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COLONIZAÇÃO ESPANHOLA

​ A principal motivação que levou a Coroa espanhola a impulsionar ações colonizadoras nas
Américas foram as notícias de que haviam grandes jazidas de ouro e prata no continente. Nesse
sentido, a colonização da América mostrava-se vantajosa para os espanhóis, porque, por meio dela,
seria possível ampliar a riqueza da Coroa e das elites econômicas que financiavam o projeto
colonial.

​ Inicialmente, a Coroa espanhola delegou a tarefa da colonização a terceiros, os chamados adelantados.


Com o tempo, porém, buscou-se centralizar a administração política e econômica das colônias
americanas. Para isso, criou-se a Casa de Contratação (1503), que estabeleceu o sistema de porto
único para garantir a efetividade do exclusivo metropolitano, e o Conselho das Índias (1524),
responsável por tomar diversas decisões relativas à colônia.

​ Para consolidar o domínio e a exploração dos territórios conquistados, a Coroa espanhola dividiu suas
possessões na América em duas unidades administrativas: os Vice-Reinos (Nova Espanha, Nova
Granada, Peru e Rio do Prata) e capitanias gerais (Cuba, Guatemala, Venezuela e Chile). Também
foram estabelecidas audiências, encarregadas da administração judicial. As vilas e cidades mais
importantes tinham uma espécie de conselho municipal, chamado de cabildo ou ayuntamiento,
responsável pela administração e segurança local.

​ A principal atividade econômica desenvolvida pelos espanhóis na América foi a extração de metais
preciosos (ouro e prata), que se iniciou nas atuais regiões de Santo Domingo, Porto Rico, Panamá,
Cuba, México e Peru. Na segunda metade do século XVI, os colonizadores encontraram as grandes
jazidas de prata de Potosí, que transformaram a Espanha no reino mais rico e poderoso de toda a
Europa.

​ A agricultura e a pecuária também foram importantes atividades econômicas desenvolvidas na


colônia. A produção de cana nas haciendas foi um dos principais produtos destinados ao mercado
externo. O primeiro centro de cultivo de cana surgiu na região da Nova Espanha, atual México. Mas, a
partir do século XVIII, as ilhas do Caribe, na região atual de Cuba e do Haiti, tornaram-se os principais
centros produtores de açúcar.

​ A sociedade colonial da América espanhola era hierarquizada e estratificada, impedindo a


mobilidade social dos sujeitos. Ela estava dividida em cinco grupos: chapetones (colonizadores
espanhóis); criollos (descendentes de espanhóis); mestizos (descendentes da união de espanhóis e
indígenas); indígenas (povos nativos da América) e escravizados (africanos e seus descendentes).

​ Na América espanhola, desenvolveu-se dois sistemas de trabalho: a escravidão – aplicada de forma


pontual por pessoas trazidas do continente africano, que atuaram, principalmente, no cultivo de
cana-de-açúcar nas ilhas do Caribe e no norte da América do Sul, nos territórios que hoje
compreendem a Colômbia e a Venezuela; e o trabalho forçado – realizado por indígenas na maioria
dos territórios coloniais através da encomienda e da mita.

​ A Igreja Católica participou ativamente do processo de colonização da América espanhola. Diversas


ordens religiosas, como a dos franciscanos e jesuítas, estabeleceram-se nos territórios coloniais com
o objetivo de promover a catequização dos indígenas. Nesse processo, os missionários aprenderam a
língua, os costumes e as crenças indígenas; impuseram os valores cristãos e europeus para os nativos e
modificaram seus modos de vida.

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