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MÉRITO

Apostilas

APOSTILA PREF. MUNICIPAL DE

SUMARÉ SP 2021

Cargo: SECRETÁRIO DE ESCOLA

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Língua Portuguesa

LÍNGUA PORTUGUESA

MÉRITO
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Ortografia

Ortografia

MÉRITO
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Ortografia

Ortografia é a parte da gramática que se encarrega da forma correta de escrita das


palavras da Língua Portuguesa.

Ela se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a


Sintaxe são as partes que compõem a gramática.

Além de ser influenciada pela etimologia e fonologia das palavras, no que respeita
à ortografia existem convenções entre os falantes de uma mesma língua que visam
unificar a sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos ortográficos.

O Alfabeto
A escrita é possível graças aos sinais gráficos ordenados que transcrevem os sons
da linguagem. Na nossa cultura, esses sinais são as letras, cujo conjunto é chamado
de alfabeto.

A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K,
W e Y.

Emprego das letras K, W e Y


• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio).

• Antropônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas


estrangeiras: Kelly, Darwin, darwinismo.

• Topônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas


estrangeiras: Kosovo, Kuwait, kuwaitiano.

• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback, hardware,


hobby.

Uso do x e do ch
O x é utilizado nas seguintes situações:

• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe.

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Ortografia

• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano.

• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar.

• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame.

Exceções:

• A palavra "mecha" (porção de cabelo) escreve-se com ch.

• O verbo "encher" escreve-se com ch. O mesmo acontece com as palavras que
dele derivem: enchente, encharcar, enchido.

Escreve-se com x: bexiga, bruxa, caxumba, elixir, faxina, graxa.

Escreve-se com ch: bochecha, boliche, cachaça, chuchu, colcha.

Uso do h
O h é utilizado nas seguintes situações:

• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh!

• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem.

• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha.

• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-homem.

Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente


geográfico "baía" é grafado sem h.

Uso do s e do z
O s é utilizado nas seguintes situações:

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Ortografia

• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa que indicam grande
quantidade, estado ou circunstância: bondoso, feiosa, oleoso.

• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês,
francesa, poetisa.

• Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa.

• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram.

O z é utilizado nas seguintes situações:

• Nos sufixos -ez / -eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro -
magreza, belo - beleza, grande - grandeza.

• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar.

Escreve-se com s: alisar, análise, atrás, através.

Escreve-se com z: amizade, aprazível, desprezo, giz, rodízio.

Uso do g e do j
O g é utilizado nas seguintes situações:

• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio,
régio, litígio, relógio, refúgio.

• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem, viagem.

O j é utilizado nas seguintes situações:

• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica.

• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço.

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Ortografia

Observações:

• A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-se com j:


(Que) eles/elas viajem.

• Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é substituído


para j antes do a ou do o, de forma a que seja mantido o mesmo som. Assim:
afligir - aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir - ajam, ajo.

• A cidade Mogi das Cruzes escreve-se com g. A pessoa que nasce ou que vive
é chamada de "mogiano". No entanto, a palavra "mojiano" existe e, de acordo
com o dicionário Michaelis significa "Relativo ou pertencente à região que
era servida pela antiga Estrada de Ferro Mojiana (de São Paulo a Minas
Gerais)."

Escreve-se com g: angélico, estrangeiro, gengibre.

Escreve-se com j: berinjela, gorjeta, jiboia.

Abaixo / A baixo
Abaixo

O termo "abaixo', escrito junto, faz referência a algo que esteja numa posição
inferior. Portanto, essa palavra é sinônima de "embaixo", "debaixo", "sob", "por
baixo", etc.

Embora seja mais utilizada como advérbio de lugar, esse vocábulo também é
utilizado em situações que envolvem interjeições.

Exemplos:

Veja abaixo um exercício sobre o tema da aula.

Na lista de convocados, seu nome está abaixo do meu.

Nesse semestre suas notas estão abaixo da média da classe.

Fizemos um abaixo-assinado para retirar o professor da disciplina.

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Ortografia

Obs: Note que o termo “abaixo-assinado” leva hífen quando se trata da petição que
reúne diversas assinaturas.

Por outro lado, se ele está sendo usado para indicar a pessoa que assina o
documento é escrito sem o hífen:

Tomás Souza, abaixo assinado, foi o responsável por esse abaixo-assinado.

Atenção!

Há muitos casos em que o termo “abaixo” acompanha o verbo “seguir”. A dúvida é


se o verbo é escrito no singular ou plural.

Em todos os casos, o verbo concorda com o sujeito. Ou seja, se o sujeito estiver no


plural, o verbo também ficará no plural. Do contrário, se ele estiver no singular, o
verbo também será escrito no singular.

Exemplos:

Segue abaixo a foto do evento.

Segue abaixo a lista de formandos.

Seguem abaixo os documentos para matrícula.

Seguem abaixo os dados necessários para inscrição no curso.

A Baixo

A expressão “a baixo”, escrito separado, é sinônima de “de baixo”, “para baixo” ou


“até embaixo” e antônima de “do alto” ou “de cima”. Esse termo é formado pela
preposição “a” mais o adjetivo “baixo”.

Quando utilizado em contraposição as expressões antônimas, ele desempenha o


papel de locução adverbial, por exemplo: “de alto a baixo” ou “de cima a baixo”.

Exemplos:

Quando entrei na loja, José me olhou de cima a baixo.

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Ortografia

Naquela tarde, o gato rasgou a cortina de cima a baixo.

Temos que lavar as janelas do alto a baixo desse prédio.

Neusa observou o candidato de alto a baixo.

Roupas e calçados a baixo preço.

Obs: O termo “a baixo” não leva crase.

Onde / Aonde
Onde = ideia de permanência.

Aonde = ideia de movimento.

A palavra "onde" indica o lugar onde está ou em que se passa um acontecimento.


Está ligada a verbos que expressam permanência.

Exemplos:

Onde ela está?

Não sei onde começar a caminhada.

Onde está o dinheiro?

A palavra "aonde" indica movimento ou aproximação e está ligada a verbos que


expressam essa ideia.

Exemplo:

Aonde você quer ir?

Aonde vai com tamanha pressa?

Vamos aonde ele quiser ir.

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Ortografia

Mas / Mais
Mais

A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso, ela indica a soma
ou o aumento da quantidade de algo.

Embora seja mais utilizada como advérbio de intensidade, dependendo da função


que exerce na frase, o “mais” pode ser substantivo, preposição, pronome indefinido
ou conjunção.

Exemplos:

Quero ir mais vezes para a Europa.

Hoje vivemos num mundo melhor e mais justo.

Dica: Uma maneira de saber se você está usando a palavra corretamente é trocar
pelo seu antônimo “menos”.

Mas

A palavra “mas” pode desempenhar o papel de substantivo, conjunção ou advérbio.

1. Como substantivo, o “mas” está associado a algum defeito.

Exemplo: Nem mas, nem meio mas, faça já seus deveres de casa.

2. Como conjunção adversativa, o “mas” é utilizado quando o locutor quer expor


uma ideia contrária a que foi dita anteriormente.

Exemplo: Sou muito calmo, mas estou muito nervoso agora.

Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contudo, entretanto,
contanto que, etc.

3. Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma informação.

Exemplo: Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que trabalhou anos vendendo
doces.

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Novo acordo ortográfico

Novo acordo ortográfico

MÉRITO
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Novo acordo ortográfico

O Acordo Ortográfico é um tratado internacional que tem o objetivo de unificar a


escrita dos países falantes de português. Em vigor no Brasil desde 2009, o seu uso
passou a ser obrigatório a partir do dia um de janeiro de 2016.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 veio substituir o Formulário


Ortográfico de 1943, definindo novas regras ortográficas para a língua portuguesa,
comumente chamadas de "nova ortografia" ou "ortografia oficial".

Acentuação
Ditongos abertos oi e ei

Nas palavras paroxítonas, foi abolido o acento agudo nos ditongos abertos oi e ei.
Nas palavras oxítonas esses ditongos continuam acentuados.

Ditongos oi e ei sem acento:

• ideia;

• europeia;

• jiboia;

Acentuação dos ditongos oo e ee

Nas palavras paroxítonas, foi abolido o acento circunflexo nos ditongos oo e ee.

Ditongos oo e ee sem acento:

• deem;

• leem;

• veem;

• voo;

• enjoo.

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Novo acordo ortográfico

Acentuação da vogal i e u antes de ditongos

Nas palavras paroxítonas, foi abolido o acento agudo na vogal i e na vogal u


quando aparecem após ditongos.

Vogal i e u sem acento:

• baiuca;

• feiura.

Uso do trema
O trema foi abolido de todas as palavras portuguesas e aportuguesadas. Apenas
deverá ser utilizado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros, como
mülleriano (de Müller) e hübneriano (de Hübner).

Palavras sem trema:

• frequente;

• cinquenta;

• consequência;

• tranquilo;

• pinguim.

Acento diferencial
Foi abolido o acento diferencial de vários pares de palavras, cuja distinção deverá
ser feita pelo contexto em que ocorrem. Mantém-se apenas os acentos
diferenciais de pôr e por, pôde e pode.

Palavras sem acento diferencial:

para; pelo; pera; polo.

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Novo acordo ortográfico

Acento diferencial facultativo

A utilização do acento na diferenciação entre a 1.ª pessoa do plural do pretérito


perfeito do indicativo e a 1.ª pessoa do plural do presente do indicativo passou a
ser facultativa. Em fôrma e forma a utilização do acento diferencial também é
facultativa.

Palavras com acento facultativo:

• demos e dêmos;

• cantamos e cantámos;

• estudamos e estudámos.

Dupla grafia
Está prevista a dupla grafia de diversas palavras, sendo correta a utilização do
acento circunflexo no Brasil e do acento agudo em Portugal.

Palavras com dupla grafia:

• gênero e género;

• bebê e bebé;

• purê e puré;

• antônimo e antónimos;

• sinônimo e sinónimo.

Dois paradigmas de acentuação verbal


Estão previstos dois paradigmas de acentuação verbal, sendo correta a forma
acentuada no Brasil e a forma não acentuada em Portugal.

Palavras com dupla acentuação verbal:

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Novo acordo ortográfico

• enxágue e enxague;

• averígue e averigue;

• delínquo e delinquo;

• apazígua e apazigua.

Acentuação verbal não alterada pelo acordo


Os verbos ter e vir mantêm acento agudo na 3.ª pessoa do singular e acento
circunflexo na 3.ª pessoa do plural. Os verbos derivados dos verbos ter e vir
mantêm acento agudo na 3. ª pessoa do singular e com acento circunflexo na 3 ª
pessoa do plural.

Palavras com acentuação verbal não alterada:

• ele tem e eles têm;

• ele vem e eles vêm.

• ele mantém e eles mantêm;

• ele contém e eles contêm.

Hífen
O atual acordo ortográfico trouxe diversas alterações às regras de hifenização.

Hifenização nas palavras formadas por prefixação

O hífen é utilizado quando o prefixo termina com a mesma letra que começa a
segunda palavra ou quando a segunda palavra começa com h. Nas restantes
situações, o prefixo é escrito junto à segunda palavra. Quando o prefixo termina
em vogal e a segunda palavra começa com as consoantes r ou s, ocorre duplicação
dessas consoantes.

5
Novo acordo ortográfico

Prefixação com hífen:

• micro-ondas;

• anti-inflamatório;

• contra-ataque;

• sobre-humano;

• supra-hepático.

Prefixação sem hífen:

• autoestima;

• contracheque;

• sobreaviso;

• antissocial;

• antirrugas.

Casos específicos: mal-estar, bem-humorado, recém-nascido, sub-bibliotecário,


sub-região, copiloto, cooperar, pré-fabricado, predeterminar, circum-navegação,
pan-americano, ex-diretor, vice-presidente,...

Hifenização nas palavras compostas

O hífen mantém-se nas palavras compostas por justaposição sem elementos de


ligação, cujos elementos formam uma unidade com significado próprio. Contudo,
foi abolido nas palavras compostas por justaposição quando já não é significativa
esta noção de composição.

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Novo acordo ortográfico

Palavras compostas com hífen:

• segunda-feira;

• meio-dia;

• decreto-lei;

• ano-luz;

• guarda-chuva.

Palavras compostas sem hífen:

• paraquedas;

• paraquedista;

• paraquedismo.

Hifenização nas locuções

O hífen não será utilizado hífen nas locuções substantivas, adjetivas, pronominais,
adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, salvo algumas locuções consagradas
pelo uso que, sendo exceções a esta regra, mantêm o hífen. Também palavras que
designam espécies botânicas e zoológicas mantêm o hífen.

Locuções com hífen:

• cor-de-rosa;

• mais-que-perfeito;

• pé-de-meia;

• bem-me-quer;

• erva-doce;

7
Novo acordo ortográfico

Locuções sem hífen:

• fim de semana;

• dia a dia;

• à toa;

• sala de jantar;

• cão de guarda.

Hifenização na colocação pronominal

O hífen é utilizado na ênclise e na mesóclise, ligando o pronome oblíquo átono ao


verbo. Contudo, já não deverá ser utilizado nas formas monossilábicas do verbo
haver, quando conjugado com a preposição de.

Colocação pronominal com hífen:

• emprestou-me;

• ler-me-á;

• disse-te;

• vê-lo;

• abri-lo.

Colocação pronominal sem hífen:

• hei de;

• hás de;

• há de;

• hão de.

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Novo acordo ortográfico

Maiúsculas e minúsculas
O atual acordo ortográfico trouxe algumas alterações ao uso da letra maiúscula e
da letra minúscula.

Uso de letra maiúscula

A letra maiúscula deverá ser utilizada em nomes próprios de pessoas, animais,


lugares (cidades, países, continentes,...), acidentes geográficos, rios, instituições e
entidades. Deverá também ser usada em nomes de festas e festividades, em nomes
astronômicos, em títulos de periódicos e em siglas, símbolos ou abreviaturas. Nos
nomes dos pontos cardeais deverá ser usada apenas se empregues absolutamente,
indicando uma região.

Palavras com letra maiúscula:

• Tiago;

• Brasil;

• Marte;

• Amazonas;

• Cruz Vermelha;

• Carnaval;

• O Estado do São Paulo;

• ONU.

Uso de letra minúscula

A letra minúscula passou a ser utilizada nos nomes dos dias de semana, meses e
estações do ano, nos nomes dos pontos cardeais (quando utilizados
genericamente, indicando uma direção) e nas palavras fulano, sicrano e beltrano.

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Novo acordo ortográfico

Palavras com letras minúsculas:

• segunda-feira;

• outubro;

• primavera;

• sul;

• fulano.

Uso facultativo de maiúscula ou minúscula

O uso da letra maiúscula ou da letra minúscula é facultativo em títulos de livros


(totalmente em maiúsculas ou apenas com maiúscula inicial), em palavras de
categorizações (rio, rua, igreja,…), em nomes de áreas do saber, matérias e
disciplinas, em versos que não iniciam o período e em palavras ligadas a uma
religião.

Palavras com maiúscula ou minúscula facultativa:

• Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas;

• Rio Amazonas ou rio Amazonas;

• Matemática ou matemática;

• São ou são.

Alfabeto
O atual acordo oficializou as letras k, w, y, anteriormente consideradas letras
estrangeiras, como letras do alfabeto português, que passou a ser formado por
vinte e seis letras:

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

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Novo acordo ortográfico

As letras k, y, w podem ser usadas em nomes próprios estrangeiros de pessoas e


seus derivados, em nomes próprios estrangeiros de lugares e seus derivados, em
siglas, símbolos, unidades de medida e unidades monetárias e em estrangeirismos
de uso frequente.

Palavras com k, y, w:

• darwinismo;

• malawiano;

• download;

• software;

• playground;

• kart;

• km.

Consoantes mudas
Nas sequência consonânticas cc, cç, ct, pc, pç e pt interiores são eliminadas a
consoante c e a consoante p quando mudas, sendo mantidas quando pronunciadas.

Palavras sem c e p mudos:

• teto;

• ação;

• atividade;

• ótimo;

• batizar.

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Novo acordo ortográfico

Palavras com c e p pronunciados:

• adepto;

• pacto;

• rapto;

• erupção;

• convicção.

Está previsto a utilização facultativa dessas duas consoantes em diversas palavras,


conforme a pronúncia culta da região, sendo retiradas quando mudas e mantidas
quando pronunciadas. O mesmo acontece com outras consoantes (g, b, m).

Palavras com consoantes facultativos:

• fato e facto;

• concepção e conceção;

• recepção e receção;

• suntuoso e sumptuoso;

• indenizar e indemnizar.

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Divisão silábica

Divisão silábica

MÉRITO
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Divisão silábica

A divisão silábica é a separação das sílabas que compõem uma palavra.

Sílaba é um fonema ou grupo de fonemas emitidos num só impulso da voz (impulso


expiatório)”.

O processo de divisão silábica se dá por meio da soletração. Cada sílaba tem a


presença obrigatória de uma vogal, que pode aparecer sozinha ou acompanhada
de semivogais ou consoantes. O hífen é empregado para assinalar a separação das
sílabas.

Classificação das palavras quanto ao número de sílabas


As palavras são classificadas em: monossílabas (aquelas que apresentam apenas
uma sílaba); dissílabas (aquelas que apresentam duas sílabas); trissílabas (aquelas
que apresentam três sílabas) e polissílabas (aquelas que apresentam mais de três
sílabas).

Exemplos:

Monossílabas: mãe, sol, chão.

Dissílabas: a-vó, fi-os, a-mor.

Trissílabas: má-qui-na, pe-da-la, ca-mi-sas.

Polissílabas: co-lo-ri-da, cos-tu-ran-do.

Regras de separação silábica

O que podemos separar?

• As vogais que representam hiatos:

ci-ú-me, du-e-lo, lu-a, ru-í-do, vi-ú-va…

• As letras que indicam os dígrafos (“rr”, “ss”, “sc”, “sç” e “xc”):

bar-ri-ga, tra-ves-sa, dis-ci-pli-na, nas-ço, ex-ce-len-te...

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Divisão silábica

• Os encontros consonantais que são “separáveis”, levando-se em consideração a


regra da soletração. Eles aparecem no interior dos vocábulos:
ab-sur-do, ad-vér-bio, af-to-so, cor-rup-ção, téc-ni-ca...

O que não podemos separar?

• Letras que formam ditongos e tritongos:


á-gua, di-nhei-ro, i-dei-a, joi-a, jau-la...
a-ve-ri-guou, ex-tor-quiu, quais, sa-guão, Uruguai...
• As letras que representam os dígrafos (“ch”, “lh”, “nh”, “gu” e “qu”):
cha-ve, mi-lho, ni-nho, gui-a, que-ri-do...
• Os encontros consonantais que são “inseparáveis”, tendo em vista a regra da
soletração. Normalmente, esse tipo de encontrado consonantal é composto de uma
consoante mais “l” ou “r”:
cla-re-za, Bra-sil, em-pre-sa, pa-les-tra, psi-có-lo-go...

Separação de palavras no fim de uma linha


Quando a separação de sílabas for translinear, ou seja, passar de uma linha para
outra na construção de um texto, você deverá seguir algumas regras:

• Não separe dissílabos (de extensão menor) para não ocorrer o isolamento de
uma letra:

(Errado) Já era bem tarde... Por isso, não me encontrei com ninguém na ru-

a.

(Certo) Já era bem tarde... Por isso, não me encontrei com ninguém na

rua.

3
Divisão silábica

• Não separe a sílaba formada por vogal em palavras que têm mais de duas sílabas:

(Errado) Sempre quando ia à casa dos avós, ele saboreava a-

meixas.

(Certo) Sempre quando ia à casa dos avós, ele saboreava amei-

xas.

• Use o hífen na linha seguinte quando a palavra, que encerra a linha anterior,
apresenta esse recurso. Isso significa que você deve repetir o hífen:

(Errado) Fui ao zoológico e fiquei encantada com a arara-

azul!

(Certo) Fui ao zoológico e fiquei encantada com a arara-

-azul!

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Gêneros e tipos textuais

Gêneros e tipos textuais

MÉRITO
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Gêneros e tipos textuais

A comunicação é um processo que envolve o uso de signos e regras semióticas¹


entre os interlocutores para a troca de informações entre si. A operação básica de
enviar e receber outra mensagem configura o principal processo social por meio da
linguagem.

Por meio da linguagem, você pode interagir com outras pessoas e alterar as
palavras de acordo com o contexto. Observe que, ao longo do dia, podemos estar
envolvidos em diferentes tipos de situações, cada uma das quais requer um
comportamento de linguagem apropriado.

O resultado é o surgimento do tipo e gênero de texto. Nestes casos, o locutor ou


autor lança os alicerces para a construção de um determinado discurso de forma a
atendê-lo efetivamente.

¹ Semiótica é o estudo dos signos, que consistem em todos os elementos que


representam algum significado e sentido para o ser humano, abrangendo as
linguagens verbais e não-verbais. Fonte: Significados.

Gêneros e tipos textuais


O tipo de texto, ou tipo textual, é configurado como um modelo fixo e abrangente
projetado para distinguir e definir a estrutura, bem como os aspectos linguísticos
da narrativa, ensaio, descrição e explicação. Os tipos de texto têm uma estrutura
definida e possibilidades limitadas, que variam de cinco a nove tipos.

Por outro lado, os gêneros textuais apresentam maior diversidade e


desempenham funções sociais específicas. Além disso, mesmo que as
características principais sejam mantidas, elas estão sujeitas a alterações com o
tempo.

Um exemplo prático: carta. Até recentemente, era um dos principais meios de


comunicação para a escrita à distância.

2
Gêneros e tipos textuais

Gêneros Textuais
Cada texto possuiu uma estrutura e linguagem. Existem inúmeros gêneros textuais
dentro das categorias tipológicas de texto. Em outras palavras, gêneros textuais
são estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos: narrativo,
descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e injuntivo.

Tipos textuais
A tipologia textual é classificada de acordo com a estrutura e a finalidade de um
texto. Cada tipo de texto cumpre uma função e, para isso, possui um modo
específico de enunciar e realizar a comunicação.

1- Texto Narrativo

Os textos narrativos apresentam ações de personagens no tempo e no


espaço. A estrutura da narração é dividida em: apresentação,
desenvolvimento, clímax e desfecho.

Exemplos de gêneros textuais narrativos:

• Romance

• Novela

• Crônica

• Contos de Fada

• Fábula

• Lendas

2- Texto Descritivo

Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor determinada pessoa,


objeto, lugar, acontecimento. Dessa forma, são textos repletos de adjetivos,

3
Gêneros e tipos textuais

os quais descrevem ou apresentam imagens a partir das percepções


sensoriais do locutor (emissor).

Exemplos de gêneros textuais descritivos:

• Diário

• Relatos (viagens, históricos, etc.)

• Biografia e autobiografia

• Notícia

• Currículo

• Lista de compras

• Cardápio

• Anúncios de classificados

3- Texto Dissertativo-argumentativo

Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor um tema ou


assunto por meio de argumentações. São marcados pela defesa de um ponto
de vista, ao mesmo tempo que tentam persuadir o leitor. Sua estrutura
textual é dividida em três partes: tese (apresentação), antítese
(desenvolvimento), nova tese (conclusão).

Exemplos de gêneros textuais dissertativos:

• Editorial Jornalístico

• Carta de opinião

• Resenha

• Artigo

• Ensaio

• Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado

4
Gêneros e tipos textuais

4- Texto Expositivo

Os textos expositivos possuem a função de expor determinada ideia, por


meio de recursos como: definição, conceituação, informação, descrição e
comparação.

Exemplos de gêneros textuais expositivos:

• Seminários

• Palestras

• Conferências

• Entrevistas

• Trabalhos acadêmicos

• Enciclopédia

• Verbetes de dicionários

5- Texto Injuntivo

O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é aquele que


indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor) objetiva orientar e
persuadir o interlocutor (receptor). Por isso, apresentam, na maioria dos
casos, verbos no imperativo.

Exemplos de gêneros textuais injuntivos:

• Propaganda

• Receita culinária

• Bula de remédio

• Manual de instruções

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Estrutura e formação de palavras

Estrutura e formação de palavras

MÉRITO
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Estrutura e formação de palavras

Palavras são formadas por elementos mórficos, também denominados morfemas,


que podem ser definidos por unidades mínimas de caráter significativo. Esses
elementos mórficos recebem denominações diferentes, dependendo de qual sua
função na formação das palavras, podendo ser assim denominados: radical, afixos,
desinências, vogais temáticas ou vogais e consoantes de ligação.

Um radical, também chamado de raiz ou tema, é o elemento básico da palavra, o


que contém seu significado e que a partir dele é possível identificá-la. Como “livr -
”, “escol - ”, “cert -”.

Afixos são acréscimos, podendo vir antes (os prefixos) ou depois (os sufixos. Os
afixos modificam o significado dos radicais e também da classe gramatical destes.
Seguindo os exemplos anteriores podemos dizer: “incertamente”, “escolarização”,
“livreto”, ou também “internacional”,

Desinências são flexões do radical, ou seja, as flexões do verbo em número, tempo


e pessoa. Desinências nominais indicam o nome e o número, utilizando-se das
vogais “a” e “o” e o morfema “s”.

Vogal temática: Aparece entre o radical e uma desinência. As vogais temáticas


verbais definem a conjugação verbal. As vogais temáticas nominais atuam também
como desinência de gênero.

Tema: É a junção do radical com uma vogal temática.

Vogal ou consoante de ligação: As vogais ou consoantes de ligação são morfemas


que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a
leitura de uma determinada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligação na
palavra escolaridade: o -i- entre os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da
palavra. Outros exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira,
chaleira, tricota.

Análise de morfemas

Avissássemos

aviss-á-sse-mos

2
Estrutura e formação de palavras

aviss (radical)

á (vogal temática)

sse (desinência indicativa do modo e tempo verbal)

mos (desinência indicativa da pessoa e número verbal)

Separação de morfemas

Força

força (forç-a)

forçar (forç-a-r)

forçado (forç-a-do)

forcinha (forc-inh-a)

esforçar (es-forç-a-r)

esforçadamente (es-forç-a-da-mente)

Formação de palavras
Existem diversos processos que possibilitam a formação de novas palavras. Os
dois processos principais são a derivação e a composição.

Existem vários tipos de derivação e composição:

• derivação prefixal;

• derivação sufixal;

• derivação parassintética;

• derivação regressiva;

• derivação imprópria;

3
Estrutura e formação de palavras

• composição por justaposição;

• composição por aglutinação.

Processos de
Caracterização Exemplos
formação
infiel (in- + fiel)
Derivação Acrescenta-se um prefixo a reaver (re- + haver)
prefixal uma palavra já existente. antemão (ante- + mão)

gentileza (gentil + -eza)


Acrescenta-se um sufixo a
Derivação chatice (chato + -ice)
uma palavra já existente.
sufixal tapar (tapa + -ar)

envernizar
(en- + verniz + -izar)
Derivação apodrecer
Acrescenta-se um sufixo e um
parassintética prefixo a uma palavra já existente. (a- + podre + -ecer)
engordar
(en- + gordo + -ar)

amparo (de amparar)


Derivação Ocorre a redução da palavra sobra (de sobrar)
regressiva primitiva. choro (de chorar)

Não há alteração da palavra jovem (de adjetivo para


Derivação primitiva. Há mudança de substantivo)
imprópria significado e de saber (de verbo para
classe gramatical. substantivo)

aguardente
(água + ardente)
Composição Há alteração das palavras
vinagre (vinho + acre)
por aglutinação formadoras, que se fundem.
dessarte (dessa + arte)

beija-flor
Composição
Não há alteração das palavras segunda-feira
por
formadoras, que apenas se juntam. paraquedas
justaposição

4
Estrutura e formação de palavras

Outros processos de formação de palavras


Além da derivação e da composição, existem outros processos secundários de
formação de palavras:

• abreviação (vídeo, de videocassete)

• reduplicação (zum-zum)

• combinação (showmício, de show + comício)

• intensificação (culpabilizar, de culpar)

• hibridismo (monóculo, do grego mono + o latim oculus)

5
Estrutura e formação de palavras

Palavras formadas por derivação parassintética (ou parassíntese), que são


aquelas cujo prefixo e sufixo são adicionados à palavra primitiva, ao mesmo tempo,
formando uma nova palavra:

c) entristecer (o prefixo en- e o sufixo - ecer foram adicionados de forma


simultânea à palavra primitiva “triste”.)

e) entardecer (o prefixo en- e o sufixo - ecer foram adicionados de forma


simultânea à palavra primitiva “tarde”.)

9
Pontuação

Pontuação

MÉRITO
Apostilas 1
Pontuação

Sinais de pontuação são recursos prosódicos¹ que conferem às orações ritmo,


entoação e pausa, bem como indicam limites sintáticos e unidades de sentido. Na
escrita, substituem, em parte, o papel desempenhado pelos gestos na fala,
garantindo coesão, coerência e boa compreensão da informação transmitida.

Prosódia é a parte da linguística que estuda a entonação, o ritmo, o acento


(intensidade, altura, duração) da linguagem falada e demais atributos correlatos na
fala.

Ponto (.)
O ponto pode ser utilizado para:

a) Indicar o final de uma frase declarativa:

Acho que Pedro está gostando de você.

b) Separar períodos:

Ela vai estudar mais tempo. Ainda é cedo.

c) Abreviar palavras:

V. Ex.ª (Vossa excelência)

Dois-pontos (:)
Deve ser utilizado com as seguintes finalidades:

a) Iniciar fala de personagens:

Ela gritou:

– Vá embora!

2
Pontuação

b) Anteceder apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de


palavras que explicam e/ou resumem ideias anteriores.

Esse é o problema dessa geração: tem liberdade, mas não tem responsabilidade.

Anote meu número de telefone: 1233820847.

c) Anteceder citação direta:

É como disse Platão: “De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais
difícil de domar.”

Reticências (...)
Usa-se para:

a) Indicar dúvidas ou hesitação:

Sabe... preciso confessar uma coisa: naquela viagem gastei todas as minhas
economias.

b) Interromper uma frase incompleta sintaticamente:

Talvez se você pedisse com jeitinho...

c) Concluir uma frase gramaticalmente incompleta com a intenção de estender a


reflexão:

Roubos, pessoas sem ter onde morar, escândalos ligados à corrupção... assim
caminha a humanidade.

d) Suprimir palavras em uma transcrição:

“O Cristo não pediu muita coisa. (...) Ele só pediu que nos amássemos uns aos
outros.” (Chico Xavier)

3
Pontuação

Parênteses ( )
Os parênteses são usados para:

a) Isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo, datas e, também,


podem substituir a vírgula ou o travessão:

Rosa Luxemburgo nasceu em Zamosc (1871).

Numa linda tarde primaveril (meu caçula era um bebê nessa época), ele veio nos
visitar pela última vez.

Ponto de exclamação (!)


Em que situações utilizar:

a) Após vocativo:

Juliana, bom dia!

b) Final de frases imperativas:

Fuja!

c) Após interjeição:

Ufa! Graças a Deus!

d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, expressivo:

Que lástima!

Ponto de interrogação (?)


Quando utilizar:

a) Em perguntas diretas:

Quando você chegou?

4
Pontuação

b) Às vezes, pode ser utilizada junto com o ponto de exclamação para enfatizar o
enunciado:

Não acredito, é sério?!

Vírgula (,)
Esse é o sinal de pontuação que exerce o maior número de funções, por isso
aparece em várias situações. A vírgula marca pausas no enunciado, indicando que
os termos por ela separados não formam uma unidade sintática, apesar de estarem
na mesma oração.

Situações em que se deve utilizar vírgula.

a) Separar o vocativo:

Marília, vá à padaria comprar pães para o lanche.

b) Separar apostos:

Camila, minha filha caçula, presenteou-me com este relógio.

c) Separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado:

Os políticos, muitas vezes, visam somente os próprios interesses.

d) Separar elementos de uma enumeração:

Meus bolos prediletos são os de chocolate, coco, doce de leite e nata com
morangos.

e) Isolar expressões explicativas:

Faça um bolo de chocolate, ou melhor, de chocolate e morangos.

f) Separar conjunções intercaladas:

Os deputados não explicaram, porém, o porquê de tantas faltas.

g) Separar o complemento pleonástico antecipado:

Havia no rosto dela ódio, uma ira, uma raiva que não possuía justificativa.

5
Pontuação

h) Isolar o nome do lugar na indicação de datas:

São Paulo, 10 de Dezembro de 2016.

i) Separar termos coordenados assindéticos:

Vim, vi, venci. (Júlio César)

j) Marcar a omissão de um termo:

Maria gosta de praticar esportes, e eu, de comer. (omissão do verbo gostar)

Antes da conjunção, como nos casos abaixo:

k) Quando as orações coordenadas possuem sujeitos diferentes:

Os políticos estão cada vez mais ricos, e seus eleitores, cada vez mais pobres.

l) Quando a conjunção “e” repete-se com o objetivo de enfatizar alguma ideia


(polissíndeto):

Eu alerto, e brigo, e repito, e faço de tudo para ela perceber que está errada,
porém nunca me escuta.

m) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” assume valores distintos que não
retratam sentido de adição (adversidade, consequência, por):

Teve febre a noite toda, e ainda está muito fraca.

Entre orações:

n) Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas:

Amélia, que não se parece em nada com a Amélia da canção, não suportou seu
jeito grosseiro e mandão.

o) Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com exceção das


orações iniciadas pela conjunção “e”:

Pediu muito, mas não conseguiu convencer-lhe.

6
Pontuação

p) Para separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas),


principalmente se estiverem antepostas à oração principal:

A casa, tão cara que ela desistiu da compra, hoje está entregue às baratas.

q) Para separar as orações intercaladas:

Ficou doente, creio eu, por conta da chuva de ontem.

r) Para separar as orações substantivas antepostas à principal:

Quando me formarei, ainda não sei.

Ponto e vírgula (;)


a) Utiliza-se ponto e vírgula para separar os itens de uma sequência de outros
itens:

Para preparar o bolo vamos precisar dos seguintes ingredientes:

1 xícara de trigo;

4 ovos;

1 xícara de leite;

1 xícara de açúcar;

1 colher de fermento.

b) Utilizamos ponto e vírgula, também, para separar orações coordenadas muito


extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:

“O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era


pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a
bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora
asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso." (O Visconde de
Inhomerim - Visconde de Taunay)

7
Pontuação

Travessão (—)
O travessão deve ser utilizado para os seguintes fins:

a) Iniciar a fala de um personagem no discurso direto:

Então ela disse:

— Gostaria que fosse possível fazer a viagem antes de Outubro.

b) Indicar mudança do interlocutor nos diálogos:

— Querido, você já lavou a louça?

— Sim, já comecei a secar, inclusive.

c) Unir grupos de palavras que indicam itinerários:

O descaso do poder público com relação à rodovia Belém—Brasília é


decepcionante.

d) Substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:

Dizem que Elvis — o rei do rock — na verdade, detestava atuar.

Aspas (“”)
As aspas são utilizadas com os seguintes objetivos:

a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias,


estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares:

A aula do professor foi “irada”.

Ele me pediu um “feedback” da resposta do cliente.

b) Indicar uma citação direta:

“Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue
na face, desfiz e refiz a mala.” (O prazer de viajar - Eça de Queirós)

8
Acentuação gráfica

Acentuação gráfica

MÉRITO
Apostilas 1
Acentuação gráfica

O acento gráfico é um sinal de escrita. A acentuação gráfica consiste na colocação


de acento ortográfico para indicar a pronúncia de uma vogal ou marcar a sílaba
tônica de uma palavra. Os acentos gráficos da língua portuguesa são:

Acento agudo (´)

Esse sinal, inclinado para a direita (´), indica que a tônica tem som aberto e recebe
o nome de acento agudo.

Acento grave (`)

O acento grave, inclinado para a esquerda (`), possui outra função, que é assinalar
uma fusão, a crase.

Acento circunflexo (^)

Se a sílaba tônica é fechada, temos o acento circunflexo (^): avô.

O acento gráfico não deve ser confundido com o acento tônico. O acento tônico
tem maior intensidade de voz apresentada por uma sílaba quando pronunciamos
determinadas palavras:

calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.

faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.

sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.

Acentuação das palavras oxítonas


As palavras oxítonas são aquelas em que a última sílaba é tônica (mais forte). Elas
podem ser acentuadas com o acento agudo e com o acento circunflexo.

Oxítonas que recebem acento agudo

Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento


Recebem acento agudo as palavras oxítonas está, estás, já, olá; até, é, és, olé,

2
Acentuação gráfica

Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento


terminadas em vogais tônicas abertas -a, -e pontapé(s); vó(s), dominó(s),
ou -o seguidas ou não de -s. paletó(s), só(s)
bebé ou bebê; bidé ou bidê; canapé
No caso de palavras derivadas do francês e
ou canapê; croché ou crochê;
terminadas com a vogal -e, são admitidos
matiné ou matinê
tanto o acento agudo quanto o circunflexo.

adorá-lo (de adorar + lo) ou adorá-


Quando conjugadas com os pronomes -lo(s) los (de adorar + los); fá-lo (de faz +
ou -la(s) terminando com a vogal tônica lo) ou fá-los (de faz + los)
aberta -a após a perda do -r, -s, ou -z. dá-la (de dar + la) ou dá-las (de dar
+ las)
Recebem acento as palavras oxítonas com acém, detém, deténs, entretém,
mais de uma sílaba terminadas no ditongo entreténs, harém, haréns, porém,
nasal grafado -em e -ens. provém, provéns, também
São acentuadas as palavras oxítonas com os anéis, batéis, fiéis, papéis,
ditongos abertos grafados -éu, éi ou -ói, chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); herói(s),
seguidos ou não de -s. remói

Obs.: há exceção nas formas da terceira pessoa do plural do presente do indicativo


dos derivados de "ter" e "vir". Nesse caso, elas recebem acento circunflexo (retêm,
sustêm; advêm, provêm).

Oxítonas que recebem acento circunflexo

Exemplos de palavras com


Regras de acentuação gráfica
acento
cortês, dê, dês (de dar), lê,
São acentuadas as palavras oxítonas terminadas nas
lês (de ler), português,
vogais tônicas fechadas grafadas -e ou -o, seguidas ou
você(s); avô(s), pôs (de
não de -s.
pôr), robô(s)
As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com
detê -lo(s); fazê -la(s); vê -
os pronomes clíticos -lo(s) ou -la(s) terminadas com as
la(s); compô-la(s); repô-
vogais tônicas fechadas -e ou -o após a perda da
la(s); pô-la(s)
consoantes final -r, -s ou -z, são acentuadas.

3
Acentuação gráfica

Obs.: usa-se, ainda, o acento circunflexo para diferenciar a forma verbal "pôr" da
preposição "por".

Acentuação das palavras paroxítonas


As palavras paroxítonas são aquelas em que a penúltima sílaba é tônica (mais
forte).

Paroxítonas que recebem acento agudo

Exemplos de palavras com


Regras de acentuação gráfica
acento
Recebem acento agudo as paroxítonas que dócil, dóceis; fóssil, fósseis;
apresentam, na sílaba tônica, as vogais abertas réptil, répteis; córtex, córtices;
grafadas -a, -e, -o, -i e -u e que terminam em -l, -n, tórax; líquen, líquenes; ímpar,
-r, -x e -s, e algumas formas do plural, que passam ímpares
a proparoxítonas.
fêmur e fémur; ónix e ônix;
pónei e pônei; ténis e tênis;
É admitida dupla grafia em alguns casos.* bónus e bônus; ónus e ônus;
tónus e tônus

órfã, órfãs; órfão, órfãos; órgão,


Palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba
órgãos; sótão, sótãos; jóquei,
tônica, as vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e -u,
jóqueis; fáceis, fácil; bílis, íris,
e que terminam em -ã, -ão, -ei, -um ou -uns são
júri, oásis, álbum, fórum, húmus
acentuadas nas formas singular e plural das
e vírus
palavras.

Obs.: não se acentuam graficamente os ditongos representados por -ei e -oi da


sílaba tônica das paroxítonas:
assembleia, boleia, ideia, onomatopeico, proteico, alcaloide, apoio (do verbo
apoiar), tal como apoio (substantivo), boia, heroico, jiboia, moina, paranoico, zoina.

4
Acentuação gráfica

Exemplos de palavras paroxítonas não acentuadas: enjoo, grave, homem, mesa,


Tejo, vejo, velho, voo, avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro,
descobrimento, graficamente e moçambicano.
*Atenção! Quando duas formas são indicadas como válidas, embora sejam ambas
corretas, não são necessariamente recomendadas em todos os países.

Paroxítonas e o uso do acento circunflexo

Exemplos de palavras com


Regras de acentuação gráfica
acento
Palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tônica,
as vogais fechadas com a grafia -a, -e e -o, e que cônsul, cônsules; têxtil,
terminam em -l, -n, -r ou -x, assim como as têxteis; plâncton, plânctons
respetivas formas do plural, algumas das quais se
tornam proparoxítonas.
Também recebem acento circunflexo as palavras
que contêm, na sílaba tônica, vogais fechadas com Estêvão, zângão,
a grafia -a, -e e -o, e que terminam em -ão(s), -eis ou escrevêsseis, ânus
-us.
São grafadas com acento circunflexo as formas dos abstêm, advêm, contêm,
verbos "ter" e "vir", na terceira pessoa do plural do convêm, desconvêm, detêm,
presente do indicativo ("têm" e "vêm"). O mesmo é entretêm, intervêm, mantêm,
aplicado algumas formas verbais derivadas. obtêm, provêm, sobrevêm
Não é usado o acento circunflexo nas palavras creem, deem, descreem,
paroxítonas que contêm um tônico oral fechado em desdeem, leem, preveem,
hiato com terminação -em, da terceira pessoa do redeem, releem, reveem,
plural do presente do indicativo. veem
enjoo – substantivo e flexão
de enjoar
Não é usado o acento circunflexo com objetivo de
povoo – flexão de povoar
assinalar a vogal tônica fechada na grafia das
voo – substantivo e flexão de
palavras paroxítonas.
voar

Não são usados os acentos circunflexo e agudo para – flexão de parar.


para distinguir as palavras paroxítonas quando têm pela/pelo – preposição de
a vogal tônica aberta ou fechada em palavras pela, quando substantivo de
homógrafas de palavras proclíticas no singular e pelar.

5
Acentuação gráfica

Exemplos de palavras com


Regras de acentuação gráfica
acento
pelo – substantivo de per +
lo.
polo – combinação de per +
plural.
lo e na combinação de por +
lo

Atenção! O acento circunflexo é obrigatório na palavra pôde na terceira pessoa do


singular do pretérito perfeito do indicativo. Isso acontece para distingui-la da
forma verbal correspondente do presente do indicativo: pode.

O acento circunflexo é facultativo no verbo demos, conjugado na primeira pessoa


do presente do indicativo. Isso ocorre para estabelecer distinção da forma
correspondente no pretérito perfeito do indicativo: demos.

Também é facultativo o uso de acento circunflexo no substantivo fôrma como


distinção do verbo formar na segunda pessoa do singular imperativo: forma.

Vogais tônicas

Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento


Adaís – plural de Adail, aí, atraí (de atrair),
As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das
baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país,
palavras oxítonas e paroxítonas
alaúde, amiúde, Araújo, Ataíde, atraíam (de
recebem acento quando são
atrair), atraísse (id.), baía, balaústre,
antecedidas de uma vogal com a qual
cafeína, ciúme, egoísmo, faísca, faúlha,
não formam ditongo e desde que não
graúdo, influíste (de influir), juízes, Luísa,
constituam sílaba com a consoante
miúdo, paraíso, raízes, recaída, ruína, saída
seguinte.
e sanduíche
Recebem acento agudo as vogais
Piauí
tônicas grafadas com -i e -u, quando
teiú – teiús
precedidas de ditongo na posição
tuiuiú – tuiuiús
final ou seguidas de -s.
Recebe acento agudo a vogal tônica atraí-lo(s), atraí-lo(s) –ia, possuí-la(s),
grafada -i das palavras oxítonas

6
Acentuação gráfica

Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento


terminadas em -r dos verbos
terminados em -air e -uir, quando
possuí-la(s)-ia – de possuir-la(s)-ia
combinadas com -lo(s), -la(s)
considerando a assimilação e perda
do -r nas palavras.
As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das
palavras oxítonas e paroxítonas não
recebem acento quando são bainha, moinho, rainha, Adail, Coimbra,
antecedidas de uma vogal com a qual ruim, ainda, constituinte, oriundo, ruins,
não formam ditongo, e desde que não triunfo, atrair,influir, influirmos, juiz e raiz
constituam sílaba com a consoante
seguinte nos casos de -nh, -l, -m, -n, -r
e -z.

Não recebem acento agudo as vogais arguir, redarguir, aguar, apaniguar,


tônicas das palavras paroxítonas nas apaziguar, apropinquar, averiguar,
formas rizotônicas de alguns verbos. desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir

Não recebem acento agudo os


distraiu; instruiu
ditongos tônicos grafados -iu e -ui,
quando precedidos de vogal.
Não é utilizado acento agudo nas
vogais tônicas grafadas em -i e -u das
baiuca; boiuno; cheinho; sainha
palavras paroxítonas quando
precedidas de ditongo.

Acentuação das palavras proparoxítonas


As palavras proparoxítonas são aquelas em que a antepenúltima sílaba é a tônica
(mais forte), sendo que todas são acentuadas.

Proparoxítonas que recebem acento agudo

Exemplos de palavras
Regras de acentuação gráfica
com acento
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas que árabe, cáustico,
apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas Cleópatra, esquálido,

7
Acentuação gráfica

Exemplos de palavras
Regras de acentuação gráfica
com acento
exército, hidráulico,
líquido, míope, músico,
-a, -e, -i, -o e -u começando com ditongo oral ou vogal
plástico, prosélito,
aberta.
público, rústico, tétrico,
último
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas
Álea, náusea; etéreo,
aparentes quando apresentam na sílaba tônica as
níveo; enciclopédia,
vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e -u ou ditongo oral
glória; barbárie, série;
começado por vogal aberta, e que terminam por
lírio, prélio; mágoa,
sequências vocálicas pós-tônicas praticamente
nódoa; exígua; exíguo,
consideradas como ditongos crescentes -ea, -eo, -ia, -
vácuo
ie, -io, -oa, -ua e -uo).

Proparoxítonas que recebem acento circunflexo

Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento


anacreôntico, cânfora, cômputo,
Recebem acento circunflexo as
devêramos (de dever), dinâmico, êmbolo,
palavras proparoxítonas que
excêntrico, fôssemos (de ser e ir),
apresentam na sílaba tônica vogal
Grândola, hermenêutica, lâmpada,
fechada ou ditongo com a vogal básica
lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego,
fechada e as chamadas proparoxítonas
sonâmbulo, trôpego. Amêndoa, argênteo,
aparentes.
côdea, Islândia, Mântua e serôdio
Recebem acento circunflexo as
palavras proparoxítonas, reais ou
acadêmico, anatômico, cênico, cômodo,
aparentes, quando as vogais tônicas
fenômeno, gênero, topônimo, Amazônia,
são grafadas e/ou estão em final de
Antônio, blasfêmia, fêmea, gêmeo, gênio e
sílaba e são seguidas das consoantes
tênue
nasais grafadas -m ou -n obedecendo
ao timbre.

Atenção! Palavras derivadas de advérbios ou adjetivos não são acentuadas.

Avidamente - de ávido

Debilmente - de débil

8
Acentuação gráfica

Crase
A crase é usada na contração da preposição a com as formas femininas do artigo
ou pronome demonstrativo a: à (de a + a), às (de a + as).

Também é usada a crase na contração da preposição "a" com os pronomes


demonstrativos:

àquele(s)

àquela(s)

àquilo

Trema
O sinal de trema (¨) é inteiramente suprimido em palavras da língua portuguesa e
só é utilizado nas palavras derivadas de nomes próprios.

Exemplo: Müller - de mülleriano

9
Crase

Crase

MÉRITO
Apostilas 1
Crase

A crase caracteriza-se como a fusão de duas vogais idênticas, relacionadas ao


emprego da preposição “a” com o artigo feminino a (s), com o “a” inicial referente
aos pronomes demonstrativos – aquela (s), aquele (s), aquilo e com o “a”
pertencente ao pronome relativo a qual (as quais). Casos estes em que tal fusão se
encontra demarcada pelo acento grave (`): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às
quais.

Quando usar crase


Antes de palavras femininas

Fui à escola.

Fomos à praça.

Quando acompanham verbos que indicam destino (ir, voltar, vir)

Vou à padaria.

Fomos à praia.

Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas

Saímos à noite.

À medida que o tempo passa as amizades aumentam.

Exemplos de locuções: à medida que, à noite, à tarde, às pressas, às vezes, em


frente a, à moda de.

2
Crase

Antes dos Pronomes demonstrativos aquilo, aquela, aquele

No verão, voltamos àquela praia.

Refere-se àquilo que aconteceu ontem na festa.

Antes da locução "à moda de" quando ela estiver subentendida

Veste roupas à (moda de) Luís XV.

Dribla à (moda de) Pelé.

Uso da crase na indicação das horas

Utiliza-se a crase antes de numeral cardinal que indicam as horas exatas:

Termino meu trabalho às cinco horas da tarde.

Saio da escola às 12h30.

Por outro lado, quando acompanhadas de preposições (para, desde, após, perante,
com), não se utiliza a crase, por exemplo:

Ficamos na reunião desde as 12h.

Chegamos após as 18h.

O congresso está marcado para as 15h.

Quando não usar crase


Antes de palavras masculinas

Jorge tem um carro a álcool.

Samuel comprou um jipe a diesel.

3
Crase

Antes de verbos que não indiquem destino

Estava disposto a salvar a menina.

Passava o dia a cantar.

Antes de pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo

Falamos a ela sobre o ocorrido

Ofereceram a mim as entradas para o cinema.

Os pronomes do caso reto são: eu, tu, ele, nós, vós, eles.

Os pronomes do caso oblíquo são: me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, o, lhe.

Antes dos pronomes demonstrativos isso, esse, este, esta, essa

Era a isso que nos referíamos.

Quando aderir a esse plano, a internet ficará mais barata.

Crase facultativa
1. Depois da preposição “até”

Exemplos:

Vou até a faculdade agora. OU Vou até à faculdade agora.

Vamos até a feira? OU Vamos até à feira?

Fui até a loja de manhã. OU Fui até à loja de manhã.

Explicação:

4
Crase

A crase é a junção da preposição "a" com o artigo "a". Para não escrever “Vou a a
praia”, usamos o acento grave para indicar essa soma (a + a).

Bem, “até” é preposição e, sendo assim, não há soma de “a + a”: Vou até a faculdade.

Mas, também podemos dizer “até a”. “Até a” é uma locução prepositiva e, neste
caso, há a soma de “a + a”: “Vou até a a faculdade” é o mesmo que “Vou até à
faculdade”.

Por isso, as duas formas estão corretas: “até a” ou “até à”.

1.1. “Até” antes de horas

Antes da indicação de um horário usamos crase, mas se antes das horas vier a
preposição “até”, o seu uso é facultativo.

Exemplos:

Chegarei ao restaurante até as 20h. OU Chegarei ao restaurante até às 20h.

O médico atenderá o paciente até as 14h. OU O médico atenderá o paciente


até às 14h.

Até as 11h devo ligar para você. OU Até às 11h devo ligar para você.

2. Antes dos nomes próprios femininos

Exemplos:

Custa a Maria ver o filho sofrer. OU Custa à Maria ver o filho sofrer.

Obedeça a Joana! OU Obedeça à Joana!

Informou a Ana. OU Informou à Ana.

Explicação:

O uso do artigo é facultativo antes de nomes próprios femininos:

Maria é uma simpatia. OU A Maria é uma simpatia.

5
Crase

Joana é inglesa. OU A Joana é inglesa.

Ana está atrasada. OU A Ana está atrasada.

Uma vez que não haja artigo “a” haverá apenas a presença da preposição “a”, logo,
não há crase.

No entanto, se considerarmos a preposição e o artigo (a + a), então há crase.


Ambas opções estão corretas.

3. Antes dos pronomes possessivos

Exemplos:

Não iremos a tua casa. OU Não iremos à tua casa.

Querem assistir a nossa reportagem? OU Querem assistir à nossa reportagem?

Vamos a minha casa! OU Vamos à minha casa!

Explicação:

O uso do artigo também é facultativo antes dos pronomes possessivos. É por isso
que antes deles o uso ou não da crase está correto:

Tua casa é bonita. OU A tua casa é bonita.

Nossa reportagem está ótima. OU A nossa reportagem está ótima.

Minha casa está uma bagunça! OU A minha casa está uma bagunça!

Para lembrar: os pronomes possessivos femininos são: minha(s), tua(s), sua(s),


nossa(s), vossa(s).

6
Crase

Exercícios
Exercício 1

(ESAN - Escola Superior de Administração de Negócios de São Paulo) Das frases


abaixo, apenas uma está correta, quanto à crase. Assinale-a:

a) Devemos aliar a teoria à prática.

b) Daqui à duas semanas ele estará de volta.

c) Dia à dia, a empresa foi crescendo.

d Ele parecia entregue à tristes cogitações.

e) Puseram-se à discutir em voz alta.

Exercício 2

(FCC - Fundação Carlos Chagas) É preciso suprimir um ou mais sinais de crase em:

a) À falta de coisa melhor para fazer, muita gente assiste à televisão sem sequer
atentar para o que está vendo.

b) Cabe à juventude de hoje dedicar-se à substituição dos apelos do mercado por


impulsos que, em sua verdade natural, façam jus à capacidade humana de sonhar.

c) Os sonhos não se adquirem à vista: custa tempo para se elaborar dentro de nós a
matéria de que são feitos, às vezes à revelia de nós mesmos.

d) Compreenda-se quem aspira à estabilidade de um emprego, mas prestem-se


todas as homenagens àquele que cultiva seus sonhos.

e) Quem acha que agracia à juventude de hoje com elogios ao seu pragmatismo
não está à salvo de ser o responsável pela frustração de toda uma geração.

8
Crase

Gabarito
Exercício 1

Alternativa A) Devemos aliar a teoria à prática.

Exercício 2

Alternativa E) Quem acha que agracia à juventude de hoje com elogios ao seu
pragmatismo não está à salvo de ser o responsável pela frustração de toda uma
geração.

9
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos

Sinônimos, antônimos, homônimos


e parônimos

MÉRITO
Apostilas 1
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos

Semântica é a classe gramatical que estuda a significação das palavras e as


relações que elas têm umas com as outras por meio das classificações como
sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos.

Sinônimos
A sinonímia é o nome dado ao que ocorre quando usamos palavras diferentes, mas
com o significado igual ou parecido, estabelecendo uma relação de proximidade.
Essas palavras de mesma significação são chamadas de sinônimos, e utilizá-las
evita que sentenças e argumentos se tornem repetitivos e desinteressantes.

Importante notar que sinônimos não são equivalentes e é raro encontrar aqueles
que são perfeitos, como no caso de “belo” e “bonito”, dependendo do contexto
(“este rapaz é belo” é muito semelhante a “este rapaz é bonito”, mas nem sempre a
relação é tão próxima).

Exemplos:

Casa/lar/moradia/residência

Longe/distante

Delicioso/saboroso

Carro/automóvel

Triste/melancólico

Resgatar/recuperar

Antônimos
A antonímia, ao contrário da sinonímia, é o que acontece quando duas palavras são
usadas para indicar o oposto uma da outra, estabelecendo uma relação de
contrariedade.

Exemplos:

Amor/ódio

2
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos

Luz/trevas

Mal/bem

Ausência/presença

Fraco/forte

Bonito/feio

Cheio/vazio

Polissemia e monossemia
Quando uma palavra tem vários significados, temos uma polissemia. O contrário,
que é quando uma palavra tem somente um significado, é chamado de
monossemia. Para entender esses significados, é fundamental observar o contexto
no qual essas palavras estão inseridas.

Exemplo:

Gato: animal, homem atraente, instalação elétrica irregular.

• Adotei um gato na semana passada.

• Conheci seu amigo ontem na festa. Que gato!

• Aquela instalação elétrica da vizinha é um gato.

Homônimos
Homônimos são aquelas palavras que têm som igual, escrita igual, mas significados
diferentes. Dentro dessa classificação, temos ainda as palavras homófonas (mesmo
som, mas com escrita e significado diferentes) e as homógrafas (escrita igual, mas
com som e significado diferentes).

Exemplos:

Vou colocar “extrato” de tomate no molho do macarrão.

3
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos

Vou ao banco retirar o “extrato”.

Eu “rio” tanto.

Da minha casa posso ver o “rio”.

Homônimos perfeitos: são palavras que possuem a mesma grafia e o mesmo som.
Exemplo: Esse homem é são (saúde), São Pedro (título), Como vai? (saudação), Eu
como feijão (verbo comer).

Homônimos homófonos: são as palavras que possuem o mesmo som, porém a


grafia é diferente. Exemplo: sessão (reunião), seção (repartição), cessão (ato de
ceder), concerto (musical) e conserto (ato de consertar).

Homônimos homógrafos: são palavras que possuem a mesma grafia e sons


diferentes. Exemplo: almoço (ô) substantivo – almoço (ó) verbo; jogo (ô)
substantivo – jogo (ó) verbo; para (preposição) – para (verbo)

Parônimos
são aquelas que são escritas e pronunciadas de maneira semelhante, mas têm
significados distintos.

coro e couro;

cesta e sesta;

eminente e iminente;

osso e ouço;

sede e cede;

comprimento e cumprimento;

tetânico e titânico;

degradar e degredar;

infligir e infringir;

4
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos

Exercícios
Exercício 1

Levando em consideração o contexto atribuído pelos enunciados, empregue


corretamente um dos termos propostos pelas alternativas entre parênteses.

a – O atacante aproveitou a jogada distraída e deu o ___________ no adversário.


(cheque/xeque)

b – O visitante pôs a _____________ no cavalo, despediu-se de todos e seguiu viagem.


(cela/sela)

c – No presídio, todos os ocupantes foram trocados de _____________. (cela/sela)

d – O filme a que assisti pertence à ______ das dez. (seção/sessão/cessão)

Exercício 2

(FMPA- MG) - Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente


aplicada:

a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes.

b) A justiça infligiu pena merecida aos desordeiros.

c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche.

d) Devemos ser fieis aos cumprimentos do dever.

e) A cessão de terras compete ao Estado.

Exercício 3

CEITEC 2012 - FUNRIO - Advogado - AAO-ADVOGAD

Fotografia divulgada na internet mostra a placa com o nome de um bar. Nela se lê:
“BAR ÁLCOOL ÍRIS”. Pode-se criticar a suposta originalidade, mas não há dúvida
de que a escolha do nome baseou-se na relação que há entre as palavras “álcool” e
“arco”, o que caracteriza um caso de:

5
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos

a. ambiguidade.

b. homonímia.

c. paráfrase.

d. paronímia.

e. polissemia.

Exercício 4

CEITEC 2012 - FUNRIO - Administração/Ciências Contábeis/Direito/Pregoeiro


Público AAO-COMNACI

Os vocábulos Emergir e Imergir são parônimos: empregar um pelo outro acarreta


grave confusão no que se quer expressar. Nas alternativas abaixo, só uma
apresenta uma frase em que se respeita o devido sentido dos vocábulos,
selecionando convenientemente o parônimo adequado à frase elaborada.
Assinale-a.

a A descoberta do plano de conquista era eminente.

b O infrator foi preso em flagrante.

c O candidato recebeu despensa das duas últimas provas.

d O metal delatou ao ser submetido à alta temperatura.

e Os culpados espiam suas culpas na prisão.

6
Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos

Gabarito
Exercício 1

Resposta:

a – xeque

b – sela

c – cela

d – sessão

Exercício 2

Resposta: Alternativa “c”.

Exercício 3

Resposta: ( D ) paronímia.

Exercício 4

Resposta: ( B ) O infrator foi preso em flagrante.

7
Fonética

Fonética

MÉRITO
Apostilas 1
Fonética

A fonética é o ramo da Linguística que estuda detalhadamente os sons da


fala em suas inúmeras realizações.

Fonética Articulatória
Essa ramificação da Fonética preocupa-se com os aspectos fisiológicos e arti -
culatórios da produção dos sons de uma língua, ou seja, estuda o local em que os
sons são produzidos no aparelho fonador.

Veja nas imagens a seguir as regiões do aparelho fonador que são analisadas
pela Fonética Articulatória durante a produção da fala:

Dessa forma, ao descrever um som, por exemplo, o [ p ] que aparece em


pato, dizemos que é uma consoante oclusiva bilabial desvozeada. Isso significa
que, durante sua produção, não ocorre vibração das cordas vocais (não-vozeada)
e que a corrente de ar passa pela cavidade oral, e não nasal, caracterizando-a
como uma consoante oral. Além disso, seu tipo de obstrução é total (oclusão),
sendo produzida pelo lábios superior e inferior (bilabial).

Assim, de acordo com a fisiologia do aparelho fonador, os fonemas são classi-


ficados pela Fonética Acústica segundo alguns critérios específicos:

a) Consoantes: sons que possuem alguma obstrução na passagem de ar e


são classificados conforme:

- Modo de articulação;

- Lugar de articulação;

2
Fonética

- Vozeamento;

- Nasalidade/ oralidade.

Exemplo:

[ d ] - oclusiva alveolar vozeada ou oclusiva dental vozeada.

b) Vogais: são sons que não possuem obstrução na passagem de ar e são


classificados de acordo com:

- Altura da língua;

- Anterioridade/ posterioridade da língua;

- Arredondamento dos lábios;

- Nasalidade/oralidade.

Exemplo:

[ e ] (dedo) – média-alta anterior não-arredondada.

Fonética Acústica
Esse ramo da Fonética preocupa-se com a acústica dos sons da fala, ou seja,
seus aspectos físicos como a amplitude, a duração, a frequência fundamental e o
espectro da onda sonora. Esse estudo é realizado por meio de espectrogramas,
gráficos da forma de onda, trajetórias de formantes e da frequência fundamental,
etc.

Veja a seguir uma análise, realizada por Cândida M. B. Leite, do fonema /R/
por meio de um espectograma:

3
Fonética

No espectrograma acima, o F3 apresenta valores de 2074 Hz na porção medi -


al e 2177 Hz na porção final. Trata-se de um exemplo claro de retroflexão, tanto
auditiva quanto acusticamente. Esse correlato reflete o padrão acústico da se-
quência VR, quando /R/ é antecedido pelas vogais posteriores /?/ e /u/.

O trato vocal feminino, por ser menor do que o trato vocal masculino, produz
formantes com altas frequências. Sendo assim, uma vez que se assume que os
formantes da fala feminina são mais altos se comparados com aqueles da fala
masculina, assume-se, também, que o F3 de um /R/ produzido por uma mulher
não deve estar situado abaixo de 2000 Hz, mas que esse F3 apresentaria um abai -
xamento proporcional, conforme afirma Hagiwara (1995). O exemplo acima, que
sintetiza o padrão encontrado nos dados da informante PC, se enquadra nos resul -
tados encontrados pelo referido autor para o /R/ retroflexo pós-vocálico do inglês,
a partir de dados de fala feminina.

O som é analisado pela Fonética Acústica a partir dos seguintes critérios:

- Amplitude, comprimento de onda, período e frequência;

- Velocidade do som;

- Intensidade e amplitude;

- Frequência e pitch (altura);

- Timbre.

4
Fonemas

Fonemas

MÉRITO
Apostilas 1
Fonemas

Fonemas são os sons que representam cada uma das letras - os sinais gráfi -
cos da nossa língua, ou seja, os fonemas são unidades sonoras.

Por exemplo, a palavra “fixo”é pronunciada da seguinte forma:

/f/ /i/ /k/ /s/ /o/

Repare que ela tem 4 letras, mas 5 fonemas, que é o número de sons emiti -
dos nessa palavra, os quais são representados por barras oblíquas ( // ). Exemplos:

táxi

/t/ /a/ /k/ /s/ /i/

A palavra táxi tem 4 letras e 5 fonemas.

bem

/b/ /ẽ/

A palavra bem tem 3 letras e 2 fonemas.

que

/qu/ /e/

A palavra que tem 3 letras e 2 fonemas.

guerra

/gu/ /e/ rr/ /a/

A palavra guerra tem 6 letras e 4 fonemas.

também

/t/ /ã/ /b/ /ẽ/

A palavra bem tem 6 letras e 4 fonemas.

2
Fonemas

vermelho

/v/ /e/ r/ /m/ /e/ /lh/ /o/

A palavra vermelho tem 8 letras e 7 fonemas.

hélice

/e/ /l/ /i / c/ /e/

A palavra hélice tem 6 letras e 5 fonemas.

sangue

/s/ ã/ /gu/ /e/

A palavra sangue tem 6 letras e 4 fonemas.

pele

/p/ /e/ /l/ e/

A palavra pele tem 4 letras e 4 fonemas.

ventilador

/v/ /ẽ/ /t/ /i/ /l/ /a/ d/ /o/ /r/

A palavra pele tem 10 letras e 9 fonemas.

escola

/e/ /s/ /c/ /o/ /l/ a/

A palavra escola tem 6 letras e 6 fonemas.

3
Fonemas

carro

c/ /a/ /rr/ /o/

A palavra carro tem 5 letras e 4 fonemas.

livro

/l/ /i/ /v/ /r/ /o/

A palavra livro tem 5 letras e 5 fonemas.

queijo

/qu/ /e/ /i/ /j/ /o/

A palavra queijo tem 6 letras e 5 fonemas.

quando

/qu/ /ã/ /d/ /o/

A palavra quando tem 6 letras e 4 fonemas.

chaveiro

/ch/ /a/ /v/ e/ /i/ /r/ /o/

A palavra chaveiro tem 8 letras e 7 fonemas.

terra

/t/ /e/ /rr/ a/

A palavra terra tem 5 letras e 4 fonemas.

4
Fonemas

Classificação dos fonemas


Os fonemas são classificados em: vogais, semivogais e consoantes.

As vogais são fonemas que provocam a vibração das cordas vocais e são pro-
nunciadas sem qualquer impedimento, atuando como a base das sílabas, por
exemplo:

• sa-po = /s/ /a/ /p/ /o/

• bo-la = /b/ /o/ /l/ /a/

• pi-pa = /p/ /i/ /p/ /a/

As semivogais são os fonemas /i/ e /u/ que se juntam a uma vogal para formar
uma sílaba, por exemplo:

• bai-le = /b/ /a/ /i/ /l/ /e/

• tá-bua = /t/ /a/ /b/ /u/ /a/

• rei = /r/ /e/ /i/

As consoantes são fonemas que encontram obstáculos para serem pronuncia -


dos e só formam sílaba quando acompanhados por uma vogal, por exemplo:

• se-lo = /s/ /e/ /l/ /o/

• a-mor = /a/ /m/ /o/ /r/

• vi-si-ta = /v/ /i/ /z/ /i/ /t/ /a/

Fonema e Letra
Fonema e Letra representam respetivamente sons (fala) e sinais gráficos (es -
crita).

Os fonemas são as unidades sonoras que compõem o discurso ou a fala e são


representados entre barras oblíquas (//).

5
Fonemas

As letras, por sua vez, são os sinais gráficos que tornam possível a escrita.
Juntas de forma ordenada, as letras constituem o alfabeto.

Exemplo 1:

coçar = 5 letras

/k/ /o/ /s/ /a/ /r/ = 5 fonemas

Exemplo 2:

máximo = 6 letras

/m/ /á/ /s/ /i/ /m/ /o/ = 6 fonemas

Embora o número de fonemas e letras coincidam em muitas palavras, nem


sempre essa equivalência existe.

6
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Uso de substantivos, adjetivos,


pronomes, preposições e
conjunções

MÉRITO
Apostilas 1
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Substantivos
Os substantivos classificam-se como termos cuja finalidade é nomear as diferentes
entidades – pessoas, objetos, instituições, lugares, animais, entre outros.

O substantivo é uma classe gramatical, logo é objeto de estudo da morfologia.


Entretanto, dentro da oração, ele possui função sintática.

Toda classe gramatical é dividida entre palavras variáveis e invariáveis, o


substantivo compõe as variáveis, as que podem flexionar-se.

Flexionar é mudar, variar.

No caso dos substantivos, essa variação será em relação ao gênero (feminino e


masculino), ao número (singular e plural) e ao grau (aumentativo e diminutivo).

Se sairmos da morfologia e passarmos para a sintaxe, mais precisamente para


Concordância Nominal, é imprescindível que se aplique essa informação, pois,
assim, ficará fácil entender porque o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome
adjetivo devem concordar com o substantivo. Se ele é variável, logo os termos que
se relacionam com ele devem estar em concordância, ou seja, devem combinar.

Os substantivos podem ser:

Primitivos

Quando não são formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livro

Derivados

Formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livraria

Simples

Nomes que possuem apenas uma palavra. Exemplo: Chuva

2
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Compostos

Nomes formados por duas palavras. Exemplo: Guarda-chuva

Concretos

Quando sua existência é independente, ou seja, não precisa de algo ou de alguém


para se manifestar. Exemplo: Mesa

Abstratos

Quando sua existência depende de algo ou de alguém. Exemplo: Raiva

Coletivos

Quando indicam coleção, conjunto de seres, desde que pertençam à mesma


espécie. Exemplo: Fauna (animais de uma região)

Comum

Quando não especificam, pelo contrário, generalizam. Exemplo: menino.

Próprio

Quando especificam, quando particularizam. Exemplo: João.

Adjetivos
O adjetivo é uma classe de palavras que atribui características aos substantivos,
ou seja, ele indica suas qualidades e estados.

Essas palavras variam em gênero (feminino e masculino), número (singular e


plural) e grau (comparativo e superlativo).

3
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Exemplos de adjetivos:

• garota bonita

• garotas bonitas

• criança obediente

• crianças obedientes

Os tipos de adjetivos

Adjetivo Simples - apresenta somente um radical. Exemplos: pobre, magro, triste,


lindo, bonito.

Adjetivo Composto - apresenta mais de um radical. Exemplos: luso-brasileiro,


superinteressante, amarelo-ouro.

Adjetivo Primitivo - palavra que dá origem a outros adjetivos. Exemplos: bom,


alegre, puro, triste, notável.

Adjetivo Derivado - palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos:


articulado (verbo articular), visível (verbo ser), formoso (substantivo formosura),
tristonho (substantivo triste).

Adjetivo Pátrio (ou adjetivo gentílico) - indica o local de origem ou nacionalidade


de uma pessoa. Exemplos: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol.

O gênero dos adjetivos

Em relação aos gêneros (masculino e feminino), os adjetivos são divididos em dois


tipos:

Adjetivos Uniformes - apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e


masculino). Exemplo: menino feliz; menina feliz

4
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Adjetivos Biformes - a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino).


Exemplo: homem carinhoso; mulher carinhosa.

O número dos adjetivos

Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do


substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos
substantivos.

Exemplos:

• Pessoa feliz - pessoas felizes

• Vale formoso - vales formosos

• Casa enorme - casas enormes

• Problema socioeconômico - problemas socioeconômicos

• Menina afro-brasileira - meninas afro-brasileiras

• Estudante mal-educado - estudantes mal-educados

O grau dos adjetivos

Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em dois tipos:

• Comparativo: utilizado para comparar qualidades.

• Superlativo: utilizado para intensificar qualidades.

Grau comparativo

Comparativo de Igualdade - O professor de matemática é tão bom quanto o de


geografia.

Comparativo de Superioridade - Marta é mais habilidosa do que a Patrícia.

Comparativo de Inferioridade - João é menos feliz que Pablo.

5
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Grau superlativo

Superlativo Absoluto: refere-se a um substantivo somente, sendo classificados


em:

• Analítico - A moça é extremamente organizada.

• Sintético - Luiz é inteligentíssimo.

Superlativo Relativo: refere-se a um conjunto, sendo classificados em:

• Superioridade - A menina é a mais inteligente da turma.

• Inferioridade - O garoto é o menos esperto da classe.

A locução adjetiva

A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de


adjetivo.

Exemplos:

Amor de mãe - Amor maternal

Doença de boca - doença bucal

Pagamento do mês - pagamento mensal

Férias do ano - férias anual

Dia de chuva - dia chuvoso

O pronome adjetivo

Os pronomes adjetivos são aqueles em que o pronome exerce a função de adjetivo.


Surgem acompanhados do substantivo, modificando-os. Exemplos:

Este livro é muito bom. (acompanha o substantivo livro)

6
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Aquela é a empresa onde ele trabalha. (acompanha o substantivo empresa)

Pronomes
Os pronomes representam a classe de palavras que substituem ou acompanham os
substantivos.

De acordo com a função que exercem, eles são classificados em sete tipos:

• Pronomes Pessoais

• Pronomes Possessivos

• Pronomes Demonstrativos

• Pronomes de Tratamento

• Pronomes Indefinidos

• Pronomes Relativos

• Pronomes Interrogativos

Exemplos:

1) Mariana apresentou um show esse final de semana. Ela é considerada uma das
melhores cantoras de música Gospel.

No exemplo acima, o pronome pessoal “Ela” substituiu o substantivo próprio


Mariana. Note que com o uso do pronome no período evitou-se a repetição do
nome.

2) Aquela bicicleta é da minha prima Júlia.

Nesse exemplo, utilizamos dois pronomes: o pronome demonstrativo “aquela” para


indicar algo (no caso o bicicleta) e o pronome possessivo “minha” que transmite a
ideia de posse.

1. Pronome Pessoal

7
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam a pessoa do discurso e são


classificados em dois tipos:

1. Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a função de sujeito.

Exemplo: Eu gosto muito da Ana. (Quem gosta da Ana? Eu.)

2. Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo: substituem os substantivos e


complementam os verbos.

Exemplo: Está comigo seu caderno. (Com quem está o caderno? Comigo. Note que
para além de identificar quem tem o caderno, o pronome auxilia o verbo “estar”.)

Pronomes do Caso Pronomes do Caso


Pessoas Verbais
Reto Oblíquo
1ª pessoa do
eu me, mim, comigo
singular
2ª pessoa do
tu, você te, ti, contigo
singular
3ª pessoa do
ele, ela o, a, lhe, se, si, consigo
singular
1ª pessoa do
nós nos, conosco
plural
2ª pessoa do
vós, vocês vos, convosco
plural
3ª pessoa do os, as, lhes, se, si,
eles, elas
plural consigo.

Vale lembrar: os pronomes oblíquos “o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas”
funcionam somente como objeto direto.

2. Pronome Possessivo

Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de posse.

Exemplos:

8
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Essa caneta é minha? (o objeto possuído é a caneta, que pertence à 1ª pessoa do


singular)

O computador que está em cima da mesa é meu. (o objeto possuído é o


computador, que pertence à 1ª pessoa do singular)

A sua bolsa ficou na escola. (o objeto possuído é a bolsa, que pertence à 3ª


pessoa do singular)

Nosso trabalho ficou muito bom. (o objeto possuído é o trabalho, que pertence à
1ª pessoa do plural)

Pessoas Verbais Pronomes Possessivos


1ª pessoa do singular meu, minha (singular); meus, minhas
(eu) (plural)
2ª pessoa do singular (tu,
teu, tua (singular); teus, tuas (plural)
você)
3ª pessoa do singular
seu, sua (singular); seus, suas (plural)
(ele/ela)
nosso, nossa (singular); nossos,
1ª pessoa do plural (nós)
nossas (plural)
2ª pessoa do plural (vós, vosso, vossa (singular); vossos,
vocês) vossas (plural)
3ª pessoa do plural
seu, sua (singular); seus, suas (plural)
(eles/elas)

3. Pronome Demonstrativo

Os pronomes demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum


elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo ou no espaço.

Eles reúnem algumas palavras variáveis - em gênero (masculino e feminino) e


número (singular e plural) - e as invariáveis.

Os pronomes demonstrativos variáveis são aqueles flexionados (em número ou


gênero), ou seja, são os que sofrem alterações na sua forma. Por exemplo: esse,
este, aquele, aquela, essa, esta.

9
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Já os pronomes invariáveis são aqueles que não são flexionados, ou seja, que
nunca sofrem alterações. Por exemplo: isso, isto, aquilo.

Pronomes
Singular Plural
Demonstrativos
Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas
Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles

Exemplos:

• Essa camisa é muito linda.

• Aquelas bicicletas são boas.

• Este casaco é muito caro.

• Eu perdi aqueles bilhetes de cinema.

4. Pronome de Tratamento

Os pronomes de tratamento são termos respeitosos empregados normalmente em


situações formais. Mas, como toda regra tem exceção, “você” é o único pronome
de tratamento utilizado em situações informais.

Exemplos:

Você deve seguir as regras impostas pelo governo.

A senhora deixou o casaco cair na rua.

Vossa Magnificência irá assinar os diplomas dos formandos.

Vossa Santidade é muito querido, disse o sacerdote ao Papa.

Pronomes de
Abreviações Emprego
Tratamento
Você V./VV Único pronome de tratamento utilizado em

10
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Pronomes de
Abreviações Emprego
Tratamento
situações informais.
Senhor (es) e Sr, Sr.ª (singular) e Tratamento formal e respeitoso usado para
Senhora (s) Srs., Srª.s. (plural) pessoas mais velhas.
Usados para pessoas com alta autoridade, como
Vossa
V. Ex.ª/V. Ex.ªs por exemplo: Presidente da República,
Excelência
Senadores, Deputados, Embaixadores.
Vossa
V. Mag.ª/V. Mag.ªs Usados para os reitores das Universidades.
Magnificência
Empregado nas correspondências e textos
Vossa Senhoria V. S.ª/V. S.ªs
escritos.
Vossa
VM/VVMM Utilizado para Reis e Rainhas
Majestade
V.A.(singular) e
Vossa Alteza Utilizado para príncipes, princesas, duques.
V.V.A. A. (plural)
Vossa
V.S. Utilizado para o Papa
Santidade
Vossa
V. Ex.ª/V. Em.ªs Usado para Cardeais.
Eminência
Vossa V. Rev.m.ª/V.
Utilizado para sacerdotes e religiosos em geral.
Reverendíssima Rev.m.ªs

5. Pronome Indefinido

Empregados na 3ª pessoa do discurso, o próprio nome já indica que os pronomes


indefinidos substituem ou acompanham o substantivo de maneira vaga ou
imprecisa.

Exemplos:

Nenhum vestido serviu na Antônia. (o termo “nenhum” acompanha o substantivo


“vestido” de maneira vaga, pois não sabemos de que vestido se fala)

Outras viagens virão. (o termo “outras” acompanha o substantivo “viagens” sem


especificar quais viagens serão)

11
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Alguém deve me explicar a matéria. (o termo “alguém” significa “uma pessoa cuja
identidade não é especificada ou definida” e, portanto, substitui o substantivo da
frase)

Cada pessoa deve escolher seu caminho. (o termo “cada” acompanha o


substantivo da frase “pessoa” sem especificá-lo)

Classificação Pronomes Indefinidos


algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns,
nenhumas, muito, muita, muitos, muitas, pouco, pouca, poucos,
poucas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras,
Variáveis
certo, certa, certos, certas, vário, vária, vários, várias, tanto, tanta,
tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer,
quaisquer, qual, quais, um, uma, uns, umas.
Invariáveis quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, cada.

6. Pronome Relativo

Os pronomes relativos se referem a um termo já dito anteriormente na oração,


evitando sua repetição. Esses termos podem ser palavras variáveis e invariáveis:
substantivo, adjetivo, pronome ou advérbio.

Exemplos:

Os temas sobre os quais falamos são bastante complexos. (“os quais” faz
referência ao substantivo dito anteriormente “temas”)

São plantas cuja raiz é muito profunda. (“cuja” aparece entre dois substantivos
“plantas” e “raiz” e faz referência àquele dito anteriormente “plantas”)

Daniel visitou o local onde nasceu seu avô. (“onde” faz referência ao substantivo
“local”)

Tive as férias que sonhava. (“que” faz referência ao substantivo “férias”)

Classificação Pronomes Relativos


o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto,
Variáveis quanta, quantos, quantas.

12
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Classificação Pronomes Relativos


Invariáveis quem, que, onde.

7. Pronome Interrogativo

Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis empregadas para


formular perguntas diretas e indiretas.

Exemplos:

Quanto custa a entrada para o cinema? (oração interrogativa direta)

Informe quanto custa a entrada para o cinema. (oração interrogativa indireta)

Quem estava com Maria na festa? ( oração interrogativa direta)

Ela queria saber o que teria acontecido com Lavínia. (oração interrogativa
indireta)

Classificação Pronomes Interrogativos

qual, quais, quanto, quantos,


Variáveis
quanta, quantas.

Invariáveis quem, que.

Preposição
Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oração numa relação de
subordinação donde, geralmente, o segundo termo subordina o primeiro.

Tipos e Exemplos de Preposições

Preposição de lugar: O navio veio de São Paulo.

Preposição de modo: Os prisioneiros eram colocados em fila.

13
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Preposição de tempo: Por dois anos ele viveu aqui.

Preposição de distância: A cinco quilômetros daqui passa uma estrada.

Preposição de causa: Com a seca, o gado começou a morrer.

Preposição de instrumento: Ele cortou a árvore com o machado.

Preposição de finalidade: A praça foi enfeitada para a festa.

Classificação das Preposições

As preposições podem ser divididas em dois grupos:

Preposições Essenciais – são as palavras que só funcionam como preposição, a


saber: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por,
sem, sob, sobre, trás.

Preposições Acidentais – são as palavras de outras classes gramaticais que, em


certas frases funcionam como preposição, a saber: afora, como, conforme,
consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.

Locuções Prepositivas

A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de


preposição, sempre terminando por uma preposição, por exemplo:

• abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de,
ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a
par de, perto de, por causa de, através de, etc.

Combinação, Contração e Crase

Algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Assim,


quando na junção dos termos não houver perda de elementos fonéticos, teremos
uma combinação, por exemplo:

14
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

ao (a + o)

aos (a + os)

aonde (a + onde

Por conseguinte, quando da junção da preposição com outra palavra houver perda
fonética, teremos a chamada contração, por exemplo:

do (de + o)

dum (de + um)

desta (de + esta)

no (em + o)

neste (em + este)

nisso (em + isso)

Por fim, toda fusão de vogais idênticas forma uma crase:

à = contração da preposição a + o artigo a

àquilo = contração da preposição a + a primeira vogal do pronome aquilo.

Conjunção
Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor
gramatical, estabelecendo uma relação entre eles.

Exemplos:

Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes)

Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações)

15
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Classificação das Conjunções

As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas.

Conjunções Coordenativas

As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes.


São divididas em cinco tipos:

1. Conjunções Aditivas

Essas conjunções exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só...mas


também, não só...como também.

Exemplo: Ana não fala nem ouve.

2. Conjunções Adversativas

Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém,


contudo, entretanto, no entanto, todavia.

Exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.

3. Conjunções Alternativas

Exprimem escolha de pensamentos: ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja.

Exemplo: Ou você vem conosco ou você não vai.

4. Conjunções Conclusivas

Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois (quando vem depois do
verbo), portanto, por conseguinte, assim.

Exemplo: Chove bastante, portanto a colheita está garantida.

16
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

5. Conjunções Explicativas

Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo),
porquanto, por conseguinte.

Exemplo: Não choveu, porque nada está molhado.

17
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Conjunções Subordinativas

As conjunções subordinativas servem para ligar orações dependentes uma da


outra e são divididas em dez tipos:

1. Conjunções Integrantes

Introduzem orações subordinadas com função substantiva: que, se.

Exemplo: Quero que você volte já. Não sei se devo voltar lá.

2. Conjunções Causais

Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa: que, porque, como, pois,
visto que, já que, uma vez que.

Exemplo: Não fui à aula porque choveu. Como fiquei doente não pude ir à aula.

3. Conjunções Comparativas

Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação: que, do que,


como.

Exemplo: Meu professor é mais inteligente do que o seu.

4. Conjunções Concessivas

Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração


principal: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que,
por mais que, por melhor que.

Exemplo: Vou à praia, embora esteja chovendo.

18
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

5. Conjunções Condicionais

Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato
da oração principal se realize ou não: caso, contanto que, salvo se, desde que, a não
ser que.

Exemplo: Se não chover, irei à praia.

6. Conjunções Conformativas

Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com


outro: segundo, como, conforme.

Exemplo: Cada um colhe conforme semeia.

7. Conjunções Consecutivas

Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se


declara na oração principal: que, de forma que, de modo que, de maneira que.

Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou.

8. Conjunções Temporais

Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo: logo que, antes que,
quando, assim que, sempre que.

Exemplo: Quando as férias chegarem, viajaremos.

9. Conjunções Finais

Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: a fim de que, para
que.

Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo.

19
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

10. Conjunções Proporcionais

Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade: à


medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto
menor, quanto melhor.

Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo.

20
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Exercícios
Exercício 1

Qual das palavras destacadas abaixo não representa um substantivo abstrato:

a) A sua conquista se deve ao seu esforço.

b) A humildade é a sua principal característica.

c) A sua aprendizagem é bastante rápida.

d) As suas atitudes se baseiam na justiça.

e) Muitos idosos têm problemas de saúde.

Exercício 2

Os substantivos primitivos são palavras que não derivam de outras. De acordo


com isso, a alternativa abaixo que contempla um substantivo primitivo e um
derivado é:

a) anel - papel

b) pedras - rochas

c) árvores - plantas

d) sapato - sapataria

e) profissão – carreira

Exercício 3

(UFPR/2013)

Em qual dos casos o primeiro elemento do adjetivo composto não corresponde ao


substantivo entre parênteses?

a) Indo-europeu (Índia)

22
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

b) Ítalo-brasileiro (Itália)

c) Luso-brasileiro (Portugal)

d) Sino-árabe (Sião)

e) Anglo-americano (Inglaterra)

Exercício 4

(CESGRANRIO)

Assinale a oração em que o termo cego(s) é um adjetivo:

a) Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem onde ir…

b) O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite


escura da alma…

c) Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.

d) Naquele instante era só um pobre cego.

e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.

23
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

Gabarito
Exercício 1

Alternativa correta: e) Muitos idosos têm problemas de saúde.

O substantivo abstrato são palavras que indicam qualidade, sentimento, estado,


ação e conceito. Dos termos destacados acima, somente “idosos” não é um
substantivo abstrato.

Exercício 2

Alternativa correta d) sapato - sapataria

O substantivo primitivo é aquele que não deriva de outras palavras como os


substantivos derivados, que surgem de um substantivo primitivo por meio de um
processo denominado "derivação" mediante o acréscimo de letras ou sílabas.

Assim, “sapato” é um substantivo primitivo que possui o mesmo radical de


“sapataria” (-sapat). Logo, por meio do processo denominado derivação sufixal há o
acréscimo de sufixo à palavra primitiva: sapat (radical) + aria (sufixo).

Exercício 3

Alternativa correta: d) Sino-árabe (Sião)

a) ERRADA. “indo” é um elemento de formação de palavras compostas cujo


significado está relacionado à Índia ou aos indianos. Assim sendo, ele está
relacionado ao substantivo “Índia”, entre parênteses.

b) ERRADA. “ítalo” é o mesmo que “italiano”. Logo, corresponde à palavra “Itália”,


entre parênteses.

c) ERRADA. “luso” é o mesmo que “lusitano”, que significa “português”; indivíduo


de naturalidade portuguesa. Dessa forma, corresponde à palavra “Portugal”, entre
parênteses.

24
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções

d) CORRETA. “sino” não é um elemento de formação de palavras compostas, trata-


se de uma palavra que possui diferentes significados, dentre eles o de instrumento
que produz som.

A palavra “Sião” refere-se ao Monte Sião. O adjetivo gentílico de quem nasce no


Monte Sião é Monte-Sionense.

Assim sendo, “sino” não corresponde ao substantivo entre parênteses.

e) ERRADA. “anglo” significa “indivíduo inglês”. Logo, corresponde ao substantivo


“Inglaterra”, entre parênteses.

Exercício 4

Alternativa correta: e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.

A alternativa e) é a única onde a classe gramatical da palavra “cego” é adjetivo.

Na frase, “cego” está atribuindo uma característica ao substantivo “globo”.

Lembre-se de que um adjetivo atribui qualidade ou classificação a um substantivo.

Em todas as demais alternativas, o termo “cego(s)” tem função de substantivo, pois


denomina um ou mais seres.

25
Encontros vocálicos

Encontros vocálicos

MÉRITO
Apostilas 1
Encontros vocálicos

Encontros vocálicos são agrupamentos de fonemas formados por vogais ou


semivogais em uma mesma sílaba ou sílabas diferentes, sem consoantes
intermediárias.

Vogais são fonemas naturais formados pela corrente de ar que, vinda dos pulmões,
passa livremente pela boca ou pelo nariz, fazendo vibrar as pregas vocais. Elas são
a base, o núcleo das sílabas na Língua Portuguesa.

Semivogais acontecem no encontro entre duas vogais em uma mesma sílaba, em


que uma é a vogal principal, com o tom mais intenso, e a outra é a semivogal, que
possui um papel secundário. Em um encontro vocálico, a letra /a/ sempre será a
vogal principal, as letras /i/ e /u/ serão sempre semivogais, e as letras /e/ e /o/
podem assumir os papéis de vogal e/ou semivogal.

HIATO
O hiato consiste na sequência de duas vogais (Vogal + Vogal) que se separam
durante a divisão silábica, ficando cada vogal em uma sílaba distinta. Em virtude do
contato de duas vogais no interior de uma palavra, é possível reconhecer o hiato
como sendo o encontro vocálico por excelência.

Exemplos:

Saída: sa – í – da;

Saúde: sa – ú – de;

Oceano: o – ce – a – no;

Cooperar: co – o – pe – rar.

2
Encontros vocálicos

DITONGO
O ditongo consiste no encontro de Vogal + Semivogal, chamado de ditongo
decrescente, ou de Semivogal + Vogal, que recebe o nome de ditongo crescente.
Os ditongos também podem ser classificados em orais ou nasais. É muito
importante recordarmos que os fonemas orais são aqueles que passam e saem
pela cavidade bucal (boca), como: /a/, /b/, /t/; já os fonemas nasais são aqueles que
uma parte passa pela boca e a outra parte passa pelas narinas (nariz), como: /m/,
/n/, /ã/.

Exemplos:

Madeira: ma – dei – ra (ditongo decrescente oral);

Paulista: pau – lis – ta (ditongo decrescente oral);

Pátria: pá – tria (ditongo crescente oral);

Sério: sé – rio (ditongo crescente oral);

Mãe: mãe (ditongo decrescente nasal)

Oração: o – ra - ção (ditongo decrescente nasal)

Ditongos crescentes são aqueles em que a semivogal vem antes da vogal (sv + v).
Exemplos: igual (i-gual), quota (quo-ta), pátria (pá-tria).

Ditongos decrescentes são aqueles em que a vogal vem antes da semivogal (v + sv).
Exemplos: meu (meu), herói (he-rói), cai (cai).

De acordo com a pronúncia, os ditongos podem ser orais ou nasais.

Ditongos orais são os pronunciados apenas pela boca. É o caso de ai, ia, iu, ui, eu, éu,
ue, ei, éi, ie, oi, ói, io, au, ua, ao, oa, ou, uo, oe, eo, ea. Exemplos: mau (mau), sei (sei), viu
(viu).

3
Encontros vocálicos

Ditongos nasais são os pronunciados pela boca e pelo nariz. É o caso de ão, ãe, õe, am,
an, em, en, ãi, ui (ocorre apenas na palavra "muito"). Exemplos: mãe (mãe), levem (le-
vem), muito (mui-to).

TRITONGO

Os tritongos são uma sequência de Semivogal + Vogal + Semivogal. Assim como os


ditongos, os tritongos também podem ser classificados em orais e nasais. Como
apresentam apenas uma vogal, na divisão silábica, não se separam os fonemas
vocálicos do tritongo.

Exemplos:

Paraguai: Pa – ra – guai (tritongo oral);

Enxaguei: en – xa – guei (tritongo oral);

Cheguei: che – guei (tritongo oral);

Quão: quão (tritongo nasal).

Tritongos orais são os pronunciados apenas pela boca. Exemplos: Paraguai (Pa-ra-
guai), enxaguei (en-xa-guei), iguais (i-guais).

Tritongos nasais são os pronunciados pela boca e pelo nariz. As consoantes "m" e "n"
podem acompanhar os tritongos. Quando isso acontecer, os tritongos são
classificados como tritongos nasais. Exemplos: quão (quão), saguões (sa-guões),
enxaguem (en-xa-guem).

Atenção! Os ditongos e os tritongos não se separam, somente os hiatos.

4
Encontros vocálicos

Exercícios

Exercício 1

(Fasp) Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta, na mesma


ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo:

a) jamais, Deus, luar, daí

b) joias, fluir, jesuíta, fogaréu

c) ódio, saguão, leal, poeira

d) quais, fugiu, caiu, história

Exercício 2

Marque a alternativa que contenha apenas encontros vocálicos formados por


hiato:

a) pouco, Paraguai, depois;

b) trouxeram, alguém, saíram;

c) atuou, iguais, saíram;

d) oceano, raiz, coar;

e) Nenhuma das alternativas anteriores.

Exercício 3

As palavras 'Mooca', 'tireoide' e 'Uruguai' representam, respectivamente, os


seguintes encontros vocálicos:

a) Hiato, Ditongo e Tritongo;

5
Encontros vocálicos

b) Ditongo, Ditongo e Tritongo;

c) Ditongo, Hiato e Ditongo;

d) Hiato, Ditongo e Ditongo;

e) Ditongo, Ditongo e Hiato.

Exercício 4

Marque a alternativa cuja palavra apresenta o encontro vocálico Tritongo:

a) Atuou

b) Melancia

c) Milhões

d) Iguais

e) Trouxeram

Exercício 5

Observe as alternativas abaixo e indique aquela cuja palavra NÃO apresenta


encontro vocálico:

a) Ação

b) Melancia

c) Ninguém

d) Piauí

e) Exemplo

6
Encontros vocálicos

Gabarito

Exercício 1

Resposta: Alternativa B

joi-as (ditongo), flu-ir (hiato), je-su-í-ta (hiato), fo-ga-réu (ditongo)

Alternativas restantes:

a) ja-mais (ditongo), Deus (ditongo), lu-ar (hiato), da-í hiato)


c) ó-dio (ditongo), sa-guão (tritongo), le-al (hiato), po-ei-ra (hiato, em "o-e", e ditongo,
em "ei")
d) quais (tritongo), fu-giu (ditongo), ca-iu (ditongo, em "iu", e hiato, em "a-i"), his-tó-ria
(ditongo)

Exercício 2

Resposta: Letra D

Nos encontros vocálicos das palavras 'oceano', 'raiz' e 'coar', temos apenas hiatos:
o-ce-a-no; ra-iz; co-ar.

Exercício 3

Resposta: Letra A

As palavras 'Mooca' (Mo-o-ca), 'tireoide' (ti-re-oi-de) e 'Uruguai' (U-ru-guai)


representam, respectivamente, os encontros vocálicos Hiato, Ditongo e Tritongo.

Exercício 4

Resposta: Letra D

7
Encontros vocálicos

A palavra 'IGUAIS' é formada pelo encontro vocálico Tritongo: i-guais.

Exercício 5

Resposta: Letra E

A palavra 'exemplo' não apresenta encontro vocálico.

8
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica

Classificação das palavras quanto


à posição da sílaba tônica

MÉRITO
Apostilas 1
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica

Sílabas são fonemas ou grupo de fonemas pronunciados por meio de uma única
emissão de voz. A base das sílabas da língua portuguesa são as vogais: a - e - i - o –
u. Quando pronunciamos uma palavra formada por duas ou mais sílabas, é possível
perceber que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as demais, é o que
chamamos de sílaba tônica. Veja:

favor - a sílaba 'vor' é a de maior intensidade.

justiceiro - a sílaba 'cei' é a de maior intensidade.

Sócrates - a sílaba 'Só' é a de maior intensidade.

A intensidade sonora ocorre em diferentes posições das sílabas: última, penúltima


ou na antepenúltima. Sendo assim, é possível classificar as palavras quanto à
posição da sílaba tônica.

Atenção! Nem sempre a sílaba tônica é marcada por um acento ou sinal gráfico
(observe os exemplos anteriores).

Oxítonas
São as palavras cuja sílaba tônica aparece na última sílaba.

Exemplos:

• Acarajé

• Araçá

• Senador

• Jesus

• Pardal

2
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica

Paroxítonas
São as palavras cuja sílaba tônica aparece na penúltima sílaba.

Exemplos:

• Rato

• Lápis

• Cachorro

• Menina

• Criança

• Fazenda

Proparoxítonas
São as palavras cuja sílaba tônica aparece na antepenúltima sílaba.

Exemplos:

análise

hipérbole

África

cólica

síntese

3
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica

Exercícios
Exercício 1

Marque a alternativa cujas palavras são acentuadas por serem oxítonas:

a) paletó, café, jiló

b) ônibus, satélite, oásis

c) você, Goiânia, régua

d) também, Santarém, época

e) açaí, rabicó, óculos

Exercício 2

Assinale a alternativa cujas palavras sejam todas proparoxítonas:

a) animal, carroceria, anfíbio.

b) mesóclise, cadeira, urubu.

c) anistia, saracura, bambolê.

d) árcade, áspero, Curitiba.

e) analítico, hipérbole, jurídico.

Exercício 3

Marque a alternativa cuja palavra é classificada como paroxítona de acordo com a


sílaba tônica:

a) urso

b) ônibus

c) mão

4
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica

d) bambolê

e) cólica

Exercício 4

Marque a alternativa cuja sequência de palavras tenha a seguinte classificação:


oxítona, paroxítona e proparoxítona:

a) abelha, riacho, subida.

b) ombro, cadeira, trompete.

c) água, sólido, carrinho.

d) paçoca, azeitona, cadeira.

e) guri, cama, áspero.

5
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica

Gabarito
Exercício 1

Resposta: Letra A: Todas as palavras são oxítonas porque a sílaba tônica recai
sobre a última sílaba: paletó, café e jiló.

Exercício 2

Resposta: Letra E: As palavras analítico, hipérbole e jurídico apresentam a sílaba


tônica na antepenúltima sílaba.

Exercício 3

Resposta: Letra A: A palavra 'urso' apresenta a sílaba tônica na penúltima sílaba –


'ur'.

Exercício 4

Resposta: Letra E: A palavra 'guri' apresenta a sílaba 'ri' como sendo a sílaba tônica
(última – oxítona); 'cama' apresenta a sílaba 'ca' como sendo a sílaba tônica
(penúltima – paroxítona); a palavra 'áspero' apresenta a sílaba 'ás' como sendo a
sílaba tônica (antepenúltima – proparoxítona).

6
Sujeito e Predicado

Sujeito e Predicado

MÉRITO
Apostilas 1
Sujeito e Predicado

Sujeito e predicado são os termos essenciais da oração. Enquanto o sujeito é


aquele ou aquilo de que(m) se fala, o predicado é a informação dada sobre o
sujeito.

Uma forma fácil de detectar esses termos nas orações é perguntando quem?
e/ou o que?

Exemplo 1:

Os estudantes organizaram a homenagem.

Quem organizou a homenagem? Os estudantes, logo esse é o sujeito da ora-


ção.

O que foi feito? Organizaram a homenagem, logo esse é o predicado da


oração.

Exemplo 2:

O discurso foi modificado.

O que? “Algo” foi modificado. Essa é informação dada sobre algo, logo, esse
é o predicado da oração.

O que foi modificado? O discurso. É do discurso de que se fala, logo esse é o


sujeito da oração.

Ordem do Sujeito na Oração

A ordem do sujeito na oração nem sempre é a mesma, podendo ocorrer de


três maneiras:

Tipo Explicação Exemplos


Forma direta quando o sujeito vem antes Os formandos e os professores
do predicado. empenhados organizaram a festa.
Ordem inversa quando o sujeito vem depois Organizaram a festa os formandos e os
do predicado professores empenhados.
Meio do predicado quando o sujeito aparece no Empenhados, os formandos e os
meio do predicado. professores organizaram a festa.

2
Sujeito e Predicado

Núcleo do Sujeito

O sujeito das orações podem ser formados por mais do que uma palavra. Nes -
ses casos, o núcleo é a palavra principal, a que tem mais significado para o sujei -
to. Lembre-se que o verbo deve concordar com o sujeito.

Exemplos:

“O discurso foi modificado.”

No exemplo acima, o núcleo do sujeito “o discurso” é “discurso”.

“Os formandos e os professores empenhados organizaram a festa.”

Nesse exemplo, o núcleo do sujeito “Os formandos e os professores” é “for -


mandos” e “professores”.

Os sujeitos podem ser:

• Determinado - quando é identificado na oração.

• Indeterminado - quando não é identificado na oração.

• Inexistente - orações com verbos impessoais.

Os sujeitos determinados, por sua vez, dividem-se em: simples, composto e


oculto.

• Sujeito simples: tem apenas um núcleo. Exemplo: O paciente foi aten-


dido.

• Sujeito composto: tem mais do que um núcleo. Exemplo: Mousses e


brownies são os meus doces preferidos.

• Sujeito oculto: quando é identificado pela desinência verbal. Exemplo:


Andamos a tarde toda.

• Sujeito indeterminado. Exemplo: Opinam sobre tudo.

• Sujeito inexistente. Exemplo: Amanheceu.

3
Sujeito e Predicado

Núcleo do Predicado

O predicado das orações variam conforme o tipo de predicado.

• Quando o predicado é verbal, o seu núcleo é um verbo que indica


ação. Exemplo: Terminei mais cedo.

• Quando o predicado é nominal, o seu núcleo é um substantivo ou um


adjetivo. Exemplo: O patrão foi atencioso.

• Quando o predicado é verbo-nominal, há dois núcleos: um verbo e


um nome. Exemplo: Cheguei e estava atrasada.

4
Sujeito e Predicado

Exercícios

1- PUC-SP) O verbo ser na oração “Eram cinco horas da manhã...”, é:

a) pessoal e concorda com o sujeito indeterminado

b) impessoal e concorda com o objeto direto

c) impessoal e concorda com o sujeito indeterminado

d) Impessoal e concorda com a expressão numérica

e) Pessoal e concorda com a expressão numérica

2. (PUC) “Nesse momento começaram a feri-lo nas mãos a pau”. Nessa frase o
sujeito do verbo é:

a) nas mãos

b) indeterminado

c) eles (determinado)

d) inexistente ou eles, depende do contexto

e) N.d.a

6
Sujeito e Predicado

Gabarito

1- Alternativa d: Impessoal e concorda com a expressão numérica

2- Alternativa b: indeterminado

7
Termos da oração

Termos da oração

MÉRITO
Apostilas 1
Termos da oração

Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. É em torno des -


ses dois elementos que as orações são estruturadas.

O elemento a quem se declara algo é denominado sujeito. Na estrutura da


oração, o sujeito é o elemento que estabelece a concordância com o verbo. Por
sua vez, o predicado é tudo aquilo que se diz sobre o sujeito.

Sujeito = o ser sobre o qual se declara alguma coisa.

Predicado = o que se declara sobre o sujeito.

Na oração, sujeito e predicado funcionam assim:

Exemplo 1:

As ruas são intransitáveis.

Sujeito: as ruas

Verbo: são

Predicado: são intransitáveis (este é um predicado nominal e abaixo você vai


entender o porquê!)

Exemplo 2:

Os alunos chegaram atrasados novamente.

Sujeito: os alunos

Verbo: chegaram

Predicado: chegaram atrasados novamente

Sujeito
Núcleo do sujeito

Núcleo do sujeito é a palavra com carga mais significativa em torno do sujei -


to. Quando o sujeito é formado por mais de uma palavra, há sempre uma com
maior importância semântica.

2
Termos da oração

Exemplo:

O garoto logo percebeu a festa que o esperava.

Sujeito: O garoto

Núcleo do sujeito: garoto

Predicado: logo percebeu a festa que o esperava

O núcleo do sujeito pode ser expresso por substantivo, pronome substantivo,


numeral substantivo ou qualquer palavra substantivada.

Exemplo de substantivo:

A casa foi fechada para reforma.

Sujeito: A casa

Núcleo do sujeito: casa

Predicado: foi fechada para reforma.

Exemplo de pronome substantivo:

Eles não gostam de carne vermelha.

Sujeito: Eles

Núcleo do sujeito: Eles

Predicado: não gostam de carne vermelha.

Exemplo de numeral substantivo:

Três excede.

Sujeito: Três

Núcleo do sujeito: Três

Predicado: excede.

3
Termos da oração

Exemplo de palavra substantivada:

Um oi foi expresso rapidamente.

Sujeito: Um oi

Núcleo do sujeito: oi

Predicado: foi expresso rapidamente.

Tipos de sujeito

O sujeito pode ser determinado (simples, composto, oculto), indeterminado ou


inexistente.

Sujeito simples

Quando possui um só núcleo. Ocorre quando o verbo se refere a um só subs-


tantivo ou um só pronome, ou um só numeral, ou a uma só palavra substantivada.

Exemplo:

O desenho em nanquim será sempre uma expressão admirada.

Sujeito: O desenho em nanquim

Núcleo: desenho

Predicado: será sempre uma expressão admirada.

Sujeito composto

Com mais de um núcleo. As orações com sujeito composto são compostas por
mais de um pronome, mais de um numeral, mais de uma palavra ou expressão
substantivada ou mais de uma oração substantivada.

4
Termos da oração

Exemplo:

Cristina, Marina e Bianca fazem balé no Teatro Municipal.

Sujeito: Cristina, Marina e Bianca

Núcleo: Cristina, Marina, Bianca

Predicado: fazem balé no Teatro Municipal.

Sujeito oculto

Ocorre quando o sujeito não está materialmente expresso na oração, mas


pode ser identificado pela desinência verbal ou pelo período contíguo.

Também é chamado de sujeito elíptico, desinencial ou implícito.

Exemplo:

Estávamos à espera do ônibus.

Sujeito oculto: nós

Desinência verbal: estávamos

Sujeito indeterminado

O sujeito indeterminado ocorre quando não se refere a um elemento identifi -


cado de maneira clara. É observado em três casos:

• quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem que o contexto permita


identificar o sujeito;

• quando um verbo está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do pronome


(se);

• quando o verbo está no infinitivo pessoal.

5
Termos da oração

Sujeito inexistente

A oração sem sujeito ocorre quando a informação veiculada pelo predicado


está centrada em um verbo impessoal. Por isso, não há relação entre sujeito e
verbo.

Exemplo:

Choveu muito em Manaus.

Predicado: Choveu muito em Manaus

Predicado
O predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.

Predicado Verbal

O predicado verbal ocorre quando o núcleo da informação veiculada pelo pre -


dicado está contido em um verbo significativo que pode ser transitivo ou intransi-
tivo. Nesse caso, a informação sobre o sujeito está contida nos verbos.

Exemplo:

O entregador chegou.

Predicado verbal: chegou.

Predicado Nominal

O predicado nominal é formado por um verbo de ligação + predicativo do su -


jeito.

6
Termos da oração

Exemplo:

O entregador está atrasado.

Predicado nominal: está atrasado.

Predicado Verbo-nominal

O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: o verbo transitivo ou in -


transitivo + o predicativo do sujeito ou predicativo do objeto.

Exemplo:

A menina chegou ofegante à ginástica.

Sujeito: A menina

Predicado verbo-nominal: chegou ofegante à ginástica.

7
Termos da oração

Exercícios

1. (EMM) Há predicado verbo-nominal em:

a) Ela descansava em casa.

b) Todos cumpriram o juramento

c) Ele vinha preocupado.

d) Ele está abatido

e) Ela marchava alegremente.

2. (EMM) A única oração com sujeito simples é:

a) Existem algumas dúvidas.

b) Compraram-se livros e revistas.

c) Precisa-se de ajuda.

d) Faz muito frio.

e) Há alguns problemas.

3. (PUC-SP) – O verbo ser, na oração:

“Eram cinco horas da manhã...”, é:

a) pessoal e concorda com o sujeito indeterminado.

b) impessoal e concorda com o objeto direto.

c) impessoal e concorda com o sujeito indeterminado.

d) Impessoal e concorda com a expressão numérica.

e) Pessoal e concorda com a expressão numérica.

8
Termos da oração

Gabarito

1- Alternativa c: Ele vinha preocupado.

2- Alternativa a: Existem algumas dúvidas.

3- Alternativa d: Impessoal e concorda com a expressão numérica.

9
Concordância Verbal e Nominal

Concordância Verbal e Nominal

MÉRITO
Apostilas 1
Concordância Verbal e Nominal

Concordância verbal e nominal é a parte da gramática que estuda a conformidade


estabelecida entre cada componente da oração.

Concordância verbal se ocupa da relação entre sujeito e verbo, concordância


nominal se ocupa da relação entre as classes de palavras:

concordância verbal = sujeito e verbo

concordância nominal = classes de palavras

Concordância Verbal
1. Sujeito composto antes do verbo

Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve estar sempre
no plural.

Exemplo: Maria e José conversaram até de madrugada.

2. Sujeito composto depois do verbo

Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode ficar no
plural como pode concordar com o sujeito mais próximo.

Exemplos:

Discursaram diretor e professores.

Discursou diretor e professores.

3. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes

Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são diferentes, o verbo


também deve ficar no plural. No entanto, ele concordará com a pessoa que, a nível
gramatical, tem prioridade.

Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª (tu, vós) e a
2.ª tem prioridade em relação à 3.ª (ele, eles).

2
Concordância Verbal e Nominal

Exemplos:

Nós, vós e eles vamos à festa.

Tu e ele falais outra língua?

Concordância Nominal
1. Adjetivos e um substantivo

Quando há mais do que um adjetivo para um substantivo, os adjetivos devem


concordar em gênero e número com o substantivo.

Exemplo: Adorava comida salgada e gordurosa.

2. Substantivos e um adjetivo

No caso inverso, ou seja, quando há mais do que um substantivo e apenas um


adjetivo, há duas formas de concordar:

2.1. Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com
o substantivo mais próximo.

Exemplo: Linda filha e bebê.

2.2. Quando o adjetivo vem depois dos substantivos, o adjetivo deve concordar
com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos.

Exemplos: Pronúncia e vocabulário perfeito.

Vocabulário e pronúncia perfeita.

Pronúncia e vocabulário perfeitos.

Vocabulário e pronúncia perfeitos.

3
Regência verbal e nominal

Regência verbal e nominal

MÉRITO
Apostilas 1
Regência verbal e nominal

Regência verbal
A regência verbal indica a relação que um verbo (termo regente) estabelece com o
seu complemento (termo regido) através do uso ou não de uma preposição. Na
regência verbal os termos regidos são o objeto direto (sem preposição) e o objeto
indireto (preposicionado).

Exemplos de regência verbal preposicionada

• assistir a;

• obedecer a;

• avisar a;

• agradar a;

• morar em;

• apoiar-se em;

• transformar em;

• morrer de;

• constar de;

• sonhar com;

• indignar-se com;

• ensaiar para;

• apaixonar-se por;

• cair sobre.

Regência verbal sem preposição

Os verbos transitivos diretos apresentam um objeto direto como termo regido,


não sendo necessária uma preposição para estabelecer a regência verbal.

2
Regência verbal e nominal

Exemplos de regência verbal sem preposição:

• Você já fez os deveres?

• Eu quero um carro novo.

• A criança bebeu o suco.

O objeto direto responde, principalmente, às perguntas o quê? e quem?, indicando


o elemento que sofre a ação verbal.

Regência verbal com preposição

Os verbos transitivos indiretos apresentam um objeto indireto como termo regido,


sendo obrigatória a presença de uma preposição para estabelecer a regência
verbal.

Exemplos de regência verbal com preposição:

• O funcionário não se lembrou da reunião.

• Ninguém simpatiza com ele.

• Você não respondeu à minha pergunta.

O objeto indireto responde, principalmente, às perguntas de quê? para quê? de


quem? para quem? em quem?, indicando o elemento ao qual se destina a ação
verbal.

Preposições usadas na regência verbal

As preposições usadas na regência verbal podem aparecer na sua forma simples,


bem como contraídas ou combinadas com artigos e pronomes.

Preposições simples: a, de, com, em, para, por, sobre, desde, até, sem,...

3
Regência verbal e nominal

Contração e combinação de preposições: à, ao, do, das, destes, no, numa, nisto,
pela, pelo,...

As preposições mais utilizadas na regência verbal são: a, de, com, em, para e por.

• Preposição a: perdoar a, chegar a, sujeitar-se a,...

• Preposição de: vangloriar-se de, libertar de, precaver-se de,...

• Preposição com: parecer com, zangar-se com, guarnecer com,...

• Preposição em: participar em, teimar em, viciar-se em,...

• Preposição para: esforçar-se para, convidar para, habilitar para,...

• Preposição por: interessar-se por, começar por, ansiar por,…

Regência nominal
A regência nominal indica a relação que um nome (termo regente) estabelece com
o seu complemento (termo regido) através do uso de uma preposição.

Exemplos de regência nominal

• favorável a;

• apto a;

• livre de;

• sedento de;

• intolerante com;

• compatível com;

• interesse em;

• perito em;

• mau para;

4
Regência verbal e nominal

• pronto para;

• respeito por;

• responsável por.

Regência nominal com preposição

A regência nominal ocorre quando um nome necessita obrigatoriamente de uma


preposição para se ligar ao seu complemento nominal.

Exemplos de regência nominal com preposição:

• Sempre tive muito medo de baratas.

• Seu pai está furioso com você!

• Sinto-me grato a todos.

Preposições usadas na regência nominal

Também na regência nominal as preposições podem ser usadas na sua forma


simples e contraídas ou combinadas com artigos e pronomes.

As preposições mais utilizadas na regência nominal são, também: a, de, com, em,
para, por.

Preposição a: anterior a, contrário a, equivalente a,...

Preposição de: capaz de, digno de, incapaz de,...

Preposição com: impaciente com, cuidadoso com, descontente com,...

Preposição em: negligente em, versado em, parco em,...

Preposição para: essencial para, próprio para, apto para,...

Preposição por: admiração por, ansioso por, devoção por,...

5
Vozes verbais

Vozes verbais

MÉRITO
Apostilas 1
Vozes verbais

As vozes verbais, ou vozes do verbo, são a forma como os verbos se apresen -


tam na oração a fim de determinar se o sujeito pratica ou recebe a ação. Elas po -
dem ser de três tipos: ativa, passiva ou reflexiva.

Voz ativa

A função das vozes verbais é indicar se o sujeito pratica ou recebe/sofre a


ação verbal de uma oração. A voz ativa é a voz verbal que indica que o sujeito da
oração pratica determinada ação.

Exemplo:

“O professor reprovou Cristiano.”

Ao analisarmos a frase, vemos que:

O professor: sujeito que pratica a ação da frase

Reprovou: verbo na voz ativa; a ação praticada pelo sujeito: reprovar Cristia-
no.

Veja mais algumas frases de exemplos de voz ativa:

• Eu comprei o carro.

• O diretor desenvolveu o software.

• Faremos a remodelação do restaurante.

• A professora repreendeu Roberto.

Voz passiva

Na voz passiva o sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação.

Exemplos:

• A vítima foi vista ontem à noite.

• Aumentou-se a vigilância desde ontem.

2
Vozes verbais

A voz passiva pode ser analítica ou sintética.

Formação da voz passiva analítica

A voz passiva analítica é formada por:

Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo prin -
cipal da ação conjugado no particípio + agente da passiva.

Exemplos:

• O café da manhã foi tomado por Bia logo cedo.

• A casa toda foi aspirada por nós.

• O trabalho foi feito por mim.

Formação da voz passiva sintética

A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva pronominal (devido


ao uso do pronome se), é formada por:

Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassiva -


dor "se" + sujeito paciente.

Exemplos:

• Tomou-se o café da manhã logo cedo.

• Aspirou-se a casa toda.

• Já se fez o trabalho.

Voz reflexiva

Na voz reflexiva o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, uma vez que
ele pratica e recebe a ação.

3
Vozes verbais

Exemplos:

• A velhinha sempre se penteia antes de sair.

• Eu me cortei hoje quando estava cozinhando.

Formação da voz reflexiva

A voz reflexiva é formada por:

Verbo na voz ativa + pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos), que serve de ob -
jeto direto ou, por vezes, de objeto indireto, e representa a mesma pessoa que o
sujeito.

Exemplos:

• Atropelou-se em suas próprias palavras.

• Machucou-se todo naquele jogo de futebol.

• Olhei-me ao espelho.

Voz reflexiva recíproca

A voz reflexiva também pode ser recíproca. Isso acontece quando o verbo re-
flexivo indica reciprocidade, ou seja, quando dois ou mais sujeitos praticam a
ação, ao mesmo tempo que também são pacientes.

Exemplos:

• Eu, meus irmãos e meus primos damo-nos bastante bem.

• Aqui, os dias passam-se com muitas novidades.

• Sofia e Lucas amam-se.

4
Vozes verbais

Vozes verbais e sua conversão

Geralmente, por uma questão de estilo, podemos passar a voz verbal ativa
para a voz verbal passiva.

Ao fazer a transposição, o sujeito da voz ativa torna-se o agente da passiva e


o objeto direto da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva.

Exemplo na voz ativa: “Aspiramos a casa toda.”

Sujeito da ativa: Nós (oculto)

Verbo: Aspiramos (transitivo direto)

Objeto direto: a casa toda.

Exemplo na voz passiva: “A casa toda foi aspirada por nós.”

Sujeito: A casa toda

Verbo auxiliar: foi

Verbo principal: aspirada

Agente da passiva: por nós.

Observe que o verbo auxiliar "foi" está no mesmo tempo verbal que o verbo
"aspiramos" estava na oração cuja voz é ativa. O verbo "aspiramos" na oração
cuja voz é passiva está no particípio.

Assim, a oração transposta para a voz passiva é formada da seguinte forma:

Sujeito + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) conjugado no mesmo
tempo verbal que o verbo principal da oração na voz ativa + verbo principal da
ação conjugado no particípio + agente da passiva.

É importante lembrar que somente os verbos transitivos admitem transposi -


ção de voz. Isso porque uma vez que os verbos intransitivos não necessitam de
complemento, não têm objeto que seja transposto em sujeito.

5
Vozes verbais

Exercícios
Exercício 1

(TRT – RJ) “Tudo isso pode ser comprovado por qualquer cidadão”. A forma ativa
dessa mesma frase é:

a) Qualquer cidadão pode comprovar tudo isso.

b) Tudo pode comprovar-se.

c) Qualquer cidadão se pode comprovar tudo isso.

d) Pode comprovar-se tudo isso.

e) Qualquer cidadão pode ter tudo isso comprovado.

Exercício 2

(UPM – SP) Assinale a alternativa em que há agente da passiva.

a) Nós seremos julgados pelos nossos atos.

b) Olha esta terra toda que se habita dessa gente sem lei, quase infinita.

c) Agradeço-lhe pelo livro.

d) Ouvi a notícia pelo rádio.

e) Por mim, você pode ficar.

MÉRITO
Apostilas 1
Vozes verbais

Gabarito
Exercício 1

Alternativa A: Qualquer cidadão pode comprovar tudo isso.

Na oração acima, o sujeito é "qualquer cidadão". É ele o agente e, logo, é quem


pratica a ação.

Exercício 2

Alternativa A: Nós seremos julgados pelos nossos atos.

"Pelos nossos atos" é o agente da passiva. Isso porque são os nossos atos que
praticam a ação de julgar, o qual está expresso pelo verbo na voz passiva, ou seja,
"julgados".

2
Uso dos porquês

Uso dos porquês

MÉRITO
Apostilas 1
Uso dos porquês

Quando usar “por que”

Usamos “por que” (separado e sem acento) nos seguintes casos:

• com o mesmo valor de “pelo qual”, “pelos quais”, “pela qual” ou “pelas
quais”

Exemplos:

O motivo por que lutei tanto foi fazer do mundo um lugar melhor para todos.

Os caminhos por que andei eram repletos de rosas e espinhos.

Não admito que a dor por que passei seja banalizada!

A liberdade e a igualdade são coisas por que vale a pena viver e morrer.

• com o mesmo sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”

Exemplos:

Por que o Sol brilha?

Ninguém sabe por que a menina fugiu de casa.

• com o mesmo valor de “por qual”

Exemplos:

Você sabe por que direção o ônibus foi?

Por que filme Ruth de Souza ganhou o prêmio de melhor atriz?

Como substituir “por que”

É possível substituir o “por que”, de acordo com o sentido desejado, pelas ex -


pressões:

• “pelo qual”, “pelos quais”, “pela qual” ou “pelas quais”

Exemplos:

O motivo pelo qual lutei tanto foi fazer do mundo um lugar melhor para todos.

2
Uso dos porquês

Os caminhos pelos quais andei eram repletos de rosas e espinhos.

Não admito que a dor pela qual passei seja banalizada!

A liberdade e a igualdade são coisas pelas quais vale a pena viver e morrer.

• “por qual razão” ou “por qual motivo”

Exemplos:

Por qual razão o Sol brilha?

Ninguém sabe por qual motivo a menina fugiu de casa.

• “por qual”

Exemplos:

Você sabe por qual direção o ônibus foi?

Por qual filme Ruth de Souza ganhou o prêmio de melhor atriz?

Quando usar o “por quê”

Usamos “por quê” (separado e com acento), com o sentido de “por qual ra-
zão” ou “por qual motivo”, no final de frase e, portanto, antes de ponto-final, pon -
to de exclamação ou de interrogação.

Exemplos:

Ele não veio à festa no sábado, e eu imagino por quê.

Estou feliz e não sei por quê!

Os organizadores cancelaram o espetáculo por quê?

Atenção! Também podemos utilizar “por quê” quando ocorre omissão do ver-
bo usado na oração anterior:

3
Uso dos porquês

Muitos cachorros do bairro morreram hoje. Descobrir por quê é nossa priori-
dade.

Portanto, o verbo “morreram” foi omitido na segunda oração:

Muitos cachorros do bairro morreram hoje. Descobrir por que morreram é


nossa prioridade.

Como substituir “por quê”

Podemos substituir o “por quê” pelas expressões “por qual razão” ou “por
qual motivo”.

Exemplos:

Ele não veio à festa no sábado, e eu imagino por qual razão.

Estou feliz e não sei por qual motivo!

Os organizadores cancelaram o espetáculo por qual razão?

Quando usar “porque”

O “porque” (junto e sem acento) é uma conjunção causal ou explicativa, e


tem o mesmo valor de “pois”, “já que”, “visto que”, “uma vez que” ou “em razão
de”.

Exemplos:

23 de abril é o Dia Nacional do Choro porque Pixinguinha nasceu nesse dia.

Porque discordei de sua opinião, ela me excluiu do grupo.

Bruno fez isso porque já estava cansado de tanta humilhação!

Decidiu pesquisar sobre a singularidade porque tinha muita curiosidade acer-


ca dos buracos negros.

Por que Edna está emburrada? É porque Fabiana não se despediu dela antes
de viajar?

Ele desmaiou porque estava sem comer há dias.

4
Uso dos porquês

Atenção! “Porque” pode ser usado, também, como termo denotativo de real-
ce:

A história fará justiça. Porque, não duvidem: a verdade é sempre soberana.

Nesse exemplo, o “porque” não exerce nenhuma função gramatical, ele ape -
nas é usado para dar ênfase ao que está sendo expresso. Portanto, esse termo po -
deria ser retirado do enunciado sem comprometer o seu sentido:

A história fará justiça. Não duvidem: a verdade é sempre soberana.

Como substituir “porque”

É possível substituir o “porque” por expressões como “pois”, “já que”, “visto
que”, “uma vez que” ou “em razão de”.

Exemplos:

23 de abril é o Dia Nacional do Choro, pois Pixinguinha nasceu nesse dia.

Já que discordei de sua opinião, ela me excluiu do grupo.

Bruno fez isso em razão de que já estava cansado de tanta humilhação!

Decidiu pesquisar sobre a singularidade, visto que tinha muita curiosidade


acerca dos buracos negros.

Por que Edna está emburrada? É em razão de que Fabiana não se despediu
dela antes de viajar?

Ele desmaiou, uma vez que estava sem comer há dias.

Quando usar “porquê”

O “porquê” (junto e com acento) é um substantivo usado como sinônimo das


palavras “razão” e “motivo”.

Exemplos:

O governador precisa explicar o porquê de suas ações.

5
Uso dos porquês

Eu procuro um porquê para a minha existência.

Já que é um substantivo, ele pode, também, ser usado no plural:

São muitos os porquês relacionados à minha atitude, considerada, por algu-


mas pessoas, desrespeitosa.

Esses porquês não bastam para você me deixar em paz?

Como substituir “porquê”

Podemos substituir o “porquê” pelas palavras “razão” e “motivo”:

O governador precisa explicar a razão de suas ações.

Eu procuro um motivo para a minha existência.

São muitos os motivos relacionados à minha atitude, considerada, por algu-


mas pessoas, desrespeitosa.

Essas razões não bastam para você me deixar em paz?

6
Uso dos porquês

Exercícios

1) (MM) A alternativa errada quanto ao emprego do porquê é:

a – Não revelou o motivo por que não foi ao trabalho.

b – Estavam ansiosos porque o dia já havia amanhecido.

c – Eis o porquê da minha viagem.

d – Ele não veio por que estava doente.

e – Porque houve um engarrafamento, chegou atrasado ao colégio.

2) Complete as lacunas utilizando por que, por quê, porque, porquê.

a – Não sei o ----------- de tanta euforia.

b – Você não compareceu à reunião -----------------?

c – Os caminhos ---------- percorremos são tortuosos.

d - --------------- não desiste dessa aventura maluca?

e – Voltamos ---------------- estávamos com muita saudade.

3) Relacione a primeira coluna de acordo com a segunda, tendo em vista o


emprego de por que, porquê, por quê e porque:

( ) Não fiz a pesquisa * estava doente.

( ) * Marcela não conta toda a verdade?

( ) Não quis ir ao cinema *?

( ) Nem imagino o * dessa alegria.

(a) porquê

(b) por quê

(c) por que

(d) porque

7
Uso dos porquês

Gabarito

Exercício 1

Alternativa “d”

Exercício 2

a – porquê

b – por quê?

c – por que

d – por que

e – porque

Exercício 3

D; C; B; A.

8
Discurso Direto e Indireto

Discurso Direto e Indireto

MÉRITO
Apostilas 1
Discurso Direto e Indireto

Discurso Direto e Discurso Indireto são tipos de discursos utilizados no gênero


narrativo para introduzir as falas e os pensamentos dos personagens. Seu uso va -
ria de acordo com a intenção do narrador.

Discurso Direto
No discurso direto, o narrador dá uma pausa na sua narração e passa a citar
fielmente a fala do personagem.

O objetivo desse tipo de discurso é transmitir autenticidade e espontaneida -


de. Assim, o narrador se distancia do discurso, não se responsabilizando pelo que
é dito.

Pode ser também utilizado por questões de humildade - para não falar algo
que foi dito por um estudioso, por exemplo, como se fosse de sua própria autoria.

Características do Discurso Direto

Utilização dos verbos da categoria dicendi, ou seja, aqueles que têm rela-
ção com o verbo "dizer". São chamados de "verbos de elocução", a saber: falar,
responder, perguntar, indagar, declarar, exclamar, dentre outros.

• Utilização dos sinais de pontuação - travessão, exclamação, interrogação,


dois pontos, aspas.

• Inserção do discurso no meio do texto - não necessariamente numa linha


isolada.

Exemplos de Discurso Direto

1- Os formados repetiam: "Prometo cumprir meus deveres e respeitar meus


semelhantes com firmeza e honestidade.".

2- O réu afirmou: "Sou inocente!"

3- Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar:

— Alô, quem fala?

— Bom dia, com quem quer falar? — respondeu com tom de simpatia.

2
Discurso Direto e Indireto

Discurso Indireto
No discurso indireto, o narrador da história interfere na fala do personagem
preferindo suas palavras. Aqui não encontramos as próprias palavras da persona-
gem.

Características do Discurso Indireto

• O discurso é narrado em terceira pessoa.

• Algumas vezes são utilizados os verbos de elocução, por exemplo: falar, res-
ponder, perguntar, indagar, declarar, exclamar. Contudo não há utilização
do travessão, pois geralmente as orações são subordinadas, ou seja, depen-
dem de outras orações, o que pode ser marcado através da conjunção “que”
(verbo + que).

Exemplos de Discurso Indireto

1- Os formados repetiam que iriam cumprir seus deveres e respeitar seus se-
melhantes com firmeza e honestidade.

2- O réu afirmou que era inocente.

3- Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar. Cumprimentou e perguntou


quem estava falando. Do outro lado, alguém respondeu ao cumprimento e pergun -
tou com tom de simpatia com quem a pessoa queria falar.

Transposição do Discurso Direto para o Indireto


Nos exemplos a seguir verificaremos as alterações feitas a fim de moldar o
discurso de acordo com a intenção pretendida.

Discurso Direto Discurso Indireto


Preciso sair por alguns instantes. (enunciado Disse que precisava sair por alguns instantes.
na 1.ª pessoa) (enunciado na 3.ª pessoa)
Sou a pessoa com quem falou há pouco. Disse que era a pessoa com quem tinha falado há
(enunciado no presente) pouco. (enunciado no imperfeito)
Não li o jornal hoje. (enunciado no pretérito Disse que não tinha lido o jornal. (enunciado no
perfeito) pretérito mais que perfeito)
O que fará relativamente sobre aquele Perguntou-me o que faria relativamente sobre
assunto? (enunciado no futuro do presente) aquele assunto. (enunciado no futuro de pretérito)
Não me ligues mais! (enunciado no modo Pediu que não lhe ligasse mais. (enunciado no

3
Discurso Direto e Indireto

Discurso Direto Discurso Indireto


imperativo) modo subjuntivo)
Isto não é nada agradável. (pronome Disse que aquilo não era nada agradável. (pronome
demonstrativo em 1.ª pessoa) demonstrativo em 3.ª pessoa)
Vivemos muito bem aqui. (advérbio de lugar Disse que viviam muito bem lá. (advérbio de lugar
aqui) lá)

4
Linguagem Denotativa e Conotativa

Linguagem Denotativa e
Conotativa

MÉRITO
Apostilas 1
Linguagem Denotativa e Conotativa

Conotação e denotação são expressões linguísticas relacionadas ao significado de


palavras ou expressões em declarações.

Quando a mensagem é literal, ou seja, de acordo com o significado do dicionário, é


chamada de denotativa.

Depois de jogar bola, nós comemos um churrasco. (denotação)

O termo “bola” está empregado em sentido denotativo, que se refere ao objeto


esférico utilizado para jogar futebol, basquete e vôlei.

Por outro lado, se uma mensagem tem um significado mais subjetivo e figurativo,
dizemos que é conotativa.

Ele comeu bola na prova de matemática. (conotação)

A expressão “comer bola” está em sentido figurado ou conotativo, que significa:


cometer um erro.

Denotação
Denotação é o uso do sentido literal ou real da linguagem em uma declaração.
Quando utilizada, ela não proporciona espaço para outras interpretações, sendo,
portanto, precisa e objetiva.

Por isso, a denotação compreende o sentido dos dicionários, ou seja, o sentido


próprio, original e direto das palavras.

Assim, a intenção de uma enunciação denotativa é emitir a mensagem ao receptor,


de modo que ela não seja interpretada ou decifrada de outra maneira.

Emprego de denotação:

• Notícias e reportagens

• Bulas de remédios

• Manuais de instruções

• Textos científicos

2
Linguagem Denotativa e Conotativa

Conotação
A conotação é o uso do sentido figurado, metafórico ou subjetivo da linguagem em
uma declaração. Quando utilizada, ela proporciona interpretações abstratas que
vão além do sentido real das palavras, ou seja, das definições que aparecem nos
dicionários. Por isso, ela recorre ao uso das figuras e vícios de linguagem para a
transmissão das mensagens.

Emprego de conotação:

• Textos literários (poemas, crônicas, novelas)

• Mensagens publicitárias

• Charges e tirinhas

• História em quadrinhos

Sentido denotativo e sentido conotativo no dicionário


O sentido denotativo representa o emprego de palavras e expressões em seu
sentido próprio, literal, original, real e objetivo. Muitas vezes, ele é caracterizado
pelo sentido do dicionário, ou seja, a primeira acepção da palavra. Já o sentido
conotativo é expresso pelo uso da palavra ou expressão em sentido figurado,
subjetivo ou expressivo.

Nos dicionários, depois da acepção denotativa há, entre parênteses ou colchetes, o


termo "figurado", o qual indica o sentido conotativo da palavra.

Exemplo da palavra "bode" no dicionário:

Ruminante cavicórneo, macho da cabra. (sentido denotativo)

[Gíria] Dar bode, dar confusão, encrenca. (sentido conotativo)

3
Linguagem Denotativa e Conotativa

Exercícios
Exercício 1

Qual das opções abaixo apresenta o sentido figurado:

a) As apostilas estão com preços exorbitantes.

b) Não conseguimos o atendimento no banco.

c) O funcionário estava muito confuso com os dados.

d) Ele foi muito doce e atencioso comigo.

e) No caminho de casa, encontramos um filhote de gato.

Exercício 2

Todas as alternativas abaixo possuem orações que apresentam o sentido


conotativo, EXCETO:

a) “o casamento não é um mar de rosas”

b) “meus pensamentos voaram alto”

c) “quando pisado, meu coração sangrou”

d) “alimentou-se da coragem”

e) “chorou intensamente até dormir”

Exercício 3

Indique se as orações abaixo apresentam o sentido denotativo (D) ou conotativo


(C).

1. ( ) Meu tio era muito rico e nadava em ouro.

2. ( ) O nadador brasileiro ganhou a medalha de ouro.

3. ( ) Ela tinha um coração de pedra.

4
Linguagem Denotativa e Conotativa

4. ( ) Caiu e machucou a cabeça na pedra.

5. ( ) Engoliu muito sapo no trabalho.

A alternativa correta é:

a) C, C, D, D, C

b) C, D, C, D, C

c) C, C, D, C, D

d) D, C, C, D, D

e) D, D, C, C, D

5
Linguagem Denotativa e Conotativa

Gabarito
Exercício 1

Alternativa correta: d) Ele foi muito doce e atencioso comigo.

O sentido figurado, chamado também de sentido conotativo, abarca o sentido


subjetivo da palavra. Assim o termo “doce” não está sendo empregado em seu
sentido literal, ou seja, algo que é açucarado. Nesse caso, está sendo utilizado para
indicar alguém que é tranquilo, que age com suavidade.

Exercício 2

Alternativa correta: e) “chorou intensamente até dormir”

A oração “chorou intensamente até dormir” é um exemplo de uso do sentido


denotativo, literal e real. Nenhum termo utilizado possui algum sentido subjetivo,
figurado. Ou seja, a pessoa literalmente chorou muito até a hora de dormir.

Nas outras opções, temos:

a) “mar de rosas” é uma expressão que expressa o sentido figurado e significa que
algo é muito bom.

b) “voar alto” significa que os pensamentos de alguém foram de grande pretensão,


ou seja, exagerados.

c) o termo “sangrar” foi utilizado em sentido conotativo, que significa doer muito.

d) a expressão “alimentou-se da coragem” significa que alguém tomou coragem


para enfrentar algum desafio.

Exercício 3

Alternativa correta: b) C, D, C, D, C

1. (Sentido conotativo) Meu tio era muito rico e nadava em ouro. - “nadar em ouro”
é uma expressão utilizada quando a pessoa possui muito dinheiro.

6
Linguagem Denotativa e Conotativa

2. (Sentido denotativo) O nadador brasileiro ganhou a medalha de ouro. - oração


no sentido literal.

3. (Sentido conotativo) Ela tinha um coração de pedra. - “coração de pedra” é uma


expressão utilizada quando alguém aparenta não ter sentimentos.

4. (Sentido denotativo) Caiu e machucou a cabeça na pedra. - oração no sentido


literal.

5. (Sentido conotativo) Engoliu muito sapo no trabalho. - “engolir sapo” é uma


expressão utilizada quando alguém sofre acusações, julgamentos e não revida.

7
Linguagem Denotativa e Conotativa

Linguagem Denotativa e
Conotativa

MÉRITO
Apostilas 1
Linguagem Denotativa e Conotativa

Conotação e denotação são expressões linguísticas relacionadas ao significado de


palavras ou expressões em declarações.

Quando a mensagem é literal, ou seja, de acordo com o significado do dicionário, é


chamada de denotativa.

Depois de jogar bola, nós comemos um churrasco. (denotação)

O termo “bola” está empregado em sentido denotativo, que se refere ao objeto


esférico utilizado para jogar futebol, basquete e vôlei.

Por outro lado, se uma mensagem tem um significado mais subjetivo e figurativo,
dizemos que é conotativa.

Ele comeu bola na prova de matemática. (conotação)

A expressão “comer bola” está em sentido figurado ou conotativo, que significa:


cometer um erro.

Denotação
Denotação é o uso do sentido literal ou real da linguagem em uma declaração.
Quando utilizada, ela não proporciona espaço para outras interpretações, sendo,
portanto, precisa e objetiva.

Por isso, a denotação compreende o sentido dos dicionários, ou seja, o sentido


próprio, original e direto das palavras.

Assim, a intenção de uma enunciação denotativa é emitir a mensagem ao receptor,


de modo que ela não seja interpretada ou decifrada de outra maneira.

Emprego de denotação:

• Notícias e reportagens

• Bulas de remédios

• Manuais de instruções

• Textos científicos

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Linguagem Denotativa e Conotativa

Conotação
A conotação é o uso do sentido figurado, metafórico ou subjetivo da linguagem em
uma declaração. Quando utilizada, ela proporciona interpretações abstratas que
vão além do sentido real das palavras, ou seja, das definições que aparecem nos
dicionários. Por isso, ela recorre ao uso das figuras e vícios de linguagem para a
transmissão das mensagens.

Emprego de conotação:

• Textos literários (poemas, crônicas, novelas)

• Mensagens publicitárias

• Charges e tirinhas

• História em quadrinhos

Sentido denotativo e sentido conotativo no dicionário


O sentido denotativo representa o emprego de palavras e expressões em seu
sentido próprio, literal, original, real e objetivo. Muitas vezes, ele é caracterizado
pelo sentido do dicionário, ou seja, a primeira acepção da palavra. Já o sentido
conotativo é expresso pelo uso da palavra ou expressão em sentido figurado,
subjetivo ou expressivo.

Nos dicionários, depois da acepção denotativa há, entre parênteses ou colchetes, o


termo "figurado", o qual indica o sentido conotativo da palavra.

Exemplo da palavra "bode" no dicionário:

Ruminante cavicórneo, macho da cabra. (sentido denotativo)

[Gíria] Dar bode, dar confusão, encrenca. (sentido conotativo)

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Linguagem Denotativa e Conotativa

Exercícios
Exercício 1

Qual das opções abaixo apresenta o sentido figurado:

a) As apostilas estão com preços exorbitantes.

b) Não conseguimos o atendimento no banco.

c) O funcionário estava muito confuso com os dados.

d) Ele foi muito doce e atencioso comigo.

e) No caminho de casa, encontramos um filhote de gato.

Exercício 2

Todas as alternativas abaixo possuem orações que apresentam o sentido


conotativo, EXCETO:

a) “o casamento não é um mar de rosas”

b) “meus pensamentos voaram alto”

c) “quando pisado, meu coração sangrou”

d) “alimentou-se da coragem”

e) “chorou intensamente até dormir”

Exercício 3

Indique se as orações abaixo apresentam o sentido denotativo (D) ou conotativo


(C).

1. ( ) Meu tio era muito rico e nadava em ouro.

2. ( ) O nadador brasileiro ganhou a medalha de ouro.

3. ( ) Ela tinha um coração de pedra.

4
Linguagem Denotativa e Conotativa

4. ( ) Caiu e machucou a cabeça na pedra.

5. ( ) Engoliu muito sapo no trabalho.

A alternativa correta é:

a) C, C, D, D, C

b) C, D, C, D, C

c) C, C, D, C, D

d) D, C, C, D, D

e) D, D, C, C, D

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Linguagem Denotativa e Conotativa

Gabarito
Exercício 1

Alternativa correta: d) Ele foi muito doce e atencioso comigo.

O sentido figurado, chamado também de sentido conotativo, abarca o sentido


subjetivo da palavra. Assim o termo “doce” não está sendo empregado em seu
sentido literal, ou seja, algo que é açucarado. Nesse caso, está sendo utilizado para
indicar alguém que é tranquilo, que age com suavidade.

Exercício 2

Alternativa correta: e) “chorou intensamente até dormir”

A oração “chorou intensamente até dormir” é um exemplo de uso do sentido


denotativo, literal e real. Nenhum termo utilizado possui algum sentido subjetivo,
figurado. Ou seja, a pessoa literalmente chorou muito até a hora de dormir.

Nas outras opções, temos:

a) “mar de rosas” é uma expressão que expressa o sentido figurado e significa que
algo é muito bom.

b) “voar alto” significa que os pensamentos de alguém foram de grande pretensão,


ou seja, exagerados.

c) o termo “sangrar” foi utilizado em sentido conotativo, que significa doer muito.

d) a expressão “alimentou-se da coragem” significa que alguém tomou coragem


para enfrentar algum desafio.

Exercício 3

Alternativa correta: b) C, D, C, D, C

1. (Sentido conotativo) Meu tio era muito rico e nadava em ouro. - “nadar em ouro”
é uma expressão utilizada quando a pessoa possui muito dinheiro.

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Linguagem Denotativa e Conotativa

2. (Sentido denotativo) O nadador brasileiro ganhou a medalha de ouro. - oração


no sentido literal.

3. (Sentido conotativo) Ela tinha um coração de pedra. - “coração de pedra” é uma


expressão utilizada quando alguém aparenta não ter sentimentos.

4. (Sentido denotativo) Caiu e machucou a cabeça na pedra. - oração no sentido


literal.

5. (Sentido conotativo) Engoliu muito sapo no trabalho. - “engolir sapo” é uma


expressão utilizada quando alguém sofre acusações, julgamentos e não revida.

7
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Leitura, compreensão e
interpretação de textos

MÉRITO
Apostilas 1
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Compreensão e interpretação de texto são duas ações que estão relacionadas,


uma vez que quando se compreende corretamente um texto e seu propósito
comunicativo chegamos a determinadas conclusões (interpretação).
A compreensão de um texto é a análise e decodificação do que está realmente
escrito, seja das frases ou das ideias presentes.

Já a interpretação de texto, está ligada às conclusões que podemos chegar ao


conectar as ideias do texto com a realidade. É o entendimento subjetivo que o
leitor teve sobre o texto.

É possível compreender um texto sem interpretá-lo, porém não é possível


interpretá-lo sem compreendê-lo.

Compreensão de texto

A compreensão de texto significa decodificá-lo para entender o que foi dito. É a


análise objetiva e a assimilação das palavras e ideias presentes no texto.

As expressões que geralmente se relacionam com a compreensão são:

• Segundo o texto…

• De acordo com o autor…

• No texto…

• O texto informa que...

• O autor sugere…

Interpretação de texto

A interpretação do texto é o que podemos concluir sobre ele, após estabelecer


conexões entre o que está escrito e a realidade. São as conclusões que podemos

2
Leitura, compreensão e interpretação de textos

tirar com base nas ideias do autor. Essa análise ocorre de modo subjetivo e está
relacionada com a dedução do leitor.

Na interpretação de texto, as expressões geralmente utilizadas são:

• Diante do que foi exposto, podemos concluir…

• Infere-se do texto que…

• O texto nos permite deduzir que…

• Conclui-se do texto que...

• O texto possibilita o entendimento de...

Item Compreensão Interpretação


Análise objetiva do conteúdo,
A conclusão subjetiva do texto. É o que o leitor entende
Definição compreendendo frases, ideias e
que o texto quis dizer.
dados presentes no texto.
As informações necessárias estão A informação vai além do que está no texto, embora
Informação
dispostas no texto. tenha uma relação direta com ele.
Análise Objetiva. Ligada mais aos fatos. Subjetiva. Pode estar relacionada a uma opinião.

A Importância da Leitura

Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de importância fundamental


para o desenvolvimento da cognição humana. Ambas asseguram o
desenvolvimento do intelecto e da imaginação e conduzem à aquisição de
conhecimentos.

Quando lemos, existem várias conexões no cérebro que nos permitem desenvolver
nosso raciocínio. Além disso, por meio dessa atividade, aprimoramos nosso senso
crítico por meio da capacidade de interpretar.

Nesse sentido, vale lembrar que a “interpretação” dos textos é uma das chaves
básicas da leitura. Afinal, não basta ler ou decodificar códigos de linguagem, é
preciso entender e interpretar essa leitura.

3
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Exercícios

1 - (Enem-2012)

Figura 1: Fonte: www.ivancabral.com.

O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações


visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre
à:

a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para


transmitir a ideia que pretende veicular.

b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.

c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população


pobre e o espaço da população rica.

d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.

e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira


de descanso da família.

4
Leitura, compreensão e interpretação de textos

2. (Enem-2019)

Qual a diferença entre publicidade e propaganda?

Esses dois termos não são sinônimos, embora sejam usados indistintamente no
Brasil. Propaganda é a atividade associada à divulgação de ideias (políticas,
religiosas, partidárias etc.) para influenciar um comportamento. Alguns exemplos
podem ilustrar, como o famoso Tio Sam, criado para incentivar jovens a se alistar
no exército dos EUA; ou imagens criadas para “demonizar” os judeus, espalhadas
na Alemanha pelo regime nazista; ou um pôster promovendo o poderio militar da
China comunista. No Brasil, um exemplo regular de propaganda são as campanhas
políticas em período pré-eleitoral.

Já a publicidade, em sua essência, quer dizer tornar algo público. Com a Revolução
Industrial, a publicidade ganhou um sentido mais comercial e passou a ser uma
ferramenta de comunicação para convencer o público a consumir um produto,
serviço ou marca. Anúncios para venda de carros, bebidas ou roupas são exemplos
de publicidade. VASCONCELOS, Y. Fonte: https://mundoestranho.abril.com.br.

A função sociocomunicativa desse texto é

a) ilustrar como uma famosa figura dos EUA foi criada para incentivar jovens a se
alistar no exército.

b) explicar como é feita a publicidade na forma de anúncios para venda de carros,


bebidas ou roupas.

c) convencer o público sobre a importância do consumo.

d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.

e) divulgar atividades associadas à disseminação de ideias.

5
Leitura, compreensão e interpretação de textos

Gabarito

1 - (Enem-2012)

Resposta correta: a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão


“rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.

A questão é um bom exemplo de compreensão e interpretação de texto visual.

O humor gerado pela charge advém da polissemia da palavra "rede", ou seja, dos
diferentes significados que ela carrega.

Na cultura indígena, a rede é um objeto utilizado para dormir. Já rede social, termo
que surgiu por meio do avanço da internet, representa espaços virtuais de
interação entre grupos de pessoas ou de empresas.

Uma interpretação que podemos obter com a observação da charge é sobre a


desigualdade social que atinge muitas pessoas as quais não possuem condições
financeiras de ter acesso à internet.

2. (Enem-2019)

Resposta correta: d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.

Essa é uma questão de compreensão e interpretação de um texto escrito.

Depois da leitura atenta do texto, fica claro entender qual sua finalidade:
esclarecer sobre dois conceitos que são utilizados como sinônimos pelo senso
comum.

Assim, trata-se de um tipo de texto explicativo que utiliza alguns exemplos para
ilustrar os conceitos de publicidade e propaganda.

6
Coesão e coerência textual

Coesão e coerência textual

MÉRITO
Apostilas 1
Coesão e coerência textual

Coerência e coesão são mecanismos fundamentais para a produção de texto.


Para que um texto transmita sua mensagem com eficácia, ele deve fazer sentido
para o leitor. Além disso, deve ser harmonioso para que a mensagem flua com
segurança, naturalidade e seja agradável ao ouvido.

Coesão textual
A coesão é resultado da disposição e da correta utilização das palavras que
propiciam a ligação entre frases, períodos e parágrafos de um texto. Ela colabora
com sua organização e ocorre por meio de palavras chamadas de conectivos.
A coesão cria relações entre as partes do texto de modo a guiar o leitor
relativamente a uma sequência de fatos.
Uma mensagem coesa apresenta ligações harmoniosas entre as partes do texto.

Elementos de coesão textual


1- Substituições
Garantem a coesão lexical. Ocorrem quando um termo é substituído por
outro termo ou por uma locução como forma de evitar repetições.
Exemplos:
Coesão correta: Os legumes são importantes para manter uma alimentação
saudável. As frutas também.
Erro de coesão: Os legumes são importantes para manter uma alimentação
saudável. As frutas também são importantes para manter uma alimentação
saudável.
Explicação: "também" substitui "são importantes para manter uma
alimentação saudável".

2
Coesão e coerência textual

2- Conectores
Esses elementos são responsáveis pela coesão interfrásica do texto. Criam
relações de dependência entre os termos e geralmente são representados
por preposições, conjunções, advérbios, etc.
Exemplos:
Coesão correta: Elas gostam de jogar bola e de dançar.
Erro de coesão: Elas gostam de jogar bola. Elas gostam de dançar.
Explicação: sem o conectivo "e", teríamos uma sequência repetitiva.

3- Referências e reiterações
Nesse tipo de coesão, um termo é usado para se referir a outro, para reiterar
algo dito anteriormente ou quando uma palavra é substituída por outra com
ligação de significados.
Coesão correta: Hoje é aniversário da minha vizinha. Ela está fazendo 35
anos.
Erro de coesão: Hoje é aniversário da minha vizinha. Minha vizinha está
fazendo 35 anos.
Explicação: observe que o pronome "ela" faz referência à vizinha.

4- Correlação verbal
É a utilização dos verbos nos tempos verbais corretos. Esse tipo de coesão
garante que o texto siga uma sequência lógica de acontecimentos.
Coesão correta: Se eu soubesse eu te avisaria.
Erro de coesão: Se eu soubesse eu te avisarei.
Explicação: note que "soubesse" é uma flexão do verbo "saber" no pretérito
imperfeito do subjuntivo e isso indica uma situação condicional que poderia
dar origem a uma outra ação.

3
Coesão e coerência textual

Para a frase fazer sentido, o verbo "avisar" tem de estar conjugado no futuro do
pretérito para indicar um fato que poderia ter acontecido se uma ação no passado
tivesse se concretizado.

Coerência textual
A coerência textual está diretamente relacionada com a significância e com a
interpretabilidade de um texto.
A mensagem de um texto é coerente quando ela faz sentido e é comunicada de
forma harmoniosa, de forma que haja uma relação lógica entre as ideias
apresentadas, onde umas complementem as outras.

Conceitos da coerência textual


1- Princípio da não contradição
Não pode haver contradições de ideias entre diferentes partes do texto.
Coerência correta: Ele só compra leite de soja pois é intolerante à lactose.
Erro de coerência: Ele só compra leite de vaca pois é intolerante à lactose.
Explicação: quem é intolerante à lactose não pode consumir leite de vaca.
Por esse motivo, o segundo exemplo constitui um erro de coerência; não faz
sentido.

2- Princípio da não tautologia


Ainda que sejam expressas através do uso de diferentes palavras, as ideias
não devem ser repetidas, pois isso compromete a compreensão da
mensagem a ser emitida e muitas vezes a torna redundante.
Coerência correta: Visitei Roma há cinco anos.
Erro de coerência: Visitei Roma há cinco anos atrás.
Explicação: "há" já indica que a ação ocorreu no passado. O uso da palavra
"atrás" também indica que a ação ocorreu no passado, mas não acrescenta
nenhum valor e torna a frase redundante.

4
Coesão e coerência textual

3- Princípio da relevância
As ideias devem estar relacionadas entre si, não devem ser fragmentadas e
devem ser necessárias ao sentido da mensagem.
O ordenamento das ideias deve ser correto, pois, caso contrário, mesmo que
elas apresentem sentido quando analisadas isoladamente, a compreensão do
texto como um todo pode ficar comprometida.
Coerência correta: O homem estava com muita fome, mas não tinha dinheiro
na carteira e por isso foi ao banco e sacou uma determinada quantia para
utilizar. Em seguida, foi a um restaurante e almoçou.
Erro de coerência: O homem estava com muita fome, mas não tinha dinheiro
na carteira. Foi a um restaurante almoçar e em seguida foi ao banco e sacou
uma determinada quantia para utilizar.
Explicação: observe que, embora as frases façam sentido isoladamente, a
ordem de apresentação da informação torna a mensagem confusa. Se o
homem não tinha dinheiro, não faz sentido que primeiro ele tenha ido ao
restaurante e só depois tenha ido sacar dinheiro.

4- Continuidade temática
Esse conceito garante que o texto tenha seguimento dentro de um mesmo
assunto. Quando acontece uma falha na continuidade temática, o leitor fica
com a sensação de que o assunto foi mudado repentinamente.
Coerência correta: "Tive muita dificuldade até acertar o curso que queria
fazer. Primeiro fui fazer um curso de informática... A meio do semestre
troquei para um curso de desenho e por fim acabei me matriculando aqui no
curso de inglês. Foi confuso assim também para você?"
"Na verdade foi fácil pois eu já tinha decidido há algum tempo que assim que
tivesse a oportunidade de pagar um curso, faria um de inglês."
Erro de coerência: "Tive muita dificuldade até acertar o curso que queria
fazer. Primeiro fui fazer um curso de informática... A meio do semestre
troquei para um curso de desenho e por fim acabei me matriculando aqui no
curso de inglês. Foi confuso assim também para você?"

5
Coesão e coerência textual

"Quando eu me matriculei aqui no curso, eu procurei me informar sobre a


metodologia, o tipo de recursos usados, etc. e acabei decidindo rapidamente
por este curso."
Explicação: note que no último exemplo, o segundo interlocutor acaba por
não responder exatamente ao que foi perguntado.
O primeiro interlocutor pergunta se ele também teve dificuldades de decidir
que tipo de curso fazer e a resposta foi sobre características que ele teve em
conta ao optar pelo curso de inglês onde se matriculou.
Apesar de ter falado de um curso, houve uma alteração de assunto.

5- Progressão semântica
É a garantia da inserção de novas informações no texto, para dar seguimento
a um todo. Quando isso não ocorre, o leitor fica com a sensação de que o
texto é muito longo e que nunca chega ao objetivo final da mensagem.
Coerência correta: Os meninos caminhavam e quando se depararam com o
suspeito apertaram o passo. Ao notarem que estavam sendo perseguidos,
começaram a correr.
Erro de coerência: Os meninos caminhavam e quando se depararam com o
suspeito continuaram caminhando mais um pouco. Passaram por várias
avenidas e ruelas e seguiram sempre em frente. Ao notarem que estavam
sendo perseguidos, continuaram caminhando em direção ao seu destino,
percorreram um longo caminho...
Explicação: note que a frase onde a coerência está correta apresenta uma
sequência de novas informações que direcionam o leitor à conclusão do
desfecho da frase.
No exemplo seguinte, a frase acaba por se prolongar demais e o receptor da
mensagem fica sem saber, afinal, o que os meninos fizerem.

6
Coesão e coerência textual

Diferença e exemplos
A coesão está mais diretamente ligada a elementos que ajudam a estabelecer uma
ligação entre palavras e frases que unem as diferentes partes de um texto.
A coerência, por sua vez, estabelece uma ligação lógica entre as ideias, de forma
que umas complementem as outras e, juntas, garantam que o texto tenho sentido.
Em outras palavras, a coerência está mais diretamente ligada ao significado da
mensagem.
Apesar de os dois conceitos estarem relacionados, eles são independentes, ou seja,
um não depende do outro para existir.
É possível, por exemplo, uma mensagem ser coesa e incoerente ou coerente e não
apresentar coesão.

Mensagem coerente que não apresenta coesão:


"Para de mexer nessa tinta. Vá já para o banheiro! Não toque em nada. Lave bem as
mãos. Vá para o seu quarto."
Explicação: A mensagem é compreensível, porém não existe uma ligação
harmoniosa entre as ideias. Faltam as ligações entre as frases para que a
mensagem soe natural.

Mensagem coesa e incoerente:


"Aberto todos os dias, exceto sábado."
Explicação: A mensagem tem uma ligação harmoniosa entre as frases, porém não
faz sentido: se existe uma exceção, então o estabelecimento não está aberto todos
os dias.

7
Coesão e coerência textual

Exercícios
1- (Enem - 2013)
Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série
de contágios entre línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe que
disseminou pela Europa, além do vírus propriamente dito, dois vocábulos virais: o
italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um termo derivado do latim
medieval influentia, que significava “influência dos astros sobre os homens”. O
segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper, isto é, “agarrar”. Supõe-se
que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo
infectado.

RODRIGUES. S. Sobre palavras. Veja, São Paulo, 30 nov. 2011.

Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor
reconheça a ligação entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída
predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse. O
fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é:

a) “[...] a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas.”
b) “Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe [...]”.
c) “O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava
‘influência dos astros sobre os homens’.”
d) “O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper [...]”.
e) “Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do
organismo infectado.”

8
Coesão e coerência textual

2- (Enem – 2011)
Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o
risco de infarto, mas também de problemas como morte súbita e derrame. Significa
que manter uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente já
reduz, por si só, as chances de desenvolver vários problemas. Além disso, é
importante para o controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de
glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o estresse e aumentar a capacidade
física, fatores que, somados, reduzem as chances de infarto. Exercitar-se, nesses
casos, com acompanhamento médico e moderação, é altamente recomendável.

ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009.

As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na


construção do sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que

a) a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias.


b) o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste.
c) o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização.
d) o termo “Também” exprime uma justificativa.
e) o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no
sangue”.

9
Coesão e coerência textual

3- Sobre a coesão textual, estão corretas as seguintes proposições:

I. A coesão textual está relacionada com os componentes da superfície textual, ou


seja, as palavras e frases que compõem um texto. Esses componentes devem estar
conectados entre si em uma sequência linear por meio de dependências de ordem
gramatical.

II. A coesão é imaterial e não está na superfície textual. Compreender aquilo que
está escrito dependerá dos níveis de interação entre o leitor, o autor e o texto. Por
esse motivo, um mesmo texto pode apresentar múltiplas interpretações.

III. Por meio do uso adequado dos conectivos e dos mecanismos de coesão,
podemos evitar erros que prejudicam a sintaxe e a construção de sentidos do
texto.

IV. A coesão obedece a três princípios: o princípio da não contradição; princípio da


não tautologia e o princípio da relevância.

V. Entre os mecanismos de coesão estão a referência, a substituição, a elipse, a


conjunção e a coesão lexical.

a) Apenas V está correta.


b) II e IV estão corretas.
c) I, III e V estão corretas.
d) I e III estão corretas.
e) II, IV e V estão corretas.

10
Coesão e coerência textual

Gabarito
1- Alternativa correta: “e”. A forma verbal “fizesse” tem seu sujeito oculto, fazendo
referência ao vocábulo viral grippe, que significa agarrar. Caso o fragmento fosse
reescrito com o sujeito explícito, teríamos: “Supõe-se que o vocábulo grippe
fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo
infectado.”
2- Alternativa correta: “a”. A expressão “Além disso” estabelece coesão, dando
sequência às ideias ditas anteriormente.
3- Alternativa correta: “c”. As proposições II e IV fazem referência à coerência
textual, elemento indispensável para a construção de sentidos de um texto.

11
Tipologia textual

Tipologia textual

MÉRITO
Apostilas 1
Tipologia textual

Tipo textual é a forma como um texto se apresenta. Em outras palavras, tipos


textuais são segmentos de diferentes características que constituem um texto;
segmentos esses que podem ser reconhecidos pelas regularidades no emprego de
determinados recursos linguísticos.

Os tipos textuais podem ser encontrados articulados entre si, ou seja, é possí -
vel encontrar textos pertencentes a determinados gêneros que se compõem de
um ou mais tipos. Por exemplo, podemos nos deparar com contos em que o tipo
textual predominante é o narrativo, mas que também possui o tipo descritivo.

As tipologias mais usadas são: narração, descrição, dissertação (ou exposi -


ção), argumentação, informação e injunção. É importante que não se confunda
tipo textual com gênero textual.

Gêneros textuais são modelos de texto que circulam na vida social, pois aten -
dem às necessidades comunicativas da humanidade, se renovando ao longo do
tempo e podendo surgir novos gêneros a qualquer instante. Os tipos textuais, por
sua vez, "são atitudes enunciativas que acarretam modos característicos de em-
prego dos recursos linguísticos presentes em um texto ou sequência de texto."
(VAL, 2007, p.20).

Tipologia narrativa (narração)


A narração significa contar uma história, acontecimentos e ações de persona -
gens dentro de um espaço e um tempo determinado.

Através de um enredo (história) é relatado por um narrador os acontecimen -


tos e ações de maneira linear ou não linear.

Assim, se o enredo seguir uma sequência cronológica, trata-se de um enredo


linear. Do contrário, se existir uma mistura entre o passado, o presente e o futuro,
estamos diante de um enredo não linear.

Para facilitar o entendimento, podemos resumir os elementos da narrativa da


seguinte forma:

O quê? - revela a história, o assunto central da trama.

Quem? - são as personagens envolvidas na trama e que podem ser principais


(protagonistas) e secundárias (coadjuvantes).

Quando? - indica o momento em que a história se passa.

2
Tipologia textual

Onde? - representa o local (espaço) onde a narrativa ocorre, que podem ser
ambientes físicos ou psicológicos.

Por quem? - aquele que conta a história é o narrador (foco narrativo). Ele
pode fazer parte da história (narrador personagem) ou não participar dela (narra -
dor observador ou narrador onisciente).

Características da tipologia narrativa

- revela a sequência de acontecimentos de uma história;

- os fatos e as ações são relatados por um narrador (foco narrativo) que parti -
cipa ou não da trama;

- presença de personagens principais (protagonistas), que aparecem com mai -


or frequência e são mais importantes na história, e personagens secundários (co -
adjuvantes);

- marcação de tempo (tempo cronológico) através de datas e momentos his -


tóricos, ou o tempo individual de cada personagem (tempo psicológico);

- indicação do local onde se desenvolve a história e que podem ser físicos (re -
ais ou imaginários) ou psicológicos (na mente das personagens).

Exemplos de textos da tipologia narrativa

Os principais exemplos de textos narrativos são:

- crônicas

- contos

- romances

- fábulas

- novelas

Esses tipos de narração contém todos os elementos da narrativa: um enredo


contado por alguém (narrador), um espaço e um tempo definido, além de incluir
personagens na trama.

3
Tipologia textual

Tipologia descritiva (descrição)


A descrição representa o ato de descrever algo e que pode ser uma pessoa,
um objeto, uma paisagem, um local.

Quando utilizamos a tipologia descritiva, buscamos apresentar as principais


características de algo, e isso pode ser feito de duas maneiras: descrição objetiva
e descrição subjetiva.

Na descrição objetiva não há um juízo de valor, uma opinião, ou mesmo im -


pressões subjetivas sobre o que está sendo observado. A imparcialidade (visão
neutra) é uma das principais características desse tipo de descrição. Ela busca
apontar de maneira muito realista e verossímil os atributos de algo (alto, baixo,
claro, escuro, longo, curto).

Já na descrição subjetiva, a opinião, as apreciações e as emoções de quem


está descrevendo aparece de forma muito nítida, que pode surgir pelo uso de mui-
tos adjetivos. Nesse caso, o objetivo é valorizar a forma do texto com o intuito de
influenciar os leitores através de um juízo de valor sobre o que está sendo obser -
vado.

Exemplos das descrições objetiva e subjetiva:

Descrição objetiva: A Basílica de São Marcos, localizada em Veneza, é reple-


ta de mosaicos. (não há uma opinião sobre o que está sendo observado)

Descrição subjetiva: A deslumbrante Basílica de São Marcos, localizada em


Veneza, é repleta de belíssimos mosaicos. (pelo uso dos adjetivos, nota-se as im -
pressões do autor)

Características da tipologia descritiva

- aponta os principais atributos e aspectos de algo;

- realiza um retrato verbal sobre algo;

- valoriza os detalhes, os pormenores e as minúcias;

- utiliza muitos adjetivos para detalhar o objeto descrito;

- usa verbos de ligação (ser, estar, parecer) para demostrar o objeto descrito;

- presença de verbos no pretérito imperfeito e no presente do indicativo para


descrever cenas;

4
Tipologia textual

- recorre às metáforas e comparações que permitem uma melhor imagem


mental do que está sendo descrito.

Exemplos de textos da tipologia descritiva

Os principais exemplos de textos descritivos são:

- manuais de instruções

- retratos falados

- diários

- notícias

- biografias

Todos eles são textos descritivos, em que há um retrato verbal realizado pelo
autor (emissor).

Tipologia dissertativa (dissertação)


A dissertação é, de maneira geral, um tipo textual opinativo e argumentativo.
Além disso, pode ser persuasivo, já que tem como intuito defender uma ideia ou
um conceito sobre determinado assunto através de argumentações pautadas em
dados, estatísticas e exemplos concretos.

Os autores que fazem uso dessa tipologia textual, pretendem convencer seus
leitores a partir de suas opiniões e juízos de valor fundamentados em pesquisas
que realizaram ou em conhecimentos que possuem sobre o tema.

Vale ressaltar que a opinião deve ser apresentada na terceira pessoa do plural
(nós, eles) e não na primeira pessoa do singular (eu).

Embora em sua maioria os textos dissertativos sejam argumentativos, há


também outra subcategoria denominada de textos dissertativos-expositivos. Nes -
se caso, as ideias, conclusões e conceitos apresentados são expostos de maneira
neutra e imparcial, sem que o autor se posicione mostrando sua opinião.

5
Tipologia textual

Características da tipologia dissertativa

- textos escritos na terceira pessoa do plural (nós, eles);

- presença de apreciações, opiniões e juízos de valor do autor do texto;

- foco na formação da opinião do leitor, persuadindo-o;

- uso da norma culta (linguagem formal);

- recorre à coerência e à coesão para criar uma argumentação lógica e bem


conectada pelos elementos coesivos;

- utilização de dados, exemplos e estatísticas de outras pesquisas para corro -


borar suas ideias;

- explicações fundamentadas em outros autores, por exemplo, para a defesa


do tema com mais propriedade.

Exemplos de textos da tipologia dissertativa

Os principais exemplos da textos dissertativos são:

- artigos

- monografias

- resenhas

- ensaios

- editoriais

Todos eles são escritos com uma linguagem formal e pretendem apresentar
(textos dissertativos-expositivos) ou defender uma ideia sobre determinado assun-
to, convencendo o leitor (textos dissertativos-argumentativos).

6
Tipologia textual

Tipologia expositiva (exposição)


A exposição é um tipo textual que apresenta informações sobre determinado
assunto. Diferente dos textos argumentativos, que utiliza opiniões e juízos de va -
lor para defender uma ideia, essa tipologia foca em reunir informações e apresen -
tar de maneira coerente e imparcial, sem opiniões que convençam o leitor.

Esse tipo textual pode ser produzido de duas maneiras: textualmente (através
de um texto) ou oralmente (através da fala).

Para entender melhor, vamos pensar no seminário da escola em que as duas


modalidades da tipologia expositiva são utilizadas (escrita e oral). A apresentação
projetada no PowerPoint é um texto expositivo escrito, e a explicação do tema pe -
los alunos é feita através da fala das pessoas, configurando um texto expositivo
oral.

Características da tipologia expositiva

- textos escritos ou orais sem opiniões do autor;

- uso de uma linguagem clara e direta;

- produções textuais informativas e objetivas, sem juízo de valor;

- uso de informações, dados e referências para expor o tema;

- recorre à conceituação e definição para explicar os temas;

- utiliza comparações e enumerações para facilitar o entendimento.

Exemplos de textos da tipologia expositiva

Os principais exemplos de textos expositivos são:

- palestras

- entrevistas

- seminários

- verbetes de dicionários

- verbetes enciclopédicos

7
Tipologia textual

Todos eles apresentam informações objetivas, ou seja, isentas de subjetivida-


des e duplas interpretações.

Tipologia injuntiva (injunção)


A injunção é um tipo textual que pretende instruir ou ensinar alguém a fazer
algo, por isso, apresenta uma sucessão de informações que podem estar organiza -
das em pequenos parágrafos ou numerada em passos. A ideia central é levar a
uma ação por parte do receptor (ou leitor) que recebe a mensagem.

Esses textos precisam ser claros e objetivos para não gerar dúvidas ou duplas
interpretações em quem está lendo. Pense, por exemplo, no manual de instruções
de um móvel. O objetivo é indicar um passo a passo de tudo o que deve ser feito,
como deve ser feito e quais ferramentas serão necessárias para realizar essa tare-
fa.

Características da tipologia injuntiva

- visam instruir ou ensinar algo à alguém;

- foco na explicação e no método para a realização de algo;

- textos objetivos, sem espaço para outras interpretações;

- uso da linguagem simples e objetiva, e, por vezes, técnica;

- presença da linguagem formal, baseada na norma culta;

- utilização de verbos no imperativo, que denotam ordem.

Exemplos de textos da tipologia injuntiva

Os principais exemplos de textos injuntivos são:

- propagandas

- manuais de instruções

- bulas de remédios

- receitas culinárias

8
Tipologia textual

- regulamentos

A grande semelhança entre eles é que todos oferecem instruções, dando in -


formações e indicações sobre algum procedimento.

Diferença entre tipologia textual e gêneros textuais

As tipologias textuais são textos orais ou escritos que possuem uma estrutura
fixa e objetivos bem definidos: relatar um acontecimento, descrever uma pessoa,
defender ou apresentar uma ideia, ensinar a fazer algo. Elas são classificadas em
cinco tipos: narração, descrição, dissertação, exposição e injunção.

Já os gêneros textuais são textos orais ou escritos mais específicos determina -


dos pela intenção comunicativa e o contexto em que são utilizados. Considerando
as principais características e estrutura das tipologias existentes, eles surgem dos
cinco tipos de texto.

- Exemplos de gêneros textuais narrativos: romance, conta e novela.

- Exemplos de gêneros textuais descritivos: biografia, cardápio e notícia.

- Exemplos de gêneros textuais dissertativos: monografia, artigo e resenha.

- Exemplos de gêneros textuais expositivos: seminário, palestra e entrevista.

- Exemplos de gêneros textuais injuntivos: receitas, propagandas e manuais.

Para entender melhor essa diferenciação, veja um exemplo:

“Receita de bolo de nozes

Ingredientes:

3 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de óleo

1/5 xícara de leite

3 ovos

1 colher de chá de fermento

9
Tipologia textual

1 xícara de nozes picadas”

Modo de preparo: bata todos os ingredientes no liquidificador por 3 minutos


na velocidade máxima. Unte uma forma retangular com manteiga e farinha, e
leve ao forno aquecido a 180.º por 30 minutos.”

De acordo com o exemplo acima, temos:

- Tipologia textual utilizada: injunção

- Gênero textual utilizado: receita culinária

10
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA


PARA CONCURSOS

MÉRITO
Apostilas 1
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

Anexo / Anexa
Errado: Seguem anexo os documentos solicitados.

Certo: Seguem anexos os documentos solicitados.

Por quê? Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o


substantivo a que se refere. Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em
anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição.

“Em vez de” / “ao invés de”


Errado: Ao invés de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reu -
nião.

Certo: Em vez de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.

Por quê? Em vez de é usado como substituição. Ao invés de é usado como


oposição. Ex: Subimos, ao invés de descer.

“Esquecer” / “Esquecer-se de”


Errado: Eu esqueci da reunião.

Certo: Há duas formas: Eu me esqueci da reunião. Ou Eu esqueci a reunião.

Por quê? O verbo esquecer só é usado com a preposição de (de – da – do)


quando vier acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos).

“Faz” / “Fazem”
Errado: Fazem dois meses que trabalho nesta empresa.

Certo: Faz dois meses que trabalho nesta empresa.

Por quê? No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” é impessoal, ou


seja, só é usado no singular. Em outros sentidos, concorda com o sujeito. Ex: Eles
fizeram um bom trabalho.

2
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Ao encontro de"/ “De encontro a”


Errado: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio de en-
contro ao que desejavam.

Certo: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio ao en -


contro do que desejavam.

Por quê? “Ao encontro de” dá ideia de harmonia e “De encontro a” dá ideia
de oposição. No exemplo acima, os diretores só podem ficar satisfeitos se a atitu -
de vier ao encontro do que desejam.

A par / ao par
Errado: Ele já está ao par do ocorrido.

Certo: Ele já está a par do ocorrido.

Por quê? No sentido de estar ciente, o correto é “a par”. Use “ao par” so -
mente para equivalência cambial. Ex: “Há muito tempo, o dólar e o real estiveram
quase ao par.”

“Quite” / “quites”
Errado: O contribuinte está quites com a Receita Federal.

Certo: O contribuinte está quite com a Receita Federal.

Por quê? “Quite” deve concordar com o substantivo a que se refere.

“Media” / “Medeia”
Errado: Ele sempre media os debates.

Certo: Ele sempre medeia os debates.

Por quê? Há quatro verbos irregulares com final –iar: mediar, ansiar, incendi -
ar e odiar. Todos se conjugam como “odiar”: medeio, anseio, incendeio e odeio.

3
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Através” / “por meio”


Errado: Os senadores sugerem que, através de lei complementar, os convê -
nios sejam firmados com os estados.

Certo: Os senadores sugerem que, por meio de lei complementar, os convê -


nios sejam firmados com os estados.

Por quê? Por meio significa “por intermédio”. Através de, por outro lado, ex-
pressa a ideia de atravessar. Ex: Olhava através da janela.

“Ao meu ver” / “A meu ver”


Errado: Ao meu ver, o evento foi um sucesso.

Certo: A meu ver, o evento foi um sucesso.

Por quê? “Ao meu ver” não existe.

“A princípio” / “Em princípio”


Errado: Achamos, em princípio, que ele estava falando a verdade.

Certo: Achamos, a princípio, que ele estava falando a verdade.

Por quê? A princípio equivale a “no início”. Em princípio significa “em tese”.
Ex: Em princípio, todo homem é igual perante a lei.

“Senão” / “Se não”


Errado: Nada fazia se não reclamar.

Certo: Nada fazia senão reclamar.

Por quê? Senão significa “a não ser”, “caso contrário”. Se não é usado nas
orações subordinadas condicionais. Ex: Se não chover, poderemos sair.

4
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Onde” / “Aonde”
Errado: Aonde coloquei minhas chaves?

Certo: Onde coloquei minhas chaves?

Por quê? Onde se refere a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. In -
dica permanência. Aonde se refere ao lugar para onde alguém ou alguma coisa
vai. Indica movimento. Ex: Ainda não sabemos aonde iremos.

“Visar” / “Visar a”
Errado: Ele visava o cargo de gerente.

Certo: Ele visava ao cargo de gerente.

Por quê? O verbo visar, no sentido de almejar, pede a preposição a. Obs:


Quando anteceder um verbo, dispensa-se a preposição a. Ex: Elas visavam viajar
para o exterior.

A /" há "
Errado: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.

Certo: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.

Por quê? Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. O a, como ex -
pressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância. Exs: Falarei com o di -
retor daqui a cinco dias. Ele mora a duas horas do escritório.

“Aceita-se” / “Aceitam-se”
Errado: Aceita-se encomendas para festas.

Certo: Aceitam-se encomendas para festas.

Por quê? A presença da partícula apassivadora “se” exige que o verbo transi -
tivo direto concorde com o sujeito.

5
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Precisa-se” / “Precisam-se”
Errado:Precisam-se de estagiários.

Certo: Precisa-se de estagiários.

Por quê? Nesse caso, a partícula “se” tem a função de tornar o sujeito inde-
terminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece no singular.

“Há dois anos” / “Há dois anos atrás”


Errado: Há dois anos atrás, iniciei meu mestrado.

Certo: Há duas formas corretas: “Há dois anos, iniciei meu mestrado” ou
“Dois anos atrás, iniciei meu mestrado.”

Por quê? É redundante dizer “Há dois anos atrás”.

“Implicar” / “Implicar com” / “Implicar em”


Errado: O acidente implicou em várias vítimas.

Certo: O acidente implicou várias vítimas.

Por quê? No sentido de acarretar, o verbo implicar não admite preposição.


No sentido de ter implicância, a preposição exigida é com. Quando se refere a
comprometimento, deve-se usar a preposição em. Exs: Ele sempre implicava com
os filhos. Ela implicou-se nos estudos e passou no concurso.

“Retificar” / “Ratificar”
Errado: Estávamos corretos. Os fatos retificaram nossas previsões.

Certo: Estávamos corretos. Os fatos ratificaram nossas previsões.

Por quê? Ratificar significa confirmar, comprovar. Retificar refere-se ao ato


de corrigir, emendar. Ex: Vou retificar os dados da empresa.

6
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Somos” / “Somos em”


Errado: Somos em cinco auditores na empresa.

Certo: Somos cinco auditores na empresa.

Por quê? Não se deve empregar a preposição “em” nessa expressão.

“Entre eu e você” / “Entre mim e você”


Errado: Não há nada entre eu e você, só amizade.

Certo: Não há nada entre mim e você, só amizade.

Por quê? Eu é pronome pessoal do caso reto e só pode ser usado na função
de sujeito, ou seja, antes de um verbo no infinitivo, como no caso: “Não há nada
entre eu pagar e você usufruir também.”

“A fim” / “Afim”
Errado: Nós viemos afim de discutir o projeto.

Certo: Nós viemos a fim de discutir o projeto.

Por quê? A locução a fim de indica ideia de finalidade. Afim é um adjetivo e


significa semelhança. Ex: Eles têm ideias afins.

“Despercebido” / “Desapercebido”
Errado: As mudanças passaram desapercebidas.

Certo: As mudanças passaram despercebidas.

Por quê? Despercebido significa sem atenção. Desapercebido significa des-


provido, desprevenido. Ex: Ele estava totalmente desapercebido de dinheiro.

7
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Tem” / “Têm”
Errado: Eles tem feito o que podem nesta empresa.

Certo: Eles têm feito o que podem nesta empresa.

Por quê? Tem refere-se à 3ª pessoa do singular do verbo “ter” no Presente do


Indicativo. Têm refere-se ao mesmo tempo verbal, porém na 3ª pessoa do plural.

“Chegar em” / “Chegar a”


Errado: Os atletas chegaram em Curitiba na noite passada.

Certo: Os atletas chegaram a Curitiba na noite passada.

Por quê? Verbos de movimento exigem a preposição ª

“Prefiro... Do que” / “Prefiro... A”

Errado: Prefiro carne branca do que carne vermelha.

Certo: Prefiro carne branca a carne vermelha.

Por quê? A regência do verbo preferir é a seguinte: “Preferir algo a alguma


outra coisa.”

“De mais” / “demais”


Errado: Você trabalha de mais!

Certo: Você trabalha demais!

Por quê? Demais significa excessivamente; também pode significar “os ou-
tros”. De mais opõe-se a “de menos”. Ex: Alguns possuem regalias de mais; ou -
tros de menos.

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DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Fim de semana” / “final de semana”


Errado: Bom final de semana!

Certo: Bom fim de semana!

Por quê? Fim é o contrário de início. Final é o contrário de inicial. Portanto:


fim de semana; fim de jogo; parte final.

“Existe” / “Existem”
Errado: Existe muitos problemas nesta empresa.

Certo: Existem muitos problemas nesta empresa.

Por quê? O verbo existir admite plural, diferentemente do verbo haver, que é
impessoal.

“Assistir o” / “Assistir ao”


Errado: Ele assistiu o filme “A teoria do nada”.

Certo: Ele assistiu ao filme “A teoria do nada”.

Por quê? O verbo assistir, no sentido de ver, exige a preposição a.

“Responder o” / “Responde ao”


Errado: Ele não respondeu o meu e-mail.

Certo: Ele não respondeu ao meu e-mail.

Por quê? A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta a al -


guém, é sempre indireta, ou seja, exige a preposição a.

9
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Tão pouco” / “Tampouco”


Errado: Não compareceu ao trabalho, tão pouco justificou sua ausência.

Certo: Não compareceu ao trabalho, tampouco justificou sua ausência.

Por quê? Tampouco corresponde a “também não”, “nem sequer”. Tão pouco
corresponde a “muito pouco”. Ex: Trabalhamos muito e ganhamos tão pouco”.

“A nível de” / “Em nível de”


Errado: A pesquisa será realizada a nível de direção.

Certo: A pesquisa será realizada em nível de direção.

Por quê? A expressão “Em nível de” deve ser usada quando se refere a “âm-
bito”. O uso de “a nível de” significa “à mesma altura”. Ex: Estava ao nível do
mar.

“Chego” / “Chegado”
Errado: O candidato havia chego atrasado para a entrevista.

Certo: O candidato havia chegado atrasado para a entrevista.

Por quê? Embora alguns verbos tenham dupla forma de particípio (Exs: im-
primido/impresso, frito/fritado, acendido/aceso), o único particípio do verbo che -
gar é chegado. Chego é 1ª pessoa do Presente do Indicativo. Ex: Eu sempre chego
cedo.

“Meio” / “Meia”
Errado: Ela estava meia nervosa na reunião.

Certo: Ela estava meio nervosa na reunião.

Por quê? No sentido de “um pouco”, a palavra “meio” é invariável. Como nu -


meral, concorda com o substantivo. Ex: Ele comeu meia maçã.

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DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Viagem” / “Viajem”
Errado: Espero que eles viagem amanhã.

Certo: Espero que eles viajem amanhã.

Por quê? Viajem é a flexão do verbo “viajar” no Presente do Subjuntivo e no


Imperativo. Viagem é substantivo. Ex: Fiz uma linda viagem.

“Mal” / “Mau”
Errado: O jogador estava mau posicionado.

Certo: O jogador estava mal posicionado.

Por quê? Mal opõe-se a bem. Mau opõe-se a bom. Assim: mal-humorado,
mal-intencionado, mal-estar, homem mau.

“Na medida em que” / “À medida que”


Errado: É melhor comprar à vista à medida em os juros estão altos.

Certo: É melhor comprar à vista na medida em que os juros estão altos.

Por quê? Na medida em que equivale a “porque”. À medida que estabelece


relação de proporção. Ex: O nível dos jogos melhora à medida que o time fica en-
trosado.

“Para mim” / “Para eu” fazer


Errado: Era para mim fazer a apresentação, mas tive de me ausentar.

Certo: Era para eu fazer a apresentação, mas tive de me ausentar.

Por quê? “Para eu” deve ser usado quando se referir ao sujeito da frase e for
seguido de um verbo no infinitivo.

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DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Mas” / “Mais”
Errado: Gostaria de ter viajado, mais tive um imprevisto.

Certo: Gostaria de ter viajado, mas tive um imprevisto.

Por quê? Mas é conjunção adversativa e significa “porém”. Mais é advérbio


de intensidade. Ex: Adicione mais açúcar se quiser.

“Perca” / “perda”
Errado: Há muita perca de tempo com banalidades.

Certo: Há muita perda de tempo com banalidades.

Por quê? Perca é verbo e perda é substantivo. Exs: Não perca as esperanças!
Essa perda foi irreparável.

“Deu” / “Deram” tantas horas


Errado: Deu dez da noite e ele ainda não chegou.

Certo: Deram dez da noite e ele ainda não chegou.

Por quê? Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas. Porém, se
houver sujeito, deve-se fazer a concordância: “O sino bateu dez horas.”

“Traz” / “Trás”
Errado: Ele olhou para traz e viu o vulto.

Certo: Ele olhou para trás e viu o vulto.

Por quê? Trás significa parte posterior. Traz é a conjugação do verbo “trazer”
na 3ª pessoa do singular do Presente do Indicativo. Ex: Ela sempre traz os relató -
rios para a gerência.

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DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Namorar alguém” / “Namorar com alguém”


Errado: Maria namora com Paulo.

Certo: Maria namora Paulo.

Por quê? A regência do verbo namorar não admite preposição.

“Obrigado” / “Obrigada”
Errado: Muito obrigado! – disse a funcionária.Certo: Muito obrigada! – disse a
funcionária.Por quê? Homens devem dizer" obrigado ". Mulheres dizem" obrigada
". A flexão também ocorre no plural: “Muito obrigadas! – disseram as garotas ao
professor.”

“Menos” ou “Menas”
Errado: Os atendentes fizeram menas tarefas hoje.

Certo: Os atendentes fizeram menos tarefas hoje.

Por quê? “Menas” não existe. Mesmo referindo-se a palavras femininas, use
sempre menos. Ex: Havia menos pessoas naquele departamento.

“Descriminar” / “Discriminar”
Errado: Os produtos estão descriminados na nota fiscal.

Certo: Os produtos estão discriminados na nota fiscal.

Por quê? Discriminar significa separar, diferenciar. Descriminar significa ab-


solver, inocentar. Ex: O juiz descriminou o jovem acusado.

13
DICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS

“Acerca de” / “a cerca de”


Errado: Estavam discutindo a cerca de política.

Certo: Estavam discutindo acerca de política.

Por quê? Acerca de significa “a respeito de”. A cerca de indica aproximação.


Ex: Eu trabalho a cerca de 5 km daqui.

“Meio-dia e meio” / “Meio-dia e meia”


Errado:Nesta empresa, o horário de almoço inicia ao meio-dia e meio.

Certo: Nesta empresa, o horário de almoço inicia ao meio-dia e meia.

Por quê? O correto é meio-dia e meia, pois o numeral fracionário concorda


em gênero com a palavra hora.

Referências
50 dicas de português <https://qualconcurso.jusbrasil.com.br/noticias/
240966218/confira-50-dicas-de-portugues-para-nao-escorregar-nem-no-trabalho-
nem-na-prova-do-concurso>

14
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

MATEMÁTICA E
RACIOCÍNIO LÓGICO

MÉRITO
Apostilas 1
Números naturais

Números naturais

MÉRITO
Apostilas 1
Números naturais

Os Números Naturais N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12...} são números


inteiros positivos (não-negativos) que se agrupam num conjunto chamado de N,
composto de um número ilimitado de elementos. Se um número é inteiro e
positivo, podemos dizer que é um número natural.

Quando o zero não faz parte do conjunto, é representado com um asterisco ao


lado da letra N e, nesse caso, esse conjunto é denominado de Conjunto dos
Números Naturais Não-Nulos: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9...}.

• Conjunto dos Números Naturais Pares = {0, 2, 4, 6, 8...}

• Conjunto dos Números Naturais Ímpares = {1, 3, 5, 7, 9...}

O conjunto de números naturais é infinito. Todos possuem um antecessor (número


anterior) e um sucessor (número posterior), exceto o número zero (0). Assim:

• o antecessor de 1 é 0 e seu sucessor é o 2;

• o antecessor de 2 é 1 e seu sucessor é o 3;

• o antecessor de 3 é 2 e seu sucessor é o 4;

• o antecessor de 4 é 3 e seu sucessor é o 5.

Cada elemento é igual ao número antecessor mais um, exceptuando-se o zero.


Assim, podemos notar que:

• o número 1 é igual ao anterior (0) + 1 = 1;

• o número 2 é igual ao anterior (1) + 1 = 2;

• o número 3 é igual ao anterior (2) + 1 = 3;

• o número 4 é igual ao anterior (3) + 1 = 4.

2
Números naturais

A função dos números naturais é contar e ordenar. Nesse sentido, vale lembrar
que os homens, antes de inventarem os números, tinham muita dificuldade em
realizar a contagem e ordenação das coisas.

De acordo com a história, essa necessidade começou com a dificuldade


apresentada pelos pastores dos rebanhos em contarem suas ovelhas.

Assim, alguns povos antigos, desde os egípcios, babilônios, utilizaram diversos


métodos, desde acumular pedrinhas ou marcar as ovelhas.

Sucessor

O conjunto dos números naturais é formado apenas por números inteiros e não
contém números repetidos, por isso, é possível escolher, entre dois números
naturais distintos, aquele que é maior e aquele que é menor. Quando um número
natural x é maior do que um número natural y em uma unidade, dizemos que x é
sucessor de y. Assim:

x é sucessor de y se x + 1 = y

Se olharmos na lista dos números naturais, colocada em ordem crescente, o


sucessor de um número natural n é sempre o próximo número à sua direita. Logo:

O sucessor de 7 = 8

O sucessor de 20 = 21

etc.

Todo número natural possui sucessor, assim, o sucessor do zero é 1, o sucessor de


1é2…

3
Números naturais

Essa característica garante que, independentemente do número natural escolhido,


e por maior que ele seja, sempre existirá um número natural uma unidade maior
que ele. Portanto, o conjunto dos números naturais é infinito.

Antecessor

Quando um número natural x é menor que um número natural y em uma unidade,


dizemos que x é o antecessor de y. Assim:

x é antecessor de y se x – 1 = y

Olhando a lista de números naturais em ordem crescente, verificamos que o


antecessor de um número natural n é o número à sua esquerda. Logo:

O antecessor de 7 = 6

O antecessor de 20 = 19

etc.

Nem todo número natural possui antecessor. Na realidade, apenas o zero não
possui, pois ele é o primeiro número natural e também porque 0 – 1 = – 1, que não
é um número natural. Assim sendo, concluímos que o conjunto dos números
naturais é limitado.

É possível que um conjunto seja limitado e infinito ao mesmo tempo. O conjunto


dos números naturais é limitado inferiormente pelo zero, mas ilimitado
superiormente e, por isso, é infinito.

4
Números racionais

Números racionais

MÉRITO
Apostilas 1
Números racionais

Número racional é todo número que pode ser representado como uma fração
irredutível.

Um número racional pode ser representado a partir de uma fração, por isso
existem métodos para transformar números inteiros, números decimais exatos e
dízimas periódicas em frações.

Observe que o conjunto dos números racionais, representado por , contém o


conjunto dos números inteiros, que por sua vez contém o conjunto dos números
naturais, ou seja, .

Figura 1: Representação dos


conjuntos Naturais, Inteiros,
Racionais.

O conjunto dos números racionais pode ser representado por:

Exemplos de Números Racionais

Números Inteiros

Números Decimais Exatos

2
Números racionais

Números Periódicos (Dízimas periódicas)

Não são números racionais:

• As dízimas não periódicas, por exemplo: 4,1239489201…;

• As raízes não exatas, por exemplo: ;

• A raiz quadrada de números negativos, por exemplo: .

Observação: A existência de números não racionais faz com que surjam outros
conjuntos, como o dos números irracionais e o dos números complexos.

Representação dos números racionais


Números inteiros

Existem infinitas possibilidades para a representação de um número inteiro como


uma fração, já que uma fração pode ser representada na forma irredutível ou não.

Decimais exatos

Para transformar um número decimal exato em uma fração, contamos a


quantidade de números que há na sua parte decimal, ou seja, depois da vírgula. Se
houver um número após a vírgula, escreveremos a parte inteira mais a parte
decimal sem a vírgula sobre 10. Se houver dois números na parte decimal sobre
100, na prática, a quantidade de números na parte decimal será a quantidade de
zeros que teremos no denominador. Veja o exemplo:

3
Números racionais

Dízimas periódicas

As dízimas periódicas são números decimais periódicos, ou seja, apresentam um


ou mais algarismos que se repetem na mesma ordem infinitamente. O algarismo
que se repete é chamado de período.

Encontrar a representação fracionária de uma dízima nem sempre é uma tarefa


fácil, o que chamamos de fração geratriz. Para facilitar esse trabalho, foi
observado que, na equação que utilizamos para encontrar a fração geratriz,
existem regularidades, o que permitiu o desenvolvimento de um método prático.

Em primeiro lugar, precisamos entender que existem dois tipos de dízima


periódica, a simples e a composta.

A dízimas são chamadas de simples quando apresentam a parte inteira e após a


vírgula apenas algarismos que se repetem.

São exemplos de dízimas periódicas simples:

0,34343434... → parte inteira igual a 0 e período igual a 34

1,222222... → parte inteira igual a 1 e período igual a 2

234,193193193... → parte inteira igual a 234 e período igual a 193

Já as dízimas periódicas compostas possuem a parte inteira e depois da vírgula


algarismos que não se repetem, além dos algarismos que se repetem.

São exemplos de dízimas compostas:

3,125555... → parte inteira igual a 3, parte não periódica igual a 12 e período


igual a 5.

1,7863333... → parte inteira igual a 1, parte não periódica igual a 786 e período
igual a 3.

11,2350505050... → parte inteira igual a 11, parte não periódica igual a 23 e


período igual a 50.

4
Números racionais

Fração geratriz

Como vimos, as dízimas periódicas são números racionais e para encontrar a


fração geratriz de uma dízima podemos aplicar um método prático.

Se o número for uma dízima simples, devemos colocar no numerador um número


formado pelos algarismos inteiros e o período, menos os algarismos inteiros, sem a
vírgula. Já no denominador, colocamos um número formado por "noves".

A quantidade de "noves" dependerá de quantos algarismos formam o período da


dízima. Por exemplo, na dízima 3,1717... o período é composto por 2 algarismos
(17), assim, o denominador será igual a 99.

Se a dízima for composta, o numerador será encontrado fazendo a subtração do


número formado pelos algarismos da parte inteira, os algarismos que não se
repetem e o período (sem a vírgula) e o número formado pela parte inteira e a que
não se repete, também sem a vírgula.

No denominador, também colocamos tantos noves quanto forem os algarismos do


período, entretanto, temos que adicionar zeros de acordo com o número de
algarismos que não se repetem na parte decimal.

Exemplo:

Encontre a fração geratriz das dízimas indicadas abaixo:

a) 4,5555...

b) 7,38282...

Solução

a) O número 4,555... é uma dízima periódica simples. Neste caso, no denominador


teremos apenas um algarismo nove, pois o seu período apresenta um único
algarismo (5). Assim, fração será igual a:

5
Números racionais

b) Como 7,38282... é uma dízima periódica composta, teremos no denominador o


número 990, pois o período é formado por 2 algarismos (82) e temos apenas 1
algarismo que não se repete na parte decimal (3).

6
Números Reais

Números Reais

MÉRITO
Apostilas 1
Números Reais

Chamamos de Números Reais o conjunto de elementos, representado pela le-


tra maiúscula R, que inclui os:

• Números Naturais (N): N = {0, 1, 2, 3, 4, 5,...}

• Números Inteiros (Z): Z= {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,...}

• Números Racionais (Q): Q = {...,1/2, 3/4, –5/4...}

• Números Irracionais (I): I = {...,√2, √3,√7, 3,141592.…}

Conjunto dos Números Reais

Para representar a união dos conjuntos, utiliza-se a expressão:

R = N U Z U Q U I ou R = Q U I

Onde:

R: Números Reais

N: Números Naturais

U: União

Z: Números Inteiros

Q: Números Racionais

I: Números Irracionais

Ao observar a figura acima, podemos concluir que:

• O conjunto dos números Reais (R) engloba 4 conjuntos de números: Naturais


(N), Inteiros (Z), Racionais (Q) e Irracionais (I)

2
Números Reais

• O conjunto dos números Racionais (Q) é formado pelo conjuntos dos Núme-
ros Naturais (N) e dos Números Inteiros (Z). Por isso, todo Número Inteiro (Z)
é Racional (Q), ou seja, Z está contido em Q.

• O Conjunto dos Números Inteiros (Z) inclui os Números Naturais (N); em ou -


tras palavras, todo número natural é um número inteiro, ou seja, N está con -
tido em Z.

Operações nos números reais

A adição, a subtração, a multiplicação e a divisão são operações fechadas nos


números reais. Isto significa que:

• a soma de dois números reais é um número real;

• a diferença entre dois números reais é um número real;

• o produto entre dois números reais é um número real;

• e o quociente entre dois números reais (com o divisor diferente de zero)


também é um número real.

Reta real

A reta real é uma reta horizontal, orientada no sentido para a direita e é uma
representação gráfica dos números reais.

Marcando um ponto qualquer para indicar a origem da reta, isto é, a posição


do número zero, temos que: ao lado direita da origem estão os números maiores
que zero, isto é, os positivos, e na região esquerda da origem estão os números
negativos:

3
Números Reais

Intervalos reais

Os intervalos reais são subconjuntos da reta real, ou seja, do conjunto dos nú -


meros reais. São eles:

Intervalo fechado: [a,b]={x∈R∣a≤x≤b}:

Intervalo aberto: ]a,b[={x∈R∣a<x<b}:

Intervalo semi-aberto (ou semi-fechado): ]a,b]={x∈R∣a<x≤b}:

[a,b[={x∈R∣a≤x<b}:

Intervalos no infinito:

[a,+∞[={x∈R∣x≥a}:

]a,+∞[={x∈R∣x>a}:

]−∞,b]={x∈R∣x≤b}:

]−∞,b[={x∈R∣x<b}:

4
Operações com números naturais e racionais

Operações com números naturais e


racionais

MÉRITO
Apostilas 1
Operações com números naturais e racionais

Operações com números naturais


Adição

Na adição, a soma de dois números naturais resultará sempre em outro número


natural. Nesta operação teremos “a + b = c”, sendo “a” e “b” as parcelas da soma e
“c” o total da operação.

Por exemplo, 4 + 2 = 6. É importante notar que a ordem dos números não


influenciará no resultado, assim, 2 + 4 = 6.

Já o zero, no conjunto dos números naturais, é chamado de elemento neutro.


Portanto: 5 + 0 = 5 ou 0 + 7 = 7.

Propriedades da Adição

• Fechamento: A adição no conjunto dos números naturais é fechada, pois a


soma de dois números naturais é ainda um número natural. O fato que a
operação de adição é fechada em N é conhecido na literatura do assunto
como: A adição é uma lei de composição interna no conjunto N.

• Associativa: A adição no conjunto dos números naturais é associativa, pois


na adição de três ou mais parcelas de números naturais quaisquer é possível
associar as parcelas de quaisquer modos, ou seja, com três números naturais,
somando o primeiro com o segundo e ao resultado obtido somarmos um
terceiro, obteremos um resultado que é igual à soma do primeiro com a soma
do segundo e o terceiro.

• Elemento neutro: No conjunto dos números naturais, existe o elemento


neutro que é o zero, pois tomando um número natural qualquer e somando
com o elemento neutro (zero), o resultado será o próprio número natural.

• Comutativa: No conjunto dos números naturais, a adição é comutativa, pois


a ordem das parcelas não altera a soma, ou seja, somando a primeira parcela
com a segunda parcela, teremos o mesmo resultado que se somando a
segunda parcela com a primeira parcela.

2
Operações com números naturais e racionais

Subtração

Na subtração, retiramos uma quantidade de outra, e o valor restante dará o


resultado dessa operação, que pode ser representada por “a – b = c”.

É importante ressaltar que o resultado na subtração nem sempre resultará em um


número natural, podendo ele ser negativo, o que não se enquadra na regra dos
números naturais, sempre positivos.

Ademais, na subtração a ordem dos números também influenciará no resultado.

Multiplicação

A multiplicação dos números naturais, assim como na adição, sempre resultará em


um produto de número natural, podendo ser representada por a x b = c.

Esta operação pode ser explicada pela adição de parcelas iguais. Ao invés de
somarmos 5 + 5 + 5 = 15, podemos calcular 5 x 3 = 15.

Da mesma maneira, cinco vezes o número 100, por exemplo, seria o mesmo que
somar 100 + 100 + 100 + 100 + 100.

Na multiplicação, a ordem dos fatores também não afetará o resultado do produto.


Todo número multiplicado pelo zero resultará em zero. E o número 1, nesta
operação, é considerado o elemento neutro, não afetando no resultado do
produto.

Propriedades da multiplicação

• Fechamento: A multiplicação é fechada no conjunto N dos números naturais,


pois realizando o produto de dois ou mais númros naturais, o resultado
estará em N. O fato que a operação de multiplicação é fechada em N é
conhecido na literatura do assunto como: A multiplicação é uma lei de
composição interna no conjunto N.

• Associativa: Na multiplicação, podemos associar 3 ou mais fatores de modos


diferentes, pois se multiplicarmos o primeiro fator com o segundo e depois

3
Operações com números naturais e racionais

multiplicarmos por um terceiro número natural, teremos o mesmo resultado


que multiplicar o terceiro pelo produto do primeiro pelo segundo.

(m.n).p = m.(n.p)

(3.4).5 = 3.(4.5) = 60

• Elemento Neutro: No conjunto dos números naturais existe um elemento


neutro para a multiplicação que é o 1. Qualquer que seja o número natural n,
tem-se que:

1.n = n.1 = n

1.7 = 7.1 = 7

• Comutativa: Quando multiplicamos dois números naturais quaisquer, a


ordem dos fatores não altera o produto, ou seja, multiplicando o primeiro
elemento pelo segundo elemento teremos o mesmo resultado que
multiplicando o segundo elemento pelo primeiro elemento.

m.n = n.m

3.4 = 4.3 = 12

Divisão

A divisão, é uma operação inversa à multiplicação. Nessa operação, repartimos


uma quantidade total em partes iguais. Sendo a ÷ b = c.

O produto deste fracionamento poderá ser um número inteiro, positivo, e,


portanto, um número natural.

Dizemos que uma divisão é exata quando não sobram restos. Se temos 3 laranjas e
elas serão divididas entre três pessoas, cada um ficará com uma laranja, não
sobrando nenhum resto na divisão.

Por outro lado, se temos 4 livros para ser divididos entre 3 crianças, cada uma
ganhará 1 livro, restando ainda um, que será deixado de lado, para que todas as
crianças sejam contempladas igualmente, não favorecendo nenhuma.

4
Operações com números naturais e racionais

No entanto, quando o dividendo for menor do que o divisor, o quociente será um


número decimal, com vírgulas, o que não se enquadra dentro do conjunto dos
números naturais.

Além disso, é preciso reforçar que nesta operação, assim como na subtração, a
ordem dos fatores irá influenciar no resultado do produto. A divisão pelo número 0
é indefinida ou impossível. E a divisão por 1, sempre resultará no próprio
dividendo. Assim:

• 10 ÷ 1 = 10

• 10 ÷ 0 = Impossível

• 10 ÷ 5 = 2 (número natural)

• 5 ÷ 10 = 0,5 (número decimal)

Potenciação de Números Naturais

Para dois números naturais m e n, a expressão mn é um produto de n fatores iguais ao


número m, ou seja:

mn = m . m . m ... m . m
m aparece n vezes
O número que se repete como fator é denominado base que neste caso é m. O
número de vezes que a base se repete é denominado expoente que neste caso é n. O
resultado é denominado potência.
Esta operação não passa de uma multiplicação com fatores iguais, como por exemplo:

23 = 2 × 2 × 2 = 8
43 = 4 × 4 × 4 = 64

5
Operações com números naturais e racionais

Propriedades da Potenciação

1. Uma potência cuja base é igual a 1 e o expoente natural é n, denotada por 1n,
será sempre igual a 1.
Exemplos:

a. 1n = 1×1×...×1 (n vezes) = 1

b. 13 = 1×1×1 = 1

c. 17 = 1×1×1×1×1×1×1 = 1

2. Se n é um número natural não nulo, então temos que no=1. Por exemplo:
(a) nº = 1
(b) 5º = 1
(c) 49º = 1

3. A potência zero elevado a zero, denotada por 0o, é carente de sentido no


contexto do Ensino Fundamental.
4. Qualquer que seja a potência em que a base é o número natural n e o expoente
é igual a 1, denotada por n1, é igual ao próprio n. Por exemplo:
(a) n¹ = n
(b) 5¹ = 5
(c) 64¹ = 64

5. Toda potência 10n é o número formado pelo algarismo 1 seguido de n zeros.


Exemplos:

a. 103 = 1000

b. 108 = 100.000.000

c. 10o = 1

6
Operações com números naturais e racionais

Operações com números racionais


Adição e Subtração

Para simplificar a escrita, transformamos a adição e subtração em somas


algébricas. Eliminamos os parenteses e escrevemos os números um ao lado do
outro, da mesma forma como fazemos com os números inteiros.

Multiplicação e divisão

Na multiplicação de números racionais, devemos multiplicar numerador por


numerador, e denominador por denominador, assim como é mostrado nos
exemplos abaixo:

Na divisão de números racionais, devemos multiplicar a primeira fração pelo


inverso da segunda, como é mostrado no exemplo abaixo:

Potenciação e radiciação

Na potenciação, quando elevamos um número racional a um determinado


expoente, estamos elevando o numerador e o denominador a esse expoente,
conforme os exemplos abaixo:

7
Operações com números naturais e racionais

Na radiciação, quando aplicamos a raiz quadrada a um número racional, estamos


aplicando essa raiz ao numerador e ao denominador, conforme o exemplo abaixo:

8
Teoria dos Conjuntos

Teoria dos Conjuntos

MÉRITO
Apostilas 1
Teoria dos Conjuntos

A teoria dos conjuntos é a teoria matemática capaz de agrupar elementos.

Dessa forma, os elementos (que podem ser qualquer coisa: números, pessoas,
frutas) são indicados por letra minúscula e definidos como um dos componentes
do conjunto.

Exemplo: o elemento “a” ou a pessoa “x”

Assim, enquanto os elementos do conjunto são indicados pela letra minúscu -


la, os conjuntos, são representados por letras maiúsculas e, normalmente, dentro
de chaves ({ }).

Além disso, os elementos são separados por vírgula ou ponto e vírgula, por
exemplo:

A = {a,e,i,o,u}

Diagrama de Euler-Venn

No modelo de Diagrama de Euler-Venn (Diagrama de Venn), os conjuntos são


representados graficamente:

Relação de Pertinência

A relação de pertinência é um conceito muito importante na "Teoria dos Con -


juntos".

Ela indica se o elemento pertence (e) ou não pertence (ɇ) ao determinado


conjunto, por exemplo:

D = {w,x,y,z}

Logo,

w e D (w pertence ao conjunto D)

j ɇ D (j não pertence ao conjunto D)

2
Teoria dos Conjuntos

Relação de Inclusão

A relação de inclusão aponta se tal conjunto está contido (C), não está con-
tido (Ȼ) ou se um conjunto contém o outro (Ɔ), por exemplo:

A = {a,e,i,o,u}

B = {a,e,i,o,u,m,n,o}

C = {p,q,r,s,t}

Logo,

A C B (A está contido em B, ou seja, todos os elementos de A estão em B)

C Ȼ B (C não está contido em B, na medida em que os elementos do conjun -


tos são diferentes)

B Ɔ A (B contém A, donde os elementos de A estão em B)

Conjunto Vazio

O conjunto vazio é o conjunto em que não há elementos; é representado


por duas chaves { } ou pelo símbolo Ø. Note que o conjunto vazio está contido
(C) em todos os conjuntos.

União, Intersecção e Diferença entre Conjuntos

A união dos conjuntos, representada pela letra (U), corresponde a união


dos elementos de dois conjuntos, por exemplo:

A = {a,e,i,o,u}

B = {1,2,3,4}

Logo,

AB = {a,e,i,o,u,1,2,3,4}

3
Teoria dos Conjuntos

A intersecção dos conjuntos, representada pelo símbolo (∩), corresponde


aos elementos em comum de dois conjuntos, por exemplo:

C = {a, b, c, d, e} ∩ D = {b, c, d}

Logo,

CD = {b, c, d}

A diferença entre conjuntos corresponde ao conjunto de elementos que es-


tão no primeiro conjunto, e não aparecem no segundo, por exemplo:

A = {a, b, c, d, e} - B={b, c, d}

Logo,

A-B = {a,e}

Igualdade dos Conjuntos

Na igualdade dos conjuntos, os elementos de dois conjuntos são idênticos,


por exemplo nos conjuntos A e B:

A = {1,2,3,4,5}

B = {3,5,4,1,2}

Logo,

A = B (A igual a B).

4
Teoria dos Conjuntos

Conjuntos Numéricos

Os conjuntos numéricos são formados pelos:

• Números Naturais: N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12...}

• Números Inteiros: Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3...}

• Números Racionais: Q = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,4,5,6...}

• Números Irracionais: I = {..., √2, √3, √7, 3, 141592…}

• Números Reais (R): N (números naturais) + Z (números inteiros) + Q (núme-


ros racionais) + I (números irracionais)

5
Máximo Divisor Comum

Máximo Divisor Comum

MÉRITO
Apostilas 1
Máximo Divisor Comum

O máximo divisor comum (MDC) corresponde ao maior número divisível entre


dois ou mais números inteiros.

Os números divisores são aqueles que ocorrem quando o resto da divisão é igual a
zero. Por exemplo, o número 12 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6 e 12. Se dividirmos esses
números pelo 12 obteremos um resultado exato, sem que haja um resto na divisão.

Quando um número tem apenas dois divisores, ou seja, ele é divisível somente por
1 e por ele mesmo, eles são chamados de números primos.

Todo número natural possui divisores. O menor divisor de um número será sempre
o número 1. Por sua vez, o maior divisor de um número é o próprio número.

O zero (0) não é divisor de nenhum número.

Propriedades do MDC
• Quando fatoramos dois ou mais números, o MDC deles é o produto dos
fatores comuns a eles, por exemplo, o MDC de 12 e 18 é 6;

• Quando temos dois números consecutivos entre si, podemos concluir que
o MDC deles é 1, uma vez que eles serão sempre números primos entre si.
Por exemplo: 25 e 26 (o maior número que divide ambos é o 1);

• Quando temos dois ou mais números e um deles é divisor dos outros,


podemos concluir que ele é o MDC dos números, por exemplo, 3 e 6. (se 3 é
divisor de 6, ele é o MDC de ambos)

Como calcular o MDC


Para calcular o máximo divisor comum (MDC) entre números, devemos realizar a
fatoração por meio da decomposição dos números indicados.

Para exemplificar, vamos calcular através da fatoração o MDC do 20 e 24:

2
Máximo Divisor Comum

Para saber o MDC dos números, devemos olhar à direita da fatoração e ver quais
números dividiram simultaneamente os dois e multiplicá-los.

Pela fatoração podemos concluir que o 4 (2x2) é o maior número que divide ambos
e, portanto, é o máximo divisor comum de 20 e 24.

Exemplo

1. Qual o MDC de 18 e 60?

Pela fatoração de ambos os números, temos:

Ao multiplicar os números que dividem ambos, temos que o MDC de 18 e 60 é 6 (2


x 3).

3
Mínimo múltiplo comum

Mínimo múltiplo comum

MÉRITO
Apostilas 1
Mínimo múltiplo comum

O mínimo múltiplo comum (MMC) corresponde ao menor número inteiro positivo,


diferente de zero, que é múltiplo ao mesmo tempo de dois ou mais números.

Para encontrar os múltiplos de um número, basta multiplicar esse número pela


sequência dos números naturais.

O zero (0) é múltiplo de todos os números naturais e que os múltiplos de um


número são infinitos.

Para saber se um número é múltiplo de um outro, devemos descobrir se um é


divisível pelo outro.

Por exemplo, 25 é múltiplo de 5, pois ele é divisível por 5.

Como Calcular o MMC


O cálculo do MMC, pode ser feito, através da comparação da tabuada desses
números. Por exemplo, vamos descobrir o MMC de 2 e 3. Para isso, vamos
comparar a tabuada de 2 e 3:

O menor múltiplo em comum é o número 6. Portanto, dizemos que o 6 é o mínimo


múltiplo comum (MMC) de 2 e 3.

2
Mínimo múltiplo comum

Essa forma de encontrar o MMC é bem direta, mas quando temos números
maiores ou mais de dois números, não é muito prática.

Para essas situações, o melhor é usar o método da fatoração, ou seja, decompor os


números em fatores primos. Acompanhe, no exemplo abaixo, como calcular o
MMC entre 12 e 45 usando esse método:

nesse processo vamos dividindo os elementos pelos números primos, ou seja,


aqueles números naturais divisíveis por 1 e por ele mesmo: 2, 3, 5, 7, 11, 17, 19...

No final, multiplicam-se os números primos que foram utilizados na fatoração e


encontramos o MMC.

Mínimo Múltiplo Comum e Frações


O mínimo múltiplo comum (MMC) é também muito utilizado em operações com
frações. Sabemos que para somar ou subtrair frações é necessário que os
denominadores sejam iguais.

Assim, calculamos o MMC entre os denominadores, e este passará a ser o novo


denominador das frações.

3
Mínimo múltiplo comum

Vejamos abaixo um exemplo:


2 2
+
5 6

Como os denominadores são diferentes, o primeiro passo é encontrar o MMC


entre 5 e 6. Fatorando, temos:

Agora que já sabemos que o MMC entre 5 e 6 é 30, podemos efetuar a soma,
fazendo as seguintes operações, conforme indicado no diagrama abaixo:

Propriedades do MMC
• Entre dois números primos, o MMC será o produto entre eles.

• Entre dois números em que o maior é divisível pelo menor, o MMC será o
maior deles.

4
Mínimo múltiplo comum

• Ao multiplicar ou dividir dois números por um outro diferente de zero, o


MMC aparece multiplicado ou dividido por esse outro.

• Ao dividir o MMC de dois números pelo máximo divisor comum (MDC)


entre eles, o resultado obtido é igual ao produto de dois números primos
entre si.

• Ao multiplicar o MMC de dois números pelo máximo divisor comum


(MDC) entre eles, o resultado obtido é o produto desses números.

5
Unidades de medida e tempo

Unidades de medida e tempo

MÉRITO
Apostilas 1
Unidades de medida e tempo

As unidades de medida são modelos estabelecidos para medir diferentes


grandezas, tais como comprimento, capacidade, massa, tempo e volume.

O Sistema Internacional de Unidades (SI) define a unidade padrão de cada


grandeza. Baseado no sistema métrico decimal, o SI surgiu da necessidade de
uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

Medidas de Comprimento

Existem várias medidas de comprimento, como por exemplo a jarda, a polegada e o


pé.

No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido


como o comprimento da distância percorrida pela luz no vácuo durante um
intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

Os múltiplos e submúltiplos do metro são: quilômetro (km), hectômetro (hm),


decâmetro (dam), decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).

Medidas de Capacidade

A unidade de medida de capacidade mais utilizada é o litro (l). São ainda usadas o
galão, o barril, o quarto, entre outras.

Os múltiplos e submúltiplos do litro são: quilolitro (kl), hectolitro (hl), decalitro


(dal), decilitro (dl), centilitro (cl), mililitro (ml).

Medidas de Massa

No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um


cilindro de platina e irídio é usado como o padrão universal do quilograma.

As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag),


grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama (mg).

São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça e a tonelada.


Sendo 1 tonelada equivalente a 1000 kg.

2
Unidades de medida e tempo

Medidas de Volume

No SI a unidade de volume é o metro cúbico (m3). Os múltiplos e submúltiplos do


m3 são: quilômetro cúbico (km 3), hectômetro cúbico (hm 3), decâmetro cúbico
(dam3), decímetro cúbico (dm 3), centímetro cúbico (cm 3) e milímetro cúbico (mm 3).

Podemos transformar uma medida de capacidade em volume, pois os líquidos


assumem a forma do recipiente que os contém. Para isso usamos a seguinte
relação:

1 l = 1 dm 3

Tabela de conversão de Medidas

O mesmo método pode ser utilizado para calcular várias grandezas.

Primeiro, vamos desenhar uma tabela e colocar no seu centro as unidades de


medidas bases das grandezas que queremos converter, por exemplo:

• Capacidade: litro (l)

• Comprimento: metro (m)

• Massa: grama (g)

• Volume: metro cúbico (m 3)

Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados submúltiplos. Os
prefixos deci, centi e mili correspondem respectivamente à décima, centésima e
milésima parte da unidade fundamental.

Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e quilo


correspondem respectivamente a dez, cem e mil vezes a unidade fundamental.

Medida
Múltiplos Submúltiplos
Base
quilo (k) hecto (h) deca (da) deci (d) centi (c) mili (m)
quilolitro hectolitro decalitro litro (l) decilitro centilitro mililitro

3
Unidades de medida e tempo

Medida
Múltiplos Submúltiplos
Base
(kl) (hl) (dal) (dl) (cl) (ml)
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
(km) (hm) (dam) (m) (dm) (cm) (ml)
quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama
(kg) (hg) (dag) (g) (dg) (cg) (mg)
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
3
(km ) 3
(hm ) 3
(dam ) (m3) 3
(dm ) 3
(cm ) (mm3)

Exemplo:

1) Quantos mililitros correspondem 35 litros?

Para fazer a transformação pedida, vamos escrever o número na tabela das


medidas de capacidade. Lembrando que a medida pode ser escrita como 35,0
litros. A virgula e o algarismo que está antes dela devem ficar na casa da unidade
de medida dada, que neste caso é o litro.

kl hl dal l dl cl ml
3 5, 0

Depois completamos as demais caixas com zeros até chegar na unidade pedida. A
vírgula ficará sempre atrás do algarismos que estiver na caixa da unidade pedida,
que neste caso é o ml.

kl hl dal l dl cl ml
3 5 0 0 0,

Assim 35 litros correspondem a 35000 ml.

4
Unidades de medida e tempo

Medidas de Tempo

Existem diversas unidades de medida de tempo, por exemplo a hora, o dia, o mês, o
ano, o século. No sistema internacional de medidas a unidades de tempo é o
segundo (s).

O segundo é definido como a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação


correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental
do átomo de césio 133.

Horas, Minutos e Segundos

Muitas vezes necessitamos transformar uma informação que está, por exemplo,
em minuto para segundos, ou em segundos para hora.

Para tal, devemos sempre lembrar que 1 hora tem 60 minutos e que 1 minuto
equivale a 60 segundos. Desta forma, 1 hora corresponde a 3600 segundos.

Assim, para mudar de hora para minuto devemos multiplicar por 60. Por exemplo,
3 horas equivalem a 180 minutos (3 . 60 = 180).

O diagrama abaixo apresenta a operação que devemos fazer para passar de uma
unidade para outra.

Em algumas áreas é necessário usar medidas com precisão maior que o segundo.
Neste caso, usamos seus submúltiplos.

Assim, podemos indicar o tempo decorrido de um evento em décimos, centésimos


ou milésimos de segundos.

Por exemplo, nas competições de natação o tempo de um atleta é medido com


precisão de centésimos de segundo.

5
Unidades de medida e tempo

Outras Unidades de Medidas de Tempo

O intervalo de tempo de uma rotação completa da terra equivale a 24h, que


representa 1 dia.

O mês é o intervalo de tempo correspondente a determinado número de dias. Os


meses de abril, junho, setembro, novembro têm 30 dias.

Já os meses de janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro possuem


31 dias. O mês de fevereiro normalmente têm 28 dias. Contudo, de 4 em 4 anos ele
têm 29 dias.

O ano é o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol.
Normalmente, 1 ano corresponde a 365 dias, no entanto, de 4 em 4 anos o ano têm
366 dias (ano bissexto).

Na tabela abaixo relacionamos algumas dessas unidades:

6
Porcentagem

Porcentagem

MÉRITO
Apostilas 1
Porcentagem

Porcentagem, representada pelo símbolo %, é a divisão de um número qualquer


por 100. A expressão 25%, por exemplo, significa que 25 partes de um todo foram
divididas em 100 partes.

Há três formas de representar uma porcentagem: forma percentual, forma


fracionária e forma decimal. O cálculo do valor representado por uma
porcentagem geralmente é feito a partir de uma multiplicação de frações ou de
números decimais, por isso o domínio das quatro operações é fundamental para a
compreensão de como calcular corretamente uma porcentagem.

Forma percentual

A representação na forma percentual ocorre quando o número é seguido do


símbolo % (por cento).

Exemplos:

5%

0,1%

150%

Forma fracionária

Para realização de cálculos, uma das formas possíveis de representação de uma


porcentagem é a forma fracionária, que pode ser uma fração irredutível ou uma
simples fração sobre o número 100.

Exemplo:

2
Porcentagem

Forma decimal

A forma decimal é uma possibilidade de representação também. Para encontrá-la,


é necessária a realização da divisão.

Exemplo:

A forma decimal de 25% é obtida pela divisão de 25 : 100 = 0,25.

Dica:

Lembrando que a nossa base é decimal, então, ao dividir por 100, basta andar
com a vírgula duas casas para a esquerda.

Exemplos:

Forma percentual para a forma decimal:

30% = 0,30 = 0,3

5% = 0,05

152% = 1,52

Alguns exercícios pedem para fazermos o contrário, ou seja, transformar um


número decimal em porcentagem. Para isso, basta andarmos com a vírgula duas
casas para a direita (aumentando o número) e acrescentar o símbolo %.

Forma decimal para a forma percentual:

0,23 = 23%

0,111 = 11,1%

0,8 = 80%

1,74 = 174 %

3
Porcentagem

Porcentagem Razão Centesimal Número Decimal


1% 1/100 0,01
5% 5/100 0,05
10% 10/100 0,1
120% 120/100 1,2

Como Calcular a Porcentagem

Podemos utilizar diversas formas para calcular a porcentagem. Abaixo


apresentamos três formas distintas:

• regra de três

• transformação da porcentagem em fração com denominador igual a 100

• transformação da porcentagem em número decimal

Devemos escolher a forma mais adequada de acordo com o problema que


queremos resolver.

Exemplos:

1) Calcule 30% de 90

Para usar a regra de três no problema, vamos considerar que 90 corresponde ao


todo, ou seja 100%. O valor que queremos encontrar chamaremos de x. A regra de
três será expressa como:

4
Porcentagem

Para resolver usando frações, primeiro temos que transformar a porcentagem em


uma fração com denominador igual a 100:

Podemos ainda transformar a porcentagem em número decimal:

30% = 0,3

0,3 . 90 = 27

O resultado é o mesmo nas três formas, ou seja 30% de 90 corresponde a 27.

5
Juros Simples e Compostos

Juros Simples e Compostos

MÉRITO
Apostilas 1
Juros Simples e Compostos

Juros simples e compostos

Os juros simples e compostos são cálculos efetuados com o objetivo de corri -


gir os valores envolvidos nas transações financeiras, isto é, a correção que se faz
ao emprestar ou aplicar uma determinada quantia durante um período de tempo.

O valor pago ou resgatado dependerá da taxa cobrada pela operação e do pe -


ríodo que o dinheiro ficará emprestado ou aplicado. Quanto maior a taxa e o tem -
po, maior será este valor.

Nos juros simples a correção é aplicada a cada período e considera apenas


o valor inicial. Nos juros compostos a correção é feita em cima de valores já
corrigidos.

Por isso, os juros compostos também são chamados de juros sobre juros, ou
seja, o valor é corrigido sobre um valor que já foi corrigido.

Sendo assim, para períodos maiores de aplicação ou empréstimo a correção


por juros compostos fará com que o valor final a ser recebido ou pago seja maior
que o valor obtido com juros simples.

A maioria das operações financeiras utiliza a correção pelo sistema de juros


compostos. Os juros simples se restringem as operações de curto período.

2
Juros Simples e Compostos

Juros Simples

Juros simples é um acréscimo calculado sobre o valor inicial de um aplicação


financeira ou de uma compra feita a crédito, por exemplo.

O valor inicial de uma dívida, empréstimo ou investimento é chamado de ca -


pital. A esse valor é aplicada uma correção, chamada de taxa de juros, que é ex -
pressa em porcentagem.

Os juros são calculados considerando o período de tempo em que o capital fi -


cou aplicado ou emprestado.

Um cliente de uma loja pretende comprar uma televisão, que custa 1000 reais
à vista, em 5 parcelas iguais. Sabendo que a loja cobra uma taxa de juros de 6%
ao mês nas compras a prazo, qual o valor de cada parcela e o valor total que o cli -
ente irá pagar?

Quando compramos algo parcelado, os juros determinam o valor final que ire-
mos pagar. Assim, se compramos uma televisão a prazo iremos pagar um valor
corrigido pela taxa cobrada.

Ao parcelamos esse valor em cinco meses, se não houvesse juros, pagaríamos


200 reais por mês (1000 divididos por 5). Mas foi acrescido 6 % a esse valor, en -
tão temos:

Desta forma, teremos um acréscimo de R$ 12 ao mês, ou seja, cada prestação


será de R$ 212. Isso significa que, no final, pagaremos R$ 60 a mais do valor inici-
al. Logo, o valor total da televisão a prazo é de R$1060.

Como Calcular o Juros Simples

J=C.i.t

J: juros

C: capital

i: taxa de juros. Para substituir na fórmula, a taxa deverá estar escrita na for -
ma de número decimal. Para isso, basta dividir o valor dado por 100.

t: tempo. A taxa de juros e o tempo devem se referir à mesma unidade de


tempo.

3
Juros Simples e Compostos

Podemos ainda calcular o montante, que é o valor total recebido ou devido,


ao final do período de tempo. Esse valor é a soma dos juros com valor inicial (ca -
pital).

Sua fórmula será:

M=C+J→M=C+C.i.t

Da equação acima, temos, portanto, a expressão:

M = C . (1 + i . t)

Exercício:

1) Quanto rendeu a quantia de R$ 1200, aplicado a juros simples, com a taxa


de 2% ao mês, no final de 1 ano e 3 meses?

Resolução:

C = 1200

i = 2% ao mês = 0,02

t = 1 ano e 3 meses = 15 meses (tem que transformar em meses para ficar


na mesma unidade de tempo da taxa de juros.

J = C . i . t = 1200 . 0,02 . 15 = 360

Assim, o rendimento no final do período será de R$ 360.

4
Juros Simples e Compostos

Juros Compostos

Os Juros Compostos são calculados levando em conta a atualização do capital,


ou seja, o juro incide não apenas no valor inicial, mas também sobre os juros acu -
mulados (juros sobre juros).

Esse tipo de juros, chamado também de “capitalização acumulada”, é muito


utilizado nas transações comerciais e financeiras (sejam dívidas, empréstimos ou
investimentos).

Exemplo:

Uma aplicação de R$10.000, no regime de juros compostos, é feita por 3 me-


ses a juros de 10% ao mês. Qual o valor que será resgatado ao final do período?

Mês Juros Valor


1 10% de 10000 = 1000 10000 + 1000 = 11000
2 10% de 11000 = 1100 11000 + 1100 = 12100
3 10% de 12100 = 1210 12100 + 1210 = 13310

Note que o juro é calculado usando o valor já corrigido do mês anterior. As -


sim, ao final do período será resgatado o valor de R$13.310,00.

Para compreendermos melhor, é necessário conhecer alguns conceitos utiliza-


dos em matemática financeira. São eles:

Capital: valor inicial de uma dívida, empréstimo ou investimento.

Juros: valor obtido quando aplicamos a taxa sobre o capital.

Taxa de Juros: expressa em porcentagem (%) no período aplicado, que pode


ser dia, mês, bimestre, trimestre ou ano.

Montante: o capital acrescido dos juros, ou seja, Montante = Capital + Juros.

5
Juros Simples e Compostos

Como Calcular os Juros Compostos

Para calcular os juros compostos, utiliza-se a expressão:

M = C (1+i)t

M: montante

C: capital

i: taxa fixa

t: período de tempo

Para substituir na fórmula, a taxa deverá estar escrita na forma de número


decimal. Para isso, basta dividir o valor dado por 100. Além disso, a taxa de juros
e o tempo devem se referir à mesma unidade de tempo.

Se pretendemos calcular somente os juros, aplicamos a seguinte fórmula:

J=M-C

Exemplo:

1) Se um capital de R$500 é aplicado durante 4 meses no sistema de juros


compostos sob uma taxa mensal fixa que produz um montante de R$800, qual
será o valor da taxa mensal de juros?

C = 500

M = 800

t=4

Aplicando na fórmula, temos:

6
Juros Simples e Compostos

Uma vez que a taxa de juros é apresentada na forma de porcentagem, deve -


mos multiplicar o valor encontrado por 100. Assim, o valor da taxa mensal de ju-
ros será de 12,5 % ao mês.

7
Regra de três

Regra de três

MÉRITO
Apostilas 1
Regra de três

A regra de três é um processo matemático para a resolução de muitos problemas


que envolvem duas ou mais grandezas diretamente ou inversamente
proporcionais.

Na regra de três simples, é necessário que três valores sejam apresentados, para
que assim, descubra o quarto valor. A regra de três permite descobrir um valor não
identificado, por meio de outros três.

A regra de três composta, por sua vez, permite descobrir um valor a partir de três
ou mais valores conhecidos.

Grandezas Diretamente Proporcionais


Duas grandezas são diretamente proporcionais quando, o aumento de uma implica
no aumento da outra na mesma proporção.

Grandezas Inversamente Proporcionais


Duas grandezas são inversamente proporcionais quando, o aumento de uma
implica na redução da outra.

Regra de Três Simples


Exemplo 1

Para fazer o bolo de aniversário utilizamos 300 gramas de chocolate. No entanto,


faremos 5 bolos. Qual a quantidade de chocolate que necessitaremos?

Inicialmente, é importante agrupar as grandezas da mesma espécie em duas


colunas, a saber:

1 Bolo 300g
5 Bolos x

2
Regra de três

Nesse caso, x é a nossa incógnita, ou seja, o quarto valor a ser descoberto. Feito
isso, os valores serão multiplicados de cima para baixo no sentido contrário:

1x = 300 . 5

1x = 1500 g

Logo, para fazer os 5 bolos, precisaremos de 1500 g de chocolate ou 1,5 kg.

Trata-se de um problema com grandezas diretamente proporcionais, ou seja,


fazer mais quatro bolos, ao invés de um, aumentará proporcionalmente a
quantidade de chocolate acrescentado nas receitas.

Exemplo 2

Para chegar em São Paulo, Lisa demora 3 horas numa velocidade de 80 km/h.
Assim, quanto tempo seria necessário para realizar o mesmo percurso numa
velocidade de 120 km/h?

Da mesma maneira, agrupa-se os dados correspondentes em duas colunas:

80 km/h 3 horas
120 km/h x

Ao aumentar a velocidade, o tempo do percurso diminuirá e, portanto, tratam-se


de grandezas inversamente proporcionais.

Em outras palavras, o aumento de uma grandeza, implicará na diminuição da outra.


Diante disso, invertemos os termos da coluna para realizar a equação:

120 km/h 3 horas


80 km/h x

120x = 240

x = 240/120

x = 2 horas

3
Regra de três

Logo, para fazer o mesmo trajeto aumentando a velocidade o tempo estimado será
de 2 horas.

Regra de Três Composta


Para ler os 8 livros indicados pela professora para realizar o exame final, o
estudante precisa estudar 6 horas durante 7 dias para atingir sua meta.

Porém, a data do exame foi antecipada e, portanto, ao invés de 7 dias para estudar,
o estudante terá apenas 4 dias. Assim, quantas horas ele terá de estudar por dia,
para se preparar para o exame?

Primeiramente, agruparemos numa tabela, os valores fornecidos acima:

Livros Horas Dias


8 6 7
8 X 4

Ao diminuir o número de dias, será necessário aumentar o número de horas de


estudo para a leitura dos 8 livros.

Portanto, tratam-se de grandezas inversamente proporcionais e, por isso, inverte-


se o valor dos dias para realizar a equação:

Livros Horas Dias


8 6 4
8 X 7

6/x = 8/8 . 4/7

6/x = 32/56 = 4/7

6/x = 4/7

4 x = 42

x = 42/4

4
Regra de três

x = 10,5 horas

Logo, o estudante precisará estudar 10,5 horas por dia, durante os 4 dias, a fim de
realizar a leitura dos 8 livros indicados pela professora.

5
Sistema monetário brasileiro

Sistema monetário
brasileiro

MÉRITO
Apostilas 1
Sistema monetário brasileiro

Um sistema monetário pode ser definido como uma coleção de moedas em


circulação em um país. A primeira moeda do Brasil foi uma moeda mercadoria, e
por muito tempo o comércio se deu por meio da troca de mercadorias, e isso con -
tinuou mesmo após a introdução da moeda metálica, sendo assim o início do Sis -
tema Monetário Nacional.

As primeiras moedas metálicas, como ouro, prata e cobre, surgiram com o iní-
cio da colonização portuguesa e, portanto, o Real português foi utilizado durante
todo o período colonial no Brasil.

No Brasil, a moeda vigente é o Real (R$) e o banco responsável pela adminis-


tração e produção de cédulas e notas é o Banco Central. Ele emite moeda-papel e
moeda metálica, nas condições e limites autorizados pelo Conselho Monetário Na -
cional (CMN).

A nota de R$1,00 e a moeda de 1 centavo foram retiradas de circulação.

No dia 29/07/2020 o Banco Central anunciou o lançamento da nota de 200 re -


ais, na qual já foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Figura 1: 1ª Família do Real

2
Sistema monetário brasileiro

Figura 2: 2ª Família do Real

Figura 3: Moedas

Figura 4: Cédula R$200

3
Equações do primeiro e segundo grau

Equações do primeiro e segundo


grau

MÉRITO
Apostilas 1
Equações do primeiro e segundo grau

Equação do Primeiro Grau


As equações de primeiro grau são sentenças matemáticas que estabelecem
relações de igualdade entre termos conhecidos e desconhecidos, representadas
sob a forma:

ax+b = 0
Donde a e b são números reais, sendo a um valor diferente de zero (a ≠ 0) e x
representa o valor desconhecido.
O valor desconhecido é chamado de incógnita que significa "termo a determinar".
As equações do 1º grau podem apresentar uma ou mais incógnitas.
As incógnitas são expressas por uma letra qualquer, sendo que as mais utilizadas
são x, y, z. Nas equações do primeiro grau, o expoente das incógnitas é sempre
igual a 1.
As igualdades 2.x = 4, 9x + 3 y = 2 e 5 = 20a + b são exemplos de equações do 1º
grau. Já as equações 3x 2+5x-3 =0, x 3+5y= 9 não são deste tipo.
O lado esquerdo de uma igualdade é chamado de 1º membro da equação e o lado
direito é chamado de 2º membro.

Como resolver uma equação de primeiro grau

O objetivo de resolver uma equação de primeiro grau é descobrir o valor


desconhecido, ou seja, encontrar o valor da incógnita que torna a igualdade
verdadeira.

Para isso, deve-se isolar os elementos desconhecidos em um dos lados do sinal de


igual e os valores constantes do outro lado.

É importante observar que a mudança de posição desses elementos deve ser feita
de forma que a igualdade continue sendo verdadeira.

Quando um termo da equação mudar de lado do sinal de igual, devemos inverter a


operação. Assim, se tiver multiplicando, passará dividindo, se tiver somando,
passará subtraindo e vice-versa.

2
Equações do primeiro e segundo grau

Exemplo

Qual o valor da incógnita x que torna a igualdade 8x - 3 = 5 verdadeira?

Solução

Para resolver a equação, devemos isolar o x. Para isso, vamos primeiro passar o 3
para o outro lado do sinal de igual. Como ele está subtraindo, passará somando.
Assim:

8x = 5 + 3

8x = 8

Agora podemos passar o 8, que está multiplicando o x, para o outro lado dividindo:

x = 8/8

x=1

Outra regra básica para o desenvolvimento das equações de primeiro grau


determina o seguinte:

Se a parte da variável ou a incógnita da equação for negativa, devemos multiplicar


todos os membros da equação por –1. Por exemplo:

– 9x = – 90 . (-1)

9x = 90

x = 10

3
Equações do primeiro e segundo grau

Equação do Segundo Grau


A equação do segundo grau recebe esse nome porque é uma equação polinomial
cujo termo de maior grau está elevado ao quadrado. Também chamada de equação
quadrática, é representada por:

ax2 + bx + c = 0
Numa equação do 2º grau, o x é a incógnita e representa um valor desconhecido.
Já as letras a, b e c são chamadas de coeficientes da equação.
Os coeficientes são números reais e o coeficiente a tem que ser diferente de zero,
pois do contrário passa a ser uma equação do 1º grau.
Resolver uma equação de segundo Grau, significa buscar valores reais de x, que
tornam a equação verdadeira. Esses valores são denominados raízes da equação.
Uma equação quadrática possui no máximo duas raízes reais.

Equações do 2º Grau Completas e Incompletas


As equações do 2º grau completas são aquelas que apresentam todos os
coeficientes, ou seja a, b e c são diferentes de zero (a, b, c ≠ 0).

Por exemplo, a equação 5x 2 + 2x + 2 = 0 é completa, pois todos os coeficientes são


diferentes de zero (a = 5, b = 2 e c = 2).
Uma equação quadrática é incompleta quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0. Por
exemplo, a equação 2x 2 = 0 é incompleta, pois a = 2, b = 0 e c = 0

Fórmula de Bhaskara
Quando uma equação do segundo grau é completa, usamos a Fórmula de Bhaskara
para encontrar as raízes da equação.

A fórmula é apresentada abaixo:

−b± √ b ²−4. a. c
x=
2. a

4
Equações do primeiro e segundo grau

Onde,

x: é uma variável chamada de incógnita

a: coeficiente quadrático

b: coeficiente linear

c: coeficiente constante

As equações do segundo grau são chamadas de "equações quadráticas", uma vez


que determinam os valores de uma equação polinomial de grau dois.

Elas são representadas pela expressão:


ax ²+bx +c=0

Nesse caso, a, b e c são números reais e a ≠ 0, por exemplo:

2x² + 3x + 5 = 0

Onde,

a=2

b=3

c=5

Observe que se o coeficiente a for igual a zero, o que temos é uma equação do
primeiro grau:

ax + b = 0

5
Equações do primeiro e segundo grau

Discriminante da Equação

A expressão dentro da raiz quadrada na fórmula de Bhaskara é chamada de


discriminante da equação e é representada pela letra grega delta ( Δ), ou seja:
Δ=b ²−4. a . c

Normalmente essa expressão é calculada separadamente, pois, de acordo com o


valor encontrado, podemos saber antecipadamente o número de raízes da
equação e se pertencem ao conjunto dos números reais.

Note que a, b e c são as constantes da equação e o valor de Delta ( Δ) pode ocorrer


de três maneiras:

• Se o valor de Δ for maior que zero ( Δ > 0), a equação terá duas raízes reais
e distintas.

• Se o valor de Δ for igual a zero ( Δ = 0), a equação apresentará uma raiz real.

• Se o valor de Δ for menor que zero

Assim, substituindo a expressão do discriminante por delta, a fórmula de Bhaskara


ficará:

−b± √ Δ
x=
2. a

6
Expressões Algébricas

Expressões Algébricas

MÉRITO
Apostilas 1
Expressões Algébricas

Expressões algébricas são expressões matemáticas que apresentam números,


letras e operações.

As expressões desse tipo são usadas com frequência em fórmulas e equações.

As letras que aparecem em uma expressão algébrica são chamadas de variá-


veis e representam um valor desconhecido.

Os números escritos na frente das letras são chamados de coeficientes e de -


verão ser multiplicados pelos valores atribuídos as letras.

Exemplos:

a) x + 5

b) b2 – 4ac

Cálculo de uma Expressão Algébrica

O valor de uma expressão algébrica depende do valor que será atribuído às


letras.

Para calcular o valor de uma expressão algébrica devemos substituir os valo-


res das letras e efetuar as operações indicadas. Lembrando que entre o coeficien -
te e a letras, a operação é de multiplicação.

Exemplo:

O perímetro de um retângulo é calculado usando a fórmula:

P = 2b + 2h

Substituindo as letras com os valores indicados, encontre o perímetro dos se-


guintes retângulos

2
Expressões Algébricas

Simplificação de Expressões Algébricas

Podemos escrever as expressões algébricas de forma mais simples somando


seus termos semelhantes (mesma parte literal).

Para simplificar iremos somar ou subtrair os coeficientes dos termos seme-


lhantes e repetir a parte literal.

Exemplos:

a) 3xy + 7xy4 - 6x3y + 2xy - 10xy 4 = (3xy + 2xy) + (7xy 4 - 10xy 4) - 6x3y = 5xy
- 3xy4 - 6x 3y

b) ab - 3cd + 2ab - ab + 3cd + 5ab = (ab + 2ab - ab + 5ab) + (- 3cd + 3cd) =


7ab

Fatoração de Expressões Algébricas

Fatorar significa escrever uma expressão como produto de termos.

Transformar uma expressão algébrica em uma multiplicação de termos, fre -


quentemente nos permite simplificar a expressão.

Para fatorar uma expressão algébrica podemos usar os seguintes casos:

Fator comum em evidência: ax + bx = x . (a + b)

Agrupamento: ax + bx + ay + by = x . (a + b) + y . (a + b) = (x + y) . (a +
b)

3
Expressões Algébricas

Trinômio Quadrado Perfeito (Adição): a2 + 2ab + b 2 = (a + b)2

Trinômio Quadrado Perfeito (Diferença): a2 – 2ab + b2 = (a – b)2

Diferença de dois quadrados: (a + b) . (a – b) = a 2 – b2

Cubo Perfeito (Soma): a3 + 3a2b + 3ab2 + b3 = (a + b)3

Cubo Perfeito (Diferença): a3 - 3a2b + 3ab2 - b3 = (a – b)3

Monômios

Quando uma expressão algébrica apresenta apenas multiplicações entre o co-


eficiente e as letras (parte literal), ela é chamada de monômio.

Exemplos

a)3ab

b)10xy2z3

c) bh (quando não aparece nenhum número no coeficiente, seu valor é igual a


1)

Os monômios semelhantes são os que apresentam a mesma parte literal


(mesmas letras com mesmos expoentes).

Os monômios 4xy e 30xy são semelhantes. Já os monômios 4xy e 30x 2y3 não
são semelhantes, pois as letras correspondentes não possuem o mesmo expoen -
te.

Polinômios

Quando uma expressão algébrica possui somas e subtrações de monômios


não semelhantes é chamada de polinômio.

Exemplos

a) 2xy + 3 x2y - xy3

b) a + b

c) 3abc + ab + ac + 5 bc

4
Expressões Algébricas

Operações Algébricas

Soma e subtração

A soma ou a subtração algébrica é feita somando-se ou subtraindo-se os coe-


ficientes dos termos semelhantes e repetindo a parte literal.

Exemplo:

a) Somar (2x2 + 3xy + y2) com (7x2 - 5xy – y2)

(2x2 + 3xy + y2) + (7x2 - 5xy - y2) = (2 + 7) x 2 + (3 - 5) xy + (1 - 1) y 2 = 9x2


– 2xy

b) Subtrair (5ab - 3bc + a 2) de (ab + 9bc – a 3)

É importante observar que o sinal de menos na frente dos parênteses inverte


todos os sinais de dentro dos parênteses.

(5ab - 3bc + a2) - (ab + 9bc - a 3) = 5ab - 3bc + a 2 - ab - 9bc + a 3 =

(5 - 1) ab + (- 3 - 9)bc + a 2 + a3 = 4ab -12bc + a 2 + a3

Multiplicação

A multiplicação algébrica é feita multiplicando-se termo a termo.

Para multiplicar a parte literal, usamos a propriedade da potenciação para


multiplicação de mesma base: "repete-se a base e soma-se os expoentes".

Exemplo:

Multiplicar (3x 2 + 4xy) com (2x + 3)

(3x2 + 4xy) . (2x + 3) = 3x 2 . 2x + 3x 2 . 3 + 4xy . 2x + 4xy . 3 = 6x 3 + 9x2 +


8x2y + 12xy

5
Expressões Algébricas

Divisão de um polinômio por um monômio

A divisão de um polinômio por um monômio é feita dividindo os coeficientes


do polinômio pelo coeficiente do monômio. Na parte literal, usa-se a propriedade
da divisão de potência de mesma base (repete-se a base e subtrai os expoentes).

Exemplo:

6
Sistema de numeração decimal

Sistema de numeração decimal

MÉRITO
Apostilas 1
Sistema de numeração decimal

O sistema de numeração decimal é de base 10, ou seja utiliza 10 algarismos


(símbolos) diferentes para representar todos os números.

Formado pelos algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, é um sistema posicional, ou seja,


a posição do algarismo no número modifica o seu valor.

É o sistema de numeração que nós usamos. Ele foi concebido pelos hindus e
divulgado no ocidente pelos árabes, por isso, é também chamado de "sistema de
numeração indo-arábico".

Figura 1: Evolução do sistema de numeração decimal

Características

• Possui símbolos diferentes para representar quantidades de 1 a 9 e um


símbolo para representar a ausência de quantidade (zero).

• Como é um sistema posicional, mesmo tendo poucos símbolos, é possível


representar todos os números.

• As quantidades são agrupadas de 10 em 10, e recebem as seguintes


denominações:

10 unidades = 1 dezena

10 dezenas = 1 centena

10 centenas = 1 unidade de milhar, e assim por diante

2
Sistema de numeração decimal

Ordens e Classes

No sistema de numeração decimal cada algarismo representa uma ordem,


começando da direita para a esquerda e a cada três ordens temos uma classe.

Classe dos Classe das


Classe dos Bilhões Classe dos Milhões
Milhares Unidades Simples
12 a 11 a 10a 9a 8a 7a 6a 5a 4a 3a 2a 1a
ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem
Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades
Centenas Dezenas Unidades
de Bilhão de Bilhão de Bilhão de Milhão de Milhão de Milhão de Milhar de Milhar de Milhar

• Classe das unidades simples: da 1ª ordem até a 3ª ordem

• Classe dos milhares: da 4ª ordem até a 6ª ordem

• Classe do milhão: da 7ª ordem até a 9ª ordem

• Classe do bilhão: da 10ª ordem até a 12ª ordem

Para fazer a leitura de números muito grandes, dividimos os algarismos do número


em classes (blocos de 3 ordens), colocando um ponto para separar as classes,
começando da direita para a esquerda.

3
Sistema de numeração decimal

Exemplos

1) 57283

Primeiro, separamos os blocos de 3 algarismos da direita para a esquerda e


colocamos um ponto para separar o número: 57. 283.

No quadro acima vemos que 57 pertence a classe dos milhares e 283 a classe das
unidades simples. Assim, o número será lido como: cinquenta e sete mil, duzentos
e oitenta e três.

2) 12839696

Separando os blocos de 3 algarismos temos: 12.839.696

O número então será lido como: doze milhões, oitocentos e trinta e nove mil,
seiscentos e noventa e seis.

4
Frações

Frações

MÉRITO
Apostilas 1
Frações

Na matemática, as frações correspondem a uma representação das partes de um


todo. Ela determina a divisão de partes iguais sendo que cada parte é uma fração
do inteiro.

Como exemplo podemos pensar numa pizza dividida em 8 partes iguais, sendo que
cada fatia corresponde a 1/8 (um oitavo) de seu total. Se eu como 3 fatias, posso
dizer que comi 3/8 (três oitavos) da pizza.

Importante lembrar: nas frações, o termo superior é chamado de numerador


enquanto o termo inferior é chamado de denominador.

1 Numerador
2 Denominador

Tipos de Frações
Fração Própria

São frações em que o numerador é menor que o denominador, ou seja, representa


um número menor que um inteiro. Ex: 2/7

Fração Imprópria

São frações em que o numerador é maior, ou seja, representa um número maior


que o inteiro. Ex: 5/3

2
Frações

Fração Aparente

São frações em que o numerador é múltiplo ao denominador, ou seja, representa


um número inteiro escrito em forma de fração. Ex: 6/3= 2

Fração Mista

É constituída por uma parte inteira e uma fracionária representada por números
mistos. Ex: 1 2/6. (um inteiro e dois sextos)

Obs: Há outros tipos de frações, são elas: equivalente, irredutível, unitária, egípcia,
decimal, composta, contínua, algébrica.

Operações com Frações


Adição

Para somar frações é necessário identificar se os denominadores são iguais ou


diferentes. Se forem iguais, basta repetir o denominador e somar os numeradores.

Contudo, se os denominadores são diferentes, antes de somar devemos


transformar as frações em frações equivalentes de mesmo denominador.

Neste caso, calculamos o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) entre os


denominadores das frações que queremos somar, esse valor passa a ser o novo
denominador das frações.

Além disso, devemos dividir o MMC encontrado pelo denominador e o resultado


multiplicamos pelo numerador de cada fração. Esse valor passa a ser o novo
numerador.

Exemplos:

5 2 7
+ =
9 9 9

3
Frações

1 2 3.1 + 5.2 3 + 10 13
+ = = =
5 3 15 15 15

Subtração

Para subtrair frações temos que ter o mesmo cuidado que temos na soma, ou seja,
verificar se os denominadores são iguais. Se forem, repetimos o denominador e
subtraímos os numeradores.

Se forem diferentes, fazemos os mesmos procedimentos da soma, para obter


frações equivalentes de mesmo denominador, aí sim podemos efetuar a subtração.

Exemplo:

5 2 7
+ =
9 9 9

Multiplicação

A multiplicação de frações é feita multiplicando os numeradores entre si, bem


como seus denominadores.

Exemplos:

4
Frações

Divisão

Na divisão entre duas frações, multiplica-se a primeira fração pelo inverso da


segunda, ou seja, inverte-se o numerador e o denominador da segunda fração.

Exemplos:

Simplificação de fração
A simplificação é uma operação que não muda o valor da fração, mas altera o
numerador e o denominador para que a fração seja escrita de uma maneira mais
simples. Isso deve ter feito dividindo os termos da fração por um mesmo número
inteiro maior que 1.

Quando não é mais possível utilizar o mesmo número para realizar essa operação,
significa que a fração chegou à sua forma mais simples.

Por exemplo, 3/4 é uma fração reduzida, pois não há nenhum outro número além
de 1 capaz de dividir 3 e 4 ao mesmo tempo.

Agora observe a fração 2/4. Ela pode ser simplificada, dividindo o numerador e o
denominador por 2, e terá como resultado 1/2.

Simplificação de frações pela divisão contínua

Para realizar a simplificação basta dividir o numerador e o denominador pelo


mesmo número natural, diferente de zero, até chegar a uma fração que não mais
seja divisível.

Vamos utilizar a fração 4/8 para demonstrar como simplificar.

5
Frações

Observe que realizando a divisão do numerador pelo denominador, o mesmo


resultado é encontrado em todas as frações.

Isso ocorre porque se tratam de frações equivalentes, ou seja, elas são


aparentemente diferentes, mas apresentam o mesmo resultado.

Veja a representação das frações na imagem a seguir:

Observe que a fração ½ não pode ser mais simplificada. Quando isso ocorre a
fração recebe o nome de fração irredutível. Outros exemplos de frações
totalmente reduzidas: 2/3, 5/7 e 9/10.

Simplificação de fração pelo MDC

O máximo divisor comum (MDC ou M.D.C) corresponde ao maior número inteiro


positivo capaz de dividir os números dados e fazer com que o resto da divisão seja
igual a zero.

Observe o cálculo do MDC dos termos da fração 8 sobre 24 (8/24) através da


fatoração.

6
Frações

Multiplicando os fatores comuns, encontramos que o número 8 é o máximo divisor


comum entre os números 8 e 24.

Portanto, o numerador e o denominador da fração podem ser divididos por 8 para


que a fração reduzida escrita seja de maneira mais rápida.

7
Noções de geometria

Noções de geometria

MÉRITO
Apostilas 1
Noções de geometria

A geometria é a área da matemática que estuda as figuras geométricas. As noções


de geometria são divididas entre o estudo das figuras bidimensionais, chamada de
geometria plana, e das figuras tridimensionais, que chamamos de geometria
espacial.

As figuras bidimensionais são assim chamadas por possuírem duas dimensões, ou


seja, elas têm duas medidas a serem consideradas: comprimento e largura,
portanto, planas.

Já as figuras tridimensionais, além do comprimento e da largura, também possuem


altura. De modo geral, a geometria espacial estuda o conceito de volume, que é a
medida de capacidade dos sólidos geométricos.

Formas Geométricas
As figuras geométricas são elementos com formas, tamanhos e dimensões no
plano ou espaço. Por exemplo, o triângulo, o quadrado, a pirâmide e a esfera são
figuras geométricas. Na matemática, estes elementos são estudados no ramo da
geometria.

Formas Planas

São as que ao serem representadas ficam totalmente inseridas em um único plano.


Apresentam duas dimensões: comprimento e largura.

As formas planas podem ser classificadas em polígonos e não polígonos.

2
Noções de geometria

Polígonos

São figuras planas fechadas delimitadas por segmentos de reta que são os lados do
polígono.

Os polígonos recebem nomes conforme o número de lados que apresentam.

• 3 lados - Triângulo • 8 lados – Octógono

• 4 lados - Quadrilátero • 9 lados – Eneágono

• 5 lados - Pentágono • 10 lados – Decágono

• 6 lados - Hexágono • 12 lados – Dodecágono

• 7 lados – Heptágono • 20 lados – Icoságono

Não polígonos

São formas geométricas não delimitadas totalmente por segmentos de retas.


Podem ser abertas ou fechadas.

Formas Não Planas

Para representar formas deste tipo é necessário mais de um plano. São figuras com
três dimensões: comprimento, altura e largura.

As formas não planas também são chamadas de sólidos geométricos. Eles são
classificados em poliedros e não poliedros.

3
Noções de geometria

Poliedros

São formados apenas por polígonos. Cada polígono representa uma face do
poliedro. A reta de interseção entre duas faces é chamada de aresta. O ponto de
interseção de várias arestas é chamado de vértice do poliedro.

Figura 1: Pirâmide, cubo e


dodecaedro são exemplos de poliedros

Não poliedros

Os não poliedros, também chamados de corpos redondos, apresentam superfícies


arredondadas.

Figura 2: Esfera, cone e cilindro são exemplos de


corpos redondos

Fractal

A palavra Fractal foi criada por Benoit Mandelbrot a partir da palavra do latim
fractus, que significa irregular ou quebrado.

São formas geométricas em que cada parte da figura se assemelha ao todo.

4
Noções de geometria

Associada a teoria do caos, a geometria fractal descreve as formas irregulares e


quase aleatórias de muitos dos padrões da natureza. Por isso, também é chamada
de geometria da natureza.

Os Fractais são formas geométricas de uma beleza incrível com padrões que se
repetem infinitamente, mesmo quando limitados a uma área finita.

5
Noções de geometria

Perímetro
Perímetro é a medida do comprimento de um contorno de uma figura plana, ou
seja, é a soma das medidas de todos lados de uma figura ou objeto.

O cálculo do perímetro de qualquer figura geométrica plana é feito pela soma de


seus lados.

Se tratarmos de um terreno retangular com dimensões laterais de 12m e 25m,


somando a medida de seus lados temos que o perímetro do terreno é igual a 74m
(12m + 25m + 12m + 25m).

O perímetro de uma circunferência, por outro lado, exige outro tipo de cálculo. É
importante primeiro saber que uma circunferência representa um lugar
geométrico onde todos os pontos estão a mesma distância de um centro.

O raio de uma circunferência mede a distância do centro a um ponto qualquer do


seu contorno e seu diâmetro é formado por dois raios que passam pelo seu centro.

O perímetro corresponde ao comprimento da circunferência. Se esticarmos o


contorno da circunferência como uma reta iremos perceber que ela representa a
medida de seu comprimento.

Para calcular o perímetro da figura utilizamos a fórmula: P = π (Pi) x D. Onde D é a


medida do diâmetro do círculo e corresponde a soma de dois raios da
circunferência.

6
Noções de geometria

O Pi é uma letra grega de 3 mil anos que representa uma constante matemática. O
seu valor infinito de 3,14159... é costumeiramente simplificado apenas por 3,14.

Área
Área é a medida de uma dimensão determinada, ou seja, serve para calcular uma
superfície plana.

cada figura geométrica tem o seu próprio modo de calcular a área. Assim, para
descobrir a área de um quadrado devemos multiplicar o lado vezes o lado, uma vez
que todos os lados da figura possuem a mesma medida.

Portanto: A = L x L = L²

Já para descobrir a área de uma região retangular devemos multiplicar a medida


da base pela medida da altura. Assim: A = B x h

7
Noções de geometria

Ângulos
Ângulo é a região entre dois segmentos de retas que têm um mesmo ponto em
comum. Ou seja, o ângulo é a medida da abertura entre estes seguimentos. Eles
podem ser medidos em graus ou radianos e são classificados de acordo com sua
medida:

Ângulo agudo é aquele com medida menor que 90° (0° < α < 90°).

Ângulo reto é aquele que tem medida igual a 90°.

Ângulo obtuso é aquele com medida maior que 90° (90° < α < 180°).

8
Noções de geometria

Ângulo raso tem medida igual a 0° ou 180°.

Ângulo Côncavo é aquele que tem medida entre 180° e 360°.

Ângulo completo ou de uma volta é aquele que possui medida igual a 360°.

9
Noções de geometria

Ângulos complementares são aqueles que quando somados o resultado é 90°


(α+β=90).

Ângulos suplementares são aqueles que quando somados o resultado é igual a


180° (α+β=180).

Ângulos replementares são aqueles que quando somados o equivalente é igual a


360° (α+β=360).

10
Noções de geometria

Volume
O volume de um corpo é a quantidade de espaço ocupada por esse corpo. O
volume tem unidades de tamanho cúbicos (por exemplo, cm³, m³, in³, etc.).

A medida de volume no sistema internacional de unidades (SI) é o metro cúbico


(m3). Sendo que 1 m 3 corresponde ao espaço ocupado por um cubo de 1 m de
aresta. Neste caso, o volume é encontrado multiplicando-se o comprimento, a
largura e a altura do cubo.

Exemplo

Uma piscina possui as seguintes dimensões: 7 m de comprimento, 4 m de


comprimento e 1,5 m de altura. Quantos litros de água serão necessários para que
a esta piscina fique completamente cheia?

Solução

Primeiro, precisamos calcular o valor do volume desta piscina. Para isso, vamos
multiplicar a área da base pela altura da piscina. Assim, temos:

V = 7 . 4 . 1,5 = 42 m3

Agora que conhecemos seu volume, podemos utilizar as relações para descobrir
sua capacidade. Para isso, podemos fazer uma regra de três.

1 Passo)

2 Passo) x = 42 . 1000 = 42 000

Portanto, a piscina ficará cheia quando


estiver com 42 000 litros de água.

11
Noções de geometria

Teorema de Pitágoras
O Teorema de Pitágoras relaciona o comprimento dos lados do triângulo
retângulo. Essa figura geométrica é formada por um ângulo interno de 90°,
chamado de ângulo reto.

A soma dos quadrados de seus catetos corresponde ao quadrado de sua


hipotenusa.

Fórmula do teorema de Pitágoras


a2 = b2 + c2

a: hipotenusa

b: cateto

c: cateto

A hipotenusa é o maior lado de um triângulo retângulo e o lado oposto ao ângulo


reto. Os outros dois lados são os catetos. O ângulo formado por esses dois lados
tem medida igual a 90º (ângulo reto).

Identificamos ainda os catetos, de acordo com um ângulo de referência. Ou seja, o


cateto poderá ser chamado de cateto adjacente ou cateto oposto.

Quando o cateto está junto ao ângulo de referência, é chamado de adjacente, por


outro lado, se está contrário a este ângulo, é chamado de oposto.

12
Noções de geometria

Exemplo 1: calcular a medida da hipotenusa

Se um triângulo retângulo apresenta 3 cm e 4 cm como medidas dos catetos, qual a


hipotenusa desse triângulo?

Portanto, os lados do triângulo retângulo são 3 cm, 4 cm e 5 cm.

13
Teorema de Tales

Teorema de Tales

MÉRITO
Apostilas 1
Teorema de Tales

O Teorema de Tales é uma teoria aplicada na Geometria e expressa pelo enun -


ciado:

"A intersecção de um feixe de retas paralelas por duas retas transversais for -
ma segmentos proporcionais."

Fórmula do teorema de Tales


Para compreender melhor o teorema de tales, observe a figura abaixo:

Na figura acima as retas transversais u e v interceptam as retas paralelas r, s


e t. Os pontos pertencentes na reta u são: A, B e C; e na reta v, os pontos: D, E e
F. Logo, de acordo com o Teorema de Tales:

Lê-se: AB está para BC, assim como DE está para EF.

2
Teorema de Tales

Exemplo: determine a medida de x indicada na imagem.

Aplicando o teorema de Tales, temos:

Teorema de Tales nos triângulos


O teorema de Tales também é aplicado em situações que envolvem triângu -
los. Veja abaixo um exemplo em que se aplica o teorema:

De acordo com a semelhança de triângulos podemos afirmar que: o triângulo


ABC é semelhante ao triângulo AED. É representado da seguinte forma:

Δ ABC ~ Δ AED

3
Teorema de Tales

Exemplo: determine a medida x indicada na imagem.

Aplicando o teorema de Tales, temos:

Execício 1: Determine o valor de X:

Resposta correta: x = 6,66

4
Teorema de Pitágoras

Teorema de Pitágoras

MÉRITO
Apostilas 1
Teorema de Pitágoras

O Teorema de Pitágoras relaciona o comprimento dos lados do triângulo re-


tângulo. Essa figura geométrica é formada por um ângulo interno de 90°, chama-
do de ângulo reto.

O enunciado desse teorema é:


"A soma dos quadrados de seus catetos corresponde ao quadrado de sua hipo-
tenusa."

Fórmula do teorema de Pitágoras


Segundo o enunciado do Teorema de Pitágoras, a fórmula é representada da se-
guinte maneira:

a2 = b 2 + c 2
Sendo,
a:hipotenusa
b: cateto
c: cateto

A hipotenusa é o maior lado de um triângulo retângulo e o lado oposto ao ân-


gulo reto. Os outros dois lados são os catetos. O ângulo formado por esses dois lados
tem medida igual a 90º (ângulo reto).
Identificamos ainda os catetos, de acordo com um ângulo de referência. Ou seja,
o cateto poderá ser chamado de cateto adjacente ou cateto oposto.
Quando o cateto está junto ao ângulo de referência, é chamado de adjacente,
por outro lado, se está contrário a este ângulo, é chamado de oposto.

2
Teorema de Pitágoras

Veja a seguir três exemplos de aplicações do teorema de Pitágoras para as rela-


ções métricas de um triângulo retângulo.
Exemplo 1: calcular a medida da hipotenusa
Se um triângulo retângulo apresenta 3 cm e 4 cm como medidas dos catetos,
qual a hipotenusa desse triângulo?

Portanto, os lados do triângulo retângulo são 3 cm, 4 cm e 5 cm.


Exemplo 2: calcular a medida de um dos catetos
Determine a medida de um cateto que faz parte de um triângulo retângulo, cuja
hipotenusa é 20 cm e o outro cateto mede 16 cm.

Portanto, as medidas dos lados do triângulo retângulo são 12 cm, 16 cm e 20


cm.
Exemplo 3: comprovar se um triângulo é retângulo
Um triângulo apresenta os lados com medidas 5 cm, 12 cm e 13 cm. Como sa-
ber se é um triângulo retângulo?
Para provar que um triângulo retângulo é verdadeiro as medidas dos seus lados
devem obedecer ao Teorema de Pitágoras.

Como as medidas dadas satisfazem o teorema de Pitágoras, ou seja, o quadrado


da hipotenusa é igual a soma do quadrado dos catetos, então podemos dizer que o
triângulo é retângulo.

3
Teorema de Pitágoras

Triângulo Pitagórico
Quando as medidas dos lados de um triângulo retângulo são números inteiros
positivos, o triângulo é chamado de triângulo pitagórico.
Neste caso, os catetos e a hipotenusa são denominados de “terno pitagórico” ou
“trio pitagórico”. Para verificar se três números formam um trio pitagórico, usamos a
relação a2 = b2 + c2.
O mais conhecido trio pitagórico é representado pelos números: 3, 4, 5. Sendo a
hipotenusa igual a 5, o cateto maior igual a 4 e o cateto menor igual a 3.

Observe que a área dos quadrados desenhados em cada lado do triângulo relaci-
onam-se tal como o teorema de Pitágoras: a área do quadrado no lado maior corres-
ponde à soma das áreas dos outros dois quadrados.
É interessante notar que, os múltiplos desses números também formam um ter-
no pitagórico. Por exemplo, se multiplicarmos por 3 o trio 3, 4 e 5, obtemos os núme-
ros 9, 12 e 15 que também formam um terno pitagórico.
Além do terno 3, 4 e 5, existe uma infinidade de outros ternos. Como exemplo,
podemos citar:
• 5, 12 e 13
• 7, 24, 25
• 20, 21 e 29
• 12, 35 e 37

4
Relações Trigonométricas

Relações Trigonométricas

MÉRITO
Apostilas 1
Relações Trigonométricas

As relações trigonométricas são relações entre valores das funções trigono -


métricas de um mesmo arco. Essas relações também são chamadas de identida -
des trigonométricas.

Inicialmente a trigonometria tinha como objetivo o cálculo das medidas dos la-
dos e ângulos dos triângulos.
Nesse contexto, as razões trigonométricas sen θ , cos θ e tg θ são definidas
como relações entre os lados de um triângulo retângulo.
Dado um triângulo retângulo ABC com um ângulo agudo θ, conforme figura abai-
xo:

Definimos as razões trigonométricas seno, cosseno e tangente em relação ao


ângulo θ, como:

Sendo,
a: hipotenusa, ou seja, lado oposto ao ângulo de 90º
b: cateto oposto ao ângulo θ
c: cateto adjacente ao ângulo θ

Relações fundamentais
A trigonometria ao longo dos anos foi se tornando mais abrangente, não se res-
tringindo apenas aos estudos dos triângulos.
Dentro deste novo contexto, define-se o círculo unitário, também chamado de
circunferência trigonométrica. Ele é utilizado para estudar as funções trigonométri-
cas.

2
Relações Trigonométricas

Circunferência trigonométrica
A circunferência trigonométrica é uma circunferência orientada de raio igual a 1
unidade de comprimento. Associamos a ela um sistema de coordenadas cartesianas.
Os eixos cartesianos dividem a circunferência em 4 partes, chamadas de qua-
drantes. O sentido positivo é anti-horário, conforme figura abaixo:

Usando a circunferência trigonométrica, as razões que a princípio foram defini-


das para ângulos agudos (menores que 90º), passam a ser definidas para arcos mai-
ores de 90º.
Para isso, associamos um ponto P, cuja abscissa é o cosseno de θ e cuja ordena-
da é o seno de θ.

Como todos os pontos da circunferência trigonométrica estão a uma distância de


1 unidade da origem, podemos usar o teorema de Pitágoras. O que resulta na se-
guinte relação trigonométrica fundamental:

Podemos definir ainda a tg x, de um arco de medida x, no círculo trigonométrico


como sendo:

3
Relações Trigonométricas

Outras relações fundamentais:


• Cotangente do arco de medida x

• Secante do arco de medida x.

• Cossecante do arco de medida x.

Relações trigonométricas derivadas


Partido das relações apresentadas, podemos encontrar outras relações. Abaixo,
mostramos duas importantes relações decorrentes das relações fundamentais.

4
Interpretação de gráficos e tabelas

Interpretação de gráficos e tabelas

MÉRITO
Apostilas 1
Interpretação de gráficos e tabelas

Gráficos
O objetivo de um gráfico é apresentar ao leitor, de forma visual, os dados obtidos
facilitando assim a sua interpretação.

Para elaborar um gráfico, além de coletar os dados e apresentá-los de forma


organizada, é necessário indicar os elementos que compõem: título, fonte, eixos e
legenda.

A interpretação de gráficos e tabelas não trata apenas de questões matemáticas


puras, como vetores físicos e equações. Mas também para entender assuntos
diversos, como situações sociais, fatos econômicos, políticos, fenômenos naturais,
geográficos, entre outros, as possibilidades são praticamente ilimitadas.

Elementos dos gráficos

A fim de fazer uma interpretação de gráficos e tabelas de forma completa é


necessário prestar atenção em alguns elementos importantes que estão incluídos
nos gráficos, são eles:

• Título: geralmente eles possuem um título, assim como os textos, indicando a


que informação ele se refere. Dependendo eles podem vir acompanhado de
um subtítulo, que, na maioria das vezes, vai chamar a atenção para um dado
específico do gráfico ou tabela;

• Fonte: a maioria dos gráficos têm uma fonte, que diz a origem das
informações tratadas junto com o ano em que foram publicadas, essa
informação geralmente é posicionada no canto inferior direito dos gráficos e
tabelas;

• Números: são o elemento mais importante, uma vez que é por meio deles
que fazemos as comparações entre as informações dadas pelos gráficos. Eles
podem representar quantidade ou tempo (mês, ano, período);

• Legendas: elas auxiliam na leitura das informações apresentadas.


Comumente são usadas cores, a fim de destacar informações diferentes.

2
Interpretação de gráficos e tabelas

Gráfico de colunas

Este é um dos tipos mais utilizados. Os valores para cada categoria são indicados
pelo eixo y (eixo vertical) e cada coluna é proporcional à sua altura, nas quais as
categorias são indicadas no eixo x (eixo horizontal).

O gráfico de colunas é utilizado quando as legendas forem curtas para que não
haja muitos espaços em branco, como pode acontecer no gráfico de barras, que
apresentaremos mais a diante.

A fim de entender o processo de interpretação de gráficos de coluna, usaremos


este exemplo a seguir:

3
Interpretação de gráficos e tabelas

Gráfico de barras

Em essência, os gráficos de barras têm a mesma função dos gráficos de colunas,


com os valores para cada categoria apresentados na posição horizontal (eixo x) e
outras informações na posição vertical (eixo y), às vezes pode acontecer deste eixo
não apresentar uma informação específica, ou “estar em branco”.

Este é utilizado para fazer comparação de dados quantitativos e é formado por


barras de mesma largura e comprimento (ou altura) variável, que dependem dos
valores que representam.

Quão mais longa (ou alta) a barra for maior quantidade ou a frequência do dado
apresentado. Com base na variação da barra é que o leitor analisa como
determinado dado está em relação aos demais.

4
Interpretação de gráficos e tabelas

Gráfico de linha

O gráfico de linha é usado para apresentar a evolução de um dado ao longo do


tempo, sendo muito comum o uso dele em análises financeiras. O cardiograma é
um outro exemplo de gráfico de linha muito conhecido.

Além de poder ser usada em todas as áreas do conhecimento, uma das vantagens
deste modelo é a viabilidade de fazer análise de mais de uma tabela.

Este tipo de gráfico apresenta uma série como um conjunto de pontos conectados
por uma única linha, que pode variar entre ascendentes (crescimento), descentes
(diminuição) ou constantes de determinado fenômeno.

No eixo das ordenadas (eixo y) temos a sequência de valores de um elemento e,


geralmente, nas abscissas (eixo x) temos a variação ou intervalo de tempo (anos,
meses, dias, horas etc.) de determinado assunto ou fenômeno.

5
Interpretação de gráficos e tabelas

Gráfico de pontos

O gráfico de pontos também é conhecido como Dotplot. Ele é usado quando temos
uma tabela de distribuição de frequência, que pode ser absoluta ou relativa. Este
tipo de gráfico tem a finalidade de exibir os dados das tabelas de forma resumida,
permitindo a análise das distribuições desses dados.

O gráfico acima trata da variação do uso diário de energia, que são apresentados
no eixo vertical. Enquanto o eixo horizontal traz a temperatura ambiente, em
Celcius (°C), que varia entre 0 e 25 graus.

6
Interpretação de gráficos e tabelas

Gráfico de setor

Este tipo de gráfico, que também pode ser chamado de “Gráfico de Pizza”, é muito
utilizado, sobretudo, para observação de números percentuais (estatísticos).

Com ela é possível agrupar ou organizar quantitativamente dados considerados


como um total.

Ele consiste em um círculo, no qual são representadas as partes de um todo


(assunto, característica, fenômeno etc.). A circunferência é dividida em setores,
geralmente coloridas, que correspondem às partes, números ou frequência dos
dados do tema abordado, ou seja, quanto maior a frequência, maior a área do setor
circular.

Primeiramente, na interpretação do gráfico de setores precisamos procurar saber


do que o círculo se trata, ou seja, qual o fenômeno ou dado geral está sendo
representado pela circunferência toda.

A partir disso, entendemos que cada setor (pedaço ou parte) do círculo representa
uma porcentagem deste total, que neste caso está representando o número de
falantes de determinado idioma.

Além do número de casos, outra grandeza (informação) que nos é apresentada são
as cores dos setores, que representam cada idioma falado no mundo. Desse modo,
conseguimos perceber com mais precisão o volume dos dados e a diferença entre
as proporções do assunto.

7
Interpretação de gráficos e tabelas

Este gráfico pode ser usado em atividades de matemática, nas quais é exigido que
seja descoberto o valor de uma porcentagem a partir do valor total. Mas, na
maioria das vezes, não lidaremos com pedações de pizza iguais, este é o desafio.

Então lembre-se, na interpretação do gráfico de pizza, o círculo representa um


valor total, que vamos chamar de “z” e cada “pedaço” uma porcentagem, que
chamaremos de “1/z”. Ou seja, a soma de todos os pedaços vai tem que ser igual ao
valor total.

Contudo desenvolver as equações a partir do entendimento dessas porções e


igualá-las ao valor total pode facilitar o seu trabalho.

Uma variante do gráfico de setores é o gráfico de rosca ou circulares. Assim como


o gráfico de pizza, este tipo de gráfico é usado para representar as partes com um
todo. O diferencial dos gráficos circulares está na possibilidade de apresentar mais
de uma série de dados.

Tabelas
Tabela simples

Ela é usada para mostrar a relação entre duas grandezas, informações ou dados,
como produto e preço. A tabela simples é formada por duas colunas e são lidas
horizontalmente, ou seja, em linhas (sentido esquerda para direita).

Período Salário mínimo necessário


2021 R$ 5.495,52
2020 R$ 4.347,61
2019 R$ 3.928,73

A fim de interpretar este gráfico é necessário, primeiramente, considerar as duas


categorias apresentadas no topo da tabela, que determinam as duas grandezas (ou
dados relacionados) dos quais estamos tratando.

A partir disso, fazemos uma relação de dependência ou de proporção entre as


duas. Na tabela apresentada anteriormente, percebemos a relação entre cada ano

8
Interpretação de gráficos e tabelas

e o valor estimado pelo departamento para o valor necessário do salário mínimo


de acordo com cada ano.

Tabela dupla entrada

Ela é usada a fim de apresentar dois ou mais tipos de dado, informações ou


grandezas, como altura e peso, a respeito de um item. Para fazer a leitura de uma
tabela de dupla entrada, o eixo vertical e horizontal é considerado
simultaneamente, para que as linhas e as colunas possam ser entendidos e
relacionados de forma adequada.

Por meio do exemplo vemos como a tabela de dupla entrada é parte do nosso
cotidiano, dado que a maioria dos alimentos que compramos no mercado vem com
esta tabela com as informações nutricionais no verso.

Para interpretação deste tipo de tabela, temos primeiro a referência dada pelo
título e subtítulo. Então iremos considerar essas quantidades de acordo com a
porção de 200ml (1 unidade do produto).

A partir disso, a primeira coluna dispõe cada um dos nutrientes que compõe o
alimento, a segunda da quantidade, em gramas (g), miligramas (mg) e microgramas

9
Interpretação de gráficos e tabelas

(mcg), de cada um destes nutrientes e a última a porcentagem deles para o valor


diário (VD).

Para ler e entender cada um desses item, fazemos a leitura deles em linhas.
Relacionamos um nutriente, com sua quantidade em gramas e valor diário. E
repetimos isso para todas as demais.

No final da tabela, nos é dado uma informação extra, que podemos relacionar aos
elementos da última coluna dados pelo valor diário. E conseguimos fazer outra
inferência de todas essas informações com uma nova grandeza, que é o valor
médio de calorias da dieta de uma pessoa média adulta.

10
Sequência Numérica

Sequência Numérica

MÉRITO
Apostilas 1
Sequência Numérica

Na matemática, a sequência numérica ou sucessão numérica corresponde


a uma função dentro de um agrupamento de números.
De tal modo, os elementos agrupados numa sequência numérica seguem uma
sucessão, ou seja, uma ordem no conjunto.

Classificação
As sequências numéricas podem ser finitas ou infinitas, por exemplo:
SF = (2, 4, 6, ..., 8)
SI = (2,4,6,8...)
Note que quando as sequências são infinitas, elas são indicadas pelas reticên-
cias no final. Além disso, vale lembrar que os elementos da sequência são indicados
pela letra a. Por exemplo:
1° elemento: a1 = 2
4° elemento: a4 = 8
O último termo da sequência é chamado de enésimo, sendo representado por
an. Nesse caso, o an da sequência finita acima seria o elemento 8.
Assim, podemos representá-la da seguinte maneira:
SF = (a1, a2, a3,...,an)
SI = (a1, a2, a3, an...)

Lei de Formação
A Lei de Formação ou Termo Geral é utilizada para calcular qualquer termo de
uma sequência, expressa pela expressão:

an = 2n2 - 1

Lei de Recorrência
A Lei da Recorrência permite calcular qualquer termo de uma sequência numéri-
ca a partir de elementos antecessores:
an = an-1, an-2,...a1

2
Sequência Numérica

Progressões Aritméticas e Progressões Geométricas


Dois tipos de sequências numéricas muito utilizadas na matemática são as pro-
gressões aritmética e geométrica.
A progressão aritmética (PA) é uma sequência de números reais determinada
por uma constante r (razão), a qual é encontrada pela soma entre um número e ou -
tro.
A progressão geométrica (PG) é uma sequência numérica cuja razão (r) constan-
te é determinada pela multiplicação de um elemento com o quociente (q) ou razão
da PG.
Para compreender melhor, veja abaixo os exemplos:
PA = (4,7,10,13,16...an...) PA infinita de razão (r) 3
PG (1, 3, 9, 27, 81, ...), PG crescente de razão (r) 3

Exercício Resolvido
Para compreender melhor o conceito de sequência numérica, segue abaixo um
exercício resolvido:
1) Seguindo o padrão da sequência numérica, qual o próximo número correspon-
dente nas sequências abaixo:
a) (1, 3, 5, 7, 9, 11,…)
b) (0, 2, 4, 6, 8, 10,…)
c) (3, 6, 9, 12,…)
d) (1, 4, 9, 16,…)
e) (37, 31, 29, 23, 19, 17,...)

Respostas:
a) Trata-se de uma sequência de número ímpares, onde o próximo elemento é o
13.
b) Sequência de números pares, cujo elemento sucessor é o 12.
c) Sequência de razão 3, donde o próximo elemento é 15.
d) O próximo elemento da sequência é o 25, donde: 1²=1, 2²=4, 3²=9, 4²=16,
5²=25.
e) Trata-se de uma sequência de números primos, sendo o próximo elemento 13.

3
Raciocínio sequencial

Raciocínio sequencial

MÉRITO
Apostilas 1
Raciocínio sequencial

O raciocínio sequencial pode ser conhecido de diversas maneiras como: Lógi -


ca sequencial ou sequência lógica.

Geralmente é uma sequência de figuras, letras, números ou palavras.

Para podermos ter uma sequência lógica para efetuarmos um raciocínio é ne-
cessário pelo menos Três elementos

A melhor maneira de entender o raciocínio sequencial é resolvendo alguns


exercícios.

Exercício 1

Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: FDSBC

Observe esta sequência de figuras formadas por triângulos brancos e pretos:

Seguindo-se esse mesmo padrão, a 4ª figura terá:

A) 12 triângulos pretos.

B) 12 triângulos brancos.

C) 18 triângulos pretos.

D) 18 triângulos brancos.

E) 27 triângulos pretos.

Resolução do exercício 1

Podemos observar que existe uma sequência de triângulos pretos:

1ª figura= 1 triângulo preto

2ª figura=3 triângulos pretos

2
Raciocínio sequencial

3ª figura = 9 triângulos pretos

Vemos então que existe uma sequência de múltiplos de 3

Ficando assim a sequência: 1, 3, 9 e 27

RESPOSTA: LETRA E

Exercício 2

Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: FDSBC

Rafaela recebeu uma planilha Excel em que havia uma sequência de cálculos
utilizando as informações contidas nas células. Observe, a seguir, os três primei -
ros termos dessa sequência:

1º termo: A1 2º termo: A1 + C4 3º termo: A1 + C4 + E7

Admitindo-se que o padrão apresentado até o 3º termo se mantém, o 5º ter -


mo será:

A) A1 + C4 + E7 + G10

B) A1 + C4 + E7 + H10

C) A1 + C4 + E7 + G10 + I13

D) A1 + C4 + E7 + H10 + J12

E) A1 + C4 + E7 + G10 + J12

Resolução do exercício 2

Se você observar bem a sequência verá que os termos alteram da seguinte


forma:

Existe uma sequência alfabética que pula uma letra (A, C, E, G, I)e uma se -
quência numérica desta letra pula de 3 em 3 (1, 4, 7, 10, 13). Ficando assim en -
tão:

1° TERMO: A1

2° TERMO: A1 + C4

3° TERMO: A1 + C4 + E7

3
Raciocínio sequencial

4° TERMO: A1 + C4 + E7 + G10

5° TERMO: A1 + C4 + E7 + G10 + I13

RESPOSTA: LETRA C

Exercício 3

Ano: 2017 Banca: FAU Órgão: Câmara de Clevelândia – PR

Observe a sequência de nomes a seguir ARLETE; ERICA, ILMA, OLIVIA,…. Qual


dos nomes a seguir completa esta sequência?

A) Humberto.

B) Elvira.

C) Katiane.

D) Úrsula.

E) Amanda.

Resolução do exercício 3

Se você observar o que os nomes tem em comum é a primeira letra. Obser -


vando melhor você verá que todos os nomes começam com vogal e em sequência
de a, e, i, o, u.

A única alternativa que o nome começa com a letra u é Úrsula

RESPOSTA: LETRA D

4
Estruturas Lógicas

Estruturas Lógicas (Estrutura lógica de


relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios)

MÉRITO
Apostilas 1
Estruturas Lógicas

Estrutura Lógica
Na lógica, uma estrutura (ou estrutura de interpretação) é um objeto que dá
significado semântico ou interpretação aos símbolos definidos pela assinatura de
uma linguagem. Uma estrutura possui diferentes configurações, seja em lógicas
de primeira ordem, seja em linguagens lógicas poli sortidas ou de ordem superior.

O tema “estruturas lógicas” se divide em:

• Proposições lógicas (lógica proposicional)

• Tabela verdade

• Conectivos lógicos

• Tautologia, Contradição e Contingência

Proposições lógicas (lógica proposicional)

Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser expressa de forma
afirmativa ou negativa, na qual atribuímos um dos valores lógicos verdadeiro (V)
ou falso (F), mas nunca para ambas. Também conhecida por sentença fechada.

Ex.:

• Paris é a capital da França – Sentença declarativa verdadeira, então damos o


valor lógico (V)

• 5 é um número par – Sentença declarativa falsa, então damos o valor lógico


(F)

• 5 + 5 = 11 – Sentença declarativa falsa, então damos o valor lógico (F)

As sentenças exclamativas, interrogativas, imperativas e abertas não são


proposições:

Ex.:

Que prova fácil! – Sentença exclamativa

Para onde você está indo? – Sentença interrogativa

Entre no carro agora! – Sentença imperativas

2
Estruturas Lógicas

Ele está nadando – Sentença aberta (sentença que não dá para identificar
se é V ou F)

Princípios que dominam as preposições:

Princípio da identidade: Uma proposição verdadeira será sempre verdadei-


ra e uma proposição falsa será sempre falsa.

Princípio da não contradição: Uma proposição não pode ser verdadeira e


falsa ao mesmo tempo.

Princípio do terceiro excluído: uma proposição ou será verdadeira, ou será


falsa, não há outra possibilidade.

Proposição simples

É formada por apenas uma proposição e têm apenas os valores lógicos verda-
deiro (V) e falso (F).

Proposição composta

As proposições compostas são formadas por duas ou mais proposições sim-


ples que são ligadas através de conectivos lógicos como “e” e “ou” por exemplo.

Ex.: Irei para a escola e ao teatro

Proposição simples 1= irei para a escola

Proposição simples 2= ao teatro

Proposição composta= Irei para a escola e ao teatro

Por causa dos conectivos conseguimos dar um valor lógico para a expressão.

As proposições compostas têm mais combinações de valores lógicos, pois de-


penderá da quantidade de proposições simples que a compõe.

Para atribuirmos os valores lógicos de proposição composta, devemos cons-


truir uma tabela verdade.

3
Estruturas Lógicas

Tabela verdade

Tabela verdade é uma tabela matemática usada no campo do raciocínio lógi -


co, para verificar se uma proposição composta é válida.

Vamos agora aprender como se constrói uma tabela verdade.

Para sabermos quantas linhas terá nossa tabela verdade é só pegar o algaris -
mo 2 e elevá-lo ao número de proposições simples.

Ex.:

1. Duas proposições simples: 2² = 4

2. Três proposições simples : 2³ = 8

Tabela verdade com duas proposições

Algarismo 2 elevado ao número de proposições que sabemos que são duas,


então:

2² = 4

Temos então 4 linhas nesta tabela verdade.

Na primeira coluna é só dividir o número de linhas por dois e colocar os valo -


res lógicos verdadeiro (V) e falso (F)

São 4 linhas, então 4/2 = 2 Ficará duas verdadeiras e duas falsas colocadas
simultaneamente

Na segunda coluna é só dividir o resultado da primeira por dois 2/2 = 1

Ficará uma verdadeira e uma falsa colocadas alternadamente.

4
Estruturas Lógicas

Tabela verdade com três proposições

É o mesmo processo:

Algarismo 2 elevado ao número de proposições que sabemos que são três, en-
tão:

2³ = 8

Temos então 8 linhas nesta tabela verdade.

Na primeira coluna é só dividir o número de linhas por dois e colocar os valo -


res lógicos verdadeiro (V) e falso (F).

São 8 linhas, então 8/2 = 4 Ficará quatro verdadeiras e quatro falsas coloca -
das alternadamente

Na segunda coluna é só dividir o resultado da primeira por dois 4/2 = 2 Ficará


duas verdadeiras e duas falsas colocadas alternadamente

Na terceira coluna é só dividir o resultado da segunda por dois 2/2 = 1

Ficará uma verdadeira e uma falsa colocada alternadamente.

5
Estruturas Lógicas

Conectivos lógicos

O conectivo lógico é um símbolo ou palavra que usamos para conectar duas


ou mais proposições para que elas sejam válidas, de modo que a proposição com -
posta formada dependa apenas das proposições que a originou. Por causa dos co -
nectivos conseguimos dar um valor lógico para esta proposição formada.

Só vai ser falsa se ambas forem falsas.


Se tiver uma verdadeira ou ambas
verdadeiras será verdadeiro

Negação (Conectivo ~ ou ¬)

Conectivo: “não”

Símbolo: ~ ou ¬

Esquema: ~p ou ¬p (não p)

Proposição p: O carro é amarelo

Proposição ~p: O carro não é amarelo

ou ~p : Não é verdade que o carro é amarelo

ou ~p : É falso que o carro é amarelo

6
Estruturas Lógicas

Tabela verdade:

O carro é amarelo (p)

Uma proposição: 2¹ = 2

Conjunção (conectivo “e”)

Conectivo “e” é denominado conjunção e seu símbolo é o acento circunflexo


“^”

O esquema é p ^ q (p e q)

Será verdadeira somente se todas as proposições forem verdadeiras

Ex.: Irei para a escola e ao teatro

p ^ q (p e q)

Tabela verdade:

Irei para a escola (p)

irei para ao teatro (q)

2 proposições = 2² = 4

A regra para conjunção é que a proposição resultante só será verdadeira se


todas as proposições simples forem verdadeiras.

7
Estruturas Lógicas

Conectivo “ou” símbolo: v ou v

Temos dois tipos de disjunção, a disjunção inclusiva e a disjunção exclusiva.

• Disjunção inclusiva

Símbolo “v”

Conectivo “ou”

Esquema: p v q (p ou q)

Ex.: Como ou bebo

Embora tenha usado o conectivo ou, nada me impede de fazer as duas coisas,
ou seja, significa uma inclusão.

Tabela verdade

Proposição 1: como

Proposição 2: bebo

Tem duas proposições: 2² = 4

A proposição só será falsa se todas as proposições simples forem falsas.

• Disjunção exclusiva

Símbolo “v”

Conectivo “ou…ou”

Esquema: p v q (p ou q)

Ex.: Ou como ou bebo

8
Estruturas Lógicas

Com a repetição do conectivo ou, ele exclui a possibilidade de fazer as duas


coisas, ou seja, significa uma exclusão.

Tabela verdade

Proposição 1: Ou como

Proposição 2: Ou bebo

Tem duas proposições: 2² = 4

A proposição só será verdadeira se uma das proposições simples for “F” (não
ocorrer) e a outra “V” (ocorrer), independentemente da ordem. Não pode aconte-
cer “V”(ocorre) ou “F”(não ocorrer) nos dois casos, caso aconteça a proposição re -
sultante desta operação será falsa.

Então, a diferença principal entre as duas disjunções é:

Disjunção inclusiva: Pode ocorrer uma ação ou ambas.

Disjunção exclusiva: Pode ocorrer somente uma ação.

9
Estruturas Lógicas

Condicional (conectivo “se…então”)

Símbolo “→”

Conectivo “se…então”

Esquema: p → q (se p então q)

Ele dá uma condição para que a outra proposição exista

Ex.: Se nasci em Minas Gerais, então sou mineiro

Tabela verdade:

Proposição 1: se nasci em Minas Gerais

Proposição 2: então sou mineiro

Tem duas proposições: 2² = 4

A condicional só será falsa se a proposição antecedente for verdadeira e a


proposição consequente for falsa.

10
Estruturas Lógicas

Bicondicional (conectivo “…se e somente se…” )

Símbolo “↔”

Conectivo “…se e somente se…”

Esquema: p ↔ q (p se somente se q)

As proposições são equivalentes, ou seja, para ser verdadeira, ambas proposi-


ções têm que ser verdadeira ou ambas tem que ser falsa.

Tabela verdade:

Proposição 1: Pedro é enfermeiro

Proposição 2: Márcia é médica

Lê-se: Pedro é enfermeiro se e somente se Márcia é médica

Tem duas proposições: 2² = 4

11
Estruturas Lógicas

Tautologia, Contradição e Contingência


Classificação das proposições compostas:

Proposição composta são proposição que tem duas ou mais proposições sim -
ples

• Tautologia

• Contradição

• Contingência

Tautologia

Na lógica proposicional, a tautologia é uma proposição cujo valor lógico é


sempre verdadeiro para todas as variadas proposições.

A proposição (p ou não p) ficando assim, p ∨ (~p)

Onde:

Usa-se o conectivo “ou”

Símbolo: v lê-se “ou”

p: proposição p

~p: proposição não p

A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre


V(verdadeiro).

A tautologia normalmente é uma disjunção inclusiva.

Contradição

Contradição é uma proposição cujo valor lógico é sempre falso, ou seja, ao


contrário da tautologia.

A proposição (p e não p) ficando assim, p Λ (~p)

12
Estruturas Lógicas

Onde:

Usa-se o conectivo “e”

Símbolo: Λ lê-se “e”

p: proposição p

~p: proposição não p

A proposição p Λ (~p) é uma contradição, pois o seu valor lógico será sempre
F (falso).

A contradição normalmente é uma conjunção.

Contingência

Contingência é uma proposição cujo valor lógico pode ser verdadeiro ou falso,
ou seja, não é nem uma tautologia e nem uma contradição, é uma proposição in -
determinada.

A proposição (se p então ~p) ficando assim, p →(~p)

Onde:

Usa-se o conectivo “se…então”

Símbolo:→

p: proposição p

~p: proposição não p

A proposição p →(~p) é uma contingência, pois seu valor lógico pode ser ver-
dadeiro (V) ou falso (F).

A contingência normalmente é uma condicional. A maioria das proposições


compostas são contingências.

13
Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares

Raciocínio lógico para resolução de


problemas elementares

MÉRITO
Apostilas 1
Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares

Raciocínio lógico é um processo de estruturação do pensamento de acordo com as


normas da lógica que permite chegar a uma determinada conclusão ou resolver um
problema.

O raciocínio lógico está ligado a conceitos de filosofia, como o da lógica aristotélica


e também a conceitos da matemática.

Esses conceitos existem para organizar e clarear situações cotidianas. Ajudam a


preparar nossa mente para enfrentar problemas de forma mais rápida.

A utilização dessa forma de raciocínio está muito ligada à nossa capacidade de


escrita, leitura e resolução de problemas a partir de informações dadas em
determinado contexto.

Pode ser resumido em três habilidades principais:

• Interpretação de problemas;

• Escrita com propriedade;

• Identificação de soluções.

Raciocínio lógico-matemático

O raciocínio lógico matemático ou quantitativo é o raciocínio usado para a


resolução de alguns problemas e exercícios matemáticos. Esses exercícios são
frequentemente usados no âmbito escolar, através de problemas matriciais,
geométricos e aritméticos, para que os alunos desenvolvam determinadas
aptidões. Este tipo de raciocínio é bastante usado em áreas como a análise
combinatória.

O raciocínio lógico-matemático auxilia na resolução de problemas lógicos


envolvendo as funções executivas como atenção, organização e memória.

Conceitos importantes para aprender raciocínio lógico-matemático:

Proposição

É um conteúdo ou enunciado que pode ser tomado como verdadeiro ou falso.

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Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares

Argumento

É um conjunto de conteúdos ou enunciados que estão relacionados entre si (o


raciocínio lógico propriamente dito).

Premissa

É a informação essencial (ou conjunto de informações), que serve de base para o


argumento.

Conclusão

É o resultado da relação lógica entre as premissas, a proposição final do


argumento.

Tabela Verdade

É uma ferramenta que ajuda a identificar se a relação entre grupos de proposições


é falsa ou verdadeira.

Permite uma análise rápida e simplificada das questões, seguindo os passos:

• Identificar os elementos no enunciado;

• Montar uma tabela colocando uma coluna para cada elemento;

• Ler e interpretar casa informação no enunciado;

• Marcar as informações de cada alternativa na tabela.

Com esses conceitos você conseguirá entender as explicações em qualquer


material que encontrar sobre raciocínio lógico e matemático, além de conseguir
resolver aqueles problemas de lógica nas revistas de palavras cruzadas.

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Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares

Como estudar Raciocínio Lógico e Matemático?

O primeiro passo para aprender raciocínio lógico-matemático é revisar


matemática básica, relembrar assuntos como conjuntos, funções e símbolos.

Depois reveja as fórmulas e regras matemáticas, já que elas serão muito utilizadas
nas questões que você precisará resolver.

Quando estiver começando a resolver exercícios, lembre-se de sempre resumir as


questões, monte quadros como a tabela verdade, faça símbolos, rabisque o
máximo possível pois isso ajuda a sua mente a começar a treinar a forma de
raciocínio necessária.

Lógica das proposições

É o conceito mais elementar da lógica, pautada na apreciação de sentenças, que


podem ser feitas por meio de números, símbolos ou palavras. O conteúdo pode ou
não ser verdadeiro.

Um exemplo básico é “ o Sol é menor do que a Terra ”. Essa é a proposição, cuja


lógica está pautada no tamanho, já calculado, dos dois elementos.

Teoria de conjuntos

Estuda as coleções de elementos relacionados por símbolos matemáticos. É uma


matéria vista nas aulas de matemática, parece muito familiar e fácil, mas pode
causar confusão, por isso é preciso estudar com muita calma os símbolos.

Um exemplo é “A∪B={x:x∈A ou x∈B}” e o raciocínio a ser seguido é “se um


elemento x pertencer a união de A com B, então x pertence a A ou pertence a B”.

Porcentagem

Esse assunto possui duas linhas de raciocínio: uma interpretativa e a outra formal.

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Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares

Normalmente as questões que envolvem porcentagem relacionam casos


concretos, o que exige interpretação de texto da sua parte. Você precisa saber
calcular porcentagem depois de conseguir entender o que a questão pede.

Análise combinatória

É a parte da matéria responsável pelas possibilidades e combinações. Você verá a


separação do conteúdo em grupos, de três formas: arranjos, permutações e
combinações.

Possibilita a realização de contagens de maneira mais eficiente e é um passo a mais


para você aprender probabilidade.

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Verificação da verdade dos argumentos

Verificação da verdade dos


argumentos

MÉRITO
Apostilas 1
Verificação da verdade dos argumentos

Em lógica e filosofia chama-se válido a um argumento que tem certas proprie -


dades , independentemente de as suas premissas serem verdadeiras ou falsas. O
termo validade não se aplica a proposições. E os argumentos não podem ser ver-
dadeiros nem falsos.

Os argumentos podem ser válidos ou inválidos, mas não podem ser verdadei-
ros nem falsos.

As proposições podem ser verdadeiras ou falsas, mas não podem ser válidas
nem inválidas. (Aires Almeida, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Paula Mateus, Pe-
dro Galvão, A arte de pensar, manual de Filosofia do 11º ano, Didática Editora,
pag 18.)

Esta oposição entre verdade e validade estabelecida neste excerto de um ma -


nual de Filosofia para o ensino secundário em Portugal é, a nosso ver, errônea. É
fruto da hiper-análise, isto é, a visão separada das coisas, sem a intuição da sua
identidade essencial.

De fato dizer É verdade que 2+5 =7 é o mesmo que dizer É válido que
2+5=7. E dizer é verdade que a Terra gira em torno do sol é o mesmo que dizer é
válido que a Terra gira em torno do sol.

O que os autores do citado texto designam por validade pode ser designado
como verdade formal, verdade a priori, num plano meramente lógico. Por exemplo
a inferência lógica se a >b e b>c , então a>c é simultaneamente válida e verda -
deira. Logo esta proposição é verdadeira e válida, ao contrário do que sustentam
os autores acima dizendo que as proposições não podem ser válidas nem inváli -
das.

A noção de validade é extraída da noção de verdade e nunca se liberta da de-


terminação desta. Metaforicamente, talvez se pudesse dizer, numa certa perspec -
tiva, que a verdade, em sentido ideal-material, é a carne com os ossos, e a valida -
de, em sentido de verdade formal, lógica, é os ossos que subjazem à carne.

O que faltou definir no citado texto são as várias acepções do termo verdade:
verdade material (obtida pela intuição empírica direta conjugada com o raciocí -
nio); verdade ideal (obtida pelo raciocínio trabalhando sobre os conceitos empíri -
cos armazenados na memória ou na imaginação, sem verificação prática; muitos
autores também a designam como verdade material porque tem conteúdo concre -
to); verdade formal ou lógica pura ( que o manual citado designa por validade).

No mesmo manual de Filosofia, incorre-se no erro de dissociar argumento e


proposição como se fossem conceitos absolutamente extrínsecos entre si:

Como vimos, as premissas e a conclusão dos argumentos são proposições.


Portanto, os argumentos contêm proposições e as proposições podem ser verda -

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Verificação da verdade dos argumentos

deiras ou falsas. Mas isto é diferente de dizer que o próprio argumento é verdadei-
ro ou falso. Um argumento não pode ser verdadeiro nem falso.

Do fato de um argumento ser um conjunto de proposições não se segue que o


próprio argumento é uma proposição. Um conjunto de pessoas não é uma pessoa.

Os argumentos não podem ser verdadeiros nem falsos porque não são propo -
sições; e não são proposições porque nada afirmam sobre a realidade. Um argu -
mento limita-se a estabelecer uma relação entre proposições que afirmam coisas
sobre a realidade. Não é necessário definir a noção de verdade. A noção normal,
que usamos no dia-a-dia, é suficiente.

(Aires Almeida, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Paula Mateus, Pedro Galvão,
A arte de pensar, manual de Filosofia do 11º ano, Didática Editora, pag 18).

É evidente que um argumento pode ser verdadeiro ou falso, ao contrário do


que no Manual acima transcrito se sustenta. Vejamos o seguinte exemplo: As vaci -
nas infectam o sangue humano porque são, em si mesmas, constituídas pelo pus
de cavalos, macacos, bois e outros animais doentes.

Este argumento anti-vacinação exprime-se numa única proposição, que inclui


dois juízos: tem, portanto, valor de verdade ou falsidade. É um argumento verda-
deiro ou falso. A isso não se pode fugir. É também evidente que um argumento
afirma algo sobre a realidade, ao contrário do que exprime o texto transcrito do ci -
tado Manual.

Nos casos em que argumento não é uma única proposição, é um conjunto de


proposições encadeadas de forma lógica e também nesse caso será verdadeiro ou
falso. Vejamos um exemplo de um argumento anticapitalista: O capitalismo ba -
seia-se na apropriação pelos capitalistas, da mais-valia que os operários produ -
zem. Essa apropriação, fundada na propriedade privada das fábricas, das terras,
lojas e armazéns e bancos, gera desigualdades sociais. Para acabar com estas, é
imprescindível suprimir a propriedade privada dos meios de produção e troca, isto
é, instaurar a autogestão no quadro de um Estado operário.

Este argumento, composto por diversas proposições, cada uma delas verda -
deira ou falsa, é verdadeiro ou é falso no seu todo. Não é possível suprimir a dico-
tomia de valores verdadeiro/ falso no todo - o argumento - existindo esse valor em
cada uma das partes.

Os autores do Manual A Arte de Pensar confundem argumento (encadeamento


de juízos e raciocínios visando provar ou refutar uma tese, uma ideia) com cone -
xão lógica do raciocínio, isto é, com mecanismo formal estruturador do argumen-
to. Confundem o bolo (o argumento) com a forma metálica em que foi produzido
(o esqueleto formal do pensar) Esse é o risco de alguma filosofia "analítica": ver a
árvore e não ver a floresta.

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Progressões Aritméticas e Geométricas

Progressões Aritméticas e
Geométricas

MÉRITO
Apostilas 1
Progressões Aritméticas e Geométricas

A progressão aritmética – PA é uma sequência de valores que apresenta


uma diferença constante entre números consecutivos.

A progressão geométrica – PG apresenta números com o mesmo quociente


na divisão de dois termos consecutivos.
Enquanto na progressão aritmética os termos são obtidos somando a
diferença comum ao antecessor, os termos de uma progressão geométrica são
encontrados ao multiplicar a razão pelo último número da sequência, obtendo
assim o termo sucessor.

Progressão aritmética (PA)


Uma progressão aritmética é uma sequência formada por termos que se
diferenciam um do outro por um valor constante, que recebe o nome de razão,
calculado por:

Onde,
r é a razão da PA;
a2 é o segundo termo;
a1 é o primeiro termo.

Sendo assim, os termos de uma progressão aritmética podem ser escritos da


seguinte forma:

Note que em uma PA de n termos a fórmula do termo geral (a n) da sequência


é:
an = a1 + (n – 1) r
Alguns casos particulares são: uma PA de 3 termos é representada por (x - r,
x, x + r) e uma PA de 5 termos tem seus componentes representados por (x - 2r, x
- r, x, x + r, x + 2r).

Tipos de PA
De acordo com o valor da razão, as progressões aritméticas são classificadas
em 3 tipos:
1. Constante: quando a razão for igual a zero e os termos da PA são iguais.
Exemplo: PA = (2, 2, 2, 2, 2, ...), onde r = 0

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Progressões Aritméticas e Geométricas

2. Crescente: quando a razão for maior que zero e um termo a partir do


segundo é maior que o anterior;
Exemplo: PA = (2, 4, 6, 8, 10, ...), onde r = 2

3. Decrescente: quando a razão for menor que zero e um termo a partir do


segundo é menor que o anterior.
Exemplo: PA = (4, 2, 0, - 2, - 4, ...), onde r = - 2

As progressões aritméticas ainda podem ser classificadas em finitas, quando


possuem um determinado número de termos, e infinitas, ou seja, com infinitos
termos.

Soma dos termos de uma PA


A soma dos termos de uma progressão aritmética é calculada pela fórmula:

Onde, n é o número de termos da sequência, a1 é o primeiro termo e an é o


enésimo termo. A fórmula é útil para resolver questões em que é dado o primeiro e o
último termo.
Quando um problema apresentar o primeiro termo e a razão da PA, você pode
utilizar a fórmula:

Essas duas fórmulas são utilizadas para somar os termos de uma PA finita.

Termo médio da PA
Para determinar o termo médio ou central de uma PA com um número ímpar de
termos calculamos a média aritmética com o primeiro e último termo (a1 e an):

Já o termo médio entre três números consecutivos de uma PA corresponde a


média aritmética do antecessor e do sucessor.

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Progressões Aritméticas e Geométricas

Exemplo resolvido
Dada a PA (2, 4, 6, 8, 10, 12, 14) determine a razão, o termo médio e a soma
dos termos.
1. Razão da PA

2. Termo médio

3. Soma dos termos

Progressão geométrica (PG)


Uma progressão geométrica é formada quando uma sequência tem um fator
multiplicador resultado da divisão de dois termos consecutivos, chamada de razão
comum, que é calculada por:

Onde,
q é a razão da PG;
a2 é o segundo termo;
a1 é o primeiro termo.
Uma progressão geométrica de n termos pode ser representada da seguinte
forma:

Sendo a1 o primeiro termo, o termo geral da PG é calculado por a1.q(n-1).

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Progressões Aritméticas e Geométricas

Tipos de PG
De acordo com o valor da razão (q), podemos classificar as Progressões
Geométricas em 4 tipos:
1. Crescente: a razão é sempre positiva (q > 0) e os termos são crescentes;
Exemplo: PG: (3, 9, 27, 81, ...), onde q = 3.
2. Decrescente: a razão é sempre positiva (q > 0), diferente de zero (0), e os
termos são decrescentes;
Exemplo: PG: (-3, -9, -27, -81, ...), onde q = 3
3. Oscilante: a razão é negativa (q
Exemplo: PG: (3, -6, 12, -24, 48, -96, …), onde q = - 2
4. Constante: a razão é sempre igual a 1 e os termos possuem o mesmo valor.
Exemplo: PG: (3, 3, 3, 3, 3, 3, 3, ...), onde q = 1

Soma dos termos de uma PG


A soma dos termos de uma progressão geométrica é calculada pela fórmula:

Sendo a1 o primeiro termo, q a razão comum e n o número de termos.


Se a razão da PG for menor que 1, então utilizaremos a fórmula a seguir para
determinar a soma dos termos.

Essas fórmulas são utilizadas para uma PG finita. Caso a soma pedida seja de
uma PG infinita a fórmula utilizada é:

Termo médio da PG
Para determinar o termo médio ou central de uma PG com um número ímpar de
termos calculamos a média geométrica com o primeiro e último termo (a 1 e an):

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Progressões Aritméticas e Geométricas

Exemplo resolvido
Dada a PG (1, 3, 9, 27 e 81) determine a razão, o termo médio e a soma dos
termos.
1. Razão da PG

2. Termo médio

3. Soma dos termos

Resumo das fórmulas de PA e PG

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Sistemas Lineares

Sistemas Lineares

MÉRITO
Apostilas 1
Sistemas Lineares

Sistemas Lineares são conjuntos de equações associadas entre elas que apre-
sentam a forma a seguir:

A chave do lado esquerdo é o símbolo usado para sinalizar que as equações fa-
zem parte de um sistema. O resultado do sistema é dado pelo resultado de cada
equação.
Os coeficientes am, am2, am3, ... , an3, an2, an1 das incógnitas x1, xm2,xm3, ... ,
xn3, xn2, xn1 são números reais.
Ao mesmo tempo, b também é um número real que é chamado de termo inde-
pendente.
Sistemas lineares homogêneos são aqueles cujo termo independente é igual a
(zero): a1x1 + a2x2 = 0.
Portanto, aqueles que apresentam termo independente diferente de 0 (zero) in-
dica que o sistema não é homogêneo: a1x1 + a2x2 = 3.

Classificação
Os sistemas lineares podem ser classificados conforme o número de soluções
possíveis. Lembrando que a solução das equações é encontrada pela substituição
das variáveis por valores.

• Sistema Possível e Determinado (SPD): há apenas uma solução possí-


vel, o que acontece quando o determinante é diferente de zero (D ≠ 0).
• Sistema Possível e Indeterminado (SPI): as soluções possíveis são in-
finitas.
• Sistema Impossível (SI): não é possível apresentar qualquer tipo de so-
lução.
As matrizes associadas a um sistema linear podem ser completas ou incomple-
tas. São completas as matrizes que consideram os termos independentes das equa-
ções.
Os sistemas lineares são classificados como normais quando o número de equa-
ções é o mesmo que o número de incógnitas. Além disso, quando o determinante da
matriz incompleta desse sistema não é igual a zero.

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Sistemas Lineares

Exercícios Resolvidos
Vamos resolver passo a passo cada equação a fim de classificá-las em SPD, SPI
ou SI.
Exemplo 1 - Sistema Linear com 2 Equações

Exemplo 2 - Sistema Linear com 3 Equações

Se D = 0, podemos estar diante de um SPI ou de um SI.

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Funções exponenciais e logarítmicas

Funções exponenciais e
logarítmicas

MÉRITO
Apostilas 1
Funções exponenciais e logarítmicas

Função Exponencial

Função Exponencial é aquela que a variável está no expoente e cuja base é


sempre maior que zero e diferente de um.

Essas restrições são necessárias, pois 1 elevado a qualquer número resulta


em 1. Assim, em vez de exponencial, estaríamos diante de uma função constante.

Além disso, a base não pode ser negativa, nem igual a zero, pois para alguns
expoentes a função não estaria definida.

Por exemplo, a base igual a - 3 e o expoente igual a 1/2. Como no conjunto


dos números reais não existe raiz quadrada de número negativo, não existiria
imagem da função para esse valor.

Exemplos:

f(x) = 4x

f(x) = (0,1)x

f(x) = (⅔)x

Nos exemplos acima 4, 0,1 e ⅔ são as bases, enquanto x é o expoente.

Gráfico da função exponencial

O gráfico desta função passa pelo ponto (0,1), pois todo número elevado a
zero é igual a 1. Além disso, a curva exponencial não toca no eixo x.

Na função exponencial a base é sempre maior que zero, portanto a função


terá sempre imagem positiva. Assim sendo, não apresenta pontos nos quadrantes
III e IV (imagem negativa).

Abaixo representamos o gráfico da função exponencial.

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Funções exponenciais e logarítmicas

Função Crescente ou Decrescente

A função exponencial pode ser crescente ou decrescente.

Será crescente quando a base for maior que 1. Por exemplo, a função y = 2x
é uma função crescente.

Para constatar que essa função é crescente, atribuímos valores para x no ex-
poente da função e encontramos a sua imagem. Os valores encontrados estão na
tabela abaixo.

Observando a tabela, notamos que quando aumentamos o valor de x, a sua


imagem também aumenta. Abaixo, representamos o gráfico desta função.

Por sua vez, as funções cujas bases são valores maiores que zero e menores
que 1, são decrescentes. Por exemplo, f(x) = (1/2) x é uma função decrescente.

3
Funções exponenciais e logarítmicas

Calculamos a imagem de alguns valores de x e o resultado encontra-se na ta -


bela abaixo.

Para esta função, enquanto os valores de x aumentam, os valores das respec-


tivas imagens diminuem. Desta forma, constatamos que a função f(x) = (1/2)x é
uma função decrescente.

Com os valores encontrados na tabela, traçamos o gráfico dessa função. Note


que quanto maior o x, mais perto do zero a curva exponencial fica.

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Funções exponenciais e logarítmicas

Função Logarítmica

A inversa da função exponencial é a função logarítmica. A função logarítmica


é definida como f(x) = log ax, com a real positivo e a ≠ 1.

Sendo, o logaritmo de um número definido como o expoente ao qual se deve


elevar a base a para obter o número x, ou seja, y = logax ⇔ ay = x.

Uma relação importante é que o gráfico de duas funções inversas são simétricos
em relação a bissetriz dos quadrantes I e III.
Desta maneira, conhecendo o gráfico da função exponencial de mesma base,
por simetria podemos construir o gráfico da função logarítmica.

No gráfico acima, observamos que enquanto a função exponencial cresce ra-


pidamente, a função logarítmica cresce lentamente.

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Fundamentos de Estatística

Fundamentos de Estatística

MÉRITO
Apostilas 1
Fundamentos de Estatística

A estatística é uma ciência exata que estuda a coleta, organização, análise e


registro de dados usando amostras.

Usado desde a antiguidade, quando eram registrados nascimentos e mortes,


é o principal método de pesquisa na tomada de decisões. Isso porque baseia suas
conclusões nas pesquisas realizadas.

Fases do método estatístico

Definição do problema: determinar como a recolha de dados pode solucio-


nar um problema

Planejamento: elaborar como fazer o levantamento dos dados

Coleta de dados: reunir dados após o planeamento do trabalho pretendido,


bem como definição da periodicidade da coleta (contínua, periódica, ocasional ou
indireta)

Correção dos dados coletados: conferir dados para afastar algum erro por
parte da pessoa que os coletou

Apuração dos dados: organização e contagem dos dados

Apresentação dos dados: montagem de suportes que demonstrem o resul-


tado da coleta dos dados (gráficos e tabelas)

Análise dos dados: exame detalhado e interpretação dos dados

Aliada à probabilidade, pode ser aplicada nas mais diversas áreas. São exem -
plos a análise dos dados sociais, econômicos e demográficos. É o que faz o IBGE -
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O IBGE é o órgão que fornece ao nosso país os dados necessários para a defi -
nição do modelo de planejamento mais adequado nas políticas públicas.

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