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bermoes

expositivos
N OVO TESTA M E NTO

SERMÕES EXPOSITIVOS é composto por esboços COMPLETOS

Os esboços percorrem todo o Novo Testamento e ajudarão àqueles que


desejam ministrar sobre todas as partes da Bíblia. Enriqueça seu conteúdo
com dinamismo e criatividade!

Testados pelo autor em duas formas diferentes de aplicação: como


orientação para a pregação e como roteiro para palestras na Escola Bíblica.
Excelente apoio para o pregador!

Grande variedade de ilustrações práticas.

Notas para enriquecimento do tema abordado. Orientações simples, mas


fundamentais para o bom desempenho de quem estiver ministrando.

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ZlriEDlIORA

www.adsantos.com.br

Soluções simples para cativar e manter o ouvinte.


Sobre o autor:

ANTÔNIO RENATO GUSSO é pastor e escritor. Bacharel, Mestre e doutor em Teologia na


área de Antigo Testamento. Mestre e doutor em Ciências da Religião, pós-doutor em
Teologia.

9 788574 592244

É diretor da Faculdade Batista Pioneira.

Copyright©2010 por Antônio Renato Gusso


Capa:

Igor Braga Foto do autor:

Tiago Velloso Diagramação:

Manoel Menezes Impressão e acabamento: Gráfica Betânia

Todos os direitos reservados por:

A. D. Santos Editora

Al. Júlia da Costa, 215

80410-070 - Curitiba - Paraná - Brasil

+55(41)3207-8585

www.adsantos.com.br

editora@adsantos.com.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CEP)

Gusso, Antônio Renato.

Sermões expositivos em todos os livros da Bíblia - Novo Testamento / Renato


Gusso - Curitiba: A. D. SANTOS EDITORA, 2010. 120 p.

ISBN - 978.85.7459-224-4

1. Bíblia - Mensagens 2. Esboços para Sermões

CDD - 250

Ia Edição: Setembro / 2010 - 3-000 exemplares.

Edição e Distribuição:
EDITORA

Proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios a não ser em citações breves, com indicação
da fonte.

SANTOS

AGRADECIMENTOS

Cada esboço de sermão que faz parte deste livro está baseado em uma passagem
bíblica. Para mim, e creio que para os evangélicos em geral, a Bíblia é a pura
Palavra de Deus. Assim, ao concluir este trabalho de composição, eu não poderia
deixar de agradecer, primeiramente, ao Senhor. Portanto quero dizer: Muito
obrigado, Pai, por ter se revelado por meio da Bíblia e por ter me dado a honra
de, antes de transformar estes esboços em um livro, pregar e ensinar a sua
Palavra por meio de cada uma dessas mensagens.

Também não posso deixar de agradecer à minha família: minha esposa Sandra,
meu filho Francisco, minha filha Ana, meus pais, Francisco e Lourdes, meus
sogros, irmãos, cunhados, tias e sobrinhos, incenti-vadores incansáveis de meu
trabalho. O meu muito obrigado a todos vocês que me acompanham tão de perto
nesta caminhada.

Ainda desejo expressar a minha gratidão aos membros da Igreja Batista Agape,
para os quais foram preparados, inicialmente, os esboços ilas mensagens que
compõem este livro. Muito obrigado irmãos! Compartilhar com vocês a Palavra
de Deus nestes quase vinte anos de ministério tem sido um privilégio para mim.

Pr. Antônio Renato Gusso

INDICE

I essaloniccnses 3:1-2

INTRODUÇÃO

Muitos são os pregadores que têm compartilhado com seus colegas, leigos ou
não, por meio de livros, sermões e estudos bíblicos, completos ou em esboços,
lições recebidas da Palavra de Deus em meio às lutas do ministério. Mas, como a
ceara continua sendo grande e os ceifeiros continuam sendo poucos, creio que
ainda há lugar para este e outros livros mais que ajudem os trabalhadores do
Reino a desempenharem melhor o seu papel de divulgadores das verdades
bíblicas.

“Mensagens para Hoje”, ainda que semelhante a outros livros do mesmo gênero,
em alguns aspectos, contém algumas diferenças fundamentais da maioria dos já
publicados no Brasil. Mesmo deixando espaço para a criatividade daqueles que o
utilizarão em suas pregações, um dos destaques é que é além dos pontos básicos,
as divisões principais do estudo, os esboços apresentam também: introdução,
conclusão, sub-pontos, ilustrações e orientações gerais para o bom
desenvolvimento da mensagem e para que o pregador possa acompanhar bem a
maneira de pensar do autor. As orientações podem aparecer no corpo dos
esboços e também nas notas, no final do livro, que para uma boa utilização
dos esboços devem ser consultadas sempre.

Cada esboço está baseado em um texto bíblico em particular e, conforme os


objetivos destacados no início de cada um deles, procura levar os ouvintes não
só a conhecerem mais um assunto bíblico, mas a praticarem as lições ensinadas.
Daí o seu título “Mensagens para Hoje”, enfatizando a atualidade e a praticidade
dos assuntos abordados.

Os esboços percorrem toda a Bíblia, nenhum dos livros considera-11< ts (


anônicos (inspirados) no meio evangélico é deixado de fora. Assim, (i ll vn i
pode ajudar também àqueles que desejam pregar em todas as parte', da Bíblia,
mas que têm encontrado alguma dificuldade para fazer isto. Também é bom
informar que estes esboços já foram testados em duas formas diferentes de
aplicação: como orientação para a pregação feita do

púlpito, durante os cultos, e como roteiro para palestras na Escola Bíblica. Eles
não possuem, então, apenas uma função. Podem ser utilizados tanto pelo
pregador como pelo professor.

Minha esperança e oração é que sejam utilizados como base para estudos e
pregações que ajudem outras pessoas a conhecerem melhor a vontade de Deus
expressa na Bíblia; ou que sirvam como fonte de inspiração para mensagens
ainda mais eficientes do que estas que tenho pregado. Acima de tudo, que Deus e
sua Palavra sejam exaltados por aqueles que venham a utilizar este livro!
Pr. Antônio Renato Gusso

i. O CONVITE DE JESUS

MATEUS 11:28-30

Objetivo: Submeter-se, espontaneamente, às orientações de Jesus.

INTRODUÇÃO

> Durante a nossa vida toda nós recebemos convites, seja para festas, para
fazermos parte de algum grupo, para assumir uma função, para entrarmos em
alguma sociedade, para fazermos algum curso...

> Alguns são bons e nos alegram (Citar alguns), outros nos
entristecem (Exemplo: Os interesseiros...).

> Quanto mais importante for a pessoa que nos convida maior importância
damos ao convite (Exemplos).

> Hoje quero falar do convite feito pela pessoa mais importante que já esteve
na terra. O convite de Jesus.

> Preste atenção, pois a não aceitação deste convite, diferentemente de muitos
outros que recebemos e desprezamos sem maiores conseqüências, pode fazer
diferença em toda a sua vida, agora e eternamente.

1. E dirigido a todos os necessitados____

1.1. Um convite, nem sempre, mas de preferência, é feito para alguém que está
bem. Por exemplo: a) Se convidamos alguém para uma festa, salvo interesses à
parte, é porque vemos na pessoa uma companhia agradável; b) Se convidamos
para trabalhar conosco é porque percebemos que ela trabalha bem, etc.

1.2. Jesus, superior a tudo e a todos, tinha mesmo que ser diferente ao fazer um
convite. O convite dele não é endereçado a boas companhias, ou para quem está
bem, mas para todos os necessitados (v. 28a).

13. Isto está de acordo com o que Ele já havia dito antes, quando criticado pelos
fariseus por comer com pecadores, disse: “Os sãos não precisam de médico, e,
sim, os doentes” (Mt 9:12).

1.4. Da mesma forma o convite de Jesus não é para quem está bem, mas para
todos os cansados e sobrecarregados, pessoas que estão com problemas, que
precisam de ajuda, pessoas normais como nós!

1.5. Se tudo está bem em sua vida, se não há nenhum problema, este convite
não é para você. Mas se você está cansado e sobrecarregado, Jesus o está
convidando. O melhor a fazer e aceitar este convite de Jesus.
<
2. Convida a aprender de Jesus mesmo_

2.1. O convite de Jesus, diferente de qualquer outro, ainda nos convida para
aprendermos de Jesus mesmo.

2.2. Ele não chama ninguém para que venha e aprenda uma lista de regras, mas
que aprendam dele.

23. Ele não é um teórico que só fala, é um prático que ensina fazendo. Tanto é
assim que a palavra que está traduzida por vinde (deute -Seute), poderia ser
traduzida por aproximai-vos de mim, cheguem perto.

2.4. Aprender de Jesus é observar como é que Ele age para que também assim
nos comportemos.

25. Pena não podermos observar Jesus andando com a multidão, tratando dos
necessitados, ensinando, confortando os cansados, como os primeiros discípulos
puderam, mas ainda podemos aprender dele.

2.6. O convite está na Palavra de Deus e por ela Jesus continua ensinando.
Olhe, nas páginas dos Evangelhos qual é o comportamento de Jesus, e aprenda
dele, o maior de todos os mestres!

3. Exige submissão de quem o aceitar

3.1. O convite de Jesus também exige submissão de quem o aceitar. Ele é para
todos, mas não para qualquer um. Há um preço a ser pago e parte deste preço é a
submissão ao Mestre.

Ilustração: Nunca vou esquecer das instruções de um reconhecido


evangelista internacional ao treinar pessoas para a evangelização. Ele, no

afã de conquistar pessoas para o Reino de Deus, bem intencionado, mas

deixando de lado as orientações da Bíblia dizia: Lembrem-se, ao evange-

lizarmos alguém devemos ser como bons vendedores mostrando só as coisas


agradáveis, as vantagens que a pessoa terá ao aceitar a Jesus. Seguindo este
raciocínio, deixando o preço do discipulado de lado, certamente, teríamos que
admitir, observando este texto, e outros também, que Jesus era um péssimo
evangelista, pois Ele não deixava de apresentar o custo para aquele que desejava
ser seu seguidor. Não caia no erro de utilizar a mentira para pregar a verdade!
Jesus nunca escondeu isto de ninguém, pois deseja discípulos que estejam
dispostos a pagar o preço.

3.2. Duas vezes aparece a palavra jugo no texto que estamos vendo. Isto é um
símbolo de submissão!

3.3. Como exemplo pode ser visto o texto em que Jeremias orienta Judá e seus
aliados a colocarem, de livre e expontânea vontade, os seus pescoços sob o jugo
do rei da Babilônia (Jr 27:1-12).

3.4. Jesus convida: “tomai sobre vós o meu jugo”, exigindo submissão. Ele se
apresenta neste texto como manso e humilde de coração e convida pessoas para
que, humildemente, se coloquem sob a sua autoridade.

4. Promete alívio e descanso _______

4 1 Está claro que este convite de Jesus exige compromisso, mas também
. .

promete alívio e descanso.

4 2 No texto grego fica evidente a ênfase de Jesus no alívio que Ele promete.
. .

Não é uma possibilidade apenas. Não é que talvez você encontre descanso. E
promessa de Jesus: Você encontrará descanso!

43 Ele convida a se colocar debaixo de seu jugo sim, mas explica que este jugo é
leve, diferente de qualquer outro que você possa estar debaixo (E é bom saber,
quem não está sob o jugo de Jesus está debaixo de algum outro, como do
pecado, da própria vontade, quando n;lo de Satanás).
•I I I le convida para tomar o seu fardo, mas garante que o fardo é leve. Em
suma, Jesus mesmo garante: Deixe o jugo que você está carregando, troque-o
pelo de Jesus, e você, finalmente, achará descanso!

CONCLUSÃO

> Você está cansado, sobrecarregado, cheio de problemas? O convite é para


você. Aproxime-se de Jesus!

> Jesus o está convidando para que aprenda dele, para que, humildemente, se
coloque sob sua autoridade.

> Qualquer outro convite, por mais importante que seja, ao ser rejeitado terá
implicações apenas para esta vida. Este de Jesus tem também implicações
eternas. O que você fará com este convite?

COM JESUS NO BARCO

MARCOS 4:35-41

Objetivo: Compreender o verdadeiro papel de Jesus em suas vidas.

INTRODUÇÃO

> Não é novidade para ninguém: vivemos em um país cheio de problemas!


(citar alguns).

> Milhões de pessoas procuram, desesperadamente, as soluções para as suas


dificuldades e segurança.

> Diante disso estão surgindo cada vez mais igrejas, que estão interessadas em
números e não em pregar a verdade, utilizando estratégias de marketing
explorando o tema solução de problemas.

> Vergonhosamente, uma igreja que se diz cristã tem utilizado placas com esta
frase: Pare de Sofrer! (dando a falsa ideia de que uma pessoa em companhia de
Cristo passa a ser isenta de sofrimentos).
> Alguns vendem o Evangelho como mercadoria e ainda utilizam propaganda
enganosa para isto.

> Vejamos neste texto o resultado verdadeiro de contarmos com Jesus no barco
(ou seja: junto de nós).

1. Não temos garantia de ausência de problemas

(v. 37)___

1.1. Os discípulos estavam literalmente com Jesus no barco (estavam cruzando


o Mar da Galileia).

1.2. A presença física de Jesus não lhes garantiu a ausência de


problemas (quase foram a pique).

15. Não foi um probleminha que eles enfrentaram:

a) O texto original fala de um grande vento - um megalê anemou;

b) A palavra megalê ou mega passou para o português como um prefixo que


confere a ideia de muito grande como: megaempresário; megamercado e outros;
algo que vai além do super;

c) Em outras palavras, os discípulos, mesmo com Jesus, enfrentaram um


“megavento”, algo terrível que em Mt 8:24, no original, é chamado de maremoto
(seismos - de abalo sísmico).

1.4. Eles não foram os únicos nem os últimos a contarem com a presença de
Jesus e passarem por grandes dificuldades (dar exemplos:

a) Da Igreja Primitiva, b) Da História do Cristianismo, c) Dos primeiros


missionários no Brasil, d) Da atualidade - exemplos pessoais ou da Igreja Local).

1.5. Ninguém se iluda, a vida cristã não é um mar de rosas e muitas vezes é
uma verdadeira guerra, a Bíblia e a prática nos mostram que nunca tivemos a
garantia de ausência de problemas!

2. Não ficamos dispensados de fazer a nossa parte


(vs. 38 e 40)_______

> Os discípulos apavorados diante do grande problema pensaram que não


havia mais saída.

> Logo estão acordando Jesus, que dormia no barco, e cobrando dele uma
solução (Eles disseram no v.38b: Não te importa que pereçamos?!) Como quem
diz: Faça alguma coisa para nos salvar!

2.1. Os Discípulos não Estavam Dispensados de Fazer a Parte que


lhes Cabia

2.1.1. O que eles não tinham percebido é que não estavam dispensados de
fazer a parte deles;

2.1.2. Algumas versões mostram que Jesus os chamou de tímidos (v.40), não é
o ideal. Outras de medrosos e, com base no original, é possível dizer que Jesus
os chamou de covardes (deiloi).

2.13. Não era hora de ficarem desesperados como ficaram, mas sim de
exercitarem a fé que diziam ter.

2.2. Nós Também não Estamos Dispensados de Fazer a Parte que


nos Cabe

2.2.1. Reclamar com Jesus em meio às dificuldades (dizer: o Senhor não se


importa com o que está me acontecendo?) é o mesmo que declarar a nossa total
falta de fé.

2.2.2. Na hora da dificuldade é que realmente temos a chance de demonstrar a


qualidade de nossa fé.

2.23. Não seja covarde, diante das dificuldades demonstre que confia em Jesus.
Faça a sua parte: creia!

3. Temos a garantia de um final feliz (v. 39)____________

31 Com Jesus no barco (junto conosco) não temos a garantia de ausência de


problemas, nem somos dispensados de fazer a nossa parte, crer sempre, mas
temos a garantia de um final feliz.
3.2. Aquele megaproblema que os discípulos enfrentavam, o maremoto, para
Jesus não era nada.

3.3. Com seu poder e autoridade repreendeu o vento e o mar e logo tudo ficou
muito calmo (v. 39).

3.4. O texto mostra que o maremoto não se tornou apenas em bonança mas sim
em grande bonança (aparece, mais uma vez, a palavra mega), Jesus transformou
um megaproblema em megasolução, tenho a impressão de que aquelas águas
nunca estiveram tão calmas antes.

33. Por mais terrível que seja a tempestade que você enfrenta ela pode ser
transformada em calmaria (calmaria espantosa que só pode ser criada por um
poder sobrenatural como o de Jesus).

3.6. Quem conta com Jesus no barco chegará a um porto seguro, sempre terá um
final feliz!

CONCLUSÃO

> Talvez alguém possa pensar: Mas, pelo que ouvimos na mensagem, nem
sempre o cristão termina bem. (puro engano - quem está com Jesus, ainda que
morra, termina bem, pois está com aquele que tem autoridade sobre o mundo dos
vivos e o mundo dos mortos - Ele nos garante a vitória e vida eterna!).

► Naquela ocasião, com a demonstração de poder, os discípulos ficaram com


mais medo do que já estavam. Aparece pela terceira vez no texto a palavra mega
(ficaram com grande temor - v. 41a).

> Eles ainda estavam em dúvida a respeito de quem era Jesus (v. 41b)
e ficaram assustados (megaamedrontados) com a presença Divina no barco.

> Nós não precisamos temer, sabemos pela Bíblia quem é Jesus e temos
a certeza que com Ele no barco, mesmo enfrentando terríveis tempestades,
chegaremos ao céu onde está a verdadeira felicidade!

> Ele mesmo nos alertou dizendo: “No mundo vocês vão sofrer; mas tenham
coragem! Eu venci o mundo! (João 16:33b na BLH). Fiquemos firmes com o
vencedor no barco, mesmo sofrendo, e alcançaremos a vitória!
3. A SALVAÇÃO TRAZ ALEGRIA

LUCAS 15

Objetivo: Alegrar-se com a salvação própria e também de outros.

INTRODUÇÃO

► Iniciar lendo apenas os versículo 11-32, mas explicar o conjunto


do capítulo, destacando que, muitas vezes, Jesus ensinava por meio de histórias.

► Devemos lembrar, pelo mesnos, de dois detalhes a respeito de


histórias como estas, chamadas parábolas: 1) Elas possuem uma verdade central.
2) Elas estão dentro de um contexto.

► Explicar o contexto mostrando que as três parábolas do capítulo


estão ligadas. Todas estão sendo contadas para tratar do problema que surge nos
versículos 1 e 2: Pessoas estavam se aproximando de Jesus para ouvir os seus
ensinos e alguns religiosos murmuravam mostrando que não gostavam disto.

► As três parábolas estão ligadas. Isto pode ser visto nas palavras que indicam
continuação do assunto como aparecem nos versículos 3, 8 e

11. (Na Revista e Atualizada: “Então”, “ou” e “continuou”).

► São três parábolas com o mesmo objetivo central, mostrar a alegria que a
salvação traz, tratando do mesmo problema, a incoerência daqueles que
murmuravam ao ver pessoas sendo salvas.

► Elas mostram claramente que a salvação traz alegria.

I. A salvação traz alegria a Deus____

11 Podemos ver claramente nestas parábolas que a salvação traz alegria a


Deus. (As três mostram isto).

12 Não devemos nos apegar muito aos detalhes do texto, pois o que interessa
são os ensinos centrais, mas nota-se nas três que Deus é aquele que acha. São
referências a Ele as seguintes frases:

a) “Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida” (v.6).

b) “Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido” (v.9).

c) “Comamos e regoziiemo-nos. porque este meu filho estava morto e reviveu,


estava perdido e foi achado” (vs. 23 e 24).

d) “Era preciso que nos regozijássemos...” (v.32).

13. Deus se alegra por seu povo andar correto, mas se alegra ainda mais ao ver o
pecador voltando atras:

a) Tem 99 e se alegra por uma (v.7).

b) Tem 9 e se alegra por uma (v.8).

c) Tem um que está sempre com ele e se alegra pelo que volta (vs. 31 e 32).

1.4. Deus quer que todos se salvem e se alegra quando um se salva! Pergunta
retórica: Você quer alegrar a Deus.7 Resposta: Ande nos seus caminhos!

Pergunta retórica: Você deseja que Deus se alegre ao extremo, faça festa?
Resposta: Reconheça que é pecador, perdido, e volte para Deus pedindo-lhe a
salvação que há em Jesus! Se você já é um alvo, ajude outras pessoas a serem
“achadas”, a voltarem do caminho da perdição, a reconhecerem que são
pecadoras, a serem salvas!

2. A salvação traz alegria aos anjos de Deus____

2.1. A salvação não traz alegria só a Deus, mas também, aos seus anjos.

2.2. Aquilo que dá alegria a Deus também dá alegria àqueles que o servem de
bom coração.

23. Àqueles que querem agradar ao seu Senhor. Àqueles que sabem que nada
mais podem fazer a Ele, pois Ele não tem necessidade nenhuma. Pergunta
retórica: Afinal, o que poderia alegrar a Deus, presentes, sacrifícios? Resposta:
Deus tem tudo e pode tudo! Parece que Ele só não quer obrigar ninguém a ser
seu servo contra a vontade. Por isso aguarda e deseja a conversão das pessoas.

2.4. Quando a conversão acontece até os anjos se alegram e não com pouca
alegria. A alegria deles na parábola é comparada a alegria de

uma mulher que achando a moeda perdida, não se contendo, chamou as vizinhas
para que se alegrassem com ela (vs. 8-10).

25. Quer mover o sobrenatural? Converta-se, se ainda for necessário e ajude


outros a serem salvos!

3. A salvação deve trazer alegria ao povo de Deus

5.1. A salvação também deve trazer alegria ao povo de Deus. Se não traz é
porque está acontecendo algo de errado (Ou não é verdadeiramente povo de
Deus, ou está em grave pecado, sendo egoísta, querendo tudo para si mesmo!).

Ilustração: Não dá mesmo para entender as atitudes de alguns pretensos cristãos.


Um pastor bastante consagrado, preocupado com a expansão do Reino de Deus,
foi trabalhar em uma igreja muito tradicional. Nesta igreja nada mudava.

I com isto, entrava ano, saia ano e ela continuava pequena, sem influência na
comunidade local. O novo pastor chegou com todo o gás e começou a trabalhar,
principalmente, com os jovens. Depois de algum tempo, percebendo que não
havia nenhum programa de lazer para eles, comprou um simples jogo de tênis de
mesa, e colocou-o em uma das salas da igreja para que os jovens se divertissem.
Aquilo foi um escândalo, para alguns, e motivo de reunião da diretoria. Durante
a reunião, convocada para se ouvir as “explicações” do pastor, um dos líderes
tomou a palavra, com ar de quem sabe das coisas, e disse: Mas pastor, o senhor
não pode lazer isto. Se continuar assim, daqui a pouco, os jovens todos da
cidade l ambém vão estar aqui na igreja juntos com os nossos. O pastor
replicou prontamente e surpreso: Mas não é isto que nós queremos? Diante
da clara evidência de que o discurso era um, mas a prática outra, aquele pastor
deixou o ministério.

Os líderes daquela igreja eram semelhantes aos escribas e fariseus que aparecem
neste texto. Eles se achavam aos próprios olhos, e aos olhos de muitos do povo,
como os perfeitos seguidores de Deus. Contudo, e talvez por isso, murmuravam
ao ver pessoas se arrependendo e sendo salvas (v.2).
5.5. Talvez pensassem: Se Jesus é de Deus deveria estar preocupado conosco,
que somos leais seguidores, devia estar nos bajulando.

Como é que ele perde tempo com estes pulicanos e pecadores? (Explicar quem
eram os publicanos e pecadores).

3.4. Ah! Como a atenção que Jesus dava aos publicanos e pecadores causava
tristeza a escribas e fariseus!

33. Jesus contou as três parábolas para combater este problema. Certamente ele
pode se repetir.

3.6. Existe o perigo de também agirmos assim, de desejarmos continuar sendo


um pequeno grupo de privilegiados, desejosos de receber toda a atenção do
mundo. De não querer dividir nada com ninguém!

3.7. Não podemos esquecer que aquilo que agrada a Deus também deve alegrar
aos seus servos. E salvação agrada ao Senhor. Por isso, ale-gremo-nos com cada
pessoa salva. Não fiquemos de fora desta festa!

4. A salvação traz alegria àquele que é salvo_

4.1. A salvação traz alegria, acima de tudo, para aquele que é salvo, o perdido
que foi achado. Ele é o grande beneficiado pelo ato salvador de Jesus.

4.2. As parábolas aqui tratadas não falam que ele se alegra, mas nem precisa
falar.

43. A parábola do filho perdido em suas entrelinhas (Na mensagem geral),


mesmo não dizendo diretamente que ele se alegra, afirma bem claro isto. Veja:

a) Nos vs. 11-16 está descrita a situação do perdido (Que lástima!).

b) No v. 17 ele cai em si (Percebe sua situação terrível de perdido -Este é o


primeiro passo para que o perdido venha a ser salvo).

c) Percebendo sua situação já se contentaria em ser tratado como um servo do


pai (vs. 18,19);

d) Nos vs. 20-23 nota-se que ele foi recebido de braços abertos e com festa.
(Só quem já passou por esta situação pode saber com certeza qual é o grau de
alegria experimentado pelo perdido que encontra a salvação).

Ilustração: Conta-se que em certa ocasião houve um incêndio terrível em um


prédio de apartamentos. Praticamente todos os moradores daquele prédio
morreram de forma horrível queimados pelo fogo ou into-

xicados pela fumaça. Um homem, porém, muito ferido, todo queimado,


conseguiu chegar até o terraço do edifício e lá, sentindo o calor do fogo prestes a
consumi-lo, esperava o fim trágico, quando foi alcançado por um heroico
bombeiro que, arriscando a própria vida, conseguiu salvá-lo. 1 V'pois de tudo ter
passado, entre muita tristeza alguns estavam alegres. O bombeiro se alegrou
muito pelo sucesso de sua missão. Os companheiros do bombeiro também se
alegraram com a salvação e a vitória do colega. Os familiares e amigos do
resgatado festejaram a salvação daquele homem, mas ninguém se alegrou tanto
quanto ele mesmo. Pois só ele e Deus sabiam exatamente do que ele havia sido
salvo. Assim é a alegria daquele que estava perdido e foi achado por Deus.

CONCLUSÃO

> A salvação traz alegria. Se você é salvo pregue-a a todos, a todo instante, em
todo lugar. Vamos, assim, trazer alegria a este mundo sofrido c perdido!

► Se você ainda não é salvo, não espere mais, arrependa-se de seus pecados e
volte-se para Deus. Ele está te esperando de braços abertos, pronto para se
alegrar, juntamente com seus anjos, seu povo fiel e, principalmente, com você
mesmo.

4. O Amor Entre Cristãos


ii. Paz Além do Entendimento
16. Na Hora da Dificuldade
2i. A Caminhada da Santificação
^■J. O Abandono do Primeiro Amor
Índice de Assuntos
Notas
4. O AMOR ENTRE CRISTÃOS

JOÃO 13:31-38

Objetivo: Demonstrar, de forma prática, amor uns aos outros.

INTRODUÇÃO

> Iniciar lendo todo o texto de João 13:31-38 mas destacar, pela repetição, os
versículos 34 e 35.

> Depois de orar passar a falar da preciosidade das palavras de Jesus (Destacar
a profundidade delas).

> Falar do contexto (última noite de Jesus com os apóstolos - Judas sai para
traí-lo - a hora final chegou...).

> Era um momento de ódio contra Jesus e ele ainda conseguia falar de amor
(isto ele faz nestes dois versículos, 34 e 35, quase perdidos na narrativa, que tem
uma boa seqüência lida sem eles - Ler 33 e 36).

> Jesus naquela ocasião mostrou aspectos importantes a respeito do amor entre
cristãos.

1. E assunto de extrema importância ___

1.1. Em primeiro lugar, mesmo sem dizer com palavras, mostrou que é assunto
de extrema importância.

1.2. Ele não tinha mais muito tempo para ficar com seus discípulos e, é claro,
ele sabia muito bem disto.

13. Quando alguém está para partir não perde tempo com aquilo que é supérfluo,
enfatiza o que é importante (Citar exemplos atuais, como alguém saindo de
viagem e dando instruções aos comandados).

1.4. Jesus tinha pouco tempo e muitos assuntos para tratar, escolheu este! O
assunto é muito importante!
(2.
E um mandamento a ser cumprido

2.1. Vemos no texto mesmo, não nas entrelinhas, que o amor entre cristãos é um
mandamento (v.34a).

VW Mandamento não é opcional, você não escolhe se quer praticar ou não


(Falar dos 10 mandamentos).

‘/ V Isto mostra que o amor entre cristãos é mais do que sentimento é ação (Pode
até mesmo ir contra o sentimento - Pergunta retórica: Espero que não, mas será
que não tem ninguém que você não tem afinidade? Pessoas que acabam
incomodando por seus modos, palavras, brincadeiras, voz, jeito... Resposta: Se
tem, a ordem é amar assim mesmo - preocupe-se em mudar a si mesmo e não
aos outros).

2,4. Você como cristão deve agir de forma a ajudar o irmão, ou suportar (amar
apesar de...).

23. Não podemos esquecer: o amor entre irmãos é um mandamento a ser


cumprido assim como os outros!

3. Deve ter Jesus como modelo __ _ _

3.1. Vemos também, no texto (v.34b), que o amor entre cristãos deve ter Jesus
como modelo.

3.2. Jesus não teme em dizer: “Assim como eu... também vós... uns
aos outros”. Ele não apenas falava de amor, mas vivia o amor.

3.3. Vejamos algumas demonstrações de amor de Jesus para com


seus discípulos: a) Sendo dono de tudo se fez servo, b) Limitou-se a um corpo
humano, c) Aturou discípulos cabeças duras, d) Sujeitou-se à dificuldade, e)
Aturou a pouca fé de alguns (até mesmo a incredulidade inicial). f) Intercedeu
por seus discípulos, g) Sofreu pelos discípulos. h) Alegrou-se com os
discípulos, i) Morreu por eles... (se desejar, ainda citar outros). Isto é parte da
descrição de nosso modelo - Assim devemos amar!

3.4. Muitos escolhem a quem amar. Outros demonstram amor conforme a


ocasião: uns nas dificuldades, outros nas alegrias. Mas, de fato, devemos amar
sempre, se preciso dando nossas vidas como Jesus deu.
4. !'. a marca registrada do discípulo _ _

4.1. Jesus ainda nos mostra que o amor entre os cristãos é a “marca registrada”
de seus discípulos.

4.2. Certas pessoas se dizem cristãs e agem sem amor. Pergunta


retórica: Seriam estes, realmente, Cristãos? Resposta: De maneira nenhuma!

43. Fique alerta. Um cristão não é conhecido como discípulo de Jesus, diante do
mundo, por causa da roupa, do cabelo, por andar com a Bíblia, por não fumar,
por não beber, ou por não andar neste ou naquele lugar (Devemos cuidar destas
coisas, mas é o amor reciproco que nos identifica como discípulos).

4.4. O amor entre os irmãos é a marca inconfundível do cristão (Ver o v.35).

43. Quando amamos aos irmãos estamos sendo discípulos, seguidores de Jesus,
porque ele nos amou e ama, apesar de todas as nossas falhas.

4.6. Ame aos seus irmãos, de forma prática não só na mente, isto vai mostrar ao
mundo quem você é!

CONCLUSÃO

> Não estou repreendendo ninguém, estou falando por amor, relembrando
nosso dever.

> Dou graças a Deus por todos aqueles que têm demonstrado na prática que
realmente amam aos irmãos.

> Mas, sempre podemos melhorar. O amor perfeito você só encontra nos
jardins ou na floricultura (alusão à uma flor com este nome) e no próprio Jesus, o
nosso modelo de amor. Portanto, enquanto não nos igualarmos a ele, o que é
impossível, devemos e podemos continuar buscando o crescimento nesta área.

> Continuemos, então, buscando a perfeição, amando-nos uns aos outros


intensamente, e, com isto, mostremos a todos que somos, verdadeiramente,
seguidores de Jesus!
5. A HORA E AGORA

Atos 8:1-8

Objetivo: Testemunhar de Cristo em qualquer situação.

INTRODUÇÃO

> balar na hora certa é uma virtude que deve ser cultivada (é algo
muito precioso-Pv 25:11).

> A palavra “bem-dita”, no momento que é necessária, se toma em palavra


“bendita”.

> Na pode consolar, estimular, orientar, ensinar, desviar do perigo, ajudar,


repreender...

> A maioria dos cristãos sabe disto e espera para abrir a boca na hora i iTta.

> O que muitos não percebem é que em relação ao Evangelho esta regra lido
vale (2Tm4:l-2), (devemos pensar na maneira certa, mas não na In a a, pois a
hora é agora). Por que a Hora é Agora?

I 1‘orcfue toda kora é hora de pregar o evangelho_____

II Náo existe um momento especial e se o aguardarmos nunca pregaremos.

I'J Ve|ain quais eram as condições da Igreja Primitiva no texto que lemo* (At
8:1-4);

a) Estevão havia sido apedrejado pelos opositores (Texto anterior -Aí 7:54-60);

Id I i vantou-se grande perseguição contra a igreja (At 8:1);

i) O* discípulos, não os apóstolos, fugiram para o interior de Judá e Snmnria (At


8:1;

d) Nuulo invadia casas e levava homens e mulheres para a prisão

(Al 8:1).
1.3. Aparentemente não era a hora de pregar (era hora de se calar e
se esconder), mas eles aproveitaram as viagens forçadas para pregar por toda
parte (At 8:4).

1.4. Eles sabiam que sempre é hora (não perdiam oportunidades,


mesmo arriscando as vidas).

2JPorque nós já temos a mensagem

2.1. Os que fugiram e pregavam o Evangelho não foram os apóstolos (Atos


8:1).

2.2. Eram pessoas simples, mas que possuíam uma mensagem (como todo
cristão):

a) Conheciam a Cristo como conhecemos (Tinham uma experiência de


conversão).

b) Sabiam que a salvação é pela graça como sabemos.

c) Sabiam que todos os homens sem cristo estavam condenados ao inferno


como...

d) Sabiam que Jesus é o único meio para a salvação como sabemos. 23.
Tinham mensagem e não podiam deixar de falar, como nós também

temos e não podemos!

3. Porque o povo quer ouvir_

3.1. O significado da palavra Evangelho é “Boa Nova” (quem não gosta de


boas notícias?).

3.2. Se alguém quer ouvir é hora de pregar.

33. No texto, não vemos que os discípulos tinham dificuldades para encontrar
auditório v.6.

3.4. Multidões ouviam a mensagem de Filipe, e muitos hoje também querem


ouvir.
33. Muitos querem ouvir deste caminho, como você também queria, talvez sem
saber.

3.6. Vamos matar a fome e a sede espiritual deste povo apresentando-lhe Jesus!
(A Hora é...).

4. Porque Deus está conosco

4 1 Percebemos nos vs. 6b e 7, que Filipe não estava só (Deus estava com ele e
. .

com outros).

'I l2. Deus também está conosco (Temos esta promessa na Bíblia e confirmamos
dia a dia)

Obn.: contar alguma experiência pessoal de ajuda divina para teste-

miinhar.

•I V Nós nunca estamos sozinhos (Deus está conosco e nos usa em seu trabalho).

I I (labe a nós não nos calarmos. Estarmos disponíveis. Porque a hora é agora!

CONCLUSÃO

► (>s primeiros cristãos tinham uma mensagem (Jesus é o Salvador


esperado).

i’ Filipe pregava a mesma mensagem (houve alegria na cidade de Sama-i i.i


quando lá pregou).

► A 11 ;reja sempre teve esta mensagem (por isso você pôde conhecê-la).

► Ag» n a você tem esta mensagem. Não pode negá-la aos que ainda não
a pomtuem.

► Você precisa pregar o Evangelho, esta “boa nova”, porque a Hora é agora I

6. VENÇAM O MAL!
ROMANOS 12:17-21

Objetivo: Vencer a tendência para o mal que tenta vencê-los.

INTRODUÇÃO

Ilustração: Os seres humanos possuem uma capacidade incrível para vencer


obstáculos e desafios. Assim é na área da saúde, onde já se fala até em
transplante de corpo; na área da tecnologia que levou, por exemplo, uma
motocicleta a atingir, em 1920, a incrível velocidade de 166,704 Km/h e outra,
setenta anos depois, em 1990, a velocidade de 514,44 Km/h.1 Na área dos
esportes nem se fala! As olimpíadas se repetem e marcas que pareciam
impossíveis de serem ultrapassadas são vencidas por atletas que logo também
serão deixados para trás, pois surgem outros que vencem os novos desafios. O
que o ser humano continua mesmo sofrendo para vencer é a sua tendência para a
prática do mal. Isto está arraigado no coração!

> Há uma luta dentro de nós, e Paulo a descreve assim: “Pois o querer o bem
está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o
mal que não quero, esse faço.” (Rm7:18b-19).

> O ser humano, normalmente, tende para a prática do mal. Se formos vítimas
de algum mal então..., hum! !Achamos-nos no direito de também praticá-lo
contra quem nos atacou.

> Ao agirmos assim somos vencidos pelo mal, mas como cristãos devemos
procurar vencê-lo.

> Este obstáculo é difícil, mas sigam estas orientações da Bíblia e vençam o
mal!

1. Não retribuindo a maldade com o mal (17a)

1.1. Isto não é nada fácil. Nossa tendência é pagarmos, no mínimo, com a
mesma moeda, quando não vamos muito além. Ainda mais que, aos nossos
olhos, temos direito de tratar como nos trataram.

II Tevemos levar em conta que isto é uma ordem da Bíblia e está em plena
sintonia com a pregação de Jesus que nos mandou não resistir ao perverso, mas
sim, oferecer a outra face (Mt5:39).

Ilustração: Conta-se de um novo convertido que foi abordado por um rx


companheiro de bar, um pouco alto pelo efeito da bebida, que resolveu fazer um
teste com ele para ver se, de fato, o ex-bebum havia se con-veitIdo a Jesus. Disse
ele ao novo convertido: Quero ver se você é mesmo i tento! E, pléft, desferiu-lhe
um tapa no rosto enquanto continuava dl/etido: E Jesus mandou dar o outro
lado... Nisto o novo convertido, já iigiuiudo ao pescoço do agressor outro
respondeu, enquanto apertava: Al ml.i não li isso não, onde cheguei na leitura da
Bíblia só diz olho por i «li m e dente por dente... Para azar do agressor ele havia
começado a lei-I ura da Bíblia pelo Antigo Testamento e ainda não conhecia esta
passagem do Novo Testamento.

I ^ Nós não temos esta desculpa. Conhecemos a palavra de Jesus e a que se


encontra neste texto. Se pagarmos com a mesma moeda, estaremos cometendo
mal da mesma forma que nosso agressor!

IS meando a paz com todos (18) __ __

’ I Nem sempre é possível estar em paz com todos. Alguns odeiam a paz e iiAo a
querem.

.’I I dst em pessoas que não só odeiam a paz mas amam a confusão (buscam-na
em todos os cantos).

JMie., quanto depender de nós, devemos ter paz com todos (até com n m.its
encrenqueiro).

*» í duein sabe um aceno com a paz venha a transformar aquele que só I x ir a na


guerra (falar do efeito de uma bandeira branca na guerra -um simples pedaço de
pano pode parar um batalhão).

'J i Irxus chama de feliz o pacificador, aquele que promove a paz (se vi it é quer
ser feliz, espalhar felicidade e vencer o mal, como este fPXlo mostra, busque a
paz com todos).

3. Deixando a vingança com Deus (19)___ ___

3.1. Deus não nos deu o direito de vingança. Ele bem sabe que isto leva
à desgraça (todos conhecemos algum caso de vingança que acabou em problema
ainda maior - O que falar das famílias do norte do Brasil que se matam por
gerações e gerações em nome da vingança? Ele fez assim eu também!).

3.2. A vingança é como uma bola de neve que vai crescendo, crescendo... Até
levar todos os envolvidos à derrota. E a pura manifestação do mal que habita no
ser humano, incentivada pelo diabo.

33. Ela é sutil e pode se manifestar até em aparentes pequenas coisas na própria
igreja (Exemplo: ele, ou ela, não colaborou com minha atividade, também não
colaborarei com a dele; ele falou de mim sem saber, também eu vou inventar
algumas estorinhas a respeito dele. Ele não me cumprimenta, eu também não o
comprimento - E tudo fica como o diabo gosta e o mal cresce cada vez mais!).

3.4. Para vencer o mal temos que deixar a vingança com Deus. Ele é justo e
retribuirá se for preciso!

4. Retribuindo a maldade com o bem (20)

4.1. Este é o golpe de misericórdia, o golpe final na maldade, retribuir com o


bem, a arma de Jesus!

4.2. Devemos agir de forma positiva com aqueles que usam do mal para nos
atingir.

43. Ora! Se alguém nos faz o mal e nós retribuímos com o bem, no mínimo o
deixaremos confuso, mas ao que parece, o deixaremos envergonhado e o
levaremos ao arrependimento, vencendo o mal.

4.4. A Bíblia está dizendo que amontoaremos brasas vivas sobre a cabeça dele.
Alguns dizem que isto é uma referência a um ritual que era praticado no Egito,
onde a pessoa para mostrar publicamente seu arrependimento levava na cabeça
uma bacia cheia de brasas.2 Bonita figura para descrever aquele que recebe o
bem em troca do mal que praticou! (Fica de cabeça quente mesmo!).

43 O caminho da vitória sobre o mal, indicado pela Bíblia, é retribuir o mal com
o bem!

CONCLUSÃO
IIiinIração: Um episódio da vida de Abraão Lincoln descreve bem a li uçu que
há em pagar o mal com o bem. Conta-se que ele tinha um inimigo declarado e
implacável, chamado Edward M. Stanton. Em todas as i '| H ii i unidades que
tinha, este inimigo o estava atacando publicamente. ( i ml udo, mesmo sendo
difamado por este inimigo tão ferrenho, Lincoln 11 mseguiu ser eleito presidente
dos Estados Unidos. E qual não foi a sur-picfii» de todos, e a preocupação dos
seus assessores, quando ele convidou rule Neu inimigo, que também tinha
grandes qualidades, para fazer parte de Neu grupo de ministros.

I >III UI IIE TODO SEU GOVERNO SEMPRE TRATOU BEM O EX-INIMIGO, O QUAL SE TOR-IN UI
M U MINISTRO DA GUERRA. TRATAVA-O DA MESMA MANEIRA QUE TRATAVA NE US
OUTROS COLABORADORES, COM RESPEITO, COMO SE NUNCA TIVESSE HAVIDO QIIIILQUCR
PROBLEMA ENTRE ELES.

Algm is unos depois, pela ocasião da morte de Lincoln, enquanto o corpo du


presidente estava sendo velado, seu ex-inimigo, completamente mililiuln, ao
lado do caixão dizia emocionado: Aí está o maior gover-ItMItle que já existiu!3

► Nnn existem evidências de que ele tenha dito isto apenas porque o picNldcnte
já estava morto, não! Ele, realmente, é mais uma prova de que e possível vencer
o mal com o bem!

I I'm Isso meus irmãos e minhas irmãs, não desanimem, continuem a lulu,
lembrem-se das sábias palavras da Bíblia e “Não deixem que o mui vença vocês,
mas vençam o mal com o bem” (NTLH-v. 21), pois i <iii i u única maneira de
vencê-lo!

E" /<r>o
7. A MENSAGEM DA CRUZ

1 CORÍNTIOS 1:18-25

Objetivo: Quero que os ouvintes creiam e preguem a respeito dos efeitos da


morte de Jesus.

INTRODUÇÃO
> Depois de ler o texto base e orar dar início à pregação explicando o que é a
Mensagem da Cruz.

a) Ela é a grande notícia que o mundo precisa ouvir;

b) Todas as pessoas estavam perdidas até que a solução chegou por meio de
um homem: Jesus;

c) A Bíblia mostra que todos pecaram e que o pagamento por isto é a morte
(Jesus morreu por nós);

d) A mensagem da cruz é boa nova, é o Evangelho, é o anúncio de que Jesus


morreu para nos salvar.

> A mensagem é uma em sua essência, mas possui significados diferentes para
pessoas diferentes.

> Ela tem um significado para aqueles que se perdem (os que não creem nesta
mensagem) e outro para aqueles que se salvam (os que creem nesta mensagem).

1. Para os que se perdem

> De forma geral poderíamos separar todos os seres humanos em dois grupos,
em relação à salvação, aqueles que estão se perdendo e aqueles que estão se
salvando.

> Dentro do grupo dos que se perdem existem, basicamente, outros dois tipos
de pessoas, os quais o texto separa como Judeus e gregos, ou gentios (explicar
que gentio significa qualquer não judeu).

1.1. Para uma Parte dos que se Perdem a Mensagem da Cruz é Ofensiva

II I Assim o era para os judeus e para muitos em nossos dias.

11 Os judeus haviam criado uma expectativa de como deveria ser o salvador (O


Messias), Ele deveria ser alguém que demonstrasse grande autoridade e poder.

II V Eles não podiam aceitar que o salvador viesse e morresse em uma cruz para
salvá-los, esperavam um rei para libertá-los e ajudá-los a conquistarem outras
nações.
I M O verdadeiro lhes era ofensivo e servia de escândalo (v. 23). O sig-

nlficado melhor de escândalo é pedra de tropeço.

II» I spcravam determinados sinais do salvador - v. 22 (Mt 12:38 e João 6:30) e


um messias como Jesus servia-lhes de armadilha (tro-pcço).

II (i Assim como os judeus daquela época muitos em nossos dias estão

.iliás de sinais para que a Palavra de Deus seja confirmada, não i onseguem
aceitá-la como é.

I ’ I ’.ira Outra Parte dos que se Perdem a Mensagem da Cruz é Lou

cura

I '21 Assim era para os gregos e ainda é para muitos hoje em dia (Gregos Inisi
avam sabedoria - v. 23, se orgulhavam do raciocínio lógico que supostamente
possuíam).

|,M Também na atualidade alguns só acreditam naquilo que possa ter i oerência.
Diante destes o plano simples da salvação, onde Jesus nu me cm nosso lugar, não
passa de loucura.

|\M Querem algo mais elaborado para poderem crer. Não podem acei-I ui utn
Deus que morre no lugar de seus servos (Não conseguem vei niiiiia aparência de
sabedoria nisto).

1'nrn os que se salvam ___

I I'm n i is que se perdem a Mensagem da Cruz é motivo de ofensa e lou-i ui a,


mas para os que se salvam o significado é bem diferente, e este é o klgnllli mio
verdadeiro.

VI AM t iisagem da Cruz é Poder de Deus - v. 18 e 24

2.1.1. Poder transformador (Só quem foi transformado conhece este poder).

2.1.2. A mensagem da cruz tem transformado milhões de pessoas no decorrer


da história.
2.13. A mensagem da cruz pode transformar qualquer pessoa (Aqueles que a
aceitam nascem de novo).

2.1.4. Esta mensagem é a que pode te transformar de perdido em salvo, em filho


de Deus.

2.13. Ela é o poder de Deus e por isso deve ser pregada incansavelmente!

2.2. A Mensagem da Cruz é Sabedoria de Deus - v. 24

2.2.1. Ainda que para alguns (notoriamente para os que se perdem ou estão se
perdendo) esta mensagem simples pareça loucura, ela é sabedoria de Deus.

2.2.2. Veja como o plano de Deus é perfeito:

a) Só há uma forma de ser salvo (crendo na Mensagem da cruz — Morte de


Jesus por nós);

b) Sendo assim a salvação está ao alcance de todos (Não depende de sabedoria


ou estudo, capacidade, força, dinheiro, jeitinho, amigos, influência, ou de
qualquer outra coisa, só da fé.

c) Não depende do que nós fazemos, mas do que cristo fez. Aquilo que nós não
podíamos conquistar Ele nos deu.

2.2.3. Ninguém jamais poderá contar vantagem pelo que fez para ser salvo (O
salvo apenas creu em algo que para muitos parece loucura, mas que de fato é
sabedoria de Deus).
CONCLUSÃO

!> Ainda que a Mensagem da Cruz possa parecer loucura, ou fraqueza de Deus,
como Paulo diz, podemos ter certeza de que até mesmo esta aparente fraqueza de
Deus é mais forte do que os homens e que sua aparente loucura é muito, muito
mais sábia do que a sabedoria humana (v. 25).

► Aprouve a Deus salvar o mundo por este meio: Pregação da Mensagem da


Cruz. Quem somos nós para julgarmos os seus métodos? Vlimos apenas aceitá-
los!

> ( dela e pregue esta mensagem, sabedoria e poder de Deus. Sem ela ninguém
poderá ser salvo!

8. O BOM PERFUME DE CRISTO

2 CORÍNTIOS 2:14-U Objetivo: Permanecer como testemunhas fiéis de Cristo.

INTRODUÇÃO

Ao que parece, nesta passagem, Paulo tem em mente a entrada triunfal de um


herói militar na cidade de Roma. Depois de uma grande conquista o general
romano vitorioso marchava adentro da cidade em uma longa procissão a qual era
precedida pelos magistrados da cidade. Eles eram seguidos então,
primeiramente, pelos trombeteiros, logo depois, em ordem, pelos bens que foram
tomados do inimigo, pelo bezerro branco para o sacrifício, pelos cativos
liderados pelo rei do país conquistado, pelos oficiais do exército vitorioso, pelos
músicos cantando e dançando, e, finalmente, pelo próprio general em cuja honra
estava sendo realizada a procissão. Durante toda a procissão o cheiro resultante
da queima de plantas aromáticas enchia o ar.4 Era uma grande festa para os
vitoriosos e uma situação de grande humilhação para os derrotados.

> Paulo, com isto em mente, dando uma atenção especial para o perfume
exalado em tais procissões, utiliza a figura Para mostrar que ele,
e consequentemente, todo cristão fiel, pode ser comparado a um bom perfume,
que ele chama de “O Bom Perfume de Cristo”.

> Vejamos a seguir os resultados deste perfume no mundo que o cerca.

1. Revela a pessoa de Deus — 14 __

1.1. A presença de Paulo, onde quer que fosse, revelava a pessoa de Deus. Não
havia como esconder, era como se o seu cheiro o denunciasse.

1.2. Isto condiz com a vida do apóstolo que anunciava a palavra de Deus em
todo lugar e situação. Se ele estava na igreía ° assunto era Cristo, se estava na
prisão o assunto era Cristo, se estava viajando o assunto era Cristo, se estava
naufragando, era Cristo... Paulo tinha cheiro de Cristo!
I *> Será que nós também, hoje, estamos sendo o bom perfume de l Visto?
Nossa presença tem anunciado, revelado, a pessoa de Deus? Será que logo
percebem a presença de Deus por meio de nós? Se somos fiéis, creio que sim!

í'. sentido de formas diferentes — 15,16___________

llmtl ração: Uma mulher que vendia perfumes de casa em casa, em certa

i H ni»ln< i, loi trabalhar e levou junto com ela a filhinha muito observadora. I
ligo no primeiro cliente ela abriu um frasco muito bonito para que o Idmpriulor
pudesse conhecer o aroma do produto que ela vendia. Apes-

ii m 1111 r i essada aspirou o perfume e ficou maravilhada com o aroma agra-


diUvl c, ainda que o produto fosse bastante caro, acabou adquirindo dois Ihm '
»n ile uma só vez, um para ele mesmo e outro para uma pessoa muito quci ida.
Qual não foi a surpresa da menina que acompanhava a mãe nas veiuliiN, quando
o próximo cliente ao sentir o cheiro do mesmo perfume •NpfVMm ui grande
repugnância. Ao saírem daquela casa a menina per-gillilnii a nia mãe: Não foi o
mesmo perfume que a senhora ofereceu para 9ltN pennon? Recebeu a resposta
sim. Não conformada então voltou a |i| igiiiii.ii: Mas ele já estragou? Ao que a
mãe respondeu: Não minha

......... lerfume continua o mesmo, tão bom quanto antes, as pessoas é

i|lli' o 'K illcm de forma diferente.

► i 11 ti Inmc na procissão de triunfo era sentido de forma diferente pelos dim


Kudos e pelos vitoriosos.

VI Anuncia Morte

dl I I'mn os derrotados o perfume tinha cheiro de morte (Mostrava a leiilldiide


que os aguardava), tf,IV Nós, como o Bom perfume de Cristo, anunciamos a
condenação I mi n os que se perdem, vn Anunciar morte não é agradável, nem o
anunciador é bem recebido (Mas isto faz parte da missão), tfii Ali! Quantas
pessoas odiavam Paulo. Para elas a presença dele era i beiro de morte.

tfr» Ali! Quantos cristãos já foram odiados em toda a História -Ah! Quantos são
odiados ainda...
2.1.6. Apesar de ser pacífico e pacificador, o cristão fiel, anunciador
da verdade, manifesta o cheiro da condenação para os desobedientes à palavra de
Deus.

2.1.7. Quer queiramos ou não, se formos fiéis a Cristo, nossa


presença continuará exalando este perfume.

2.2. Anuncia Vida

2.2.1. O perfume no desfile de triunfo não anunciava apenas morte,


mas também vida

2.2.2. O perfume era o mesmo, mas tinha significados diferentes. Para alguns
cheirava a morte, para outros vida, e vida melhor, cheia de glórias e honras.

2.23. Paulo também era assim. Os discípulos no decorrer dos séculos têm sido
assim. Nós somos assim!

2.2.4. Por onde andamos e agimos como cristãos de verdade espalhamos um


perfume de vida.

2.23. Ah! Como me foi agradável sentir o cheiro da vida por meio daqueles
que me falaram de Cristo quando eu já estava sentindo o cheiro da fumaça do
inferno!

2.2.6. Não posso hoje esconder este perfume de Cristo, pois sei que ele tem
cheiro de vida!

2.2.7. Você também não pode fazer isto. Viva de forma fiel e leve o agradável
aroma de vida a todos!

CONCLUSÃO

> Paulo, encerrando esta parte do texto, no versículo 17, afirma que ele e seus
companheiros não estão mercadejando a palavra de Deus. A palavra mercadejar
era utilizada para descrever o ato de misturar água no vinho, feito por
comerciantes desonestos que buscavam lucros maiores.

> Quando Paulo faz isto está afirmando que o Bom perfume de Cristo não é
adulterado.
> Nós como perfume de Cristo, estamos na terra para anunciar a
pura mensagem de Deus.

► ' H'Jamos testemunhas fiéis, sem mistura, exalando o Bom Perfume de ( i


isto, cheiro de morte para os que se perdem, mas cheiro de vida, e ■ |iu' vida
maravilhosa, para os que se salvam!

9. FAÇAMOS O BEM!

GÁLATAS 6:9,10

Objetivo: Fazer o bem para o seu próximo.

INTRODUÇÃO

> Paulo, neste final de carta, depois de mostrar que colhemos aquilo
que plantamos (6:6-8), nos exorta a seguirmos uma das características marcantes
de Jesus: fazer o bem.

> O seguidor de Cristo não pode se limitar a não fazer o mal, deve também
fazer o bem.

> Jesus gastou sua vida na terra fazendo o bem (principalmente morrendo por
nós).

> Se somos discípulos, seguidores de Jesus, e o queremos imitar, temos que


fazer o bem.

Pergunta retórica: Como podemos fazer o bem?

Resposta: Das mais variadas formas como: a) Dando atenção, b) Ajudando em


necessidades, c) Orando, d) Confortando, e) Aconselhando. 0 Perdoando, g)
Suportando, h) Emprestando, i) Dando, j) Cumprimentando. k) Visitando. 1)
Alimentando, m) Vestindo... e, principalmente, mostrando o caminho da
salvação.

1. Façamos o bem sem se cansar

1.1. Paulo conhecia bem a natureza humana, sabia que somos propensos a nos
cansar -quantas coisas começamos e paramos?

1.2. Nos alerta que, em relação ao fazer o bem não devemos nos cansar (v.9).

1.3. Explicar o que é fazer o bem sem se cansar:

a) Não é sem fazer esforço.

b) É sem deixar de fazer o bem (você pode se cansar de fazer muitas coisas
mas não de fazer o bem - Quem cansa diminui o ritmo e até pára. Não podemos
parar!).

I I I’or que nos cansamos?

n) Porque muitas vezes somos mal interpretados (Quem já não passou por isso?).

b) Porque grande parte das pessoas são ingratas.

c) Porque alguns aproveitam de nossa boa vontade para tirar vantagens.

I1 2*) Seja o que for que possa nos atrapalhar e levar a cansarmos de fazer o
bem, devemos continuar fazendo (Não deixemos que a ingratidão e a maldade
de alguns nos desviem da Palavra de Deus).

b) Pode ser que nada mais possa ser feito pelo necessitado (Perdemos
também).

c) Pode ser que nós já não tenhamos mais condições de ajudar.

3.2. A viuva em Sarepta, mesmo em sua pobreza, ajudou Elias e foi abençoada
por isso.

33. Uma mulher, aproveitando a oportunidade, fez um grande bem a Jesus


derramando sobre Ele um caro perfume (Seu gesto ficou registrado para a
eternidade na Bíblia).

3.4. Algumas mulheres tiveram a honra de ajudar financeiramente ao grupo de


Jesus quando de seu ministério terrestre.

3.3. Ló ao hospedar dois estrangeiros que iriam passar a noite na praça


da cidade na verdade acabou acolhendo anjos, e foi salvo, juntamente com as
filhas, por eles (Gênesis 19).

3.6. Todos estes aproveitaram as oportunidades. Eles passaram, mas


não deixaram as oportunidades passarem - Nós também passaremos e
se desejamos fazer o bem deve ser agora enquanto ainda temos oportunidade.

Ilustração: As palavras de Marco Aurélio, consciente de que só se vive uma vez


na terra, podem nos fazer pensar. Ele disse: “Se há alguma bondade que eu possa
manifestar ou alguma cousa que eu possa fazer em favor de alguém, quero fazer
e manifestar agora mesmo; não vale a pena adiar, porque sei que não voltarei a
passar por aqui”.5 Nós também sabemos que não voltaremos a passar por aqui.
Cada oportunidade perdida é uma oportunidade que não volta mais.

CONCLUSÃO

> Façamos o bem: sem se cansar, a todos, principalmente aos nossos irmãos,
enquanto há oportunidades.

> Os resultados desta nossa atitude serão positivos: colheremos bênçãos por
isto, não sei se nesta vida ou só na vida eterna, ma sei que é promessa de Deus
que no tempo certo ceifaremos, SE NÃO DESFALECERMOS!

> Mesmo em meio a dificuldades pessoais, seguindo o exemplo da Bíblia e de


Jesus, façamos o bem. Isto é bom para nosso próximo e para nós mesmos.
IO. A BATALHA CRISTÃ

EFÉSIOS 6:10-20

Objetivo: Estar preparado para enfrentar os verdadeiros inimigos de Cristo.

INTRODUÇÃO

!> Vocês já perceberam como existe uma grande quantidade de hinos que
cantamos que falam de lutas?

> Isto está de acordo com a Bíblia! Nela, a vida cristã, por vezes é descrita
como uma verdadeira guerra.

> Paulo, por exemplo, escrevendo a Timóteo anima-o a combater o


bom combate (lTm 1:18) e a permanecer como um bom soldado de Cristo (2Tm
2:3), assim como ele mesmo havia feito (2Tm 4:7).

> Aqui, no texto que acabamos de ler, Paulo mostra algumas das características
da “Batalha Cristã”.
1. Deve ser travada contra os inimigos certos___

> Antes de mais nada a Batalha Cristã, como qualquer outra, deve ser travada
contra os inimigos certos.

> Dizer isto parece “chover no molhado”. É muito óbvio. Contudo, não é
demais lembrar, pois aqueles que erram neste ponto acabam por cometer
injustiças, destroem-se a si mesmos e passam vergonha.

Ilustração: Em um documentário da GNT, em certa ocasião no ano de 2000, foi


apresentada uma reportagem a respeito da participação feminina pilotando
aviões durante a Segunda Guerra Mundial. Entre as muitas informações
importantes a este respeito foi mostrado o terrível engano das forças americanas
ao abaterem o avião de sua principal participante da tarefa de transporte de
combustíveis. Foi tão ridículo e vergonhoso atacar o inimigo errado, no caso
uma grande aliada, heroina nacional, que eles oficialmente esconderam este fato
por mais de trinta anos. Não tinham nem coragem de falar a verdade!

I* Assim como em uma guerra normal também na Cristã é ridículo e i Iciastroso


lutar contra o inimigo errado - Portando, é bom atentarmos para o que este texto
nos alerta sobre este assunto.

II Ida Não é Travada Contra Seres Humanos (v.l2a)

III I 'ura não corrermos o risco de lutarmos contra o inimigo errado Paulo

nos lembra que a nossa luta não é contra seres humanos (v.l2a). (Contra o sangue
e a carne).

1.1 tf Sempre que lutamos contra pessoas, de fora ou de dentro da igreja,

estamos lutando contra os inimigos errados (Isto leva à injustiças e .1


enfraquecer as próprias forças).

11 A Isto é mais comum do que parece (Dar alguns exemplos).

11,4 l t lidado para não lutar contra pessoas, principalmente dentro da Igreja,
você pode estar lutando contra você mesmo, contra o reino ile Deus e o exército
do qual fazemos parte.
I tf l lu é Contra as Forças Espirituais do Mal (12b)

1.9.1 l )ru! Mas se a nossa luta nesta “Batalha Cristã” não é contra pessoas
então é contra quem?

IV2 1'uulo alerta os cristãos para a realidade espiritual que nos cerca (I to não é
brincadeira!).

IV *> Nós não vemos, mas existem seres espirituais do bem e do mal

vivendo neste mundo.

|,VM Nossos inimigos fazem parte das forças espirituais do mal (vl2b) que têm
assolado a igreja. E contra eles que devemos lutar - não lontra nossos vizinhos,
colegas de trabalho, colegas de aula, e menos ainda contra nossos irmãos.

IV* 1 'ovemos lutar contra os espíritos que, muitas vezes, estão por trás destes
seres humanos, destruindo a paz, a harmonia e lançando 11 infusão no meio do
povo de Deus (Fique alerta para não cair nas i Iludas do diabo - v-11!).

2. Exige a utilização de armas apropriadas (vs.

10,11,1348)___

!> Alguém pode perguntar: Mas como faremos para enfrentar forças espirituais?
Chamaremos, por ventura, uma equipe de “caça-fantas-mas”? Não dá. Eles só
existem no cinema.

> A luta é nossa mesmo. O que temos de fazer é utilizar as armas apropriadas.

2.1. Não São Armas Apropriadas

2.1.1. Aquelas que dependem de nossas capacidades próprias,


como: Sabedoria, força, estratégias elaboradas, poder de persuasão, prestígio,
etc. (Nunca venceremos por nossas forças).

2.1.2. Aquelas que podem ser utilizadas contra qualquer pessoa de carne e
osso.

2.1.2. Qualquer tipo de arma natural, pois armas naturais não podem enfrentar
o sobrenatural!

2.2. São Armas Apropriadas

2.2.1. Aquelas que podem atingir a esfera espiritual, agir no sobrenatural.

2.2.2. Aquelas que Deus mesmo providenciou para o seu povo, a armadura de
Deus (vs.ll e 13).

2.23. Aquelas que Paulo alistou aqui neste texto. Segundo ele devemos partir
para a Batalha Cristã: a) Usando O Cinto da Verdade (v.l4a). b) Vestindo A
Couraça da Justiça (v.l4b). c) Calçando o Evangelho da Paz (v.15). d)
Embraçando o Escudo da Fé (v.16).

e) Com o Capacete da Salvação (v. 17). f) Com a Espada do Espírito, que é a


Palavra de Deus. g) Orando em Todo o Tempo. (Tecer breves comentários para
cada uma das armas).

2.2.4. Utilizando estas armas nós vamos fazer estragos reais no campo
do inimigo. (Como a Bíblia diz em outra parte: Nem as portas do inferno nos
resistirão - seremos vencedores!).

CONCLUSÃO

► t ,'imikIo passamos a fazer parte da Igreja de Cristo fomos alistados


para iimii guerra.

► |ÍMtt guerra não é contra seres humanos, ainda que o inimigo se utilize de
pPNNiuis em suas investidas, ela é contra um tipo de inimigo muito iiihK
perigoso (Seres espirituais - v. 12).

► ( > dial»>, nosso adversário, juntamente com seus seguidores, está sem-(iir
tentando nos derrotar.

t Mus i om as armas que Deus tem colocado ao nosso alcance temos l« iiih
ctuidições de combater um bom combate.

I Mm nos deixemos enganar. Vamos à luta! Participemos ativamente i li u i


imhute cristão, em nome de Jesus, lutando dia-a-dia contra o ini-tnlgo i crto,
utilizando as armas certas. Deus nos dará a vitória!
1

'»? 1'fiyamos o bem a todos__ ____

VI I 'atilo nos alerta para que não sejamos elitistas ao fazer o bem. Deve-iiion
fazer o bem a todos.

'Jl'J Não importa raça; cor; religião; status; beleza; simpatia nem outra 11 )|nii
qualquer, o cristão deve estar pronto para ajudar a quem pre-i Imu,

W M rumo sem ser elitista, devemos fazer o bem de forma muito espe-

lul àqueles que não podem retribuir a nossa boa ação (Isto é ensino de |c»us), e
aos domésticos da fé.

a) Aos que não podem retribuir para que não façamos o bem pensando em
lucro.

b) Aos domésticos da fé porque seria um absurdo ajudarmos estranhos e não


ajudarmos os nossos próprios irmãos necessitados.

VM I Vvemos lembrar que crente não é super-homem, é gente normal, lent


necessidade e precisa de ajuda. Por isso façamos o bem a todos, ui i.
principalmente aos nossos irmãos.

Inçomos o bem enquanto temos oportunidade__

VI, Se deixarmos a oportunidade passar depois poderá ser tarde demais a) A


necessidade pode ser sanada por outro. Que bom se for, mas, neste caso,
perdemos o privilégio e o galardão pelo que poderíamos ter feito.
ii. Paz Além do Entendimento

FILIPENSES 4:6,7

Objetivo: Alcançar a paz que vem de Deus, mesmo sem entender

plenamente.

INTRODUÇÃO

> Hoje vou tentar explicar algo que é inexplicável, que está além de nosso
entendimento, a paz de Deus.

> Como entender, por exemplo, Paulo e Silas, orando e cantando louvores a
Deus depois de terem apanhado e sido acorrentados no interior de uma prisão?
(Atos 16:19-26). Ou a tranqüilidade de Paulo em um naufrágio quando até os
marinheiros já haviam perdido a esperança? (Atos 27:20,25).

> Coisas como estas são impossíveis de entendermos, mas nos mostram que é
possível alcançar uma paz que ultrapassa as circunstâncias, que independe das
situações, que está acima de tudo.

> Isto não era privilégio exclusivo de Paulo, Silas e outros gigantes da
fé, também nós podemos alcançar esta paz que vai além de nosso entendimento.
Vejamos os conselhos de Paulo, que tinha esta paz, para que também nós a
possamos alcançar.

1. Não devemos andar ansiosos por coisa alguma — 6a

1.1. Paulo não escreveu estas palavras para incrédulos, mas sim para
uma igreja (Sinal de que ele sabia que o cristão também, em determinadas
ocasiões, ainda que não deva, pode chegar a ficar ansioso).

1.2. Quem nunca ficou ansioso por algum motivo? (Será que agora mesmo não
temos pessoas aqui que estão passando por algum tipo de ansiedade? Creio que
temos!).

1.3. Não é raro ficarmos ansiosos com o trabalho, com os estudos, com
os filhos, com a saúde, com a situação do país, com o dia de amanhã (colocar
ainda outras possibilidades que lembrar).

I -I Mas nAo devemos andar ansiosos por nada, diz a Bíblia, e isto pelo mmol
por três motivos:

I) Hear ansioso não nos ajuda em nada - Se ajudasse eu seria o primeiro a chorar
e arrancar os cabelos para tentar resolver os problemas que se me apresentam.

I Icar ansioso só nos atrapalha - Quando estamos ansiosos não Itcnsamos direito
e ficamos em desvantagem para resolver as situações difíceis - Ilustração:
Quem assistiu, por exemplo, a decisão do Vôlei de Praia Masculino das
Olimpíadas 2000, é testemunha que os brasileiros, grandes favoritos, perderam a
medalha de ouro I x a causa da ansiedade. Quem os derrotou não foram os
americanos, foi a ansiedade!

I) I Icar ansioso demonstra a nossa falta de fé - É como dizer: “Isto I )eus não
pode resolver.” Ilustração: Disse G. Muller, em certa i u asião: “O começo da
ansiedade é o fim da fé; e o começo da verdadeira fé é o fim da ansiedade”.6 Fé e
ansiedade não combinam, i Hide está uma não pode estar a outra.

V I )rv<>mos colocar tudo diante de Deus — 6b___

VI I'm a conseguirmos a paz que ultrapassa o nosso entendimento, além de


mio andarmos ansiosos por coisa alguma, devemos colocar tudo aquilo que
procura nos afligir diante de Deus.

'J'J NinIa deve ficar fora. Tudo o que está preocupando a você, deve ser • i if n
ado diante de Deus.

VI ’S Ele conhece tudo, mas deseja que lhe contemos as dificuldades. Ixio é
demonstração de fé.

0 i Sc um problema é grande o suficiente para nos causar algum tipo de


ansiedade também é grande o suficiente para ser colocado diante de

I Vus. Nós temos este recurso, por que não utilizá-lo?

Ia o deve ser feito: a) Pela oração; b) Pela súplica; c) Com ações de «laça.
’J() b, claro que a Bíblia não defende a ociosidade. Devemos trabalhar
II >iuo Jesus trabalha! Mas sempre confiantes que Deus está no con-itole de tudo.

2.7. Assim que a ansiedade tentar tomar conta da situação, lembre-se disto:
coloque o problema diante de Deus - (Contar, neste ponto, algumas experiências
pessoais a este respeito - Eu fiz isto...).

3. O resultado de seguirmos estes conselkos — 7_

3.1. Como vimos até aqui, neste texto - v. 6, a Bíblia está nos dando
dois conselhos: 1) Não andar ansiosos; 2) Colocar tudo diante de Deus. Mas
também nos faz uma promessa, e ela não falha. Ela promete que se assim
agirmos alcançaremos a paz de Deus, que excede a todo entendimento (v. 7).

3.2. A paz que não dá para entender. A paz que só tem aquele que confia em
Jesus. A paz que independe das situações. A paz que para o mundo em geral
parece coisa de louco. Deus nos dará!

3.3. Paulo tinha esta paz. Muitos outros personagens bíblicos demonstraram ter
esta paz. Outros irmãos nossos têm testemunhado desta paz e também nós
podemos ter esta paz. Basta seguirmos os conselhos da Bíblia. Tenha você
também esta paz!

Ilustração: Uma de minhas experiências pessoais em relação à esta paz foi


quando eu estive internado por quatro dias em um hospital. Entrei bastante triste
por saber que ia ficar parado alguns dias. Orei e coloquei tudo diante de Deus,
dando graças por poder estar ali. Tinha bons motivos para ficar ansioso, mas não
fiquei. Não havia vaga para internação pelo INSS e, mesmo sem ter plano de
saúde fui internado em um quarto particular que em quatro dias praticamente
consumiu o meu salário de um mês. Para complicar ainda mais, creio que pela
primeira vez em muitos anos a igreja atrasou o pagamento de metade do meu
salário. Já no primeiro dia de Hospital o médico anunciou: Você é diabético. Ao
que eu, parece que fora da realidade, indo contra os exames feitos por ele
respondi: Não, não sou! Outro exame foi feito e o médico confirmou: Você é
diabético. Eu respondi: Não sou não. Os exames continuaram e depois de vários
outros, o médico concordou comigo: E, você não é diabético não. Os exames
continuaram e mostravam agora que eu tinha uma infecção, porém ninguém
nunca descobriu onde. A verdade é que também ela sumiu e eu fui para casa
descansando nas mãos de Deus. A única ferida que ficou foi no bolso, mas por
poucos dias. Na semana seguinte
mn ilc meus irmãos, sabendo dos gastos que tive presenteou-me com um •Kprmitivo cheque, pedindo que
eu não o rejeitasse. Quando vi o valor illin'i Mus isto é 50% além do que eu gastei. Ao que ele
respondeu: Km «d, mus eu quero lhe ajudar assim. Não entendi até agora como é que Min* coisas
acontecem, nem entendi como é que eu estive em paz < li11111111 todos estes acontecimentos e nem
poderei entender, porque sei, I•> |<i Puluvra de Deus, que esta paz ultrapassa a nossa compreensão.
Mas, llmprovcl mais uma vez: Não preciso ficar ansioso, posso descansar em I l»mi p gi >zur de paz
mesmo em meio às dificuldades desta vida!

CONCLUSÃO

) Não devemos nem precisamos andar ansiosos por coisa alguma, t A guinde
maioria de nossas preocupações não passam de tempestades em copos d’água,
terminam em nada, e ainda que venham a ser tem-pent lides de verdade, ao
nosso lado está Jesus, aquele que tem poder puni dizer à tempestade: Acalma-te,
emudece! E a tempestade obe-il»'i <! (Marcos 4:39). t NA. i entendo como, nem
poderia entender, mas sei que Deus dá paz ■Jlldni do entendimento. Coloque os
seus pedidos diante de Deus e ele |hc dirigirá em cada passo. Não ande ansioso,
descanse em Deus! Siga

0 conselho da Bíblia que nos diz: “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em
tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas prtições, pela oração e
pela súplica, com ações de graça. E a paz de

1 )eus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e ir.


vossas mentes em Cristo Jesus”.

i2. Nossas Relações Externas

COLOSSENSES 4:5,6

Objetivo: Ter bons relacionamentos com a sociedade testemu-1 nhando de


Cristo.

INTRODUÇÃO

> Acontece um fenômeno estranho com alguns convertidos. Gradativa-mente


abandonam seus contatos com os de fora da igreja até chegarem mesmo a não ter
nenhum relacionamento significativo com eles.

> Não são poucos os que pensam que isto é correto e muitos, conscientemente,
até se isolam da sociedade.

> Ora, se nós não tivermos contatos, e significativos, com os de fora, como
eles conhecerão a salvação?

!> Paulo sabia que o isolamento não era viável. Por isso, mesmo em um
momento em que havia bons motivos para dizer: cortem relações com os de fora,
pois a igreja estava sendo ameaçada por heresias, ele não o fez. Pelo contrário,
ele incentivou o relacionamento e deu algumas orientações de como devem ser.

1. Devem ser marcadas pela sabedoria ____

1.1. Para Paulo nossas relações externas devem ser marcadas pela sabedoria.

1.2. Devemos manter relações com os de fora, os não cristãos, mas devemos
andar (esta é a tradução literal do texto original - peripatéo, em muitas versões =
portai-vos), de forma sábia.

13. Exemplos de andar de forma sábia:

a) Chamando-os ao caminho certo e não acompanhando-os pelos caminhos


errados;

b) Demonstrando que a sua fé faz diferença em sua vida prática (Não é apenas
teórica);

• ) Evitando relações que comprometam a sua fé perante eles (f xemplo:


Padrinhos de batismo...)

1) Evitando relações demasiadamente intimas (Namoro, casa-inruto, sociedade).


1

14 < ' piohlema não é com quem você anda mas sim como você anda,

11 nn Niihedoria ou insensatez, influenciando ou sendo influenciado? n Ndn • ml em as relações


com os de fora, eles precisam de nós, mas MptUVIu com sabedoria!

Vf I ser aproveitadas ao máximo ____


WI I 'mill 11 umbém mostra que nossas relações externas devem ser apro-vi
lindas ao máximo.

IfV, |)p icilii forma nem podemos viver sem ter um certo relaciona-k iiicniu com
os de fora, sendo assim, devemos aproveitá-las ao RUtNlino, não deixando as
oportunidades passarem.

J *i fan pm que:

ui Hus podem não acontecer novamente;

bl I nossa tarefa mostrar aos incrédulos o caminho da salvação (Anjos não fazem
isto);

i) I questão de vida ou morte eterna para eles. lluulMçáo: Ouça o testemunho,


dramático, de alguém, um bom servo de que não levou esta ordem a sério. Ele
escreveu em um artigo: letiipi is atrás meu sonho era comprar um instrumento
musical, o qual, f ui vinha me capacitando a aprender. Numa certa noite fui
até iliiiu !n|ii pesquisar os preços, e qual não foi a minha surpresa quando HoU'1
que conseguiria finalmente adquirir o meu instrumento. Vinha eu Vliiliilido
empolgado por uma avenida movimentada no centro da i liliii|e, quando me
deparei com uma cena que me entristeceu muito. A Vlnlt i uma moça andando
em minha frente cabisbaixa e triste, usando pum a nmpa, pois era prostituta,
naquela avenida. Em meio àquela cena, I Viis laliui ao meu coração fortemente,
para que eu fosse anunciar para

.........a i He a amava, e queria transformar sua vida. Mas meu coração

liimiuin' talava mais alto, e eu não tive coragem de apressar meus passos ah af
uiiça-lri. Minha saída foi atravessar a rua e pior, desobedecer a

Deus. Quando chegou o dia seguinte, levantei-me bem cedo para ir trabalhar, e
como de costume sempre leio as principais manchetes dos jornais afixados em
uma banca.

Ali obtive a resposta de Deus em relação a minha desobediência, porque ali


estava escrito em letras grandes e assustadoras: “Prostituta morta
misteriosamente”. Logo abaixo estava sua foto, mostrando também a avenida
por onde eu havia passado momentos antes de ela perder a sua vida”.7
Provavelmente seria a última oportunidade dela, e nem chegou a ter.
2.4. Vemos na Bíblia vários exemplos de pessoas que não perdiam
as oportunidades: a) Filipe (Atos 8:26-38); b) Paulo (Filemom v.10 -ganhou
Onésimo para Cristo mesmo na prisão); e, c) é claro, entre outros, nosso mestre
Jesus - por exemplo: João 4:1-42, o encontro com a mulher samaritana).

25. Nós também precisamos aproveitar o tempo testemunhando de Cristo em


nossas relações externas!

3. Devem ser o mais agradáveis possível_____

3.1. Paulo mostra ainda que as nossas relações com os de fora devem ser o
mais agradáveis possível.

3.2. Não basta termos relações externas, e falarmos de Cristo, elas precisam ser
boas!

33. A nossa palavra deve ser sempre agradável. Como pode ser isto? Por
exemplo:

a) Não nos colocando como superiores a ninguém (o orgulho religioso é um


grande inimigo);

b) Dizendo a palavra certa, na hora certa (cada ocasião uma palavra) , da


maneira certa (sempre com amor - o próprio tom de vós demonstra se é com
amor ou não);

c) Respeitando, ainda que não aceitando, as idéias daqueles com quem nos
relacionamos.

3.4. Nossas palavras devem ser temperadas com sal, ou seja,


saborosas, criativas, bem humoradas, positivas, coerentes com a nossa fé, sadias,
e nunca corrompidas.

‘t'l Nrin ns Incrédulos esperam palavras corrompidas da boca de um i i hi At»


(Devemos cuidar com elas).

’»(• 1 ’* |.i com quem for que tratarmos, precisamos manter esta regra, di nu o do
possível devemos ser agradáveis (Muitos se afastam do povo de Deus por causa
de atitudes e palavras desastrosas de crente*).
!IX httpimos um grande esforço para sermos agradáveis e, com isto, mitttfriinos
as “portas” abertas!

CONCLUSÃO

> No* i oino cristão não existimos para viver no isolamento (Se os pri-” Rlfiro*
cristãos tivessem pensado que deveriam se isolar nós ainda não teiiuiiii is
conhecimento de Jesus para sermos salvos).

) Nó* 111st ilos devemos estar no meio do povo, portando-nos com sabe-llilt ltt,
aproveitando as oportunidades, sendo agradáveis, agindo como líMlneiiio no
meio da massa, influenciando os que nos cercam a tam-I Min feci mhecerem
Jesus como o único Senhor e Salvador.

se Isole, mantenha as relações externas, mas sempre seguindo as * noriiiiis da


Bíblia!

i3. É Dever de Cada Cristão...

1 TESSALONICENSES 5:14

Objetivo: Assumir as suas responsabilidades como aqui apresentadas.

INTRODUÇÃO

Ilustração: O Pr. Reginaldo Kruklis, presidente internacional do Hagga


Institute, conta que ao assumir o ministério de uma certa igreja recebeu a visita
de um jovem muito bem intencionado que lhe disse: Pastor, pode contar comigo,
estou pronto para ajudá-lo em seu ministério. Ao que ele agradecido respondeu,
ainda que com outras palavras: Muito obrigado pela sua boa vontade mas, deixe-
me corrigi-lo. Eu não estou aqui para ser ajudado, por você ou por qualquer
outra pessoa. Eu estou aqui para ajudar. A responsabilidade do ministério desta
igreja é de todos os membros e eu estou aqui para ajudá-los.8

> Muitos em nossas igrejas ainda pensam como este jovem pensava. Acham
que a liderança é que deve fazer tudo na igreja e os demais quando dá, os
ajudam. Os líderes fazem e os demais ajudam.
> A Bíblia, porém não mostra isto. Ela mostra que existem funções diferentes
dentro da igreja e que a liderança deve ser reconhecida como tal, mas também,
que cada cristão tem as suas responsabilidades.

> Paulo, Silvano e Timóteo, os autores desta carta (1 Ts 1:1), depois


de pedirem que a igreja de Tessalônica tratasse bem os seus líderes (1 Ts 5:12 e
13), dão a todos os membros desta igreja quatro ordens para serem cumpridas,
mostrando parte dos deveres de cada cristão (1 Ts

5:14).

1. Repreender os insubordinados_____

11 Vemos no texto em que estamos meditando que é dever de cada cristão


repreender os insubordinados.

1.2. A palavra aqui traduzida por insubordinado é rara no Novo Testamento. Era
um termo utilizado no exército para dizer que alguém

•■Slava fora de ordem, desordeiro. Alguns a traduzem por preguiço-'it m, tendo


em vista os membros da igreja que não querem fazer nada além de esperar a
volta de Cristo.

I > I !rrlo que insubordinados, em uma aplicação moderna, são aqueles que estão
fora das normas (Citar exemplos práticos como: Faltam 11 mi o respeito,
tumultuam, brincam com o culto, não obedecem...).

M I It1 l tomo a maioria dos cristãos foge desta obrigação. Todos espetam que os
pastores, ou diáconos, dêem um jeito nisto. Mas fique 1 labendo: a Bíblia mostra
que a repreensão destes é dever de cada i iinfto!

n Quando você percebe uma ação insubordinada não espere que outro faça
aquilo que é sua obrigação.

Animar os desanimados __

tf I 'I ambém é dever de cada cristão animar os desanimados.

Vtf Nó* somos vulneráveis e diante das dificuldades facilmente pode-v no >s
desanimar (Não é preciso ir longe para encontrarmos os desanimados com a
igreja, trabalho, o mundo em si, com a própria vida...).

B 'On desanimados são tantos que seria um absurdo esperar que alguns It Ir res
apenas dessem conta de animá-los (Por isso a Bíblia dá este mandamento para
cada cristão: animem os desanimados!).

tf,4 Se todos cumprirmos este mandamento faremos uma revolução na Igreja,


teremos um grupo sadio pronto para enfrentar qualquer dificuldade.

l aça a sua parte! Anime os desanimados. Uma palavra amorosa de ãnlmo faz
muita diferença na vida.

V Amparar os fracos____________

VI Além de animar os desanimados ainda é dever de cada cristão ampa-mr os


fracos.

vw a palavra grega utilizada (asthençs - áaBevqç) não especifica o tipo de


fraqueza e, ainda que a Bíblia na Linguagem de Hoje tenha traduzido por “fracos
na fé”, a palavra pode estar descrevendo, além disso,

incapacidade física, emocional, social e econômica.9 Ou seja, qualquer tipo de


fraqueza.

33. Se os autores desejassem especificar um certo tipo de fraqueza teriam feito.


Como não o fizeram devem estar se referindo a toda, Nós devemos amparar, dar
suporte, aos doentes, aos que estão enfermos emocionalmente, aos que estão em
dificuldades financeiras, aos fracos na fé... a todos os tipos de fracos.

3.4. Esta também não é uma obrigação específica da liderança, é dad pela Bíblia
a cada um dos cristãos!

4. Exercer a paciência para com todos

4.1. Em um mundo cada vez mais impaciente outro dever do cristão d exercer
a paciência para com todos.

4.2. Fazemos parte de um mundo altamente desenvolvido e cada vez menos


toleramos os erros dos outros.
43. Ninguém mais tem paciência com ninguém. Ninguém pára par ouvir o outro.
Queremos respostas rápidas e claras. Queremos da um “click” e ter o retorno
imediato. Ilustração: A impaciência d alguns chegou a tal ponto que, em alguns
países já é vendido um espécie de tijolo de material sintético, com um aparelho
eletrônic dentro, que ao ser atirado contra a TV a desliga. Está fazendo
muito sucesso com aqueles que perdem a paciência com a
programação apresentada. Atirar este aparelho contra a TV sai mais barato
do que atirar garrafas e sapatos como outros fazem.

4.4. Mas nós cristãos não podemos entrar nesta loucura do mundo moderno,
somos diferentes e a Bíblia é quem nos ordena: exerçam a paciência para com
todos! Ouça a seu irmão, continue a ajudá-lo!

4.6. Todos temos os nossos defeitos e precisamos tolerar os defeitos uns dos
outros para vivermos bem.

CONCLUSÃO

I V lui ma «oral, como podemos ver neste breve texto, o ministério i iIkIHi i
dever ser realizado por todos.

Nliiiiiicm faz parte do Reino de Deus só para receber. Jesus, nosso mes-In bt in
nos ensinou a dar.

i Nt>uiiludo o exemplo de Jesus e as ordens da Bíblia que aqui encontra-■


MUI, vamos assumir as nossas responsabilidades, quer gostemos ou ti ||Ao 1
bdens são para serem cumpridas! Vamos fazer, cada um de nós,

ii M lionia parte, e aí sim teremos uma igreja e um mundo melhor!

14. OREM PELOS MISSIONÁRIOS!


2 TESSALONICENSES 3:1-2

Objetivo: Orar pelos missionários em atividade no mundo.

INTRODUÇÃO

> Vejo que esta carta foi escrita por missionários. Paulo foi quem a assi-j nou
(3:17), mas na introdução vemos três pessoas sendo identificada» como
remetentes, e no corpo é utilizado muito o pronome nós.

> São missionários escrevendo a uma igreja conhecida e pedindo: orem por
nós.
> Aplicando para os dias de hoje, olhando para missões, podemos disser: Orem
pelos missionários. Pois percebemos neste texto que:

1. Isto é uma atividade importante____I

1.1. Muitas vezes parece que orar é algo tão simples que muitos nem
dãoj importância, mas a Bíblia toda exalta a importância da oração. Há muitas
orações no A. T.. No N. T. Jesus orava e ensinava a orai'1 etc.).

1.2. Percebemos que era algo importante:

a) Que os missionários não só pedem, mas dão uma ordem a este res-

peito.

b) Já haviam mencionado em outro lugar ( 1 Tes. 5:21 ).

c) Até as melhores equipes de missionários como a formada por Paulo, Silvano e


Timóteo reconhecem que necessitam da oração dos irmãos.

13. Não é por acaso que todos os missionários que nos visitam rogam que
oremos por eles, isto é importante. Portanto não deixe de orar pelos missionários
em geral!

i INI < i ó bom para a obra de Deus

94 O lex to também mostra que orar pelos missionários é bom para a i«Init ile
Deus. A carta apresenta dois motivos pelos quais os mem-bnw da igreja devem
orar pelos missionários:

a) I 'am que a palavra se propague.

b) 1'ai u que a palavra seja glorificada.

IV A equipe de Paulo sabia que não bastava pregar. Eles reconheciam ► que
necessitavam da ajuda de Deus para que o trabalho fosse bem riu edldo, e esta
ajuda deve ser pedida em oração.

U ^ Pfpgundo os missionários já estão, devemos então orar para que m«|um


entendidos, aceitos, e para que a palavra (mensagem) seja fpi mihecida como
vinda de Deus, e assim seja glorificada.

1 Ulo t> l)om para os próprios missionários__

M l !i tint) não poderia deixar de ser devemos orar pelos missionários por ■ ill
luto é bom para eles.

IV Nmmiilmente os missionários têm que abrir mão de muitas coisas. I lm


deixam tudo. Eles se dedicam à obra, merecem carinho, incentivo e proteção.

I'n ii Io e seus companheiros se preocupavam com a proteção, pois pulavam


cientes de que existem inimigos do evangelho. (Falar de alguns inimigos do
evangelho nos dias atuais). lluilriiçAo: “O Dr. H. C. Tucker, missionário no
Brasil por muitos anos, i <Miln um fato interessante de sua mocidade, sobre o
poder da oração. (Jllititdn veio pela primeira vez à nossa terra, viajava pelo
interior, pregai h In no vangelho e vendendo Bíblias. Num certo lugar, ele foi
cercado |mM mu grupo de homens que queriam matá-lo. O Jovem
missionário (li i ui (i nu medo no princípio, mas sentiu-se animado e, começou a
expli-i iii o evangelho ao homem que lhe apontava a arma. Pouco depois, a ill li
ia i ul11 por terra, e o missionário pôde prosseguir a viagem. Dias mais Irtldi', 11
I )i. Tucker recebeu dos Estados Unidos uma carta de sua mãe, tlUiMidi i que,
enquanto ela lhe escrevia, tivera o pressentimento de que ple i’M uva em perigo
e se ajoelhara em oração a seu favor. Isto acontecera ioi In na exata em que ele
enfrentava aqueles homens! O Dr. Tucker diz

até hoje que deve sua vida à resposta da oração de sua sião”.10

mãe,

orem

naquela oca-pelos missio-

3.4. Nossa oração pode ser de grande ajuda, portanto: nários!

CONCLUSÃO

Parece tão simples, mas como é difícil orar. É uma tarefa importante que traz
benefícios à obra de Deus, aos missionários e também par' nós, pois fazemos
parte do corpo, mas é algo que mais falamos do que praticamos.
Meu apelo que todos levem mais a sério esta atividade em prol de mis sões.
Missões é tarefa de toda a igreja e se estivermos orando pelos missionários,
estaremos participando da obra deles!

i5. O Principal dos Pecadores

1 TIMÓTEO 1:12-17

4 )li|ütivo: Tomar decisões crendo no poder de Cristo para trans-Inlln.ii uh


pessoas.

INTRODUÇÃO

títulos devem encher de orgulho àqueles que os possuem (Que tul iilpiins
exemplos como: Pelé - o rei do futebol; Salomão - o homem null'. Híiblo do
mundo; Davi - o homem segundo o coração de Deus... i ll ui i intros positivos),
mas o que dizer deste que Paulo tomou para si:

0 pilndpal dos pecadores?

I |i»ti' deve fazer com que o seu portador core de vergonha e mante-III in M-
muito humilde diante de Deus.

I^pmii dúvida Paulo tinha sido um grande pecador e comprova isto ao ill/rt que
foi blasfemo, perseguidor e insolente (v. 13), por isso sen-I tin ir o pior dos seres
humanos (o principal dos pecadores).

| M.r. não acredito ser este título só dele. Quanto mais perto de Deus ■fOCliro
chegar, mais merecedor deste título me acho, e penso que tytlttlqucr ser humano
poderia muito bem receber esta “distinção”.

> Hrmlo assim, todos nós podemos aprender lições preciosas ao obser-

1 ui inos neste texto o que pode acontecer de bom até mesmo ao princi-|(iil dos
pecadores (que sou eu, ou você, ou qualquer pessoa).

I 1*0(10 ser salvo por Jesus Cristo ___

II Uma destas lições preciosas mostra que o principal dos pecadores pode ser
salvo por Jesus (v. 15).

I 'J Não há pecador que Jesus não possa salvar, nem mesmo aquele que uu iece o
título de principal.

I 5 Nenhum conhecido de Paulo, em sã consciência, poderia imaginar que ele


viria a se tornar cristão.

1.4. Paulo odiava a igreja e aos seus pecados acrescentava os de prender homens
e mulheres por serem cristãos e o de perseguidos até a morta (Atos 22:4 e 26:10)
mas, por fim, Cristo o salvou.
15. Não importa o quão grande pecador você seja, você pode ser salvol por
Jesus! Não importa o quão grandes pecadores sejam aqueles quei vivem ao seu
lado, eles também podem ser salvos. Tenha fé!

2JPode alcançar a misericórdia de Jesus Cristo__]

2.1. Também observamos neste texto que o principal dos pecadores] pode
alcançar a misericórdia de Deus.

2.2. É isto que Paulo alcançou. Ele merecia castigo pelos seus atos,
mas alcançou a misericórdia de Cristo que levou em conta a ignorância do
apóstolo, quando ainda não conhecia a verdade (v. 13).

23. Paulo não recebeu só um pouquinho da misericórdia de Cristo pori ser o


principal dos pecadores, mas recebeu a graça de forma transi bordante
(Digamos: até de sobra - ainda que ela nunca seja demais)

(v. 14).

2.4. O principal dos pecadores pode alcançar a misericórdia de Deus!,

Se você sente-se como sendo ele, confie na palavra de Deus e se alegre com este
fato. Se você conhece outros que poderiam muito bem

utilizar este título, alerte-os para esta bênção que está ao alcance deles por meio
da fé em Jesus.

3. Pode passar a ser modelo dos fiéis

3.1. Como é grande a graça e misericórdia de Jesus. Quem diria! O principal dos
pecadores pode passar a ser modelo dos fiéis (Foi isto o que aconteceu com
Paulo).

32. Cristo além de salvar Paulo, demonstra toda a sua bondade e misericórdia
colocando-o em posição de destaque no reino de Deus (Paulo é daqueles que nos
fazem dizer: Ah! Eu gostaria de ser como ele), i

33. Paulo, o principal dos pecadores, vejam só, foi designado para o ministério
cristão (v. 12b) e além disso colocado como um modelo para aqueles que
haveriam de vir a crer em Jesus (v. 16).
Y4 Nfli > há impossível para Deus! Lembre: Ele pode transformar o prin-i Ipal
dos pecadores em modelo. Ilustração: Quando eu estava no uli luto ano de
estudos no seminário congreguei na igreja de minha i Um t< uninação que estava
mais perto de casa. Nela tive o privilégio de

i oiiltecer o Pr. Jorge Ramos Pereira, homem de Deus, modelo de iintoi , fé e


paciência, para mim e para todos os que com ele conviviam. Qual não foi a
minha surpresa quando ouvi o seu testemunho pVMoul. Aquele homem
amoroso, paciente, pacifico e tranqüilo,

I antes de conhecer Jesus havia sido guerrilheiro e entre seus colegas,

• in (iircia do Norte onde lutou como mercenário, era conhecido pelo apelido de
cão, tamanha era a sua violência. Eu que só conhecia

ii novo Pr. Jorge, se não tivesse ouvido dos próprios lábios dele aquele
testemunho não sei se acreditaria.

< i uno podemos ver isto não aconteceu só com Paulo a 2000 anos, ui ontece
diariamente, em todo o mundo, e pode acontecer com V<»efi e com aqueles que
vivem ao seu redor. Creia no poder de Jesus!

Pode vir a render glórias a Deus_______

41 Quem diria, ainda vemos no texto que o principal dos pecadores |u ide vir a
render glórias a Deus.

4 y I 'atilo depois de dizer como ele era no passado (v.13) e contar o que C!listo
acabou fazendo em sua vida (vs. 14-16), encerra esta parte de ■a ai carta
glorificando a Deus com estas palavras: “Assim, ao Rei eterno, imortal,
invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dim séculos. Amém.” (v. 17).

O Temos uma lição muito grande aqui: o blasfemador, perseguidor e Insolente


de hoje, aquele que age contra a igreja de Cristo, pode vir a lender glórias a
Deus amanhã, se vier a conhecer o nosso salvador. Sempre há esperanças!
Perguntas retóricas: Não é isto o que tem acontecido com muitos de nós? Não
nos cabe bem o título de principal dos pecadores? Não éramos nós inimigos de
Deus? Resposta: <iin! Mas Deus pela sua graça tem nos transformado de tal
maneira que desejamos render-lhe glórias para sempre.
J I I ale do amor e poder de Jesus. Isto pode levar o principal dos pecadores a
render glórias a Deus!

para ele mesmo, poderia ser utilizado para qualquer um de nós Quanto mais nos
aproximamos de Cristo mais assim nos sentimos.

> Então, sabendo pela prática o que pode acontecer de bom mesmo par o
principal dos pecadores, desde que tenha a oportunidade de ouvir a mensagem
de salvação por meio de Jesus, não podemos nos calar.

> Não há caso perdido! Se houvessem provavelmente nós estaríamo entre eles.
Portanto, além de agradecermos a Deus pela transformação que ele opera em
nós, anunciemos a todos este poder!
16. NA HORA DA DIFICULDADE

2 TIMÓTEO 4:16-18

< )h|etlvo: Descansar em Deus na hora da dificuldade.

INTRODUÇÃO

IMlAii •' nn alegria que são conhecidos os amigos verdadeiros. Eles são Hnwlti'i
idos na hora da dificuldade.

|l* () mm luimano é volúvel e, muitas vezes, quando a situação está tran-(|iil!ii,


promete amizade, mas quando a dificuldade vem, por medo de Mffjillzo lit
íanceiro, moral ou até mesmo físico abandona o companheiro.

I I ) npi is tolo Paulo passou por isso. Ele se queixa que vários o abando-I*
(Until) (2 Tm 4:9-11) e que em um dos momentos decisivos de sua Bylilii, ao ser
julgado por ser cristão, todos o abandonaram (2 Tm 4:16).

► Creio que, na maioria, os amigos de Paulo até eram bons cristãos, mas

M liou era de muita dificuldade. O que ele enfrentava, o tribunal P mm,mo, era
mais do que seus amigos poderiam enfrentar.

A I V|tendendo da dificuldade corremos o risco de ficar sem a ajuda dos Üinlnos


assim como Paulo ficou, mas se somos servos verdadeiros de I Vus nunca vamos
estar sós, como ele também não estava.

J, O Sonkor está ao nosso lado

II A primeira observação a ser tirada deste texto é que, na hora da difi-i


uldnde, podemos ficar sem os amigos, mas Deus está ao nosso lado ( Ní u > há
dificuldade que assuste ao nosso Deus, ele permanece fiel).

IV I 'nulo deixa transparecer certa tristeza ao dizer “todos me desampa-urum”


(v.16), mas parece transbordar de alegria e fé quando diz na Noquência: “Mas o
Senhor esteve ao meu lado” (v. 17).
I ^ I VIIN É FIEL E NÃO DEIXA OS SEUS SERVOS POR CONTA PRÓPRIA, ESTÁ JUNTO RIN
QUALQUER SITUAÇÃO.

1.4. Talvez você esteja decepcionado com algum amigo, ou irmão, por I não ter
estado ao seu lado na dificuldade. Como Paulo, peça a Deus I que isto não seja
cobrado de seu amigo (v. 16b) e confie no Senhor!

15. Lembre-se, em qualquer situação, você nunca está só, o Senhor está] ao
nosso lado!

2.0 Senhor nos dá forças

2.1. Só o fato de estar ao lado na hora de dificuldade já é algo tremendo (Como


é bom quando temos alguém para ouvir o nosso choro, o j nosso lamento, ainda
que não possa fazer nada para melhorar).

2.2. O Senhor, além de estar ao nosso lado nos dá forças (Ele tem condi-1 ções
para isto).

2.5. Fico pensando de onde foi que Paulo tirou forças diante do tribunal
I romano, sem a ajuda de nenhum outro? Só mesmo Deus para mantê-lo em pé,
sem entrar em desespero diante de tais juizes.

2.4. Quantas situações difíceis já foram enfrentadas com a força que vem de
Jesus (Citar exemplos atuais)!

25. Todos nós, servos de Jesus, que temos um pouco mais de tempo de vida
cristã, sabemos que o Senhor nos dá forças (Ele chega a dar força para quem não
tem força nenhuma - Is 40:29).

3. O Senhor nos livra

3.1. Pela experiência de Paulo, e pessoal, vemos ainda que na hora


da dificuldade o Senhor nos livra.

32. Não temos detalhes de como foi o livramento de Paulo, mas ele declara:
“fiquei livre da boca do leão”.

33. Existem dúvidas a respeito de como foi a morte de Paulo mas, até este
momento, Deus o queria pregando a sua palavra e vinha livrando-o da morte
para que este propósito fosse cumprido (v.17).

3.4. Isto dava a Paulo a certeza de que Deus o livraria de toda má obra e
o levaria salvo para o céu (v.18).

35. Nós temos o testemunho bíblico e pessoal, Deus nos livra na hora da
dificuldade e há de nos levar, também, salvos para o céu!

» 1'inlt ,H (mlccer que os amigos, por serem fracos e humanos como nós, bf
Mlimlem na hora da dificuldade. Mas o Senhor Todo-Pode roso, que Morreu ntl
cruz para nos salvar, nunca nos abandonará.

I |i|»> eui,i ao nosso lado nas dificuldades, nos dá forças e nos livra, sim-
pltMMiH iite porque nos ama.

| I m11> iilemos as dificuldades descansando no Senhor, sabendo que ele I 4 I"'1


nós, Ilustração: Quero terminar com uma poesia que fala das I I m a a dc
dificuldades. Pense bem nestas palavras, baseadas na Bíblia WuMfMilu:

(Ihrga a pobreza...é magra, ossos à mostra,

1(1 MO DE PROFUNDA ZOMBARIA E DE MALDADE ATROZ,

'I Miisforma em inferno o próprio paraíso...

Mu i se Deus é por nós, quem será contra nós?

I licga o abandono... a vida é solidão e pó,

Só dialoga conosco a nossa própria voz.

( omo é duro e penoso estar perdido e só.

Mas se Deus é por nós, quem será contra nós?

‘ (Ihega a batalha... nada há que nos encoraje,

1 Im amigo sequer nos traz a sua voz,

A peleja é o abismo, o esquecimento, o ultraje!


Mas se Deus é por nós, quem será contra nós?

Vem a doença... a moléstia acaba os nossos dias, e verduga e carrasca, executora


e algoz, o dia nunca passa e as noites são vazias.

Mas se Deus é por nós, quem será contra nós?

Chega a morte afinal... é longa a travessia e, irremediavelmente, agora estamos


sós...

Ah! Hora escura! Ah! Hora longa! Ah! Hora fria!

Mas se Deus é por nós, quem será contra nós?

Quem nos separará do amor de Cristo?

Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome ou nudez, ou perigo, ou


espada?

Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, Por meio daquele
que nos amou.

(Romanos 8:35-37).11

'(ryQ
iy. A Esperançada Vida Eterna

TITO M-4
l )bjctivo: Perceber o valor da esperança da vida eterna para o cris-

IlMlilumn *' divulgar esta esperança.

INTRODUÇÃO

) Ni- | h issfvel ler o texto na NTLH e repetir: “Esperança da vida eterna”,

I * 111*’ CNtd cm 1:2a.


I /\ sociedade moderna cada vez mais tem pressa. Ninguém mais tem I>io niida,
ninguém pode esperar, todos querem tudo imediatamente, llinlu pode ficar para
amanhã. Amanhã, muitos pensam, amanhã é id rde.

► Ui u i sociedade imediatista como esta em que vivemos, corre o risco, liii


lusive, de classificar a mensagem de esperança da vida eterna, i nino algo que
não tem muito valor, pois a vida eterna não é para iigora.

► I iimbém a igreja, percebendo isto, e não querendo parecer ultrapas-siida,


corre o risco de querer moldar a mensagem e apresentar Cristo i nino a solução
só para os problemas atuais (Isto é diminuir o seu vulor).

► A Igreja tem mensagem para o momento sim mas, muito mais, para
a 1’icrnidade.

► Paulo citou aqui, de passagem na introdução da carta, a esperança da vida


eterna e, mesmo não discorrendo sobre o tema, acabou por suge-ui algumas de
suas características que julgo serem importantes.

► Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) elas ficam mais i laras,


vejamos:

1 ía base da mensagem cristã __

1,1, O primeiro destaque é que a esperança da vida eterna é a base da mensagem


cristã. Nas versões mais tradicionais isto não fica claro,

neste texto, mas o original grego sugere e a NTLH mostra ist( quando diz: “...Eu
fui escolhido e mandado para ajudar a tornar mail forte a fé que o povo de Deus
tem e para fazer com que eles conhe çam a verdade ensinada pela nossa religião,
que se baseia na esperança de recebermos a vida eterna.” (lb e 2a).

1.2. De fato se deixarmos de lado a esperança da vida eterna deixamos a base


da mensagem cristã, como bem podemos atestar por exemplo, entre outras,
nestas passagens do NT : a) Mt 10:28 que nos ensina aj não temermos quem
pode matar só o corpo; b) Mt 16:26 ensinand que nada adianta ao ser humano
ganhar o mundo todo se perder a alma; c) Jo 3:36 e 5:24 que garante a vida
eterna a quem crê ei Jesus; d) 1 Co 15:19 que afirma serem os mais miseráveis
doi homens os que esperam de Jesus só para esta vida.
1.3. Se tirarmos a esperança da vida eterna da mensagem não sobri muito para
se pregar, a mensagem ficará sem a sua base. Creia e pre gue esta verdade
básica, o cristianismo tem conseqüências eternas!
<2. Está í irmada em uma promessa feita por deus

2.1. O segundo destaque é que a esperança da vida eterna está firmada em uma
promessa feita por Deus.

2.2. Esta esperança, por parte dos cristãos, não está firmada em pessoa falíveis,
bem intencionadas ou não. Muito mais do que isto, está finj mada naquele que
pode e cumpre as promessas que faz.

Pergunta retórica: Poderia haver algo prometido por Deus que ele nãò| possa
cumprir? Citar algumas promessas e cumprimentos: a) Prometeu um filho a
um casal de idosos, sendo a mulher estéril, e cumpriu | (Gn 18) (Sara até riu da
promessa, pois achava impossível - Gn 18:12-15). b) Prometeu restaurar um
povo que já se considerava morto, sem espe-J ranças (Ez 37:11), e cumpriu, c)
Em Jesus prometeu ressuscitar Lázar morto a quatro dias, e cumpriu (Jo 11:11 e
39-44). d) Prometeu dar a| própria vida e tomar a tomá-la, morrer e ressuscitar, e
cumpriu! (Mt 12:40, 16:21 e 28:6) (Se desejar citar ainda outros).

2.3. Na verdade não há nada que Deus não possa cumprir, o cumprimento de
suas promessas é garantido!

y 4 Ainda é bom destacar que nosso texto básico afirma que Deus não mente.
Isto ele não pode fazer, ou não faz, pois vai contra sua natu-nvu. Hle deu a
promessa da vida eterna a seu povo e esta será cumprida!

^ I Aln sendo anunciada por ordem de Deus _

*i I I test aque-se ainda que a esperança da vida eterna está sendo anun-i tula por
ordem de Deus.

,J\f, Paulo, assim como os outros discípulos, não tirou da própria cabeça pule
ensino; pregava a esperança da vida eterna em obediência ao imtndado de Deus.
Na NTLH diz: “Essa mensagem (entenda-se da promessa da vida eterna) foi
entregue a mim, e eu a anuncio por ordem de Deus, o nosso Salvador” (1:3b).

) *1 Vejo no texto grego, ainda que isto não mude muito pois o Pai e |i mis são
um, que Paulo pode estar dizendo que recebeu a ordem “do Salvador, nosso
Deus”, de Jesus (Jesus é chamado de Deus em 2:13).

^,4 IVdro também tinha consciência de ter recebido uma ordem para pregar
sobre este assunto e anunciava que Jesus havia sido constitu-, ído juiz de vivos e
de mortos (At 10:40-42), demonstrando assim que a mensagem cristã não diz
respeito apenas à esta vida.

A igreja recebeu também esta ordem de Deus por meio de Jesus quando Ele nos
enviou a pregar o Evangelho (Mc 16:15, 16),a“Boa Nova”, que não é outra coisa
senão a pregação da promessa da vida i'terna, para todos aqueles que venham a
se arrepender e crer em I i isto como salvador!

CONCLUSÃO

I poi mais que estejamos vivendo em uma sociedade imediatista, que deseja tudo
para o momento, não podemos deixar de lado o anúncio iln esperança da vida
eterna. Sem ela o cristianismo não é cristianismo!

> i h cristãos no decorrer dos séculos têm dado suas próprias vidas na esperança
desta vida eterna e, em obediência a Jesus, para ajudarem i mu tos a receberem
esta vida eterna (Não podemos ser diferentes).

No meio de dores e dificuldades lembremos: Estamos aqui de passa gem, pois


nos aguarda a vida eterna.

Diante da tentação de pregar mensagens “atuais”, falando só de bênçãos para o


momento, conforme o desejo equivocado de muitos de nossos ouvintes, é bom
lembrar que temos algo bem maior para anun-' ciar: a promessa da vida eterna,
garantida por Deus, aquele que po natureza não pode mentir.

i8. O Prisioneiro de Cristo

FILEMOM 1-25

C )bjetivo: Perceber o quão maravilhoso é pertencer a Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO
► Iniciar com a leitura do Livro de Filemom destacando, na entonação tlu
voz, as frases “prisioneiro de Cristo Jesus” (vs 1 e 9 ) e “prisioneiro t omigo, em
Cristo Jesus” (v 23).

Hunt ração: Há anos atrás, se não me engano, com o jogador de futebol i


luiniado João Leite, na época goleiro do Atlético Mineiro, teve início
o movimento chamado Atletas de Cristo. O movimento tem sido um lUcrsso,
cresce cada vez mais e tem, realmente, ajudado na expansão do Urino de Deus
aqui na terra. Além disso, ele tem inspirado outros setores i lioje não temos
apenas os Atletas de Cristo mas, também, Os Médicos tir l risto, Os Peões de
Cristo, Os Caminhoneiros de Cristo, e, provavelmente, outros que eu ainda não
conheço. Quem sabe, um dia você Vrnha a fazer parte de um destes! Ma eu
quero falar, hoje, de alguém que nAo foi Atleta de Cristo, nem Médico de Cristo,
nem Caminhoneiro de I IrlntO, mas teve o prazer de se auto-intitular “O
PRISIONEIRO DE l RISTO”.

► Paulo dá a ele mesmo este título em três lugares nesta pequena carta (Nos
versículos: 1, 9 e 23).

► O texto é tão breve, alguns até o chamam de bilhete e não de carta, mas é o
suficiente para mostrar, entre outras coisas, a nós, Os Libertos de Cristo
(Podemos todos ser classificados assim), como que uma pessoa, que sabe que
pertence a Cristo, pode viver bem independentemente das situações.

► Vejamos como estava vivendo o Prisioneiro de Cristo, quando escreveu, da


prisão, este texto!

1. Continuava orando — 4, 5 e 6

1.1. A prisão não abatia Paulo. Ele sabia que tinha ao seu lado um amig para
conversar.

1.2. Aqui o encontramos não só orando, mas orando agradecido pel vida
exemplar de outro crente.

13. Ele estava em uma situação que nós esperaríamos ouvir dele algu oração
pedindo socorro, mas, ao contrário, ele estava orando, agradecido, por saber que
Filemom estava vivendo corretamente.

1.4. O Prisioneiro de Cristo sabia que não estava só e conversava regu-i larmente
com seu Senhor!

13. Nós também somos de Cristo e nunca estamos sós, podemos e devemos
conversar com Ele!

2. Continuava confiando nas orações da igreja — 22

2.1. Além de orar, O Prisioneiro de Cristo, continuava também confiando nas


orações da Igreja.

2.2. Ele sabia muito bem que oração não é perda de tempo e pede que a igreja
ore em seu favor.

23. Não estava se lamentando por estar preso, mas é claro que não queria ficar lá
para sempre. Confiante nas orações da Igreja esperava ser libertado (v 22).

2.4. Este não é o único lugar na Bíblia em que Paulo pede orações por
ele mesmo (Por exemplo, em Ef 6:18,19, na cadeia, escreve...). Ele cria no poder
da oração intercessória! Certamente tinha motivos para isto.

Ilustração: “O Dr. H. C. Tucker, missionário no Brasil por muitos anos, conta


um fato interessante de sua mocidade, sobre o poder da oração. Quando veio
pela primeira vez à nossa terra, viajava pelo interior, pregando o evangelho e
vendendo Bíblias. Num certo lugar, ele foi cercado por um grupo de homens que
queriam matá-lo. O jovem missionário ficou com medo no princípio, mas sentiu-
se animado e, começou a explicar o evangelho ao homem que lhe apontava a
arma. Pouco depois, a arma caiu por terra, e o missionário pôde prosseguir a
viagem. Dias mais tarde, o Dr. Tucker recebeu dos Estados Unidos uma carta de
sua velha

null , ill/,ciulo que, enquanto ela lhe escrevia, tivera o pressentimento de qin rir
estava em perigo e se ajoelhara em oração a seu favor. Isto acon-In cm na hora
exata em que ele enfrentava aqueles homens!”2 Ele não feve dúvidas em atribuir
o seu livramento à resposta de oração de sua itiftel

Quero aproveitar para também declarar que não abro mão das orações dos
irmãos, orem por mim!

Ví), O Prisioneiro de Cristo continuava confiando nas orações da Igreja e nós


também devemos confiar, pertencemos a Cristo e ele responde us nossas
orações!

*> (’.ontinuava alegre com as vitórias da igreja - 7__

*l 1 Ele sabia que a situação de dificuldade um dia iria mudar e se alegrava com
as vitórias da igreja.

V/ Mesmo na prisão ele chega a dizer que tinha grande alegria (v 7), pois estava
recebendo boas notícias em relação ao desenvolvimento da igreja (Ele não
estava lá, não podia ver o que estava acontecendo, mas se alegrava com as
notícias - Isto é amor pela igreja de Cristo!).

V ■> Iemos o privilégio de participar ativamente das vitórias da igreja, as


vitórias dela são nossas vitórias. Só quem pertence a este corpo de Cristo, a
Igreja, pode entender esta maravilha.

*» '1. O Prisioneiro de Cristo se alegrava com as vitórias da Igreja e todo aquele


que, verdadeiramente, pertence a Cristo também se alegra com estas vitórias,
mesmo em situação de dificuldade!

4. Continuava envolvido com o bom andamento da

Igreja - 8, 9 e 21 _ _

'l l, A prisão também não era suficiente para afastá-lo do trabalho da igreja.
Mesmo preso ele continuava envolvido com o bom funcionamento dela. Por isso
foi que escreveu a carta.

1,2. Talvez, outro no lugar dele argumentasse: Eles que resolvam este assunto,
estou fora! Paulo, porém, por amor a Cristo e à sua igreja não podia largá-la nem
mesmo estando preso.

I V I vie estava mandando para casa e para a igreja um escravo que havia fugido
de Filemom, tinha razões para se preocupar com a paz na igreja e intercede para
que isto seja possível (vs 8, 9 e 21)
4.4. O Prisioneiro de Cristo continuava envolvido, mesmo preso, porque acima
de tudo estava o seu sentimento de dever e gratidão ao dono da Igreja, Jesus!

!^Cont inuava evanflelizando — 10

5.1. O Prisioneiro de Cristo, mesmo na prisão, continuava evangeli-zando.

5.2. Ele está escrevendo em favor de Onésimo, a quem chama de filho gerado
entre algemas (v. 10).

5.3. A prisão não o impedia, continuava evangelizando. Foi assim com o rei
Agripa, certamente foi assim com companheiros de prisão, foi assim com o
carcereiro em Filipos, deve ter sido assim com os guardas na prisão, foi assim
com Onésimo e, certamente, com outros que não conhecemos.

5.4. Paulo sabia que havia uma ordem a ser cumprida: Ide e fazei discípulos, e
vivia para isto. Seu prazer estava em fazer a vontade do Senhor e ver outros na
mesma situação dele. Não na de prisioneiros, mas na de pertencer a Cristo!
Situação maravilhosa em qualquer circunstância.

5.5. Evangelizemos! Esta é a única maneira de alguém passar a ser


“DE” Cristo e ter razão para viver!

CONCLUSÃO

> O Prisioneiro de Cristo tinha consciência de que era “DE” Cristo! Sabia que
pertencia a Ele! Depois de comprado ao preço de sangue, por Cristo, grato, vivia
para servir ao seu Senhor em qualquer situação!

> Paulo sabia que aquele que é “DE” Cristo, está a serviço do Rei dos reis e
que o seu tesouro não está nas coisas terrenas (Por isso nada o desanimava!).

- Meu apelo é para que você perceba que o importante é ser “DE” Cristo. Isto é o
que faz diferença!

' I alvez você nunca venha a ser um Atleta de Cristo, ou Caminhoneiro de Cristo,
ou Prisioneiro de Cristo. Seja como for, isto não importa, o importante mesmo é
ser “DE” Cristo, e viver esta verdade!

> Aqueles que São de Cristo: não sofrerão nenhuma condenação; com Cristo
irão morar; com Cristo reinarão; jamais serão separados do amor de Deus;
jamais serão vencidos, pois servem e pertencem ao Senhor do universo. E muito
bom ser “DE” Cristo, em qualquer situação, até mesmo na de prisioneiro!

iç. Vamos em Frente!

HEBREUS 12:1-3

Objetivo: Seguir em frente na caminhada cristã tomando as decisões necessárias.


INTRODUÇÃO

> Estamos chegando ao final do ano. Tivemos derrotas, mas, também, tivemos
vitórias. Tivemos tristezas, mas, também, tivemos alegrias. Muitos, com certeza,
estão cansados!

> O fim do ano marca o fim de uma etapa e, naturalmente, nos


sentimos cansados.

Contudo, temos que lembrar: É fim do ano mas não é o fim da nossa caminhada.
Vamos em frente!
>

O autor de Hebreus escreveu para alguns que estavam querendo desistir da


carreira cristã (Havia perseguição; estavam sofrendo; não viam vantagens
imediatas em continuar naquele caminho).

>

Por isso, depois de passar o livro todo mostrando a glória e superioridade de


Cristo, aqui o autor está como que dizendo: Vamos em frente; corramos a
carreira que nos está proposta, sejamos perseverantes; vale a pena perseverar;
não esperemos de Cristo só para esta vida!
>

Ele não só anima seus leitores a perseverarem, mas dá, também, algumas
orientações para que isto seja possível. Orientações que continuam a servir a
todos os que estão de alguma forma cansados da jornada.

1. Abandonando o que nos atrapalha

1.1. Se queremos continuar na carreira (na disputa) devemos abandonar tudo


aquilo que nos atrapalha (Literalmente: devemos nos desembaraçar de todo peso
- V.l).

1.2. Ele está utilizando a figura de uma corrida e está claro: levar peso durante
a corrida é insensates.

I ^ I ilvez o peso que eles estavam levando era o medo de serem tortu-rmlos, ou
discriminados, ou de perderem alguma posição de privilé-«I" na sociedade, ou,
ainda, fosse o desejo de fazer parte de uma reli-ylão reconhecida pelas leis do
Império, já que o cristianismo não o era.

I 4 I lojc, creio que podemos chamar de “peso” qualquer coisa que nos

atrapalha a seguir com desenvoltura o caminho que nos está proposto pela
Bíblia. Por exemplo: Algum sonho; alguma profissão não compatível; alguma
teimosia de nossa parte; (outros exemplos podem ser citados).

UV Quem está numa corrida para vencer não carrega peso.

Ilinilração: Todos os anos milhares de pessoas se inscrevem para partici-|MI da


corrida de São Silvestre na cidade de São Paulo. Muitos participam pensando em
ganhar, mas outros sabem que não têm nenhuma
II i.mce. Estão regularmente inscritos, fazem parte da prova mas não pas-miin de figurantes. Uma grande
diferença que há entre aqueles que estão na corrida para vencer e aqueles que não têm esperanças está na
própria Indumentária. Quem corre para vencer utiliza a roupa apropriada sem Hcnhum peso extra. Já os sem
esperanças participam até fantasiados, uti-

ll. indo capacetes, carregando objetos, faixas e cartazes, como já vi em várias


delas. Estas pessoas nunca vencerão. Nem estão correndo, estão h íiicando de
aparecer na televisão! Nós corremos para vencer!

I(>. Deixemos tudo o que nos atrapalha de lado e vamos em frente na carreira
que nos está proposta!

tf. Abandonando o pecado _______

21 Para corrermos com perseverança, além de abandonarmos os pesos (Qualquer


coisa que nos atrapalha) devemos abandonar, principalmente, o pecado
(Percebam que há diferença - nem tudo que nos atrapalha é pecado, mas todo
pecado atrapalha).

'd,2. Se queremos seguir com desenvoltura precisamos deixar o pecado de lado.

23. Isto não é assim tão fácil, pois ele está sempre ao nosso lado a nos assediar.

2.4. Temos que estar atentos, quando menos esperamos surge a oportunidade
para a fofoca, para a inveja, para a mentira, para a falsidade, para o engano, o
adultério e outros... (O pecado está sempre querendo nos derrubar - é um
obstáculo que temos que ultrapassa: senão ficamos embaraçados).

25. O pecado nos separa da comunhão com Deus e com os irmãos. Ele é um
entrave na nossa carreira e por isso pode e deve ser vencido por todos nós!

2.6. Vamos em frente, abandonando o pecado - Chamando-o pelo próprio nome -


colocando-o em seu devido lugar, fora de nossas vidas!

3. Olhando para Jesus

31 Para seguirmos em frente é necessário olharmos para o alvo certo, muitos


ficam pelo caminho por errar neste ponto. Esteja atento: a) Não olhe para mim:
Tenho tentado ser modelo mas estou longe de o ser, não desejo colocar a sua
carreira em perigo; b) Não olhe para outros pastores: Eles podem ser ótimos
exemplos mas não são o exemplo ideal. Muitos têm caído no decorrer da história
e levado com eles seus admiradores; c) Não olhe para os irmãos: Todos
somos falhos e estamos sujeitos ao fracasso e a cair. Se eu tivesse olhado para
exemplos humanos hoje não estaria aqui e creio que você também não; d) Olhe
para Jesus: Ele é o perfeito, o exemplo que deve ser seguido!

3.2. Olhemos para Jesus e nos inspiremos no seu exemplo: Ele suportou
o máximo da aflição (v.2); Ele fez isto porque sabia da recompensa que viria
depois (v.3).

33. Olhemos para Jesus e o imitemos - Fiquemos firmes na carreira que nos está
proposta assim como Ele ficou até a morte.

3.4. Olhemos para Jesus imitando-o em todos os detalhes, assim não haverá
perigo de errar.

CONCLUSÃO

i O ano está chegando ao fim, mas a nossa carreira só acaba no final da vida ou
com a volta de Jesus (Pode ser que ainda tenhamos um bom trecho para
percorrer). Perguntas retóricas: a) Haverão derrotas? Provavelmente. Mas
haverá também vitórias! b) Teremos sofrimentos? Provavelmente. Mas com
certeza também teremos gozo e alegrias!
► Devemos nunca esquecer que não pode haver nada que se compare com o
que receberemos ao final da trajetória que nos está proposta. O que nos espera é
muito mais do que qualquer coisa que possamos provar durante o percurso.

► Vale a pena todo o esforço empenhado, pois o prêmio nos espera -Ele é
garantido pela vitória de Jesus.

► Corramos perseverantes, no próximo e em todos os anos que Deus nos der,


a carreira a nós proposta.

► Abandonemos o que nos atrapalha; desembaracemo-nos do pecado (este


inimigo incansável); olhemos para Jesus, o autor e consumador da fé (v.2), nosso
exemplo e alvo final!

► Igreja...(o nome dela): Seja com alegrias ou não, com facilidades ou não,
entremos neste novo ano para vencer. Vamos em frente! Que o Espírito Santo de
Deus nos conserve firmes neste caminho. Amém!

20. A FÉ QUE SALVA

TIAGO 2:14-26

Objetivo: Quero que o ouvinte relacione sua fé com suas ações.

INTRODUÇÃO

> Este texto tem dado dor de cabeça a muitos (Pensam que Tiago contradiz
Paulo - Tg 2:21, Rm 4:2-3)

> Paulo ao escrever aos romanos está combatendo um tipo de problema, Tiago
enfrenta outro.

> Paulo enfatiza a fé salvadora, Tiago esclarece qual é o tipo de fé que salva
(nem todas têm este poder).

> Podemos perceber que, para Tiago, existem pelo menos dois tipos de fé em
Deus. Existem outras que não envolvem Deus: fé nos horóscopos, jogos de azar,
anjos, demônios, pessoas etc.

L Ajfé morta _______


1.1. Em primeiro lugar Tiago escreve a respeito da fé morta

1.2. Explicar o que é fé morta:

a) É a fé da boca para fora

1) Que não produz nada.

2) Não faz diferença.

3) Não opera (v.20). d) Pode até atrapalhar (se você tem um corpo morto em
sua casa, livre-se dele).

4) E fé que não inspira confiança.

b) É a fé da maioria de nosso povo brasileiro

1) Pergunte a qualquer pessoa se ela tem fé.

2) Pergunte a qualquer brasileiro se ele crê em Jesus.

3) Pergunte se ele crê em Deus (você terá boas chances de receber uma
resposta positiva); mas esta fé, no geral, não leva o decla-rante a fazer nada (esta
fé não pode salvar - v.14).

4) Esta fé é ineficaz vs 15-17, não serve para nada (Melhor é o cão vivo do que o
leão morto).

c) É a mesma fé que os demônios possuem (v.l 9)

1) É uma fé que faz com que reconheça o poder de Deus (ver a reação do
endemoninhado gadareno ao encontrar Jesus, Mt 8:28-31).

2) E uma fé que faz demônios tremerem (com muitas pessoas nem isto
acontece).

3) Mas é uma fé que não leva a agir segundo a vontade de Deus (Quem crê,
faz!).

''2. A fé viva _ _ __ _
2.1. Em segundo lugar Tiago escreve a respeito da fé viva.

2.2. Explicar o que é fé viva:

a) É a fé que leva a ação (*ilustração: Quantos aqui acreditam que fazer


exercícios físicos é bom para a saúde? Quantos fazem exercícios regularmente?
Aqueles que praticam têm uma fé viva nesta verdade, os outros possuem uma fé
morta que na fará nenhuma

diferença em suas vidas. A fé que Tiago está defendendo é seme-/ /

lhante a esta. E a fé que os atos comprovam. E a fé que não para na mente, mas
leva a ação)

1) ela opera (está agindo no crente);

2) ela faz produzir (não permite que o crente fique sem fruto);

3) leva à obediência a Deus (tira o crente do campo contemplativo e o leva à


prática do que crê)

b) É a fé que operou nos fiéis do passado

1) deste tipo foi a fé de Abraão vs 20-23 (pela fé Abraão ofereceu seu filho -
contar como);

2) Tiago também fala de Raabe (ela foi justificada pela obra produzida por sua
fé, v.25 - contar como)

23. A fé destes dois é o tipo de fé que salva (fé viva - operante - que leva

a agir, obedecer ao nosso Deus).

3. Para evitar alflum mal entendido

3.1 Pergunta retórica: Afinal, Tiago fala de salvação pelas obras ou pela fé?
Resposta: Ele fala de obras resultantes da fé, que é o mesmo que fé que resulta
em obras. (Fé e obras são coisas inseparáveis - v.24)

3.2. Mostra que a fé que salva resulta em boas obras (v.26 - fé sem obras é
morta, não pode dar vida).
3.3. Desafia-nos a provar que temos fé sem obras (v. 18), enquanto ele prova
que tem fé por suas obras.

CONCLUSÃO

> Eu sei que todos que estão aqui possuem fé, mas o que ela tem produzido?
(ou nada produz?)

> Crer que Jesus morreu para te salvar é uma coisa, se colocar à disposição
dele é outra, é obra de fé.

> Saber que Ele é o salvador é uma coisa (e pode ser apenas fé
morta) confessá-lo como teu salvador e entregar-se a Ele sem restrições é outra
(é fé viva que pode te dar a vida eterna).

Ilustração: Conta-se de uma pessoa que tinha uma doença incurável. Certo dia
surgiu na cidade um médico que havia descoberto o remédio para curar aquela
doença. O homem ficou muito contente. Mandou comprar o remédio, ele cria
que seria curado, e dizia para todos que o visitavam: agora estou tranqüilo, está
vendo aquele frasco ali em cima do armário? Nele está a solução do meu
problema. Ele tem o poder para me curar, ele pode me dar vida de verdade. O
tempo passava e ele continuava fazendo isto. Fez por um bom tempo até que
morreu. Ele cria na eficácia do produto mas por alguma razão insensata nunca o
tomou.

> Como é fácil notar, fé que não leva à ação não tem nenhum valor! 3

> Não basta reconhecer que Jesus é o Salvador, é preciso apropriar-se desta
verdade e obedece-lo em tudo, viver de tal forma, fazendo a vontade dele, que
mostremos pelas ações que somos seus discípulos!
2i. A Caminhada da Santificação

1 PEDRO 1:14-21

Objetivo: Santificar-se imediatamente.

INTRODUÇÃO

> Quando se fala em santos no Brasil imediatamente lembramos de quatro


coisas: 1) Estátuas adoradas no catolicismo. 2) Uma cidade no litoral de São
Paulo. 3) Um clube de futebol, e 4) Pessoas ingênuas.

> Não é a respeito de nenhuma destas que vamos falar (nos interessa o que a
Bíblia diz sobre santos).

> Segundo a Bíblia todos os salvos por Jesus Cristo são santos (todos
os cristãos verdadeiros).

> Ainda que pareça contraditório, ao mesmo tempo que nos chama de santos, a
Bíblia nos exorta à santificação (Isto porque, nela, a palavra santo tem dois
significados: separado e excelência moral).

> Somos separados no momento em que aceitamos Cristo como Salvador (nos
tornamos santos - sem esforço próprio) e, então, damos início ao processo de
santificação (o qual requer nosso esforço).

> Sendo assim, a partir do momento da salvação, damos início


à CAMINHADA DA SANTIFICAÇÃO, a qual não deve continuar por todos os
momentos de nossas vidas (sempre teremos o que melhorar).

> Vamos ver neste texto o que Pedro fala a respeito desta caminhada que,
como cristãos, devemos fazer.

1. Deve te afastar do antigo modo de vida — (Ler o v.

I I. Quando nos convertemos tudo muda (se alguém está em Cristo nova criatura
é...l Cor. 5:17)
1,2. Contudo, com o tempo, percebemos que vários voltam às antigas práticas
(Não resistem às pressões).

13. Um dia devem ter parado de progredir e quem pára corre o risco de voltar
atrás (alguém bem descreveu a vida cristã como o andar de bicicleta - se parar
cai) - não dá para parar.

1.4. Fomos chamados para a santificação (vamos em frente - é para a frente que
se anda)

13. Não nos amoldemos às paixões que tínhamos anteriormente v. 14 (não


voltemos ao antigo esquema - temos que lutar para seguir em frente).

1.6. Sempre é bom lembrarmos que muitas coisas que fazíamos antes
da conversão, de certa forma, era resultado de nossa ignorância espiritual (Não
temos mais desculpas - sabemos o que é correto)

1.7. Como está a tua vida? A caminhada da santificação o tem levado para
longe do Antigo modo de vida? Fique atento, pois ainda que soframos pressões e
tentações de todos os tipos, e precisemos da graça de Jesus e da unção do
Espírito Santo para resistirmos, não temos desculpas para voltar atrás, ainda que,
em alguns casos não seja fácil resistir, (contar a seguinte anedota: Um carioca
doente por samba se converteu e passou a freqüentar a igreja. Em um Sábado
à noite, depois do culto, voltava para sua casa no morro, com a Bíblia na mão,
quando se aproximou da quadra de ensaios de sua ex-escola de samba. O som
estava quente... o batuque comia solto... Ele, ainda novo convertido, lutando
contra o velho homem, passou pelo terreno da escola de cabeça baixa e foi
subindo o morro ao som da bateria. Enquanto andava orava pedindo forças. Ele
dizia: me segura meu Jesus... me segura meu Jesus... Ah, me segura meu Jesus.
Em poucos instantes estava batucando na Bíblia enquanto cantava ao som da
música o refrão: Me segura meu Jesus, me segura meu Jesus, me segura meu
Jesus... (Falar de forma ritmada).3

2. Deve influir em todas as áreas da tua vida — (Ler o v. 15)

2.1. Pedro exorta: “Tornai-vos santos em todo o vosso procedimento”. I

2.2. Existem pessoas que pensam que podem ser santos por partes (isto
é impossível).
23. Muitos dividem a própria vida em duas: a secular e a religiosa (comoB se a
vida fosse divisível).

2.4. Querem viver no dia-a-dia como verdadeiros pagãos, enganando, mentindo,


praticando atos imorais e, nos finais de semana, ou mesmo no fim do dia, se
apresentar como santos diante de Deus. (Ora! Isto é chamar Deus de bobo. Será
que Ele aceitaria tal separação na vida? - E claro que não!).

‘2.5. Se você tem se tornado um membro de igreja cada vez mais útil em
trabalhos da igreja mas, por exemplo, é um filho, um esposo, uma esposa, um
vizinho, cada vez pior, teu processo de santificação está emperrado (a caminhada
da santificação tem que passar por todas as áreas da tua vida).

2.6. Você deve ser santo: 1) Ao ganhar o seu dinheiro. 2) Ao gastar o


seu dinheiro. 3) No uso do sexo. 4) Ao fazer compras no mercado.

5) Ao tratar com qualquer pessoa. 6) No trabalho. 7) Na diversão, etc..

2.7. Em suma, deve ter uma vida completamente santa e não apenas áreas
santas na tua vida.

Ilustração: Conta-se a história de um irmão muito especial. Ajudava todo


mundo, orava, testemunhava da Palavra de Deus, justo ao extremo cm seus
negócios. Certo dia, dois outros irmãos, passando por alguns problemas o
buscaram procurando ajuda. O primeiro lhe disse: irmão f ulano, ore por mim, eu
tenho sido tentado de forma terrível. Tenho pensado em voltar para minha vida
antiga, tenho saudades das noites de festas e das bebedeiras que eu fazia. O outro
por sua vez, incentivado pela confissão do primeiro, disse: irmão fulano, ore por
mim, eu também tenho lutado com as tentações. Algumas vezes nem tenho
resistido, se me derem oportunidade, quando vejo eu roubo mesmo. Ao que o
irmão “santelmo” respondeu: Orem vocês também por mim. Tenho um problema
muito sério: não consigo guardar segredo de jeito nenhum!?!? (Não podemos
nos acomodar. Enquanto houver uma parte de nós para ser trabalhada, vamos
trabalhar!)

3. Deve ter Deus como modelo — (Ler os vs. 15 e 16)

3 1 Deus não pede que sejamos aquilo que Ele não é (Pedro chama a atenção
. .

para algo que está escrito em Levítico várias vezes: “Sede santos porque eu sou
santo” - v.16).
3.2. Deus havia separado um povo (santificado) - Agora pede que este povo seja
santo (Por sua vez se esforce para santificar-se cada dia mais).

33. Com a igreja acontece o mesmo: Somos separados e chamados para a


santificação; para sermos santos como Ele é santo. Deus mesmo é o nosso
modelo (v.15).

• Talvez aos ouvidos de alguns isto soe muito estranho (afinal conhecemos tão
pouco de Deus) (sim, conhecemos pouco, mas aquilo que conhecemos nos
mostra muito bem o que é ser santo)

• E o que dizer de Jesus? (Quem o conhece conhece Deus - Ele é a expressão


máxima de Deus).

3.4. Devemos olhar para Jesus e procurar viver da mesma forma como ele
viveu: 1) Fazendo o bem. 2) Amando o próximo. 3) Sofrendo pelos outros. 4)
Servindo a todos (Ah! Como isto é difícil, pois queremos, normalmente, ser
servidos e não servir).

3.5. Não há outro modelo para ser seguido: 1) Seja o melhor dos irmãos. 2)
Seja o melhor dos pastores. 3) Seja o melhor dos líderes. 4) Seja quem for... (A
caminhada da santificação deve ter Deus, na pessoa de Jesus, como o modelo
ideal. (Antes de agir, sempre é bom perguntar: nesta situação, o que faria Jesus
em meu lugar?). Pergunta retórica: Você está mais parecido com Jesus hoje do
que a um ano, ou dez, atrás? Resposta: Deve estar. Caso contrário é sinal que a
tua caminhada da santificação está muito de vagar, se é que não foi interrompida.
(Se assim é levante-se novamente e comesse a caminhar)

4. Deve ser feita com temor — (Ler os vs. 17-21)

4.1. Não devemos ter um medo que nos leve a uma vida doentia e ao desejo de
garantir a salvação por esforços. Mas, não podemos fazer o trajeto que vai da
conversão até a nossa morte de forma descuidada.

4.2. Foi Deus que nos deu a ordem: “Sede santos”, se façam santos,
se santifiquem, se tornem santos.

4.3. As ordens de Deus devem ser levadas a sério:

a) Porque Deus não faz acepção de pessoas (v.17)


> Não pense que ser filho de Deus é ser filho do paizão que permite tudo, que
faz vistas grossas aos erros de seus filhos (Deus não tem favoritos).

> É um absurdo pensar que por ser salvo pela graça o crente está liberado para
pecar.

> A Bíblia mostra que daremos contas de nossos atos (Faça esta caminhada
com temor).

b) Porque você foi resgatado por um alto preço (vs 18 e 19)

> Você teve o privilégio de poder iniciar esta caminhada porque Jesus morreu
em teu lugar.

> Jesus pagou um preço muito alto para que você viesse a viver uma
vida santa.

> Isto mostra a seriedade com que Deus lida com esta questão.
Pergunta retórica: iríamos nós tratá-la com leviandade? Resposta: De
jeito nenhum! Exortação: Vamos caminhar com temor, lembrando sempre do
preço que Jesus pagou para que tivéssemos este privilégio, e que Deus não faz
acepção de pessoas.

CONCLUSÃO

> A questão da santificação é mais séria do que pode parecer inicialmente (ela
exige esforço do crente)

> Você precisa querer e agir para conseguir isto (reflita neste assunto)

> É hora de parar e fazer um balanço da sua vida:

a) Verifique se você, de fato, está se afastando cada vez mais do modo antigo
de vida.

b) Verifique se ainda há alguma área da sua vida que não está sendo atingida
por este processo.

c) Busque em Jesus o seu modelo de vida diária (Procure ser igual a Ele - Ele é
o alvo).
d) Este assunto deve ser tratado com temor.

> Passe a se tornar santo, a santificar-se, agora. Hoje mesmo, não amanhã.
Amanhã pode ser tarde!

22. JESUS VOLTA OU NÃO VOLTA?

2 PEDRO 3:1-13

Objetivo: Viver na certeza de que Jesus vai voltar a qualquer momento.

INTRODUÇÃO

> Ler o texto de 2 Pedro 3:1 -13 e orar antes de dar início à pregação em si.

> Falar do fim do mundo e segunda vinda de Cristo em nossos dias pode nos
render o título de loucos.

> Piadas em cartoons com malucos, barbudos e cabeludos, carregando um


cartaz com os dizeres “O Fim Está Próximo”, são muito comuns em revistas e
jornais (São muitos os que zombam desta verdade).

> Pedro já lutava contra este tipo de insinuações pouco mais de trinta anos
depois da morte e ressurreição de Jesus (Aproximadamente no ano 60 d.C. -
cerca de 1950 anos passados).

> Alguns desafiavam claramente esta doutrina perguntando: “Onde está a


promessa da sua vinda?” (v.4).

> O tempo ia passando, as coisas continuavam na mesma e eles se sentiam a


vontade para desafiar a Deus (Em nossos dias não é muito diferente).

t> Muitos talvez não estejam desafiando com palavras, mas desafiam com as
ações (Mesmo crentes vivem como se Jesus nunca fosse voltar e como se nunca
fossem enfrentar o tribunal de Deus).

Ilustração: Esta ouvi como se fosse verdade, mas como nem posso acreditar
conto como piada. Conta-se de um pastor, no Estado do Rio, que antes de pregar
um sermão sobre a volta de Jesus, enfatizando a necessidade de se estar
preparado para isto, combinou com o responsável pelo som da igreja para que
este, em determinado momento, emitisse um som de trombeta, conforme
imaginava será tocado no dia final. Para surpresa do pregador não ficou ninguém
na igreja. Todos correram, com exceção

de uma senhora muito idosa que permaneceu sentada no banco, fulminada por
um ataque cardíaco.

> Creio que isto não passa de piada mas nos faz pensar: Estou vivendo como
quem espera a volta de Jesus?

> Por tudo isto, as palavras de Pedro aos seus contemporâneos continuam
importantes para nós hoje.

Perguntar para os ouvintes: Afinal, Jesus volta ou não? (A resposta | óbvia será
um longo: vollltaaaaaaa!)

1. Volta, mas o tempo de Deus é diíerente do nosso

1.1. Pedro manda que não esqueçamos de uma coisa obvia: O tempo de Deus é
diferente.

1.2. Ler o versículo 8 e explicar o que vem a ser um dia como mil anos e

Imil anos como um dia (em suma quer dizer que


Deus está acima do tempo - Ele é eterno e para
quem é eterno não existe tempo (Eternidade não
é um período interminável de tempo é a ausência
de tempo).
I D Sendo assim, para Deus, não existe demora - não existe nem tempo - Ele está
acima deste detalhe: não envelhece, não se desgasta, não passa.

| 14. O tempo afeta a nós e a toda criação, mas não ao criador (A demora só
existe aos nossos olhos), ft |5. Portanto ninguém se engane, ainda que para nós
pareça demorado, Ele vai voltar!

Perguntar para os ouvintes: É, mas para nós um dia é um dia mesmo e mil
anos é mil anos mesmo. Quase dois mil anos já se passaram. Afinal, ■Jesus volta
ou não volta? (Mesma resposta anterior)
{l Volta, mas está esperando que mais pessoas sejam »nl vas

I V I Nós sabemos que a vinda de Jesus será um dia de grande festa para os
salvos mas um dia de terror para aqueles que ainda estiverem perdi-l dos (v.7 -
será um dia de juízo e destruição).

2.2. É a bondade de Deus que o faz esperar mais um pouco (v.9 - ele quer que
outros se salvem).

23. O que teria sido de nós se Jesus tivesse voltado lá pelo ano 60 d.C.? Ou há
50 anos atras? Ou menos ainda: 40; 30; 20; 15; 10; ou mesmo 1? (Se Jesus
tivesse voltado a 25 anos atras eu hoje estaria no inferno! Se Ele voltar hoje,
você onde estará?)

2.4. Deus tem pessoas que quer salvar (elas estão ao nosso redor - não podemos
ficar parados).

23. Se Cristo voltar hoje, muitos de nossos amigos e familiares irão para o
inferno (sem volta - a passagem para o inferno é só de ida!).

2.6. Embora eu tenha grande vontade de estar com meu salvador no


céu, embora eu perceba que a Igreja Primitiva ansiava pela volta de Jesus, eu
agradeço pela sua bondade e paciência, por ter me esperado e por, ainda, estar
esperando a muitos dos meus queridos.

2.7. Se desejamos que Cristo volte logo então preguemos a sua Palavra para
que outros se convertam!

Perguntar aos ouvintes: Vou perguntar de novo para não esquecermos:

Jesus volta ou não volta?

3. Volta, mas ninguém sabe quando__ ■


3.1. A promessa de sua vinda está não só neste texto, mas também em outros,
como em Atos 1:9-11).

32. Mas, não sabemos quando isto acontecerá - Não temos nem ideia (Pode ser
a qualquer momento - aproveito, inclusive, para dizer que não combinei nada
com o sonoplasta, se tocar trombeta ainda neste culto é trombeta mesmo).

33. Não devemos procurar marcar a data como muitos já fizeram


(Este» verdadeiramente são loucos - querem saber mais do que o próprio Jesus
que afirmou não saber a data Mt 24:36).

34. Explicar Mateus 24:36: Uma explicação sensata é que a data não | está
marcada, está aos cuidados de Deus Pai.

33. Não sabemos quando, mas sabemos que acontecerá!

3.6. Aquele dia virá como o ladrão (v.10). Explicar o que significa a) Não quer
dizer que Jesus virá disfarçado, b) Não quer dizer que

Jesus virá armado, c) Quer dizer que Ele virá no momento em que não se espera
(como nos dias de Noé - quando trabalhavam, casavam etc.).

3.7. Estejamos atentos pois este dia pode ser bem antes do que imaginamos
(Você está preparado?).

Ilustração: Não seja como certo homem que conheci. Ele morava em um lugar
que frequentemente era visitado por ladrões e, assim como seus vizinhos
também teve alguns prejuízos. Mas ao contrário dos seus vizinhos que não
queriam nem saber de dar chance ao ladrão, ele fazia ques-I tão de colocar
algumas iscas. Ele queria pegar o ladrão! Fazia questão de deixar roupas no varal
fora de casa mas, antes de ir dormir espalhava alarmes pelo quintal e colocava
seu revolver embaixo do travesseiro. Lá pelas tantas da noite ele levantava e ia
checar alguns pontos de sua casa. Ele queria, porque queria, pegar o ladrão!
Meses se passaram e o ladrão não apareceu. Até que uma noite ele esqueceu de
colocar os alarmes no quintal. Foi naquela noite que o ladrão veio, pegou o que
quis e foi I embora. O homem que era tão zeloso mas dormiu na guarda nunca
mais I viu os objetos que lhe foram roubados. Só quem o conheceu pode saber
o I quão grande foi a sua frustração.
I 3.8. Tão certo como Jesus veio o fim virá; o dia do Senhor virá; Jesus virá, e
as oportunidades irão!

CONCLUSÃO

► Não sei se falta pouco para a volta de Jesus (mais perto do que na época de
Pedro está).

► Não sei exatamente como será (mas sei pela Palavra que a volta dele
é certa).

► Você meu irmão que tem a certeza da salvação, atente para a urgência da
pregação do Evangelho (amados nossos estão caminhando para o inferno e nós
precisamos ajudá-los a sair desta situação).

► O basta pode ser dado a qualquer instante (Testemunhe de Jesus a todos os


que convivem com você!).

► Você que ainda não tomou uma posição ao lado de Cristo, fique

| sabendo: Apesar das aparências tão sólidas deste universo tudo vai

passar (v.10) (Não se apegue ao que é passageiro, mas sim àquele que pode te
dar a vida verdadeira, a vida eterna! - Se apegue a Jesus).

> Perguntar aos ouvintes: Jesus volta ou não volta? (Resposta: Volta!!) - Então
vamos provar que cremos nisto vivendo, verdadeiramente, como quem aguarda a
chegada de seu Senhor!

23- Pontos básicos Sobre Vida Eterna

1 JOÃO 5:10-13

Objetivo: Firmar a fé na doutrina cristã da vida eterna.

INTRODUÇÃO
> Em nossos dias há uma preocupação constante com a longevidade (Isto é um
paradoxo, pois ao mesmo tempo em que almejam viver muitos anos, a maioria
não quer ficar velhos).

> Tratamentos, cuidados, exercícios, alimentação especial, busca da fórmula


milagrosa, tudo vale para esticar a juventude. Parece-me que alguns chegam a
gastar a vida apenas preocupando-se em viver mais.

> Este cuidado pode ser bom ou não, depende da motivação que leva a querer
viver mais. Mas, seja como for, está claro que a maioria das pessoas quer viver
bastante.

> Para estes que gostam de vida a Bíblia tem uma notícia excelente. Ela mostra
que existe algo bem melhor do que os melhores anos que podemos passar aqui
na terra. Ela fala em vida eterna!

Explicar o que é vida eterna: a) Não é apenas uma vida que não acaba mais
(uma existência que não tem fim pode ser um castigo insuportável -neste sentido
o inferno também é vida eterna); b) Ela é uma vida de qualidade perfeita que não
acaba mais (isto sim vale a pena!); c) Ela é o que de mais precioso um ser
humano pode obter, por isso é um assunto que deve ser do interesse geral.

> João, neste texto, não está apresentando um relato minucioso do que seja a
vida eterna, mas ele acaba nos mostrando alguns pontos básicos a respeito dela,
que todos os seres humanos precisam saber.

1. A vida eterna é dada por Deus ___

1.1. O primeiro ponto que percebemos no texto é que a vida eterna é dada por
Deus (Ler o v. 11a).

1.2. João está escrevendo para cristãos e está dizendo que Deus deu a vida eterna
para nós.

13. Passados tantos anos, desde que ele escreveu estas palavras, é impressionante
perceber que ainda em nossos dias pessoas que se acham cristãs pensam que é
preciso, de alguma forma, comprar a vida eterna.

1.4. Alguns parecem pensar: Afinal ela é o máximo, deve custar caro, tenho que
fazer algo grandioso para conseguida. Tenho que pagar o preço!
Citar tentativas de pagar o preço: a) Sacrifícios, b) Boas obras, c) Voto de
pobreza; Martírio... Ilustração: Citar, por exemplo, que no meio muçulmano são
muitos os que têm morrido ao atuarem como homens bombas praticando
atentados suicidas contra Israel, na busca de comprar a vida eterna com este ato.

13. Não, não é preciso pagar porque já foi pago (Se for preciso explique como).

1.6. Quem recebe presente não paga por ele, pois já foi pago (Jesus pagou e
nos comprou a vida eterna).

1.7. A Bíblia é clara ao dizer que Deus nos deu a vida eterna e ainda
que alguns procurem pagá-la isto não é possível por dois motivos: a) Porque já
foi paga. b) Porque é tão cara que ninguém poderia pagar.

1.8. Estejamos atentos, pessoas ao nosso lado querem a vida eterna,


mas pensam que devem pagar por ela!

2. A vida eterna está em Jesus ______

> João, neste texto, também afirma que a vida eterna está em Jesus (v.l lb).
(Isto está de acordo com os ensinos do próprio Jesus. Veja o que o Mestre afirma
sobre si mesmo: João 11:25,26 e 14:6).

> Não adianta buscar em outras fontes, a vida eterna está em Jesus. Não há
fonte da juventude, não há poção milagrosa, não há outro a que se possa recorrer,
não há outro caminho que não seja Jesus!

2.1. Quem Tem Jesus Tem a Vida Eterna

2.1.1. Depois de afirmar que a vida está em Jesus João dá a


conseqüência lógica disto (Ler o v. 12a).

2.1.2. Sim, quem tem Jesus tem a vida! (Não é que terá, ou talvez venha a ter.
Este tem a vida!).

2.13. Os cristãos verdadeiros, muitas vezes, são chamados de presunçosos por


afirmarem que possuem a vida eterna, por isso é bom destacar: E a Bíblia que
afirma isto! (Quem tem Jesus tem a vida).

2.1.4. Se você tem Jesus. Se apropriou dele pela fé. Ele faz parte da sua vida
(Pode se alegrar ao extremo, pois você é alguém que já está gozando a vida
eterna).

2.13. Se você não tem Jesus, não deixe o tempo passar, receba-o pela
fé, arrependa-se de seus pecados e peça, urgente, para que ele venha a fazer parte
de sua vida. (Então aproprie-se destas verdades: Você é um salvo pela graça.
Você tem a vida eterna, pois Deus, por meio de Jesus, foi quem lhe deu estes
privilégios).

2.2. Quem Não Tem Jesus Não Tem a Vida Eterna

2.2.1. Mas, nesta passagem, da mesma forma que João afirma: quem tem Jesus
tem a vida eterna, afirma também: quem não tem Jesus não tem a vida eterna!
Ou seja, está perdido.

2.2.2. Isto deve levar aqueles que já têm a vida assegura a se preocuparem com
aqueles que ainda não têm.

2.23. Sabemos que estes estão correndo um grande perigo. A vida normal é
curta e pode ser abreviada.

2.2.4. Findando-se a vida terrestre não existe mais possibilidade de mudanças


na situação. Quem tem, tem, quem não tem, não tem nem nunca terá a vida
eterna!

2.23. A oportunidade para que alguém venha a ter Jesus fazendo parte de sua
vida é agora e, consequentemente, a vida eterna também.

2.2.6. A Bíblia é clara ao mostrar que se morre uma vez só e que depois disto
devemos enfrentar o juízo.

2.2.7. Todos os dias, pessoas, sem a vida eterna, vão para o inferno. Um tipo de
vida que não acaba. Nós não podemos ficar impassíveis diante desta tragédia,
temos que fazer a nossa parte!

CONCLUSÃO

> Bom, João não escreveu estas palavras para atemorizar ninguém, nem para
apertar os salvos, pelo contrário, escreveu para confortar.
> Alguns estavam inseguros e então ele escreveu dizendo o seu propósito.
Vejam o que diz no v. 13. Ele escreveu para que os cristãos soubessem, no meio
das dificuldades, que são possuidores da vida eterna.

> Estamos aqui só de passagem. Logo logo estaremos indo embora. Ainda que
passemos por sofrimentos, dores, angústias, desilusões, perseguições, é
confortador saber que nos aguarda a vida eterna, a vida ideal!

> Enquanto o dia não chega anunciemos a clara mensagem: A vida eterna é
dada por Deus e está em Jesus!

2 JOÃO 7-11

Objetivo: Tomar cuidado com as influências dos falsos mestres da atualidade.

INTRODUÇÃO

> O Cristianismo sempre sofreu com falsos mestres e profetas. (Jesus


já previra - Mc 13:22,23, Paulo temia pelos coríntios - 2 Cor 11:3,13-15, e Pedro
alertou: eles farão de vocês objeto de negócios - 2 Pd 2:1-3).

> O tempo passa mas a tática é a mesma. Como Satanás não pode destruir a
Igreja tenta perverte-la.

> A cada dia que passa vemos mais falsos mestres, pastores,
pregadores, missionários, que vão além do ensino de Cristo (Não se
contentam com aquilo que a Bíblia diz, ou dizem que ela diz o que nunca disse).

> João, preocupado com uma certa igreja, por esta cartinha, passa o alerta:
Cuidado com os enganadores!

> Baseados neste alerta vejamos alguns motivos pelos quais devemos tomar
cuidado com os enganadores.

1. Os encanadores estão espalhados pelo mundo (v.7)

1.1. Ao que parece pela carta os enganadores ainda não haviam chegada àquela
igreja, mas era só questão de tempo pois eles estavam espalhados pelo mundo.
Mais dia menos dia bateriam na porta daquela igreja.

Pergunta retórica: Se a quase 2000 anos passados eles estavam espalhados pelo
mundo onde estarão hoje? Resposta: Em todos os lugares!

(Certamente você já encontrou alguns deles, ou vai encontrar).

1.2. Na antiguidade eles iam ao público em pessoa, agora vão, também, por
livros, rádio, televisão etc.

13. A presença deles, hoje, na igreja de forma geral, é muito mais marcante do
que a dos tempos de João.

1.4. Tomemos cuidado com eles! Pergunta retórica: Mas como conhecê-los?
Resposta: Comparando com a Bíblia os ensinos atuais. (Comentar da heresia
combatida por João e aplicar para heresias atuais).

15. Estejamos atentos e tomemos cuidado com qualquer ensinador de doutrinas


que não estão na Bíblia.

2. Os enganadores podem nos causar prejuízo espiritual


(v.8) _______________

21 João alerta os seus leitores a tomarem cuidado com os enganadores para não
terem prejuízo espiritual.

2.2. Ele não está falando em perda de salvação, não chega a tanto, mas fala em
prejuízo no galardão (v.8).

23. O cristão não ganha a salvação pelo seu trabalho mas a recompensa por ele
sim, e esta pode ser diminuída por influência dos enganadores. Pergunta
retórica: Como que isto pode acontecer? Resposta: Quando seguimos um
ensino falso nos desviamos da Bíblia e, consequentemente, da vontade de Deus!

2.4. Se nos afastamos da vontade de Deus não produzimos o que poderíamos, e


perderemos com isto.

23. Fique alerta! Os enganadores estão à espreita e podem causar prejuízos ao


povo de Deus!
3. Os enganadores não têm Deus (v.9) ___

3.1. Uma das grandes dificuldades que temos com os enganadores espirituais é a
dúvida (eles não se apresentam com um crachá de enganadores, mas sim como
verdadeiros enviados de Deus).

32. Daí, então, nosso medo de estarmos lutando contra um enviado de Deus
nos paralisa enquanto os enganadores agem sem nenhum escrúpulo enganando à
vontade.

33. Neste texto João nos afirma: Tais enganadores não têm Deus, podem e
devem ser contestados.

34. João ainda nos ajuda a reconhecer os enganadores mostrando


uma característica deles neste verso 9: “Eles vão além do ensino de

Cristo”, ministrado por ele ou seus apóstolos. Ou seja, a Bíblia não lhes basta.

Ilustração: Talvez João esteja falando de forma irônica ao dizer que vão além
do ensino de Cristo. Talvez tenha em mente pessoas tão cegas pelo orgulho que
se acham no direito, como se fosse possível, de querer apresentar algo a mais do
que o Senhor já apresentou. Isto soa estranho mas eu mesmo presenciei em uma
visita a igrejas americanas. Conheci ótimas igrejas mas, depois de determinado
culto, em uma que pareceu-me extremamente apática, certa pessoa, sabendo que
eu era brasileiro e que estava ali de passagem perguntou o que achei da
mensagem. Ao que respondi um tanto desapontado: Percebi que praticamente
não houve utilização da Bíblia, foi mais um discurso do que ensino bíblico. Ao
que ele me respondeu com uma expressão de orgulho: Aqui já faz muito
tempo que passamos disto. Como quem diz: Estamos bem além do ensino
da Bíblia.

35. Muitos seguidores dos enganadores são pobres coitados e merecem o nosso
cuidado e misericórdia, mas o mestre enganador é uma pessoa sem Deus,
anticristo-v.7b (contra Cristo) e deve ser desmascarada.

4. Ajudar os enganadores é participar da obra deles (vs.


10,11)___________________________________________________________________

4.1. João continuando com sua advertência mostra que ajudar os enganadores é
participar da obra deles.
4.2. Ler o v.10 e explicar: Naquela época não haviam hotéis e os pregadores se
hospedavam nas casas dos cristãos. Os missionários verdadeiros deveriam ser
abrigados, mas abrigar um enganador era participar de sua enganação (Por isso
todo cuidado era pouco).

43. Acolher o verdadeiro é participar da obra do verdadeiro, acolher o falso é


participar da obra do falso.

Ilustração: A situação era tratada de forma tão importante no início da Igreja


que no “Didaquê”, um manual do fim do primeiro século, já se encontram
algumas orientações para se receber em casa o missionário viajante. Cada um
deles deveria ser examinado para que provasse ser verdadeiro. O exame deveria
visar os seus ensinos, seus motivos e, prin-

cipalmente, suas atitudes em relação ao dinheiro, alimentação, conforto e


comportamento moral.14

4.4. Hoje, com raras exceções, os enganadores não são hospedados em casas,
mas podemos tomar outras atitudes que acabam resultando em ajuda no
ministério deles, como por exemplo: Adquirir material que eles produzem;
assistir aos seus programas de televisão, ouvir a seus programas de rádio,
contribuir...

4.5. Lembre-se, ajudar o enganador, é participar das más obras dele (v. 10)!

CONCLUSÃO

> O alerta está dado, não vamos sair à caça, mas devemos ficar
atentos: Cuidado com os enganadores!

> Se conhecemos alguém que está sendo enganado, estendamos as nossas


mãos em socorro.

> Se nos depararmos com os enganadores, que estão espalhados pelo mundo,
nem os cumprimentemos.

> Evitemos qualquer contato e muito menos a possibilidade de alguma ajuda


ao ministério deles. Pois eles não têm Deus, são contra as obras de Cristo
(anticristo) e só trazem prejuízos para o nosso povo.
3 JOÃO 5-8

Objetivo: Ajudar o trabalho missionário.

INTRODUÇÃO

> A igreja de Cristo tem sido missionária desde o seu início. Ela nasceu com o
objetivo de se espalhar.

> Alguns heróis, conhecidos como os apóstolos, missionários famosos (citar


alguns), e milhares de outros desconhecidos, as vezes arriscando as próprias
vidas, têm levado a mensagem cristã por todo o mundo.

> O trabalho tem se desenvolvido bem, mas poderia ser ainda muito melhor se
todos cooperassem.

> Infelizmente, sempre existiram e ainda existem cristãos que não cooperaram
com missões.

> Nesta carta o autor menciona um líder de igreja chamado Diótrefes que não
cooperava nem permitia que outros cooperassem com a obra de missões
recebendo os missionários itinerantes (Explicar vs. 9 e 10).

> Diante da dificuldade, preocupado com a continuidade da obra de missões, é


que João escreve para Gaio, exortando-o a não imitar Diótrefes (v.ll) e a
continuar cooperando da maneira como vinha fazendo (v.5).

> Ao exortar Gaio, João acabou mostrando também a nós algumas razões para
que cooperemos com missões. Existem outras, é claro, mas vejamos algumas
neste texto e cooperemos com missões.

1. Os missionários são representantes de Deus (v. 6)

1.1. Uma das razões para cooperarmos é o fato dos missionários


serem representantes de Deus.

1.2. Missionário é gente como a gente mas pela função que exerce encontra-se
em uma posição especial.
13. Ainda que sejam enviados pelas igrejas locais eles representam além delas, o
próprio Deus.

1.4. Por isso, ao enviá-los, faremos bem se os enviarmos de um modo digno de


Deus (v. 6b). Pergunta retórica: Como isto pode ser feito? Resposta: Dando-
lhes condições de se apresentarem da melhor maneira possível, bem vestidos,
bem alimentados, em condições de atuarem como um representante fiel.

13. Cooperemos com missões. Mais do que representarem as igrejas, os


missionários representam Deus!

2. Os missionários trabalham por amor a Deus (v. 7a)

2.1. Outra razão para cooperarmos com missões é o fato dos


missionários trabalharem por amor a Deus.

2.2. O texto falando dos missionários itinerantes afirma que eles saíram, para
pregar, por amor do “Nome” (v. 7a). (Explicar o significado de nome - Nome,
neste contexto e em muitos outros do Novo e Antigo Testamentos, é mais do que
um título, é a própria pessoa. Neste caso, dizer que os missionários saíram
pregando por amor do nome é o mesmo que dizer: saíram pregando por amor a
Deus).

23. Eles não saíram pregando: a) Em busca de fama (e a maioria dos


missionários de todos os tempos, foram, são e serão, como diríamos, ilustres
desconhecidos). b) Em busca de fortunas (Ao contrário, a história tem nos
mostrado que é normal os missionários abrirem mão de seus próprios bens). c)
Em busca de aventuras (ainda que pareça ser uma vida emocionante). d) Em
busca de poder (Nem nas igrejas que fundam ficam liderando - logo vão em
frente). Normalmente trabalham por amor aos perdidos e, principalmente, a
Deus que os salvou por meio de Jesus. (Esta é uma boa razão para
cooperarmos!).

3. Os missionários dependem de nós para o sustento

(v.7b)_

31. Devemos ainda cooperar porque os missionários dependem de nós para o


sustento.
3.2. João fala dos missionários que saiam sem nada aceitar dos gentios, ou seja
dos não cristãos (v.7b).

33. Realmente não teria nenhum cabimento dependerem dos incrédulos para
pregarem a mensagem.

3.4. Assim como na época desta carta, os missionários continuam indo aos
campos por conta dos cristãos. Eles dependem de nós para conseguirem o
próprio sustento e condições dignas de trabalho. Pergunta retórica: Se nós não
cooperarmos com missões quem o fará? Resposta: Ninguém. Pergunta: Será
que os missionários devem buscar ajuda entre os incrédulos? Resposta:
Certamente que não!

3.5. Ainda que os missionários, na maioria, estejam ligados a juntas


e organizações missionárias que lhes dão uma certa segurança, em última análise
eles dependem é de nós mesmos. Cooperemos com missões!

4. Assim faremos parte desta obra (v. 8)_

4.1. Outra razão para cooperarmos com missões é que ao fazermos


isto fazemos parte desta obra.

4.2. Gaio, mesmo não saindo de sua cidade para pregar, ao receber
os missionários, cooperando com eles, fazia parte da obra
missionária. Cooperava com a verdade que estava sendo pregada (v.8).

43. A tarefa de missões não é apenas para alguns escolhidos na igreja. Ela é de
todos! Mas é claro que nem todos devem partir para campos distantes (Quem
lhes daria o suporte enquanto fossem?).

4.4. Aqueles que dão condições para que outros vão também estão participando,
estão fazendo missões.

43 Aqueles que não vão e também não cooperam para que outros vão, não
participam desta obra.

4.6. Se queremos obedecer à ordem de Jesus, e fazer parte da obra de missões,


não apenas locais, vamos aos campos ou cooperemos com os que vão!

CONCLUSÃO
> Certamente, existem outras razões para que cooperemos com missões, mas
estas já são suficientes.

> Esta tarefa que iniciou com o nascimento da Igreja e só terá fim na volta de
Cristo pertence a todos nós.

> Não fique de fora! Mesmo que você não tenha como ir aos
campos missionários distantes, seja um missionário local. Faça parte desta obra
cooperando das mais variadas maneiras com aqueles que vão.

> Pergunte ao Senhor: Como posso cooperar com a obra de missões? E


recebendo a resposta parta para a ação, faça a sua parte! Deus espera isto de
você.

z6. BATALHEM PELA FÉ!

JUDAS 3-4

Objetivo: Defender a “fé” cristã dos ataques que tem sofrido.

INTRODUÇÃO

> Iniciar lendo o texto base e, em seguida, orando pedindo a orientação divina
para o que vai ser tratado.

> Depois da oração falar um pouco a respeito do contexto da passagem como:


a) Quem escreveu? Resposta: Judas, não o apóstolo traidor, mas o irmão de
Tiago (v.l) e, provavelmente, também irmão de Jesus como se vê em Mt 13:55 e
G1 1:19. b) Para quem escreveu? Resposta: A todos os cristãos. Trata-se de um
escrito circular e não uma carta com destinatário específico. Não foi endereçada
a uma igreja isolada, mas ao povo de Deus. c) Qual a motivação da escrita?
Reposta: A necessidade de levar os cristãos a batalharem pela fé.

Explicar o que é batalhar pela fé: Vejo que, neste contexto, fé é o conjunto dos
ensinamentos cristãos (Em outras palavras aquilo que a Bíblia nos mostra a
respeito de Deus e de sua vontade para os seres humanos -Portanto, batalhar pela
fé é lutar para que os ensinos recebidos de Deus não sejam modificados ou
substituídos por outros de origem humana, ou, pior ainda, diabólica).

> Os séculos têm se passado, mas a exortação de Judas continua sendo válida,
pois precisamos continuar batalhando pela fé! Vejamos algumas razões para isto.

1. Pois a íé tem sido atacada (4) _

11 O primeiro motivo pelo qual Judas exorta os cristãos de sua época a


batalharem pela fé, e a Bíblia hoje também nos exorta é o fato claro de que ela
tem sido atacada. Batalhem pela fé, pois ela tem sido atacada!

1.2. Isto ocorre desde o início do cristianismo. Judas fala no versículo 4 de certos
indivíduos que se introduziam no meio do povo de Deus

para atacar a fé. As características deles eram: a) Enganadores, b) Injustos, c)


Pessoas que distorciam a Palavra de Deus, transformando a graça em
libertinagem, d) Pessoas que negavam a Jesus, o único soberano e Senhor.

13. Um pouco do perigo que estes indivíduos representam para o povo de Deus
pode ser visto em outros versículos escritos por Judas como o 8, 11-13, 16 e 19.

1.4. Em nossos dias os ataques são ainda mais graves e vêm por pessoas, pela
televisão, livros, leis etc.

13. Não podemos cruzar os braços e aceitar tudo em nome da boa convivência.
Batalhem pela fé, mostrando, em todas as oportunidades, mesmo sofrendo as
conseqüências a verdade da Palavra de Deus!

2. Pois isto é algo que não pode esperar (3a) _

2.1. Vejo ainda neste texto que a reação do povo de Deus não pode esperar.
Judas exorta os cristãos a batalharem pela fé imediatamente, a batalha pela fé é
prioridade.

2.2. Veja que a intenção de Judas era escrever a respeito de outro assunto
muito mais agradável. Ele estava empregando seus esforços para escrever a
respeito da salvação comum aos cristãos (v. 3a), mas sentiu-se obrigado a parar
com o que estava fazendo e exortá-los a batalhar pela fé.
23. Que outro motivo senão a urgência desta batalha reacionária poderia ter feito
com que ele mudasse seus planos? Ao que tudo indica ele percebeu que o
combate em defesa da fé não pode esperar.

2.4. Concordo plenamente com ele. A batalha pela fé é urgente, pois enquanto
não nos empenhamos nesta defesa, pessoas inocentes são arrastadas pelos falsos
ensinos dos enganadores diretamente para a perdição.

23. Não podemos esperar. Apresentando-se qualquer possibilidade, batalhemos


pela fé com amor, esclarecendo os confusos, ajudando os mal orientados,
opondo-nos aos mal intencionados.

3. Pois a fé está aos nossos cuidados (3b)

3.1. Outra razão destacada por Judas para que batalhemos pela fé é porque ela
está aos nossos cuidados.

3.2. A fé verdadeira, os ensinos de Deus, foi confiada a nós, chamados no texto


de santos (v.3b).

3.3. Vejam a nossa responsabilidade! A fé nos foi confiada. Um grande tesouro


foi colocado aos nossos cuidados. E nossa missão protege-lo para que outros
também possam vir a desfrutar de sua riqueza.

3.4. Nós somos os guardiões deste tesouro e devemos passá-lo às


futuras gerações, da maneira que o recebemos, sem modificações, sem rasu-ras,
do jeito que é, e não do jeito que alguns querem que seja.

3.5. Lembrem-se: Vocês são guardiões da fé que lhes foi entregue. Batalhem
por ela!

CONCLUSÃO

> Alerta final. Quando falamos em batalha e luta, logo vem à nossa mente
também a palavra ódio.

> Não podemos descartá-la desta mensagem de exortação que nos foi passada
por Judas. Mas, precisamos colocá-la no devido lugar.

> O nosso “ódio”, digamos assim entre aspas, não deve ser direcionada às
pessoas, mas aos falsos ensinos.

> Devemos detestar até a roupa contaminada pela carne, penso ser isto uma
figura para ensinos humanos que levam ao pecado, ao mesmo tempo em que
devemos ser compassivos para com todos (v.23b).

> Quanto aos que estão em perigo de ser enganados pelos falsos
ensinos, devemos com compaixão fazer todo o esforço possível para arrebatá-los
do fogo (vs. 22 e 23a). Batalhemos então pela fé, tesouro bendito que nos foi
entregue, com muita garra, mas também com misericórdia, temor e amor!
^■J. O Abandono do Primeiro Amor

APOCALIPSE 2=1-7

Objetivo: Voltar a praticar o amor que praticavam no início da vida cristã.

INTRODUÇÃO

> Alguém já disse que começar bem é fácil, terminar é que é difícil. Lendo este
texto percebo que isto também se aplica à vida Cristã. Vejo nele pessoas que
começaram bem, mas que, agora, estavam mal.

> Vejo também em nossos dias, muitas pessoas que iniciam a vida cristã, como
se diz, “a todo vapor”, mas que com o passar do tempo vão ficando lentas,
endurecidas, problemáticas... indispostas a praticar o amor.

> Muitos, com o passar do tempo, têm regredido na vida cristã, deixando de
lado o primeiro amor, as práticas altruístas, para com os irmãos, para com a obra
de Deus, para com o próximo. Isto não é bom!

> O abandono do primeiro amor é realidade na vida de muitos.


Vejamos algumas de suas características!

1. Pode ser resultado das dificuldades da vida cristã

1.1. O primeiro ponto que desejo destacar em relação ao abandono do primeiro


amor é que isto pode acontecer como resultado das dificuldades da própria vida
cristã.

1.2. Esta primeira carta do Apocalipse é endereçada à igreja de Éfeso, uma


igreja que enfrentou muitos problemas para permanecer fiel à Palavra de Deus.
Vejamos algumas das dificuldades enfrentadas:

a) Tiveram que trabalhar de forma dura e perseverante (A palavra grega que


em várias versões está traduzida como labor, kópos, significa trabalhar até a
exaustão -v. 2);

b) Tiveram que enfrentar homens maus na igreja (v. 2);


c) Tiveram de colocar à prova falsos apóstolos e os acharam mentirosos (v. 2);

d) Tiveram de suportar provas por serem testemunhas de Jesus (v.

3);

e) Tiveram que enfrentar heresias dentro da igreja (Não sabemos exatamente


que heresias eram estas, mas sabemos que eram rejeitadas por Deus - v. 6 - Em
Ap 2:15 tem mais informações).

13. Continuar amando como antigamente, depois de passar por tantas


dificuldades não era fácil.

1.4. Também em nossos dias o abandono do primeiro amor pode ser resultado
das dificuldades da vida cristã. As desilusões, os muitos trabalhos, o ser vítima
de engano... tudo pode contribuir para isto!

2. Desagrada a Jesus _ ____

1.1. Diante do que vimos até aqui poderia ser dito: Bem existem bons motivos
para abandonar o primeiro amor. Mas não é o que o texto mostra. O abandono do
primeiro amor desagrada a Jesus.

1.2. Não importa o quanto soframos pela obra de Deus, não importa o quanto
sejamos desprezados, o quanto sejamos enganados e explorados, o amor deve
continuar sendo nossa marca principal.

13. A igreja de Efeso recebeu elogios e os merecia, era uma igreja, dou-
trinariamente falando, vencedora (vs. 2,3 e 6). Mas Jesus repreendeu-a dizendo:
“Tenho, porém, contra ti que abandonaste...” (v. 4).

1.4. O abandono do primeiro amor, do trabalho incansável pela obra,


da tolerância para com os mais fracos, do negar-se a si mesmo em favor dos
outros e do Reino de Deus, que caracteriza o Novo nascido em Cristo, não se
justifica por nada e desagrada a Jesus. (Tenho contra ti, diz ele).

13. Talvez você tenha uma boa desculpa para ter abandonado o primeiro amor.
Quem sabe ela esteja te convencendo de seu direito disso. Mas, seja ela qual for
fique sabendo: isto desagrada a Jesus!
3. Não ficará sem castigo

31 Percebe-se também, neste texto, que o abandono do primeiro amor não ficará
sem castigo.

3.2. No texto Jesus ameaça a igreja de Éfeso com a remoção do “Candeeiro”


dela de seu lugar (v. 5).

Explicar v. 5: Não é simples de descobrir o que significa remover o candeeiro.


Em Ap 1:20 percebe-se que o candeeiro representa a própria igreja que está na
presença de Jesus. Alguns têm visto aqui uma referência ao julgamento final, na
segunda vinda de Cristo, mas outros, creio que com mais chances de estarem
corretos, interpretam estas palavras como algum tipo de julgamento para a igreja
no aqui e agora. Provavelmente o fim da igreja está em vista,15 pois se ela não
vive o amor não pode continuar a ser tratada como uma igreja de Deus, pois
Deus é amor (1 João 4:8).

33. O que fica claro é que há um castigo para a igreja que abandona o primeiro
amor.

3.4. Da mesma forma, se aplicarmos o princípio envolvido no texto


para indivíduos e não igreja, creio que aquele que abandona o primeiro amor
também pode esperar algum tipo de castigo.

4. Termina quando voltamos às boas práticas_____

4.1. Graças a Deus este pecado também tem solução. O abandono do primeiro
amor termina quando voltamos às boas obras que antes praticávamos.

4.2. Jesus diz no v. 5 que o abandono do primeiro amor é uma queda na vida
cristã. Ele convoca os que estão neste estado de queda a lembrarem da posição
anterior onde estavam e a retornarem a ela.

43. Eles podiam voltar atrás e os que abandonaram o primeiro amor, na


atualidade, também podem.

4.4. O abandono do primeiro amor termina quando voltamos às boas obras


praticadas no ardor dos primeiros passos da vida cristã, ou quando voltamos ao
melhor estágio anterior que já tivemos.
CONCLUSÃO

> Começar bem é fácil, terminar é difícil. Alguns em nosso meio


estão iniciando a caminhada cristã. Minha palavra a eles é: fiquem atentos, existe
a possibilidade do amor esfriar e isto não é bom.

> Aos que já estão na batalha a mais tempo eu digo, baseado neste
texto, continuem amando e, se por ventura, vocês têm abandonado o primeiro
amor, seja pelo motivo que for, voltem atrás urgente.

> Amem cada vez mais a Deus, à obra de Deus, aos irmãos, ao próximo, aos
amigos e aos inimigos, fazendo o melhor de vocês para os outros, como nos
velhos tempos. Se for preciso, voltem ao primeiro amor!

'■UH"-

Hi
ÍNDICE DE ASSUNTOS

Alegria..........................Lucas 15

Amor Cristão.....................Lucas 15; João 13:31-38; Apocalipse 2:1-7

Animo...........................Deuteronômio 20:1-8; Rute 2:12; Neemias 4:6-23; Eze-

quiel 37:1-14; Habacuque 3:17-19; 1 Tessalonicenses 5:14; 2 Timóteo 4:16-18; Filemom 1-25;
Hebreus 12:1-3; 1 João 5:10-13

Ano Novo........................Hebreus 12:1-3

Ansiedade........................Filipenses 4:6,7

Arrependimento...................Joel 2:12-17

Bíblia............................Esdras 7:10; Oseias 8:1-7

Boas Obras.......................Tiago 2:14-26

Casamento.......................Cantares 8:6,7 e João 13:34

Ceia.............................1 Coríntios 1:18-25

Céu.............................Tito 1:1-4

Confiança........................Ezequiel 37:1-14; Habacuque 3:17-19; 2 Timóteo

4:16-18

Consagração.......................1 Pedro 1:14-21: Apocalipse 2:1-7

Comunhão.......................Provérbios 15:1; João 13:31-38

Cura Divina......................2 Reis 5

Dificuldades......................Neemias 4:6-23; 1 Tessalonicenses 5:14; 2 Timóteo

4:16-18

Ensino Cristão....................Esdras 7:10; 2 João 7-ll;Judas 3-4

Escolhas.........................Oseias 8:1-7; Jonas 3:5-4:11

Esperança........................Neemias 4:6-23; Ezequiel 37:1-14


Evangelismo......................2 Crônicas 33:1-20; Rute 2:12; Amós 4:12; Oseias

8:1-7; Naum 1:7; Sofonias l:l-2:3; João 10:27-28;

1 Coríntios 1:18-25; 1 Timóteo 1:12-17; 1 João 5:10-13

Evangelizar.......................2 Crônicas 33:1-20; Esdras 7:10; Lamentações; Lucas

15; Atos 8:1-8; Colossenses 4:5,6; 1 Timóteo 1:12-17; 2 Pedro 3:1-13; 1 João 5:10-
13 Família..........................2 Reis 4:8-37

Fé..............................Habacuque 3:17-19; 2 Timóteo 4:16-18; Tiago 2:14-26;

Judas 3-4

Felicidade........................Filemom 1-25

Fim de Ano.......................Hebreus 12:1-3

Heresias .........................2 João 7-11; Judas 3-4

Humildade.......................Miqueias 6:6-8; Obadias 3 e 4; 1 Timóteo 1:12-17

Ira de Deus.......................Lamentações

Juízo Final........................Joel 2:12-17; Sofonias 1:1-2:3

Justiça...........................Miqueias 6:6-8

Medo............................Deuteronômio 20:1-8

Ministério........................1 Tessalonicenses 5:14;

Misericórdia......................2 Crônicas 33:1-20; Miqueias 6:6-8

Missões..........................2 Tessalonicenses 3:1-2; 3 João 5-8

Morte de Cristo...................1 Coríntios 1:18-25

Obediência a Deus.................Oseias 8:1-7; Amós 4:12; Miqueias 6:6-8; Ageu 1:1-11;

Zacarias 7:1-14

Oração..........................Zacarias 7:1-14; 1 Tessalonicenses 5:14; 2 Tessalonicen

ses 3:1-2

Ordenação ao Ministério............Esdras 7:10


Orgulho..........................2 Crônicas 33:1-20; Miqueias 6:6-8; Obadias 3 e 4

Palavras..........................Provérbios 15:1

Paz..............................Filipenses 4:6,7

Pecado...........................2 Samuel ll-12:7a

Perseverança......................2 Crônicas 33:1-20; Hebreus 12:1-3

Perigo...........................Neemias 4:6-23; Naum 1:7; 2 Timóteo 4:16-18

Poder de Deus.....................2 Crônicas 33:1-20; Ezequiel 37:1-14

Pregação.........................2 Crônicas 33:1-20

Problemas........................Rute 2:12; Ezequiel 37:1-14; Habacuque 3:17-19; 2

Timóteo 4:16-18

Relacionamento...................Provérbios 15:1; Miqueias 6:6-8; João 13:31-38

Relações com não crentes ...........Colossenses 4:5,6; 2 João 7-11

Responsabilidade Cristã.............1 Tessalonicenses 5:14

Reverência.......................1 Crônicas 13:1-14

Salvação.........................Lucas 15; Tiago 2:14-26

Santificação......................1 Pedro 1:14-21

Segurança........................Naum 1:7

Soberania de Deus.................2 Reis 5

Temor...........................1 Crônicas 13:1-14

Testemunho......................Esdras 7:10; Isaías 5:1-7; João 13:31-38; Colossenses

4:5,6

Trabalho cristão...................Deuteronômio 20:1-8; Isaías 5:1-7; 1 Tessalonicenses

5:14; Apocalipse 2:1-7

União...........................Eclesiastes 4:9-12
Vida Eterna.......................1 João 5:10-13; Tito 1:1-4

Vida cristã........................Esdras 7:10; Jó 1:1; Isaías 5:1-7; Amós 4:12; Jonas

3:5-4:11; Zacarias 7:1-14; João 13:31-38; 1 Tessaloni-cences 5:14


NOTAS

1 GUINES BOOK 96: o livro dos recordes. São Paulo: Editora Três Ltda,
1995.
p. 121.

2 BRUCE, F. F. Romanos: introdução e comentário. 3.ed. São Paulo:


Edições Vida Nova, 1983. p. 187.

3 FONSECA, J. Soares da. Conta outra: histórias para sermões e estudos


criativos. São Paulo: Exodus Editora, 1997. p.p. 15,16.

4 RIENECKER, F. & ROGERS, C. Chave lingüística do Novo Testamento


Grego. São Paulo: Edições Vida Nova, 1985. p.p. 338,339.

5 ALMEIDA, Natanel de Barros. Coletânea de ilustrações. São Paulo:


Edições Vida Nova, 1999. p. 39.

6 BLANCHARD, J. Pérolas para a vida: pensamentos para sermões e


palestra. São Paulo: Edições Vida Nova, 1993. p. 25.

7 SHENEIDER BELO, M. N. Desobediência Fatal. In: O Mensageiro.


Palmeiras, Paraná: Associação Menonita Beneficente, 2000. p.54.

8 Experiência contada, ainda que com outras palavras, pelo próprio Pr Regi-
naldo Kruklis, em mensagem pregada no dia 21/06/01, em culto realizado
na capela da Faculdade Teológica Batista do Paraná.

9 LINK, H. G. Fraqueza, doença, enfermidade, paralisia, In: BROWN, C.


& COENEN, L. Dicionário internacional de teologia do Novo Testamento. São
Paulo: Edições Vida Nova, 2000. p.878-881.

10 ALMEIDA, Natanel de Barros. Coletânea de ilustrações. São Paulo:


Edições Vida Nova, 1999. p. 135.

11 Jornal - Brado de Guerra. Citado em O mensageiro. Palmeira, Paraná :


Associação Menonita Beneficiente, 2000. p. 8.
12 ALMEIDA, Natanel de Barros. Coletânea de ilustrações. São Paulo:
Edições Vida Nova, 1999. p. 135.

13 Autor desconhecido.

14 STOTT, J. R. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo:


Edições Vida Nova, 1991. p. 171.

15 LADD, George. Apocalipse: introdução e comentário. São Paulo: Vida


Nova, 1992, p.32.

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