Você está na página 1de 2

RESUMO COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA AMÉRICA

​ A colonização portuguesa na América não se efetivou com a chegada de Pedro Álvares Cabral, em
1500. Alguns fatores contribuíram para essa questão, como a falta de indícios de que havia ouro na
região e o interesse pelo comércio das Índias. Assim, inicialmente, não houve ocupação do
território, mas a instalação de feitorias na costa atlântica americana, para evitar investidas estrangeiras
e administrar a exploração do pau-brasil, primeira atividade econômica desenvolvida no território.

​ A partir de 1530, contudo, a Coroa portuguesa mudou de postura, motivada pelos ataques
estrangeiros e pela crise do comércio de especiarias com o Oriente, principalmente. Para efetivar a
colonização, buscou-se promover a ocupação efetiva do território e o desenvolvimento de uma
atividade econômica lucrativa, que financiava o projeto colonizador, ao mesmo tempo que gerava
grandes lucros para o império português.

​ Para evitar as investidas estrangeiras e, também, transferir para a iniciativa particular os custos da
colonização, a Coroa portuguesa criou o sistema de capitanias hereditárias, no qual o território
colonial foi dividido em extensas faixas de terras, distribuídas entre militares e membros da pequena
nobreza portuguesa – os chamados capitães-donatários, responsáveis pela administração política,
econômica, social e militar dos territórios. Devido às inúmeras dificuldades existentes, o projeto
fracassou, contudo, continuou a existir por mais de dois séculos.

​ Em 1548, com o objetivo de centralizar o controle sobre os territórios coloniais, a Coroa portuguesa
criou o Governo-Geral, uma nova forma de administração que se somaria à organização das
capitanias. O governador-geral, principal representante do rei nas Américas, possuía diversas
atribuições, desde garantir a defesa do território até promover ataques aos indígenas que mostrassem
resistência ao projeto colonial. Além do Governo-Geral, criaram-se câmaras municipais, responsáveis
pela administração política, financeira, militar e judicial das vilas e cidades coloniais, administradas
pelos chamados homens-bons, membros da nobreza portuguesa, como grandes proprietários de terra e
religiosos do alto clero.

​ A Igreja Católica exerceu importante papel e influência na colonização portuguesa da América.


Para a instituição, as conquistas de novas terras ofereciam uma oportunidade para converter mais
pessoas à fé cristã. Muitos missionários foram enviados à América portuguesa com o objetivo de
promover a conversão dos indígenas e a educação dos colonos.

​ A Companhia de Jesus, ordem religiosa dos padres jesuítas, teve grande participação nesse processo.
Ao chegarem à Colônia, os padres fundaram colégios religiosos e buscaram conhecer aspectos da
cultura nativa, para se aproximar dos indígenas e promover a sua conversão ao catolicismo. Para tanto,
os missionários jesuítas criaram as missões, ou reduções, grandes aldeamentos onde os indígenas
passariam a viver, seguindo uma rotina de estudos, trabalho e orações, sendo obrigados a abandonar
suas próprias tradições e crenças.
​ Os indígenas desenvolveram mecanismos para resistir às missões e à dominação colonial: as fugas,
o suicídio e o ataque às instituições coloniais foram constantes nesse contexto. Houve, também,
resistência indígena no âmbito cultural, como a fundação das chamadas santidades religiosas.