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APRESENTAÇÃO

DE APOIO

TERAPIAS COGNITIVO-
COMPORTAMENTAIS NA
INFÂNCIA
Ementa da disciplina
Estudo da prática clínica das terapias cognitivo-comportamentais na infância. Serão abordadas
questões como a estrutura de um consultório para o atendimento de crianças, a condução de avaliação
na infância, adaptação de técnicas e estratégias de tratamento e os principais protocolos de tratamento.
Professores
RENATO CAMINHA MARIA AUGUSTA MANSUR
Professor convidado Professora PUCRS

Psicologo, Mestre em psicologia. Diretor de ensino Graduação em Psicologia pela Pontifícia


e coordenador do InTCC Porto Alegre e Rio de Janeiro. Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2005).
Professor convidado da universidade autônoma de Psicóloga Clínica de crianças, adolescentes e adultos na
Barcelona, criador do protocolo TRI clínico e preventivo, abordagem Cognitivo-Comportamental desde o ano de
conferencista na área de emoções, empatia, resiliência e 2006. Especialização em Psicologia Clínica na
educação Socioemocional. Autor de várias obras abordagem Cognitivo-Comportamental pela WP –
referência na área. Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental
(2006-2008). Mestre em Psiquiatria pela UFRGS e
bolsista da CAPES, com projeto de pesquisa intitulado
“Terapia Cognitivo-Comportamental em Grupo para
Crianças com Transtornos de Ansiedade” (2009-2011).
Professora, Supervisora e Orientadora em cursos de
Pós-graduação em Terapia Cognitivo-Comportamental
(TCC) (InTCC, IPGS, CEFI, IWP, IMED). Pesquisadora nas
áreas de Terapia Cognitivo-Comportamental,
Transtornos de Ansiedade, Infância e Adolescência,
Obesidade, Transtornos Alimentares e Mudança de
Comportamento Alimentar. Membro da FBTC.
Encontros e resumo da disciplina
AULA 1 AULA 2 AULA 3

É importante uma postura ativa do


A TCC, se bem feita na infância, pode
Muitas vezes, a tristeza é o que vai terapeuta para que a TCC da infância e
prevenir possíveis psicopatologias na
nos fazer mudar de atitude. da adolescência seja motivadora e que
vida adulta.
o paciente se sinta dentro do processo.

A empatia, compaixão, cooperação e


É importante, na terapia, ressaltar que o Pais participativos no tratamento
altruísmo estão interligados e são de
paciente não é o que está sentindo têm um prognóstico muito melhor
grande importância para o nosso
naquele momento. na psicoterapia dos filhos.
tecido social.

É preciso internalizar que os Nós temos que saber como lidar


Não podemos controlar as emoções, mas
sentimentos não são em sua com cada necessidade de cada
podemos aprender a entendê-las.
totalidade negativos ou positivos. paciente.

RENATO CAMINHA RENATO CAMINHA MARIA AUGUSTA MANSUR


Professor Convidado Professor Convidado Professora PUCRS
Conceitos TRI
Maternagem e Nutrição Emocional
Os três Pilares da Consciência
Emocional
1) Aceitação

2) A validação emocional diz respeito a capacidade de avaliarmos se a


emoção ativada está coerente com o contexto da ativação, ou seja,
diante do fato ocorrido eu tenho todo o direito de me sentir
menosprezado e, por consequência, estar sentindo raiva. O oposto seria,
creio que está exagerada a forma como estou lidando com um fato que
não é tão importante assim. É uma espécie de auto justificativa e auto
sustentação da emoção.

3) Por fim o terceiro pilar da auto consciência emocional, é o


entendimento das emoções como fenômeno de curta duração.
Função da Empatia
SOCIAL

EMPATIA

EMOÇÕES
Conceitos TRI
Empatia autêntica
◦ Ficar ao nível da criança;
◦ Olho no olho;
◦ Escuta;
◦ Validação;
◦ Autorrelato;
◦ Proximidade física;
◦ Resoluções, caminhos.
Repensando o peso ambiental e o coeficiente de
herdabilidade do temperamento
Evolução: do gesto à palavra
Neandertal
3. O social
A gratificação Social do convívio humano
O Consumo X Convívio Social Recíproco
TRI: os três pilares da empatia
4.
Relacionada a luta, fuga ou freezing ativando o sistema biológico de defesa.
Ativação Sistema Nervoso Simpático.
Disfuncionalidade: ligada ao desencadeamento dos Transtornos de Ansiedade.
Funções básicas: preservação da vida, avaliação de prejuízo e risco.

Relacionada a situações de vulnerabilidade ou defesa (luta).


Disfuncionalidade: explosivo intermitente no descontrole da raiva. Altos níveis
de estresse e agressividade.
Funções básicas: relacionada a reação ao predador, proteção ao ninho e
território. Preserva o self numa função mais secundária.
Exercícios BE
Exercitando Empatia e percepção
pessoal das emoções
EMOÇÕES DESAGRADÁVEIS DE SENTIR
Exercitando Empatia e percepção
pessoal das emoções
Emoções Agradáveis de Sentir
* vídeo
Sessão 6
Revisão das tarefas da semana.
Exercícios dos parâmetros das
emoções. As emoções e suas
intensidades nas formas de ondas.
Selecionar as principais técnicas
aprendidas para compor a Farmácia
TRI.
Exercitando os parâmetros
para classificação da emoção
EMOÇÕES DESAGRADÁVEIS DE SENTIR
EMOÇÕES AGRADÁVEIS DE SENTIR
Peça um exemplo para a criança
e classifique junto com ela.
Prescreva como tarefa de casa
com participação da família
sempre que alguma emoção
ativar. Dê enfase nas emoções
com maior difuculdade de
discriminação.
Peça um exemplo para a
criança e classifique junto com
ela. Prescreva como tarefa de
casa com participação da
família sempre que alguma
emoção ativar. Dê enfase nas
emoções com maior
difuculdade de discriminação.
As Emoções e os modos de
pensamentos

Emoções agradáveis de Emoções desagradáveis


sentir de sentir

Pensamentos que Pensamentos que


ajudam não ajudam
(pensamentos (pensamentos
verdes) vermelhos)
Medir intensidade e freqüência
Propor ficar
Participar coisas juntos
junto

carinho
Falando abraçar
pra eles
sorriso
Perguntar
sobre
eles
beijar
Logo posso
demonstrar meu amor elogio
por eles e me
preocupar com a
felicidade deles

De que maneira
posso
demonstrar???

Máquina de Difusão
Sessão com pais
ENTREVISTA COM PAIS: FEEDBACK
DO TRABALHO E ORIENTAÇÕES
Você sabe o que são
comportamentos?
(PSICOEDUCAÇÃO ACERCA DOS
COMPORTAMENTOS)
ENSINANDO O EFEITO
BUMERANGUE
Durante os nossos dias fazemos várias
coisas que podem ser chamadas de
comportamentos. Levantar da cama, ir à
escola, estudar, brincar, praticar esportes
e até mesmo dormir são
comportamentos. Eles são motivados
pelas nossas emoções e pelos
pensamentos. Muitos dos nossos
comportamentos podem ser chamados
de comportamentos que não ajudam
(comportamentos vermelhos) e podem,
mesmo sem sabermos disso, nos trazer
problemas. Também temos muitos
comportamentos que podem ser
chamados de comportamentos que
ajudam (comportamentos verdes), esses
comportamentos contribuem para que
nossa vida e nosso ambiente sejam mais
agradáveis.
Os nossos comportamentos são como bumerangues. O que nós
“lançamos” costuma voltar para nós mesmos. Por exemplo, quando
alguém está com raiva acaba “lançando” xingamentos, agressões,
hostilidades e acaba por gerar raiva e, à vezes, medo nas pessoas. O
que voltará para essa pessoa que lançou coisas ruins pela raiva?
Voltarão xingamentos, agressões, hostilidades e ela receberá ainda de
volta raiva e medo. Com o efeito bumerangue aprendemos que nossos
comportamentos retornam na mesma forma que foram lançados.
Coisas positivas geram bem-estar; coisas negativas geram mal-estar.
Raiva gera medo e raiva. Tristeza gera desânimo e mais tristeza. Alegria
gera bem-estar e conforto social. Amor gera amor e cuidado.
VOCÊ LEMBRA O QUE É
BEM-ESTAR?
Lembre que as emoções e os
pensamentos estão sempre
presentes em nossas vidas mas é
durante o Bem-Estar que
conseguimos ter uma visão mais
clara da vida, das pessoas e das
coisas à nossa volta. Lembre que o
Bem-Estar é o barco em águas
calmas sem grandes sacolejos, sem
grandes sacodidas.



Passo 10: Monitorando o percurso do meu bumerangue
Hora do mundo real




OBRIGADA!

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