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Entendendo as Transmissões

PowerShift – T28000
Alexandre Ziller
Suporte ao Produto – América do Sul
PSS - SA

2021

Product Training
Powershift Transmissions

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SPICER POWER SHIFT TRANSMISSIONS
Teoria de Funcionamento

Por que precisamos de uma transmissão em um veículo?

1- O trabalho de máquinas e veículos exige baixas e altas


velocidades com torque (força) suficiente em qualquer
velocidade.
2- O motor por si só não vai conseguir fazer muita coisa, ele é
limitado na rotação e no torque.

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O outro problema é que um motor só
tem torque ou força dentro de uma
determinada faixa de rotação.
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O motor em rotação baixa, simplesmente não terá força.

Pode ser possível construir um motor com bastante torque


em uma ampla faixa de rotações, mas ele teria que ser muito
grande!
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Existem vários tipos de transmissões, com engrenagem
deslizante tipo sincronizada ou não e que utilizam uma
embreagem de fricção, mecânica, para acoplar a
transmissão ao motor.

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Existe a transmissão automática, que utiliza a hidráulica para acionar as
embreagens. As engrenagens não deslizam e estão sempre engatadas.
Também utiliza redutores internos para ter mais opções de marchas.
Para suavizar o funcionamento, este tipo de transmissão tem sua
entrada de força a partir de um acoplamento fluído ou hidráulico,
chamado de “Conversor de Torque”.

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E existem as Transmissões PowerShift Spicer, que tem funcionamento
semelhante às transmissões automáticas onde as engrenagens estão
constantemente engatadas e a força (torque) vem de um Conversor de
Torque, porém não utiliza redutores internos. A transmissão PowerShift
tem pacotes de embreagens hidráulicas que acionam as engrenagens.
Uma para cada marcha. Estas embreagens são selecionadas pelo
próprio operador da máquina, ou automaticamente pela eletrônica.

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Vamos entender como funcionam essas embreagens
hidráulicas. Elas são compostas por eixo, discos internos e
externos, pistão, cubo, tambor da embreagem, molas de
retorno e vedações.

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Vamos construir uma dessas embreagens a partir do zero.
Imagine um eixo com ranhuras (estriado), e um disco com
um furo dentado (Disco interno) que se encaixam nestas
ranhuras.

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Como você pode ver o disco deslizaria nas ranhuras para
frente e para trás, mas não poderá girar independente do
eixo.

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Agora imagine um cilindro (Tambor) com ranhuras em sua
superfície interna e um disco com lingüetas (Disco externo)
para deslizar nestas ranhuras.

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Este disco também poderá deslizar para frente e para trás
devido as lingüetas estarem ajustadas às ranhuras do
cilindro, mas ele não poderá girar independente do cilindro.

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Se colocarmos o eixo ranhurado dentro do cilindro e montar
os discos alternando disco ranhurado (interno) e disco com
lingueta (externo), teremos o princípio de funcionamento de
uma embreagem.

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Todos os discos neste mecanismo podem deslizar para
frente e para trás, mas alguns discos só giram com o
cilindro, enquanto outros só giram com o eixo.

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Se um pistão for instalado numa extremidade e tivermos espaço para
entrada de óleo sob pressão, então o mecanismo estará completo.
Imagine que o cilindro está girando e o eixo não. Se o óleo forçar o
pistão contra os discos, eles ficarão comprimidos formando um
sanduíche. Os discos do cilindro pressionando os discos do eixo, fazem
todo o mecanismo girar como uma unidade.

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Acionamento da Embreagem

A medida que os discos oferecem resistência ao avanço do pistão, o óleo


é forçado a fluir para a superfície maior do pistão, reduzindo a
velocidade de avanço e aumentando a sua força. Assim, o projeto dos
pistões com diferentes galerias, que é patenteado pela Spicer, aciona a
embreagem comprimindo os discos, fornecendo uma atuação rápida,
suave e de muita força.

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Liberação da Embreagem

Para liberar a embreagem, são montadas molas de retorno dentro do


conjunto. Primeiro temos que aliviar a pressão do óleo sob o pistão. Isto
permite que as molas de retorno que foram comprimidas pelo movimento
do pistão, empurrem o pistão de volta afastando-o dos discos. Mas liberar
a pressão do óleo não faz o trabalho todo. O óleo não consegue escapar
rapidamente pelo orifício de entrada.
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Devido o tambor da embreagem estar girando rapidamente,
a força centrífuga faz com que o óleo vá em direção ao
exterior do tambor, dificultando sua saida, que é feita pelo
mesmo canal de entrada. Mas se a força centrífuga causa o
problema, então a força centrífuga também poderá ajudar a
resolver o problema.
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Há uma esfera de retenção montada em uma espécie de
rampa, que é localizada no diâmetro externo da parte interna
do tambor. Esta esfera tem o movimento livre mas limitado.
Com a pressão do óleo, a esfera bloqueia o canal/dreno
existente nesta região, mantendo o óleo no local.

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Sem a pressão do óleo, a esfera rola até a rampa devido a
força centrífuga, abrindo uma passagem para o dreno do
óleo. Este sistema associado ao mecanismo das molas de
retorno, proporciona um retorno rápido do pistão e a
liberação dos discos da embreagem.

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A transmissão PowerSifht precisa de uma embreagem para cada uma
das marchas, incluindo uma para a frente e outra para a ré. Então,
considerando uma transmissão de quatro velocidades, ela tem um total
de seis embreagens hidráulicas, permitindo que as marchas sejam
mudadas sem perda de torque. Quando o veículo estiver se deslocando
para frente, por exemplo, duas embreagens estarão engatadas: A
embreagem frente e uma das embreagens das velocidades.

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Principais Elementos

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Forward
Forward 1st
1st
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Forward 2nd
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Embreagem

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Conversor de Torque

Turbina

Tampa

Eixo de entrada

Stator

Impulsor

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Flexibilidade de Montagem.
MODELO HR
A série HR é uma transmissão integral e conversor de torque.
Conjunto montado diretamente para no motor.
Como um pacote único e compacto, ele minimiza tubulação externa e
elimina um eixo cardan.

MODELO MHR
A série MHR é uma transmissão integral e conversor de torque
conjunto montado para o motor por meio de um eixo Cardan.
O conjunto permite a flexibilidade de instalação, minimizando
tubulação externa.

MODELO R
A série R é uma transmissão remota. O conversor
É montado no motor.
Este conjunto permite a flexibilidade de instalação de transmissão.

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Transmission Drops (Caída, comprimento)

Inline Short Drop Intermediate Drop Long Drop

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Transmission Drops (Caída, comprimento)

• VDT - Variable Drop Transmission

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MODELO - 12HR28421-503
PN - 292511 – Case W20F

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Carcaça da Transmissão

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Conversor de Torque

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Embreagem da Primeira

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Embreagens Duplas

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Eixo de Saída

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Bomba de Carga da Transmissão

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Válvula de Controle Mecânica

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Válvula de Contrôle Mecânica

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Freio de Estacionamento

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Descrição dos Itens

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Circuito de Refrigeração HR & MHR model Filtro na Bomba

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Especificação de óleo

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Obrigado

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