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Universidade São Tomás De Moçambique

FACULDADE DE ÉTICA E CIÊNCIAS HUMANAS

Curso de licenciatura em Relações Internacionais

Cadeira: Ética Fundamental

1ͦAno 1o Semestre

TEMA:Casamento prematuro

Discentes:

Dai António Mbeve- 2021281099

Júlia Carmelo Mungoi- 2021281112

Zulfira Joaquim Bambamba- 2021281111

Docente:
MarselusAnggo

Maputo, junho de 2021


Índice
Introdução........................................................................................................................................2

Revisão Da Literatura......................................................................................................................3

Objectivo Geral............................................................................................................................3

Objectivo Específico....................................................................................................................3

Conceito...........................................................................................................................................4

Casamentos prematuros em Moçambique.......................................................................................4

Causas dos casamentos prematuros.............................................................................................5

Consequências dos casamentos prematuros.............................................................................5

Conclusão........................................................................................................................................7

Referências Bibliográficas...............................................................................................................8

1
Introdução
Neste presente trabalho, iremos abordar sobre o Casamento prematuro. Iremos falar do
casamento prematuro em Moçambique e no seu aspecto mais amplo.

O casamento prematuro é um dos problemas mais graves de desenvolvimento humano em


Moçambique mas que ainda é largamente ignorado no âmbito dos desados de desenvolvimento
que o país persegue requerendo por isso uma maior atenção dos decisores políticos.

De acordo com os dados do inquérito, demográfico e de saúde (IDS) 2011, 48% de rapariga com
idade entre 20-24 anos casou-se antes dos 18 anos e 14% antes de atingir os 15 anos.
Moçambiqueencontra-se ainda atrasado nos esforços de prevenção e combate contra este
fenómeno, apresentando um nível de prevalência de casamentos prematuros acima dos restantes
países da África Austral e Oriental, ficando atrás do Malawi.

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Revisão Da Literatura
Para compreensão e discussão do problema em causa neste trabalho, torna se importante rever
alguns conceitos e teorias que são relevantes para o presente trabalho. Neste âmbito, o conceito a
ser abordado que e: Casamentos prematuros.

O casamento pressupõe, antes de mais, o livre consentimento das partes. A Lei da Família,
aprovada em 2004 (Lei n°10̛F̸̛ 2004), define o como a união voluntaria e singular entre um
homem e uma mulher, com o propósito de constituir uma família, mediante comunhão plena de
vida.

E a Lei da Família pune como crime o casamento prematuro, que e qualquer tipo de união
marital que envolve uma pessoa menor de 18 anos.

Objectivo Geral
 Analisar o impacto de casamentos prematuros.
 Identificar de que forma os casamentos prematuros influenciam nos riscos das crianças
recém nascidas após ao parto, e da rapariga na hora do parto.
 Indicar as causas e consequências dos casamentos prematuros.

Objectivo Específico
Este trabalho tem como objectivo específico responder a questão, dos factores que influenciam
os casamentos prematuros.

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Conceito
Casamento Prematuro

Casamento Prematuro é qualquer tipo de união marital que envolve uma pessoa menor de 18
anos. O casamento prematuro é uma prática discriminatória e violenta que obriga raparigas
menores de 18 anos e meninas ainda crianças a casar com homens adultos.O casamento
prematuro é uma das piores formas de violência contra meninas. Mais da metade das meninas se
casam antes da idade legal , ou seja, antes dos 18 anos.

Estes tipos de casamentos são considerados uniões forcadas pois as crianças são obrigadas a
casar contra sua vontade. Esse tipo de casamento é quase universalmente proibido. Embora essa
forma de casamento seja ilegal, os seus autores dificilmente são levados a justiça.O casamento
prematuro rouba os direitos e o futuro de 12 milhões de raparigas anualmente em todo o mundo.
Precisamos destacar que este tipo de casamento é uma violação dos Direitos Humanos, e
devemos chama-lo do que realmente é: não é casamento, são uniões forcadas.

Casamentos prematuros em Moçambique


Moçambique tem uma das taxas mais elevadas de casamento prematuro do mundo, afectando
quase uma em duas raparigas, e tem a segunda maior taxa na sub-região da África Oriental e
Austral. Cerca de 500 mil, ou seja, 48% das mulheres em Moçambique com idade entre os 20 e
os 24 já foram casadas ou estiveram numa união antes dos 18 anos e 57 mil, ou seja, 14% antes
dos 15 anos de idade.

O casamento prematuro põe em perigo as raparigas. Raparigas casadas sofrem maiores abusos
de violência domestica, incluindo abuso físicos, sexual ou psicológica e ainda forem o abandono.

Eliminar a prerrogativa de a mulher contrair o matrimónio aos 16 anos de idade quando haja
consentimento dos pais e um dos objectivos que o Governo pretende alcançar no âmbito da
reforma da Lei da família.

O Ministério do Género, Criança e Acção Social defende que defina 18 anos como a idade
mínima para a mulher contrair matrimónio, sustentando que casamentos com a idade abaixo

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disso são prematuros. E geralmente produzem consequências graves para a vida das crianças,
das famílias e da sociedade no geral.

As províncias de Zambézia, Nampula, Cabo Delgado, Tete e Manica são as regiões do pais com
as taxas mais elevadas do fenómeno casamentos prematuros, a estatísticas que colocam o nosso
pais entre os sete países africanos mais infectados pela situação, e entre os 10 mais infectados a
nível global.

As Nações Unidas caracterizou o casamento prematuro como a violação dos direitos


fundamentais das raparigas. Por essa razão as Nações Unidas advogam para que as raparigas
tenham o direito a escolha, que gozem de saúde perfeita, ir a escola e desenvolver se plenamente
como crianças e adolescentes.

Acrescentou que, apesar dos esforços a nível global anualmente 15 milhões de raparigas casam
se antes dos 18 anos no mundo.

Citando as estatísticas , a diplomata Márcia de Castro acrescentou que 38% das adolescentes em
Moçambique tornam se mães ou ficam grávidas do primeiro filho antes dos 15 anos.

Causas dos casamentos prematuros


 A pressão económica exercida sobre os agregados mais pobres e as práticas
socioculturais prevalentes, continuam a conduzir as famílias a casarem as suas filhas cada
vez mais cedo.
 Algumas praticas socioculturais ligadas à sexualidade, como os ritos de iniciação, de
purificação.
 A herança da viúva .
 O pagamento de dividas utilizando crianças.
 Poligamia.
 Fraca difusão da legislação e das politicas publicas
 Orfandade

Consequências dos casamentos prematuros


 Gravidez precoce
 Abandono escolar

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 Separação da rapariga da sua família e amigos
 Privação de interagir com raparigas da sua idade
 Perda de oportunidades de acesso a escola
 Alta taxa de mortalidade materna
 Alta taxa de mortalidade infantil

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Conclusão
Neste presente trabalho concluímos que os casamentos prematuros são qualquer união que
envolvem raparigas ou rapazes menores de 18 anos.

Moçambique é um dos países ao nível mundial com taxas mais elevadas de prevalência de
casamentos prematuros, afectando cerca de uma em duas raparigas, representando uma grande
violação dos direitos humanos das raparigas.

Vimos também que Moçambiqueencontra-se em 10° lugar no mundo entre os países mais
afectados pelos casamentos prematuros, atendendo os dados relacionados com a proporção de
raparigas com idades entre 20-24 anos que se casaram antes dos 18 anos de idade. A maior parte
destes casamentos são legalmente registados, mas são usualmente formalizados através de
procedimentos costumeiros como o pagamento do lobolo para a família da rapariga.

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Referências Bibliográficas
News.ONU.org

Mozambique.unfpa.org

Www.unicef.org

Www.portaldogoverno.gov.mz

Www.voaportugues.com

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