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Curso de Bacharelado em Engenharia Civil

OBRAS DE CONTENÇÃO

Município - estado
ano
OBRAS DE CONTENÇÃO

Trabalho apresentado a disciplina


Trabalho de Sistema de Abastecimento
de Água de ensino do nono período do
Curso de Engenharia Civil
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, como requisito
parcial a sua integralização.

Profª.:

Acadêmicos:

Município - estado
ano
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 4

2. CLASSIFICAÇÕES DE OBRAS DE CONTENÇÃO 5

3. TIPOS DE OBRAS DE CONTENÇÃO 6

3.1 Muros de gravidade 6

3.1.1 Muro de pedra 6

3.1.2 Muro de concreto ciclópico 7

3.1.3 Muro de solo cimento ensacado 8

3.1.4 Muro de gabiões 9

3.1.5 Crib-wall 13

3.2 Muros de Flexão 14

3.3 Solo grampeado 15

3.4 Terra armada 17

3.5 Cortina de estaca prancha 20

3.6 Cortina atirantada 22

3.7 Aterro reforçado 24

3.8 Retaludamento 26

4. CONCLUSÃO 29

5. REFERÊNCIAS 30
1. INTRODUÇÃO

Obras de contenção constituem um importante ramo engenharia civil,


sendo um tema de grande interesse para projetos de estradas, ferrovias, pontes,
saneamento, fundações e outros. São estruturas capazes de suportar os
esforços provenientes de maciços geológicos, a partir da substituição parcial ou
total da massa de solo instável pela inserção de elementos estruturais, que
apresentam rigidez maior daquela apresentada pelo perfil a ser contido (Ranzini
e Negro Jr., 1998). Os tipos de obras de contenção são os muros, escoramentos,
cortinas e os reforços do terreno.
As obras de contenção são utilizadas para barrar enxurradas e sedimentos
de massa de solo. Para a concepção desse tipo de obra, são levados em
consideração os aspectos topográficos, características geológico-geotécnicas,
métodos executivos, dentre outros. Tacitano (2006) cita que, devido as inúmeras
técnicas existentes, cabe ao projetista a selecionar a alternativa que melhor se
adéque à situação requerida, norteado pelos seguintes fatores: geometria da
escavação ; propriedades do maciço a ser contido; Sequencia executiva imposta
pelo método selecionado; condições de contorno; regime freático, se existente;
tipo de escoramento, se necessário; condições meteorológicas; tempo de
construção no tocante à execução do paramento e seu escoramento; técnicas
construtivas e equipamentos disponíveis; experiência profissional e prática local;
disponibilidade financeira.
Neste trabalho serão abordados os diferentes tipos de obras de contenção,
suas definições, aplicações, parâmetros, vantagens e desvantagens envolvendo
cada tipo de obra. Além disso, serão abordados exemplos de situações e obras
em que as diferentes estruturas de contenção foram adotadas.

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2. CLASSIFICAÇÕES DE OBRAS DE CONTENÇÃO

As obras de contenção podem ser divididas em várias classificações,


inicialmente serão abordadas, de forma geral, pelo funcionamento estrutural
(contenção rígida e flexível) e sua transitoriedade de contenção (provisória e
definitiva).
● Estrutura de Contenção Rígida: geralmente essas estruturas são corridas
verticais ou quase verticais, geralmente apoiadas sobre uma fundação
rasa. Podem ser construídas em alvenaria, concreto ou ainda de
elementos especiais. Esse tipo de estrutura, não permitem grandes
deformações para absorver solicitações, pois, o peso próprio da obra
exerce uma contribuição significante para a estabilidade, como é o caso
dos muros de suporte de gravidade.
● Estrutura de Contenção Flexível: essas estruturas são relativamente
pouco espessas, podem ser utilizados materiais de aço, madeira e
concreto armado. Essas estruturas permitem grandes deformações antes
de absorver solicitações, pois, o peso próprio da obra tem contribuição
insignificante para a estabilidade da estrutura, como no caso das cortinas,
em que as deformações são capazes de condicionar a grandeza e a
distribuição dos empuxos.
● Provisória: são estruturas de caráter transitório, sendo removidas quando
cessada sua necessidade e funcionalidade. São utilizadas para
escavações de pequenas alturas, podendo ou não ser escoradas. Sendo
uma estrutura escorada, o mesmo deve ser feito à medida que se avança
as escavações. Nelas, os diversos processos empregados, resultam em
contenções flexíveis.
● Definitiva: são estruturas que mais robustas ou pesadas, que não
permitirem o reaproveitamento dos componentes e materiais utilizados,
pois, são estruturas permanentes. Os diversos processos empregados,
resultam em contenções rígidas.

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3. TIPOS DE OBRAS DE CONTENÇÃO

3.1 Muros de gravidade

Os muros de gravidade são estruturas corridas e espessas, que devido


peso próprio, se opõe aos empuxos horizontais. Geralmente são empregados
para conter desníveis pequenos ou médios, inferiores a cerca de 5 metros. Como
já mencionado, por serem estruturas espessas, requerem grande espaço para
sua execução, a largura da base deve ocupar em torno de 40% da altura do solo
a ser contido. Uma das vantagens dos muros de gravidade é sua execução
extremamente simples, o que facilita sua adoção. Já a desvantagem é o grande
consumo de material, que eleva o custo final da obra. Em geral Podem ser
construídos de concreto simples, ciclópico ou com pedras, argamassadas ou
não. Podem ser construídos com diversos tipos de materiais ou elementos:

3.1.1 Muro de pedra

Muros de pedras são executados com pedras encaixadas manualmente,


cujo método construtivo é utilizado desde 3 mil a.c. Atualmente podem ser
executados sem ou com argamassa. A resistência de muro de pedras sem
argamassa, resulta unicamente do imbricamento dos blocos. Sua grande
vantagem é ser constituído de um material drenante, dispensando, portanto, de
dispositivos de drenagem. Já a desvantagem é a condicionante de altura máxima
que pode ser executado de até 2 metros.
Quando a argamassa é empregada ao muro, a mesma provoca uma maior
rigidez na estrutura. Sua vantagem é poder ser executado em uma altura de até
3 m, superior a altura máxima do muro de pedra sem argamassa. Já a sua
desvantagem é devido a perda de capacidade drenante, devido ao emprego da
argamassa.

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Imagem 1: Muro de Pedra sem Argamassa - Irlanda

Fonte: (MDIG, 2019)

Imagem 2: Muro de Pedra com Argamassa

Fonte: (MARINHO, 2019)

3.1.2 Muro de concreto ciclópico

Os muros de concreto ciclópico são construídos pelo preenchimento de


uma fôrma com concreto e blocos de rocha de grandes dimensões. Normalmente
possuem seção transversal trapezoidal, com a largura da base em torno de 50%
da altura da estrutura. Devem conter um sistema adequado de drenagem, devido
à impermeabilidade deste muro. Além disso, sua altura máxima deve ser inferior

7
a 4 metros. Sendo assim, do ponto de vista econômico, muros de concreto
ciclópico são apenas viáveis em obras de baixa altura.

Figura 3: Muro de concreto ciclópico

Fonte: (RECIFE, 2004)

Imagem 4: Muro de concreto ciclópico

Fonte: (MARINHO, 2019)

3.1.3 Muro de solo cimento ensacado

Os muros de solo cimento ensacados são confeccionados pelo


empilhamento de sacos poliéster com solo-cimento, geralmente, com mistura
proporção entre 1:15 e 1:10. Na execução desse tipo de muro, os sacos de solo-
cimento são colocados manualmente em posição horizontal em que cada fileira
é posta de forma desencontrada com a camada anterior. Após finalizada todas
as fileiras, os sacos são compactados, geralmente de maneira manual com

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soquetes. As vantagens dessa técnica é o fator econômico, tanto de materiais
quanto de mão de obra.

Imagem 5: Muro de solo cimento ensacado

Fonte: (CARVALHO, 2020)

3.1.4 Muro de gabiões

O muro de arrimo tipo Gabião é classificado por essas estruturas de


contenção que visa oferecer estabilidade contra a ruptura de maciços de solo ou
de rocha, evitando escorregamentos, desabamentos, rastejo, entre outros
fenômenos causados pelo peso próprio ou carregamentos externos.
Os muros de gabiões são constituídos por gaiolas metálicas formadas por
fios de aço galvanizado de malhas hexagonais com dupla torção conforme
imagem 05. Estas gaiolas são preenchidas pelas pedras e organizadas
manualmente ou com equipamentos mecânicos comuns.

Imagem 06: Malhas de aço

Fonte: Propriá

9
As gaiolas são “costuradas” continuamente por um arame, formando

estruturas monolíticas que serão preenchidas manualmente com as pedras. As

peças são produzidas uma a uma no local definitivo da obra, conforme imagem

07.

Imagem 07: Preenchimento e amarração das malhas de aço- Gabião tipo saco

Fonte: Própria

As principais características apresentada pelos muros de gabiões são:

• Flexibilidade: Por ser construído por uma estrutura flexível, permite que o

muro sofra recalques diferenciais sem que o talude perca estabilidade.

• Permeabilidade: Os espaços vazios deixados pela acomodação das

pedras permitem que a água presente no talude escoe pelo muro

ocorrendo a drenagem necessária para que não tenha aumento da poro-

pressão.

Para boa qualidade do muro de gabião é necessário que os materiais


utilizados sejam de qualidade para atingir o objetivo proposto.

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A malha do muro de Gabião deve possuir alta resistência mecânica, alta
resistência à corrosão, flexibilidade e não deve desfiar com facilidade. O
agregado escolhido pode ser qualquer rocha ou material não friável.A
granulometria dessas rochas deve ser pelo menos 1,5 vez maior que a abertura
da malha metálica. O importante é perceber se o material escolhido
proporcionará peso, rigidez e resistência à estrutura para as obras de contenção.

Além disso, outra característica do muro de gabião é o baixo impacto


ambiental, isso se deve ao fato da matéria-prima utilizada no seu preenchimento
ser natural, além de permitir o desenvolvimento de vegetação entre as pedras.Há
03 tipos de muro de gabião sendo eles:

• Gabiões tipo caixa;


• Gabiões tipo colchão;
• Gabiões tipo saco.

Imagem 08 e 09: Escavação e retirada de material

Fonte: Própria

11
O Processo executivo do gabião depende primeiramente da elaboração
do projeto do muro feito por profissional habilitado. Após aprovação, inicia-se o
processo executivo. Para início da execução realizam-se os serviços
preliminares, que são o serviço de terraplanagem (escavação ou construção de
aterro), limpeza do local e regularização da base conforme imagem 08 e 09.
Recomenda- se que aara a execução do gabião tipo caixa o muro tenha
uma inclinação de 10% para dentro do talude, para quando o talude se deformar
e empurrar o muro, este ficará totalmente verticalizado. Recomenda-se também,
que os degraus do muro de gabião sejam direcionados para a face do talude,
fazendo com que o peso próprio do aterro atue na contenção. A montagem das
telas ocorre no local de aplicação das mesmas, e estas devem estar estendidas
e dobradas. Posteriormente, são colocados gabaritos na face frontal do muro,
evitando a deformação da estrutura metálica.Inicia-se o processo de
preenchimento com as pedras, sendo aplicadas em três camadas, acomodando-
as para que não sobrem muitos vazios. A cada camada (1/3 da altura do gabião),
é recomendado que se aplique dois tirantes metálicos, sem esticá-los muito para
não haver deformação da gaiola. Após o total preenchimento com as pedras,
fecham-se as gaiolas e inicia-se o processo de costura para fazer a ligação entre
elas.

A costura deve passar por todos os cantos. Após isso, os gabaritos desta
primeira camada de gabiões são removidos e alinhados para que se inicie o
procedimento de levantamento da segunda camada, que ocorrerá da mesma
forma que a primeira. Para execução do gabião tipo colchão inicia-se retirando
a base das peças e esticando a estrutura metálica sobre o local onde serão
montadas. Recomenda-se o uso de sarrafos para o posicionamento corretos das
dobras que servirão de guias para a altura do colchão. Após a montagem das
estruturas, estas são colocadas na face do talude. Se o talude for muito inclinado,
deve-se utilizar estacas de madeira e grampos para estabilizar os colchões. Após
isso, une-se os colchões costurando-os. Devem ser fixados tirantes verticais que
unam a tampa e a base dos colchões para que não ocorram deformações das
malhas metálicas. Inicia-se então, o processo de enchimento dos colchões, que
da mesma forma que o anterior, deve-se tomar cuidado no posicionamento das

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pedras para que não sobrem muitos vazios. As pedras devem passar,
aproximadamente, 3 centímetros da altura do colchão.

Após o preenchimento, as tampas dos colchões são estendidas sobre


eles, amarradas em uma das bordas e então, esticadas e amarradas ao longo
das outras bordas, unindo também os colchões ao lado.

Para execução do muro de gabião tipo saco a estrutura é preenchida com


pedras ao lado da obra, e então, com o auxílio de gruas (ou equipamentos
similares) coloca-se no local indicado em projeto. Para este gabião, não há
necessidade de um cuidado tão grande no enchimento com as pedras. Elas são
colocadas de uma extremidade até a outra, e então fixam-se os tirantes internos,
permitindo que o saco se mantenha paralelo ao seu corte longitudinal.

O método construtivo do tipo gabião apresenta vantagens como:

• Flexibilidade: permite que o muro sofra recalques e deformações


sem romper.
• Permeabilidade: que facilita a drenagem do muro sem que tenha
necessidade de usar barbacãs ou processos similares, tornando o
muro autodrenante.
• Agilidade e facilidade durante a execução do muro: facilitando a
mão-de-obra que não precisa ser muito qualificada.
• Baixo impacto ambiental: a vegetação local se integra com o muro.
• Baixo custo: devido ao uso de materiais naturais e mão de obra não
especializada.

Já sua principal desvantagem é a avantajada largura da base, pois como


é ela quem dá estabilidade ao muro, apresenta grandes dimensões,
comprometendo faixas de terreno.

3.1.5 Crib-wall

Os muros crib wall, imagem 09, são estruturas formadas por elementos pré-
moldados de concreto armado ou aço. As estruturas são conectadas

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longitudinalmente e o espaço interno preenchido com material granular graúdo.
E são capazes de se acomodar a pequenos recalques das fundações.
Sistema de peças de concreto encaixadas entre si formando “gaiolas”,
preenchidas com terra ou blocos de rocha,
São aplicados em obras rodoviárias em áreas íngremes, locais pouco
estáveis.
Dentre suas vantagens tem-se: Facilidade de construção, baixo custo,
capacidade de adaptação ao terreno, aceitação de pequenos recalques.
Para esse tipo de construção deve se ter alguns cuidados como:
proporcionar um bom terreno de fundação, drenagem, compactação cuidadosa
do solo dentro da “gaiola” etc.

Imagem 10: Muro de arrimo crib wall.

Fonte: www.moore-concrete.com/civil/product/1/20/

3.2 Muros de Flexão

Os muros de flexão são estruturas mais esbeltas que os muros de


gravidade, com seção transversal em forma de “L” que resistem aos empuxos
por flexão e auxilia na manutenção do equilíbrio. Geralmente são construídos em
concreto armado, podendo ser empregadas vigas de enrijecimento, contrafortes
(ou nervuras) para aumentar a estabilidade, no caso alturas acima de 5 metros.
Além disso, podem ser ancorados na base com tirantes ou chumbadores (rocha)

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para melhorar sua condição de estabilidade. No entanto, para alturas acima de
5 a 7 metros são antieconômicos

Imagem 11: Muro de Flexão

Fonte: (SOUSA, 2021)

3.3 Solo grampeado

A técnica de solo grampeado tem origem na técnica de execução de


suportes de galerias e túneis denominada NATM (“New Austrian Tunneling
Method”), surgiu em meados do século XX na Europa, sendo que a primeira
construção documentada foi um talude ferroviário próximo à cidade de
Versalhes, na França, em 1972. Esta técnica foi desenvolvida pelo professor
Landislau Von Rabcewicz.
Solo grampeado é uma técnica de contenção ou reforço de taludes que
consiste, basicamente, no uso de elementos chumbadores enterrados. O
método se faz presente na execução de estradas, túneis, remediações de
deslizamento, entre outras obras. De acordo com o engenheiro Roberto Kochen
o sistema aumenta a coesão do conjunto solo-reforço, o que cria uma massa de
terreno estabilizado que funciona de modo semelhante ao muro de gravidade.
A construção de uma estrutura de solo grampeado em taludes resultantes
de escavações mecânicas ou manuais é realizada em fases sucessivas de cima
para baixo. Em taludes naturais ou previamente cortados, o grampeamento pode
ser efetuado de forma descendente ou ascendente. Neste caso, a construção da
estrutura em solo grampeado consistirá apenas na introdução dos grampos e

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execução da face de concreto projetado. Em taludes resultantes de corte, o
processo construtivo é constituído por três etapas principais sucessivas: a
escavação, a instalação dos grampos e a estabilização do paramento. Em
virtude das condições do terreno, a ordem da instalação dos grampos e da
estabilização do paramento pode ser invertida.
Assim como todo projeto envolvendo talude, é de suma importância se
atentar a drenagem, em solo grampeado normalmente são instalados sob a face
da parede que recebe o concreto projetado. Mangueiras plásticas são materiais
bastante utilizados para funcionar como dreno. Esses elementos captam o fluxo
d’água e são instalados do topo para baixo, seguindo o processo de execução
da contenção.

Imagem 11: Solo grampeado

Fonte: www.ntcbrasil.com.br/blog/solos-reforcados-x-solos-grampeados/

Imagem 12 e 13: Solo grampeado

Fonte: www.ntcbrasil.com.br/blog/solos-reforcados-x-solos-grampeados/

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VANTAGENS E DESVANTAGENS

As principais vantagens proporcionadas pela técnica de solo grampeado


são rapidez na execução e economia financeira. “Quando tecnicamente viável,
a solução permite uma vantajosa redução de custos, em comparação com o
investimento necessário para outros métodos, como as cortinas atirantadas”,
compara o especialista.
O procedimento tem sua desvantagem na elevada dependência da
qualidade construtiva, para assegurar a aderência entre grampos e solo. Se o
projeto e a execução do solo grampeado não forem realizados por profissionais
capacitados, fica difícil garantir a estabilidade da contenção.

3.4 Terra armada

Os muros em Terra Armada ou solo reforçado, são estruturas de


contenção flexíveis, do tipo gravidade, que associam aterro selecionado e
compactado a elementos lineares de reforço que serão submetidos à tração e a
elementos modulares pré-fabricados de revestimento. São por sua vez,
utilizados em obras ferroviárias, rodoviárias e outras aplicações.
De acordo com Vidal (1994) a terra armada é uma técnica de contenção de
solos capaz de vencer grandes alturas e resistir cargas elevadas, como as
cargas de veículos, seu próprio peso e de maquinários. O solo granular sozinho,
é considerado não coesivo. Quando algum reforço é adicionado ao solo, toda a
massa exibe alguma coesão. Transforma-se num corpo de terra reforçada. Essa
coesão surge do atrito entre os grãos do solo e o reforço. Como o reforço pode
ser colocado ao longo das direções dos três eixos, presume-se que um sistema
de terra reforçada pode representar a coesão em todas as direções, com isso,
pode-se construir estruturas em qualquer forma desejada. Resumindo, o atrito é
a base da teoria de terra armada.

MÉTODO/TÉCNICA CONSTRUTIVA
O processo de execução da Terra Armada é simples e rápido e pode ser
executada em locais restritos e com pouco espaço físico.

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1. Instalação dos painéis pré-moldados de revestimento:

1.1 Instalação dos painéis formando uma superfície vertical com o auxílio
de tratores e guindastes;
1.2 Instalação da primeira linha de placas colocada sobre uma base de
concreto, que serve como elemento de fundação para o parâmetro externo;
1.3 Apoiar a soleira em material resistente como, por exemplo, solo
compactado ou solo-cimento;
1.4 Em princípio, a fundação da base das escamas de concreto e do aterro
deve ser de mesma natureza a fim de se evitar recalques diferenciais e esforços
de tração não previstos nas tiras metálicas;
1.5 Instalação das escamas deve ser em linhas horizontais sucessivas,
sendo o aterro executado juntamente com a elevação das mesmas.

2. Fixação de uma camada de armaduras:

2.1 Instalação perpendicular das escamas, salvo indicação explícita em


projeto;
2.2 Fixação das escamas por parafusos.

3. Espalhamento e compactação das camadas de aterro selecionado sobre


as armaduras:

3.1 A compactação das diversas camadas deve seguir a NBR 7182 – “Solo
– Ensaio e compactação” e deve obedecer às especificações de projeto;
3.2 Não deve danificar ou deslocar da posição original as armaduras ou
escamas;
3.3 Nas proximidades do paramento a vibração deve ser lenta e cuidadosa.

VANTAGENS

As grandes vantagens do emprego dos muros de terra armada segundo


Silva (2012) são:

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• Agilidade na execução: Fácil montagem, reduzindo custos e transtornos;
• Tecnicamente viáveis para alturas acima de 25 metros;
• Não necessita de mão-de-obra especializada;
• Relação custo/benefício elevado;
• Não necessita de grandes equipamentos;
• Simplicidade no tratamento estético do paramento;
• Requerem menos espaço a montante da estrutura para operações de
construção;
• Flexibilidade do paramento, permitindo fundações compressíveis e
tolerando assentamentos diferenciais;
• São rentáveis.

DESVANTAGENS

Silva (2012) explica que essa técnica possui desvantagens e limitadores de


execução, tais como:

• Exige um espaço grande atrás da estrutura para obter a largura da parede


suficiente para garantir a estabilidade interna e externa;
• Necessita de preenchimento granular selecionado (o custo com um
aterro de qualidade pode tornar o sistema não econômico);
• Requerem projetos adequados para impedir a corrosão dos elementos de
reforço e deterioração de certos tipos de elementos de revestimento;
• Os solos reforçados não devem ser aplicados quando há a necessidade
de escavações na base, quando a armadura estiver em contato com
águas contaminadas e quando estiver previsto obras de drenagem no
solo reforçado.

MATERIAIS UTILIZADOS

Para a execução serão utilizados: Concreto armado (cimento, britam água


e aço para armadura) e chapas de aço.

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Imagem 14 e 15: Terra armada

Fonte: www.terraarmada.com.br

3.5 Cortina de estaca prancha

As cortinas de estacas-prancha são um método de contenção que utiliza


se perfis laminares cravados verticalmente no solo, esses perfis nas suas
grandes maiorias são metálicos, ou até mesmo pode ser de madeira ou de
concreto.
Imagem 16: esquema estaca prancha

Fonte: (SANTOS, 2004)

A estaca-prancha metálica é uma estrutura de contenção mais utilizada


devido as de facilidade de cravação e de recuperação, maior regularidade,
melhor estanqueidade, grande variedade de módulos de resistência,
possibilidade e executar cortinas de grandes alturas, além de possuírem a
vantagem de reaproveitamento.

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Imagem 17: Cortina estaca prancha metálica

Fonte: (SANTOS, 2004)

Esse sistema é uma estrutura que se caracteriza pelas deformações que


estão sujeitas à flexão, o que faz com que o tipo de contenção na qual ela é
usada seja denominada “cortina em balanço”. Essas paredes em balanço
são resistentes ao empuxo devido ao seu engastamento no solo. Por conta
disso, é necessário dimensionar a ficha para manter o equilíbrio da estrutura.

VANTAGENS

• Escoramento de grandes profundidades;


• Reaproveitamento dos perfis de estruturas provisórias;
• Contenções impermeáveis (laminadas a quente);
• Execução rápida e segura aos envolvidos;
• Baixo impacto ambiental;
• Eliminação dos custos com bota-fora;
• Baixa mobilização de canteiro de obras;
• Grande versatilidade para ampliações ou mudanças de traçados;

• Baixo impacto com edificações vizinhas (utilização de Martelo


Vibratório para Cravação).

DESVANTAGENS

• Necessidade de uma equipe especializada na execução desse tipo


de contenção.
21
3.6 Cortina atirantada

Trata se de um componente construtivo, ou uma técnica que consiste em


uma “cortina” de contenção que pode ser de concreto armado, concreto
projetado, parede diafragma, estacas-pranchas, estacas-raiz secante ou perfis
metálicos cravados pressionada por tirantes contra os maciços.

Imagem 18: Cortina atirantada

Fonte: (MORE, 2003)

As cortinas atirantadas são elementos muitos comuns em construções


rodoviárias, edificações e obras de infraestrutura pelos setores públicos e
privados. Seus componentes resumem-se em painéis de concreto armado que
são pressionados por tirantes defronte as encostas.

Imagem 19: Contenção em cortina atirantada

Fonte: (MORE,2003)

22
Sua principal função e a contenção de movimentações do solo com o
intuito de impedir o desabamento das encostas nas vias ou locais habitados.
De acordo com os engenheiros Carmo T. Yassuda e Paulo Henrique
Vieira Dias no livro Fundações: teoria e prática lembram que “não se pode falar
em ancoragens em solo sem citar o Prof. Antônio José da Costa Nunes,
engenheiro brasileiro que dedicou praticamente toda a sua vida à pesquisa e
desenvolvimento da técnica” [2].
Segundo os engenheiros Carmo T. Yassuda e Paulo Henrique Vieira
Dias, no Brasil, as primeiras obras de contenção com o uso do método das
cortinas atirantadas foram executadas no Rio de Janeiro, em Copacabana, na
estrada Rio-Teresópolis e na estrada Grajaú-Jacarepaguá, no fim de 1957.

VANTAGENS

• As cortinas atirantadas são uma solução sem restrições de


aplicação.

• As cortinas atirantadas são sustentadas por tirantes protendidos,


por serem autoportantes não dependem de nenhum outro apoio.

• As cortinas atirantadas podem ser utilizadas em encostas naturais,


obras nas ferrovias, rodovias, estradas, aterros.

• Possibilidade de aplicação sem a necessidade de cortar nada além


do necessário. Com as cortinas atirantadas é possível vencer
qualquer altura e situação.

• É possível vencer qualquer altura e situação;

DESVANTAGENS

• As desvantagens são o grande custo e a demora na sua


execução;

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• Exigi equipamentos sofisticados de perfuração

• Mão de obra especializada e protensão apropriada para cada tipo


de tirante

3.7 Aterro reforçado

Em meados de 1970, com o desenvolvimento de geossintéticos (geotêxtis


não tecido e geogrelhas), remonta-se as primeiras técnicas de reforço de aterros
sobre solos moles e taludes (RUIZ et al., 2018). No Brasil surgiram na década
de 80, as primeiras obras de solo reforço, que utilizavam de técnicas muito
simples de solo envelopado com reforço de compostos por geotêxteis onde o
paramento frontal deveria receber concreto projetado ou outras proteções e
foram amplamente utilizadas em todas as regiões do país (ANANIAS et al.,
2013).
A utilização de estruturas em solo reforçado é uma tecnologia de grande
importância para projetos de contenção. Inclusões em obras geotécnicas,
possuem a intenção de reforçar a resistência à tração, alterando as
características internas dos solos nos quais são inseridos, são muito usadas para
a contenção ou estabilização de taludes e aterro e são chamadas de estruturas
de solos reforçados (MAPARAGEM, 2017).
Trata-se da utilização à tração de um geossintético para reforçar e/ou
restringir deformações em estruturas geotécnicas, sua estabilidade deve ser
estável interna e externamente e é garantida pelo peso de toda a massa do solo
e o comprimento dos reforços, quanto a estabilidade externa pressupõe-se que
o aterro reforçado se comporta como um corpo rígido e deve ser verificada
quanto ao risco de ruptura global, avaliando os fatores de segurança básicos de
instabilização, por exemplo deslizamento da base da estrutura reforçada,
tombamento em torno do pé do muro e capacidade de carga da fundação.

VANTAGENS
Entre as características dos solos reforçados, destaca-se o uso de
materiais e do solo local, a possibilidade de execução de taludes mais íngremes,

24
a facilidade de execução de obras em locais de difícil acesso, o apoio sobre solo
natural e não necessidade de execução de fundações específicas (ANANIAS et
al., 2013). Além disso, a utilização de solo local nos muros reforçado com
geossintéticos reduz significativamente os custos com bota-fora, jazida e mais
ainda transporte de material.

DESVANTAGENS

A água é um grande inimigo de qualquer contenção podendo levar a mais


robusta das contenções ao colapso, com o solo reforçado não é diferente.
Uma drenagem eficiente deve ser dimensionada para cada tipo de estrutura,
dependendo da face, da geologia local e do solo de aterro.

Imagem 20: Aterro reforçado

Fonte: https://www.ntcbrasil. com.br/blog/solos-reforcados-x-solos-grampeados/

Imagem 21: Aterro reforçado

Fonte: https://www.ntcbrasil. com.br/blog/solos-reforcados-x-solos-grampeados/


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3.8 Retaludamento

O Retaludamento utiliza o solo como seu principal material. Esta


contenção pode ser utilizada em todos os tipos de solo ou rochas, sendo
comumente empregada para a contenção de taludes com risco de
deslizamentos. Esse tipo de contenção tem sido cada vez mais utilizada por
partir do princípio da utilização apenas do solo como matéria prima. A eficácia e
simplicidade dessa contenção tem aumentado o seu emprego. Usado,
normalmente, como proteção superficial e controle de drenagem, diminuindo as
inundações, beneficiando o escoamento de água e inibindo as erosões. Esses
serviços devem ser realizados obedecendo às regras e às técnicas para não
causar maiores danos ao meio ambiente, além de evitar acidentes futuros.
A Solução não estrutural e, portanto, simples e de baixo custo. Aplicável
para qualquer tipo de rocha ou solo e adaptável a todas as situações de esforços,
sendo utilizado em larga escala para contenção de taludes que correm risco de
deslizamento. É um processo de terraplanagem através do qual se alteram, por
cortes ou aterros, os taludes originalmente existentes em um determinado local
para se conseguir uma estabilização do mesmo. O retaludamento é muito usado
devido a sua simplicidade e eficácia. É associada a obras de controle de
drenagem e proteção superficial, de modo a reduzir a infiltração de água no
terreno e disciplinar seu escoamento, inibindo os processos erosivos.

ALGUNS TIPOS/MODELOS:

• Corte com abrandamento da inclinação média do talude;


• Corte com redução da altura do talude.

MÉTODO/TÉCNICA CONSTRUTIVA

• Preparação da superfície de contato entre o talude original e o aterro de


sustentação através da execução de degraus;
• Execução de colchão drenante na área da base do aterro;
• Execução do aterro;
• Implantação de sistema de drenagem superficial (canaletas, descidas
d’água, etc);

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• Implantação de cobertura vegetal ou artificial.

CUIDADOS GERAIS NA EXECUÇÃO

• Certificar que a geometria de execução está de acordo com o


projeto;
• Altura da escavação até o solo de fundação;
• Espessura da camada compactada (20 cm);
• Largura e inclinação dos taludes;
• Cota, largura e inclinação das bermas.

PROPRIEDADES

• Geralmente é associado a obras de controle de drenagem superficial e de


proteção superficial, de modo a reduzir a infiltração d’água no terreno e
disciplinar e escoamento superficial, inibindo os processos erosivos;
• Inviável quando o espaço é escasso ou a vegetação não pode ser
retirada;
• Devem ser previstas canaletas de coleta e escadas hidráulicas para
descarte de água;
• O recobrimento vegetal evita a erosão;
• Um caso especial é a construção, no pé do talude, de uma berma, que é
uma bancada de terra estabilizada e compactada, que além de diminuir a
inclinação do talude, funcionará adicionalmente como uma obra de
arrimo;
• Áreas retaludadas ficam frágeis em virtude da exposição de novas áreas
cortadas, razão pela qual o projeto de retaludamento deve incluir,
indispensavelmente, proteção do talude alterado através de
revestimentos naturais ou artificiais associados a um sistema de
drenagem eficiente;
• Área de empréstimo: local de onde o solo será removido para o aterro.
Tem-se aí um problema multidisciplinar, pois existem os aspectos:

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econômico (distância de transporte e valor da propriedade onde se
executará as escavações), licença ambiental (quando couber) e o
geotécnico (adequação dos solos a serem explorados para o aterro
desejado);

Imagem 22: Retaludamento

Fonte: https://directiva.eng.br/servico/retaludamento/

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4. CONCLUSÃO

As obras de contenções possuem papel fundamental na construção civil,


além de serem recorrentes. Após os estudos dos diferentes tipos de contenção,
pode-se observar a importância de ser reconhecer as propriedades do solo onde
será realizada a obra de contenção, assim como as características topográficas
do local, sendo tais características a oriental qual modelo de contenção aplicar.
Além das propriedades do solo, a mão de obra adequada é de suma
importância, uma vez que a mão de obra inadequada pode gerar transtornos,
por vezes, irreversíveis quando se trata de obra de contenção.
Por fim, assim como em toda construção civil, cada detalhe deve ser
estudado e decidido previamente, afim de gerar uma obra que atinja um custo-
benefício satisfatório, além disso que garanta a segurança de todos.

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5. REFERÊNCIAS

[1] CARVALHO, Matheus. Muro de Arrimo – Definição, Tipos e Etapas. 2020.


Disponível em: https://carluc.com.br/estruturas-de-contencao/muro-de-arrimo/.
Acesso em: 21 set. 2021.

[2] MARINHO, Filipe. O que é um muro de arrimo e seus principais tipos! 2019.
Disponível em: https://www.guiadaengenharia.com/muros-arrimo-tipos/. Acesso
em: 21 set. 2021.

[3] MDIG. Os incríveis muros de pedra da Irlanda. 2019. Disponível em:


https://www.mdig.com.br/index.php?itemid=34408. Acesso em: 21 set. 2021.

[4] SOUSA, Ray de Araujo. Aula 05 - Estruturas de Contenção. Disponível em:


https://www.academia.edu/44487087/Aula_05_Estruturas_de_Conten%C3%A7
%C3%A3o. Acesso em: 21 set. 2021.

[5] RANZINI, Stelvio, M. T.; NEGRO JR., Arsênio. Obras de contenção: tipos,
métodos construtivos, dificuldades executivas. In: HACHICH, Waldemar; et al.
(Ed.). Fundações: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Editora Pini, ABMS / ABEF,
1998. (Reimp. 2003). cap. 13, p.417-515.

[6] RECIFE. PREFEITURA DO RECIFE. Diretrizes executivas de serviços para


estrutura de arrimo. 2004. Disponível em:
https://pt.slideshare.net/bertei2008/geotecnia-arrimo. Acesso em: 21 set. 2021.

[7] TACITANO, Marcelo. Análise de paredes de contenção através de método


unidimensional evolutivo. 2006. 268f. Tese (Doutorado em Engenharia Civil na
área de concentração de nestruturas da Faculdade de Engenharia Civil,
Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

[8] FIAMONCINI, CHARLES MARCONDES. estabilização de talude através da


técnica de cortina atirantada–estudo de caso.

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[9] MORE, Javier Zenobio Pérez. Análise numérica do comportamento de
cortinas atirantadas em solos. Master's Dissertation-Departamento de
Engenharia Civil, Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003.

[10] SANTOS, Paulo Jorge Rosa et al. Optimização e dimensionamento de


estruturas de acostagem em obras portuárias: solução em estacas pranchas.
2004.

[11] PEREIRA, Caio. O que é Gabião, principais tipos, vantagens e


desvantagens. Escola Engenharia, 2018. Disponível em:
www.escolaengenharua.com.br/gabiao/. Acesso em: 21 de setembro de 2021.

[12] ANDRADE, Reinaldo. Muros de contenção; Disponível em:


http://diprotecgeo.com.br/blog/muros-de-contencao-a-gravidade/. Acesso em:
setembro 2021

[13] Portal Virtuhab. Retaludamento; disponível em:


https://portalvirtuhab.paginas.ufsc.br/retaludamento/. Acesso em: setembro
2021.

[14] Solo Grampeado: definições, desenvolvimento e aplicações; disponível em:


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[15] KOCHEN, Roberto. Solo grampeado garante agilidade, segurança e


economia a obras; disponível em:
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[16] Solo Grampeado; disponível em: https://tecnogeo.com.br/solo-grampeado/.


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[17] Sistema de Terra Armado; disponível em:


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armada/28#:~:text=O%20sistema%20de%20terra%20armada,tiras%20met%C

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3%A1licas%2C%20presas%20%C3%A0s%20placas. Acesso em: setembro de
2021.

[18] Solo armado ou terra armado; disponível em:


https://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/solo-armado-ou-terra-
armada/. Acesso em: setembro de 2021

[19] ANDRADE, Mariana Oliveira. ANÁLISE COMPARATIVA DE CUSTOS


ENTRE ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO; disponível em:
https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/10130/2/Mariana_Oliveira_Andrade.pdf. Acesso
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[20] RUIZ, E. F.; MOTA, G. M.; FORTEZA, A. L. Solo reforçado com geogrelhas:
Aplicações em obras de encontros de pontes e viadutos. Disponível em:
http://igsbrasil.org.br/wpcontent/uploads/2017/12/CCO-2012-Soloreforçado-
com-geogrelhas-aplicações-emobras-de-encontros-de-pontes-eviadutos.pdf.
Acesso em: setembro de 2021.

[21] ANANIAS, E. J.; TEIXEIRA, A. M.; DURAN, J. S. O uso crescente de solos


reforçados para contenções em áreas urbanas: uma ênfase aos 20 anos da
solução Terramesh no Brasil. Artigo Científico. São Paulo – Jundiaí. 2013.

[22] MAPARAGEM, A. S. Estudo da interação solofitas poliméricas para uso em


terra armada em solos problemáticos em áreas agrícolas e de mineração
artesanal (garimpo). In: CONGRESSO LUSO-MOÇAMBICANO DE
ENGENHARIA, 8., CONGRESSO DE ENGENHARIA DE MOÇAMBIQUE
MAPUTO. 5., 2017. Anais [...]. Publ: INEGI/FEUP. 2017.

[23] SOLOS REFORÇADOS X SOLOS GRAMPEADOS. Disponível em:


https://www.ntcbrasil.com.br/blog/solos-reforcados-x-solos-grampeados/.
Acesso em: setembro 2021.

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