Você está na página 1de 60

1

SUMÁRIO

1 O QUE É O TRIBUTO NO MUNDO ATUAL ........................................... 4

2 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA .................................................................... 5

2.1 Sujeitos ativos e passivos da obrigação tributária ............................ 5

3 NOÇÕES DE DIREITO TRIBUTÁRIO .................................................... 5

3.1 Competência tributária ..................................................................... 6

3.2 Imposto da união .............................................................................. 7

3.3 Imposto estaduais ............................................................................ 7

3.4 Impostos municipais ......................................................................... 8

4 REGIME TRIBUTARIO ........................................................................... 8

4.1 Lucro Real ........................................................................................ 9

4.2 Lucro Presumido ............................................................................ 11

4.3 Simples Nacional ............................................................................ 14

5 IMPOSTOS FEDERAIS ........................................................................ 17

5.1 COFINS .......................................................................................... 17

5.2 CSLL .............................................................................................. 18

6 TRIBUTO .............................................................................................. 22

7 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS ..................................................... 23

8 POR DENTRO DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA ............................ 24

9 FUNÇÕES DO PROFISSIONAL TRIBUTARISTA ................................ 25

10 O PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO ................................................... 27

10.1 Aplicações de contabilidade tributária ......................................... 28

11 A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO PARA O


SETOR EMPRESARIAL........................................................................................ 29

2

12 A IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA DO REGIME PARA


RECOLHIMENTO DO IRPJ E CSLL ..................................................................... 32

13 LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................ 36

13.1 A Significância do Planejamento Tributário para a Estrutura de


Custos de uma Organização ............................................................................. 36

3

1 O QUE É O TRIBUTO NO MUNDO ATUAL

Fonte: buscaai.com

Tributo é definido como a parcela que a sociedade entrega ao Estado, em


dinheiro, de forma obrigatória, para financiamento dos gastos públicos. Tributo é
gênero, da qual são espécies: impostos, taxas, contribuições de melhoria,
empréstimos compulsórios e contribuições especiais.
Na legislação, especificamente no art. 3° da Lei 5.172 – Código Tributário
Nacional – CTN, devidamente recepcionado pela atual Constituição Federal, assim
está definido: “Art. 3° - Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda
ou cujo valor nela possa se exprimir, que não se constitua sanção de ato ilícito,
instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
”Então, os tributos que o CONTRIBUINTE paga ao ESTADO através da ação do
FISCO é utilizado pelo GOVERNO para a manutenção do BEM PÚBLICO.

4

2 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

Para o estudo da obrigação tributária, leva-se em conta a obrigação como


relação jurídica. Obrigação Tributária, portanto, é o liame (ligação, o que prende)
entre devedor (contribuinte ou responsável) e credor (Fisco), que tem por prestação
o tributo ou conduta de natureza tributária consistente em fazer ou não fazer.
A obrigação tributária é a relação jurídica existente entre o sujeito ativo e
passivo, que tem por objeto o pagamento de tributo e de penalidade pecuniária,
também está conforme o CTN.

2.1 Sujeitos ativos e passivos da obrigação tributária

Na obrigação tributária estão envolvidos o sujeito ativo e o sujeito passivo.


SUJEITO ATIVO: ESTADO
SUJEITO PASSIVO: O CONTRIBUINTE
CONTRIBUINTE DE DIREITO: o contribuinte previsto em lei. Exemplo: o
revendedor de material de limpeza, é ele que vai recolher o ICMS mas vai incluí-lo
no preço final de seus produtos
CONTRIBUINTE DE FATO: é aquele não previsto na lei, mas é quem
suporta o ônus econômico. Exemplo: a dona de casa que compra o material de
limpeza. Ela não recolhe o tributo, mas foi quem o pagou embutido no preço final.

3 NOÇÕES DE DIREITO TRIBUTÁRIO

Direito tributário é um ramo do direito administrativo que estuda os princípios


e as regras aplicadas ao exercício do poder de tributos do Estado Democrático de
Direito.
Em outro conceito podemos dizer que Direito Tributário é a disciplina da
relação entre o Tesouro Público e o contribuinte, resultante da imposição,
arrecadação e fiscalização dos tributos.

5

No direito tributário é importante observação dos atos editados pelos entes


tributantes (Lei, Decretos, Portarias, Instruções.) Os quais obedecem a uma
hierarquia, ficando o que denomina fonte do direito.
A hierarquia das leis é representada da seguinte forma:
Poder Contribuinte Originário:

Assim, em obediência a citada hierarquia: a Lei cria um tributo, o Decreto o


regulamenta e as Portarias, Instruções Normativas e as resoluções etc., o
complementam.

3.1 Competência tributária

Fonte: contabils.com

6

A constituição federal, atribui competência para cada ente da federação para


instituir os impostos, os quais são distribuídos da seguinte forma:

3.2 Imposto da união

Os Tributos Federais, no Brasil, constituem-se numa gama extensa de


tributos arrecadados pela União, previstos pela Constituição Federal, entre os quais:
 Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
 Imposto sobre a Exportação (IE)
 Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR)
 Imposto sobre Operações de Crédito (IOF)
 Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR - pessoa física
e jurídica)
 IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
 Programa de Integração Social (PIS)
Além de taxas, contribuições de intervenção e outros tributos (assim
considerados), como o FGTS e as demais contribuições previdenciárias

3.3 Imposto estaduais

Tributos Estaduais equivalem a 28,47% de todo imposto arrecadado, sendo


eles;
 Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos – ITCMD
 Operações relativo à circulação de mercadoria e sobre prestação de
serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação,
ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior – ICMS
 Imposto sobre propriedade de veículo automotores – IPVA

7

3.4 Impostos municipais

 Propriedade predial e territorial urbano – IPTU


 Serviços de qualquer natureza – ISS
 Transmissão de Bens Imóveis – ITBI

4 REGIME TRIBUTARIO

Fonte:viasoft.com.br

Para fins tributários federais, a apuração dos impostos, no Brasil, pode ser
feita de três formas:

1. Lucro Real;
2. Lucro Presumido e
3. Simples Nacional (opção exclusiva para Microempresas e Empresas
de Pequeno Porte).

8

4.1 Lucro Real

Lucro Real é a regra geral para a apuração do Imposto de Renda (IRPJ) e da


Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) da pessoa jurídica.
Ao mesmo tempo em que é o “regime geral” também é o mais complexo.
Neste regime, o imposto de renda é determinado a partir do lucro contábil,
apurado pela pessoa jurídica, acrescido de ajustes (positivos e negativos)
requeridos pela legislação fiscal, conforme esquema a seguir:

Lucro (Prejuízo) Contábil


(+) Ajustes fiscais positivos (adições)
(-) Ajustes fiscais negativos (exclusões)
(=) Lucro Real ou Prejuízo Fiscal do período
Quando se trata do regime de Lucro Real pode haver, inclusive, situações de
Prejuízo Fiscal, hipótese em que não haverá imposto de imposto de renda a pagar.
Olhando somente pelo lado do imposto de renda, para uma empresa que
opera com prejuízo, ou margem mínima de lucro, normalmente optar pelo regime
de Lucro Real é vantajoso. Porém, sempre é prudente que a análise seja estendida
também para a Contribuição Social sobre o Lucro e para as contribuições ao PIS e
a COFINS, pois a escolha do regime afeta todos estes tributos.
Pessoas Jurídicas Obrigadas ao Lucro Real:
Estão automaticamente obrigadas à apuração pelo Lucro Real as pessoas
jurídicas:
a) Cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos,
bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito,
financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades
corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidora de títulos e valores
mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito,
empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência
privada aberta;

9

b) Que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior.


Não confundir rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior com receitas
de exportação.
As exportadoras podem optar pelo Lucro Presumido normalmente, desde
que não estejam nas hipóteses de vedação.
A restrição deste item alcança aquelas empresas que tenham lucros gerados
no exterior (como empresas Offshore, filiais controladas e coligadas no exterior,
etc.).
A prestação direta de serviços no exterior (sem a utilização de filiais,
sucursais, agências, representações, coligadas, controladas e outras unidades
descentralizadas da pessoa jurídica que lhes sejam assemelhadas) não obriga a
tributação do Lucro Real. Vide Ato Declaratório Interpretativo 5/2001 SRF.
c) Que autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais
relativos à isenção ou redução do imposto;
Como exemplo de benefícios fiscais: o programa BEFIEX (isenção do lucro
de exportação), redução do IR pelo Programa de Alimentação do Trabalhador,
projetos incentivados pela SUDENE e SUDAM, etc.
d) Que no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal
pelo regime de estimativa, na forma do artigo 2º da Lei 9.430/1996.
A opção pelo regime de tributação (Real, Presumido ou Arbitrado) se dá com
o primeiro recolhimento, normalmente em janeiro.
e) Que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de
serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e
riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios
resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring).
f) Que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários,
financeiros e do agronegócio (incluído pela Lei 12.249/2010).
g) Também estão obrigadas ao Lucro Real as empresas imobiliárias,
enquanto não concluídas as operações imobiliárias para as quais haja registro de
custo orçado (IN SRF 25/1999). O custo orçado é a modalidade de tratamento
contábil dos custos futuros de conclusão de obras.

10

h) As Sociedades de Propósito Específico (SPE) constituídas por optantes


pelo Simples Nacional deverão apurar o imposto de renda das pessoas jurídicas
com base no Lucro Real, conforme estipulado no artigo 56, § 2, IV da Lei
Complementar 123/2006.
Além das obrigatoriedades acima, observar o limite de receita bruta anual,
para fins de opção obrigatória pelo lucro real

4.2 Lucro Presumido

O Lucro Presumido é uma forma de tributação simplificada para determinação


da base de cálculo do Imposto de Renda - IRPJ, e da Contribuição Social Sobre o
Lucro Líquido - CSLL das pessoas jurídicas.
A sistemática é utilizada para presumir o lucro da pessoa jurídica a partir de
sua receita bruta e outras receitas sujeitas à tributação. Em termos gerais, trata-se
de um lucro fixado a partir de percentuais padrões aplicados sobre a Receita
Operacional Bruta - ROB. Sobre o referido resultado somam-se as outras receitas
eventuais auferidas, como receitas financeiras e alugueis. Assim, por não se tratar
do lucro contábil efetivo, mas uma mera aproximação fiscal, denomina-se de Lucro
Presumido.

Exemplo:

Especificações: IRPJ CSLL


Receita Operacional Bruta com a venda de R$ 100.000 R$ 100.000
mercadorias
Percentual de lucro fixado fiscalmente 8% 12%
Lucro Presumido decorrente da ROB R$ 8.000 R$ 12.000
Outras Receitas a adicionar (integralmente):
- Receitas financeiras R$ 1.000 R$ 1.000

11

- Aluguel de imóvel (quando não for objeto R$ 1.500 R$ 1.500


social da empresa)
Lucro Presumido Total R$ 10.500 R$ 14.500

A base de cálculo da CSLL corresponde a: 12% da receita bruta nas


atividades comerciais, industriais, serviços hospitalares e de transporte e 32% para:

a) Prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e


transporte;

b) Intermediação de negócios;

c) Administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de


qualquer natureza.

Para fins de determinação do IRPJ os percentuais são diversificados,


conforme tabela a seguir:

Espécies de atividades Percentuais sobre a receita


Revenda a varejo de combustíveis e gás natural 1,6%
 Venda de mercadorias ou produtos 8%
 Transporte de cargas
 Atividades imobiliárias
 Serviços hospitalares
 Atividade Rural
 Industrialização com materiais fornecidos pelo
encomendante
 Outras atividades não especificadas (exceto
prestação de serviços)
 Serviços de transporte (exceto o de cargas) 16%
 Serviços gerais com receita bruta até R$
120.000/ano

12

 Serviços profissionais (médicos, dentistas, 32%


advogados, contadores, auditores, engenheiros,
consultores, economistas, etc.)
 Intermediação de negócios
 Administração, locação ou cessão de bens
móveis/imóveis ou direitos
 Serviços de construção civil, quando a prestadora
não empregar materiais de sua propriedade nem se
responsabilizar pela execução da obra (ADN Cosit
6/97).
 Serviços em geral, para os quais não haja previsão
de percentual específico
No caso de exploração de atividades 1,6 a 32%
diversificadas, será aplicado sobre a receita bruta de
cada atividade o respectivo percentual

Embora não seja um regime obrigatório, o Lucro Presumido é bastante


difundido devido a sua simplicidade e, principalmente, por questões de estratégia
tributária, pois pode representar economia tributária, sobretudo nas empresas
altamente lucrativas. Portanto, se não houver impedimento, pode ser uma boa
ferramenta de planejamento tributário.
A opção pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido será
manifestada com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido
correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário.
A saída do sistema de tributação pelo lucro presumido pode ocorrer
anualmente por opção ou, obrigatoriamente, quando a pessoa jurídica deixar de se
enquadrar nas condições para permanecer no sistema.
O imposto de renda devido, apurado trimestralmente, será pago em quota
única, até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de
apuração.

13

À opção da pessoa jurídica, o imposto devido poderá ser pago em até três
quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três meses
subsequentes ao de encerramento do período de apuração a que corresponder.

4.3 Simples Nacional

Fonte: blog.egestor.com.br

A Lei Complementar nº 123/2006, instituiu novo tratamento tributário


simplificado, também conhecido como Simples Nacional ou Super Simples.
O Simples Nacional estabelece normas gerais relativas ao tratamento
tributário diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas
de pequeno porte no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, mediante regime único de arrecadação, inclusive obrigações
acessórias.
Agendamento para 2018
O agendamento é um serviço que objetiva facilitar o processo de ingresso
no Simples Nacional, possibilitando ao contribuinte manifestar o seu interesse pela
opção para o ano subsequente, antecipando as verificações de pendências
impeditivas ao ingresso no Regime.

14

Assim, o contribuinte poderá dispor de mais tempo para regularizar as


pendências porventura identificadas.
Esta funcionalidade está disponível entre o dia 1º de novembro e o dia 28 de
dezembro de 2017 no Portal do Simples Nacional > Simples – Serviços > Opção >
“Agendamento da Solicitação de Opção pelo Simples Nacional”.
Não havendo pendências, a solicitação de opção para 2018 já estará
confirmada. No dia 01/01/2018, será gerado o registro da opção pelo Simples
Nacional, automaticamente.
Caso sejam identificadas pendências, o agendamento não será aceito. O
contribuinte poderá regularizar essas pendências e proceder a um novo
agendamento, até 28/12/2017.
Após este prazo, a empresa ainda poderá solicitar a opção pelo Simples
Nacional até 31 de janeiro de 2018, no Portal do Simples Nacional > Simples –
Serviços > Opção > “Solicitação de Opção pelo Simples Nacional”.
É possível realizar o cancelamento do agendamento da opção, no mesmo
período do agendamento, por meio de aplicativo disponibilizado no Portal do
Simples Nacional.
Para as empresas que exercem as novas atividades autorizadas pela Lei
Complementar 155/2016 (produtores de cervejas, vinhos, destilados e licores), não
será possível realizar o agendamento. A solicitação de opção poderá ser feita em
janeiro/2018, até o último dia útil (31/01/2018). A opção, se deferida, retroagirá a
01/01/2018. Não haverá agendamento para opção pelo SIMEI. Não haverá
agendamento para empresas em início de atividade.
Definição de Microempresa e de Empresa de Pequeno Porte:
Consideram-se microempresa ou empresas de pequeno porte, a sociedade
empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei
10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil Brasileiro), devidamente registrados
no registro de empresas mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas,
conforme o caso, desde que dentro dos limites de receita bruta previstos na
legislação.

15

VEDAÇÕES
Determinadas atividades ou formas societárias estão vedadas de adotar o
Super Simples - dentre essas vedações, destacam-se:
1) Pessoas jurídicas constituídas como cooperativas (exceto as de
consumo);
2) Empresas cujo capital participe outra pessoa jurídica;
3) Pessoas jurídicas, cujo sócio ou titular seja, administrador ou equiparado
de outra pessoa jurídica com fins lucrativos, desde que a receita bruta global
ultrapasse o limite de receita.
Ficaram fora da vedação ao regime, as empresas de serviços contábeis, que
poderão ser optantes pelo Simples Nacional.

RECOLHIMENTO ÚNICO
O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento
único de arrecadação, do IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS, INSS, ICMS e ISS.
Entretanto, em alguns desses tributos há exceções, pois, o recolhimento
será realizado de forma distinta, conforme a atividade.

INSCRIÇÃO
Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as microempresas e
empresas de pequeno porte regularmente optantes pelo Simples Federal (Lei
9.317/1996), salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma vedação
imposta pelo novo regime do Simples Nacional.

PARCELAMENTO DE DÉBITOS
Os débitos tributários poderão ser parcelados, dentro de condições
específicas.

16

5 IMPOSTOS FEDERAIS

5.1 COFINS

Contribuição para Financiamento da Seguridade Social


A COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, foi
instituída pela Lei Complementar 70 de 30/12/1991.
A contribuição COFINS, atualmente, é regida pela Lei 9.718/1998, com as
alterações subsequentes.

COFINS – CONTRIBUINTES
São contribuintes da COFINS as pessoas jurídicas de direito privado em
geral, inclusive as pessoas a elas equiparadas pela legislação do Imposto de
Renda, exceto as microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo
Simples Nacional (Lei Complementar 123/2006).

BASE DE CÁLCULO
A partir de 01.02.1999, com a edição da Lei 9.718/1998, a base de cálculo
da contribuição é a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo
irrelevante o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada
para as receitas.

ALÍQUOTAS
COFINS: a alíquota geral é de 3% (a partir de 01.02.2001) ou 7,6% (a partir
de 01.02.2004) na modalidade não cumulativa.
Entretanto, para determinadas operações, a alíquota é diferenciada
Nas pessoas jurídicas que tenham filiais, a apuração e o pagamento das
contribuições serão efetuados, obrigatoriamente, de forma centralizada, pelo
estabelecimento matriz.

COFINS NÃO CUMULATIVA

17

Através da Lei 10.833/2003, para as empresas optantes pelo Lucro Real, com
exceções específicas, foi introduzido o regime de não cumulatividade da COFINS
sobre a receita bruta.
A base de cálculo da COFINS no regime não cumulativo é o faturamento
mensal, este sendo entendido pela fiscalização como o total das receitas auferidas
pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação
contábil.
Neste regime, há a possibilidade de o contribuinte apropriar créditos sobre
determinados custos e despesas.

5.2 CSLL

CSLL - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO

A contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL ou CSSL) foi instituída pela
Lei 7.689/1988.
Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento
estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas, mantidas a base de
cálculo e as alíquotas previstas na legislação em vigor (Lei 8.981, de 1995, artigo
57).
Desta forma, além do IRPJ, a pessoa jurídica optante pelo Lucro Real,
Presumido ou Arbitrado deverá recolher a Contribuição Social sobre o Lucro
Presumido (CSLL), também pela forma escolhida.
Não é possível, por exemplo, a empresa optar por recolher o IRPJ pelo Lucro
Real e a CSLL pelo Lucro Presumido.
Escolhida a opção, deverá proceder á tributação, tanto do IRPJ quanto da
CSLL, pela forma escolhida.

BASE DE CÁLCULO DA CSLL

LUCRO PRESUMIDO

18

A partir de 01.09.2003, por força do artigo 22 da Lei 10.684/2003, a base de


cálculo da CSLL, devida pelas pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido
corresponde a:
12% da receita bruta nas atividades comerciais, industriais, serviços
hospitalares e de transporte;

32% para:
a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e
transporte;
b) intermediação de negócios;
c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de
qualquer natureza.

Deduções da Receita Bruta

Da receita bruta poderão ser deduzidas as vendas canceladas, os descontos


incondicionalmente concedidos e os impostos não cumulativos cobrados
destacadamente do comprador ou contratante, e do qual o vendedor dos bens ou
prestador dos serviços seja mero depositário (IPI e ICMS Substituição Tributária).
A receita bruta poderá ser considerada pelo regime de caixa, desde que o
critério seja adotado também para o IRPJ, PIS e Cofins.
Adições à Base de Cálculo
Deverão, ainda, ser somadas à base de cálculo da CSSL no Lucro
Presumido:

 Os ganhos de capital, as demais receitas e os resultados positivos


decorrentes de receitas não compreendidas na atividade, inclusive:
 Os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre
pessoas jurídicas controladoras, controladas, coligadas ou

19

interligadas, exceto se a mutuária for instituição autorizada a funcionar


pelo Banco Central do Brasil;
 Os ganhos de capital auferidos na alienação de participações
societárias permanentes em sociedades coligadas e controladas, e de
participações societárias que permaneceram no ativo da pessoa
jurídica até o término do ano-calendário seguinte ao de suas
aquisições;
 Os ganhos auferidos em operações de cobertura ("hedge") realizadas
em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros ou no mercado de
balcão;
 A receita de locação de imóvel, quando não for este o objeto social da
pessoa jurídica, deduzida dos encargos necessários à percepção da
mesma;
 Os juros relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou
compensados;
 As variações monetárias ativas;

Nota: A partir de 01.01.2000, as receitas decorrentes das variações


monetárias dos direitos de créditos e das obrigações, em função da taxa de câmbio,
serão consideradas, para efeitos da base de cálculo, entre uma das seguintes
opções:

 No momento da liquidação da operação correspondente ("regime de


caixa"); ou
 Pelo regime de competência, aplicando-se a opção escolhida para
todo o ano-calendário.
 Juros remuneratórios do capital próprio pagos ou creditados por
sociedade da qual a empresa seja sócia ou acionista.
 Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras
de renda fixa e renda variável.

20

 O resultado do cálculo do preço de transferência, decorrentes de


operações externas de exportação ou mútuo com empresas
vinculadas ou domiciliadas em países com tributação favorecida.
Nesta hipótese, será somada 12% da diferença da receita de
exportações e o valor integral da receita com mútuo apurados
segundo as regras do IRPJ.

LUCRO REAL

A base de cálculo para as pessoas jurídicas optantes pelo lucro real é o lucro
contábil, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação.
Antecipações Mensais
As empresas que recolhem a CSLL por estimativa mensal, a partir de
01.09.2003, devem considerar a nova base de cálculo da CSLL de 32% para as
seguintes atividades:
a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de
transporte;
b) intermediação de negócios;
c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de
qualquer natureza;
d) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia,
mercadológica, gestão de crédito, seleção de riscos, administração de contas a
pagar e a receber, compra de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a
prazo ou de prestação de serviços (factoring).

ALÍQUOTAS DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

8% (oito por cento) até 30.04.1999.


A partir de 01.05.1999, a alíquota foi majorada para 12% (doze por cento) e
a partir de 01.02.2000 a alíquota é de 9% (nove por cento).
Para as entidades financeiras e equiparadas a alíquota é de 15%.

21

RECEITA BRUTA - REGIME DE COMPETÊNCIA OU REGIME DE CAIXA


VINCULADO A OPÇÃO DA TRIBUTAÇÃO DO IRPJ

Se a empresa apurar o IRPJ no Lucro Presumido segundo o regime de caixa


sobre a receita bruta, deverá proceder ao cálculo da tributação pela CSLL também
pelo regime de caixa.
No caso de ter optado pela tributação do IRPJ pelo regime de competência,
fará a apuração da CSLL segundo este regime.
Ou seja, a escolha entre regime de caixa e regime de competência, no IRPJ,
vincula a forma de apuração da CSLL.

6 TRIBUTO

O Código Tributário Nacional define tributo da seguinte forma: “Tributo é toda


a prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir,
que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em Lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada. ”
A União, Estados, Municípios e o Distrito Federal, podem por Lei, instituir os
tributos de sua competência e estes são denominado Sujeito Ativo, ou seja, quem
recebe o Tributo. Já quem paga esses Tributos, as pessoas físicas e as pessoas
jurídicas, é denominado Sujeito Passivo.
Exemplo:
RECEBE PAGA
Sujeito Ativo Sujeito Passivo
- União - Pessoa Física
- Estados - Pessoa Jurídica
- Distrito Federal
- Municípios

Divisão de espécies de Tributos:

22

Os tributos são divididos em 5 espécies:

IMPOSTOS – Serve para atender as necessidades gerais da Coletividade. O


benefício não é individual, e sim para a toda a comunidade.
TAXAS – Utilizadas para retribuir o ônus inerente ao exercício regular do
poder de polícia e os serviços específicos e divisíveis (coleta de lixo, licenciamento
de veículos, taxa de inspeção sanitária, etc).
CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA – São aquelas instituídas em razão de
valorização do particular, em função da realização de uma obra pública. (Prefeitura
construiu uma Praça próxima de um terreno particular e valoriza o local do
particular).
EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS – São instituídos visando atender as
calamidades públicas ou guerra externa e investimento público relevante para o
interesse nacional.
CONTRIBUIÇÕES – Que objetivam a regulamentação da economia, os
interesses de categorias profissionais e o custeio da seguridade social e
educacional.

7 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS

DIRETOS, são aqueles em que o valor econômico da obrigação tributária é


suportado exclusivamente pelo contribuinte sem que o ônus seja repassado para
terceiros. Os impostos diretos incidem sobre o patrimônio e a renda, e são
considerados tributos de responsabilidade pessoal. Exemplo: IRPF, IRPJ, IPTU,
ITR, IPVA e etc.
INDIRETOS, são aqueles em que a carga financeira decorrente da obrigação
tributária é transferida para terceiros ficando sujeito passivo obrigado a recolher o
respectivo valor, mas o ônus fica transferido para outrem. Os impostos indiretos são
aqueles que incidem sobre a produção e a circulação de bens e serviços e são
repassados para o preço, pelo produtor, vendedor ou prestador de serviço.
Exemplo: IPI, ICMS, ISS, COFINS e etc.

23

8 POR DENTRO DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

Fonte: abraseunegocio.com.br

A contabilidade tributária pode ser considerada de caráter interdisciplinar, o


que significa que ela envolve disciplinas diferentes. Tais como a Economia, o
Direito, a Administração, a Psicologia e a Sociologia e, evidentemente, a
Contabilidade, as quais aparecem da seguinte forma:
Economia: contribui com a contabilidade tributária ao oferecer recursos para
melhorar o desempenho das organizações em relação aos tributos, por exemplo. É
dela que a contabilidade tributária busca ferramentas para analisar aspectos. Tais
como: o impacto do tributo nas decisões dos agentes econômicos, a análise sobre
como os impostos afetam o comportamento do contribuinte, entre outros.
Direito: os aspectos legais, como a constitucionalidade de uma norma legal,
a legitimidade de uma exigência tributária, entre outros, norteia o trabalho de
profissionais contábeis na otimização do relacionamento da empresa com os
tributos.
Administração: é preciso sempre ter atenção especial a questões como a
gestão e as finanças que envolvem questões tributárias. Neste sentido, a
Administração oferece ferramentas significativas.

24

Psicologia e Sociologia: são ciências que funcionam como ferramentas


auxiliares para a melhor compreensão da abordagem econômica. Entretanto, não
deixam de ter grande importância. Isso porque o estudo do indivíduo e sua maneira
de pensar e se comportar são significativos para o tema.
A contabilidade tributária pode ser considerada um campo ou disciplina da
Contabilidade. Se dedica aos princípios, conceitos, técnicas, métodos e
procedimentos que podem ser aplicados à apuração dos tributos devidos pelas
empresas. Seu objetivo é encontrar alternativas para reduzir a carga tributária e
cumprir as obrigações acessórias exigidas pelo fisco.
A contabilidade tributária é a área de atuação do contador que se dedica à
gestão tributária das organizações. Por isso, representa importante espaço no
mercado de trabalho para esse profissional.

9 FUNÇÕES DO PROFISSIONAL TRIBUTARISTA

Fonte:planejus.com.br

O contador que trabalha com os tributos exerce as seguintes funções:


Análise das atividades e operações das empresas com o intuito de identificar
os tributos devidos por elas. Uma das atribuições do profissional é verificar quais

25

são os tributos devidos por uma indústria, por exemplo. Neste caso, ele deve
identificar alguns dos impostos envolvidos nas atividades da organização, como o
IPI, o IRPJ, a CSLL, entre outros. Da mesma forma, se a corporação também atua
na prestação de serviços, como instalação ou manutenção, é possível saber que o
ISSQN também estará envolvido nas atividades.
Outra função importante que esse profissional realiza é identificar a
legislação aplicável a cada caso e necessidade das empresas. Portanto, ele precisa
compreender tudo o que está envolvido em termos legais com os tributos devidos.
Uma vez que a legislação foi identificada, é preciso analisá-la e interpretá-la.
Ou seja, conhecendo os termos que regulam o IPI, por exemplo, o profissional
precisará avaliar diferentes desdobramentos desses termos. Além de saber quais
operações podem conceder direito ao crédito, ou então em quais hipóteses existirá
a isenção ou imunidade para a companhia, entre outros.
Existe também o trabalho de orientação e assessoramento interno aos
departamentos da empresa. Estes podem solicitar diferentes tipos de questões ao
departamento de gestão tributária. Cabe ao contador tributarista prestar os devidos
esclarecimentos até mesmo para que a equipe funcione em sincronia.
Outra importante função é estabelecer as rotinas de apuração e de
cumprimento das obrigações tributárias. Neste aspecto, o profissional tributarista
precisa estruturar o departamento e dividir as tarefas. Além de criar meios para fazer
com que todos os objetivos sejam alcançados por meio do gerenciamento eficaz
dos recursos humanos e dos materiais disponíveis.
Também existe a necessidade de identificar alternativas lícitas para reduzir
o ônus tributário a partir do desenvolvimento do planejamento tributário.
Por fim, cabe a este profissional fazer a representação do contribuinte junto
aos órgãos fiscais competentes. Executando o trabalho de requerimentos
administrativos, consultas, impugnações, entre outros.

26

10 O PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

Fonte: chavesadvocacia.com.br

É inevitável falar do planejamento tributário quando o assunto é


contabilidade tributária. Ele é de fundamental importância para a existência de uma
gestão de tributos eficiente. Com ele, é possível definir estratégias que possibilitem
o gerenciamento de assuntos relacionados a tributos. Sejam obrigações principais
ou acessórias na relação entre o contribuinte e o fisco.
Para um planejamento tributário eficiente, existem dois conceitos
extremamente importantes:
Elisão fiscal: ocorre quando o contribuinte, seja pessoa física ou jurídica,
utiliza de meios que a lei permite para diminuir a carga tributária, sempre
respeitando o ordenamento jurídico.
Evasão fiscal: ocorre quando, de forma consciente, o contribuinte realiza
determinada ação que diminui o pagamento de tributos de forma ilícita, ou seja, sem
legalidade.
A contabilidade tributária é a base de um planejamento tributário. Encontrar
alternativas legais para reduzir a carga tributária de uma empresa, além de
acompanhar com atenção as legislações, bem como o controle dos relatórios

27

contábeis, é simplesmente imprescindível para a maximização dos lucros e a


manutenção do negócio.
Somente com uma boa contabilidade tributária é possível estruturar uma
empresa de modo a fazer com que sua gestão de tributos seja eficiente. Desde a
escolha do regime tributário mais adequado até o estabelecimento de normas e
padrões para o dia a dia, capazes de influenciar nos gastos de maneira lícita. Sem
correr riscos ou sonegar impostos.

10.1 Aplicações de contabilidade tributária

Assim, a definição do regime tributário mais adequado pode ser um bom


exemplo de aplicação da contabilidade tributária. Mediante um estudo aprofundado
de suas características e faturamento, observado os limites da lei, seu gestor pode
optar pelo Lucro Presumido em vez do Lucro Real. Isso reflete um bom
planejamento tributário que foi feito em consequência da contabilidade tributária
bem-feita. O que gera uma situação capaz de render uma excelente economia de
impostos para a organização.

28

11 A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO PARA O SETOR


EMPRESARIAL

Fonte: brasaosistemas.com.br

O planejamento tributário, antes visto como um instituto complexo e encarado


com receio pelos empresários brasileiros, tem atraído cada vez mais o interesse
das empresas, em razão da elevada carga tributária que assola a produção e o
consumo de bens e serviços em nosso país.
Dados divulgados por órgãos como o IBGE mostraram que a carga tributária,
em 2008, atingiu o percentual aproximado de 36% (trinta e seis por cento) do PIB
(produto interno bruto) brasileiro, numa época em que a crise financeira mundial
trouxe prejuízos incalculáveis para o setor empresarial.
Fato é que, com uma máquina administrativa cada vez mais inchada e
burocrática como a brasileira, agravada ainda pelo desvio e má utilização dos
recursos públicos, a elevação da carga tributária se mostra como uma tendência
permanente, visando garantir a continuidade das atividades estatais.
O planejamento tributário se apresenta, portanto, como o meio viável e lícito
(legal) para permitir a redução da carga tributária das empresas, garantindo, assim,
uma maior competitividade e, por via de consequência, a sua sobrevivência. O

29

planejamento tributário é tão importante para a empresa como o processo de


capacitação de seus empregados, o planejamento logístico, o desenvolvimento de
novos produtos e serviços, modernização tecnológica e etc., portanto, a análise da
realidade tributária da empresa e a redefinição do seu posicionamento, por meio do
desenvolvimento do chamado planejamento tributário, pode lhe permitir uma grande
economia financeira, capaz de dar fôlego e impulsionar as suas atividades.
Cabe lembrar que é no começo de cada ano ou exercício fiscal que as
empresas têm uma preocupação a mais, qual seja, definir o regime de tributação
mais adequado para a sua atividade durante todo o ano calendário (Lucro Real ou
Lucro Presumido), além da adoção de outras providências e cautelas que poderão
implicar numa significativa economia tributária.
Não existe, porém, uma fórmula matemática e imutável para o planejamento
tributário, que permita às empresas preenchê-la com os seus dados reais e obter o
resultado correto (o caminho a ser seguido para obter a economia tributária), como
se faz com um programa de computador. Isto quer dizer que a melhor escolha para
a prática de um ato ou negócio jurídico por parte da empresa dependerá da análise
concreta e individualizada das suas características, de sua situação contábil e
financeira, bem como do conhecimento da legislação, principalmente a tributária.
Assim a escolha por um regime ou outro de tributação (Lucro Real ou Lucro
Presumido) bem como a prática de qualquer ato ou negócio jurídico pelas empresas
não é tão simples, podendo lhes gerar consequências positivas ou negativas, sob a
ótica tributária, durante um longo período.
Nesse sentido, vale ressaltar, inicialmente, que nem toda pessoa jurídica
pode adotar o regime do Lucro Presumido para apuração do IRPJ (Imposto de
Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido).
Determinadas empresas estão obrigadas à adoção do Lucro Real, nos termos do
artigo 14 da Lei 9.718/98 (clique aqui), ainda que o Lucro Presumido lhe traga maior
economia tributária.
Outro ponto a ser considerado é que, no regime do Lucro Real, o IRPJ e a
CSLL são calculados sobre o lucro contábil/líquido apurado pela empresa, ajustado
pelas adições e exclusões permitidas pela legislação tributária, ou seja, a base de

30

cálculo para incidência daqueles tributos é o lucro real (verdadeiro) obtido pela
empresa. Daí a conclusão de que se a empresa apura prejuízo contábil no
respectivo período de apuração, não estará sujeita ao pagamento do IRPJ e da
CSLL, pois não há a disponibilidade econômica ou jurídica da renda que constitui o
fato gerador desses tributos.
Já no Lucro Presumido, a base de cálculo para incidência do IRPJ e da CSLL
é encontrada a partir da aplicação de percentuais (artigos 15 e 22 da Lei 9.249/95 -
clique aqui) sobre a receita bruta auferida pela empresa, gerando a presunção de
que esse valor apurado corresponde ao lucro passível de tributação. Sobre a base
presumida são aplicadas as alíquotas do IRPJ e da CSLL.
Desta forma, ao contrário do que ocorre no Lucro Real, o que importará para
fins de tributação pelo IRPJ e pela CSLL no Lucro Presumido é o recebimento de
receitas no caixa da empresa, pouco importando se ela apresenta lucratividade ou
não. Em outras palavras, ainda que a empresa apresente prejuízo fiscal, deverá
pagar o IRPJ e a CSLL caso tenha auferido receitas no respectivo período de
apuração, que é trimestral no Lucro Presumido.
Não basta, todavia, que a empresa avalie isoladamente o custo ou economia
que a escolha por um ou outro regime lhe representará, a título de pagamento de
IRPJ e CSLL, pois a opção pelo Lucro Real ou Lucro Presumido impactará, também,
na forma de apuração e recolhimento do PIS/PASEP e da COFINS. E vale lembrar
que essas contribuições sociais representam um grande ônus para as pessoas
jurídicas, pois incidem diretamente sobre suas receitas ou faturamento.
Nesse norte, a opção pelo Lucro Real determinará a apuração e recolhimento
do PIS/PASEP e da COFINS pela sistemática não-cumulativa, que, apesar de
possibilitar o abatimento de certos créditos autorizados pela Lei (Lei 10.637/02 -
clique aqui e 10.833/03 - clique aqui) com o valor do tributo a pagar, estabeleceu
alíquotas maiores para as contribuições (1,65% para o PIS/PASEP e 7,6% para a
COFINS). E apesar da possibilidade de creditamento de certos insumos, bens e
serviços adquiridos, a sistemática não-cumulativa implicou no aumento da carga
tributária para as empresas prestadoras de serviços, pois seu principal insumo, qual
seja, a mão-de-obra, não gera direito a crédito.

31

Já os contribuintes que optarem pelo Lucro Presumido deverão apurar o


PIS/PASEP e a COFINS pela sistemática cumulativa, que, apesar de não
possibilitar o abatimento de créditos com o valor do tributo a pagar, instituiu
alíquotas menores para as contribuições (0,65% para o PIS/PASEP e 3% para a
COFINS).
Diante do exposto, para que a empresa faça a opção correta pelo regime de
tributação que lhe será mais favorável, faz-se necessária a análise minuciosa da
sua contabilidade e das atividades que desenvolve, visando determinar o percentual
de sua lucratividade em relação ao total das receitas auferidas, bem como os bens,
insumos e serviços que lhe dão direito a crédito de PIS/PASEP e COFINS. E vale
lembrar que a opção por um dos regimes é feita com o primeiro recolhimento do
imposto, que determinará a adoção do regime por todo o ano-calendário.
Por fim, é importante destacar que cada um desses regimes de tributação
permite a adoção de uma série de medidas pelas empresas, muitas delas
exclusivamente contábeis e sempre lícitas, que possibilitam reduzir, ainda mais, a
pesada carga tributária brasileira. A título de exemplo, é possível que uma empresa
promova a segregação de suas atividades e respectivas receitas, considerando a
lucratividade de cada uma delas, de modo a adotar o Lucro Presumido para aquela
que apresentar elevado percentual de lucro e o Lucro Real para aquela que
apresentar prejuízo.

12 A IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA DO REGIME PARA RECOLHIMENTO DO


IRPJ E CSLL

Os regimes tributários atuais mais usados são o Simples Nacional, o Lucro


Presumido e o Lucro Real, e a apuração e recolhimento do IRPJ e CSLL vai ser
diferente dependendo de cada regime de apuração adotado.
No Lucro Presumido e no Lucro Real, o recolhimento Imposto de Renda e a
CSLL são mais flexíveis do que o Simples Nacional com relação a prazos, pois os
prazos para recolhimento do IRPJ e CSLL para uma empresa tributada no Lucro
Presumido, é no final de cada trimestre, mas o pagamento destes valores pode ser

32

antecipado e pago mensalmente, no final do trimestre, ou postergado em até 3 cotas


após o trimestre da competência apurada, sendo que as cotas não podem ter valor
inferior a R$ 1.000,00 cada para que possam ser parceladas.

Fonte: brasaosistemas.com.br

Importante ressaltar que caso o imposto seja recolhido em cotas, como o


pagamento se dará em data posterior a do original vencimento da guia, no caso da
segunda e terceira cota, elas estarão acrescidas da taxa Selic, acumulada
mensalmente.
Com relação a prescrição de decadência destes impostos, mesmo que seja
feito o pagamento antecipado, as datas são contadas pela ocorrência do fato
gerador dos impostos, sendo considerado o primeiro dia do exercício seguinte
aquele em que o lançamento poderia ser sido efetuado.
Já a tributação pelo Lucro Real dá a possibilidade de o contribuinte apurar
anualmente o imposto, devendo recolhe-lo mensalmente por estimativa ou fazer o
recolhimento trimestral, onde com base no resultado apurado em cada trimestre se
recolherá o IRPJ e CSLL.
Como cada empresa tem suas próprias características, é sempre
interessante estar avaliando a melhor forma de tributação e pagamento dos
impostos, quando a legislação possibilita este tipo de escolha. É importante essa

33

análise, pois este tipo de decisão pode influenciar a saúde financeira de empresa
positivamente ou negativamente.
Por exemplo caso a empresa não tenha caixa em uma determinada
competência para pagamento dos tributos, com a possibilidade do pagamento
postergado em cotas ela pode ter uma folga de caixa por estar pagando os impostos
posteriormente ao seu vencimento.
Ou em casos de empresas com alta ou baixa lucratividade escolher entre o
Lucro Presumido e o Real fará bastante diferença na hora de pagar o IRPJ e a
CSLL, pois a tributação do IRPJ e da CSLL pelo Lucro Real por exemplo, é
vantajosa para empresas que não tenham, ou tenham uma baixa margem de
lucratividade, pois além de ser tributadas com base no Lucro fiscal Real da empresa,
ainda existe a possibilidade de uso da compensação pelos prejuízos acumulados.
Já para empresas que não podem optar pelo Simples Nacional e tem alta
margem de lucratividade, normalmente torna-se mais interessante escolher o Lucro
Presumido, pois no lucro é presumido por percentuais fixados em lei, então se a
margem de lucro for superior à prevista em lei a empresa estará com uma vantagem
tributária.
Veja que em média 33% do faturamento das empresas é voltado para o
pagamento dos tributos, e a carga do IRPJ e CSLL seja no Lucro Presumido ou
Real são as mais pesadas. Portanto é muito importante ter como hábito rever esse
planejamento para opção de regime tributário do IRPJ e CSLL e a forma de seu
pagamento.

34

BIBLIOGRAFIA

CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo:


Saraiva, 1996.

LEDNICK JUNIOR, Norberto. ARAÚJO, Sebastião Guedes de. ICMS/SP e IPI


Escrituração Fiscal – Teoria e Prática. 2. ed. São Paulo: IOB – Thomson, 2003.

MACHADO, Hugo de Brito. Aspectos Fundamentais do ICMS. 2.ed. São Paulo:


Dialética, 1999.

MELO, José Eduardo Soares de. ICMS Teoria e Prática. 6. ed. São Paulo:
Dialética, 2003.

SANTOS, Adolfo. SILVEIRA, Paula Duarte. SILVEIRA, Deoclécio Duarte. Manual


de Emissão de Notas Fiscais ICMS/IPI. 3. ed. São Paulo: Decisão Multi Eventos,
2000.

Contabilidade tributaria <https://www.contabeis.com.br/noticias/35245/entenda-a-


contabilidade-tributaria-e-saiba-suas-aplicacoes/> Acesso em 08 out. 2018.

A importância do planejamento tributário para o setor empresarial por Leandro


Augusto Cerqueira Vieira
< https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI83836,11049> Acesso em 17 out.
2018.

35

13 LEITURA COMPLEMENTAR

13.1 A Significância do Planejamento Tributário para a Estrutura de Custos de


uma Organização

Resumo

O presente artigo apresenta o Planejamento Tributário como uma eficiente


ferramenta da Engenharia de Custos utilizada por uma entidade na busca pela
redução legal de sua carga tributária, possibilitando a redução nos custos oriundos
dos setores fiscal e tributário e dos custos operacionais e proporcionando a
utilização dos recursos em novos investimentos. A metodologia seguida foi a do
método dedutivo, adotando-se os critérios da pesquisa básica, qualitativa,
exploratória e bibliográfica. Inicia-se esclarecendo a definição de Planejamento
Tributário, seu papel num processo de Gestão Tributária (a posteriori) e os
profissionais envolvidos no processo e na gestão. Explica-se o significado dos
termos Elisão, Evasão e Elusão Fiscal e elucida-se sua relação com o Planejamento
Tributário. Esclarece-se aspectos essenciais da estrutura conceitual contábil para o
adequado entendimento do leitor quanto à relação da Contabilidade e suas
principais ramificações com a Engenharia de Custos e ao modo como ambas as
áreas afetam e são afetadas pelo Planejamento Tributário no processo de Gestão
de Custos. Apresenta-se aspectos do Simples Nacional, do Spedinho e da DeSTDA,
questionando a classificação do primeiro como exemplo de Planejamento Tributário
e a viabilidade econômico-financeira dos demais num ambiente empresarial
estruturado com um adequado Planejamento Tributário. Conclui-se com a ressalva
da posição do autor quanto a escolha da melhor ferramenta a ser utilizada no
Planejamento Tributário e destaca-se, levando em consideração o atual cenário
econômico brasileiro e sua enorme carga tributária, a atual essencialidade do
mesmo como meio de garantir maior competitividade no mercado e a continuidade
da empresa.
Palavras-chave: Planejamento Tributário. Engenharia de Custos.
Contabilidade de Custos.
36

Área Temática: Custos como ferramenta para o planejamento, controle e


apoio a decisões.

Introdução

Segundo ZANLUCA (2014), o planejamento tributário é a metodologia para


se obter um menor ônus fiscal sobre operações ou produtos, utilizando-se meios
legais.
É comumente, porém erroneamente, chamado de elisão fiscal. Esta
representa, resumidamente falando, os meios lícitos de se não pagar tributos,
enquanto o planejamento tributário é um desses meios. Melhor esclarecendo,
planejamento tributário e elisão fiscal caminham lado a lado, contudo, um
planejamento mal elaborado ou mal executado pode resultar em evasão fiscal, ou
ainda, elusão, descaracterizando-o.
Vale ressalvar que não se deve confundir elisão fiscal com evasão fiscal,
sendo essa ocorrente de meios ilícitos, ou seja, evasão fiscal é sonegação de
tributos, ou com elusão fiscal, que é a simulação de um negócio jurídico (a serem
melhor detalhados posteriormente).
ZANLUCA (2014) ainda esclarece que a base de um adequado planejamento
fiscal é a existência de dados regulares e confiáveis, pois, do contrário, o
planejamento ficará sujeito a dados avulsos e não regulares, incentivando, assim, o
uso de estimativas, agravando a possibilidade de erros e avaliações equivocadas.
Assim, sabendo que a contabilidade proporciona um sistema de registros
permanentes das operações, é possível tomá-la como pilar do planejamento
tributário.
Como consequência dos fatos supracitados, o contabilista se destaca na
elaboração e execução do planejamento tributário, pois é quem comanda as
diversas operações internas da empresa, além de ser, em maior parte dos casos, o
responsável por múltiplos controles, conciliações e apurações tributárias.
Essa interação do contabilista com as operações internas da empresa leva o
mesmo a interagir com diversas equipes internas, proporcionando ao profissional

37

reconhecer deficiências e outros pontos críticos que podem ocasionar falhas ao


longo da execução do planejamento.
A gestão deve ser focalizada em pessoas, não em processos e controles,
evitando as situações mais excêntricas. ZANLUCA (2014) exemplifica tal situação:
“... numa grande empresa multinacional, totalmente informatizada e cujo controle
fiscal era ‘impecável’, o treinamento do escriturador fiscal foi deixado de lado, por
se achar que a ‘despesa era desnecessária, pois já temos controles e
informatização suficientes’. Por simples falta de conhecimento da matéria, este
funcionário deixou de escriturar vários créditos de impostos recuperáveis, como IPI,
ICMS, PIS e COFINS não cumulativos.”; E a seguir, o autor questiona: “De que
adianta ‘economizar’ R$ 250,00 cancelando um curso de atualização do IPI e do
ICMS para o profissional responsável pela escrituração de tais impostos dentro da
empresa e desperdiçar milhares (ou até milhões!) de reais por erro de interpretação
nas mudanças das normas fiscais?”

Metodologia

Este artigo baseia-se no estudo de diversos aspectos do planejamento


tributário, em especial sua conceituação e seus possíveis reflexos na estrutura de
custos da organização.
Utilizou-se nesse trabalho a pesquisa básica (natureza), qualitativa (forma de
abordagem do problema), exploratória (objetivos), bibliográfica (procedimentos
técnicos). O método escolhido foi o método do raciocínio dedutivo.
No processo de pesquisa, adotou-se um critério de seleção de materiais
(artigos, livros, publicações, etc), com o objetivo de conceituar e exemplificar o
planejamento tributário e termos adjacentes cuja compreensão se faz necessária
para o melhor entendimento do trabalho. Assim, tomou-se como maior desafio o
esclarecimento quanto a escolha da melhor ferramenta a compor o planejamento
tributário, visando a maior redução possível nos custos da organização.
Com base nesse fato, torna-se vital a conceituação de Elisão, Evasão e
Elusão Fiscal, a explicação de onde o planejamento tributário se enquadra em um

38

processo de gestão tributária, a apresentação da estrutura conceitual da


contabilidade e de sua relação com a Engenharia de Custos, a análise da influência
do planejamento tributário no fluxo de caixa de uma empresa, o questionamento
quanto a classificação do simples nacional como meio de planejamento tributário, a
elucidação quanto aos aspectos do SPED do Simples Nacional (apelidado pelos
profissionais da área como “Spedinho”) e da DeSTDA obrigada aos contribuintes do
ICMS optantes pelo Simples Nacional, além do questionamento quanto a viabilidade
econômico- financeira de ambas para uma organização optante pelo regime citado.
Buscando um melhor entendimento para o leitor, esse artigo teve os casos
supracitados divididos em 9 capítulos estrategicamente ordenados para uma mais
fácil absorção das ideais e conceitos neles apresentados pelos autores.

Elisão, Evasão e Elusão Fiscal

LEAL (2014) explica que a juridicidade do planejamento tributário depende


da compatibilidade do mesmo com diversas regras e princípios constitucionais, indo
além da simples legalidade aparente da adoção de medidas jurídicas e comerciais
com o intuito de se recolher menos tributos ou que impliquem no adiamento da
ocorrência do fato gerador.
O planejamento tributário envolve a adoção de medidas jurídicas ou
econômicas que possibilitem a redução ou eliminação dos ônus tributários e que
estejam nos limites da ordem jurídica.
Como LEAL (2014) apresenta, ao se estudar o planejamento tributário,
termos como elisão, evasão e elusão, se fazem frequentes, ainda que não exista
um conceito único para os tais, nem na doutrina tampouco, na jurisprudência.
O autor conceitua Elisão Fiscal em seu trabalho como “a prática de um ato
ou celebração de negócio legal que vise a isenção, não-incidência ou incidência
menos onerosa do tributo”, dizendo que essa se trata de um planejamento tributário
que se enquadra no ordenamento pátrio. Do pressuposto acima, surge a dúvida
quanto à igualdade do termo “planejamento tributário” com o termo “elisão fiscal”.
Ambos pressupõem uma conduta lícita, em outras palavras, que esteja de acordo

39

com o ordenamento jurídico. Consequentemente, ao se constatar um ilícito, não se


tratará mais de um planejamento tributário. Todavia, o ilícito poderá ocorrer devido
a uma má elaboração ou má execução do planejamento. Assim, constata-se o crime
tributário, descaracterizando o planejamento. Nesse entendimento, entende-se que
os termos podem ser igualizados.
Em contrapartida, estudos apontam a existência de duas espécies de elisão
fiscal. ZANLUCA (2014) apresenta essas espécies como “aquela decorrente da
própria lei”, onde “o próprio dispositivo legal permite ou até mesmo induz a
economia de tributos”, e “a que resulta de lacunas e brechas existentes na própria
lei”, que “contempla hipóteses em que o contribuinte opta por configurar seus
negócios de tal forma que se harmonizem com um menor ônus tributário, utilizando-
se de elementos que a lei não proíbe ou que possibilitem evitar o fato gerador de
determinado tributo com elementos da própria lei”. Nessa interpretação nota-se
clara semelhança do conceito de planejamento tributário com a segunda espécie de
elisão fiscal, o que permite concluir pela presente pesquisa, que o termo
“planejamento tributário” se aplica dentro do termo “elisão fiscal”.
LEAL (2014) ainda esclarece que a verificação da elisão ocorre, na maioria
dos casos, em momento anterior ao que costumeiramente é verificada a ocorrência
do fato gerador, em contrapartida da evasão fiscal, que é verificado após. Essa
última conceitua-se como os meios ilícitos de se evitar a tributação. O autor a
apresenta como a prática pelo contribuinte de atos que omitam da autoridade fiscal
o surgimento da obrigação tributária.
A doutrina sugere ainda, o caso de Elusão Fiscal, também conhecida na
literatura pesquisada, por “Elisão Ineficaz”. Nessa, o sujeito passivo simula um
negócio jurídico, visando a dissimulação da ocorrência do fato gerador. LEAL (2014)
a conceitua como um ardil caracterizado pelo abuso das formas, uma “forma jurídica
atípica, a rigor lícita, com escopo de escapar artificiosamente da tributação”.

40

Planejamento e Gestão tributária

Tem-se a partir desse ponto, o entendimento que o objetivo do planejamento


tributário é a redução da carga tributária incidente nas atividades dos contribuintes.
Entretanto, para obter- se sucesso na execução do mesmo, deve-se antes, realizar
uma série de estudos que servirão de base para o desenvolvimento do
planejamento.
Esse estudo prévio tem aspectos que variam de acordo com a atividade que
é desenvolvida em cada empresa. De uma forma genérica, elencam-se os seguintes
aspectos a serem analisados: A interpretação da lei quanto a hipótese de incidência
dos tributos, ou seja, a situação abstrata apresenta na lei; A aplicação da hipótese
ao caso concreto, em outras palavras, a fato gerador; O gerenciamento do
planejamento; O acompanhamento do mesmo ao longo de sua execução; A defesa
prévia e os riscos envolvidos na mesma quanto ao montante que se pretende
economizar.
Tais aspectos conduzem o profissional, a relacionar, respectivamente para
cada caso supracitado, uma finalidade do planejamento tributário. Sabendo que
todos ocorrem simultaneamente. Entre os aspectos citados, estão:
a) Evitar a incidência do fato gerador do tributo;
b) Postergar o pagamento do tributo de modo a não provocar incidência de
contingências fiscais;
c) Reduzir o montante, a alíquota ou a base de cálculo do tributo.
Assim, pode-se expor facilmente, que o planejamento tributário resulta de um
adequado processo de gestão tributária, sendo esse último o processo de
gerenciamento dos aspectos tributários de uma empresa que visa controlar as
operações diretamente relacionadas com tributos.
Deve-se entender que o processo de administração tributária tem que atingir
todos os departamentos que influenciam a geração de rotinas fiscais. É óbvio que
o zelo fica sobre o departamento de apuração de impostos da empresa. Portanto,
um foco excessivo nesse departamento é muito comum, o que pode resultar em um
alto índice de falhas no processo.

41

Como sugere o nome, a gestão tributária visa adequação, planejamento e


revisão dos processos, ou seja, objetiva a administração, o controle, e não apenas
a execução das atividades, propriamente ditas. Logo, na auditoria tributária, o
processo consiste em:
a) Corrigir erros de interpretação das obrigações tributárias e de execução
das rotinas fiscais da empresa;
b) Evitar contingências fiscais e pagamento indevido de tributos;
c) Buscar e implantar meios lícitos de economia tributária.

Estrutura Conceitual da Contabilidade

Como já mencionado anteriormente, a figura do contabilista ganha destaque


ao longo do planejamento tributário. Para melhor entender o assunto, essa seção
traz um resumo da estrutura conceitual básica da contabilidade objetivando
demonstrar um pouco do conhecimento que, não só o contabilista, mas sim todo
profissional deve ter para que possa implantar um planejamento tributário eficiente
e nortear de maneira eficaz um processo de gestão tributária.
Iniciam-se sobre os princípios fundamentais da contabilidade, totalizados em
sete princípios, são eles: Entidade, Continuidade, Oportunidade, Registro pelo Valor
Original, Atualização Monetária, Competência, Prudência. Para entender sua
importância e do que exatamente cada princípio trata, apresenta-se uma breve
explicação sobre os mesmos:
 O princípio da Entidade garante a autonomia patrimonial, ou seja, a
diferenciação de um patrimônio particular no meio dos patrimônios
existentes. Em outras palavras, o patrimônio da Entidade não se
confunde com o patrimônio do dono ou dos sócios.
 O princípio da Continuidade estabelece que a vida definida ou
provável da Entidade deve ser considerada no momento da
classificação e avaliação das mutações patrimoniais, sejam elas
quantitativas ou qualitativas.

42

 O princípio da Oportunidade representa a tempestividade e a


integridade do registro do patrimônio e suas mutações, determinando
que o mesmo seja feito imediatamente e com a extensão correta,
independente das causas originárias.
 O princípio do Registro pelo Valor Original determina que os
componentes patrimoniais devam ser registrados pelo valor original da
transação com o mundo exterior e expressos a valor presente na
moeda corrente do país. Tais registros manter-se-ão nas avaliações
das variações patrimoniais posteriores, ainda que resulte em
agregações ou decomposições no interior da Entidade.
 O princípio da Atualização Monetária dita que as alterações no poder
aquisitivo da moeda nacional devem ser expressas nos registros
contábeis através de ajustes nos valores dos componentes
patrimoniais, visando adequar o entendimento nacional ao contexto
internacional. Tal princípio deve ser considerado apenas se a inflação
acumulada no triênio seja superior a 100% e não é obrigatório nas
demonstrações complementares.
 O princípio da Competência rege que as receitas e as despesas
devem ser incluídas, simultaneamente quando se correlacionarem, na
apuração do resultado do período em que ocorreram
independentemente da data do recebimento ou do pagamento.
 O princípio da Prudência esclarece que, ao serem apresentadas
alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações
patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido, deve-se adotar o
menor valor para os componentes do Ativo e o maior valor para os
componentes do Passivo. Este princípio demanda um profundo estudo
doutrinário quanto à estrutura contábil para a elaboração das
demonstrações financeiras.

Além dos princípios fundamentais, outro pressuposto básico é a Primazia da


Essência sobre a Forma, que ressalva a necessidade de se contabilizar e

43

apresentar as transações ou demais eventos de acordo com sua substância e


realidade econômica e não apenas sua forma legal. O objetivo é obter uma
informação adequada, valorizando a essência de cada operação ao invés do que
está descrito em um documento (por exemplo, nota fiscal ou contrato).
Ao analisar mais detalhadamente os princípios fundamentais e a Primazia da
Essência sobre a Forma, ressaltam-se algumas características que merecem ser
destacadas. São essas características, conhecidas como Características
Qualitativas e Características Quantitativas das Demonstrações Contábeis, que
tornam as demonstrações contábeis úteis ao usuário.
Adiciona-se uma ressalva que, para fins da referida pesquisa, é irrelevante a
diferenciação entre as características qualitativas e quantitativas. Logo, visando um
entendimento fácil e simplificado por parte do leitor, apresentam-se todas como
características qualitativas:
 Compreensibilidade – A informação deve ser apresentada de modo
que seja claramente compreendida pelo usuário.
 Relevância – A informação apresentada de ser relevante para o
usuário, ou seja, pode influenciar na sua tomada de decisão.
 Materialidade – Tida como uma variável da Relevância, a informação
é dita material quando sua omissão ou distorção é capaz de influenciar
o usuário durante tomada de decisão.
 Confiabilidade – A informação de ser confiável e livre de
contingências.
 Representação Fidedigna – A informação deve apresentar
adequadamente as transações e demais eventos a ela pertinentes.
 Neutralidade – A informação deve ser imparcial.
 Prudência – A informação deve ser apresentada com certo grau de
precaução de modo a evitar a superestimação dos Ativos e das
Receitas e subestimação dos Passivos e das Despesas, além de
proibir o uso excessivo de provisões.

44

 Comparabilidade – Deve ser possível ao usuário comparar as


demonstrações contábeis de uma entidade em diferentes períodos e
exercícios.
 Tempestividade – A informação deve ser íntegra e tempestiva, ou
seja, deve ser apresentada em tempo hábil de influenciar a tomada de
decisão, ainda que haja possibilidade de alguma incerteza.
 Equilíbrio entre Custo e Benefício – Os benefícios oriundos da
informação devem superar os custos de se produzi-la. Constitui uma
limitação de ordem prática (um exercício de julgamento) e não uma
característica qualitativa propriamente dita.

Para melhor esclarecimento, ao falar das demonstrações contábeis (ou


demonstrações financeiras) deve-se considerar o Balanço Patrimonial (BP), a
Demonstração do Resultado do
Exercício (DRE), a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
(DMPL) ou a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), a
Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e a Demonstração do Fluxo de Caixa
(DFC), além das Notas Explicativas (NE) e dos Quadros Complementares (QC).
Ressaltando que não se inclui nas demonstrações contábeis os relatórios
administrativos e as análises gerenciais.
As demonstrações acima mencionadas são nada mais do que
representações estruturadas do desempenho e da posição patrimonial e financeira
da entidade, visando proporcionar informações úteis aos usuários sobre o
desempenho, a posição patrimonial e financeira e o fluxo de caixa da entidade para
que possam realizar avaliações e tomar decisões econômicas e financeiras.
No COSIF Eletrônico elucida-se que são essas informações, unidas às
informações adicionais constadas nas Notas Explicativas e nos Quadros
Complementares (quando for o caso), que ajudam os usuários das demonstrações
contábeis a prever futuros fluxos de caixa da entidade.
Por fim desta seção, para que fique claro o entendimento do leitor quanto aos
principais termos e nomenclaturas contábeis, conceituam-se os elementos da

45

posição patrimonial (Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido) e financeira (Receita e


Despesa):
 Ativo (A) ═ Recurso presente controlado pela entidade, resultante de
eventos passados, do qual se espera geração de benefícios
econômicos futuros.
 Passivo (P) ═ Obrigação presente da entidade, resultante de eventos
passados, da qual se espera geração de benefícios econômicos
futuros através da saída de recursos na liquidação da mesma.
 Patrimônio Líquido (PL) ═ Também conhecido como Situação Líquida
(SL), é o valor residual dos ativos da entidade após a dedução de
todos os passivos, ou seja, é a diferença entre o Ativo e o Passivo (PL
= A – P).
 Receita (R) ═ Aumento no benefício econômico da entidade durante
o período contábil. Entrada de recursos, acréscimo de ativos ou
decréscimo de passivos que resultem em aumento do patrimônio
líquido e que não sejam originários de aporte de capital de
proprietários da entidade.
 Despesa (D) ═ Diminuição no benefício econômico da entidade
durante o período contábil. Saída de recursos, decréscimo de ativos
ou acréscimo de passivos que resultem em diminuição do patrimônio
líquido e que não sejam originários de distribuição de capital aos
proprietários da entidade.
Contabilidade na Engenharia de Custos

Na Engenharia de Custos, como sugere o nome, são analisados os custos


da entidade e é traçado estrategicamente seu gerenciamento.
É através da Contabilidade que é feito o gerenciamento dos negócios. E ao
se implantar uma adequada Engenharia de Custos, permite-se a tomada de
decisões quanto aos custos de produção e a fixação de preços aos clientes para
que a entidade possa competir no mercado nacional e internacional.

46

Esta parte da Contabilidade é conhecida como Contabilidade de Custos, que


estuda a formação do resultado do exercício através do comportamento dos custos
fixos e variáveis e serve de ponto de equilíbrio contábil, econômico e financeiro
(equilíbrio entre lucratividade e rentabilidade). Do casamento da Engenharia de
Custos com a Contabilidade de Custos dar-se- a origem a um processo de Gestão
de Custos.
Todo método de contabilização tem a finalidade de viabilizar o gerenciamento
do empreendimento. Ainda, existe um ramo específico para tal fim, a Contabilidade
Gerencial, que estuda as formas de utilização das demonstrações contábeis como
ferramenta de gestão empresarial, fornecendo informações e subsídios para a
tomada de decisões estratégicas. É a Contabilidade Gerencial, junto a um rígido
controle de custeamento, que permite a visualização da rentabilidade do capital
aplicado e da lucratividade do empreendimento.
Entretanto, para o controle financeiro, faz-se uso da Contabilidade
Financeira, que estuda a captação de recursos financeiros e as sobras do fluxo de
caixa que podem ser aplicados no mercado de capitais.
O principal tema desse artigo, o Planejamento Tributário, se enquadra na
Contabilidade Tributária, também conhecida como Contabilidade Fiscal, que é uma
derivada da Contabilidade Gerencial. A Contabilidade Tributária estuda a
administração tributária, objetivando meios de redução da carga tributária através
da forma menos onerosa possível de aplicação da legislação tributária, o que, por
consequência, resulta em menores custos para a entidade.
Influência do Planejamento Tributário no Fluxo de Caixa da Empresa

SILVA (2009) define planejamento tributário como “um conjunto de sistemas


legais que visam diminuir o pagamento de tributos e surgiu como ferramenta para
que o contribuinte possa diminuir o exorbitante valor pago de tributos e aumentar
seu lucro” e aponta a finalidade do mesmo como sendo a obtenção da menor carga
tributária possível, resultando na maior economia fiscal possível.

Toda empresa possui sua estrutura de custos, dentro da qual está incluso
o custo tributário, o que representa boa parcela de consumo do lucro. Com
objetivo de reduzir tais custos, houve a necessidade de buscar meios

47

legais, meios esses que possibilitassem a redução do custo tributário.


Nasce então, a figura do planejamento tributário, onde se dá o ato de
projetar o pagamento do tributo (SOUSA, 2014).

Objetivando a obtenção de economia de impostos, o Planejamento Tributário


se consagra como um Planejamento Empresarial que visa os tributos e seus
reflexos na organização.
Tanto SOUSA (2014) quanto ZANLUCA (2014) fazem alusão à Lei 6.404/76
(Lei das S/A), citando que no Artigo 153 da mesma há a previsão dos sócios
administradores da empresa serem obrigados a realizar o planejamento tributário.
Tal fato esclarece que o planejamento fiscal é mais do que uma faculdade (um
direito) mas sendo sim uma obrigatoriedade (um dever) implicada a todo
administrador.
Tal ato proporcionaria uma economia tributária e, em consequência, as
empresas apresentariam um resultado positivo no fluxo de caixa.

O planejamento tributário é o único que pode resultar em real economia


para as empresas, sem a preocupação com posteriores complicações com
o Fisco. Mas para que tenha um bom resultado é imprescindível que a
organização tenha uma contabilidade fidedigna, ou seja, a mesma deve
seguir as normas e princípios contábeis normalmente aceitos,
considerando o que recebe e gasta verdadeiramente (SOUZA e PAVÂO,
2012).

SILVA (2009) ressalta que o planejamento tributário é um direito tão essencial


quanto os direitos de planejar o fluxo de caixa e de fazer investimentos. Em outras
palavras, é de direito do contribuinte estruturar seu negócio da maneira que melhor
lhe convir na busca de menores custos para seu empreendimento, o que
logicamente inclui a redução do valor oriundo dos impostos e demais tributos
incidentes. Citando ZANLUCA (2014): “Se a forma celebrada é jurídica e lícita, o
governo deve respeitá-la. ”

Aos profissionais da Contabilidade cabe contribuir com sua participação na


geração de informações que possam dar suporte aos administradores nas
tomadas de decisões, na continuidade dos empreendimentos, pois
conhecendo a legislação tributária, o cenário fiscal e a natureza do
negócio, deve promover ações que permitam licitamente reduzir ou até

48

eliminar tributos, e dessa forma proteger e desencaixe das empresas


(SILVA, 2009).

Simples Nacional – Um Exemplo de Planejamento Tributário?

O Simples Nacional (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e


Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), também
conhecido como Super Simples, substituiu o Simples Federal e foi instituído pelo
Estatuto Nacional das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar nº
123/2006) como um regime tributário diferenciado que unifica e simplifica a
arrecadação de oito impostos e contribuições federais, estaduais e municipais
(inclusive obrigações acessórias), prevê tratamento favorecido quanto ao
cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias (inclusive obrigações
acessórias), garante preferência nas aquisições de bens e serviços pelos poderes
públicos e acesso facilitado à tecnologia, ao associativismo e às regras de inclusão.
No COSIF temos enunciado que esse tratamento diferenciado é gerido por
três instâncias, sendo elas:

 O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) – Trata dos aspectos


tributários; Composto por quatro representantes da União (através da
Secretaria da Receita Federal do Brasil), dois dos Estados e do Distrito
Federal e dois dos Municípios.
 O Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do
Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM) – Trata
do processo de registro e de legalização de empresários e de pessoas
jurídicas; Vinculado à Secretaria da Micro e Pequena Empresa da
Presidência da República; Composto por representantes das três
esferas políticas e de órgãos de apoio e de registro empresarial, na
forma definida pelo Poder Executivo.
 O Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte – Trata dos demais aspectos; Composto por membros dos
órgãos federais competentes e das entidades vinculadas ao setor.

49

Esse regime reduziu a carga tributária (possibilidade de economia de até 40%


no pagamento do ônus tributário) e agilizou a comunicação com os órgãos Federais,
Estaduais e Municipais. Em outras palavras, o Simples Nacional é considerado por
diversos autores uma ferramenta de planejamento tributário para as Microempresas
(ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP), mas também é reconhecido, sendo
um incentivo fiscal induzido por lei, como um exemplo da primeira espécie de elisão
fiscal. Os autores do presente artigo hão de esclarecer essa suposta contradição ao
final deste mesmo capítulo.
Avançando no tema, houve ainda o êxito por parte do governo na instauração
da alteração, por meio da Lei Complementar (LC) nº 147/2014, que ficou conhecida
como Universalização do Simples Nacional, ou ainda, Simples Universal. Este seria
uma versão universalizada do Simples Nacional, onde as empresas com interesse
em ingressar no regime unificado de tributação, seriam classificadas em relação ao
porte da empresa, independentemente de sua atividade.
Esse procedimento permitiu a entrada de novas atividades no regime,
potencializando a criação e formalização de mais empresas. Além do mais,
estabeleceu-se um processo único de abertura e fechamento de empresas,
podendo as empresas terem baixa a qualquer tempo, ainda que possuam débitos
tributários ou pendências de outros tipos.
Deve-se dar a devida atenção a mais um benefício adquirido com a LC nº
147/2014: o fim da substituição tributária para os beneficiados pelo Simples. Este
benefício foi o que sofreu maior resistência para ser aplicado, entenda: No regime
de substituição tributária o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS) é antecipado para o início da cadeia de produção, assim, utiliza-
se um valor presumido de preço final como base de cálculo do referido imposto. O
que isso significa? Significa que um processo genérico de substituição tributária
acarreta um maior ônus tributário. Esta conclusão não toma por base nenhuma
situação específica, logo, é devido citar-se o fato de que, em alguns casos e com
determinados ajustes, a substituição tributária pode ser benéfica em termos
competitivos.

50

Tal assunto é bem extenso e rico em detalhes, todavia, o aprofundamento no


mesmo não cabe as metas deste trabalho. Deixa-se aqui uma sugestão para
estudos posteriores.
Cabe esclarecer que, segundo a Lei Complementar 123/2006,
“Microempresa” é aquela cuja receita bruta anual não exceda o valor de R$ 240 mil.
Enquanto que “Empresa de Pequeno Porte” se enquadra dentre aquelas cuja
receita bruta anual é um valor superior à R$ 240 mil, mas não excede o valor de R$
2,4 milhões. Ainda, esclarece-se que do COSIF de que serão consideradas válidas
para inscrição no Simples Nacional as Micro e Pequenas Empresas que optem
oficialmente pelo regime tributário em questão, com exceção daquelas que
estiverem impedidas de tal ato por alguma das vedações impostas pela Lei
Complementar 123/2006.
O Simples Nacional implica no recolhimento mensal, mediante um único
documento de arrecadação, denominado DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional), dos seguintes tributos: IRPJ (Imposto de Renda Pessoas
Jurídicas), PIS/PASEP (Programas de Integração Social – PIS – e de Formação do
Patrimônio do Servidor Público – PASEP), COFINS (Contribuição para
Financiamento da Seguridade Social), IPI (Imposto sobre Produtos
Industrializados), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social – neste caso, trata-se das Contribuições para a
Seguridade Social – cota patronal), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços).
Os autores MORAIS e CASTRO (2011) explicam: “No Simples Nacional não
há qualquer lacuna legal que leve a evasão, nem elisão fiscal, o que se objetiva é
uma ‘inclusão fiscal’ na tentativa de acolher a micro, talvez pequena, empresa para
o mercado formal dito ‘simples’.
Os autores deste trabalho discordam da afirmação acima citada quanto a não
relação do Simples Nacional com a possibilidade de Elisão Fiscal, sendo que, como
já demonstrado anteriormente neste mesmo capítulo, o regime aqui tratado se
encaixa adequadamente na definição da primeira espécie de Elisão. Contudo, a
citação ainda se faz válida, pois entende-se que os autores da mesma procuraram

51

ressalvar a importância do Simples como um meio de inclusão fiscal para as


empresas que, alegadamente, não teriam condições de competir no mercado formal
e não somente como um meio de se buscar a redução do ônus fiscal.
Desse entendimento, é compreensível a dúvida quanto a classificação ou
não do Simples Nacional como exemplo de Planejamento Tributário. Contudo, ainda
que haja divergência por parte dos doutrinadores quanto a conceituação dos termos
pertinentes, os autores deste artigo já apresentaram nos capítulos iniciais sua
posição quanto às vertentes doutrinárias existentes.
A escolha foi minuciosamente baseada nos recorrentes estudos do tema,
leitura e análise de obras de variados autores e, até mesmo, afinidade quanto a
doutrina aqui fixada (quesito que se fez necessário e se valeu como definitivo pela
falta de uma posição legal ou corrente doutrinária significativamente majoritária).
Pode-se assim responder à questão proposta da seguinte forma: Mantem-se
o entendimento de que o Simples Nacional é uma ferramenta de Elisão Fiscal, mas
não se enquadra como Planejamento Tributário, ainda que comumente seja tratado
como tal, principalmente, mas não somente, por leigos e profissionais com menos
conhecimento sobre essa temática.

Spedinho – O SPED do Simples Nacional

Neste capítulo apresenta-se o Sistema Público de Escrituração Digital


(SPED) como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo
Federal que representa a modernização no cumprimento das obrigações acessórias
e visa identificar mais rapidamente e de modo mais eficaz possíveis ilícitos
tributários. Isso foi possível com a implantação dos seguintes passos:
 Informatização da relação fisco-contribuinte;
 Integração das informações dos órgãos fiscalizadores;
 Padronização das informações prestadas nas obrigações acessórias.

52

O SPED só é considerado juridicamente válido em sua forma digital, pois a


assinatura dos respectivos documentos eletrônicos é feita através de devida
certificação digital.
O nome “Spedinho” é o apelido atribuído a Escrituração Fiscal Digital (EFD)
que passou a ser obrigação acessória global com a inclusão da obrigatoriedade
para as Microempresas (ME) e para as Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes
pelo Simples Nacional a partir de 01/01/2016 devido ao Protocolo ICMS nº 91 de 30
de setembro de 2013, publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia posterior
(01/10/2013), que altera o Protocolo ICMS nº 03/2011, este que dispõe sobre a
obrigatoriedade da EFD e a fixação de seu prazo.
Dentre as mais recentes mudanças no âmbito tributário, destacam-se as
novidades nos sistemas de cruzamento de dados, cada vez mais especializados,
onde o governo investe em tecnologias da informação, cada vez mais avançadas e
modernas. É nesse quadro que se encaixa o Sped Fiscal, caracterizado como um
sistema de integração de informações entre os órgãos governamentais e tido como
um avanço na relação fisco-contribuinte.
A mais recente mudança que já vinha sendo planejada a algum tempo é a
atualização quanto as empresas a serem obrigadas a fazer essa declaração. Trata-
se da criação da obrigatoriedade para com essa declaração para todas as
empresas, independentemente de seu faturamento ou forma de tributação.
A mudança supracitada já se faz concreta com o Spedinho ao enquadrar as
MEs e EPPs optantes pelo Simples Nacional nesse aglomerado de empresas
obrigadas a tal declaração.
A justificativa para essa ocorrência jaz na compreensão da importância do
Sped Fiscal, esclarecendo passo-a-passo:
 Primeiramente, o contribuinte presta informações ao Fisco e aos
demais órgãos competentes (quando for o caso);
 A seguir, as informações são trocadas entre os fiscos das Unidades
Federadas (UFs);
 Com essa troca, facilita-se a descoberta de divergências nas
informações prestadas;

53

 Assim, (uma vez constatada uma divergência) medidas cabíveis são


tomadas em prol da inibição de possíveis fraudes tributárias;
 Logo, aumenta-se a arrecadação dos tributos inerentes.
Essa mudança tem acarretado aos empresários a necessidade de se investir
em constantes atualizações e treinamentos quanto as novas exigências a serem
cumpridas do modo mais viável possível (incluindo-as em seus planejamentos
tributários), evitando-se, logicamente, quaisquer penalidades decorrentes de
evasões fiscais alegadamente não intencionais. Além de investir em novas
tecnologias que permitam administrar as informações prestadas mais facilmente,
visando o mesmo objetivo anteriormente citado.
Faz-se, nesse cenário, mais uma ressalva quanto a suma importância do
contador, caminhando junto com o gestor da área concernente, no cumprimento em
tem hábil e com notável excelência das obrigações acessórias pelo fisco
determinadas. Idealmente, todos os colaboradores devem estar cientes das
mudanças, estando, assim, possibilidades a cooperar da melhor maneira possível
com os responsáveis da área fiscal-tributária e/ou demais áreas pertinentes.

DeSTDA – Uma Nova Obrigação Nada Simples

Uma nova obrigação acessória mensal passou a ser cobrada a partir de 1º


de janeiro de 2016, relativa aos fatos geradores ocorridos a partir da mesma data.
Instituída pelo Ajuste Sinief 12/2015, dedica-se este capítulo a Declaração de
Substituição Tributária, Diferencial de Alíquota e Antecipação (DeSTDA), a ser
devida pelos contribuintes do ICMS optantes pelo Simples Nacional.
Esta nova declaração é de interesse das administrações tributárias das
unidades federadas, sendo que cada UF é competente para determinar os critérios
de obrigatoriedade da DesTDA a serem aplicados aos seus contribuintes e aos
contribuintes de outra UF que realizem operação ou prestação de serviço sujeito ao
ICMS na UF em questão.

54

A DeSTDA é composta por informações no meio digital referentes ao


resultado da apuração do ICMS em alguns casos específicos. Esses casos estão
dispostos na Lei Complementar 123/2006 – artigo 13 – § 1º – inciso XIII – alíneas:
 “a” (substituição tributária);
 “g” (antecipação);
 “h” (diferencial de alíquota).
A justificativa para a criação dessa obrigação seria a necessidade de se
atender o disposto no § 12, artigo 16, da LC 123/2006, ou seja, atender a
determinação de que as informações a serem fornecidas relativas ao ICMS nas
formas previstas nas alíneas anteriormente citadas devem ser prestadas por meio
de aplicativo único. Indo mais além, cito também a possibilidade da DeSTDA ter sua
base legal complementada por legislação específica de cada UF.
Uma vez apresentada, abre-se uma questão quanto a viabilidade econômica
da DeSTDA. Observa-se que, para cada operação que se enquadre no Diferencial
de Alíquotas, faz-se necessária a emissão de uma Guia de Recolhimento de
Tributos Estaduais (GNRE). Não fica difícil notar com as informações até o momento
apresentadas que essas exigências hão de elevar os já elevadíssimos custos
tributários, além de elevar também os custos operacionais uma vez que passa a ser
imprescindível a utilização de serviços contábeis mais especializados e,
consequentemente, mais caros.
Nota-se também a ausência de tratamento diferenciado para as empresas
optantes pelo Simples Nacional. Como se não bastassem todas essas exigências e
as dificuldades inerentes a seu cumprimento, reduziu-se o prazo para entrada no
SPED Contábil.
Não restam dúvidas quanto à necessidade imediata dos profissionais e
empresários contábeis de se atualizarem quanto aos “nada simples” detalhes dessa
nova obrigação e de firmarem um rígido controle interno em suas empresas para
não serem surpreendidos com penalizações futuras. Ainda assim, em consequência
da descabida quantidade de obrigações e respectivas regras cada vez mais
complexas, não se vislumbra, nas condições atuais, a possibilidade de se

55

estabelecer qualquer procedimento interno para garantir-se livre de possíveis


multas e demais penalizações inerentes de declarações errôneas.
Acrescento ainda, para conhecimento geral, que já aderiram à DeSTDA os
Estados do Mato Grosso (MT), Pernambuco (PE), Rio Grande do Sul (RS) e São
Paulo (SP).

Conclusão e Considerações Finais

O planejamento tributário pode ser tomado como fator essencial para


assegurar a competitividade da empresa no mercado e representa uma forma
legítima de economia na carga tributária da mesma.
Tal fator possui caráter preventivo e busca a diminuição de impostos e de
alternativas nas tomadas de decisões, que resultam em reflexos positivos nos
resultados da empresa.
É de conhecimento comum que o Brasil possui uma elevadíssima carga
tributária fiscal, uma das mais altas do mundo, em média 33% do faturamento
empresarial. Essa onerosíssima carga interfere no resultado econômico das
empresas, dificulta seu crescimento e acelera o cessar de suas atividades.
Visando impedir o rápido fim das empresas, essas devem ser estimuladas a
desenvolver um planejamento tributário entre seus processos, sendo o mais
provável a implantação de um processo de gestão tributária, facilitando a
elaboração e consequente execução do planejamento (o possível agente mais
influente na determinação do sucesso ou não da empresa).
Para se saber qual a melhor ferramenta de planejamento tributário a ser
escolhida, deve haver, por parte do profissional, uma profunda análise individual de
cada empresa e uma minuciosamente ponderada avaliação da relação
custo/benefício de cada ferramenta, tendo sempre em vista o melhor para a
expansão da entidade, independente do porte da empresa, evitando a
generalização por setor ou faturamento.
Respondendo mais claramente à pergunta no título do Capítulo 7 deste
artigo, o Simples Nacional não se enquadra como um método de Planejamento

56

Tributário, mas sim, como a primeira espécie de Elisão Fiscal (como comentado ao
longo do mesmo capítulo). Independente de como é classificado, é inegável seu
objetivo e eficácia quanto a redução da carga tributária incidente e consequente
significativa economia empresarial.
Mudanças ocorreram nesse regime, destacando-se o Spedinho que
proporcionou ainda mais economia para as empresas, além de aumentar o leque
de empresas que poderiam se enquadrar no Simples. Contudo, há aspectos
negativos, como a instauração da DeSTDA, resultando em maior custo tributário e
operacional para as empresas optantes pelo Simples, na contramão da
padronização e adequação das informações contábeis pelo fisco.

Referências

COSIF, Portal de Contabilidade Eletrônico. CONTABILIDADE DE CUSTOS.


Disponível em: <http://cosif.com.br/publica.asp?arquivo=cus_definicoes>. Acesso:
10/02/2015.

COSIF, Portal de Contabilidade Eletrônico. CONTABILIDADE FISCAL E


TRIBUTÁRIA. Disponível em:
<http://cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=contabilfiscotribut>. Acesso: 10/02/2015.

COSIF, Portal de Contabilidade Eletrônico. CONTABILIDADE GERENCIAL.


Disponível em: < http://cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=contabilgerencial>.
Acesso: 10/02/2015.

COSIF, Portal de Contabilidade Eletrônico. LEI COMPLEMENTAR 123/2006 –


SIMPLES NACIONAL. Disponível em: <
http://cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=leicompl123cap01>. Acesso: 13/02/2015.

COSIF, Portal de Contabilidade Eletrônico. NBC TG 26 – APRESENTAÇÃO DAS


DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS. Disponível em:

<http://cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=nbc-tg-26>. Acesso: 10/02/2015

57

LEAL, Marcello. CONCEITO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO:


ELISÃO, EVASÃO E ELUSÃO FISCAL. (2014) Disponível em:
<http://marcelloleal.jusbrasil.com.br/artigos/113726054/conceito-de-planejamento-
tributario- elisao-evasao-e-elusao-fiscal>. Acesso: 10/11/14.

LUNELLI, Reinaldo Luiz. QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS.


Disponível Em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/qualidade-
informacoes-contabeis.htm>. Acesso: 10/02/2015.

MORAIS, Lucas Vicente de; CASTRO, Marcus Vinicius de Freitas. SIMPLES


NACIONAL

– UMA FORMA DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO PARA AS


MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE. (2011) Disponível em:
<http://www.cpgls.ucg.br/6mostra/artigos/SOCIAIS%20APLICADAS/LUCAS%20VI
CENTE%20DE%20MORAIS%20E%20MARCUS%20VINICIUS%20DE%20FREIT
AS%20CASTR O.pdf>. Acesso: 13/12/14.

NETO, Alfredo Gomes da Silva. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO DE ACORDO


COM A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA E OS ASPECTOS CONTÁBEIS. (2009)
Disponível em:
<http://dvl.ccn.ufsc.br/congresso/anais/1CCF/20090727164635.pdf>. Acesso:
13/12/14.

NETO, José Batista Maciel. A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE NA GESTÃO


TRIBUTÁRIA DAS EMPRESAS COM FOCO NO PLANEJAMENTO
TRIBUTÁRIO.(2010) Disponível em: http://www.crc-
ce.org.br/crcnovo/files/planejamento_tributario.pdf. Acesso: 13/12/14.

OLIVEIRA, Marcos A. Nazário de; ANDRADE, Rafael Antônio. SIMPLES


NACIONAL E O PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO. (2013) Disponível em:
<http://www.ice.edu.br/TNX/storage/webdisco/2013/12/13/outros/4c7878fa25a9825
d788cd3e9 f71aabf4.pdf>. Acesso: 13/12/14.

58

PACHECO, Daniela da Rocha. TIRE SUAS DÚVIDAS: SPED. Artigo publicado na


Revista INCorporativa Negócios – nº 03 – Junho/Julho 2013 – Páginas 08 a 15.

SILVA, Adilson Alves da. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO EFICAZ RESULTA EM


BOM RESULTADO PARA A EMPRESA. (2009) Disponível
em:<http://www.cpgls.ucg.br/ArquivosUpload/1/File/V%20MOSTRA%20DE
%20PRODUO%20 CIENTIFICA/DIREITO/1-.PDF>. Acesso: 23/11/14.

SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat. METODOLOGIA DA


PESQUISA E ELABORAÇÃO DE DISSERTAÇÃO. 4ª ed. – revisada e atualizada.
Universidade Federal de Santa Catarina–UFSC. Florianópolis, 2005. Disponível
em:<https://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia_de_pesquisa_e_elaboracao_
de_teses_e_diss ertacoes_4ed.pdf>. Acesso: 24/03/2016.

SIQUEIRA, Eurípedes Bastos; CURY, Lacordaire Kemel Pimenta; GOMES, Thiago


Simôes. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO. Artigo publicado na Revista CEPPG – Nº
25 – 2/2011 – ISSN 1517-8471 – Páginas 184 a 196.

SITECONTABIL, Notícias Empresariais. DESTDA – NOVA OBRIGAÇÃO


DOS CONTRIBUINTES DO ICMS OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL.
Disponívelem: < http://www.sitecontabil.com.br/noticias/artigo.php?id=1626>.
Acesso: 24/03/2016.

SOUSA, Valdino Alves de. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO (ELISÃO FISCAL).


(2014)Disponível em:
<http://valdivinodesousa.jusbrasil.com.br/artigos/121944135/planejamento-
tributario-elisao-fiscal>. Acesso: 10/11/14.

SOUZA, Luciane Regina Braçaroto de; PAVÃO, Ana Celi. A NECESIDADE DO


PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO VISANDO A REDUÇÃO DOS CUSTOS
NAS ORGANIZAÇÕES. (2012) Disponível em:
<https://www.inesul.edu.br/revista/arquivos/arq-idvol_19_1346771456.pdf>.
Acesso: 23/11/14.

59

ZANLUCA, Júlio César. GESTÃO DO DEPARTAMENTO FISCAL. Disponível em:


< http://www.valortributario.com.br/gestao-tributaria.asp>. Acesso: 23/11/14.

ZANLUCA, Júlio César. O CONTABILISTA E O PLANEJAMENTO


TRIBUTÁRIO.Disponívelem:<http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/pl
anejamentofiscal.htm>.Acesso: 10/11/14.

60

Você também pode gostar