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INSTALAÇÕES INTERNAS DE GÁS E ACESSO DE VIATURAS

Instalações
internas
de gás
Conteúdo programático

Instalações internas de gás: Definição:


• Central de gás
• É um fonte de ignição que deve ser prevista na proteção
• Instalações internas
contra incêndios visando a mitigação de riscos nas
edificações.

Objetivo geral:

• Apresentar aos projetistas e estudantes os Objetivos específicos:


parâmetros normatizados necessários para o
perfeito enquadramento dos requisitos de • Apresentar as medidas de segurança contra
segurança contra incêndio e pânico das incêndio para as centrais de gás (gás liquefeito de
edificações e áreas de risco, quanto ao uso de petróleo ou gás natural)
sistemas internos de gás
• Conhecer as exigências para Instalações internas
Bibliografia

• CMBCE NT 01:2008 – PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO

• CMBCE NT 02:2008 – TERMINOLOGIA E SIMBOLOGIA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

• CMBCE NT 07:2008 – MANIPULAÇÃO, ARMAZENAMENTO, COMERCIALIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE GLP

• CBMSP IT 28/2018 – MANIPULAÇÃO, ARMAZENAMENTO, COMERCIALIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE GLP

• SEITO, A. I. et al. A segurança contra incêndio no Brasil

• BRETANO, Telmo. A proteção contra incêndio no Projeto de Edificações. 1ª edição - Porto Alegre. 2007

• ABNT NBR 13523 - Central de gás liquefeito de petróleo — GLP7

• ABNT NBR 15526 - Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais
e comerciais — Projeto e execução
Terminologia

Capacidade volumétrica: capacidade total em Recipiente de GLP: vaso de pressão destinado a


volume de água que o recipiente pode conter o gás liquefeito de petróleo.
comportar.
Recipiente estacionário: recipiente com
Central de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo): capacidade volumétrica total superior a 0,5 m³,
área devidamente delimitada que contém os projetado e construído conforme normas
recipientes transportáveis ou estacionários e reconhecidas internacionalmente.
acessórios destinados ao armazenamento de
GLP para consumo.
Legislação

DECRETO 17.364 DE 22 DE AGOSTO DE 1985


Regulamenta a Lei n.º 10.973 de 10 de dezembro de
1984, que dispõe sobre o Código de Segurança
Contra Incêndio
O “Gás de Cozinha ”

Umas das principais fontes de energia do Brasil;


Usado por 95 % da população;
Principal uso: cocção;
Tipos de “gás de cozinha”:
GLP: Gás Liquefeito de Petróleo
GN: Gás Natural

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O “Gás de Cozinha ”
“GLP ” “GN ”
• Coletado em refinarias de petróleo; GN é formado por:
• O GLP é um subproduto do petróleo; Gases biogênicos : micro-organismos em pântanos ou a
Gases termogênicos: material orgânico soterrado em ga
profundidades;

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O “Gás de Cozinha ”

“Propriedades do GLP ” “Propriedades do GN ”

Principais hidrocarbonetos: Butano e Propano;


Gás inodoro e incolor: o “cheiro de gás” vem do mercaptano Apresenta alto teor de Metano (CH4) na sua
adicionado propositalmente na refinaria; composição com valor superior a 70%;
Densidade aproximada: 1,8 Densidade aproximada: < 1
Poder calorífico: 11.100 Kcal/kg (2015 ANP) Poder calorífico: 9.900 Kcal/kg (úmido) (2015 ANP)
Encontrado na atmosfera em estado gasoso. Não é corrosivo, poluente ou tóxico;
Estado líquido é obtido quando o mesmo é submetido a
pressões da ordem de 6 a 8 kgf/cm² ou quando o GLP é
resfriado.
Não é corrosivo, poluente ou tóxico;

GLP é mais pesado que o Ar! GN é mais leve que o Ar!

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O “Gás de Cozinha ”
Instalação de aparelho a gás para uso residencial
NBR 13.103:2013

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Aparelho a Gás - Residencial

NBR 13.103/2013
Limite do somatório das potências dos aparelhos por ambiente: 1.146,67 kcal/min (80kW);
Definição de ambiente:
Local de instalação interno ou externo onde estão os aparelhos a gás;
Ambiente: delimitado pelas paredes, piso e teto. Espaços contíguos separados por aberturas pemanentes
superiores a 3m² são considerados ambientes únicos

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“Aparelho a Gás - Residencial ”

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Combustão

Equipamento à combustão em Equipamento à combustão em circuito aberto


circuito aberto com exaustão natural com duto

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Combustão

Combustão Completa Combustão Incompleta

• Fonte: Carlos Bratfisch


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Conhecendo o “CO”

A hemoglobina é a responsável por levar O2+CO2


as células. Curiosamente a hemoglobina prefere o Limite Humano
CO ao O2+CO2, cerca de 200 a 250x !!!

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NBR 15.923:2011

16
NBR 15.923:2011

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Requisitos para definição do Local de Instalação do AP à Gás.

Banheiros e Domitórios não podem receber aparelhos a gás


em seu interior (exceto itens citados em 7.3 - NBR 13103)

O volume bruto do ambiente deve ser maior ou igual a 6m³

Deverá ser elaborado o dimensionamento das áreas de


ventilação permanente

As AVPs são definidas em função do tipo e potência dos


aparelhos a gás;

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TIPOS DE EQUIPAMENTOS

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REQUISITOS DE INSTALAÇÃO
(ANEXO G- NBR 13.103:13)

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Tipos de Abertura
(ANEXO A- NBR 13.103:13)

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Projeto de VP

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CHAMINÉ
(ANEXO A- NBR 13.103:13)

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Dimensionamento

Material/ Tipo de gás Central, quanto aos recipientes:

Distribuição/Uso • Transportáveis

Dimensionamento do sistema • Estacionários


Central de glp

• Recipiente transportável possui


capacidade volumétrica menor
igual a 0,5m³;
• Exemplo: P13, P45, P190

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Central de glp
Afastamentos de Segurança
NBR 13.523:2008 - Tabela 1

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Divisa de propriedade e edificações
NBR 13.523:2008 - Tabela 1

Em uma instalação se a capacidade total com recipientes até 0,5m³ for menor ou
igual a 2m³, a distância mínima continuará sendo de 0 metros, se for maior que
2m³, considerar:

Colocando-se paredes entre recipientes TRF =2h, o afastamento adotado refere-se


ao total de cada divisão

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Divisa de projeção da edificação
NT7 - Tabela 4

29
Número máximo de recipientes na central e local de
instalação

NT-07: 6 recipientes transportáveis . Instalados sempre fora da projeção da


edificação;

NBR 13.523:2008: 10m³ para recipientes até 0,5m³ , logo podemos ter uma central
com 20 recipientes. A norma permite que a central seja instalada em forro ou
terraços ANEXO G.

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Fontes de Ignição NBR 13.523:2008 - Tabela 1

Recipientes transportáveis contidos em abrigos


com no mínimo paredes laterais e cobertura a
distância sugerida na Tabela 1, pode ser reduzida
a metade;

Parede com H=1,80m , construída conforme NBR


10.636, permitem que os recipientes sejam
instalados ao longo do limite da propriedade,
sendo o acesso a central sempre deve ser interno
e não aberto a via pública;

A central quando possui cobertura incombustível


pode ser instalada sob rede menor igual a 0,6kV
(idem NT-07);

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Ventilação da central
NBR 13.523:2008

Central com recipientes transportáveis


contidos em abrigos com no mínimo
paredes laterais e cobertura, deve possui
ventilação natural de no mínimo 10% da
área da base;
Não é requerido aterramento para os
recipientes transportáveis;

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Proteção contra incêndio e choques

Proteção para armazenamento de recipientes


transportáveis, conforme tabela 2 - NT07;
Quando instalada junto a passagem de veículos
prever proteção mecânica de 0,6m de altura
com distância de 1m – TRF=2h

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Exemplos e Ilustrações
Central de Gás
NBR 13.523:2008 Anexo C
Os recipientes (transportáveis ou estacionários)
devem ser situados no exterior das edificações,
em locais ventilados, atendendo aos
afastamentos de segurança, de acordo com a
Tabela 3.

Os afastamentos constantes da Tabela 3 podem


ser reduzidos pela metade, caso seja interposta
uma parede, com resistência ao fogo por, no
mínimo, duas horas, entre o recipiente e o
ponto considerado, com altura mínima de
1,8m.

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Central de Gás
Central de Gás
Central de Gás

O número máximo de recipientes permitidos na A central de GLP deve ser locada no pavimento térreo
central de GLP é de 6 (seis). da edificação e distar 1m dos limites laterais e fundos da
propriedade.
No caso de duas ou mais centrais de GLP em uma
edificação, estas devem distar entre si em no mínimo A parede resistente ao fogo deve possuir no mínimo
7,5m. 1,8m de altura ou estar na mesma altura do recipiente,
o que for maior, e estar localizada entre 1m e 3m,
A central de GLP deve ter cobertura de material medidos do ponto mais próximo do recipiente.
incombustível com o mesmo TRF das paredes.
O acesso à central de GLP deve ser obrigatoriamente
A parede resistente ao fogo deve ser totalmente efetivado pelo interior da propriedade.
fechada (sem aberturas) e construída em alvenaria
sólida, concreto ou construção similar, com materiais
e formas aprovadas, com tempo de resistência ao
fogo (TRF) mínima de duas horas.
Central de Gás

A central de GLP deve ter proteção


específica por extintores de pó BC
conforme Tabela 6.
Rede de distribuição

Redes de distribuição interna de gás. (NBR 15.526:2012)

Conjunto de tubulações, medidores, reguladores e válvulas;


Pressão de operação máxima: 153kPa (1,53 kgf/cm²)
As redes de distribuição internas, projetadas conforme NBR 15.526 podem ser
interligadas a uma canalização de gás urbana ou a uma central de gás;

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Rede de distribuição

Materiais utilizados na rede interna


(NBR 15.526:2012)
Tubos
(NBR 15.526:2012)
Possuir resistência físico-química;
Suportar a pressão de ensaio de Cobre rígido sem constura NBR 13.206;
estanqueidade (1,5 x pressão de trabalho); Cobre flexível , sem costura , classe 2 ou 3 (NBR
Deverá ser instalada com proteções contra as 13206);
agressões do meio; A tubulação de condução do GLP deve ser
realizada em tubo de cobre conforme NBR
As tubulações instaladas devem ser estanques e desobstruídas. 13.206, classe A ou I.
(laudo de estanqueidade com ART do engenheiro mecânico);

A instalação de gás coletiva deve ser provida de caixa com válvula


redutora de 2° estágio e registro de corte, destinada ao uso individual
de cada unidade e localizada fora da mesma, no pavimento da unidade
a que atende.
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Rede de distribuição

Dimensionamento
(NBR 15.526:2012 )
Dimensionar a rede de forma que
possa atender aos dois gases
combustíveis GLP e GN;
Pressão máxima interna da rede
da edificação será 150 kPa;
Pressão máxima dentro da
unidade habitacional 7,5 kPa .
Prever regulador de 3o estágio
quando necessário;
Pressão no equipamento: 2,2 a 2,8
kPa
Velocidade máxima de 20 m/s
Rede de distribuição
Topologia de Rede 1 e 2
(NBR 15.526:2012 ANEXO A.2 e A.5 )

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Tabela de afastamentos para rede aparente interna
(NBR 15.526:2012 – Tabela 1 )

44
Afastamentos Mínimos – R. Interna
(NBR 15.526:2012 )

45
Tubulação aparente interna
(NBR 15.526:2012 – Tabela 1 )

É proibida a instalação de tubulações internas em


espaços fechados que possibilitem o acúmulo de gás ou
dificultem a inspeção e manutenção.
Caso não tenha outra alternativa deverá ser previsto
ventilações ou aplicação de tubo-luva.

46
Ventilação de Espaços Fechados
(NBR 15.526:2012 )

47
Proteção contra impactos
(NBR 15.526:2012 )

Em áreas sujeitas a choques mecânicos , as redes internas deverão ser protegidas


com chumbamento com argamassa de cimento a uma altura de 1,5m ou anteparos
frontais.

48
Passagem em elementos estruturais: pilar, viga ou laje
(NBR 15.526:2012 )

49
Tubulação Embutida no Piso
(NBR 15.526:2012 )

• Item 7.2.3: Deve ser feita a proteção especial na tubulação de piso


contra detergentes ou materiais corrosivos que possam provocar
danos a tubulação de gás.

50
Tubulação enterrada
(NBR 15.526:2012 – 7.2.4 )

Rede enterrada de gás deve manter afastamento de 30 cm da sua face até as


demais utilidades;
Rede elétricas de média tensão: a rede gás deverá está a 5m de afastamento da
entrada elétrica e dos seus elementos (malha de terra, para-raios, postes e
estruturas);
Profundidades mínimas:
Sem tráfego: 30 cm
Com tráfego: 50 cm

51
Válvulas de bloqueio manual
(NBR 15.526:2012 – 7.4 )

A rede de distribuição interna deve possuir VBM que permitam interrupção do


suprimento do gás:
A edificação;
Para manutenção de equipamento de medição e regulagem;
A cada unidade habitacional;
Para aparelhos situados a mais de 3 metros da válvula da
unidade habitacional;
As válvulas devem ser identificadas e instaladas em local ventilado;
As válvulas para gás são de esfera;

52
Reguladores e medidores de gás
(NBR 15.526:2012 – 7.5 )

Possuir porta hermeticamente fechada evitando


o vazamento para o ambiente interno;
Ter aberturas na parte inferior e superior do
abrigo comunicando diretamente com o
exterior da edificação;
Ter aberturas superior e inferior conectadas a
um duto vertical de ventilação comunicando
diretamente com o exterior da edificação;

53
Local de regulagem e medição nos andares sem ventilação permanente (NBR
15.526:2012 – ANEXO G )
Rede de distribuição
Rede de distribuição

Sugestão para Aplicação em Projeto

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Local de regulagem e medição nos andares sem ventilação permanente
(NBR 15.526:2012 – 7.5 )

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Sinalização de emergência

Básica - proibição

Sua função é proibir ou coibir ações capazes de conduzir ao


início do incêndio ou ao seu agravamento.
OBS de Projeto
A tubulação deverá ser embutida. A tubulação da rede interna não pode passar no interior de:
Excepcionalmente, mediante aprovação do Corpo de
Bombeiros, poderá ser aparente. dutos em geral - de lixo, ar condicionado e águas pluviais,
incineradores de lixo, poços e elevadores, poços de
Em locais que possam ocorrer choques mecânicos, as ventilação;
tubulações, quando aparentes, devem ser protegidas. compartimentos de equipamentos elétricos;
As tubulações aparentes devem: qualquer tipo de forro falso ou compartilhamento não
ter as distâncias mínimas entre a tubulação de gás e ventilado;
condutores de eletricidade de 0,3m, se o condutor for qualquer vazio ou parede contígua a qualquer vão formado
protegido por conduite, e 0,5m, nos casos contrários; pela estrutura ou alvenaria, ou por estas e o solo, sem a
ter um afastamento das demais tubulações suficiente devida ventilação. Ressalvados os vazios construídos e
para ser realizada manutenção nas mesmas; preparados especificamente para esse fim (shafts), os quais
ter afastamento de no mínimo 2m de descidas do devem conter apenas as tubulações de gás, líquidos não
para-raio, de acordo com a NBR 5419/93; inflamáveis e demais acessórios, com ventilação
em caso de superposição de tubulação, a tubulação permanente nas extremidades, sendo que estes vazios
de gás deve ficar abaixo das outras tubulações. devem ser sempre visitáveis e previstos em área de
ventilação permanente e garantida;
todo e qualquer local que propicie o acúmulo de gás vazado.
OBS de Projeto

Para os recipientes estacionários, o Edificações existentes que não possuam os recuos


aterramento deve estar de acordo estabelecidos em norma e, por consequência,
com as normas NBR 5410/04 e impossibilidade técnica de instalação; podem, por
5419/15. exceção, adotar centrais prediais de GLP em nichos.
Estas centrais devem atender aos seguintes
Não é exigida proteção contra parâmetros:
descargas atmosféricas na área da Comprovação da existência da edificação e aprovação
central de GLP. por órgão oficial competente do atendimento dos
parâmetros legais referentes ao uso e ocupação do
solo, bem como a impossibilidade técnica de se adotar
outra modalidade de instalação de central de GLP;
Inexistência de outra fonte similar alternativa de
energia;
A central deve ser instalada na fachada da edificação
voltada para via pública, no pavimento térreo
OBS de Projeto

Nicho: Comprovação da impossibilidade


técnica de se adotar outra modalidade de
instalação de central de GLP, inexistência
de outra fonte similar alternativa de
energia, os recipientes devem distar no
mínimo 0,8 m do limite frontal da
propriedade;
OBS de Projeto

A tubulação da rede de distribuição


interna, com relação ao sistema de
proteção de descargas atmosféricas
(SPDA), deve ser conforme a ABNT NBR
5419. É proibida a utilização de
tubulações de gás como condutor ou
aterramento elétrico.
Documentação:

Para a rede de distribuição interna recomenda-se que sejam


providenciados, pelo seu responsável, os seguintes documentos:
• projeto e memorial de cálculo;

• laudo do ensaio de estanqueidade;

• anotação de responsabilidade técnica (ART) de elaboração do


projeto, da execução da instalação e do ensaio de
estanqueidade;

• anotação de responsabilidade técnica (ART) de inspeção ou


manutenção (modificação e extensão de instalação), quando
houver.
Tecnologias e novos materiais:

Para análise da CT:

Tubo Multicamada com proteção UVA


e UVB para uso aparente;
Inovação Tecnológica: Detecção Ativa de Gás.

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Projeto – simbologia (NT 02/2008)
PSCIP

a) plantas baixas;
b) memorial descritivo;
c) quadro de quantidades.
Conteúdo programático

Acesso de viaturas

Objetivo geral:

• Fixar condições mínimas exigíveis para o acesso e


estacionamento de viaturas do CBMCE nas
edificações e áreas de risco, visando a disciplinar
o seu emprego operacional na busca e
salvamento de vítimas e no combate aos
incêndios.

Aplicação:
• Aplica-se aos condomínios residenciais, condomínios
comerciais e condomínios industriais que tenham
arruamento interno e que seja necessário o acesso de
viaturas operacionais do CBMCE para a busca e salvamento
de vítimas e o combate aos incêndios.
Bibliografia

• CMBCE NT 01:2008 – PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO

• CMBCE NT 02:2008 – TERMINOLOGIA E SIMBOLOGIA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

• NORMA TÉCNICA Nº 010/2008 CBMCE : Acesso de viaturas nas edificações e áreas de risco

• NORMA TÉCNICA Nº 011/2008 CBMCE : Deslocamento de viaturas na zona urbana

• SEITO, A. I. et al. A segurança contra incêndio no Brasil

• BRETANO, Telmo. A proteção contra incêndio no Projeto de Edificações. 1ª edição - Porto Alegre. 2007
E quando é necessário?

Item 4.2.1 (NT10/08): Edificações com altura Item 4.2.2 (NT10/08): Edificações com altura
menor ou igual a 12m superior a 12m

4.2.1.1 Quando a edificação principal estiver 4.2.2.1 No caso da edificação apresentar


afastada mais de 20m da via pública, a contar afastamento superior a 10m da via pública, esta
do meio-fio, deve possuir via de acesso e faixa deve possuir via de acesso e faixa de
de estacionamento, excetuando-se as estacionamento.
edificações que possuírem áreas das unidades 4.2.1.4 No caso da edificação ser constituída de
habitacionais até 50m2. riscos isolados, cada risco deve ser atendido pela
via de acesso e possuir pelo menos uma faixa de
estacionamento.

*Note: se a edificação possuir arruamento interno,


deve também possuir portão de acesso conforme
norma.
OBSERVAÇÃO - INSTRUÇÃO
TÉCNICA Nº 06/2018 CBMSP
Aplica-se a todas as edificações e áreas de risco
onde for exigido o acesso de viatura nos termos
do item 5.2 desta IT:

Centros esportivos e de exibição ou eventos


temporários nos termos da IT 12
Estabelecimentos destinados à restrição de
liberdade nos termos da IT 39
Locais que possuam sistema de proteção por
espuma ou por resfriamento nos termos da IT 25
Locais que possuam o registro de recalque
instalado no interior com distância superior a 20
metros dos limites da edificação

*Note: Excetuando-se os casos descritos, as


demais exigências para as vias de acesso são
recomendadas..
VIAS DE ACESSO

Características da via de acesso:

- Largura mínima de 6m.

- Suportar viaturas com peso de 25.000


quilogramas-força.

- Desobstrução em toda a largura e com altura


livre mínima de 4,5m.

- Quando o acesso for provido de portão, este


deverá atender à largura mínima de 4m e altura
mínima de 4,5m.
VIAS DE ACESSO

Características da via de acesso:

As vias de acesso que excedam 45 m de


comprimento devem possuir retorno circular
(Figura 2), em formato de “Y” (Figura 3) ou em
formato de “T” (Figura 4), respeitadas as medidas
mínimas indicadas

Figura Figura Figura


2 33 4
VIAS DE ACESSO

Características da via de acesso:

São aceitos outros tipos de acessos com retornos, que não


os especificados acima, mas que garantam a entrada e a
saída de viaturas, desde que atendam aos itens da norma
técnica.
VIAS DE ACESSO

04. Faixas de estacionamento

Possuir largura mínima de 8m e comprimento mínimo de 15m.


Suportar viaturas com peso de 25.000 quilogramas-força.
Deve existir pelo menos uma faixa de estacionamento paralela a uma das
faces da edificação que possua aberturas (portas e ou janelas).
Distância máxima da faixa de estacionamento até a face da edificação
deve ser de 8m, medidas a partir de sua borda mais próxima.
A faixa de estacionamento deve estar livre de postes, painéis, árvores ou
qualquer outro elemento que possa obstruir a operação das viaturas.
A faixa de estacionamento deve ser adequadamente sinalizada, com
placas de proibido parar e estacionar e com sinalização de solo
demarcadas com faixas amarelas e identificadas com as palavras
“RESERVADO PARA VIATURAS DO CORPO DE BOMBEIROS”.
VIAS DE ACESSO

04. Faixas de estacionamento

O desnível máximo da faixa de estacionamento não poderá ultrapassar o valor de 5%, tanto
longitudinal quanto transversal.

Figura 1 – Desnível Transversal Figura 2 – Desnível Longitudinal


VIAS DE ACESSO

05. Condições específicas para acessos e faixas

5.1. Edificações com altura menor ou igual a 12m:


- No caso da edificação possuir riscos isolados que ultrapassem 1.500m², cada risco deve
ser atendido pela via de acesso e ter pelo menos uma faixa de estacionamento.

5.2. Edificações com altura superior a 12m:


- No caso da edificação ser constituída de riscos isolados, cada risco deve ser atendido pela
via de acesso e possuir pelo menos uma faixa de estacionamento.
VIAS DE ACESSO

06. Casos de isenção

6.1. Condomínio de residências unifamiliares


- Deve possuir via de acesso atendendo ao disposto na norma, podendo esta exigência ser substituída
por instalação de hidrante(s) externo(s), conectado(s) a tubulação seca interligada a hidrante de passeio
situado na calçada da via pública.

6.2. Edificações com sistema de alarme


- As edificações com área total construída acima de 750m² e/ou mais de dois pavimentos dotadas de
alarme contra incêndio poderão ser isentas das exigências da Norma Técnica.

6.3. Edificações multifamiliares


- As edificações multifamiliares, enquadradas como isentas de canalização preventiva poderão
substituir as exigências da Norma Técnica por instalação de hidrante(s) externo(s), conectado(s) a tubulação
seca interligada a hidrante de passeio situado na calçada da via pública.
NORMA TÉCNICA Nº 011/2008 CBMCE
DESLOCAMENTO DE VIATURAS NA ZONA URBANA
03. Procedimentos

3.1. Via Urbana


Possuir largura mínima de 8m, suportar viaturas com
peso de 25.000 quilogramas-força e possuir altura
livre mínima de 4,5m.
A via urbana que exceda 45m de comprimento deve
possuir retorno circular, em formato de “Y” ou em
formato de “T” respeitadas as medidas mínimas
indicadas.
01. Objetivo
3.2. Passagens subterrâneas e viadutos
Possuir largura mínima de 5m e ser desobstruída em
Fixar as condições mínimas exigíveis para o
toda a largura, com altura livrem ínima de 4,5m.
deslocamento de viaturas de bombeiros na zona
urbana, visando a possibilitar o seu emprego
3.3. Passarelas
operacional na busca e salvamento de vítimas e no
Possuir altura livre mínima de 4,5m.
combate aos incêndios.

02. Aplicação
Deve orientar a elaboração dos planos de urbanização
dos municípios cearenses.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Maj Marcos
Email:marcos.aureliolima@gmail.com
(85) 99719-1019

A prevenção é o melhor combate!


Obrigado!!!