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D I L E M A S É T I C O SQuem é o cliente e a quem deve ser-se leal?

(Quando uma
pessoa/família/casalnão aceita que precisa de ajuda terapêutica a atividade psicológica pass a a ser
da instituição referenciadora, sendo que esta passa a ser a nossa cliente. Enquanto profissionais de
psicologia devemos ter um papel ativo no sistema. Ou seja, o cliente é as pessoas à qual nós
trabalhamos)Quem tem a responsabilidade de mudança? (São aqueles com quem estamos a
trabalhar no sistema terapêutico. Na teoria é o cliente, mas a responsabilidade é daqueles que
temos no sistema terapêutico e também é nossa.) Qual a informação que deve ser enviada à
entidade referenciadora? (somente a estritamente necessária que responda ao pedido da entidade
referenciadora) Qual o papel/função do profissional? (O psicólogo forense pode estar em
distintos papeis, sendo que é importante clarificar o seu papel em cada caso especifico, se é
testemunho, avaliador ou perito, ou interventor) C A S O P R Á T I C O S I S T É M I C O - F
O R E N S EO Pedido do Tribunal:“Solicito a V. Ex.ª se digne a proceder a intervenção
psicoterapêutica centrada na comunicação entre pai (…) e filha (…). Quando o pedido é muito
vago, devemos procurar informações complementares junto da entidade referenciadora. Face a
este pedido… Como estruturar a intervenção? (Sendo ele tão vago, devemos ter em atenção: os
participantes a evocar, os objetivos terapêuticos a traçar, quais as metodologias que vamos
procurar utilizar (modelos, técnicas…), deve constar no contrato terapêutico nas primeiras
sessões) O que foi feito...Duas sessões individuais com o pai e duas sessões individuais com a
filha, com o intuito de compreender se existiam condições para uma intervenção psicoterapêutica
conjunta.O pai teve uma postura bastante adequada com facilidade em verbalizar.
Indicougostar bastante da filha, mas sente que ela “tem um feitio difícil” e às vezes fala com
ele de forma agressiva. Deseja passar mais tempo com a filha, mas sente que a filha não quer.
Aceita a possibilidade de estar com a filha em sessão.A filha é uma rapariga bastante inteligente
que partilhou situações sensíveis comas quais se emocionou. Contou episódios em que o pai a
magoou e abandonou. 9 | P a g e
Reforçou, constantemente, que a relação com o pai “está bem assim” e que “não há nada para
mudar/melhorar. Logo não deseja sessões conjuntas com o pai, poisacha que não se sentiria “à
vontade para falar”.Pedido de informação do Tribunal:Solicito a V. Ex.ª se digne informar este
Tribunal (…) sobre o estado da intervenção terapêuca (…) e seus resultados. Parecer da Equipa
Terapêu7ca:“O Centro de Prestação de Serviços à Comunidade da Faculdade de Psicologia e de
Ciências da Educação da universidade de Coimbra vem, por este meio, informar que se procedeu à
suspensão das sessões com o progenitor (…) e a menor (…) no âmbito do Processo de Regulação
das Responsabilidade Parentais (…).(...) das sessões individuais com o pai foi possível verificar a
sólida vontade do pai para estar e contactar de forma mais regular com a filha.Da nossa avaliação
é possível concluir que o Sr. possui competências pessoais e parentais para que tal seja possível.
Foi ainda constatada a vontade e total disponibilidade para sessões conjuntas de terapia familiar
(pai-filha).Das sessões individuais com a jovem constatou-se a sua vontade de não alterar o tipo e
regularidade de contactos que mantem habitualmente com o pai.Colocada face a possíveis
alternativas na vivência da relação que mantem com o progenitor, a jovem manifestou uma recusa
sistemática em alterar o padrão relacional atual. Para além disso, foi perentória na sua
indisponibilidade para participar em s essõesconjuntas de terapia familiar com o pai. (...)”C O N
S I D E R A Ç Õ E S F I N A I SAvaliar e intervir de modo ecológicoTer em conta o sistema
no qual está a intervir e de que forma esse sistema condiciona os sujeitos, os seus sintomas e a
própria avaliaçãoAssumir o papel de “perito” e não de “terapeuta” ou de “testemunha”
de uma das partesClarificar, sempre, o tipo de relação estabelecida com o cliente e com a
entidade referenciadora (não entrar em detalhe, nem pormenores do s istema terapêutica, partilhar
apenas a informação útil) Ser claro e transparente acerca dos seus contactos e das informações
partilhadas com a entidade referenciadora10 | P a g e
Partilhar a informação útil em função da compreensão do caso e dos objetivos definidosP E R I
T A G E M - E X E M P L OA I N V E S T I G A Ç Ã O E M P S I C O L O G I APsicologia
SocialPsicologia CognitivaPsicologia da SaúdePsicologia do
DesenvolvimentoPsico(pato)logia da Família- Os participantes estão expostos ao risco?- As
questões colocadas podem causar algum tipo de trauma/dor/desconforto à pessoa?- A experiência
é penosa?- Como se vai proceder ao armazenamento da informação?- A confidencialidade e o
anonimato dos participantes estão salvaguardados?P S I C O L O G I A D O D E S P O R T OA
V A L I A Ç Ã O E D I A G N Ó S T I C O Avaliação Psicológica: valioso contributo para
a intervenção psicológica vs. Questãoproblemática. É frequente surgirem dificuldades,
problemas, limitações…P R I N C Í P I O S É T I C O S Manifesto da Sociedade Internacional
de Psicologia do Desporto (ISSP):Princípio A: Competência (Competence)Princípio B:
Consentimento e Sigilo (Consent and Confidentiality)Princípio C: Integridade
(Integrity)Princípio D: Conduta Pessoal (Personal Conduct)Princípio E: Responsabilidade
Profissional e Científica (Professional and Scientific Responsibility)Princípio F: Ética da
Pesquisa (Research Ethics)11 | P a g e
Princípio G: Responsabilidade Social (Social Responsibility)P R I N C Í P I O S É T I C O S
– C O N C E I T O S Manifesto da Sociedade Internacional de Psicologia do Desporto
(ISSP):Princípio A: CompetênciaoOs membros da ISSP deverão oferecer os serviços para os
quais os estejam qualificados por meio do ensino, treino e/ou experiênciaoIndica que o
profissional de desporto deve privilegiar elevados níveis decompetência naquela que é a
sua área de especialização/atuação.Princípio B: Consentimento e Sigilo oOs membros da ISSP
deverão obter a permissão dos participantes nas práticas profissionais (sendo elas avaliação,
intervenção ou diagnóstico) e de pesquisaoDeve existir consentimento informado tanto na
avaliação como na investigaçãooPrivilegiar o caráter confidencial das informações recolhidas no
que concerne à prática, e também o caráter confidencial dos resultados obtidos no que concerne à
investigação e pesquisa em PsicologiaPrincípio C: IntegridadeoOs membros da ISSP deverão
promover a integridade na pesquisa, ensino e prática (avaliação, diagnóstico, intervenção) da
Psicologia do Desporto Princípio D: Conduta PessoaloOs membros da ISSP deverão orientar a
sua ação de forma a favorecer o bem-estar dos seus clientesoNunca prejudicar ou causar dano
ao cliente, assim, fazendo as coisascorretamente vamos ganhando mais credibilidade por
parte das pessoas.oEstabelecer credibilidade naquela que é a nossa prática profissionalPrincípio
E: Responsabilidade Profissional e CientíficaoOs membros da ISSP deverão responsabilizar-se
pela proteção dos seus clientesoPrivilegiar o rigor profissional, o rigor científico. Salvaguardar os
nossosclientes e participantesPrincípio F: Ética da PesquisaoOs investigadores da Psicologia do
Desporto deverão defender os ‘padrões altos’ de investigação aquando da condução das suas
pesquisasPrincípio G: Responsabilidade SocialoOs membros da ISSP deverão consciencializar-
se das suas obrigações profissionais e científicas para com a comunidade/sociedade nas quais
trabalham.12 | P a g e
oDevemos procurar aplicar e tornar público se de facto temos conhecimentos na área em questão,
investir no desenvolvimento de estudos que nos ajudem a aprimorar modelos e ferramentas na
área em questão que têm impacto positivo na comunidade em geralA P S I C O L O G I A D O
D E S P O R T O – P R O B L E M A S É T I C O S 1. Escassez de instrumentos de
referência convenientemente atualizados, adaptadose aferidos para a população portuguesa e,
igualmente, com estudos junto de populações específicasa. Os psicólogos devem ser melhores que
qualquer escala ou instrumento de avaliação que utilizemb. Privilegiar a recolha de informação
junto de várias e diversas fontes e com diversas metodologias não nos limitando apenas a
administrar os elementos de avaliação2. Os instrumentos de avaliação selecionados devem ser
atualizados, representativos, suficientemente estudados e com validade demonstradas para a
população portuguesaa. Ter a noção se há validação teórica para a utilização do instrumento em
questãob. Ser específico para com a população que vamos aplicar o instrumento e para que exista
fundamentação teórica sobre o tema3. A utilização de instrumentos de avaliação deve ser alvo de
reflexão e não devemser introduzidos no processo de avaliação psicológica de um modo
precipitadoa. Refletir sobre os instrumentos e não devemos selecioná-los precipitadamente, por
isso devesse fazer uma leitura para saber se o instrumento está de acordo com o que pretendemos
avaliarb. É uma limitação ética, a facilidade de acesso de outros profissionais a instrumentos de
avaliação que não têm competências para os administrar e que apenas o psicólogo tem essa
competência4. Questões relacionadas com a utilização de instrumentos de avaliação através de
programas informáticosa. Os dados que podem ser postos de modo a identificarmos a pessoa sem
que falte a privacidadeC O N S I D E R A Ç Õ E S F I N A I SoOs princípios éticos e
deontológicos propostos pelo Código Deontológico daOPP.oOs princípios específicos
propostos pela organização e sociedade especialistadesta área (Sociedade Internacional
Psicologia do Desporto (ISSP).oPrivilegiar a constante atualização dos conhecimentos e
competências, ou seja,um desenvolvimento profissional contínuo.13 | P a g e
G R U P O S E S P E C Í F I C O SA L G U M A S D I R E T R I Z E S1. Os(as) psicólogos(as)
são encorajados(as) a trabalhar com idosos desde que dentro da sua área de competênciaa.
Enfoque na especialização2. Os(as) psicólogos(as) são encorajados(as) a reconhecer que as suas
atitudes e crenças sobre o envelhecimento e sobre pessoas idosas podem ser relevantes para a
avaliação e tratamento dessas pessoas e, que devem procurar ajuda ou educação adicional sobre
estas quando apropriadoa. Procurar Psicoeducação quando não nos sentimos capazes de as
trabalharcom os nossos clientes (exemplo: questões mal resolvidas com o luto ou outro assunto
que nos incomode de certa forma. Estas têm de ser trabalhadas de forma a podermos depois ajudar
os outros)3. Os(as) psicólogos(as) devem empenhar-se em adquirir conhecimento sobre o processo
de desenvolvimento do idoso4. Os(as) psicólogos(as) devem empenhar-se para estarem a par da
dinâmica psicológica e social do processo de envelhecimentoa. Questões e aspetos normativos no
processo de envelhecimento que devemos procurar saber quando estas surgirem5. Os(as)
psicólogos(as) devem empenhar-se em compreender a diversidade no processo de envelhecimento,
particularmente, como os fatores socioculturais podem influenciar a experiência e expressão de
problemas de saúde numa idade mais avançadaa. Devemos ter consciência e compreender estes
fatores e diferenças socioculturais que existem e podem

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