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Gerenciamento de resíduos nos canteiros de obras, analisando em foco a cidade de Salvador dezembro/2014

Gerenciamento de resíduos nos canteiros de obras, analisando em


foco a cidade de Salvador
Simone Abadi Rocha – simoneabadi@gmail.com
Master Arquitetura
Instituto de Pós-Graduação - IPOG
Salvador, BA, 15 janeiro 2014.
Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar como gerenciar um canteiro de obras, para que
este esteja apto para receber um processo de reciclagem de resíduos sólidos. Estudos
demonstram que 40% a 70% da massa dos resíduos urbanos são gerados em canteiros de
obras, conforme observado por alguns pesquisadores como Pinto (1999). O processo de
gerenciamento de resíduos ainda não está sendo utilizado da forma correta, tão quanto são
todas as construtoras que estão implantando este tipo de reciclagem nos seus canteiros.
Desta forma será apresentado como se deve organizar o canteiro, indicativos dos benefícios
do gerenciamento dos resíduos e apresentação de projetos que já estão em andamento por
grandes empresas públicas para a conscientização da sociedade. O objetivo deste artigo é
que quanto mais informativos temos sobre este assunto, mais fácil à disseminação e
entendimento do tema por toda a sociedade, independente se construtores ou não. A
metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, baseada em sites, artigos, revistas assim
como a experiência profisisonal em obras de construção civil em diversas fases de
andamento, onde foi possível reunir as informações necessárias para compor o trabalho. A
partir deste estudo foi possível analisar que precisamos conscientizar toda a equipe de
trabalho para que o gerenciamento seja feito em todas as partes da empresa, e durante todas
as fases da obra. Concluiu-se que se quanto mais informações sobre este assunto for
disseminada, mais será o impacto na sociedade sobre este assunto, o objetivo final deste
gerenciamento é para que além da redução de custos sociais, finaceiros, seja eviato o
principal impacto que é o ambiental.

Palavras-chave: Canteiro de obras. Impactos. Resíduos. Sociedade.

1. Introdução

Ao longo da história, a humanidade desenvolveu a exploração contínua dos mais variados


recursos naturais sem que houvesse a preocução com ameaças dessa atividade ao meio
ambiente. Essa exploração veio crescendo cada vez mais devido ao crescimento populacional
urbano que impulsionou o aumento da demanda por bens e serviço, bem como a intensa
industrialização e o aumento do poder aquisitivo da população em geral. Com toda essa
industrialização veio o desperdício dos resíduos de materiais, a indústria mais conhecida
como geradora de resíduos e impactos ambientais é a Construção Civil.

ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014
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Gerenciamento de resíduos nos canteiros de obras, analisando em foco a cidade de Salvador dezembro/2014

Estudos demonstram que 40% a 70% da massa dos resíduos urbanos são gerados em canteiros
de obras, conforme observado por alguns pesquisadores como Pinto (1999). Desse total de
resíduos cerca de 50% do entulho são colocados em locais irregulares.
A Construção Civil é um setor que cada vez mais está impulsionando o crescimento do país,
aquecido pela carência de habitação e pela demanda de novas obras, de reformas e
demolições, e, portanto se transformando nos pilares da economia brasileira e o maior gerador
de empregos diretos e indiretos do país. Entretanto com esse crescimento surge cada vez mais
a quantidade de resíduos solidos gerados, que uma vez gerado e não reaproveitados ou
descartados em locais apropriados causam um grande impacto ambiental. Um dos maiores
problemas encontrados em todo país é ainda a falta da disseminação de como gerenciar esses
redíduos ou, onde descartar o que não pode ser reaproveitado. A escassez de aterros, à
distância e a falta de empresas credenciadas para fazer o transporte deste tipo de material,
também está prejudicando a indústria da construção civil de pequeno e médio porte.
Neste estudo serão avaliados procedimentos de reaproveitamento dos resíduos sólidos da
construção, analisando a redução de custo com o manejo e destinação dos mesmos de forma
adequada e correta, destacando particularmente os aspectos construtivos dentro do canteiro.

2. Resíduos produzidos na construção civil em Salvador

Em 2012, Salvador gerava por dia 2.164t de RCC, ou 655.569t/ano, significando 45,03% do
RSU (Salvador, 2002). Com esse valor aumentando constantemente, estão sendo tomadas
medidas de descarte e conscientização desde 1997, quando a Prefeitura, lançou o Projeto de
Gestão Diferenciada de Entulho, para resolver o problema de descarte em locais inadequados
do resíduo da construção civil, espalhados por vários pontos da cidade. Neste mesma época
foram criados Postos de Descarte de Entulho (PDE), onde o pequeno gerador pode descartar
até 2m³ de material. Para os grandes geradores, existem as denomidadas Bases de Descarte de
Entulho (BDE) (Salvador, 1997,1999).
Na tabela 1 e no gráfico 1 abaixo é possível fazer uma análise geral do que está acontecendo
em Salvador e em outras cidades com relação a quantidade que cada tipo resíduo está sendo
gerado dentro da construção civil.

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Tabela 1: Geração de RCC em algumas cidades brasileiras.


Fonte: CABRAL (2011).

1%

29%

63%
7%

Argamassa e concreto Tijolos e blocos Organicos Outros

Gráfico 1: Constituição geral media dos resíduos da construção civil.


Fonte: LIMA (2000).

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A partir dessa análise serão apresentados a seguir quais as diretrizes que devem ser seguidas
para que cada resíduo gerado seja reaproveitado dentro ou fora do canteiro, e quais as formas
de descarte e como devem ser feitas os materiais que não podem ser reciclados.

3. Resíduos de construção civil e demolição (RCD)

A reciclagem de RCD como material de construção civil, iniciada na Europa após a segunda
guerra mundial, encontra-se no Brasil muito atrasada, apesar da escassez de agregados e área
de aterros nas grandes regiões metropolitanas, especialmente se comparada com países
europeus, onde a fração reciclada pode atingir cerca de 90%, recentemente como é o caso da
Holanda (ZWAN, 1997).
No Brasil o órgão que define todas as diretrizes relacionadas aos resíduos da construção civil
é o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Este por sua vez é um órgão
consultivo e deliberativo e tem a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho do
Governo, diretrizes políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e
deliberar, no âmbito de sua competência, sobre norma e padrões compatíveis com o meio
ambiente ecologicamente equilibrado e essencial a qualidade de vida. Em 2002, foi aprovada
a Resolução 307, que dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos oriundos da industria
da construção, criando responsabilidades para a cadeia gerador/ transportador/ receptor/
municípios.

3.1 Definição e Princípios

A Resolução CONAMA no 307/2002 define resíduo da seguinte forma, no art.2o, inciso I:


Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas,
reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da
preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos,
concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e
compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros,
plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos
de obras, cálica ou metralha. (CONAMA n° 307, de 5 de julho de 2002)

Com essa definição, os princípios seguem a diretriz de sustentabilidade: priorizar a não


geração de resíduos e proibir a disposição final em locais inadequados, como aterros
sanitários, em bota-foras, lotes vagos, encostas e áreas protegidas por lei.

3.2 Classificação e Disposição

Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:


a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de
infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: materiais cerâmicos (tijolos,
azulejos, blocos, telhas, placas de revestimento e outros) argamassa e concreto.

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c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré moldadas em concreto (blocos,


tubos, meios-fios etc.) produzidos nos canteiros de obras.
Disposição final em aterros licenciados.
Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel,
papelão, metais, vidros, madeiras e outros; Disposição final: reciclagem, reutilização ou
armazenamento temporários.
Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações
economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos
oriundos do gesso; Disposição final: conforme norma técnica (NBR) especifica.
Classe D - são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas,
solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e
reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros. Disposição final: conforme
norma técnica (NBR) especifica.

3.3 Geração de RCD

Entende-se como resíduos de construção e demolição, o conjunto de resíduos gerados,


proveniente de uma construção, seja no início da construção, na demolição ou até mesmo de
reforma. (JOHN, 2006). A geração de RCD no país vem aumentando ao passar do tempo já
tendo chegado a valores de 91.444 t/dia. Este valor corresponde a 50% da geração de
Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) no país (ABRELPE, 2009). A tabela 2, mostra a quantidade
estimada de resíduos coletados nas regiões do Brasil, em volume por dia e do índice por
habitante e a tabela 3 apresenta quais são os resíduos produzidos durante a obra.

Tabela 2 – Quantidade de RCD coletado em regiões do Brasil em 2009


Fonte: Abrelpe (2009).

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Tabela 3 – Quantidade de resíduos produzidos durante a obra.


Fonte: Programa Entulho Limpo. P.12 (2012).

A tabela 4, representa a estimativa do volume produzido de resíduo sólido urbano (RSU) e


resíduo construção civil e demolição (RCD), gerado pela construção civil na cidade do
Salvador, onde os RCD representam em média 42% dos resíduos gerados.

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Tabela 4 – Coleta de RSU e RCD em Salvador, 2007


Fonte: Limpurb (2007).

Para compreendermos o mecanismo da geração de resíduos, é necessário analisarmos o


processo construtivo de edificações, que pode-se dividir nas seguintes fases: Análise da
viabilidade do empreendimento; Planejamento; Projeto; Construção e Utilização (que implica
na utilização da edificação e na realização de reformas). Portanto, para que cada fase de uma
construção seja executada como planejado, cada participante envolvido terá a
responsabilidade de prevenir e reduzir a geração de resíduos.

4. Medidas para redução na geração de resíduos nos canteiros de obra

A questão do gerenciamento de resíduos esta intimamente associada ao problema de


desperdício de materiais e mão de obra na execução dos empreendimento. Para isso, boas
praticas no canteiro são de extrema importância para a redução de resíduos produzidos na
obra. Algumas das iniciativas básicas que devem ser tomadas para organização do canteiro
devem ser planejadas e utilizadas durante todo o período da obra. Com isso, podemos listar
algumas praticas importantes para esse processo:

a) Acondicionamento dos materiais


É de extrema importância a correta estocagem dos diversos materiais, ver exemplos de
imagens abaixo.

Figura 1 e 2– Armazenagem em almoxarifados.

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Fonte: Google Imagens (2014).

b) A organização do canteiro
A boa organização faz com que sejam evitados sistemáticos desperdícios na utilização e na
aquisição dos materiais para substituição. A criação de baias para descarte de materiais
reutilizáveis, a separação do lixo, informativos, placas e outros, ajudam a todos da equipe a
criar um canteiro sustentável.

Figura 3.4 e 5– Organização do canteiro, baias, lixeiras.


Fonte: Google Imagens (2014).

Dispositivos Descrição Acessórios utilizados


Recipiente plástico, com 1-Sacos de ráfia
capacidade para 50 litros, 2-Sacos de lixo simples
normalmente produzido para (quando forem dispostos
Bombonas conter substâncias líquidas. resíduos orgânicos ou outros
Depois de corretamente passíveis de coleta pública)
lavado e extraída sua parte 3-Adesivos de sinalização
superior, pode ser utilizado
como dispositivo para coleta.

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Geralmente construída em 1-Adesivos de sinalização


madeira, com dimensões 2-Plaquetas para fixação dos
diversas, adapta-se às adesivos de sinalização (em
Baias necessidades de alguns casos)
armazenamento do resíduo e
ao espaço disponível em obra.

Caçambas Recipiente metálico com Recomendável o uso de


capacidade volumétrica de 3, dispositivo de cobertura,
estacionárias 3
4e5m quando disposta em via
pública.

Tabela 4 – Dispositivos para gestão dos resíduos da construção civil.


Fonte: PINTO (2012).

5. Iniciativas de Sustentabilidade – Gestão de Resíduos

No conjunto de iniciativas necessárias para o avanço da construção sustentável no país, a


gestão de resíduos é, provavelmente a que mais rápido pode oferecer resultados significativos.
Atualmente, dispomos de um arcabouço legislativo e de marcos regulatórios por meio da
Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Resolução 307 do Conselho Nacional do Meio
Ambiente (Conama) e da Política Nacional de Saneamento Básico que tem todos os suportes
para que a construção civil de todo o país se torne cada vez mais sustentável. Com isso,
empresas públicas e privadas estão cada vez mais se juntando para criar programas que
possam de alguma incentivar os setores da construção civil a incorporar no dia a dia do
canteiro de obras a gestão de resíduos. A seguir serão apresentados alguns dos maiores
programas de incentivo a gestão de resíduos e as suas propostas.

5.1 Programa Desenvolvimento com Sustentabilidade – CBIC

A Câmara Brasileira da Industria da Construção (CBIC), é a principal incentivadora da


construção sustentável, para tanto, lançou um dos programas que está em destaque, o
Programa Construção Sustentável da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC),
intitulado “Desenvolvimento com Sustentabilidade”. Para o presidente da CBIC Paulo Safady
Simão, o desafio da sustentabilidade assumiu um papel de destaque na agenda do setor. “A
construção pode dar uma contribuição decisiva para o crescimento sustentável”, afirma,
salientando que o trabalho é resultado de dois anos de debates entre representantes da
sociedade civil, setor acadêmico, poder público, movimentos sindicais e setor empresarial.
(CBIC, 2012).

5.1.1 Propostas

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a) Promoção de parceiras publico-privadas para a efetivação de metas relativas à


implementação das áreas de manejo de resíduos, de forma gradativa, das capitais aos
menores municípios. (Desenvolvimento com Sustentabilidade, 2012)
b) Promover a participação de toda a cadeia produtiva da construção na elaboração de
legislações complementares estaduais e municipais no âmbito da Política Nacional de
Resíduos Sólidos. Com esse objetivo, implementar uma Coordenação Nacional
continua do setor para acompanhamento do tema nos três níveis do legislativo.
Participar da revisão da Resolução 307 do Conama para adequação da Política
Nacional de Resíduos. (Desenvolvimento com Sustentabilidade, 2012)
c) Mapeamento de dificuldades e entraves ao processo de licenciamento para as áreas de
transbordo e triagem (ATT`s), atividades de reciclagem e instalação de aterros em
todo o território nacional. A partir desse levantamento, elaborar manuais de orientação
e atuação junto as administrações municipais para simplificação do processo de
implantação das politicas municipais de gestão de resíduos. Administrações
municipais e empresas terceirizadas e sem sistema de qualidade devem ser
qualificadas, a partir da legislação até 2014, nas capitais brasileiras; até 2018, nas
cidades com população acima de 300 mil habitantes e, até 2022 nas cidades com
população acima de 100 mil habitantes. Nesse contexto é necessário dar enfâse a
divulgação da Norma de Aterro da Construção Civil (NBR 8419/92 / ABNT).
(Desenvolvimento com Sustentabilidade, 2012)
d) Implementação de sistema informatizado de gestão de resíduos que contemple toda a
cadeia geradora, transportadora e as áreas de tratamento e destinação ate 2014, nas
capitais brasileiras; até 2018, nas cidades com população acima de 300 mil habitantes
e, até 2022 nas cidades com população acima de 100 mil habitantes. Utilizar a
disseminação nacional dessa ferramenta online para difundir boas praticas.
(Desenvolvimento com Sustentabilidade, 2012)
e) Atuar para que os acordos setoriais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos
estabeleçam, efetivamente, a logística reversa entre os fornecedores do setor, para
todos os resíduos da construção, com enfâse nos mais presentes em obras,
notadamente os resíduos classificados de acordo com a resolução Conama 307/2002
como Classe B (sacarias, gesso) e D (tintas, óleos, solventes, impermeabilizantes,
baterias e outros); respeitando os acordos sectoriais específicos para cada grupo de
produtos. (Desenvolvimento com Sustentabilidade, 2012)

5.2 Guia CBIC de Boas Práticas em Sustentabilidade na Industria da Construção –


CBIC

A CBIC, além de criar o programa apresentado anteriormente, criou também um guia


didático com todo o embasamento necessário para qualquer pessoa que queira conhecer e
implementar as práticas de sustentabilidade possa com esse material conhecer todos os
métodos, leis e formas para de fazer uma construção pequeno, medio ou grande porte, ser
sustentável. O Guia CBIC de Boas Praticas em Sustentabilidade, está disponível no site
www.cbic.org.br.

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Figura 1 – Capa do Guia de Boas Praticas em Sustentabilidade na Industria da Construção


Fonte: www.cbic.org.br (2014)

6. Conclusão

A geração de resíduos é inerente ao processo construtivo de edificações e, como outras partes


deste processo, merece atenção por parte das construtoras, para que sejam utilizadas todas as
formas de reciclagem e para que os resíduos gerados sejam destinados adequadamente. O
crescimento da quantidades de resíduos da construção civil e dos impactos causados por meio
destes, mostram a importância do gerenciamento desses para reduzir, reutilizar e reciclar esses
resíduos, e dessa forma ajudar na preservação do meio ambiente e verificar uma melhora na
economia de todos os setores envolvidos. Além de todos os aspectos positivos quanto a
reciclagem, meio ambiente e economia, percebemos que com essas atitudes temos canteiros
de obras mais limpos e organizados, o que pode refletir de forma positiva na qualidade dos
serviços e na motivação da equipe para redução de perdas e acidentes na obra.

Referências

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resíduos volumosos : áreas de transbordo e triagem : diretrizes para projeto, implantação e
operação . Disponível em: <http://www.abnt.org.br/default.asp?resolucao=1024X768>
Acesso em 20 de setembro de 2013.

Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 15113: resíduos sólidos da construção civil
e resíduos inertes: aterros: diretrizes para projeto, implantação e operação. Disponível em:

ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 8ª Edição nº 009 Vol.01/2014 dezembro/2014
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<http://www.abnt.org.br/default.asp?resolucao=1024X768> Acesso em 20 de setembro de


2013.

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áreas de reciclagem: diretrizes para projeto, implantação e operação. Disponível em:
<http://www.abnt.org.br/default.asp?resolucao=1024X768> Acesso em 20 de setembro de
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sólidos da construção civil: Execução de camadas de pavimentação: procedimentos.
Disponível em: <http://www.abnt.org.br/default.asp?resolucao=1024X768> Acesso em 20 de
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Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 15116: agregados reciclados de resíduos


sólidos da construção civil: utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função
estrtutural . Disponível em: <http://www.abnt.org.br/default.asp?resolucao=1024X768>
Acesso em 20 de setembro de 2013.

CABRAL, Antonio Eduardo Bezerra. Manual sobre os Resíduos Sólidos da Construção


Civil. Ceará. 2013.

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução nº 307, de 05 de Julho de


2002. Brasília, 2013.

LIMA, José Dantas. Gestão dos resíduos sólidos urbanos no Brasil. João Pessoa. 2013.

PINTO, Tarcisio de Paula. Gestão ambiental de resíduos da construção civil – A


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<http://www.sindusconsp.com.br/downloads/Manual_Residuos_Solidos.pdf ->. Acesso em 13
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