantidade, alguns cortam o trajeto de outros, segundo são
lançados com mais ou menos força, mas caindo todos no seu respectivo
lado da árvore." – New York Journal of Commerce, 14 de novembro de
1833, v. VIII, n° 534, pág. 2, citado em: SMITH, Urias, Daniel e
Apocalipse, Vol. 2, Pág. 42

“O mais sublime fenômeno de estrelas cadentes que se registrou na


história do mundo foi presenciado através dos Estados Unidos na manhã
de 13 de novembro de 1833. Ainda não foi estabelecido com precisão
toda a extensão abrangida por esta espantosa manifestação, mas
abrangeu uma porção considerável da superfície terrestre. ... À primeira
vista era de um fogo de artifício da mais imponente grandeza, que cobria
toda a abóbada celeste com miríades de bolas de fogo semelhantes a
foguetes voadores. Seus fulgores eram brilhantes, resplandecentes e
incessantes. E caíam com a frequência dos flocos das primeiras neves em

211
dezembro. Em comparação com os esplendores desta exibição celeste os
foguetes voadores e os fogos de artifícios não são mais brilhantes que o
tilintar da menor estrela diante do resplendor do sol. Todo o céu parecia
estar em movimento, e sugeriam a alguns o pavor da imagem usada no
Apocalipse com referência à abertura do sexto selo, quando ‘as estrelas
do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento
forte, deixa cair os seus figos verdes’.” – Elijah H. Burritt, The Geographic
of the Heavens, pág. 163, citado em: SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse,
Vol. 2, Págs. 42-43

“Depois de ajuntar e coligir os relatos apresentados em todos os jornais


do país, e também por inúmeras cartas dirigidas a mim ou a homens de
ciência amigos meus, os seguintes parecem ser os principais fatos com
relação ao fenômeno. A chuva de meteoros cobriu quase todo o território
norte-americano, tendo-se apresentado com esplendor quase igual desde
as posições britânicas ao norte das Antilhas e México ao sul, e ao grau 61
de longitude a lesta da costa americana até o oceano Pacífico ao oeste.
Através desta imensa região, a duração foi mais ou menos a mesma. Os
meteoros começaram a chamar a atenção por sua frequência e brilho
inusitados desde as nove às doze da noite; sua aparência foi mais
surpreendente das duas às cinco; chegaram no máximo em muitos
lugares por volta das quatro; e continuaram até que a luz do dia os
tornou invisíveis.” – Denison Olmstead, The Mechanism of the Heaven,
pág. 328, citado em: SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 43

“O espetáculo deve ter sido da mais sublime ordem. O apóstolo João pôde
tê-lo presente ao dizer, na passagem referente à abertura do sexto selo:
‘As estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada
por vento forte, deixa cair os seus figos verdes’.” Edwin Dunkin, The
Heaven and the Earth, pág. 186, citado em: SMITH, Urias, Daniel e
Apocalipse, Vol. 2, Pág. 43

A grande chuva meteórica, 13-11-1833. “Sabe-se da ocorrência de


extensas e magnificentes chuvas de estrelas cadentes em vários lugares
nos tempos modernos; mas a mais maravilhosa e universal de que se tem
relato é a de 13-11-1833, o firmamento todo, através de todo os Estados
Unidos, estava então, por horas, em violenta comoção! Nenhum outro
fenômeno celeste jamais ocorreu neste país, desde a sua colonização, que
tenha sido olhado com tanta admiração por uma classe da comunidade
ou com tanto medo e alarme por outros. ... Durante as três horas de sua
duração, cria-se que o dia do juízo tardaria somente até o nascer do sol. ...
de pronto se realizaram reuniões de oração em muitos lugares.” – R. M.
Devens, The Great Events of Our Past Century, 214, 215.
“Durante as três horas de sua duração centenas e milhares de pessoas, de
todas as classes, foram atiradas à maior consternação, e tomados pela
crença de que as cenas descritas neste texto estavam agora
transparecendo na realidade.” J. A. Seiss, The Apocalypse, vol. I, 387"
THIELE, Edwin R., Apocalipse – Esboços de Estudos, Pág. 174

Agora observe o que diz Ellen White em o Grande Conflito:

“O profeta do Apocalipse assim descreve o primeiro dos sinais que


precedem o segundo advento: „Houve um grande tremor de terra; e o Sol
tornou-se negro como saco de cilício, e a Lua tornou-se como sangue.‟
Apoc. 6:12.
“Estes sinais foram testemunhados antes do início do século XIX. Em
cumprimento desta profecia ocorreu no ano 1755 o mais terrível
terremoto que já se registrou. Posto que geralmente conhecido por
terremoto de Lisboa, estendeu-se pela maior parte da Europa, África e

212
América do Norte. Foi sentido na Groenlândia, nas Índias Ocidentais, na
Ilha da Madeira, na Noruega e Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda. Abrangeu
uma extensão de mais de dez milhões de quilômetros quadrados.”
WHITE, Ellen G., O Grande Conflito Pág. 304.

"Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua
claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados."
Mateus: 24:29

"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações
em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas." Lucas: 21:25

"Quase, se não totalmente singular, nas diversas ordens dos


acontecimentos da natureza durante o último século, está o Dia Escuro
de 19-5-1780, como o mais misterioso e até agora inexplicável fenômeno
de seu tipo, – o mais inconcebível escurecimento de todo o céu visível e
da atmosfera da Nova Inglaterra. ... Milhares de pessoas daquele dia
ficaram inteiramente convencidos de que chegara o fim de todas as
coisas terrestres; muitos abandonaram, por algum tempo, suas
atividades seculares e entregaram-se ao devotamento religioso;
enquanto muitos outros atribuíam à escuridão ser não somente o toque
da ira de Deus contra as várias abominações e iniqüidades daquele
tempo, mas também um sinal de alguma destruição futura.” – R. M.
Devens, The Great Events of Past Century, p. 40" THIELE, Edwin R.,
Apocalipse – Esboços de Estudos, Págs. 173-174

Agora observe as projeções da profecia para o Futuro

O céu desaparecendo como um Rolo (livro) quando se enrola - Apocalipse. 6:14;


Isaias. 34:4; 3:13; Hebreus. 12:26; Joel 3:16; II Pedro. 3:10; Mateus. 24:29; Lucas.
21:26

“As potestades do céu serão abaladas com a voz de Deus. Então o Sol, a
Lua e as estrelas se moverão em seus lugares. Não passarão, mas serão
abalados pela voz de Deus. “Nuvens negras e densas subiam e chocavam-
se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou” WHITE, Ellen G., Vida e
Ensinos, Pág. 111.

“Foi à meia-noite que Deus preferiu livrar o Seu povo. Estando os ímpios
a fazer zombarias em redor deles, subitamente apareceu o Sol,
resplandecendo em sua força e a Lua ficou imóvel. ... Sinais e maravilhas
seguiam-se em rápida sucessão. Tudo parecia desviado de seu curso
natural. ... “O céu abria-se e fechava-se, e estava em comoção.” WHITE,
Ellen G., Primeiros Escritos, Pág. 285.

vejamos agora o que diz essa outra fonte sobre os "quatro" fenômenos de
apocalipse 6.12-17:

O Terremoto de 1º de novembro de 1 755:

“Em Lisboa, ‘um som como de trovão foi ouvido sob o solo, e
imediatamente depois violento choque derribou a maior parte da cidade.
No lapso de mais ou menos seis minutos, pereceram sessenta mil
pessoas. O mar a princípio se retirou, deixando sêca a barra; voltou
então, levantando-se doze metros ou mais acima de seu nível comum’.

213
‘Entre outros acontecimentos extraordinários que se refere terem
ocorrido em Lisboa durante a catástrofe, esteve o sossobro do novo cais,
construído inteiramente de mármore, com vultosa despesa. Grande
número de pessoas ali se ajuntara em busca de segurança, sendo um
local em que poderiam estar fora do alcance das ruínas que tombavam;
súbitamente, porém, o cais afundou com todo o povo sobre êle, e
nenhum dos cadáveres jamais flutuou na superfície’.
“‘O choque’ do terremoto ‘foi instantâneamento seguido da queda de
todas as igrejas e conventos, de quase todos os grandes edifícios
públicos, e de mais da quarta parte das casas. Duas horas depois,
aproximadamente, irromperam incêndios em diferentes quarteirões, e
com tal violência se alastraram pelo espaço de quase três dias, que a
cidade ficou completamente desolada. O terremoto ocorreu num dia
santo, em que as igrejas e conventos estavam repletos de gente, muito
pouca da qual escapou”’. ‘“O terror do povo foi indiscritível. Ninguém
chorava; estava além das lágrimas. Corriam para aqui e para acolá,
cheios de delírio, com horror e espanto, batendo no rosto e no peito,
exclamando: “Misericórdia! é o fim do mundo!” Mães esqueciam-se de
seus filhos e corriam para qualquer parte, carregando crucifixos.
Infelizmente, muitos corriam para as igrejas em busca de proteção; mas
debalde foi exposto o sacramento; em vão as pobres criaturas abraçaram
os altares; imagens, padres e povo foram sepultados na ruína comum’.
Calculou-se que noventa mil pessoas perderam a vida naquele dia fatal”.
Assim Lisboa, um dos centros de carnagens do papado naqueles dias,
sofreu a ira da natureza — um terremoto acompanhado de fogo e
inundação. “O edifício principal que também desabou por completo foi o
tribunal da inquisição; seguiu-se depois o suntuoso colégio dos jesuítas
que sepultou a todos os que nele viviam como se o Senhor houvesse
querido dar a entender a proximidade da ruína daquela ordem sem
consciência”. MELLO, Araceli. S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Pág. 165

E o sol tornou-se negro como o saco de cilício

"Antes desta anunciação apocalíptica do escurecimento do sol, outras


profecias muito anteriores fizeram a mesma referência como um sinal do
fim do mundo ou da Segunda Vinda de Cristo.2) O Senhor Jesus,
referindo-se, pessoalmente, aos sinais de Seu segundo Advento, aludiu
ao escurecimento do sol, salientando o tempo exato dêsse
acontecimento, isto é, “logo depois” da grande aflição ou perseguição
contra os cristãos na Idade Média, movida pelo papado.3) E, segundo
atesta a história, as perseguições ou a “grande aflição”, causada pela
espada de Roma, cessou cerca do ano de 1773. Logo depois deveria
ocorrer o grande fenômeno.
Foi precisamente a 19 de maio de 1780 que tomou lugar o sobrenatural
escurecimento do sol, apenas sete anos depois da cessação das
perseguições contra os santos. As narrativas que até nós chegaram do
grande escurecimento, são perfeitamente comprobatórias da profecia. O
continente Americano foi o primeiro a ser envolto pelas densas e
estranhas trevas, pois que se manifestaram nos Estados Unidos, desde
cerca das dez e meia hora da manhã até ao pôr do sol." MELLO, Araceli.
S., A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Págs. 166-167

“Multidões acreditavam que ia chegar o fim do mundo; homens no


campo caíam de joelhos a orar; muitos correram à casa de vizinhos para
confessar culpas e pedir perdão; multidões acorriam aos templos, onde
os havia, e ali, ministros piedosos, exortando-os ao arrependimento,
intercediam junto a Deus em seu favor; e em tôda a parte, nesse dia de
espanto e alarme, os descuidosos de outros tempos refletiam sôbre seus

214
pecados e lembravam-se de seu Criador’’.1) “O congresso de Connecticut
achava-se em sessão em Hartfort. Quase prevalecia a opinião de que o
dia de Juízo houvesse chegado. A câmara dos representantes,
impossibilitada de executar seu expediente, adiou a sessão. Uma
proposta para adiar o Concílio (êste era um segundo corpo legislativo
chamado o Concílio do Governador) estava sendo considerada. Quando
foi pedida opinião do Cel.
Davenport, respondeu êle: ‘Sou contrário ao adiamento. Ou o dia de juízo
está se aproximando, ou não. Se não está, não há motivo para o
adiamento; se está, prefiro ser encontrado praticando o meu dever.
Desejo, portanto, que se tragam velas’” MELLO, Araceli. S., A Verdade
Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 167

E a lua tornou-se como sangue

"Foi êste também o vaticínio do profeta Joel ao referir-se à grande


escuridão.2) Todos os entendidos sabem que a lua é um satélite da terra
e que sua luz é a própria luz solar refletida. Na ocasião do escurecimento
do sol, a luz que êste apresentava na ocasião era a única que a lua podia
refletir, a cor escura do sangue, o que mais uma vez confirma
plenamente a côr do saco de cilício manifesta pelo sol. Segundo várias
notícias que se conservam da época da repentina escuridão, ela
manifestou-se também no ano de 1783, na Europa, Ásia e África, como
vimos. E, o periódico Neue Hamburger Zeitung de 18 de julho de 1783
noticiava que “o sol e a lua, ao nascerem e se porem, são de côr vermelha
de sangue”. A grande treva constituiu um fenômeno inexplicável pela
ciência. Unicamente a revelação a define como um sinal precursor da
Segunda Vinda de Cristo à terra. Desde que sucedeu, decorreram já mais
de 170 anos, pelo que o ajuste com a desequilibrada civilização deve
estar às portas." MELLO, Araceli. S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Pág. 168

E as estrelas do céu caíram sôbre a terra

"Também o Senhor Jesus predisse êsse sucesso conjuntamente ao


anunciar o escurecimento do sol e da lua. E, cinqüenta e três anos após a
escuridão do sol e da lua, cumpria-se mais êste notável detalhe do sexto
sêlo. Nos Estados Unidos foi mais intenso e memorável o cumprimento
da profecia. Na madrugada de quarta-feira, 13 de novembro de 1833, o
impressionante chuveiro de estrelas cadentes tomou lugar, do qual
várias testemunhas nos legaram solenes relatórios do fenômeno.
“Denison Olmsted, da Universidade de Yale, disse: ‘Os que tiveram a
felicidade de testemunhar a exibição de estrelas cadentes na madrugada
de 13 de novembro de 1833, viram provàvelmente a maior
demonstração de fogos celestes que já houve desde a criação do mundo,
ou pelo menos nos anais compreendidos nas páginas da história’.
Calculou êle que os meteoros caíam à razão de 34.640 por hora. “O mais
sublime fenômeno de estrelas cadentes, do qual o mundo tenha
fornecido registo”, diz Burrit, “foi testemunhado através dos Estados
Unidos, na manhã de 13 de novembro de 1833. Não se averiguou
precisamente a inteira extensão dessa assombrosa exibição, mas
compreendeu ela parte considerável da superfície da terra. A primeira
aparência foi a de fogos de artifício da mais imponente grandiosidade,
cobrindo toda a abóbada dos céus de miríades de bolas de fogo
semelhantes a foguetes. Suas coruscações eram brilhantes,
resplandecentes, e incessantes, e caíam densas como os flocos nas
primeiras nevadas de dezembro”.

215
As estrelas deram razão ao profeta caindo como a figueira deixa cair seus
figos verdes quando abalada por um vento forte: “As estrêlas não caíam
como que desprendidas de várias árvores sacudidas, mas de uma só. As
que apareciam no Oriente caíam para o Oriente. As que apareciam no
Norte, caíam para o Norte; as que
apareciam no Oeste, caíam para o Oeste. As que apareciam no Sul, (pois
saí de minha residência e fiquei no parque), caíam no Sul, e não caíam
como cai a fruta madura; longe disso; não voavam, mas eram como que
lançadas, como o figo verde que, a princípio resiste para não deixar o
galho, mas quando se desprende voa velozmente, em linha reta, e logo
cai. E na imensidade que caíam, algumas cruzavam a trajetória de outras,
como se fossem arrojadas com mais ou menos força”" MELLO, Araceli. S.,
A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Págs. 168-169

"Com vivo terror o povo contemplou o chuveiro de meteoros como


patente quadro da profecia. O cientista inglês Tomás Milner, ao es
impressionados com o fenômeno, revelou: “Em muitas partes, a
população, em massa, ficou aterrorizada, e os mais ilustrados ficaram
possuídos de admiração, ao contemplarem tão vívido quadro da figura
apocalíptica, as estrêlas do céu, que caíam sôbre a terra, do mesmo modo
como uma figueira lança de si seus figos verdes, ao ser abalada por um
forte vento... A notícia deste espetáculo celeste, ocorrido no continente
ocidental, atraiu poderosamente a atenção, como se pode imaginar, dos
astrônomos da Europa e de todo o mundo”. MELLO, Araceli. S., A Verdade
Sobre as Profecias do Apocalipse, Págs. 169-170

"Noutras partes da América fôra também presenciado o grande sinal. No


México, Canadá e Antilhas foi deparado. Na Europa foi observado “na
Inglaterra, França, Suíça, Alemanha do Sul, Bélgica, nas províncias do
Reno, e até em Berlim, Varsóvia, Riga, Petersburgo, Odessa e também em
Suczewa no Bucovina, onde segundo as observações do Dr. Rohrer caíam
tão numerosas as estreias fugazes, que podiam comparar-se com uma
verdadeira chuva de fogo”.
“A cena foi aparentemente mais brilhante na Ásia ocidental. O
missionário veterano, Dr. H. H. Jessup, do Colégio Missionário
Presbiteriano de Beyruth, descreve-a nos seus ‘Cinqüenta e três anos na
Síria’: ‘Na madrugada do dia 14 (nov.), às três horas, despertei de um
profundo sono com a voz de um dos moços, gritando: ‘As estrêlas estão
caindo’: Os meteoros derramavam-se como uma chuva de fogo. Muitos
deles eram grandes e variegados, e deixavam após si um comprido rasto
de fogo. Um imenso meteoro caiu sôbre o Líbano parecendo tão grande
como a lua, e explodiu com um grande rumor, deixando uma coluna
verde de luz no seu percurso. Foi debalde tentar contá-los, e a cena
continuou até à alva, quando sua luz se obscureceu pelo rei do dia... Os
maometanos, dos minaretes convocaram para a oração, e o povo comum
estava aterrorizado” MELLO, Araceli. S., A Verdade Sobre as Profecias do
Apocalipse, Pág. 170

"O memorável chuveiro de estrêlas cobriu considerável parte do globo


como um inolvidável testemunho do cumprimento da profecia. Foi uma
solene advertência predita, destinada a sacudir a civilização
espiritualmente indiferente e acomodada em seus prazeres carnais
efêmeros. Êstes quatro sinais do sexto selo, precursores da Segunda
Vinda de Cristo, não são os únicos preditos nas Sagradas Escrituras. Há
inúmeros outros anunciados pelos profetas, apóstolos e pelo próprio
Senhor Jesus. Citá-los todos seria aumentar êste volume em muitas
páginas. O leitor mesmo poderá ler alguns mais nos textos aqui citados."
MELLO, Araceli. S., A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 170

216
E o céu retirou-se como um livro que se enrola

"A expressão de que o céu se retirou “como um livro que se enrola”, dá a


entender que uma cortina ou um véu foi ou será removido para a
contemplação de novas cenas relacionadas com o sexto sêlo. E na
verdade êle descreve, a seguir, o que sucederá quando isto tomar lugar.
Agora estamos vivendo exatamente entre os versículos 13 e 14 do
capítulo seis do Apocalipse. Ao cumprir-se a última profecia referente à
luta terrena, o céu retirar-se-á ou dará lugar a que se contemplem as
cenas que darão fim ao estado atual da civilização." MELLO, Araceli. S., A
Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 171

E todos os montes e ilhas foram removidos dos seus Lugares

"Este quadro de destruição conduz-nos à sétima praga do capítulo


dezesseis. Ao finalizar a obra de proclamação do evangelho, as sete
pragas cairão sôbre os que rejeitam a gratuita graça remidora de Deus.
Na sétima praga um terremoto e maremoto sem precedentes históricos,
mundial, total, ocorrerão. Montes, ilhas, cidades, tudo, enfim, ruirá em
escombros sôbre a face de tôda a terra. Será um acontecimento
tremendo que encontrará multidões descuidadas e sem o devido preparo
espiritual para enfrentá-lo." MELLO, Araceli. S., A Verdade Sobre as
Profecias do Apocalipse, Pág. 171

"Afinal o céu retirar-se-á para que o pecador impenitente


contemple a majestade do Todo-poderoso dirigindo-se à terra. Todas as
classes estarão em franco desespero, exceto os verdadeiros cristãos. Os
reis da terra ver-se-ão despojados da autoridade terrena que os entoxica
e verão a majestade da supremacia de um Monarca que reina sôbre
todos êles, mas cujo poder jamais acataram. Os ricos que ajuntaram
tesouros na terra e não no céu, verão sem valor algum os seus bens, e
perder-se-ão porque confiaram nas suas riquezas e não em Deus.1) Os
tribunos e os poderosos também se verão despojados de suas dignidades
e autoridades de que agora gozam com prejuízo de seus deveres para
com o céu. Servos e livres, conjuntamente com os grandes e poderosos
serão surpreendidos naquele tremendo dia em que seus pecados e
descréditos contra a lei de Deus os conduzirão a um fatal desenlace.
Debalde tôdas estas classes procurarão esconder-se da presença do
supremo Juiz nas rochas e rogarão aos montes que os cubram da
espantosa presença do Todo-poderoso. “Esconder-se-ia alguém em
esconderijos, de modo que Eu não o veja? diz o Senhor; porventura não
encho Eu os céus e a terra? diz o Senhor”. MELLO, Araceli. S., A Verdade
Sobre as Profecias do Apocalipse, Págs. 171-172

Agora observe o comentário de Henry Feyerabend sobre apocalipse 6.12-17:

"O dia l12 de novembro de 1755, dia de Todos os Santos, um sábado,


amanheceu com céu claro e luminoso. Mas, as 9h30, o chão rugiu e
estremeceu. Casas, igrejas, edifícios do governo e palácios balançaram
como varas ao vento. Construções de alvenaria ruíram, pilares e vigas de
mármore partiram-se como palitos, telhados e paredes tombaram ao
chão." FEYERABEND, Henry, Apocalipse Verso por Verso, Pág. 56

"Fui informado por vários respeitáveis indivíduos que, no tempo do


grande terremoto de Lisboa, em 1755, seus efeitos foram sentidos em
Bonavista. O mar esvaziou-se, deixando o leito do porto seco por uns dez
minutos, quando outra vez se encheu, e subiu ate um nível fora do
normal, inundando vários prados durante o mesmo espaço de tempo de

217
quando esvaziou-se. As águas em cada lado do cabo estavam muito
agitadas." MONTEITH, Ernest The Lord is My Shepherd (O senhor é meu
pasto), Pag. 3

O dia Escuro de 19 de maio de 1 780:

"Já houve muitos dias escuros e encobertos na Historia. A sexta-feira


negra em maio de 1780 foi o maior de todos. Que dia! A escuridão
começou em Connecticut, ao redor das dez da manha, proveniente do
sudoeste. Dali, ela foi rapidamente na direção norte, cobrindo vários
outros estados. Caes, galinhas e pássaros perceberam que havia algo
anormal. Por volta do meio-dia, muitos estavam totalmente preocupados
pensando que o fim do mundo tinha chegado.
Um pastor presbiteriano, ao ser procurado por pessoas em busca de
conforto espiritual, nada pode oferecer. Em vez disso, insistia que o
evento era o cumprimento da profecia e que foram os pecados delas que
o causaram.
O grande poeta americano John Greenleaf Whittier escreveu sobre
diversos assuntos. Entre os seus poemas menos conhecidos esta um
chamado “Abraham Davenport”. O poema descreve vividamente uma
cena que ocorreu no palácio do governador, durante o dia escuro de
1780. A escuridão foi tao impressionante que a Câmara dos Deputados
suspendeu seus trabalhos. No palácio do governador, entretanto, o
coronel Davenport ousou propor algo diferente. Sua proposta foi:
“Deixemos que Deus faca o Seu trabalho, e nos cuidaremos do nosso.
Tragam as velas.” FEYERABEND, Henry, Apocalipse Verso por Verso,
Pág. 57

"Um astrônomo Frances chamado Flamarion comparou aquela queda de


estrelas com a intensidade de uma tempestade de neve. Peter
McMillman, na revista The Tekscope fO Telescópio], estimou que de 100
mil a 200 mil estrelas cairam em uma hora.
Esse extraordinário evento começou a atrair a atenção ao longo da costa
leste por volta das nove horas, na noite anterior. As duas da manha, o
brilho era o suficiente para acordar as pessoas. Nas Grandes Planicies,
indios americanos registraram o evento em seus calendários, e
nomearam aquela estação de inverno como “Cheio de Estrelas” ou
“Tempestade de Estrelas”.
Em Manitoba, alguém que visitava a tribo Assiniboine encontrou um
velho índio que tinha um bastão cheio de entalhes, um para cada ano de
vida. Na ocasião, ele tinha 104 anos, e lembrava ao visitante que, quando
ele era criança, o grande deus branco do céu ficou zangado e cuspiu fogo
de sua boca. Apontou, então, para o entalhe do bastão que indicava o ano
em que isso ocorreu, sendo reconhecido pelo visitante como o ano de
1833, ano em que ocorreu a queda das estrelas." FEYERABEND, Henry,
Apocalipse Verso por Verso, Pág. 58

A ira de Deus sobre os ímpios - Apoc. 6:15-17

“As montanhas agitam-se como a cana ao vento, e rochas irregulares são


espalhadas por todos os lados. Há um estrondo como de uma tempestade
a sobrevir. O mar é açoitado com fúria. Ouve-se o sibilar do furacão,
semelhante à voz de demônios na missão de destruir. A Terra inteira se
levanta, dilatando-se como as ondas do mar. Sua superfície está a
quebrar-se. Seu próprio fundamento parece ceder. Cadeias de
montanhas estão a revolver-se. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos

218
marítimos que, pela iniqüidade, se tornaram como Sodoma, são tragados
pelas águas enfurecidas.” WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Pág. 637

"Então, os homens se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, ante
o terror do SENHOR e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para
espantar a terra. 20 Naquele dia, os homens lançarão às toupeiras e aos morcegos
os seus ídolos de prata e os seus ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se
prostrarem, 21 e meter-se-ão pelas fendas das rochas e pelas cavernas das penhas,
ante o terror do SENHOR e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para
espantar a terra." Isaias: 2:19-21

"Está perto o grande Dia do SENHOR; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia
do SENHOR é amargo, e nele clama até o homem poderoso. 15 Aquele dia é dia de
indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e
negrume, dia de nuvens e densas trevas, 16 dia de trombeta e de rebate contra as
cidades fortes e contra as torres altas. 17 Trarei angústia sobre os homens, e eles
andarão como cegos, porque pecaram contra o SENHOR; e o sangue deles se
derramará como pó, e a sua carne será atirada como esterco. 18 Nem a sua prata
nem o seu ouro os poderão livrar no dia da indignação do SENHOR, mas, pelo fogo
do seu zelo, a terra será consumida, porque, certamente, fará destruição total e
repentina de todos os moradores da terra." Sofonias: 1:14-18

"Eis que vem o Dia do SENHOR, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a
terra em assolação e dela destruir os pecadores. 10 Porque as estrelas e
constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a
lua não fará resplandecer a sua luz. Castigarei o mundo por causa da sua maldade e
os perversos, por causa da sua iniqüidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e
abaterei a soberba dos violentos. 12 Farei que os homens sejam mais escassos do
que o ouro puro, mais raros do que o ouro de Ofir. 13 Portanto, farei estremecer os
céus; e a terra será sacudida do seu lugar, por causa da ira do SENHOR dos
Exércitos e por causa do dia do seu ardente furor." Isaias: 13:9-13

"Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se
todos os moradores da terra, porque o Dia do SENHOR vem, já está próximo. 2 dia
de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! Como a alva por sobre os
montes, assim se difunde um povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo
nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração.O
sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível
Dia do SENHOR." Joel: 2:1-2,31

“Ai de vós que desejais o Dia do SENHOR! Para que desejais vós o Dia do SENHOR?
É dia de trevas e não de luz. Não será, pois, o Dia do SENHOR trevas e não luz? Não
será completa escuridão, sem nenhuma claridade?” Amós: 5.18,20

“Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a
sua claridade, “As estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão
abalados.” Marcos: 13.24-25.

Agora observe o profeta Ezequiel:

219
“Quando eu te extinguir, cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas;
encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz. “Por tua
causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o
teu país, diz o SENHOR Deus.” Ezequiel: 32.7-8.

“Diante deles, treme a terra, e os céus se abalam; o sol e a lua se escurecem, e as


estrelas retiram o seu resplendor.” Joel: 2.10 (Compare com: Apocalipse: 6.12-13)

Como já vimos, a História Universal confirma precisamente os “quatro fenômenos”


citados em apocalipse 6.12-13 (o grande terremoto, o escurecimento do sol, a lua
avermelhada e a queda das estrelas).

O “grande terremoto” aconteceu no dia 1° de novembro de 1.755 e ficou conhecido


na história mundial como “o terremoto de Lisboa”

“O terremoto de 1 - XI - 1.755 teve origem num violento abalo de terra...


O sismo foi um dos maiores registrado em toda a terra na era corrente. O
fato de o epicentro ser submarino provocou uma vaga sísmica que
aumentou os efeitos do sismo nas regiões costeiras da Europa, nos lagos da
suíça e em pontos mais afastados”. PORTUGUESA, Enciclopédia Brasileira
e Vol. XXXI, Pág. 470

“O terremoto de 1755 também conhecido por Terremoto de Lisboa,


ocorreu no dia 1 de Novembro de 1755, resultando na destruição quase
completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral
do Algarves. O sismo foi seguido de um tsunami - que se crê tenha
atingido a altura de 20 metros - e de múltiplos incêndios, tendo feito
certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte muitos mais[1]). Foi
um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns
historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos
modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala
de Richter.” Wikipédia, A Enciclopédia Livre

“Dois terços da cidade (Lisboa) foi destruída” ESTUDANTE, Enciclopédia


Ilustrada do, Pág. 484 (Editora Globo)

“Terremoto de Lisboa em novembro de 1.755, 30.000 mortos. Grande


parte da cidade destruída”. BARSA, A Nova Enciclopédia, Vol. IX, Pág. 70
(ver: Nova Enciclopédia de Pesquisa, Vol. X, Pág. 3.004 – Editora Fase;
Biblioteca de Auxilio ao Sistema Educacional, Vol. X, Pág. 3.203; Nova
Enciclopédia Barsa, Vol. XI, Pág. 466).

"O choque" do terremoto "foi instantaneamente seguido da queda de


todas as igrejas e conventos, de quase todos os grandes edifícios públicos, e
de mais da quarta parte das casas. Duas horas depois, aproximadamente,
irromperam incêndios em diferentes quarteirões, e com tal violência se
alastraram pelo espaço de quase três dias, que a cidade ficou
completamente desolada. O terremoto ocorreu num dia santo, em que as
igrejas e conventos estavam repletos de gente, muito pouca da qual
escapou." AMERICANA, Enciclopédia, Art. Lisboa.

“O terror do povo foi indescritível. Ninguém chorava; estava além das


lágrimas. Corriam para aqui e para acolá, em delírio, com horror e
espanto, batendo no rosto e no peito, exclamando: 'Misericórdia! é o fim
do mundo! ' Mães esqueciam-se de seus filhos e corriam para qualquer
parte, carregando crucifixos. Infelizmente, muitos corriam para as igrejas

220
em busca de proteção; mas em vão foi exposto o sacramento; em vão as
pobres criaturas abraçaram os altares; imagens, padres e povo foram
sepultados na ruína comum." Calculou-se que noventa mil pessoas
perderam a vida naquele dia fatal.”WHITE, Ellen G., O Grande Conflito,
Pág. 305.

“Posto que geralmente conhecido por terremoto de Lisboa, estendeu-se


pela maior parte da Europa, África e América do Norte. Foi sentido na
Groenlândia, nas Índias Ocidentais, na Ilha da Madeira, na Noruega e
Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda. Abrangeu uma extensão de mais de dez
milhões de quilômetros quadrados. Na África, o choque foi quase tão
violento como na Europa. Grande parte da Argélia foi destruída; e, a
pequena distância de Marrocos, foi tragada uma aldeia de oito ou dez mil
habitantes. Uma vasta onda varreu a costa da Espanha e da África,
submergindo cidades, e causando grande destruição.
Foi na Espanha e Portugal que o choque atingiu a maior violência. Diz-se
que em Cádiz a ressaca alcançou a altura de vinte metros. Montanhas,
"algumas das maiores de Portugal, foram impetuosamente sacudidas,
como que até aos fundamentos; e algumas delas se abriram nos cumes,
os quais se partiram e rasgaram de modo maravilhoso, sendo delas
arrojadas imensas massas para os vales adjacentes. Diz-se terem saído
chamas dessas montanhas". - Em Lisboa, "um som como de trovão foi
ouvido sob o solo e imediatamente depois violento choque derribou a
maior parte da cidade. No lapso de mais ou menos seis minutos,
pereceram sessenta mil pessoas. O mar a princípio se retirou, deixando
seca a barra; voltou então, levantando-se doze metros ou mais acima de
seu nível comum". "Entre outros acontecimentos extraordinários que se
refere terem ocorrido em Lisboa durante a catástrofe, esteve o soçobro
do novo cais, construído inteiramente de mármore, com vultosa despesa.
Grande número de pessoas ali se ajuntara em busca de segurança, sendo
um local em que poderiam estar fora do alcance das ruínas que
tombavam; subitamente, porém, o cais afundou com todo o povo sobre
ele, e nenhum dos cadáveres jamais flutuou na superfície." LYELL, Sir
Charles, Princípios de Geologia, (ver: O Grande Conflito, Págs. 304-305).

"O grande terremoto de 1° de novembro de 1755 abrangeu uma


extensão de, pelo menos, onze milhões de quilômetros quadrados. Seus
efeitos estenderam-se até às águas em muitos lugares onde o abalo não
foi perceptível. Fez-se sentir na maior parte da Europa, África e América,
mas sua maior violência exerceu-se na parte sudoeste da Europa.”
SEARS, Robert, WONDERS Of The World (Maravilhas do Mundo), Pág. 50.

“Na África este terremoto foi sentido com quase tanta violência como na
Europa. Grande parte da Argélia foi destruída. Muitas casas ruíram em
Fez e Meknés, e multidões ficaram sepultadas sob suas ruínas. Efeitos
semelhantes se observaram em todo o Marrocos. Seus vestígios foram
igualmente deixados em Tanger, em Tetuan, e em Funchal, na Ilha da
Madeira. É possível que toda a África tenha sido abalada. Para o norte
estendeu-se até à Noruega e Suécia. “A Alemanha, a Holanda, a França, a
Grã-Bretanha e a Irlanda foram mais ou menos agitadas pela mesma
grande comoção dos elementos.” SEARS, Robert, WONDERS Of The
World (Maravilhas do Mundo), Pág. 58

“Lisboa, antes do terremoto de 1755, tinha 150.000 habitantes. O Sr.


Barreti diz que ‘crê que 90.000 pessoas pereceram naquele dia. Fatal.’”
SEARS, Robert, WONDERS Of The World (Maravilhas do Mundo), Pág.
381

O 2° fenômeno (escurecimento do sol) se deu em 19 de maio de 1.780.

221
“O dia amanheceu normal como os demais, até, que, às dez horas da
manhã, uma escuridão fantástica abateu-se sobre a terra, sem nenhuma
razão natural, nem possibilidade de ter sido um eclipse, pois neste dia a
posição da lua em relação a terra era justamente oposta à do sol.
Herschel, o grande astrônomo inglês, diz: “o dia escuro da América do
norte foi um dos mais extraordinários fenômenos da natureza, que será
sempre lido com interesse, mas a ciência é incapaz de explicá-lo”.
Naquela noite, as trevas dissiparam-se e a lua apareceu vermelha como
uma bola de sangue”. GONZALEZ, Lourenço, Assim Diz o Senhor, Pág. 426

“Em alguns lugares foi impossível durante várias horas, lerem-se ao ar


livre simples caracteres impressos. Os pássaros entoavam as suas
canções noturnas, desapareciam e ficavam silenciosos; as aves
domésticas buscavam os seus poleiros e o gado, a estrebaria; nas casas
acendiam-se as luzes. O escurecimento começou por volta da dez horas
da manhã e durou até à meia noite, mas com intensidade e duração
diversa em vários lugares. ... A verdadeira causa deste notável fenômeno
é desconhecido”. WEBSTER, Dicionário de, Edição de 1.869.

A lua apareceu “avermelhada” na noite de 19/mai1.780.

“O dia 19 de maio de 1780 figura na História como "o Dia Escuro". Desde
o tempo de Moisés, nenhum período de trevas de igual densidade, extensão
e duração, já se registrou. A descrição deste acontecimento, como a dá
uma testemunha ocular, não é senão um eco das palavras do Senhor,
registradas pelo profeta Joel, dois mil e quinhentos anos antes de seu
cumprimento: "O Sol se converterá em trevas, e a Lua em sangue, antes
que venha o grande e terrível dia do Senhor." Joel 2:31.” WHITE, Ellen G.,
O Grande Conflito, Pág. 308.

A queda das estrelas ocorreu em 13 de novembro de 1.833.

“A exibição foi especialmente brilhante no Niágara; e por certo jamais se


presenciou espetáculo tão terrível e sublime, como aquele do firmamento
caindo em torrentes inflamadas sobre a rugidora catarata escura”.
AMERICANA, Enciclopédia, Art. “Meteoros”.

“A maior demonstração de fogos celestes que já houve desde a criação do


mundo, ou pelo menos nos anais compreendidos nas páginas da
história... A extensão da chuva (de estrelas cadentes) foi tal que cobriu
parte considerável da superfície da terra, alcançando o atlântico, o
pacífico, a costa norte da América do sul, até as longínquas regiões das
possessões britânicas ao norte”. GONZALEZ, Lourenço, Assim Diz o
Senhor, Pág. 426 (Ver: Estudos Bíblicos e Doutrinas Fundamentais das
Escrituras, Pág. 220 - CPB)

“Provavelmente o mais notável de todos os chuveiros meteorológicos


que já ocorreram na Terra tenha sido o de Leônidas [na noite seguinte]
de 13 de novembro de 1833. Algumas estações meteorológicas
estimaram em pelo menos 200.000 por hora durante cinco ou seis horas”
YOUNG, C. A., Manual of Astronomy (Manual DE Astronomia), Pág. 469.

“Na noite de 12-13 de novembro de 1833, uma tempestade de estrelas


cadentes irrompeu sobre a Terra. A América do Norte recebeu o maior
impacto deste chuveiro de estrelas. Desde o Golfo do México até Halifax,
até que a luz do dia pusesse fim à exibição, o céu ficou assinalado em cada
direção com riscos brilhantes e iluminado com majestosas bolas de fogo”

222
CLERK, Agnes M., History of Astronomy in the Nineteenth Century
(História da Astronomia no Século XIX), Pág. 328.

“Nesta ocasião, caíram as estrelas como flocos de neve. O mais


importante da observação realizada, é que todas pareciam vir da mesma
região dos céus, ou seja, a constelação do Leão." INTERNACIONAL, Nueva
Enciclopédia (Nova Enciclopédia Internacional), Tomo 15, Pág. 495

"Outra Grande Exibição de Estrelas Cadentes ocorreu no Velho Mundo


em 1866. ...Mas a ciência, que dissipa tantos temores e prova tanta coisa
aparente, ilusória, e nada mais, neste caso não o fez’. - London Times
(Londres Times), 15 de novembro (Quinta-feira) de 1866.” ANDERSON,
Roy Allan, O Apocalipse Revelado, Pág. 5

Se desejar mais informações sobre apocalipse 6.12-17 - leia: LARONDELLE, Hans


K., As Profecias do Tempo do Fim, Págs. 110-118.

O Sexto Selo cobre o período que vai de 1.755 a 1.844 DC


Sexto selo
1.755 DC---------------------------------------------------------------------------------1.844 DC
Sinais do fim
Abrindo o Sétimo Selo.

223
Sétimo selo: silêncio no céu segunda vinda de cristo.

“Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.”
Apocalipse: 8.1

"O primeiro versículo deste capítulo refere-se a acontecimentos dos


capítulos precedentes e, portanto, não devia ser separado deles pela
divisão do capítulo. Aqui é reatada e concluída a série dos sete selos. O
capítulo sexto terminou com os acontecimentos do sexto selo, e o oitavo
começa com a abertura do sétimo selo. Daí que o capítulo sete está como
que entre parênteses entre o sexto e o sétimo selos, e é lógico que a obra
de selamento de Apocalipse 7 pertence ao sexto selo. Silêncio no Céu. – O
sexto selo não nos leva até o segundo advento de Cristo, embora abranja
acontecimentos intimamente relacionados com ele. Introduz as terríveis
comoções dos elementos, nas quais os céus se retiram como um livro que
se enrola, a agitação da superfície da Terra e a confissão por parte dos
ímpios de que vindo é o grande dia da ira de Deus. Estão, sem dúvida, em
expectativa de ver o Rei aparecer em glória. Mas o selo não alcança esse
acontecimento. O aparecimento pessoal de Cristo deve, portanto, ocorrer
durante o selo seguinte. Quando o Senhor aparecer virá com todos os
santos anjos (Mat. 25:31). E quando todos os harpistas celestes deixarem
as cortes do Céu para virem com o seu divino Senhor, quando Ele descer
para buscar o fruto da Sua obra redentora, não haverá silêncio no Céu?
Este período de silêncio, se considerado como tempo profético será de
cerca de sete dias.“ SMITH, Urias, Daniel e Apocalipse, Vol. 2, Pág. 50

Rompimento do sétimo selo - “O sétimo selo só será rompido depois


que Cristo vier e os ímpios forem mortos pela glória de Seu
aparecimento. Então haverá silêncio no Céu durante cerca de ‘meia
hora’ (Apoc. 8:1).” Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 72, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí,
SP.

“Quando for rompido o sétimo selo, tornar-se-á conhecido o conteúdo


do livro do destino (Apoc. 5:5 e 9). O povo de Deus será reunido pelos
anjos e levado para o Céu. (Ver S. Mat. 25:31; S. João 14:1-3.)”
Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989,
nº 374, Pág. 116, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“O sexto selo do Apocalipse nos ajuda a descobrir quando começaria o


tempo do fim e conclui com a descrição da segunda vinda de Jesus.”
Belvedere, Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do
Professor, Pág. 58, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

Silêncio no Céu - “Temor reverente e silencioso do dia do juízo. A paz


e a calma que se segue à tormenta.” Battistone, Joseph J. - Lições da
Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 92, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“Deus não guardará silêncio até que os ímpios recebam a punição e


Seu povo esteja eternamente redimido. O silêncio em Apocalipse 8:1,
que ocorrerá imediatamente após o aparecimento de Cristo (Apoc.
6:12- 17), representa o descanso, a paz e o regozijo entre a hoste
celestial e os salvos depois que o veredicto do tribunal celestial
começar a ser posto em execução. Quando for rompido o sétimo selo
[Volta de Cristo], tornar- se-á conhecido o conteúdo do livro do destino
(Apoc. 5:5 e 9). O povo de Deus será reunido pelos anjos e levado para

224
o Céu. (Ver S. Mat. 25:31; S. João 14:1-3.)” Battistone, Joseph J. - Lições
da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 116, Casa
Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

“Quando vem para destruir Seus inimigos terrestres, Jesus ‘não guarda
silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao redor esbraveja
grande tormenta’ (Sal. 50.3...) ... O silêncio não virá até que sejam
mortos os ímpios, ressuscitados os justos falecidos, e os justos vivos
sejam arrebatados juntamente com eles. O silêncio é a grande bonança
depois da tempestade. É um símbolo da grande alegria do Senhor, das
hostes celestiais e de Seu povo redimido, ao viajarem para o Céu. [...]
Alguns afirmam que esse silêncio no Céu, que vem depois dos terríveis
acontecimentos que ocorrem na Terra imediatamente antes do
Segundo Advento (Apoc. 6:14-16) é causado pela partida das hostes
angélicas das cortes celestiais para acompanhar Cristo à Terra (ver S.
Mat. 25:31). ” Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 72, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí,
SP

“Outra opinião explica esse silêncio no Céu como um silêncio de


reverente expectativa (comparar com as referências ao silêncio em
Primeiros Escritos, págs. 15 e 16; O Desejado de Todas as Nações. Pág.
664). Até este ponto as cortes celestiais têm sido retratadas como
cheias de louvores e cânticos. Agora tudo está quieto, em solene
expectativa das coisas que estão prestes a ocorrer. Interpretado desta
maneira, esse silêncio do sétimo selo forma uma ponte entre a
abertura dos selos e o toque das trombetas, pois denota que com o
sétimo selo a revelação não está completa - ainda há algo mais a ser
explicado a respeito do programa de Deus no tocante aos
acontecimentos no grande conflito com o mal.” - SDABC, vol. 7, p. 787,
citado em: Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Págs. 72-73, Casa Publicadora Brasileira,
Tatuí, SP

Meia hora – 1 dia profético = 1 ano literal = 360 dias literais ½


hora profética=7 dias literais. “Esse silêncio se produzirá por ocasião
da segunda vinda de Cristo, quando os anjos virão com Jesus (São
Mateus 25:31). Alguns têm aplicado a essa meia hora o princípio
profético de dia-ano e dizem que poderá representar uma semana
literal.” Belvedere, Daniel - Seminário As Revelações do Apocalipse,
Edição do Professor, Pág. 58, Casa Publicadora Brasileira, Pág. 56,
Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

“Todos nós entramos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo


para o mar de vidro, aonde Jesus trouxe as coroas, e com Sua própria
destra as colocou sobre nossa cabeça.” – Primeiros Escritos, p. 16,
citado em: Battistone, Joseph J. - Lições da Escola Sabatina, 2º
Trimestre de 1989, nº 374, Pág. 116, Casa Publicadora Brasileira,
Tatuí, SP

"O silêncio no céu seria inexplicável enquanto nEle houvesse quaisquer


seres. Quando Jesus voltar, porém, o céu estará vazio de anjos e isto sem
dúvida é relatado como o silêncio no céu. É, portanto, na segunda vinda
de Jesus que o sétimo selo é aberto." THIELE, Edwin R., Apocalipse –
Esboços de Estudos, Pág. 192

"Os acontecimentos do sétimo selo. Os acontecimentos do sétimo selo


não são relatados em Apocalipse mas são acontecimentos relatados em
outros lugares em conexão com a segunda vinda de Cristo.
(1) Ajuntamento de todos para o seu julgamento fina. Apoc. 22:12; Mat.
25:31-46; 24:31.

225
(2) A trasladação dos justos vivos. I Tess. 4:17
(3) Destruição dos ímpios vivos. II Tess. 2:8; 8; Isa. 11:4; Luc. 19:27.
(4) Início do termo – prisão de Satanás. Apoc. 20:2, 3.
(5) Ressurreição dos justos mortos. I Tess. 4:16. (6) Estabelecimento do
reino de Cristo. Dan. 2:44; Eze. 21:27.
(7) O domínio é dado aos santos. Dan. 7:27.
(8) Cristo é adorado por ter completado Sua obra de redenção Apoc.
5:12." THIELE, Edwin R., Apocalipse – Esboços de Estudos, Págs. 192-
193

"Quando Satanás declarou a Cristo: O reino e a glória do mundo me


foram entregues, e dou-os a quem quero, disse o que só em parte era
verdade, e disse-o para servir a seu intuito de enganar. O domínio dele,
arrebatara-o de Adão, mas este era o representante do Criador. Não era,
pois, um governador independente. A Terra pertence a Deus, e Ele
confiou ao Filho todas as coisas. Adão devia reinar em sujeição a Cristo.
Ao atraiçoar Adão sua soberania, entregando-a às mãos de Satanás,
Cristo permaneceu ainda, de direito, o Rei. ... “Os reinos deste mundo
eram oferecidos a Cristo por aquele que se revoltara no Céu, com o fim
de comprar-Lhe a homenagem aos princípios do mal; mas Ele não seria
comprado; viera para estabelecer o reino da justiça, e não renunciaria a
Seu desígnio. Com a mesma tentação aproxima-se Satanás dos homens ...
Enquanto os seduz com a esperança do domínio do mundo, ganha-lhes
domínio sobre a alma. Oferece aquilo que não lhe pertence conceder, e
que há de ser em breve dele arrebatado. Despoja-os, entretanto,
fraudulentamente, de seu título à herança de filhos de Deus. ... “A vitória
de Cristo fora tão completa, como o tinha sido o fracasso de Adão. ...
“Jamais poderá o preço de nossa redenção ser avaliado enquanto os
remidos não estiverem com o Redentor ante o trono de Deus. Então, ao
irromperem as glórias do lar eterno em nossos arrebatados sentidos,
lembrar-nos-emos de que Jesus abandonou tudo isso por nós, que Ele
não somente Se tornou um exilado das cortes celestiais, mas enfrentou
por nós o risco da derrota e eterna perdição. Então, lançar-Lhe-emos aos
pés nossas coroas, erguendo o cântico: „Digno é o Cordeiro, que foi
morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e
glória e ações de graças.‟ Apoc. 5:12.” WHITE, Ellen G., O Desejado de
Todas as Nações, Págs.129-131.

O significado da abertura do sétimo selo

“A abertura do sétimo selo envolve acontecimentos da maior


significação. Não é nada menos que a abertura final do grande livro do
destino do mundo. Aqui finalmente entra em execução o grande plano de
Deus para esta terra; aqui os santos entram na posse de suas
recompensas e é fixada a sentença final de Satanás com todas as suas
hostes do mal. Aqui atinge o seu clímax a obra dos mensageiros de Deus,
o cavalo branco da vitória atingiu o tento da glória, e o cavalo pálido da
morte acabou sua terrível obra de condenação. É Jesus, o Cordeiro de
Deus e o Leão da tribo de Judá, que sozinho tem o direito de quebrar os
selos que fecham este livro do destino, abri-lo e executar suas
decretações de vida ou morte. Quando Jesus abrir aquele livro, então o
reino será dado a Quem pertence de direito, e aos santos que se
assentarão e reinarão com Ele. Ter-se-á então atingido a hora em que os
ímpios serão para sempre excluídos de qualquer direito na terra,
enquanto que os justos são para toda a eternidade integrados na posse
de seu titulo de direito à herança dos filhos de Deus.
"Embora o sétimo selo, cubra assim um curto período de tempo, ele
abarca uma série de acontecimentos nesta terra maiores significativos
que qualquer outro um período de tempo igual – a ressurreição dos

226
justos e a morte dos ímpios pela glória consumidora da vinda de Cristo.
Terá então início a sentença a longa prisão de Satanás de mil anos. ...
“Os sete selos são uma representação gráfica do poder da cruz. O
domínio e a direção deste mundo foram postos nas mãos d‟aquele que
permitiu que os homens cruéis lhe pusessem uma coroa de espinhos
sobre a cabeça ...
"Nos grandes dias finais de Sua ira a cruz triunfará finalmente. Ao haver
silencio no céu, os santos serão reunidos como molhos na colheita. O
Salvador dos homens que foi como um cordeiro para a matança 'verá o
trabalho da Sua alma, e ficará satisfeitos‟.” A.J. Lockert, R&H, 12-4-1945."
THIELE, Edwin R., Apocalipse – Esboços de Estudos, Págs. 193-194

“Nós também o sabemos muito bem, que houve uma herança perdida e
extraviada por milhares de anos, e que por todo este tempo os herdeiros
verdadeiros estiveram desapossados dela e não tiveram uma posse
efetiva. O livro selado, o titulo desta hipoteca, deste direito perdido, está
nas mãos de Deus e, estranhos e intrusos a têm invadido e aviltado. E
desde os dias de Adão até agora, aqueles títulos têm estado nas mãos de
Todo-poderoso, sem ninguém para tomá-las ou desapossar os estranhos.
“ „Sete selos‟ estão sobre este livro e é um indício de quão completos
foram aqueles laços de perdição que durante todo esse tempo
impediram à semente de Adão possuir a herança que Lhe é própria. Os
bens originais perdeu-os o homem totalmente sem que houvesse um
Remidor ...
"O pecado não pode viciar qualquer dos direitos de Deus. A posse de
Satanás e uma mera usurpação, permitida por algum tempo, mas de
maneira alguma em detrimento da propriedade do Todo-Poderoso. O
direito real ainda continua na mão de Deus, até que o Remidor adequado
venha redimi-lo, pagar o preço, e expulsar o estranho e sua semente. ...
"João sabia pelo Espírito que nele estava, o que, significava aquele livro.
... Aquele livro, fechado e relegado, é a desgraça e o luto da igreja. Quer
dizer una herança não redimida – os filhos ainda desapossados de sua
possessão adquirida. O livro aberto, entretanto é o gozo e a glória da
Igreja. É a garantia de sua reintegração naquilo que Adão perdeu – a
recuperarão de tudo aquilo de que esteve há tanto tempo cruelmente
privada por causa do pecado. ... "Jesus é o Leão, o renovo de Judá ... Ele
pagou o preço da redenção da herança perdida. É o verdadeiro Remidor
que, tendo há muito triunfado, e sido aceito, provar-se-á também pronto
e digno para completar Sua obra, em resgatar aqueles títulos a longo
prazo da propriedade perdida....
“Abertura dos selos, é um ato de poder - uma bravura militar – uma
sortida poderosa para apossar-se de um reino. E ao se quebrar um a um,
irrompe Aquele que ataca com ferocidade os inimigos e os usurpadores
que ocupam a terra....
"João ouve a retumbante antífona propagando-se sublime por todo o céu:
'Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e
com o Teu sangue nos remiste para Deus‟ ... Não houve coração
santificado que não se movesse, nem língua santificada que não elevasse
seu cântico.
“Agora tomar toda esta pompa sagrada e penetrante adoração universal,
como um simples prêmio a uns poucos capítulos do esboço da história da
igreja neste mundo, obscuros e geralmente incompreensíveis, confesso-
vos, não considerai como blasfêmia. ... Tenho por isto que considerar este
ato do Cordeiro, ... como compreendendo a cúpula e a mais elevada
consumação dos maiores fatos de nossa fé ... “E reinaremos sobre a terra.
‟Porque se expressa assim Ele próprio, exatamente a esta altura? Porque
este ato tomar o livro era o penhor e a prova de que Ele agora estava
completamente investido e pronto para redimir a herança, tornar com
efeito as benditas promessas, de que „os mansos herdarão a terra‟, e que

227
o „reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu
serão dados ao povo dos santos do altíssimo.” SEISS, J. A., The Apocalypse,
Vol. I, Págs. 272-291.

O Silêncio no céu por cerca de meia hora no entendimento de Araceli:

"O sétimo selo é o desfecho da grande cadeia profética iniciada na era


apostólica e tem que ver com um silêncio no céu quase por meia hora.
No céu, em tôrno do trono de Deus, há constante manifestação de altos
louvores ao Criador e ao Redentor do homem, como apreciamos nos
capítulos quatro e cinco. Mas, as celestiais hosanas a Deus e a Seu Filho,
cessarão um dia por quase meia hora, e todas as harpas serão postas de
lado. Por que? Que acontecimento tomará lugar para que cessem os
coros e as orquestras celestiais?
Segundo o Senhor Jesus pessoalmente se referira, Deus o Pai e todos os
santos anjos, O acompanharão em Sua segunda vinda ao mundo.
Assim sendo é claro que o céu, isto é, a Santa cidade estará em silêncio
enquanto o séquito da divindade não regressar com os escolhidos do
Salvador. Haverá silêncio no céu até que todos a êle regressem outra vez.
A meia hora de silêncio no céu não será literal mas profética, pois é assim
que entendemos a medida de tempo nas revelações concernentes às
profecias. Para sabermos o tempo exato de quase meia hora profética,
temos que dividir um dia profético por vinte e quatro horas." MELLO,
Araceli S,. A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 187

"Um dia profético equivale a um ano, ou, melhor dito — vinte e quatro
horas proféticas, E, mais ainda, o ano profético compreende 360 dias
literais.1) Agora, para termos o tempo exato de “quase meia hora”
profética, teremos que, em primeiro lugar, dividir 360 dias por 24 horas.
E o resultado da operação será 15 dias. Quer dizer que uma hora
profética equivale a 15 dias literais e meia hora a 7 dias e meio. O tempo,
pois, que Cristo dispenderá para vir à terra e voltar ao céu, não será de
meia hora ou sete dias e meio, mas “quase meia hora”, isto é, exatamente
sete dias.
Eis o tempo que o Salvador gastará para vir à terra com Seu séquito
buscar Seus remidos e regressar ao céu ou à Santa Cidade.
Ao regressar a corte celestial com os escolhidos do Senhor, encher-se-á
novamente o céu com tributação de louvores ainda maiores.
Multidões de salvos de todos os séculos prorromperão num cântico de
vitória triunfante, seguidos pelos miríades de miríades de santos anjos."
MELLO, Araceli S,. A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse, Pág. 188

Houve um silêncio no céu quando Jesus estava passando por um terrível momento
de angústia no Getsêmani

"Três vezes proferiu essa oração. Três vezes recuou Sua humanidade do
derradeiro, supremo sacrifício. Surge, porém, então, a história da raça
humana diante do Redentor do mundo. Vê que os transgressores da lei,
se deixados a si mesmos, têm de perecer. Vê o desamparo do homem. Vê
o poder do pecado. As misérias e os ais do mundo condenado erguem-se
ante Ele.
Contempla-lhe a sorte iminente, e decide-Se. Salvará o homem custe o
que custar de Sua parte. Aceita Seu batismo de sangue, para que, por
meio dEle, milhões de almas a perecer obtenham a vida eterna. Deixou as
cortes celestiais, onde tudo é pureza, felicidade e glória para salvar a
única ovelha perdida, o único mundo caído pela transgressão. E não Se
desviará de Sua missão.

228
Tornar-Se-á a propiciação de uma raça que quis pecar. Sua prece agora
respira apenas submissão: "Se este cálice não pode passar de Mim sem
Eu o beber, faça-se a Tua vontade." Mat. 26:42.
Havendo tomado a decisão, cai moribundo no solo do qual Se erguera
parcialmente. Onde se achavam então os discípulos, para pôr ternamente
as mãos sob a cabeça do desfalecido Mestre, e banhar aquela fronte, na
verdade mais desfigurada que a dos outros filhos dos homens? O
Salvador pisou sozinho o lagar, e do povo nenhum com Ele havia.
Mas Deus sofria com Seu Filho. Anjos contemplavam a agonia do
Salvador. Viam seu Senhor circundado de legiões das forças satânicas,
Sua natureza vergada ao peso de misterioso pavor que todo O fazia
tremer. Houve silêncio no Céu. Nenhuma harpa soava. Pudessem os
mortais ter testemunhado o assombro das hostes angélicas quando, em
silenciosa dor, observavam o Pai
retirando e Seu bem-amado Filho os raios de luz, amor e glória, e melhor
compreenderiam quão ofensivo é aos Seus olhos o pecado." WHITE, Ellen
G., O Desejado de Todas as Nações, Págs. 692-693

"Assim como Jesus, no Getsêmane, estava cercado por anjos maus que
procuravam fazê-Lo desistir de beber o cálice da morte, tentavam
impedir a implantação do Reino da Graça, assim também os 144.000 e a
grande multidão estarão sendo assediados pelas hostes de Satanás nos
momentos finais que antecedem o fechamento da porta da graça. A
angústia que Jesus experimentou no Getsêmane, criou no Céu uma
atmosfera de silêncio e tensão. Do mesmo modo, a angústia do
remanescente de Deus em face do ódio satânico provocado pelo Alto
Clamor e a conversão da grande multidão, nos momentos finais do
ministério intercessor de Jesus, também será sentido nas cortes
celestiais mediante o silêncio celestial." RAMOS, Samuel, Revelações do
Apocalipse, Vol. 1, Págs. 310-311

“A solenidade da ocasião é descrita por um curto mas significante


silêncio. Este silêncio será quebrado pelo soar das Sete Trombetas.”
TREIYER, Alberto R., The Day of Atonement and the Heavenly Judgment
(O Dia da Expiação e o Julgamento Celestial), Pág. 578.

Observe o entendimento do Pastor Samuel Ramos sobre o silêncio de cerca de


meia hora no céu:

"Quando todos os filhos de Deus finalmente estiverem selados, e Jesus


deixar o Santuário, tirando suas roupas
sacerdotais e vestindo os trajes reais, então não haverá mais razão para
tensão e silêncio, pois quem estiver salvo, permanecerá salvo, e quem
estiver perdido permanecerá perdido. Entender o silêncio no céu como
algo que vai acontecer na volta de Jesus contraria a alegria, a festa e o
clangor das trombetas que fazem parte da volta de Jesus. O santo e
estrondoso louvor que acompanha a volta triunfante de Jesus não é algo
que vai acontecer somente quando Ele aparecer nas nuvens; esta
explosão de louvor começa no Céu e desce até a Terra. Por isso, no
momento da volta de Jesus, não há ocasião para silêncio, mas haverá sim
uma explosão de fervorosos Aleluias!" RAMOS, Samuel, Revelações do
Apocalipse, Vol. 1, Pág. 311

Haverá um Silêncio Quando Deus se manifestar para libertar e salvar o seu povo:

"Quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei
de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o
fim de destruí-los. Aproximando-se o tempo indicado no decreto, o povo

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conspirará para desarraigar a odiada seita. Resolver-se-á dar em uma
noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de
dissentimento e reprovação. O povo de Deus - alguns nas celas das
prisões, outros escondidos nos retiros solitários das florestas e
montanhas pleiteia ainda a proteção divina, enquanto por toda parte
grupos de homens armados, instigados pelas hostes de anjos maus, se
estão preparando para a obra de morte. É então, na hora de maior
aperto, que o Deus de Israel intervirá para o livramento de Seus
escolhidos. Diz o Senhor: "Um cântico haverá entre vós, como na noite
em que se celebra uma festa; e alegria de coração, como daquele que sai
tocando pífano, para vir ao monte do Senhor, à Rocha de Israel. E o
Senhor fará ouvir a glória da Sua voz, e fará ver o abaixamento do Seu
braço, com indignação de ira, e a labareda do Seu fogo consumidor, e
raios e dilúvio e pedras de saraiva." Isa. 30:29 e 30. Com brados de
triunfo, zombaria e imprecação, multidões de homens maus estão
prestes a cair sobre a presa, quando, eis, um denso negror, mais intenso
do que as trevas da noite, cai sobre a Terra. Então o arco-íris,
resplandecendo com a glória do trono de Deus, atravessa os céus, e
parece cercar cada um dos grupos em oração. As multidões iradas
subitamente se detêm. Silenciam seus gritos de zombaria. É esquecido o
objeto de sua ira sanguinária. Com terríveis pressentimentos
contemplam o símbolo da aliança de Deus, anelando pôr-se ao amparo
de seu fulgor insuperável. É ouvida pelo povo de Deus uma voz clara e
melodiosa, dizendo: "Olhai para cima"; e, levantando os olhos para o céu,
contemplam o arco da promessa. As nuvens negras, ameaçadoras, que
cobriam o firmamento se fendem e, como Estevão, olham fixamente para
o céu, e vêem a glória de Deus, e o Filho do homem sentado sobre o Seu
trono. Divisam em Sua forma divina os sinais de Sua humilhação; e de
Seus lábios ouvem o pedido, apresentado ante Seu Pai e os santos anjos:
"Aqueles que Me deste quero que, onde Eu estiver, também eles estejam
comigo." João 17:24. Novamente se ouve uma voz, melodiosa e
triunfante, dizendo: "Eles vêm! eles vêm! santos, inocentes e
incontaminados. Guardaram a palavra da Minha paciência; andarão
entre os anjos"; e os pálidos, trêmulos lábios dos que mantiveram firme a
fé, proferem um brado de vitória." WHITE, Ellen G., O Grande Conflito,
Págs. 635-636

Houve um momento de Silêncio quando Jesus passava com os seus discípulos ao


passarem pelo Getsêmani:

"Com os onze discípulos, dirige-Se Jesus agora para o monte. Ao


passarem pela porta de Jerusalém, muitos olhares curiosos seguem o
pequeno grupo, chefiado por Aquele que, poucas semanas antes, fora
condenado pelos principais, e crucificado. Não sabiam os discípulos que
essa seria sua última entrevista com o Mestre. Jesus passou o tempo em
conversa com eles, repetindo as anteriores instruções. Ao aproximarem-
se do Getsêmani, Ele guardou silêncio, a fim de que se lembrassem das
lições que lhes dera na noite de Sua grande agonia. Olhou outra vez para
a videira pela qual representara a união de Sua igreja consigo e com o
Pai; repetiu as verdades que então desdobrara. Tudo quanto O rodeava
eram recordações de Seu não r