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GEOVANA SANTOS FERREIRA

PABLLO SILVA

FICHAMENTO DE COMENTÁRIO
A engenharia a serviço da ética, sociedade e meio ambiente

Vitória da Conquista – BA
2019
GEOVANA SANTOS FERREIRA
PABLLO SILVA

FICHAMENTO DE COMENTÁRIO
A engenharia a serviço da ética, sociedade e meio ambiente

Trabalho apresentado como requisito


parcial de avaliação da disciplina de Língua
Portuguesa da turma do II semestre, turno
diurno de Engenharia Civil.

Prof. Msc. José Junior Dias da Silva.

Vitória da Conquista – BA
2019
ARAUJO, Francisco; BEZERRA, Isadora; PINTO, Juliana; VASCONCELOS, Mariana;
PESSOA, Thaynnara; SILVA, Thiago. A engenharia a serviço da ética, sociedade e meio
ambiente. Recife – PE, 2013.
Na introdução do texto, os autores evidenciam a existência de uma preocupação
associada ao meio ambiente na sociedade hodierna. Nessa perspectiva, é possível observar
a constante exploração do meio natural pelo homem, e consequentemente a sua degradação
que após a revolução industrial aumentou de forma considerável. Dessa maneira, notam-se
os prejuízos que afetam o bem-estar e a qualidade de vida dos seres vivos, destacando um
meio ambiente ecologicamente desequilibrado. Atrelado a essa questão, é possível afirmar
que os meios social, econômico e natural devem trabalhar juntos para o desenvolvimento
de um equilíbrio com aplicação da sustentabilidade e isso inicia-se por meio da educação,
pela formação de profissionais conscientes ambientalmente, como é o caso dos engenheiros
que atuam no campo da infraestrutura de um território.

O segundo tópico do texto discute sobre o conceito de desenvolvimento sustentável


e a legislação ligada a essa questão. Nesse contexto, é possível notar que durante muito
tempo as causas ambientais não eram muito evidenciadas, promovendo assim uma falta de
informação e conhecimento acerca dos problemas no meio natural. No entanto, agora
constata-se uma grande influência da sustentabilidade no mercado empresarial, posto que
as empresas visam trabalhar de modo a reduzir e controlar os impactos provocados no meio
ecológico e para isso necessitam da implementação de um sistema de gestão ambiental. É
lícito destacar que essa ação pode ser vista como uma estratégia não só voltada para a
redução dos impactos gerados, mas também como uma forma de atingir o consumidor,
associando-se ao marketing verde, que promove uma imagem ligada à empresa de que ela
se preocupa com o meio ambiente. Assim, muitas firmas do país notaram as vantagens
promovidas pela implementação de um SGA, o que acaba influenciando essa prática dentro
de suas próprias empresas, elevando dessa maneira a quantidade de corporações associadas
ao controle dos impactos ambientais e preocupadas com a preservação do meio natural.
Portanto, para todas essas atividades, existem normas e índices que influenciam e
determinam a atuação consciente das empresas com relação ao meio ambiente.

Em terceiro lugar, tratando da atuação das empresas, os autores chamam a atenção


para algumas empresas que tem certo grau de sustentabilidade; a exemplo a Eletrobrás que
devido aos riscos gerados pela radiação eletromagnética, incentiva estudos acerca do tema
visando ser menos danoso; a Amanco que substituiu o tolueno por um volvente menos
nocivo aos trabalhadores e ao meio ambiente; a Alcoa que exploram a bauxita no município
de Juriti, na floresta amazônica, usando técnicas que minimizam os impactos ambientais;
dentre outras. Dessa maneira, com essa preocupação empresarial acerca da sustentabilidade
são desenvolvidos dois conceitos importantes; primeiro o de Responsabilidade Social
Empresarial que se refere a uma escolha voluntária das empresas de contribuir para um
ambiente mais limpo e uma sociedade mais justa, sendo com foco interno, ou externo; já a
Responsabilidade Social Corporativa está ligada, por exemplo, a ações sociais promovidas
por empresas com enfoque na sociedade e em corporações no âmbito econômico,
educacional, ambiental, da saúde, do transporte e de moradia.

Em relação ao papel da universidade, o autor começa destacando a importância de


“Engenheiros sustentabilistas”, ou seja, profissionais da engenharia que estejam
preocupados com a sustentabilidade de seus projetos. O autor afirma que é necessário mudar
o pensamento dos professores que atuam nas escolas de engenharia de forma a efetivar
matérias com visão ambientalista e incentivando projetos de pesquisa e desenvolvimento,
dessa forma não teríamos mais o engenheiro calculista com foco apenas em “encher o
bolso”, mas sim um engenheiro ainda calculista mas também mas com seu pensamento num
futuro mais sustentável. Sendo assim seria adotado um novo modelo de ensino, como
exemplo, a PUC-MG que implementou novas disciplinas de viés ambiental como:
“Ecologia Aplicada a Engenharia” “Ciências do Ambiente” e “Gestão da Qualidade”. Além
de incentivar bastante o desenvolvimento de projetos sustentáveis.

Em suma, pode-se notar que em todo o mundo o desenvolvimento humano,


econômico e industrial está diretamente ligado à sustentabilidade. Associado a isso,
percebe-se que a legislação tem adotado cada vez mais uma postura pró-sustentabilidade;
da mesma forma com empresas que adotam uma postura similar tem aumento no seu
balanço comercial, seja porque o mercado está mais aberto a empresas com essa gestão, ou
por iniciativas internacionais de promoção, como o índice de Dow Jones. Por isso é
importante que haja cada vez mais profissionais capazes de desenvolver técnicas com o
mínimo de impacto ao meio ambiente; as disciplinas de viés ambiental devem estar
presentes nas ementas curriculares, assim como vem acontecendo em várias universidades,
produzindo, dessa forma, profissionais mais preocupados com o meio natural e que sejam
capazes de entender a relação economia-ambiente. Com universidades e outras instituições
de ensino que pensam e agem de tal forma, pode-se afirmar que essas estarão cumprido sua
função, socioambiental com o Brasil.

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