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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - UNIVALI

CURSO: DIREITO
7º PERÍODO
DISCIPLINA: DTO. EMPRESARIAL
PROFA. MSC. JANAINA DE CASTRO
AVALIAÇÃO 02 – Prova da M1

Rua Uruguai, n. 458, Centro, Bloco D1 - CEP 88302-202 - Itajaí – SC.


Aluno(a): Maria Inês Basil
Aluno(a): Vanessa Guterres Jaquet
Aluno(a): Carla Batschauer Gonçalves
Aluno(a): Douglas Micael
Aluno(a): Bruna Dinorah Foster
Aluno(a): Amábile Linhares

• ORIENTAÇÕES PARA A PROVA


Para esta avaliação será atribuída uma nota de 0,0 a 10,0, sendo que cada exercício de fixação feito/postado
valerá 1,0 (total 0 - 2) e cada questão discursiva desta prova vale de 0,0 – 2,0 (total 0 - 8)
Esta prova poderá ser realizada em pequenos grupos de até 6 integrantes, mas todos postam;
Todas as respostas devem ser explicadas, justificadas e devidamente fundamentadas (trazer a fonte bibliográfica
completa);
A referida atividade deverá ser postada no ambiente/plataforma blackboard na aba denominada “Portfólio M1”, ocupando
uma das tentativas;
Surgindo dúvidas entre em contato comigo por e-mail (janaina.castro@univali.br) ou encaminhe uma mensagem no
respectivo fórum de interação; e
Boa sorte!

• QUESTÕES DISCURSIVAS
Leia atentamente o enunciado abaixo para as questões 1. 2. 3. 4.

Enunciado inspirado na Exame de Ordem Unificado n. XXXI – FGV.

Uiramutã Consultores Ambientais Ltda. é uma sociedade simples, constituída em 2005, por prazo indeterminado,
com contrato arquivado no Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Comarca de Boa Vista/RR, local de sua sede. A
sociedade é composta por seis sócios, a saber: Luís, João, Iracema, Bonfim, Normandia e Elena. Cada sócio é
titular de quotas representativas de 20% do capital, exceto os sócios Luís e Bonfim, que possuem, cada um,
quotas representativas de 10%. Até o ano de 2018, as relações entre os sócios eram cordiais e o ambiente
extremamente favorável à realização do objeto social, pois todos os sócios, amigos de longa data, tinham
formação e atuação na área ambiental. A partir do início de 2020, por conta da pandemia, começaram a surgir
sérias desavenças entre os sócios. Eis que, em dezembro de 2020, tornando-se insustentável a permanência na
sociedade e sem apoio às suas demandas pelos demais sócios, Luís e Normandia decidem se retirar dela,
notificando os demais sócios do exercício de seu direito. Contudo, precisaram ingressar com a demanda judicial
competente para recebimento da apuração dos haveres.

De acordo com o caso hipotético disposto acima questiona-se:

QUESTÃO 1: Sob o ponto de vista societário, qual é a responsabilidade de Luís e Normandia que compõem o
quadro societário? Explique, justifique e fundamente na lei.
Conforme a tese demonstrada acima, denota-se a questão da ação de dissolução parcial, tendo como fundamento o
art. 599, III do CPC, sendo que a retirada dos sócios Luís e Normandia já foi realizada, portanto, a finalidade da ação apenas a
apuração de haveres.
Contudo o parâmetro legal delineado em direito material é o Art. 1.031 do CC, pois a sociedade se resolveu em
preponderantemente na hipótese da retirada a relação dos sócios Luís e Normandia sendo exigido a liquidação do valor de
suas quotas, com base na situação patrimonial da sociedade à data da resolução, verificada em balanço especialmente
levantado, pois o contrato não prevê critério de apuração.

QUESTÃO 2: Seria possível afirmar que a sociedade é personificada? Explique, justifique e fundamente na
jurisprudência.
Sim, uma sociedade LTDA. A Sociedade Limitada é definida no contrato social se ele enfatiza a importância dos sócios
serão Pessoa, caso contrário, será sociedade de capital. A mesma, é a única espécie que não pode ser enquadrada
diretamente sendo necessário identificar no contrato social sua ênfase. Conforme Artigo 1.052 e seguintes do CC. 1

QUESTÃO 3: O nome societário escolhido trata-se de qual espécie? Explique, justifique e fundamente na lei.

Trata se de uma sociedade simples, o nome escolhido refere-se de consultores ambientais, pois, tem que usar um
intelecto, para fazer o trabalho correspondente da empresa.
As sociedades simples são aquelas que exercem atividades não empresariais. Desse modo, elas são exclusivas dos
profissionais que realizam atividades intelectuais, de natureza científica, literária ou artística. Elas são denominadas como
sociedades de pessoas. É o caso, por exemplo, dos médicos, advogados, dentistas e arquitetos. Assim, o porte da sociedade
não determinará seu tipo societário, que será estabelecido de acordo com as atividades exercidas pela sociedade e não por
questões estruturais. Reforça-se que, mesmo que essas atividades sejam realizadas com auxílio de colaboradores, elas não
perdem sua natureza intelectual, permanecendo enquadradas necessariamente como sociedades simples. Por exemplo, uma
clínica especializada em radiologia, constituída por dois sócios médicos, não se torna uma sociedade empresária por contratar
técnicos para os auxiliarem, já que a função principal de realizar consultas, exames e fornecer laudos permanece sob
responsabilidade dos sócios. Mas, há um detalhe em relação a isso: quando a atividade intelectual for mero elemento de uma
sociedade empresarial, ela não será transformada em intelectual Ou seja, apesar de a atividade profissional fazer parte da
atividade empresarial, não ocorre a descaracterização de empresa. É o que se observa, por exemplo, com o banco que possui
um departamento jurídico. O Art. 981. Art. 982 falam um a respeito dos direitos da sociedade simples, LEI N 10.406, esta na lei.

QUESTÃO 4: Pelo narrado no caso acima a sociedade é de capital ou de pessoas? Explique, justifique,
exemplifique e fundamente na doutrina

Analisando a sociedade limitada em questão, trata-se de uma sociedade de pessoas. Tal situação ocorre porque os

1
https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=sociedade+limitada
http://www.tjrj.jus.br/documents/10136/1199289/sociedade-limitada.pdf?v=13
sócios contribuem para a atividade empresarial com seus atributos individuais, sua formação e atuação na área ambiental.
A sociedade de pessoas é aquela pautada na confiança mútua entre os sócios. Além de terem a intenção conjunta
condicionada ao desenvolvimento da atividade financeira empresarial, o “affectio societatis”. Neste caso, a quebra de
confiança entre os sócios gera a ruptura contratual.

De acordo com Fábio Ulhôa Coelho, é possível definir as sociedades de pessoas como aquelas em que para a
realização do objeto social há a dependência maior dos atributos individuais dos sócios do que de suas contribuições
materiais para a sociedade. Já as sociedades de capital podem ser definidas como aquelas em que a contribuição material
é maior e mais importante que atributos individuais dos sócios. Na sociedade de capital não há a ruptura contratual apenas
com a quebra do “affectio societatis”, já que existem cláusulas de controle nos contratos sociais evitando tal cenário.

Alguns tipos de sociedades serão sempre sociedades de pessoas, já que há a presença do “affectio societatis”. A
exemplo disto está a sociedade simples pura, já que a própria lei prevê clausulas de controle. Outras sociedades serão
sempre sociedades de capital, como é o caso da sociedade anônima regulamentada pela lei 6.404/76, a lei das Sociedades
Anônimas.

A título exemplificativo, na sociedade de pessoas quando um dos sócios falece, não é automática a substituição por
seus herdeiros. Na verdade, este falecimento poderá ser motivo para uma dissolução parcial, já que a substituição poderá
ser negada pelos outros sócios que constituem a sociedade. Geralmente o que acontece é a venda das cotas do sócio
falecido e, então, o valor é enviado para a constituição do inventário.

O artigo 1028 do Código Civil demonstra o que acontece entre sócios constituintes de uma sociedade de pessoas
no caso de falecimento de um dos sócios. Nos incisos do artigo referido está elucidado que, no caso de morte de sócio,
suas cotas serão liquidadas. À exceção desta regra, existem três possibilidades: se o contrato dispuser diferentemente; se
os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade; se, por acordo com os herdeiros, regular-se a substituição
do sócio falecido.

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