Você está na página 1de 46

5

Física D – 2021.2

Ótica Física
Parte 1: Interferência
Prof. Fábio Paiva
Conteúdo
1. O Fenômeno da Interferência
2. Interferência da Luz com Fendas Duplas
3. Interferência em Películas Finas
1. O FENÔMENO DA INTERFERÊNCIA

O Que É Interferência
• É a combinação de duas ou mais ondas em uma mesma região do espaço (é um
comportamento característico de ondas).

• A onda resultante é determinada pelo princípio da superposição.

PRINCÍPIO DA SUPERPOSIÇÃO
Quando duas ou mais ondas se superpõem, o deslocamento resultante
em qualquer ponto, em um dado instante, é determinado somando-se
os deslocamentos instantâneos de cada onda como se ela estivesse
presente sozinha.
1. INTRODUÇÃO
Um Padrão Interferência com Ondas Mecânicas
O Fenômeno da Interferência
1. O FENÔMENO DA INTERFERÊNCIA

Condições Para Interferência da Luz



1. O FENÔMENO DA INTERFERÊNCIA

Interferência Construtiva e Destrutiva



Para ondas idênticas, a
amplitude resultante é o
dobro da amplitude da
cada onda individual.

Para ondas idênticas, a


amplitude resultante é
zero!
1. O FENÔMENO DA INTERFERÊNCIA

Interferência Construtiva e Destrutiva

Interferência
construtiva

Interferência Interferência
construtiva destrutiva
1. O FENÔMENO DA INTERFERÊNCIA

Interferência Construtiva e Destrutiva


Interferência Construtiva Interferência Destrutiva
1. O FENÔMENO DA INTERFERÊNCIA

Interferência Construtiva e Destrutiva – Condições


• Interferência construtiva: a diferença de caminho para as fontes deve ser um
número inteiro de comprimentos de onda.

• Interferência destrutiva: a diferença de caminho para as fontes deve ser um


número semi-inteiro de comprimentos de onda.
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

A Experiência de Young
• Realizada em 1801, demonstrou o caráter ondulatório da luz.
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

A Experiência de Young
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Condições Para Interferência Construtiva e Destrutiva


Interferência Construtiva Interferência Destrutiva
• •
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Franjas de Interferência
Interferência Construtiva

Interferência Construtiva

Interferência Construtiva
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Franjas de Interferência
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Localização das Franjas Brilhantes


Young usou esse resultado para medir o


comprimento de onda da luz.
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Exemplo 1 - Interferência de fenda dupla com laser


2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Exemplo 1 – Interferência de fenda dupla com laser


2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Exemplo 1 – Interferência de fenda dupla com laser


2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Exemplo 1 – Interferência de fenda dupla com laser


2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS
Exemplo 1 – Medindo comprimento de uma onda de
luz

O espaçamento entre as franjas é uniforme; dez franjas brilhantes contém nove espaços
entre elas, de modo que o espaçamento é

O próximo passo é encontrar uma expressão para o espaçamento entre as franjas e usar o
resultado acima, juntamente com os dados do problema.
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS
Exemplo 1 – Medindo comprimento de uma onda de
luz

Aplique o resultado deduzido acima:


2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Intensidade nas Figuras de Interferência

Neste ponto se combinam


dois campos elétricos.
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Intensidade nas Figuras de Interferência


2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Intensidade nas Figuras de Interferência


A intensidade de uma onda é proporcional ao
quadrado de sua amplitude:
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Intensidade nas Figuras de Interferência

Intensidade:
2. INTERFERÊNCIA DE LUZ COM FENDAS DUPLAS

Intensidade nas Figuras de Interferência


3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Mudança de Fase Devida à Reflexão


• Padrões de interferência podem se formar devido a diferenças de caminho ou de
fase.

• A diferença de fase pode ser causada por reflexão na interface entre dois meios
com índices de refração diferentes.
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Mudança de Fase Devida à Reflexão


3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Mudança de Fase Devida à Reflexão

A superposição dos dois feixes de luz que chegam


ao olho gera franjas coloridas de interferência.
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Condições Para Interferência Após Reflexão


Sem Diferença de Fase Com Diferença de Fase
• •
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Condições Para Interferência Após Reflexão



3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Padrões de Interferência em Películas Finas

Na superfície de uma bolha Numa película fina de óleo Numa película fina de fluido
de sabão sobre asfalto molhado anticongelante
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Padrões de Interferência em Películas Finas

As cores brilhantes nas penas de um pavão, ou de um beija-flor são devidas à


interferência, assim como as cores das asas da borboleta Morpho Menelaus.
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Padrões de Interferência em Películas Finas


As duas placas de vidro da figura contém
uma camada de ar entre elas (nesse caso, o
ar é a película).

Quando um feixe de luz monocromática


incide nesse arranjo, forma-se uma sucessão
de franjas de interferência.
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Padrões de Interferência em Películas Finas


• As franjas de interferência na cunha de ar serão
retilíneas se as placas forem oticamente planas.

• Caso contrário, as franjas de interferência serão


irregulares.

• As franjas podem então dar informações sobre as


irregularidades de superfícies.
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Anéis de Newton
Anéis de Newton: franjas de
interferência circulares

Lente convexa em contato com


uma superfície plana de vidro
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Anéis de Newton
• Podemos usar as franjas de interferência para
comparar duas superfícies óticas.

• O disco inferior, mais grosso e com diâmetro


maior, é usado como padrão com forma correta,
e o disco superior é uma lente a ser testada.

• Lentes de boa qualidade apresentam franjas mais


regulares.
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Revestimento Não-Refletor
• O revestimento não-refletor da superfície de uma lente faz uso da interferência
em película fina.
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Exemplo 3 – Revestimento anti-reflexão para lentes


3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Exemplo 3 – Revestimento anti-reflexão para lentes


A situação é mostrada na figura.

A onda (1) é a onda incidente.

A onda (2) vem da reflexão na interface ar-MgF2, e


apresenta inversão de fase com relação a (1).

A onda (4) vem da reflexão na interface MgF2-vidro,


e apresenta inversão de fase com relação a (3).

A onda (6) não sofre mudança de fase quando é


transmitida pela interface ar-MgF2.
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Exemplo 3 – Revestimento anti-reflexão para lentes


As ondas (2) e (6) não tem diferença de fase.

Como queremos interferência destrutiva, usamos a


condição
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Exemplo 3 – Revestimento anti-reflexão para lentes

Primeiro, determine o comprimento de onda da luz


dentro da película:
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Exemplo 3 – Revestimento anti-reflexão para lentes


Determine a espessura da película:
3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Exemplo 3 – Revestimento anti-reflexão para lentes


(b) Agora queremos interferência construtiva:

Determine o comprimento de onda dessa luz no ar:


3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Exemplo 3 – Revestimento anti-reflexão para lentes


3. INTERFERÊNCIA EM PELÍCULAS FINAS

Revestimento Refletor

Revestimento refletor no visor do


capacete de um astronauta

Você também pode gostar