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Reconhecer o efeito decorrente da exploração de recursos


ortográficos e/ou morfossintáticos.
Aqui não falta comida e as pessoas gostam de
Questão 01 (SEAPE). Leia o texto abaixo. mim. De hoje em diante vou morar com os homens e
ajudá-los a tomar conta de suas casas.
Por que o cachorro foi morar com o homem? E foi assim que o cachorro passou a viver junto
O cachorro, que todos dizem ser o melhor aos homens. E é por causa disso que o lobo e o chacal
amigo do homem, vivia antigamente no meio do mato ficam uivando na floresta, chamando pelo primo fujão.
BARBOSA, Rogério Andrade. Disponível em
com seus primos, o chacal e o lobo. <http://www.ciadejovensgriots.org.br/Contos_Africanos_Infantis/Porque_
Os três brincavam de correr pelas campinas sem o_cachorro_foi_
morar_com_o_homem.php>. Acesso em: 5 jul. 2011.
fim, matavam a sede nos riachos e caçavam sempre
juntos. No trecho “Quando terminou de alimentar o filho, ela
Mas, todos os anos, antes da estação das raspou o vasilhame e jogou o resto do mingau para o
chuvas, os primos tinham dificuldades para encontrar cão.” (17° parágrafo), o autor, ao utilizar o tempo dos
o que comer. A vegetação e os rios secavam, fazendo verbos destacados estabelece
com que os animais da floresta fugissem em busca de A) a conclusão de um fato.
outras paragens. B) a continuidade de uma ação.
Um dia, famintos e ofegantes, os três com as C) a possibilidade de ocorrência de um fato.
línguas de fora por causa do forte calor, sentaram-se à D) a condução para a realização de uma ação.
sombra de uma árvore para tomarem uma decisão.
– Precisamos mandar alguém à aldeia dos
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homens para apanhar um pouco de fogo – disse o
lobo. -
– Fogo? – perguntou o cachorro. Questão 02 (SPAECE). Leia o texto abaixo.
– Para queimar o capim e comer gafanhotos O craque sem idade
assados – respondeu o chacal com água na boca.
– E quem vai buscar o fogo? – tornou a Quando acabou a etapa inicial do jogo Brasil x
perguntar o cachorro. Paraguai, o placar acusava um lírico, um platônico 0 x
– Você! – responderam o lobo e o chacal, ao 0. Ora, o empate é o pior resultado do mundo. [...]
mesmo tempo, apontando para o cão. Acresce o seguinte: de todos os empates o mais
De acordo com a tradição africana, o cão, que exasperante é o de 0 x 0. [...]
era o mais novo, não teve outro jeito, pois não podia Súbito, o alto-falante do estádio se põe a
desobedecer a uma ordem dos mais velhos. Ele ia ter anunciar as duas substituições brasileiras: entravam
que fazer a cansativa jornada até a aldeia, enquanto o Zizinho e Walter. Foi uma transfiguração. Ninguém
lobo e o chacal ficavam dormindo numa boa. ligou para Walter, que é um craque, sim, mas sem a
O cachorro correu e correu até alcançar o tradição, sem a legenda, sem a pompa de um Ziza. O
cercado de espinhos e paus pontudos que protegia a nome que crepitou, que encheu, que inundou todo o
aldeia dos ataques dos leões. espaço acústico do Maracanã foi o do comandante
Anoitecia, e das cabanas saía um cheiro gostoso. banguense. Imediatamente, cada torcedor tratou de
O cachorro entrou numa delas e viu uma mulher enxugar, no lábio, a baba da impotência, do despeito e
dando de comer a uma criança. Cansado, resolveu da frustração. O placar permanecia empacado no 0 x
sentar e esperar a mulher se distrair para ele pegar um 0. Mas já nos sentíamos atravessados pela certeza
tição. profética da vitória. Os nossos tórax arriados
Uma panela de mingau de milho fumegava encheram-se de um ar heroico, estufaram-se como
sobre uma fogueira. Dali, a mulher, sem se importar nos anúncios de fortificante.
com a presença do cão, tirava pequenas porções e as Eis a verdade: a partir do momento em que se
passava para uma tigela de barro. anunciou Zizinho, a partida estava automática e
Quando terminou de alimentar o filho, ela fatalmente ganha. Portanto, público, juiz, bandeirinhas
raspou o vasilhame e jogou o resto do mingau para o e os dois times podiam ter se retirado, podiam ter ido
cão. O bicho, esfomeado, devorou tudo e adorou. para casa. Pois bem: veio o jogo. Ora, o primeiro
Enquanto comia, a criança se aproximou e acariciou o tempo caracterizara-se por uma esterilidade
seu pelo. Então, o cão disse para si mesmo: bonitinha. Nenhum gol, nada. Mas a presença de
– Eu é que não volto mais para a floresta. O lobo Zizinho, por si só, dinamizou a etapa complementar,
e o chacal vivem me dando ordens. deu-lhe caráter, deu-lhe alma, infundiu-lhe
dramatismo. Por outro lado, verificamos ainda uma

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vez o seguinte: a bola tem um instinto clarividente e Pais e filhos, uns casados, outros solteiros,
infalível que a faz encontrar e acompanhar o reuniam-se cada domingo assim, para atenderem ao
verdadeiro craque. desejo da mãe, à ordem do pai, e à sua própria
Foi o que aconteceu: a pelota não largou resignação.
Zizinho, a pelota o farejava e seguia com uma O pai era um homem normal, cumpridor
fidelidade de cadelinha ao seu dono. [...] metódico de seus deveres, prazeres poucos, e ao cabo
No fim de certo tempo, tínhamos a ilusão de de tantos anos já não sabia direito o que eram seus
que só Zizinho jogava. Deixara de ser um espetáculo desejos, se tinha sonhos, se tudo se fundia tia
de 22 homens, mais o juiz e os bandeirinhas. Zizinho realidade tediosa...
triturava os outros ou, ainda, Zizinho afundava os (O Estado de S. Paulo, 10/04/2002)

outros numa sombra irremediável. Eis o fato: a partida


No fragmento acima quem conta a história
foi um show pessoal e intransferível.
a) O pai
E, no entanto, a convocação do formidável
b) A mulher
jogador suscitara escrúpulos e debates acadêmicos.
c) O narrador
Tinha contra si a idade, não sei se 32, 34, 35 anos.
d) Os filhos
Geralmente, o jogador de 34 anos está gagá para o
futebol, está babando de velhice esportiva. Mas o caso
de Zizinho mostra o seguinte: o tempo é uma ------------------------------------------------------------------
convenção que não existe [...] para o craque. [...] Do -
mesmo modo, que importa a nós tenha Zizinho Questão 04 (SAEGO). Leia o texto abaixo.
dezessete ou trezentos anos, se ele decide as partidas?
Uma vida melhor que a encomenda
Se a bola o reconhece e prefere?
No jogo Brasil x Paraguai, ele ganhou a partida [...] Domingo passado, comentei sobre o
antes de aparecer, antes de molhar a camisa, pelo documentário Eu Maior, em que Rubem Alves também
alto-falante, no intervalo. Em último caso, poderá participou [...]. Entre outras coisas, ele contou que
jogar, de casa, pelo telefone. certa vez um garoto se aproximou dele para perguntar
RODRIGUES, Nelson. Disponível em: <http://goo.gl/OcttjP>. Acesso em: 15
out. 2013. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento.
como havia planejado sua vida para chegar onde
chegou, qual foi a fórmula do sucesso. Rubem Alves
No trecho “Ora, o primeiro tempo caracterizara-se por respondeu que chegou onde chegou porque tudo que
uma esterilidade bonitinha.” (3° parágrafo), o uso do havia planejado deu errado.
diminutivo no termo em destaque sugere Planejar serve para colocar a pessoa em
A) admiração. movimento. Se não houver um objetivo, um desejo
B) deboche. qualquer, ela acabará esperando sentada que alguma
C) suavidade. grande oportunidade caia do céu, possivelmente por
D) tamanho. merecimento cósmico.
É preciso querer alguma coisa – já alcançar é
------------------------------------------------------------------ facultativo, explico por quê.
- Uma vez determinado o rumo a seguir, entra a
Questão 03 (Itajubá-CE). Leia o texto abaixo. melhor parte: abrir-se para os acidentes de percurso.
Você que sonha em ser um Rubem Alves, é possível
AO APAGAR DAS LUZES que já tenha começado a escrever num blog
(parabéns, pôs-se em ação). No entanto, esses escritos
Ele tinha decidido, sem nada avisar, sem podem conduzi-lo a um caminho que não estava nos
combinação nenhuma, que naquela noite haveria o planos. Dependendo do conteúdo, seus posts podem
grande desvendamento. levá-lo a um convite para lecionar no interior, [...] a
Ele ia-se revelar, pronunciar a dura verdade, estagiar com um tio engenheiro, a fazer doce pra fora,
abrir o peito, rasgar as vestes da postura comida, e a pegar a estrada com um amigo e acabar na Costa
abrir as pernas e parir a si mesmo e suas verdades na Rica, onde conhecerá a mulher da sua vida e com ela
cara dos demais, Eram uma família normal, uma gente abrirá uma pousada, transformando-se num
cotidiana, que trabalhava para pagar suas contas, que empresário do ramo da hotelaria.
mantinha um tipo de fidelidade devida antes ao Não é assim que as coisas acontecem,
cansaço e à resignação que à lealdade e ao amor. emendando uma circunstância na outra?

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A vida está repleta de exemplos de arquiteta E foi para casa trocar os sapatinhos. De volta à
que virou estilista, [...] estudante de Letras que virou floresta:
maquiadora, publicitário que virou chef de cozinha, – Batom cor-de-rosa? Que esquisito! – disse
professor que virou dono de pet shop, economista que Téo, o grilo falante. – É mesmo! – pensou a joaninha.
virou fotógrafo. Tem até gente que almejava ser De volta à floresta:
economista, virou economista, fez uma bela carreira – Vestido amarelo com bolinhas pretas? Que
como economista e morreu economista. A vida é feio. Por que não usa o vermelho? – disse a aranha
surpreendente. Filomena. – É mesmo! – pensou Filó. E foi para casa
Ariano Suassuna largou a advocacia aos 27 anos, trocar de vestido.
João Ubaldo também se formou em Direito, mas nem Cansada de tanto ir e voltar, Filó resmungava
chegou a exercer o ofício, e Rubem Alves teve até pelo caminho. O sol estava tão quente que a joaninha
restaurante. Tudo que dá errado pode dar muito resolveu desistir do passeio.
certo. A vida joga os dados, dá as cartas, gira a roleta: Chegando em casa, ligou para tia Matilde.
a nós, cabe apenas continuar apostando. – Titia, vou deixar a visita para outro dia.
MEDEIROS, Martha. Disponível em: – O que aconteceu, Filó?
<http://cadeomeuabraco.blogspot.com.br/>. Acesso em: 22 jul. 2014.
Fragmento. – Ah! Tia Matilde! Acordei cedo, me arrumei
bem bonita e saí andando pela floresta. Mas no
Nesse texto, a expressão “caia do céu” (2° parágrafo) caminho...
foi usada para – Lembre-se, Filozinha... Gosto de você do
A) ironizar o comportamento das pessoas jeitinho que você é. Venha amanhã, estarei te
sonhadoras. esperando com um almoço bem gostoso.
B) mostrar a mudança repentina de atitude das No dia seguinte, Filó acordou de bem com a
pessoas. vida. Colocou seu vestido amarelo de bolinhas pretas,
C) reforçar o sentimento de passagem repentina do amarrou a fita na cabeça, passou batom cor-de-rosa,
tempo. calçou seus sapatinhos de verniz, pegou o guarda-
D) sugerir a inércia das pessoas para atingir um chuva preto, saiu andando apressadinha pela floresta
objetivo. plecht, plecht, plecht... e só parou para descansar no
colo gostoso da tia Matilde.
------------------------------------------------------------------ RIBEIRO, Nye. De bem com a vida. In: Contos. Nova Escola. Edição especial.
p. 51.
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Questão 05 (SAEGO). Leia o texto abaixo. Nesse texto, o diminutivo na palavra “bolinhas” (5°
parágrafo) reforça a ideia de
De bem com a vida A) tamanho.
Filó, a joaninha, acordou cedo. B) inferioridade.
– Que lindo dia! Vou aproveitar para visitar C) deboche.
minha tia. D) carinho.
– Alô, tia Matilde. Posso ir aí hoje?
– Venha, Filó. Vou fazer um almoço bem ------------------------------------------------------------------
gostoso. -
Filó colocou seu vestido amarelo de bolinhas Questão 06 Leia o texto para responder a questão
pretas, passou batom cor-de-rosa, calçou os abaixo:
sapatinhos de verniz, pegou o guarda-chuva preto e
A CHUVA
saiu pela floresta: plecht, plecht...
Andou, andou... e logo encontrou Loreta, a A chuva derrubou as pontes. A chuva
borboleta. transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A
– Que lindo dia! chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as
– E pra que esse guarda-chuva preto, Filó? máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu
– É mesmo! – pensou a joaninha. cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva
E foi para casa deixar seu guarda-chuva. De esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva
volta à floresta: de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva
– Sapatinhos de verniz? Que exagero! – Disse o anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A
sapo Tatá. Hoje nem tem festa na floresta. chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva
– É mesmo! – pensou a joaninha.
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destroçou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos Mas dentro não tinha nada diferente das outras
dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva gansas que eles já tinham visto – só carne, tripa,
derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva gordura...
ligou o pára-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva E eles não pegaram mais ouro. Nem mesmo
tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva ganharam um ovo de ouro, nunca mais.
encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A
chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A palavra Isso marcada no texto se refere a:
A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva (A) Um pouquinho de tempo de que o casal
apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva precisava para cuidar da gansa.
amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A chuva (B) A bobagem de achar que dentro da gansa tinha
e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A ouro.
chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A (C) Um modo de produzir ouro.
chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A (D) Uma maneira menos cruel de matar a gansa.
chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva
molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva ------------------------------------------------------------------
regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva
-
fez muitas poças. A chuva secou ao sol.
Questão 08 (SAEMS). Leia o texto abaixo.
Todas as frases do texto começam com "a chuva". Esse Domingo em Porto Alegre
recurso é utilizado para (Fragmento)
(A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade.
(B) provocar uma sensação de relaxamento dos Enquanto Luiza termina de pôr a criançada a
sentidos. jeito, ele confere o dinheiro que separou e o prende
(C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da num clipe. Tudo em ordem para o grande dia. Passa a
chuva. mão na bolsa das merendas e se apresenta na porta
(D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva. do quarto.
─ Tá na hora, pessoal.
------------------------------------------------------------------ ─ Já vai, já vai, - diz a mulher.
- Mariana quer levar o bruxo de pano, Marta não
Questão 07 (Equipe PIP). Leia o texto abaixo. consegue afivelar a sandalinha, Marietinha quer fazer
xixi e Luiza se multiplica em torno delas.
A gansa dos ovos de ouro ─ Espero vocês lá em baixo.
(Fábula de Esopo recontada por Ana Maria Machado) Luiza se volta.
─ Por favor, vamos descer todos juntos.
Era uma vez um casal de camponeses que tinha Todos juntos, como uma família, papai e mamãe
uma gansa muito especial. De vez em quando, quase de braços dados à frente do pequeno cortejo de
todo dia, ela botava um ovo de ouro. Era uma sorte meninas de tranças.
enorme, mas em pouco tempo ele começaram achar ─ Chama um carro – o passeio de táxi também
que podiam ficar muito mais ricos se ela pusesse um faz parte do domingo. As meninas vão com a mãe no
ovo daqueles por hora ou a todo momento que eles banco de trás. Na frente, ele espicha as pernas,
quisessem. Falavam nisso sem parar, imaginando o recosta a nuca, que conforto um automóvel e o chofer
que fariam com tanto ouro. não é como o do ônibus, mudo e mal-humorado, e até
- Que bobagem a gente ficar esperando que puxa conversa.
todo dia saia dessa gansa um pouquinho... Ela deve ter ─ Dia bonito, não?
dentro dela um jeito especial de fabricar ouro. Isso era ─ Pelo menos isso.
o que a gente precisava. ─ É, a vida tá dureza...
- Isso mesmo. Deve ter uma maquininha, um Dureza é apelido e do Alto Petrópolis ao Bom
aparelho, alguma coisa assim. Se a gente pegar pra Fim viajam nesse tom, tom de domingo e na sua
nós, não precisa mais da gansa. opinião não é verdade que esse país já tá com a vela?
- E... Era melhor ter tudo de uma vez. E ficar Na calçada, Luiza lhe passa o braço e comenta
muito rico. que o choferzinho era meio corredor. Ele concorda e
E resolveram matar a gansa para pegar todo o acha também que era meio comunista.
ouro. E caminham.

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Nas vitrinas do Bom Fim vão olhando os ternos A) crítica.
da sala, as mesinhas de centro, os quartos que sonham B) gravidade.
comprar um dia. Luiza se encanta num abajur C) hesitação.
dourado, que lindo, ficaria tão bem ao lado da D) musicalidade.
poltrona azul. E caminham. [...]
FARACO, Sérgio. Majestic hotel. Porto Alegre: L&PM, 1991, p. 47.
Questão 10 (PAEBES). Leia o texto abaixo.
O uso da palavra chofer (9° parágrafo) no diminutivo Porquinho-da-índia
revela um tom de
A) confiança. Quando eu tinha seis anos
B) desprezo. Ganhei um porquinho-da-índia.
C) intimidade. Que dor de cabeça me dava
D) nervosismo. Porque o bichinho só queria estar debaixo do
fogão!
------------------------------------------------------------------ Levava ele pra sala
- Pra os lugares mais limpinhos
Questão 09 (SAEMS). Leia o texto abaixo e responda. Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Grampo na linha Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
– O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira
Me grampearam! A voz era cavernosa: namorada.
– Senhor Domingos? BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. Rio de Janeiro: Nova
– Sim. Fronteira, 2000.
– Nós grampeamos seu telefone.
– O quê? Quem está falando? No poema, o uso dos diminutivos “porquinho” (v. 2),
– O senhor vai receber a fita já-já. “bichinho” (v. 4), “limpinhos” (v. 6) e “ternurinhas” (v.
Desligou, e eu ainda estava pensando quem 9) indica
poderia me passar um trote assim, tocou a campainha. A) afetividade.
Era um mototaxista, que nem tirou o capacete: B) deboche.
– Senhor Domingos? Para o senhor. C) desconsideração.
Me deixou nas mãos uma caixinha e se foi. Abri, D) insatisfação.
é uma fita que começa com a voz cavernosa avisando:
você vai ouvir agora trechos selecionados de algumas ------------------------------------------------------------------
conversas ao telefone. Ouça bem se não são conversas -
com-pro-me-te-do-ras... – a voz solta amplas Questão 11 (SPAECE). Leia os textos abaixo.
reticências, em seguida vêm as gravações: [...]
Conspiração
– Pellegrini?
– Não, o papa! Você não ligou pro Vaticano?
Sabe que hora é?
– Certo, certo...
(Atenção – a voz cavernosa interrompe a
conversa. – É claro que essa história de papa e
Vaticano é uma senha, pois o assunto é grave, é coisa
de sociedade secreta ou grupo terrorista! E continua a
conversa... [...]
– Hein, Pellegrini? – a voz cavernosa e vitoriosa. NEVES, Libério. Pedra solidão. Belo Horizonte: Movimento Perspectiva,
– Quanto acha que vale essa fita? E o que acha que a 1965.

gente devia fazer com ela?...


PELLEGRINI, Domingos. Ladrão que rouba ladrão e outras crônicas. In: Para A disposição das últimas palavras desse texto sugerem
gostar de ler. São Paulo: Ática, 2005. V. 33. * Adaptado:Reforma A) dor.
Ortográfica.
B) giro.
C) queda.
Nesse texto, a escrita da palavra “com-pro-me-te-do-
D) volta.
ras” (9° parágrafo) sugere
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Mas o Barba Ruiva não ofende a ninguém. Corre
------------------------------------------------------------------ sua sina nas águas de Paranaguá, perseguindo
- mulheres e fugindo dos homens.
Questão 12 (SAEPI). Leia o texto abaixo. Um dia desencantará. Se uma mulher atirar na
cabeça dele água benta e um rosário indulgenciado.
Barba Ruiva Barba Ruiva é pagão e deixa de ser encantado sendo
cristão.
Aqui está a lagoa de Paranaguá, limpa como um CASCUDO, Luís Câmara. Lendas brasileiras. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000. p.
espelho e bonita como noiva enfeitada. 39-40.
Espraia-se em quinze quilômetros por cinco de
largura, mas não era, tempo antigo, assim grande, No trecho “As águas foram crescendo, subindo e
correndo...” (8° parágrafo), a ordem em que as palavras
poderosa como um braço de mar. Cresceu por encanto
destacadas aparecem nesse texto sugere
cobrindo mato e caminho, por causa do pecado dos
A) exagero.
homens.
B) gradação.
Nas salinas, ponta leste do povoado de C) oposição.
Paranaguá, vivia uma viúva com três filhas. O rio D) repetição.
Fundo caía numa lagoa pequena no meio da várzea.
Um dia, não se sabe como, a mais moça das
------------------------------------------------------------------
filhas da viúva adoeceu e ninguém atinava com a
moléstia. Ficou triste e pensativa. -
Estava esperando menino e o namorado Questão 13 (SAEPI). Leia o texto abaixo e responda.
morrera sem ter ocasião de levar a moça ao altar. Nino quer um AMIGO
Chegando o tempo, descansou a moça nos
matos e querendo esconder a vergonha, deitou o – Nino, por que você está sempre tão sério e
filhinho num tacho de cobre e sacudiu-o dentro da cabisbaixo?
lagoa. Nino vivia triste. Ele se sentia sozinho. Ninguém
O tacho desceu e subiu logo, trazido por uma queria ser amigo dele. Pobre menino.
Mãe-d’Água, tremendo de raiva na sua beleza Um dia, na praia, ele ficou esperançoso de
feiticeira. Amaldiçoou a moça que chorava, e encontrar um amigo.
mergulhou. – Ah, um menino. Quem sabe..., e tentou chegar
As águas foram crescendo, subindo e correndo, perto dele.
numa enchente sem fim, dia e noite, alagando, Mas o menino virou para o lado, cavou um
encharcando, atolando, aumentando sem cessar, buraco.
cumprindo uma ordem misteriosa. Tomou toda a E ainda jogou areia no Nino.
várzea, passando por cima das carnaubeiras e buritis, Coitado dele. [...]
dando onda como maré de enchente na lua. Até que um dia, ele tinha desistido de procurar.
Ficou a lagoa encantada, cheia de luzes e de Pensando em por que quanto mais tentava
vozes. Ninguém podia morar na beira, porque, a noite encontrar um amigo, mais sozinho se sentia...
inteira, subia do fundo d’água um choro de criança, Ficou distraído, pensando, e adormeceu.
como se chamasse a mãe para amamentar. Quando acordou, olhou-se no espelho.
Ano vai e ano vem, o choro parou e, vez por Enquanto escovava os dentes, percebeu que
outra, aparecia um homem moço, airoso, muito claro, fazia muitas caretas.
menino de manhã, com barbas ruivas ao meio-dia e Achou engraçado. Enxugou a boca e continuou
barbado de branco ao anoitecer. brincando com o espelho.
Muita gente o viu e tem visto. Foge dos homens Era riso daqui, riso de lá. Era língua do Nino e
e procura as mulheres que vão bater roupa. Agarra-as língua do espelho. Piscadela aqui, piscadela ali.
só para abraçar e beijar. Depois, corre e pula na lagoa Começou ali uma verdadeira folia. Era um jogo de
desaparecendo. reconhecimento entre Nino e sua imagem no espelho.
Nenhuma mulher bate roupa e toma banho E não é que Nino era bem engraçadinho? Ele mesmo
sozinha, com medo do Barba Ruiva. Homem de nunca tinha reparado nisso antes.
respeito, doutor formado tendo encontrado o Filho da Que cara legal era o Nino.
Mãe-d’Água, perde o uso de razão, horas e horas. Que garoto charmoso, bem-humorado!
Nino ficou encantado com seu espelho.
Fez-se ali uma grande amizade.
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E, depois dessa amizade, surgiram muitas Patricinhas do skate
outras.
De unhas pintadas e roupas da moda, elas enterram o
Nino hoje é um cara cheio de grandes amigos.
estereótipo rebelde
Incluindo ele mesmo.
Valeu, Nino. Você já deve ter se deparado com uma delas.
CANTON, Kátia. Nova Escola. v. 4, 2007.
Estão sempre de unhas pintadas, cabelo arrumado,
calça de cintura baixa e camiseta baby look. Nas mãos,
Nesse texto, no trecho “E não é que Nino era bem
o longboard – a versão mais comprida do skate
engraçadinho?” (14° parágrafo), a palavra destacada
tradicional. Sim, essas princesinhas estão se fazendo
foi empregada no diminutivo para indicar
notar por aí.
A) afetividade.
Por muito tempo, o visual das skatistas foi
B) desprezo.
propositalmente desleixado. Usavam camisetas de
C) ironia.
bandas hardcore, bermudões no joelho e tênis
D) tamanho.
rasgados, que misturavam o estilo grunge com um ar
rebeldezinho. Agora, as novas skatistas têm cara de
------------------------------------------------------------------ saudáveis, roupas limpinhas e pouca afinidade com as
- manobras radicais do skate. “Não é porque eu estou
Questão 14 (SEAPE). Leia o texto abaixo. andando de skate que vou mudar meu estilo”, diz
Mitzi Iannibelli, 18, que adora reggae e faz as unhas
toda semana – “sempre quadradas e sem cutícula’’.
Mitzi se diz adepta do estilo mulherzinha, que ela
define como “short com a barriga de fora e camisa
baby look’’.
Recém-formada em estilismo, Amanda
Assunção, 21, também critica o guarda-roupa rebelde:
“Aquelas roupas grunges não tem nada a ver. Não
gosto de estar largadona’’, diz, ajeitando o colar de
pedrinhas azuis no pescoço.
O que se vê nas ruas já chama atenção das lojas
especializadas. Na Kelly Connection, na Galeria River
(Arpoador), de cada 10 skates vendidos, 7 são
comprados por mulheres.
“É impressionante como tem menina
começando’’, diz Nathalia Despinoy, 29, dona da loja e
skatista amadora. Segundo afirma, houve uma
mudança notável no perfil das skatistas: “Elas têm um
envolvimento menor com o esporte, não usam nada
muito louco, nada grunge.’’
As novas skatistas divergem de suas
antecessoras até no gosto musical. Dead Kennedys e
BROWNE, Dik. O melhor de Hagar, o Horrível. v. 3. Porto Alegre: L&PM,
2008. p. 54.
Pennywise já não têm mais lugar no porta-CDs, que
guarda agora discos de Bob Marley, Billie Hollyday,
No quarto quadrinho, no trecho “O pobrezinho não Natiruts, Cássia Eller e Marisa Monte. Além do visual e
entende”, a palavra destacada sugere da música, as longboarders têm uma relação menos
A) carinho. profissional com o skate, em que a performance não é
B) crítica. tão importante. Isabelle Valdes, 21, gosta de descer as
C) deboche. Paineiras no seu long. Mas não faz pose e assume que
D) impaciência. só encara a versão light da descida. “Lá de cimão, eu
ainda não tenho coragem’’, diz.
------------------------------------------------------------------ Jornal do Brasil. Disponível em:
<http://quest1.jb.com.br/jb/papel/cadernos/domingo/2001/07/07/jordom
- 20010707005.html>Acesso em: 08 jul. 2001.
Questão 15 Leia o texto abaixo.

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D19 -  Reconhecer o efeito decorrente da exploração de recursos
ortográficos e/ou morfossintáticos.
No trecho “Usavam camisetas de bandas hardcore, Questão 17 Leia o texto abaixo e responda:
bermudões no joelho e tênis rasgados, que
misturavam o estilo grunge com um ar
rebeldezinho.”(2° parágrafo), o diminutivo é utilizado
com o intuito de
A) demonstrar ternura e afeto pelas garotas que se
vestem desse modo.
B) fazer uma crítica às garotas que se vestem como
rebeldes, mas não são.
C) identificar as patricinhas skatistas como sendo
mais saudáveis e limpas.
D) indicar uma progressão de alguém novato para
outro mais experiente.

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-
Questão 16 (SARESP – 2010). LEIA O TEXTO A SEGUIR E
RESPONDA:

O MÁGICO ERRADO

Arquibaldo era um mágico. Exatamente. Um


homem capaz de realizar maravilhas. Ou de maravilhar
outras pessoas, se preferir. Mas havia um Para mostrar a diminuição da luz, o autor do poema
probleminha. E probleminha é modo de dizer, porque (A) deixou a palavra diminuindo cada vez mais clara,
ele achava um proble-mão. Arquibaldo era um mágico até que ela sumisse por completo.
diferente. Um mágico às avessas, sei lá como dizer. (B) escreveu apenas uma letra da palavra
Esse era o problema de Arquibaldo. Ele não diminuindo e foi acrescentando mais letras, até
sabia. Não conseguia, por mais que se concentrasse. que a palavra aparecesse por completo.
Ele tirava bichos da cartola e do lenço. Era capaz de (C) foi reduzindo a palavra diminuindo até que suas
passar o dia inteirinho tirando bichos. Mas, se falasse: letras ficassem todas grudadas.
"Vou tirar..." Pronto! Tirava tudo que era bicho, menos (D) começou escrevendo a palavra diminuindo
o bicho anunciado. Por isso, andava tristonho da vida. completa e foi retirando letra por letra, até que
Arquibaldo recordava-se dos espetáculos no restasse apenas a primeira letra da palavra.
circo. Embora preferisse nem lembrar. O apresentador
apresentava com ar solene e voz emocionada. ------------------------------------------------------------------
— E agora, com vocês, Ar-qui-bal-do, o maior -
mágico do mundo! Questão 18 (3ª P.D – SEDUC-GO). Leia o texto abaixo
Fonte: GALDINO, Luiz. O mágico errado. São Paulo: FTD, 1996. Adaptado.
e responda.
Fonte: SARESP, 2010.

Observe: “— E agora, com vocês, Ar-qui-bal-do, Belém do Pará


(último parágrafo) o maior mágico do mundo!”
Bembelelém!
A palavra grifada foi dividida em sílabas para Viva Belém!
(A) imitar o modo como o apresentador fala em
circo. Belém do Pará porto moderno integrado na equatorial
(B) explicar direito como se pronuncia o nome
Arquibaldo. Beleza eterna da paisagem
(C) criar uma dúvida sobre os poderes do mágico. Bembelelém!
(D) indicar que a mágica será muito perigosa. Viva Belém!

Cidade pomar
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(Obrigou a polícia a classificar um tipo novo de
- delinqüente: O apedrejador de mangueiras)
8
D19 -  Reconhecer o efeito decorrente da exploração de recursos
ortográficos e/ou morfossintáticos.
Domingo em Porto Alegre
Bembelelém!
Viva Belém! Enquanto Luiza termina de por a criançada a
jeito, ele confere o dinheiro que separou e o prende
Belém do Pará onde as avenidas se chamam Estradas: num clipe. Tudo em ordem para o grande dia. Passa a
Estrada de São Jerônimo mão na bolsa das merendas e se apresenta na porta
Estrada de Nazaré (...) do quarto.
— Tá na hora, pessoal.
BANDEIRA, Manuel. Os melhores poemas de Manuel — Já vai, já vai, - diz a mulher.
Bandeira.SeleçãoFrancisco de Assis Barbosa. São Paulo: Global.1984.p.78. Mariana quer levar o bruxo de pano. Marta não
consegue afivelar a sandalinha, Marietinha quer fazer
As palavras “Bembelelém, Belém”, com repetição de
xixi e Luiza se multiplica em torno delas.
sons semelhantes sugerem
— Espero vocês lá em baixo.
A) brincadeira com palavras.
Luiza se volta.
B) evocação do repicar de sinos.
— Por favor, vamos descer todos juntos.
C) homenagem a Belém do Pará.
Todos juntos, como uma família, papai e mamãe
D) leveza da estrutura do poema.
de braços dados à frente do pequeno cortejo de
meninas de tranças.
------------------------------------------------------------------ — Chama um carro — o passeio de táxi também
- faz parte do domingo. As meninas vão com a mãe no
Questão 19 (3ª P.D – SEDUC-GO). Leia o texto banco de trás. Na frente, ele espicha as pernas,
responda. recosta a nuca. Que conforto um automóvel! E o
chofer não é como o do ônibus, mudo e mal-
Direitos da criança e do adolescente
humorado, e até puxa conversa.
Toda criança e o adolescente tem direito à — Dia bonito, não?
proteção e à saúde, mediante a efetivação de políticas — Pelo menos isso.
sociais públicas. — É, a vida tá dureza...
Toda criança e o adolescente tem direito à Dureza é apelido. E do Alto Petrópolis ao Bom
liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas Fim viajam nesse tom, tom de domingo. E na sua
humanas. opinião não é verdade que esse país já tá com a vela?
Toda criança e o adolescente tem direito a ser Na calçada, Luiza lhe passa o braço e comenta
criado e ser educado no sei de sua família. que o choferzinho era meio corredor. Ele concorda e
Toda criança e o adolescente tem direito à acha também que era meio comunista.
educação. Visando ao pleno desenvolvimento de sua — E caminham.
pessoa. — Nas vitrinas do Bom Fim vão olhando os
Toda criança e o adolescente terá acesso às ternos da sala, as mesinhas de centro, os quartos que
diversões e espetáculos públicos como adequados a sonham comprar um dia. Luiza se encanta num abajur
sua faixa etária. dourado, que lindo, ficaria tão bem ao lado da
Texto adaptado do ECA/CEDCA-GO 2002 poltrona azul. E caminham. (...)
FARACO, Sérgio. Majestic hotel. Porto Alegre: L&PM, 1991,p.47

Usando o termo “Toda” no início de cada frase, o No trecho “... o choferzinho era meio corredor.”, a
texto palavra destacada revela um tom de
(A) enfatiza a idéia de universalidade. A) confiança.
(B) estabelece independência com o termo B) desprezo.
“criança”.
C) intimidade.
(C) estabelece maior vínculo com o leitor.
D) carinho.
(D) faz uma repetição sem necessidade.

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- -
Questão 21 (1ª P.D – SEDUC-GO). Leia o texto abaixo
Questão 20 (2ª P.D – SEDUC-GO). Leia o texto abaixo
e, a seguir, responda.
e responda.
O último poema
9
D19 -  Reconhecer o efeito decorrente da exploração de recursos
ortográficos e/ou morfossintáticos.
Manuel Bandeira ------------------------------------------------------------------
-
Assim eu quereria o meu último poema. Que Questão 23 (Ibajara- CE). Leia o texto e responda à
fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos questão.
intencionais Que fosse ardente como um soluço sem Era a primeira vez que eu pisava naquele lugar.
lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem Nas minhas andanças pelas redondezas, jamais fora
perfume A pureza da chama em que se consomem os além do vale. Mas nesse dia, sem nenhum cansaço,
diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se transpus a colina e cheguei ao campo. Que calma! E
matam sem explicação. que desolação. Tudo aquilo – disso estava bem certa –
Disponível em http://www.celipoesias.net/manuel-bandeira/poesia1.htm,
acessado em 07 de novembro de 2012. era completamente inédito pra mim. Mas por que
então o quadro se identificava, em todas as minúcias,
A repetição do termo que no 2º, 3º e 4º versos do a uma imagem semelhante lá nas profundezas da
poema, produz o efeito de minha memória?
(A) ênfase Voltei-me para o bosque que se estendia à
(B) continuidade minha direita. Esse bosque eu também já conhecera
(C) dúvida. com sua folhagem cor de brasa dentro de uma névoa
(D) hesitação. dourada. “Já vi tudo isto, já vi... Mas onde? E quando?”
Na frase “Já vi tudo isso, já vi... Mas onde?” o uso das
------------------------------------------------------------------ reticências sugere
- (A) impaciência.
Questão 22 (SAEPI). Leia o texto abaixo.
(B) impossibilidade.

(C) incerteza.

(D) irritação.

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-
Questão 24 (Ibajara- CE). Leia o trecho:
— As árvores se comunicam entre si, não
importa a distância. Na verdade, nenhuma árvore está
sozinha. Ninguém está sozinho.
Jamais. Lembre-se disso.

No trecho “Ninguém está sozinho. Jamais. Lembre-se


disso. “as frases curtas produzem o efeito de
A) continuidade.

B) dúvida.
C) ênfase.
D) hesitação.
Disponível em: <http://www.tirascalvin.com.br>. Acesso em: 12 mar. 2010.

A expressão “AHHH!!”, no terceiro quadrinho, ------------------------------------------------------------------


demonstra -
A) alegria. Questão 25 (SADEAM). Leia o texto abaixo.
B) animação.
C) dúvida.
D) susto.

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D19 -  Reconhecer o efeito decorrente da exploração de recursos
ortográficos e/ou morfossintáticos.

Disponível em: <http://meninomaluquinho.com.br>. Acesso em: 10 set. 09.

No primeiro quadrinho desse texto, a palavra “FO FO


CA” dividida em sílabas sugere que a menina
A) desconhecia a palavra.
B) enfatizou a palavra.
C) gaguejou a palavra.
D) sussurrava palavra.

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