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Arquitetura e Sustentabilidade

Sustentabilidade
É uma forma simplificada a sustentabilidade pode ser definida como ações/atividades
humanas que fornecem as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras,
ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais.
O Desenvolvimento sustentável é um programa de alterações e aprimoramento do processo
de desenvolvimento econômico, fornecendo um nível baixo de qualidade de vida para as
pessoas que apoiam o sistema ambientais e sociais, fazendo com que a vida seja possível e
vale a pena viver.
Vários pensadores desenvolveram o tema, como Maurice Strong e Ignácio Sachs, durante a 1.
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em Estocolmo,
Suécia, em 1972.
Sustentabilidade econômica :
A capacidade da sociedade produzir riquezas no sentido mais amplo possível, beneficiando o
maior numero de pessoas, com padrões controláveis de concentração econômico-financeiro.
Sustentabilidade social :
Permitir a participação de todas as pessoas beneficiadas pela a produção de bens e serviços
essenciais à vida.
Sustentabilidade ecológica :
Usufruir dos benefícios ofertados pela natureza, sem destruí-la, permitindo a sua utilização
pelas gerações futuras.
Em arquitetura, para ser sustentável, um assentamento ou empreendimento humano
necessita atender a certos requisitos básicos:
. Ecologicamente correto
. Economicamente viável
. Socialmente justo
. Coletivamente aceito
Diante disso, a necessidade de se conceituar o edifício hospitalar adquire um novo desafio
para a sua concepção, de uma forma muito mais ampla.
Do ponto de vista macroeconômico, consideram-se como obras de construção civil de nível
superior ou de 10 nível rodovias, pontes, viadutos, barragens, silos, centrais de energia etc.,
considerando-se como de nível inferior, ou subprodutos da construção civil, edifícios
habitacionais, escolares e residenciais, entre outros. Os únicos edifícios considerados como
Produto de Nível Superior são os aeroportos, hospitais e shopping centers, pela complexidade
envolvida na execução, pelos impactos causados no meio ambiente e pelos custos e recursos
necessários.
Tornando-se importantes os conceitos não só de técnicas de construção, mas os de operação e
manutenção.
Esta nova visão do problema gerou o conceito de “Edifícios Verdes” (Green Building), e foram
estabelecidos Certificados de Qualificação como:
PBQP-H: Programa Brasileiro de Qualidade na Produção – Habitação. Ministério das Cidades.
PSR: Programas Setoriais de Qualidade: Objetiva obter melhores níveis de qualidade dos
produtos cerâmicos. Melhor desempenho e eficiência no uso da água em banheiros de uma
forma geral, tentando obter pelo menos 15% de redução de água.

Programa de Eficiência Energética:


Ministério de Minas e Energia. Objetivando a redução do consumo energético nas edificações
de um modo geral.
Programas Internacionais também são implantados, como o Leadership in Energy and
Environmental Design – LEED
O Certificado LEED estabelece quatro níveis de certificação:
. Certified, 26 a 32 pontos (40 a 60%)
. Silver, 33 a 38 pontos (51 a 60%)
. Gold, 39 a 51 pontos (60 a 80%)
. Platinum, > 52 pontos.
Black Economic Empowerment (BEE) que estabelece critérios de desempenho energético nas
edificações:
Qualidade e desempenho ambiental da edificação
Cargas ambientais causadas pela edificação
.Ambiente interno – Energia
. Serviço – Recursos e materiais
. Ambiente externo – Ambiente fora do terreno
World Business Council For Susten Black Economic Empowerment (BEE)
. Valor produto ou serviços
. Unidade de carga ambiental
Entretanto, devemos ter o máximo de cuidado com certificações estrangeiras que, muitas
vezes, trazem embutidos critérios que, no fundo, além de não ter nada a ver com nossa
realidade, representam importações de materiais e equipamentos.
De uma forma geral, um edifício ecologicamente correto deve observar as seguintes
recomendações:
1. Reaproveitamento da águas.
2. Uso de materiais reciclados.
3. Otimização da iluminação natural.
4. Controle de emissão de gases.
5. Conceito 3R (Reduzir, Reciclar e Reutilizar).
6. Tratamento de resíduos sólidos.
Já em 1976, o arquiteto pernambucano Armando Hollanda (1940-1979), em um processo
antecipatório, publicava um “Roteiro para Construir no Nordeste" que nada mais era do que
parâmetros de construção nos quais se buscava uma “...arquitetura como lugar ameno nos
trópicos ensolarados".
1. Arquitetura como lugar ameno nos trópicos ensolarados.
2. Criar uma sombra.
3. Recuar as paredes.
4. Vazar os muros.
5. Proteger as janelas.
6. Abrir as portas.
7. Continuar os espaços.
8. Construir com pouco.
9. Conviver com a natureza.
10. Construir frondoso.
Por parte de alguns profissionais, preocupação com formas mais racionais, eficientes e
ecologicamente corretas de se construir. Embora a construção de um hospital requer muito a
aplicação desses conceitos.
Grande consumidora de bens e materiais, a construção civil é responsável, segundo a ONU,
por 30% do CO., além de grande produtora dos resíduos produzidos na terra.
Como não existiam critérios de certificação brasileiros (só agora foi que entrou em vigor a
Norma de Desempenho da ABNT, NBR 15510, criada em 2008 e que estabelece parâmetros de
desempenho de edificações), as empresas de construção civil utilizar o LEED, para avaliar e
certificar suas obras. Achamos que antes de optar por um programa de certificação a indústria
da construção civil deveria elaborar uma agenda que estabelecesse metas para melhorar o
desempenho da sua produção e introduzir tópicos mais de acordo com nossa realidade, nos
quais fatores como violência urbana, edifícios sadios x edifícios doentes, sejam considerados.
Conforto Acústico : O ruído de um ambiente é medido em decibéis. Um decibel é igual a uma
pressão sonora de 0,0002 dinas/cm2. Uma dina é a força capaz de mover um grama, um
centímetro. As variações que devem ser consideradas sobre conforto acústico supõem:
. Localização e orientação do edifício em relação às fontes externas de ruído (tráfego,
indústrias, oficinas etc.).
. Dimensão e posição das aberturas.
. Isolamento das paredes e características acústicas dos materiais.
. Redução das fontes internas de produção de ruídos.
No aspecto interno, o controle das fontes de ruído é mais simples. Por tanto, a caótica
urbanização brasileira, as dimensões dos terrenos, como já foi visto, cada vez mais difíceis de
serem encontrados nas condições ideais, têm produzido hospitais onde as áreas livres são cada
vez menores ou inexistentes, impedindo que soluções paisagísticas, contribuam com a redução
dos ruídos aos edifícios hospitalares.
Imagem visual e ergonomia
Neste item sobre condições ambientais, dois aspectos muito importantes devem ser
enfatizados:
1) A imagem visual do hospital.
2) A ergonomia de espaços, mobiliários e equipamentos.
A imagem visual resulta em um projeto de comunicação visual que apresenta desde uma
logomarca que identifique de imediato a instituição até a padronização de uma sinalização
externa/interna. Em edifícios de grandes dimensões com diversos setores e unidades, essa
sinalização auxiliará os usuários a se locomoverem no seu interior.

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