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O primeiro capítulo da obra “FUNDAMENTOS PSICOLÓGICOS DO ENSINO E

DA APRENDIZAGEM” traz uma bagagem histórica-filosófica que vai esboçando a


Psicologia e que finalmente encontre sua relação com a Educação: parte destacando a busca
filosófica antropocêntrica (Filósofos do período socrático) como uma cisão importante e com
reflexões ímpares a psicologia; na idade média a obra trata com uma visão mais pessimista a
sua influência para a psicologia, a vista do enfoque ao Divino, mas prepara para trazer as
mudanças importantes na passagem dela para a Idade Moderna, em que as críticas à igreja
devido principalmente as navegações e interações com os outros povos vão desencadear
movimentos que revalorizem o homem e tragam concepções sobre o mesmo: racionalismo e
empirismo. O racionalismo vai resgatar a concepção inatista de Platão enquanto o empirismo
de Bacon se radicalizará partindo de Locke e mais tarde por Comte intitulando-se como
positivismo – “traça as suas diretrizes, anunciando que só será considerada ciência a
disciplina que puder comprovar seus princípios na prática de laboratório” – garantindo seu
título científico e traduzido como objeto de estudo o comportamento humano, que somado a
Dialética de Hegel e Marx mais tarde trouxe implicações que geraram modelos pedagógicos.

 Modelo Pedagogia Diretiva – Aluno como folha de papel em branco, sem


conhecimento prévio, influenciado miticamente apenas pelo professor. (Empirismo);
 Modelo Pedagogia não Diretiva – opostamente ao anterior, o professor deve intervir o
menos possível, pois o conhecimento já nasce é inato ao gene do indivíduo desde seu
nascimento necessitando apenas ser despertado. (Inatismo);
 Modelo Relacional – é um modelo que considera as duas possibilidades, isto é, o
aluno possui um conhecimento prévio, e o professor deve partir disso para gerar novos
conhecimentos no mesmo, isto é, um modelo que relaciona diretamente o aluno e o
professor.

Certamente, Freire apropriou-se do modelo relacional e comprovou a sua eficácia na


alfabetização considerando meios de aprendizados a partir do cotidiano, isto é, da bagagem do
aluno, demonstrando que o estudo do comportamento humano somado a educação é
indubitavelmente um sucesso. Contraditoriamente muitos equivocados confundem o modelo
das escolas brasileiras e atribuem o desgaste educacional brasileiro ao Modelo adotado por
Paulo Freire, a vista desse enunciado, por que o modelo brasileiro ainda não pode ser
considerado relacional em maior parte? E por que é tão difícil reconhecer este problema?

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