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CAPÍTULO 7

A Psicologia do desenvolvimento

“Esta área de conhecimento da Psicologia estuda o desenvolvimento do ser humano em


todos os seus aspectos: físicomotor, intelectual, afetivo-emocional e social — desde o
nascimento até a idade adulta, isto é, a idade em que todos estes aspectos atingem o seu mais
completo grau de maturidade e estabilidade”
Busca compreender “como e por que o indivíduo se comporta de determinada forma, em
determinada situação, neste momento de sua vida”
“O desenvolvimento mental é a construção continua, caracterizada pelo aparecimento
gradativo de estruturas mentais” estando de certa forma sempre presente ali a motivação,
fazendo com que estas estruturas deem continuidade ao desenvolvimento, com o passar do
tempo algumas destas acabam por dar lugar a outras em cada nova fase da vida.
“Estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características comuns de uma
faixa etária, permitindo-nos reconhecer as individualidades, o que nos torna mais aptos para
a observação e interpretação dos comportamentos” Devemos assim respeitar o tempo de
cada um de cada criança, cuidando determinada abordagem, apender assim a lidar com
determinadas situações, carregando assim a certeza de que cada ser humano é único e detém
de seu próprio tempo.
Há alguns fatores, que por sua vez acabam por afetar o desenvolvimento humano, como
por exemplo.
• Hereditariedade: A genética acaba demarcando o potencial do indivíduo, porém a
inteligência pode vir a se desenvolver podendo ser além de seu potencial, sendo este
dependente do meio em que se está inserido.
• Crescimento orgânico: Refere-se ao crescimento de altura, pois com o crescimento tanto
mental quanto físico permite comportamentos e domínios dos quais ele não abstinha
anteriormente.
• Maturação neurofisiológica: É o que possibilita determinado padrão de comportamento, ou
seja, a alfabetização das crianças por exemplo, fazendo-se necessário o desenvolvimento
neurológico.
• Meio: É tanto o estímulo quanto as influências do ambiente, podendo assim alterar o
comportamento do indivíduo, fase muito dependente de estímulos.
Para se entender melhor o desenvolvimento humano, aborda-se alguns aspectos básicos,
como por exemplo:
• Aspecto físico-motor: Está relacionado tanto ao crescimento orgânico, à maturação
neurofisiológica, à capacidade de manipulação de objetos como também ao exercício do
próprio corpo, um exemplo muito latente é o desenvolvimento da coordenação motora.
• Aspecto intelectual: Torna-se a capacidade de pensamento, o raciocínio, nossos desejos,
nossos anseios, o nosso almejar aqui torna-se muito presente para que isso ocorra.
• Aspecto afetivo-emocional: É considerado o modo individual de cada ser o qual advém de
suas experiências, é o sentir, é o sentimento de raiva, vergonha, amor, medo, felicidade.
• Aspecto social: Esta refere-se ao modo como se reage a frente a situações que envolvam
outras pessoas, ou seja, o conversar, o buscar fazer amizades.
“Se analisarmos melhor cada um desses exemplos, vamos descobrir que todos os outros
aspectos estão presentes em cada um dos casos. E é sempre assim”
A Psicanálise, busca estudar o desenvolvimento a partir do aspecto afetivo emocional, ou seja,
desde o princípio do desenvolvimento da sexualidade. Desenvolvido por Jean Piaget.
Piaget divide o desenvolvimento humano em períodos, subsidiando o surgimento de novas
qualidades do pensamento. E de acordo com ele os períodos demarcam as qualidades dos
indivíduos, levando em consideração sua faixa etária, sendo assim o tanto o início como o
término destas etapas acabam por depender das características biológicas como também dos
fatores educacionais e sócias, tornando-as assim essas divisões uma referência.

PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR
(o recém-nascido e o lactente — 0 a 2 anos)
É neste período, o qual a criança consegue através da percepção e dos movimentos
desenvolver-se tanto no seu lado mental quanto no seu lado sensorial, ao fim deste período a
criança já se faz uso da inteligência pratica, a qual envolve as percepções e os movimentos
como o tato por exemplo, o puxar uma toalha de mesa para que o pote de biscoitos chegue até
seus pequenos braços. Também é neste período onde se percebe exorbitante desenvolvimento
físico acelerado, dando um viés ao surgimento de novas habilidades, assim dizendo, de certa
forma contribui ao desenvolvimento ósseo muscular e neurológico, propiciando assim novos
comportamentos.
“Ao longo deste período, irá ocorrer na criança uma diferenciação progressiva entre o seu
eu e o mundo exterior. ” Ou seja, mesmo que a criança não veja determinado objeto não
significa que este não exista. Essa diferenciação também ocorre no lado emocional onde esta
já possui preferência por brinquedos, pessoas, ou até mesmo não possui tanto medo quanto
anteriormente.
“No curto espaço de tempo deste período, por volta de 2 anos, a criança evolui de uma
atitude passiva em relação ao ambiente e pessoas de seu mundo para uma atitude ativa e
participativa. ”
PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO
(a 1ª infância — 2 a 7 anos)
Período o qual inicia o surgimento da linguagem, o qual traz modificações nos aspectos
intelectual, afetivo e social da criança.
Transcendendo a comunicação e a interação entre os indivíduos, e em decorrência disso,
desenvolve-se o pensamento. Ao início do período ocorre a exclusão da objetividade,
caracterizando o real em função dos seus desejos e suas fantasias, a posteriori, com
referencia-se disto com a finalidade de explicar a realidade do mundo, como também a sua
própria atividade seu eu e seus princípios. Findando este período há uma procura pela razão
casual, buscando compreender a finalidade de tudo, “é a fase dos famosos “porquês”. E um
pensamento mais adaptado ao outro e ao real.
Neste período vale ressaltar que as crianças não possuem tanto domínio do falar, sendo que a
maioria das palavras ditas por elas é meramente uma repetição, também não recordando
claramente o conceito de sequencias e números. Pelo simples fato de estar direcionada em si
mesma, prevalecendo assim o seu ponto de vista, dificultando assim a interação como por
exemplo trabalhos em grupos.
No lado afetivo a criança começa e desenvolver o sentimento de respeito pelos que ela julga
como superiores, um exemplo clássico são os pais e professores, possuindo consigo a moral
da obediência, o qual é pesado o sentido de certo ou errado ou o bem e o mal, torna-se aquilo
que é dito pelos pais. Em relação as regras ela traz consigo como algo definitivo, somente
com o passar do tempo terá uma noção mais elaborada, tendo como necessária para ter uma
organização.
Agora que possui um domínio mais desenvolvido da ideia de mundo, interessando-se por
diferentes atividades, diferenciando-os e regularizando, partindo desse pressuposto a criança
já se sente capaz de julgar seus próprios valores, suas próprias ações.
“É importante, ainda, considerar que, neste período, a maturação neurofisiológica completa-
se, permitindo o desenvolvimento de novas habilidades, como a coordenação motora fina”

PERÍODO DAS OPERAÇÕES CONCRETAS


(a infância propriamente dita — 7 a 11 ou 12 anos)
O período anterior demarcado pelo desenvolvimento mental, já neste período o que procede
fortemente o início da construção lógica, ou seja, a criança já se ente capaz de construir
relações, as quais considera os diferentes pontos de vista, essas diferenciações podem ser
tanto do seu próprio eu como em relação ao outro.
“Ela consegue coordenar estes pontos de vista e integrá-los de modo lógico e coerente. No
plano afetivo, isto significa que ela será capaz de cooperar cora os outros, de trabalhar em
grupo e, ao mesmo tempo, de ter autonomia pessoal. ”
E com isso a criança se errar, pode assim aprender com seu erro, podendo corrigi-lo. Outro
aspecto importante é a capacidade da criança de pensar antes de agir, considerando assim os
prós e contras de determinada ação, assim em nível de convicção a criança já consegue:
• estabelecer de maneira adequada as relações de causa e efeito e de meio e fim;
• sequenciar ideias ou eventos;
• conceituar números sendo que ao início do período, detinha está vinculada a uma
correspondência com o objeto concreto.
Já por volta dos 9 anos, a criança já possui a noção de comprimento e quantidade, em outras
palavras a conservação da substancia do objeto e ao fim desta fase tem-se uma percepção de
peso e volume.
Nas particularidades afetivas, alastra-se o sentimento de vontade, como uma qualidade
superior, que atua quando surgem conflitos de tendências ou intenções por exemplo o dever e
o prazer. E através disso a criança desenvolve certa autonomia perante o adulto, de modo com
que assim organize seus valores morais.
“Os novos sentimentos morais, característicos deste período, são: o respeito mútuo, a
honestidade, o companheirismo e a justiça, que considera a intenção na ação”
Em seus grupos de colegas, é fortemente perceptível tanto a escolha de amigos quanto o
enfrentamento ocorrido frente as divergências com os adultos.
O sentimento de cooperação se desenvolve ao decorrer desta fase, provendo o trabalho em
grupo, este que se torna mais hábil para a criança, que a partir daí passa a organizar-se de
forma grupal com que cada um tome suas próprias decisões, considerando a vontade da
maioria, logo surgem novar regras, novas normas fazendo-se necessário a conciliação de cada
criança.

PERÍODO DAS OPERAÇÕES FORMAIS


(a adolescência — 11 ou 12 anos em diante)
Período o qual acontece a passagem do pensamento concreto para o pensamento formal,
abstrato, ou seja, o adolescente busca realizar suas ideias e isso não requer de manipulação ou
referencias concretas das quais ele necessitava anteriormente, sendo agora capaz de lidar com
a liberdade por exemplo. Pouco a pouco aprende a dominar a capacidade de abstrair e
energizar, expondo suas teorias, isso só se faz possível devido ao modo espontâneo de refletir,
fazendo com que tirem suas próprias conclusões do real. A reflexão faz com que o indivíduo
interpretar o mundo tal qual como ele é.
Já no lado das relações sociais, acontece a interiorização, o qual afasta-se da família, não
aceitando concelhos dos adultos, mas em contraponto ele precisou desta pausa para refletir
sobre uma possível transformação em sociedade. E logo consegue entender o quão importante
é a sua reflexão.
Se tratando de afeto, o adolescente convive diariamente em conflitos, pois almeja libertar-se
do adulto, porém ainda é dependente do mesmo, busca a aceitação tanto nas amizades quanto
em família, traçando assim sua moral subjetiva, postulando assim a moral do grupo.
“Os interesses do adolescente são diversos e mutáveis, sendo que a estabilidade chega com a
proximidade da idade adulta”

JUVENTUDE: PROJETO DE VIDA


Segundo Piaget a personalidade transcende ao final da infância entre os 8 aos 12 anos,
levando em conta a autonomia das regras, dos valores e afirmações de vontades, estes se
exteriorizam na construção de um projeto de vida.
Este projeto vai subsidiar o indivíduo em sua adaptação a realidade, um ponto chave é a
entrada no mundo profissional, requerendo a preparação para ele, havendo assim a busca de
um equilíbrio entre o real e as ideias do indivíduo, isso revoluciona o mundo de ideias
passando a ser transformador no plano da ação.
Ressalta-se de que as culturas em determinadas classes sociais regem a infância e a juventude,
já no período da adolescência se caracteriza pela dependência dos pais protelando o momento
em que o indivíduo tornara socialmente produtivo, por conseguinte a entrada na vida adulta.
Na fase adulta não surge nenhuma nova estrutura mental, o que acontece então é o aumento
gradual do desenvolvimento cognitivo, trazendo também uma melhor compreensão de
problemas advindos da realidade, fazendo com que isso de certa forma influencie no lado
afetivo emocional como também em sua forma viver no mundo.

O ENFOQUE INTERACIONISTA DO DESENVLVIMENTO HUMANO: VIGOTSKI


Quando se fala em desenvolvimento humano, fala-se também de Lev Semenovich Vigotski,
nascido em 1896, na Bielo-Rus, aos 37 anos veio a falecer. Considerado um dos teóricos que
trouxe alternativas dentro do materialismo dialético a fim de explicar o conflito entre as
concepções idealista mecanicista na Psicologia. Juntamente de Luria e Leontiev, planejou
propostas teóricas e inovadoras, dissertando sobre as relações de pensamento, linguagem,
natureza do processo de desenvolvimento da criança e o papel da instrução no
desenvolvimento.
“Vigotski foi ignorado no Ocidente, e mesmo na ex-União Soviética a publicação de suas
obras foi suspensa entre 1936 e 1956. Atualmente, no entanto, seu trabalho vem sendo
estudado e valorizado no mundo todo“
Um prognostico essencial à obra de Vigotski, são as origens formas superiores de
comportamento consciente, pensamento, memória, atenção voluntária etc. Estas que acabam
por diferenciar o Homem de outros animais, buscando nas relações sociais que o Homem
detém.
Vigotski trazia o Homem como ser ativo que age sobre mundo sempre em relações sociais,
transformando estas ações a fim de constituir o funcionamento de um plano interno.

A VISÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL


Instrumental, cultural e histórico, são três aspectos que regem o desenvolvimento infantil.
• O aspecto instrumental se caracteriza à natureza basicamente mediadora das funções
psicológicas complexas. Não sendo apenas respondidos aos estímulos presente no ambiente,
mas se altera e usamos estas modificações como base de nosso comportamento.
Um exemplo disto é amarrar um barbante no dedo para lembrar de algo, este estimulo traz
como sentido de algo uma função mediadora, fazendo nos lembrar.
•. No aspecto cultural teoria que envolve os meios socialmente estruturados, os quais a
sociedade visa a organização das tarefas vivenciadas pela criança, como também os tipos de
instrumentos tanto mentais como físicos, o qual a criança pequena dispõe a lidar com aquelas
tarefas.
“Um dos instrumentos básicos criados pela humanidade é a linguagem. Por isso, Vigotski
deu ênfase, em toda sua obra, à linguagem e sua relação com o pensamento”
•. Já o aspecto histórico de certa maneira chega a difundir-se com o cultural, a pois os
instrumentos usados pelo homem para conquistar o ambiente como também seu próprio
comportamento, assim moldou-se a história social da civilização. Os mecanismos culturais
chegam a alcançar os poderes do homem dando assim estrutura ao seu pensamento de modo
com que avesse desenvolvido a linguagem escrita, e a aritmética, um breve exemplo disso que
atualmente não possuiríamos a organização dos processos superiores, os quais possuímos.
“Assim, para Vigotski, a história da sociedade e o desenvolvimento do homem caminham
juntos e, mais do que isso, estão de tal forma intrincados, que um não seria o que é sem o
outro. Com essa perspectiva, é que Vigotski estudou o desenvolvimento infantil”
Desde o seu nascimento as crianças estão em constante estimulo com os adultos, os quais
ativamente visam inseri-las nas suas relações e na cultura. Ao início as respostas advindas
dominam-se por processos naturais, mornamente aqueles que se adequam a herança biológica.
O processo psicológico mais complexo advém dos impulsos propiciados pelos adultos.
Primeiramente esses processos tornam-se compartilhado entre pessoas, assim dizendo só
acontece devido a interação com adultos. Com o crescimento da criança esses processos
passam de Inter psíquicos para intrapsíquicos, isto é, estes acabam por ser trabalhados dentro
de si próprios.
E por meio desta interiorização dos meios de operações, das informações, meios
historicamente determinados e culturalmente organizados traz a natureza social torna-se de
igual a sua natureza psicológica.
Na teoria elaborada por Vigotski traz o desenvolvimento da linguística, claramente uma
mistura entre os aspectos motores e verbais do comportamento. Sendo assim a fala envolve
referencias, a conversação orientada pelo objeto, as expressões emocionais como também
outros tipos de fala social. Devido a convivência com adultos e familiares a fala da criança
começa a abranger traços demonstrativos, assim ela passa a demonstrar o que está fazendo e
de que necessita.
Passado algum tempo a criança faz distinções para com os outros fazendo uso da fala, como
também faz distinções a si mesma. E assim a fala torna-se a função de auto direção.
“Fala e ação, que se desenvolvem independentes uma da outra, em determinado momento do
desenvolvimento convergem, e esse é o momento de maior significado no curso do
desenvolvimento intelectual, que dá origem às formas puramente humanas de inteligência.
Forma-se, então, um amálgama entre fala e ação; inicialmente a fala acompanha as ações e,
posteriormente, dirige, determina e domina o curso da ação, com sua função planejadora”
O desenvolvimento é o alicerce sobre o plano das interações. Fazendo assim com que o
sujeito traz de sua ação o significado de compartilhar. Por exemplo uma criança que aponta
para um brinquedo ou objeto inalcançável aos olhos dela, demonstra movimentos do “querer”.
Assim os pais lhe alcançam o objeto desejado. E este movimento acaba de certo modo
afetando o adulto e não o objeto em si, e esta interpretação do movimento, faz com que a
criança o reproduza como gesto de agarrar simplesmente apontando ao objeto desejado. Este
gesto denota-se na intenção de autonomia através dos sinais advindos das relações sociais.
Aqueles movimentos e expressões verbais que a criança apresenta nos primeiros anos de vida,
se fazem importantes, quando realizadas por um adulto e posteriormente sendo transferido
para a criança tanto sob forma de ação ou fala.
“ A fala egocêntrica, por exemplo, foi vista por Vigotski como uma forma de transição entre
a fala exterior e a interior. A fala inicial da criança tem, portanto, um papel fundamental no
desenvolvimento de suas funções psicológicas. ”
Para o Vigotski as funções psicológicas surgem e se fortalecem no plano de ação entre as
pessoas se internalizando, ou seja, isso acaba transformando-se com a finalidade de organizar
o funcionamento interno. Tem-se assim que o plano interno não reproduz o plano externo,
devido as transformações ocorridas no processo de internalização. Do ponto de vista psíquico
as ações transpassam para a face intrapsíquica, pressupondo que as relações sociais são vistas
como característica das funções psicológicas do homem. Essa teoria visa as perspectivas de
Vigotski.
Vigotski com maestria destacou o processo de internalização como algo relevante que acaba
interferindo no desenvolvimento responsável pelas funções psicológicas complexas. Esta
restauração interna de uma operação externa se dá pela linguagem.
“O plano interno, para Vigotski, não preexiste, mas é constituído pelo processo de
internalização, fundado nas ações, nas interações sociais e na linguagem”
VIGOTSKI E PIAGET
Ao comparar os dois grandes teóricos que trazem a larga trajetória do desenvolvimento
humano. Piaget demonstra a sua ideia hiperconstrutiva, destacando assim a estrutura do
sujeito.
“Maturação, experiências físicas, transmissões sociais e culturais e equilíbrio são
considerados fatores desenvolvidos na teoria de Piaget. ”
Já Vigotski eixa explicito em sua teoria o lado internacionalista, trazendo a ideia de
compartilhamento entre pessoas, ou seja, o intersubjetivíssimo originado frente as funções
mentais superiores.
A teoria de Piaget detém também o lado da interação, porém da ênfase na interação do sujeito
frente o objeto físico, como também não deixa claro em seu estudo o funcionamento da
função social no desenvolvimento do conhecer-se.
Já aos olhos de Vigotski é defendida o lado construtivista, o qual visa explicar o aparecimento
de mudanças e inovações apresentados no mecanismo de internalizações. Porém na teoria
sócio-interacionista, fica um pequeno esboço, o qual demarca sugestões, todavia carece de
estudos mais aprofundados ante os mecanismos característicos dos processos de
desenvolvimento.
Agora uma contradição entre estas paira no ar, e nas palavras de Luria...
"Quando a obra de Piaget. A linguagem e o pensamento da criança, chegou a nosso
conhecimento, nós a estudamos cuidadosamente. Um desacordo fundamental da
interpretação da relação entre a linguagem e o pensamento distinguia nosso trabalho da
obra desse grande psicólogo suíço discordamos fundamentalmente da ideia de que a fala
inicial da criança não apresenta um papel importante no pensamento"

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